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Título do projecto PLANTAÇÃO DO SISAL

Solicitante Ibraimo Abdul Aly Baraca


NUIT do proponente 100569264
Conta Bancária e NIB
Localização da Localidade Posto Administrativo Distrito Província
Organização/Associação Povoado Terela Rapale-Sede Rapale Nampula
Contacto: telefónico e Telefone Fax Telemóvel
Número de Fax 870034723 - 870034723
Tipo de Organização Privada
Proponente do Projecto Ibraimo Abdul Aly Baraca
Nome Telemóvel Email
Contacto do Responsável
do Projecto Ibraimo Abdul Aly 870034723 ibraimoalibarraca@yahoo.com.br
Baraca
Director técnico do Ibraimo Abdul Aly Baraca
Projecto
Endereço Físico da Terela-Cabo Makeia
Organização
Duração do projecto 05anos
Custo total do projecto 7.291.240,00
Localidade/Regula Posto
Onde vai ser Distrito Província
do/Povoado Administrativo
desenvolvido o projecto
Cabo Terela Rapale-Sede Rapale Nampula

1.1.2 Discrição do Projecto


O sisal, ou agave, é uma planta originária do México, adaptada ao semiárido e resistente às secas,
e que gera a mais importante fibra dura do mundo. As fibras de sisal são utilizadas na produção
de barbantes, cordas, cordões, cabos marítimos e de elevadores, nas indústrias alimentícias,
automotivos e farmacêuticas, para fins geotêxtis, artesanais, no endurecimento e na colocação de
placas de gesso nas construções, na confecção de tapetes, carpetes, tecidos, papéis, estofamentos,
adubos orgânicos e químicos, cosméticos, cera, álcool industrial, forragem animal e fios
agrícolas, utilizados para amarrar feno e cereais para consumo animal, em países de inverno
rigoroso.
Entretanto, mesmo em solo semiáridos que pode ser produzido, o sisal constitui um importante
meio de sobrevivência e factor de fixação da população no campo, pelo predomínio do trabalho
familiar em seu cultivo. É também reconhecida a sua capacidade de geração de empregos, por
meio de sua cadeia de produção: plantação trabalhos de manutenção das lavouras, extracção
(corte das palmas), desfibramento das folhas, secagem, processamento da fibra para
beneficiamento, industrialização e manufactura de diversos produtos e artesanais. Estima-se que
a actividade do sisal, cultivado gera 13072 postos de trabalho sazonais.

O proponente deste projecto tem um DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) para mil
(1000) há, todos para povoar de sisal. O Projecto começou em 2014 e neste momento já tem 100
ha, plantados de Sisal, usando fundos dos seus salários mensais. Chegado a esta altura, o
proponente apesar de ainda conseguir povoar 25ha por ano os fundos agora são exíguos, porque
a responsabilidade do proponente aumentou, tem uma família grande, levou os filhos a escola e
não tem outra fonte senão os seus ordenados mensais. Para além disso, as operações culturais;
nomeadamente; sachas rotineiras geram custos acima da capacidade financeira do proponente o
que permiti cobrir com sisal a totalidade de área ainda disponível.

Estes 100 ha repovoados, o proponente usou a mão-de-obra da população local, que faz o
trabalho diário e ganha a sua remuneração pelo trabalho oferecido. Na Localidade de Terela, a
renda das famílias depende deste projecto, visto que ela pratica a agricultura familiar de pequeno
rendimento para o consumo. O que colhem durante o ano, cobre apenas oito (8) meses das suas
necessidades alimentares passando os restantes quatro (4) meses sem comida. Com este projecto,
aumentou a renda anual e mudou a economia do povoado de Terela.

Este projecto é para fortalecer a agricultura por meio de acções voltadas para a melhoria das
práticas produtivas da actividade sisaleira e a diversificação da produção, gerando mais renda
para a concretização dos seus objectivos sociais. Desde 2014 que começou a se concretizar este
projecto, nota-se a melhoria da economia da população local. Antes todas habitações eram de
construção precária e cobertas de capim. Hoje é bem notório que 3% da população tem casas
construídas com paredes de cimento e cobertas de chapas de Zingo, fruto de renda adquirida no
projecto de plantação de sisal no povoado de Terela. E ainda acreditamos que com o
financiamento deste projecto, 80% da população deste povoado vai melhorar significativamente
a sua economia, habitação e o seu nível de vida baixo para mudara para a desenvolvida. Grande
parte desta população já tem um meio de transporte (motorizadas), que lhes leva rapidamente a
chegar na cidade e fazer suas compras, muitas crianças já frequenta a Escola primaria e alguns
alunos frequentam ao ensino secundário geral (ESG).

1.1.3 Localização geográfica do Distrito de Rapale

Rapale é um distrito com a sua Sede no povoado de Rapale, está localizado a Oeste da Cidade
Capital Provincial de Nampula, confinando a Norte com os distritos de Mecuburi e Muecate, a
Sul com o distrito de Mogovolas, a Este com o distrito de Meconta e a Oeste com o Distrito de
Murrupula. A superfície do distrito é de 3.675 km 2 e a sua população está estimada em 253 mil
habitantes à data de 1/7/2012. Com uma densidade populacional aproximada de 68,9hab/km,
prevê-se que o distrito em 2020 venha a atingir os 330 mil habitantes. A estrutura etária do
distrito reflecte uma relação de dependência económica de 1:1.1, isto é, por cada 10 crianças ou
anciãos existem 11 pessoas em idade activa. Com uma população jovem (44%, abaixo dos 15
anos), tem um índice de masculinidade de 98% (por cada 100 pessoas do sexo feminino existem
98 do masculino) e uma matriz rural acentuada.

1.1.4 Clima e Hidrografia

O clima predominante, em Nampula/Rapale, é o tropical húmido com duas estacões: uma


chuvosa e quente que normalmente começa em Novembro e termina em Abril, caracterizado por
aguaceiros e trovoadas frequentes. A outra, seca e menos quente que se estende de Maio até
Outubro. O valor máximo absoluto da temperatura do ar, situa-se no 33,9º C e o mínimo no 19 o
C. Regra geral, as regiões de maior elevação no distrito, apresentam-se com temperaturas mais
suaves em relação às outras zonas.
Quanto à precipitação, a média anual é de 1.045 mm. Os valores de precipitação anual indicam
que as chuvas iniciam nos meses de Outubro a Abril com pico nos meses de Janeiro e Março.
As chuvas registadas no Distrito de Nampula favorecem a prática da Agricultura, o
desenvolvimento de barragens de retenção de água, por isso o distrito possui boas condições para
prática da agricultura de regadio, facto que ajudaria a resolver os problemas de segurança
alimentar.
Os cursos de água são todos de corrente periódica, à excepção do Meluli que pode conservar
água durante quase todo o ano, não sendo navegável. Este rio nasce na região de Namaíta,
Nampula, desaguando no Oceano Índico em forma de estuário. Os principais cursos de água no
distrito correm no sentido Oeste a Este com uma extrema importância para as populações locais,
sendo: Rio Monapo, nasce no Distrito de Mecuburi, desagua na Ilha de Moçambique no Oceano
Indico e serve de Limite entre os distritos de Nampula-Rapale e Mecuburi;
Rio Mululi, nasce no Monte Chica, Distrito de Ribaué e desagua no Oceano Índico;
Rio Mutivaze, nasce na Localidade de Nacuca-Mutivaze e desagua no rio Mululi;
Rio Namaita, nasce no Monte Chica e desagua no rio Mululi, serve de limite entre os
distritos de Nampula e Murrupula.
Rio Mepelume, nasce na zona de Marrere-Cidade de Nampula e desagua no rio Mululi;
Rio Impape, nasce na Localidade de Nahipa-Mecuburi e desagua no rio Mutivazi.
Rio Mutepo, nasce na Localidade de Namachilo e desagua no rio Mululi.
Rio Manicua, nasce na Localidade de Nacuia-Rapale e desagua no rio Monapo.

Estes rios são, na sua maioria, de regime periódico, contribuindo, em grande medida, para a
vida da população, pois abastecem água, peixe e as terras banhadas por estes rios são férteis
para agricultura. Existem no distrito vários riachos e lagoas de regime periódico e temporário.

1.1.5 Relevo e Solos


O Distrito de Rapale por se situar na região central da província caracteriza-se pela
predominância de relevo, por planaltos, salpicados por formações montanhosas, sendo as mais
importantes: Nairuco, Muhitho, Intathapila, Inriaue, Peuwé, Cuhari, Namanaca.
Rapale é composto principalmente por rochas metamórficas, cuja formação decorreu entre os
1.100 e 850 milhões de anos. Este é o tipo de rocha mais antigo existente em Moçambique.
De acordo com a formação rochosa, no distrito de Rapale destacam-se os seguintes tipos de
solos: Solos dos topos e encostas superiores dos interflúvios – são os mais representativos no
distrito, profundos a muito profundos arenosos com subsolo profundo de textura franco- arenosa
e solos de textura média, permeáveis, férteis e relativamente profundos, de cor
predominantemente castanha a vermelho.
São solos com uma sucessão de horizontes A-AB-B-(Bt1)-(Bt2). O solo superficial, horizonte
tem uma profundidade de 20 a 30 cm, é de textura arenosa, de cor castanho-acinzentada muito
escura, acastanhada muito escura e muitas vezes castanho-avermelhada muito escura.
O horizonte AB é de textura arenosa, de cor castanho- amarelada escura a vermelha amarelada e
uma profundidade que varia de 20 a 30 cm e 40 a 60 cm. O horizonte B é de textura arenosa na
maioria dos casos, de cor castanha – amarelada, sendo em alguns casos de textura pesada: franco
– arenosa a franco – argilosa, com uma profundidade de 40 a 60 e de 80 a 90 cm. A camada Bt
com profundidade superior a 80 – 90 cm é de textura franco-arenosa a argilo-arenosa, muitas
vezes de cor vermelho-amarelada a vermelha
Solos dos fundos dos vales e dambos – são os segundos mais representativos, são profundos e
muito profundos, argilosos a arenosos, de cor geralmente escura, imperfeitamente a mal
drenados.
Rochas e afloramentos – São muito pouco profundos, menos de 25 cm, pedregosos ou
constituídos de rocha nua. Em alguns casos encontram-se solos pedregosos pouco profundos por
cima das rochas ou montanhas. São de textura franco – arenosa a franco-argila-arenosa com
profundidade inferior a 50 a 70 cm. Os outros tipos de solos ocorrem em proporções muito
pequenas em todo o distrito.

1.1.6. Uso e cobertura da terra


De acordo com o Inventário Florestal Nacional, ocorrem na área de cultivo unidades de uso e
cobertura de terra: corpos de água naturais; floresta semi-decídua; floresta fechada e aberta com
agrícola itinerante; agricultura itinerante com floresta; cultivos arbóreos e plantações florestais;
campos agrícolas.
1.1.7. Economia e Serviços
A agricultura é a actividade dominante que envolve quase todos os agregados familiares.
Existem, ainda, pequenas infra-estruturas de rega com capacidade para fazer irrigação de
Superfície e represas com potencial para irrigar pequenas áreas agrícolas.
De um modo geral, a agricultura é praticada manualmente em pequenas explorações familiares
em regime de consociação de culturas com base em variedades locais. A produção agrícola é
feita predominantemente em condições de sequeiro, nem sempre bem-sucedida, uma vez que o
risco de perda das colheitas é alto, dada a baixa capacidade de armazenamento de humidade no
solo durante o período de crescimento das culturas.

De uma forma generalizada pode-se dizer que a região é caracterizada pela ocorrência de três
sistemas de produção agrícola dominantes. O primeiro corresponde à vasta zona planáltica baixa
onde domina a consociação das culturas alimentares, nomeadamente mandioca/milho/feijões
nhemba e bóer, como culturas de 1a época (época das chuvas) e a produção de arroz pluvial nos
vales dos rios, dambos e partes inferiores dos declives. Na maioria da região, este sistema é
característico do topo dos interflúvios, declives superiores e intermédios.

O segundo sistema de produção é dominado pela cultura pura de mapira, ocasionalmente


consociada com milho e feijão nhemba. As culturas de mexoeira e amendoim podem aparecer
em qualquer uma das consociações. A mandioca é a cultura mais importante em termos de área e
é cultivada tanto em cultivo simples, como em cultivo consociado com feijão ou amendoim.
O algodão corresponde ao terceiro sistema de produção, e constitui a principal cultura de
rendimento da região. Os três sistemas de produção agrícola aqui descritos ocorrem em regime
de sequeiro. O sistema agro-silvícola do cajú, menos característico desta zona, chega, porém, a
ser ocasionalmente dominante em alguns distritos (Monapo, Muecate, Mecuburi).

Neste distrito de Rapale, encontram-se matas e florestas fechadas, nas áreas de Ehenene, no
Posto Administrativo de Mutivaze, Tchaiane Posto Administrativo de Rapale Sede, Namachilo
Posto Administrativo de Anchilo, Rio-Mogingual Posto Administrativo de Anchilo e Namaita,
com árvores de grande porte de valor económico como: Imbila, Jambirre, Pau-ferro, Chanfuta,
Moco, Medonha, Pau-preto.
A fauna é diversificada pois encontramos quadrúpedes, tais como, macacos, gazelas, porcos
do mato, crocodilos, répteis, insectos e aves de variadas espécies e lindas cores e plumagem no
interior das florestas do distrito. A pesca é uma actividade pouco significativa no distrito, pratica-
se nos rios e riachos, principalmente na época chuvosa. A pequena indústria local (pesca,
carpintaria e artesanato) surge como alternativa à actividade agrícola, ou prolongamento da sua
actividade. No sector industrial do distrito predominam as moageiras, num total de 45, das quais
17 em Rapale e outras distribuídas em Nacuia, Tchaiane e Napome. Existem, ainda, prensas
manuais de fabrico de óleo alimentar e duas indústrias incubadoras em Rapale Sede com o
objectivo de incrementar o desenvolvimento, o distrito tem promovido feiras, lojas e barracas em
diferentes comunidades, de forma a incentivar a troca de produtos entre as regiões do distrito.

O comércio informal tem contribuído, substancialmente, no abastecimento da população em


produtos de primeira necessidade, incluindo instrumentos de produção. É um sector que merece
encorajamento, licenciando aqueles que estão a progredir, além de apoio em micro crédito.

1.1.8. História e Cultura

A População do distrito de Rapale estrutura-se em grandes famílias, linhagens e clãs, sendo as


mais destacadas Amulima, Amale, Alapone, Amirasse, Anela, Adjeledje e Alucasse. Os clãs
predominantes são Alapone e Amulima.
As danças praticadas pela população do distrito são: Ropotho, Puilimuite, Epako, Munahiue,
N’samula, Tufo, N’sope, Ithori, Maquiequie, Mukerro, Narruda, Tankana, Harrapa, Chilele,
Jublio, Nacula, Etuara, Limbontho, Mapico, Marrabenta, e Mutali, Elata, Marimba e Tropa. As
danças são praticadas como forma de reafirmar a identidade cultural e exteriorizar o estado de
tristeza e de culto.
Existem 4 monumentos, nomeadamente, o Monumento dos Heróis Moçambicanos, Missão
De Rainha Santa Isabel de Leprosaria de Namaita; Missão Sagrada Coração de Jesus de Nova
Chaves. Igualmente, foram identificados 6 locais históricos a saber:
Lagoa de Uacureia em Momola;
Monte Eráti em Namachilo;
Monte Mutumburine em Muriasse-Baburi;
Lagoa NrathaWanathirya em Rapale-Sede-Namiraua A;
Muala Mcova em Nacuia;
Monte Namahihi em Muriasse-Naburi.
A população do distrito de Rapale, acredita na existência de uma força sobrenatural que está
ligada aos destinos das comunidades (chuva, sorte, morte, luz e vida). Esta percepção da vida
leva a população a se agregar em organizações religiosas diversificadas que têm por fim preparar
uma vida eterna para cada indivíduo.
As principais congregações religiosas são: Católica Romana, Testemunhas de Jeová, Adventista
do 7º Dia, Igreja dos 12 Apóstolos, Igreja de Nazareno, Assembleia de Deus, Assembleia de
Deus Internacional, Congresso e Conselho Islâmico.
A maioria da população prática a religião “Africana”, mais conhecida por animista, em que a
população crê que os seus antepassados estão na eternidade e têm poderes para ajudar os vivos a
superar as crises e dificuldades e a conseguirem o bem-estar.

1.2. Demografia
A superfície do distrito é de 3.675 km2 e a sua população está estimada em 174707 mil habitantes
de acordo com ultimo censo da população.

1.2.1. Estrutura etária e por sexo


A estrutura etária do distrito reflecte uma relação de dependência económica de 1:1.1, isto é, por
cada 10 crianças ou anciãos existem 11 pessoas em idade activa. Com uma população jovem
(44%, abaixo dos 15 anos), tem um índice de masculinidade de 98% (por cada 100 pessoas do
sexo feminino existem 98 do masculino) e uma matriz rural acentuada.

1.2.3. Agricultura e Desenvolvimento Rural


O distrito de Rapale serve de base de produção de bens de consumo agrícola e é potencial para a
criação de zonas de expansão na fixação dos populacionais residuais dos bairros já
congestionados e com elevados problemas de saneamento.
Como a maioria dos distritos do país, o distrito de Rapale não é densamente povoado.
Consequentemente, não existe um aproveitamento intensivo dos recursos aqui existentes, embora
haja registado a ocorrência de conflitos sobre a posse de terra, especificamente sobre a
delimitação das terras de famílias vizinhas.
1.3 Objectivos do Projecto
1.3.1 Objectivo geral:
Desenvolver a produção do Sisal de forma sustentável para a melhoria das condições de vida das
comunidades directamente engajadas ao projecto, através de geração de renda para promover o
desenvolvimento socioeconómico do povoado de Terela.

1.3.2 Objectivos específicos


1. Implantar um sistema produtivo de sisal para o aproveitamento sustentável de recursos
naturais envolvendo toda comunidade de Terela;
2. Implantar uma unidade de produção de sisal para a comercialização da fibra e subprodutos
para o desenvolvimento socioeconómico da localidade.
3.Estabelecer sinergias locais conducentes a concretização dos anseios de desenvolvimento
socioeconómico a partir dos cash flows gerados pelo projecto.

1.3.3 Justificação do projecto


Este projecto está voltado ao apoio de soluções integradas que contemplam desde a produção do
Sisal até a efectiva comercialização, visando ganhos para a população da Localidade de Terela. O
mesmo projecto visa a recuperação e/ou expansão da cultura do sisal em base tecnológica que
nos anos passados era uma cultura praticada na zonas de Metocheria e Netia ambas no distrito de
Monapo. O projecto vai promover o desenvolvimento socioeconómico solidário e sustentável da
Localidade através de construção de infra-estruturas sociais (escolas, posto de saúde, fontes de
agua potável e energia) e induzir uma alternativa de organização do sistema produtivo para o
aproveitamento sustentável de recursos naturais envolvendo todas comunidades da Localidade de
Terela através das associações, a semelhança do que acontece no Brasil e México.

Entretanto, mesmo nas condições de insegurança e atraso em que é produzido, o sisal constitui
um importante meio de sobrevivência e factor de fixação da população no campo, pelo
predomínio do trabalho remunerado em seu cultivo. É também reconhecida sua capacidade de
geração de empregos, por meio de sua cadeia de produção: plantação, trabalhos de sachas,
extracção (corte das folhas), desfibramento das folhas, secagem, processamento da fibra para
beneficiamento, industrialização e manufactura de diversos produtos e artesanatos. Este projecto,
visa especificamente a valorização da produção de sisal, sua industrialização e exportação, o
estímulo ao incentivo ao associativismo e cooperativismo. Visa, igualmente a melhoria das
condições de vida das comunidades directamente engajadas ao projecto e de toda a população da
Localidade.
Neste projecto, destacamos aspecto peculiar; o facto de ser o primeiro a ser implantado, em todo
o país, por nacional apos a independência.
São também apresentadas, de forma objectiva, as principais lições que serão aprendidas; o
trabalho agrícola remunerado, uma alternativa sustentável de uso e aproveitamento de terra no
distrito através do tecido empresarial.
Para os representantes da comunidade local, a ousadia de querer fazer, o compromisso com a
causa, a dedicação, o envolvimento do proponente como agricultor. A comunidade local sente
que o projecto de sisal e importante, contribui em qualquer posição que esteja, o que demonstra o
nível de identificação e de doação que as pessoas têm para com o projecto. Neste contexto, uma
lição aprendida fica por conta da importância que deve ser conferida a sustentabilidade
económica que o projecto tem para a comunidade local. A receita de sucesso, deste projecto, e
acreditar nos objectivos predefinidos sustentados pela responsabilidade, persistência e
transparência na gestão de recursos alocados.

1.3.4. Indicadores
1.3.5. Caracterização da economia do distrito de Rapale
A economia do distrito de Rapale, é caracterizado pelos factores históricos e de desenvolvimento
retardado, próprio da Província de Nampula. Base da sua economia e a agricultura praticada
maioritariamente pelo sector familiar. A pecuária, e exploração florestal para fins madeireiros e
de fonte energética doméstica e exploração turística são igualmente fontes de rendimentos dos
habitantes de Rapale.

Num distrito onde a agricultura se limita ao sector familiar e a indústria não tem expressão
significativa, é evidente que o mercado de trabalho se apresente extremamente fraco. A nível do
comércio, o dinamismo relativo do sector informal, tem compensado, de alguma forma, a
fraqueza que se nota no sector formal.
2. Formulação do Projecto
2.1. Matriz de Planificação

2.2. Programação de recursos

2.3. Detalhe
Para melhor compreensão do uso das jornas solicitadas para a prossecução das actividades,
detalha-se abaixo cada uma ou grupo de jornas a ser recrutado:
O técnico a ser recrutado será o responsável de implementação do projecto. Cabe lhe a tarefa de
garantir que todos detalhes inerentes ao projecto sejam implementados com sucesso. Terá um
período de 360 dias de trabalho remunerados pelo projecto e os restantes quatro anos o seu
salário será gerado pelos 100ha que a partir de 2020 vão ao corte e posteriormente pelos cash
flows gerados pelo próprio projecto.
Sendo que em 2020 teremos fibra em processo de produção há necessidade de termos guardas
que lhes cabe a tarefa de guarnecer o material do projecto e fazer o controlo de incêndios no
campo. Também vão ser remunerados no primeiro ano pelo projecto e nos anos subsequentes a
sua remuneração será assegurada pela produção vinda dos 100ha cujo corte inicia em 2020 e dai
em diante pelos cash flows do projecto.
O processo de corte é levado a cabo por jornas que durante o processo necessitam de água. Então
é este aguadeiro que deve assegurar o seu fornecimento.
Os sazonais são todos aqueles trabalhadores que vão fazer o dia-a-dia do projecto. Destaque
neste grupo de operacionais vai para sachadores que terão um período longo de trabalho por ser
uma operação que se repete ao longo de todo ciclo de crescimento de sisal (5 anos).Os restantes
vão ser remunerados um ano pelo projecto pelo facto de absorverem valores que nos anos
subsequentes o projecto pode gerar.
Portanto, a parte operacional do projecto, vai consumir 4.158.990,00 mt correspondentes a
59.04% do valor global, equivalentes a 59.414,14 Euros.

3. Factores de viabilidade
3.1. Estrutura

O projecto, por ser ainda pequeno, e suportado por fundos familiares, a sua estrutura está
centralizada mas com entrada de capitais para fins sociais a estrutura mudara para horizontal co
participação activa dos vários stekeholder.
O pessoal de apoio é constituído por um técnico de apoio administrativo, um técnico agrícola de
nível médio e uma auxiliar de campo.
3.2. Análise do ambiente geral
Moçambique é um país cuja percentagem de terra em uso é das mais baixas da SADC, sendo
razão suficiente para o conjunto de políticas levadas a cabo pelo governo para o desenvolvimento
da agricultura. Todavia estes esforços são ainda insuficientes se tomarmos em linha de conta que
sendo um país com enormes potencialidades agrícolas muito podiam contribuir para a robustez
do PIB através de massificação de micros, pequenas e médias empresas agrícolas inovadoras,
mas somente 30% é que provém do sector primário devido às dificuldades de acesso aos créditos
agrícolas e pior para fins sociais.
É ciente da contribuição que a agricultura pode gerar para o PIB, de forma geral, e em particular
para a renda das famílias rurais que o governo determina que a agricultura é a base do
desenvolvimento e olha o distrito como polo de desenvolvimento dotando a sua estrutura
orgânica de serviços de agricultura e segurança alimentar que, dentre outras funções, incentivam
a produção de culturas não só alimentares como a de rendimento.
O governo, como um todo, tem na sua legislação um conjunto de políticas e ambiente que
incentivam o desenvolvimento agrícola o que é consubstanciado pela existência de instituições
vocacionadas como o MITADER através do projecto Sustenta, CEPAGRI, entre outras ainda
insuficientes para a demanda existente de apoio agrícola.

3.3. Ambiente económico


A localização do projecto foi tendo em consideração o facto de Rapale, para além de possuir
abundantes e boas terras requeridas pela cultura mencionada, possuir inclusivamente, uma taxa
de desemprego elevada o que por si só demonstra a raridade do emprego naquele polo, sendo
deste modo uma iniciativa que se alie à estratégia governativa no que ao sector primário diz
respeito.
Da análise FOFA, identifica-se como ameaça para o distrito; o fraco investimento empresarial na
área de agricultura e as forças; a terra arável, disponibilidade de força de trabalho, localização
estratégica do distrito no corredor de desenvolvimento do Norte e paz nas comunidades. O
presente projecto conjugou as ameaças e as forças do distrito e considerou-as de forma certeira
para determinar o ambiente económico que o distrito oferece estando, por isso, confortável.

3.4. Ambiente tecnológico


Qualquer empreendedor que se propõe a enveredar pela qualidade e gestão sustentável nunca se
pode dissociar de uso das novas tecnologias.
O governo moçambicano acompanha a velocidade tecnológica que se opera no mundo agrícola e
é aberto ao uso de novas tecnologias.

3.5. Ambiente sociocultural


Dos 253 mil habitantes do distrito, 142 mil estão em idade de trabalho e o nível de participação
masculina na população economicamente activa (PEA) é superior que a feminina:84% que 71%
o que se justifica pelo índice de masculinidade que é de 98%.

3.6. Produtos
O projecto, mal tenha o financiamento, predispõe-se a produzir e comercializar a sua produção
em quantidade considerável. Actualmente na província existem quatro empresas de produção de
fibra de sisal, mas somente contribuem para perfazer 50% (produção de América, Africa, Asia)
da demanda mundial por esta fibra.

3.7. Novos produtos e serviços


Devido a estar dependente de fundos de renda familiar há um plano gradativo no
desenvolvimento do projecto. Significa isto que para além das competências que actualmente a
equipa detém, outras serão incrementadas ao longo de tempo o que permitirá competir com
maior robustez no mercado e com outros serviços para benefício da comunidade fruto de
crescimento que o projecto vai tendo.

3.8. Perfil dos clientes


O projecto tem como público – alvo a única empresa na província – CICOMO-em Nacala que
tem capacidade de absorver toda produção.
Todavia, como referido antes, no futuro não se descarta a possibilidade de diversificar o mercado
sendo preferencialmente a ESPANHA o mercado internacional a penetrar.

3.9. Perfil dos concorrentes


Os concorrentes que se espera encontrar no mercado, são quatro empresas que não satisfazem as
necessidades a tal ponto de constituírem ameaça.
Adicionalmente, esta empresa, implantada no período colonial, a sua estrutura caracteriza-se por
um conhecimento empírico e estático o que à partida condiciona o acampamento da dinâmica
competitiva e de gestão inovadora.

3.10. Fornecedores
Por apostar em novas tecnologias no controlo de infestantes, insectos e fungos; o Glifosato,
insecticida e fungicidas a utilizar serão fornecidos pela Agrifocus em Nampula em quantidade
bastante e a pronto pagamento para merecer um preço de compra bonificado.
Os equipamentos de mecanização agrícola serão adquiridos no mercado externo com o qual já há
contactos e vontade expressa de fornecer equipamento de acordo com as especificidades do
cliente e capacidade financeira existente.

3.11.Factores críticos de sucesso


Os factores críticos de sucesso são: a experiencia e cientificidade na organização produtiva
empresarial, uso de novas tecnologias (uso de capinadeira semiautomática na sacha) e gestão
acumulada pela equipa seleccionada que serão determinantes na gestão dos cash flows e garantir
a sustentabilidade do projecto no cumprimento dos seus objectivos-desenvolvimento
socioeconómico da comunidade de Terela.

3.12. Factores críticos de sucesso analisados na perspectiva do cliente


Os factores críticos de sucessos são a experiência de organização produtiva empresarial que
aliada a gestão experimentada serão determinantes para produzir em escala e vender a preços
competitivos, atributos bastantes para manter o segmento, alargar para outro e oferecer novos
serviços.

3.13. Análise na perspectiva dos concorrentes


A crise que está instalada em outras culturas faz antever ameaças de novos operadores, a longo
prazo, na área. É pressagiando a possível nova concorrência que toda a equipa envolvida no
projecto deve continuamente fortalecer a cadeia de valor de modo que a diferenciação seja
sempre através do produto que seja superior a concorrência para que o cliente nunca encontre
qualidade bicéfala.

3.14. Análise do ambiente do mercado


A análise do ambiente do mercado será com base nos vários actores envolvidos através de um
quadro sintetizado de; fornecedores, comunidade, proponente, clientes e autoridades.

Envolvidos Expectativas Expectativas do projecto oriundas das


partes envolvidas
Proponente Incremento nos ganhos Rendimentos cada vez mais aumentados
sociais comunidade
Cliente Produto de qualidade Rendimento
Comunidade Salários compatíveis com Posição de líder com base na diferenciação
ganhos anuais e
desenvolvimento social
Autoridades Emprego, impostos e Ambiente de negócio continuamente
transferência de tecnologia favorável
para a comunidade em que o
projecto está inserido
Fornecedores Aumento de volume de Agro-tóxicos de qualidade e preço
vendas bonificado

4. Plano de mercado
O projecto identificou a fibra de sisal como produto que pode produzir e encontrar melhor
oportunidade de negócio.

4.1. Preço
Os preços actualmente em vigor no mercado são considerados óptimos e cobrem os custos de
produção com margem para cumprir com os desígnios do projecto, nomeadamente; construção
de posto de saúde e escola, abertura de fonte de água e instalação de energia eléctrica.

Designação Preço venda


(Mt)/kg
Fibra 60,00
Estopa Ainda sem cotação
4.2. Estratégia de crescimento
A estratégia de crescimento basear-se-á na penetração e desenvolvimento de mercado com base
na estratégia de foco. Pretende-se que seja bem explorado o nicho nacional existente e com base
em novas competências identificar novas oportunidades de negócio ao nível internacional.

Resumo de análise fofa


Forças Fraquezas Oportunidades Ameaças
Duat, conhecimento Fracos recursos Ambiente favorável Depreciação
científico, criatividade e para a para o do metical
Terras Virgens com ampla prossecução de desenvolvimento de face a moeda
possibilidade de expansão, todas as agricultura de referência
água abundante e operações empresarial. (Dólar)
facilidade de escoamento agrícolas e Demanda maior que
do produto transformação do oferta
projecto

5. Análise de Participação

Pelo facto de este projecto representar os anseios da comunidade de Terela, a sua participação
deverá circunscrever-se no processo de tomada de decisão, execução do projecto e seguimento.
Pressupõe-se que a comunidade é a parte prioritariamente beneficiária do projecto. E a sua
participação deve corresponder a 70% na prossecução de todas as actividades inerentes a
produção de sisal e deve estar representada nos órgãos de tomada de decisão.
O governo por ser a entidade reguladora, tem uma participação através de aceitação, seguimento
e fiscalização do cumprimento das acções sociais. Tem uma representação de 5%, representados
através da estrutura da base e dos serviços distritais de agricultura e actividades económicas.
Ao proponente cabe a tarefa de cumprir escrupulosamente com as directrizes acordadas com o
doador, garantir a sua implementação, produção e envio de relatórios a entidade financiadora,
fiscalização e realização de encontros de balanço. A sua participação deve ser em 25%.
Pela composição das partes envolvidas, o projecto mostra a sua cumplicidade com a
transparência e rigor na gestão de recursos cujo propósito primário é desenvolvimento
socioeconómico da comunidade de Terela e distrito de Rapale, em geral.

5.1. Análise do Problema


O Distrito de Rapale, não obstante possuir extensas áreas aráveis, a sua actividade agrícola
circunscreve-se apenas à prática de culturas como a mandioca, amendoim, mapira, feijões e
milho todas culturas de subsistência sem capacidades de gerarem renda para os 174.707
habitantes distribuídos por três postos administrativo, localidades e povoados. Rapale é um
distrito à semelhança de muitos outros distritos em Moçambique, debate-se com problemas
socioeconómicos que se caracterizam por; ainda incompleta rede sanitária, fontes de água
potável, escolas, vias de acesso, energia e fontes de geração de renda cujo rosto desta pobreza é o
povoado de Terela.
Neste povoado, a principal cultura de rendimento praticada pela minoria e em regime familiar, é
o algodão.
A crise gerada pelos baixos rendimentos e preços nas principais culturas de rendimento (algodão)
a par da crescente exigência de uso de materiais sustentáveis ambientalmente na cadeia de
indústrias mais competitivas tem levado a que outras culturas, encontrem espaço nos mercados
como alternativa valiosa nos diversos tipos de indústrias, nomeadamente; a fibra de sisal.
O cultivo de sisal, constitui assim um importante meio de sobrevivência e factor de fixação da
população no campo, pelo predomínio de intenso trabalho em seu cultivo. É também reconhecida
a sua capacidade de geração de empregos, por meio de sua cadeia de produção: plantação,
trabalhos de manutenção das lavouras, extracção (corte das palmas), desfibramento das folhas,
secagem, processamento da fibra para beneficiamento, industrialização e manufactura de
diversos produtos e artesanais. Estima-se que a actividade do sisal cultivado gere altos
rendimentos socioeconómicos.
Portanto, o presente projecto, está atento a esta transfiguração do mercado, emerge com o
objectivo de dár resposta a uma oportunidade flagrante de negócio que os mercados nacionais e
internacionais actualmente oferecem ao favor de população de Terela socioeconomicamente
desfavorecidas.

5.2. Análise de objectivos


A análise é um estudo realizado em cima de um problema, e o objectivo é o fim que se deseja
atingir em um dado problema. Análise de objectivos é uma situação futura, ou acção que
resolverá um determinado problema ou possíveis alternativas para chegar em um determinado
objectivo. Este projecto vai beneficiar a comunidade de Terela para o seu desenvolvimento e uso
de serviços que até agora não têm. Neste momento estamos a falar de serviços de saúde,
mercado, escola, estradas, emprego, energia e entre outros que poderão aparecer com a
implementação deste projecto e os objectivos serão concretizados.

5.3. Análise de alternativas


As alternativas de solução que escolhemos passam por uma análise de viabilidade. A análise de
viabilidade que representa a avaliação das potencialidades e capacidades deste projecto, antes de
sua implementação.
A ideia é analisar se a solução escolhida, para o problema identificado, é possível e pode lograr
sucesso, a partir das condições existentes, ou seja, se a implementação é viável num determinado
contexto, situado e datado. Neste projecto, a viabilidade técnica: garante e verifica as tecnologias
e metodologias escolhidas são adequadas, compatíveis com os recursos disponíveis e com os
resultados que esperamos.

A viabilidade operacional: a relevância e a justificativa dada pela instituição executora, bem


como, sua experiência anterior no campo social em questão, garante a implementação do
projecto. Também procura analisar a estrutura organizacional, avaliando aspectos relacionados à
estrutura de decisão, capacitação técnica da equipe.

5.4. A pertinência do projecto


O projecto tem a capacidade de fazer alguma diferença na vida das comunidades do Regulo
Terela. O combate ao determinismo e ao fatalismo no campo social é uma das suas grandes
conquistas e o optimismo que desencadeia, ser responsável pelo facto de ser actualmente o
campo de conhecimento na transformação da vida social e educacional mais utilizado pelos
muitos locais do mundo. As consultas comunitarias antes de implantação do projecto, permitiram
identificar um conjunto de factores associados à vida da comunidade que vão ajudar o projecto o
seu decurso com mais eficácia, nomeadamente: a liderança profissionalizada; visão e objectivos
partilhados; ambiente de aprendizagem; ênfase no projecto; ensino estruturado; expectativas
elevadas acerca dos resultados; reforço positivo; monitorização do progresso do projecto;
direitos e responsabilidades da comunidade envolvida; parceria família e projecto.
O conceito de pertinência e eficácia no contexto deste projecto, está relacionado com a
optimização dos recursos (humanos e materiais) do projecto, que terá como consequência a
melhoria do desempenho da comunidade envolvida por um lado e por outro lado, vai criar o
sentimento de uma cultura e de valores partilhados pelo proponente e a comunidade de Terela.
Neste enquadramento, a eficácia deste projecto pressupõe, pensar nas suas actividades e
objectivos como uma realidade assente num bom clima de projecto, em recursos materiais,
equipamentos, e oportunidades e tempo para utilizá-los, em atitudes de reconhecimento da
excelência e do esforço, em critérios de equidade, ao nível de toda a comunidade, no acesso e no
tratamento; em ligações projecto comunidade

5.5. Eficiência
A eficácia de um projecto resulta da correcta operacionalização do mesmo projecto e a eficácia
do projecto não se mede: ela se constrói, negocia-se, pratica-se e se vive. Eficácia não deve ser
medida, mas deve ser fruto de um trabalho iniciado no interior do projecto, com uma reflexão
envolvendo o conceito de eficácia, negociando, em seguida, os objectivos, as formas e os
procedimentos de uma avaliação que, além do diagnóstico, permita elaborar o sentido da
mudança da vida da comunidade envolvida e colocá-lo em prática. Assim, a eficácia é definida
no interior do projecto a partir dos seus membros que, em etapas sucessivas, definem e ajustam
seu contrato, suas finalidades, suas exigências, seus critérios de eficácia e organizam o controlo
contínuo dos progressos feitos pelo projecto, realizando os ajustes necessários da própria vida da
comunidade local beneficiária.

5.6. Impacto do projecto


Impacto de um projecto segue uma política eficaz para a avaliação e gestão dos impactos sociais
incluem:
Assegurar que os desenvolvimentos contribuam para um crescimento económico e
desenvolvimento social a longo prazo;
• Reduzir os riscos do projecto e oferecer estabilidade para investidores, governo e sociedade;
• Aumentar o sucesso a longo prazo e evitar atrasos, paralisações ou eventual encerramento do
projecto;
• Identificar desde logo as questões, evitando e reduzindo custos em comparação com soluções
que não são planificadas e incorporando custos inevitáveis de viabilidade, desenvolvimento do
projecto e planificação;
• Planificar as infra-estruturas físicas e sociais;
• Informar e envolver as partes interessadas, quer internas quer externas, e auxiliar na construção
da confiança e benefícios para os intervenientes;
• Melhorar a qualidade de vida dos empregados e aumentar o interesse e a fixação de
trabalhadores qualificados;
• Aumentar a vantagem competitiva e a reputação, implementando abordagens inovadoras;
. Estratégias de gestão para evitar e atenuar impactos sociais negativos e aumentar os impactos
positivos;
. Monitorização e Relatório

5.7. Sustentabilidade
Em projectos de intervenção social, a sustentabilidade mede-se pelos impactos da melhoria da
qualidade da vida da comunidade local. Pressupõe-se que as acções devem garantir acesso aos
bens serviços (trabalho, educação e saúde principalmente), diminuir as desigualdades sociais,
ampliar os direitos que visam possibilitar as pessoas e comunidades acesso pleno à cidadania e
justiça social.

6. Orçamento
4.1. Plano Financeiro

4.2. Preço Venda


4.3.4Folha de Caixa

NOTA: Esta folha tem o seu início em 2023/2024 apesar de o pedido de financiamento referir-se
ao ano em curso (2019). Tal deve-se ao facto de o sisal ser uma cultura com ciclo de crescimento
de 36 a 48 meses dependendo das condições de boa preparação de terra que se fizer antes do
plantio.
Portanto com este ciclo significa que o corte vai iniciar em 2023/24 e a partir dai teremos os cash
flows.
Entretanto, enquanto se espera pelo corte do sisal de 200ha, a partir de 2020 começará o corte de
sisal dos 100ha que foram plantados em 2015 cuja receita servirá para suportar as despesas do
projecto enquanto se espera pelos restantes 200ha que serão adicionados pelo financiamento do
projecto.

 Detalhamento

A folha de caixa é um instrumento que demonstra a sustentabilidade financeira do projecto. Ela


retrata como serão gerados os cash flows importantes para assegurar os investimentos sociais que
o projecto se propôs a realizar, nomeadamente; a construção de escolas, posto de saúde, fontes de
água potável e instalação de energia.
Em termos de sequência prevê-se que no ano 2024/25 se comece a fazer investimentos sociais
com a produção de fibra.
Primeiramente serão usados 600.000,00mt pra abertura de duas fontes de água.790.000,00mt
serão usados na compra de desfibradora manual para substituir a que nos será emprestada no
primeiro ano de trabalho, compra de uma prensa e construção de um estendal. Adicionalmente
serão gostos 2.500.000,00mt para a compra de tractor com implementos completos.
O tractor para além de garantir as operações culturais da cultura principal, será usado na lavoura
de campos para a produção de comida na comunidade beneficiara do projecto.
No ano 2025/26 do projecto serão gastos, para alem dos 2.995.000,0mt em salários,
7.034.000,00mt dos quais 4.884.000,00 servirão para construção e apetrechamento de um centro
de saúde e casa para a técnica de saúde (o projecto dá primazia a promoção da mulher) e
2.150.000,00mt para compra de viatura que servira para o transporte do pessoal e escoamento de
produção ao mercado, combustíveis e renovação do material de trabalho para os sazonais.
No ano 2026/27,serao pagos 2.995.000,00mt em salários, 4.916.000,00mt a ser usados na
construção de três salas de aulas, duas casas para o director da escola e outra para o
funcionamento pedagógico. As salas de aulas serão equipadas com carteiras e secretária para o
professor sendo que a casa do director será mobilada. A secção pedagógica também será
totalmente equipada com mobiliário digno duma direcção pedagógica.
No ano 2027/28,fora os 2.995.000,00mt dos salários, prevê-se que finalmente seja possível
comprar- se com 15.000.000,00mt uma desfibradora industrial e 100.000,00mt para
transformação do projecto em média empresa local.

 Impacto do Projecto
Sendo um projecto meramente de cunho social, o seu impacto é imensurável tomando em
consideração as carências do país e do nosso distrito em particular na questão de infrastruturas
sociais.
O projecto vai dar uma nova visibilidade a uma comunidade que antes era o rosto de pobreza
caracterizada por falta de meios de geração de renda, água, energia, escola e centro de saúde.
7. Documentos do Projecto
Como descrito no início deste projecto, na localidade de Terela, nunca houve um projecto
elaborado para uma agricultura comercial. Neste contexto, o projecto tem o seu impacto:
introdução da agricultura comercial através das actividades de cultivo de sisal.

5.1. Desenvolvimento socioeconómico crescente na comunidade.


O projecto está a alcançar as expectativas previstas uma vez que ao longo dos quatro anos ele
desdobrou-se em duas vertentes de acções; uma económica, voltada para o incremento da renda
da comunidade de Terela. e, outra, social, representada por melhoria das condições de vida da
população local envolvida.
Reagrupamento de pessoas a volta do local de desenvolvimento do projecto que facilitara a
implementação de políticas sociais pelo próprio projecto.
Intercâmbio cultural.
Intercâmbio comercial

Divisão administrativa e estrutura de governação


A actual organização política e administrativa do Estado na Província (e distritos) de Nampula é
resultante do processo iniciado pelo Governo de Moçambique no ano 2003. A província,
principal e maior unidade territorial da organização política, económica e social da administração
do Estado, compreende o governo provincial sediado na capital da província, que integra
diferentes direcções provinciais sectoriais. Cada província divide-se em distritos, postos
Administrativos.
O governo distrital é comandado pelo Administrador do Distrito que conta com a coordenação do
Secretário Permanente distrital e Directores dos Serviços distritais de Saúde, Mulher e Acção
Social; Planeamento e Infra-estruturas; Educação, Juventude e Tecnologia e Actividades
Económicas. Esta constitui da estrutura-tipo de governação ao nível dos distritos, foi aprovada
pelo Decreto nº 6/2006 de 12 de Abril referente ao Estatuto Orgânico do Governo Distrital.
Responsabilidade Social do Projecto
O proponente compreende que qualquer empresa deve ter acções voluntarias que contribuam
para uma sociedade mais justa e para um ambiente mais limpo. Estas acções podem ser
compreendidas em dois níveis: um interno e outro externo.
A nível interno, o projecto aposta na melhoria contínua das condições de trabalho através da
observância dos direitos consagrados na lei de trabalho vigente no país.
Ao nível externo, o projecto através das suas rendas propõe-se a construir uma escola do ensino
básico, onde os filhos dos trabalhadores e da comunidade em geral, possam estudar; construção
de um centro de saúde para o benefício da comunidade circunvizinha do projecto bem como o
estabelecimento de fontes de agua e energia.
O projecto, predispõe-se a desenvolver acções que contribuam positivamente para um ambiente
saudável dentro do descrito nos protocolos internacionais.

Agradecemos desde já a vossa atenção pelo tempo gasto a escutar o nosso clamor e pedido de
financiamento. E com a implementação deste projecto, nós vamos seguir todas as orientações da
entidade financiadora, no que diz respeito de prestação dos relatórios de todo o processo.

Rapale, Novembro de 2018.

Proponente
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