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INSTITUTO EDUCACIONAL SANTA CATARINA/ FACULDADE GUARAÍ

GRADUAÇÃO DE BIOMEDICINA

ALEX MENDES DA SILVA


CAROLINE CARLOS SILVA PINTO
GABRIELA MIRANDA MARTINS
MYLENNA CANDIDO ALBUQUERQUE RAMOS
WALLYSSON SANTANA ALVIM

ANEMIA FERROPRIVA NA INFÂNCIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Guaraí – TO
Maio de 2017.
ALEX MENDES DA SILVA
CAROLINE CARLOS SILVA PINTO
GABRIELA MIRANDA MARTINS
MYLENNA CANDIDO ALBUQUERQUE RAMOS
WALLYSSON SANTANA ALVIM

ANEMIA FERROPRIVA NA INFÂNCIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Projeto de pesquisa apresentado ao curso


de graduação em Biomedicina da
Faculdade Guaraí como pré-requisito
para aprovação na disciplina de
Metodologia do Trabalho Acadêmico.

Guaraí – TO
Maio de 2017.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 1
2. JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 2
3. OBJETIVOS ................................................................................................................. 2
3.1 Objetivos gerais ........................................................................................................ 2
3.2 Objetivos específicos ................................................................................................ 2
4. METODOLOGIA ........................................................................................................ 3
5. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ......................................................................... 4
6. CRONOGRAMA .......................................................................................................... 4
7. ORÇAMENTO ............................................................................................................. 4
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 5
1

1. INTRODUÇÃO

Anemia é definida como processo patológico no qual a concentração de

hemoglobina, contidas nos glóbulos vermelhos, encontra-se anormalmente baixa, ele se dá

devida a vários fatores como: infecções crônicas, problemas hereditários sanguíneos,

carência de um ou mais nutrientes essenciais para a formação da hemoglobina, como ácido

fólico, Vitaminas B12, B6 e C e proteínas1. No entanto, não resta dúvida de que a

deficiência de ferro é responsável pela maior parte das anemias encontradas, sendo a

anemia ferropriva1. No indivíduo adulto, no qual 95% do ferro utilizado para a síntese de

hemoglobina provêm da destruição eritrocitária, a cauda de ferropriva mais frequente é a

perda sanguínea, sendo o déficit de ingestão mais raro exceto em gestante2. Na criança

30% do ferro necessário para a eritropoese vem de fonte dietética, sendo a ingestão

insuficiente à causa mais comum de deficiência de ferro2.

A anemia ferropriva ainda é um dos maiores problemas de saúde pública no

Brasil, apesar de todo o conhecimento sobre as formas de intervenção4. As taxas de

crescimento mais rápidas ocorrem no primeiro ano de vida, onde o peso e o volume

corporais triplicam, e a massa de hemoglobina circulante dobra3. Após o primeiro ano de

vida, há um crescimento mais lento que permite o equilíbrio entre a absorção de ferro e a

demanda. Somente na adolescência vai ocorrer novamente o desequilíbrio, sendo

necessário um balanço positivo do ferro de aproximadamente 0,5 mg/dia para evitar a

ferropenia2.

No déficit de absorção são submetidas em crianças que apresentam

gastrectomia, apresentando gastrite atrófica ou acloridria evoluem com deficiência de ferro


2

secundária à absorção prejudicial do metal, já que o pH ácido do estômago é fundamental

para a transformação da forma férrica em ferrosa2.

A anemia ferropriva não é uma doença, é uma manifestação de uma alteração

sistêmica, a apresentação clínica pode incluir sinais e sintomas tanto de carência de ferro

em geral, como da anemia propriamente dita2. Os estados de deficiência estão relacionados

geralmente como distúrbios absortivos, sendo a redução da ingestão restrita aos pacientes

adeptos de dietas vegetarianas e estritas2. As consequências da privação prolongada desses

nutrientes podem ser devastadoras e mesmo fatais3.

2. JUSTIFICATIVA

A anemia ferropriva tem alta incidência em países em desenvolvimento, sobretudo

no Brasil. Apesar da população em geral e profissionais da saúde reconhecerem sua

frequência, publicações sobre o tema auxiliam no esclarecimento das causas e,

consequentemente, alertam para as formas de prevenção.

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

A presente pesquisa terá por objetivo analisar a relação entre metabolismo do ferro

e anemia ferropriva na infância bem como suas implicações em crianças.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Descrever o metabolismo do ferro;

 Esclarecer como é o desenvolvimento da anemia ferropriva;

 Explicar sobre as possíveis formas de tratamento.

4. METODOLOGIA
3

A metodologia empregada para a realização desse projeto foi pesquisa bibliográfica de

caráter qualitativo com coleta de dados secundários em artigos científicos publicados em

periódicos científicos disponibilizados em bases de dados eletrônicos (Scientific Electronic

Library Online – SCIELO e Google Acadêmico).

Para a localização das publicações que compõem o estudo elaborou-se uma estratégia

de busca específica nas bases de dados eletrônicos o cruzamento das seguintes palavras-

chaves: “Anemia Ferropriva”; “Metabolismo do ferro”; “Consequências”;” diagnóstico”; e

“tratamento”.

5. REFERENCIAL TEÓRICO

O ferro é um mineral vital para a homeostase celular. É essencial para o transporte

de oxigênio, para a síntese de DNA e metabolismo energético. É um cofator importante

para enzimas da cadeia respiratória mitocondrial e na fixação do nitrogênio5. Nos

mamíferos é utilizado principalmente na síntese da hemoglobina (Hb) nos eritroblastos, da

mioglobina nos músculos e dos citocromos no fígado. Um indivíduo adulto tem no seu

organismo de 4 a 5 g de ferro, sendo que cerca de 2,5 g na forma de Hb 6,7.

A deficiência de ferro acarretará consequências para todo o organismo, sendo a

anemia a manifestação mais relevante. Por outro lado, o acúmulo ou excesso de ferro é

extremamente nocivo para os tecidos, uma vez que o ferro livre promove a síntese de

espécies reativas de oxigênio que são tóxicas e lesam proteínas, lípides e DNA. Portanto, é
4

necessário que haja um perfeito equilíbrio no metabolismo do ferro, de modo que não haja

falta ou excesso do mesmo. Essa homeostase vai possibilitar a manutenção das funções

celulares essenciais e ao mesmo tempo evitar possíveis danos teciduais. Dentro da

homeostase do ferro, os mecanismos de excreção são menos desenvolvidos e eficazes do

que aqueles que regulam a absorção e distribuição, e nesses processos várias células,

hormônios e proteínas transportadoras do ferro estão envolvidas4, 5. Por definição, o termo

anemia aplica-se, simultaneamente, a uma síndrome clínica, sendo a síndrome crônica de

maior prevalência na medicina, e a um quadro laboratorial caracterizado por diminuição do

hematócrito, da concentração de hemoglobina no sangue ou da concentração de hemácias

por unidade de volume, em comparação com parâmetros de sangue periférico de uma

população de referência.

Em qualquer faixa etária, anemia não é um diagnóstico em si, mas apenas um sinal

objetivo da presença de doença básica que a está causando, sendo uma das manifestações

mais comuns de doença em todo o mundo ³. Dentre as doenças nutricionais, a considerada

em todo o mundo a mais prevalente é a anemia, sendo um importante problema de saúde

pública. Há vários tipos de anemia, mas a anemia ferropriva é o tipo mais comum e é

causada pela deficiência de ferro, sendo esse um dos principais constituintes da

hemoglobina pelo transporte de oxigênio para os tecidos, pois o ferro é um nutriente

essencial para a vida e atua principalmente na fabricação das células vermelhas do sangue5.

A anemia é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual

o nível de hemoglobina (Hb) circulante está abaixo dos valores considerados normais para

a idade, o sexo, o estado fisiológico e a altitude. A anemia ferropriva, também denominada

ferropênica, pode estar associada com a desnutrição, causada pela dieta pobre em ferro,

vitamina A, folato, porém sua etiologia resulta de múltiplos fatores, como a perda de ferro,

a velocidade de crescimento da criança e as infecções parasitárias³.


5

O diagnóstico desta pode ser identificado por alguns sintomas aparentes, mas com

maior precisão por meio de exames laboratoriais, como o hemograma completo. A

carência de ferro, mesmo antes de suas manifestações hematológicas, provoca um

acontecimento sistêmico com repercussões na imunidade e resistência a infecções, na


6,7
capacidade para o trabalho e no desenvolvimento neuropsicomotor . Como no Brasil a

causa mais frequente de anemia ferropriva, sobretudo em crianças, está relacionada à

subnutrição, faz-se necessário o conhecimento dos diversos fatores acerca da anemia

ferropriva infantil, especialmente quanto à orientação da importância de medidas

preventivas e da detecção laboratoriais correlacionados a esta forma de anemia6.


6

6. CRONOGRAMA

Atividades 2017

Etapas

FEV
JAN

JUN

SET
JUL
MA

MA

OU
AG

NO
AB

DE
O
R
R

V
T

Z
I
Aquisição de créditos X

Coleta de dados qualitativos e


X X
quantitativos

Análise dos dados X X

Levantamento bibliográfico X X X X X X

Redação do TCC X X X

Impressão e encadernação do TCC X

Defesa do TCC X

Correção do TCC X X X

Entrega da versão definitiva do TCC X

7. ORÇAMENTO

Materiais Valor unitário Unidades Valor Gasto

Banner R$ 20,00 1 UN R$ 20,00

Caixa de grampo R$ 4,10 1 UN R$ 4,10

Canetas R$ 1,00 6 UN R$ 6,00


7

Cartucho de tinta HP 122 (Colorido) R$ 10,00 1 UN R$10,00

Cartucho de tinta HP 122 (preto) R$ 10,00 1 UN R$ 10,00

Combustível R$ 3,50 2L R$ 7,00

Grampeador R$ 15,00 1 UN R$ 15,00

Gravador R$ 57,00 1 UN R$ 57,00

Papel A4 (500 folhas) R$ 15,00 1 UN R$ 15,00

Pilhas R$ 3,75 2 UN R$ 7,50

Prancheta R$ 3,00 1 UN R$ 3,00

Encadernação R$ 2,50 1 UN R$ 2,50

TOTAL R$ 157,10
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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- J Pediatr. Anemia Ferropriva em crianças. Rio de Janeiro 2000. [base de


dados na internet]

2- Garcia LY1, Mota AC2, Filho VO3, Vaz FAC4. Causas da Anemia Infantil.
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. 2009. [base de dados na internet]

3- Spinelli MGN, Marchioni DML, Souza JMP, Souza SB de, Szarfarc SC.
Fatores de risco para anemia em crianças de 6 a 12 meses no Brasil. Rev Panam Salud
Publica. 2005; 17(2): 84–91. [base de dados na internet]

4- Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira. Anemia Infantil,


prevalência. Rua dos Coelhos300, Boa Vista. 50070-550 Recife. [base de dados na
internet]

5- Wijayanti N, Katz N, Immenschuh. Biologia do heme em saúde e doença.


Curr Med Chem. 2004; 11(8): 981-6. [base de dados na internet]

6- Hoffbrand AV, Pettit FE, Moss PAH. Hematologia Esssencial. 5 ed.


Oxford (UK): Blackwell Publishing; c2006. Capítulo 3, Anemias hipocrômicas e
sobrecarga de ferro. 28-43. [base de dados na internet]

7- Fairbanks VG, Beutler E. Metabolismo do Ferro.6 ed. New York: Mcgraw-


Hill; 2001.p. 295-304. [base de dados na internet]