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UFCD

3500 ANIMAÇÃO CULTURAL


Planeamento e organização de projetos de animação

Índice

I - Potencialidades da região ............................................................................................................. 3


1.Instrumentos de pesquisa .......................................................................................................... 3
2.Indicadores de potencialidades no que respeita a animação ...................................... 14
3.Potencialidades da animação na região ............................................................................... 17
II - Projetos de animação ................................................................................................................. 32
4. Plano de animação turística .................................................................................................... 32
4.1− Especificação de conceitos: ........................................................................................... 32
4.2− Estrutura do plano de animação .................................................................................. 33
4.3− Diagnóstico .......................................................................................................................... 35
5.Plano de marketing perspetivado no âmbito da animação........................................... 44
5.1− Técnicas de promoção da animação ........................................................................... 44
5.2− Objetivos da promoção.................................................................................................... 46
5.3− Critérios gerais da promoção ........................................................................................ 47
5.4− Suportes promocionais mais comuns ........................................................................ 48
5.5− Implementação .................................................................................................................. 50
5.6− Estruturação do trabalho de animação assente nos fenómenos de interação
............................................................................................................................................................ 51
5.7− Técnicas de planeamento e gestão de projetos ..................................................... 52
5.8− Etapas e metodologias de ação subjacentes à implementação de atividade
de animação ................................................................................................................................... 55
5.9− Operacionalização da animação potenciada através de: .................................... 56
5.9.1.Adequação estratégica e tipologia matriz do grupo ............................................ 56
5.9.2.Operacionalização para a obtenção de resultados ............................................... 62
5.9.3.Recursos humanos, materiais e técnicos ................................................................. 63

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Planeamento e organização de projetos de animação

Bibliografia ............................................................................................................................................. 67

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Planeamento e organização de projetos de animação

I - Potencialidades da região

1.Instrumentos de pesquisa

Os principais eixos de análise das potencialidades turísticas da região prendem-se com as


seguintes análises:
 Análise da oferta
 Análise da concorrência
 Análise das tendências

Análise da oferta

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Elementos indispensáveis
Antes de mais, a análise da oferta turística local deverá possibilitar o levantamento dos elementos
seguintes:

Fatores naturais:
> Situação geográfica e extensão do território
> Situação geológica e condições climáticas
> Planos de água (mar, rios, lagos, etc.)
> Paisagens, fauna e flora

Fatores socioeconómicos:
> Estrutura económica (importância dos diversos sectores de atividade, etc.)
> Estrutura sociodemográfica (pirâmides etárias, saldo migratório, repartição
socioprofissional, etc.)
> Estrutura político-administrativa

Infraestruturas e serviços disponíveis:


> Equipamentos (água, gás, eletricidade, tratamento de resíduos, etc.)
> Transportes (rede rodoviária, ferroviária, transportes coletivos, etc.)
> Serviços (comércios, serviços de saúde, etc.)

Fatores culturais:
> História
> Tradições/produtos artesanais locais
> Configuração dos locais
> Monumentos e curiosidades
> Locais a visitar, visitas com guia
> Distrações, acontecimentos culturais, etc.

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Oferta: desporto e tempos livres


> Desportos náuticos, natação
> Aviação
> Equitação
> Passeios pedestres e ciclo turismo
> Desportos de Inverno
> Golfe
> Outras atividades desportivas e de lazer

Oferta: saúde e curas


> Termalismo, curas, cuidados de saúde, condição física, desenvolvimento pessoal
> Terapias

Oferta: alojamento
> Capacidade global
> Repartição da oferta de camas e de estabelecimentos de alojamento segundo a
capacidade de alojamento
> Repartição da oferta de camas e de estabelecimentos de alojamento segundo o tipo de
alojamento
> Repartição local dos estabelecimentos de alojamento
> Qualidade e tarifas
> Possibilidades de férias na quinta, casas rústicas
> Campismo, caravanismo
> Desenvolvimento da oferta de alojamento

Oferta: restauração
> Capacidade global
> Repartição local dos restaurantes

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> Qualidade e preço

Possibilidades de organização de conferências e seminários


> Centro (s) de congressos e de exposições
> Hotéis com salas para seminários e os respetivos equipamentos técnicos

Mas na perspetiva de um desenvolvimento local apoiado no turismo, a análise da oferta deve ir


além destes elementos e considerar também os fatores seguintes:

População local
> A população está sensibilizada para o turismo?
> Quais são as suas aspirações?
> Como poderá contribuir para o seu desenvolvimento?
> Já existe um plano de desenvolvimento turístico?
> Quem pode desempenhar o papel de “locomotiva” e empreender os primeiros projetos?
> Quem “faz” a opinião e quais são os “multiplicadores”?

Organizações turísticas locais


> Quais são as organizações turísticas já ativas localmente?
> Quais são as suas competências e campos de atividade?
> Quem são as pessoas que lá trabalham? A que título?
> De que orçamento dispõem?
> Quais são as possibilidades de cooperação com esses organismos?
> Quais são as atividades previstas?

Comercialização turística
> Qual é a política seguida quanto à oferta e ao preço?
> Quais são os canais de distribuição utilizados?

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> Quais são os instrumentos de comunicação utilizados (publicidade, relações públicas,


vendas)? Quais são as suas qualidades e os seus defeitos?
> Quais são as estratégias de comercialização previstas?

Formação turística
> Qual é o nível de qualificação das pessoas que trabalham no turismo?
> Quais são os défices em matéria de formação?
> Quais são as possibilidades de formação profissional, inicial e contínua a nível local e
regional?
> Quais são os programas de formação que considera necessários mas que não existem
localmente?

Cooperação entre operadores turísticos locais


> Que cooperações existem a nível local (encontros regulares entre hoteleiros, adaptação
das horas de abertura dos restaurantes, etc.)?
> Quem são os parceiros potenciais prontos a cooperar na zona em questão?
> Já há projetos? Há sinergias possíveis?

Apoio, ajudas, concursos


> Quais são as possibilidades de apoio aos agentes da economia turística?
> Há concursos no domínio do turismo nos quais poderia ser interessante participar?

Métodos da análise da oferta

A análise da oferta necessita simultaneamente de investigação documental e de investigação no


terreno (consulta de pessoas, recursos, visitas aos locais, etc.).

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Planeamento e organização de projetos de animação

Depois de ter determinado exatamente o território pertinente a estudar, começa-se por recolher
as informações a nível de cada autarquia, até se dispor dos dados essenciais para o conjunto
desse território.

Para facilidade de leitura, os resultados serão apresentados não só em texto ou em quadros, mas
também em gráficos. A realização de um mapa, comportando pictogramas que indiquem
claramente os sítios, alojamentos e equipamentos turísticos existentes no território, permite, por
exemplo, visualizar bem a oferta turística de um território.

Para analisar a oferta, torna-se muitas vezes útil para as duas partes uma cooperação com as
universidades e as escolas do ensino superior.

No que diz respeito à imagem do território, outro elemento essencial da oferta, é importante
assegurar uma função de “vigilância”. Para isso, bastam certos métodos muito simples: a consulta
regular da imprensa diária, das revistas especializadas, dos diferentes órgãos de comunicação
social, etc. informa sobre a evolução da opinião pública, permite antecipar as tendências e utilizar
as informações obtidas para operações de relações públicas.

Análise da concorrência

Elementos essenciais
A análise da concorrência consiste em reunir e analisar o máximo de informações possível sobre
os territórios concorrentes existentes e potenciais. Esta iniciativa, que supõe, naturalmente, um
conhecimento preciso dos seus próprios produtos turísticos, visa responder às questões
seguintes:
> Quais são os principais territórios concorrentes?
> Que produtos colocam no mercado?
> Quais são os seus pontos fracos e os seus pontos fortes?
> Como explorar utilmente as informações recolhidas sobre a concorrência?

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Planeamento e organização de projetos de animação

É difícil definir os concorrentes, dada a diversidade e complexidade dos produtos visados, mas,
em teoria, todo o “destino de férias” pode ser considerado concorrente.

Um inquérito objetivo deverá incidir em regiões que ofereçam produtos turísticos semelhantes
aos do território visado e em zonas limítrofes ou próximas, sendo estas últimas concorrentes
sérios da clientela excursionista.

A análise da concorrência pode levar às estratégias seguintes:


 Estratégia 1: “imitar a concorrência” - Reprodução integral de um produto, prestação ou
conceito da concorrência.
 Estratégia 2: “Inspirar-se da concorrência” - Imitação de um produto, prestação, conceito
ou ideia da concorrência, embora reproduzido de outra forma.
 Estratégia 3: “Demarcar-se da concorrência” - Privilegia-se um produto, prestação,
conceito ou ideia que a concorrência não desenvolveu.

Cada uma destas estratégias tem vantagens e inconvenientes:


> A estratégia 1 oferece a possibilidade de evitar os custos de inovação e de diminuir os
riscos de insucesso. Mas não permite diferenciar-se dos outros territórios, o que não lhe
traz qualquer vantagem comparativa em relação à concorrência.
> A estratégia 3, em contrapartida, proporciona vantagens reais no mercado. Cria um
carácter de exclusividade que assinala ao mesmo tempo a chegada de novos produtos.
No entanto, é evidente que esta abordagem tem custos elevados e riscos de insucesso;
> A estratégia 2 constitui um compromisso que comporta simultaneamente certas
vantagens e inconvenientes das duas abordagens. A análise da concorrência não deve
conduzir à criação de rivalidades, mas permitir, ao contrário, perceber melhor a sua
posição no mercado.

Métodos de análise da concorrência

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Regra geral, basta uma investigação documental para obter as informações que permitam
analisar a concorrência. Podem-se utilizar como principais fontes de informação as publicações
dos concorrentes (relatórios turísticos, brochuras diversas).

A sua publicidade inserida em jornais, revistas especializadas, etc. permite detetar, por exemplo,
a sua estratégia promocional (conceito, mensagem, slogan, suportes publicitários escolhidos,
etc.).

O contacto com especialistas e associações do sector, a visita a salões do turismo, ou mesmo os


contactos pessoais, oferecem igualmente a possibilidade de recolher sem grande custo outras
informações.

Análise das tendências


A avaliação do potencial turístico de um território deve ter em conta a evolução das condições
exteriores gerais, nomeadamente as tendências que afetam o comportamento dos consumidores:
trata-se, com efeito, de antecipar as oportunidades e os riscos inerentes às novas aspirações das
diversas clientelas, a fim de poder elaborar novos produtos turísticos adaptados a estas
evoluções.

Para cada nova tendência identificada, é importante pôr as seguintes questões:


> Em que é que esta tendência envolve o território?
> Como afeta os concorrentes?
> A procura evolui no sentido dos pontos fortes da oferta turística local?
> Como tirar partido desta evolução?

Escusado será dizer que é muito difícil prever as tendências futuras exatas, sobretudo num
contexto de interpenetração crescente das culturas e da mundialização dos mercados. Pode-se,
apesar de tudo, mencionar algumas tendências gerais que, se forem tidas em conta, poderão
facilitar a tomada de decisão:

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Planeamento e organização de projetos de animação

> A liberalização dos transportes aéreos, que engendrou uma baixa das tarifas, provoca
um forte aumento das deslocações, embora não se possam identificar perentoriamente
preferências vincadas para destinos precisos;
> Efeitos de “moda” ou acontecimentos de natureza geopolítica podem ter um impacto
muito importante na frequentação turística deste ou daquele território;
> Num contexto de internacionalização da concorrência e de expansão do sector (entrada
de um número considerável de novos operadores no mercado), assiste-se a uma
multiplicação dos produtos turísticos;
> A abolição total dos controlos nas fronteiras internas da União Europeia e a introdução
da moeda única são outros tantos fatores que deveriam facilitar as viagens;
> Em contrapartida, se a procura vier a estagnar, assistir-se-á a um recrudescimento da
concorrência em toda a Europa.

De qualquer modo, em matéria de orientação geral das políticas de desenvolvimento turístico, há


que esperar em todo o lado ações tendentes a:
> Melhorar a proteção do ambiente;
> Profissionalizar ou, em todo o caso, formar melhor os operadores turísticos;
> Melhorar as infraestruturas de transporte;
> Promover novas fórmulas de estadia;
> Aperfeiçoar os métodos de estudo de mercado e de marketing turístico;
> Aumentar a proteção do consumidor (rótulos de garantia de qualidade, classificação
dos diferentes produtos, controlo dos preços, etc.);
> Generalizar a utilização de sistemas telemáticos de reserva.

Do mesmo modo, os intervenientes locais do sector deverão elaborar produtos turísticos que
conjuguem as vantagens comparativas do seu território com as tendências presentes ou
previsíveis da procura:

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> Nos próximos 30 anos, aumentará de 50% o número de pessoas com mais de 60 anos,
diminuindo de 11% o número das que terão menos de 20. O envelhecimento da população
europeia aumenta sensivelmente o mercado dos turistas idosos;
> O interesse pelas questões ligadas ao ambiente e à saúde não pára de crescer;
> Observa-se uma tendência dos consumidores a abandonar o turismo de massa e preferir
produtos mais diferenciados;
> Já não existe consumidor “médio”, definido segundo características sociodemográficas
bem precisas;
> O “novo” consumidor exprime aspirações e escolhas de fórmulas de viagem
aparentemente contraditórias (a restauração rápida e as partidas de última hora estão na
mesma linha que as refeições gastronómicas e os cruzeiros de luxo);
> A clientela urbana tende a partir menos tempo e mais vezes; daí a vantagem de destinos
com trajetos não muito longos ou de acesso fácil;
> O aumento do tempo livre e da mobilidade daí decorrente não deixarão de provocar o
aumento do tráfego rodoviário, o que contraria as aspirações do turista;
> Aumento do número de turistas à procura de férias calmas, num ambiente bem
preservado.

Métodos de análise das tendências


Recomenda-se, por razões de custos, recorrer essencialmente a estudos já realizados: com efeito,
é pouco provável haver localmente recursos financeiros e humanos para efetuar um estudo
aturado das tendências. A maior parte dos grupos de ação local pode, no entanto, realizar eles
mesmos as suas próprias análises, menos ambiciosas, mas extremamente úteis.

É possível, por exemplo, organizar um debate que reúna turistas e profissionais locais do turismo,
bem como uma amostra representativa da população.

No primeiro encontro, pede-se aos participantes a elaboração de uma lista dos pontos que lhes
pareçam mais pertinentes em termos de:

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> Tendências na sociedade (novos modos de vida, comportamentos mais “individualistas”,


gosto por uma alimentação mais sã, etc.);
> Tendências em matéria de turismo (férias “natureza”, férias “ativas”, etc.);
> Mudanças percetíveis na zona (aumento do consumo de produtos locais, frequentação
mais importante deste ou daquele sítio, etc.).

Para ser mais eficaz, o debate pode assumir a forma de discussão de grupo (uma dezena de
participantes, no máximo).

Trata-se, em seguida, de reunir e estruturar as observações recolhidas durante a operação e de


as confrontar com as outras fontes disponíveis (estudos de mercados externos, etc.). As
tendências são, então, classificadas e avaliadas em função do seu impacto geral e da sua
importância específica para o meio local.

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Planeamento e organização de projetos de animação

2.Indicadores de potencialidades no que respeita a animação

Para se fazer um bom trabalho de animação turística, certos aspetos devem ser levados em
consideração, tais como:
 Levantamento do mercado, compreendendo:
o Motivação de lazer dos turistas;
o Características socioeconómicas do mercado.
 Levantamento da oferta, compreendendo:
o Recursos naturais
o Recursos culturais
o Instalações, equipamentos e serviços de lazer
o Equipamentos de receção e informação
o Mão-de-obra (disponibilidades ou meios de preparação ou reciclagem de
animadores turísticos)
o Recursos financeiros (meios e condições de financiamento, medidas fiscais
aplicáveis).
 Escolha e ordenação das atividades de animação: critérios de escolha (pontos de
convergência entre a oferta e o mercado da animação, que indicam as possibilidades de
êxito das programações)
o Ordenação das atividades para facilitar o desenvolvimento da programação:
o No espaço físico (para facilitar o ingresso e a passagem de uma atividade a outra)
o No tempo (horários combinados e compatíveis com as modalidades de animação)
o Por categorias de turistas (sexo, idade, educação, capacidade de gastos, etc.)
o Definição de rotinas operacionais (fluxogramas de execução)

Há que constantemente rever as motivações do turista, tendo em conta:


 Quais os fatores que motivam a fidelização dos clientes

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Planeamento e organização de projetos de animação

 Que fatores desmotivam os mesmos


 Que expectativas dos turistas se encontram realmente realizadas ou satisfeitas e quais
as que podem ser ainda melhoradas
 Que apetências inovadoras e diferenciais poderão ser potenciadas a fim de transformá-
las em reais expectativas

Meio Socioeconómico (análise de mercado)


 Que imagem temos junto do mercado alvo
 Caraterísticas sócioeconómicas desse mercado
 Qual o espectro etário dos mesmos
 Nível de educação
 Estada média do cliente e época do ano em que mais se deslocam
 Desenvolvimento dos países emissores/ regiões de “outgoing”
 Ofertas da concorrência dos países/ regiões de “incoming”
 Meios de transporte disponíveis de acesso à região e ao país em causa
 Alojamentos disponíveis
 Categorias sócioprofissionais dos clientes
 Vencimentos e despesas médias

Meio Ambiente
É tudo aquilo que nos rodeia e que pode de alguma forma intervir no projeto de animação que
se pretende desenvolver:
 Estrutura física do local (é importante determinar onde é que será desenvolvida a ação
de animação e quais as condições necessárias para tal)
 Políticos, poder ou influência política (fazer um levantamento da opinião pública, o que é
que as pessoas pensam do nosso evento, aferir quem são os poderes políticos da região
pois estes geralmente aproveitam-se de eventos para chamar á atenção mas também
podem ser poderosas forças de bloqueio ao desenvolvimento dos mesmos)

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Planeamento e organização de projetos de animação

 Grupos ou associações cívicas da comunidade (apurar igualmente da sua recetividade face


ao evento ex. associações ambientalistas)
 Entidades oficiais (Ex. Governador Civil, Presidente da Câmara Municipal, Forças
policiais..... para obtenção de licenças ou apoios quer ao nível financeiro quer logístico)
 Forças vivas do local (líderes do comércio ou da indústria para eventuais apoios
financeiros)
 Media local (relação que se tem com os media a nível local).

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Planeamento e organização de projetos de animação

3.Potencialidades da animação na região

De acordo com a recente reformulação organizativa do sector turístico em Portugal, o


levantamento da oferta turística regional transita da competência das regiões de turismo para as
novas áreas regionais de promoção turística.

Estas áreas refletem as áreas abrangidas pelas NUTS II (unidades territoriais para fins
estatísticos):
 Norte
 Centro
 Lisboa e Vale do Tejo
 Alentejo
 Algarve

Mantendo-se, para o caso das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, as


competências das respetivas Direções Regionais.

Sendo que foge ao domínio deste manual a apresentação exaustiva de todos os componentes da
oferta turística das referidas regiões, é contudo essencial apresentá-la na perspetiva dos
principais recursos turísticos e atrativos de que cada uma dispõe.

Desta forma, a oferta turística regional surge agrupada em quatro áreas:


 Oferta natural;
 Oferta cultural;
 Oferta gastronómica;
 Oferta artesanal.

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Planeamento e organização de projetos de animação

REGIÃO NORTE

OFERTA NATURAL  Belas praias, estâncias balneares e vilas encantadoras (Caminha,


Vila Nova de Cerveira, Moledo, Vila Praia de Âncora, Espinho);

 Cenário ideal para o Montanhismo, a Canoagem ou o repouso do


Turismo Termal (Carvalhelhos, Chaves, Pedras Salgadas e Vidago);

 Destaca-se o único Parque Nacional de Portugal, que se estende


pelas serras de Peneda, Soajo e Gêres.

OFERTA CULTURAL  Quintas produtoras de Vinho do Porto (entre Mesão Frio e Pinhão);

 Caves do Vinho do Porto (Vila Nova de Gaia);

 Património Arqueológico: Gravuras Rupestres de Vila Nova de Foz


Côa;

 Património Arquitectónico: castelos e conventos medievais;


pequenas igrejas românicas; casas solarengas; grandes santuários
setecentistas;

 Cidades históricas: Porto, Guimarães, Viana do Castelo, Braga;

 Património Cultural: Danças e cantares; vira minhoto, pauliteiros de


miranda, Caretos de Podence

 Festividades: S. João no Porto, Senhora da Agonia em Viana do


Castelo, Festas da Semana Santa em Braga, Romaria da Nossa Senhora
dos Remédios em Lamego

OFERTA  Caldo Verde


GASTRONÓMICA
 Bacalhau (1001 receitas)

 Broa de milho

 Enchidos e presuntos

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 Azeites e azeitonas

 Pão de centeio

 Bolas e folares

 Feijoada à Transmontana

 Trutas e Lampreia

 Tripas à Moda do Porto

 Rojões e serrabulho

 Doces: rabanadas, papos de anjo, barrigas-de-freira, aletria, toucinho


do céu

 Vinhos verdes e vinho do Porto.

OFERTA ARTESANAL

 Bordados

 Tecelagem em linho

 Tapeçarias

 Rendas de Bilros

 Ourivesaria e Filigrana

 Cerâmica popular e Olaria

 Trabalhos em madeira, couro, cobre, estanho, ferro forjado, verga e


vime.

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REGIÃO CENTRO

OFERTA NATURAL  A serra mais alta de Portugal continental (Serra da Estrela);

 Águas medicinais, que fizeram nascer elegantes estâncias termais, como


Curia, Luso e S. Pedro do Sul;

 Existência de serranias de florestas seculares;

 Praias: Costa Nova, Barra, Figueira da Foz, Buarcos, Mira, etc.

OFERTA CULTURAL  - Mosteiros, conventos e igrejas dão testemunho de uma herança


histórica e artística de reconhecido valor universal (Sé de Viseu, Sé de
Coimbra, ...)

 - Cidades e aldeias históricas, guardadas por castelos que os primeiros


reis de Portugal, mandaram construir para defesa do reino;

 - Existência de museus com coleções de inesperado valor (Museu do


Caramulo, Biblioteca Joanina, Museu da Vista Alegre, Museu Grão
Vasco,...);

 Festividades: Carnaval de Ovar, Festa de S. Gonçalinho, Cavalhadas de


Vildemoinhos, Feira de Março, Feira de S. Mateus, Festas da Rainha Santa.

OFERTA  Peixe e marisco;


GASTRONÓMICA
 Leitão assado;

 Chanfana de cabrito e cabrito assado;

 Carne de caça: Javali, lebre, perdiz;

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 Enguias (ensopado e escabeche);

 Enchidos e Fumados;

 Vitela à Lafões;

 Queijos: da serra da Estrela, de Alcains, do Rabaçal, de Castelo Branco;

 Fruta da cova da beira: cerejas e maçãs;

 Castanhas;

 Doces: ovos moles, pão-de-ló, creme queimado, folares, cavacas, filhós;

 Vinhos: da Bairrada, espumantes, Rosé, Lafões, Região do Dão.

OFERTA  Vidros e Cristais de Alcobaça


ARTESANAL
 Porcelanas da Vista Alegre

 Louça de Coimbra (pintada à mão)

 Colchas de seda bordadas (Castelo Branco)

 Cerâmicas e barros negros

 Tecelagem em linho

 Rendas de Bilros

 Trabalhos em cobre e ferro

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REGIÃO DE LISBOA E VALE DO TEJO

OFERTA NATURAL  Especial encanto das localidades ribeirinhas, onde os vales verdejantes
são palco de arreigadas tradições culturais, das danças e músicas populares
aos trajes garridos dos seus campinos que, a cavalo, conduzem nos pastos
o gado bovino;

 Reservas naturais de flora secular (Serra da Arrábida);

 Desportos náuticos e exploração subaquática;

 Campos de Golfe;

 Praias de areia branca e lagoas próximas do mar.

OFERTA CULTURAL  Paisagem cultural classificada pela UNESCO (Sintra);

 Casas solarengas, Quintas seculares e aristocráticas, Palácios


exemplares;

 Castelos e mosteiros contemporâneos do início da nacionalidade são


testemunhos de um valioso património histórico;

 Festivais de música ao ar livre

OFERTA  Peixes e mariscos;


GASTRONÓMICA
 Sopas fartas (sopa da pedra);

 Sopas de peixe e caldeiradas;

 Sardinhas e carapaus assados;

 Petiscos diversos: Caracóis, amêijoas à Bulhão pato;

 Queijos: de Azeitão e frescos;

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Planeamento e organização de projetos de animação

 Doces: queijadas (Sintra), pastéis de Belém (Lisboa);

 Doces conventuais (Tomar e Santarém);

 Vinhos: Ribatejo, Carcavelos, Colares, Palmela, Bucelas, Moscatel de


Setúbal

OFERTA
ARTESANAL
 Cestos e artigos de vime

 Bordados e Rendas de Bilros

 Faiança decorada das Caldas da Rainha

 Olaria, cerâmica artística e popular

 Cobres

 Colchas de Linho, lã e algodão (teares manuais)

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Planeamento e organização de projetos de animação

REGIÃO DO ALENTEJO

OFERTA NATURAL  Frescura das barragens que convidam os apreciadores de desportos


náuticos;

 Magníficas e inexploradas praias atlânticas;

 Paisagem: extensas planícies favoráveis à prática da caça e pastoreio.

OFERTA CULTURAL  Abundância de património arqueológico (arte rupestre, Dólmens,


antas e cromeleques);

 Notável herança de sucessivas culturas (vestígios romanos e árabes


e ainda, alguns testemunhos mais recentes de cristandade);

 Lindíssimas vilas e cidades que integram a chamada “Rota dos


Castelos”;

 Património mundial classificado pela UNESCO (Évora);

OFERTA GASTRONÓMICA  Carne de Porco à alentejana e migas

 Ervas aromáticas

 Azeites

 Açordas de coentros

 Coelho e lebre

 Sopas (de cação, de peixe, de tomate e gaspacho)

 Ensopados (cabrito e borrego)

 Queijos: Niza, Serpa e Évora

 Doces conventuais

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 Vinhos: Borba, Redondo, Vidigueira, Cuba e Alvito

OFERTA ARTESANAL  Tapetes de Arraiolos e Portalegre

 Bordados de Nisa

 Mobiliário pintado à mão

 Ferro forjado

 Artigos de cabedal

 Olaria e louça de barro vidrada e pintada

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REGIÃO DO ALGARVE

OFERTA NATURAL  Recanto de temperaturas idílicas;

 Região verde e fértil colorida por figueiras, laranjais e amendoeiras em


flor;

 Fabulosas praias entre rochas arenosas e falésias avermelhadas


esculpidas pela erosão;

 Desportos náuticos (marinas de Lagos, Vilamoura e Vila Real de Stº.


António);

 Famosos campos de golfe.

OFERTA CULTURAL  Arquitetura singular ligada aos à herança árabe (açoteias, chaminés
rendilhadas e casario caiado);

 Património arqueológico e arquitetónico bem preservado;

 Animação nos centros históricos e nos empreendimentos turísticos.

OFERTA  Sopas de peixe


GASTRONÓMICA
 Marisco e peixe

 Polvo e lulas

 Cataplanas

 Feijoadas de peixe e marisco

 Bifes de atum de cebolada

 Doces: doces de figo, amêndoa e ovos.

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OFERTA ARTESANAL  Artefactos de verga e vime

 Chapéus e alcofas de palha

 Artigos de cobre e latão

 Artigos de madeira

 Cerâmica de Porches

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REGIÃO DOS AÇORES

OFERTA NATURAL  Pico (Ponto mais alto do território português)

 Lagoas de azul-safira e verde esmeralda;

 Prados férteis;

 Paisagem vulcânica (cones e crateras);

 Flora típica: hortênsias, azáleas;

 Terras de lenda (diz-se que são restos da mítica Atlântica), as


nove ilhas de poéticos nomes oferecem um clima temperado todo
o ano;

 Paisagem vinícola do Pico (Património da UNESCO)

OFERTA CULTURAL  Igrejas quinhentistas e casas senhoriais;

 Centros históricos com património arquitetónico bem preservado;

 Património da UNESCO (Angra do Heroísmo);

 Festividades religiosas tradicionais (ex. Espírito Santo);

 Tradição baleeira.

OFERTA GASTRONÓMICA  Sopa do Espírito Santo;

 Cozido das Furnas;

 Alcatra de vaca;

 Cracas e Lapas;

 Polvo guisado em vinho;

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 Queijos e lacticínios;

 Ananás;

 Vinho de cheiro, verdelho e licores.

OFERTA ARTESANAL

 Chapéus, Cestos e mobiliário de vime;

 Miniaturas em miolo de figueira;

 Bordados e rendas;

 Mantas e colchas de tear;

 Flores artificiais em escama de peixe;

 Faiança azul e branca.

29
Planeamento e organização de projetos de animação

REGIÃO DA MADEIRA

OFERTA NATURAL  Floresta Laurissilva (Património da UNESCO);

 Santuários de aves marinhas (as ilhas Desertas e as Selvagens);

 As estradas que serpenteiam na ilha da Madeira são pontos de


interesse pela impressionante paisagem entre arvoredos, ravinas e
quedas d’água;

 Densa vegetação exótica disposta em socalcos, entrecortada por


falésias escarpadas e alvo casario;

 As flores e frutos tropicais;

 A temperatura amena das águas do mar e das piscinas naturais.

OFERTA CULTURAL  A riqueza do património histórico;

 Aldeias com arquitetura típica (ex. Santana);

 Animação e vida cosmopolita do Funchal (bares, discotecas, casino);

 Folclore e festividades tradicionais (ex. Carnaval).

OFERTA  Bifes de Atum, espadarte e peixe-espada;


GASTRONÓMICA
 Espetadas de carne;

 Mariscos;

 Milho Frito;

 Frutos tropicais;

 Doces: bolo de mel;

 Vinhos: Madeira, boal, verdelho e malvasia;

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Planeamento e organização de projetos de animação

 Licores.

OFERTA ARTESANAL

 Bordados e tapeçarias;

 Trabalhos em vime e giesta (cestos, mobiliário);

 Botas de pele debruadas a vermelho.

31
Planeamento e organização de projetos de animação

II - Projetos de animação

4. Plano de animação turística

4.1− Especificação de conceitos:

4.1.1.Plano

Um Plano de animação é um conceito mais amplo que traduz a forma como processos e recursos
serão coordenados, articulados e alocados para se atingir determinado objetivo. Inclui o projeto
e o programa de animação.

32
Planeamento e organização de projetos de animação

4.1.2.Projecto

O projeto de animação consiste num plano detalhado, elaborado com o objetivo de prever e
antecipar imprevistos e de planear e orientar as diversas ações a realizar durante determinado
período de tempo. Ou seja, um projeto reúne todas as fases e ações subsequentes necessárias
para alcançar, com sucesso, objetivos previamente definidos.

4.1.3.Programa

Programar consiste em prever o futuro desejável e identificar aos meios necessários para o
alcançar.

O programa de animação consiste no conjunto de atividades de animação turística que o


estabelecimento coloca à disposição dos clientes durante a sua estadia. A relação das atividades
disponíveis deve ser estruturada por dias e horas.

4.2− Estrutura do plano de animação

De um modo geral, o plano de animação turística deve ser composto por oito partes distintas:
1-Introdução
2-Diagnóstico
3-Objectivos
4-Metodologia
5-Programa de atividades
6-Plano de divulgação e promoção
7-Sistema de avaliação
8-Orçamento

33
Planeamento e organização de projetos de animação

1-Introdução
Apesar de constituir a primeira parte do projeto, dever ser redigida apenas no final do processo
de elaboração do projeto, uma vez que sintetiza o conteúdo do mesmo.

2- Diagnóstico
O animador deve concretizar de que forma os elementos analisados foram tidos em conta na
elaboração do projeto de animação e dos programas de atividades. Ou seja, descrever de que
forma a informação recolhida na fase da análise influenciou a estrutura do projeto, os objetivos,
a metodologia, as atividades, o processo de divulgação e promoção, as técnicas de avaliação e a
orçamentação.

3- Definição de objetivos
Definição dos objetivos a alcançar com a aplicação prática do projeto em questão. Os objetivos
devem ser claros, pertinentes, concisos, concretos e realistas, uma vez que constituem os
elementos orientadores dos planos de ação. Para cada objetivo devem ser estabelecidos
indicadores quantificáveis.

Os objetivos dividem-se em gerais e específicos: os gerais estão diretamente ligados à função da


animação turística e os específicos às metas específicas do estabelecimento.

4- Metodologia
Definição do percurso a seguir, assim como as técnicas e instrumentos através dos quais se
procuram alcançar os objetivos previamente definidos.

5 – Programa de atividades
Esquematização detalhada do programa de atividades a realizar, com indicação do objetivo
inerente a cada uma e o porquê da sua integração no programa.

34
Planeamento e organização de projetos de animação

As atividades devem ser programadas tendo em consideração a faixa etária dos clientes, assim
como, quaisquer necessidades específicas dos mesmos.

6- Plano de divulgação e promoção


Descrição dos meios de divulgação e promoção selecionados para cada programa. O projeto deve
incluir alguns exemplares no sentido de permiti à direção do estabelecimento ter uma ideia do
impacto que pretende provocar no cliente.

7 – Sistema de avaliação
Para além de descrever qual o(s) sistema(s) de avaliação que vai ser usado, o animador deve
comprometer-se a informar a informação dos resultados obtidos, fazendo referência à
periodicidade com que o vai fazer.

8- Orçamento
Apresentação dos custos inerentes à aplicação das atividades previstas, em termos de materiais
e recursos necessários. As atividades podem e devem ser agrupadas no sentido de facilitar a
elaboração do orçamento. Os valores a apresentar assumem a forma de valores parciais e finais.

4.3− Diagnóstico

4.3.1.Inventários: Oferta turística local / regional

Recursos primários

 Património natural (ex: parques naturais, serras)


 Património cultural:
 monumental (ex: igrejas, monumentos),
 artístico (ex: museus, azulejaria),

35
Planeamento e organização de projetos de animação

 complementar (ex: jardins, aldeias preservadas, pontes, parques temáticos),


 etnográfico (ex: artesanato, trajes regionais)
 Atividades: roteiros, atividades desportivas, culturais e recreativas
 Equipamentos: culturais (ex: espaços de exposição), desportivos, recreativos (ex: teatros,
casinos), negócios (ex: auditórios/centros culturais)
 Eventos: religião (ex: romarias), cultura (ex: exposições, espetáculos), animação (ex:
tourada, vindimas), desporto (ex: futebol, ténis, ginástica), negócios (ex: feiras e
exposições especializadas), mega eventos

Recursos secundários ou complementares


 Activities (ex: compras)
 Equipamentos (ex: restaurantes, centros comerciais, estabelecimentos hoteleiros,
agências de viagens, terminais rodoviários, estradas).

A informação relativa a cada recurso, que estrutura cada ficha de inventário, pode genericamente
integrar-se nos seguintes campos:
 Designação do recurso
 Localização
 Acessibilidades
 Categoria
 Descrição; particularidades
 Estado de conservação
 Entidade proprietária e gestora
 Modalidade de acesso
 Tipo de visita/ horário/ preçário
 Infraestruturas
 Serviços disponibilizados ao público
 Atividades realizadas no interior e exterior
 Eventos de marketing e promoção

36
Planeamento e organização de projetos de animação

 Fontes de informação

4.3.2.Análise da procura turística

A análise da procura deve permitir responder a certas questões quantitativas respeitantes à


frequentação existente: quantos clientes? Que produtos turísticos consumiram? Onde ficaram
hospedados (estabelecimento/local)? Durante quanto tempo (duração da estadia por pessoa)?
Quando (estação)? Que quantia gastaram no local?

Importa igualmente recolher informações qualitativas: que tipo de clientes (grupos-alvo) vieram?
Donde? O que é que esperavam, o que é que os atraiu, etc.? O que apreciaram mais? O que
apreciaram menos?

Note-se que, embora seja relativamente fácil obter dados quantitativos, desde que existam
estatísticas locais sobre o turismo, só um inquérito de terreno (junto dos clientes) permitirá
recolher informações qualitativas.

Análise quantitativa
Convém distinguir os “turistas” (clientes com estadia de pelo menos uma noite) e os
“excursionistas” (visitantes de um dia).

Conhecer a repartição das dormidas e das chegadas ao longo do ano permite determinar as altas
e as baixas estações e saber a que momento se deve melhorar a oferta e a comercialização, a
fim de utilizar os estabelecimentos e equipamentos turísticos o mais tempo possível ao longo do
ano. É aconselhável comparar estes números num período mais longo para observar a evolução
do sector turístico local.

Identificar a repartição geográfica da procura na zona é também uma ajuda e informa sobre os
locais mais frequentados e os que só são visitados por um pequeno número.

37
Planeamento e organização de projetos de animação

É necessário determinar paralelamente a repartição das dormidas e das chegadas entre os


diferentes modos de alojamento (hotéis, parques de campismo, casas rústicas, quartos de
hóspedes, etc.).

Análise qualitativa
Só um inquérito direto junto dos clientes permitirá obter informações qualitativas, ao mesmo
tempo que tornará possível a recolha de informações sobre os excursionistas.

Com efeito, estes últimos são mais difíceis de estudar porque, não pernoitando, não ficam
registados nos locais de alojamento.

Há um questionário em função das informações procuradas. Pode, por exemplo, incluir as


questões seguintes:
> Momento da viagem;
> Duração da viagem;
> Objetivos da viagem;
> Tipo de viagem (acompanhado? Não acompanhado?);
> Meio de transporte;
> Modo de alojamento;
> Ocupações durante as férias;
> Motivações, aspirações, grau de satisfação;
> Reputação do local;
> Escolha do local de férias;
> Gastos durante as férias;
> Frequência das férias no passado e planos de férias futuras;
> Dados estatísticos (idade, sexo, nível de escolaridade, profissão, rendimentos, local de
residência habitual).

38
Planeamento e organização de projetos de animação

O processamento destas informações facilita a elaboração de produtos turísticos que respondam


às aspirações de diferentes grupos-alvo. Estes dados são igualmente necessários para o
lançamento de uma campanha de promoção eficaz (estratégia específica, escolha dos suportes
mediáticos, etc.).

Métodos da análise da procura


A análise da procura turística local faz apelo à investigação documental (principalmente o exame
das estatísticas existentes sobre o número de dormidas) e aos estudos realizados regularmente
no terreno (sob a forma de inquéritos orais, escritos ou por telefone junto dos clientes). O
conjunto permite dispor de informações pertinentes.

A elaboração do questionário e a escolha do método utilizado deveriam, pelo menos a primeira


vez, ser efetuadas em colaboração com especialistas. Contudo, há outras possibilidades de menor
envergadura que nem sempre dão resultados suficientemente representativos.

> Os formulários de inscrição dos clientes dos prestadores de alojamento podem fornecer
informações úteis: ao lado de informações sociodemográficas (proveniência, idade, sexo, etc.),
estes formulários contêm também muitas vezes um certo número de questões qualitativas (meio
de transporte utilizado, pessoas que fazem parte da viagem, etc.). O seu processamento
(computorizado) fornece dados preciosos relativos às características da clientela, à sua
proveniência e aos meios de transporte utilizados.
> A anotação das chapas de matrícula automóvel permite saber facilmente a proveniência
dos visitantes. Pode-se, por exemplo, efetuar esta anotação nos parques automóveis dos
restaurantes e dos centros de recreação ou na proximidade de locais muito frequentados. Pode-
se aproveitar igualmente para interrogar os ocupantes dos veículos (idade, sexo, número de
filhos, etc.).
> A organização regular de mesas redondas com convidados selecionados entre a clientela
pode permitir recolher algumas informações qualitativas sobre as características e aspirações dos

39
Planeamento e organização de projetos de animação

visitantes. Todavia, esta fórmula não pode ser considerada como complementar de outros
inquéritos para não se incorrer no risco de interpretações subjetivas e erróneas.
> Podem ser efetuados inquéritos individuais junto da clientela, desde que não lhes
tomem muito tempo. Note-se que é possível, muitas vezes, beneficiar de uma ajuda em termos
de metodologia e de realização deste tipo de inquérito no âmbito de uma cooperação com uma
universidade ou um estabelecimento de ensino superior.

4.3.3.Definição de objetivos e estratégia

O esboço dos objetivos gerais e específicos implica um conhecimento pormenorizado acerca das
metas que a direção do estabelecimento pretende alcançar com a implementação do projeto de
animação.

Na definição dos objetivos do projeto importa responder a algumas questões fundamentais,


nomeadamente:
 Para quem (quem é o publico alvo a que se vai dirigir a animação)
 Para satisfazer que necessidades (quais as necessidades do cliente alvo)
 Que ocupação de espaço (m2, acessibilidades, características geográficas)
 Que equipamentos (Fazer lista de todos os equipamentos necessários para o evento)
 Quem envolver (pessoas que vão estar envolvidas monitores forças de segurança
bombeiros etc.).

4.3.4.Programa de ação

Programar consiste em prever o futuro desejável e identificar os meios necessários para o


alcançar.

40
Planeamento e organização de projetos de animação

A forma mais comum de estruturar um programa consiste em elaborar uma tabela simples. Na
linha superior colocam-se os dias de semana de segunda-feira a domingo, e na primeira coluna
o horário de início das atividades. Os espaços livres são preenchidos com as atividades e realizar.

Quer os dias da semana, quer as atividades, devem ser traduzidas em diversos idiomas no sentido
de facilitar a compreensão por parte de todos os clientes do estabelecimento.

Os programas podem ser cíclicos sem serem repetitivos. Ou seja, o animador pode definir que a
tarde de segunda-feira à destinada á realização de ateliers, no entanto programa ateliers
diferentes todas as semanas.

segunda terça quarta quinta sexta sábado domingo


10:00
11:00
15:00
17:00
22:00

Tipologias de programas de animação


É possível distinguir diferentes tipos de programas de animação segundo:
 As características e conteúdo das atividades que se incluem nos programas (cultural,
lúdico e desportivo);
 A tipologia de estabelecimento onde são aplicados (hotel, parque de campismo, resort,
aldeamento, pousada);
 A localização geográfica do mesmo (litoral, interior, montanha, cidade);
 Os destinatários das atividades (crianças, jovens, adultos, idosos);
 A capacidade máxima de alojamento do estabelecimento.

41
Planeamento e organização de projetos de animação

Elementos essenciais num programa de animação

a) O dia de início do programa


O dia em que começa o programa de animação reveste-se de elevada importância e varia
consoante o estabelecimento. Este dia deve coincidir com o dia de semana em que o
estabelecimento regista maiores entradas de clientes. Uma vez definido o dia, este deve ser
assinalado na tabela de atividades.

O dia 1 é considerado um dia de festa em função da chegada de novos clientes e das relações
interpessoais que se pretendem criar. Em relação à programação das atividades noturnas, o dia
1 deve cumprir com o duplo objetivo de receção e integração dos recém-chegados.

b) Os períodos do dia
Modo geral, os programas de animação são organizados segundo três períodos do dia:
 Manhã – Desde a hora a que termina o pequeno-almoço até ao almoço;
 Tarde – Desde o final do almoço até à hora do jantar;
 Noite – Após o jantar

c) Atividades paralelas

As atividades paralelas correspondem à programação, para a mesma hora, de duas atividades


simultâneas, porém diferentes em termos de conteúdo, objetivos e espaço.

Exemplos de atividades paralelas:


 Uma atividade desportiva e outra cultural;
 Uma atividade lúdica e outra desportiva;
 Duas atividades desportivas: uma formação e um torneio;
 Uma atividade para idosos e outra para jovens.

42
Planeamento e organização de projetos de animação

EXEMPLO: TIMING DA ANIMAÇÃO NAS UNIDADES HOTELEIRAS

MANHÃ:
- Atividades desportivas, atividades infantis
- Jogos de praia, figuras de areia, caça ao tesouro
- Ginástica, golf, ténis, jogos aquáticos
- Mini concursos, culinária e doçaria com piqueniques
- Marchas, passeios pedestres, jeep-safaris

TARDE:
- Jogos de mesa, xadrez, bridge
- Educação e formação de saberes
- Tiro ao alvo, dardos, ténis, golfe
- Vídeo, Cinema, visitas culturais
- Exposições, artesanato, visitas guiadas
- Jogos ao ar livre, caça ao tesouro, peddy paper, pintura, barro

NOITE
- Jantares temáticos com animação localizada
- Dança com concursos de dança e noite de talentos
- Lotos, bingos, Karaoke
- Musica e Live Shows, passagem de modelos
- Bares e Discoteca

43
Planeamento e organização de projetos de animação

5.Plano de marketing perspetivado no âmbito da animação

5.1− Técnicas de promoção da animação

A função do animador surge face à necessidade de em diversas áreas proceder à dinamização e


revitalização de estruturas sociais e culturais.

Importa para o efeito formar especialistas, indivíduos que conheçam os diferentes recursos
disponíveis no âmbito da sua área de atuação, e que por outro lado identifiquem com exatidão
as necessidades e motivações do público-alvo para o qual estão a trabalhar. Só desta forma
poderão conceber o “programa” mais adequado ou seja o que melhor serve o público.

Se considerarmos que “uma abordagem de marketing começa com a preocupação de identificar


o consumidor ou o comprador e as necessidades que o motivam, em ordem a conceber, organizar
e utilizar os meios adequados a dar-lhe satisfação, com a máxima rentabilidade possível” então
estamos no domínio do Marketing.

Neste sentido pode-se concluir que:


a) O animador “trabalha” os recursos, concebendo programas que dirige a públicos
perfeitamente identificados
b) Esta postura de adequação dos programas aos públicos alvo, visando obter a satisfação do
consumidor e a rendibilidade máxima para a organização, insere-se numa postura de
marketing.

Um plano de marketing tipo engloba vulgarmente as seguintes tarefas:


1- Perceção e entendimento da missão e dos valores da empresa
2- Análise do mercado (análise externa) e da empresa (análise interna) a fim de determinar
os seus trunfos, as suas oportunidades, as suas fraquezas e a suas ameaças

44
Planeamento e organização de projetos de animação

3- Formulação dos objetivos de marketing (definidos quantitativamente e qualitativamente,


e num dado espaço de tempo) e consequente definição das estratégias genéricas possíveis
4- Seleção ou escolha estratégica de marketing. Por cada objetivo considerado, os gestores
devem decidir-se por uma de muitas opções estratégicas a adotar. É nesta altura que se
deve segmentar o mercado e avaliar a rendibilidade de cada um dos segmentos assim
como proceder a uma avaliação dos diferentes posicionamentos concorrências a fim de
propor o posicionamento mais adequado ao produto em causa
5- Definição dos planos de ação. Estes referem-se às diferentes decisões que se relacionam
com cada área estratégica de que é constituído o marketing-mix (produto, preço,
promoção e distribuição). Os planos de ação descrevem minuciosamente a forma como
as estratégias são implementadas. São a ultima fase do planeamento de marketing e
podem classificar-se como “catálogos de tarefas” a realizar, resumindo, “como”, “quando”,
e “por quem”.

Caso se pretenda lançar um programa de animação há que ter em atenção ao seguinte:


- Estudo da procura e das suas motivações em relação às atividades recreativas (estar em
ambientes agradáveis, alargar as relações sociais, divertir-se, desenvolvimento da
personalidade etc.)
- Estudo da oferta (recursos naturais e histórico-culturais adequados para o desenvolvimento
de programas de animação, existência de instalações turísticas adequadas etc.)

As fases de lançamento de um produto de animação requerem um plano de marketing que


comporte:
- A criação de possíveis ideias de recreação e animação
- Processo de seleção das mesmas mediante testes feitos a terceiros
- Valorização económica da sua rendibilidade
- Desenvolvimento de projetos e produtos para a sua aplicação
- Distribuição e promoção do produto
- Comercialização e venda concreta.

45
Planeamento e organização de projetos de animação

Assim é importante que os gestores de animação realizem as seguintes atividades:


- Estudos da procura e da oferta (características dos clientes e dos recursos)
- Planificação dos projetos de animação de acordo com os resultados dos estudos
- Definição dos pressupostos e dos meios financeiros
- Definição das relações de cooperação com os diversos sectores que participam na campanha
turística geral (alojamento e transportes)
- Utilização racional dos recursos e do projeto de animação
- Realização dos programas definindo os diferentes campos de ação
- Atividades de promoção e venda (sites, folhetos brochuras etc.)

5.2− Objetivos da promoção

Podemos sintetizar da seguinte forma os objetivos da promoção em animação turística:


 Motivar e atrair o público – Chamar a atenção do maior número de pessoas alojadas na
unidade hoteleira para as atividades a realizar no âmbito dos programas de animação,
apelando à participação ativa ou passiva, consoante os interesses dos turistas.
 Divulgar e promover a unidade hoteleira – Num contexto competitivo como é o hoteleiro,
a animação marca a diferença e funciona como valor acrescentado ao produto alojamento.
A divulgação das atividades de animação assume o duplo papel de elemento diferenciador
e potenciador.
 Posicionamento – Melhorar o posicionamento do estabelecimento na mente do
consumidor.
 Criar uma imagem de marca – A opinião que o consumidor tem de determinado
estabelecimento é fundamental na fase de decisão da compra. Uma imagem de marca
consolidada, não só garante maiores vendas, como também permite praticar preços mais
elevados.

46
Planeamento e organização de projetos de animação

5.3− Critérios gerais da promoção

5.3.1.Atracção

Os meios de promoção escolhidos para o programa de animação devem possuir um suporte


atrativo para o público-alvo a que se destinam, gerando uma imagem positiva que se traduza na
posterior aceitação e participação nas atividades.

5.3.2.Títulos/Temas apelativos

Independentemente do suporte escolhido, é importante que o título e o tema do programa de


animação sejam ser apelativos, de forma a garantir o interesse do turista a participar no referido
programa.

5.3.3.Adequação

Não basta ter um suporte atrativo e um título e tema apelativo. O meio usado para a divulgação
deve ser adequado ao contexto espácio-temporal em que se insere. Por exemplo, usar a
megafonia durante o tempo de refeições revela-se desadequado e poderá afastar os potenciais
interessados.

5.3.4.Oportunidade

A divulgação dos programas de animação deve ser oportuna, isto é, encontra-se no lugar certo
no tempo certo. Por isto, os meios de divulgação das atividades devem ser colocados em pontos
de passagem e de concentração diária de turistas e em locais de fácil visionamento, como por
exemplo (no caso de uma unidade hoteleira):
 Hall de entrada
 Receção

47
Planeamento e organização de projetos de animação

 Elevadores
 Entrada do restaurante
 Mesas do pequeno-almoço
 Bar
 Bar da piscina
 Sala de espetáculos
 Biblioteca

5.3.5.Multiplicidade / Diversificação

A divulgação e promoção dos programas de animação deve ser feita usando vários meios e
suportes e não apenas um único, por forma a diversificar o número e características de públicos
a atingir.

5.4− Suportes promocionais mais comuns

5.4.1.Cartazes

Meio direto, eficaz e de impacto elevado. Deve ser atrativo o suficiente para competir com as
propostas quem por exemplo, as agências de viagens colocam na receção dos hotéis. Pode ser
utilizado para divulgar uma atividade ou o programa do dia. Relativamente ao programa da
semana, o cartaz deve assumir o formato de mupi, dada a quantidade de informação que é
necessário transmitir.

No cartaz devem constar os seguintes dados:


 Designação da atividade
 Local
 Data e hora de realização

48
Planeamento e organização de projetos de animação

 Requisitos especiais (quando aplicável).

O cartaz em papel pode ser substituído por placas de ardósia ou de madeira, por cartão ou tecido.
A opção depende da atividade e dos recursos disponíveis.

Os locais de fixação dos cartazes devem ser escolhidos com antecedência, na medida em que a
visibilidade poderá afetar o resultado final.

5.4.2.Megafonia

Apesar de ser considerado como um meio de comunicação no âmbito da animação, deve ser
usado com moderação, na medida em que o ruído que provoca pode incomodar e afastar os
potenciais participantes.

Modo geral, o sistema de som encontra-se localizado na receção e as atividades são anunciadas
com um microfone ou megafone. O texto a transmitir deve ser escrito antecipadamente e lido
com segurança e entusiasmo, evitando falhas de memória e hesitações.

5.4.3.Promoção pessoal

Trata-se de um meio mais personalizado de comunicação das atividades, uma vez que o convite
feito mais diretamente pelo animador. Contudo, requer uma elevada disponibilidade de tempo.

5.4.4.Sketches promocionais

Encenações de cenas ou personagens que vão participar em determinado espetáculo. Devem ser
pontuais e realizar-se em locais de grande afluência de clientes, tais como na receção, no bar e
no restaurante. Podem ser representados pelos animadores ou pelos próprios turistas, quando
estes são os intervenientes no espetáculo.

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Planeamento e organização de projetos de animação

5.4.5.Outros suportes

Flyers
Eficazes, fáceis de confecionar e de distribuir. A relação custo/ benefício é bastante positiva. No
entanto, convém usar este meio com moderação, uma vez que o seu uso repetitivo pode ter um
efeito inverso ao desejado. Os flyers devem reservar-se para atividades que exigem maior
organização e esforço económico, no sentido de procurar garantir o retorno do investimento.

Publicidade
Quando relacionada com outros meios de comunicação da empresa, funciona com as seguintes
características:
- Permite alcançar muitos públicos;
- A publicidade utiliza uma mensagem simples, forte e única;
- Na publicidade o conteúdo da mensagem é perfeitamente controlado pelo anunciante.

5.5− Implementação

É nesta fase que se define concretamente o que se vai fazer quando e onde se vai fazer o
programa de animação.
1.Definir a ideia (O que se vai fazer)
2.Estratégia de implementação (Como é que se vai por em prática)
3. Variáveis do Marketing Mix (analisar)
4. Esquematização das infraestruturas existentes (atender aos vários aspetos como sendo
saneamento básico, recolha de lixo, parques de estacionamento, acessibilidades etc.)
5. Concretização do local (ter em conta o ponto anterior e fazer planta do local ou do
percurso do evento)

50
Planeamento e organização de projetos de animação

6. Definição de equipamentos (listagem dos equipamentos necessários para o evento)


7. Orçamento financeiro
8. Estrutura legal (Autorizações legais e licenças)
9. Estrutura operacional (Programa como vão decorrer as atividades, horários etc.)
10. Análise e avaliação dos resultados

5.6− Estruturação do trabalho de animação assente nos fenómenos de


interação

Para um bom desenvolvimento de qualquer atividade de animação turística é necessário:


- Facilitar a explicação das regras;
- Permitir a compreensão de todos os participantes;
- Favorecer o bom desenvolvimento;
- Estimular a iniciativa;
Evitar protestos

De acordo com a legislação em vigor, antes da venda dos seus serviços, as empresas de animação
turística e os operadores marítimo-turísticos devem informar os clientes sobre:
- As características específicas das atividades a desenvolver;
- Dificuldades e eventuais riscos inerentes;
- Material necessário quando não seja disponibilizado pela empresa;
- Idade mínima e máxima admitida;
- Serviços disponibilizados e respetivos preços.

Antes do início da atividade, deve ser prestada aos clientes informação completa e clara sobre:
- As regras de utilização de equipamentos;
- Legislação ambiental relevante;
- Comportamentos a adotar em situação de perigo ou emergência;

51
Planeamento e organização de projetos de animação

- Formação e experiência profissional dos seus colaboradores.

Recomendações para a atuação de guias orientadores de percursos de animação:


 Saudar o grupo, apresentar-se e dar as boas-vindas, de forma informal;
 Transmitir informação geral sobre a atividade a realizar: duração, grau de dificuldade,
recomendações de comportamento, de forma clara, segura e firme
 Estabelecer comunicação e interagir com o grupo
 Criar interesse sobre o tema,
 Participar ativamente nas dinâmicas e atividades que se realizam durante a visita;
 Preparar cuidadosamente a visita;
 O mais importante é a experiência. Quanto mais se interpreta, mais se aprende;
 Nunca deixar de aprender sobre o recurso que queremos interpretar;
 Conhecer o melhor possível a nossa audiência;
 Determinar com maior exatidão a mensagem que queremos transmitir e o que
queremos alcançar com essa mensagem;
 Jamais mentir ou enganar o visitante;
 Preocupar-se com a comodidade e segurança do visitante;
 Aproveitar as oportunidades que se apresentam no decorrer do evento;
 Promover a participação dos visitantes, que expressem as suas opiniões e ideias;
 Usar várias técnicas de interpretação ao mesmo tempo de forma a conseguir melhores
resultados;
 Usar exemplos que estejam relacionados com a audiência;
 Não usar nomes científicos e demasiado específicos, a menos que seja estritamente
necessário;
 Fornecer a informação logística (duração do evento, necessidades, etc.) no princípio.

5.7− Técnicas de planeamento e gestão de projetos

52
Planeamento e organização de projetos de animação

Um projeto consiste num plano de ação que se elabora para alcançar determinados objetivos e
que envolve um conjunto organizado de atividades e estratégias, entendidas como necessárias,
para os atingir da forma mais eficaz e eficiente possível.

Exige uma antecipação, uma previsão racional do que se pretende realizar de forma a prever ao
máximo os efeitos desejados/necessários e a evitar/prever/controlar efeitos não desejados.

Fases do ciclo de vida do projeto


1. Iniciar: Justificar a seleção e autorizar o início de um projeto
2. Planear: Estruturar a utilização de recursos de forma realista e detalhada
3. Executar: Gerir os recursos para atingir os objetivos propostos
4. Controlar: Avaliar o desempenho do projeto
5. Encerrar: Obter a aceitação formal e encerrar o projeto

Elementos básicos na elaboração de projetos:


1. Diagnóstico ou análise de realidade
2. Planificação ou antecipação da execução
3. Aplicação-execução
4. Avaliação
5. Redação e Divulgação
6. Reflexão crítica

Diagnóstico ou análise de realidade


• Detetar necessidades
• Estabelecer prioridades
• Fundamentar o projeto
• Delimitar o problema
– Como identificar os problemas?
– Como selecionar os problemas?

53
Planeamento e organização de projetos de animação

• Situar o projeto no espaço e no tempo


• Revisão da literatura
• Diagnóstico/projeção dos recursos
Planificação
• Objetivos gerais e específicos
• Conteúdos
• Metodologia
• Contextualização
• Temporização
• Recursos

Aplicação-execução
– Acão e atividades
– Sequência e integração
– Ajustamentos
– Gestão: operações, estratégias, custos

Avaliação: momentos e áreas


– Inicial
– Processual
– Final: eficácia e eficiência
– Necessidades e objetivos
– Programa, modelos e ações
– Resultados e impacto
– Ações futuras (análise prospetiva)

Redação e Divulgação
Descrição sistemática dos processos de
– Deteção do problema

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– Diagnóstico ou análise
– Planificação
– Intervenção
– Avaliação
Reflexão crítica

5.8− Etapas e metodologias de ação subjacentes à implementação de


atividade de animação

A adequada programação de atividades com grupos é essencial para garantir que se atinjam os
objetivos que devem ser previamente delineados em função do contexto concreto em que
estamos a atuar.

Importa ter presente que a prossecução de objetivos implica não somente uma adequada
programação, isto é, uma correta seleção e ordenação de atividades, mas também, a definição
antecipada e a posterior implementação de uma metodologia. Ou seja não interessa apenas
pensar no que se vai fazer com um grupo, mas também como se vai trabalhar, como se vão
implementar as atividades com esse grupo.

Os tempos e modos desta negociação do programa de atividades, com os participantes, variará


de acordo com as características do grupo. Se o grupo tiver maturidade e capacidade de assumir
compromissos a longo prazo é possível negociar todo um programa logo no início do nosso
trabalho com ele.

Mas se o grupo tiver pouca maturidade, como por exemplo quando é constituído por crianças
pequenas, a negociação terá de ser constante, atividade a atividade, dia a dia. Ainda assim,

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algumas coisas terão de ser negociadas com antecedência, como por exemplo uma atividade que
exija equipamentos ou materiais que tenham de ser garantidos previamente.

É importante, também, acostumar o grupo a decidir entre as propostas não apenas pelo lado
atrativo, mas também pela viabilidade.

 Os animadores devem ajudar o grupo na preparação e realização de atividades. As


atividades são quase sempre preparadas pelos animadores, mas devemos tentar, com
firmeza e persistência, que o grupo assuma, também, a responsabilidade de preparar e
realizar atividades com o propósito de fomentar a sua autonomia e a coesão.
 Os animadores devem ser elementos potenciadores do desenvolvimento da criatividade e
imaginação dos membros do grupo. Isto significa que os animadores devem ser criativos.
Mas, não significa que devam criar, muito menos durante as atividades, para que o grupo
os imite. Devem ser originais e imaginativos, mas sobretudo para saberem escolher
elementos de trabalho, transmitir sensações, oferecer elementos motivadores e que
ajudem a desenvolver a imaginação e a criar.
 Também devemos considerar atividades, aquelas que são realizadas nos momentos em
que não há atividades programadas. Há que tirar da cabeça a ideia de que as atividades
são unicamente o que está escrito no papel, o programado. Os jogos que surgem
espontaneamente nos tempos livres, ou os momentos de leitura e de conversa, devem,
também, ser considerados atividades.

5.9− Operacionalização da animação potenciada através de:

5.9.1.Adequação estratégica e tipologia matriz do grupo

A análise do perfil dos clientes constitui a tarefa mais complexa, essencialmente devido à sua
subjetividade. O objetivo desta análise consiste em identificar comportamentos dos potenciais
destinatários das atividades de animação.

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 Faixa etária
 Classe social
 Comportamento segundo a Nacionalidade

a) Faixa etária
O conteúdo das atividades deve ser diferente consoante a faixa etária predominante no grupo.
Pressupõe uma adaptação das atividades às idades, á condição física e às expectativas dos
turistas.

As atividades genéricas podem ser as mesmas, porém há que fazer adaptações para alguns
membros do grupo sem quebrar o sentimento de coletivo.

b) Classe social
As atividades devem ser planeadas tendo em consideração a classe social a que os turistas
pertencem. O grau de participação, de interesse e passividade varia consoante a classe.

c) Comportamento segundo a Nacionalidade


Cada Nacionalidade possui particularidades distintas em termos de comportamento e
personalidade. No entanto, o objetivo do animador não consiste em conhecer essas
particularidades, mas sim observar como os turistas se comportam em contextos geográficos
diferentes da sua área de residência, uma vez que procuram experiências novas ou,
simplesmente, fazer algo que não é permitido no seu país.

As diferenças entre os coletivos de pessoas exigem, por parte do animador, um esforço de


adaptação às particularidades de cada um, evitando criar estereótipos e preconceitos.

O sexo dos clientes constitui uma das características coletivas mais facilmente identificáveis:
 Modo geral, os homens participam com maior frequência em atividades diurnas de
carácter desportivo e com algum grau de competitividade;

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 As mulheres preferem atividades de expressão artística e corporal.

Os estabelecimentos hoteleiros constituem um espaço privilegiado de encontro entre pessoas de


culturas e nacionalidades distintas.

As atividades de animação são ideais para promover a integração intercultural, porém o sucesso
desta integração depende da capacidade do animador em não generalizar comportamentos e
atitudes com base em estereótipos.

Com exceção de alguns estabelecimentos específicos, as unidades hoteleiras alojam pessoas


pertencentes a todas as faixas etárias, desde crianças a jovens, adultos e idosos.

a) A animação infantil
As famílias com filhos pequenos apreciam fazer férias em conjunto, principalmente quando ainda
são pequenos. Ao alojarem-se numa unidade hoteleira, os pais possuem duas opções: ou
deslocam-se para todo o lado com os filhos, ou o hotel dispõe de serviços e outros espaços onde
podem deixar os filhos em segurança, libertando-se para realizar outras atividades.

Ao aperceberem-se desta necessidade demonstrada pelos pais, as unidades hoteleiras procuram


diferenciar-se da concorrência disponibilizando um espaço e um serviço de animação infantil.

Os jogos são muito apreciados e devem ser organizados por idades. A atribuição de um prémio
funciona como um estímulo.

Assim, em função do número de crianças que frequenta o espaço, é frequente existir um espaço
específico reservado aos mais pequenos, onde se reúnem para ler, jogar, pintar, fazer trabalhos
manuais, etc. A decoração deve ser apelativa, colorida e se possível temática.

b) A animação juvenil

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Em termos genéricos os jovens e os adolescentes demonstram uma forte necessidade de se


destacarem, de viver experiências novas e de quebrar as regras estabelecidas. Não têm idade
suficiente para participar em todas as atividades destinadas aos adultos, mas também não se
enquadram na animação infantil.

Como temem ser ridicularizados, preferem observar antes de participar. Optam pelas atividades
mais ativas e que se aproximem das atividades dos adultos; são pouco comunicadores e podem
mostrar indiferença para com o programa de animação.

c) Adultos
Constituem o segmento principal entre os coletivos de clientes; são exigentes e críticos; gostam
de estar informados acerca de tudo o que o estabelecimento tem para oferecer, inclusive as
atividades de animação.

Demonstram uma tendência natural para aderir a diversas atividades, essencialmente as que
favorecem a convivência. O nível de participação nas atividades diurnas e noturnas é elevado,
com especial incidência nas últimas.
 Animação diurna – Durante o dia, os adultos podem dedicar-se às atividades desportivas,
quer às lúdicas e socioculturais.
 Animação noturna – Dependendo da localização do estabelecimento, modo geral, as
atividades noturnas são as mais frequentadas, e como tal exigem um maior esforço da
parte dos animadores.

As atividades são essencialmente lúdicas e socioculturais. Variam entre espetáculos profissionais,


atuações por parte de animadores ou dos próprios turistas, jogos lúdicos, festas temáticas, entre
outras.

d) Idosos

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O crescimento generalizado do turismo sénior pressupõe uma preocupação crescente, por parte
dos estabelecimentos hoteleiros, em disponibilizar atividades de animação devidamente
adaptadas aos idosos e às limitações decorrentes da sua idade.

Permanecem durante parte significativa do seu tempo na unidade hoteleira; valorizam as relações
interpessoais, a simpatia e agradecem toda a atenção que lhes possa ser dispensada.

Praticam, sobretudo, atividades socioculturais que lhes permitam contactar com a realidade local.
Os mais ativos apreciam os bailes e alguns exercícios físicos, de preferência, dentro de água.

e) Homens de negócios
Os estabelecimentos devem possuir programas de animação para este segmento, baseadas em
atividades de descanso e recreação.

Tendo em consideração o peso económico destes turistas, as unidades hoteleiras só têm a ganhar
com o investimento em animação.

Atividades recomendadas:
 Caminhadas
 Cursos de idiomas
 Yoga
 Tai-chi
 Hidroginástica
 Animação noturna
 Festas e jantares temáticos
 Preparação de cocktails e refeições internacionais e regionais
 Exercícios antisstress

f) Clientes com necessidades especiais

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As unidades hoteleiras devem ter em consideração as necessidades destes clientes especiais,


começando por eliminar as barreiras arquitetónicas à circulação de pessoas com dificuldades
motoras; possuir WC’s espaçosos, elevadores com botões em braille, sinais luminosos e sonoros,
ementas em braille, etc.

No que concerne à animação, nem todos os programas estão adaptados a este tipo de clientes,
fazendo-os sentir excluídos. Por outro lado, nem sempre é fácil encontrar um animador com o
dom da paciência, da tolerância e da compreensão.

Atividades recomendadas:
 Jogos de mesa e de tabuleiro
 Desportos adaptados
 Passeios
 Visitas turísticas
 Observação de fauna e flora
 Ateliers e workshops

Em contacto com estes clientes, os animadores devem:


 Eliminar sentimentos negativos: medos, preconceitos, mitos e estereótipos associados aos
mesmos;
 Conhecer as deficiências que existem e definir um conjunto de atividades adequadas a
cada uma;
 Perguntar ao cliente se necessita de ajuda antes de agir;
 Permitir que o cliente demonstre interesse e que explique quais as suas capacidades e a
falta das mesmas;
 Estar preparado para aceitar um não como uma resposta sem se ofender;
 Falar diretamente com a pessoa em causa e não com os acompanhantes;
 Explicar aos acompanhantes que é possível ensinar os clientes a realizar determinadas
atividades desde que devidamente adaptadas.

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5.9.2.Operacionalização para a obtenção de resultados

As atividades diárias de um animador no hotel passam por:

 Programar, organizar e executar todo o tipo de atividades recreativas em função do grupo


a que se dirigem e mediante o recurso a técnicas adequadas;
 Identificar as características e as necessidades dos participantes nas atividades;
 Selecionar, criar e preparar os materiais e equipamentos necessários para os diferentes
programas;
 Estudar as tradições, hábitos e culturas locais;
 Promover eventos festivos identificados ao longo do ano;
 Utilizar de forma adequada os meios técnicos disponíveis, responsabilizando-se pelo seu
uso e manutenção de forma a poderem ser usados sempre que necessário;
 Executar atividades planificadas, detetando e corrigindo eventuais erros;
 Enriquecer e atualizar os programas em função das necessidades, reduzindo os riscos de
imprevistos;
 Identificar e estudar as práticas de animação realizadas pela concorrência;
 Elaborar orçamentos relativos aos programas a implementar;
 Ordenar as atividades culturais, desportivas e recreativas em função do espaço, cliente,
clima, época festiva, artistas, disponibilidade financeira;
 Criar um clima favorável á participação e interação;
 Gerir conflitos provenientes das relações interpessoais;
 Trabalhar em equipa e procurar criar novas ideias;
 Estabelecer canais de comunicação interna;
 Contactar e propor artistas e figurantes;
 Elaborar os cartazes de promoção dos eventos de animação interna;
 Assumir as responsabilidades dos eventos promovidos;
 Respeitar e fazer respeitar todas as normas de segurança;

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 Elaborar a aplicar instrumentos que permitam uma avaliação objetiva dos resultados.

É importante:

 Nunca esquecer que o principal objetivo do animador é satisfazer os desejos e


expectativas do maior número possível de turistas, e de os entreter dentro da estrutura
que os alberga;
 Tentar sempre uma adaptação às condições específicas do trabalho a efetuar, sem
levantar demasiados obstáculos;
 Ter sempre em conta que do seu comportamento depende o trabalho e a credibilidade de
toda uma equipa e instituição;
 Tentar desde o primeiro momento, atrair a simpatia dos colegas, dos diretores, dos
colaboradores e empresas prestadoras de serviços, podendo assim obter melhores
resultados;
 Publicitar de todas as formas as iniciativas de animação;
 Informar toda a equipa de trabalho dos programas a efetuar;
 Organizar programas que não se esgotem em pouco tempo;
 Desfrutar de todas as ocasiões em que se verifique disponibilidade e entusiasmo dos
hóspedes para implementar atividades que vão ao seu encontro;
 Recordar que o segredo para agradar a todos é não ter preferência por ninguém em
particular;
 Estar atento a iniciativas propostas pelos clientes;
 Ser criativo e tentar surpreender;
 Procurar promover uma equipa empreendedora e motivada, não se podendo ser os
melhores, que sejam os mais eficazes;
 Aprender a gerir a fadiga e o stress, pois necessita de estar ativos por longos períodos.

5.9.3.Recursos humanos, materiais e técnicos

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Planeamento e organização de projetos de animação

Está bastante difundida a ideia preconcebida que a animação turística exige a utilização de
materiais equipamentos e recursos em grande quantidade e de elevado custo. Na verdade o
volume e o custo do material apresentam-se sempre diretamente proporcionais à ambição e à
dimensão que se quer dar aos programas de animação.

Recursos humanos
Tendo em consideração o carácter humano que caracteriza o turismo, os recursos humanos são
imprescindíveis na realização de atividades de animação.

a) Equipa de animação
As atividades a realizar variam consoante o número de elementos que integram a equipa de
animação e a respetiva formação e experiência. O número de animadores varia consoante a
capacidade do hotel.

A aplicação de um programa de animação pressupõe a presença de, pelo menos, dois


animadores. No entanto, com vários animadores é possível realizar atividades paralelas.

b) Staff do estabelecimento
As atividades de animação devem prever a intervenção dos profissionais de outros departamentos
para além dos animadores.

Ex. Espetáculos no bar, atividades gastronómicas, solicitar aos rececionistas que divulguem as
atividades junto dos clientes.

Recursos materiais – instalações


Qualquer instalação física ou técnica que o estabelecimento ponha à disposição do cliente em
troca de pagamento:
 Campos de ténis
 Squash

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 Campo de futebol
 Campo de golfe
 Piscina interior
 Ginásio
 Health club
 Mesas de bilhar
 Consolas de jogos
 Etc.

O animador deve pensar em soluções e horários alternativos de utilização. O animador deve,


ainda, identificar espaços para a realização de espetáculos, para realização de atividades infantis,
culturais, lúdicas e de interior.

Recursos técnicos
Os estabelecimentos devem possuir equipamentos técnicos que apoiem e facilitem a realização
das atividades de animação:
 Som
 Luz
 Desportivos
 Pedagógicos
a) Equipamento de som
 Leitor de CD
 Microfones c/ fios, s/ fios e de lapela
 Mesa de mistura

b) Equipamento de luz
Complementam os equipamentos de som. Luzes de palco, iluminação noturna de espaços
exteriores.

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c) Recursos lúdicos
Material necessário à prática de atividades lúdicas, nomeadamente material para a prática de
jogos e atividades desportivas. Convém verificar sempre se existem na unidade hoteleira e em
que estado se encontra.

d) Recursos pedagógicos
Equipamento de suporte a atividades de carácter pedagógico. Quadros, computadores, projetores
de vídeo, projetores de slides, retroprojetor.

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Bibliografia

 Avaliar o potencial turístico do território. Programa LEADER+/ LEADER European


Observatory. Colecção guias metodológicos.

 Chaves, A. e Mesalles, L. (2001) El animador: como organizar las actividades de los


clientes de un hotel divertido, Barcelona. Laertes.

 Puertas, Xavier (2004) Animación en el âmbito turístico, Madrid, Editorial Sintesis.

 Torres, Zilah (2004) Animação Turística, 3ª edição, São Paulo, Editora Roca.

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