You are on page 1of 269

 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

T h o mso n ,   Garrett
Introducción a la práctica de la filosofía / Garrett   T h o m s o n ;  traducción al
castellano  por Pablo R. A rang o Giraldo. - Bogo tá: Pan am ericana Editorial, 2 0 0 2 .
2 7 2   p.; 23 cm. - (Pedagogía y educación)
Título en inglés: On Philosophy
Incluye bibliografía.
ISBN  9 5 8 - 3 0 - 0 8 8 6 - 9
1. Filoso fía 2 . Filosofía   Enseñanza I. Arango Giraldo, Pablo R., tr. II. Tít. III. Serie

10 0   cd A19H Hed.
0739

CEP-Banco de la República-Biblioteca Luis Angel Arango

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 1/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Garrett Thomson

INTRODUCCIÓN

L P R Á CT I C DE L FI LOSOFÍ

Traducción
Pablo  R A r a n g o G i r a l d o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 2/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
Título original  en   inglés:  n  hihsophy

Editor
P a na m eri ca na Ed i t ori a l L t d a .

Dirección editorial
Andrés Olivos Lombana

Edición

Gabriela García   de la   Torre

Traducción
Pablo  R.  Ara ngo Gi ra l d o
Autoedición digital
L a   Piragua Editores

D i s e ñ o   de   carátula
Di ego M a rt í nez   Celis

P r i m e r a e d i c i ó n   en   P a na m eri ca n a Ed i t ori a l L t d a ., m a rzo  de   2 0 0 2


© Garrett Thomson
©   De la   traducción,  Pablo   R.  Ara ngo Gi ra l d o
© Panamericana Editorial Ltda.
Calle   12 No.   3 4 - 2 0 ,  T c l s . : 3 6 0 3 0 7 7   -  2 7 7 0 1 0 0
F o x :  (57 1)   2 3 7 3 8 0 5
Correo el ect ró ni co: p a n a e d i t @ p a n a m c r i c a n a c d i t o r i a l . c o m 
w w w . p a n a m e r i c a n a e d it o r i a l . c o m . c o
B o g o t á ,  D. C ,   C o l o m b i a

ISBN  v o l u m e n :  9 5 8 - 3 0 - 0 8 8 6 - 9
IS BN  colección:  9 5 8 - 3 0 - 0 8 8 5 - 0

T o d o s   los   derechos reservados.


Prohibida   su   reproducción   total   o   parcial
por cualquier medio   sin   p erm i s o   del   Editor.

I m p res o   por   P a n a m e r i c a n a F o r m a s   e   I m p r e s o s   S. A.
Ca l l e   65 No.   9 5 - 2 8 , T c l s . :  4 3 0 2 1 1 0   -  4 3 0 0 3 5 5 ,  Fax . (57 1)  2 7 6 3 0 0 8
Quien sólo actúa como impresor.
I m p res o   en   C o l o m b i a  Printed   in   C o l o m b i a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 3/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C O N T I i N I  DO

Prefacio  
 3
1

CAPÍTULO 1   MOSTRAR  LO QUE OTROS OCULTAN   17


Hacer  filosofía   18
La s  fases  d e la filosofía   19
Primera fase: preguntar   1 9

S e g u n d a  fase, analizar   '. 21


Tercera  f a s e : r e s p o n d e r  y  a r g u m e n t a r   24
¿Ap licacion es prácticas?   25
La  n at u ral ez a   de lo n o empírico   26
A l g u n o s e j e m p l o s  30
Vida c ot i di an a   33
APÉNDICE CIENCIA   Y ESPECULACIÓN  35

CAPÍTULO   II  DISCUTIR   ACERCA  DE Dios  37


El  p r i m e r m o v i m i e n t o   38
El   se g u n d o m o v i m i e n t o   40
El  t e rc er m o v i m i e n t o   42
Mal dad   4 3

Libre  albed río   4 4

N e c e s i d a d  y  utilidad   4 0

Dios  n o lo perm itiría   4 7

O t ros s i gn i f i c ados para  bueno y malo   4


 8
Algún  s u f r im i e n t o m a l o  o  i n n ec esari o   4
#
CAPÍTULO   III  PREGUNTARLE  LA  HORA   A  DIOS   5I
T i e m p o  57
El   f at al ism o  y e l t ie m p o   5 9

CAPÍTULO   IV  OTRAS MANERAS DE PENSAR  EN  DIOS   61


¿Por qué es  i m p o r t a n te  Dios?  62
D io s c o m o t r a s c e n d e n t e   64
M as allá de la  existencia   67
Lo  inexp resable   ?'
El  dua lism o Dios/Universo   74
¿ E s   Dios  u n s e r ?  76
Conclusión   7 9

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 4/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

6 INTRODUCCIÓN  A I .A   PRÁCTICA  DE LA FILOSOFÍA

CAPÍTULO V  DESAPARECER  EL  MUNDO   81


E l e m e n t o s  d e la e s c e n a  a n t e r i o r   81
S e m b r a r  sem i l las   d e  d u d a   83
El m u n d o  d e s a p a r e c e   87

C u a l i d a d e s  p r i m a r i a s  y sec u n dari as   90
Con c l u si on es   : .. 93
CAPÍTULO VI MIRAR EL  MUNDO   95
El e s p e j i s m o   95
Un a   crítica d e l  a r g u m e n t o  de la ilusión   97
Una   c o n c e p c i ó n   al t ern at i v a  de la p e r c e p c i ó n :  El  re a l is m o d i r e c t o . . .  9 8
El a r g u m e n t o d e l l e n g u a je p r i v a d o   100
O t ra   implicación   102

CAPÍTULO Vil ¿Es USTED SU  CUERPO?  105


P ri m er n i v el :  Ontológico   106
Du al i sm o   106
El a r g u m e n t o  d e la  d i v i s i b i l i d a d   110
P r o b l e m a s  c o n el d u a l i s m o   1  I 1
M a t e r i a l i s m o  I 16
P r o b l e m a s  c o n el  m a t e r ia l i s m o   117
¿E s ontológico el  p r o b l e m a ?  120

APÉNDICE  VIDA   DESPUÉS  DE L\  MUERTE  123

CAPÍTULO VIII  SALVAR LO MENTAL  1  25

El s e g u n d o n i ve l : C o n t e n i d o s m e n t a l e s  126
De l c o n d u c t i s m o  a l  fu n c i o n a l i s m o   128
Otra visita  al a r g u m e n t o d e l l e n g u aj e p r i v a d o   129
Te rce r  n i v el : Desc ri pc i on e s   130
Dos t i p os di f eren t e s  d e descripción   .-   131
Las  tres estrategias   134
Con c l u si on es   142
Lo s  tres niveles: ontológico,  c o n t e n i d o s m e n t a l e s y d e s c r i p c i o n e s  144
CAPÍTULO I X EL PROBLEMA DE LOS PUNTOS:  LA  CIENCIA 145
El p r o b l e m a   146
R ef orm u l ar el probl em a   147
Una   s o l u c i ó n :  La c u a r t a  vía 149
Do s   desafíos   152

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 5/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CONTENIDO  _]_

El p r i m e r  de safío:  D u a l i s m o   153


El s e g u n d o   desafío:  M a t e r i a l i s m o r e d u c t i v o   I  5 5
Las  o t r a s  ci e nci as   I  5 6
Conclusión   158

APÉNDICE CÁLCULOS 1 59
A .  T i e m p o   1  5 9
B. Espa cio   159
CAPÍTULO X MORALIDAD SIN AUTORIDADES••; 161
Su bj et i v i sm o   162
Las réplicas   163
Análisis  d e l s u b j e t i v is m o   168
R elat iv i sm o c u l t u ral   170
Análisis   1  7 0
Respuestas   1  7 2
Teoría  de las órdene s  d i v i n a s   173
D e r e c h o s  m o r a le s   1  7 4
La  lista am pliad a   176
Teoría d el  c o n t r a t o s o c ia l  176
Utilitarismo   1  7 8
Teoría   k an t i an a   178
Conclusión   179
APÉNDICE I HECHOS Y OPINIONES 181

APÉNDICE 2  VERBOS,  SUSTANTIVOS Y ADJETIVOS 183

CAPÍTULO XI MORALIDAD SIN  RECIAS  185


A r g u m e n t o s c o n t r a  el u t i li t a r i s m o   191
A r g u m e n t o s c o n t ra  la teo ría   k a n t i a n a   192
El c o n f l ic t o   193

La   naturaleza   d e l c o n f l i c t o   198


Combinación   200
1 .  U t i l it a r i s m o  de reglas   200
2 .  U t i l i ta r i s m o  co n  l i m i t a c io n e s k a n t i a n a s  202
M ora l i dad si n regl as   202
Razon es  c o n c l u y e n t e s   202
R a z o n e s  n o  c o n c l u y e n t e s   204
Mej ores raz on es   205

Conclusión   206

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 6/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

8 INTRODUCCIÓN  A LA PRÁCTICA   DE LA FILOSOFÍA

APÉNDICE LA FALACIA NATURALISTA ES UNA FALACIA 207


1 .  El d o l o r e s m a lo   207
2 .  El d o l o r e s  intrínseca y n o
c o n c l u y e n t c m e n t e m a l o  '.  2 0 8
La falacia naturalista  es una falacia   208

Del do l or a  la m o r a l  210


CAPÍTULO X I I UNA MEJOR  VIDA  • .213
M e t a s  y v al ores   213
Racionalidad   i ns t r um e nt a l  215
Placer  y felicid ad   218
a.  El placer es el fin   219
b. Del place r a la  apreciación  221
Deseos   .- 224
Intereses  y n ec esi dades   228
Conclusiones   232
APÉNDICE 1 RAZONAMIENTO CRÍTICO: CULTIVAR  NUESTRO PROPIO  PROFESOR  235
A c t i t u des   235
1 .   Estar  a b i e r t o   235
2 .  Ser crítico  236
3 .  Ser p a c i e n t e   238
4 .  Ser sencillo   239
CONCLUSIÓN 239

ALGUNAS HABIUDADES 240


APÉNDICE 2 LÓGICA: HACER  CONEXIONES  241
C o n v e r t i r é t e x t o  e n a r g u m e n t o   243
Evalu ar  u n a r g u m e n t o   243
E la b o r a r u n a r g u m e n t o   245
Form as  válidas b a s a d a s  en c on ec t i v as   lógicas  246
Form as  válidas b a s a d a s  en c o n j u n t o s   247
Algunas falacias forma les   248
Algu nas falacias inform ales   248
APÉNDICE 3 ANÁLISIS 249
Cl ari dad: pregu n t as  y a f ir m a c i o n e s   250
Términos clave   250
Di st i n c i on es i m port an t es   252
Identificar las su p osi c i on es oc u l t as   253
¿Son plausibles las con secue ncias   lógicas?  253
Con t raej em pl os   254

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 7/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CONTENIDO   9

APÉNDICE 4 HACER CANTAR A LOS LIBROS  255


El fenóm eno de la canción en  la cabeza   255
M a p a s  desde el helicóptero   256
La  p r u e b a  de la radi o   258
Ruido interno   259
Res u men   259
APÉNDICE 5 AYUDAS PARA  ESCRIBIR  UN ENSAYO 261
Paso I:  elegir   261
Paso 2 :  preparar  262
Paso 3:  escribir  264
Paso 4. releer y reescribir   264
Bibliografía   267

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 8/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 9/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

A   Pablo  Arango  y
Lucio y  Antonieta  Lince.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 10/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 11/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

PR EF A C IO

U n h o m b r e v a c o n d u c i e n d o s u c a r ro p o r la a u t o p i s t a c e n t r a l . S u
teléfono  t i m b r a .  S u e s p o s a le p r e g u n t a c o n v o z a n s i o s a :  ¿Dónde
e s t á s ? "  É l c o n t e s t a :  " E s t o y   c o n d u c i e n d o p o r l a a u t o p i s t a c e n t r a l " .
Ella   l e d i c e : "P o r fa v o r, t e n c u i d a d o . A c a b o d e e s c u c h a r e n la r a d i o
q u e h a y u n   lunático  c o n d u c i e n d o a t o d a v e l o c i d a d y e n   contravía
e n l a a u t o p i s t a c e n t r a l " . E l h o m b r e c o n t e s t a :   " ¿ U n o ? ,  ¡Hay  m i l e s "
H a y d o s m o n j e s b u d i s t a s   jóvenes  a q uie ne s le s fa s cina fuma r . S e
a r m a n d e v a l o r y d e c i d e n p r e g u n t a r l e a l m o n j e m a y o r si le s c o n c e 

d e e l p e r m i s o p a r a f u m a r d u r a n t e l a s l a r g a s  s e s i o n e s  d e m e d i t a 
c i ó n .  E l p r i m e r m o n j e e n t r a a l d e s p a c h o d e l j e f e d e l m o n a s t e r i o .
Después  d e u n o s m i n u t o s , s e e s c u c h a n g r i t o s d e i r a e n l a o f i c i n a y
e l j o v e n m o n j e   s a l e   c o n r o s t r o g r a v e n e g a n d o c o n la c a b e z a . El
s e g u n d o m o n j e e n t r a a l a o f i c i n a .  Después d e u n o s m o m e n t o s , a d e n 
t r o   se e s c u c h a n r i s o t a d a s , y e l s e g u n d o m o n j e   s a l e   d e   allí  c o n u n a
g r a n s o n r i s a , a s i n t i e n d o c o n la c a b e z a . E l p r i m e r m o n j e , p e r p l e j o , le
p r e g u n t a a s u a m i g o :   ¿Por  qué él te dio la   a p r o b a c i ó n ,   s a b i e n d o q u e

a mí me la   negó  t a n   categóricamente? ¿Qué  le p r e g u nta s te ?" El s e 


g u n d o m o n j e c o n t e s t a : " S im p l e m e n t e le   pregunté  si  podía  m e d i t a r
mientras fumaba".
E s t o s   c h i s t e s n o s r e c u e r d a n q u e a l g u n a s   v e c e s ,  r e a l m e n t e i m 
p o r t a   cómo  c o n c e b i m o s la s c o s a s . La   filosofía  es la ciencia y el arte
d e c o n c e b i r l a s   c o s a s   d e   n u e v a s   m a n e r a s . En c o n s e c u e n c i a , u n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 12/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

l i b r o   i n t r o d u c t o r i o s o b r e  filosofía debería  d e s a f i a r y e s t i m u l a r a s u s
l e c t o r e s p a r a p e n s a r y e x t r a e r  c o s a s  d e s í m i s m o s .
Al m ism o tiem po , deseo prom over el sen timien to de que p od e
m o s r e a l i z a r p r o g r e s o s e n l a   filosofía,  y c o m b a t i r e l c i n i s m o q u e
a f i r m a   q u e   sólo  p o d e m o s p e r m a n e c e r e n n u e s tr a s p o s i c i o n e s o ,
a ú n p e o r , q u e   sólo  p o d e m o s g i ra r y g i ra r e n   círculo.
H e t r a t a d o d e lo g r a r e s t o s d o s o b j e t i v o s a r g u m e n t a n d o a fa v o r
d e c o n c l u s i o n e s d e f i n i d a s a c e r c a d e a l g u n o s d e lo s p r o b l e m a s y
áreas  c e n t r a l e s d e la   filosofía,   t a l e s c o m o la n a t u r a l e z a d e D i o s , la
p e r c e p c i ó n ,   la   relación  e n t r e l a m e n t e y e l c u e r p o , y l a   é t i c a .  En
o t r a s p a l a b r as , h e t r a t a d o d e c o m p r o m e t e r m e a m í m i s m o c o n e l
p e n s a m i e n t o   filosófico  a f in d e e s t i m u l a r a o t r o s p a r a h a c e r l o m i s 
m o .  E s p e r o   q u e , a l h a c e r l o , h a y a m o s t r a d o e l p o d e r y l a b e l l e z a d e l
p e n s a m i e n t o   filosófico,   y q u e h a ya l o g r a d o e x p r e s a r m i p r o p i o a m o r
hacia esta activid ad un tan to particular.
A d e m á s ,  u n o d e l o s a s p e c t o s r e l a t i v a m e n t e n o v e d o s o s d e e s t e
t r a b a j o  e s q u e h e t r a t a d o d e e x t r a e r l o s a r g u m e n t o s y la s c o n c l u s i o 
n e s q u e p r e t e n d e n a p o y a r c o m o s i l o g i s m o s , d e ta l f o r m a q u e m i s
l e c t o r e s p u e d a n d e b a t i r l o s y t o m a r   posición  c o n r e s p e c t o a m i s
a f i r m a c i o n e s .  Para  s e r c l a r o , s e s u p o n e q u e u s t e d d e b e d e s a f i a r m i s
a r g u m e n t o s y c o n c l u s i o n e s . É s e e s e l   propósito  d e l  l i b r o .
U n   l i b r o   i n t r o d u c t o r i o s o b r e   filosofía debería  o f r e c e r u n a   guía
práctica  p a r a p e n s a r   f i l o s ó f i c a m e n t e .   Por esta   r a z ó n ,   e l  capítulo  I
v e r s a s o b r e l a n a t u r a l e z a d e l a   filosofía,   y h e i n c l u i d o c i n c o   a p é n d i 
c e s s o b r e d i v e r sa s h a b i l i d a d e s y a c t i t u d e s   filosóficas,   ta l e s c o m o e l
p e n s a m i e n t o   crítico,   e l  a n á l i s i s ,   l a l e c t u r a y l a e s c r i t u r a . H e t r a t a d o
d e o f r e c e r   e s t a s   guías  d e m a n e r a   práctica  e   i n t e g r a l ,  enfocándolas
t a n t o   e n l os a s p e c t o s i n t e l e c t u a l e s c o m o en lo s a s p e c t o s e m o c i o 
n a l e s d e l f o r c e j e o   filosófico.
E s p er o  que m is lectores teng an el tie m p o suficien te para rela
c i o n a r   e s t a s  guías prácticas  c o n e l c u e r p o c e n t r a l d e l  t e x t o .  E n o t r a s
p a l a b r a s , e l o b j e t i v o d e e s t e   l i b r o  n o t r a t a r d e c o n v e n c e r a n a d i e d e
que mis con clusio ne s son correctas , sin o más bien que los lectores
s e a n   t e s t i g o s d e l p e n s a m i e n t o   filosófico  e n   acción  y a p r e n d a n d e

él,   q u e c o m p a r e n l a m a n e r a e n q u e h e p r o c e d i d o c o n l o s c o n s e j o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 13/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
PREFACIO

q u e   d o y  en l o s a p é n d i c e s .  Por fa v o r, a p r e n d a n  de lo  q u e   h a g o , má^


q u e  de lo que d i g o .
D a d o   qu e mi in t e n c i ó n   es m o s t r a r el p e n s a m i e n t o   filosófico  en
a c c i ó n ,   me he c o n c e n t r a d o  en los p r o b l e m a s   más i m p o r t a n t e s de
las   áreas filosóficas   qu e a b o r d o  a l o l a r g o   d e l  l i b r o .  De e s ta m a n e 
ra,  el  l i b r o   e n t e r o p u e d e s e r v i r c o m o   u n a i n t r o d u c c i ó n   a la  filosofía
e n g e n e r a l , p e r o   sus c a p í t u lo s t a m b i é n   p u e d e n  ser u t i l i z a d o s p a r a
c u r s o s i n t r o d u c t o r i o s a las d i fe r e n t e s   á r e a s  d e la  filosofía   que  son
t r a t a d a s  e n e l l o s . Así, los c a p í t u l o s  II a IV p u e d e n   ser u t i l i z a d o s en
c u r s o s  d e filos ofía   de la religión   o en e s t u d i o s   filosóficos   s o b r e el
c o n c e p t o   d e D i o s ;  los c a p ít u l o s  V a IX  p u e d e n s e r vi r en c u r s o s d e
filosofía   d e la m e n t e o d e filoso fía   d e la p e r c e p c i ó n , y l o s c a p í t u l o s
X a XII p u e d e n   ser  útiles  e n c u r s o s s o b r e   ética.
D i f e r e n t e s s e c c i o n e s   de e s t e   l i b r o   e s t á n b a s a d a s  en o t r o s t e x t o s
q u e  he e s c r i t o .  En  a l g u n o s a p a r t e s  d e los c a p í t u l o s  V y VI  utilicé
m a t e r i a l  d e mi l i b r o   Bacon  io Kanl.  Para   e s c r i b i r el c a p í t u l o   VIII, me
a p r o p i é  d e m a t e r ia l de G. T h o m s o n y R T u r e t z k y , "A S i m p l e C u i d e t o
t h e   P h i l o s o p h y  of M i n d " ,  en Tíie   Experience  o\ Philosophy.  A l g u n a s p a r 
t e s   d e l c a p í t u l o   IX se p u e d e n e n c o n t r ar , d e m a n e r a d i f e r e n t e , en On
the Meaning of  Life.  Una d e las s e c c i o n e s   del c a p í t u l o  XII se b a s a e n
m i   p r i m e r   l i b r o ,  Needs, y una  v e r s i ó n   del c a p í t u l o   I fue  p u b l i c a d a en
c a s t e l l a n o   en la  R e v i s t a   A l e p h   No. I  12.
M e g us t ar í a   e x p r e s a r   mi g r a t i t u d   a la U n i v e r s i d a d  de C a l d a s ,  en
M a n i z a l e s ,   p o r  el  a p o y o   que me d i o  p a r a l l e v a r a c a b o e s t e p r o y e c 
t o   de i n v e s t i g a c i ón   que se m at e r i al iz ó   en e s t e   l i b r o .  T a m b i é n   q u i e 
r o   a g r a d e c e r l e s  a  t o d o s   mis a m i g o s  e n  C o l o m b i a , q u i e n e s han
h e c h o   qu e mis e s t a n c i a s  en ese p aí s   f u e r a n m a r a v i l l o s a s . Q u i e r o
a g r a d e c e r l e  a  Ja im e R a m o s   por sus útiles   c o m e n t a r i o s s o b r e e s t e
l i b r o .   E s t o y   e s p e c i a l m e n t e a g r a d e c id o   con P a b l o   R.  A r a n g o ,  p o r  su
c u i d a d o s a   t r a d u c c i ó n .   Q u i e r o d e d i c a r e s t e   l i b r o   a él y a  mis  s u e 
g r o s ,   A n t o n i e t a O c a m p o  d e  L i n c e  y  L u c i o L i n c e ,  a  q u i e n a l g u n a s
v e c e s   l l a m o  ' e l n e c i o " .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 14/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 15/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CAPÍTULO I
M OSTRAR LO
Q U E  O T R O S O C U L T A N

Hay un lugar en Ox ford d on de algu no s profeso res to m an el sol al


d e s n u d o . P o r a l g u n a   r a z ó n ,   e l l u g a r e s l l a m a d o E l  P l a c e r   d e l  Sacer
d o t e .   Allí  p u e d e n h a l l a rs e e n la s t a r d e s d e v e r a n o , p o r u n a e n t r a d a
q ue va ha s ta e l r í o   T á m e s i s ,   a a l g u n o s s a b i o s a n c i a n o s l e y e n d o s u s
p e r i ó d i c o s .   N o e s u n a   c o s a   d i g n a d e v er se , c o m o d e s c u b r i e r o n   u n a s
jóvenes  d a m a s   u n a t a r d e i n f o r t u n a d a . Estas  d a m i s e l a s , l a c r e m a y
n a t a d e l a s o c i e d a d   b r i t á ni c a,   t o m a r o n c o n s u b a r c o u n a vía e q u i 
v o c a d a y p a s a r o n l e n t a m e n t e f r e n t e a l  P l a c e r   d e l S a c e r d o t e . H u b o
u n m o m e n t o l a rg o y m u y b o c h o r n o s o e n el q u e a m b o s b a n d o s s e
diero n cuen ta de lo qu e estaba pas an do . De repe nte, los pr ofe so 
re s   g r i t a r o n :  " ¡ O h D i o s m ío " , a g a r r a r o n s u s  periódicos  y c u b r i e r o n
s u s p a r t e s   í n t i m a s .   El  único  d e l o s p r o f e s o r e s q u e n o l o h i z o f u e e l
d e   filosofía,   q u i e n   cubrió  s u   r o s t r o .  C u a n d o e l b a r c o   siguió  d e la r 
g o ,   l o s p r o f e s o r e s s e v o l v i e r o n h a c i a e l   filósofo  y l e p r e g u n t a r o n :
" M i e s t i m a d o c o l e g a ,  ¿por  q u é n o   cubrió  s u s p a r t e s   íntimas  c o m o
t o d o s n o s o t r o s ? " E l p r o f e s o r l o s   miró  y  contestó  o b e d i e n t e m e n t e :
n
M i s   q u e r i d o s c o l e g a s , u s t e d e s t i e n e n q u e r e c o n o c e r q u e e n la   c i u 
d a d d e O x f o r d   yo   s o y r e c o n o c i d o   i p o r m i c a r a "
La   filosofía debería  s e r u n o d e l o s a s u n t o s m á s e m o c i o n a n t e s
q u e se p u e d a n e s t u d i a r a c t u a l m e n t e e n la s u n i v e r s i d a d e s . D ig o e s t o
p o r q u e c o n l a   práctica  de la   filosofía  u n o p u e d e p r o f u n d i z a r e n s u
p r o p i a   comprensión  y p u e d e o b t e n e r u n a   concepción  m u y a m p l i a
d e m u c h a s r a m a s d if e r e n t e s d e l c o n o c i m i e n t o . U n o p u e d e te n e r e n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 16/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

s u s m a n o s e l r a c i m o d e l a s c u e s t i o n e s   c r í t i c a s .  La   práctica  de la
filosofía  r e q u i e r e q u e u n o m e j o r e s u s h a b i l i d a d e s   críticas  y d e p e n 
s a m i e n t o ; d e b e s e r u n e j e r c i c i o d e l q u e   W o o d y  A l i e n l l a m a s u s e 
g u n d o   órgano  p r e f e r i d o : e l c e r e b r o . Es e x i g e n t e y r e q u i e r e

creatividad; pero lo mejor de todo es que uno puede aprender de sí


mismo.
Para  v e r   cómo  e s p o s i b l e e s t o , c o n s i d e r e m o s q u é es la   filosofía.
L a s d e f i n i c i o n e s m á s c o m u n e s s o n : e l a m o r a l a   s a b i d u r í a ;   e l  a n á l i 
s is d e l o s c o n c e p t o s ; la m a n e r a d e h a l la r r e s p u e s t a s a p r e g u n t a s
f u n d a m e n t a l e s . E l p r o b l e m a d e   e s t a s  d e f i n i c i o n e s e s q u e t o d a s s o n
c o r r e c t a s .   C a d a   u n a t i e n e   r a z ó n ,   p e r o   sólo  n o s d a n p a r t e d e l c u a 
dro,-   n i n g u n a o f r e c e u n a   visión  g e n e r a l . N e c e s i t a m o s u n a i m a g e n
m á s c o m p l e t a q u e n o s p e r m i t a u n a   comprensión  p l e n a , u n a i m a 
g e n q u e a r t i c u l e t o d a s l a s p a r t e s d i f e r e n t e s d e l  total.
O t r o p r o b l e m a c o n   esas  d e f i n i c i o n e s es q u e o m i t e n e l a s p e c t o
m á s i m p o r t a n t e d e Id   filosofía,   es decir, la   p r á c t i c a.   E l o b j e t i v o d e
e s t u d i a r   filosofía  e s a p r e n d e r a   h a c e r   filosofía.   U n o p u e d e a p r e n 
d e r l o q u e h a n d i c h o d i f e r e n t e s p e n s a d o r e s e n el p a s a d o , p e r o   p r o 
b a b l e m e n t e   e s o s   t r o z o s s u e l t o s d e   información  n o s e   quedarán
p o r   m u c h o t i e m p o c o n n o s o t r o s . A d q u i r i r e st a  información  no es la
t a re a p r i n c i p a l . L o i m p o r t a n t e e s p r a c t i c a r la s h a b i l i d a d e s , d e s a r r o 
llar   e l t a l e n t o , a p r e n d e r a p e n s a r c r e a t i v a y   críticamente  a c e r c a   d e
p r e g u n t a s  filosóficas.  E s a y u d a r a l c e r e b r o a p a r a r s e s o b r e s u s   p r o 
p i o s p i e s . L a   filosofía  e s u n p r o c e s o .

]   JACP.R   rn.osoiiA

A n t e   t o d o ,  la   filosofía  e s u n p r o c e s o h u m a n o . Se r u n p e n s a d o r
i n d e p e n d i e n t e e s u n a   cuestión  d e a c t i t u d y s e n t i m i e n t o , t a n t o
c o m o d e   r a z ó n .  Para  c o m p r o m e t e r s e c o n e s o , u n o t i e n e q u e a p r e n 
d e r d e sí m i s m o , d e s u s p r o p i o s p r o c e s o s d e p e n s a m i e n t o .   E s t o
s i g n i f i c a   p r e g u n t a r c o n t i n u a m e n t e , a n al iz a r, c o n t e s t a r y a r g u m e n 
t a r p o r u n o m i s m o (m á s a d e l a n t e v e r e m o s   e s t a s   c u a t r o i n s t a n 
c i a s ) .   Para  h a c e r   t o d o e s t o e s n e c e s a r i o s a b e r   cuándo  h a y q u e s e r
p a c i e n t e ,   cuándo  h a y q u e s i m p l i f i c a r ,  cómo  s e r c r e a t i v o y  cómo

ser destructivo.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 17/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i t u l o  I.   MOSTRAR  L O Q U E   OTROS  OCULTAN

Po r   s u p u e s t o ,  u n o t a m b i én   p u e d e   h a c e r f i l o s o f í a c o n l a   a y u d a
d e o t r o s .   Se   p u e d e p ra c t ic a r d i s c u t i e n d o   c o n   a m i g o s , le y e n d o   y
e s c u c h a n d o   a   o t r o s .  D e   t o d a s m a n e r a s , t o d o   e s t á e n   u f t o   m i s m o ,
p o r q u e   e s u n o   q u i e n   d e b e   e s t a r  o n o d e   a c u e r d o   c o n l o q u e   o t r o s

d i c e n .   U n o e s e l  r e s p o n s a b l e   d e s u c o m p r e n s i ó n y d e s u s   a c t i t u d e s
h a c i a   e l  c o n o c i m i e n t o .
C u a n d o r e c i b i m o s p a s i v a m e n t e   e l  c o n o c i m i e n t o ,  l a i nf o r mac i ó n
n o s g o l p e a c o m o   s i  v i n i e r a   d e l   e x t e r i o r ; n o n o s   p e r t e n e c e .  S in e m 
b a r g o ,  n u e s t r a   c o m p r e n s i ó n d e l   m u n d o   y d e   n o s o t r o s m i s m o s   está
m ás   l i g a d a   a   n o s o t r o s   q u e   n u e s t r o s p r o p i o s o j o s .   N o   p o d e m o s e v i
t a r p o s e e r l a . N u e s t r a m a n e r a   d e v e r e l  m u n d o d e t e r m i n a   l o q u e
h a c e m o s   y las  o p o r t u n i d a d e s   q u e   p e r d e m o s .  D e e s t e   m o d o , s o m o s
r e s p o n s a b l e s   d e   n u e s t r a a c t i t u d h a c i a   e l  c o n o c i m i e n t o .
La filosofía es un   f o r c e j e o c o n t r a n u e s t r o s p a t r o n e s   d e   p e n s a 
m i e n t o ,   p r e j u i c i o s   y   s e n t i m i e n t o s .  N o e s ú n i c a m e n t e u n a b ú s q u e d a
i n t e l e c t u a l .  I n v o l u c r a   a) s e r   h u m a n o e n t e r o .  N o   p o d e m o s l u c h a r
c o n t r a   l o s   m o d e l o s   d e   p e n s a m i e n t o p r o p i o s   y   c o n t r a n u e s t ra s p r e 
s u p o s i c i o n e s  m á s í n t i m a s s i n   t r a t a r  d e   s u p e r a r n u e s t r o s s e n t i m i e n 
t o s   y d e   b u s c a r  u n a r e l a c i ó n   a p r o p i a d a p a r a n u e s t r a   c o m p r e n s i ó n .
(Ver el Apén dice 1, en la página 2 35,  para   m ás   detalles.)

L A ? I A S I S  n i . i v i II.OSO HA
La s   d e f i n i c i o n e s   m u y e s p e c í f ic as d e fi lo s o f ía s ó l o n o s   o f r e c e n   f r a g 
m e n t o s   d e l  c u a d r o g e n e r a l.  A c a b a m o s   d e v e r q u e l a   i m a g e n g l o b a l
r e q u i e r e   s e r   p r e s e n t ad a c o m o   u n   p r o c e s o .  Po r   e s t a   r a z ó n , u n a   i m a 
g e n   de la filosofía   d e b e   t e n e r t r e s   f as e s o   e t a p a s .

P r im e r a la s e :   preg'imfar
En la   p r i m e r a e t a p a ,  e l  o b j e t i v o   e s   e s t a r r e a l m e n t e c o n f u n d i d o s ,
s e n t i r n o s p e r d i d o s , d e s o r i e n t a d o s , p e r p l e jo s .   ¿ P o r q u é h a y q u e l o 
g r a r   e s t o ? P o r q u e s ó l o a s í s e   a f r o n t a   u n a   p r e g u n t a .  ¿P o r q u é e l o b 
j e t i v o   e s la c o n f u s i ó n ? S ó l o   c u a n d o   n o s   s e n t i m o s c o n f u n d i d o s
b u s c a m o s   u n a   r e s p u e s t a   y  p r e g u n t a m o s a c t i v a m e n t e ; c u a n d o e s t a 

mos perdidos, investigamos mejor.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 18/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
20 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

En la   metafísica  t e n e m o s q u e a b r i r n o s a l a n a t u r a l e z a m i s t e r i o s a
d e l a s c o s a s .   E s t o   s i g n i f ic a q u e d e b e m o s q u i t a r la p i e l a n u e s t r a s
suposiciones más arraigadas. Cuando creemos que entendemos,
estamos satisfechos de nosotros mismos y tendemos a olvidar. Los

h u m a n o s e s t a m o s m á s p e r d i d o s y s o m o s m á s ig n o r a n t e s d e lo q u e
a d m i t i m o s  n o r m a l m e n t e . Po r s u p u e s t o , s a b e m o s p o n e r n o s l o s z a 
p a t o s , a r r e g l a r e l t e l e v i s o r y   también  s a b e m o s   cómo  h a c e r q u e u n
átomo  e x p l o t e .  P e r o   e s t e c o n o c i m i e n t o   práctico  p u e d e h a c e r n o s
a r r o g a n t e s , p u e d e h a c e r n o s o l v i d a r e l m i s t e r i o d e la s c o s a s . H e 
m o s a d q u i r i d o u n c o n o c i m i e n t o y u n a h a b i li d a d   increíbles  d u r a n t e
e l   último  s ig l o . Ese c o n o c i m i e n t o   técnico  p u e d e h a c e r n o s s e n t i r
c ó m o d o s ,  c o m o s i e l u n i v e r s o f u e r a l a s a l a d e n u e s t r a   c a s a .   C o n t a l

s e n t i m i e n t o ,  o l v i d a m o s la n a t u r a l e z a p r o f u n d a m e n t e
d e l a s c o s a s . E l u n i v e r s o y n o s o t r o s m i s m o s s o m o s i nenigmática
comprensi
b l e m e n t e m i s t e r i o s o s , y l le g a r a a c o s t u m b r a r n o s a e s t o n o e q u i v a l e
a c o m p r e n d e r l o . Es t a m o s  a c o s t u m b r a d o s a la m a n e ra c o m o se c o m 
p o r t a n   l as c o s a s ; e s t o n o s i g n i f i c a q u e la s e n t e n d a m o s .

S u p o n g a m o s q u e u n c o n e j o se m a t e r i a l i z a e n la e s q u i n a d e l c u a r 
t o   d u r a n t e u n o s s e g u n d o s c ad a h o r a . A l p r i n c i p i o  estaríamos  p e r 
p l e j o s :   éste  e s un   fenómeno  m u y  e x t r a ñ o ,  ¿cuál  es su  causa?"  P e r o
t a r d e o t e m p r a n o n o s   acostumbraríamos  a l a s a p a r i c i o n e s d e l c o 
n e j o .  N o s   quejaríamos  s i ll eg a r e t r a s a d o , y c u a n d o o t r o s e x p r e s e n
s o r p r e s a a n t e e l   f e n ó m e n o ,  d i r í a m o s :   " ¡ O h , e s o N o e s m á s q u e e l
e f e c t o c o n e j o " .   Éste  e s u n e j e m p l o   t o n t o   h a s t a q u e r e e m p l a z a m o s
" c o n e j o " p o r p i   m e s ón "  (u n   t i p o   rarísimo  d e   partícula  s u b a t ó m i c a ) .
  M

H a y m u c h o s h e c h o s y r a s g o s   extraños  e n e l u n i v e r s o . N u e s t r a s o l a
e x i s t e n c i a e s u n o d e e l l o s . N u e s t r a p r o p i a c o n c i e n c i a e s   o t r o .  Para
resucitar nuestras pregu ntas perso nales, neces itamo s sacudir nu es
t r o s  s e n t i m i e n t o s d e s e g u r i d a d y r e d e s c u b r i r e l c u e s t i o n a r i o q u e
teníamos  c u a n d o   éramos  n i ñ o s .   E s t o   n o e s f á c i l , p o r q u e n o s g u s t a
s e n t i r  q u e s a b e m o s ; d e t e s t a m o s s e n t i r n o s p e r d i d o s .
Este  m i s m o   t i p o   d e a p e r t u r a e s n e c e s a r i o e n o t r a s   áreas  de la
v i d a . E n u n a   c o r p o r a c i ó n ,   la s p e r s o n a s n e c e s i t a n e x p o n e r s e a
p r e g u n t a s c o m o :  ¿Por  q ué e s t a m o s e n e s t e n e g o c i o ?   ¿Qué  e s lo
q u e   h a c e m o s ?  S i n t a l e s c u e s t i o n a m i e n t o s , l a   comprensión  n o
p u e d e p r o g r e s a r .   Este  m i s m o   t i p o   d e p r e g u n t a s s e p u e d e h a c e r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 19/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  1. MOSTRAR  LO QUE OTROS  OCULTAN

a c e r c a   d e la s g r a n d e s i n s t i t u c i o n e s s o c i a l e s  y de n u e s t r a s a c t i v i 
d a d e s  p e r s o n a l e s .

Seg'iintla   fase:  a n a liza r


La   mayoría  de las p e r s o n a s p i e n s a n : " t e n g o   la  p r e g u n t a , v e n ga   la
r e s p u e s t a " .   E s t o   p u e d e se r u n e r r o r c r a s o . C u a n d o q u i e r a q u e   t e n 
g a m o s u n a p r e g u n t a   difícil,  es un a   equivocación  a p r e s u r a r se   a  c o n 
t e s t a r l a .  P r i m e r o h a y q u e e n t e n d e r b i e n  la  p r e g u n t a . D e o t r a m a n e r a ,
n u e s t r a r e s p u e s t a n o   será  m á s q u e u n r e f l e j o  o  u n b a l b u c e o s u p e r 
ficial   de  p a l a b r a s .  En la  s e g u n d a   f a s e   de la filosofía,   t r a t a m o s  d e
c o m p r e n d e r   las p r e g u n t a s ,  sin  c o n t e s t a r l a s . T r a t a m o s   d e  m e j o r a r
nuestras preguntas.
E s t o   se a p l i c a   no sólo a la filosofía  a c a d é m i c a ,  s i n o   también a
o t r a s   áreas de la v i d a .  La m a y o r p a r t e  d e u n p r o b l e m a p r o f u n d o  se
r e s u e l v e c o m p r e n d i e n d o  en qué c o n s i s t e .  Así es en  m e r c a d e o   y
a d m i n i s t r a c i ó n ,  en las r e l a c i o n e s p e r s o n a l e s ,   en las i n v e s t i g a c i o 
n e s   científicas,  en la planificación de u n a c a r r e r a .  En t o d o s l o s c a 
s o s ,  el  p r o b l e m a n o v i en e e m p a c a d o   y e t i q u e t a d o , a g u a r d a n d o u n a
r e s p u e s t a s a t i s f a c t o r i a . P ri m e r o t e n e m o s q u e d i a g n o s t i c a r   el   p r o 
b l e m a , s a b e r   cómo  p e n s a r   a c e r c a   de é l . C u a n d o   la d i f ic u l t a d   es,
¿cómo  d e b o a b o r d a r   e s t e   p r o b l e m a ? ,  ¿cómo  d e b o p e n s a r   en él?,
e n t o n c e s   la  d i f i c u l t a d  es  filosófica.   Si el  p r o b l e m a   es ¿cuál  es el
p r o b l e m a ? , e n t o n c e s   la cuestión  es c o n c e p t u a l . Un a v ez c o m p r e n 
d i d a   la p r e g u n t a ,  la r e s p u e s t a p u e d e l l e g a r a s e r o b v i a   y  fácil.
E s n e c e s a r i o a n a l i z a r   las p r e g u n t a s p o r t r e s ra z o n e s . P r im e r o ,
p o r q u e s i n   la comprensión de la p r e g u n t a , el s i g n i fi c a d o  de las r e s 
p u e s t a s   se n o s p i e r d e . En la Cuta del viajero de la galaxia,  l a s p e r s o n a s
d e l p l a n e t a   X están  c a n s a d a s  de i n q u i e t a r s e p o r l a s p r e g u n t a s   f u n 
d a m e n t a l e s   a c e r c a   d e la v i d a .  E l l o s   q u i e r e n c o n t i n u a r c o n   su v i d a
c o t i d i a n a   sin m o l e s t ia s .  Para  r e s p o n d e r   las p r e g u n t a s   metafísicas
d e u n a v e z p o r t o d a s , d e c i d e n c o n s t r u i r u n a g r an c o m p u t a d o r a l l a m a 
d a P e n s a m i e n t o P r o f u n d o .   Ella   les  dará  las r e s p u e s t a s   a las  p r e g u n 
t a s f u n d a m e n t a l e s :   ¿cuál  es el  propósito  de t o d o ? ;  ¿cuál  es el   s i g 
n i f i c a d o  de la v i d a ?  La c o m p u t a d o r a le s in f o r m a q u e   se tomará  d i e z
m il   años  p a r a t r a b a j a r   en las r e s p u e s t a s . N o  i m p o r t a " , c o n t e s t a n ,
  M

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 20/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
22 I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DF. LA   FILOSOFÍA

" p o r   l o   m e n o s t e n d r e m o s   la s   r e s p u e s t a s   e n   d i e z   m i l a ñ o s " .  Diez   m i l


a ñ o s d e s p u é s ,   lle g a   e g r a n   d í a.   P e n s a m i e n t o P r o f u n d o   revelará el
s e c r e t o ,   la   r e s p u e s t a   a l  m i s t e r i o   d e l a   v i d a .  La s   m u c h e d u m b r e s   s e
r e ú n e n   f u e r a   d e l  a l b e r g u e   d e l  p a la c io , d o n d e   está la   c o m p u t a d o r a ;
t o d o s  e s p e r a n .  El   je fe   d e E s t a d o   s u b e h a s t a P e n s a m i e n t o P r o f u n 
d o :   " ¿ T i e ne l a   re s p u e s t a " , p r e g u n t a .
" i O h ,   sí, la   t e n g o " , c o n t e s t a   la   g r a n   m á q u i n a . '
" ¿ C u á l e s ,   e n t o n c e s ? " , r e p l i ca   e l  j e f e , e x p e c t a n t e .
" O h ,   l o   s i e n t o ,  n o   p u e d o   d e c í r s e l o " .
" ¿ Q u é ? ¿ P o r q u é n o   p u e d e   d e c í r m e l o ? " ,  p r e g u n t a n e r v i o s o   e l  jefe.
" P o r q u e   a   u s t e d   no l e g us t ar í a l a   r e s p u e s t a " , a f i r m a   la   c o m p u t a 
dora.
" E s o n o   i m p o r t a . S ó l o d é m e l a  r e s p u e s t a ;  e s s u   d e b e r , p a r a   e s o
l a c o n s t r u i m o s " , e x c l a m a   e l  je fe .
La   c o m p u t a d o r a r e f l e x i o n a   u n   m o m e n t o :  " M u y   b i e n ;  le daré la
r e s p u e s t a   a la   g ra n p r e g u n t a , p e r o p r i m e r o d e b e p r o m e t e r  n o   e n o 
j a r s e c o n m i g o ,   n o   c e n s u r a r m e   s i no l e   g u s t a   l a c o n t e s t a c i ó n " .
El   j e f e c o n t e s t a   á v i d ame nt e : " S í , s í . P o r   s u p u e s t o . C u a l q u i e r c o s a .
Sólo dígala".
" B i e n " , d i c e   la   c o m p u t a d o r a   e n   t o n o r e n u e n t e ,   "L a   r e s p u e s t a   a
s u p r e g u n t a  e s 4 2 " .
" ¿ Q u é ? " ,  c h i l l a   e l  j e f e , "¡ 4 2 , p e r o ,   ¿ c ó m o e s   p o s i b l e ? "
Y   a h o r a v i e n e   e l  p o s t r e ,  la   m o r a l e j a   d e   e s t a h i s t o r i a :  la   c o m p u t a 
d o r a d i c e , s a b i a m e n t e :   "El  p r o b l e m a   e s q u e , e n   p r i m e r l u g a r , u s t e d
n u n c a   e n t e n d i ó l a   p r e g u n t a ,  y as í no   p u e d e e sp e r ar c o m p r e n d e r   la
respuesta".
L a c o m p r e n s i ó n n o   c o n s i s t e   ú n i c a m e n t e e n   t e n e r   la s   r e s p u e s 
t a s .  P o d e m o s   m e j o r a r   l a c o m p r e n s i ó n s i n  c o n o c e r   la   r e s p u e s t a .  Por
e j e m p l o ,   s i  t e n e m o s  u n   m a p a   d e l a   p r e g u n t a  " ¿ e x i s t e   D i o s " ,  p o  9

d r í a m o s   lle g a r  a   c o m p r e n d e r la ,  s i n   t e n e r   un a  respuesta.
La   s e g u n d a   r a z ó n p o r la   c u a l n e c e s i t a m o s   h a c e r u n a n á l is i s d e
l a s p r e g u n t a s c o n c e p t u a l e s , a n t e s   d e   c o n t e s t a r l a s ,  e s q u e l a   p r e 

g u n t a  p u e d e  s e r e r r ó n e a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 21/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítu lo  1.  MOSTRAR  LO QUE  OTROS  OCULTAN 23

¿ H a d e j a d o d e p e g a r l e a s u   mamá?  O b v i a m e n t e , u n o n o d e b e
c o n t e s t a r e st a p r e g u n t a . S i la r e s p u e s t a e s sí, e n t o n c e s s i g n i f i c a q u e
u n o l e p e g a b a . S i e s   no ,  e n t o n c e s s i g n i fi c a q u e   todavía  l e p e g a . ¿ M e
pagará  l o s m i l  dólares  e l vie r ne s , o e l   sábado?  D e n u e v o , u n o n o
d e b e c o n t e s t a r e s ta p r e g u n t a . A m b a s p r e g u n t a s c o n t i e n e n u n a s u 
posición  tácita,  a s a b e r : q u e u n o t i e n e u n a m a d r e a q u i e n l e p e g a , y
q u e u s t e d m e d e b e m i l   d ó l a r e s .  Esas  s u p o s i c i o n e s s o n i n c o r r e c t a s
y e n e s e s e n t i d o , l a s p r e g u n t a s   también  l o s o n .
D e b e m o s e v i t a r c o n t e s t a r p r e g u n t a s  b a s a d a s  e n s u p o s i c i o n e s
fa ls a s .  Quizás  e l p r e s u p u e s t o d e   cuál  e s e l s i g n i f i c a d o d e l a v i d a " ,
o d e ,   cuál  e s e l c o l o r d e l  número  c i n c o " e s e q u i v o c a d o . Si p o d e 
m o s v er e s e f a ls o s u p u e s t o e n t o n c e s t a l v e z n o s s a l v e m o s d e la
p e r p l e j i d a d   q u e n o s l le v a a h a c e r la p r e g u n t a , a u n q u e n o l e d e m o s
r e s p u e s t a . O ,   t a m b i é n ,   al s u p r i m i r e l s u p u e s t o f a l s o p o d e m o s m e 
j o r a r   la p r e g u n t a , e s d e ci r, p o d e m o s c o n v e r t i r l a e n u n a m á s   fácil  d e
responder.
L a t e r c e r a   razón  p o r l a q u e e s n e c e s a r i o e l  a n á l i s i s ,   a n t e s d e
r e s p o n d e r , e s q u e a l g u n a s   v e c e s ,  e n u n a s o l a p r e g u n t a , s e
i n v o l u c r a n m u c h a s o t r a s . P re g u n t a s c o m o ,   ¿cuál  e s e l s i g n i f i c a d o
de la   v i d a ? " ,   "¿ e s m o r a l m e n t e m a l a la e u t a n a s i a ? " ,  ¿cuál  es la
relación  e n t r e la m e n t e y e l s i s te m a n e r v i o s o ? " , c o n t i e n e n m u 
c h a s   o t r a s , d i f e r e n t e s , t o d a s m e z c l a d a s . E v i t a r e m o s la   confusión
si s e p a r a m o s y r e s p o n d e m o s u n a p o r u n a .   S u r g e   e n t o n c e s , d e
nuevo, la necesidad de analizar.
E s c l a r e c e r ,   m e j o r a r la s p r e g u n t a s , e s u n p r o c e s o m u y d i f e r e n t e
d e r e s p o n d e r l a s .   Sólo  p o d e m o s c o n t e s t a r p r e g u n t a s n u e v a s y m á s
c l a r a s s i m e j o r a m o s n u e s t r a   comprensión  d e l o s i n t e r r o g a n t e s a n 
t e r i o r e s .  B u e n a s   r e s p u e s t a s e x i g e n b u e n a s p r e g u n t a s . G r a n p a r t e d e l
t r a b a j o   q u e i m p l i c a r e s o l v e r p r o b l e m a s , c o m o ,   ¿cuándo  e s m a l o
m a t a r ? " , c o n s i s t e e n c l a r i f ic a r la p r e g u n t a , y p a r a e l l o e s n e c e s a r i o
c o n s i d e r a r q u é s i g n i f i c a " m o r a l m e n t e m a l o " .   ¿Los  c o m p u t a d o r e s
p u e d e n p e n s a r p o r sí m i s m o s ? " ,  ¿existe  D i o s ? "  A n t e s d e c o n t e s t a r
e s t a s   p r e g u n t a s , t e n e m o s q u e d e s e m p a c a r l a s , v er q u é c o n t i e n e n .
cQué  es el análisis?  C u a lq u ie r p r e g u n t a p r o f u n d a e i m p o r t a n t e e j e r
c e u n a e n o r m e   presión  s o b r e a l g u n a s p a l a b r a s c l a v e . Po r e j e m p l o ,

c u a n d o d e c i m o s ' Di o s e x i s t e " , ¿qué  s i g n i f i ca la p a l a b r a " e x i s t e " ? N o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 22/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
24 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

s i g n i f i c a  l o m i s m o q u e c u a n d o s e r e f i e r e a   c o s a s   n o r m a l e s , a   c o s a s
q u e p o d e m o s v er y t o c a r y q u e o c u p a n u n e s p a c i o . D i o s n o e x i s t e
d e e s t e m o d o . A sí, c u a n d o a f i r m a m o s q u e D i o s e x i s t e ,   ¿ q u é - q u e r e 
m o s d e c ir ? C u a n d o a f i r m a m o s o n e g a m o s q u e u n a c o m p u t a d o r a

p u e d e p e n s a r , e s e n l a p a l a b r a " p e n s a r " d o n d e   está  t o d o e l  é n f a 


s i s . T e n e m o s q u e e x p l i c a r l a . E l   análisis  e x ig e q u e i d e n t i f i q u e m o s y
e x p l i q u e m o s la s p a l a b r a s c l a v e .
M u c h a s p e r s o n a s n o   están  a c o s t u m b r a d a s a a n a l i z a r la s p a l a 
b r a s .  Éstas  s o n c o m o p a r t e s d e l p a is a je c o t i d i a n o q u e d a m o s p o r
c o n o c i d o y e n e l q u e   a p e n a s   r e p a r a m o s . P o r e j e m p l o ,  ¿usted  s a b e
q u é s i g n i f i c a la p a l a b r a " c o n s u e t u d i n a r i o " ? "S í, l o s é : s i g n i f ic a ' q u e
o c u r r e t o d o s l o s d í a s ' " .   ¿Qué  t a n a m e n u d o   u t i l i z a   e s t a p a l a b r a ?
Quizás  u n a v e z a l m e s , a l o s u m o .   P e r o ,  ¿cuántas  v e c e s   u ti l i z a   la
p a l a b r a " b u e n o " ?  ¿Una  v e z c a d a q u i n c e m i n u t o s ? B i e n ,  ¿pero  qué
s i g n i f i c a ?  Ésta  e s u n a p r e g u n t a d i fíc il . Es u n a p a l a b r a q u e u s a m o s
s i n e x a m i n a r .   P e r o   s i , p o r e j e m p l o , q u e r e m o s s a b e r   cómo  e s u n a
b u e n a v i d a , e n t o n c e s t e n e m o s q u e e n t e n d e r   cómo  f u n c i o n a e s t a
p a l a b r a . E l   análisis  es el  i n t e n t o   d e d i s ce r n i r e x p l o r a n d o d i s t i n t o s
significados.
El   análisis  a p u n t a e n d o s d i r e c c i o n e s :   a t r á s ,   h a c i a l a p r e g u n t a , y
a d e l a n t e , h a c i a l a r e s p u e s t a . N o s a y u d a a c o r r e g i r la p r e g u n t a , y la
n u e v a p r e g u n t a p u e d e s e r a n a l i z a d a u n a v e z m á s p a r a h a c e r l a a ún
m á s p r e c i s a . S in e m b a r g o , e s t e p r o c e s o d e m e j o r a r l as p r e g u n t a s
d e b e e s t a r o r i e n t a d o p o r la n e c e s i d a d d e o b t e n e r r e s p u e s t a s .

Tercera  l a s e :  responder  y   argumentar


N o p o d e m o s q u e d a r n o s e n e l n i v e l d e l   a n á l i s i s .  N e c e s i t a m o s la s
r e s p u e s t a s .   Ésta  e s l a t e r c e r a e t a p a . O b v i a m e n t e , n o p u e d e s e r c u a l 
q u i e r r e s p u e s t a . Q u e r e m o s h a l l a r la m e j o r o la v e r d a d e r a .   Después
d e   t o d o ,  a e s o a p u n t a e n   p r i n c i p i o   l a p r e g u n t a .  E s t o   s i g n i f i c a q u e
e n e s t a t e r c e r a   fas e   n e c e s i t a m o s c o n t e s t a r y a r g u m e n t a r .

Responder
La s re s p u e s t a s a p r e g u n t a s  filosóficas  n o t i e n e n q u e s er  teorías g r a n 

d i o s a s .   P u e d e n   c o n s i s t i r e n fr a s e s s i m p l e s . U n a v e z q u e h a y a m o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 23/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítu lo  (.   MOSTRAR  L O Q U E   OTROS  O C U L T A N 25

c o m p l e t a d o   el análisis, la  r e s p u e s t a p u e d e   s e r c a s i o b v i a .  El  t r a b a j o


e s t á e n e l aná l i s i s . E s t o s e   p u e d e   v e r s i   p r e g u n t a m o s :  p o r q u é e s
i m p o r t a n t e  la   r e s p u e s t a .  Para   r e s p o n d e r e s ta n u e v a p r e g u n t a   s e r e 
q u i e r e   m ás a nálisis (ver el Ap énd ice de la página 24 9).

C u a n d o   u n a p o s i c i ó n f i l o s ó f i c a   r e s p o n d e  a u n a   g a m a  d e   p r o 
b l e m a s d i f e r e n t e s , e n t o n c e s   s e   t r a t a  d e u n a t e o r í a . U n a t e o r í a  p r e 
t e n d e r e s o l v e r p r o b l e m a s .   N o   e x i s t e   e n e l v a c í o .  C u a n d o
a b o r d a m o s   u n a t e o r í a , e s   b u e n o r e co r d a r  q u é   p r o b l e m a s   s e s u 
p o n e  q u e  r e s u e l v e .

Argumentar
D e b e m o s b u s c a r e v i d e n c i a   o  a r g u m e n t o s  a   f a v o r  d e u n a te o r ía .   T a m 
b i én   n e c e s i t a m o s h a ll a r e v i d e n c i a   y   a r g u m e n t o s c o n t r a o t r a s   p o s i 
b l e s r e s p u e s t a s .   P e r o m á s q u e   e s t o ,  e s   i n d i s p e n s a b l e   v e r s i h a y
a r g u m e n t o s c o n t u n d e n t e s   q u e   r e f u t e n   la   r e s p u e s t a   q u e   c r e e m o s
v e r d a d e r a .   É s t o s   p u e d e n l l e g a r  a   c a m b i a r n u e s t r a m e n t e ,  o   p u e d e n
i n t r o d u c i r   la   d u d a   (ver el Ap énd ice d e la página 24 1).
A n t e   la   a u s e n c i a   d e   e v i d e n c i a ,  la   m e j o r r e s p u e s t a   e s : n o s é . S i n
e v i d e n c i a , c u a l q u i e r   teoría es   m e r a   e s p e c u l a c i ó n y é s t a s e   e n c u e n 
tra   a u n   p a s o   d e l a s u p e r s t i c i ó n , q u e e s u n   e s t a d o   e n e l q u e   c r e e 
m o s a l g o   s i n   t e n e r  u n a r a z ó n . P o r   e s t o d e b e m o s e x a m i n a r
c r í t i c a m e n t e l o s   a r g u m e n t o s  á  f a v o r  y e n   c o n t r a   d e u n a t e o r í a . S i n
u n   a r g u m e n t o ,  ¿ p o r q u é   d e b e a l g u i e n c r e e r   l o q u e u n o d i c e ? N o
d e b e r í a  h a c e r l o .

¿ A P L I C A C I O N E S   PRÁCTICAS?
Q u i z á d e s e a   s a b e r   cuál es la   u t i l i d a d   de la filosofía,   p a r a u s t e d   y
p a r a   la   s o c i e d a d   e n   g e n e r a l . C o m o   la fi lo s o f ía e s a v e c e s m u y   a b s 
t r a c t a ,   p a r e c e  e s t a r l e j o s   d e   c u a l q u i e r   ap l i c ac i ó n p r á c t i c a.
En   p r i m e r l ug a r,  t e o r í a y p r á c t i c a no   s i e m p r e   e s t á n   d i v o r c i a d a s .
La teoría   c o n c i e r n e   a   n u e s t r a   c o m p r e n s i ó n d e l   m u n d o   y d e   n o s o 
t r o s   m i s m o s ,  y l a c o m p r e n s i ó n s e   m a n i f i e s t a u s u a l m e n t e   e n l a a c 
c i ó n .   U n   e j e m p l o :  lo s   g r a n d es c a m b i o s   p o l í t i c o s d e e s t e   s i g l o ,  q u e

t r a j e r o n   la   d e m o c r a c i a   a l a may o r í a d e l as   n a c i o n e s , d e p e n d i e r o n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 24/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
26 I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

e n p a r t e   d e l  d e s a r r o l l o   d e u n a t e o r í a d e l o s  d e r e c h o s   e n l o s   s i g l o s
a n t e r i o r e s .   E s t a s t e o r í a s   p o s i b i l i t a r o n   u n a   n u e v a   c o m p r e n s ió n q u e
d i o   a l u z a c c i o n e s   n u e v a s . O t r o e j e m p l o : h a c e m o s e s f u e r z o s p a ra
m e j o r a r   la  c a l i d a d   d e   n u e s t r a s v i d a s , p a r a  s e r m á s  f e l i c e s .  P e r o , ¿ q ué

c o n s t i t u y e   u n a   m e j o r a  d e l a   c a l i d a d   d e v i d a ?
El   s o l o h e c h o   d e   c a p t a r m e j o r   l o s   a s u n t o s i m p o r t a n t e s   e s u n a
b u e n a n o t i c i a , a u n q u e   n o   s e p a m o s e x a c t a m e n t e   cuál será su  u t i l i d a d
m á s   t a r d e .  L a c o m p r e n s i ó n n o   s i e m p r e p a g a   u n   d iv i d e n d o i n m e d i a 
t o   y   p r e d e c i b l e .  El  p r o g r e s o m a t e r i a l  d e l q u e   d i s f ru t a m o s a h o r a  e s e n
p a r t e   e l   f r u t o   d e l a   l a b o r   d e c i e nt í f i c o s , mat e má t i c o s y f i l ó s o f o s   d e s 
d e   e l  s i g l o   XVI.   N u e s t r a   c o m p r e n s i ón c a m b i ó y c o n   e l l a n u e s t r a s   a c 
c i o n e s . N i n g u n a   d e e s t a s a c c i o n e s f u e u n   r e s u l ta d o i n m e d i a t o .  La
R e v o l u c i ó n   I n d u s t r i a l  fu e   p r e c e d i d a   p o r u n a r e v o l u c ió n   c o n c e p t u a l .
En   s e g u n d o l u g a r ,  hac e r f i l o s o f í a e s d e al g ún   m o d o i n h e r e n te   a
la   c o n d i c i ó n   h u m a n a ,  e n   p a r t e   e s   i n e v i t a b l e .  Es así  p o r q u e   n o p o 
d e m o s e v i t a r   la s   p r e g u n t a s c o n c e p t u a l e s .  S o n u n a   p a r t e i n t e g r a l  d e
c u a l q u i e r   á r e a d e l  c o n o c i m i e n t o   y t a m b i é n d e l a   v i d a c o t i d i a n a .   La
c o m p r e n s i ó n n o   c o n s i s t e  ú n i c a m e n t e e n   c o n o c e r m u c h o s h e c h o s .
U n o t i e n e   q u e   s a b e r   c ó m o   o r g a n i z a r l o s .  L o s   h e c h o s t i e n e n   q u e s e r
relacionados, conceptualizados.
T e r c e r o ,  e n u n   n i v e l p e r s o n a l , n e c e s i t a m o s m e j o r a r n u e s t r a s   c a 
p a c i d a d e s m e n t a l e s .   El  p u n t o   e s q ue l a p r á c t i c a d e l a f i l o s o f í a no s
hab i l i t ar á   p a r a r a z o n a r , p u e s p r e g u n t a r e m o s , a n a l i z a r e m o s , r e s p o n 
d e r e m o s   y   a r g u m e n t a r e m o s m e j o r.
N o o b s t a n t e ,   a   m e n u d o   la filosofía se sitúa m u y   l e j o s   d e l a p r á c 
t i c a .  E n   p a r t e p o r q u e   l o s f i l ó s o f o s   t r a t a n   d e   c o n c e n t r a r  s u a t e n c i ó n
e n c u e s t i o n e s   e s t r at ég i c as . E l   p u n t o   e s t r a t é g i c o c l a v e   p u e d e p a r e 
c e r i n c o m p r e n s i b l e  y d e d i f í c i l a c c e s o s i n o s e   r e c o n o c e n  s u s
i m p l i c a c i o n e s l e j a n a s .   P e r o   a l g u n a s   v e c e s ,   s o l a m e n t e   es así:   i n c o m 
p r e n s i b l e   y d e d i f í c i l ac c e s o .

LA   NATURALEZA   DI-: LO NO   EMPÍRICO


La filosofía   t i e n e t r e s a s p e c t o s :
• La   p r i m e r a   c a r ac t e r í s t i c a d e la fi lo s o f ía e s q u e s e   t r a t a   d e u n   p r o 

c e s o   h u m a n o   q u e   b u s c a m e j o r a r  l a c o m p r e n s i ó n .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 25/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  I. M OSTRA R LO QUE OTROS  OCULTAN

• La   s e g u n d a   e s q u e  c o n s t a   d e   t r e s p a s o s .   D e é s t o s , e l   s e g u n d o   e s
e s p e c i a l m e n t e   d i s t i n t i v o :  e [ aná l i s is o e l   i n t e n t o   d e   m e j o r a r   l as
preguntas.
• El   t e r c e r r a s g o   e s s u   a s u n t o   o   m a t e r i a :  l o n o e m p í r ic o o a   p r i o r i .

E x p l i c a r é l o n o e m p í r i c o o a   p r i o r i  d e   tr e s m a n e r a s , p o r q u e   e s
m u y   i m p o r t a n t e .  Es   c r u c i a l c a p t a r e s t e p u n t o   d e   m a n e r a t a n t o
i n t u i t i v a   c o m o i n t e l e c t u a l .  D e l o   c o n t r a r i o , c o n f u n d i r e m o s   la f i 
l o so fía c o n la e s p e c u l a c i ó n e m p í r ic a , c o n   p r e g u n t a s c o m o   " ¿ e x i s 
t e n  l o s  f a n t a s m a s " 9

I)   P r i m e r o ,  u n a   p r e g u n t a   e m p í r i c a e s   t a l , q u e s e   p u e d e r e s o l v e r
p o r   c o m p l e t o m e d i a n t e   la o b s e r v a c i ó n e m p í r ic a o la   e x p e r i m e n 
t a c i ó n .   E j e m p l o s   d e   p r e g u n t a s   e m p í ri ca s s o n : ¿ c u á n t o s   e l e f a n t e s
h a y   e n S u m a t r a ? ; ¿ c u á l e s s o n l a s c a r a c t e rí s ti c a s d e u n e l e c t r ó n ? ;
¿ c u á l e s la c a u s a d e l c á n c e r ? T a l e s   p r e g u n t a s   s e   p u e d e n c o n t e s t a r
p o r   m e d i o   d e l a i n v e s t i g a c i ó n e m p í r i c a . S i n   e m b a r g o ,  n o   t o d a s
l a s p r e g u n t a s   s o n e m p í r ic a s .  E j e m p l o s   d e   p r e g u n t a s   n o e m p í r i c a s
s o n :   ¿ q ué e s l a   j u s t i c i a ? ;  ¿ c ó m o   d e b e   s e r u n a   b u e n a   e x p l i c a c i ó n
científica?
U n a p r e g u n t a   n o e m p í r i c a o a   p r i o r i  e s   a q u e l l a   q u e n o   p u e d e   s e r
r e s u e l t a s o l a m e n t e   c o n   e v i d e n c i a   f á c t i c a. E s t o no   s i g n i f i c a   q u e l a
i n f o r m a c i ó n e m p í r i c a s e a   i r r e l e v a n t e . S i g n i f ic a   q u e e s   i n s u f i c i e n t e .
Po r   e j e m p l o ,  u n o l e e u n a   n o v e l a   p o l i c í a c a . ¿ Q u i é n e s e l a s e s i n o ?
U n o c o n o c e t o d o s   l o s  h e c h o s , p e r o   e s o n o   b a s ta p a r a r e s p o n d e r   la
p r e g u n t a .  H a y q u e   s a b e r   c uá l e s   h e c h o s   s o n   p e r t i n e n t e s   y   t e n e m o s
q u e p o d e r h a c e r   la s   d e d u c c io n e s   lógicas   c o r r e c t a s , c o m o S h e r l o c k
H o l m e s . C o n o c e r   l o s   h e c h o s   e s   n e c e s a r i o , p e r o   n o   s u f i c i e n t e .  Para
1

t r a b a j a r   en la filosofía de la física, uno   t i e n e   q u e   s a b e r s o b r e   física,


p e r o  e s o n o   b a s t a . T a m b i én h a y q u e  s a b e r   c ó m o   p e n s a r   c r í t i c a m e n t e
a c e r c a   d e l o s   c o n c e p t o s   d e l a f í s i c a. E n   e s t e c a s o ,  la   e v i d e n c i a
e mp í r i c a e s   i n s u f i c i e n t e .  Para   a p o y a r   u n a   v e r d a d   n o e m p í r i c a o a
p r i o r i  e s   n e c e s a r i a   u n a   f o r m a d i s t i n t a  d e d e m o s t r a c i ó n . E s t o e s , u n

La frase   "Jones  e s e l a s e s i n o " e s   o b v i a m e n t e   empírica.  La f r a s e r e l e v a n t e a   p r i o r i  e s


s ¡ H e n r y e s t u v o e n el   d o r m i t o r i o ,   s i C a r l a e s t u v o c o n F r a n k , y s i e l a s e s i n a t o f u e
v

c o m e t i d o   a la s 4 : 3 0 . e n t o n c e s   t i e n e   q u e s e r   j o n e s ' .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 26/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
28 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

a r g u m e n t o .  T r a t a m o s d e a p o y a r o r e f u t a r u n a   afirmación  a   p r i o r i
c o n u n a   demostración  o a r g u m e n t o .
2 ) H a y u n a s e g u n d a m a n e r a d e p e n s a r   acerca  d e la s a f i r m a c i o 
n e s a   p r i o r i .  S o n f ra s e s q u e , s i s o n v e r d a d e r a s , e n t o n c e s s o n   necesa
riamente  v e r d a d e r a s . N o p u e d e n s e r f a l sa s , c o m o " t o d o s l o s
h e r m a n o s s o n v a r o n e s " . E n   lógica,   s e ri a c o n t r a d i c t o r i o n e g a r u n a
v e r d a d n e c e s a r i a . U n a   contradicción  e s u n a   afirmación  q u e n o p u e 
d e s e r v e r d a d e r a . A s í , l a s v e r d a d e s a   p r i o r i  s o n v e r d a d e s n e c e s a r ia s .
H e   aquí  u n a   clasificación  p r e l i m i n a r d e la s p r o p o s i c i o n e s :

Verdaderas Falsas
Necesarias 2 + 2 =  4 M i abu elo no
tiene nietos

Empíricas La capital de Ind ia L o n d r e s   está  e n


es   N u e v a   D c l i It al i a

Este  p u n t o s e r e l a c i o n a c o n l a explicación  a n t e r i o r   a c e r c a   d e l a e v i 
d e n c i a . N o es n e c e s a r i o r e c o g e r e v i d e n c i a   empírica  p a r a a p o y a r u n a
afirmación  a   p r i o r i .  Sería  u n a   tontería  a p l i c a r u n a e n c u e s t a p a r a
v e r i f i c a r  s i t o d o s l o s h e r m a n o s s o n v a r o n e s . N o h a y q u e v e r i f i c a r
c a d a   d ía q u e 2 m á s 2 e s i g u a l a 4 . N i n g u n a e v i d e n c i a   empírica  es
s u f i c i e n t e   p a r a a p o y a r u n a   afirmación  a   p r i o r i .  U n o p u e d e e n t r e v i s 
t a r  a m i l h e r m a n o s p a r a c o r r o b o r a r s i t o d o s s o n v a r o n e s , p e r o e s t o
n o   n o s   dará  e v i d e n c i a p a r a a f i r m a r q u e t o d o s l o s h e r m a n o s l o s e a n .
La   matemática  c o n s i s t e e n p r o p o s i c i o n e s a   p r i o r i  o n o   e m p í r i 
c a s. S u p o n g a m o s q u e p u s e d o s n a r a n ja s e n m i s o m b r e r o y l u e g o
p u s e o t r a s d o s .   Después  u s t e d m i r a e n e l s o m b r e r o y   sólo  h ay tr es
n a r a n j a s . N o   concluirá  q u e e n e s t a   ocasión  2 m ás 2 es igu al a 3. Es
a s í p o r q u e "2 m á s 2 i g u a l a 4 " e s u n a v e r d a d n e c e s a r i a . Si es v e r d a 
d e r a , e s   necesariamente  v e r d a d e r a .
N o d e b e m o s c o n f u n d i r v e r d a d e s  n e c e s a r i a s  c o n a f i r m a c i o n e s
q u e c o n o c e m o s c o n c e r t e z a .  P o d e m o s   e q u i v o c a r n o s a l p e n s a r q u e

u n a   afirmación  e s u n a v e r d a d n e c e s a r i a .  ¡Las  p e r so n a s c o m e t e m o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 27/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
29
C a p í t u l o  I.  MOSTRAR  L O Q U E   OTROS  OCULTAN

e r r o r e s   e n m a t e m á ti ca s N o h a y q u e   p e n s a r   q u e l a s   v e r d a d e s n e c e 
s a r i a s   s o n   o b v i a s .  P u e d e n s e r d i f í c i l e s d e   d e s c u b r i r.  La   i g n o r a n c i a   y
e l e r r o r , a m b o s ,   s o n   p o s i b l e s   c o n   r e s p e c t o   a l as   v e r d a d e s   n e c e s a 
rias   o a   p r i o r i .  El   p u n t o   e s q u e la s   d e s c u b r i m o s m e d i a n t e   e l  r a z o n a 

m i e n t o ,  y n o   s o l a m e n t e   a t r a v é s d e l a i n v e s t i g a c i ó n e m p í r i c a .
3)   La   t e r c e r a   e x p l i c a c i ó n d e l o a   p r i o r i  e s m e t a f ó r i c a .  N u e s t r o s
c o n c e p t o s   s o n   c o m o l e n t e s  o   g a f a s   a t ra v é s d e l o s c u a l e s   m i r a 
m o s   e l  m u n d o .  U n   c o n c e p t o   e s u n a   m a n e r a   d e   p e n s a r   o d e   mir a r .
Si u n o n o   t i e n e   l o s   l e n t e s   o l o s   c o n c e p t o s a p r o p i a d o s , e n t o n c e s
n o p u e d e r e c o n o c e r   l o q u e   m i r a .  Po r   e j e m p l o ,  u n   h o m b r e   d e l a
E d a d d e P i e d r a n o   p u e d e r e c o n o c e r   u n a   c o m p u t a d o r a p o r q u e  n o
t i e n e   e l   c o n c e p t o " c o m p u t a d o r a " .  U n n i ñ o d e d o s a ñ o s n o   t i e n e
e l c o n c e p t o   d e   i n t r o v e r t i d o .  S i u n o n o   t i e n e   e l  c o n c e p t o   d e   a m i 
g o ,   n o   p u e d e r e c o n o c e r   a   o t r o s c o m o a m i g o s .  L o s   c o n c e p t o s   d e 
f i n e n   la   m a n e r a c o m o m i r a m o s , p e n s a m o s   y   s e n t i m o s   e l   m u n d o .
S o n  nue s t r o s l e nt e s .
(U n   e j e m p l o   u n   p o c o   m á s   a b s t r a c t o : v e m o s   q u e e l  m u n d o c o n s 
ta   d e   o b j e t o s   e n e l   e s p a c i o .  V e m o s e l  m u n d o   a t r a v é s d e e s t e   l e n t e
o c o n c e p t o .   Q u i z á s h a y  o t r a s m a n e r a s   d e   m i r a r  y d e   p e n s a r  e l  m u n 
d o .   T al v e z  a q u e l l a   q u e   a p r e n d e m o s   d e la m e c á n i c a c u á n t i c a : q u e e l
m u n d o   n o  c o n s i s t e r e a l m e n t e   d e  o b j e t o s m a t e r i a le s .  U n  o b j e t o d e b e
t e n e r   u n a p o s i c i ó n   d e f i n i d a   e n u n   t i e m p o   d e f i n i d o ,  p e r o   l o s   e l e c 
t r o n e s   n o l o s   t i e n e n .  E n l a m e c á n i c a c u á n t i c a , l a s p a r t í c u l a s e s t á n
s u p e r p u e s t a s .   E s t o   s i g n i f i c a  q u e n o   t i e n e n  u n a u b i c a c i ó n   d e f i n i t i 
va ,   s ó l o u n   r a n g o   d e   p r o b a b i l i d a d e s , h a s t a   q u e s o n   m e d i d a s .  E s t o
s e   a p l i c a  a   o t r a s  c a r a c t e r í s t i c a s d e l a s p a r t í c u l a s s u b a t ó m i c a s ,  c o m o
s u m a s a   y   v e l o c i d a d .  S e r í a e r r ó ne o   p e n s a r   e n e s t a s p a r tíc u l a s  c o m o
p e q u e ñ a s   b o l a s   d e   billar,  y a q u e n o s o n   o b j e t o s . )
C u a n d o h a c e m o s   i n v e s t i g a c i ó n e m p í r i c a ,  e x a m i n a m o s  u n a   p a r 
t e   d e l  m u n d o ; p e r o , p a ra h a c e rl o , d e b e m o s m i r a r   a t r a v é s d e u n
j u e g o   d e   l e n t e s   o   c o n c e p t o s .  En la filosofía   e s t u d i a m o s   l o s   l e n t e s .
I n v e s t i g a m o s   e l  c o n c e p t o   a t r a v é s d e l  c u al m i r a m o s n o r m a l m e n t e .
M e j o r a r   la c o m p r e n s i ó n   r e qu i e r e r e f o r m a r n u e s t r o s c o n c e p t o s   o
l e n t e s .   U n a   m a n e r a   d e   c a r a c t e r i z a r   la filosofía es   d e c i r   q u e s e   t r a t a
d e l e s t u d i o   d e l o s   c o n c e p t o s .  En   o t r a s p a l a b r a s ,  la filosofía   c o n s i s 

t e   e n   p e n s a r  a c e r c a d e   n u e s t r a s m a n e r a s   d e   p e n s a r .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 28/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
30 INTRODUCCIÓN  A LA,   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

En la   investigación  e m p í r i c a ,   u n o t i e n e q u e i n t e n t a r v e r i f i c a r o
r e f u t a r   o r a c i o n e s   empíricas  a c e rc a d e l m u n d o , m e d i a n t e o b s e r v a 
c i o n e s .   E s t o   e s e q u i v a l e n t e a m i r a r a   través  d e l l e n t e . E n la c i e n c i a
e m p í r i c a ,  e n l u g a r d e e x a m i n a r e l l e n t e , o b s e r v a m o s e l m u n d o a
través  s u y o . En la   filosofía,   e n c a m b i o , m i r a m o s e l l e n t e p a r a e s t u 
d i a r  s us r a s g o s . As í , la   filosofía  e s e l e s t u d i o d e   cómo  d e b e m o s
p e n s a r e n u n   área  p a r t i c u l a r . ¿Cómo  d e b e m o s e x a m i n a r l o s l e n t es ?
T r a t a n d o d e d e s c u b r i r v e r d a d e s a   p r i o r i ,  s o b r e t o d o l a s q u e d e f i n e n
c o n c e p t o s . D e s cu b r i m o s   esas  v e r d a d e s a   p r i o r i  p o r m e d i o d e a n á l i 
sis y argumentos.

ALals g pur ne gou sn  t aejemplos


s conc eptu ales s o n a m p l i a s . N o s t o p a m o s c o n e ll as
e n t o d o s l o s a s p e c t o s d e n u e s t r a v i d a . P or e j e m p l o , c o n s i d e r e m o s
u n a   investigación empírica  o r d i n a r i a . N e c e s i t a m o s h a c e r u n c e n s o
c o m p l e t o d e   cuántos  h a b i t a n t e s h a y e n la c i u d a d . A n t e s d e h a c e r
u n a   investigación  e m p í r i c a ,  h a y p r e g u n t a s c o n c e p t u a l e s q u e d e b e 
m o s r e s p o n d e r :   ¿Tendremos  e n c u e n t a a la s p e r s o n a s q u e p a s a r o n
l a n o c h e e n u n h o t e l ? ;   ¿qué  p a s a c o n l o s q u e   sólo  p e r m a n e c e n t re s
m e s e s ? ;   ¿y l o s e s t u d i a n t e s u n i v e r s i t a r i o s ? N o se p u e d e i n f o r m a r
cuántos  h a b i t a n t e s h a y e n la c i u d a d , a m e n o s q u e a n t e s se h a y a
r e s p o n d i d o  a l a p r e g u n t a d e q u é e s u n h a b i t a n t e .  Ésta  e s u n a p r e 
g u n t a   n o   empírica  o a   p r i o r i .  R e s p o n d e r l a e s u n a   condición  de la
investigación  e m p í r i c a .
E n t o d a s l a s  áreas d e e s t u d i o u s a m o s c o n c e p t o s . A sí, ca d a c a m p o
t i e n e s u a s p e c t o   filosófico  p r o p i o .  H a y  filosofía  de la   b i o l o g í a,   de la
física,   d e l a r te , d e la   e d u c a c i ó n ,  d e la hi s t o r ia , d e la   s o c i o l o g í a,   de la
e c o n o m í a ,   d e l d e p o r t e y d e l   d i s e ñ o .   H a y  filosofía  d e l a a r q u i t e c t u r a ,
d e la   ingeniería,   d e l a m e d i c i n a , d e l d e s a r r o l l o . L a   filosofía  n o s e
r e s t r i n g e  a l a s r a m a s t r a d i c i o n a l e s d e   m e t a f í s i c a ,  ética  y e p i s t e m o 
logía.   C i e r t a m e n t e , n o s e c o n f i n a a l e s t u d i o d e l a h i s t o r i a d e l a   f i l o 
s o f í a .   V a m o s a m i r a r a l g u n a s r a m a s d e la   filosofía  p a r a t e n e r u n a
i d e a d e   cómo  t r a b a j a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 29/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítu lo  i .   MOSTRAR  L O Q U E   OTROS  O C U L T A N

Psicología
¿ Q u é e s p s i c o l o g í a ? ¿ E l   e s t u d i o   d e l a   c o n d u c t a ?  Ésta es la   d e f i n i 
ción   u s u a l , p e t a   la   n a t u r a le z a   d e l a p s i c o l o g í a e s   c o n c e p t u a l m e n t e
d i s c u t i b l e .  M i e n t r a s a l g u n o s p i e n s a n   q u e   d e b e m o s h a ce r e x p e r i 
m e n t o s s o b r e   la   c o n d u c t a , o t r o s a f i r m a n   q u e n o e s s ó l o c u e s t i ó n
d e c o n d u c t a . A l g u n o s d i c e n ,   p o r  e j e m p l o ,  q u e s e   d e b e   d i r i gi r  a l as
c a u s a s   p s i c o l ó g i c a s d e l a   c o n d u c t a ,  l o s   e s t a d o s m e n t a l e s   o   p r o c e 
s o s c o g n i t i v o s . O t r o s   p s i c ó l o g o s   i n c l u y e n c u a d r o s   d e l  i n c o n s c i e n t e
p s i c o l ó g i c o .   O t r o s a f ir m a n  q u e  d e b e m o s i n ve s ti g ar  e l f u n c i o n a m i e n 
t o   d e l s i s t e m a n e r v i o s o   y   o t r o s d i c e n   q u e  d e b e m o s c o n s t r u i r m o d e 
lo s   d e c o g n i c i ó n   s i m i l a r e s   a l o s d e l o s   c o m p u t a d o r e s .  En   c o n s e 
c u e n c i a ,   h a y   p r o b l e m a s   m e t o d o l ó g i c o s e n e l  e s t u d i o   d e l a
p s i c o l o g í a y é s t o s s o n   p r o b l e m a s co n c e p t u a l e s   o f i l o s ó f i c o s . N o
s e   r e s u e l v e n   t a n s ó l o   e x p e r i m e n t a n d o , s i n o  t a m b i é n   c l a r i f i c a n d o
nuestros conceptos.

Historia
¿ Q u é e s u n a   b u e n a   e x p l i c ac i ó n hi s t ó r i c a? É s t a e s una   p r e g u n t a   a
p r i o r i .  ¿ Q u é c a u s ó la c a íd a d e l   I m p e r i o   R o m a n o ? , e s u n a   p r e g u n t a
empírica. En la   h i s t o r i a , b u s c a m o s   la s   r a z o n e s   q u e   e x p l i ca n   la Re
f o r m a ,   l a R e v o l u c i ó n   I n d u s t r i a l , la e x p a n s i ó n d e l   I m p e r i o I n c a .  P e r o
t a m b i é n   n e c e s i t a m o s h a c er   la   p r e g u n t a   n o e m p í r i c a : ¿ q u é   i n g r e 
d i e n t e s d e b e i n c l u i r  u n a e x p l i c a c i ó n h i s t ó r i c a ?   C o n s i d e r e m o s   la
S e g u n d a G u e r r a M u n d i a l .  ¿ D e b e m o s   p e n s a r  e n l a s p s i c o l o g í a s d e
líderes   c o m o H i t le r   o   C h a m b e r l a i n ?  ¿ O t a l v e z la   h i s t o r i a d e b e c o n 
c e r n i r   a la   m a s a t o t a l   d e l a s   p e r s o n a s ? O t r a p o s i b i l i d a d   e s q u e l a s
e x p l i c a c i o n e s   hi s t ó r i c as   a b a r q u e n   la s   f u e r z a s   e c o n ó m i c a s o l o s   r a s 
g o s e s t r u c t u r a l e s   d e l a  s o c i e d a d a l e m a n a   d e l a é p o c a . Po r   o t r o   l a d o ,
quizá   d e b a m o s d i s c u ti r  la s   c o n d i c i o n e s c u l t u r a le s   q u e   c a u s a r o n   la
g u e r r a .  É s t a s s o n   p r e g u n t a s c o n c e p t u a l e s a c e r ca   d e la  h i s t o r i a .

Biología
La s   b a c t e r i a s   e s t á n   v i v a s ,  ¿ p e r o l o e s t á n l o s   v i r u s ?  ¿ Q u é h a c e
q u e   u n a   c o s a   v i v a ? , ¿ a c a s o   c i e r t a s fu n c i o n e s ?   U n   v i r u s p a r e c e
c u m p l i r   m u c h a s   d e e s a s   f u n c i o n e s .  ¿ Q u é e s u n a   c o s a   v i v a ?  A l g o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 30/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
32 INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA   DE LA FILOSOFÍA

q u e c r e c e , c o m e   y  r e s p i r a . O t r a p r e g u n t a :   ¿ c ó m o   d e b e m o s c l a s i 
f i c a r   las e s p e c i e s ? ; ¿ q u é   es una e s p e c i e ? P a ra   s a b e r   c u á n t a s  es
p e c i e s   hay en la  c u e n c a   del A m a z o n a s ,  u no d e b e s a b e r   qué es
u n a e s p e c i e .   Una más:   ¿ c u á n d o   es  c o r r e c t o e x p l ic a r h e c h o s   b i o 

l ó g i c o s   en c u a n t o   a  p r o p ó s it o s ?  T o d a s   é s t a s s o n   p r e g u n t a s   de la
f i l o s o f í a   de la  b i o l o g í a .

Economa

T a n t o   la   m i c r o c o m o   la  m a c ro e c o n o m í a   i n v o l u c r a n a f i r m a c i o n e s
c o n c e p t u a l e s .  Por e j e m p l o ,  los p r e c i o s   se  f i j a n  e n el  p u n t o  en que
la   d e m a n d a m a r g in a l es  i g u a l a la o f e r t a m a r g i n a l .  É s t a  es una a f i r 
m a c i ó n   a  p r i o r i .  O f r e c e   una  p a r t e   del a r m a z ó n   c o n c e p t u a l  de la
m i c r o e c o n o m í a .   D e f i n e p a r t e  de la  r a c i o n a l i d a d   e c o n ó m i c a . S e g ú n
la   t e o r í a m i c r o e c o n ó m i c a c o m ú n ,   las  p e r s o n a s r e v e l a n   sus  p r e f e 
r e n c i a s   a t r a v é s  de las c o m p r a s   que  h a c e n .  É s t a  es una s u p o s i c i ó n
d e f i n i t o r i a   o c u l t a   en la  c u r v a   de la  d e m a n d a .  ¿ Es  c o r r e c t a ? ,  ¿ c u á l
e s   la  r e l a c i ó n   e n t r e   las  p r e f e r e n c i a s   del c o n s u m i d o r   y la  f e l i c i d a d
humana?
En   la  m a c r o e c o n o m í a ,   la  teoría   de la  m o n e d a   nos d i c e   qu e MV
e s   i g u a l a PQ (la c a n t i d a d   de d i n e r o  en c i r cu l a c i ó n , p o r  la  v e l o c i d a d
a   la qu e c i r c u l a , es  i g u a l al  n i v e l  de  p r e c i o s   por la  c a n t i d a d   de  b i e 
n e s p r o d u c i d o s ) .   É s t a t a m b i é n   es una a f i rm a c i ó n   a  p r i o r i .  ¿ D e b e 
m o s e x p l i c a r   la  inflación   en  e s o s t é rm i n o s ?

ucacwn
¿ Q u é   d e b e n a p r e n d e r   l os  n i ñ o s ? ¿ C ó m o   se  d e b e d e f i n i r  e
i m p l e m e n t a r  un p l a n  de e s t u d i o s ?  ¿ En qué t é r m i n o s  se  d e b e n   d e f i 
n ir   las m e t a s   de una u n i v e r s i d a d ? T o d a s   é s t a s   son p r e g u n t a s c o n 
c e p t u a l e s .   Para   r e s p o n d e r l a s ,  uno t i e n e   que s a b e r a l g o a c e r c a   de
n i ñ o s ,   e s c u e l a s  y  u n i v e r s i d a d e s , p e r o   ta l c o n o c i m i e n t o   no  b a s t a .
C u a l q u i e r c a m p o   d e  e s t u d i o t i e n e   un  a s p e c t o   e m p í r i c o   y  o t r o
c o n c e p t u a l . T r a d i c i o n a l m e n t e ,   el   e s t u d i o   c i e n t í f i c o   se ha  c o n c e n 
t r a d o   c a s i  e x c l u s iv a m e n t e   en los a s p e c t o s   e m p í r i c o s  d e la  c i e n c i a :

¿ c ó m o   e s t a b l e c e r   o  d e m o s t r a r   la  f a l s e d a d   de una  h i p ó t e s i s  con

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 31/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  1.  MOSTRAR  LO   O JE   OTROS OCULTAN 33

e x p e r i m e n t o s ? , o   ¿cómo  o b t e n e r e v i d e n c i a y a n a l i z a r l a s a t i s f a c t o 
r i a m e n t e ? Ra z o n a b l e m e n t e , e x i g i m o s q u e n u e s t r o s   científicos  s e 
p a n m a n e j a r lo s  métodos d e l a c i e n c i a   empírica  c o n c u i d a d o y c o r a j e .
Pero   l a c i e n c i a t i e n e  también  u n a f a c e ta c o n c e p t u a l , y  ésta  h a s i d o
menos discutida.

Vida cotidiana
En n u e s t r o d i a r i o v i v ir u s a m o s c o n c e p t o s : a b u r r i m i e n t o ,  d i v e r s i ó n ,
r u t i n a ,   t r a b a j o , a m i s t a d . S i  está  c o n s i d e r a n d o q u é  t i p o   d e t r a b a j o
e s m e j o r p a r a u s t e d , o s i  está  c o n s i d e r a n d o s u a m i s t a d c o n a l g u i e n ,
o si r e f le x i o n a s o b r e su s o b l i g a c i o n e s c o m o e s p o s o o e m p l e a d o ,

e n c a d a u n o d e e s t o s   c a s o s   u s t e d , p r o b a b l e m e n t e , está  h a c i e n d o
filosofía.  Quizás  u s t e d   h a c e   p r e g u n t a s c o m o ,   ¿qué  e s l a a m i s t a d ,
después  d e t o d o ? ;  ¿qué  d e b o b u s c a r e n u n t r a b a j o ?  T a l e s   p r e g u n 
t a s b u s c a n r e d e f i n i r i d e a s i m p o r t a n t e s . S o n   filosóficas  p o r q u e n o
e s t a m o s b u s c a n d o   únicamente  m ás   i n f o r m a c i ó n ,   s i n o   también  u n a
m e j o r   m a n e r a d e o r g a n i z a r l o q u e ya s a b e m o s . T o d o s n o s o t r o s l o
h a c e m o s , y t o d o s s o m o s   filósofos.
L o s n e g o c i o s , e l t r a b a j o , la s t e r t u l i a s , l o s p r o b l e m a s p e r s o n a l e s ,
t o d o s   e x i g e n q u e p e n s e m o s   f i l o s ó f i c a m e n t e .  E s a s í p o r q u e t o d a s
la s a c c i o n e s n a c e n e n el e n t e n d i m i e n t o , y  éste  d e b e se r e n m a r c a d o
e n   términos  d e i d e a s y c o n c e p t o s . C u a n d o t e n e m o s q u e e x a m i n a r
el   armazón  c o n c e p t u a l , n o s e m b a r c a m o s e n la   filosofía.
C u a l q u i e r b u e n p e n s a d o r t i e n e q u e r o m p e r e l m o l d e d e la s
v i ej a s m a n e r a s d e p e n s a r . T i e n e q u e r e i n v e n t a r l o s c o n c e p t o s v i e 
j o s .   En la m e d i d a e n q u e l o h a g a m o s , s e r e m o s   f i l ó s o f o s .   E i n s t e i n
e r a t a n t o u n   filósofo  de la   física  c o m o u n   c i e n t í f i c o .   J e f fe r s o n n o
era   sólo  u n   p o l í t i c o ;   e ra   también  u n   filósofo  d e l a   p o l í t i c a .   M á s
p r o f a n a m e n t e ,  t o d o s l o s l ib r o s s o b r e c r e c i m i e n t o p e r s o n a l , s a 
l u d   y m a n e j o d e n e g o c i o s c o n t i e n e n e l e m e n t o s d e   f i l o s o f í a,   p u e s
t r a t a n  d e d e s a f i a r n u e s t r a m a n e r a h a b i t u a l d e p e n s a r a c e r c a d e
esas  c o s a s . ¡ No t o d o s l o s   filósofos están  e n l o s d e p a r t a m e n t o s
d e  F i l o s o f í a
Por eso, la   filosofía  es m á s q u e la s g r a n d e s c u e s t i o n e s m e t a f ís i 

c a s y é t ic a s , c o m o e l s i g n i f i c a d o d e l a v i d a y la e x i s t e n c i a d e D i o s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 32/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
34 I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

P o r e s o h a y f i l o s o f í a d e l a b i o l o g í a , d e l a e c o n o m í a , d e l   m a n e jo   d e
l o s n e g o c i o s ,  d e l  c r e c i m i e n t o p e r s o n a l ,   d e l a p o l í t i c a, d e l a   e d u c a 
c i ó n ,   d e l o s   m e d i o s   d e c o m u n i c a c i ó n . E n   c u a l q u i e r   á r e a d e l c o n o c i 
m i e n t o   e n l a q u e   u s e m o s c o n c e p t o s ,   e l  e s t u d i o   d e e s o s   c o n c e p t o s

es la filosofía de esa   r a m a   d e l   c o n o c i m i e n t o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 33/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

APÉNDICE
C I E N C I A  Y K S P E C I M J ^ I Ó N

M u c h a s   p e r s o n a s c o n c i b e n   q u e l o s  h e c h o s   y las   o p i n i o n e s   s o n   o p u e s t o s .
A d e m á s ,   i d e n t i f i c a n  l o s   h e c h o s  c o n l o s   h e c h o s  c i e n t í f i c o s . P o r e s o ,  t o d o
l o  q u e n o se a   c i e n c i a ,  e s   m e r a   o p i n i ó n . Y l o q u e e s   m e r a m e n t e   o p i n i ó n , e s
s ó l o c u e s t i ó n d e   g u s t o s .  E s t o   i m p l i c a   q u e ,  c o m o   l a f i l o s o f í a n o e s   c i e n c i a ,
e n t o n c e s  e s  p u r a m e n t e s u b j e t i v a .
E s t o e s u n   e r ro r . A l g u n a s   d e l a s   r a z o n e s   p o r la s c u a l e s e s u n a   e q u i v o 
c a c i ó n s e r á n   t r a t a d a s   e n e l a p é n d i c e d e l c a p í t u l o X . P o r e l  m o m e n t o ,
b a s t a   c o n   d e c i r  q u e l a s  a f ir m a c i o n e s   a   p r i o r i  n o s o n e m p í ri ca s ,   p e r o   t a m 
p o c o   s o n u n a   m e r a  c u e s t i ó n d e   g u s t o .
C o n s i d e r e m o s  d o s  p u n t o s :
P r i m e r o :  l a s m a t e m á t i c a s n o   c o n s i s t e n   e n   a f i r m a c i o n e s  e m p í r i c a s . N o
s o n   u n a   c i e n c i a   e m p í ri ca . A u n a sí, n o s o n   m e r a m e n t e   u n   a s u n t o   d e   g u s 
t o s .  U n o   p u e d e   s e r   i g n o r a n t e   y   e q u i v o c a r s e   e n m a t e m á t i c a s . Y é s t a s s e
b a s a n   e n   a f i r m a c i o n e s  a   p r i o r i .
S e g u n d o : i g u a l m e n t e ,   e n l a f i l o s o f í a , u n o   p u e d e c o m e t e r e rr o re s   o s e r
i g n o r a n t e .   A l g u n a s d e f i n i c i o n e s   s o n   m e j o r e s   y   p e o r e s   q u e   o t r a s .  La s   t e o 
rías filosóficas   p u e d e n   s e r e r r ó n e a s . L o s   a r g u m e n t o s p u e d e n   s e r d é b i l e s .
Es así   p o r q u e   la filosofía   c o n s i s t e   t a m b i é n e n   a f i r m a c i o n e s   a   p r i o r i .
A l g u n a s   v e c e s s e   d i c e   q u e l o s f il ó s o f o s e s t á n e n   c o m p l e t o d e s a cu e r 
d o u n o s   c o n   o t r o s . T o m e m o s c u a lq u ie r  a f i r m a c i ó n f i l o s ó f i c a y   p o d r e m o s
h a l l a r a l g u n o   q u e e s t é e n   d e s a c u e r d o   c o n   e l l a .  En   c o n s e c u e n c i a ,  e n   f i l o 
s o f í a n o h a y  p r o g r e s o .
Esas  a f i r m a c i o n e s   s o n   e q u i v o c a d a s .  En   p r i m e r l u g a r , r e a l m e n t e   h a y
m u c h o   m á s   c o n s e n s o   e n l a fi lo s o f ía d e l o q u e p a r e c e a   p r i m e r a v i s t a .   P o r
e j e m p l o ,  en la filosofía de la   m e n t e , a l g u n o s   s o n   d u a l i s t a s   y   o t r o s   s o n
m a t e r i a l i s t a s .   D e s a c u e r d o , p e r o   é s t e   i m p l i c a   e l  a c u e r d o .  El   d u a l i s t a p u e d e
d e c i r :   " s i e l   a r g u m e n t o   d e l   l e n g u a j e p r i v a d o f u e r a  s ó l i d o , e l   m a t e r i a l i s m o
sería   v e r d a d e r o , p e r o   e l   a r g u m e n t o   n o e s s ó l i d o " . E l   m a t e r i a l i s t a p u e d e
d e c i r :   " s i e l   a r g u m e n t o   d e l   l e n g u a j e p r i v a d o f u e r a   d é b i l , e l   d u a l i s m o   sería
v e r d a d e r o , p e r o   e l  a r g u m e n t o   e s s ó l i d o " . H a y u n   p r o f u n d o a c u e r d o   a q u í
a c e r c a   d e l o q u e e s e l  a s u n t o c e n t r a l . G r a n   p a r t e   d e l  c o n s e n s o   en filosofía
e s   c o n d i c i o n a l  d e e s a   m a n e r a .  En   o t r a s p a l a b r a s , c o n s i s t e   e n u n   a c u e r d o
m u t u o   s o b r e p r o p o s i c i o n e s   d e l a   f o r m a   «Si p   e n t o n c e s   q » o « D a d o p . s e
s i g u e   q».

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 34/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

36 INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA  FILOSOFÍA

Por  o tr a p a r te , el d e s a c u e r d o e n t r e  los filósofos es más a p a r e nte   que


real:   u s u a l m e n t e e n f o ca n   sus t r a b a j o s  en los p u n t o s  de d e s a cue r d o ,  t i e n 
d e n   a  escribir   acerca   de  ellos. Pero lo h a c e n  así,  n o r m a l m e n t e , c r e ye n d o
qu e   ésa es la  me jo r ma ne r a   de  progresar.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 35/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CAPÍTULO IJ
D I S C U T I R  A C E R C A DE DIO S

M u c h a s  p e r s o n a s p i e n s a n q u e n o p u e d e h a b e r u n a r g u m e n t o s ó l i 
do para probar la existencia de Dios, que se trata de una mera cues
tión  d e f e . S in e m b a r g o , e s a  suposición  e s m u y a m p l i a .  Esta
afirmación  s e   justificaría,   o b i e n p o r q u e s e c o n o c i e r a n t o d o s l o s
posibles argumentos a favor de la existencia de Dios, o bien en el
c a s o   d e q u e s e t u v i e r a u n a e x c e l e n t e   razón  g e n e r a l y a   p r i o r i  p a r a
pensar que es imp os ible pro ba r tal cosa.
N o s e p u e d e r e c o g e r la e v i d e n c i a q u e   señale quién mató  a J. F.

K e nn e dy, p o r e j e m p l o , e x a m i n a n d o la   composición  d e l a s d e p o s i 
c i o n e s d e u n a a r d i l l a .  ¿Por  q u é n o ? L o q u e c u e n t a c o m o p r u e b a o
e v i d e n c i a d e u n h e c h o d a d o , n o e s   cuestión  d e   decisión  o c r e e n c i a
personal. Aqu ello que cuenta c o m o evidencia dep en de en parte del
s i g n i f i c a d o d e l a   proposición  y de las   c a d e n a s c a u s a l e s   p e r t i n e n t e s .
N o h a y u n a c a d e n a   c a u s a l  p l a u s i b le y p e r t i n e n t e q u e c o n e c t e e l  a s e 
s i n a t o c o n l a   composición  d e l a s d e p o s i c i o n e s d e l a s a r d i l l a s .
Quizá  p o d e m o s p r o b a r q u e Di o s r e a l m e n t e e x i s t e . S in e s t u d i a r
l os a r g u m e n t o s , n o p o d e m o s d e j a r e sa p o s i b i l i d a d p o r fu e r a. T e n e 
m o s q u e e x a m i n a r la s m e j o r e s p r u e b a s d e la e x i s t e n c i a d e D i o s ,
c u i d a d o s a m e n t e y s i n p r e j u i c i o s .  A d e m á s,   la c r e e n c i a p e r s o n a l o la
fe n o p u e d e n c o n t a r c o m o e v i d e n c i a p a r a p r o b a r la e x i s t e n c i a d e
D i o s , o p a ra p r o b a r l o c o n t r a r i o . L o v e r d a d e r o o l o fa l s o n o d e p e n 
d e d e n u e s t r a s c r e e n c i a s . L a   afirmación  " D i o s e x i s t e " e s v e r d a d e r a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 36/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

38 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

o f a l s a , y la v e r d a d o f a l s e d a d d e la s p r o p o s i c i o n e s n o d e p e n d e d e
l as c r e e n c i a s d e a l g u i e n . La   afirmación  d e q u e D i o s e x i s t e n o d e 
p e n d e d e si a l g u i e n e s a t e o ,   agnóstico  o c r e y e n t e . D i o s e x i s t e o n o ,
i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e lo q u e c r e a m o s . A u n q u e t o d o e l m u n d o

c r e a q u e e s v e r d a d , e s o n o l a   h a c e   v e r d a d e r a . L o m i s m o s i e s f a ls a .
Así,   quizá  h a y r e a l m e n t e u n a r g u m e n t o   sólido  p a r a p r o b a r l a e x i s 
tencia de Dios. Miremos.

E L   PRIMEIS  MOVIM I ENT O


Quizá  l a m e j o r e v i d e n c i a d e l a e x i s t e n c i a d e D i o s   está  s i e m p r e a n t e
n u e s t r o s o j o s .   ¡Usted  la   está  v i e n d o e n   e s t e   m o m e n t o El u n i v er s o

m i s m o .   S i n d u d a a l g u n a , e l u n i v e r s o e x i s t e . S ea l o q u e s e a , a l g o
e x i s t e ,  y la t o t a l i d a d d e l o q u e e x i s t e e s e l u n i v e r s o . P o r m á s q u e l o
p e n s e m o s , l o m á s   n o t o r i o   e s q u e a l g u n a   c o s a   e x i s t e . ¿Cómo  p u e d e
s e r q u e a l g o e x i s t a ?  Parece  q u e h a y d o s p o s i b i l i d a d e s : o h a e x i s t i d o
s i e m p r e , o h a l l e g a d o a s e r . Y s i   llegó  a s er, d e b e d e h a b e r u n a
e x p l i c a c i ó n .   La   única explicación  p o s i b l e d e l n a c i m i e n t o d e l u n i v e r 
so es Dios.
Según  e s t a   línea  d e p e n s a m i e n t o , e l p r i m e r a r g u m e n t o a f a v o r
de la existencia de Dios es como sigue:
1 .  Algo existe
2 . Si a l g o e x i s t e , e n t o n c e s h u b o u n p r i m e r e v e n t o
3 . T o d o d e b e t e n e r u n a  c a u s a
4 .  D e b e  d e h a b e r u n a  c a u s a  d e l p r i m e r e v e n t o
5.   La   única  c a u s a   p o s i b l e d e l p r i m e r e v e n t o e s D i o s

6. Por lo   t a n t o ,  D i o s e x i s t e
Este a r g u m e n t o es   lógicamente  v á l id o .  A h o r a la p r e g u n t a es :  ¿son
verdaderas las premisas?
T a l v e z la m á s i n q u i e t a n t e d e l as p r e m i s a s es la s e g u n d a ("Si a l g o
e x i s t e ,   e n t o n c e s h u b o u n p r i m e r e v e n t o " .} C o n s i d e r e m o s e l r a z o 
n a m i e n t o  a su favor. La idea es que debe de haber un primer even

t o ,  p o r q u e p a r a la c a d e n a d e r a z o n a m i e n t o s e s i m p o s i b l e c o n t i n u a r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 37/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítu lo  I I .  DISCUTIR  ACERCA  DE   DIOS 39

p o r   s i e m p r e . U n a c o n t e c i m i e n t o d e b e t e n e r u n a   c a u s a ,  y  ésta  a su
vez   o t r a ,  y a sí s u c e s i v a m e n t e , p e r o n o p a r a s i e m p r e .  ¿Por  q ué no ?
Si la c a d e n a s e e x t e n d i e r a p o r s i e m p r e e n e l p a s a d o , e n t o n c e s   t e n 
dríamos  c o m o u n   i n f i n i t o   número  d e d e u d a s q u e   ningún  d i n e r o
podría  p a g a r . En ta l ca s o , la d e ud a   p r i m i t i v a   u o r i g i n a l n o p u e d e s e r
p a g a d a .   Según e s t a   a n a l o g í a ,   u n a c a d e n a   i n f i n i ta   d e   c a u s a s   n o   podría
e x p l i ca r l o s a c o n t e c i m i e n t o s a c t u a l e s . N o s   quedaríamos  c o n u n a
deuda explicativa en nuestras manos. Por consiguiente, tiene que
haber un prim er even to.
Ésta  es u n a m a n e r a d e e x p l i c a r e l r a z o n a m i e n t o q u e a p o y a la
s e g u n d a p r e m i s a e n e l a r g u m e n t o .   ¿Logra  r e a l m e n t e j u s t i f ic a r l a ?
L a d e b i l i d a d d e   e s t e   a r g u m e n t o a f a v o r d e la s e g u n d a p r e m i s a e s
q u e p a r a c o n c l u i r q u e u n a c a d e n a   i n f i n i t a  d e   c a u s a s   n o p u e d e e x 
plicar los eventos en el presente, se apoya en una  analogía.
S i n e m b a r g o ,  podría  a r g u m e n t a r s e q u e l a s e r i e   i n f i n i t a   d e a c o n 
t e c i m i e n t o s p a s a d o s , c o m o u n   t o d o ,  d e b e t e n e r u n a   c a u s a ,   y que la
única  c a u s a   p o s i b l e d e e s t a s e r i e   i n f i n i t a   e s Dio s .
En vista de   e s t a s   c o n s i d e r a c i o n e s ,  quizás  l a p r e m i s a m á s   débil
d e l a r g u m e n t o a n t e r i o r n o e s l a s e g u n d a , s i n o l a q u i n t a ( " L a   única
c a u s a   p o s i b l e d e l p r i m e r e v e n t o e s D i o s " .)  Esta  p r e m i s a t i e n e d o s
t i p o s   d e p r o b l e m a s . E n p r i m e r l u g a r , ¿podemos  p e n s a r e n o t r a p o 
s i b l e   c a u s a   d e l p r i m e r   e v e n t o ?  A d v i e r t o q u e e st a p r e m i s a  no   a f i r m a :
la   c a u s a   d e l p r i m e r e v e n t o e s D io s .   P u e s t a   a s í , e s ta p r e mis a s e r ia
u n a   petición  d e   p r i n c i p i o .  La frase "Dios es la   c a u s a   d e l p r i m e r e v e n 
t o " ,  a s u m e q u e D i o s e x i s t e , y p o r e s o n o p r e s e n t a n i n g u n a e v i d e n 
cia p a r a la   conclusión  q u e a f i r m a . Es u n a r g u m e n t o c i r c u l a r :
c o n c l u i m o s q u e D i o s e x i s t e ,   sólo  p o r q u e lo p r e s u p o n e m o s .
L a q u i n t a p r e m i s a a f i r m a q u e l a   única  c a u s a   p o s i b l e d e l p r i m e r
evento es Dios. Escrita de ese modo, la premisa no asume la exis
t e n c i a d e D i o s .   Para  r e f u t a r l a q u i n t a p r e m i s a , t e n e m o s q u e m o s t r a r
q u e a p a r t e d e D i o s , h a y o t r a s   posibles  c a u s a s   d e l p r i m e r e v e n t o . S i
h a y o t r a s p o s i b l e s   c a u s a s   d e l p r i m e r e v e n t o , e n t o n c e s la p r e m i s a
es falsa.
E n e f e c t o , h a y o t r a s p o s i b l e s  c a u s a s  d e l p r i m e r e v e n t o , p o r

e j e m p l o :   el u n i v e r s o m i s m o ; B l o d ; G o g ; G o p . Si D i o s e s u n s e r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 38/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
40 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

o m n i s c ie n t e , o m n i p o t e n t e y t o d o b o n d a d o s o , e n t o n c e s  B l o d   p o 
dría  se r m u y s a b i o ( p e r o n o o m n i s c i e n t e ) , o m n i p o t e n t e y t o d o b o n 
d a d o s o ; G o g   podría  s e r o m n i s c i e n t e , m u y p o d e r o s o ( p e ro n o
o m n i p o t e n t e ) y t o d o b o n d a d o s o , y G o p   podría  se r o m n i s c i e n t e ,
o m n i p o t e n t e   y m u y b o n d a d o s o ( p e r o n o t o d o b o n d a d o s o ) . T ai
vez, la   c a u s a   d e l p r i m e r e v e n t o n o es   ningún  s e r e n a b s o l u t o . E n
o t r a s p a l a b r a s , n o h a y   únicamente  una  p o s i b l e   c a u s a   d e l p r i m e r
e v e n t o . La q u i n t a p r e m i s a d e c la r a q u e   sólo  h a y u n a p o s i b l e   c a u s a
y, e n c o n s e c u e n c i a , e s t a p r e m i s a e s f a l s a . P or l o t a n t o , e l a r g u 
m e n t o n o e s   sólido  y n o a p o r t a n i n g u n a e v i d e n c i a d e la e x i s t e n 
cia de Dios.

En s e g u n d o l u g a r , o t r a f o r m a d e r e f u t a r la q u i n t a p r e m i s a s e 
ría m o s t r a r q u e D i o s n o e s u n a p o s i b l e   c a u s a   d e l u n i v e r s o .  ¿Qué
e s e l u n i v e r s o ? S e g u r a m e n t e la   definición  c o r r e c t a e s : t o d o l o
q u e e x i s t e . Si D i o s e x i s t e , e n t o n c e s e s t a   definición  i m p l i c a q u e
D i o s f o r m a p a r t e d e l u n i v e r s o y, e n   e s t e   c a so , n o p o d e m o s   e x p l i 
c a r e l u n i v e r s o a p e l a n d o a D i o s c o m o s u  c a u s a ,  a u n s i D i o s e x i s 
t e .   D a d a   e s t a   definición  d e l u n i v e r s o ,  ¿durante cuánto  t i e m p o
e x i s t e e l u n i v e r s o ? S i D i o s   existió  a n t e s d e l p r i m e r e v e n t o , y s i
h a c e   p a r t e d e l u n i v e r s o , e n t o n c e s t a l v e z la r e s p u e s t a d e b e s e r:
Dios ha exis tido po r sie m pr e.

C o n s i d e r e m o s   e s t e  p u n t o d e o t r o m o d o : s i D i o s e x i s t e , e n t o n 
c e s e s p a r t e d e l u n i v e r s o ( t o d o l o q u e e x i s t e ) y e n  e s t e  c a s o , u n a
p o s i b l e  c a u s a  d e l u n i v e r s o e s e l u n i v e r s o m i s m o . P o r l o t a n t o , D i o s
n o   sería  u n a p o s i b l e   c a u s a   d e l u n i v e r s o .

Si el universo es todo lo que existe, y si Dios existe, entonces


Dios no e s u n a p o s i b l e   c a u s a   d e l u n i v e r s o .  Este  a r g u m e n t o a s u m e
que una p a r t e d e l u n i v e r s o n o p u e d e s e r s u   c a u s a .   P e r o   e sa s u p o s i 
ción  e s razo nab le.

JÜ L   S E G U N D O  M O V I M I E N T O
¿Sabe  a l g o   a c e r c a   d e l  ADN?  El ADN e s una   molécula  e x t r a o r d i n a 
r i a m e n t e g r a n d e y c o m p l e j a , y n o  p a r e c e  p r o b a b l e q u e u n a  c o s a

a s í o c u r r a p o r p u r o a z ar . V i s t o d e e s t a m a n e r a , e s t o   p a r e c e   ser

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 39/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
Capítu lo  lí .  DISCUTIR  ACERCA  DE   DIOS  4  1

e v i d e n c i a s u f i c i e n t e d e q u e e l u n i v e r s o h a s i d o   d i s e ñ a d o ,   y la   única
c o s a q u e   podría diseñar  e l u n i v e r s o e s D i o s .
1 .  El universo tien e un ord en
2 . Si t ie n e u n o r d e n , e n t o n c e s d e b e h a b e r u n   diseño
3. Si h ay u n   diseño  e n e l u n i v e r s o , e n t o n c e s d e b e h a b e r u n
diseñador
4 .   El   único diseñador  p o s i b l e d e l u n i v e r s o es D i o s

5. Dio s e x is te
U na v e z m á s, h e m o s c o n s t r u i d o a r g u m e n t o q u e p u e d a s er   v á l i d o .

a i seavsa?l u a r l o ,   sólo  te n e m o s q u e p r e g u n t a r :  ¿son  v e r d a d e r a s


Al assí , ppraerm

Podríamos  o b j e t a r la c u a r t a p r e m i s a d e e s t e a r g u m e n t o ("El ú n i 
c o   diseñador  p o s i b l e d e l u n i v e r s o e s D i o s " ) , c o n   b a s e   e n la s   m i s 
m a s c o n s i d e r a c i o n e s q u e h i c i m o s a c e rc a d e la q u i n t a p r e m i s a d e l
p r i m e r   a r g u m e n t o e n l a  sección  a n t e r i o r ( a q u e l l a q u e d i c e " L a   única
c a u s a   p o s i b l e d e l p r i m e r e v e n t o e s D i o s " ) . Es d e c ir , p o d e m o s o b j e 
t a r q u e h a y o t r o s p o s i b l e s   diseñadores  d e l u n i v e r s o a p a r t e d e D i o s ,
y p o r e s o e s t e s e g u n d o a r g u m e n t o n o e s   sólido.
S i n e m b a r g o ,   v a l e   la p e n a e x a m i n a r l a s e g u n d a p r e m i s a ("Si e l
u n i v e r s o ti e n e u n o r d e n , e n t o n c e s d e b e h a b e r u n   d i s e ñ o " ) .  E l r a z o 
n a m i e n t o o c u l t o e n la s e g u n d a p r e m i s a e s q u e e l o r d e n q u e v e m o s
en el universo es m uy imp rob ab le, y que, en con secu en cia, no p u e
d e s e r   sólo cuestión  d e a z a r : l o m á s p r o b a b l e e s q u e h a y a u n   p l a n .
Esta  línea  d e r a z o n a m i e n t o t i e n e d o s p r o b l e m a s .
P r i m e r o , l a p r e m i s a   sólo  n o s o f r e c e d o s a l t e r n a t i v a s p a r a   e x p l i 
c a r e l o r d e n :   diseño  o a z a r . S e g u r a m e n t e ,  éstas  n o s o n l a s   únicas
p o s i b i l i d a d e s .  Si n o l o s o n , e n t o n c e s la p r e m i s a n o s o f r e c e u n a
dicotomía  f a l s a . O t r a   opción  e s q u e e l o r d e n e n e l u n i v e r s o s e
d e b a e n p a r t e a   l e y e s   c a u s a l e s . P o r e j e m p l o , la l e y c a u s a l
n e w t o n i a n a ( Fu e rz a = m a s a x   a c e l e r a c i ón ) ,  q u e e x p l i c a m u c h o d e l
ord en que vem os.
En segundo lugar, la  suposición  o c u l t a e n e s t a s e g u n d a p r e m i s a e s

q ue e l o r d e n no s e d e b e a l a za r .   Pero   ésa pare ce se r un a   afirmación

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 40/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN   A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

i n j u s t i f i c a d a .  S u p o n g a m o s q u e u s t e d t i e n e u n d a d o c o n u n   billón
d e l a d o s . U s t e d l o   tira   y  a p a r e c e   e l número 5 8 7 . 6 7 8 . 9 9 8 ,   y e n t o n c e s
e x c l a m a :   Válgame  D i o s , ¿ s e d a c u e n t a d e q u e l a p r o b a b i l i d a d d e
q u e a p a r e z c a e s e   número  e s d e u n   billón  a   u n o ?  ¡Esto  n o p u e d e s e r
m e r o a z a r "   P e r o ,   p o r s u p u e s t o , e s p u r o a z a r , y u s t e d   habría  e x c l a 
m a d o l o m i s m o e n   relación  c o n c u a l q u i e r o t r o  número  q u e h u b i e r a
s a l i d o .   Así,  e s t e   s e g u n d o a r g u m e n t o e n f a v o r d e la e x i s t e n c i a d e
Dios falla, al igual que el primero.
D o s d e l o s a r g u m e n t o s m á s c o m u n e s y m á s in t e r e s a n t e s p a r a
p r o b a r la e x i s t e n c i a d e D i o s , fa l l a n . P or s u p u e s t o , e s t o n o s i g n i f i c a
q u e   ningún  a r g u m e n t o a f a v o r d e la e x i s t e n c i a d e D i o s p u e d a t e n e r
éxito.   A u s e n c i a d e p r u e b a s , n o i m p l i c a a u s e n c i a d e e x i s t e n c i a .

E L   TERCF.R MOVIMIBNTO
E n e s t a   sección argumentaré  q u e , c o m o e s d e f i n i d o t r a d i c i o n a l -
m e n t e , h a y e v i d e n c i a p a r a p r o b a r q u e D i o s n o e x i s t e . H e   aquí  e l
argumento:
1 .  Si D i o s e x i s te , e n t o n c e s e s o m n i p o t e n t e , o m n i s c i e n t e y t o d o -
bondadoso
2. Si e x is t ie r a u n se r o m n i s c i e n t e y t o d o b o n d a d o s o , e n t o n c e s n o
habría ningún  s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r i o (SIN )
3. H a y s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r i o ( SIN )

4.   P or l o t a n t o , D i o s n o e x i s t e
El s u f r i m i e n t o e s m a l o c u a n d o h a y u n a   razón  c o n c l u y e n t e p a ra e v i 

t a r l o ,  y e s i n n e c e s a r i o c u a n d o n o e s r e q u i s i t o p a ra a l c a n z a r u n   p r o 
pósito  d e i m p o r t a n c i a d e f i n i t i v a . Se p u e d e p e n s a r q u e   e s t a s
de finicion es so n insatisfacto rias y prelim inares, pero no ne cesita 
m o s u n a   teoría  c o m p l e t a d e l o s v a l o r e s p a ra p o d e r s o s t e n e r q u e
h a y   algún  s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r i o .  ¿Según  q u é c r i t e r i o s e l
s u f r i m i e n t o  e s m a l o o i n n e c e s a r i o ? N o n e c e s i t a m o s t e n e r u n a g a m a
d e c r it e r i o s q u e n o s p e r m i t a p o n e r   c a d a   e j e m p l o d e s u f r i m i e n t o e n
Jas   categorías  b u e n o y m a l o .   B a s t a   c o n t e n e r u n e j e m p l o d e   s u f r i 

m i e n t o  m a l o o i n n e c e s a r i o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 41/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  If .  D I S C U T I R   ACERCA  DE   DIOS

C o n s t r u í e l   a r g u m e n t o a n t e r i o r  d e   m o d o   q u e   f u e r a   l ó g i c a m e n t e
v á l i d o ,  y así  d e b a m o s p r e g u n t a r n o s   s i l as   p r e m i s a s   s o n   v e r d a d e r a s .
A r g üir é q u e l as   p r e m i s a s   2 y 3 s o n  v e r d a d e r a s .  P o r e s o , s i  D i o s e x i s 
t e ,   e n t o n c e s   la   p r i m e r a p r e m i s a   d e b e   s e r   fa ls a .  E n   o t r a s p a l a b r a s ,

e s t e   a r g u m e n t o i m p l ic a  q u e s i a f ir m a m o s   q u e   D i o s e x i s t e , e n t o n c e s
t e n e m o s   q u e   c a m b i a r   l a d e f i ni c i ó n d e   D i o s .  T e n e m o s   q u e   c o n c e b i r
a   D i o s   d e   o t r a m a n e r a   (ver Capítulo IV).
La   s e g u n d a p r e m i s a  e s   v e r d a d e r a p o r q u e ,  s i   D i o s   e s   o m n i s c i e n 
t e ,   e n t o n c e s   c o n o c e   e l   s u f r i m i e n t o m a l o   o   i n n e c e s a r i o ,  si lo hay. Si
es   o m n i p o t e n t e ,  p o d r í a   c a m b i a r l o .  Si es   t o d o - b o n d a d o s o , e n t o n 
c e s l o c a m b i a r í a .   O b v i a m e n t e , D i o s  n o e l im i n a ría e l  s u f r i m i e n t o  q u e
n o   e s   m a l o   o   i n n e c e s a r i o .  Él sólo permitiría el   s u f r i m i e n t o b u e n o   o
n e c e s a r i o , p e r o   d e b e r í a   e l i m i n a r   e l  s u f r im i e n t o m a l o   o   i n n e c e s a r i o .
E s t o   s i g n i f i c a  q u e s i  D i o s   e s   o m n i s c i e n t e , o m n i p o t e n t e  y  t o d o - b o n 
d a d o s o ,   n i n g ú n   s u f r i m i e n t o r ea l p u e d e   s e r S I N .
A n t e s   d e   e x a m i n a r   la   t e r c e r a p r e m i s a ,  r e s p o n d e r é   al g u n a s o b j e 
c i o n e s   a la   s e g u n d a   ("si  e x i s t i e r a   u n se r   o m n i s c ie n t e   y   t o d o p o d e r o 
s o , e n t o n c e s   n o h a b r í a  s u f r i m i e n t o m a l o   o   i n n e c e s a r i o   -SIN-").

Maldad
La   m a n e r a c o m o   h e   p r e s e n t a d o   e l  a r g u m e n t o   e s m u y   d i f e r e n t e   d e
la   f o r m u l a c i ó n   h a b i t u a l .  L o h e   h e c h o   a s í  p a r a e v i t a r c o m p l i c a c i o 
n e s i n n e c e s a r i a s .   El  a r g u m e n t o   s e   f o r m u l a u s u a l m e n t e   e n t é r m i n o s
d e m a l d a d .   P i e n s o q u e l a   m a l d a d ,  q u e e s u n   c o n c e p t o   t e o l ó g i c o ,
n o t i e n e n a d a   q u e v e r a q u í .  " M a l d a d " s u g i e r e   u n a   f u e r z a   m a l é v o l a
e n   e l  u n i v e r s o . I n v o c a   u n   p u n t o   d e   v i s t a   t e o l ó g i c o d e l a ét i c a y e n
c o n s e c u e n c i a , i n t r o d u c e   e l  d e b a t e   a c e r c a d e s i e l   p a p e l  d e l s e r h u 
m a n o   e n e l  u n i v e r s o   e s   l u c h a r c o n t r a   la   m a l d a d .  L o q u e e s t á e n
j u e g o   e n e l   a r g u m e n t o p r e ce d e n t e   e s   a l g o   m ás   s i m p l e :  e l   a r g u m e n 
t o   a f i r m a   q u e s i h a y a l g ú n   s u f r im i e n t o m a l o   o   i n n e c e s a r i o , e n t o n 
c e s   D i o s   n o  e x i s t e .  El   a r g u m e n t o   n o e s a ce r c a d e l  l u g a r   d e la   m a l d a d
e n   e l   u n i v e r s o ;  m ás   b i e n c o n c i e r n e   a si la   e x i s t e n c i a   d e   s u f r i m i e n t o
m a l o   o   i n n e c e s a r i o   e s   e v i d e n c i a s u f i c i e n t e c o n t r a   la   e x i s t e n c i a   d e
D i o s ,  t a l  c o m o   é s t e e s   d e f i n i d o t r a d i c i o n a l m e n t e .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 42/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
44 INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA   FILOSOFÍA

L i L r e   lbedrío
C o n s i d e r e m o s e l a r g u m e n t o d e q u e D i o s n o p u e d e e x is t ir p o r q u e
h a y m a l d a d e n e l m u n d o . A l g u n o s e s c r i t o r e s r e p l ic a n q u e la m a l 
d a d e x i s t e p o r q u e D i o s n o s h a d a d o l i b r e  albedrío,  y h e m o s e l e g i 
d o l i b r e m e n t e h a c e r e l m a l . La   réplica  d e l a t e o e s : D io s   podría  h a b e r
c r e a d o p e r s o n a s q u e 'e l i g ie r a n l i b r e m e n t e n o c o m e t e r a c t o s ' m a l o s
( o n o t a n t o s ) . El c r e y e n t e c o n t e s t a : la l i b e r t a d r e q u i e r e la   p o s i b i l i 
d a d r e a l d e l m a l . S in e m b a r g o , e s t e d e b a t e e s i r r e l e v a n t e p a r a e l
a r g u m e n t o   q u e h e o f r e c i d o . Es a s í p o r q u e e l a r g u m e n t o n o c o n c i e r 
n e a l as   causas  d e l s u f r i m i e n t o . N o e s p e r t i n e n t e , p o r e j e m p l o , s i el
S IN e s c a u s a d o p o r la e s t u p i d e z h u m a n a , la m a l i c ia , l o s d e s a s t r e s
n a t u r a l e s o e l d e m o n i o . E l a r g u m e n t o d e p e n d e d e s i h a y   algún  s u 
f r i m i e n t o   i n n e c e s a r i o , y n o d e l a  c a u s a  d e t a l s u f r i m i e n t o . U s t e d
e n c u e n t r a a u n a p e r s o n a a g o n i z a n d o e n la c a ll e . H a y u n a   razón
p a ra d e t e n e r s u d o l o r, i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e   cuál  sea la   c a u s a   d e
é s t e .   U s t e d n o n e c e s i ta c o n o c e r la c a u s a , o b u s c a r u n c u l p a b l e . U s 
t e d   n o n e c e s i t a p r e g u n t a r , quién  e s e l c u l p a b l e d e s u s u f r i m i e n t o . E l
a r g u m e n t o   es   a c e r c a   d e la e x i s t e n c i a d e S IN , n o d e s u s c a u s a s .
E n d e f e n s a d e l a   réplica  d e l l i b r e  albedrío,  u s t e d   podría  a f i r m a r
q u e D i o s   sólo podía  e l im i n a r e l s u f r i m i e n t o p r i v a n d o a lo s h u m a 
n o s d e s u l i b e r t a d . A e s t o c o n t e s t o q u e s i  algún  s u f r i m i e n t o e s n e 
c e s a r i o p a r a l a   preservación  d e la l i b e r t a d h u m a n a , e n t o n c e s n o e s
u n s u f r i m i e n t o in n e c e s a r io .   Este  s u f r i m i e n t o e s n e c e s a r io p a r a q u e
t e n g a m o s l i b r e  albedrío  y  éste  e s v e r d a d e r a m e n t e p r e c i o s o .
Este  p u n t o n o s d e v u e l v e a la t e r c e ra p r e m i s a . C o m p a r e m o s c u a 
t r o  o r a c i o n e s :

3: Hay su frim ien to m alo o innece sario


NO-3: N o h a y   ningún  s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r i o
O.IR. 1: 2
M u c h o s s u f r i m i e n t o s s o n b u e n o s y n e c e s a r io s
O.IR. 2: T o d o s l o s s u f r i m i e n t o s s i r v e n a   algún  b u e n   propósito

La   negación  d e la t e r ce r a p r e m i s a d e n u e s t r o a r g u m e n t o e q u i v a 
le a a f i r m a r q u e n o h a y s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r i o . N o h a y

  O .IR : A b r e v i a t u r a d e   "oración  i r r e l e v a n t e "

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 43/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  11 . DISCUTIR ACERCA  DE DIOS

n i n g u n o .   N e g a r   la t e r c e r a p r e m i s a   es a f i r m a r N O - 3 ,  y  p a ra d e m o s 
t r a r   q u e N O - 3  es f a l s a , es s u f i c i e n t e c o n p r e s e n t a r u n s o l o   c a s o  de
s u f r i m i e n t o   m a l o   o  i n n e c e s a r i o .
I n f o r t u n a d a m e n t e ,  l o h n H i c k   p a r e c e   o l v i d a r   e s t e   p u n t o .  En su
l i b r o  Eí mal y el amor  de  Dio s, a f i rm a q u e e l a r g u m e n t o d e l s u f r i m i e n t o
n o m u e s t r a   la i n e x i s t e n c i a d e D i o s p o r q u e  el  s u f r im i e n t o  es n e c e s a 
r io   p a r a   el d e s a r r o l l o d e l a l m a .  Quizá  H i c k t i e n e   r a z ó n .  Quizás  t e n e 
m o s   un a l m a q u e n e c e s i t a   s ufr i r   .p ar a d e s a r r o l l a r s e .   Sin  e m b a r g o ,
éste es u n p r o c e d i m i e n t o c o m p l e t a m e n t e i r re l e va n t e . M o s t r a r q u e
a l g u n o s  o m u c h o s s u f r i m i e n t o s s o n n e c e s a r io s ,  o  b u e n o s , n o b a s t a
p a r a r e f u t a r  la t e r c e r a p r e m i s a .  Para  h a c e r l o , t e n e m o s q u e m o s t r a r
q u e   ningún  s u f r i m i e n t o  es  m a l o   o  i n n e c e s a r io .   En  o t r a s p a l a b r a s ,
p a r a o p o n e r n o s   al a r g u m e n t o , t e n e m o s q u e m o s t r a r NO -3  en l u g a r
de O.IR.   I.
D e n u e v o ,  es c o m p l e t a m e n t e i r re l e va n t e m o s t r a r q u e   algún  s u f r i 
m i e n t o   es b u e n o   o  n e c e s a r io p a r a n o s o t r o s .  P u e d o   e s t a r d e a c u e r 
d o   en q u e m u c h o s s u f r i m i e n t o s s o n b u e n o s p a r a n o s o t r o s , p e r o
ése   no es el p u n t o .  Para  n e g a r   la p r e m i s a   3, u n o t i e n e q u e a f i r m a r
NQ-3, no O.IR.   I. La oración algún  s u f ri m i e n t o  es b u e n o " n o a y u d a

a e s t a b l e c e r N O - 3 :   N o hay ningún  s u f r i m i e n t o m a l o   o  i n n e c e s a r i o .
Para  r e f u t a r N O - 3   es s u f i c i e n t e c o n m o s t r a r u n e j e m p l o d e SIN . U n o
s o l o .   T o m e m o s u n o :  un bebé  a r d i e n d o   e n  l la m a s   (volveré  a  e s t e
ejem plo más adela nte).
H i c k   también  a f i r m a q u e q u i e n e s   se o p o n e n   a  e s t a i d e a   están
b u s c a n d o   el  paraíso  p e r f e c t o d e l h e d o n i s t a ,   en el  c u a l t o d o s  los
d e s e o s   s o n s a t i s f e c h o s .  Éste  p a r e c e   se r u n a r g u m e n t o   ad hominem,
q u e i m p u t a m o t i v o s d e s h o n r o s o s   a su o p o n e n t e .  Por  s u p u e s t o , si
e s a sí, n o f u n c i o n a . A u n q u e q u i e n e s p i e n s e n q u e l a s p r e m i s a s   2 y 3
s o n v e r d a d e r a s e s t u v i e r a n m o t i v a d o s   de e s a m a n e r a ,  eso no p r u e 
b a q u e l a s p r e m i s a s   s e a n   falsas.  A d e m á s ,   la  s u g e r e n c i a   es i n c o r r e c 
ta ,   p o r q u e  es e l p r o p i o H i c k q u i e n d e b e m o s t r a r q u e e l m u n d o   está
l i bre   de s u f r i m i e n t o m a l o   o  i n n e c e s a r i o .
U s t e d p u e d e p r e g u n t a r : ¿ es el s u f r i m i e n t o n e c e s a r i a m e n t e   m a l o ?
A riesgo   d e r e p e t i r , p e n s a r q u e e s t a p r e g u n t a   es  p e r t i n e n t e  es co

m e t e r   el  m i s m o e r ro r   d e H i c k .  Ésa no es la  c u e s t i ó n .  Uno p u e d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 44/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
46 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

p e n s a r q u e m u c h o d e l s u f r i m i e n t o e s b u e n o p ar a n o s o t r o s , p o r q u e
n o s   h a c e   f u e r t e s ; n o s  h a c e   p e n s a r a u d a z m e n t e ; n o s  h a c e   v a l i e n t e s ,
c o m p a s i v o s , y e n f o c a n u e s t r a   atención  e n l a s   c o s a s   m ás   i m p o r t a n 
t e s d e l a v i d a . T o d o e s t o p u e d e s e r v e r d a d , y e n   e s t e   c a s o , e l  s u f r i 

m i e n t o   e n g e n e r a l , f i n a l m e n t e ,  sería  u n a   c o s a   b u e n a . S i n e m b a r g o ,
la   t e r c e r a p r e m i s a d i c e q u e h a y  algún  s u f r im i e n t o m a l o o i n n e c e s a 
r i o .   Para  n e g a r l a , u n o t i e n e q u e m o s t r a r q u e n o h a y  ningún  s u f r i 
m i e n t o   m a l o o i n n e c e s a r i o . El s u f r i m i e n t o q u e n e c e s i t a m o s p a r a
c r e c e r n o e s i n n e c e s a r i o . Es u n s u f r i m i e n t o n e c e s a r i o . P o r e j e m p l o ,
la B i b li a d i c e q u e s i u n o m i r a a u n a m u j e r m a l i c i o s a m e n t e , u n o d e b e
a r r a n c a r s u o j o , e c h a r l o a l f u e g o . E so e s a lg o m u y d o l o r o s o d e h a 
c er, p e r o e s p o r n u e s t r o p r o p i o b i e n , y n o es n a d a c o m p a r a d o c o n

la felicid ad en la otra vida. Si es to es ciert o, en to nc es el su frim ie n to


q u e p r o d u c e l a   extirpación  d e l o j o n o es m a l o o i n n e c e s a r i o .
Algu nas p ersonas afirma n que to d o lo que ocurre tiene una ra
z ó n .   E l l o s   también  t r a t a n d e n e g a r l a t e r c e r a p r e m i s a ( " H a y  s u f r i 
m i e n t o   m a l o o in n e c e s a r i o " ), s in c o n s e g u i r l o r e a l m e n t e . A u n q u e
t o d o   t e n g a u n a   r a z ó n ,   e l a r g u m e n t o c o n t r a la e x i s t e n c i a d e D i o s
s i g u e f u n c i o n a n d o . A u n s i n u e s t r a s v i d a s t i e n e n u n   p r o p ó s i t o ,  e l
a r g u m e n t o  s i r v e   t o d a v í a .   Es a s í , p o r la s imp le   razón  d e q u e p a r a
d e r r o t a r  e l a r g u m e n t o s e t i e n e q u e n e g a r l a t e r c e r a p r e m i s a , s e   t i e 
n e q u e a f i r m a r N O - 3 . L a   afirmación  d e q u e t o d o t i e n e u n a  razón  n o
l o  h a c e .

Necesidad  y   utilidad
Para  p r o b a r q u e e l s u f r i m i e n t o e s n e c e s ar i o , u n o t i e n e q u e d e m o s 
t r a r  q u e n o h a y u n a m e j o r m a n e r a d e l o g r a r e l o b j e t i v o e n  c u e s t i ó n .

S u p o n g a q u e n e c e s i t a a p r e n d e r u n a   l e c c i ó n ,   p o r e j e m p l o : l l e va r
s i e m p r e c o n s i g o l a t a r j e t a d e   crédito  c u a n d o s a lg a d e v ia j e a l e x t e 
rior.  Para  a p r e n d e r e s t a   l e c c i ó n ,   u s t e d s u f r e u n a c c i d e n t e y n o p u e 
de enc on trar un ho spita l que lo atien da . Finalmen te, un ho sp ital
decide ayudarlo, a pesar del hecho de que al parecer usted no tiene
c o n qu é p a g a r e l t r a t a m i e n t o .   G r a c i a s   a e s t a e x p e r i e n c i a   h o r r i b l e ,
u s t e d a p r e n d e q u e e s p r u d e n t e l l e v a r l a t a r j e t a d e   c r é d i t o ,  e n   c a s o
d e e m e r g e n c i a . A f i r m a r q u e es e s u f r i m i e n t o e ra n e c e s a r i o p a r a

a p r e n d e r l a   l e c c i ó n ,   e q u i v a l e a a f i r m a r q u e n o   había  u n a m e j o r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 45/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  11 . DISCUTIR ACERCA  DE  DIOS

m a n e r a d e a p r e n d e r l a   l e c c i ó n .  E q u i v a l e   a d e c i r q u e u n p o c o m e 
n o s d e s u f r i m i e n t o n o   serviría,   q u e e r a n e c e s a r i o   t o d o .
C u a n d o u s t e d d i c e q u e   necesita  a g u a ,  está  d i c i e n d o q u e e l a g u a
e s e x a c t a m e n t e l o q u e n e c e s it a t e n e r . N i n g u n a o t r a   c o s a   p u e d e t o 
m a r s u l u g a r E s o e s l o q u e i m p l i c a " n e c e s i d a d " o " n e c e s a r i o " . D e ci r,
"e l s u f r i m i e n t o e r a n e c e s a r i o " , s i g n i f i c a q u e n o   podía  a p r e n d e r s u
lección  d e u n a m a n e r a m e j o r . A l r e f l e x i o n a r s o b r e e l s i g n i f ic a d o d e
e s t o s   t é r m i n o s ,   u n o p u e d e v e r q u e l a  afirmación  d e q u e   todo e l  s u f r i 
m i e n t o  e s n e c e s a r i o e s d e m a s i a d o f u e r t e y p o c o p l a u s i b l e . I m p l i c a
que no hay una alternativa mejor.
E s t o s   p u n t o s c l a r i f ic a n e l a r g u m e n t o c o n t r a la p r e m i s a 3. N o b a s t a
c o n a r g u m e n t a r e n f a v o r d e O.IR. 2 , a s a b e r : t o d o s l o s s u f r i m i e n t o s
t i e n e n u n   p r o p ó s i t o .   O.IR. 2   sólo  e s t a b l e c e q u e e l s u f r i m i e n t o e s
út il, p e r o n o e s e v i d e n c i a s u f i c i e n t e p a r a a f i r m a r q u e t o d o   s u f r i 
m i e n t o   es n e c e s a r i o o b u e n o . A l g o p u e d e se r  útil  s i n q u e t e n g a q u e
s e r n e c e s a r i o ; p a r a s e r n e c e s a r i o , t i e n e q u e s e r l a   única  y m e j o r
alternativa.

D i o s   no lo  permitiría
A l g u n o s d e u s t e d e s p i e n s a n : " D i o s e s p e r f e c t o , e n t o n c e s e l  s u f r i 
m i e n t o  e n e l m u n d o n o p u e d e s e r m a l o o i n n e c e s a r i o " . H a y q u e
tener cuidado con esto. Uno no puede presuponer que existe un
D io s o m n i p o t e n t e , o m n i s c i e n t e y t o d o b o n d a d o s o , p a ra p r o b a r q u e
n o h a y S IN . La e x i s t e n c i a d e D i o s , a s í d e f i n i d o , e s a ún   cuestión  d e
d e b a t e . N o p o d e m o s a p e l a r a e sa   proposición  p a r a d e f e n d e r l a , s i n
c a e r   e n c i r c u l a r i d a d o   petición  d e   p r i n c i p i o .  C o m p a r e m o s e s ta i d e a
c o n  e s t e  a r g u m e n t o :

Dios existe
Por lo   t a n t o ,  D i o s e x i s t e .

Éste  e s u n a r g u m e n t o   lógicamente  v á l i d o . P i m p l i c a P " e s u n a   p r o 


  tt

posición  v e r d a d e r a . Sin e m b a r g o , e l a r g u m e n t o n o es b u e n o p o r 
q u e p r e s u p o n e l a   c o n c l u s i ó n ,  y n o p r e s e n t a n i n g u n a e v i d e n c i a a s u
favor. Un argumento circular no ofrece ninguna evidencia para la

c o n c l u s i ó n .   La   afirmación  q u e t e n e m o s a l a m a n o e s " D i o s e x i s t e " .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 46/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
48 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

U n o n o p u e d e a r g u m e n t a r c o n t r a la t e r ce r a p r e m i s a a s u m i e n d o q u e
D i o s e x i s t e : n o p u e d e h a b e r   ningún  s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r io
p o r q u e D i o s n o l o   p e r mi t i r í a. E s t o   e s a s u m i r q u e D i o s e x i s t e y e s
u n a   petición  d e   p r i n c i p i o .

Otros significados  para bueno  y  malo


Ésta  e s u n a i d e a t e n t a d o r a : l o s   términos  " b u e n o " y " m a l o " t i e n e n
u n s i g n i f i c a d o c u a n d o s e a p l i c a n a la s  a c c i o n e s   h u m a n a s , y  o t r o
c u a n d o se a p l i c a n a D i o s . E f e c t i v a m e n t e , e s t a id e a i m p l i c a q u e D i o s
e s a m o r a l o ,   quizá,   m o r a l m e n t e t r a s c e n d e n t e . Un a g a la x ia e s a m o 
r a l p o r q u e l o s   términos  " m o r a l m e n t e b u e n o " y " m o r a l m e n t e m a l o "

n o s o m
está n ás a p l iallá
c a b  l ed se ala e lml ao. r Na loi deasd n hi ubmu eannaa .n i De
m a tl ao,d ay s e nm  aens et er a  ss e, n si
t i d soe,
a r g u m e n t a q u e D i o s e s c o m o l a g a l a x i a , e n t o n c e s s e   está  n e g a n d o
la   p r i m e r a p r e m i s a y, p o r s u p u e s t o , e s t o e s p r e c i s a m e n t e l o q u e
a f i r m o :   q u e e l a r g u m e n t o d e S I N i m p l i c a q u e , s i D i o s e x i s t e ,  e n t o n 
ces la   concepción  t r a d i c i o n a l d e b e s e r f a ls a .

Algún  sufrimiento  malo  o  innecesario


Quizás  u s t e d   está  l i s t o   p a r a i r p o r e l c a m i n o   difícil,  p a r a t r a t a r d e
a r g u m e n t a r v a l i e n t e m e n t e , s i n e s c o n d e r s e t ra s u n a n u b e d e v a g u e 
d a d ,   q u e n o h a y   ningún  s u f r i m i e n t o m a l o o i n n e c e s a r io . Sin e m b a r 
g o ,   s i n u n a   apelación  c i r c u l a r , a la e x i s t e n c i a d e D i o s p a r a a p o y a r l a ,
e s   difícil  v e r   cómo  s e p u e d e a r g u m e n t a r e n f a v o r d e e s ta a f i r m a 
c i ó n .   (Ver  atrás  la  sección  "Dio s no lo  permitiría .)
R . S w i n b u r n e   p a r e c e   d e s e o s o d e i r p o r   e s t e   c a m i n o . En s u   a r t í c u 

t e c a u s a d o p o  r dlai vsi daec ceil omn ea sl   ei nn mdoor as l ecsla sdees :l ams apl ear cs toinv aos, dy i rme ac l
  El   del mal,
tl oa m e  nproblema
pasivo , caus ado por los eve nto s y desastres naturales. Él arg um en 
ta   q u e e l m a l a c t i v o e s c o m p a t i b l e c o n l a e x i s t e n c i a d e D i o s p o r q u e
d e f i e n d e e l l i b r e   a l b e d r í o :   D i o s d i o l i b e r t a d a la s p e r s o n a s , y e s t o
i m p l i c a   q u e t i e n e n la c a p a c i d a d d e a c t u a r li c e n c i o s a m e n t e . T a m 
bién  a r g u m e n t a q u e e l m a l p a s i v o e s c o m p a t i b l e c o n la e x i s t e n c i a
d e D i o s , p o r q u e e s e l r e s u l t a d o d e l a s  l e y e s  n a t u r a l e s , y s i n t a l e s
l e y e s , n o   habría  o r d e n y r e g u l a r i d a d e n la n a t u r a l e z a . A l p a r e c e r,

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 47/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  I I .  D I S C U T I R   ACERCA  DE  D I O S 49

e n t o n c e s ,  el m a l p a s i v o  es el  p r e c i o qu e d e b e m o s p a g a r p o r v iv i r en


u n m u n d o r e g u l a r y  o r d e n a d o .
Si e s t o s p u n t o s s o n r e le v a n t e s p a r a n e g a r l a t e r c e r a p r e m i s a ("Hay
s u f r i m i e n t o  m a l o  o  i n n e c e s a r i o " ) ,  el  r e s u l t a d o f in a l   del a r g u m e n t o
d e S w i n b u r n e d e b e s er q u e   no hay ningún  s u f r i m i e n t o m a l o  o  i n n e 
c e s a r i o  en el  m u n d o .  Su posición  d e b e r  ser é s t a :   t o d o s   los e j e m 
p l o s  d e m a l a c t i v o s o n  el  p r e c i o n e c e s a r i o d e l l i b r e  a l b e d r í o ,  y  t o d o s
l o s e j e m p l o s  d e m a l p a s i v o s o n  el m o n t o i n e l u d i b l e d e l o r d e n c a u 
s a l. En o t r a s p a l a b r a s ,  no hay ningún  s u f r i m i e n t o m a l o  o  i n n e c e s a 
rio.   E s t o   es lo que d e b e a fi rm a r S w i n b u r n e  si su p u n t o d e v i s t a es
r e l e v a n t e c o n r e s p e c t o  a la t e r c e r a p r e m i s a .
¿ E s v e r d a d e r a  la t e r ce r a p r e m i s a ? C o m o   afirmé  a t r á s ,   p a r a a r g u 
m e n t a r c o n t r a N O - 3 ,  es s u f i ci e n t e m o s t r a r u n s o l o e j e m p l o d e SIN .
C o n s i d e r e m o s  el  e j e m p l o  de un bebé  a r d i e n d o  e n l l a m a s .  Puede
o b j e t a r  c o n t o d a s   sus f u e r z a s q u e   no es u n e j e m p l o d e  s u f r i m i e n t o
m a l o  o  i n n e c e s a r i o .  Tal  v e z ,  la m u e r t e d e l   bebé a  m a n o s d e l f u e g o
alcanzará  un o b j e t i v o d e s c o n o c i d o , q u e   servirá a un  propósito me 
jor. En ese  c a s o ,  tendría  q u e c o n s t r u i r el e j e m p l o c o n   más c u i d a d o .
S u p o n g a m o s   que n a d i e   s a b e   q u e  el  bebé está  a r d i e n d o , y  q u e  por
e s o , e s t e e v e n t o t e r r i b l e n o p u e d e i n s p i r a r a  a l g u i e n p a r a p r e v e n i r
u n s u f r i m i e n t o p e o r   más a d e l a n t e .  Sin e m b a r g o , u s t e d p u e d e a f i r 
m a r q u e , t a l v e z ,  d e h a b e r v i v i d o , el bebé  h u b i e r a c a u s a d o   más su
f r i m i e n t o ;  d e  e s t a m a n e r a ,  quizá éste  n o sea u n  e j e m p l o  d e
s u f r i m i e n t o   m a l o  o  i n n e c e s a r i o ,  por  r a z o n e s   que  d e s c o n o c e m o s . 3

T al   discusión  o m i t e  un p u n t o i m p o r t a n t e .   Para  m o s t r a r   que  la


p r e m i s a  3 es  v e r d a d e r a ,  es suficiente  con m o s t r a r  un s o l o e j e m p l o
d e s u f r i m i e n t o m a l o  o  i n n e c e s a r i o .  P e r o   eso n o s i g n i f i ca  que es

necesario d ar t a l e j e m p l o .   Tal vez  n i n g u n o  d e los e j e m p l o s e s p e c í f i 


c o s   que podría  dar serían un e j e m p l o c l a ro  e  i n d i s c u t i b l  e de  sufri
m i e n t o   m a l o o i n n e c e s a r i o . Sin e m b a r g o , p u e d e h a b e r o t r a s r a z o n e s
p a r a p e n s a r   que hay algún  s u f r i m i e n t o d e esa í n d o l e ,   a u n q u e  se
p u e d a d i s c u t i r c a d a u n o  d e los e j e m p l o s d a d o s .

5
  Por  e j e m p l o , A l s t o n a f ir m a   que no p o d e m o s   d e t e r m i n a r   si el mal a p a r e n t e m e n t e
i n n e c e s a r i o  l o es re a l m e n t e . (V er   ALSTON,  W R, "The I n d u c t i v e A r g u m e n t f r o m   Evil and
t h e   H u m a n   C o g n i ti v e C o n d i t i o n ' ,   en Philosophica Perspectives, Vfol.  5 ed. f.  T o m b e r l i n ,

R i d g e v i e w ,   A t a s c a d e ro ,   Cali forn ia. 1991.)

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 48/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
50 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

Po r e j e m p l o , a u n q u e se p u e d a d i s c u t i r   c a d a   e j e m p l o i n d i v id u a l
co n algu na fuerza o p lau sib ilid ad , eso no significa que t o d o s lo s
e j e m p l o s p u e d e n s er i m p u t a d o s e n c o n j u n t o . Un a   c o s a   es afirmar
d e u n e j e m p l o p a r t ic u l a r :  Éste  p u e d e n o s e r u n e j e m p l o d e S IN " , y

o t r a   b i e n d i f e r e n t e e s a fi r m a r d e t o d o s l o s e j e m p l o s e n c o n j u n t o :
" N i n g u n o  d e e s t o s e j e m p l o s p u e d e s e r u n e j e m p l o d e   S I N " . . M i e n 
t r a s q u e l a p r i m e r a   p a r e c e   r a z o n a b l e , la s e g u n d a l o e s m u c h o m e 
nos.
H a y u n a b u e n a   razón  p a r a p e n s a r q u e N O- 3 e s f a l s o . A f i r m a r
N O - 3 e s s o s t e n e r q u e n u n c a h a y u n a   razón  c o n c l u y e n t e p a r a e v it a r
e l   s u f r i m i e n t o .  S i n u n c a h a y u n a   razón  c o n c l u y e n t e , e n t o n c e s ,  ¿cuál
e s el o b j e t i v o d e l r a z o n a m i e n t o  práctico?  E n e l r a z o n a m i e n t o   p r á c 
t i c o ,  t r a t a m o s d e d e s c u b r i r , e n c o n d i c i o n e s d e i g n o r a n c i a e   i n c e r ti -
d u m b r e ,  q u é e s l o m e j o r q u e s e p u e d e   h a c e r   e n u n a c i r c u n s t a n c i a
d a d a . T r a t a m o s d e h a l l a r u n a   razón  c o n c l u y e n t e p a r a a c t u a r e n s i 
t u a c i o n e s p a r t i c u l a r e s . Po r s u p u e s t o , t e n e r u n a   razón  c o n c l u y e n t e
p a r a a c t u a r i n v o l u c r a m á s q u e p r e v e n i r S IN . E n o c a s i o n e s , t e n d r e 
m o s u n a   razón  c o n c l u y e n t e p a r a n o p r i v a r a o t r a s p e r s o n a s d e s u
a u t o n o m í a ,  p a r a n o e n c a r c e l a r l a s s i n   r a z ó n .   N o o b s t a n t e , s i N O - 3
fue r a   v e r d a d e r o , e n t o n c e s n o   habría  n u n c a u n a   razón  c o n c l u y e n t e
p a r a p r e v e n i r y e v i t a r e l s u f r i m i e n t o , y e l r a z o n a m i e n t o   práctico  e s 
taría  d e s p r o v i s t o d e u n a p a r t e i m p o r t a n t e d e s u o b j e t i v o . Es i n a d e 
c u a d o c o n t e s t a r a e s t o : " D i o s   s a b e  m e j o r " , c o m o  p a r e c e  h a c e r l o
S w i n b u r n e .  P o r q u e   e s o i m p l i c a q u e , s i n o s o t r o s   conociéramos  m e 
jor,  e n t o n c e s   también podríamos  s ab e r - j u s t o c o m o   alegaría  D i o s -
q u e n u n c a h a y u n a   razón  c o n c l u y e n t e p a r a e v i t a r el s u f r i m i e n t o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 49/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  I I I
P R E G U N T A R L E   L A  H O R A
A  D I O S

C o n s i d e r e m o s   o t r o   p r o b l e m a   c on r e s p e c t o   al   c o n c e p t o   t r a d i c i o 
n a l  de D i o s .  Según  é s t e , D i o s   está  m ás   allá  d e l t i e m p o  y  c o n o c e   el
futuro.
El   p r i n c i p i o d e b i v a l e n c i a   d i c e q u e c u a l q u i e r  proposición  c l a r a   e
4

inequívoca  es  v e r d a d e r a   o  f a l s a .  Por  e j e m p l o ,  la  afirmación "hay


p l a n e t a s c o n v i d a   en el s i s t e m a s o l a r  de A l fa C e n t a u r o "  es  v e r d a d e 
ra   o  falsa.  La oración  "hay un a g u j e r o n e g r o  en el  c e n t r o  d e la ga 
l a x i a "  es v e r d a d e r a   o  f a l s a .  No i m p o r t a  si s a b e m o s   si es  v e r d a d e r a
o n o .   El  p r i n c i p i o  de b i v a l e n c i a   se a p l i c a   a  t a le s o r a c i o n e s , a u n q u e
e s t e m o s   en la  i g n o r a n c i a a b s o l u t a .
A h o r a p e n s e m o s   en el  p r i n c i p i o  de  b i v a l e n c i a   con r e s p e c t o   al
t i e m p o .  C l a r a m e n t e ,  el  p r i n c i p i o  se  a p l i c a   a las o r a c i o n e s a c e r ca
d e l p a s a d o :   " h a c e   1 0 0 . 0 0 0   años  a p r o x im a d a m e n t e , arribó  g e n t e  a
América  de l Sur p o r  el  Océano  P a c í f i c o "  es o  v e r d a d e r a   o  falsa.  El
p r i n c i p i o   también  se a p l i c a   al   p r e s e n t e :  "en e st e m o m e n t o  hay al
g u i e n   c a n t a n d o M a c a r e n a   en A l a s k a "  es v e r d a d e r a   o  falsa.

4
  M i c h a e l  D u m m c t t d i s t i n g u e e n t r e   el  p r i n c i p i o  de b i v a l e n c i a   y ia ley  d e l t e r c i o e x c l u s o .
El  p r i n c i p i o  d e b i v a l e n c i a a f i r m a   que  sólo hay do s   v a l o r e s  de v e r d a d .   La ley d e l t e r c i o
e x c l u s o   d i c e   q u e e n t r e " p " .  y  " n o  p", una d e b e  ser  v e r d a d e r a .   La ley  d e l t e r c i o e x c l u s o
c o n c i e r n e   a la negación; el p r i n c i p i o  de  b i v a l e n c ia c o n c i e r n e   a  l o s   v a l o r e s  de   v e r d a d .
D u i n m e t t   d i c e   que el  p r i n c i p i o   de  b i v a l e n c i a   es  v e r d a d e r o   y que la ley de l  t e r c i o
e x c l u s o   es falsa.   (Ver DUMMETT,   M. La verdad y otros enigmas,  F o n d o  d e C u l t u r a   Económica,
México.  19 9 0 .)

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 50/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

La p r e g u n t a v i t a l y   difícil  e s : ¿ s e a p l i c a e l   p r i n c i p i o   d e b i v a l e n c i a
a o r a c i o n e s a c e r c a d e l f u t u r o ? S i D i o s c o n o c e e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s
d e b e h a b e r p r o p o s i c i o n e s a c e rc a d e n u e s t r o   f u t u r o   q u e s o n v e r d a 
d e r a s , a u n s i n o lo s a b e m o s . T i e n e q u e h a b e r a lg o q u e D i o s s a b e .

S i D i o s c o n o c e e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s e l  p r i n c i p io   d e b i v a l e n c i a s e   a p l i 
c a a l a s o r a c i o n e s a c e r c a d e l   f u t u r o .  E n e s t e c a s o , fr a s e s c o m o   luán
será  m i l l o n a r i o e n e l a ñ o   2 0 4 0 "  s o n v e r d a d e r a s o f a l s a s .
S in e m b a r g o , e s t o i m p l i c a q u e   Juan  n o t i e n e n i a l t e r n a t i v a , n i
l i b r e   a l b e d r í o .   S u p o n g a m o s q u e la fr as e a n t e r i o r e s v e r d a d e r a , e n 
t o n c e s   Juan  n o p u e d e h a c e r n a d a p a r a c a m b i a r e l h e c h o d e q u e
será  m i l l o n a r i o .  S u p o n g a m o s q u e l a   proposición  e s fa l sa , e n t o n c e s
Juan  n o p u e d e h a c e r n a d a p a r a c a m b i a r e l h e c h o d e q u e n o   será
m i l l o n a r i o .  Si el   p r i n c i p i o   d e b i v a l e n c i a s e a p l i c a a e s t a o r a c i ó n ,
e n t o n c e s e l   f u t u r o   d e   Juan está  f i j a d o   y é l n o t i e n e   l i b e r t a d .  El   p u n 
t o   d e v i s t a   según  e l c u a l e l  f u t u r o   está  f i j a d o ,  p u e d e s e r l l a m a d o
f a t a l i s m o .   Si D i o s t i e n e c o n o c i m i e n t o d e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s d e b e 
m o s c o n c l u i r q u e e l f a t a l i s m o e s v e r d a d e r o , y q u e n o t e n e m o s l ib r e
a l b e d r í o .   El a r g u m e n t o e s c o m o s ig u e :

Argumento   1
1 .  S i
D io s c o n o c e e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s e l  p r i n c i p i o   d e b i v a l e n c i a e s
v e r d a d e r o r e s p e c t o d e p r o p o s i c i o n e s a c e rc a d e l   f u t u r o
2.  Si el  p r i n c i p i o   d e b i v a l e n c i a e s v e r d a d e r o c o n r e s p e c t o a   p r o 
p o s i c i o n e s a c e rc a d e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s n o t e n e m o s l i b r e  albedrío

3. Por lo   t a n t o ,  s i D i o s ti e n e c o n o c i m i e n t o d e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s
n o   t e n e m o s l i b r e  a l b e d r í o .
D e b e m o s c o n f i r m a r s i e s t e a r g u m e n t o e s   lógicamente  v á l i d o .
T i e n e l a s i g u i e n t e  f o r m a :
Si A entonces B
Si B entonces C

Por lo   t a n t o ,  s i A e n t o n c e s C

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 51/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  111. PREGUNTARLE LA  HORA   A  DÍOS 53

¡-r-Dado  que el  a r g u m e n t o   es  v á l i d o ,  d e b e m o s p r e g u n t a r   si las


p r e m i s a s   son v e r d a d e r a s .  Pero   a n t e s , a l g u n a s a c l a r a c i o n e s .  Este
a r g u m e n t o   no a f i rm a  que D i o s   fije  el  f u t u r o   p r e v i a m e n t e .  Ése no es
el   p u n t o .  El  p u n t o  es si el  f u t u r o  es c o m o   el p a s a d o .  El  p a s a d o   está

d e t e r m i n a d o :   lo que p a s ó , p a s ó .   El  p r i n c i p i o  de  b i v a l e n c i a   se  a p l i 


ca   al  p a s a d o .  La  c u e s t i ón   es si se a p l i c a   al  f u t u r o .
O t r a   a c l a r a c i ó n : el  a rg u m e n t o p r e c e d e n t e   no es el m i s m o  que el
l l a m a d o   d e t e r m i n i s m o c a us a l.  El  d e t e r m i n i s m o  es la  a f i r m a c i ó n   de
q u e ,  c o m o   las c a u s a s   d e t e r m i n a n   los e f e c t o s   y  t o d o e v e n t o t i e n e
u n a   c a u s a ,  hay p r e d e t e r m i n a c i ón   c a u s a l ,  y  p o r  eso no hay  l i b e r t a d .
E s t o  es  c o m o   el c u e n t o  de la  p i e d r a :  H a b í a   una vez una p i e d r a ; un
m u c h a c h o   la r e c o g i ó  y la arrojó  a  u n a  v e n t a n a .  La  p i e d r a   v o l ó p o r  el
a ir e .  M i e n t r a s v o l a b a ,  p e n s ó : " ¡ H u r r a , é s t e   es un  b u e n p a s e o ;  por
fin  soy l ib r e "  Un s e g u n d o   más t a r d e , la p i e d r a  se fue  c o n t r a   la  v e n 
t a n a .  En un  s e n t i d o , e s t ab a d e t e r m i n a d o  que la  p i e d r a   c h o c a r í a
c o n t r a   la v e n t a n a .  Si  u n o  tira   una m a s a   sólida   con f u e r z a s u f i c i e n t e ,
e n t o n c e s p u e d e s a b e r   el  e f e c t o  d e a n t e m a n o , s ie m p r e  y  c u a n d o  no
h a y a   i n t e r f e r e n c i a .  É s t e  es el d e t e r m i n i s m o c au s al .  Y no es l o que
n o s p r e o c u p a a h o r a .   La  c u e s t i ó n   es si el  p r i n c i p io  de   b i v a l e n c i a   se
a p l i c a   al  f u t u r o .
V o l v a m o s   al a r g u m e n t o p ara c o n s i d e r a r   las p r e m i s a s .  Para   ver el
r a z o n a m i e n t o   o c u l t o   d e t r á s  de la  s e g u n d a p r e m i s a   ("Si el p r i n c i p i o
d e b i v a l e n c i a   es  v e r d a d e r o   con  r e s p e c t o   a  p r o p o s i c i o n e s   a c e r c a
d e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s   no  t e n e m o s l ib r e   a l b e d r í o " ) ,  c o n s i d e r e m o s   lo
s i g u i e n t e .  Para   c u a l q u i e r   a f i r m a c i ó n a c e r c a   de l  f u t u r o ,  el  p r i n c i p i o
d e b i v a l e n c i a a f i r m a  que es o  v e r d a d e r a   o  f a l s a . I m a g i n e   qu e u s t e d
t i e n e  una c a ja n e g r a .  O hay o no hay una a r a ñ a  en esa c a j a n e g r a .  Si

es a db ique
p a rav e cr da m a r   ese o reac hhay
 a h h o . Siuna
es v  ara
e r dñaa d  allí,
que   un o no
hay  u n ap uaraña
e d e   hallí,
a c e  er  nnt aodna
c e s   la hay. C u a n d o   la  a b r a ,  la  hal l ar á   a d e n t r o .  Si el  p r i n c i p i o  de
b i v a l e n c i a   es  v e r d a d e r o , e n t o n c e s e x a c t a m e n t e  así es  n u e s t r a r e l a 
ción  con el f u t u r o .  La  se g u n d a p r e m i s a d i c e   q u e  si el f u t u r o  es  c o m o
u n a ca ja n e g r a , e n t o n c e s   no t e n e m o s l ib r e   a l b e d r í o .  Lo qu e el  f u t u 
r o   t i e n e p a r a n o s o t r o s  ya  está allí en la  c a ja . N i n g u n o  d e  n o s o t r o s
p u e d e c a m b i a r l o .  Es así sólo   p o r q u e   no p o d e m o s a b r ir  la   c a ja s i n o

después.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 52/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
54 INTRODUCCIÓN   A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

S u p o n g a m o s e n t o n c e s q u e la s p r e m i s a s d e l A r g u m e n t o 1 s o n
v e r d a d e r a s . S i e s t o e s c i e r t o , y s i t e n e m o s l i b r e   a l b e d r í o ,  e n t o n c e s
D i o s n o c o n o c e e l  f u t u r o  ( p o r q u e n o h a y p r o p o s i c i o n e s v e r d a d e r a s
a c e r c a d e l  f u t u r o  p a r a q u e é l l a s c o n o z c a ) . E l a r g u m e n t o e s :

rgumento  2
4 .   S i D i o s c o n o c e e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s e l P r i n c i p i o d e b i v a l e n c i a s e
a p l i c a a e n u n c i a d o s a c e r c a d e l   f u t u r o   y n o t e n e m o s l i b r e  albedrío
5. T e n e m o s l i b r e   albedrío

6 .   Po r   t a n t o ,  D i o s n o c o n o c e e l   f u t u r o

Un a   razón  p a r a p e n s a r q u e t e n e m o s l ib r e   albedrío  e s q u e   éste  es


u n   p r e r r e q u i s i t o p a ra t o m a r c u a l q u i e r   d e c i s i ó n .   T o d a s la s d i f e r e n 
t e s f o r m a s d e   p l a n i f i c a c i ó n ,   i n c l u i d a s la s d e l t r a b a j o y la m o r a l i d a d ,
y p r e g u n t a s c o m o   ¿cómo  d e b o v i v i r ? , p r e s u p o n e n e l l i b r e   a l b e d r í o .
N i n g u n a   d e e s t a s a c t i v i d a d e s   tendría  s e n t i d o s i n o   tuviéramos  l i b r e
albedrío.
S i t e n e m o s l i b r e   a l b e d r í o ,   e n t o n c e s el  f u t u r o   n o e s c o m o u n a
c a ja n e g r a . S i e l p r i n c i p i o d e b i v a l e n c i a f u e s e f a l s o c o n r e s p e c t o a l
f u t u r o ,   e n t o n c e s la s o r a c i o n e s a c e r c a d e l   f u t u r o   n o   serían  n i v e r d a 
d e r a s n i f a l s a s .   Serían  n e u t r a s .  Serían  i n d e t e r m i n a d a s .  Habría  u n a
d i s p a r i d a d   f u n d a m e n t a l e n t r e el p a s a d o y e l  f u t u r o .  C o n r e s p e c t o a
la s p r o p o s i c i o n e s a c e r c a d e l p a s a d o , e l p r i n c i p i o d e b i v a l e n c i a s e 
r í a v e r d a d e r o , p e r o n o l o   sería  c o n r e s p e c t o a l   f u t u r o .  El   f u t u r o   n o
sería  c o m o u n a c aja n e g r a .

D e b e m o s e x a m i n a r   críticamente  e s t o s d o s a r g u m e n t o s a f a v o r
d e l a t e s i s d e q u e D i o s n o p u e d e c o n o c e r e l   f u t u r o .  S i n e m b a r g o ,
p o r   m o t i v o s d e s i m p l i c i d a d , asumiré  q u e t e n e m o s   algún  t i p o   d e
l i b r e   a l b e d r í o .   E n o t r a s p a l a b r a s ,   supondré  q u e s o m o s   c a p a c e s   d e
r e a l i z a r   a c c i o n e s q u e m o d i f i c a n e l m u n d o , e s t o e s, q u e la s  c o s a s
h u b i e r a n   s i d o d i fe r e n t e s s i a l g u n a p e r s o n a n o h u b i e r a a c t u a d o ,  y
q u e l a s   c o s a s   serán  d i f e r e n t e s e n e l   f u t u r o   s i n o a c t u a m o s a h o r a .
D a d a e s t a   s u p o s i c i ó n ,   la p r e m i s a c r u c i a l e n e l a r g u m e n t o 2 e s la
M

p r i m e r a   ( S i D i o s c o n o c e e l  f u t u r o ,  e n t o n c e s el p r i n c i p i o d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 53/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítu lo  11 .  PREGUNTARLE  LA   HORA  A   DIOS 55

b i v a l e n c i a s e a p l i c a a e n u n c i a d o s a c e r c a d e l  f u t u r o  y n o t e n e m o s
l i bre   a l b e d r í o " ) ,   l a c u a l e s e n e f e c t o l a   conclusión  d e l A r g u m e n t o I.
La p r e m i s a c o n t r o v e r s i a d e l A r g u m e n t o 1 e s la s e g u n d a ("Si e l  p r i n 
c i p i o  d e b i v a l e n c i a e s v e r d a d e r o c o n r e s p e c t o a p r o p o s i c i o n e s a c e r 

c a d e l   f u t u r o ,  e n t o n c e s n o t e n e m o s li b re  a l b e d r ío " ) .  Así, es en   éstas


d o n d e d e b e m o s e n f o c a r n u e s t r a  a t e n c i ó n .
S in e m b a r g o , a n t e s d e c o n s i d e r a r la s o b j e c i o n e s a la p r e m i s a 2
d e l A r g u m e n t o I , d e s e o d e f e n d e r la   afirmación  g e n e r a l d e q u e e l
f u t u r o   n o p u e d e s e r c o n o c i d o p o r q u e   todavía  n o h a y n a d a p a r a
c o n o c e r . A l g u i e n   podría  o b j e t a r q u e p o d e m o s t e n e r c o n o c i m i e n t o
d e l   f u t u r o   p o r q u e p o d e m o s h a ce r p r e d i c c i o n e s v e r d a d e ra s   j u s t i f i 
c a d a s . La i d e a es q u e la s c i e n c i a s c o n s i s t e n a m p l i a m e n t e e n p r e 
d i c c i o n e s v e r d a d e r a s j u s t i f i c a d a s y, p o r   t a n t o ,  n o s o f r e c e n
c o n o c i m i e n t o   d e l  f u t u r o .  P o r e j e m p l o , s a b e m o s q u e el s o l  saldrá
m a ñ a n a .   L a r e s p u e s t a a e s t a   objeción  e s s i m p l e : e s t r i c t a m e n t e h a 
b l a n d o ,  la s p r e d i c c i o n e s ju s t i f ic a d a s s o b r e s u ce s o s f u t u r o s n o c o n s 
t i t u y e n   c o n o c i m i e n t o d e l  f u t u r o   p o r q u e t a l e s p r e d i c c i o n e s n o s e
h a n h e c h o v e r d a d e r a s   t o d a v í a .  "El sol   saldrá  m a ñ a n a "  n o e s v e r d a 
d e r a   t o d a v í a .   A ú n así, c o n t o d a p r o b a b i l i d a d ,  será  v e r d a d e ra m a 
ñ a n a .   C u a n d o a f i r m a m o s q u e e s c i e r t o q u e e l s o l   saldrá  m a ñ a n a ,
n o   q u e r e m o s d e c i r q u e a h o r a es v e r d a d q u e   saldrá  m a ñ a n a .  H a s t a
hoy,  es u n a p o s i b i l i d a d n o r e a l i z a d a . C o n t o d a p r o b a b i l i d a d , e sa
p o s i b i l i d a d   se   realizará  m a ñ a n a .   La   predicción está  j u s t i f i c a d a p o r 
q u e n o h a y b u e n a s r a z o n e s p a r a c r e e r q u e e l s o l n o   saldrá  m a ñ a 
n a . T o d a la e v i d e n c i a i n d i c a q u e   s a l d r á .   En e s t e s e n t i d o , e s u n a
predicción  j u s t i f ic a b l e . S in e m b a r g o ,  sólo llegará  a s e r v e r d a d e r a
mañana  a l a l b a . U n a   predicción  e x i t o s a e s a q u e l l a q u e l l e g a a h a 
cerse verdadera.
H a y d o s o b j e c i o n e s c o n t r a la s e g u n d a p r e m i s a d e l A r g u m e n t o 1 ,
e l c u a l p r e t e n d e p r o b a r q u e el h e c h o d e q u e D i o s c o n o z c a e l  f u t u r o
i m p l i c a   e l f a t a l i s m o . La p r i m e r a  objeción  c o n s i s t e e n l a i d e a d e q u e
la   p r e m i s a 2 d e e s te a r g u m e n t o   está  b a s a d a e n u n a f a l a c i a m o d a l .
La falacia consiste en argumentar desde:
a) N e c e s a r i a m e n t e (s i e l e n u n c i a d o   "Juan  será  b i l l o n a r i o e n e l a ñ o
2 0 4 0 "  e s a h o r a v e r d a d e r o , e n t o n c e s   Juan será  u n b i l l o n a r i o e n e l

año 2040)

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 54/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

56 I N T R O D U C C I Ó N A L A  PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

hasta:
b )   Si el   e n u n c i a d o   "Juan  s e r á u n   b i l l o n a r i o   e n e l a ñ o   2 0 4 0 "  e s
a h o r a v e r d a d e r o , e n t o n c e s n e c e s a r i a m e n t e   Juan  s e r á u n   b i l l o n a r i o
e n  e l a ñ o  2 0 4 0 .
En   o t r a s p a l a b r a s ,   e s u n a   f a la c i a a r g u m e n t a r d e s d e :
L (A   — >   B)
hasta:
A - >   LB,
D o n d e   ' L e s e l   o p e r a d o r   d e   n e c e s i d a d   (e s   d e c i r , s u s t i t u y e   la   e x p r e 
sión  " n e c e s a r i a m e n t e " ) .
L a o b j e c i ó n e s q u e l a   p r e m i s a   2 d e l   A r g u m e n t o   1  r e q u i e r e   q u e
l a s o r a c i o n e s   a c e r c a d e l   f u t u r o   s e a n l ó g i c a m e n t e   fijas.  La o b j e c i ó n
a f i r m a   q u e u n o n o   p u e d e d e d u c i r p r o p o s i c i o n e s   d e l a   f o r m a   b) a
p a r t i r   d e   p r o p o s i c i o n e s   d e l a   f o r m a   a). En   o t r a s p a l a b r a s ,  n o   p u e d e
d e d u c i r s e   b ) c o n b a s e e n a ),   a u n q u e   a) sea   v e r d a d e r a .  Si   e s ta o b j e 
c i ó n e s   c o r r e c t a , e n t o n c e s   e l  f a t a l i s m o   n o e s t á   i m p l i c a d o   p o r l a
b i v a l e n c i a   (e n   o t r a s p a l a b r a s ,  s i l a o b j e c i ó n e s   c i e r t a , e n t o n c e s   la
p r e m i s a   2 d e l   A r g u m e n t o   I e s   f a l s a :  l a a p l i c a c i ó n d e l P D B a   o r a c i o 
n e s   q u e   v e r s a n s o b r e   e l   f u t u r o   n o   i m p l i c a   e l   f a t a l is m o ) .  S in   e m b a r 
g o ,   n o   p i e n s o   q u e e l  a r g u m e n t o   a   f a v o r   d e l a   p r e m i s a   2   r e q u i e r a   la
a f i r m a c i ó n d e q u e l o s   e v e n t o s f u t u r o s   s o n l óg i ca m e n t e   n e c e s a r i o s
y   h e   t r a t a d o   d e   e v i t a r   e s a   s u g e r e n c i a   e n m i p r e s e n t a c ió n d e l   a r g u 
m e n t o   I.   T i j o "  n o   t i e n e   q u e   s i g n i f i c a r  " l ó g i c a m e n t e   n e c e s a r i o " .  El
f a t a l i s m o   i m p l i c a   q u e u n o n o   p u e d e c a m b i a r   e l   f u t u r o ,  p e r o   la e x 
p r e s i ó n " n o   p u e d e "  n o e s u n a e x p r e s i ó n ló g ic a e n e s t e   c o n t e x t o .
N o s i g n i f i c a  q u e e s o s   e v e n t o s t e n g a n ,   l ó g ic a m e n t e , q u e  o c u r r i r . C a s i
d e s d e c u a l q u i e r p u n t o   d e   v i s t a ,  u n o n o   p u e d e c a m b i a r   e l   p a s a d o ,
p e r o e s t o   n o   s i g n i f i c a   q u e e l  p a s a d o   t e n í a q u e   o c u r r i r,  l ó g i ca m e n t e ,
d e   la   m a n e r a c o m o   ocurrió. El   f a t a l i s m o   e s l a c o n c e p c i ó n s e g ú n l a
c u a l   u n o n o   p u e d e c a m b i a r   e l   f u t u r o ,  d e   m a n e ra   m u y  s i m i l a r  a   c o m o
u n o   n o   p u e d e c a m b i a r   e l   p a s a d o .  El   a r g u m e n t o a f i r m a   q u e s i e l
p r i n c i p i o  d e   b i v a l e n c i a  e s   v e r d a d e r o  c o n   r e s p e c t o  a   e n u n c i a d o s
a c e r c a   d e l   p a s a d o ,   a s í  c o m o   d e l   f u t u r o ,   e n t o n c e s a m b o s   - e l   p a s a 
d o   y e l  f u t u r o -  s o n   i g u a l m e n t e i n a l t e r a b l e s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 55/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  III. PREGUNTARLE  LA HORA  A  DIOS

L a s e g u n d a   objeción a la p r e m i s a   2 d e l A r g u m e n t o   I es q u e  esa


p r e m i s a   p r e s u p o n e   la i d e a   d e v e r d a d e s e s e n c i a l m e n t e t e m p o r a l e s .
E l r a z o n a m i e n t o  a  f a v o r d e   la p r e m i s a  2 utiliza   f r a s e s c o m o s i   ahora   u

e s c i e r t o q u e   Juan será  m i l l o n a r i o e n   el año 2 0 4 0 ,  e n t o n c e s   no hay

n ad a q u e p o d a m o s   h a c e r   p a r a c a m b i a r e s o " . Ese r a z o n a m i e n t o  h a c e
r e f e r e n c i a  a v e r d a d e s q u e e s e n c i a l m e n t e u t i li z a n  términos deícticos
o t e m p o r a l e s t a l e s c o m o " l o q u e   es v e r d a d e r o   ahora .  A l g u n o s   filó
s o f o s a r g u m e n t a n q u e   la  b i v a l e n c i a p u e d e a p l i c a r s e   a  e n u n c i a d o s
a c e r c a   d e l  f u t u r o   s i n q u e   el  f a t a l i s m o s ea v e r d a d e r o , p o r q u e t o d a s
la s v e r d a d e s p u e d e n   ser  e x p r e s ad a s c o m o v e r d a d e s i n t e m p o r a l e s
o e t e r n a s .   Las v e r d a d e s t e m p o r a l e s , t a le s c o m o   "P es  v e r d a d e r o
ahora deberían ser  r e e m p l a z a d a s p o r v e r d a d e s i n t e m p o r a l e s , t al e s

c o m o   "e l e n u n c i a d o :  'el e v e n t o   E  ocurrió  el 5 d e  s e p t ie m b r e  de l


2 0 0 1 '  es v e r d a d e r o " .  De e s t a f o r m a , u n o   podría  d e s a f i a r   la  p r e m i s a
2.  Este desafío  d e p e n d e d e   la i d e a d e v e r d a d e s i n t e m p o r a l e s  o e t e r 
n as   o, m á s b i e n ,  d e q u e t o d a s la s v e r d a d e s p u e d e n s e r e x p r e s a d a s
e n   términos  i n t e m p o r a l e s .

TlLMPO
A p l i q u e m o s   e s t o s p u n t o s  al t i e m p o . H ay d o s t r a d i c i o n e s i g u a l m e n 
t e a n t i g u a s   a c e r c a   d e la n a t u r a le z a d e l t i e m p o . Una es el  p u n t o  d e
v i s t a  B del t ie m p o ;  la  o t r a p o d e m o s l la m a r la   el  p u n t o  d e v i s t a  A ,
q u e t a l v e z   está  m ás   de a c u e r d o c o n   el  s e n t i d o   c o m ú n .
Según  el   p u n t o   d e v i s t a   A, los e v e n t o s   están  o r d e n a d o s   en la
s e r i e - A : p a s a d o , p r e s e n t e  y  f u t u r o .  D e e s t o s t r e s ,  sólo  e l p a s a d o   y el
p r e s e n t e s o n r e a l e s . L o s   s u c e s o s   f u t u r o s n o h a n o c u r r i d o , y  p o r e l l o
n o   s o n r e a l e s .  La afirmación  d e q u e n o h a y h e c h o s c o n r e s p e c t o  al
f u t u r o   r e q u i e r e  la concepción A  d e l t i e m p o .
P o r o t r a p a r t e ,  según el p u n t o d e v i s ta  B,  l o s e v e n t o s   están  o r d e 
n a d o s   en la s e r i e - B :   a n t e s d e ,  simultáneo  c o n , y después  d e .  Esta
s e r i e   no m e n c i o n a   el   " a h o r a " .  N o d i s t i n g u e  en  a b s o l u t o e n t re   el
p a s a d o   y el  f u t u r o   c o m o ta le s , sólo e n t r e a n t e s  y d e s p u é s .  D e a c u e r 
d o   c o n   el  p u n t o  d e v i s t a   B,  t o d o s lo s m o m e n t o s  e n el t i e m p o s o n
i g u a l m e n t e   r e a l e s .  La d i f e r e n c i a e n t r e p r e s e n t e , p a s a d o   y  f u t u r o  (en

o t r a s p a l a b r a s ,   la ser ie-A )   es u n a   ilusión d e p e r s p e c t i v a : n o s   p a r e c e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 56/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
58 INTRODUCCIÓN   A LA PRÁCTICA   DE LA FILOSOFÍA

q u e   el   t i e m p o   está  d i v i d i d o  así,  p e r o   en  r e a l i d a d   no es así. En la


r e a l i d a d ,  los e v e n t o s   están  o r d e n a d o s   de a c u e r d o   con las r e l a c i o 
n e s t e m p o r a l e s  de la s e r ie - B : a n t e s   y  d e s p u é s ,   p e r o   no en relación
c o n   algún  m o m e n t o p r e s e n t e   o c on el   a h o r a .  Según  el  p u n t o  d e
v i s t a  B, en la r e a l i d a d  no hay distinción  e n t r e p a s a d o   y  f u t u r o ,  sólo
e n t r e   a n t e s   y  d e s p u é s .
R e i t e r e m o s   las d i f e r e n c i a s e n t r e  las d o s c o n c e p c i o n e s d e l   t i e m 
p o   c o n   un p o c o   más de c u i d a d o . La concepción A   r e q u i e r e  la a f i r 
mación  de que hay  h e c h o s e s e n c i a l m e n t e t e m p o r a l e s   q u e n o
p u e d e n   ser  c a p t u r a d o s   con e n u n c i a d o s i n t e m p o r a l e s .  T a l e s  he 
c h o s t e m p o r a l e s i n c l u y e n e n u n c i a d o s a c e r c a   de lo qu e está  o c u 
r r i e n d o   a h o r a .  La  concepción  B del  t i e m p o r e c h az a   la  i d e a   de
h e c h o s t e m p o r a l e s . A f i rm a   que t o d o s   los h e c h o s p u e d e n   ser re
f e r i d o s  y c a p t u r a d o s c o n v e r d a d e s i n t e m p o r a l e s , t a le s c o m o   "John
caminó  en el   p a r q u e   el 5 d e  s e p t i e m b r e d e l  2 0 1 0 " ,  las c u a l e s  son
v e r d a d e r a s   en c u a l q u i e r   é p o c a .   Esta  concepción no r e c h a z a   la  i d e a
d e   enunciados  t e m p o r a l e s c o m o t a l ; s i m p l e m e n t e n ie ga   qu e  t a l e s
e n u n c i a d o s t e m p o r a l e s c a p t u r a n   o  r e c o g e n h e c h o s t e m p o r a l e s .
La   concepción  B  r e c h a z a   la  i d e a   d e hechos  t e m p o r a l e s .
Según  el   p u n t o   de v i s t a   B, hay una p r o f u n d a   analogía  e n t r e   el
e s p a c i o   y el  t i e m p o . T o d a s  las  p o s i c i o n e s   en el  e s p a c i o   son
c o e x i s t e n t e s   e  i g u a l m e n t e r e a l e s : c u a l q u i e r l u g a r  en el  e s p a c i o   es
i g u a l  de  r eal  a  o t r o ;  C o l o m b i a   es tan r ea l c o m o S i n g a p u r   o  c o m o
M a r t e .   El  s i t i o   q u e   está allá  l e j o s c u a n d o u s t e d   señala  con el  d e d o ,
es   ta n r ea l c o m o   el  s i t i o   d o n d e u s t e d   está  p a r a d o . C u a n d o t o m a  3

m o s   el   e s p a c i o   en analogía  con el  t i e m p o , t r a t a m o s t o d o s   los mo


m e n t o s   en el  t i e m p o c o m o i g u a l m e n t e r ea le s, c o m o t o d a s   las
p o s i c i o n e s  en el  e s p a c i o .  En la  v i d a n o r m a l , u t i l iz a m o s  la analogía
e s p a c i a l c o n r e s p e c t o  al  t i e m p o : d e c i m o s q u e  el  p a s a d o   está detrás
d e n o s o t r o s ,  el f u t u r o   a d e l a n t e , e n f r e n t e  de n o s o t r o s , e n el  h o r i z o n 
te ,  d i s t a n t e . Según el  p u n t o  de v i s t a   B,  esas  analogías  s o n a p t a s .
D e a c u e r d o c o n   el  p u n t o  de v i s t a   A, t r a t a r  el  t i e m p o  en analogía
c o n   el  e s p a c i o   es p r o f u n d a m e n t e   e n g a ñ o s o .  El  t i e m p o  no es  c o m o
e l e s p a c i o . T o d a s   las p o s i c io n e s   en el  e s p a c i o c o e x i s t e n , p e r o  los
5
  A u n q u e   la teoría de la  r e l a t i v i d a d   e s p e c i a l  de  E i n s t c i n   re q u i e re   qu e h a g a m o s a l g u n a s

c u a l i f i c a c i o n e s s o b r e   e s t a   f ra s e , re s u l t a n i rre l e v a n t e s p a ra n u e s t ro s   propósitos  a h o r a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 57/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  I I .  PREGUNTARLE  LA   HORA  A   DIOS 59

m o m e n t o s e n e l t i e m p o n o : e l   f u t u r o  a ú n n o e x i s t e , e s d e c i r , n o h a
o c u r r i d o  t o d a v í a .  L a d i f e r e n c i a e n t r e e l p r e s e n t e y e l   f u t u r o   n o p u e 
d e s er r e p r e s e n t a d a n e u t r a l m e n t e s i n s e r m a l i n t e r p r e t a d a . D e a c u e r 
d o c o n e l p u n t o d e v i st a A   a c e r c a   d e l t i e m p o , l a   analogía  e s p a c i a l

es   e n g a ñ o s a .

E L   FATALISMO Y   n i .   TIEMPO
¿Cuál  d e e s t o s p u n t o s d e v i s ta t i e n e a l g o q u e v e r c o n e l f a t a l i s m o ?
S i h a y h e c h o s t e m p o r a l e s , c o m o l o a f i r m a l a   concepción  A , e n t o n 
ce s p o d e m o s a r g u m e n t a r q u e la p r e m i s a 2 d e l A r g u m e n t o 1 está
j u s t i f i c a d a .   E s t o   p o r q u e l a   objeción  a l a p r e m i s a 2 e r a q u e   ésta  r e 
quería  la i d e a d e v e r d a d e s e s e n c i a l m e n t e t e m p o r a l e s , c u a n d o , p o r
e l c o n t r a r i o , t o d a s l as v e r d a d e s p u e d e n s e r e x p r e s a d a s i n t e m p o -
r a l m e n t e . S i l a   concepción  A d e l t i e m p o e s c o r r e c t a , e n t o n c e s la
id ea d e v e r d a d e s e s e n c i a l m e n t e t e m p o r a l e s , t a le s c o m o   luán será
b i l l o n a r i o " ,  r e s u l t a v i n d i c a d a . P o r o t r a p a r t e , s i l a   concepción  B del
t i e m p o   e s c o r r e c t a , e n t o n c e s la p r e m i s a 2 n o p u e d e s e r j u s t i f i c a d a
y e l A r g u m e n t o I n o e s  sólido.
A h o r a p o d e m o s r e u n i r la s a f i r m a c i o n e s y la s p r e s u p o s i c i o n e s d e
l os a r g u m e n t o s I y 2 .   P o d e m o s   c o n c l u i r q u e , s u p o n i e n d o q u e t e n e 
m o s l i b r e   a l b e d r í o ,   y que la   concepción  A d e l t i e m p o e s c o r r e c t a ,
e n t o n c e s D i o s n o p u e d e c o n o c e r e l  f u t u r o .
¿Hay  a l g u n a   razón  p a ra p e n s a r q u e e l p u n t o d e v i s t a A   a c e r c a
d e l t i e m p o e s c o r r e c t o ? Si el p u n t o d e v is t a A e s c o r r e c t o , e n t o n c e s
e s p o s i b l e a f i r m a r q u e l a s o r a c i o n e s   a c e r c a   d e l  f u t u r o   n o s o n n i
v e r d a d e r a s n i fa l sa s , p o r q u e l o s e v e n t o s f u t u r o s n o h a n o c u r r i d o

t o d a v í a .   T a l e s   o r a c i o n e s n o s o n ,   t o d a v í a ,   n i v e r d a d e r a s n i f a ls a s .
S on i n d e t e r m i n a d a s . En   términos  d e l p r i n c i p i o d e b i v a l e n c i a ,  éste
s e a p l i c a a o r a c i o n e s  a c e r c a  d e l p a s a d o y d e l p r e s e n t e , p e r o e s
f al so c o n r e s p e c t o a l  f u t u r o .  Ésta  es la   explicación  d e l s i g n i f i c a d o
de la   a f i r m a c i ó n :   "e l  f u t u r o   n o e s r e a l a ú n p o r q u e l o s e v e n t o s   f u t u 
r o s n o h a n o c u r r i d o   t o d a v í a ".   H a y u n t e r c e r v a l o r d e v e r d a d ; n i v e r 
d a d e r o n i f a ls o , s i n o i n d e t e r m i n a d o , q u e s e a p l ic a a la s o r a c i o n e s
a c e r c a   d e l   f u t u r o .  E s t o   n o s o f r e c e u n a m a n e r a d e e x p l i c a r l a   d i f e 

rencia entre el pasado y el presente, por un lado, y entre estos dos

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 58/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
60 INTRODUCCIÓN   A LA PRÁCTICA  DE LA FILOSOFÍA

y   el   f u t u r o ,  por el  o t r o ;  y  e s t a   explicación  c o n c u e r d a   con n u e s t r a


concepción  de s e n t i d o  común  a c e r c a   del c a m b i o  y   d e l d e v e n i r  Sin
e m b a r g o ,  éste es un  p u n t o  d e  m u c h a c o n t r o v e r s i a  en la  l i t e r a t u r a
filosófica  s o b r e   el   t i e m p o . 6

A f i r m a r   q u e  el  p u n t o  de v i s t a  A es c o r r e c t o , n o es en a b s o l u t o  lo


m i s m o   q u e d e c i r q u e  no s a b e m o s n a d a   del f u t u r o . Si el p r i n c i p i o  de
b i v a l e n c i a   no es a p l ic a b l e  a  e n u n c i a d o s ac e rc a d e l  f u t u r o ,  e n t o n c e s
n o  hay  o r a c i o n e s v e r d a d e r a s a c e r c a   del f u t u r o .  Eso  s i g n i f i c a  qu e no
h a y n a d a p a r a c o n o c e r   t o d a v í a ; no hay n a d a a c e r c a   de lo c u a l s e a 
m o s i g n o r a n t e s .  No hay  n a d a   que i n c l u s o D io s p u e d a c o n o c e r   o
ignorar.

Revisar,  por  e j e m p l o ,   el  capítulo  III de  LE  POINDFVIN,   R. y MURRAY M.   ( e d s ) .   Philosopfiy o¡

Time,  O x f o r d U n i v e r s i t y   Press,  O x f o r d ,   1993.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 59/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CAPÍTULO IV
O TR A S M A N ER A S DE
PEN SA R E N DIO S

R e c i e n t e m e n t e h a h a b i d o u n f u e r t e d e b a t e s o b r e la e x i s t e n c i a d e
S l o d e v i c h , A d e s p e c h o d e l a   opinión  p ú b l i c a ,   l a p r e g u n t a s i m p l e
¡es:  ¿cree  u s t e d q u e S l o d e v i c h e x i s t e ?
Po r s u p u e s t o , u n o n o p u e d e c o n t e s t a r la p r e g u n t a a m e n o s q u e
sepa qué o   quién  e s S l o d e v i c h .   E s t o   s i g n i f i c a q u e s i u n o p i e n s a q u e
p u e d e r e s p o n d e r l a p r e g u n t a   ¿existe  D i o s ? " ,   e n t o n c e s u n o   s a b e
qué es Dios. En los   capítulos  a n t e r i o r e s v i m o s q u e s i D i o s e x i s t e , l a
definición  t r a d i c i o n a l d e D io s , c o m o u n s e r a b s o l u t a m e n t e p e r f e c 
t o ,  n o p u e d e s e r c o r r e c t a .
El o b j e t i v o d e l p r e s e n t e   capítulo  es c o m e n z a r d e n u e v o : e n l u 
g a r d e p r e g u n t a r   ¿existe  D i o s ? "  ( c o m o l o h i c i m o s e n l o s   capítulos
a n t e r i o r e s ) ,  d e b e m o s r e s p o n d e r a   ¿qué  e s   D i o s ? "  E n o t r a s p a l a 
b r a s , e n l o s   capítulos  a n t e r i o r e s h i c i m o s u n s a l t o d e l a p r i m e r a
f a s e   de la   filosofía  a l a t e r c e r a , e i g n o r a m o s l a s e g u n d a f a s e : e l
análisis.   Ya q u e D i o s n o p u e d e s e r c o n c e b i d o d e la m a n e r a   t r a d i 
c i o n a l ,   e s t o es , c o m o u n se r a b s o l u t a m e n t e p e r f e c t o y e t e r n o , n e 
c e s i t a m o s e s t a s e g u n d a fa se . N o d e b e m o s c o n t e s t a r a   ¿existe
D i o s ? " ,  a n t e s d e r e s o l v e r   ¿qué  e s   D i o s ? "
U n a p a r t e c o n s i d e r a b l e d e la   filosofía  d e la   religión  a s u m e
u n a p e r s p e c t i v a c r i s t i a n a ; a ún p e o r , a s u m e u n a r a m a p a r t i c u l a r
d e n t r o   d e e s t a   t r a d i c i ó n ,  i g n o r a n d o e l p e n s a m i e n t o   g n ó s t i c o ,

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 60/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
62 INTRODUC CIÓN A LA   PRÁCTICA   DE LA   FILOSOFÍA

p o r   e j e m p l o . La   mayoría  d e n o s o t r o s a s u m e q u e D i o s e s u n s e r
7

o m n i p e r f e c t o ,   s e p a r a d o d e l u n i v e r s o q u e   c r e ó .  Esta  s u p o s i c ió n ,   q u e
i m p r e g n a   m u c h a d e la l i t e r a t u r a e n l a   filosofía  de la   religión ,   n o s
i m p i d e   c o m p r e n d e r m e j o r e l a s u n t o :  h a c e   q u e c o m e n c e m o s la d i s 

cusión  a c e r c a d e s i D i o s e x i s t e , y d e l a s i m p l i c a c i o n e s q u e t i e n e
p a r a la v i d a h u m a n a , s in q u e p r i m e r o  averigüemos  q ué e s Dio s   p r o 
p i a m e n t e .  D e e s t a m a n e r a , se t i e n d e a c o n f u n d i r la d e f e n s a o l a
crítica  d e u n a   t r a d i c i ó n ,  c o n l a   investigación filosófica  d e l a n a t u r a 
le za d e Dio s . La   filosofía  d e D i o s n o n e c e s i t a s e r l a   filosofía  de la
religión .   La s r e l i g i o n e s s o n i n s t i t u c i o n e s s o c i o c u l t u r a l e s y  prácticas
q u e s e d e s a r r o l l a r o n   históricamente  e n r e s p u e s t a a ci e r ta s p r e s u 
p o s i c i o n e s s o b r e D i o s y l o s  d e s e o s  h u m a n o s .  P e r o  p a r a p e n s a r a c e r c a

d e D i o s n o s e r e q u i e r e l a   adhesión  a n i n g u n a d e   esas i n s t i t u c i o n e s .
N o d e b e m o s c o n f u n d i r la c r ee n c ia e n u n a   religión  c o n la c r e e n c i a
e n D i o s .  A d e m á s ,  e l e n f o q u e t r a d i c i o n a l d e j a d e r e s p o n d e r a u n a
n e c e s i d a d i m p o r t a n t e : m u c h a g e n t e s ie n t e q u e h ay a lg o r e le v a n t e
e n e l c o n c e p t o d e D i o s , y a ú n   están  i n t r a n q u i l o s c o n l as e s p e c i f i c a 
c i o n e s d e l c o n c e p t o t a l c o m o se d e f i n e t r a d i c i o n a l m e n t e .
M u c h a s c o n c e p c i o n e s d e D io s c o m p i t e n e n t r e sí, p e r o s i se o c u 
p a n d e l o m i s m o , d e b e m o s t r a t a r d e b u s c a r qu é t i e n e n e n   c o m ú n .
E s t o   s ig n i f ic a q u e t e n e m o s q u e s er m e n o s   específicos  q u e la c o n 
cepción  t r a d i c i o n a l . La v e n t a j a  estaría  e n o f r e c e r u n a   definición  q u e ,
a l s er c u l t u r a l m e n t e m á s a m p l i a ,  incluiría  o t r a s t r a d i c i o n e s . Po r e j e m 
p l o ,  podríamos  d e f i n i r i n i c i a l m e n t e a D i o s c o m o l o s a g r a d o o l o
d i v i n o .   O,  t a m b i é n ,   c o m o a q u e l l o a lo q u e d e b e m o s o r a r o r e n d i r
c u l t o .   Estas  d o s d e f i n i c i o n e s s o n e q u i v a l e n t e s ; a s u m e n q u e d e b e 
m o s o r a r   únicamente  a a l g o s a g r a d o o d i v i n o . El p r o b l e m a e s p i n o 
s o , a h o r a , es d e f i n i r q u é e s d i v i n o , q u é e s s a g r a d o , q u é e s o r a r , y
q u é p u e d e t e n e r  e s t a s  c u a l i d a d e s .

¿POR OUP L;S IMPORTANTE DIOS?


¿Por  q u é i m p o r t a s i D i o s e x i s t e o n o ?  Éste  e s u n p u n t o q u e p u e d e
c r e a r   c o n f u s i ó n .  A l m i s m o t i e m p o , s i n u n a r e s p u e s t a a e s ta p r e g u n 
ta ,   n u e s t r a   investigación carecerá  d e   d i r e c c i ó n .

  L a y t o n , B.  a h o n d a   e n   este  t e m a e n   The  Gnostic  Scriptures,  D o u b l e d a y ,   New York, 19 87 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 61/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  IV .  OTRAS MANERAS  DE   PENSAR  EN   DIOS 63

U n e j e m p l o d e   confusión  e s el s i g u i e n t e : a l g u n a s p e r s o n a s a f i r 
m a n q u e s i n D i o s l a m o r a l i d a d   sería  i m p o s i b l e : s i D i o s n o e x i s t e ,
u n o p u e d e s a l i r a r o b a r .   Este  p u n t o d e v i s t a e s c o n f u s o .   R e d u c e   la
jnoraüdad  a u n a f o r m a d e   interés  p r o p i o .  I n v o l u c r a l a   afirmación
d e q u e l o  único  m a l o e n h e r i r a o t r a p e r s o n a   está  e n q u e   seré  c a s t i 
g a d o p o r D i o s . E n o t r a s p a l a b r a s ,  sólo  i m p o r t a m i h e r i d a .   Ésta  e s
u n a f o r m a d e   interés  p r o p i o q u e d i s t o r s i o n a la n a t u r a l e z a d e l a m o 
r a l i d a d .   ¿ La m a d r e   T e r e s a ,  e n e s e   c a s o ,   h u b i e r a d i c h o : " n o m e i m 
p o r t a n   l o s p o b r e s , m i t r a b a j o   está  d e d i c a d o a e v i t a r m e e l c a s t i g o
d i v i n o ? " N o .   P e r o ,   ¿por qué?  P o r q u e   p a r t e   e s e n c i a l   d e l a m o r a l i d a d
está  e n q u e l o s i n t e r e s e s d e l o s demás  s e a n   i m p o r t a n t e s . N o d e b e 
mos robar a otros porque sus intereses cuentan. Por eso, la   moral i 

d a d n o d e p e n d e d e q u e D i o s se a u n i n q u i s i d o r . El e j e m p l o   también
m u e s t ra q u e la id e a d e c o r r e c t o o i n c o r r e c t o e s i n d e p e n d i e n t e d e s i
D i o s e x i s t e . N o d e b o p o n e r s u m a n o s o b r e e l f u e g o ,  sólo  p o r q u e l o
h i e r o .   La   razón  q u e t e n g o p a r a n o p o n e r m i m a n o s o b r e el f u e g o e s
l a m i s m a   razón  q u e t e n g o p a r a n o p o n e r la s u y a .  P e r o   e s t a e x p l i c a 
ción  d e " l o m o r a l m e n t e m a l o " i m p l i c a q u e la m o r a l i d a d e s i n d e 
pendiente de la existencia de Dios.

T al v e z la e x i s t e n c i a d e D i o s e s i m p o r t a n t e p o r q u e n o s a yu d a a
s e n t i r n o s m e n o s i n s e g u r o s . L a v i d a e s   b r e v e   y a  v e c e s   p e n o s a , y l a
m u e r t e n o s e s d e s c o n o c i d a . H ay a l g o c o r r e c t o e n e s t a id e a , p e r o e s
fácil  e n u n c i a r l a m a l .
M i r e m o s p r i m e r o u n a m a n e r a c o n f u s a d e e x p o n e r la i d e a . D e
a c u e r d o c o n e s t o , n e c e s i t a m o s   c r e e r  e n D i o s p a r a s e n t i r n o s m á s
s e g u r o s .  P e r o   si e s o e s c i e r t o , e n t o n c e s n o i m p o r t a q u e D i o s e x i s t a
o n o . L o q u e i m p o r t a e s  c r e e r  e n D i o s . N o e s l a e x i s t e n c i a r e a l d e

D io s l o q u e f u n c i o n a c o m o s o p o r t e   p s i c o l ó g i c o ,   s i n o l a c r e e n c i a
p e r s o n a l e n é l .  " C r e o   e n D i o s p o r q u e m e   h a c e   s e n t i r s e g u r o " , e s
c o n f u s o .  E s t a n c o n f u s o c o m o " y o c r e o q u e e l l a m e a m a p o r q u e m e
h a c e   s e n t i r m á s s e g u r o " .  E v i t a   e l a s u n t o e n   cuestión (¿ella  r e a l m e n 
t e m e   a m a ?; ¿existe  D i o s ? )   y e s c o m o s i s e h i c i e r a   c r e e r   e n u n a   p i l 
d o r a o m e d i c a m e n t o , e n l u g a r d e b u s c a r la v e r d a d .   Quizá sería  m á s
s e n s a t o d a r l a   c a r a   a n t e l as i n c e r t i d u m b r e s d e la v i d a y d e l a m u e r 
te ,   e n l u g a r d e   fingir.  El u n i v e r s o n o r e s p o n d e n e c e s a r i a m e n t e a

t a l e s n e c e s i d a d e s .  A d e m á s ,  p r e g u n t a m o s p o r l a i m p o r t a n c i a d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 62/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
64 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

D i o s , e i n c o n s c i e n t e m e n t e v o l c a m o s la   cuestión  h a c i a n o s o t r o s
mismos.
É s a e r a la m a n e r a   errónea  d e p o n e r l a i d e a . M i r e m o s a h o r a   cómo
p u e d e p a r e c e r m e j o r . L a v i d a e s b r e v e y a   v e c e s  p e n o s a , y l a m u e r t e
n o s e s d e s c o n o c i d a . Si D i o s e x i s t e , p o d e m o s e n t o n c e s j u s t if ic a r
u n a a c t i t u d d e s e g u r i d a d fr e n t e a  esas  c o n t i n g e n c i a s .  Q u i z á ; si Dio s
e x i s t e ,  sería  m á s j u s t i f i c a d o s e n t i r n o s e n e l u n i v e r s o c o m o e n   c a s a .
E s t o   n o n o s d a u n a   razón  p a r a p e n s a r q u e D io s r e a l m e n t e e x i s t e ,
p e r o   podría  j u s t i fi c a r n u e s t r o   interés  e n s i e x i s t e o n o .
A ú n m á s , e s t o o m i t e a l g o m u y i m p o r t a n t e : e l c o n c e p t o d e  d i v i n i 
d a d .  T a l v e z e l c e n t r o d e l a i d e a d e D i o s e s q u e a l g o s a g r a d o y s a n t o
e s a l g o t a n g r a n d e , q u e l a   única  r e s p u e s t a a d e c u a d a e s o r a r l e .

Dios   COMO TRASCKNDIÍNTK


S i l e p r e g u n t o   ¿cuál  e s e l c o l o r d e D i o s ,   r o j o ,  o   quizás  v e r d e ? " ,
o b v i a m e n t e D io s n o es así. S u p o n g a m o s q u e u s t e d c o n t e s t a " n o
sé". Eso   sería  u n e r r o r ; p o r q u e   implicaría  q u e ,  según  u s t e d , D i o s
t i e n e u n c o l o r , y q u e u s t e d n o p u e d e s a b e r   cuál  e s .  P e r o   s i c o n t e s t a ,
" D i o s n o t i e n e c o l o r " ,   también sería  u n e r r o r . U s t e d   estaría  a c e p 
t a n d o   q u e l a p r e g u n t a e s c o r r e c t a . Y o   podría  r e p l i c a r l e :  ¿significa
q u e É l e s c o m o e l   v i d r i o ,  e l a g ua o e l  a i r e ? ,   ¿significa  q u e e s t r a n s 
p a r e n t e ? "  ¡Ninguno  d e l o s d o s e s c o r r e c t o
En el   capítulo  a n t e r i o r c o n c l u i m o s q u e D i o s n o p u e d e s e r e t e r 
n o .  T a l v e z p o d e m o s h a c e r u n a l i s t a d e l o s p r e d i c a d o s q u e n o s o n
a p l i c a b l e s a D i o s . P o r e j e m p l o , l o s   términos  " a l t o "  y " b a j o " ,   "frí o"
y " c a l i e n t e " , " t a r d e " y " t e m p r a n o " . A   v e c e s  ningún  T ' o 'n o P' s e
a p l i c a a u n a c o s a .   ¿Por qué?  La   razón  e s : l o s p a r e s d e p a l a b r a s o
la s f a m i l i a s d e e x p r e s i o n e s t r a e n c o n s i g o u n a a d v e r t e n c i a q u e d i c e :
a p l i q u e   e s t a s   p a l a b r a s   sólo  d e n t r o d e e s t o s   límites  o c o n t e x t o s .
L o s p r e d i c a d o s s e a p l i c a n a l a s   c o s a s   d e n t r o d e c i e r t o s  l í m i t e s .
P o r e j e m p l o , l a s p a l a b r a s q u e n o m b r a n c o l o r e s   sólo  s e a p l i c a n a
c o s a s   q u e p u e d a n r e f le j a r l u z . E x p r e s i o n e s c o m o   " a l t o "  " b a j o "  sólo
s e a p l i c a n a l a s  c o s a s  q u e t e n g a n u n l u g a r e n e l e s p a c i o . C u a n d o
u n o c o m i e n z a a p e n s a r s e ri a o p r o f u n d a m e n t e a c e rc a d e la n a t u r a 
leza de Dios, tiene entonces que forcejear con las palabras.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 63/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o   IV .  OTRAS MANERAS  DE   PENSAR  EN   DIOS 65

Normalmente asumimos que cualquier palabra con significado


d e b e s e r s i g n i f i c a t iv a e n c u a l q u i e r   oración  g r a m a t i c a l e n la q u e
a p a r e z c a . Si la s e x p r e s i o n e s p r e d i c a b l e s t i e n e n l im i t a c i o n e s , m á s
allá  d e la s c u a l e s c a r e c e n d e s e n t i d o , l o a n t e r i o r e s   e r r ó n e o .  En
t a l  c a s o , p o d e m o s p e n s a r q u e u n a p a l a b r a e s s i g n i f i c a t i v a y e s t a r
equivocados.
¿Dios  e x i s t e ?  E s t a m o s   a c o s t u m b r a m o s a p e n s a r s o b r e e s t o d e n 
t r o   d e la s   categorías  d e c r e y e n t e , a t e o y   a g n ó s t i c o .  U n a t e o e s a l 
g u i e n q u e  c r e e   q u e D i o s n o e x i s t e ; u n c r e y e n t e  c r e e   q u e D i o s e x i s t e ,
y u n   agnóstico  n o p r o f e s a n i n g u n a c r e e n c i a o s u s p e n d e s u   j u i c i o .
¿Estas categorías  s o n l a s   únicas?
N o . M i r e m o s la s i g u i e n t e t a b l a . E n l u g a r d e   esas  t r e s   c a t e g o r í a s ,
hay por lo menos seis. En el cuadro de abajo las respuestas a la
p r e g u n t a  2 , s e r e fi e r e n a l c o n c e p t o d e D i o s ( " D i o s " ) . La s p e r s o n a s
en la   categoría  2 a c r e e n q u e e l c o n c e p t o t i e n e u n s i g n i f i c a d o q u e
c o n o c e n o e n t i e n d e n . L o s d e l 2 b a f i r m a n q u e el c o n c e p t o n o t i e n e
u n s i g n i f i c a d o r e a l . L o s d e l a  categoría  2 c s o s t i e n e n q u e e l c o n c e p 
t o   d e b e t e n e r   algún  s i g n i f i c a d o , p e r o q u e s i l o t i e n e , n o s a b e n   cuál
es. De acuerdo con esta idea, "Dios" es un nombre que designa
alguna cosa qu e no sab em os qué es.

1. ¿Dios  existe? 2. ¿El  concepto  de Dio s


tiene  sentido?

a. Sí (creyente) a. Sí

b. N o (ateo ) b. No

c. Quizás (agnóstico) c.   Quizás

La s p o s i c i o n e s l a , I b y l e t i e n e n a l g o e n   c o m ú n .  A s u m e n l a  p o s i 
ción  2 a ) . C u a n d o e l a t e o d i c e q u e n o h a y  ningún  D i o s , a s u m e ,
como el creyente, que la palabra "Dios" tiene un significado que
conocemos.
Para  d a r n o s c u e n t a d e   cómo  l a s f r a s e s y l a s p a l a b r a s q u e n o s o 

t r o s   p e n s a m o s q u e t i e n e n s ig n i f i c a d o p u e d e n c a r e ce r d e s e n t i d o , y

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 64/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
66 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

p a r a c o m p r e n d e r m e j o r l a   posición  2 b ( " E l c o n c e p t o d e D i o s n o   t i e 
ne sen tido "), con sid ere m os el siguien te ejem plo . Un nelefante es
u n e l e f a n t e i n v i s ib l e , i n t a n g i b l e y a b s o l u t a m e n t e i n d e t e c t a b l e . 8

D a d o e s t o , s i d i g o " h a y   s e i s   n e l e f a n t e s e n e s t a   h a b i t a c i ó n " ,  u s t e d

p u e d e e q u i v o c a r e l c a m i n o a l r e s p o n d e r a m i  a f i r m a c i ó n .  U s t e d
p u e d e a r g u m e n t a r :   está  e q u i v o c a d o y n o t i e n e n i n g u n a e v i d e n 
c i a p a r a p r o b a r s u   a s e r c i ó n .  N o h a y n e l e f a n t e s e n e s t e c u a r t o " .
E s t o   p a r e c e u n a i d e a v e r d a d e r a e i n o c u a . S in e m b a r g o , d e b e t e 
n e r c u i d a d o . S i u s t e d r e s p o n d e a s í , e n t o n c e s   replicaré  c o m o s i 
g u e :  " ¡ A h , u s t e d p i e n s a q u e n o h a y n e l e f a n t e s e n e s t e s a l ón . ¡Y
se que ja de que no ten g o evide ncia a favor de m i p u n to de vista
U s t e d t a m p o c o l a t i e n e p a r a a f i rm a r q u e n o h a y   ningún  n e l e f a n t e

e n e s t e   s i t i o .  Su p u n t o d e v i s ta   también  c a r e c e   d e a p o y o . En l o
q u e c o n c i e r n e a la e v i d e n c i a , n o e s m e j o r q u e el m í o . Si m i p o s i 
ción  e s s u p e r s t i c i o s a e i n f u n d a d a , l a s u y a   t a m b i é n " .
Esto  no parece m uy co rre cto . Usted buscab a d efend er el se nt ido
común  y  terminó  d e r r o t a d o , s i n e v i d e n c i a a l g u n a p a r a a p o y a r s u
p o s i c i ó n .   H a l l e g a d o a u n a   posición  q u e , c o n u n p o c o d e   reflexión,
p a r e c e t a n a b s u r d a c o m o la m í a.
El p r o b l e m a es q u e h a l i b r a d o la b a t a ll a e n t e r r e n o m o v e d i z o .
Éste  n o d e b e s e r u n c o n c u r s o d e   s e i s   c o n t r a n i n g u n o , s i n o u n d e 
b a t e a c e r ca d e si e l c o n c e p t o d e n e l e f a n t e t i e n e r e a l m e n t e s e n t i d o .
N o e s u n a s u n t o d e c o n o c i m i e n t o y d e e v id e n c i a e n p r o y e n c o n 
t r a ;  la  cuestión  r e l e v a n t e e s ,  ¿tiene s e n t i d o e l c o n c e p t o d e n e l e fa n t e ?
En c i e r t o m o d o , n o l o t i e n e , c o m o v e r e m o s . L a  especificación  " e n
c i e r t o   m o d o " e s im p o r t a n t e , p o r q u e c o n s e g u r id a d   comprendió  m i
definición  o r i g i n a l d e l  término  y  siguió  e l a r g u m e n t o .

Así, el   término  " n e l e f a n t e " t i e n e c i e r t o   t i p o   d e s i g n i f i c a d o . S i n


e m b a r g o , d e j a n d o a u n l a d o   esas  e s p e c i f ic a c i o n e s , la   réplica  a m i
afirmación  " h a y  s e i s   n e l e f a n t e s e n e s t e a p o s e n t o " , d e b e s e r: " s u
e n u n c i a d o   c a r e c e   d e s e n t i d o " . N o c a ig a e n la t r a m p a d e a f i r m a r
que no hay nelefantes en el cuarto, porque no hay evidencia posi
b le p a r a e s a   a f i r m a c i ó n .

8
  U t i l i z o   la   e x p r e s i ó n   " i n d e t e c t a b l e " , e n l u g a r d e " i m p e r c e p t i b l e " , p o r q u e e s t a  úl ti m a

sugiere limitacion es sensoriales hum anas qu e no so n del caso.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 65/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   IV .  OTRAS MANERAS  DE   PENSAR  EN   DIOS

.   ¿Qué  e s l o i n c o r r e c t o d e la s a f i r m a c i o n e s " h a y  s e i s   n e l e f a n t e s e n
la   h a b i t a c i ó n "  y n o h a y n i n g u n o " ? La s p a l a b r a s y la s o r a c i o n e s
  v,

traen con sigo presu po sicio ne s que de ter m in an su rango de


a p l i c a b i l i d a d .  C o m o h e m o s v i s t o , l a s p a l a b r a s q u e n o m b r a n c o l o 

r e s t i e n e n l a   limitación  o la   presuposición  d e q u e   sólo  s o n a p l i c a 


b le s a   c o s a s   q u e p u e d a n r e f l e ja r l a l u z . P o r e s o , n o t i e n e s e n t i d o
a f i r m a r   o n e g a r q u e l a g r a v e d a d e s r o j a . " La g r a v e d a d e s r o j a " t i e n e
en sí la   implicación  d e q u e l a g r a v e d a d n o e s a z u l , n i v e r d e , n i d e
ningún  o t r o   co lo r . Po r   o t r o   l a d o , " l a g r a v e d a d n o e s r o j a " i m p l i c a
q u e d e b e s e r d e   algún  o t r o   c o l o r : b l a n c o , a z u l , v e r d e , a m a r i l l o , n a 
r a n j a ,   etcétera.  N i n g u n a d e   esas  i m p l i c a c i o n e s , c o n r e s p e c t o a l a
gravedad, es correcta; por consiguiente, no debemos ni afirmar ni
negar la   oración  " la g r a v e d a d e s r o j a " . A u n q u e e s s i g n i f i c a t i v a e n l a
m edida en que po de m os entend erla y es gra m aticalm en te correc
t a ,   n o t i e n e s e n t i d o p r e c i s a m e n t e p o r q u e v i o l a la   condición  d e
a p l i c a b i l i d a d   d e l a s p a l a b r a s d e c o l o r , a s a b e r : q u e   sólo  s e a p l i c a n
a e n t i d a d e s q u e p u e d a n r e fl e j ar la l u z . La   afirmación  d e q u e n o h a y
ningún  n e l e f a n t e e n e l c u a r t o e s s im i la r . L as p a l a b r a s q u e d e s i g n a n
o b j e t o s   m a t e r i a l e s t r a e n c o n s i g o l a   suposición  d e q u e   e s o s   o b j e t o s
s e p u e d e n d e t e c t a r , q u e p u e d e n t e n e r e f e c t o s   c a u s a l e s  e n o t r a s
cosas.
N o e s t o y a f i r m a n d o q u e el c o n c e p t o d e D io s se a c o m o el d e
n e l e f a n t e . M á s b i e n , e l e j e m p l o s i rv e p a r a e x p l i c a r   cómo  d e b e a r 
g u m e n t a r a l g u i e n q u e   está  en la   posición  2 b , a l g u i e n q u e p i e n s a
q u e e l c o n c e p t o d e D i o s   c a r e c e   d e s e n t i d o . Para  v e r   cómo  p o d e m o s
e s c a p a r   d e la r e s p u e s t a 2 b , p o r f a v o r l ea l o s i g u i e n t e .

M A S  ÁU Á   ii  u  EXISTEN CIA


E x a m i n e m o s la s o r a c i o n e s " D i o s e x i s t e " y " D i o s n o e x i s t e " . C o m o
h e m o s v i s t o , las e x p r e s i o n e s t i e n e n u n j u e g o d e p r e s u p o s i c i o n e s
i n c o r p o r a d o   q u e d e l i m i t a s u a p l i c a b i l i d a d , e s d e c ir , s u r a n g o d e   a p l i 
cación  s i g n i fi c a t iv a . E n c o n s e c u e n c i a , e l v e r b o   " e x i s t i r " también  d e b e
' t e n e r c o n d i c i o n e s p a r a s u  a p l i c a c i ó n .
A l g u n o s p e n s a d o r e s s o s t i e n e n q u e el v e r b o   ' e x i s t i r '  sólo  p u e d e

a p l i ca r s e s i g n i f i c a t i v a m e n t e a   c o s a s   u o b j e t o s q u e p u e d a n e s t a r e n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 66/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
68 INTRODUCCIÓN  A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

e l e s p a c i o y e n e l t i e m p o .   Según  e s t e   a n á l i s i s ,   habría  q u e n e g a r
qu e los un ico rn io s, las sirenas y los cisnes verde s e xis ten , pue s
s o n   c o s a s   q u e   podrían  e x i s t i r e n e l e s p a c i o y e l t i e m p o , p e r o q u e
r e a l m e n t e n o e x i s t e n .   Este  análisis implicaría  q u e lo s c o n c e p t o s

" e x i s t e "  y " n o e x i s t e " n o p u e d e n a p l i c a r s e a D i o s , e n   c a s i   t o d a s


sus definiciones.
S in e m b a r g o , t a l v e z e s t e   análisis  d e " e x i s t e n c i a " s ea d e m a s i a d o
s i m p l i s t a :   p o d e m o s f o r z a r n o s a a d m i t i r q u e al g u n a c o s a n o - e s p a 
c i o - t e m p o r a l p u e d a   existir,  c o m o l o s c o n j u n t o s o lo s   n ú m e r o s .  A d e 
m á s , e l u n i v e r s o e n t e r o n o e s u n o b j e t o e n el e s p a c i o - t i e m p o , p u e s
c o m p r e n d e la t o t a l i d a d d e l e s p a c i o - t i e m p o , y a sí e s te   análisis  i m 
plicaría  q u e n o p o d e m o s a f i r m a r o n e g a r q u e e l u n i v e r s o e x i s t e .
Éstas  s o n   a g u a s   d e n s a s y  difíciles;  p r o s i g a m o s , e n t o n c e s .
Si la   ubicación  e s p a c i o - t e m p o r a l n o e s u n a   presuposición  d e
" e x i s t e n c i a " ,   ¿entonces cuál sería?  U na s ug e r e ncia e s q ue s e r , e s s e r
e l s u j e t o d e u n j u e g o d e p r e d i c a d o s o   términos  d e p r o p i e d a d e s . Yo
e x i s t o   p o r q u e s o y u n h u m a n o y n o u n río ; e x i s t o p o r q u e u n r a n g o
d e   términos  d e p r o p i e d a d e s s e a p l ic a a m í y o t r o s r a n g o s n o . D e 
j a n d o d e l a d o e l p r o b l e m a d e o b j e t o s f i c ti c io s ( p o r e j e m p l o , B a t m a n ,

u o t r o s s u p e r   héroes)  e s a r e s p u e s t a   implicaría  q u e s e r e s s e r a l g u n a
c o s a e n l u g a r d e   o t r a .  S e r e s e s ta r   l i m i t a d o .  S ig u i e n d o e s t e o r d e n
de ideas, Robert No zick trata de explicar el co n ce p to d e Ilim itad o o
A b s o l u t o  ( e s d e c i r , l o q u e n o t i e n e   ningún  límite,   e l t o d o q u e   i n c l u 
y e t o d a s l a s c o s a s )   N o z i c k a d v i e r t e q u e , d a d o e s t e p u n t o d e v i s ta
9

d e l a e x i s t e n c i a , e l a b s o l u t o   trascendería  e l p a r 'e x i s t e n t e ' / ' n o e x i s 


t e n t e ' ,  p o r q u e n o s a t is fa c e s u s p r e s u p o s i c i o n e s " .  P o d e m o s   a f i r m a r :
el A b so lu to trascien de la existen cia.

Algunas con cep cion es d e Dios parecen im plicar que no p o d e


m o s a f i r m a r o n e g a r la e x i s t e n c i a d e D i o s : p o r e j e m p l o , s i e l c o n 
c e p t o d e Di o s e s c o m o e l d e A b s o l u t o .   E s t o   n o s i g n i f i c a q u e e l
c o n c e p t o d e Di o s c a r e z c a d e s e n t i d o y d e b a s e r r e c h a z a d o . N o l o
h a c e   n e c e s a r i a m e n t e i g u al a l c o n c e p t o d e n e l e f a n t e .   P o d e m o s
a r g u m e n t a r a f a v o r d e l a   afirmación  " e l A b s o l u t o t r a s c i e n d e l a

Ver   NOZICK,  R.,  Philosophical  Explanations,  B e l k n a p   Press,   B o s t o n , 1 9 8 1 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 67/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  IV .  OTRAS MANERAS  DE   PENSAR  EN   DIOS 69

e x i s t e n c i a " ,  s in   p e n s a r   q u e u n   a r g u m e n t o s im i l ar  p o d r í a   a p l i c a r s e   a
la   a f i r m a c i ó n " l o s   n e l e f a n t e s t r a s c i e n d e n   la   e x i s t e n c i a " .
Para   e n t e n d e r e s t o , c o n s i d e r e m o s b r e v e m e n t e   u n a   i n t e r p r e t a 
c i ó n ,   quizá un   p o c o   i d i o s i n c r á s i c a , d e u n   s e g m e n t o   de la filosofía
¿le   K a n t .   K a n t   c r e e q u e l o s   o b j e t o s   e n e l  e s p a c i o   y e l  t i e m p o   s o n
10

r e a le s ;   q u e   e xi st en i n d e p e n d i e n t e m e n t e   d e   n u e s t r a   p e r c e p c i ó n . A l
m i s m o t i e m p o , a r g u m e n t a   q u e s o n   t r a sc e n d e n t a l m e n t e   i d e a l e s   e n
e l s e n t i d o   d e q u e s u   n a t u r a l e z a   e s   r e la tiva   a las   c o n d i c i o n e s   n e c e 
s a r i a s   p a r a c u a l q u i e r e x p e r i e n c i a p o s i b l e .  E s t a s   c o n d i c i o n e s   s o n
las   c a t e g o r í a s , e l   e s p a c i o   y e l   t i e m p o .  L o s   o b j e t o s   n o s o n   r e l a t i v o s
a   n o s o t r o s ,  l o s   h u m a n o s , p o r q u e n o s o t r o s   t a m b i é n   s o m o s p a r t e
d e l m u n d o n a t u r a l   y   t r a s c e n d e n t a l m e n t e i d e al .  E l l o s   e x i s t e n   s in n o 
s o t r o s .  A l   a f i rm a r  q u e lo s   o b j e t o s e s p a c i o - te m p o r a le s   s o n   t r a s c e n 
d e n t a l m e n t e i d e a l e s ,   K a n t   p e n s ó e n   n e g a r  q u e  e l l o s   s o n   a b s o l u t o s ,
y   p o r e s a r a z ón   c o n t r a s t a   l a s c o s a s e n e l   m u n d o e s p a c io - t e m p o r a l ,
a l   q u e   l l a m a   f e n o m é n i c o , c o n u n a c o n c e p c i ón   a b s o l u t a   d e l a   r e a l i 
d a d ,  q u e   l l a m a   n o u m é n i c a .   K a n t   a f i r m a   q u e la n o c i ó n d e n o ú m e n o
e s u n l í m i t e v a c í o d e l o s   c o n c e p t o s " .  El n o ú m e n o n o e s u n   o b j e t o
o serie   d e   o b j e t o s , p e r o   e l t é r m i n o   r e p r e s e n t a   l a n o c i ó n d e l a   r e a l i 
d a d   n o   r e la tiva   a las   c o n d i c i o n e s   n e c e s a r i a s   p a r a c u a l q u i e r e x p e 
r i e n c i a p o s i b l e .  E s t o   i m p l i c a  q u e e l n o ú m e n o   p o s i b l e m e n t e   n o
p u e d e   s e r  e x p e r i m e n t a d o   o   d e s c r i t o   e n l o s t é rm i n o s q u e  u t i li z a m o s
p a r a c a r a c t e r i z a r  l o s  o b j e t o s .
A d v i e r t o   q u e , d e   a c u e r d o   c o n   e s t a   i n t e r p r e t a c i ó n ,  K a n t   n o   a f i r 
m a   q u e h a y d o s   m u n d o s :  e l q u e   c o n o c e m o s ,  d e c o s a s   e s p a c i o -
t e m p o r a l e s ,  y e l   o t r o ,  c o n s t i t u i d o   p o r e l   i n c o g n o s c i b l e   n o ú m e n o .
K a n t   a f i r m a   m ás   b i e n   q u e ú n i c a m e n t e h a y u n   m u n d o ,  e l  c u a l  s ó l o

p o d e m o s c o n o c e r  y  d e s c r i b i r s i g n i f i c a t i v a m e n t e   s e g ú n l o s
p a r á m e t r o s d e l a s   c o n d i c i o n e s   n e c e s a r i a s   p a ra c u a l q u i e r e x p e 
r i e n c i a p o s i b l e .   Es e   m i s m o m u n d o c o n s i d e r a d o a b s o l u t a m e n t e
( c o m o   n o ú m e n o ) , s i n e s o s p a r á m e t r o s , n o   p u e d e  s e r  d e s c r i t o
significativamente.

10
  Pa ra m ás   d e t a l l e s ,  v e r   THOMSON,  G .  " I n t e r p r e t a c i o n e s   d e l  i d e a l i s m o t r a s c e n d e n t a l   d e
K a n t "  e n   ¡deas  y  Valores N o . I I I , B og o tá ,  d i c i e m b r e   d e 19 9 9 .
11

  Ver  KANT,  1.,  Crítica de la razón  pura.  A l f a g u a r a , M a d r i d ,  1 9 9 4 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 68/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
70 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

E n t r e   la s   c o n d i c i o n e s   d e l a   e x p e r i e n c i a p o s i b l e   e s t á l o q u e   K a n t
l l a m a   l a s c a t e g o r í a s ,   d e n t r o   d e l a s c u a l e s e s t á la   r e a l i d a d ,  q u e p o 
d r í a m o s   l e e r c o m o e x i s t e n c i a .  L a s c a t e g o r í a s s ó l o   t i e n e n a p l i c a 
12

c i ó n   s i g n i f i c a t i v a   a l o s   o b j e t o s n a t u r a le s   e n e l  e s p a c i o   y e l  t i e m p o .
A n o s e r q u e s e   a p l i q u e n   a c o s a s q u e   p u e d a n   s e r   e x p e r i m e n t a d a s ,  a
s a b e r ,  l o s  o b j e t o s   e n e l   e s p a c i o   y e l  t i e m p o ,  n o   t ie n e n s e n t i d o .   E s t o
i m p l i c a   q u e e l  c o n c e p t o   d e  e x i s t e n c i a   n o   p u e d e   s e r  a p l i c a d o   a l  n o ú 
m e n o .  P o r e s o , n o   p o d e m o s a f ir m a r   o   n e g a r s i g n i f i c a t i v a m e n t e  q u e
e l   n o ú m e n o   e x i s t e ,  d e   a c u e r d o   c o n l a i n t e r p r e t a c i ó n d e   K a n t .
¿ C ó m o   d e b e m o s t o m a r   e s t o ? S e r í a u n a   p a r o d i a   d e l  p e n s a m i e n 
t o   d e   K a n t d e c i r   q u e la n o c i ó n d e n o ú m e n o e s   e q u i v a l e n t e   a l a d e
n e l e f a n t e ;  sería   c o m p l e t a m e n t e i n s e n s a t o   y s i n f u n c i ó n   ( a u n q u e
n o p o d e m o s e x c l u i r   q u e u n a n á li s is c r ít ic o d e s u p o s i c i ón n o s   l l e v a 
r í a a e s a c o nc l us i ó n) . S e r í a má s   p r e c i s o d e c i r   q u e   K a n t p i e n s a   q u e
e l   n o ú m e n o   t r a s c i e n d e   la   e x i s t e n c i a .  Para   K a n t ,  e l n o ú m e n o   e s t a 
b l e c e   l o s l í m i t e s d e l   p e n s a m i e n t o . N e c e s it a m o s   l a no c i ó n d e l ím i t e
p a r a r e c o r d a r   q u e l o s  o b j e t o s   e n e l  e s p a c i o   y e l   t i e m p o   s o n   t r a s c e n 
d e n t a l m e n t e i d e a l e s ,   q u e s o n   r e l a t i v o s   a las   c o n d i c i o n e s   n e c e s a 
r i a s p a r a c u a l q u i e r e x p e r i e n c i a p o s i b l e .  E l n o ú m e n o   e s t a b l e c e   l o s
l í m i t e s d e l   p e n s a m i e n t o .  D e   a l g u n a m a n e r a ,  l a p o s i c i ó n d e   K a n t  e s
q u e   e n l a   n a t u r a l e z a   d e l  m u n d o   h a y m á s q u e l o q u e   p o d e m o s p e n 
sar.   D e   a c u e r d o   c o n   K a n t , e s t o   e s   a l g o   q u e   p o d e m o s sa b e r p o r q u e
e s u n   r e q u i s i t o   de la   p o s i b i l i d a d   d e   v e r d a d e s   n e c e s a r i a s n o a n a l ít i 
c a s - o s i n t é t i c a s a   p r i o r i -  q u e   f o r m a n   l a s b a s e s d e l a   c i e n c i a   y las
m a t e m á t i c a s . S e g ú n   K a n t ,  la   c i e n c i a   y l a s m a t e m á t i c a s   c o n s i s t e n ,
e n p a r t e ,   e n   v e r d a d e s   s i n t é t i c a s a   p r i o r i ,  y   p a r a e x p l i c a r   c ó m o   t a l e s
v e r d a d e s   s o n   p o s i b l e s , t e n e m o s   q u e   r e v e l a r   la s   c o n d i c i o n e s n e c e 
s a r i a s   p a r a c u a l q u i e r e x p e r i e n c i a p o s i b l e   y   a s u m i r   la   v e r d a d   d e l   i d e a 
l i s m o   t r a s c e n d e n t a l  - o d i s t in c i ó n n o ú m e n o / f e n ó m e n o - . En   o t r a s
p a l a b r a s ,   la   c i e n c ia a p u n t a   a l o s l í m i t e s d e l   p e n s a m i e n t o   y, así, m ás
allá, al   A b s o l u t o .
E s t a d i g r e s i ó n a c e r c a d e l n o ú m e n o   k a n t i a n o   e s   i m p o r t a n t e , s o 
b r e t o d o   s i h a y   a l g u n a a f i n i d a d e n t r e   é s t e y l o q u e e s   D i o s ,  o l o q u e
H i c k l l a m a   la   r e a l i d a d t r a s c e n d e n t e   y l o q u e   N i n i a n   S m a r t   l l a m a   l o

Ver   KANT,  o p . c i t . A 2 2 5 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 69/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo ¡V. OTRAS MANERAS DE PENSAR EN DIOS

r e l i g i o s o   ú l t i m o .   E s t o   es  im p o r t a n t e p o r q u e m u e s tr a  que  p u e d e
13

h a b e r r a z o n e s   que a p u n t a n   a lo qu e no se  p u e d e p e n s a r  o  d e cir ,


a u n q u e c u a l q u i e r   i n t e n t o   de d e c i r   qué c o s a s  no se  p u e d e n d e c i r ,
llevará  n e c e s a r i a m e n t e   a la contradicción o al a b s u r d o .  Sin  e m b a r 
g o ,   t e n e m o s u n a p ri m e r a  razón  p a r a n e g a r q u e  el noúmeno es e q u i 
v a l e n t e   al   c o n c e p t o   de  n e l e f a n t e , p o r q u e a f i r m a   que el  noúmeno
está  más allá de la  e x i s t e n c i a   y el  n e l e f a n t e n o .   En  o t r a s p a l a b r a s ,
c o n r e s p e c t o   a los n e l e f a n t e s ,  la   posición  c o r r e c t a   sería  la de la
r e s p u e s ta 2 b , m i e n t r a s   qu e la 2c q u e d a c o m o   una opción  p a r a   el
n o ú m e n o ,   K a n t p i e n s a q u e h a y u n D i o s , p e r o   también  c r e e   q u e u n o
n o p u e d e   ni s i q u ie r a p e n s a r l o , p o r q u e   las p a l a b r a s " e x i s t e "  y "e s"
están  a t a d a s   a las c o n d i c i o n e s n e c e sa r ia s   de c u a l q u i e r e x p e r i e n c i a
p o s i b l e ,   t a l e s c o m o   el  e s p a c i o   y el  t i e m p o .  Por d e f i n i c i ó n ,   D i o s   está
m ás   allá  de  e s t a s   c o n d i c i o n e s  de la e x p e r i e n c ia .  Por  c o n s i g u i e n t e ,
la   posición de K a n t  estaría  en la r e s p u e s t a  2c.

L( )  IN H X P R H S A m . l :

M u c h o s   místicos  e x p r e s a n   paradójicamente su e x p e r i e n c i a   de lo d i 


v i n o  c o m o a l g o i n e f a b l e .  Por e j e m p l o ,  G e o r g e   Fox escribió:   " . . . t o d a

la   creación apareció  a n t e   mí de o t r a   m a n e r a ,  más allá de lo q u e  las


p a l a b r a s p u e d e n d e c i r " .   El  K e n a   U p a n i s h a d d e s c r i b e   a  D i o s
14

( B r a h m a )  d e e st e m o d o :  "Lo qu e   no se p u e d e e x p r e s a r c o n   las p a l a 


b r a s , p e r o   en v i r t u d   de lo c u a l  las p a l a b r a s h a b l a n : s a b e r q u e   sólo
es   el  B r a h m á n ,   el   E s p í r i t u " . 15

Po r   o t r a   p a r t e ,  hay  r a z o n e s p a r a p e n s a r   que hay a l g o a c e r t a d o


e n e s t o .   Si  D i o s   no es una p a r t e   de  e s te m u n d o , e n t o n c e s   él l o
t r a s c i e n d e   y en t a l c a s o ,  no d e b e m o s e s p e r a r q u e   se p u e d a d e s c r i 
b ir   con  c o n c e p t o s   que se  o r i g i n a n  y se  f o r m a n   en  n u e s t r a e x p e 
r i e n c i a   en  e s te m u n d o .   Si  D i o s   es  t r a s c e n d e n t e , e n t o n c e s   Él   está

13
  Ver pág. 28   HÍCK, I.. Disputed Queslions,  Yale  U n i v e r s i t y   Press.  N e w Ha v e n , 19 9 3,  y s e g u n 
d o   c a p í t u l o   de   SMART.  N., The  Philosophy  of  Religión,  O x f o r d   U n i v e r s i t y  Press,  O x f o r d .
1979.
14
  C i t a d o  en op  c i t . ,   HICK. I.
15
  Upanisad.  E d i c i o n e s S i r u e i a ,   M a d r i d .  1995.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 70/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
72 INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA FILOSOFÍA

más allá de n u e s t r o s c o n c e p t o s ( n o r m a l e s ) .  Este  p u n t o  de v i s t a   o f r e 


ce una noción de  D i o s s i m i l a r  a la noción  k a n t i a n a   de noúmeno.
T o d a s   las  t r a d i c i o n e s r e li g io s a s e n f r e n t a n e s t e p r o b l e m a :   por
u n a p a r t e , c a r a c t e r i z a n   a  D i o s   en términos que la  g e n t e p u e d a
c o m p r e n d e r ,  y por  o t r o   l a d o , r e c o n o c e n   que  h a c e r l o   es en  c i e r t o
s e n t i d o   una violación de la  n a t u r a l e z a r e a l   de  D i o s . , C o n s i d e r e 
m o s ,   por e j e m p l o ,  la afirmación que  s u p o n e   no  r e p r e s e n t a r   a  D i o s
c o m o   un ídolo. Las  t r a d i c i o n e s r e l i g i o s a s p r e t e n d e n   que  s e a m o s
capaces de  p e n s a r   a  D i o s , p e r o   al  m i s m o t i e m p o a f i r m a n   que está
más allá de  t o d a   comprensión. Ésta es una situación paradójica.
Sin  e m b a r g o , c u a l q u i e r   tradición  re l ig i o s a p r o f u n d a d e b e r e c o n o 
c e r e s t a   dicotomía.
C o n s i d e r e m o s   el A n t i g u o T e s t a m e n t o :   por un  l a d o , D i o s   es  d i b u 
j a d o c o m o   una  p e r s o n a   que da  m e n s a j e s   a Moisés,  e n r e d a d o   con
l o s e g i p c i o s ,   a  q u i e n e s p e r s i g u e h a s t a   el mar; por  o t r o ,  p r o p o n e
u n a   ¡dea  b i e n d i f e r e n t e .  El  A n t i g u o T e s t a m e n t o d i c e :  ¿qué es Dios?
"Yo SOY F.L QUE S O Y " .   Esto  e q u i v a l e   a  a f i r m a r   que  D i o s   es la
16

e x i s t e n c i a l i d a d   de la  e x i s te n c i a ,   o, en  o t r a s p a l a b r a s ,   la  e s e n c i a   de


l a e x i s t e n c i a ,   muy  d i fe r e n t e   de  d e c i r   que   D i o s   es una  p e r s o n a   so
b r e n a t u r a l q u i e n . . .   (en  t o d o c a s o ,   ¿qué  s i g n i f i c a " s o b r e n a t u r a l " ? ) .
La  m i s m a   tensión  e x i s t e   en la tradición islámica.  D i o s i n s t r u y e   al
arcángel  G a b r i e l , q u i e n   enseñó a  M a h o m a .   Esto  i m p l i c a   que   D i o s
es  c o m o   un  m a e s t r o .   Pero el Corán  a f i r m a   también que  D i o s   está
más allá de  c u a l q u i e r   distinción. Si  D i o s   está más allá de  t o d a s   las
d i s t i n c i o n e s ,  e n t o n c e s   Él es  i n d e s c r i p t i b l e .
La afirmación de que  D i o s   es  i n d e s c r i p t i b l e  es muy problemática
p o r   dos  ra z o n e s i m p o r t a n t e s .  En  p r i m e r l u g a r ,   el  p r e d i c a d o   "es in

d e s c r i p t i b l e "  es  e s e n c i a l m e n t e   paradójico. Es en sí  m i s m o   una  d e s 


cripción, y si es  v e rd a d e r o e n t o n c e s   es  f a l s o .   Si  D i o s   está más allá
d e n u e s t r o s c o n c e p t o s , e n t o n c e s   Él no está más allá del  c o n c e p t o :
" e s t a r   más allá de  n u e s t r o s c o n c e p t o s " .   De  m a n e r a s i m i l a r ,   la  p o s i 
ción de  K a n t   acerca del noúmeno es paradójica, y  p a r ec e c o n t r a d i c 
t o r i a .   I g u a l m e n t e ,   la afirmación de que no  p o d e m o s p e n s a r   acerca
d e l  noúmeno ha de ser un  p e n s a m i e n to ,   y  e n t o n c e s ,   si es  v e r d a d e r a ,

u
  Biblia,  É x o d o ,   Cap. 3,  versículo   14.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 71/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo IV.  O T RAS  MANERAS DE PENSAR EN DIOS 73

es falsa.   Tal  p a r e c e   q u e ,  al  p r e s c r i b i r   los límites  del  p e n s a m i e n t o ,


K a n t   t i e n e   que ir más allá  de  e l l o s   o  c o n t r a d e c i r s e .
P o s i b l e m e n t e   hay una  m a n e r a   de  e s c a p a r   a  e s t o s p r o b l e m a s ,
a u n q u e r e q u i e r e   un  c a m b i o f u n d a m e n t a l  de las  i d e a s   de  K a n t .  No
d e b e m o s a f i r m a r   que el  noúmeno  es  c o m p l e t a m e n t e   i n d e s c r i p t i 
bl e,   p o r q u e   ésta es una noción  c o n t r a d i c t o r i a . En  l u g a r de eso, d e 
b e m o s e s p e c i f i c a r   las m a n e r a s  en que lo nouménico es  i n d e s c r i p t i 
bl e.   Por e j e m p l o , el noúmeno no p u e d e   ser d e s c r i t o  e n términos de
tamaño  p o r q u e  no es  e s p a c i o - t e m p o r a l , p e r o  eso s i g n i f i c a  que p u e 
d e d e s c r i b i r s e  con el p r e d i c a d o no   es  e s p a c io - t e m p o r a l " .  También
  tt

p u e d e d e s c r i b i r s e   con el p r e d i c a d o   "no es s u j e t o  d e las c a t e g o r í a s "


y   está  más allá  de las  c o n d i c i o n e s   de   t o d a e x p e r i e n c i a p o s i b l e " .
D e a c u e r d o   con e s ta i d e a, d e b e m o s a d o p t a r   una  e s t r a t e g i a s i m i l a r
p a r a   la  s u p u e s t a   ¡nexpresabilidad  de  D i o s .  Por  e j e m p l o , D io s   no
p u e d e d e s c r i b ir s e c o n   la d u a l i d a d "c a l v o / p e l u d o " , p e r o p o s i b l e m e n t e
p u e d e   ser  d e s c r i to c o m o   d i v i n o ,  y  c i e r t a m e n t e   con el  p r e d i c a d o
" n o  es ni p e l u d o   ni c a l v o " .  En  o t r a s p a l a b r a s , d e b e m o s r e c h a z a r   la
noción  g e n e r a l  y  c o n t r a d i c t o r i a   de  i n e f a b i l i d a d a b s o l u t a   y  ut i l i za r
e n   su  l u g a r  la  noción  de  i n e f a b i l i d a d r e l a t i v a , a r g u m e n t a n d o p a r t e
p o r   p a r t e ,  c a s o   por c a s o .   Por  e j e m p l o , D io s   está  más allá  de las
d i s t i n c i o n e s c a l i e n t e   y  frío,   l a r g o  y  c o r t o ,  g o r d o  y  f l a c o .
El  se g u n d o p r o b l e m a  e s q u e , aun si e s t a e s t r a t e g i a f u n c i o n a ,  ¿por
qu é   el  c o n c e p t o   de  D io s c o m o t r a s c e n d e n t e   d e b e   t e n e r   un  s i g n i f i 
c a d o   e s p i r i t u a l o  p l e n a m e n t e r e li g io s o ?  R e c o r d e m o s   que atrás su
g e r i m o s   que D i o s   podría  d e f i n i r s e c o m o   lo s a g r a d o ,  y  e s t o i m p l i c a
q u e n u e s t r a a c t i t u d h a c i a D i o s   d e b e  ser de  c u l t o .  E s t o t e n d r í a ,   si
D i o s e x i s t e , i m p l i c a c i o n e s   prácticas  p a r a n u e s t r a s v i d a s .   P e r o ,   ¿qué
s i g n i f i c a d o p u e d e t e n e r p a r a n u e s t r a s   v i d a s   la concepción  de  D i o s
como trascendente?
S i n e m b a r g o ,  la  p o s i b i li d a d  de  a p u n t a r   a lo  t r a s c e n d e n t e t o d a 
v í a t i e n e i m p l i c a c i o n e s   prácticas  p a r a n o s o t r o s . P r im e r o p o r q u e
i m p l i c a   que la  e x i s t e n c ia   es  f u n d a m e n t a l m e n t e   un  m i s t e r i o ,  d a d o
q u e   el  p e n s a m i e n t o t i e n e   l í m i t e s .  V i v i r  en un m u n d o   que es  fi na l  y
a r g u m e n t a t i v a m e n t e m i s t e r i o s o   d e b e   ser muy d i s t i n t o   a  v i v i r   en
u n m u n d o   que no t i e n e n a d a   más que los r a sg o s a t r i b u i d o s  por la

c i e n c i a   f í s i c a.  En  s e g u n d o lu g ar,  el   p e n s a m i e n t o k a n t i a n o t ie n e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 72/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA"DE LA FILOSOFÍA

o t r a   d i m e n s i ó n .   P o r q u e   el  m u n d o   nouménico y el  fenoménico son


u n o   y el   m i s m o ,  y de  c i e r t a m a n e r a c o n o c e m o s   lo  n o u m é n i c o ,
p e r o   n u n c a c o m o t a l, s i n o   sólo  c o m o   Jo  f e n o m é n i c o .  S o b r e   e s t a s
b a s e s   p o d e m o s a fir m ar , c o m o   lo  h a c e   K a n t , que lo fenoménico  es
u n a   expresión  de lo  n o u m é n ic o .   En  o t r a s p a l a b r a s ,  si  D i o s   es
17

n o u m é n i c o ,  el  m u n d o n a t u r a l  es  c o m o   una  p i n t u r a  que e x p r e s a   a


Dios.

E L   DUALISMO D IO S   /  U N I V E R S O
Este  último  p u n t o  nos c o n d u c e   por o t r o   c a m i n o . C o n s i d e r e m o s   la
afirmación  de que  D i o s   creó  el  u n i v e r s o .  ¿Qué  es el  u n i v e r s o ?  por
d e f i n i c i ó n , el  u n i v e r s o  es  t o d o  lo que e x i s t e . Esta  definición  i m p l i c a
q u e ,   si  D i o s e x i s t e , e n t o n c e s d e b e h a c e r p a r t e  de l u n i v e r s o . Aun si
d i v i d i m o s  el  u n i v e r s o  en dos p a r t e s , D i o s   y el  r e s t o , y a un si  a s u m i 
m o s   que la única  c o s a s a g r a d a   es  D i o s , t e n e m o s   todavía  la p r e g u n 
t a :   ¿cuál es la  c a u s a   del u n i v e r s o ? "  T a m b i é n ,   t e n e m o s   el  h e c h o   de
q u e D i o s  es una p a r t e  d el  u n i v e r s o . Si el u n i v e r s o  es  t o d o ,  e n t o n c e s
la   d u a l i d a d D i o s / u n i v e r s o   no es  p o s i b l e .  Podríamos  r e d e f i n i r   " u n i 
v e r s o " p a r a  qu e s i g n i f iq u e " t o d a s  las c o s a s   e x c e p t o D i o s " , p e r o e s t o
n o   tendría  justificación,   sería  una  m a n i o b r a v e rb a l  que evitaría  re
s o l v e r   el  p r o b l e m a .  Una  p o s i b l e   justificación  es que  D i o s t r a s c i e n 
d e  el u n i v e r s o , p e r o  ese c a m i n o  lo h e m o s e x p l o r a d o  ya en la secc ión
pasada.
En el  s i g l o X V I I , S p i n o z a   se dio c u e n t a   de   a l g u n o s  de los p r o b l e 
m a s   del d u a l i s m o ca r te s ia n o m e n t e / c u e r p o . D e s c a r t e s   argumentó18

q u e  la m e n t e  era una s u s t a n c i a i n m a t e r i a l , n o - e s p a c i a l, c a u s a l m e n t e


a f e c t a d a   por la  m a t e r i a i n e r t e  en el  e s p a c i o , p a r t i c u l a r m e n t e  por el

c e r e b r o .  S p i n o z a   afirmó que la concepción  c a r t e s i a n a   de la relación


e n t r e   la  m e n t e   y el  cu e r p o h i z o i m p o s i b l e   la  interacción  e n t r e   los
d o s .   ¿Cómo podrían  i n t e r a c t u a r c a u s a l m e n t e   dos s u s t a n c i a s   tan d i s 
t i n t a s ?   De a c u e r d o   con S p i n o z a ,  no  p o d r í a n ,  p o r q u e   no  t i e n e n n a d a
e n c o m ú n . S p i n o z a   concluyó que la concepción  de   D e s c a r t e s a c e r 
ca   de la  relación  e n t r e   la  m e n t e   y el  c u e r p o ( c o m o   dos géneros de

17
  Ver KANT,  (., Crítica  del  juicio,  E s p a s a   C a l p e , M a d r i d , 1 9 8 1 .
, 8

  Ver SPINOZA, B.,  Etica,  S a r p e , M a d r i d ,   1984.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 73/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   IV.  OTRAS MANERAS DE PENSAR EN DJOS 75

s u s t a n c i a s c o m p l e t a m e n t e d i f e r e n t e s )   era e q u i v o c a d a .  Él usó   e s t a
c o nc l us i ó n   p a r a a p o y a r   su te s is   de q u e s ó l o   hay u n a   s u s t a n c i a , a la
cua l   l l amó   D i o s   o La  N a t u r a l e z a .
S p i n o z a   a f i r m ó   que la  m e n t e   y el   c u e r p o ,  en  l u g a r  de ser dos
s u s t a n c i a s d i f e r e n t e s , e r a n   d o s   a s p e c t o s   de una m i s m a s u s t a n c i a .
Esta teoría   del d o b l e a s p e c t o  nos h a b i l i t a p a r a c o n s e r v a r a l g u n o s
d e   los b e n e f i ci o s   del d u a l i s m o , -  s i n   sus  p r o b l e m a s   o n t o l ó g i c o s . 19

S e g ú n   la  p o s i c i ó n   de  S p i n o z a ,  un o no t i e n e   que s o s t e n e r   que la


m e n t e   es  r e d u c i b l e   al   c u e r p o , c o m o   p o d r í a   h a c e r l o   un m a t e r i a li s 
m o e s t r i c t o , p o r q u e   la   m e n t e   y el  c u e r p o   son d os  a s p e c t o s
i r r e d u c t i b l e s   de la m i s m a   c o s a .  Así, u n o e v i ta r ía   los p r o b l e m a s , i n 
h e r e n t e s   al   d u a l i s m o   o n t o l ó g i c o , de la  i n t e r a c c i ó n   e n t r e   d os t i p o s
d e s u s t a n c i a s   d i s t i n t o s .  A u n q u e   la  t e s i s   de  S p i n o z a   a c e r c a   de la
relación   m e n t e - c u e r p o   t a m b i é n e s t á   c a r g a d a   d e p r o b l e m a s , es una
t e o r í a m u y  s u g e s t i v a . 20

En   p a r t i c u l a r , s u g i e r e   una a p r o x i m a c ió n   a l t e r n a t i v a   a la  d i s t i n 
ción   D i o s / u n i v e r s o .  R e a l m e n t e ,   S p i n o z a   se d io c u e n t a   de que los
p r o b l e m a s   d e l   d u a l i s m o c a r te s i a n o   c o n   r e s p e c t o   a la r e l ac i ó n   m e n 
t e - c u e r p o   t a m b i é n   se  a p l i c a n   al   d u a l i s m o   c ó s m i c o   D i o s / u n i v e r s o .
Po r   e s t a   r a z ó n ,   S p i n o z a   i n t e n t ó   d e s a r r o l l a r   u n   a r g u m e n t o   q u e   m o s 
t rara   q u e e l u n i v e r s o  es D i o s . Lo fa s c i n a n t e   d e la p o s i c i ón d e   S p i n o z a
n o   es  t a n t o   los d e t a l le s   de su  a r g u m e n t o , c o m o   la  a f i rm a c i ó n   d e
q u e   el   u n i v e r so m i s m o   p o s e e   p r o p i e d a d e s d i v i n a s . En su o b r a  hay
u n a   t e o r í a i mp l í c i t a d e l  d o b l e a s p e c t o   de las r e l a c i o n e s e n t r e D i o s  y
e l u n i v e r s o . V i s t o   de una m a n e r a,  el  u n i v e rs o   es un s i s t e m a   físico;
v i s t o  d e o t r a , es a l g o   d i v i n o .  De e s t e   m o d o , e u n i v e r s o  es el  c u e r p o
d e Dio s .

. S p i n o z a i d e n t i f i c a  a  D i o s   con el   u n i v e rs o e n t e r o . A u n q u e   quizá


es  un e r r o r p e n s a r   a  D i o s c o m o   una s u s t a n c i a   en  a b s o l u t o , p o d e 
m o s p e n s a r l o   en  c a m b i o c o m o   una p r o p i e d a d   del u n i v e r s o .  En ta l
c a s o ,   D i o s   sería   el a s p e c t o   o la fa z  d i v i n a   del u n i v e r s o .

19
  O n t o l o g í a : P a r t e  de la  m e t a f ís i c a q u e   t r a t a   d e l ser en g e n e r a l  y de sus p r o p i e d a d e s
trascendentales.
i 0
  Para   a l g u n o s  de  io s  p r o b l e m a s  d e la teoría  de S p i n o z a ,  v e r  THOMSON, G „  Bacon  lo  Kant,
W a v e l a n d   Press,  B e l m o n t , 2 0 0 1  b.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 74/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DL LA FILOSOFÍA

En  g r a n p a r t e  de la filosofía  de la  religión,   el  c o n c e p t o " p r o p i e 


d a d e s   d i v i n a s "  se  r e f i e r e   a las  p e r f e c c i o n e s   de  D i o s t r a d i c i o n a l -
m e n t e co n c e b i d a s ,  a s a b er : o m n i s c i e n c i a , o m n i p o t e n c i a , perfección
m o r a l  y  e t e r n i d a d   o  a t e m p o r a l i d a d .  Sin  e m b a r g o ,  e s t e   p u n t o   de

v i s t a   p a r e c e   r e g r e s a r n o s   a la i d e a t r a d i c i o n a l  de D io s c o m o   un ser


d i f e r e n t e   del  u n i v e r s o , r e c h a z a d a   ya en los capítulos  a n t e r i o r e s .
A l t e r n a t i v a m e n t e ,   podríamos  p e n s a r   en  " d i v i n o " c o m o   lo que j u s t i 
fica   una  a c t i t u d  de  a m o r , a s o m b r o   y  o r a c i ó n ,   c o m o   las  c u a l i d a d e s
d e   un ser h e r m o s o , s a n t o   y  s a g r a d o .  A la  lu z  de  e s t a   interpretación
d e   la i d e a c u a s i - s p i n o z i s t a , "D i o s e x i s t e " vendría a ser e q u i v a l e n t e   a
" l a n a t u r a l e z a   de l u n i v e r s o   es tal que j u s t i f ic a  esas  r e s p u e s t a s  y ac
t i t u d e s   m o r a l e s   y  e s t é t i c a s " .  Si  ésta  es una afirmación  v e r d a d e r a   o

n o ,   lo dejaré  a un  l a d o .  De  t o d o s m o d o s ,  v a l e   la  p e n a a n o t a r  que


W i t t g e n s t e i n   pensó  que el  u n i v e r s o   es  d i g n o   de  a s o m b r o , s i m p l e 
m e n t e   por el  h e c h o m i s m o   de que  e x i s t e . ( N o t e m o s   que,  p a r a 21

S p i n o z a ,   las  c u a l i d a d e s d i v i n a s   de l  u n i v e r s o ,  esas que nos  p e r m i 


t e n l l a m a r l o D i o s ,  son la  i n f i n i t u d ,  el  h e c h o  de ser c a u s a  de sí  m i s 
m o  y el ser único.)

¿I.Hs  D i o s   UN   SI:K?
La s   qu e  p o d e m o s ll am a r   las  c o n c e p c i o n e s t r a sc e n d e n t e s   e  i n m a 
n e n t e s   de  D i o s  son muy d i f e r e n t e s  de la concepción  t r a d i c i o n a l de
D i o s c o m o   un ser  a b s o l u t a m e n t e p e r fe c t o .  Se  d i f e r e n c i a n   en que
n o t r a t a n  a  D i o s c o m o   una p e r s o n a   o ser.
D e s c r i b i r  un c a rr o c o m o   si se  t r a t a s e  de una p e r s o n a , a d s c r i b i r l e
h u m a n i d a d ,   es un  a n t r o p o m o r f i s m o .  Es un a n t r o p o m o r f i s m o   a d j u 
d i c a r c u a l i d a d e s h u m a n a s   a  a l g o  que no  p u e d e t e n e r ta le s p r o p i e 
d a d e s ;   por e j e m p l o , d e c i r  que una h o r m i g a   es  p e n s a t iv a ,  un  botón
d e o r o , p e r e z o s o   o una g a la x ia , a b u r r i d a . T e n d e m o s   a  p e r s o n i f i c a r
a D i o s   y a  c o n c e b i r   la relación  e n t r e   los h u m a n o s   y  D io s c o m o a l g o
s i m i l a r   a las  r e l a c i o n e s e n t r e   las  p e r s o n a s . E x is t e  una  t e n d e n c i a   a
p e n s a r   en  D io s c o m o   un  p a d r e   o una  m a d r e ,  o  c o m o   un rey o una
r e i n a .   ¿ Es  a n t r o p o m o r f i s m o p e n s a r  a  Di o s c o m o   una  p e r s o n a ?

Ver   proposición  6.45, WrrrcrNSTF.iN,   L,  Tractatus Logico-Philosophicus,  A l i a n z a E d i t o r i a

M a d r i d ,  1987.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 75/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   IV .  OTRAS MANERAS  DE  PENSAR  EN   DIOS 77

C o m p a r e m o s e s t o c o n l a  condición  d e l a s  partículas s u b a t ó m i ca s ,
t a l e s c o m o e l e c t r o n e s , Q u a r k s , y P i m e s o n e s .   P e n s a r  a D i o s c o m o
u n s e r o u n a p e r s o n a   equivaldría  t r a t a r a l o s e l e c t r o n e s c o m o   o b j e 
t o s m a t e r i a le s . C u a n d o p e n s a m o s e n lo s e l e c t r o n e s t e n d e m o s a

h a c e r l o c o m o s i f u e r a n o b j e t o s n o r m a l e s . En c o n s e c u e n c i a , n o s
p r o d u c e p e r p l e j i d a d la m a n e r a c o m o se c o m p o r t a n , p u e s a   v e c e s
lo   h a c e n   m á s b i e n c o m o o n d a s q u e c o m o c o s a s . U s u a l m e n t e , l o s
e l e c t r o n e s n o t i e n e n u n a   u b i c a c i ó n ;  c u a n d o n o   están  e n m o v i m i e n 
t o ,   t a m p o c o t i e n e n m a s a . En c o n s e c u e n c i a , e l c o n c e p t o d e o b j e t o
material no es aplicable a los electrones.
N o r m a l m e n t e s u p o n e m o s qu e p o d e m o s u sa r lo s s ig u i en t e s p a 
r es d e p a l a b r a s p a r a c a r a c t e r i z a r a D i o s : " s e r " y " n o s e r " , " p e r s o n a "
y " n o p e r s o n a " .   P e r o   e s t a   suposición  e s   p r o b l e m á t i c a .  C o n o c e m o s
la   d i f e r e n c i a e n t r e "s e r e s " y " n o s e r e s " d e s d e n u e s t r a e x p e r i e n c i a
común  d e l  m u n d o .  S a b e m o s   q u e l a s p i e d r a s y l a s f l o r e s n o s o n
s e r e s   y q u e l o s c o n e j o s y l o s  pájaros  s í l o s o n . A p r e n d e m o s   cómo
a p l i c a r e s t a   distinción  a las   c o s a s   e n n u e s t r a e x p e r i e n c i a d e l  m u n 
d o ;   t i e n e u n a   función  e n   relación  c o n la e x p e r i e n c i a . Lo m i s m o   v a l e
para la   distinción  e n t r e p e r s o n a y n o p e r s o n a .   P e r o   c u a n d o   esas
d i s t i n c i o n e s  s o n u t i l i z a d a s e n   relación  c o n D i o s , lo s   términos  " s e r "
y " n o s e r " ( " p e r s o n a " y " n o p e r s o n a " ) s e u s a n m á s   allá  d e l a e x p e 
r i e n c i a . ¿ E n q u é s e n t i d o e s D i o s u n   ser?  N o e s c o m o u n c o n e j o o
c o m o u n h u m a n o .   ¿Esto  s i g n i f i c a q u e n o e s u n   s e r ? ,   q u e e s c o m o
u n a p i e d r a , ? ¿ O m á s b i e n   será  q u e   e s o s   términos  n o s e a p l i c a n a
D i o s , c o m o n o l o   h a c e n   lo s   términos  " c a l i e n t e " y  frío ?
¿ E s D i o s u n a   p e r s o n a ?  Es n e c e s a r i o , e n t o n c e s , r e s p o n d e r q u é e s
una persona. A primera vista, es razonable caracterizar en parte a
u n a p e r s o n a e n   términos  b i o l ó g i c o s ,   ya q u e u n a p e r s o n a d e b e e s t a r
v i v a , y e l e s t a r v i v o c o m p r e n d e   u n a s   f u n c i o n e s   biológicas,   c o m o l a
r e p r o d u c c i ó n .  O b v i a m e n t e ,  esas  f u n c i o n e s n o s e a p l i c a n a D i o s .
Quizá  e s t o f u e d e m a s i a d o   fácil  y  r á p i d o .  A l m i s m o   t i e m p o ,  p o 
dríamos  c a r a c t e r iz a r a u n a p e r s o n a c o m o u n a e n t i d a d q u e t i e n e
e s t a d o s m e n t a l e s a u t o c o n s c i e n t e s .   Ésta  e s u n a  definición c o m ú n m e n 
t e a c e p t a d a y   p a r e c e   a t e n t a r m e n o s c o n t r a la id e a d e Di o s c o m o p e r 
s o na . No tr a e un   r e q u i s i t o   biológico  b a j o l a m a n g a . A h o r a , u n o d e l o s

r a s g o s d e l a   definición  d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s e s q u e so n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 76/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
78 INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

i n t e n c i o n a l e s .   Ellos   d e b e n s e r a c e r c a d e a l g o .   P e ns ar   i m p l i c a p e n s a r
22

q u e . . .   ' t a l c o s a ' ; i g u a l m e n t e c r ee r , d e s e a r y q u e r e r . E n c a d a c a s o , l o
q u e s i g u e a l a   cláusula q u e " e s p e c i f i ca el c o n t e n i d o d e l o s e s t a d o s
  u

mentales.
S in e m b a r g o , la  condición  p a r a q u e u n e s t a d o m e n t a l s ea a c e r c a
d e a l g o , e s q u e n o p u e d e se r a c e r c a d e o t r a s c o s a s .   P e n s a r   e n u n ^
c o s a e s n o p e n s a r e n   o t r a .  E n o t r a s p a l a b r a s , e l c o n t e n i d o d e l o s
e s t a d o s m e n t a l e s , c o m o c re e r, p e n s a r, d e s e a r y t e m e r , d e p e n d e e n
p a r t e   d e   cómo  s e l o s d e s c r i b e . L a v e r d a d d e l a s o r a c i o n e s   f o r m a 
d a s c o n v e r b o s   psicológicos  d e p e n d e d e   cómo  s e d e s c r i b e l a c o s a
e n   cuestión  ( e s d e c i r , d e l   ángulo  o a s p e c t o q u e s e d e s c r i b e ) .   John
d e s e a X d e s d e u n a   d e s c r i p c i ó n ,  o u n p u n t o d e v i s t a p a r t i c u l a r , y n o
d e s d e   o t r o .  D e e s te m o d o , la in t e n c i o n a l i d a d d e l o s e s t a d o s m e n 
t a l e s e s u n a   expresión  d e n u e s t r a   f i n i t u d ,  p o r q u e c a d a v ez q u e c r e e 
m os y de sea m os lo hace m os nece sariam ente de m anera parcial,
r e f l e j a n d o  u n p u n t o d e v i s t a p a r t i c u l a r y e x c l u y e n d o   o t r o s .
¿Puede  D i o s t e n e r e s t a d o s m e n t a l e s ? S i la i n t e n c i o n a l i d a d e s u n
r a s g o n e c e s a r i o d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s , la r e s p u e s t a a e s t a p r e 
g u n t a   d e b e s e r n o .   Para  D i o s , p e n s a r u n a c o s a d e b e s e r p e n s a r t o 
d a s l a s c o s a s , d e s d e t o d o s l o s p u n t o s d e v i s t a , b a j o t o d a s la s
d e s c r i p c i o n e s p o s i b l e s , d e u n a s o la v e z . D e   o t r a f o r m a ,  l o s p e n s a 
m i e n t o s   d e D i o s   reflejarían  p a r c i a l i d a d o   f i n i t u d ,  y e s o e s i m p o s i b l e
( a f i r m a r   q u e D i o s p u e d e s e r a m b o s : l o   f i n i t o   y l o   i n f i n i t o ,  sólo  e m 
p e o r a  e l p r o b l e m a , p o r q u e   implicaría  q u e D i o s p u e d e t e n e r p r o p i e 
d a d e s c o n t r a d i c t o r i a s ) . Po r c o n s i g u i e n t e , t o d o l o q u e D i o s p i e n s a
n o   d e b e s e r ll a m a d o i n t e n c i o n a l . En o t r a s p a l a b r a s , t o d o l o q u e
est am os ten tad os a llamar "pe ns am ien tos de Dios " no pued e ser
p e n s a m i e n t o   e n a b s o l u t o .  Peor  a ún , h a c e r y a c t u a r i m p l i c a n d e 
s e o s   y c r e e n c i a s : la s a c c i o n e s s o n c a u s a d a s p o r d e s e o s y c r e e n 
c i as . C o n s e c u e n t e m e n t e , "h a c e r " y o t r a s p a l a b r a s q u e d e s i g n e n
a c c i o n e s n o p u e d e n p r e d i c a r s e d e D i o s . En s u m a , D i o s n o t i e n e
estados mentales.

1 1
  La p a l a b r a   " i n t e n c i o n a l "  se u sa   a q u í  e n u n s e n t i d o   t é c n i c o   q u e e s e x p l i c a d o e n e l
c a p í t u l o   V I II . P r o v i s i o n a l m e n t e , la i n t e n c i o n a l i d a d d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s c o n s i s t e

e n q u e s o n a c e r c a d e a l g o , es d e c i r, q u e t i e n e n c o n t e n i d o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 77/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i t u l o   IV.   O T RAS  MANERAS  DE  PENSAR  EN  DIOS 79

Si Él n o p u e d e t e n e r e s t a d o s m e n t a l e s , e n t o n c e s n o es u n a p e r 
s o n a ,   según  la   definición  d e " p e r s o n a " q u e   habíamos  a c o r d a d o :
c u a l q u ie r c o s a q u e p u e d a t e n e r e s t a d o s m e n t a l e s a u t o c o n s - c i e n t e s .
S in e m b a r g o , n o d e b e m o s c o n c l u i r q u e D io s e s u n a n o - p e r s o n a ,

p u e s   estaríamos  a f i r m a n d o q u e e s a l g o in e r t e , c o m o u n a p i e d r a .
Sería  m á s e x a c t o d e c i r q u e D i o s   está  m ás   allá  de la   dicotomía  p e r 
s o n a / n o - p e r s o n a .   Sería  m e j o r d e c i r q u e , s i e x i s t e , D i o s e s
t r a n s p e r s o n a l . En r e s p u e s t a a e s t o s p u n t o s , u n c r e y e n t e t r a d i c i o n a l
afirmaría  q u e , c u a n d o d e c i m o s q u e D i o s   d e s e a   o p i e n s a , n o u s a 
m o s   esas  p a l a b r a s e n s u s e n t i d o o r d i n a r i o . N o o b s t a n t e , é se e s
e x a c t a m e n t e m i  p u n t o .

CONCLUSIÓN
S i D i o s e s u n o b j e t o o u n s e r q u e   está  e n , q u e   h a c e   p a r t e d e l u n i v e r 
s o , e n t o n c e s e x i s t e o n o e x i s t e . Si D i o s n o e s u n o b j e t o p o s i b l e e n
e l u n i v e r s o , e n t o n c e s   sólo  h a y d o s s a l i d a s p o s i b l e s , s u p o n i e n d o
que el concepto de Dios tenga sentido:
1 ) D i o s t r a s c i e n d e e l u n i v e r s o y e s o   implicaría  q u e D i o s t r a s c i e n d e
l a d u a l i d a d   " e x i s t i r "  y " n o   e x i s t i r " .
2) Dios es el universo, o uno de sus aspectos. En este caso, la exis
t e n c i a d e D i o s   dependería  d e s i e l u n i v e r s o c o m o u n t o d o p o s e e
las   características  r e q u e r i d a s o n o .
A m b a s o p c i o n e s ,   r e p i t o ,  s u p o n e n q u e e l c o n c e p t o d e l o d i v i n o   t i e 
n e s e n t i d o ; y, e n c u a l q u i e r a d e l a s d o s , la   definición  t r a d i c i o n a l d e
Dios debe ser un error.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 78/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 79/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

CAPÍTULO V
D E S A P A R E C E R  E L M U N DO

V a m o s   a   e c h a r   u n a p a r t i d a . El ju e g o c o n s i s t e e n a p o s t a r a q u e u n o
d e l o s d o s l a d o s e n u n d e b a t e   filosófico ganará.  A u n q u e el d e b a t e
es   académico,  quién  g a n e   t ie n e m u c h a i m p o r t a n c i a p a r a n u e s t r o
p u n t o   d e v i s t a   a c e r c a   d e l m u n d o .  ¿Cómo apostará  u s t e d ?   L o m e j o r
e s c a l c u l a r l a s v e n t a j a s .  R e v i s e m o s   l o s a r g u m e n t o s .

Kl.IiMIiN TO S I) : I A H S C ; N A  A N T K R I O R
P ri m e r o , e s t a b l e z c a m o s e l c o n t e x t o d e l p r o b l e m a .   ¿Qué  e s c o n o c e r
a l g o ?   ¿Por  q u é e s t a   cuestión  e s i m p o r t a n t e ? El  interés filosófico
a c e r c a   d e la n a t u r a l e z a d e l c o n o c i m i e n t o a lc a n z a s u   a u g e   e n e l s i 
g lo   X V I I ,   e n l o s a l b o r e s d e l a  época  m o d e r n a . A n t e r i o r m e n t e , e n e l
período  m e d i e v a l , l a s g e n t e s   tendían  a a c e p t a r   cosas  b a s a d a s   ú n i 
c a m e n t e e n la a u t o r i d a d . En e l   período  m o d e r n o , e l  método cientí
fi co   fu e d e s a r r o l l a d o p o r p r i m e r a v e z p o r p e n s a d o r e s c o m o G a l i l e o ,
Bacon  y D e s c a r t e s . La a u t o r i d a d fu e r e e m p l a z a d a p o r la o b s e r v a 
ción  y e l r a z o n a m i e n t o . H a s ta e l f i n a l d e l s i g l o X V I , u n a f o r m a   común
d e a r g u m e n t o e r u d i t o e n fa v o r d e u n a t e s is   consistía  e n r e c o g e r c i t a s
d e a p o y o p e r t i n e n t e s y r e f e r e n c ia s d e f u e n t e s a u t o r i z a d a s , c o m o
Aristóteles  y l a Bi bl i a. Si n em bargo, l a  astronomía  y las   matemáticas
requerían  u n   t i p o   d e   demostración  d i f e r e n t e , y p o r e s o s u d e s a r r o l l o
f u e t a n i m p o r t a n t e p a r a r e e m p l a z a r l a a u t o r i d a d l a   observación  y el
razonamiento.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 80/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
82 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

A   c a u s a   d e e s t o s c a m b i o s , d u r a n t e l a  época  m o d e r n a s e e n f r e n 
t a r o n   d o s p u n t o s d e v is t a a c e r ca d e l m u n d o . Era c l a r o q u e e l  m é t o 
d o   científico tendía  a o f r e c e r u n a i m a g e n d e l u n i v e r s o b a s t a n t e
o p u e s t a a la d e l p u n t o d e v i s t a t r a d i c i o n a l r e l i g i o s o d e l   período

m e d i e v a l .  Tendía  a d a r c u e n t a d e u n u n i v e r s o   físico,  m e c á n ic o ,   q u e
e n a p a r i e n c i a , n o   tenía  l u g a r p a r a l a c o n c i e n c i a , D i o s , y l o s v a l o r e s
m o r a l e s . A   c a u s a   d e e s t e c o n f l i c t o e n t r e l os d o s p u n t o s d e ' v i s t a ,
llegó  a s er i m p o r t a n t e e l d e s c u b r i m i e n t o d e l o s f u n d a m e n t o s d e l
c o n o c i m i e n t o :  éste  n o   podía  t e n e r u n a   b a s e   fa ls a .  ¿Cómo podría
r e s o l v e r s e e l   c o n f l i c t o ,  a no s e r p o r la   reflexión  a u t o c o n s c i e n t e d e
la s f u e n t e s y n o r m a s d e l c o n o c i m i e n t o ? Fu e r e l e v a n t e e m p e z a r a
p r e g u n t a r s e c u e s t i o n e s c o m o ,  ¿qué d e b e c o n t a r c o m o c o n o c i m i e n t o

y s o b r e q u é   b a s e s ? , ¿cómo  d e b e m o s   j u s t i f i c a r   l a s a f i r m a c i o n e s p a r a
p o d e r c o n o c e r ?   Sólo  d e e s ta m a n e r a l o s p e n s a d o r e s   podían  r e v a l u a r
l a n a t u r a l e z a d e l l u g a r d e l a h u m a n i d a d e n e l u n i v e r s o .   Todavía  h o y
nos enfrentamos a los mismos problemas acerca del conocimien
t o ,   p o r q u e e l c o n f l i c t o m o d e r n o n o h a s i d o re s u e l t o . E x is t e  todavía
u n a   tensión  e x t r a o r d i n a r i a e n t r e l o q u e p e n s a m o s a c e r ca d e l   m u n 
d o y l o q u e la c i e n c i a s o s t i e n e ( e s t o l o v e r e m o s e n e l  capítulo  IX).

A s í p u e s ,  ¿qué  es el c o n o c i m i e n t o ? La   mayoría  d e la s   v e c e s ,   c u a n 
d o e s t a m o s t ra s u n a   d e f i n i c i ó n ,   b u s c a m o s u n a  combinación  d e
c o n d i c i o n e s n e c e s a r ia s y s u f i c i e n t e s . Po r e j e m p l o , p a r a s e r u n   papá
e s n e c e s a r i o s e r u n   v a r ó n ;   también  e s n e c e s a r i o t e n e r   h i j o s .  C u m 
plir   c o n a m b a s c o n d i c i o n e s es s u f i c i e n t e p a r a s er   p a p á .   T e n e m o s
e n t o n c e s u n a   definición  d e   " p a p á "  e n   términos  d e c o n d i c i o n e s
n e c e s a r i a s y s u f i c i e n t e s . S in e m b a r g o , t a l v e z la   mayoría  d e l o s c o n 
c e p t o s n o s o n t a n c l a r o s c o m o   é s t e .   A   v e c e s   no e s fácil, o inclus o
p o s i b l e ,  o f r e c e r u n a   definición  e n   términos  d e c o n d i c i o n e s n e c e 
s a r i a s y s u f i c i e n t e s .   P e r o   n o   i m p o r t a ,   intentémoslo  e n e s t e c a s o .
N o p o d e m o s   d e f i n i r   " c o n o c e r " e n   términos  d e t e n e r   i n f o r m a 
c i ón . S u p o n g a q u e u s t e d t r a b a j a p a r a u n a   compañía  q u e n e c e s i t a
c o n o c e r l o s   índices  d e v e n t a s d e su c o m p e t i d o r . A s í, u s t e d   actúa
c o m o u n   e s p í a,  e n t r a a la o f i c i n a d e l c o m p e t i d o r , c o g e l o s a r c h i v o s y
s a le .   V u e l v e   a s u o ficina y s u je fe le p r e g unta s i tie ne la   i n f o r m a c i ó n .
Todo lo que él pide son los documentos que usted tiene en las ma

n o s , p e r o u s t e d n o   s a b e   qu é c o n t i e n e n   e s o s   d o c u m e n t o s . El m e r o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 81/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   V. DESAPARECER EL MJNDO 83

• h e c h o   de  t e n e r   u n  l i b r o   s o b r e   el  e s c r i t o r i o   no  s i g n i f ic a   que uno


s e p a   lo qu e hay en él. T e n e r   el  l i b r o  no es lo  m i s m o   que t e n e r   el
c o n o c i m i e n t o .  Por  e s o , t e n e r   la información  no  s i g n i f i c a   lo  m i s m o
q u e c o n o c e r   la  i n f o r m a c i ó n .
En   el  c a s o   d e l c o n o c i m i e n t o , el p u n t o  d e v i st a t r a d i c i o n a l a fi r m a
q u e   hay t r e s c o n d i c i o n e s n e c e s a r i a s p a r a  el  c o n o c i m i e n t o . Si  están
la s tr e s ,  es s u f i c i e n t e .

Para  s a b e r a l g o ,
1 .   Uno t i e n e   que  c r e e r l o

2.   Lo q u e u n o   c r e e   t i e n e q u e   ser  v e r d a d e r o

3.   Uno d e b e t e n e r  una  justificación  r a z o n a b l e p a r a   su  c r e e n c i a


H a y p r o b l e m a s   con e s t e   análisis,   p e r o   no  i m p o r t a ; no  e n t r a r e m o s
e n d e t a l l e s .   Si la  t e r c e r a   condición  es  c o r r e c t a , t e n e r e v id e n c i a   ra
z o n a b l e   es una condición  n e c e s a r i a   del  c o n o c i m i e n t o .  En  o t r a s
p a l a b r a s ,  si se t ie n e c o n o c i m i e n t o  e n v i r t u d  de la v e r d a d , u n o d e b e
t e n e r e v i d e n c i a .   E s t o   s i g n i f i c a   que uno podría  c r e e r   que a l g o   es
c o r r e c t o s i n s a b e r l o   t o d a v í a .  Por e j e m p l o , c r e o q u e  el  c a b a l l o   S a n d y
Ears ganará  la  c a r r e r a  de las t r e s .  En  e f e c t o ,  lo h a c e .  Sin  e m b a r g o ,
m i   suposición  a f o r t u n a d a   no c la s if ic a c o m o c o n o c i m i e n t o , p u e s  no
tenía justificación o  e v i d e n c i a .  Una a d v e r t e n c i a :  he  u s a d o   la e x p r e 
sión  " e v id e n c i a r a z o n a b l e "  en  l u g a r  de  " p r u e b a " .  E s t o   p o r q u e  una
p r u e b a p a r e c e   ser un  r e q u i s i t o d e m a s i a d o e x i g e n t e :  hay   m u c h a s
c o s a s   q u e u n o c o n o c e , q u e   no p u e d e p r o b a r , y p a r a l a s c u a l e s t i e n e
a l g o m e n o s   que una p r u e b a : e v i d e n c i a .
A f i r m a m o s c o n o c e r m u c h a s c o sa s , p e r o   la cuestión es: ¿tenemos
e v i d e n c i a s u f i c i e n t e ? ,   ¿tenemos  d e r e c h o   a  a f i r m a r  que  c o n o c e m o s ?

S E M B R A R  S H M I L L A S  Dl£  D U D A
P e n s a m o s   que c o n o c e m o s   el   m u n d o   básicamente  c o m o   es. Que
e l m u n d o c o n s i s t e   en l o s o b j e t o s m a t e r i a le s qu e p e r c i b i m o s  a  d i a 
r i o .  P e r o ,   ¿realmente  lo  c o n o c e m o s ? C o n t r a r i a m e n t e   al   s e n t i d o
,  c o m ú n ,   a l g u n o s   filósofos  han i n s i s t i d o  e n que es  im p o s i b l e e s ta r

seguros.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 82/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
84 INTRODUCCIÓN  A LA  PRÁCTICA DE LA  FILOSOFÍA

O t r o s   ha n a r g u m e n t a d o q u e p o d e m o s e s ta r s e g u ro s  de qu e la
m a t e r i a   es u n a   ilusión y   q u e   el m u n d o   no c o n s i s t e   en c o s a s   m a t e 
r ia le s .  A m b a s t r a d i c i o n e s e x i s t e n en el p e n s a m i e n to   hindú  y. b u d i s 
t a .   Según  e s t a s   r e l i g i o n e s , el  m u n d o , tal y  c o m o   lo p e r c i b im o s  en

n u e s t r a v i d a d i a r i a ,  es una i l u s i ó n .  En  e s t o s c a s o s ,   la  n a t u r a l e z a


i l u s o r i a  de la  m a t e r ia   es  c o n s i d e ra d a c o m o   un h e c h o   de g r a n i m 
p o r t a n c i a m o r a l p a r a   el  d e s a r r o l l o e s p i r i t u a l  de las  p e r s o n a s .  La
realización  e s p i r i t u a l de un ser c o n s i s t e   en  l i b e r a r s e  de la  ilusión,
e n s u p e r a rl a . C u a n d o f i n a l m e n t e a c c e d a m o s   al n i r v an a , c u a n d o p o r
fin   c o r r a m o s   el v e l o   de la ilusión,   e n t o n c e s n o s d a r e m o s c ue n ca   de
q u e t o d o h a s t a a h o r a   ha s i d o c o m o u n   s u e ñ o .  E n t o n c e s   t e n d r e m o s
l a e x p e r i e n c i a   del u n i v e r so   tal y  c o m o   es  r e a l m e n t e :  la   v e r d a d e r a

n a t u r a l e z a   es el  U n o , es el  t o d o i n d i v i s i b l e . Es el ELLO, es el y o so y el


q ue s o y .  En la e x p e r i e n c i a d i a r i a , d i v i d i m o s  la  u n i d a d d e l  ELLO, y eso
e s u n a   ilusión.
Estas  a f i r m a c i o n e s   no son m e r a s e s p e c u l a c i o n e s ;   están  b a s a 
d a s   en a r g u m e n t o s a p a r e n t e m e n t e m u y fu e r te s q u e v a m o s   a  c o n s i 
d e r a r .  Por e j e m p l o , B e rk e le y a f ir m a q u e p o d e m o s e s t a r s e g u r o s  de
q u e   los o b j e t o s m a t e r ia l e s  no e x i s t e n   en a b s o l u t o ,  qu e se  p u e d e
m o s t r a r  q u e   la a p a r i e n c i a   es u n a   ilusión.  No r e s u l t a   fácil  r e s i s t i r s e  a
sus argumentos.
¿Está  p r e p a r a d o p a r a h a c e r   su p r i m e r a   a p u e s t a ?  ¿Negará  q u e  el
m u n d o q u e p e r c i b i m o s   es  u n a   ilusión?,  o ¿lo afirmará?  Sea   c u i d a 
d o s o .  C u a n d o u s t e d n i e g a q u e l a s   c o s a s   q u e p e r c i b i m o s s o n   i l u s i o 
n e s ,  está  s o s t e n i e n d o q u e   e s o s   p u n t o s d e v i st a   místicos y  r e l i g i o s o s
s o n   e r r ó n e o s .  Para  ha ce r a lg o a s í ,  tendría  q u e t e n e r b u e n a e v i d e n 
cia ,   o  a r g u m e n t o s . A p e l a r m e r a m e n t e   al   s e n t i d o   común  no es un
a r g u m e n t o .  Si  t a l e s p u n t o s   de v i s t a   son e qu i v o c a d o s ,  ¿por  qué lo
son?
Permítanme  q u e s i e m b r e   las s e m i ll a s de la  d u d a . V o l v a m o s   a la
i d e a   de q u e   no p o d e m o s e s ta r s e g u r o s  de q u e   el  m u n d o   es  c o m o
a p a r e c e .   En la  p r i m e r a   de sus Meditaciones  metafísicas,  D e s c a r t e s  i n 
c l u s o p o n e   en d u d a   que p o d a m o s t e n e r c o n o c i m i e n t o d e l m u n d o
e x t e r n o .  La  i d e a r e v o l u c i o n a r i a   de D e s c a rt e s c o n s i s t e   en u t i l i z a r  la
d u d a ,  explícita  y s i s t e m á t ic a m e n t e ,  p a r a l l e g a r  a la c e r t e z a .  Él  t r a t a

d e m o s t r a r c u a n r a z o n a b l e  es d u d a r p a ra p o d e r o fr e c e r u n a i m a g e n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 83/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p s u l o  V. DESAPARECER EL  MUNDO 85

d el c o n o c i m i e n t o s o b r e   b a s e s   s e g u r a s .  En la  Primera  meditación  h a s 


ta   a r g u m e n t a   qu e no se  p u e d e t e n e r c o n o c i m i e n t o  d el m u n d o  ex
t e r n o .  El  s o l o h e c h o   d e  l l e g a r   a  e s t a   c o n c l u s i ó n  es  a l g o
e x t r a o r d i n a r i o .   I m p l i c a   que u s t e d   no s a b e  si lleva   o no z a p a t o s .

Para  m o s t r a r q u e t a l e s d u d a s  están  b i e n f u n d a d a s , De s c a r t e s d i c e
qu e   podría  h a b e r   un  d e m o n i o p o d e r o s o   y  e s t a f a d o r   que  cr ea   las
i d e a s   y las s e n s a c i o n e s   del m u n d o m a t e r ia l . Él   p u e d e   engañarnos
a u n   en e s t a s c r e e n c i a s .   (Ésta es la  t e r c e r a   y más r a d i c a l f a s e   de la
d u d a   c a r t e s i a n a ) . D e s c a r t e s   no está  h a c i e n d o   la  e x t r a v a g a n t e   afir
mación  de que  r e a l m e n t e   hay un  d e m o n i o e s t a fa d o r ;  únicamente
está  d i c i e n d o  que  podría  h a b e r l o .  En  o t r a s p a l a b r a s ,  está  a f ir m a n 
d o   que no  t e n e m o s e v i d e n c ia   qu e d e m u e s t re   que no lo hay. Las
s e n s a c i o n e s   qu e e x p e r i m e n t a m o s   podrían  ser  c a u s a d a s   también
p o r   l o s o b j e t o s m a t e r i a l e s o  p o r  u n espíritu  p o d e r o s o  y  m a l i g n o . En
o t r a s p a l a b r a s ,   no t e n e m o s e v i d e n c i a p a r a m o s t r a r q u e   la teoría A)
e s p r o b a b l e m e n t e  más v e r d a d e r a   que la teoría  B):

A .   Las  s e n s a c i o n e s   que  t e n g o a h o r a   son c a u s a d a s   por   o b j e t o s


materiales
B. Las s e n s a c i o n e s   que t e n g o a h o r a   son c a u s a d a s p o r  un d e m o n i o
estafador

En   la c i e n c i a , a v e c e s , o c u r r e  el fenómeno de la indeterminación de


u n a   teoría con r e s p e c t o   a  l o s d a t o s .   E s t o   p as a c u a n d o   se t i e n e u n a
combinación  de  d a t o s ,  y p or lo  m e n o s   d os hipótesis que  c h o c a n
e n t r e   sí  p e r o   que c a d a   una e x p l i c a i g u a l m e n t e b i e n   los d a t o s  a la
m a n o .  En  o t r a s p a l a b r a s ,  los d a t o s   no son s u f i c i e n t e s p a r a d e c i r
cuál d e las hipótesis es  falsa   y cuál es  v e r d a d e r a .  En ese c a s o , hay
indeterminación de la teoría  por d a t o s .
Según  D e s c a r t e s ,  la situación con r e s p e c t o   a  n u e s t r a   p e r c e p c i ó n ,
es similar.  En el l e n g u a j e   científico de hoy diriámos  q u e l o s d a t o s  no
s o n s u f i c i e n t e s p a r a d e t e r m i n a r  la  teoría (indeterminación d e la t e o 
ría p o r   d a t o s ) . Los d a t o s s o n n u e s t r a s i d e as  o  s e n s a c i o n e s , y las t e o 
rías en c o n f l i c t o s o n  A y B (atrás). N o t e n e m o s e v i d e n c i a p a r a p e n s a r
q u e   la hipótesis A es  v e r d a d e r a   y que B es  falsa.  En  c o n s e c u e n c i a ,

e s r a z o n a b l e d u d a r  de la  e x i s t e n c i a  de los o b j e t o s m a t e r i a le s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 84/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
86 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

E s t o   n o s ig n i f ic a q u e n o h a y a o b j e t o s m a t e r i a l e s , p e r o sí q u e n o
p o d e m o s a fi rm a r q u e e n v e r d a d s a b e m o s q u e ha y o b j e t o s m a t e r i a 
l es . Es a s í p o r q u e a f i r m a r q u e s a b e m o s r e q u i e r e   j u s t i f i c a c i ó n ,   y e s o
e s l o q u e n o s   falta.

E s t o   t a m p o c o s ig n i fi c a q u e D e s c a r t e s  esté  n e g a n d o l a   p o s i b i l i 
d a d d e q u e c a d a p e r s o n a d e c i d a p o r s í m i s m a . Su   afirmación  e s
q u e ,   d e u n a m a n e r a o d e   o t r a ,  n o s e t i e n e e v i d e n c i a . S i n e m b a r g o ,
a ún n o s ig n i f i c a q u e , a n t e la a u s e n c i a d e e v i d e n c i a , u n o p u e d e e s 
c o g e r l a   teoría  q u e q u i e r a . N o h a y u n a c o s a t a l c o m o a c e p t a r o e s 
c o g e r u n a   h i p ó t e s i s ,  a p a r t e d e p e n s a r q u e e s v e r d a d e r a . Y s i n
e v i d e n c i a a l g u n a , u n o n o t i e n e   razón  p a ra t o m a r la u n a c o m o v e r 
dadera y no la  otra.
P o d e m o s e x p o n e r e l a r g u m e n t o c a r t e s i a n o d e la a u s e n c ia c o m o
sigue:

1 .  Podría  h a b e r u n   espíritu  p o d e r o s o q u e m e   engaña


2. Si h a y u n d e m o n i o , e n t o n c e s m e   equivocaría  e n m i s c r e e n c i a s

3. Por lo   t a n t o ,  m i s c r e e n c i a s p u e d e n se r e q u i v o c a d a s

¿Descartes cometió  u n e r r o r ?  ¿Acaso  u s t e d t ie n e e v i d e n c i a d e q u e


n o   e s   engañado  p o r u n d e m o n i o ? Si la t i e n e , e n t o n c e s l a p r i m e r a
p r e m i s a   es falsa. Per o,  ¿cuál  e s s u e v i d e n c i a ? N o m e d i g a q u e n o l e
g u s t a   la   c o n c l u s i ó n .  N o p i e n s e " d e b e h a b e r a l g o i n c o r r e c t o " . I m a g i 
n e m o s q u e D e s c a r t e s   está  s e n t a d o  aquí. Desempolvémoslo  u n p o c o .
U s t e d l e d i c e : " D e s c a r t e s , u s t e d   está  e q u i v o c a d o . A l g o d e b e f a l l a r
e n s u a r g u m e n t o p o r q u e y o sé q u e c o n o z c o m u c h a s   c o s a s   a c e r c a
d e l m u n d o e x t e r n o " .  ¿C óm o respondería  é l? T al vez así: " Usted dice
q u e s a b e .   P e r o   e s e s a b e r r e q u i e r e e v i d e n c i a .   ¿Qué  e v i d e n c i a t i e n e
p a r a a f i r m a r q u e   sabe?  Yo le h e d a d o e v i d e n c i a p a r a a f i r m a r q u e
u s t e d n o s a b e " .   ¿Cómo  le   replicaría  a   D e s c a r t e s ?
A h o r a es s u s e g u n d a o p o r t u n i d a d d e a p o s t a r . Si c o n s i d e r a m o s
c o n d e t e n i m i e n t o e l a r g u m e n t o d e D e s ca r te s ,  ¿cree  q u e é l  está  e n
lo   c i e r t o ? S i n o l o c r e e ,   ¿cuál  e s s u r e s p u e s t a ?  ¿Cómo  l e c o n t e s t a 

ría?  Si e l c o n o c i m i e n t o e x i g e u n a   justificación  r a z o n a b l e , y n o l a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 85/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
f- C a p í t u l o   V.  DESAPARECER EL MUNDO 87

r
[ ' " t e n e m o s , e n t o n c e s   no  t e n e m o s c o n o c i m i e n t o .   De  o t r o   m o d o ,  el
i  a r g u m e n t o   de  D e s c a r t e s   fa lla . He  aquí un p r o b l e m a   filosófico.

I n s i s t o   en q u e   se c o n c e n t r e   en e s t e   p r o b l e m a   y s i e n t a   su  f u e r z a ;


n o t r a t e  d e e s c a p a r   p o r  el c a m i n o fá ci l, q u e   e s t e  no le ayudará a ser
u n m e j o r p e n s a d o r . A h o r a   que he t e r m i n a d o   mi c o r t o   s e r m ó n ,  por
favor apueste.
El  a r g u m e n t o  de D e s c a r t e s   t i e n e u n a d e b i l i d a d .   P ar t e  de una su 
posición  m u y a m p l i a : el  s u p u e s t o .d e su a r g u m e n t o   es qu e la única
c o s a   c o n   la q u e u n a p e r s o n a p u e d e t e n e r c o n t a c t o d i r e c t o ,  o  c o n o 
c e r d i r e c t a m e n t e ,   es el   c o n t e n i d o   de su  c o n c i e n c i a   o sus  p r o p i a s
id e a s .   De  a c u e r d o   con e s t o ,  un o no está  al   c o r r i e n t e  de las  c o s a s
q u e   en el  m u n d o e x t e r i o r p r o p i c i a n n u e s t ra s i d ea s .  P e r o ,   c o m o  v e
r e m o s , e s t a   suposición  t i e n e   un a r g u m e n t o i n t e re s a n t e  a su  favor.

Í : L  M U N D O   DMSAPARMCE
¿Los  b a n a n o s   son r e a l m e n t e a m a r i ll o s ?  P o d e m o s h a ce r  dos  ca ja s .
Una   se  l l a m a   " i d e a s  en la  m e n t e ",  y la o t r a   "  p r o p i e d a d e s   r e a l e s  de
la s   c o s a s  en el m u n d o " . El s e n t i m i e n t o  de d o l o r q u e u n o t ie n e c u a n 
d o c o g e   un carbón  a r d i e n d o  es una id e a  en la  m e n t e . Va en la p r i -
j n e r a c a j a .   Su  d o l o r  no es una p r o p i e d a d   del c a r b ó n .  U s t e d s i e n t e
e l d o l o r ,   y  p i e n s a   que es  c a u s a d o   por el  carbón  c a l i e n t e .  En ese
c a s o ,   pondríamos la c a u s a   d e l d o l o r  en la s e g u n d a c a ja , " p r o p i e d a 
d e s   r e a l e s   en el  m u n d o " .  El  d o l o r m i s m o   entraría  en la  p r i m e r a ,
" i d e a s  en la  m e n t e " .
U s t e d   está  f r i t a n d o c e b o l l a s .   Hay un o l o r . ¿El  o l o r  es una  i d e a  en
s u m e n t e ,  o es una p r o p i e d a d e x t e r n a en el  m u n d o r ea l, en la  s a r 

t é n ?  ¿En  equé   caja   va el   o l o r ?  El  o l o r t i e n e   una b a s e   o una c a u s a


ífísica:  la s t r u c t u r a   de las moléculas que v i a j a n   por el  a i r e . ¿Es el
o l o r   lo m i s m o q u e   la e s t r u c t u r a m o l e c u l a r ?   Un a r g u m e n t o c o n c l u y e
qu e   no son lo  m i s m o , p o r q u e   se  p u e d e   c a u s a r   el   m i s m o o l o r  con
' o t r a s e s t r u c t u r a s   q u í m i c a s .   Por e j e m p l o , si lo h i p n o t i z o a p r o p i a d a 
m e n t e ,   y  p o n g o   una  b o t e l la   de  amoníaco  b a j o   su  n a r iz , u s t e d s e n 
tirá  el   o l o r   de  c e b o l l a s   f r i tas.  Al  p a r ec e r d e b e m o s c o n c l u i r   que el
o l o r   r e a l es la sensación  q u e u s t e d p e r c i b e , y ésa es una i d e a   en la

m e n t e ,   que  e n t r a   en la  ca¡a  1. Por  c o n s i g u i e n t e ,  la  e s t r u c t u r a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 86/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
88 INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

m o l e c u l a r e s a l p a r e c e r l a   c a u s a  d e e s e o l o r - e n l u g a r d e l o l o r m i s 
m o - ,   y en t ra en l a c aj a 2 baj o el  rótulo  d e " p r o p i e d a d e s   r e a l e s   en el
mundo".
¿ E l b a n a n o e s r e a l m e n t e a m a r i l lo ? D e n u e v o , lo s c o l o r e s t i e n e n
u n a   b a s e   física:   la l o n g i t u d d e o n d a d e la l u z r e f le j a d a .   P e r o ,   u n a
v e z m á s ,   ésta  n o p u e d e s e r   idéntica  a) c o l o r p e r c i b i d o , p o r q u e u n o
p u e d e p e r c i b i r u n o b j e t o q u e r e fl e ja o t r a l o n g i t u d d e o n d a d i f e r e n 
te del amarillo, pero si sufre de ictericia, por ejemplo, o lleva lentes
a m a r i l l o s ,   percibirá  e l a m a r i l l o .  Este  a m a r i l l o , p o r l o t a n t o , d e b e i r
en la caja 1,  " id e a s   e n la m e n t e " .
Este  a r g u m e n t o se p u e d e a p l i c a r a lo s s o n i d o s q u e p e r c i b i m o s y
a l o s s a b o r e s q u e e x p e r i m e n t a m o s .   E s t o   f o r m a l a s  b a s e s  d e l o q u e
se   llamó  e l a r g u m e n t o d e l a   ilusión.

1 .  L a s p r o p i e d a d e s  r e a l e s   d e u n o b j e t o e x t e r n o n o p u e d e n c a m b i a r
sin que ocurra un cambio en el objeto mismo
2 . Lo s c o l o r e s q u e p e r c i b o p u e d e n c a m b i a r s i n q u e o c u r r a u n c a m 
b i o  e n e l o b j e t o m i s m o

3. P o r l o t a n t o , l o s c o l o r e s q u e p e r c i b o n o s o n p r o p i e d a d e s   r e a l e s
del mundo externo
Un a v ez se h a l l egado a est a   c o n c l u s i ó n ,   se   está  a u n paso de l a
conclusión según  l a c u a l l o s c o l o r e s q u e v e o d e b e n s e r   i d e a s   e n m i
m e n t e . El m i s m o a r g u m e n t o s e p u e d e u t i l iz a r p a r a o t r a s c u a l i d a d e s
s e n s o r ia l e s , c o m o l o h i c i m o s   a t r á s ,   t a le s c o m o l o s s o n i d o s q u e e s 
c u c h a m o s , l o s o l o r e s q u e o l e m o s ,  e t c é t e r a .

E l a r g u m e n t o e s b a s t a n t e   difícil  y r e q u i e r e u n a   e x p l i c a c i ó n .
a)   P r e m i s a   1 . La s p r o p i e d a d e s   r e a l e s   d e u n o b j e t o e x t e r n o n o p u e 
den cambiar sin que ocurra un cambio en el objeto mismo.
Esta  p r i m e r a p r e m i s a o f r e c e u n a p r u e b a o c r it e r i o , u n a   definición
d e q u é es lo q u e c u e n t a c o m o la s p r o p i e d a d e s   r e a l e s   d e u n o b j e t o
e x t e r n o .  S o s t i e n e   q u e c u a l q u i e r   c o s a   q u e s e a u n a p r o p i e d a d d e u n
o b j e t o  e x t e r n o t i e n e q u e s e r t a l , q u e s i c a m b i a , e n t o n c e s e s e c a m 
b i o  t i e n e q u e s e r u n c a m b i o d e l o b j e t o . P o r e j e m p l o , s u e s t a t u r a e s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 87/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo V. DESAPARECER EL  MUNDO 89

' u n a p r o p i e d a d   o  u n a   característica  s u y a .  Esta  característica no  p u e 


d e c a m b i a r   sin qu e h a y a   un  c a m b i o   en  u s t e d .  Por  d e f i n i c i ó n ,   las
. p r o p i e d a d e s   r e a l e s  de un o b j e t o   no  p u e d e n t r a n s fo r m a r s e   sin que
¡o haga   el   o b j e t o m i s m o .

b)   P r e m i s a   2. El  o l o r   qu e p e r c i b o p u e d e c a m b i a r  sin que h a y a   un


c a m b i o  en el  o b j e t o m i s m o .
P o r e j e m p l o ,   si  i n g i e r o b e b i d a s   a l c o h ó l i c a s ,   el   o l o r c a m b i a a u n q u e
é l o b j e t o s i g a i g u a l . Si he s i d o h i p n o t i z a d o ,  el o l o r q u e p e r c i b o c a m 
biará  a u n q u e   no  h a y a   ningún  c a m b i o   físico en el  o b j e t o .  El  o l o r  a
c e b o l l a   frita  es  m u y d i fe r e n t e c u a n d o u n o t ie n e u n a   r e s a c a   h o r r i b l e .
El  o l o r p u e d e c a m b i a r s i n q u e   el  o b j e t o c a m b i e .   En  o t r a s p a l a b r a s ,
e l o l o r q u e p e r c i b o   no ha p a s a d o   la  p r u e b a   qu e las p r o p i e d a d e s   d e
u n o b j e t o r e a l t i e n e n   qu e  s a t i s f a c e r
c)  .Estas  dos p r e m i s a s i m p l i c a n   qu e el  o l o r  que  p e r c i b o   no es la
p r o p i e d a d  de un o b j e t o r e a l.
C o n s i d e r e m o s   el   p a s o f i n a l  y  a g r e g u e m o s o t r a p r e m i s a :
P r e m i s a   4. El  o l o r   que p e r c i b o   es, o una p r o p i e d a d re al  de un
o b j e t o   e x t e r n o , o una id e a  en mi  m e n t e

D a d a   la  c u a r t a p r e m i s a ,  y la  c o n c l u s i ó n ,   t e n e m o s   qu e l l e g a r  a


qu e   el o l o r q u e p e r c i b o  es una i d e a  en mi  m e n t e .
Parece  c l a r o q u e   el  s a b o r   a p i n a , el  c o l o r  d e l o s b a n a n o s   y el  o l o r
d e   las c e b o l l a s f r it a s   son i d e a s   en la  m e n t e . A h o r a ,  si uno a f i r m a
q u e   el   s a b o r r e a l  y el   o l o r r e al  son  c a u s a d o s   po r la  e s t r u c t u r a
m o l e c u l a r   del o b j e t o , d e b e t e n e r c u i d a d o :   si el  a r g u m e n t o   de la
ilusión  es  s ó l i d o ,  e n t o n c e s   se  s i g u e ,  l ó g i c a m e n t e ,  que el  o l o r  qu e
u n o p e r c i b e   no p u e d e   ser una de esas  p r o p i e d a d e s  de los o b j e t o s
[ e x t e r n o s ,   s i n o   una i d e a   en la  m e n t e .  Ésta  es una e x p e r i e n c ia  que
p e r t e n e c e   a la  caja   1 f i d e a s   en la  m e n t e " ).  La composición  q u í m i 
ca,   en c a m b i o ,  va en la  caja   2 ( " p r o p i e d a d e s   r e a l e s  de los  o b j e t o s
e n  el m u n d o " ) .  Por lo t a n t o , el o l o r  no p u e d e   ser i d e n t i f ic a d o c o n  la
composición  q u í m i c a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 88/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
90 INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

CUALIDADES   PRIMARIAS Y SECUNDARIAS


Parece  q u e e l a r g u m e n t o d e la   ilusión  e s a p l i c a b l e a l o s c o l o r e s ,
o l o r e s , s a b o r e s y s o n i d o s q u e p e r c i b i m o s .  John  L o c k e l o s   ubicó  e n
la caja 1  ( " id e a s   e n l a m e n t e " ) y l o s   llamó  i d e a s d e c u a l i d a d e s s e 
c u n d a r i a s . S i n e m b a r g o ,  también afirmó  q u e e x i s t e n c u a l i d a d e s   p r i 
m a r i a s q u e p e r t e n e c e n a l o b j e t o m i s m o :   t a m a ñ o ,  f o r m a , m a s a ,
d u r a c i ó n .   Según  él,  e s t a s   c u a l i d a d e s e s p a c i o t e m p o r a l e s d e u n o b 
j e t o   p e r t e n e c e n a l o b j e t o m i s m o y d e b e n c l a s i fi c a r se e n la c aja 2
( " p r o p i e d a d e s r e a l es d e lo s o b j e t o s e n e l m u n d o " ) .
L o c k e p e n s a b a q u e l a   reflexión filosófica  s o b r e l a n u e v a c i e n c i a
d e l s i g l o  XVII  m o s t r a b a q u e l o s c o l o r e s y  demás  c u a l id a d e s s e c u n 
d a r i a s n o   pertenecían  a l o b j e t o e n a b s o l u t o . En c i e r t o m o d o , n u e s 
t r o s   s e n t i d o s n o s g a s t a n u n a b r o m a . Po r e j e m p l o , p e n s a m o s q u e
l o s c o l o r e s q u e v e m o s   están  a f u e r a , e n el m u n d o , c u a n d o r e a l m e n 
t e n o es a sí: l o m i s m o c o n l o s s o n i d o s q u e e s c u c h a m o s .   Éstos sólo
son ideas en la mente.
¿Qué  s u c e d e c u a n d o u n c u b o d e h i e l o s e fu n d e a   c a u s a   d e l c a 
l o r   C i e r t a m e n t e , e l c a l o r   está  a f u e r a , e n e l m u n d o e x t e r n o . El  p u n 
9

t o   d e L o c k e e s q u e e l c a l o r y e l   frío,   t a l c o m o y o l o s p e r c i b o , e l c a l o r
q u e s i e n t o , p u e d e c a m b i a r s in q u e h a ya u n c a m b i o e n e l o b j e t o .
Po r e j e m p l o , e s t a m o s e n i n v i e r n o ; u s t e d h a e s t a d o a fu e r a , y c u a n 
d o r e g r e s a a s u   habitación  s i e n t e q u e   está  c a l i e n t e . Y e n e l v e r a n o ,
el mismo cuarto, a la misma temperatura, se siente fresco. Como el
a r g u m e n t o d e l a   ilusión  se a p l i c a a l c a l o r q u e p e r c i b i m o s , e l ca l o r,
p o r   t a n t o ,  n o e s u n a p r o p i e d a d r e a l d e l o b j e t o . D e e s t a m a n e r a , e l
ca lo r s e cla s ifica e n la ca ja 1   ( " id e a s   e n la m e n t e " ) . S in e m b a r g o ,
L o c k e   agregaría  q u e l a   vibración  d e   moléculas  e s p a r t e d e l o b j e t o ;
éstas están  c o m p u e s t a s d e c u a l i d a d e s p r i m a r i a s y h a c e n p a r t e d e
la c aj a 2 ( " p r o p i e d a d e s r e a le s d e lo s o b j e t o s e n e l m u n d o " ) .
B e r k e l e y s e o p u s o a l a   distinción  q u e   h a c e   L o c k e e n t r e c u a l i d a 
d e s p r i m a r i a s y s e c u n d a r i a s . B e r k e le y   advirtió  qu e e l a r g u m e n t o d e
la   ilusión  e ra   también  a p l i c a b l e a la s c u a l i d a d e s p r i m a r i a s . Po r e j e m 
p l o ,  l a s f o r m a s y  tamaños  q u e u n o v e p u e d e n c a m b i a r s in q u e h a ya
u n c a m b i o e n l o s o b j e t o s . U na t o r r e d i s t a n t e p a r e c e   p e q u e ñ a ,   p e r o
la m i s m a , d e s d e m á s c e r c a , p a r e c e g r a n d e .   D e s d e   c i e r t o   ángulo  u n

círculo  p a r e c e o v a l a d o . A sí, l a s f o r m a s y l o s   tamaños  q u e u s t e d

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 89/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo V. DESAPARECER EL MUNDO 9  I

p e r c i b e  no s o n p r o p i e d a d e s r e al es   de l o s o b j e t o s e x t e r n o s . B er k e le y
af i rm a   que el a r g u m e n t o  d e la ilusión también se  a p l i c a   al  p e s o  que
u n o   s i e n t e  y a la percepción de  d u r a c ió n .  Que se  a p l i c a   a  t o d a s  las
c u a l i d a d e s p r i m a r i a s  de L o c k e . Y si lo q u e p e r c i b i m o s  no s o n p r o p i e 

d a d e s r e a l e s   de los o b j e t o s , e n t o n c e s d e b e n   ser i d e a s  en la  m e n t e .


El  a r g u m e n t o   de  B e r k e l e y  nos p r o p o n e   una  elección  difícil.  Él
a f i r m a   que t o d a s   las c u a l i d a d e s s e n s i b l e s s i m p l e s   que p e r c i b i m o s
p u e d e n c a m b i a r s i n   que el  o b j e t o  lo h a g a .  Para  c o n c l u i r q u e t e n e 
m o s q u e e s c o g e r :  o
a)   las c u a l i d a d e s   son p e r c e p t i b le s ,  y en tal  c a s o   son m e r a s i d e a s ;

o e s t o  o t r o
b)   si s o n p r o p i e d a d e s re a l es   en el m u n d o e x te ri or , e n t o n c e s  no son
perceptibles.

E n o t r a s p a l a b r a s ,  si el tamaño es a lg o qu e c o n o c e m o s   y  p o d e m o s
v e r , e n t o n c e s   no p u e d e h a c e r p a r t e  de u n o b j e t o . O de o t r a m a n e r a ,
si  el tamaño es u n a p r o p i e d a d r ea l de un o b j e t o e x t e r n o  en el  m u n 
d o ,   e n t o n c e s u s t e d t i e n e   que a d m i t ir  que no  p u e d e p e r c i b i r lo .  Si
u n o   no p u e d e p e r c i b i r l o ,  sería  i m p o s i b l e s o s t en e r q u e p u e d e c o n o 
c e r l o ,   afir ma Ber k eley.  Por  c o n s i g u i e n t e ,  las  p r o p i e d a d e s r ea le s   de
u n   o b j e t o  son a b s o l u t a m e n t e i n c o g n o s c i b l e s . T o d a s   las c o s a s  que
p e r c i b i m o s   d e b e n   ser c l a s i fi c a d a s  en la caja   I  ( " i d e a s  e n la  m e n t e " ) ;
lo   que  q u e d e p a r a  la 2  ( " p r o p i e d a d e s r e al e s  de los o b j e t o s   en el
m u n d o " )  es  a l g o e s e n c i a l m e n t e i n c o n c e b i b l e .
A l a p l i c a r  el a r g u m e n t o  d e la ilusión a la percepción d e las c u a l i 
d a d e s p r i m a r i a s   y  s e c u n d a r i a s , B e r k el ey c o n c l u y e   que sólo  p o d e 
m o s p e r c i b i r n u e s t r a s p r o p i a s id e a s .   Esta  conclusión  es  n o t a b l e .
Sign ifica   qu e c u a n d o u s t e d c r ee   que está  m i r a n d o  sus m a n o s , por
e j e m p l o ,  se e q u i v o c a : sólo está  p e r c i b i e n d o i de a s en su m e n t e , n a d a
d e m a n o s   ni n i n g u n a o t r a c o s a  del m u n d o e x t e r n o .
L o c k e d i c e   que las i d e a s   que t e n e m o s  de las c u a l id a d e s p r i m a 
rias  se a s e m e j a n   a las c u a l i d a d e s m i s m a s  en el  m u n d o . Be rk e le y  lo
c r i t i c a ,   señalando  que uno no  p u e d e s i t u a r s e f u e r a   de sus  i d e a s
p a r a c o m p a r a r l a s d i r e c t a m e n t e   con el  m u n d o .  Para  h a c e r l o , uno

tendría  qu e p e r c i b i r  el  m u n d o , y eso no es  p o s i b l e : p a r a p e r c i b i r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 90/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

92 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

s e r e q u i e r e n i d e a s . E l   único  a c c e s o   q u e u n o t i e n e a l m u n d o e s
i n d i r e c t o ,  a   través  d e n u e s t r a s id e a s . N o h a y m a n e r a p o s i b l e d e
h a c e r   u n a   comparación  e n t r e l a s   i d e a s   y las   c o s a s   e x t e r n a s , p o r q u e
sólo  p o d e m o s p e r c i b i r i d e a s .
Si   B e r k e l e y   está  e n l o c i e r t o , n o s o t r o s n o p e r c i b i m o s n u e s t r o s
p r o p i o s c u e r p o s . E n s u lu g ar, t e n e m o s   ¡deas  q u e s e o r i g i n a n e n
a l g o a h í a f u e r a , q u e es j u s t o l o q u e n o s o t r o s l l a m a m o s n u e s t r o c u e r 
p o .   E n c o n s e c u e n c i a , la h i s t o r i e t a  científica  de la   percepción  e s una
e s ta fa . En e l  c a s o   de la   percepción  v i su a l , e l c u e n t o t r a d i c i o n a l d i c e
q u e l a l u z s e re f l e ja e n e l o b j e t o , g o l p e a n u e s t r a r e t i n a y e s t i m u l a e l
n e r v i o   ó p t i c o ,  e l q u e a s u v e z e s t i m u l a l a c e r e b r o q u e e n t o n c e s   p r o 
d u c e l a i d e a d e l o b j e t o e n n u e s t r a m e n t e . S i   B e r k e l e y   t i e n e   razón ,
e n t o n c e s   e s t e   c u e n t o e s u n   e n g a ñ o ,  p o r q u e u n o n o t i e n e c o n o c i 
m i e n t o   d i r e c t o d e s u s o j o s , n e r v i o s   retínales  y c e r e b r o .  Sólo  t e n e 
m o s c o n o c i m i e n t o d i r e c t o d e n u e s t r a s p r o p i a s id e a s .  ¿Cómo
f o r m a m o s e n t o n c e s l os c o n c e p t o s d e la s  c o s a s   e x t e r n a s   según  e s t e
p u n t o   d e   v i s t a ?  N u e s t r a s   i d e a s   t i e n e n o r d e n y c o h e r e n c i a . D e b i d o a
esto, elab oram os los co nc ep to s de ob jeto s exte rnos . Hacerlo no es
t a r e a s i m p l e . A l o s   niños  l e s t o m a v a r i o s m e s e s , e l l o s s o n   jóvenes  y
c a p a c e s   d e a p r e n d e r .   Este  o r d e n d e n u e s t r a s  i d e a s   n o s   enseña  a
i n t e r p r e t a r   n u e s t r a e x p e r i e n c i a e n   relación  c o n o b j e t o s q u e e x i s t e n
a u n q u e n o s e l o s p e r c i b a .   P e r o   e s t o n o s i g n i fi c a q u e r e a l m e n t e p e r 
c i b a m o s t a l e s o b j e t o s . U n o   sólo  v e c o l o r e s y f o r m a s , y l o s i n t e r p r e 
t a m o s d e c i e rt a m a n e r a . E l o r d e n y la c o h e r e n c i a e n t r e   esas  i d e a s   ,
e s lo q u e p e r m i t e q u e v i v a m o s e n l a  p r á c t i c a ,  p e r o n o n o s d a n c o 
n o c i m i e n t o  d e l m u n d o e x t e r n o .
E s t o   no s lle va a   o t r o   p u n t o e n f a v o r d e   B e r k e l e y  H a y u n a d i f e r e n 

tcai ad ae. nPt reen slaamei xe np et or i eyn csensación


i a c r u d a y   s cómo
o n   d i s tésta   es usualmente interpre-,
i n t o s .  Po r e j e m p l o , u n o m i r a |
c a l le a b a j o y p i e n s a q u e v e u n a m i g o . La f o r m a q u e p e r c i b o   p a r e c e  •
f am i l i ar.  Sin e m b a r g o , c u a n d o n o s   a c e r c a m o s   u n p o c o , e s   sólo  u n a
s o m b r a . N u e s t r a   interpretación afectó  n u e s t r a   p e r c e p c i ó n .  Si trata- \
m o s d e e x p e r i m e n t a r n u e s t r a s  s e n s a c i o n e s  s i n i n t e r p r e t a r l a s , t e n - ¡
d r e m o s e n t o n c e s la e x p e r i e n c i a c o m o e s e n s í m i s m a , s i n '
p e n s a m i e n t o . T r a t e d e d e s c r i b i r s u e x p e r i e n c i a s i n   h a c e r  n i n g u n a ]

interpretación  t e ó r i c a.   C u a n d o s e c o n c e n t r a e n la n a t u r a l e z a d e l a í

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 91/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o   V. DESAPARECER EL M UNDO

sensación  m i s m a ,  la  interpretación  lle g a  a ser m e n o s f u e r t e , h a s t a


q u e p e r c i b e s e n s a c i o n e s c r u d a s .   P e r o   c u a n d o   h a c e   e s o ,  no e x p e r i
m e n t a   sus i d ea s c o m o o b j e t o s m a t e r ia l e s .
I m p o n e m o s   el   c o n c e p t o   de  o b j e t o s m a t e r i a le s c u a n d o i n t e r p r e 
t a m o s n u e s t r a e x p e r i e n c i a   (la c u a l ,  según  B e rke le y, c o n s is te   en  p e r 
c i bi r  id e a s) . N o r m a l m e n t e , c u a n d o u n o m i r a , a s u m e   que su visión
t o m a   a la  c o s a m i s m a d e s d e a f u e r a .  El  a r g u m e n t o   de  B e r ke le y i n 
t e n t a   m o s t r a r n o s q u e   esa suposición es f a l s a .  Que es u n a i n t e r p r e 
tación  falsa.

CONCLUSIONES
¿ H a h e c h o   su a p u e s t a ?  Si  votó  en  f a v o r   de  B e r k e l e y  y  D e s c a r t e s ,
e n t o n c e s t i e n e   un p r o b le m a .  ¿Cómo  l l e n a m o s   el  vacío  e n t r e n u e s 
tra   e x p e r i e n c i a p e r s o n a l de las i d e a s  y  n u e s t r a c e r t e z a   de q u e c o n o 
c e m o s e l m u n d o e x t e r n o ? ¿Cómo  j u s t i f i c a r e s a c e r t e z a - l a d e c o n o c e r
a   tal g r a d o   el   m u n d o e x t e r n o - , si  n u n c a p e r c i b i m o s   los  o b j e t o s ?
Este capítulo ha s i d o  e n p a r te u n e j e m p l o a m p l i o  de la p r i m e r a   f a s e
d e   la  filosofía:   p r e g u n t a s   y  p e r p l e j i d a d e s .
L o s a r g u m e n t o s m u e s t r a n ,  al  p a r e c e r ,  qu e u n o   no p e r c ib e o b j e 
t o s e x t e r n o s , s i n o   sólo  ¡ d e a s .   E n t o n c e s   nos q u e d a e s te p r o b l e m a :
¿cómo  es  p o s i b l e   que t e n g a m o s c o n o c i m i e n t o  de los o b j e t o s  ma 
t e r i a l e s ?  Al p a r e c e r ,  es i m p o s i b l e .  P o d e m o s   s a b e r   y  r e c o n o c e r n u e s 
t ra s s e n s a c i o n e s c o m o d i b u j o s , p e r o n u n c a   el  m u n d o e x t e r n o  tal
c o m o   es. Si el  c o n o c i m i e n t o   se  b a s a   en la  e x p e r i e n c i a s e n s o r i a l ,
e n t o n c e s   la  n a t u r a l e z a   del m u n d o e x t e r n o d e b e p e r m a n e c e r p a ra
s i e m p r e  en el  m i s t e r i o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 92/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 93/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  V I
M I R A R  E L  M U N DO

El   a r g u m e n t o   d e l a i l us i ó n p ar e c e s ó l i d o , a   p e s a r   d e l a   n a t u r a l e z a
d r amá t i c a y   c o n t r a i n t u i t i v a   d e s u s   i m p l i c a c i o n e s :  s ó l o   p e r c i b i m o s
n u e s t r a s p r o p i a s i d e a s ; n u n c a   lo s  o b j e t o s e x t e r n o s . Im p l ic a   q u e   e s t a 
m o s e n c e r r a d o s p a r a s i e m p r e  en la prisión de  n u e s t r a p r o p i a c o n 
c i e n c i a ,  s i n a c c e s o a l   m u n d o e x t e r i o r .  E s t a p o s i c i ó n e s   p r o p i a   d e l as
filosofías d e   De s ca r te s , Lo ck e ,   B e r k e l e y y   H u m e , e n t r e m u c h o s o t r o s .
O t r a   posición sería la de   a f i r m a r   q u e   p o d e m o s p e r c ib i r d i r e c t a 
m e n t e o b j e t o s m a t e r i a l e s .  P e r o   e s t a   p o s i c i ó n s ó l o   t i e n e h a s t a a h o 

ra   e l  s  emn tui edsot ra


ilusión c o  qmuúen a  lp  pa raar e ca ep ro  yeasr suen, a yp ao ds iecmióáns  ,e qe ul  iavrogcua m
d ae.n  U
t on  ad ev el az
más ,   e s   h o r a   d e h a c e r s u  a p u e s t a , p o r q u e a h o r a e x a m i n a r e m o s e s ta
posición  a l t e r n a t i v a .

ESPEJISMO
I m a g i n e   u n a   p e r so n a i n t r o d u c i d a   e n u n   t a n q u e   d e   a g u a ,  c o n   r e s p i 
ración   ar ti f i c i al ,  d e n t r o   d e l  c u a l  la s   p r i n c i p a l e s e n t r a d a s s e n s o r i a l e s
d e   la   p e r s o n a   s o n   t a p o n a d a s ( o jo s   y o í d o s   v e n d a d o s ) .  D e s p u é s d e
c i e r t o   t i e m p o ,  la   p e r s o n a   c o m e n z a r á a v e r   c o s a s ;  p o r  e j e m p l o ,  p o 
d r á v e r un   c a s t i l l o . A h o r a i m a g i n e   a u n a   p e r s o n a a b a n d o n a d a   e n
u n d e s i e r t o   v a c í o .   C u a n d o   e l  c a l o r   y l a s e d s e a n   i n s o p o r t a b l e s ,  la
p e r s o n a   verá el   e s p e j i s m o   d e u n   o a s i s .  T a l e s   p e r s o n a s   p o d r ía n r a 
z o n a r   de la   s i g u i e n t e m a n e r a :

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 94/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

96 INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA FILOSOFÍA

1 .  E s t o y  v i e n d o a l g o .
2.   D a d o   que e s t o y v i e n d o a l g o , e s t o y v i e n d o   un o b j e t o e x t e r n o   o
e s t o y v i e n d o   mis p r o p i a s i d e a s .
3.   No  e s t o y v i e n d o   un  o b j e t o e x t e r n o .

4.   Por lo t a n t o ,  e s t o y v i e n d o   mis p r o p i a s i d e a s .


El  p r o b l e m a   con el a r g u m e n t o a n t e r i o r  e s t á  en la p r e m i s a   I  ( " E s t o y
v i e n d o a l g o " ) .  Es una p e t i c i ó n   de p r i n c i p i o .  La  p re m i s a s u p o n e  que
h a y a l g o   que d e b e  ser una cosa tal que una  p e r s o n a   la ve  c u a n d o
s u f r e   una a l u c i n a c i ó n . S ó l o   g r a c i a s   a  e s t a   s u p o s i c i ó n ,   s u r g e   la  c o n 
c l u s i ó n   s i g u i e n t e :  la  c o s a   v i s t a   no  p u e d e   ser un  o b j e t o m a t e r i a l ;
d e b e   ser e n t o n c e s   una  i d ea m e n t a l .
O b v i a m e n t e , cu a n d o   u n a  p e r s o n a t i e n e   u n a a l u c i n a c i ó n , e s t á  v i e n 
d o ,   y su  e x p e r i e n c i a t i e n e   un c o n t e n i d o .  P e r o   no  d e b e m o s a s u m i r
q u e e s t o i m p l i c a   que e lla   d e b e   e s t a r v i e n d o a l g u n a   cosa.  No  p o d e 
m o s a s u m i r   que el c o n t e n i d o  de la  e x p e r i e n c i a   de la  visión   de una
p e r s o n a   es el   o b j e t o  de su e x p e r i e n c i a ,  o que es una c o s a  que ella
e s t á   v i e n d o .  H a c e r t a l s u p o s i c ió n   es  a s u m i r   q u e  en e f e c t o   las i d e a s
existen  c o m o e n t i d a d e s m e n t a l e s .
La   a l t e r n a t i v a   a  e s t a   s u p o s i c i ó n s e r í a   a r g u m e n t a r  q u e  una p e r s o 
n a   que t i e n e   una a l u c i n a c i ó n   no ve  cosa  a l g u n a .  Esta   a l t e r n a t i v a  a d 
mitiría   que q u i e n s u f re  una a l u c i n a c i ó n e s t á  v i e n d o , y que su  v i s i ó n
t i e n e   un  c o n t e n i d o .  Sin  e m b a r g o ,  ne g ar í a   que el  c o n t e n i d o   es el
objeto de su  e x p e r i e n c i a .  En  o t r a s p a l a b r a s ,  la  a l t e r n a t i v a   sería  re
c h a z a r   la  af i r mac i ó n i mp l í c i t a  en la  p r e m i s a   I: que el c o n t e n i d o  d e
la   e x p e r i e n c i a   es un  o b j e t o m e n t a l .  P o d e m o s   a r g u m e n t a r   qu e el

c o n t e n i d o  de la  visión   es  s i m p l e m e n t e   una m a n e r a   de ver, y  p o d e 


m o s t r a t a r  la  e x p e r i e n c i a a d v e r b i a l m e n t e   en  l u g a r  d e  t r a ta r la c o m o '
u n o b j e t o   (explicaré  e s t o   más  a d e l a n t e ) .
Para  ser más p r e c i s o s ,  y  e v i t a r   la p e t i c i ón  de  p r i n c i p i o ,  d e b e m o s
r e e m p l a z a r   la  p r e m i s a   I por:
1 * .  E s t o y   t e n i e n d o   una e x p e r i e n c i a v i s u a l .
Si  r e e m p l a z a m o s   la  p r e m i s a   I del a r g u m e n t o o r ig i n a l por la  p r e m i 

sa   1 * , que no es una  p e t i c i ón   de  p r i n c i p i o ,  el  a r g u m e n t o p i e r d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 95/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo V .  MIRAR   EL MUNDO 97

v a l i d e z .   La  c o n c l u s i ó n   no se s i g u e   l ó g i c a m e n t e  de la n u e v a s e r i e de


p r e m i s a s .  Sin un n u e v o a r g u m e n t o i n d e p e n d i e n t e   que p e r m i t a a f i r
m a r   que la  p r e m i s a   I  es  v e r d a d e r a   y qu e la  f r a s e   I  * es  f a l s a ,  el
a r g u m e n t o   de la  a l u c i n a c i ó n  es una p e t i c i ón   de  p r i n c i p i o .

UNA CRÍTICA   D E L  ARGUMENTO   DE IA ILUSIÓN


Esta crítica   del a r g u m e n t o   de la a l u c i n a c i ó n   p u e d e   u s a r s e   p a r a   e v a 
luar, de   m a n e r a   c r í t i c a t amb i én,  el a r g u m e n t o  de la i l us i ó n.  Los dos
a r g u m e n t o s   son s im i l a r e s .  (Revisar  el a r g u m e n t o  de la ilusión  en el ca
pítulo   a n t e r i o r ) .  La  p r e m i s a   2 de l  a r g u m e n t o   de la  ilusión   o r i g i n a l
era:

2.   Los c o l o r e s   qu e p e r c i b o p u e d e n c a m b i a r  sin que h a y a   un  c a m 


b i o  en el  o b j e t o m i s m o .
Esta   p r e m i s a ,  al  i g u a l que la  p r e m i s a   1, es una  p e t i c i ón   de  p r i n c i 
p i o .  La  p r e m i s a   2  a s u m e   que los c o l o r e s   que p e r c i b o   son  o b j e t o s
m e n t a l e s   o  i d e a s .  S u p o n e  que lo que  p u e d e c a m b i a r  (sin que el
o b j e t o   e x t e r n o s u f r a   a l t e r a c i ó n   a l g u n a ) es esa c i e r t a   cosa que yo  p e r 
c i b o .   C o n t r a es ta s e g u n d a p r e m i s a p o d e m o s a r g u m e n t a r   q u e  lo que

p u e d e c a m b i a r   (sin  n i n g u n a   a l t e r a c i ó n   del  o b j e t o e x t e r n o )  no es
e sa   c i e r t a   cosa,  s i n o   la  m a n e r a c o m o p e r c i b i m o s   o el  c o n t e n i d o
f e n o m e n o l ó g i c o  de n u e s t r a   p e r c e p c i ó n .  Por e j e m p l o ,  la f o rm a c o m o
p e r c i b o   una  p a r e d b l a n c a   c a m b i a r á   c u a n d o c a m b i e   el  c o l o r   de la
luz.  En  c o n t r a   de e s t a s e g u n d a p r e m i s a p o d e m o s i n s i s t i r en que lo
q u e p e r c i b o  es el c o l o r  de un o b j e t o e x t e r n o ,  y que ese c o l o r o b j e 
t i vo   no p u e d e c a m b i a r   a  m e n o s   que el o b j e t o m i s m o   lo h a g a .  Para
ser   más  p r e c is o s , p o d e m o s r e em p l a z ar   la  p r e m i s a   2 por:

2*.  La  m a n e r a c o m o p e r c i b o  el c o l o r p u e d e c a m b i a r   s i n  que o c u r r a


u n c a m b i o   en el  o b j e t o m i s m o .

Un a   vez  r e e m p l a z a d a   la  p r e m i s a   2 por la 2*, el a r g u m e n t o o r i g i n a l


n o   es  v á l i d o .   Sin un  n u e v o a r g u m e n t o in d e p e n d i e n t e   que  p e r m i t a
a f i r m a r   q u e  la p r e m i s a   2 es  v e r d a d e r a   y q u e  la o r a c i ó n   2* es  falsa, el
a r g u m e n t o   de la  ilusión  es una p e t i c i ó n   de  p r i n c i p i o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 96/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
98 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

UNA CONCEPCIÓN ALTERNATIVA   DE


LA   P E RCE P CI ÓN:  E L   REALISMO DIRECTO
A l o   s u m o ,  e l a r g u m e n t o   d e la i lu s i ó n n o   e s t a b l e c e   l a c o n c l u s i ó n d e
q u e   s ó l o   p o d e m o s p e r c i b i r n u e s t r a s p r o p i a s id e a s.  Po r   s u p u e s t o ,
e s t o   n o   i m p l i c a   q u e l a c o n c l u s i ó n s e a   falsa   e n s í  m i s m a .  El  a r g u 
m e n t o   d e l a i l us i ó n   p u e d e   n o s e r   c o n c l u y e n t e , p e r o   l a c o n c l u s i ó n ,
(a   s a b e r ,  q u e s ó lo   p o d e m o s p e r c i b i r n u e s t r a s p r o p i a s i de a s, )  p o d r í a
ser verdadera.
P o r e l   m o m e n t o ,  e n   l u g a r   d e   a r g u m e n t a r   q u e   e s t a   c o n c l u s i ó n e s
f a l s a , c o n s i d e r e m o s   c u á l p o d r ía s e r u n a p o s i c i ón   a l t e r n a t i v a ,  q u e
p o d e m o s l l a m a r r e a l i s m o d i r e c t o .   Ella   s o s t i e n e   q u e   p o d e m o s p e r
c i b i r  d i r e c ta m e n t e   lo s  o b j e t o s e x t e r n o s ,  y q u e lo s  o b j e t o s   d e l a   p e r 
c e p c i ó n n o s o n ¡ d e a s e n l a   m e n t e . D e s a r r o l l a r   e l  r e a l i s m o d i r e c t o
e s   i m p o r t a n t e , p o r q u e  l a a f i r m a c i ó n d e q u e s ó l o   p o d e m o s p e r c i b i r
n u e s t r a s p r o p i a s   i d e a s e s u n   p i l a r  d e l a s t e o r í a s d e l   c o n o c i m i e n t o
d e   u n a  s e r i e   m u y  i m p o r t a n t e  d e  p e n s a d o r e s , c o m o D e s c a r t e s , L o c k e ,
B e r k e l e y   y   H u m e .  Por el   c o n t r a r i o , K an t  e s u n   r e a l i s t a d i r e c t o .
O r a c i o n e s c o m o , "e s t o y v i e n d o a l g o " ,   y " l o q u e   e s t o y v i e n d o " ,
s o n v a g a s .  P u e d e n   r e f e r i r s e   a l  c o n t e n i d o   de la visión, a la   n a t u r a l e 

Azal t  edren al at  i ve ax m
p eerni teen,c i at  a dl eesl afcr taos ede
s ver, r e  feexrpi resr ei e  nac ilaa vci sousaal qmui es mdae.
p u e doe na la
h e c h o   v e o ; a u n   o b j e t o e x t e r n o   q u e   e x is te i n d e p e n d i e n t e m e n t e   d e l
a c t o   d e   v e r l o .  S e g ú n e l   re a li st a d i r e c t o , d e b e m o s d i s t i n g u i r c l a r a 
m e n t e   e l  c o n t e n i d o   d e l a v i s i ó n d e l a c o s a   v i s t a .  El  c o n t e n i d o
e x p e r i e n c i a d e m i v i si ón n o e s u n a ñ a d i d o a a c t o   d e v e r ; e s s ó l o e l
m o d o   o la   m a n e ra c o m o   v e o . El   o b j e t o i n d e p e n d i e n t e   d e m i v i s i ó n ,
la   c o s a q u e   r e a l m e n t e   v e o , t a l  c o m o   u n á r b o l o u n a   s illa ,  e s   a l g o
d i s t i n t o   d e m i a c t o   d e v e r ;  e x i s t e ,  a u n s i n o l o v e o .
D e   a c u e r d o   c o n e l  re a l is t a d i r e c t o , c u a n d o   u n a   p e r s o n a s u f r e   u n a
a l u c i n a c i ó n n o e s t á   v i e n d o   u n   o b j e t o e x t e r n o . A u n q u e n u e s t r a  t e n 
d e n c i a   e s   a f i r m a r   q u e t a l   p e r s o n a   e s t á   v i e n d o a l g o ,  e s o s ó l o   s i g n i 
fica   q u e e s tá   v i e n d o   d e u n a   m a n e r a p a r t i c u l a r ,  o q u e s u   e x p e r i e n c i a
v i s u a l t i e n e c o n t e n i d o .   El   r e a l i s t a d i r e c t o a f i r m a   q u e e s   t e n t a d o r ,
p e r o   e n g a ñ o s o ,   d e c i r   q u e h a y u n a c o s a   m e n t a l  q u e u n a   p e r s o n a
p e r c i b e .  E s p r o b l e m á t i c o   p o r q u e i m p l i c a   q u e h a y  a l g u n a c o s a ,   a l 

g ún   o b j e t o m e n t a l r e a l  q u e l a   p e r s o n a   e s t á   p e r c i b i e n d o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 97/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o   V I .  MIRAR  EL  MUNDO 99

E l i d i o m a   español  n o a y u d a a d i s t i n g u i r e n t r e e l c o n t e n i d o d e la
visión  y l o q u e e s v i s t o . P or e j e m p l o , c u a n d o le p r e g u n t a m o s a a l 
g u i e n qué  e s l o q u e v e " , p o d e m o s e s t a r   preguntándole  p o r u n a
  u

descripción  d e s u e x p e r i e n c i a , o p o r u n a   descripción  d e l o b j e t o
externo que ve.
Según  e l r e a li s t a d i r e c t o , la a u s e n c i a d e u n a   distinción  e ntr e e l
c o n t e n i d o d e l a e x p e r ie n c i a y e l o b j e t o i n d e p e n d i e n t e q u e s e e x p e r i 
m e n t a p u e d e   c a u s a r  u n a e n o r m e   c o n f u s i ó n . Puede  lle va r no s a co s ifica r
e l c o n t e n i d o d e la e x p e r i e n c i a d e la   percepción  y a t r a t a r l o c o m o s i
fuera la  c o s a   q u e e s t a m o s v i e n d o o e x p e r i m e n t a n d o . D e s ca r t e s, L o ck e ,
y   B e r k e l e y  u t i l i z a n la p a l a b r a " i d e a " p a r a r e fe r i rs e al c o n t e n i d o d e la
e x p e r i e n c i a , p e r o e l lo s t i e n d e n a t r a t a r e s e c o n t e n i d o c o m o s i f u er a
u n   ítem  m e n t a l o u n a p i n t u r a e n la m e n t e . T r a t a n   e s t e   c o n t e n i d o
co mo s i fue r a la   c o s a   p e r cib id a . El r e a lis ta d ir e cto a fir ma q ue e llo s s e
e q u i v o c a n p o r q u e l a s  i d e a s  n o s o n o b j e t o s a d i c i o n a l e s a l a c t o d e
ver. Las   i d e a s   n o s o n l o s o b j e t o s d e l a   p e r c e p c i ó n ;  s o n e l m o d o o l a
m a n e r a c o m o n o s o t r o s m i r a m o s . Po r e s ta   razón ,   e l r e a l i s t a d i r e c t o
argumentará  q u e L o c k e ,  D e s c a r t e s   y  B e r k e l e y  s e e q u i v o c a n c u a n d o
a f i r m a n q u e p e r c i b i m o s n u e s t r a s p r o p i a s i d e a s . La s   i d e a s   n o s o n l o s
o b j e t o s q u e v e m o s , p o r q u e l a s   i d e a s  n o s o n o b j e t o s e n a b s o l u t o .
Según  e l r e a lis ta d ir e cto , la s   i d e a s   n o s o n l a   c o s a   v is t a ; s o n m e r a 
mente el acto o la experiencia de ver de una manera particular.
Para  q u e   e s t e   p u n t o q u e d e m á s c l a r o , p o d e m o s c o m p a r a r la s
i d e a s   c o n l o s e s t a d o s d e   á n i m o .  E l r e a l i s t a d i r e c t o a f i r m a q u e u n
23

e s t a d o d e   ánimo  n o e s u n a   c o s a   u o b j e t o m e n t a l . A u n q u e e n e s p a 
ñ o l n o s r e f e r i m o s a l o s e s t a d o s d e   ánimo  c o m o l o q u e s e n t i m o s , e l
r e a l i s t a d i r e c t o n o p i e n s a u n e s t a d o d e   ánimo  c o m o u n o b j e t o . Un

e s t a d o d e   ánimo  n o e s o t r a   c o s a   q u e s e n t i r d e u n a c i e r t a   manera.
El re a l i s t a d i r e c t o s o s t i e n e q u e e n lu g a r d e p r e g u n t a r l e a u n a p e r 
s o n a q u é e s l o q u e s i e n t e , c o m o s i s i n t i e r a u n a c o s a ,   sería  más
a d e c u a d o p r e g u n t a r l e   cómo  s e s i e n t e . U n r e a l i s ta d i r e c t o p u e d e
c o m p a r a r l a s   i d e a s   c o n l o s e s t a d o s d e  á n i m o :  a s í c o m o l o s e s t a 
d o s d e   ánimo  s o n la m a n e r a c o m o s e n t i m o s , la s  i d e a s   s o n   s i m 
p l e m e n t e la m a n e r a c o m o p e r c i b i m o s . D e a c u e r d o c o n el r e a li s ta

2 1

  Ver   S e c c i ó n   5. 1. BFNNF/TT,  J.,   Locke.  Berkeley, Hume,  C ía r e n d o  n Press,  O x f o r d .  1979.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 98/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
100 INTRODUCCIÓN  A LA  PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

d i r e c t o ,   n o d e b e m o s d e j a r n o s   engañar  p o r e l i d i o m a   e s p a ñ o l ,   q u e
a l t r a t a e l c o n t e n i d o d e l a   percepción  c o m o u n a c o s a . L as   i d e a s   n o
s o n l o q u e p e r c i b i m o s ; s o n la m a n e r a c o m o p e r c i b i m o s .
P or s u p u e s t o , n a d a d e e s t o c o n s t i t u y e u n a r g u m e n t o a f a v o r d e l
r e a l i s m o d i r e c t o , n i t a m p o c o e n c o n t r a d e la  afirmación  d e q u e   sólo
p o d e m o s p e r c i b i r n u e s t ra s p r o p i a s id e a s.   E s t o   e s   sólo  u n a   i l u s t r a 
ción  d e   cómo  a l g u n o s   filósofos  h a n t r a t a d o d e d e s a r r o l l a r u n   p u n 
t o  d e v i s t a r e a l i s t a . 24

E L   A R G U M E N T O  D E L  LENGUAJE  PRIVADO
Podría  h a b e r u n a r g u m e n t o c o n t r a l a   afirmación  d e q u e   sólo  p o d e 
m o s p e r c i b i r n u e s t r a s p r o p i a s i d e a s. P or e j e m p l o , e l l l a m a d o a r g u 
m e n t o d e l l e n g u a j e p r i v a d o d e W i t t g e n s t e i n , q u e   p a r e c e   d e s a fia r la
suposición   c e n t r a l d e   D e s c a r t e s   y  B e r k e l e y  ( qu e lo s o b j e t o s i n m e 
d i a t o s d e l a   percepción  s o n l a s   i d e a s   e n l a m e n t e ) .
En su   Primera  meditación,  D e s c a r t e s   d u d a d e l a e x i s t e n c i a d e l   m u n 
d o e x t e r n o . É l t i e n e   i d e a s   q u e p u e d e i d e n t i fi c a r d i r e c t a m e n t e , p e r o
él no   s a b e   s i a l g u n a   c o s a   " a h í a f u e r a " e n e l m u n d o e x t e r n o , r e a l 
m e n t e c o r r e s p o n d e a , o p r o d u c e   esas  i d e a s .  D e s c a r t e s   está  p r e s o
e n e l m u n d o d e s u s p r o p i a s   i d e a s   i n m e d i a ta s .  E s t o   e s l o q u e p o d e 
m o s l l a m a r " l a   posición  o r i g i n a l d e D e s c a r t e s " . D e a c u e r d o c o n e s t a
p o s i c i ó n ,   la   única  m a n e r a d e s a l i r d e t a l   prisión  e s p r o b a n d o la
e x i s t e n c i a d e D io s y, e n c o n s e c u e n c i a , v i n d i c a n d o e l p r i n c i p i o s e 
gún el cual las   i d e a s c l a r a s   y d i s t i n t a s s o n v e r d a d e r a s .   Este  p r i n c i 
p i o  s i r v e d e p u e n t e e n t r e e l c o n o c i m i e n t o d e l a s   i d e a s  y e l m u n d o .
M i e n t r a s n o p o d a m o s p r o b a r la e x i s t e n c i a d e D io s , e l p u e n t e e s t a 
rá   r o t o .
¿ E s v i a b l e l a   posición  o r i g i n a l d e   D e s c a r t e s ?  El a r g u m e n t o d e
W i t t g e n s t e i n m u e s t r a q u e n o .   D e s c a r t e s   a s u m e q u e c u a n d o él p i e n 
s a , p o r e j e m p l o ,   quizás algún  d e m o n i o m a l ig n o e x i s t e " , la s p a l a 
bras que tisa para expresar tales pensamientos tienen significado.
En su   método  d e la d u d a , e l s i g n i f i c a d o d e la s p a l a b r a s e s t r a t a d o

Para  u n a   c o n c e p c i ó n   a l t e r na t i v a , v e r p ágs.   1  13 - 127   JACKSON,  F., "The E xi slc nc e of

M e n t a l O b j e c t s ' , e n   Perceptuaí  Knowledgc,  J . Da ncy ( e d ) ,   O x f o r d ,  19 8 8 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 99/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o   V I .  MIRAR  EL  MUNDO 101

c o m o a l g o d a d o y n o s u j e t o a l p r o c e s o b l a n q u e a d o r d e la d u d a q u e
p o r   o t r a p a r t e   D e s c a r t e s   utilizó.  ¿Este  l e n g u a j e d e   D e s c a r t e s   e s   s i g 
n i f i c a t i v o ,  t i e n e s e n t i d o ? W i t t g e n s t e i n o f r e c e u n a r g u m e n t o p a r a
m o s t r a r q u e n o , p o r q u e l as p a l a b r a s s o n , y t i e n e n q u e s er, m o n e d a

c o r r i e n t e  d e l d o m i n i o   p ú b l i c o .   E l s i g n i f i c a d o   lingüístico  r e q u i e r e l a
e x i s t e n c i a d e u n m u n d o o b j e t i v o ; n o p u e d e s er e x c l u s i v o d e l as   i d e a s
íntimas  d e D e s c a r t e s .
En r e s u m e n , W i t t g e n s t e i n a r g u m e n t a c o n t r a la p o s i b i l i d a d d e u n
l e n g u a j e e s e n c i a l m e n t e p r i v a d o . É l i m a g i n a u n a p e r s o n a q u e u s a la
letra   'S' p a r a r e fe r ir s e a u n a   s e n s a c i ó n .   C u a n d o l a sensación  a p a r e 
c e d e n u e v o , l a p e r s o n a   usará  o tr a ve z la le tr a 'S ' p a r a r e fe r ir s e a la
m i s m a   s e n s a c i ó n .  A h o r a , e n e l c u r s o n o r m a l d e l a v i d a , a   v e c e s
i d e n t i f i c a m o s  u n a   sensación  p o r s u s   c a u s a s :  éste  e s e l s e n t i m i e n 
t o   q u e t e n g o c u a n d o o i g o e l r e c h i n a r d e l a   tiza   e n e l t a b l e r o " .  P e r o
t a l e s f o r m a s d e i d e n t i f i c a r l as   s e n s a c i o n e s   p r e s u p o n e n la e x i s t e n 
c ia d e u n m u n d o e x t e r n o y n o s o n p e r m i t i d a s p o r la   posición  o r i g i 
n a l d e D e s c a r t e s . E l  método  c a r t e s i a n o d e la d u d a r e q u i e r e u n
l e n g u a j e e s e n c i a l m e n t e p r i v a d o . En e s t a   p o s i c i ó n ,   e s n e c e s a r i o
c o n s t r u i r   u n l e n g u a j e d e e s a   í n d o l e ,   u n o c u y o s i g n i f ic a d o se a o b t e 
n i d o   p o r r e f e r e n c i a d i r e c t a a l a s  i d e a s  p r i v a d a s , a s u c o n t a c t o i n 
t r o s p e c t i v o ,  s in   relación  c o n f a c t o r e s   c a u s a l e s   e x t e r n o s .
El a r g u m e n t o d e W i t t g e n s t e i n c o n t r a la p o s i b i l i d a d d e u n   l e n 
g u a j e e s e n c i a l m e n t e p r i v a d o (LEP) e s :

1 .  U n l e n g u a j e s i g n i f i c a t i v o r e q u i e r e la p o s i b i l i d a d d e e r r o r
2. En u n L ER n o h a y fo r m a d e d i s t i n g u i r e n t r e "X e s c o r r e c t o " y X   W

m e  p a r e c e  c o r r e c t o "

3. Por lo   t a n t o ,  u n LEP s i g n i f i c a t i v o e s i m p o s i b l e

La p r i m e r a p r e m i s a a f i rm a q u e , p a r a q u e s ea p o s i b l e e l s i g n i f i c a d o ,
tiene que h aber algo co m o el uso in co rrec to de un a palabra, c o m o
l la m a r " g a t o " a u n p e r r o . La s e g u n d a d i c e q u e e n u n le n g u a j e e s e n 
cialme nte p rivad o no hay posibilid ad de aplicar una p alabra in co 
r r e c t a m e n t e : e n e l r e i n o p r i v a d o n o h a y n i n g u n a   distinción  p o s i b l e

e n t r e l a s   c o s a s   c o m o s o n y l a s   c o s a s   c o m o a p a r e c e n . Si t e n g o u n a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 100/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

102 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

sensación  q u e m e   p a r e c e   q u e e s S d e n u e v o , e n e l r e i n o e s e n c i a l 
m e n t e p r i v a d o n a d a   podrá  c o n t a r c o m o u n e rr or . W i t t g e n s t e i n d i c e :
" c u a l q u i e r   c o s a   v a a p a r e c e r m e c o r r e c t a y e s t o   sólo  s i g n i f i c a q u e
aquí  n o p o d e m o s h a b l a r d e ' c o r r e c t o ' . " 25

(La segunda premisa no afirma que no podemos verificar si he


m o s c o m e t i d o u n a   equivocación  en la   identificación  d e n u e s t r a s
pro pia s sen sacion es, sino más bien que en el reino priv ad o no hay
p o s i b i l i d a d   d e e r r o r  Ésta  n o e s u n a   cuestión  d e p o s i b i l i d a d d e v e 
rificación,   s i n o d e p o s i b i l i d a d d e e r ro r .)
El   método  d e l a d u d a d e   D e s c a r t e s   e s p e r s o n a l . E n l u g a r d e
p r e g u n t a r ,  ¿qué  p o d e m o s c o n o c e r ?" , p r e g u n t a ,   ¿qué  p u e d o c o 
n o c e r ? "  Así,  D e s c a r t e s   se   sumió  en la   cárcel  d e s u s p r o p i a s i d e a s ,
d e s e a n d o s a b e r s i a l g u n a   c o s a   e n e l m u n d o e x t e r n o   c a u s a b a   s us
i d e a s . A l r e s o l v e r l a p r i m e r a p r e g u n t a ,   D e s c a r t e s   n o   estaría  e n u n
" p r e d i c a m e n t o   e g o c é n t r i c o " .   Po r e j e m p l o , s i h u b i e r a p r e g u n t a 
26

d o :   ¿qué  p o d e m o s c o n o c e r ? , e n t o n c e s ya   tendría  r e s u e l t a l a e x i s 
t e n c i a d e l a s o t r a s m e n t e s , y u n m u n d o   público común  para vivir.
El argumento del lenguaje privado muestra que estamos compro
m e t i d o s e n u n m u n d o t a l , p o r q u e e l l e n g u a j e e s s i g n i f i c a t i v o . La
posición  o r i g i n a l d e   D e s c a r t e s   e s e q u i v o c a d a .  H a c e m o s   p a r t e d e l
mundo externo.

OTRA IMPLICACIÓN
D e s c a r t e s   y l o s e m p i r i s t a s c o s i f i c a r o n l a s i d e a s .   E s t o   lo s   llevó  a la
noción  d e l v e l o d e i d e a s :   sólo  p o d e m o s p e r c i b ir d i r e c t a m e n t e n u e s 
t r a s p r o p i a s i d e a s , y n u n c a , a  través  d e e l l a s , l o s o b j e t o s e n e l   m u n 
d o e x t e r n o . E l a r g u m e n t o d e l l e n g u a j e p r i v a d o r e c h a z a  e s t e  v e l o d e

i d ea s , p u e s a f ir m a q u e p a l a b r a s c o m o " d o l o r " n o p u e d e n n o m b r a r
ob jeto s m entales esen cialme nte privados .
E s t o  n o s p e r m i t e t o m a r d i s t a n c i a d e l o s p r o b l e m a s q u e p r e s e n 
tó la   percepción  e n e l  capítulo  a n t e r i o r .  P o d e m o s   a f i r m a r q u e

J 5
  Ve r   párrafo  2 5 8 ,  WITTGF.NSTI-IN.  L .  Investigaciones  filosóficas.  I n s t i t u t o d e investigaciones
filosófic as,  U N A M , G n j a l b o ,   B a r c e l o n a ,   1 9 8 8 .
2 6

  Ve r   WILLIAMS,  B.,  Descartes:  Th e  Projecl  of  Puré Enquiry,  P e n g u i n , M i d d e i e s e x , 1 9 7 8 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 101/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  V I .  MIRAR   EL MUNDO 103

B e r ke le y y De s ca r te s   están  e qu i v o c a d o s , y p o d e m o s e v it ar c o n c l u 
s i o n e s   escépticas  y c o n t r a i n t u i t i v a s a c e r ca d e l a  p e r c e p c i ó n . P o d e 
m o s a f ir m a r q u e p e r c i b i m o s n u e s t r o s z a p a t o s y n u e s t r a s m a n o s .
S i n e m b a r g o , n e g a r l a s i d e a s p r i v a d a s t i e n e c o n s e c u e n c i a s  d r a m á 

ticas para el problema de la mente y el cuerpo y la naturaleza de la


conciencia.
Nos gusta pensar en la experiencia como algo revelador de un
m u n d o  i n t e r n o s u b j e t i v o .  Este  m u n d o i n t e r n o s e d e s c r i b e e n la
p o e s í a ,   y s e d e b e c o n t r a s t a r c o n e l m u n d o e x t e r n o .  P e r o   s i n o ha y
o b j e t o s m e n t a l e s p r i v a d o s o i d e a s , e n t o n c e s n o h a y u n m u n d o  p r i 
v a d o i n t e r n o . O, p o r lo m e n o s , e s u n e r r o r l l a m a r l o " m u n d o " . E n
o t r a s p a l a b r a s , n e g a r l o s o b j e t o s m e n t a l e s p r i v a d o s o i d e a s  s i g n i f i 
c a q u e n o h a y u n a t a c o s a c o m o l a e x p e r i e n c i a .   Ésta  e s u n a m a n e r a
b a s t a n t e   drástica  d e p o n e r e l  p u n t o .  N o e s n e g a r e l h e c h o d e q u e l a
g e n t e p e r c i b e . Es r e c h a z a r q u e l as p e r c e p c i o n e s s o n c o s a s . N o n i e 
g a la e x p e r i e n c i a d e l a s p e r s o n a s ; n i e g a q u e la e x p e r i e n c i a se a u n a
cosa.
T r a t a r l a s i d e a s c o m o e n t i d a d e s m e n t a l e s   también  c o n d u c e a
d e f e n d e r l a i d e a d e l d u a l i s m o m e n t e - c u e r p o : e s t a   proposición  i m 
p lica  q u e la m e n t e e s u n a e n t i d a d i n m a t e r i a l . Si l as i d e as s o n o b j e 
t o s m e n t a l e s p r i v a d o s , e n t o n c e s es a p a r e n t e m e n t e r a z o n a b l e
c o n s i d e r a r q u e l a m e n t e e s u n r e c i p i e n t e  no-físico  q u e p o s e e o s o s 
t i e n e   esas  i d e a s   no-físicas.  Po r   o t r o   l a d o , s i n o h a y o b j e t o s m e n t a 
les privados o ideas, entonces no debemos pensar en la mente
c o m o u n a c o s a e n a b s o l u t o , y e l d u a l i s m o e s  e r r ó n e o .
Esto  significa que para defender el dualismo mente-cuerpo, y la
id e a d e q u e la e x p e r i e n c i a r e v e la u n m u n d o i n t e r n o y s u b j e t i v o , u n o
t i e n e q u e a f ir m a r q u e e l a r g u m e n t o d e l l e n g u a j e p r i v a d o n o es s ó li 
d o ,  y q u e e n t o n c e s l a s i d e a s s o n o b j e t o s m e n t a l e s p r i v a d o s . S i n
e m b a r g o ,   éstas serían  m a l a s n o t i c i a s . Significaría  q u e s e h a d e j a d o
a g a r ra r u n a v e z m á s p o r e l g a n c h o d e l p u n t o d e v i s t a  escéptico
s o b r e l a   p e r c e p c i ó n .   Significaría  q u e D e s c a r t e s y B e r k e l e y   después
d e   t o d o ,  e s t a b a n e n l o c i e r t o .
En   c o n c l u s i ó n ,   e l p r o b l e m a d e l a   percepción está  p r o f u n d a m e n 
t e l i g a d o a l p r o b l e m a m e n t e - c u e r p o . En e l  c a s o   de la   p e r c e p c i ó n ,   e l

p r o b l e m a   e s   cómo  ir d e s d e   aquí  a d e n t r o " h a s t a ' a h í a f u e r a " . En e l

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 102/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
104 INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

c a s o   d e l p r o b l e m a m e n t e - c u e r p o , e l p r o b l e m a e s   cómo  i r d e s d e
" a h í a f u e r a " h a s t a   aquí  a d e n t r o " . A m b o s p r o b l e m a s r e qu i e r e n la
comparación  e n t r e i n t e r n o y e x t e r n o , o e n t r e a d e n t r o y a fu e r a .
El a r g u m e n t o d e l l e n g u a j e p r i v a d o d e W i t t g e n s t e i n , e n a m b o s
c a s o s   r e c h a z a l a  comparación  e n t r e e l i n t e r i o r y e l e x t e r i o r ( la p e r 
cepción y e l p r o b l e m a m e n t e - c u e r p o ) . N ie g a q u e e s t e c o n t r a s t e e l e b a
s er p e n s a d o c o m o e l c o n t r a s t e e n t r e d o s m u n d o s .   R e c h a z a   l a o p o 
sición  i n t e r n o - e x t e r n o c o m o u n c o n t r a s t e  o n t o l ó g i c o ,  p o r q u e n i e 
g a q ue la s id e a s s o n co s a s . S i e l co ntr a s te e s un e r r o r e n e l   c a s o  d e
la   p e r c e p c i ó n ,   e n t o n c e s d e b e s e r lo   también  e n e l  c a s o   d e l p r o b l e 
ma mente-cuerpo.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 103/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  V I I
¿ES U S T E D  S U  C U E R P O ?

¿ S ó l o   soy e s t e   c u e r p o   f í s i c o ? P ar e c e   que d e b o   ser más qu e eso,


p o r q u e ,   ¿ c ó m o p o d r í a s e r  c o n s c i e n t e   si s ó l o   f u e r a   u n a c o l e c c ió n  d e
c é lu l a s ?, ¿c ó m o u n a c o l e c c ió n   d e c é l u l a s   p u e d e t e n e r   u n   p u n t o  de
v i s t a s u b j e t i v o   a c e r c a d e l  u n i v e rs o ?  Sin e m b a r g o ,  p o r  o t r o   l a d o , las
c i e n c i a s   n a t u r a l e s   n o s   d i c e n   q u e  el u n i v e r s o c o n s t a   ú n i c a m e n t e  de
l a m a t e r i a   y sus p r o p i e d a d e s . Así, el  s e n t i d o   c o m ú n   y la  c i e n c i a
e s t á n  en c o n f l i c t o . ¿ C u á l  t i e n e  la r a z ó n ? P a r e c e q u e ,  o el  l u g a r  d e  la
m e n t e c o n s c i e n t e r e f u t a  la i m a g e n   c i e nt í f i c a d e l   u n i v e r s o , o la  i m a 
g e n   científica   p o n e   en d u d a   la  i m a g e n   que t e n e m o s   de  n o s o t r o s
mismos.
D u r a n t e   la  é p o c a   m o d e r n a , a p r o x i m a d a m e n t e e n t r e   l o s a ñ o s
1 55 0 - 1 7 5 0 ,  el c o n f l i c t o   s u r g ió p o r   p r i m e r a   v e z  a  ca u s a d e l  c a m 
b i o   f u n d a m e n t a l  d e l p u n t o   d e  v i s t a   a c e r c a   de la  m a t e r i a , g r a 
c i a s  a la  g é n e s i s   d e la c i e n c i a . A n t e s   d e e s t a   é p o c a ,   el  u n i v e r s o
e r a c o n s i d e r a d o   por m u c h o s c o m o   un ser v i v i e n t e   u  o r g á n i c o .
L o s   c a m b i o s   f í s i c o s   e r a n e x p l i c a d o s   d e  a c u e r d o   c on p r o p ó s i 
  naturaleza  t o r m e n t a s o c u r r e n p o r 
qt ouse:   Dlai o s   se enoja.  N o o b  s tel
  repudia a n  vt ea ,c íeos;t  alas
  v i s i ó n   fue p a u l a t i n a m e n t e
r e c h a z a d a   y  r e e m p l a z a d a   p o r  la  c o n c e p c i ó n   d e la m a t e r i a c o m o
a l g o i n e r t e   y  c a m b i a n t e   de a c u e r d o   c o n l e y e s m a t e m á t ic a m e n 
t e d e f i n i b l e s .   E s ta c o n c e p c i ó n m e c á n i c a   de la  m a t e r i a h i z o  qu e
la s   c i e n c i a s b a s a d a s   en las  m a t e m á t ic a s   y la   m e d i c ió n   f u e r a n
posibles.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 104/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
106 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

El n u e v o p u n t o d e v is t a   a c e r c a   d e l a m a t e r i a p u s o d e r e l i e v e e l
c o n t r a s t e e n t r e e l u n i v e r s o   físico y la m e n t e h u m a n a , q u e e s a n i m a 
d a , c o n s c i e n t e , r a c i o n a l y   l i b r e . ¿Có mo  e s p o s i b l e r e c o n c i l i a r l a i m a 
g e n d e l u n i v e r s o  físico c o n n u e s t r a concepción  d e n o s o t r o s m i s m o s ,

que al parecer som os pa rte del universo, pe ro so m os ese ncialm en 


t e   no-mecánicos  y c o n s c i e n t e s ?  ¿Cómo  r e c o n c i l i a r l a   concepción
científica  d e l u n i v e r s o c o n l a n a t u r a l e z a d e l a m e n t e ?

H o y e n d ía , n o s o t r o s , q u e t e n e m o s e l p r i v i l e g i o d e la   tecnología
d e s a r r o l l a d a p o r la c i e n c i a , s e g u i m o s e n r e d a d o s e n e l m i s m o c o n 
f l i c t o ,  i n m e r s o s e n l a m i s m a c r i s i s . E n e s t e   capítulo  y e n e l s i g u i e n 
t e ,  c o n s i d e r a r e m o s t r e s n i v e l e s d e r e s p u e s t a a   e s t a s   c u e s t i o n e s .
A l g u n o s e s c r i t o r e s c o n f u n d e n e s t o s t r e s n i v e l e s .   Mostraré cómo
lograríamos  u n a m a y o r cl a r i d a d y m e j o r e s r e s p u e s t a s s i s e p a r a m o s
esos  n i v e l e s .  Además,  e s t a c l a r i d a d n o s   ayudará  a c o m p r e n d e r l a -
n a t u r a l e z a d e la c i e n c i a ( v er   capítulo  IX).

P R I M A R  N l V i i l . :  O N T O L Ó Ü K ' O
C o m o u n o d e l o s p i o n e r o s d e l a n u e v a c i e n c i a , D e s c a r t e s   trató  d e

ga pa m p r i n c i p i o s  tdael e sla  cexplicación


l i ca a rd elo  sfenómenos, o m o e l m o v  immei ec na nt oi c ipsl taan eat a ruinoa, laam lpulzi a,
e l m o v i m i e n t o d e la s m a r e a s y la s f u n c i o n e s d e l c u e r p o h u m a n o
c o m o l a   circulación  de l a san gre y l a   respiración.  Afirmó  q u e t o d o s
esos  fenómenos físicos  p u e d e n s e r e x p l i c a d o s p o r e l m o v i m i e n t o
mecánico  d e l a m a t e r i a .

Dualismo
S i n e m b a r g o ,   según  D e s c a r t e s , la   explicación científica  p a r a b a a h í.
El p e n s a b a q u e la s a c c i o n e s y l o s e s t a d o s m e n t a l e s d e la s p e r s o 
n a s n o   podían  s e r e x p l i c a d o s d e e sa m a n e r a . D e s c a r t e s   argumentó
que una perso na es una sustancia o cosa esencia lm ente co ns cie n
t e e in m a t e r i a l . D e a c u e r d o c o n e s t o , e l u n i v e r s o c o n t i e n e a l m e n o s
d o s   géneros  d e s u s t a n c i a s : la m e n t e , c u y a e s e n c i a e s s er c o n s c i e n 
t e ,   y la m a t e r i a , c u y a e s e n c i a e s e s p a c i a l .   ¿Qué  e s u n s e r h u m a n o ?

Según  D e s ca r t e s , u n s e r h u m a n o es   e s t a s   d o s s u s t a n c i a s e n u n a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 105/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   V i l . ¿ E s USTED SU CUERPO? 107

relación  c a u s a l   e s t r e c h a ,  Los c a m b i o s   en la m e n t e   c a u s a n   c a m b i o s


c o n s t a n t e s   en el  c u e r p o , y   v i c e v e r s a .
D e s c a r t e s   t i e n e d o s a r g u m e n t o s p a r a a p o y a r   su distinción  e n t r e
e l c u e r p o  y la m e n t e :

rgumento 
A p a r e c e  en el Discurso del  método,  p a r t e   IV c o m o s i g u e :

1 .  N o p u e d o d u d a r q u e   y o ( c o m o u n a m e n t e ) e x i s t o
2.   P u e d o   d u d a r q u e m i c u e r p o e x i s t e

3.   Por lo t a n t o ,  yo ( c o m o u n a m e n t e )  soy d i fe r e n t e  de m i c u e r p o

El  a r g u m e n t o c u e n t a   c on el  p r i n c i p i o   d e  i d e n t i d a d   de los


i n d i s c e r n i b l e s .  Este  p r i n c i p i o   s o s t i e n e q u e   los i d é n t i c o s ,   c o m o a g u a
y   H O   d e b e n t e n e r t o d a s   sus p r o p i e d a d e s   en  c o m ú n .  Si el  a g u a
2 f

t u v i e r a   una  p r o p i e d a d  que no fu e ra c o m p a r t i d a p o r  el  H 0 ,   no po ?

drían  s e r   i d é n t i c a s . En términos m ás   t é c n i c o s :  si X es el  m i s m o o b j e 


t o ,  o es idéntico a  Y , e n t o n c e s c u a l q u i e r p r e d i c a d o  F, v e r d a d e r o  de X,
d e b e   ser también  v e r d a d e r o   de Y. En la notación lógica  e s t o  es:

(x )  (y)(F) (x = y a ( F x  = Fy)).

D e s c a r t e s   c u e n t a   con e s t e   p r i n c i p i o   c u a n d o a r g u m e n t a c o m o  si 
g u e :   si mi  m e n t e fu e r a  idéntica  a mi c u e r p o , e n t o n c e s   lo qu e es
v e r d a d   de u n o d e b e s e r l o   también  d e l  o t r o ;  p e r o   hay  u n a   c o s a  que
e s v e r d a d  de mi m e n t e   y q ue no es v e r d a d   de mi c u e r p o , a  s a b e r :
q u e   no p u e d o d u d a r q u e e x i s t e .
P o d e m o s   r e f o r m u l a r m á s c o r r e c t a m e n t e  el a r g u m e n t o  d e la d u d a
d e   la  s i g u i e n t e m a n e r a :
\

rgumento  2

1 .   Si dos c o s a s   son  i d é n t i c a s ,   e n t o n c e s d e b e n t e n e r t o d a s   sus

p r o p i e d a d e s  en  común

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 106/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
108 INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

2. M i m e n t e t i e n e la p r o p i e d a d d e q u e n o p u e d o d u d a r q u e e x i s t e
3. M i c u e r p o n o t ie n e e s t a p r o p i e d a d

4 .   Po r lo   t a n t o ,  m i m e n t e y m i c u e r p o n o s o n   idénticos
El a r g u m e n t o d e De s c a rt e s n o f u n c i o n a .   P o d e m o s   v e r e s t o c o n u n
e j e m p l o .   A g u a y H 0 s o n   i d é n t i c o s ,   p e r o e l  argumentó  a n t e r i o r s e
2

le s   podría  a p l i c a r . U n a p e r s o n a q u e i g n o r a l a   química  p u e d e   argüir


como sigue:

rgumento  3
1 .  Si el agua y el H^O fueran   i d é n t i c o s ,   tendrían  q u e t e n e r t o d a s s u s
p r o p i e d a d e s e n   común
2. Como el agua tiene la propiedad de que yo no puedo dudar que
e x i s t e ,  y
3. El H 0 n o t i e n e e s t a p r o p i e d a d ( p u e d o d u d a r q u e e x is t e )
2

4 .   Por lo   t a n t o ,  a g ua y H 0 n o s o n   idénticos
2

P u e s t o   q u e n o s o t r o s s a b e m o s q u e ag u a y H 0 s o n   i d é n t i c o s ,  d e b e
2

h a b e r a lg o m a l e n e l a r g u m e n t o ; d e b e e s t a r e n f e r m o , n o p u e d e s er
s ó l i d o . A d e m á s ,  e l a r g u m e n t o c a r t e s i a n o d e l a d u d a c o m p a r t e l a
f o r m a   lógica  f u n d a m e n t a l d e e s te a r g u m e n t o e n f e r m i z o , y a sí  t a m 
bién  d e b e e s t a r c o n t a g i a d o .
L o s d o s a r g u m e n t o s n o s o n   legítimos  p o r q u e i n v o l u c r a n   f e n ó 
m e n o s   psicológicos  c o m o d u d a s , c r e e n c i a s y d e s e o s , l o s c u a l e s
f o r m a n  u n c o n t e x t o n o - e x t e n s i o n a l . U n c o n t e x t o e s s i m p l e m e n t e
u n a p a r t e d e u n a s e n t e n c i a , p o r e j e m p l o :   "...es  r o j o " ,  "John  c r e e
q u e . . . "  s o n c o n t e x t o s q u e c u a n d o s e c o m b i n a n c o n l as fr as es a d e 
c u a d a s   f o r m a n u n a   oración  c o m p l e t a . M u c h a s i n fe r e n c ia s   válidas
e n c o n t e x t o s e x t e n s i o n a l e s n o s o n   válidas  e n c o n t e x t o s n o -
extensionales o intensionales.
N o d e b e m o s c o n f u n d i r i n t e n s i o n a l i d a d ( c o n s) e i n t e n c i o n a l i d a d
( c o n c ) . S o n c o n c e p t o s   d i s t i n t o s .  La i n t e n c i o n a l i d a d e s u n ra s g o d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 107/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   Víí. ¿ E s USTED SU CUERPO? 109

l o s e s t a d o s m e n t a l e s ;   su  característica es de  t e n e r c o n t e n i d o .  La


i n t e n s i o n a i i d a d ,  en  c a m b i o ,  es un a s p e c t o   d e  a l g u n a s o r a c i o n e s ,
q u e c o n s i s t e   en que los términos  q u e t i e n e n   la   m i s m a r e fe r e n c i a
n o s o n i n t e r c a m b i a b l e s  en la  fr as e c o m p l e t a .   (Para  u n a   explicación

más detallada  de  esta diferen cia, ver el Capítulo  VIH.)


C u a n d o   en un  c o n t e x t o e x t e n s i o n a l s u s t i t u i m o s  un término  por
c u a l q u i e r   o t r a   p a l a b r a q u e   se  r e f i e r e  a la  m i s m a c o s a ,  esa   s u s t i t u 
ción  no c a m b i a   la  v e r d a d   o la   f a l s e d a d   de la  fr as e c o m p l e t a .  La
sustitución  de la  p a l ab r a " G o r b a c h o v "  por "el ex   p r e s i d e n t e   de la
URSS" no c a m b i a   el  v a l o r   de v e r d a d   de la fr as e " G o r b a c h o v   es c a l 
v o " .  Por c o n s i g u i e n t e ,  el  c o n t e x t o   "...es  c a l v o "  es e x t e n s i o n a l . Por
e s o ,   el  a r g u m e n t o s i g u i e n t e  es lógicamente  v á l i d o :

rgumento  4

1 .  G o r b a c h o v   es  c a l v o
2.   El  ex p r e s i d e n t e  de la URSS es la m i s m a p e r s o n a qu e G o r b a c h o v

3.   Por lo t a n t o ,  el ex p r e s i d e n t e   de la URSS es  c a l v o


A l c o n t r a r i o , c u a n d o   en un c o n t e x t o in t e n s i o n a l c a m b i a m o s u n a  pa 
l a b r a p o r a l g u n a   o t r a   q u e  se r e fie r e  a la m i s m a c o s a ,  la sustitución sí
p u e d e a l t e r a r   la  v e r d a d   d e  t o d a   la o r a c i ó n .  Por e j e m p l o , " D a n  c r e e
q u e G o r b a c h o v   es  c a l v o "  es v e r d a d e r a .  P e r o   a u n q u e s e p a m o s  que
G o r b a c h o v   y el ex  p r e s i d e n t e  de la URSS  s o n   la  m i s m a p e r s o n a ,  la
oración  " D a n   c r e e   q u e   el ex  p r e s i d e n t e  de la URSS es c a l v o " p u e d e
n o   ser v e r d a d e r a .  La sustitución  de la  p a la b ra " G o r b a c h o v " p o r  el
" e x p r e s i d e n t e  de la URSS"  p u e d e c a m b i a r   el v a l o r   de v e r d a d   de la
o r a c i ó n .   Por  c o n s i g u i e n t e ,  el   c o n t e x t o " Da n   c r e e   q u e . . . "  es  i n t e n 
s i o n a l .  Por e s t o ,  el  s i g u ie n t e a r g u m e n t o   no es lógicamente  v á l i d o :

rgumento  S

1 .  D a n   c r e e   q u e G o r b a c h o v   es  c a l v o
2.   El ex  p r e s i d e n t e  de la URSS es la m i s m a p e r so n a q u e G o r b a c h o v

3.   Por lo t a n t o ,  D a n   c r e e   q u e   el ex  p r e s i d e n t e  de la URSS es  c a l v o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 108/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN  A LA  PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

A s í c o m o "c r e e r " y " d e s e a r " , " d u d a r "  también  e s i n t e n s i o n a l . N o


d e b e s o r p r e n d e r n o s , e n t o n c e s , q u e e l a r g u m e n t o c a r t e s i a n o d e la
d u d a s e a   i n v á l i d o ,   q u e f a ll e e n s u i n t e n t o d e p r o b a r q u e la m e n t e y
e l c u e r p o s o n d i s t i n t o s . N o p o d e m o s i n f e r ir  lógicamente  d e la d u d a
s u b j e t i v a a c e r c a d e X , y d e la c a r e n c i a d e d u d a a c e r c a d e Y q u e X y
Y n o s o n o b j e t i v a m e n t e  i d é n t i c o s .

E l   a r g u m e n t o  ele la di vi si bi li dad
D e s c a r t e s s o s t i e ne q ue él e s una c o s a c o m p l e t a e i nd i v i s i b l e .  Pero
la m a t e r i a e s e x t e n s a y s i e m p r e e s d i v i s i b l e . D e a h í, D e s c a r t e s c o n 
c l u y e q u e é l, c o m o co s a p e n s a n t e , d e b e s er d e u n   género  d i f e r e n t e
d e t o d o lo m a t e r i a l , i n c l u i d o s u p r o p i o c u e r p o .

rgumento  Ó
1 .  El pensamiento es una cosa indivisible
2. T o d o s lo s o b j e t o s m a t e r i a l e s d e b e n s e r e s p a c i a l m e n t e ex
tensos

3. Cualquier cosa que sea espacialmente extensa es divisible

4.   Po r l o t a n t o , la m e n t e n o e s u n o b j e t o m a t e r i a l

H a y d o s p r o b l e m a s c o n e s t e a r g u m e n t o . P r im e r o , ¿ e n qu é s e n t i 
d o e l p e n s a m i e n t o e s i n d i v i s i b l e ? E x i s t e n c o n o c i d o s   c a s o s  d e i n 
d i v i d u o s c o n p e r s o n a l i d a d e s d i v i d i d a s . A a l g u n a s p e r s o n a s s e l es
h a n i n t e r r u m p i d o la s c o n e x i o n e s e n t r e s u s d o s h e m i s f e r io s c e r e 
b r a l e s . E n t a l e s c a s o s , e l l a d o i z q u i e r d o d e l c e r e b r o n o  s a b e  l o
q u e e l l a d o d e r e c h o   está  v i e n d o ( c u a n d o la   información  v i s u a l e s
i n t e r r u m p i d a   e n c o n d i c i o n e s e x p e r i m e n t a l e s ) .  ¿Cuentan  e s t o s
c a s o s   c o m o m e n t e s i n d iv i s ib l e s ?  Después  d e t o d o , quizás  la m e n 
te no es indivisible.
En u n a r g u m e n t o  válido d e b e n u s a r s e l a s p a l a b r a s e n la s p r e m i s a s
c o n e l m i s m o s e n t i d o . La p a l a b r a " g a t o " t i e n e d o s s i g n i f i c a d o s . El

s i g u i e n t e n o e s u n a r g u m e n t o  válido:

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 109/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   V I I . ¿ E s   USTED  SU  CUERPO? 1 1 1

1 .  Él  levantó  e l c a r r o c o n e l g a t o
2. El gato es un animal

3. Por lo   t a n t o ,  él  levantó  e l c a r r o c o n u n a n i m a l


E l a r g u m e n t o n o e s   válido  p o r q u e l a p a l a b r a " g a t o " t i e n e u n s e n 
t i d o   d i f e r e n t e e n l a s d o s p r e m i s a s . La   conclusión  n o s e s i g u e .
El Argumento 6 tiene el mismo problema. El sentido en el cual la
m en te es indivisible es diferente del significado de "d ivisib le" cua nd o
se aplica a los objetos materiales. Los objetos son divisibles por
q u e s e p u e d e n c o r t a r e n p e d a z o s . La s m e n t e s n o s o n lo s t i p o s d e

c o s a s   q u e p u e d e n o n o s e r c o r t a d a s e n p a r t e s . La m a n e r a e n q u e la
m e n t e es s u p u e s t a m e n t e i n d i v i s i b l e e s m u y d i f e r e n t e d e la m a n e r a
e n q u e , d i g a m o s , e s i n d i v i s i b l e u n   f o t ó n .  E n c o n s e c u e n c i a , e l A r g u 
m e n t o  6 d e   D e s c a r t e s   s e a p r o v e c h a d e u n a   a m b i g ü e d a d .
El s e g u n d o p r o b l e m a : c o n r e s p e c t o a la p r e m i s a u n o ("El p e n s a 
m i e n t o   e s u n a   c o s a   i n d i v i s i b l e " ) ,  D e s c a r t e s   a s u m e q u e la m e n t e e s
u n o b j e t o . M á s a d e l a n t e e x a m i n a r e m o s a lg u n a s r a z o n e s p a ra r e 
c h a z a r e s t a p r e m i s a . Po r e j e m p l o , t i e n e q u e s e r u n o b j e t o n o - e s p a 
cia l y no e s cla r o q ue una   noción  c o m o és a t e n g a s e n t i d o .

Problemas  con el  dualismo


E l d u a l i s m o e s u n a   teoría  p r o b l e m á t i c a .   C o n s i d e r a r e m o s c u a t r o
g r a n d e s o b j e c i o n e s a e s t a   teoría.

7 .  conexióncausal

D e s c a r t e s   s o s t i e n e q u e h a y d o s m o d o s d e   interacción  c a u s a l   e ntr e e l
c u e r p o y l a m e n t e . E n l a   percepción  s e n s o r i a l n e u r a l , l o s i m p u l s o s e n
e l c e r e b r o a f e c t a n la m e n t e . A l v e r u n o b j e t o , p o r e j e m p l o , l as o n d a s
d e l u z q u e   éste  r e fle ja a fe cta n e l o jo , y p o r lo   t a n t o ,  e l c e r e b r o ; e s t o s
c a m b i o s e n e l c e r e b r o p r o v o c a n l a s   s e n s a c i o n e s   v i s u a le s e n l a m e n 
te .  C u a n d o a c t u a m o s v o l u n t a r i a m e n t e , l o c u a l e s u n a f o r m a d e a c t i v i 
d a d m e n t a l , n u e s t r a v o l u n t a d   c a u s a   c a m b i o s   físicos  e n e l c e r e b r o , y

éstos  p r o v o c a n a s u v e z l o s m o v i m i e n t o s m u s c u l a r e s y c o r p o r a l e s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 110/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA FILOSOFÍA

S i n e m b a r g o ,   el   d u a l i s m o   no  p u e d e e x p l i c a r e s t o s   dos  m o d o s
d e   interacción  e n t r e   el  c e r e b r o   y la  m e n t e .  La  m e n t e   y el  c u e r p o
s o n   d os  t i p o s   de  s u s t a n c i a s a b s o l u t a m e n t e d i f e r e n t e s ,  y  e s t o
h a c e   que la  interacción  e n t r e   las d os sea  difícil  de  e n t e n d e r ;
h a c e   d u d a r   de la  teoría  d u a l i s t a c o m p l e t a .   ¿ C ó m o  es que la
m e n t e c o n t r o l a a l g u n a s   c o s a s  f í s i c a s ,   si  e l l a  es en sí  m i s m a  no-
física?
Este  p r o b l e m a   se  c o m p l i c a   aú n más si la  m e n t e   es una  e n t i d a d
n o - e s p a c i a l , c o m o p e n s a b a D e s c a r t e s .   Si la  m e n t e   no  t i e n e u b i c a 
ción en el  e s p a c i o , e n t o n c e s   es un e r r o r i m a g i n a r l a c e r c a  del  c e r e 
b r o .  Mi  m e n t e   no está  más  c e r c a   de mi c e r e b r o   que de  c u a l q u i e r
o t r a   c o s a   que se  e n c u e n t r e   al  o t r o   l a d o   de la g a l a x i a .  ¿Por  qué e n
t o n c e s e j e r c e   una  i n f l u e n c i a c a u s a l d i r e c t a   únicamente  s o b r e   mi
c e r e b r o ?   No p a r e c e h a b e r m a n e r a   de  e x p l i c a r  por qué mi m e n t e   no
p u e d e c au s ar m o v i m i e n t o   en su  c u e r p o ,  o en un  p l a n e t a   al   o t r o
l a d o  de la g a l a x i a . Si  a l g o   sin ubicación  e s p a c i a l  ocasionó  los  c a m 
b i o s   de la  v o l u n t a d   en mi  c e r e b r o , e s t o d e b e   ser una   f o r m a   de
p s i c o q u i n e s i a   o de m a g i a . ¿Por qué sólo mi c e r e b r o   es a f e c t a d o  por
e s a p s i c o q u i n e s i a ?  El  d u a l i s m o   no  p u e d e e x p l i ca r  la conexión  c a u 
s a l e n t r e   la  m e n t e   y el  c u e r p o .
Po r   o t r o   l a d o , si la  m e n t e e x i s te  en el  e s p a c io , e n t o n c e s   se  p u e 
d e p r e s u m i r  qu e t i e n e   un tamaño  y una u b i c a c ió n ,   y  d e b e   ser  p e r 
c e p t i b l e .  P e r o  no es  p e r c e p t i b l e .
A d e m á s ,   el  d u a l i s m o p a r ec e c o n t r a d e c i r   la  n e u r o l o g í a .  C u a n d o
s e d e s t r u y e n c i e r t a s p a r t e s   del  c e r e b r o , p e r d e m o s c a p a c i d a d e s
m e n t a l e s   e s p e c í f i c a s .  El  d u a l i s m o s u s t a n c i a l  no  p u e d e e x p l i c a r
e s t o , p u e s  si la  m e n t e   y el   c u e r p o   son d os c o s a s   d i fe r e n t e s , y si la

dmi ee nn tt ee es
m e nla de  r
t e  que e c u eelrd  ca e, r ee nb tr oo n  clo
que e  sh adge ab. e No
p o doebrs thaanc teer ,l odei n  dh ee pc he on ,
c u a n d o a l g u n a s   células  del  c e r e b r o m u e r e n ,  se  d e s t r u y e n r e c u e r 
dos particulares . 27

A ún   más g r a v e ,  el  d u a l i s m o c o n t r a d i c e   el  p r i n c i p i o  de la  c o n s e r 


vación d e la e ne r g í a. Según  la física, el  u n i v e r s o   físico es un  s i s t e m a

2 7
  Ver CHURCHLAND, R,  Materia  y conciencia:  Introducción contemporánea  a la  filosofía  de la mente,
E d i t o r i a l  G e d i s a , B a r c e l o n a , 1992.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 111/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o V I L ¿ E s   USTED  SU  CUERPO?

c e r r a d o   e n e i q u e s e   c o n s e r v a   la ene rgía   t o t a l .  S i l a p o s i c i ó n d e
D e s c a r t e s   f u e r a c i e r t a , e n t o n c e s   habría   c a m b i o s   f í s i c o s e n e l   c e r e 
b r o   q u e n o te n d r ía n u n a c a u s a fís ic a  s u f i c i e n t e ,  y   e s t o   e q ui v al d r í a a
n e g a r  l a c o n s e r v a c i ó n d e l a e n e r g í a . E l  p r i n c i p i o  d e c o n s e r v a c i ó n

d e   la e ne r g ía n o e s s ó l o u n a le y f ís i c a; s i l a c o ns e r v ac i ó n d e l a  e n e r 
gía no   f u e r a v e r d a d e r a ,  n o s e p o d r í a h a c e r fís ic a . E s u n a c o n d i c i ó n
n e c e s a r i a p a r a o t r a s   leyes físicas   p a r t i c u l a r e s .  Po r   e j e m p l o , F u e r z a
( F ) = M as a ( M ) x A c e l e r ac i ó n ( A ) . S i e l  p r i n c i p i o  d e c o n s e r v a c i ón d e
la   energía   f u e r a f a l s o , e n t o n c e s   F ' no s e r í a   i g u a l  a M A . P o r e s o , la
n e g a c i ón d e la c o n s e r v a c i ó n d e l a e n e r g ía e s u n  s e r i o p r o b l e m a p a r a
el dualismo.

2 hl problema de la identidad
D o s o b j e t o s m a t e r i a l e s ,  c o n l a s   m i s m a s p r o p i e d a d e s , p u e d e n   d i s t i n 
g u ir se c o m o   d o s  o b j e t o s   d i s t i n t o s ,  y c a d a u n o  p u e d e   s e r  i d e n t i f ic a d o
c o m o   e l  m i s m o   e n   d i f e r e n t e s t i e m p o s   p o r s u s   p o s i c i o n e s   e n e l  e s p a 
c i o.   Lo s   o b j e t o s   s o n p ú b l i c a m e n t e   i d e n t i f i c a b l e s   p o r s u p o s ic ió n e s 
p a c i o - t e m p o r a l .  Pero las   m e n t e s , c o m o p e r s o n a s  s i n  c u e r p o ,  n o   t i e 
n e n   u n a p o s i c i ó n   e s p a c i a l,  y a s í n o h a y  m a n e r a p o s i b l e   d e  i d e n t i f i c a r

y d i s t i n g u i r   p ú b l i ca m e n t e   e n t r e   d o s   m e n t e s   i n c o r p ó r e a s   s i m i l a r e s .
E s t o   c u e s t i o n a   la   t e s i s   d e q u e la s   m e n t e s   i n c o r p ó r e a s s o n   s u s t a n 
c i a s , p o r q u e   la s   s u s t a n c i a s t i e n e n   q u e s e r p ú b l i c a m e n t e   i d e n t i 
f i c a b l e s .   Si las   s u s t a n c i a s   n o   f u e r a n   p ú b l i c a m e n t e   i d e n t i f i c a b l e s ,
e n t o n c e s   n o h a b r ía n i n g ú n   c o n t e n i d o   o   s e n t i d o c l a r o   e n l a   i d e a   d e
q u e   d o s   p e r s o n a s   s e   r e f i e r e n   o   h a b l a n   d e l a   m i s m a c o s a.  É s t e e s u n
p r o b l e m a a g u d o p a r a D e s c a rt e s , q u i e n a s u m e   q u e la   p a l a b r a   'Yo'
p u e d e i d e n t i f i c a r  u n a   m e n t e   i nc o r p ó r e a. S i l a   p a l a b r a   'Yo' se   r e fie r e

a   a l g o , s e g u r a m e n t e d e b e r e f e r ir s e  a u n a   e n t i d a d   q u e   o t r a g e n t e
p u e d e i d e n t i f i c a r .  P ara s e r   r e f e r i d a s   p o r  p a l a b r a s   p ú b l i c a s , l a s c o s a s
d e b e n t e n e r c r i t e r i o s   p ú b l i c o s d e   i d e n t i d a d . Y e s   d u d o s o   q u e u n a
m e n t e   i n c o r p ó r e a   p u e d a s a t i s f a c e r e s t a  c o n d i c i ó n .

3 hi problema de las otras mentes


Ha y   d o s   p r o b l e m a s p o t e n c i a l e s p a ra   e l   d u a l i s t a   c o n   r e s p e c t o   a las

o t r a s m e n t e s .   El  p r i m e r p r o b l e m a   e s e p i s t e m o l ó g i c o , e n   c u a n t o

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 112/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

c o n c i e r n e a l c o n o c i m i e n t o d e o t r a s m e n t e s :   ¿cómo  p u e d o   s a b e r
q u e o t r o s   s e r e s   s o n   c o n s c i e n t e s ?   Si  sólo  p u e d o e s t a r a l c o r r i e n t e d e
la  c o n d u c t a d e l a s o t r a s p e r s o n a s ,   ¿cómo  p u e d o   s a b e r   q u e h a y u n a
m e n t e q u e   c a u s a   s u c o n d u c t a ? P or l o q u e s é , s u c o n d u c t a p u e d e s e r

c a u s a d a  p o r d o s o m á s s u s t a n c i a s m e n t a l e s . A l t e r n a t i v a m e n t e , s u
c o m p o r t a m i e n t o   p u e d e t e n e r   c a u s a s   c o m p l e t a m e n t e   físicas.  En tal
c a s o ,   según  D e s c a rt e s , n o p u e d e n s er   s e r e s   c o n s c i e n t e s e n a b s o l u 
t o ,  n o i m p o r t a q u é t a n s o f i s t ic a d o s   s e a n   o   cuánto  s e   a s e m e j e   s u
c o n d u c t a a l a m í a .   Serían  c o m o r o b o t s .
Sería  a b s u r d o s u g e r i r q u e y o n o s é s i o t r o s t i e n e n s e n t i m i e n t o s y
p e n s a m i e n t o s , y a ún a s í e l d u a l i s m o c a r t e s i a n o l o s u g i e r e . L o s u 
g i e r e p o r q u e i m p l i c a q u e la c o n d u c t a e s i r re l e v a n t e p a r a e s t a b l e c e r
la   cuestión  d e s i l o s o t r o s s o n c o n s c i e n t e s o n o .
E l d u a l i s m o t i e n e   o t r o   p r o b l e m a e n l o q u e c o n c i e r n e a la s o t r a s
m e n t e s . Si r e f l e x i o n a m o s , e s o b v i o q u e la p a l a b r a " d o l o r " t i e n e u n
s i g n i f i c a d o   p ú b l i c o :  c u a n d o d i g o " m e d u e l e " , l o s o t r o s m e e n t i e n 
d e n ,  c o m o   t a m b i é n ,  c u a n d o a l g u i e n m e d i c e q u e l e d u e l e , p u e d o
e n t e n d e r l e . D e b i d o a q u e p o d e m o s c o m p r e n d e r la p a la b r a " d o l o r "
c u a n d o   o t r o  l a d i c e , t i e n e u n s i g n i f i c a d o c o m p a r t i d o . L o m i s m o p a r a
el resto de p alabras que de scribe n n ue stros se nt im ien tos e ideas.
El d u a l i s m o t ie n e d i f i c u l t a d e s p a r a e x p l i c a r e l h e c h o d e q u e p a 
l a b r a s c o m o " d o l o r " t e n g a n u n s i g n i f i c a d o   p ú b l i c o .  E l d u a l i s m o   t r a 
ta   l o s e s t a d o s m e n t a l e s c o m o c o m p l e t a m e n t e p r iv a d o s y s u b j e t i v o s ,
n o l o s u n e a   ningún  c r i t e r i o   público  u o b j e t i v o . P o r c o n s i g u i e n t e ,
según  e l d u a l i s m o , c o n o c e m o s e l s i g n i f i c a d o d e u n a p a l a b ra c o m o
" d o l o r "  sólo  p o r n u e s t r o s p r o p i o s s e n t i m i e n t o s d e d o l o r . Le s  a t r i b u 
y e a t a l e s p a l a b r a s u n a   definición  c o m p l e t a m e n t e   fenomenológica

yp uperdi veand ad.a rLa


l e ceol nms ei sc m
u eon csiiag n ai fbi sc ua rddoa a d el ase sptaol a ebsr aqs u e" d loolso ro" t reo s"¡ ra
n o"
c u a n d o y o l a s   d i g o ,  p o r q u e   c a d a   u n o d e n o s o t r o s t i e n e s u p r o p i a
definición. Esto hace  i m p o s i b l e e l c o n o c i m i e n t o d e l o s o t r o s .

4 ha   conciencia  de los   animales


¿Son  c o n s c i e n t e s l o s  pájaros? ¿Conocen  e l a m b i e n t e a s u a l r e d e 

d o r ?   C i e r t a m e n t e , l o c o n o c e n .   Según  D e s c a r t e s ,  únicamente  las

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 113/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o   V I I . ¿ E s   USTED  SU   CUERPO?

p e r s o n a s t i e n e n a lm a s o m e n t e s y, e n c o n s e c u e n c i a , o t r a s   c r i a t u 
r a s , c o m o l o s   p á j a r o s ,   n o t i e n e n c o n c i e n c i a . D e a c u e r d o c o n él ,
sólo  s o n   máquinas  c o m p l e j a s .  E s t o   re p r e s e n t a d o s p r o b l e m a s p a ra
el dualista.

P r i m e r o , s i p o d e m o s e x p l i c a r c u a l q u i e r   c o s a   q u e u n   pájaro  o u n
m o n o p u e d e   h a c e r   s in p o s t u l a r u n a m e n t e i n m a t e r i a l , e n t o n c e s
s e g u r a m e n t e l o m i s m o s e a p l ic a a l o s h u m a n o s , e s p e c i a l m e n t e a
lo s   b e b é s .  P o r e j e m p l o ,  p a r e c e   q u e e s p o s i b l e   enseñar  e l l e n g u a j e
sígnico  a lo s   chimpancés  y a l o s g o r i l a s . L o s m o n o s h a n   u t i l i z a d o   e l
l e n g u a j e   sígnico  d e t a l m a n e r a q u e m a n i f i e s t a n h a b i l i d a d e s   l i n 
güísticas c o m p l e j a s . Po r e j e m p l o , s u u s o  mostró e s t r u c t u r a   s i nt á c t i c a :
h a y u n a d i f e r e n c i a e n t r e " y o l e   pegué  a u s t e d " y " u s t e d m e   pegó  a
mí".   Esta  d i f e r e n c i a d e s i g n i f i c a d o la d a la   posición  d e l a s p a l a b r a s ,
y a l p a r e c e r l o s m o n o s la p u e d e n   d i s t i n g u i r   h á b i l m e n t e .   O t r a   c a r a c 
terística  d e l l e n g u a j e e s q u e p o d e m o s   u t i l i z a r  p a l a b r a s v ie j a s e n
c i r c u n s t a n c i a s n u e v a s . L o s m o n o s   también  l o p u e d e n h a c e r: n o   sólo
u s a n p a l a b r a s v i e j a s e n s i t u a c i o n e s n u e v a s , s i n o q u e   también  p u e 
d e n c r e a r   n u e v a s   p a l a b r a s . P o r e j e m p l o , K o k o   llamó  a u n a   t o r o n j a
" n a ra n j a a m a r i l l a " . C o n s i d e r e m o s q u e l o s m o n o s y o t r o s a n i m a l e s
m u e s t r a n a m o r a s us p a r ie n t e s , d e m u e s t r a n s e n t i m i e n t o s c o m p l e 
j os y h a b i l i d a d e s v i s u a le s . Si p o d e m o s e x p l i c a r   esas  h a b i l i d a d e s e n
e l   c a s o   d e l o s   c h i m p a n c é s ,   s i n p o s t u l a r u n a l m a i n m a t e r i a l ,  e n t o n 
c es n o n e c e s i t a m o s p o s t u l a r l a e n e l  c a s o   d e l o s h u m a n o s .
El s e g u n d o p r o b l e m a p a r a el d u a l i s t a : l as d i f e r e n c i a s e n t r e l o s
h u m a n o s y l o s a n i m a l e s s o n d e g r a d o , n o d e   t i p o .  Un a   araña  e s
m e n o s c o n s c i e n t e q u e u n   p á j a r o .  La   araña  t i e n e i n c l u s o u n a p e r 
cepción  s o f i s t i c a d a , m á s a ú n u n   p á j a r o ,  y  todavía  m ás u n c h i m p a n 

c é . P o r c o n s i g u i e n t e , l a c o n c i e n c i a e s u n a   cuestión  d e g r a d o , n o d e
t i p o .   S e a s e m e j a m á s a u n g r a d u a d o r d e l u z q u e a^ u n   i n t e r r u p t o r
p r e n d i d o / a p a g a d o n ( l a d i f e r e n c i a e n t r e e l g r a d o   mínimo  de luz y el
máximo  n o e s lo m i s m o q u e l a d i f e r e n c i a e n t r e p r e n d i d o y a p a g a 
d o ) .   P e r o   la  teoría  d u a l i s t a n o p u e d e a c o m o d a r e s t a n a t u r a l e z a c o n 
t i n u a   d e l a c o n c i e n c i a .  D e s c a r t e s   s o s t i e n e q u e la c o n c i e n c i a e s u n a
p r o p i e d a d s i m p l e d e u n a m e n t e i n m a t e r i a l . U n a n i m a l ti e n e o n o
t i e n e m e n t e o a l m a .   Según  D e s c a r t e s , la d i f e r e n c i a e n t r e t e n e r u n a ,

y n o t e n e r l a , e s d e   t i p o  ( p r e n d i d o / a p a g a d o ) , n o d e g r a d o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 114/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

Materialismo
El m a t e r i a l i s m o s o s t i e n e , p o r s u p a r t e , la t e s is d e q u e   sólo  e x i s t e n
la   m a t e r i a y s u s p r o p i e d a d e s . N o h a y n a d a a d i c i o n a l . En p a r t i c u l a r,
n o   e x i s t e n la s m e n t e s i n m a t e r i a l e s . El m a t e r i a l i s m o n o s p r e s e n t a
e l   desafío  d e e x p l i c a r  cómo  e s p o s i b l e la c o n c i e n c i a e n u n m u n d o
completamente material (aunque, como veremos, no supera* ese
d e s a f í o ,   a s í s e a v e r d a d e r o ) . A l g u n a s   v e c e s ,   e l m a t e r i a l i s m o e s  l l a 
m a d o l a   teoría  d e la i d e n t i d a d , p o r q u e a f ir m a q u e l o s e s t a d o s m e n 
t a l e s s o n   idénticos  a l o s e s t a d o s c e r e b r a l e s . V e r e m o s q u e e s ta f o r m a
d e p o n e r l a   teoría  es   e n g a ñ o s a .
En f a v o r d e l m a t e r i a l i s m o : e s   ontológicamente  m á s s i m p l e q u e
e l d u a l i s m o .   P u e s t o   q u e d e b e m o s p r e f e r i r la s e x p l i c a c i o n e s m á s
s i m p l e s ,  e n t o n c e s , s i n o n e c e s i t a m o s p o s t u l a r la e x i s t e n c i a d e s u s 
t a n c i a s y p r o p i e d a d e s m e n t a l e s , y p o d e m o s e x p l i c ar la c o n c i e n c i a
s in   e l l a s , e s p r e f e r i b l e e x c l u i r l a s d e n u e s t r a   teoría  a c e r c a   d e l a m e n 
t e .   Este  a r g u m e n t o a s u m e q u e p o d e m o s e x p l ic a r la c o n c i e n c i a s in
28

n e c e s i d a d d e p o s t u l a r e n t i d a d e s m e n t a l e s , y e s t o   todavía  q u e d a
p o r  d e m o s t r a r .
U n s e g u n d o a r g u m e n t o e n f a v o r d e l m a t e r i a l i s m o  h a c e  e s t e  r e 

q u e r i m i e n t o   m ás   e x p l í c i t o .   A f i r m a q u e lo s e s t a d o s m e n t a l e s s o n
i d e n t i f i c a d o s   p o r s u p a p e l   c a u s a l  s o b r e l a c o n d u c t a y s o b r e o t r o s
e s t a d o s m e n t a l e s . D e a c u e r d o c o n e l   análisis  c a u s a l , l o s e s t a 
29

d o s m e n t a l e s s o n p o r   definición  t o d o l o q u e e s   c a p a z   d e   c a u s a r
a c c i o n e s   o c o n d u c t a s a p r o p i a d a m e n t e c o m p l e j a s .   Filósofos  c o n 
t e m p o r á n e o s ,   c o m o D a v i d A r m s t r o n g , h a n r e c u r r i d o a la s  teorías
neurológicas  y  psicológicas  p a r a a r g u m e n t a r q u e t o d a s la s a c c i o 
n e s s o n , d e h e c h o ,  c a u s a d a s   s o l a m e n t e p o r e l s i s t e m a n e r v i o s o

c e n t r a l ,  o c e r e b r o . A r m s t r o n g c o n c l u y e q u e lo s e s t a d o s m e n t a l e s
s o n e s t a d o s c e r e b ra l e s . Su a r g u m e n t o p u e d e s er r e s u m i d o c o m o
sigue:

2,1
  El m a t e r i a l is t a p u e d e a r g u m e n t a r q u e . c o m o lo   p o s t u l a c i ó n   d e s u s t a n c i a s y   p r o p i e 
dades mentales no explica la conciencia, ellas son obsoletas.
2<

' Ver  AMSTRONC, D.,   The  Materialist  Theory o\ M ind,  R o u t l e d g e a n d   Ke gan   P au l, L o n d o n , 1 9 6 8 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 115/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

  rgumento  7
• l . Por   d e f i n i c i ó n ,   lo s e s t a d o s m e n t a l e s s o n t o d o l o q u e e s c a p a z
de causar accion es in ten cio na les
2. D e h e c h o , t o d a s la s a c c i o n e s i n t e n c i o n a l e s s o n c a u s a d a s s o l a 
mente por la actividad del cerebro

3, Por lo   t a n t o ,  l o s e s t a d o s m e n t a l e s s o n e s t a d o s c e r e b r a le s
E n r e s u m e n , p o r   d e f i n i c ió n ,   u n e s t a d o m e n t a l e s a q u e l l o q u e t i e n e
u n   p a p e l c a u s al d e t e r m i n a d o ; p e r o , d e h e c h o , c o m o la   única  c o s a
que tiene ese papel es el cerebro, entonces los estados mentales
son esta do s cerebrales.

Problemas  con el  materialismo


A c a b a m o s d e d e s c r i b i r e l m a t e r i a l i s m o c o m o u n a t e s is d e   i d e n t i 
d a d :   e s t a d o s m e n t a l e s s o n   idénticos  a e s t a d o s c e r e b r a l e s .   E s t o   n o s
d a u n a p i s t a a c e r c a d e   cómo  a r g u m e n t a r c o n t r a e l m a t e r i a l i s m o .
Porque si X y Y son   i d é n t i c o s ,  e n t o n c e s t o d o l o q u e e s v e r d a d d e X
d e b e s e r v e r d a d d e Y y v i c e v e r s a . S i s e q u i e r e m o s t r a r q u e la t e s i s
d e i d e n t i d a d e s f al sa , s e d e b e m o s t r a r q u e t o d o l o q u e es v e r d a d
d e X n o e s v e r d a d d e Y. V e a m o s a l g u n o s a r g u m e n t o s b a s a d o s e n
esta pista.

1) S u p o n g a m o s q u e l a afirmación  d e l m a t e r i a l i s m o e s q u e la m e n t e
es   idéntica  a l c e r e b r o .  Para  m o s t r a r q u e e s t o e s f a ls o , d e b e m o s
pensar en algunas propiedades de la mente que el cerebro no  t e n 
g a .  Es o e s f ác il . V a m o s a l l a b o r a t o r i o d e l h o s p i t a l d e   patología  y
t o m a m o s  u n   espécimen  d e c e r e b r o : u n a p i e z a d e c a r n e c r u d a , c o m o
j a l e a .  Está  m u e r t a y p o r   t a n t o ,  n o e s c o n s c i e n t e , y p o r   t a n t o ,  n o e s
u n a m e n t e . S in e m b a r g o ,  ésta  e s u n a   refutación  d e m a s i a d o s i m p l e .
E l m a t e r i a l i s t a n o   debería  d e c i r q u e e l c e r e b r o c o m o t a l e s   idéntico
a l a m e n t e . E l a s u n t o  aquí  n o es e l c e r e b r o   per se.  S i n o l a s f u n c i o n e s
c e r e b r a l e s . R e f o r m u l e m o s a h o r a l a t e s i s d e   i d e n t i d a d :  e s t ad o s m e n 
tales so n es tad os cereb rales.
2) H a y u n a r g u m e n t o c o n t r a e s ta t e s i s . La s s e n s a c i o n e s s o n e s t a 
d o s m e n t a l e s . M i   sensación  e s d e v e r d e , p e r o n o h a y n a d a v e r d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 116/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA FILOSOFÍA

e n m i c e r e b r o ,   y  p o r  t a n t o ,  esa sensación no es un e s t a d o c e r e b r a l
P o r c o n s i g u i e n t e ,  el  m a t e r i a l i s m o   es una teoría  falsa   a c e r c a   de la
m e n t e .   La  f o r m a   de e s t e   a r g u m e n t o   es c o m o s ig u e :

rgumento  8

1 .  Hay una  p r o p i e d a d   ta l que mi sensación  la  t i e n e   y mi  e s t a d o


c e r e b r a l   no la  t i e n e
2.   Si las s e n s a c i o n e s  y   l o s e s t a d o s c e r e b r a l e s s o n   i d é n t i c o s ,   e n t o n 
c e s d e b e n t e n e r   las m i s m a s p r o p i e d a d e s

3.   Por lo t a n t o ,  los d o s   no p u e d e n   ser  idénticos

Este  a r g u m e n t o c o n t r a   el   m a t e r ia l is m o   también  falla.  No i n t e r p r e 


t a m o s   c on c u i d a d o   la  posición  m a t e r i a l i s t a .  El  m a t e r i a l i s m o   no
debería  t r a t a r  las s e n s a c i o n e s   c o m o c o sa s ,  es  d e c i r ,  no debería
c o s i f i c a r  los e s t a d o s m e n t a l e s .   El  m a t e r i a l i s t a   no d e b e d e c i r : hay
u n a   c o s a   l l a m a d a   sensación o  i d e a t a l , q u e   es r e a l m e n t e   un  e s t a d o
c e r e b r a l .   Este  a r g u m e n t o s u p o n e e q u i v o c a d a m e n t e   qu e eso es lo
q u e   diría  un  m a t e r i a l is t a .  Por  e s o ,  el   a r g u m e n t o   sólo  t i e n e   éxito
c u a n d o m u e s t r a   que una formulación  d e s c u i d a d a   de la teoría ma 
t e r i a l i s t a  es  fa ls a .  El  a r g u m e n t o a s u m e   que los e s t a d o s m e n t a l e s
son cosas.
E n l u g a r   de eso, el  m a t e r i a l i s t a d e b e i d e n t i f i c a r  el   estar  en una
sensación  p a r t i c u l a r, c o n   estar  e n   un e s t a d o c e r e b r a l p a r t i c u l a r .  En 30

o t r a s p a l a b r a s ,   el   m a t e r i a l i s t a   no a f ir m a   que los e s t a d o s m e n t a l e s


s o n e s t a d o s c e r e b r al e s , s i n o q u e   ese estar  e n   un e s t a d o m e n t a l p a r 
t i c u l a r  es lo m i s m o q u e  estar  en un e s t a d o c e r e b r a l p a r t i c u l a r .

3)   E s t o   nos l l e v a   a  o t r o   a r g u m e n t o :  los t i p o s g e n e r a le s   de  e s t a 


d o s m e n t a l e s , c o m o   el  d o l o r ,  n o  p u e d e n   ser  i d e n t i f i c a d o s  c on
t i p o s   g e n e r a l e s   de e s t a d o s ce r e b r a l e s , c o m o i m p u l s o s n e u r o n a l e s
e n   el  lóbulo  f r o n t a l .  Su  d o l o r p u e d e t e n e r u n a   composición física

10
  Si  u n o d i c e : " t e n g o u n a   s e n s a c i ó n " ,   p a r e c e q u e u n o t i e n e u n a c o s a .   Es  m e j o r d e c i r
q u e  el  m a t e r i a l i s t a d e b e i d e n t i f i c a r  el s e n t i r  de u n a m a n e r a p a r t i c u l a r c o n   el e s t a r  en

un estado cerebral particular.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 117/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   V i l . ¿ E s   USTF.D s u   CUERPO? I  19

di fer en te del mío, o de l d o lo r de un ser de Venus. En con secu en cia,


n o p o d e m o s i d e n t i f i c a r t i p o s g e n e r a le s d e e s t a d o s m e n t a l e s c o n
t i p o s  d e e s t a d o s c e r e b r a l e s .
M u c h o s m a t e r i a li s t a s a c e p t a n   e s t e   p u n t o .  E n s u l u g a r a r g u m e n 
t a n q u e u n a m u e s t r a o e s t a d o m e n t a l p a r t i c u l a r e s   idéntica  a una
m u e s t r a p a r t i c u l a r d e e s t a d o c e r e b r a l .   Esta  r e s p u e s t a a p e l a a l a
distinción  e n t r e t i p o s y m u e s t r a s . Un a m u e s t r a e s u n e j e m p l o p a r 
t i c u l a r   d e a l g u n a   c l a s e   g e n e r a l o   género  d e c o s a s , o   t i p o .  La s s i
g u i e n t e s t r e s i n s c r i p c i o n e s A ' A ' A ' s o n m u e s t r a s d e u n   único  t i p o ,
la letra A. En otras palabras, estar en un estado mental particular
es   idéntico  a e s t a r e n u n e s t a d o c e r e b r a l p a r t i c u l a r , p e r o n o p o d e 
m o s   h a c e r   g e n e r a l i z a c i o n e s   a c e r c a   d e ta l e s i d e n t i d a d e s . Po r c o n 
s i g u i e n t e ,   e l a r g u m e n t o n o l o g r a m o s t r a r q u e l a   teoría  de la
i d e n t i d a d   d e m u e s t r a s e s e q u i v o c a d a . N o p r u e b a q u e la   posición
m a t e r i a l i s t a s e a f a ls a .
Un a   aclaración  fina l s o b r e la   teoría  m a t e r i a l i s t a . A g u a y H 0 s o n 2

lo   m i s m o . S i n e m b a r g o , l a s d o s p a l a b r a s , " a g u a " y " H 0 " , t i e n e n 2

d i f e r e n t e s s i g n i f i c a d o s .  Para  e n t e n d e r u n a d e l a s d o s , e s n e c e s a r i o
c o n o c e r l a   teoría  q u í m i c a ;   p a r a e n t e n d e r l a   o t r a ,  n o . T i e n e n   d i f e 
rentes sentidos, pero aún así, se refieren a la misma cosa. En con
secuen cia, do s palabras co n diferen tes sign ificados pu ede n tene r
la m i s m a r e f e r e n c i a .
E s t o h a c e   p a r te d e la s   b a s e s   d e l m a t e r i a l i s m o .   Frases  c o n   s i g n i 
f i c a d o s m u y d i f e r e n t e s p u e d e n r e fe r i rs e a l o s m i s m o s e v e n t o s o
h e c h o s . ) u a n   está  e n e s t a d o c e r e b r a l X Y Z " y  luán está  p e n s a n d o
  u

e n   M a r í a "  n o t i e n e n e l m i s m o s i g n i f i c a d o , p e r o a ú n a sí, a f i rm a e l
m a t e r i a l i s t a ,  s o n v e r d a d e r a s e n v i r t u d d e l o s m i s m o s h e c h o s .

En   c o n c l u s i ó n ,   h e m o s v i s t o q u e l o s a r g u m e n t o s m á s f u e r te s e n
f a v o r d e l d u a l i s m o f a l l a n , y q u e l a  teoría  t i e n e s e r i o s p r o b l e m a s . E l
a r g u m e n t o m á s f u e r t e a f a v o r d e l m a t e r i a l i s m o e s  difícil  d e e va lua r
e n e s ta fa s e , p ue s e llo   requeriría  la   teoría  c a u s a l  d e l a m e n t e q u e
sólo  e x p l i c a r e m o s e n e l  capítulo  s i g u i e n t e . T e n e m o s q u e e s p er a r.
Sin e m b a r g o , l os a r g u m e n t o s m ás p o d e r o s o s e n c o n t r a d e l m a t e 
r i a l i s m o ,  f a l l a n .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 118/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

120 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

¿Es ontológico el problema?


El   d e b a t e e n t r e   l o s   d u a l i st a s   y l o s   m a t e r i a l i s t a s   e s o n t o l ó g i c o . E s
a c e r c a   d e l o q u e   e x i s t e .  El  m a t e r i a l i s t a a f i r m a   q u e s ó l o   e x i s t e   la
m a t e r i a   y e l   d u a l i s t a s o s t i e n e   q u e t a m b i én   e x i s t e n   la s   m e n t e s
i n m a t e r i a l e s .  P e ro , ¿ e s a s d o s  p o s i c i o n e s re s u e l v e n r e a l m e n t e   e l   p r o 
b l e m a   c o n e l q u e   c o m e n z a m o s ?  El   p r o b l e m a   e r a : c ó m o   r e c o n c i l i a r
l a s c i e n c i a s   f ís i c a s c o n   n u e s t r a   c o n c e p c i ó n   c o t i d i a n a   d e   n o s o t r o s
m i s m o s c o m o  s e r e s  c o n s c i e n t e s .
A i c o s i f i c a r   i d e a s e n l a   m e n t e ,  o a l   t r a t a r l a s c o m o e n t i d a d e s ,  n o
l o g r a m o s e x p l i c a r   c ó m o e s   p o s i b l e   la   c o n c i e n c i a .  Po r   e j e m p l o ,  h a y
a l g u n o s s i g n o s   e n e l   t a b l e r o :  "e l   g a t o   s e s e n t ó e n e l   t a p e t e " .  Esos
s i g n o s t i e n e n   a l g ú n   s i g n i f i c a d o . C o s i f i c a r   e l   s i g n i f i c a d o   sería   a f i r 
m a r   q u e h a y d o s   e n t i d a d e s i n v o l u c r ad a s   a q u í : u n a , e s l a   s e n t e n c i a
e s c r i t a   e n e l   t a b l e r o ;  la   o t r a ,  la no-física, el   f a n ta s m a l l a m a d o e l   n

s i g n i f i c a d o   d e l a   s e n t e n c i a " . C u a n d o c a m b i a m o s   f ís i ca m e n t e u n a
p a l a b r a ,   t a m b i é n   c a m b i a m o s   e l   a s p e c t o   n o - f ís i co d e l a o r a c i ó n .
¿ E x p l i c a   e s t o   c ó m o e s q u e l o s   s i g n o s t i e n e n s i g n i f i ca d o ?  N o .
D u a l i s m o   y  m a t e r i a l i s m o t r a t a n   d e   d e c i r n o s   q u é  e x i s t e , p e r o   n i n 
g u n o  e x p l i c a   q u é e s l a   c o n c ie n c i a . A u n q u e   n o   q u i e r e d e c i r   q u e s e a n

f a l s o s , s i g n i f i c a   q u e   p o d e m o s l ib r a r n o s  d e u n   p r e j u i c i o ,  a   s a b e r :
P: la   m a t e r i a   n o   p u e d e   s e r   c o n s c i e n t e .

Es   m i s t e r i o s o p e n s a r  c ó m o l a   m a t e r i a p u e d e   s e r   c o n s c i e n t e .  P e r o
e s   i g u a l m e n t e m i s t e r i o s o p e n s a r  c ó m o   a l g o i n m a t e r i a l p u e d e s e r l o .
P o r e s o , P e s u n  p r e j u i c io .  Si e s   s o r p r e n d e n t e   q u e u n a c o s a   m a t e r i a l
p u e d a   s e r  c o n s c i e n t e , d e b e   s e r  i g u a lm e n t e a s o m b r o s o   q u e u n a co s a
i n m a t e r i a l  p u e d a s e r l o .   Es el   m i s m o p r o b l e m a .
C o n s i d e r e   l o s d o s ú lt im o s   m i n u t o s   d e l a   f i n a l  d e l   c a m p e o n a t o
m u n d i a l  d e f ú t b o l .  D e s c r ib a m o s e x a c t a m e n t e   l o q u e p a s ó   d u r a n t e
e s o s d o s   m i n u t o s , c u a n d o   u n o d e lo s  e q u i p o s   c a m b i ó e l   r e s u l t a d o
y   g a n ó , a l h a c e r u n g o l e n e l úl ti m o   m i n u t o .  El   e s p a c i o u t i l iz a d o  e n
u n p a r t i d o   d e f ú t b o l e s   l i m i t a d o .  A d e m á s , h a y u n n ú m e r o   l i m i t a d o
d e d i f e r e n t e s t i p o s   d e m o l é c u l a s   i n v o l u c r a d a s   e n u n   p a r t i d o   d e f út 
b o l :   l a s d e l   c u e r o   d e l a   p e l o t a ,  la   p i e l  y e l   c u e r p o   d e l o s   j u g a d o r e s ,

s u s u n i f o r m e s ,   la   m a d e r a   d e l o s   p o s t e s   d e l   a r c o . D i g a m o s   q u e h a y

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 119/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   VI L ¿ E s USTED SU CUERPO? 121

i
¡2 t i p o s  d e  m o l éc u l a s  i n v o l u c r a d a s   en el  j u e g o .  P o d r ía m o s  ha 
b l a r   de los dos m i n u t o s fi n a le s d e s c r i b i e n d o   la s  p o s i c i o n e s   de las
Í d i f e r e n t e s   m o l é c u l a s   en  c a d a   m o m e n t o .  Sería   una d e s c r i p c i ó n  lar-
:  ga y  a b u r r i d a . Aún así, en un s e n t i d o ,  eso es  e x a c t a m e n t e   lo que
¡ s u c e d i ó .  El  p r o b l e m a  es q u e  no n o s  d i c e   lo q u e  es  i m p o r t a n t e  a c e r 
ca   del p a r t i d o :  q u i é n g a n ó ,  qué t á c t i c a s   u s a r o n ,  e t c é t e r a .
E s t o ,   s i n  e m b a r g o ,  no s i g n i f ic a   q u e   h a y a m o s d e j a d o   por  f u e r a  la
e s e n c i a i n m a t e r i a l  d el f ú t b o l , el es píritu   del j u e g o . No s i g n i f ic a  que
n u e s t r a l a r g a   d e s c r i p c i ó n h a y a   o m i t i d o   a l g u n a   c o s a   i n m a t e r i a l del
j u e g o .   L l a m e m o s   a la  d e s c r i p c i ón   m e r a m e n t e m o l e c u l a r   EXT (en
l u g a r   de  e x t e n s io n a l ) . A h o r a , c o n s i d e r e m o s   la  d e s c r i p c i ó n   n o r m a l
d e l   p a r t i d o .  É s t a   m e n c i o n a   q u i é n g o l p e ó   la  p e l o t a ,  q u i é n a n o t ó   el
g o l ,   e t c é t e r a .  L l a m e m o s   a  e s t a   d e s c r i p c i ó n   n o r m a l  1NT (en  l u g a r
d e i n t e n s i o n a l ) .  La  i d e a   de que h e m o s   o m i t i d o   a l g u n a   cosa  i m p o r 
t a n t e  en n u e s t r a   d e s c r i p c ió n   m o l e c u l a r  se  p u e d e e x p r e s a r  c o n  una
fórmula:

IN T   = EXT + M

d o n d e   M  r e p r e s e n t a a l g u n a   c o s a m á g i c a   qu e es el  e s p í r i t u  del
j u e g o .   E s t o   es lo qu e p o d e m o s l la m a r  la  c o n c e p c i ón   d u a l i s t a  de l
fútbol.
¿ N o s   a y u d a e s t a   fórmula   a c o m p r e n d e r   el f ú tb o l ? N o . No  n e c e s i 
t a m o s p l a n t e a r   u n a c o s a m á g i c a   e x t r a p a r a d e s c r i b i r  el  j u e g o . INT y
EXT   son  j u s t a m e n t e   dos  m a n e r a s d i s t i n t a s   de  d e s c r i b ir   el   m i s m o
p a r t i d o   de  f út b o l .   D e s c r i b e n   los m i s m o s e v e n t o s , p e r o   c on  t e r m i 
no l o g í as   d i f e re n t e s . A f ir m a r   q u e  la  d i f e r e n c i a e n t r e   las d os la da un
e l e m e n t o   m á g i c o , M, no a y u d a   a  n u e s t r a   c o m p r e n s i ó n .  El  d u a l i s m o
n o r e s u e l v e   el  p r o b l e m a   de la r e l ac i ó n   e n t r e   INT y EXT.
i   P o d e m o s   a p l i c a r   e s t e   p u n t o  a mi fr a s e  en el t a b l e r o . G a r a b a t e o
a l g u n o s s i g n o s   en el  t a b l e r o .  El  r e s u l t a d o   es la  e s c r i t u r a   de una
f r a s e s i g n i f i c a t i v a  en  c h i n o .  Las  m a r c a s   físicas   p u e d e n d e s c r i b i r s e
e n   t é r m i n o s   m o l e c u l a r e s .  A  ésta   la  p o d e m o s l la m a r  la  d e s c r i p c i ó n
E X T . E s t a d e s c r i p c i ó n   no le da el  c o n t e n i d o   de lo que e s c r i b í .   La
d e s c r i p c i ó n   de lo qu e q u i s e d e c i r   la  p o d e m o s l la m a r   INT.  A b a r c a 
ríamos   la   c o n c e p c i ó n   d u a l i s t a   de  e s t a s  d os d e s c r ip c i o n e s   con la

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 120/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

I N T  = EXT + M

Un a   v e z m á s , e s t o p o s t u l a   la  e x i s t e n c i a   d e u n a c o s a m ág ic a e   i n m a t e 
rial,   e l  s i g n i f i c a d o   d e l a   s e n t e n c i a .  S i n   e m b a r g o ,  e s t e   p o s t u l a d o   n o
e x p l i c a   c ó m o l o s  s i g n o s p u e d e n s i g n i f ic a r c u a l q u i e r c o s a .  M á s   b i e n ,
la   s i t u a c i ó n e s q u e E XT e I N T s o n d o s   d e s c r i p c i o n e s d i f e r e n t e s   d e
l a m i s m a c o s a . A g r e g a r   u n a c o s a   e x t r a ,  M , n o n o s   a y u d a   a   c o m 
p r e n d e r   l a r e l ac i ó n   e n t r e   l a d e s c r i p c i ó n   e x t e n s i o n a l  y la  i n t e n s i o n a l .
C o n e s t o s e j e m p l o s t r a t o   d e   m o s t r a r  q u e e l  d u a l i s m o   e s u n a e x 
p l i c a c i ó n   f a l s a , i n c o r r e c t a ,  q u e   o r i g i n a   e l  p r e j u i c io   s e g ú n e l   c u a l  las
c o s a s   f í s i c as no   p u e d e n   s e r   c o n s c i e n t e s .  S i u n o   d i c e   q u e l as c o s a s
f í s i c a s n o   p u e d e n   s e r   c o n s c i e n t e s ,  ¿ e n t o n c e s c ó m o   p u e d e n   s e r
c o n s c i e n t e s   l as c o s a s no - f í s ic as ? El  p r o b l e m a   e s q u e e l  d u a l i s m o
n o o f r e c e   u n a e x p l ic a c i ó n o u n a t e o r ía d e la   c o n c i e n c i a .  Y e s o e s l o
q u e n e c e s i t a m o s .   N o   n e c e s i t a m o s d e b a t i r  e l  p u n t o   o n t o l ó g i c o , s i
h a y   o n o u n a c o s a   i n m a t e r i a l a d i c i o n a l ,  u n M .   Este  d e b a t e   n o   e x p l i 
ca   c ó m o e s   p o s i b l e   la   c o n c i e n c i a .
P o d e m o s   v e r e l   m i s m o p u n t o   d e   d i f e r e n t e m a n e r a .  ¿ E s u n a   m e s a
a l g o   m á s q u e u n   m a n o j o   d e á t o m o s ? Si u n o   r e s p o n d e n e g a t i v a 
m e n t e ,  e s o n o e s  p r e c i s a m e n t e c o r r e c t o , p o r q u e p a r a  q u e u n a c o 
l e c c ió n d e á t o m o s s e a u n a   m e s a , t i e n e   q u e   e s t a r  m u y   b i e n
o r g a n i z a d a .  Pero la   r e s p u e s ta p o s i t i v a t a m p o c o   e s   c o r r e c t a :  n o h a y
u n a   cosa  a d i c i o n a l i n v o l u c r a d a .  Este  p r o b l e m a   s e   p u e d e r e s o lv e r  fá
c i l m e n t e   s i   d i s t i n g u i m o s d i f e r e n t e s u s o s   d e   " s e r " . P r i m e r o ,  está el
" s e r "   d e   i d e n t i d a d :  p o r  e j e m p l o ,  la   fr a s e   "Jekyll es   H y d e " . S e g u n d o ,
e s t á t a m b i é n e l " s e r " d e c o m p o s i c i ó n ,   c o m o   en la   fr a s e ,  "la   m e s a
e s u n a c o l e c c i ó n d e á t o m o s " . É s t e   i n d i c a   l o s   e le m e n t o s   c o n s t i t u t i 
v o s   d e   a l g o .  U n a   m e s a   n o e s   n a d a   m á s q u e u n   m a n o j o   d e á t o m o s .
S in   e m b a r g o ,  e s o s á t o m o s s o n i n c r e í b l e m e n t e   c o m p l i c a d o s   y o M
g a n i z a d o s .   N o   o b s t a n t e ,  la o r g a n i z a c i ó n n o e s u n   c o m p o n e n t e   a d i - '
c i o n a l   d e l a   m e s a .  N o e s u n a   cosa  a d i c i o n a l  a lo s á t o m o s .
N o p o d e m o s e x p l i c a r   c ó m o e s   p o s i b l e   la   c o n c i e n c i a a f i r m a n d o
o n e g a n d o   q u e u n se r  h u m a n o   e s t á   h e c h o   d e á t o m o s . En e l   d e b a t e
e n t r e   e l   m a t e r i a l i s t a   y e l   d u a l i s t a ,  e l   a s u n t o   e s l a c o m p o s i c i ó n d e
u n a p e r s o n a .   P o r l o  t a n t o ,  l a c u e s t i ó n d e l a   c o n c i e n c i a   n o s e   r e s u e l 

ve ontológicamente.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 121/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

APÉNDICE
V I D A   DESPUÉS  DE LA   M L I R J  I

S u p o n g a m o s   q u e h a y u n a   v i d a   d e s p u é s d e l a   m u e r t e .   ¿ C ó m o s e r ía ?
N u e s tr a s f u n c i o n e s m e n t a l e s d e p e n d e n   d e l  c e r e b r o   físic o. Por   e j e m p l o ,   s i
s u p r i m o   u n a   p a r t e   d e s u   c e r e b r o , e n t o n c e s u s t e d   n o p o d r á   h a b l a r .  Si
s u p r i m o   o t r a ,  n o p o d r á v e r . Y   o t r a   d e s t r u i r í a s u   m e m o r i a .   La   m u e r t e   i n t e 
r r u m p e   t o d a s   e s a s   f u n c i o n e s   d e   g o l p e .  La   v i d a   d e s p u é s d e l a   m u e r t e   ser ía
c o m o   e x i s t i r  s i n   p e n s a m i e n t o ,  s i n   a n h e l o s .  S e r í a   c o m o   e l   s i l e n c i o   p u r o .
¿ P u e d o   s o b r e v i v i r   a m i   m u e r t e ?  La   p a l a b r a i m p o r t a n t e   a q u í e s " y o " .
¿ Q u i é n s o y y o ? S o y   G a r r e t t T h o m s o n , p e r o e s t a m a n e r a   d e   r e f e r i r m e  a m í
m i s m o i m p l i c a   la   r e f e r e n c i a   a m i  c u e r p o , p o r q u e o t r o s p u e d e n r e fe r ir s e  a
m í d e e s e   m o d o .  S i h a y   v i d a   d e s p u é s d e la   m u e r t e , e n t o n c e s   l o q u e   s o b r e 
v i v e   n o e s  G a r r e t t T h o m s o n , e s t a p e r s o n a  c o n   e s t o s r e c u e r d o s  y e s t e

c u e r p o .  S i q u e d é   p a r a l i z a d o c o m o   u n   v e g e t a l   d e s p u é s d e u n   a c c i d e n t e
a u t o m o v i l í s t i c o , ¿ e n q u é   s e n t i d o   h e  s o b r e v i v i d o ?  N o   p u e d o r e c o r d a r ,  v er ,
oír, pensar...   s o y t o d a v í a y o e n e l   s e n t i d o   d e q u e s o y e s t e   c u e r p o   c o n e s t e
c ó d i g o g e n é t i c o   f u n c i o n a n d o t r a n q u i l a m e n t e .  P e r o n o   p u e d o i d e n t i f i c a r
e l   y o q u e s o b r e v iv i rí a a m i   m u e r t e   p o r  r e f e r e n c i a   a l c ó d i g o g e n é t i c o   p a r t i 
c u la r h e r e d a d o   d e m i s   p a d r e s , p o r q u e e s t o   n o   s o b r e v i v e .   M i s   r e c u e r d o s ,
d e s e o s   y   p e n s a m i e n t o s   n o s o b r e v i v i r ía n ,   a u n q u e   y o l o   h i c i e r a .
¿ P u e d e   i m a g i n a r   l a p é r d i d a d e u n  b r a z o ?  Par a las  p e r s o n a s   a l a s q u e l e s
h a o c u r r i d o   es difícil   s u p e r a r e s t a   p é r d i d a .   A lg u n a s s ie n t e n m i e m b r o s   f a n 
t a s m a s .   S i e n t e n c o m e z ó n e n e l  l u g a r   d e l   m i e m b r o   q u e h a n   p e r d i d o . ¿ P u e 
d e i m a g i n a r   l a p é r d i d a d e s u s   c u a t r o e x t r e m i d a d e s ?  ¿ P u e d e   i m a g i n a r   la
p é r d i d a d e s u   m e m o r i a ?  E l n e u r ó l o g o   O l i v e r   S a c k s   d e s c r i b e   a u n   h o m b r e
s i n m e m o r i a   q u e   s a l u d a   a l a s   p e r s o n a s ,  u n a y   o t r a   v e z ,   c o m o   s i   f u e r a   la
p r i m e r a  v e z q u e l a s v e . L a   m u e r t e   e s , p o r l o   m e n o s ,  l a p é r d i d a   c o m p l e t a
d e l c u e r p o   y d e   t o d a s   la s   f u n c i o n e s m e n t a l e s   q u e  c o m p o n e n   la   v i d a   c o t i 
d i a n a .   Si la   m u e r t e   e s m á s q u e e s o ,   e n t o n c e s   e s e l   f i n . ¿ E n q u é   s e n t i d o
s o b r e v i v e   usted a la  muerte'?   ¿ Q u é e r a   u s t e d a n t e s   d e s u c o n c e p c i ó n ?   A m b a s
5

p r e g u n t a s l l e v a n   la   p a l a b r a " u s t e d "  a s u s l í m i t e s .
¿ C u á n t o s a ñ o s t i e n e ?   S u p o n g a m o s   q u e   r e s p o n d e " v e i n t e "  ( m á s   a l g u 
n o s   o   t o d o s   l o s n u e v e m e s e s d e s p u é s d e la c o n c e p c i ó n y   a n t e s   d e l   n a c i 
m i e n t o ,  p e r o o l v i d e m o s   e s o ) . E s t a   r e s p u e s t a i m p l i c a   q u e   u s t e d   n o e x i s t í a
a n t e s  d e l a c o n c e p c i ó n . S i s e   s u p o n e  q u e   u s t e d  e s u n   a l m a  q u e e x i s t í a
a n t e s   d e l a c o n c e p c i ó n ,   e n t o n c e s   n o   d e b e r e s p o n d e r " v e i n t e " .  Q u i z á s
d e b a r e s p o n d e r   " i n f i n i t o " .  ¿ Q u é e r a l a   v i d a a n t e s   d e l a c o n c e p c i ó n , s i n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 122/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

p e n s a m i e n t o s ,   n i d e s e o s ,  n i r e cue r d o s ,  ni an he los ? Era   c o m o   el silencio.


¿ E n q ué   s e n t i d o   era  usted?
El término   "vid a   después de la  m u e r te " es pa radójico. Encub re el  m i s 
te r i o .  Si hay   vid a   d e s p ués d e e s o ,  e n t o n c e s   quizá no   d e b e m o s lla ma r la

t a l . E
m ui eenr tt oe  .  cYo msio hay
m vidl  am iasnte
t e r si o,  es:
e ntosince
hays   vid
quizá no   d e b edem olas  ml l aum
a   después e rater   y
a l  ant
n a ceis
d e   la c o nc e p c i ó n, ¿ e n q ué   s e n t i d o  e s l o q u e es  usted?
A l g u n a s p e r s o n a s s o s t i e n e n   que la   p o s i b i l i d a d  d e   vida   después d e la
m u e r t e i m p l i c a  q u e el m a t e r ia l i sm o   es   fa ls o . C o nvie r ta n e s to   e n u n  a r g u 
m e n t o   a   fa vo r   d e l d u a l i sm o .  H ay d o s   p u n t o s i m p o r t a n t e s aquí.   Primero,'
para   q u e e l   a r g u m e n t o t e n g a   éxito, uno   t i e n e   q u e   p r e s u m i r   q u e l o q ue
s o b r e vive   a la  m u e r t e  no e s tá   h e c h o   d e  m a t e r ia .  Por   e j e m p l o , he o íd o q ue
a lg una s p e r s o na s d ice n   qu e los ángeles están   h e c h o s  d e   luz. Esto   signifi
caría qu e los ángeles n o so n seres  i n m a t e r ia l e s . C o n e l  a d v e n i m i e n t o  d e la
mecánica cuántica y  m u c h o s   géneros extraños de partículas, ¿puede  afir
m a r c o n f i a d o   q u e el a lma   es   inma te r ia l?  ¿Al fin de   c u e n t a s ,  qu é  sign ifica
ma te r ia l   e  i n m a t e r ia l ?  Ésta n o es una  p r e g u n t a   fácil de  r e s p o nd e r .  La   c o n 
fusión implícita en estas  p r e g u n t a s   n o s  m u e s t ra   la  r e d u n d a n c i a   d e l  d e b a 
te   ontológico. No   p o d e m o s e x p l i c a r   la   c o n c i e n c i a   c o n e l  d u a l i s m o   o el
m a t e r i a l i s m o   en sí  m i s m o s .
En   s e g u nd o lug a r, la  p o s i b i l i d a d  de  vida   despu és de la  m u e r te  n o  v i n d i 
ca   e l d u a l i s m o  e n e l s e n t i d o  t radi c i on al : la  idea  d e c ó mo e s la  vida   después
d e   la  m u e r t e   ha  c a m b i a d o g r a c ia s  a l   r e c o n o c i m i e n t o  d e q ue las   funcio ne s
m e n t a le s t i e n e n  u n a base neurológica,  c o m o   lo señalan las p r e g u n t a s   arri
b a.   Tal vez no   p o d e m o s i m a g in a rl a, e x c e p t o c o m o   u n   s ile ncio . O quizás,
d e s p ués d e  t o d o ,  la   m u e r te   es el fi n .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 123/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  V I I I
S A L V A R  L O M ENTAL

Un rasgo vital de los es tad os m en tale s es que so n acerca de algo .


U n o n u n c a c r e e , p i e n s a , d e s e a , e s p e r a o t e m e , s i n q u e  e s o s  e s t a 
d o s a p u n t e n a a l g o . U n o p i e n s a ,  c r e e   q u e . . . , y l o q u e s i g u e a l " q u e "
e s p e c if ic a e l c o n t e n i d o d e l os e s t a d o s m e n t a l e s .   E s t o   c o n t r a s t a
c o n l o s e s t a d o s   físicos  c o m o t a le s , c o m o t e n e r u n c i e r t o p e s o .
Éstos  n o s o n i n t e n c i o n a l e s . N o s o n a c e r ca d e n a d a , n o t i e n e n
contenido.
¿Cómo  d e b e m o s c a ra c te r iz a r e l c o n t e n i d o d e l o s e s t a d o s m e n 
  H a c e r s e   e s ta p r e g u n t a e s u n a m a n e r a d e e x a m i n a r la n a t u r a 
tl ea zl eas ?d e l a m e n t e , s i n q u e n e c e s a r i a m e n t e c o n v i r t a m o s e l p r o b l e m a
e n u n d e b a t e   o n t o l ó g i c o .   D e b e m o s t r a t a r d e r e s p o n d e r la p r e g u n t a
s in a c u d i r a l d u a l i s m o o al m a t e r i a l i s m o , p u e s , c o m o v i m o s e n e l
capítulo  a n t e r io r , n i n g u n o d e lo s d o s r e s p o n d e a d e c u a d a m e n t e a
l a p r e g u n t a :  ¿cómo  e s p o s i b l e la c o n c i e n c i a ? N e c e s i t a m o s m o v e r 
n o s e n  ot ro nivel.
De he ch o, hay do s form as m uy difer en tes de apr ox im arse a
e s t e   género  d e p r e g u n t a s : e l m o d e l o i n t r o s p e c t i v o y e l m o d e l o
c a u s a l o f u n c i o n a l d e la c o n c i e n c i a .   E s t o   n o s l l e v a a l s e g u n d o
n i ve l e n e l d e b a t e m e n t e - c u e r p o . C o m o v e r e m o s m ás a d e l a n 
t e n ,   el p r o b l e m a n o s e p u e d e r e s o l v e r d e l t o d o e n e s t e s e g u n d o
nivel.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 124/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

E L   SEGUNDO NIVEI : C O NT EN IDOS MENTALES


¿Cómo  e s p e c i fi c a r e l c o n t e n i d o d e u n e s t a d o m e n t a l?  Para  D e s c a r 
t e s ,   e l c o n t e n i d o d e lo s e s t a d o s m e n t a l e s   debía  d e f i n i r s e e   i d e n t i 
f i c a r s e p o r la m a n e r a e n q u e l o s s e n t i m o s , p o r l as c u a l i d a d e s q u é
p r e s e n t a n d i r e c t a m e n t e a la   i n t r o s p e c c i ó n .  É l e x p r e s a e s t o d i c i e n 
d o   q u e u n a i d e a e s e l o b j e t o i n m e d i a t o d e la   p e r c e p c i ó n .   D e s c a r t e s
dice qu e cada persona con oc e el co nt en id o de sus estado s m en ta
le s p o r q u e l o s e x p e r i m e n t a m o s d i r e c t a m e n t e . N o s o f r e c e u n m o -
délo  i n t r o s p e c t i v o d e la c o n c i e n c i a ,  según  e l c u a l , e l c o n t e n i d o d e
ésta  s e c o n c i b e a p a r t ir d e c o m o l o s e n t i m o s d i r e c t a m e n t e .
La   concepción  d e D e s c a r t e s , q u e c o i n c i d e c o n l a   opinión  p o p u 
lar,   h a t e n i d o s e r ia s d i f i c u l t a d e s . En p r i m e r lu g ar , a s u m e q u e l o s
e s t a d o s m e n t a l e s s o n t r a n s p a r e n t e s p a r a q u i e n l o s   está  t e n i e n d o .
E s t o   p u e d e s er c i e r t o e n e l c a s o d e a l g u n o s e s t a d o s m e n t a l e s ,   perú
n o   d e t o d o s . Po r e j e m p l o , a l g u n a s   v e c e s   c r e e m o s q u e e s t a m o s e n o 
j a d o s ,  c u a n d o e n r e a l i d a d e s t a m o s t r i s t e s . U n o p u e d e a s u s t a r s e s i n
d a r s e c u e n t a . A l g u n a s  v e c e s  q u e r e m o s a l g o , y n o s a b e m o s q u é e s
lo   q u e q u e r e m o s . Y   también  h a y  c a s o s   d e d e s o r d e n   n e u r o l ó g i c o ,
P o r e j e m p l o , u n a p e r s o n a va al   neurólogo  y l e d i c e q u e h a p e r d i d o
la   v i s t a . E l  neurólogo  le   hará  a l g u n o s   exámenes  a l p a c i e n t e . Le p r e :
s e n t a d i f e r e n t e s f o r m a s c o l o r e a d a s y l e p r e g u n t a q u é s o n . El p a 
c i e n t e e x c l a m a q u e   está  d e s l u m h r a d o , q u e n o p u e d e ve r. El d o c t o r
i n s i s t e  e n q u e d e b e a d i v i n a r , y e l p a c i e n t e l o h a c e ; l a s r e s p u e s t a s
s o n c o r r e c t a s e n u n   1 0 0 .  En   algún  s e n t i d o , e l p a c i e n t e   está  v i e n 
d o ,  p e r o n o l o s a b e . 11

A d e m á s ,   la   teoría  i n t r o s p e c t i v a i m p l i c a e l p r o b l e m a d e l a s o t r a s
m e n t e s ,   q u e e x a m i n a m o s e n e l   capítulo  a n t e r i o r . P o d e m o s s a b e r l o
q u e o t r a p e r s o n a   está  p e n s a n d o . Es o e s p o s i b l e . N u e s t r o s i n te r - ,
c a m b i o s i n t e r p e r so n a l e s c o t i d i a n o s r e q u ie r e n e l c o n o c i m i e n t o m u 
t u o   d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s d e lo s o t r o s .  P e r o   la  teoría  d e D e s c a r t e s
i m p l i c a   q u e e s t o e s i m p o s i b l e .   A d e m á s ,  l a s p a l a b r a s q u e u s a 
m o s p a r a r e f e r i r n o s a n u e s t r o s e s t a d o s m e n t a l e s s o n la s m i s 
m a s c o n la s q u e d e s c r i b i m o s l o s d e o t r a s p e r s o n a s . La p a l a b r a
" d o l o r "  n o p u e d e t e n e r u n s i g n i f i c a d o e s t r i c t a m e n t e p r i v a d o , q u e
n
  Ver   SACKS,  O . ,  El  hombre  qu e  confundió  a su  mujer  con un  sombrero,  M u c h n i k E d i t o r e s ,

Barcelona, 1991.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 125/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  V I I I .  SALVAR  LO M ENTAL

p a r a   m í  d e s c r i b a   s ó l o e l  c o n t e n i d o   d e m i  e s t a d o m e n t a l  í n t i m o ,   p o r 
q u e p u e d o u s a r l a p a r a d e f i n i r  l o q u e  o t r o s   e s t á n   s i n t i e n d o .  E n   vis ta
d e e s t o ,   los filósofos   e m p e z a r o n   a   d e s a r r o l l a r   e n e l   s i g l o   X X   o t r a
c o n c e p c i ó n a c e r c a d e l  c o n t e n i d o   d e l o s   e s t a d o s m e n t a l e s ,  u n a a l 
t e r n a t i v a  a  D e s c a r t e s .
La   a l t e r n a t i v a   e s   p e n s a r c a u s a l m e n t e   a c e r c a d e l c o n t e n i d o m e n 
t a l ;  h a c e r l o d e s d e   e l   p u n t o   d e   v i s t a   d e la s a c c i o n e s y e l  c o m p o r t a 
m i e n t o   p o s i b l e . En   o t r a s p a la b r a s , s e n t i r d o l o r   e s   e s t a r   e n u n   e s t a d o
q u e n o r m a l m e n t e   c aus ar í a   t a l e s   o c u a l e s  c o n d u c t a s   o a c c i o n e s ( p o r
e j e m p l o ,  c ó m o s e c o m p o r t a r í a u n a   p e r s o n a e n o j a d a   s i n o   e s t u v i e r a
i n h i b i d a ) .   D e u n   m o d o   m ás   g e n e r a l ,  u n   e s t a d o m e n t a l   e s   d e f i n i d o
p o r   s u f unc i ó n   c a u s a l ;  e s u n a d i s p o s i c ió n d e l c o m p o r t a m i e n t o b a jo
ciertas condiciones.
U n o   d e l o s   f u e r t e s   d e   e s t a   e x p l i c a c i ó n e s q u e   c o n c i b e   la   c o n 
c ie n ci a c o m o c o m p l e j a . C o m o v i m o s   e n e l c a p í t u l o   a n t e r i o r ,  D e s 
c a r t e s   la   t r a t a b a c o m o   u n a   p r o p i e d a d s i m p l e ,  y   e s t o d i f ic u l t a b a   la
e x p l i c a c i ó n d e l o s  g r a d o s   d e   c o n c i e n c i a :  u n a a r a ña e s   m e n o s c o n s 
c i e n t e   q u e u n   c o n e j o .  A   p a r t i r   de la teoría   f u n c i o n a l e s t o   s e   p u e d e
e x p l i c a r  d e u n   m o d o   m ás   fácil:  la   c o n c i e n c i a   e s u n a   a m p l i a g a m a
d e e s t a d o s m e n t a l e s   y  d i s p o s i c i o n e s   q u e  d e b e n   s e r   a n a l iz a d a s d e s 
d e   e l  p u n t o   d e   v is ta f u n c i o n a l . Po r   e j e m p l o ,  v e r  c o n s i s t e   e n l a   h a b i 
l i d a d   d e   d i f e r e n c i a r   u n a   e s f e r a   d e u n   c u b o ,  d e   r e c o n o c e r   l o s
d i f e r e n t e s c o l o r e s ,   d e   d i s t i n g u i r e n t r e   la   s o m b r a   y la lu z y   r e c o n o c e r
b o r d e s ,  o r i l l a s   y   f r e n t e s .  E n   o t r a s p a l a b r a s , c u a l q u i e r   f u n c i ó n
c o g n i t i v a  t i e n e   u n a s u b f u n c i ó n e n l a p e r c e p c i ó n   v i s u a l .  N o   d e b e 
m o s p e n s a r  e n l a   c o n c i e n c i a c o m o  e n u n a   p r o p i e d a d s i m p l e , s i n o
c o m o   e n l a s   d i s t in t a s   c o s a s q u e   h a c e r l o s .

T e n e m o s   d o s   e n f o q u e s p a r a d e f i n i r  lo s   c o n t e n i d o s m e n t a le s :  la
e x p l i c a c i ó n   i n t r o s p e c t i v a   d e D e s c a r t e s y e l  m o d e l o   c a u s a l
f u n c i o n a l i s t a .   U n a d e l a s   m a y o r e s d i f e r e n c i a s e n t r e   é s t o s e s q u e la
' e x p l i c a c i ó n c a u s a l  f u n c i o n a l i s t a  c o n t e m p o r á n e a   o f r e c e u n o s  c r i t e 
r i o s  p ú b l i c o s  p a r a  l a d i f e r e n c i a c i ó n e i d e n t i f i c a c i ó n d e l o s  e s t a d o s
m e n t a l e s .   El  c r i t e r i o  d e la e x p l ic a c i ó n   i n t r o s p e c t i v a  e s   e s e n c i a l m e n t e
s u b j e t i v o .  C o n s i d e r á n d o l a d e   c i e r t a m a n e r a , e s t a d i f e r e n c i a  e s u n a
razón   p a r a p e n s a r   q u e e l  e n f o q u e   c a u s a l c o n t e m p o r á n e o e s   p r e f e 

r i b l e ,   y a q u e   p o d e m o s s a b e r  q u e l o s   o t r o s s i e n t e n d o l o r .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 126/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
128 I N T R O D U C C I Ó N   A LA PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

S i n e m b a r g o ,   con el   e n f o q u e f u n c i o n a l p e r d e m o s a l g o e s e n c i a l
d e   la  e x p e r i e n c ia ;  su carácter  s u b j e t i v o   o de  p ri m e r a p e r s o n a .   Si
e s t o  es a sí, e n t o n c e s   es u n a c o n d e n a   crítica  d e l f u n c i o n a l i s m o .  Sobré
e s t e   i m p o r t a n t e p u n t o  volveré más  t a r d e .

DEL C O N D U C T I S M O  A L  ITJNCION ALTSM O


El  c o n d u c t i s t a a f i r m a  que el  c o n t e n i d o m e n t a l ti e ne   su  b a s e  en el
c o m p o r t a m i e n t o .  A  la  p r e g u n t a ,  "¿qué  es un  e s t a d o m e n t a l ? ",  e|
c o n d u c t i s t a   contestará  que es una disposición  a  a c t u a r   de  c i e r t o
m o d o ,   d a d a s   c i e r ta s e n t r a d a s s e n s o r i a l e s . S e n t i r d o l o r   es  est ar di s-
p u e s t o  a  llorar, a a m p u t a r   la p a r t e d o l o r o s a   del c u e r p o , d e p e n d i e n d o
d e   cómo y qué ta n d u r o fu e  el g o l p e   (y  d ó n d e ) . 32

S in e m b a r g o , e s t a   definición  es  d e m a s i a d o s i m p l e .  La co


nexión  e n t r e   las  e n t r a d a s s e n s o r i a l e s  y las  r e s p u e s t a s   del  c o m 
p o r t a m i e n t o   no d e p e n d e   de un único  e s t a d o m e n t a l . Por  e j e m p l o ,
s u   d e s e o   de  c o n s u m i r b e b i d a s   alcohólicas  no  r e s u l t a  de la acción
d e c a m i n a r   en  c i e r t a   d i r e c c i ó n ,   p o r q u e   también  r e q u i e r e   la  c r e e n 
cia   de que el ba r o el café están  en esa  d i r e c c i ó n ,   qu e sería  o t r o
estado mental.
El  f u n c i o n a l i s m o r e c o n o c e   la  n e c e s i d a d   de t a le s i n t e r c o n e x i o n e s
e n t r e   l os  e s t a d o s m e n t a l e s .   ¿Qué  es un  e s t a d o m e n t a l ?  El
f u n c i o n a l i s t a  dirá:  una disposición a  a c t u a r   y a  t e n e r o t r o s e s t a d o s
m e n t a l e s ,   d a d a s   c i e r ta s e n t r a d a s s e n s o r i a l e s  y c i e rt o s e s t a d o s m e n 
t a l e s .  El  f u n c i o n a l i s m o i d e n t i f i c a   los  e s t a d o s m e n t a le s ,  en  p a r t e ,
p o r  su p a p e l  c a u s a l  c on r e s p e c t o   a  o t r o s e s t a d o s m e n t a l e s .  Ésta es
l a d i f e r e n c i a p r i n c i p a l e n t r e   el   f u n c i o n a l i s m o   y el   c o n d u c t i s m o .
El  o b j e t i v o  del análisis  f u n c i o n a l i s t a   es  m o s t r ar  que el  c o n t e n i d o
d e   los e s t a d o s m e n t a l e s  se  p u e d e d e f i n i r o b j e t i v a m e n t e   por su pa 
p e l c a u s a l , e s p e c i a l m e n t e   en relación con la  c o n d u c t a p o t e n c i a l ,  a
la   vez que  r e c o n o c e   la  i n t e r d e p e n d e n c i a   de los d i f e r e n t e s e s t a d o s
m e n t a l e s .   El  f u n c i o n a l i s m o r e c h a z a   la definición de  lo s e s t a d o s m e n 
t a l e s   en términos  p u r a m e n t e s u b j e t i v o s , c o m o   la de  D e s c a r t e s , p e r o
n o  cae en los p r o b l e m a s   del c o n d u c t i s m o s i m p l i s t a .

"  Ver RYLE, C .  El concepto de lo mental.  P a i d ó s , B u e n o s   A i res , 1 9 6 7 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 127/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  V I U .  SALVAR LO  M E N T A L 129

M u c h o s e s c r i t o r e s t r a t a n   el  f u n c i o n a l i s m o c o m o   una   t e s i s
:  o n t o l ó g i ca .  Eso no es c o r r e c t o . Un d u a l i s t a   podría ser f u n c i o n a l i s t a
33

c u a n d o a r g u m e n t a ,  por e j e m p l o ,  que el  c o n t e n i d o   de los  e s t a d o s


m e n t a l e s   de los espíritus  i n m a t e r i a l e s   y los f a n t a s m a s   se  d e b e   d e 

finir  f u n c i o n a l m e n t e . Sin e m b a r g o , es p r o b a b l e q u e t o d o s l o s  f u n d o -


n a l i s t a s s e a n ,   en e f e c t o , m a t e r i a li s t a s .  A d e m á s,   c o m o h e m o s v i s t o ,
h a y   un a r g u m e n t o   a  f a v o r d e l m a t e r i a l i s m o  que u t i l i z a   c o m o   p r e m i 
sa   la afirmación de que los e s t a d o s m e n t a l e s  se  p u e d e n d e f i n i r por
s u p a p e l c a u s a l .   El  f u n c i o n a l i s m o   h a c e  que el d u a l i s m o   sea  r e d u n 
d a n t e , p e r o   no h a c e   que sea  f a l s o . 34

OTRA
DELVISITA   AL ARGUMENTO
  LENGUAJE PRIVADO
¿ E s v e r d a d e r o   el  f u n c i o n a l i s m o ?  H e m o s   v i s t o   los p u n t o s f u e rt e s de
la   t e o r í a ,   p e r o a l g u n o s r e s t o s   de  d u d a   nos  i m p o r t u n a n :  la  teoría
f u n c i o n a l i s t a  p a r e c e   o m i t i r  el  a s p e c t o   más  i m p o r t a n t e  de la  e x p e 
r i e n c i a ,   a  s a b e r ,  su  s u b j e t i v i d a d . R e c i e n t e m e n t e , a l g u n o s   filósofos
h a n a r g u m e n t a d o   que el e n f o q u e   c a u s a l   f u n c i o n a l i s t a o b v i a   la  s u b 
j e t i v i d a d   e s e n c i a l  de la  e x p e r i e n c ia ,  y que por e l l o   no  p u e d e   e x p l i 

ca r h e c h o s s u b j e t i v o s , t a le s c o m o ,   ¿ c ó m o  se  sentiría  ser un


m u r c i é l a g o ?   E s t o ,   a f i r m a n , es una razón  p a r a r e c h a z a r   las teorías
15

funcionalistas.
¿ E n   qué c o n s i s t e e s t a f al la ?  Ya h e m o s v i s t o que el a r g u m e n t o  del
l e n g u a j e p r i v a d o   desafía  el  m e o l lo   de l s u p u e s t o c a r t e s i a n o :   los ob 
j e t o s i n m e d i a t o s   de la  percepción  son las  i d e a s   en la  m e n t e .  Sin
e m b a r g o ,  también desafía  la  t e s i s   de que  p o d e m o s i d e n t if ic a r el
c o n t e n i d o   de  n u e s t r o s e s t a d o s m e n t a l e s d i r e c t a m e n t e   en  t é r m i 
n o s   de cómo  los s e n t i m o s .  Si  e s t e   desafío  t i e n e   é x i t o ,  el   r e s u l t a d o
fi na l es que no hay  n i n g u n a f al la   (ver capítulo  Vil).

1 1
  Ver  CHURCHIAND,  R, op. cit.,  capítulo  uno.

34
  El  a r g u m e n t o  d e A r m s t r o n g d e sd e   un análisis c a u s a l  de i o s e s t a d o s m e n t a l e s h a s ta  la
teoría  de la  i d e n t i d a d   fue f o r m u l a d o  en el capítulo  a n t e r i o r .
"  Ver, por e j e m p l o , T h o m a s N a g el ,  La muerte en  cuestión,  F o n d o   de   C u l t u r a   E c o n ó m i c a ,
M é x i c o ,  1 9 8 1 , y  SEAKI.K, j .  El redescubrimiento de la mente.  Crítica  G r i j a l b o   - M o n d a d o r i .

B a r c e l o n a .  1996.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 128/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
130 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA-

E n e f e c t o , W i t t g e n s t e i n n i e g a la p o s i b i l i d a d d e u n l e n g u a j e e s e n 
c i a l m e n t e p r i v a d o q u e n o m b r e l a s d i s t i n t a s   s e n s a c i o n e s   únicamente
p o r  r e f e r e n c i a a l a s   i d e a s   p r i v a d a s . Si u n t a l l e n g u a j e e s e n c i a l m e n t e
p r i v a d o e s i m p o s i b l e , e n t o n c e s la   identificación  e s e n c i a l m e n t e   p r i 

v a d a   d e la s   s e n s a c i o n e s   y d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s   también  lo es.
N o r m a l m e n t e , i d e n t i f ic a m o s la s   s e n s a c i o n e s   p o r s u s   c a u s a s
y p o r s u s e f e c t o s   públicos  ( p o r e j e m p l o , l a   sensación  q u e u n o
t i e n e c u a n d o c o m e d e m a s i a d o ) .   Estas  m a n e r a s d e i d e n t i f i c a r la s
s e n s a c i o n e s   p r e s u p o n e n la e x i s t e n c i a d e l m u n d o e x t e r n o y, c o m o
t a l e s , s o n p r o h i b i d a s e n la   posición  o r i g i n a l d e D e s c a r t e s . La
posición  d e   D e s c a r t e s   r e q u i e r e u n l e n g u a j e e s e n c i a l m e n t e   p r i 
vado, en el cual el significado se obtiene por referencia directa a
la s   i d e a s   p r i v a d a s , a s u c o n t a c t o i n t r o s p e c t i v o , s i n   relación  c o n
f a c t o r e s   c a u s a l e s  e x t e r n o s . W i t t g e n s t e i n a r g u m e n t a q u e t a l l e n - .
guaje es im po sib le, y est o mu estra que, co nt ra ria m en te a lo que
s u p u s o D e s c a r t e s , e s i m p o s i b l e i d e n t i f i c a r la s   s e n s a c i o n e s   d e
manera directa.
S i e l a r g u m e n t o e s   s ó l i d o ,   e n t o n c e s n o p o d e m o s i d e n t i f ic a r e l
c o n t e n i d o d e n u e s t r o s e s t a d o s m e n t a l e s d i r e c t a m e n t e ,   según  c o m o

l o s s e n t i m o s . s t o  n o i m p l i c a e l r e c h a z o d e l a s u b j e t i v i d a d , s i n o
sólo  u n a c ie r t a E m a n e r a d e e n t e n d e r l a . Im p l i c a r e c h a z a r q u e e l c o n 
t e n i d o   d e l os e s t a d o s m e n t a l e s e s i d e n t i f i c a d o d e m a n e r a e s e n 
cialm en te p rivada; por el con trario , el co n te n id o de los estados
m e n t a l e s d e b e p e n s a r s e e n   términos  p ú b l i c o s ,   c o m o i n s i s t e el
f u n c i o n a l i s m o .  E l c o n t e n i d o d e l a s   s e n s a c i o n e s   d e b e c o n c e b i r s e
e n   términos  d e , p o r e j e m p l o , l o s o b j e t o s e x t e r n o s q u e n o r m a l m e n 
te las   c a u s a n   -e l o lo r a s a l, e l s a b o r d e la s   c e r e z a s   y e l s o n i d o d e l a

l l u v i a -   o l a c o n d u c t a   típica  q u e p r o v o c a n .

T l i K C ' l i K   N I V E L :  D E S C R I P C I O N E S
M u c h a g e n t e s ie n t e q u e e l m a t e r i a l i s m o o m i t e a lg o c r u c i a l : e l  espí
ritu   h u m a n o . A l c o n t e m p l a r u n u n i v e r s o d e   partículas  e s p a c i o - t e m 
p o r a l e s , u n o   está  t e n t a d o a p r e g u n t a r :  ¿eso  e s t o d o l o q u e   hay?  El
m a t e r i a l i s m o ,  a p a r e n t e m e n t e , n o s d i c e q u e e l u n i v e r s o n o e s o t r a

c o s a   q u e p a q u e t e s d e   energía  q u e c h o c a n s i n  ningún propósito  n i

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 129/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i t u l o  V I H .  SALVAR  LO   M E N T A L 131

valor.   A l  c o n t e m p l a r   u n a   b e l l a   p i n t u r a ,  u n o s e   s i e n t e t e n t a d o   a   p r e 
g u n t a r l e   a l  m a t e r i a l i s t a : ¿ l o q u e   u s t e d d i c e s i g n i f i ca   q u e   e s t o s s e n 
  n

t i m i e n t o s   e x q u i s i t o s  n o s o n m á s q u e   i m p u l s o s  e l é c t r i c o s e n m i
c e r e b r o ? "   I m p u l s o s n e u r o n a l e s   y   c a m b i o s   q u ím i co s q u e n o   p a r e 
36

c e n i n c l u i r   a l o s   s e n t im i e n t o s m i s m o s   e n l o   a b s o l u t o .  El  m a t e r i a l i s 
m o ,   a l  p a r e c e r, d e s t i e r r a   e l  c o l o r   y la   c o n c i e n c i a   d e l   m u n d o .  S i n
e m b a r g o ,  e s a s   m a n e r a s   d e   e x p r e s a r   la p r e o c u p a c i ó n n o s   d e v u e l 
v e n   a l  a s u n t o   o n t o l ó g i c o . Y a   h e m o s v i s t o   q u e e s a a p r o x i m a c i ó n n o
n o s a y u d a ,   y n o   q u e r e m o s v o l v e r  a l  d u a l i s m o c a r t e s ia n o .
P o d r í a m o s   t r a t a r   d e   e x p r e s a r e s t a   p r e o c u p a c ió n e n e l  n i v e l d o s ,
e l   d e l o s   c o n t e n i d o s m e n t a le s .  P o d r í a m o s   a r g u m e n t a r  q u e e l
f u n c i o n a l i s m o o m i t e   e l  a s p e c t o s u b j e t i v o   m ás   i m p o r t a n t e   d e l a e x 
p e r i e n c i a :   q u é s e s e nt i rí a  s i e n d o   u n m u r c ié la g o ; c ó m o e s  e s t a r v i e n d o
una b e lla   p i n t u r a .  S i n   e m b a r g o , e s t a m a n e r a   d e   e x p r e s a r  la   p r e o c u 
p a c i ó n p a r e c e ir e n   c o n t r a   d e l  a r g u m e n t o   d e l  l e n g u a j e p r i v a d o .
N o o b s t a n t e ,   h a y u n a   f o r m a   d e   e x p r e s a r   la   i n q u i e t u d   q u e n o r e 
q u i e r e v o l v e r   a l  n i v e l  d o s n i a l  n i v e l  u n o y q u e n o s   lleva   a l  t e r c e r
nivel.

D o s   tipos diferentes  de descripción


Ha y   d o s   m a n e r as f u n d a m e n t a l m e n t e d if e re n t e s  d e   p e n s a r  a c e r c a
d e   u n s e r   h u m a n o   y d e   d e s c r i b i r l o ( e n t r e o t r a s c o s a s ) .  P o d e m o s
d e s c r i b i r  a u n a   p e r s o n a   d e u n   m o d o e x t e n s io n a l , d a n d o   p o r   e j e m 
p l o   s u u b i c a c i ó n , s u   a l t u r a ,  o l a s c a r a c t e r í s t i c a s d e s u   e s t a d o c e r e 
b r a l .  T a m b i én   c a r a c t e r iz a m o s   a l as   p e r s o n a s   d e   m a n e r a i n t e n s i o n a l ,
d e s c r i b i e n d o  l o q u e   s i e n t e n   y l o q u e   p i e n s a n . D e b e m o s p r e g u n t a r :
¿cuál es la relación   e n t r e e s t o s   d o s   t i p o s   d e d e s c r i p c i ó n ? ¿P o d r í a l a
s e g u n d a r e d u c i r s e   a la   p r i m e r a ?
¿ Q u é s o n   d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s   y   e x t e n s i o n a l e s ?  E n
u n c o n t e x t o e x t e n s i o n a l ,   d o s   f r a s e s   o   p a l a b r a s   c o n la   m i s m a
r e f e r e n c i a p u e d e n s u s t i t u i r s e   s i n q u e   c a m b i e   e l  v a l o r  d e   v e r d a d

3
'   A l o q u e e l   m a t e r i a li s t a d e b e r e s p o n d e r   q u e n o . La p o s i c i ó n   m a t e r i a l i s t a   n o   s o s t i e n e
J

q u e   l o s  s e n t i m i e n t o s   s e a n l o m i s m o   q u e  e s t a d o s c e r e b r a le s .  E s m á s   b i e n   q u e  t e n e r   u n
s e n t i m i e n t o  e s i d é n t i c o a   e s t a r  e n u n  c i e r t o e s t a d o c e r e b r a l.  U n   m a t e r i a l i s t a   n o   d e b e

t r a t a r  l o s   s e n t i m i e n t o s c o m o e n t i d a d e s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 130/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍ/

d e la f r a s e c o m p l e t a . En u n a   oración  e x t e n s i o n a l , l o s   términos
q u e t i e n e n la m i s m a r e f e r e n c i a p u e d e n s e r s u s t i t u i d o s   salva
veníate .  37
P o r e j e m p l o , h a y u n   número  i n d e f i n i d o d e m a n e r a s p a r a
r e f e r i r s e a   J u a n .   D e é l s e p u e d e d e c i r q u e e s l a   única  p e r s o n a   i t a l i a 

na e n la s a la , e l   único  s e r q u e e s t a b a e n t a l y c u a l l u g a r e n t a l y c u a l
t i e m p o ,  o c o m o e l  h i j o   m a y o r d e M a r t h a T r a v e l l i . E n l a  oración luán
m i d e s i e t e p ie s d e a l t u r a " , p o d e m o s s u s t i t u i r   "Juan"   p o r c u a l q u i e r
o t r a   f r a s e q u e s e r e f i e r a   únicamente  a é l s i n c a m b i a r e l v a l o r d e
v e r d a d d e l a s e n t e n c i a c o m p l e t a . A sí, l a  oración  "Juan  m i d e s i e t e
pies de altura" es extensional.
En u n a f ra s e i n t e n s i o n a l , e n c a m b i o , o r a c i o n e s c o n la m i s m a
r e fe r e n c ia n o p u e d e n s u s t i t u i r s e . M a r t h a   c r e e   q u e   Juan  e s c a l v o .
E s t o   n o i m p l i c a q u e M a r t h a c re a q u e e l  h i j o   m a y o r d e M a r t h a T r a v e l l i
s e a c a l v o . A u n q u e   Juan  e s e l  h i j o   m a y o r d e M a r t h a T r a v e l l i , M a r t h a
p u e d e n o s a b e r l o , o p u e d e n o h a c e r la  c o n e x i ó n .  " M a r t h a   c r e e   q u e . . . "
f o r m a  u n c o n t e x t o i n t e n s i o n a l o n o e x t e n s i o n a l .
L o s v e r b o s   psicológicos  q u e s i g u e n a l a   cláusula  " q u e . . . " s o n t o 
d o s   típicamente  i n t e n s i o n a l e s . P o r e j e m p l o ,
" M a r t h a  c r e e  q u e . . . "

" M a r t h a   d e s e a  q u e . . . "
"Martha piensa que...",
n o s o n e x t e n s i o n a l e s . El v a l o r d e v e r d a d d e l as o r a c i o n e s f o r m a d a s
p o r   t a l e s fr a se s d e p e n d e d e la m a n e r a c o m o s e d e s c r i b a la c o s a e n
c u e s t i ó n .  M a r t h a   d e s e a   X d e s d e u n a   d e s c r i p c i ó n ,  p e r o n o   d e s e a   lo
m i s m o  d e s d e   o t r a .  F r a nk   c r e e   q u e   P,  p e r o n o q u e Q, a u n q u e P s e a
equivalente a Q.

De las oraciones intensionales uno puede decir que su valor de


v e r d a d d e p e n d e d e   cómo  s e d e s c r i b a l a c o s a e n   c u e s t i ó n ,   o d e l
ángulo  o a s p e c t o q u e se d e s c r i b a .  John  d e s e a   X d e s d e u n a d e s c r i p 
c i ón , o b a j o u n a s p e c t o , o d e s d e u n p u n t o d e v is t a p a r t i c u l a r , y n o
podría  h a c e r l o d e s d e   o t r o .  D e e s t e m o d o , la s o r a c i o n e s n o -
e x t e n s i o n a l e s s o n c e r r a d a s u   o p a c a s ™ .  L a s o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s ,

1, 7
  La fr a s e l a t i n a s i g n i f i c a : " c o n s e r v a n d o e l m i s m o v a l o r d e v e r d a d " .
, H

  La s o r a c i o n e s n o - e x t e n s i o n a l e s s o n l l a m a d a s a s n a l m e n t e " i n t e n s i o n a l e s " .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 131/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o V I H .   SALVAR  LO M ENTA L 133

e n c a m b i o ,   s o n c l a r a s o   t r a n s p a r e n t e s .  N o   i m p o r t a   d e s d e   q u é á n 
g u l o   s e   m i r e n   l o s   e s t a d o s  d e c o s a s e n c u e s t i ó n . U n a d e s c r i p c i ó n
e x t e n s i o n a l  n o l o e s   d e s d e   n i n g ú n   p u n t o   d e   vis ta   e n   p a r t i c u l a r .
T a l c o m o   s e i nd i c ó e n e l C ap í t ul o V I I ,  i n t e n s i o n a l i d a d — c o n   s —
e   i n t e n ci o n a li d a d — c o n   c — s o n   c o n c e p t o s   d i s t i n t o s .  El  p r i m e r o   s e
r e fie r e   a l   a s p e c t o   d e   al g u n a s o r a c i o n e s ,  q u e   c o n s i s t e   e n q u e l o s
t é r m i n o s q u e   t i e n e n   la   m i s m a r e f e re n c i a   n o s o n   i n t e r c a m b i a b l e s
e n   la   f r a s e c o m p l e t a .  En   c a m b i o , i n t e n c i o n a l i d a d   ( c o n c ) e s u n   r a s 
g o   d e l o s  e s t a d o s m e n t a l e s ,  c u y a   c a r a c t e r í s t i c a e s d e   te n e r c o n t e n i 
d o .   Ésta es la  d i f e r e n c i a e n t r e   la s d o s   n o c i o n e s .  E n e l   s e g u n d o n i v e l ,
el   d e   c o n t e n i d o s m e n t a l e s, d i s c u t i m o s   la   i n t e n c i o n a l i d a d   ( c o n c ) ;
a h o r a ,   e n e l   t e r c e r n i v e l ,  d e   d e s c r i p c i o n e s , e s t a m o s d i s c u t i e n d o   la
i n t e n s i o n a l i d a d  (con s).
S in   e m b a r g o ,  la s d o s   n o c i o n e s   e s t á n ín t i m a m e n t e   l i g a d a s :  la n o -
e x t e n s i o n a l i d a d   d e u n a o r a c i ó n e s   c o m o   u n   r e f l e j o   l i ng üí s t i c o d e
a l g o   q u e   ti e n e c o n t e n i d o .   La   i n t e n s i o n a l i d a d   e s u n   e s p e j o   d e l a
i n t e n c i o n a l i d a d .   La   i n t e n c i o n a l i d a d   d e l o s   e s t a d o s m e n t a l e s  s e
d e s p l i e g a   e n l a s  o r a c i o n e s   q u e  e s p e c i f ic a n   s u   c o n t e n i d o .  E s t a s   o r a 
c i o n e s t i e n e n   la cláusula   " q u e . . . " .  L o q u e  s i g u e   a la cláusula   " q u e . . . "
e s p e c i f i c a   e l  c o n t e n i d o   d e l  e s t a d o .  E s t a c lá us ul a h ac e a la o r a c i ó n
intensional.
C o n   e s t a s   a c l a r a c i o n e s   e n l a   m a n o , p o d e m o s v o lv e r  a l as   p r e 
g u n t a s .  U n a  p e r s o n a p u e d e d e s c r i b i r s e  e n t é r m i n o s   e x t e n s i o n a l e s .
Po r   e j e m p l o , " M a r t h a m i d e   5  p i e s   d e   a l t u r a " ,  y "el c e r e b r o   d e   M a r t h a
s u f r e   u n a   in t e n s a a c t i v i d a d   e l e c t r o q u í m i c a e n e l l ó b u l o   f r o n t a l " ,  s o n
d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s .   La s   d e s c r i p c i o n e s   q u e   o f r e c e   la   c i e n 
cia   f í s i c a d e una   p e r s o n a   s o n   t o d a s e x t e n s i o n a le s .  S i n   e m b a r g o ,
u n a p e r s o n a   t a m b i é n s e   p u e d e d e s c r i b i r  e n t é r m i n o s   i n t e n s i o n a l e s :
c o m o   u n s e r c o n   p e n s a m i e n t o s , s e n t i m i e n t o s   e   h i s t o r i a s  q u e   c o n 
tar.   La s   d e s c r i p c i o n e s m e n t a l i s t a s , c o m o , "M a r t h a   e s t á   p e n s a n d o
q u e   g a n a r á " , o   " M a r t h a s i e n t e   q u e e s t á  p e r d i d a " ,  s o n   t o d a s
i n t e n s i o n a l e s .  ¿ E s t e   s e g u n d o   g é n e r o d e d e s c r i p c i ó n e s m á s   e l e 
m e n t a l   q u e e l   a n t e r i o r ?  ¿ L a s   o r a c i o n e s i n t e n s i o n a l e s   s e b a s a n e n
l a s e x t e n s i o n a l e s ? ,  ¿ p o d r í a n   r e d u c i r s e   l a s u n a s a l a s   o t r a s ?
E s t a s   p r e g u n t a s   n o s o n o n t o l ó g ic a s .  D u a l i s m o   y   m a t e r i a l i s m o

s o n t e s i s   o n t o l ó g i c a s a c e r c a d e q u é   t i p o s   d e c o s a s   e x i s t e n ,  o a c e r c a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 132/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
134 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

de la   composición  d e l u n i v e r s o . La s p r e g u n t a s q u e   h a c e m o s   a h o r a
n o   s o n d e e s a   í n d o l e .  S u p o n g a   q u e e l m a t e r i a l i s m o e s v e r d a d e r o ,
e l d u a l i s m o f a ls o , y u n a p e r s o n a e s u n a   c o s a   física. Esto   n o e x c l u y e
la   p o s i b i l i d a d d e o f r e c e r d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s   v e r d a d e r a s

d e u n a p e r s o n a .   N e g a r   la m e n t e c o m o u n a e n t i d a d   no-física  n o
d e s t i e r r a   l as d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s o m e n t a l i s t a s d e u n a p e r 
son a. A ho ra supo nga que el du alism o es verd ade ro, que el m ateria
l i s m o   e s f a l s o , y q u e h a y e n t i d a d e s   no-físicas.  E s t o   n o e x c l u y e l a
p o s i b i l i d a d  d e o f r e c e r d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s d e t a l e s e n t i d a 
d e s . L o s d o s a s u n t o s s o n   d i s t i n t o s .  La   ontología  c o n c i e r n e a l o q u e
e x i s t e .  El p u n t o q u e e s t a m o s c o n s i d e r a n d o a h o r a t i e n e q u e ve r c o n
l os t i p o s d e d e s c r i p c io n e s q u e p o d e m o s   h a c e r  a c e r c a   d e l o q u e
existe.
A h o r a p o d e m o s t r a n s f o r m a r la p r e g u n t a d e   cómo  c o n c e b i r e l .
l u g a r  d e l a m e n t e e n l a n a t u r a l e z a . L a s d e s c r i p c i o n e s   científicas  d e l
u n i v e r s o   físico  s e p u e d e n   h a c e r   e n   términos  e x t e n s i o n a l e s . L as
d e s c r i p c i o n e s   psicológicas  c o t i d i a n a s d e n o s o t r o s m i s m o s p u e d e n
p o n e r s e e n   términos  i n t e n s i o n a l e s . E l p u n t o n e g a t i v o   a c e r c a   d e
q u e e l e n i g m a m e n t e - c u e r p o n o e s   ontológico  p u e d e s u s t i t u i r s e p o r
la   s u g e r e n c i a , m á s p o s i t i v a , d e q u e el p r o b l e m a c o n c i e r n e a la s r e 
l a c io n e s e n t r e l as d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s y e x t e n s i o n a l e s . El
e n i g m a   n o e s, d e qu é e s t a m o s c o m p u e s t o s , s i n o ,   cómo  d e b e m o s
describirnos.
L l e g a m o s   a u n a d i f e r e n c i a f u n d a m e n t a l e n t r e la s d e s c r i p c i o n e s
físicas  c o m o t a l e s y la s d e s c r i p c i o n e s   p s i c o l ó g i c a s .  L a s p r i m e r a s
s o n t r a n s p a r e n t e s ( e x t e n s i o n a l e s ) y la s   s e g u n d a s   s o n   o p a c a s
( i n t e n s i o n a l e s ) p o r q u e l o s   fenómenos  m e n t a l e s t i e n e n c o n t e n i d o

yf o rsm
o nu l aarcseer cdae  duen aml good.  o Esta
p r e c di si of e. r e n c i a   básica  e n t r e l a s d o s p u e d e

L a s   tres estrategias
El p r o b l e m a d e l l u g a r d e la m e n t e e n la n a t u r a l e z a p u e d e
r e f o r m u l a r s e   a h o r a c o m o s i g u e :  ¿ c ó m o  p u e d e h a b e r o r a c i o n e s
i n t e n s i o n a l e s   v e r d a d e r a s  c u a n d o e l u n i v e r s o p u e d e c a r a c t e r i z a r 

s e d e u n m o d o a b s o l u t a m e n t e e x t e n s i o n a l ?  G r a n   p a r t e d e l d e b a t e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 133/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  V I I I .  SALVAR  LO   MENTAL 135

contemporáneo  de la   filosofía  d e l a m e n t e h a g i r a d o e n t o r n o a
tres estrategias generales para responder esta pregunta.
1) La p r i m e r a e s t r a t e g i a e s c o s i f i c a r l o i n t e n s i o n a l y t r a t a r   e s t e   t i p o
d e d i s c u r s o c o m o s i t u v i e r a s u p r o p i o r e i n o d e s u s t a n c i a s , o  p r o 
p i e d a d e s o h e c h o s . Y a r e c h a z a m o s e s t a   aproximación  p o r q u e
a b o r d a   e l p r o b l e m a   o n t o l óg i c a m e n t e ,  y  habíamos  c o n c l u i d o q u e
éste  e ra u n e j e r c i c io i n f r u c t u o s o . N o s l le v a al d u a l i s m o , q u e n o
conduce a nada.
2) La s e g u n d a e s t r a t e g i a c o n s i s t e e n a f i r m a r q u e la s o r a c i o n e s
  i n t e n s i o n a l e s p u e d e n r e d u c i rs e a o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s . A l g u 
v

n a s   v e c e s   se le ll a m a a e s t o " m a t e r i a l i s m o r e d u c t i v o " . El m a t e r i a 
lista   r e d u c t i v o a f ir m a q u e f ra s es c o m o ,  "John  c r e e   q u e l a l u n a
está  h e c h a d e q u e s o G r u y e r e " , p u e d e n s e r t o t a l m e n t e r e d u c i d a s
a o r a c i o n e s  a c e r c a  d e l o s e s t a d o s c e r e b r a l e s d e  l o h n .
3) La t e r c e r a e s t r a t e g i a c o n s i s t e e n a r g u m e n t a r q u e e l u n i v e r s o p u e d e
c a r a c t e r iz a r s e s i n d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s y, p o r l o   t a n t o ,  q u e
e l m o d o in t e n s i o n a l p u e d e se r e l i m i n a d o .   E s t o   e s ll a m a d o a v e 
c e s " m a t e r i a l i s m o  e l i m i n a t i v o ".  El m a t e r i a l i s t a e l i m i n a t i v o n o a fi r 
m a q u e t a le s o r a c i o n e s p u e d a n r e d u c i r s e a o r a c i o n e s e x 

t e n s i o n a l e s ,   s i n o m á s b i e n q u e la s o r a c i o n e s i n t e n s i o n a l e s
p u e d e n ,   e n   p r i n c i p i o ,  q u e d a r s e p o r f u e r a e n l a   descripción  c o m 
p l e t a   d e l m u n d o ( i n c l u y e n d o a q u e l l a s f ra s es i n t e n s i o n a l e s q u e
s e r e f i e r e n a  s e r e s  h u m a n o s ) .

Lo s n o m b r e s " m a t e r i a l i s m o r e d u c t i v o " y " m a t e r i a l i s m o e l i m i n a t i v o "


s o n m u y   e n g a ñ o s o s ".   S u g ie r e n q u e el r e d u c c i o n i s m o y e l e l i m i n a 
1

c i o n i s m o   s o n t e s i s   o n t o l ó g i c a s .  S i n e m b a r g o , p u e s t o q u e e l m a t e 
r i a l i s m o   n i e g a la e x i s t e n c i a d e s u s t a n c i a s m e n t a l e s d i s t i n t a s , e s t o
n o   p u e d e s e r c o r r e c t o . N o h a y e n t i d a d e s p a r a e l i m i n a r o r e d u c i r . El
e l i m i n a c i o n i s m o   y el r e d u c c i o n i s m o c o n c i e r n e n a la   relación  e n t r e
l a s d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s e i n t e n s i o n a l e s d e l o s   s e r e s  a n i 
m a d o s .  S o n p o s i c i o n e s   s e m á n t i c a s ,  n o   o n t o l ó g i c a s .
Éstas  s o n   a g u a s   p r o f u n d a s . F l u y e n   h a c ia la s p r e o c u p a c i o n e s q u e
m o t i v a r o n   a D e s c a r t e s : n u e s t r a   concepción  d e n o s o t r o s m i s m o s

3 g

  Ver P  GiuRCHLANt).   o p . c it . , capítulo  d o s .  s e c c i o n e s   3 y 5.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 134/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
136 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  D E LA   FILOSOFÍA

d e s d e u n a   descripción científica  d e l u n i v e r s o . L a   física  y la   química  se


pueden caracterizar sin descripciones intensionales. Si las explica
c i o n e s   psicológicas e n c a j a n e n l a s c i e n c i a s   físicas,  e n t o n c e s l as c a r a c 
t e r i z a c i o n e s  psicológicas  in t e n s i o n a l e s t i e n e n q u e s er r e d u c i b l e s a

o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s . ¿ S e p u e d e e x p l i c a r la   p s i c o l o g í a,   la cual se
d e b e d e s c r i b i r i n t e n s i o n a l m e n t e , s in   constreñirse  a la   teoría  científi
ca de la   física,  q u e e s e x t e n s i o n a l ?   E s t o   d e p e n d e d e q u e l o i n t e n s i o n a l
p u e d a r e d u c i r s e a lo e x t e n s i o n a l . La e s p e r a n z a d e q u e la i n t e l i g e n c i a
a r t i fi ci a l  y la   neurología  n o s o f r e z c a n e x p l i c a c i o n e s a d e c u a d a s d e l o
p s i c o l ó g i c o ,   d e p e n d e d e   cómo  r e s p o n d a m o s e s t a p r e g u n t a .

Expresiones tales como "el deseo de comida", o "la creencia que él


t e ní a" ,   o "la m e n t e " , f u n c i o n a n a p a r e n t e m e n t e c o m o n o m b r e s q u e
s e r e f i e r e n a c o s a s . E n e l i d i o m a  español  p r e d o m i n a n l o s s u s t a n t iv o s ,
y e s t o p u e d e h a c e r n o s s e n t i r t e n t a d o s p o r la p r i m e r a   a p r o x i m a c i ó n .
E x p r e s i o n e s c o m o " e l d e s e o d e c o m e r " , o " la c r e e n c i a q u e él t i e n e " ,
o " la m e n t e " , a p a r e n t e m e n t e f u n c i o n a n c o m o n o m b r e s q u e se   r e f i e 
r e n a co s a s . S in   reflexión,   podríamos  c r e e r q u e t a l e s fr a s e s d e b e n
n o m b r a r e n t i d a d e s . Po r e j e m p l o , "e l  político  n o  abandonaría  l a c r e e n 
c ia q u e t i e n e " , p a r e c e i m p l i c a r q u e el   político  p o s e e u n a c r e e n c i a
c o m o u n a p e r s o n a p o s e e u n c a r r o . L o m i s m o   v a l e   p a r a "la s s e n s a 
c i o n e s " , " e l d e s e o " , " l a c o n c i e n c i a " , " l a   d e c i s i ó n "  y m u c h a s o t r a s p a 
l a b r a s . S i p e n s a m o s q u e e l s u s t a n t i v o " c r e e n c i a " s e r e f ie r e a u n a c o s a ,
a un a c r ee n c ia , e n t o n c e s n o s c o n f u n d i r e m o s p r e g u n t a n d o q u e p o 
drían  s e r   e s o s   o b j e t o s m e n t a l e s .
La   suposición  i ni ci a l ,  a s ab e r, q u e t o d o s l o s n o m b r e s d e b e n   n o m 
b r a r c o s a s , e s f a ls a .   Para  e v i t a r e s a   confusión podríamos  t r a t a r , p o r
e j e m p l o ,   la f o r m a v e r b a l " c r e e r " c o m o u n a f o r m a m á s  básica  c o m 
p a r a d a c o n e l n o m b r e "l a c r e e n c i a " . D e b e m o s r e e m p l a z a r " t e n g o la
cr e e n cia P", p o r "cr e o q u e P", o "t e n g o la  sensación  d e   r o j o "  p o r
" v e o   r o j o " .  E l v e r b o " c r e e r " s e p r e s t a m e n o s a l a   cosificación  q ue e l
s u s t a n t i v o "la c r e e n c i a " .
D e s c a r t e s y l o s e m p i r i s l a s c o s i f i c a r o n la s i d e a s . A f i r m a r o n q u e

sólo podíamos  p e r c i b i r d i r e c t a m e n t e n u e s t r a s p r o p i a s id e a s . La s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 135/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i t u l o V I I I .  S A L V A R  LO   M E N T A L

i d e a s   s o n l o s  o b j e t o s i n m e d i a t o s   d e la p e r c e p c i ó n . Es t o l o s  c o n d u 
jo   a la   p r e g u n t a   f a t a l :  ¿ c ó m o   p o d e m o s s a b e r   q u e   n u e s t r a s   i d e a s
r e p r e s e n t a n v e r d a d e r a m e n t e   l a s c o s a s e n e l   m u n d o e x t e r n o ?  P r e 
g u n t a   q u e l o s l l e v ó a l  p r o b l e m a   d e c ó m o   p o d e m o s c o n o c e r  l o s

o b j e t o s   e x t e r n o s  q u e e s tá n   o c u l t o s p a r a s i e m p r e t r a s   e l  m u r o  o   v e l o
d e i d e a s ,   u n   p r o b l e m a   q u e D e s c a r t e s  t r a t a   d e   r e s o l v e r   a s u   m a n e r a ,
L o c k e   i g n o r a   y   H u m e a c e p t a . D a d o   q u e l o s   o b j e t o s   e n e l  m u n d o
n u n c a p u e d e n   s e r   d i r e c t a m e n t e p e r c i b i d o s ,  e l  p r o b l e m a   n o   t i e n e
solución.
S in   e m b a r g o ,  u n a v e z   e r r a d i c a d a   la c o s i f ic ac i ó n d e   i d e a s ,  y d e 
j a n d o   d e   l a d o   l a s u p o s i c ió n d e q u e   ellas   s o n   t o d o   l o q u e   p o d e m o s
p e r c i b i r ,  p o d e m o s   a d m i t i r   e n t o n c e s   q u e   v e m o s , o l e m o s   y   t o c a m o s
d i r e c t a m e n t e   lo s   o b j e t o s   físicos. Para   a b r e v i a r ,  l a c o s i f i c ac i ó n   c o n 
d u c e   a una t e o r í a   e q u i v o c a d a   d e l a p e r c e p c i ó n . A d e m á s ,  c o s i f i c a r
40

la   c o n c i e n c i a   y s u s   c o n t e n i d o s c o m o o b j e t o s c o n d u c e   a l   d u a l i s m o ,
y   d e   v u e l t a   a l a e s t ér i l d i s c us i ó n d e l   n i v e l  u n o , e l o n t o l ó g i c o .

La segunda estrategia:  reducción


La   s e g u n d a e s t r a t e g i a a r g u m e n t a   q u e l a s   d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o 
n a l e s   d e l o s   e s t a d o s   p s i c o l ó g i c o s   p u e d e n r e d u c i r s e   a   d e s c r i p c io 
n e s e x t e n s i o n a l e s  d e  e s t a d o s c e r e b r a l e s . A d v i r t a m o s   q u e l a
p r o p u e s t a   n o   c o n s i s t e   e n   r e d u c i r c r e e n c i a s   o   s e n s a c io n e s , c o m o
e n t i d a d e s ,  a   e n t i d a d e s   f ís i c as . La r e d uc c i ó n n o e s o n t o l ó g i c a. Le
c o n c i e r n e   a la relación   e n t r e f r a s e s   o   d e s c r i p c i o n e s :  e s s e m á n t i c a .
En   c o n s e c u e n c i a ,  la   t e s i s r e d u c c i o n i s t a d e b e d i f e r e n c i a r s e   d e la t e 
s i s m a t e r i a l i s t a   según la   c u a l  l o s   o b j e t o s   f í s i c o s s o n   t o d o   l o q u e
e x i s t e .   A l g u n o s e s c r i t o r e s   la s   m e z c l a n .  U n   m a t e r i a l i s t a   o n t o l ó g i c o
p u e d e r e c h a z a r   l a as e r c i ó n s e g ún l a   c u a l t o d a s   la s   d e s c r i p c i o n e s
i n t e n s i o n a l e s   s o n   r e d u c i b l e s   a   o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s .  El  m a t e 
r i a l i s m o   Í O  n o s   o b l i g a   a s e r   r e d u c c i o n i s t a s .
C o m o   u n   p r i m e r   i n t e n t o ,  p o d e m o s   d e f i n i r   " r e d u c c i ó n "  c o m o   s i 
g u e :  una o r ac i ó n   r e d u c e   a   o t r a   c u a n d o   la  s e g u n d a i m p l i c a   la  p r i m e r a .
Po r   e j e m p l o ,  ¡ a af i r mac i ó n d e q ue una   p e r s o n a g a n a ,  e n   p r o m e d i o ,

4 0

  Ver   THOMSON.  G „   üacoti lo  Kant.  W a v e l a n d P re s s .  B e l m o n t . 2 0 0 1  b .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 136/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

I N T R O D U C C I Ó N   A LA  P R Á C T I C A   DE LA  FILOSOFÍA

8 0 0   d ó l a r e s   al año, es una r e d u c c ió n  de una serie   de  frases   a c e r c a


d e  lo que g a n a   c a d a   i n d i v i d u o  e n  c a d a p a í s ,   p ue s e s ta s e r ie   de  f r a 
s e s   i m p l i c a   la  p r i m e r a ( d a d a   una  d e f i n i c ió n m a t e m á t ic a   a d i c i o n a l
d e " p r o m e d i o " ) .   Una  d e f i n i c i ó n   más  c o m p l e ja   de  r e d u c c i ó n   en la

t e o r í a c i e nt í f i c a p o d r í a  ser: una  teoría   T2  reducirá   a  o t r a   teoría   T I


c u a n d o   las  l e y e s  de T2 son  l óg i c a m e n t e   d e r i v a b l e s   de las  d e . T l ,
d a d o s c i e r t o s p r i n c i p i o s   de  u n i ó n   que  c o n e c t a n   por  c a u s a l i d a d   o
p o r   d e f i n i c i ó n   a las e x p r e s i o n e s   de T2 con las de T I . 4 1

M u c h o s   filósofos   p i e n s a n   que las  p e r s p e c t i v a s   de una tal  r e d u c 


c i ó n  son n u l a s ,  por la d i f i c u l t a d  (o q ui z á s  la  i m p o s i b i l i d a d ) de  h a l l a r
u n o s p r i n c i p i o s   de  u n i ó n   a p r o p i a d o s . N i n g u n a s e r i e   de  d e s c r i p 
42

c i o n e s   físicas implicará   una d e s c r i p c ió n   i n t e n s i o n a l , p o r q u e  el  m o d o


i n t e n s i o n a l  u ti l i z a   c o n c e p t o s   más r i c o s   o  c o m p l e jo s  que los  u s a d o s
p o r   el  m o d o e x t e n s io n a l  y que no se  p u e d e n d e r iv a r  de é s t o s . A d e - .
m á s , n i n g u n a   d e s c r i p c i ó n   i n t e n s i o n a l  i mp l i c ar á   una  d e s c r i p c i ó n   fí
s i c a p a r t i c u l a r , p o r q u e   lo  i n t e n s i o n a l  se  p u e d e r e a l i z a r  de  m u c h a s
m a n e r a s   físicas, c o m o   lo r e c o n o c e   la teoría  de la i d e n t i d a d  de  m u e s 
t r a s   (ver capítulo  VII).
Si las  f r a s e s i n t e n s i o n a l e s   no  p u e d e n r e d u c i r s e  a  f r a s e s
e x t e n s i o n a l e s , s i g n i f i c a  que las  p r o p o s i c i o n e s   p s i c o l ó g i c a s   no  p u e 
d e n i n c o r p o r a r s e  en el l e n g u a j e  de la  c i e n c i a   física. Es to   r e p r e s e n t a
u n p r o b l e m a p a r a q u i e n e s q u i e r e n u n i f i c a r   los e n u n c i a d o s c o t i d i a 
n o s   a c e r c a   de los d e s e o s   y las  c r e e n c i a s   de las  p e r s o n a s ,  con la
c i e n c i a   física.  A l g u n o s   filósofos   a r g u m e n t a n   que ésta   es una  r az ó n
p n r a   ser s u s p i c a c e s  con r e s p e c t o   a la  p s i c o l o g í a   p o p u l a r c o t i d i a n a .

La tercera estrategia:  eliminación


S e g ú n   el  e l i m i n a c i o n i s m o ,  los  c o n c e p t o s i n t e n s io n a l e s  con los
c u a l e s   d e s c r i b i m o s   los  e s t a d o s   p s i c o l ó g i c o s   de las  p e r s o n a s   son
7 ,1
  Ver c a p í t u l o  X I de NACEL, E.,  La  estructura  de (a ciencia-. Problemas de  lógica  en la  investigación
científica.  P a i d ó s ,   B a r c e l o n a , 1 9 8 1 .
Para   a m p l i a r  la d i s c u s i ó n   s o b r e   la  r e d u c c i ó n  en la  filosofía  de la  m e n t e , c o n s u l t a r  el
c a p í t u l o  IX de  K I M , J.,  Philosophy of Mmd,  W e s t v i e w P r e s s ,   Bou l der. 1 9 8 7 .
A )
  Ver el   a r g u m e n t o   clásico   p a r a   la  i m p o s i b i l id a d  de   l e y e s c a u s a l e s   f i s i c o - m e n t a i c s   y,
c o n s e c u e n t e m e n t e   a  f a v o r  del   m a t e r i a l i s m o n o - r e d u c t i v o .  en  DAVISON,  D.,  " M e n t a l

E-vents" en  Actions  and  Events,  O x f o r d U n i v e r s i t y  Pre ss,   O x f o r d , 1 9 8 0 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 137/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  V I I I .  SALVAR  LO  M E N T A L

c o n f u s o s   y  v a g o s .  Por e j e m p l o , un p e r r o   r a s c a  una  p u e r t a c e r r a d a   y


g i m e .   En  p r i n c i p i o ,  p o d e m o s a f i r m a r   q u e  "él  c r e e  que su a mo e s t á
e n   la  h a b i t a c i ón " . Sin  e m b a r g o ,  d e s p u é s   de  r e f le x i o n a r , n e g a r e m o s
q u e   el   p e r r o r e a l m e n t e t e n g a   el  c o n c e p t o   de a m o  y de h a b i t a c i ó n .

O t r o e j e m p l o : a p r e n d e r   la teoría  de la r e l a t iv i d a d t o m a a l g u n o s   a ñ o s .


U n ni ñ o  de d i e z   a ñ o s  d e e d a d a p r e n d e   en la e s c u e l a   q u e  el  e s p a c i o
e s   c u r v o ;  p o r   s u p u e s t o ,  no p u e d e e x p l i c a r lo ,   s ó l o   r e p i t e  la  f ó rm ul a.
¿ D e b e m o s   d e c i r   q u e  el n i ñ o c r e e  la t e o r í a ?  El  c o n c e p t o   de  c r e e n c i a
e s   v a g o .  Por esa  r a z ó n , s e g ú n   el   e l i m i n a c i o n i s m o , t al es c o n c e p t o s
i n t e n s i o n a l e s  t e n d r á n q u e  ser  r e e m p l a z a d o s   p o r l o s   c o n c e p t o s   más
p r e c i s o s   de la  n e u r o c i e n c i a . 43

N o c o n f u n d a m o s   el   m a t e r ia l is m o   - u n a   t e s i s   o n t o l ó g i c a -  con el
e l i m i n a c i o n i s m o ,  qu e es una  a f ir m a c i ón a c e r c a   de las  d e s c r i p c i o 
n e s i n t e n s i o n a l e s .   El  m a t e r i a l i s m o   ta n s ó l o   s o s t i e n e   qu e no hay
n a d a a d i c i o n a l   a la  m a t e r i a .  El  e l i m i n a c i o n i s m o   h a c e   una a f i r m a 
ción   m u c h o   más d r á s t i c a :  d i c e   que las d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s
s o n fa ls a s   y  d e b e n   ser e l im i n a d a s .  Por  e j e m p l o ,  s e g ún   el   e l i m i n a 
c i o n i s m o ,   " G e o r g e d e s e a   n a d a r "  es una  d e s c r i p c i ón   e s t r i c t a m e n t e
falsa,  no p o r q u e  él no lo d e s e e ,  s i n o p o r q u e   el  c o n c e p t o   de  d e s e o
e s   i n a d e c u a d o .  De  a c u e r d o   con el  e l i m i n a c i o n i s ta ,  la  n e u r o p s i c o -
logía   a la  p o s t r e   r e e m p l a z a r á   a las e x p l i c a c i o n e s   p s i c o l ó g i c a s ,   o a
la   p s i c o l o g í a   p o p u l a r .  Una d e s c r i p c i ó n   v e r d a d e r a   del m u n d o   no in
cluirá   f ra s e s i n t e n s i o n a l e s .
C h u r c h l a n d ,   un e l im i n a c i o n i s t a , se q u e ja p o r q u e   la psicología  p o
p u l a r   no  t r a z a   un  m a p a   de los  e s t a d o s m e n t a l e s   a los  e s t a d o s
ne ur o l ó g i c o s .   E n t o n c e s ,  s e g ún  él, la  neurología   d e b e d e j a r   de  i n t e n 
t a r c o n s t r u i r   u n   m a p a   de  e x p l i c a ci o n e s   n e u r o l ó g i c a s  de la  psicología
ordi n ari a' ' .   Él   a f i r m a   q u e ,   p r o b a b l e m e n t e ,  la  psicología   p o p u l a r   es
1 1

" s i m p l e m e n t e   un  e r r o r " .  P ar a   l l e v a r  más  l e j o s   su  a r g u m e n t o ,


C h u r c h l a n d p r o m u e v e   una c o m p a r ac i ó n hi s t ór ic a   e n t r e   la  teoría  del
f l o g i s t o   y la  psicología   c o t i d i a n a   (el  f l o g i s t o   era   p e n s a do c o m o  una
s u s t a n c i a c u a s i - e s p i r i t u a l  q u e  e m a n a b a   de  la s c o s a s  c u a n d o e r an q u e 
m a d a s ) .   Él   d i c e   qu e "El  f l o g i s t o   e m e r g e ,  no c o m o   una d e s c r i p c i ó n

4 1
  Ver capítulo V  STIC.H, S.,  Vrom Fotk Psuchology to Congnitive Science,  MIT Press, 1983

P ClIURCHIANÍ), O p . Cit.
4 4
 

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 138/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
140 I N T R O D U C C I Ó N A L A P R Á C T IC A D E L A   FILOSOFÍA

i n c o m p l e t a   d e l o q u e v e n d r ía ,   s i n o c o m o   u n a d e s c r i p c i ó n e r ró n e a
r a d i c a l " ,  y q u e " a l o s  c o n c e p t o s   d e l a p s i c o l o g í a   p o p u l a r - c r e e n c i a ,
d e s e o , t e m o r ,   s e n s a c i ó n ,  d o l o r ,  al e g r í a, y as í  s u c e s i v a m e n t e -   les
e s p e r a  u n  d e s t i n o s i m i l a r " . 45

Para   e v a l u a r   e s t a s   a f ir m a c i o n e s , d e b e m o s p r e g u n t a r   si la   p s i c o 
logía   p o p u l a r  e s u n a t e o r í a ,   c o m o   l o   s u p o n e C h u r c h l a n d .  Si   l o . e s , 
e n t o n c e s c o m p i t e c o n ,  y   p u e d e   s e r  r e e m p l a z a d a   p o r la   n e u r o c i e n c i a .
N o   s e r í a una t e o r í a e mp í r i c a, s i   n i n g u n a e v i d e n c i a   e mp í r i c a   p u d i e r a
r e f u t a r l a .   C o m p a r é m o s l a c o n   n u e s t r a s c a r a c t e r i z a c i o n e s   d e l  m u n 
d o   f í s i c o e n t é r m i n o s d e   o b j e t o s m a t e r i a le s .  M u c h o s   filósofos ar
g u m e n t a n   q u e la   frase   " l o s   o b j e t o s m a t e r ia l e s e x i s t e n "  n o e s u n a
af i r mac i ó n t e ó r i c a,   p o r q u e p o s i b l e m e n t e n i n g u n a e v i d e n c i a   p o d r í a
a r g u m e n t a r   e n s u   c o n t r a . T o d a   la   e v i d e n c i a   e mp í r i c a l a   p r e s u p o n e .
¿ C u á l   p u e d e   ser la   e v i d e n c i a   e n   c o n t r a   d e l a a f i r m a c i ó n d e q u e
l o s o b j e t o s m a t e r i a l e s e x i s t e n ?  U n   p o s i b l e c a n d i d a t o   e s l a m e c á 
n i c a   c u á n t i c a , q u e e s u n a t eo r ía m u y   b i e n v e r i f i c a d a .  N o s   d i c e   q u e
l a m a t e r i a   e s t á  c o n s t i t u i d a   p o r  f u n c i o n e s  d e   p r o b a b i l i d a d  d e o n 
d a s   q u e n o   t i e n e n   u n a u b i c a c i ó n   d e t e r m i n a d a   e n e l  t i e m p o .  S i n
e m b a r g o ,  la   r e f e r e n c i a   a l o s   o b j e t o s o r d i n a r i o s   n o h a   s i d o   r e f u t a 
d a   p o r la m e c á n i c a c u á n t i c a ,  a u n q u e n u e s t r a  c o n c e p c i ó n d e l o s
o b j e t o s m a t e r i a l e s   s e a   p o c o c l a r a . P r i m e r o ,  n o   t o m a m o s  l a m e c á 
n i c a   c u á n t i c a   p a r a m o s t r a r   q u e   n u e s t r a c r e e n c i a   en la  e x i s t e n c i a
d e   l o s  o b j e t o s o r d i n a r i o s   e s  f a l s a , s i n o  m á s  b i e n p a r a m o s t r a r
c u a n   e x t r a ñ o s s o n e s o s   o b j e t o s .  L a m e c á n i c a c u á n t i c a n o s   o f r e c e
u n a   d e s c r i p c i ó n e x tr añ a d e la c o m p o s i c i ó n d e   t a l e s o b j e t o s ;  n o
e l i m i n a   la s   d e s c r ip c i o n e s   e n t é rm i n o s d e   o b j e t o s .  E s t o ,   e n   p a r t e ,
p o r q u e   l a m e c á n i c a c u á n t i c a   p r e s u p o n e   e l  d is c u r s o o r d i n a r i o   a c e r 
ca   d e l o s   o b j e t o s ,  p o r   e j e m p l o , c u a n d o   el físico lee las   m e d i c i o 
n e s   e n s u   a p a r a t o .  En   s e g u n d o l u g a r ,  n o p o d r ía m o s   d e j a r   d e   h a b l a r
d e   m e s a s ,   r í o s y c as as e n   f a v o r   d e l a s   d e s c r i p c i o n e s   d e la m e c á n i 
ca   c u á n t i c a ,  p o r q u e c u m p l e n f u n c i o n e s   m u y   d i f e r e n t e s   y   s i r v e n   a
i n t e r e s e s   m u y   d i s t i n t o s .  La   t e s i s   d e q u e l o s   o b j e t o s m a t e r i a le s
e x i s t e n   n o e s u n a t e o r í a e m p í r i c a , s i  e n t e n d e m o s   p o r t e o ría e m p í 
rica   u n a   s e r i e   d e   e n u n c i a d o s   q u e   p u e d e n p o n e r s e  a la luz d e la

1
' C H U R C H I A N D , o p . c it .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 139/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o  V I H .  SALVAR  LO MEN TA L 141

e v i d e n c i a   e m p í r i c a   c o n t r a r i a . D i c h a t e s i s  e s m á s b á s i c a q u e   c u a l 
q u i e r   t e o r í a c i e nt í f i c a. T al e s t e o r í as l a   p r e s u p o n e n .
¿ E s l a p s i c o l o g í a   p o p u l a r  u n a t e o r í a ? S i n o l o e s ,   e n t o n c e s   n o
c o m p i t e   c o n l a   n e u r o c i e n c i a ,  y la s u p o s i c i ó n b á s i c a d e l   e l i m i 
n a c i o n i s m o   e s   f a l s a . A n t e s ,  s in  e m b a r g o , t r a t e m o s   d e s e r m á s   c l a 
r o s   c o n   r e s p e c t o   a l o q u e  h e m o s l l a m a d o   " p s i c o l o g í a   p o p u l a r " . Este
n o m b r e   e n g a ñ a . E l  e l i m i n a c i o n i s m o d e b e e s ta r c o m p r o m e t i d o   c o n
e l r e c h a z o   d e   t o d a s   la s   d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s ( r e c o r d e m o s
q u e   n o e s u n a p o s i c ió n o n t o l ó g i c a ) . Este  e x o r c i s m o d e b e   i n c l u i r   las
c a r a c t e r i z a c i o n e s   d e l a s  a c c i o n e s c o m o t a le s .  L a e r r a d i c a c i ó n d e
l a s d e s c r i p c i o n e s   d e d e s e o s y   c r e e n c ia s t r a e c o n s i g o   e l  r e c h a z o   d e
l a s d e s c r i p c i o n e s   d e l a s   a c c i o n e s .  El   c o n c e p t o   d e a c c i ó n   t i e n e   u n
e l e m e n t o i n t e n s i o n a l  q u e se   d e b e   a s u u n i ó n c o n   " d e s e o "  y   " c r e e n 
c i a " .  La s   a c ci o n e s i n t e n c i o n a l e s d e b e n d e s c ri b ir s e i n t e n s i o n a l m e n t e .
Po r   e j e m p l o ,  "él  p u s o   la   l u z " . A u n s i e s a a c c i ó n c a u s a e l   e l e c t r o c u t a -
m i e n t o   d e l  v i s i t a n t e ,  u n o n o   p u e d e c o n c l u i r   q ue " él e l e c t r o c ut ó al
v i s i t a n t e "  e s u n a d e s c r i p c i ó n   v e r d a d e r a  d e s u a c c i ó n   i n t e n c i o n a l
c o m o   t a l . E n   c o n s e c u e n c i a ,  e l  e l im i n a c i o n i s m o   e s t á   c o m p r o m e t i d o
c o n   l a a f i r m a c i ó n d e q u e   t o d a s   la s   c a r a c t e r i z a c i o n e s i n t e n s i o n a l e s
d e   la s   a c c i o n e s   s o n   fa ls a s .  La n o c i ó n d e a c c i ó n   d e b e   s e r   p u r g a d a .
La psicología   p o p u l a r   n o e s u n a t e o r í a ,   p o r q u e n i n g u n a e v i d e n 
cia   empírica refutaría la   i d e a   d e q u e l a s   p e r s o n a s e j e c u t a n a c c i o 
n e s .  U n   g r u p o  d e c i e n t í f i c o s n o p o d r í a   a c o p i a r e v i d e n c i a  e n   c o n t r a
d e   e l l o ,   p o r q u e   l a r e c o p i l a c i ó n d e t a l  e v i d e n c i a   s e ría u n a a c c i ó n . N o
p o d r í a n   m o s t r a r n o s   q u e   n a d i e e j e c u t a   u n a a c c i ó n ,  p o r q u e   t a l d e 
mostración sería una acción. De  este mo do , nue stras a dscripcion es
i n t e n s i o n a l e s c o t i d i a n a s   d e   c r e e n c i a s ,  d e s e o s y   a c c i o n e s t i e n e n  u n a

sc oo nn dtiecoi ór ían  s seemmpeíjrai nc at es  , ay  cl ua mdpelle  dn  i su cnuar sfuo  n dc ió


e   no bmj eutyo ds i fme raet ne rt ei a dl ees  c. uNa lo
q u i e r a   d e   e l l a s .  Por eso, la analogía histórica   e n t r e   p s i c o l o g í a p o 
p u l a r   y l a t e o r í a d e l  f l o g i s t o ,  q u e   C h u r c h l a n d p r o p o n e , fa ll a.  U n a
c o m p a r a c i ó n m á s   a d e c u a d a   sería   e n t r e   la psicología   p o p u l a r   y la
c r e e n c i a   e n l a   e x i s t e n c i a   d e l o s   o b j e t o s m a t e r ia l e s .  E s t a úl t i ma no
s e v e   a m e n a z a d a   p o r la m e c á n i c a c u á n t i c a . P o r  r a z o n e s s i m i l a r e s ,
la   n e u r o l o g í a n o   p o n e   e n   p e l i g r o   e l q u e le  a t r i b u y a m o s   a las   p e r s o 

n a s c r e e n c i a s ,  d e s e o s y  a c c i o n e s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 140/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

142 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

CO NC UJSJO NK S

¿Cómo  p u e d e n se r v e r d a d e r a s l as d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s , e n
u n u n i v e r s o e x t e n s i o n a l m e n t e c a r a c t e r i z a b l e ?  E s t o   e q u i v a l e a p r e 
g u n t a r   cómo  l a s d e s c r i p c i o n e s   psicológicas  q u e h a c e m o s d e n o s o 
t r o s   m i s m o s p u e d e n s e r i n c o r p o r a d a s a la i m a g e n   científica
e x t e n s i o n a l d e l m u n d o . N o s o f r e c e e l p r o b l e m a q u e   motivó  a   D e s 
c a r t e s , p e r o s i n e n r e d a r n o s e n l a s p r e g u n t a s   ontológicas  o s c u r e -
cedoras del nivel uno.
R e c h a z a m o s  l a s t r e s e s t r a t e g i a s t r a d i c i o n a l e s p a r a t r a t a r  e s t e
a s u n t o :   c o s i f i c a c i ó n ,   reducción  y  e l i m i n a c i ó n .  ¿A   dónde  n os c o n 
d u c e e s t a a l t e r n a t i v a ?  E s t o   l e a b r e   n u e v a s   p o s i b i l i d a d e s a l p a n o r a 

m a . N o s  p ahraab irlei ct ah apzaarra eal br readzuacr c ielo nmi samt eor iya lei ls eml iom yi neal c ifuo nn icsi omnoa. lAi s  m
todavía p aor ,t i yr
d e e s t a   transformación  d e l p a i s a j e , e x p l i c a m o s e l s e n t i m i e n t o d e
q u e a l g o   quedó  p o r f u e r a d e l a s a p r o x i m a c i o n e s m a t e r i a l i s t a s y
f u n c i o n a l i s t a s ,  s i n r e c h a z a r l a s , y s i n r e g r e s a r a l a s d i s c u s i o n e s d e
l o s n i v e l e s u n o y d o s .  V e a m o s  c ó m o .
A m b o s , r e d u c c i o n i s m o y e l i m i n a c i o n i s m o , t ie n e n u s u a l m e n t e la
suposición tácita  d e q u e   sólo  l as d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s c a 
racterizan la realidad como realmente es. Asumen que las descrip
c i o n e s i n t e n s i o n a l e s n o lo h a c e n . El r e d u c c i o n i s m o i n t e n t a r e s c a ta r
e l m o d o i n t e n s i o n a l , a r g u m e n t a n d o q u e p u e d e r e d u c i r s e al
e x t e n s i o n a l ;  el e l i m i n a c i o n i s m o a r g u m e n t a q u e e l m o d o i n t e n s i o n a l
no puede reducirse, que debe ser erradicado.
U n a v e z r e c h a z a d a s   esas  d o s e s t r a t e g i a s , d e b e m o s d e s a f i a r la
p r e m i s a i n i c i a l d e q u e   sólo  e l l e n g u a j e e x t e n s i o n a l d e l a c i e n c i a
describe la realidad como realmente es. La alternativa es tomar los
m o d o s e x t e n s i o n a l e i n t e n s i o n a l c o m o g e m e l o s , c o m o si  c a d a   u n o
c u m p l i e r a f u n c i o n e s d i s t i n t a s e n la   descripción  d e la r e a l i d a d . S e 
g ú n e s t a   o p c i ó n ,   éstos  s o n d o s t i p o s d i f e r e n t e s d e   descripción  d e l
s er h u m a n o . T i e n e n s i g n i f i ca d o s   d i s t i n t o s ,  e l u n o n o r e d u c e a l   o t r o
y n i n g u n o p u e d e e l i m i n a r s e e n f a v o r d e l   o t r o ,  s i n o q u e p u e d e n s e r
v e r d a d e r o s e n   v i r t u d  d e l o s m i s m o s e s t a d o s d e  c o s a s  o e v e n t o s .
Esta  posición  i m p l i c a q u e n o e s t a m o s o b l i g a d o s a o p t a r p o r a l 

g u n a d e l a s t r e s e s t r a t e g i a s .  P o d e m o s   r e p u d i a r l a   suposición  d e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 141/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  V I H .  SALVAR   LO   M E N T A L 1 4 3

q ue a l e vita r la   cosificación  d e l c o n t e n i d o d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s ,
u n o   d e b e   r e d u c i r o e l i m i n a r la s e s p e c i f i c a c i o n e s i n t e n s i o n a l e s d e
e s e c o n t e n i d o . N o e s t a m o s . f o r z a d o s a la i d e a d e q u e a l r e c h a z a r la
c o s i f i c a c i ó n ,  d e b e m o s r e d u c i r o e l im i n a r .
¿Cómo  e x p l i c a e s t o e l s e n t i m i e n t o d e q u e e l m a t e r i a l i s m o y e l
fun cio na lism o de jan algo po r fuera, sin regresar a los de ba tes de
l o s n i v e l e s u n o y   d o s ?  U n a   caracterización  e x t e n s i o n a l d e l u n i v e r s o
c o m o u n   t o d o ,  c o m o la q u e o f r e c e la   física,  sería  u n a   descripción
c o m p l e t a d e l u n i v e r s o , p o r q u e n o   dejaría  p o r f u e r a n i n g u n a   e n t i 
d a d o   c o s a .   Sin e m b a r g o , es i n c o m p l e t a e n el s e n t i d o d e q u e h a y
m u c h a s o t r a s  m a n e r a s  m á s j u g o s a s e i n t e r e s a n t e s d e c a r a c t e r i z a r
las   c o s a s .   E n p a r ti c u la r , p o d e m o s d e s c r i b i r v e r d a d e r a m e n t e l o q u e
l a s p e r s o n a s p i e n s a n ,   d e s e a n   y h a c e n , e n e l m o d o i n t e n s i o n a l . La
m a t e r i a s e p u e d e c a r a c t e r i z a r v e r d a d e r a m e n t e e n   términos  i n t e n 
s i o n a l e s , c u a n d o   está  a p r o p i a d a y s u f i c i e n t e m e n t e o r g a n i z a d a . E n
c o n s e c u e n c i a , l a  descripción  e x t e n s i o n a l d e t o d o e l u n i v e r s o e s i n 
completa, porque no incluye todas las proposiciones verdaderas.
En   e s t e   s e n t i d o , e l e l i m i n a c i o n i s m o y e l r e d u c c i o n i s m o d e j a n
a l g o p o r f u e r a ( s i n q u e o m i t a n a l g u n a   c o s a ) .  R e c h a z a n   l a i n t e g r i d a d
d e l m o d o in t e n s i o n a l , p o r q u e p r e s u p o n e n q u e t a le s d e s c r i p c i o n e s
t i e n e n q u e r e d u c i rs e o e l i m i n a r s e . S in e m b a r g o , c o m o h e m o s v i s t o ,
e l m a t e r i a l is m o y e l f u n c i o n a l i s m o n o n e c e s i t a n c o m p r o m e t e r s e
c o n l as e s t r a te g i a s r e d u c c i o n i s t a y e l i m i n a c i o n i s t a . En c o n s e c u e n 
cia, el sentimiento de que el materialismo y el funcionalismo dejan
a l g o p o r fu e r a s e o r i g i n a e n q u e se c o n f u n d e n c o n el e l i m i n a 
c i o n i s m o y e l r e d u c c i o n i s m o , p o s i c i o n e s   éstas  q u e re a l m e n t e d e 
jan algo por fuera.

El rechazo del eliminacionismo y del reduccionismo no vindica


a D e s ca r t e s. N o i m p l i c a q u e e l m a t e r i a l i s m o y e l f u n c i o n a l i s m o   s e a n
f a l s o s . U n o   podría  a r g u m e n t a r e n f a v o r d e l m a t e r i a l i s m o y e l
f u n c i o n a l i s m o e n l o s n i v e l e s u n o y d o s , p e r o r e c h a z a r l a  reducción
y la   eliminación  e n e l nive l tr e s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 142/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

144 I N T R O D U C C I Ó N   A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

L ()S TRES N IV E L ES : ON TOL Ó GIC O,


CONTENIDOS   MENTALES Y DESCRIPCIONES
P r i m e r o , v i m o s q u e e l p r o b l e m a d e l lu g a r d e la m e n t e e n l a n a t u r a 
l e z a n o e s   o n t o l ó g i c o .  La n a t u r a l e z a d e la c o n c i e n c i a n o s e r e s u e l v e
d e e se m o d o .   E s t o   n o s c o n d u j o a l s e g u n d o n i v e l: l os e s t a d o s m e n 
t a le s s o n i n t e n c i o n a l e s . T i e n e n c o n t e n i d o , y   éste  d e b e p e n s a r s e
f u n c i o n a l m e n t e ,  e n   términos  d e l p a p e l c a u s a l d e l o s e s t a d o s m e n 
t a l e s .   E s t o   r e q u i e r e e l r e c h a z o d e l a   concepción  c a r t e s i a n a ,  según
la c u a l el c o n t e n i d o d e l o s e s t a d o s m e n t a l e s d e b e e s p e c i fi c a r s e a
través  d e s u t a c t o i n t r o s p e c t i v o .
M u c h o s p e n s a d o r e s s e m u e s t r a n i n c o n f o r m e s c o n e st e r e c h a z o ,
p o r q u e p a r e ce   o m i t i r  e l  carácter  s u b j e t i v o d e lo s e s t a d o s m e n t a l e s .
S in e m b a r g o , e l A r g u m e n t o d e l L e n g u a j e P r iv a d o n i e g a e s t a i d e a , y
n o p a r e c e h a b e r n i n g u n a fo r m a c o n t u n d e n t e d e e x p r e s ar e s ta i n 
c o n f o r m i d a d  e n e l s e g u n d o n i v e l .  A d e m á s,   m u c h a g e n t e s e p r e o c u 
pa porque el materialismo deja algo por fuera, pero ya vimos que el
n i v e l  ontológico  n o p u e d e r e s o l v e r e s t a   i n q u i e t u d .  Estas  d o s p r e 
ocupaciones nos conducen al tercer nivel.
E n el t e r c e r n i v e l p o d e m o s a c e r c a r n o s a l e n i g m a d e la m e n t e
c o n t r a s t a n d o la s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s y e x t e n s i o n a l e s : l as
c a r a c t e r i z a c i o n e s d e lo s e s t a d o s   psicológicos  y d e l o s e s t a d o s f ís i 
c o s c o m o t a l e s . El e m b r o l l o e s :  ¿cómo  e s q u e h a y f r a s e s   i n t e n 
s i o n a l e s v e r d a d e r as e n u n u n i v e r s o c a r a c t e r iz a d o e x t e n s i o n a l m c n t e ?
E n e l t e r c e r n i v e l v i m o s   cómo  p o d e m o s v i n d i c a r e l s e n t i m i e n t o d e
q u e a l g o h a s i d o   o m i t i d o ,  a r g u m e n t a n d o q u e e l r e d u c c i o n i s m o y e l
e l i m i n a c i o n i s m o s o n fa l s o s . 46

4 6
  A l es c r i bi r es te   capítulo  h e u t i l i z a d o p a r t e s d e   THOMSON,  C ,  &  TURHZKY.  R, "A Simple
C u i d e t o t h e Ph i l o s o p h y o f M i n d ' e n   The  Experience  of  Philosophy.  W a d s w o r t h . B e l m o n t .
1995.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 143/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  I X
E L  P R O B L E M A   D E L O S  P U N T O S :

L A  C I E N C I A

Según  la teoría  t r a d i c i o n a l de la  física,   e x i s t e n   sólo  d os t i p o s  d e


p a r t í c u l a s ,   leplons  y quarks,  y s e i s  géneros d e c a d a   u n o   de e s t o s d o s
t i p o s .  Los leplons  s o n   partículas  l iv i a n a s d e n t r o  d e la s   c u a l e s  está el
e l e c t r ó n .   Los quarks  son los c o n s t i t u y e n t e s   de las partículas más
p e s a d a s ,  y en  e l l a s   se  e n c u e n t r a n   los p r o t o n e s   y los  n e u t r o n e s .
H a s t a   h a c e   p o c o ,  se creía  q u e   había  c u a t r o fu e r za s f u n d a m e n t a l e s :
g r a v e d a d , e l e c t r o m a g n e t i s m o ,  y las f u e r z a s n u c l e a r e s   débiles y las
f u er z a s n u c l e a r e s f u e r t e s ; p e r o , r e c i e n t e m e n t e ,   las t r e s   últimas  f u e 
r o n   r e d u c i d a s   a u n a s o l a . A s í, e x i s t e n d o c e t i p o s  de partículas y  d o s
t i p o s d e f u e rz a s . De a c u e r d o c o n   la teoría  física,  n o e x i s t e n a d a  más
q u e e s t o q u e   la teoría  e n u m e r a .
A d i c i o n a l m e n t e , s u p o n g a m o s   qu e hay un p u n t o   o  g r a n u l o  ta n
mínimo  de e s p a c i o - t ie m p o ,  que p a ra n o s o t r o s   es físicamente  i m 
p o s i b l e d e s c r i b i r a l g o   más p e q u e ñ o .  Éste  d u ra , a p r o x i m a d a m e n t e ,
3  x   10  a la p o t e n c i a   de m e n o s 3 6 s e g u n d o s ,  y m i d e 10  a la  p o t e n c i a
d e m e n o s   35 m e t r o s . S u p o n g a m o s q u e  el  u n i v e r s o t i e n e   20  b i l l o 
n e s   de a ñ o s .   I g n o r a n d o   el  h e c h o   d e q u e   el u n i v e r s o   se ha e x p a n d i 
d o ,   p o d e m o s ca l c u l a r q u e , a p r o x i m a d a m e n t e , e x i s t e n   10 a la
p o t e n c i a   de 2 2 7 . 0 3 5 g r a n u l o s   cúbicos d e e s p a c i o - t ie m p o   en el  u n i 
ve r s o (ve r   cálculos  en el Apéndice a e s t e  cap ítulo).
Para  p o n e r l o  d e u n m o d o m u y s im p l e , d i g a m o s q u e   c a d a   u n o  de
e s t o s p u n t o s   de  e s p a c i o - t ie m p o ,  o  g r a n u l o s , p u e d e n t e n e r t r e c e
v a l o r e s   ( d o c e   c o r r e s p o n d e n   a  lo s t i p o s  d e partículas y   u n o  a  n a d a ) .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 144/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

146 I N T R O D U C C I Ó N A LA   PRÁCTICA  D E LA   FILOSOFÍA

Según la teoría física, si   h a c e m o s   u n a   l i s t a   d e l v a l o r r e a l p a r a   c a d a


u n o   d e l o s   p u n t o s   d e   e s p a c i o - t i e m p o , e n t o n c e s   t e n d r ía m o s u n a
d e s c r i p c i ó n   c o m p l e t a   d e l  u n i v e r s o .  H a c e r t a l d e s c r i p c i ó n s e r ía   físi
c a m e n t e i m p o s i b l e :   e l n ú m e r o e s t a n   v a s t o ,  q u e   p a r a h a c e r l a   n o

b as t ar í a e l   t i e m p o   q u e h a   p a s a d o d e s d e   e l B i g B a n g ,  p e r o   n o i m 
p o r t a .   ( R e a l m e n t e ,  la d e s c r i p c i ó n s e ría   i n c l u s o   m á s   c o m p l i c a d a
p o r q u e   t e n d r í a m o s q u e   i n t r o d u c i r   la s   p r o p i e d a d e s f u n d a m e n t a l e s
d e   c a d a p a r t í c u l a ,  d e s c r i b i r  e l  o c u p a n t e   d e c a d a   g r a n u l o   e n t é r m i 
n o s   p r o b a b i l í s t i c o s ,  t e n e r  e n  c u e n t a   l as p a r t íc ul as   v i r t u a l e s  q u e  c o n s 
t i t u y e n   la s   f u e r z a s   y l as ant i p ar t í c ul as . )

E L   PROBLEMA
D e j a n d o   la s   c o m p l i c a c i o n e s   a u n   l a d o ,  ¿ r e a l m e n t e s e r í a é s t a u n a
d e s c r i p c i ó n   c o m p l e t a   d e l  u n i v e r s o ?  Si la teoría física es   c o r r e c t a ,
e n t o n c e s l i t e r a l m e n t e   n o h a y  n a d a   m á s ; n i n g ú n a r t í c u l o   a d i c i o n a l
q u e d a   p o r   f u e r a   d e   n u e s t r a   lista.
La t e o r í a f í s i c a p ar e c e   d e s a f ia r n u e s t r a s d e s c r i p c i o n e s o r d i n a 
rias   d e l  m u n d o .  Po r   e j e m p l o , n u e st ra   c o n c e p c i ó n d e l   u n i v e r s o d e b e
d e j a r c a m p o p a ra   e l   l e n g u a j e ,  y e l   l e n g u a j e r e q u i e r e   la   i d e a   d e   s i g n i 
f i c a d o .   ¿ C ó m o   p u e d e n   e l   s i g n i f i c a d o ,  l a m e t á f o r a y l a p o e s í a s e r
c o m p a t i b l e s  c o n l a a f i r m a c i ó n d e q u e l a d e s c r i p c i ó n d e l o s   p u n t o s
c uá nt i c o s e s  c o m p l e t a ?
O t r o   e j e m p l o : o f r e c e m o s d e s c r i p c i o n e s e v a l ua t iv a s   d e l a s   s i t u a 
c io n e s . A f i r m a m o s   q u e e l  c u a r t o   e s t á   s u c i o ,  q u e u n a a c c i ó n   c o n d u 
cirá a esa   p e r s o n a   a la   r u i n a ,  q u e u n a   p e r s o n a   e s   g e n e r o s a .  T a l e s
a f i r m a c i o n e s p a r e c e n   s e r   d e s c r i p c i o n e s v e r d a d e r a s  o   f a l s a s .   A l   m i s 
m o   t i e m p o , p a r e c e n  s e r   e v a l u a t i v a s : i n v o l u c r a n   l a a p e l a c i ó n a   n o r 
m a s   o   v a l o r e s .  ¿ C ó m o s o n   p o s i b l e s t a l e s d e s c r i p c i o n e s   e n u n
u n i v e r s o   q u e e s tá   c o m p l e t a m e n t e c a r a c t e r i z a d o   p o r la d e s c r i p c i ó n
d e p u n t o s ?  Este  p r o b l e m a   n o  a f e c t a   sólo a la   m o r a l i d a d , p o r q u e   n o
t o d a s   la s   e v a l u a c i o n e s   s o n   m o r a l e s . V i v i m o s   e n u n   m u n d o h e r m o 
s o ,  i n t e r e s a n t e   y  p l e n o   d e   s e n t i d o , p e r o   e s a s   e s p e r a n z a s p a r e c e n
f r u s t r a r s e  s i d e l a t e o r í a d e l o s   p u n t o s   s e   t r a t a r a .
V i v i m o s   e n u n   m u n d o   q u e p a r e c e s e r  m u c h o   m á s   r i c o   d e J o

q u e   ad mi t i r í a l a t e o r í a d e l o s   p u n t o s .  E n e l   u n i v e r s o   s e   p r e s e n t a n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 145/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   I X .   El.   PROBLEMA  D E L O S   PUNTOS:  LA C I E N C I A 147

h e c h o s , c o m o p e r s o n a s e n o j a d a s ,  c o m p a ñ í a s q u e   o f r e c e n s e r v i 
c i o s   a t r a v é s d e l a s   f r o n t e r a s n a c io n a l e s . V i v i m o s   e n u n   m u n d o   e n
e l   q u e u n   p o e m a p u e d e e x p r es a r  u n   d i s c e r n i m i e n t o , u n a m e t áf o ra
p u e d e   d a r e n e l  b l a n c o ,  u n a   p e r s o n a p u e d e a c t u a r i n j u s t a m e n t e   o

d e m a n e r a a l t r u i s t a ;  u n   m u n d o   e n e l q u e e l   s e x o   e s   d e l i c i o s o   y el
t r a b a j o   e s   a b u r r i d o , e s p e c i a l m e n t e   u n   v i e r n e s .  É s t e p a r e c e s e r u n
u n i v e r s o   m u y  d i f e r e n t e  d e l q u e p o d r ía   d e s c r i b i r   la t e o r ía d e   p u n t o s .
P e r o ,  ¿ e s   d i s t i n t o ?  ¿ L a t e o r ía fís ic a e s e q u i v o c a d a ? ( Po r   favor ,  a d 
v i e r t a   q u e e l  o b j e t i v o   d e e s t e c a p í tu l o n o e s   a r g u m e n t a r  q u e e l m a 
t e r i a l i s m o   e s u n a t e o r í a   v e r d a d e r a , s i n o   m ás   b i e n m o s t r a r   c ó m o
n u e s t r a s d e s c r i p c i o n e s p l a c e n t e r a s   d e l  m u n d o p u e d e n   s e r   c o m p a 
t i b l e s   c o n e l  m a t e r i a l i s m o . ) 47

Rl:FORMl I.A R T
1:1.   PROBLEMA
Ya   t e n e m o s   la s   h e r r a m i e n t a s   q u e n o s a y u d a r í a n a   r e s o l v e r e s t o s
p r o b l e m a s .  E s t a s   c u e s t i o n e s f u e r o n r e s u e lt a s i n d i r e c t a m e n t e   e n e l
c a p í t u l o   a n t e r i o r .  L o s   e l e m e n t o s   y a e s t á n e n   n u e s t r a s m a n o s .  Es
c u e s t i ó n d e   a p l i c a rl o s   a n u e v a s á r e a s y d e   r e f o r z a r l o s .
E n e l c ap í t ul o   a n t e r i o r v i m o s   q u e h a y   t r e s e s t r a t e g i a s p a r a t r a t a r  la
relación   e n t r e   las   d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s   de la   n e u r o c i e n c i a   y
l a s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s   q u e   c a r a c t e r i z a n   e l  c o n t e n i d o   d e l o s
e s t a d o s m e n t a le s . T e n e m o s   e l  m i s m o p r o b l e m a o t r a   v e z   p o r q u e   l as
c a r a c t e r i z a c i o n e s   d e l   s i g n i f i c a d o   d e l   l e n g u a j e   y las   d e s c r i p c i o n e s
e v a l u a t i v a s   t a m b i é n   i n v o l u c r a n   la   i n t e n ci o n a l id a d . M i r e m o s   p o r q u é .
"La   fr ase   S   s i g n i f i c a   que P" es   d i r e c t a m e n t e in t e n s i o n a l . S u p o n 
g a m o s   q u e S e s " e l p a p á d e   G a r r e t t   e s   c a l v o "  y P es "el  p r o g e n i t o r
m a s c u l i n o   d e   G a r r e t t   e s   c a l v o " .  S   s i g n i f i c a   q u e R S i n   e m b a r g o ,   s u 
p o n g a m o s   q u e P e s   e q u i v a l e n t e   a Q : " e l ú n i c o p s i c ó lo g o e n   W i s l o w
e s   c a l v o "  ( m i  p a d r e   p a s a a s e r e l ú n i c o p s i c ó l o g o d e   W i s l o w ) .  Si S   11

s i g n i f i c a   q ue P "   fu e ra e x t e n s i o n a l , e n t o n c e s   p o d r í a m o s   s u s t i t u i r  Q
p o r   R sin   c a m b i a r   e l   v a l o r   d e   v e r d a d   d e l a   f r a s e c o m p l e t a .  E n e s o
c o n s i s t e   la   e x t e n s i o n a li d a d . Sin   e m b a r g o ,  s i  h a c e m o s   la s u s t i t uc i ó n,

i T
  Para   d e m o s t r a r   q u e e l   m a t e r i a l i s m o   e s una te o rí a   v e r d a d e r a ,  sería   n e c e s a r i o a r g u 
m e n t a r  q u e n o   e x i s t e n   n i t a s c l a s e s n i  o t r o s o b j e t o s a b s tr a c t o s , c o m o   l o s n ú m e r o s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 146/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
148 I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA:

l a f r a s e c o m p l e t a   sería   f a l s a , p o r q u e   " e l p a p á d e   G a r r e t t  e s   c a l v o 1

n o t i e n e   e l  m i s m o s e n t i d o   q u e " e l ú n i c o p s i c ó l o g o e n   W i s l o w   es
c a l v o " .   Po r   c o n s i g u i e n t e ,  la s   o r a c i o n e s   d e l a   f o r m a   "S   s i g n i f i c a   q u e
P " s o n   i n t e n s i o n a l e s .  E n   o t r a s p a l a b r a s ,  la   s i g u i e n t e   n o e s u n a   for
m a  v á l i d a d e  a r g u m e n t o :
1 .   S  s i g n i f i c a  q u e P
2.   P e s   e q u i v a l e n t e   a Q

3.   P o r l o   t a n t o ,  S   s i g n i f i c a   q u e Q

M u c h a s   d e l a s   d e s c r i p c i o n e s i n t e re s a n t e s   q u e   h a c e m o s   d e l  m u n d o
s o n i n t e n s i o n a l e s .   S i n   e m b a r g o ,  la s   d e s c r i p c i o n e s   c i e n t í f ic a s s o n
e x t e n s i o n a l e s .  ¿ P o r q u é ? L a s   f r a s e s i n t e n s i o n a l e s e s p e c i f i c a n   u n
c o n t e n i d o .  Po r   e j e m p l o ,  " | o h n c r e e q u e e l  a g u a   e s u n l í q u i d o "  e s p e 
cifica   e l   c o n t e n i d o   d e s u   c r e e n c i a .  " La o r ac i ó n l l  p l e u t ' s i g n i f ic a  q u e
  l

e s t á   l l o v i e n d o " e s p e c i f i c a   e l  c o n t e n i d o   d e l a o r a c i ó n   f r a n c e s a   o r i g i 
n a l .  P o r q u e   e s p e c i f i c a n   u n   c o n t e n i d o ,  la s   o r a c i o n e s i n t e n s i o n a l e s
r e f l e j a n p u n t o s   d e   v i s t a s o b r e   e l  u n i v e r s o . C o n s i d e r e m o s   la   c r e e n 
cia   d e J o h n : s i   d e c i m o s   "Jo h n c r e e q u e e l   a g u a   e s un l í q ui d o a l a
t e m p e r a t u r a   d e s u   c u a r t o " , e n t o n c e s ,  p o r a s í  d e c i r l o ,  e s t a r í a m o s
p o n i e n d o p a l a b r a s   e n s u   b o c a .  É s e n o e r a e l c o n t e n i d o   d e s u   c r e e n 
c i a . T e n e m o s   q u e   d e s c r i b i r  s u   c r e e n c i a   d e u n a   m a n e r a  q u e   e x p r e s e
c o r r e c t a m e n t e   s u   p u n t o   d e   v i s t a ;  d e   o t r a m a n e r a ,  la d e s c r i p c i ó n d e
s u c r e e n c i a   será   falsa.
Po r   o t r o   l a d o ,  la s   o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s  n o   e x p r e s a n   u n   p u n t o
d e v i s t a .   S i s o n   v e r d a d er a s , e n t o n c e s   s o n   v e r d a d e r a s ;  n o   d e s d e   u n

p u n  tpoo  rdqeu  evis


así, ,  etan  eusnpae coírfai cc oi ó,  ns  ienxot ednessi do en a cl ,u  laol qs utiéerrmpi nuonst  o  cdo ee  x vt iesnt sa i. v oEss
p u e d e n s u s t i t u i r s e   salva  veníate.  E n u n a   f r a s e e x t e n s i o n a l  n o   i m p o r 
ta   e l   p u n t o   d e   v i s t a d e s d e   e l q u e u n o l a   c o n s i d e r e :  si es   v e r d a d e r a ,
e n t o n c e s   e s   v e r d a d e r a d e s d e c u a l q u i e r p u n t o   d e   v i s t a .  P o r e s o , l as
t e o r í a s c i e n t í f i c a s   d e b e n e x p l i c a r s e n o r m a l m e n t e  e n t é r m i n o s
e x t e n s i o n a l e s ,  a l   m e n o s   s e g ú n la c o n c e p c i ó n   c o n v e n c i o n a l :  e l o b 
j e t i v o   d e   t a l e s   t e o r í a s e s   d e c i r n o s   c ó m o s o n la s c o s a s   i n d e p e n 

d i e n t e m e n t e  d e   c u a l q u ie r p u n t o   d e   v i s t a p a r t i c u l a r .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 147/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i t u l o  IX . E L   PROBLEMA  D E L O S   PUNTOS:  LA   CIENCIA 149

UN A   SOLUCIÓN: LA CUARTA VÍA


• La s d e s c r i p c i o n e s   científicas  s o n e x t e n s i o n a l e s , p e r o l as d e s c r i p 
c io n e s d e l m u n d o , q u e c o m p r e n d e n y d e s c r i b e n n u e s t r a s p r e o c u 
p a c i o n e s e i n t e r e s e s , s o n i n t e n s i o n a l e s . E n e l  capítulo a n t e r i o r v i m o s
t r e s e s t r a t e g i a s p a r a c o n c e b i r l a   relación  e n t r e e l l a s : c o s i f i c a r , r e d u 
cir  y e l i m i n a r l o i n t e n s i o n a l .
La p r i m e r a e s t r a t e g i a a f i r m a q u e l a s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s
s o n   v e r d a d e r a s   o   fal sas   e n v i r t u d d e o b j e t o s i n m a t e r ia l e s .  Además
d e la m a t e r i a e x i s t e n m e n t e s , i d e a s , s i g n i f i c a d o s , v a l o r e s ,   e t c ét e r a,
q u e e x i s t e n c o m o   c o s a s .   En o tr a s p a la b r a s , la   teoría física  e s i n c o 
r r e c t a .  Sin e m b a r g o , c o m o l o v i m o s e n l os d o s   capítulos  a n t e r i o r e s ,
e s t a e x t r a v a g a n c i a   ontológica  e s d e m a s i a d o   problemática  y n o r e 
s u e l v e   l o s p r o b l e m a s r e l e v a n t e s . N o r e s p o n d e a l a s p r e g u n t a s :  ¿cóm o
e s p o s i b l e l a   c o n c i e n c i a ? ;   ¿cómo  p o d e m o s e n t e n d e r l a s   m a r c a s   d e
ti n ta   s o b r e e l p a p e l c o m o o r a c i o n e s s i g n i f i c a t i v a s ? O ,  ¿cómo  e s p o s i 
b l e q u e a l g u n o s e s t a d o s d e   c o s a s s e a n   v a l i o s o s ?  E l e l e m e n t o   m á g i 
co , M, a l q ue no s r e fe r imo s e n e l  capítulo  VII,  no e s la r e s p ue s ta .
Lo s   filósofos  h a n d e s a r r o l l a d o la s e g u n d a y la te r c e r a e s t r a t e g i a
p a ra e v i t a r la p r i m e r a . La i d e a e s q u e u n u n i v e r s o q u e c o n t i e n e   a r t í c u 
l o s i n t e n s i o n a l e s c o n t r a d i c e a l a c i e n c i a   física,   y p a r a e vita r e s to e s
n e c e s a r i o o r e d u c i r o e l i m i n a r la i n t e n s i o n a l i d a d . S in e m b a r g o , e s t a
i m p o r t a n t e   idea es   errónea  e n d o s s e n t i d o s .
Primero, ni la estrategia reduccionista ni la eliminacionista  fun
c i o n a n .  N o p o d e m o s r e d u c i r la s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s a d e s 
c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s , n i p o d e m o s e l i m i n a r l o i n t e n s i o n a l . La
descripción   d e p u n t o s d e l u n i v e r s o n o n o s d i c e n a d a   a c e r c a   d e lo
q u e s i g n i f i c a n l as o r a c i o n e s n i d e l o q u e la g e n t e   d e s e a   decir. Por
con sig uie nte , no no s habla siquiera de lo que el elim ina cio nis ta
d e s e a   d e c i r c u a n d o s o s t i e n e s u   t e o r í a .  E n u n c i a r   y c o m p r e n d e r l a
teoría  e l i m i n a c i o n i s t a r e q u i e r e q u e l a   teoría  s e a fa l s a . En c o n s e 
c u e n c i a , f a l l a . E n  c o n c l u s i ó n ,   l a s t r e s   t e o r í a s ,  e l i m i n a c i o n i s m o ,
r e d u c c i o n i s m o y   c o s i f i c a c i ó n ,   s o n fa ls a s .
S e g u n d o , y  éste  es e l p u n t o c r u c i a l , la id e a i m p o r t a n t e e s e q u i 
v o c a d a   p o r q u e n o n e c e s i t a m o s e l i m i n a r o r e d u c i r la i n t e n s i o 

n a l i d a d p a r a e v i t a r l a   c o s i f i c a c i ó n .   La id e a d e q u e d e b em o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 148/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

150 INTRODUCCIÓN  A L A   PRÁCTICA  DE  L A   FILOSOFÍA

e l i m i n a r o r e d u c i r p a r a e v i t a r u n a   proliferación ontológica  e s   f a l 
s a . La i d e a d e q u e d e b e m o s r e d u c i r o e l i m i n a r l as d e s c r i p c i o n e s
intensionales para ser consistentes con la ciencia es un error. Po
d e m o s n e g a r la s t r e s e s t r a t e g i a s . Y e n r e a l id a d d e b e m o s h a c e r l o ;

p o r q u e s o n f a l s a s .   P o d e m o s   l l a m a r a   e s t e   r e c h a z o " l a c u a r t a v í a" .
La i d e a d e l a c u a r t a vía e s m u y s i m p l e : c o n s i s t e e n r e c h a z a r la s
t r e s e s t r a t e g i a s .  P e r o   t i e n e i m p l i c a c i o n e s i m p o r t a n t e s : r e ch a z a 
m o s l a   c o s i f i c a c i ó n ,   y p o r e s o   s a l v a m o s   la c i e n c i a ; r e c h a z a m o s la
reducción  y la   e l i m i n a c i ó n ,  y p o r t a n t o   s a l v a m o s   l a v i d a c o t i d i a n a
ordinaria.
La c u a r t a v ía r e c h a z a e l p r e s u p u e s t o d e l r e d u c c i o n i s m o y e l
e l i m i n a c i o n i s m o   d e q u e   sólo  l a s o r a c i o n e s e x t e n s i o n a l e s d e s c r i 
b e n la r e a l i d a d c o m o r e a l m e n t e e s . A f i r m a q u e la s d e s c r i p c i o n e s
i n t e n s i o n a l e s   también  l o h a c e n , p e r o s i n c o s i f ic a r lo i n t e n s i o n a j .
A m b o s m o d o s , e l i n t e n s i o n a l y e l e x t e n s i o n a l , d e s c r i b e n la m i s m a
y   única  r e a l i d a d , y l o   h a c e n   d e   m a n e r a s   m u y d i f e r e n t e s . P o r e j e m 
p l o ,  p o d e m o s d e s c r i b i r l o s s i g n o s e n e l t a b l e r o e n   términos  d e   p u n 
t o s ,   o , i n t e n s i o n a l m e n t e , c o m o u n a   oración  s i g n i f i c a t i v a .  P o d e m o s
c a r a c t e r i z a r l o s e v e n t o s d e la   última  n o c h e e n   términos  d e p u n t o s ,
o , i n t e n s i o n a l m e n t e , c o m o u n a s e s i n a t o . H a y s u f ic i e n t e  e s p a c i o   p a r a
v a r i o s   géneros  d i s t i n t o s d e d e s c r i p c i o n e s d e la r e a l i d a d , s i n o s o n
contradictorios.
S in e m b a r g o , la c u a r t a vía t i e n e u n r e q u e r i m i e n t o i m p o r t a n t e .  Afi r 
m a m o s q u e la s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s y la s c a r a c t e r i z a c i o n e s
d e p u n t o s s o n   v e r d a d e r a s  e n v i r t u d d e l o s m i s m o s e s t a d o s d e  c o s a s .
D e n o c u m p l i r c o n   e s t e   r e q u i s i t o , caeríamos e n e l d u a l i s m o . La c u a r t a
vía   llegaría  a s er u n a f o r m a d e d u a l i s m o , i n c o m p a t i b l e c o n la   teoría
física.   V o l v e r e m o s s o b r e   e s t e   p u n t o e n l a s i g u i e n t e   s e c c i ó n .  ^
¿Qué  i m p l i c a l a c u a r t a v í a p a r a l a   teoría física?  R e g r e s e m o s   alí
unive rso de pu nto s caracterizado exten sion alm ente . De acu erd o co n '
u n a   versión  s i m p l i f i c a d a d e l a   teoría  física,   és a   sería  u n a c a r a c t e r i 
zación  c o m p l e t a d e l u n i v e r s o . La c u a r t a v ía n o c o n t r a d i c e e st a a fi r
m a c i ó n ,  p o r q u e l a   descripción física  n o d e j a p o r f u e r a n i n g u n a   cosa.
N o o m i t e e n t i d a d e s   no-físicas  a d i c io n a l e s , c o m o m e n t e s ,   s i g n i f i 
c a d o s   o v a l o r e s , p o r q u e n o h a y n i n g u n a . D e   e s t e   m o d o , la c a r a c t e 

rización  d e l o s p u n t o s e s c o m p l e t a . N o d e j a p o r fu e r a n i n g u n a   cosa.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 149/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  I X . E L   PROBLEMA  DE LOS   PUNTOS:  LA   CIENCIA

S in e m b a r g o , n o es c o m p l e t a e n e l s e n t i d o d e q u e n o h a y n a d a
m á s q u e d e c i r   a c e r c a   d e l u n i v e r s o (y d e l a s p a r t e s d e él ). H a y m u 
c h a s   o t r a s m a n e r a s m á s ju g o s a s d e c a r a c te r i z a r v e r d a d e r a m e n t e
segmentos del universo. En particular:

• En la   psicología  c o t i d i a n a , p o d e m o s c a r a c t e r iz a r l o q u e l a g e n t e
p i e n s a y   d e s e a   e n e l m o d o i n t e n s i o n a l (s in p r e s u p o n e r q u e t a le s
d e s c r i p c i o n e s d e b a n s e r r e d u c i d a s , o q u e r e q u i e r a n p o s t u l a r la
e x i s t e n c i a   d e   c o s a s   i n t e n s i o n a l e s   e x t r a ñ a s ,  a s a b e r : m e n t e s ) .
• En la   lingüística  c o t i d i a n a p o d e m o s d e s c r i b i r , e n e l m o d o
i n t e n s i o n a l ,   l o q u e s i g n i f i c a n l o q u e l as p e r s o n a s q u i e r e n d e c i r , y
lo   q u e s i g n i f i c a n l as o r a c i o n e s q u e e l la s e s c r i b e n y e n u n c i a n ( o t r a
vez, sin asumir que tales descripciones deban reducirse o que
r e q u i e r a n l a   postulación  d e   c o s a s   i n t e n s i o n a l e s   e x t r a ñ a s ,  a s a 
ber: significados o sentidos).
• En l as e v a l u a c i o n e s c o t i d i a n a s , p o d e m o s d e s c r i b i r e n e l m o d o
i n t e n s i o n a l  las   a c c i o n e s   c o m o h i r i e n t e s u o p r e s i v a s ,  benéficas  o
l i b e r a d o r a s ( u n a v e z m á s , s i n a s u m i r q u e   éstas  t e n g a n q u e s e r
r e d u c i d a s o q u e r e q u i e r a n la  cosificación d e o b j e t o s i n t e n s i o n a l e s
e x t r a ñ o s ,  a s a b e r : v a l o r e s ) .

L a m a t e r i a p u e d e c a r a c t e r i z a r s e e n   términos  i n te n s i o n a l e s c u a n d o
está  a p r o p i a d a y s u f i c i e n t e m e n t e o r g a n i z a d a . Po r c o n s i g u i e n t e , la
descripción  e x t e n s i o n a l d e p u n t o s e s i n c o m p l e t a e n e l s e n t i d o d e
que no incluye todas las oraciones verdaderas.
U n a v e z h e m o s r e c h a z a d o l a  suposición  f u n d a m e n t a l d e q u e   sólo
la s d e s c r i p c i o n e s e x t e n s i o n a l e s p u e d e n c a r a c te r i z a r la r e a l i d a d c o m o
r e a l m e n t e e s , e n t o n c e s p o d e m o s d e j a r d e l a d o l a   suposición  d e q u e
el m o d o inten siona l de discurso tiene que ser coslficado, red ucid o o
e l i m i n a d o .  Para  evitar la   c o s i f ic a c i ó n ,   n o e s n e c e s a r i o r e d u c i r o   e l i m i 
n ar . E n tal caso, n o h ay u n a   presión teórica  q u e o b l i g u e a o p t a r p o r
u n a d e l a s t r e s a l t e r n a t i v a s .  Según  l a c u a r t a v í a , n o e s t a m o s f o r z a d o s
a p e n s a r q u e p a r a e l u d i r la   cosificación  d e b e m o s r e d u c i r o e li m i n a r .
¿Cómo  p u e d e h a b e r s i g n i f i c a d o  lingüístico  e n u n u n i v e r s o f ís i 
c o d e p u n t o s ? S i a b o r d a m o s e s t a p r e g u n t a   o n t o l ó g i c a m e n t e ,   la

r e s p u e s t a e s q u e n o p u e d e h a b e r l o . U n u n i v e r s o   físico  e x c l u y e l o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 150/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE: LA   FILOSOFÍA

s i g n i f i c a d o s   o s e n t i d o s c o m o o b j e t o s in t e n s i o n a l e s . A l m i s m o t i e r n a
p o ,   p o d e m o s i n t e r p r e ta r e s ta p r e g u n t a n o   o n t o l ó g i c a m e n t e ,   d i c i e n ^
d o :   ¿cómo  p u e d e h a b e r d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s v e r d a d e r a s '
de las   c o s a s   físicas?"  Si la p r e g u n t a e s a b o r d a d a d e   e s t e   m o d o ,  \a[

r e s p u e s t a n o s s o r p r e n d e p o r s u s e n c il le z : f u n d a m e n t a l m e n t e , n o
h a y   ningún o b s t á cu l o ;   la m a t e r i a q u e s e h a o r g a n i z a d o d e u n   modój
a d e c u a d o p u e d e s e r d e s c r i t a e n t a l e s  t é r m i n o s ,  s i n n e c e s i d a d d e l
a c u d i r   a l a s e s t r a t e g i a s r e d u c c i o n i s t a y e l i m i n a c i o n i s t a . La   solución-
se ve en la   desaparición  d e l p r o b l e m a . 48
;
D e f o r m a s i m i l a r ,  ¿cómo  p u e d e h a b e r v a l o r e n u n u n i v e r s o   físico'
d e p u n t o s ? Si e s t a p r e g u n t a s i g n i f ic a   ¿cómo  e s q u e h a y  u n a s  cosas
t a l e s c o m o v a l o r e s e n e l u n i v e r s o   físico?",   e n t o n c e s la r e s p u e s t a e s
q u e n o p u e d e h a b e r l as . En u n u n i v e r s o c o m p l e t a m e n t e   físico,  n o
h a y   c o s a s   t a le s c o m o v a l o r e s . S in e m b a r g o , e s t o n o i m p i d e q u e la s
d e s c r i p c i o n e s e v a l u a ti v a s d e a lg u n o s s e g m e n t o s d e l u n i v e r s o   s e a n
v e r d a d e r a s . U n e v e n t o p u e d e s er d e s c r i t o v e r d a d e r a m e n t e c o m o
u n   a s e s i n a t o o c o m o u n d e s a s t r e .  P o d e m o s  o f r e c e r d e s c r i p c i o n e s
inte nsio na les verdad eras d e un unive rso de p un to s, sin tener que
aceptar que tales descripciones deben ser cosificadas, reducidas o
eliminadas.

D o s  DI:SAI   ios

Esta  réplica  p a r e c e   b u e n a . P e r m i t e c o n s e r v a r l a  ontología  d e l a t e o 


ría   física  y e v i t a r el d u a l i s m o .   Evita   a f i r m a r q u e h a y  cosas  i n m a t e r i a l e s
t a le s c o m o m e n t e s , v al o r e s, s ig n i f i ca d o s . A i m i s m o t i e m p o , a l r e 
c h a z a r e l r e d u c c i o n i s m o y e l e l i m i n a c i o n i s m o ,  p a r e c e  p r e s e r v a r l a   ;

i n t e g r i d a d   d e o t r a s d e s c r i p c i o n e s d i s t i n t a s a la d e p u n t o s . N o s p e r 
m i t e   a f i r m a r q u e la s d e s c r i p c i o n e s m á s r ic a s d e l m u n d o , n o ^
e x t e n s i o n a l e s ,  s o n p o s i b l e s . ^
¿Cómo  s e   h a c e e s t o ?   D i c i e n d o q u e p o d e m o s t e n e r d i fe r e n t e s
géneros  d e d e s c r i p c i o n e s d e l o s m i s m o s t r o z o s d e m a t e r i a .  P o d e - .
m o s d e s c r i b i r v e r d a d e r a m e n t e la m a t e r i a e n e l m o d o i n t e n s i o n a l .
Esta  réplica  e s p o s i b l e g r a c ia s a u n a s i m p l e   d i s t i n c i ó n :   s i g n i f i c a d o

4
" Ver   proposición  6 . 5 2 1 .  V/mor   S T Í T .  L.  Tnutalus  logko  -  Phitosophiivs.  Alian/.a   e dit o r ial,
M a d r i d ,  1 9 8 7 .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 151/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  IX. EL  PROBLEMA  DE LOS  PUNTOS:  LA  C I E N C I A 153

y r e f e r e n c i a .   E s t o  es  a l g o   que v i m o s  en el capítulo  VII.  Dos frases   o


p a l a b r a s p u e d e n t e n e r   la  m i s m a r e f e re n c i a , p e r o d i f e r e n t e s   s i g n i f i 
c a d o s ,  por  e j e m p l o , a g u a "  y "H O".  S i m i l a r m e n t e ,  dos  s e n t e n c i a s
  M

p u e d e n t e n e r d i f e r e n t e s s i g n i f i c a d o s ,   y  todavía  p u e d e n   ser  v e r d a 

d e r a s   en v i r t u d  de los m i s m o s e s t a d o s  de  c o s a s .   En el capítulo VII


49

v i m o s   un e j e m p l o   de  e s t o   con r e s p e c t o   a los dos últimos  m i n u t o s


d e   la  f i n a l  del c a m p e o n a t o m u n d i a l  de  fútbol.
A h o r a e x a m i n a r e m o s   d os desafíos a  e s t a   c o n c e p c i ó n .  El  p r i m e 
r o   v i e n e   de l d u a l i s m o , y  s o s t i e n e   que la c u a r t a  vía es  d u a l i s m o   d i s 
f r a z a d o .  El  s e g u n d o   desafío  a r g u m e n t a   que la  c u a r t a   vía es un
m a t e r i a l i s m o  re d u c t i v o e n m a s c a r a d o .

t i   p r i m e r  d e s a l í o :  D u a l i s m o
¿Cómo  se  d i f e r e n c i a   la c u a r t a   vía de una f o r m a s o f i s t i c a d a   de  d u a 
l i s m o ?   No  t o d o s   los d u a l i s t a s a f i rm a n   la e x i s t e n c i a   de c o s a s  o  s u s 
t a n c ia s i n m a t e r ia l e s , c o m o   lo  h i z o D e s c a r t e s .   Un  d u a l i s t a p u e d e
a f i r m a r   que sólo  las c o s a s   m a t e r i a l e s e x i s t e n , p e r o   también  p u e d e
d e c i r q u e ,   al  c o n t r a r i o , el  u n i v e r s o c o n s t a   por lo m e n o s  de dos gé
n e r o s  d e h e c h o s :  físicos y p s i c o l ó g i c o s .  Según e s t a f o r m a s o f i s t i c a d a
d e d u a l i s m o , t o d a s   las c o s a s   son m a t e r i a le s , p e r o   no l o son t o d o s
los hechos.
¿ E n   qué se  d i f e r e n c i a   la posición qu e h e m o s a c e p t a d o ,  de  e s ta
f o r m a   s o f i s t i c a d a   de  d u a l i s m o ? S e g u r a m e n t e  las d os  p o s i c i o n e s
t i e n e n m u c h o   en c o m ú n :   en  p a r t i c u l a r , la negación de la  e x i s t e n c i a
d e   c o s a s   i n m a t e r i a l e s .  Sin  e m b a r g o , p a r e c e h a b e r   una d i f e r e n c i a .
Lo   qu e a f ir m a m o s   no era un d u a l i s m o  de h e c h o s , s i n o   más  b i e n
q u e   los  m i s m o s h e c h o s p u e d e n d e s c r ib i r se ,  en  a l g u n o s c a s o s ,  de
d o s m a n e r a s : i n t e n s i o n a l  y e x t e n s i o n a l m e n t e . Por e j e m p l o , una larga
descripción  e x t e n s i o n a l  de l e s t a d o   neurológico  de John y una  d e s 
cripción  i n t e n s i o n a l  de su  e s t a d o   psicológico  son  v e r d a d e r a s   en
v i r t u d  de los m i s m o s h e c h o s .  Éste es un d u a l i s m o  de  d e s c r i p c i o n e s

Esta  i m p o r t a n t e   distinción  e n t r e s i g n i f i c a d o   y  r e f e r e n c ia   se  d e b e   a  C o t t l o b   Frege.


(Ver FRIGI,   C .  "Sobre  S e n t i d o   y  R e f e r e n c i a " , e n  La  búsqueda  del significado,  compilación

d e   Valdés  L..  E d i t o r i a l   T e c n o s ,  M a d r i d . 1999.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 152/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

y n o d e h e c h o s . L a   posición  q u e d e f e n d i m o s n o es la de u n d u a l i s 
m o   o n t o l ó g i c o ,  p e r o t a m p o c o es r e d u c c i o n i s t a n i e l i m i n a c i o n i s t a .
Por eso, la llamamos la cuarta vía.
S in e m b a r g o , ¿ e n qu é c o n s i s t e la d i f e r e n c i a   La r e s p u e s t a d e  9

p e n d e d e q u é e s u n h e c h o .   ¿Qué  c u e n t a c o m o e l m i s m o o d ife re n - '


t e s   h e c h o s ?  P o r e j e m p l o : "John  sólo  t i e n e d o s h e r m a n o s " ,  "John  n o
t i e n e h e r m a n a s " , " l o s p a d r e s d e   John  sólo  t i e n e n t r e s h i j o s v a r o 
n e s " ,   ¿son  f ra s e s v e r d a d e r a s e n v i r t u d d e l m i s m o   h e c h o ?  ¿ O d e s c r i 
be n he ch os d iferentes?
P o d e m o s  c o m p a r a r d o s c o n c e p c i o n e s g e n e r a l e s   a c e r c a   d e l o q u e
c o n s t i t u y e   u n h e c h o .  Según  e l p u n t o d e v i s ta i n d u l g e n t e , l o s h e 
c h o s   están lingüísticamente  d e t e r m i n a d o s . S o n c o m o la s o m b r a
ontológica  d e l a s o r a c i o n e s v e r d a d e r a s . E n o t r a s p a l a b r a s , a t o d a s
la s o r a c i o n e s v e r d a d e r a s s i n g u l a re s c o r r e s p o n d e u n h e c h o d i f e r e n 
t e .   L o s h e c h o s s o n   c u a s i l i n g ü í s t i c o s :  sólo  p u e d e n i d e n t i f i c a r s e e
i n d i v i d u a l i z a r s e  m e d i a n t e o r a c i o n e s v e r d a d e r a s .   Según  e s ta c o n 
c e p c i ó n ,   n o h a y d i f e r e n c i a ( e n   extensión)  e n t r e h e c h o s y d e s c r i p 
c i o n e s v e r d a d e r a s : p a ra t o d a s la s d e s c r i p c i o n e s v e r d a d e r a s , h a y u n
h e c h o . P o r l o   t a n t o ,  según  e l p u n t o d e v i s t a i n d u l g e n t e , la c u a r t a v ía
e s u n   t i p o  s o f i s t i c a d o d e d u a l i s m o .
Según  e l p u n t o d e v is t a e s t r i c t o   a c e r c a   d e l o s h e c h o s ,   éstos  n o
s o n   c uas i l i ng üí s t i c o s .  S o n u n a p a r t e d e l m u n d o y p o r l o  t a n t o ,  d e 
b e m o s r e c h a z a r l a   f ó r mul a:   a t o d a s la s s e n t e n c i a s v e r d a d e r a s c o 
r r e s p o n d e u n h e c h o d i f e r e n t e . O r a c i o n e s d i f e r e n t e s p u e d e n s er
v e r d a d e r a s e n v i r t u d d e l m i s m o h e c h o .   Según  e s t a   c o n c e p c i ó n ,  la
c u a r t a  v ía n o e s u n a fo r m a d e d u a l i s m o d e h e c h o s , p o r q u e p o d e 
m o s d i s t i n g u i r (e n   extensión)  e n t r e h e c h o s y d e s c r i p c i o n e s v e r d a 
d e r a s . Po r s u p u e s t o , e s t o n o n o s d i c e   c ó m o , según  e l p u n t o d e v i s t a
e s t r i c t o ,   d e b e n i d e n t i f ic a r s e e i n d i v i d u a l i z a r s e l o s h e c h o s . N o n o s
o f r e c e u n a   teoría  p o s i t i v a p a r a r e e m p l a z a r l a   concepción  i n d u l g e n 
t e ,   p e r o e s o e s u n a h i s t o r i a d i f e r e n t e y  difícil.   Sin e m b a r g o , n o s
p e r m i t e   c o n c l u i r l o s i g u i e n t e : d a d o e l p u n t o d e v i s ta i n d u l g e n t e  a c e r 
c a d e l o s h e c h o s , la c u a r t a v ía e s u n a f o r m a d e d u a l i s m o d e h e c h o s .
D a d o e l p u n t o d e v i s ta e s t r i c t o , n o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 153/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o  IX.   E L  PROBLEMA  DE LOS  PUNTOS:  I A  CIENCIA 155

fcl segundo  d e s a f í o :  M a t e r i a l i s m o  r e d u c t i v o
El m a t e r i a l i s t a d i c e : " S e g u r a m e n t e ,   la  descripción d e lo s p u n t o s  es
m ás   básica  q u e   las o t r a s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s .   E s t o   p a r e c e
s e r a l g o q u e u s t e d   ha n e g a d o , p e r o q u e   es v e r d a d .  Es  v e r d a d p o r 
q u e  así es c o m o  es la r e a l i d a d  y la s o t r a s d e s c r i p c i o n e s p l a c e n t e r a s
s o n v e r d a d e r a s   en v i r t u d   de  cómo están  o r g a n i z a d o s   los  p u n t o s .
E n o t r a s p a l a b r a s , p o d e m o s e x p l i c a r   esas  o t r a s d e s c r i p c i o n e s  e n
términos d e p u n t o s . Por l o t a n t o , su posición es r e a l m e n t e u n a   for
m a   de m a t e r i a li s m o r e d u c t i v o " .
E n r e s p u e s t a   a  e s t o , h a y t re s p u n t o s .

• P ri m e r o , s u p o n g a m o s q u e   la i d e a   es q u e   sólo  la  descripción de


l o s p u n t o s c a r a c t e r i z a   la r e a li d a d c o m o e s .  En t a l c a s o , d e b e m o s
n e g a r q u e l a s d e s c r i p c i o n e s i n t e n s i o n a l e s   también lo h a c e n . Es
taríamos  e n t o n c e s   d e  v u e l t a   a la   posición  q u e d e f i e n d e   el
e l i m i n a c i o n i s m o   y el  r e d u c c i o n i s m o , q u e   no s o n   teorías  v i a b l e s .
En   e s t e   s e n t i d o , la objeción  falla.
• S e g u n d o , s u p o n g a m o s q u e   la  i d e a   es que p o d e m o s e x p li ca r lo
i n t e n s i o n a l  e n   términos e x t e n s i o n a l e s . P e r o ,  ¿podemos?  P o r e j e m 

p l o ,  las a c c i o n e s   son t r a d i c i o n a l m e n t e e x p l i c a d a s   de  m a n e r a


i n t e n s i o n a l ,  en términos  de los d e s e o s   y las c r e e n c i a s q u e  las
c a u sa n . A u n q u e s u p o n g a m o s q u e h a y u n m e c a n i s m o   físico  c a u 
s a l s u b y a c e n t e e n t a l e s c a s o s , e s t o n o s ig n i f i c a q u e e s t e m o s e x 
p l i c a n d o   lo m e n t a l  (o lo i n t e n s i o n a l m e n t e d e s c r it o )  en términos
extensionales.
• T e r ce r o , s u p o n g a m o s   qu e la  i d e a   es q u e lo  i n t e n s i o n a l y lo
e x t e n s i o n a l  s o n v e r d a d e r o s   en v i r t u d   d e los  m i s m o s e s t a d o s  d e
c o s a s .   E s t o  es e x a c t a m e n t e l o q u e h e m o s e s t a d o d i c i e n d o ,  y  n o s
p e r m i t e   a f i r m a r q u e   el   s e g u n d o   es más básico  q u e   el   p r i m e r o ,
p e r o   sólo de la s i g u i e n t e m a n e r a :   lo m e n t a l (o l o e v a l u a t i v o   o lo
lingüístico)  es sobreviniente  de lo  físico.

La idea de  supervivencia  es  q u e e n u n a s e r i e d e d e s c r i p c i o n e s   s u b y a c e


o t r a .  Por e j e m p l o , u n a s e ri e p a r t i c u l a r  de d e s c r i p c i o n e s  de l o s e s t a 
d o s   sicológicos d e u n a p e r s o n a   sobreviene a  u n a s e r i e p a r t i c u l a r  de

d e s c r i p c i o n e s  de sus e s t a d o s   n e u r o l ó g i c o s :   c u a l q u i e r c a m b i o  en

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 154/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

l a s p r i m e r a s d e b e   ir a c o m p a ñ a d o d e u n   c a m b i o   e n l a s   s e g u n d a s .
E s o n o   s i g n i f i c a   q u e la s   p r i m e r a s p u e d a n   s e r   e x p l ic a d a s   en térmir
n o s   d e l a s   s e g u n d a s ,  n i q u e s e   p u e d a n r e d u c ir   a las   s e g u n d a s .  E s t q
n o s o f r e c e   u n  s e n t i d o   p o r e l c u a l u n a , s e r i e   d e   d e s c r i p c i o n e s   e s m á s

b á s i c a q u e   o t r a ,  s i n  a p e l a r   a la   i d e a   d e r e d u c c i ó n .

L A S   OTRAS CIENCIAS
La   t e s i s   d e q u e l a t e o r í a f í s i c a e s u n a d e s c r i p c i ó n   c o m p l e t a   d e l u n ir
v e r s o   e s p r o b l e m á t i c a p o r  o t r a   r a z ó n . ¿ D ó n d e   q u e d a n   la s  o t r a s c i e n 
c i a s ?  S u p o n g a m o s   q u e   p o d e m o s o r g an i z ar   la s   c i e n c i a s c o m o s ig u e :

C i e n c i a s  sociales
Psicología
Macrobiología
Microbiología
Química
Macrofísica
Mecánica cuántica

¿ L a a f i rm a c ió n d e q u e la d e s c r i p c ió n d e   p u n t o s   d e l u n i v e r s o   e s   c o m 
p l e t a   i m p l i c a   q u e   t o d a s   e s a s   o t r a s c i e n c i a s d e b e n   s e r   r e d u c i b l c s   a la
m e c á n i c a c u á n t i c a ? ¿ C ó m o s o n  p o s i b l e s   la s   o t r a s c i e n c i a s   e n u n   u n i 
v e r s o   d e   p u n t o s ?  La teoría física nos   d i c e   q u e s ó l o   e x i s t e n   lo s   p u n 
t o s .   Pero las  o t r a s c i e n c i a s   n o s  d i c e n   q u e  e x i s t e n o t r a s c o s a s :   á t o m o s ,
m o l é c u l a s , c é l u l a s ,  o r g a n i s m o s , p e r s o n a s  y  s o c i e d a d e s .

El   p r o b l e m a   e s q u e p a r e c e   h a b e r   u n a c o n t r a d i c c i ó n :
1 s ó l o   e x i s t e n  l o s   p u n t o s  c u á n t i c o s
2)   l o s á t o m o s   e x i s t e n

Esas  d o s   o r a c i o n e s   s o n   c o n t r a d i c t o r i a s . Si   a f i r m a m o s   q u e l o s á t o 
m o s e x i s t e n ,   e n a d i c i ón a l o s   p u n t o s   c u á n t i c o s ,  e n t o n c e s   la   o r a 
c i ó n 1) e s   f a l s a .  El  p r o b l e m a c o m i e n z a   a   d e s a p a r e c e r c u a n d o
c o n s i d e r a m o s  q u e 3 ) t a m b i é n e s   v e r d a d e r a :

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 155/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o  I X . E L   PROBLEMA  D E L O S   PUNTOS:  L A C I E N C I A

3)   l o s á t o m o s e s t á n   h e c h o s   s ó l o d e   p u n t o s   c u á n t i c o s .

En   o t r a s p a l a b ra s , c u a n d o a f i r m a m o s  q u e l o s á t o m o s o la s m o l é c u 
la s   o l as c él ul as   e x i s t e n ,  n o   e s t a m o s a f i r m a n d o   q u e   e x i s t e n   e n   a d i 
c i ó n a l o s   p u n t o s , p o r q u e s e n c i l l a m e n t e   e s t á n   c o m p u e s t o s  d e
p u n t o s .   La teoría física no nos   d i c e   q u e l a s   sillas   n o   e x i s t e n , s i n o
m ás   b i e n   q u e   e l l a s ,  y   t o d a s   la s   o t r a s c o s a s ,  e s t á n   c o m p u e s t a s   s ó l o
d e p u n t o s  c u á n t i c o s ( o d e l a s p a r t í c u l a s s u b a t ó m i c a s   p o s t u l a d a s
p o r   la teoría).
Este p u n t o  e s  c o n f u s o d e b i d o  a la n o c i ó n d e r e d u c c i ó n o n t o l ó g i c a .
É s t a   s o s t i e n e   q u e l a s   e n t id a d e s p o s t u l a d a s   p o r u n a te o ría s e   r e d u 
c e n   a las   e n t i d a d e s p o s t u l a d a s   p o r   o t r a ,  c u a n d o   la s   p r i m e r a s   s e

p u e d e n e x p l i c a r   e n t é r m i n o s d e la s   s e g u n d a s .  Po r   e j e m p l o ,  e l   c a l o r
se   p u e d e e x p l i c a r   e n t é r m i n o s d e l a e n e r g í a c i n é t i c a d e l a s m o l é c u 
las,   y   e s t o s i g n i f i c a   q u e e l   c a l o r   h a   s i d o r e d u c i d o -  a   m o v i m i e n t o
molecular.
É s t a   p u e d e   s e r u n a   m a n e r a c o n f u s a   d e   c a r a c t e r i z a r   la s   e x p l i c a 
c i o n e s   c i e nt í f i c as ,   p o r q u e   l a r e d u c c i ón n o e s u n a c u e s t i ó n d e   r e d u 
cir  u n a  ser ie   d e  e n t i d a d e s   a  o t r a .  C o m o v i m o s  e n e l c a p í tu l o  a n t e r i o r ,
la   r e d u c c i ó n e s u n a r e l a c i ó n   e n t r e   d o s   s e r i e s   d e   o r a c i o n e s ,  n o d e
c o s a s .   E s u n a r e l a c i ó n s e m á n t i c a . E n   o t r a s p a l a b r a s ,  e n   l u g a r   d e
d e c i r   "e l  c a l o r   s e   r e d u c e   a   m o v i m i e n t o m o l e c u l a r " , d e b e m o s d e c ir
q u e   la s   o r a c i o n e s   a c e r c a   d e l   c a l o r p u e d e n r e d u c i r s e  a   o r a c i o n e s
a c e r c a   d e l  m o v i m i e n t o m o l e c u l a r .
La   r e s p u e s t a   a   n u e s t r o p r o b l e m a o r i g i n a l  e s   c o m o s i g u e :   u n a
silla   e s t á   h e c h a   d e   p u n t o s   c u á n t i c o s ; ¿ e s a   s i l l a   e s m á s q u e e s o s
p u n t o s ?  La   r e s p u e s t a   " n o "  p a r e c e   o m i t i r  a l g o , p o r q u e p a r a   q u e
u n a   c o l e c c i ó n d e   p u n t o s  c u á n t i c o s s e a u n a   s i l l a , t i e n e  q u e e s 
t a r   i n c r e í b l e m e n t e   o r g a n i z a d a .  P e r o l a   r e s p u e s t a s í"   t a m p o c o   w

e s   c o r r e c t a :  n o h a y   n i n g u n a   c o s a   a d i c i o n a l i n v o l u c r a d a .   La   s i l l a
e s l o s   p u n t o s  c u á n t i c o s e n u n a   f o r m a  u o r g a n i z a c i ó n   e s p e c i a l .
P e r o l a   f o r m a  ( u o r g a n i z a c i ó n ) n o e s u n   c o m p o n e n t e a d i c i o n a l
d e   la   s i l l a .  N o e s u n a   c o s a   e n a d i c i ó n a l o s á t o m o s ( ve r c a p ít u lo
Víi).
S i g u i e n d o   a A r i s t ó t e l e s ,  p o d e m o s d i s t i n g u i r e n t r e f o r m a   y  m a t e 

ria.   La   m a t e r i a   e s l o s   p u n t o s ,  la   f o r m a   es la   m a n e r a c o m o   e s t á n

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 156/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
158 INTRODUCCIÓN  A L A   PRÁCTICA  D E LA   FILOSOFÍA

o r g a n i z a d o s .  U n o b j e t o e s m a t e r i a e n u n a f o r m a p a r t i cu l a r .  P e r o ,   y
esta es la clave, la forma no puede ser pensada como una materia o
c o n s t i t u y e n t e  a d i c i o n a l . N o p u e d e p e n s a r s e c o m o u n c o n s t i t u y e n 
t e ,  p o r q u e e n t o n c e s   requeriría  e n sí m i s m a u n a f o r m a , y a s í h a s t a e l
infinito.

CONCLUSIÓN
Para  c o n t r a a t a c a r la a p a r e n t e m e n t e   fría  i m a g e n d e l u n i v e r s o o f r e c i 
d a p o r l a s c i e n c i a s   físicas,   n o n e c e s i t a m o s p o s t u l a r la e x i s t e n c i a d e
f a n t a s m a s , c u e r p o s a s t r a l e s ,  e s p í r i t u s ,  s i g n i f i c a d o s , v a l o r e s ( a u n s i
a l g u n a s d e   esas  c o s a s   e x i s t e n ) .  Sólo  n e c e s i t a m o s la p o s i b i l i d a d d e

d e s c r i b i r  la s   c o s a s   m a t e r ia l e s d e m a n e r a s e n t i m e n t a l , e s p i r i t u a l ,
s i g n i f i c a t i v a  o e v a l u a t i v a . N o t e n e m o s q u e s u p o n e r q u e   e s t a s   d e s 
c r i p c i o n e s m ás i n t e r e s a n t e s t i e n e n q u e r e d u c i r s e a a l g u n a s d e s 
c r i p c i o n e s e n   términos  d e p u n t o s   c u á n t i c o s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 157/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

APÉNDICE

CÁLCULOS
A . 1 ien ip o
S u p o n g a m o s q u e  el univers o tiene   20  mil millones de   años.
30

s. s q ue e l   período  más c or to de tie m po (T-instante) es  x  I O'


Sseupo ngamo  3
gundo

a)   T =   2 x   10'°años

b)   1 año = 3 x  107  se gundo s

c)   I  se g un d o = y x   10   T-instantes 36

d)   T = 2 x  10 T-instantes

En otras palabras,  el uni ve rso ha e x i st i do durant e   20 a la po t e nci a de   53


instan tes de t iem po (T-instantes).

B hspnclo
S u p o n g a m o s q u e  el rad io del Universo   (R) es d e   20  mil millones de   a ñ os

luz  (AL).  Un año luz  es la distancia que   la luz recorr e en un año.
S upo ngamo s q ue   el  trozo   de espa cio más   pequeño   (E-trozo)   es d e   10~<5
me tr o s .
a)   R = 2  x 1010  AL
b )  I AL  =  I0*  m R

i c)   I m = 10 E-trozos
d)   R = 2 x  10 '  E-trozos
e)   V =-4-71 R' = 4,2  R 3

f)  V -  4,2 (2 x  I 0 )   E-trozos 61 3 3

g)   V =  33.6  x  | 0 " ° * '  E-trozos g 3

En otras palabras,   el uni ve rso t i e ne un v o l um e n  de 33  a la potencia  de


226.981  E-trozos cúbicos.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 158/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 159/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  X
M O R A L I D A D  S I N  A U T O R I D A D E S

E s u n a   n o c h e o s c u r a ; o c u r r e   u n  a s e s i n a t o .  El  c r i m i n a l  n o   t i e n e   n i n 
g u n a   r az ó n   e s p e c i a l p a r a m a t a r   a s u v í c ti m a ,   e x c e p t o   q u e n o le   g u s 
ta .   ¿ S e r ía é s ta u n a a c c i ó n   m o r a lm e n t e   m a l a ? T a l v e z   t o d o   e l  m u n d o
e s t é d e   a c u e r d o   e n q u e sí. E s t o n o s   t r a e   u n   p r o b l e m a :  ¿ q u é h a c e
q u e   u n a a c c i ó n s e a   m o r a l m e n t e   m a l a ? L a   p r e g u n t a  e s   i m p o r t a n t e ,
p o r q u e  s i n o   s a b e m o s  q u é h a c e a u n a a c c i ó n   m o r a l m e n t e c o r r e c t a
o i n c o r r e c t a ,   n o   p o d e m o s e s p e r ar r e s p u e s t a s  a   c u e s t i o n e s   ét i c as
i n q u i e t a n t e s c o m o   la   e u t a n a s i a ,  o l o s   e x p e r i m e n t o s   g e n é t i c o s c o n
embriones.
¿ Q u é h a c e a u n a a c c ió n   m o r a l m e n t e i n c o r r e c t a ?  H e a q u í  a l g u n a s
d e   la s   r e s p u e s t a s   q u e s e   d i s c u t e n u s u a l m e n t e :
1 .  C a d a   p e r s o n a t i e n e   s u   p r o p i a  o p i n i ó n , c a d a   c u a l p u e d e d e c i d i r
p o r   sí  m i s m o   q u é e s   c o r r e c t o   e   i n c o r r e c t o .  P o r l o  t a n t o ,  X e s m o 
r a l m e n t e m a l o   si y sólo si X está en   d e s a c u e r d o   c o n l o s   v a l o r e s
a c e p t a d o s   p o r la   p e r s o n a a p r o p i a d a ( s u b j e t i v i s m o ) .
2.   C a d a   c u l t u r a   o   s o c i e d a d p u e d e d e c i d i r   p o r s í  m i s m a , p o r q u e   l o q u e
e s   c o r r e c t o   e n u n a   c u l t u r a p u e d e   n o   s e r l o   e n   o t r a .  P o r e s o , X e s
m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o   si y sólo si X está en   d e s a c u e r d o   c o n l o s
v a l o r e s a c e p t a d o s   p o r la   s o c i e d a d a p r o p i a d a ( r e la t i v is m o c u l t u r a l ).
3.   La   e s e n c i a   d e la   m o r a l i d a d   está   c o n s t i t u i d a   p o r l o s   m a n d a t o s   d e
D i o s .   X e s   i n c o r r e c t a   s i y s ó l o s i n o e s t á d e   a c u e r d o   c o n la s ó r d e 
n e s   d e   D i o s  ( t e o r í a d e l a s ó r d e n e s d e   D i o s ) .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 160/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

162 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  D E LA   FILOSOFÍA';

4 .   L as p e r s o n a s t i e n e n d e r e c h o s n a t u r a l e s i n h e r e n t e s q u e p u e d e n '
i n v o l u c r a r s e o n o e n l a l e y c o m o d e r e c h o s l e g a l e s .   S e g ú n   esta teo-.^
ría, una   a c c i ó n  X e s m o r a l m e n t e m a l a s i y  s ólo   si vi o l a al guno s de J
l o s d e r e c h o s m o r a l e s n a t u r a l e s   (teoría   d e l o s d e r e c h o s m o r a l e s ) , j
E s t a s   t e o r í a s   so n i n c o m p a t i b l e s . A u n q u e a m e n u d o   e s t á n   de acuer-^
d o e n q u é a c c i o n e s s o n i n c o r r e c t a s , a l g u n a s   v e c e s   n o l o   e s t á n .  En . T

c o n s e c u e n c ia , s o n in c o m p a t i b l e s .   A d e m á s,   o f r e c e n d i f e r e n t e s r a 
z o n e s p a r a e x p l i c a r p o r q u é u n a   a c c i ó n   e s i n c o r r e c t a . La e v i d e n c i a '
q u e d e b e m o s d a r p a r a p r o b a r q u e a l g o e s m a l o   varía   d e a c u e r d o  \
c o n   c a d a  u n a d e l a s r e s p u e s t a s , y p o r e s o s o n i n c o m p a t i b l e s . E n   ;

o t r a s p a l a b r a s , o f r e c e n d e f i n i c i o n e s r iv a l es d e l o q u e c u e n t a c o n x T
u n a   a c c i ó n   m o r a l m e n t e b u e n a o m a l a . C u a l q u i e r a d e   e s a s   definí-.'í
c i o n e s e x c l u y e   a u t o m á t i c a m e n t e   a la s o t r a s p o r q u e e s t a b l e c e c o n - .
d i c i o n e s   n e c e s a r i a s   y s u f i c i e n t e s p a r a q u e u n a   a c c i ó n   sea.Í
m o r a l m e n t e b u e n a o m a l a ( c o n la s p a l a b r a s " s i y  s ó l o   s i " ) .  E s t o   :
i m p l i c a  q u e s i u n a p e r s o n a p i e n s a q u e u n a d e l a s   t e o r í a s  e s c o r r e c 
t a ,  d e b e p e n s a r q u e l a s o t r a s t r e s s o n   e r r ó n e a s .
Para   c o m p r e n d e r l a   ética,   d e b e m o s e x a m i n a r  e s t a s   t e o r í a s   una a
una; debemos analizar los argumentos y las consideraciones en
f a v o r y e n c o n t r a d e   c a d a   u n a . S i n e m b a r g o ,  p e r m í t a n m e   q ue se a
s i n c e r o d e s d e e l  p r i n c i p i o  y d i g a q u e   a r g u m e n t a r é  q u e t o d a s  e s t á n *
e q u i v o c a d a s . N o o b s t a n t e , l u e g o   a m p l i a r é   la   lista.
•i

SUBJETIVISMO |
L a p r i m e r a   c o n c e p c i ó n   e s l la m a d a s u b j e t i v i s m o . El p u n t o c r u c i a l ^
p a r a d e s t a c a r d e e l l a e s q u e n i e g a q u e   h a y a   r e s p u e s t a s   objetivas  a j
la s p r e g u n t a s s o b r e l o q u e e s c o r r e c t o e i n c o r r e c t o . N o h a y  res-J
p u e s t a s v e r d a d e r a s o f a l s a s   ( v o l v e r é  m á s t a r d e s o b r e l o q u e s i g n i f i c a
c a e x a c t a m e n t e e l   t é r m i n o   " o b j e t i v o " ) .  1
9
E n f a v o r d e e s t a   t e o r í a :  c a d a   p e r s o n a t i e n e s u p r o p i a   o p i n i ó n ,  y j
c a d a  u n o d e n o s o t r o s t i e n e q u e d e c i d i r p o r s í m i s m o . D e  o t r a |
m a n e r a , o t r o s   d e c id ir í a n   p o r m í , y n a d i e p u e d e h a c e r e s o .   Además,J
l a s p e r s o n a s t i e n e n d i f e r e n t e s o p i n i o n e s   a c e r c a   de lo que es bue-2j
n o o m a l o : l o q u e es b u e n o p a r a m í p u e d e s er m a l o p a r a u s t e d y j
p o r  e s o n o h a y m o r a l i d a d u n i v e r s a l . A d i c i o n a l m e n t e , u n a m o r a l i d a d |

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 161/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  X .  M O R A L I D A D  S I N   AUTORIDADES 163

a b s o l u t a e s   i n f l e x i b l e ;  n o t i e n e e n c u e n t a l a s s i t u a c i o n e s d e c a d a
persona.

Las   réplic s
H a y m u c h o s p u n t o s   aquí,  t o d o s m e z c l a d o s ;  considerémoslos  u n o
a uno.

C a d a   persona  tiene  sn propia  o p i n i ó n :


C u a n d o a f i r m a m o s q u e c a d a q u i e n t i e n e s u s p r o p i o s v a lo re s * m o r a 
l e s , o s u p r o p i a   o p i n i ó n ,   ¿qué  s i g n i f i c a ?  ¿Qué  e s t e n e r u n a   opinión
o acep tar un valor m oral? Con side rem os los siguientes pasos:

a. A c e p t o q u e e l a s e s i n a t o e s m a l o o , e n m i   o p i n i ó n ,   m a t a r e s m a l o .
b. Creo que matar es malo.
c. Creo que "matar es malo" es verdad.

De a c u e r d o c o n e l c a m i n o d e l a r g u m e n t o a) a l b ) , a c e p t a r u n v a l o r o
t e n e r u n a   opinión  i m p l i c a c r e e r a l g o . " N o m a t a r  h a c e   p a r t e d e m i
m o r a l "  i m p l i c a q u e y o c r e o q u e e s m a l o m a t a r .   P e r o ,  d e a c u e r d o c o n
el paso de b) a c), la  oración  " c r e o q u e p " e s e q u i v a l e n t e a " c r e o q u e
'p '  e s v e r d a d " , q u e e s   también  e q u i v a l e n t e a " c r e o q u e ' n o p ' e s
falsa". En otras palabras, los conceptos de creencia, verdad y false
d a d s o n s i a m e s e s   t r i p l e s ;  n o p u e d e n s e p a r a r s e . L a e s e n c i a d e l a s
creencias es que pueden ser verdaderas o falsas. Llamarlas meras
o p i n i o n e s n o p u e d e r o m p e r e l  e s l a b ó n .  C u a l q u i e r   opinión  p u e d e
s e r f a l s a . P o r e s o , u n s u b j e t i v i s t a n o l o g r a n a d a c u a n d o , c o n e l  p r o 
pósito  d e p r o t e g e r s e d e l e rr o r , d i c e "e s   sólo  m i  o p i n i ó n ".  Las   o p i 
niones no pueden divorciarse de la verdad y la falsedad.
L a f r a s e " e n m i   o p i n i ó n "  p u e d e p o n e r s e a l f r e n t e d e c u a l q u i e r a
d e n u e s t r a s a f i r m a c i o n e s ; a " t e n g o u n a n a r i z " , u n o p u e d e a g re g a r
" e n m i   o p i n i ó n ".   T o d o l o q u e u n o d i c e e s u n a   expresión  d e n u e s 
tra   o p i n i ó n ,   a m e n o s q u e m i n t a m o s . S in e m b a r g o , n o p o d e m o s
u t i l i z a r   es a f r a s e p a r a p r o t e g e r l o q u e d e c i m o s d e la fa l s e d a d . A u n
u s á n d o l a ,   l o q u e d e c i m o s p u e d e se r fa l s o . La s o p i n i o n e s , c o m o
la s c r e e n c i a s , a p u n t a n a la v e r d a d p e r o p u e d e n f a l la r ; p u e d e n s e r

falsas.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 162/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
164 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

2 L a   gente  tiene  d i f e r e n t e s  o p i n i o n e s
El h e c h o d e h a b e r d i f e r e n t e s c o n c e p c i o n e s s o b r e l o q u e e s m o r a l ^
m e n t e m a l o i m p l i c a la a u s e n c i a d e ju i c i o s m o r a l e s o b j e t i v o s . ' S i n ;
e m b a r g o ,  e s t e   a r g u m e n t o n o e s   v á l i d o .   L e fa l t a u n a p r e m i s a :

rgumento  1
1 .  H a y d e s a c u e r d o   a c e r c a   d e l o q u e es m o r a l m e n t e c o r r e c t o o ;

i n c o r r e c t o .  i

3. Por lo   t a n t o ,  o b j e t i v a m e n t e n o h a y a c t o s m o r a l m e n t e c o r r e c t o s
o incorrectos.
A   e s t e   a r g u m e n t o , p a r a q u e s e a   v á l i d o ,  l e f a l t a u n a p r e m i s a . L a p r e 
misa perdida es:

2 . H a y o b j e t i v i d a d   sólo  s i h a y a c u e r d o .
El p r o b l e m a e s q u e l o q u e r e q u i e r e e s t a p r e m i s a e s f a l s o . La u n a n i 
m i d a d n o e s u n r e q u i s i t o d e la o b j e t i v i d a d . N o h a y u n a c u e r d o t o t a l
a c e r c a   d e n a d a . A l g u n a s p e r s o n a s p i e n s a n q u e la T i e r ra e s p l a n a ,
p e r o e s o n o s ig n i f ic a q u e n o h a y a   ningún  h e c h o o b j e t i v o c o n c e r 
n i e n t e a la f o r m a d e l p l a n e t a . C o n s i d e r e m o s la t e s i s d e E i n s t e i n
según  l a c u a l n a d a p u e d e v i a j a r m á s   rápido  q u e la luz. Es ve r d a d e r a
o f a ls a , y l o e s i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e l o q u e la g e n t e p i e n s a . El
d e s a c u e r d o n o le d a e l  carácter  d e s u b j e t i v o a  e s t e   a s u n to . »*
.í  i

3. Ni l i a y   realas  i n ó r l e s  universales
E s t o   s i g n i f i ca q u e n o h a y re g la s u m v e r s a l m e n t e a c e p t a d a s . E so e s ]
v e r d a d . La i d e a , u n a ve z m á s, es q u e h a y d i s c o r d i a . S in e m b a r g o ; f
c o m o v i m o s ya e n e l a r g u m e n t o u n o , e s t o n o e s e v i d e n c i a e n f a v o r
d e l s u b j e t i v i s m o . La m a g n i t u d d e l d e s a c u e r d o n o e s r e l e v a n t e .

4 . L o q u e es   b u e n o  para  n rí  puede  n o  serlo  para  olro


La   expresión  c r u c i a l aquí  e s " p a r a m í". E s a m b i g u a , o t i e n e d o s s e n t i 
d o s .  P r i m e r o , p u e d e s i g n i f i c a r   según  y o " .  Pero   ésa e s o t r a m a ne r a d e
decir "en mi   y ya la hemos considerado. Implica objetividad
  opinión",

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 163/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  X . M O R A L I D A D S I N A U T O R I D A D E S 165

e n l u g a r   d e   n e g a r l a , p o r q u e c r e e n c ia - v e r d a d - f a l s e d a d f o r m a n   u n
trío   i n s e p a r a b l e .
S e g u n d o ,  l a e x p r e s i ó n   " p a r a   m í"   t i e n e   u n u s o  p e r f e c ta m e n t e   o b 
j e t i v o .  Po r   e j e m p l o , c u a n d o   u n d i a b é t ic o   d i c e e l a z ú c a r e s   m a l o
  u

p a r a   mí", está   a f i r m a n d o   q u e   o b j e t i v a m e n t e   e l az úc ar e s   m a l a p a r a
él ,   q u e   ti e n e e fe c t o s n o c i v o s   e n u n a   p e r s o n a p a r t i c u l a r ,  él. El azúca r
p u e d e   n o   t e n e r  e s o s   e f e c t o s   e n   o t r a p e r s o n a .  E s o n o e s l o   m i s m o
q u e a f i r m a r   q u e e n m i o p i n i ó n , o s e g ú n y o , e l a z ú c a r e s   m a l a .  En
o t r a s p a l a b r a s :   " s e g ún y o e l az úc ar e s   m a l a "  e s m u y  d i fe r e n t e   d e " e l
az úc ar e s   m a l a p a r a   mí".

5 . L a   m o r a l i d a d  n o es a b s o l u t a
É r a s e u n a v e z u n  h o m b r e  q u e s e n e g ó a   ca m i n a r p o r q u e  h a b ía   a p r e n 
d i d o   q u e l a   Tie r r a   n o   e s t a b a   fija  n i  a p o y a d a   e n   n a d a   e n e l  e s p a c i o .
Él se   q u e j a b a ,  " ¿ c ó m o   p u e d o e s p e r a r c a m i n a r   e n l a   T i e r r a   s i n o
t i e n e a p o y o   y, lo   p e o r , s i e m p r e   e s t á e n   m o v i m i e n t o ? " C u a n d o   v i o a
o t r a   p e r s o n a c a m i n a n d o ,   s e q u e d ó   p a s m a d o :  " ¿ c ó m o   p u e d e u s t e d
h a c e r l o ?  La   Tie r r a   e s t á e n   c o n s t a n t e m o v i m i e n t o ,  y aún   p e o r ,  está
s u s p e n d i d a ;   c a r e c e d e   a p o y o   e n e l v ac í o " . E l  o t r o   h o m b r e   frunció el
c e ñ o y c o n t e s t ó :   " U s t e d   q u i e r e f u n d a m e n t o s a b s o l u t o s .   Su   e r r o r
c o n s i s t e   e n   p e n s a r   q u e la   f a l t a   d e   f u n d a m e n t o s a b s o l u t o s   e s l o
m i s m o   q u e u n a   f a l t a a b s o l u t a  d e   f u n d a m e n t o s " .
É s t e e s u n   e r r o r s i m i l a r   a l d e   p e n s a r   q u e s ó lo l o   a b s o l u t o f u n c i o 
na   y que la única   a l t e r n a t i v a   d e l o   a b s o l u t o   es la   s u b j e t i v i d a d .  El
o p u e s t o   d e   a b s o l u t o   e s   r e l a t i v o ,  y e l   o p u e s t o   d e   o b j e t i v o   e s   s u b j e 
t i v o .  En   o t r a s p a l a b r a s ,  e l  c o n t r a s t e a b s o l u t o - r e l a t i v o  e s   d i s t i n t o   d e
la   o p o s i c i ó n   o b j e t i v o - s u b j e t i v o . En   c o n s e c u e n c i a ,  l o s   j u i c i o s m o r a 
l e s p u e d e n   s e r   o b j e t i v o s   s i n q u e s e a n   a b s o l u t o s .  P u e d e n se r   o b j e t i 
v o s , p e r o r e l a t i v o s   a las   c i r c u n s t a n c i a s .
"La   m o r a l i d a d   e s   a b s o l u t a " a f i r m a   q u e n o   d e p e n d e   d e   n i n g u n a
o t r a   c o s a .  É s t a e s u n a o r a c i ó n   f a l s a , p o r q u e   l o q u e e s   m o r a l m e n t e
i n c o r r e c t o  p u e d e d e p e n d e r   d e l  c o n t e x t o   o l a s i t uac i ó n. S i n   e m b a r 
g o ,   n e g a r  q u e e s   a b s o l u t a   n o   s i g n i f i c a   q u e s e a   s u b j e t i v a . A m b o s ,
s u b j e t i v i s m o   y   a b s o l u t i s m o , p u e d e n e s t ar e q u i v o c a d o s .
Este  p u n t o   e s   i m p o r t a n t e p o r q u e a lg u n o s  filósofos   a r g u m e n t a n

q u e   e l  r e c h a z o   d e   v a l o r e s a b s o l u t o s s i g n i fi ca  q u e   d e b e m o s   e s c o g e r

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 164/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

166 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

n o s o t r o s m i s m o s l o q u e e s c o r r e c t o o i n c o r r e c t o . La m u e r t e d e l o s
v a l o re s a b s o l u t o s i m p l i ca q u e d e b e m o s a b r a z a r el s u b j e t i v i s m o .  Esta
es la   posición  d e N i e t z s c h e y d e l e x i s t e n c i a l i s m o .  Pero   e s t o   supondría
q u e l o a b s o l u t o y l o s u b j e t i v o s o n o p u e s t o s . Ig n o r a la p o s i b i l i d a d : o b 

j et i v o   p e r o n o a b s o l u t o .   P o d e m o s   r e c h a z a r t a n t o u n a   concepción  a b 
s o l u t a  c o m o u n a   concepción  s u b j e t i v a d e l a m o r a l i d a d .
¿Qué  s i g n i f i c a " o b j e t i v o " ? E n   e s t e   c a s o ,   t i e n e u n s ig n i f ic a d o p r e c i 
s o : l o s j u i c i o s d e v a l o r p u e d e n s e r v e r d a d e r o s o f a ls o s .  E s t o   nie g a e l
a d a g io "a s í p ie n s a , a sí e s ". I m p lic a q u e un ju icio d e va lo r e s fa ls o o
v e r d a d e r o i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e l o q u e la p e r s o n a p i e n s e s o b r e e l
j u i c i o   o d e l o q u e d e c i d a   a c e r c a   de él.  (Pero  t e n g a c u i d a d o : e n o t r a s
áreas  d e l p e n s a m i e n t o , y e n o t r o s   capítulos  d e   e s t e   lib ro ,  e l  término
" o b j e t i v o "   t i e n e o t r a s a c e p c i o n e s . En c i e n c i a , " s er o b j e t i v o " s i g n i fi c a
s e r i m p a r c i a l . E n l a   filosofía  de la   p s i c o l o g í a ,   s i g n i f i c a s i n   relación
c o n e l s u j e t o . E n   metafísica  s i g n i f i c a   d e s d e   u n p u n t o d e v i s t a , o a u n
d e s d e   u n p u n t o d e v is ta a b s o l u t o . Po r l o   t a n t o ,  n o e s t o y d i c i e n d o
q u e l a s o r a c i o n e s m o r a l e s  s e a n   o b j e t i v a s e n e s t o s o t r o s s e n t i d o s . )
La o b j e t i v i d a d d e l o s j u i c i o s d e v a l o r e s e q u i v a l e n t e a la id e a d e
q u e p o d e m o s   h a c e r   j u i c i o s e q u i v o c a d o s . C u a n d o a l g u i e n a f ir m a " e s o
e s c o m p l e t a m e n t e s u b j e t i v o " ,  ¿qué  e s l o q u e   n i e g a ?  Está  n e g a n d o
la p o s i b i l i d a d d e e r r o r.   Está  n e g a n d o q u e l o s j u i c i o s d e v a l o r s e a
p r o p i a m e n t e j u i c i o s e n a b s o l u t o , p o r q u e s e n ie g a a u s a r la s c a t e g o 
rías  " v e r d a d e r o " y " f a l s o " e n   relación  c o n e l l o s .
En resumen:
- Los juicios de valor so n obje tivo s, no sub jetivo s, po rqu e lo que '
e s v a l o r a b l e n o d e p e n d e d e n u e s t r a s  c r e e n c i a s a c e r c a  d e e l l o s .
El   c r e e r   q u e a l g o e s b u e n o n o l o   h a c e   b u e n o .  P o d e m o s   e s t a r
e q u i v o c a d o s .  ¿i
- Los juicio s de valor so n relativos, no abs olu to s, po rqu e lo que es
valioso o bueno depende de factores circunstanciales.

6 .   N a d i e  puede  i m p o n e r m e  sus  decisiones


El t e m o r e s q u e a l g u i e n t r a t e d e c o n t r o l a r l o , d e d e c i r l e q u é  h a c e r   e n
n o m b r e d e l a m o r a l i d a d . En v is t a d e q u e  debemos  c o n t r o l a r n u e s t r a   p r o 

p ia  v i d a , e l t e m o r n o s l le v a a r e c h a z a r la o b j e t i v i d a d . S in e m b a r g o , ,

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 165/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  X .  M O R A L I D A D  S I N  AUTORIDADES 167

t o m e m o s   la  afirmación de q u e   sería  i n c o r r e c t o f o r z a r  la m o r a l i d a d ;


la   afirmación de qu e la g e n t e   debe  c o n t r o l a r  su  p r o p i a v i d a ;  la a f i r 
mación  de que o t r o s   no deben  d e c i r m e   qué  h a c e r .  Si  t o d a s   e s t a s
a f i r m a c i o n e s p r e t e n d e n   ser v e r d a d e r as , e n t o n c e s r e a l m e n t e p r e s u 

p o n e n  la o b j e t iv i d a d  de  l o s j u i c i o s  de v a l o r . N o p u e d e n   u s a r s e   c o m o


a r g u m e n t o s   en c o n t r a . En  c o n s e c u e n c i a ,  el  t e m o r  e s l e g í ti m o ,   p e r o
n o l e g i t i m i z a  la  conclusión  de q u e   los j u i c i o s  de v a l o r s o n s u b j e t i 
v o s .  No i m p l i c a q u e l o s j u i c i o s  de v a l o r n o p u e d e n   ser   v e r d a d e r o s   o
falsos.
U n o p u e d e a c e p t a r   la o b j e t i v i d a d  de l o s j u i c i o s  de va lo r , y  r e c h a 
z a r t r a n q u i l a m e n t e  e l s e r m o n e o ,  el   a p e d r e a m i e n t o  y el uso a u t o r i 
t a r i o   d e  la m o r a l i d a d p a ra c o n t r o l a r a la s p e r s o n a s .  ¿Porqué?  P o r q u e
l a o b j e t i v i d a d s i g n i f i c a   qu e los j u i c i o s   de  v a l o r   son v e r d a d e r o s   o
f a l s o s , p e r o  el  t e m o r  -a   lo s s e r m o n e s ,  a las p i e d r a s  y a  la s a u t o r i d a 
d e s - c o n c i e r n e   al  c o n t r o l .  J u i c i o s   de  v a lo r o b j e t i v o s   no  i m p l i c a n
c o n t r o l .  N o t i e n e n q u e   ser fo r z a d o s  o  i m p u e s t o s . Es  u n a m a l a i d e a
m o j a r  el  e n c h u f e   e l é c t r i c o ,   p e r o  eso no s i g n i f i c a q u e a l g u i e n   v a y a  a
d e t e n e r l o   si  u s t e d q u i e r e h a c e r l o .
D e b e m o s d i s t i n g u i r  las o r a c i o n e s m o r a le s   de su ejecución o  i m 
posición  por  p a r t e d e l   E s t a d o   o de  policías  i n f o r m a l e s . La  oración
m o r a l :  " u s t e d n o d e b e h e r i r a l  p r ó j i m o " ,  no i m p l i c a q u e a l g u i e n d e b a
o e v i t e q u e   lo h a g a .  Ni i m p l i c a q u e   sería  c o r r e c t o q u e   ese a l g u i e n  lo
c r i t i c a r a   si u s t e d   lo h a c e .  Una c o s a   es q u e   la oración sea v e r d a d e r a ;
o t r a ,   qu e a l g u i e n d e b a i m p o n e r l a .

S i g u i e n d o   en  e s t a   d i r e c c i ó n ,   p o d e m o s d i s c e r n i r   d os p r e g u n t a s :
a)   En  c i r c u n s t a n c i a s   C, ¿sería  c o r r e c t o  el   a b o r t o ?

b)   ¿Debe la ley p e r m i t ir  o  p r o h i b i r  el  a b o r t o  en c i rc u n s t a n c i a s  C?


P o d e m o s   d a r d o s r e s p u e s t a s b i e n d i f e r e n t e s  a  e s t a s   p r e g u n t a s . Por
e j e m p l o ,  el   a b o r t o   podría  ser  i n c o r r e c t o  en C, y aún así la ley no
debería  p r o h i b i r l o ;  debería  p e r m i t i r  qu e las  p e r s o n a s a c t u a r a n  l i 
b r e m e n t e .  Los j u i c i o s m o r a l e s   no i m p l i ca n  su i m p o s i c i ó n .
E s t o s   p u n t o s  se  b o r r a n c u a n d o u s a m o s p a l a b ra s a u t o r i t a r i a s p a ra
d e s c r i b i r  lo qu e se  d e b e h a ce r: ' p r o h i b i d o " , " p e r m i t i d o " , "lo que la

m o r a l i d a d  le o r d e n a h a c e r " .  Tales   e x p r e s i o n e s s u g i e r e n u n a a u t o r i d a d

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 166/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

168 I N T R O D U C C I Ó N A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

q u e i m p o n e . A u n q u e   la   m o r a l id a d p u e d e   s e r  a u t o r i t a r ia   e n   n u e s t r a
s o c i e d a d ,  la   o b j e t i v i d a d   d e l a s   o r a c i o n e s m o r a l e s  n o   i m p l i c a   q ué
d e b a   ser así.

A n á l is i s d e l s u b je t i v i s m o
A l g ú n   s u b j e t i v i s ta   p o d r í a   d e c i r :  " C o n t é s t e m e   e s t o ,  ¿ q ui én   d e c i d e   l o
q u e   e s   b u e n o   y   m a l o , c o r r e c t o   e   i n c o r r e c t o ? "  E s t o s e l o   p u e d e n
h a b e r p r e g u n t a d o   d e s p u é s d e u n a   l a r g a , f r u s t r a n t e  e   i n c o n c l u s a
d i s c u s i ó n   s o b r e   al g ún   a s u n t o m o r a l .  M i  p r e g u n t a   e s : " ¿ me p ag ar á
e l  m i l l ó n d e d ó l a r e s m a ñ a n a , o e l p r ó x i m o m i é r c o l e s ? ¡ R e s p ó n d a 
m e "  U s t e d   n o l o h a rá , p o r  s u p u e s t o .  M i  p r e g u n t a c o n t i e n e   u n a s u 

spuops oi cs ii óc inó, n a  e ss  a fbael rs,a  ,q uu se t elde  hará


p r e s  tpé e rufne c m l l eó nn t ed eb i de ón  l aerne sn.  oC  roems po  o nla
t aim
d e r   m i  p r e g u n t a .
La   p r e g u n t a   d e   quién  d e c i d e   l o q u e e s   c o r r e c t o   o   i n c o r r e c t o t a m 
bién   t i e n e   u n a s u p o s i c i ó n   fa ls a .  A s u m e   u n a c o n c e p c i ó n   a u t o r i t a r i a
a c e r c a   d e l o s   v a l o r e s .  S u p o n e q u e é s to s s o n u n   a s u n t o   d e d e c i s i ó n
d e a l g u n a a u t o r i d a d ,   d e   m a n e r a   a n á l o g a a u n   t r i b u n a l  d e   j u s t i c i a ,
c o n   u n   j u e z   q u e  d e c i d e   l o q u e e s   c o r r e c t o   e   i n c o r r e c t o .  El  p r o b l e m a
d e   q u i é n e s e l  j u e z   s ó l o   s u r g e   s i e s t a   c o m p a r a c ió n c o n e l  t r ib u n a l e s
c o r r e c t a .  Si el sím il es   e q u iv o c a d o , e n t o n c e s   n o h a y r a z ón   p a ra c o n 
t e s t a r   a s u   p r e g u n t a o r i g i n a l . En   l u g a r  d e   p r e g u n t a r  " ¿ q u i é n ? " , u n o
d e b e   p r e g u n t a r  " ¿ q ué? "
Q u i e n e s   a c e p t a n   e l   s u p u e s t o   - l a m e t á f o r a d e l   t r i b u n a l  d e   j u s t i 
c i a - , t i e n e n   q u e   r e s p o n d e r   esa difícil   p r e g u n t a . A l g u n o s d i c e n   q u e
la r e s p u e s t a   e s   D i o s ; o t r o s a f i r m a n   q u e la   c o m u n i d a d   o la   s o c i e d a d ;
y o t r o s , a t e r r a d o s a n t e   la   p o s i b i l i d a d   d e q u e   a l g u i e n   le s   i m p o n g a   l a;
a u t o r i d a d ,   a f i r m a n :  " S o y y o . Y o s o y la   a u t o r i d a d , p o r q u e   y o s o y   é \
úni c o   j u e z  d e l o q u e e s  c o r r e c t o  o  i n c o r r e c t o p a ra   mí". El   s u b j e t i v i s m o ;
c o m i e n z a  c o n l a a c e p t a c i ó n d e u n   p u n t o   d e   v i s t a a u t o r i t a r i o   e n l a
b a s e   d e l a   m o r a l i d a d .  ;1
La   i m a g e n   d e l  t r i b u n a l  d e   j u s t i c i a   e s   i n a d e c u a d a   p o r d o s   r a zo -'
n e s . P r i m e r o , p o r q u e   n o   p o d e m o s d e f i n i r  l o q u e e s   m o r a l m e n t e ;
c o r r e c t o   o   i n c o r r e c t o   e n t é rm i n o s d e l a s   d e c i s i o n e s   d e una aut o r i - ü
d a d .   S i l o h i c i é r a m o s ,   e n t o n c e s   s e r í a   i m p o s i b l e a fi r m a r   q u e l a s '

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 167/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  X .  M O R A L I D A D  S I N   AUTORIDADES 169

d e c i s i o n e s d e l j u e z s o n c o r r e c t a s o i n c o r r e c t a s . S i u n ju e z d e c i d e l o
q u e   está  b i e n y l o q u e   está  m a l , sería  i m p o s i b l e a f i r m a r q u e e l j u e z
h a d e c i d i d o c o r r e c t a o i n c o r r e c t a m e n t e , p o r q u e n o   habría
parámetros   i n d e p e n d i e n t e s p a ra a p e l a r ;  sólo contarían  l a s d e c i s i o 
n e s d e l j u e z . El a r g u m e n t o c o n t r a e l i n t e n t o d e d e f i n i r la m o r a l i d a d
e n   términos  d e la s d e c i s i o n e s d e u n a a u t o r i d a d o u n ju e z , e s c o m o
sigue:

rgumento  2
1 .  Si lo " m o r a l m e n t e m a l o " fu e r a d e f i n i d o e n   términos  d e la s d e c i 
s io n e s d e u n a a u t o r i d a d , e n t o n c e s   sería  i m p o s i b l e a f i rm a r q u e

la s d e c i s i o n e s d e la a u t o r i d a d s o n b u e n a s o m a l a s .
2.   S i e m p r e   e s p o s i b l e a f i r m a r q u e la s d e c i s i o n e s d e u n a a u t o r i d a d
son buenas o malas.

3. Por lo   t a n t o ,  l o " m o r a l m e n t e m a l o " n o p u e d e d e f in i r s e e n   t é r m i 


nos de las decisiones de una autoridad.

Este  a r g u m e n t o t i e n e la fo r m a : s i p e n t o n c e s q , y n o q , p o r lo t a n t o
no p.
E s t o   se a p li c a a c u a l q u i e r i n t e n t o d e d e f i n i r l o q u e es m o r a l m e n 
t e c o r r e c t o o i n c o r r e c t o e n   términos  d e la s d e c i s i o n e s d e u n a a u t o 
r i d a d   - a sí la a u t o r i d a d se a D i o s , u n o b s e r v a d o r r a c i o n a l e i m p a r c i a l ,
u n a c u lt u r a , u n a c o m u n i d a d o el i n d i v i d u o . 50

La i m a g e n d e l t r i b u n a l e s i n c o r r e c t a p o r u n a s e g u n d a   r a z ó n :   e l
e m i n e n t e   físico  r e b e l d e d e c l a r a : " h e d e c i d i d o q u e la   teoría  de la

r e l a t i v i d a d e s p e c i a l d e E in s t e i n e s c o r r e c t a " .   E s t o   n o s i g n i f i c a q u e ,
c o n s u   d e c i s i ó n ,   la   teoría  s e a c o r r e c t a e n a d e l a n t e ; s i g n i f i c a q u e é l h a
l l e g a d o a c r e e r q u e l o e s . La   comisión  d e   ética médica  d e c l a r a :
" h e m o s d e c i d i d o q u e , e n a l g u n o s ca s o s , l a e u t a n a s i a e s c o r r e c t a "
E s o n o s i g n i f i c a q u e e l l o s l a   h a y a n   v u e l t o c o r r e c t a c o n su d e c i 
s i ó n ,  s i n o q u e h a n l l e g a d o a c r e e r q u e l o e s .   " P o d e m o s   d e c i d i r p o r

5 0
  La   ¡dea  d e q u e D io s n o p u e d e e q u i v o c a r s e e x i g e p r e s u p o n e r q u e o b j e t i v a m e n t e É l
está  e n l o c i e r t o , q u e   e s t e   p e n s a m i e n t o i m p l i c a la o b j e t i v i d a d .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 168/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

170 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DF. LA   FILOSOFÍA

n o s o t r o s m i s m o s " s i g n if ic a q u e d e b e m o s f o r m a r n u e s t r a s p r o p i a s
creencias.
S i n e m b a r g o ,   deberíamos  a d v e r t i r u n a d e b i l i d a d e n e l a r g u m e n 
t o   2, a   s a b e r ,  q u e u n s u b j e t i v i s t a t e n a z   podría  n e g a r l a p r e m i s a 2
( " S i e m p r e   e s p o s i b l e a f i r m a r q u e la s d e c i s i o n e s d e u n a a u t o r i d a d
s o n   b u e n a s   o   m a l a s " )   a r g u m e n t a n d o q u e e n r e a l id a d e s i m p o s i b l e
j u z g ar la s d e c i s i o n e s d e la a u t o r i d a d c o m o   b u e n a s   o m a l a s . M á s
a d e l a n t e   argumentaré  e n c o n t r a d e e s t a   o b j e c i ó n .

RHIATIVISMO CULTURAL
El r e l a t i v is t a c u l t u r a l d i c e q u e l o q u e e s m o r a l m e n t e c o r r e c t o o i n 
co rre cto de pe nd e d e los valores que una so cied ad o cultura acepta
o r e c h a z a . E l r e l a t i v i s m o c u l t u r a l   no   d i c e q u e l o q u e e s c o n s i d e r a d o
e n u n a s o c i e d a d c o m o c o r r e c t o p u e d a se r c o n s i d e r a d o i n c o r r e c t o
p o r o t r a .   Ésta  e s u n a   afirmación  v e r d a d e r a e i n o c u a . S in e m b a r g o ,
a l g u n a s   veces  es una de las   b a s e s   d e lo s a r g u m e n t o s e n f a v o r d e l
r e l a t i v i s m o c u l t u r a l .  A d e m á s ,   o t r o a r g u m e n t o d i c e q u e e l r e l a t iv i s m o
c u l t u r a l  e s m á s t o l e r a n t e c o n l a s d i s t i n t a s c u l t u r a s y  s o c i e d a d e s   q u e
otras conce pcion es y por tanto , de be m os aceptarlo.

Análisis
P o d e m o s   s i m p l i f i c a r l a   discusión señalando  l a s s i m i l i t u d e s e n t r e e l
r e l a t i v i s m o c u l t u r a l y e l s u b j e t i v i s m o .   Podríamos  l l a m a r l o
s u b j e t i v i s m o c u l t u r a l . A l i gu a l q u e e l s u b j e t i v i s m o i n d i v i d u a l , s u p e 
d i t a   la   incorrección  m o r a l a l o s v a l o r e s a c e p t a d o s p o r a l g u i e n . En
e s t e c a s o ,   n o d e u n in d i v i d u o , s i n o d e u n g r u p o .   Esto  s i g n i f i c a q u e
la   posición  r e c h a z a la o b j e t i v i d a d m o r a l , c o m o l o  h a c e   el,
s u b j e t i v i s m o .  Hace  q u e lo q u e e s m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o d e p e n d a
de lo que es ace pt ad o po r una cultur a.
La o b j e t i v i d a d , p o r o t r o l a d o , r e qu i e r e e l p r i n c i p i o d e q u e   c r e e r   o
a c e p t a r P n o   h a c e   v e r d a d e r o a P. La o b j e t i v i d a d d e la s o r a c i o n e s
m o r a l e s i m p l i c a q u e   e l l a s   s o n   v e r d a d e r a s   o fa ls as , i n d e p e n d i e n t e 
m e n t e d e l o q u e   algún  g r u p o d e g e n t e p i e n s e ,   d e s e e   o   a c e p t e   de su

verdad o falsedad.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 169/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

Capítulo  X .  M O R A L I D A D  SIN   AUTORIDADES 171

E l r e s u l t a d o d e e s t a   s i m i l i t u d  e s q u e e l a r g u m e n t o d o s m u e s t r a
que el relativismo cultural es falso.

rgumento  2
1.  Si l o " m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o " fu e ra d e f i n i d o e n   términos  de las
d e c i s io n e s d e u n a a u t o r i d a d , e n t o n c e s   sería  i m p o s i b l e a f i r m a r
q u e la s d e c i s i o n e s d e la a u t o r i d a d s o n b u e n a s o m a l a s .
2, S i e m p r e e s p o s i b l e d e c i r q u e la s d e c i s i o n e s d e u n a a u t o r i d a d
son buenas o malas.

3. Por lo   t a n t o ,  l o " m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o " n o p u e d e d e f i n ir s e e n


términos  d e l as d e c i s i o n e s d e u n a a u t o r i d a d .

En e s t e c a s o , l a a u t o r i d a d q u e d e f i n e e s u n a c u l t u r a .  (Para  m á s c l a 
r i d a d ,   p u e d e a y u d a r l a   sustitución  d e " la s d e c i s i o n e s d e " p o r " l o
que es aceptado por").
L a p r e m i s a c r u c i a l e s l a s e g u n d a : e s   lógicamente  p o s i b l e e v a l u a r
lo   q u e e s a c e p t a d o p o r u n a a u t o r i d a d , e n e s te c a s o , p o r la c u l t u r a o
s o c i e d a d .   E s t o   e s v e r d a d p o r q u e c u a l q u i e r j u ez o a u t o r i d a d p u e d e
acertar o equivo carse en lo que acepta. Por eje m plo , una socied ad
p u e d e a c e p t a r l a   discriminación  r a c i a l , e l a s e s i n a t o , l a   t o r t u r a   d e
g r u p o s s o c i a l e s y l a e s c l a v i t u d .   Esas  c o s a s   s o n m o r a l m e n t e m a l as ,
a u n q u e   s e a n   a c e p t a d a s p o r u n a s o c i e d a d . Po r e s o , la s e g u n d a p r e 
misa es correcta.
C o m o   objeción  a e s te a r g u m e n t o , s e p u e d e p r e g u n t a r : ¿quiénes
s o m o s n o s o t r o s p a ra j u z g a r a o t r a c u l t u r a d e e sa   m a n e r a ?  Esta  p r e 
g u n t a   t o c a e l tuétano  d e l a s u n t o . P or s u p u e s t o , n u e s t r o s j u i c i o s s o b r e
o t r a s c u l t u r a s p u e d e n s e r   e r r ó n e o s .  P e r o  é s e e s e x a c t a m e n t e e l  p u n 
t o ,   p o r q u e e s o i m p l i c a q u e l o s ju i c i o s d e v a l o r s o n , después d e   t o d o ,
o b j e t i v o s .  L o c u a l i m p l i c a q u e p u e d e n s e r f a ls o s .
R e g r e s a n d o a l a p r e g u n t a   ¿quiénes  s o m o s n o s o t r o s p a r a j u z g a r
a o t r a c u l t u r a d e e sa m a n e r a ? ", l o q u e e s i m p o r t a n t e n o e s   quién  l o
d i c e , s i n o m á s b i e n e l   contenido  d e l o q u e d i c e , y s i e s v e r d a d e r o o

f a l s o .   P o r e s o , l a p r e g u n t a n o d e b e s e r  ¿quién  t i e n e l a a u t o r i d a d

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 170/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

172 INTRODUCCIÓN  A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

p a r a a p r o b a r l o s j u i c i o s m o r a l e s ? " , s i n o m ás b i e n ,   ¿cuál  es el  c r i t e 


r io   r e l e v a n t e ?" N o d e b e m o s p r e g u n t a r   ¿quién d e c i d e ? ",   s i n o   " ¿ c u á 
l es s o n l o s c r i t e r i o s r e l e v a n t e s ? "

Respuestas
R e g r e s e m o s   b r e v e m e n t e a l o s a r g u m e n t o s q u e e n a p a r i e n c i a   están
en favor del relativismo.

I) L o q u e es c o r r e c t o e n u n a s o c i e d a d p u e d e se r i n c o r r e c t o e n o t r a
Esta  oración  t i e n e d o s s e n t i d o s . P r i m e r o , c o m o v i m o s c o n e l a r 
g u m e n t o u n o , la s d i f e r e n c i a s e n t r e la s s o c i e d a d e s n o b a s t a n p a ra

c o n c l u i r  q u e n o h a y j u i c i o s m o r a l e s v e r d a d e r o s o fa l s o s . El d e s 
a c u e r d o n o i m p l i c a e l s u b j e t i v i s m o , n i q u e la v e r d a d o la f a l s e d a d
d e la s v a l o r a c i o n e s m o r a l e s d e p e n d a d e l o q u e e s a c e p t a d o . N o
t e n e m o s q u e b u s c a r u n   código  m o r a l u m v e r s a l m e n t e a c e p t a d o ,
p o r q u e l o q u e e s v e r d a d n o d e p e n d e d e lo q u e se e s   c r e í d o .  Por
o t r a  p a r t e , l o q u e u n a s o c i e d a d a c e p t a , o t r a p u e d e n o h a c e r l o .
P e r o   " a c e p t a d o " s i g n i fi c a " t e n i d o p o r v e r d a d e r o " , y e s t o i m p l i c a
la objetividad.

En e l s e g u n d o s e n t i d o , la fr a se p u e d e se r p e r f e c t a m e n t e v e r d a 
d e r a .   Puede  se r o b j e t i v a m e n t e v e r d a d e r o q u e e n u n a s o c i e d a d , X
s ea i n c o r r e c t o y q u e e n o t r a n o se a m o r a l m e n t e in c o r r e c t o .   P e r o
sería  a sí p o r q u e la s c o n d i c i o n e s r e l e v a n t e s e n la s d o s s o c i e d a d e s
s o n d i f e r e n t e s , y n o   sólo  p o r q u e e n u n a s o c i e d a d s e   c r e e   q ue X e s
malo y en otra no.
La s c u l t u r a s t i e n e n d i f e r e n t e s c o s t u m b r e s . I m a g i n e u n a s o c i e 
d a d e n la q u e c o m e r m u e r t o s e s u n a m a n e r a d e m o s t r a r l e s r e s p e 
t o .  Es o p u e d e p a r e c e m o s a b e r r a n t e , p e r o n o b a s t a p a r a m o s t r a r
q u e e s m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o .  Para  d e m o s t r a r q u e un a c o s t u m b r e
l o   e s , u n o   tendría  q u e m o s t r a r , p o r e j e m p l o , q u e es o p r e s i v a o
hiriente.
Así, las diferencias en las costumbres no apoyan el relativismo
c u l t u r a l .  A l c o n t r a r i o , m u e s t r a n q u e e s f a ls o , p o r q u e i n v o l u c r a n la
afirmación  d e q u e el j u i c i o m o r a l a p r e s u r a d o " c o m e r p a r i e n t e s m u e r 
tos es malo", es falso.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 171/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p i c u l o   X .  M O R A L I D A D S I N  AUTORIDADES 173

L o q u e e s   i n c o r r e c t o d e p e n d e   d e l a s  c ir c u n s t a n c i a s ,  y en las   d i f e 
r e n t e s c u l t u r a s ,   l o   i n c o r r e c t o p u e d e v a r ia r.  Por lo   t a n t o ,  n o   d e b e 
m o s a b r a z a r   u n a c o n c e p c i ó n   a b s o l u t a   d e l a m o r a l id a d .  S in   e m b a r g o ,
l o   q u e es   m a l o   n o   d e p e n d e   d e l o q u e la   g e n t e   c r e e o   a c e p t a c o m o

i n c o r r e c t o ,  y p o r e s a r a z ó n , e s   o b j e t i v o   y n o   s u b j e t i v o .  En   c o n s e 
c u e n c i a ,   e l   r e l a t i v i s m o c u l t u r a l  e s t á   e q u i v o c a d o .  L o s   j u i c i o s m o r a l e s
p u e d e n   s e r   f a l s o s :  s o n   o b j e t i v o s p e r o   n o   a b s o l u t o s .

2)   El  r e l a t i v i s m o c u l t u r a l  e s   t o l e r a n t e   c o n   o t r a s c u l t u r a s
La   i d e a   e s q u e l a a c e p t a c i ó n d e l   s u b j e t i v i s m o c u l t u r a l  p r o m o v e r í a
u n a g r a n t o l e r a n c i a e n t r e   la s   c u l t u r a s .  E s t o , s i n  e m b a r g o ,  n o   p u e d e
ser   u n   a r g u m e n t o   e n   f a v o r   d e l  s u b j e t i v is m o   c u l t u r a l ,  p o r q u e   e l  p u n 
t o   e s q u e  debemos s e r  t o l e r a n t e s   c o n  o t r a s c u l t u r a s , y e s t e  d e b e r m o r a l
e s   a f i r m a d o c o m o v e r d a d e r o .   P o r l o   t a n t o ,  i m p l i c a   la   o b j e t i v i d a d .
A u n   s i l a a c e p t a c i ó n d e l   r e l a t iv i s m o c u l t u r a l p r o m o v i e r a   la   t o l e 
r a n c i a , e s t o   n o l a   c o n v i e r t e  e n u n a t e o r í a   a d e c u a d a   o   v e r d a d e r a  d e
l a m o r a l i d a d .   P o r e l   c o n t r a r i o ,  l a s u p o s i c i ó n t á c it a d e q u e la   i n t o l e 
r a n c i a   e s   m a l a , d e r r u m b a   la teoría   p o r q u e a p e l a   a l a o r ac i ó n   o b j e t i 
va   " l a   i n t o l e r a n c i a   e s   m a l a " .  En   t o d o   c a s o ,   q u i z á n o   s i e m p r e
d e b e m o s   s e r   t o l e r a n t e s   c o n   o t r a s c u l t u r a s .  Po r   e j e m p l o ,  la   c o m u n i 
d a d m u n d i a l   t o l e r ó   d u r a n t e m u c h o t ie m p o   e l  s i s t e m a r a c is t a  e n
África del Sur, o la   e s c l a v i t u d .

T L O R Í A   DI: LAS   ÓRDLNLS DIVINAS


Esta teoría   s o s t i e n e   q u e la   v o l u n t a d   d e   D i o s d e f i n e   l o q u e e s   i n c o 
r r e c t o .  E s t a d e f i ni c i ó n d e l a   m o r a l i d a d   s e b a s a e n l a   a u t o r i d a d ,  a l
i g u a l  q u e la s d e l  s u b j e t i v i sm o   y e l  r e l a t i v i s m o   c u l t u r a l .  Tr a ta   d e   r e s 
p o n d e r   a la   p r e g u n t a ,  ¿ q u i é n   d e c i d e   l o q u e e s t á  b i e n   o m a l ? A t r á s
a r g u m e n t é q u e   e s ta p r e g u n t a   s e b a s a e n u n a s u p o s i c i ó n   fa ls a ,  a
s a b e r :   q u e l a s   d e c i s i o n e s   d e   a lg u n a a u t o r i d a d d e f i n e n   l o q u e e s
c o r r e c t o  o  i n c o r r e c t o .
Para   m o s t r a r   q u e   e s ta   s u p o s i c i ó n e s   f a l s a , p r e s e n t a m o s   e l  a r g u 
m e n t o   d o s , q u e   m u e s t ra   q u e la t e o ría d e las ó r d e n e s   d i v i n a s   e s   e q u i 
v o c a d a , p o r q u e o f r e ce   una definición de la   m o r a l i d a d   b a s a d a   e n l a

a u t o r i d a d .   Este  p u n t o   es más fácil de   c o m p r e n d e r   s i  c o n s i d e r a m o s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 172/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN   A LA   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

l o   s i g u i e n t e . S u p o n g a q u e a f i r m a m o s q u e D i o s s ie m p r e   h a c e   e l e c 
c i o n e s m o r a l m e n t e c o r r e c ta s .   É s t a   e s u n a   e v a l u a c i ó n   d e l a s d e c i 
s i o n e s d e D i o s q u e i m p l i c a q u e " m o r a l m e n t e c o r r e c t o " no- e s
d e f i n i d o   e n   t é r m i n o s   d e l a v o l u n t a d d e D i o s ; q u e h a y  p a r á m e t r o s

morales inde pen dien tes de su vo lun tad . ¡


El m i s m o p u n t o p u e d e p o n e r s e e n la f o r m a d e u n a fa m o s a d i c o 
t o m í a .   ¿ T i e n e   D i o s a l g u n a   razón   p a r a p r o h i b i r e l  a s e s i n a t o ?  S u p o n g a
que la respuesta es "no". En tal caso, la voluntad de Dios es arbitra
ria,-   i g u a l m e n t e h u b i e r a p o d i d o o r d e n a r q u e n o s   a s e s i n á r a m o s   los
u n o s a l o s o t r o s . S u p o n g a a h o r a e n t o n c e s q u e la r e s p u e s t a e s "s í".
En   e s t e   caso, la   p r oh ib ic ión   d i v i n a d e m a t a r   está   j u s t i f i c a d a p o r o t r a s
r a z o n e s .  Pe r o   e n t o n c e s   e s t a s   r a z o n e s   h a c e n   i n c o r r e c t o e l a s e s i n a t o ,
i n d e p e n d i e n t e m e n t e d e lo q u e D io s p r o h i b a .   E s t o   s i g n i f i c a q u e l a
teoría   de las   ó r d e n e s   d i v i n a s e s f a ls a . E n o t r a s p a l a b r a s , h a y r a z o n e s ,
morales contra el asesinato, razones que Dios percibe y refleja per
f e c t a m e n t e e n s u s   ó r d e n e s .  Pero   s i h a y t a l e s r a z o n e s ,   serían   ellas las
q u e  h a c e n  i n c o r r e c t o e l a s e s i n a t o , y n o l a v o l u n t a d d e D i o s .

D l : R h C I K ) S  MORALHS
La   c o n s t i t u c i ó n   d e u n   p a í s   d e f i n e a l g u n o s d e l o s d e r e c h o s l e g al e s
de sus ciudadanos. Otros los estipulan las cortes y los estatutos.
L o s d e r e c h o s l e g a le s d e u n a p e r s o n a s o n u n a s u n t o   e m p í r i c o   d e f i 
n i d o   p o r l o q u e l a l e y v i g e n t e   s e ñ a l a .   S in e m b a r g o , e s t o s d e r e c h o s
le g ale s d e b e n p r e s u p o n e r s e c o m o u n r e f le j o d e l o s d e r e c h o s m o 
rales o naturales que las personas tienen independientemente de
la le y. P or e j e m p l o , la g e n t e t i e n e e l d e r e c h o m o r a l d e v i v i r a n t e s d e
q u e c u a l q u i e r   c o n s t i t u c i ó n   o le y f u e r a n i d e a d a s . L a n e c e s i d a d   de<
t a l e s d e r e c h o s m o r a l e s s e m u e s t r a   t a m b i é n   en el h ech o de qu e I sn j
c o n s t i t u c i ó n   o la le y l o s p u e d e n r e fl e ja r p o b r e m e n t e . P or e j e m p l o , ;
la   C o n s t i t u c i ó n   d e EE. U U . n o m e n c i o n a e l d e r e c h o a la p r i v a c i d a d . ;
La S u p r e m a C o r t e fu e f o r z a d a a a c e p t a r t a l d e r e c h o e n u n a   d e c M
sión histórica   p o r q u e , e n a p a r i e n c i a ,   existía   e s e d e r e c h o m o r a l a u n
a n t e s d e q u e l a l e y l o r e c o n o c i e r a . L a   t e or í a   d e l o s d e r e c h o s m o r a 
l e s o n a t u r a l e s a f i r m a q u e u n a  a c c i ó n  m o r a l m e n t e m a la d e b e   :

d e f i n i r s e  e n   t é r m i n o s   de la   v i o l a c i ó n   d e ta l e s d e r e c h o s .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 173/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   X .  M O R A L I D A D S IN   AUTORIDADES 175

P o d e m o s   o l e r   l o s   p r o b l e m a s   d e   e s t a   teoría   c u a n d o c o n s i d e r a 
m o s   la   p r e g u n t a :  ¿ q u é e s   t e n e r   u n   d e r e c h o m o r a l?  C o m p a r é m o s l a
c o n   l a af i r mac i ó n t e n g o   u n p a ñ u e l o " . P u e d o   m o s t r a r   m i p a ñ u e l o y
  u

d e s c r i b i r  s u u b i c a c i ó n y t a m a ñ o . P e r o n o   p u e d o h a c e r l o   c o n e l d e 

r e c h o   m o r a l.  C o m p a r é m o s l o t a m b i én c o n la a fir m a c ió n d e q u e  t e n g o
u n d e r e c h o l e g a l.  Para   e x p l i c a r   l o q u e   q u i e r o d e c i r   c o n   e s t o , p u e d o
s e ñ a l a r l a s s e c c i o n e s   r e l e v a n t e s   d e la l e y q u e   e s p e c i f i c a n   e l   d e r e 
c h o l e g a l .  P e r o l o s  d e r e c h o s l e g al es   n o s o n e l a s u n t o .  El  a s u n t o   s o n
l o s d e r e c h o s m o r a l e s .   ¿ C ó m o   p u e d o m o s t r a r lo s ?
P o d e m o s   p e n s a r   q u e l o s  d e r e c h o s   s o n   o b j e t o s in m a t e r ia l e s .  P e r o
e n t o n c e s   l o   i n v i t o  a  r e f l e x i o n a r s o b r e n u e s t r a  d i s c u s i ó n a c e r c a d e
l o s o b j e t o s i n m a t e r i a l e s   e n e l c a s o d e l  d u a l i s m o .  ¿ C ó m o e s   p o s i b l e
e x p li ca r p o s t u l a n d o   u n a c o s a   i n m a t e r i a l ? ;  ¿ c óm o   e x p l i c a r c o s i f i c a n -
d o ?  N o e s   p o s i b l e . C o n s i d e r e m o s   e l  s i g u i e n t e c a s o . A l g u i e n a m e 
n a z a   s u   v i d a   y la única   m a n e r a   d e   e v i t a r l o   e s q u e   u s t e d m a t e   a s u
a t a c a n t e .  ¿ L a   p e r s o n a  q u e   u s t e d m a t a t i e n e d e r e c h o   a l a v i d a ? ¿ H a
v i o l a d o u s t e d   e s e d e r e c h o ? Si n o ,   e n t o n c e s   s u a c c i ó n e s   j u s t i f i c a 
d a .   Lo q ue l a t e o r í a d e l o s  d e r e c h o s s o s t i e n e   e n   t a l e s c a s o s ,  e s q u e
la   p e r s o n a   p e r d i ó s u   d e r e c h o   a la  v i d a .  ¿ E n d ó n d e l o p e r d ió ? ¿ C ó m o
s e   p i e r d e  u n   d e r e c h o  y c ó m o s e   r e c o b r a ?
E s t as   i n q u i e t a n t e s p r e g u n t a s i n c i d e n   e n l a no c i ó n d e  t e n e r   u n   d e r e 
c h o   m o r a l .  P e r o n o   c o n s t i t u y e n   t o d av í a un   a rg u m e n t o   e n   c o n t r a .  É s t e
sería   c o m o s i g u e :  ¿ q u é   s i g n i f i c a a f i r m a r   q u e   t e n g o   e l   d e r e c h o   a la
v i d a ?   Significa   q u e l a s d e m á s   p e r s o n a s t i e n e n   e l d e b e r   d e n o   m a t a r m e
s in   justificación   s u f i c i e n t e .  M i s   d e r e c h o s   s o n l o s  d e b e r e s   d e lo s d e 
m á s y   vice ve r s a .  P e r o u n  d e b e r   p a r e c e se r u n a c o s a   i n m a t e r i a l , al  ig ua l
q u e   u n   d e r e c h o .  Así, ¿qué   s i g n i f i c a a f i r m a r  q u e l a   g e n t e t i e n e   e l d e 
b e r   d e n o   ma ta r ? S ig nifica   q u e l a s  p e r s o n a s , m o r a l m e n t e ,   n o   d e b e n
h a c e r l o .  H e m o s   c e rr a d o c o m p l e t a m e n t e   el círculo o, en   o t r a s p a l a 
b r a s ,  la explicación es   i n c o r r e c t a p o r q u e c o n s t i t u y e   u n   c i r c u l o v i c i o s o .
El   a r g u m e n t o   e n   c o n t r a   d e l a t e o r í a d e l o s   d e r e c h o s m o r a l e s  e s
q u e ,   a s í  e x p l i c a d a ,  l a n o c i ó n d e u n   d e r e c h o m o r a l p r e s u p o n e   la ¡dea
d e d e b e r e s m o r a l e s ,  e s   d e c ir , p r e s u p o n e   l o q u e   t i e n e   q u e   e x p l i c a r .
En   o t r a s p a l a b r a s ,  n o   p o d e m o s e x p li ca r  la   m o r a l i d a d   e n t é r m i n o s
d e d e r e c h o s p o r q u e t e n e m o s   q u e   e x p l i c a r   lo s   d e r e c h o s   e n t é rm i 

n o s   d e l a   m o r a l i d a d .  E s t o n o   e x c l u y e   la   p o s i b i l i d a d   d e q u e la   i d e a

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 174/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  D E LA   FILOSOFÍA

d e   l o s   d e r e c h o s p u e d a j u g ar o t r o p a p e l i m p o r t a n t e d e n t r o   d e u n a
te or ía  m o r a l .

L A   LISTA AM PLIADA
H e   a r g u m e n t a d o   q u e l a s te o r ía s   r e p r e s e n t a d a s d e s d e   1  h a s t a   4 e n
n u e s t r a l i s t a o r i g i n a l  s o n   t o d a s f a l s a s .  N o   e x p l i c a n a d e c u a d a m e n t e
l o   q u e   s i g n i f i c a a f i r m a r   q u e   m a t a r  e s   m o r a l m e n t e m a l o .  A r g u m e n t é
q u e ,  e n e l c a s o d e l s u b j e t iv i s m o ,  d e l  r e l a t iv i s m o c u l t u r a l  y d e la   t e o 
r í a d e l   m a n d a t o d i v i n o ,  l a r az ó n p o r l a   c u a l f a l l a n   e s   e s e n c i a l m e n t e
l a m i s m a :   e s t a s t e o r í a s   d e f i n e n   l o   " m o r a l m e n t e m a l o "  e n t é r m i n o s
d e   la s   d e c i s i o n e s   d e   a l g u n a a u t o r i d a d . T r a t a n  d e   r e s p o n d e r   la   p r e 

g u n t a :  ¿ q u i é n   d e c i d e   l o q u e e s   c o r r e c t o   e   i n c o r r e c t o ?
A g r e g u e m o s t r e s   n u e v a s t e o r í a s a   n u e s t r a l i s t a o r i g i n a l ,  t e o r í as
q u e i n t e n t a n d e f in i r   l o q u e h a c e q u e u n a a c c i ó n s e a   i n c o r r e c t a   o
correcta.
5)   La   m o r a l i d a d s u r g e   a c a u s a d e u n a e s p e c i e d e   c o n t r a t o s o c i a l
e n t r e   l o s   i n d i v i d u o s .  U n a a c c i ó n X e s   m o r a l m e n t e i n c o rr e c ta   si y
s ó l o s i e s t á e n   d e s a c u e r d o   c o n l o s  p r i n c i p i o s   q u e h a r í a n   p a r t e
d e   u n   c o n t r a t o   t al ( t e o r í a d e l  c o n t r a t o s o c ia l ).
ó) L o q u e h a c e q u e u n a a c c i ó n s e a   b u e n a   o   m a l a   es la   f e l i c i d a d   o el
p e r j u i c i o   g e n e r a l  q u e   p r o v o c a   (teoría  u t i l i t a r i s t a ) .
7 ) C o m o   s e r e s   r a c i o n a l e s ,  la s   p e r so n a s t i e n e n v o l u n t a d   o   a u t o n o 
mía. La   e s e n c i a   d e la   m o r a l i d a d   e s t a l , q u e   d e b e m o s t ra t a r  a las
p e r s o n a s c o m o   s e r e s a u t ó n o m o s y  n u n c a c o m o m e r o s   i n s t r u 
m e n t o s .  U n a a c c i ó n X e s   m o r a l m e n t e m a la   si y sólo si la   p e r s o n a
q u e e j e c u t a   X l o h a c e c o n la i n t e n c ió n d e   t r a t a r  a   o t r o s  s ó l o   c o m o

u n m e d i o   (teoría   k a n t i a n a ) .

T EO RÍA D L L C O N T R A T O   SOCIAL
H i s t ó r i c a m e n t e , l o s   h u m a n o s   n o h a n   h e c h o   u n   c o n t r a t o s o c i a l.  Pero
p o d e m o s t r a t a r   d e   e x p l i c a r   e l   c o n t e n i d o   d e l a   m o r a l i d a d s o b r e   la
b a s e   d e u n   c o n t r a t o s o c i a l  h i p o t é t i c o q u e   r e s u l t a r a r a c i o n a l p a r a   la
g e n t e   q u e l o   a d o p t a . I m a g i n e  p o r   e j e m p l o ,   q u e   e s t a m o s   d e   v u e l t a
a n t e s   d e s u   n a c i m i e n t o ,  q u e n o   c o n o c e m o s s iq u ie r a  la s   c o n d i c i o n e s

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 175/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   X .  M O R A L I D A D S IN   AUTORIDADES

e n   q u e n a c e r á .   U s t e d   n o s a b e s i s e rá u n a   p e r s o n a r ic a  o   p o b r e ,
t a m p o c o   si será   h o m b r e   o   m u j e r   c o n   b u e n a   o   m a l a s a l u d . . .   En 31

e s t a s   c o n d i c i o n e s ,  ¿ q u é c l a s e d e   p r i n c i p i o s   sería   r a c i o n a l a c e p t a r
c o m o   l a b as e d e l a   s o c i e d a d   e n l a q ue v i v i r á ?

La t e o r í a d e l   c o n t r a t o s o c i a l t i e n e s e ri o s p r o b l e m a s .   El más fácil
d e r e c o n o c e r   e s q u e  e x c l u y e   la s  o b l i g a c i o n e s m o r a l e s h a c ia   la s   o t r a s
e s p e c i e s . S u p o n g a m o s   q u e s e ría   m o r a l m e n t e m a l o   t o r t u r a r   u n g o 
rila.  E s t o n o p o d r í a   e x p l i c a r s e   e n t é r m i n o s d e n i n g ú n   c o n t r a t o   h i 
p o t é t i c o ,  p o r q u e   é s t e n o  c o n t e m p l a   a l o s  g o r i l a s . D e b e se r e x p l i c a d o ,
p o r   e j e m p l o ,  e n r e l a c i ó n c o n e l   d o l o r   y c o n e l d a ñ o q u e s e l e h a c e
a l g o r i l a .  P e r o s i  t e n e m o s   q u e  e x p l i ca r   e n e s o s t ér m i n o s p o r q u é e s
m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o   t o r t u r a r  a u n   g o r i l a , e n t o n c e s  p a r e c e q u e
d e b e r í a m o s   e x p l i c a r l o ,  e n e l c a s o d e l o s  h u m a n o s ,  e n e s o s   m i s m o s
t é r m i n o s ,   s i n   n e c e s i d a d   d e   a p e l a r  a u n   c o n t r a t o s o c i a l .
En   s e g u n d o l u g a r ,  es difícil ve r có m o la teoría exp licaría  n u e s t r a s
o b l i g a c i o n e s p a r a   c o n la s   g e n e r a c i o n e s f u t u r a s . I g u a l m e n t e ,  l a s
g e n e r a c i o n e s f u t u r a s   n o e n t r a r í a n e n u n   c o n t r a t o s o c i al  h i p o t é t i c o
d e b e n e f i c i o m u t u o .   N o   p u e d e n o f r e c e r n o s b e n e f i c i o a l g u n o .  P e r o
t e n e m o s o b l i g a c i o n e s   c o n l a s   g e n e r a c i o n e s f u t u r a s .  N o   d e b e m o s
c o n t a m i n a r  la   Tie r r a p ue s   e s t a r í a m o s   m a t a n d o   o   p e r j u d i c a n d o   s e 
r i a m e n t e   a las   p e r s o n a s   e n e l  f u t u r o .  U n a ve z m á s , p a r e c e q u e d e 
b e m o s e x p l i c a r   p o r q u é n o  d e b e m o s h a c e rl es   e s e d a ñ o   d i r e c t a m e n t e
e n   t é r m i n o s d e l  p e r j u i c io   q u e l e s   c a u s a m o s ,  s in   n e c e s i d a d   d e   a p e 
la r   a u n   c o n t r a t o s o c i a l .
Ha y   u n   p r o b l e m a   m ás   a g u d o .  La teoría   i n t e n t a e x p l i c a r   l o q u e e s
m o r a l m e n t e m a l o a p e l a n d o   a las   d e c i s i o n e s ,  h i p o t é t ic a m e n t e , q u e
t o m a r í a n l a s   p e r s o n a s .  E s t o   s i g n i f i c a   q u e s e   t r a t a   d e u n a d e f i n ic i ón

hb iapsoa tdéat i ceanmla


e n  at eu t eo nr it dr aardí .a  Eenn eeslt  ec  ocnatsroa,t  ola.   El
a u  at or gr iudma de netso  e2l   (ver
g r u ppágina
o  q u e
1 7 1 ) m u e s t r a e n t o n c e s   q ue l a t e o r í a e s   i n c o r r e c t a .  U n a v e z m á s ,
a u n q u e   quizás   e s t o s a r g u m e n t o s   n o s e a n   d e c is i vo s , t e n e m o s   u n a
razón   p a r a t a c h a r  d e   n u e s t r a l i s t a p r o v i s i o n a l e s t a   teoría.

Ver   RAWLS, I..   ATheoru  o¡]ust\ce,  Harvard , Bos ton , 1971.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 176/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

INTRODUCCIÓN A LA PRÁCTICA DE LA  FILOSOFÍA

UTILITARISMO
Según  e s t a   teoría,  d e b e m o s d e f i n i r un  a c t o m o r a l m e n t e c o r r e c t o   ¡
e n  términos del daño o  b e n e f i c i o  que cause. El  o b j e t i v o g e n e r a l  de J
l a m o r a l i d a d   es  p r o m o v e r  las prácticas y las acciones que   r e s u l t e n  |
más benéficas  p a r a n o s o t r o s .   Por eso, las acciones  m o r a l m e n t e ^
m a l a s   son  a q u e l l a s   que causan más daño o  m e n o s b e n e f ic i o   que i
s u s a l t e r n a t i v a s .  Una acción es  m o r a l m e n t e c o r r ec ta   si y sólo si cau- .
sa   más  f e li c id a d , c o n s i d e r a n d o i m p a r c i a l m e n t e   las  a l t e r n a t i v a s .  ¡
Esta teoría  t i e n e t r e s r a s g o s s o b r e s a l i e n t e s :   'i

a)  T r a d i c i o n a l m e n t e , c o n s i d e r a   que la  f e l i c i d a d  es el único  b i e n   in- ¡


trínseco.  A l g o   es intrínsecamente  b u e n o   si es  b u e n o   por lo que ;
e s .   Según la teoría  u t i l i t a r i s t a   t r a d i c i o n a l ,  la  f e l i c i d a d   es el único
b i e n   intrínseco y por eso  t o d o s   los demás  v a l o r e s - c o m o   j u s t i - . ;
c i a ,   l i b e r t a d ,  h o n e s t i d a d -   son sólo  b i e n e s i n s t r u m e n t a l e s :   son j
b i e n e s   en la  m e d i d a   en que causan  f e l i c i d a d .  ¿Cómo  d e b e   i
d e f i n i r s e   la  f e l i c i d a d ?  La  f e l i c i d a d   era  d e f i n i d a   en términos  de
p l a c e r   y de   a u s e n c ia   de  d o l o r .   Últimamente, los  u t i l i t a r i s t a s  han "i
d e f i n i d o   la  f e l i c i d a d   en términos de  p r e f e r e n c i a s   y  d e s e o s .   Éste   :

es un  d e b a t e p a ra   más  t a r d e   (ver capítulo XII).   t

b )   El  u t i l i t a r i s m o   es una teoría  c o n s e c u e n c i a l i s t a .  El  v a l o r m o r a l  de


u n a   acción  d e p e n d e   sólo de la  b o n d a d   o  p e r j u i c i o   de sus  e f e c - -i
t o s  o  c o n s e c u e n c i a s .  Por eso, la intención con la que una acción  í
es  e j e c u t a d a   no  t i e n e   un  v a l o r m o r a l d i r e c t o . N o  o b s t a n t e ,  pue- 1
d e t e n e r   un  v al o r m o r a l i n d i r e c t o , p o r q u e   un  a g e n t e   que actúa  J
c o n m a l i c i a   es más  p r o p e n s o  a causar daño a  o t r o s  que uno que  f
n o   actúa así. i
í
c) La  f e l i c i d a d   en cuestión  d e b e   ser  i m p a r c i a l .   No es la  f e l i c i d a d   J
p r o p i a   del  a g e n t e ,  ni la de sus  a m i g o s   o  c o m p a t r i o t a s .   Juzgar  el  j
v a l o r m o r a l   de una acción es  j u z g a r  el  e f e c t o   que  t ie n e s o b r e   la |
f e l i c i d a d   en  g e n e r a l .   J

T L O R Í A   KANTIANA.  I
Según  K a n t ,  las acciones  m o r a l e s t i e n e n   un  v a l o r   intrínseco. Son |

v a l o r a b l e s ,  no por sus  e fe c t o s , s i n o   de  a c u e r d o   c on la intención j

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 177/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o  X . M OR A L I D A D S I N  AUTORIDADES 179

q u e   motivó la acción. Según la teoría  k a n t i a n a ,  la base de la  m o r a 


l i d a d   es la autonomía de las  p e r s o n a s .  Cada  p e r s o n a t i e n e a u t o n o 
mía o  l i b r e   albedrío, y la  m o r a l i d a d r e q u i e r e   que  e s t o   se  r e s p e t e .
Ex ig e ,   por e j e m p l o ,  que no  u s e m o s   a  o t r a s p e r s o n a s c o m o m e d i o s ,

s i n o  que las  tr a t a re m o s c o m o   v a l i o s a s   en sí  m i s m a s .  Una acción es


m o r a l m e n t e c o r r e c t a   si y sólo si la intención con la que fue  e j e c u t a 
d a c o n c u e r d a   con la autonomía de las  p e r s o n a s .

CONCLUSIÓN
De las  s i e t e   teorías  m o r a l e s   que  h e m o s e x a m i n a d o ,  sólo dos so
b r e v i v e n .  Las  o t r a s c i n c o t i e n e n   serías  d e b i l i d a d e s   y,  a u n q u e   n o

h e m o s e x c l u i d o   la  p o s i b i l i d a d  de qu e  p u e d a n   ser  r e fo r m u l a d a s ,   de


m o d o   que  s u p e r e n   esas  d e b i l i d a d e s , v i m o s  que sus  p r o b l e m a s   son
lo   s u f i c i e n t e m e n t e s e r io s c o m o p a ra d e s c a r t a r l a s d e n t r o   de este
e s t u d i o   i n t r o d u c t o r i o .  Las que s o b r e v i v e n   (el  u t i l i t a r is m o   y la teoría
k a n t i a n a )   están en  c o n f l i c t o .  En el capítulo  s i g u i e n t e e x a m i n a r e 
m o s  por qué se  e n f r e n t a n   y cómo  p o d e m o s r e s o l v e r   este  c o n f l i c t o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 178/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 179/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

A P I : N D I C Í :  1
Hí-C'llOS  Y  OPINIONES

Para   e n t e n d e r a l g o , a c u d i m o s a m e n u d o a l a s   d i c o t o m í a s :  l o s o c i a l e n 
f r e n t a d o   a l o   n a t u r a l ,  l o f e m e n i n o a lo m a s c u l i n o . Un a   d i c o t o m í a   t i e n e d o s
a s p e c t o s :   p r i m e r o ,  n o s p r e s e n t a   s ó l o   d o s a l t e r n a t i v a s , y s e g u n d o , l as d o s
opciones son excluyentes.
U n a d e l as f u e r z a s q u e n o s e m p u j a n h a c i a e l s u b j e t i v i s m o e s la   d i c o t o 
m ía e n t r e h e c h o s y o p i n i o n e s , d e t a l m o d o q u e t o d o l o q u e n o s ea u n
h e c h o e s m e r a m e n t e u n a   o p i n i ó n .   E s t a  d i c o t o m í a   c o n d u c e a d e s p r e c i a r
c u a l q u i e r c o s a q u e n o s e a u n h e c h o  c i e n t í f i c o  p r o b a d o , y a a s i g n a r l e
a u t o m á t i c a m e n t e   la   c a t e g o r í a   " o p i n i ó n " .   C u a l q u i e r c o s a q u e n o s e a c i e n 
c i a s e c o n v i e r t e e n u n m e r o a s u n t o d e   o p i n i ó n ,  y e s o s i g n i f i c a q u e n o h a y
respuestas verdaderas o falsas.

A r g u m e n t a r é  q u e la   d i c o t o m í a h e c h o - o p i n i ó n   e s   e n g a ñ o s a   d e d o s m a 
neras.
P r i m e r o , l a  d i c o t o m í a  n o  h a c e   t r e s d i s t i n c i o n e s . H e m o s c o n d e n s a d o
d e m a s i a d a s   c o s a s   en la   d i c o t o m í a ,   y u n a v ez s e p a r a d a s , e n c o n t r a m o s
que no siempre es excluyente.
a ) H e c h o s y c r e e n c i a s . S i la g e n t e   c r e e   q u e la T i e r r a n o e s r e d o n d a ,
e n t o n c e s e s u n a   o p i n i ó n .   P e r o   la s o p i n i o n e s p u e d e n s e r v e r d a d e r a s o
f al sa s , y e n c o n s e c u e n c i a , u n s u b c o n j u n t o d e l o q u e la g e n t e   c r e e   e s
realme nte verdad ero. Ten em os m ucha s creencias verdaderas, aun que n o
s i e m p r e p o d a m o s i d e n t i f ic a r l a s c o m o t a l es .  Este  s u b c o n j u n t o d e c r e e n 
c i a s   v e r d a d e r a s p u e d e l l a m a r s e  t a m b i é n   " h e c h o s " . A s í, u n a c r e e n c i a v e r 
d a d e r a c o m o  2 + 2 = 4 ocurriría   e n a m b a s   c a r a s   d e la   d i c o t o m í a :   c o m o
u n h e c h o y c o m o u n a c r e e n c i a . A s í, la   d i c o t o m í a   n o e s e x c l u y e n t e .
H e   a q u í  u n a   c o n v e r s a c i ó n   a b s u r d a : le p r e g u n t o , " ¿e l a g u a e s   H 0?" 2

U s t e d m e r e s p o n d e : "s í, l o e s " . Yo e x c l a m o :   " P e r o   u s t e d   e s t á   e x p r e s a n d o


s u s p r o p i a s o p i n i o n e s . N o m e dé s u s o p i n i o n e s .   D é m e   l o s h e c h o s " . M i
c o m e n t a r i o e s a b s u r d o p o r d o s r a z o n e s . P r im e r o , c u a l q u i e r   a f i r m a c i ó n
s e r á   u n a  e x p r e s i ó n   d e s u   o p i n i ó n .  U s t e d   c r e e   t o d o l o q u e d i c e , a m e n o s
q u e m i e n t a . S e g u n d o , a l d a r m e s u   o p i n i ó n ,  t a m b i é n   p u e d e d a r m e u n
h e c h o , s i s u  o p i n i ó n e s v e r d a d e r a . H e c h o s y o p i n i o n e s n o s o n e x c l u y e n t e s .
b ) P or " u n h e c h o " , a l g u n a s   v e c e s   e n t e n d e m o s u n a   p r o p o s i c i ó n   p a r a
la c u a l h a y e v i d e n c i a . C u a n d o n o   e s t á   a p o y a d a p o r la e v i d e n c i a , l l a m a m o s
a la   o r a c i ó n   " m e r a m e n t e u n a   o p i n i ó n " .   Este  u s o d e la s p a l a b r a s e s m u y

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 180/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

182 I N T R O D U C C I Ó N A L A   PRÁCTICA  DE LA   FILOSOFÍA

e n g a ñ o s o . L a s   c r e e n c i a s   s o n la s q u e   r e q u i e r e n e v i d e n c i a ,   n o l o s   h e c h o s .
L a d i s t i n c i ó n e s , p o r l o   t a n t o ,  e n t r e   la s   c r e e n c i a s   q u e s e   a p o y a n   e n   e v i 
d e n c i a   y la s q u e n o . D e   t o d a s m a n e r a s ,  s i u n o   t i e n e e v i d e n c i a   a   f a v o r   d e
a l g u n o s j u i c i o s  d e   v a lo r , e n t o n c e s   é s t o s   p u e d e n   s e r   a m b a s co s a s : h e c h o s
y opiniones.
c )  " H e c h o " p u e d e   s e r  e q u i v a l e n t e  a u n a a f i r m a c i ó n e m p í r i c a   v e r d a d e 
r a .   L l a m a r   a   a l g o   " u n a o p i n i ó n " e s   (c r u d a m e n t e ) a f ir m a r   q u e a l a   p e r s o n a
l e g u s t a   e s e   a l g o .  P o r   e j e m p l o ,   a m í m e   g u s t a   e l c a f é ; a   u s t e d   n o . A   u s t e d
l e g u s t a   e l t é y a m í n o . M á s a l l á d e   e s t o s g u s t o s ,   n o h a y n in g ú n   h e c h o   q u e
p r u e b e   q u e e l c a f é e s   m e j o r  q u e e l t é . A s í , d i r í a m o s :   e s t o   e s   m e r a m e n t e
u n a s u n t o   d e o p i n i ó n . Se g ú n la d i c o t o m í a ,  c u a l q u i e r c o s a   q u e n o s e a u n
a s u n t o   d e   h e c h o s   e m p í r i c o s   d e b e   s e r s ó l o u n a c u e s t i ó n d e   g u s t o s .  M á s
a d e l a n t e   a r g u m e n t a r é q u e   e s t a  d i c o t o m í a e s  f a l s a .

L a d i c o t o m í a   p u e d e  s e r e r r ó n e a , t a m b i é n , s i n o s   p r e s e n t a  s ó l o d o s
a l t e r n a t i v a s c u a n d o r e a lm e n t e   h a y   o t r a s .   P o r   e j e m p l o ,   " o   t e n g o   r a z ó n o
s o y   u n   i d i o t a "  e s u n a d i c o t o m í a   f a l s a , p o r q u e   p o d r í a   e s t a r e q u i v o c a d o   s i n
s e r   u n   i d i o t a .  L a d i c o t o m í a   e n t r e h e c h o s   y   o p i n i o n e s   e s   f a l s a p o r q u e   h a y
una tercera alternativa.
U n a  a f i r m a c i ó n n o   t i e n e  q u e s e r o e m p í r i c a o u n a c u e s t i ó n d e   g u s t o s .
U n a a l t e r n a t i v a   e s q u e s e a a   p r i o r i .  C o m o v i m o s   e n e l   p r i m e r   c a p í t u l o , l a s
m a t e m á t ic a s n o  c o n s i s t e n   e n   p r o p o s i c io n e s   e m p í r i c a s . " 2 - f 2 =   A n o e s

una ó nía e qmupeí rei cs a u. nPae vr oe r de sa od   dneo   rsai zg ón inf.i cLaa  qdui ce ost eo am íuan  oa mci ut ee s et isót an
d e g  ug se tnoesr .a  lUi znaoc idir
opción.
¿ S o n l o s  j u i c io s m o r a l e s   u n   m e r o a s u n t o   d e   p a r e c e r ,  d e   g u s t o   y   d i s g u s 
t o ? C o n s i d e r e m o s e s t o : o d i o   a   a l g u i e n   y   u s t e d   m e   p r o p o n e ha c e r le   d a ñ o .
Yo le   d i g o :  " e s t a r í a a   g u s t o   s i   u s t e d   l e h a c e d a ñ o ,   p e r o   ser ía   m o r a l m e n t e
i n c o r r e c t o   si lo   h i c i e r a .  N o   d e b e h a c e r l o " .   ¿ E s t a   f r a s e   e s u n a   c o n t r a d i c 
c i ó n ? N o . P e r o l o s e r í a s i l a   m o r a l i d a d f u e r a   s ó l o c u e s t i ó n d e   g u s t o s .  Por
e s o ,   la   m o r a l i d a d   n o e s u n a c u e s t i ón d e   g u s t o s .  Po r   s u p u e s t o ,   a v e c e s
c o n f u n d i m o s   l o s   j u i c io s m o r a l e s   c o n   a f ir m a c i o n e s   d e   g u s t o .   P o r   e j e m p l o , •
u n a p e r s o n a p u e d e d e c i r  q u e e s  m o r a l m e n t e m a l o e r u c t a r  e n l a   m e s a .
P e r o   e n t o n c e s  s u a f i r m a c i ó n s e r í a   f a l s a . S u p o n g a m o s  q u e l o s  j u i c i o s  m o 
r a l e s   n o s o n   a f i r m a c i o n e s   e m p í r i c a s .   C o m o   n o s o n c u e s t i ón d e   g u s t o ,
e n t o n c e s p a r e c e r a z o n a b l e c o n c l u i r   q u e s o n a   p r i o r i  ( ve r a p é n d i c e d e l
Capítulo XI).

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 181/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

A P É N D I C E  2
V l í R H O S ,   SUSTANTIVOS  V   A D J I T I Y O S

C u a l q u i e r  consideración  d e lo s v a l o r e s t i e n e q u e se r c l a r a c o n r e s p e c t o a
l as d i f e r e n c i a s e n t r e e n u n c i a d o s d e la s s i g u i e n t e s t r e s f o r m a s : "Yo v a l o r o
X " , " X e s u n v a l o r " y " X e s v a l i o s o " . E n l a p r i m e r a   f o r m a ,  " v a l o r " e s u n
v e r b o ; e n la s e g u n d a , f u n c i o n a c o m o u n s u s t a n t i v o ; y la t e r c e r a e m p l e a la
f o r m a   a d j e t i v a " e s v a l i o s o " . E n   e s t e   apéndice esbozaré  m u y b r e v e m e n t e
l a s r a z o n e s q u e l l e v a n a p e n s a r q u e , d e   esas  t r e s f o r m a s , l a t e r c e r a e s l a
menos desorientadora.
Hay una diferencia fundamental entre, por ejemplo, "valoro la amis
t a d "  y " l a a m i s t a d e s v a l i o s a " . L a p r i m e r a n o s d i c e u n h e c h o   a c e r c a   d e
u n a p e r s o n a . C o n c i e r n e a la   psicología  d e l a p e r s o n a y l a   verificaríamos
c o n u n a p r u e b a   empírica  d e s u s e s t a d o s   p s i c o l ó g i c o s .   L a s e g u n d a e s u n

j u i c i o   d e v a l o r c o m o " y o d e b o . . . " , " d e b e m o s . . . " , "e s o e s b u e n o " .


Es   fácil  p e r d e r d e v i s t a l a d i f e r e n c i a e n t r e j u i c i o s  psicológicos  y j u i c i o s
d e v a l o r . E l c a s t e l l a n o   h a c e   r e s b a l a d i z a e s t a  d i s t i n c i ó n .
a ) P r i m e r o , e l v e r b o " v a l o r a r " n o s t r a e la i d e a d e a c t o s   p s i c o l ó g i c o s ,
c o m o   d e s e a r ,   j u z g a r y d e c i d i r .   P e r o   t a le s v e r b o s d e s c r i b e n e s t a d o s p s i c o 
l ó g i c o s .   S o n d e s c r i p c i o n e s   empíricas  a c e r c a   d e p e r s o n a s . N o s o n j u i c i o s
e v a l u a t i v o s   a c e r c a ,  p o r e j e m p l o , d e l a c a l i d a d d e v i d a o d e l a s   a c c i o n e s
q u e d e b e m o s r e a l i z a r .   Estas últimas sisón  c u e s t i o n e s e v a l u a t iv a s , n o   p s i 
cológicas.
b ) S e g u n d o , e l s u s t a n t i v o "v a l o r " n o s   h a c e   p e n s a r e n o b j e t o s :   c o s a s
q u e h a c e m o s y p o s e e m o s ; o b j e t o s q u e s o n c r e a d o s y   p o s e í d o s .   Esta
m anera de hablar pued e tenta rno s a pensar los valores co m o ob jeto s
c o n s t r u i d o s y   p o s e í d o s ,   c o m o c u a n d o a l g u ie n d i c e p o s e s i v a m e n t e : t e n g o
m i s p r o p i o s v a l o r e s ; n o  d e s e o  l o s s u y o s .
A m b a s m a n e r a s d e p e n s a r b o r r a n la d i f e r e n c i a e n t r e l o   fáctico  y lo
e v a l u a t i v o . S i e l s u s t a n t i v o y e l v e r b o s o n   e n g a ñ o s o s ,   e n t o n c e s   sería  m e 
j o r   p e n s a r e n   términos  d e l a d j e t i v o " v a l i o s o " . D e l a s t r e s f o r m a s ,  ésta  es la
primordial.
Esta conclusión  s u s t e n t a l o q u e d i j i m o s e n e l capítulo  I X , c u a n d o   t r a t a 
m o s d e e x p l i c a r la p o s i b i l i d a d d e la s d e s c r i p c i o n e s e v a l u a t i v a s e n u n   m u n 
d o d e p u n t o s . A p o y a la   afirmación  d e q u e l as e v a l u a c i o n e s s o n u n a f o r m a
d e   descripción  q u e p u e d e s e r v e r d a d e r a o f a l s a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 182/269
5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 183/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C A P Í T U L O  X I
MORALIDAD S I N  REGLAS

¿Nuestra  s o c i e d a d d e b e i m p l a n t a r la p e n a d e m u e r t e p a r a c a s t i g a r
c i e r t o s   a s e s i n a t o s ?  D e f i n a m o s e l a s e s i n a t o A c o m o s i g u e : a q u e l
q u e s e c o m e t e i n t e n c i o n a l m e n t e c o n   premeditación  y m a l i c i a , y
p a r a e l c u a l la e v i d e n c i a n o e s m e r a m e n t e c i r c u n s t a n c i a l ( p u e d e n
a g r e g a r s e o t r a s c o n d i c i o n e s s i l o   d e s e a ) .   ¿Debe  h a b e r p e n a d e
m u e r t e p a r a t a l e s  a s e s i n a t o s ?
V e a m o s   cómo podría  s e r u n a   discusión  típica.  En favor, hay los
siguientes puntos:

• La p e n a d e m u e r t e e s u n c o n t e n e d o r e f ic a z ;
•   P r e v i e n e   la   repetición  de la   fa l t a ;
• A g r a n d e s   c r í m e n e s ,   g r a n d e s c a s t i g o s ; e l m a y o r d e l o s   crímenes
debe castigarse con la mayor de las penas,-
• La p e n a d e m u e r t e e s u n a   opción  m á s b a r a t a q u e l o s l a r g o s p e 
ríodos  c a r c e l a r i o s ; y l a s p r i s i o n e s   están  l l e n a s .

• " O j o p o r o j o , d i e n t e p o r d i e n t e " , és a e s la i d e a c e n t r a l d e la
justicia.

L o s s i g u i e n t e s p u n t o s p u e d e n s e r v i r d e a r g u m e n t o e n c o n t r a d e la
pena capital:
• S i m a t a r e s m a l o ,   también  l a p e n a c a p i t a l e s m a l a .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 184/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

186 INTRODUCCIÓN  A L A   PRÁCTICA  DF. LA   FILOSOFÍA

• Si se   t i e n e n   e n c u e n t a lo s c o s t o s d e la s a p e l a c i o n e s , la p e n a
c a p i t a l  n o e s l a o p c i ó n m á s   b a r a t a .
• La p e n a   c a p i t a l  n o e s u n  c o n t e n e d o r   e f i c a z  p o r q u e   l a c o n t e n c i ó n
d e p e n d e   d e s i e l a s e s i n o p i e n s a q u e   p r o b a b l e m e n t e   será   a p r e 
hendido;
• La   v i d a   h u m a n a n o   t i e n e   p r e c i o ;  a u n q u e la p e n a   c a p i t a l  sea más
b a r a t a ,  e s o n o l a   j us t i fi ca .

N i n g u n o  d e e s o s  p u n t o s c o n s t i t u y e  t o d a v í a u n   a r g u m e n t o c o m p l e 
t o .   S o n m á s   b i e n   c o m o la s  s e m i l la s .  A d e m á s , l a   lista   n o e s   c o m p l e 
t a .   D e j a n d o e s t o a u n   l a d o ,  ¿ qu é d e b e m o s h a c e r c o n e sa   lista   d e
p u n t o s ?   ¿ C ó m o p o d e m o s s e r m á s c l a r o s s o b r e e l a s u n t o ? U n a id e a
e s   r e o r g a n i z a r  lo s   p u n t o s   c o m o   s i g u e :

A favor E n  contra
cajú  1 caja   ¿

a.   E l m á s g r a n d e d e lo s c r í m e n e s a.   S i m a t a r e s in c o r r e c t o , t a m b i é n l o
m ere ce el m á s gra n d e d e l os ca s t i gos . e s   l a p ena ca p i t a l .

1). O j o p o r o j o . E s a e s la i d e a c e n t r a l b. L a v i d a h u m a n a n o t i e n e p r e c i o ;
de la jus ticia . aunque la pena de muerte sea más
b a ra t a , es o n o l a jus t i fi ca .

c. L a pe na de m uer te irrevers ible,


y los erro res serán irre ve rs ible s
también.

c a j a   *\ c a j a   -4

c . P r e v i e n e l a r e p e t i c i ó n d e la f a l ta . d .  L a p e n a c a p i t a l n o e s u n c o n t e n e 
d o r e f i c a z p o r q u e la c o n t e n c i ó n
d e p e n d e d e s¡ e l a s e s i n o c r e e q u e p r o 
bablemente será capturado.

el.  L a p e n a d e m u e r t e e s u n a o p c i ó n c . S i s e t i e n e n e n c u e n t a lo s c o s t o s
m á s b a ra t a q ue l a s l a rga s t em p ora d a s d e l as a p e l a c i o n e s , la p e n a d e m u e r t e
c a r c e l a r i a s ;  y l as p r i s i o n e s e s t á n n o e s la o p c i ó n m á s b a r a t a .
llenas.

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 185/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om
C a p í t u l o  X I .   M O R A L I D A D  S I N   REGLAS 187

P o d e m o s  s i m p l i f i c a r e l c u a d r o c o m o s i g u e :

A  favor En   coiura

C a j a   1: Es j us ta C a j a   2 :  E s i n j u s t a

Caja   3 : Es e f i c i e n t e Caja  4 : E s i n e f i c i e n t e

La s   c a j a s   3 y 4 s o n s i m i l a r e s . A m b a s a p e l a n a c o n s i d e r a c i o n e s
u t i l i t a r i s t a s ,   y a q ue   evalúan  l a p e n a d e m u e r t e   sólo  c o m o u n m e d i o
p a r a c o n s e g u i r u n f i n . El d e b a t e e n t r e e ll a s c o n s i s t e e n s i e s o n o u n
m e d i o e f i c a z . E n e s t e s e n t i d o ,   están  fu n d a m e n t a l m e n t e d e a cu e r
do con un mis m o p u n to de referencia.
C o m p a r e m o s l a s   c a j a s   I y 2 . Ning una d e la s d o s s e p r e g unta s i la
p e n a c a p i t a l e s u n m e d i o e f i c a z , s i n o m á s b i e n s i e s  i n t r í n s e c a m e n 
t e j u s t a .   Ésas  s o n p o s i c i o n e s k a n t i a n a s .
Las   c a j a s   I y 2 s e r e f i e r e n a u n m i s m o a s p e c t o , y, e n e s t a m e d i d a ,
están  e n d e s a c u e r d o c o n l a s  c a j a s   3 y 4.  Esta  d i f e r e n c i a e s m á s
i m p o r t a n t e  q u e e s t a r e n f a v o r o e n c o n t r a d e l a p e n a c a p i t a l . 3   t i e 
ne más e n   común  co n 4 q u e co n I , y I tie n e más e n   común  c o n 2

q ue co n 3. O, e n o tr a s p a la b r a s , la   línea  h o r i z o n t a l señala  u n a d i s 
tinción  m ás i m p o r t a n t e q u e la   división  e n t r e e n f a v o r y e n c o n t r a .
Esta  línea  h o r i z o n t a l i d e n t i f i c a d e l o q u e s e t r a t a e l d e b a t e .   R e a l 
m e n t e ,  la   discusión  n o d e b e s e r e n t r e l o s a r g u m e n t o s e n c o n t r a y
e n f a v o r d e la p e n a d e m u e r t e , s i n o m á s b i e n e n t r e la p a r t e d e
a r r i b a   y la de abajo de la   línea  h o r i z o n t a l .
C o m p a r e m o s l a s   c a j a s   I y 3. El  término  " c a s t i g o " t i e n e u n s e n t i 
d o d i f e r e n t e e n l as d o s c a j a s . Si u s t e d c a s t i g a a u n   niño  d e t r e s
años  p o r p o n e r l a m a n o e n l a e s t u f a c a l i e n t e , n o l o   h a c e   e n e l s e n 
t i d o   de la caja I. Ust ed n o le di ce :  " e r e s   u n m u c h a c h o m a l o ; m e r e 
ces este castigo". El castigo es más bien una forma de prevenir que
lo   h a g a d e n u e v o .  Ésta  e s u n a   consideración  de la caja 3 o 4.  Para  la
ca ja 3, e l ca s tig o e s va lio s o   sólo  c o m o m e d i o . Para  la ca ja I e s va lio 
s o   i n t r í n s e c a m e n t e ,  e s m e r e c i d o .
L as c o n s e c u e n c i a s d e e s t o s o n s o r p r e n d e n t e s . S i g n i fi c a q u e , t a l
c o m o l a s h e m o s p u e s t o , l a s  c a j a s  I y 3 s o n i n c o m p a t i b l e s : I d i c e

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 186/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

188 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

q u e   la   p e n a   d e   m u e r t e   e s in t r ín s e c a m e n t e   m e r e c i d a ,  y 3  d i c e   q u e e s
s ó l o u n   m e d i o . S u p o n g a m o s   q u e p o d r ía   d e m o s t r a rs e   c i e n t í f i c a m e n - .
t e   q u e la   p e n a   d e   m u e r t e r e a l m e n t e i n c r e m e n t a   la   ta s a   d e   a s e s i n a 
t o s .  E n t a l   c a s o ,  u n a   p e r s o n a   q u e   h a ya a d o p t a d o   la   caja   3   d e b e

c a m b i a r s e   a la 4 ,  p e r o q u i e n   e s t é e n l a   caja   1 , n o   d e b e h a c e r l o .  O
s u p o n g a m o s   q u e p o d r ía d e   m o s t r a r s e   c i e n t í f i c a m e n t e q u e l a   p e n a
d e m u e r t e d i s m i n u y e   d r a m á t i c a m e n t e l a   t a s a   d e   a s e s in a t o s , e n t o n 
c e s l a s   p e r s o n a s   d e l a   ca ja   4   d e b e n c a m b i a rs e   a la 3,   p e r o   l a s d e la
caja   2 n o   d e b e n h a c e r l o .
A d e m á s ,  u n o n o   p u e d e t r a t a r  d e   s u s t e n t a r   la   c a j a   I c o n la
c a j a   3. N o p o d r ía m o s   j u s t i f i c a r   la   t e s i s   d e q u e l a s   a c c i o n e s   i n 
t r í n s e c a m e n t e   m a l as m e r e c e n c a s t i g o a f i r m a n d o   q u e é s t e   p r o 
m o v e r í a u n a   s o c i e d a d   m á s p a c í f i c a . E s o s e r í a   e q u i v a l e n t e  a
a f i r m a r   q u e X e s in t r ín s e c a m e n t e   v a l i o s o p o r q u e   e s   i n s t r u m e n 
talmente valioso.
H e m o s c o m e n z a d o   c o n u n   e n r e d o :  u n a c o n f u s i ó n d e   p u n t o s .
H e m o s p u e s t o o r d e n   e n e s a c o n f u s i ó n .  C o m o r e s u l t a d o , r e v e l a 
m o s   la   n a tu r a le z a p r o f u n d a   d e l  c o n f li c t o , u n   c o n f l i c to  q u e e s tá e n 
c a r n a d o   e n   n u e s t r o s i s t e m a l e g a l  ( ¿ N u e s t r o   s i s t e m a l e g a l  e s
m e r a m e n t e   u n   m e d i o ? ,  ¿ o   c o n c i e r n e   a la   j u s t i c i a ,  e s   d e cir ,  s u   p r o 
p ó s i t o e s   h a c e r j u s t i c i a ? ) .  Este  p r o c e s o   de clarificación   d e v e l a   l o s
p u n t o s  r e a le s   d e d i s c u s i ó n .
Este  l a r g o e j e m p l o   t a m b i é n   m u e s t r a   c ó m o u n p e q u e ñ o a n á li sis
p u e d e s e p a r a r   y   cla r ifica r   l o s   e l e m e n t o s k a n t i a n o s   y   u t i l i t a r i s t a s  e n
u n c o n f l i c t o m o r a l .   El   m i s m o   t i p o   d e a n á l i s i s   p u e d e e x t e n d e r s e   a
o t r o s   c o n f l i c t o s m o r a l e s .  Po r   e j e m p l o , a c e r c a   d e l a s p o l í t i c a s d e
d i s c r i m i n a c i ó n   i n v e r s a  ( q u e   c o n s i s t e n   e n   o f r e c e r p r i v i l e g i o s  a l o s
g r u p o s t r a d i c i o n a l m e n t e d i s c r i m i n a d o s , c o m o   la s   m u j e r e s   o l o s i n 
d í g e n a s ,  d e t a l  m a n e r a   q u e , p o r  e j e m p l o ,  a la   h o r a   d e   d e c i d i r e n t r e
d o s p e r s o n a s p a r a o c u p a r   u n   t r a b a j o   o u n   c u p o u n i v e r s i ta r i o ,  s e
p r e f i e r e   a l a q u e   p e r t e n e z c a   a u n o d e e s o s   g r u p o s ) .  ¿Es la política
d e   d i s c r i m i n a c i ó n   i n v e r s a  i n t r í n s e c a m e n t e   j u s t a ? A l g u i e n  c o n   t e n 
d e n c i a s k a n t i a n a s   a r g u m e n t a r ía q u e a s í  d e b e   s e r   e n f o c a d a   la   c u e s 
tió n.  El   u t i l i t a r i s t a   a r g u m e n t a r í a , e n   c a m b i o ,  q u e   d e b e m o s c o n c e n 
t r a r n o s   e n s i  t a l e s   p o l í t i c a s s o n   m e d i o s e f i c i e n t e s p a ra c i e r t o s f in e s .
Un a   v e z m á s ,  s u r g e   e l   c o n f l i c t o a c e rc a   d e c u á l e s e l   a s u n t o .

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 187/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

C a p í t u l o   X I . M ORALIDAD  SIN REGLAS 189

La m o r a l i d a d c o t i d i a n a c o n t i e n e e s t o s   d os  c o m p o n e n t e s ,  el
k a n t i a n o  y el u t i l i t a r i s t a .  P e r o riñen  e n t r e  sí. A n t e s   de e n f o c a r n o s   en
l a m a n e r a c o m o   el   c o n f l i c t o p u e d e r e s o lv e r se , e x a m i n e m o s   su na 
t u r a l e z a .  R e c o r d e m o s   que el  u t i l i t a r is m o s o s t i e n e   que una  acción

e s m o r a l m e n t e c o r r e c t a  en la  m e d id a   en que  t e n g a c o m o r e s u l t a d o


u n a m a y o r f e l i c i d a d  o una u t i li d a d g e n e r a l "   Por  o t r a p a r t e ,   la  t e o 
r í a k a n t i a n a a f i r m a   que una acción  es  m o r a l m e n t e c o r r e c ta   si la
v o l u n t a d   del a g e n t e   fue m o v i d a   por el  i m p e r a t i v o   c a t e g ó r ic o .   K a n t
a f i r m a   que las  i n t e n c i o n e s   que  m o t i v a n n u e s t r a s a c c i o n e s d e b e n
c o n c o r d a r   con el  p r i n c i p i o m o r a l fu n d a m e n t a l , i n d e p e n d i e n t e   de
l o s r e s u l t a d o s   de la  a c c i ó n .  En una de sus  f o r m a s , e s t e p r i n c i p i o ,
l l a m a d o   por  K a n t i m p e r a t i v o   c a t e g ó r i c o ,   s o s t i e n e   que n u n c a d e b e 

m o s t r a t a r   a una  p e r so n a c o m o   un  m e r o o b j e t o , c o m o   un  m e d i o


p a ra f in e s u l t e r i o r e s . D e b e m o s r e s p e t a r   a las  p e r s o n a s c o m o t a le s ,
c o m o   s e r e s   l i b r e s   y  a u t ó n o m o s . 53

R e s u m a m o s   las  d i f e r e n c i a s   más  s o b r e s a l i e n t e s e n t r e   las dos


teorías:

1)  La  concepción  u t i l i t a r i s t a   es  c o n s e c u e n c i a l i s t a ;  lo qu e  c u e n 


ta   m o r a l m e n t e   es  sólo  el   r e s u l t a d o   o las  c o n s e c u e n c i a s   de

n u e s t r a s a c c i o n e s .   No  i m p o r t a   cómo  se  p r o d u c e   el   e f e c t o .


Po r o t r o l a d o , p a r a   las  teorías  k a n t i a n a s , i m p o r t a   la  m o t i v a 
ción  de la  a c c i ó n ;  los  r e s u l t a d o s   de ésta  no son  m o r a l m e n t e
relevantes.
2)   El  u t i l i t a r i s m o s o s t i e n e   que el único  v a l o r   intrínseco es el  b i e n e s 
ta r  o la  f e l i c i d a d . Hay  o t r o s v a lo r e s , c o m o   la autonomía  y la  j u s 
ticia   r e t r i b u t i v a  y  d i s t r i b u t i v a , p e r o   éstos son v a l i o s o s   sólo en la
m e d i d a   en que  p r o d u c e n   más  f e l i c i d a d .  Sólo  son  i n s t r u m e n 
t a l m e n t e v a l i o s o s .   Por  o t r o l a d o ,  las teorías  k a n t i a n a s a f i r m a n
q u e   la autonomía  y la  j u s t ic i a r e t r i b u t i v a  son v a l o r e s   i n t r í n s e c o s .
La f e l i c i d a d d e b e   ser m e r e c i d a   y  n u e s t r a s a c c i o n e s d e b e n r e s p e 
ta r   la autonomía  y el   l i b r e  albedrío de las  p e r s o n a s .  La  j u s t i c i a  y
la   autonomía  son  v a l o r e s   i n t r í n s e c o s .

, ?
  E\  t e x t o  c l á s i c o  d e l  u t i l i t a r i s m o  es  M u í . ) .  S.   Ef utilitarismo.  Agui l a r . B u e n o s   Ai r e s. 19 6 8 .
r

5 J
  La  exposi ci ón cl ási ca   de  e s t a   teoría  es de  K A N T ,  I.,  Fundamentarían  de la  metafísica  de las
  L s p a s a C a l p e , M a d r i d .   1995.
costumbres,

http://slide pdf.c om/re a de r/full/introduc c ion-a -la -pra c tic a -de -la -filosofia -ga r rett-thomson 188/269
 

5/29/2018 Introduc c ion a La Pra c tic a de La Filosofia - Ga r rett Thomson - slide pdf.c om

190 INTRODUCCIÓN A LA  PRÁCTICA  DE LA  FILOSOFÍA

L a s d o s t e o r í a s s e   s o l a p a n   e n u n   g r a d o c o n s i d e r a b l e .  A   m e n u d o
r e c o m i e n d a n   la s   m i s m a s a c c i o n e s .   Po r   e j e m p l o ,  a m b a s s o s t e n d r í a n
q u e t e n e m o s   l a o b l i g a c i ó n d e   a y u d a r   a l o s d e m á s , y s e ñ al ar í an 16
m o r a l m e n t e i n c o r r e c t o   d e   m u c h o s a s e s i n a t o s .  A   d e s p e c h o   d e e s t é

a c u e r d o ,  la s d o s   d i fi e r e n r a d i c a l m e n t e   e n l o q u e h a c e a u n a a c c i ó n
m o r a l m e n t e c o r r e c t a   o   i n c o r r e c t a   y , p o r   t a n t o ,  s o n   i n c o m p a t i b l e s
( p o r s u p u e s t o , p o d e m o s t r a t a r   d e   r e vis a r   a m b a s t eo r ía s   p a r a h a c e r 
las compatibles).
¿ D e b e n l o s m é d ic o s   m e n t i r   a s u s   p a c i e n t e s c u a n d o d e c i r  la   ve r 