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CENTRO UNIVERSITARIO UNIFACVEST

BIOMEDICINA 2907/2018N
EVELLIN SAMANTA FABRIS
FERNANDA ZANELLA
MARIANI PEREIRA WALTRICK

ATLAS DO SEDIMETO URINÁRIO

Lages, 2018
CRISTAIS DE URINAS ÁCIDAS ( 400X )

A presença de cristais na urina normalmente é uma situação normal e que pode


acontecer devido aos hábitos alimentares, pouca ingestão de água e mudança na
temperatura corporal, por exemplo. No entanto, quando os cristais estão presentes em
concentrações mais elevadas na urina, pode ser indicativo de alguma doença, como por
exemplo cálculo renal, gota e infecções urinárias, por exemplo.
Os cristais correspondem à precipitação de substâncias que podem estar presentes no
organismo, como medicamentos e compostos orgânicos, como fosfato, cálcio e
magnésio, por exemplo. Essa precipitação pode ocorrer devido à diversas situações,
sendo principalmente devido à mudança na temperatura corporal, infecções urinárias,
alteração do pH da urina e grande concentração das substâncias.

ÁCIDO ÚRICO

O ácido úrico é uma substância


formada pelo organismo depois da
digestão das proteínas, que formam
uma substância chamada purina,
que depois dão origem aos cristais
de ácido úrico.

Autoria de Imagem.

URATO AMORFO

Os cristais uratos amorfos são


formados pela precipitação de sais
da urina submetidos a variações de
pH, temperatura ou concentração.

Autoria de Imagem.
ÁCIDO HIPURICO

O ácido hipúrico é o principal


metabólito urinário do tolueno
(solvente para óleos,
borrachas e tintas), sendo o
indicador biológico da
exposição a este solvente.

OXALATO DE CÁLCIO

O Oxalato de Cálcio é um
composto químico inorgânico que
forma cristais monoclínicos
aciculares. Suspeita de Diabete
Millitus, doença hepática ou
enfermidade renal crônica grave. É
encontrado também em muitas
plantas tropicais.

Autoria de Imagem.

TIROSNA

A presença destes cristais esta


associada a enfermidades
hepáticas graves ou em
tirosiose.

Imagem – Internet.
LEUCINA

Tem significado patológico


importante como em
enfermidades hepáticas em
fase terminal, como a cirrose,
hepatite viral, atrofia amarela
aguda do fígado e em severas
lesões hepáticas.

Imagem – Internet

CRISTAIS DE COLESEROL

Cristais de colesterol raramente


são vistas. Seu aparecimento
indica uma excessiva destruição
tissular e em quadros nefróticos,
como também na quilúria, está
em consequência da obstrução a
nível torácico ou abdominal da
drenagem linfática, ou por
ruptura de vasos linfáticos no
interior da pélvis renal ou no
trato urinário.

Imagem – Internet.

CISTINA

A presença desses cristais tem


sempre significado clínico, como
na cistinose, cistinúria congênita,
insuficiente reabsorção renal ou
em hepatopatias tóxicas.

Imagem – Internet
CRISTAIS DE URINAS ALCALINAS ( 400X )

FOSFATO TRIPLO, AMONÍACO - MAGNESIANO

São prismas de três a seis lados, e


solúveis em ácido acético. Podem
ocorrer nos seguintes estados
patológicos: pielonefrite crônica,
cistite crônica, hipertrofia de
próstata e retenção vesical.
Aparecem também em urinas
normais.

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FOSFATO AMORFO

São partículas granulares enão tem


forma definida. O pH da urina e a
solubilidade ajuda a distingui-los.
Os Fosfatos amorfos são solúveis
em ácido acético.

Imagem – Internet.

FOSFATO DE CÁLCIO

Cristais de fosfato de cálcio são


longos, finos, prismais incolor,
podem te um formato pontiagudo,
podem flutuar em cima da urina.
São solúveis em ácido acético diluído.

Imagem – Internet.

CRISTAI DE CARBONAT DE CÁLCIO

São pequenos incolor e apresentam


forma de halter. Podem ocorre
aglomerados, que se assemelham
com material amorfo. Não tem
significado clinico.

Imagem - Iternet

URATO DE AMÔNIO

Urato ou biurato de amônio pode


aparecer em urinas alcalinas,
ácidas ou neutras. São corpos
esféricos castanhos amarelados,
com espículas longas e irregulares.
São patogênicos se aparecem em
urina recém-emitida, como ocorre
em doenças hepáticas. Podem
ocorrer em doenças hepáticasSão
solúveis aquecendo a urina ou
acrescentando o ácido acético e, se
ficar em repouso, formam cristais de ácido úrico.A precipitação de solutos depende do
pH urinário e da solubilidade e concentração do cristaloide.
CRISTAIS DE MEDICAMENTOS

CRISTAIS DE SULFA: São cristais de medicamentos com derivados sulfamídicos,


atualmente é difícil encontrar devido a diminuição do uso do medicamento e/ou
mudança de formula. Tais cristais quando originados nos túbulos renais durante a
formação da urina podem causar lesões o que irá gerar um quadro de hematúria.

CRISTAIS DE SULFATIAZOL

(VALLADA, E. P., 1988)

CRISTAIS DE SULFANILAMIDA

(VALLADA, E. P., 1988)


CRISTAIS DE SULFAPIRIDINA

(VALLADA, E. P., 1988)

CRISTAIS DE SULFADIAZINA

(VALLADA, E. P., 1988)

CRISTAIS DE ASPIRINA

(VALLADA, E. P., 1988)


CÉLULAS ENCONTRADAS EM URINA (400X)

HEMÁCIAS

Hemácias, eritrócitos ou
glóbulos vermelhos como são
conhecidos, também podem ser
encontradas na urina devido a
possíveis lesões na membrana
glomerular ou nos vasos do
sistema urogenital.

Autoria de Imagem

LEUCÓCITOS

Leucócitos são as células de


defesa do corpo, em número
maior indica a presença de
infecção ou inflamação no
sistema urogenital. Eles passam
para urina através de uma lesão
glomerular ou capilar. São
maiores que as hemácias e
contém grânulos
citoplasmáticos e núcleos
lobulados.

Autoria de Imagem
CÉLULAS EPITELIAIS

Não é um achado anormal na


amostra a presença de células
epiteliais já que elas provêm
dos tecidos de revestimento do
sistema urogenital.

Autoria de Imagem

CÉLULAS EPITELIAIS PAVIMENTOSAS

São células do revestimento da


vagina e das porções inferiores
da uretra masculina e feminina,
são as maiores do organismo,
contém citoplasma abundante e
irregular e um núcleo central
com tamanho aproximado de
uma hemácia.

(Aprendendo Saúde)
CÉLULAS EPITELIAIS TRANSICIONAIS

Se originam do revestimento
da pelve renal, bexiga e
porção superior da uretra.
São menores que as
pavimentosas, esféricas,
caudadas ou poliédricas,
com núcleo central.

(STRASINGER, S. K.,
1998)

CÉLULAS EPITELIAIS DO TÚBULO RENAL

São importantes quando


encontradas em grande
quantidade pois significa
indicio de necrose tubular. Sua
presença traduz doenças
causadores de lesão tubular.
São células redondas e
ligeiramente maiores que os
leucócitos e se distinguem
deles por ter um só núcleo
redondo e excêntrico.

(STRASINGER, S. K., 1998)


LEVEDURAS

Indicam na maioria dos casos


que o paciente pode estar
com candidíase causada pelo
fungo cândida albicans,
podem ser observadas
também na urina de pacientes
com diabetes melito.

(STRASINGER, S. K.,
1998)

BACTÉRIAS

Se as amostras não forem


colhidas adequadamente, em
condições estéreis, pode
ocorrer contaminação
bacteriana sem significado
clínico. Amostras que ficam
por muito tempo em
temperatura ambiente também
podem ser contaminadas. Em
casos de amostras recém
colhidas, as bactérias aparecem
normalmente com os leucócitos.

Imagem - Biomedicina Padrão


CILINDROS E ARTEFATOS ENCONTRADOS NA URINA (400X)

CILINDROS: formam-se no interior da luz do túbulo contorcido distal e ducto coletor


renais a partir de mucoproteínas de Tamm-Horsfall secretadas pelas células epiteliais
tubulares. Em ph ácido, estas proteínas se condensam e tomam a aparência morfológica
do local onde houve deposição pela estase urinária, formando os cilindros que são
classificados de acordo com os materiais agregados, que são componentes do filtrado e
da concentração urinária.
ARTEFATOS: são contaminantes fecais, vaginais, seminais ou externos ao corpo
humano como partículas de polen, de talco, de algodão, entre outras que entram em
contato com a amostra urinária ou com o aparelho urinário, sendo liberados juntamente
com a urina.

CILINDROS HIALINOS

Os cilindros hialinos são compostos pela


mucoproteína de Tamm-Horsfall e
são incolores, de baixa refração,
transparentes e com extremidades
arredondadas, podendo ser
classificado conforme os tipos a baixo
ao agregar outros materiais. Sua
presença na urina é normal em
pequena quantidade, principalmente
após exercícios físicos, desidratação,
calor e estresse. Porém pode aparecer
de forma patológica quando o
individuo apresentar glomerulonefrite,
pielonefrite, doença renal crônica e
insuficiência cardíaca congestiva.
Autoria de Imagem

CILINDROS GRANULOSOS

Os cilindros granulosos são oriundos da


desintegração de cilindros celulares que
permanecem nos túbulos devido à
estase urinária e após exercícios
intensos, ou podem representar
agregação de proteínas do soro, ou ser
resultantes de restos de leucócitos e
bactérias. Normalmente aparecem 1 ou
2 por campo e apresentam grânulos
grosseiros.
Autoria de Imagem.
CILINDROS LEUCOCITÁRIOS

Os cilindros leucocitários são compostos


de neutrófilos, que estão presentes em
inflamações agudas não bacterianas,
como nefrites intersticial e em infecção
no néfron, podem acompanhar os
cilindros hemáticos na glomerunonefrite
e são os principais marcadores para
distinguir pielonefrite (ITU superior) de
ITU baixo.

Autoria de Imagem

CILINDROS EPITELIAIS

Os cilindros epiteliais resultam da


descamação das células do epitélio
renal, geralmente pequenas, de núcleo
volumoso, não raro tomadas como
leucócitos. Em geral procedentes dos
túbulos, além de dano tubular e doenças
virais (citomegalovírus), podem
aparecer após exposição a substâncias
nefrotóxicas, nas nefrite agudas e
pielonefrites, em conjunto aos cilindros
hemáticos e leucocitários.

Autoria de Imagem

CILINDROS CÉREOS

Os cilindros céreos possuem um índice de


refração muito elevado, são de cor
amarela, acinzentada, ou incolor, e têm
uma aparência lisa homogênea com
bordas serrilhadas. A presença desses
cilindros representa um estágio
avançado da evolução natural dos
cilindros hialinos patológicos, sendo
indicativo de insuficiência renal crônica
grave, hipertensão maligna, amiloidose
renal e nefropatia diabética. Imagem – Internet

CILINDROS HEMÁTICOS

Os cilindros hemáticos é formado por


um aglomerado de hemácias ou
hemoglobina e indicam presença de
sangue na urina. Sua presença é
geralmente sintoma de disfunção dos
glomérulos renais, ou seja, de
nefropatias glomerulares, como
glomerulonefrite, lesões glomerulares,
tubulares e capilares renais devido a
sangramento no interior dos nefros.

Autoria de Imagem

CILINDRÓIDES (muco)

Os cilindróides são cilindros formados


na junção da alça de Henle e do túbulo
contorcido distal. São frequentemente
hialinos, mas podem também
incorporar outros materiais e possuem
uma extremidade que afunila-se como
um fio de muco como uma "cauda”.

Autoria de Imagem

FILAMENTOS DE MUCO

O muco é componente normal da urina


por recobrir grosseiramente todo o trato
urinário. Mas, a detecção em excesso de
filamentos de muco na urina pode
indicar problema no intestino ou
sistema urinários, como infecção
bacteriana, ISTs, gravidez, período fértil
da mulher, carcinoma uracale, colite
ulcerativa, pedras nos ris e candidíase.
Autoria de Imagem.

ESPERMATOZÓIDES

Em mulheres pode haver presença de


espermatozóides na urina após relações
sexuais, os quais não devem ser
relatados exceto em casos de suspeita
de abuso. Já em homens
esporadicamente, sua presença é
normal, mas em quantidades mais
elevadas pode indicar espermatorreia e
devem sempre ser relatados.

Autoria de Imagem.

TRICHOMONAS VAGINALIS

O Trichomonas vaginallis é um
protozoário flagelado que ao parasitar o
trato urinário superior causa a IST
tricomoníase, que normalmente
apresenta sintomas nas mulheres, com
intensa vaginite, mas pode levar a
doença inflamatória pélvica, câncer
cervical e infertilidade.

Autoria de Imagem

OVO DE SCHISTOSSOMA HAEMATOBIUM

O Schistossoma haematobium é um
parasita que deposita seus ovos em
vários tecidos, principalmente o
urinário, responsável pela shistosomose
urinária, que causa resposta inflamatória
principalmente pelas lesões graves no
aparelho urogenital, causando
hematúria, fibrose, granulomas e até
mesmo insuficiência renal obstrutiva e
neoplasia escamosa da bexiga. É mais comum em países africanos e do oeste asiático.
Autoria de Imagem.

OVO DE ENTEROBIUS VERMICULARES

Ovos ou larvas de parasitas também


podem ser encontrados no sedimento
urinário devido à contaminação fecal e
por falta de assepsia adequada. Nas
mulheres pode acontecer a localização
errática. As larvas podem se infiltrar
pelo canal vaginal, causando erotismos,
salpingite, vulvovaginites, corrimento e
até infertilidade.

Autoria de Imagem.

FIBRAS VEGETAIS

As fibras vegetais são contaminantes


fecais na urina.

Imagem - Internet

BOLHAS

Bolhas formadas após a deposição de ar


sob a lamínula.

Imagem - Internet
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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saude.pt/bitstream/10400.17/1120/1/Einstein%202011_9_81.pdf

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https://controllab.com/pdf/atlas_de_sedimento_urinario_com_fotos.pdf

https://books.google.com.br/books?id=xEhCDQAAQBAJ&pg=PA92&lpg=PA92&dq=
fibras+vegetais+na+urina+%C3%A9+contamina%C3%A7%C3%A3o&source=bl&ots
=2wXQ1M_Kwv&sig=y1odtVmpXmBTEj5fTghgioNfrLw&hl=pt-
BR&sa=X&ved=2ahUKEwi03YXkiYnfAhUnx1kKHdmdAhsQ6AEwD3oECAMQAQ
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https://www.passeidireto.com/arquivo/37715916/muco-na-urina

https://www.passeidireto.com/arquivo/43416866/urinalise-cristais-cilindros-e-
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http://adamogama.blogspot.com/2012/07/cristais-de-urina-acida.html

APRENDENDO SAÚDE. Uroanálise. Disponível em:


<http://wwwaprendendosaude.blogspot.com/2013/07/uroanalise.html>

BIOMEDICINA PADRÃO. Pequeno Atlas de Uroanálise. Disponivel em:


<https://www.biomedicinapadrao.com.br/2010/05/pequeno-atlas-de-uroanalise.html>

STRASINGER, S. F. Uroanálise. Fluídos Biológicos. 3ª Edição. Editora Premier.

VALLADA, E.P. Manual de Exames de Urina. 4ª Edição; Livraria Atheneu, Rio de


Janeiro. 1988.