You are on page 1of 348

- '

< tmg:*
*
< Hi
:

-‘B

Ml
vm I»
.
K

*m8g:
I
'• sas^ - -
'

: &;
,

v V

ROBERT THOMAS e
STANLEY GUNDRY
(organizadores)

Vida
Sá 1C
A
2 i .
í i
'5
mje /Áoá '
*
MÊÊÊks,
-
I
NOVA VERSãO INTERNACIONAL

A vida e a obra de Jesus Cristo são narradas nos quatro evangelhos canónicos: Mateus,
Marcos, Lucas e João. Cada um imprimiu seu estilo próprio ao registrar palavras e fatos
importantes da vida do Senhor. Mas que tal estudar os evangelhos de uma só vez ? Essa é
-
a proposta cativante desta Harmonia dos evangelhos Trata se de uma ferramenta
importantíssima e indispensável para obter uma visão panor âmica da vida e do
ministério de Cristo .
E mais:
divisão histórica e detalhada da trajetória de Jesus;
notas explicativas de rodapé com informações de aspectos históricos e
teológicos;
o texto bíblico mais contempor âneo da língua portuguesa: a Nova Versão
International, que fornece percepções dos evangelhos por vezes não muito
claras nas versões mats antigas das Escrituras;
mapas que ajudam a identificar a localização geogr áfica de muitos dos
acontecimentos relacionados com a vida de Cristo;
tabelas de refer ências cruzadas (com pontos de semelhança) ;
tabelas para encontrar mais facilmente as passagens da Harmonia;
uma “ Linha do tempo” abrangendo toda a vida de Cristo e seu
'

ministério com o propósito de mostrar as relações cronológicas mais amplas.

Mais que um estudo acadêmico avançado sobre os alicerces históricos da existência e da


atividade de Jesus Cristo, o grande mérito desta obra é aproximar o leitor mais e mais do
Salvador, conduzindo - o a uma maior admiração da pessoa de Jesus. Admir á-lo mais nos
-
impulsiona a glorific á lo com mais constância e a servi-lo com mais fidelidade.

-
Robert L. Thomas doutorou se pelo Seminário Teológico de Dallas e é professor de Novo
Testamento no Master ' s Seminary, em Sun Valley, Califórnia. É autor e co -autor de várias
obras, entre elas Os evangelhos e a vida de Cristo em tabelas e gr áficos (Vida), os
comentários de 1 e 2Tessalonicenses do Expositor ' s Bible commentary e um comentário em
dois volumes sobre o Apocalipse.

- -
Stanley N. Gundry é vice presidente e editor chefe da equipe editorial da Zondervan. Com
-
mais de 35 anos de experiência pastoral e no ensino cristão, é autor e co autor de inúmeras
obras, organizador de Lei e evangelho ( Coleção Debates Teológicos , Vida) e colaborador em
diversos periódicos.

is /
Vida
www.editoravida.com.br Categoria: Bibliologia
©1988, de Robert L. Thomas e Stanley N. Gundry
Título do original * The NIV harmony of the Gospels,
edição revista da
Harmonia dos evangelhos
de John A. Broadus e
A. T. Robertson,
publicada pela
Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional ©1993, 2000 HARPER & Row, PUBLISHERS
Copyright por International BibleSociety. (New York, New York, EUA).
Usado com permissão.Todos os direitos reservados mundialmente.
O texto pode ser citado de várias maneiras (escrito,
visual, eletrónico ou á udio) até quinhentos (500)
versículos sem a expressa permissão por escrito do editor, Todos os direitos em língua portuguesa reservados por
cuidando para que a soma de versículos citados não
complete um livro da Bíblia nem os versículos computem EDITORA VIDA
25% ou mais do texto do trabalho em que são citados. Rua J úlio de Castilhos, 280 • Belenzinho
O pedido de permissão que exceder as normas de procedimento
acima deve ser dirigido à e aprovado por escrito
CEP -
03059 000 •
São Paulo, SP
pela International Bible Society, 1820 Jet Steam Drive, Telefax 0 xx 11 6096 6814
Colorado Springs, CO 80921, USA. www.editoravida.com.br

Holy Bible, New International Version ©1993, 2000


Copy by International Bible Society. PROIBIDA A REPRODUçãO POR QUAISQUER MEIOS,
Used by permission. All rights reserved worldwide. SALVO EM BREVES CITAÇÕES, COM INDICAÇÃO DA FONTE .
The text be quoted in any form (written, visual
electronic or audio), up to and inclusive o] Todas as citações bíblicas foram extraídas da
(5.00) vers without the express writte " Nova Versão Internacional (NVI),
^
thff ’pffinsher, providing the verses quo ©2001, publicada por Editora Vida ,
amount to a complete book of the Bible salvo indicação em contrário.
verses quoted account for 25 percent (25%) > r more of
the total text of the work in which they areiquoted.
Permission requests that exceed the above guidelines
must be directed to, and approved in writing by, ,
International Bible Society, 1820 let Stream Drive, j
^
CofiadoJr ngs uo òU92 U

M A Z I N H D R O D R I G U ES

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Thomas, Robert L.
Harmonia dos evangelhos / Robert L. Thomas e Stanley N. Gundry ; [ tradução Valdemar
Kroker] - São Paulo : Editora Vida, 2004.
,

Título original: The NIV harmony of the Gospels.


“ Nova versão internacional ”
ISBN 85-7367-840-2

1. Bíblia. N. T. Evangelhos
— Harmonias I. Gundry, Stanley N. II. Título.

04-0365 CDD -226.1


Indices para catálogo sistemático

1. Evangelhos : Harmonias : Bíblia 226.1


2. Harmonias dos evangelhos 226.1
SUMáRIO

Pref ácio à edição brasileira vii


Prefácio à revisã o de 1988 ix
Pref ácio à revis ão de 1922 xiii
Pref ácio à revisã o de 1903 xv
Prefácio à edição de 1893 xvii
Esboço analítico da Harmonia dos evangelhos xi x
Explicação do formato e características da Harmonia xxxi
Harmonia dos evangelhos 1
Coment ários relacionados a estudos de harmonias 221
1. A harmonia dos evangelhos é válida? 221
2. Uma história das harmonias 226
3. ítica das fontes
Cr 23 3
4. ítica da forma
Cr 241
5. ítica da redação
Cr 249
6. ítica do evangelho de Jo ão
Cr 260
7. Problemas e princípios de harmonização 268
8. As línguas que Jesus falava 276
9. As genealogias em Mateus e Lucas 280
10 . O dia e o ano da crucificação de Cristo 288
1 1. Cronologia da vida de Cristo 292
12 . A prisão e o julgamento de Jesus 297
Tabela de referências cruzadas ( com pontos de
semelhanç a) 307
Tabelas para encontrar passagens na Harmonia 311
Linhas do tempo

1. A vida de Cristo 3 17
2 . O minist ério de Cristo 318
3 . A semana da paix ão 3 19
Mapas 3 20
PREFáCIO à EDIçãO BRASILEIRA

É com alegria que acolhemos a iniciativa da Editora Vida de


publicar mais uma obra que sem dúvida beneficiará aos que de ¬

sejam aprofundar - se no estudo dos evangelhos. Este é, afinal, o


propósito de uma harmonia dos evangelhos.
Concebida a partir da Nova Versão Internacional (NVI) ,
esta obra de Thomas e Gundry é uma revisão da famosa Har ¬

monia de A . T. Robertson, que revisou a de John A . Broadus


em 1922 . Sua grande contribuição para os estudiosos é ofere ¬

cer uma visão ajustada da harmonia entre os evangelhos. Os


fatos e os ensinamentos de Jesus, que nos evangelhos foram
registrados sem preocupação com a ordem em que ocorre ¬

ram, são apresentados nesta Harmonia em ordem cronoló gica.


A apresentação do texto em colunas paralelas ajuda o lei ¬

tor a confrontar fatos e ensinamentos entre os evangelhos. O


prof . Broadus foi o primeiro a desistir do esquema tradicional,
que divide o ministério de Jesus de acordo com as festas judai ¬

cas. Ele empregou oito divisões principais , às quais Robertson


acrescentaria mais seis , chegando assim a catorze . Essa nova
maneira de tratar a vida de Jesus, fragmentando - a em marcos
destacados, valorizou o desenvolvimento de seu ministério .
A apresentação grá fica desta obra se constitui em mais um
de seus elementos atrativos . Composta com fonte moderna,
os títulos e a numeração dos par á grafos permitem que o leitor
capte mais facilmente a sequência dos acontecimentos .
Em síntese, esta Harmonia é uma ferramenta necess ária tan ¬

to para o leitor comum como para pastores, seminaristas e


demais estudiosos que desejam obter uma visão mais com ¬

pleta e adequada da vida de Jesus e de seus ensinamentos,


eternamente v álidos.
A Deus toda a glória!

PR. RUSSELL SHEDD,


mestre em Teologia peloWheaton College (EUA ),
PhD em Novo Testamento pela
Universidade de Edimburgo (Esc ócia),
fundador das Edições Vida Nova
PREFá CIO à REVISã O DE 1988

As ra ízes desta Harmonia se estendem profundamente no solo


dos estudos bíblicos do século xix . O renomado John A . Broa -
dus começou a ensinar a vida de Jesus em 1859. Por sugest ã o
de seu colega A. T. Robertson , publicou em 1893 o fruto des ¬

ses trinta e tantos anos de ensino. O próprio Robertson come ¬

çou a dar esse mesmo curso em 1888 , e após 34 anos publicou


a sua Harmonia, que era uma revisão da obra de Broadus. Entre ¬

mentes , Robertson havia preparado notas para o final da pri ¬

meira edi ção de Broadus e tinha publicado uma revisão n ão t ã o


profunda da obra de Broadus em 1903. Essa linhagem de har ¬

monias dos evangelhos passou por muitas impressões e se trans ¬

formou em uma força poderosa na igreja de Jesus Cristo ao


longo das décadas do século XX .
Uma das razões dessa t ão grande influê ncia é que Broa ¬

dus abriu um caminho seguido depois por muitos harmoni -


zadores do século XX . Em vez de tentar forçar a quest ã o e
transformar as festas judaicas em pontos - chave no ministério
de Cristo , como fizeram seus predecessores , ele organizou
o minist é rio de Jesus em per íodos bem definidos, de acordo
com um progresso gradual em três â mbitos: na revela çã o de
Jesus , na hostilidade dos seus inimigos e no treinamento dos
Doze . Esse novo m étodo , como Broadus comentou no seu
pref ácio , em 1893 , facilitou a compreensã o dos " movimentos
internos da hist ó ria , em direçã o à quela colisã o t ã o protelada ,
mas prevista e inevit á vel , na qual , al é m de todas as outras
inst â ncias , a ira do homem foi levada a louvar a Deus".
Robertson construiu sobre os esforços bem -sucedidos de
Broadus , com a sua revisã o de 1922 , ao refinar, expandir e
atualizar a obra de seu antigo mentor. O prop ósito desta
revisã o de 1988 é construir sobre a revisã o de Robertson e
afinar a obra ainda mais à luz de mais de seis décadas de
pensamento crist ã o que se passaram desde que foi publicada
pela primeira vez aquela revisã o tã o conhecida .
A presente obra , em primeiro lugar, tenta atingir uma
precisã o maior na defini çã o dos " movimentos internos" da
X PREFACIO à REVIS ã O DE 198 o

vida de Jesus . Alcanç amos isso por meio da subdivisão de algumas se ¬

çõ es mais longas em porçõ es menores e mais administráveis. No entan ¬

to, para maior conveniência, os números de par á grafos de Robertson


foram mantidos e receberam sufixos em caixa - baixa, como a, b, c, para
indicar as subdivisões . Além disso, notas de rodapé explicativas de as ¬

pectos hist óricos e geogr á ficos, de relaçõ es teoló gicas e cronoló gicas e
de uma grande variedade de outras quest ões foram acrescentadas nesta
revis ã o. Esses acr é scimos capacitam o leitor a focalizar rapidamente os
temas principais no processo do seu desdobramento .
As divisões da vida de Cristo propostas por Broadus - Robertson fo ¬

ram mantidas em virtude de sua exatidã o. As diferenç as de ponto de


vista acerca da localização de algumas seçõ es, no entanto, est ão refleti ¬

das nas notas de rodapé desta revisão . Nesses casos, a localização do


texto permanece a mesma que é encontrada em Robertson, sendo que a
preferência dos revisores est á indicada em subtítulos de seção e refer ên ¬

cias de passagens bíblicas em colchetes. Outra diferenç a em relaçã o a


Robertson est á na escolha de subtítulos das seções . Em praticamente
todos os casos, foi designado um novo subtítulo que retrata de forma
mais precisa a essência do conteúdo da se çã o .
Talvez a ampliação maior na nossa revisã o esteja na reformulação das
"observações a pontos especiais" de Robertson, que o leitor encontra no
final desta Harmonia. A crítica dos evangelhos e de seus aspectos especí ¬

ficos tem sido o ponto principal dos estudos do Novo Testamento ( NT)
durante as seis décadas centrais do século xx . A discussão produzida por
essa atividade levou a uma reformulação dessas observações, a ponto de
definir novos temas aos quais os textos ( já não mais "observações") são
dedicados. Há lista de livros e textos selecionados na conclusão de cada
um desses doze ensaios, para que os interessados em se aprofundar nes ¬

ses t ópicos tenham acesso a mais recursos .


Outra diferenç a marcante em relação às obras anteriores é a versão
bíblica empregada. No lugar da English Revised Version { \ &?> \ ) da Harmonia de
Broadus e da Harmonia de Robertson, a NIV foi escolhida para esta revisão.
Esta versão é uma nova tradução para o inglês contemporâneo que forne ¬

ce percepções dos evangelhos que muitas vezes ficaram encobertas àque ¬

les menos familiarizados com o estilo antigo do inglês da Revised Version.


Outros aspectos desta Harmonia est ão expressos em "Explicação do
formato e características da Harmonia , e a sua semelhanç a ou diferenç a
com a de Robertson pode ser observada por aquelas pessoas familiariza ¬

das com essa obra t ão afamada ao longo do tempo . Duas comparações


de cunho geral s ão dignas de nota especial aqui . Em primeiro lugar,
nesta obra seguimos a sequência de colunas na apresentaçã o dos textos .
Da esquerda para a direita, temos Mateus, Marcos, Lucas e João. Que
PREF á CIO à REVIS ã O DE 1988 x

difere da ordem de Robertson , que trocou Mateus e Marcos porque


achava que Marcos escreveu primeiro e Mateus dependeu dele . Depois
de mais de um século de popularidade , a teoria da prioridade de Marcos
est á em decl ínio , e , na opini ã o dos revisores , h á pouco o que falar a seu
favor em compara çã o à posi ção mais tradicional da prioridade de Ma ¬

teus. Por isso a reversã o da sequê ncia de Broadus .


A segunda compara ção precisa ser vista da perspectiva escatol ógica .
Em alguns pontos , Broadus e Robertson refletiram o clima amilenarista
ou pós - milenarista dos seus dias . O século XX tem testemunhado uma
onda renovada de interesse pela interpreta ção pré - milenarista das Escri ¬

turas. É a convicçã o dos revisores desta obra que o entendimento gra ¬

m á tico - hist ó rico coerente da Bíblia inevitavelmente conduz a essa últi ¬

ma posiçã o . Por esta raz ão , várias das notas de rodapé explanatórias re ¬

fletem uma diferen ça correspondente de perspectiva em rela çã o às edi ¬

çõ es anteriores .
Al é m do texto da Harmonia, uma sé rie de outros aspectos foi incorpo ¬

rada . Um esboço da Harmonia, que segue a cronologia prová vel da vida


de Cristo , acompanha este pref ácio . O mesmo esboço entremeia todo o
corpo da Harmonia. Observar esse esboço , mesmo que de relance , j á faz
o leitor perceber quando os diversos acontecimentos ocorreram em re ¬

la çã o uns aos outros . Sempre que possível , a localiza çã o geogr á fica de


cada acontecimento é informada no corpo da Harmonia. Os mapas no
final do livro fornecem os meios para identificar esses locais em relação
ao restante da Palestina . As fontes das cita ções do Antigo Testamento
( AT ) foram inclu ídas , assim como algumas observa ções esclarecendo al ¬

gumas das leituras escolhidas pela Nova Versã o Internacional ( NVI ) .


As seções da Harmonia que possuem uma semelhança especial com ou ¬

tras seções també m foram identificadas na pró pria Harmonia. Todas as refe ¬

rê ncias de seções ( remissões rec íprocas ) est ã o listadas na "Tabela de re ¬

ferê ncias ( remissões recíprocas )" que o leitor encontra no final deste volu ¬

me . Essa tabela acrescenta os pontos de semelhan ç a entre as seções. As


"Tabelas para encontrar passagens na Harmonia facilitam a localiza çã o de
qualquer passagem na Harmonia ao listar as passagens de acordo com a
sequê ncia de capítulo e versículo . As linhas do tempo para toda a Vida de
Cristo, o Ministé rio de Cristo e a Semana da Paixão també m foram inclu ¬

ídas com o propósito de mostrar as relações cronol ógicas mais amplas.


A harmonia dos evangelhos proporciona um meio importante para
se estudar os quatro evangelhos de uma vez . Embora nunca possa substi ¬

tuir completamente o estudo individual dos quatro evangelhos , é uma


ferramenta indispensá vel para se obter uma visão panorâ mica mais bem
acabada da vida de Jesus em todas as suas facetas . Os editores direciona ¬

ram esta obra para que proporcione esse tipo de vis ã o geral para os
xíi PREFá CIO à REVISã O DE 1988

estudantes de semin á rios e faculdades crist ãs. Mesmo assim , o estudante


atento que pesquisa as Escrituras em particular e sem familiaridade com
o grego do NT certamente será capaz de seguir facilmente a discussã o e
a argumenta çã o. Quest ões mais detalhadas e t écnicas pertencentes a
n íveis mais avan çados de estudos bíblicos obviamente n ã o foram inclu ¬

ídas nesta obra .


Nos ú ltimos anos , a prá tica da harmonização tem sido alvo crescente
de críticas em c írculos acadê micos. At é mesmo alguns evangélicos t ê m
questionado a sua legitimidade . Nã o é preciso dizer que n ã o fazemos
apologias desta Harmonia, porque confiamos na exatidã o hist ó rica dos
acontecimentos registrados nos evangelhos . Se esses acontecimentos
sã o historicamente precisos , sã o em princípio harmoniz á veis em uma
sequê ncia hist órica que pode ser lida e estudada de forma muito provei ¬

tosa pelos seguidores de Jesus Cristo. O cristianismo é uma f é que est á


solidamente alicerçada na histó ria . O tipo de exposi ção dos seus alicer ¬

ces históricos como é proporcionada por uma harmoniza çã o dos evan ¬

gelhos é necessá rio .


A exposi çã o prolongada à pessoa de Jesus Cristo é inevit á vel quando
algué m estuda uma harmonia dos evangelhos. Essa exposi çã o certamen ¬

te conduz a uma maior admira çã o da pessoa dele . Quando o admiramos


mais , vamos servi - lo com mais fidelidade e glorificá - lo com mais cons ¬

t â ncia . Deus permita que isso aconteça como fruto do trabalho dos seus
servos .

ROBERT L. THOMAS
Sun Valley, Calif
ó rnia

STANLEY N . GUNDRY
Grand Rapids , Michigan
PREFáCIO à REVISã O DE 1922

Faz agora exatamente trinta anos que o jovem assistente suge ¬

riu ao seu mentor, o dr. John A. Broadus, que este preparasse


uma harmonia dos evangelhos em que se deixasse de lado o
antigo plano de seguir as festas judaicas como pontos cr íticos
na vida de Jesus. Ele seguiu essa sugestão e abriu o caminho que
todas as harmonias modernas têm trilhado. O livro passou por
mais de uma dezena de edições profundas e tem se tornado a
harmonia padrão para milhares de estudantes em todo o mun ¬

do. Broadus se ocupou em ressaltar os " movimentosinternos da his¬

t ória, em direção àquela colisão tão protelada, mas prevista e


inevitável, na qual, além de todas as outras instâncias, a ira do
homem foi levada a louvar a Deus". Ele atingiu esse alvo com
capacidade maravilhosa.
Uma geração j á passou e est á na hora de revisar a obra de
Broadus à luz da crítica e da pesquisa sinóptica moderna acerca
de cada fase da vida de Cristo. Assim, fiz uma nova análise
que preserva o propósito original de Broadus, mas com no ¬

vas seções e novas notas e observações . As notas no final do


antigo volume, escritas por mim para a primeira edição, fo ¬

ram minuciosamente revisadas e atualizadas. As passagens do


AT citadas nos evangelhos são encontradas no texto. O evan ¬

gelho de Marcos aparece na primeira coluna, depois Ma ¬

teus, Lucas e Jo ão. Sabe - se agora que Mateus e Lucas usaram


o livro de Marcos como estrutura básica para os seus evange ¬

lhos . Essa mudanç a simplifica de forma impressionante o


desenrolar da narrativa.
Ainda há controvérsias quanto ao valor histórico do evan ¬

gelho de João, mas sua autoria não é contestada. Continua em


pé, na minha opinião. A teoria do dr. C. F. Burney acerca de um
original em aramaico dá nova perspectiva à crítica joanina.
Uma harmonia dos evangelhos não pode lidar com todas
as fases da crítica moderna . Os dados s ão apresentados da
forma mais neutra possível, para que todos os estudantes
possam usar o livro e interpretar os fatos de acordo com as
XIV PREF á CIO à REVISã O DE 1922

várias teorias. Diversos itens hist óricos exigem observaçõ es de variados


tipos que lancem luz sobre a passagem em quest ã o . Não fazemos esforç o
algum para conciliar todas as afirmações divergentes dos vários detalhes
nos diferentes evangelhos . As diferenç as desafiam o interesse do estu ¬

dante tanto quanto as correspondências e são marcas naturais de traba ¬

lho individual. As notas e apêndices ao final do livro s ã o direcionados a


estudantes que precisam de ajuda para o estudo hist órico da vida de
Cristo . Uma harmonia não pode oferecer toda a ajuda de que uma pes ¬

soa precisa, mas é o livro essencial para o estudo meticuloso da vida de


Jesus. Estudantes em faculdades crist ãs, em seminários teológicos, Asso ¬

ciaçõ es Crist ã s de Moç os, professores e alunos de Escola Dominical,


pregadores e todos que querem ler os evangelhos de forma inteligente
precisam ter uma harmonia atualizada dos evangelhos . A pessoa que nunca
leu uma harmonia ficar á admirada com a luz que resplandece dos relatos
paralelos e progressivos da vida de Jesus Cristo.
Broadus começou a ensinar sobre a vida de Jesus em 1859 e conti ¬

nuou a fazê - lo até a sua morte em 1895 . Comecei trabalho semelhante


em 1888 e continuei sem interrupçã o at é agora. Considero como a bên ¬

ção maior da minha vida ter dirigido tantas classes de jovens ministros e
ministras ( em torno de cinco mil ao todo) no estudo da vida de Cristo .
Se somente um deles puder transmitir a outros em todo o seu vigor e
poder os ensinos de Jesus, ele não pode falhar. Houve uma época em
que as pessoas ficavam admiradas diante das palavras de Jesus, ouvindo
com admiração e em êxtase suas palavras . A figura de Cristo preenche o
mundo hoje como nunca antes . O mundo se voltou para Cristo, o Cris ¬

to da F é e da Experiência, o Jesus da História, o Homem da Galiléia, a


Esperanç a de Hoje, o Jesus Cristo dos Quatro Evangelhos no esplendor
total do estudo cr ítico e hist órico moderno.

A . T. ROBERTSON
Louisville , Kentucky
PREFáCIO à REVISã O DE 1903

Há dez anos, o dr. Broadus publicou esta Harmonia, que já pas ¬

sou por seis edições. Parece ser a hora adequada para fazer uma
revisão mais detalhada do livro. Houve algumas mudanç as im ¬

portantes nas notas no final do livro. A Harmonia do dr. Broadus


foi a primeira a deixar de lado a divisão tradicional do ministé ¬

rio de Cristo de acordo com as celebrações da Páscoa em vez


do desenrolar natural do minist ério em si . Ele também acres ¬

centou um esboç o analítico ao corpo da Harmonia em it álico,


fez remissões a incidentes ou expressões semelhantes, colocou
resumos proveitosos no início de cada uma das divisões (par ¬

tes) gerais, manteve as notas marginais da Revised Version, que é o


texto usado, e acrescentou notas de rodapé muito valiosas em
alguns lugares apropriados que ajudam o estudante a perceber
o movimento da história. O plano desta Harmonia é oferecer a
melhor ajuda para o estudo histórico. O material do evangelho
é apresentado de acordo com a ordem aceita pelos melhores
estudiosos do NT, mas há dificuldades em vários pontos que s ão
abertamente reconhecidos e indicados . O estudante pelo me ¬

nos tem um ponto de partida para o seu trabalho.


De acordo com essa concepção da Harmonia, mais alguns
auxílios s ão acrescentados nesta Edição Revisada . Apresen ¬

tamos um excelente mapa da Palestina , o esbo ç o analítico é


colocado no início e também no corpo do texto , as remis ¬

s õ es a incidentes e express õ es semelhantes s ã o acrescenta ¬

das em um apêndice separado , além de serem mantidas no


texto, a "Análise e Peculiaridades do Evangelho é fornecida
em um apêndice, al ém de novas listas de par ábolas , milagres,
citações do AT, ditos nã o - canônicos de Jesus e uma lista das
principais harmonias . Os apêndices cont êm refer ê ncias a
seçõ es e pá ginas da Harmonia. Al ém disso, há ainda um com ¬

pleto índice de Pessoas e Lugares que ser á muito útil. Há


também a sinopse comum com tabelas para encontrar as pas ¬

sagens. Cremos que dessa forma esta Harmonia fornece vanta-


X vi PREF á CIO á REVIS ã O ot 1903

gens peculiares ao estudante que quer pesquisar assuntos hist óricos . A


obra do dr. Broadus neste volume é o fruto maduro de uma vida de
amplo estudo e reflexã o por um dos mestres mais raros do NT que qual ¬

quer é poca ou pa ís já conheceu .

A . T. ROBERTSON
Southern Baptist Theological Seminary,
Louisville , Kentucky, I ° de janeiro de 1903.
PREFá CIO à EDI çã O DE 1893

Esta obra é o fruto de mais de trinta anos de ensino do NT em í


inglês. Primeiro usei como compê ndio a harmonia do dr. Ed .
Robinson , e pelos últimos vinte anos a do dr. G. W. Clark . As
duas são obras valiosas, merecendo a reputação que adquiriram .
Mas tenho ficado cada vez mais convencido de que a maioria
das harmonias erra ao colocar o destaque na divisão do ministé ¬

rio do nosso Senhor em anos de acordo com a Páscoa . É quase


impossível determinar com certeza que a festa de João 5.1 foi
uma celebraçã o da Pá scoa , e as duas passagens conhecidas de
João 2.13 e 6.4 , que citam a festividade da páscoa , na verdade
n ão tê m relação importante com o desenvolvimento do minis ¬

tério do nosso Senhor. Além disso , a extensão do ministério, e


as datas do nascimento e morte de Jesus n ão podem ser deter ¬

minadas com precisão . Mas pare de se esforçar para encontrar


uma cronologia exata, pare de considerar as festas judaicas ( ex ¬

ceto a última Páscoa ) como é pocas importantes na sua obra , e


você logo percebe que o seu minist é rio se divide facilmente
em períodos bem definidos, e em cada um é poss ível identifi ¬

car um progresso gradual a ) na revelação do nosso Senhor, b )


na hostilidade dos seus inimigos e c ) no treinamento dos Doze
Apóstolos. Assim , nos tornamos capazes de seguir os movimentos
internos da história, em direçã o à quela colisão t ão protelada , mas
prevista e inevitável , na qual , al ém de todas as outras instâ ncias ,
a ira do homem foi levada a louvar a Deus .
Tenho tentado indicar as marcas principais do progresso
histórico da vida do nosso Senhor por meio de notas breves
e outras notas em grifo colocadas aqui e ali entre as se ções.
Muitas dessas notas també m tocam em vá rios pontos de har ¬

moniza çã o , de cronologia e outras quest ões , de forma que o


leitor possa obter rapidamente as informações e a ajuda mais
importante e necessá ria e prosseguir no seu estudo . As per ¬

guntas que exigem discussões mais detalhadas foram tratadas


pelo meu colega , o dr. A . T. Robertson , em notas mais ex -
xviii PREFá CIO à EDI çã O DE 1893

tensas colocadas no final do volume , que na minha opini ão são comple ¬

tas e perspicazes , e v ã o ajudar muito o estudante atento .


Pareceu - nos melhor imprimir a Harmonia na Revised Version, conhecida
comumente como a versã o Canterbury, ou a Revisã o Anglo - Americana ,
que hoje aparece em muitos materiais de apoio ou coment á rios com a
Versão King James. Na impressã o desse texto revisado , lan çamos m ão do
auxílio da Harmonia de Waddy.
Provavelmente a maioria das pessoas considera uma harmonia dos
evangelhos algo ú til somente para o trabalho de classes de estudo b íbli ¬

co ou outras formas regulares de estudo . Mas quero convidar todas as


pessoas que prezam a leitura da B íblia a fazer a experi ê ncia de ler esta
harmonia como um relato completo e bem - ordenado da vida de Cristo ,
prosseguindo em ritmo claro e definido pelos per íodos sucessivos , com
o propósito de se aproximar cada vez mais dele como o Mestre , o Exem ¬

plo , o Redentor, o Senhor. Espera - se també m que classes de escola bí ¬

blica e cursos nas faculdades e em outros lugares possam se beneficiar


com a sé rie de li ções dessa grandiosa vida , que é o foco da hist ória da
humanidade e o centro das Escrituras . Quando as lições da Escola Domi ¬

nical sã o tiradas de qualquer um dos evangelhos , é grande vantagem


para todos os professores e para os pupilos mais esforçados comparar
cada uma dessas li ções aos outros evangelhos como os apresenta uma
harmonia ,- ao mesmo tempo , para o tratamento mais aprofundado da
vida de Cristo uma harmonia é indispensá vel . Nos semin á rios teol ógi ¬

cos , n ã o somente os estudantes que usam apenas a B íblia em seu pró prio
idioma , mas també m os que estudam os evangelhos em grego se benefi ¬

ciariam grandemente se primeiro fizessem uma pesquisa na harmonia em


sua l íngua . E nenhum ministro pode se dar ao luxo de preparar um ser ¬
m ã o de qualquer texto de um evangelho sem antes verificar as passagens
paralelas nos outros evangelhos e refletir sobre onde o texto se encon ¬

tra no desenrolar gradual do ensino e da obra do Salvador.

J . A. B.
Southern Baptist Theological Seminary,
Louisville , Kentucky, 15 de junho de 1893
ESBO ç O ANALí TICO DA
HARMONIA DOS EVANGELHOS
1. Uma indicação de quem Jesus é
1. O propósito de Lucas em escrever o evangelho 1.1-4 1
2. O prólogo de João: Jesus Cristo, a Palavra pree ¬

xistente encarnada 1.1-18 1


.
3 A linhagem legal de Jesus por meio de José e a
linhagem natural por meio de Maria 1.1 -17 3.23 Ò-38 2

2. Os primeiros anos de vida de Jo ão Batista


4. O nascimento de João anunciado a Zacarias ; 1.5-25 4
.
5 O nascimento de Jesus anunciado a Maria j 1.26-38 5
6. A visita de Maria a Isabel e o c ântico de Isabel j 1.39-45 5
7. O cântico de júbilo de Maria ! 1.46-56 6
8 a. O nascimento de João 1.57-66 6
8b. O cântico profético de Zacarias 1.67-79 7
.
8c O crescimento de Jo ão e seus primeiros anos de
vida 1.80 7

3. Os primeiros anos de vida de Jesus Cristo


9. As circunstâncias do nascimento de Jesus s ão
explicadas a José 1.18-25 8
10. O nascimento de Jesus 2.1 - 7 8
11. Louvor dos anjos e testemunho dos pastores 2.8-20 9
12. A circuncisão de Jesus 2.21 9
.
13 Jesus é apresentado no templo com o louvor de
Simeão e Ana 2.22- 38 9
14. A visita dos magos 2.1 -12 10
15. Fuga para o Egito e matança dos meninos em
Belém 2.13-18 11
16. Retorno a Nazaré 2.19 - 23 2.39 11
17. Crescimento e primeiros anos de vida de Jesus 2.40 12
18. A primeira Páscoa de Jesus em Jerusalém 2.41 -50 12
19. O crescimento de Jesus até a fase adulta 2.51,52 13

4. O ministério público de Jo ão Batista


20. O início do seu ministério 1.1 3.1,2 14
21. A sua pessoa, proclamação e batismo 3.1 -6 1.2-6 3.3 -6 14
22. A sua mensagem aos fariseus, saduceus, multi ¬

dões, cobradores de impostos e soldados 3.7-10 3.7-14 15


23. A sua descrição do Cristo 3.11,12 1.7,8 3.15 -18 16

5. O final do ministério de João e o início do ministério


público de Jesus
24. Jesus é batizado por João 3.13 -17 1.9 -11 ; 3.21-23a 17
25. A tentação de Jesus no deserto 4.1-11 1.12,13 I 4.1-13 18
26. O testemunho de João a respeito de si mesmo aos
sacerdotes e levitas 1.19 -28 19
.
27 O testemunho de João a respeito de Jesus como o
Filho de Deus 1.29 - 34 20
28. Os primeiros seguidores de Jesus 1.35 -51 20
29. O primeiro milagre de Jesus: a água é transforma ¬

da em vinho 2.1 -11 21


30. A primeira estada de Jesus em Cafarnaum com os
seus parentes e os primeiros discípulos 2.12 22
31. A primeira purificação do templo na Pá scoa 2.13 -22 22
.
32a As primeiras reações aos milagres de Jesus 2.23 - 25 22
PAF MATEUS MARCOS LUCAS JOãO Si!
32b. A conversa de Nicodemos com Jesus 3.1 -21 23
33. joão é substituído por Jesus 3.22-36 23
34. Jesus deixa a Judéia 4.12 1.14a 3.19-20; 4.1 - 4 24
4.14 a
35 a. Conversa com uma mulher samaritana : 4.5 -26 25
35b. Desafio para uma colheita espiritual : 4.27-38 25
35c. Evangelização de Sicar i 4.39-42 26
36. Chegada à Galiléia 4.43 -45 26

6.0 ministério de Cristo na Galiléia


OPOSIçàO EM SUA TERRA E UM NOVO QUARTEL -GENERAL
37. A natureza do ministério na Galiléia 4.17 1.14b,15 4.14b,15 I 27
38. Uma criança em Cafarnaum é curada por Jesus
enquanto ele estava em Caná 4.46-54 27
39. Ministério e rejeição em Nazaré 4.16-31 a ; 28
40. Mudan ça para Cafarnaum 4.13-16 28

Os DISCíPULOS SãO CHAMADOS; O MINIST é RIO


EM TODA A G Aiw.fr A
41. O chamado dos quatro 4.18-22 1.16-20 5.1-11 29
42. O ensino na sinagoga de Cafarnaum é validado
pela cura de um endemoninhado 1.21-28 : 4.31b-37 30
43. A sogra de Pedro e outros são curados 8.14-17 1.29-34 4.38-41 31
44. A jornada pela Galiléia com Simão e outros 4.23-25 1.35-39 : 4.42-44 32
45. A purificação de um leproso seguida de muita
publicidade 8.2-4 1.40-45 5.12-16 33
46. Perdã o e cura de um paralítico 9.1-8 2.1-12 5.17-26 34
47a. O chamado de Mateus 9.9 2.13,14 5.27,28 35
47b. O banquete na casa de Mateus 9.10-13 2.15-17 5.29-32 35
48. Jesus defende os seus discípulos com três parábo ¬

las por eles estarem festejando em vez de je ¬

juar 9.14-17 2.18-22 5.33-39 36

As CONTROV É RSIAS ACERCA DO S ÁBADO E RETIRADAS


49 a. Jesus cura um paralítico no sábado 5.1 -9 38
49b. Esfor ç os para matar Jesus por violar o sábado e
dizer que era igual a Deus 1
i
5.10-18 38
49c. Discurso demonstrando a igualdade do Filho com
o Pai 5.19-47 39
50. A controvérsia acerca do fato de os discípulos te ¬

rem colhido espigas no sábado 12.1 -8 2.23-28 6.1-5 39


51. A cura da mão atrofiada de um homem no s á ¬

bado 12.9-14 3,1 -6 6.6-11 40


52. A retirada para o mar da Galiléia com grandes multi
¬

dões vindas de vários lugares 12.15-21 3.7-12 41

CHAMADO DOS DOZE E O SERMãO DO MONTE


.
53 Os doze apóstolos são escolhidos 3.13-19 6.12-16 42
54a. O cen ário do sermão 5.1,2 6.17-19 42
54b. Bên çãos para os que herdam o Reino e ais para
os que não o herdam 5.3-12 6.20-26 43
.
54c A responsabilidade enquanto se espera pelo Reino 5.13-16 44
54d. A lei, a justiça e o Reino 5.17-20 44
54e. Seis contrastes na interpretação da lei 5.21-48 6.27-30; 45
32-36
1 PARTES MATEUS íiMftRèfSSi LUCAS JOãO PáU.
54f. Tr ê s " obras de justi ça" hipócritas a ser evita -
das 6.1 -18 ; 46
54g. Três proibições acerca da avareza, julgamento
severo e exposição imprudente de coisas sagra ¬

das 6.19— 7.6 6.37 -42 47


54h. Aplicação e conclusão 7.7-27 6.31, 48
43 -49
54i. A rea ção da multidão 7.28— 8.1 50

FAMA CRESCENTE E ê NFASE NO ARREPENDIMENTO


55. A fé do centurião e a cura do seu servo 8.5 -13 7.1 - 10 50
56. O filho de uma viúva é ressuscitado em Nairn 7.11 -17 51
57. A relação de João Batista com o Reino 11.2-19 7.18-35 i 51
58. Ais para Corazim e Betsaida por não se arrepen-
derem 11.20-30 53
59. Os pés de Jesus são ungidos por uma mu 1 her pe-
cadora, mas arrependida 7.36-50 53

PRIMEIRA REJEIçãO PúBLICA POR PARTE DOS


LíDERES JUDEUS
60. Uma jornada com os Doze e outros seguidores 8.1-3 I 54
61. A acusação blasfema por parte dos mestres da
lei e dos fariseus 12.22-37 3.20-30 : 55
62. O pedido por um sinal é negado 12.38-45 56
63. O anúncio do novo parentesco espiritual 12.46-50 3.31 -35 8.19-21 ; 57

Os SEGREDOS ACERCA DO REINO SãO DADOS


POR MEIO DE PAR Á BOLAS
Às multidões à beira-mar
64a. O cen ário das parábolas : 13.1-3a 4.1,2 8.4 : 57
64b. A par ábola do semeador 13.3b- 23 4.3-25 8.5 -18 ; 58
64c. A par á bola da semente 4.26-29 ; 60
64d. A parábola do joio 13.24-30 ; 60
64e. A par ábola do grão de mostarda 13.31,32 4.30-32 61
64f. A parábola do pão fermentado 13.33-35 4.33,34 61

Aos discípulos na casa


64g. A explicação da parábola do joio 13.36- 43 62
64h. A par ábola do tesouro escondido 13.44 62
64i. A par ábola da pérola de grande valor 13.45,46 62
64j. A par ábola da rede 13.47-50 62
64 k. A parábola do dono de uma casa 13.51-53 63

OPOSIçãO INCESSANTE
65. Atravessando o mar e acalmando a tempesta -
de 8.18, 4.35 -41 8.22- 25 63
23 -27
.
66 Cura dos endemoninhados gerasenos e a oposi ¬

ção resultante : 8.28-34 5.1 -20 8.26-39 64


67. O retorno à Galiléia, acurada mulher que tocou
a veste de Jesus e a ressurreição da filha dejairo 9.18-26 5.21 -43 8.40-56 66
68. Três milagres de cura emais uma acusação bias-
fema 9.27-34 68
69. Visita final à incrédula Nazaré : 13.54-58 6,1 -6a ; 69
'
; ft i;• ; ' Méá#' SliSliMilIMES um
ÚLTIMA CAMPANHA NA GALIL é IA
70a. A escassez de obreiros 9.35 - 38 6.6b 69
70b. Delegando autoridade aos discípulos 10.1-42 6.7-11 9.1- 5 70
70c. Os Doze são enviados 11.1 6.12,13 9.6 72
71 a. A identificação errónea que Antipas faz de Jesus 14.1,2 6.14-16 9.7-9 72
.
71b A prisão e decapitação de João Batista 14.3-12 6.17-29 73

7. O ministério de Cristo na região da Galiléia


LIçãO ACERCA DO PãO DA VIDA
72a. O retorno dos Doze 6.30 9.10a ; 75
.
72b Retirada da Galiléia 14.13,14 6.31-34 9.10b, 11 : - :
6.1 3 75
72 c. Alimentando os cinco mil 14.15 -21 6.35 -44 9.12-17 6.4-13 76
73. Uma tentativa prematura de fazer Jesus rei é blo ¬

queada 14.22,23 6.45,46 6.14,15 74


74. Andando sobre as águas durante uma tempesta-
de no mar 14.24-33 6.47-52 6.16-21 78
75. Curas em Genesar é 14.34-36 6.53 -46 79
76a. Discurso acerca do verdadeiro p ã o da vida 6.22-59 : 79
76b. Deserção entre os discípulos 6.60-71 81

LIçãO ACERCA DO FERMENTO DOS FARISEUS, SADUCEUS E


HERODIANOS
.
77 O conflito acerca da tradi ção da impureza ceri-
monial 15.1 -3a, 7.1-23 7.1 81
7-9, 3b-6,
10-20
78. A ministração em Tiro e Sidom a uma mulher gre-
ga que creu 15.21 -28 7.24-30 84
79 a. Curas em Decápolis 15.29-31 7.31-37 : 85
79b. Alimentando os quatro mil em Decápolis 15.32-38 8.1 -9a 85
80. Retorno à Galil éia e encontro com os fariseus e
saduceus 15.39— 16.4 8.9b-12 86

81a. Advertência acerca do erro dos fariseus, sadu -


ceus e herodianos 16.5 -12 8.13-21 ; 87
81b. A cura de um cego em Betsaida 8.22-26 : 87

APRENDIZADO E CONFIRMA çã O DA LIçãO ACERCA DA


MISSãO DE JESUS COMO MESSIAS
.
82 A identificação que Pedro faz de Jesus como
Messias e a primeira profecia da igreja 16.13-20 8.27-30 9.18-21 : 88
83. Primeiro anúncio claro da rejei ção, crucificação
e ressurreição 16.21-26 8.31-37 9.22-25 : 89
84. Avinda do Filho do homem e o julgamento 16.27,28 8.38— 9.1 9.26,27 90
85. A transfiguração de Jesus 17.1-8 9.2-8 9.28-36a 91
86. A discussão acerca da ressurreição, Elias e Jo ã o
Batista 17.9-13 9.9-13 9.36b 92

LIçõES ACERCA DA RESPONSABILIDADE COM OS OUTROS


87. A cura do menino endemoninhado e a repreen ¬

sã o contra a incredulidade 17.14-20 | 9.14-29 9.3 7-43a 93


88. Segundo anúncio da morte e ressurrei ção de
Jesus 17.22,23 9.30-32 | 9.43b-45 94
89. O pagamento do imposto do templo 17.24-27 j 95
PARTB HHÊÊítS w . JOãO PáC.
90. A disputa acerca de quem é o maior no Reino 18.1-5 9.33 - 37 9.46-48 95
91. A advert ência contra levar outros a pecar 18.6-14 9.38-50 9.49,50 96
92. O tratamento e o perdão a um irmão que pecou 18.15-35 98

JORNADA A JERUSALéM PARA A FESTA DAS CABANAS


93. Exige-se o compromisso completo dos seguido ¬

res 8.19-22 9.57-62 99


94. Zombaria por parte dos meio-irmãos de Jesus 7.2-9 100
.
95 A jornada por Samaria 9.51 -56 7.10 100

8. O ministério posterior de Cristo na Judéia


O INÍCIO DO MINISTÉRIO NA FESTA DAS CABANAS
96a. Reações diversas ao ensino e aos milagres de
Jesus 7.11-31 102
96b. Tentativa frustrada de prender Jesus 7.32-52 103
97. Jesus perdoa a mulher surpreendida em adultério : [ 7.53— 104
8.11]
98. Conflitos acerca da afirmação de Jesus de ser a i
luz do mundo 8.12-20 104
99a. O relacionamento de Jesus com Deus, o Pai -
8.21 30 105
99b. O relacionamento de Jesus com Abraão e a ten ¬

tativa de apedrejamento 8.31-59 105


100a. A cura de um homem cego de nascença 9.1-7 106
100b. Reação dos vizinhos do cego 9.8-12 107
100c. Exame e expulsão do cego por parte dos fariseus 9.13-34 107
100d. Jesus se identifica ao cego 9.35-38 108
10Oe. A cegueira espiritual dos fariseus 9.39-41 108
101 a. A alegoria do bom pastor e do ladrão 10.1 -18 109
101 b. Mais divisões entre os judeus 10.19-21 109

LíÇÕES EM PARTICULAR ACERCA DO SERVtÇO EM


AMOR E DA ORAÇÃO
102a. Delegando autoridade aos setenta 10.1 -16 110
102b. O retorno dos setenta 10.17-24 110
103. A história do bom samaritano 10.25 - 37 111
104. Jesus visita Maria e Marta 10.38-42 111
105. A lição acerca de como orar e a parábola do
amigo importuno 11.1 -13 . 112

O SEGUNDO DEBATE COM OS MESTRES


DA LEI E OS FARISEUS
106. Uma terceira acusação blasfema e um segundo
debate 11.14-36 ; | 113
107. Ais contra os fariseus e mestres da lei enquanto
comia com um fariseu 11.37-54 ; 114
108a. A advert ência aos discípulos contra a hipocrisia 12.1 -12 : 115
108b. A advertência acerca da ganância e confianç a
nas riquezas 12.13 -34 j 115
108c. A advertência contra a falta de preparo para a
vinda do Filho do homem 12.35 - 48 ; | 116
108d. A advert ência acerca da divisão vindoura 12.49- 53 : j 117
108e. A advert ência contra a falta de discernimento do
;
tempo presente 12.54-59 117
109. Duas alternativas: arrepender-se ou perecer 13.1 -9 ; 118
PARTES
110. A oposição de um dirigente da sinagoga peia cura
uma mulher no sábado 13.10-21 118
111. Mais uma tentativa de apedrejamento e pris ão
de Jesus por blasfêmia na testa da dedicaçã o 10.22-39 119

9. O ministério de Cristo na região da Peré ia e em tor ¬

no dela
PRINCíPIOS DE DISCIPULADO
.
112 De Jerusalém até a Peré ia : 10.40-42 121
.
113a A pergunta acerca da salvação e da entrada no
Reino 13.22-30 | 121
113b. A expectativa da morte iminente de Jesus e seu
lamento sobre Jerusalém 13.31-35 : 121
114. A cura de um homem com hidropisia enquanto
Jesus estava comendo com um fariseu proeminente
no sábado e três parábolas sugeridas pela ocasião 14.1-24 I 122
115. O preço do discipulado 14.25-35 | 123
116. Parábolas em defesa da associa ção com peca ¬

dores 15.1 -32 : 124


117a. A parábola para ensinar o uso correto do dinheiro 16.1-13 i 125
117b. Uma história para ensinar o perigo das riquezas 16.14-31 j 126
117c. Quatro lições acerca do discipulado 17.1-10 j 127
118a. A doença e morte de Lázaro I 11.1-16 127
118b. Lázaro é ressuscitado 11.17-44 128
119. A decisão do Sinédrio de matar Jesus j 11.45-54 129

ENSINO DURANTE A JORNADA FINAL PARA JERUSAL éM


120a. A cura de dez leprosos durante a travessia de
Samaria e Galiléia 17.11-21 j 130
120b. Instruções acerca da vinda do Filho do homem 17.22-37 j 130
121. Duas par ábolas acerca da oração: a viúva insis ¬

tente, e o fariseu e o cobrador de impostos 18.1-14 131


122. O conflito com o ensino dos fariseus acerca do
divórcio 19.1 -12 ; 10.1-12 132
123. O exemplo das criancinhas em relação ao Reino 19.13 -15 ! 10.13 16- 18.15-17 . 133
.
124a As riquezas e o Reino 19.16-30 10.17-31 18.18-30 ! 133
124b. A parábola da soberania do propriet ário de terras 20.1 -16 135
.
125 a O terceiro anúncio da morte e da ressurreição de
Jesus 20.17-19 j 10.32-34 18.31-34 136
125b. A advertência contra o orgulho e a ambição 20.20-28 i 10.35-45 137
126 . A cura do cego Bartimeu e seu companheiro 20.29-34 ; 10.46-52 18.35 43 :: - 137
127a . A salvação de Zaqueu 19.1-10 138
127b. A par ábola para ensinar a responsabilidade en ¬

quanto o Reino demora 19.11-28 ; 139

10. A apresentação formal de Cristo a Israel e o confli ¬

to resultante
A ENTRADA TRIUNFAL E A FIGUEIRA
128a. A chegada a Bet ânia i 11.55— 140
| 12.1,9-11
128b. A entrada triunfal em Jerusalém 21.1 -3,6,7, 11.1 11- 19.29-44 : 12.12-19 141
4-5, 8-11, |
-
14 17 •

.
129a A maldição da figueira que tinha folhas, mas não
tinha figos j 21.18,19a ; 11.12-14 I 145
SSliSIlllI :
PARTÊS , MATCUS MARCO!$ Ll TAS JÒÀO PAG.
129 b. A segunda purificação do templo 21.12,13 11.15-18 19.45-48 145
130a . O pedido de alguns gregos para ver Jesus e a
necessidade de o Filho do homem ser levantado 12.20-36a 146
130b. As diversas reações a jesus e a rea çã o de Jesus
à multid ã o 12.36Ò-50 147
131 . A figueira seca e a li ção acerca da fé 21.19b-22 11.19-25 21.37,38 147

O DESAFIO OFICIAL A AUTORIDADE DE JESUS


132a. O questionamento da autoridade de Jesus por par ¬

te dos chefes dos sacerdotes, dos mestres da lei


e dos l íderes religiosos 21.23-27 11.27-33 20.1 -8 148
132 b. A resposta de Jesus com uma pergunta e três pa ¬

rá bolas 21.28
22.14
— 12.1 -12 20.9-19 149

133. Tentativas dos fariseus e herodianos de apanhar


Jesus com uma pergunta acerca do pagamento
de impostos a César 22.15-22 12.13-17 20.20-26 152
134. A pergunta intrigante dos saduceus acerca da
ressurrei ção 22.23-33 12.18-27 20.27-40 153
135. Uma questão legal de um fariseu 22.34-40 12.28-34 154

A RESPOSTA DE CRISTO AOS DESAFIOS DOS SEUS INIMIGOS


136. A rela ção de Cristo com Davi como filho e Se ¬
nhor 22.41 -46 12.35-37 20.41 -44 155
137a. Sete ais contra os mestres da lei e os fariseus 23.1 -36 12.38-40 20.45-47 ; 156
137b. O lamento de Jesus sobre Jerusal ém 23.37-39 157
138. A oferta da vi ú va pobre: tudo que ela possu ía 12.41 -44 21.1 -4 158

11. Profecias preparatórias da morte de Cristo


O DISCURSO NO MONTE DAS OLIVEIRAS:
JESUS FALA PROFETICAMENTE ACERCA DO TEMPLO
E DE SUA SEGUNDA VINDA
139a . O cen á rio do discurso 24.1 -3 13.1 -4 21.5-7 159
139 b. O in ício das dores de parto 24.4-14 13.5-13 21.8-19 159
139c. O sacril égio terr ível e a consequente afli çã o 24.15-28 13.14-23 21.20-24 i 161
139d . A vinda do Filho do homem 24.29-31 13.24-27 21.25-27 162
139e. Os sinais da vinda próxima, mas em tempo des ¬

conhecido 24.32-41 13.28-32 21.28-33 ; 163


139f. Cinco par á bolas que ensinam fidelidade e vigi ¬

l â ncia 24.42 — 13.33-37 21.34-36 ! 164


25.30
139g. O julgamento na vinda do Filho do homem 25.31 -46 166

Os PREPARATIVOS PARA A TRAIçãO


140. A trama do Sinédrio para prender e matar Jesus 26.1 -5 14.1,2 22.1,2 167
141. Maria unge Jesus para o sepultamento 26.6-13 14.3-9 12.2-8 167
142. A decis ão de Judas de trair Jesus 26.14-16 14.10,1 I 22.3-6 168

A ú LTIMA CEIA
143. A preparação da ceia da Páscoa 26.17-19 14.12-16 22.7-13 169
144. O in ício da ceia da Páscoa e a discórdia dos dis¬
c ípulos a respeito de quem era o maior 26.20 14.17 22.14-16, 170
24-30
145. jesus lava os pés dos disc í pulos 13.1 -20 171
146. A identificação do traidor 26.21 -25 14.18-21 22.21 -23 13.21 -30 171
~
LUPAS JCW í
*
147. Jesus prediz a negação de Pedro 26.31-35 14.27- 31 22.31-38 13.31 -38 173
148. O final da refeição e a instituição da ceia do Se-
nhorlICo 11.23-26) 26.26-29 14.22-24 22.17-20 176

DISCURSO E ORAçõES; DO CENáCULO

PARA O GETSÊMANI
149. Respostas às perguntas sobre seu destino, o Pai
e o Espí rito Santo 14.1 -31 177
150a. A videira e os ramos 15.1 -17 178
150b. A oposição do mundo 15.18— 179
16.4
150c. A vinda e o ministério do Espírito 16.5 -15 179
150d. O prenúncio da alegria por sua ressurrei çã o 16.16-22 180
150e. A promessa de orações respondidas e de paz 16.23 -33 180
151. A oração de Jesus por seus discípulos e por todos
os que crerem 17.1- 26 181
152. As três orações agonizantes de Jesus no Getsê-
mani 26.30, 36- 14.26, 32- 22.39-46 18.1 182
46 ta

12. A morte de Cristo


TRAIçãO E PRISãO
153. Jesus é traído, preso e abandonado 26.47-56 14.43-52 22.47-53 18.2-12 184

JULGAMENTO
.
154 Primeira fase judaica, diante de Anás 18.13 -14, 186
19-23
155. Segunda fase judaica, diante de Caifás e do Siné-
drio 26.57, 14.53, 22.54a, 18.24 187
59 -68 55-65 63 -65
156. As negações de Pedro 26.58, 14.54, 22.54b-62 18.15 -18, 189
69-75 66- 72 25 - 27
157. Terceira fase Judaica, diante do Sinédrio 27.1 15.1 a 22.66- 71 191
158. Remorso e suicídiode Judas Iscariotes (At 1.18,19) 27.3-10 191
159. Primeira fase romana, diante de Pilatos 27.2, 15.1b-5 23.1 -5 18.28-38 192
11 -14
160. Segunda fase romana, diante de Herodes Antipas 23.6-12 194
161. Terceira fase romana, diante de Pilatos 27.15- 26 15.6-15 23.13 - 25 18.39— 195
19.16a

A CRUCIFICA ÇÃ O
162. Zombaria por parte dos soldados romanos 27.27-30 15.16-19 199
163. A ida para o Gólgota 27.31 - 34 15.20-23 23.26-33a 19.16b-17 199
164. As primeiras três horas da crucificação 27.35 -44 15.24-32 22.33b-43 19.18, 201
23,24, 19-
22, 25-27
165. As últimas três horas da crucificação 27.45-50 15.33-37 23.44, 19.28-30 204
45a, 46
166. Testemunhas da morte de Jesus 27.51 -56 15.38-41 23.45b, 205
47-49

O SEPULTAMENTO
167a. A certificação da morte de Jesus e a I iberação do
seu corpo 27.57,58 15.42-45 23.50-52 19.31 -38 206
167b. O corpo de Jesus é colocado no túmulo 27.59,60 15.46 23.53,54 19.39 -42 207
'S '

- y& á
VvRCr
168. O túmulo é vigiado pelas mulheres e guardado
pelos soldados 27.61 -66 15.47 23.55,56 208

13. A ressurreição e a ascensão de Cristo


O TÚMULO VAZIO
169. As mulheres visitam o túmulo 28.1 16.1 | 209
170. A pedra é removida 28.2-4 209
171. As mulheres encontram o t úmulo vazio 28.5-8 16.2-8 24.1 -8 20.1 209
172. Pedro e João encontram o túmulo vazio I 24.9-12 20.2-10 210

As APARIÇÕ ES PÓS- RESSURREIÇÀO


173. A apari ção a Maria Madalena [16.9-11] 20.11 -18 211
174. A aparição às outras mulheres 28.9,10 212
175. O relato dos soldados às autoridades judaicas 28.11 -15 212
176. A aparição aos dois discípulos a caminho de
Emaús [16.12,13] 23.13-32 212
177. O relato dos doisdiscípulos aos outros (1 Co 15.5a) 24.33-35 213
178. A apari ção aos dez discípulos reunidos [16.14 ] 24.36-43 20.19 -25 214
179. A aparição aos onze discí puios reunidos UCo
15.5b) 20.26-31 215
180. A aparição aos sete discípulos enquanto pesca ¬

vam 21.1 -25 215


181. A aparição aos onze na Galiléia (1Co 15.6) 28.16-20 [16.15-18] 216
182. A aparição a Tiago,irmão deJesus (1Co 15.7) 217
.
183 A aparição aos discípulos em Jerusalém (At 1.3 -8) 24.44-49 218

A ASCENSÃO
184. A bênção final de Cristo e sua partida (At 1.9-12) [16.19,20] 24.50-53 218
EXPLICAçã O DO FORMATO E
CARACTER ÍSTICAS DA HARMONIA

1. O TEXTO DOS EVANGELHOS . O texto de um, dois, três ou


quatro evangelhos, dependendo de quantos descrevem
cada episó dio, encontra - se em cada página da Harmo ¬

nia. O texto do evangelho é apresentado em colunas, e


o material é colocado de tal forma que esteja em posi ¬

ção adjacente ao material semelhante em outras colu ¬

nas. A largura das colunas varia de acordo com quantos


evangelhos registrem os fatos de cada seção . A ordem
dos evangelhos, da esquerda para a direita, é a mesma
das edições modernas do Novo Testamento.
2. NúMEROS DAS SEçõES. O texto dos evangelhos foi dividi ¬

do em seções e ordenado em uma provável sequência


cronológica. Cada seção recebeu um número que apa ¬

rece em numerais ar ábicos no início do cabeç alho de


cada seção. O sistema de numeração est á baseado na
Harmonia de A . T. Robertson, a revisão de 1922 das
edições anteriores da Harmonia de John A . Broadus. Em
alguns casos, no entanto, as seções de Robertson sã o
muito longas e de difícil manejo . Os editores subdivi ¬

diram essas seções, mantiveram os números de seção de


Robertson e acrescentaram letras aos números para in ¬

dicar as subdivisões. Assim , onde Robertson tinha sim ¬

plesmente uma Seção 8, esta edição tem Seção 8a, Se ¬

ção 8b e Seção 8 c. Como resultado, esta edição pode


ser usada com outras obras baseadas no sistema numéri ¬

co de Robertson, mas o estudante pode manejar unida ¬

des de texto menores, unidades que refletem mais pre ¬

cisamente as divis õ es naturais dentro dos textos dos


evangelhos .
3. TíTULOS DE SEÇÕES. Cada seção recebeu um título . Os títu¬

los t êm o propósito de ser analíticos e descritivos. Os


editores não se sentiram obrigados a usar a formulação
exata dos cabeç alhos das seçõ es de Robertson, assim
como o próprio Robertson nã o se viu limitado pelos ca ¬

beçalhos das edições antigas da Harmonia de Broadus.


xxx í i EXPLICA çã O DO FORMATO E CARACTER íSTICAS DA HARMONIA

4. REFERêNCIAS CRUZADAS DAS SEçõES COM PONTOS DE SEMELHANçA. Depois


de alguns títulos de seçã o há observações entre parênteses inicia ¬

das pela abreviação v. e seguidas pelos números de outras seções e


uma breve descriçã o do ponto de semelhanç a. Essas seçõ es sã o as
que contêm aspectos de alguma forma semelhantes à seção em que
a refer ência remissiva é indicada. A "Tabela de refer ências cruza ¬

das" na p. 307 resume os pontos de semelhanç a entre todas as se ¬

çõ es .
5. OBSERVAçõES GEOGRáFICAS. Abaixo da maioria dos títulos das seções
há uma palavra ou express ão separada por travessões, indicando o
lugar em que os eventos da seção ocorreram.
6. REFERêNCIAS BíBLICAS. Acima de cada coluna na Harmonia est ão o nome
do livro, os capítulos e versículos . Esses dados indicam qual passa ¬

gem bíblica ser á encontrada naquela coluna.


7. CITAçõES DO ANTIGO TESTAMENTO. AS fontes das citações do AT s ão
apresentadas entre colchetes imediatamente após cada citação. Os
colchetes indicam que essas referências não fazem parte do texto
da NVI em si, mas s ão inseridas no texto pelos editores da Harmonia
e expressam a sua opinião . O leitor atento perceber á que com fre ¬

quência essas mesmas refer ências do AT s ã o também encontradas


nas notas textuais da NVI colocadas ao final de cada seção. A comis ¬

s ão que controla o texto da NVI exige que em uma obra como esta
Harmonia as notas textuais sejam impressas em sua totalidade, não
importando possíveis redundâncias .
8. NOTAS TEXTUAIS E ASPECTOS DE FORMATO DA NVI. Letras sobrescritas em
it álico no texto ( que seguem as palavras às quais est ã o anexadas ) se
referem a notas dos tradutores da NVI que tratam de quest ões como
traduçõ es alternativas e da incerteza referente ao texto original.
Algumas fontes de cita çõ es do Antigo Testamento também s ão
apresentadas nessas notas. As notas de texto da NVI s ão agrupadas
no final de cada seção da Harmonia. Estas est ão relacionadas ao tex ¬

to da NVI na se ção acima por meio da nota livro - capítulo - versículo,


ou somente pelo versículo sempre que o livro e o capítulo nã o
forem necess ários para fácil localização.
Para atingir o propósito da clareza de estilo, os tradutores da NVI
às vezes complementaram os textos com palavras que não est ão nos
textos originais, mas que o contexto exige. Quando não há certeza
acerca desse de material, ele é colocado entre colchetes .
tipo
Na NVI, o texto em prosa é impresso em forma de par ágrafos ( e
nã o em divis ã o de versículos ) , e as passagens poé ticas s ã o impressas
como poesia (isto é, com espaç o de par ágrafo e com estrofes sepa ¬

radas) . Esta Harmonia mant ém esse formato sempre que possível,


EXPLICA çãO DO FORMATO E CARACTER í ST í CAS DA HARMONIA xxxiii

mas a reordenação do material, necess ária em uma harmonia, à s


vezes faz com que seja impossível que os par ágrafos sejam manti ¬

dos como unidades completas em um local.


9. NOTAS EXPLICATIVAS DE RODAPé. Letras sobrescritas em negrito dentro
do texto ou de um cabeç alho ( que precedem as palavras às quais
est ão anexadas ) referem - se a notas no rodapé da p ágina. Quando
se refere a mais de uma passagem, a nota explicativa aparece na
p ágina da primeira ocorr ê ncia, repetindo - se a letra da nota nos
demais textos, independentemente das páginas em que se encon ¬

tram. As notas explicativas , escritas pelos editores, cont êm infor ¬

mações especialmente importantes para o estudo comparativo e de


harmonia dos evangelhos e da vida e ministério de Jesus Cristo. À s
vezes, os editores também as usam para explicar como e por que
discordam das opiniões de A . T. Robertson a respeito de passagens
paralelas e da sequência cronol ógica. Visto que esta edição é uma
revis ã o da Harmonia de Robertson publicada em 1922, pareceu
melhor manter a ordenação e a sequência originais do material dos
evangelhos e colocar as discordâncias dos editores nas notas de
rodap é.
10 . SEQUêNCIA CRONOLóGICA ALTERNATIVA. Quando os editores divergem
de Robertson com relação à sequência cronológica, o lugar alter ¬

nativo de determinada passagem est á indicado no corpo da Harmo ¬

nia pelo título da seção e as refer ências bíblicas entre colchetes .


Nesses casos, o texto nã o é repetido.
HARMONIA DOS EVANGELHOS

PARTE UM
Uma indica çã o de quem Jesus é
Seçã o 1 * 0 prop ó sito de Lucas em escrever o evangelho
Lucas 1.1 - 4
laMuitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cum ¬

priram '' entre nó s, 2conforme nos foram transmitidos por aqueles que
desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. 3 bEu
mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começ o, e decidi
escrever - te um relato ordenado, ó excelentíssimo Te ó filo , 4para que
tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas.
3
Lc 1.1 Ou que foram aceitos com convicção

Seçã o 2 * 0 pr ólogo de Joã o: Jesus Cristo, a Palavra


preexistente encarnada

Joã o 1.1-18
' No princípio era aquele que é a Palavra'. Ele estava com Deus, e era
Deus. 2Ele estava com Deus no princípio.
3
Todas as coisas foram cfeitas por intermé dio dele,- sem ele, nada do
que existe teria sido feito . 4Nele estava a vida, e esta era a luz dos
homens. 3 A luz brilha nas trevas, e as trevas não a derrotaram /’
“ Surgiu um homem enviado por Deus, chamado Jo ão . 7Ele veio
como testemunha , para testificar acerca da luz , a fim de que por meio

’( Lc 1.1 ) Reconhecendo que outros crist ãos de segunda geração j á tinham


empreendido uma tarefa semelhante, Lucas se uniu a eles ao elaborar um relato da
vida de Cristo. A sua raz ão de fazer isso eram imperfeições aparentes nos outros
empreendimentos, ao menos no que se referia a satisfazer as necessidades de
Teófilo. Se Lucas tivesse tido conhecimento das obras de Mateus ou Marcos, é de
duvidar que teria considerado qualquer um deles dessa perspectiva. Ele n ão teria
considerado nenhum deles como obra de mais uma testemunha nã o- ocular, e
provavelmente não teria concluído que poderia melhor á- los. Portanto, é melhor
pensar que as suas fontes estivessem restritas à tradi ção oral e escrita que j á foi há
muito substituída pelos evangelhos canónicos.
b(
Lc 1.3) Lucas, provavelmente o único gentio a participar como autor nas Escrituras
( v. Cl 4.11,14), é respons ável por dois livros, Lucas e Atos. S ã o os dois livros mais
extensos do Novo Testamento. Desse ponto de vista, ent ão, Lucas é o autor mais
prolífico do NT, mesmo que Paulo e João tenham escrito mais livros cada um.
‘Jo ão parece organizar a sua introdução em torno de quatro eventos significati ¬

vos, cada um relacionado ao uso do verbo grego egeneto. a criação ( 1.3 ), a vinda
do precursor Jo ão ( 1.6), a encarnação de Cristo (1.14) e a crucificação de Cristo
(1.17). Esses quatro usos refletem o progresso do evangelho à medida que avanç a
para o seu apogeu na paixão de Cristo.
2 UMA INDICA çã O DE QUEM JESUS é SE ç . 2 , 3

Joã o 1.1 -18


dele todos os homens cressem . Ele pró prio n ã o era a luz , mas veio como testemu
8 ¬

nha da luz . 9 Estava chegando ao mundo a verdadeira luz , que ilumina todos os
homens .‘
10
Aquele que é a Palavra estava no mundo , e o mundo foi feito por interm édio
dele , mas o mundo n ã o o reconheceu . "Veio para o que era seu , mas os seus n ã o o
receberam . "Contudo , aos que o receberam , aos que creram em seu nome , deu - lhes
o direito de se tornarem filhos de Deus , l 3 os quais n ã o nasceram por descendê ncia
natural ', nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem , mas
0

nasceram de Deus .
"Aquele que é a Palavra ctornou - se carne e viveu entre n ós. Vimos a sua gl ó ria ,
gl ó ria como do Unigé nito - vindo do Pai , cheio de graça e de verdade .
0

"Joã o dá testemunho dele . Ele exclama : "Este é aquele de quem eu falei :16aquele
que vem depois de mim é superior a mim , porque já existia antes de mim". Todos
recebemos da sua plenitude , gra ça sobre 7 graça . l 7 Pois a Lei foi dada por interm édio
de Moisés,- a graça e a verdade cvieram por intermédio de Jesus Cristo . "Ningué m
jamais viu a Deus , mas o Deus20 Unigé nito , que está junto do Pai , o tornou conhecido .

JJo 1.1 Ou o Verbo. Grego: Logos. b5 Ou trevas, mas as trevas nãoo compreenderam. “ 9 Ou Esta era a luz verdadeira
que ilumina todo homem que vemao mundo. Jl 3 Grego: desangues. '14 Ou Único, também no versículo 18. 16 '
Ou em lugar de '’ \ 8 Vá rios manuscritos dizem o Filho.

dSeção 3 • A linhagem legal de Jesus por meio de José e a linhagem natural


por meio de Maria
Mateus 1.1 -17 Lucas 3.23b- 38
' Registro da genealogia de Jesus Cris ¬
Ele era , como se pensava , filho de José,
to, filho de Davi , filho de Abra ã o :
filho de Eli , 24filho de Matate ,
2
Abra ã o gerou Isaque ,- filho de Levi , filho de Melqui ,
Isaque gerou Jacó,- filho de Janai , filho de José ,
Jacó gerou Judá e seus irm ã os,- 25
filho de Matatias,
3
Judá gerou Perez e Zerá , filho de Am ós ,
cuja m ãe foi Tamar ,- filho de Naum , filho de Esli ,
Perez gerou Esrom ,- filho de Nagai ,
Esrom gerou Arã o,- 26
filho de M á ate,
4
Arà o gerou Aminadabe ,- filho de Matatias ,
Aminadabe gerou Naassom ,- filho de Semei ,
Naassom gerou Salmom ,- filho de Joseque , filho de Jod á ,
5
Salmom gerou Boaz , 27
filho de Joan ã , filho de Ressa ,
cuja m ã e foi Raabe ,- filho de Zorobabel ,
Boaz gerou Obede , filho de Salatiel ,
cuja mãe foi Rute , filho de Ner í ,
Obede gerou Jessé ,- 28
filho de Melqui ,
°e Jessé gerou o rei Davi . filho de Adi , filho de Cosã ,
Davi gerou Salom ã o , filho de Elmadã , filho de Er,
cuja m ã e tinha sido
29
filho de Josué , filho de Eli ézer,
mulher de Urias,- filho de Jorim , filho de Matate ,

dPara uma discussã o das duas genealogias, v. o comentá rio 9 ao final deste volume ( p. 280).
SEç . 3 UMA INDICA çã O DE QUEM JESUS é 3

Mateus 1.1 - 17 Lucas 3.23 Ò - 38


7
Salom ã o gerou Roboã o ,- filho de Levi ,
Robo ã o gerou Abias ,- 30
filho de Sime âo,
Abias gerou Asa ,- filho de Judá, filho de José,
8
Asa gerou Josaf á,- filho de Jonã ,
Josaf á gerou Jorã o, filho de Eliaquim ,
Jorã o gerou Uzias,- 31
filho de Mele á , filho de Men á ,
9
Uzias gerou Jot ão,- filho de Matat á , filho de Nat ã ,
Jotã o gerou Acaz,- filho de Davi , 32 filho de Jessé ,
Acaz gerou Ezequias,- filho de Obede , filho de Boaz ,
' “ Ezequias gerou Manassés,- filho de Salmorn , 4

Manassés gerou Amom ,- filho de Naassom ,


Amom gerou Josias,- 33
fiIho de Aminadabe ,
"e Josias gerou Jeconias" filho de Ram 'J
e seus irm ã os , filho de Esrom filho de Perez ,
,

no tempo do exílio filho de Jud á , 34filho de Jacó,


na Babil ó nia . filho de (saque .
, 5 Depois do ex ílio na Babil ó nia :
filho de Abra ão
filho de Terá . filho de Naor,
Jeconias gerou Salatiel ,- 35
filho de Serugue ,
Salatiel gerou Zorobabel , - filho de Raga ú ,
l3
Zorobabel gerou Abi ú de ,-
filho de Faleque , filho de É ber,
Abi ú de gerou Eliaquim , - filho de Salá, 36filho de Cain ã ,
Eliaquim gerou Azor,
l4
Azor gerou Sadoque,- filho de Arfaxade, filho de Sem ,
Sadoque gerou Aquim ,-
filho de Noé , filho de Lameque ,
Aquim gerou Eli ú de,-
37
filho de Matusal é m ,
filho de Enoque,
l5
Eli ú de gerou Eleazar ,-
filho de Jarede ,
Eleazar gerou Mat ã ,-
Matã gerou Jacó, filho de Maalaleel ,
l6
e Jacó gerou José ,
filho de Cain ã , 38 filho de Enos ,
filho de Sete , filho de Adão,
marido de Maria ,
filho de Deus .
da qual nasceu Jesus ,
que é chamado Cristo .
i7
Assim , ao todo houve catorze gera ¬

ções de Abra ão a Davi , catorze de Davi


at é o ex ílio na Babil ó nia , e catorze do
ex ílio até o Cristo 4.
,
*Mt 1.11 Isto é , Joaquim també m no versículo 12. 17 Ou Messias. Tanto Cristo ( grego ) como Messias

( hebraico ) significam Ungido1 também em todo o livro de Mateus . cLc 3.32 Alguns manuscritos dizem Salá.
dS 3 Alguns manuscristos dizem Aminadabe, filho deAdmim, filho deArni, filho de Esrom. Outros manuscritos trazem
varia çõ es maiores.
PARTE DOIS
Os primeiras anos de vida de Jo ã o fe .
it sta
Seçã o 4 • O nascimento de Jo ã o anunciado a Zacarias
( v. seções 5, 9 — predição de um nascimento miraculoso )
— Jerusalém, no templo —
Lucas 1.5 - 25
5
cNo tempo de Herodes, rei da Judé ia, havia um sacerdote chamado Zacarias,
que pertencia ao grupo sacerdotal de Abias; Isabel, sua mulher, também era descen ¬

dente de Ar ã o . 6 Ambos eram justos aos olhos de Deus , obedecendo de modo


7
irrepreensí vel a todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas eles n ã o ti ¬

nham filhos, porque Isabel era est éril, e ambos eram de idade avanç ada.
"Certa vez, estando de serviç o o seu grupo , Zacarias estava servindo como sacer ¬

dote diante de Deus. 9Ele foi escolhido por sorteio, de acordo com o costume do
'
sacerdócio , para entrar no santuário do Senhor e oferecer incenso . ’Chegando a "
hora de oferecer incenso, o povo todo estava orando do lado de fora .
" Ent ã o um anjo do Senhor apareceu a Zacarias, à direita do altar do incenso .
" Quando Zacarias o viu, perturbou- se e foi dominado pelo medo. Mas o anjo lhe "
disse: "Não tenha medo, Zacarias,- sua oração foi ouvida . Isabel , sua mulher, lhe dar á
um filho, e voc ê lhe dar á o nome de Jo ã o . Ele ser á motivo de prazer e de alegria
" l5
para voc ê, e muitos se alegrar ão por causa do nascimento dele , pois ser á grande
aos olhos do Senhor. Ele nunca tomar á vinho nem bebida fermentada, e ser á cheio
do Espírito Santo desde antes do seu nascimento3. Far á retornar muitos dentre o
"
,
povo de Israel ao Senhor, o seu Deus. 7E ir á adiante do Senhor, no espírito e no
poder de Elias, para fazer voltar o coraçã o dos pais a seus filhos e os desobedientes
à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor".
" Zacarias perguntou ao anjo: "Como posso ter certeza disso ? Sou velho, e minha
mulher é de idade avanç ada".
I
90 anjo respondeu: "Sou Gabriel, o que est á sempre na presenç a de Deus. Fui
enviado para lhe transmitir estas boas novas. mAgora voc ê ficar á mudo. Não poder á
falar at é o dia em que isso acontecer, porque não acreditou em minhas palavras, que
se cumprir ão no tempo oportuno" .
" Enquanto isso, o povo esperava por Zacarias, estranhando sua demora no san ¬

tu ário . Quando saiu, nã o conseguia falar nada , o povo percebeu ent ã o que ele
"
tivera uma visão no santuário. Zacarias fazia sinais para eles, mas permanecia mudo .
" Quando se completou seu período de servi ç o, ele voltou para casa . Depois "
disso, Isabel, sua mulher, engravidou e durante cinco meses nã o saiu de casa. 25E ela
dizia : "Isto é obra do Senhor! Agora ele olhou para mim favoravelmente , para des ¬

fazer a minha humilhaçã o perante o povo".


'Lc 1.15 Ou desde o ventre de sua mãe.

f
( Lc 1.5 ) Em 1.5, Lucas se afasta do estilo idiom á tico e cl á ssico grego que encontramos em
Lucas 1.1 -4. Seus relatos dos primeiros anos de João e Cristo ( Lc 1.5 — 2.52 ) sã o escritos em grego
marcadamente hebraizado, provavelmente em virtude das fontes aramaicas nas quais se baseou,
para preparar o seu material. Além disso, ele também conhecia bem o estilo hebraico por seu
contato com a Septuaginta e sua associação com Paulo. Há boas indicações de que grande parte
dos relatos nesses primeiros dois capítulos do terceiro evangelho veio de Maria, a m ãe de Jesus, ou
de alguma tradição oral ou escrita provinda dela.
'( Lc 1.9). Em virtude do grande número de sacerdotes como Zacarias, ele provavelmente foi chama ¬

do para realizar esse serviço diário somente uma vez em toda a vida. Essa obrigação de representar Israel
em uma ocasião tão rara certamente pesava grandemente sobre os ombros desse homem justo.
SE ç . 5 , 6 Os PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE JO Ã O BATISTA 5

Se çã o 5 * 0 nascimento de Jesus anunciado a Maria


( v. seções 4 , 9 — predi çã o de um nascimento miraculoso )
— Nazaré —
Lucas 1.26 -38
26
No sexto m ês Deus enviou o anjo Gabriel a Nazaré , cidade da Galil é ia , 27a uma
virgem prometida em casamento a certo homem chamado Jos é , descendente de
Davi . O nome da virgem era Maria . 2 S0 anjo , aproximando -se dela , disse : "Alegre -
se , agraciada ! O Senhor est á com você!"
29
Maria ficou perturbada com essas palavras , pensando no que poderia significar esta
saudação . ' Mas o anjo lhe disse: "Não tenha medo , Maria ,- você foi agraciada por Deus!
31
Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus . 32 Ele será grande
e será chamado Filho do Alt íssimo. O Senhor Deus lhe dará o Btrono de seu pai Davi , 33e
ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó,- seu Reino jamais terá fim".
34
Perguntou Maria ao anjo : "Como acontecer á isso , se sou hvirgem ?"
350 anjo respondeu : "O Esp írito Santo virá sobre você , e o poder do Alt íssimo a
cobrirá com a sua sombra . Assim , aquele que há de nascer será chamado Santo , Filho
de Deus . 36També m Isabel , sua parenta , terá um filho na velhice ,- aquela que diziam
3

ser esté ril já est á em seu sexto m ês de gesta ção . 37 Pois nada é imposs ível para Deus".
38
Respondeu Maria : "Sou serva do Senhor ,- que aconteça comigo conforme a tua
palavra" . Ent ã o o anjo a deixou .
•’Lc 1.35 Ou Assim, o santo que háde nascerseráchamado Filho de Deus.

Se çã o 6 • A visita de Maria a Isabel e o c â ntico de Isabel


( v. seções 7, 8 b , 13 — c â ntico em virtude do nascimento miraculoso )
— colinas da Judéia —
Lucas 1.39 - 45
39
Naqueles dias , Maria preparou - se e foi depressa para uma cidade da regi ã o
montanhosa da Jud é ia , 40onde entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel . " Quan ¬

do Isabel ouviu a sauda çã o de Maria , o bebê agitou - se em seu ventre , e Isabel ficou
cheia do Esp írito Santo . 42 Em alta voz exclamou :
"Bendita é você entre as mulheres , e bendito é o filho que você dar á à luz !
43
Mas por que sou t ã o agraciada , ao ponto de me visitar a m ã e do meu Senhor?
44
Logo que a sua sauda çã o chegou aos meus ouvidos , o beb ê que est á em meu
ventre agitou - se de alegria . 45 Feliz é aquela que creu que se cumprirá aquilo que o
Senhor lhe disse!"

E ( Lc 1.32 ) A linguagem que Gabriel usa sem d ú vida reflete a forte cren ç a do Antigo Testamento

no governo terreno do Messias de Israel . Assim como Davi , de quem Maria descendia , tinha um
trono localizado na terra , assim o ter á Aquele cujo nascimento miraculoso é anunciado a Maria .
Ao contr á rio do trono de Davi , no entanto, o Reino de Jesus n ão ter á fim ( Lc 1.33 ) .
h(
Lc 1.34) Entre os autores do Novo Testamento, somente Lucas ( nesta seção) e Mateus (seção 9 )
abordam diretamente o nascimento virginal de Jesus. Gá latas 4.4 provavelmente n ão alude a esse ensino
espec ífico. João 1.13 aparentemente se refere de forma indireta a essa crença ao usar uma linguagem
relacionada ao nascimento virginal quando descreve o novo nascimento dos cristãos. Desde os primór¬
dios da histó ria da igreja, essa doutrina tem sido parte integrante do cristianismo ortodoxo.
6 OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE JO Ã O BATISTA SE ç . 7, 8 a

Seção 7 * O c ântico de júbilo de Maria


( v. seções 6, 8b, 13 — c ântico em virtude do nascimento miraculoso )
— colinas daJudéia —
Lucas 1, 46 - 56
Ent ã o disse Maria
“" Minha :

' alma engrandece ao Senhor


47
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48
pois atentou para a humildade da sua serva.
De agora em diante, todas as gerações me chamar ão bem - aventurada,
49
pois o Poderoso fez grandes coisas em meu favor,-
santo é o seu nome.
50
A sua miseric órdia estende - se aos que o temem,
de geração em geração [ SI 103.17 ] ,

5
lEle realizou poderosos feitos com seu braç o,-
dispersou os que são soberbos no mais íntimo do coração.
“ Derrubou governantes dos seus tronos,
mas exaltou os humildes.
“ Encheu de coisas boas os famintos [ SI 107.9 ],
mas despediu de mã os vazias os ricos.
54
Ajudou a seu servo Israel,
lembrando - se da sua miseric órdia
55
para com Abraão e seus descendentes para sempre,
como dissera aos nossos antepassados ".
“ Maria ficou com Isabel cerca de tr ês meses e depois voltou para casa.

Seção 8a * 0 nascimento de Joã o


— colinas daJudéia —
Lucas 1.57 - 66
57
Ao se completar de Isabel dar à luz, ela teve um filho. 58Seus vizinhos
o tempo
e parentes ouviram falar da grande miseric órdia que o Senhor lhe havia demonstra ¬

do e se alegraram com ela.


59
No oitavo dia foram circuncidar o menino e queriam dar -lhe o nome do pai,
Zacarias,- mas sua mãe tomou a palavra e disse: "Não! Ele ser á chamado Jo ão".

Disseram - lhe: "Voc ê nã o tem nenhum parente com esse nome".
“ Então fizeram sinais ao pai do menino, para saber como queria que a crianç a se

chamasse. 63Ele pediu uma tabuinha e, para admiração de todos, escreveu: "O nome dele
é João". 64Imediatamente sua boca se abriu, sua língua se soltou e ele começou a falar,
louvando a Deus. “ Todos os vizinhos ficaram cheios de temor, e por toda a região
montanhosa da Judéia se falava sobre essas coisas. Todos os que ouviam falar disso se

perguntavam: "O que vai ser este menino?" Pois a mão do Senhor estava com ele.

'(Lc 1.46) Esse cântico tem sido chamado com frequência de "Magnificat", um título extraído da
primeira palavra da versão latina. Essa "meditação vocal" de Maria relembra o tipo de literatura encontrada
nos salmos do Antigo Testamento. Maria descreve os feitos de Deus com sete verbos no passado (tempo
aoristo no grego; 1.51-54). Com base na natureza das circunstâncias, no entanto, é óbvio que elas são
pré-concepções do que Deus faria no futuro por meio da criança em seu ventre. Por isso, esses verbos
provavelmente são "aoristo profético", segundo a analogia do "perfeito profético" no hebraico.
SEç . 8 b, 8 c Os PRIMEIROS ANQS DE VIDA DE Jo à O BATISTA 7

Seçã o 8 b * O cântico prof ético de Zacarias


( v. seçõ es 6, 7, 13 — c ântico em virtude do nascimento miraculoso)
— colinas daJudéia —
Lucas 1.67 - 79
67
Seu pai, Zacarias, foi cheio do Espírito Santo e profetizou.
“"’Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel,
porque visitou e redimiu o seu povo.
69
Ele promoveu poderosa salva çã o ’ para n ós, 1

na linhagem do seu servo Davi,


70
( como falara pelos seus santos profetas, na antiguidade) ,
7
lsalvando - nos dos nossos inimigos
e da mão de todos os que nos odeiam, [ SI 106.10 ]
77
para mostrar sua miseric órdia aos nossos antepassados
e lembrar sua santa alianç a,
73
o juramento que fez ao nosso pai Abraão :
^resgatar - nos da mão
dos nossos inimigos para o servirmos sem medo,
75
em santidade e justiç a, diante dele todos os nossos dias.
76
E voc ê, menino, ser á chamado profeta do Altíssimo,
pois ir á adiante do Senhor, para lhe preparar o caminho [Ml 3.1 ],
77
para dar ao seu povo o conhecimento da salvaçã o,
mediante o perdão dos seus pecados,
7
Sp r causa das ternas miseric órdias de nosso Deus,
pelas° quais do alto nos visitará o sol nascente,
75
para brilhar sobre aqueles que est ão vivendo nas trevas
e na sombra da morte [ Is 9.1,2 ],
e guiar nossos pés no caminho da paz" .
,7
Lc 1.69 Grego: Ele erigiu um chifre desalvação.

Seçã o 8 c * 0 crescimento de Joã o e seus primeiros anos de vida


— deserto daJudéia —
Lucas 1.80
E o menino crescia e se fortalecia
S0
em espírito,- e viveu no deserto, até aparecer
publicamente a Israel.

J ( Lc 1.68 )
"Benedictus " é o nome dado com frequência a esse c ântico porque esta é a primeira
palavra do cântico em latim. Aqui há uma forma literária modelada de acordo com profecias do
Antigo Testamento. Assim como Maria, Zacarias prevê a redenção e a salvação de seu povo Israel
da opressão do inimigo (1.68,71 ). Em harmonia com essa esperanç a, ele alude a tr ê s alianç as
(acordos ou contratos) proeminentes que Deus fez com o seu povo: a abraâmica (1.72- 74; v. Gn
15.12 - 21 ; 17.7; SI 105.8,9 ), a dav ídica (1.69 - 71 ; v. 1 Sm 2.10; 2 Sm 7.8 -17; SI 89 ) e a nova
aliança (1.77; v. Jr 31.31-34) . É verdade que a libertação política realizada pelo Messias (1.68-74)
é insepar ável de um preparo moral do seu povo (1.75 - 79). O filho de Zacarias, o precursor do
Messias, foi comissionado para cumprir essa tarefa (1.76- 79 ) .
PARTE TR êS
Os primeiros anos de vida de Jesus Cristo
Se çã o 9 * As circunstâ ncias do nascimento de Jesus sã o explicadas a José
( v. seçõ es 4 , 5 — predi çã o de um nascimento miraculoso )
— Nazaré — Mateus 1.18 - 25
, sFoi assim o nascimento de Jesus Cristo: Maria , sua m ã e , estava prometida em
casamento a José, mas , antes que se unissem , achou -se kgrá vida pelo Esp írito Santo .
19
Por ser José , seu marido , um homem justo , e n ã o querendo exp ô - la à desonra
pú blica , pretendia anular o casamento secretamente . 20 Mas , depois de ter pensado
nisso , apareceu - lhe um anjo do Senhor em sonho e disse : "José, filho de Davi , n ã o
tema receber Maria como sua esposa , pois o que nela foi gerado procede do Esp í ¬

,
rito Santo . 2 Ela dar á à luz um filho , e você dever á dar - lhe o nome de Jesus 3, porque
ele salvará o seu povo dos seus pecados".
22
Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta :
2111
A virgem ficará gr á vida e dará à luz um filho , e lhe chamar ã o Emanuel ” * [ Is 7.14 ],
que significa "Deus conosco".
24
Ao acordar, Jos é fez o que o anjo do Senhor lhe tinha ordenado e recebeu Maria
como sua esposa . 25 Mas n ão teve rela ções com ela enquanto ela n ã o deu à luz um
filho . E ele lhe pôs o nome de Jesus .
JMt 1.21 Jesus é a forma grega de Josué, que significa o Senhor salva. ” 23 Is 7.14
Se çã o 1 0 * 0 nascimento de Jesus
— Belém — Lucas 2.1 - 7
' Naqueles dias César Augusto publicou um 'decreto ordenando o recenseamento
de todo o imp é rio romano . 2 Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quiri -
no era governador da Síria . 3E todos iam para a sua cidade natal , a fim de alistar - se .
4
Assim , José també m foi da cidade de Nazaré da Galil é ia para a Judeia , para Belé m ,
cidade de Davi , porque pertencia à casa e à linhagem de Davi . 5 Ele foi a fim de alistar -
se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho .
6
Enquanto estavam l á , chegou o tempo de nascer o bebê , 7e ela deu à luz o seu
primogé nito . Envolveu - o em panos e o colocou numa manjedoura , porque n ã o
havia lugar para eles na hospedaria .

k (Mt
1.18) Visto que provavelmente Maria ficou com Isabel até pelo menos depois do nascimento de João
( Lc 1.56), José não a tinha visto durante mais ou menos quatro meses. Na época da sua volta, a sua gravidez
já era visível, e assim José se viu forçado a fazer uma de duas escolhas: fazer com que Maria fosse apedrejada
( Dt 22.23-27) ou divorciar-se dela em segredo. Ele já havia decidido pela segunda opçã o quando o anjo
veio e lhe explicou a singularidade daquela situa ção. Como um homem correto, José n ão havia pensado
ainda em fazer o que o anjo sugeriu, ou seja, dar prosseguimento aos preparativos para o casamento. No
entanto, quando foi informado acerca da natureza da concepção, ele descartou todas as idéias de divórcio.
l(
Lc 2.1 ) Talvez em virtude de sua atenção especial para a humanidade de Jesus, Lucas esteja ansioso para
estabelecer e localizar a vida de lesus na corrente geral da história humana. As suas observações cronol ógicas,
como as de 2.1 ,2, tázem parte desse estorço ( v. comentá rio 11 , p. 292 para mais esclarecimentos acerca da
cronologia). Em certa época , os oponentes da infalibilidade da B íblia criticaram a exatidão das observações
históricas de Lucas nesse pará grafo, mas um estudo cuidadoso da história antiga e das descobertas arqueoló¬
gicas tem vindicado de forma esmagadora a sua conliabilidade. As objeções à precisão de Lucas acham -se
particularmente no campo da datação do governo de Quirino na Síria, mas pesquisas mais aprofundadas
trouxeram respostas satisfatórias a esses questionamentos. ( Para estudos avançados nesse campo, v. Harold
W. HOEHNER, Chronological as/oects of the life of Christ, Grand Rapids: Zondervan , 1977, p. 13-23.)
SE ç . 11 13 Os P R I M E m c S A N O S DE VESA J E JESUS CnlSTO 9

Se çã o 11 • Louvor dos anjos e testemunho dos pastores


— Campospe / To de Belém —
Lucas 2.8 - 20
“ Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta
dos seus rebanhos . 9 E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu - lhes e a glória do
Senhor resplandeceu ao redor deles,- e ficaram aterrorizados. 10Mas o anjo lhes disse: "Não
tenham medo . Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria , que são para todo o
povo: "Hoje , na cidade de Davi , lhes nasceu o Salvador, que é Cristo , o Senhor. "Isto lhes
3

servirá de sinal : encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura".


"De repente , uma grande multid ã o do exé rcito celestial apareceu com o anjo ,
louvando a Deus e dizendo - ,

""Gl ó ria a Deus nas alturas , e paz na terra aos homens


aos quais ele concede o seu favor".
"Quando os anjos os deixaram e foram para os cé us , os pastores disseram uns
aos outros : "Vamos a Bel é m , e vejamos isso que aconteceu , e que o Senhor nos deu
a conhecer".
"Entã o correram para lá e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura .
"Depois de o verem , contaram a todos o que lhes fora dito a respeito daquele menino, lse
todos os que ouviram o que os pastores diziam ficaram admirados . '‘""Maria , poré m ,
guardava todas essas coisas e sobre elas refletia em seu cora çã o. 20Os pastores voltaram
glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido , como lhes fora dito.
' Lc 2.11 Ou Messias Tanto Cristo ( grego ) como Messias ( hebraico ) significam Ungido, tamb é m em todo o
.

livro de Lucas.

Se çã o 12 • A circuncisã o de Jesus
— Belém — Lucas 2.21
"Completando - se os oito dias para a circuncis ã o do menino , foi - lhe posto o
nome de Jesus , o qual lhe tinha sido dado pelo anjo antes de ele nascer.

Se çã o 13 * Jesus é apresentado no templo com o louvor de Sime ã o e Ana



( v. seções 6 8 b — câ ntico em virtude do nascimento miraculoso )
— Jerusalém —
Lucas 2.22 - 38
Completando - se o tempo da purificaçã o deles de acordo com a Lei de Moisés ,
22

José e Maria o levaram a Jerusal é m para apresent á - lo ao Senhor "( como está escrito
na Lei do Senhor: "Todo primogé nito do sexo masculino ser á consagrado ao Se -
nhor") [ Êx 13.2 , 12 ] 24e para oferecer um sacrif ício , de acordo com o que diz a Lei do
J

Senhor : "duas rolinhas ou dois pombinhos" h [ Lv 5.11 ,- 12.8 ] ,

25
Havia em Jerusal é m um homem chamado Simeã o, que era justo e piedoso , e que
esperava a consola ção de Israel ,- e o Espírito Santo estava sobre ele. 2"Fora - lhe revelado
pelo Espírito Santo que ele n ão morreria antes de ver o Cristo do Senhor. "Movido pelo
Espírito, ele foi ao templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para lhe fazerem o
que requeria o costume da Lei , "Simeão o tomou nos braços e louvou a Deus , dizendo:

"’ Lucas 2.19 é uma das fortes indica ções de que Maria , a m ãe de jesus, foi uma das principais
fontes de informações de Lucas nos primeiros cap ítulos do seu evangelho.
10 Os PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE JfSUS CRISTO SE ç, 13, 14

Lucas 2.22 -38


29 n
" Ó Soberano, como prometeste,
agora podes despedir em paz o teu servo .
30
Poisos meus olhos j á viram a tua salvação,
que preparaste à vista de todos os povos:
”32luz para revelação aos gentiosc [ ls 42.6,- 49.6]
e para a glória de Israel, teu povo".
“ O pai e a mã e do menino estavam admirados com o que fora dito a respeito
dele . 34E Sime ã o os abenç oou e disse a Maria, mã e de Jesus: "Este menino est á
destinado a causar a queda e o soerguimento de muitos em Israel, e a ser um sinal de
contradição, 35de modo que o pensamento de muitos corações ser á revelado. Quanto
a voc ê, uma espada atravessar á a sua alma".
“ Estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era muito idosa,- tinha
vivido com seu marido sete anos depois de se casar 37e então permanecera viúva até a
idade de oitenta e quatro anos"7. Nunca deixava o templo: adorava a Deus jejuando e
orando dia e noite. 38Tendo chegado ali naquele exato momento , deu graças a Deus
e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jemsalém.

4-0 2.23 Êx 1 3.2, 12 /:


24 Lv i 2.8 "32 Isto z , os que não são judeus. d
37 Ou viúva por oitenta e quatro anos.

[Retorno a Nazar é

“ Lucas 2.39]
Seçã o 14 * A visita dos magos
— Jerusalém e Belém —
Mateus 2.1 - 12
' Depois que Jesus nasceu em Belém da Judeia, nos dias do rei "Herodes, magos
vindos do oriente chegaram a Jerusal ém 2 e perguntaram: " Onde est á o rec ém -
nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no oriente" e viemos ador á - lo".
"Quando o rei Herodes ouviu isso, ficou perturbado, e com ele toda Jerusalém.
4
Tendo reunido todos os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, pergun -

n(
Lc 2.29 ) O c ântico de Simeão, muitas vezes citado como Nunc Dimittis ( as primeiras duas
palavras da tradução latina), retrata a expectativa da libertação messi ânica de Israel por mais um
dos remanescentes divinos. Para mais cânticos, v. seções 7, 8b.
II c 239) V. a seção 16 para o texto de Lucas 2.39. Se esse retorno a Nazaré ocorreu antes ou depois
dos acontecimentos de Mateus 2.1-18 (seções 14, 15 ) não pode ser determinado facilmente. Plummer
sugere que a família voltou imediatamente a Belém, pois os pais pensavam que o lugar mais adequado
para criar o Filho de Deus era na cidade de Davi (Alfred PLUMMER, A critica/ andexegetica! commentary on
the Gospel according to Luke, International Critical Commentary on the Holy Scriptures of the Old and
New Testament, NY: Scribners, 1896, p. 73-4). Se isso for verdade, o retorno de Lucas 2.39 ocorreu
depois da visita dos magos e da fuga para o Egito (Mt 2.1 -18), como A. T. Robertson colocou na sua
Harmonia e como é a sequência representada pela localização do texto de Lucas 2.39 nessa revisão da
sua Harmonia. No entanto, a seaúência preferida pelos revisores desta Harmonia considera que a famí lia
retornou diretamente de Jerusalém para Nazaré, pois essa é a forma mais simples de interpretar a
formulação de Lucas 2.39. O propósito deles era levar o máximo dos seus pertences e mudar a sua
residência para Belém, e foi o que fizeram. Mateus 2, então, os encontra na sua própria casa (Mt 2.11 )
algum tempo depois de terem retornado a Nazaré (Lc 2.39). Que eles já tinham transportado os bens da
sua casa para Belém pode ser visto no plano inicial de José de voltar do Egito a Belém, não a Nazaré (Mt
2.21,22; William F. ARNDT, The Gospel according to Luke, St. Louis; Concordia, 1956, p. 97-8).
°(Mt 2.1 ) Esse Herodes (Herodes, o grande) governou a Palestina a serviç o do império romano
de 37 a.C. até 4 a.C. Ele se considerava o "rei dos judeus". A pergunta dos magos exacerbou ainda
mais o seu ciúme a ponto de cometer mais uma de suas atrocidades características. A matança dos
meninos (Mt 2.16, seção 15 ) foi a sua tentativa de se livrar de mais um concorrente ao trono. O
número de meninos mortos, no entanto, n ão foi tão grande quanto alguns têm pensado. Em uma
vila como Belém provavelmente não foram mortos mais de 20 bebés no que tem sido tradicional ¬

mente chamado de massacre dos inocentes.


SE ç . 14 16 OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE JESUS CRISTO

Mateus 2.1 -12


tou - lhes onde deveria nascer o Cristo . 5E eles responderam : "Em Bel é m da Judé ia ,-
pois assim escreveu o profeta :
6" '
Mas tu , Bel é m , da terra de Judá ,
de forma alguma és a menor entre as principais cidades de Judá ,-
pois de ti vir á o l íder que , como pastor, conduzir á
Israel , o meu povo'4" [Mq 5.2 ] ,

7
Entã o Herodes chamou os magos secretamente e informou -se com eles a respei ¬
to do tempo exato em que a estrela tinha aparecido . 8 Enviou - os a Belé m e disse -,
"Vã o informar - se com exatidã o sobre o menino . Logo que o encontrarem , avisem -
me , para que eu també m v á adorá - lo".
9
Depois de ouvirem o rei , eles seguiram o seu caminho, e a estrela que tinham visto no
oriente foi adiante deles , até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino.
10
Quando tornaram a ver a estrela , encheram -se de j úbilo . " Ao entrarem na casa , viram
o menino com Maria , sua m ã e , e , prostrando -se , o adoraram . Então abriram os seus
tesouros e lhe deram presentes : ouro , incenso e mirra . I 2 E , tendo sido advertidos em
sonho para n ã o voltarem a Herodes , retornaram a sua terra por outro caminho .
JMt 2.2 Ou estrela quando se levantava,- também no vers ículo 9. b
6 Mq 5.2

Seção 15 * Fuga para o Egito e matança dos meninos em Belém


— Belém e Egito — Mateus 2.13-18
"Depois que partiram , um anjo do Senhor apareceu a José em sonho e lhe disse:
"Levante -se , tome o menino e sua m ãe , e fuja para o Egito . Fique l á até que eu lhe
diga , pois Herodes vai procurar o menino para mat á - lo" .
"Ent ão ele se levantou, tomou o menino e sua m ã e durante a noite, e partiu para
o Egito, l 5onde ficou até a morte de Herodes . E assim se cumpriu o que o Senhor
tinha dito pelo profeta : "Do Egito chamei o meu filho"a [Os 11.1 ] ,

I6
Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos , ficou furio ¬
so e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo , em Bel é m e
nas proximidades , de acordo com a informação que havia obtido dos magos . "En ¬

t ã o se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias :


l 8"
Ouviu -se uma voz em Ram á ,
choro e grande lamentaçã o ,-
é Raquel que chora por seus filhos
e recusa ser consolada ,
porque já n ã o existem "* [Jr 31.15] ,

'Mt 2.15 Os 11.1 ‘18 Jr 31.15


Seçã o 16 * Retorno a Nazaré
— Egito e Nazaré —

Mateus 2.19 - 23 qLucas 2.39


19
Depois que Herodes morreu , um anjo do Se ¬

nhor apareceu em sonho a José , no Egito , 20e


disse : "Levante - se , tome o menino e sua m ã e , e
v á para a terra de Israel , pois est ão mortos os que
procuravam tirar a vida do menino".

q ( Lc
2.39 ) V . nota o, p . 10.
12 Os " RHvEIROS ANOS DE VIDA CE JESUS CRISTO SEM 16 18

Mateus 2.19 - 23 Lucas 2.39


2 ,Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe,
e foi para a terra de Israel . 22Mas, ao ouvir que
Arquelau estava reinando na Judéia em lugar
de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá.
Tendo sido avisado em sonho, retirou - se para a “ 'Depois de terem feito tudo o
região da Galiléia J3 e foi viver numa cidade cha ¬
que era exigido pela Lei do Senhor,
mada Nazaré. Assim cumpriu - se o que fora dito voltaram para a sua pr ópria cidade,
pelos ‘profetas : "Ele ser á chamado Nazareno" . 11
Nazar é , na Galiléia.
Mt 2.23 Provável referência a textos como Is 11.1, no hebraico.
>?

Seçã o 17 * Crescimento e primeiros anos de vida de Jesus


— Nazaré —
Lucas 2.40
4
nO menino 'crescia e se fortalecia, enchendo - se de sabedoria,- e a gra ç a de Deus
estava sobre ele.

Se çã o 18 • A primeira P áscoa de Jesus em Jerusalém


— Jerusalém —
Lucas 2.41 - 50
lTodos os anos seus pais iam a Jerusalém para a festa da P áscoa . 42 Quando ele
4

completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume. ‘ Termina ¬

da a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que
eles percebessem. 44Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, cami ¬

nharam o dia todo. Ent ã o começ aram a procur á- lo entre os seus parentes e conheci ¬

dos. 45Nã o o encontrando , voltaram a Jerusalém para procurá -lo . 4flDepois de três dias
o encontraram no templo , sentado entre os mestres, ouvindo - os e fazendo - lhes per ¬

guntas . 47Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e


com as suas respostas . 4 SQuando seus pais o viram, ficaram perplexos . Sua mãe lhe
disse: "Filho, por que voc ê nos fez isto? Seu pai e eu estávamos aflitos, à sua procura".
4
"Ele perguntou: "‘Por que voc ê s estavam me procurando ? Não sabiam que eu
devia estar na casa de meu Pai ? " 50Mas eles não compreenderam o que lhes dizia.

r(
Mt 2.23 ) Não é possível identificar a profecia do AT que é a fonte dessa afirmação. Provavel ¬

mente se refere a uma sé rie de profecias que, juntas, previam a posi ção humilde e a rejei ção do
Messias ( v. SI 22.6-8,13; 69.8,20,21; Is 11.1; 49.7; .53.2,5,8; Dn 9.26). Isaí as 11.1 é especialmente
importante, pois ali a palavra hebraica para " ramo" ( neserí é construída em torno das mesmas
consoantes de " Nazar é".
s(
Lc 2.40) A atençã o que Lucas dá à humanidade de jesus talvez em nenhum outro lugar esteja
mais clara do que nessa afirmação. O desenvolvimento de jesus ocorreu com as mesmas caracte-
rí sticas que o do seu primo Joã o ( v . Lc 1.80, seção 8c). Mas os dois não foram totalmente idênticos,
porque, em Jesus, pela primeira vez, um ser humano estava se desenvolvendo em condições ideais,
desimpedido por defeitos hereditá rios ou adquiridos. V . tb. Lucas 2.52 ( seção I 9 ).
( Lc 2.49 ) Essas sã o as primeiras palavras registradas de Jesus. Quando se referiu a Deus como

"meu Pai ", ele provavelmente estava respondendo às palavras de sua m ãe: "seu pai e eu". A sua
divindade como o ú nico Filho de Deus e o seu nascimento virginal estavam na base dessa
afirmação ( v. Lc 10.21,22, seção 102b).
SE ç . 1 9 OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA DE JESUS CRISTO 13

Se çã o 1 9 * 0 crescimento de Jesus at é a fase adulta


— Nazaré — Lucas 2.51 ,52
lEnt ã o foi com eles para Nazaré, e era - lhes obediente . Sua m ã e , poré m , guarda ¬
3

va todas essas coisas em seu coração . 52Jesus uia crescendo em sabedoria, estatura e
graça diante de Deus e dos homens.

u(
Lc 2.52 ) Assim como Lucas 2.40 sintetiza a inf â ncia de jesus at é os 12 anos, Lucas 2.52
fornece um resumo do seu crescimento até a fase adulta , ou seja , os 18 anos até que ele chegasse
aos 30 anos ( v. Lc 3.23, seção 24). Porém , não temos informa ções detalhadas acerca desse ú ltimo
período, a n ã o ser a declaração deste versículo. No entanto, pode-se presumir alguns dados gerais
sobre esses dezoito anos. Jesus cresceu como o mais velho dos filhos em uma fam ília relativamente
grande (v. Mc 6.3; seçã o 69). José sustentava a fam ília por meio da carpintaria na qual Jesus era
ajudante . José aparentemente morreu durante o período antes da apari ção p ú blica de Jesus e, por
dedu çã o dos evangelhos e dos primeiros pais da igreja, podemos supor que Jesus se tornou o
provedor de sua m ãe e de seus irmãos mais novos (Mc 6.3). Por isso, certamente ele continuou a
trabalhar como carpinteiro até o in ício do seu ministé rio pú blico. A men ção frequente de ferra¬
mentas e artigos de mobí lia, de casa, de arados, jugos e objetos semelhantes nos seus ensinos
reflete um conhecimento íntimo de artigos feitos por carpinteiros.
PARTE QUATRO

O ministé rio p ú blico de Jo ã o Batista


Se çã o 20 • 0 in ício do seu ministé rio
— deserto daJudéia —
Marcos 1.1 Lucas 3.1 , 2
' Princ ípio do evangelho de Jesus Cris - ' No décimo quinto ano do reinado de “ Ti ¬

to, o Filho de Deus". bé rio César, quando Pô ncio Pilatos era go ¬

vernador da Judé ia ,- Herodes, tetrarca* da


Galilé ia , seu irm ã o Filipe , tetrarca da Ituréia e
Traconites,- e Lisâ nias , tetrarca de Abilene ,-
2
An ás e Caif ás exerciam o sumo sacerdócio.
Foi nesse ano que veio a palavra do Senhor a
João, filho de Zacarias, no deserto.
’Mc 1.1 Alguns manuscritos não trazem o Filho de Deus. *Lc 3.1 Um tetrarca era o governador da quarta
parte de uma região,- també m no versículo 19.

Seçã o 21 • A sua pessoa , proclama çã o e batismo


(v. seçã o 26 — uma voz no deserto )
— deserto daJudéia ea região em volta do rioJordão —
Mateus 3.1 - 6 Marcos 1.2 -6 Lucas 3.3- 6
' Naqueles dias surgiu João Conforme est á escrito no
2 3
Ele percorreu toda a re ¬

Batista , "pregando no deser profeta Isa ías :


¬ gi ã o pr ó xima ao Jord ã o ,
to da Jud éia. 2Ele dizia.- "Arre
¬ "Enviarei à tua frente "pregando um batismo de
pendam -se, pois o Reino dos o meu mensageiro ,- arrependimento para o per ¬
céus está próximo". 3Este é ele preparará o teu cami ¬ d ã o dos pecados . 4 Como
aquele que foi anunciado pelo nho"" [ Ml 3.1 ] — est á escrito no livro das pa ¬
profeta Isa ías: 3"
voz do que clama no de ¬ lavras de Isa ías , o profeta :
"Voz do que clama no de ¬ serto : "Voz do que clama no de ¬

serto : ' Preparem ' o caminho


1
serto:
'Preparem'' o caminho pa ¬ para o Senhor, ' Preparem '’ o caminho
ra o Senhor, fa ç am veredas retas para o Senhor, façam ve ¬
fa ç am veredas retas para para ele’ " b [ Is 40.3 ] , redas retas para ele .
ele'"6 [ Is 40.3 ] . 4
Assim surgiu Jo ã o, batizan ¬ Todo vale ser á aterrado
4
As roupas de Jo ã o eram do no deserto e pregando e todas as montanhas
feitas de pê los de camelo , um batismo de arrependi ¬ e colinas , niveladas .
e ele usava um cinto de cou - mento para o perdã o dos pe-

v(
Lc 3.1 ) V. o comentá rio 11 , "Cronologia da vida de Cristo" ( p . 292 ) . Ao determinar a data do
ministé rio de João, Lucas arrola cinco l íderes pol íticos e dois l íderes religiosos. Sã o eles, na ordem:
o imperador romano, os governadores de três divisões do " reino dos judeus", o governador do
territó rio ao norte do territó rio judaico e a combinação pai-filho que presidiu as questões religio ¬

sas em Jerusal é m por tantos anos. O Lisâ nias mencionado aparece depois do outro Lisâ nias que foi
rei de Abila até 36 a . C. Uma descoberta arqueológica em Abila confirmou que houve um Lis â nias
posterior , que foi tetrarca durante o reino de Tibé rio (14-37 d .C.).
w(
Mt 3.1 ; Lc 3.3) A missão de joã o era compar á vel à missão de um mensageiro oriental que ia
à frente do seu monarca para anunciar a vinda do rei e a necessidade de os cidad ã os prepararem
o caminho para a sua chegada. A mensagem de João, no entanto, estava relacionada a questões
de comportamento moral e vigil â ncia . Para receber o Reino que lhes fora prometido pelos profetas
do AT, o povo de Israel precisava se arrepender. O batismo de Joã o, entã o, identificava o remanes ¬

cente que tinha alcan çado essa preparação moral .


SE ç . 2 1 , 2 2 0 M I N I S T É RIO P Ú BLICO DE J o à O BAT í S T A 15

Mateus 3.1 - 6 Marcos 1.2 - 6 Lucas 3.3- 6


ro na cintura . O seu alimen ¬ cados. A ele vinha toda a re
5
¬ As estradas tortuosas
to era gafanhotos e mel sil ¬ gi ã o da Judéia e todo o povo ser ã o endireitadas
vestre. 5A ele vinha gente de Jerusal é m . Confessando e os caminhos acidenta ¬

de Jerusalé m , de toda a Ju - os seus pecados , eram bati ¬ dos , aplanados .


dé ia e de toda a regi ã o ao zados por ele no rio Jordão . 6
E toda a humanidade''
redor do Jord ã o . Confes ¬ 6
Joã o vestia roupas feitas de verá a salvação
sando os seus pecados, eram p ê los de camelo , usava um de D e u s' [ I s 40.3 - 5]
,

batizados por ele no rio Jor ¬ cinto de couro e comia gafa ¬

dão. nhotos e mel silvestre.


’Mt 3.3; Mc 1.3; Lc 3 4 Ou que dama: No deserto preparem
, CMt 3.3 ,- Mc 1.3 Is 40.3 ‘Mc 1.2 Ml 3.1
"Lc 3.6 Grego : carne ‘Lc 6 Is 40.3 - 5

Seçã o 22 * A sua mensagem aos fariseus, saduceus, multid ões , cobradores de


impostos e soldados
— deserto daJudéia e a região em volta do rioJordão —
Mateus 3.7 -10 Lucas 3.7 -14
7
Quando viu que muitos fariseus e sa ¬
7
João dizia às multidões que saíam para se ¬

duceus vinham para onde ele estava bati ¬ rem batizadas por ele : "Raça de víboras! Quem
zando, disse - lhes : "Raça de v íboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da rira que se aproxi ¬
lhes deu a id é ia de fugir da rira que se ma? 8Dêem frutos que mostrem o arrependi ¬

aproxima? sDêem fruto que mostre o ar ¬


mento. E não comecem a dizer a si mesmos :
rependimento! 9 N ã o pensem que vocês Abraão é nosso pai’ . Pois eu lhes digo que
podem dizer a si mesmos: Abra ão é nosso destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a
pai’ . Pois eu lhes digo que destas pedras Abraão. 90 machado já está posto à raiz das
Deus pode fazer surgir filhos a Abra ã o . á rvores, e toda árvore que não der bom fruto
' “ O machado j á est á posto à raiz das será cortada e lançada ao fogo” .
á rvores , e toda á rvore que n ã o der bom 10 "
O que devemos fazer ent ã o ?", per ¬
fruto será cortada e lan çada ao fogo . guntavam as multidões .
"Jo ã o respondia : "Quem tem duas t ú ¬

nicas dê uma a quem n ã o tem nenhuma ,-


e quem tem comida fa ça o mesmo" .
' “Alguns publicanos" també m vieram
para serem batizados . Eles perguntaram :
"Mestre , o que devemos fazer ?"
13
Ele respondeu: "Não cobrem nada além
do, que lhes foi estipulado".
4
Entã o alguns soldados lhe pergunta ¬
ram : "E n ós , o que devemos fazer?"
Ele respondeu : " N ã o pratiquem extor ¬
s ã o nem acusem ningu é m falsamente , •

contentem - se com o seu sal á rio".


'Lc 3.12 Os publicanos eram coletores de impostos , mal vistos pelo povo ,- tamb é m em 5.27, 29 , 30,-
7.29 , 34; 15.1 ; 18.10 , 11 , 13 ,- 19.2 .

“ (Mt 3.7; Lc 3.7 ) A conhecida " ira que se aproxima" precederá imediatamente a segunda vinda
de Cristo. O AT determina que essa data esteja no infcio do "dia do Senhor" e faz com que ela seja
um prel ú dio do Reino do Messias ( Is 3.16-24 ; 13.9-11 ; |r 30.7; Ez 38, 39; Am 5.18,19; Sf 1.14-
18; v . Mt 24.21 ; 1 Ts 1.10; 5.9 ; Ap 6.16,17 ) . A primeira vinda do Messias para morrer pelos
pecados n ã o passava pela mente de joã o nesse momento. O seu tema para aqueles que ainda n ão
estavam moralmente preparados era o julgamento vindouro. Ser membro do povo da alian ça n ão
era sin ó nimo de usufruir dos benef ícios das alian ças, como pensavam muitos judeus. O preparo
moral do indivíduo també m era necessá rio.
16 0 MINIST É RIO P Ú BLICO DE J o à O BATIST Crr 9 *3

Se çã o 23 • A sua descri çã o do Cristo


( v. seçã o 26 — a natureza preparat ó ria do minist ério de João)
— região em tomo do rioJordão —
Mateus 3.11 , 12 Marcos 1.7 , 8 Lucas 3.15 -18
""Eu os batizo conr água 7E esta era a sua mensa ¬
7
150 povo estava em gran ¬

para arrependimento . yMas gem : "Depois de mim vem de expectativa, questionan ¬

depois de mim vem algué m algué m mais poderoso do do em seu coração se aca ¬
mais poderoso do que eu , que eu , tanto que n ã o sou so Joã o n ão seria o Cristo.
tanto que n ã o sou digno digno nem de curvar - me e
,6João respondeu a todos:
nem de levar as suas sandá ¬ desamarrar as correias das "Eu os batizo coirri á gua .
lias. Ele os batizará com o suas sand á lias . 8Eu os ba ¬ yMas vir á algué m mais po ¬

Espírito Santo e com fogo. tizo com 17 á gua , ymas ele deroso do que eu , tanto que
os batizar á com o Espírito n ã o sou digno nem de de ¬

Santo" . samarrar as correias das


suas sandá lias. Ele os bati ¬

zará com o Esp írito Santo


e com fogo. l 7Ele traz a pá
Ele traz a pá em sua m ã o
l2
em sua m ão, a fim de lim ¬

e limpará sua eira , juntan ¬ par sua eira e juntar o trigo


do seu trigo no celeiro, mas em seu celeiro,- mas quei ¬
queimará a palha com fogo mará a palha com fogo que
que nunca se apaga". nunca se apaga". 18E com
muitas outras palavras João
exortava o povo e lhe pre ¬
gava as boas novas.
JMt 3.11 ; Mc 1.8 ; Lc 3.16 Ou em

y(
Mt 3.11 ; Mc 1.8; Lc 3.16 ) Ao contrastar o batismo de Cristo com o Esp írito Santo e o seu
próprio batismo com á gua , João tinha em mente a vinda prometida do Espírito Santo de acordo
com profecias a esse respeito, como em Joel 2.28, 29.
PARTE CINCO
O fina! do minist é rio de Jo ã o e o iní cio do
minist ério p úblico de Jesus
Seçã o 24 • Jesus é batizado por Jo ã o
( v. seçã o 27 — o Espírito desce sobre Jesus )
( v. seção 85 — identificação do Filho por parte do Pai )
— zBetânia no lado leste do rioJordão —

Mateus 3.13 - 17 Marcos 1.9 - 11 Lucas 3.21 - 23 a


” aEntão Jesus veio da Ga- Naquela ocasi ã o Jesus
9

lilé ia ao Jordã o para ser veio de Nazar é da Galiléia


batizado por Jo ão. 14Jo ã o, e foi bbatizado por Jo ã o no
por ém , tentou impedi - lo , Jord ã o .
dizendo: "Eu preciso ser bati ¬

zado porti, etuvensamim?"


, 5Respondeu
Jesus: "Dei ¬

xe assim por enquanto ,-


conv é m que assim fa ç a ¬

mos, para cumprir toda a


justiç a". E Jo ão concordou.
16
Assim que Jesus foi
bbatizado , saiu da á gua . 2 , Quando
todo o povo
Naquele momento o c éu sendo batizado, tam
estava ¬

se abriu, e ele viu o Espíri ¬


l0
Assim que saiu da água , bém Jesus o bfoi. E, enquan ¬

to de Deus descendo co ¬
Jesus viu o c éu se abrindo, to ele estava orando, o c éu
mo pomba e pousando e o Espírito descendo co se abriu “ e o Espírito San
,
¬ ¬

sobre ele. 7Então uma voz mo pomba sobre ele. " En to desceu sobre ele em for
¬ ¬

dos c éus disse : "Este é o t ã o veio dos c éus uma voz : ma corp ó rea, como pom ¬

meu Filho amado, em quem "Tu és o meu Filho amado,- ba. Então veio do c éu uma
me agrado" . em ti me agrado" . voz: "Tu és o meu Filho ama ¬

do,- em ti me agrado".
25
Jesus tinha cerca de trin ¬

ta anos de idade quando


começ ou seu ministério.

'ri. Jo ão 1.28 ( seção 26).


a(
Mt 3.13 ) A primeira P á scoa de Jesus após o seu batismo (Jo 2.13 - 22, seção 31 ) ocorreu em
abril, evidentemente. O c álculo de tempo transcorrido entre o batismo e a Páscoa leva à prov ável
conclusão de que ele foi batizado no ver ã o ou na primavera do ano anterior.
b(
Mt 3.16; Mc 1.9; Lc 3.21 ) O batismo de Jesus foi um acontecimento significativo por várias razões:
1 . O seu batismo foi diferente do batismo de outros porque ele n ã o tinha pecado e n ã o
precisava se arrepender.
2 . Por meio do batismo ele se identificou publicamente com o grupo de pessoas que Jo ão
reconhecia estar moralmente preparadas para o Reino.
3 . É reconhecido por outras fontes do NT como o início formal do ministério público de Jesus
( At 1.21 ,22 ; 10.37,38).
18 0 FINAL DO MINISTÉ RIO DE JOÃ O E O INÍCIO DO MINIST ÉRIO PÚBLICO DE JESUS SE Ç . 25

Seçã o 25 * A tentação de Jesus no deserto


— deserto dajudéia —

Mateus 4.1 - 11 Marcos 1.12,13 Lucas 4.1 - 13


' Ent ão Jesus foi levado Logo após, o Espírito o
l2
'Jesus, cheio do Espírito
pelo Espírito ao deserto, impeliu para o deserto. nAli Santo, voltou do Jordão e
para ser tentado pelo Dia esteve quarenta dias, sendo
¬ foi levado pelo Espírito ao
bo. 2cDepois de jejuar qua tentado por Satanás. Estava
¬ deserto , 2 onde , durante
renta dias e quarenta noi com os animais selvagens ,
¬
quarenta dias, foi tentado
tes, teve fome . 30 tentador pelo Diabo . Nã o comeu
aproximou- se dele e disse: nada durante esses dias e,
"Se és o Filho de Deus, man ¬ ao fim deles , teve fome.
da que estas pedras se trans ¬ sO Diabo lhe disse : "Se
formem em pães". és o Filho de Deus, manda
4
Jesus respondeu: "Est á esta pedra transformar - se
escrito : 'Nem só de p ão vi ¬
em p ão".
ver á o homem, mas de toda 4
Jesus respondeu: "Est á
palavra que procede da escrito: 'Nem só de pão vi ¬

boca de Deus' " [Dt 8.3 ]


4
, ver á o homem' 4 " [ Dt 8.3 ] ,

5
Então o Diabo o levou à 50 Diabo o levou a um
cidade santa, colocou- o na lugar alto e mostrou - lhe
parte mais alta do templo e num relance todos os rei ¬

lhe disse: 6"Se és o Filho de nos do mundo. 6E lhe dis ¬

Deus, joga - te daqui para se :"Eu te darei toda a auto ¬

baixo. Pois está escrito: ridade sobre eles e todo o


" 'Ele dar á ordens a seus seu esplendor, porque me
anjos a seu respeito, foram dados e posso dá -
e com as mãos eles o se ¬
los a quem eu quiser. 7En -
gurar ã o , t ão, se me adorares, tudo
para que voc ê não tro ¬
ser á teu".
pece em alguma pedra' " * "
Jesus respondeu: "Est á
[ SI 91.11, 12 ] , escrito: 'Adore o Senhor, o
Jesus lhe respondeu:
7
seu Deus, e s ó a ele preste
"Tamb é m est á escrito : culto' *' [Dt 6.13 ] ,

'Nã o ponha à prova o Se ¬ sO Diabo o levou a Jeru ¬

nhor, o seu Deus'c" [Dt salém, colocou - o na parte


6.16 ]. mais alta do templo e lhe
Depois, o Diabo o le
" ¬ disse: "Se és o Filho de Deus,
vou a um monte muito alto joga - te daqui para baixo.
e mostrou- lhe todos os rei ¬
l0
Pois est á escrito:
nos do mundo e o seu es ¬ " 'Ele dar á ordens a seus
plendor. 9E lhe disse: "Tu ¬ anjos a seu respeito,
do isto te darei, se te pros ¬
para o guardarem,-
trares e me adorares".
10
Jesus lhe disse: "Reti ¬

re - se, Satan á s ! Pois est á

‘(Mt 4.2) As três tentações no parágrafo ocorreram no final do período de 40 dias, quando lesus estava
mais vulnerável. A sequência das tentações em Mateus é preferível à de Lucas (v. Mt 4.5, "então"). O
encontro vitorioso de Jesus com o diabo o contrasta a Adão (Cn 3 ) e aos israelitas no deserto. Ele extraiu
cada uma de suas respostas de Deuteronômio, que relata as experiências do deserto. O fracasso no
deserto agora se transformara em triunfo. Os cristãos têm um fundamento para a sua segurança e confiança
em vencer a tentação por meio da ajuda e da empatia de lesus (Hb 2.18; 4.14-16).
SEC . 25, 26 0 FINAL DO MINISTÉ RIO DE Jo.AO E O INICIO DO MINIST É RIO P Ú BLICO DE JESUS 19

Mateus 4.1 -11 Marcos 1.12,13 Lucas 4.1 -13


escrito : ' Adore o Senhor , "com as m ã os eles o se ¬

o seu Deus , e só a ele pres ¬ gurar ã o ,


te culto"5" [ Dt 6.13 ] , para que você n ão trope ¬

ce em alguma pedra'*' [SI 1

91.11 , 12 ]
, 2Jesus respondeu: "Dito
,

está: 'Não ponha à prova o Se ¬

nhor, o seu Deus' " [Dt 6.16]


1
,

13
Tendo terminado to ¬

"Ent ã o o Diabo o dei ¬ das essas tentaçõ es , o Dia ¬

xou , e anjos vieram e o ser ¬ bo o deixou até ocasião opor ¬

viram . e os anjos o serviam . tuna .

’Mt 4 4,- Lc 4.4 Dt 8.3


, *Mt 4.6,- Lc 4.10, 11 SI 91.11 , 12 cMt 4.7,- Lc 4.12 Dt 6 16 dMt 4.10;
Lc 4.8 Dt 6.13

Seçã o 26 * 0 testemunho de Joã o a respeito de si mesmo aos sacerdotes e


levitas
( v. seçã o 21 — uma voz no deserto )
( v. seçã o 23 — a natureza preparat ó ria do ministé rio de Joã o )
— A Betânia no lado leste do rioJordão —
Jo ã o 1.19- 28
l9
Este foi o testemunho de Jo ão, quando os judeus de Jerusal é m enviaram sacer ¬

dotes e levitas para lhe perguntarem quem ele era . 20 Ele confessou e n ã o negou ,-
declarou abertamente : " Nã o sou o Cristo"".
2
lPerguntaram -lhe : "E entã o , quem é você? É Elias?"
Ele disse : " N ã o sou".
"É o Profeta ?"
Ele respondeu : "'N ã o".
22
Finalmente perguntaram : "Quem é você ? Dê - nos uma resposta , para que a leve ¬

mos à queles que nos enviaram . Que diz você acerca de si pró prio?"
23
Joã o respondeu com as palavras do profeta Isa ías: "Eu sou a voz do que clama
no deserto :* ' Fa ç am um caminho reto para o Senhor' "c [ Is 40.3 ] ,

24
Alguns fariseus que tinham sido enviados 25 interrogaram - no : "Ent ã o , por que
voc batiza , se n ão é o Cristo , nem Elias , nem o Profeta ?"
ê
“ Respondeu João: "Eu batizo com* água , mas entre vocês est á alguém que vocês
n ã o conhecem . 27Ele é aquele que vem depois de mim , e n ão sou digno de desamar ¬

rar as correias de suas sandá lias".


28
Tudo isso aconteceu em Bet â nia , do outro lado do Jordã o , onde Jo ã o estava
batizando .
Io 1.20 Ou Messias. Tanto Cristo ( grego ) como Messias ( hebraico ) significam Ungido,- também em todo o
livrodejo ã o. DF Ou que clama 'No deserto façam ' 23 Is 40.3 ,
26 Ou em també m nos vers ículos 31.33

ciEssa Betânia precisa ser distinguida da Betânia perto de lerusalém (seção 104; v. tb . seções 105 — 110) .
e(
Jo 1.21 ) É dif ícil estabelecer a relação entre João e a profecia de Malaquias acerca de Elias ( Ml
4.5 , 6 ) à luz da sua resposta a essa pergunta . Talvez a chave esteja na condi ção "se vocês quiserem
aceitar'' ( Mt 11.14; seção 57 ) . De qualquer forma , se Jo ão estava cumprindo a promessa , ele
certamente n ão tinha consci ê ncia disso .
20 O FINAL DO MINISTÉRIO DE Jo  u F 0 INICIO 00 MINIST ÉRIO P ÚBLICO DE JESUS SflC . 27 , 28

Seçã o 27 • 0 testemunho de Jo ã o a respeito de Jesus como o Filho de Deus


( v. seção 24 — o Espírito desce sobre Jesus ]
— Betânia no lado leste do rioJordão —

Jo ã o 1.29 - 34
'
“ No dia seguinte João viu Jesus aproximando- se e disse: " Vejam! É o Cordeiro de
Deus, que tira o pecado do mundo ! 30Este é aquele a quem eu me referi, quando
disse: Vem depois de mim um homem que é superior a mim, porque já existia antes
de mim . ” Eu mesmo não o conhecia, mas por isso é que vim batizando com água:
para que ele viesse a ser revelado a Israel".
33
Então João deu o seguinte testemunho: "Eu vi o Espírito descer dos céus como pomba
e permanecer sobre ele. 33Eu não o teria reconhecido, se aquele que me enviou para batizar
com água não me tivesse dito: 'Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e permanecer,
esse é o que batiza com o Espírito Santo'. Eu vi e testifico que este é o Filho de Deus".
34

Seçã o 28 * Os primeiros 9seguidores de Jesus


( v. seções 41, 47a — o chamado dos disc ípulos)
— Betânia no lado leste do rioJordão e Caliléia —

Jo ã o 1.35 - 51
35
No dia seguinte João estava ali novamente com dois dos seus discípulos. “ Quan ¬

do viu Jesus passando, disse: " Vejam! É o Cordeiro de Deus !"


37
Ouvindo - o dizer isso, os dois discípulos seguiram Jesus . “ Voltando - se e vendo
Jesus que os dois o seguiam perguntou- lhes: "O que voc ês querem ?"
Eles disseram: "Rabi" ( que significa "Mestre" ) , "onde est á s hospedado ? "
“Respondeu ele: "Venham e verão” .
Ent ã o foram, por volta das quatro horas da tarde", viram onde ele estava hospeda ¬

do e passaram com ele aquele dia.


“ André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João
dissera e que haviam seguido Jesus. 4 lO primeiro que ele encontrou foi Simão, seu
irm ã o, e lhe disse: "Achamos o Messias" ( isto é, o Cristo ) . 43E o levou a Jesus .
Jesus olhou para ele e disse: "Voc ê é Simão, filho de João. Ser á chamado Cefas"
( que traduzido é "Pedro6" ) .
43
No dia seguinte Jesus decidiu partir para a Galil éia. Quando encontrou Filipe,
disse - lhe : "Siga - me".
“Filipe, como André e Pedro, era da cidade de Betsaida. “Filipe encontrou hNata -
nael e lhe disse: "Achamos aquele sobre quem Moisés escreveu na Lei, e a respeito
de quem os profetas também escreveram : Jesus de Nazar é, filho de Jos é".
Perguntou Natanael: "Nazar é ? Pode vir alguma coisa boa de lá ?"
“Disse Filipe: "Venha e veja".
f(
Jo 1.291 João era um estudioso do AT, particularmente da profecia de Isaías (v. seção 21 com Is
40.3 5 ). Não é de admirar, então, que ele concentre sua atenção na obra soteriol ógica do Messias
-

("Vejam! É o Cordeiro de Deus", v. Is 53.6, 7 ) assim como em sua obra escatol ógica (" O Reino dos
c éus est á pr óximo '', Mt 3.2, seção 21 ). Joã o não compreendia completamente de que forma os dois
ministérios seriam conjugados (Mt 11.2,3 , seção 57; v. IPe 1.10,11 ). Até mesmo os mais pr óximos
de Jesus n ão conseguiam enxergar, até apó s a sua ressurreição, por que sua morte era necess ária.
«Esses seguidores foram conquistados de v á rias maneiras: os dois primeiros foram ganhos por
meio do testemunho de João (v. 36); Simã o Pedro, pelo testemunho de um desses dois, ou seja, de
Andr é (v. 40- 42 ); Filipe, pelo convite de Jesus ( v. 43 ); e Natanael, pelo testemunho de Filipe ( v .
46,47). Cada um parece ter reconhecido a missão messi ânica de Jesus (v. 41 ,45,49 ) com base no
testemunho de |oão ( v. 29,34,36). Mas não se tornaram seus seguidores permanentes nesse momen ¬

to, pois pelo menos dois deles retornaram ao seu ofício de pescadores. V. a seçã o 41 e a nota f.
h(
Jo 1.45 ) Se Natanael se tornou um dos Doze, ele provavelmente deve ser identificado com
Bartolomeu nas listas que temos nos evangelhos sin ópticos e em Atos. No entanto, n ã o podemos
concluir dogmaticamente que ele estava nesse grupo seleto.
SE ç . 28 , 29 0 FINAL DO MINIST É RIO DE JOãO E 0 IN 3 ( É O P Ú BLICO DE JESUS 21

47
Ao ver Natanael se aproximando , disse Jesus: "A í est á um verdadeiro israelita ,
em quem n ã o h á falsidade".
«Perguntou Natanael : "De onde me conheces ?"

Jesus respondeu : "Eu o vi quando você ainda estava debaixo da figueira , antes de
Filipe o chamar".
49
£ ntã o Natanael declarou : "Mestre" , tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israeli"
50
Jesus disse : "Você crê porque eu disse que o vi debaixo da figueira . d Você ver á
coisas maiores do que essa!" IE ent ã o acrescentou : " Digo - lhes a verdade : Vocês verão
3

o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o ' Filho do homem".
JJo 1.39 Grego : hora décima. b4 l Tanto Ce/a.ç ( aramaico ) como Pedro ( grego ) significam pedra . " 49 Grego:
Rabi,- também em 3.2 , 26,- 4.31; 6.25 ,- 9.2; 11.8 . ^50 Ou Você crê . . figueira?
.

Se çã o 29 * 0 primeiro milagre de Jesus: a á gua é transformada em vinho


— Caná da Galiléia —
Joã o 2.1 -11
'' No terceiro dia houve um casamento em Can á da Galil é ia . A m ã e de Jesus estava
ali ; "Jesus e seus disc ípulos també m haviam sido convidados para o casamento .
"Tendo acabado o vinho , a km ãe de Jesus lhe disse: "Eles n ã o tê m mais vinho".
4
Respondeu Jesus : "Que temos n ós em comum , mulher? A minha hora ainda n ã o
chegou ” .
5
Sua m ã e disse aos servi ç ais : "Fa çam tudo o que ele lhes mandar".
6
Ali perto havia seis potes de pedra , do tipo usado pelos judeus para as purifica ¬

ções cerimoniais ,- em cada pote cabiam entre oitenta e cento e vinte litros . 4

7
Disse Jesus aos servi ç ais : "Encham os potes com á gua". E os encheram at é a
borda .
8
Ent ã o lhes disse : "Agora , levem um pouco ao encarregado da festa".
Eles assim fizeram , rje o encarregado da festa provou a á gua que fora transforma ¬

da em vinho , sem saber de onde este viera , embora o soubessem os servi çais que
haviam tirado a á gua . Ent ã o chamou o noivo l 0e disse : "Todos servem primeiro o
melhor vinho e , depois que os convidados já beberam bastante , o vinho inferior é
servido,- mas voc ê guardou o melhor at é agora".
" Este sinal miraculoso , em Can á da Galil é ia , foi o primeiro que Jesus realizou .
Revelou assim a sua gl ó ria , e os seus disc ípulos creram nele .
Lio 6 Grego : 2 ou 3 metretas A metreta era uma medida de capacidade de cerca de 40 litros .
.

' ( Jo 1.51 ) "O Filho do homem " foi uma autodenominaçã o que o Senhor adotou e usou com
frequ ê ncia . A sua fonte foi Daniel 7.13, 14 . A natureza desse t ítulo tanto aludia à sua miss ã o
messi â nica quanto a velava . Os ouvintes provavelmente entendiam nesse t í tulo tanto quanto
compreendiam de Jesus e nada mais. O escopo do seu significado é amplo, incluindo traços de
sua divindade, humanidade e a reden çã o do homem perdido, al é m de outras conota ções.
' (Jo 2.1 ) " No terceiro dia" marca o resultado final de uma semana da qual temos um relato relativamen ¬
te completo. Começando com 1.19-28 como o primeiro dia, temos então o segundo dia nos versículos
29-34, o terceiro nos versículos 35-43, o quarto nos vers ículos 43-51 e o sétimo em 2.1 -11 .
Hlo 2.3 ) A m ã e de Jesus mostrou a mesma falta de compreensã o que Joã o Batista e Pedro
evidenciaram mais tarde ( Mt 11.2 ,3, seçã o 57; Mt 16.22 , seçã o 83 ) . Embora estivessem certos
acerca da sua missão messiâ nica , estavam errados sobre a é poca e a forma da sua manifestação
gloriosa (Jo 2.4 ). Jesus de fato realizou um milagre para atender à necessidade, mas de forma tal
que revelasse a sua identidade somente para uns poucos (Jo 2.9 ,11 ) .
22 0 FINAL DO MINIST ÉRIO DE JOÂ O E O INÍCIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS SE Ç . 30 — 32 a

Seçã o 30 • A primeira estada de Jesus em Cafarnaum com os seus parentes e


os primeiros discípulos
— Cafarnaum —
Jo ã o 2.12
12
Depois disso ele desceu a Cafarnaum com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos. Ali
ficaram durante alguns dias.

Seçã o 31 • A primeira purifica çã o do templo na Pá scoa


'
( v. seção 129b — purificação do templo )
— Jerusalém —
Jo ã o 2.13 - 22
’Quando já estava chegando a mPáscoa judaica, Jesus subiu a Jerusalém. No pátio
1 I4

do templo viu alguns vendendo bois, ovelhas e pombas, e outros assentados diante de
mesas, trocando dinheiro. Ent ão ele fez um chicote de cordas e expulsou todos do
l5

templo, bem como as ovelhas e os bois,- espalhou as moedas dos cambistas e virou as
suas mesas . l 6Aos que vendiam pombas disse : "Tirem estas coisas daqui! Parem de
fazer da casa de meu Pai um mercado!"
l7
Seus discípulos lembraram - se que est á escrito: "O zelo pela tua casa me consumir á""
[ SI 69.9 ] ,

l8
Ent ão os judeus lhe perguntaram - "Que sinal miraculoso o senhor pode mostrar -
,

nos como prova da sua autoridade para fazer tudo isso?"


l9
Jesus lhes respondeu: "Destruam este templo, e eu o levantarei em tr ês dias".
20
Os judeus responderam: "Este templo levou " quarenta e seis anos para ser edifi ¬

cado, e o senhor vai levantá -lo em três dias ?" -"Mas o templo do qual ele falava era
o seu corpo. "Depois que ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram - se
do que ele tinha dito. Ent ão creram na Escritura e na palavra que Jesus dissera.
'Jo 2.17 SI 69.9

Seçã o 32a * As primeiras rea ções aos milagres de Jesus


— Jerusalém —
Jo ã o 2.23 - 25
23
Enquanto estava em Jerusal ém , na festa da P áscoa, muitos viram os sinais mira ¬

culosos que ele estava realizando e creram em seu nome". 24Mas Jesus não se confi ¬

ava a eles, pois conhecia a todos. 25Nã o precisava que ninguém lhe desse testemu ¬

nho a respeito do homem, pois ele °bem sabia o que havia no homem.
- jo 2 21 Ou creram nele

!
Essa purificação do templo deve ser considerada distinta daquela que ocorreu no término do
ministério do Senhor (v. seção 129b). As diferenç as na maneira de se expressar e outros aspectos,
com a localização cronológica que Joã o lhe dá, comprovam que os dois relatos se referem a dois
acontecimentos diversos. Tr ês anos entre os dois é tempo suficiente para que a pr ática de comprar
e vender tivesse voltado à s dependê ncias do templo, especialmente à luz das tendências à avareza
entre os lí deres judeus.
m(
Jo 2.13 ) Essa é a primeira das quatro Pá scoas que fornecem um quadro cronológico para o
ministério público de Jesus. V. o coment ário 11, "Cronologia da vida de Cristo" (p. 292 ).
n(
Jo 2.20) Os 46 anos devem ser contados ou a partir do início do projeto de reconstrução de
Herodes em 20/19 a.C. ou da conclusão da obra do templo ( naos) propriamente dito em 18/17
a.C. V. o coment ário 11, "Cronologia da vida de Cristo" (p. 292 ).
°(Jo 2.25 ) Sendo tanto Deus quanto homem, Jesus era onisciente. A sua percepção da degrada ¬

ção humana revelou as raz ões profundamente egoí stas dos que se sentiam atraídos a ele nesse
ponto. O preparo moral desses súditos em potencial ainda não era suficiente para a sua participa ¬

ção no Reino do qual ele e João Batista falavam.


SE ç . 32 b , 33 0 FINAL DO MINIST é RIO DE JOã O E O IN íCIO DO MINIST é RIO P ú BLICO DE JESUS 23

Seçã o 32b * A conversa de Nicodemos com Jesus


— Jerusalém — Joã o 3.1 - 21
' Havia um fariseu chamado Nicodemos , uma autoridade entre os judeus. 2 Ele veio a
Jesus , à noite , e disse - "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém
,

pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus n ã o estiver com ele".
3
Em resposta , Jesus declarou: "Digo - lhe a verdade : Ningué m pode ver o Reino de
Deus, se n ã o "nascer de novo3" .
4
Perguntou Nicodemos : "Como algu é m pode nascer, sendo velho ? É claro que
n ão pode entrar pela segunda vez no ventre de sua m ãe e renascer!”
sRespondeu Jesus: "Digo - lhe a verdade : Ninguém pode entrar no Reino de Deus , se
n ão nascer da á gua e do Espírito . “ O que nasce da carne é carne , mas o que nasce do
Espírito é esp írito. 7 N ão se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessá rio que vocês
nasçam de novo . sO vento" sopra onde quer. Você o escuta , mas n ã o pode dizer de
onde vem nem para onde vai . Assim acontece com todos os nascidos do Esp írito".
9
Perguntou Nicodemos : "Como pode ser isso ?"
I0
Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e n ão entende essas coisas ? ' Asseguro - lhe
que n ós falamos do que conhecemos e testemunhamos do que vimos mas mesmo
,
assim vocês n ã o aceitam o nosso testemunho. 2Eu lhes falei de coisas terrenas e vocês
,

n ã o creram ,- como crerã o se lhes falar de coisas celestiais? BNingu é m jamais subiu ao
céu , a n ã o ser aquele que veio do céu : o Filho do homem ." l 4 Da mesma forma como
Moisés levantou a serpente no deserto, assim també m é necess á rio que o Filho do
homem seja levantado, l 5 para que todo o que nele crer tenha a vida eterna .
"’""Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigé nito'3, para que
todo o que nele crer n ão pereça , mas tenha a vida eterna . l 7 Pois Deus enviou o seu
Filho ao mundo, n ã o para condenar o mundo , mas para que este fosse salvo por
meio dele . l 8 Quem nele crê n ã o é condenado, mas quem n ã o crê já est á condenado ,
por n ã o crer no nome do Filho Unigé nito de Deus . l 9Este é o julgamento : a luz veio
ao mundo , mas os homens amaram as trevas, e n ã o a luz , porque as suas obras eram
m á s . 20Quem pratica o mal odeia a luz e n ão se aproxima da luz , temendo que as suas
obras sejam manifestas . 2 ' Mas quem pratica a verdade vem para a luz , para que se
veja claramente que as suas obras sã o realizadas por interm édio de Deus" /
"Jo 3.3 Ou nascer de cima,- tamb é m no vers ículo 7. *8 Traduz o mesmo termo grego para designar espírito.
C
13 Alguns manuscritos acrescentam que está no céu. Ú 6 Ou Único,- també m no vers ículo 18 . 721 Alguns
intérpretes encerram a citaçã o no fim do versículo 15.

Seçã o 33 * Joã o é substitu ído por Jesus


— Ertom, perto de Salim —
Jo ã o 3.22-36
22
rDepois disso Jesus foi com os seus disc í pulos para a terra da Jud é ia , onde
passou algum tempo com eles e batizava . 23Jo ã o també m estava batizando em
Enom , perto de Salim , porque havia ali muitas águas, e o povo vinha para ser batizado.

p(]o
3.3) Nascer de novo não é um aspecto mencionado especificamente no AT. AS ideias que
mais se aproximam são as de um novo coração e uma atividade especial do Esp í rito com o in ício
-
da nova alian ça e do Reino de Israel (Jr 31.31 34; Ez 36.26,27; Jl 2.28 32 ). -
q(
Jo 3.16) O apóstolo João é conhecido pelas passagens de reflexão no seu evangelho, e João
3.16-21 pode ser uma delas. Parece uma pressuposi ção mais natural , no entanto, considerar esses
versículos como a continuação do ensino do Senhor já em progresso.
r(
Jo 3.22) As propostas que transferem João 3.22-30 para depois de 2.12 ou após 3.36 não têm
boa fundamenta çã o. N ão surgiu razão convincente até agora para que se faça isso. Al ém disso,
não h á uma sequ ê ncia suave se João 3.31 for colocado imediatamente após 3.21 .
24 0 FINAL DO MINIST É RIO OE Jo à O E O IN Í CIO DO MINIST É RIO PUBLICO DE JtSUS SEC . 33, 34

Jo ã o 3.22 - 36
24 (
Isto se deu antes de João ser preso . ) "'Surgiu uma discussã o entre alguns discípulos
de Jo ã o e um certo judeuj a respeito da purificação cerimonial . "6Eles se dirigiram a
Jo ã o e lhe disseram - "Mestre , aquele homem que estava contigo no outro lado do
,

Jordã o, do qual testemunhaste , está batizando , e todos estão se dirigindo a ele".


2?
A isso João respondeu : "Uma pessoa só pode receber o que lhe é dado dos céus.
2
SVocês mesmos são testemunhas de que eu disse.- Eu n ão sou o Cristo, mas sou aquele
que foi enviado adiante dele. 29A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço
ao noivo e que o atende e o ouve , enche -se de alegria quando ouve a voz do noivo . Esta
é a minha alegria , que agora se completa . 3” É necessário que ele cresça e que eu diminua .
' sAquele que vem do alto está acima de todos , aquele que é da terra pertence à
3 "

terra e fala como quem é da terra . Aquele que vem dos c éus está acima de todos .
32
Ele testifica o que tem visto e ouvido , mas ningu é m aceita o seu testemunho .
33
Aquele que o aceita confirma que Deus é verdadeiro . 34 Pois aquele que Deus
enviou fala as palavras de Deus , porque ele d á o Esp írito sem limita çõ es . 350 Pai
ama o Filho e entregou tudo em suas m ã os . 36Quem crê no Filho tem a vida eterna ,-
já quem rejeita o Filho n ão ver á a vida , mas a ira de Deus permanece sobre ele" /’
jo 3.25 Alguns manuscritos dizem e certos judeus. '36 Alguns inté rpretes encerram a citaçlo no fim do
vers ículo 30 .

Se çã o 34 • Jesus 'deixa a Jud é ia


(v. seçã o 71 b — a prisã o de Jo ã o )
— Da Judéia, passando por Samaria, para a Galiléia —
Jo ã o 4.1 - 4
' Os fariseus ouviram falar que Jesus’ estava fazendo e batizando mais discípulos do
que Joã o , "embora n ão fosse Jesus quem batizasse , mas os seus discípulos. 'Quando o
Senhor ficou sabendo disso, saiu da Jud éia e voltou uma vez mais à Galil é ia .
4
Era - lhe necessá rio passar por Samaria .
Lucas 3.19, 20
’’Todavia , quando Jo ã o repreendeu Herodes, o tetrarca , por causa de Herodias ,
mulher do pró prio irm ã o de FJerodes , e por todas as outras coisas m á s que ele tinha
feito , 20 FHerodes acrescentou a todas elas a de colocar Jo ã o na pris ã o .
Mateus 4.12 Marcos 1.14a Lucas 4.14 a
,
’ " Quando Jesus ouviu Depois que Jo ã o foi
4 14
Jesus voltou para a Ga -
que Jo ã o tinha sido preso , preso , Jesus foi para a Ga - lil é ia no poder do Esp írito ,
voltou para a Galil é ia . lil éia ,
‘ ’Jo 4.1 Muitos manuscritos dizem o Senhor.

s(
Jo 3.31 ) João 3.31 -36 talvez seja uma continuação do discurso de João Batista, das palavras
de Jesus ou das reflexões do apóstolo João. A segunda possibilidade é pouco prov ável sem uma
mudan ça de posi ção de versículos. A terceira possibilidade é uma característica desse autor, mas
seria uma surpresa grande demais. A sequê ncia mais natural é a que obteremos se considerarmos
essa passagem como continuação das palavras de João Batista.
Jesus tinha duas razões óbvias para deixar a Judéia e ir para a Galiléia nesse momento: a oposição em
potencial dos fariseus (Jo 4.1 -3) e a prisão de João Batista (Mt 4.12; Mc 1.14a; Lc 4.14a). De acordo com
Lucas, Herodes prendeu João por ter sido repreendido por ele por tomar a mulher do seu irm ão, e também
porque, de acordo com o historiador Josefo, Herodes temia uma revolução conduzida por João.
SEC , 35 a , 35 b 0 FINAL DO MINIST éRIO DE JOàO E O INí CIO on MINIST é RIO PUBLICO DE JESUS 25

Seçã o 35 a • Conversa com uma mulher samaritana


— Sicar, em Samaria —
Jo ã o 4 5 - 26
,

5
Assim, chegou a uma cidade de “ Samaria, chamada Sicar, perto das terras que Jac ó
dera a seu filho José . fiHavia ali o poç o de Jac ó. Jesus, cansado da viagem, sentou- se
à beira do poç o. Isto se deu por volta do meio - diaJ.
'Nisso veio uma mulher samaritana tirar água. Disse -lhe Jesus: "Dê - me um pouco
de água". 8 ( Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. )
9
A mulher samaritana lhe perguntou: "Como o senhor, sendo judeu, pede a mim, uma
samaritana , água para beber?" (Pois os judeus não se dão bem com os samaritanos.''’)
10
Jesus lhe respondeu: "Se voc ê conhecesse o dom de Deus e quem lhe est á
pedindo á gua , voc ê lhe teria pedido e ele lhe teria dado á gua viva".
"Disse a mulher: "O senhor não tem com que tirar água , e o poç o é fundo. Onde
pode conseguir essa água viva? "Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jac ó,
que nos deu o poç o , do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?"
l3 ,
Jesus respondeu: "Quem beber desta á gua ter á sede outra vez, 4mas quem
beber da á gua que eu lhe der nunca mais ter á sede . Ao contr ário, a água que eu lhe
der se tornar á nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna " .
15
A mulher lhe disse: "Senhor, dê - me dessa água, para que eu n ã o tenha mais sede,
nem precise voltar aqui para tirar água".
loEle lhe disse: " V á, chame o seu marido e volte".
I7
"Nã o tenho marido " , respondeu ela.
Disse-lhe Jesus: "Você falou corretamente, dizendo que nã o tem marido. lsO fato é que
você já teve cinco, e o homem com quem agora vive não é seu marido. O que você acabou
de , dizer é verdade".
9
Disse a mulher : "Senhor, vejo que é profeta . “ Nossos antepassados adoraram
neste monte, mas voc ê s , judeus, dizem que Jerusal ém é o lugar onde se deve adorar".
“Jesus declarou: "Creia em mim, mulher : está próxima a hora em que vocês não adora ¬

rão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém. “ Vocês, samaritanos, adoram o que não
conhecem,- nós adoramos o que conhecemos, pois a salva çã o vem dos judeus. “ No
entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores
adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. “ Deus
é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".
“ Disse a mulher : "Eu sei que o Messias ( chamado Cristo) está para vir. Quando
ele vier, explicar á tudo para nós".
“Ent ão Jesus declarou- "vEu sou o Messias! Eu, que estou falando com voc ê ".
,

] o 4.6 Grego: da hora sexta.


a b}
o 9 Ou não usam pratos que os samaritanos usaram.

Seçã o 35 b * Desafio para uma colheita espiritual


— Sicar, em Samaria —
Jo ã o 4.27 - 38
momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encon
“ Naquele
tr á - lo
conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou Que queres saber ?"
"
: "
¬

ou: "Por que est á s conversando com ela ? "

u(jo
4.5) Entre os autores dos evangelhos, somente Lucas e João dedicam atenção especial a Samaria
e aos samaritanos. Os dois estão especialmente conscientes de como Cristo atendeu à s necessidades dos
não-judeus, porque os dois evangelhos foram escritos tendo em vista leitores do pano de fundo gentílico.
v(
Jo 4.26) Essa foi a única declaração aberta que Jesus fez acerca de sua identidade e missão
.
messiânica até o seu julgamento V. Marcos 14.62, seção 155.
w(
Jo 4.27) A surpresa dos discípulos surgiu do comportamento e da atitude não-convencionais de
Jesus. Os rabinos não teriam tido uma conversa com uma mulher, pois consideravam as mulheres
inferiores em todos os sentidos. Mas os discípulos não questionaram essa atitude, pois eles tinham
estado com Jesus por tempo suficiente para saber que ele nem sempre se conformava ao comporta ¬

mento rabínico convencional .


26 0 FINAL 00 MINIST ÉRIO DE JOÃO E 0 INÍ CIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS SE Ç , 35 b — 36

Jo ã o 4.27 - 38
28
Ent ão, deixando o seu c ântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: 29" Ve -
nham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Ser á que ele nã o é o
Cristo ?" 30Ent ão saíram da cidade e foram para onde ele estava .
3

31
Enquanto isso, os discípulos insistiam com ele: "Mestre, come alguma coisa".
32
Mas ele lhes disse: "Tenho algo para comer que voc ês não conhecem".
33
Então os seus discípulos disseram uns aos outros: "Será que alguém lhe trouxe comida?"
34
Disse Jesus: "A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e con ¬

cluir a sua obra. 35 Voc ês não dizem: 'Daqui a quatro meses haver á a colheita'? Eu lhes
digo: Abram os olhos e vejam os campos ! Eles est ã o maduros para a colheita.
36
Aquele que colhe j á recebe o seu salário e colhe fruto para a vida eterna, de forma
que se alegram juntos o que semeia e o que colhe. 37 Assim é verdadeiro o ditado:
'Um semeia, e outro colhe'. 38Eu os enviei para colherem o que voc ês não cultivaram.
Outros realizaram o trabalho árduo, e voc ês vieram a usufruir do trabalho deles".
jo 4.29 Ou Messias

Seção 35 c • Evangelização de Sicar


— Sicar, em Samaria —
Jo ã o 4.39- 42
39
Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa do seguinte testemu ¬

nho dado pela mulher: "Ele me disse tudo o que tenho feito". 40Assim, quando se
aproximaram dele , os samaritanos insistiram em que ficasse com eles, e ele ficou
dois dias. 4IE por causa da sua palavra, muitos outros creram.
42
E disseram à mulher: "Agora cremos não somente por causa do que voc ê disse,
pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o xSalvador do mundo".

Seçã o 36 * Chegada à Galiléia


( v. seções 37, 39, 69 — sem honra em sua terra )
— De Samaria para a Galiléia —
Jo ã o 4.43- 45
Depois daqueles dois dias, ele partiu para a Galiléia. 44( 0 pr óprio Jesus tinha
43

afirmado que nenhum profeta tem honra em ysua pr ópria terra.) 45 Quando chegou à
Galiléia, os galileus deram - lhe boas -vindas. Eles tinham visto tudo o que ele fizera
em Jerusalém, por ocasião da festa da Páscoa, pois também haviam estado lá .

*( jo 4.42) O registro da salvação dos samaritanos é a forma de ) oão mostrar aos seus leitores de
origem predominantemente gentí lica que a salvação em Cristo é para todas as pessoas, n ão
importando a raç a.
y(
Jo 4.44) " Em sua própria terra " deve ser a Galiléia, não a Judéia como alguns têm interpretado.
A Galiléia é o significado da expressão nos evangelhos sinópticos. Uma refer ência à Judéia nesse
momento n ão seria apropriada, a menos que fosse colocada antes do tempo de Jesus em Samaria.
PARTE SEIS
0 zminisíé rio de Cristo na Gaiiié ia
OPOSIÇÃO EM SUA TERRA E UM NOVO QUARTEL GENERAL -
Seçã o 37 • A natureza do aministério na Gaiiiéia
( v. seçõ es 36, 39, 69 — sem honra em sua terra)
— Gaiiiéia —

Mateus 4.17 Marcos 1.14b,15 Lucas 4.14b, 15


proclamando as boas no ¬

vas de Deus. 15“ 0 btempo


l7
Daí em diante Jesus co é chegado", dizia ele. "O
¬

meç ou a pregar: "Arrepen - Reino de Deus est á pr ó xi e por toda aquela região se
¬

dam - se, pois o Reino dos mo. Arrependam - se e crei espalhou a sua fama. ^En
¬ ¬

c éus est á pr ó ximo" . am nas boas novas!” sinava nas sinagogas, e to ¬

dos o elogiavam.
Seçã o 38 • Uma criança em Cafarnaum é curada por Jesus enquanto ele
estava em Caná
( v. seçã o 55 — cura a distâ ncia)
— Caná da Gaiiiéia —
Jo ã o 4.46- 54
46
Mais uma vez ele visitou Caná da Gaiii éia, onde tinha transformado água em
vinho. E havia ali um oficial do rei, cujo filho estava doente em Cafarnaum. 47Quan -
do ele ouviu falar que Jesus tinha chegado à Gaiiiéia, vindo da Judéia, procurou- o e
suplicou- lhe que fosse curar seu filho, que estava à beira da morte.
48
Disse -lhe Jesus: "cSe voc ês não virem sinais e maravilhas, nunca crer ão".
4 jO
í
oficial do rei disse: "Senhor, vem, antes que o meu filho morra!"
S0
Jesus respondeu: "Pode ir. O seu filho continuará vivo". O homem confiou na pala ¬

vra de Jesus e partiu. lEstando ele ainda a caminho, seus servos vieram ao seu encontro
5

com notícias de que o menino estava vivo. ^Quando perguntou a que horas o seu filho
tinha melhorado, eles lhe disseram: "A febre o deixou ontem, à uma hora da tarde ". 4

53
Ent ã o o pai constatou que aquela fora exatamente a hora em que Jesus lhe
dissera: "O seu filho continuará vivo". Assim, creram ele e todos os de sua casa.
54
Esse foi o segundo sinal miraculoso que Jesus realizou, depois que veio da Judéia
para a Gaiii éia.
' j( j 4.52 Grego : à hora sétima.

zPara uma discuss ão detalhada desse ministério na Gaiiiéia, v. o coment á rio 11 : "Cronologia da
vida de Cristo" (p. 292).
aMateus, Marcos e Lucas dedicam muito tempo ao período passado na Gaiiié ia. Os estágios
iniciais foram marcados pela popularidade crescente, que atingiu o seu pico provavelmente em
torno da época do Sermão do Monte. Percebe- se, também, a oposição crescente, começ ando com
a série de controv é rsias acerca do s ábado com os líderes judeus. Isso culminou na primeira
rejei ção pública de |esus por parte desses líderes. Nesse ponto, perto do final do período, Jesus
iniciou o seu ministério ae ensino de par ábolas, para que pudesse revelar a verdade aos que
tinham coração receptivo e a escondesse dos que não eram receptivos.
b(
Mc 1.15) O cronograma dos programas de Deus na história é um dos temas principais no
ensino bíblico. A primeira (Gl 4.4) e a segunda (At 1.7; 3.19-21 ) vindas de Cristo são fundamen ¬

tais para o cronograma de Deus na história mundial.


c(
Jo 4.48) Jesus n ão estava censurando o oficial romano, mas lamentando por aquilo que era
uma atitude típica dos galileus. O oficial era diferente no sentido de que creu somente com base
na palavra de Jesus (Jo 4.50) .
28 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA GALIL ÉIA SEC 39 , 40
,

Seção 39 • Ministério e rejei çã o em Nazaré


(v. seções 36 , 37, 69 — sem honra em sua terra )
— Nazaré — Lucas 4.16 -31 a
Ele foi a Nazaré , donde havia sido criado , e no dia de s á bado entrou na sinago
l6 ¬

ga , como era seu costume . E levantou - se para ler. l 7 Foi - lhe entregue o livro do
profeta Isa ías . Abriu - o e encontrou o lugar onde est á escrito :
, s"0 Esp írito do Senhor está sobre mim ,
porque ele me ungiu para pregar boas
novas aos pobres .
Ele me enviou para proclamar liberdade
aos presos e recupera çã o da vista
aos cegos , para libertar os oprimidos
l9
e proclamar o ano da gra ç a do Senhor"" [ Is 61.1 , 2 ] ,

, - o ao assistente e assentou se . Na
“ Ent ão ele fechou o livro , devolveu - sinagoga
todos tinham os olhos fitos nele ,- 3 e ele começou a dizer - lhes : "Hoje se cumpriu a
Escritura que vocês acabaram de ouvir".
“ Todos falavam bem dele , e estavam admirados com as palavras de graça que
sa íam de seus l ábios . Mas perguntavam : " N ão é este o filho de José?"
“ Jesus lhes disse: "É claro que vocês me citarão este provérbio: 'M édico , cura - te a
ti mesmo! Faze aqui em tua terra o que ouvimos que fizeste em Cafarnaum’ ".
“ Continuou ele : "Digo - lhes a verdade: Nenhum profeta é aceito em sua terra .
25
Asseguro - lhes que havia muitas vi ú vas em Israel no tempo de Elias , quando o céu
foi fechado por três anos e meio , e houve uma grande fome em toda a terra . “ Con ¬

tudo , Elias n ã o foi enviado a nenhuma delas , sen ã o a uma vi úva de Sarepta , na
região de S ídom . “ També m havia muitos leprosos* em Israel no tempo de Eliseu , o
profeta ,- todavia , nenhum deles foi purificado — somente Naam â , o s írio".
“ Todos os que estavam na sinagoga ficaram furiosos quando ouviram isso. “ Le
vantaram - se , expulsaram - no da cidade e o levaram até o topo da colina sobre a qual
¬

fora constru ída a cidade , a fim de atirá - lo precip ício abaixo. 30 Mas Jesus passou por
entre eles e retirou -se .
“ Ent ão ele desceu a Cafarnaum , cidade da Galil é ia ,
’Lc 4.18, 19 Is 58.6 ; 61.1 ,2 lrl7 O termo grego não se refere somente à lepra, mas também a diversas
doenças da pele.

Seçã o 40 • Mudança para Cafarnaum


— Cafarnaum
— Mateus 4.13-16
“ Saindo de Nazaré, 'foi viver em Cafarnaum , que ficava junto ao mar, na regi ã o de
Zebulom e Naftali , “ para cumprir o que fora dito pelo profeta Isa ías :

d ( Lc 4.16) Essa afirma çã o


implica que Nazaré j á n ão era a casa de Jesus. Tinha sido seu h á bito
na inf â ncia frequentar os eventos religiosos na sinagoga daquela cidade. Ele manteve esse h á bito
quando se tornou adulto.
e(Mt 4.13)
Cafarnaum se tornou a nova casa de Jesus depois da sua recepção pouco amigável em
Nazaré. Na é poca do NT j á estava tão desenvolvida a ponto de se tornar uma cidade, tendo uma
coletoria de impostos (Mt 9.9 , seção 47a) e uma guarnição de soldados romanos (Mt 8.9, seção 55).
Jesus já havia visitado Cafarnaum anteriormente (Jo 2.12, seção 30). Um pouco mais tarde, ele vai
encontrar ali Pedro e André, que aparentemente n ão tinham ido para Nazaré com ele, e Tiago e João,
os filhos de Zebedeu (Mt 4.18-22; Mc 1.16-20, seção 41 ). Ele pregou na sinagoga dessa cidade, que
tinha sido constru ída por um generoso centuri ão (Lc 7.5, seção 55) e da qual Jairo era l íder (Mc 5.22,
seção 67). O famoso sermão de jesus sobre o pão da vida foi apresentado aqui (Jo 6.59, seção 76a).
Não é de admirar que Mateus chame Cafarnaum "a sua cidade", referindo-se a Jesus (Mt 9.1, seção 46).
SE ç . 40, 41 O MINIST ÉRIO DE CRISTO NA GAULEIA 29

Mateus 4.13 - 16
l5
"Terra de Zebulom e terra de Naftali,
caminho do mar, al ém do Jordã o,
Galiléia dos gentios ', 1

l0
o povo que vivia nas trevas
viu uma grande luz,-
sobre os que viviam na terra da sombra da morte
raiou uma luz"* [ Is 9.1,2 ] ,
b
J
4.15, Isto é, os que não são judeus. \ 5 ,\ 6 Is 9.1 jl

OS DISCÍPULOS SÃ O CHAMADOS; 0 MINISTÉRIO EM TODA A GALILÉIA

Seção 41 • 0 chamado dos quatro


( v. seções 28 , 47a — o chamado dos disc ípulos )
— A beira do mar da Galiléia, peno de Cafarnaum —

Mateus 4.18- 22 Marcos 1.16 - 20 fLucas 5.1 - 11


, Andando à beira do mar
lsAndando à beira do 6
' Certo dia Jesus estava
mar da Galiléia , Jesus viu da Galiléia , Jesus viu Simão e perto do lago de Genesaré s,
dois irm ã os : Sim ã o, cha ¬
seu irm ã o Andr é lanç ando e uma multidão o compri ¬

mado Pedro, e seu irmão redes ao mar, pois eram pes ¬


mia de todos os lados para
Andr é . Eles estavam lan ¬
cadores. I 7E disse Jesus: "Si ¬
ouvir a palavra de Deus. 2 Viu
ç ando redes ao mar, pois gam -me, e eu os farei pesca ¬
à beira do lago dois barcos,
eram pescadores . I9E dis ¬ dores de homens". l 8No mes ¬
deixados ali pelos pescado ¬

se Jesus : "Sigam - me, e eu mo instante eles deixaram as res, que estavam lavando as
os farei pescadores de ho ¬
suas redes e o seguiram. suas redes . Tntrou num dos
mens " . -°No mesmo ins ¬
l9
Indo um pouco mais adi ¬ barcos, o que pertencia a Si ¬

tante eles deixaram as suas ante, viu num barco Tiago, mão, e pediu-lhe que o afas ¬

redes e o seguiram . filho de Zebedeu, e João, seu tasse um pouco da praia .


2,
Indo adiante , viu ou ¬
irm ão , preparando as suas Então sentou- se , e do barco
tros dois irm ãos : Tiago, fi ¬ redes. 2 tlLogo os chamou, e ensinava o povo.
lho de Zebedeu, e Jo ã o , eles o seguiram, deixando seu 4
Tendo acabado de falar,
seu irm ã o . Eles estavam pai , Zebedeu, com os empre ¬
disse a Simão: "Vá para onde
num barco com seu pai , gados no barco. as águas são mais fundas", e
Zebedeu, preparando as

'(Lc 5.1 -11) Se, como diz a tradição, João, o filho de Zebedeu, foi um dos dois discípulos em
Betânia de quem não se revela o nome (Jo 1.35, seção 28), trê s desses quatro pescadores j á haviam
seguido a Jesus por um tempo sem terem um chamado específico. Essa foi, ent ão, a primeira
convocação explícita para seguirem a Jesus e talvez o seu único chamado, se A. T. Robertson está
correto em considerar Lucas 5.1 - 11 paralelo ao relato de Mateus 4.18-22 e Marcos 1.16- 20 um
paralelismo indicado pela localizaçã o do texto de Lucas 5.1 -11 citado. Os revisores desta Harmo ¬

nia, no entanto, preferem outra opção. Logo após esse primeiro chamado de Jesus, esses quatro
pescadores reagiram ao retomar a sua associação a Jesus apenas temporariamente, e depois
voltaram à sua voca ção original de pescaria. Esta opção é preferí vel porque as caracterí sticas de
Lucas 5.1 -11 s ão suficientemente distintas desse par ágrafo para indicar outro chamado posterior -
mente. A sequência do relato é uma diferen ç a, mas não a ú nica. Com base em Mateus e Marcos,
outra distinção é que Simã o e André n ã o estavam pescando em um barco, mas em Lucas estavam.
No relato de Mateus e Marcos, Jesus n ã o entrou em um barco como o fez em Lucas. Lucas registra
uma grande pescaria, mas Mateus e Marcos n ã o falam nada acerca disso. Por isso, parece que os
dois irmãos voltaram ao seu ofício de pescadores depois da jornada da seção 44. Depois de terem
aceito o segundo chamado em Lucas 5.1 -11, parece que permaneceram com Jesus definitivamen ¬

te. Apó s a sua crucificação, contudo, voltaram à pescaria mais uma vez ( seção 180).
30 O MINIST É RIO DE CRISTO MA GAUL ÉIA SEç , 41, 42

Mateus 4.18 - 22 fLucas 5.1 - 11


suas redes . Jesus os chamou, a todos: "Lancem as redes
22
e eles, deixando imedia ¬
para a pesca” .
tamente seu pai e o barco,
5
Simão respondeu: "Mestre,
o seguiram. esforçamo-nos a noite inteira e
não pegamos nada. Mas, por ¬

que és tu quem está dizendo


isto, vou lançar as redes".
6
Quando o fizeram, pega ¬

ram tal quantidade de pei ¬

xes que as redes começaram


a rasgar - se . 7Então fizeram
sinais a seus companheiros
no outro barco, para que vies¬

sem ajudá - los, e eles vieram


e encheram ambos os bar ¬

cos, ao ponto de começ a ¬

rem a afundar.
sQuando Sim ã o Pedro
viu isso , prostrou- se aos pés
de Jesus e disse: "Afasta - te
de mim, Senhor, porque sou
um homem pecador!" 9Pois
ele e todos os seus compa ¬

nheiros estavam perplexos


com a pesca que haviam
feito, 10como também Tia ¬

go e João, os filhos de Ze -
bedeu, sócios de Simão.
Jesus disse a Simão: "Não
tenha medo,- de agora em
diante você será pescador de
homens". "Eles então arras ¬

taram seus barcos para a praia,


deixaram tudo e o seguiram.
aLc 5.1 Isto é, o mar da Caliléia.

Seçã o 42 * 0 ensino na sinagoga de 9 Cafarnaum é validado pela cura de um


endemoninhado
— Cafarnaum, na sinagoga —
Marcos 1.21 - 28 Lucas 4.31 b - 37
Eles foram para Cafarnaum e, logo
21
e, no s ábado, começ ou a ensinar o povo .
que chegou o s ábado , Jesus entrou na 32
Todos ficavam maravilhados com o seu
sinagoga e começ ou a ensinar. 22Todos ensino, porque falava com autoridade.
ficavam maravilhados com o seu ensi ¬

” Na sinagoga havia um homem possesso


no, porque lhes ensinava como alguém de um demónio, de um espírito imundoT

8 Dois aspectos na recep çã o de


Jesus em Cafarnaum se sobressaem. Primeiro, os cidadãos o
receberam calorosamente, exatamente o contr ário do que aconteceu em Nazaré. Segundo, Jesus
n ão foi criticado por realizar um ato como esse no sábado, como ocorreria com frequência mais
tarde (seções 49a, 50, 51 ). Aparentemente, a lideranç a em Jerusal ém ainda não estava alarmada a
ponto de enviar representantes à Calilé ia para se oporem a ele.
SE ç . 42 , 43 0 M I N I S T É RIO DE CRISTO NA GALIL É IA 31

Marcos 1.21 - 28 Lucas 4.31 b-37


que tem autoridade e n ã o como os mes ¬
Ele gritou com toda a força: 34"Ah! , que
tres da lei . ajusto naquele momento, na queres conosco , Jesus de Nazaré? Vieste
sinagoga , um homem possesso de um para nos destruir? Sei quem tu és : o Santo
espírito imundo 4 gritou: 24"0 que queres de Deus!"
conosco , Jesus de Nazaré? Vieste para nos 35
Jesus o repreendeu , e disse : "hCale -se
destruir? Sei quem tu és : o Santo de Deus!" e saia dele!" Ent ã o o dem ó nio jogou o
25"
hCale - se e saia dele!" , repreendeu - o homem no ch ã o diante de todos , e saiu
Jesus . 260 espírito imundo sacudiu o ho ¬
dele sem o ferir.
mem violentamente e saiu dele gritando. 36
Todos ficaram admirados , e diziam
27
Todos ficaram t ã o admirados que uns aos outros : "Que palavra é esta ? Até
perguntavam uns aos outros: "O que é aos espíritos imundos ele dá ordens com
isto ? Um novo ensino — e com autori autoridade e poder, e eles saem!" 3 E a sua "
¬

dade! At é aos esp íritos imundos ele dá fama se espalhava por toda a regi ã o cir ¬

ordens , e eles lhe obedecem !" 2 SAs not í¬ cunvizinha .


cias a seu respeito se espalharam rapida ¬
mente por toda a regi ão da Galil é ia .
’Mc 1.23; Lc 4.33 Ou malignotambém em todo o livro de Marcos e de Lucas .
'

Seçã o 43 * A sogra de Pedro e outros sã o curados


— Cafarnaum, na casa de Pedro —
Mateus 8.14-17 Marcos 1.29-34 Lucas 4.38- 41
Entrando Jesus na casa
l4 29
Logo que sa íram da si ¬ - Jesus saiu da sinagoga
de Pedro , viu a sogra deste nagoga , foram com Tiago e foi à casa de Sim ã o . A
de cama , com febre . l 5lTo - e Jo ã o à casa de Sim ã o e sogra de Sim ã o estava com
mando - a pela m ã o , a febre André . 30A sogra de Sim ã o febre alta . e pediram a Je ¬
a deixou , e ela se levantou estava de cama , com febre , sus que fizesse algo por ela .
e começou a servi - lo . e falaram a respeito dela a '"Estando ele em pé junto
Jesus . 3 lEnt ã o ele Se apro ¬
dela inclinou - se e ' repreen ¬
,

ximou dela , tomou - a pela deu a febre , que a deixou .


m ã o e ajudou - a a levantar - Ela se levantou imediata ¬
se . A febre a deixou , e ela mente e passou a servi - los.
começou a servi - los . 4
Ao pô r - do - sol , o povo
l6
Ao anoitecer foram tra ¬
32
Ao anoitecer , depois trouxe a Jesus todos os que
zidos a ele muitos endemo ¬
do p ô r - do - sol , o povo le ¬ tinham v á rios tipos de do ¬
ninhados, e ele expulsou os vou a Jesus todos os doen ¬ en ç as ,- e ele os curou , im ¬

espíritos com uma palavra e tes e os endemoninhados . pondo as m ãos sobre cada
curou todos os doentes. 17E 33
Toda a cidade se reuniu à um deles. 4 lAlé m disso , de
assim se cumpriu o que fora porta da casa , 34e Jesus cu ¬
muitas pessoas sa íam de ¬
dito pelo profeta Isa ías : rou muitos que sofriam de m ó nios gritando: 'Tu és o Fi -
" Ele tomou sobre si as
nossas enfermidades
h(
Mc 1.25; Lc 4.35 ) Era totalmente inadequado que a identidade messi â nica de Jesus fosse
anunciada por representantes do mal . Se ele tivesse permitido isso ao n ão silenciar os dem ó nios,
teria fornecido a base para acusações por parte dos fariseus, mais tarde, de que era aliado de
Satan á s (Mt 12.24; Mc 3.22 , seçã o 61 ) . V. tb. Marcos 1.34; Lucas 4.41 , seção 43.
' ( Mt 8.15; Mc 1.31; Lc 4.39 ) As ênfases e os panos de fundo dos autores sin ópticos eram diferentes.
Mateus, ao descrever o Rei Messias, obseiva simplesmente: "[Jesus] Tomando-a pela m ão, a febre a
deixou ". Marcos descreve o Servo Messias de uma perspectiva ligeiramente diferente: "ele se aproximou
dela, tomou -a pela m ão e ajudou -a a levantar-se". Lucas, o médico, após dar uma descri çã o mais
profissional da sua doen ça , retrata o Homem Messias como aquele que simplesmente repreende a febre.
Somente Lucas conta como nas curas subsequentes Jesus impunha "as m ãos sobre cada um deles" (4.40),
indicando a sua profunda preocupação pelos seres humanos, seus semelhantes, como indiv íduos.
32 0 MINIST ÉRIO CE C ít l S T O NA G â U L É IA SE ç . 43 , 44

Mateus 8.14 -17 Marcos 1.29 -34 Lucas 4.38- 41


e sobre si levou as nos ¬ v á rias doen ç as . Tamb é m lho de Deus!" Ele , poré m ,
sas doen ç as" ’' [ ls 53.4] , expulsou muitos dem ó nios,- os repreendia e n ã o permi ¬

n ã o permitia , poré m , que tia que falassem , porque


estes falassem , porque sa ¬ sabiam que ele era o Cristo .*
biam quem ele era .
'Mt 8.17 Is 53.4

Se çã o 44 * A jornada pela Galil é ia com Simã o e outros


— Galiléia —
' Mateus 4.23- 25 Marcos 1.35-39 Lucas 4.42 - 44
“ De madrugada , quando “ Ao romper do dia , Je ¬
ainda estava escuro , Jesus sus foi para um lugar soli ¬

levantou - se , saiu de casa e t á rio . As multid ões o pro ¬

foi para um lugar deserto , curavam , e , quando chega ¬

onde ficou orando . “ Sim ã o ram at é onde ele estava ,


e seus companheiros foram insistiram que n ã o as dei ¬

procur á - lo 37e , ao encontr á - xasse . “ Mas ele disse : " É


lo , disseram : "Todos est ã o necess á rio que eu pregue
“ Jesus foi por toda a Ga ¬ te procurando!" as boas novas do Reino de
lil é ia , kensinando nas sina ¬
3
SJesus respondeu : "Va ¬
Deus noutras cidades tam ¬

gogas deles , pregando as mos para outro lugar, para b é m , porque para isso fui
boas novas do Reino e cu ¬ os povoados vizinhos , para enviado" .
rando todas as enfermida ¬ que també m l á eu pregue .
des e doen ças entre o povo . Foi para isso que eu vim ".
“ Not ícias sobre ele se es ¬
“ Ent ão ele percorreu toda
palharam por toda a S íria , a Galiléia , pregando nas si ¬
“E continuava
e o povo lhe trouxe todos nagogas e expulsando os de ¬ pregando nas sinagogas da
os que estavam padecen ¬ m ó nios . Jud é ia *.
do vá rios males e tormen ¬

tos : endemoninhados , epi ¬

l é ticos" e paral íticos,- e ele


os curou . -’ Grandes multi ¬

d ões o seguiam , vindas da


Galil é ia , Dec á polis , Jeru ¬

sal é m , Jud é ia e da regi ã o


do outro lado do Jordã o .
’Mt 4.24 GrcgO : lunáticos. ’[ c 4.44 Alguns manuscritos dizem Galiléia.

' ( Mt 4.23- 25 ) O tipo geral da descri çã o em Mateus 4.24, 25 reflete a natureza concisa dos
vers ículos. Eles descrevem um per íodo longo do ministé rio de Jesus na Galil é ia . Por conseguinte,
poderiam ser inclu ídos com a mesma exatid ão como parte da seção 52, imediatamente antes do
chamado dos Doze e do serm ão do Monte, como estão aqui na seção 44. Mateus decidiu escolher
esse tipo de resumo logo no começo do seu evangelho porque, na sua ordena çã o dos aconteci ¬

mentos da vida de Jesus por tópicos, ele incluiu o serm ão do Monte em uma fase relativamente
inicial do evangelho.
k(
Mt 4.23) A ê nfase tr í plice do ministé rio de Jesus está refletida aqui : ele ensinava nas sinagogas
judaicas, anunciava o Reino de Deus e curava as enfermidades e doen ças como valida ção da
autoridade do seu ensino e pregação.
SE ç . 4 5 0 MINIST É RIO DE CRISTO MA GALILEIA 33

[O segundo chamado dos quatro

' Lucas 5.1 -11 ]


Seçã o 45 * A purifica çã o de um leproso seguida de muita publicidade
— Em uma das cidadesjunto ao mar da Galiléia —
Mateus 8.2 - 4 Marcos 1.40 - 45 Lucas 5.12 -16
3
Um leproso , aproximan
3
¬ Um leproso aproxi -
40 3
Estando Jesus numa das
l2

do - se , adorou - o de joelhos mou - se dele e suplicou - lhe cidades , passou um homem


e disse : "Senhor, se quise ¬ de joelhos : "Se quiseres , coberto de lepra 3. Quando
res, podes purificar - me!" podes purificar - me!" viu Jesus , prostrou - se , ros ¬

’Jesus estendeu a m ã o , 4
lCheio de compaix ã o , to em terra , e rogou - lhe :
tocou nele e disse : "Que ¬
Jesus estendeu a m ã o , to ¬ "Se quiseres , podes purifi ¬

ro . Seja purificado !" Ime ¬ cou nele e disse : " Quero . car - me " .
diatamente ele foi purifica ¬ Seja purificado!" 42 Imedia - ’’Jesus estendeu a m ã o e
do da lepra . tamente a lepra o deixou , e tocou nele , dizendo: "Que ¬
ele foi purificado . ro . Seja purificado!" E ime ¬

diatamente a lepra o deixou .


4
Em segui ¬
4
’Em seguida Jesus o des ¬
da Jesus lhe disse: "m 01he , pediu , com uma severa ad ¬

n ã o conte isso a ningué m . vertência: 44"m 01he, n ão con l4¬


Ent ã o Jesus lhe orde ¬

Mas v á mostrar - se ao sa ¬ te isso a ningu é m . Mas v á nou : " N ã o mconte isso a


cerdote e apresente a oferta mostrar - se ao sacerdote e ningu é m ,- mas v á mostrar -
que Moisés ordenou , para ofereç a pela sua purifica se ao sacerdote e ofereç a
¬

que sirva de testemunho". çã o os sacrif ícios que Moi pela sua purifica ção os sa
¬ ¬

s és ordenou , para que sir ¬ crif ícios que Mois és orde ¬

va de testemunho" . 45 Ele , nou , para que sirva de tes ¬

poré m , saiu e começ ou a temunho".


tornar pú blico o fato , es ’’Todavia , as not ícias a
¬

palhando a not ícia . Por respeito dele se espalha ¬


isso Jesus n ã o podia mais vam ainda mais , de forma
entrar publicamente em que multid õ es vinham pa ¬
nenhuma cidade , mas fica ra ouvi - lo e para serem cura
¬ ¬

va fora , em lugares solit á das de suas doen ças. l 6Mas


¬

rios . Todavia , assim mes Jesus retirava - se para luga ¬


¬

mo vinha a ele gente de to res solit á rios , e orava .


¬

das as partes.
'Mt 8.2 ; Mc 1.40; Lc 5.12 O termo grego n ã o se refere somente à lepra , mas també m a diversas doen ças
da pele .

’ ( Lc 5.1 -11 ) V. nota f , seçã o 41 .


Mt 8.4 Mc 1.44 Lc 5.14 O rumo normal das coisas era que os sacerdotes comprovassem a
m(
; ; )
cura e anunciassem ao povo a vinda do Messias. É duvidoso que o leproso purificado e curado
tenha agido conforme essas regras à luz da sua desobedi ê ncia em contar aos outros e n ã o só aos
sacerdotes. Mesmo que ele tivesse agido de acordo, n ão se verifica a disposi ção dos sacerdotes em
reconhecer a identidade messi â nica de Jesus, como fica evidente pela atitude dos saduceus em
relação a ele mais tarde.
34 0 MINISTÉ RIO DE CRISTO NA GAULÉIA SE ç . 46

Seção 46 * Perdã o e cura de um paralí tico


— Cafarnaum —
Mateus 9.1 - 8 Marcos 2.1 - 12 Lucas 5.17 - 26
' Entrando Jesus num bar ¬ Poucos dias depois, ten
1
Certo dia, quando ele
¬
l7

co, atravessou o mar e foi do Jesus entrado novamen ensinava, estavam sentados
¬

para a sua cidade. te em Cafarnaum, o povo ali " fariseus e mestres da lei,
ouviu falar que ele estava em procedentes de todos os po ¬

casa . 2Ent ão muita gente se voados da Galiléia, da Ju-


reuniu ali, de forma que não déia e de Jerusalém. E o po ¬

havia lugar nem junto à por der do Senhor estava com


¬

ta,- e ele lhes pregava a pala ele para curar os doentes .


¬

2
Alguns vra. Vieram alguns homens, 1 Vieram alguns homens tra
’ ’ ¬

homens trouxeram - lhe um trazendo -lhe um paralítico , zendo um paralítico numa


paralítico, deitado em sua carregado por quatro deles. maca e tentaram fazê-lo en ¬

maca .
4
N ã o podendo lev á - lo até trar na casa, para coloc á -lo
Jesus, por causa da multidão, diante de Jesus. l 9Não con ¬

removeram parte da cober seguindo fazer isso, por cau


¬ ¬

tura do lugar onde Jesus es sa da multidão, subiram ao


¬

tava e, pela abertura no teto, terraço e o baixaram em sua


baixaram a maca em que es maca, através de uma aber
¬ ¬

tava deitado o paralí tico . tura, até o meio da multidão,


’Vendo a fé que eles tinham, bem em frente de Jesus.
Vendo a fé que eles Jesus disse ao paralítico: "Fi ¬
20
Vendo a fé que eles ti ¬

tinham, Jesus disse ao pa lho, os seus pecados est ão


¬ nham , Jesus disse : " Ho ¬

ralítico : "Tenha bom â ni perdoados".


¬ mem, os seus pecados es ¬

mo, filho, os seus pecados


6
Estavam sentados ali al ¬
tão perdoados ’ . 1

est ã o perdoados " . guns mestres da lei, racioci ¬


2
' Os fariseus e os mestres
’Diante disso, alguns mes nando em seu íntimo.- 7"Por
¬
da lei começ aram a pensar:
tres da lei disseram a si mes que esse homem fala assim?
¬ "Quem é esse que blasfema?
mos : "Este homem est á Est á blasfemando ! Quem Quem pode perdoar pecados,
blasfemando !" pode perdoar pecados , a a não ser somente Deus?"
nã o ser somente Deus ?" 22
Jesus , sabendo o que
’Jesus percebeu logo em eles pensando, per
estavam ¬

guntou: "Por que vocês es


’Conhecendo Jesus seus seu espírito que era isso
pensamentos , disse - lhes : que eles estavam pensan tão pensando assim? Que
¬

" Por que voc ê s pensam do e lhes disse : "Por que


¬


é mais f ácil dizer : 'Os seus
maldosamente em seu co voc ê s est ão remoendo es
¬ ¬ pecados est ão perdoados',
ra çã o ? 5 Que é mais f á cil sas coisas em seu coração ? ou: 'Levante - se e ande ' ?
,
dizer : ' Os seus pecados 5Que é mais f ácil dizer ao 24
Mas, para que voc ês sai ¬

est ã o perdoados', ou: 'Le paralítico : Os seus pecados


¬
bam que o Filho do homem
vante - se e ande'? 6Mas, para est ã o perdoados, ou: Le tem na terra autoridade para
¬

que voc ê s saibam que o vante - se, pegue a sua maca perdoar pecados" — disse
Filho do homem tem na e ande ? 10Mas , para que ao paralítico — "eu lhe di ¬

terra autoridade para per voc ê s saibam que o Filho go: Levante - se, pegue a sua
¬

doar pecados" — disse ao do homem tem na terra au maca e vá para casa". 25lme -
¬

paralítico: "Levante - se, pe - toridade para perdoar pe - diatamente ele se levantou

n(
Lc 5.1 7) Essa é a primeira menção aos fariseus no evangelho de Lucas. É também a primeira vez
em que aparece a oposi çã o a Jesus por parte dos líderes judeus na Galil é ia . Essa oposição
começ ou mais cedo em Jerusal ém em virtude da inveja (Jo 4.1 -4, seção 34), e logo depois vieram
representantes da Jud éia para continuar a campanha contra ele. A recente jornada pela Galiléia
(seção 44 ) tinha produzido amplo interesse, e por isso os líderes judaicos sentiram a necessidade
de investigar e, se possível, impedir o crescimento dessa nova figura pública.
SEC . 4 6 — 4 7 b 0 MINIST É RIO DE CfilSTO NA GALIL É IA 35

Mateus 9.1 -8 Marcos 2.1 -12 Lucas 5.17 - 26


gue a sua maca e vá para ca - cados" — disse ao paralítico na frente deles, pegou a ma ¬

sa". 7Ele se levantou e foi .


'
8
— ""eu lhe digo: Levante - ca em que estivera deitado e
’Vendo isso, a multidã o fi ¬ se , pegue a sua maca e v á foi para casa louvando a
cou cheia de temor e glori ¬ para casa". ’ “ Ele se levantou, Deus. "Todos ficaram ató ¬

ficou a Deus, que dera tal pegou a maca e saiu à vista nitos e glorificavam a Deus,
autoridade aos homens . de todos, que, ató nitos, glo e , cheios de temor, diziam:
¬

rificaram a Deus , dizendo: "Hoje vimos coisas extraor ¬

"Nunca vimos nada iguall" din á rias!"


Seçã o 47 a 0 chamado de Mateus
(v. seçõ es 28 , 41 — o chamado dos discípulos )
— Catarnaum —
Mateus 9.9 Marcos 2.13, 14 Lucas 5.27 , 28
"Jesus saiu outra vez para “ ' Depois disso Jesus saiu
.

beira- mar. Uma grande mul e viu um publicano chama


¬ ¬

tidão aproximou -se, e ele co do Levi , ¬

’Saindo, Jesus viu um ho meçou a ensin á - los . "Pas


¬ ¬

mem chamado Mateus, sen sando por ali , viu Levi , filho
¬ sentado na °cole -
tado na "coletoria , e dis - de Alfeu , sentado na °cole - toria , e disse - lhe: "Siga - me".
se - lhe : "Siga - me". Mateus toria , e disse-lhe: "Siga - me". “ sLevi levantou - se . deixou
levantou -se e o seguiu . Levi levantou -se e o seguiu . tudo e o seguiu .
Seçã o 47 b * 0 banquete na casa de Mateus
— Cafarnaum

Mateus 9.10 -13 Marcos 2.15-17 Lucas 5.29 - 32
’ “ Estando Jesus em casa ’, "Durante uma refei çã o ““ Entã o Levi ofereceu um
foram comer com ele e seus na casa de Levi , muitos pu “ grande banquete a Jesus em
¬

disc ípulos muitos publica - blicanos" e "pecadores" es sua casa . Havia muita gente
¬

nos e " pecadores" . " Ven ¬


tavam comendo com Jesus comendo com eles: publica ¬

do isso , os fariseus pergun ¬e seus discípulos , pois ha nos e outras pessoas. 30Mas
¬

taram aos disc í pulos dele : via muitos que o seguiam . os fariseus e aqueles mestres
"Por que o mestre de vocês "Quando os mestres da lei da lei que eram da mesma fac-
come com publicanos e que eram fariseus o viram çã o queixaram - se aos discí ¬

' pecadores ' ?" comendo com "pecadores" pulos de Jesus: "Por que vo ¬

’“ Ouvindo isso , Jesus e publicanos, perguntaram cê s comem e bebem com


disse : "N ã o s ã o os que tê m aos discípulos de Jesus : "Por publicanos e pecadores'?"

°( Mt 9.9; Mc 2.14; Lc 5.27 ) Cobradores de impostos como Mateus ( també m chamado Levi )
avaliavam as mercadorias dos negociantes que estavam em trâ nsito e cobravam impostos sobre elas
para o governo romano. Mateus aparentemente lidava com os negócios mar ítimos no mar da Calil é ia
( v . Mc 2.13 ) . Tarifas vagas permitiam aos cobradores arrecadar impostos mais elevados para aumen ¬

tar os seus lucros. N ão sabemos se Mateus estava entre a maioria desonesta do seu of ício, mas o
simples fato de pertencer a uma classe que tinha sido excomungada pelos judeus era suficiente para
fazer dele um homem desprezado . A sua cooperação com os romanos o distanciava ainda mais dos
seus compatriotas. Jesus se opôs às noções teocráticas dos mestres da lei e dos fariseus ao chamar
uma pessoa com esse tipo de origem . Mateus respondeu prontamente ao chamado e deixou o seu
of ício para nunca mais voltar a ele ("tudo", Lc 5.28; v . Lc 5.11 , seção 41 ) .
p(
Lc 5.29 ) A disposi ção de Mateus de usar as suas posses para evangelizar os seus amigos fica clara
com base na grandiosidade da recepção que fez . A proximidade de Jesus com cobradores de impostos
desprezados e pecadores marcou o distanciamento do procedimento judeu costumeiro e demonstrou
a sua preocupação por aqueles espiritualmente doentes que estavam dispostos a admitir isso. Ele não
podia fazer nada por aqueles que se consideravam justos, mas eram , na verdade, injustos .
36 0 ii ! t io DE CRISTO NA GAUI éIA SEç . 47 b, 48

Mateus 9.10- 13 Marcos 2.15 - 17 Lucas 5.29 -32


que ele come com publica -
saúde que precisam de mé nos e 'pecadores'?"
dico, mas sim os doentes.
¬

I7
Ouvindo isso, Jesus lhes
“Jesus lhes respondeu
"Não s ão os que têm saúde
:

Vão aprender o que signi disse: "Não são os que têm que precisam de mé dico ,
“ ¬

fica isto: 'Desejo miseric ór saúde que precisam de mé


¬ ¬
mas sim os doentes . 32Eu
dia, não sacrifícios' [ Os 6.6]. dico, mas sim os doentes.
* não vim chamar justos, mas
Pois eu não vim chamar jus Eu não vim para chamar jus
¬ ¬
pecadores ao arrependi ¬

tos, mas pecadores". tos, mas pecadores" . mento" .

JMt 9.10 Ou na casa de Mateus, veja Lc 5.29. '


’13 Os 6.6 cMc 2.15 Os publicanos eram coletores
de impostos , mal vistos pelo povo, também no versículo 16 .

Seçã o 48 • Jesus defende os seus discípulos com tr ês par á bolas por eles
estarem festejando em vez de jejuar
"
— Cafarnaum —
Mateus 9.14- 17 Marcos 2.18 - 22 Lucas 5.33 - 39

‘“Ent ão os discípulos de Os discípulos de Jo ã o e


“ ” E eles lhe disseram: "Os
Jo ã o vieram perguntar - lhe:
os fariseus estavam jejuan ¬
discípulos de João jejuam e
“Por que nó s e os fariseus do . Algumas pessoas vie ¬
oram freqúentemente, bem
jejuamos, mas os teus dis ram a Jesus e lhe pergunta
¬ ¬ como os discípulos dos fa ¬

cípulos n ã o ?” ram: "Por que os discípulos riseus,- mas os teus vivem


de João e os dos fariseus je ¬
comendo e bebendo" .
juam, mas os teus nã o?”
" Co
“Jesus respondeu: "Como ‘“Jesus respondeu: ¬
“Jesus respondeu: "Po

dem vocês fazer os convi
¬

podem os convidados do mo podem os convidados ¬

noivo ficar de luto enquanto do noivo jejuar enquanto dados do noivo jejuar en ¬

o noivo está com eles? Virão este está com eles ? Não po ¬
quanto o noivo est á com
dias quando o noivo lhes será dem, enquanto o têm con ¬
eles? 35Mas virão dias quan ¬

tirado,- então jejuarão. sigo. 20Mas virão dias quan ¬


do o noivo lhes será tirado,-
‘“"Ninguém põe remendo do o noivo lhes ser á tira ¬ naqueles dias jejuar ão".
de pano novo em roupa ve ¬
do,- e nesse tempo jejuar ão. 36
Ent ão lhes contou esta
lha, pois o remendo forçará - "Ninguém põ e remen 'parábola: "Ninguém tira um
“ ¬

a roupa, tornando pior o ras ¬


do de pano novo em rou ¬
remendo de roupa nova e o
go. l 7Nem se põe vinho novo pa velha, pois o remendo costura em roupa velha,- se o
em vasilha de couro velha,- for ç ar á a roupa, tornando fizer, estragará a roupa nova,
se o fizer, a vasilha rebenta ¬
pior o rasgo . 22E ninguém além do que o remendo da
rá, o vinho se derramará e a põe vinho novo em vasilha nova não se ajustará à velha.
vasilha se estragará. Ao con ¬
de couro velha,- se o fizer, o 37
E ninguém põe vinho novo
trário, põe- se vinho novo em vinho rebentará a vasilha, e em vasilha de couro velha,- se
vasilha de couro nova,- e am ¬
tanto o vinho quanto a va ¬
o fizer, o vinho novo reben ¬

bos se conservam". silha se estragar ão . tará a vasilha, se derramará,


e a vasilha se estragar á .

.
NAs condições mudam quando o Messias chega ) oão Batista j á tinha indicado isso ( v. seção
33 ), mas não havia tratado especificamente da questão do festejar versus jejuar.
r(
Lc 5.36) Por parábola Lucas quer dizer ilustração. O sentido niais técnico de parábola mais
tarde marca uma mudanç a fundamental na técnica de ensino do Senhor (v. seção 64a— 64k ).
Neste sentido, a par ábola tem o propósito de esconder a verdade dos incr édulos enquanto a
revela para os crentes. O primeiro aspecto não está em evidência aqui.
S êç . 48 0 MINIST
-
é RIO i ) t CR í STO NA U EIA 37

Marcos 2.18 - 22 Lucas 5.33 - 39


Ao contr ário, põe - se vinho 3
SAo contrário, vinho novo
novo em vasilha de couro deve ser posto em vasilha
nova" . de couro nova . 39E nin ¬

gué m, depois de beber o


vinho velho , prefere o
novo , pois diz : ' O vinho
velho é melhor!' "
3B 0 MINISTÉRIO DF: CRISTO NA GALIL ÉIA SEç, 49 a, 49 b

AS CONTROV É RSIAS ACERCA DO S Á BADO E RETIRADAS

( v. se çõ es 100c, 110, 114 — controv é rsias a respeito do s á bado )


Seçã o 49a * Jesus cura um paralítico no sábado
— Jerusalém —
Jo ã o 5.1 - 9
' Algum tempo depois, Jesus subiu a Jerusalém para uma ‘festa dos judeus. Há em 2

Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, um tanque que, em aramaico , é chamado 4

Betesda*, tendo cinco entradas em volta. Ali costumava ficar grande número de
3

pessoas doentes e inválidas: cegos, mancos e paral íticos. Eles esperavam um movi ¬

mento nas á guas . c 4De vez em quando descia um anjo do Senhor e agitava as águas .
O primeiro que entrasse no tanque, depois de agitadas as á guas, era curado de
qualquer doenç a que tivesse. 5Um dos que estavam ali era paralítico fazia trinta e
oito anos . ’Quando o viu deitado e soube que ele vivia naquele estado durante tanto

tempo, Jesus lhe perguntou: " Voc ê quer ser curado?"
7
Disse o paralítico: "Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque
quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim".
sEntão Jesus lhe disse: "Levante - se ! Pegue a sua maca e ande". 9Imediatamente o
homem ficou curado , pegou a maca e começou a andar.
Isso aconteceu num s ábado,
No 5.2 Grego : em hebraico, també m cm 19.13 , 17, 20, 20.16. / 2 Alguns manuscritos dizem Betzaca: outros
j

trazem Betsaida. 3 A maioria dos manuscritos mais antigos n ã o trazem essa frase e todo o versículo 4 .
l

Seçã o 49 b * Esforços para matar Jesus por violar o sábado e dizer que era igual a
Deus
— Jerusalém —
Jo ã o 5.10-18
loe, por essa raz ão, os judeus disseram ao homem que havia sido curado : "Hoje é
‘s ábado , nã o lhe é permitido carregar a maca".
1
‘Mas ele respondeu.- "O homem que me curou me disse: 'Pegue a sua maca e ande' ",
l2
Então lhe perguntaram: "Quem é esse homem que lhe mandou pegar a maca e andar?"
I
30 homem que fora curado não tinha idéia de quem era ele, pois Jesus havia
desaparecido no meio da multidão.
14
Mais tarde Jesus o encontrou no templo e lhe disse : "Olhe, voc ê est á curado.
Não volte a pecar, para que algo pior não lhe aconteç a". lsO homem foi contar aos
judeus que fora Jesus quem o tinha curado.
‘“Ent ã o os judeus passaram a perseguir Jesus, porque ele estava fazendo essas
coisas no s ábado. ‘ Disse - lhes Jesus : "Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu
,
também estou trabalhando". sPor essa raz ão, os judeus mais ainda queriam mat á -lo,
pois não somente estava violando o sábado, mas também estava dizendo que Deus
era seu próprio Pai, igualando - se a Deus.

s(
Jo 5.1 ) As duas identificações mais prov á veis dessa festa s ão a Páscoa e a festa das cabanas.
Dessas duas, a segunda parece ser a melhor escolha por razões apresentadas no comentário 11,
"Cronologia da vida de Cristo" ( p. 292 ) .
‘(Jo 5.10) Em nenhum outro assunto os líderes religiosos divergiram com mais frequência do
Senhor do que na questão do s ábado. Essa foi a primeira de três controvérsias que ocorreram em
uma sucess ão relativamente r ápida (v. seções 50, 51 ) . Os rabinos tinham arrolado 39 atividades
principais que eram proibidas no sábado, sendo que um desses grupos de atividades incluí a as
tarefas ordinárias da casa. Carregar uma maca violava essas leis. Ainda faltava um ano e meio de
ministério, e as autoridades de Jerusal ém já estavam prontas para matá - lo (Jo 5.18). Essa animosi ¬

dade se espalhou rapidamente para a Galiléia (v. Mc 3.6, seção 51 ).


SE ç . 4 9 C , 5 0 0 MINISTÉ RIO DE CRISTO NA GALIL É I A 39

l9
Jesus lhes deu esta resposta : "Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho n ão pode
fazer nada de si mesmo,- só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o
Filho também faz . 20 Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz . Sim , para
admiraçã o de vocês , ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas . " ' Pois, da
mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida , o Filho també m dá vida a
quem ele quer. 22Alé m disso , o Pai a ningu é m julga , mas confiou todo julgamento ao
Filho, 23para que todos honrem o Filho como honram o Pai . Aquele que n ão honra o
Filho , também n ã o honra o Pai que o enviou .
24"
Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida ,

etema e n ão será condenado, mas já passou da morte para a vida. 2 íEu lhes afirmo que está
chegando a hora , e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus , e aqueles que
a ouvirem , viverão. 2òPois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo ele concedeu ,

ao Filho ter vida em si mesmo. 27E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem .
28"
N ã o fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que
estiverem nos tú mulos ouvirão a sua voz 29e sairão ,- os que fizeram o bem ressuscitarã o
para a vida , e os que fizeram o mal ressuscitar ã o para serem condenados . " Por mim
mesmo , nada posso fazer,- eu julgo apenas conforme ou ço , e o meu julgamento é justo ,
pois n ã o procuro agradar a mim mesmo , mas à quele que me enviou .
31"
Se testifico acerca de mim mesmo, o meu testemunho n ã o é válido. 2 2 " H ã outro
que testemunha em meu favor, e sei que o seu testemunho a meu respeito é vá lido .
33"
Vocês enviaram representantes a João, e ele testemunhou da verdade. : 4 Não que
eu busque testemunho humano, mas menciono isso para que voc ês sejam salvos .
35
Jo ã o era uma candeia que queimava e irradiava luz , e durante certo tempo vocês
quiseram alegrar - se com a sua luz .
36"
Eu tenho um testemunho maior que o de Joã o, a pró pria obra que o Pai me deu
para concluir, e que estou realizando , testemunha que o Pai me enviou . E o Pai que me 2

enviou , ele mesmo testemunhou a meu respeito. Vocês nunca ouviram a sua voz , nem
viram a sua forma , Janem a sua palavra habita em vocês , pois n ã o cr èem naquele que ele
enviou . "Você s estudam cuidadosamente* as Escrituras , porque pensam que nelas
vocês tê m a vida eterna . E são as Escrituras que testemunham a meu respeito ,- ^'contu ¬

do, vocês n ã o querem vir a mim para terem vida .


4 l"
Eu n ã o aceito gl ó ria dos homens , 42 mas conheço vocês . Sei que vocês n ã o tê m o
amor de Deus . 43 Eu vim em nome de meu Pai , e vocês n ã o me aceitaram mas , se outro
vier em seu próprio nome , vocês o aceitar ã o. 44 Como vocês podem crer se aceitam ,

gtória uns dos outros, mas n ã o procuram a gló ria que vem do Deus 2 ú nico ?
45"
Contudo, n ã o pensem que eu os acusarei perante o Pai . Quem os acusa é Moisés ,
em quem est ã o as suas esperanças . 46Se vocês cressem em Moisés creriam em mim , ,

pois ele escreveu a meu respeito . 47Visto, porém , que n ão crêem no que ele escreveu,
como crerã o no que eu digo ?"
’ Jo 5.31 Os judeus exigiam mais de um testemunho para condenar ou justificar uma declaraçã o.
*39 Ou Estudem cuidadosamente c
44 Alguns manuscritos antigos n ã o trazem Deus.

Se çã o 50 • A contrové rsia acerca do fato de os disc í pulos terem colhido


espigas no sá bado
— Talvez na Galiléia —
Mateus 12.1 -8 Marcos 2.23- 28 Lucas 6.1 -5
' Naquela ocasi ã o Jesus Certo s á bado Jesus es -
23
‘Certo ' s á bado, enquan -
passou pelas lavouras de tava passando pelas lavou - to Jesus passava pelas la -
cereal no sábado. Seus dis - ras de cereal . Enquanto ca - vouras de cereal , seus dis -
uEsse discurso tem como estímulo e aceita a precisão da afirma çã o feita pelos judeus em João
5.18 (seção 49 b): "també m estava dizendo que Deus era seu pró prio Pai , igualando-se a Deus".
v ( Lc 6.1 ) "
Colher" espigas e "debulh á- lhas" era, de acordo com a tradi çã o rabínica, igual a
colher, debulhar, peneirar e preparar o alimento. Por isso, os disc í pulos de Jesus foram identifica¬
dos como aqueles que violavam o sá bado.
40 0 MINIST É RIO DE CfilSTO NA GAULEIA SL ç , 50 , 51

Mateus 12.1 - 8 Marcos 2.23 - 28 Lucas 6.1 - 5


cípulos estavam com fome minhavam, seus discípulos cípulos come ç aram a co ¬

e começ aram a colher es começ aram a colher espi


¬
lher e a debulhar espigas
¬

pigas para com ê - las . Os gas . 24 Os fariseus lhe per com as mãos, comendo os
’ ¬

fariseus, vendo aquilo, lhe guntaram: "Olha, por que gr ãos. Alguns fariseus per ’ ¬

disseram : " Olha , os teus eles est ã o fazendo o que guntaram: "Por que voc ê s
discípulos estão fazendo o nã o é permitido no sá ba est ão fazendo o que nã o é
¬

que n ã o é permitido no do ? " permitido no s ábado ? "


s ábado" . Ele respondeu: " Voc ê s
” Jesus lhes respondeu:

Ele respondeu: ""'Voc ês nunca leram o que fez Davi " Voc ê s nunca leram o que

não leram o que fez Davi quando ele e seus compa fez Davi, quando ele e seus
¬

quando ele e seus compa nheiros estavam necessita companheiros estavam com
¬ ¬

nheiros estavam com fo dos e com fome? MNos dias fome ? 4Ele entrou na casa
¬

me? JEle entrou na casa de do sumo sacerdote Abiatar, de Deus e, tomando os pães
Deus e, junto com os seus Davi entrou na casa de Deus da Presenç a , comeu o que
companheiros, comeu os e comeu os p ães da Presen apenas aos sacerdotes era
¬

p ã es da Presen ç a , o que ç a , que apenas aos sacer permitido comer, e os deu


¬

nã o lhes era permitido fa dotes era permitido comer, tamb é m aos seus compa
¬ ¬

zer, mas apenas aos sacer e os deu também aos seus nheiros" .
¬

dotes. 5 Ou voc ês nã o leram companheiros" .


na Lei que, no s ábado , os
sacerdotes no templo pro ¬

fanam esse dia e , contudo,


ficam sem culpa ? "Eu lhes
digo que aqui est á o que é
maior do que o templo . Se 7
E ent ã o lhes disse: "O

você s soubessem o que sig sábado foi feito por causa
¬

nificam estas palavras: 'De do homem , e nã o o homem


¬

sejo miseric ó rdia, n ão sa por causa do s á bado . 8 As -


¬

crifícios’' [ Os 6.6 ], não te sim , pois , o Filho do ho
1
¬ ¬

riam condenado inocentes. mem é Senhor até mesmo ’E ent ã o


’Pois o Filho do homem é do s ábado ” . lhes disse: "O Filho do ho ¬

Senhor do s ábado" . mem é Senhor do sábado".

'Mt 12.7 Os 6.6

Seçã o 51 * A cura da mã o atrofiada de um homem no s á bado


— Em uma sinagoga na Caliléia —
Mateus 12.9 - 14 Marcos 3.1 - 6 Lucas 6.6 - 11
" Saindo daquele lugar, Noutro sábado, ele en

dirigiu- se à sinagoga deles,
" ¬

' Noutra ocasi ã o ele en ¬


trou na sinagoga e começ ou
lue estava ali um homem trou na ’sinagoga, e estava a ensinar,- estava ali um ho ¬

com uma das mãos atrofi ¬ ali um homem com uma das mem cuja mão direita era atro¬

ada . Procurando um moti ¬


mãos atrofiada. Alguns de
’ ¬
fiada. 7Os fariseus e os mes ¬

vo para acusar Jesus, eles les estavam procurando um tres da lei estavam procuran ¬

lhe perguntaram : "E per ¬ motivo para acusar Jesus,- do um motivo para acusar
mitido curar no s ábado ?" por isso o observavam aten - Jesus, por isso o observavam

” (Mt 12.3) A refutação de Jesus à acusação é apresentada em Mateus em cinco partes: 1) o exemplo de
Davi (12.3,4), 2) o ensino da Lei (12.5), 3) a expectativa profética de alguém maior do que o templo (12.6),
4) o propósito do sábado para o homem (12.7; v. Mc 2.27) e 5) o Messias é Senhor do sábado (12.8).
'(Mc 3.1 ) O fato de que essa sinagoga era na Calil é ia é manifesto pela associação que Marcos
faz entre o acontecimento e o mar da Galilé ia logo em seguida (Mc 3.7, seção 52 ).
SEC . 51 , 52 0 MINIST É RIO DE CFESTO KA G â ; : LÉ1 A 41

Mateus 12.9 - 14 Marcos 3.1 - 6 Lucas 6.6 - 11


"Ele lhes respondeu : tamente, para ver se ele iria atentamente, para ver se ele
"Qual de voc ê s , se tiver uma cur á - lo no s ábado . “Jesus iria curá -lo no sábado. 8Mas
ovelha e ela cair num bura disse ao homem da m ã o Jesus sabia o que eles esta
¬ ¬

co no s ábado, n ão ir á pegá - atrofiada: "Levante - se e ve vam pensando e disse ao


¬

la e tir á -la de lá? "Quanto nha para o meio". homem da m ão atrofiada - ,

mais vale um homem do 4


Depois Jesus lhes per "yLevante - se e venha para
¬

que uma ovelha ! guntou: "O que é permiti o meio". Ele se levantou e
¬

do fazer no s ábado: o bem foi .


ou o mal, salvar a vida ou "Jesus lhes disse: "Eu lhes
matar ?" Mas eles permane pergunto : O que é permiti
¬ ¬

ceram em sil êncio. do fazer no s ábado: o bem


Portanto , 5
Irado, olhou para os que ou o mal, salvar a vida ou
é permitido fazer o bem no estavam à sua volta e, pro destruí - la ? ¬

s á bado " . fundamente entristecido por " ’Ent ã o olhou para to , ¬

"Ent ã o ele disse ao ho ¬


causa do cora çã o endureci dos os que estavam à sua
¬

mem : "Estenda a mã o " . Ele do deles, disse ao homem : volta e disse ao homem :
a estendeu, e ela foi res "Estenda a mão". Ele a esten
¬ "Estenda a m ã o '. Ele a es
¬ ¬

taurada, e ficou boa como deu, e ela foi restaurada. '’En tendeu , e ela foi restaura
¬ ¬

a outra . "Ent ã o os fariseus tão os fariseus saíram e co da. "Mas eles ticaram furi
¬ ¬

saíram e começ aram a cons meçaram a conspirar com os osos e começ aram a discu
¬ ¬

pirar sobre como poderiam herodianos contra Jesus, so tir entre si o que poderiam
¬

matar Jesus . bre como poderiam matá -lo. fazer contra Jesus .
Seçã o 52 * A retirada para o mar da Galiléia com grandes multidõ es vindas de
vários lugares
— Alar da Galiléia —
Mateus 12.15 - 21 Marcos 3.7 - 12
"Sabendo disso, Jesus retirou- se da 7Jesus retirou- se com os seus discípulos
¬

quele lugar. Muitos o seguiram, e ele cu para o mar, e uma “ grande multidão vinda
¬

rou todos os doentes que havia entre da Galiléia o seguia “ Quando ouviram a ,

eles , respeito de tudo o que ele estava fazendo,


muitas pessoas procedentes da Judéia , de
z[ Jerusalém, da Iduméia , das regi õ es do ou ¬

Mateus 4.25 ] tro lado do Jordã o e dos arredores de Tiro


e de Sidom foram atr á s dele . Por causa da
multidão, ele disse aos discípulos que lhe
preparassem um pequeno barco , para evi ¬

tar que o comprimissem. luPois ele havia


curado a muitos, de modo que os que so ¬

"’advertindo - os que nã o dissessem quem friam de doenç as ficavam se empurrando


ele era . 17lsso aconteceu para se cum para conseguir tocar nele . Sempre que
¬

"
prir o que fora dito por meio do profeta os espíritos imundos o viam, prostravam -
Isaí as : se diante dele e gritavam: "Tu é s o Filho de
l8
"Eis o meu servo, a quem escolhi, Deus". "Mas ele lhes dava ordens severas
para que não dissessem quem ele era.
o meu amado,

v (Lc 6.8) A intenção de Jesus de fazer disso uma ocasião para confronto teológico é evidenciada em suas
palavras: "Levante-se e venha para o meio" (Lc 6.8). Essa cura no sábado recebeu notoriedade máxima.
z(
Mt 4.25 ) Para o texto de Mateus 4.25, v. a seção 44 e a nota j associada àquela seção.
‘ (Mc 3.7) Agora tinha se desenvolvido um grande interesse por Jesus. Regi õ es distantes e
pr óximas estavam representadas nessas grandes multidões.
42 0 MINISTER !!) DE CRISTO NA GALIL É IA SE ç. 52 — 5 4 a

Mateus 12.15 - 21
em quem tenho prazer.
Porei sobre ele o meu Espírito,
e ele anunciar á justiç a
à s na çõ es .
, Nã o discutirá nem gritar á,-
9

ninguém ouvir á sua voz


nas ruas .
20
Nã o quebrar á o caniç o rachado,
nã o apagar á o pavio fumegante,
at é que leve à vitória a justiç a .
2
lEm seu nome as nações
por ã o sua esperanç a" 3 [ Is 42.1 - 4 ] ,

JMt 12.18 - 21 Is 42.1 - 4

CHAMADO DOS DOZE E 0 SERM Ã O DO MONTE

Seçã o 53 < Os doze apóstolos são escolhidos


( v. seções 70b, Atos 1.13 — a lista dos doze discípulos)
— Um monte perto do marda Galiléia —

Marcos 3.13 - 19 Lucas 6.12- 16


, Jesus subiu a um monte e chamou a si
3 l2
Num daqueles dias, Jesus saiu para o
aqueles que ele quis, os quais vieram para monte a fim de orar, e passou a noite oran ¬

junto dele. l4Escolheu doze, designando - do a Deus. l!Ao amanhecer, chamou seus
os apóstolos , para que estivessem com ele,
3
discípulos e escolheu doze deles, a quem
os enviasse a pregar l 5e tivessem autorida ¬ tamb ém designou ap ó stolos :
de para expulsar demónios. ' “Estes são os
doze que ele escolheu: bSimão, a quem deu l4
bSimão , a quem deu o nome de Pe ¬

o nome de Pedro,- l 7Tiago, filho de Zebe- dro,- seu irmão Andr é,- Tiago,- Jo ão, Filipe,-
deu, e joão, seu irmão, aos quais deu o nome Bartolomeu,- l 5Mateus; Tom é ,- Tiago, fi ¬

de Boanerges, que significa "filhos do tro ¬


lho de Alfeu,- Sim ã o , chamado zelote,-
vão"; lsAndré; Filipe,- Bartolomeu,- Mateus,- ' “Judas, filho de Tiago,- e Judas Iscariotes,
Tomé,- Tiago, filho de Alfeu,- Tadeu,- Simão, que veio a ser o traidor.
o zelote, l9e Judas Iscariotes, que o traiu.

'Mc 3.14 Alguns manuscritos não trazem designando - os apóstolos.

Seçã o 54a * 0 cená rio do sermã o


— Um localplano no monte —
Mateus 5.1,2 Lucas 6.17 - 19
' Vendo asmultidõ es , Jesus subiu ao l7
Jesus desceu com eles e parou num
“monte e se assentou. Seus disc ípulos “ lugar plano. Estavam ali muitos dos seus
aproximaram - se dele, 2e ele começ ou a discípulos e uma imensa multidão proce ¬

ensin á - los, dizendo: dente de toda a Judéia, de Jerusalém e do


b(
Mc 3.16; Lc 6.14) Mais duas listas dos Doze são apresentadas, em Mateus 10.2 - 4 ( seção 70b)
e Atos 1.13. Levando em conta que Tadeu é mais um nome para ludas, o irm ão de Tiago, as listas
est ã o em concordância entre si exceto na sequ ência. No entanto, Simã o Pedro é o primeiro nas
quatro. Todos eram galileus, exceto Judas Iscariotes, que era da Judéia.
“ (Mt 5.1; Lc 6.17) Embora alguns estudiosos tenham sugerido que o sermão do Monte consista em
ensinos dados em momentos diferentes, há evidências convincentes de que o sermã o foi pregado
SEC . 54 a, 54b 0 MINIST éRIO Dir CRISTO NA GALIL éIA 43

Lucas 6.17 - 19
litoral de Tiro e de Sidom, l 8 que vieram
para ouvi - lo e serem curados de suas do ¬

enç as . Os que eram perturbados por es ¬

píritos imundos ficaram curados, 19 e to ¬

dos procuravam tocar nele , porque dele


saía poder que curava todos.

Seçã o 54b * dB ênçã os para os que herdam o Reino e ais para os que nã o o
herdam
Mateus 5.3 - 12 Lucas 6.20 - 26

“ Bem aventurados
- ’ os pobres em es
'

deles é o Reino dos c éus.


pírito, pois
¬

“" Olhando para os seus discípulos, ele disse


Bem aventurados voc ê s,
-
:

4
Bem - aventurados os que choram , os pobres, pois a voc ê s pertence
pois ser ã o consolados. o Reino de Deus.
5
Bem - aventurados os humildes, pois "Bem - aventurados voc ê s ,
eles receber ão a terra por heranç a . que agora t êm fome,
°Bem - aventurados os que têm fome e pois ser ã o satisfeitos .
sede de justiç a, pois ser ão satisfeitos. Bem - aventurados voc ê s,
7
Bem - aventurados os misericordiosos, que agora choram, pois haver ão de rir.
pois obter ão miseric órdia. Bem - aventurados ser ã o voc ê s,
“quando
8
Bem - aventurados os puros de coração, os odiarem,
pois ver ão a Deus. expulsarem e insultarem,
9
Bem - aventurados os pacificadores , e eliminarem o nome de voc ês, como
pois ser ão chamados filhos de Deus . sendo mau,
l0
Bem - aventurados os perseguidos por causa do Filho do homem .
por causa da justiç a,
pois deles é o Reino dos c éus.

""Bem- aventurados serão vocês quando,


por minha causa, os insultarem , os perse ¬

guirem e levantarem todo tipo de calúnia


contra voc ês. l 2 Alegrem - se e regozijem - se , 2 "Regozijem - se nesse dia e saltem de
porque grande é a sua recompensa nos céus , alegria , porque grande é a sua recompensa
pois da mesma forma perseguiram os pro ¬
no c éu. Pois assim os antepassados deles
fetas que viveram antes de vocês. trataram os profetas .

em uma única ocasi ão, assim como o descrevem Mateus e Lucas. Que os dois evangelhos contêm o
mesmo sermão também é um aspecto a ser defendido. As semelhanças entre os dois são numerosas
demais para admitir dois serm ões diferentes. Jesus anunciou esse serm ão de um local plano na
encosta de um monte. Foi dirigido aos seus disc ípulos ( Mt 5.1 , 2; Lc 6.20), mas a multidão n ão foi
excluída dos benefícios de suas palavras (Mt 7.28, seção 54i; Lc 6.19; 7.1, seção 55 ). O sermão
provavelmente foi bem mais longo do que os relatos em conjunto que foram preservados. Visto que
cada autor registrou coisas que o outro não registrou, e como detalhes diferentes em algumas das
declarações indicam que Jesus repetia as suas palavras com variações na forma de se expressar,
provavelmente houve mais material que não foi inclu ído em nenhum dos relatos.
dCada bem -aventuranç a é associada a uma promessa do AT àqueles que herdar ão o Reino
futuro. Por meio disso Jesus estava informando aos seus ouvintes de que Reino ele falava.
44 0 MINIST é RIO DE CRISTO NA G àUL éIâ SEç . 54 b — 54 d

Lucas 6.20- 26
J4
"Mas ai de voc ês, os ricos ,
pois j á receberam sua consolaçã o .
” Ai de voc ês, que agora têm fartura ,
porque passar ã o fome .
Ai de voc ês, que agora riem,
pois haver ão de se lamentar e chorar.
2
oAi de voc ês, quando todos
falarem bem de voc ês, pois assim
os antepassados deles
trataram os falsos profetas .

'Mt 5.3 Isto é, como são felizes) também nos versículos 4- 11 .

Seçã o 54 c • A responsabilidade enquanto se espera pelo Reino


( v. seções 64b, 106 — acender uma candeia)
( v. seçõ es 91, 115 — o sal da terra )

Mateus 5.13 - 16
" Vocês s ã o o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaur á - lo ? Não
1

servir á para nada , exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens.
l4
"Voc ê s são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre
um monte. I 5E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma
vasilha. Ao contr ário, coloca - a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que
estão na casa . l 6Assim brilhe a luz de voc ê s diante dos homens , para que vejam as
suas boas obras e glorifiquem ao Pai de voc ê s, que est á nos céus .

Seçã o 54 d * A lei, a justiça e o Reino


( v. seção 117b — a permanência da Lei)

Mateus 5.17 - 20
1
"Nã o pensem que vim ‘ abolir a Lei ou os Profetas,- não vim abolir, mas cumprir.
Digo - lhes a verdade : Enquanto existirem c éus e terra, de forma alguma desapare
'“ ¬

cer á da Lei a menor letra ou o menor tra ç o , at é que tudo se cumpra . ‘"Todo aquele
que desobedecer a um desses mandamentos , ainda que dos menores , e ensinar os
outros a fazerem o mesmo, ser á chamado menor no Reino dos c éus ,- mas todo
aquele que praticar e ensinar estes mandamentos ser á chamado grande no Reino
dos c éus . 2nPois eu lhes digo que se a justiç a de voc ês não for muito superior à dos
fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrar ão no Reino dos c éus.

’ (Ml 5.17) Longe de violar os ensinos do AT, )esus veio para lev á - los à realizaçã o completa ao
contrastar a verdadeira intenção da Lei com as interpretações rabínicas comuns daqueles dias. O
versículo - chave do sermão, portanto, é Mateus 5.20. A justiça dos mestres da lei e dos fariseus n ão
era suficiente para garantir a entrada no Reino porque tratava somente de comportamento exterior.
As qualificações para entrar nesse Reino prometido est ã o naquilo que Jesus expõe nesse discurso
( v . Mt 7.21 , seção 54h ).
St ç . 54 e 0 MINIST É RIO OE CRISTO NA GALIL ÉIA 45

Seçã o f 54 e * Seis 9contrastes na interpreta çã o da lei


( v. seçã o 91 — perda da m ã o ou do olho)
( v. seçã o 108 e — reconciliaçã o )
( v. seçõ es 117b, 122 — div órcio e novo casamento )
( v. seçã o 137a — fazer um juramento )

Mateus 5.21 - 48
21
"\Voc ês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: 'Não matarás ’ [ Éx 20.13,- Dt
5.17], e 'quem matar estará sujeito a julgamento'. “Mas eu lhes digo que qualquer que se
'
irar contra seu irmão ’ estará sujeito a julgamento . Também, qualquer que disser a seu
irm ão: 'Racá4] será levado ao tribunal. E qualquer que disser: 'Louco!', corre o risco de ir
para o fogo do inferno.
23
"Portanto , se voc ê estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lem ¬

brar de que seu irmão tem algo contra voc ê, 24deixe sua oferta ali , diante do altar, e
v á primeiro reconciliar - se com seu irm ã o,- depois volte e apresente sua oferta.
25
"Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende lev á - lo ao tribunal .
Faç a isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contr ário ele pode , ¬

r á entregá - lo ao juiz, e o juiz ao guarda , e voc ê poder á ser jogado na prisão . 2 óEu lhe
garanto que voc ê não sair á de lá enquanto não pagar p último centavo . 2

27
"Voc ês ouviram o que foi dito: 'Não adulterar ás' ' [Êx 20.14,- Dt 5.18 . :,Mas eu
1

lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desej á - la, j á cometeu adultério
com ela no seu coraçã o . í9Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque - o e lance - o
fora. É melhor perder uma parte do seu corpo do que ser todo ele lan ç ado no
inferno . 30 E se a sua mão direita o fizer pecar, corte - a e lance - a fora. É melhor perder
uma parte do seu corpo do que ir todo ele para o inferno.
31
"Poi dito : 'Aquele que se divorciar de sua mulher dever á dar - lhe certidã o de
div órcio' [Dt 24.1 , 3 ] 32Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua
' ,

mulher, exceto por imoralidade sexual4) faz que ela se torne adultera, e quem se casar
com a mulher divorciada estar á cometendo adultério .
33
"Voc ês também ouviram o que foi dito aos seus antepassados : 'Não jure falsamente 3',
mas cumpra os juramentos que voc ê fez diante do Senhor ' [Lv 19.12, Nm 30.2,- Dt
23.21 ] 34Mas eu lhes digo: Não jurem de forma alguma: nem pelos c éus, porque é o
,

trono de Deus,- 35 nem pela terra , porque é o estrado de seus pé s,- nem por Jerusalém,
porque é a cidade do grande Rei [ SI 48.2 ]. 36E não jure pela sua cabeça, pois você não
pode tornar branco ou preto nem um fio de cabelo. 17Seja o seu 'sim', sim', e o seu não',
não',- o que passar disso vem do Maligno.
3s
"Vocês ouviram o que foi dito: 'Olho por olho e dente por denté' [ Êx 21.24,- Lv 24.20,- Dt
19.21 ]. 3 Mas eu lhes digo: Não resistam ao perverso . Se alguém o ferir na face direita, ofereça-
<)

lhe também a outra. 4UE se alguém quiser processá-lo e tirar -lhe a túnica, deixe que leve também
a capa. 41 Se alguém o forçar a caminhar com ele
uma milha3, vá com ele duas. 43Dê a quem lhe Lucas 6.27 - 30,32 - 36
pede, e não volte as costas àquele que deseja 2,
pedir-lhe algo emprestado. "Mas eu digo a voc ês que estão me
43
"Voc ês ouviram o que foi dito: 'Ame o ouvindo: Amem os seus inimigos, faç am
seu próximo 4 [ Lv 19.18 ] e odeie o seu inimi o bem aos que os odeiam, 2 Sabenç oem
¬

go . Mas eu
' 44
lhes digo : Amem os seus ini os que os amaldiç oam , orem por aque
¬ ¬

migos 3 e orem por aqueles que os perseguem, les que os maltratam. 2"Se alguém lhe
45
para que voc ê s venham a ser filhos de seu bater numa face, ofereç a -lhe também a
Pai que está nos c éus. Porque ele faz raiar o outra . Se alguém lhe tirar a capa, não o
seu sol sobre maus e bons e derrama chuva impeç a de tirar - lhe a túnica. 30Dê a todo
sobre justos e injustos.
'As seções 54 e— 54g tratam do condicionamento interior que Deus exige, em contraste à simples
conformidade exterior com a qual se satisfaziam os mestres da lei e fariseus.
Os seis contrastes sã o apresentados nos versículos 21,22, 27,28, 31,32, 33 35, 38,39 e 43,44.
-

Em cada caso, primeiro é dada a interpretação da tradição judaica, depois a de Jesus. A tradição se
concentrava em atos exteriores palp á veis, mas Jesus mostrou que a intenção da Lei era pôr em ordem
também as motivações. Nesse sentido, os ensinos dos escribas ( mestres da lei) eram deficientes.
46 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA GALIL ÉIA SE ç . 54 e, 54 f

Mateus 5.21 - 48 Lucas 6.27 - 30,32-36


46
Se voc ês amarem aqueles que os amam, aquele que lhe pedir, e se alguém tirar o que
que recompensa voc ê s receber ão? Até os pertence a você, não lhe exija que o devolva.
publicanos"' fazem isso ! 47E se saudarem 32
"Que mérito vocês terão, se amarem aos
apenas os seus irmãos, o que estar ão fa que os amam? Até os 'pecadores' amam aos
zendo de mais? Até os pagãos fazem isso!
¬

,
que os amam. 3 E que mérito terão, se fize ¬

rem o bem àqueles que são bons para com


vocês ? Até os 'pecadores' agem assim. 34E
que mérito terão, se emprestarem a pessoas
de quem esperam devolução? Até os peca ¬

dores' emprestam a 'pecadores', esperando


receber devolução integral. 33 Amem, porém,
os seus inimigos , faç am - lhes o bem e em ¬

prestem a eles, sem esperar receber nada de


volta. Então, a recompensa que terão será
grande e vocês serão filhos do Altíssimo, por ¬

que ele é bondoso para com os ingratos e


48
Portanto, sejam perfeitos como perfeito maus. 36Sejam misericordiosos, assim como
é o Pai celestial de vocês. o Pai de vocês é misericordioso.

'Mt 5.21 Êx 20.13; Dt 5.17 '72Alguns manuscrito , acrescentam sem motivo.


1
‘22 Termo aramaico de
desprezo, equivalente a tolo. "26 Grego: quadrante. ‘27 Êx 20.14; Dt 5.1 8 '31 Dt 24.1 “32 Grego ;
pornéia, termo genérico que se refere a prá ticas sexuais ilícitas. '
’33 Lv 19.12,- Nm 30.2 '38 Êx 21.24,- Lv
24.20,- Dt 19.21 '41 A milha romana tinha cerca de 1.500 metros . '
43 Lv 19.18 '44 Alguns manuscritos
acrescentam abençoem os que os amaldiçoam, façam o bem aos que os odeiam. "'46 Os publicanos eram coletores de
impostos, malvistos pelo povo,- també m em 9.10, 11,- 10.3 ,- 11.9,- 18.17, 21.31, 32 .

Seçã o 54f • Tr ê s h" obras de justiça" hip ó critas a ser evitadas


(v. seção 105 — a oração do discípulo )
( v. seçã o 121 — oração sem hipocrisia)
( v. seçã o 131 — perdão aos outros e perdão de Deus)
Mateus 6.1 - 18
' 'Tenham o cuidado de não praticar suas 'obras de justiça' diante dos outros para serem
vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial.
"Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem
2

os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes
garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando voc ê der esmola,

que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita , 4 de fonna que você preste
a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará.
5
"E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em
pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles
já receberam sua plena recompensa. 6Mas quando você orar, v á para seu quarto, feche a
porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.
7
E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos.
Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. 8Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai
sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. 9Vocês, orem assim:
"Pai nosso, que est ás nos c éus!
Santificado seja o teu nome.
l0
Venha o teu Reino,-
seja feita a tua vontade,

hAs três "obras de justiç a" especificadas s ão dar esmolas (6.2 -4), orar (6.5 -15 ) e jejuar ( 6.16- 18).
Os fariseus faziam essas coisas visando ao reconhecimento humano e por essa razão abriram m ão
de qualquer perspectiva de recompensa divina.
SE ç . 54f , 54 g 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA GAUL É IA 47

Mateus 6.1 -18


assim na terra como no céu .
" Dá - nos hoje o nosso p ã o de cada dia .
"Perdoa as nossas d ívidas, assim como perdoamos
aos nossos devedores .
, 3E n ã o nos deixes cair em 3 tenta çã o, mas livra - nos do mal 4,
porque teu é o Reino , o poder e a gl ó ria para sempre. Am é rrri.
l4
Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará .
l5
Mas se n ão perdoarem uns aos outros, o Pai celestial n ão lhes perdoará as ofensas.
, 6"Quando jejuarem , n ão mostrem uma aparê ncia triste como os hipócritas , pois eles
mudam a aparê ncia do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu
lhes digo verdadeiramente que , eles j á receberam sua plena recompensa . ’ Ao jejuar,
arrume o cabelo 4 e lave o rosto, spara que n ão pareça aos outros que você está jejuando ,
mas apenas a seu Pai , que v ê em secreto . E seu Pai , que vê em secreto , o recompensará .
*Mt 6.1 3 Grego : Enão nos induzas à. *1 3 Ou do Maligno ‘1 3 Alguns manuscritos n ão tracem porque teu
éo Reino, o poder ea glória para sempre. Amém. D17 CregO: unjaacabeça.

Seçã o 54g * Três proibi ções acerca da avareza , julgamento severo e exposi çã o
imprudente de coisas sagradas
( v. seçã o 64b — que medida usar )
( v. seções 64 b , 108 b —ansiedades da vida )
( v. seções 70 b , 145, 150b —
os seguidores n ã o est ã o acima do l íder )
(v. seçã o 106 — a candeia do corpo )
( v. seção 108 a — o valor dos p ássaros )
( v. seçã o 108 b — o perigo das riquezas )
( v. seçã o 117a — a impossibilidade de ser servo de dois senhores )
Mateus 6.19 — 7.6
, 9" N ã o acumulempara vocês tesouros na terra , onde a tra ça e a ferrugem destro ¬

em , e onde os ladrõ es arrombam e furtam . 20 Mas acumulem para voc ês tesouros nos
céus , onde a tra ç a e a ferrugem n ã o destroem , e onde os ladrões n ã o arrombam nem
furtam . -’ Pois onde estiver o seu tesouro , a í tamb é m estará o seu cora çã o .
""Os olhos são a candeia do corpo . Se os seus olhos forem bons , todo o seu corpo
será cheio de luz . "Mas se os seus olhos forem maus , todo o seu corpo será cheio de
trevas. Portanto , se a luz que est á dentro de você são trevas , que tremendas trevas sã o!
""Ningu é m pode servir a dois senhores, pois odiará um e amar á o outro , ou se
dedicará a um e desprezará o outro . Voc ês n ã o podem servir a Deus e ao Dinheiro3
""Portanto eu lhes digo: Nã o se preocupem com sua pró pria vida , quanto ao que
comer ou beber ,- nem com seu pró prio corpo , quanto ao que vestir. N ã o é a vida mais
importante que a comida , e o corpo mais importante que a roupa ? "Observem as
aves do céu : n ão semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros ,- contudo, o Pai
celestial as alimenta . Nã o tê m vocês muito mais valor do que elas? 2 Quem de vocês ,
por mais que se preocupe , pode acrescentar uma hora que seja à sua vida ? 4
28"
Por que voc ê s se preocupam com roupas? Vejam como crescem os l írios do
campo . Eles n ã o trabalham nem tecem . "Contudo , eu lhes digo que nem Salom ão ,
em todo o seu esplendor, vestiu -se como um deles . 3 <lSe Deus veste assim a erva do
campo , que hoje existe e amanh ã é lan ç ada ao fogo , n ã o vestir á muito mais a voc ês ,
homens de pequena f é ? " Portanto , n ã o se preocupem , dizendo : 'Que vamos co ¬

mer?' ou 'Que vamos beber?' ou 'Que vamos vestir?' 32 Pois os pagã os é que correm
atrá s dessas coisas ,- mas o Pai celestial sabe que voc ês precisam delas . "Busquem ,
pois , em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justi ç a , e todas essas coisas lhes
serã o acrescentadas . "Portanto , n ã o se preocupem com o amanh ã , pois o amanh ã
trará as suas pró prias preocupações. Basta a cada dia o seu pró prio mal .
48 0 MINIST é RIO DE CRISTO NA GALII FIA SI 54 n , 54 h

Mateus 6.19 — 7.6 Lucas 6.37 - 42


' "Nã o julguem, para que voc ê s n ã o
37
"Não julguem, e voc ês n ão ser ão jul ¬

sejam julgados . gados. Não condenem, e não ser ão con ¬

denados . Perdoem , e ser ã o perdoados .


38
Dêem, e lhes ser á dado: uma boa medi ¬

Pois da mesma forma que


2
da, calcada, sacudida e transbordante ser á
julgarem, vocês serão julgados,- e a medida dada a voc ês . Pois a medida que usarem
que usarem, também ser á usada para me ¬ também será usada para medir vocês" .
dir vocês. 39
Jesus fez tamb ém a seguinte compa ¬

raçã o : "Pode um cego guiar outro cego ?


3
"Por que voc ê repara no cisco que está Não cair ão os dois no buraco? +oiO discí ¬

no olho do seu irmão , e não se dá conta pulo não est á acima do seu mestre, mas
da viga que est á em seu pr óprio olho ? todo aquele que for bem preparado ser á
4
Como voc ê pode dizer ao seu irm ã o : como o seu mestre.
'Deixe -me tirar o cisco do seu olho', quan ¬ 4l
"Por que você repara no cisco que está
do há uma viga no seu? "Hipócrita, tire no olho do seu irmão e não se dá conta da
primeiro a viga do seu olho, e ent ã o voc ê viga que está em seu próprio olho? 42 Como
ver á claramente para tirar o cisco do olho você pode dizer ao seu irmão: 'Irmão, deixe -
do seu irm ã o. me tirar o cisco do seu olho', se você mesmo
'’"Nã o dêem o que é sagrado aos c ã es , não consegue ver a viga que est á em seu
nem atirem suas pérolas aos porcos, caso próprio olho? Hipócrita, tire primeiro a viga
contr ário, estes as pisar ão e, aqueles, vol - do seu olho, e então você verá claramente
tando - se contra voc ês , os despedaç ar ã o . para tirar o cisco do olho do seu irmão.

aMt 6.24 Grego: Mamom. AMt 27 Ou um único côvado à sua altura?O côvado era uma medida linear de
cerca de 45 centímetros.

Seção 54h * Aplicaçã o e conclusã o


( v. seção 61 — reconhecimento pelos frutos )
( v. seçã o 105 — pedir, buscar, bater)
( v. seção 113 a — a porta estreita)

Mateus 7.7 - 27 Lucas 6.31,43 - 49


7
"Peç am, e lhes ser á dado,- busquem , e
encontrar ão,- batam, e a porta lhes ser á
aberta. 8Pois todo o que pede , recebe,- o
que busca, encontra,- e àquele que bate,
a porta será aberta.
9
"Qual de vocês, se seu filho pedir pão,
lhe dar á uma pedra? l 0Ou se pedir peixe,
lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de
"
serem maus, sabem dar boas coisas aos
seus filhos, quanto mais o Pai de voc ê s,
que est á nos c éus, dar á coisas boas aos

'(Lc 6.40) A primeira parte de Lucas 6.40 é uma das declarações mais frequentes de Cristo. No
contexto presente denota que o aprendiz ou disc í pulo dos fariseus ser á cego como os seus
mestres. Em Mateus 10.24 ( se çã o 70b), significa que os discípulos de Jesus n ão podem esperar um
tratamento melhor do que o que ele recebeu. Em outra ocasi ã o, em Jo ã o 15.20 (seçã o 150b), uma
formulação ligeiramente diferente transmite uma idéia semelhante. Em Joã o 13.16 ( seção 145 ) a
declaração insta os discípulos a seguir o exemplo de humildade de Cristo. Além disso, a essência
desse provérbio está por tr á s de Lucas 22.27 ( seção 144).
SEC . 54 b 0 MINIST É RIO DE CfilSTQ NA G â ULÉIA 49

Mateus 7.7 - 27 Lucas 6.31,43 - 49


que lhe pedirem ! “ Assim , em tudo, façam 3
' Como voc ês querem que os outros lhes
aos outros o que voc ê s querem que eles faç am, faç am tamb ém voc ê s a eles.
lhes faç am,- pois esta é a Lei e os Profetas .
"Entrem pela porta estreita , pois lar
“ ¬

ga é a porta e amplo o caminho que leva


à 'perdição, e s ão muitos os que entram
por ela. 14Como é estreita a porta, e aper ¬

tado o caminho que leva à vida! S ã o '


poucos os que a encontram.
"Cuidado com os falsos profetas. Eles

vêm a você s vestidos de peles de ovelhas,
mas por dentro s ã o lobos devoradores ,
“ Voc ês os reconhecerã o por seus frutos .
Pode alguém colher uvas de um espinhei ¬

“ "Nenhuma árvore boa dá fruto ruim,


ro ou figos de ervas daninhas? l 7Semelhan - nenhuma árvore ruim dá fruto bom. 44Toda
temente, toda árvore boa dá frutos bons , árvore é reconhecida por seus frutos. Nin ¬

mas a árvore ruim dá frutos ruins. ' “ A árvo ¬


gué m colhe figos de espinheiros , nem
re boa não pode dar frutos ruins, nem a uvas de ervas daninhas. 420 homem bom
árvore ruim pode dar frutos bons. ' “’Toda tira coisas boas do bom tesouro que est á
árvore que não produz bons frutos é corta ¬
em seu coração, e o homem mau tira coi ¬

da e lanç ada ao fogo. 20Assim, pelos seus sas má s do mal que est á em seu coração,
frutos voc ês os reconhecerão! porque a sua boca fala do que est á cheio
2,
"Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, o coraçã o .
4 c,
Senhor', entrar á no 'Reino dos c éus, mas "Por que voc ês me chamam 'Senhor,
apenas aquele que faz a vontade de meu Senhor' e não fazem o que eu digo ?
Pai que está nos c éus. 22Muitos me dirão
naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profeti ¬

zamos em teu nome ? Em teu nome n ã o


expulsamos dem ónios e n ã o realizamos
muitos milagres?' Ent ão eu lhes direi cla
“ ¬

ramente: Nunca os conheci . ' Afastem - se Eu 47

de mim vocês, que praticam o mal [ SI 6.8 ]! lhes mostrarei com quem se compara aque ¬

“ "Portanto, quem ouve estas minhas pa le que vem a mim, ouve as minhas pala
¬ ¬

lavras e as pratica é como um homem pru vras e as pratica. 4 SÉ como um homem que,
¬

dente que construiu a sua casa sobre a rocha. ao construir uma casa, cavou fundo e co ¬

25
Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopra locou os alicerces na rocha. Quando veio
¬

ram os ventos e deram contra aquela casa, e a inundação, a torrente deu contra aquela
ela não caiu, porque tinha seus alicerces na casa, mas não a conseguiu abalar, porque
rocha. 26Mas quem ouve estas minhas pala estava bem construída . 49Mas aquele que
¬

vras e não as pratica é como um insensato ouve as minhas palavras e não as pratica,
que construiu a sua casa sobre a areia. 2 Caiu é como um homem que construiu uma casa
a chuva, transbordaram os rios, sopraram os sobre o chão , sem alicerces . No momento
ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. em que a torrente deu contra aquela casa,
E foi grande a sua queda". ela caiu, e a sua destruição foi completa".

KMt 7.13,14,21,23 ) Nos ensinos de Jesus, encontrar a vida era equivalente a entrar no Reino,
e encontrar a perdi ção era igual à exclus ã o do Reino. A relação da pessoa com o Reino esperado
era, portanto, de suma import ância.
50 0 MINIST ÉRIO DC CfilSTO NA GALILÉÍ A SEC . 54 i , 55

Seçã o 54i • A reação da multidã o


Mateus 7.28— 8.1
’’Quando Jesus acabou deeledizer essas coisas , as multidões estavam maravilhadas
com o seu ensino , "porque as ensinava como quem tem autoridade, e não como
os mestres da lei.
' Quando ele desceu do monte, grandes multidões o seguiram .

FAMA CRESCENTE E ÊNFASE NO ARREPENDIMENTO

Seçã o 55 • A fé do centuri ão e a cura do seu servo


( v. seção 38 — cura a dist ância )
— Cafarnaum —
Mateus 8.5 - 13 Lucas 7.1 - 10
’Entrando Jesus em Cafarnaum , dirigiu -
' Tendo terminado de dizer tudo isso
se a ele um centurião, pedindo lhe ajuda.- ao povo, Jesus entrou em Cafarnaum . Ali ’
6
E disse: "Senhor, meu servo est á em casa, estava o servo de um centurião, doente e
paralítico, em terrível sofrimento". quase à morte, a quem seu senhor esti ¬

mava muito . Ele ouviu falar de Jesus e



enviou - lhe alguns líderes religiosos dos
judeus, pedindo - lhe que fosse curar o seu
servo . 4Chegando - se a Jesus , suplicaram -
7
Jesus lhe disse.- "Eu irei curá -lo". lhe com insist ência: "Este homem mere ¬

ce que lhe faç as isso, ’porque ama a nos ¬

sa nação e construiu a nossa sinagoga" .


"Jesus foi com eles.
’Respondeu o centurião "Senhor, nã o
: Já estava perto da casa quando o centu ¬

mereç o receber - te debaixo do meu teto. rião mandou amigos dizerem a Jesus: "Se ¬

Mas dize apenas uma palavra, e o meu nhor, não te incomodes, pois não mereço
servo ser á curado. receber - te debaixo do meu teto. 7Por isso,
nem me considerei digno de ir ao teu en ¬

contro . Mas dize uma palavra , e o meu


Pois eu também sou
9
servo ser á curado . Pois eu tamb ém sou
"
homem sujeito à autoridade e com sol ¬ homem sujeito a autoridade, e com solda ¬

dados sob o meu comando. Digo a um: dos sob o meu comando. Digo a um: V á, e
V á, e ele vai,- e a outro: Venha, e ele vem. ele vai,- e a outro: Venha, e ele vem. Digo a
Digo a meu servo: Faç a isto, e ele faz". meu servo: Faç a isto, e ele faz".
l0
Ao ouvir isso, Jesus admirou- se e dis ¬
9
Ao ouvir isso, Jesus admirou- se dele e,
se aos que o seguiam - "Digo - lhes a verda
, ¬ voltando - se para a multidão que o seguia,
de : Não encontrei em klsrael ninguém disse.- "Eu lhes digo que nem em klsrael
com tamanha fé. "Eu lhes digo que mui ¬ encontrei tamanha f é" .
tos vir ão do oriente e do ocidente , e se
sentar ão à mesa com Abra ã o, Isaque e
Jac ó no Reino dos céus. "Mas os súditos
do Reino ser ã o lanç ados para fora, nas

HMt 8.10; Lc 7.9 ) A forma com que Jesus lidava com uma pessoa que não pertencia ao povo
judeu era admir ável à luz de seu propósito declarado de limitar seu ministério à s ovelhas perdidas
da casa de Israel (v. Mt 15.24, seção 78). Os beneficiários imediatos de seu ministério, os judeus,
fariam bem em aprender com esse gentio.
SEC . 5 5 57 0 M I N I S T É R I O DE Cf í l S T O NA GALSL É 1A 51

Mateus 8.5-13 Lucas 7.1 -10


trevas , onde haver á choro e ranger de
dentes" .
l3
Ent ã o Jesus disse ao centuri ã o : "V á! l0
Ent ã o os homens que ha -
Como você creu , assim lhe acontecerá!" viam sido enviados voltaram para casa e
Na mesma hora o seu servo foi curado encontraram o servo restabelecido .
,

Se çã o 56 • 0 filho de uma vi ú va é ressuscitado em Nairn


— Naim —
Lucas 7.11 -17
" Logo depois , Jesus foi a uma cidade chamada Naim , e com ele iam os seus
disc ípulos e uma grande multidã o . l 2Ao se aproximar da porta da cidade , estava
saindo o enterro do filho ú nico de uma vi ú va ,- e uma grande multidã o da cidade
,
estava com ela . 3 Ao v ê - la , o Senhor se compadeceu dela e disse : " N ã o chore".
"Depois , aproximou - se e tocou no caix ã o , e os que o carregavam pararam . Jesus
disse : "Jovem , eu lhe digo , levante - se!" "O jovem " !sentou - se e começou a conversar,
e Jesus o entregou à sua mãe.
Todos ficaram cheios de temor e louvavam a Deus . " Um grande profeta se
l6

levantou entre n ós" , diziam eles . "Deus interveio em favor do seu povo ." l 7Essas
not ícias sobre Jesus espalharam - se por toda a Jud éia e regi õ es circunvizinhas .
,7
LC 7.15 Grego : O morto.

Se çã o 57 • A rela çã o de Joã o Batista com o Reino


— Galiléia —
Mateus 11.2 -19 Lucas 7.18-35
Jo ã o , ao ouvir na prisã o o que Cristo
2
Os disc ípulos de Jo ã o contaram - lhe
l8

estava fazendo , enviou seus disc í pulos todas essas coisas . Chamando dois de ¬

para lhe perguntarem : 3" “ ’ É s tu "aqueleles , l 9enviou - os ao Senhor para pergun ¬

que haveria de vir ou devemos esperar tarem : "m És tu "aquele que haveria de vir
algum outro ?" ou devemos esperar algum outro?"
20
Dirigindo -se a Jesus , aqueles homens
disseram : "Jo ã o Batista nos enviou para
te perguntarmos : 'É s tu aquele que have ¬

ria de vir ou devemos esperar algum ou ¬

tro ? ' " " Naquele momento Jesus curou


muitos que tinham males , doen ç as gra ¬

ves e esp íritos malignos , e concedeu vi ¬

sã o a muitos que eram cegos . 22 Entã o ele


4
Jesus respondeu : " Voltem e anunciem respondeu aos mensageiros : " Voltem e
a Joã o o que vocês est ã o ouvindo e ven - anunciem a Jo ã o o que vocês viram e ou -

'(Lc 7.15) Sabemos que|esus ressuscitou pessoas em outras ocasiões (v. seções 67, 118b). Conclu ímos
a partir de Lucas 7.22 (seção 57 ) que ele fez isso em ocasi ões que n ã o sã o descritas especificamente.
m(
Mt 11.3; Lc 7.19 ) Alguns tê m acusado Joã o de ter mostrado uma tê vacilante nesse momento.
Isso parece injusto. Sua pergunta provavelmente surgiu antes da impaci ê ncia com o seu estado
pessoal , decorrente da incapacidade de entender por que a morte de Cristo tinha de preceder o
seu governo como rei . Antes da crucifica çã o, ningu é m entendia essa sequ ê ncia de eventos.
n(
Mt 11.3; Lc 7.19 ) "Aquele que haveria de vir", ou mais literalmente "o que está vindo", era
uma designa çã o bem conhecida do Messias de Israel . O t ítulo o descreve de maneira tal que
considera certa a sua vinda.
52 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA GALIL É IA SEç . 57

Mateus 11.2 -19 Lucas 7.18- 35


do: 5os cegos v êem , os mancos andam , viram : os cegos v êem , os aleijados an ¬

os leprosos - s ã o purificados , os surdos


1
dam , os leprosos" sã o purificados , os sur ¬

ouvem , os mortos s ã o ressuscitados , e dos ouvem , os mortos são ressuscitados e


as boas novas s ã o pregadas aos pobres , as boas novas s ã o pregadas aos pobres ,-
[ Is 35.5,6,- 61.1 ] 6e feliz é aquele que n ã o [ Is 35.5,6,- 61.1 ] 23e feliz é aquele que n ão
se escandaliza por minha causa". se escandaliza por minha causa".
7
Enquanto sa íam os discípulos de Joã o, 24
Depois que os mensageiros de Jo ã o
Jesus começ ou a falar à multidão a respei ¬ foram embora , Jesus come ç ou a falar à
to de Jo ã o : "O que voc ês foram ver no multidão a respeito de Joã o : "O que vocês
deserto? Um cani ço agitado pelo vento ? foram ver no deserto? Um cani ço agitado
8
Ou , o que foram ver? Um homem vesti ¬ pelo vento ? 25Ou , o que foram ver? Um
do de roupas finas? Ora , os que usam rou ¬ homem vestido de roupas finas ? Ora , os
pas finas estão nos pal ácios reais . ''Afinal , que vestem roupas espl ê ndidas e se entre ¬

o que foram ver ? Um profeta ? Sim , eu gam ao luxo estão nos pal ácios . 2 oAfinal , o
lhes digo , e mais que profeta . l 0 Este é que foram ver? Um profeta ? Sim , eu lhes
aquele a respeito de quem est á escrito : digo , e mais que profeta . 27 Este é aquele a
respeito de quem está escrito :
" ' Enviarei o meu mensageiro ' Enviarei o meu mensageiro
à tua frente ,- à tua frente ,-
ele preparará o teu caminho diante de ele preparará o teu caminho diante de
ti '* [Ml 3.1 ] , ti '* [ Ml 3.1 ] .
2
SEu lhes digo que entre os que nasceram
"Digo - lhes a verdade : Entre os nascidos de mulher n ã o h á ningu é m "maior do que
de mulher n ão surgiu ninguém "maior do Joã o,- todavia , o menor no Reino de Deus
que Jo ã o Batista ,- todavia , o menor no é maior do que ele".
Reino dos c é us é maior do que ele .
12
Desde os dias de Jo ã o Batista at é ago ¬

ra , o Reino dos cé us é tomado à forç a , e


os que usam de força se apoderam dele . 29
Todo o povo , at é os publicanos, ou ¬

"Pois todos os Profetas e a Lei profeti vindo as palavras de Jesus , reconhece ¬


, ¬

zaram at é Jo ã o . JE se voc ê s quiserem ram que o caminho de Deus era justo ,


aceitar, este é o Elias que havia de vir. sendo batizados por Jo ã o . 30 Mas os fari ¬

"Aquele que tem ouvidos , ou ç a ! seus e os peritos na lei rejeitaram o pro ¬

p ósito de Deus para eles , n ã o sendo bati ¬

zados por Jo ã o .
I 6"
A que posso comparar esta gera çã o? 3 I"
A que posso , pois , comparar os ho ¬

S ã o como crian ç as que ficam sentadas mens desta gera çã o ?" , prosseguiu Jesus .
nas pra ças e gritam umas à s outras : "Com que se parecem ? 32S ã o como cri ¬

an ç as que ficam sentadas na pra ç a e gri ¬

17" '
N ós lhes tocamos flauta , tam umas à s outras :
mas voc ê s n ã o dan ç aram ,- ' N ó s lhes tocamos flauta ,
cantamos um lamento , mas você s n ã o mas voc ê s n ã o dan ç aram ,-
1
se entristeceram . cantamos um lamento ,
mas voc ê s n ã o choraram ' .
l8
Pois veio Jo ã o , que jejua e n ã o bebe 33 Pois veio Jo ã o Batista , que jejua e n ã o
vinho ", e dizem : ' Ele tem dem ó nio ’ . bebe " vinho, e vocês dizem : 'Ele tem de -

“ ( Mt 11.11 ; Lc 7.28) Joã o toi maior do que aqueles do passado porque estava mais próximo do
Messias. Mas os do Reino ser ão maiores do que |oão porque estar ão ainda mais pr ó ximos dele.
SE ç . 57 — 59 0 MINIST É RIO DE CR í STO NA GALILEIA 53

Mateus 11.2- 19 Lucas 7.18 - 35


“ Veio o Filho do homem comendo e Veio o Filho do homem, comen
mônio'. 14 ¬

bebendo, e dizem : 'Aí est á um comil ã o do e bebendo, e vocês dizem - 'Aí está um ,

e beberr ã o, amigo de publicanos e "pe comilão e beberrão, amigo de publicanos


¬

cadores" Mas a sabedoria é compro e "pecadores" ’’Mas a sabedoria é com


¬ ¬

vada pelas obras que a acompanham" . provada por todos os seus discípulos ^.''
11.5; Lc 7.22 O termo grego não se refere somente à lepra, mas também a diversas doenç as da pele.
*Mt 11.10 Lc 7.27 Ml 3.1
; ^Mt 1 1.18,- Lc 7.33 Grego : não comendo, nem bebendo. "Lc 7.35 Grego: filhos.

Seçã o 58 * Ais para Corazim e Betsaida por nã o se arrependerem


( v. seção 102 a — ais contra as cidades )
— Caliléia —
Mateus 11.20 - 30
“Então Jesus pcomeçou a denunciar as cidades em que havia sido realizada a maioria
dos seus milagres, porque nã o se arrependeram. 2 l " Ai de voc ê , Corazim: Ai de voc ê,
Betsaida! Porque se os milagres que foram realizados entre voc ês tivessem sido realiza ¬

dos em Tiro e Sidom, há muito tempo elas se teriam arrependido, vestindo roupas de
saco e cobrindo - se de cinzas . “ Mas eu lhes afirmo que no dia do juízo haverá menor
,
rigor para Tiro e Sidom do que para você s . 2 E voc ê, Cafarnaum, será elevada até ao céu?
Não, voc ê descer á até o Fdades ! Se os milagres que em voc ê foram realizados tivessem
3

sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje. 24Mas eu lhe afirmo que no
dia do juízo haverá menor rigor para Sodoma do que para voc ê".
"Naquela ocasi ã o Jesus disse : "Eu te louvo , Pai , Senhor dos c éus e da terra ,

porque escondeste estas coisas dos s ábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos .
26
Sim , Pai, pois assim foi do teu agrado .
“ 'Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser
o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.
2S
" Venham a mim, todos os que est ã o cansados e Sobrecarregados, e eu lhes
darei descanso. “ Tomem sobre voc ês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou
manso e humilde de cora çã o, e voc ê s encontrar ão descanso para as suas almas [Jr
6.16 ]. “ Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" .
aMt 11.23 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte ow profundezas.

Seçã o 59 * Os pés de Jesus são ungidos por uma mulher pecadora, mas arrependida
( v. seção 141 — unção com perfume)
— Caliléia, na casa do fariseu Simão —

Lucas 7.36 - 50
'Convidado por um dos 'fariseus para jantar, Jesus foi à casa dele e reclinou- se à

mesa. Ao saber que Jesus estava comendo na casa do fariseu, certa 'mulher daquela

cidade, uma pecadora' , trouxe um frasco de alabastro com perfume, 38 e se colocou

p(
Mt 11.20) Observamos aqui mais um ponto de partida no ministério de Cristo: o anúncio do
castigo àqueles que se negarem a se arrepender como resposta tanto a |oão Batista quanto ao
próprio jesus. A linguagem do Senhor se torna mais severa nesse ponto. Com relação aos outros
pontos de partida, v. Mateus 4.17, seção 37 e Mateus 16.21, seção 83 .
s ( Mt 11.28 ) O fardo pesado provavelmente era aquele imposto pelos mestres da lei e fariseus
nas suas tradições elaboradas por homens (Mt 23.4, seção 137a) .
r(
Lc 7.36) A ruptura entre jesus e os fariseus já se mostrava bem avançada a essa altura, mas não estava
completa. Simão parece ter sido um que ainda não tinha decidido de que lado ficar. Ele acreditava que
Jesus era um profeta (7.39), mas o seu amor por ele era fraco em comparação à mulher pecadora.
'(Lc 7.37) Essa mulher nã o deve ser confundida com Maria de Bet â nia, que mais tarde também
ungiu os pé s de Jesus (v. seções 118a, 141).
54 0 MINISTÉRIO DE CfilSTO NA GAUL ÉIA St ç , 59 , 60

Lucas 7.36- 50
de Jesus, a seus pés . Chorando, começ ou a molhar - lhe os pé s com suas lágri
atr á s ¬

mas . Depois os enxugou com seus cabelos, beijou - os e os ungiu com o perfume.
39
Ao ver isso, o fariseu que o havia convidado disse a si mesmo: "Se este homem fosse
profeta, saberia quem nele está tocando e que tipo de mulher ela é: uma pecadora1 ".
40
Ent ão lhe disse Jesus: "Simã o , tenho algo a lhe dizer".
"Dize, Mestre", disse ele.
4l
"Dois homens deviam a certo credor . Um lhe devia quinhentos denários4 e o
outro, cinquenta. 42Nenhum dos dois tinha com que lhe pagar, por isso perdoou a
dívida a ambos. Qual deles o amar á mais ?"
43
Sim ã o respondeu: "Suponho que aquele a quem foi perdoada a dívida maior".
"Voc ê julgou bem", disse Jesus .
44
Em seguida, virou- se para a mulher e disse a Simão : " V ê esta mulher ? Entrei em
sua casa, mas voc ê nã o me deu água para lavar os pés,- ela, por ém, molhou os meus
pé s com suas lágrimas e os enxugou com seus cabelos. 45 Voc ê não me saudou com
um beijo , mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus p é s .
46
Voc ê nã o ungiu a minha cabeç a com óleo, mas ela derramou perfume nos meus
pé s . 47Portanto, eu lhe digo, os muitos pecados dela lhe foram perdoados,- pois ela
amou muito. Mas aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama".
48
Então Jesus disse a ela: "Seus pecados est ão perdoados".
49
Os outros convidados começaram a perguntar: "Quem é este que até perdoa pecados?"
50
Jesus disse à mulher: "Sua f é a salvou,- vá em paz".
I" x 7.41 O denário era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal.

PRIMEIRA REJEI ÇÃ O PÚBLICA POR PARTE DOS L ÍDERES JUDEUS

Seçã o 60 • Uma jornada com os Doze e outros seguidores


— Galiléia —
Lucas 8.1 - 3
'Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas
novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele , 2 e também algumas 'mulheres
que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenç as : Maria , chamada Madale ¬

na, de quem haviam saído sete demónios,- !Joana, mulher de Cuza, administrador da
casa de Herodes,- Susana e muitas outras . Essas mulheres ajudavam a sustent á - los
com os seus bens.

'(Lc 8.2) Não era incomum no primeiro século mulheres judias contribuírem com altas somas de
dinheiro para o sustento de rabinos. No caso dessas mulheres em questão, o incentivo adicional
para que elas contribuíssem, no entanto, foi a cura espiritual e física que receberam de Jesus. Essa
jornada, que incluiu algumas mulheres e os Doze, é mencionada somente por Lucas, que dá
destaque especial à s mulheres no seu evangelho.
SE ç . 61 0 MINIST ÉRIO DE CflISTO NA GALIL ÉIA 55

Seçã o 61 • A acusa çã o blasfema por parte dos mestres da lei e dos fariseus
( v. seção 54h — reconhecimento pelos frutos)
( v. seções 68 , 106 — expulsã o de demónios, declara ções blasfemas )
( v. seções 91, 106 — expulsar dem ónios, ser a favor ou contra )
( v. seçã o 108 a — declara ções blasfemas)
— Galíléia —
Mateus 12.22- 37 Marcos 3.20 - 30
20
Ent ão Jesus entrou numa casa, e no ¬

22
Depois disso, levaram - lhe um ende vamente reuniu- se ali uma multidão, de
¬

moninhado que era cego e mudo, e Je modo que ele e os seus discípulos n ã o
¬

sus o curou, de modo que ele pô de falar conseguiam nem comer. 21 Quando seus
e ver. 23 Todo o povo ficou at ónito e dis familiares ouviram falar disso , saíram para
¬

se : "uNão ser á este o Filho de Davi ?" traz ê - lo à for ç a, pois diziam.- "Ele está fora
24
Mas quando os fariseus ouviram isso, de si".
disseram : "E somente por Belzebu, o pr ín ¬

cipe dos dem ó nios, que ele expulsa de ¬

m ónios” .
25
Jesus, conhecendo os seus pensamen ¬

tos, disse-lhes: 'Todo reino dividido contra 22


E os mestres da lei que haviam desci ¬

si mesmo ser á arruinado, e toda cidade ou do de Jerusal ém diziam : "Ele est á com
casa dividida contra si mesma não subsisti Belzebu! Pelo príncipe dos dem ónios é
¬

rá. 2oSe Satanás expulsa Satanás, está divi que ele expulsa demónios".
¬

dido contra si mesmo. Como, então, sub ¬


23
Então Jesus os chamou e lhes falou por
sistir á seu reino? E se eu expulso demó
2/
par ábolas: "Como pode Sataná s expulsar
¬

nios por Belzebu, por quem os expulsam os Satanás? 24Se um reino estiver dividido con ¬

filhos' de vocês? Por isso, eles mesmos se tra si mesmo, não poder á subsistir. 25Se uma
1
¬

rão juízes sobre vocês. 2SMas se é pelo Espí casa estiver dividida contra si mesma, tam
¬ ¬

rito de Deus que eu expulso demónios, en bém não poderá subsistir. 26E se Satanás se
¬

tão chegou a voc ês o 'Reino de Deus. opuser a si mesmo e estiver dividido, não
29
"Ou, como algu ém pode entrar na poder á subsistir,- chegou o seu fim .
casa do homem forte e levar dali seus
bens, sem antes amarr á -lo? Só ent ão po ¬

derá roubar a casa dele. 2


rDe
30
"Aquele que n ã o est á comigo , est á fato , ninguém pode entrar na casa do ho ¬

contra mim,- e aquele que comigo n ã o mem forte e levar dali os seus bens, sem
,
ajunta, espalha. 3 Por esse motivo eu lhes que antes o amarre. S ó ent ã o poder á rou ¬

digo .- Todo pecado e blasf êmia ser ã o bar a casa dele . 28Eu lhes asseguro que to ¬

perdoados aos homens, mas a blasf ê dos os pecados e blasf êmias dos homens
¬

mia contra o Espírito não ser á perdoa lhes ser ã o perdoados , 29mas quem blas
¬ ¬

da. Todo aquele que disser uma pala femar contra o Espírito Santo nunca ter á
32 ¬

vra contra o Filho do homem ser á per - perdã o : é culpado de " pecado eterno" .

“ (Mt 12.23 ) Essa pergunta forçou o primeiro confronto público na divisão crescente entre Jesus
e as autoridades judias. Filho de Davi era um tí tulo muito usado para o Messias. Assim, os
representantes antagonistas da liderança dos judeus em jerusal ém (Mc 3.22 ) foram for ç ados a se
colocar fortemente contra essa identificação de Jesus. O confronto foi t ão intenso que os famili ¬

ares de Jesus duvidaram da sua sanidade (Mc 3.21). Esse encontro foi um dos pontos críticos do
ministério de Jesus.
'(Mt 12.28) A chegada do Reino de Deus coincidiu com a chegada do Rei . Mas a reação
desfavorável de Israel retardou o completo cumprimento de todas as profecias do AT sobre ele. Sem
dú vida, Jesus também falou acerca de um Reino futuro, quando todas as expectativas seriam
satisfeitas (v. Mt 25.31, seção 139g).
56 0 M I N I S T É RIO DE CRISTO NA G á UL Éíà SFC G 1 , 6 2
,

Mateus 12.22 - 37 Marcos 3.20-30


doado , mas quem falar contra o Esp írito “ Jesus falou isso porque eles estavam di -
Santo "n ã o será perdoado, nem nesta era zendo: "Ele está com um espírito imundo" ,

nem na que h á de vir.


33 "
Considerem .- Uma á rvore boa d á
fruto bom , e uma á rvore ruim d á fruto
ruim , pois uma á rvore é conhecida por
seu fruto . 34 Ra ç a de v íboras , como po ¬

dem voc ê s , que s ã o maus , dizer coisas


boas ? Pois a boca fala do que está cheio
o coraçã o . 350 homem bom do seu bom
tesouro tira coisas boas , e o homem mau
do seu mau tesouro tira coisas m ás . 3 oMas
eu lhes digo que , no dia do ju ízo , os ho ¬

mens haverã o de dar conta de toda pa ¬

,
lavra in ú til que tiverem falado . 3 Pois por
suas palavras você s serã o absolvidos , e
por suas palavras serã o condenados".
Tvlt 12.27 Ou discípulos
'

Se çã o 62 • 0 pedido por um sinal é negado


( v . seções 80 , 106
— Gatiléia —
— pedido por um sinal )

Mateus 12.38-45
Ent ã o alguns dos fariseus e mestres da lei lhe disseram : "Mestre , queremos ver
3!
l

um sinal miraculoso feito por ti".


wEle respondeu : " Uma gera ção perversa e adultera pede um sinal miraculoso! Mas
nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas . 40Pois assim corno Jonas
esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe [In 1.17], assim o Filho do
homem ficará três dias e três noites no cora ção da terra . 4 ' 0s homens de N ínive se
levantarã o no ju ízo com esta geraçã o e a condenarã o,- pois eles se arrependeram com
a prega çã o de Jonas , e agora está aqui o que é maior do que Jonas . 42 A rainha do Sul
se levantar á no ju ízo com esta geração e a condenar á , pois ela veio dos confins da
terra para ouvir a sabedoria de Salom ã o , e agora est á aqui o que é maior do que
Salom ã o .
43"
Quando um esp írito imundo3 sai de um homem , passa por lugares á ridos procuran ¬

do descanso. Como n ão o encontra , 44diz.- 'Voltarei para a casa de onde sa í. Chegando,


encontra a casa desocupada , varrida e em ordem . 45Então vai e traz consigo outros sete
esp íritos piores do que ele , e , entrando , passam a viver ali . E o estado final daquele
homem torna -se * pior do que o primeiro . Assim acontecerá a esta geração perversa".
Mi 12.43 Ou maligno

wO pecado imperdoá vel ( Mt 12.32 ) ou eterno ( Mc 3.29 ) teve uma rela ção especial com as
circunstâ ncias daquele dia . Os l íderes de Israel demonstraram publicamente a sua rejei ção inten ¬

cional e definitiva do testemunho claro do Esp í rito Santo acerca do Messias encarnado . Essas
circunstâ ncias definitivas n ã o sã o encontradas em outras situações.
x(
Mt 12.45 ) Em virtude da rejei ção ( seção 61 ) , aquela geraçã o de Israel tinha se tornado pior do
que N í nive, pior que a rainha de Sabá e ainda pior do que a sua pró pria condi ção anterior . A
rejei ção p ú blica por parte da lideran ça, ao cometer o pecado imperdoá vel , destruiu qualquer
esperan ça que aquela geração pudesse ter de receber as bê n çãos do Reino.
SEC . 63 , 64 a 0 MINIST ÉRIO DE CRISTO NA GAULEIA 57

Seção 63 » O anúncio do novo parentesco espiritual


— Galiléia —
Mateus 12.46 - 50 Marcos 3.31 - 35 Lucas 8.19- 21
46
Falava ainda Jesus a mul ¬

'Então chegaram a - mãe e


3 l9
A ym ãe e os irmãos de
tidão quando sua ymãe e seus os irmã os de Jesus . Ficando Jesus foram vê -lo, mas não
irmã os chegaram do lado do lado de fora, mandaram conseguiam aproximar - se
de fora, querendo falar comalguém cham á - lo . ’-Havia dele, por causa da multidão.
muita gente assentada ao seu 3nAlgué m lhe disse : Tua
ele. 47Alguém lhe disse: "Tua
mãe e teus irmãos estão lá redor,- e lhe disseram: 'Tua mãe mãe e teus irmãos est ã o lá
fora e querem falar conti e teus irmãos estão lá fora e te fora, e querem ver - te".
¬

go''"- procuram". 2
Ele lhe respondeu: "Mi ¬

48
" Quem é minha m ã e, 33
"Quem é minha mãe, e nha mãe e meus irmãos s ão
e quem s ão meus irmãos ?” , quem s ão meus irmãos?", per ¬
aqueles que ouvem a pala ¬

perguntou ele. 49E, esten guntou ele.


¬
vra de Deus e a praticam".
dendo a mão para os dis 34
¬ Ent ão olhou para os que
cípulos , disse : "Aqui est ã o estavam assentados ao seu
minha m ã e e meus irmã os! redor e disse: "Aqui estão mi ¬

50
Pois quem faz a vontade nha m ã e e meus irm ã os !
de meu Pai que est á nos céus, 15Quem faz a vontade de
este é meu irmão, minha ir Deus, este é meu irmão, mi
¬ ¬

mã e minha mãe". nha irmã e minha mãe".


5
Mt 12.47 Alguns manuscritos não trazem o versículo 47.

OS SEGREDOS ACERCA DO REINO S ÃO DADOS POR MEIO DE PAR ÁBOLAS

— 4s multidões à beira-mar
Seção 64 a • 0 cenário das par ábolas
Mateus 13.1 - 3 a Marcos 4.1, 2 Lucas 8.4
'Naquele mesmo zdia ' Novamente Jesus come ¬

Jesus saiu de casa e assen ¬


ç ou a ensinar à beira - mar.
tou - se à beira - mar. 2 Reu - Reuniu- se ao seu redor uma
niu - se ao seu redor uma multidão tão grande que ele 4
Reunindo - se uma gran ¬

multidão t ão grande que, teve que entrar num barco e de multidão e vindo a Je ¬

por isso, ele entrou num assentar - se nele. O barco es sus gente de v árias cida
¬ ¬

barco e assentou- se. Ao po¬ tava no mar, enquanto todo des, ele contou esta par á ¬

vo reunido na praia Jesus o povo ficava na beira da bola :


falou muitas coisas por pa ¬
’ praia. Tie lhes ensinava mui ¬

r ábolas, dizendo: tas coisas por parábolas, di ¬

zendo em seu ensino:

> (Mt 12.46; Mc 3.31; Lc 8.19) Embora tenha sido muito sincera na tentativa de ajudar a Jesus, sua família
veio com a suspeita de que ele tivesse perdido a sanidade. Maria já tinha evidenciado impaciência (Jo 2.3,
seção 29), e os seus irmãos estavam muito críticos acerca dele (Jo 7.3-5, seção 94). Eles queriam que ele
abrisse mão dessa trajetória de oposição aos líderes religiosos. Conhecendo a motivação dos seus familiares,
Jesus aproveitou a oportunidade para declarar a primazia dos relacionamentos espirituais acima dos físicos.
Uma lição bastante apropriada logo depois de o seu próprio povo se afastar dele por meio da acusação
de que ele tivesse uma aliança com Sataná s.
2
(Mt 13.1 ) Essas parábolas foram contadas mais tarde no mesmo dia dos acontecimentos marcantes das seções
61— 63. Mostram uma nova fase do ensino do Senhor. Como ferramenta de ensino, as parábolas permitiam a
Jesus que continuasse instruindo os seus discípulos sem dar aos inimigos oportunidades desnecessárias para
apanhá-lo em suas palavras (Mt 13.13 e paralelos na seção 64b). Também lhe proporcionavam um meio de
revelar características do Reino não descritas anteriormente (Mt 13.11,17; Mc 4.11; Lc 8.10). Essas características
retratavam uma nova dimensão do reino à luz dos confrontos que haviam ocorrido antes naquele dia (seção 61).
As parábolas não anulam os ensinos anteriores acerca do Reino de Cristo, mas são acréscimos a eles.
58 0 MINISTÉRIO DE Cfi í STO NA GALII ÉIA SE ç , 64 b

Seção 64b • A par ábola do semeador


( v. seções 54c , 106 — acender uma candeia )
(v. seção 54 g — que medida usar )
( v. seçõ es 54 g, 108 b — ansiedades da vida )
( v. seçã o 130b — coraçõ es endurecidos e olhos fechados)
Mateus 13.3b - 23 Marcos 4.3 - 25 Lucas 8.5 -18
"O semeador saiu a seme ¬
3
"Ouç am! O semeador saiu “O semeador saiu a seme ¬

ar. 4Enquanto lan ç ava a a semear. 4Enquanto lanç a ¬ ar. Enquanto lanç ava a se ¬

semente, parte dela caiu à va a semente, parte dela caiu mente , parte dela caiu à
beira do caminho , e as aves à beira do caminho , e as aves beira do caminho,- foi pisa ¬

vieram e a comeram. Tar ¬


vieram e a comeram. Tarte da , e as aves do c éu a co ¬

te dela caiu em terreno dela caiu em terreno pedre ¬


meram. Tarte dela caiu so ¬

pedregoso , onde n ã o ha ¬
goso, onde não havia muita bre pedras e, quando ger ¬

via muita terra,- e logo bro ¬


terra,- e logo brotou, porque minou, as plantas secaram,
tou, porque a terra não era a terra n ão era profunda. porque não havia umidade.
profunda . 6Mas quando 6
Mas quando saiu o sol, as
saiu o sol, as plantas se quei
¬ plantas se queimaram e se ¬

maram e secaram, porque caram, porque não tinham


não tinham raiz. 'Outra par ¬
raiz. 7Outra parte caiu entre Outra parte caiu entre es
7 ¬

te caiu entre espinhos, que espinhos, que cresceram e pinhos , que cresceram com
cresceram e sufocaram as sufocaram as plantas, de for ela e sufocaram as plantas.
¬

plantas . ma que ela não deu fruto . sOutra ainda caiu em boa
8
Outra ainda caiu em boa terra . Cresceu e deu boa
8
Outra ainda caiu terra, germinou, cresceu e colheita, a cem por um".
em boa terra, deu boa co deu boa colheita, a trinta,
¬
Tendo dito isso, excla ¬

lheita, a cem, sessenta e trin sessenta e até cem por um". mou: "Aquele que tem ou
¬ ¬

ta por um . 9 Aquele que tem 9


E acrescentou: "Aquele vidos para ouvir, ouç a!"
ouvidos para ouvir, ouça!" que tem ouvidos para ou ¬

vir, ouç a!"


l0
Os discípulos aproxi ¬
10
Quando ele ficou sozi ¬

maram - se dele e pergun nho, os Doze e os outros que


¬

taram : "Por que falas ao estavam ao seu redor lhe fi ¬

povo por par ábolas ?" zeram perguntas acerca das


" Ele respondeu : "A voc ês par ábolas. "Ele lhes disse: “ A
foi dado o conhecimento vocês foi dado o mistério do 9
Seus discípulos pergunta ¬

dos mistérios do Reino dos Reino de Deus, mas aos que ram - lhe o que significava
c éus, mas a eles nã o . I 2 A est ão fora tudo é dito por aquela parábola. RIEle disse:
quem tem será dado, e este par ábolas, "A vocês foi dado o conheci ¬

terá em grande quantidade. mento dos mistérios do Rei ¬

De quem não tem, até o que no de Deus, mas aos outros


tem lhe ser á tirado. ' Tor falo por parábolas, para que
essa raz ão eu lhes falo por
par ábolas :
'Porque vendo , eles 12
aa fim de que,
não v êem ainda que vejam,
e , ouvindo, n ã o ouvem nã o percebam,- Vendo, não vejam,-
nem entendem . 11
ainda que ouç am, e ouvindo, n ã o enten -
n ã o entendam,- dam' c [ Is 6.9 ],

‘(Mc 4.12 ) A conclus ão de que o desejo de Jesus de esconder a verdade das pessoas de fora foi
causada pelos eventos anteriores daquele dia é muito tentadora. Quem mais ele poderia ter em
mente sen ã o aqueles que, algumas horas antes, tinham se negado a reconhecer as suas óbvias
credenciais divinas ( v. seção 61 ) ?
SE ç . 64 b 0 MINIST é RIO DE CRISTO MA GALIL é IA 59

Mateus 13.3b -23 Marcos 4.3- 25 Lucas 8.5-18


"Neles se cumpre a pro ¬ de outro modo,
fecia de Isa ías : poderiam converter - se
' Ainda que estejam e ser perdoados!'*" [ Is
sempre ouvindo , 6.9 , 10 ] ,

vocês nunca entender ã o ,-


ainda que estejam sem ¬

pre vendo ,
jamais perceber ã o .
Pois o coração deste povo
15

se tornou insens ível ,-


de m á vontade
ouviram com os seus
ouvidos ,
e fecharam os seus olhos.
Se assim n ã o fosse ,
poderiam ver com os olhos,
ouvir com os ouvidos ,
entender com o coraçã o
e converter - se ,
e eu os curaria *[ Is 6.9, 10]
,

’ “ Mas, felizes são os olhos


de vocês, porque vêem ,- e os
ouvidos de vocês , porque
ouvem . "Pois eu lhes digo a
verdade . Muitos profetas e
justos desejaram ver o que
vocês estão vendo , mas n ão
viram , e ouvir o que vocês
estã o ouvindo , mas n ão ou ¬

viram .
l 8"
Portanto, ouçam o que l3
Então Jesus lhes pergun ¬

significa a pará bola do se ¬ tou : "Vocês n ã o entendem


meador: “ Quando algué m esta parábola ? Como , então , ""Este é o significado da
ouve a mensagem do Rei ¬ compreenderão todas as ou pará bola : A semente é a pa
¬ ¬

no e n ã o a entende , o Ma ¬ tras? l 40 semeador semeia a lavra de Deus. nAs que ca í ¬

ligno vem e lhe arranca o palavra . “ Algumas pessoas ram à beira do caminho sã o
que foi semeado em seu são como a semente à beira os que ouvem , e ent ã o vem
coraçã o . Este é o que foi do caminho , onde a palavra o Diabo e tira a palavra do
semeado à beira do cami ¬ é semeada . Logo que a ou seu cora çã o , para que n ã o
¬

nho . “ Quanto ao que foi vem , Satan á s vem e retira a creiam e n ã o sejam salvos .
semeado em terreno pe ¬ palavra nelas semeada . “ Ou ¬ “ As que ca í ram sobre as
dregoso , este é aquele que tras , como a semente lança pedras sã o os que recebem
¬

ouve a palavra e logo a re ¬ da em terreno pedregoso a palavra com alegria quan


,
¬

cebe com alegria . - ' Toda ¬


ouvem a palavra e logo a re do a ouvem , mas n ã o tê m
¬

via , visto que n ão tem raiz cebem com alegria . ‘Toda raiz . Crêem durante algum
¬

em si mesmo , permanece via , visto que n ã o tê m raiz tempo , mas desistem na


pouco tempo. Quando sur ¬ em si mesmas , permanecem hora da provação. 4 As que
,
ge alguma tribula çã o ou por pouco tempo . Quando ca íram entre espinhos sã o
persegui çã o por causa da surge alguma tribulaçã o ou os que ouvem , mas , ao se ¬
palavra , logo a abandona . perseguiçã o por causa da pa ¬ guirem seu caminho , s ã o
“ Quanto ao que foi semea ¬ lavra , logo a abandonam . sufocados pelas preocupa ¬
do entre os espinhos, este “ Outras ainda, como a se ¬ ções, pelas riquezas e pelos
é aquele que ouve a pala - mente lan ç ada entre espi - prazeres desta vida , e n ã o
60 O MINIST é RIO GE; CRISTO NA GAL í L é IA SFC 64 b
,
— 64 d

Mateus 13.3 b - 23 Marcos 4.3 -25 Lucas 8.5 - 18


vra , mas a preocupa çã o nhos, ouvem a palavra,- l 9mas, amadurecem . l 5Mas as que
desta vida e o engano das quando chegam as preocu ca íram em boa terra são os
¬

riquezas a sufocam , tor ¬ pa ções desta vida , o enga que , com cora çã o bom e
¬

nando - a infrut ífera . “ E , fi ¬ no das riquezas e os anseios generoso , ouvem a palavra ,


nalmente , o que foi seme ¬ por outras coisas sufocam a a retê m e d ã o fruto , com
ado em boa terra : este é palavra , tornando - a infrut í perseveran ç a .
¬

aquele que ouve a palavra fera . “ Outras pessoas s ã o


e a entende, e d á uma co ¬
como a semente lançada em
lheita de cem , sessenta e boa tema : ouvem a palavra ,
trinta por um" . aceitam - na e d ã o uma co ¬
lheita de trinta , sessenta e até
cem por um".
“ Ele lhes disse : "Quem
traz uma candeia para ser
colocada debaixo de uma l 6"
Ningu é m acende uma
vasilha ou de uma cama? Aca ¬
candeia e a esconde num
so n ã o a coloca num lugar jarro ou a coloca debaixo
apropriado? “ Porque não h á de uma cama . Ao contr á ¬

nada oculto, sen ão para ser rio , coloca - a num lugar apro ¬

revelado, e nada escondido, priado , de modo que os que


sen ão para ser trazido à luz . entram possam ver a luz .
2,
Se algu é m tem ouvidos “ Porque n ã o h á nada ocul ¬

para ouvir, ouça! to que n ã o venha a ser re ¬


“ "Considerem atentamen ¬ velado , e nada escondido
te o que vocês estão ouvin ¬ que n ão venha a ser conhe ¬
do", continuou ele. "Com a cido e trazido à luz . lsPor-
medida com que medirem , tanto , considerem atenta ¬

vocês serão medidos,- e ain ¬


mente como voc ê s est ã o
da mais lhes acrescentarã o. ouvindo . A quem tiver, mais
“ A quem tiver, mais lhe será lhe será dado,- de quem n ão
dado,- de quem n ão tiver, até tiver, até o que pensa que
o que tem lhe será tirado". tem lhe será tirado" .
'Mt 13.1 .3 Alguns manuscristos trazem Para que vendo\ eles não vejam e ornando, nãoouçam nem entendam. 'Mt 13.15,
Mc 4.12 Is 6.9 , 10 ‘Lc 8.10 Is 6.9

Seçã o 64c * A bpará bola da semente


Marcos 4.26 - 29
“ Ele prosseguiu dizendo: Reino de Deus é semelhante a um homem que lan ça
"O
a semente sobre a terra . “ Noite e dia , estando ele dormindo ou acordado , a semen ¬

te germina e cresce , embora ele n ã o saiba como . 3SA terra por si pró pria produz o
grã o : primeiro o talo, depois a espiga e , entã o , o grão cheio na espiga . “ Logo que
o gr ã o fica maduro , o homem lhe passa a foice , porque chegou a colheita".

Seçã o 64d * A pará bola do joio


Mateus 13.24 - 30
“ Jesus lhes contou outra pará bola , dizendo : "O Reino dos cé us é como um ho ¬

mem que semeou boa semente em seu campo . “ Mas enquanto todos dormiam ,
l,
As primeiras quatro par á bolas (seções 64 b— 64e ) são tiradas do â mbito da agricultura . Essa
pará bola t í pica de Marcos parece estar adequadamente colocada antes da pará bola do joio (seção
64d ) e n ã o depois dela , visto que descreve a atividade da Palavra em casos em que cai em "solo
bom ". O joio ilustra o contr á rio ( v. seçã o 64g) .
SE ç . 64 d — 6 4f 0 MINIST é KIO DE CRISTO NA GAUL é IA 61

Mateus 13.24- 30
veio o seu inimigo e semeou o joio" no meio do trigo e se foi . “ Quando o trigo
brotou e formou espigas, o joio també m apareceu .
37"
Os servos do dono do campo dirigiram - se a ele e disseram : 'O senhor n ã o
semeou boa semente em seu campo ? Entã o, de onde veio o joio ?
2811 '
Um inimigo fez isso’ , respondeu ele .
"Os servos lhe perguntaram : 'O senhor quer que o tiremos ? '
M"
Ele respondeu : ' N ã o , porque , ao tirar o joio , vocês poder ã o arrancar com ele o
trigo. “ Deixem que cresçam juntos até a colheita . Ent ã o direi aos encarregados da
colheita : Juntem primeiro o joio e amarrem - no em feixes para ser queimado,- depois
juntem o trigo e guardem - no no meu celeiro' '' .
°Mt 13.25 Grego: cizânia, erva daninha parecida com o trigo,- també m no restante do cap ítulo .

Se çã o 64 e • A pará bola do grã o de mostarda


( v. seçã o 110 — o grã o de mostarda )
Mateus 13.31 , 32 Marcos 4.30 - 32
“ E contou - lhes outra pará bola: "O Rei ¬

“ Novamente ele disse. Com que compa ¬

no dos céus é como um grão de mostarda raremos o Reino de Deus? Que pará bola usa ¬

que um homem plantou em seu campo . remos para descrevê - lo' ’ É como um grã o
“ Embora seja a ‘menor dentre todas as de mostarda , que é a ‘menor semente que se
sementes , quando cresce torna - se a maior planta na terra . “ No entanto uma vez planta ¬

das hortali ç as e se transforma numa á r ¬ do, cresce e se toma a maior de todas as hor ¬

vore , de modo que as aves do cé u vê m taliças, com ramos tã o grandes que as aves
fazer os seus ninhos em seus ramos" [ SI do céu podem abrigar - se à sua sombra" [SI
104.12 ,- Ez 17.23; 31.6,- Dn 4.12] ,
104.12, Ez 17.23, 31.6. Dn 4.12 ] ,

Seçã o 64f • A pará bola do pã o fermentado


( v . se çã o 110 —
fermento )
Mateus 13.33- 35 Marcos 4.33, 34
“ E contou - lhes ainda outra par á bola :
"O Reino dos c é us é como o fermento
que uma mulher tomou e misturou com
uma grande quantidade" de farinha , e
toda a massa ficou fermentada".
“ Jesus falou todas estas coisas à mul “ Com muitas ^ par á bolas semelhantes
¬

tid ã o por dpará bolas . Nada lhes dizia sem Jesus lhes anunciava a palavra , tanto quan ¬

usar alguma par á bola , “ cumprindo -se , to podiam receber . “ N ã o lhes dizia nada
assim , o que fora dito pelo profeta : sem usar alguma par á bola . Quando , po ¬

"Abrirei minha boca em pará bolas , ré m , estava a sós com os seus discípulos ,
proclamarei coisas ocultas explicava - lhes tudo .
desde a cria çã o do mundo"* [SI 78.2 ] ,

’Mt 13.33 Grego.- 3 satos. O sato era uma medida de capacidade para secos. As estimativas variam entre 7
e 13 litros. *35 SI 78.2
c(
Mt 13.32 ; Mc 4.31 ) É errado interpretar isso como uma afirma çã o de um fato cient ífico
absoluto e assim imputar um erro a Jesus ou aos autores dos evangelhos. Para ilustrar mais um
aspecto do Reino, Jesus estava simplesmente lan çando m ã o de uma caracter ística geralmente
reconhecida da agricultura palestina daqueles dias. O fato de sementes menores do que o grão de
mostarda serem conhecidas em outros tempos ou lugares n ã o é obst á culo para a infalibilidade
b í blica . Nas circunst â ncias em que foi usada, a afirmação de Jesus foi absolutamente correta .
d(
Mt 13.34; Mc 4.33 ) O uso amplo desse artif ício pedagógico por parte de Jesus sugere que

outras par á bolas n ão registradas nessa série das seções 64a 64 k também tenham sido contadas
nesse dia tã o significativo.
62 0 MINIST É RIO DE CfiiSTO NA GALIL É IA SE ç. 64 g — 64 j

— Aos discípulos na casa —


Seção 64 g * A explicação da par ábola do joio
Mateus 13.36 - 43
3
SEnt ão ele deixou a multidã o e foi para casa. Seus discípulos aproximaram - se
dele e pediram.- "eExplica - nos a parábola do joio no campo".
37
Ele respondeu: "Aquele que semeou a boa semente é o Filho do homem. 3 íiO
campo é o mundo, e a boa semente são os filhos do Reino . O joio s ão os filhos do
Maligno, 39e o inimigo que o semeia é o Diabo. A colheita é o fim desta era, e os
encarregados da colheita são anjos .
40
"Assim como o joio é colhido e queimado no fogo , assim também acontecer á
no fim desta era. 410 Filho do homem enviar á os seus anjos , e eles tirar ão do seu
Reino tudo o que faz tropeç ar e todos os que praticam o mal. 43Eles os lanç ar ão na
fornalha ardente, onde haver á choro e ranger de dentes. 45Ent ão os justos brilhar ão
como o sol [Dn 12.3 ] no Reino de seu Pai . Aquele que tem ouvidos, ouç a.

Seçã o 64h • A parábola do tesouro escondido


Mateus 13.44
"0 Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem,
44

tendo - o encontrado, escondeu - o de novo e, ent ão, cheio de alegria, foi, vendeu
tudo o que tinha e comprou aquele campo.

Seção 64i * A parábola da p érola de grande valor


Mateus 13.45,46
45
"0 Reino dos c éus também é como um negociante que procura pérolas precio ¬

sas . Encontrando uma p érola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a

comprou.

Seçã o 64 j • fA par ábola da rede


Mateus 13.47 -50
47
"0 Reino dos c éus é ainda como uma rede que é lanç ada ao mar e apanha toda
sorte de peixes . Quando está cheia, os pescadores a puxam para a praia. Ent ão se

assentam e juntam os peixes bons em cestos, mas jogam fora os ruins . Assim
acontecer á no fim desta era. Os anjos vir ão, separar ão os perversos dos justos 50 e

lanç ar ão aqueles na fornalha ardente, onde haver á choro e ranger de dentes".

e(
Mt 13.36) Uma raz ão da pergunta dos discípulos sobre essa parábola específica estava na
incapacidade de conciliar a longa demora para o amadurecimento do trigo e do joio com ensinos
anteriores de Jo ão (Mt 3.2, seção 21; Mt 3.10-12, seções 22, 23 ) e de Jesus (Mt 4.17, seção 37)
acerca do julgamento iminente e do Reino que está por vir. A conciliação desses ensinamentos
aparentemente contraditórios provavelmente está relacionada à nova natureza da discussão de Jesus
sobre o Reino a qual começ ara anteriormente naquele dia (v. nota para Mateus 13.1, seção 64a).
'Embora muito semelhante à par ábola do joio (Mt 13.24-30, seção 64d) e à sua explicação (Mt
13.36-43, seção 64g), essa par á bola focaliza o final dos tempos, ao passo que a do joio d á mais
detalhes acerca do período anterior ao fim.
SEC , 64 k , 65 0 MINISTÉ RIO DE CRISTO NA GAULÉIA 63

Seçã o 64 k • A par ábola do dono de uma casa


Mateus 13.51 - 53
5
lEntã o perguntou Jesus : "Voc ê s entenderam todas essas coisas ? '
"Sim", responderam eles.
“Ele lhes disse: "Por isso, todo mestre da lei instruído quanto ao Reino dos céus é
como o dono de uma casa que gtira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas".
“ Tendo terminado de contar essas parábolas, Jesus saiu dali .
OPOSI ÇÃ O INCESSANTE

Seçã o 65 * Atravessando o mar e acalmando a tempestade


— A beira do mar da Galiléia
Mateus 8.18, 23 - 27 Marcos 4.35 - 41 Lucas 8.22 - 25
l8
Quando Jesus viu a mul ¬

“Naquele dia, ao anoitecer, “ Certo dia Jesus disse aos


tidão ao seu redor, deu or ¬
disse ele aos seus discípulos: seus discípulos : Vamos para
dens para que atravessassem "Vamos para o outro lado". o outro lado do lago". Eles
para o outro lado do mar. Deixando a multidão, eles o
“levaram entraram num barco e parti ¬

“Entrando ele no barco,


seus discípulos o seguiram.
no barco, assim como
estava . Outros barcos tam ¬
ram . Enquanto navega

vam, ele adormeceu Abateu
.
¬

-
24
De repente , uma violenta bém o acompanhavam. “ Le ¬
se sobre o lago um torre ven ¬

tempestade abateu - se so ¬
vantou-se um forte vendaval, daval, de modo que o barco
bre o mar, de forma que as e as ondas se lançavam sobre estava sendo inundado , e
ondas inundavam o barco. o barco, de forma que este foi eles corriam grande perigo.
Jesus, porém, Mormia. se enchendo de água. “Jesus
estava na popa, dormindo com
Os a cabeça sobre um travesseiro.

discípulos foram acordá - lo, Os discípulos o acordaram e 24
Os discípulos foram acor ¬

clamando: "Senhor, salva - clamaram: "Mestre, não te im ¬


dá - lo , clamando : "Mestre,
nos ! Vamos morrer !" portas que morramos?" Mestre , vamos morrer!"
,9Ele se levantou, repre ¬
Ele se levantou e repreen ¬

2
rj
Ele perguntou: "Por que endeu o vento e disse ao deu o vento e a violência das
voc ê s est ã o com tanto mar: " Aquiete - se! Acalme - águas , tudo se acalmou e fi ¬

medo, homens de pequena se ! " O vento se aquietou e cou tranquilo.


fé?" Ent ão ele se levantou e fez - se completa bonanç a .
repreendeu os ventos e o 40
Ent ã o perguntou aos -- Onde est á

mar, e fez - se completa 'bo seus discípulos: "Por que vo


¬ ¬
a sua té ? perguntou ele aos
nanç a . 27Os homens fica c ês estão com tanto medo?
¬
seus discípulos.
ram perplexos e pergunta Ainda não têm fé?”
¬
Amedrontados e admira ¬

ram: "'Quem é este que até 4


IEIes estavam apavorados dos eles perguntaram uns aos
,

os ventos e o mar lhe obe e perguntavam uns aos outros:


¬
outros: Quem é este que até
decem?" "'Quem é este que até o vento aos ventos e às águas dá or ¬

e o mar lhe obedecem?" dens, e eles lhe obedecem?"


B( Mt 13.52 ) Essa par ábola ressalta a necessidade de entender esse noto ensino por meio de

par ábolas de forma adequada e, com base nessa compreensão , difundi- las com ensinamentos
acerca do Reino anteriormente apresentados.
h(
Mt 8.24 ) N ã o é de admirar que Jesus estivesse dormindo profundamente depois do dia
agitado que tivera ( seções 61 — 64k ).
' (Mt 8.26; Mc 4.39; Lc 8.24 ) Aqui h á um milagre duplo: o vento cessou e o mar se acalmou
imediatamente. Normalmente, a água ficaria agitada por um bom tempo ainda depois de o vento
ter cessado, mas n ão dessa vez.
8.27; Mc 4.41; Lc 8.25 ) Embora fossem privilegiados com informações internas acerca dos
' (Mt
mist é rios do Reino, é evidente que os discípulos ainda precisavam de muito fortalecimento da sua
convic ção a respeito da identidade do rei . Alguns deles tinham começado a aprender cedo ( seção
28), mas o processo era lento.
64 0 CRISTO NA GAUL éIA SEç, 66

Seçã o 66 * Cura dos endemoninhados gerasenos e a oposiçã o resultante


— Cerasa —
Mateus 8.28 - 34 Marcos 5.1 - 20 Lucas 8.26 - 39
-
“ Quando ele chegou ao 'Eles atravessaram o mar ’“Navegaram para a re ¬

outro lado , à regi ã o dos e foram para a regiã o dos gi ã o dos gerasenos 7', que
gadarenos ' , foram ao seu gerasenos 7'. Quando Jesus fica do outro lado do lago,

1

encontro kdois endemoni desembarcou, um khomem frente à Galilé ia . Quan -


nhados , que vinham dos
¬

com um espírito imundo



do Jesus pisou em terra , foi
sepulcros . Eles eram t ã o veioc dos sepulcros ao seu ao encontro dele um En ¬

violentos que ninguém po encontro . Esse homem vi demoninhado daquela


dia passar por aquele ca
¬

¬

via nos sepulcros , e nin
¬

dade . Fazia muito tempo


¬
ci ¬

minho . guém conseguia prendê - lo, que aquele homem n ã o


nem mesmo com corren usava roupas, nem vivia em
¬

tes,- 4pois muitas vezes lhe casa alguma , mas nos se ¬

haviam sido acorrentados pulcros.


p é s e m ã os, mas ele arre ¬

bentara as correntes e que ¬

brara os ferros de seus pés .


Ningué m era suficiente ¬

mente forte para domin á -


lo. - Noite e dia ele andava
gritando e cortando - se com
pedras entre os sepulcros e
nas colinas .
"Quando ele viu Jesus de “ Quando viu Je
’ ¬

’"Ent ão eles grita longe


¬
, correu e prostrou - se sus , gritou , prostrou- se aos
ram : "Que queres conos - diante dele, e gritou em seus pé s e disse em alta voz:
co, Filho de Deus ? Vieste alta voz : "Que queres co "Que queres comigo, Jesus ,
¬

aqui para nos atormentar migo , Jesus, Filho do Deus Filho do Deus Alt í ssimo ?
antes do devido tempo ?" Altíssimo? Rogo - te por Deus Rogo - te que n ã o me ator ¬

que n ã o me atormentes ! " mentes!" ’"Pois Jesus havia


“ Pois Jesus lhe tinha dito : ordenado que o esp írito
"Saia deste homem, espíri imundo saísse daquele ho
¬ ¬

to imundo !" mem. Muitas vezes ele tinha


"Ent ã o Jesus lhe pergun se apoderado dele. Mesmo
¬

tou: "Qual é o seu nome ?" com os pé s e as mãos acor ¬

"Meu nome é Legi ã o " , rentados e entregue aos cui ¬

respondeu ele, "porque so ¬


dados de guardas, quebra ¬

mos muitos." I 0E implora ¬


va as correntes, e era leva ¬

va a Jesus, com insistência , do pelo dem ónio a lugares


que n ã o os mandasse sair solit ários.
daquela regi ã o .
’“Jesus lhe perguntou:
"Qual é o seu nome?"
"Legi ão", respondeu ele;
porque muitos dem ó nios
haviam entrado nele . 31
E

k(
Mt 8.28; Mc 5.2; Lc 8.27) Ao que parece houve dois homens endemoninhados, mas Marcos
e Lucas destacam o que era o líder.
SE ç , 66 0 Mi MIST É RIO DE CRISTO MA G ALIL ÉiA 65

Mateus 8.28 - 34 Marcos 5.1 - 20 Lucas 8.26 - 39


imploravam - lhe que n ã o
os mandasse para o Abis ¬

mo .
5
UA dist â ncia deles
certa
pastando uma gran
“ Uma grande manada
de porcos estava pastando
' - Uma grande manada

de porcos estava pastando


'
estava ¬

numa colina pró xima. l 2Os


'
de manada de porcos. " ' Os
dem ó nios imploravam a demónios imploraram a Je
naquela colina . Os demó
nios imploraram a Jesus que
¬
¬

Jesus: "Se nos expulsas, man ¬ sus : "Manda - nos para os lhes permitisse entrar neles ,
da - nos entrar naquela ma ¬ porcos , para que entremos e Jesus lhes deu permissão .
nada de porcos". neles". l 5Ele lhes deu permis Saindo do homem, os de
s ã o, e os espíritos imundos
¬

“ ¬

” Ele lhes disse : " V ão!"


Eles saíram e entraram nos saíram e entraram nos por
mó nios entraram nos por
cos . e toda a manada ati -
¬
¬

porcos, e toda a manada cos. A manada de cerca de rou- se precipício abaixo em


atirou - se precipício abai ¬ dois mil porcos atirou- se pre direção ao lago e se afogou.
¬

xo , em dire çã o ao mar, e cipício abaixo , em direçã o " " Vendo o que acontece ¬

morreu afogada. 3!Os que ao mar, e nele se afogou. ra, os que cuidavam dos por ¬

cuidavam dos porcos fugi ¬ uOs que cuidavam dos cos fugiram e contaram es ¬

ram, foram à cidade e con ¬ porcos fugiram e contaram ses fatos , na cidade e nos
taram tudo, inclusive o que esses fatos na cidade e nos campos, 15 e o povo foi ver o
acontecera aos endemoni ¬ campos, e o povo foi ver o que que havia acontecido. Quan ¬

nhados . " 4Toda a cidade havia acontecido. l5 Quan - do se aproximaram de Jesus,


saiu ao encontro de Jesus, do se aproximaram de Jesus, viram que o homem de quem
viram ali o homem que fora haviam saído os demónios
possesso da legião de demó estava assentado aos pé s de
¬

nios, assentado , vestido e Jesus, vestido e em perfeito


em perfeito juízo,- e ficaram juízo, e ficaram com medo .
com medo . ' "Os que esta Os que o tinham visto con
vam presentes contaram ao
¬

“taram ao povo como o en ¬

povo o que acontecera ao demoninhado fora curado.


endemoninhado , e falaram ão , todo o povo da re
tamb é m sobre os porcos .
“giEnt
ão dos gerasenos suplicou
¬

e , quando o viram, supli ¬ ' Ent ão o povo começ ou a a Jesus que se retirasse , por ¬

caram - lhe que saí sse do


, suplicar a Jesus que saísse do que estavam dominados
territ ório deles . território deles pelo medo . Ele entrou no
, Quando
8
.

Jesus estava en ¬
barco e regressou.
trando no barco , o homem “ O homem de quem ha ¬

que estivera endemoninha ¬


viam saído os demónios su-
do suplicava - lhe que o dei ¬
plicava - lhe que o deixasse ir
xasse ir com ele. ' JJesus não com ele . mas Jesus o man ¬

o permitiu, mas disse : " V á dou embora, dizendo: """Vol ¬

para casa, para a sua família e te para casa e mconte o quan ¬

manuncie - lhes quanto o Se ¬


to Deus lhe fez". Assim, o
nhor fez por você e como teve homem se foi e anunciou na
miseric órdia de voc ê". 2U En ¬
cidade inteira o quanto Jesus
tão, aquele homem se foi e tinha feito por ele.

'
(Mt 8.30 ; Mc 5.11 ; Lc 8.32 ) A presenç a de porcos nessa regi ã o predominantemente gentí lica
de Dec ápolis n ão surpreende. Contudo, os porcos eram animais impuros para os judeus.
m(
Mc 5.19; Lc 8.39) Ainda que Jesus por diversas razões proibisse outros de falar a respeito de suas
curas, a situação na Peréia meio-gentílica em que esse milagre foi realizado era diferente. Repercussões
políticas de oponentes judeus não existiam aqui. Além disso, não havia outros missionários nessa região.
66 -
0 í'.: ! r\iiSIf : 4 ; 0 IJE CR í STO NA GAL 1 L ÉÍ A SEC . 66 , 67

Marcos 5.1 - 20
começou a anunciar em De-
cá polis o quanto Jesus tinha
feito por ele. Todos ficavam
admirados .
-
flMt 8.28 Alguns manuscritos trazem gergesenos, outros dizem gerascnos. *Mc 5.1 , Lc 8.26 Alguns
- -
manuscritos trazem gadarenos, outros dizem gergesenos, també m em Lc 8.37 .

Seçã o 67 • 0 retorno à Galil é ia , a cura da mulher que tocou a veste de Jesus e


a ressurrei çã o da filha de Jairo
— Galiléia, junto ao lago —

Mateus 9.18- 26 Marcos 5.21 - 43 Lucas 8.40- 56


“ Tendo Jesus voltado de 40
Quando Jesus voltou ,
barco para a outra margem , uma multid ã o o recebeu
uma grande multid ã o se com alegria , pois todos o
reuniu ao seu redor, enquan esperavam . “ Entã o um ho
¬ ¬

to ele estava à beira do mar. mem chamado Jairo, diri ¬

“ Ent ão chegou ali um dos gente da sinagoga , veio e


dirigentes da sinagoga , prostrou- se aos pés de Jesus ,
chamado Jairo . Vendo Je “ implorando - lhe que fosse
¬

sus , prostrou -se aos seus pés à sua casa “ porque sua ú ni
, 8 nFalava ele ainda quan ¬

¬
“ e lhe “ implorou insisten ca filha , de cerca de doze
¬

do um dos dirigentes da si ¬ temente : "Minha filhinha anos , estava à morte .


nagoga chegou , ajoelhou - est á morrendo! Vem , por
se diante dele e “ disse : "Mi ¬ favor, e impõe as m ã os so ¬

nha filha acaba de morrer. bre ela , para que seja cura ¬

Vem e impõe a tua m ã o so da e que viva" . “ Jesus foi


¬

bre ela, e ela viverá". “ Jesuscom ele .


levantou -se e foi com ele , e Uma grande multidã o o Estando Jesus a caminho,
também os seus discípulos. seguia e o comprimia . 25 E a multidão o comprimia . 43E
“ Nisso uma mulher que estava ali certa mulher que estava ali certa mulher que
havia doze anos vinha so havia doze anos vinha so
¬ ¬
havia doze anos vinha so ¬

frendo de hemorragia , frendo de hemorragia . “ Ela frendo de hemorragia e gas ¬

Ppadecera muito sob o cui ¬ tara tudo o que tinha com


dado de v á rios m é dicos e os m édicos*,- mas pninguém
che gastara tudo o que tinha ,
¬ pudera curá - la .
gou por trás dele e tocou na mas , em vez de melhorar,
borda do seu manto, 21 p is piorava . “ Quando ouviu 44
Ela che
dizia a si mesma: "Se eu tã°o- falar de Jesus , chegou por
¬

gou por tr á s dele , tocou na


somente tocar em seu man tr á s dele , no meio da multi
¬ ¬
borda de seu manto, e ime ¬

to , ficarei curada". dão, e tocou em seu manto, diatamente cessou sua he ¬

morragia .

"(Mt 9.18) Essa frase introdutória foi entendida às vezes como indicação de sequência cronológica
entre Mateus 9.14-17 (seção 48) e 9.18-26. Embora seja plausível, essa sequê ncia causaria uma ruptura
intolerá vel na ordem de Marcos e Lucas. Ademais, essa parte do evangelho de Mateus não está organizada
em ordem cronológica. Como indica A. T. Robertson , tal sequ ência (de Marcos e Lucas) é mais prová vel .
“ ( Mt 9.18; Mc 5.23; Lc 8.41 ) Visto que Jesus tinha fixado o seu quartel-general em Cafarnaum ( v.
seção 40), é bem provável que Jairo tivesse tido um contato anterior com ele. Como l íder da sinagoga
na cidade, ele provavelmente sabia a respeito da cura do filho do oficial do rei (v. seção 38) e do servo
do centuri ão ( v. seção 55). Estes lhe forneceram incentivo suficiente para que buscasse a ajuda de Jesus.
HMc 5.26 ; Lc 8.43 ) Lucas, o médico, tem maior empatia com os esforços de seus companheiros de
profissão do que Marcos.
SE ç , 67 0 MINIST É RIO DE CfiiSTO MA GALILEIA 67

Mateus 9.18- 26 Marcos 5.21 - 43 Lucas 8.40- 56


porque pensava "Se eu tão
“somente :
tocar em seu man
-
¬

to, ficarei curada". Imedia



tamente cessou sua hemor
¬

ragia e ela sentiu em seu cor ¬

po que estava livre do seu


sofrimento .
30
No mesmo instante, Je ¬

sus percebeu que dele ha ¬

via saído poder, virou - se


para a multidão e pergun ¬
43
"Quem tocou em mim?" ,

tou: "Quem tocou em meu perguntou Jesus.


manto ? " Como todos negassem,
“ Responderam os seus
discípulos "Vê s a multidã o
:
Pedro disse: "Mestre, a mul
tidão se aglomera e te com
¬

aglomerada ao teu redor e prime" ,

ainda perguntas : ' Quem “ Mas Jesus disse : " Al ¬

tocou em mim?' " guém tocou em mim,- eu sei


32
Mas Jesus continuou que de mim saiu poder".
olhando ao seu redor para 47
Entã o a mulher, vendo
ver quem tinha feito aquilo . que n ã o conseguiria passar
“o Ent ão a mulher, sabendo
que lhe tinha acontecido,
despercebida, veio tremen
do e prostrou- se aos seus pés.
¬

aproximou- se, prostrou- se Na presença de todo o povo


aos seus pé s e, tremendo de contou por que tinha tocado
22
Voltando - se , Jesus a medo , contou - lhe toda a nele e como fora instantane ¬

viu e disse : "Â nimo, filha, a verdade. Ent ão ele lhe dis amente curada. 48Entâo ele

sua f é a curou ! " E desde se : "Filha, a sua f é a curou!"
3
¬

lhe disse: "Filha, a sua fé a


aquele instante a mulher Vá em paz e fique livre do curou"! V á em paz".
ficou curada . seu sofrimento".
“ Enquanto
estava
Jesus ainda
falando , chegou al ¬

guém da casa de Jairo , o di ¬



Enquanto Jesus ainda rigente da sinagoga , e dis ¬

estava falando , chegaram se : "Sua filha morreu. Não


algumas pessoas da casa de incomode mais o Mestre".
Jairo , o dirigente da sinago ¬

“ Ouvindo isso . Jesus dis ¬

ga. "Sua filha morreu" dis se a Jairo : Nã o tenha me


.
, ¬ ¬

seram eles . Nã o precisa do t ã o - somente creia, e ela


mais incomodar o mestre: ser á curada .
36
Nã o fazendo caso do '
Quando chegou à casa
que eles disseram Jesus , de Jairo n ã o deixou nin ¬

disse ao dirigente da sina ¬ gué m entrar com ele, ex ¬

goga: "Nã o tenha medo - ceto Pedro , Jo ã o, Tiago e


t ão - somente creia " . o pai e a m ã e da crianç a .
37
E não deixou ninguém “ Enquanto isso , todo o
segui - lo, senão Pedro , Tia ¬

go e João, irmão de Tiago ,

“ Quando chegaram à casa


do dirigente da sinagoga ,
Jesus viu um alvoroç o, com
gente chorando e se la ¬

mentando em alta voz .


“Então entrou e lhes disse:
08 0 i W J i s T É mo DE CRISTO NA GALIL é IA SEU . 67 , 68

Mateus 9.18 - 26 Marcos 5.21 - 43 Lucas 8.40 - 56


povo estava se lamentando
"Por que todo este alvoroço e e chorando por ela . " N ã o
“ Quando ele chegou à lamento? A crian ça n ão está chorem " , disse Jesus . "Ela
casa do dirigente da sina ¬ morta , mas dorme". 40Mas to ¬ n ã o est á morta , mas dorme."
goga e viu os flautistas e a dos começaram a rir de Jesus. “ Todos começaram a rir
multid ã o agitada , •' Misse : Ele, porém, ordenou que eles dele , pois sabiam que ela
"Saiam ! A menina n ã o est á saíssem , tomou consigo o pai estava morta .
morta , mas dorme ” . Todos e a m ãe da criança e os discí ¬

começaram a rir dele. pulos que estavam com ele, e


entrou onde se encontrava a
criança . 4 lTomou-a pela m ão
54
Mas ele a
“ De ¬
e lhe disse: 'Talita cumi !", que tomou pela m ã o e disse :
pois que a multid ã o se afas ¬ significa "menina , eu lhe or ¬ "Menina , levante - se !" 550
tou , ele entrou e tomou a deno, levante -se!". Mmedia - esp írito dela voltou , e ela se
menina pela m ã o , e ela se tamente a menina , que tinha levantou imediatamente .
levantou . doze anos de idade, levantou - Ent ã o Jesus lhes ordenou
se e começou a andar. Isso os que lhe dessem de comer.
,
deixou atónitos. 4 Ele deu or ¬

dens expressas para que qn à o


dissessem nada a ninguém e 5 t> Os pais dela ficaram ma ¬

mandou que dessem a ela al ravilhados , mas ele lhes or


¬ ¬

“ A not ícia des ¬ guma coisa para comer. denou que M ão contassem
te acontecimento espalhou - a ningu ém o que tinha acon ¬

se por toda aquela regi ã o. tecido .


'Mt 9.22 , Mc 5.34 ,. Lc 8.48 Ou a salvou! Tc 8.43 Alguns manuscritos nao trazem gastara tudo o que tinha
comosmédicos.

Se çã o 68 * Três milagres de cura e mais uma acusa çã o blasfema


( v. seções 61 , 106 — expuls ã o de dem ó nios , declara çõ es blasfemas )
( v. seçã o 126 — cura dos cegos )
— Galiléia —
Mateus 9.27 -34
“ Saindo Jesus dali , dois cegos o seguiram , clamando: "Filho de Davi , tem miseri ¬

có rdia de n ós!"
“ Entrando ele em casa , os cegos se" aproximaram , e ele lhes perguntou : "Vocês
crêem que eu sou capaz de fazer isso?
Eles responderam : “ Sim , Senhor!"
39
E ele , tocando nos olhos deles , disse : "Que lhes seja feito segundo a f é que
,
voc ê s t ê m !" UE a vis ã o deles foi restaurada . Ent ã o Jesus os advertiu severamente :
"Cuidem para que ' ningué m saiba disso". 31 Eles , poré m , sa íram e espalharam a not í ¬

cia por toda aquela regi ã o .

q(
Mc 5.43 ; Lc 8.56 ) A maneira como a menina seria ressuscitada n ã o deveria ser mostrada a
pranteadores incrédulos e zombadores ( Mc 5.40; Lc 8.53) e teria de ser reservada para aqueles que
aceitavam o convite para crer ( Mc 5.36; Lc 8.50 ) . O cen á rio do acontecimento foi Cafarnaum , onde
antes ( talvez no mesmo dia ) a natureza do seu ministé rio mudara por causa de um "pecado eterno" ( Mc
3.29, seção 61 ). Agora ele toma muito cuidado com as pessoas com quem compartilha o evangelho.
' ( Mt 9.30 ) A proibi çã o que tinha o propósito de silenciar o cego curado foi causada pela
atmosfera hostil contra Jesus que predominava na Galil é ia. Implicações err ó neas deduzidas dos
seus atos miraculosos proporcionaram uma ocasi ão para mais blasf ê mias contra o Esp í rito Santo
( v . Mt 9.34; v. seção 61 ). N ão haveria mais sinais para os que o rejeitavam ( Mt 12.39 , seçã o 62 ).
St ç . 68 — 70 a 0 MINISTÉRIO DE CRISTO NA GALILEI A 69

Mateus 9.27 - 34

“Enquanto eles se retiravam , foi levado a Jesus um homem endemoninhado


podia falar . Quando o dem ónio foi expulso, o mudo começ ou a falar. A
que nã o

multidão ficou admirada e disse: "Nunca se viu nada parecido em Israel!"
“Mas os fariseus diziam: "É pelo príncipe dos demónios que ele expulsa demónios".
Seçã o 69 * Visita final à incr édula Nazar é
( v. seções 36, 37, 39 — sem honra em sua terra )
— Nazaré —
Mateus 13.54- 58 Marcos 6.1 - 6 a
54
Chegando à sua cidade , come ç ou a 'Jesus saiu dali e foi para a sua cidade,
ensinar o povo na sinagoga . Todos fica ¬
acompanhado dos seus discípulos. :Quan -
ram admirados e perguntavam : "De onde do chegou o s ábado , começ ou a ensinar
lhe v êm esta sabedoria e estes poderes na sinagoga, e muitos dos que o ouviam
miraculosos ? ficavam admirados .
"De onde lhe v êm estas coisas ? ' , per ¬

guntavam eles . "Que sabedoria é esta que


55
Nã o é este o filho do lhe foi dada? E estes milagres que ele faz ?
carpinteiro ? O nome de sua m ã e nã o é 3
Não é este o carpinteiro filho de Maria
Maria, e não sã o seus irm ãos Tiago, José, e irm ã o de Tiago, Jos é . Judas e Sim ã o ?
Simã o e Judas ? 5<>Não est ão conosco to ¬
Não estão aqui conosco as suas irmã s ? E
das as suas irm ãs ? De onde , pois , ele ficavam escandalizados por causa dele .
obteve todas essas coisas ? " 37E ficavam 4
Jesus lhes disse : "S ó em sua pr ópria
escandalizados por causa dele. terra, entre seus parentes e em sua pr ó ¬

Mas Jesus lhes disse: "Só em sua pr ó ¬


pria casa, é que um profeta não tem hon ¬

pria terra e em sua pr ópria casa é que um ra". 3 E não p ô de fazer ali nenhum mila ¬

profeta nã o tem honra". gre, exceto impor as m ãos sobre alguns


3
SE n ão realizou muitos milagres ali , doentes e cur á - los. 6E ficou admirado com
por causa da 'incredulidade deles. a 'incredulidade deles .

Ú LTIMA CAMPANHA NA GALIL ÉIA

Seçã o 70a • A escassez de obreiros


( v. seçõ es 70b, 102 a — os Doze sã o enviados 1
— Itinerário pela Caliléia —
Mateus 9.35 - 38 Marcos 6.6 b

“Jesus ia passando por todas as cida - Ent ão Jesus passou a percorrer os po


des e povoados, ensinando nas sinago - voados , ensinando ,
¬

gas, pregando as boas novas do Reino e


curando todas as enfermidades e doen ¬

ç as . ’"Ao ver as multidões, teve compai ¬

x ã o delas , porque estavam aflitas e de -

s(
Mt 13.58; Mc 6.6a) Essa visita a Nazaré ocorreu em torno de um ano após os cidadãos da cidade
.
terem tentado matar Jesus (Lc 4.29, seção 39 ) Se a incredulidade anterior deles estava em forte
contraste com a fé dos samaritanos (seção 35c) e a do oficial do rei ( seção 38), agora está em oposição
marcante à fé daqueles que se beneficiaram do ministério de Jesus em Catarnaum (seções 67, 68).
70 O MINIST É RIO DE CRISTO NA GALIL ÉIA SEç. 70 a , 70 b

Mateus 9.35 - 38
samparadas , como ‘ovelhas sem pastor.
,7Ent ã o disse aos seus disc ípulos: "A co ¬

lheita é grande , mas os trabalhadores


,
s ã o poucos . 8 Pe ç am , pois , ao Senhor
da colheita que envie trabalhadores pa ¬

ra a sua colheita " .


Seçã o 70 b * Delegando autoridade aos disc í pulos
( v. seçã o 53 , Atos 1.13 — a lista dos doze disc ípulos )
( v. seçõ es 54g, 108 a — o valor dos p ássaros )
( v.
( v.
seções 54 g , 145, 150 b — os seguidores n ã o est ã o acima do l íder )
seçõ es 70 a , 102 a — os Doze sã o enviados )
( v. seções 83 , 115 — o preço do discipulado )
( v. seçã o 91 — um copo de água )
( v. se çã o 108 a — confiss ã o/ testemunho diante dos outros )
( v. seções 108 d , 139 b - fam ílias divididas)
— Caliléia —
Mateus 10.1 - 42 Marcos 6.7 -11 Lucas 9.1 - 5
' Chamando seus doze ’Chamando os Doze para ' Reunindo os Doze , Je ¬

discípulos, deu - lhes autori ¬


junto de si , enviou - os de sus deu - lhes poder e auto ¬
dade para expulsar esp íri ¬
dois em dois e deu - lhes ridade para expulsar todos
tos imundos" e curar todas autoridade sobre os espíri ¬ os dem ó nios e curar doen ¬

as doen ças e enfermidades . tos ‘‘imundos. ças , “ e os enviou a pregar o


’Estes sã o os nomes dos Reino de Deus e a curar os
doze ap óstolos: primeiro , enfermos .
Sim ã o , chamado Pedro , e
André , seu irm ã o ,- Tiago , fi ¬

lho de Zebedeu , e Jo ão , seu


irm ã o , ’ Filipe e Bartolomeu ,-
Tom é e Mateus, o publica -
no,- Tiago , filho de Alfeu , e
Tadeu ,- 4Sim ã o , o zelote , e
Judas Iscariotes, que o traiu .
"Jesus enviou os doze com
as seguintes instru çõ es :
"“ N ã o se dirijam aos gen ¬
tios*, nem entrem em cida ¬

de alguma dos samarita -


nos . “ Antes , dirijam - se à s
ovelhas perdidas de Israel .
Por onde forem , preguem
esta mensagem :

( Mt 9.36 ) As "ovelhas " s ã o identificadas de forma mais completa em Mateus 10.6 como
"ovelhas perdidas de Israel ". Evangelizar esse povo de forma mais intensa e abrangente era o seu
objetivo apaixonado nesse momento. Cada pessoa tinha o direito de ouvir as boas novas do
Reino, mesmo que os l íderes j á tivessem virado as costas para o Rei ( v . seçã o 61 ).
“ ( Mt 10.5) Nesse ponto, Jesus continuou a restringir os seus esforços evangel ísticos — e os de seus
disc í pulos —ao povo a quem o Reino tinha sido prometido. A responsabilidade mais ampla n ão foi
esboçada até que a rejei ção por parte desse povo se tornasse mais geral , como ficou evidente na
crucificação. Então os disc í pulos receberam a ordem de ir a todas as nações ( v. seção 181 ).
SEC . 70 b O MINIST é RIO DE CRISTO NA GALILEIA 71

Mateus 10.1 - 42 Marcos 6.7 - 11 Lucas 9.1 - 5


O Reino dos céus está pr ó ¬

ximo. 8Curem os enfermos,


ressuscitem os mortos, pu ¬

rifiquem os leprosos , expul


4 ¬

sem os dem ó nios . Voc ê s


receberam de graç a,- dêem
também de graç a. 9Não le ¬
Estas foram as suas ins
8 ¬
3
E disse - lhes : 'Nã o levem
vem nem ouro, nem prata, levem nada
truçõ es : "Não nada pelo caminho : nem
nem cobre em seus cintos,- pelo caminho, a não ser um bordã o nem saco de via ¬

l0
não levem nenhum saco bordã o . Nã o levem p ã o , gem nem p ã o nem dinhei
, ¬

de viagem, nem túnica ex ¬


nem saco de viagem, nem ro , nem túnica extra . 4Na
tra, nem sandálias, nem bor ¬

'cal
dinheiro em seus cintos,- ‘ ¬
casa em que voc ê s entra ¬

dão,- pois o trabalhador é cem sandálias, mas não le ¬


rem . fiquem ali at é partirem.
digno do seu sustento. vem túnica extra,- 10 sempre
"”Na cidade ou povoado que entrarem numa casa, fi ¬

em que entrarem, procurem quem ali até partirem,-


alguém digno de recebê- los,
e fiquem em sua casa até
partirem . l 2 Ao entrarem na
casa, saúdem - na. lsSe a casa
for digna, que a paz de vo ¬

cês repouse sobre ela,- se não


for, que a paz retorne para
voc ê s . l 4Se alguém não os ve se
’Se nã o os -ecebe -em sacu ¬

receber nem ouvir suas pala algum povoado nã o os re


¬
¬
dam a poema dos seus pés
vras, sacudam a poeira dos ceber nem os ouvir, sacu ¬
quando saí rem dacuela ci ¬

pé s quando saírem daquela dam a poeira dos seus p é s dade comc- testemunho
casa ou cidade. >Eu lhes digo quando saírem de lá , como
]
contra e . es
a verdade: No dia do juízo ha testemunho contra eles ” .
¬

verá menor rigor para Sodo -


ma e Gomorra do que para
aquela cidade. "’Eu os estou
enviando como ovelhas en ¬

tre lobos . Portanto, sejam as¬

tutos como as serpentes e sem


malícia como as pombas.
, 'Tenham cuidado, pois os homens os entregarão aos tribunais e os aç oitarão nas sinago
7
,
gas deles. sPor minha causa vocês serão levados à presença de governadores e reis como
¬

testemunhas a eles e aos gentios. l9Mas quando os prenderem, não se preocupem quanto ao
que dizer, ou como dizê -lo. Naquela hora lhes será dado o que dizer, : pois não serão vocês
que estarão falando, mas o Espírito do Pai de vocês falará por intermédio de vocês.
,
2 "
0 irmão entregará à morte o seu irmão, e o pai, o seu filho,- filhos se rebelarão contra seus
pais e os matarão. Todos odiarão vocês por minha causa, mas aquele que perseverar até o
"
fim será salvo. Quando forem perseguidos num lugar, fujam para outro. Eu lhes garanto que
'’
vocês não terão percorrido todas as cidades de Israel antes que venha o Filho do homem.
24
"0 discípulo não está acima do seu mestre, nem o servo acima do seu senhor.
" Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e ao servo , como o seu senhor. vSe o
dono da casa foi chamado Belzebu, quanto mais os membros da sua família!

' (Mt 10.25 ) Aparentemente, Jesus não estava esperando um arrependimento generalizado
como resultado dessa missão. No cerne do discurso ( p. ex . , Mt 10.14 -39 ), ele esperava uma
recepção desfavor ável aos Doze. Essa expectativa estava baseada em um tratamento anterior que
lhe haviam dado ( v. seção 61 ).
72 0 MINIST É RIO DL CRISTO MA GAUL ÉÍ A SF ç , 7 0 b 71a

Mateus 10.1 - 42
“ ""Portanto, não tenham medo deles . Não há nada escondido que não venha a ser
revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. 27C que eu lhes digo na
escuridão, falem à luz do dia , o que é sussurrado em seus ouvidos, proclamem dos *
telhados. 2SNào tenham medo dos que matam o corpo , mas não podem matar a alma.
Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno.
MNão se vendem dois pardais por uma moedinhaA Contudo, nenhum deles cai no chão
sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeç a de voc ê s estão todos

contados. 3 ' Portanto, não tenham medo, voc ês valem mais do que muitos pardais!
“ "Quem, pois, me confessar diante dos homens , eu também o confessarei diante
do meu Pai que est á nos c éus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu

também o negarei diante do meu Pai que est á nos c éus.
S 4"
Nã o pensem que vim trazer paz à terra , não vim trazer paz , mas espada. “ Pois
eu vim para lazer que
" o homem fique contra seu pai ,
,a osfilhainimigos
0
contra sua m ã e, a nora contra sua sogra,-
do homem ser ã o os da sua pr ó pria família'" [ Mq 7.6 ],
“ "Quem ama seu pai ou sua m ãe mais do que a mim não é digno de mim; quem
ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim,- 38 e quem nã o toma
a sua cruz e não me segue, não é digno de mim . Quem acha a sua vida a perderá,
e quem perde a sua vida por minha causa a encontrar á .

4
"Quem recebe
(1
voc ê s, recebe a mim , e quem me recebe, recebe aquele que me
enviou. 41 Quem recebe um profeta , porque ele é profeta, receber á a recompensa de
profeta, e quem recebe um justo, porque ele é justo, receber á a recompensa de justo.
42
E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeni ¬

nos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perder á a sua recompensa".

*Mt 10.1 Ou malignos b5 Isto é, os que não são judeus,- também no versículo 18. " 8 0 termo grego não se
refere somente à lepra, mas também a diversas doenç as da pele . d29 Grego: um asse. ‘ 35,36 Mq 7.6

Seçã o 70c * ” 0 s Doze sã o enviados


— Itinerário na Caliléia —

Mateus 11.1 Marcos 6.12,13 Lucas 9.6


, Eles saíram e pregaram ao
‘Depois que terminou 2
"Ent ão, eles saíram e fo ¬

de instruir seus doze discí povo que se arrependesse. ram pelos povoados , pre
¬ ¬

pulos, Jesus saiu para ensi ’ ’Expulsavam muitos demó gando o evangelho e fazen
¬ ¬ ¬

nar e pregar nas cidades nios e ungiam muitos doen do curas por toda parte. ¬

da Galil éia '. 1

tes com óleo, e os curavam.


-Mr ill Grego : cidades deles.
'

Seçã o 71 a • A identifica çã o err ónea que Antipas faz de Jesus


Mateus 14.1, 2 Marcos 6.14 - 16 Lucas 9.7 - 9
‘Por aquele tempo He - l 40 rei Herodes ’ouviu ’Herodes, o tetrarca’, ’ou ¬

rodes , o tetrarca '’, ’ouviu os falar dessas coisas , pois o viu falar de tudo o que es ¬

relatos a respeito de Jesus nome de Jesus havia se tor tava acontecendo e ficou ¬

2
e disse aos que o serviam : nado bem conhecido . Al - perplexo , porque algumas

"Consulte a seção 72a para ver o relato de Marcos e Lucas acerca do retorno dos Doze após a sua missão.
’(Mt 14.1; Mc 6.14; Lc 9.7) Os esfor ç os múltiplos do ministério evangel í stico de Jesus por meio
dos Doze ( seções 70b, 70 c ) foram os que lhe deram fama crescente. Herodes Antipas, cujos
domínios incluíam a Caliléia e a Peréia, agora foi forç ado a lhe dar atenção.
SEC . 71 a , 71 b U MCCJEER ! o DE CRISTO CA GAULEIA 73

Mateus 14.1 , 2 Marcos 6.14 -16 Lucas 9.7 -9


"Este é Jo ão Batista ,- ele res ¬ gumas pessoas estavam di ¬
pessoas estavam dizendo
suscitou dos mortos! Por zendo *: "Jo ã o Batista res ¬ que Jo ã o tinha ressuscita ¬

isso est ã o operando nele suscitou dos mortos ! Por do dos mortos ,- soutros, que
poderes miraculosos" . isso estã o operando nele po ¬
Elias tinha aparecido,- e ain
¬

deres miraculosos". da outros que um dos pro ¬

’’Outros diziam : "Ele é fetas do passado tinha vol ¬

Elias". tado à vida . 'Mas Herodes


E ainda outros afirmavam : disse : Jo ã o . eu decapitei !
"Ele é um profeta , como um Quem , pois é este de quem
dos antigos profetas". ou ç o essas coisas ? ” E pro ¬

’’Mas quando Herodes curava v ê - lo .


ouviu essas coisas, disse: 'João,
o homem a quem decapitei ,
ressuscitou dos mortos!"

"Mt 14.1 ; Lc 9.7 Um tetrarca era o governador da quarta parte de uma regi ã o '
Mc 614 Muitos
manuscritos dizem Eele dizia.

Se çã o 71 b • VA prisã o e decapita çã o de Joã o Batista


( v. seçã o 34 — a prisã o de João )
— íades —
Provavelmente em Tiber
Mateus 14.3-12 Marcos 6.17 - 29
’ Pois Herodes havia prendido e amar ¬
l7
Pois o pró prio Herodes tinha dado or ¬

rado Jo ã o , colocando - o na pris ã o por dens para que prendessem João, o amarras ¬

causa de Herodias , mulher de Filipe , seu sem e o colocassem na prisão, por causa de
irm ã o , ’ porquanto Joã o lhe dizia : " N ã o Herodias, mulher de Filipe , seu irm ão , com a
te é permitido viver com ela". ’Herodes qual se casara . ’’ Porquanto Jo ã o dizia a
queria mat á - lo , mas tinha medo do povo , Herodes: "N ão te é permitido viver com a
porque este o considerava profeta . mulher do teu irm ã o". 'Assim Herodias o
,

odiava e queria matá - lo . Mas n ão podia fazê -


lo , ’"porque Herodes temia João e o prote ¬

gia . sabendo que ele era um homem justo e


e quando o ouvia ficava perplexo".
santo ,
Mesmo assim gostava de ouvi - lo.
’ ’ Finalmente Herodias teve uma ocasi ão
oportuna . No seu aniversá rio Herodes ofe ¬

receu um banquete aos seus l íderes mais


importantes aos comandantes militares e
,

à s principais personalidades da Galil é ia .


° No anivers á rio de Herodes , a filha ’’Quando a filha de Herodias entrou e dan ¬

de Herodias dan ç ou diante de todos , e çou , agradou a Herodes e aos convidados .


agradou tanto a Herodes que ele pro O rei disse à jovem : Peç a - me qualquer
¬

meteu sob juramento dar - lhe o que ela coisa que voc ê quiser e eu lhe darei". ” E
pedisse . prometeu - lhe sob juramento : "Seja o que
for que me pedir eu lhe darei , até a meta
, ¬

de do meu reino .

' Essa seçã o é colocada como uma retrospectiva histó rica de pano de fundo para a execu çã o de
João, que ocorreu nesse ponto da cronologia . A prisã o de Joã o ocorreu em torno de um ano e
meio antes , na é poca em que Jesus iniciou o seu ministé rio na Galil é ia ( v. seçã o 34 ).
74 U MINIST É RIO DE CnlETO MA G â UIE í A SE ç . 71 b

Mateus 14.3 - 12 Marcos 6.17 - 29


3
JEla saiu e disse à sua mãe: "Que pedirei?"
"A cabeça de João Batista", respondeu ela.
35
Imediatamente a jovem apressou- se em
apresentar - se ao rei com o pedido: "De ¬

sejo que me dê s agora mesmo a cabe ç a


de Jo ão Batista num prato” .
influenciada por sua m ã e , ela 3
dO rei ficou aflito , mas, por causa do
disse: "Dá - me aqui, num prato, a cabeç a
seu juramento e dos convidados, não quis
de Jo ão Batista". 50 rei ficou aflito , mas ,
negar o pedido à jovem . 37Enviou, pois,
por causa do juramento e dos convida ¬

dos, ordenou que lhe fosse dado o que imediatamente um carrasco com ordens
ela pedia l 0e mandou decapitar Jo ão na para trazer a cabe ç a de Jo ão . O homem
pris ão . " Sua cabeç a foi levada num pra ¬ foi , decapitou Jo ã o na pris ão 3 se trouxe
to e entregue à jovem, que a levou à sua sua cabe ç a num prato. Ele a entregou à
mãe . l 2 Os discípulos de Jo ã o vieram, le ¬ jovem, e esta a deu à sua mãe . 39Tendo ou ¬

varam o seu corpo e o sepultaram . De ¬


vido isso , os discípulos de Jo ã o vieram,
pois foram contar isso a Jesus . levaram o seu corpo e o colocaram num
túmulo .

’Mc 6.20 Alguns manuscritos antigos dizem fazia muitas coisas.


PARTE SETE
0 ministério de Cristo na regi ã o cia Galil é ia
LI ÇÃ O ACERCA DO PÃ O DA VIDA

Seçã o 72a • O retorno dos Doze


— Galiléia —
Marcos 6.30 Lucas 9.10a
, Os apóstolos reuniram-se a
0
Jesus e lhe "’Ao voltarem, os ap ó stolos relataram
relataram tudo o que tinham feito e ensinado , a Jesus o que tinham feito .
Seção 72b * Retirada da Galiléia
— Da Galiléia para zBetsaida, perto dejúlias —
Mateus 14.13,14 Marcos 6.31 - 34 Lucas 9.10b,11 Jo ã o 6.1 - 3
"Havia muita gente
indo e vindo, ao pon ¬

to de eles não terem


tempo para comer.
Jesus lhes disse : "bVe -
nham comigo para
um lugar deserto e
descansem um pou ¬

co".

1
Ouvindo o que 32
Então eles se afas ¬
Ent ão ele os tomou
havia ocorrido , Je ¬ taram num barco para consigo , e aretira - ’Algum tempo de ¬

sus aretirou- se debar - um lugar deserto. ram - se para uma ci - pois . Jesus
partiu pa -

zAparentemente, duas comunidades eram chamadas de Betsaida. A de Lucas 9.10 deve ser
identificada com Betsaida perto de Julias, no lado nordeste do mar da Galil é ia . Em Marcos 6.45
( se çã o 73 ), o nome designa uma vila no lado oeste, perto de Caíarnaum.
•'(Mt 14.13; Lc 9.10) A essa altura no seu ministério, o relacionamento de |esus com as multidões
mudou. Antes disso, ele fazia questão, na maioria das vezes, de ir a elas, embora houvesse exceções
(p. ex., seção 65). Os meses seguintes foram especialmente marcados pelo fato de ele se afastar delas.
Além dessa seção, v. seções 73, 78, 79a, 81 a. Cinco fatores precisam ser mencionados como razões
para esse afastamento:
1 . A inveja de Herodes Antipas ( cp. Mt 14.13 com Mc 6.30, seção 72 a ). Aparentemente, a
chegada dos disc ípulos de Jo ã o com a not ícia do seu sepultamento coincidiu com o
retorno dos Doze de sua jornada de pregação na Galilé ia, que fazia parte do domínio de
Herodes. Jesus deixou a regi ão para evitar mais atos de retaliação por parte de Herodes,
em virtude da grande notoriedade resultante da jornada dos Doze.
2 . O zelo maldirecionado de seguidores que tentavam for çar Jesus a aceitar o trono de Israel
precocemente ( v . Jo 6.15, seção 73 ) . Jesus evitou esse confronto e os seus prov á veis
efeitos desastrosos no futuro.
3 . A hostilidade dos líderes judeus (v. Mc 7.1 - 23, seção 77). A oposição dos que estavam em
posições elevadas tinha surgido à medida oue o ministério na Galiléia progredia, mas agora havia
chegado ao ponto de restringi- lo radicalmente.
4 . A necessidade de descanso por parte dos disc í pulos apó s a jornada exaustiva ( v . Mc
6.31 ). Partir das margens quentes do mar da Galilé ia para a regi ão montanhosa mais fresca
proporcionaria isso.
5 . A oportunidade para instruções mais personalizadas aos disc ípulos l. v. seções 72 b — 95,
em que os disc ípulos estavam ou no papel de receptores do ensino ou se beneficiavam
de forma especial do contato de Jesus com os outros). As suas experiências de ministério
em toda a Galilé ia provavelmente tinham gerado muitas questõ es. Assim, o Senhor lhes
deu uma oportunidade diferente de aprender com ele e a respeito dele.
b(
Mc 6.31 ) Esse ponto caracteriza a mudanç a de um ministério predominantemente p úblico
para um ministério essencialmente particular. Nesse momento, podemos perceber mais algumas
mudan ç as ocorrendo: a ê nfase no Rei substituiu o destaque no Reino; a instru ção torna- se
preparatória para um período em que n ão teriam mais a sua presenç a; e com exceçã o de visitas
intermitentes à Galiléia, ele restringiu o seu ministério a outras á reas a partir desse ponto.
76 0 M I N I S T É RIO DE CRISTO NA Rffii  O DA uAULÉlA SE ç 72 b , 72 c
,

Mateus 14.13, 14 Marcos 6.31 -34 Lucas 9.1 Ob , 11 Joã o 6.1 - 3


co , em particular, Mas muitos dos
33
dade chamada Bet ¬ ra a outra margem
para um lugar deser ¬ que os viram retirar- saida ; do mar da Galil é ia
to . As multidões , ao se , tendo - os reco ¬ ( ou seja , do mar de
ouvirem falar disso , nhecido , correram a Tiber íades) , 2e gran¬

sa íram das cidades pé de todas as cida ¬


de multidã o conti ¬

e o seguiram a pé . des e chegaram l á " mas as mul ¬


nuava a segui -lo , por
¬

l4
Quando Jesus saiu antes deles. 34Quan - tid ões ficaram sa ¬
que vira os sinais mi ¬
do barco e viu t ã o do Jesus saiu do bar ¬ bendo, e o seguiram . raculosos que ele ti ¬
grande multid ã o , co e viu uma grande Ele as acolheu , e fa ¬
nha realizado nos
teve compaix ã o de multidão, teve com
¬ ¬ lava - lhes acerca do doentes . 3 Entã o Je ¬

les e curou os seus paixão deles , porque Reino de Deus, e cura ¬


sus subiu ao monte
doentes . eram como ovelhas va os que precisavam e sentou - se com os
sem pastor . Ent ã o de cura . seus disc í pulos .
começ ou a ensinar -
lhes muitas coisas .
Seçã o 72c * Alimentando os cinco mil
( v. seções 79b , 81 a — alimentando as multid õ es )
— Betsaida —

Mateus 14.15 - 21 Marcos 6.35- 44 Lucas 9.12-17 Jo ã o 6.4-13


l5
Ao cair da tarde , J á era tarde e , por
35 l3
Ao fim da tarde 4
Estava pr ó xima a
os cdiscípulos apro ¬
isso , os seus "disc ípu - os " Doze aproxima - festa judaica da Pás ¬

ximaram - se dele e los aproximaram - se ram - se dele e disse ¬


coa .
disseram : "Este é um dele e disseram : "Este ram : "Manda embo ¬
lugar deserto , e j á é um lugar deserto , e ra a multid ã o para
est á ficando tarde . j á é tarde . 3 oManda que eles possam ir
Manda embora a embora o povo para aos campos vizi ¬
multid ã o para que que possa ir aos cam ¬ nhos e aos povoa ¬

possam ir aos po ¬ pos e povoados vizi ¬ dos, e encontrem co ¬

voados comprar co ¬
nhos comprar algo mida e pousada , por ¬
" Levantando os
mida" . para comer". que aqui estamos em olhos e vendo uma
16
Respondeu Je ¬ lugar deserto". grande multidã o que
sus: "Eles n ã o preci ¬ Ele , porém , res
5
¬
l3
Ele , poré m , res ¬
se aproximava , Je ¬

sam ir. Dêem -lhes vo ¬ pondeu: "Dêem - lhes pondeu : " D ê em - sus disse a "Filipe :
cês algo para comer". vocês algo para co ¬ lhes vocês algo para " Onde comprare ¬

mer". comer" . mos p ã o para esse


Eles lhe disseram : povo comer ?" 6Fez
"Isto exigiria dduzen - essa pergunta ape ¬

tosden á rios‘’! Deve ¬ nas para pô - lo à pro¬

mos gastar tanto di - va , pois j á tinha em

c(
Mt 14.15; Mc 6.35 ; Lc 9.12; jo 6.5 ) A proemin ê ncia dos disc í pulos em todo esse episódio
sublinha a importâ ncia da experi ê ncia de aprendizado para eles. Aprenderam algo acerca do
poder do seu mestre que n ão tinham percebido ainda ( v. Jo 6.12 ,13) . A d ú vida deles ( Mc 6.37;
Jo 6.7,8 ) precisava ser substitu ída pela confian ça nele.
d(
Mc 6.37; Jo 6.7) " Duzentos den á rios". Embora n ão fosse uma soma muito alta, era provavelmente mais
do que os disc ípulos tinham em caixa. Mesmo se tivessem tudo isso, n ão teria sido suficiente.
StÇ 72c
, 0 MINIST É RIO UE CfUSTO NA REGI Ã O DA GALIL É IA 77

Mateus 14.15- 21 Marcos 6.35- 44 Lucas 9.12-17 Jo ã o 6.4-13


nheiro em p ã o e mente o que ia fa ¬

dar-lhes de comer?" zer.


’ " Perguntou ele : Filipe lhe respon ¬

"Quantos pães vocês deu : dDuzentos de-


têm ? Verifiquem ". n á rios-' n ão compra ¬

riam pã o suficiente
para que cada um re ¬

cebesse um pedaço!"

Outro disc ípulo ,
André irm ã o de Si -
m ã o Pedro , tomou
l7
Eles lhe disse ¬ Quando ficaram Eles disseram : 'Te a palavra : "' Aqui
¬

ram : "Tudo o que sabendo , disseram : mos apenas cinco est á um rapaz com
temos aqui são cin ¬ "Cinco p ã es e dois pães e dois peixes — cinco p ã es de ceva ¬

co p ã es e dois pei ¬
peixes" . a menos que com da e dois peixinhos ,
¬

xes" . i9
Ent ã o Jesus or premos alimento pa mas o que é isto pa
¬ ¬ ¬

Tragam - nos
ls "
denou que fizessem ra toda esta multi ra tanta gente ?" ¬

aqui para mim" , dis ¬ todo o povo assen dão" . U ( E estavam ali
¬ Disse Jesus: "Man ¬

se ele . I 9E ordenou tar - se em grupos na cerca de 'cinco mil dem o povo assen -
que a multid ã o se grama verde . "As homens . )
¬ tar - se . FJavia muita
assentasse na gra ¬ sim , eles se assenta ¬Mas ele disse aos grama naquele lugar,
ma. Tomando os cin ¬ ram em grupos de seus discípulos : "Fa e todos se assenta
¬ ¬

co pães e os dois pei ¬


cem e de cinquenta . ç am - nos sentar - se ram . Eram cerca de
xes e, olhando para "Tomando os cinco em grupos de cin 'cinco mil homens . ¬

o céu , deu graças e p ães e os dois pei quenta". 15 Os disc í


¬ Ent ão Jesus tomou
¬

partiu os p ã es . Em xes e , olhando para pulos assim fizeram os p ã es deu gra ças
,

seguida , deu - os aos o céu , deu graças e e todos se assenta e os repartiu entre os
¬

discípulos, e estes à partiu os p ã es . Em ram . "Tomando os que estavam assen ¬

multid ã o . 3rTodos seguida , entregou - cinco pães e os dois tados tanto quanto
comeram e ficaram os aos seus disc ípu peixes , e olhando queriam - e fez o mes
¬ ¬

satisfeitos, e os dis ¬
los para que os ser para o céu , deu gra mo com os peixes.
¬ ¬

cípulos recolheram vissem ao povo . E ças e os partiu . Em "Depois que to ¬

doze cestos cheios tamb é m dividiu os seguida , entregou - dos receberam o su ¬

de pedaços que so ¬
dois peixes entre to os aos disc í pulos ficiente para comer,
¬

braram . 3 ' Os que co ¬ dos eles . "Todos para que os servis disse aos seus discí
¬ ¬

meram foram cerca comeram e ficaram sem ao povo. ' To pulos : "Ajuntem os ¬

de 'cinco mil ho ¬
satisfeitos , J "e os dis dos comeram e fica peda ços que sobra
¬ ¬ ¬

mens , sem contar c ípulos recolheram ram satisfeitos , e os ram . Que nada seja
mulheres e crian ças. doze cestos cheios discípulos recolheram desperdi çado" . 1 " En ¬

de peda ç os de pã o doze cestos cheios t ã o eles os ajunta ¬

e de peixe. "Os que de peda ç os que so ram e encheram do


¬ ¬

comeram foram 'cin braram .¬ ze cestos com os pe ¬

co mil homens . daços dos cinco pães


de cevada deixados
por aqueles que ti ¬

nham comido .
’Mc 6.37,- Jo 6.7 O den á rio era uma moeda de prata equivalente ã di á ria de um trabalhador bra ç al .

e ( Mt 14.21 ; Mc 6.44; Lc 9.14;


Jo 6.10) A presen ça de cinco mil homens implica fortemente um
n ú mero igual de mulheres e um n ú mero pelo menos tão grande de crian ças. A multid ã o faminta
que foi alimentada provavelmente passava de 15 mil pessoas.
78 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O EA GALi _ EiA SE:. 73 . 74

Seçã o 73 • Uma tentativa prematura de fazer Jesus rei é recha ç ada


— Sozinho em uma montanha —
Mateus 14.22, 23 Marcos 6.45, 46 Jo ã o 6.14,15
22
Logo em seguida, Jesus 45
Logo em seguida, Jesus l4
Depois de ver o sinal
insistiu com os disc ípulos insistiu com os discípulos miraculoso que Jesus tinha
para que entrassem no bar para que entrassem no bar realizado, o povo começ ou
¬ ¬

co e fossem adiante dele co e fossem adiante dele a dizer. "Sem dúvida este é o
para o outro lado, enquan para Betsaida, enquanto ele Profeta que devia vir ao mun
¬ ¬

to ele despedia a multidão. despedia a multidão . ‘ Ten do ” . "'Sabendo Jesus que


' ¬

23
Tendo despedido a mul do - a¬
despedido, subiu a um pretendiam proclamá- lo rei
tidão, subiu sozinho a um monte para orar. à forç a, (retirou- se novamen ¬

monte para orar. Ao anoi ¬


te sozinho para o monte.
tecer, ele estava ali sozinho ,

Seçã o 74 • Andando sobre as á guas durante uma tempestade no mar


— No mar da Galiléia —
Mateus 14.24 - 33 Marcos 6.47 - 52 Jo ã o 6.16- 21
24
mas o barco j á estava a 47
Ao anoitecer, o barco Ao anoitecer seus dis
l6
¬

considerá vel dist â ncia da 4


estava no meio do mar, e cípulos , desceram para o
terra , fustigado pelas on ¬
Jesus se achava sozinho em mar, 7entraram num barco
das, porque o vento sopra ¬
terra. 4SEle viu os discípulos e começ aram a travessia
va contra ele. remando com dificuldade, para Cafarnaum. Já estava
2
'KAlta madrugada *, Je ¬
porque o vento soprava escuro , e Jesus ainda n ão
sus dirigiu- se a eles, andan ¬
contra eles . eAlta madruga tinha ido at é onde eles es
¬ ¬

do sobre o mar. 26Quando da *, Jesus dirigiu - se a eles, tavam. ' "Soprava um vento
o viram andando sobre o andando sobre o mar,- e es forte , e as águas estavam
¬

mar, ficaram aterrorizados tava j á a ponto de passar agitadas . "’Depois de terem


e disseram : "E um fantas ¬
por eles. 49Quando o viram remado cerca de cinco ou
mal" E gritaram de medo . andando sobre o mar, pen seis quilómetros", viram Je
¬ ¬

27
Mas Jesus imediata ¬
saram que fosse um fantas sus aproximando - se do bar
¬ ¬

mente lhes disse : "Cora ¬


ma. Ent ão gritaram, 50pois co, andando sobre o mar, e
gem! Sou eu. Não tenham todos o tinham visto e fica ficaram aterrorizados.
¬

medo !" ram aterrorizados.


2S
"Senhor", disse Pedro, "se Mas Jesus imediatamen ¬
2
DMas ele lhes disse : "Sou
és tu, manda - me ir ao teu en ¬
te lhes disse .- " Coragem ! eu! Nã o tenham medo!"
contro por sobre as águas . Sou eu! Não tenham medo!”
11

29
"Venha", respondeu ele.
Então Pedro saiu do bar ¬

co , andou sobre as águas


e foi na dire çã o de Jesus .

’Do 6.15 ) ]esus mais uma vez se negou a ceder à pressão popular (v. Jo 2.23, seção 32a). Ele não
contestou que um dia seria Rei sobre súditos aqui na terra, mas não estava disposto a assumir um governo
de fato enquanto os seus súditos não atendessem aos pré-requisitos morais para entrar no tipo de Reino

que ele veio instituir (v. sermão do Monte, seções 54a 54i). A recente rejeição dele na Galiléia, assim
como as motivações nessa ocasião, eram provas suficientes de que não estavam preparados para o seu Reino .
e(Mt 14.25 ; Mc 6.48 ) Devem ter transcorrido entre nove e doze horas desde que Jesus deixara
os discípulos. Ele os tinha deixado por volta das 18 horas ("ao anoitecer", Mc 6.47) e se reuniu a
eles entre 3 h e 6h da manh ã ( "a quarta vigília da noite"). Durante todo esse tempo , eles lutavam
contra a tempestade, e ele estava orando.
SE ç 74 -76 a
, 0 MINIST É RIO DE CR í SI 0
'

N A R E G I Ã O DA G â LIL É IA 79

Mateus 14.24 -33 Marcos 6.47 -52 Jo ã o 6.16- 21


30
Mas, quando reparou no
vento , ficou com medo e ,
começando a afundar, gritou:
"Senhor, salva - me!"
3
' Imediatamente Jesus es ¬
tendeu a mão e o segurou. E
disse: "Homem de pequena
fé, por que você duvidou?" 51
Entã o subiu no barco pa ¬
“ En ¬

“ Quando entraram no ra junto deles , e o hvento t ã o resolveram recebê - lo


barco , o vento cessou. “ En ¬ se acalmou,- e eles ficaram no barco , e logo chega ¬ "

t ã o os que estavam no bar ¬



ató nitos, pois n ã o tinham ram à praia para a qual se
entendido o milagre dos dirigiam .
co o adoraram , dizendo :
"Verdadeiramente tu és o p ã es . O coraçã o deles es ¬

'Filho de Deus" . tava endurecido .

Mt 14.24 Grego : a muitos estádios. "Mt 14.25 ,- Mc 6.48 Grego: quarta vigília da noite entre 3 e 6 horas
da manh ã ) . Jo 6.19 Grego : 2d ou 30 estádios. Um estádio equivalia a 185 metros
. .

Se çã o 75 * Curas em Genesaré
— ' Genesaré —
Mateus 14.34 -36 Marcos 6.53- 56
“ Depois de atravessarem o mar, che ¬
“ Depois de atravessarem o mar, chega ¬
garam a kGenesaré . “ Quando os homens ram a kGenesaré e ali amarraram o barco.
daquele lugar reconheceram Jesus , es ¬
“ Logo que desembarcaram , o povo reco ¬

palharam a not ícia em toda aquela re ¬ nheceu Jesus . ssEles percorriam toda aquela
gi ã o e lhe trouxeram os seus doentes . regi ã o e levavam os doentes em macas ,
para onde ouviam que ele estava . 5oE aon ¬

de quer que ele fosse , povoados , cidades


36
Suplicavam - lhe que apenas pudessem ou campos , levavam os doentes para as
tocar na borda do seu manto ,- e todos os praças. Suplicavam - lhe que pudessem pelo
que nele tocaram foram curados . menos tocar na borda do seu manto ,- e
todos os que nele tocavam eram curados.
Se çã o 76a • Discurso acerca do verdadeiro pã o da vida
— Cafarnaum —
Jo ã o 6.22 - 59
“ No dia seguinte , a multid ã o que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que
apenas um barco estivera ali , e que Jesus n ã o havia entrado nele com os seus discí ¬

pulos, mas que eles tinham partido sozinhos . - Ent ã o alguns barcos de Tiber íades
'

''( Mc 6.51 ; Jo 6.21 ) Ocorreu um milagre duplo: o vento parou de soprar e o barco chegou
.

imediatamente ao seu destino .


' ( Mt 14.33 ) Por meio dessa experi ê ncia , os disc í pulos deram mais um passo na sua admira çã o
pela pessoa de Jesus . O milagre duplo os levou a reconhecer Jesus como "tal pessoa como o Filho
de Deus" (o texto grego n ão tem o artigo definido ) . Mas ainda passaria um tempo até que o
confessassem com a declaração: "Tu é s o Cristo , o Filho do Deus vivo" ( v . Mt 16.16 , seção 82 ) .
' Genesaré ficava perto de Cafarnaum e Betsaida . Cp . Marcos 6.53 com |oão 6.17 , seção 74 , e
Marcos 6.45 , se çã o 73 .
k ( Mt 14.34;
Mc 6.53 ) Localizada na margem ocidental do mar da Galil é ia , Genesaré era uma
plan ície f é rtil ao sul de Cafarnaum . Durante essa breve visita à Galil é ia , aqueles que tinham
recentemente participado da rejei ção dele como Messias ( seções 61 , 68) ainda estavam desejosos
de se beneficiar dos milagres que provavam a sua identidade messi â nica .
80 O MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GALIL É IA SEC . 76 a

Joâ o 6.22 - 59
aproximaram - se do lugaronde o povo tinha comido o pã o após o Senhor ter dado
graças. 24Quando a multid ã o percebeu que nem Jesus nem os disc í pulos estavam ali ,
entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus .
25
Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram - lhe : "Mestre , quan ¬

do chegaste aqui ?"


2
oJesus respondeu : "A verdade é que vocês estão me procurando , n ão porque viram os
sinais miraculosos , mas porque 'comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 N ão trabalhem
pela comida que se estraga , mas pela comida que permanece para a vida eterna , a qual
o Filho do homem lhes dará . Deus , o Pai , nele colocou o seu selo de aprovação".
28
Então lhe perguntaram : "O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?"
29
Jesus respondeu : "A obra de Deus é esta: mcrer naquele que ele enviou".
’"Entã o lhe perguntaram : "Que sinal miraculoso mostrarás para que o vejamos e creia ¬

mos em ti ? Que farás? ’ ' Os nossos antepassados comeram o man á no deserto, como está
escrito: 'Ele lhes deu a comer pão dos céus' " [Êx 16.4 , 15,- Ne 9.15,- SI 78.24, 105.40]
7
,

’ 2 Declarou - lhes Jesus: "Digo - lhes a verdade : N ão foi Moisés quem lhes deu pã o
do cé u , mas é meu Pai quem lhes d á o verdadeiro p ã o do c éu . ’’ Pois o pã o de Deus
é aquele que desceu do cé u e dá vida ao mundo".
Disseram eles .- "Senhor, d á - nos sempre desse p ã o!"
’’’Ent
’ ão Jesus declarou : "nEu sou o pão da vida . Aquele que vem a mim nunca terá
fome ,- aquele que crê em mim nunca terá sede . ’“ Mas , como eu lhes disse , vocês me
viram , mas ainda n ã o crêem . ’’Todo aquele que o Pai me der vir á a mim , e quem vier
a mim eu jamais rejeitarei . ’’ Pois desci dos c éus , n ã o para fazer a minha vontade ,
mas para fazer a vontade daquele que me enviou . ME esta é a vontade daquele que
me enviou : que eu n ã o perca nenhum dos que ele me deu , mas os ressuscite no
ú ltimo dia . 40 Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho
e nele crer tenha a vida eterna , e eu o ressuscitarei no ú ltimo dia".
4,
Com isso os judeus começ aram a criticar Jesus , porque dissera : " Eu sou o p ã o
que desceu do cé u". 42 E diziam : " Este n ã o é Jesus , o filho de José? N ã o conhecemos
seu pai e sua m ã e ? Como ele pode dizer : ' Desci do cé u ’ ?"
’’ Respondeu Jesus: "Parem de me criticar. 44 Ningué m pode vir a mim , se o Pai , que
me enviou , n ã o o atrair, e eu o ressuscitarei no ú ltimo dia . ’’ Est á escrito nos Profetas :
Todos serã o ensinados por Deus'* [ Is 54.13 ] Todos os que ouvem o Pai e dele
,

aprendem v ê m a mim . 4<’ Ningu é m viu o Pai , a n ã o ser aquele que vem de Deus ,-
somente ele viu o Pai . 47Asseguro - lhes que aquele que crê tem a vida eterna . 4SEu sou
o pã o da vida . ” Os seus antepassados comeram o man á no deserto , mas morreram .
’“ Todavia , aqui está o pão que desce do cé u , para que n ã o morra quem dele comer.
” Eu sou o p ã o vivo que desceu do cé u . Se alguém comer deste pã o , viver á para
sempre . Este pã o é a minha carne , que eu darei pela vida do mundo".
’2 Entã o os judeus começaram a discutir exaltadamente entre si : "Como pode este
homem nos oferecer a sua carne para comermos?"
’’Jesus lhes disse. "Eu lhes digo a verdade.- Se vocês n ão comerem a car ne do Filho do
homem e n ã o beberem o seu sangue , n ão terão vida em si mesmos. ’’Todo aquele que
come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna , e eu o ressuscitarei no último
dia . ’’Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. ’Todo
aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue pemranece em mim e eu nele. 57Da

(Jo 6.26 ) A mesma motivaçã o ego í sta ( v . seçã o 73 ) fica evidente naqueles que tinham comido
os pã es e os peixes no outro lado do mar . Eles estavam preparados para receber os benef í cios
associados ao Reino , mas n ão tã o dispostos a cumprir com as responsabilidades morais do Reino .
m(
Jo 6.29 ) A "comida que se estraga " (Jo 6.27 ) representa as coisas externas que os israelitas
daqueles dias consideravam muito importantes . Jesus tentou repetidas vezes corrigir os seus
esforç os maldirecionados. O condicionamento interior, incluindo a f é nele , e n ão a conformidade
exterior, era a grande necessidade do momento .
"( Jo 6.35 ) A frase " Eu sou " do evangelho de |oão tem significado muito profundo e amplo .
Aqui , como em outras passagens , provavelmente remonta a Exodo 3.14 e ao nome de Deus que
Moisés ouviu da sarca ardente . Essa é a primeira de sete declara ções semelhantes no evangelho de
loã o ( v . 8.12 ; 10.7 , 9 ; 10.11 , 14; 11.25 ; 14.6; 15.1 , 5 ) .
SEC . 76 a - 77 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GAUL É IA 81

Jo ã o 6.22- 59
mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai , assim aquele que
se alimenta de mim viver á por minha causa. ’ Este é o pão que desceu dos céus . Os
"
antepassados de vocês comeram o maná e morreram, mas aquele que se alimenta deste
pão viverá para sempre". wEle disse isso quando ensinava na sinagoga de Cafamaum.

’Jo 6.31 Éx 16.4; Ne 9.15; SI 78.24,25 '45 Is 54.13


Seçã o 76 b * Deserçã o entre os discípulos
( v. seção 82 — declarações acerca da identidade de Jesus )
— Cafamaum —
Jo ã o 6.60- 71
,,0Ao ouvirem isso , muitos dos seus discípulos disseram : "Dura é essa palavra .
Quem pode suport á - la ?"
" Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que
'
ouviram, Jesus lhes disse : "Isso os escandaliza ? Que acontecer á se voc ê s virem o

Filho do homem subir para onde estava antes ? 630 Espírito dá vida a carne n ão
produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse s ã o espírito e vida.
“ Contudo, há alguns de voc ê s que nã o crêem". Pois Jesus sabia desde o princípio
quais deles n ão criam e quem o iria trair. 65E prosseguiu: "É por isso que eu lhes disse
que ninguém pode vir a mim, a nã o ser que isto lhe seja dado pelo Pai .
Daquela hora em diante, muitos dos seus "discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.

" Jesus perguntou aos Doze: "Voc ês também não querem ir ?
“ Sim ão Pedro lhe respondeu: "Senhor, para quem iremos ? Tu tens as palavras de
vida eterna. 69Nós cremos e sabemos que é s po Santo de Deus" .
7
DEnt ã o Jesus respondeu: "Não fui eu que os escolhi , os Doze ? Todavia um de
voc ês é um diabo ! " 7 (Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes que embora
'
fosse um dos Doze, mais tarde haveria de traí-lo. )

LI ÇÃ O ACERCA DO FERMENTO DOS FARISEUS, SADUCEUS E HERODIANOS


Seçã o 77 • 0 conflito acerca da tradiçã o da impureza cerimonial
— Galiléia, talvez Cafamaum —

Mateus 15.1 - 3 a,7 - 9, Marcos 7.1 - 23 Jo ã o 7.1


3 b - 6,10 - 20

'Ent ão alguns " fariseus e


' Os " fariseus e alguns Depois disso Jesus per -
mestres da lei, vindos de dos mestres da lei, vindos correu a Galiléia , manten -
Jerusal ém, de Jerusal é m, reuniram - se do - se deliberadamente lon -

°(Jo 6.66) A forte ênfase na reação interior como a única base para o comportamento exterior era mais
do que os ouvintes poderiam suportar (Jo 6.60). Por consequência, muitos disc í pulos em potencial não
o seguiram mais. João 6.66 caracteriza um ponto de mudança no uso do termo discípulo no evangelho
de João. A partir desse momento, aparece com o sentido mais restrito de discípulos genuínos.
p(
lo 6.69) Nesse momento, Pedro e os outros disc ípulos alcançaram o princ ípio do que lesus lhes
ensinava nesse per íodo. A confissão deles foi mais forte que a anterior i.Mt 14.33 , seção 74), mas ainda
não era tã o espec ífica quanto viria a ser ( Mt 16.16, seção 82 ). O Santo de Deus n ão era outro sen ão
Aquele que Deus ungiu para ser Rei ( SI 16.10; 71.22; 78.41; 89.18; Is 1.4 ). Apesar da rejeição pública
de Jesus, os discípulos estavam desenvolvendo a apreciação completa de sua pessoa.
q(
Mt 15.1; Mc 7.1 ) Esses fariseus estavam representando a lideran ç a oficial em Jerusal ém .
Incapazes de pegar Jesus anteriormente na quest ã o da observância do s ábado ( v. seções 49 a, 50,
51 ), eles agora vieram à Galilé ia para levantar outra questão, a tradição dos anci ã os a respeito de
lavar as m ãos antes das refeições.
82 0 M I N I S T É R I O DE CflISTO N A REGI Ã O D A G â UL ÉÍ A SE ç . 77

Mateus 15.1 -3a , 7 - 9, Marcos 7.1 - 23 Jo ã o 7.1


3 b -6 , 10 - 20
a Jesus e "viram alguns dos ge da Judeia , porque ali os
seus disc ípulos comerem judeus procuravam tirar - lhe
com as m ãos "impuras", isto a vida .
é , por lavar. ’ (.Os fariseus e
todos os judeus n ão comem
sem lavar as m ãos 'cerimo -
nialmente , apegando -se , as ¬

sim , à tradiçã o dos l íderes re ¬

ligiosos . 4 Quando chegam


da rua , n ão comem sem an ¬

tes se lavarem . E observam


muitas outras tradições, tais
como o lavar de copos , jar ¬

ros e vasilhas de metal'. )


5
Ent ã o os fariseus e os
mestres da lei perguntaram
foram a Jesus e a Jesus: "Por que os seus dis ¬
perguntaram : "Por que os

cípulos n ão vivem de acor ¬

seus disc ípulos transgridem do com a tradição dos l íde ¬

a tradição dos l íderes religio ¬ res religiosos, em vez de co ¬


sos? Pois n ão lavam as m ã os merem o alimento com as
antes de comer!" m ã os 'impuras'?"
3
Respondeu Jesus: ' Hipó 6
Ele respondeu : " Bem
¬

critas! Bem profetizou Isaías profetizou Isa ías acerca de


acerca de vocês , dizendo: vocês , hipócritas ,- como es ¬

8" '
Este povo me honra t á escrito :
com os l á bios , 'Este povo me honra
mas o seu cora çã o est á com os l á bios ,
longe de mim . mas o seu cora çã o est á
“’Em vã o me adoram ,- longe de mim .
seus ensinamentos 7
Em vã o me adoram ,-
n ã o passam de regras seus ensinamentos
ensinadas por homens' " n ã o passam de regras
0

[ Is 29.13 ]
, ensinadas por homens' '. 1

[ Is 29.13 ]
8
Voc ês negligenciam os
mandamentos de Deus e se
apegam à s tradi çõ es dos
homens" .
9
E disse - lhes: "Vocês es ¬

"E por que vocês transgri ¬


t ã o sempre encontrando
dem o mandamento de uma boa maneira de pôr de
Deus por causa da tradi ¬
lado os mandamentos de
çã o de voc ês ? 4 Pois Deus Deus, a fim de obedecerem , ""
disse : ' Honra teu pai e tua à s suas tradi çõ es ! 0 Pois
m ã e'" [ Ê x 20.12 ,- Dt 5.16 ] Mois é s disse : ' Honra teu
e ' Quem amaldi ç oar seu pai e tua m ã e' [ Êx 20.12 ,-
J

pai ou sua m ã e ter á que ser Dt 5.16] e ' Quem amaldi -

r ( Mc 7.3)
As exigê ncias exatas da tradi ção n ão estão completamente claras. A expressão grega é
literalmente com os punhos. Entre as sugestões para o sentido espec ífico estão lavar com cuidado
(ou diligentemente) , lavar ao girar a m ão fechada em punho na palma da outra m ão, lavar até o
cotovelo ( ou pulso), lavar com a m ão cheia de água e lavar ao esfregar a m ã o com o punho até secar.
Com base nas evid ências dispon íveis, a solu ção mais prov ável é lavar com a m ão cheia de á gua.
SE Ç . 77 0 MINISTÉRIO DE Cfií STO NA REGI Ã O DA GALIL ÉIA 83

Mateus 15.1 - 3 a,7 - 9, Marcos 7.1 - 23


3 b - 6, 10 - 20
executado’* [ Êx 21.17,- Lv ç oar seu pai ou sua mãe terá
20.9 ] "Mas vocês afirmam que ser executado'* [Êx 21.17.-
,

que se alguém disser a seu Lv 20.9 ] "'Mas voc ê s afir


, ¬

pai ou a sua mãe: 'Qualquer mam que se alguém disser a


ajuda que voc ês poderiam seu pai ou a sua mãe: ' Qual ¬

receber de mim é uma ofer quer ajuda que vocês pode


¬ ¬

ta dedicada a Deus ', 6 ele riam receber de mim é Cor -


n ã o est á mais obrigado a bã', isto é, uma oferta dedi ¬

'honrar seu pai'" dessa for cada a Deus, "voc ês o de


¬ ¬

ma. Assim, por causa da sua sobrigam de qualquer de ¬

tradiçã o , voc ê s anulam a ver para com seu pai ou sua


palavra de Deus. mãe . "Assim voc ês anulam
a palavra de Deus, por meio
da tradiçã o que voc ês mes ¬

mos transmitiram . E fazem


muitas coisas como essa".
, Jesus chamou para jun
0 ¬
4 ,
Jesus chamou nova ¬

to de si a multidão e disse : mente a multidão para jun ¬

"Ouç am e entendam. O to de si e disse: "Ouç am-me


"
que entra pela boca n ã o todos e entendam isto: l 5Não
torna o homem 'impuro ',- h á nada fora do homem
mas o que sai de sua boca, que, nele entrando, possa
isto o torna 'impuro' torná - lo 'impuro' . Ao con ¬

l3
Ent ão os discípulos se tr ário, o que sai do homem
aproximaram dele e pergun é que o torna 'impuro'. l 6Se
¬

taram : "Sabes que os fari alguém tem ouvidos para ou


¬ ¬

seus ficaram ofendidos quan vir, ouç a ! * "


¬

do ouviram isso ?"


” Ele respondeu: "Toda
planta que meu Pai celestial
não plantou ser á arrancada ' Depois de deixar a mul ¬

pelas raízes. 14Deixem-nos ; tidão e entrar em casa , os


eles são guias cegos" Se um discípulos lhe pediram ex ¬

cego conduzir outro cego, plicaçã o da parábola. ""Se ¬

ambos cairão num buraco". r á que voc ê s tamb ém não


, 5Ent ão Pedro pediu -lhe: conseguem entender?", per ¬

"Explica - nos a par ábola". guntou - lhes Jesus . "Nã o


i6
"Ser á que voc ê s ainda percebem que nada que
não conseguem entender?", entre no homem pode tomá -
perguntou Jesus . ' "N ã o lo 'impuro ? "Porque n ã o
percebem que o que entra entra em seu coração mas em
pela boca vai para o est ô ¬ seu estômago sendo depois
mago e mais tarde é expe ¬
eliminado . Ao dizer isso
lido ? 18Mas as coisas que Jesus declarou puros to ¬

saem da boca vêm do co - dos os alimentos.

KMt 15.5; Mc 7.11) Aqui est á uma tradi ção específica de que os mestres da lei e os fariseus
gostavam. Ao seguir esse costume, eles de tato anulavam o mandamento de Deus acerca de honrar
os pais. Sua tradição com a ê nfase em exterioridades estava em posição diametralmente oposta à
ênfase de Jesus no car áter interior (Mt 15.11; Mc 7.15 ). Ele se esfor ç ou para deixar esse ponto
muito claro, especialmente para os seus disc ípulos (Mt 15.12 - 20; Mc 7.17- 23 ).
84 0 I I CRI i !
A A GA LiA SEç , 77 , 73

Mateus 15.1 - 3 a,7 - 9, Marcos 7.1 - 23


3 b - 6 , 10 - 20
ração, e são essas que tomam E continuou: "O que sai
20

o homem ' impuro'. do homem é que o torna 'im ¬

puro'. 2 lPois do interior do


l9
Pois coração dos homens vêm os
do cora çã o saem os maus maus pensamentos, as imo ¬

pensamentos, os homicídi ralidades sexuais, os roubos,


¬

os, os adultérios, as imorali os homicídios, os adultérios,


¬

dades sexuais, os roubos, os 22 as cobiç as , as maldades, o


falsos testemunhos e as ca engano , a devassidão, a in
¬ ¬

lúnias. 20Essas coisas tornam veja , a calúnia, a arrogância


o homem 'impuro', mas o co e a insensatez . 23 Todos es
¬ ¬

mer sem lavar as mãos não o ses males v êm de dentro e


torna 'impuro'." tornam o homem 'impuro' " ,

JMt 15.4, Mc 7.10 Éx 20.12,- Dt 5.16 ’Mt 15.4,. Mc 7.10 Êx 21.17, Lv 20.9
' cMt 15.6 Alguns manuscritos
acrescentam ou sua mãe. ,
\ 11 15.9 Mc 7.6,7 k 29.13 'Mt 15.14 Alguns manuscritos dizem são cegos, guias de
..
cegos Mc 7.4 Alguns manuscritos antigos dizem vasos, vasilhasdemetale almofadas dasala r /c / ?/;/ ?/ ( onde se reclinavam
para comer ) . -
9 Alguns manuscritos trazem estabelecerem 16 Alguns manuscritos não trazem o versículo 16.

Seçã o 78 * A ministraçã o em Tiro e Sidom a uma mulher grega que creu


— Nas vizinhanças de Tiro e Sidom —

Mateus 15.21 - 28 Marcos 7.24 - 30


2
lSaindo daquele lugar, Jesus retirou- se 24
Jesus saiu daquele lugar e foi para os
para a região de Tiro e de Sidom. í!Uma arredores de Tiro e de Sidom" . Entrou numa
mulher cananéia, natural dali , veio a ele, casa e não queria que ninguém o soubesse,-
gritando: "Senhor, Filho de Davi, tem mi ¬
contudo, não conseguiu manter em segre ¬

seric órdia de mim! Minha filha est á en ¬


do a sua presenç a. 2’De fato, logo que ou ¬

demoninhada e est á sofrendo muito". viu falar dele, certa mulher, cuja filha estava
23
Mas Jesus n ã o lhe respondeu pala ¬
com um espírito imundo, veio e lançou- se
vra. Ent ão seus discípulos se aproxima ¬
aos seus pé s . 26 A mulher era grega, siro -
ram dele e pediram : "Manda - a embora , fenícia de origem, e rogava a Jesus que ex ¬

pois vem gritando atr á s de nós" . pulsasse de sua filha o demónio .


24
Ele respondeu: "Eu fui enviado ’ape ¬

,
nas à s ovelhas perdidas de fsrael".
2
Ele lhe disse.- "Deixe que primeiro os
25
A mulher veio , adorou- o de joelhos filhos comam at é se fartar ,- pois n ã o é
e disse : “ Senhor, ajuda - mel" correto tirar o p ão dos filhos e lançá - lo
2,
’Ele respondeu: "Não é certo tirar o pã o aos cachorrinhos" .
dos filhos e lançá- lo aos cachorrinhos". 2
sEla respondeu: "Sim, Senhor, mas at é
27
Disse ela, porém: "Sim , Senhor, mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, co ¬

at é os cachorrinhos comem das miga ¬ mem das migalhas das crian ç as".
lhas que caem da mesa dos seus donos". 29
Então ele lhe disse: "Por causa desta respos ¬

28
Jesus respondeu: "Mulher, grande é a ta, você pode ir,- o demónio já saiu da sua filha".
sua fé! Seja conforme voc ê deseja". E na ¬
30
Ela foi para casa e encontrou sua filha
quele mesmo instante a sua filha foi curada. deitada na cama, e o demónio j á a deixara.

’Mc 7.24 Vários manuscritos não trazem e de Sidom.

'(Mt 15.24) A natureza continuadamente exclusiva da missão de Jesus (v. Mt 10.5,6, seção 70b) em
nenhuma outra passagem fica mais clara do que aqui. Ao se retirar da presença dos seus inimigos fariseus
para o território dos gentios (Mt 15.21; Mc 7.24), inicialmente ele ignorou por completo o pedido dessa
mulher (Mt 15.23). Visto que não era de Israel, ela não tinha direito de lhe pedir um favor. No entanto,
depois de reconhecer que os gentios deveriam receber bênçãos somente de forma indireta quando Deus
abençoa Israel, Jesus elogiou a sua percepção e fé e atendeu ao seu pedido (Mt 15.27,28; Mc 7.29,30).
SEC / 9 a 79 b
, , 0 ,i MI JE CRISTO R ,O DA GAJL éIA 85

Seçã o 79 a * Curas em Dec á polis


— De Tro para a região deDecápolis perto do mar da Caliléia —
Mateus 15.29 - 31 Marcos 7.31 - 37
29
Jesus saiu dali e foi para a beira do 3
IA seguir Jesus saiu dos arredores de
mar da Galilé ia. Depois subiu a urn mon ¬
Tiro e “ atravessou Sidom , at é o mar da
te e se assentou. Galil é ia e a região de Dec ápolis. :Ali al
i
¬

gumas pessoas lhe trouxeram um homem


que era surdo e mal podia falar, suplican ¬

do que lhe impusesse as m ã os.


33
Depois de levá-lo à parte, longe da multi¬

dão, Jesus colocou os dedos nos ouvidos dele.


Em seguida, cuspiu e tocou na língua do ho ¬

mem. 34Então voltou os olhos para o céu e,


com um profundo suspiro, disse -lhe: "Efatá!",
que significa "abra- se!" 35Com isso, os ouvi ¬

Uma grande mul


30 ¬
dos do homem se abriram, sua língua ficou
tidão dirigiu- se a ele, levando -lhe os man ¬
livre e ele começou a falar corretamente.
cos, os aleijados, os cegos, os mudos e
3
ojesus vordenou-lhes que n ã o o con ¬

muitos outros , e os colocaram aos seus pé s, tassem a ninguém. Contudo, quanto mais
e ele os curou. 3 ' O povo ficou admirado ele os proibia, mais eles falavam. 3rO po ¬

quando viu os mudos falando, os aleijados vo ficava simplesmente maravilhado e


curados, os mancos andando e os cegos dizia: "Ele faz tudo muito bem. Faz at é o
vendo. E louvaram o Deus de Israel. surdo ouvir e o mudo falar".

Seçã o 79b * Alimentando os quatro mil em Dec á polis


— alimentando as multidões )
( v. seçõ es 72 c , 81a
— A região deDecápolis —
Mateus 15.32 - 38 Marcos 8.1 - 9 a
' Naqueles dias, outra vez reuniu- se uma
32
Jesus chamou os seus discípulos e grande multidão. Visto que não tinham nada
disse : "Tenho compaix ã o desta multi ¬
para comer, Jesus chamou os seus discípulos
dã o , j á faz três dias que eles est ão comi ¬
e disse -lhes: "'Tenho compaix ão desta mul ¬

go e nada t ê m para comer . Nã o quero tidão,- já faz três dias que eles est ão comigo e
mandá - los embora com fome , porque nada têm para comer. 3 Se eu os mandar para
podem desfalecer no caminho". casa com fome, vão desfalecer no caminho,
33
Os seus disc í pulos responderam : porque alguns deles vieram de longe".
"" Onde poderíamos encontrar, neste lu ¬
4
Os seus discípulos responderam: "" On ¬

gar deserto, p ão suficiente para alimen ¬ de, neste lugar deserto , poderia alguém
tar tanta gente ?" conseguir pão suficiente para alimentá - los?"

“ (Mc 7.31 ) A longa e tortuosa rota que Jesus seguiu ao viajar da costa do mar Mediterrâneo para
a margem oriental do mar da Galilé ia provavelmente foi elaborada para guardar a privacidade com
os seus discípulos. Isso o levou novamente à regi ão em que tinha curado dois endemoninhados
gerasenos (seção 66 ) .
'(Mc 7.36 ) A diferenç a entre essa instrução de manter silêncio e a anterior de espalhar a notícia
(Mc 5.19, seção 66) é grande. Antes, Jesus ainda estava ministrando à s multidõ es, mas agora uma
maior notoriedade teria impedido o treinamento especial dos Doze. Quando realizou a cura, ele
at é fez um esforço especial para evitar a aten çã o da multidã o (Mc 7.33 ).
"(Mt 15.33; Mc 8.4) Que os discípulos tenham esquecido a multiplicação dos pães para cinco mil
pessoas pouco tempo antes (seção 72 c) parece inexplicável. Talvez tenham interpretado erroneamente
a forte censura de Jesus ao egoísmo da multidão anterior (Jo 6.26,27, seção 76a) e pensaram que ele não
realizaria novamente um milagre desse tipo. Para corrigir essa interpretação errónea, Jesus novamente
alimentou de forma miraculosa uma grande multidão. Com paciência, ele lidou com os Doze para
provar-lhes a sua identidade e mostrar que não havia nada inerentemente errado com esse tipo de milagre.
86 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GALIL ÉIA SEç , 79 b , 80

Mateus 15.32 - 38 Marcos 8.1 - 9 a


Quantos pã es voc ês t êm?" 5
"Quantos p ães voc ê s t ê m ? ", pergun
“ "Jesus
tou .
, pergun ¬

tou Jesus .
¬

" Sete " , responderam eles , " e alguns "Sete", responderam eles.
peixinhos ." aEle ordenou à multidão que se assen ¬

35
Ele ordenou à multidã o que se as ¬
tasse no ch ã o . Depois de tomar os sete
sentasse no chão . Depois de tomar os pães e dar graç as, partiu- os e os entregou

sete p ães e os peixes e dar graç as, par ¬
aos seus discípulos, para que os servissem
tiu- os e os entregou aos discípulos, e os à multidão,- e eles o fizeram. 7Tinham tam ¬

discípulos à multidão. 37Todos comeram até bém alguns peixes pequenos,- ele deu gra ¬

se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de ç as igualmente por eles e disse aos discí ¬

peda ç os que sobraram . 3 SOs que come ¬


pulos que os distribuíssem. sO povo co ¬

ram foram quatro mil homens, sem con ¬


meu até se fartar. E ajuntaram sete cestos
tar mulheres e crianç as . cheios de pedaç os que sobraram. 9 Cerca
de quatro mil homens estavam presentes.

Seçã o 80 • Retorno à Galiléia e encontro com os fariseus e saduceus


( v. seçõ es 62 , 106 — pedido por um sinal)
— DeDecápolis para Magadã ( Dalmanuta) —
Mateus 15.39— 16.4 Marcos 8.9 b - 12
WE, havendo despedido a multidã o , E, tendo - os despedido, "’entrou no bar ¬

Jesus entrou no barco e foi para a região co com seus discípulos e foi para a região
de xMagadã . de xDalmanuta.
' Os fariseus e os saduceus aproximaram -
" Os fariseus vieram e começ aram a
se de Jesus e o puseram à prova , pedindo - interrogar Jesus . Para p ô -lo à prova, pe -
lhe que lhes mostrasse um " sinal do céu. diram - lhe um sinal do c éu.
2
Ele respondeu: "Quando a tarde vem ,
voc ê s dizem : 'Vai fazer bom tempo, por ¬

que o c éu est á vermelho', 3 e de manhã :


'Hoje haver á tempestade , porque o c éu
est á vermelho e nublado' . Voc ê s sabem
interpretar o aspecto do c éu, mas n ã o
sabem interpretar os sinais dos tempos !"
4
Uma geração perversa e adultera pede "Ele suspirou
um sinal miraculoso, mas nenhum sinal profundamente e disse : "Por que esta ge ¬

lhe ser á dado, a n ã o ser o sinal de Jo ração pede um sinal miraculoso? Eu lhes
¬

nas". Então Jesus os deixou e retirou- se . afirmo que nenhum sinal lhe ser á dado".

"Mt 16.2 , 3 Alguns manuscritos antigos n ã o trazem os versículos 2 , 3 .

x(
Mt 15.39; Mc 8.10) Magad ã e Dalmanuta ou s ão nomes da mesma regi ão ou duas regi ões
pr óximas uma da outra .
y
(Mt 16.1 ) Assim que Jesus pisou na Galilé ia, os seus inimigos j á estavam no seu encal ç o de
novo. Eles lhe pediram um sinal, talvez na mesma linha do que Deus tinha feito com Moisés (Êx
16.15 ), Josu é (Js 10.13 ), Samuel (1 Sm 12.18), Elias ( 1 Rs 18.38) e Isaí as ( 2 Rs 20.11; Is 38.8). No
entanto, Jesus se manteve firme na sua decisã o anterior (Mt 16.4; Mc 8.12; v. Mt 12.39 , se ção 62 ).
Pela primeira vez, os saduceus se uniram aos fariseus no ataque contra ele. Os dois partidos
estavam prontos a abrir m ã o das suas diferenças em virtude do ódio comum contra ele.
SEC , 81 a , 81 b 0 MINISTÉRIO DE CRISTO NA REGIÃO DA GALIL É I A 87

Seçã o 81 a * Advertê ncia acerca do erro dos fariseus , saduceus e herodianos


( v. seções 72 c , 79 b — alimentando as multidões )
( v. seçã o 108a — o fermento da hipocrisia )
— Travessia para a margem orientaldo mar da Galiléia —
Mateus 16.5-12 Marcos 8 , 13- 21
Ent ã o se afastou deles , voltou para o
13

barco e foi para o outro lado .


5
lndo os discípulos para o outro lado do
, 4Os disc ípulos haviam se esquecido de
mar, esqueceram -se de levar pã o. '’Disse - levar pão, a n ão ser um pão que tinham con ¬

lhes Jesus : "Estejam atentos e tenham cui sigo no barco . ’ 5Advertiu -os Jesus : "Estejam
¬

dado com o "fermento dos fariseus e dos atentos e tenham cuidado com o "fermento
saduceus" . dos fariseus e com o fermento de Herodes".
7
E eles discutiam entre si , dizendo: "É I6
E eles discutiam entre si , dizendo: "É
porque n ã o trouxemos p ã o". porque n ã o temos pã o".
“ Percebendo a discuss ã o , Jesus lhes
17
Percebendo a discussão . Jesus lhes per -
perguntou . " Homens de pequena f é , por guntou- "Por que vocês estão discutindo so
, ¬

que vocês est ã o discutindo entre si so ¬ bre n ão terem pã o? Ainda n ã o compreen ¬

bre n ã o terem p ã o ? 9Ainda n ão compre ¬ dem nem percebem ? O coraçã o de vocês


endem ? N ã o se lembram dos cinco pães está endurecido? ' “ Vocês têm olhos mas n ão
para os cinco mil e de quantos cestos vêem? Tê m ouvidos , mas n ã o ouvem ? Ez
,
vocês recolheram ? 0 Nem dos sete pã es 12.2 ]. Nã o se lembram ? "Quando eu parti
para os quatro mil e de quantos cestos os cinco pã es para os cinco mil , quantos
recolheram ? "Como é que vocês n ão en ¬
cestos cheios de pedaços vocês recolheram ?"
tendem que n ã o era de pã o que eu esta ¬ "Doze", responderam eles .
va lhes falando? Tomem cuidado com o M"
E quando eu parti os sete pã es para
fermento dos fariseus e dos saduceus". os quatro mil , quantos cestos cheios de
, 2Ent ã o entenderam que n ão estava lhes peda ç os voc ê s recolheram ?"
dizendo que tomassem cuidado com o "Sete" , responderam eles .
fermento de p ã o, mas com o ensino dos 21
Ele lhes disse: "Vocês ainda n ão enten ¬

fariseus e dos saduceus . dem ?"

Seçã o 81 b • A cura de um cego em Betsaida


— Betsaida, perto deJúlias —
Marcos 8.22 - 26
22
Eles foram para Betsaida , e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, supli ¬

cando - lhe que tocasse nele . 23Ele tomou o cego pela m ã o e o levou para fora do
povoado . Depois de cuspir nos olhos do homem e impor - lhe as m ã os . Jesus pergun -
tou - "Você está vendo alguma coisa?"
,

24
Ele levantou os olhos e disse: "Vejo pessoas, elas parecem á rvores andando".

z ( Mt 16.6; Mc 8.15) Na Lei , o fermento era


considerado um símbolo de impureza ( Ê x 34.25; Lv 2.11 ).
jesus esperava que os seus disc ípulos entendessem essa conota ção ( Mt 16.11 : Mc 8.17, 21 ). Os milagres
recentes com os cinco mil e com os quatro mil mostraram que ele n ão precisava se preocupar com a falta
de pão (v. seções 72c e 79 b). A sua explicação recente acerca da verdadeira fonte de profanação deveria
estar vívida na mente dos discípulos (v. seção 77). Somente um momento de reflex ão lhes teria mostrado
que ele falava sobre profanação espiritual . Os fariseus, os saduceus e os herodianos tinham id é ias
distorcidas sobre o Reino. Os fariseus o amoldaram à tradi ção dos anci ãos. Por meio de racionalizações,
os saduceus descartavam as profecias do AT acerca do Reino. Os herodianos achavam que algum membro
da fam ília de Herodes seria o rei prometido. Ao se libertar de conceitos falsos, os Doze foram preparados
para o verdadeiro retrato do Messias que estava para surgir (v . seção 82 ).
88 0 M I N I S T É R I O DE CR í S I í) ÍJA REGI Ã O OA GAULEIA SEC . 8 1 b , 8 2

Marcos 8.22 - 26
Mais uma vez , Jesus colocou as m ã os sobre os olhos do homem . Ent ã o seus
23

olhos “ foram abertos , e sua vista lhe foi restaurada , e ele via tudo claramente . 2<’Jesus
mandou - o para casa , dizendo: " Nã o entre no povoado '!"
aMc 8.26 Vários manuscritos acrescentam nem conte nada a ninguém no povoado.

APRENDIZADO E CONFIRMAÇÃO DA LI ÇÃO ACERCA DA MISSÃO DE JESUS COMO MESSIAS


Se çã o 82 • A identifica çã o que Pedro faz de Jesus como Messias e a primeira
profecia da igreja
( v. seçã o 76b — declaraçõ es acerca da identidade de Jesus )
— A região de Cesaréia de Filipe —
Mateus 16.13 - 20 Marcos 8.27 - 30 Lucas 9.18 - 21
' " Chegando Jesus à re ¬ 27
Jesus e os seus discípulos 18
Certa vez Jesus estava
gião de bCesaré ia de Filipe , dirigiram -se para os povoados orando em particular, e com
perguntou aos seus discípu ¬ nas proximidades de bCesa - ele estavam os seus discípu ¬

los: "Quem os outros dizem ré ia de Filipe. No caminho, ele los,- ent ã o lhes perguntou :
que o Filho do homem é?" "Quem as multidões dizem
lhes perguntou: "Quem o po ¬
14
Eles responderam: "Alguns
dizem que é João Batista , ou ¬
vo diz que eu sou?" que eu sou?"
tros, Elias,- e, ainda outros, Je ¬
2
SEles responderam : "Al ¬
‘"Eles responderam : "Al ¬
remias ou um dos profetas". guns dizem que és João Ba ¬
guns dizem que és João Batis ¬
I 5"
E vocês ?" , perguntou tista,- outros, Elias,- e, ainda ou ¬ ta,- outros, Elias,- e, ainda ou¬

ele. "“ Quem vocês dizem que tros, um dos profetas". tros, que és um dos profetas
eu sou ?" 29"
E vocês?", perguntou ele. do passado que ressuscitou".
' "Simão Pedro respondeu : "“ Quem vocês dizem que eu 20"
E vocês, o que dizem?",
"dTu é s o Cristo , o Filho do
sou ?" perguntou . "cQuem vocês di ¬

Deus vivo". Pedro respondeu : 'Tu és o zem que eu sou?"


' Respondeu Jesus: "Feliz é Cristo0". Pedro respondeu: "O Cris ¬
você , Sim ão , filho de Jonas!
Poique isto não lhe foi revelado to de Deus".
por carne ou sangue, mas por
,
meu Pai que está nos céus. SE eu

“ ( Mc 8.25) Esse é um dos dois milagres registrados somente por Marcos ( v. seção 79a ). De cada um
podemos deduzir que Cristo teve dificuldades em realizar a cura. Em cada um deles, Jesus fez questão
de realizar o milagre em particular ( Mc 8.23) e evitar notoriedade após a cura ( Mc 8.26). Esse caso em
Betsaida, ocorrendo como foi em dois está gios, é o ú nico exemplo de uma cura gradual realizada por
Jesus (Mc 8.24, 25 ) . Talvez os Doze precisassem aprender que nem todos os milagres seriam instantâ ¬

neos. Em alguns casos, a vitória do poder de Deus sobre o pecado e sobre a doen ça seria gradual.
b(
Mt 16.13; Mc 8.27 ) Herodes Filipe era tetrarca desse territó rio. Em contraste com seus meio-
irm ãos Arquelau e Antrpas, Filipe era um governante justo e correto. Ele n ão tinha razã o para
suspeitar de Jesus como o fez Antipas ( v . seçã o 72 b , nota a ) . Jesus provavelmente permaneceu
com os seus disc í pulos nessa regi ão , onde os habitantes eram gentios em sua maioria e onde
surgiriam poucas ocasi ões de oposi çã o judaica ou grandes multid ões.
“ ( Mt 16.15; Mc 8.29; Lc 9.20) Jesus viu que era a hora certa de pedir uma identificação espec ífica dele
mesmo. Esse era o alvo para o qual ele caminhava desde que deixara a Calil éia vá rios meses antes (seção
72 b) . Praticamente todas as atividades estavam designadas a conduzir os seus disc í pulos à convicção
acerca da sua pessoa . Faltava agora que revelassem a conclusão deles como resposta à sua pergunta.
d(
Mt 16.16 ) Mateus reteve o registro mais completo da resposta de Pedro. A identidade messi â nica
e a divindade de Jesus n ão eram conceitos completamente novos para os Doze ( Mt 14.33, seção 74;
Jo 1.41,49, seção 28), mas agora Pedro e os outros, com base no que tinham visto e ouvido, podiam
confirmar a identidade dele com forte convicção. A verdade assim formulada por Pedro foi funda ¬

mental para a instru ção seguinte que Jesus estava para dar aos seus seguidores mais próximos.
SEC . » 2 , 88 0 MINISTÉRIO D t C í l 5T 3
'
'
\ 4 RhGiAO DA GALIL É IA 89

Mateus 16.13- 20 Marcos 8.27 - 30 Lucas 9.18- 21


lhe digo que você é Pedro, e 3

sobre esta pedra edificarei a


minha 'igreja, e as portas do
Hades’ não poderão vencê-laA
1

l9
Eu lhe darei as chaves do Rei ¬

no dos céus,- o que você ligar


na terra terá sido ligado nos
céus, e o que você desligar na
terra terá sido desligado' nos
céus". 20Entà o advertiu a seus 30
Jesus os advertiu que 'n ão " 'Jesus os advertiu severa ¬

discípulos que 'n ão contassem falassem a ninguém a seu res mente que n ã o contassem
¬

a ninguém que ele era o Cristo. peito . isso a ningu é m .


’Ml 16.18 Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte ou profundezas. 1 18 Ou não se mostrarão
mais fortes do que ela c19 Ou será ligado . . . será desligado ’Mc 8.29 Ou fdessías Tanto ( reto prezo sumo Messias
( hebraico ) significam Ungido, també m em todo o livro de Marcos .

Se çã o 83 • Primeiro an úncio claro da rejei çã o, crucifica çã o e ressurrei çã o


( v. seções 70 b , 115 — o preço do discipulado )
( v. seções 85 , 86, 88 , 125a — profecias da morte e ressurrei çã o '
( v. seçã o 130a — amando e odiando a vida )
— Perto de Cesaréia de Filipe —
Mateus 16.21 - 26 Marcos 8.31 -37 Lucas 9.22- 25
2,
Desde aquele momen ¬
" Então ele “ começou a en - 22
E disse : "S É necess á rio
to Jesus “ começou a explicar sinar - lhes que era necessá rio que o Filho do homem so ¬

aos seus discípulos que era que o Filho do homem sofres ¬ fra muitas coisas e seja re ¬

necessá rio que ele fosse para se muitas coisas e fosse rejei ¬ jeitado pelos l íderes religi ¬

Jerusal é m e sofresse muitas tado pelos l íderes religiosos, osos , pelos chefes dos sa ¬

coisas nas m ã os dos l íderes pelos chefes dos sacerdotes e cerdotes e pelos mestres da
religiosos , dos chefes dos pelos mestres da lei , fosse lei , seja morto e ressuscite
sacerdotes e dos mestres da morto e três dias depois res ¬
no terceiro dia" .
lei , e fosse morto e ressusci suscitasse. 32 Ele falou clara
¬ ¬

tasse no terceiro dia . mente a esse respeito. Entã o


22
Ent ã o Pedro , chaman ¬ Pedro, chamando - o à parte ,
do - o à parte, começou a re começou a repreendê -lo.
¬

preend ê- lo, dizendo: " Nun 33


¬
Jesus , por é m , voltou -
ca , Senhor! Isso nunca te se , olhou para os seus dis ¬

acontecer á !" c í pulos e repreendeu Pe -

e(
Mt 16.18) Essa foi a primeira revela çã o de uma nova obra que Jesus estava para iniciar. Foi
feita a um grupo que seria o n ú cleo do corpo que ele chamou de igreja . Esse circulo í ntimo de
disc í pulos começou a ouvir a partir de então acerca de um assunto que demoraria a entender mas
que, depois, se tornaria o centro de interesse de suas vidas.
f (Mt
16.20; Mc 8.30; Lc 9.21 ) A identidade messi â nica e a divindade de lesus , embora fundamen ¬

tais para a igreja , n ão deveriam ser difundidas amplamente. A lideran ça de Israel a essa altura tinha
perdido a oportunidade de uma rea ção positiva ao se recusar a reconhecer as credenciais dele ( v.
se çã o 61 ). As grandes massas tinham mostrado semelhante falta de vontade de se submeter à s
exigê ncias morais relacionadas a um Reino terreno do Messias ( v. seçã o 73) . N ão era adequado
continuar tratando com eles sobre essas questões até o momento de uma declara ção aberta de sua
identidade diante das autoridades judaicas em Jerusal é m ( v. Mt 26.63, 64 , seção 155).
B( Mt 16.21 ; Mc 8.31 ; Lc 9.22 ) Ao ser colocada imediatamente após a confissã o de Pedro, essa
profecia foi aparentemente provocada pela confissão. Se tivesse vindo a qualquer momento antes,
os Doze n ão teriam sido capazes de recebê- la sem ficar abalados nas suas convicções acerca dele .
Essa é a primeira predi çã o aberta que Jesus faz do que estava então a um ano de acontecer, embora
antes tivesse aludido a esses acontecimentos de torma velada ( v . Jo 2.19 , seção 31 ) . Pedro n ão
estava disposto a aceitar essa revela ção porque agora ele tinha certeza da identidade messi â nica
de Jesus (Mt 16.22; Mc 8.32 ). Os seus esfor ços maldirecionados causaram a mesma repreensão
que o Senhor usou com Satan ás após a tentação (Mt 4.10, se çã o 25 ) .
90 O MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GALIL ÉÍ A SE ç . 83 , 84

Mateus 16.21 - 26 Marcos 8.31 - 37 Lucas 9.22 - 25


“Jesus virou-se e disse a Pe dro, dizendo: "Para trás de
¬

dro: "Para tr á s de mim, Sa mim, Satanás! Você não pen


¬ ¬

tanás! Voc ê é uma pedra de sa nas coisas de Deus, mas


trope ç o para mim, e n ã o nas dos homens".
pensa nas coisas de Deus, “Então ele chamou a mul ¬

mas nas dos homens" . tidão e os discípulos e disse:


“Então Jesus disse aos seus "hSe alguém quiser acompa ¬

,
,
“Jesus dizia a todos 'Se
l
discípulos: "hSe alguém qui nhar -me, negue- se a si mes
¬ ¬
:
ser acompanhar - me, negue - mo, tome a sua cruz e siga- alguém quiser acompanhar -

se a si mesmo, tome a sua cruz me. 35Pois quem quiser sal ¬ me, negue - se a si mesmo ,
e siga-me. “ Pois quem quiser var a sua vida , a perder á;7
tome diariamente a sua cruz
salvar a sua vida**, a perderá, mas quem perder a sua vida e siga -me. Pois quem qui
“ ¬

mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evan ¬
ser salvar a sua vida7, a perde ¬

por minha causa, a encontra gelho, a salvará. “ Pois, que


¬
rá,- mas quem perder a sua vi ¬

rá. 2òPois, que adiantar á ao adianta ao homem ganhar da por minha causa, este a
homem ganhar o mundo in o mundo inteiro e perder a
¬
salvar á. Pois que adianta

teiro e perder a sua alma? Ou, sua alma? 37Ou, o que o ho ¬
ao homem ganhar o mun ¬

o que o homem poderá dar mem poderia dar em troca do inteiro , e perder - se ou
em troca de sua alma? de sua alma? destruir a si mesmo?
’Mt 16.25; Mc 8.35,-
‘ Lc 9.24 Ou alma

Seçã o 84 * A vinda do Filho do homem e o julgamento


— Próximo de Cesaréia de Filipe —
Mateus 16.27,28 Marcos 8.38 — 9.1 Lucas 9.26,27
38
Se alguém se envergonhar “ Se alguém se envergonhar
de mim e das minhas palavras de mim e das minhas pala ¬

27
Pois o Filho do homem virá nesta geração adultera e pe vras , o Filho do homem se
¬

na glória de seu Pai, com os cadora, o Filho do homem envergonhará dele , quando
seus anjos, e ent ão recom se envergonhará dele quan
¬ vier em sua glória e na glória
¬

pensará a cada um de acor do vier na glória de seu Pai do Pai e dos santos anjos.
¬

do com o que tenha feito com os santos anjos".


[SI 62.12; Pv 24.12 ] “ Ga ,
'E lhes disse: "Garanto - 2 Garanto - lhes que alguns
¬

ranto - lhes que alguns dos lhes que alguns dos que aqui que aqui se acham de mo ¬

que aqui se acham não ex estão de modo nenhum ex


¬
do nenhum experimenta¬ ¬

perimentarão a morte antes perimentarão a morte, antes r ão a morte antes de verem


de verem o Filho do homem de verem o 'Reino de Deus o 'Reino de Deus".
vindo em seu 'Reino". vindo com poder".

h(
Mt 16.24; Mc 8.34; Lc 9.23 ) Depois que a multidão se juntou aos discípulos, Jesus ampliou
o escopo do sofrimento predito a qualquer um que quisesse ser seu seguidor. A necessidade disso
foi axiom ática nos ensinamentos de Jesus ( cp. Mt 16.25; Mc 8.35; Lc 9.24 com Mt 10.39, seção
70b; Lc 17.33 , seção 120b; Jo 12.25, seção 130a) e formou a base para a primeira epístola de
Pedro muitos anos depois ( 1 Pe 2.20,21 ) .
'(Mt 16.28; Mc 9.1; Lc 9.27) A referência ao julgamento da fidelidade na época da vinda do Filho do
homem ocasionou a menção do Reino. Essa vinda do Filho e do reino tem sido identificada de diversas
formas com a ressurreição e a ascensão de Jesus, com o dia de Pentecoste, a difusão do cristianismo, a
segunda vinda de Cristo ou a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C; mas a única interpretação que
satisfaz os fatos da história e as condições do contexto é entender essa citação como uma referência à
transfiguração que veio imediatamente a seguir (seção 85). Aqui uma antevisão da vinda do Filho com
o seu Reino foi proporcionada a três dos ouvintes durante o seu tempo normal de vida.
SE ç . 85 0 MINIST ÉRIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GALILEIA 91

Seção 85 • A transfigura ção de Jesus


( v. seçã o 24 — identificaçã o do Filho por parte do Pai)
(v. seções 83 , 86, 88 , 125a — profecias da morte e ressurreição )
— > Ummontealto, talvezo monteHermom —
Mateus 17.1 - 8 Marcos 9.2 - 8 Lucas 9.28 - 36 a
lkSeis dias depois, Jesus -kSeis dias depois, Jesus to ¬
28
kAproximadamente oito
tomou consigo Pedro, Ti mou consigo Pedro, Tiago e
¬
dias depois de dizer essas coi¬

ago e Jo ão, irmão de Tia Jo ão e os levou a um alto


¬
sas,Jesus tomou consigo a
go, e os levou, em particu monte, onde ficaram a só s .
¬
Pedro, João e Tiago e subiu a
lar, a um alto monte. 2Ali Ali ele foi transfigurado dian ¬
um monte para orar. -^En ¬

ele foi transfigurado dian te deles. 3Suas roupas se tor


¬ ¬ quanto orava, a aparência de
te deles . Sua face brilhou naram brancas, de um bran ¬
seu rosto se transformou, e
como o sol, e suas roupas co resplandecente, como ne ¬ suas roupas ficaram alvas e res
¬

se tornaram brancas como nhum lavandeira no mundo plandecentes como o brilho


a luz . 3 Naquele mesmo seria capaz de branqueá- las. de um relâmpago. “ Surgiram
momento apareceram di 4
E apareceram diante deles
¬
dois homens que começaram
ante deles Moisé s e Elias , Elias e Moisés, os quais con ¬
a conversar com Jesus. Eram
conversando com Jesus. versavam com (esus. Moisés e Elias. l Apareceram
!

em glorioso esplendor, e fa ¬

'
lavam sobre a partida de Je
sus, que estava para se cum¬
¬

prir em Jerusalém.
“ Pedro e os seus compa ¬

nheiros estavam dominados


pelo sono,- acordando subi ¬

tamente , viram a gl ória de


Jesus e os dois homens que
4
Ent ão Pedro disse a Je ¬
5
Ent ão Pedro disse a Je estavam com ele. “ Quando
¬

sus: "Senhor, é bom estarmos sus : "Mestre ', é bom estar estes iam se retirando , Pe
¬ ¬

aqui. Se quiseres, farei três mos aqui . Faç amos trê s ten dro disse a Jesus: "Mestre, é
¬

tendas - uma para ti, uma para


, das: uma para ti, uma para bom estarmos aqui. Façamos
Moisés e outra para Elias” . Mois é s e uma para Elias". três tendas: uma para ti, uma
5
Enquanto ele ainda es ¬
6
Ele nã o sabia o que dizer, para Moisés e uma para Eli ¬

tava falando , uma nuvem pois estavam apavorados . as". (Ele não sabia o que esta ¬

resplandecente os envol ¬ A seguir apareceu uma nu va dizendo.)


¬

veu, e dela saiu uma voz , vem e os envolveu, e dela saiu Enquanto ele estava fa
que dizia: "Este é o meu

uma voz, que disse: "Este é o lando, uma nuvem apareceu
¬

Filho amado em quem me meu Filho amado . Ouçam - e os envolveu, e eles fica ¬

agrado. Ouç am - no !" no!" ram com medo ao entrarem

O local exato do monte da transfiguração não é conhecido. Tradicionalmente, tem sido identificado
'
com o monte Tabor, que se ergue na planície de Esdrelom. Mas esse é um local distante dentais de
Cesaréia de Filipe e de Caíarnaum para que seja o local provável. Além disso, é improvável que Jesus e
seus discípulos tivessem subido um monte onde se realizava adoração pagã. Outros têm sugerido uma de
várias colinas perto de Cafarnaum. Mas nenhuma delas parece ser alta o suficiente para ser qualificada
como o "alto monte" de que falam Mateus e Marcos. O monte Hermom se encaixa nessa descrição e tem
a vantagem de ser próximo a Cesaréia de Filipe, onde Jesus tinha estado havia pouco tempo.
k(
Mt 17.1; Mc 9.2; Lc 9.28) Os " aproximadamente oito dias " de Lucas correspondem mais ou
menos aos seis dias de Mateus e Marcos. Dentro de um período de uma semana veio a confissão
de Pedro, a primeira profecia da igreja, a primeira profecia da crucificação e da ressurreição e agora
essa revelaçã o confirmatória do Rei e de seu Reino. Os discípulos provavelmente estavam perple ¬

xos acerca de como a igreja e a pris ã o e a morte anunciadas do Messias influenciariam as profecias
n ã o - cumpridas do Reino vindouro. A transfiguração lhes assegurou que essas profecias ainda
teriam um cumprimento literal. Pelo menos para Pedro isso era verdade ( 2Pe 1.16-19 ).
HLc 9.31) Somente Lucas revela o assunto da conversa entre Moisé s, Elias e Jesus. A "partida"
provavelmente se refere à morte de Jesus. Nesse detalhe, aparece mais uma vez o interesse de Lucas
pela humanidade de Jesus.
92 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA GALIL ÉIA SEç , 85 , 86

Mateus 17.1 - 8 Marcos 9.2 - 8 Lucas 9.28 - 36 a


6
Ouvindo isso, os discípu ¬
na nuvem . ’Dela saiu uma

los prostraram-se com o rosto voz que dizia: "Este é o meu
em terra e ficaram aterrori ¬
Filho, o Escolhido6,- ouç am -
zados. 7Mas Jesus se apro ¬ no ! "
ximou, tocou neles e disse:
"Levantem- se! Não tenham 8
Repentinamente, quan ¬

medo!" SE erguendo eles os do olharam ao redor, não 36


Tendo - se ouvido a
olhos, não viram mais nin viram mais ninguém, a não
¬
voz, Jesus ficou só.
guém a não ser Jesus. ser Jesus .

,
'Mc 9.5 Grego : Rabi tamb ém em 10.51,- 11.21,- 14.45 . '1 9.35 V ários manuscritos dizem o Amado.

Seçã o 86 * A discussã o acerca da ressurreiçã o, Elias e Jo ã o Batista


( v. seções 83 , 85, 88 , 125 a — profecias da morte e ressurrei ção)
— Descendo o monte —
Mateus 17.9- 13 Marcos 9.9 - 13 Lucas 9.36 b
’Enquanto desciam do ’Enquanto desciam do Os discí pulos guardaram
monte, Jesus lhes ordenou: monte, Jesus lhes ordenou isto somente para si,- naque ¬

"Não contem a ninguém o que não contassem a nin les dias, não contaram a nin
¬
¬

que vocês viram, maté que o gué m o que tinham visto , guém o que tinham visto .
Filho do homem tenha sido maté que o Filho do homem
ressuscitado dos mortos" . tivesse ressuscitado dos
mortos. l 0Eles guardaram o
assunto apenas entre si, dis
, Os discípulos lhe per
0 ¬
cutindo o que significaria
¬

guntaram : "Ent ã o , por que "ressuscitar dos mortos".


os mestres da lei dizem que E lhe perguntaram: "Por
"
é necessário que Elias ve que os mestres da lei dizem
¬

nha primeiro ?" que é necessário que Elias


“ Jesus respondeu: "De venha primeiro ? "
fato , Elias vem e restaurará Jesus respondeu: "De

todas as coisas . Mas eu fato, Elias vem primeiro e

lhes digo: Elias já veio, e eles restaura todas as coisas .
não o reconheceram, mas Então, por que está escrito
fizeram com ele tudo o que que é necess ário que o Fi ¬

quiseram . Da mesma for ¬


lho do homem sofra muito
ma o Filho do homem será e seja rejeitado com despre ¬

maltratado por eles". En “ ¬ zo? Mas eu lhes digo: Eli


“ ¬

t ão os discípulos entende ¬
as já veio, e fizeram com ele
ram que era de "João Batis ¬
tudo o que quiseram, como
ta que ele tinha falado . est á escrito a seu respeito".

m(
Mt 17.9; Mc 9.9 ) O limite de tempo colocado para o sil êncio provavelmente é uma chave
para entender por que o silêncio foi imposto. Como mostra Marcos 9.10, os disc ípulos ainda não
entendiam o que significava o Filho do homem ressuscitar dos mortos e não o entenderiam até que
testemunhassem esse fato. Somente apó s a ressurrei ção do Filho eles poderiam compreender
corretamente o real significado da experi ência da transfiguração ( v. 2 Pe 1.16- 19 ) .
n
(Mt 17.13 ) Jo ão Batista é aqui identificado com Elias, mas anteriormente Jo ã o negara essa
identificação (Jo 1.21, v. nota e, seção 26). É difícil discernir de que forma ele cumpriu a profecia
sobre Elias (Ml 4.5,6). O cumprimento parecia depender da receptividade de Israel em relação a
ele e ao Messias (Mt 11.14,15 , seção 57). A rejeição de Jo ão Batista e do Messias (Mt 17.12; Mc
9.13 ) aparentemente anulou o cumprimento em potencial .
SEU . 87 0 MINIST É RIO DE CniSTQ DA REGI Ã O QA GALIL É IA 93

LI ÇÕ ES ACERCA DA RESPONSABILIDADE COM OS OUTROS

Seçã o 87 • A cura do menino endemoninhado e a repreensã o contra a


incredulidade
— Perto do monte da transfiguração —
Mateus 17.14 - 21 Marcos 9.14- 29 Lucas 9.37 - 43 a
l4
Quando chegaram on ¬

de estavam os outros discí ¬

pulos , viram uma grande


multidão ao redor deles e os
mestres da lei discutindo com
eles. '’Logo que todo o povo
viu Jesus, ficou muito surpre ¬

so e correu para saudá-lo.


,
No dia seguinte , quan
“Perguntou Jesus: "O que
3
l4
Quando chegaram on ¬ ¬

de estava a multidão, um do desceram do monte,


voc ê s est ão discutindo ?"
homem aproximou- se de 17
Um homem, no meiouma grande multidão veio
Jesus, ajoelhou - se diante da multidã o , respondeu:
ao encontro dele . "Um
dele e disse: '’"Senhor, tem homem da multidã o bra
"Mestre, eu te trouxe o meu ¬

miseric órdia do meu filho. dou: "Mestre, rogo - te que


filho, que está com um es ¬

Ele tem ataques' e está so


7
¬ dês atenção ao meu filho,
pírito que o impede de fa ¬

frendo muito . Muitas ve ¬ lar. lsOnde quer que o apa


pois é o único que tenho .
¬

zes cai no fogo ou na água. nhe, joga - o no ch ã o . Ele


!9
Um espírito o domina,- de
'"Eu o trouxe aos teus dis ¬
repente ele grita , lan ç a - o
espuma pela boca , range
cípulos, mas eles nã o pu ¬
em convulsõ es e o faz es
os dentes e fica rígido. Pedi ¬

deram cur á - lo". aos teus discípulos que expul


pumar ,- quase nunca o aban
¬ ¬

dona, e o est á destruindo.


sassem o espírito, mas eles
não conseguiram ".
“ Roguei aos teus discípu
, 7°Respondeu Jesus : "Ó
¬

'“ Respondeu Jesus : "Ó los que o expulsassem, mas


geração incr é dula e perver geração incr édula, até quan
¬
eles não conseguiram".
¬

sa, at é quando estarei com do estarei com voc ês ? Até 41


°Respondeu Jesus : " Ó
voc ê s ? At é quando terei quando terei que suport á - geração incr é dula e peixrer -
que suport á -los? Tragam- los? Tragam-me o menino". sa, até quando estarei com
me o menino". “Então, eles o trouxeram. vocês e terei que suportá -los?
Quando o espírito viu Jesus, Traga -me aqui o seu filho" .
imediatamente causou uma “ Quando o menino vi
convulsão no menino. Este nha vindo , o dem ónio o
¬

caiu no chão e começ ou a lanç ou por terra , em con ¬

rolar, espumando pela boca. vuls ão . Mas Jesus repreen ¬

“ Jesus perguntou ao pai deu o espírito imundo, cu


do menino: "Há quanto tem rou o menino e o entregou
¬
¬

po ele est á assim ? " de volta a seu pai. 45E to ¬

"Desde a inf ância . res dos ficaram at ó nitos ante


¬

pondeu ele. .Muitas vezes a grandeza de Deus.


-

esse espírito o tem lanç ado

°(Mt 1 7.1 7; Mc 9.19; Lc 9.41 ) Essa é a única ocasi ão conhecida em que a sensibilidade de Jesus
se mostrou na forma de uma impaciência momentânea com o seu ambiente e as circunstâ ncias.
Vindo como uma resposta ao pai, a express ão provavelmente indica uma conexão entre o homem
e os mestres da lei (Mc 9.14) . Talvez estes tenham usado o homem e o seu filho para reunir
evidências contra os nove discípulos e, por conseguinte, também contra Jesus. A hostilidade dos
inimigos de Jesus apareceu mais uma vez e recebeu a severa repreensão dele. Essa linguagem tão
dura dificilmente pode ter sido uma repreensão aos nove por sua incapacidade de realizar o
milagre, pois eles de fato tinham fé, embora fosse bem pequena (v. Mt 17.20).
94 0 MINIST É RIO DE CRISTO N A REGI Ã O D A GAUL É IA SE ç . 8 7 , 8 8

Mateus 17.14 - 21 Marcos 9.14 - 29


no fogo e na á gua para ma ¬

t á - lo . Mas , se podes fazer


alguma coisa , tem compai ¬
x ão de n ós e ajuda - nos."
23"
Se podes ?", disse Je ¬

sus . "Tudo é possível à que ¬

le que crê ."


24
Imediatamente o pai do
menino exclamou : "Creio ,
ajuda - me a vencer a minha
incredulidade!"
25
Quando Jesus viu que
uma multidão estava se ajun ¬

ISJesus re tando , repreendeu o esp í


¬ ¬

preendeu o dem ó nio ,- este rito imundo, dizendo : "Es ¬

saiu do menino que , da p írito mudo e surdo , eu or


¬ ¬

quele momento em dian deno que o deixe e nunca


¬

te , ficou curado . mais entre nele".


“ O espírito gritou , agi ¬

tou - o violentamente e saiu .


O menino ficou como mor ¬
to , ao ponto de muitos di ¬
l9
Então os discípulos apro ¬ zerem .- "Ele morreu". 27Mas
ximaram -se de Jesus em par Jesus tomou - o pela m ão e o
¬

ticular e perguntaram : "Por levantou , e ele ficou em pé.


que n ã o conseguimos ex ¬ 28
Depois de Jesus ter en ¬

puls á - lo ?" trado em casa , seus disc í ¬

20
Ele respondeu: "Porque pulos lhe perguntaram em
a f é que vocês têm é peque particular: "Por que n ão con ¬
¬

na . Eu lhes asseguro que se seguimos expuls á -lo ?"


vocês tiverem f é do tama ¬ 29
Ele respondeu : "Essa es ¬

nho de um grão de mostar pé cie s ó sai pela ora çã o e


¬

da , poder ã o dizer a este pelo jejum 4".


monte: Vá daqui para l á', e
ele irá . Nada lhes será impos ¬
sível . 2 IMas esta espécie só
sai pela oração e pelo jejum" .b
JMt 17.15 Grego : Ele é lunático. *21 Vários manuscritos não trazem o versículo 21 . ‘Mc 9.29 Alguns
manuscritos n ão trazem e pelo jejum.

Seçã o 88 • Segundo an ú ncio da morte e ressurrei çã o de Jesus


( v. seções 83 , 85, 86, 125a — profecias da morte e ressurrei çã o )
— Itinerário na Caliléia —
Mateus 17.22 , 23 Marcos 9.30 - 32 Lucas 9.43 b - 45
“ Eles sa íram daquele lu ¬
gar e patravessaram a Gali -

p(
Mc 9.30) A partir de Cesaré ia de Filipe e do nordeste da Palestina , Jesus começou nesse ponto
a jornada que o levaria da Calil é ia e da Peré ia para a Jud é ia e Jerusal é m , onde ocorreria a sua
crucifica ção e ressurrei ção seis meses depois.
SEC . 88— 90 0 MINIST É B Í Q DE CRISTO NA R E G I Ã O D A GAUL É I A 95

Mateus 17.22, 23 Marcos 9.30- 32 Lucas 9.43 b- 45


léia . Jesus n ã o queria que nin ¬ Estando todos maravilhados
com tudo o que Jesus fazia ,
guém soubesse onde eles es
,
¬

ele disse aos seus discípulos:


tavam , ! porque estava en ¬

sinando os seus disc í pulos. 44"Ouçam atentamente o que


E lhes dizia : "O Filho do vou lhes dizer : O Filho do
22
Reunindo - se eles na homem est á para ser en homem será tra ído e entre
¬ ¬

Galil é ia , Jesus lhes disse : tregue nas m ã os dos ho gue nas m ã os dos homens".
¬

"O Filho do homem ser á mens . Eles o matar ã o , e três 45 Mas eles n ão entendiam o
entregue nas m ã os dos ho dias depois ele ressuscita
¬ que isso significava ,- era - lhes
¬

mens . 23 Eles o matarã o , e rá". “ Mas eles n ã o enten encoberto para que n ã o o
¬

no terceiro dia ele ressus ¬ diam o que ele queria dizer entendessem . E tinham re ¬

citar á". E os discí pulos fi e tinham receio de pergun - ceio de perguntar - lhe a res ¬
¬

caram cheios de tristeza . tar - lhe . peito dessa palavra .

Se çã o 89 * 0 pagamento do imposto do templo


— Cafarnaum —
Mateus 17.24 - 27
24
Quando Jesus e seus disc í pulos chegaram a Cafarnaum , os coletores do impos ¬

to de duas dracmas 4 vieram a Pedro e perguntaram : "O mestre de voc ês n ã o paga o


imposto do templo*?"
25"
Sim , paga" , respondeu ele .
Quando Pedro entrou na casa , Jesus foi o primeiro a falar, perguntando - lhe : "O
que voc ê acha , Sim ão ? De quem os reis da terra cobram qtributos e impostos : de
seus pró prios filhos ou dos outros ?"
’ Dos outros", respondeu Pedro .
2í "

Disse - lhe Jesus: "Ent ã o os filhos est ã o isentos . 27Mas , para n ã o escandalizá - los ,
v á ao mar e jogue o anzol . Tire o primeiro peixe que você pegar , abra - lhe a boca , e
você encontrar á uma moeda de quatro dracmas 2. Pegue - a e entregue - a a eles , para
pagar o meu imposto e o seu".
•'Mt 17.24 A dracma era uma moeda de prata equivalente à di á ria de um trabalhador bra ç al : també m no

versículo 27. *24 Grego: paga as duas dracmas. ‘27 Grego : / estáter.
Seçã o 90 • A disputa acerca de quem é o maior no Reino
( v. seçã o 123 — o exemplo das criancinhas !
( v . seçã o 145 — receber o Filho é receber o Pai
— Cafarnaum —
Mateus 18.1 - 5 Marcos 9.33-37 Lucas 9.46 - 48
:'
' Naquele momento os dis E chegaram a Cafar ¬
¬ Come ç ou uma discus 46 ¬

c í pulos chegaram a Jesus naum . Quando ele estava são entre os discípulos acer ¬

e perguntaram : "' Quem é o em casa , perguntou - lhes : "O ca de rqual deles seria o maior.
maior no Reino dos cé us ?" que vocês estavam discutin -

‘i(Mt 17.25) Mateus, um ex-cobrador de imposto? demonstra interesse especial por esse episódio, embora
a sua ocupação anterior envolvesse a cobrança de tributos para o goserno romano n ão para o templo. O
,

imposto cobrado aqui era para providenciar sacrif ícios [rara a adoração no templo. A época normal para pagar
esse tributo era a primavera, mas agora era o in ício do outono. O Senhor e os disc ípulos estavam longe dessa
regi ão na é poca normal, por isso os cobradores fizeram questão de abord á-los, tosse para colocar em dia o
deficit na cota deles ou para procurar mais uma maneira de formular acusação contra Jesus.
r(
Mt 18.1 ; Mc 9.34; Lc 9.46 ) Em uma cultura em que posi ções e hierarquia eram a norma, os
disc í pulos naturalmente ca í ram no mesmo molde. A escolha recente dos que estiveram com Jesus no
monte da transfiguração ( seção 85 ) e a proeminência de Pedro entre eles ( seções 82 , 89) serviram de
raz ã o especial para essa discussão nesse momento. O tenta da grandeza " no Reino dos cé us" provavel ¬

mente també m surgiu porque, com Jerusal é m como o seu destino, uma "febre do Reino" tinha
começado a se formar ( v. Lc 19.11 , seção 127 b) . Como resposta , Jesus revelou que a humildade era
não somente a condição para a grandeza (Mt 18.4 ), mas também até mesmo para entrar no Reino (Mt 18.3 ) .
.96 0 MINIST É RIO DE Ufí lSTO NA REGIÃ O DA GA. UL É IA SEC 90, 9 1

Mateus 18.1 - 5 Marcos 9.33 - 37 Lucas 9.46 - 48


do no caminho?" 34Mas eles
guardaram silêncio, porque
no caminho haviam discuti ¬


'Jesus, conhecendo os seus
do sobre ' quem era o maior. pensamentos, tomou uma
33
Assentando- se, Jesus cha ¬

crianç a e a colocou em pé,


- Chamando uma crian mou os Doze e disse : "Se al
¬
¬
a seu lado .
ç a , colocou - a no meio de guém quiser ser o primeiro,
¬

les, :’e disse: "Eu lhes assegu ser á o último, e servo de to


¬
¬

ro que, a não ser que vocês dos " .


se convertam e se tornem 36
E, tomando uma crian ¬

como crianç as, jamais en ç a, colocou - a no meio de


¬
¬

trar ã o no Reino dos c éus . les. Pegando - a nos braç os, 4


BEnt â o lhes
4
Portanto , quem se faz hu disse - lhes: 37"Quem recebe
¬
disse : "Quem recebe esta
milde como esta crianç a, uma destas crianças em meu crianç a em meu nome, está
este é o maior no Reino dos nome, está me recebendo,- e me recebendo,- e quem me
c éus . quem me recebe, não está recebe, está recebendo aque ¬

5
"Quem recebe uma des apenas me recebendo, mas
¬
le que me enviou. Pois aque ¬

tas crianç as em meu nome, também àquele que me en ¬


le que entre voc ês for o me ¬

est á me recebendo. viou". nor, este será o maior".

Seçã o 91 * A advertência contra levar outros a pecar


( v. seções 54c, 115 — o sal da terra)
( v. seção 54e — perda da mão ou do olho )
( v. seçõ es 61, 106 — expulsar demónios, ser a favor ou contra )
( v. seção 70b — um copo de água)
( v. seçã o 116 — a ovelha perdida)
( v. seçã o 117c — advert ência contra levar outros a pecar )
— Cafarnaum —
Mateus 18.6 - 14 Marcos 9.38 - 50 Lucas 9.49,50
38
"Mestre", disse João, "vi ¬
Disse Joã o: "Mestre, vi
49 ¬

mos um homem expulsan ¬


mos um homem expulsan ¬

do demónios em teu nome do demónios em teu nome


e 'procuramos impedi - lo , e 'procuramos impedi - lo,
porque ele nã o era um dos porque ele nã o era um dos
nossos . " nossos ".
39
"Nã o o impeç am", dis ¬
50
"Nâ o o impeç am ", dis ¬

se Jesus . "Ninguém que fa se Jesus, "pois quem não é


¬

ç a um milagre em meu no contra voc ês, é a favor de


¬

me, pode falar mal de mim voc ê s . "

'(Mc 9.38; Lc 9.49 ) Assim como Pedro tinha interpretado incorretamente o programa de Deus
anteriormente (seção 83 ), também João incorreu em tal erro nessa ocasi ão. Mais tarde, o terceiro
disc ípulo honrado, Tiago, faria o mesmo (seção 125 b). Cada interpretação errónea veio logo após
uma prediçã o da paixão e da ressurrei ção de Jesus.
SEç . 91 0 MINIST É RIO OF CsiSIQ NA HEfiiAO DA GALi ) ÉÍ A 97

Mateus 18.6 - 14 Marcos 9.38 - 50


logo em seguida, 40tpois quem
não é contra nó s está a nos ¬
,
so favor. J Eu lhes digo a
verdade: Quem lhes der um
copo de água em meu no ¬
me , por vocês pertencerem
6
Mas se alguém fizer tro a Cristo, de modo nenhum
¬

peç ar um destes pequeni perder á a sua recompensa.


¬

nos que cr ê em em mim , 42"


Se alguém fizer trope ¬
melhor lhe seria amarrar ç ar um destes pequeninos
uma pedra de moinho no que cr êem em mim, seria
pescoço e se afogar nas pro melhor que fosse lanç ado no
¬

fundezas do mar. mar com uma grande pedra


' "Ai do mundo, por cau amarrada no pescoç o.
¬

sa das coisas que fazem tro ¬

peç ar! É inevitável que tais


coisas aconteç am , mas ai
daquele por meio de quem Se
"
elas acontecem ! sSe a sua a sua “ mã o o fizer tropeç ar,
“ mão ou o seu “pé o fize corte - a. É melhor entrar na
¬

rem tropeç ar, corte - os e jo vida mutilado do que, ten ¬


¬

gue - os fora. É melhor en do as duas mãos , ir para o


¬

trar na vida mutilado ou alei inferno, onde o fogo nun ¬


¬

jado do que, tendo as duas ca se apaga, 44onde o seu ver ¬


m ã os ou os dois p é s , ser me não morre, e o fogo não
lanç ado no fogo eterno. 9E se apaga. 6 "E se o seu “pé
se o seu “ olho o fizer trope o fizer tropeçar, corte - o . E
¬

ç ar, arranque - o e jogue - o melhor entrar na vida alei ¬


fora . É melhor entrar na jado do que, tendo os dois
vida com um s ó olho do p és , ser lanç ado no infer ¬
que , tendo os dois olhos, no, 4 <’onde o seu verme não
ser lanç ado no fogo do in morre, e o fogo não se apa ¬
¬

ferno. ga. 4 4 E se o seu “ olho o fizer


'“ "Cuidado para não des tropeç ar, arranque - o. É me ¬
¬

prezarem um s ó destes pe lhor entrar no Reino de Deus


¬

queninos ! Pois eu lhes digo com um s ó olho do que ,


que os anjos deles nos tendo os dois olhos , ser
c éus est ã o sempre vendo lanç ado no inferno, 4Sonde
a face de meu Pai celeste.
" O Filho do homem veio " o seu verme não morre6,
para salvar o que se havia e o fogo não se apaga'
perdido . ' [ Is 66.24 ]

"’Cada um ser á salgado


com fogo.

‘(Mc 9.40) Essa afirmação parece contradizer Mateus 12.30 (seção 61 ), mas na verdade confir ¬

ma a passagem de Mateus. Mateus 12.30 fala da relação da vida interior de uma pessoa com
Cristo, e Marcos 9.40 se refere à sua conduta exterior. Alguém que n ã o é um inimigo declarado
pode ser considerado um amigo; especialmente nesse caso, em que invoca o nome de Cristo.
“ (Mt 18.8,9; Mc 9.43,45,47) De acordo com os costumes da Palestina, os judeus n ão se
referiam ao ato pecaminoso abstrato, mas ao membro específico do corpo pelo qual estava sujeito
a ser cometido. Isso ent ão n ão era um desafio para a automutilação, mas para a recusa de colocar
o corpo a servi ç o de prazeres egoístas ( v. Rm 12.1 ).
98 0 MINISR É Hio OE CRISTO NA REGI ãO DA GAULEIA St " 91 , 92
,

Mateus 18.6 -14 Marcos 9.38- 50


50v"
O sal é bom , mas se dei ¬

xar de ser salgado , como res ¬


, 2"0 que acham vocês? Se taurar o seu sabor? Tenham
alguém possui cem ovelhas , sal em vocês mesmos e vivam
e uma delas se perde , n ã o em paz uns com os outros."
deixará as noventa e nove
nos montes , indo procurar a
,
que se perdeu? 3E se conse ¬

guir encontr á - la , garanto -


lhes que ele ficará mais con ¬

tente com aquela ovelha do


que com as noventa e nove
,
que n ão se perderam 4 Da ,

mesma forma , o Pai de vo ¬


cês , que está nos céus, n ã o
quer que nenhum destes pe ¬
queninos se perca .
'
Mt 18.11 Vá rios manuscritos n ã o trazem o vers ículo 11 . ‘' Mc 9.44 Os manuscritos mais antigos n ã o

trazem o vers ículo 44 . 16 Os manuscritos mais antigos n ã o trazem o versículo 46.


' 49 Is 66.24

Se çã o 92 * 0 tratamento e o perd ã o a um irm ã o que pecou


— Caiarnaum —
Mateus 18.15 - 35
“ "Se o seu irm ão pecar contra você", vá e, a sós com ele, mostre - lhe o erro . Se ele
o ouvir, você ganhou seu irm ã o. ' “ Mas se ele n ã o o ouvir, leve consigo mais um ou
dois outros , de modo que ' qualquer acusa çã o seja confirmada pelo depoimento de
duas ou três testemunhas'2, [ Dt 19.15 ] “ Se ele se recusar a ouvi - los , conte à igreja ,- e
,

se ele se recusar a ouvir també m a igreja , trate - o como pagã o ou publicano .


' 8"Digo - lhes a verdade : Tudo o que vocês ligarem na terra terá sido Migado no cé u ,
e tudo o que vocês desligarem na terra terá sido desligado" no c é u .
, 9"També m lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer
assunto sobre o qual pedirem , isso lhes será feito por meu Pai que está nos cé us .
“ Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles" .
“ Ent ã o Pedro aproximou - se de Jesus e perguntou : "Senhor , quantas vezes deverei
perdoar a meu irm ã o quando ele pecar contra mim ? Até "sete vezes ?"
“23Jesus respondeu : "Eu lhe digo : N ão at é sete , mas até setenta vezes seteM
"Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos.
“ Quando começou o25 acerto, foi trazido à sua presença um que lhe devia uma enorme
quantidade de prata". Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua
mulher, seus filhos e tudo o que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida.

‘( Mc 9.50 ) O "sal da alian ça " ( Lv 2.13 ) proporcionava purifica çã o e preserva çã o do sacrif ício.
Enquanto os disc í pulos permanecessem puros ao n ão brigarem entre si acerca de grandeza (seção
90 ) , poderiam salvaguardar o mundo do julgamento. O sal da ilustração era sal do mar Moito, que,
ao contr á rio de sal processado, continha impurezas que poderiam fazer com que perdesse a sua
salinidade ( v . Mt 5.13, se çã o 54 c ) .
w(
Mt 18.21 ) Ao sugerir sete atos de perd ã o, Pedro pensou que estava sendo muito generoso, pois
os rabinos exigiam somente três. A resposta de Jesus mostrava que era necessá rio o perd ão ilimitado.
A expressão grega no vers ículo 22 pode ser ou setenta vezes sete ou setenta e sete, mas o efeito de
qualquer uma delas é o mesmo: um n ú mero tã o grande que na prática acaba sendo ilimitado.
SEC , 92 , 93 0 SVliNICVEH ' C DE CRIKTU N' A RECiAC DA GAUL É IA 99

Mateus 18.15 - 35
""O servo prostrou- se diante dele e lhe implorou: Tem paciência comigo, e eu te
pagarei tudo’. " O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o
deixou ir.
2s
"Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos que lhe devia
cem denáriosf Agarrou- o e começ ou a sufoc á -lo, dizendo : x'Pague - me o que me deve!'
""Ent ão o seu conservo caiu de joelhos e implorou- lhe: Tenha paciência comigo,
e eu lhe pagarei'.
“"Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a
dívida. ’’Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia aconteci ¬

do, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.
’’"Então o senhor chamou o servo e disse: 'Servo mau, cancelei toda a sua dívida
porque voc ê me implorou. ’’Voc ê não devia ter tido miseric órdia do seu conservo
como eu tive de voc ê ?' Irado, seu senhor entregou- o aos torturadores at é que
pagasse tudo o que devia.
’’
’’"Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de
coraçã o a seu irmão".

Ml 18.15 Alguns manuscritos nã o trazem contra você.



16 Dt 19.1 5 ‘18 Ou será ligado . . . ser á desligado
;

d
22 0u 77 ' 24 Grego, 10.000 talentos O talento equivalia a 35 quilos '28 O denário era uma moeda de

prata equivalente à di á ria de um trabalhador braç al.

JORNADA A JERUSAL É M PARA A FESTA DAS CABANAS

Seçã o 93 • Exige-se o compromisso completo dos seguidores


— A caminho —
vMateus 8.19 - 22 vLucas 9.57 - 62
, Ent ão, um mestre da lei aproximou- se e
9 57
Quando andavam pelo caminho um ,

disse: "Mestre, eu te seguirei por onde quer homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde
que fores" . quer que fores" .
"Jesus respondeu: "As raposas têm suas
5
SJesus respondeu : " As raposas t êm suas
tocas e as aves do c éu t êm seus ninhos , tocas e as aves do céu têm seus ninhos , mas
mas o Filho do homem não tem onde re ¬
o Filho do homem n ão tem onde repou ¬

pousar a cabeç a ". sar a cabeç a" .


"Outro discípulo lhe disse: "Senhor,
59
A outro disse: "Siga - me".
deixa - me ir primeiro sepultar meu pai". Mas o homem respondeu: "Senhor, dei ¬

"Mas Jesus lhe disse : "Siga - me, e ’dei ¬ xa- me ir primeiro sepultar meu pai” .
,0
xe que os mortos sepultem os seus pr ó ¬
t
Jesus lhe disse: "’Deixe que os mortos
prios mortos". sepultem os seus pr óprios mortos, voc ê, ,

por ém, vá e proclame o Reino de Deus".

x(
Mt 18.28 ) Para um discípulo, rejeitar o perd ã o ilimitado é como a recusa do escravo em
perdoar uma d í vida de aproximadamente R $ 50,00 depois de ele ter recebido o perdão por uma
dí vida de mais de R $ 30 milhões ( v. 24 ) .
Y (Mt 8.19- 22; Lc 9.57- 62 ) A localização desse relato duplo segue a ordem da Harmonia de A . T .

Robertson. A opinião dos revisores desta Harmonia, contudo, é que a sequência cronológica é apreendida
melhor ao se colocar essas duas passagens depois da seção 95 . Essa é a forma em que são ordenadas no
evangelho de Lucas (i.e., Lc 9.51-56 precede Lc 9.57-62), e Lucas 9.57 observa que o grupo estava em uma
jornada cujo início já foi indicado em Lucas 9.51 . Não há razão para divergir da ordem de Lucas aqui.
AM1 8.22; Lc 9.60) O filho queria realizar os rituais de sepultamento para o seu pai, que acabara de
morrer, ou então observar o per íodo costumeiro de luto de 30 dias. Mas o chamado para o discipulado
tinha de ser aceito imediatamente, ou se perderia . E no que concernia ao seu pai, havia pessoas
suficientes que ainda eram espiritualmente mortas e que poderiam resolver a questão do sepultamento.
100 O MINISTÉRIO DE CRISTO MA REGI Ã O DA GAUL ÉIA SE:;, 93 95

vLucas 9.57 - 62
6
lAtnda outro disse: " Vou seguir - te , Se ¬

nhor, mas deixa - me primeiro voltar e des ¬

pedir - me da minha família".


6-
Jesus respondeu: "Ninguém que põe
a mão no arado e olha para tr á s é apto
para o Reino de Deus".
Seçã o 94 • Zombaria por parte dos meio irmã os de Jesus -
— Galiléia —
Jo ã o 7.2 - 9
2
Mas, ao se aproximar a festa judaica das cabanas ', 3 os irmãos de Jesus lhe disseram: "Você
1

deve sair daqui e ir para a Judéia, para que os seus discípulos possam ver as obras que você faz.
4
Ninguém que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto que você está
fazendo estas coisas, "mostre- se ao mundo” . 'Pois nem os seus irmãos criam nele.
'Então Jesus lhes disse: "Para mim ainda não chegou o tempo certo,- para vocês qualquer
tempo é certo. 70 mundo não pode odiá - los, mas a mim odeia porque dou testemunho de
que o que ele faz é mau. “ Vão vocês à festa, eu ainda* não subirei a esta festa, porque para
mim ainda não chegou o tempo apropriado". Tendo dito isso, permaneceu na Galiléia.
A8
*Jo 7.2 Ou dos tabernáculos V ários manuscritos não trazem ainda.

Seção 95 * A jornada por Samaria


— Começo da jornada paraJerusalém —

Lucas 9.51 - 56 Jo ã o 7.10


Aproximando - se o tempo em que se
31
' "Contudo, depois que os seus irmãos
¬

ria elevado aos c éus, Jesus partiu bresoluta - subiram para a festa, ele tamb ém subiu,
mente em direção a Jerusalém . 52E enviou não abertamente , mas em segredo .
mensageiros à sua frente. Indo estes , en ¬

traram num povoado samaritano para lhe


,
fazer os preparativos,- s mas o povo dali

"(Jo 7.4) Após os seis últimos meses de relativa obscuridade, os irmãos de Jesus o incentivaram
a fazer uma apari ção dram ática na iminente festa das cabanas em Jerusal é m. Na condi ção de
incrédulos, eles pediram de forma zombeteira uma manifestação messi â nica que teria sido total ¬

mente fora de hora no desenvolvimento dos propósitos de Deus ( v. 8 ) .


b(
Lc 9.51 ) Esse versículo marca o início do chamado "relato de viagem" de Lucas (Lc 9.51 — 19.28).
Lucas tem sido acusado de incorporar incorreções cronológicas e geográficas no seu relato em vista do
uso da expressão "Jesus partiu resolutamente" nesse versículo. Considera-se que essas palavras indicam
o início de uma única viagem para Jerusalém ( Lc 19.28, seção 127b), que culminaria com a crucifica ¬

ção, ressurreição e ascensão de Jesus. Os críticos de Lucas observam que o autor conduz Jesus até as
adjacências cfe Jerusal ém ( Lc 13.22, seção 113 a) e depois o leva por todo esse caminho de volta à
Galiléia, onde a viagem começou ( Lc 17.11, seção 120a). Vá rias dessas supostas incorreções têm sido
citadas. Mas essas críticas est ão baseadas na concepção errónea do que significou "Jesus partiu
resolutamente para Jerusalém" ( literalmente, "virou a sua face em direção a Jerusalém"). Isso significa
simplesmente que ele mudou a sua atenção da tarefa que acabara de completar — o treinamento dos
.
Doze — para o grande desafio seguinte da sua agenda, a sua crucificação em Jerusalém Esse redireciona-
mento das suas energias nã o exclui dessa fase do seu ministério outras visitas a Jerusal ém al ém da
última. Os movimentos de Jesus durante esse período s ão esclarecidos ao observarmos a informação
cronológica e geográfica no relato paralelo do evangelho de João. João indica que houve três visitas
a Jerusalém: para a festa das cabanas (Jo 7.2, seção 94 e Jo 7.11, seção 96a), para a festa da dedicação
(Jo 10.22, seção 111 ) e para a Páscoa (Jo 12.1, seção 128a). O relato de Lucas pode ser facilmente
harmonizado com esses dados e a sua precisão é assim mantida.
SEC . 95 0 MINIST éRIO DE CRISTO NA REGI ã O DA GALIL éIA 101

Lucas 9.51 - 56
nã o o recebeu porque se notava que ele
se dirigia para Jerusalem. 54 Ao verem isso,
os discípulos Tiago e Jo ã o perguntaram :
"Senhor, queres que faç amos cair fogo do
c éu para destruí - los?"" ’"Mas Jesus, vol ¬

tando - se, os repreendeu, dizendo : "Vo ¬

cês não sabem de que espécie de espírito


voc ês s ão, pois o Filho do homem não
veio para destruir a vida dos homens, mas
para salvá-los"''’,- ’6 e foram para outro po ¬

voado .
h
JLc 9.54 Alguns manuscritos dizem destruí-los, como fez Elias? 55 Muitos manuscritos não trazem esta
sentença.

[Exige-se compromisso completo dos seguidores


— A caminho —

dMateus 8.19 - 22 dLucas 9.57 - 62]

C
( lc 9.53 ) Ir a Jerusal ém para adorar era um repúdio ao templo dos samaritanos no monte
Gerizim. Em troca da hostilidade, Tiago e João queriam realizar um milagre parecido com o de
Elias, a quem tinham visto havia pouco ( seção 85 ), e destruir os que não eram receptivos ( Lc 9.54;
v. 2 Rs 1.10,12 ). Os dois "filhos do trov ã o" provavelmente identificaram essa rejeição por parte dos
samaritanos com a oposição que Jesus tinha predito para essa visita a Jerusal ém.
cl(Mt 8.19 - 22; Lc 9.57 62 ) V. nota , seçã o 93.
- y
PARTE OITO
O minist ério posterior de Cristo na Judéia
0 INÍCIO DO MINISTÉ RIO NA FESTA DAS CABANAS

Seçã o 96 a • Rea çõ es diversas ao ensino e aos milagres de Jesus


— Jerusalém no templo —
,

Jo ã o 7.11 - 31
"Na 'festa os judeus o estavam esperando e perguntavam: "Onde está aquele homem?"
l2
Entre a multidão havia muitos boatos a respeito dele. Alguns diziam: "É um bom
homem" .
Outros respondiam - "Não , ele est á enganando o povo" . l 3Mas ninguém falava
,

dele em público , por medo dos Judeus.


“ Quando a festa estava na metade , Jesus subiu ao templo e começ ou a ensinar.
,5Os judeus ficaram admirados e perguntaram: g"Como foi que este homem adquiriu
tanta instrução, sem ter estudado?"
“Jesus, respondeu: "O meu ensino não é de mim mesmo . Vem daquele que me
enviou . 7 Se alguém decidir fazer a vontade de Deus, descobrir á se o meu ensino
vem de Deus ou se falo por mim mesmo . Aquele que fala por si mesmo busca a sua

pr ópria gl ória , mas aquele que busca a glória de quem o enviou, este é verdadeiro ,-
n ã o h á nada de falso a seu respeito . “ Mois é s n ã o lhes deu a Lei ? No entanto ,
nenhum de voc ê s lhe obedece. Por que voc ê s procuram matar - me?"
20
"Você está endemoninhado", respondeu a multidão. "Quem está procurando matá-lo?"
“ Jesus lhes disse: "Fiz um milagre", e voc ês todos est ã o admirados . 22No entanto,
porque Moisé s lhes deu a circuncis ão ( embora , na verdade, ela não tenha vindo de
Moisé s , mas dos patriarcas ) , voc ê s circuncidam no s ábado . 23 Ora , se um menino
pode ser circuncidado no s ábado para que a Lei de Moisés n ã o seja quebrada, por
que voc ê s ficam cheios de ira contra mim por ter curado completamente um homem
no s ábado ? Nã o julguem apenas pela apar ência , mas faç am julgamentos justos".

Ent ã o alguns habitantes de Jerusal ém começ aram a perguntar : "Não é este o

homem que est ão procurando matar ? “ Aqui est á ele , falando publicamente , e n ão
lhe dizem uma palavra. Ser á que as autoridades chegaram à conclusão de que ele é
realmente o Cristo? 2,Mas nós sabemos de onde é este homem ,- quando o Cristo
vier , ninguém saber á de onde ele é" .
“Enquanto ensinava no pátio do templo, Jesus exclamou: "Sim, vocês me conhe
cem e sabem de onde sou. Eu não estou aqui por mim mesmo, mas aquele que me
¬

enviou é verdadeiro. Voc ê s nã o o conhecem, 29mas eu o conhe ç o porque venho da


parte dele , e ele me enviou".

e(
Jo 7.11 ) Essa é a festa das cabanas. A essa altura Jesus voltou para Jerusal ém, o campo dos seus
piores inimigos. O resultado inevitável foi forte controvérsia, que dominou o período do começo
ao fim. A festa da dedicação marcou a conclusã o desse período de tr ês meses (|o 10.22, seção
111 ) . Nessa altura, decisões haviam sido tomadas concernentes a questões controversas, e faltava
s ó executar a decisão de separar o Messias do seu povo.
'(Jo 7.13 ) Em Joã o 7, 8 ( seções 96a— 99b), as designa ções dos inimigos de lesus incluem "os
judeus" (7.11,13,15,35; 8.22,48,52,57 ), " os fariseus" (7.32,47; 8.13) e os " chefes dos sacerdotes e os
fariseus " ( 7.32,45 ). Os que lhe demonstram simpatia ou alguma simpatia s ão chamados "multidão"
( ou "povo" ou "ralé"; 7.12,20,31,32,40,41,43,49 ), "Nicodemos" ( 7.50) e muitos que "creram nele"
( 8.30). Os que ainda est ã o indecisos são " a multidão " ( 7.12,13 ), "habitantes de Jerusal ém" ( 7.25 ),
"guardas do templo" ( 7.32,45 ) e " judeus que haviam crido nele" ( 8.31 ). Nos movimentos r ápidos da
narrativa as reações mistas a seguir s ão registradas: inquirições vagas (7.11 ), debates ( 7.12,40-43 ),
temor ( 7.13,30,44), admiração ( 7.15,46 ), perplexidade ( 7.25 - 27), fé sincera (7.31; 8.30), hostilidade
declarada ( 7.32 ), cr ítica hostil ( 7.23 -27; 8.48-53 ) e crença egoí sta ( 8.33 -44).
5(
Jo 7.15 ) Duas questões espec í ficas dominavam a discussão: a fonte da autoridade de Jesus
(7.15 - 24 ) e sua possí vel identificação com o Messias ( 7.25 - 31 ).
SEC . 96a, 96b 0 MINIST É RIO POSTERIOR EE Cfí iSfG NA JUDEIA 103

Jo ã o 7.11 - 31
30
Ent ão tentaram prendê - lo, mas ninguém lhe p ô s as mã os , porque a sua hora
ainda não havia chegado. 3 lAssim mesmo, muitos dentre a multidão creram nele e
diziam : "Quando o Cristo vier, far á mais sinais miraculosos do que este homem fez ?"
’Jo 7.21 Grego: uma obra.
"

Seçã o 96 b • Tentativa frustrada de prender Jesus


— Jerusalém —
Jo ã o 7.32- 52
í2
Os fariseus ouviram a multidão falando essas coisas a respeito dele . Ent ã o os
chefes dos sacerdotes e os fariseus enviaram guardas do templo para o prenderem.
” Disse - lhes Jesus - "Estou com você s apenas por pouco tempo e logo irei para
,

aquele que me enviou. !4 Voc ês procurar ão por mim, mas nã o me encontrar ão voc ês
não podem ir ao lugar onde eu estarei".
35
Os judeus disseram uns aos outros: "Aonde pretende ir este homem que não o
possamos encontrar ? Para onde vive o nosso povo, espalhado entre os gregos a
fim de ensiná- lo? “ O que ele quis dizer quando falou: 'Voc ês procurar ã o por mim
mas nã o me encontrarão' e ' voc ê s n ão podem ir ao lugar onde eu estare : "

37
No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou - se e disse em alta voz :
"Se algu é m tem sede , venha a mim e hbeba . 38 Quem crer em mim como diz a
Escritura , do seu interior fluir ão rios de á gua viva" . <uEle estava se referindo ao
Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem . At é ent ã o o Espírito ainda
n ã o tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado .
40
Ouvindo as suas palavras, alguns dentre o povo disseram : " Certamente este
homem é o Profeta" .
41
Outros disseram: "Ele é o Cristo".
Ainda outros perguntaram: "Como pode o Cristo vir da Galil éia ? 47 A Escritura nã o
diz que o Cristo vir á da descendência" de Davi, da cidade de Bel é m onde viveu
Davi?" 43 Assim o povo ficou dividido por causa de Jesus. 44 Alguns queriam prendê -
lo, mas ninguém lhe pô s as mãos.
45
Finalmente, os guardas do templo voltaram aos chefes dos sacerdotes e aos
fariseus, os quais lhes perguntaram: "Por que voc ês não o trouxeram ?
46
"Ninguém jamais falou da maneira como esse homem fala " declararam os guardas.
,

47
"Ser á que voc ê s tamb é m foram enganados ? " , perguntaram os fariseus . 4 ' “ Por
acaso alguém das autoridades ou dos fariseus creu nele ? 4 \ à o Mas essa ral é que
nada entende da lei é maldita. "
’“ Nicodemos, um deles, que antes tinha procurado Jesus perguntou - lhes: 51"A
nossa lei condena algué m, sem primeiro ouvi - lo para saber o que ele est á fazendo?"
43
Eles responderam: "Voc ê tamb ém é da Galil é ia Verifique e descobrir á que da
'

Galiléia n ão surge profeta71".


,7
Jo 7.42 Grego: semente. *52 Dois manuscritos ci- zem o Proteta.

h(
Jo 7.37) A festa das cabanas incluía uma libação diária de água para comemorar o suprimento
miraculoso de água no deserto depois de Israel ter partido do Egito. Ao mesmo tempo, apontava
adiante para o que os profetas consideravam a tutura bênção da nação ( Ez 47.1,12; jl 3.18). Jesus
reivindicou a capacidade de cumprir essa promessa, e a interpretação intercalada de João 7.39
identifica o cumprimento com a provisão do Espírito Santo após a glorificação de Jesus.
1 04 0 MINIST é RIO POSTERIOR DE CRISTO NA JUDEIA Stc . 97 , 98

Se çã o 97 • Jesus perdoa a mulher surpreendida em adulté rio


— Jerusalém, no templo —
' [ Jo ã o 7.53— 8.11 ]
55 ,,
[ Ent ão cada um foi para a sua casa .
'Jesus , poré m , foi para o monte das Oliveiras . 5Ao amanhecer ele apareceu nova ¬

mente no templo , onde todo o povo se reuniu ao seu redor, e ele se assentou para
ensin á - lo . 3Os mestres da lei e os fariseus trouxeram - lhe uma mulher surpreendida
em adulté rio . Fizeram - na ficar em pé diante de todos 4e disseram a Jesus: "Mestre ,
esta mulher foi surpreendida em ato de adultério . 5 Na Lei , Moisés nos ordena ape ¬

drejar tais mulheres . E o senhor, que diz?" "Eles estavam usando essa pergunta como
armadilha , a fim de terem uma base para acusá - lo .
Mas Jesus inclinou - se e começ ou a escrever no ch ã o com o dedo . 7 Visto que
continuavam a interrogá - lo , ele se levantou e lhes disse : "Se algum de vocês estiver
sem pecado , seja o primeiro a atirar pedra nela". Hlnclinou - se novamente e conti ¬

nuou escrevendo no ch ã o .
9
Os que o ouviram foram saindo , um de cada vez , começ ando pelos mais velhos .
Jesus ficou s ó , com a mulher em pé diante dele . l 0Ent ã o Jesus p ô s - se em p é e
perguntou - lhe : "Mulher, onde est ã o eles? Ningu é m a condenou ?"
""Ningu é m , Senhor", disse ela .
Declarou Jesus: "Eu também n ã o a condeno. Agora vá e abandone sua vida de pecado".]
Jo 7.53 Muitos
!
manuscritos n ã o trazem Joã o 7.53 — 8.11; outros manuscritos deslocam o texto.

Se çã o 98 • Conflitos acerca da afirma çã o de Jesus de ser a luz do mundo


— Jerusalém, no templo —
Jo ã o 8.12 - 20
"Falando novamente ao sou a Juz do mundo . Quem me
povo , Jesus disse : " Eu
segue, nunca andar á em trevas , mas terá a luz da vida".
, 3 Os fariseus lhe disseram : "Você est á testemunhando a respeito de si pró prio . O
seu testemunho n ã o é v á lido!"
"Respondeu Jesus: "Ainda que eu mesmo testemunhe em meu favor, o meu teste ¬

munho é v á lido , pois sei de onde , vim e para onde vou . Mas você s n ã o sabem de
onde vim nem para onde vou . 5 Você s julgam por padrões humanos,- eu n ã o julgo
ningu é m . “ ’ Mesmo que eu julgue , as minhas decisõ es sã o verdadeiras , porque n ã o
estou sozinho . Eu estou com o Pai , que me, enviou . “ Na Lei de vocês est á escrito que
o testemunho de dois homens é v á lido / sEu testemunho acerca de mim mesmo ,- a
minha outra testemunha é o Pai , que me enviou".
l9
Ent ã o lhe perguntaram : "Onde est á o seu pai ?"
Respondeu Jesus: "Vocês n ã o conhecem nem a mim nem a meu Pai . Se me conhe ¬

cessem , tamb é m conheceriam a meu Pai". 20 Ele proferiu essas palavras enquanto
ensinava no templo , perto do Mugar onde se colocavam as ofertas ? No entanto ,
3

é
ningu m o prendeu , porque a sua hora ainda n ão havia chegado .

lo 8.17 Dt 17.6, 19.15 "20 Grego , gazotilácio.


' Essa se çã o provavelmente registra um acontecimento hist ó rico na vida de Cristo, mas um
incidente que foi preservado pela tradi ção cristã , e n ã o pelo autor desse evangelho. Evid ê ncias de
fontes textuais mais confi á veis negam um lugar para esse evento no evangelho de |oâ o. Por isso,
é imposs ível descobrir a localizaçã o cronol ógica correta desse encontro.

' ( Jo 8.12 ) Alguns estudiosos sugerem que " luz " chamava aten çã o para a coluna de fogo no
deserto ( v . nota h , seçã o 96 b). Embora seja prová vel uma referência indireta a isso, a interpreta ção
prefer ível é uma alusão ao candelabro de ouro que era aceso na primeira noite da festa das cabanas.
Essa fonte de luz por sua vez era comemorativa da shekhinah que conduziu os israelitas pelo deserto.
k(
Jo 8.20 ) A expressão " lugar onde se colocavam as ofertas" deve ser uma referê ncia à quela parte
no pátio das mulheres onde estavam localizadas 1 3 caixas de coleta em forma de trombeta ( v . Mc
12.41 ,43 e Lc 21.1 , seçã o 138) . Esse p á tio era um local de encontros de pessoas de ambos os
sexos no qual o ensino era permitido. É interessante notar que era bem próximo à sala de reuni ões
do Sin édrio, o conselho oficial do juda ísmo que estava decidido a se livrar de jesus.
SEC , 9 9 a , 9 9 b 0 M i M S f E R S O POSTERIOR DE CciSTO ?! A JuOEIA 105

Seçã o 99 a • O relacionamento de Jesus com Deus, o Pai


— Jenisalém, no templo —
Jo ã o 8.21 - 30
2 ,Mais uma vez, Jesus lhes disse: "Eu vou embora, e você s procurarã o por mim, e
morrer ã o em seus pecados. Para onde vou, voc ê s não podem ir ” .
22
lsso levou os judeus a perguntarem : "Ser á que ele irá matar - se ? Ser á por isso que
ele diz : 'Para onde vou, voc ê s n ã o podem ir '?"
23
Mas ele continuou: " Voc ê s sã o daqui de baixo,- eu sou lá de cima Voc ê s sã o
deste mundo, eu não sou deste mundo. " 4 Eu lhes disse que voc ês morrer ã o em seus
25 '
pecados. Se voc ês não crerem que Eu Sou ', de fato morrer ã o em seus pecados .
"Quem é voc ê ?", perguntaram eles .
1

"Exatamente o que tenho dito o tempo todo", respondeu Jesus . Tenho muitas
coisas para dizer e julgar a respeito de voc ê s . Pois aquele que me enviou merece
confianç a , e digo ao mundo aquilo que dele ouvi . "
“ Eles não entenderam que lhes estava falando a respeito do Pai . Ent ã o Jesus '

disse : "Quando voc ês levantarem o Filho do homem, saber ão que Eu Sou e que
nada fa ç o de mim mesmo, mas falo exatamente o que o Pai me ensinou. Aauele
que me enviou est á comigo,- ele não me deixou sozinho, pois sempre faç o o que lhe
agrada" . Tendo dito essas coisas , muitos creram nele.

JJo 8.24 Uma referência ao nome de Deus,- também nos versículos 28,58.

Seçã o 99b * 0 relacionamento de Jesus com Abra ã o e a tentativa de


apedrejamento
— Jerusalém, no templo —
Jo ã o 8.31 - 59
lDisse Jesus aos judeus que "’haviam crido nele: "Se voc ês permanecerem nrmes
3

na minha palavra, verdadeiramente ser ã o meus discípulos. 32E conhecer ã o a verda ¬

de , e a verdade os libertar á".


33
Eles lhe responderam: ""Somos descendentes " de Abraão e nunca fomos escra ¬

vos de ninguém. Como voc ê pode dizer que seremos livres?"


34
Jesus respondeu: "Digo - lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo
do pecado. “ O escravo não tem lugar permanente na família, mas o filho pertence
a ela para sempre. 36Portanto, se o Filho os libertar, voc ê s de fato ser ã o livres. 3 Eu sei
que voc ê s s ã o descendentes de Abra ã o . Contudo , est ã o procurando matar - me ,
porque em voc ê s não há lugar para a minha palavra. 3 SEu lhes estou dizendo o que
vi na presenç a do Pai, e voc ê s fazem o que ouviram do pai de voc ê s ' . "
“ "Abra ão é o nosso pai", responderam eles.
Disse Jesus: "Se voc ês fossem filhos de Abraão, fariam’ as obras que Abraão fez .
40
Mas vocês est ã o procurando matar -me , sendo que eu lhes falei a verdade que ouvi
de Deus , Abra ã o não agiu assim . 4 lVoc ês estã o fazendo as obras do pai de voc ê s".
42
"
Protestaram eles: "Nós não somos filhos ilegítimos O único Pai que temos é Deus".
Disse - lhes Jesus - "Se Deus fosse o Pai de vocês , vocês me amariam, pois eu vim de
,

Deus e agora estou aqui. Eu não vim por mim mesmo, mas ele me enviou. 3Por que a J

( ( o 8.24) O desafio para que cressem nele como o Messias encontra urna reaçã o positiva da
parte de "muitos" (Jo 8.30) . Se eram oponentes, espectadores neutros ou os dois n ã o est á claro.
m(
Jo 8.31 ) O grego está formulado de tal forma que distingue esse grupo dos crentes sinceros de
João 8.30. "Haviam crido nele" não tem a mesma conotação de compromisso que "creram nele". Por
isso, as palavras dessa seção s ão dirigidas àqueles que vêem a plausibilidade das suas afirmações
messiânicas mas n ão estão dispostos a satisfazer as exigências éticas que as acompanham.
"(Jo 8.3.3 ) Essa é a primeira de várias declarações na seção que retratam a hostiIiddacle do judaísmo
contra Jesus e os seus ensinamentos. Aqui os judeus reivindicam a herança da Iiberdade por meio
de Abraã o para contradizer a promessa de liberdade de Jesus somente se eles se submetessem às suas
palavras. As outras afirmações e acusações deles estão nos versículos 39,41,48,53,57.
106 H iVl : : v ! K r É B í O POSTERIOR OE CRISTO NA JUDEIA Sen . 99 b , 100 a

Jo ã o 8.31 - 59
minha linguagem não é clara para voc ês? Porque são incapazes de ouvir o que eu digo.
J4
"Voc ês pertencem ao pai de você s, o Diabo, e querem realizar o desejo dele . Ele
foi homicida desde o princípio e n ã o se apegou à verdade, pois não há verdade nele.
Quando mente, fala a sua pr ópria língua, pois é mentiroso e pai da mentira. J’No
entanto, voc ê s n ã o cr êem em mim , porque lhes digo a verdade! 'Qual de voc ê s
4 l

pode me acusar de algum pecado ? Se estou falando a verdade, porque voc ês não
cr êem em mim ? '" Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz . Voc ê s não o
ouvem porque n ã o pertencem a Deus".
4
SOs judeus lhe responderam: "Nã o estamos certos em dizer que voc ê é samarita -
no e est á endemoninhado ? "
49
Disse Jesus : "Não estou endemoninhado! Ao contr ário, honro o meu Pai, e vocês me
desonram , . ’"Não estou buscando glória para mim mesmo, mas, há quem a busque e
julgue. 5 Asseguro - lhes que, se alguém obedecer à minha palavra, jamais verá a morte".
52
Diante disso, os judeus exclamaram: "Agora sabemos que voc ê est á endemoni ¬

nhado ! Abraão morreu, bem como os profetas, mas voc ê diz que se alguém obede ¬

cer à sua palavra , nunca experimentar á a morte . ’’Voc ê é maior do que o nosso pai
Abraão ? Ele morreu, bem como os profetas. Quem voc ê pensa que é ?"
’’Respondeu Jesus: "Se glorifico a mim mesmo , a minha glória nada significa. Meu
Pai, que voc ês dizem ser o seu Deus, é quem me glorifica . ’’Voc ês não o conhecem,
mas eu o conheç o . Se eu dissesse que nã o o conheç o, seria mentiroso como voc ê s,
mas eu de fato o conheç o e obedeç o à sua palavra . ’“ Abraã o, pai de voc ê s, regozi ¬

jou - se porque veria o meu dia; ele o viu e alegrou- se".


57
Disseram - lhe os judeus: "Voc ê ainda não tem cinquenta anos, e viu Abra ão ?"
’’Respondeu Jesus: "Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!" ’"Ent ão
eles apanharam pedras para apedrej á -lo , mas Jesus escondeu- se e saiu do templo.
'Jo 8.33 Grego: semente; também no versículo 37. *38 Ou Pai. Portanto, façam o que vocês ouviram doPai < 39
L

Alguns manuscri tos dizem Se vocês são filhos dcAbraão, então façam. d41 Grego: não nascemos depornéia,- termo
genérico que se refere a práticas sexuais ilícitas .

Seçã o 100a * A cura de um homem cego de nascença



Jerusalém —
° Jo ã o 9.1 - 7
' Ao passar, Jesus viu um cego de nascen ç a . 2 Seus discípulos lhe perguntaram:
"Mestre , quem pecou: este homem ou seus pais , para que ele nascesse cego ?"
’Disse Jesus - "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra
,

de Deus se manifestasse na vida dele . Enquanto é dia, precisamos realizar a obra



daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ningué m pode trabalhar.
’Enquanto estou no mundo , sou a luz do mundo".
“ Tendo dito isso, cuspiu no ch ã o, misturou terra com saliva e aplicou- a aos olhos
do homem. "Ent ã o lhe disse: " V á lavar - se no tanque de Silo é" ( que significa "envia ¬

do " ) . O homem foi , lavou- se e voltou vendo .

“ (Jo 9.1 7) Segue-se a ordem da Harmonia de A. T. Robertson na localização dessa seção e das próximas
-

seis seções (i.e., seções 100a— 100e seções 101 a, 101 b). Isso pressupõe que João 9.1 — 10.21 ocorreu no
mesmo dia que os eventos de João 8.31 -59 ( seção 99b) na testa das cabanas. Os revisores da Harmonia de
A. T. Robertson crêem, no entanto, que os acontecimentos de João 9. I — 10.21 provavelmente ocorreram
na festa da dedicação, cerca de três meses depois. A seguir, estão as razões para essa conclusão:
1 . Os judeus dificilmente teriam tentado apedrejar Jesus (jo 8.59) no sábado (Jo 9.14, seção 100c).
2 . É necessário ctue tenha passado tempo depois da tentativa de apedrejamento ( Jo 8.59 ) para que
diminuísse a hostilidade antes de outro encontro público como aquele em Jo ão 9.1— 10.21.
3 . A partícula tote ée" , em algumas versões: "então" em outras) em João 10.22 ( seção 111) mostra
que os acontecimentos antes de 10.22 eram parte da participação de Jesus na festa da dedicação.
4 . O tema de discuss ão em 1 - 21 ( ovelhas) tem maior afinidade com 10.22 - 29.
5 . O tom de 9.1 — 10.21 é marcadamente diferente do tumulto e debate que predominou na festa
das cabanas. Na seção posterior, durante a festa da dedicação, a atitude de rejeição dos ouvintes
judeus foi confirmada, e Jesus voltou a sua atenção para os que não eram do povo de Israel.
Se esses argumentos s ão v á lidos, ent ão as seções 100a— 100e e seções 101 a, 101 b devem ser
colocadas entre as seções 110 e 111 .
SEC . 100 b, 100 c O M I N I S T É R I O P O S T E R I O R DE CRISTO NA JuDÉ lA 107

Seçã o 100 b • Rea ção dos vizinhos do cego


— Jemsalém —
Joã o 9.8 - 12
8
Seus vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando perguntaram :
"N ã o é este o mesmo homem que costumava ficar sentado , mendigando ?" "Alguns
afirmavam que era ele .
Outros diziam : " N ão, apenas se parece com ele".
Mas ele pr ó prio insistia : "Sou eu mesmo" .
“ ’"Ent ã o, como foram abertos os seus olhos?", interrogaram - no eles
" Ele respondeu : "O phomem chamado Jesus misturou terra com saliva colocou - ,

a nos meus olhos e me disse que fosse lavar - me em Siloé . Fui , lavei - me . e agora veio .
nE1es lhe perguntaram : "Onde est á esse homem ?”
"N ão sei ", disse ele .

Seçã o 100c * Exame e expulsã o do cego por parte dos fariseus


( v. se ções 49a — 51 , 110 , 114 — contrové rsias a respeito do s á bado
— lerusalém — Joã o 9.13 - 34
"Levaram aos fariseus o homem que fora cego . l 4 Era sá bado o dia em que Jesus
havia misturado terra com saliva e aberto os olhos daquele homem . ' Ent ã o os tariseus
também lhe perguntaram como ele recuperara a vista . O homem respondeu : Ele
colocou uma mistura de terra e saliva em meus olhos, eu me lavei e agora veio
“ ’Alguns dos fariseus disseram : "qEsse homem n ã o é de Deus , pois n ã o guarda o
s á bado " .
Mas outros perguntavam : “ Como pode um pecador fazer tais sinais miraculosos ?
E houve divisã o entre eles .
"Tornaram , pois , a perguntar ao cego: "Que diz você a respeito dele Foram os ’

seus olhos que ele abriu".


O homem respondeu : " Ele é um profeta".
l8
Os judeus n ã o acreditaram que ele fora cego e havia sido curado enquanto n ã o
mandaram buscar os seus pais . “’Ent ã o perguntaram : "É este o seu filho o nua . voc ê s
dizem que nasceu cego ? Como ele pode ver agora ?"
""Responderam os pais: "Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego - Mas
n ã o sabemos como ele pode ver agora ou quem lhe abriu os olhos . Perguntem a ele .
Idade ele tem ; falará por si mesmo". "Seus pais disseram isso porque tinham medo
dos judeus, pois estes j á haviam decidido que , se algu é m confessasse que lesus era
o Cristo , seria ’expulso da sinagoga . 23 Foi por isso que seus pais disseram : " Idade ele
tem ,- perguntem a ele" .

( o 9.11 ) Nesse momento, o cego curado n ã o sabe ao certo quem Jesus é . À medida que os
p|

acontecimentos se desenrolam , no entanto , o seu conhecimento acerca de Jesus cresce rapida ¬

mente . No vers ículo 17 ( seçã o 100c ) , ele o chama de profeta . Nos vers ículos 27, 28 ( se ção 100c ) ,
ele se tornou seu discí pulo. No vers í culo 31 ( seçã o 100 c , ele o descreve como um homem
'
temente a Deus. No vers ículo 33 ( se çã o 100 ci , ele o reconhece como vindo de Deus . Nos
vers ículos 35 e 38 ( se çã o 10Od ) , ele o aceita como Filho do homem .
s ( Jo 9.16 ) O retrocesso dos fariseus nesse encontro é manifesto. No vers ículo 16 , o grupo
predominante diz que lesus n ão vem de Deus. No vers ículo 18, eles questionam o seu milagre . No
vers í culo 24 , eles o chamam pecador . No vers í culo 29 , reconhecem a ignor â ncia deles sobre
Jesus. No vers ículo 41 (seçã o 100e ) , eles sã o declarados pecadores cegos.
r(
Jo 9.22 ) A essa altura , uma forma de excomunh ão como castigo para aqueles que confessavam
a Jesus como Messias tinha sido desenvolvida pelos l íderes judeus e talvez pelo Sin édrio. Severo
e definitivo , o castigo resultava em elimina ção da pessoa da vida social e religiosa de Israel . A
puni çã o aparentemente n ã o foi implementada de forma coerente ; os crist ã os no livro de Atos
circulavam nas sinagogas com liberdade razoá vel .
108 O MINIST É RIO POSTERIOR DE CRISTO NA JUDÉIA SEC . 100 C - 1 OOe

Jo ã o 9.13 - 34
24
PeIa segunda vez , chamaram o homem que fora cego e lhe disseram: "Para a
gl ória de Deus, diga a verdade. Sabemos que esse homem é pecador".
25
Ele respondeu: "Nã o sei se ele é pecador ou não. Uma coisa sei : eu era cego e
agora vejo !"
26
Ent ão lhe perguntaram : "O que lhe fez ele? Como lhe abriu os olhos ?"
2,
Ele respondeu: "Eu já lhes disse, e voc ês n ão me deram ouvidos. Por que querem
ouvir outra vez ? Acaso voc ê s também querem ser discípulos dele?"
2
SEnt ão o insultaram e disseram: "Discípulo dele é voc ê ! Nós somos discípulos de
Moisés! 29Sabemos que Deus falou a Moisé s, mas, quanto a esse, nem sabemos de
onde ele vem".
30
O homem respondeu.- "Ora, isso é extraordinário! Voc ês nã o sabem de onde ele
vem, contudo ele me abriu os olhos . 31 Sabemos que Deus não ouve pecadores , mas
ouve o homem que o teme e pratica a sua vontade .
32
"Ninguém jamais ouviu que os olhos de um cego de nascenç a tivessem sido
abertos. 33 Se esse homem n ã o fosse de Deus, não poderia fazer coisa alguma".
34
Diante disso , eles responderam : " Voc ê nasceu cheio de pecado, como tem a
ousadia de nos ensinar ?" E o 'expulsaram.

Seçã o 10 Od • Jesus se identifica ao cego


— Jerusalém —
Jo ã o 9.35 - 38
35
Jesus ouviu que o haviam expulsado , e , ao encontr á - lo , disse: "Voc ê crê no Filho
do homem ?”
"Perguntou o homem: "Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?"
37
Disse Jesus: "Voc ê já o tem visto. E aquele que est á falando com voc ê".
3
SEntão o homem disse: "Senhor, eu creio". E o 'adorou.

Seçã o 10Oe • A cegueira espiritual dos fariseus


— Jerusalém —
Jo ã o 9.39- 41
Disse Jesus: "Eu vim a este mundo para julgamento, a fim de que os cegos vejam
39

e os que vêem se tornem cegos" .


"Alguns fariseus que estavam com ele ouviram - no dizer isso e perguntaram: "Aca ¬

so n ós tamb ém somos cegos ?"


4 ,
Dí sse Jesus: "l'Se voc ês fossem cegos, não seriam culpados de pecado,- mas ago ¬

ra que dizem que podem ver, a culpa de voc ê s permanece .

'( Jo 9.34 ) A excomunhã o t ã o temida pelos pais ( v . 22 , 23 ) foi aqui executada contra o filho em
virtude da sua defesa ferrenha de Jesus.
'(Jo 9.38) A devoção do homem a Jesus atinge aqui o apogeu. No evangelho de João, a palavra
usada para adoração descreve a reverência que é devida a Deus somente .
“ (Jo 9.41 ) Se os fariseus estivessem dispostos a admitir sua cegueira espiritual, teriam ansiado
pela luz espiritual e poderiam ter encontrado o perd ão. Visto que afirmavam ver e ao mesmo
tempo se negaram a reconhecer Jesus como o Messias , n ã o havia esperan ç a para eles . Estavam
totalmente convencidos de que estar certos e se negaram a aprender a verdade acerca dele. Toda
a perspectiva de ser libertos do pecado foi dessa forma descartada ( v . Mt 9.13; Mc 2.17; Lc 5.32 ,
se çã o 47 ) .
SL ç . 1 0 1 a , 101 b 0 MINIST É RIO POSTERIOR DL C RIS TO NA JUDEIA 109

Se çã o 101a • A alegoria do bom pastor e do ladrã o


— Jerusalém —
Jo ã o 10.1 - 18
' "Eu lhes asseguro que "aquele que n ã o entra no aprisco das ovelhas pela porta,
mas sobe por outro lugar, é ladr ão e assaltante. " Aquele que entra pela porta é o
pastor das ovelhas. 30 porteiro abre -lhe a porta, e as ovelhas ouvem a sua voz . Ele
chama as suas ovelhas pelo nome e as leva para fora. 4Depois de conduzir para fora
todas as suas ovelhas, vai adiante delas, e estas o seguem, porque conhecem a sua
voz. 5Mas nunca seguir ão um estranho,- na verdade, fugir ão dele, porque nã o reco ¬

nhecem a voz de estranhos". “Jesus usou essa comparação, mas eles não compreen ¬

deram o que lhes estava falando .


'Ent ã o Jesus afirmou de novo: "Digo - lhes a verdade: Eu sou a porta das ovelhas .
Todos os que vieram antes de mim eram ladr ões e assaltantes , mas as ovelhas não
os ouviram. ’Eu sou a porta,- quem entra por mim ser á salvo ." Entrar á e sair á , e
encontrar á pastagem". 10 O ladr ão vem apenas para roubar, matar e destruir , eu vim
para que tenham vida, e a tenham plenamente.
" "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. |:0 assalariado
n ã o é o pastor a quem as ovelhas pertencem . Assim, quando v ê que o lobo vem,
abandona as ovelhas e foge. Ent ã o o lobo ataca o rebanho e o dispersa . l 5 Ele foge
porque é assalariado e não se importa com as ovelhas.
l4
"Eu sou o bom pastor,- conheç o as minhas ovelhas , e elas me conhecem , assim "
como o Pai me conhece e eu conheç o o Pai,- e dou a minha vida pelas ovelhas.
l6
Tenho outras ovelhas que não s ão deste aprisco. E necessário que eu as conduza
também. Elas ouvir ão a minha voz, e haver á um só rebanho e um só pastor. l 7Por isso
é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá - la. Ninguém a tira "
de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho *autoridade para dá -
la e para retomá - la. Esta ordem recebi de meu Pai".
] o 10.9 Ou ficará em segurança
J

Seçã o 101b * Mais divisõ es entre os judeus


— Jerusalém —
Jo ã o 10.19- 21
"Diante dessas palavras, os judeus ficaram outra vez "divididos. "Muitos deles
diziam: "Ele está endemoninhado e enlouqueceu. Por que ouvi - lo ?
21
Mas outros diziam - "Essas palavras não são de um endemoninhado . Pode um
,

demónio abrir os olhos dos cegos ?"

v(
Jo 10.1 ) A ocasião para essa alegoria foi proporcionada pela excomunhão do cego a quem
Jesus tinha curado (Jo 9.34, seção 100c ) . O homem curado era uma das ovelhas que formam o
remanescente fiel de Israel, e os fariseus foram identificados como os ladr õ es ( 10.1,8), como o
estranho ( 10.5 ) e como o assalariado (10.12,13 ) . O " aprisco " de que ele falou ( 10.1 ,16) represen ¬

tava o judaísmo dos dias de Cristo a partir do qual ele conduziu o remanescente ( 10.3 ). As "outras
ovelhas " ( 10.1 6 ) eram os do mundo gentio que iriam crer em Cristo. "Um só |...| rebanho" (10.16 )
era a formação esperada do corpo de Cristo composto pelo remanescente fiel de Israel e os crentes
dentre os gentios, lesus é tanto a porta de acesso para o rebanho (10.7,9 ) quanto o bom pastor que
cuida do rebanho ( 10.11,14 ).
“ (Jo 10.18) Somente aqui e em João 2.19 (seção 31 ) lesus afirma que vai retomar a sua vida ou tem
autoridade para fazê- lo. Em outras passagens, o agente que vai ressuscitar o Filho é sempre o Pai.
' (Jo 10.19 ) Em Jo ã o, exemplos anteriores desse tipo de divis ão incluem 6.52 ( seçã o 76 a) , 7.43
( se çã o 96b ) e 9.16 ( seção 100c ) . A função de lesus de dividir pessoas j á tinha se tornado bem
evidente (Mt 10.34- 36, seção 70b; v . Lc 12.51- 53 , seção 108d).
110 O MINIST É RIO POSTERIOR DE CRISTO NA JUDÉIA STC . 102 a , 102 b

LI ÇÕ ES EM PARTICULAR ACERCA DO SERVIÇ O EM AMOR E DA ORA ÇÃ O


Seçã o 102a • Delegando autoridade aos setenta
( v. seçã o 58 — ais contra as cidades)
( v. seções 70a, 70b — os Doze s ão enviados )
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 10.1 - 16
'Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois3 e os enviou dois a dois, adiante dele,
'
a todas as cidades e lugares para onde ele estava prestes a ir. E lhes disse: "A colheita é grande,
"
mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que mande trabalha ¬

dores para a sua colheita. 3 Vão! Eu os estou enviando como cordeiros entre lobos. 4Não levem
bolsa, nem saco de viagem, nem sandálias,- e não saúdem ninguém pelo caminho.
3
"Quando entrarem numa casa, digam primeiro : Paz a esta casa. 6 Se houver ali um
homem de paz, a paz de voc ês repousar á sobre ele,- se não, ela voltar á para voc ês .
7
Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem , pois o trabalhador
merece o seu salário. Não fiquem mudando de casa em casa .
8
"Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam o que for posto
diante de vocês. "Curem os doentes que ali houver e digam-lhes: zO Reino de Deus está
,
pr óximo de voc ê s. 0Mas quando entrarem numa cidade e não forem bem recebidos,
saiam por suas ruas e digam: Até o pó da sua cidade, que se apegou aos nossos pés,
"
sacudimos contra vocês . Fiquem certos disto: o Reino de Deus está pró ximo . Eu lhes '"
digo: Naquele dia haverá mais tolerância para Sodoma do que para aquela cidade.
l3
"Ai de voc ê, Corazim! Ai de voc ê , Betsaida ! Porque se os milagres que foram
realizados entre voc ês o fossem em Tiro e Sidom, há muito tempo elas teriam se
arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo - se de cinzas. l 4Mas no juízo have ¬

r á menor rigor para Tiro e Sidom do que para voc ê s . 3E voc ê, Cafarnaum : ser á
|

3
elevada at é ao c éu? Não,- voc ê descer á at é o Hades ’!
' ""Aquele que lhes dá ouvidos, está me dando ouvidos,- aquele que os rejeita, está
me rejeitando,- mas aquele que me rejeita, est á rejeitando aquele que me enviou".
JLc 10.1 Alguns manuscritos dizem 70,- tamb ém no versículo 17. *15 Essa palavra pode ser traduzida
por inferno, sepulcro, morteou profundezas.

Seçã o 102b • 0 retorno dos setenta


— Provavelmente na ludéia —
Lucas 10.17 - 24
" Os setenta e dois “ voltaram alegres e disseram : "Senhor, at é os demónios se
submetem a nós, em teu nome".
l8
Ele respondeu: "Eu vi Satan á s caindo do c éu como rel âmpago . "'Eu lhes dei
autoridade para pisarem sobre cobras e escorpi ões, e sobre todo o poder do inimi ¬

go , nada lhes far á dano . ""Contudo , alegrem - se , não porque os espíritos se subme ¬

tem a voc ê s , mas porque seus nomes est ão escritos nos c éus".
" ' Naquela hora Jesus, exultando no Espírito Santo, disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor
do c éu e da terra, porque escondeste estas coisas dos s ábios e cultos e as revelaste
aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado .

v ( Lc 10.1 ) Embora a NVI siga os manuscritos que dizem "setenta e dois", os editores preferem a leitura
"setenta". Assim como Moisé s designou setenta anci ãos para ajud á- lo, jesus designou um número
igual para apressar a sua missão no breve tempo que restava antes da sua prisão e crucificação. Ao
contrá rio dos Doze. cujo ministério tinha sido para a Galil éia, os setenta deveriam ir para a Peréia ( além
.
do Jordão) e para a Judéia Os Doze tiveram um impacto mais independente e duradouro, mas os
setenta foram comissionados para preparar as cidades e vilas para uma visita de Cri sto. _
“ ( Lc 10.9) A mensagem ainda é a respeito da proximidade do Reino (v. Mt 10.7, seção 70b). Os
habitantes de outras á reas tinham o direito a essa proclamação, assim como o tinham os da Galilé ia.
Esse amplo ministério, particularmente na Judé ia, serviu para preparar Israel para a apresentação
oficial do seu Rei na entrada triunfal, para a qual faltavam menos de seis meses ( v. seção 128b) .
'' ( Lc 10.17) Os setenta n ão retornaram todos de uma só vez e é possível que não tenham voltado ao

mesmo local. Eles muito provavelmente o encontraram à medida que ele os seguia nos lugares aos quais
os tinha enviado como precursores. Depois de estarem todos reunidos novamente, ocorreu esse diálogo.
SEC . 1 0 2 b- 1 0 4 O MINIST É RIO POSTERIOR Dl CRISTO NA JjU É IA 111

Lucas 10.17 - 24
"""Todas as coisas me foram entregues por meu Pai . Ningu é m sabe quem é o
Filho , a n ã o ser o Pai , e ningu é m sabe quem é o Pai , a n ã o ser o Filho e aqueles a
quem o Filho o quiser revelar" .
""Ent ã o ele se voltou para os seus disc ípulos e lhes disse em particular : "Felizes sã o
os olhos que vêem o que voc ês v ê em . " 4 Pois eu lhes digo que muitos profetas e reis
desejaram ver o que vocês est ã o vendo , mas n ã o viram , e ouvir o que vocês est ã o
ouvindo, mas n ã o ouviram".

Se çã o 103 • A história do bom samaritano


( v. seçã o 135 —
o maior mandamento da Lei )
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 10.25- 37
""Certa ocasi ão , um perito na lei levantou -se para pô r Jesus à prova e lhe pergun ¬
tou : "Mestre , o que preciso fazer para herdar a vida eterna ?"
"‘7""O que est á escrito na Lei ?", respondeu Jesus . "Como vocé a l ê ?
" Ele respondeu : " 'Ame o Senhor, o seu Deus , de todo o seu cora çã o de toda a sua
alma , de todas as suas forças e de todo o seu entendimento' -’ e Ame o seu próximo
"
como a si mesmo' [ Lv 19.18 ,- Dt 6.5 } .
1

, e viver á Lv : S 5 _ _
""- Disse Jesus: "Você respondeu corretamente . Faça isso . .

"Mas ele , querendo justificar - se , perguntou a Jesus : "E quem é o meu pró ximo'
"°Em resposta , disse Jesus: "Um Tomem descia de Jerusal é m para Jerico quando
caiu nas m ã os de assaltantes . Estes lhe tiraram as roupas , espancaram - no e se roram
deixando - o quase morto . " ' Aconteceu estar descendo pela mesma estraca um sa ¬

cerdote. Quando viu o homem , passou pelo outro lado . 3"E assim tamb é m um levita
quando chegou ao lugar e o viu , passou pelo outro lado . " " Mas um samaritano
estando de viagem , chegou onde se encontrava o homem e , quando o v:u teve
piedade dele . " 4Aproximou - se , enfaixou - lhe as feridas , derramando nelas vinho e
ó leo . Depois colocou - o sobre o seu pró prio animal , levou - o para uma hospedaria e
cuidou dele . " 5 No dia seguinte , deu dois den á rios" ao hospedeiro e lhe disse - ' Cuide ,

dele . Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’ .
36"
cQual destes três voc ê acha que foi o pró ximo do homem que caiu nas m ã os
dos assaltantes ?"
" '"Aquele que teve misericó rdia dele” , respondeu o perito na lei .
Jesus lhe disse : "Vá e faça o mesmo".
aLc 10.27 Dt 6.5 lr
17 Lv \9.18 ‘35 O denário era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal.

Se çã o 104 * Jesus visita Maria e Marta


— Betânia, perto deJerusalém — Lucas 10.38- 42
""Caminhando Jesus e os seus disc ípulos , chegaram a um povoado , onde certa
mulher chamada "Marta o recebeu em sua casa .
b ( Lc 10.30) Embora muitas vezes
seja referido como pará bola, a probabilidade de tratar-se de um fato real
é grande. É pouco provável que Jesus tivesse atribu ído esse comportamento impróprio aos seus inimigos ( i .e.,
,
um sacerdote e um levita a não ser que isso tivesse de fato ocorrido. O que e especialmente prová vel , visto
)
que o perito na lei que fez a pergunta era um dos escribas que estavam testando |esus (v. 25).
( Lc 10.36) Jesus reformulou e corrigiu a pergunta do escriba de "quem é o meu próximo ?" (v. 29 ) para
"de quem eu sou o próximo ?". O que o homem deveria ter perguntado era: "A quem eu me mostro como
o seu próximo ?" A resposta de Jesus na história do bom samaritano é: "Qualquer pessoa necessitada, mesmo
que seja meu inimigo declarado". O amor, n ão a localização geográfica é que produz a proximidade.
'' ( Lc 10.38, 39 ) Os retratos de Maria e Marta nesse episódio est ã o em perfeita harmonia com
aqueles em João 11.1 7-44 ( seçã o 118b) quando o irm ão delas L á zaro, foi ressuscitado. A vida de
Maria foi caracterizada especialmente por adora ção e meditaçã^ o, e Marta era mais dada a ativida ¬

des e servi ço. As duas atitudes sã o v á lidas. O erro ocorreu quando Marta permitiu que a ansiedade
interviesse e estragasse o que de outra forma seria um servi ço necessá rio.
1)2 0 M i N i S T È R l O P O S 1 E R K1 R D E íl R I S T O W A JUfStiA Str . 104 , 105

” dMaria , sua irmã , ficou sentada aos pés do Senhor, ouvindo a sua palavra. 4uMarta, porém ,
estava ocupada com muito serviço . E , aproximando -se dele, perguntou: "Senhor, n ão te
importas que minha irmã tenha me deixado sozinha com o serviço? Dize-lhe que me ajude!"
" Respondeu o Senhor : "Marta ! Marta ! Você est á preocupada e inquieta com
muitas coisas ,- "todavia apenas uma é necessá ria ." Maria escolheu a boa parte , e esta
n ã o lhe será tirada".
'Lc 10.42 Alguns manuscritos dizem todavia, poucas coisas são necessárias.

Se çã o 105 * A li çã o acerca de como orar e a pará bola do amigo Importuno


( v. seção 54 f — a ora çã o do disc ípulo )
( v. seçã o 54 h — pedir, buscar, bater )
( v. seçã o 121 — oraçã o persistente )
— Provavelmente naJudeia —
Lucas 11.1 - 13
' Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus
discípulos lhe disse: "Senhor, ensina - nos a orar, como João ensinou aos discípulos dele".
JEIe lhes disse : "Quando vocês orarem , digam :
" Pai !"
Santificado seja o teu nome .
Venha o teu Reino /’
3
D á - nos cada dia o nosso p ã o cotidiano .
4
Perdoa - nos os nossos pecados ,
pois també m perdoamos a todos os que nos devem .
E n ã o nos deixes cair emc tenta çã o ". 0

5
Entã o lhes disse : "Suponham que um de vocês tenha um amigo e que recorra a
ele à meia - noite e diga : 'Amigo , empreste - me trê s p ã es , " porque um amigo meu
chegou de viagem , e n ã o tenho nada para lhe oferecer .
7"
E o que estiver dentro responda : 'N ã o me incomode . A porta j á est á fechada , e
eu e meus filhos j á estamos deitados . N ã o posso me levantar e lhe dar o que me
pede’ . 8Eu lhes digo .- Embora ele n ão se levante para dar - lhe o p ão por ser seu amigo ,
por causa da 'importuna çã o se levantará e lhe dará tudo o que precisar.
9
” Por isso lhes digo : Peçam , e lhes ser á dado ,- busquem , e encontrar ã o ,- batam , e a
porta lhes será aberta . "’ Pois todo o que pede , recebe ,- o que busca , encontra ,- e
à quele que bate , a porta será aberta .
""Qual pai , entre vocês , se o filho lhe pedir umf peixe , em lugar disso lhe dará uma
cobra ? nOu se pedir um ovo , lhe dará um escorpi ã o ? "Se voc ês , apesar de serem
maus , sabem dar boas coisas aos seus filhos , quanto mais o Pai que está nos c éus
dará o Esp írito Santo a quem o pedir!"
’Lc 11.2 Muitos manuscritos dizem Pai nosso, que estásnocéu. b2 Muitos manuscritos dizem Reino. Seja /eita
a tua vontade assim na terra comonocéu. ‘4 Grego: Enãonosinduzasà. dA Muitos manuscritos dizem tentação, mas
livra-nos do Maligno. c11 Mu itos manuscri tos acresce ntam pão, lhe daráuma pedra, ouse pedir um

GUm pouco de incerteza cerca a tradução da palavra traduzida por importunação ( ousadia na NIV
em inglês) , em Lucas 11.8. A nota de rodapé da NIV (em inglês) oferece a opção persistência. Talvez
essa seção devesse ser intitulada "Li ções acerca da oração e a pará bola do amigo persistenté' .
f(
Lc 11.8) Nessa palavra, encontram -se as id é ias de seriedade e urgê ncia. No caso de Deus,
como no caso do amigo importunado, a ousadia do que pede com tal motivação é que faz a
balança pender a favor da concessão do pedido.
Si 106 O r»: , «
' Fí : D; CRisra NA JUDEIA 113

O SEGUNDO DEBATE COM OS MESTRES DA LEI E OS FARISEUS

Se çã o 106 • Uma terceira acusa çã o blasfema e um segundo debate


( v. seções 54c , 64 b — acender uma candeia )
( v. seçã o 54g— a candeia do corpo )

( v. seçõ es 61 , 91 ser a favor e contra )
( v. seções 61 , 68 , 91 —
expulsã o de dem ó nios , declara ções blasfemas )
( v. seções 62 , 80— pedido por um sinal )
( v. se çã o 108 a — declara çõ es blasfemas )
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 11.14- 36
"Jesus estava expulsando um dem ó nio que era mudo . Quando o dem ó nio saiu , o
mudo falou , e a multid ã o ficou admirada . "Mas alguns deles disseram : "g É por
Belzebu , o pr í ncipe dos dem ó nios , que ele expulsa dem ó nios' . ’ “ Outros o punham
à prova , pedindo - lhe um sinal do céu .
"Jesus , conhecendo os seus pensamentos , disse - lhes : Todo reino dividido, con ¬

tra si mesmo será arruinado , e uma casa dividida contra si mesma cair á . sSe Satan á s
est á dividido contra si mesmo , como o seu reino pode subsistir ? Digo isso porque
vocês est ã o dizendo que expulso dem ó nios por Belzebu . ’Se eu expulso dem ó nios
por Belzebu , por quem os expulsam os filhos -’ de voc ê s ? Por isso , eles mesmos
estarã o como ju ízes sobre vocês . 20 Mas se é pelo dedo de Deus que eu expulso
dem ó nios , ent ã o chegou a vocês o Reino de Deus .
2 l"
Quando um homem forte, bem armado , guarda sua casa . seus bens est ã o segu ¬

ros . 22 Mas quando algué m mais forte o ataca e o vence , tira - lhe a armadura em que
confiava e divide os despojos.
25"
Aquele que n ão está comigo é contra mim , e aquele que comigo n ão ajunta , espalha .
24"
Quando um espírito imundo sai de um homem , passa por lugares á ridos procu ¬

rando descanso , e , n ã o o encontrando , diz : 'Voltarei para a casa de onde sa í' .


25
Quando chega , encontra a casa varrida e em ordem . 26Entã o vai e traz outros sete
esp íritos piores do que ele , e entrando passam a viver ali . E o estado final daquele
homem torna - se pior do que o primeiro".
"Enquanto Jesus dizia estas coisas , uma mulher da multid ã o exclamou : " Feliz é a
mulher que te deu à luz e te amamentou".
2
sEle respondeu : "Antes , felizes sã o aqueles que ouvem a palavra de Deus e lhe
obedecem " .
"Aumentando a multid ão, Jesus começou a dizer: "Esta é uma geraçã o pemersa . Ela
pede um sinal miraculoso , mas nenhum sinal lhe será dado , exceto o sinal de lonas .
"Pois assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, o Filho do homem també m o
será para esta gera çã o . ” A rainha do Sul se levantará no ju ízo com os homens desta
gera çã o e os condenar á pois ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de
,

Salom ã o, e agora est á aqui quem é maior do que Salom ã o . 2 Os homens de N ínive se
levantarã o no juízo com esta geraçã o e a condenarã o pois eles se arrependeram com
,

a prega çã o de Jonas , e agora est á aqui quem é maior do que Jonas .

s( Lc 11.15) A mesma acusa çã o tinha sido feita aproximadamente um ano antes, e um debate
semelhante tinha se seguido (seçã o 61 ) . Jesus utilizou os mesmos argumentos que havia usado na
ocasi ão anterior . Podemos ver a diferen ça entre os dois encontros em três fatores:
1 . Lucas parece colocar esse debate na Jud é ia , e o debate anterior ocorreu na Galil é ia .
2 . No relato de Lucas , o homem curado é mudo , mas no relato de Mateus ele é mudo e cego.
Por causa de sua forma çã o m é dica , Lucas dificilmente teria deixado de mencionar a
cegueira do homem se essa tivesse sido a sua condi ção.
3 . Os eventos que seguem os dois episódios sã o bem diferentes, ou seja , o in ício do ensino
por par á bolas no primeiro caso e o desjejum com um fariseu no segundo.
1 í 4 0 ~
r O R DE I C hA JuCi I ,\ SE ç . 106 , 107

Lucas 11.14- 36
’’"Ninguém acende uma candeia e a coloca em lugar onde fique escondida ou
debaixo de uma vasilha. Ao contr ário, coloca - a no lugar apropriado, para que os que
entram possam ver a luz . 34Os olhos s ã o a candeia do corpo . Quando os seus olhos
forem bons, igualmente todo o seu corpo estar á cheio de luz . Mas quando forem
maus, igualmente o seu corpo estar á cheio de trevas. ’’Portanto, cuidado para que a
luz que est á em seu interior nã o sejam trevas. ’"Logo , se todo o seu corpo estiver
cheio de luz, e nenhuma parte dele estiver em trevas , estar á completamente ilumina ¬

do , como quando a luz de uma candeia brilha sobre voc ê" .

'Lc 11.19 Ou discípulos

Seçã o 107 • Ais contra os fariseus e mestres da lei enquanto comia com um fariseu
( v. seção 137a — ais contra os mestres da lei e os fariseus)
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 11.37 - 54
’ Tendo terminado de falar, um fariseu o convidou para comer com ele. Ent ão
Jesus foi, e reclinou- se à mesa,- ’’mas o hfariseu, notando que Jesus n ã o se lavara
cerimonialmente antes da refeição, ficou surpreso .
’9Ent ã o o Senhor lhe disse : "Voc ê s , fariseus, limpam o exterior do copo e do
prato , mas interiormente est ã o cheios de gan â ncia e de maldade . “ ’Insensatos !
Quem fez o exterior não fez também o interior ? 41Mas dêem o que est á dentro do
prato " como esmola, e ver ão que tudo lhes ficar á limpo .
42
"Ai de voc ê s , fariseus , porque dão a Deus o dízimo da hortelã, da arruda e de
toda a sorte de hortaliç as , mas desprezam a justiç a e o amor de Deus! Voc ês deviam
praticar estas coisas, sem deixar de fazer aquelas .
43
"Ai de voc ê s , fariseus , porque amam os lugares de honra nas sinagogas e as
saudaçõ es em público !
44
"Ai de voc ês, porque são como túmulos que n ão são vistos, por sobre os quais os
homens andam sem o saber !"
4

tas
’Um dos peritos na lei lhe respondeu: "Mestre , quando dizes essas coisas, insul
também a n ós".
¬

’ ""Quanto a voc ês, peritos na lei", disse Jesus, "ai de vocês também!, porque sobre ¬

carregam os homens com fardos que dificilmente eles podem carregar, e voc ê s
mesmos não levantam nem um dedo para ajudá- los.
4
"Ai de voc ês, porque edificam os túmulos dos profetas, sendo que foram os seus
próprios antepassados que os mataram. 4SAssim vocês dão testemunho de que aprovam o
que os seus antepassados fizeram. Eles mataram os profetas, e vocês lhes edificam os
túmulos. 4''Por isso, Deus disse em sua sabedoria : 'Eu lhes mandarei profetas e apóstolos,
dos quais eles matarão alguns, e a outros perseguirão'. 50Pelo que, esta geração será consi ¬

derada responsável pelo sangue de todos os profetas, derramado desde o princípio do


mundo: ’ desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o

santuário. Sim, eu lhes digo, esta geração será considerada respons ável por tudo isso.
"Ai de voc ê s , peritos na lei , porque se ' apoderaram da chave do conhecimento .

Voc ês mesmos n ão entraram e impediram os que estavam prestes a entrar!"

h(
Lc 11.38) A disposição interior contrária do anfitrião de lesus é clara. Embora a decisão formal de
eliminar lesus não tivesse sido tomada ainda (Jo 11.53, seção 119 ), as intenções do Sin édrio eram
evidentes para os seus membros (seções 96b, 99b). Por isso, os escribas e fariseus fizeram com que um
deles convidasse Jesus para uma refeição para poderem vigiá- lo melhor e assim encontrar base para uma
acusa ção formal. Como resultado desse encontro, a hostilidade deles foi intensificada ainda mais ( v.
53,54). Em uma refeição anterior com um fariseu na Galiléia, o anfitrião não tinha sido tão hostil (seção 59).
'( Lc 11.52) A denúncia de Jesus contra os fariseus (v. 39-44) e os peritos na lei (ou escribas, v. 45-51 )
foi conduzida ao apogeu quando ele acusou os mestres de se apoderarem da "chave do conhecimento".
A chave para o conhecimento de Deus era o AT, cujo verdadeiro significado eles tinham escondido por
meio das suas interpretações equivocadas e das tradições elaboradas por homens. Esses peritos na lei se
negaram a buscar uma apreciação correta de Deus e, além disso, ainda mantinham distantes desse
conhecimento os que eles ensinavam ao lhes impor as suas próprias ideias acerca das Escrituras.
SF í; 107
, 108 b O MINIST É RIO POSTERIOR DF C lí l S T C PÍ A JlID É l A 115

Lucas 11.37 - 54
“ Quando Jesus saiu dali , os fariseus e os mestres da lei começaram a opor-se fortemente
a ele e a interrogá -lo com muitas perguntas , “ esperando apanhá -lo em algo que dissesse.
’Lc 11.41 Ou o que vocês têm

Se çã o 108 a • A advertê ncia aos disc í pulos contra a hipocrisia


( v. seções 54 g, 70 b — o valor dos p ássaros )
( v. seçõ es 54g , 61 , 106 — declara çõ es blasfemas )
( v. seçã o 70 b — confissã o/testemunho diante dos outros )
( v. seçã o 81 a — o fermento da hipocrisia )
( v. seção 139 b — julgamentos diante de cortes e governantes 1

— Provavelmente najudéia —
Lucas 12.1 -12
' Nesse meio tempo , tendo - se juntado uma multid ã o de milhares de pessoas , ao
ponto de se atropelarem umas às outras , Jesus começou a falar primeiramente aos seus
' discí2pulos , dizendo: "Tenham cuidado com o fermento dos fariseus , que é a hipocri ¬

sia . N ã o h á nada escondido que n ã o venha a ser descoberto , ou oculto que n ã o


venha a ser conhecido. !0 que vocês disseram nas trevas será ouvido à luz do dia . e o
que vocês sussurraram aos ouvidos dentro de casa , ser á proclamado dos telhados .
4"
Eu lhes digo, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois
nada mais podem fazer. 5Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam
aquele que , depois de matar o corpo , tem poder para lan çar no inferno . Sim , eu lhes
digo, esse vocês devem temer. “ N ã o se vendem cinco pardais por duas moedinhas ? 11

Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus . Até os cabelos da cabeç a de vocês
estão todos contados. N ã o tenham medo ,- vocês valem mais do que muitos pardais!
s"
Eu lhes digo: Quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o
confessará diante dos anjos de Deus. '’Mas aquele que me negar diante dos homens será
negado diante dos anjos de Deus. "Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do
homem será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo n ão será perdoado.
“ "Quando vocês forem levados à s sinagogas e diante dos governantes e das
autoridades, n ão se preocupem com a forma pela qual se defenderã o , ou com o que
dirã o , pois naquela hora o Esp írito Santo lhes ensinará o que deverã o dizer".

Lc 12.6 Grego: dois asses.
t?

Seçã o 108 b • A advertê ncia acerca da ganâ ncia e confianç a nas riquezas
( v. seçã o 54g — o perigo das riquezas , ansiedades da vida )
— Prova velmente na ludéia —
Lucas 12.13-34
“ Alguém da multidão lhe disse : 'Mestre, dize a meu irm ão que divida a herança
comigo" .
"

“ Respondeu Jesus : " FJomem , quem me designou juiz ou á rbitro entre voc ê s ?"
Ent lhes disse "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de gan â ncia , a
“ ã o :
vida de um homem n ã o consiste na quantidade dos seus bens".


( Lc 12.1 ) Lucas 12.1 -59 ( se ções 108 a 108e ) é um discurso cont í nuo que precisa ser visto
contra o pano de fundo de forte oposi çã o. Estava presente uma grande multid ã o, provavelmente
hostil em sua maioria . O que Jesus disse , no entanto, foi dirigido em grande parte aos seus
disc í pulos ( v. 1 -12 , 22 - 53 ) , embora diante dos ouvidos da multid ã o
k(
Lc 12.1 ) A hipocrisia dos fariseus em geral motivada pelo medo dos seres humanos ( v . 1 -7 ) e
a hipocriosia em particular ao negarem a Jesus em palavra ou em atos ( v . 8-12 ) sã o as duas partes
dessa advertê ncia.
' ( Lc 12.13 ) Esse pedido reflete a tend ê ncia marcante dos fariseus à avareza ( Lc 16.14, seçã o
117 b) , da qual Jesus j á havia tratado ( Mt 6.19- 24, se çã o 54g ) .
! 18 0 TuuiST É RIO POSTERIOR DE CRISTO NA JUD É IA See . Í 085 , 1 Oue

Lucas 12.13-34
“ Ent ã o lhes contou esta pará bola : "A terra de certo homem rico produziu muito. ' 'Ele
pensou consigo mesmo: 'O que vou fazer? N ão tenho onde armazenar minha colheita'.
ls"
Ent à o disse : 'J á sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir
outros maiores , e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens . I 9 E direi a
mim mesmo : Você tem grande quantidade de bens , armazenados para muitos anos .
Descanse , coma , beba e alegre - se' .
“ "Contudo , Deus lhe disse : ' Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe ser á
exigida . Ent ã o , quem ficará com o que você preparou ?’
21"
Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas n ão é rico para com Deus".
22
Dirigindo -se aos seus disc ípulos , Jesus acrescentou : "Portanto eu lhes digo : N ã o
se preocupem com sua pr ó pria vida , quanto ao que comer ,- nem com seu pró prio
corpo , quanto ao que vestir. “ A vida é ntais importante do que a comida , e o corpo ,
mais do que as roupas . “ Observem os corvos : n ã o semeiam nem colhem , n ã o t ê m
armazé ns nem celeiros ,- contudo , Deus os alimenta . E vocês tê m muito mais valor do
que as aves! 25 Quem de voc ê s , por mais que se preocupe , pode acrescentar uma
hora que seja à sua vida ? ’ “ Visto que voc ês n ã o podem sequer fazer uma coisa t ã o
pequena , por que se preocupar com o restante ?
“ "Observem como crescem os l írios . Eles n ão trabalham nem tecem . Contudo ,
eu lhes digo que nem Salom ã o , em todo o seu esplendor, vestiu - se como um deles .
2
SSe Deus veste assim a erva do campo , que hoje existe e amanh ã é lan ç ada ao fogo ,
quanto mais vestirá voc ês , homens de pequena f é! “ N ã o busquem ansiosamente o
que comer ou beber ,- n ã o se preocupem com isso . “ Pois o mundo pag ã o é que corre
atrá s dessas coisas ,- mas o Pai sabe que voc ê s precisam delas . “ Busquem , pois , o
Reino de Deus, e essas coisas lhes serã o acrescentadas .
,2"Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar- lhes o Reino .
“ Vendam o que têm e dêem esmolas. Façam para vocês bolsas que n ão se gastem com o
tempo , um tesouro nos céus que n ão se acabe , onde ladrão algum chega perto e nenhuma
traça destrói . “ Pois onde estiver o seu tesouro , ali també m estará o seu coração.

’ 12.25 Ou um único cô vado à sua altura? O côvado era uma medida linear dc cerca de 45 cent ímetros.
• Lc

Seçã o 108c * A advertê ncia contra a falta de preparo para a vinda do Filho do
homem
( v. seçã o 139 f — prontid ã o para a volta de Cristo )
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 12.35- 48
“ "Estejam "’ prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias , ’ “ como
aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento,- para que ,
quando ele chegar e bater, possam abrir- lhe a porta imediatamente . “ Felizes os
servos cujo senhor os encontrar vigiando , quando voltar. Eu lhes afirmo que ele se
vestir á para servir, fará que se reclinem à mesa , e vir á servi - los . “ Mesmo que ele
chegue de noite ou de madrugada ', felizes os servos que o senhor encontrar prepa ¬

rados . “ Entendam , poré m , isto : se o dono da casa soubesse a que hora viria o
ladrã o , n ã o permitiria que a sua casa fosse arrombada . ’"Estejam tamb é m voc ê s
preparados , porque o Filho do homem virá numa hora em que n ã o o esperam ".
“ Pedro perguntou : "Senhor, est á s contando esta pará bola para n ós ou para todos?"
420 Senhor respondeu : "Quem é , pois , o administrador fiel e sensato , a quem seu
senhor encarrega dos seus servos , para lhes dar sua porçã o de alimento no tempo
m(
Lc 1235) O estado de prontid ã o cont í nua para o Reino que é prometido para o " pequeno
rebanho" ( Lc 12.31 ,32, seçã o 108b) e que vai ser introduzido pelo Filho do homem ( Lc 12.40) é
a ú nica forma de evitar o castigo futuro ( Lc 12.47,48) .
SEC 1 0 8 C
, 108 e 0 MirJi S T É R I O P O l J f I M 117

Lucas 12.35 - 48
,
devido? Feliz o servo a quem o seu senhor encontrar fazendo assim quando voltar.
4

44
Garanto - lhes que ele o encarregará de todos os seus bens . 4’Mas suponham que
esse servo diga a si mesmo : 'Meu senhor se demora a voltar’ , e entã o comece a bater
nos servos e nas servas , a comer, a beber e a embriagar -se . 4 tlO senhor daquele servo
virá num dia em que ele n ã o o espera e numa hora que n ã o sabe , e o punir á severa -
mente'’ e lhe dar á um lugar com os infi é is .
47"
Aquele servo que conhece a vontade de seu senhor e n ã o prepara o que ele
deseja , nem o realiza , receberá muitos a ç oites . 4SMas aquele que n ã o a conhece e
pratica coisas merecedoras de castigo , receber á poucos a ç oites . A quem muito foi
dado , muito será exigido,- e a quem muito foi confiado , muito mais será pedido .
I .c ] 2.38 Grego: na segunda ou na terceira vigília da noire. Isto é , entre 9 horas da noite e 3 horas da manh ã .
'’46 Grego: cortaráao meio.
Se çã o 108 d • A advertê ncia acerca da divis ão vindoura
— fam ílias divididas )
( v. se çã o 70 b
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 12.49 - 53
49"Vim trazer fogo à terra , e como gostaria que já estivesse aceso! 4 °Mas tenho que
,
passar por um batismo , e como estou angustiado até que ele se realize! 5 Vocês pen ¬
sam que vim trazer paz à terra ? Não, eu lhes digo . Ao contrá rio , vim trazer "divisã o!
52
De agora em diante haverá cinco numa fam ília divididos uns contra os outros: três
,
contra dois e dois contra três. 5 Estarã o divididos pai contra filho e filho contra pai ,
m ã e contra filha e filha contra m ã e , sogra contra nora e nora contra sogra" .

Se çã o 108 e • A advertê ncia contra a falta de discernimento do tempo presente


( v. seçã o 54e — reconcilia ção )
— Prova velmente naJudéia —
Lucas 12.54 - 59
54
Dizia ele à multid ã o : "Quando voc ê s vê em uma nuvem se levantando no oci ¬

dente , logo dizem : 'Vai chover' , e assim acontece . 5SE quando sopra o vento sul ,
vocês dizem : ' Vai fazer calor' , e assim ocorre . "'’ Hipócritas! Vocês sabem interpretar
o aspecto da terra e do céu . Como n ã o sabem interpretar °o tempo presente ?
57"
Por que vocês n ã o julgam por si mesmos o que é justo ? '"Quando algum de
você s estiver indo com seu adversá rio para o magistrado , fa ça tudo para se reconci ¬

liar com ele no caminho,- para que ele n ã o o arraste ao juiz , o juiz o entregue ao
oficial de justiça , e o oficial de justi ça o jogue na prisã o . 39 Eu lhe digo que você n ã o
sair á de l á enquanto n ã o pagar o ú ltimo centavo ". 4

’Lc 1 2 59 Grego . Icpto.

"( Lc 12.51 ) A divisão de que Jesus estava falando n ão era outra sen ão a que estava representada
pela multid ã o diante dele . Sempre que houvesse a recusa inflex í vel de se adequar aos seus
padrões de pureza interior ( a recusa retratada pela auto- indulgê ncia do servo mau na ilustra çã o
anterior [ Lc 12.45, se ção 180 c|) , nada a n ão ser divisão poderia resultar .
"( Lc 12.56 ) "O tempo presente" foi um per íodo caracterizado principalmente pela proximidade do
Reino ( v. seção 108c). Aos membros hostis da multid ão, os sinais dos tempos deveriam ser tão óbvios
quanto os sinais das condi ções climáticas. Mas eles fizeram de conta que n ão os perceberam , assim
como ignoraram propositadamente as evid ê ncias inquestion áveis de que Jesus era o Messias.
118 0 MiNlSTEflin POSlLRiD ; ' ;) t
. CRISTO HA JunCA Six . 1 0 3 , 1 1 0

Seçã o 10S * Duas alternativas: arrepender-se ou perecer


— Provavelmente najudéia —
Lucas 13.1 - 9
'Naquela ocasi ã o, alguns dos que estavam presentes contaram a Jesus que Pilatos
misturara o sangue de alguns galileus com os sacrifícios deles. Jesus respondeu: "
" Voc ê s pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por
terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que pn ão ! Mas se nã o se arrependerem ,
-

todos voc ês tamb ém perecer ão. 4 Ou voc ês pensam que aqueles dezoito que morre ¬

ram, quando caiu sobre eles a torre de Silo é, eram mais culpados do que todos os
outros habitantes de Jerusalém? 5Eu lhes digo que pnão ! Mas se não se arrepende ¬

rem, todos voc ês também perecer ã o".


“Ent ã o contou esta par ábola: "Um homem tinha uma qfigueira plantada em sua
vinha. Foi procurar fruto nela, e não achou nenhum . 'Por isso disse ao que cuidava
da vinha: J á faz tr ês anos que venho procurar fruto nesta figueira e n ão acho. Corte -
a! Por que deix á - la inutilizar a terra?'
""Respondeu o homem: 'Senhor, deixe - a por mais um ano, e eu cavarei ao redor
dela e a adubarei . "Se der fruto no ano que vem, muito bem ! Se n ão , corte - a' ''.

Seçã o 110 * A oposição de um dirigente da sinagoga pela cura de uma mulher no sábado
( v. seções 49 a— 51, 100c , 114 — controv érsias a respeito do s ábado )
( v. seçã o 64 e — o grão de mostarda )
( v. seção 64 f — fermento )
— Provavelmente naJudéia —
Lucas 13.10- 21
" 'Certo s ábado Jesus estava ensinando numa das sinagogas, "e ali estava uma
mulher que tinha um espírito que a mantinha doente havia dezoito anos. Ela andava
encurvada e de forma alguma podia endireitar - se . ' " Ao v ê - la , Jesus chamou - a à
frente e lhe disse : "Mulher, voc ê est á livre da sua doen ç a ". "Ent ão lhe imp ô s as
mã os ,- e imediatamente ela se endireitou, e passou a louvar a Deus .
"Indignado porque Jesus havia curado no sábado, o dirigente da sinagoga disse ao povo:
"Há seis dias em que se deve trabalhar. Venham para ser curados nesses dias, e não no sábado".
I
50 Senhor lhe respondeu: "Hipó critas ! Cada um de voc ê s nã o desamarra no
s ábado o seu boi ou jumento do est ábulo e o leva dali para dar - lhe água? "’Ent ão,
esta mulher, uma filha de Abraão a quem Satan á s mantinha presa por dezoito lon ¬

gos anos, n ã o deveria no dia de s ábado ser libertada daquilo que a prendia?"
"Tendo dito isso , todos os seus oponentes ficaram envergonhados, mas o povo
se alegrava com todas as maravilhas que ele estava fazendo .
ISrEnt ã o Jesus perguntou : "Com que se parece o Reino de Deus ? Com que o
compararei ? W É como um grã o de mostarda que um homem semeou em sua horta.
Ele cresceu e se tornou uma árvore, e as aves do c éu fizeram ninhos em seus ramos"
[ SI 104.12 ,- Ez 17.23,- 31.6,- Dn 4.12 ] ,

p(
Lc 1 3.3,5 ) A falsa noção, predominante desde o tempo de Jó, de que a pecaminosidade grave
de uma pessoa sempre era a culpada por grandes calamidades, foi totalmente rejeitada por Jesus.
Todavia, era verdade que o sofrimento de uma nação inteira poderia ser causado pelo pecado
dessa nação. Cristo previu o juízo de Israel que estava se aproximando e por isso advertiu acerca
das consequê ncias de o povo n ão se arrepender.
q(
Lc 13.6 ) Em associação à narrativa de 13.1 - 5, a figueira necessariamente simboliza aquela
geração do povo judeu (v. Os 9.10; Jl 1.7; Mt 21.19 e Mc 11.13 , seçã o 129 a ). Assim como a
figueira precisa de tr ês anos para alcanç ar a maturidade, do mesmo modo Israel tinha sido exposto
a três anos do ministério de Cristo. O ano adicional cobria o restante do ministério de Cristo, o seu
ministério depois da ressurreição e uma parte do ministério da igreja primitiva após o Pentecoste.
Se aprofundarmos mais esse simbolismo, o proprietário da vinha é o Pai, o que cuida da vinha é
Cristo e o " inutilizar a terra" (v. 7) retrata o povo de Israel que cria obstáculos ao propó sito de Deus
de levar misericórdia aos outros (v. Rm 9.19 ).
r(
Lc 13.18 ) " Ent ã o" conecta as duas par ábolas seguintes com os vers ículos 11 -17. Com o que
elas se relacionam naqueles versículos n ão é f ácil identificar, mas isso determina o significado das
par á bolas. As duas possibilidades principais são o entusiasmo da multidão pelos seus milagres e
a presen ç a da oposi ção dentro do Reino j á nesse est ágio inicial.
SEC H O , 1 1 1
, O MINIST É RIO POSTERIOR DE CRIST O NA JuDCIA 119

Lucas 13.10 - 21
2l ,
Mais uma vez ele perguntou : "Com que compararei o Reino de Deus ? 2 I É como
o fermento que uma mulher misturou com uma grande quantidade 3 de farinha , e
toda a massa ficou fermentada".
’Lc 1 3.2.1 Grego: 3 satos. O sato era uma medida de capacidade para secos. As estimativas variam entre 7
e 13 litros.

[A cura de um homem cego de nascenç a


sJoã o 9.1 - 41 ]
[Reaçã o dos vizinhos do cego
sJoã o 9.8- 12]
[Exame e expulsã o do cego por parte dos fariseus
sJo ã o 9.13- 34]
[Jesus se identifica ao cego
Jo ã o 9.35- 38]
[A cegueira espiritual dos fariseus
sJo ã o 9.39 - 41 ]
[A alegoria do bom pastor e do ladrã o
sJo ã o 10.1 -18]
[Mais divisões entre os judeus
sJo ã o 10.19 - 211

Se çã o 111 * Mais uma tentativa de apedrejamento e prisã o de Jesus por


blasf ê mia na festa da dedica çã o
— Jerusalém —
Jo ã o 10 22 -39,

22
Celebrava -se a festa da Dedicação em Jerusalém . Era inverno, 23e Jesus estava no tem
, ¬

plo, caminhando pelo Pórtico de Salom ão. 24Os judeus reuniram -se ao redor dele e pergun ¬

taram : "Até quando nos deixará em suspense? Se é você o ‘Cristo, diga - nos abertamente".
25
Jesus respondeu : "Eu j á lhes disse mas voc ês n ã o crêem . As obras que eu realizo
,

em nome de meu Pai falam por mim . mas vocês n ã o crêem , porque n ã o s ã o minhas

ovelhas . 2 As minhas ovelhas ouvem a minha voz eu as conheço , e elas me seguem .


/

2
SEu lhes dou a vida eterna , e elas jamais perecer ã o ningu é m as poderá arrancar da

'(Jo 9.1 — 10.21 ) V. a nota o , se çã o 100 a .


‘(Jo 10.24 )O cerne de toda a disputa era sobre se Jesus era ou n ã o o Messias prometido de
Israel . Como provas de que era , Jesus ofereceu as suas obras ( v. 25 ), a concessão de vida eterna às
suas ovelhas ( v . 28) e, para culminar, a sua unidade com o Pai (v . 30 ) . Essa afirmação foi mais do
que os seus inimigos podiam suportar e por isso tentaram apedrejá- lo ( v . 31 ) e prend ê- lo ( v. 39 ).
1 20 O MINIST É RIO POSTERIOR DE CRISTO NA JuD ÈIA S tç . 1 1 1

Jo ã o 10.22- 39
minha m ã o . Meu Pai , que as deu para mim , é maior do que todos , ' ningu é m as 1

pode arrancar da m ã o de meu Pai . 3"Eu e o Pai somos um".


3,
Novamente os judeus pegaram pedras para apedrejá - lo , 33 mas Jesus lhes disse :
"Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai . Por qual delas vocês querem me
apedrejar ?"
33
Responderam os judeus : " N ã o vamos apedrejá - lo por nenhuma boa obra , mas
pela blasf ê mia , porque você é um simples homem e se apresenta como Deus".
34
Jesus lhes respondeu : "Nã o está escrito na Lei de vocês: 'Eu disse: Vocês s ã o
deuses' 4 [sl 82.6]? 35Se ele chamou 'deuses' à queles a quem veio a palavra de Deus ( e
a Escritura n ã o pode ser anulada ) , 3"que dizer a respeito daquele a quem o Pai
santificou e enviou ao mundo? Ent ã o , por que vocês me acusam de blasf ê mia por ¬

que eu disse: llSou Filho de Deus ? 3 ' Se eu n ã o realizo as obras do meu Pai , n ã o creiam
em mim . 38 Mas se as realizo , mesmo que n ã o creiam em mim , creiam nas obras , para
que possam saber e entender que o Pai est á em mim , e eu no Pai" . 3QOutra vez
tentaram prendê - lo , mas ele se livrou das m ã os deles .
' jo 10.29 Muitos manuscritos antigos dizem O que meu Pai me deu é maior do que tudo. AS 4 SI 82.6

“ (Jo 10.36 ) É errado concluir que Jesus estava afirmando ser simplesmente um homem entre os
homens. As suas palavras significam que, se o salmo citado em 10.35 emprega o termo deuses aos
homens, então pode ser aplicado mais acertadamente ainda a ele, que é um em essê ncia com o Pai
( v . 10.30 ) .
PARTE NOVE
O ministério ít e Cristo na regiã o da Fer é ia e em torno dela
PRINCÍ PIOS DE DISCIPULADO
Seçã o 112 • De Jerusalém até a Per éia
— Peréia —
Jo ã o 10.40- 42
uEnt ão Jesus 'atravessou novamente o Jordã o e foi para o lugar onde João batiza
4
¬

va nos primeiros dias do seu minist ério. Alt ficou, 41e muita gente foi at é onde ele
estava, dizendo - "Embora João nunca tenha realizado um sinal miraculoso tudo o
,

que ele disse a respeito deste homem era verdade". 42E ali muitos creram em Jesus.

Seçã o 113 a • A pergunta acerca da salva ção e da entrada no Reino


( v. seçã o 54h — a porta estreita )
( v . seções 124 a, 124b — últimos primeiros e primeiros últimos )
— Itinerário em direção aJerusalém enquanto ainda estava na Peréia —

Lucas 13.22 - 30
Depois Jesus foi pelas cidades e povoados e ensinava, prosseguindo em direção
22

a
,
Jerusal ém. 2 Alguém lhe perguntou: ""'Senhor, ser ão poucos os salvos ? ”
Ele lhes disse: 24"Esforcem - se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que
muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Quando o dono da casa se levantar e fechar
a porta, vocês ficarão do lado de fora, batendo e pedindo: 'Senhor, abre - nos a porta .
"Ele, porém, responderá : 'Não os conheç o, nem sei de onde são voc ês’.
26
"Então voc ês dir ão: 'Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas'.
27
"Mas ele responder á: 'Nã o os conheç o, nem sei de onde são voc ês . Afastem - se
de mim, todos voc ês, que praticam o mal!’
2S
"Ali haver á choro e ranger de dentes, quando voc ês virem Abraão, Isaque e Jac ó ,
e todos os profetas no Reino de Deus, mas voc ê s excluídos . 2‘'Pessoas vir ã o do
oriente e do ocidente, do norte e do sul, e ocupar ão os seus lugares à mesa no Reino
de Deus . 30De fato, há últimos que ser ão primeiros, e primeiros que ser ão últimos".

Seçã o 113b * A expectativa da morte iminente de Jesus e seu lamento sobre Jerusalém
( v. seção 137b — lamento sobre Jerusalém )
— Itinerário em direção aJerusalém enquanto ainda estava na Peréia —

Lucas 13.31 - 35
31
Naque1a mesma hora alguns fariseus aproximaram - se de Jesus e lhe disseram :
"Saia e vá embora daqui , pois 'Herodes quer matá - lo".

v (|
o 10.40) O período iniciado por essa partida durou em tomo de tr ê s meses e meio, desde a
festa da dedicação até a semana antes da Pascoa. A reação ao ministério de lesus na Per éia (v. 42)
criou um forte contraste ir rea ção recente em Jerusalém do 10.37-39 , seção 111 ).
" ( Lc 1 3.23 ) A questão, provocada pelo n ú mero surpreendentemente pequeno de pessoas que
seguiam o Messias tielmente, estava relacionada a ser salvo para entrar no Reino do Messias. Embora Jesus
só indicasse uma resposta positiva aqui, antes ele tinha dito claramente que ' são poucos os que a [a porta
estreita] encontram" (Mt 7.14, seção 54h). Os que achavam que poderiam reivindicar o direito de entrar
somente com base no seu relacionamento com Abraão seriam deixados de fora ( Lc 13.28,29).
"(Lc 13.31 ) A Peréia fazia parte da jurisdição de Herodes Antipas, assim como a Caliléia. Esses fariseus
procuraram tirar vantagens dos encontros anteriores de Jesus com Antipas (seção 72b, nota a) para forçá-lo a
voltar para a Judéia, onde o Sinédrio tinha controle mais direto. Por outro lado, a história deles acerca de
Herodes não era inventada, pois o Senhor não os repreendeu na sua resposta ( v. 32-35) por causa de engano.
122 0 MIN! r í rp , r
S tÇ. H 2 b H 4
,

Lucas 13.31 - 35
"Ele respondeu: "V ão dizer àquela raposa: Expulsarei demónios e curarei o povo hoje
e amanhã, e no terceiro dia estarei pronto. ’ Mas, ypreciso prosseguir hoje, amanhã e

depois de amanhã, pois certamente nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalém!
""Jerusalém, Jemsalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados!
Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo
das suas asas, mas vocês não quiseram! "Eis que a casa de vocês ficará deserta. Eu lhes digo
que vocês não me verão mais até que digam: 'Bendito o que vem em nome do Senhor"'.

'Lc 13.35 SI 1 18.26

Seçã o 114 • A cura de um homem com hidropisia enquanto Jesus estava


comendo com um fariseu proeminente no sábado e tr ê s parábolas sugeridas
pela ocasiã o
( v. seçõ es 49 a— 51, 100c , 110 — controv érsias a respeito do sá bado )
— Provavelmente na Peréia —
Lucas 14.1 - 24
' Certo s ábado , entrando Jesus para comer na casa de um zfariseu importante,
observavam - no atentamente. 3 A frente dele estava um homem doente, com o corpo
inchado". JJesus perguntou aos fariseus e aos peritos na lei : "É permitido ou não curar
no s ábado ? " 4Mas eles ficaram em silêncio . Assim , tomando o homem pela mã o,
Jesus o curou e o mandou embora.
'
Então ele lhes perguntou: "Se um de vocês tiver um filho* ou um boi, e este cair num
poço no dia de s ábado, não irá tirá - lo imediatamente?" E eles nada puderam responder.
6

" Quando notou " corno os convidados escolhiam os lugares de honra à mesa,
Jesus lhes contou esta par ábola: 8"Quando alguém o convidar para um banquete de
casamento, n ã o ocupe o lugar de honra, pois pode ser que tenha sido convidado
alguém de maior honra do que voc ê. 9Se for assim , aquele que convidou os dois vir á
e lhe dirá : 'Dê o lugar a este'. Ent ão, humilhado, voc ê precisar á ocupar o lugar menos
,
importante. 0Mas quando voc ê for convidado, ocupe o lugar menos importante, de
forma que, quando vier aquele que o convidou, diga - lhe: 'Amigo, passe para um
lugar mais importante'. Então voc ê será honrado na presenç a de todos os convida ¬

dos. "Pois todo o que se exalta ser á humilhado, e o que se humilha ser á exaltado".
"Ent ã o Jesus disse ao que o tinha convidado: "Quando você der um banquete ou
jantar, nã o convide seus amigos, irmãos ou parentes , nem seus vizinhos ricos,- se o
fizer, eles poder ã o também, por sua vez, convidá - lo , e assim voc ê ser á recompensa ¬

do. "’Mas , quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e


os cegos . "Feliz será voc ê, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa
vir á na ressurrei ção dos justos".

y(
Lc 13.33 ) Por decisão divina, a missão do Messias não seria interrompida por Herodes e a sua
morte ocorreria em Jerusal ém e n ão na Peré ia. Por isso, no processo de execu ção da sua miss ão, ele
n ão fugiria imediatamente em virtude da hostilidade de Herodes, mas permaneceria na Peréia mais
alguns dias antes de retomar a jornada que a certa altura o levaria à crucificação em Jerusal ém.
z(
Lc 14.1 ) É surpreendente ver Jesus comendo na casa de um l íder dos fariseus, em vista da sua
recente den ú ncia contra eles ( Lc 11.37- 54, seção 107). Estava claramente preparada a ocasi ão que
lhes proporcionaria uma oportunidade para observá- lo (v. 1 ) e assim conseguir evidê ncias contra
ele. Queriam apanh á- lo no ato de violar o sábado, quando ele curasse o doente.
'(Lc 14.7) Jesus aproveitou a ocasião dessa refeição para ensinar três lições para os que lá estavam:
1 . a importância da humildade em vez de manipulações para conquistar lugares de honra (v. 7-11);
2 . a importâ ncia da imparcialidade para escolher os convidados para essas ocasiões (v. 12-14);
3 . a importância de fazer do Reino de Deus, aqui visto como um grande banquete, a prio ¬

ridade m áxima da pessoa, que não deve desperdiç ar o direito de entrar nele (v. 15- 24 ) .
O anfitri ão e os outros visitantes precisavam das tr ês lições.
SE ç , 1 1 4 , 115 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA PER É IA 123

Lucas 14.1 - 24
” Ao ouvir isso, um dos que estavam à mesa com Jesus , disse - lhe: "Feliz ser á aquele
que comer no banquete do Reino de Deus".
l0
Jesus respondeu: "Certo homem estava preparando um grande banquete e con ¬

vidou muitas pessoas. ' ' Na hora de começ ar, enviou seu servo para dizer aos que
haviam sido convidados: 'Venham, pois tudo j á está pronto'.
l8
"Mas eles come ç aram, um por um , a apresentar desculpas . O primeiro disse:
'Acabei de comprar uma propriedade , e preciso ir vê - la. Por favor , desculpe - me'.
, 9
"Outro disse : 'Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experiment á -
las. Por favor, desculpe - me'.
20
"Ainda outro disse: 'Acabo de me casar, por isso não posso ir ' .
2I
"0 servo voltou e relatou isso ao seu senhor. Ent ão o dono da casa irou - se e
ordenou ao seu servo : ‘V á rapidamente para as ruas e becos da cidade e traga os
pobres, os aleijados, os cegos e os mancos'.
22
"Disse o servo: 'O que o senhor ordenou foi feito , e ainda h á lugar .
23
"Ent ã o o senhor disse ao servo : 'V á pelos caminhos e valados e obrigue - os a
entrar, para que a minha casa fique cheia. 24Eu lhes digo : Nenhum daqueles que
foram convidados provar á do meu banquete ' ".
h
" LC 14.2 Grego : que sofria de hidropisia.
3
5 Alguns manuscritos dizem um jumento.

Se çã o 1 1 5 * 0 preç o do discipulado
( v. seções 54c, 91 — o sal da terra)
( v. seções 70b, 83 o preç o do discipulado)

— Provavelmente na Peréia —
Lucas 14.25 -35
25
bUma grande multidão ia acompanhando Jesus,- este, voltando - se para ela , dis ¬

se - 2 ""Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe , sua mulher , seus filhos , seus
,

irm ãos e irm ã s, e até sua pr ópria vida mais do que a mim , nã o pode ser meu discípu ¬

lo. 27E aquele que nã o carrega sua cruz e não me segue n ã o pode ser meu discípulo .
28
"Qual de voc ê s, se quiser construir uma torre, primeiro n ã o se assenta e calcula
o preç o, para ver se tem dinheiro suficiente para complet á - la ? :“ Pois , se lanç ar o
alicerce e n ã o for capaz de terminá - la, todos os que a virem rir ão dele , " dizendo:
'Este homem começ ou a construir e não foi capaz de terminar ' .
3l
"Ou, qual é o rei que, pretendendo sair à guerra contra outro rei , primeiro n ão se
assenta e pensa se com dez mil homens é capaz de enfrentar aquele que vem contra
ele com vinte mil? 32 Se não for capaz, enviar á uma delegaçã o , enquanto o outro
ainda está longe , e pedirá um acordo de paz. 33Da mesma forma, qualquer de voc ês
que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.
34
"0 sal é bom , mas se ele perder o sabor, como restaur á - lo ? 3 'Nà o serve nem para
o solo nem para adubo,- é jogado fora.
"Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouç a".

b(
Lc 14.25 ) O ministério de Jesus na Per éia tinha atraído grande atenção. A convic ção das
pessoas de que Jesus era o Messias impunha que permanecessem perto dele, especialmente à luz
da iminente crise nacional associada ao Reino de Deus. À medida que Jesus se aproximava de
Jerusalém, mais eles se interessavam em não perder nenhuma oportunidade de bênção. Jesus
aproveitou o momento para desencorajar qualquer que tivesse se unido ao grupo por raz ões
superficiais. Os seus discípulos tinham de estar preparados para enfrentar adversidades de todo tipo.
124 0 MINIST é RIO DE CRISTO NA REGIãO D A PEREIA SLC , 116

Se çã o 1 1 6 * Par ábolas em defesa da associação com pecadores


( v. seçã o 91 — a ovelha perdida )
— Provavelmente na Peréia —
Lucas 15.1 -32
' Todos os publicanos e "pecadores" estavam se reunindo para ouvi -lo. 2Mas os fari ¬

seus e os mestres da lei o criticavam: “cEste homem recebe pecadores e come com eles".
’ Ent ã o Jesus lhes contou esta par ábola: 4" Qual de voc ê s que, possuindo cem
ovelhas, e perdendo uma, n ão deixa as noventa e nove no campo e vai atr ás da
ovelha perdida, at é encontr á - la ? 5E quando a encontra, coloca - a alegremente nos
ombros °e vai para casa. Ao chegar, reúne seus amigos e vizinhos e diz : Alegrem- se
comigo, pois encontrei minha ovelha perdida'. 7Eu lhes digo que, da mesma forma,
haver á mais alegria no c éu por um pecador que se arrepende do que por noventa e
nove justos que não precisam arrepender - se .
8
"Ou, qual é a mulher que , possuindo dez dracmas" e, perdendo uma delas, não
acende uma candeia, varre a casa e procura atentamente, até encontr á -la? 9E quan ¬

do a encontra, reúne suas amigas e vizinhas e diz: ’Alegrem - se comigo, pois encon ¬

trei minha moeda perdida ' . Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na
"
presen ç a dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende".
" Jesus continuou: "Um homem tinha dois filhos. l 20 mais novo disse ao seu pai:
'Pai, quero a minha parte da heranç a' . Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles.
l3
"Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma
região distante,- e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente . Depois de "
ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar
necessidade. l 5Por isso foi empregar - se com um dos cidadãos daquela região, que o
mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. I6Ele desejava encher o estômago
com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada.
" "Caindo em si, ele disse: 'Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e
,
eu aqui, morrendo de fome! sEu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi:
,
Pai, pequei contra o c éu e contra ti. 9Nào sou mais digno de ser chamado teu filho,- trata -
me como um dos teus empregados'. 20A seguir, levantou- se e foi para seu pai .
"Estando ainda longe , seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho,
e o abraç ou e beijou.
2I
"0 filho lhe disse: 'Pai , pequei contra o c éu e contra ti. Não sou mais digno de ser
chamado teu filho '.
22
'
"Mas o pai disse aos seus servos: 'Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele.
Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e
"
matem - no . Vamos fazer uma festa e alegrar - nos . Pois este meu filho estava morto e
"
voltou à vida,- estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso.
25
"Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da
casa , ouviu a música e a danç a . 2 °Ent ã o chamou um dos servos e perguntou- lhe o
que estava acontecendo . 2 Este lhe respondeu: 'Seu irmão voltou, e seu pai matou o
novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo !
2b
"0 filho mais velho encheu - se de ira, e não quis entrar. Ent ão seu pai saiu e
insistiu com ele. 29Mas ele respondeu ao seu pai: 'Olha! todos esses anos tenho
trabalhado como um escravo ao teu serviç o e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas
tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos . 30Mas
quando volta para casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas,
matas o novilho gordo para ele !'

' ( Lc 15.2) Pelo menos duas características significativas motivaram a apresentação dessas parábolas:
1 . Os inimigos de Jesus ainda estavam investigando com má s intenções cada movimento
que ele fazia .
2 . Faltava- lhes totalmente a preocupação e o amor de Jesus que os cobradores de impostos
e pecadores consideravam t ã o atraentes . Faltava- lhes o coraçã o amoroso do Pai e a
prontidão de aceitar os que se arrependem ( v. 7,10,20- 25 ).
SEC . 116 , 1 1 7 a 0 MINiSTE ÍUO DE CRISTO NA ChGiAO DA PER É IA 125

Lucas 15.1 - 32
""Disse o pai : 'Meu filho, voc ê está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu.
Mas ós tínhamos que celebrar a volta deste seu irmão e alegrar - nos, porque ele
“estava nmorto e voltou à vida, estava perdido e foi achado' " ,

’Lc 15.8 A dracma era uma moeda de prata equivalente à diária de um trabalhador braçal .
• trT \ Alguns
manuscritos acrescentam Trata -mecomoum dos teusempregados.

Seçã o 117a • A par á bola para ensinar o uso correto do dinheiro


( v. seção 54 g — a impossibilidade de ser servo de dois senhores )
— Provavelmente na Peréia —
Lucas 16.1 - 13
'Jesus disse aos seus discípulos: "O administrador de um homem rico foi acusado
de desperdi ç ando os seus bens. 2Então ele o chamou e lhe perguntou: 'Que é
estar
isso que estou ouvindo a seu respeito ? Preste contas da sua administraçã o , porque
voc ê nã o pode continuar sendo o administrador'.
3
"0 administrador disse a si mesmo: 'Meu senhor est á me despedindo. Que farei?
Para cavar nã o tenho forç a, e tenho vergonha de mendigar... 4J á sei o que vou fazer
para que, quando perder o meu emprego aqui, as pessoas me recebam em suas
casas ' .
5
"Entào chamou cada um dos devedores do seu senhor. Perguntou ao primeiro:
'Quanto voc ê deve ao meu senhor ?' 6'Cem potes ' de azeite' , respondeu ele.
1

"O administrador lhe disse : ‘Tome a sua conta, sente - se depressa e escreva cin ¬

quenta' .
7
"A seguir ele perguntou ao segundo: 'E voc ê , quanto deve ?' ' Cem tonéis '’ de trigo',
respondeu ele.
"Ele lhe disse: Tome a sua conta e escreva oitenta'.
“ "O senhor elogiou o administrador desonesto, porque agiu astutamente. Pois os
filhos deste mundo são mais astutos no trato entre si do que os filhos da luz . 9Por
isso , eu lhes digo : Llsem a riqueza deste mundo ímpio para dganhar amigos, de
forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas .
l0
"Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco,
também é desonesto no muito. " Assim, se voc ês não forem dignos de confianç a em
lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiar á as verdadeiras rique ¬

zas ? 12E se voc ês nã o forem dignos de confianç a em relaçã o ao que é dos outros,
quem lhes dar á o que é de voc ê s ?
""'Nenhum servo pode servir a dois senhores,- pois odiar á um e amará outro, ou se
dedicará a um e desprezar á outro . Voc ês não podem servir a Deus e ao Dinheiro ". 2

aLc 16.6 Grego : 100 batos. O bato era uma medida de capacidade. As estimativas variam entre 20 e 40 litros.
*7 Grego: 100 coros. O coro era uma medida de capacidade. As estimativas variam entre 200 e 400 litros.
\ 3 Grego: Mamon.
c

d(
Lc 16.9 } A sabedoria de usar posses materiais para prover para o futuro é elogiada, mas não a
desonestidade peia qual o administrador astuto adquiriu as posses. O dinheiro em si não é
pecaminoso. O dinheiro pode ser usado para produzir bênçãos para outros e assim fazer provisão
para uma recepção calorosa nas moradas celestiais. Dessa forma, riquezas perecí veis podem ser
transformadas em tesouros celestiais imperecíveis.
126 0 MINIST é RIO DE CRISTO NA REGI ã O DA PERE í A SEC . 117 b

Seçã o 117b * Uma história para ensinar o perigo das riquezas


( v. seçã o 54d — a permanência da Lei)
( v. seções 54 e , 122 — divórcio e novo casamento )
— Provavelmente na Perdia —
Lucas 16.14- 31
' KDs fariseus, que amavam o dinheiro , ouviam tudo isso e zombavam de Jesus.
15
Ele lhes disse : " Voc ês são os que se justificam a si mesmos aos olhos dos homens,
mas Deus conhece o coração de voc ês. Aquilo que tem muito valor entre os homens
é detestável aos olhos de Deus.
" "A Lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo
pregadas as boas novas do Reino de Deus, e todos tentam forç ar sua entrada nele.
,7É mais f ácil os céus e a terra desaparecerem do que cair da Lei o menor traço.
, s"Quem se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher estará cometendo
adultério, e o homem que se casar com uma mulher divorciada estará cometendo adultério.
' ’"Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e vivia no luxo
-

todos os dias. ""Diante do seu port ão fora deixado um mendigo chamado Lá zaro,
coberto de chagas , " ' este ansiava comer o que caía da mesa do rico. At é os c ães
'
vinham lamber suas feridas .
"""Chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão.
O rico também morreu e foi sepultado. " 3No «Hades , onde estava sendo atormentado,
5

ele olhou para cima e viu Abraão de longe, com Lázaro ao seu lado. " 4Ent âo, chamou- o:
'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e manda que Lá zaro molhe a ponta do dedo na
água e refresque a minha língua, porque estou sofrendo muito neste fogo'.
'Filho , lembre - se de que durante a sua vida voc ê rece
" 5"Mas Abraão respondeu:que Lázaro recebeu coisas más . Agora, porém, ele est á
¬

beu coisas boas , enquanto


sendo consolado aqui e voc ê está em sofrimento . "°E além disso, entre vocês e nós
há um grande abismo , de forma que os que desejam passar do nosso lado para o seu,
1
ou do seu lado para o nosso, não conseguem .
" 7"Ele respondeu: 'Ent ã o eu te suplico, pai : manda Lázaro ir à casa de meu pai,
" spois tenho cinco umãos. Deixa que ele os avise, a fim de que eles não venham
tamb ém para este lugar de tormento'.
""30"Abra ã o respondeu: 'Eles t êm Moisé s e os Profetas, que os ouç am'.
" 'Nã o, pai Abraão', disse ele, 'mas se alguém dentre os mortos fosse at é eles, eles
se arrependeriam .'
"Abra ã o respondeu: 'Se n ão ouvem a Moisés e aos Profetas , tampouco se
" deixa ¬

rão convencer, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos ' " .

JLc 16.23 Essa palavra pode ser traduzida por interno, sepulcro, morte ou profundezas.

"( Lc 16.14) Esse par ágrafo bastante denso (v. 14-18) introduz a história do rico e de L ázaro. Os
avarentos fariseus sã o focalizados aqui em virtude de sua rea ção às palavras de Jesus aos disc ípulos
acerca do dinheiro (Lc 16.13, seção 117a). Ele falou sobre dinheiro aos fariseus à luz da convic ção
deles de que Deus lhes tinha dado as suas riquezas porque guardavam fielmente a Lei. O seu sistema
de observância exterior da Lei não satisfazia a Deus (v. 15), mas era equivalente a uma tentativa de
forçar a entrada no Reino de Deus ( v. 16 ). Ao violarem a Lei, por meio de tradições como aquelas que
permitiam o div órcio, eles logravam mudar estatutos que não podem ser mudados ( v. 17,18). As
riquezas não eram, portanto, um sinal do favor de Deus, como a história a seguir demonstra (v. 19-31 ).
( Lc 16.20 ) Em nenhum outro lugar Jesus usa o nome de uma pessoa em uma par ábola. Muitas
'
vezes as pessoas se referem a essa história como par ábola, mas em nenhuma passagem do texto
bíblico ela é chamada dessa forma. Portanto, é impossível ter certeza de que se tratava de uma
par ábola e n ã o de um evento verídico.
*(Lc 16.23 ) "Interno" (literalmente "Hades"! no NT é a habitação das almas separadas do seu corpo na
morte. Para os incrédulos, é um Ligar de retribuição temporá ria até que o seu corpo seja ressuscitado para
.
o julgamento diante do grande trono branco ( Ap 20.11 -15) Nesse incidente que representa condições
antes da ressurreiçã o de Cristo, as pessoas tementes a Deus n ão est ão conectadas especificamente ao
Hades, mas são retratadas como em um estado de descanso no mundo inferior em que o Hades está
localizado ( Lc 16.26). Jesus esteve no Hades entre a sua morte e ressurreição ( At 2.27,31 ). Desde a sua
ressurreição, os que temem a Deus se encontram sempre na sua presença imediata (Fp 1.23).
Si 117 c , 113 a 0 MINIST É RIO DE CfilSTO NA REGI Ã O DA PER ÉIA 127

Seçã o 117c * Quatro liçõ es acerca do discipulado


( v. seção 91 — advert ência contra levar outros a pecar )
— Provavelmente na Peréia —
Lucas 17.1 - 10
Jesus disse aos seus discípulos: "É inevit ável que aconteç am coisas que levem o

povo a tropeç ar, mas hai da pessoa por meio de quem elas acontecem. Seria melhor
que ela fosse lanç ada no mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoç o, do

que levar um desses pequeninos a pecar. Tomem cuidado .

"Se o seu irmão pecar, repreenda- o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. ’Se pecar contra
você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: 'Estou arrependido', perdoe-lhe".
5
Os ap óstolos disseram ao Senhor : "Aumenta a nossa f é !"
“Ele respondeu: "Se voc ês tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda,
poderão dizer a esta amoreira: 'Arranque - se e plante - se no mar , e ela lhes obedecerá.
7
"Qual de vocês que, tendo um servo que esteja arando ou cuidando das ovelhas, lhe
dirá, quando ele chegar do campo: ‘Venha agora e sente- se para comer ? “ Ao contrário,
não dirá : 'Prepare o meu jantar, apronte - se e sirva- me enquanto como e bebo,- depois
disso você pode comer e beber'? Será que ele agradecerá ao servo por ter feito o que lhe

foi ordenado? ‘"Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes tor ordena ¬

do, devem dizer: 'Somos servos inúteis,- apenas cumprimos o nosso dever' ".

Seçã o 118a • A doenç a e morte de Lá zaro


— Da Peréia para Betânia, perto deJerusalém —

Jo ã o 11.1- 16
Havia um homem chamado Lá zaro. Ele era de Betânia, do povoado de Maria e de

sua irmã Marta. E aconteceu que Lá zaro ficou doente. Maria, sua irmã, era a mesma

que derramara perfume sobre o Senhor e lhe enxugara os pé s com os cabelos. Então
as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus : "Senhor, aquele a quem amas está doente".

4
Ao ouvir isso , Jesus disse: "Essa doenç a não acabará em morte, é para a gl ória de
Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela ". “Jesus amava Marta,
a irm ã dela e Lá zaro . “ ’No entanto , quando ouviu falar que Lá zaro estava doente,
ficou mais dois dias onde estava .
"Depots disse aos seus discípulos : Vamos voltar para a Judéia” . -
’Estes disseram: "Mestre, há pouco os judeus tentaram apedrejar te, e assim mes
mo vais voltar para lá?"
¬

9
Jesus respondeu: "O dia n ã o tem doze horas ? Quem anda de dia nã o tropeç a,
pois vê a luz deste mundo. ‘“ Quando anda de noite , tropeç a, pois nele não há luz".
"Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo - lhes: "Nosso amigo Lázaro adorme
ceu, mas vou até lá para acordá - lo".
¬

h(
Lc 17.1 ) A primeira das quatro lições é uma advertência contra levar outros a pecar (v. 1,2) As .
outras tr ês tratam da responsabilidade de perdoar um irmão arrependido ( v. 3,4), do poder da fé
( v. 5,6) e da insuficiência das obras para adquirir honra especial (v . 7-10).
(Jo 11.6) Embora a NVI deixe de traduzir o termo em três das quatro ocorrências, quatro usos incomuns

do termo grego oun marcam o incidente com Lázaro. Eles aparentemente indicam quatro passos segundo
os quais Jesus seguiu uma ordem predeterminada pelo Pai para a realização desse milagre:
1 . Traduzido como no entanto no versículo 6, mostra como ele propositadamente atrasou
a sua ida para a cena.
2. No versículo 17 (seção 118b), oun indica que o plano era que ele chegasse quatro dias após a morte.
3 . No versículo 33 ( seção 118b ), oun destaca a sua reação em relação aos enlutados.
4 . No versículo 38 (seção 118b), oun mostra o ú ltimo passo de ir ao túmulo para realizar o milagre.
Esse procedimento tinha o propó sito claro de dar gl ória a Deus e ao seu Filho (v. 4).
(Jo 11.8) Bet ânia distava somente cerca de tr ê s quil ó metros de Jerusal ém, e os discípulos
'
lembraram a tentativa recente de apedrejamento em Jerusal ém (Jo 10.31, seção 111 ) . A reação de
Jesus foi que ele, como outra pessoa qualquer, tinha de aproveitar as oportunidades enquanto
estivesse presente, ou então iria perdê- las. O perigo não podia intimidá- lo.
128 Cl É ( STO NA REGIÃO DA PER SEC . 118 a , 118 b

Jo ã o 11.1 - 16
l2
Seus discípulos responderam : "Senhor, se ele dorme , vai melhorar". ' ’Jesus tinha falado
de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.
l4
Ent â o lhes disse claramente : " L á zaro morreu , “ e para o bem de vocês estou
contente por n ão ter estado l á , para que vocês creiam . Mas , vamos até ele".
1 >
(
Ent ã o Tom é , chamado D ídimo ', disse aos outros disc í pulos : "Vamos també m
para morrermos com ele".
aJo 11.16 Tanto 7o/77e ( aramaico ) com Dídimo ( grego ) significam gêmeo.

Seçã o 118 b • Lá zaro é ressuscitado


— Betânia, perto deJerusalém —
Joã o 11.17 - 44
l7
Ao chegar, Jesus verificou que Lá zaro j á estava no sepulcro havia quatro dias .
' ’ Betâ nia distava cerca de três quil ó metros" de Jerusal é m , l 9e muitos judeus tinham
ido visitar Marta e Maria para confort á - las pela perda do irm ã o . “ Quando Marta
ouviu que Jesus estava chegando , foi encontr á - lo , mas Maria ficou em casa .
“ Disse Marta a Jesus : "Senhor, se estivesses aqui meu irm ão n ão teria morrido .
22
Mas sei que , mesmo agora , Deus te dará tudo o que pedires".
“ Disse-lhe Jesus.- "O seu irm ã o vai ressuscitar".
“25 Marta respondeu : "Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurrei çã o , no ú ltimo dia" .
Disse - lhe Jesus: "Eu sou a ressurrei çã o e a vida . Aquele que crê em mim , ainda que
morra , viverá ,- 26e quem vive e crê em mim , n ã o morrerá eternamente. Você crê nisso?"
27
Ela lhe respondeu : "kSim , Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de
Deus que devia vir ao mundo".
28
E depois de dizer isso , foi para casa e , chamando à parte Maria , disse - lhe: "O Mestre
está aqui e está chamando você". 2 uAo ouvir isso , Maria levantou -se depressa e foi ao
encontro dele. Jesus ainda n ão tinha entrado no povoado, mas estava no lugar onde

Marta o encontrara . “ Quando notaram que ela se levantou depressa e saiu , os judeus,
que a estavam confortando em casa , seguiram - na , supondo que ela ia ao sepulcro , para
ali chorar. “ Chegando ao lugar onde Jesus estava e vendo - o, Maria prostrou -se aos seus
pés e disse: "Senhor, se estivesses aqui meu irm ão n ão teria morrido".
“ Ao ver chorando Maria e os judeus que a acompanhavam , Jesus agitou - se no
esp írito e perturbou -se .
“ "Onde o colocaram ?", perguntou ele .
"Vem e vê , Senhor", responderam eles .
“ 'Jesus chorou .
“ Ent ão os judeus disseram : "Vejam como ele o amava!"
“ Mas alguns deles disseram : Ele , que abriu os olhos do cego ,
"
impedido que este homem morresse ?"
n ã o poderia ter

“Jesus , outra vez profundamente comovido , foi at é o sepulcro . Era uma gruta
com uma pedra colocada à entrada .
"Tirem a pedra" , disse ele .

l| ( o 11.27 ) N ão importam as falhas que tenha tido ( v . Lc 10.41 , seçã o 104 ) , Marta era uma
mulher de fé na pessoa de Cristo e de convicções fortes acerca dele . A sua confissã o tr í plice aqui
representa a mais elevada concepçã o que se pode ter dele.
' ()o 11.35) Esse versículo tem sido objeto das mais diversas interpreta ções. Ele certamente n ã o
chorou em virtude da perda de L á zaro, a quem iria ressuscitar logo em seguida. As suas emoções
fortes ( cí. v . 33) provavelmente estavam relacionadas de alguma forma ao dom í nio do pecado
nessa regi ã o. Por interm é dio do pecado, a morte havia conquistado o seu poder . Por meio do
pecado, os que lamentavam tinham sido enganados na sua concepção da morte. Por causa disso,
ele logo iria chamar L á zaro de volta de uma existê ncia muito melhor para a mortalidade. E por
causa desse milagre, o pró prio Jesus se tornou um criminoso aos olhos das autoridades (seção
119 ). N ão é de surpreender que Joã o usasse uma palavra que normalmente era reservada para raiva
quando descreveu a rea ção dele a essa situa çã o ("agitou-se no esp í rito e perturbou -se ", v . 33) .
SE ç 118 b, 1 ) 9
, 0 MINIST é RIO FEE CRISTO NA REGI ã O DA PER é IA 129

Joã o 11.17 - 44
Disse Marta , irm ã do morto: "Senhor, ele j á cheira mal , pois j á faz quatro dias".
40
Disse - lhe Jesus : "N ão lhe falei que , se você cresse , veria a gl ó ria de Deus?"
"' Ent ã o tiraram a pedra . Jesus olhou para cima e disse : "Pai , eu te agradeço porque
me ouviste . 42 Eu sei que sempre me ouves , mas disse isso por causa do povo que est á
aqui , para que creia que tu me enviaste" .

Depois de dizer isso , Jesus bradou em alta voz: " Lá zaro, venha para fora!" 44mO morto
saiu , com as m ãos e os pés envolvidos em faixas de linho e o rosto envolto num pano.
Disse - lhes Jesus : "Tirem as faixas dele e deixem - no ir".
JJo 11.18 Grego: / 5 estádios. Um est ádio equivalia a 185 metros.

Se çã o 119 • A decisã o do Sinédrio de matar Jesus


— Jerusalém en Efraim, perto dodeserto —
Jo ã o 11.45 - 54
"“ Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus fizera cre ¬

ram nele . "“ Mas alguns deles foram contar aos fariseus o que Jesus tinha feito . "Tntào
os “ chefes dos sacerdotes e os fariseus convocaram uma reuni ã o do Sin é drio '.
"O que estamos fazendo ?" , perguntaram eles . "A í est á esse homem realizando
muitos sinais miraculosos . 4SSe o deixarmos , todos crerã o nele , e ent ã o os romanos
virã o e tirar ã o tanto o nosso lugar* como a nossa nação ."
49
Ent ã o um deles, chamado Caif á s , que naquele ano era o sumo sacerdote , tomou
a palavra e disse : "Nada sabeis! 50 N ã o percebeis que vos pé melhor que morra um
homem pelo povo, e que n ã o pereça toda a nação".
“ ' Ele n ã o disse isso de si mesmo , mas , sendo o sumo sacerdote naquele ano ,
profetizou que Jesus morreria pela na ção judaica , 52 e n ão somente por aquela naçã o,
mas també m pelos filhos de Deus que est ã o espalhados , para reuni - los num povo .
55
E daquele dia em diante , "resolveram tirar - lhe a vida .
54
Por essa razã o , Jesus n ã o andava mais publicamente entre os judeus . Ao inv és
disso , retirou - se para uma regi ã o próxima do deserto , para um povoado chamado
Efraim , onde ficou com os seus discípulos .
jo 1 ] . 47 Conselho dos principais l íderes do povo judeu . jo ] 1.48 Ou templo

m(
Jo 11.44 ) Tem sido tema de grande interesse para muitos o fato de que os evangelhos
sin ó pticos n ã o dizem nada sobre esse milagre altamente significativo . Por alguma raz ã o , os
autores sin ó pticos també m omitem outros milagres expressivos em Jerusal é m (seções 49a , 100a ) .
Eles também permanecem notavelmente silenciosos acerca de outros eventos que ocorreram de
um a dois meses antes da semana da paix ã o. Parece que pensaram que as duas ressurrei ções j á
registradas (seções 56, 67 ) eram suficientes para mostrar o poder de Jesus sobre a morte.
"Efraim provavelmente ficava no norte da Judéia e perto do território acidentado que d á no vale do Jordão.
"(Jo 11.47 ) Os chefes dos sacerdotes pertenciam à hierarquia dos saduceus , que assumiu a
lideran ça na oposi çã o a Jesus a partir desse ponto até o final . (Os fariseus a essa altura tinham se
tornado oponentes secund á rios. ) Agora que a ressurrei çã o de um homem havia se tornado o
centro das aten ções em Jerusal é m , os saduceus n ão poderiam fazer outra coisa visto que o seu
ensino negava a ressurrei ção.
"(Jo 11.50) O que Caif á s queria dizer com essas palavras era que Jesus tinha de ser morto para
que a elite privilegiada dos judeus mantivesse a sua autoridade sob a ocupa ção romana . Mas João
observa que Deus, em raz ão do of ício de sumo sacerdote de Caif á s , estava usando o cinismo do
sumo sacerdote para expressar algo totalmente diferente . Involuntariamente , o sumo sacerdote
predisse a morte substitutiva de Cristo por Israel e por todos os gentios destinados a crer nele ( v.
51 , 52 ; v . Jo 10.16 , seção 101 a ) .
q(
Jo 11.53 ) Essa ocasi ão determinou a concord â ncia oficial do Sin édrio ( cf . v . 47) de executar
Jesus, embora esse possa muito bem n ão ter sido um encontro formal do conselho. Com base no
parecer de Caif á s, os l íderes chegaram a uma decisão definitiva acerca do que deveria ser feito para
se livrarem dessa figura rival de autoridade.
130 O MINISTÉ RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA PER É IA SEç . 120 a, 120 b

ENSINOS DURANTE A JORNADA FINAL PARA JERUSALÉM

Seçã o 120a * A cura de dez leprosos durante a travessia de Samaria e Galiléia


— Samaria e Galiléia —
Lucas 17.11 - 21
nA caminho de Jerusalém, Jesus passou pela rdivisa entre Samaria e Galiléia. l 2Ao
entrar num povoado, dez leprosos " dirigiram - se a ele. Ficaram a certa dist ância e
l3

gritaram em alta voz : "Jesus, Mestre, tem piedade de nós!”


, 4
Ao vê - los, ele disse: "Vão mostrar - se aos sacerdotes". Enquanto eles iam, foram
purificados.
, 5Um deles, quando viu que estava curado, voltou, louvando a Deus em alta voz.
l6
Prostrou - se aos p és de Jesus e lhe agradeceu. Este era samaritano.
, perguntou: "Não foram purificados todos os dez ? Onde est ão os outros
Jesus
l7

nove ? 8Nã o se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este
estrangeiro ?" l ?Então ele lhe disse : "Levante - se e vá,- a sua f é o salvou*'.
“ Certa vez, tendo sido interrogado pelos fariseus sobre quando viria o Reino de
Deus, Jesus respondeu: "O Reino de Deus não vem de modo visível, 2 lnem se dir á:
'Aqui está ele', ou 'Lá está'; porque o Reino de Deus est á 'entre vocês". 1

’Lc 17.12 O tenno grego nã o se


o curou 71 Ou dentrode
l
refere somente à lepra , mas também a diversas doenç as da pele. ‘
19 Ou

Seçã o 120b * Instruções acerca da vinda do Filho do homem


( v. seçõ es 139c— 1 39 e — sinais da volta de Cristo )
— Samaria ou Galiléia —
Lucas 17.22 - 37
Depois disse aos seus discípulos: "Chegar á o tempo em que voc ês desejarão ver

um dos dias do Filho do homem, mas não verão . Dir ão a vocês - 'Lá está elel' ou

'Aqui est á ! ' Nã o se apressem em segui - los. Pois o Filho do homem no seu dia" ser á
,


como o rel âmpago cujo brilho vai de uma extremidade à outra do c éu. Mas antes
é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta gera ção.

"Assim como foi nos dias de Noé, também ser á nos dias do Filho do homem.

270 povo vivia comendo, bebendo, casando - se e sendo dado em casamento, até o
dia em que Noé entrou na arca. Então veio o Dilúvio e os destruiu a todos.
“ "Aconteceu a mesma coisa nos dias de Ló. O povo estava comendo e bebendo,
comprando e vendendo, plantando e construindo. 29Mas no dia em que Ló saiu de
Sodoma , choveu fogo e enxofre do c éu e os destruiu a todos .

r(
Lc 17.11 ) Esse versículo pode ser traduzido de tal forma que sugira que Jesus passou entre Samaria
e a Galiléia, ou que atravessou a Samaria e a Galil éia. É difícil saber o que a primeira possibilidade
poderia significar, exceto talvez que estivesse descrevendo a jornada por uma faixa de território
disputada entre Samaria e a Galiléia. Os editores desta Harmonia preferem a tradução que indica a
passagem "através de". Isso se adapta melhor à provável sequência, na medida em que ela pode ser
reconstruída. Jesus tinha ido a Efraim, uma cidade distante em um distrito do norte da Judéia, perto de
Samaria (seção 119 ). De lá, ele passou por Samaria e pela Galiléia, provavelmente para se reunir aos
peregrinos que vinham da Galilé ia e atravessavam a Peréia para chegar a Jerusal ém para a Páscoa. Isso
explica por que ele iria para o norte (por Samaria e Galiléia) para depois ir ao sul (para Jerusalém).
5(
Lc 17.21) O Reino de Deus certamente n ão estava "entre" os fariseus, que eram aqueles de
quem Jesus falava, embora o uso dessa expressão permita esse significado. A situação histórica
requer uma refer ência ao Reino como presente "entre vocês", i.e., os fariseus. Esse é o Reino cuja
chegada Jesus já tinha anunciado (Mt 12.28, seção 61; Lc 11.20, seção 106), mas que no presente
existia de uma forma não predita no AT (Mt 13.1 -52, seção 64a — 64k) em vista da sua rejeição por
parte de Israel. Nos versículos seguintes, Jesus fala acerca da vinda do Reino da forma em que os
discípulos a conheciam no AT (seção 120b). No entanto, isso ocorreria somente depois da rejeição
do Filho do homem por parte daquela geração ( Lc 17.24,25, seção 120b).
SE ç. 120 b, 121 O MINIST É RIO DE CRISTO MA REGI Ã O DA PER É IA 131

Lucas 17.22 - 37
""’"Acontecer á exatamente assim no dia em que o Filho do homem for revelado .
3 ,Naquele dia, quem estiver no telhado de sua casa, não deve descer para apanhar
os seus bens dentro de casa. Semelhantemente, quem estiver no campo, não deve
voltar atr á s por coisa alguma. 32 Lembrem - se da mulher de Lól í 3 Quem tentar con ¬

servar a sua vida a perderá, e quem perder a sua vida a preservar á. 34Eu lhes digo:
Naquela noite duas pessoas estar ã o numa cama, 'uma ser á tirada e a outra deixada.
35
Duas mulheres estar ã o moendo trigo juntas,- uma ser á tirada e a outra deixada.
3<
Duas pessoas estar ão no campo,- uma ser á tirada e a outra deixada34'.
37
"Onde, Senhor ?", perguntaram eles .
Ele respondeu: "Onde houver um cadáver, ali se ajuntar ão os abutres ".
‘Lc
’ 17.24 Alguns manuscritos não trazem no seu dia. h36 Muitos manuscritos não trazem este versículo.

Seçã o 121 • Duas par á bolas acerca da ora çã o: a viúva insistente, e o fariseu e
o cobrador de impostos
( v. seçã o 54 f — oraçã o sem hipocrisia )
( v. seçã o 105 — ora çã o persistente)
— Itinerário paraJerusalém —
Lucas 18.1 - 14
' Ent ão Jesus contou aos seus discípulos uma parábola, para mostrar -lhes que eles
deviam orar sempre e nunca desanimar. "Ele disse: "Em certa cidade havia um juiz
que não temia a Deus nem se importava com os homens. 3E havia naquela cidade
uma viúva que se dirigia continuamente a ele, suplicando - lhe: 'Faze -me justiç a con ¬

tra o meu adversário'.


4
"Por algum tempo ele se recusou. Mas finalmente disse a si mesmo: 'Embora eu
não tema a Deus e nem me importe com os homens, 5 esta viúva está me aborrecen ¬

do,- vou fazer -lhe justiç a para que ela nã o venha mais me importunar " ,

6
E o Senhor continuou: "Ouç am o que diz o juiz injusto. 7Acaso Deus não far á
justiç a aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite ? Continuará fazendo - os
esperar ? sEu lhes digo: “Ele lhes far á justi ç a, e depressa. Contudo, quando o Filho do
homem vier, encontrar á fé na terra ?"
9
A valguns que confiavam em sua própria justiç a e desprezavam os outros, Jesus
contou esta parábola: "’"Dois homens subiram ao templo para orar,- um era fariseu e o
outro, publicano. " O fariseu, em pé, orava no íntimo : 'Deus, eu te agradeç o porque
não sou como os outros homens : ladrões, corruptos, adúlteros,- nem mesmo como
este publicano . nJejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'.
13
"Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o c éu, mas baten ¬

do no peito, dizia: 'Deus, tem miseric órdia de mim, que sou pecador'.
l4
"Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de
Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha ser á exaltado".

‘(Lc 17.34) A separação final virá quando o Filho do homem for revelado. Os despreparados,
que estão dominados pelas ocupa ções deste mundo, ser ão surpreendidos pelo julgamento como
na ilustração citada ( v . 26- 29,32), mas os fi é is entrarão na alegria do Reino.
“ ( Lc 18.8) Continuando o tema da seção anterior (seção 120b), o Senhor continua a preparar os
discípulos para a demora do seu retorno. A parábola lhes ensina a não desanimar corn a demora, mas
a persistir em fé e oração, sabendo que ele certamente voltar á para instituir a justiça sem tardar.
v
( Lc 18.9 ) A par ábola provavelmente foi dirigida aos fariseus, talvez aos que pouco antes
tinham perguntado quando viria o Reino de Deus ( Lc 17.20, seção 120a). O orgulho deles fazia
com que as suas oraçõ es n ã o fossem ouvidas. Todavia , as ora çõ es como as do cobrador de
impostos eram ouvidas em virtude de sua humildade.
132 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA Pt R É ! A SEI; . 122

Seçã o 122 * O conflito com o ensino dos fariseus acerca do divó rcio
( v. se çõ es 54 e, 117b — div órcio e novo casamento )
— Peréia —

Mateus 19.1 - 12 Marcos 10.1 - 12


' Tendo acabado de dizer essas coi ¬

' Então Jesus saiu dali e foi para a regi ão


sas , Jesussaiu da Galilé ia e foi para a da Judé ia e para o outro lado do Jordão.
regi ão da Judéia, no outro lado do Jor ¬
Novamente uma multidã o veio a ele e ,
dã o . 2 Grandes multidõ es o seguiam, e segundo o seu costume, ele a ensinava .
ele as curou ali .
Alguns fariseus aproximaram - se dele
’Alguns fariseus aproximaram - se dele
para pô -lo à prova, perguntando: "E per

para p ô - lo à prova. E perguntaram - lhe: mitido ao homem divorciar - se de sua
¬

"È permitido ao homem divorciar - se de mulher ? "


sua mulher por qualquer motivo ?" ’"O que Moisé s lhes ordenou?", per
guntou ele .
¬

'Eles disseram: "Moisés permitiu que o


homem lhe desse uma certidão de divór ¬

Ele respondeu: "Vocês não leram que,


4
cio e a mandasse embora"' [ Dt 24.1 - 4 ] ,

no princípio, o Criador os fez homem e


mulher' [ Gn 1.27,- 5.2 ], 5 e disse : 'Por essa
4
’Respondeu Jesus : "Mois é s escreveu
essa lei por causa da dureza de coração
raz ão, o homem deixar á pai e m ã e e se de voc ê s . “ Mas no princípio da cria çã o
unirá à sua mulher, e os dois se tornarão Deus 'os fez homem e mulher' . 7'Por esta
3

uma só carne'* [ Gn 2.24 ]? " Assim, eles j á raz ão, o homem deixar á pai e mãe e se
não s ão dois , mas sim uma só carne. Por ¬
unir á à sua mulher' [ Gn 1.27,- 5.2 ], *e os
tanto, o que Deus uniu, ninguém separe". dois se tornar ão uma só carne'* [ Gn 2.24 ] ,

'"Perguntaram eles : "Ent ã o, por que Assim, eles j á n ão são dois, mas sim uma
Moisés mandou dar uma certidão de di ¬
só carne. "Portanto, o que Deus uniu, nin ¬

vórcio à mulher e mandá -la embora?' [ Dt gué m o separe".


24.1 - 4 ] ,
l0
Quando estava em casa novamente,
8
Jesus respondeu: "Moisés permitiu que os disc ípulos interrogaram Jesus sobre o
voc ê s se divorciassem de suas mulheres mesmo assunto .
por causa da dureza de coração de vocês .
Mas não foi assim desde o princípio. Eu "
lhes digo que todo aquele que se divorciar
de sua mulher, exceto por imoralidade se ¬

"Ele respondeu: "Todo


xual", e se casar com outra mulher, estará aquele que se divorciar de sua mulher e se
cometendo adultério". casar com outra mulher, estar á cometen ¬

10
Os discípulos lhe disseram: "Se esta é do adultério contra ela. I2E se ela se divor ¬

a situação entre o homem e sua mulher, é ciar de seu marido e se casar com outro
melhor não casar". homem, estar á cometendo adultério".
" Jesus respondeu : "Nem todos t êm
condiçõ es de aceitar esta palavra,- so ¬

mente aqueles a quem isso é dado . Al " ¬

guns s ão eunucos porque nasceram as ¬

sim,- outros foram feitos assim pelos ho ¬

mens,- outros ainda se fizeram eunucos "

w(
Mt 19.7) À luz da posi ção de Jesus sobre a indissolubilidade do casamento, os seus inimigos
pensaram que íinalmente o tinham pego ensinando o contr á rio de Moisé s. No entanto, Jesus
facilmente resolveu a contradição ao mostrar que Moisés somente permitiu o divórcio em virtude
da insensibilidade morai que predominava após a escravidão no Egito. Os fariseus davam mais
atenção à concessão de Deuteronômio 24.1 - 4 do que a instituição do casamento em Génesis
2.24. Moisés ordenou esta ú ltima (Mc 10.3 ) e somente permitiu aquela (Mt 19.8).
Stc 122,
— 124a 0 - .
i ii vrsTtiur : ut CRIST; NA RCSI ã O DA PER é IA 133

Mateus 19.1 - 12
por causa do Reino dos c éus. Quem pu ¬

der aceitar isso , aceite".


Mt 19.4; Mc 10 6 Gn 1.27 ‘
Mt 19.5,- Mc 10.8 Gn 2 , 24
;/
‘Mt 19.9 Grego: pornéia - termo genérico
que se refere a práticas sexuais ilícitas . 120u renunciaram ao casamento ' Mc ( 0.4 Dt 24.1- 3 7 Alguns
manuscritos antigos não trazem e se uniráà sua mulher:

Seçã o 1 2 3 * 0 exemplo das criancinhas em rela çã o ao Reino


( v. seção 90 — o exemplo das
- criancinhas)
— Peréia —

Mateus 19.13 - 15 Marcos 10.13 - 16 Lucas 18.15 - 17


' "Depois trouxeram crian
13¬
Alguns traziam crianças '"O povo também esta ¬

ç as a Jesus, para que lhes a Jesus para que ele tocasse va trazendo criancinhas pa ¬

impusesse as m ãos e oras nelas, mas os discípulos os


¬ ra que Jesus tocasse nelas .
se por elas . Mas os discí repreendiam. 14Quando Je
¬ ¬ Ao verem isso, os discípu ¬

pulos os repreendiam. sus viu isso, ficou indigna ¬


los repreendiam aqueles que
“ Ent ã o disse Jesus: "Dei do e lhes disse: "Deixem vir
¬
as tinham trazido . "'Mas Je ¬

xem vir a mim as crianç as a mim as crianç as , n ão as sus chamou a si as crianç as


e n ão as impeç am,- pois o impeç am,- pois o Reino de e disse: "Deixem vir a mim
Reino dos c éus pertence Deus pertence aos que são as crianç as e não as impe ¬

aos que s ão semelhantes a semelhantes a elas. ' "Digo - çam,- pois o Reino de Deus
elas" . lhes a verdade: Quem não pertence aos que s ão seme ¬

recebero Reino de Deus lhantes a elas. l 7Digo - lhes


como uma crianç a , nunca a verdade: Quem não rece ¬

entrará nele". l 6Em seguida, ber o Reino de Deus como


' "Depois de lhes tomou as crianças nos bra ¬
uma crianç a, nunca entrar á
impor as m ã os, partiu dali. ç os, impô s - lhes as mãos e nele” .
as abenç oou.

Seçã o 124a • As riquezas e o Reino


( v. seções 1 13 a, 124b — últimos primeiros e primeiros últimos)
— Peréia —
Mateus 19.16 - 30 Marcos 10.17 - 31 Lucas 18.18 - 30
l6
Eis que alguém se apro ¬
Quando Jesus ia sain
"

‘ ¬
lsCerto homem impor ¬

ximou de Jesus e lhe per do, um homem correu em


¬ tante lhe perguntou: "Bom
guntou: "Mestre , que fa sua direção e se pôs de jo
¬ ¬
Mestre, que farei para her ¬

rei de bom para ter a vida elhos diante dele e lhe per dar a vida eterna ?"
,9"Por que você me cha
¬

eterna ? " guntou: " Bom mestre , que ¬

l7
Respondeu - lhe Jesus : farei para herdar a vida eter - ma bom?", respondeu Je ¬

"Por que voc ê me pergun na ? " ¬


sus . "Nã o há ninguém que
ta sobre o que é bom? Há lsRespondeu - 1he Jesus : seja bom , a não ser somen ¬

somente um que é bom. Se "Por que voc ê me chama te Deus . Voc ê conhece os

voc ê quer entrar na vida, bom ? Ninguém é bom , a mandamentos: 'Não adul ¬

obede ç a aos mandamen n ã o ser um, que é Deus .


¬ terar á s , n ã o matar á s , n ã o
tos " . '" Voc ê conhece os manda ¬
furtar ás, não darás falso tes ¬

'""Quais?", perguntou ele . mentos: 'Não matarás, não temunho, honra teu pai e
Jesus respondeu: " 'Não adulterar á s , nã o furtar á s , tua m ã e'"" [Ê x 20.12 - 16,- Dt
matar á s , não adulterar á s , não darás falso testemunho , 5.16 - 20 ] ,
134 0 MINIST é RIO nt CRISTO NA REGI ã O DA PER éIA SE ç . 124 a

Mateus 19.16 - 30 Marcos 10.17 - 31 Lucas 18.18 -30


nã o furtar á s, não dará s fal n ã o enganar á s ningu é m ,
¬

so testemunho, honra teu honra teu pai e tua m ã e'4"



pai e tua mã e''1 [ Ê x 20.12 - [ Ê x 20.12 - 16,- Dt 5.16 - 20 ] ,

16,- Dt 5.16 - 20] e 'Amar ás


o teu pr ó ximo como a ti
*
mesmo' " [ Lv 19.18 ].
20
Disse - lhe o jovem: "A 2
CIE ele declarou: "Mestre, a 2
' "A tudo isso tenho obe ¬

tudo isso tenho obedeci tudo isso tenho obedecido


¬
decido desde a adolesc ên ¬

do. O que me falta ainda?" desde a minha adolescência". cia", disse ele.
“ Jesus respondeu: " Se
2
'Jesus olhou para ele e o ouvir isso, disse -lhe
“ Ao: "Falta
voc ê quer ser perfeito, vá, amou. "Falta - lhe uma coisa", Jesus - lhe ainda uma
venda os seus bens e dê o disse ele. "V á, venda tudo o coisa. Venda tudo o que vo ¬

dinheiro aos pobres, e você que voc ê possui e dê o di ¬

c ê possui e dê o dinheiro
ter á um tesouro nos c éus . nheiro aos pobres, e você te ¬
aos pobres, e voc ê terá um
Depois, venha e siga - me". rá um tesouro no céu. De ¬
tesouro nos c é us . Depois
, venha e siga -me."
“ Ouvindo isso, o jovem poisDiante disso ele ficou
venha e siga - me".
afastou - se triste, porque ti ¬


abatido e afastou - se triste, “ Ouvindo isso, ele ficou
nha muitas riquezas . triste , porque era muito
tinha muitas riquezas.
“ Ent ã o Jesus disse aos porque Jesus olhou ao redor e
rico . 24 Vendo - o entristeci ¬

discípulos: "Digo -lhes a ver ¬


dade: Dificilmente um rico disse aos seus discípulos :
do , Jesus disse : "Como é
difícil aos ricos entrar no
entrará no Reino dos céus. "Como é difícil aos ricos Reino de Deus!
entrar no Reino de Deus !"
24
Os discípulos ficaram
admirados com essas pa ¬

24
E lhes digo ainda: É maí s lavras . Mas Jesus repetiu:
f ácil passar um camelo "Filhos, como é difícil* en ¬

pelo fundo de uma agulha trar no Reino de Deus! 25É


do que um rico entrar no mais f ácil passar um came ¬

Reino de Deus” . lo pelo fundo de uma agu ¬

Ao dis lha do que um rico entrar 25


De fato,
“ ouvirem isso, os ¬

é mais f ácil passar um ca


cípulos ficaram 'perplexos no Reino de Deus". ¬

e perguntaram : "Neste
26
Os discípulos ficaram melo pelo fundo de uma
caso, quem pode ser salvo?" 'perplexos, e perguntavam agulha do que um rico en ¬

“Jesus olhou para eles e uns aos outros: "Neste caso,


respondeu: "Para o homem é quem pode ser salvo?"
trar no Reino de Deus".
Os que ouviram isso

impossível, mas para Deus “Jesus olhou para eles e perguntaram.- "Então, quem
todas as coisas sã o possí respondeu: "Para o homem é
¬ pode ser salvo ?"
impossível, mas para Deus Jesus respondeu: "O que
veis ". “
é impossível para os homens
“ Então Pedro lhe respon não,- todas as coisas são pos
¬ ¬

deu: "Nó s deixamos tudo síveis para Deus". é possível para Deus".
para seguir - te! Que será de “ Então Pedro começ ou
a dizer - lhe: "Nós deixamos
Pedro lhe disse: "Nós dei

xamos tudo o que tínhamos
¬

n ó s ?"
tudo para seguir - te" . para seguir - te ! "

*(Mt 19.25 ; Mc 10.26 ) Era inconcebí vel para o judaísmo da época que a riqueza pudesse ser
um empecilho para entrar no Reino de Deus, visto que era considerada um sinal da bênção de
Deus. Quando usadas adequadamente para ajudar aos necessitados ( Dt 15.7, 8 ,11 ), as posses de
fato davam a oportunidade para a pessoa demonstrar piedade pessoal e poderiam ser concebidas
como obra da bê n ção de Deus (J ó 1.10; 42.10), mas as demais pessoas dos dias de Jesus, inclusive
esse homem rico, tinham sucumbido diante da tentação de colocar um valor mais elevado nas
coisas materiais do que em Deus.
SE ç . 124 a , 124 b 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA PER É IA 135

Mateus 19.16-30 Marcos 10.17 -31 Lucas 18.18-30


Jesus lhes
28
disse: "Digo - “ Respondeu Jesus :“ Respondeu Jesus: "Digo-
lhes a verdade: Por ocasião "Digo - lhes a verdade : Nin lhes a verdade: ¬

da yregeneração de todas as gu é m que tenha deixado


coisas , quando o Filho do casa ,
homem se assentar em seu
trono glorioso , você s que
me seguiram também se as ¬
sentar ã o em doze tronos , irm ã os , irm ã s , m ã e ,
para julgar as doze tribos de filhos, ou campos, por
pai ,
Israel . 29E todos os que tive
causa de mim e do evange
¬ ¬

lho, “ deixará de receber cem Ningu é m que tenha deixa


rem deixado casas , irm ã os , ¬

vezes mais , já no tempo pre do casa , mulher irm ã os , pai


irm ã s , pai , m ãe 2, filhos ou ¬

campos , por minha causa , sente , casas, irm ãos , irm ãs , ou filhos por causa do Rei ¬

receberã o cem vezes mais m ães, filhos e campos, e com no de Deus deixará de re "
¬

eles persegui çã o,- e , na era ceber, na presente era , mui ¬

e herdar ã o a vida eterna . futura , a vida eterna . 3 ' Con tas vezes mais e na era fu
¬ ¬

“ Contudo, muitos primei tudo, muitos primeiros serão tura , a vida eterna .
¬

ros serão últimos , e muitos últimos , e os últimos ser ão


últimos serã o primeiros. primeiros".
,
sMt 19.19; Mc 10.19 Lc 18.20 È x 20.12 - 16 ; Dt 5.16 - 20 4
Mt 19.19 Lv 19.18 ‘29 Alguns
manuscritos acrescentam oumuíher. ‘Mc 10.24 Outros manuscritos dizem é difícil para aqueles que confiam nas
riquezas.

Se çã o 124 b * A par á bola da soberania do proprietá rio de terras


( v. seções 113a , 124a — últimos primeiros e primeiros ú ltimos )
— Peréia —
Mateus 20.1 - 16
' "Pois o Reino dos céus é como um propriet á rio que saiu de manh ã cedo para
contratar trabalhadores para a sua vinha . 2 Ele combinou pagar - lhes um den á rio 2
pelo dia e mandou - os para a sua vinha .
“ Por volta das nove horas da manh ã A, ele saiu e viu outros que estavam desocupa ¬

dos na praç a , 4e lhes disse : 'Vã o també m trabalhar na vinha , e eu lhes pagarei o que
for justo'. 5 E eles foram .
"Saindo outra vez, por volta do meio - dia e das três horas da tarde", fez a mesma
coisa . 6Saindo por volta das cinco horas da tarde "', encontrou ainda outros que
estavam desocupados e lhes perguntou : 'Por que vocês estiveram aqui desocupados
o dia todo ?' 7' Porque ningu é m nos contratou , responderam eles .
"Ele lhes disse: ' V ão vocês també m trabalhar na vinha ' .
8"
Ao cair da tarde , o dono da vinha disse a seu administrador: ' Chame os trabalha ¬

dores e pague - lhes o sal á rio, começando com os ú ltimos contratados e terminando
nos primeiros' .
""Vieram os trabalhadores contratados por volta das cinco horas da tarde, e cada
um recebeu um den á rio. ' "Quando vieram os que tinham sido contratados primeiro ,
esperavam receber mais . Mas cada um deles també m recebeu um den á rio. " Quando

y ( Mt19.28 ) A " regeneraçã o de todas as coisas"


descreve as condi ções restauradas do mundo
quando o Messias retomar para cumprir as aguardadas promessas do Reino anunciadas no AT. O
povo de Israel ser á novamente o objeto central do tratamento de Deus com o mundo, e esses Doze
( obviamente excluindo judas) ocupar ão posi ções de autoridade sobre eles . Esse ensino, seguindo
a afirma ção chocante de Jesus acerca de como é dif ícil entrar no Reino de Deus (Mc 10.24 ) , deve
ter sido um grande al í vio para eles.
136 0 .
MI M ST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA PER É IA SE ç 124 b , 125 a
,

Mateus 20.1 - 16
o receberam , começ aram a se queixar do proprietá rio da vinha , 12 dizendo - 1 he : 'Estes
homens contratados por ú ltimo trabalharam apenas uma hora , e o senhor os igua ¬

lou a n ós , que suportamos o peso do trabalho e o calor do dia'.


13"
Mas ele respondeu a um deles : 'Amigo , n ã o estou sendo injusto com você. Você
n ã o concordou em trabalhar por um dená rio? l 4 Receba o que é seu e v á . Eu quero dar ao
que foi contratado por último o mesmo que lhe dei . l 5rNão tenho o direito de fazer o que
quero com o meu dinheiro? Ou você está com inveja porque sou generoso?'
' ""Assim , os ú ltimos serã o primeiros, e os primeiros serã o ú ltimos " . 1

RMt 20.2 O den á rio era uma moeda de prata equivalente à di á ria de um trabalhador braçal , també m nos ,

versículos 9, 10, 13. A Grego: da hora terceira 5 Grego: da hora sexta e da hora nona. l6 Grego: da decima primeira
,
!

hora; també m no versículo 9. ( A Alguns manuscritos acrescentam Porque muitos ião chamados, mas poucos escolhidos.

Se çã o 125 a * 0 terceiro an ú ncio da morte e da ressurrei çã o de Jesus


( v. seções 83 , 85, 86, 88 profecias da morte e ressurrei ção )
— A caminho deJerusalém

Mateus 20.17 -19 Marcos 10.32 - 34 Lucas 18.31 -34


' Enquanto estava su ¬
12
Eles estavam subindo
bindo para Jerusal é m , para Jerusal é m , e Jesus ia à
frente . Os disc í pulos esta ¬

vam admirados , enquanto


os que o seguiam estavam
tom medo . Novamente ele
Jesus chamou à parte os Doze e JIJesus chamou à parte os
chamou em particular os lhes disse o que haveria de Doze e lhes disse: "Estamos
doze discípulos e lhes disse - lhe acontecer: i 3"Estamos su subindo para Jerusal é m , e
, 8"Estamos subindo para ,

bindo para Jerusal é m e o


¬

tudo o que está escrito pe ¬

Jerusal é m , e o Filho do ho los profetas acerca do Filho


Filho do homem será entre
mem será entregue aos che
¬

¬ gue aos chefes dos sacer


,
¬

do homem se cumprirá . 2 Ele


¬

fes dos sacerdotes e aos mes ¬ será entregue aos gentios


dotes e aos mestres da lei . Eles 4

tres da lei . Eles o conde ¬ que zombarã o dele , o insul


o condenar ã o à morte e o ¬

nar ã o à morte 1 <Je o entre entregar ã o aos gentios , tarão , cuspirã o nele , o açoi
¬
4
¬

gar ã o aos gentios para 4que zombar ã o dele , cus tar ão e o matarã o . "No ter
4 ?
¬ ¬

que zombem dele , o açoi pirã o nele , o açoitarão e o ceiro dia ele ressuscitará".
¬

tem e o crucifiquem . No ter matarã o. Três dias depois ele


¬
54
Os disc ípulos n ã o en ¬

ceiro dia ele ressuscitar á!" ressuscitar á .


" tenderam nada dessas coi ¬

sas . O significado dessas


palavras lhes estava oculto ,
e eles n ã o sabiam do que
ele estava falando .
JMt 20.19, Mc 10.33 ,- Lc 18.32 Isto é , os que não são judeus.
z ( Mt
20.15 ) Como resposta adicional à pergunta de Pedro em Mateus 19.27 ( se çã o 124 a ) , )esus
advertiu contra a pressuposi çã o dos Doze de que a melhor posi çã o no Reino seria conquistada
como resultado de mais tempo de servi ço ou de quantidade de trabalho realizado. No final das
contas, toda recompensa vem da gra ça soberana de Deus, que pode, com base no seu discerni ¬

mento das motiva ções, conceder recompensas maiores àqueles que trabalharam menos.
•' ( Mc 10.32 ) Provavelmente era medo do que os inimigos de
Jesus poderiam fazer a ele quando
chegasse a Jerusal é m ( v . Jo 11.8, seção 118a ). Apesar de suas profecias repetidas de sofrimento e
ressurrei çã o, os Doze ainda n ão compreendiam ( Lc 18.34 ), porque ainda esperavam um conquis ¬

tador poderoso que firmaria o seu Reino na terra . Em três anos de instru çã o Jesus n ã o lhes tinha
negado essa esperan ç a , mas lhes ensinou que essa esperanç a precisava aguardar um pouco mais
para ser realizada ( v . seçã o 127 b).
SEC . 1 2 5 b , 126 0 MINIST é RIO DE CRISTO NA REGI ã O DA PEREIA 137

Se çã o 125 b * A advertê ncia contra o orgulho e a ambi çã o


( v. seçã o 144 — disputa por grandeza )
— A caminho dejemsalém —
Mateus 20.20- 28 Marcos 10 35- 45 ,

20
Ent ã o, aproximou - se de Jesus
a m ãe « Nisso Tiago e João, filhos de Zebedeu,
dos filhos de Zebedeu com seus filhos e , aproximaram -se dele e bdisseram : Mestre, que ¬

prostrando - se , bfez - Ihe um pedido . remos que nos faças o que vamos te pedir".
2 I"
0 que você quer?", perguntou ele . 36"
0 que voc ê s querem que eu lhes
Ela respondeu: "Declara que no teu Rei ¬ fa ç a ?" , perguntou ele .
no estes meus dois filhos se assentarã o um 3'
Eles responderam : Permite que . na
à tua direita e o outro à tua esquerda". tua gl ó ria , nos assentemos um à tua direi ¬

ta e o outro à tua esquerda .


22
Disse - lhes Jesus : "Vocês n ã o sabem 3
aDisse- lhes Jesus: 'Vocês n ã o sabem o que
o que estã o pedindo . Podem você s be ¬ estão pedindo. Podem vocês beber o cá lice
ber o cá lice que eu vou beber?" que eu estou bebendo ou ser batizados com o
" Podemos",responderam eles . batismo com que estou sendo batizado?"
«
Jesus lhesdisse : "Certamente vocês ’""Podemos” , responderam eles .
beberã o do meu cálice,- Jesus lhes disse: ‘Vocês beberão o cálice que
estou bebendo e serão batizados com o batis ¬

mas o assentar- mo com que estou sendo batizado,- " mas o as ¬

se à minha direita ou à minha esquerda não sentar-se à minha direita ou à minha esquerda
cabe a mim conceder. Esses lugares perten não cabe a mim conceder. Esses lugares perten
¬ ¬

cem àqueles para quem foram preparados por cem àqueles para quem foram preparados".
meu D rai".
• 41
Quando os outros dez ouviram essas coi ¬
«Quando os outros dez ouviram isso , sas, ficaram indignados com Tiago ejoào.
" Je¬
ficaram indignados com os dois irm ã os . sus os chamou e disse: ' Vocês sabem que aque ¬

25
Jesus os chamou e disse: "Vocês sabem les que são considerados governantes das na ¬

que os governantes das na ções as domi ¬ ções as dominam , e as pessoas importantes


nam , e as pessoas importantes exercem exercem poder sobre elas. 43 N ã o será assim
poder sobre elas. 26 N ã o será assim entre entre vocês. Ao contrário, quem quiser tomar-
vocês. Ao contrá rio , quem quiser tornar - se se importante entre vocês deverá ser seivo: «e
importante entre vocês dever á ser servo , quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo
27
e quem quiser ser o primeiro deverá ser de todos. «Pois nem mesmo o Filho do ho ¬

escravo,- 28como o Filho do homem , que mem veio para ser servido, mas para semr e dar
n ã o veio para ser servido , mas para servir e a sua vida em resgate por muitos .
dar a sua vida em resgate por muitos".

Seçã o 126 * A cura do cego Bartimeu e seu companheiro


( v. seçã o 68 — cura dos cegos )
— Jericó —
Mateus 20.29 - 34 Marcos 10.46 - 52 Lucas 18.35- 43
2 > Ao sa í rem de Jeric ó , «Ent ã o chegaram a Jeri - '
Ao aproximar - se Jesus
uma grande multid ã o se - có . Quando Jesus e seus dis - de Jeric ó,
guiu Jesus . c í pulos , juntamente com
uma grande " multid ã o , es -

ÍMt 20.20 ; Mc 10.35 ) Esse pedido por posi ções de destaque mostra o sentimento constante
entre os disc í pulos de que Jesus estava indo para Jerusal é m para restaurar a gl ó ria do trono e reino
ca ídos de Davi . Era uma reação normal , embora ego ísta , à s palavras recentes de Jesus acerca do
fato de que os Doze ocupariam os doze tronos daquele reino ( Mt 19.28, seçã o 124 a ) . Tiago e
João n ão somente tinham errado o alvo com rela ção à humildade, mas també m n ã o captaram a
necessidade da demora em virtude da paixão do Messias que estava se aproximando.
138 0 MINISTFR Í C DE CliiSTO NA REGI Ã O DA PER ÉIA SEç . 1 26 , 127 a

Mateus 20.29 - 34 Marcos 10.46 -52 Lucas 18.35 - 43


tavam saindo da cidade, o
filho de Timeu, cBartimeu, cum homem
tDois cegos
30
que era cego, estava senta ¬
sentado à beira
cego estava
estavam sentados à beira do à beira do caminho pe do caminho, pedindo esmo
¬
¬

do caminho e, quando ou dindo esmolas . 47Quando la. Quando ouviu a multi



¬
¬

viram falar que Jesus esta ¬


ouviu que era Jesus de Na dão passando, ele pergun
¬ ¬

va passando, puseram - se a zar é, começ ou a gritar : "Je ¬


tou o que estava acontecen ¬

gritar : "Senhor, Filho de sus, Filho de Davi, tem mi ¬


do . 37 Disseram - lhe : "Jesus
Davi, tem misericórdia de seric órdia de mim!" de Nazar é está passando".
n ó s!" Muitos o repreendiam
3 ,A multidão os repreendeu “
para que ficasse quieto ,
Ent ão ele se pôs a gri
“ ¬

tar : "Jesus, dfilho de Davi,


para que ficassem quietos, mas ele gritava ainda mais : tem miseric órdia de mim!"
mas eles gritavam ainda mais: "dFilho de Davi, tem mise Os que iam adiante o
"Senhor, dFilho de Davi, tem ric órdia de mim!"
¬


repreendiam para que ficas ¬

miseric órdia de nós!" Jesus parou e disse: "Cha-


Jesus, parando , chamou-
“ se quieto, mas ele gritava

os e perguntou - lhes:
mem-no".
E chamaram o cego: "Âni
ainda mais - "Filho de Davi,
,

¬
tem miseric órdia de mim!"
mo! Levante - se! Ele o est á 40
Jesus parou e ordenou que
chamando " . 50Lanç ando o homem lhe fosse trazido.
sua capa para o lado , de um Quando ele chegou perto,
salto pôs - se em pé e dirigiu- Jesus perguntou-lhe: 4I"0 que
se a Jesus. você quer que eu lhe faça?"
"O que voc ê s querem que 5
' "O que você quer que "Senhor, eu quero ver",
eu lhes faç a ?" eu lhe faç a?", perguntou-lhe respondeu ele.
“Responderam eles .- Jesus. Jesus lhe disse: "Recupe
"Senhor, queremos que se O cego respondeu: "Mes ¬ 4

re a visão! A sua f é o curou ".
¬

abram os nossos olhos". tre, eu quero ver !" Imediatamente ele recu
“Jesus teve compaix ão “ "Vá", disse Jesus, "a sua perou a visão, e seguia Je “ ¬

deles e tocou nos olhos de f é o curou" . Imediatamen sus glorificando a Deus .


¬
¬

les. Imediatamente eles recu te ele recuperou a visão e Quando todo o povo viu isso,
¬

peraram a visão e o seguiram. seguiu Jesus pelo caminho. deu louvores a Deus.
'
Lc 18.42 Ou o salvou

Seção 127 a * A salva çã o de Zaqueu


— Jericó —
Lucas 19.1 - 10
'Jesus entrou em Jeric ó, e atravessava a cidade. 2Fdavia ali um homem rico chama ¬

do Zaqueu, chefe dos publicanos. 3EIe queria ver quem era Jesus, mas, sendo de
pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. 4 Assim, correu adiante e
subiu numa figueira brava para vê -lo, pois Jesus ia passar por ali .
’Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: "Zaqueu, desça depres ¬

sa. Quero ficar em sua casa hoje". 6Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria.
Todo o povo viu isso e começou a se queixar: "Ele se hospedou na casa de um pecador ".

7Mt 20.30; Mc 10.46; Lc 18.35) Como em um caso anterior, Mateus descreve duas vítimas e Marcos e
Lucas escrevem a respeito de apenas uma (seção 66). O segundo e o terceiro evangelhos destacam o mais
falante dos dois. O milagre aparentemente foi realizado enquanto Jesus saía da cidade (Mt 20.29; Mc 10.46),
mesmo que ele tenha encontrado primeiramente os homens quando se aproximava da cidade (Lc 18.35).
d(
Mt 20.31; Mc 10.48; Lc 18.38) O título Filho de Davi é um título messi ânico. Como os Doze,
esses homens cegos percebiam Jesus não somente como aquele que poderia restaurar a sua vis ão
(Is 35.5 ), mas também como aquele que cumpriria as promessas feitas a Davi ( 2 Sm 7.12-16; SI 89;
Is 11.1 - 9; Jr 23.5,6; Ez 34.23,24).
SEC . 127 a , 127 b 0 MINIST É RIO DE CRISTO NA REGI Ã O DA PER É IA 139

Lucas 19.1 - 10
sMas Zaqueu levantou - se e disse ao Senhor: "Olha , Senhor! Estou dando a meta ¬

de dos meus bens aos pobres,- e se de algu é m extorqui alguma coisa , devolverei
quatro vezes mais".
Jesus lhe disse : 0"Hoje houve salva çã o
9
nesta casa! Porque este homem també m é
'filho de Abra ã o . l
Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido".

Seçã o 127 b * A pará bola para ensinar a responsabilidade enquanto o Reino demora
( v. seçã o 139 f — administra çã o fiel das posses do Senhor )
— Jericó e a última viagem aJerusalém —
Lucas 19.11 - 28
"Estando eles a ouvi - lo , Jesus passou a contar - lhes uma pará bola , porque estava
pertode Jerusal é m e o povo pensava que o Reino de Deus ia se manifestar fde
imediato . 12 Ele disse : "8 Um homem de nobre nascimento foi para uma terra distante
para ser coroado rei e depois voltar. "Ent ã o , chamou dez dos seus servos e lhes deu
-
dez minas . Disse ele : 'Fa ç am esse dinheiro render at é a minha volta' .
1

14"
Mas os seus sú ditos o odiavam e por isso enviaram uma delega çã o para lhe
dizer: ' N ão queremos que este homem seja nosso rei'.
""Contudo, ele foi feito rei e voltou . Entã o mandou chamar os servos a quem dera
o dinheiro , a fim de saber quanto tinham lucrado .
, 6"0 primeiro veio e disse : 'Senhor, a tua mina rendeu outras dez'.
, 7" 'Muito bem , meu bom servo!', respondeu o seu senhor. 'Por ter sido confi á vel
no pouco , governe sobre dez cidades.'
, 8"0 segundo veio e disse : 'Senhor, a tua mina rendeu cinco vezes mais’ .
19"
0 seu senhor respondeu: 'També m você , encarregue - se de cinco cidades .
“ Ent ã o veio outro servo e disse: 'Senhor, aqui está a tua mina,- eu a conservei
"
guardada num peda ç o de pano . "Tive medo, porque és um homem severo . Tiras o
que n ã o puseste e colhes o que n ã o semeaste’ .
22"
0 seu senhor respondeu : 'Eu o julgarei pelas suas pró prias palavras , servo mau!
Você sabia que sou homem severo, que tiro o que n ã o pus e colho o que n ã o semeei .
“ Ent ã o , por que n ão confiou o meu dinheiro ao banco ? Assim , quando eu voltasse
o receberia com os juros' .
24"
E disse aos que estavam ali : Tomem dele a sua mina e dêem - na ao que tem dez' .
25" '
Senhor', disseram , ele j á tem dez!'
26"
Ele respondeu : 'Eu lhes digo que a hquem tem , mais será dado , mas a quem n ã o
tem , at é o que tiver lhe será tirado. 27E aqueles inimigos meus, que n ã o queriam que
eu reinasse sobre eles, tragam - nos aqui e matem - nos na minha frente!
“ Depois de dizer isso, Jesus foi adiante , subindo para Jerusal ém .
-'!.c 19.13 Isto é , cerca de 1/2 quilo de prata, ou seja , o sal á rio de 3 meses de um trabalhador braçal .

'( Lc 19.9 ) O of ício desprezado de cobrador de impostos n ã o poderia anular os direitos oue
Zaqueu tinha por nascimento. Foi por compulsã o divina que a oportunidade de se arrepender lhe
foi oferecida ( v. 5 ) . A insist ê ncia de Jesus em ir ao encontro cios cobradores de impostos ( Lc
15.1 , 2, se çã o 116 ) deu fruto vis í vel nessa situa ção.
f ( Lc 19.11 ) Ditas
quando o grupo estava em Jericó , somente a 30 quil ó metros de Jerusal é m,
essas palavras tinham o propósito de preparar os ouvintes para o que seria uma demora prolonga ¬
da ate que ocorresse a institui ção do Reino na terra . A essa altura , os seguidores de Jesus espera ¬

vam que ele subisse ao trono de Davi logo após a sua chegada a Jerusal é m .
7 Lc 19.12 ) Arquelau , filho de Herodes, o grande, que havia constru ído um pal ácio em Jericó, tinha
feito uma visita semelhante a Roma para receber para si um reino vassalo do governo romano (v. Mt
2.22 , seção 16). Aquele incidente histó rico pode ter influenciado a estruturação dessa pará bola.
h(
Lc 19.26 ) A li ção da par á bola é dupla:
1 . Enquanto esperavam a vinda do Reino por meio da volta do Rei , os disc í pulos deveriam
se dedicar com toda a diligê ncia à s coisas do Reino.
2 . Os judeus que se negaram a reconhecé- lo como Rei receberam uma advertê ncia severa
acerca da retribui ção pesada que viria sobre eles por conta dessa rejei ção ( v . 27 ).
PARTE DEZ
 apresenta çã o formai de Cristo a Israel e o conflito resultante
A ENTRADA TRIUNFAL E A FIGUEIRA

Seçã o 128a A chegada a Bet â nia


— Betânia, perto deJerusalém —

Jo ã o 11.55-12.1,9 - 11
55
Ao se aproximar a Páscoa judaica, muitos foram daquela regiã o para Jerusalém
a fim de participarem das purificações cerimoniais ‘antes da Páscoa. “ Continuavam
procurando Jesus e, no templo, perguntavam uns aos outros: "O que voc ês acham?
'Será que ele virá à festa ?" Mas os chefes dos sacerdotes e os fariseus tinham
57

ordenado que, se alguém soubesse onde Jesus estava, o denunciasse, para que o
pudessem prender.
,kSeis dias antes da Pá scoa Jesus chegou a Bet ânia, onde vivia Lázaro, a quem
ressuscitara dos mortos.
"Enquanto isso, uma grande multidã o de judeus, ao descobrir que Jesus estava ali,
veio , n ã o apenas por causa de Jesus, mas também para ver Lá zaro, a quem ele

ressuscitara dos mortos . "’Assim , os chefes dos sacerdotes fizeram planos para
matar também Lá zaro, " pois por causa dele muitos estavam se afastando dos ju ¬

deus e crendo em Jesus.

[Maria unge Jesus para o sepultamento


— Betânia, na casa de Simão, o leproso — ]
mMateus 26.6 - 13 mMarcos 14.3 - 9 mJo ã o 12.2 - 8

(Jo 11.55 ) Em virtude do grande número de pessoas que faziam essa peregrinação, a purifica ¬

ção cerimonial para a festa exigia mais tempo do que o costumeiro. Por isso, muitos vinham mais
cedo, e alguns até uma semana antes.
(Jo 11.56) Parece que a opinião geral era de que |esus não viria a essa festa. A ordem das autoridades
'
(Jo 11.57) servi a para incriminar qualquer pessoa que escondesse informações acerca de seu paradeiro.
Sob essas condições, a presença cie Jesus em Jerusalém era difícil para todos os que o conheciam.
k(
Jo 12.1 ) Jesus provavelmente chegou no s ábado antes da Pá scoa, se pressupomos que a
Pá scoa caiu na sexta-feira naquele ano. Ele com certeza j á estava nas redondezas. Se n ão, teria
ultrapassado o limite fixado para a caminhada do s ábado.
'() o 12.9 ) A ressurreição de L á zaro teve um papel importante para atrair as multidõ es que
testemunharam a entrada triunfal de Cristo em Jerusal ém ( v. Jo 12.17,18, seção 128b). A notorieda ¬

de da ressurreição de L ázaro resultou na decisão oficial de executá -lo (Jo 12.10), uma decisão
semelhante à anterior contra Jesus (Jo 11.53, seção 119 ) .
m(
Mt 26.6 -13 ; Mc 14.3 -9; Jo 12.2 - 8 ) V . a seção 141 para ler o texto dessas passagens. A
Harmonia de A . T. Robertson aceita a possibilidade de que esse episódio tenha ocorrido mais
tarde, dois dias antes da P áscoa, como se pode deduzir de Mateus e Marcos ( v. Mt 26.2; Mc 14.1,
se ção 140), em vez de seis dias antes, como João registra. Por isso, o texto dessas tr ê s passagens
é impresso como seção 141 nesta revisã o da Harmonia de Robertson. Essa localização considera
que Jo ão estava prevendo um acontecimento que na verdade s ó ocorreu seis dias depois, talvez
em virtude da presenç a de Jesus em Bet â nia seis dias antes da P áscoa (v . Jo 12.1, seção 128a). Os
revisores da Harmonia de Robertson, no entanto, preferem outra opção: eles entendem que a
localização de Jo ão dá a ordem cronológica, visto que é mais f ácil conceber os relatos sin ópticos
como memó rias breves do que interpretar o relato de |oão como previsão. Mateus e Marcos,
todavia, apresentam o material fora de sequência, ou para contrastar a adoração por parte de Maria
com a hostilidade do sumo sacerdote, dos chefes dos sacerdotes e dos mestres da lei ( Mt 26.3,4;
Mc 14.1; Lc 22.2, seção 140) ou para mostrar por que Judas estava tão interessado em obter
fundos adicionais (cp. Mt 26.9; Mc 14.5; Jo 12.5 ,6 com Mt 26.15; Mc 14.11; Lc 22.5, seção
142). Se a sequência preferida pelos revisores for correta, entã o Jo ão 12.9-11 deveria ser colocado
depois de Jo ão 12.2 -8 em vez de no final da seção 128 a, como é o caso.
Sc ç 128 b A APRESENTA ÇÃ O FORMAI DE CRISTO A ISRAEL 141

Seçã o 128 b * A entrada triunfal em Jerusalém


— De Betània paraJerusalém e de volta para Betan/ a —
Mateus 21.1 - 3, Marcos 11.1 - 11 Lucas 19.29 - 44 Jo ã o 12.12 - 19
6,7 , 4,5, 8 - 11,
14 - 17
« Ao aproximar - se «No
' Quando se apro ¬
' Quando se apro ¬
' dia seguin ¬

ximaram de Jerusa ¬
ximaram de Jerusalém de Betfagé e de Be - grande multi
te, a ¬

lém e chegaram a e chegaram a Betfagé tânia, no monte cha dã o que tinha vin
¬ ¬

Betfagé, ao monte e Bet ània, perto do mado das Oliveiras, do para a festa ou ¬

das Oliveiras, Jesus monte das Oliveiras, enviou dois dos seus viu falar que Jesus
enviou dois discípu ¬
Jesus enviou dois: de discípulos , dizendo- estava chegando a
los, - dizendo - lhes: seus discípulos, di - Ihes: ’"''’Vão ao povoa Jerusal é m .
¬

"nVã o ao povoado zendo-Ihes: "" Vão ao do que está adiante e,


que está adiante de povoado que está adi ¬
ao entrarem, encontra ¬

voc ê s,- logo encon ¬ ,


ante de vocês logo rão um "jumentinho
trarão uma “ jumen - que entrarem, encon ¬
amarrado, no qual nin ¬

ta amarrada, com um trar ão um " jumenti ¬


guém jamais montou.
jumentinho ao lado. nho amarrado , no Desamarrem-no e tra ¬

Desamarrem - nos e qual ninguém jamais gam-no aqui. 3 lSe al ¬

tragam-nos para mim. montou . Desamar ¬


guém lhes perguntar:
’Se alguém lhes per ¬
rem - no e tragam -no ‘Por que o estão de ¬

guntar algo, digam - aqui. 3 Se alguém lhes samarrando?’ digam-


lhe que o Senhor pre ¬
perguntar: 'Por que lhe: O Senhor preci ¬

cisa deles e logo os vocês estão fazendo sa dele ".


enviará de voltá'. isso?', digam -lhe: O
Os discípulos fo Senhor precisa dele e
6 ¬

ram e fizeram o que logo o devolverá’. «Os que tinham


Jesus tinha ordenado. 4
Eles foram e en sido enviados foram
¬

contraram um jumen ¬
e encontraram o ani ¬

tinho na ma, amarra- mal exatamente co ¬

do a um portão. En ¬
mo ele lhes tinha dito.
quanto o desamarra ¬
«Quando estavam
vam, "alguns dos que desamarrando o ju ¬

ali estavam lhes per ¬


mentinho, os seus do ¬

guntaram : "O que nos lhes pergunta ¬

vocês estão fazendo, ram : "Por que você s


desamarrando esse estão desamarrando
jumentinho ? " “ Os o jumentinho?"
discípulos responde ¬
«Eles responde ¬
«Pega ¬

ram como Jesus lhes ram: "O Senhor pre ¬


ram ramos de pal ¬

' Trouxeram a ju - tinha dito, e eles os cisa dele". meiras e saíram ao seu
menta e o jumenti - deixaram ir. Trouxe- «Levaram - no a encontro, gritando:

n(
Mt 21.2; Mc 11.2; Lc 19.30) Jesus se esforçou grandemente para mostrar que a sua missão como Rei
de Israel era o cumprimento de Zacarias 9.9, um aspecto que as multidões compreenderam (Mt 21.9; Mc
11.9,10; Lc 19.38; jo 12.13 ). De acordo com Joao, as multidões que se reuniram provinham de três
origens. Em 12.12 uma multidão de peregrinos se aproximou de Jerusal ém vindo de regiões mais
distantes. Provavelmente a maioria deles vinha da Galiléia, onde tinham testemunhado grande parte do
ministério de Jesus. Em 12.17, a multidão que havia estado em Betània quando Lázaro foi ressuscitado
deu testemunho (v. Jo 11.42, seção 118b). Em 12.18, uma grande multidão de Jerusal ém saiu da cidade
para ver aquele que tinha ressuscitado a Lázaro.
No entanto, a compreensão que o povo tinira dessa missão era somente parcial. Eles compreendiam a
dimensão política, ou seja, a libertação da opressão dos estrangeiros, mas não captaram as exigências espirituais
do reino de Jesus. Por isso, as aspirações nacionalistas daquela . geração estavam fadadas ao desapontamento. Esse
malogro trouxe tristeza a Jesus, até mesmo na hora de grande aclamação pública (Lc 19.41).
"(Mt 21.2; Mc 11.2; Lc 19.30; Jo 12.14) Mateus fala a respeito de dois animais, uma jumenta com um
jumentinho, mas os outros autores mencionam somente o jumentinho. Aqui está mais um exemplo em que
Mateus lembra um segundo participante enquanto os outros relatos são mais genéricos e falam somente de
um (v. nota k, seção 66, e nota c, seção 126). Mateus acrescenta esse detalhe para relacionar o evento de
forma mais próxima a Zacarias 9.9 (Mt 21.4,5 ), que menciona dois animais. Jesus aparentemente montou
somente o jumentinho, como determinam os outros evangelhos. A expressão "sobre estes" no v. 7 se refere
aos mantos, e não aos dois, a jumenta e o jumentinho. A jumenta provavelmente foi conduzida à frente do
jumentinho, para que este estivesse mais à vontade para carregar a sua primeira montaria.
142 A APRESENTA ÇÃ O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL SEC . 128 b

Mateus 21.1 -3, Marcos 11.1 -11 Lucas 19.29 - 44 Joã o 12.12-19
6, 7, 4 , 5, 8-11 ,
14 - 17
nho, colocaram so - ram o jumentinho a Jesus , lançaram seus " Hosana ! 4"
bre eles os seus man - Jesus, puseram sobre mantos sobre o ju - "Bendito é o que
tos , e sobre estes Je - ele os seus mantos,- e mentinho e fizeram vem
sus montou . Jesus montou. que Jesus montasse em nome do Se -
4
lsso aconteceu nele . nhor!"rf [Sl 118.25,
para que se cumpris ¬
26 ] ,

se o que fora dito "Bendito é o Rei


pelo profeta : de Israel !"
5"Digam à cida ¬
Jesus
14
conseguiu
de" de Si ã o : um " jumentinho e
'Eis que o seu rei montou nele , como
vem a você , est á escrito :
humilde e monta ¬

do num jumento, " Não


l5
tenha me ¬

num jumentinho , do ,
cria de jumenta'*' ó cidade" de Sião,-
[ Is 62 . li , Zc 9.9]
, eis que o seu rei
vem ,
montado num ju ¬

mentinho"* [ Zc
9.9] ,

A princípio seus

disc ípulos n ã o en ¬

tenderam isso . Só
depois que Jesus foi
glorificado , eles se
lembraram de que
essas coisas estavam
escritas a respeito de ¬
le e lhe foram feitas.
, 7A multid ão que
estava com ele, quan ¬
do mandara Lá za ¬

ro sair do sepulcro
e o ressuscitara dos
mortos , continuou
a espalhar o fato .
18
Muitas pessoas, por
terem ouvido falar
que ele realizara tal
sinal miraculoso , fo ¬
ram ao seu encon ¬

tro . I 9 E assim os fa ¬

riseus disseram uns


aos outros : " N ã o
conseguimos nada .
Olhem como o mun -
SE ç . 128 b A APRESENTA ÇÃ O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL 143

Mateus 21.1 - 3, Marcos 11.1 - 11 Lucas 19.29 - 44 Jo ã o 12.12 - 19


6,7, 4,5, 8 - 11,
14 - 17
do todo vai atr á s
dele !"
’Uma 8
Muitos
grande multidã o estenderam seus man
’“Enquanto
¬
ele prosseguia, o
estendeu seus man tos pelo caminho,
¬
povo estendia os
tos pelo caminho, outros espalharam seus mantos pelo
outros cortavam ra ramos que haviam
¬
caminho . ^Quan ¬

mos de árvores e os cortado nos cam ¬


do ele já estava per ¬

espalhavam pelo pos . “ Os que iam to da descida do


caminho . 9A multi adiante dele e os que
¬
monte das Olivei ¬

dão que ia adiante o seguiam gritavam: ras, toda a multidão


dele e os que o se ¬
dos disc ípulos co ¬

guiam gritavam : me ç ou a louvar a


"Hosana !” " Deus alegremente e
"Hosana " ao Fi ¬
"Bendito é o que em alta voz, por to ¬

lho de Davi!" vem em nome do dos os milagres que


"Bendito é o que Senhor!^ [ SI 118 . tinham visto. Excla ¬

26] ,
-
vem em nome do
Senhor!" 9 [SI 118 .
26],

'“"Bendito é o Rei ¬
mavam :

38
"Bendito é o rei
"Hosana nas al no vindouro de que vem em no
-
¬ ¬

turas !" nosso pai Davi!" me do Senhor !" 9


"Hosana nas al ¬
[SI 118.26] ,

turas ! " "Paz no c éu


e glória nas alturas!"

’“Alguns dos fari


seus que estavam no
¬

meio da multidã o
disseram a Jesus:
"Mestre, repreende
os teus discípulos!"
“ "Eu lhes digo",
respondeu ele,- " se
eles se calarem, as
pedras clamar ão ."
4
lQuando se apro ¬

ximou e viu a cida ¬

de, Jesus chorou so ¬

bre ela 42e disse: "Se


voc ê compreendes ¬

se neste dia, sim ,


você também, o que
traz a paz ! Mas ago ¬

ra isso est á oculto


aos seus olhos. Vi ’’ ¬

r ão dias em que os
seus inimigos cons ¬

truir ã o trincheiras
1 44 A APRESENTARA ? FORMAL D L CRRMC A ISRAEL SKA
' 2 8b
Mateus 21.1 - 3, Marcos 11.1 - 11 Lucas 19.29 - 44
6,7 , 4, 5, 8 - 11,
14 - 17
contra voc ê, a rode ¬

arão e a cercar ã o de
todos os lados. 44Tam-
bém a lanç arão por
terra, voc ê e os seus
"’Quando Jesus en ’’Jesus entrou em filhos. Não deixarão
¬

trou em Jerusal ém, Jerusal ém pedra sobre pedra,


toda a cidade ficou porque voc ê não re ¬

agitada e pergunta ¬
conheceu a oportu ¬

va: "Quem é este?" nidade que Deus lhe


A multidã o res
" ¬
concedeu" .
pondia : "Este é Je ¬

sus , o profeta de Na ¬

zar é da Galiléia".
l4
Os cegos e os
mancos aproxima ¬

ram - se dele no tem ¬

plo , e ele os curou. e diri


,
¬

5
Mas quando os giu - se ao templo .
chefes dos sacerdo ¬

tes e os mestres da lei


viram as coisas ma ¬

ravilhosas que Jesus


fazia e as crian ç as
gritando no templo:
"Hosana ao Filho de
Davi", ficaram indig ¬

,
nados , 6e lhe per ¬

guntaram : "Nã o es ¬

t á s ouvindo o que
estas crianç as est ão
dizendo ?"
Respondeu Jesus:
"Sim , voc ê s nunca
leram:

'Dos lábios das


crianç as e dos re ¬

c ém - nascidos
suscitaste lou ¬

vor ' "? [ SI 8.2 ]


1
,

17
E, deixando - os , Observou tudo à
SEC . 128 b 129 b A APRESENTA ÇÃ O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL 145

Mateus 21.1 - 3, Marcos 11.1 - 11


6,7, 4,5, 8 - 11,
14 - 17
saiu da cidade para sua volta e, como já
Bet ânia, onde pas ¬ era tarde, foi para Be ¬

sou a noite. tânia com os Doze.

*Mt 21.5, Jo 12.15 Grego : filha. Ah 21.5 Jo 12.15 Zc 9 9 Alt 21.9 - Mc 11.9 Jo 12.13
Express ã o hebraica que significa "Salve! e que se tornou uma exclama çã o de louvor tamb ém em Mt 21.15;

Mc 11.10 . Alt 21.9,- Mc 11.9 ,- Lc 19.38 , lo 12.13 SI 118.2 o .Mt 21 lo S! 8 2
-

Seçã o 129a * A maldiçã o da figueira que tinha folhas , mas nã o tinha figos
— DeBetânia paraJemsa /ém —
Mateus 21.18,19 a Marcos 11.12 - 14
l8
De manh ã cedo , quando voltava QNo dia seguinte , quando estavam sain ¬

para a cidade, Jesus teve fome. Vendo '" do de Bet ânia , Jesus teve fome . ‘Vendo à
uma figueira à beira do caminho, aproxi ¬
distância uma figueira com folhas, foi ver se
mou- se dela, mas nada encontrou, a n ã o encontraria nela algum fruto. Aproximando-
ser folhas. se dela, nada encontrou, a não ser folhas ,
Então lhe disse : "Nunca mais porque pnão era tempo de figos. l 4Então lhe
dê frutos !" disse, "Ninguém mais coma de seu fruto". E
os seus discípulos ouviram -no dizer isso .

Seçã o 129b * A segunda purifica çã o do templo


( v. seção 31 — purificação do templo )
— Jerusalém, no templo —

Mateus 21.12,13 Marcos 11.15 - 18 Lucas 19.45 - 48


nJesus entrou no " tem ¬
Chegando a Jerusalém,
l5
Ent â o ele entrou no
45

plo expulsou todos os Jesus entrou no " templo e templo e come ç ou a ex


e
que ali estavam compran ¬
"
ali começ ou a expulsar os pulsar os que estavam ven
¬

do e vendendo. Derrubou que estavam comprando e dendo .


as mesas dos cambistas e vendendo . Derrubou as
as cadeiras dos que vendi ¬ mesas dos cambistas e as
am pombas, cadeiras dos
, que vendiam
pombas 6e n ã o permitia
que ningué m carregasse
mercadorias pelo templo .
I7
E os ensinava, dizendo :
"Nã o está escrito:
46
Disse - lhes : "Está
1
e lhes
‘ disse: ' A minha casa ser á escrito : 'A minha casa ser á
"Está escrito: chamada casa de oração' ,- mas vocês fi-
4

p(
Mc 11.13 ) Jesus sabia que o tempo da Pá scoa n ã o era época para figos, mas ele usou a sua
própria fome e essa figueira viçosa como lição pr á tica para os discípulos. No AT, a figueira muitas
vezes é um símbolo de Israel ( jr 8.13; 29.17; Os 9.10,16; Jl 1.7; Mq 7.1 - 6) . Esse é o caso aqui. O
ritualismo da adora çã o nacional escondia a ausência da piedade genuína entre o povo (v. seção
129b). Por isso, o fato de Jesus amaldi ç oar essa figueira (Mt 21.19; Mc 11.14) era emblem ático do
julgamento de Deus que estava para cair sobre Jerusalém ( v. seção 131 ).
(Mt 21.12; Mc 11.15; Lc 19.45 ) O p á tio dos gentios foi a cena da purificação. Apó s a sua
"
entrada triunfal na cidade ( seção 128b), o Rei foi diretamente ao coração do problema da nação:
corrupção na adoração. Essa falta de verdadeira devoção a Deus foi o que impediu que a sua
entrada fosse triunfal de maneira permanente.
146 A APRESENTA ÇÃ O FORMAI DE CfilSTO A ISRAEL SE ç . 129 b, 130 a

Mateus 21.12,13 Marcos 11.15 - 18 Lucas 19.45 - 48


'A minha casa casa de oração zeram dela ‘um covil de
ser á chamada casa de ora ¬
para todos os povos''? ladrõ es'"' [ Is 56.7,- Jr 7.11 ] ,

ção' '*; mas voc ês est ão fa ¬


47
Todos os dias ele ensi ¬

zendo dela um covil de la ¬


Mas voc ês fizeram dela um nava no templo . Mas os
"
dr ões’ ' [Is 56.7,- Jr 7.11 ] , ,
covil de ladrõ es' ' [ Is 56.7 chefes dos sacerdotes, os
"
Jr 7.11 ] , mestres da lei e os líderes
l8
Os chefes dos sacerdo do povo procuravam matá-
¬

tes e os mestres da lei ouvi lo . 4STodavia, n ã o conse


¬ ¬

ram essas palavras e come guiam encontrar uma for


¬ ¬

ç aram a procurar uma for ma de faz ê -lo, porque todo


¬

ma de matá-lo, pois o temiam, o povo estava fascinado


visto que toda a multidã o pelas suas palavras.
estava maravilhada com o seu
ensino.

'Mt 21.13; Mc 11.17,- Lc 19.46 Is 56.7 fMt 21.13, Mc 11.17, Lc 19.46 Jr 7.11

Seçã o 130a • 0 pedido de alguns gregos para ver Jesus e a necessidade de o


Filho do homem ser levantado
( v. seção 83 — amando e odiando a vida)
— Jerusalém —
Jo ã o 12.20 - 36 a
20
Entre os que tinham ido adorar a Deus na festa da Páscoa, estavam alguns gregos.
31
Eles se aproximaram de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, com um pedido , "Se ¬

nhor, queremos ver Jesus". Filipe foi dizê -lo a André, e os dois juntos o disseram a Jesus.

23
Jesus respondeu: '"Chegou a hora de ser glorificado o Filho do homem. 34Digo -
lhes verdadeíramente que, se o gr ão de trigo não cair na terra e não morrer, continu ¬

ar á ele só . Mas se morrer, dará muito fruto. 35 Aquele que ama a sua vida, a perderá,
ao passo que aquele que odeia a sua vida neste mundo, a conservar á para a vida
,
eterna. 36Quem me serve precisa seguir -me e, onde estou, o meu servo também es ¬

tar á . Aquele que me serve, meu Pai o honrar á.


37
"Agora meu cora çã o est á perturbado, e o que direi ? Pai, salva - me desta hora ?
Não, eu vim exatamente para isto, para esta hora. 3 SPai, glorifica o teu nome!"
Então veio uma voz dos c éus , "Eu j á o glorifiquei e o glorificarei novamente". 39A
multidão que ali estava e a ouviu, disse que tinha trovejado, outros disseram que um
anjo lhe tinha falado.
30
Jesus disse , "Esta voz veio por causa de voc ês, e não por minha causa. 3 lChegou
a hora de ser julgado este mundo, agora ser á expulso o pr íncipe deste mundo. 33Mas
eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim". 33Ele disse isso para indicar
o tipo de morte que haveria de sofrer.
34
A multidão falou, "A Lei nos ensina que o Cristo permanecerá para sempre, como
podes dizer, 'O Filho do homem precisa ser levantado'? Quem é esse 'Filho do homem'?"
3
'Disse -lhes então Jesus, "Por mais um pouco de tempo a luz estará entre voc ês.
Andem enquanto voc ê s t êm a luz, para que as trevas n ã o os surpreendam, pois
aquele que anda nas trevas não sabe para onde está indo. 36Creiam na luz enquanto
voc ê s a t êm, para que se tornem filhos da luz".

tio 12.23 ) A resposta de Jesus ignorou totalmente os gregos e o pedido deles. O fato de João
incluir o incidente, no entanto, indica claramente a sua importância. Indiretamente, o fato de eles
virem ver Jesus indicava a ele que o seu minist ério atingira o ápice. Era a hora de concluir o seu
ministério limitado aos judeus e sair para incluir outros, como esses gregos. Mas isso só poderia
acontecer após a sua ressurrei ção ( v . Jo 12.24,32 ).
SEç. 130 b , 131 A APRESENTAÇÃ O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL 147

Se çã o 130b * As diversas rea ções a Jesus e a rea çã o de Jesus à multid ã o


( v. seçã o 64 b — cora çõ es endurecidos e olhos fechados )
— Jerusalém — Jo ã o 12.36 b - 50
Terminando de falar, Jesus saiu e ocultou -se deles .
37
Mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, n ã o creram nele .
38
Isso aconteceu para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que disse :
"Senhor, quem creu em nossa mensagem ,
e a quem foi revelado o bra ço do Senhor?"3 [ Is 53.1 ] ,

’“ Por esta razão eles n ão podiam crer, porque , como disse Isa ías noutro lugar :

"Cegou os seus olhos


40

e endureceu - lhes o cora çã o , para que n ã o vejam com os olhos


,
nem entendam com o cora çã o , nem se convertam , e eu os cure"7 [ Is 6.10, ,

41
Isa ías disse isso porque viu a gl ó ria de Jesus e falou sobre ele .
42
Ainda assim , 'muitos l íderes dos judeus creram nele. Mas, por causa dos fariseus,
n ão confessavam a sua f é , com medo de serem expulsos da sinagoga ,- 43 pois prefe ¬

riam a aprova çã o" dos homens do que a aprova çã o de Deus .


44
Entã o Jesus disse em alta voz .- "Quem 'crê em mim , n ão crê apenas em mim , mas
naquele que me enviou . 45 Quem me v ê , vê aquele que me enviou . 46Eu vim ao mundo
como luz , para que todo aquele que crê em mim n ã o permaneça nas trevas .
47"
Se algué m ouve as minhas palavras, e n ão lhes obedece , eu não o julgo . Pois
n ão vim para julgar o mundo, mas para salvá - lo. 4SH á um juiz para quem me rejeita
e n ão aceita as minhas palavras,- a pró pria palavra que proferi o condenará no último
dia . 49 Pois n ã o falei por mim mesmo , mas o Pai que me enviou me ordenou o que
dizer e o que falar. 50Sei que o seu mandamento é a vida eterna . Portanto, o que eu
digo é exatamente o que o Pai me mandou dizer" .
' ] o 12.38 Is 53.1 ‘40 Is 6.10 ‘43 Grego : glória.

Seçã o 131 • A figueira seca e a lição acerca da f é


( v. se çã o 54 f — perd ã o aos outros e perdão de Deus )
— Novamente em Betânia e retomo paraJerusalém —
Mateus 21.19 b- 22 Marcos 11.19 - 25 “ Lucas 21.37, 38
' “ Ao cair da tarde, eles 4

sa íram da cidade .
30
De manh ã , ao passa -
Imediatamente a á rvore rem , viram a figueira seca
secou . desde as ra ízes . ’ ' Pedro ,

s(
Jo 12.42 ) Nicodemos e José de Arimaté ia devem ter sido somente dois de um n ú mero muito
maior de l íderes que creram em Cristo. Que l á stima que valores invertidos ( v. Jo 12.43) os tenham
impedido de se posicionar em defesa de Cristo.
'(Jo 12.44 ) De forma apropriada, Joã o conclui a descri ção do ministé rio p ú blico de Jesus com
um ú ltimo apelo para que as pessoas creiam nele . Essa e outras ê nfases de cap ítulos anteriores são
retomadas nesse par á grafo resumido ( p. ex., o fato de ele ter sido enviado pelo Pai [ v. 44, 45 , 49] ,
luz e trevas ( v. 46] , julgamento presente e futuro [v . 47, 48 ] , salvação para o mundo [v. 47] , vida
eterna [v . 50] ) .
“ ( Lc 21.37, 38 ) Seguindo a Harmonia de A . T. Robertson , esta revisã o inclui o texto desses
vers ículos nesse ponto . Na opini ã o dos revisores, no entanto , a ordem de Lucas é cronol ógica
nesse ponto e os dois vers ículos deveriam preceder Lucas 22.1 , 2 imediatamente no in ício da
seção 140. Eles se encaixam bem na sequ ê ncia da vida de Cristo naquele momento.
' 48 Ã APRESENTA " AO FORMAL l i t C íT Í STO A ISRAEL 8 t o . 131 , 1 3 2 a

Mateus 21.19b - 22 Marcos 11.19 - 25 “ Lucas 21.37,38


20
Ao verem isso, os discí ¬
lembrando - se , disse a Je ¬

pulos ficaram espantados e sus : "Mestre! Vê! A figueira


perguntaram : "Como a fi ¬
que amaldiç oaste secou! "
gueira secou tão depressa?" “Respondeu Jesus: "Te
nham fé* em Deus. “ Eu lhes
¬

“ Jesus respondeu: "Eu


lhes asseguro que , se vo ¬
asseguro que se alguém dis ¬

c ê s tiverem f é e não duvi ¬


ser a este vmonte: 'Levante -
darem, poderã o fazer n ão se e atire - se no mar', e não
somente o que foi feito à duvidar em seu coração, mas
figueira , mas também di ¬
crer que acontecerá o que diz,
zer a este 'monte : 'Levan ¬
assim lhe ser á feito. “ Por ¬

te - se e atire - se no mar , e tanto, eu lhes digo: Tudo o


assim ser á feito. L tudo o ” que vocês pedirem em ora ¬

que pedirem em oração, se ção, creiam que j á o recebe ¬

crerem , voc ê s receber ão" . ram, e assim lhes sucederá .


25
E quando estiverem oran ¬

do , se tiverem alguma coisa


contra alguém, perdoem -no,
para que também o Pai ce “Jesus passava o dia en
¬ ¬

lestial lhes perdoe os seus pe sinando no templo ,- e, ao


¬

cados. “ Mas se voc ês nã o entardecer, saía para pas ¬

perdoarem, também o seu Pai sar a noite no monte cha ¬

que está nos c éus n ã o per mado das Oliveiras. 3 STodo


¬

doar á os seus pecados . " o povo ia de manhã cedo


ouvi - lo no templo.

’Mc 11.19 V ários manuscritos dizem c /e saiu *22 Vários manuscritos dizem Se vocês tiverem fé

0 DESAFIO OFICIAL À AUTORIDADE DE JESUS


Seçã o 132a * 0 questiona mento da autoridade de Jesus por parte dos chefes
dos sacerdotes, dos mestres da lei e dos lí deres religiosos
— Jerusalém, no templo —
Mateus 21.23 - 27 Marcos 11.27 - 33 Lucas 20.1 - 8
“Jesus entrou no templo Chegaram novamente
2
' Certo dia, quando Jesus
e, enquanto ensinava, apro a Jerusal ém e, quando Je
¬ ¬
estava ensinando o povo
ximaram - se dele os chefes sus estava passando pelo no templo e pregando as
dos sacerdotes e os líderes templo, aproximaram- se dele wboas novas , chegaram- se a
religiosos do povo e pergun- os chefes dos sacerdotes, os ele os chefes dos sacerdotes ,

v (Mt 21.21 ; Mc 11.23 ) O monte a que se faz alusão aqui é o monte das Oliveiras, de onde se
podia ver o mar Morto. Para que esse monte fosse lanç ado ao mar, teria de experimentar uma
queda de mais de mil metros. Se Jesus tinha em mente um milagre físico ou se só usou o monte de
forma simbólica n ão está claro. De qualquer forma, a lição importante para os discípulos era que
eles deveriam crer em Deus.
" ( Lc 20.1 ) Provavelmente era ao evangelho do Reino (Mt 9.35; 24.14 ) que esses representantes
do Sin édrio estavam se opondo, mas a purifica ção do templo no dia anterior provavelmente
também estava inclu ída na express ão "estas coisas" (Mt 21.23 ; Mc 11.28; Lc 20.2 ). Este é o
primeiro de uma série de choques verbais com diversos grupos de l íderes judeus. Todos eles
ocorreram na terç a - feira da semana da paix ão.
SEC , 132 a, 132b A APRESENTA çã O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL 149

Mateus 21.23 - 27 Marcos 11.27 - 33 Lucas 20.1 - 8


taram : "Com que autorida ¬
mestres da lei e os líderes os mestres da lei e os líde ¬

de est ás fazendo estas coi ¬


religiosos e lhe pergunta ¬
res religiosos , 2 e lhe per ¬

sas ? E quem te deu tal au ¬


ram: 28"Com que autorida ¬
guntaram: "Com que auto ¬

toridade ?" de est á s fazendo estas coi ¬


ridade est á s fazendo estas
sas ? Quem te deu autori ¬
coisas ? Quem te deu esta
dade para faz ê - las ? " autoridade ?
24
Respondeu Jesus: "Eu “'Respondeu Jesus : "Eu 3
EIe respondeu: Eu tam ¬

também lhes farei uma per lhes farei uma pergunta. Res
¬ ¬
bém lhes farei uma pergun ¬

gunta. Se vocês me respon pondam - me, e eu lhes direi


¬
ta, digam - me : 40 batismo
derem, eu lhes direi com que com que autoridade estou de Jo ão era do c éu ou dos
,

autoridade estou fazendo fazendo estas coisas . 4 <lO homens ? "


estas coisas . 25De onde era batismo de João era do c éu 5
Eles discutiam entre si ,
o batismo de João ? Do céu ou dos homens? Digam- me!" dizendo: "Se dissermos : Do
ou dos homens?" 8
' Eles discutiam entre si, c éu, ele perguntar á : Ent ão
Eles discutiam entre si, di dizendo: "Se dissenuos: Dos
¬
por que voc ê s n ã o creram
zendo: "Se dissermos: Do céu, c éus, ele perguntar á : 'En ¬
nele ?' 6Mas se dissermos :
ele perguntará: Então por que t ão por que voc ê s não cre ¬
Dos homens, todo o povo
voc ê s n ã o creram nele ?' ram nele ?’ Mas se disser nos apedrejar á , porque
2 t,

Mas se dissermos.- Dos ho mos: Dos homens . . ." Eles
¬
¬

convencidos est ã o de que


mens — temos medo do temiam o povo , pois todos João era um profeta".
povo, pois todos consideram realmente consideravam ' Por isso responderam :
João um profeta". Jo ã o um profeta. "Não sabemos de onde era".
27
Eles responderam a “ Eles responderam a Je ¬

Jesus : "Não sabemos". sus : "Não sabemos".


E ele lhes disse: "Tampou ¬
Disse ent ão Jesus: "Tam
"Disse então Jesus: "Tam
¬ ¬

co lhes direi com que auto pouco lhes direi com que pouco lhes direi com que
¬

ridade estou fazendo estas autoridade estou fazendo autoridade estou fazendo
coisas . estas coisas ". estas coisas" .

Seçã o 132b • A resposta de Jesus com uma pergunta e tr ês par ábolas


— Jerusalém, no templo —
Mateus 21.28 — 22.14 Marcos 12.1 - 12 Lucas 20.9 - 19
2S
"0 que acham? Havia
um homem que tinha dois
filhos . Chegando ao pri ¬

meiro, disse : 'Filho, v á tra ¬

balhar hoje na vinha . 1

29
"E este respondeu: 'Não
quero 1 ’ Mas depois mudou
de ideia e foi.
, "O pai
0
chegou ao ou ¬

tro filho e disse a mesma


coisa. Ele respondeu: 'Sim ,
senhor!' Mas não foi.
“ "Qual dos dois fez a von
tade do pai ?"
¬

"O primeiro", responde ¬

ram eles .
150 A APRESENTA ÇÃ O FORMAL DE CRISTO A ISRAEL SEC , 132b

Mateus 21.28— 22.14 Marcos 12.1 - 12* Lucas 20.9 - 19


Jesus lhes disse: "Digo -
lhes a verdade: Os publi -
canos e as prostitutas es ¬

tão entrando antes de vocês


no Reino de Deus.
que Jo ã o veio para
“ Por¬

lhes
mostrar o caminho da jus ¬

tiç a, e voc ê s não creram ne ¬

le, mas os publicanos e as


prostitutas creram . E , mes ¬

mo depois de verem isso,


vocês não se arrependeram
nem creram nele.
33
"Ouç am outra ’‘par ábo ¬
' Ent ã o Jesus começou a 9Ent ã o Jesus passou a
la: Havia um proprietário de lhes falar por “ par ábolas - contar ao povo esta “ par á
, ¬

terras que plantou uma vinha. "Certo homem plantou uma bola: "Certo homem plan ¬

Colocou uma cerca ao redor vinha, colocou uma cerca tou uma vinha,
dela, cavou um tanque para ao redor dela, cavou um tan ¬

prensar as uvas e construiu que para prensar as uvas e arrendou- a


uma torre [Is 5.2 ] Depois, construiu uma torre [ Is 5.2 ] a alguns lavradores e ausen
, ¬

arrendou a vinha a alguns Depois arrendou a vinha a tou - se por longo tempo .
lavradores e foi fazer uma via ¬
alguns lavradores e foi fa l0Na época da colheita, ele
¬

gem. 34Aproximando- se a épo ¬


zer uma viagem. 2Na época enviou um servo aos lavra ¬

ca da colheita, enviou seus da colheita, enviou um ser dores, para que lhe entregas
¬ ¬

servos aos lavradores, para vo aos lavradores, para re sem parte do fruto da vinha.
¬

receber os frutos que lhe per ¬


ceber deles parte do fruto Mas os lavradores o espan ¬

tenciam. da vinha. 3Mas eles o agar caram e o mandaram em


¬ ¬

35
"Os lavradores agarra ¬
raram, o espancaram e o man bora de mãos vazias . "Ele
¬

ram seus servos,- a um es ¬


daram embora de mãos va mandou outro servo, mas a
¬

pancaram, a outro mata ¬


zias. 4Ent ão enviou- lhes ou esse também espancaram e
¬

ram e apedrejaram o ter ¬


tro servo,- e lhe bateram na o trataram de maneira hu ¬

ceiro . 36Ent ã o enviou- lhes cabeça e o humilharam. 5E milhante, mandando - o em ¬

outros servos em maior enviou ainda outro, o qual bora de m ãos vazias . "En ¬

número, e os lavradores os mataram . Enviou muitos viou ainda um terceiro, e eles


trataram da mesma forma. outros,- em alguns bateram, o feriram e o expulsaram da
a outros mataram. vinha.
37
Por último, enviou - lhes 6
"Faltava - lhe ainda um
seu filho, dizendo: 'A meu para enviar: seu filho ama ¬
, 3"Então o proprietário da
filho respeitar ão'. do. Por fim o enviou, dizen vinha disse: 'Que farei? Man
¬ ¬

38
"Mas quando os lavra ¬
do: 'A meu filho respeitarão'. darei meu filho amado,- quem
dores viram o filho, disse ¬
sabe o respeitar ão'.
ram uns aos outros : 'Este é '"Mas os lavradores dis ¬
l4
"Mas quando os lavra ¬

o herdeiro. Venham, vamos seram uns aos outros - 'Este é dores o viram, combinaram
mat á -lo e tomar a sua he ¬
o herdeiro. Venham, vamos entre si dizendo: 'Este é o her ¬

ranç a'. Assim eles o agar mat á - lo , e a heranç a ser á deiro . Vamos mat á - lo, e a

raram, lan ç aram - no para
¬

nossa'. "Assim eles o agarra heranç a ser á nossa'. "As


¬ ¬

fora da vinha e o mataram. ram, o mataram e o lanç a sim, lanç aram - no fora da
¬

40
"Portanto , quando vier ram para fora da vinha. vinha e o mataram.

“(Mt 21.33; Mc 12.1; Lc 20.9) Essa par ábola retrata a rejeição do "filho amado" ( Lc 20.13 ) de
Deus, e a dos dois filhos (Mt 21.28-32 ) acusa os ouvintes pela rejeição de ) oão Batista.
SE ç . 132 b A APRESENTA ÇÃ O FORMAL DE CfilSTO A ISRAEL 151

Mateus 21.28 — 22.14 Marcos 12.1- 12 Lucas 20.9 - 19


o dono da vinha, o que fa ¬

r á à queles lavradores?"
41
Responderam eles: "Ma 9
"0 que fará então o do "O que lhes fará ent ão o
¬

tar á de modo horrível es no da vinha? Vir á e matar á


¬
¬
,
dono da vinha? 6Vir á, ma ¬

ses perversos e arrendará a aqueles lavradores e dará a tar á aqueles lavradores e


vinha a outros lavradores, vinha a outros. dará a vinha a outros".
que lhe dêem a sua parte