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ELIAS GONÇALVES NOGUEIRA

GESTÃO DA MANUTENÇÃO:
LUBRIFICAÇÃO E SUA RELEVÂNCIA PARA A ENGENHARIA
MECÂNICA

BELO HORIZONTE
2018
ELIAS GONÇALVES NOGUEIRA

GESTÃO DA MANUTENÇÃO:
LUBRIFICAÇÃO E SUA RELEVÂNCIA PARA A ENGENHARIA
MECÂNICA

Projeto apresentado ao Curso de Bacharelado


em Engenharia Mecânica da Instituição
Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte.

Professor Orientador: Marcio Jose Melo Aleixo

Tutor: Helington Leandro

Belo Horizonte 2018


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 5

1.1 O PROBLEMA....................................................................................................... 6

2 OBJETIVOS ............................................................................................................. 6

2.1 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO ...................................................................... 6

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS ................................................ 6

3 JUSTIFICATIVA ....................................................................................................... 7

4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ................................................................................ 8

4.1 MOTORES A COMBUSTÃO INTERNA ......................................................... 8


4.2 PLANO DE LUBRIFICAÇÃO PREVENTIVA MAQUINAS OPERATRIZES
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4.3 LUBRIFICANTES ........................................................................................... 9
4.3.1. Principais Características dos Lubrificantes ............................................ 9
4.4 TIPOS DE LUBRIFICANTES ....................................................................... 10
4.4.1. Graxas ................................................................................................... 10
4.4.2. Lubrificantes Líquidos ............................................................................ 11

5 METODOLOGIA..................................................................................................... 12

6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO .......................................................... 13

REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 14
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1 INTRODUÇÃO

As atividades de manufatura estão presentes na realidade humana desde os


primórdios da vida, tendo em vista que no período pré-histórico o homem primitivo
aprendeu a trabalhar a pedra lascada, pedaços de meteorito e os metais nobres
presentes na superfície terrestre para assim produzir utensílios necessários á sua
existência. Na era Medieval, os artesãos eram responsáveis por produzir utensílios e
artefatos baseados principalmente no uso da força sobre metais aquecidos, esta
atividade daria início a conformação por forjamento e por fim, decorrente da
mecanização das fabriquetas, passou-se a visualizar no cenário industrial a
presença de máquinas operatrizes responsáveis por fornecer produtos em massa,
impulsionados por Henry Ford e pela Primeira Revolução Industrial.
Ativos industriais são todos e quaisquer equipamentos e máquinas utilizados
com a finalidade de fabricar produtos em uma linha de produção, tais ativos são
compostos por inúmeros componentes mecânicos que proporcionam o
funcionamento do equipamento que compõe a estrutura de uma indústria. Durante a
operação dos equipamentos, os componentes mecânicos mencionados estão em
constante atrito o que faz com que estes estejam sujeitos a tensões e ao risco de
falhas inesperadas.
Com o objetivo principal de proteger os componentes e reduzir o atrito entre
eles existe no cenário industrial práticas relacionadas a lubrificação de máquinas e
equipamentos que são controladas e gerenciadas principalmente através de uma
ferramenta denominada: plano de lubrificação preventiva. Os óleos lubrificantes são
compostos químicos produzidos a base de petróleo e aditivos cujas propriedades
químicas e físicas contribuem para a maximização da vida útil dos componentes
presentes nos ativos industriais.
Neste cenário com a finalidade de apresentar conceitos relacionados aos
lubrificantes em geral e os benefícios de um planejamento correto das práticas de
lubrificação além de explicar algumas tecnologias inovadoras aplicadas neste
cenário como os condicionadores para metal este trabalho será desenvolvido como
critério parcial para obtenção do título de Bacharel em Engenharia Mecânica da
Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte, sendo considerados essenciais para seu
sucesso os conhecimentos adquiridos com a disciplina de Gestão da Manutenção.
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1.1 O PROBLEMA

As práticas de lubrificação são consideradas práticas de suma importação


para ativos, máquinas, veículos e equipamentos em geral, uma vez que a sua
função é proteger os componentes do atrito causado durante seu funcionamento e
operação, sendo assim entender a relevância deste tema, bem como salientar a
importância de novas tecnologias neste quesito possui grande significância para a
engenharia mecânica, o que fez com que a seguinte questão problema seja adotada
para este trabalho: Qual a relevância do sistema de lubrificação e do
desenvolvimento de novas tecnologias dos óleos lubrificantes para a engenharia
mecânica?

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL OU PRIMÁRIO

Realizar uma revisão de literatura sobre as práticas de lubrificação e suas


principais características de forma a apresentar, discutir e demonstrar conceitos
significativos relacionados a esta área da engenharia mecânica, apresentando
inclusive os benefícios que uma gestão preventiva e preditiva relacionada a
lubrificação de ativos pode proporcionar ao cenário industrial.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS OU SECUNDÁRIOS

 Expor a importância da lubrificação tanto para Motores a Combustão


Interna, quando para máquinas operatrizes;
 Dissertar sobre os tipos de lubrificantes e suas principais
características;
 Compreender a tecnologia de Óleo Sintético condicionador de metais,
e suas indicações.
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3 JUSTIFICATIVA

Motores a combustão interna e máquinas industrias, são utilizados em larga


escala na sociedade como um todo, em veículos automotores à grandes motores
responsáveis por transportar cargas, assim como máquinas operatrizes de vários
segmentos. Toda está vasta gama de motores e maquinas, necessitam de uma
lubrificação, para garantir seu funcionamento. Mas será que só o óleo lubrificante
tradicional consegue impedir o atrito de um conjunto mecânico rotativo, ou tem
momentos em que a lubrificação é falha? As tecnologias e estudos ao entorno dos
óleos lubrificantes e seus aditivos estão em constante atualização, tendo em vista
que estes fluidos, em função de suas propriedades físicas e químicas atuam de
forma significativa na redução do atrito mencionado anteriormente entre os
componentes de um ativo industrial.
No caso dos Motores a Combustão Interna, apesar da existência de outras
variáveis, ao mencionar o volume de mistura na câmera de compressão, é correto
adotar uma lógica que menciona: quanto maior for a potência do motor, maior vai ser
a área de contato das peças em atrito na câmera de combustão, logo maior vai ser a
perda de carga por atrito, consequentemente maior será a energia utilizada.
Sabendo disso a tecnologia caminhou para a criação de um átomo que fosse forte o
bastante para suportar a pressão, resistente a uma condição de stress térmico e
pequeno o suficiente para preencher as rugosidades. Estes átomos foram chamados
hidrocarbonetos estáveis.
Já das maquinas industriais, considera-se de extrema relevância a
elaboração e execução correta das planos de lubrificação, garantindo inúmeros
benefícios com destaque para: aumento da disponibilidade dos ativos, redução de
falhas em função de paradas para manutenção dos componentes, níveis de
produção constantes, segurança dos processos e dos envolvidos na manufatura,
garantia de qualidade do produto e da rentabilidade industrial. De um ponto de vista
acadêmico, este trabalho contribui de forma significante, pois, as práticas de gestão
de lubrificação estão cada vez mais em evidência no ambiente industrial, uma vez
que atribui-se a elas caráter estratégico, sendo inclusive consideradas tão
importantes quanto a gestão da produção.
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4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

MOTORES A COMBUSTÃO INTERNA

Um motor a combustão interna basicamente opera em quatro tempos,


entretanto, objetivando a obtenção de entendimento mais satisfatório do
funcionamento do motor de combustão interna, além de facilitar o entendimento de
métodos utilizados pela engenharia para determinar o rendimento mecânico,
rendimento volumétrico, potência, taxa de compressão, consumo especifico de
combustível e cilindrada serão explanados nesta fundamentação alguns conceitos
físicos presentes nos motores a combustão.
O primeiro conceito físico a ser definido será o de potência: “A potência
desenvolvida por um motor é denominada de forma geral como, a potência gerada
no eixo do motor” (STONE, 1999, p.36).
Entretanto vale salientar que existem perdas de potência ao longo do
processo: “Uma parte da potência indicada, oriunda da combustão do fluido
operante, não é aproveitada como potência no eixo. Esta perda de potência é devida
ao atrito existente entre o contato das peças móveis do motor, denominada pela
engenharia como potência de atrito” (STONE, 1999, p.48).
O próximo conceito a ser explanado será o conceito de cilindrada: “Cilindrada
é definida como o volume total deslocado pelo pistão entre o ponto médio inferior e o
ponto médio superior, multiplicado pelo número de cilindros do motor”. (SANTOS,
2009, p.18). Aproveitando este gancho, entramos na lubrificação de cada motor, pois
quanto maior o volume total deslocado pelo pistão, consequentemente maior será a
área de arraste dos anéis raspadores na camisa do cilindro, esporadicamente a
perda de potencia pelo atrito seguira o crescimento da área de contato.

PLANO DE LUBRIFICAÇÃO PREDITIVA MAQUINA OPERATRIZES

As práticas de lubrificação, conforme Antunes (2008) devem obedecer um


plano previamente elaborado, baseado em intervalos definidos de tempo e ações
pré-estabelecidas de forma a garantir sempre a confiabilidade e disponibilidade das
maquinas, pois, a manutenção de um equipamento possui relação diretamente
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proporcional ao aumento do nível de produtividade industrial, onde, evitando-se as


paradas emergenciais aumenta-se a produção e consequentemente as receitas,
deve-se destacar a fase de estudo das funções e estruturas do equipamento:
confiabilidade; qualidade de produção; segurança e custo benefício, para a eficiência
da manutenção preditiva.
Xenos (2004) menciona que o plano de lubrificação preditiva é um
instrumento significativo para a gestão da manutenção, uma vez que este é
responsável por programar datas de intervenções para lubrificação, troca de filtros e
verificação de níveis de óleo baseadas principalmente nas condições e na realidade
do equipamento, informar e instruir sobre procedimentos e práticas e principalmente
é responsável por garantir que as práticas de lubrificação ocorram em parceria com
as de produção sem que os níveis produtivos sejam prejudicados.
“As práticas de lubrificação podem ser desenvolvidas em módulos, de acordo
com as características do processo e equipamentos onde serão executadas ,tendo
como finalidade: programar as atividades de lubrificação de forma alinhada a
produção sem que ocorram paradas indesejadas decorrentes do atrito” (BRANCO,
2006, p.19).

LUBRIFICANTES

Segundo Mendes (2014) a lubrificação é a prática baseada principalmente na


introdução de uma substância entre superfícies sólidas (componentes mecânicos e
peças) que estejam em contato entre si, sujeitas inclusive a movimentos relativos
que fazem com que seja gerado atrito entre tais superfícies.

4.3.1. Principais Características dos Lubrificantes

Segundo Hernandez (2008), as características dos lubrificantes são as


grandes responsáveis por definir seu comportamento e aplicação para cada
situação, sendo as principais delas: viscosidade; densidade relativa; ponto de fulgor;
ponto de fluidez mínima; pondo de combustão; resíduos de carvão.
Para verificar todas estas características segundo Rolim (2002) são comum a
realização de ensaios, o quadro 01 (um) abaixo adaptado de Rolim (2002)
demonstra alguns destes ensaios e suas características:
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Figura 1. Ensaios em Lubrificantes

Fonte: Adaptado de Rolim (2002).

TIPOS DE LUBRIFICANTES

Conforme Seireg (2008) menciona, geralmente as substâncias empregadas


para as práticas de lubrificação podem ser gasosas como o ar, líquidos como a
grande maioria dos óleos lubrificantes, semissólidas como as graxas e sólidas como
o talco, sendo a nomenclatura atribuída a estas substâncias: lubrificantes.

4.4.1. Graxas

Segundo Seireg (2008) as graxas são lubrificantes semissólidos constituídos


principalmente por uma mistura de derivados oleaginosos de petróleo, agentes para
maximização da densidade popularmente denominados sabões metálicos
compostos de variados metais como: lítio, bário, alumínio dentre outros.
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4.4.2. Lubrificantes Líquidos

Segundo Pereira (2015), os lubrificantes líquidos podem ser denominados


principalmente como óleos lubrificantes, tais óleos subdividem-se da seguinte forma:
óleos animas e vegetais; óleos sintéticos e óleos minerais.
Os lubrificantes líquidos exercem funções conjuntas em um Motor de
Combustão Interna, além de impedir que peças metálicas entrem em contato com o
motor em funcionamento, eles exercem funções detergentes que atuam nas fuligens
da queima do combustível, funções hidráulicas que auxiliam no movimento de
componentes entre outras.
Atualmente são compostos por aditivos que auxiliam na sua durabilidade,
melhoradores de viscosidade que auxiliam no trabalho no limite de temperatura,
detergentes e antiespumantes.
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5 METODOLOGIA

O primeiro passo para a elaboração da metodologia deste trabalho se deu


através do levantamento de materiais e obras relevantes à temática central dos
conjuntos mecânicos que por através da lubrificação, se mantem funcionando por
muitos horas de funcionamento, este levantamento consistiu, portanto, de uma
pesquisa bibliográfica.
Ficou definida que a principal metodologia será a pesquisa bibliográfica, tendo
em vista que este trabalho será uma revisão de literatura, cuja principal
característica é basear-se na opinião de inúmeros autores relevantes para a
temática central, de forma a garantir a elaboração de um novo trabalho acadêmico
embasado e conciso ao entorno do tema.
As principais fontes de pesquisas adotadas para esta revisão de literatura
serão: artigos acadêmicos já publicados, sites de empresas de lubrificantes; livros
didáticos disponíveis fisicamente na biblioteca; pesquisas na internet e revistas
científicas, sendo que foram utilizados materiais elaborados nos últimos 30 anos
como embasamento teórico, idade em que a nanotecnologia foi desenvolvida e
aperfeiçoada. Por fim, afirma-se que os seguintes autores e suas obras serão
indispensáveis e essenciais para o sucesso deste projeto: Sierge, Rolim, Hernandez
e Pereira; e as principais palavras chaves utilizadas para a pesquisa serão:
lubrificação, plano de lubrificação preventiva, gestão da manutenção e manutenção
preditiva, onde através de estudos ligados a aplicação condicionadores de metais,
vamos conseguir bibliografar a eficiência do produto em destaque.
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6 CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO

Quadro 1 – Cronograma de execução das atividades do Projeto e do Trabalho de


Conclusão de Curso.

2018 2019
ATIVIDADES JUL AGO SET OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Escolha do tema.
Definição do problema X
de pesquisa
Definição dos objetivos, X
justificativa.
Definição da
metodologia. X
Pesquisa bibliográfica e
elaboração da
X
fundamentação teórica.
Entrega da primeira
versão do projeto. X
Entrega da versão final
do projeto. X
Revisão das
referências para
elaboração do TCC. X
Elaboração do Capítulo
1. X
Revisão e
reestruturação do
Capítulo 1 e elaboração
do Capítulo 2. X
Revisão e
reestruturação dos
Capítulos 1 e 2.
Elaboração do Capítulo
3. X
Elaboração das
considerações finais.
Revisão da Introdução. X
Reestruturação e
revisão de todo o texto.
Verificação das
referências utilizadas. X
Elaboração de todos os
elementos pré e pós-
textuais. X
Entrega da monografia. X
Defesa da monografia. X
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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, M. T. Manutenção Preventiva: Confiabilidade e Qualidade. 2000.


Disponível em: <http://www.mtaev.com.br/download/mnt1.pdf>. Acesso em 18 abril,
2018.

ANTUNES, L. Implementação de Sistema de Gestão da Manutenção em


Empresas Gerenciadoras de Obras: Aspectos Conceituais e Características.
São Paulo, 2008.

CAMPOS, E. J. Reestruturação da Área de Planejamento, Programação e


Controle na Gerência de Manutenção Portuária. São Luis, 2006.

HERNANDEZ, G. M. Atrito e Lubrificação. Mesquita, 2008.

KARDEC, A.; NASCIF J. Manutenção: função estratégica. 3ª edição. Rio de


Janeiro: Qualitymark, 2009.

MENDES, S.S. Estudo da Dinâmica de Lubrificação em um Sistema de


Manutenção Preventiva. Juiz de Fora, 2014.

PEREIRA, J.C. Óleos Lubrificantes. Belo Horizonte, 2015.

ROLIM, D.G. Lubrificantes Industriais. Bauru, 2002.

SANTOS, Antonio Moreira. Introdução aos motores de combustão interna.


Disponível em: <http://www.scribd.com/doc/6697588/Apostila-de-Treinamento-
Motores> Acesso em: 12 set 2018.

SEIREG, A. A.; “Friction and Lubrication in Mechanical Design”, Marcel Dekker,


1st Edition, 1998.

STONE, Richard. Introduction to internal combustion engines.3 ed.


Warrendale,Pa. Editora Society of automotive engineers, Inc.1999.
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VIANA, H.R.G. PCM: Planejamento e Controle de Manutenção. Qualitymark


Editora Ltda, São Paulo, 2002.