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ESTUDO DE MALHA DE TERRA


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SE Coletora Cristalândia

230/34,5 kV

MEMÓRIA DE CÁLCULO

MALHA DE TERRA

Rodolfo Luiz
01 04/11/2016 Liberado para Construção
Rosa Rodrigues
Rodolfo Luiz
00 14/09/2016 Emissão Inicial
Rosa Rodrigues
REV. DATA DESCRIÇÃO PREPARADO CONTROLADO APROVADO
REV. DATE DESCRIPTION PREPARED CHECKED APPROVED

Scopo di utilizzo / Utilization Scope


--/--/----
EGP
EGP DATA EGP VERIFICADO EGP VALIDADO
CONTRIBUÍDO
EGP DATE EGP VERIFIED EGP VALIDATED
CONTRIBUTED
PROJETO / PLANTA CÓDIGO DA CONTRATADA / CONTRACTOR'S CODE
PROJECT / PLANT

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TIPO EMISSOR PAIS TEC. PLANTA SISTEMA PROGRESSIVO REV.
TYPE ISSUER COUNTRY TEC. PLANT SYSTEM PROGRESSIVE REV.

C 7 3 B R W 6 5 4 8 2 1 6 1 0 5 0 1
CLASSIFICAÇÃO PÚBLICO EMPRESA CONFIDENCIAL RESTRITO ARQUIVO
CLASSIFICATION PUBLIC COMPANY CONFIDENTIAL RESTRICTED ARCHIVE ID

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ÍNDICE
1.0 – INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 4
2.0 – METODOLOGIA ..................................................................................................................................... 5
3.0 – REFERÊNCIAS E SOFTWARES .......................................................................................................... 5
4.0 – DESCRIÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO .............................................................................................. 6
5.0 – CÁLCULO DOS PARÂMETROS DO SOLO........................................................................................ 6
6.0 – DIMENSIONAMENTO DA MALHA DE TERRA .................................................................................. 9
6.1 – CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO ..........................................................................................................10
6.2 – CÁLCULO DO FATOR DE DECREMENTO .................................................................................................11
6.3 – DIMENSIONAMENTO DOS CABOS DA MALHA ..........................................................................................12
6.4 – PARÂMETROS DAS LINHAS DE TRANSMISSÃO ........................................................................................14
6.5 – CÁLCULO DA DIVISÃO DE CORRENTE ....................................................................................................16
6.6 – MÁXIMOS POTENCIAIS SUPORTÁVEIS ....................................................................................................18
7.0 – ANÁLISE DE DADOS ...........................................................................................................................20
8.0 – RECOMENDAÇÕES PARA O PROJETO ..........................................................................................21
ANEXO I – RESULTADOS DA SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL ................................................................22
8.1 ESTRATIFICAÇÃO DO SOLO .............................................................................................................23
8.2 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE ATERRAMENTO...............................................................24
8.3 PARÂMETROS DE ENTRADA DO SOFTWARE ................................................................................25
8.4 POTENCIAIS DE TOQUE .....................................................................................................................28
8.5 POTENCIAIS DE PASSO .....................................................................................................................30
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Histórico de revisões

Revisão Alterações

00 Emissão inicial para aprovação.

01 Liberado para construção


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1.0 – INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é definir a malha de aterramento a ser implantada na SE Coletora Cristalândia
230/34,5 kV.

Malhas de aterramento são constituídas por uma rede de eletrodos enterrados e por condutores de
interligação desta rede com os elementos a serem aterrados, e tem por objetivo:

· Prover a instalação de um meio de escoamento de correntes elétricas para o solo, quando da ocorrência
de faltas para a terra na rede de energia ou de descargas atmosféricas;

· Estabelecer um referencial de baixa impedância para a terra, tendo em vista a descarga de cargas
estáticas e a operação de equipamentos eletrônicos e de dispositivos de proteção;

· Garantir a segurança humana quando da ocorrência de faltas para a terra ou de falhas de isolamento
na rede de energia.

As seguintes considerações devem ser feitas no dimensionamento de malhas de aterramento:

· O dimensionamento da malha para projeto, aí se incluindo a bitola do condutor, a configuração do


reticulado e a profundidade da malha;

· Os critérios de segurança estabelecidos, considerando faltas para a terra, e os resultados das


simulações realizadas, onde se destacam a resistência de aterramento da malha, a fração de corrente
de falta dissipada pela malha para o solo, os perfis de potencial na superfície do solo, e os potencias de
passo e toque máximos previstos.

A interação malha/solo determina a resistência de aterramento da malha, que é função da geometria da


malha, de estruturas metálicas eventualmente enterradas no solo dentro de sua área de influência, e da
estratificação do solo na região onde a mesma se encontra.

O processo de dissipação no solo de uma parcela da corrente de falta fase-terra resultará em gradientes de
potencial no solo, que devem ser controlados para que não deem origem a potenciais de passo e toque
perigosos.

Tem-se, portanto, que o conhecimento do desempenho da malha de aterramento, considerando a


magnitude da fração da corrente de falta dissipada pela mesma para o solo, vem a ser um parâmetro
fundamental para a avaliação do seu dimensionamento, tendo em vista o compromisso custo x segurança
de pessoas e equipamentos.
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2.0 – METODOLOGIA
Serão calculados neste relatório, entre outros:

· Modelo equivalente do solo;


· Máximos potenciais de toque e passo permitidos;
· Seção dos cabos e hastes da malha;
· Dimensões da malha;
· Gradientes de potencial na subestação.

O dimensionamento será realizado com o auxílio do software AUTOGRID PRO v. 13.4.50.0, desenvolvido
pela Safety Engineering Services & technologies ltd.

Demais cálculos auxiliares seguirão a metodologia contida na ANSI/IEEE Std 80:2013: “IEEE Guide for
Safety in AC Substation Grounding”.

3.0 – REFERÊNCIAS E SOFTWARES


[1] NBR 7117:2012 – Medição da Resistividade do Solo pelo Método dos Quatro Pontos (Wenner) –
Procedimento;
[2] NBR 15751:2013 – Sistemas de aterramento de subestações – Requisitos;
[3] IEEE Std 80:2013 – Guide for Safety in AC Substation Grounding;
[4] NBR 5410-2004 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão;
[5] IEEE Std 81:2012 – Guide Measuring Earth Resistivity, Ground Impedance and Earth Potential of a
Ground System;
[6] AUTOGRID PRO v. 13.4.50.0;
[7] D.73.BR.W.65482.16.024 - Arranjo Físico – Planta – SE Coletora Cristalândia Arranjo físico Planta;
[8] MEDICAO RESISTENCIA DE TERRA.xls– Folha de medição de Resistividade SE Cristalândia.
[9] C.73.BR.W.65482.16.091.00_Rev.1 - ESTUDO DE CURTO CIRCUITO– Estudo de Curto Circuito SE
Coletora Cristalândia.
[10] E-mail Luiz Rodrigues 13-09-2016-Informaçoes da LT – Ass. BRW Cristalândia – Malha terra da SE.
[11] C-73-BR-W-65482-14-094-01 - Def Condutores Para-Raios e OPGW – Dados dos cabos.
[12] EGTR-H-P17-050 – Silhueta Suporte GS – Suspensão Normal – Silhueta de torre típica
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4.0 – DESCRIÇÃO DO SISTEMA ELÉTRICO

A SE Coletora Cristalândia, situada no estado da Bahia, contemplará 1 unidade transformadora de


230/34,5 kV e 100 MVA e alimentará por meio dos circuitos de 230 kV a SE Brumado II conforme
informações fornecidas pelo cliente.

5.0 – CÁLCULO DOS PARÂMETROS DO SOLO

O método utilizado para medição está de acordo com a norma NBR 7117:2012 (Medição da Resistividade
do solo pelo Método dos quatro pontos), que nada mais é do que o Método de WENNER.

O método consiste em se cravar 4 (quatro) eletrodos alinhados e dispostos em relação ao ponto de medição
(Ponto A) e espaçados entre si de uma mesma distância (a). Os eletrodos devem ser cravados firmemente
no solo, todos a uma mesma profundidade, conforme mostrado na figura seguinte.

Figura 1 – Método de Wenner

Através dos dois eletrodos externos (eletrodos de corrente C1 e C2), faz-se circular uma corrente (I), e entre
os dois eletrodos internos (P1 e P2) é medida a tensão (V). A relação entre a tensão e a corrente (V/I) obtém-
se a resistência (R) em Ohms, a partir da qual é calculado o valor da resistividade do solo, até uma
profundidade, que é aproximadamente igual à distância (a) entre eletrodos.

As medições da resistência do solo estão na Tabela 1, conforme referência [8].

Resistência Medida (Ω)


a(m) Ponto 1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
1 126 54 106 51,9 44,7 69,4
2 34 44,4 42,4 60,7 45,4
4 26,1 29,1 45,4 23,2 25,5
8 10,8 8,83 14,9 25,5 7,9 9,23
16 3,19 6,99 3,03 11,4 2,05 2,91
1,06 2,07
Tabela 1 – Valores de resistência aparente do solo (Ω)

Obs: Os valores medidos do Ponto 1 e 5, com espaçamento respectivamente de 4 e 2 m, foram


desconsiderados dos cálculos, devido a um alto desvio em relação aos outros valores de
resistividade.
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A resistividade foi calculada a partir das resistências, utilizando-se a seguinte fórmula:

4.p .a.R
ra =
2.a a
1+ -
a 2 + 4.b 2 a2 + b2

= (Ω. );
= ê (Ω);
= â ( );
= çã ℎ á 1.

= 0,30 [ ]

Resistividade Calculada (Ω.m)


a(m) Ponto 1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
1 901,09 386,18 758,06 371,16 319,67 496,32
2 443,51 579,17 553,08 791,79 592,21
4 662,37 738,50
588,77 1152,16 647,14
8 544,20 444,93 750,79
398,07 1284,92 465,09
16 320,89 703,14 304,80
206,22 1146,76 292,72
32 213,16 416,26
Tabela 2 – Valores de resistividade aparente do solo (Ω.m)

De forma a avaliar se todos os dados de resistividade podem ser considerados, conforme a norma NBR
7117-2012, foram calculados os desvios em relação à média (em %), conforme equação e tabelas a seguir:

( − é
)
% = × 100
é

Desvio em relação à média (%)


a(m) Ponto 1 Ponto 2 Ponto 3 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
1 67,26 28,32 40,71 31,11 40,66 7,88
2 25,08 2,16 6,57 33,76 0,04
4 12,59 2,55 52,04
22,30 14,60
8 16,02 31,34 15,86 98,29
38,57 28,23
16 35,27 41,83 38,52 131,32
58,40 40,95
32 32,27 32,27
Tabela 3 – Desvio das medidas em relação à média (%)

Como podemos observar as medidas apresentadas possuem desvio maior que 50% em relação à média,
portanto serão desconsiderados os valores acima da média no cálculo da média final.
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Os valores da média final de resistividade estão representados na tabela a seguir:

Média Final
a(m) R (Ω.m)
1 466,28
2 591,95
4 659,19
8 520,62
16 405,39
32 314,71
Tabela 4 – Valores Médios da Resistividade (Ω.m)

Os valores médios de resistividade foram inseridos no software para o cálculo dos parâmetros do solo,
resultando os seguintes valores da estratificação do solo:

· Solo Bi-estratificado;
· Resistividade da primeira camada: = 403,445 .
· Altura da primeira camada: ℎ = 0,91859
· Resistividade da segunda camada: = 877,387 .
· Altura da primeira camada: ℎ = 3,4342
· Resistividade da segunda camada: = 309,683 .

O ANEXO I –Figura 5 apresenta o gráfico da resistividade x profundidade do solo em questão.


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6.0 – DIMENSIONAMENTO DA MALHA DE TERRA


A Figura 2 ilustra a planta da subestação, a qual foi usada para o projeto da malha de aterramento [7].

Figura 2 – Planta da SE Coletora Cristalândia

Definido o layout da subestação, devem ser levadas em consideração as estruturas que cercam a
subestação:

- Cerca Metálica.

Para fins de simulação, os condutores metálicos da armação de concreto da casa de comando e dos
transformadores da subestação serão representados por um grid 1x1 como estruturas enterradas não
conectadas à malha de terra da SE Coletora Cristalândia.
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6.1 – Corrente de Curto-Circuito

O nível de curto-circuito para o dimensionamento dos cabos da malha deverá ser de 7,15 kA. Para as
simulações da corrente de curto na malha utilizaremos o valor de curto-circuito monofásico passante mais
severo, 7,15 kA,(contribuição da LD Coletora Cristalândia - Brumado II 230 kV e Transformadores da SE
Coletora Cristalândia) apresentado a seguir, conforme referência [9]:

Figura 3 – Níveis e Dados de Curto-Circuito na SE Coletora Cristalândia


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6.2 – Cálculo do Fator de Decremento

De acordo com a IEEE Std 80-2013, Temos a parcela X/R (Tabela 10 – Typical values of Df )
acrescentando um fator na corrente de curto-circuito. O Decrement factor leva em conta o fator assimétrico
da falta e calcula a média deste valor no intervalo da ocorrência da falta. Este valor será incorporado ao
valor da falta fornecido, o qual é a falta em regime permanente.

1
= = × = 1+ × (1 − ) = ×
× 2

= é é − ( );
= é − ( ) ê [9];
= é ( );
= é çã ( );
= é é ( );
= ê 60 .
20
=1 = 20 = = 0,053 = 1,026
377
= 0,5 20 = 1,052
= 20 = = 0,053
377
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6.3 – Dimensionamento dos Cabos da Malha

A seção mínima de um condutor de aterramento pode ser dada pela seguinte fórmula da NBR 15751:2013
[2]:

× × × 10
= × ×
+
× ln +

Onde:

= é çã , í ( );
= é − , é ( );
= é , ( )
= é é à ê ( ° );
= é ° , Ω ;
= é é , í ú
[ ⁄( × ° )];
= é á á (° );
= é , (° );
1 1
= = −
∝ ∝
= é é 0 ° ;
= é ê , (° )

São adotados os parâmetros do condutor “Commercial hard drawn copper” de condutância 97%:
· ∝ = 0,00381( = 20°C )
· = 242
· = 1,78 Ω⁄
( = 20°C )
· = 3,42 ⁄( × ° )]

Adotaremos ainda:

· = 0,5
· = 1,052
· = 850 ° é ;
· = 40 ° é ;
· = 7,15
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Para o valor de curto circuito adotamos um fator de 0,6 a ser aplicado no valor de considerando que
apenas parte da corrente de curto-circuito circulará pelo cabo da malha de aterramento. Resulta, portanto
para o condutor da malha:

1 × 0,00381 × 1,78 × 10
= 4,29 × 1,026 × = 12,21 ²
242 + 850
3,42 × ln
242 + 40

A NBR 15751:2013 [2] considera a seção mínima de 50 mm² para o cabo principal da malha. Por critérios
de esforços mecânicos aplicados à malha, consideramos a utilização de cabos de cobre nu com bitola de
70 mm².

Para os rabichos, consideramos a conexão por conexão mecânica (Tm = 250º), o que resultou na seguinte
seção:

1 × 0,00381 × 1,78 × 10
= 7,15 × 1,026 × = 31,75 ²
242 + 250
3,42 × ln 242 + 40

Por critérios de esforços mecânicos, estamos considerando a utilização de cabos de cobre nu com bitola de
2 x 70,00 mm² para os rabichos.
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6.4 – Parâmetros das Linhas de Transmissão

As linhas de transmissão dissiparão parte da corrente de curto-circuito pelos cabos-guarda, que deverão
estar conectados com a malha de terra nas duas terminações. Conforme dados fornecidos pelas referências
[10] a [12], a SE Coletora Cristalândia possui a linha de transmissão que será responsável pelo auxílio na
divisão de corrente na ocasião de curto-circuito em qualquer uma das malhas de terra.

É mostrada a seguir a LT considerada para o estudo e os dados da linha de transmissão fornecidos pelo
cliente:
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LD COLETORA CRISTALÂNDIA - SE BRUMADO II 230 kV

Figura 4 – Silhueta da torre de transmissão utilizada – GS Suspensão Normal

· Comprimento da LT: ≈ 25,3 km;


· Número de torres: 58;
· Comprimento do vão médio: 0,436 km;
· Resistência do pé de torre: 20 Ω
· Quantidade de cabo-guarda por linha de transmissão: 2;
· Tipo de cabo-guarda: Dotterel.
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6.5 – Cálculo da Divisão de Corrente

Conforme acordado com o cliente, foi considerado o curto circuito fase-terra total na barra de alta tensão da
SE Coletora Cristalândia, representado no deck de curto circuito conforme mostrado no item 6.1 e o retorno
de parte desta corrente pelos cabos guarda da linha de transmissão descrita no item 6.4.

A seguir é mostrada a divisão de corrente entre a malha e o conjunto de cabos guarda da linha de
transmissão calculada pelo software, que chegou aos seguintes valores:

· Corrente de curto-circuito monofásico considerada: 7,15 kA;


· Corrente que fluirá pela malha: 1,742 kA;
· SPLIT de corrente: 0,2437.

O relatório detalhado da distribuição de corrente utilizando os parâmetros das linhas de transmissão é


mostrado a seguir:

=======< FAULT CURRENT DISTRIBUTION ( SYSTEM INFORMATION SUMMARY ) >=======

Run ID.......................................: MT_Inicial


Central Station Name.........................: SE Cristalân
Total Number of Terminals....................: 1
Average Soil Resistivity.....................: 100.00 ohm-meters
Printout Option..............................: Detailed
1

Central Station: SE Cristalân

Ground Resistance........................: 2.0358 ohms


Ground Reactance.........................: 0.0000 ohms

1
Terminal No. 1 : LT Cristalân

Number of Sections..............: 58
Ground Impedance................: 0.10000E-02 +j 0.0000 ohms
Source Current..................: 7150.0 Amps / -80.380 degrees
Neutral Connection Impedance....: 0.0000 +j 0.0000 ohms
Span Length.....................: 436.00 m
1
TERMINAL GROUND SYSTEM (Magn./Angle)

Term: 1 Total Earth Current...: 2996.6 Amps / 83.903 deg.


Earth Potential Rise..: 2.9966 Volts / 83.903 deg.

Average Resistivity...........: 100.00 Ohm-meters


Grid Impedance................: 2.0358 +j 0.0000 Ohms

< Magnitude / Angle >


Total Fault Current...........: 7150.0 Amps / -80.380 degrees
Total Neutral Current.........: 5408.1 Amps / -80.798 degrees
Total Earth Current...........: 1742.5 Amps / -79.082 degrees
Ground Potential Rise (GPR)...: 3547.4 Volts / -79.082 degrees
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NEUTRAL CONDUCTOR IMPEDANCES PER SPAN


=====================================

============== Each Neutral Conductor ==============

TERMINAL
Number Name
====== ============
1 LD SE Coletora Cristalândia – Brumado II – 230kV

============== Each Neutral Conductor ==============


External Impedance (ohms) Internal Impedance (ohms)
Real Part Imag. Part Real Part Imag. Part
============ ============ ============ ============
0.23891E-01 0.38358 0.13356 0.90643E-02

============ Bundled Neutral Conductors ============


Series Impedance (ohms) Mutual Impedance (ohms)
Real Part Imag. Part Real Part Imag. Part
============ ============ ============ ============
0.90671E-01 0.26887 0.23938E-01 0.17057
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6.6 – Máximos Potenciais Suportáveis

Para o cálculo dos potenciais máximos permitidos, foram utilizados os parâmetros para uma pessoa de 50
Kg conforme norma IEEE STD 80-2013.

Potenciais de toque e passo

Na IEEE Std 80-2013 o máximo potencial de toque e passo suportável é definido como:

æR ö I choque I choque
Vtoque sup ortável = ç c + Rch ÷. V passo. sup ortável = (Rch + 2 Rc ) ´
è 2 ø Df Df

A corrente suportável pelo corpo humano, para uma pessoa de 50 kg, é dada pela fórmula de Dalziel:

0,116
=

Se considerarmos a colocação de uma camada superficial de brita no solo, temos:

rs
Rc = .C s
4 .b

Sendo Cs calculado a partir de:

16b ¥ n r - rs
CS = 1 + åK Rm(2nhs )
rs n=1
K=
r + rs

Onde:

Rch é a resistência do corpo humano ( W );

Rc é a resistência de contato do pé com o solo ( W );

Df é o fator de decremento;

Ichoque é a corrente de choque máxima suportada pelo corpo humano (A);

tf é o tempo de eliminação da falta (s);

b é o raio de um disco metálico representando o pé (m);

CS é o fator de correção dos potenciais devido a colocação da brita;

K é o fator de reflexão entre materiais de diferentes resistividades;


r é a resistividade da primeira camada do solo ( W .m);

rs é a resistividade do material da superfície do solo ( W .m);

hs é a altura da camada do material da superfície (m);


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Para o modelo adotado, a norma IEEE STD 80-2013 determina “b” como sendo 0,08 m. Para maiores
detalhes do modelo, é recomendada a leitura da norma (eq. 19 a 21 p.21). A resistência do corpo humano
é definida na IEEE STD 80-2013 em 1000 W.

Adotamos o tempo de atuação da proteção de 0,5 segundo, sendo este o tempo máximo de duração do
curto-circuito fase-terra.

Com a camada superficial aplicada na subestação sendo de 0,10 metro de brita, com resistividade de 3000
W .m, temos os potenciais limites de toque e passo a seguir:

á = + . = 695,9
2

á = (2. + ). = 2315,8

A fim de se verificar os potenciais induzidos nas áreas ao redor da subestação, foi calculado o potencial de
passo sem a adição de uma camada superficial, obtendo o seguinte valor:

= (2. + ). = 549,3

Como observação, as fórmulas acima estão estendidas, usadas pelo programa SES AUTOGRID PRO, que

difere da IEEE Std 80-2013 [3], pois o programa não simplifica o valor de Rc , ao invés da norma (ver
fórmula 14 da IEEE Std 80-2013) e ainda utiliza o fator de decremento Df .
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7.0 – ANÁLISE DE DADOS

Foram considerados e/ou utilizados os seguintes valores nas simulações digitais finais:

· Tempo de eliminação da falta: 0,5 s


· Profundidade da malha: 0,6 m
· Raio dos condutores: 0,00472 m (70 mm²)
· Diâmetro das hastes: 0,019 m (3/4’’)
· Comprimento total de condutores: Lcondutores = 2510 m
· Quantidade de hastes: nhastes = 30
· Comprimento total das hastes: Lhastes = 90 m

Foram obtidos pelo software de simulação, os seguintes dados:

· Potencial de malha: GPR = 3,547 kV

· Resistência da malha de aterramento: Rg = 2,0358 W

Conforme resultados apresentados no Anexo I, obtivemos os seguintes potenciais para a simulação


realizada na SE Coletora Cristalândia:

Potenciais [V]
Toque Passo Passo S/ Brita
Valor Máximo 388,55 396,63 396,63
Limite 695,90 2315,80 549,30

Tabela 5 – Valores Máximo e Limite para Potenciais de Toque e Passo

Para os potenciais de passo e toque foram simulados respectivamente 5 metros e 1 metro além do limite do
perímetro da cerca metálica.

Podemos concluir que a malha de terra dentro do escopo do estudo (SE Coletora Cristalândia) atende aos
requisitos de segurança, conforme norma IEEE STD 80-2013 [3], pois todos os valores de potenciais
encontrados estão abaixo dos limites, conforme pode ser visto pelas Figura 8 a Figura 12.
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8.0 – RECOMENDAÇÕES PARA O PROJETO

· A malha deverá ser confeccionada com cabos de cobre nu de condutividade 97% de seção igual a
70,00 mm², enterrados a 0,6 m de profundidade conforme planta elaborada.

· As hastes de aterramento a serem utilizadas serão em aço com revestimento de cobre. Serão
utilizadas 30 hastes do tipo Copperweld Æ19 x 3000 mm, conforme planta elaborada.

· Todas as conexões da malha e das hastes deverão ser do tipo solda molecular exotérmica.

· As estruturas metálicas do portão deverão ser aterradas e interligadas à malha por conexão
exotérmica.

· Os condutores metálicos da armação de concreto da casa de comando e dos transformadores da


subestação deverão ser conectadas à malha de terra da SE Coletora Cristalândia.

· Descidas de SPDA e demais condutores metálicos deverão ser conectados à malha principal.

· Tubulações enterradas que eventualmente atravessarem a área da subestação deverão ser não
metálicas para evitar transferência de potencial para locais remotos ou com juntas de isolação nas
extremidades demarcadas pelos limites da SE. E as tubulações sob a malha deverão ser
interligadas a ela.

· Após a confecção da malha e antes da energização da subestação, deve-se verificar a resistência


de aterramento e medir os potenciais de passo e toque em toda a sua extensão.

· Nas interferências com vigas baldrames, bancos de dutos, tubulação de drenagem, etc., os cabos
da malha deverão ser desviados.

· Recobrir a área da subestação e 1 m além da cerca, com uma camada de brita nº 02 de 10 cm de


espessura.

· As concertinas de muros e alambrados deverão ser aterradas e conectadas a malha principal


através de solda exotérmica.

· Alambrados deverão ser seccionados na região abaixo da linha de transmissão para não transferir
potencial para todo o alambrado no caso do cabo fase romper.

· É recomendada a medição dos potenciais de passo fora da subestação, para garantir que não
ocorrerá indução de potenciais perigosos nesta região.
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ANEXO I – RESULTADOS DA SIMULAÇÃO COMPUTACIONAL


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8.1 ESTRATIFICAÇÃO DO SOLO

Os valores de resistividade média calculados no item 5.0 foram inseridos no “software” para obter a
estratificação do solo. A figura a seguir apresenta um gráfico monolog espaçamento x resistividade. Neste
gráfico, aparecem os seguintes parâmetros:

· Os pontos em azul: valores inseridos no “software” (resistividades médias);


· A curva rosa: modelo do solo utilizado pelo “software”;
· A curva verde: curva obtida da otimização feita pelo “software”.

Resistivity LEGEND

10 3
Measured Data
Computed Results Curve
Soil Model
A pparent Resistivity (Ohm-meters)

Measurement Method..: Wenner


RMS error...........: 3.223%

Layer Resistivity Thickness


Number (Ohm-m) (Meters)
====== ============== ==============
Air Infinite Infinite
2 403.4450 0.9185938
3 877.3869 3.434172
4 309.6830 Infinite

10 2
-2 -1 0 1 2 3
10 10 10 10 10 10 RESAP <MT_Inicial

Inter-Electrode Spacing (meters)


Figura 5 – Gráfico da estratificação do solo

MULTI-LAYER EARTH CHARACTERISTICS USED BY PROGRAM


LAYER REFLECTION RESISTIVITY THICKNESS
TYPE
No. COEFFICIENT (ohm-meter) (METERS)
1 Air 0.00000 0.100000E+21 Infinite
2 Soil -0.999990 403.445 0.918594
3 Soil 0.370027 877.387 3.43417
4 Soil -0.478240 309.683 Infinite
Tabela 6 – Estratificação do Solo
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8.2 DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA DE ATERRAMENTO


A seguir é mostrado o grid da malha utilizado no software:

Grounding Grid (Top View) [ID:MT_Inicial]

120

80

40
YAXIS(METERS)

-40

-80
-40 0 40 80 120 160

X AXIS (METERS)

Top View of Conductors


Figura 6 – Layout do sistema de aterramento da SE Coletora Cristalândia

Grounding Grid (3D - View) [ID:MT_Inicial]

-40

0 SOIL SURFACE

40
ZAXIS (METERS)

80

120

160
126.2
Y
A

86.2
X
IS

46.2
(M
E

6.2
T
E
R
S

-33.8
)

-73.8
-40 0 40 80 120 160

X AXIS (METERS)

3-D View of Conductors


Figura 7 – Layout 3D do sistema de aterramento da SE Coletora Cristalândia
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8.3 PARÂMETROS DE ENTRADA DO SOFTWARE


>>Safety Calculation Table

System Frequency....................................: 60.000(Hertz)


System X/R..........................................: 20.000
Surface Layer Thickness.............................: 10.000(cm)
Number of Surface Layer Resistivities...............: 5
Starting Surface Layer Resistivity..................: NONE
Incremental Surface Layer Resistivity...............: 1000.0(ohm-m)
Equivalent Sub-Surface Layer Resistivity........... .: 403.45(ohm-m)
Body Resistance Calculation.........................: IEEE Std.80-2000
Fibrillation Current Calculation....................: IEEE Std.80-2000 (50kg)
Foot Resistance Calculation.........................: IEEE Std.80-2000
User Defined Extra Foot Resistance..................: 0.0000 ohms

==============================================================================
Fault Clearing Time (sec) | 0.250 | 0.500 | 1.000 |
+----------------------------+---------------+---------------+---------------+
Decrement Factor | 1.101 | 1.052 | 1.026 |
Fibrillation Current (amps)| 0.232 | 0.164 | 0.116 |
Body Resistance (ohms)| 1000.00 | 1000.00 | 1000.00 |
==============================================================================

==========================================================================
| Fault Clearing Time | |
Surface |-----------------+-----------------+-----------------| Foot |
Layer | 0.250 sec. | 0.500 sec. | 1.000 sec. | Resist |
Resist |-----------------|-----------------|-----------------| ance |
ivity | Step | Touch | Step | Touch | Step | Touch | 1 Foot |
(ohm-m) |Voltage |Voltage |Voltage |Voltage |Voltage |Voltage | (ohms) |
|(Volts) |(Volts) |(Volts) |(Volts) |(Volts) |(Volts) | |
==========================================================================
NONE | 742.1| 343.6| 549.3| 254.3| 398.1| 184.3| 1260.8|
|---------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+
1000.0| 1310.9| 485.8| 970.4| 359.6| 703.2| 260.6| 2610.5|
|---------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+
2000.0| 2224.5| 714.2| 1646.7| 528.7| 1193.3| 383.1| 4778.4|
|---------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+
3000.0| 3128.4| 940.2| 2315.8| 695.9| 1678.3| 504.3| 6923.3|
|---------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+
4000.0| 4029.6| 1165.4| 2982.8| 862.7| 2161.7| 625.2| 9061.5|
|---------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+--------+
* Note * Listed values account for short duration asymmetric waveform
decrement factor listed at the top of each column.

===========< G R O U N D I N G ( SYSTEM INFORMATION SUMMARY ) >===========

Run ID......................................: MT_Inicial


System of Units ............................: Metric
Earth Potential Calculations................: Multiple Electrode Case
Type of Electrodes Considered...............: Both Main + Return Electrodes
Soil Type Selected..........................: Multi-Layer Horizontal
SPLITS/FCDIST Scaling Factor................: 0.24371

MULTI-LAYER EARTH CHARACTERISTICS USED BY PROGRAM

LAYER TYPE REFLECTION RESISTIVITY THICKNESS


No. COEFFICIENT (ohm-meter) (METERS)
----- ------ ------------- ------------- -------------
1 Air 0.00000 0.100000E+21 Infinite
2 Soil -0.999990 403.445 0.918594
3 Soil 0.370027 877.387 3.43417
4 Soil -0.478240 309.683 Infinite
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CONFIGURATION OF MAIN ELECTRODE


===============================

Original Electrical Current Flowing In Electrode..: 7150.0 amperes


Current Scaling Factor (SPLITS/FCDIST/specified)..: 0.24371
Adjusted Electrical Current Flowing In Electrode..: 1742.5 amperes
Number of Conductors in Electrode.................: 196

SUBDIVISION
===========
Grand Total of Conductors After Subdivision.: 1815

EARTH POTENTIAL COMPUTATIONS < Returns & Buried Structures >


============================

Number of Return Grounds................: 0


Number of Buried Structures.............: 1

MODULE NAME : BURIED STRUCTURES


================================

Number of Buried Structures.............: 1

Structure No. of Start End


Number Conductors < Conductor No >
--------- ---------- ------- --------
1 153 1816 1968

CONDUCTOR & PLATE INFORMATION SUMMARY


=====================================

Total Buried Length of Main Electrode......................: 2592.388 meters


Total Buried Length of Return Electrode....................: 0.000 meters
Total Buried Length of Metallic Structures.................: 2195.188 meters
Total Buried Length of Grounding Network...................: 4787.576 meters

EARTH POTENTIAL COMPUTATIONS


============================

Main Electrode Potential Rise (GPR).....: 3547.3 volts


Return Electrode Potential Rise (GPR)...: 0.0000 volts

Buried Metallic Structure No. 1 Potential Rise (GPR).....: 3268.6 volts

=======< FAULT CURRENT DISTRIBUTION ( SYSTEM INFORMATION SUMMARY ) >=======

Run ID.......................................: MT_Inicial


Central Station Name.........................: SE Cristalân
Total Number of Terminals....................: 1
Average Soil Resistivity.....................: 100.00 ohm-meters
Printout Option..............................: Detailed

Central Station: SE Cristalân

Ground Resistance........................: 2.0357 ohms


Ground Reactance.........................: 0.0000 ohms

Terminal No. 1 : LT Cristalân

Number of Sections..............: 58
Ground Impedance................: 0.10000E-02 +j 0.0000 ohms
Source Current..................: 7150.0 Amps / -80.380 degrees
Neutral Connection Impedance....: 0.0000 +j 0.0000 ohms
Span Length.....................: 436.00 m
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TERMINAL GROUND SYSTEM (Magn./Angle)

Term: 1 Total Earth Current...: 2996.6 Amps / 83.903 deg.


Earth Potential Rise..: 2.9966 Volts / 83.903 deg.
Average Resistivity...........: 100.00 Ohm-meters
Grid Impedance................: 2.0357 +j 0.0000 Ohms
< Magnitude / Angle >
Total Fault Current...........: 7150.0 Amps / -80.380 degrees
Total Neutral Current.........: 5408.0 Amps / -80.798 degrees
Total Earth Current...........: 1742.5 Amps / -79.082 degrees
Ground Potential Rise (GPR)...: 3547.3 Volts / -79.082 degrees
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8.4 POTENCIAIS DE TOQUE


A seguir são apresentados os gradientes de potenciais de toque dentro da área da subestação:

Touch Voltages (All - 2D Spot) [ID:MT_Inicial]

LEGEND

Maximum Value : 388.554


Minimum Value : 0.776E-01

130 388.55

349.71

310.86

272.01
80
Y AXIS (METERS)

233.16

194.32

155.47
30
116.62

77.77

38.93

-20
-30 20 70 120

X AXIS (METERS)
Touch Voltage Magn. (Volts) [Near]
Figura 8 – Potenciais de toque na SE Coletora Cristalândia
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Touch Voltages (Unsafe - 2D Spot) [ID:MT_Inicial]

LEGEND
MaximumValue : 388.554
MinimumThreshold : 695.900

130

80
Y AXIS (METERS)

30

-20
-30 20 70 120

X AXIS (METERS)
Touch Voltage Magn. (Volts) [Near]
Figura 9 – Potenciais de toque acima do limite na SE Coletora Cristalândia
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8.5 POTENCIAIS DE PASSO


A seguir são apresentados os potenciais de passo dentro e ao redor da subestação.

Step Voltages (All - 2D Spot) [ID:MT_Inicial]

180 LEGEND

Maximum Value : 396.631


Minimum Value : 0.152

396.63

130 356.98

317.33

277.69
Y AXIS (METERS)

80 238.04

198.39

158.74

30 119.10

79.45

39.80
-20
-40 10 60 110 160

X AXIS (METERS)
Step Voltage-Worst Magnitude (Volts)
Figura 10 – Potenciais de passo na SE Coletora Cristalândia
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Step Voltages (Unsafe - 2D Spot) [ID:MT_Inicial]

180 LEGEND
MaximumValue : 396.631
MinimumThreshold : 2315.800

130
Y AXIS (METERS)

80

30

-20
-40 10 60 110 160

X AXIS (METERS)
Step Voltage-Worst Magnitude (Volts)
Figura 11 – Potenciais de passo acima do limite na SE Coletora Cristalândia
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A seguir são apresentados os gradientes de potenciais de passo para a área fora da subestação sem a
camada de brita:

Step Voltages (Unsafe - 2D Spot) [ID:MT_Inicial]

180 LEGEND
MaximumValue : 396.631
MinimumThreshold : 549.300

130
Y AXIS (M ETERS)

80

30

-20
-40 10 60 110 160

X AXIS (METERS)
Step Voltage-Worst Magnitude (Volts)
Figura 12 – Potenciais de passo acima do limite sem camada isolante