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Faculdade Teológica Batista

Nacional - FATEBAN
Polo Parnaíba
Curso Bacharel em Teologia

Prof. Cristiano Carvalho


ÉTICA CRISTÃ
ALTERNATIVAS E QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS

NORMAN L. GEISLER
ALTERNATIVAS ÉTICAS BÁSICAS

 PRIMEIRA PARTE
O objetivo desta primeira parte do livro é expor e analisa as principais
alternativas éticas básicas contemporâneas, e apresentar a posição
hierárquica como a alternativa cristã por excelência.
A discussão girará em torno da questão da existência e da validade dos
absolutos éticos universais, especialmente no que tange à solução dos
conflitos entre valores éticos absolutos.
Cada posição discutida receberá uma cuidadosa avaliação à luz da filosofia
e da Palavra de Deus, no intuito de permitir que o leitor, por si mesmo, possa
considerar a argumentação do autor e decidir por uma das alternativas
apresentadas.
. INTRODUÇÃO

Abordagens e Alternativas Éticas Básicas


É correto mentir a fim de salvar uma vida? A pergunta postula um conflito em
normas éticas. Contar a verdade é mais importante do que salvar vidas? O
que você faria? As várias respostas a esta pergunta podem ser usadas para
ilustrar seis abordagens básicas à ética [...] Todos os pontos de vista éticos têm
a ver com perguntas éticas fundamentais, viz. Existem normas éticas válidas?
Se existem, quantas são? E se existirem muitas normas éticas, o que se faz
quando duas delas entram em conflito? A pessoa conta uma mentira para
salvar um vida, ou sacrifica uma vida para salvar a verdade?
ESTUDO DE CASO!

As posições básica que podem ser adotadas quanto à questão das normas
éticas podem ser ilustradas por um caso recente que envolveu o Comndante
LIoyd Bucher, do navio espião Pueblo, que, com sua tripulação de 23
homens, foi capturado pelos norte-coreanos. Quando os interrogadores
ameaçaram matar a tripulação, Bucher assinou confissões, confessando
falsamente a culpa de fazer espionagem nas águas territoriais da Coréia do
Norte. Estas falsas confissões vieram a ser o fundamento para poupar as vidas
da tripulação e levar à sua libertação. A pergunta, portanto, é esta: a mentira
de Bucher para salvar estas vidas foi moralmente justificada? Ou, de modo
mais geral, mentir para salvar uma vida é moralmente certo em qualquer
situação? Uma maneira de responder a esta pergunta é rejeitar totalmente a
noção de moralidade.
AS ALTERNATIVAS BÁSICAS NA ÉTICA
NORMATIVA
 Mentir Não é Nem Certo Nem Errado: não há normas.
 Mentir É Geralmente Errado: não há norma universais.
 Mentir Às vezes É Certo: há uma norma universal.
 Mentir Sempre É errado: há muitas normas não-conflitantes.
 Mentir Nunca É Certo: há muitas normas Conflitantes.
 Mentir Às Vezes É Certo: há normas mais altas.
AS ABORDAGENS BÁSICAS: NORMAS
ÉTICAS OU FINS ÉTICOS?
 Regras Versus Resultados
 Prescritiva Versus Descritiva e Emotiva
 Categórica Versus Hipotética
 Princípios, Normas e Regras
 Universal Versus Geral
1. O ANTINOMISMO

 Não Há Normas.
A primeira alternativa no que diz respeito às normas éticas é que não existe
norma alguma, ou pelo menos nenhuma norma objetiva. Ou seja: estamos
literalmente sem lei (anti-nomos) para guiar ações éticas relevantes. As
alegadas normas éticas que os homens usam, ou são destituídas de valor
objetivo ou destituídas de relevância empírica. São, ou puramente subjetivas,
ou completamente emotivas. Duas posições que têm pontos de vista
antinomistas são o existencialismo e o emotivismo.
2. O GENERALISMO

 Não Há Normas Universais.


A maioria das posições éticas rejeita a posição antinomista de nenhuma
norma, a favor dalgum tipo de guias relevantes para a tomada de decisões.
Uma maneira clássica de evitar o antinomismo, de um lado, e o conflito de
muitas normas absolutas, do outro, é por meio de sustentar a existência de
muitas normas éticas de aplicação geral mas não universal. Esta posição será
chamada generalismo. Representações clássicas deste ponto de vista
podem ser achadas entre os utilitaristas.
3. O SITUACIONISMO

 Há Uma Só Norma Universal.


De modo contrário àquilo que a palavra “situacionismo” talvez parece
subentender, ela não é usada aqui para representar uma ética
completamente sem normas. Conforme um dos seus proponentes mais
vigorosos, Josefh Fletcher, o situacionismo está localizado entre os extremos
do legalismo e do antinomismo. Os antinomistas não tem leis, o legalistas têm
leis para tudo, e o situacionismo de Fletcher tem uma só lei.
4. O ABSOLUTISMO NÃO-CONFLITANTE

 Há Muitas Normas universais Não-Conflitantes.


Provavelmente a posição mais comum entre os absolutista tradicionais é
sustentar ou dar a entender que há muitas normas absolutas que nunca
entram realmente em conflito. Cada norma abrange sua própria área de
experiência humana e nunca entra em conflito real com outra norma
absoluta. Frequentemente, este ponto de vista é apenas tomado por certo,
mas às vezes é explicitamente defendido.
5. O ABSOLUTISMO IDEAL

 Há Muitas Normas Universais Conflitantes.


Há três posições que argumentam em prol de muitas normas absolutas: o
absolutismo não-conflitante que sustenta que estas muitas normas nunca
entram realmente em conflito, nem coincidem parcialmente; o hierarquismo
que diz que algumas normas são mais altas do que outras, e o absolutismo
ideal que argumenta que estas normas às vezes entram em conflito. Segundo
o primeiro ponto de vista, todos os conflitos de normas são apenas aparentes,
ao passo que os outros dois pontos de vista reconhecem que há conflitos
reais. No primeiro ponto de vista, as tensões entres as normas são resolvidas
ao indicar terceiras alternativas ou ao redefinir as normas de modo que não
coincidam parcialmente. O hierarquismo resolve o conflito ao afirmar que
que é sempre certo seguir a norma que impõe a obrigação mais alta.
Continuação...

O absolutismo ideal, do outro lado, não está disposto a admitir que é certo,
em qualquer ocasião, desobedecer a qualquer norma absoluta. Para
aqueles que sustentam este ponto de vista, não é a questão de fazer o
melhor de dois bens (porque quando as normas entram em conflito, é errado
desobedecer qualquer delas) mas, sim é questão de cometer o menor dos
dois males. O mal pode sr desculpável ou perdoável por causa do dilema
trágico em que a pessoa se acha, mas é um mal mesmo assim. Idealmente,
nenhum das normas deveria ter sido quebrada. Mas por causa das condições
realisticamente más da vida, aquilo que idealmente não deveria acontecer
(viz., um conflito de normas) acontece na realidade. E quando acontecer, o
melhor que a pessoa pode fazer é o menor mal possível.
6. O HIERARQUISMO

 Há Normas Universais Hierarquicamente Ordenadas.


Há pelo menos três posições possíveis no que diz respeito às normas universais.
Primeiramente, há o absolutismo não-conflitante que sustenta que as muitas
normas universais nunca entram em conflito. O problema deste ponto de
vista é que não importa quão cuidadosamente se define as várias normas,
ainda há conflitos reais entre elas. Em segundo lugar, há o absolutismo ideal
que sustenta que, idealmente, as normas não conflitariam entre si, e quando
conflitarem, a pessoa deve fazer o menor de dois males. A dificuldade com
essa posição é que considera o indivíduo culpado por ter feito o melhor que
podia numa situação inevitavelmente má. Uma terceira possibilidade é
chamada hierarquismo, que sustenta que sempre que as normas conflitam
entre si, a pessoa está moralmente com a razão ao quebrar a norma inferior a
fim de guardar a superior.
Continuação...

O hierarquismo ético é assim chamado porque sustenta um arranjo ou ordem


hierárquica das normas éticas, baseado na escala relativa de valores que
representam. Subentende uma pirâmide de valores normativos que em, e por
si mesmos, são objetivamente obrigatórios sobre os homens. Mas quando dois
ou mais destes valores entrarem em conflito, a pessoa está isenta da sua
obrigação, doutra forma inevitável, a uma norma inferior, tendo em vista a
obrigação preferencial da norma superior.
QUESTÕES ÉTICAS
SEGUNDA PARTE
O CRISTÃO E O AMOR PRÓPRIO
O CRISTÃO E A GUERRA
O CRISTÃO E A RESPONSABILIDADE
SOCIAL
O CRISTÃO E O SEXO
O CRISTÃO, O CONTROLE DA
NATALIDADE E O ABORTO
O CRISTÃO E A EUTANÁSIA, O SUICÍDIO,
E A PENA CAPITAL
O CRISTÃO E A ECOLOGIA