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UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA

CURSO DE ARQUITECTURA E URBANISMO


5° ANO
DISCIPLINA DE DIREITO

PROFESSOR: CELESTINO CHITONHO, ARQ

LIÇÃO 04

ORDEM DOS ARQUITECTOS DE ANGOLA - OA


Decreto 54/04 de 17 de Agosto

Objectivos

1. Levar os alunos a perceber o papel e responsabilidade da Ordem dos


Arquitectos de Angola no que concerne a temática da arquitectura e
urbanismo, bem como a regulamentação do exercício da profissão.
2. Consciencialização sobre a importância da inscrição na Ordem dos
Arquitectos de Angola.

Introdução

O Decreto 54/04 de 17 de Agosto, é a lei que cria a Ordem dos Arquitectos de


Angola e estabelece as bases para a sua atuação e o seu funcionamento no
estado angolano.

Dos objectivo principais da sua criação destacam-se a regulamentação e


organização do exercício da profissão de arquitecto e urbanista, a promoção e
defesa da arquitectura e do arquitecto, zelar pela função social, dignidade e
prestigio da profissão de arquitecto e urbanista, e promover a valorização
científica dos seus membros.

O estado angolano é formado por:


• Chefe de Estado
• Governo ou executivo
• Tribunais
• Assembleia Nacional
• Provedoria de Justiça
• Partidos Políticos
• ONGs
• Ordens Profissionais
• Exército
• Autoridades tradicionais
• Entre outros, etc.

O Governo, que normalmente é suportado por um partido político, é quem dirige


as politicas do estado e em matéria de competências profissionais atribui às
ordens profissionais o papel de regulador e promotor desta competência
especifica, visando as boas práticas, desde o ensino até ao exercício profissional
propriamente dito.

Assim sendo, a Ordem dos Arquitectos de Angola possui competência de


estado, e para as questões ligadas a arquitectura e urbanismo é a entidade
máxima no seio do Estado angolano.

Nota: Para as questões ligadas a arquitectura, o Bastonário da Ordem dos


Arquitectos, está acima do Ministro do Urbanismo e Habitação ou do Ministro da
construção.

Filiações Internacionais

A Ordem dos Arquitectos de Angola é membro de :

• AUA – União dos Arquitectos de África


• CIALP – Concelho Internacional de Arquitectos de Língua Portuguesa
• UIA – União Internacional de Arquitectos
Como é do conhecimento público, as Nações Unidas através da UNESCO, que é
a sua agência para a educação e cultura, é quem faz a acreditação das
universidades a nível mundial.

Para os cursos de arquitectura existe uma excepção. A acreditação dos cursos


de arquitectura é feita com a intervenção da União Internacional de Arquitectos,
sendo que existe uma comissão conjunta, UNESCO-UIA, criada especificamente
para acreditação dos cursos de arquitectura.

Mesmo que a UNESCO faça a acreditação de uma universidade, a acreditação


do curso de arquitectura é feito aparte com a intervenção da UIA.

Uma das missões da UIA é contribuir para elevação dos padrões de formação do
arquitecto e urbanista a nível mundial, assim como a Ordem dos Arquitectos
deve faze-lo a nível nacional, o que faz parte das suas atribuições, podendo
inclusive pronunciar-se sobre os planos de estudo ou planos curriculares dos
cursos de arquitectura e urbanismo.

Quando estes planos curriculares não seguem as regras para a formação de


Arquitectura e urbanismo, os licenciados não são considerados arquitectos e
nem sequer são inscritos na ordem dos Arquitectos.

Obrigatoriedade de Inscrição para o Exercício da Profissão

Só os arquitectos inscritos na Ordem dos Arquitectos de Angola e com inscrição


em vigor, é que podem usar o título de arquitecto e urbanista, perante qualquer
instância, autoridade ou entidade publica ou privada em todo o território
nacional e praticar actos próprios da profissão.

Sem a referida inscrição, é considerado uso indevido do titulo de Arquitecto e


como tal constitui crime punível por lei.

Também a luz do decreto, cabe também a Ordem, o registo dos arquitectos e


urbanistas, a atribuição da respectiva carteira profissional e a criação de
regulamentos do exercício da profissão, bem como dos códigos de ética e de
deontologia profissional.
Independência e Autonomia

A Ordem é independente dos órgãos do estado, sendo livre e autónoma nas


suas regras e funcionamento, e possui também autonomia administrativa,
financeira e patrimonial.