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~êõNCURSOS&EMPREG

OS
IDJêõNCURSOS & EMPREGOS

Conclusão:
ÉTICA é algo que todos precisam ter.
CONCEITOS: ÉTICA, Alguns dizem que têm.
MORAL, VALORES E Poucos levam a sério.
VIRTUDES Ninguém cumpre à risca...
Então, Ética enquanto forma de vida adquirida ou

. CONCEITO
Ética é "o estudo dos juizos de apreciação que se
conquistada pelo homem é norma, ou seja, aquilo que
deve ser.
Moral vem do latim mos ou mores, "costume" ou
referem à conduta humana susceptível de qualificação "costumes" no sentido de conjunto de regras adquiridas
. do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à
determinada sociedade, seja de modo absoluto".
por hábito. A moral se refere, ao comportamento
adquirido
O Que é Ética? ou modo de ser, conquistado pelo homem.
"Ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que Moral- costume, realização da ação.
são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém Assim, portanto, originariamente, ethos e mos, "ca
. pergunta". ráter" e "costume", assentam-se num modo de
(VALLS. Álvaro L.M. O Que é ética. 7" edição Ed. Brasiliense. 1993. p.7). Segundo comportamento que não corresponde a uma disposição
o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, natural, mas que é algo adquirido ou conquistado por
ÉTICA é"o estudo dos juízos de apreciação que se hábito. E precisamente esse caráter não natural, mas
referem à conduta humana susceptível de qualificação cultural da maneira de ser do homem que, na
do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à Antigüidade, lhe confe
determinada re sua dimensão moral.
sociedade, seja de modo absoluto". Existe alguma diferença entre ética e moral? A
Alguns diferenciam ética e moral de vários modos: 1. função da ética é a mesma de toda a teoria:
Ética é princípio, moral são aspectos de condutas explicar, esclarecer ou investigar uma determinada reali-
específicas; dade, elaborando os conceitos correspondentes.
2. Ética é permanente, moral é temporal; Ela busca o fundamento das normas morais
3. Ética é universal, moral é cultural; sendo que elas devem valer para uma sociedade grega,
4. Ética é regra, moral é conduta da regra; medievaiou moderna. Portanto são fundamentos para a
5. Ética é teoria, moral é prática. moral grega ou moderna. Por exemplo: a grega é
Etimologicamente falando, ética vem do grego orientada para a virtude de polis, a medieval pressupõe
"ethos", uma essência constante; a moderna como uma moral
e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo individual.
significado: conduta, ou relativo aos costumes. Podemos A função teórica da ~ti!?a evita exatamente de torná-Ia
concluir que etimologicamente ética e moral são palavras ou reduzi-Ia a uma disciplina normativa ou pragmática. O
sinônimas. valor da ética como teoria está naauilo aue explica. e
Vários pensadores em diferentes épocas abordaram não no fato de recomendar ou prescrever com vistas à
especificamente assuntos sobre a ÉTICA: OS pré- I acão em situacões concretas. Exemplos: Ela não diz em
socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores que situação deve fazer o bem, mas o que é o bem e
Cristãos (Patristicos, escolásticos e nominalistas), Kant, porque é um valor fundamental para a pessoa. Da I . I
Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc. mesma forma em relação à justiça, respeito, liberdaqe, I
Passamos, então, a considerar a questão da ética a equidade, distribuição, prudência, etc. II
A essência da ética é definir os traços essenciais
partir de uma visão pessoal através do seguinte quadro :I
comparativo: ou a essência do comportamento moral, à diferença de
Ética Ética Etica outras formas de comportamento humano, como a reli-
Normativa Teleológica Situacional gião, a política, o direito, a atividade científica, a arte, o
Ética Moral Ética Moral Ética Moral trato social, etc.
Baseia-se em Baseia-se na ética Baseia-se nas O problema da essência do ato moral envia a
princípios e dos fins: "Os fins circunstâncias. outro problema importantíssimo: o da responsabilidade.
Esta questão está ligada ao problema da vontade, por
regras morais . justificam os Tudo é relativo e isso, é inseparável da responsabilidade.
Decidir e agir numa situação concreta é um
fixas meios" . temporal. problema prático-moral; mas investigar o modo pelo qual
Etica Ética a res
Profissional e Ética Política: ponsabilidade moral se relaciona com a liberdade e com o ~
Ética Religiosa:
Econômica: determinismo ao qual os nossos atos estão sujeitos é um ~
problema teórico, cujo estudo é competência da ética. W
As regras O que importa é Tudo é possível,
devem ser pois em política
Por que falamos em ética hoje? ~

.
o capital. Não é por modismo nem por idealismo. Temos f3
obedecidas. tudo vale. que discutir por uma questão de sobrevivência. Anseios '8 que
estão em jogo. São os anseios da humanidade: ~
I 1
a digni
dade humana. É o tema mais ecumênico que cia geral. Neste sentido, há, por exemplo, uma
I . existe.
3. Felicidade; realização humana. Vai além da re-
ética confucionista, cristã, etc. É semelhante à
ética normativa filosófica ao afirmar a sua
D alização subjetiva: Política, social, cultural, pro- validade geral, mas difere dela porque não
i fissional, em nível de esperança e fé. Começa- pretende
Ii mos a gritar no fundo do poço: Grito por ser estabelecida unicamente com base na in-
g
I n dignidade. Bioética: A saúde autêntica a infra- vestigação racional.
,
I
I
i
d
estrutura da felicidade.
A realidade moral varia historicamente e, com
3. A moralidade positiva é um corpo de doutrinas, a
que um conjunto de indivíduos adere geralmen-
a ela, variam os princípios e a suas normas. A pretensão de te, que dizem respeito ao que é carreto e incor-
~
~
d formular princípios e normas universais, deixando de re'to, bom e mau, com respeito ao caráter e
.
e lado a experiência moral histórica, afastaria da teoria àconduta. Os indivíduos podem ser os
w precisamente a realidade que deveria explicar. membros de uma comunidade (por exemplo, a
wc
ti) h Ética e ideologia: muitas doutrinas éticas do ética dos índios Hopi), de uma profissão (certos
w u passado são não uma investigação ou esclarecimento códigos de honra) ou qualquer outro tipo de
'0 t>
o m da moral como comportamento efetivo, humano, mas grupo social. Pode-se contrastar a moralidade
Z
a justificação ideológica de determinada moral, positiva com a moralidade critica ou ideal. A
n correspondente a necessidades sociais, e, para isso, moralidade positiva de uma sociedade pode
a eleva seus princípios e as suas normas categoria de tolerar a escravatura, mas a escravatura pode
. princípios e normas universais, válidos para qualquer ser considerada intolerável à luz de uma teoria
2 moral. que supostamente terá a autoridade da razão
. (ética normativa) ou à luz de uma doutrina que
As relações internacionais não são éticas, são tem o apoio da tradição ou da religião (ética
V ideológicas. social ou religiosa).
i Ética e moral 4. Ao estudo a partir do exterior, por assim dizer
d A palavra "ética" relaciona-se com "ethos", que em de um sistema de crenças e práticas de um
a grego significa hábito ou costume. A palavra é grupo social também se chama ética, mais
usada em vários sentidos relacionados, que é especificamente ética descritiva, dado que um
q necessário distinguir para evitar confusões. dos seus objetivos principais é descrever a
u 1. Em ética normativa, é a investigação racional, ou ética do grupo. Também se lhe chama por
a uma teoria, sobre os padrões do carreto e vezes étnoética
l incorreto, do bom e do mau, com respeito ao e é parte das ciências sociais.
i caráter e à conduta, que uma classe de indivl- 5. Chama-se metaética ou ética ana/ftica a um tipo de
d duos tem o dever de aceitar. Esta classe pode investigação ou teoria filosófica que se dis-
a ser a humanidade em geral, mas podemos tingue da ética normativa. A metaética tem
d também considerar que a ética médica, a ética como objeto de investigação filosófica os
e empresarial, etc., são corpos de padrões que conceitos
; os profissionais em questão devem aceitar e proposições e sistemas de crenças éticos. Ana-
observar. Este tipo de investigação e a teoria lisa os conceitos de carreto e incorreto, bom e
s que dai resulta (a ética kantiana e a utilitarista mau, com respeito ao caráter e à conduta, as
o são exemplos amplamente conhecidos) não sim como conceitos relacionados com estes
b descrevem o modo como as pessoas pensam como, por exemplo, a responsabilidade mora
r ou se comportam; antes prescrevem o modo a virtude, os direitos. Inclui tambéfT' a
e como as pessoas devem pensar e comportar- epistemologia moral: o modo como a verda~
v se. Por isso se chama ética normativa: o seu ética pode ser conhecida (se é que o pode ,. e
i objetivo principal é formular normas válidas de a
v conduta e de avaliação do caráter. O estudo ontologia moral: a questão de saber se há... .3
ê sobre que normas e padrões gerais são de realidade moral que corresponde às nossas
n aplicar em situações-problema efetivos chama- C7e'"ças e outras atitudes morais. As questões
c se também ética aplicada. Recentemente, a c: saber se a moral é subjetiva ou objetiva, rela:
i expressão "teoria ética" é muitas vezes usada a
a neste sentido. Muito do que se chama filosofia ou absoluta, e em que sentido o é, pertence..::
; moral é ética normativa ou aplicada. metaética.
2. A ética social ou religiosa é u.....corpo de doutri A palavra "moral" e as suas cognatas referem-se
g na que diz respeito o que é ca...eto e "'correta, a: que é bom ou mau, carreto ou incorreto, no caráter:_
r boa e má, relativamente ao cará~r e à conduta. conduta humana. Mas o bem moral (ou a correção~"'~ =
i Afirma implicitamente que he é de. da obediên o único tipo de bem; assim, a questão é saber COIT'C :. :.
t tinguir entre o moral e o não moral. Esta questão é cb s-.=. de
o discussão. Algumas respostas são em termos de C~-teúdo.
Uma opinião é que as preocupações moras~: unicamente as
p que se relacionam com o,sexo. Mais ~3-slvel é a sugestão de
e que as questões morais são...'"' ::.:mente as que afetam outras
l pessoas. Mas há tev""" a: (Aristóteles, Hume) que
considerariam que meslT'o es:=
compreende, mlCõNCURSOS & EMPREGOS
fundamentalmente, valores,
princípios, ideais e

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OS

demarcação é excessivamente redutora. Outras respos-


tas fornecem um critério formal: por exemplo, que as
exigências morais são as que têm origem em Deus, ou
que as exigências morais são as que derrotam
quaisquer outros tipos de exigências ou, ainda, que os
juízos morais são universalizáveis.
A palavra latina "moralis", que é a raiz da palavra
portuguesa, foi criada por Cícero a partir de "mos"
(plural "mores"), que significa costumes, para
corresponder ao termo grego "ethos" (costumes). É por
isso que em mui\os co"\~'k\os, mas "~m s~m~\"~, os
te\"mos "moral/éti
co", "moral idade/ética" , "filosofia moral/ética" são
sinônimos. Mas as duas palavras têm também sido
usadas para fazer várias distinções:
1. Hegel contrasta a Moralitãt (moralidade) com a
Sittlichkeit ("eticalidade" ou vida ética). Segun-
do Hegel, a moral idade tem origem em
Sócrates e foi reforçada com o nascimento do
cristianismo, a reforma e Kant, e é o que é do
interesse do indivíduo autônomo. Apesar de a
moralidade envolver um cuidado com o bem-
estar não apenas de si, mas também dos
outros, deixa muito a desejar por causa da sua
incompatibilidade potencial com valores
sociais estabelecidos e comuns, assim como
com os costumes e instituições que dão corpo
e permitem a manutenção desses valores.
Viver numa harmonia não forçada com estes
valores e instituições é a Sittlichkeit, na qual a
autonomia do indivíduo, os direitos da
consciência individual, são reconhecidos, mas
devidamente restringidos;
2. De modo análogo, alguns autores mais recentes
usam a palavra "moralidade" para designar um
tipo especial de ética. Bernard Williams (Ethics
and the Limits of Philosophy, 1985), por
exemplo, argumenta que "a instituição da
moralidade" encara os padrões e normas
éticas como se fossem semelhantes a regras
legais, tornando-se por isso a obediência ao
dever á única virtude genuína. Esta é uma
perspectiva
que, na sua opinião, deve ser abandonada a
fa
vor de uma abordagem da vida ética menos
moralista e mais humana e sem restrições;
3. Habermas, por outro lado, faz uma distinção que
está também implícita na Teoria da Justiça de
Rawls entre ética, que tem a ver com a vida
boa (que não é o mesmo para todas as
pessoas), e a moralidade, que tem a ver com a
dimensão social d~ vida humana e, portanto
com princípios de conduta que podem ter
aplicação universal. A ética ocupa-se da vida
boa, a moralidade da conduta carreta.

ÉTICA- PRINCíPIOS E VALORES


O que está incluído no "padrão ético?".
Tomado em geral, um "padrão ético" a partir do
qual
se avalia a atuação de um grupo no sentido apontado
regras. Fixar o padrão ético, assim significa explicitar os valores
que afirmamos, os princípios que guiam nossos juízos, os ideais
que nos permitem construir nossa identidade como grupo e as
regras que definem nossas obrigações.
Um valor é, genericamente, tudo aquilo que afirmamos
merecer ser desejado. Afirmamos, em primeiro lugar, que
determinados fins devem ser desejados ou buscados. Dizemos,
por exemplo, que ter saúde, ter felicidade, ter um grau razoável
de conforto material, ter uma boa educação, etc. são coisas qL!e
merecem ser buscadas ou desejadas. Saúde, felicidade,
conforto, educação, assim, são valores para nós. Também
afirmamos que determinadas caracte
rísticas das pessoas ou de suas ações metec.em set a?tQvadas.
Dizemos, por exemplo, que uma pessoa honesta ou veraz, uma
ação corajosa ou uma pessoa temperante, etc, têm mérito.
Honestidade, veracidade, coragem, temperança, etc., são, para
nós, também valores.
Os valores funcionam em geral como orienta dores de
nossas escolhas e decisões. Determinando quais são aquelas
coisas que merecem ser desejada, podemos mais facilmente
estabelecer nossas preferências e, em função disso, escolher e
decidir. Daí a importância de ter claro quais são nossos valores.
"Princípio", muitas vezes, é usado como sinônimo para
"valores" segundo a definição proposta acima. É assim, por
exemplo, na Constituição Federal, que, no art. 37, estabelece
que são "princípios" da administração pública a legalidade, a
impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência,
querendo, com isso, afirmar que essas características ou
qualidades devem ser buscadas ou merecem ser desejada (ou
seja, são valores fundamentais, de acordo com a definição
proposta acima). Mas podemos também entender "princípios" de
outra forma, útil também para fixarmos nosso padrão. Um
princípio, como o próprio nome já indica, é um começo: é algo
que é posto no início, como base ou fundamento. Há princípios
de vários tipos, em vários domínios. Há princípios matemáticos
(os axiomas, por exemplo), há princípios lógicos (o da não-
contradição, por exemplo) e há princípios morais. Princípios
morais poderiam ser descritos, genericamente, como regras de
aplicação muito geral.
Há muitos princípios morais, alguns de origem religiosa,
outros de origem filosófica. A famosa "regra de ouro", por
exemplo, encontrável, em várias versões, em inúmeras tradições
religiosas, é um princípío, no sentido defini
do antes. Na tradição filosófica, dois princípios são parti-
cularmente importantes. Um deles é o "princípio da maior
felicidade", proposto pelos filósofos chamados de "utilitaristas",
que diz que devemos agir de tal maneira a promover a maior
felicidade (entendida por eles, em geral, em termos de bem-
estar) do maior número possível dos afetados por nossa ação.
Outro é o "imperativo categórico", proposto pelo filósofo alemão
I. Kant, que diz que devemos agir de tal modo que possamos
querer que a regra escolhida para nossa ação possa ser uma lei
universal e que nunca devemos tratar as outras pessoas ape
nas como meios, mas sempre como fins. Essas são re- ~
gras gerais, aplicáveis a todos os casos. i=
Os princípios, entendidos assim, como regras mui- ~
to gerais, são úteis para guiar nosso raciocínio sobre ques- c
tões éticas. Muitas vezes, encontrar um princípio geral ~
que subsuma o caso particular sobre o qual julgamos justifi- '&
ca nosso juízo particular. Além desse papel de justificação, ~
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os princípios funcionam também como elementos de


previsibilidade, servindo como barreiras contra a
arbitrariedade. Quando dizemos de alguém que é uma ÉTICA APLICADA: NOÇÕES DE ÉTICA
I
"pessoa de princípios", estamos querendo dizer também EMPRESARIAL E PROFISSIONAL;
que é uma pessoa que age de forma regrada e não de
forma arbitrária, de tal maneira que, com ela, pode-se
interagir e cooperar. Finalmente, princípios também
servem para guiar nossas escolhas, funcionando como Ética Empresarial
elementos de previsão. Assim, fixar nossos princípios, A ética empresarial por sua vez abraça a idéia de
tal como fixar nossos valores, é importante para orientar
nossas decisões e escolhas, bem como para pôr às coletividaae. A ética de uma corporação é a maneira de como
claras as bases éticas de nossa convivência. ela deve proceder em sociedade, e o que a define ou a
Ideais estão intimamente relacionados aos valo- constrói é a soma das éticas pessoais que a compõem.
res. O conjunto de valores (fins ou objetivos, caracterlsti- Sendo assim, a ética corporativa é formada por
cas e traços de caráter ou "virtudes", etc.) compõe, no indivlduos unidos por um fim comum de pensamentos e
conjunto, uma concepção do que, para nós como grupo
ou como membros desse grupo, é considerado bom. idéias, que possuem uma mesma concepção no modo
Essa concepção do que é bom é o que estamos de realizá-Ios, estando sujeitos a "regulamentos" que
chamando aqui de ideal, individual ou coletivo. Um vão fornecer procedimentos adequados a serem
"padrão ético" implica, assim, um ideal aplicável seja à seguidos. A busca pela ética nas empresas também
totalidade do grupo a que se refere (por exemplo, ao impõe limites: a empresa realmente está adotando uma
serviço público: o que deve buscar alcançar, como deve
fazê-Io, como os valores se incorporam a sua estrutura, postura ética ou está apenas fazendo um trabalho de
etc.), seja aos indivíduos que o compõem (que marketing? Poderíamos citar inúmeros exemplos de
qualidades ou virtudes deve possuir um servidor público, empresas que ajudam a sociedade nos mais variados
por exemplo). Esses ideais, em geral, aparecem na programas, mas muitas vezes isso acaba sendo uma
forma de modelos ou exemplos a serem seguidos ou simples ação de seu interesse próprio e não um
imitados. É com referência a esses ideais, ou seja,
dessas concepções gerais do que, para nós, constitui o trabalho social. Por outro lado, podemos dizer que
bem, que um grupo pOde definir sua identidade como algumas empresas de fato apresentam uma boa
grupo. conduta, estando preocupadas com a disposição correta
Finalmente, o "padrão ético" vai conter um de resíduos gerados por seus processos produtivos, na
número de regras ou normas particulares aplicáveis às verificação de se os produtos que vêm desenvolvendo
várias situações e problemas encontráveis na vida do
grupo a que se aplica. Essas regras procuram orientar podem ser nocivos ao ser humano e ao meio ambiente,
mais de perto a conduta, aplicando e dando maior entre outros. Isso caracteriza corporações que dão
concretude aos valores afirmados. exemplos à comunidade e aos seus colaboradores do
Freqüentemente, essas regras aparecem que é ter uma boa conduta ética. Uma das
organiza conseqüências positivas desta boa conduta, é que
das na forma de códigos de ética ou de conduta.
Valor: Genericamente, valor é tudo aquilo que afir essas pessoas, ao incorporarem a imagem correta de
mamos merecer ser buscado. ética, estenderão esses conceitos para dentro de suas
Valores pOdem ser: casas e continuarão dando bons exemplos para a
Fins: bem-estar, felicidade, prosperidade... vizinhança próxima. Quando tratamos de corporações
Caracterlsticas: honestidade, justiça, generosidade, éticas, podemos usar o jargão "o exemplo deve vir de
coragem...
Princípios: Princlpios morais são regras de apli cima". Se os superiores não realizam suas atividades
cação muito geral dentro dos padrões morais da sociedade
Exemplos: como eles poderão exigir que seus funcionários façalTl ::::

A Regra de Ouro: "Não faça ao outro o que você mesmo? Este é um dos desafios que as corpo rações pre
não quer que seja feito a você" cisam enfrentar. É necessário que os seus superior~ .
O PrincIpio da Utilidade: "Aja de tal maneira a promover
sejam exemplos, referências de boa índole, para que desse
a maior felicidade do maior número de pessoas atingidas por
sua açAo" modo todos os membros da corporaçAo entrem ":::: espírito
Ideais: O conjunto de valores que afirmamos compõe ético "da empresa".
um Ideal ou uma concepção do que, para nós, é bom. Uma das primeiras preocupações éticas no êlTlb :~
Ideais sAo também aqueles comportamentos que, empresarial que se tem conhecimento revela-se pe ~~
embora valorizados, vAo além do que é estritamente exigido
debates ocorridos especialmente nos países de origealemA,
pelas regras (p. ex., a solidariedade).
Regras: Enunciam obrigações ou proibições apli- na década de 60.
cáveis às várias situações e problemas encontrados na vida do (Pretendeu-se e/evaro trabalhador à condiçSo de pa',
grupo a que se dirige. Em geral, procuram traduzir os valores e ticipante dos conselhos de administraçSo das organizaçõe.>
princlpios em orientações concretas para a ação. Alguns temas especlficos da Ética Empresarial sã: a
Valores, prlnclplos, Ideais e regras funcionam
corrupção, a liderança e as responsabilidade ~ corporativas.
orientando nossas escolhas e decisOes.
(Arruda; Wh/taker & Ramos, 2003).
-

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Visão tradicional Podemos imaginar que existe uma espécie de


A função principal de uma empresa é criar va "pacto" (para usar, mesmo que um pouco
lor por meio da produção de bens e serviços requeridos
pela sociedade, gerando lucro para os seus pro- imprecisamente, uma idéia sugerida por alguns filósofos
prietários e acionistas, assim como bem estar para a e teóricos políticos) entre aqueles que governam e
sociedade, em particular na geração contínua de em- administram o Estado e aqueles que, em certo sentido,
pregos. concederam-Ihes a autoridade suficiente para agir de
Constituintes da empresa: modo a garantir a realização daqueles fins. Como
clientes; sugerem alguns, deveríamos pensar que essa
empregados;
autoridade é concedida como que "em depósito": os
financiadores;
fornecedores; governantes e administradores da coisa pública recebem
comunidades; como um depósito feito em confiança à autoridade de
a sociedade em geral; que dispõem. Nesta maneira de ver, é essa confiança
e acionistas. que "autoriza" os governantes: sem ela, a autoridade
A responsabilidade com todos esses constituintes desfaz-se ou torna-se arbitrária.
no total resulta na responsabilidade social da
Essa idéia é sumarizada de forma
corporação, tornando-a viável econômica e social-
mente e assegurando a sua legitimação social. particularmente feliz (e por isso lembramos aqui o
Baron, 2000[1993}, p.569 exemplo) nos Padrões de Conduta Ética para
Funcionários do Poder Executivo, principal documento
Ética Profissional norte-americano relativo à ética no serviço público. O
A ética profissional funciona como uma bússola principio fundamental, do qual decorre a obrigação
para um indivíduo, orientando-o a proceder conforme
básica do serviço público, é que esse serviço é um
um juízo de valor pré-adotado por ele mesmo. A sua
liberdade de pensamento cria no íntimo de sua public trust, isto é, envolve uma espécie de "depósito de
consciência uma espécie de "laboratório privado", onde confiança" por parte do público. O padrão ético do
situações passam por análises internas que visam serviço público, assim, deve refletir, em seus valores,
moldar sua concepção sobre um determinado assunto. princípios, ideais e regras, a necessidade primária de
Este molde é o seu ponto de vista, não honrar essa confiança.
necessariamente imutável e definitivo, pois a ética de
Da mesma forma, a necessidade do respeito a
interpretá-Io vai depender da ótica que o indivíduo
estiver adotando. Em se tratando de limites no campo essa confiança depositada pelo público está implícita
da ética pessoal, podemos citar o respeito que devemos nos "principios" (ou valores fundamentai~) da
ter à ética adotada pelo próximo, o respeito à dignidade administração pública afirmados pela Constituição
humana e aos princípios de cada cultura. Temos que Federal. Afirmar o valor da legalidade, por exemplo,
estar sempre atentos para não invadirmos a liberdade implica reconhecer na lei uma das mais importantes
do próximo, pois o que pode estar certo para você pode condições de possibilidade da vida em comum. Em um
não estar para o outro.
Estado cujo ordenamento juridico pode ser minimamente
PADRÃO ÉTICO DO SERViÇO PÚBLICO Posto caracterizado como correto (ou seja, as normas juridicas
isso, em geral, qual deve ser agora o padrão têm origem em um processo legitimo, estão postas em
ético do serviço público? Não nos cabe aqui ditar qual uma estrutura que as relaciona e Ihes dá sentido,
seja esse padrão (só o conjunto dos servidores públicos respeitam principios gerais de justiça, etc.), seguir as leis
deve poder fixar seu padrão ético), mas podemos, em é garantia da liberdade no sentido político. O
todo caso, apresentar algumas reflexões preliminares
ordenamento jurídico estabelece um sistema público de
sobre alguns aspectos desse padrão, em especial sobre
regras que, definindo direitos e deveres, torna possivel
os valores associados a ele. O ponto fundamental, que
deve ser antes de mais nada bem compreendido, é que que se afaste a arbitrariedade da vida em comum ao
o padrão ético do serviço público decorre de sua própria mesmo tempo que garante a cada um a possibilidade de
natureza. Os valores fundamentais do serviço público realizar seus projetos de vida ao permitir um controle
decorrem primariamente do seu caráter público e de sua razoável dos conflitos e ao possibilitar a cooperação. O
relação com o público. De um ponto de vista normativo compromisso do serviço público com a lei é ainda mais
(ou seja, do ponto de vista do "dever ser"), que é o que
estreito: é o serviço público, afinal, que é responsável por
nos interessa aqui, podemos imaginar que o Estado (e a
estrutura administrativa que o torna funcional) foi traduzir uma boa parte desse sistema público de regras tS

instituído com o propósito de realizar determinados fins em ações. Não pode, assim, deixar de orientar-se pelo
daqueles que o instituíram. Jj valor fundamental do respeito às leis - pelo valor da
lega- ~ lidade - sem negar sua própria razão de ser, sem negar o
ffi 'g.
compromisso implícito que, de certa forma, presidiu sua instituição. Z
--- -
I,

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S

o valor da impessoalidade está ainda mais dire Mais do que todos, o valor da publicidade liga-se ao
tamente associado ao caráter público do serviço público. aspecto público do serviço público. A esse valor pode-
"Público" é também aquilo que é comum: nesse sentido, mos associar, por exemplo, a idéia de transparência e a
contrapõe-se a "privado". Os laços que constituem a co-
da necessidade de prestar contas diante do público.
munidade no sentido público são diferentes daqueles que
constituem o domínio privado. Afirmar, então, que o servi- A esses valores foi acrescentado o da eficiência,
ço público deve caracterizar-se pela impessoalidade sig- que decorre não tanto do aspecto público do serviço pú-
nifica dizer que as relações em que está de algum modo blico, mas do fato de que é um serviço prestado. Em todo
envolvido são de caráter diferente das que caracterizam caso, é uma obrigação do serviço público, assumida di-
o domínio privado. Um ponto importante é que, nesse ante daqueles que o mantêm - diante do público, portan-
domlnio privado, as relações são freqUentemente to -, ser o mais eficiente posslvel na utilização dos meios
caracterizadas pela diferença, pelas preferências: as
(públicos) que são postos à sua disposição para a reali-
relações entre pais e filhos, entre irmãos ou entre amigos
envolvem em geral aspectos (afetivos, biográficos, etc.) zação das finalidades que lhe cabem realizar. A
que as tornam irrepetíveis, únicas. confiança do público varia também em função da
Parece natural, neste domlnio privado, que um pai eficiência do serviço que Ihes é prestado.
trate de forma privilegiada seus próprios filhos ou um
amigo dê preferência a outro amigo. Dizer que o serviço CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERViÇO
público deve ser impessoal significa dizer que essas PÚBLICO DECRETO N. o 1.171, DE 22 DE JUNHO
preferências, esses privilégios, essas diferenças não
DE 1994. Aprova o Código de Ética Profissional do
cabem mais no domínio público - justamente porque,
nesse domínio, trata-se daquilo que é comum, trata-se Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
daquilo que é devido a cada um não do ponto de vista.
. particular de suas peculiaridades, mas do ponto de vista
geral da cidadania. O valor da impessoalidade, assim, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atri-
vem acompanhado de perto pelos valores da igualdade e buições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo
da imparcialidade. Todos são iguais no sentido em que em vista o disposto no art. 37 da Constituição, bem como nos
todos têm o mesmo valor como pessoas morais ou como
arts. 116 e 117 da Lei n. o 8.112, de 11 de dezembro de
cidadãos e, assim, merecem, em princípio, o mesmo
tratamento. Todos os casos, mesmo aqueles que, por 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n. o 8.429. de 2 de
suas características, são os mais peculiares, devem ser junho de 1992,
considerados do ponto de vista imparcial de qualquer um.
O valor da impessoalidade visto assim em DECRETA:
conexão com a idéia de imparcialidade, supõe uma Art. 10 . Fica aprovado o Código de Ética
distinção clara entre aquilo que é público e aquilo que é
Profissio
privado. Um dos pontos mais enfatizados nos programas
de promoção da ética pública nos mais variados palses é, nal do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
que com este baixa.
justamente, o do conflito de interesses - os conflitos que
podem surgir entre o interesse comum, público, e os Art. 20 . Os órgãos e entidades da Administração
interesses particulares dos servidores. Administrar essesPública Federal direta e indireta implementarão, em ses-
conflitos -ou seja, evitar que a perspectiva privada senta dias, as providências necessárias à plena vigênaa
imponha-se sobre a comum e, assim, perca-se a do Código de Ética, inclusive mediante a constituição da
perspectiva imparcial a partir da qual deve ser
respectiva Comissão de Ética, integrada por três servido-
considerado o interesse público - éuma necessidade
res ou empregados titulares de cargo efetivo ou
imposta também pela afirmação do valor da
impessoalidade. empreg::: permanente.
O valor da moralldade impõe-se já pelo que foi Parágrafo único. A constituição da Comissão de
dito anteriormente. O padrão que define a conduta ética Ética será comunicada à Secretaria da Administração
drão ético mais geral da sociedade.

I
I dos servidores públicos não pode ir de encontro ao pa
Federal da Presidência da República, com a indicação
I Esse padrão ético mais geral resume a dos respectivos membros titulares e suplentes.
moralidade Art. 30 . Este decreto entra em vigor na data de
vigente em uma sociedade. É, tal como o ordenamento s...a publicação.
ct jurldico, um sistema público de valores, princlpios, ideais Brasllia, 22 de junho de 1994, 1730 da Independê.....
~e regras. E, ainda tal como o ordenamento jurldico, é ou cia e 1060 da República.
.~ tra condição de possibilidade da vida em comum. A falta
c de respeito a esse padrão implica, portanto, uma violação ITAMAR FRANCO
,ffi direta da confiança depositada pelo público, uma vez Romi/do Canhím
que
8. atenta contra aquilo mesmo que torna possível sua exis
~ tência como comunidade.

.
.
.
ANEXO Código de Ética Profissional do Servidor IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo
Público Civil do Poder'Executivo Federal dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela
disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos
CAPíTULO I
direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da
Seção I
mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao
patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má von-
Das Regras Deontológicas tade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a
instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa
consciência dos princípios morais são primados maiores
vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas
que devem nortear o servidor público, seja no exercício
do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o esperanças e seus esforços para construí-Ios.
exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera
atos, comportamentos e atitudes serão direcionados de solução que compete ao setor em que exerça suas
para a preservação da honra e da tradição dos serviços funções, permitindo a formação de longas filas, ou qualquer
públicos. outra espécie de atraso na prestação do serviço, não
11- O servidor público não poderá jamais caracteriza apenas atitude contra a ética ou ato de
desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo usuários dos serviços públicos.
e. o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às
e 6 inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o ordens legais de seus superiores, velando atentamente por
desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente Os
caput, e § 4°, da Constituição Federal. repetidos erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se,
III-Amoralidade da Administração Pública não se às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam atémesmo
limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser imprudência no desempenho da função pública.
acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum.
XII- Toda ausência injustificada do servidor de seu local
O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta
de trabalho é fator de desmoralização do serviço público, o
do servidor público, é que poderá consolidar a
que quase sempre conduz à desordem nas relações
moralidade do ato administrativo.
IV - A remuneração do servidor público é humanas.
custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente XIII- O servidor que trabalha em harmonia com a
por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como estrutura organizacional, respeitando seus colegas e càda
contrapartida, que a moralidade administrativa se integre concidadão, colabora e de toqos pode receber colaboração,
no Direito, como elemento indissociável de sua pois sua atividade públic'à é a grande oportunidade para o
aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como crescimento e o engrandecimento da Nação.
conseqüência em fator de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público Seção 11
perante a comunidade deve ser entendido como acrésci- Dos Principais Deveres do Servidor Público
mo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão,
integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser
XIV - São deveres fundamentais do servidor público: a)
considerado como seu maior patrimônio.
desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo,
VI- A função pública deve ser tida como exercício
função ou emprego público de que seja titular;
profissional e, portanto, se integra na vida particular de
cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e
na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão rendimento, pondo fim ou procurando prioritariamente
acrescer ou diminuir o seu bom conceito l1a vida resolver situações procrastinatórias, principalmente diante de
funcional. filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos
VII- Salvo os casos de segurança nacional, inves- serviços pelo setor em que exerça suas atribuições, com o
tigações policiais ou interesse superior do Estado e da fim de evitar dano moral ao usuário;
Administração Pública, a serem preservados em proces- c) ser,B[.Obo,. reto, leal e justo, demonstrando toda a
so previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando
publicidade de qualquer ato administrativo constitui estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa
requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua para o bem comum;
omissão comprometimento ético contra o bem comum, d) jamais retardar qualquer prestação de contas, ~
imputável a quem a negar. condição essencial da gestão dos bens, direitos e servi- Oj
VIII- Toda pessoa tem direito à verdade. O ços da coletividade a seu cargo;. ~
servidor não pode omiti-Ia ou falseá-Ia, ainda que e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços, ~
contrária aos interesses da própria pessoa interessada
aperfeiçoando o processo de comunicação e contato com "8
ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode
crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do
o público; ~
hábito do erro, da opressão, ou da mentira, que sempre
aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais
a de uma Nação.
- -- --

~êõNCURSOS & ~êõNCURSOS&EMPREG

EMPREGOS OS

f) ter consciência de que seu trabalho é regido por Seção 11I


princípios éticos que se materializam na adequada pres- Das Vedações ao Servidor Público
Policon
tação dos serviços públicos;
xv - E vedado ao servidor público;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e a) o uso do cargo ou função, facilidades, amiza
atenção, respeitando a capacidade e as limitações des, tempo, posição e influências, para obter qualquer
individuais de todos os usuários do serviço público, sem favorecimento, para si ou para outrem;
qualquer espécie de preconceito ou distinção de raça, b) prejudicar deliberadamente a reputação de ou
sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho político e tros servidores ou de cidadãos que deles dependam;
posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-Ihes c) ser, em função de seu espírito de solidariedade,
dano moral; conivente com erro ou infração a este Código de Ética ou
ao Código de Ética de sua profissão;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum te-
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o
mor de representar contra qualquer comprometimento exercício regular de direito por qualquer pessoa, causan-
indevido da estrutura em que se funda o Poder Estatal; do-lhe dano moral ou material;
i) resistir a todas as pressões de superiores hierár- e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científi-
quicos, de contratantes, interessados e outros que visem cos ao seu alcance ou do seu conhecimento para atendi-
obter quaisquer favores, benesses ou vantagens mento do seu mister;
indevidas em decorrência de ações morais, ilegais ou f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias,
aéticas e denunciá-Ias; caprichos, paixões ou interesses de ordem pessoal inter-
firam no trato com o público, com os jurisdicionados ad-
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigên
ministrativos ou com colegas hierarquicamente superio-
cias específicas da defesa da vida e da segurança coletiva; res ou inferiores;
I) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber
que sua ausência provoca danos ao trabalho ordenado, qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação, prêmio,
refletindo negativamente em todo o sistema; comissão, doação ou vantagem de qualquer espécie,
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo para si, familiares ou qualquer pessoa, para o
e qualquer ato ou fato contrário ao interesse público, exi cumprimento da sua missão ou para influenciar outro
gindo as providências cabíveis; servidor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de tra
deva encaminhar para providências;
balho, seguindo os métodos mais adequados à sua orga i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que neces
nização e distribuição; site do atendimento em serviços públicos;
o) participar dos movimentos e estudos que se re j) desviar servidor público para atendimento a inte
Ii lacionem com a melhoria do exercício de suas funções, resse particular;
I) retirar da repartição pública, sem estar
......tendo por escopo a realização do bem comum;
legalmente autorizado, qualquer documento, livro ou bem
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas ade
pertencente ao patrimônio público;
quadas ao exercício da função; m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas
q) manter-se atualizado com as instruções, as nor no âmbito interno de seu serviço, em benefício próprio,
mas de serviço e a legislação pertinentes ao órgão onde de parentes, de amigos ou de terceiros;
exerce suas funções; n) apresentar-se embriagado no seNiço ou fora
r) cumprir, de acor.do com as normas do serviço dele
e as instruções superiores, as tarefas de seu cargo ou habitualmente;
função, tanto quanto possível, com critério, segurança e o) dar o seu concurso a qualquer instituição que
atente contra a moral, a honestidade ou a dignidade da
rapidez, mantendo tudo sempre em boa ordem.
pessoa humana;
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços p) exercer atividade profissional aética ou ligar o
por quem de direito; seu nome a empreendimentos de cunho
CAPITULO /I Dasduvidoso.
t} exercer; com estrita moderação, as prerrogativas .~ ::-w

Comissões de Ética identifique


T

ou
funcionais que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê10 quaisquer entidades associativas regularmente constituídas.
contrariamente aos legítimos interesses dos usuários do XVI- Em todos os órgãos e entidades da Adminis-
serviço público e dos jurisdicionados administrativos; tração Pública Federal direta, indireta autárquica e
~ u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exer-
1=
'W w função, poder ou autoridade com finalidade estranha ao ça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser
c
interesse público, mesmo que observando as criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar
ff formalidades legais e não cometendo qualquer violação e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no
i tratamento com as pessoas e com o patrimônio público,
'0 expressa à lei;
O competindo-lhe conhecer concretamente de imputação
>
O
v) divulgar e informar a todos os integrantes da ou de
Z sua classe sobre a existência deste Código de Ética,

. estimulando o êeu integral cumprimento.


procedimento susceptivel de censura.
\

XVIII- A Comissão de Ética incumbe fornecer, aos


. .
XVII- Cada Comissão de Ética, integrada por organismos encarregados da execução do quadro de carrlC!)ira
três servidores públicos e respectivos suplentes, dos servidores, os registros sobre sua conduta Ética, para o
. efeito de instruir e fundamentar promoções e para todos os
poderá instaurar, de ofício, processo sobre ato, fato ou
cooduta que considerar passível de infringência a demais procedimentos próprios da carreira do servidor público.
princípio ou norma ético-profissional, podendo ainda XIX - Os procedimentos a serem adotados pela Co-
conhecer de consultas, denúncias ou representações missão de Ética, para a apuração de fato ou ato que, em
formuladas contra o servidor público, a repartição ou o princípio, se apresente contrário à ética, em conformidade com
setor em que haja ocorrido a falta, cuja análise e este Código, terão o rito sumário, ouvidos apenas o queixoso e
deliberação forem recomendáveis para atender ou o servidor, ou apenas este, se a apuração decorrer de
resguardar o exercício do cargo ou função pública, conhecimento de ofício, cabendo sempre recurso ao respectivo
desde que formuladas por autoridade, servidor, Ministro de Estado.
jurisdicionados administrativos, qualquer cidadão que se XX - Dada a eventual gravidade da conduta do servidor
ou nar do respectivo órgão, se houver, e, cumulativamente,
su se for o caso, à entidade em que, por exerclcio por força de lei, contrato ou de qualquer ato j..lríd co. p-es-
a profissional, o servidor público esteja inscrito, para as te serviços de natureza permanente, temporária Ou ex-
rei providências disciplinares cabíveis. O retardamento dos cepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que
nci procedimentos aqui prescritos implicará ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder
dê comprometimento ético da própria Comissão, cabendo à estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as
nci Comissão de Ética do órgão hierarquicamente superior o
entidades paraestatais, as empresas públicas e as soci-
a, seu conhecimento e providências.
edades de economia mista, ou em qualquer setor onde
po XXI-As decisões da Comissão de Ética, na
prevaleça o interesse do Estado.
de análise de qualquer fato ou ato submetido à sua
rá apreciação ou por ela levantado, serão resumidas em
XXV - Em cada órgão do Poder Executivo Federal
a ementa e, com a omissão dos nomes dos interessados, em que qualquer cidadão houver de tomar posse ou ser
Co divulgadas no próprio órgão, bem como remetidas às investido em função pública, deverá ser prestado, perante
mi demais Comissões de Ética, criadas com o fito de a respectiva Comissão de Ética, um compromisso solene
ss formação da consciência ética na prestação de serviços de acatamento e observância das regras estabelecidas por
ão públicos. Uma cópia completa de todo o expediente este Código de Ética e de todos os princlpios éticos e
de deverá ser remetida à Secretaria da Administração morais estabelecidos pela tradição e pelos bons costumes.
Éti Federal da Presidência da República.
ca XXII- A pena aplicável ao servidor público pela A GESTÃO DA ÉTICA NAS EMPRESAS PÚBLICAS
en Comissão de Ética é a de censura e sua fundamentação E PRIVADAS
ca constará do respectivo parecer, assinado por todos os Afinal, para que a ética? Qual o sentido da preocu-
mi seus integrantes, com ciência do faltoso. pação cada vez mais generalizada, no Brasil e no mundo,
nh XXIII - A Comissão. de Ética não poderá se eximir com a ética na vida pública? Que razões, afinal, nós temos
ar de fundamentar o julgamento da falta de ética do para promover a ética no serviço público? Vamos tentar
a servidor público ou do prestador de serviços contratado, responder a essas questões por duas vias. Primeiramente,
su alegando a falta de previsão neste Código, cabendo-lhe se aceitamos, como um postulado, que os limites impostos
a recorrer à analogia, aos costumes e aos princlpios éticos pela moralidade são uma condição sine qua non da vida
de e morais conhecidos em outras profissões; em sociedade, pode ser útil tentar ver, a partir da própria
cis XXIV - Para fins de apuração do natureza da moralidade considerada desde esta
ão comprometimento ético, entende-se por servidor público perspectiva, qual o sentido de afirmarmos padrões éticos
e todo aquele que, em geral. Em seguida, é preciso ver, no contexto mais
re restrito do serviço público, por que se justifica a preocu-
sp
pação com a promoção da étiaa.
ect
Vamos chamar aqui de moralidade o sistema de re-
ivo
gras, valores, ideais e princípios que corresponde ao pa-
ex
drão ético geral de uma sociedade. Tal como o
pe
die ordenamento jurldico, esse sistema de regras caracteriza-
nt se por ser público, isto é, comum a todos e de
e conhecimento de todos. Para que uma comunidade exista
pa com o mínimo de coesão e estabilidade é necessário que
ra exista um tal sistema, que todos o conheçam e que todos
a acreditem que pelo menos a maior parte das pessoas, na
Co maior parte do tempo, está disposta a segui-Io. Parte
mi substancial de ambos os sistemas - o juridico e o moral -
ss tem a finalidade de regular o comportamento de cada um
ão na medida em que suas ações afetam os interesses dos
Pe outros. Essa regulação em geral aparece como uma
rm limitação imposta às possibilidades de agir de cada um. O
an ordenamento jurídico e a moralidade têm a função de
en assinalar, dentre as inúmeras possibilidades de ação
te abertas a um agente, quais as que são aceitáveis, tendo
de em vista a forma como essas ações
Pr afetam os interesses de outros agentes. Vista assim, a
oc c( moralidade é, substancialmente, um sistema de exigênci- ~
es as mútuas que tem a finalidade de garantir o respeito aos .ti
so vários interesses dos indivíduos que compõem uma socie- ~
Di dade. O objetivo é, de certa forma, diminuir o mal ou o dano ~
sci que poderia ser causado a esses interesses na ausência '8 de
pli
tais limites. A fixação e a explicitação do padrão ético, ~

. _J
.
-- --- ---

~êõNCURSOS&EMPR
m:S

nada, a um imperativo da própria moralidade: padrões


impõem-se na medida em que precisamos justificar
assim, cumpre uma função geral de justificação: o 1"'05sas ações diante dos demais. Responde ainda a
padrão serve justamente para ajudar-nos a decidir ou imperativos ligados às idéias de democracia e de
identificar quais são as exigências e limitações cidadania. Pc-" fim, responde aos imperativos de
justificadas e quais não o são. eficiência e eficácia :.. preocupação com a ética, enfim,
O que vale para o padrão ético geral (a longe de ser uma pre<r cupação acessória ou periférica,
moralidade vigente) de uma determinada sociedade vale justifica-se pela próp~a natureza e finalidades do
para o padrão ético mais restrito, no sentido em que serviço público.
aparece no contexto das "éticas profissionais". Dentro de- um novo contexto de relacionamel"to
Também eles visam a possibilitar a escolha de al- das relações entre o setor público e o privado, exigiu-se
ternativas de ação dentre as várias existentes. Também 2 criação de uma nova dimensão, a qual veio a ser
cha~2r da de terceiro setor. O terceiro setor permitiria "
cumprem uma função de justificação: é sempre em rela-
Çao a esses padrões que podemos justificar as exigências ass
que erguemos uns aos outros em nossa convivência - uma melhor coexistência dos interesses públicos :: :':-: ,
exigências que tornam mesmo essa convivência interesses privados.
possível. Se por "promover a ética" entendermos o No que toca à estrutura de decisões dentre =a
esforço de fixar, explicitar e tornar efetivo, nas ações, o Administração Pública, o que se viu foi uma tentat: . a :~
padrão ético, então a promoção da ética é se centralizar as decisões politicas estratégicas e des-
absolutamente necessária para a coesão e a centralizar a sua efetivação. Já se falava, então, na cria-
estabilidade do grupo a que se dirige, para a redução da ção de estruturas que possibilitem controle popular
possibilidade de dano e para a eliminação da sob"e a ação governamental.
Outro ponto relevante das reformas iniciadas
arbitrariedade na imposição necessária de limites, em
àq~eIa época foi à atenção dada às escolas de
função das exigências mútuas que erguemos.
governo. Es:.as escolas foram criadas com o intuito de
Mas no caso específico do serviço público, uma
formar, aperFe ~--ae aumentar a profissionalização dos
outra série de razões reforça a preocupação com a pro-
agentes púb,"ccs :::= Administração. Capacitação e
moção da ética. Essa série de razões provém agora das
sistema de carre.ras S~ destacavam no contexto de
relações entre o serviço público e o público que é
implantação então cnsCG
servido por ele e está ligada à idéia de confiança, a que
No tocante à ética e governo, Dória registra a ~
já aludimos antes mais acima. cupação crescente existente nos meios acadê"" ccs !!
Confiança tem um duplo aspecto. Liga-se, por um nos meios formadores de opinião a respe te :õ
lado, à idéia de legitimidade: a crença do público na inte- governabilidade.O caso seria de se solidificar a auto..~
gridade do serviço público é um componente de do poder público, sob pena de não se ter capaa da=e
fundamental de manutenção das coisas como estão e resistir às P"e5
da crença na legitimidade das instituições, em geral. Por sões sociais.
outro lado, parece haver uma relação direta entre a Doria lembra o seguinte pensamento Chares ~-:
confiança do público nas Instituições e a capacidade Secondat (Barão de Montesquieu): "todo aquele que ~etém
delas de responder adequadamente às suas poder tende a abusar dele e assim procederá e~quanto nSo
necessidades. Esses dois aspectos da confiança - o encontrar limites". E conclui que é caraC'.s" stico do
aspecto normativo da legitimidade e o aspecto da eficácia - sistema republicano justamente estes meca" smos adequados
aparecem sempre nas tentativas mais recentes de justificar a ao controle politico. É por parte dos age'">tes públicos que
preocupação com a promoção da ética pública. Essa passaria a responsabilidade de derrc:a: a indiferença
preocupação, assim, liga-se à necessidade de responder às cotidiana. E indica um caminho:
demandas dos cidadãos - demandas por integridade e "Isto somente pode ser feito se houver uma lT'uda-ça
correção, exigldas em contra partida à confiança depositada radical na cultura da própria sociedade e, mais espe:-
nas instituições, e demandas por resultados, por eficiência e ficamente, na cultura pública. E um dos valores f........,::
eficácia dos serviços prestados. mentais para esta "virada" é a ética, não obstante es';
Outra razão geralmente apresentada para justificar a referencial tenha permanecido latente nos últimos a"'::S
preocupação crescente com a ética pública diz respeito às no Brasil".
transformações pelas quais vem passando a administração Seguindo Max Weber, a reafirmação da ética
pública. Para responder mais rápida e eficazmente a um es3ria associada à legitimidade, ou seja, a Identidade
~ ambiente complexo de mudanças cada vez mais velozes, e"'::: um grupo e seu lider. A legitimidade posteriormente
1=
.w muitos países vêm adotando reformas substanciais em suas acabou se transformando na pura legalidade.
wc administrações. Uma ênfase maior nos resultados vem, em Esta transformação teria se passado pela simp
geral, nessas reformas, acompanhada por maior flexibilidade e ,es assimilação de que a relação entre lider e grupo

i
descentralização na administração. Essa situação, por sua passas
I vez, põe nova pressão sobre o dever dos administradores se a ser feita por meio de representantes escolhidos o..
I
I públicos de responder e prestar contas, diante do público, por seja, por meio dos legisladores escolhidos para criar os
suas ações e resultados. documentos escritos com as normas que representas-
I A fixação de um padrão de conduta para os servidores sem os anseios populares. Desta forma, a ética foi afas-
z públicos e sua efetiva promoção, assim, responde a tada como referencial da vida politica e foi substituída
Imperativos de várias ordens. Responde, antes de mais pe,a

--
rnJéõNCURSOS & EMPREGOS

simples escusa de que o que era feito, o era em nome Avaliação da satisfação do cidadão
de se alcançar resultados específicos, por bem ou por É necessário, ainda, que as organizações
mal. Exemplo disto é a aceitação de certos políticos públicas
mediante o trocadilho: "rouba mas faz". federais realizem consultas aos cidadãos a respeito de
Entretanto, o mundo mudou de forma que hoje a sua satisfação com o atendimento recebido, por meio
pressão pela alteração do Estado para um patamar de pesquisa, pelo menos anualmente, e divulguem o
mais democrático e eficiente é decisiva. Com isso, se os resultado dessa consulta à sociedade, conforme
resultados propostos não forem alcançados, a cobrança determina o Decreto Presidencial.
é imediata sob alegação de falta de ética causadora da
ingovemabilidade. Relacionamento com cliente
Atendimento ao público com qualidade enquanto
relacionamento com cliente, para servidores, é o atendi-
CONFLITO DE INTERESSES
mento dirigido com exclusividade para uma pessoa, e
Os padrões de qualidade do atendimento são com
compreende duas subcategorias a seguir:
promissos públicos assumidos pel_a organização para com o
- Postura dos servidores
cidadão, no que se refere aos serviços que ela presta. O
- Satisfação do público (clientes)
conjunto de padrões estabelecido por uma organização deve
ser compreendido como uma carta de obrigações da Postura dos servidores - Nesta subcategoria, aten-
organização ou uma carta de direitos do cidadão. dimento ao público com qualidade para os servidores
O estabelecimento de padrões de qualidade do aten- coloca-se como sendo umas atitudes corteses,
dimento é uma experiência exitosa em diversos paises da educadas e atentas em relação ao cliente, evidenciado
Europa, tais como França, Espanha e Inglaterra. Ele deriva da nas suas falas.
premissa básica de que o controle social, ou seja, a Observa-se, nestas falas, que os dois grupos
disponibilização de condições para que os cidadãos possam pesquisados percebem a postura do servidor/relaciona-
avaliar os serviços de atendimento que Ihes são oferecidos e mento com cliente, enquanto atendimento ao público
cobrar do Estado a melhoria desses serviços, constitui-se em com qualidade, sob a mesma ótica, onde a forma de
fator decisivo para a evolução da administração pública. tratar bem o cliente é determinante, possibilitando ao
cliente uma imagem positiva da organização mesmo
Padrões Estabelecidos que não tenha obtido o que deseja.
.
O Decreto n. o 3.507 de 13/06/2000, define as A contribuição da relação servidor e órgão é tão
dire grande no que concerne ao atendimento com qualidade
trizes normativas para o estabelecimento de padrões de que é preciso repensar a relação psicológica entre estes
dois grupos, já que ela afeta a ~ualidade da relação
qualidade do atendimento prestado pelos órgãos e pelas
psicológica entre o empregado e o cliente.
entidades da Administração Pública Federal direta, indi-
reta e fundacional que atendem diretamente aos
cidadãos. Satisfação do Cliente - Reflete-se, a seguir, sobre o
Os padrões devem ser uma descrição sucinta, atendimento ao público cem qualidade, enquanto
satisfação do cliente, por parte dos servidores e empre-
objetiva e de fácil entendimento das caracteristicas do
sas, como a habilidade de atender às necessidades
atendimento que o usuário deverá receber da
explicitas e implícitas do cliente.
organização. Esses compromissos assumidos pela
Os dois grupos revelam que a satisfação do
organização precisam ser factíveis e realistas,
cliente independe da obtenção do que foi solicitado.
adequados à situação de cada organização, não
devendo gerar nos usuários expectativas que não
Formação Profissional
possam de fato ser atendidas.
Esta categoria compreende atendimento ao públi
co com qualidade enquanto formação profissional para
Estímulo à participação do cidadão servidores como sendo um processo permanente de
A participação do cidadão é uma estratégia aprendizado, com treinamento contínuo para obtenção
essen de profissionais capacitados e qualificados para o cargo,
cial na busca da melhoria do atendimento prestado pelo evidenciado nas falas apenas dos servidores. Observou-
setor público ao cidadão. É necessário que as organiza- se nas falas dos servidores a importãncia atribuida à
ções públicas federais estabeleçam canais de formação profissional. A qualidade no serviço de
~
comunicação com os usuários, para que estes possam atendimento ao público está relacionada diretamente Cf)
manifestarse quando os padrões de qualidade com a qualidade da formação profissional para este ow
estabelecidos não forem cumpridos, bem como que as grupe. c.
>
organizações definam procedimentos para o A respeito disso, em muitos casos, o problema o
Z
atendimento das reclamações e sugestões féitas por não é com o treinamento, nem com o funcionário. A
seus usuários. Exemplos desses canais são as questão é que não há consistência entre o discurso feito
ouvidorias, call-center, caixas de sugestões / no treinamento e as ações de fato praticadas na
reclamações, etc. empresa.
rn!

êõN~URSOS&EMPREGOS
Relação servidor com a empresa Atendimento ao DECRETA:
público com qualidade enquanto
Art. 1° - Ficam definidas as diretrizes normativas
relação com o servidor e com a empresa é apreendido
para o estabelecimento de padrões de qualidade do
como sendo o crescimento da empresa que dispõe de
atendimento prestado pelos órgãos e pelas entidades
uma equipe de funcionários que a defenda e esteja sem- da Administração Pública Federal direta, indireta e
pre disponivel a atender clientes dentro das normas fundacional que atendem diretamente aos cidadãos.
estabelecidas. Art. 20... Os padrões de qualidade do atendimento
As falas apreendidas nesta categoria refletem que a que se refere o artigo anterior deverão ser:
para o pessoal do atendimento, com maior freqüência, I - observados na prestação de todo e qualquer ser
atendimento com qualidade é atender as necessidades viço aos cidadãos-usuários;
da empresa. 11 - avaliados e revistos periodicamente;
11I- mensuráveis;
Organização do serviço IV - de fácil compreensão; e.
i V - divulgados ao público.

i*'
Atendimento ao público com qualidade enquanto
organização do serviço é compreendido pelos servidores Art. 3° - Os órgãos e as entidades públicas fede
e empresas como sendo a execução do serviço de forma rais deverão estabelecer padrões de qualidade sobre:
padronizada, diretamente com o cliente, com eficiência e
-
I a atenção, o respeito e a cortesia no tratamento
a ser dispensado aos usuários;
eficácia.
A padronização do atendimento é condição para
-
II as prioridades a serem consideradas no
atendimento;
que haja eficácia e eficiência, contudo sabe-se que o que 111 - o tempo de espera para o atendimento;
deve haver é o fornecimento de padrões claros de IV - os prazos para o cumprimento dos serviços; V -
desempenho, como um roteiro de atendimento que os mecanismos de comunicação com os usuários;
traduza os fundamentos, de suas atribuições, porém VI - os procedimentos para atender a reclamações; VII
preservando a autonomia dos funcionários para evitar um - as formas de identificação dos servidores; VIII -
atendimento mecanizado. o sistema de sinalização visual; e.
Portanto, sabe-se que o incomum não se X - as condições de limpeza e conforto de suas de
e,ncontra em manuais. E no atendimento com qualidade pendências.
o servidor preçisa estar preparado para o incomum, para Art. 4° - Fica instituido o Sistema Nacional de Avaliação
entãoobter a eficácia e eficiência desejada. da Satisfação do Usuário dos Serviços Públicos, a ser
implantado sob a coordenação da Secretaria de Gestão do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. § 1 ° Os
Recepção do problema critérios, as metodologias e os procedimentos a
· O atendimento ao público com qualidade, enquan serem utilizados no Sistema serão estabelecidos
to recepção de problema, é percebido pelos servidores e pe\a '&ecTe\aT\a àe ~es\=ão, 'riO ,?'i'à"Z..o àe 'Um 'à'rlO .. 'à
empresas como sendo a habilidade e aptidão de
\ reç;epcionar e procurar resolver os problemas dos
contar da data de publicação deste Decreto.
§ 2° Os órgãos e as entidades públicas federais deverão
clientes aferir o grau de satisfação dos seus usuários co....
"e a principal função do setor de atendimento ao público, o atendimento recebido, pelo menos anualmente
cabe n"otar que na visão destas funcionárias o atendimen- § 3° As metodologias a serem utilizadas para avaliar a
to e o problema se confundem. A compreensão de que a satisfação dos usuários deverão ser nomo\ogaàa5
ro\\na d\ár\a se esgo\a em receber prob\emas é por um comitê de certificação, a ser constituldo ~
desmotivadora. A percepção que o servidor tem do atendimento âmbito do Sistema.
é a que e)a Irá transml\lr ao c))ente. É necessário, portanto que Art. 5°. Os órgãos e as entidades públicas feóe
o servidor tenha a visão de que o atendimento é algo mais do rais deverão divulgar, pelo menos uma vez por ano. os
que apenas lidar com problemas. resultados da avaliação de seu desempenho, em rela~
aos padrões de qualidade do atendimento fixados.
DECRETO N° 3.507, DE 13 DE JUNHO DE
Art. 6°. Os órgãos e as entidades públicas fede-
2000. Publicado no DOU de 14/06/2000
rais deverão implementar os padrões de qualidade do
Dispõe sobre o estabelecimento de padrões atendimento, de acordo com as diretrizes estabeleci das
de qualidade do atendimento prestado aos cidadãos neste Decreto, no prazo de um ano, a contar da data de
pelos órgãos e pelas entidades da Administração Pública sua publicação, bem como divulgar amplamente esses
Federal direta, indireta e fundacional, e dá outras padrões de qualidade junto aos cidadãos-usuários.
providéncias. Art. 7°. A Secretaria de Gestão compete fornece"
as orientações para o cumprimento das diretrizes
o PRESID.ENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribui~ão estabelecidas neste Decreto e realizar o controle de se..
que lhe confere o art. 84, inciso VI, da Constituição, atendimento.
rnJCõRCURSOS & EMPREGOS

Art. 80 - Este Decreto entra em vigor na Neste sentido, uma nova postura das empresas
data de sua publicação. implica em uma nova realidade de atuação dos
comunicadores. É necessário que a comunicação das
Brasília, 13 de junho de 2000; 1790 da organizações reflita este novo ambiente empresarial. As
Independência e 1120 da República.
empresas que pretendem sobreviver no mercado e obter
sucesso, terão que adotar uma atitude transparente
FERNANDO HENRIQUE
diante de seus públicos. Cada vez mais se torna
CARDOSO Martus Tavares
fundamental apresentar, de forma clara e objetiva, a
filosofia e a missão econômica e social da organização
ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL através da comunicação empresarial.
Os negócios assumem hoje dimensões muito com A empresa ética precisa solidificar seu relaciona-
plexas. Os fenômenos da globalização, das mento com os públicos com base na honestidade. Quan-
inovações tecnológicas e da informação do afirmamos isso, estamos ressaltando o papel das re-
apresentam-se como desafios aos empresários, já lações públicas na efetivação de uma postura ética por
que altera comportamentos, e também serve como
parte das organizações. Para NASH (1993), entre os
um novo paradigma na busca de melhor entendimento
valores compreendidos pela conduta ética nos negócios
sobre as mudanças que estamos enfrentando.
estão a honestidade, justiça, respeito pelos outros,
Segundo Kunsch (1999, p.74) "é exatamente no
âmbito desses cenários mutantes e complexos que as serviço, palavra, prudência e confiabilidade.
organizações operam, lutam para se manter.e para cum As ações de responsabilidade social praticadas
prir sua missão e visão e para cultivar seus valores(...).". pelas empresas devem ser reforçadas pelas estratégias
O atual ambiente empresarial aponta para dois de comunicação, já que é através delas que a empresa
pontos extremos: o aumento da produtividade, em função se mostra. Para isso, é fundamental a definição de um
das novas tecnologias e da difusão de novos posicionamento junto aos seus públicos. Segundo Ries e
conhecimentos, que leva as empresas a investir mais em Trout (1999, p.14)"0 posicionamento é um sistema
novos processos de gestão, buscando a competitividade. organizado para se encontrar uma janela para a mente.
Ao mesmo tempo, temos um aumento nas disparidades e
Baseia-se no conceito de que a comunicação só pode
desigualdades de nossa sociedade, que obrigam a
ter lugar no momento certo na circunstância certa". E é
repensar o sistema econômico, social e ambiental.
Neste contexto de mudanças e de transformações isso que as empresas socialmente responsáveis e éticas
sociais, econômicas e tecnológicas, pelo qual passam as precisam: ter um lugar na vida e na mente de seus
organizações, percebe-se uma grande preocupação em públicos, onde elas sejam lembradas como empresas
estabelecer padrões de ética e responsabilidade social comprometidas com os problemas sociais.
em suas atividades. Conforme coloca Ashley (2002, Segundo Henriques (2001), "na cena contemporâ-
p.50), "parece licito afirmar, que hoje em dia as nea, às Relações Públicas será facultada a missão de
organizações precisam estar atentas não só a suas interagir entre os interesses das comunidades e da em-
responsabilidades econômicas e legais, mas também as presa, detectando necessidades e alternativas de desen-
suas responsabilidades éticas, morais e sociais". volvimento social e econômico das populações,
Nos últimos anos, esses conceitos têm sido incor-
propondo e desenvolvendo formas de solucionar
porados à vida das organizações, procurando
problemas sociais, articulando o apoio e promovendo a
estabelecer uma harmonia entre o lucro e a sua atuação
diante de seus públicos. elaboração de proje
No cenário de preocupação com o social e a tos queA visem
partir erradicar carências
do planejamento sociais dedetodo
e execução o tipo".
ações soci-i I

ética, que envolve mudança de atitudes e de valores por almente responsáveis, que consolidem projetos relaciona
parte das organizações, é fundamental destacar a dos ao meio ambiente, à melhoria do ambiente de trabalho, fi
atuação dos profissionais de comunicação. Os entre outros, um novo posicionamento empresarial e novasJ
comunicadores têm uma função estratégica dentro das L
empresas, no sentido de planejar e divulgar as ações relações, fundamentadas numa atuação ética, deverão ser
sociais que passam a fazer parte das organizações e ~ estabelecidas com funcionários, consumidores,
estabelecer padrões éticos no relacionamento com os comunida- .fi de, enfim com todos os parceiros. Percebe-se,
públicos, pois como diz Pinto (2001, p.28), "ações desta for- ~ ma, que os profissionais de comunicação
duradouras, comunicadas de forma adequada, trazem
passam a de- m
frutos duradouros(...)".
senvolver junto às organizações uma postura social e
ética 18
mais voltada à qualidade de vida da sociedade.
~---~._----_...
~
~ ~CÔNCURSOS&~PREGO
S

CÓDIGO ÉTICO DA CAIXA HONESTIDADE


No exercício profissional, os interesses da CAIXA
Código de Ética estão em 1° lugar nas mentes dos nossos empregados
O Código de Ética da CAIXA é o balizador e conta e dirigentes, em detrimento de interesses pessoais, de
com o compromisso moral dos empregados da CAIXA, grupos ou de terceiros, de forma a resguardar a lisura
proporcionando elevado padrão de comportamento ético dos seus processos e de sua imagem.
capaz de assegurar, em todos os casos, a lisura e a Gerimos com honestidade nossos negócios, os
transparéncia dos atos praticados na condução dos recursos da socjedade e dos fundos e programas que
negócIos, em sinal de respeito à sociedade. administramos~-oferecendo oportunidades iguais nas
tran
sações e relações de emprego.
NOSSA MISSÃO Não admitimos qualquer relacionamento ou
prática desleal de comportamento que resulte em
Promover a melhoria continua da qualidade de conflito de interesses e que estejam em desacordo com .
vida da sociedade, intermediando recursos e negócios o mais alto padrão ético.
financeiros de qualquer natureza, atuando, Não admitimos práticas que fragilizem a imagem
prioritariamente, no fomento ao desenvolvimento urbano da CAIXA e comprometam o seu corpo funcional.
e nos segmentos de habitação, saneamento e infra- Condenamos atitudes que privilegiem fornecedores
estrutura, e na administração de fundos, programas e e prestadores de serviços, sob qualquer pretexto.
serviços de caráter social, tendo como valores Condenamos a solicitação de doações,
fundamentais: contribuições de bens materiais ou valores a parceiros
Direcionamento de ações para o aten~imento das comerciais ou institucionais em nome da CAIXA, sob
expectativas da sociedade e dos clientes; Busca qualquer pretexto.
COMPROMISSO
Os dirigentes, empregados e parceiros da CAIXA .
permanente de excelência na qualidade de
estão comprometidos com a uniformidade de procedimentos e
serviços;
com o mais elevado padrão ético no exercicio de suas .
Equilibrio financeiro em todos os negócios;
. atribuições profissionais.
Conduta ética pautada exclusivamente nos
Temos compromisso permanente com o cumprimento
valores da sociedade;
. Respeito e valorização do ser humano.
das leis, das normas e dos regulamentos internos e externos
que regem a nossa Instituição. Pautamos nosso
.
relacionamento com clientes, fornecedores, correspondentes,..
VALORES DO CÓDIGO DE ÉTICA DA CAIXA coligadas, controladas, patrocinadas, associações e entidades

RESPEITO
de classe dentro dos princlpios deste Código de Ética.
Temos o compromisso de oferecer produtos e ser-
.
As pessoas na CAIXA sAo tratadas com ética, jus viços de qualidade que atendam ou superem as expec-
tativas dos nossos clientes.
"
tiça, respeito, cortesia, Igualdade e dignidade.
Exigimos de dirigentes, empregados e parceiros da Prestamos orientações e informações corretas
CAIXA absoluto respeito pelo ser humano, pelo bem público, aos nossos clientes para que tomem decisões
pela sociedade e pelo meio ambiente. Repudiamos todas as conscientes em seus negócios. Preservamos o sigilo e a
segurança das informações.
atitudes de preconceitos relacionadas à origem, raça, gênero,
Buscamos a melhoria das condições de seguran-
cor, idade, religião, credo, classe social, incapacidade flsica e
ça e saúde do ambiente de trabalho, preservando a
quaisquer outras formas de discriminação.
qualidade de vida dos que nele convivem.
Respeitamos e valorizamos nossos clientes e seus
Incentivamos a participação voluntária em ativida-
direitos de consumidores, com a prestação de informações des sociais destinadas a resgatar a cidadania do povo
corretas, cumprimento dos prazos acordados e oferecimento de brasileiro.
alternativa para satisfação de suas necessidades de negócios
com a CAIXA.
Preservamos a dignidade de dirigentes, empregados e TRANSPARÊNCIA
parceiros,em qualquer circunstância, com a determinação de As relações da CAIXA com os segmentos da soci
~F=
eliminar situações de provocação e constrangimento no edade são pautadas no principio da transparência e na
'W ambiente de trabalho que diminuam o seu amor próprio e a sua adoção de critérios técnicos.
W
Q integridade moral. Como empresa pública, estamos comprometidos
ffi Os nossos patroclnios atentam para o respeito aos com a prestação de contas de nossas atividades, dos
'0 recursos por nós geridos e com a integridade dos
<> costumes, tradições e valores da sociedade, bem como a
o nossos controles.
Z preservação do meio ambiente.
..
IDJCõNCURSOS&
EMPREGOS

Aos nossos clientes, parceiros comerciais, forne- 5. A qualidade do atendimento é definida, principal-
cedores e à mídia dispensamos tratamento equânime na mente, pela 9.-uantirl::uie de informações que o
disponibilidade de informações claras e tempestivas, por atendente detém, pela presteza e urbanidade
meio de fontes autorizadas e no estrito cumprimento dos apresentados. ~
normativos a que estamos subordinados.
Oferecemos aos nossos empregados oportunida- CESPE/UNB O atendimento ao público é um
canal especializado por meio do qual a organização
des de ascensão profissional, com critérios claros e do
expressa o que oferece à sociedade. A propósito desse
conhecimento de todos.
assunto, julgue os itens a seguir:
Valorizamos o processo de comunicação interna,
disseminando informações relevantes relacionadas aos

,
6. É atribuição do atendente buscar formas possíveis de
negócios e às decisões corporativas. solucionar dificuldades do cliente em sua relação
com a organização.
RESPONSABILIDADE
Devemos pautar nossas ações nos preceitos e 7. Para bem atender as necessidades do público, é
valores éticos deste Código, de forma a resguardar a imprescindível que o atendente conheça
CAIXA de ações e atitudes inadequadas à sua missão e detalhadamente cada setor da organização. g
imagem e a não prejudicar ou comprometer dirigentes e
empregados, direta ou indiretamente. 8. Para suprir eventuais falhas de informação, o
Zelamos pela proteção do patrimônio público, atendente deve recorrer aos manuais, folhetos in-
com a adequada utilização das informações, dos bens, formativos e resoluções da sua organização. ç
equipamentos e demais recursos colocados à nossa
disposição para a gestão eficaz dos nossos negócios. CESPE/UNB Considere por hipótese, que um
Buscamos a preservação ambiental nos projetos atendente de um órgão público presencie um colega de
dos quais participamos, por entendermos que a vida trabalho faltar com o respeito a um casal de idosos de
depende diretamente da qualidade do meio ambiente. baixo nível socioeconômico ao lhe prestar atendimento.
Garantimos proteção contra qualquer forma de Acerca dessa hipótese, julgue os seguintes itens.
represália ou discriminação profissional a quem denun-
ciar as violações a este Código, como forma de preser- 9. O atendente agirá de forma antiética se informar o
var os valores da CAIXA. fato a seu supervisor. .

10. Os idosos podem pleitear que o funcionário que os


desrespeitou seja responsabilizado pelo seu com-
Exercícios I portamento, podendo o mesmo vir a sofrer
punição no trabalho.
CESPE/UNB Julgue os itens seguintes, relativos à
qualidade de atendimento ao público. CESPE/UNB (TST-2003) Julgue os itens a seguir,
relativos ao trabalho em equipe e ao comportamento
1. A queda do padrão de qualidade do atendimento ao interpessoal dentro de uma organização.
público pode comprometer a imagem e a eficácia
dos serviços de uma organização. 11. O sucesso nas relações humanas depende do grau
de compreensão entre os indivíduos. Quando há com- I I
2. O longo tempo de espera do cliente e a falta de preensão mútua, as pessoas comunicam-se melhor I I e
cortesia na prestação das informações são os conseguem resolver conflitos de modo saudável. i

principais indicadores da perda de qualidade do


serviço de atendimento. , 12. A capacidade de desenvolver trabalhos em equipe,
com postura profissional participativa e aceitação
CESPElUNB No que se refere à qualidade do da premissa de que cada pessoa tem uma contri-
atendimento ao público julgue os itens seguintes: buição a oferecer, é uma competência exclusiva-
mente gerencial. ~
3. Para o bom atendimento ao público, são necessá- I
13. P
rios conhecimentos e habilidades, que podem ser ara que o comportamento interpessoal seja efi- i
treinados, adquiridos ou desenvolvidos ~ caz, é necessário saber ouvir, eximindo-se, contu-
l~
do, de buscar o significado subjetivo das palavras c C1)
4. Em um atendimento de qualidade, busca-se satis- e da linguagem corporal do outro. ... o
fazer o público, tornar o atendimento gratificante t>
14. As pessoas devem sempre reagir ao outro no nível ....
apenas para quem o executa e manter valorizada emocional, privilegiando as circunstâncias do fato Z
I a imagem da organização. em detrimento dos sentimentos nele envolvidos
I mJêõAcURSOS&
I

EMPREGOS

CESPE/UNB (T JBA-2003) A respeito do trabalho em 23. o servidor público não poderá jamais desprezar o
equipe, julgue os itens subseqüentes.
elemento ético de sua conduta. Assim, não terá
que decidir somente entre o legal e o ilegal, o
15. A gestão do trabalho em equipe pressupõe o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente,
despojamento da arrogância, da vaidade e da
o oportuno e o inoportuno, mas principalmente
superestimação do cargo por parte dos supervisares.
entre o honesto e o desonesto, consoante as regras
ti
contidas no art. 37, ?,aput, e § 4°, da Constituição
16. Aeficácia e a eficiência do trabalho em equipe são, igual Federal.
24.
mente, resultantes do empenho indMdual e coletivo.
Deixar o servidor público qualquer pessoa à
17. No trabalho em equipe, a subordinação enseja ati espera de solução que compete ao setor em que
tudes de lealdade, dedicação, disciplina e colabo exerça suas funções, permitindo a formação de
ração com os pares e com a gerência. longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso
na prestação do serviço, caracteriza apenas
atitude contra a ética ou ato de desumanidade,
CESPE/UNB (TST-2003) Em relação à organiza- não causando gra
ção do trabalho, às atitudes e à prioridade em serviço, ve dano moral aos usuários dos serviços públicos.
julgue os itens subseqüentes.
25. Toda ausência do servidor de seu local de trabalho
18. A organização do trabalho envolve a divisão de tare- é fator de desmoralização do serviço público, o que
fas entre as pessoas e o agrupamento dessas ta- quase sempre conduz à desordem nas relações
refas em unidades ou setores de acordo com a si- humanas.
milaridade entre elas.
estabelecidas e definição da melhor
19. O trabalho bem coordenado exige metas claramente forma de alcançá-Ias.
Com relação aos deveres fundamentais do
20. Em uma organização, o sucesso do trabalho de-
pende exclusivamente das seguintes condições servidor público, analise os itens seguintes:
asseguradas aos empregados: reconhecimento
do trabalho realizado, possibilidade de 26. Todo servidor público não deve jamais retardar qual-
aperfeiçoamento, participação nas decisões e quer prestação de contas, condição essencial da
relacionamento Interpessoal saudável. . gestão dos bens, direitos e serviços da coletivida-
de a seu cargo. .
Quando se exige ética no serviço público ou na vida
pública em geral, o que se está pedindo é, antes de mais 27. O respeito à hierarquia é peça fundamental dentro do
nada, que se fixe um padrão a partir do qual podemos, em serviço público. Porém, o servidor não deve ter
seguida, julgar a atuação dos servidores públicos ou das nenhum temor de representar contra qualquer
pessoas envolvidas na vida pública. comprometimento indevido da estrutura em que se
Com relação à ética no serviço público, observe os
funda o Poder Estatal.
itens seguintes:

28. O servidor deve ter consciência de que seu trabalho


é regido por princlpios éticos que se materiali
zam na adequada prestação dos serviços públicos.
\."
29. O servidor deve comunicar imediatamente a seus
pe-
O trabalho desenvolvido pelo servidor público superiores todo e qualquer ato ou fato contrário ao
rante a comunidade deve ser entendido como interesse público, eximindo-se de exigir providências
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cablveis, pois somente ao superior cabe decidir
cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse sobre tal. ti,
trabalho pode ser considerado como seu maior
patrimônio. 30. O servidor não deve abster-se de exercer sua fun-
ção, poder ou autoridade, mesmo em finalidade es-
Toda pessoa tem direito à verdade. Porém, o servidor tranha ao interesse público, devendo somente ob-
observando o interesse do Estado, pode omitiIa ou servar as formalidades legais e não cometendo vio-
falseá-Ia, ainda que contrária aos interesses da própria lação expressa à lei. :.
pessoa interessada. :

21.
11- Mariana, servidora pública, tem entre suas atribuições a tarefa de prestar atendimento ao;.
rn!êõAcURSOS&
público. Muitas vezes, por estar assoberbada de trabalho interno, Mariana, embora forneça..
EMPREGOS
Com relação às Comissões de Ética, julgue os itens02. O Código de Ética do Servidor Público faz referência
seguintes. expressa à observância do principio da moralidade
administrativa. Nesse contexto, aduz que o
31. Cada Comissão de Ética é integrada por três servi- conceito de moral idade da Administração Pública
dores públicos e respectivos suplentes. é está intrinsecamente relacionado à idéia de que a
sua finalidade é sempre o(a):
32. As Comissões de Ética só poderão instaurar pro- a.( ) bom conceito na vida funcional.
cesso sobre ato, fato ou conduta que considerar b.(~ bem comum.
passivel de infringência, mediante autorização da c.( ) esforço pela disciplina.
'.' autoridade competente. d.( ) respeito à hierarquia.
e.( ) harmonia com a estrutura organizacional.
33. É vedado às Comissões de Ética fornecer informa informações corretas, tem má vontade e trata as
ções sobre conduta de servidor público. 03. (UnS/Assist. Adm./IGEPREV/PA/8/5/05) Se procu-
rarmos bem, encontraremos ramificações éticas
34. A Comissão de Ética não poderá se eximir de funda- na maior parte de nossas escolhas. A ética está
mentar o julgamento da falta de ética do servidor presente nas questões que nos confrontam
público ou do prestador de serviços contratado, diariamente: quais são as nossas
alegando a falta de previsão neste Código, responsabilidades para com os pobres? Justifica-
cabendo-Ihe recorrer à analogia, aos costumes e se que tratemos os animais como nada além de
aos principios máquinas que produzem carne para a nossa
éticos e morais conhecidos em outras profissões. alimentação? Devemos continuar usando papel
não reciclado? E por que, afinal, devemos nos
35. A pena aplicável ao servidor público pela Comissão preocupar em agir de acordo com principios
de Ética é a de censura e sua fundamentação morais? Outros problemas, como o aborto e a eu-
constará do respectivo parecer, assinado por tanásia, felizmente, não constituem, para a maior
todos os seus integrantes, com ciência do faltoso. parte de nós, decisões a serem tomadas todos os
dias; mas são problemas que podem surgir a qual-
quer momento de nossas vidas. Portanto, dizem
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
respeito a todos, e qualquer participante ativo do
CC C E E C E C E C processo de tomada de decisões em nossa socie-
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 dade deve refletir sobre eles.
PeterSinger. Ética prática. Jefferson Luiz Camargo (trad.).
CE E E C_ C' C. C C_ E São Paulo: Martins Fontes, 2002 (com adaptações).
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Considerando o texto acima, assinale a opção correta.
a.( ) A ética pode ser definida como uma série de
C E C E E C. C C E E
proibições ligadas ao sexo.
31 32 33 34 35 b.()Atribuir aos interesses alheios o mesmo peso
EE C C C que se atribui aos próprios é um principio ético. c.( ) A
ética pode ser reduzida a um sistema de normas
Exercícios 11 simples e breves, do tipo: Não minta, não roube e não
As questões 01 e 02 foram extraidas da prova
mate.
para o concurso público "Técnico Administrativo"
d.( )Aética é algo compreensivel somente no con-
Agência Nacional de Petróleo -ANP - realizado pela
texto da religião.
CESGRANRIO em março/2005. e.( ) A ética é um sistema ideal de nobreza na
teoria, mas inaproveitável na prática.
01. O Código de Ética Profissional do Servidor (Cespe/UnS Téc. Judiciário/TRT 168 Região
" Público 04. 2005) Em cada um dos itens subseqüentes, é
Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo apresentada uma situação hipotética relativa à
Decreto n.o 1.171/94, prevê a criação de ética no serviço público, seguida de uma assertiva
Comissão de Ética em todos os órgãos e a ser julgada. 1- Sueli, servidora pública,
"'"
I entidades da Administração Pública Federal direta, apresenta bom desempenho e tem boas relações
indireta, autárquica e fundacional. A penalidade interpessoais no traba
aplicável por essa Comissão ao servidor público é lho. Devido a seus vinculos de amizade no ambien- ct
a de: te de trabalho, Sueli, algumas vezes, acoberta irre- ~
a.() censura. gularidades, de diversas naturezas, praticadas por W
] b.( ) advertênciá.
c.( ) suspensão.
determinados colegas. Nessa situação, a conduta ~
de Sueli é antiética, pois privilegia aspectos pesso- f3
d.( ) demissão. ais em detrimento de aspectos profissionais e da '8
e.( ) aposentadoria compulsória. _._,~
ética..~------~~~~--
no serviço público. ~
p s sem cortesia no atendimento. Nessa situação, a conduta de Mariana é considerada ética, pois ela oferece
e informações fidedignas e sua descortesia é justificada pela sobrecarga de trabalho.
s É/são afirmativa(s) verdadeira(s) somente: a.() I;
s b.( ) II;
o c.( ) I e II;
a d.( ) nenhuma.

Gabarito 11

~
01.A 02.8 03.8 04. A
".
~

.,.
Dúvidas e Anotações