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Norma

NP
EN 12620:2002+A1

Portuguesa
2010

Agregados para betão

o
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Granulats pour béton

oib tró
Aggregates for concrete

pr lec
ão o e
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od
IP de

ICS HOMOLOGAÇÃO
91.100.15; 91.100.30 Termo de Homologação n.º 226/2010, de 2010-09-09
© ão
Q

DESCRITORES
Tecnologia do cimento e do betão; agregados; betões; materiais
s

de construção; pavimentos (estradas); estradas; controlo da ELABORAÇÃO


qualidade; dimensões; tolerâncias dimensionais; granulometria; CT 154 (InIR)
es

propriedades físicas dos materiais; resistência dos materiais;


marcação; definições; bibliografia EDIÇÃO
Outubro de 2010
pr

CORRESPONDÊNCIA
Versão portuguesa da EN 12620:2002+A1:2008
CÓDIGO DE PREÇO
Im

X016

 IPQ reprodução proibida

Rua António Gião, 2


2829-513 CAPARICA PORTUGAL

Tel. + 351-212 948 100 Fax + 351-212 948 101


E-mail: ipq@mail.ipq.pt Internet: www.ipq.pt
Preâmbulo nacional
À Norma Europeia EN 12620:2002+A1:2008, foi dado estatuto de Norma Portuguesa em 2008-07-24
(Termo de Adopção nº 632/2008, de 2008-07-24).

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s
es
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Im
NORMA EUROPEIA EN 12620:2002+A1
EUROPÄISCHE NORM
NORME EUROPÉENNE
EUROPEAN STANDARD Abril 2008

ICS: 91.100.15; 91.100.30

o
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Versão portuguesa
Agregados para betão

oib tró
Gesteinskörnungen für Beton Granulats pour béton Aggregates for concrete

pr lec
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pr u m

A presente Norma é a versão portuguesa da Norma Europeia EN 12620:2002+A1:2008, e tem o mesmo


estatuto que as versões oficiais. A tradução é da responsabilidade do Instituto Português da Qualidade.
Esta Norma Europeia foi ratificada pelo CEN em 2002-08-01 e inclui a emenda A1 ratificada pelo CEN em
re doc

2008-02-16.
Os membros do CEN são obrigados a submeter-se ao Regulamento Interno do CEN/CENELEC que define
od

as condições de adopção desta Norma Europeia, como norma nacional, sem qualquer modificação.
Podem ser obtidas listas actualizadas e referências bibliográficas relativas às normas nacionais
correspondentes junto do Secretariado Central ou de qualquer dos membros do CEN.
IP de

A presente Norma Europeia existe nas três versões oficiais (alemão, francês e inglês). Uma versão noutra
língua, obtida pela tradução, sob responsabilidade de um membro do CEN, para a sua língua nacional, e
notificada ao Secretariado Central, tem o mesmo estatuto que as versões oficiais.
Os membros do CEN são os organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha,
© ão

Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França,
Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos,
Q

Polónia, Portugal, Reino Unido, Republica Checa, Roménia, Suécia e Suíça.


s
es
pr

CEN
Im

Comité Europeu de Normalização


Europäisches Komitee für Normung
Comité Européen de Normalisation
European Committee for Standardization

Secretariado Central: Avenue Marnix 17, B-1000 Bruxelas

 2008 CEN Direitos de reprodução reservados aos membros do CEN

Ref. nº EN 12620:2002+A1:2008 Pt
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Sumário

o
Página

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Preâmbulo nacional ................................................................................................................................. 2

Preâmbulo ................................................................................................................................................ 7

oib tró
1 Objectivo e campo de aplicação........................................................................................................... 9

pr lec
2 Referências normativas ........................................................................................................................ 9

3 Termos e definições .............................................................................................................................. 11

ão o e
4 Requisitos geométricos ......................................................................................................................... 12

4.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 12


uç ent
4.2 Dimensões do agregado ....................................................................................................................... 12

4.3 Granulometria ...................................................................................................................................... 13


pr u m

4.4 Forma do agregado grosso ................................................................................................................... 17


re doc

4.5 Teor de conchas nos agregados grossos .............................................................................................. 18


od

4.6 Teor de finos ........................................................................................................................................ 18

4.7 Qualidade dos finos ............................................................................................................................. 19


IP de

5 Requisitos físicos ................................................................................................................................... 19

5.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 19


© ão
Q

5.2 Resistência à fragmentação do agregado grosso.................................................................................. 20


s

5.3 Resistência ao desgaste por atrito do agregado grosso ........................................................................ 20


es

5.4 Resistência ao polimento e à abrasão do agregado grosso para utilização em camadas de desgaste .. 21
pr

5.5 Massa volúmica das partículas e absorção de água ............................................................................. 22


Im

5.6 Baridade ............................................................................................................................................... 22

5.7 Durabilidade ........................................................................................................................................ 22

5.8 Classificação dos constituintes dos agregados reciclados grossos ................................................. 24

6 Requisitos químicos .............................................................................................................................. 25

6.1 Generalidades ...................................................................................................................................... 25

6.2 Cloretos................................................................................................................................................ 26
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6.3 Compostos contendo enxofre ............................................................................................................... 26

o
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6.4 Outros constituintes .............................................................................................................................. 27

6.5 Teor de carbonato dos agregados finos para utilização em camadas de desgaste de pavimentos
em betão ..................................................................................................................................................... 28

oib tró
7 Avaliação da conformidade .................................................................................................................. 28

pr lec
7.1 Generalidades ....................................................................................................................................... 28

7.2 Ensaios de tipo inicial........................................................................................................................... 29

ão o e
7.3 Controlo da produção em fábrica ......................................................................................................... 29

8 Designação.............................................................................................................................................. 29
uç ent
8.1 Designação e descrição ........................................................................................................................ 29
pr u m

8.2 Informação adicional para a descrição de um agregado ....................................................................... 29

9 Marcação e etiquetagem ....................................................................................................................... 30


re doc

Anexo A (informativo) Exemplos de requisitos da granulometria para as dimensões mais


correntes do agregado grosso .................................................................................................................. 31
od

Anexo B (informativo) Orientações sobre a descrição da finura dos agregados finos ........................ 33
IP de

Anexo C (normativo) Tolerâncias reduzidas para a granulometria típica declarada pelo


produtor para o agregado fino ................................................................................................................ 34

Anexo D (normativo) Avaliação dos finos ............................................................................................... 35


© ão
Q

Anexo E (informativo) Orientações para a utilização de agregados no betão ..................................... 36


s

E.1 Resistência à fragmentação do agregado grosso ............................................................................. 36


es

E.2 Resistência ao gelo e ao degelo .......................................................................................................... 36


pr

Anexo F (informativo) Notas orientadoras sobre a resistência dos agregados ao gelo e ao degelo .... 37
Im

F.1 Generalidades ..................................................................................................................................... 37

F.2 Ensaios ................................................................................................................................................ 37

F.3 Selecção da categoria ......................................................................................................................... 38

Anexo G (informativo) Orientações sobre os efeitos que alguns constituintes químicos dos
agregados produzem na durabilidade do betão no qual estão incorporados ...................................... 40

G.1 Cloretos .............................................................................................................................................. 40


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G.2 Sulfatos .............................................................................................................................................. 40

o
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G.3 Reacção álcalis-sílica ........................................................................................................................ 41

G.4 Constituintes que afectam a superfície de acabamento do betão ................................................. 41

oib tró
G.5 Constituintes que afectam a presa e o endurecimento do betão ................................................... 42

G.6 Constituintes das escórias de alto-forno arrefecidas ao ar ........................................................... 42

pr lec
Anexo H (normativo) Controlo da produção em fábrica ...................................................................... 43

ão o e
H.1 Introdução ......................................................................................................................................... 43

H.2 Organização ...................................................................................................................................... 43


uç ent
H.3 Procedimentos do controlo .............................................................................................................. 43

H.4 Gestão da produção .......................................................................................................................... 44


pr u m

H.5 Inspecção e ensaio ............................................................................................................................. 45

H.6 Registos .............................................................................................................................................. 45


re doc

H.7 Controlo do produto não conforme ................................................................................................ 46


od

H.8 Manuseamento, armazenamento e condicionamento nas áreas de produção ............................. 46


IP de

H.9 Transporte e embalagem ................................................................................................................. 47

H.10 Formação do pessoal ...................................................................................................................... 47


© ão

Anexo ZA (informativo) Secções desta Norma Europeia relativas a requisitos essenciais ou


Q

a outras disposições das Directivas UE .................................................................................................. 50


s

ZA.1 Objectivo, campo de aplicação e características relevantes ....................................................... 50


es

ZA.2 Procedimentos para a atestação da conformidade de agregados e fíleres ................................ 53


pr

ZA.3 Marcação CE e etiquetagem ......................................................................................................... 55


Im

Bibliografia ............................................................................................................................................... 61
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Preâmbulo

o
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A presente Norma (EN 12620:2002+A1:2008), foi elaborada pelo Comité Técnico CEN/TC 154
"Aggregates", cujo secretariado é assegurado pelo BSI.
A esta Norma Europeia deve ser atribuído o estatuto de Norma Nacional, seja por publicação de um texto

oib tró
idêntico, seja por adopção, o mais tardar em Outubro de 2008, e as normas nacionais divergentes devem ser
anuladas, o mais tardar em Outubro de 2008.
Esta Norma inclui a Emenda A1, aprovada pelo CEN em 2008-02-16.

pr lec
Este documento substitui a EN 12620:2002.
Para assinalar o início e fim do texto introduzido ou alterado pela emenda são utilizados os seguintes

ão o e
símbolos .
As modificações relativas à Corrigenda CEN foram inseridas nos locais apropriados e encontram-se
assinaladas com os seguintes símbolos: .
uç ent
A presente Norma foi elaborado no âmbito de um mandato atribuído ao CEN pela Comissão Europeia e pela
Associação Europeia do Comércio Livre e vem apoiar os requisitos essenciais da(s) Directiva(s) da UE.
No que se refere às relações com a(s) Directiva(s) UE, consultar o Anexo informativo ZA que constitui parte
pr u m

integrante desta Norma.


Esta Emenda introduz secções para os agregados reciclados. As secções referenciam novos métodos de
ensaio, prEN 933-11**), EN 1744-5, EN 1744-6 e EN 1367-4. Estas normas estão numa fase adiantada de
re doc

preparação.
od

Os Anexos A, B, E, F e G são informativos. Os Anexos C, D e H são normativos.


A presente Norma inclui uma Bibliografia.
IP de

Os requisitos relativos a agregados para outras utilizações serão especificados nas seguintes Normas
Europeias:
EN 13043 Aggregates for bituminous mixtures and surface treatments for roads, airfields and
© ão

other trafficked areas


Q

EN 13055-1 Lightweight aggregates - Part 1: Lightweight aggregates for concrete, mortar and grout
s

prEN 13055-2*) Lightweight aggregates - Part 2: Lightweight aggregates for unbound and bound
es

applications
EN 13139 Aggregates for mortar
pr

*)
prEN 13242 Aggregates for unbound and hydraulically bound materials for use in civil engineering
work and road construction
Im

EN 13383-1 Armourstone - Part 1: Specification


prEN 13450*) Aggregates for railway ballast

**)
À data desta versão portuguesa, o projecto de Norma Europeia prEN 933-11 é já Norma Europeia (nota nacional).
*)
À data desta versão portuguesa, os projectos de Normas Europeias prEN 13055-2, prEN 13242 e prEN 13450 são já Normas
Europeias, EN 13055-2, EN 13242 e EN 13450, respectivamente (nota nacional).
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De acordo com o Regulamento Interno do CEN/CENELEC, a presente Norma deve ser implementada pelos

o
organismos nacionais de normalização dos seguintes países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre,

ida nic
Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia,
Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido,
Republica Checa, Roménia, Suécia e Suíça.

oib tró
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pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
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1 Objectivo e campo de aplicação

o
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A presente Norma especifica as propriedades dos agregados e dos fíleres obtidos a partir do processamento
de materiais naturais, artificiais ou reciclados e das misturas destes agregados para utilização em betão. É
aplicável aos agregados para betão que tenham uma massa volúmica após secagem em estufa superior a
2,00 Mg/m3 (2000 kg/m3), incluindo betão conforme com a EN 206-1, betão para construção de estradas e

oib tró
pavimentos diversos e betão para produtos pré-fabricados de betão. É também aplicável, com as devidas
reservas, aos agregados reciclados com massas volúmicas entre 1,50 Mg/m3 (1500 kg/m3) e 2,00 Mg/m3
(2000 kg/m3), incluindo o agregado reciclado fino (4 mm).

pr lec
Inclui, ainda, um sistema do controlo da qualidade para utilização no controlo da produção em fábrica e para
avaliação da conformidade dos produtos com a presente Norma.

ão o e
Esta Norma não é aplicável aos fíleres usados como constituintes do cimento ou para outro fim que não seja
o de fíleres inertes para betões.
NOTA 1: Os agregados utilizados na construção deverão cumprir todos os requisitos desta Norma. Para além dos agregados
uç ent
correntes e tradicionais, naturais e artificiais, o Mandato M 125 “Aggregates” trata dos agregados reciclados e de alguns materiais
de origens novas ou menos conhecidas. Os agregados reciclados estão previstos nas normas e os correspondentes novos métodos de
ensaio estão num avançado estado de preparação. No entanto, para os materiais menos conhecidos provenientes de fontes
secundárias, o trabalho de normalização iniciou-se apenas recentemente, sendo necessário mais tempo para definir claramente as
pr u m

origens e as características destes materiais. Entretanto, estes materiais menos conhecidos, quando colocados no mercado como
agregados, devem respeitar plenamente esta Norma e os regulamentos nacionais relativos às substâncias perigosas (ver o Anexo ZA
da presente Norma), de acordo com a utilização pretendida. Caso a caso, dependendo da experiência na utilização do produto,
poderão ser especificados requisitos e características adicionais, os quais deverão ser definidos em documentos contratuais
re doc

específicos.
od

NOTA 2: As propriedades dos agregados leves são especificadas na EN 13055-1:2002 .

2 Referências normativas
IP de

A presente Norma inclui, por referência datada ou não, disposições relativas a outras normas. Estas
referências normativas são citadas nos lugares apropriados do texto e as normas são listadas a seguir. Para
referências datadas, as emendas ou revisões subsequentes de qualquer destas normas só se aplicam à presente
© ão

Norma se nela incorporadas por emenda ou revisão. Para as referências não datadas, aplica-se a última
edição da norma referida (incluindo as emendas)*).
Q
s

Texto eliminado.
es

EN 196-2:2005 Methods of testing cement – Part 2: Chemical analysis of cement


EN 932-3 Tests for general properties of aggregates – Part 3: Procedure and terminology
pr

for simplified petrographic description


EN 932-5 Tests for general properties of aggregates – Part 5: Common equipment and
Im

calibration
EN 933-1 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 1: Determination of
particle size distribution – Sieving method
EN 933-3 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 3: Determination of
particle shape – Flakiness index

*)
Para consulta dos documentos nacionais correspondentes aceder ao sítio do IPQ: www.ipq.pt (nota nacional).
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EN 933-4 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 4: Determination of

o
particle shape – Shape index

ida nic
EN 933-7 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 7: Determination of shell
content – Percentage of shells in coarse aggregates

oib tró
EN 933-8 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 8: Assessment of fines –
Sand equivalent test
EN 933-9 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 9: Assessment of fines –

pr lec
Methylene blue test
EN 933-10 Tests for geometrical properties of aggregates – Part 10: Assessment of fines –
Grading of fillers (air jet sieving)

ão o e
prEN 933-11*) Tests for geometrical properties of aggregates – Part 11: Classification test for
the constituents of coarse recycled aggregates
uç ent
EN 1097-1 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 1:
Determination of the resistance to wear (micro-Deval)
EN 1097-2:1998 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 2: Methods
pr u m

for the determination of resistance to fragmentation


EN 1097-3 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 3:
Determination of loose bulk density and voids
re doc

EN 1097-6 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 6:


Determination of particle density and water absorption
od

EN 1097-8:1999 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 8:


Determination of the polished stone value
IP de

EN 1097-9 Tests for mechanical and physical properties of aggregates – Part 9:


Determination of the resistance to wear by abrasion from studded tyres - Nordic
test
© ão

EN 1367-1: 2007 Tests for thermal and weathering properties of aggregates – Part 1:
Q

Determination of resistance to freezing and thawing


s

EN 1367-2 Tests for thermal and weathering properties of aggregates – Part 2: Magnesium
sulfate test
es

EN 1367-4 Tests for thermal and weathering properties of aggregates – Part 4:


Determination of drying shrinkage
pr

EN 1744-1:1998 Tests for chemical properties of aggregates – Part 1: Chemical analysis


Im

EN 1744-5 Tests for chemical properties of aggregates – Part 5: Determination of acid


soluble chloride salts
EN 1744-6 Tests for chemical properties of aggregates – Part 6: Determination of the
influence of recycled aggregate extract on the initial setting time of cement
ISO 565:1990 Test sieves – Metal wire cloth, perforated metal plate and electroformed sheet –
Nominal sizes of openings

*)
À data desta versão portuguesa, o projecto de Norma Europeia prEN 933-11 é já Norma Europeia (nota nacional).
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3 Termos e definições

o
ida nic
Para os fins da presente Norma, aplicam-se os seguintes termos e definições:

3.1 agregado

oib tró
Material granular utilizado na construção. O agregado poderá ser natural, artificial ou reciclado.

3.2 agregado natural

pr lec
Agregado de origem mineral que foi sujeito apenas a processamento mecânico.

3.3 agregado de granulometria extensa

ão o e
Agregado que consiste numa mistura de agregados grossos e agregados finos.
NOTA: Pode ser produzido sem separação das fracções grossa e fina ou poderá ser produzido pela mistura de agregados grossos e
agregados finos.
uç ent
3.4 agregado artificial
Agregado de origem mineral resultante de um processo industrial compreendendo modificações térmicas ou
pr u m

outras.

3.5 agregado reciclado


re doc

Agregado resultante do processamento de materiais inorgânicos anteriormente utilizados na construção.


od

3.6 fíler
Agregado cuja maior parte passa no peneiro de 0,063 mm e que pode ser adicionado aos materiais de
construção para lhes conferir certas propriedades.
IP de

NOTA: Para a definição de "finos" ver 3.12.

3.7 dimensão do agregado


© ão

Designação do agregado em termos das aberturas do peneiro inferior (d) e do superior (D), expressa como
Q

d/D.
s

NOTA: Esta designação admite a presença de algumas partículas retidas no peneiro superior (sobretamanhos) e de algumas que
passam no peneiro inferior (subtamanhos).
es

3.8 agregado fino


pr

Designação dada aos agregados com partículas de menores dimensões em que D é menor ou igual a 4 mm.
NOTA: O agregado fino pode resultar da desintegração natural das rochas massivas ou móveis e/ou da sua britagem, ou do
Im

processamento de agregados artificiais.

3.9 agregado grosso


Designação dada aos agregados de maiores dimensões em que D é maior ou igual a 4 mm e d é maior ou
igual a 2 mm.

3.10 agregado natural 0/8 mm


Designação dada aos agregados de origem fluvial ou glaciar em que D é menor ou igual a 8 mm.
NOTA: Este agregado pode ser produzido pela mistura de agregados processados.
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3.11 lote

o
Quantidade de produção, quantidade parcialmente fornecida (carga de vagão de comboio, carga de um

ida nic
camião, carga de um navio) ou uma pilha de material produzido de uma única vez em condições que se
presumem uniformes.
NOTA: Em produção contínua, a quantidade produzida durante um certo período deverá ser tratada como um lote.

oib tró
3.12 finos
Fracção do agregado que passa no peneiro de 0,063 mm.

pr lec
3.13 categoria
Nível de uma propriedade de um agregado expresso por um intervalo de valores ou por um valor-limite.

ão o e
NOTA: Não existe qualquer relação entre as categorias das diferentes propriedades.
uç ent
3.14 granulometria
Distribuição dimensional das partículas que passam numa série especificada de peneiros, expressa pelas
percentagens em massa.
pr u m

4 Requisitos geométricos

4.1 Generalidades
re doc

A necessidade de ensaiar e declarar todas as propriedades especificadas nesta secção depende da aplicação
od

específica ou da origem do agregado. Quando requerido, devem ser realizados os ensaios especificados na
secção 4 para determinar as propriedades geométricas apropriadas.
NOTA 1: Se for requerido o valor duma propriedade que não está definida por limites especificados, esse valor deverá ser
IP de

declarado pelo produtor como uma categoria XXDeclarado. Por exemplo, no Quadro 8, um valor do índice de achatamento de 55
corresponde a FI55 (Valor declarado).
NOTA 2: Quando uma propriedade não é requerida, pode ser utilizada a categoria "Não requerido".
© ão

NOTA 3: As disposições nacionais em vigor no local da utilização do agregado podem fornecer orientação para a selecção das
categorias apropriadas para aplicações específicas.
Q
s

4.2 Dimensões do agregado


es

Todos os agregados devem ser definidos em termos das suas dimensões, usando as designações d/D, com
excepção dos agregados adicionados como fíleres que devem ser especificados como fíleres, e devem
pr

cumprir os requisitos de granulometria especificados em 4.3.


As dimensões do agregado devem ser especificadas utilizando um par de aberturas dos peneiros
Im

seleccionados no Quadro 1, a partir da série base, da série base mais série 1, ou da série base mais série 2.
Não é permitida a combinação de aberturas de peneiros da série 1 e da série 2.
As dimensões do agregado devem ter uma razão D/d não inferior a 1,4.
NP
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Quadro 1 - Aberturas dos peneiros para especificar as dimensões do agregado

o
Série base Série base mais série 1 Série base mais série 2

ida nic
mm mm mm
0 0 0

oib tró
1 1 1

pr lec
2 2 2

4 4 4

ão o e
– 5,6 (5) –

– – 6,3 (6)
uç ent
8 8 8

– – 10
pr u m

– 11,2 (11) –

– – 12,5 (12)
re doc
od

– – 14

16 16 16
IP de

– – 20

– 22,4 (22) –
© ão

31,5 (32) 31,5 (32) 31,5 (32)


Q
s

– – 40
es

– 45 –
pr

63 63 63

NOTA: Os valores arredondados de aberturas de peneiros indicados entre parêntesis podem ser
Im

utilizados como descrições simplificadas das dimensões do agregado.

4.3 Granulometria

4.3.1 Generalidades
A granulometria do agregado, determinada de acordo com a EN 933-1, deve cumprir os requisitos das
secções 4.3.1 a 4.3.6 em função da dimensão d/D do agregado.
NOTA: Quando forem misturados agregados com massas volúmicas significativamente diferentes são necessárias precauções para
evitar a segregação.
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No âmbito do sistema do controlo da produção em fábrica dos agregados, pelo menos 90 % das

o
granulometrias dos diferentes lotes, correspondentes a um período máximo de 6 meses, devem situar-se

ida nic
dentro dos limites especificados em 4.3.2 a 4.3.6 para as tolerâncias das granulometrias típicas declaradas
pelo produtor.

oib tró
4.3.2 Agregados grossos
Todos os agregados grossos devem satisfazer os requisitos gerais de granulometria especificados no
Quadro 2 em função da sua dimensão d/D e das correspondentes categorias indicadas no Quadro 2.

pr lec
Quadro 2 - Requisitos gerais para a granulometria

ão o e
Percentagem de passados, em massa Categoria
Agregado Dimensão
2D 1,4 D a), b) D c) d b) d/2 a), b) G d)
100 98 a 100 85 a 99 0 a 20 0a5 GC85/20
D/d ≤ 2 ou D ≤ 11,2 mm
uç ent
Grosso 100 98 a 100 80 a 99 0 a 20 0a5 GC80/20
D/d > 2 e D > 11,2 mm 100 98 a 100 90 a 99 0 a 15 0a5 GC90/15
Fino D ≤ 4 mm e d = 0 100 95 a 100 85 a 99 – – GF85
pr u m

Natural 0/8 D = 8 mm e d = 0 100 98 a 100 90 a 99 – – GNG90


Granulometria 100 98 a 100 90 a 99 GA90
D ≤ 45 mm e d = 0 – –
extensa 100 98 a 100 85 a 99 GA85
re doc

a)
Quando as aberturas dos peneiros calculadas não corresponderem a números exactos das dimensões da série de peneiros R 20
od

da ISO 565:1990, deve ser adoptado o peneiro com a abertura mais próxima.
b)
Para betões de granulometria descontínua ou para usos específicos poderão ser especificados requisitos suplementares.
c)
A percentagem de passados em D poderá ser superior a 99 % em massa, mas neste caso, o produtor deve documentar e
declarar a granulometria típica, incluindo os peneiros D, d, d/2 e os peneiros intermédios entre d e D da série base mais a
IP de

série 1 ou da série base mais a série 2. Poderá ser excluído qualquer peneiro em que a razão entre a sua abertura e a do
peneiro inferior seguinte seja menor que 1,4.
d)
As normas relativas a outros tipos de agregados têm requisitos diferentes para as categorias.
© ão

Para os agregados grossos em que:


Q

a) D > 11,2 mm e D/d > 2; ou


s

b) D ≤ 11,2 mm e D/d > 4,


es

devem aplicar-se os seguintes requisitos adicionais (i) e (ii) relativamente à percentagem de passados no
peneiro intermédio:
pr

(i) todas as granulometrias devem satisfazer os limites gerais indicados no Quadro 3;


(ii) o produtor deve documentar e, se pedido, declarar a granulometria típica que passa no peneiro
Im

intermédio e as tolerâncias seleccionadas entre as categorias do Quadro 3.


Para os agregados grossos cuja granulometria é tal que:
a) D > 11,2 mm e D/d ≤ 2; ou
b) D ≤ 11,2 mm e D/d ≤ 4,
não devem existir quaisquer requisitos adicionais além dos especificados no Quadro 2.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro 3 – Limites gerais e tolerâncias para a granulometria do agregado grosso no peneiro intermédio

o
Peneiro Limites gerais e tolerâncias no peneiro intermédio Categoria

ida nic
D/d
intermédio (percentagem de passados, em massa) GT
mm Limites gerais Tolerâncias para a

oib tró
granulometria típica declarada
pelo produtor
<4 D/1,4 25 a 70 ± 15 GT15

pr lec
≥4 D/2 25 a 70 ± 17,5 GT17,5
Quando a abertura do peneiro intermédio, calculada como acima indicado, não corresponder a nenhuma dimensão da série de
peneiros R 20 da ISO 565:1990, deve ser adoptado o peneiro com a abertura mais próxima.

ão o e
NOTA: Os limites gerais e as tolerâncias das granulometrias dos agregados mais correntes são apresentados no Anexo A.

4.3.3 Agregado fino


uç ent
O agregado fino deve satisfazer os requisitos gerais da granulometria especificados no Quadro 2, em função
da sua dimensão superior D.
Devem aplicar-se os seguintes requisitos adicionais para controlar a variabilidade do agregado fino.
pr u m

O produtor deve documentar e, se solicitado, declarar a granulometria típica para cada dimensão do agregado
fino produzido. Essa granulometria típica é expressa na percentagem de passados, em massa, nos peneiros
com as aberturas especificadas no Quadro 4.
re doc

NOTA: O Anexo B apresenta recomendações para a classificação da finura dos agregados finos (Quadros B.1 e B.2).
od

Os agregados finos correntemente utilizados de modo satisfatório na maior parte das aplicações devem
respeitar as especificações do Quadro 4. Quando especificado para usos especiais e nos casos em que a
variabilidade da granulometria é reduzida, as tolerâncias da granulometria devem ser aplicadas de acordo
IP de

com o Anexo C.
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 16 de 61

Quadro 4 – Tolerâncias para a granulometria típica declarada pelo produtor do agregado fino para utilização

o
corrente

ida nic
Abertura do peneiro Tolerâncias em percentagem de passados, em massa

oib tró
mm 0/4 0/2 0/1
4 ± 5 a) - -
2 - ± 5 a) -

pr lec
1 ± 20 ± 20 ± 5 a)
0,250 ± 20 ± 25 ± 25
0,063 b) ±3 ±5 ±5

ão o e
a)
As tolerâncias de ± 5 são adicionalmente limitadas pelos requisitos relativos à percentagem de passados em D no
Quadro 2.
b)
Além das tolerâncias estabelecidas, o valor máximo do teor de finos correspondente à categoria seleccionada
uç ent
no Quadro 11 aplica-se à percentagem de passados no peneiro de 0,063 mm.

4.3.4 Agregado natural 0/8 mm


pr u m

O agregado natural 0/8 mm deve satisfazer os requisitos gerais da granulometria especificados no Quadro 2.

Para controlar a variabilidade do agregado natural 0/8 mm, devem ser aplicados os seguintes requisitos
adicionais:
re doc

a) o produtor deve documentar e, se solicitado, declarar a granulometria típica para cada agregado
od

produzido;
b) as granulometrias devem satisfazer as tolerâncias indicadas no Quadro 5.
IP de

Quadro 5 – Tolerâncias aplicáveis à granulometria típica declarada pelo produtor para agregados
naturais 0/8 mm
© ão

Abertura do peneiro Tolerâncias


Q

mm Percentagens de passados, em massa


8 ±5
s
es

2 ± 10
1 ± 10
0,250 ± 10
pr

0,125 ±3
Im

0,063 ±2

4.3.5 Agregado de granulometria extensa


O agregado de granulometria extensa deve ser fornecido como uma mistura de agregado grosso e fino em
que D ≤ 45 mm e d = 0 e deve satisfazer os requisitos gerais da granulometria especificados no Quadro 2.
Os agregados de granulometria extensa devem também satisfazer os requisitos da percentagem de passados
nos dois peneiros intermédios especificados no Quadro 6 apropriados à dimensão desses agregados.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro 6 – Requisitos da granulometria para os agregados de granulometria extensa

o
Dimensão do agregado Limites gerais nos peneiros abaixo indicados

ida nic
mm (Percentagem de passados, em massa)
40 ± 20 70 ± 20
Série base Série base
Para o peneiro

oib tró
mais série 1 mais série 2
mm
– 0/6,3 1 4
0/8 0/8 1 4

pr lec
– 0/10 1 4
0/11,2 (11) – 2 5,6 (5)
– 0/12,5 (12) 2 6,3 (6)

ão o e
– 0/14 2 8
0/16 0/16 2 8
– 0/20 2 10
0/22,4 (22) – 2 11,2 (11)
uç ent
0/31,5 (32) 0/31,5 (32) 4 16
– 0/40 4 20
0/45 – 4 22,4 (22)
pr u m

NOTA: Os números entre parêntesis podem ser utilizados como descrições simplificadas das dimensões do
agregado.

4.3.6 Fíler
re doc

A granulometria do fíler, determinada de acordo com a EN 933-10, deve satisfazer os limites especificados
od

no Quadro 7.
Quadro 7 – Requisitos da granulometria dos fíleres
IP de

Percentagem de passados, em massa


Abertura do
peneiro Amplitude máxima da
Limites gerais para resultados
mm granulometria declarada pelo
individuais
© ão

produtor a)
Q

2 100 –
s

0,125 85 a 100 10
es

0,063 70 a 100 10
a)
Granulometria declarada com base nos últimos 20 valores (ver Quadro H.1, linha 1). 90 % dos resultados devem
pr

respeitar esta amplitude, mas todos os resultados devem estar dentro dos limites gerais para resultados
individuais (ver coluna 2 do presente Quadro).
Im

4.3.7 Agregados para utilizações especiais


Quando uma aplicação específica do betão requerer agregados com granulometria especial, o fuso
granulométrico deve ser definido a partir da série de peneiros R 20 especificada na ISO 565:1990 incluindo
os peneiros apropriados seleccionados entre 0,063 mm; 0,125 mm; 0,250 mm; 0,500 mm; 1 mm; 2 mm;
4 mm; 8 mm; 16 mm; 31,5 mm e 63 mm.

4.4 Forma do agregado grosso


Quando requerido, a forma do agregado grosso deve ser determinada em termos do índice de achatamento,
tal como especificado na EN 933-3. O índice de achatamento deve ser o ensaio de referência para a
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 18 de 61

determinação da forma do agregado grosso. O índice de achatamento deve ser declarado pela correspondente

o
categoria especificada no Quadro 8, em função da aplicação específica.

ida nic
Quadro 8 – Categorias para os valores máximos do índice de achatamento
Categoria

oib tró
Índice de achatamento
FI
≤ 15 FI15

pr lec
≤ 20 FI20
≤ 35 FI35
≤ 50 FI50

ão o e
> 50 FIDeclarado
Não requerido FINR
uç ent
Quando requerido, o índice de forma, determinado de acordo com a EN 933-4, deve ser declarado pela
correspondente categoria especificada no Quadro 9, em função da aplicação específica.
pr u m

Quadro 9 – Categorias para os valores máximos do índice de forma


Categoria
Índice de forma
SI
re doc

≤ 15 SI15
od

≤ 20 SI20
≤ 40 SI40
≤ 55 SI55
IP de

> 55 SIDeclarado
Não requerido SINR
© ão

4.5 Teor de conchas nos agregados grossos


Q

Quando requerido, o teor de conchas nos agregados grossos, determinado de acordo com a EN 933-7, deve
s

ser declarado pela correspondente categoria definida no Quadro 10, em função da aplicação específica.
es

Quadro 10 – Categorias para os valores máximos do teor de conchas nos agregados grossos
pr

Teor de conchas Categoria


% SC
Im

≤ 10 SC10
> 10 SCDeclarado
Não requerido SCNR

4.6 Teor de finos


O teor de finos, determinado de acordo com a EN 933-1, deve ser declarado pela correspondente categoria
especificada no Quadro 11. O teor de finos dos fíleres deve cumprir os requisitos do Quadro 7.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro 11 – Categorias para os valores máximos do teor de finos

o
Peneiro de 0,063 mm

ida nic
Categoria
Agregado Percentagem de passados, em
f
massa

oib tró
Agregado grosso ≤ 1,5 f1,5
≤4 f4
>4 fDeclarado

pr lec
Não requerido fNR
Agregado ≤3 f3
natural 0/8 mm

ão o e
≤ 10 f10
≤ 16 f16
> 16 fDeclarado
uç ent
Não requerido fNR
Agregado de ≤3 f3
granulometria ≤ 11 f11
pr u m

extensa
> 11 fDeclarado
Não requerido fNR
Agregado fino ≤3 f3
re doc

≤ 10 f10
od

≤ 16 f16
≤ 22 f22
IP de

> 22 fDeclarado
Não requerido fNR
© ão

4.7 Qualidade dos finos


Q

A acção prejudicial dos finos existentes nos agregados finos e nos fíleres deve ser avaliada de acordo com o
Anexo D.
s
es

5 Requisitos físicos
pr

5.1 Generalidades
A necessidade de ensaiar e declarar todas as propriedades especificadas nesta secção deve variar de acordo
Im

com a aplicação específica ou a origem do agregado. Quando requerido, devem ser realizados os ensaios
especificados na secção 5 para determinar as propriedades físicas apropriadas.
NOTA 1: Se for requerido o valor de uma propriedade que não está definida por limites especificados, esse valor deverá ser
declarado pelo produtor como uma categoria XXDeclarado. Por exemplo, no Quadro 12, um valor de 60 para o coeficiente Los Angeles
corresponde a LA60 (Valor declarado).
NOTA 2: Quando uma propriedade não é requerida, pode ser usada a categoria "Não requerido".
NOTA 3: As disposições nacionais em vigor no local da utilização do agregado podem fornecer orientação para a selecção das
categorias apropriadas para aplicações específicas.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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5.2 Resistência à fragmentação do agregado grosso

o
Quando requerido, a resistência à fragmentação deve ser determinada em termos do coeficiente Los Angeles,

ida nic
tal como especificado na EN 1097-2:1998, secção 5. O ensaio Los Angeles deve ser o ensaio de referência
para a determinação da resistência à fragmentação. O coeficiente Los Angeles deve ser declarado pela
correspondente categoria especificada no Quadro 12, em função da aplicação específica.

oib tró
Quando requerido, a resistência à fragmentação por impacto, determinada de acordo com a EN 1097-2:1998,
secção 6, deve ser declarada pela correspondente categoria especificada no Quadro 13, em função da

pr lec
aplicação específica.

Quadro 12 – Categorias para os valores máximos do coeficiente Los Angeles

ão o e
Coeficiente Los Categoria
Angeles LA
≤ 15 LA15
uç ent
≤ 20 LA20
≤ 25 LA25
≤ 30 LA30
pr u m

≤ 35 LA35
≤ 40 LA40
re doc

≤ 50 LA50
od

> 50 LADeclarado
Não requerido LANR
IP de

Quadro 13 – Categorias para os valores máximos da resistência à fragmentação por impacto


Valor de impacto Categoria
(%) SZ
© ão

≤ 18 SZ18
Q

≤ 22 SZ22
s

≤ 26 SZ26
es

≤ 32 SZ32
> 32 SZDeclarado
pr

Não requerido SZNR


Im

5.3 Resistência ao desgaste por atrito do agregado grosso


Quando requerido, a resistência ao desgaste por atrito do agregado grosso (coeficiente micro-Deval, MDE)
deve ser determinada de acordo com a EN 1097-1. O coeficiente micro-Deval deve ser declarado pela
correspondente categoria especificada no Quadro 14, em função da aplicação específica.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 21 de 61

Quadro 14 – Categorias para os valores máximos da resistência ao desgaste por atrito

o
Categoria

ida nic
Coeficiente micro-Deval
MDE
≤ 10 MDE10

oib tró
≤ 15 MDE15
≤ 20 MDE20
≤ 25 MDE25

pr lec
≤ 35 MDE35
> 35 MDE Declarado

ão o e
Não requerido MDENR

5.4 Resistência ao polimento e à abrasão do agregado grosso para utilização em camadas de desgaste
uç ent
5.4.1 Resistência ao polimento (coeficiente de polimento acelerado - PSV)
Quando requerido, a resistência ao polimento do agregado grosso para utilização em camadas de desgaste
(coeficiente de polimento acelerado - PSV) deve ser determinada de acordo com a EN 1097-8.
pr u m

A resistência ao polimento deve ser declarada pela correspondente categoria especificada no Quadro 15.

Quadro 15 – Categorias para os valores mínimos da resistência ao polimento


re doc

Coeficiente de polimento Categoria


od

acelerado PSV
≥ 68 PSV68
≥ 62 PSV 62
IP de

≥ 56 PSV 56
≥ 50 PSV 50
© ão

≥ 44 PSV 44
Q

Valores intermédios e valores < 44 PSV Declarado


s

Não requerido PSV NR


es

5.4.2 Resistência à abrasão (valor de abrasão do agregado - AAV)


Quando requerido, a resistência à abrasão (valor de abrasão do agregado - AAV) deve ser determinada de
pr

acordo com a EN 1097-8:1999, Anexo A.


A resistência à abrasão deve ser declarada pela correspondente categoria especificada no Quadro 16.
Im
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 22 de 61

Quadro 16 – Categorias para os valores máximos da resistência à abrasão

o
Categoria

ida nic
Valor de abrasão do agregado
AAV
≤ 10 AAV10

oib tró
≤ 15 AAV15
≤ 20 AAV20
Valores intermédios e valores > 20 AAVDeclarado

pr lec
Não requerido AAVNR
5.4.3 Resistência à abrasão provocada por pneus pitonados

ão o e
Quando requerido, a resistência à abrasão provocada por pneus pitonados (Coeficiente de abrasão nórdico -
AN) deve ser determinada de acordo com a EN 1097-9. A resistência à abrasão provocada por pneus
pitonados deve ser declarada pela correspondente categoria especificada no Quadro 17.
uç ent
Quadro 17 – Categorias para os valores máximos da resistência à abrasão por pneus pitonados
Categoria
pr u m

Coeficiente de abrasão nórdico


AN
≤7 AN7
≤ 10 AN10
re doc

≤ 14 AN14
od

≤ 19 AN19
≤ 30 AN30
IP de

Valores intermédios e valores >30 AN Declarado


Não requerido ANNR
© ão

5.5 Massa volúmica das partículas e absorção de água


Q

Quando requerido, a massa volúmica das partículas e a absorção de água devem ser determinadas de acordo
com a EN 1097-6 e os resultados devem ser declarados indicando os meios de determinação e os cálculos
s

utilizados.
es

5.6 Baridade
pr

Quando requerido, a baridade deve ser determinada de acordo com a EN 1097-3 e, se solicitado, os
resultados devem ser declarados.
Im

5.7 Durabilidade

5.7.1 Resistência ao gelo/degelo do agregado grosso


Se forem requeridos agregados resistentes ao gelo, para betões utilizados em ambientes sujeitos a ciclos
gelo-degelo, a resistência ao gelo, determinada de acordo com a EN 1367-1 ou com a EN 1367-2, deve ser
declarada pela correspondente categoria especificada no Quadro 18 ou no Quadro 19.
NOTA: O Anexo F fornece orientação para a utilização de agregados em ambientes sujeitos ao gelo e ao degelo. Na secção F.2.3.
são apresentadas recomendações sobre a utilização do valor de absorção de água como ensaio de triagem.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 23 de 61

Quadro 18 – Categorias para os valores máximos da resistência ao gelo-degelo

o
Gelo-degelo Categoria

ida nic
Percentagem de perda de massa a) F
≤1 F1
≤2 F2

oib tró
≤4 F4
>4 FDeclarado

pr lec
Não requerido FNR
a)
Em situações extremas de tempo frio e/ou de saturação em sal ou sais descongelantes,
poderão ser mais apropriados os ensaios que utilizem solução de cloreto de sódio ou de

ão o e
ureia, como descrito na EN 1367-1:2007 , Anexo B. Neste caso, não se aplicam os
limites deste Quadro.

Quadro 19 – Categorias para os valores máximos da resistência ao sulfato de magnésio


uç ent
Valor do sulfato de magnésio Categoria
Percentagem de perda de massa MS
≤ 18 MS18
pr u m

≤ 25 MS25
≤ 35 MS35
re doc

> 35 MSDeclarado
Não requerido MSNR
od

5.7.2 Estabilidade volumétrica - retracção por secagem


Onde o betão apresentar fissuração por retracção imputável às propriedades dos agregados, a retracção por
IP de

secagem dos agregados para um betão estrutural não deve, quando requerido, exceder 0,075 % quando o
ensaio é feito de acordo com a EN 1367-4 (no caso de agregados reciclados, ver também o Anexo A)
e os resultados devem ser declarados.
© ão

NOTA 1 : Este requisito não é aplicável aos casos em que a secagem nunca acontece, o betão em massa está revestido por
Q

betão com introdutor de ar, ou os elementos estruturais são densa e simetricamente armados e não estão expostos às condições
atmosféricas.
s
es

NOTA 2: Estabilidade volumétrica – expansão. Em circunstâncias muito raras, é possível que os agregados reciclados
contenham materiais expansivos, como por exemplo cal não apagada. De momento não é possível estabelecer requisitos por não
existirem os correspondentes métodos de ensaio.
pr

5.7.3 Reactividade álcalis-sílica


Im

Quando requerido, a reactividade álcalis-sílica dos agregados deve ser avaliada de acordo com as disposições
em vigor no local de utilização*) e os resultados devem ser declarados.
NOTA: O Anexo G fornece orientação sobre os efeitos da reacção álcalis-sílica.

*)
Ver Especificação LNEC E 461:2007 - Betão. Metodologias para prevenir reacções expansivas internas (nota nacional).
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 24 de 61

5.8 Classificação dos constituintes dos agregados reciclados grossos

o
As proporções dos materiais constituintes no agregado reciclado grosso devem ser determinadas de acordo

ida nic
com o prEN 933-11*) e declaradas pelas correspondentes categorias especificadas no Quadro 20.

oib tró
Quadro 20 – Categorias para os constituintes dos agregados reciclados grossos

Conteúdo
Constituinte Categoria

pr lec
Percentagem em massa
Rc ≥ 90 Rc90
≥ 80 Rc80

ão o e
≥ 70 Rc70
≥ 50 Rc50
< 50 RcDeclared
Não requerido RcNR
uç ent
Rc + Ru ≥ 95 Rcu95
≥ 90 Rcu90
≥ 70 Rcu70
pr u m

≥ 50 Rcu50
< 50 RcuDeclared
Não requerido Rcu NR
re doc

Rb ≤ 10 Rb10-
≤ 30 Rb30-
od

≤ 50 Rb50-
> 50 RbDeclared
Não requerido RbNR
IP de

Ra ≤1 Ra1-
≤5 Ra5-
≤ 10 Ra10-
© ão

X + Rg ≤ 0,5 XRg0,5-
Q

≤1 XRg1-
≤2 XRg2-
s
es

Conteúdo
cm3/kg
FL ≤ 0,2 a) FL0,2-
pr

≤2 FL2-
≤5 FL5-
Im

a)
A categoria ≤ 0,2 é prevista apenas para aplicações especiais onde se requer elevada qualidade no
acabamento superficial.

*)
À data desta versão portuguesa, o projecto de Norma Europeia prEN 933-11 é já Norma Europeia (nota nacional).
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 25 de 61

onde, de acordo com o prEN 933-11*):

o
Constituinte Descrição

ida nic
Rc Betão, produtos de betão, argamassa
Blocos de betão de alvenaria

oib tró
Ru Agregados não ligados, pedra natural
Agregados tratados com ligantes hidráulicos

pr lec
Rb Elementos cerâmicos de alvenaria (i. e. tijolos e telhas)
Blocos sílico-calcários de alvenaria

ão o e
Betão celular não flutuante
Ra Materiais betuminosos
uç ent
FL Material flutuante, em volume
X Outros:
Materiais coesivos (i.e. argila e solo)
pr u m

Diversos: metais (ferrosos e não-ferrosos), madeira não


flutuante, plástico e borracha
re doc

Estuque
Rg Vidro
od
IP de

6 Requisitos químicos
© ão

6.1 Generalidades
Q

A necessidade de ensaiar e declarar todas as propriedades especificadas nesta secção deve variar de acordo
s

com a aplicação específica ou a origem do agregado. Quando requerido, devem ser realizados os ensaios
es

especificados na secção 6 para determinar as propriedades químicas apropriadas.


NOTA 1: Se for requerido o valor de uma propriedade que não está definida por limites especificados, esse valor deverá ser
pr

declarado pelo produtor como uma categoria XXDeclarado. Por exemplo, no Quadro 21 , o teor de 1,2 % em massa de sulfatos
solúveis em ácido de uma escória de alto-forno arrefecida ao ar corresponde a AS1,2 (Valor declarado).
NOTA 2: Quando uma propriedade não é requerida, pode ser utilizada a categoria "Não requerido".
Im

NOTA 3: As disposições nacionais em vigor no local de utilização do agregado podem fornecer orientação para a selecção das
categorias apropriadas para aplicações específicas.
NOTA 4: No Anexo G são fornecidas orientações sobre os efeitos produzidos pelos constituintes químicos dos agregados, incluindo
a reacção álcalis-sílica e contaminantes orgânicos leves, nas características da superfície e na durabilidade do betão nos quais
estão incorporados.

*)
À data desta versão portuguesa, o projecto de Norma Europeia prEN 933-11 é já Norma Europeia (nota nacional).
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 26 de 61

6.2 Cloretos

o
Quando requerido, o teor de iões cloro solúveis em água dos agregados para betão deve ser determinado de

ida nic
acordo com a EN 1744-1:1998, secção 7, e deve ser declarado pelo produtor.
NOTA: Se o teor de cloretos solúveis na água do agregado for inferior ou igual a 0,01 % (por exemplo, agregados com origem na
maior parte das pedreiras continentais), pode utilizar-se este valor para o cálculo do teor de cloretos do betão.

oib tró
O teor de iões cloreto solúveis em ácido dos agregados reciclados para betão deve ser determinado de
acordo com a EN 1744-5 e, se requerido, deve ser declarado pelo produtor.

pr lec
6.3 Compostos contendo enxofre

ão o e
6.3.1 Sulfatos solúveis em ácido
Quando requerido, o teor de sulfatos solúveis em ácido dos agregados e dos fíleres para betão, determinado
de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 12, deve ser declarado pela correspondente categoria especificada
uç ent
no Quadro 21 .

Quadro 21 – Categorias para os valores máximos do teor de sulfatos solúveis em ácido


pr u m

Teor de sulfatos solúveis em ácido Categoria


Agregados
Percentagem em massa AS
Agregados excepto escória de ≤ 0,2 AS0,2
re doc

alto-forno arrefecida ao ar
≤ 0,8 AS0,8
od

> 0,8 ASDeclarado


Não requerido ASNR
Escória de alto-forno
IP de

≤ 1,0 AS1,0
arrefecida ao ar
> 1,0 ASDeclarado
Não requerido ASNR
© ão

6.3.2 Enxofre total


Q

Quando requerido, o teor total de enxofre dos agregados e dos fíleres, determinado de acordo com a
s

EN 1744-1:1998, secção 11, não deve exceder:


es

a) 2 % S em massa para as escórias de alto-forno arrefecidas ao ar;


b) 1 % S em massa para os agregados, excepto escórias de alto-forno arrefecidas ao ar.
pr

Devem ser tomadas precauções especiais quando no agregado se verifique a existência de pirrotite (forma
instável do sulfureto de ferro FeS). Se a presença deste mineral for confirmada, o teor total máximo de
Im

enxofre (S) deve ser reduzido para 0,1 %.

6.3.3 Sulfatos solúveis em água dos agregados reciclados


Quando requerido, o teor de sulfatos solúveis em água dos agregados reciclados, determinado de acordo com
a EN 1744-1, deve ser declarado pela correspondente categoria especificada no Quadro 22.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro 22 – Categorias para os valores máximos do teor de sulfatos solúveis em água dos agregados

o
reciclados

ida nic
Teor de sulfatos solúveis em água Categoria
Percentagem em massa SS

oib tró
≤ 0,2 SS0,2
Não requerido SSNR

pr lec
ão o e
6.4 Outros constituintes

6.4.1 Constituintes que alteram a presa e o endurecimento do betão


uç ent
Os agregados e os fíleres que contenham substâncias orgânicas ou outras substâncias em proporções capazes
de modificar a presa e o endurecimento do betão devem ser objecto de uma avaliação no que respeita ao seu
efeito no tempo de presa e na resistência à compressão do betão, de acordo com a EN 1744-1:1998,
pr u m

secção 15.3.
As proporções de tais materiais devem ser tais que não provoquem:
a) um aumento do tempo de presa nos provetes de argamassa superior a 120 min;
re doc

b) uma diminuição da resistência à compressão nos provetes de argamassa superior a 20 % aos 28 d.


od

A presença de matéria orgânica deve ser determinada de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 15.1
(determinação do teor de húmus). Se os resultados revelarem um elevado teor de húmus, a presença de ácido
fúlvico deve ser determinada de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 15.2. Se nestes ensaios a cor do
IP de

líquido que sobrenada for mais clara que as cores-padrão, deve considerar-se que os agregados não contêm
matéria orgânica.
NOTA 1: Alguns compostos inorgânicos que descoram o líquido que sobrenada, no ensaio do teor de húmus, não afectam a presa
© ão

nem a resistência do betão.


Q

NOTA 2: Os açúcares não afectam a cor do líquido que nos ensaios sobrenada para detecção do teor de ácido húmico ou do ácido
fúlvico. Se houver a suspeita da existência de açúcares ou de matérias contendo açúcar, o agregado deverá ser sujeito ao ensaio
s

com provete de argamassa (ver EN 1744-1:1998, secção 15.3). Deverão aplicar-se os requisitos acima indicados relativos ao
es

princípio de presa e à resistência à compressão.

Quando requerido, a presença de contaminantes leves que modificam a presa e o endurecimento do betão
deve ser determinada de acordo com a EN 1744-1.
pr

Quando requerido, os agregados reciclados devem ser avaliados em relação à presença de materiais solúveis
Im

em água que possam influenciar o início de presa da pasta de cimento, de acordo com a EN 1744-6. A
alteração do tempo de início de presa, te, deve estar conforme com os requisitos do Quadro 23.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro 23 – Categorias para a influência dos materiais solúveis em água dos agregados reciclados

o
no tempo de início de presa da pasta de cimento

ida nic
Alteração do tempo de início de presa, te Categoria
(min) (A)

oib tró
≤ 10 A10
≤ 40 A40

pr lec
> 40 ADeclarado
Não requerido ANR

ão o e
São de uso comum dois ensaios para despistagem da presença de matéria orgânica: o ensaio do hidróxido de
sódio e o ensaio do ácido fúlvico (ver EN 1744-1:1998, 15.1 e 15.2). Ambos os ensaios poderão ser
uç ent
aplicados aos agregados reciclados. Se nesses ensaios o líquido que sobrenada for mais claro que as cores
padrão, poderá considerar-se que os agregados estão livres de matéria orgânica.
NOTA 3: Os açúcares não afectam a cor do líquido que sobrenada nos ensaios do hidróxido de sódio ou do ácido fúlvico. Se
houver a suspeita da existência de açúcares ou de substâncias do grupo dos açúcares, o agregado deverá ser sujeito ao ensaio do
pr u m

extracto de água (ver EN 1744-6), aplicando-se os requisitos para a influência no tempo de presa atrás indicados.
NOTA 4: Os constituintes dos agregados reciclados que poderão ter um efeito prejudicial na presa e no endurecimento do betão
poderão ser inorgânicos e, por conseguinte, não serem detectados seguindo os procedimentos estabelecidos em 15.3 da
re doc

EN 1744-1:1998. Os procedimentos estabelecidos na EN 1744-6 deverão ser utilizados para os agregados reciclados.
od

6.4.2 Constituintes que afectam a estabilidade volumétrica das escórias de alto-forno arrefecidas ao ar

6.4.2.1 Os agregados de escórias do alto-forno arrefecidas ao ar não devem apresentar desintegração do


IP de

silicato bicálcico quando submetidas a ensaio de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 19.1.

6.4.2.2 Os agregados de escórias de alto-forno arrefecidas ao ar não devem apresentar desintegração do ferro
quando submetidas a ensaio de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 19.2.
© ão
Q

6.5 Teor de carbonato dos agregados finos para utilização em camadas de desgaste de pavimentos em
s

betão
es

Quando requerido, o teor de carbonato dos agregados finos destinados ao fabrico do betão para utilização em
camadas de desgaste deve ser determinado de acordo com a EN 196-2:2005 , secção 5, sendo o provete
preparado de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 12.3, e os resultados declarados.
pr

7 Avaliação da conformidade
Im

7.1 Generalidades
O produtor deve realizar os ensaios de tipo inicial (ver secção 7.2) e o controlo da produção em fábrica (ver
Anexo H) para assegurar que o produto está conforme com a presente Norma e com os valores declarados,
como aplicável.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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7.2 Ensaios de tipo inicial

o
Os ensaios de tipo inicial relevantes para as utilizações pretendidas devem ser realizados de modo a verificar

ida nic
a conformidade com os requisitos especificados, nas seguintes circunstâncias:
a) quando da utilização de agregados de uma nova origem;

oib tró
b) quando ocorrer uma modificação significativa na natureza da matéria-prima ou nas suas condições de
processamento que possa afectar as propriedades dos agregados.
Os resultados dos ensaios de tipo inicial devem ser documentados e considerados como ponto de partida do

pr lec
controlo da produção em fábrica para determinado material. Estes ensaios devem incluir, particularmente, a
identificação de quaisquer elementos passíveis de emitir radiação acima dos níveis normais do meio
envolvente, quaisquer elementos passíveis de libertar compostos de carbono poliaromáticos ou outras

ão o e
substâncias perigosas. Se o teor de qualquer um destes elementos exceder os limites em vigor nas
disposições válidas no local de utilização do agregado, os resultados dos ensaios de tipo inicial devem ser
declarados.
uç ent
7.3 Controlo da produção em fábrica
O produtor deve ter implementado um sistema do controlo da produção em fábrica que satisfaça os requisitos
pr u m

constantes do Anexo H.
Os registos mantidos pelo produtor devem indicar quais os procedimentos do controlo da qualidade que estão
em operação durante a produção do agregado.
re doc

NOTA: O tipo do controlo aplicado a qualquer agregado depende da utilização pretendida e da regulamentação relacionada com
od

essa utilização.

8 Designação
IP de

8.1 Designação e descrição


Os agregados devem ser identificados nos seguintes termos:
© ão

a) origem e produtor - se o material foi retirado de um entreposto, devem ser identificados tanto a origem
Q

como o entreposto;
s

b) tipo de agregado (ver EN 932-3 e, para os agregados reciclados, indicar: “agregado reciclado”);
es

c) para os agregados reciclados, a categoria dos constituintes de acordo com o Quadro 20;
d) dimensão do agregado.
pr
Im

8.2 Informação adicional para a descrição de um agregado


A necessidade de outras informações depende das circunstâncias e da utilização, por exemplo:
a) um código que relacione a designação com a descrição;
b) qualquer outra informação adicional necessária à identificação de um agregado específico.
NOTA: Na altura da encomenda, o comprador deverá informar o produtor de qualquer requisito especial associado a um tipo de
utilização específica do agregado, assim como dos requisitos para informação complementar que não constem dos Quadros ZA.1a e
ZA.1b.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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9 Marcação e etiquetagem

o
ida nic
A guia de remessa deve conter, pelo menos, a seguinte informação:
a) designação;
b) data de expedição;

oib tró
c) número de série da guia;
d) o número da presente Norma Europeia.

pr lec
NOTA: Para a marcação CE e para a etiquetagem ver a secção ZA.3 do Anexo ZA.

ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Anexo A

o
ida nic
(informativo)

Exemplos de requisitos da granulometria para as dimensões mais correntes do

oib tró
agregado grosso

pr lec
Quadro A.1 – Limites gerais e tolerâncias para a granulometria dos agregados grossos para os peneiros
intermédios da série base mais série 1 (em mm)
Limites gerais e tolerâncias no peneiro

ão o e
Relação Dimensão / Valor de d intermédio (percentagem de passados, em
Dimensão massa)
intermédia 2 4 5,6 8 11,2 16 22,4 Tolerâncias para a granulometria
D/d Limites típica declarada pelo produtor
mm mm mm mm mm mm mm gerais
uç ent
GT15 GT17,5
2,8 Dimensão 2/5,6 4/11,2 5,6/16 8/22,4 11,2/31,5 16/45 22,4/63
Dimensão - - 11,2 16 22,4 31,5 45 ± 15 -
intermédia
25 a 70
pr u m

4,0 Dimensão 2/8 4/16 5,6/22,4 8/31,5 11,2/45 16/63


Dimensão - 8 11,2 16 22,4 31,5 - ± 17,5
intermédia
25 a 70

5,6 Dimensão 2/11,2 4/22,4 5,6/32 8/45 11,2/63


re doc

Dimensão 5,6 11,2 16 22,4 31,5 - ± 17,5


intermédia
25 a 70
od

8,0 Dimensão 2/16 4/31,5 5,6/45 8/63


Dimensão 8 16 22,4 31,5 - ± 17,5
intermédia
25 a 70

11,2 Dimensão 2/22,4 4/45 5,6/63


IP de

Dimensão 11,2 22,4 31,5 - ± 17,5


intermédia
25 a 70

NOTA 1: A área sombreada indica dimensões normalmente não utilizadas.


© ão

NOTA 2: Quando a abertura do peneiro intermédio é substituída por um hífen, significa que não existe peneiro intermédio
aplicável.
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Quadro A.2 – Limites gerais e tolerâncias para a granulometria dos agregados grossos para os peneiros

o
intermédios da série base mais série 2 (em mm)

ida nic
Limites gerais e tolerâncias no peneiro
Valor de d intermédio (percentagem de passados, em
Relação Dimensão / massa)
Dimensão Tolerâncias para a granulometria

oib tró
D/d
intermédia 2 4 6,3 8 10 16 20 Limites típica declarada pelo produtor
mm mm mm mm mm mm mm gerais
GT15 GT17,5
2,5 Dimensão 4/10 6,3/16 8/20 16/40

pr lec
Dimensão - 11,2 14 31,5 25 a 70 ± 15 -
intermédia
3,15 Dimensão 2/6,3 4/12,5 6,3/20 10/31,5 20/63

ão o e
Dimensão - 8 14 22,4 45 25 a 70 ± 15 -
intermédia
4 Dimensão 2/8 4/16 8/31,5 10/40 16/63
Dimensão - 8 16 20 31,5 - ± 17,5
intermédia
25 a 70
uç ent
5 Dimensão 2/10 4/20 6,3/31,5 8/40
Dimensão 5 10 16 20 - ± 17,5
intermédia
25 a 70
pr u m

8 Dimensão 2/16 4/31,5


Dimensão 8 16 - ± 17,5
intermédia
25 a 70

10 Dimensão 2/20 4/40


re doc

Dimensão 10 20 - ± 17,5
intermédia
25 a 70
od

NOTA 1: A área sombreada indica dimensões normalmente não utilizadas.


NOTA 2: Quando a abertura do peneiro intermédio é substituída por um hífen, significa que não existe peneiro intermédio
aplicável.
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Anexo B

o
ida nic
(informativo)

Orientações sobre a descrição da finura dos agregados finos

oib tró
Os Quadros B.1 e B.2 são utilizados quando o especificador deseja descrever de maneira mais precisa a

pr lec
finura dos agregados finos. Pode utilizar-se qualquer dos Quadros mas nunca os dois.
Nestes Quadros os agregados finos de granulometria grosseira são designados pela letra C, de granulometria
média pela letra M e de granulometria fina pela letra F.

ão o e
Adicionalmente, quando for seleccionado o Quadro B.1, a letra P, designando a percentagem que passa no
peneiro 0,500 mm, é acrescentada após as letras C, M ou F (por exemplo, MP para um agregado fino de
granulometria média).
uç ent
Do mesmo modo, quando for seleccionado o Quadro B.2, a letra F, designando módulo de finura, é
acrescentada após as letras C, M ou F (por exemplo, FF para um agregado fino de granulometria fina).
pr u m

Quadro B.1 – Finura do agregado fino baseada na percentagem de passados no peneiro 0,500 mm
Percentagem de passados, em massa
re doc

CP MP FP
5 a 45 30 a 70 55 a 100
od

Quadro B.2 – Finura do agregado fino baseada no módulo de finura


IP de

Módulo de finura
CF MF FF
4,0 a 2,4 2,8 a 1,5 2,1 a 0,6
© ão
Q

O módulo de finura (FM) permite controlar a regularidade. Quando requerido adicionalmente, o módulo de
finura duma remessa deverá situar-se dentro dos limites do valor declarado FM ± 0,50 ou dentro doutros
s

limites especificados.
es

NOTA: Geralmente, o módulo de finura (FM) é calculado como a soma das percentagens, em massa, dos retidos acumulados na
série de peneiros seguinte (mm) e expressa como percentagem, isto é:
pr

Σ [(> 4 ) + (> 2 ) + (> 1) + (> 0,5)+ (> 0,25)+ (> 0,125 )]


FM =
100
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Anexo C

o
ida nic
(normativo)

Tolerâncias reduzidas para a granulometria típica declarada pelo produtor para

oib tró
o agregado fino

pr lec
Quadro C.1 – Tolerâncias reduzidas para a granulometria típica declarada pelo produtor para o agregado fino
Abertura do peneiro Tolerâncias em percentagem de passados, em massa

ão o e
mm 0/4 0/2 0/1
4 ±5 - -
uç ent
2 - ±5 -
1 ± 10 ± 10 ±5
0,250 ± 10 ± 15 ± 15
pr u m

0,063 ±3 ±5 ±5
NOTA: Ver secção 4.3.3.
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Anexo D

o
ida nic
(normativo)

Avaliação dos finos

oib tró
Os finos devem ser considerados não prejudiciais quando qualquer uma das quatro condições seguintes se

pr lec
verificar:
a) teor total de finos do agregado fino inferior a 3 % ou a outro valor de acordo com as disposições em
vigor no local de utilização do agregado;

ão o e
b) valor do equivalente de areia (SE), quando determinado de acordo com a EN 933-8, superior a um limite
mínimo especificado;
c) valor do ensaio de azul de metileno (MB), quando determinado de acordo com a EN 933-9, inferior a
uç ent
um determinado limite especificado;
d) desempenho equivalente ao de um agregado considerado satisfatório ou quando haja evidência do seu
emprego satisfatório, sem que tenham resultado problemas.
pr u m

Os requisitos de conformidade para os ensaios do equivalente de areia e do azul de metileno na fracção


0/2 mm devem normalmente ser expressos com uma probabilidade de 90 %.
re doc

NOTA: Não podem ser universalmente fixados limites precisos até que haja conhecimento da utilização destes ensaios com
diferentes tipos de agregados finos em algumas partes da Europa. Os limites e/ou categorias deverão ser estabelecidos com base na
od

experiência obtida pela aplicação das especificações existentes aos materiais que localmente apresentam bom comportamento, de
acordo com as disposições válidas no local de utilização dos agregados.
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Anexo E

o
ida nic
(informativo)

Orientações para a utilização de agregados no betão

oib tró
pr lec
E.1 Resistência à fragmentação do agregado grosso

E.1.1 Os agregados apresentam, normalmente, uma resistência superior à do betão e, para as misturas de

ão o e
agregados e cimento, com ou sem adjuvante, cujo comportamento se tenha revelado satisfatório, o controlo
normal das resistências obtidas no betão produzido constitui geralmente uma indicação suficiente acerca da
resistência do agregado. Contudo, quando for requerido um betão de muito alta resistência, pode ser
uç ent
necessário ter em conta a resistência do agregado.

E.1.2 Um agregado da categoria LA15, LA20 ou da categoria de impacto SZ18 é geralmente requerido apenas
pr u m

em casos especiais (por exemplo em regiões onde se usem pneus pitonados ou ainda no caso de requisitos
regionais especiais para camadas de revestimento de estradas).

E.1.3 Um agregado da categoria LA30 ou impacto SZ22 pode ser requerido para pavimentos rodoviários e para
re doc

a camada de acabamento de lajes sujeitas a impactos. Para os agregados com coeficiente Los Angeles
od

superior a 40, deverá ser feita uma avaliação com base na experiência adquirida em utilizações anteriores.

E.2 Resistência ao gelo e ao degelo


IP de

E.2.1 A resistência ao gelo e ao degelo do betão está relacionada com o grau de saturação de água, com os
materiais constituintes do betão e com as suas proporções. A quantidade de ar introduzido é um factor
© ão

particularmente importante e é portanto essencial determinar a resistência ao gelo e ao degelo do betão,


Q

ensaiando provetes de betão.


s
es
pr
Im
NP
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Anexo F

o
ida nic
(informativo)

Notas orientadoras sobre a resistência dos agregados ao gelo e ao degelo

oib tró
pr lec
F.1 Generalidades
A susceptibilidade de um agregado à degradação pela acção do gelo e do degelo depende principalmente do
clima, da utilização, do tipo petrográfico e da distribuição dimensional dos poros no seio das partículas do

ão o e
agregado.

F.1.1 Clima
uç ent
A gravidade da degradação está relacionada com a frequência e a intensidade dos ciclos de gelo e degelo e
com o grau de saturação das partículas do agregado.
pr u m

F.1.2 Utilização
Os agregados podem ser susceptíveis de deterioração pela acção do gelo e do degelo sob condições
ambientais parcial ou totalmente saturadas ou em situações de humidade elevada. O risco de degradação
re doc

aumenta significativamente se o agregado for exposto à água do mar ou à acção de sais descongelantes.
od

F.1.3 Tipo petrográfico


A resistência ao gelo e ao degelo está relacionada com a resistência das partículas do agregado e com a
IP de

dimensão e a distribuição dos poros ou outras descontinuidades nas partículas.

F.2 Ensaios
© ão
Q

F.2.1 Ensaios de triagem


s

Os ensaios que podem dar uma indicação da susceptibilidade ao gelo e ao degelo incluem quer um exame
es

petrográfico quer um dos ensaios físicos abaixo indicados. Os agregados que satisfazem os requisitos de
qualquer um destes ensaios podem ser considerados como resistentes ao gelo-degelo.
pr

F.2.2 Exame petrográfico


Im

O exame petrográfico do agregado, realizado de acordo com o procedimento especificado na EN 932-3, pode
dar uma indicação da presença de partículas de fraca resistência e/ou de elevada absorção que possam ser
susceptíveis à degradação pela acção do gelo-degelo. Desde que seja observada a existência deste tipo de
partículas ou haja suspeita da sua presença, pode ser utilizado um dos ensaios referidos em F.2.3 e F.2.4 para
avaliar a resistência do agregado ao gelo-degelo.
Os agregados susceptíveis, resultantes de rochas muito alteradas e de alguns conglomerados e brechas,
podem incluir, por exemplo, todos ou alguns dos seguintes materiais: xisto, micaxisto, filito, cré, marga,
xisto argiloso, rocha siliciosa porosa, basalto poroso alterado ou partículas fracamente cimentadas por
minerais argilosos.
NP
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F.2.3 Absorção de água

o
Quando a absorção de água, determinada de acordo com a EN 1097-6, não for superior a 1 %, o agregado

ida nic
pode ser considerado resistente à acção do gelo-degelo. Contudo, muitos agregados satisfatórios têm valores
de absorção superiores.

oib tró
Por exemplo, alguns calcários do Jurássico e arenitos apresentam valores de absorção superiores a 4 %,
enquanto as escórias de alto forno, calcários do Pérmico, dolomitos e arenitos carboníferos têm
frequentemente valores de absorção superiores a 2 %, mas estes materiais podem, ainda assim, possuir

pr lec
adequada resistência à acção do gelo-degelo.
Para determinados agregados que contenham sílex microporoso, a determinação da massa volúmica pode ser
mais eficaz do que a determinação da absorção de água para avaliar se a susceptibilidade ao gelo-degelo é ou

ão o e
não satisfatória.

F.2.4 Outros ensaios de triagem


uç ent
Tanto o ensaio de gelo-degelo, realizado de acordo com a EN 1367-1, como o ensaio de sulfato de magnésio,
realizado de acordo com a EN 1367-2, podem ser utilizados para avaliar a resistência de um agregado ao
gelo-degelo. O ensaio com sulfato de magnésio é considerado como o mais apropriado quando o agregado
poderá ser exposto à água do mar ou a sais descongelantes.
pr u m

NOTA: Em situações extremas de tempo frio ou de saturação de sal ou de sais descongelantes, pode ser mais adequado fazer os
ensaios usando uma solução salina ou ureia, como pormenorizado no Anexo B da EN 1367-1:2007 .
re doc

É igualmente possível verificar a resistência ao gelo-degelo dum agregado ensaiando o betão.


od

O ensaio do sulfato de magnésio não é adequado para agregados reciclados com partículas contendo
cimento.
IP de

F.3 Selecção da categoria


O agregado pode ser considerado aceitável quando existir um registo de desempenho satisfatório desse
agregado sob condições de utilização idênticas às previstas. Nos casos em que o registo satisfatório não
© ão

estiver disponível e forem necessários ensaios, as condições ambientais, a utilização final e o clima podem
Q

ser utilizados para seleccionar uma categoria apropriada do Quadro F.1. A categoria seleccionada pode então
ser utilizada em conjugação com a secção 5.7.1 para definir o nível necessário de resistência ao gelo-degelo
s

ou a susceptibilidade à acção do sulfato de magnésio.


es
pr
Im
NP
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Quadro F.1 – Categorias da severidade da acção do gelo-degelo em função do clima e da utilização

o
Clima

ida nic
Condições ambientais
Mediterrânico Atlântico Continental a)
Sem gelo ou seco Não requerido Não requerido Não requerido

oib tró
Saturação parcial, sem sal Não requerido F4 ou MS35 F2 ou MS25
Saturado, sem sal Não requerido F2 ou MS25 F1 ou MS18

pr lec
Com sal (água do mar ou superfícies F4 ou MS35 F2 ou MS25 F1 ou MS18
de estradas)
Acabamentos superficiais nas pistas F2 ou MS25 F1 ou MS18 F1 ou MS18

ão o e
dos aeródromos
a)
A categoria Continental pode igualmente ser aplicada à Islândia, a determinadas regiões da Escandinávia e a
regiões montanhosas onde se verifiquem condições climatéricas severas durante o Inverno.
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Anexo G

o
ida nic
(informativo)

Orientações sobre os efeitos que alguns constituintes químicos dos agregados

oib tró
produzem na durabilidade do betão no qual estão incorporados

pr lec
G.1 Cloretos

ão o e
G.1.1 Cloretos nos agregados naturais
Os cloretos podem estar presentes nos agregados, geralmente sob a forma de sais de sódio e de potássio, em
uç ent
quantidade largamente dependente da origem do agregado. Tais sais contribuem para os teores totais de
cloretos e álcalis do betão. Para minimizar o risco de corrosão dos metais embebidos é usual limitar a
quantidade total dos iões cloro para a qual contribuem todos os materiais constituintes do betão.
O teor de iões cloro solúveis em água da maior parte dos agregados extraídos de depósitos continentais é
pr u m

geralmente muito baixo. Sempre que se possa demonstrar que o teor de cloro de tais materiais não é superior
a 0,01 %, este valor pode ser utilizado no processo de cálculo baseado no teor máximo de cloretos dos
materiais constituintes do betão.
re doc
od

G.1.2 Cloretos nos agregados reciclados


Nos agregados reciclados, em particular naqueles que contêm betão ou argamassa, os cloretos poderão estar
combinados nos aluminatos de cálcio ou noutras fases. Os cloretos combinados não são susceptíveis de ser
IP de

extraídos utilizando água nos procedimentos descritos na secção 7 da EN 1744-1:1998, mesmo se a amostra
for moída finamente antes da extracção.
Para a maioria dos agregados reciclados, o teor de cloretos é em princípio reduzido. O teor de cloretos
© ão

solúveis em ácido, determinado de acordo com a EN 1744-5, sobrestimará provavelmente os cloretos


Q

disponíveis, mas deverá ser este o valor a utilizar no cálculo do teor de cloretos do betão. Poderá assim obter-
se uma margem de segurança adicional.
s
es

G.2 Sulfatos
A presença de sulfatos nos agregados pode levar à desagregação do betão por expansão. Uma parte
pr

substancial do sulfato da escória cristalina de alto-forno está encapsulada nos grãos de escória e, portanto,
não desempenha nenhum papel nas reacções de hidratação do cimento. Por esta razão, é tolerável nas
Im

escórias uma quantidade maior de sulfatos. Em certas condições, outros compostos de enxofre presentes nos
agregados podem oxidar-se no betão e produzir sulfatos. Estes podem também provocar a desagregação do
betão por expansão.
Os sulfatos solúveis em água presentes nos agregados reciclados, determinados de acordo com a
EN 1744-1, são, no essencial, sulfatos potencialmente reactivos (p. ex. estuque) e poderão também originar a
desagregação do betão por expansão.
NP
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G.3 Reacção álcalis-sílica

o
ida nic
G.3.1 Reacção álcalis-sílica com agregados naturais
Certos agregados podem reagir com os hidróxidos alcalinos presentes nos fluidos intersticiais do betão. Em

oib tró
condições desfavoráveis e na presença de humidade, estas reacções podem provocar uma expansão seguida
de uma fissuração ou desagregação do betão. A forma mais corrente de reacção ocorre entre os álcalis e
certas formas de sílica (reacção álcalis-sílica). Uma outra forma de reacção, menos corrente, é a reacção

pr lec
álcalis-carbonato.
Na falta de longa experiência prévia que prove a ausência de reactividade entre uma determinada mistura de
cimento e os agregados, pode ser necessário tomar uma das seguintes precauções:

ão o e
− limitar o teor total de álcalis na composição do betão;
− utilizar um cimento com baixo teor de álcalis;
uç ent
− utilizar uma mistura de agregados não reactivos;
− limitar o grau de saturação de água do betão.
pr u m

Quando não for possível respeitar pelo menos um dos procedimentos acima referidos, a combinação
agregados/cimento pode ser avaliada usando a regulamentação aplicável no local de utilização*).
Quando os agregados forem importados, o comprador deverá ter em conta a experiência adquirida no país de
origem.
re doc

NOTA: Para mais informação ver o CEN Report CR 1901 “Regional specifications and recommendations for the avoidance of
od

alkali-silica reactions in concrete”.

G.3.2 Reacção álcalis-sílica com agregados reciclados


IP de

A utilização de agregados reciclados pode pôr em causa a eficácia das precauções anteriores. No caso de
agregados reciclados de betão, será necessário confirmar que o betão original não contém agregados
reactivos (ou que ainda possam reagir) e, quando o teor de álcalis do novo betão (ou do respectivo cimento)
© ão

estiver limitado, o teor de álcalis dos agregados reciclados de betão deve ser determinado e tido em conta.
Q

No caso dos agregados reciclados em geral, será conveniente considerá-los como sendo potencialmente
reactivos, a não ser que se tenha demonstrado que são não reactivos. Em ambos os casos, deverá
s

considerar-se a possibilidade de variações imprevisíveis na composição.


es

G.4 Constituintes que afectam a superfície de acabamento do betão


pr

Quando o aspecto da superfície for uma característica essencial do betão, os agregados não deverão conter
materiais em proporções capazes de afectar adversamente a qualidade ou durabilidade da superfície.
Im

NOTA: Sabendo-se que pequenas percentagens em massa de contaminantes nos agregados podem afectar consideravelmente a
superfície de acabamento do betão, dever-se-á verificar se a origem dos agregados é adequada ao destino final.
Normalmente a proporção de contaminantes orgânicos leves, determinada de acordo com a EN 1744-1:1998, secção 14.2, não
deverá exceder:
a) 0,5 % em massa do agregado fino; ou
b) 0,1 % em massa do agregado grosso.

*)
Ver Especificação LNEC E 461:2007 - Betão. Metodologias para prevenir reacções expansivas internas (nota nacional).
NP
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Quando a superfície de acabamento for de particular importância, a proporção de contaminantes orgânicos leves, determinada de

o
)
acordo com a EN 1744-1:1998* , secção 14.2, não deverá exceder:

ida nic
a) 0,25 % em massa do agregado fino; ou
b) 0,05 % em massa do agregado grosso.
Em certos casos, como por exemplo para paramentos críticos, pode ser necessário estabelecer requisitos adicionais quanto aos

oib tró
níveis de contaminantes orgânicos leves.

Certos constituintes dos agregados podem ter um efeito prejudicial na superfície de acabamento do betão e

pr lec
provocar manchas, descolorações, expansões ou destacamentos se estiverem perto da superfície do betão. Os
sulfuretos de ferro reactivos e a lenhite são dois exemplos de materiais que podem provocar tais efeitos no
betão.

ão o e
G.5 Constituintes que afectam a presa e o endurecimento do betão
Outros constituintes dos agregados podem ter um efeito prejudicial na velocidade de hidratação do cimento e
uç ent
modificar o tempo de presa e a resistência do betão. O húmus e os derivados do açúcar são dois exemplos de
substâncias que podem provocar tais efeitos. Certos minerais argilosos podem igualmente afectar o
desenvolvimento da resistência, a resistência e a durabilidade do betão no qual estão incorporados.
pr u m

Os constituintes dos agregados reciclados que podem ter um efeito prejudicial na presa e no
endurecimento do betão podem ser inorgânicos e, por conseguinte, não serem detectados seguindo os
procedimentos estabelecidos em 15.3 da EN 1744-1:1998. Deverão usar-se os procedimentos estabelecidos
na EN 1744-6 para os agregados reciclados.
re doc
od

G.6 Constituintes das escórias de alto-forno arrefecidas ao ar


Alguns constituintes das escórias de alto-forno arrefecidas ao ar podem ter um efeito desfavorável sobre a
IP de

sua estabilidade volumétrica, quando usadas como agregados para betão. Contudo, as escórias de alto-forno
arrefecidas ao ar provenientes de unidades de produção modernas têm menos probabilidade de apresentar
este inconveniente.
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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Anexo H

o
ida nic
(normativo)

Controlo da produção em fábrica

oib tró
pr lec
H.1 Introdução
Este Anexo especifica um sistema do controlo da produção em fábrica para agregados de modo a assegurar a
sua conformidade com os requisitos relevantes desta Norma.

ão o e
O desempenho do sistema do controlo da produção em fábrica deve ser avaliado de acordo com os princípios
enunciados neste Anexo.
uç ent
H.2 Organização
pr u m

H.2.1 Responsabilidade e autoridade


A responsabilidade, a autoridade e as relações mútuas de todo o pessoal que gere, executa e verifica as
tarefas que afectam a qualidade, devem ser definidas, incluindo o pessoal que necessita de liberdade
re doc

organizacional e autoridade para:


od

a) tomar medidas para prevenir a ocorrência de produtos não conformes;


b) identificar, registar e tratar qualquer desvio na qualidade dos produtos.
IP de

H.2.2 Representante da gestão para o controlo da produção em fábrica


O produtor deve nomear, para cada unidade de produção de agregados, uma pessoa com autoridade
apropriada para assegurar que os requisitos mencionados neste Anexo são implementados e mantidos.
© ão
Q

H.2.3 Revisão pela gestão


s

O sistema do controlo da produção em fábrica, adoptado para satisfazer os requisitos deste Anexo, deve ser
es

auditado e revisto pela gestão, com a frequência apropriada, de modo a assegurar continuamente a sua
adequação e eficácia. Os registos destas revisões devem ser mantidos.
pr

H.3 Procedimentos do controlo


Im

O produtor deve estabelecer e manter actualizado um manual do controlo da produção em fábrica que defina
os procedimentos que asseguram a satisfação dos requisitos do controlo da produção em fábrica.

H.3.1 Controlo de documentos e dados


O controlo de documentos e dados deve incluir os documentos e os dados que são relevantes para o
cumprimento dos requisitos da presente Norma, abrangendo a compra, o processamento, a inspecção de
materiais e os documentos relativos ao sistema do controlo da produção em fábrica.
O manual do controlo da produção deve incluir um procedimento relativo à gestão de documentos e de
dados, o qual deve abranger os procedimentos e a responsabilidade para aprovação, edição, distribuição e
NP
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gestão de documentação e de dados internos e externos; deve também abranger a preparação, a edição e o

o
registo de alterações a essa documentação.

ida nic
H.3.2 Serviços subcontratados
Se existirem serviços subcontratados pelo produtor, devem ser estabelecidas as disposições para garantir o

oib tró
seu controlo. O produtor deve deter total responsabilidade relativamente a todo e qualquer serviço
subcontratado.

pr lec
H.3.3 Identificação da matéria-prima
Deve existir documentação detalhada sobre a natureza da matéria-prima, a sua origem e, quando apropriado,

ão o e
um ou mais mapas com a localização e o plano de extracção.
É da responsabilidade do produtor garantir que, caso sejam identificadas quaisquer substâncias perigosas, o
seu teor não ultrapasse os limites definidos pelas disposições válidas no local de utilização do agregado.
uç ent
NOTA 1: A maioria das substâncias perigosas definidas pela Directiva do Conselho 76/769/CEE não se encontra
habitualmente presente na maior parte das jazidas dos agregados de origem mineral. No entanto, a Nota em ZA.1 do Anexo ZA é
dirigida à atenção do produtor.
pr u m

Adicionalmente para os agregados reciclados deve existir um controlo documentado das entradas da
matéria-prima para ser reciclada.
NOTA 2: Os procedimentos para controlo das entradas para reciclagem deverão identificar:
re doc

– a natureza da matéria prima;


od

– a origem e local de proveniência;


– o fornecedor e o agente transportador.
IP de

NOTA 3: Para os agregados reciclados, a instalação de processamento é suficiente para identificar a origem.

H.4 Gestão da produção


© ão

O sistema do controlo da produção em fábrica de agregados deve satisfazer os seguintes requisitos:


Q

a) existência de procedimentos para identificar e controlar os materiais;


s

NOTA: Estes podem incluir procedimentos para manter e regular o equipamento de produção, inspecção ou de ensaio de materiais
es

amostrados durante a produção, para modificar o processo de produção em caso de mau tempo, etc.

b) existência de procedimentos para identificar e controlar quaisquer materiais perigosos identificados em


pr

H.3.3, de modo a assegurar que não são excedidos os limites definidos pelas disposições aplicáveis no
local de utilização dos agregados;
Im

c) existência de procedimentos para assegurar que o material é armazenado de um modo controlado e que
os locais de armazenamento e os seus conteúdos estão identificados;
d) existência de procedimentos para assegurar que o material retirado dos locais de armazenamento não se
encontra deteriorado de tal modo que a sua conformidade seja comprometida;
e) manutenção da identificação do produto relativamente à sua origem e tipo até ao ponto de venda.
NP
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H.5 Inspecção e ensaio

o
ida nic
H.5.1 Generalidades
O produtor deve disponibilizar todas as instalações, equipamentos e pessoal devidamente habilitado

oib tró
necessários à realização das inspecções e ensaios requeridos.

H.5.2 Equipamento

pr lec
O produtor deve ser responsável pelo controlo, calibração e manutenção do equipamento de inspecção,
medição e ensaio.

ão o e
A exactidão e a frequência de calibração devem encontrar-se de acordo com a EN 932-5.
O equipamento deve ser utilizado de acordo com os procedimentos documentados.
O equipamento deve ser identificado de modo único.
uç ent
Devem ser mantidos os registos das calibrações.
pr u m

H.5.3 Frequência e localização das inspecções, amostragens e ensaios


O documento relativo ao controlo da produção deve descrever a frequência e a natureza das inspecções. A
frequência de amostragem e os ensaios, quando requeridos, devem ser realizados para as propriedades
relevantes, como especificado nos Quadros H.1, H.2 e H.3.
re doc

NOTA 1: A frequência dos ensaios encontra-se geralmente associada aos períodos de produção. Um período de produção é definido
od

como uma semana, um mês ou um ano de produção.


NOTA 2: Os requisitos para o controlo da produção em fábrica podem incluir inspecção visual. Qualquer desvio indicado por este
tipo de inspecção pode conduzir a frequências de ensaio mais elevadas.
IP de

NOTA 3: Quando o valor obtido se encontra perto de um limite especificado, poderá ser necessário aumentar a frequência dos
ensaios.
NOTA 4: Em condições especiais, as frequências dos ensaios indicadas nos Quadros H.1, H.2 e H.3 podem ser diminuídas.
© ão

Estas condições podem ser:


Q

a) equipamento de produção com um grau de automatização elevado;


s

b) longa experiência de regularidade de determinadas propriedades;


es

c) jazidas com conformidade elevada;

d) existência de um Sistema de Gestão da Qualidade com medidas excepcionais de vigilância e monitorização do processo de
pr

produção.

O produtor deve estabelecer um programa de frequência de ensaios tendo em conta os requisitos mínimos
Im

definidos nos Quadros H.1, H.2 e H.3.


As razões para diminuir a frequência dos ensaios devem ser declaradas no documento do controlo da
produção em fábrica.

H.6 Registos
Os resultados do controlo da produção em fábrica devem ser registados, incluindo a localização, a data e a
hora da amostragem, bem como outro tipo de informação relevante como, por exemplo, as condições
meteorológicas.
NP
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NOTA 1: Algumas propriedades podem ser comuns a vários produtos. Neste caso, o produtor, com base na sua experiência, pode

o
aplicar os resultados de um determinado ensaio a mais de um produto. Este caso aplica-se particularmente aos produtos resultantes
da combinação de duas ou mais dimensões dos agregados. Caso as características intrínsecas se alterem, deverá verificar-se a

ida nic
granulometria ou a limpeza do agregado.

Quando o produto inspeccionado ou ensaiado não satisfaz os requisitos especificados, ou se existir alguma
indicação de que possa não satisfazer, devem ser registadas as acções empreendidas para lidar com a situação

oib tró
(por exemplo, a realização de novos ensaios e/ou as medidas para corrigir o processo de produção).
Devem ser incluídos os registos requeridos por todas as secções deste Anexo.

pr lec
Os registos devem ser conservados, pelo menos, durante o período regulamentar.
NOTA 2: Entende-se por "período regulamentar" o período de tempo requerido para manter os registos de acordo com a
regulamentação aplicável no local de produção.

ão o e
H.7 Controlo do produto não conforme
uç ent
Na sequência de uma inspecção ou de um ensaio que indique que o produto não está conforme, o material
em questão deve ser:
a) reprocessado; ou
pr u m

b) desviado para outro tipo de utilização para a qual se revele adequado; ou


c) rejeitado e identificado como não conforme.
Todas as situações de não conformidade devem ser registadas pelo produtor, investigadas e, se necessário,
re doc

empreendidas acções correctivas.


od

NOTA: As acções correctivas podem incluir:

a) investigação da causa de não conformidade, incluindo a verificação do procedimento de ensaio e implementação de qualquer
ajuste necessário;
IP de

b) análise do processo, operações, registos da qualidade, relatórios de serviço e reclamações do cliente para detectar e eliminar
potenciais causas de não conformidade;
© ão

c) desencadeamento de acções preventivas para lidar com o problema a um nível correspondente aos riscos detectados;
Q

d) aplicação de acções do controlo para garantir que são tomadas acções correctivas eficazes;
s

e) implementação e registo das alterações dos procedimentos resultantes das acções correctivas.
es

H.8 Manuseamento, armazenamento e condicionamento nas áreas de produção


pr

O produtor deve providenciar para que a qualidade do produto seja mantida durante o manuseamento e
armazenamento.
Im

NOTA: Estas providências deverão ter em conta o seguinte:

a) contaminação do produto;

b) segregação;

c) limpeza do equipamento de manuseamento e das áreas de armazenamento.


NP
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H.9 Transporte e embalagem

o
ida nic
H.9.1 Transporte
O sistema do controlo da produção em fábrica do produtor deve identificar a extensão da sua

oib tró
responsabilidade relativamente ao armazenamento e entrega.
NOTA: Quando os agregados forem transportados a granel pode ser necessário cobri-los ou colocá-los num contentor para
reduzir a contaminação.

pr lec
H.9.2 Embalagem
Se os agregados forem embalados, os métodos e os materiais utilizados para o efeito não devem contaminá-

ão o e
los ou deteriorá-los a ponto das suas propriedades serem alteradas antes destes serem desembalados.
Qualquer precaução que, com esta finalidade, seja necessário tomar durante o manuseamento e
armazenamento do agregado embalado deve ser inscrita na embalagem ou nos documentos que a
uç ent
acompanham.

H.10 Formação do pessoal


pr u m

O produtor deve estabelecer e manter os procedimentos necessários à formação de todo o pessoal envolvido
no sistema do controlo da produção em fábrica. Devem ser mantidos os registos apropriados dessa formação.
re doc

Quadro H.1 – Frequências mínimas dos ensaios das propriedades gerais


od

Propriedade Secção Notas / referências Método de Frequência mínima


ensaio de ensaio
1 Granulometria 4.3.1 EN 933-1 1 por semana
4.3.6 EN 933-10
IP de

2 Forma das partículas do 4.4 A frequência dos ensaios aplica-se a EN 933-3 1 por mês
agregado grosso agregados esmagados. EN 933-4
A frequência dos ensaios para seixo não
© ão

esmagado depende da origem e poderá ser


reduzida.
Q

3 Teor de finos 4.6 EN 933-1 1 por semana


s

4 Qualidade dos finos 4.6 Só quando requerido de acordo com o EN 933-8 1 por semana
especificado no Anexo D. EN 933-9
es

5 Massa volúmica das partículas e 5.5 EN 1097-6 1 por ano


absorção de água
a)
pr

6 Reacção álcalis-sílica 5.7.3 Quando requerido e


em caso de dúvida
7 Descrição petrográfica 8.1 EN 932-3 1 por 3 anos
Im

b) b) b)
8 Substâncias perigosas H.3.3 Quando requerido e
Em particular: H.4 em caso de dúvida
– Emissão de radioactividade
– Libertação de metais pesados
– Libertação de compostos de
carbono poliaromáticos
a) *)
De acordo com as disposições em vigor no local de utilização .
b)
Apenas quando necessário para a marcação CE, excepto se especificado de outro modo (ver Anexo ZA).

*)
Ver Especificação LNEC E 461:2007 - Betão. Metodologias para prevenir reacções expansivas internas (nota nacional).
NP
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Quadro H.2 – Frequências mínimas dos ensaios das propriedades específicas a uma dada utilização

o
Frequência

ida nic
Propriedade Secção Notas / referências Método de ensaio mínima de
ensaio
1 Resistência à fragmentação 5.2 Para betões de elevada EN 1097-2 2 por ano

oib tró
resistência
2 Resistência ao desgaste por atrito 5.3 Só para agregados para camadas EN 1097-1 1 por 2 anos
de desgaste

pr lec
3 Resistência ao polimento 5.4 Só para agregados para camadas EN 1097-8 1 por 2 anos
de desgaste
4 Resistência à abrasão 5.4.2 Só para agregados para camadas EN 1097-8: 1999, Anexo A 1 por 2 anos
de desgaste

ão o e
5 Resistência à abrasão provocada 5.4.3 Apenas nos locais onde se usam EN 1097-9 1 por 2 anos
por pneus pitonados pneus pitonados
6 Gelo e degelo 5.7.1 EN 1367-1 ou EN 1367-2 1 por 2 anos
uç ent
7 Teor de cloretos 6.2 Para agregados de origem EN 1744-1: 1998, secção 7 1 por 2 anos
marinha ver Quadro H.3
8 Teor de carbonato de cálcio 6.5 Agregados finos para utilização EN 1744-1:1998, secção 12.3 1 por 2 anos
em camadas de desgaste de EN 196-2:2005,
pr u m

pavimentos de betão secção 5


re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
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o
Quadro H.3 – Frequências mínimas dos ensaios das propriedades apropriadas aos agregados de origens

ida nic
específicas a)
Frequência
Propriedade Secção Notas/referências Método de ensaio
mínima de ensaio

oib tró
1 Teor de conchas 4.5 Agregados grossos de origem EN 933-7 1 por ano
marinha
2 Estabilidade volumétrica - 5.7.2 EN 1367-4 1 por 5 anos
retracção por secagem

pr lec
3 Teor de cloretos 6.2 Agregados de origem EN 1744-1:1998, secção 7 1 por semana
marinha
Agregados reciclados EN 1744-5 2 por ano

ão o e
4 Constituintes contendo 6.3 Escórias de alto-forno e EN 1744-1:1998, secção 12 2 por ano
enxofre agregados reciclados
Outros agregados além das EN 1744-1:1998, secção 12 1 por ano
uç ent
escórias de alto-forno
arrefecidas ao ar e agregados
reciclados
5 Substâncias orgânicas: 6.4.1
pr u m

– teor de húmus EN 1744-1:1998, 15.1 1 por ano


– ácido fúlvico (quando o teor
de húmus for elevado) EN 1744-1:1998, 15.2 1 por ano

– ensaio comparativo de resis-


re doc

tências e de tempos de presa EN 1744-1:1998, 15.3 1 por ano


od

– contaminantes orgânicos
EN 1744-1:1998, 14.2 2 por ano
leves
6 Desintegração do silicato 6.4.2.1 Só para escórias de alto-forno EN 1744-1:1998, 19.1 2 por ano
bicálcico
IP de

7 Desintegração do ferro 6.4.2.2 Só para escórias de alto-forno EN 1744-1:1998, 19.2 2 por ano
8 Influência no tempo de início 6.4.1 Só para agregados reciclados EN 1744-6 2 por ano
de presa do cimento
© ão

9 Constituintes dos agregados 5.8 Só para agregados grossos prEN 933-11*) 1 por mês
Q

grossos reciclados reciclados


s

10 Massa volúmica e absorção 5.5 Só para agregados grossos EN 1097-6 1 por mês
de água reciclados
es

11 Sulfatos solúveis em água 6.3 Só para agregados reciclados EN 1744-1 1 por mês
a)
Para os agregados reciclados, a instalação de processamento pode ser considerada como a origem.
pr
Im

*)
À data desta versão portuguesa, o projecto de Norma Europeia prEN 933-11 é já Norma Europeia (nota nacional).
NP
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Anexo ZA

o
ida nic
(informativo)

Secções desta Norma Europeia relativas a requisitos essenciais ou a outras

oib tró
disposições das Directivas UE

pr lec
ZA.1 Objectivo, campo de aplicação e características relevantes
Esta Norma Europeia e o presente Anexo ZA foram elaborados no âmbito dum Mandato1) atribuído ao CEN

ão o e
pela Comissão Europeia e pela Associação Europeia de Comércio Livre.
As secções da presente Norma Europeia apresentadas neste Anexo suportam os requisitos do Mandato no
âmbito da Directiva UE relativa aos Produtos de Construção (89/106/CEE).
uç ent
O cumprimento das secções desta Norma confere uma presunção da aptidão dos agregados e dos fíleres
abrangidos pela presente Norma Europeia para as utilizações indicadas neste documento; deve ser feita
referência às informações que acompanham a marcação CE.
pr u m

AVISO: Poderão ser aplicados outros requisitos e outras Directivas UE aos produtos abrangidos por esta
Norma, desde que não afectem a sua aptidão para as utilizações indicadas.
re doc

NOTA: Como complemento a quaisquer secções específicas relacionadas com substâncias perigosas que constem da presente
Norma, poderão existir outros requisitos aplicáveis aos produtos incluídos no presente objectivo e campo de aplicação (por
od

exemplo, transposição da legislação Europeia e leis nacionais, disposições regulamentares e administrativas). De modo a satisfazer
as disposições da Directiva UE dos Produtos de Construção, estes requisitos devem igualmente ser respeitados onde e quando forem
aplicáveis. Nota: encontra-se disponível uma base de dados informativa sobre as disposições europeias e nacionais relativas às
substâncias perigosas na página da internet “Construção” no site EUROPA (CREATE, acessível através de http://europa.eu.int).
IP de

Quadro ZA.1a – Campo de aplicação e secções relativas a requisitos relevantes


© ão

Produto: Agregados obtidos por processamento de materiais naturais, artificiais ou reciclados e por mistura
destes agregados e abrangidos por esta Norma
Q

Utilização(ões) prevista(s) Betão para edifícios, estradas e outros trabalhos de engenharia civil
s

Características essenciais Secções relativas a requisitos constantes desta Norma Nível(eis) e/ou Notas
es

e/ou de outra(s) Norma(s) classe(s)


Forma, dimensão e massa 4.2 Dimensão do agregado Nenhum Designação (d/D)
pr

volúmica 4.3 Granulometria Nenhum Tolerância/categoria


4.4 Forma do agregado grosso Nenhum Categoria
Im

5.5 Massa volúmica das partículas e absorção de água Nenhum Valor declarado
Limpeza 4.5 Teor de conchas do agregado grosso Nenhum Categoria
4.6 Finos Nenhum Categoria
Resistência à fragmentação/ 5.2 Resistência à fragmentação do agregado grosso Nenhum Categoria
esmagamento
(continua)

1)
M125 "Aggregates", como emendado.
NP
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o
Quadro ZA.1a (conclusão)

ida nic
Produto: Agregados obtidos por processamento de materiais naturais, artificiais ou reciclados e por mistura
destes agregados e abrangidos por esta Norma
Utilização(ões) prevista(s): Betão para edifícios, estradas e outros trabalhos de engenharia civil

oib tró
Características essenciais Secções relativas a requisitos constantes desta Nível (eis) Notas
Norma e/ou de outra(s) Norma(s)
e/ou classe(s)

pr lec
Resistência ao polimento 5.3 Resistência ao desgaste por atrito do agregado grosso Nenhum Categoria
/abrasão /desgaste por atrito
5.4.1 Resistência ao polimento Nenhum Categoria
5.4.2 Resistência à abrasão Nenhum Categoria

ão o e
5.4.3 Resistência à abrasão provocada por pneus Nenhum Categoria
pitonados
Composição/teor 5.8 Constituintes dos agregados grossos reciclados Nenhum Categorias
uç ent
6.2 Cloretos Nenhum Valor declarado
6.3.1 Sulfatos solúveis em ácido Nenhum Categoria
6.3.2 Enxofre total Nenhum Valor-limite de
pr u m

aceitação/rejeição
6.3.3 Sulfatos solúveis em água dos agregados reciclados Nenhum Categoria
re doc

6.4.1 Constituintes dos agregados naturais que alteram a Nenhum Valor-limite de


presa e o endurecimento do betão aceitação/rejeição
od

6.4.1 Influência no tempo de início de presa do cimento Nenhum Categoria


(agregados reciclados)
IP de

6.5 Teor de carbonatos dos agregados finos para Nenhum Valor declarado
camadas de desgaste de pavimentos em betão
Estabilidade volumétrica 5.7.2 Estabilidade volumétrica - retracção por secagem Nenhum Valor-limite de
aceitação/rejeição
© ão
Q

6.4.2 Constituintes que afectam a estabilidade Nenhum Valor-limite de


volumétrica das escórias de alto-forno arrefecidas ao ar aceitação/rejeição
s

Absorção de água 5.5 Massa volúmica das partículas e absorção de água Nenhum Valor declarado
es

Substâncias perigosas:
Emissão de radioactividade NOTA em ZA.1 acima mencionada Nenhum Ver terceiro parágrafo
pr

(agregados de origem H.3.3 Identificação da matéria-prima da secção ZA.3


radioactiva usados no betão de
edifícios) H.4 Gestão da produção
Im

Libertação de metais pesados


Libertação de compostos de
carbono poliaromáticos
Libertação de outras
substâncias perigosas
Durabilidade face ao 5.7.1 Resistência ao gelo/degelo do agregado grosso Nenhum Categoria
gelo/degelo
Durabilidade face à reacção 5.7.3 Reacção álcalis-sílica Nenhum Valor declarado
álcalis-sílica
NP
EN 12620:2002+A1
2010

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Quadro ZA.1b – Campo de aplicação e secções relativas a requisitos relevantes

o
Produto: Fíleres obtidos por processamento de materiais naturais, artificiais ou reciclados e por mistura

ida nic
destes agregados
Utilização(ões) prevista(s): Betão para edifícios, estradas e outros trabalhos de engenharia civil

oib tró
Características essenciais Secções relativas a requisitos constantes desta Nível(eis) Notas
Norma e/ou de outra(s) Norma(s) e/ou classe(s)
Finura/dimensão e massa 4.3.6 Fíleres Nenhum Valor-limite de

pr lec
volúmica aceitação/rejeição

5.5 Massa volúmica das partículas e absorção de água Nenhum Valor declarado

ão o e
Composição/teor 6.2 Cloretos Nenhum Valor declarado

6.3.1 Sulfatos solúveis em ácido Nenhum Categoria


uç ent
6.3.2 Enxofre total Nenhum Valor-limite de
aceitação/rejeição
6.4.1 Constituintes que alteram a presa e o Nenhum Valor-limite de
pr u m

endurecimento do betão aceitação/rejeição


Limpeza 4.6 Finos Nenhum Categoria
Estabilidade volumétrica 5.7.2 Estabilidade volumétrica - retracção por secagem Nenhum Valor-limite de
re doc

aceitação/rejeição
od

6.4.2 Constituintes que afectam a estabilidade Nenhum Valor declarado


volumétrica das escórias de alto-forno arrefecidas por
ar
IP de

Libertação de outras NOTA em ZA.1 acima mencionada Ver terceiro parágrafo


substâncias perigosas H.3.3 Identificação da matéria-prima da secção ZA.3

H.4 Gestão da produção


© ão

Durabilidade face ao gelo- 5.7.1 Resistência ao gelo/degelo do agregado grosso Nenhum Categoria
Q

degelo
s

O requisito relativo a uma determinada característica não se aplica nos Estados-Membros que não possuem
es

exigências regulamentares relativas a essa característica, relacionada com a utilização prevista. Neste caso,
os produtores que colocam o seu produto no mercado desses Estados-Membros não são obrigados a
determinar nem a declarar o desempenho dos seus produtos relativamente a essa característica e a opção
pr

"Desempenho Não Determinado" (DND) poderá ser utilizada na informação que acompanha a marcação CE
(ver secção ZA.3). A opção DND poderá não, contudo, ser utilizada quando esta característica está sujeita a
Im

um valor-limite.
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 53 de 61

ZA.2 Procedimentos para a atestação da conformidade de agregados e fíleres

o
ida nic
ZA.2.1 Sistema(s) de atestação da conformidade
Os sistemas de atestação da conformidade para agregados e fíleres indicados nos Quadros ZA.1a e ZA.1b, de

oib tró
acordo com a decisão da Comissão 98/598/CE de 9 de Outubro de 1998, tal como consta no Anexo 3 do
Mandato M125 "Aggregates", como emendado, são referidos nos Quadros ZA.2a e ZA.2b para a(s)
utilização(ões) prevista(a).

pr lec
O sistema de atestação da conformidade dos agregados e dos fíleres indicados nos Quadros ZA.1a e ZA.1b,
de acordo com a decisão da Comissão 96/579/CE de 24 de Junho de 1996, tal como consta do Anexo 3 do
Mandato M125 "Aggregates", é apresentado nos Quadros ZA.2a e ZA.2b para a(s) utilização(ões)

ão o e
prevista(s).

Quadro ZA.2a – Sistema(s) de atestação da conformidade dos agregados e dos fíleres para utilizações com
uç ent
requisitos de segurança elevados2 (requerendo a intervenção de uma terceira parte)
Produto(s) Utilização(ões) prevista(s) Nível(eis) Sistema(s) de atestação da
ou classe(s) conformidade
pr u m

Agregados para betão, argamassa e Em edifícios, estradas e outras obras de


- 2+
caldas de injecção engenharia civil
Em edifícios, no fabrico de produtos pré-
Fíleres para betão, argamassa e
re doc

fabricados de betão, em estradas e outras - 2+


caldas de injecção
obras de engenharia civil
od

Sistema 2+: Ver Directiva 89/106/CEE (CPD) Anexo III.2.(ii), primeira possibilidade, que inclui a certificação do sistema do
controlo da produção em fábrica por um organismo notificado, com base numa inspecção inicial à fábrica e ao controlo da
produção em fábrica, bem como numa fiscalização contínua, avaliação e aprovação do controlo da produção em fábrica.
IP de

Quadro ZA.2b – Sistema(s) de atestação da conformidade dos agregados e dos fíleres para utilizações sem
requisitos de segurança elevados 2) (não requerendo a intervenção de uma terceira parte)
© ão

Produto(s) Utilização(ões) prevista(s) Nível(eis) ou Sistema(s) de atestação da


Q

classe(s) conformidade
Agregados para betão, argamassas e Em edifícios, estradas e outras obras de
s

- 4
caldas de injecção engenharia civil
es

Em edifícios, no fabrico de produtos pré-


Fíleres para betão, argamassas e
fabricados de betão, em estradas e outras - 4
caldas de injecção
obras de engenharia civil
pr

Sistema 4: Ver Directiva 89/106/EEC (CPD) Anexo III.2.(ii), terceira possibilidade.


Im

A atestação da conformidade dos agregados e dos fíleres referida nos Quadros ZA.1a e ZA.1b deve ser
baseada nos procedimentos da avaliação da conformidade indicados nos Quadros ZA.3a e ZA.3b, resultantes
da aplicação das secções da presente Norma referidas nestes Quadros.

2)
Os requisitos de segurança são definidos por cada Estado-Membro nas suas leis, regulamentos e disposições administrativas.
NP
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Quadro ZA.3a – Atribuição das tarefas de avaliação da conformidade (para agregados e fíleres sujeitos ao

o
sistema 2+)

ida nic
Tarefas Objectivo da tarefa Secções a aplicar
Parâmetros relacionados com todas as
Controlo da produção em fábrica (C.P.F.) características relevantes do Quadro 7.3

oib tró
Tarefas para o ZA.1a ou do Quadro ZA.1b
produtor
Todas as características relevantes do
Ensaios de tipo inicial 7.2

pr lec
Quadro ZA.1a ou do Quadro ZA.1b
Parâmetros relacionados com todas as
Inspecção inicial da
características relevantes do Quadro 7.3
Tarefas para o fábrica e do C.P.F.
Certificação do ZA.1a ou do Quadro ZA.1b

ão o e
organismo
C.P.F. com base em Fiscalização contínua, Parâmetros relacionados com todas as
notificado
avaliação e aprovação características relevantes do Quadro 7.3
do C.P.F. ZA.1a ou do Quadro ZA.1b
uç ent
Quadro ZA.3b – Atribuição das tarefas de avaliação da conformidade (para agregados e fíleres sujeitos ao
sistema 4)
pr u m

Tarefas Objectivo da tarefa Secções a aplicar


Parâmetros relacionados com todas as
Controlo da produção em fábrica (C.P.F.) características relevantes do Quadro 7.3
Tarefas para o
re doc

ZA.1a ou Quadro ZA.1b


produtor
Todas as características relevantes do
od

Ensaios de tipo inicial 7.2


Quadro ZA.1a ou Quadro ZA.1b

ZA.2.2 Declaração de conformidade CE


IP de

Para agregados e fíleres sujeitos ao sistema 2+: Quando a conformidade com os requisitos deste Anexo é
obtida, e uma vez que o organismo notificado tenha emitido o certificado abaixo mencionado, o produtor ou
o seu agente estabelecido dentro do EEE*) deve redigir e manter uma declaração de conformidade, a qual
© ão

habilita o produtor a afixar a marcação CE. Esta declaração deve incluir:


Q

– nome e morada do produtor, ou do seu representante autorizado estabelecido no EEE, e o local de


s

produção;
es

– descrição do produto (tipo, identificação, utilização, …) e uma cópia da informação que acompanha a
marcação CE;
– disposições com as quais o produto se encontra em conformidade (Anexo ZA da presente Norma
pr

Europeia);
Im

– condições particulares aplicáveis à utilização do produto (como, por exemplo, disposições para a
utilização sob determinadas condições, etc.);
– número do certificado do controlo da produção em fábrica que a acompanha;
– nome e função da pessoa habilitada a assinar a declaração em nome do produtor ou do seu representante
autorizado.

*)
EEE – Espaço Económico Europeu (nota nacional).
NP
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A declaração deve ser acompanhada por um certificado do controlo da produção em fábrica, emitido pelo

o
organismo notificado, o qual deve conter, em aditamento à informação acima mencionada, o seguinte:

ida nic
– nome e morada do organismo notificado;
– número do certificado do controlo da produção em fábrica;

oib tró
– condições e período de validade do certificado, quando aplicável;
– nome e função da pessoa habilitada para assinar o certificado.

pr lec
A declaração acima mencionada deve ser apresentada na língua ou línguas oficiais do Estado-Membro no
qual o produto será utilizado.
Para agregados e fíleres sujeitos ao sistema 4: Quando a conformidade com os requisitos deste Anexo é

ão o e
obtida, o produtor ou o seu agente estabelecido dentro do EEE deve redigir e manter uma declaração de
conformidade (declaração de conformidade CE), a qual habilita o produtor a afixar a marcação CE. Esta
declaração deve incluir:
uç ent
– nome e morada do produtor ou do seu representante estabelecido no EEE, e o local de produção;
– descrição do produto (tipo, identificação, utilização, …) e uma cópia da informação que acompanha a
marcação CE;
pr u m

– disposições com as quais o produto se encontra em conformidade (Anexo ZA da presente Norma


Europeia);
– condições particulares aplicáveis à utilização do produto (como, por exemplo, disposições para a
re doc

utilização sob determinadas condições, etc.);


od

– nome e função da pessoa habilitada para assinar a declaração em nome do produtor ou do seu
representante autorizado.
A declaração acima mencionada deve ser apresentada na língua ou línguas oficiais do Estado-Membro no
IP de

qual o produto será utilizado.

ZA.3 Marcação CE e etiquetagem


© ão
Q

O produtor ou o seu representante autorizado estabelecido dentro do EEE é responsável pela afixação da
marcação CE. O símbolo da marcação CE a afixar deve estar de acordo com a Directiva 93/68/CE e deve
s

figurar na etiqueta, na embalagem ou nos documentos comerciais que acompanham o produto como, por
es

exemplo, uma guia de remessa. O símbolo da marcação CE deve ser acompanhado da seguinte informação:
– número de identificação do organismo de certificação (apenas para produtos sujeitos ao sistema 2+);
pr

– nome ou marca de identificação e morada da sede social do produtor;


– os dois últimos dígitos do ano em que a marcação foi aposta;
Im

– o número do certificado do controlo da produção dos agregados em fábrica (se relevante);


– referência à presente Norma Europeia;
– descrição do produto: nome genérico, material, dimensões, … e utilização prevista;
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 56 de 61

o
– informação relativa às características essenciais relevantes dos Quadros ZA.1a ou ZA.1b, como a seguir se

ida nic
indica:
− valores declarados e, quando relevante, nível ou classe/categoria (incluindo a inscrição "aceite" para os
requisitos aceitação/rejeição, quando necessário) a declarar para cada característica essencial, tal como

oib tró
se indica na coluna "Notas" dos Quadros ZA.1a ou ZA.1b; e
− a menção a "Desempenho Não Determinado" (DND) para as características às quais se aplique.

pr lec
A opção "Desempenho Não Determinado" (DND) não poderá ser utilizada quando a característica é sujeita a
um limite de aceitação/rejeição. De outro modo, a opção DND poderá ser utilizada quando e onde a
característica, para uma determinada utilização prevista, não for sujeita a exigências regulamentares.

ão o e
Como complemento às informações específicas relativas às substâncias perigosas anteriormente
mencionadas, deverá o produto ser também acompanhado, quando e onde requerido e de forma apropriada,
por documentação que refira toda a legislação relativa às substâncias perigosas para a qual a conformidade é
requerida, bem como toda a informação exigida por essa legislação.
uç ent
NOTA: A legislação Europeia sem derrogações nacionais não necessita de ser mencionada.

As Figuras ZA.1, ZA.2, ZA.3 e ZA.4 dão exemplos da informação a figurar na etiqueta, embalagem e/ou
pr u m

documentos comerciais.
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 57 de 61

o
Marcação de conformidade CE, consistindo no símbolo

ida nic
“CE” definido na Directiva 93/68/CEE

01234 Número de identificação do organismo de inspecção


Nome ou marca de identificação e morada da sede social

oib tró
Any Co Lda, PO Box 21, B-1050
do produtor
08 Dois últimos dígitos do ano de aposição da marcação
0123-CPD-0456 Número do certificado CE

pr lec
EN 12620 Número da Norma Europeia
Agregados para betão Descrição do produto e
Forma das partículas Valor declarado (FI) informação sobre o produto e sobre as características
Granulometria Designação (d/D) regulamentadas
(Mg/m3)

ão o e
Massa volúmica das partículas Valor declarado
Limpeza
Qualidade dos finos Valor-limite de
(%)
aceitação/rejeição e
Categoria (MB, SE)
uç ent
Teor de conchas Categoria (p.ex. SC10)
Resistência à
Categoria (LA15)
fragmentação/esmagamento
Resistência ao polimento Categoria (PSV56)
Resistência à abrasão Categoria (AAV10, AN30)
pr u m

Resistência ao desgaste por atrito Categoria (MDE20)


Composição/teor
Composição dos agregados grossos
Categorias (Rc 90, XG0,2)
reciclados
Cloretos Valor declarado (% C)
re doc

Sulfatos solúveis em ácido Categoria (p.ex. AS 0,2)


Enxofre total Categoria (% SNR)
od

Sulfatos solúveis em água dos


Categoria (SS0,2)
agregados reciclados
(Tempo de presa
Constituintes que afectam a presa e Valor-limite de em minutos e
IP de

o endurecimento do betão aceitação/rejeição resistência à


compressão S %)
Influência dos agregados reciclados
no tempo de início de presa do Categoria (A25)
cimento
© ão

Teor de carbonato Valor declarado (% CO2)


Estabilidade volumétrica
Q

Valor-limite de
Retracção por secagem (% WS)
aceitação/rejeição
s

Constituintes que afectam a Valor declarado


estabilidade volumétrica das escórias (Aspecto)
es

de alto-forno arrefecidas ao ar
Teor de carbonato Valor declarado (% CO2)
Absorção de água Valor declarado (% WA)
Valor declarado,
pr

Emissão de radioactividade
quando requerido
Libertação de metais pesados Valor-limite
Libertação de compostos de utilizado no local de
Im

carbono poliaromáticos aplicação


Libertação de outras substâncias p.e. Substância X:
perigosas 0,2 µm3
Durabilidade face ao gelo-degelo Valor declarado (F ou MS)
Durabilidade face à reacção álcalis- Valor declarado,
sílica quando requerido

Figura ZA.1 – Exemplo de informações da marcação CE para agregados para betão sujeitos ao sistema 2+
NP
EN 12620:2002+A1
2010

p. 58 de 61

o
ida nic
Marcação de conformidade CE, consistindo no símbolo “CE”
definido na Directiva 93/68/CEE

oib tró
01234 Número de identificação do organismo de inspecção
Nome ou marca de identificação e morada da sede social do
Any Co Lda, PO Box 21, B-1050
produtor

pr lec
08 Dois últimos dígitos do ano de aposição da marcação

0123-CPD-0456 Número do certificado CE

EN 12620 Número da Norma Europeia

ão o e
Agregados para betão Descrição do produto e
(% de passados em informação sobre o produto e sobre as propriedades
Finura/Granulometria Valor declarado
massa) regulamentadas
Massa volúmica das
uç ent
Valor declarado (Mg/m3)
partículas
Composição/teor
Cloretos Valor declarado (% C)
Sulfatos solúveis em
pr u m

Categoria (p.e. AS 0,2)


ácido
Valor-limite de
Enxofre total (% S)
aceitação/rejeição
Valor-limite de (% de passados em
Limpeza
re doc

aceitação/rejeição massa, MB, SE)


Estabilidade
od

volumétrica
Retracção por Valor-limite de (% de retracção por
secagem aceitação/rejeição secagem)
Constituintes que Valor declarado
IP de

afectam a estabilidade (Aspecto visual,


volumétrica das fissuras visíveis ou
escórias de alto-forno desintegração)
arrefecidas ao ar
Libertação de outras Decreto X AA/nn
© ão

substâncias perigosas (aa-mm-dd)


Q

Figura ZA.2 – Exemplo de informações da marcação CE para fíleres sujeitos ao sistema 2+


s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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o
Marcação de conformidade CE, consistindo no símbolo “CE”

ida nic
definido na Directiva 93/68/CEE

Nome ou marca de identificação e morada da sede social do


Any Co Lda, PO Box 21, B-1050
produtor

oib tró
Dois últimos dígitos do ano de aposição da marcação
02
EN 12620 Número da Norma Europeia
Agregados para betão Descrição do produto e

pr lec
Forma das partículas Valor declarado (FI) informação sobre o produto e sobre as propriedades
Granulometria Designação (d/D) regulamentadas
Massa volúmica das
Valor declarado (Mg/m3)
partículas

ão o e
Limpeza
Valor-limite de
(%)
Qualidade dos finos aceitação/rejeição e
Categoria (MB, SE)
uç ent
Teor de conchas Categoria (p.e. SC10)
Resistência à fragmen-
Categoria (LA15)
tação/esmagamento
Resistência ao polimento Categoria (PSV56)
pr u m

Resistência à abrasão Categoria (AAV10, AN30)


Resistência ao desgaste por
Categoria (MDE20)
atrito
Composição/teor
re doc

Cloretos Valor declarado (% C)


Sulfatos solúveis em ácido Categoria (p.e. AS 0,2)
od

Valor-limite de
Enxofre total (% S)
aceitação/rejeição
(Tempo de presa em
Constituintes que afectam a
Valor-limite de minutos e
IP de

presa e o endurecimento do
aceitação/rejeição resistência à
betão
compressão S %)
Influência dos agregados
reciclados no tempo de início Categoria (A25)
de presa do cimento
© ão

Teor de carbonato Valor declarado (% CO2)


Q

Estabilidade volumétrica
Valor-limite de
s

Retracção por secagem (% WS)


aceitação/rejeição
es

Constituintes que afectam a


estabilidade volumétrica das
Valor declarado (Aspecto)
escórias de alto-forno
arrefecidas ao ar
pr

Absorção de água Valor declarado (% WA)


Valor declarado,
Emissão de radioactividade
quando requerido
Im

Libertação de metais
pesados Valor-limite usado no
Libertação de compostos de local de utilização
carbono poliaromáticos
Libertação de outras p.e. Substância X: 0,2
substâncias perigosas µm3
Durabilidade face ao gelo-
Valor declarado (F ou MS)
degelo
Durabilidade face à reacção Valor declarado,
álcalis-sílica quando requerido

Figura ZA.3 – Exemplo de informações da marcação CE para agregados para betão sujeitos ao sistema 4
NP
EN 12620:2002+A1
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p. 60 de 61

o
Marcação de conformidade CE, consistindo no símbolo “CE”
definido na Directiva 93/68/CEE

ida nic
Nome ou marca de identificação e morada da sede social do
Any Co Lda, PO Box 21, B-1050
produtor

oib tró
08 Dois últimos dígitos do ano de aposição da marcação

EN 12620 Número da Norma Europeia

pr lec
Agregados para betão Descrição do produto e
Finura/Dimensão das (% de passados em informação sobre o produto e sobre as propriedades
Valor declarado
partículas massa) regulamentadas
Massa volúmica das
Valor declarado (Mg/m3)

ão o e
partículas
Composição/teor
Cloretos Valor declarado (% C)
Sulfatos solúveis em
uç ent
Categoria (p.e. AS 0,2)
ácido

Enxofre total Valor-limite de (% S)


aceitação/rejeição
Valor-limite de (% de passados em
Limpeza
pr u m

aceitação/rejeição massa, MB, SE)


Estabilidade
volumétrica
Retracção por
re doc

Valor-limite de (% de retracção por


secagem aceitação/rejeição secagem)
od

Constituintes que
afectam a estabilidade (Aspecto visual,
volumétrica das Valor declarado fissuras visíveis ou
escórias de alto-forno desintegração)
arrefecidas ao ar
IP de

Libertação de outras Decreto X AA/nn


substâncias perigosas (aa-mm-dd)

Figura ZA.4 – Exemplo de informações da marcação CE para fíleres sujeitos ao sistema 4


© ão
Q
s
es
pr
Im
NP
EN 12620:2002+A1
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Bibliografia

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EN 206-1 Concrete – Part 1: Specification, performance, production and conformity
EN 13055-1:2002 Lightweight aggregates – Part 1: Lightweight aggregates for concrete, mortar

oib tró
and grout
CR1901 Regional specifications and recommendations for the avoidance of damaging
alkali silica reactions in concrete

pr lec
ão o e
uç ent
pr u m
re doc
od
IP de
© ão
Q
s
es
pr
Im