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Dimensionamento

1. O primeiro passo a ser tomado é a definição da vazão a ser recalcada,


considerando-se uma instalação elevatória deve-se levar em conta as
seguintes condições:
 Consumo diário da instalação;
 Jornada de trabalho;
 Número de bombas em operação.

Tabela 1: informativo técnico Tigre.

2. Com a vazão estimada, deve-se calcular o diâmetro da tubulação.


Utilizando a formula da ABNT onde:
1 1
𝐷 = 0,586 ∗ 𝑇 4 ∗ 𝑄 2
D: diâmetro, em m.
T: jornada de trabalho, em horas.
Q: vazão, em m³/s.

Obs: Caso o diâmetro calculado não exista no catalogo comercial, deve-se utilizar o
diâmetro acima para o sucção e o diâmetro abaixo para o recalque.
3. Para a velocidade do fluido dentro da tubulação, devemos adotar as seguintes
condições:
 Vsucção < 2 m/s;
 Vrecalque < 3 m/s;
𝜋𝐷 2
𝑄 =𝐴∗𝑉 = ∗𝑉
4

4. Definição da altura manométrica, ou seja, a quantidade de energia que se deve


ser absorvida por um quilograma de fluido que atravessa a bomba.

𝑝𝑟 − 𝑝𝑎
𝐻𝑚𝑎𝑛 = 𝐻0 + + 𝛥𝐻
𝛾

Onde:
Hman: altura manométrica, em m.
𝐻0 : desnível geométrico, em m.
Pr: pressão no reservatório de recalque, em kg/m².
Pa: pressão no reservatório de sucção, em kg/m³.
𝛾 : peso especifico do fluido, em kg/m³.
𝛥𝐻: perda de carga nas tubulações e acessórios, em m.

Obs: quando os reservatórios estão abertos, tem-se:

𝐻𝑚𝑎𝑛 = 𝐻0 + 𝛥𝐻

5. Definição da perda de carga na instalação, a perda de carga consiste na


resistência oferecida pelas tubulações e acessórios ao escoamento do fluido.

Para as perdas são definidas como continuas:


Utilizando a fórmula de Darcy-Weissbach com o ábaco de Moody.
𝐿 𝑉2
𝛥𝐻 = 𝑓
𝐷 2𝑔
Onde:
𝛥𝐻: perda de carga, em m.
L: comprimento do tubo, em m.
D: diâmetro do tubo, em mm.
f: coeficiente de atrito (ábaco de moody).
g: aceleração da gravidade, em m/s².
V: velocidade média de escoamento, em m/s.

Definindo f:
Se o escoamento é laminar (Re < 2000)
64 𝑉𝐷
𝑓= 𝑅𝑒 =
𝑅𝑒 𝜐
V: velocidade média, em m/s.
D: diâmetro do tubo, em m.
υ: viscosidade cinemática do fluido, em m²/s.

Se o escoamento é turbulento (Re > 4000)


𝜀 𝐾
𝑜𝑢
𝐷 𝐷
Onde:
ε ou K: rugosidade absoluta.
D: diâmetro nominal.

Tabela 2: rugosidade absoluta dos materiais mais comuns.


Perda de carga localizada é obtida por:

𝑉2
𝛥𝐻𝑙 = 𝐾
2𝑔
Onde:
𝛥𝐻𝑙 : perda de carga no acessório, em m.
V: velocidade média de escoamento, em m/s.
K: característica do acessório.
g: aceleração da gravidade, em m/s².

Logo a soma das perdas é dada por:


𝑉2
𝛥𝐻𝑙 = (𝛴𝐾)
2𝑔

Tabela 3: perdas de carga localizadas.

Medição direta de altura manométrica


Para bombas de sucção positiva, podemos considerar:

𝑝2 𝑉2 2 𝑝1 𝑉1 2
𝐻𝑚𝑎𝑛 = ( + + 𝑦) − ( + )
𝛾 2𝑔 𝛾 2𝑔
Onde:
𝑝𝑥
𝛾
: são medidas em pressões absolutas.

𝑝2 𝑝𝑎𝑡𝑚 𝑝𝑎𝑡𝑚 𝑝1
𝑀= (𝑎𝑏𝑠) − (𝑎𝑏𝑠) V = (𝑎𝑏𝑠) − (𝑎𝑏𝑠)
𝛾 𝛾 𝛾 𝛾

𝑝2 𝑝1
𝑀+𝑉 = (𝑎𝑏𝑠) − (𝑎𝑏𝑠)
𝛾 𝛾
𝐻𝑚𝑎𝑛 = 𝑀 + 𝑉 + 𝑦
Onde:
y = 0, quando os manômetros e vacuômetros estiverem nivelados.

6. Rendimentos a considerar em uma bomba

Levando em conta o acabamento superficial interno das paredes do rotor e da


carcaça da bomba, onde:

ηH: rendimento hidráulico da bomba.


Hman: energia absorvida por 1kg de fluido que atravessa a bomba.
Hth: energia cedida a cada um dos kg de fluido que atravessam a bomba.
ΔHB: energia dissipada no interior da bomba.

𝐻𝑡ℎ = 𝐻𝑚𝑎𝑛 + ΔHB

𝐻𝑚𝑎𝑛 𝐻𝑡ℎ − ΔHB


𝜂𝐻 = , 𝑙𝑜𝑔𝑜 𝜂𝐻 =
𝐻𝑡ℎ 𝐻𝑡ℎ

Para o rendimento volumétrico temos:


ηV: rendimento volumétrico da bomba.
Q: vazão recalcada da bomba.
q: a recirculação e vazamento pelo estojo de gaxetas.

Q
ηV =
Q+q

Tabela 4: valores médios de rendimentos hidráulicos para cada tipo de bomba.

Para o rendimento mecânico temos:

ηm: o rendimento mecanico da bomba.


N: a potencia necessaria ao acionamento.
ΔN: potencia dissipada em atrito no estojo das gaxetas, nos mancais e/ou rolamentos,
nos aneis de desgaste e pelo atrito entre o rotor e o meio fluido no qual gira.
Logo:
N − ΔN
ηm =
𝑁

E para o rendimento total temos:

𝜂 = 𝜂𝐻 ∗ 𝜂𝑉 ∗ 𝜂𝑚

7. Potência necessária ao acionamento das bombas

𝛾 ∗ 𝑄 ∗ 𝐻𝑚𝑎𝑛
𝑁=
𝜂

Onde:
N: potência necessária ao acionamento, em kgm/s.
Q: vazão recalcada, em m³/s.
Hman: altura manométrica, em m.
𝜂: rendimento total, em %.

𝛾 ∗ 𝑄 ∗ 𝐻𝑚𝑎𝑛
𝑁= 𝑒𝑚 𝐶𝑉.
75 ∗ 𝜂

Correção do valor da corrente vem da potência somada a margem de segurança.

Tabela 5: definição da margem de segurança para a potência calculada.

Tabela 6: motores comerciais.


Depois de calculados os parâmetros devemos aplica-los as curvas características.