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AVALIAÇÃO

NUTRICIONAL
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO – SEDUC/PAU DOS FERROS
ELABORADO POR GISELLY GEICY – NUTRICIONISTA

ATUALIZADO EM 2018
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PREFEITURA MUNICIPAL DE PAU DOS FERROS


Leonardo Nunes Rêgo
Prefeito Municipal

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO


Maria Eliesse Queiroz
Secretária Municipal de Educação

Supervisão:
Juliany Carlos Cruz
Presidente e Conselheiro da Merenda Escolar

Elaboração:
Giselly Geicy Araújo Fernandes Lemos
Nutricionista da SEDUC

Apoio técnico:
Clécida Natalina Fernandes
Assessoria Técnica

Maria Jucielia Bessa Freitas


Coordenadora da Merenda Escolar
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SIGLAS UTILIZADAS:

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária;


AVC – Acidente Vascular Cerebral
CAE – Conselho de Alimentação Escolar;
CFN – Conselho Federal de Nutricionistas;
DCNT – Doenças Crônicas Não Transmissíveis
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação;
IMC - Índice de Massa Corpórea
NCHS - National Center of Health Statistics
OMS – Organização Mundial de Saúde
PNAE - Programa Nacional de Alimentação Escolar;
PI – Possivelmente Inadequado
SEDUC – Secretaria de Educação
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1. SUMÁRIO

1. INTRODUÇAO ........................................................................................................ 5
2. OBJETIVOS ............................................................................................................. 6
2.1. OBJETIVO GERAL ................................................................................................... 6
2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..................................................................................... 6
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS........................................................... 6
3.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA .................................................................... 6
3.2. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA....................................................................... 6
3.3. RECURSOS UTILIZADOS ....................................................................................... 7
4. RESULTADOS ......................................................................................................... 8
4.1. ESCOLA MUNICIPAL SEVERINO BEZERRA ..................................................... 8
4.2. ESCOLA MUNICIPAL NILA RÊGO ....................................................................... 9
4.3. ESCOLA MUNICIPAL SÃO BENEDITO ............................................................. 10
5. AÇÕES REALIZADAS APÓS A AVALIAÇÃO NUTRICIONAL .................. 11
5.1. SOBREPESO E OBESIDADE ................................................................................ 11
5.2. RISCO NUTRICIONAL E DESNUTRIÇÃO ......................................................... 13
5.3. REGISTRO FOTOGRÁFICO .................................................................................. 15
6. CONCLUSÃO ......................................................................................................... 16
ANEXOS ............................................................................................................................ 18
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1. INTRODUÇAO
A avaliação do estado nutricional é fundamental para a identificação e intervenção
adequada dos pacientes sob risco nutricional. O Índice de Massa Corpórea (IMC) é uma forma
útil e muito prática de avaliar a obesidade, calculado pela divisão de peso (em quilogramas)
pela estatura (em metros) ao quadrado (CARVALHO, 2005).
A obesidade infantil é um problema que tem adquirido proporções epidêmicas em todo
o mundo. A escola tem sido enfatizada como um dos locais mais adequados para a realização
de levantamentos do estado nutricional de crianças e adolescentes, porque a maior parte dessa
população frequenta a escola, é influenciada pelos professores, que por sua vez têm bastante
contato com seus alunos, durante a maior parte do ano. Muitos estudos têm sido realizados
nesses ambientes, mas poucos relatam terem informado os seus resultados aos escolares, seus
pais e pessoal da escola. Além disso, faltam dados atualizados e permanentes de avaliação do
estado nutricional, que sirvam de base para implementação de políticas públicas de saúde
através da educação, destacando-se a implementação do programa de alimentação escolar. A
antropometria é considerada um importante método diagnóstico em estudos populacionais,
embora variem os critérios utilizados.
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2. OBJETIVOS

2.1. OBJETIVO GERAL


Coletar dados acerca do estado nutricional dos alunos matriculados na rede pública
municipal de Pau dos Ferros

2.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

• Coletar informações tais como peso e altura


• Realizar o diagnóstico do estado nutricional
• Realizar triagem dos alunos que apresentaram desvios antropométricos
• Atuar com a educação nutricional nos públicos alvos, de acordo com a necessidade.

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

3.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

A população amostral foi constituída de alunos das escolas da rede pública de Pau dos
Ferros - RN, conforme demonstrativo abaixo:

Escolas\ No de alunos avaliados Data da Avaliação


Escola Municipal Severino Bezerra 151 09.06.2018
Escola Municipal Nila Rêgo 151 15.09.2018
Escola Municipal São Benedito 159 05.11.2018

3.2. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA

Na avaliação antropométrica foram coletados dados como peso, altura e idade.


➢ Peso: Foi aferido em quilogramas, mediante a aferição em balança calibrada digital
portátil, com capacidade de 150 kg, na qual o indivíduo, trajando roupas leves e sem
sapatos, posicionou-se sobre o centro de apoio, com os calcanhares juntos, costas retas e
braços estendidos ao lado do corpo, olhando para o horizonte (KAMIMURA et al,
2005).
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➢ Altura: Foi aferida em metros, com auxílio do estadiômetro portátil, com os indivíduos,
mantendo-se em posição ereta e olhando o infinito, com as costas e a parte posterior dos
joelhos, encostados à parede (KAMIMURA et al, 2005).
A partir das medidas peso e estatura, o estado nutricional da criança foi avaliado
através das tabelas do NCHS (National Center of Health Statistics), adotadas
internacionalmente pela OMS e preconizadas pelo SISVAN/MS, considerando o sexo e a idade
(em meses) das crianças. De acordo com o percentil correspondente ao dado antropométrico a
criança foi diagnosticada como Normal, em Risco nutricional, Desnutrida, Sobrepeso e
Obesidade.
Deve-se ressaltar ainda que, nesta avaliação adotou-se o índice peso por idade, como a
de principal valor no diagnóstico de desnutrição, entretanto, as outras relações também
constituíram parâmetro e quando alteradas, determinaram irregularidades do estado nutricional
da criança.
Na avaliação peso por idade, o peso maior ou igual ao percentil 97 determina risco
para sobrepeso da criança; os pesos iguais ou maiores que o percentil 10 e menor que 97
caracterizam-na como eutrófica; aqueles menores que o percentil 10 e maior ou igual a 3
inferem situação de risco nutricional; e menor que o percentil 3 representa a desnutrição.

3.3. RECURSOS UTILIZADOS

• Balança calibrada digital portátil, com capacidade de 150 kg


• Estadiômetro portátil,
• Computador e Planilhas do Excel
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4. RESULTADOS

4.1. ESCOLA MUNICIPAL SEVERINO BEZERRA


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4.2. ESCOLA MUNICIPAL NILA RÊGO


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4.3. ESCOLA MUNICIPAL SÃO BENEDITO
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Após análise dos Resultados Percentuais segundo o Estado Nutricional, obsrva-se


semelhanças de resultados nas Escolas Estudadas, percebe-se a o elevado número de alunos
com sobrepeso e obesidade ao mesmo tempo que ainda temos vários casos de risco nuricional e
desnutrição; Observa-se também a enorme semelhança de resultados quando os sexos são
comparados, mantendo sempre uma relação em todas as faixas de Estado Nutricional;
Atualmente sabe-se que a maior parte dos casos de desnutrição está mais relacionado a má
escolha dos alimentos do que propriamente com a falta dos mesmos; Claro que a questão
socioeconomica é bastante influente no estado geral de saúde, mas as ações educativas devem
ter como meta o direcionamento correto da renda familiar para alimentação benéfica.

5. AÇÕES REALIZADAS APÓS A AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

5.1. SOBREPESO E OBESIDADE

A prevalência da obesidade aumentou agudamente nas últimas três décadas,


particularmente, entre os adolescentes e adultos jovens. As consequências do excesso de peso
são múltiplas, e a sua ocorrência na adolescência associa-se a aumento da pressão arterial,
alteração do perfil lipídico e glicídio.
O aumento da obesidade em crianças e adolescentes é particularmente preocupante,
uma vez que a obesidade, principalmente na adolescência, é fator de risco para a obesidade na
vida adulta. Entre crianças que aos quatro anos de idade eram obesas 20% tornaram-se adultos
obesos, entre os adolescentes obesos esse percentual foi de 80%.
A obesidade associa-se, também, a um elevado custo financeiro, e os custos diretos
das hospitalizações associadas à obesidade no Brasil indicam que os percentuais de gastos são
similares aos de países desenvolvidos. Entre adolescentes vale ainda salientar o custo
emocional da obesidade em uma sociedade que valoriza o ser muito magro como exemplo de
beleza.
Portanto na tentativa de intervir no crescimento desenfreado da obesidade no
município de Pau dos Ferros - RN, tendo como base a avaliação Antropométrica realizada neste
estudo de 2016, foram realizadas palestras voltadas, de início, aos pais dos alunos que foram
diagnosticados com sobrepeso e ou obesidade.
O ambiente familiar compartilhado e a influência dos pais nos padrões de estilo de
vida dos filhos, incluindo a escolha dos alimentos, indicam o importante papel da família em
relação ao ganho de peso infantil. Uma revisão dos programas de prevenção da obesidade para
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crianças mostrou que as intervenções que produziram maiores efeitos incluíram a participação
dos pais.
Na publicação sobre os determinantes do excesso de peso em crianças e adolescentes
do National Institutes of Health (Estados Unidos), a família é considerada como sendo o
principal gerador da alimentação adequada para crianças e adolescentes. Ela é, também, o
centro das atenções para o desenvolvimento de ações efetivas visando à redução do excesso de
peso. Os conhecimentos nessa área referem-se não propriamente à prevenção, mas a esquemas
de abordagem familiar para o tratamento de crianças já obesas. Nessa publicação é também
explorado um aspecto particular do comportamento familiar, que diz respeito ao
estabelecimento de restrições alimentares, conduta que parece gerar um consumo excessivo dos
alimentos interditados, quando a criança tem oportunidade de obtê-los. Assim sendo, embora a
família seja estruturante do comportamento alimentar da criança, pela imposição excessiva de
regras pode gerar também mais risco do que prevenção da obesidade. Nessa mesma linha,
quando ações preventivas são propostas para grupos da comunidade como, por exemplo, em
escolas, deve ser evitada a ênfase no controle do excesso de peso, pois isso causa facilmente a
estigmatização daquelas com sobrepeso. Tem sido considerada ainda a possibilidade de que se
perceber como obesos pode causar futuros problemas de compulsão alimentar.
Embora os pais representem uma parcela significativa na influência da conduta da
criança, eles raramente recebem suporte ou treinamento para este papel. Contudo, estudos
mostram que os pais possuem conhecimento nutricional e são capazes de avaliar a adequação
dietética da dieta de seus filhos. Resultados de uma meta-análise, mostraram que as
intervenções com um componente de conduta familiar produziram efeitos maiores do que os
grupos alternativos de tratamento, demonstrando que a inclusão da família no tratamento deve
ser estimulada, bem como ações preventivas com enfoque familiar.
Logo, o trabalho de Educação Nutricional voltado para as famílias de Pau dos Ferros -
RN teve como objetivo instruir os pais a respeito de estratégias para melhorar os hábitos
alimentares dos estudantes. Foram abordados assuntos como doenças crônicas não
transmissíveis: AVC, Diabetes, Hipertensão, Doenças Cardiovasculares entre outros. De
acordo com a competência dos assuntos que foram expostos na palestra, a expectativa dos
resultados, referencia diferentes áreas de abrangência que envolve a formação de hábitos
alimentares saudáveis, prevenção de morbidades geradas pela obesidade, melhor
empregabilidade da renda familiar com relação à escolha de alimentos saudáveis.
Estas medidas podem trazer, a longo prazo, repercussões importantes no nível de saúde do
município como: diminuição do índice de diabéticos e hipertensos; diminuição das carências
nutricionais de micronutrientes, que são as principais responsáveis pela “Fome Oculta”; prevenção
do câncer, etc.
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Estudos com uma nova abordagem da saúde, caráter preventivo, retratam que os
resultados das prevalências dos fatores de risco para as Doenças Crônicas Não
Transmissíveis - DCNT estão fortemente associados ao consumo alimentar errôneo.
Portanto, cada ação planejada em torno da vigilância a saúde é de grande importância.
Com a utilização de roteiros preparados pelo Ministério da Saúde (BRASIL,2005) para
esclarecer doenças tais como Hipertensão, Diabetes méllitus, dislipidemias, artrites, obesidade, e
demais, a palestra mostrou-se eficiente nesta abordagem direta. Dúvidas e casos clínicos também
foram discutidos e apresentados.
Ainda dentro dos propósitos da palestra, vale salientar a constante valorização do alimento
regional, frutas da safra, que aos poucos estão perdendo espaço para produtos industrializado, ricos
em sódio e açúcares.
Com o termino da palestra, experiências positivas puderam ser transferidas. A
constante tentativa de interiorização da responsabilidade dos pais em proporcionar uma
alimentação adequada e saudável para os filhos mostrou-se eficaz na construção de uma visão
crítica em geral e pode proporcionar mudança de atitude. Desta forma foi possível ser
observado o entusiasmo e a vontade de melhorias na alimentação familiar. Espera-se uma
melhora no estado nutricional destes alunos durante um período de 6 meses. Nas próximas
avaliações nutricionais serão verificados quais os alunos que conseguiram modificar
positivamente o estado nutricional.

5.2. RISCO NUTRICIONAL E DESNUTRIÇÃO

Apesar da redução mundial da prevalência da desnutrição infantil, atualmente é o


problema de saúde pública mais importante dos países em desenvolvimento. Trata-se de uma
doença de origem multicausal e complexa que tem suas raízes na pobreza.
A desnutrição ocorre quando o organismo não recebe os nutrientes necessários para
seu metabolismo fisiológico, devido à falta de aporte ou problema na utilização do que lhe é
ofertado. No entanto, a grande maioria dos casos é secundária a uma alimentação carente dos
nutrientes básicos, ou seja, resultado de uma ingesta insuficiente ou fome.
É responsável direta ou indiretamente por altas taxas de morbimortalidade,
principalmente, em crianças nos seus primeiros anos de vida, quando o seu ritmo de
crescimento é acelerado. Nesse contexto, alguns dados epidemiológicos refletem a magnitude
da desnutrição: das 12 milhões de mortes de menores de cinco anos registradas a cada ano nos
países em desenvolvimento, devido, principalmente, a causas evitáveis, cerca de 60% são
relacionadas à desnutrição.
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Apesar da significativa redução da prevalência da desnutrição infantil, ainda hoje
milhões de crianças brasileiras sofrem com as consequências dessa morbidade, principalmente,
aquelas que se encontram nas zonas rurais e nas regiões mais pobres do país. As repercussões
da desnutrição são sistêmicas, afetam todo o organismo do indivíduo e impedem o crescimento
e desenvolvimento adequado da criança.
Dessa forma, na abordagem da desnutrição, deve-se considerar a sua etiologia múltipla
e por isso, além das ações curativas específicas para a criança desnutrida faz-se necessária uma
intervenção junto às suas famílias e aos líderes da comunidade em um trabalho multidisciplinar,
buscando a promoção da saúde.
Neste sentido, conforme o resultado da avaliação nutricional dos alunos da escola
pública em questão foi realizado uma chamada aos pais dos alunos que foram diagnosticados
de desnutrição, para coleta de informações a respeito destas famílias e o entendimento dos
motivos que possivelmente levaram as crianças a não desenvolverem os pesos e alturas
adequadamente. Durante o debate, foi percebido que além das condições socioeconômicas
baixas das famílias, ocorria uma direção do rendimento para alimentos completamente
inadequados para as crianças como exe.: bolacha recheada, balas, confeitos, pipocas variadas,
salgados, refrigerante, entre outros. Além de tudo em horários inadequados.
Alguns casos percebeu-se que a alimentação das crianças estava adequada, no entanto
estes alimentos não estavam sendo aproveitados biologicamente, gerando a desnutrição. Um
dos fatores possíveis deste não aproveitamento é a presença de parasitoses intestinais como
amebas e giárdia que impedem a absorção dos nutrientes.
Como forma de tratamento foi mostrada a importância da água tratada adequadamente,
hábitos de higiene adequados, alimentação saudável, benefícios do desenvolvimento adequado
da criança com o estado de saúde geral e bom aprendizado na escola, entre outros assuntos do
interesse. Além da explicação das dúvidas que as mães apresentavam.
Foi dado um prazo de 6 meses para que as mães possam estar tratando a alimentação
dos filhos com mais importância, sendo cobrado o aumento de peso destas crianças como
medida curativa.
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5.3. REGISTRO FOTOGRÁFICO


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6. CONCLUSÃO

Conclui-se que o monitoramento do estado nutricional dos educandos é de fundamental


importância para direcionar o trabalho de educação nutricional nas escolas, bem como o
diagnóstico precoce de desvirtuamentos antropométricos facilitam a analise global da
influência alimentar a fim de cumprir os propósitos de promover a saúde e a dignidade dos
escolares.
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REFERENCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a população: provendo a alimentação


saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

CARVALHO, K.M.B. Obesidade. In: CUPPARI, L.Nutrição Clínica no Adulto. 2 ed. São
Paulo: Manole, 2005. Cap. 8, p. 149-170.

KAMIMURA et al. Avaliação Nutricional. In: CUPPARI, Lílian. Nutrição: Nutrição Clinica
no Adulto. 2 ed. São Paulo: Ed. Manole, 2005. cap. 6, p. 89-115.

Organização Mundial da Saúde – OMS. Obesity: Preventing and Managing the Global
Epidemic. Genebra, 1995.

WHO (World Helth Organization). Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases;
Report of a WHO Expert Committee, WHO Thechinical Report. Geneva, 1990. Series 797,
p.69-73.

WHO (World Helth Organization). Obesity: preventing and managing the global epidemic:
report of a WHO consultation on Obesity. Geneva, 1998.

WHO (World Helth Organization). Psical Status: The Use and Interpretation of Antropometry;
Report of a WHO Expert Committee, WHO Thechinical Report. Seris 854. Swelzerland: Who,
1995.
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ANEXOS