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Teste de Avaliação Escrito de Matemática A


Prova Intermédia 1 — Ensino Secundário — abril de 2018
12o Ano de Escolaridade
Nuno Miguel Guerreiro

Duração da Prova (Caderno 1 + Caderno 2) : 120 minutos.

Caderno 1: 60 minutos
Não é permitido o uso de calculadora.

1. Resposta (D)
lim ln x
f .x/ x!0C 1
Como lim un D 0C , tem-se lim f .un / D lim f .x/ D lim D D D C1
x!0C x!0C x 1 0 1 1

2.

2.1. O ponto A tem coordenadas .0; yA ; 0/ e pertence a ˛ , logo: 2  0 C 4yA C 0 4 D 0 , yA D 1


O ponto A tem coordenadas .0;1;0/, portanto dista uma unidade de comprimento do plano xOz
A superfı́cie esférica de centro em A e tangente ao plano xOz é: x 2 C .y 1/2 C z 2 D 1

2.2. A reta t é perpendicular ao plano ˛ , pelo que o seu vetor diretor, !


ur , tem a mesma direção do vetor normal
!, i.e, !
ao plano ˛ , n !; k 2 Rnf0g
ur D k n
˛ ˛

A reta t passa na origem, portanto pode ser dada pela equação vetorial: .x;y;z/ D .0;0;0/ C k.2;4;1/; k 2 R
Um ponto genérico da reta t é definido, para cada valor de k , pelas coordenadas .x;y;z/ D .2k;4k;k/
! !
O triângulo ŒOBP  é retângulo em P , pelo que BP  OP D 0
Como P pertente a t , as suas coordenadas são .2k;4k;k/, tem-se:
!
 BP D P B D .2k;4k;k/ .2;0;1/ D .2k 2;4k;k 1/
!
 OP D P O D .2k;4k;k/
e portanto tem-se:
! !
BP  OP D 0 , .2k 2;4k;k 1/  .2k;4k;k/ D 0 , 4k 2 4k C 16k 2 C k 2 k D 0
5
, 21k 2 5k D 0 , k.21k 5/ D 0 , k D 0 _ k D
21
e uma vez que para k D 0, o ponto P é a origem, o que não faria
 sentido no
 contexto do problema, o ponto
5 10 20 5
P obtém-se para k D , concluindo-se que tem coordenadas ; ;
21 21 21 21
3. Resposta (D)
loga b loga a 1 1
Tem-se: logb .aln b / D ln b  logb a D  D D  D ln a
loga e loga b loga e ln e
ln a

4.

4.1. Como Df D 1; , resolva-se lim f .x/ para estudar a existência de assı́ntotas horizontais do gráfico
x! 1
de f , tal que:
 
ln. x/ C 3 ln y C 3 ln y 3
lim f .x/ D lim C 1 D 1 C lim D1 lim lim
x! 1 x! 1 x y!C1 y y!C1 y y!C1 y
3
D1 0 D1 0 0D1
C1
ln y
em que se aplicou a mudança de variável y D x , e ainda o limite notável lim D0
y!C1 y

Conclui-se que y D 1 é assı́ntota horizontal do gráfico de f quando x ! 1

i  h
4.2. Em ; tem-se:
6 2

f 0 .x/ D Œsin.2x/ C cos2 .2x/0 D 2 cos.2x/ C 2 cos.2x/Œ 2 sin.2x/ D 2 cos.2x/Œ1 2 sin.2x/


1
f 0 .x/ D 0 , cos.2x/ D 0 _ 1 2 sin.2x/ D 0 , cos.2x/ D 0 _ sin.2x/ D
2

Em R, tem-se:
1   5
cos.2x/ D 0 _ sin.2x/ D , 2x D C k _ 2x D C 2k _ 2x D C 2k; k 2 Z
2 2 6 6
 k  5
,xD C _x D C k _ x D C k; k 2 Z
4 2 12 12
 5 i  h
obtendo-se as soluções e que pertencem a ;
4 12 6 2

Portanto, a equação f 0 .x/ D 0 tem duas soluções, vindo o seguinte quadro:

  5 
x 6 4 12 2

f 0 .x/ 0 C 0

f .x/ & Mı́n. % Máx. &

Logo:
 
 5
 a função f é crescente no intervalo ;
4 12
i   h  5  
 a função f é decrescente nos intervalo ; e ;
6 4 12 2
 5
 a função f tem um mı́nimo para x D e um máximo para x D
4 12

Prova Intermédia 1 – 2018  12o ano de escolaridade  Página 2/5 SINAL + j Nuno Miguel Guerreiro
5. Resposta (D)

f .x/
O gráfico de f tem uma assı́ntota oblı́qua quando x ! 1 de declive, m, tal que m D lim
x! 1 x
ex ex 1
  
f .x/ 3x 1 f .x/ 1 e 1 1
Tem-se: lim D lim 3 D m 3 D .m 3 0/ D .m 3/
x! 1 6x 6 x! 1 x x 6 1 6 6
1 1
Logo: .m 3/ D ,m 3D3,mD6
6 2
Repare-se que a derivada de f num dado ponto é o declive da reta tangente ao gráfico de f nesse ponto, pelo
que, o valor da derivada de f , sendo finito, vai aproximar-se do valor do declive da assı́ntota oblı́qua à medida
que x aumenta indefinidamente, i.e, lim f 0 .x/ D 6
x! 1

6. Repare-se que g.x/ D 0 , ln.f .x// D 0 , f .x/ D 1

Como a função g definida por g.x/ D ln.f .x// está definida em R, então f .x/ > 0; 8x 2 R

A função f é contı́nua em R, logo é contı́nua em Œa;b

Pelo Teorema de Bolzano, uma vez que a equação g.x/ D 0 , f .x/ D 1 tem solução em a;bŒ e f é contı́nua,
pode-se concluir que: f .a/ < 1 < f .b/ _ f .b/ < 1 < f .a/

E como f é crescente tem-se que f .a/ < f .b/, concluindo-se que f .a/ < 1 < f .b/, de onde vem f .b/ > 1,
como se pretendia demonstrar.

Caderno 2: 60 minutos
É permitido o uso de calculadora.

1. Resposta (C)

Seja PŒAPB o perı́metro do triângulo do triângulo ŒAPB, tal que:


PŒAPB D AP C BP C „ƒ‚…
AB D 2a C 2c , em que a é o semieixo maior e c é a semidistância focal.
„ ƒ‚ …
D2a D2c

p
Da equação da elipse vem: a2 D 25 ^ b 2 D 16 ^ c D a2 b2 , a D 5 ^ b D 4 ^ c D 3

Logo: PŒAPB D 2  5 C 2  3 D 16

2. Resposta (B)

A linha n do triângulo de Pascal é tal que o seu quinto elemento é igual ao décimo elemento: n C4 D n C9

Uma vez que n Cp D n Cn p, tem-se que 9 D n 4 , n D 13

A linha seguinte é a linha 14, logo a soma dos quatro menores elementos é:
14 14 14 14
C0 C C1 C C13 C C14 D 1 C 14 C 14 C 1 D 30

Prova Intermédia 1 – 2018  12o ano de escolaridade  Página 3/5 SINAL + j Nuno Miguel Guerreiro
3.

3.1. Sejam N e B os acontecimentos seguintes:

N : “neva em Amesterdão”
B : “os amigos alugaram bibicleta para passear por Amesterdão”

Do enunciado, sabemos que P .BjN / D 0;8, P .N / D 0;6 e P .N jB/ D 0;4

Pretende-se obter P .B/

P .N \ B/ P .B/ P .N \ B/ P .BjN /  P .N / 0;8  0;6 0;48


Tem-se: P .N jB/ D D D1 D1 D1
P .B/ P .B/ P .B/ P .B/ P .B/
0;48 0;48
Logo: 0;4 D 1 , P .B/ D D 0;8
P .B/ 1 0;4
1
Portanto: P .B/ D 1 P .B/ D 1 0;8 D 0;2 D
5

3.2. O Pedro e o Filipe poderão estacionar em quaisquer dois lugares entre os catorze lugares vagos no estacio-
namento, pelo que existem 14 A2 casos possı́veis.

Para a determinação dos casos favoráveis calculem-se o número de casos favoráveis para a fila da frente e
para a fila de trás separadamente:
 Se as bicicletas forem dispostas na fila de trás, então existem 4 A1  1 formas diferentes de dispôr as
bicicletas lado-a-lado, uma vez que após a escolha de um dos quatro lugares dos extremos, a outra
bicicleta fica automaticamente disposta;
 Se as bicicletas forem dispostas na fila da frente, então existem 2Š  9 formas diferentes de dispôr as
bicicletas lado-a-lado, visto as duas bicicletas podem permutar entre si, e existem 9 possı́veis escolhas
de lugar para que as duas bicicletas fiquem dispostas juntas nos 10 lugares.

4
A1 C 2Š  9
A probabilidade pedida é então: 14 A
 0;12
2

4.

4.1. Tem-se:

x 2 C 2x x.x C 2/ xC2 1
lim D lim D lim x  lim D . 2/ 
x! 2 g. 2/ g.x/ x! 2 Œg.x/ g. 2/ x! 2 x! 2 g.x/ g. 2/ g 0 . 2/
2 2 1
D 0 D D
g . 2/ 8 4

. 2/2
uma vez que g 0 . 2/ D 3. 2/ C 5 ln. 2 C 3/ D 2 C 6 C 5 ln 1 D 8 C 0 D 8
2

4.2. Seja m t o declive da reta t e ms o declive da reta s

1
Como t e s são retas perpendiculares tem-se que ms D
mt
Como as retas t e s são as retas tangentes ao gráfico de g nos pontos de abcissa 2 e a, respetivamente,
tem-se que m t D g 0 . 2/ D 8 e ms D g 0 .a/

1
Equacionando o problema, pretende-se determinar o valor de a tal que: g 0 .a/ D
8

Prova Intermédia 1 – 2018  12o ano de escolaridade  Página 4/5 SINAL + j Nuno Miguel Guerreiro
Na figura abaixo, segue representado num referencial o.n xOy , parte do gráfico de g 0 e a reta de equação
1
yD , sendo que a solução do problema é a abcissa do ponto interseção de g 0 e essa reta:
8
y

g0

x

1
 O yD 1=8
2:93;
8

Conclui-se, com recurso às capacidades gráficas da calculadora, que a D 2:93

4.3. Do enunciado vem que h00 .3/ D 0, pois o gráfico de h tem um ponto de inflexão em x D 3
   2 0    
00 00 1 k x 1 k 5 1 k
h .x/ D g .x/ ln D 3x C 5 ln.x C 3/ ln Dx 3C ln
6 x 2 6 x xC3 6 x

De onde vem:
     
00 5 1 k 5 1 k k k
h .3/ D 0 , 3 3C ln D0, ln D 0 , ln D 5 , D e 5 , k D 3e 5
3C3 6 3 6 6 3 3 3

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