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Alavancagem é o método que utiliza recursos de terceiros com o fim de

aumentar a taxa de lucros sobre o capital próprio. O estudo da alavancagem financeira


procura evidenciar a importância relativa dos recursos de terceiros, na estrutura de
capital de uma empresa.
Em finanças, alavancagem é o termo geral para qualquer técnica aplicada para
multiplicar a rentabilidade por meio de endividamento. O incremento proporcionado
através da alavancagem também aumenta os riscos da operação e a exposição à
insolvência.
Formas comuns de conseguir alavancagem são: tomar dinheiro emprestado,
comprar ativos fixos e usar derivativos.
Portanto, só existe alavancagem financeira se a empresa possuir capital de
terceiros em sua estrutura de capital.
Conceito
Alavancagem financeira corresponde à relação entre capital próprio e créditos
aplicados em uma operação financeira. Segundo Gitman, é o uso de ativos ou recursos
com encargos financeiros fixos, para aumentar os efeitos de variações do lucro antes de
juros e imposto de renda sobre o lucro por ação - ou seja, para aumentar o retorno dos
acionistas da empresa. Assim, a empresa usa recursos de terceiros (basicamente,
empréstimos, debêntures, ações preferenciais, etc.) para maximizar os efeitos da
variação do lucro operacional (LAJIR) sobre os lucros por ação. Geralmente, elevações
na alavancagem resultam em aumentos de risco e de retorno; reduções na alavancagem
resultam em menor risco e menor retorno.
A alavancagem financeira é positiva quando capitais de longo prazo de terceiros
produzem efeitos positivos sobre o patrimônio líquido. Os capitais de terceiros de longo
prazo só são vantajosos para uma empresa quando o retorno sobre o patrimônio líquido
for superior ao retorno sobre o ativo. De nada adiantaria a uma empresa captar recursos
a longo prazo, se estes fizessem com que o retorno sobre o patrimônio líquido recuasse
à sua posição anterior à da captação. Alavancagem financeira é isso: a "alavanca" que
esta captação produz (ou não) no retorno aos acionistas.
Alavancagem financeira e riscos
A medida do grau de alavancagem financeira (GAF) de uma empresa é um
importante indicador do grau de risco a que empresa está submetida. Se existe aEssas
normas começaram a ser divulgadas, no âmbito da RFB, no final de 2007, por meio da
Instrução Normativa RFB nº 787/2007.
presença de capital de terceiros de longo prazo na estrutura de capital, a empresa
estará "alavancada", ou seja, corre risco financeiro.
Uma das fórmulas para calcular o GAF é :
GAF = RPL/RAT
sendo
RPL= Retorno sobre o Patrimônio Líquido = Lucro líquido/Patrimônio Líquido
RAT= Retorno sobre o Ativo Total= Lucro antes dos juros e do imposto de
renda/Ativo Total
Se o GAF = 1,0 a alavancagem financeira será considerada nula. Nesse caso,
não há despesas financeiras, ou seja, não há capital de terceiros (geralmente instituições
financeiras) na estrutura de capital. Se o grau de alavancagem financeira é igual a 1, o
risco financeiro é baixo .
Se o GAF > 1,0 a alavancagem financeira será considerada favorável: o retorno
do Ativo Total (conjunto de bens e direitos da empresa, expressos em moeda) será
razoavelmente maior que a remuneração paga ao capital de terceiros.
Se o GAF < 1,0 a alavancagem financeira será considerada desfavorável. Neste
caso, há risco financeiro. Se o RPL é menor do que o RAT, o capital de terceiros está
consumindo parte do patrimônio líquido. Mesmo se o Ativo Total gerar um retorno,
parte desse retorno está sendo financiada por capital de terceiros - o qual é, neste caso,
remunerado a uma taxa superior à taxa de retorno sobre o Ativo Total. Diz-se então que
o capital de terceiros está exercendo alavancagem negativa.
O efeito de alavanca financeira de uma empresa é um conceito bastante utilizado
a nível da gestão financeira e traduz um mecanismo a partir do qual o aumento do nível
de endividamento (através, por exemplo, da contração de um empréstimo adicional) de
uma empresa provoca uma melhoria do seu indicador de rentabilidade dos capitais
próprios (medido através do rácio entre os resultados líquidos e os capitais próprios),
também designado por ROE ("Return on Equity"). Esse efeito depende da estrutura de
capitais da empresa (relação de forças entre os capitais próprios e alheios num
determinado momento) e acontece apenas quando a rentabilidade de uma determinada
operação ou investimento é superior ao custo de obtenção dos capitais alheios
necessários para efetuá-la.
Na medida em que potencia uma melhoria da rentabilidade dos capitais próprios
de uma empresa, a ocorrência do efeito de alavanca financeira é naturalmente benéfica
para os detentores do capital (sócios ou acionistas), na medida em que se verifica uma
relação mais positiva entre o capital que investiram e o rendimento que dele poderão
retirar. Neste contexto, a alavanca financeira é por vezes designada de fator
multiplicador do capital próprio.
No entanto, a ocorrência do efeito de alavanca financeira não é universal e
depende, para além da estrutura de capitais da empresa em causa, de um conjunto de
outros fatores, como sejam: a taxa de juro a que a empresa consegue obter
financiamentos adicionais; a (in)disponibilidade por parte de entidades financiadoras em
conceder mais crédito à empresa, ou seja, a capacidade de endividamento adicional
desta; o grau de sucesso obtido nas operações de investimento efetuadas com base nos
capitais obtidos por empréstimo; alterações conjunturais no contexto em que a empresa
se movimenta, etc. Para além disso, a ocorrência de resultados líquidos inferiores aos
previstos implicam uma diminuição, maior ou menor conforme o desfasamento
verificado, do efeito de alavanca financeira.
Para a avaliação das condições de uma empresa poder beneficiar do efeito de
alavanca é usual proceder ao cálculo de um indicador que corresponde ao rácio entre os
capitais alheios e os capitais totais (ou ativo total). Tendo em conta o seu objetivo, este
rácio é também denominado de rácio de alavanca, sendo que a sua interpretação diz que,
por regra, quanto menor o peso dos capitais alheios no ativo total (e, portanto, quanto
menor o rácio), maior a possibilidade de a empresa beneficiar do efeito de alavanca
financeira.

Conclusão
Conclui-se que todo capital advindo de terceiros ou instituições financeiras
devem ser empregados de tal forma que possam contribuir para o aumento e
crescimento mercadológico de uma determinada empresa. Promovendo aumento na
receita bruta de vendas para que o risco financeiro possa vir a ser controlado dentro de
uma estrutura de capital que proporcione o aumento do retorno esperado.

A maioria das pequenas e microempresas fecha a portas nos seus dois primeiros anos de
vida pela inconsequente alavancagem financeira e operacional. Para o cálculo da
Alavancagem Financeira são necessários controles contábeis que permitam ao micro e
pequeno empresário saber se o negócio está proporcionando lucro ou prejuízo.
Segundo Vasconcelos (2005), “ela reporta à capacidade da empresa em utilizar-se dos
encargos financeiros para maximizar o retorno”.

Os três índices são: Retorno sobre o Ativo (RSA), custo da dívida (CD) e Retorno sobre
o Patrimônio Líquido (RSPL). O Retorno sobre o Ativo (RSA) evidencia qual é a
rentabilidade do negócio, por isso, quanto maior o índice, maior a eficiência.

O custo da dívida (CD) corresponde ao ônus que a empresa paga por utilizar capitais de
terceiros. Quando o CD for maior que o Retorno sobre o Ativo (RSA), significa que os
empresários estão cobrindo a diferença com sua parte de lucro, ou até com o próprio
capital. Quando o custo da dívida for menor que o RSA, significa que os empresários
ganham a diferença. A taxa de retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL), então, será
maior que a taxa de RSA.

Por fim, o que interessa mesmo para a empresa é o RSPL. Os dois outros índices, ou
seja, o RSA e o CD correspondem à informação gerencial de como a empresa atingiu o
retorno sobre o PL. São, no entanto, essenciais para a definição de estratégias
empresariais.

A razão entre as taxas de RSPL e de RSA chama-se grau de alavancagem financeira


(GAF). A Figura 17 apresenta a fórmula para cálculo do GAF.

Fórmula para o cálculo de GAF


A expressão alavancagem financeira significa o que a empresa consegue alavancar, ou
seja, aumentar o lucro líquido por meio da estrutura de financiamento. Segundo
Matarazzo (1995), alavancagem financeira é “o efeito da estrutura de financiamento no
lucro dos acionistas”.

Segundo Assaf Neto (2005), alavancagem financeira é o “efeito de tomar recursos de


terceiros a determinado custo, aplicando-os nos ativos com outra taxa de retorno”. O
RSPL corresponde ao lucro líquido dividido pelo patrimônio líquido e o custo da dívida
corresponde às despesas financeiras divididas pelo passivo não oneroso da empresa.

O passivo não oneroso corresponde àquelas dívidas que não são originadas com ônus
financeiro, ao contrário dos empréstimos e financiamentos, que são originados com
despesas financeiras. Toda empresa utiliza recursos tanto de capitais de terceiros quanto
de capitais próprios e busca gerar lucro para remunerar esses capitais.