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DEFENSORIA PÚBLICA-GERAL DA UNIÃO


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ATA

ATA DA 12ª SESSÃO CONJUNTA DAS CÂMARAS DE COORDENAÇÃO E REVISÃO (2ª


reunião de 2014)

Aos 12 dias do mês de maio de 2014, às 14h30min, em Brasília/DF, na sala de Reuniões da


Defensoria Pública-Geral da União, reuniram-se os membros das Câmaras de Coordenação e
Revisão da Defensoria Pública da União, por convocação do Exmo. Dr. Fabiano Caetano
Prestes, Subdefensor Público-Geral Federal. Os trabalhos foram secretariados pelo Servidor
Alexandre e pelos funcionários Bruno Augusto Costa Rocha e Gislaine Cristine Parente Duarte.
Presentes os Exmos. Defensores Públicos Federais, membros das Câmaras de Coordenação: Dr.
Emanuel Adílson Gomes Marques, Dr. Eduardo José Teixeira de Oliveira, Dr. Estêvão Ferreira
Couto, Dr. Fabiano Caetano Prestes, Dr. Guilherme Ataíde Jordão, Dra. Ilcelena de Souza
Queiroz, Dra. Karina Rocha Mitleg Bayerl, Dr. Kleber Vinícius B. Camelo de Melo, Dra.
Ludmylla Mariana Anselmo, Dr. Pedro Paulo Raveli Chiavini, Dra. Tatiana Melo Aragão
Bianchini, Dra. Viviane Magalhães Pereira Arruda, e após constatado quórum, seguiu-se à
ordem do dia, restando acordado por consenso o que se segue: 1. O Coordenador Executivo das
Câmaras de Coordenação e Revisão, o Subdefensor Público-Geral Federal Dr. Fabiano Caetano
Prestes, abriu a sessão destacando a importância de as Câmaras exercerem um trabalho que não
esteja restrito apenas à revisão dos PAJs, mas que também seja de realizada efetiva coordenação
da atuação dos Defensores Públicos das respectivas áreas; ressaltou que, atualmente, ao
exercerem predominantemente o papel revisional, a efetividade de sua atuação têm sido
mínima; o Dr. Fabiano apresentou para debate com os presentes a ideia de separar as atribuições
das Câmaras em subestruturas distintas: uma destinada à revisão dos arquivamentos
submetidos, e outra à coordenação das atividades dos Defensores Públicos Federais, e que
seriam compostas por membros distintos da carreira; o Dr. Eduardo indagou sobre qual seria o
trabalho de coordenação esperado, pois, atualmente, enorme quantidade de PAJs recebidos para
revisão inviabiliza o exercício deste papel, o Dr. Fabiano explicou que a coordenação
envolveria, em tese, dentre outras atuações, a criação de eventos, de projetos e de
procedimentos para solucionar problemas, e contaria com o apoio e auxílio da Escola Superior
da Defensoria Pública da União; em exemplo claro de boa coordenação foi a questão da ação
para revisão dos saldos do FGTS; o Dr. Fabiano destacou que, para facilitar no trabalho de
coordenação, seria ideal que o membro da Defensoria designado para uma Coordenação ficasse
em Brasília com dedicação exclusiva a esta atribuição, sendo viável a sua escolha a partir de
sugestão do Defensor Público-Geral Federal; questionado quanto à configuração das Câmaras
em relação à atribuição de revisão, o Dr. Fabiano opinou sobre a necessidade de se rever o
quantitativo de membros de cada câmara em função da quantidade de PAJs recebidos, inclusive
com a possível absorção da revisão trabalhista e da revisão DHTC por alguma outra câmara; o
Dr. Guilherme destacou as especificidades da área trabalhista e expressou sua preocupação
quanto às revisões serem executadas por outra câmara não especializada, o Dr. Fabiano irá
considerar este aspecto[AS1] ; ao final dos debates sobre este tema ficou estabelecido que o
Coordenador Executivo, Dr. Fabiano Caetano Prestes irá elaborar minuta de proposta para

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revisão da Resolução CSDPU nº 58, separando as duas atribuições das Câmaras de


Coordenação e Revisão, com melhor definição do papel a ser desempenhado pelos novos
Coordenadores. 2. Manutenção do Banco de Petições da DPGU: foi esclarecido que a
manutenção do banco de petições é de competência da Escola, mas que no momento, por não
haver pessoa responsável pela sua administração, o conteúdo não tem sido revisado ou
renovado; o Dr. Guilherme informa que o “Banco de Petições” no âmbito da câmara trabalhista
tem funcionado bem, embora a troca de informações seja feita entre os próprios defensores; o
demais presentes também deram exemplos de compartilhamento informal de petições entre os
Defensores, principalmente quando há mudança de lotação ou área de atuação; o Dr. Kleber
expos sua experiência previa com um sistema de elaboração de sentenças na Justiça, em que, a
partir de uma estrutura de decisão em árvore, o próprio sistema “gerava” minuta de sentença
para revisão final pelo usuário, fazendo ressalva quanto ao custo envolvido no desenvolvimento
de sistema com estas características; o Dr. Fabiano diz que seria complicado exigir dos
Defensores a colaboração para a criação de banco de petições, que dependeria da participação
voluntária dos membros da DPU; os presentes concordaram que um Banco de Petições, para ser
efetivo, necessita de boa indexação e categorização, com uso consistente de palavras chaves,
sendo interessante a existência de um sistema de ranqueamento por número de consultas e uso
em cada petição; também foi levantada a necessidade de triagem prévia das petições quanto à
qualidade e duplicidade, além de periódica revisão das petições em relação à jurisprudência e
teses jurídicas superadas; foi aventada a hipótese de designação de Defensor para atuação
dedicada por período específico[AS2] ; os presentes foram unânimes na importância da
existência de um banco de petições que funcione de forma prática para todos Defensores,
porém, hoje, o banco existente não cumpre tal função; o Dr. Fabiano informou que a próxima
versão do ePAJ terá função simplificada de base de petições e que no SisDPU a mesma poderá
ser melhor desenvolvida. O tema deverá ser melhor desenvolvido oportunamente. 3. Criação
de Banco de Acórdão das Turmas Recursais: a Dra. Ilcelena alega que está complicado
encontrar os acórdãos necessários para a utilização como paradigmas na interposição de pedidos
de uniformização, pois não há disponibilização em suas páginas eletrônicas pelos TRFs; o Dr.
Fabiano informou que a Dra. Maíra possuía uma base de dados pessoal neste sentido, e que iria
contatá-la para confirmar; a Dra. Ludmylla informou que na página do conselho da Justiça
Federal (CJF) já estavam sendo disponibilizados acórdãos de alguns TRFs, mostrou a
localização para a Dra. Ilcelena (menu Serviços, à direita da página inicial, opções
Jurisprudência Unificada e Jurisprudência da TNU), a qual irá verificar se atende à
necessidade apresentada. 4. Procedimento para Elaboração de Recursos quando há
Negativa de Honorários para a Defensoria Pública da União: o Dr. Fabiano informou que a
questão está no âmbito da independência funcional, cabendo a cada Defensor decidir pela
elaboração, ou não, de recurso contra a negativa. 5. Inclusão de Nova Alínea no Artigo 8º da
Resolução CSDPU nº 58/2012: a nova alínea conteria texto dispensando a comunicação de
arquivamento de PAJs nos casos em que a competência para julgar a causa for da Justiça
Estadual, da Justiça do Trabalho (nas unidades que não atuam nesta esfera) ou quando no
processo judicial a competência foi declinada para estas esferas; o Dr. Emanuel manifestou que
a situação já se encontra prevista na Resolução, e que seria um problema de interpretação pelo
Defensor Público Federal que tramitou o arquivamento, nestas situações ele encaminha
mensagem eletrônica diretamente ao DPF informando o melhor enquadramento da situação;
outros Membros informaram que nestes casos fazem simples referência à alínea do Resolução
aplicável e encaminham para homologação; o Dr. Fabiano ficou responsável por elaborar
proposta de alteração da Resolução para tornar o texto atual mais claro. 6. Uniformização de
Procedimento das Câmaras na Análise de Arquivamento em Razão da Renda: a questão
trata da situação em que a assistência jurídica foi deferida em um PAJ por um Defensor Público
Federal e indeferida por outro Defensor Público Federal em PAJ distinto, caracterizando a
ocorrência de decisões conflitantes sobre uma mesma situação fática - a hipossuficiência
econômica do assistido; o dilema envolve a ponderação entre o Princípio da Independência
Funcional do Defensor e a Unidade de Atuação da Defensoria Pública da União; o Dr. Fabiano

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opinou que em tal situação o PAJ em que houve indeferimento seja tramitado à Câmara
Competente, com a indicação do conflito ocorrido e os PAJs envolvidos, cabendo ao membro
da Câmara elaborar parecer para decisão pelo DPGF. 7. Procedimento a Ser Adotado pela
SCC Quando do Término de Mandato de Membro da Câmara: independente se a dispensa
do Defensor deu-se à pedido, ou em razão do fim do mandato, os PAJs já distribuídos, e que se
encontram na caixa do Defensor dispensado, deverão ter seus arquivamentos revistos e
concluídos, aplica-se o “Princípio do Esgotamento do Ato”; exceção à situação em que o
Defensor deixa de pertencer à carreira na Defensoria Pública da União, quando deverá ser
realizada a redistribuição dos PAJs. 8. Desvinculação dos PAJs das Câmaras após a
Conclusão da Revisão: a Dra. Karina trouxe à discussão a questão da “desvinculação” dos
PAJs dos membros das Câmaras, pois mesmo após a conclusão da Revisão são inúmeras as
comunicações referentes a retornos de assistido “indevidamente” enviadas pelo sistema aos
membros; compreendido o problema, o servidor Alexandre Schirmbeck ficou responsável por
verificar junto ao responsável pelo sistema ePAJ as possíveis soluções e submetê-las aos
membros da Câmaras. 9. O Dr. Fabiano agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a
reunião, que será assinada eletronicamente pelos presentes no sistema SEI.

Dr. Emanuel Adílson Gomes Marques

Dr. Eduardo José Teixeira de Oliveira

Dr. Estêvão Ferreira Couto

Dr. Fabiano Caetano Prestes

Dr. Guilherme Ataíde Jordão

Dra. Ilcelena de Souza Queiroz

Dra. Karina Rocha Mitleg Bayerl

Dr. Kleber Vinícius B. Camelo de Melo

Dra. Ludmylla Mariana Anselmo

Dr. Pedro Paulo Raveli Chiavini

Dra. Tatiana Melo Aragão Bianchini

Dra. Viviane Magalhães Pereira Arruda

Documento assinado eletronicamente por Alexandre Schirmbeck, Chefe de Gabinete,


em 06/06/2014, às 10:08.

Documento assinado eletronicamente por Ilcelena de Souza Queiroz, Defensor(a)


Público(a) Federal, em 09/06/2014, às 13:11.

Documento assinado eletronicamente por Guilherme Ataíde Jordão de Vasconcelos,


Defensor Público Federal, em 09/06/2014, às 15:46.

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Documento assinado eletronicamente por Viviane Magalhães Pereira Arruda, Defensor


(a) Público(a) Federal, em 10/06/2014, às 10:33.

Documento assinado eletronicamente por Estêvão Ferreira Couto, Defensor(a) Público


(a) Federal, em 07/07/2014, às 20:15.

Documento assinado eletronicamente por Pedro Paulo Raveli Chiavini, Defensor


Público Federal, em 01/10/2014, às 16:55.

A autenticidade do documento pode ser conferida no site


http://www.dpu.gov.br/sei/conferir_documento_dpu.html informando o código verificador
0528389 e o código CRC 89DA2D57.

08038.003871/2014-73 0528389v2

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