FADI - SOROCABA DIREITO CIVIL III CONTRATOS E RESPONSABILIDADE CIVIL SEGUNDO SEMESTRE

04/08 e 05/08/10

A-) PLANEJAMENTO DO SEMESTRE: - Sujeito a alterações, segundo as circunstâncias o exigirem - Matérias Contratos em espécie (03) Responsabilidade Civil (08) Aula prática (01) Atividade extra (02) Prova oral (01) 2ª Prova Parcial (01) Exame oral (01) Total (17)

B-) FIANÇA:

dotada dos elementos dívida e responsabilidade (should e haftung). que a fiança não existe por si só.Instrumento de garantia: meio de se oferecer ao credor uma segurança maior no que tange ao adimplemento da obrigação . que a dívida. natural e moral A primeira. há dívida e responsabilidade. é a garantia prestada pelo fiador ao credor.. vale dizer. aqui. ela depende da existência de outro contrato (natureza jurídica tipicamente acessória. tendo em vista a obrigação assumida pelo devedor em outro contrato Portanto. a segunda. entendemos.Noção: contrato de garantia por meio do qual o fiador se obriga para com o credor. de início.Discussão incidental: lembrar que a obrigação é jurídica. a fiança não se enquadra em nada disso. e não principal) . tanto quanto em qualquer outra obrigação jurídica C-) ELEMENTOS: . pois haveria responsabilidade sem dívida. porém. só de dívida. caso o devedor descumpra a obrigação (818) Sempre pressupõe a presença de um contrato firmado entre o credor e o devedor. daí se inferindo. e a terceira de nada Para parte da doutrina.

: locação (locador e locatário) e fiança (locador e fiador) D-) NATUREZA JURÍDICA: . 820 . que gerou a obrigação originária. de modo que o devedor não é parte nesse contrato. e sim no outro. a par disso. a segurança mínima consiste no próprio patrimônio do devedor. o que pode ser verificado no art. do devedor ou de terceiro (penhor e . que pode ser do tipo pessoal (ou fidejussória) e real Pessoal: consubstanciada mediante o comprometimento de patrimônio de terceiro (fiança e aval) Real: hipoteca) concretizada pelo oferecimento de um bem especificamente considerado.Fiança consensual bilateral simples oneroso comutativo .Acessoriedade: o contrato de fiança é acessório em relação ao principal.De fato. diretamente. pode-se cogitar no sistema de garantia.Partes: a fiança é estabelecida entre o credor e o fiador. ex.

mas o credor há de aceitá-lo. do STJ. deve integrar o processo de conhecimento para poder ser cobrado (Súmula nº 268. 825 Alterações na situação pessoal ou patrimonial do fiador autorizam sua substituição (826) Fiador. que.Pagamento efetuado pelo fiador e suas características = compra e venda F-) OUTRAS QUESTÕES: . segundo os parâmetros do art. 1ª parte) nominado acessório (823) de trato sucessivo definitivo personalíssimo (836) paritário E-) ELEMENTOS/REQUISITOS CATEGORIAIS: . apesar de se referir somente à locação.Características de caráter subjetivo: Geralmente o fiador é indicado pelo devedor.Pagamento efetuado pelo fiador . ainda que seja responsável solidário com o devedor. pode ter seu princípio estendido às demais situações) .não solene (819.

aplicativo do 114). único . a vênia conjugal afeta os bens particulares do cônjuge-fiador e os bens comuns do casal (não afeta. 2ª parte. ambos os cônjuges prestarem fiança conjuntamente. III).Efeitos: .649. quando o correto seria nulidade) Quando prestada. reduzível até o mesmo (823) Exigibilidade: como é obrigação acessória. 1ª parte. as obrigações exigíveis desde já e as sujeitas a condição suspensiva Alcance: pode ser de valor = ou < do da obrigação principal. por extensão. e seu par.647. no entanto.A vênia conjugal sempre é necessária (1. a exigibilidade da fiança depende da validade da principal (824. bem como Súmula nº 332. salvo a hipótese do art.642. 2ª parte. 2ª parte). quer dizer. pela qual o mesmo responde apenas de maneira subsidiária. 822 Abrange dívidas atuais e futuras (821). os bens comuns do casal e os particulares de cada qual restam afetados (829. IV. e 1. e a desobediência a essa regra gera a nulidade relativa da fiança (1. salvo as exceções do próprio art. 824. a qual menciona equivocamente o termo ineficácia. se maior. aplicativo do 184. os bens particulares do cônjuge que prestou a legitimação) Se. do STJ.Características de caráter objetivo: Subfiança: fiança prestada ao fiador pelo chamado abonador. sempre A fiança inadmite interpretação extensiva (819. caput) .

fiador pode exonerar-se a qualquer tempo (835) Oponibilidade de exceções (defesas processuais) por parte do fiador: caso do 837. 838 e 839. até as forças da herança (1. as que lhe forem pessoais (ex. a responsabilidade do avalista é sempre solidária e não há a necessidade de vênia conjugal Pluralidade de fiadores: solidariedade entre ambos (829). pelas obrigações decorrentes da fiança até a data de sua morte. salvo incapacidade . o caso do art.Extinção: hipóteses dos arts. mediante o mecanismo da renúncia ao benefício de ordem (827 e 828. III. se não. de sorte que os sucessores daquele respondem.792).: prescrição da dívida). as comuns com o devedor (ex.700) Limite temporal da fiança: pode existir ou não. o mesmo raciocínio se aplica à dívida de alimentos (1. concessão de moratória ao devedor sem a anuência do fiador. 371). ato do credor que inviabilize a sub-rogação (ex.Responsabilidade do fiador. aplicativo do 346. ou seja. e as pessoais do devedor. salvo a atenuante do art. quando paga a obrigação (831 a 833. III) Morte do fiador: extingue o contrato de fiança (836). ou seja. 830 Sub-rogação: fiador se sub-roga nos direitos do credor. é subsidiária. mas por disposição contratual expressa o mesmo se torna solidariamente responsável com o devedor da obrigação principal. regra geral.: renúncia a garantia real). dação em pagamento feita pelo devedor e aceita pelo credor OBS: os arts.: compensação. 827. I e II). 834 e 839 pressupõem a responsabilidade meramente subsidiária do fiador . é o único fator objetivo capaz de quebrar o benefício de ordem OBS: no aval.

mas. para dirimir seus conflitos de interesse . ela se torna obrigatória . portanto.307/96 Consiste na escolha.Noção: também denominada de arbitragem. desafogar o sistema oficial (Poder Judiciário). pelas partes.Direito aplicável: fundamentos nos quais a solução arbitral será embasada . os direitos extrapatrimoniais (família. uma vez eleita a via arbitral. 1º). quando assinalada sine die G-) COMPROMISSO: . restando excluídos.Caráter: opcional (arts. pagamento direto ou indireto feito pelo devedor. prevista no CC do art. 1º e 3º). e tornar mais célere a solução desses conflitos . ações de estado).Outros casos de extinção: morte do fiador. mas o assunto é melhor disciplinado pela Lei nº 9.Objeto: direitos patrimoniais disponíveis na área cível (art. término do prazo da fiança. 851 a 853. coisas fora do comércio. direitos patrimoniais indisponíveis. exoneração do fiador. ordem pública . de um julgador não integrante de órgão jurisdicional.Funções: criar um sistema paralelo de solução de conflitos.

aplica-se o direito positivo e. lança-se mão da analogia. fundamentação. caput. já a eqüidade só pode ser utilizada quando a lei autorizar (CPC. 2º. produção de provas) . e art. a conciliação equivale à transação extrajudicial (art. se de direito ainda. 13. 21. 1º) Capacidade postulatória: garantia do ius postulandi (art. escolha da norma aplicável (DC pátrio. § 3º) . tratam-se da cláusula compromissória e do compromisso arbitral . nos termos do art. CC) . garantia do contraditório.Nos litígios judiciais. se de direito.Partes: pessoas físicas e/ou jurídicas de direito privado Capacidade das pessoas físicas e regular constituição das pessoas jurídicas: = DC (art. nos casos de lacuna (art. livre convencimento. somente em casos de lacuna.Modalidades: formas pelas quais a arbitragem pode ser feita. 127 e 1. caput). § 4º. impedimentos. estrangeiro. etc. e § 1º. PGD e costumes. nos termos seguintes: de direito ou de eqüidade (art.109) Já na arbitragem pode-se escolher o direito aplicável. 2º. § 2º) Na hipótese de acordo. 2º. tratado internacional. e 14 a 18) Deve pautar seu comportamento tal qual os magistrados togados (deveres. costumes e PGD.Árbitro: escolhido(s) pelas partes de comum acordo em número ímpar. 21. 842. § 1º). não havendo necessidade de ser bacharel em Direito (arts.

4º a 8º): é a cláusula inserida em contrato pela qual futuros e eventuais litígios venham a ser solucionados mediante arbitragem Quando aposta em contratos de adesão. cabem as defesas processuais de caráter passivo (embargos à execução. §§ 1º e 2º) . não está sujeita a homologação pelo PJ Igualmente não está sujeita a recurso. deve ser pactuada à parte e com destaque (art. 4º. na fase de execução. 30) Efeito: faz coisa julgada. tal qual ocorre nos processos judiciais. com força de título executivo extrajudicial (arts. 5º a 12): é a convenção pela qual as partes submetem o conflito de interesses ou o litígio já existente à solução arbitral (art. 26. caput) Realizável judicial e extrajudicialmente (art. §§ 1º e 2º) . 6º) Compromisso arbitral (art.Cláusula compromissória (art. na falta de indicação. 5º). 18 e 31) Ao devedor. procedimento administrativo e/ou judicial para se firmar o compromisso arbitral (art.Sentença arbitral: requisitos do art. § 3º) e ativo (declaração de nulidade da sentença arbitral. 33. 9º. § 2º) Pode-se indicar o órgão arbitral responsável pelo julgamento (art. 33. art. art. exceto o equivalente aos embargos de declaração do processo civil (art. 9º. além do que.

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