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Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

Curso de Licenciatura em Enfermagem


2016\2017- Época Especial

PROJECTO DE APRENDIZAGEM
Centro Hospitalar de Setúbal- Hospital de São Bernardo

-Unidade De Cuidados Intensivos Coronários-

Regente: Profª Dulce Cabete


Docente orientadora: Profª Diana Sousa
Orientadora clínica: Enfª Patricia Batista
Discente: André Dias

Projecto de Aprendizagem
2016\2017
LISBOA

ESEL 2016\2017 ÉPOCA ESPECIAL ANDRÉ DIAS


PROJECTO DE APRENDIZAGEM
HSB- SETÚBAL
UCICOR

“…reflectimos sobre o que fazemos e produzimos a teoria…”


- Dulce Cabete

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PROJECTO DE APRENDIZAGEM
HSB- SETÚBAL
UCICOR

LISTA DE ABREVIATURAS E\OU SIGLAS:

ACES – Agrupamento de Centros de Saúde


APA – American Psychological Association
CAT – Cateterismo Cardíaco
CDI – Cardioversor Desfibrilhador Implantável
CHMB – Centro Hospitalar Montijo-Barreiro
CHS – Centro Hospitalar de Setúbal
CIPE – Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem
DVC- Doença Cardiovascular
EC – Ensino Clínico
ECG- Electrocardiograma
ESEL – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa
HSB – Hospital de São Bernardo
INR – Razão Normalizada Internacional
PA – Projeto de Aprendizagem
PI- Portefólio Individual
PMD – Pacemaker Definitivo
PMP – Pacemaker Provisório
PTCA – Angioplastia Coronária Percutânea Transluminal
SPO2- Saturação periférica de Oxigénio;
UC – Unidade Curricular
UCICOR – Unidade de Cuidados Intensivos Coronários
UnIR – Unidade de Internamento Rápido

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UCICOR

ÍNDICE:

Introdução: .................................................................................................................................................... 4
Contextualização do serviço ......................................................................................................................... 6
METAS A alcançar AO LONGO DO EC: ......................................................................................................... 9
Desenvolvimento do Projecto de Aprendizagem: ....................................................................................... 13
Apêndice ..................................................................................................................................................... 21
Referências Bibliograficas: .......................................................................................................................... 23

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UCICOR

INTRODUÇÃO:

No ambito da Unidade Curricular (UC), Processo de Cuidados de Enfermagem numa


Área Opcional, foi proposto a realização do presente trabalho, denominado Projecto de
Aprendizagem (PA).
Tendo em conta as competências adquiridas nos anos lectivos anteriores e ao longo deste
ensino clínico (EC), em articulação com o docente orientador e com a enfermeiro orientadora, o
estudante deverá identificar e fundamentar as razões do seu insucesso, as suas necessidades
de aprendizagem e definir actividades \ estratégias a desenvolver de forma a atingir os objectivos
e resultados que estabeleceu.
Ao longo do EC, o estudante será avaliado de acordo com o projecto de aprendizagem
que defeniu e deverá alcançar todos os objectivos e os resultados de aprendizagem fixados para
atingir o seu sucesso académico. Desta forma, este trabalho académico tem como objectivo
principal a capacitação do estudante na identificação e mobilização das competências
necessárias à sua integração no mercado do trabalho em enfermagem, no contexto em que se
insere o seu EC.
Assim, este projecto de aprendizagem encontra-se estruturado da seguinte forma:
1. Intodução - Contextualização do projeto no curso de enfermagem;
2. Contextualização do serviço - Descrição do contexto clínico, nos aspetos
necessários à compreensão do projeto;
3. Dificuldades a superar no EC- Análise da experiência individual prévia, com os
resultados de aprendizagem esperados no contexto particular que descreveu atrás,
identificando as áreas de competência que necessita desenvolver;

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4. Desenvolvimento do projecto de aprendizagem - Inclui os objetivos de


aprendizagem a atingir, o planeamento de actividades, os recursos disponíveis e
os indicadores de avaliação;
5. Cronograma de actividades - organização temporal dos resultados a atingir;

Para a realização deste trabalho foi consultado o Guia Orientador da UC, o documento
orientador do PA, o site oficial do Centro Hospitalar de Setúbal (http://www.chs.min-saude.pt),
as normas de trabalho existentes no serviço, os documentos norteadores disponbilizados pela
professora Dulce Cabeto e alguns folhetos informativos existentes no serviço da UCICOR.
O pressente PA rege-se, igualmente, pelas normas e as orientações dos trabalhos
académicos escritos, sujeitos à avaliaçao dos docentes da ESEL- Norma de referenciação APA.

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CONTEXTUALIZAÇÃO DO SERVIÇO

O meu EC, decorrerá no Hospital de São Bernardo (HSB), fundado em 1605 e integrado,
actualmente, no Centro Hospitalar de Setúbal (CHS). O ensino clínico terá a duração de 13
semanas e terminará dia 14 de Dezembro de 2017.
O Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) foi constituído, a 31 de Dezembro de 2005, pela
fusão do Hospital de São Bernardo (HSB) e com o Hospital Ortopédico Sant’Iago do Outão
(HOSO), sendo actualmente ainda é composto por estas duas unidades. A sua área de
influência abrange os concelhos de Palmela, Setúbal, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do
Cacém e Sines. O CHS têm como missão: “ A promoção da saúde a todos os cidadãos no âmbito
das responsabilidades e capacidades dos hospitais que o compõem, prestando cuidados de
saúde especializados, com respeito pela dignidade dos doentes, e estimulando o
desenvolvimento profissional dos seus colaboradores, num quadro de qualidade, eficiência e
eficácia organizativa”. Serviço Nacional de Saúde. (2016). Centro Hospitalar de Setúbal. Disponível em:

http://www.arslvt.min-saude.pt/pages/283?poi_id=2224.

O EC a realizar terá lugar na Unidade de Cuidados Intensivos Coronários (UCICOR)


integrado no serviço de Cardiologia e localizado no 2º piso do edifício antigo do HSB.
O serviço de Cardiologia tem como missão: “Prestar cuidados cardiológicos terciários à
população. Apoiar a Medicina Familiar do Distrito, contribuindo para que esta possa prestar os
seus cuidados do foro cardiológico com qualidade (prioritariamente cuidados de prevenção,
ainda de diagnóstico precoce e direccionamento para o Serviço e finalmente de follow-up em
alguns casos)”. Serviço Nacional de Saúde. (2016). Centro Hospitalar de Setúbal. Disponível em: http://www.chs.min-

saude.pt/View.aspx?p=161.

Para além da UCICOR, o serviço de Cardiologia tambem ´é constituido por:


o Consulta de Cardiologia Geral;
o Consulta de Doença Coronária;

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o Consulta de Angioplastia;
o Consulta de Doenças Valvulares;
o Consulta de Insuficiencia Cardiaca;
o Consulta de Hipocoagulação.
o Laboratório de Hemodinâmica e Laboratório de Arritmologia e Pacing
(com sala de intervenção própria).
o Serviço de Internamento\enfermaria (com 12 camas, repartidas em 4
quartos, onde são prestados cuidados ao utente com patologia cardiaca em
fase não-aguda).
o Unidade de Internamento rápido (UnIR, constituída por 5 camas onde são
prestados cuidados de saúde a clientes provenientes do domicílio, para
realização de exames auxiliares de diagnóstico ou tratamento (p.ex:
cateterismo cardiaco; implante de pacemaker definitivo; implante de CDI
e\ou cardioversão electrica);
o Sala de Electrofisiologia e Pacing;
o Cardiologia exames.
Es serviço de Cardiologia também possui como técnicas de diagnóstico e tratamento:
Cateterismo cardíaco, Angioplastia, ECG, Ecocardiografia transesofágica, de sobrecarga
farmacológica e TDI; Pacemaker; Provas de Esforço e Provas de Esforço com Consumo de O2;
Registo de Holter; Electrofisiologiae Implementação de CDI e Resincronizadores, MAPA e TILT.
É administrado pelo Drº Rui Caria (Director de Serviço), pela Enfª Cláudia Estêvão (enfermeira
chefe) e pela enfª Cecília Almeida (enfermeira responsavél pela UCICOR).

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UCICOR (CAMPO DE ESTÁGIO):


A UCICOR é uma unidade qualificada na prestação de cuidados ao cliente em fase aguda
ou crítica, com “disfunção cardiaca, suportando, prevenindo e vertendo falências com
implicações vitais (CHS, 2010, p10).
Esta é constituida por 6 unidades (três do lado esquerdo e três do lado direito), dispostas
em espaço aberto, divididas apenas por cortinas de correr. Todos os utentes são sujeitos a
monitorização cardíaca continua, e a monitorização de SPO2, sempre que necessário. Em cada
unidade podemos encontrar um monitor cardioelectrico, que comunica com um monitor central
localizado junto à zona de trabalho dos médicos e enfermeiros, uma rampa de oxigénio e outra
de aspiração, uma cama individual, um cadeirão articulado e uma mesa regulável em altura.
Em termos de recursos humanos, o serviço é composto por uma equipa multidisciplinar
de médicos, assistentes operacionais, técnicos de cardiopneumologia, técnicos de analíses
clínicas e o utente e a sua familia. Actualmente, já não ocorre a rotatividade entre os enfermeiros
do internamento\enfermaria e a UCICOR. Segundo a informação transmitida pela enfermeira
orientadora, este novo metodo de trabalho entrou em vigor há aproximadamente dois anos, a
pedido do antigo diretor de seviço e tem como objectivo proporcionar aos utentes e as suas
familias uma maior proximidade e um maior acompanhamento por parte da equipa de
enfermagem. Desta forma, os enfermeiros conseguem ter um maior conhecimento sobre a
história actual de saúde dos utentes que estão a seu cargo. Esta metodologia de trabalho
fomenta a relação enfermeiro-doente.
O metodo de trabalho dos enfermeiros da UCICOR é o metodo de trabalho em equipa.
Neste modelo assistencial, um grupo de profissionais da equipa de enfermagem, sob o comando
de um enfermeiro lider\chefe, colaboram no atendimento a um grupo de pacientes. Este método
tem como objectivo trabalhar, em colaboração tendo em conta o respeito mútuo pelas

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dificuldades dos diferentes colegas, desenvolvendo um sentido de responsabilidade


compartilhado para completar o trabalho que os uniu, fomentando espírito de cooperação.
Os membros da equipe, nesse modelo assistencial, podem colaborar com suas
habilidades e conhecimentos técnicos. O líder\chefe de equipa deve ser capaz de reconhecer as
capacidades individuais de cada colaborador e designar as atividades de modo que as
potencialidades de cada um possam ser bem exploradas.A responsabilidade dos cuidados
prestados a um utente ao longo de um turno não é de um enfermeiro em particular, mas sim de
todos os elementos da equipa presentes. A linguagem CIPE é a taxonomia utilizada pelo serviço
na documentação de enfermagem, bem como em todos os registos de enfermagens de cada
utente. Os registos são realizados com recurso ao programa informatico SClínic.
De modo a asegurar a humanização dos cuidados de saúde e contemplar a componente
assistencial, o periodo de visita aos utentes internados no serviço, é das 14h:00 às 15h:00 e das
19h:00 às 20h:00. Durante este horário apenas é permitida a entrada e a permanencia de uma
pessoa junto do utente, no entanto, a troca de visitas pode ser realizada à entrada do serviço de
cardiologia.

METAS A ALCANÇAR AO LONGO DO EC:

Como referido anteriormente, o ensino clínico terá a duração de 13 semanas. Ao longo


deste período tenciono aumentar o meu leque de conhecimentos em enfermagem, sobretudo no
âmbito da cardiologia. Pretendo evoluir bastante quer a nível profissional como pessoal, de modo
a tornar-me um profissional de saúde bastante qualificado quando ingressar no mercado de
trabalho.

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Quando soube que íria estagiar numa unidade de cuidados intensivos cornários, fiquei
um pouco ansioso. A percepção que tinha de uma unidade de cuidados intensivos era totalmente
diferente do que vim a constatar no dia da apresentação ao serviço e nos turnos seguintes. O
estereótipo criado por alguns filmes e séries que tinha visto, de um serviço “caótico” sob grande
pressão em que clicar num botão do monitor cardiaco, descolar um electrodo do torax do utente
ou até mesmo silenciar um monitor de SPO2, seria um erro fatal que colocaria termino imediato
à vida do utente, não correspondia à realidade que estava a presenciar. Apesar de alguns desses
descuidos poderem de facto constituir, em determinadas situações, erros de enfermagem
graves, percebi também que a percepção que eu possuía de um utente internado numa unidade
de cuidados intensivos era uma ideia extremamente exagerada. Ao longo dos turnos constatei
que eles, nem sempre, eram tão vulneráveis e que as suas vidas não estavam no limiar, como
imaginava. A maioria dos utentes internados tinha sofrido episódios, alguns recorrentes, de EAM
mas encontravam-se estáveis e eram bastante comunicativos à abordagem. Essa constatação,
diminui o meu receio em prestar cuidados de enfermagem num serviço de cuidados intensivos
e levou-me a definir um objectivo fundamental: “Demonstra capacidade de intervenção em
enfermagem, de acordo com a evidencia científica, considerando as necessidades e as
individualidades do utente com DCV”. A concretização deste objectivo será muito importante
para conseguir terminar este EC com sucesso e sobretudo prestar cuidados de enfermagem de
qualidade num futuro proximo.
Não pude, também, deixar de notar na quantidade de equipamentos e materiais que
desconhecia. Ao longo do meu percuso académico, quer nas aulas, quer nos EC anteriores,
nunca tinha visto um pacemaker, um kit de montagem de linha arterial, nem mesmo a
organizaçao de um carrinho de emergência. Este desconhecimento fez-me reflectir sobre uma
questão bastante pretinente: “Serei, um dia capaz de agir numa situação de emergência, como
por exemplo uma paragem cardiorespiratória?”. Assim, considerei importante planear certas

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actividades, de modo a que no final deste EC fosse capaz de descrever como agir, e sobretudo
saber atuar perante determinadas situações de cuidados de enfermagem, tendo em conta as
dimensões física, psicologica, social, espiritual e cultural, do utente de quem fui encarregue de
prestar cuidados. Assim, outro objectivo que estabeleci foi “Descreve a estruturação e
organização do seu plano de cuidados tendo em conta as necessidades e individualidades
dos utentes atribuídos”.
Ao longo dos turnos e dos cuidados de enfermagem que observei, também verifiquei ser
necessário rever algumas bases de anatomia e fisiologia, por forma a compreender alguns
processos patológicos que apresentavam os utentes internados no serviço. Apesar de ser uma
área bastante específica, o sistema cardiovascular é um sistema bastante abrangente que
interage com múltiplos orgãos e sistemas constituintes do nosso organismo. Desta forma, o
aprofundamento do conhecimento em cardiologia, nomeadamente a anatomo-fisiologia do
sistema cardiovascular, a apreciaçao do utente com patologia CV, a semiologia e a patologia
cardiovascular e os fármacos usados no tratamento e alívio sintomático destas complicações,
constituiem actividades que programei no meu projecto de aprendizagem.
Por ser a primeira vez que estagio numa unidade de cuidados intensivos, não possuo
nenhum conhecimento acerca de como estas unidades se destiguem de uma enfermaria ou de
qualquer outro serviço. Como tal estabeleci o seguinte objectivo: Descreve a dinâmica do
serviço UCICOR e a função dos diferentes profissionais integrados na equipa
multidisciplinar.
De modo a alcaçar esta meta, achei importante planear algumas actividades que me
permitam conhecer a dinâmica do serviço, o papel de cada membro da equipa multidisciplinar,
assim como a forma como os cuidados de enfermagem são distribuídos, organizados e
prestados.

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Outro objectivo basilar deste EC relaciona-se com a conduta ético-deontológica da


profissão de enfermagem. A deontologia inerente à profissao de enfermgem é uma área que
ainda não aprofundei suficientemente, nos campos de estágios anteriores. Por ser ainda um
estudante, por vezes, os conhecimentos inerentes às patologias, aos fármacos e aos
procedimentos prevalenceram sobre as questões éticas. As questões éticas são igualmente
relevantes, mas são por vezes menosprezadas por alguns profissionais. Ao longo deste EC
pretendo guiar a minha prática pelo Código Ético e Deontológico do Enfermeiro. A análise e
reflexão sobre as situações permitirá reflectir sobre os aspetos deontológicos inerentes aos
cuidados de enfermagem que presto, e discutir, sempre que necessário com a enfermeira
orientadora, as estratégias para melhorar a eficácia e a eficiência dos cuidados. Uma vez que,
só atravês da reflexão sobre a prática produzimos a teoria e melhoramos a nossa prática, surge
outro objectivo: Demonstra cuidados de enfermagem ao utente com DCV refletindo
segundo os quadros éticos, deontológicos e jurídicos inerentes à prática de enfermagem.
Relativamente às minhas dificuldades, destaco a minha falta de destreza manual na
elaboração de alguns procedimentos, a ansiedade durante a realização de certos cuidados, que
infelizmente ainda não domino, e o meu défice de conhecimento relativamente à farmacoterapia
da doença cardiovascular. Assim sendo, os diferentes objectios identificados no meu PA, darão
ênfase às lacunas e às áreas de menor domínio, de modo a colmatá-las e aperfeiçoá-las.
Por fim, não posso deixar de mencionar que ao longo destas primeiras semanas de ensino
clínico, tenho apreciado imenso o aconselhamento e a disponibilidade dos diferentes membros
da equipa multidisciplinar, sobretudo por parte da minha enfermeira orientadora. Este
acolhimento revelou-se crucial para a minha integração. O ambiente acolhedor e profissional
criado por toda a equipa de enfermagem, suscitou em mim um enorme prazer em aprofundar os
meus conhecimentos e motivou-me a investir o máximo possível ao longo deste EC, para poder
terminar esta última etapa do meu percuso académico com bastante sucesso.

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DESENVOLVIMENTO DO PROJECTO DE APRENDIZAGEM:

Resultados de Aprendizagem UC:


1- Desenvolve o processo de cuidados de enfermagem garantindo a qualidade dos cuidados e a segurança do
cliente, numa área opcional.

Do Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais:


B: B1 – B5: No Domínio da Prestação de Cuidados e Gestão de Cuidados o enfermeiros atua de acordo com os
fundamentos da prestação e gestão de cuidados, contribui para a promoção de saúde, utiliza o processo de
enfermagem, estabelece comunicação e relações interpessoais eficazes e promove um ambiente seguro.

1. Objectivo de aprendizagem: Demonstra capacidade de intervençãp em enfermagem,


de acordo com a evidência científica considerando as necessidades e as
individualidades do utente com DCV.
Actividades a Desenvolver: Recursos Indicador de
(Materiais e Humanos): resultado\ meio
de prova:
 Aprofundar os conheciemntos acerca  Normas e protocolos do serviço;  Demonstra
da anatomia e fisiologia do sistema CV:  Processos clínicos dos utentes do conhecimento da
o Arquitetura do coração; serviço; história de saúde
o Sistema de condução eléctrica;  Material disponibilizado no BB das actual dos utentes
o Sistema vascular; Ucs anteriores: ao seu cuidado;
o Dinâmica das células miocitas o Anatomia-fisiologia;  Fundamenta com
na polarização e o Processo de tomada de base na evidência
despolarização. decisão em enfermagem; científica o seu
 Aprofundar os conhecimentos acerca o Farmacologia e terapêutica processo de
das patologias mais frequentes no medicamentosa; tomada de
serviço: o Semiologia e patologia;

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o FA;  RCM e Bulas da terapêutica decisão em


o EAP; medicamentosa; enfermagem;
o EAM;  Manuais académicos:  Fundamenta com
o Angina estável e instável; o Katzung, Bertram G. base na evidência
(2014) Farmacologia básica
o Insf cardiaca crónica; científica o seu
e clínica. Porto Alegre;
o Bloqueio auriculoventricular; o Seeley, Rod; STEPHENS, processo de
Trent; TATE, Philip
o Choque cardiogénico; intervenção em
(2005). Anatomia & Fisiologi
o Tamponamento cardiaco; a. Editora Lusodidacta; enfermagem;
o Smitch, Nancy E; TIMBY,
o Miopericardite;  Realiza e arquiva
Bárbara K. (2005)
 Realizar fichas terapêuticas dos Enfermagem Médico no portefólio
Cirúrgica. Editora Manole;
fármacos mais usados no serviço individual,
o Quillei, A..Bento.A, Ferreira.
(grupo terapêutico, indicações, F. Cardoso. L, Moreira. R, resumos e
Silva. (2014) Enfermagem
mecanismo de acção, contra- esquemas
em cardiologia. Editora
indicações e efeitos adversos): Atheneu; relativamente à
o Outros;
o Antirritmicos; anatomomia e
 Enfermeira orientadora;
o Antidislipidémicos; fisiopatologia do
 Equipa multidisciplinar;
o Antiagregantes; coração,
 Webgrafia:
o Anticoagulantes; patologias mais
o http://www.infarmed.pt/;
o Trombolitícos; o http://www.chs.min- frequentes no
o Anti-hipertensores (IECAS, saude.pt/; serviço;
o www.medicinanet.com;
ARA, BCC, diuréticos);  Descreve a
o Outros;
o Vasodilatadores.  Sclinic; dinâmica do
 Aprofundar os conhecimentos sobre os  Processo clinico, fisico, dos utentes; serviço nos
aspectos a ter em conta na apreciação diferentes turnos;
do SCV:  Apresenta no
o Sintomatologia: Portfolio individual
 Dispneia; documentos
 Percordialgias; comprovativos de
 Desconforto toracico; estudo autonomo.

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 Edema;  Realiza e
 Sincope; apresenta fichas
 Palpitações; terapêuticas dos
 Fadiga; fármacos mais
 Tonturas; usados no serviço.
 Ansiedade;
 Cianose.
 Procurar normas de serviço, normas de
procedimentos de enfermagem
disponibilizadas pela no BB da ESEL,
bibliografia e webgrafia;
 Assegurar a continuidade dos cuidados
registando em suporte informático
(Sclinic) os registos de enfermagem
dos utentes encarregues;

2. Objectivo de aprendizagem: Descreve a estruturaçao e organizaçao do seu plano de


cuidados tendo em conta as necessidades e individualidades dos utentes atribuidos.
Actividades a Desenvolver: Recursos Indicador de resultado\
(Materiais e Humanos): meio de prova:

 Discutir com a enfermeira orientadora a  Enfermeira orientadora;  Descreve a


priorizaçao\organização dos cuidados a  Profª Dulce Cabeto; organização dos
realizar ao longo do turno;  Profª Diana Sousa; cuidados a realizar ao
 Discutir com a enfermeira orientadora a  Sclinic; longo do turno;
história de saúde actual dos utentes  Normas e protocolos do  Realiza uma
encarregues; serviço; priorizaçao dos
cuidados correcta

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 Verbalizar as rotinas do turno da manhã,  Manual de integração tendo em conta


tarde e noite; profissional no serviço individualidade e
 Procurar normas do serviço na pasta intranet UCICOR; necessidades do
de acorco com as lacunas no conhecimento; utente (o horário de
 Investigar os processos clínicos dos utentes visitas, refeição
atribuidos, no programa Sclinic; medicação; horário
 Construir um plano de cuidados para todos dos exames auxiliares
os utentes atrubuídos; de diagnóstico;
 Discutir com a enfª orientadora o seu plano NHF’s; procedimentos
de cuidados e\ou suas alterações; médicos
programados).
 Justifica perante o
orientador clínico,
com base na
evidencia cientifica e
nas necessidades e
individualidade do
utente, a pretinencia
do seu plano de
cuidados e\ou suas
alterações;
 Prestação de
cuidados de
qualidade ao utente
com doença
cardiovascular ao
longo de todas as
fases do
internamento;

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Resultados de Aprendizagem UC:


2-Age de forma refletida, e de acordo com os principios ético-deontológicos da profissão:
Do Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais:
A – A1 e A2: Do Domínio da Responsabilidade Profissional, Ética e Legal, o enfermeiro desenvolve uma prática
profissional com responsabilidade e exerce a sua prática profissional de acrodo com os quadros ético, deontológico
e juridico.
3. Objectivo de aprendizagem: Demonstra cuidados de enfermagem ao utente com DCV
refletindo segundo os quadros éticos, deontológicos e jurídicos inerentes à prática de
enfermagem.

Actividades a Desenvolver: Recursos Indicador de resultado\


(Materiais e Humanos): meio de prova:

 Demonstrar responsabilidade nas ações de  Orientador clinico;  Demonstra


enfermagem que desenvolve reconhecendo conhecimentos
 Código Deontológico do
os limites como estudante, e da profissão de Enfermeiro; relativos aos
enfermagem; stressores
 Equipa de enfermagem;
 Desenvolver cuidados não traumáticos ao hospitalares durante
utente com DCV;  Equipa multidisciplinar; uma hospitalização;
 Reflectir com a enfª orientadora situações de  Analise de uma
cuidados que coloquem em risco a dimensão  Bibliografia e webgrafia situação de cuidados
ética e deontológica da profissão. sempre que necessario; de enfermagem;
 Elabora uma “Analise de uma situação de  Identifica algumas
cuidados de enfermagem merecedora de situações de cuidados
reflexão etico-deontologica”; que coloquem em
 Consultar bibliografia referente aos risco a dimensão ética
stressores comuns da hospitalização do e doentologica da
utente adulto\idoso; profissão;

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 Comunica alterações
relevantes do estado
de saúde do utente ao
orientador clínico;
 O estudante pede
auxílio na prestação
de cuidados que
ainda se encontram
para além das suas
capacidades, agindo
sempre de modo a
que não prejudique o
cliente.

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Resultados de Aprendizagem UC:


3- Mobiliza competências de liderança e cooperação
Do Regulamento do Perfil de Competências do Enfermeiro de Cuidados Gerais:
B: B6- B7: Do Dominio da Prestação e Gestão de Cuidados, o enfermeiro promove cuidados de saúde
interprofissionais, e delega e supervisiona tarefas.

4. Objectivo de aprendizagem: Descreve a dinamica do serviço UCICOR e a função dos


diferentes profissionais integrados na equipa multidisciplinar.
Actividades a Desenvolver: Recursos Indicador de resultado\
(Materiais e Humanos): meio de prova:

 Verbalizar as rotinas do turno da manhã,  Normas e protocolos do  Descreve a dinamica


tarde e noite; serviço; do serviço nos
 Procurar normas do serviço na pasta intranet  Folhetos informativos; diferentes turnos;
do CHS deacorco com as lacunas no  Website do CHS;  Identifica o papel de
conhecimento;  Pasta intranet do CHS; cada categoria
 Discutir com a enfª orientadora politicas do  Videos disponibilizados pela profissional da equipa
serviço; enfª chefe; multidisciplinar;
 Consultar normas e protocolos existente no  Enfª orientadora;  Descreve no
serviço;  Enfª chefe; Portefolio individual a
 Discute com a enfermeira orientadora o que  Enfª responsavel pela organizaçao e
a equipa multidisciplinar entende por UCICOR; dinamica da equipa
cuidados de qualidade no serviço UCICOR;  Enfermeiras\os de outras de enfermagem,
 Questionar a enfermeira acerca das areas de unidades; metodologia de
intervençao do serviço de cardiologia;  Equipa multidisciplinar. trabalho,
 Realizar visita guiada ao serviço e a diversas organograma
unidades (laboratorio de hemodinamica; sala epercurso do cliente

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de electrofisiologia e Pacing e a undidade desde a admisao até


Cardiologia exames). à alta hospitalar;
 Observar a prestação de cuidados dos  Relaciona-se
diferentes elementos da equipa profissionalmente
multidisciplinar; com a equipa
 Investigar a disposinaçao e organização dos multidiscilipinar e os
materias necessarios nos procedimentos de seus pares;
enfermagem, no serviço;  Visita, pelo menos,
 Realizar turnos nas diferentes unidades de uma vez ao
forma a conhecer o percurso de pelo menos laboratório de
um cliente. hemodinãmica; sala
 Demonstrar iniciativa e proatividade para de electrofisiologia e
auxiliar os outros profissionais sempre que Pacing e a undidade
necessário; Cardiologia exames.

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APÊNDICE

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APÊNDICE I- CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES

Legenda:

 AS (Análise de uma situação)- Entrega da Análise de uma situação de cuidados de enfermagem


(actividade do objectivo 3)
 DE (dinâmica da equipa)- Descreve no Portefolio individual a organizaçao e dinamica da equipa de
enfermagem, metodologia de trabalho, organograma epercurso do cliente desde a admisao até à alta
hospitalar (actividade do objectivo 4);
 FT (fichas terapêuticas) - Entrega e arquiva no PA as fichas terapeuticas dos farmacos mais usados no
serviço (actividade do objectivo 1);
 OC (Objectivos Concretizados)- Semana onde todos os objectivos de aprendizagem do PA estão
concluidos;
 PA- Entrega e Avaliação do Projecto de aprendizagem;
 PI- Entrega e Avaliação do portefólios Individual;
 R (resumos)- Realiza e arquiva no portefólio individual, resumos e esquemas relativamente à anatomomia
e fisiopatologia do coração, patologias mais frequentes no serviço (actividade do objectivo I);
 VU( Visita às Unidadades)-semanas de visita às outras unidades do serviço de cardiologia.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
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Cardíacos (UCICOR). Disponível em Intranet (Serviço Cardiologia, CHS, Portugal);

Deglin, J.H. & Vallerand, A.H. (2009). Guia Farmacológico para Enfermeiros de Davis, Loures: Lusociência.

Doenges, Marilynn E.; Moorhouse, Mary Frances (2012). Application of Nursing Process and Nursing Diagnosis:
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Nunes, L. & Amaral, M. (Eds.) (2005). Código deontológico do enfermeiro: dos comentários à análise de casos.
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UC). Prof a Dra Dulce Cabete, ESEL, 2017;

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Website Centro Hospitalar de Setúbal: http://www.chs.minsaude.pt/View.aspx?p=161 Acedido a 06/01/2017;

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