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SAÚDE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO UNEC

UNIDADE DE ENSINO:
SAÚDE MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO

Caros discentes,
Bem-vindos a Unidade de Ensino SAÚDE, MEIO AMBIENTE E EDUCAÇÃO.
Sabemos que as inter-relações entre população, recursos naturais e desenvolvimen-
to têm sido objeto de preocupação constante em estudos científicos. Há muito, as exigên-
cias estão cada vez mais complexas e aceleram o uso dos recursos naturais, resultando
em danos ambientais que podem colocar em risco a sobrevivência humana. A história nos
mostra que o homem sempre se utilizou dos recursos naturais para o desenvolvimento de
tecnologia e economia, garantindo uma vida com mais qualidade.
No final do século XX e início do século XXI assistimos profundas mudanças ambien-
tais determinadas pela ação humana, com impacto importante na saúde do planeta e do
próprio homem.
Um novo paradigma envolvendo o conceito de saúde surge, considerando que esta
não pode ser vista somente como sensação de bem-estar físico e mental.
É necessário compreender o processo saúde/doença a partir de uma visão global,
considerando desde as forças motrizes determinadas pelo modelo de desenvolvimento eco-
nômico, social e tecnológico, além das pressões que o desenvolvimento pretendido gera
sobre o meio ambiente, alterando o estado de sua qualidade.
Assim, também o Brasil vive o momento histórico de transformação, onde as ações
de combate às doenças deixam de ser curativas e dão lugar as de prevenção, promovidas
pela vigilância à saúde e pelo trabalho de uma equipe multidisciplinar. Desta maneira, pro-
fissionais de várias áreas necessitam trabalhar juntos no combate às doenças e promoção
da saúde humana, através de ações que considerem as questões ambientais e a saúde
ambiental, deixando de ser assim, problema exclusivo de médicos e enfermeiros, para en-
volver o trabalho de profissionais de diferentes áreas.
É com este foco que será desenvolvida esta Unidade de Ensino e sua participação é
fundamental para o sucesso de todo o trabalho. Reserve tempo para seus estudos e o faça
com dedicação. Busque apoio nas indicações fornecidas e em outras fontes para abrilhantar
seu conhecimento.
Professor M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa
sanderson.unec@gmail.com

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Aula 01 e 02

CAPÍTULO 1: CONCEITOS E A EVOLUÇÃO DA SAÚDE AMBIENTAL

1.1 INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS E A EVOLUÇÃO DA SAÚDE


AMBIENTAL SAÚDE AMBIENTAL

Na busca pelo progresso e o


bem-estar, o homem utiliza, transfor-
ma e modifica a natureza, causando
impactos que podem ser positivos ou
negativos.
A organização social e as ati-
Figura 1 - Meio Ambiente, Educação e Saúde. Fonte:
http://www.santacasasp.org.br/portal/site/pub/6382/atividades-
socioambientais---encontro-de-educacao--meio-ambiente-e-saude

 vidades econômicas determinam a intensidade e


Sociedade é o agrupamento de indivíduos
entre os quais se estabelecem relações eco- a natureza desses impactos, que podem ser
nômicas, políticas e culturais. Numa sociedade
existe unidade de língua e cultura e seus destruição de florestas, extinção de espécies,
membros obedecem a leis, costumes e tradi-
ções comuns, unidos por objetivos que interes- perda de solo produtivo, poluição dos recursos
sam ao conjunto, ou às classes que nele pre-
dominam. Toda a humanidade pode ser consi-
derada como uma única sociedade, mas em
hídricos e do ar. E é necessário considerarmos
sentido sociológico fala-se de sociedade como
um sistema funcional abstrato, sem identifica- como, os efeitos desta ação sobre o meio ambi-
ção com um país ou cultura determinada, ou
então de forma plural no tempo (sociedade ente, podem refletir na saúde humana.
antiga, medieval, moderna etc.) e no espaço
(sociedade americana, mexicana, japonesa, Para compreender o agravamento da cri-
brasileira etc.).

FONTE:
se ambiental que vivemos, é preciso refletir no
http://www.coladaweb.com/sociologia/sociedad
e. contexto histórico a ele relacionado. Fatos histó-

 ricos como a revolução francesa, a revolução


industrial, o capitalismo, o marxismo e outros
eventos do passado influenciaram na construção da chamada sociedade moderna?

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O que se entende por crise da modernidade e quais os desafios que nos es-
peram na chamada sociedade pós-moderna? O que é saúde ambiental e como esta
afeta a saúde do homem?
A partir de indagações como essas, elaboramos esta unidade com objetivo de
estimular a reflexão do tema saúde e ambiente, contextualizando os principais cená-
rios da realidade brasileira e incorporando a atuação de profissionais de diversas
áreas que podem contribuir para a Saúde das populações.

1.2 CARACTERÍSTICAS DA SOCIEDADE MODERNA

Na sociedade moderna, o meio natural é


substituído pelo meio técnico, que interpõe entre
o homem e a natureza uma rede de máquinas e
técnicas apuradas. O homem explora os recursos
naturais, numa relação com a natureza de domí-
nio e transformação conforme seus interesses.
Com o desenvolvimento dos recursos tec-
nológicos, a estrutura da sociedade tecnológica Figura 2 - Meio Ambiente na sociedade
moderna. Fonte:
torna-se mais complexa do que a da sociedade http://meioambiente.culturamix.com/gestao-
ambiental/meio-ambiente-na-nova-ordem-
tradicional. As profundas transformações sociais mundial

assistidas na sociedade moderna se devem a


tecnologia, ao modelo do sistema monetário baseado também no crédito, a marcada
divisão do trabalho e a substituição da mão-de-obra do setor primário de produção
(agricultura, caça, pesca e mineração) para os setores secundário (indústria) e terci-
ário (comércio, transportes, profissões liberais etc.).
Nesta sociedade o indivíduo desempenha vários papéis, aumentando os ris-
cos de conflito. Há também a multiplicação artificial das necessidades de consumo,
o que permitiu caracterizar esta sociedade como a “sociedade de consumo”.
A divisão de trabalho nesta sociedade tecnológica é extrema, estimulando a
especialização das profissões e a competição como formas de efetuar a seleção no
mercado de trabalho. A burocracia surge como uma forma de controle das empre-
sas, na administração pública e nas diferentes instituições. A sociedade moderna é

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eminentemente urbana, e marcada pela concentração, a diversidade das profissões


e as desigualdades na distribuição de renda que geram conflitos sociais devido a
divisão de classes.
Nesta sociedade, o indivíduo sozinho não sobrevive, o que estimulou a proli-
feração de grupos de interesse (sindicatos, associações profissionais, sociedades
agrárias etc.). Com a existência de várias associações, surgem diversas elites que
pretendem representar uma determinada comunidade (etnia, sindicato, partido políti-
co etc.).
Essas elites lutam entre si, constituin-
do assim verdadeiras ferramentas na luta de
interesses dos grupos que representam. Des-
ta maneira, o conflito dentro da sociedade
tecnológica é uma constante e contribui para
que a organização social se apresente sem-
pre fragmentada e diversificada.
Na sociedade moderna a força da tra-
dição é substituída pela racionalidade e a
valorização da instrução. A mentalidade tec-
Figura 3 - A luta de Classe explica o mundo. Fonte:
http://muitasbocasnotrombone2.blogspot.com.br/2015
nológica prefere a mudança, que associa ao
/06/entrevista-domenico-losurdo-luta-de.html
progresso, em contraposição a preservação
de costumes e valores típicos da sociedade tradicional.
Por isso, ocorre a desmitificação do mundo pela racionalidade e a ciência, o
que leva a uma profunda transformação da ética e da moral tradicionais, rejeitando
principalmente as crenças religiosas, num processo denominado “secularização”.

1.2.1 MODERNIDADE E CRISE AMBIENTAL

Para compreendermos a crise ambiental que vivemos é importante que a dis-


cussão se faça de forma contextualizada, observando os vários fatores a ela relacio-
nados dentro de uma perspectiva histórica. Assim, a crise ambiental atual é fruto da
chamada sociedade moderna.

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A sociedade moderna surge com o fortalecimento do capitalismo, defendido


por Adam Smith, aliado a vários outros fatos históricos que marcaram os séculos
XVII, XVIII, XIX e XX. Mas o que significa modernidade, como ela surgiu e em quais
princípios se fundamenta? A modernidade corresponde a um momento histórico que
se caracteriza pela derrubada das convenções, dos costumes, das tradições e das
crenças, pela saída dos particularismos e entrada no universalismo, ou ainda pela
entrada da idade da razão ou do racionalismo.
Considerando alguns
dos fatos históricos relaciona-
dos ao processo da modernida-
de, tem-se inicialmente a in-
fluência das ideias iluministas,
que teorizavam um mundo no-
vo, no início da Revolução In-
dustrial e que seria completado
com a Revolução Francesa. Figura 4 - A revolução Industrial promoveu o desenvolvimento da in-
dustrialização no séc. XVIII e início do séc. XIX e gerou grandes mu-
Suas raízes estão no danças nas relações de trabalho e no modo de vida, em todo o mundo.
A sociedade rural e agrícola do mundo ocidental deu lugar a uma soci-
progresso científico alcançado edade basicamente urbana e industrial. A industrialização trouxe mui-
tos benefícios materiais, mas gerou também impactos negativos no
mundo moderno, como os danos ao meio ambiente.
no Renascimento e iniciou-se Fonte:
http://www.klickeducacao.com.br/enciclo/encicloverb/0,5977,IGP-
na Inglaterra, expandiu-se pos- 415,00.html
teriormente pelo norte da Euro-
pa. Criticavam o regime absolutista monárquico, por considerá-lo injusto, por não
permitir a participação da burguesia na vida política e impedir a realização de seus
ideais. Pregava contra o mercantilismo, pois defendiam a livre iniciativa e o capita-
lismo e condenavam também o poder da igreja, por considerar que as verdades só
podiam ser reveladas pela fé, pois na sociedade moderna o alvo era a autonomia
intelectual conquistado pelo racionalismo iluminista.
O racionalismo defendido pelos iluministas, afirmava a primazia da razão hu-
mana como única fonte do conhecimento. Os Iluministas pretendiam um mundo per-
feito, comandado pelos princípios da razão, sem guerras e sem injustiças sociais,
onde todos pudessem expressar livremente seu pensamento. Pretendia a liberdade,
a justiça, a igualdade social e a existência de Estados com divisão de poderes e go-

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vernos representativos, como elementos fundamentais para a construção de uma


sociedade mais equilibrada e para a felicidade do homem.
Além da grande influência dos ideais iluministas, é importante que se conside-
re na construção da sociedade moderna, a expansão e a afirmação do sistema capi-
talista como sistema econômico hegemônico, a nível mundial. No capitalismo de
Adam Smith a ordem social só é possível através do combate aos interesses indivi-
duais e pela primazia do bem-estar para
a sociedade. Os interesses privados são
garantidos por uma mão invisível que os
orienta para o bem-estar coletivo. Esta
mão invisível funciona como o operador
social, e corresponde ao mercado, que
passa ter este papel na organização
social.
Figura 5 - O Iluminismo foi um movimento intelectual que Desta maneira, a economia é
surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da
razão (luz) contra o antigo regime (trevas) e pregava maior compreendida como essência da socie-
liberdade econômica e política. Fonte:
http://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php dade, terreno sobre o qual a harmonia
social pode ser pensada e praticada.
Com a Revolução Industrial, fortaleceu-
se o capitalismo baseado na produção e na mais valia.
O marxismo também influenciou a sociedade moderna, criticando o capitalis-
mo e o papel do mercado como organizador da sociedade. Afirmavam que no capi-
talismo as relações sociais eram reguladas pelo valor de troca antes do que pelo
valor de uso das mercadorias e serviços que eles produzem. Ou seja, a satisfação
das necessidades humanas encontrava-se na dependência direta do poder de com-
pra das pessoas no mercado e correspondia a um resultado secundário da produção
e do lucro mediado pelo sistema de trocas.
Para Marx, no capitalismo o centro da atividade econômica era ocupado pelo
capital e os bens e não pelo homem e a vida, gerando contradições como o aumento
da produção e o seu uso repressivo e destrutivo além daquela estabelecida entre o
caráter social da produção e a apropriação privada dos excedentes.

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O marxismo propõe que o organizador social deve ser o trabalho, porque as


classes do mundo do trabalho suportam o peso da exploração econômica, contro-
lando o aparato produtivo e sendo capaz de desencadear a superação das contradi-
ções básicas do sistema capitalista de produção e estabelecer a integração entre o
desenvolvimento das forças produtivas e as necessidades humanas.

Principais diferenças entre o Capitalismo e o Socialismo

Capitalismo Socialismo

Estabelecimento do domínio total ou parcial de


todos os meios de produção, independentemen-
te do segmento, tais como fazendas, indústrias, Controle executado pelo Estado.
comércio, serviços desenvolvidos pela iniciativa
privada.
O controle do mercado é desempenhado pela
Monopólio por parte do Estado.
livre concorrência e a competição.
Altos investimentos designados ao desenvolvi-
O direcionamento dos investimentos é
mento dos setores produtivos provenientes do
proveniente de órgãos estatais.
capital privado.
Existência de sociedade dividida em classes,
sendo uma composta por uma elite dons dos Não há distinção entre classes, pois to-
meios de produção e outra formada por traba- dos são donos dos meios de produção.
lhadores.
Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/geografia/principais-diferencas-entre-capitalismo-socialismo.htm

As principais diferenças entre o capitalismo e o socialismo podem ser obser-


vadas na tabela acima. Apesar de o socialismo pretender maior igualdade social,
abolindo a divisão por classes e criando uma sociedade mais justa e igualitária, este
ideal também não foi alcançado, e países como
União Soviética e outros países do leste Euro-
peu, enfrentaram o descontentamento da popu-
lação que almejava abertura política e econô-
mica além de melhorias sociais.
Desta maneira, o ideal de “Liberdade,
Igualdade e Fraternidade” defendido pela Revo-
Figura 6 - Revolução Francesa. Fonte:
lução Francesa não alcançou todos os homens, http://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-
francesa.htm

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e o que se vê na sociedade moderna é a intensificação das diferenças entre classes


sociais e, principalmente, entre países. A segurança, liberdade e disponibilidade de
bem-estar de todos, foi alcançada por alguns, distanciando-se assim da universali-
dade pretendida.
A liberdade e a razão tornaram-se pilares da estrutura da modernidade. As-
sim, o homem acreditava que, estava na ciência a resposta para todas as suas in-
quietações e seus problemas. Pregava-se a igualdade e desenvolvimento para to-
dos.
No entanto, tal esperança
nunca se consolidou. Ao contrário,
o mundo pretendido pelos ideais
modernos era intangível para
grande parcela da população, o
que confirma o não cumprimento
Figura 7 - O número de veículos automotores (automóveis, cami-
nhões e ônibus) atingiu a impressionante cifra de 1 bilhão de uni-
do projeto da modernidade.
dades em 2010, segundo a revista Ward’s AutoWorld. Em números
redondos, são 700 milhões de automóveis e 300 milhões de cami- Um homem livre, amparado
nhões e ônibus. O aumento desta frota tem contribuído para o au-
mento da poluição atmosférica, desastres no trânsito e estresse, por sua dignidade e impulsionado
principalmente para a população de grandes cidades.
Fonte: http://www.ecodebate.com.br pela infalibilidade da ciência, não
foi alcançado, existindo apenas
como exceção.
E diante do insucesso da modernidade, surge a pós-modernidade, neste qua-
dro de desencantamento e da percepção pelo homem de que a ciência, além de ser
infalível, pode causar muitos riscos
para a sociedade. A igualdade al-
cançada entre os homens era ape-
nas formal, mas não material. A
fraternidade, que deveria ser cons-
truída pelo exercício da solidarie-
dade entre os homens, também
não foi atingida, pois o que se viu
Figura 8 - Revolução Industrial. Fonte:
foi o marcado comportamento ego- http://www.coladaweb.com/biologia/ecologia/a-revolucao-industrial-e-a-
poluicao
ísta e individualista entre os ho-

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mens.
A sociedade industrial, fruto do poder criador do homem, se gerou desenvol-
vimento foi capaz também de produzir destruição, que pode ser visto pelos efeitos
da bomba atômica em Hiroshima.
A revolução industrial do século XVIII gerou a chamada sociedade de risco,
que junto ao desenvolvimento técnico-científico promoveu o aumento da incerteza
em relação às possíveis consequências das atividades e tecnologias empregadas no
processo econômico.
Assim, se a sociedade pós-moderna produz desenvolvimento ela também foi
capaz de criar riscos, sendo alguns controlados e outros que escapam ou neutrali-
zam os mecanismos de controle típicos da sociedade industrial. A sociedade de ris-
co, portanto é um marco da falência da sociedade moderna e traz para a sociedade
pós-moderna desafios resultantes das ameaças produzidas ao longo desta socieda-
de industrial.
Neste quadro de incertezas e quebra do paradigma da sociedade moderna, é
difícil calcular os riscos e os desafios a que se submete o meio ambiente no século
XXI. Se os avanços proporcionados pela ciência e pela técnica eram motivos de es-
perança na busca do progresso e bem estar, hoje é mo-
tivo de inquietação, retratada também na crise ambiental
percebida no descuido com a natureza.
Com a degradação ambiental atingindo índices
alarmantes, a crise ambiental que vivemos torna-se real,
assim como a consciência de que a preservação de um
ambiente sadio está intimamente ligada à preservação
Figura 9 - Degradação Ambiental. da própria espécie humana. Notícias sobre esta crise
Fonte:
http://jornalarte3.blogspot.com.br/2013/ não são apenas temas de filmes, mas podem ser lidas
03/situacao-ambiental-e-alarmante-
segundo.html em páginas de jornais do mundo inteiro e são temas de
encontros de todos os governos. Podemos citar entre os
problemas ambientais divulgados nestas matérias o efeito estufa, a destruição da
camada de ozônio, a redução da biodiversidade, a poluição do solo, da água e do ar
e o tratamento inadequado do lixo.

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Desta maneira, a crise ecológica que se vislumbra envolve não somente uma
disputa política ou ideológica, mas também disputas científicas, com a ciência e a
tecnologia se dispondo agora a compreendê-la, determinando suas causas, caracte-
rísticas, profundidades e consequências.
Veja abaixo alguns de nossos maiores problemas.

Redução da
Biodiversi-
Desflores- dade
Aumento do
tamento
Efeito Estufa

Desertifi-
cação Pesticidas

Problemas
Atuais

Agricultura
Desmedida Chuvas
Ácidas

Eutrofiza- Redução
ção da Camada
Escassez de de Ozônio
Água

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1) Como se forma uma “sociedade tecnológica”?


I- Estimulação das profissões e competição para seleção no mercado de traba-
lho.
II- Surgimento da burocracia.
III- O indivíduo não sobrevive sozinho.
IV- A organização social é sempre fragmentada e diversificada.
As afirmativas corretas são:
a) I, III e IV.
b) I, II e IV.
c) I e IV.
d) I, II, III e IV.

2) Na sociedade moderna a força de tradição é substituída por:


a) Racionalidade e valorização da instrução.
b) Racionalidade e desvalorização da instrução.
c) Valorização da instrução e preservação de costumes.
d) Valorização da instrução e da mão de obra do setor primário.

3) Para compreendermos a crise ambiental que vivemos é importante que tenhamos


em mente uma perspectiva histórica de vários fatos que marcaram os séculos de
transformações das sociedades. Contudo a crise ambiental é fruto da uma socie-
dade:
a) Somente tecnológica.
b) Somente industrial.
c) Tecnológica, industrial, moderna.
d) Trabalhista.

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4) O racionalismo Iluminista afirmava que a razão era a única fonte de conhecimen-


to. Qual era o alvo da sociedade moderna?
a) A autonomia intelectual, a livre iniciativa e o capitalismo.
b) A autonomia intelectual, sem livre iniciativa e o socialismo.
c) A autonomia intelectual, a livre iniciativa e o capitalismo.
d) A autonomia mercantilista, a livre iniciativa e o capitalismo.

5) Qual o sistema econômico considerado importante na construção da sociedade


moderna, além da influência dos ideais iluministas?
a) Capitalista.
b) Monárquico.
c) Socialista.
d) Nenhum.

6) Quem afirmava: “No capitalismo as relações sociais eram reguladas pelo valor de
troca antes do que pelo valor de uso das mercadorias e serviços que eles produ-
zem.”
a) Adam Smith.
b) Darwin.
c) Marx.
d) Nenhum.

7) Para Adam Smith o Capitalismo só era possível através do:


a) Combate aos interesses públicos e da primazia do bem-estar para a sociedade.
b) Combate aos interesses individuais e pela primazia do bem-estar para a socie-
dade.
c) A organização social e a primazia do bem-estar para a sociedade.
d) A organização individual e a primazia do bem-estar para a sociedade.

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