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Aluna: Mariana dos Santos Vasconcelos

Matrícula: 0010018
2o Período – A

Como ocorre a regulação molecular na formação do rim?

O néfron é derivado do blastema metanefrogênico; o túbulo coletor é derivado do broto uretérico.


A ramificação do broto uretérico é dependente da indução pelo mesênquima metanéfrico. A
diferenciação dos néfrons depende da indução pelos túbulos coletores. O broto uretérico e o
blastema nefrogênico interagem um ao outro (indução recíproca) para formar os rins
permanentes. Esse processo envolve dois sistemas principais de sinalização que usam vias
moleculares conservadas.
 WT1: Antes da indução, um fator de transcrição, é expresso no blastema metanefrogênico
suportando a sobrevida do mesênquima até então não induzido.
 Pax2, Eya1 e Sall1: sua expressão é necessária para a expressão do fator neurotrópico
derivado da glia (GDNF) no mesênquima metanéfrico.
 vHNF1 e GDNF: fatores de transcrição que desempenham um papel essencial na indução e
ramificação do broto uretérico (morfogênese ramificada).
 c-ret: O receptor para GDNF, é primeiro expresso no ducto mesonéfrico, porém mais tarde se
torna localizado na extremidade do broto uretérico.
 A ramificação subsequente é controlada por fatores de transcrição, incluindo Emx2 e Pax2, e
sinais de fatores de crescimentos das famílias Wnt, FGF e BMP.
 A transformação do mesênquima metanéfrico para as células epiteliais do néfron, transição
mesenquimal-epitelial, é regulada por fatores mesenquimais, incluindo Wnt4.

Descrever as más formações do rim que decorrem no desenvolvimento embrionário.

 AGENESIA RENAL:
Resulta quando os brotos uretéricos não se desenvolvem ou os primórdios (pedículos dos
brotos) dos ureteres degeneram. A falha dos brotos em penetrar no blastema
metanefrogênico resulta em falha no desenvolvimento do rim pois os néfrons não são
induzidos pelos túbulos coletores a se desenvolverem a partir do blastema. A agenesia
renal provavelmente tem uma causa multifatorial, há evidencia clínica de que a involução
in útero completa de rins policísticos poderia levar à agenesia renal, com ureter com terminação
cega no mesmo lado.

 RIM MAL ROTADO:


Se um rim deixar de rotar, o hilo fica posicionado anteriormente, ou seja, retém sua posição
embrionária. Se o hilo se posiciona posteriormente, a rotação do rim prosseguiu excessivamente;
se ele der face lateralmente, ocorreu rotação lateral em vez de medial. A rotação anormal dos rins
é muitas vezes associada aos rins ectópicos.

 RINS ECTÓPICOS:
Um ou ambos os rins podem estar em posição anormal. A maioria desses rins estão localizados na
pelve, mas alguns ficam na parte inferior do abdome. Rins pélvicos e outras formas de ectopia
resultam da falha dos rins em ascender. Rins pélvicos são próximos ou do outro e se fundem para
formar um rim discoide. Rins ectópicos recebem seu suprimento sanguíneo de vasos sanguíneos
perto deles (artérias ilíacas internas ou externas e aorta abdominal). A ectopia renal cruzada
ocorrer quando o rim cruza de um para o outro lado e 90% desses rins são fundidos. O rim
fundido unilateral ocorre quando os rins se desenvolvimento se fundem após deixarem a pelve, e
um rim atinge sua posição normal, carregando consigo o outro rim.

 RIM EM FERRADURA:
Usualmente, são os polos inferiores que se fundem. O grande rim em forma de U se localiza na
região púbica, anterior às vértebras lombares inferiores. A ascensão normal dos rins fundidos é
impedida pois eles ficam presos pela raiz da artéria mesentérica inferior. Um rim em ferradura
usualmente não produz sintomas tendo em vista que seu sistema coletor se desenvolve
normalmente os ureteres entram na bexiga. Se o fluxo de urina for impedido, pode aparecer sinais
e sintomas de obstrução e infecção.

Descrever a formação embrionária dos órgãos linfáticos: timo, tonsilas palatinas, linfonodos
e baço.

 TIMO:

A migração e desenvolvimento do timo têm inić io na 5a, 6a e 7a semanas do perió do


embrionário. A glândula se desenvolve das células epiteliais derivadas do endoderma do terceiro
par das bolsas farin ́ geas e do mesênquima, dentro dos quais tubos de células epiteliais crescem.
Cada tubo epitelial logo se torna um cordaõ sólido que prolifera e forma ramos. Estes ramos
tornam-se o centro do lóbulo do timo. Algumas células do cordaõ epitelial organizam- se em
torno de um ponto central e formam um pequeno grupo de células que saõ chamadas de
corpúsculos de Hassall. Outras células dos cordões epiteliais espalham-se, porém mantendo
conexões entre si, para formar o retículo epitelial. O mesênquima, entre os cordões epiteliais,
forma septos finos incompletos entre os lóbulos. Linfócitos logo aparecem e preenchem o inters-
tić io entre as células epiteliais. Os linfócios saõ derivados das “stem cells” hematopoéticas. O
crescimento e o desenvolvimento do timo não estaõ completos ao nascimento. É um órgão
relativamente grande no perió do perinatal e pode esten- der-se superiormente, atingindo o pesco-
ço. No início da puberdade, o órgão diminuindo de tamanho. Na fase adulta apresenta infiltraçaõ
gordurosa do córtex da glândula, entretanto permanece a sua função protetora para manter a
saúde.
 TONSILAS:

O endoderma forma o epitélio superficial e o revestimento das criptas tonsilares.


O mesênquima se diferencia em tecido linfóide, gerando a tonsila palatina.
Pode ocorrer de o seio cervical comunicar-se com a faringe por um pequeno canal que desemboca
na regiaõ das tonsilas palatinas; trata-se da fiś tula branquial interna; esta é uma comunicaçaõ
entre o segundo sulco branquial e a segunda bolsa fariń gea.

 LINFONODOS:

O desenvolvimento dos linfonofos ocorre de uma maneira altamente ordenada durante a


embriogênese. Estudos histológicos e moleculares possibilitaram a divisão da organogênese dos
linfonodos em fases distintas. Na primeira delas, ocorre a formaçaõ dos vasos linfáticos.
Posteriormente, uma estrutura primordial análoga dos linfonodos é colonizada por células
progenitoras hematopoiéticas circulantes, CD45+CD4+CD3-, chamadas de células indutoras do
tecido linfóide. Estas provêm um sinal para a indução da organogênese dos linfonodos. As células
indutoras organizam-se e então acumulam-se no linfonodo formando um grupo de células
residentes, possibilitando o inicio da cascata de eventos intracelulares e extracelulares
responsáveis pela maturaçao ̃ do linfonodo. Estruturalmente os linfonodos saõ pequenos
agregados de tecidos em forma de feijaõ , cujo diâmetro em humanos geralmente alcança de 2-
10mm. Eles estaõ distribuid ́ os por todo o corpo ao longo dos vasos linfáticos. Podem ser
encontrados nas axilas, virilha, pescoço, tórax, abdome e principalmente no mesentério. Cada um
deles é cercado por uma cápsula fibrosa na qual vasos linfáticos aferentes penetram liberando a
linfa em um seio subcapsular. Válvulas presentes nos vasos linfáticos garantem que o fluxo da
linfa ocorra em apenas uma direçaõ . A linfa entaõ é filtrada no córtex, penetra nos seios
medulares e posteriormente sai do linfonodo através do vaso linfático eferente pelo hilo. Os
linfonodos consistem entao ̃ em uma série de filtros em linha que saõ importantes para a defesa do
organismo. Toda linfa derivada do fluido tecidual é filtrada em pelo menos um linfonodo antes de
retornar a circulaçaõ sanguínea. O córtex dos linfonodos contém alta densidade de células B e
células dendrit́ icas foliculares, organizadas em grupos discretos chamados de folić ulos primários,
enquanto o paracórtex é composto por estas células de maneira mais espaça. Os linfócitos entram
nos linfonodos por diapedese através das vênulas de endotélio alto (HEVs), enquanto antiǵ enos
solúveis e células apresentadoras de antiǵ eno entram pelos vasos linfáticos aferentes. Alguns
folić ulos possuem uma área central chamada de centro germinativo. Estes se desenvolvem
quando ocorre uma resposta a estimulaçaõ antigênica. Nos centros germinais ocorre uma
proliferação acentuada e seleção de células B, como também a produção de anticorpos de alta
afinidade e geraçaõ de células B de memória. O posicionamento dos limfócitos e células
dendrit́ icas nos linfonodos é direcionado pela expressaõ de quimiocinas linfóides, conhecidas
também como quimiocinas homeostáticas. A famiĺ ia destas substâncias inclue três ligantes,
CCL19, CCL21 e CXCL13, e dois receptores CCR7 e CXCR5. A CCL19 e constitutivamente
expressa pelas células do estroma da zona das células T, as quais compartilham o receptor CCR7,
que orquestra a migração de células T naive, memória central e células dendrit́ icas para a zona de
células T. Já a CCL21 é expressa pelas HEVs e endotélio dos vasos linfáticos. Ela participa da
migração de células dendrit́ icas maduras para fora dos tecidos periféricos direcionando-as para os
vasos linfáticos aferentes. A quimiocina CXCL13 é constitutivamente expressa pelas células
estromais foliculares. Ela é necessária para o direcionamento das células B CXCR5+ para os
folić ulos, assim como também para um pequeno grupo de células T. As caracteriś ticas estruturais
dos linfonodos aumentam a chance de interação entre as células apresentadoras de antiǵ enos e os
poucos linfócitos especif́ icos para um dado antígeno. Sendo assim, os linfonodos contribuem para
o desenvolvimento de uma resposta imune adaptativa mais eficiente. Duas células têm papel
fundamental na geraçaõ desta respostas nos linfonodos, as células dendrit́ icas (DCs) e as células
dendrit́ icas foliculares (FDCs), estas especializadas na apresentaçaõ de antiǵ enos.

 BAÇO:

O baço é o maior dos órgãos linfóides do organismo. Ele está envolvido na filtragem do sangue
contra antig ́ enos provenientes deste fluído. Portanto, qualquer partić ula inerte no sangue é
fagocitada por macrófagos ativos neste órgaõ . Nele também ocorre o processo denominado
hemocaterese, ou seja, destruiçao ̃ das hemácias antigas do corpo. Da mesma forma que em outros
órgãos linfóides, no baço, ocorre a produção de linfócitos ativados e anticorpos, os quais saõ
entregues para o sangue, podendo assim alcançar todo o organismo. Em mamif́ eros, o baço está
localizado sobre o lado esquerdo do corpo, entre o diafragma e o fundo do estômago. Ele é
delimitado por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, da qual emergem as trabéculas que
subdividem o parênquima ou polpa esplênica. Do hilo, originam trabéculas grandes, que
carregam nervos e artérias para a polpa esplênica. Veias que levam o sangue de volta para a
circulação deixam o baço também pelo hilo. O baço é composto de tecido reticular contendo
células reticulares, muitos limfócitos e outras células do sangue, macrófagos e células
apresentadoras de antiǵ enos (APCs). Sua polpa pode ser dividida em dois compartimentos, polpa
branca e vermelha. A polpa branca está relacionada com a funçaõ do desenvolvimento da
resposta imunológica no baço. Ela é dividida em bainha linfóide periarteriolar (PALS), e
folić ulos, os quais são zonas bem caracterizadas de células T e B, respectivamente. De forma
semelhante a que ocorre nos linfonodos, as diferentes classes de linfócitos são distribuid́ as no
baço por mecanismos de segregação simililares. Quimiocinas têm então um papel fundamental na
distribuição dos linfócitos para determinadas regiões. Já a polpa vermelha contém macrófagos
com a função de retirar microorganismos e outras partić ulas do sangue. Apesar de o baço possuir
importantes funções para o corpo, ele naõ é essencial para a vida. Quando o baço deve ser
removido por alguma situação (doenças, ruptura, etc), outros órgaõ s como o fiǵ ado e a medula
óssea, assumem muitas das funções deste órgão. Mesmo assim, ocorre um aumento significativo
do risco de infecções em individ́ uos que tiveram o baço retirado.

REFERÊNCIAS:

Embriologia Clínica. Keith L. Moore, T.V.N Persaud, Mark G. Torchia. 10a edição.

http://www.scielo.br/pdf/rb/v37n3/20547.pdf - TIMO: caracterização ultrassonográfica

http://projetotics.cead.ufla.br/arquivos/dmv/imunologia/01-
guias/Guia%20de%20Estudo%20Órgãos.pdf - Órgaõ s do sistema imune