A ÁGUA, OS MINERAIS E A SAÚDE

Pretendo reunir material didático sobre a qualidade de nossa água (focando água mineral) e os seus efeitos sobre nossa saúde. A motivação desta pesquisa, é a manutenção de meu aquário marinho de 240Litros, que evapora 1,5L por dia, em dias normais. Sendo que eu considero um aquário uma “bomba biológica” dentro de casa. Portanto requer cuidados tanto quanto nosso corpo humano sobre tudo que comemos e bebemos. Este artigo não está completo, e segue abaixo material didático que reuni e estou moderando, haja vista que não sou especialista nesta area. Gisélio Carrijo

Solon Barrozo Barreto - Geólogo - http://www.mibasa.com.br Arapiraca, 15 de junho de 2002

1 – História da água mineral natural do Campestre OU SP-1 (a água da vida)
O diretor do departamento técnico da Mineração Barreto S. A. – MIBASA – Geólogo Solon Barrozo Barreto, conhecedor das reservas minerais da região onde está localizado o povoado Campestre, município de Jaramataia – AL, observou que os solos da região, apesar de pouco espessos, mantinham uma produtividade agrícola relativamente alta sem o uso de fertilizantes, por mais de 20 anos. Procurou saber qual o motivo, e passou a fazer trincheiras nas plantações de milho, feijão, algodão. Constatou que as raízes das culturas atravessavam a camada de solo e penetravam nas camadas da rocha intemperizada mais próxima do solo. Nasceu a idéia de produzir um fertilizante à base de rochas, um fertilizante natural. Procurou os solos que produzia as melhores lavouras e no subsolo foi encontrada as rochas mães daquele solo. Estava iniciada a seqüência de pesquisas e acontecimentos que deu origem ao produto “Melhorador de Solos MB-4” e ao livro: “A Farinha de Rocha MB-4 e o Solo”. Os alimentos são os responsáveis pelo suprimento e abastecimento do corpo. Então, só existem duas alternativas: ou os alimentos estão incompletos, faltando total ou parcialmente sais minerais, ou estão sendo eliminados do organismo. Depois de vários estudos chegamos a seguinte conclusão: o solo vem sendo agredido pelas adubações químicas, pela exportação e pela lixiviação, por isso estão empobrecidos, daí o grande número de doenças e pragas, nas plantas e nos animais. No ser humano, há a possibilidade de além do empobrecimento do solo, haver a eliminação dos minerais pelo organismo, com os maus hábitos de comportamento, vícios, hábitos alimentares, como bebidas alcoólicas, açúcar, gorduras, amidos, grandes eliminadores de minerais.

- 2 – Composição Até o momento foram encontrados 32 elementos químicos (minerais) na água. Nas
rochas por onde circula a água, primeiramente foram detectados 29 minerais; com o desenvolvimento das técnicas analíticas encontraram-se 69 minerais. Suponho conter nas rochas e na água 84 minerais, tal qual a água do mar, onde teve origem a vida.

Nitritos Nitratos Sílica (Si) Ferro total (Fe) Manganês (Mn) Alumínio (Al)

ANÁLISE DA CPRM Resultado da Análise Físico-Química 0,02 mg/l Brometos (Br) 41,90 mg/l Fosfatos (PO4) 62,83 mg/l Bicarbonatos menor que 0,01 mg/l Cádmio (Cd) 0,002 mg/l Chumbo (Pb) menor que 0,02 mg/l Cobre (Cu)

0,53 mg/l 0,08 mg/l 553,69 mg/l menor que 0,001 mg/l menor que 0,02 mg/l 0,007 mg/l

Estrôncio (Sr) Bário (Ba) Cálcio (Ca) Magnésio (Mg) Potássio (K) Sódio (Na) Lítio (Li) Amônio (NH4) Cloretos (Cl) Fluoretos (F) Sulfato (S04)

0,09 mg/l 0,16 mg/l 2,40 mg/l 121,77 mg/l 7,12 mg/l 102,24 mg/l 0,01 mg/l 0,05 mg/l 152,74 mg/l menor que 0,001 mg/l 32,34 mg/l

Zinco (Zn) Boratos (B) Cobalto (Co) Cromo (Cr) Gálio (Ga) Indio (In) Molibdênio (Mo) Níquel (Ni) Vanádio (V) Tungstênio (W) Titânio (Ti)

0,009 mg/l 1,39 mg/l menor que 0,002 mg/l menor que 0,002 mg/l 0,07 mg/l menor que 0,02 mg/l menor que 0,005 mg/l menor que 0,02 mg/l 0,027 mg/l menor que 0,02 mg/l menor que 0,005 mg/l

ANÁLISE DO DNPM Composição química provável (mg/l) Fosfato de Bário Sulfato de Bário Sulfato de Estrôncio Sulfato de Cálcio Sulfato de Magnésio Bicarbonato de Magnésio Nitrato de Magnésio pH a 25 graus Celsius Temperatura da água na fonte 0,19 0,08 0,18 8,15 33,16 664,04 28,85 Nitrato de Potássio Nitrato de Sódio Brometo de Sódio Borato de Sódio Cloreto de Sódio Cloreto de Lítio Cloreto de Amônio 18,41 8,89 0,68 2,13 251,54 0,06 0,15

Características Físico-Químicas Condutividade elétrica a 7,4 0,0015 mhos/cm 25 graus Resíduos de Evaporação 30,6 graus Celsius 802,8 mg/l a 180 graus

CLASSIFICAÇÃO Segundo o código de Águas Minerais, a água do "Poço da Mina Campestre" classifica-se como "Água Mineral Alcalina Terrosa Magnesiana, Hipotermal na Fonte".

- 3 – Efeito de alguns minerais na saúde do ser humano
Magnésio - um nobre elemento, exerce mais de 300 funções no organismo humano; sua carência acarreta distúrbios, causadores de grande parte das doenças circulatórias, ósseas, etc. Os cientistas são unânimes em afirmar as inúmeras ações benéficas que o magnésio exerce sobre os seres vivos. Segundo eles a deficiência de magnésio causa arteriosclerose, isquemia cardíaca, arritimias e acidente cardiovascular. Segundo os Drs. Harari M, Barzillai R, Shani J da Clínica de Reabilitação do Mar Morto em Israel (DMZ Rehabilitation Clinic, Ein-Bokek (The Dead Sea, Israel), a recuperação de asmáticos crônicos se deve à absorção de magnésio pela pele e pelos pulmões. Vários estudos feitos em diversos países atribuem a deficiência de magnésio no organismo como causa principal de várias doenças tais como: doenças circulatórias, doenças cardíacas, osteoporose, diabetes, gastrite, prisão de ventre, cálculos renais, desempenho sexual, artrose, artrite, doenças renais, próstata, alcoolismo, mal de Alzheimer, câncer, depressão, asma, etc. A importância do magnésio para a saúde é tal, que países como a Suécia já faz estudos sobre águas ricas nesse mineral, para toda a população. Esses estudos fazem comparativos da freqüência de doenças em cidades inteiras que são abastecidas com águas magnesianas e outras que ao contrário, são pobres nesse elemento químico.

Silício - conhecido atualmente como o “mineral da beleza” ou “o cosmético” é responsável pela maciez da pele, cabelos, dentes fortes, unhas e ossos resistentes. É atribuída ao silício a longevidade. O silício desempenha papel importante no sistema ósseo, vascular, nervoso, respiratório. Está presente na constituição dos tendões, da pele, da face é um agente mineralizador, é um precioso fortificador de todos os tecidos elásticos do organismo. Os estudiosos do silício, o consideram “O Nutriente Esquecido”, uma vez que é encontrado somente em pequenas quantidades no organismo mas, atribuem a ele o papel de precursor de outros elementos, sendo transmutado, justificando a sua presença mínima no organismo e explicando o efeito observado em pessoas que sofrem de osteoporose e doenças ósseas que tomam águas ricas nesse nutriente.

Zinco – As principais características de deficiência de zinco no ser humano é o atraso no crescimento, no amadurecimento sexual e esquelético. Está presente em todos os tecidos e líquidos do organismo. É eliminado do organismo através da pele, dos rins e do intestino. Os líquidos prostáticos têm uma alta concentração do mineral. A absorção depende da concentração e é feita no intestino delgado. A desnutrição protéico-energética é freqüentemente acompanhada por um fornecimento reduzido de zinco.

Cobre – A deficiência de cobre induz a hipopigmentação do cabelo e pele, mal formação óssea com fragilidade esquelética e osteoporose, anormalidades vasculares, cabelos não flexíveis. É amplamente encontrado nos tecidos, compondo proteínas, enzimas, as quais estão envolvidas em diversos compostos essenciais tais como: as proteínas complexas de tecidos conjuntivos do esqueleto e vasos sanguíneos, em uma variedade de compostos neuroativos envolvidos na função do sistema nervoso. Várias substancias quando em excesso reduzem a biodisponibilidade de cobre: cálcio/fósforo; drogas/medicações (Penicilamina e tiomolibdatos); ferro; chumbo; sacarose/frutose; zinco.

Cromo – O cromo é um nutriente essencial que potencializa a ação da insulina e assim influencia o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Os países nos quais os alimentos refinados predominam na dieta são prováveis de ter uma elevada ocorrência de deficiência de cromo, devido a percas apreciáveis do metal no processo de refinamento.

Manganês – O manganês é tanto um ativador como um constituinte de várias enzimas. A deficiência de manganês tem sido constatadas em diversas espécies animais, mas não, até então em humanos. Os sinais de deficiência de manganês incluem crescimento prejudicado, anormalidades esqueléticas, função reprodutiva alterada ou diminuída.

Selênio – A doença de Keshan é uma cardiomiopatia está sendo associada a uma deficiência de selênio em cereais básicos. A doença de Kashin-Beck é uma osteoartropatia endêmica que também foi ligada com o baixo estado do selênio. A deficiência de selênio que ocasiona essas doenças, é atribuída ao solo que é deficiente ou que o selênio ficou fixado.

Molibdênio – Faz parte de várias enzimas, tem efeito sobre a produção de ácido úrico. Uma deficiência de molibdênio, leva o paciente a irritabilidade, coma, taquicardia, taquipnéia e cegueira noturna. É atribuído a deficiência de molibdênio a certas formas de câncer de esôfago. É encontrado no esmalte dos dentes.

Lítio – A ação farmacológica do lítio é aproveitada no tratamento de psicose maníaco-depressiva. O sal de lítio tem sido usado mundialmente como um tratamento efetivo para episódios maníacos depressivos.

- 4 – Trecho do livro da “OMS – Organização Mundial de Saúde”
Em 1998 a editora Roca lançou o livro: “Elementos traço na nutrição e saúde humanas” da OMS – Organização Mundial de Saúde, Genebra. Preparado em colaboração com a Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas e com a Agência Internacional de Energia Atômica. Veja trecho do livro: “Os últimos anos têm sido espetaculares, alcançando muitos avanços no conhecimento da significância de elementos traço na saúde e doença humanas. Vários elementos traço “novos” têm sido descobertos e técnicas analíticas têm crescido com sofisticação. Em resposta a estes desenvolvimentos num campo de mudanças rápidas e a necessidade de revisar e modernizar recomendações para ingestões de dietas de elementos traços, um número de seminários e conferências foram organizados pela Organização Mundial de Saúde, Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas e Agência de Energia Atômica Internacional. Este livro é o resultado destes encontros, inferindo no conhecimento e experiência de numerosos especialistas internacionais a apresentar uma

NITROGÊNIO ( nitrogen ): símbolo N. Um elemento incolor e gasoso que pertence ao grupo 15 da tabela periódica. Ocorre no ar e é um constituinte essencial de proteínas e de ácidos nucléicos nos seres vivos. O nitrogênio é obtido para fins industriais por destilação fracionada de ar líquido. O elemento é usado para produzir amônia. AMÔNIA (ammonia): o gás de odor pungente, amônia, tira seu nome dos amoníacos, adoradores do deus egípcio Amom, os quais, como os covardes de anos mais recentes, usavam sal volátil (cloreto de amônio) nos seus rituais. A amônia é um dos produtos químicos mais importantes, pois dá início à cadeia de produção industrial de alimentos. A amônia é um gás incolor e inflamável, nas condições normais. Dissolve-se prontamente em água, pois forma pontes de hidrogênio com as moléculas de água. Essa alta solubilidade contribui para a nossa percepção do seu odor, já que a amônia é capaz de dissolver facilmente no meio aquoso que reveste o epitélio olfativo do nariz. NITRITOS: sal em que um dos íons é o íon nitrito, composto de um átomo de nitrogênio e de dois átomos de oxigênio, com carga menos um. Também utilizado na salgação. NITRATO DE AMONIO (NH4NO3): um sólido cristalino incolor. É muito solúvel em água e solúvel em etanol. Os cristais são rômbicos quando obtidos a temperaturas inferiores a 32oC e monoclínicos acima de 32oC. Vastas quantidades de nitrato de amônio são usados como fertilizantes e este é também um componente explosivo. BACTÉRIAS NITRIFICANTES: fixam o gás nitrogênio, transformando-o em amônia ou sais de amônio; íon amônio é oxidado então, a nitrito e este para nitrato. Os nitratos solúveis do solo são absorvidos pelas raízes dos vegetais e transformados em proteínas vegetais. Estas são usadas na nutrição de animais superiores, transformando-se em proteína animal. FIXAÇÃO DO NITROGENIO: Apenas alguns microorganismos podem “fixar” nitrogênio, destes as mais proeminentes são bactérias (Azotobacter vinelendil e Clostridiun pasteurianum), as cianobacterias (Nostoc muscorun e Anabaena azollae) e bactérias simbióticas (da espécie Rhizobiun) que se localizam em raízes de algumas plantas (nos nódulos). Amônia NH3: É a primeira substancia resultante do ciclo, resulta do acumulo de matéria orgânica como alimentos, fezes, urina, bastante tóxica e volátil. Nitrito NO2: Sendo formado pela presença de oxigênio e pela ação de bactérias (nitrossomas) sobre a amônia, bactérias estas presentes em toda parte no aquário, desde o substrato até no filtro. Composto menos tóxico, porem muito volátil. Nitrato NO3: Resultado da oxidação do nitrito também na presença de oxigênio e de bactérias (Nitrobacters), menos tóxico e volátil. As bactérias Nitrossomas são as que melhor processam os compostos nitrogenados, são mais eficientes na manutenção dos níveis de amônia e do equilíbrio biológico. Tanto as Nitrossomas quanto as Nitrobacters iniciam sua ação em faixas especificas de pH, como abaixo: Nitrossomas: de 7,0 a 8,8, em ótimo desempenho e tendo ainda ação em pH máximo próximo a 9,4. Nitrobacters: de 6,6 a 8,6 em ótimo desempenho e ação até o limite Maximo de 10,0. Vale ressaltar que quanto mais alto o pH, maior a toxidade dos compostos nitrogenados.

Porque controlar Nitrogenados? Por que quando elevados causam estresse, danos nos filamentos branquiais e destruição das nadadeiras, diminui a resistência do sistema imunológico dos peixes causando doenças e morte, podendo haver ainda problemas respiratórios. Tanto o oxigênio (falta) quanto o CO2, alem da dureza da água potencializam a toxidade dos nitrogenados, transformando amônia inorgânica em amônia orgânica. Conforme se desenvolvem, passam os microorganismos a utilizar o nitrito com alimento, reduzem nesse processo seu nível e as bactérias nitrificantes novamente oxidarão tal composto e irão converte-lo em nitrato , menos tóxico que servirá de fonte de nutriente pra plantas e algas. Quando do final da nitrificação, o nitrito é a forma mais tóxica na água, volátil, sendo de certa maneira disperso na forma de gás e o nitrato por ser menos volátil é encontrado em maiores concentrações, porem mais oxidável o que favorece sua assimilação. Pelo fato do nitrato em grandes concentrações afetar os glóbulos vermelhos do sangue e conseqüentemente a capacidade respiratória requer uma maior monitoria por parte dos aquarísta. A concentração de amônia será sempre maior perto do fundo do aquário, logo medições nesse sentido devem ser feitas em nível mais baixo do que a superfície por ali estar uma menor concentração de oxigênio. Observações:
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As bactérias Nitrossomas são as que iniciam a ciclagem processando amônia, alem de serem mais efetivas que as nitrobacters, no inicio da ciclagem. Elas não tem ação efetiva em pH abaixo de neutro (7,0). pH alto potencializa o efeito dos nitrogenados. Quanto mais baixo o nível da água, mais concentrados estão os nitrogenados. Trocas Parciais de Água e limpeza efetiva de detritos são as maiores ferramentas no controle de nitrogenados.

Fontes:
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Dicionário Rosseti de Química. Helcias B. de Padua (biólogo) Brosnan. J.T. GLUTAMATE, at the interface between amino acid and carbohydrate metabolism.

Sais Minerais: Bário: Pertence ao grupo dos alcalino-terrosos e parece quimicamente com o cálcio. É um metal mole e, no estado puro, tem aspecto branco prateado. Reage com água e álcool e oxida-se facilmente (deve ser conservado em óleo ou em outro meio sem oxigênio). Na forma elementar, bário é altamente tóxico para homens e animais. Todos os compostos de bários que são solúveis em água ou em ácido são perigosamente venenosos. Entretanto, compostos insolúveis não são tóxicos e têm aplicações medicinais.
Elemento Químico Bário Propriedades Pertence ao grupo dos alcalino-terrosos e parece quimicamente com o cálcio. É um metal mole e, no estado puro, tem aspecto branco prateado. Reage com Aplicações – Alguns Exemplos • Barita (hidróxido de bário) é usada em fluidos para perfuração de poços de petróleo e na fabricação de borracha.

água e álcool e oxida-se facilmente (deve ser conservado em óleo ou em outro meio sem oxigênio). Na forma elementar, bário é altamente tóxico para homens e animais. Todos os compostos de bários que são solúveis em água ou em ácido são perigosamente venenosos. Entretanto, compostos insolúveis não são tóxicos e têm aplicações medicinais. Todos os compostos de bário solúveis são venenosos quando ingeridos. Apesar de insolúvel, o carbonato de bário é extremamente tóxico, assim como o cloreto. O íon bário é um estimulante muscular e é muito tóxico para o coração, podendo causar fibrilação ventricular. Os sintomas de envenenamento com bário são salivação excessiva, tremores e convulsões, ritmo cardíaco acelerado, hipertensão, paralisia dos braços e das pernas, hemorragias internas e eventualmente a morte. Utiliza-se sulfato de sódio como antídoto para o envenenamento com bário, devido à capacidade de conversão do íon em sulfato de bário insolúvel e inofensivo. O principal minério do bário é a barita (BaSo4), ou seja, o sulfato de bário. Este metal tem a propriedade de absorver gases. Suas formas industriais e domésticas são carbonato, cloreto, hidróxido, sulfato e nitrato. É forte antagonista do cálcio no organismo. Descoberto em 1808, seu nome significa "pesado". O bário é um elemento tóxico que pode matar pela ingestão de apenas meio grama mas, felizmente, sua absorção é lenta. É usado em venenos para ratos, depilatórios, pigmentos para pintura, vidros e cerâmicas. Em medicina é usado em contrastes radiológicos para estômago, vesícula e intestinos. Os sintomas da intoxicação aguda pelo bário (veja fontes de contaminação acima) são: excessiva salivação, vômitos, cólicas, diarréia, tremores convulsivos, pulso lento e pressão alta. Seguem-se hemorragias no estômago, intestinos e rins, e finalmente parada cardíaca. O exame de sangue apresenta grande aumento de leucócitos, simulando uma infecção aguda, e as radiografias mostram lesões ósseas do fêmur e do maxilar. O bário é uma grande causa de derrames e acidentes vasculares quando em excesso no organismo. Deposita-se nos ossos, olhos e pulmões, causando forte vasoconstrição. A presença de bário no organismo das crianças acarreta retardamento mental com tendência a se isolar e a não se desenvolver fisicamente. Nos idosos o bário provoca a demência senil e leva a um comportamento infantil e inseguro, com aumento da próstata nos homens e dificuldade de reter urina em ambos os sexos. Acarreta aumento de gânglios, facilidade para pegar resfriados e cheiro fétido nos pés e virilhas. A homeopatia elimina o bário do organismo mediante várias formas de Baryta: carbônica, muriática, sulphurica, por exemplo, que são antídotos desse metal. Definição: O Bário (Ba 2+) é um elemento químico metálico pesado, que pode ser encontrado naturalmente no meio ambiente. Não é encontrado na sua forma pura devido à sua reactividade, aparecendo combinado com outros elementos químicos, tais

• Carbonato de bário é usado em venenos para ratos. Também em vidros para aumentar índice de refração e brilho. • Clorato de bário e nitrato de bário são usados em artefatos pirotécnicos para produzir cor verde. • Liga de bário e níquel é usada em velas e ignição. • Litopônio, pigmento branco bastante usado, é uma mistura de sulfato de bário e sulfeto de zinco. • Óxido de bário é usado em revestimentos de eletrodos para lâmpadas fluorescentes devido à facilidade de emissão de elétrons. • Peróxido é usado em munição para produzir traços verdes. • Removedor de oxigênio para válvulas termiônicas. • Sulfato é usado em tintas, na fabricação de vidros, como substância de contraste em exames por raios X, etc.

como o enxofre, o carbono e o oxigénio. Normalmente, os níveis de Bário no meio ambiente são muito baixos, contudo, o uso extensivo do Bário na indústria tem como consequência a libertação de alguns compostos de Bário, que se dissolvem facilmente na água e que podem percorrer grandes distâncias graças à sua grande solubilidade. Todos os compostos solúveis de Bário são venenosos quando ingeridos. Os sintomas de envenenamento provocados por este elemento são a salivação excessiva, tremores e convulsões, ritmo cardíaco acelerado, hipertensão, paralisia dos braços e das pernas e hemorragias internas, podendo, em casos extremos, provocar a morte

Cálcio

É um metal alcalino terroso de cor prata e um tanto duro. Em contato com o ar, forma rapidamente uma camada de nitreto. Reage prontamente com a água. Queima com uma chama amarelo avermelhada, formando principalmente o nitreto. Encontrado nos ossos e nos dentes, o cálcio foi descoberto em 1808; promove a saúde cardiovascular, alivia a insônia e favorece as características sexuais masculinas. Sua deficiência causa raquitismo, osteoporose, cáries dentárias, câncer de cólon e reto e perda de sono. Está presente nas algas marinhas e na alfafa em grande quantidade, nos queijos suíços, provolone e parmesão, assim como na couve, nabo, melado, lêvedo, salsa, leite de cabra, tofu, figos secos, creme de leite, iogurte, beterraba e etc. Faz parte de diversos medicamentos destinados a estimular o apetite e o crescimento das crianças e a tratar sua deficiência nos idosos, muitas vezes causada pela elevação do fósforo nessas pessoas. Sua proporção com o magnésio é aproximadamente 8:1; o desvio dessa proporção representa tendência a osteoporose e doença periodontal. Mas os cabelos brancos são uma característica genética e nessas pessoas o cálcio e o magnésio estão diminuídos nos cabelos cerca de 15 por cento. Essa redução também ocorre nas crianças autistas. As mulheres também têm menos cálcio nos cabelos, porém mais magnésio. O consumo excessivo de remédios ou alimentos que contêm cálcio causa suores ácidos na cabeça, assaduras, brotoejas, obesidade concentrada no abdome, nas costas e nos braços, bursite, tártaro dentário e cálculos renais. O excesso de cálcio também causa ansiedade e medo do futuro. O cálcio e o magnésio estão aumentados nos cabelos nos portadores de certas doenças como câncer, arteriosclerose, hipoglicemia, psoríase na pele, insuficiência renal, mieloma múltiplo, sarcoidose, hipervitaminose D, longos períodos de imobilização etc. Esse deslocamento do cálcio dos ossos e dentes geralmente é produzido pelo excesso de alumínio, arsênico, cádmio, chumbo, ferro, fósforo, magnésio, manganês ou zinco e provoca fraqueza muscular, anorexia, dores ósseas e fraturas espontâneas (osteoporose), característica das pessoas idosas. A falta do boro também causa a perda de cálcio e magnésio. Recomendam-se até 1.200 mg diários de cálcio para pessoas carentes. Na homeopatia utiliza-se o cálcio sob várias formas, seja para colocá-lo no organismo, como a Calcarea acética, usada para reduzir as dores excruciantes do câncer, a Calcarea arsenicosa, usada de pâncreas e na nefrite, a Calcarea picrica, para furúnculos repetidos e a Calcarea fluorioca, nos medos infundados de ruína financeira, calázios, infecções purulentas do ouvido médio, no raquitismo e na osteoporose. Definição: O cálcio (Ca2+) é o elemento químico mais abundante na maioria das águas e rochas do planeta. Os sais de cálcio possuem

• A cal (óxido de cálcio, CaO) é preparada pela calcinação do carbonato de cálcio e é usada em argamassas, em cerâmicas, na indústria farmacêutica, na desodorização de óleos. • Cálcio do calcário é um dos componentes do cimento Portland. • Carbonato de cálcio (CaCO3) é solúvel em águas contendo dióxido de carbono e é responsável pela dureza da água. E também forma os estalagmites e estalactites. • Componente de várias ligas de alumínio, cobre, berílio, chumbo, magnésio. • Elemento de remoção de gases residuais em válvulas eletrônicas. • Fosfato de tricálcio (Ca3(PO4)2) é um pó branco insolúvel em água, usado como antiácido, agente de polimento em cremes dentais, aditivo de suprimento de cálcio e fósforo para alimentos. • Gesso é a gipsita cozida em baixa temperatura. • O metal é usado como agente redutor na produção de outros metais como tório, urânio, zircônio e também para remover óxidos, enxofre ou carbono de várias ligas ferrosas e não ferrosas. • O mineral dolomita (carbonato duplo de cálcio e magnésio, CaMg(CO3)2) é usado como fluxo em siderurgia. • O mineral wollastonita (metassilicato de cálcio, (CaSiO3) é um pó branco brilhante, usado em tintas, plásticos, revestimentos de eletrodos de solda, isoladores elétricos. • Outros compostos importantes são carboneto, cloreto, cianeto, hipoclorito, nitrato e sulfeto. • Sulfato de cálcio (CaSO3.2H2O) é usado como desinfetante e para clarear papéis e têxteis.

solubilidade moderada a elevada, sendo muito comum a sua precipitação sob a forma de carbonato de cálcio, que é um dos principais constituintes da água e o principal responsável pela durezade uma água. Nas águas subterrâneas os teores de cálcio variam, geralmente, entre 10 e 250 mg/l. No corpo humano, o cálcio tem um papel importante no mecanismo de coagulação do sangue, controle dos impulsos nervosos e contracções musculares, para além de ter a função de manter os ossos saudáveis. A sua carência provoca raquitismo e osteoporose e o seu excesso provoca dores musculares, fraqueza, sede desidratação, enjoos e pedras nos rins. É o oitavo elemento mais abundante na crosta terrestre (cerca de 2,5% em peso). Não é encontrado em forma pura. Os principais minerais são a magnesita (carbonato de magnésio, MgCO3) e a dolomita (carbonato duplo de cálcio e magnésio, MgCa(CO3)2). Água do mar contém cerca de 1300 ppm de magnésio em peso, na forma de cloreto (MgCl2). É um metal leve, duro, cor branca prateada. Sob ação do ar, aparecem leves manchas devido à oxidação. Se pulverizado, entra facilmente em ignição com o aquecimento, exibindo uma chama ofuscante. Cuidados especiais devem ser tomados para evitar a ignição indesejada do magnésio em pó. Não usar água para apagar a chama nem extintor de dióxido de carbono porque o magnésio reage formando óxido de magnésio e carbono (usar extintor de pó seco ou areia). Compostos de magnésio em geral não são tóxicos. Definição: O magnésio (Mg2+) é um elemento químico que apresenta propriedades muito semelhantes às do cálcio, sendo no entanto, mais solúvel e mais difícil de precipitar. No corpo humano, o magnésio tem a função de converter o açúcar em energia, para além de ser necessário para o bom funcionamento dos nervos e músculos. A sua deficiência causa nervosismo e tremores e o seu excesso, para além de conferir um sabor amargo, provoca distúrbios intestinais. Geralmente, as águas subterrâneas apresentam teores de magnésio que variam entre 1 e 100 mg/l.

Magnésio

Potássio

É um dos metais mais reativos e eletropositivos. É o metal mais leve depois do lítio. Tem aparência da prata, é macio e pode ser cortado com uma faca. Oxida-se rapidamente na presença do ar e deve ser mantido submerso em óleo ou querosene. Reage fortemente com a água. Potássio e seus sais dão cor violeta a chamas. Pela violenta reação com água, conforme já mencionado, potássio metálico deve ser manuseado com cuidado. A conservação em óleo ou querosene é limitada a alguns meses em razão da formação de peróxidos que podem provocar aspersão

• Agente de redução para produção de urânio e outros metais. • Carbonato de magnésio, MgCO3, é empregado em isolantes térmicos para tubulações e fornos. • Como elemento de liga para o alumínio, melhora as propriedades mecânicas e características de soldagem. • Compostos como o hidróxido (leite de magnésia, Mg(OH)2), cloretos, sulfatos, citratos são usados em medicamentos. • É um elemento importante na vida vegetal e animal. A clorofila tem o magnésio como um dos componentes. É um nutriente necessário para o organismo humano. • É um terço mais leve que o alumínio e suas ligas são usadas na construção de aviões e mísseis. • Flashes fotográficos, artefatos pirotécnicos, inclusive bombas incendiárias. • Fluoreto de magnésio, MgF, tem índice de refração bastante baixo e é usado em lentes de instrumentos para eliminar reflexos. • Metóxido, Mg(OCH3)2, é usado na remoção de água do álcool. • Nitrato de magnésio, (Mg(NO3)2.6H2O, é usado em artefatos pirotécnicos e na produção magnésia (MgO). • O resíduo da combustão é empregado em tijolos refratários. • Produção grafite nodular em ferros fundidos e como aditivo para propelentes de foguetes. • Sulfato de Mg, MgSO4.7H2O, serve para curtir couros, como mordente (fixador de cores) para têxteis, como componente de cimentos resistentes à água e ao fogo, como laxante. • Brometo de potássio (KBr) é usado em fotografia. • Carbonato de potássio (K2CO3) é usado em medicamentos, sabões, vidros, etc. • Fertilizantes são importantes aplicações de sais de potássio. É elemento essencial para o crescimento das plantas e é encontrado em vários solos. O corpo humano contém cerca de 140 mg de potássio, a maior parte nos tecidos musculares. • Hidróxido de potássio é uma base forte de

brusca na abertura do recipiente. Estocagem prolongada deve ser feita sob vácuo ou atmosfera inerte (argônio, por exemplo). Definição: O potássio (K+) é um metal alcalino que ocorre em pequenas quantidades ou está ausente nas águas subterrâneas, devido à sua participação intensa em processos de troca iónica, além da facilidade de ser adsorvido pelos minerais de argila e de os seus sais serem bastante utilizados pelos vegetais. Os teores de potássio nas águas subterrâneas variam geralmente entre 0,1 e 10 mg/l, sendo frequentes valores entre 1 e 5 mg/l. No corpo humano, o potássio, além de regular os batimentos cardíacos, controla os impulsos nervosos e as contracções musculares. A sua carência pode provocar fadiga, baixa de açúcar no sangue e insónias. O seu excesso pode causar caimbras, fadiga, paralisia muscular e diarreia.

variadas aplicações industriais. • Liga de sódio e potássio é usada como meio de transferência de calor. • Nitrato de potássio KNO3 (também chamado salitre ou nitro) é usado em pólvoras. • O superóxido KO2 é usado em equipamentos portáteis de respiração como fonte de oxigênio e absorvedor de dióxido de carbono.

Sódio

É um elemento bastante reativo, nunca encontrado livre na natureza. É um metal macio, brilhante que, em contato com a água, a decompõe com a formação de hidróxido e liberação de hidrogênio em uma violenta reação. Sódio metálico deve ser conservado em atmosfera inerte ou imerso em um líquido protetor como querosene. É considerado venenoso e reage violentamente com a água conforme já comentado. Se pulverizado, inflama-se espontaneamente em contato com o oxigênio do ar. Definição: O sódio (Na+) é um dos metais alcalinos mais importantes e abundantes nas águas subterrâneas. A concentração do sódio varia geralmente entre 0,1 e 100 mg/l nas águas subterrâneas e entre 1 e 150 mg/l nas águas naturais doces, podendo atingir 11 100 mg/l nas águas do mar e 100 000 mg/l nas salmouras naturais. As águas com concentrações elevadas de sódio são prejudiciais às plantas por reduzirem a sua produtividade devido à alcalinização do solo..

• Compostos de sódio são usados por indústrias de papel, vidro, sabão, têxteis, petróleo, metais, etc. Exemplo: sabão é normalmente um sal de sódio de um ácido graxo. • Liga de sódio com potássio é um eficiente meio de transferência de calor. • Sódio é um elemento essencial para diversas funções orgânicas da maioria dos seres vivos. • Sódio metálico é usado na manufatura de ésteres e no preparo de compostos orgânicos. Também é usado em certas ligas, para decapar metais e para purificar metais fundidos.

Estrôncio

Existem três variedades alotrópicas com temperaturas de transição a 235 e 540°C. Estrôncio é mais macio que cálcio e reage com água de forma mais intensa. O metal recém cortado tem aparência prateada que rapidamente se torna amarelada devido à formação de óxido. Deve ser conservado em querosene para impedir a oxidação. Alguns sais de estrôncio dão um aspecto vermelho vivo a chamas. Pode ocorrer risco no manuseio porque, na forma pulverizada, entra em ignição espontaneamente em contato com o ar. O estrôncio é absorvido pelo organismo humano como se fosse cálcio. Não há grandes riscos na forma estável, mas isótopos radioativos são perigosos, podendo provocar câncer em ossos.

Fluoretos

Definição: Anião de solubilidade limitada que ocorre frequentemente nas águas subterrâneas em pequenas concentrações, que variam geralmente entre 0,1 e 1,5 mg/l. As águas muito sódicas e com pouco cálcio podem, no entanto, apresentar teores que atingem 50 mg/l, uma vez que a presença do cálcio limita a concentração do flúor. As águas que apresentam baixos teores de flúor, até 1,5 mg/l, são benéficas para a saúde humana, na prevenção das cáries dentárias. As águas que apresentam teores acima deste valor são prejudiciais, causando manchas nos dentes e deformação dos ossos. Teores muito elevados podem conduzir à morte.

• Cloreto de estrôncio é usado em alguns cremes dentais. • O isótopo 90Sr tem meia vida de 29,1 anos e é uma das melhores fontes de partículas beta de alta energia. Por isso, é usado em geradores para converter diretamente a radiação em energia elétrica. Tais geradores já foram instalados em sondas espaciais e podem ter outras aplicações técnicas. O isótopo é também usado em radioterapia. • Produção de ímãs de ferrita. • Refino de zinco. • Sais de estrôncio são usados em artefatos pirotécnicos para produzir cor vermelha. • Titanato de estrôncio tem propriedades óticas caracterizadas pelo elevado índice de refração. • Vidros para cinescópios de televisores (a principal aplicação). • Ácido fluorídrico é usado para gravações e outros efeitos em vidros. • Compostos hidrocarbonados com cloro e flúor formam gases usados em equipamentos de refrigeração (CFC, em desuso devido ao efeito nocivo para a camada de ozônio da atmosfera). • Criolita é usada no processo de eletrólise para produção de alumínio. • Flúor e compostos são usados na produção de urânio e dezenas de outros produtos como plásticos resistentes ao calor (teflon, por exemplo). • Elemento de proteção contra cáries em cremes dentais, na forma de fluoreto de sódio (NaF) ou de estanho (SnF2). • Fluoreto de sódio é também usado em inseticidas contra baratas. • Hexafluoreto de enxofre (SF6) é um gás inerte,

não tóxico. Usado como dielétrico em dispositivos de alta tensão e em várias outras aplicações científicas, industriais e medicinais. É considerado um dos mais fortes gases para o efeito estufa, mas a contribuição prática é muito pequena em comparação com o dióxido de carbono. Cloreto Definição: Ião de cloro que está presente em quase todas as águas naturais, geralmente associado ao ião de sódio. O anião Cl- é geralmente muito solúvel e muito estável em solução, precipitando muito dificilmente. As águas subterrâneas apresentam geralmente teores de cloretos inferiores a 100 mg/l, enquanto que as águas dos mares apresentam valores entre 18000 e 21000 mg/l. Nas salmouras naturais podem registarse valores na ordem dos 220000 mg/l. Teores acima dos 300 mg/l conferem à água um sabor salgado. Em altas quantidades, o cloreto torna-se tóxico para a maioria dos vegetais, inibindo o seu crescimento. O cloreto é um bom indicador de poluição no caso de aterros, lixeiras e intrusão marinha.

Bicarbonato

Definição: O anião de bicarbonato (HCO3-) não se oxida nem se reduz em águas naturais podendo, no entanto, precipitar, muito facilmente, sob a forma de bicarbonato de cálcio (CaCO3). Nas águas doces, o teor de bicarbonato varia geralmente entre 50 e 350 mg/l. Em certos casos registam-se valores na ordem dos 800 mg/l. O bicarbonato não apresenta problemas de toxicidade, mas as águas bicarbonatadas sódicas não são indicadas para a rega, devido à fixação do sódio nos terrenos e alcalinização dos solos.

Nitrato

Definição: É um ião (NO3-) de grande mobilidade que pode facilmente ser removido das camadas superiores do solo para a água subterrânea. As águas subterrâneas dissolvem geralmente, teores de nitrato que variam entre 0,1 a 10 mg/l. Contudo, em águas poluídas, os teores podem atingir valores na ordem dos 200 mg/l e em casos mais extremos 1000 mg/l. O nitrato provém da utilização de adubos na agricultura, dos produtos de rejeição da criação de animais e de sistemas sépticos deficientes, podendo ser altamente prejudicial para a saúde humana. Teores acima dos 5 mg/l podem ser indicativos de contaminação da água subterrânea. Altas concentrações de nitrato são extremamente perigosas para as crianças, podendo produzir grandes malefícios para a saúde e, em casos mais extremos, provocar a morte por cianose. O nitrato também tem acção na produção de nitrosaminas no estômago do

Homem, que são substâncias tidas como sendo cancerígenas.

Sultato

Definição: Sal moderadamente solúvel a muito solúvel, proveniente da oxidação do enxofre existente nas rochas e da lexiviação de compostos sulfatados. As águas subterrâneas apresentam geralmente teores de sulfatos inferiores a 100 mg/l, principalmente na forma de SO42- e HSO4-. As águas com elevados teores de sulfato não tiram a sede e têm um sabor amargo e pouco agradável. A águas com teores que ultrapassam os 400 mg/l podem apresentar efeitos laxativos. O sulfato ferroso é extremamente perigoso quando ingerido na forma pura, podendo ser fatal, caso seja ingerido por crianças, em quantidades superiores a 7,8 g.

Carbonato

Definição: Composto que contém o radical (CO32-). A quantidade de iões de carbonato existentes numa água depende do pH e do conteúdo de gás carbónico. O seu teor é muito mais baixo do que o de bicarbonato e se o pH for inferior a 8.3 considera-se nulo. Em águas alcalinas, com pH superior a 8.3, podem existir teores na ordem dos 50 mg/l. O carbonato não é recomendado em águas para irrigação, pois a sua presença na forma de carbonato de sódio é altamente tóxica para os vegetais.

Fosfato

Definição: A concentração do ião fosfato (PO43-) em águas naturais é geralmente muito baixa, entre 0,01 e 1,0 mg/l. O fosfato pode ser acrescido às águas subterrâneas por via antropogénica, mais precisamente devido à influência de efluentes domésticos, insecticidas, pesticidas e derivados de detergentes. Valores acima de 1,0 mg/l são geralmente indicativos de poluição.

O QUE É UM MINERALOGRAMA?
Conhecida como mineralograma, a análise dos minerais permite determinar com precisão o perfil bioquímico de seres humanos e animais através de seus cabelos, pêlos ou penas. Usada em grande escala no mundo inteiro, identifica os elementos químicos que os seres vivos têm em excesso ou falta no organismo. Isto capacita o médico ou o veterinário a avaliar o meio ambiente, os hábitos de vida, a alimentação e mesmo a medicação a serem corrigidos. Sim, porque o desequilíbrio de cada elemento químico para mais ou para menos no organismo produz um efeito desastroso para a saúde, como a falha de um músico em uma maravilhosa orquestra. É o que se denomina doença em qualquer das esferas da personalidade: corporal, emocional ou mental. A sobrecarga de enxofre, por exemplo, favorece a entrada de todos os vírus da família do herpes; o excesso de ferro rompe a imunidade do organismo contra o bacilo da tuberculose; a falta de lítio causa desequilíbrios emocionais que levam à depressão, a violência e ao uso de drogas; os derivados do benzeno permitem a proliferção de todos os tipos de fungos, e assim por diante. A IMPORTÂNCIA DO MINERALOGRAMA Qual a importância do mineralograma para a medicina humana e para a medicina veterinária? É que a maioria das doenças começa quando ocorrem desequilíbrios bioquímicos ao nível celular. É o caso dos íons metálicos ou dos radicais livres, que causam graves efeitos biológicos, entre os quais o envelhecimento, a baixa de resistência imunológica e até mesmo a criminalidade. A medicina moderna tem a capacidade de corrigir esses desequilíbrios não só quando já estão produzindo sintomas físicos ou mentais, mas também antes que isto ocorra, graças a medicamentos em harmonia com a natureza, como a medicina homeopática e a medicina ortomolecular. Torna-se possível, também, orientar adequadamente a alimentação dos seres humanos e dos animais a partir de uma visão concreta e precisa de sua química interna. Por isso o mineralograma, indolor e isento de qualquer tipo de contágio, é indispensável para adultos e crianças como rotina anual ou semestral em casos mais graves, pois se por um lado absorvemos produtos tóxicos diariametne, por outro nem sempre estamos nos alimentando da maneira adequada para suprir nossas necessidades, o que reduz em muito o nosso potencial. Estes são os macronutrientes CÁLCIO - Benéfico para os ossos e dentes, previene a osteoporose, evita o câncer, reduz a hipertensão e as doenças cardiovasculares. Entretanto, quando

seu metabolismo está influenciado por seus antagonistas, como o ferro, o fósforo, o chumbo, o zinco ou o alumínio, ele é expulso dos ossos e vai produzir calcificações do tipo bursite, tártaro, esporão, bico-de-papagaio ou cálculos renais, além de depósitos nas coronárias e carótidas. Melhores fontes naturais: leite, queijo, sorvete,iogurte e outros laticínios; também alfafa, brócólis e couve. COBRE - Vários estudos demonstram que o cobre protege contra o câncer e a destruição provocada pelos radicais livres através de enzimas das quais participa. Sua deficiência acarreta doenças cariovasculares por redução do bom colesterol (HDL). Funciona como antiinflamatório contra a artrite. Estimula o sistema imunológico. Melhores fontes naturais: fígado, frutos do mar, nozes. castanha-do Pará e legumes secos (feijões e cereais). ENXOFRE - Muito importante para a saúde da pele, das unhas e dos cabelos. Participa da cisteína, um aminoácido que inativa os radicais livres, assim como da taurina e da metionina, reguladores do sistema nervoso e essenciais para o crescimento. Vários compostos de enxofre contidos no alho e na cebola parecem ser responsáveis pelo seu efeito favorável sobre a saúde cardiovascular. Em excesso, o enxofre causa hiperensão, ataca a coluna, precipita o herpes e prejudica a memória para nomes próprios. Melhores fontes naturais: ovos, carne, laticínios, cereais, alho e cebola. FERRO - Previne e cura a anemia por falta de ferro, mas não a anemia por falta de cobalto (vitamina B12). Elimina a dificuldade de deglutição. Aumenta a capacidade de aprendizado das crianças. Melhora o desempenho físico e reduz as dores no corpo, aumentando a energia do organismo. Em excesso, porém, torna-se um grande gerador de radicais livres e causador de osteoporose, infartos e infecções. Melhores fontes naturais: carnes de todos os tipos,ovos, soja, espinaafre e outros vegetais verdes, caldo-de-cana e melado. FÓSFORO - Essencial para a mineralização óssea, assim como para os processos de armanezamento de informações biológicas, comunicação celular e produção de energia. Em excesso, por contaminação com inseticidas organofosforados, porém, causa psicoses e perda de cálcio, levando à osteoporose. Melhores fontes naturais: leite e derivados (de preferência desnatados), peixes e soja. MAGNÉSIO - Absolutamente essencial à vida, ativa todos os principais processos biológicos, inclusive o metabolismo da glicose, a produção de energia celular e a síntese de ácidos nucléicos e proteínas, assim como a estabilidade elétricas das células, a contração muscular, a condução nervosa e o controle do tônus vascular. Protege contra doenças cardiovasculares e hipertensão. Reduz a tensão pré-menstrual. Evita os cálculos renais. Impede o parto prematuro e a eclâmpsia. Em excesso, porém pode levar à insuficiência cardíaca e respiratória e ao esgotamento mental. Melhores fontes naturais: carnes, frutos do mar, vegetais verdes e laticínios POTÁSSIO - Essencial para contração muscular, freqüência cardíaca e produção de energia, o potássio protege as pessoas contra a hipertensão arterial, pois reduz o níveis de sódio excessivos. Além disso, diminui o risco de

derrames e melhora o desempenho dos atletas, pois estes perdem muito potássio pela transpiração, o que produz grande cansaço. Melhores fontes naturais: as frutas e vegetais frescos (banana, laranja, abacate,espinafre, aipo,melão e melado de cana. SILÍCIO - Sem ele perde-se o tônus da pele e esta se torna flácida. O mesmo ocorre com as artérias, nas quais o teor de silício se reduz muito com a idade. Ele é indispensável para o tecido conjuntivo, para o desenvolvimento normal, para regular o metabolismo celular e evitar o envelhecimento, opondo-se à formação dos radicais livres. Melhores fontes naturais:os vegetais, cereais integrais e frutos do mar. SÓDIO - Essencial para a manutenção do equilíbrio osmótico dos fluidos extracelulares. Junto com o potássio, está envolvido na transmissão dos impulsos nervosos. Mobiliza outros nutrientes através da membrana celular. Sua carência baixa a pressão, causa o cansaço e palpitações durante esforço e desidratação. Melhor fonte natural: o sal marinho sem adição de iodo, encontrado em casas de produtos naturais. ZINCO - Um dos principais protetores do sistema imunológico, é indispensável para a atividade de mais de duzentas enzimas (catalisadores biológicos). Sua deficiência causa retardo de crescimento, falta de apetite, anormalidades do paladar, olfato e visão, perda do interesse sexual infertilidade masculina. Mas em excesso leva à perda da concentração e ao aparecimento de cacoetes. Melhores fontes naturais:cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe de trigo, frutos do mar e todos os tipos de carne. Melhores fontes naturais:cereais integrais, lêvedo de cerveja, farelo e germe de trigo, frutos do mar e todos os tipos de carne. Micronutrientes mais conhecidos BORO - Aumenta os níveis hormonais pós-menopausa, prevenindo a osteoporose e aumentando a musculatura. Melhores fontes naturais: frutas e vegetais. COBALTO -A falta de cobalto causa anemia, falta de apetite, parada do crescimento, irritabilidade e falta de concentração. É o principal componente da vitamina b12, essencial para evitar a anemia perniciosa. Melhores fontes naturais: carne, fígado,leite, alface, beterraba, espinafre e batata-doce. CROMO - Útil no tratamento e na prevenção do diabetes, protege contra doenças cardiovasculares e hipotensão arterial, reduzindo o colesterol. Melhores fontes naturais: cereais integrais, condimentos, carne, queijos e lêvedo. IODO - Essencial para a síntese dos hormônios da tireóide, mas em altas doses causa o bloqueio desta glândula, assim como provoca acne, miomas e cistos nos ovários. Melhores fontes naturais: frutos do mar (inclusive algas), agrião, pera e manga.

LÍTIO - Usado há 140 anos na medicina como antidepressivo e antireumático, é essencial para o equilíbrio do sistema nervoso. Entretanto, por causa do uso excessivo de elementos como o flúor, cloro, bromo e iodo, é expulso do organismo; poucas pessoas têm níveis adequados de lítio, o que torna possível o aparecimento de depressão, violência, uso de drogas e suicídio. Melhores fontes naturais: couve e mostarda. MANGANÊS -Importante para o funcionamento normal do cérebro, evita anormalidades ósseas e artrite, mas em excesso causa psicoses e depressão, assim como sintomas similares ao mal de Parkinson. Melhores fontes naturais: fígado, cereais, legumes, verdddurasss, leite e feijão. SELÊNIO - Evita doenças crônicas como a aterosclerose (entupimento das artérias), artrite, enfisema, cirrose e câncer, todas características do processo de envelhecimento. Protege o coração e aumenta o desejo sexual. Melhores fontes naturais: brócolis, cogumelos, aipo, pepino, alho, cebola, lêvedo, cereais integrais. VANÁDIO - Evita depressão e aumento de colesterol e triglicerídios. Melhores fontes naturais: aveia, peixe e azeite de oliveira. Todos os elementos exercem alguma função na grande orquestra que é o organismo humano. Entretanto, até pouco tempo a medicina ainda não dava grande importância à nutrição. Por isso - e graças ao mineralograma, que demonstrou essas carências - só nos últimos anos o oligoelementos passaram a ser valorizados e melhor estudados. Além dos citados acima, já se conhecem alguns dos efeitos benéficos do ouro, da prata, do níquel, da platina, do antimônio e do tungstênio, por exemplo, comprovando os estudos dos alquimistas. Como os solos agrícolas estão muito empobrecidos neste final de século, nem sempre os alimentos contêm aquilo que se imagina. Por isso a complementação mineral através de fórmulas se faz muitas vezes indispensável. É claro que o mineralograma não exclui outros exames, como o hemograma, o lipidograma, a densitometria, etc, mas os complementa. E o tratamento pode sofrer muitas variações de caso para caso.

OS PERIGOS DOS METAIS PESADOS
O preço que a civilização nos cobra é muito alto. Na busca desenfreada do conforto e do progresso, nos esquecemos de respeitar a natureza e produzimos um alto grau de contaminação ambiental. Entre as substâncias tóxicas que contaminam nosso organismo estão os metais pesados, os grandes geradores dos radicais livres que vão causar as doenças. Mas até minerais necessários como o cálcio podem se tornar tóxicos em excesso. A biorressonância nos permite descobri-los em seu organismo… e a

homeopatia nos permite eliminá-los. Aprenda a conhecê-los e saiba o mal que eles podem causar! Alumínio - Dormências quando se fica na mesma posição ou se cruza as pernas; grande oleosidade no couro cabeludo e queda de cabelos; descalcificação dos ossos e dentes causando osteoporose; depósitos no cérebro, característicos do mal de Alzheimer - estes são sintomas da contaminação pelo alumínio. Contaminação: panelas e utensílios de cozinha (proibidos na Europa), latas de refrigerantes e cervejas, comidas congeladas em quentinhas, antiácidos, desodorantes antitranspirantes, leites e sucos de frutas em caixas forradas com alumínio, assim como máquinas de hemodiálise. Bário - provoca retardo mental nas crianças e perda de memória nos adultos, degeneração das artérias com tendência a derrames e aneurismas, enfraquecimento do fêmur e destruição óssea do maxilar. Contaminação: venenos para ratos, pigmentos para pintura e cerâmica, certas águas minerais, refrigerantes e cervejas em lata e alguns contrastes radiológicos. Boro - Salivação, náuseas, vômitos, insuficiência renal, ondas brilhantes diante da vista, encurvamento dos cílios para dentro, produção de leite sem estar amamentando, regras adiantada e corrimento em clara de ovo, psoríase nas unhas e outros sintomas podem ser produzidos por excesso de boro. Contaminação: ácido bórico usado em inseticidas e em produtos farmacêuticos como a água boricada e polvilhos anti-sépticos. Cádmio - Causa náuseas, vômitos e diarréia em pequenas proporções, mas a intoxicação crônica pode atacar os rins, levando à perda de proteína, cálculos renais e desmineralização óssea. A perda do olfato e o câncer de próstata são outros aspectos negativos do cádmio, que também provoca hipertensão, toxemia gravídica, redução das defesas imunológicas e dificuldade de aprendizado. Contaminação: Frutos do mar (especialmente mariscos), cigarros, tintas, soldas, plásticos, etc. Cálcio - Embora indispensável ao organismo, o consumo excessivo de remédios contendo cálcio causa suores ácidos na cabeça, assaduras, brotoejas, obesidade concentrada no abdome, costas e braços, tártaro e cálculos renais, assim como ansiedade e medo do futuro. Contaminação: medicamentos à base de cálcio para pediatria, geriatria e osteoporose, como o cálcio de ostras. Chumbo - Ataca o sistema nervoso, produzindo mania de perseguição e crueldade, tumores cerebrais, câncer de mama, convulsões, alucinações,

paralisias e impotência, sem falar nas fortes dores de estômago e cólicas menstruais e intestinais, tornando as fezes finas por contração do ânus. Contaminação: Produtos para escurecer cabelos, gasolina com chumbo, casas com canos antigos, latas de refrigerantes e cervejas e pigmentos para pintura. Cobre - Causa asma, cãibras, epilepsia, espasmos, psoríase, hipertensão, deficiência imunológica, esquizofrenia e a doença de Wilson, que se caracteriza por degeneração do fígado e do cérebro. Contaminação: Piscinas (filtros à base de cobre e colocação nas mesmas de sulfato de cobre e algicidas), assim como canalizações para água quente. Enxofre - Embora seja o elemento mais encontrado nos cabelos, unhas e pele, a intoxicação pelo enxofre causa dores na coluna e crises de ciática, aliviadas ao deitar-se de lado com as pernas encolhidas. Também causa grande calor nos pés, levando as pessoas a dormir com os mesmos descobertos. Herpes de repetição, perda da memória para nomes próprios, irritabilidade, desatenção com a aparência, falta de asseio, enurese noturna, medo de se afogar e aversão ao banho são outros sintomas da intoxicação pelo enxofre. Contaminação: sulfas, conservantes de sucos de frutas, polvilhos antisépticos, cremes e sabonetes antiacne, uvas e derivados (sucos e vinhos) etc. Ferro - Outro elemento indispensável ao organismo que não pode ultrapassar certos valores no sangue, como a ferritina (máximo 80). A administração de sulfato ferroso, comum no Brasil, é condenada pela OMS. Além de causar depósitos no fígado, o excesso de ferro facilita a entrada no organismo dos bacilos da tuberculose e da lepra, assim como dos vírus da malária, do dengue e da febre amarela. Grande ativador de radicais livres, o ferro descalcifica os ossos, causando osteoporose, cálculos renais e infartos. Além disso, a maior parte das anemias hoje encontradas não se deve à falta de ferro. Contaminação: medicamentos contra anemia, encanamentos enferrujados, panelas de ferro, etc. Flúor - Causa indiferença com os entes queridos, depressão por eliminar o lítio do organismo, incapacidade de assumir responsabilidades, queda de cabelo crônica, fístulas, varizes, hemorróidas, flebites, estrias, flacidez, celulite, dificuldade de cicatrização, catarata e outros problemas de saúde. Contaminação: dentifrícios, bochechos e aplicações diretas pelos dentistas. A fluoretação da água vem sendo abandonada por vários países devido aos efeitos tóxicos deste elemento. Fósforo - Osteoporose por perda de cálcio e magnésio, aterosclerose (obstrução arterial), perda dos dentes e psicose maníaco-depressiva, catarata, degeneração gordurosa do fígado, predisposição a hepatite e a hemorragias são alguns dos muitos sintomas produzidos pela intoxicação por fósforo. Contaminação: agrotóxicos e inseticidas organofosforados.

Iodo - Grande ansiedade, com súbitos impulsos a correr, à violência e até ao suicídio, são alguns sintomas mentais do excesso de iodo no organismo. Acne, cistos sebáceos, miomas e nódulos na tiróide (tiroidite de Hashimoto) são sintomas físicos desse excesso, hoje muito comuns. Contaminação: Sal de cozinha (ao qual é adicionado iodo, obrigatoriamente, por lei de quase 50 anos atrás), xaropes de iodeto de potássio e produtos de uso local. Magnésio - Em excesso provoca distensão abdominal por gases, intensas dores nevrálgicas, queda de pressão, espasmos musculares, fadiga, sonolência e perda de reflexos. Contaminação: Consumo excessivo de antiácidos, laxantes, talcos para pés, etc. Manganês - Psicose e sintomas neurológicos como perda da expressão facial, ausência do ato de piscar, gagueira e insônia, assim como dificuldade para caminhar e falta de comando motor nas pernas, tremores nas mãos, rigidez dos membros e outros sintomas similares à doença de Parkinson: estes são alguns dos sintomas da intoxicação por manganês. Contaminação: permanganato de potássio, fogos de artifício, cervejas em lata. Mercúrio - A intoxicação gradativa pelo mercúrio afeta em primeiro lugar o cérebro, causando perturbações emocionais e psicológicas, acompanhadas de grande irritabilidade, falta de concentração, timidez, indecisão, cansaço e sonolência. Também é a principal causa de colites, diverticulites e lesões renais. Contaminação: desodorantes contendo calomelano, peixes e crustáceos de rios e do mar, tintas, poliuretanos, termômetros quebrados, garimpos de ouro, etc. Níquel - A alergia a brincos e pulseiras de bijuteria é um dos sintomas de contaminação pelo níquel, mas seu maior perigo é o câncer do pulmão e dos seios da face. Contaminação: latas de conservas douradas, bijuterias, objetos de adorno e até pelas cordas de instrumentos musicais como o violão. Prata - O contato persistente com a prata causa manchas cinzentas na pele do rosto, grande ansiedade, medo de altura, incapacidade de ficar parado, tendência a fazer tudo depressa e a acelerar os outros, sensação de cabeça ôca, sonhos com cobras, abismos e insetos voadores. Contaminação: jóias de prata e produtos fotográficos. Selênio - Tristeza e melancolia, dores de cabeça agravadas pelos perfumes, cheiros fortes ou chá, impotência e ejaculação precoce, irritação dos olhos e

inflamação das pálpebras, persistente cheiro de alho na boca, irritabilidade e fadiga excessivas são todos sintomas de intoxicação pelo selênio, que atualmente é receitado abusivamente. Nas gestantes, o excesso desse metal pode provocar aborto e deformações fetais. Contaminação: xampus anticaspa e medicamentos antioxidantes. Zinco - Perda da concentração e memória, repetitividade de gestos e pensamentos (balançar o pé ou a perna, enrolar a ponta do cabelo, roer unha, perguntar a mesma coisa, cantarolar o dia todo a mesma música) são características de excesso de zinco, também causa inquietação nas pernas à noite e má circulação, assim como sérias dificuldades de aprendizado escolar. Contaminação: cremes, pomadas, talcos, xampus e até colírios contendo zinco, assim como alguns medicamentos antiestresse, antioxidantes e cálcio de ostras para osteoporose.

DR. SÉRGIO TEIXEIRA Classificação Ferrugionosas Fluoretadas Indicações anemias, parasitose, alergias e acne juvenil; estimulam o apetite. para saúde de dentes e ossos dissolvem cálculos renais e biliares; favorecem a digestão; são Radioativas calmantes e laxantes; filtram excesso de gordura do sangue diuréticas e digestivas, são ideais para acompanhar refeições; repõe Carbogasosas energia e estimula o apetite; eficazes contra hipertensão arterial Sulfurosas para reumatismo, doenças da pele, artrites e inflamações em geral sedativas e tranqüilizantes, combatem a insônia, nervosismo, Brometadas desequilíbrios emocionais, epilepsia e histeria. Sulfatadas sódicas para prisão de ventre, colites e problemas hepáticos para casos de raquitismo e colite; consolidam fraturas e têm ação Cálcicas diurética. Reduz a sensibilidade em casos de asma, bronquites, eczemas e dermatoses Iodetadas tratam adenóides, inflamações da faringe e insuficiência da tireóide Bicarbonatadas doenças estomacais, como gastrites e úlceras gastroduodenais, hepatite e diabetes sódicas Alcalinas diminuem a acidez estomacal e são boas hidratantes para a pele 1 Ácidas regularizam o pH da pele Carbônicas hidratam a pele e reduzem o apetite Sulfatadas atuam como antiinflamatório e antitóxico Oligominerais higienizam a pele, diurese, intoxicações hepáticas, ácido úrico, radioativas inflamações das vias urinárias, alergias e estafa Texto revisado pelo Dr. Benedictus Mário Mourão, médico diretor dos Serviços Termais
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Observação do autor: A acidez é contra-indicada para quem sofre de hiperacidez gástrica. (www.jt.estadao.com.br/editoriais/2002/09/28)

da Prefeitura de Poços de Caldas e titular da Comissão Permanente de Crenologia do DNPM

Antimônio Arsênio Bário Borato Cádmio Cromo Cobre Cianeto Chumbo Manganês Mercúrio Níquel Nitrato Nitrito Selênio

0,005 mg/L (Sb) 0,05 mg/L, calculado como arsênio (As) total 1 mg/L (Ba) 5 mg/L ,calculado como boro (B) 0,003 mg/L (Cd) 0,05 mg/L, calculado como cromo (Cr) total 1mg/L (Cu) 0,07 mg/L (CN) 0,01 mg/L (Pb) 2 mg/L (Mn) 0,001 mg/L (Hg) 0,02 mg/L (Ni) 50 mg/L, calculado como nitrato 0,02 mg/L, calculado como nitrito 0,05 mg/L (Se)

Tabela 5 – LIMITES MÁXIMOS PERMITIDOS DE CONTAMINANTES Fonte: Resolução-RDC nº 54/2000 Amostra indicativa limites n E. coli ou coliforme (fecais) termotolerantes, em 100 mL Coliformes totais, em 100 mL Enterococos, em 100 mL Pseudomonas aeruginosa, em 100 mL Clostrídios sulfito redutores ou C. perfringens, em 100 mL Ausência 5 Amostra representativa

Microrganismo

c 0

m Ausência

M

5 5 5

1 1 1

2,0 UFC ou 2,2 NMP 2,0 UFC ou 2,2 NMP 2,0 UFC ou 2,2 NMP

5

1

2,0 UFC ou 2,2 NMP

n: número de amostras coletadas c: número de máximo de amostras que podem apresentar contaminação m: limite mínimo aceitável

Tabela 6 – CRITÉRIOS MICROBIOLÓGICOS DAS ÁGUAS MINERAIS Fonte: Resolução-RDC nº 54/2000

PADRÃO DE ACEITAÇÃO PARA CONSUMO HUMANO Parâmetro Unidade VMP(1) Portaria nº 1.469 PH DBO5 Cloreto Cor Aparente Dureza Oxigênio dissolvido Ferro Sódio Manganês Odor / gosto Nitrato Sólidos dissolvidos totais Sulfato Nitrito Lítio Coliformes totais Coliformes fecais Turbidez mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L UFC/100ml UFC/100ml UT
(4)

CONAMA 20 – Classe 3 6,0-9,0 10 250 75 >4 5,0 0,5 Não objetável(3) 10 500 250 1 2,5 20.000 4.000 <100

6,0-9,5 mg/L mg/L uH(2) mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L 250 15 500 0,3 200 0,1 Não objetável(3) 10 1.000 250 1 Ausência Ausência 5

NOTAS: (1) Valor máximo permitido; (2) Unidade Hazen (mg PtCo/L); (3) critério de referência; (4) Unidade de turbidez; - sem valor especificado. Tabela 7 – PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS E MICROBIOLÓGICOS COMPARATIVOS DA CLASSE 3 DO
CONAMA Nº 20 E PORTARIA Nº 1.469

Fonte: Portaria MS nº 1.469 e Resolução nº 20 do CONAMA

País ou Entidade
Parâmetro Unidade

Brasil
Decreto Federal Decreto Federal Decreto n°79,637/77 n°79,637/77 Estadual S.P. Portaria Portaria n°12,486/78 n°56/Bsb n°36/GM(01) NTA - 60 (02)

Organização Mundial da Saúde
Recomendado Recomendado para Europa

1. Físicos e Organizações Cor Odor Pt/L 20 N.O 5(05) N.O 10 - 20 Isento / cheiro Cloro lev. Percept Sabor Turbidez Temperatura pH Condutividade Aspecto 2. Químicos 2.1 Componentes Inorgânicos Antimônio Arsênio Bário Boro Cádmio Chumbo Cianetos Cromo Hexavalente Cromo Total Cloro Residual Fluoretos Mercúrio Nitratos Nitrito Níquel Oxigênio Consumido Potássio Prata Selênio 2.2 Componentes Orgânicos Aldrin e Dieldrin Benzeno Benzo-a-pireno Clordano (Total de Isômeros) Clorobenzeno Clorofenóis Clorofórmio DDT (p-p'DDT; 0-p'DDT; pp'DDE; o-p'DDE) Endrin Fenol Heptacloro + heptacloro Epóxido Hexaclorobenzeno Lindano (Gama HCH) Metoxicloro Pentaclorofenol Tetracloreto de Carbono µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L 1,0 3,0 50 0,2 1,0 0,1 4,0 100 0,03 10 0,01 0,3 0,1 - ,03 0,1 1,0 0,2 0,1 0,1 0,01 3,0 30 10 3,0 0,03 10 0,01 0,3 0,1 - 0,3 0,1 - 1,0 30 1,0 0,1 0,01 3,0 30 10 3,0(10) mg/L Sb mg/L AS mg/L Ba mg/L B mg/L Cd mg/L Pb mg/L CN mg/L Cr mg/L Cr mg/L Cl2 mg/L F mg/L Hg mg/L N mg/L N mg/L Ni mg/L O2 mg/L K mg/L Ag mg/L Se 0,1 1,0 0,001 0,1 0,05 0,6 - 1,7(08) 0,002 10 0,05 0,01 0,05 1,0 0,005 0,05 0,1 0,05 0,2(07) 0,6 - 1,7 (08) 0,001 10 0,05 0,01 0,05 1,0 0,01 0,05 0,2 0,05 0,3 1,0 10 2,5 0,01 0,05 0,005 0,05 0,1 0,05 0,2 - 0,5 1,5 0,001 10 0,01 0,05 1,0 0,01 0,1 0,05 1,5 PC 0,01 UNT °C µ Scm à 25° N.O 5 N.O 1 6,5 - 8,5 2-5 5-9 Límpido Inofensivo 5 6,5 - 8,5 15 Inofensivo -

Tetracloreto Taxofeno Tricloetenos I,I,I, Tricloretano Trihalometanos 1,1 Dicloroetano 1,2 Dicloroetano 2,4 D 2,4,6 Triclorofenol Comp. Organofosforados e Carbamatos Pesticidas - Indiviadual Total 2,4,5 TP 2,4,6 T 2.3 Afetam a Qualidade Organoléptica Alumínio Surfactantes Cloretos Cobre Dureza Total Ferro Total Manganês Magnésio Sódio Sólidos Totais Dissolvidos Sólidos Totais Sulfatos Sulfeto de Hidrogênio Zinco 3. Radioativos Radioatividade Alfa Total Radioatividade Beta Total Césio Iodo Rádio Estrôncio Tritium 4. Microbiológicos Cloriformes Fecais

µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L µg/L

5,0 20 100 30 2,0

10 5,0 30 100(10) 0,3 10 100 10(11) -(12) -

-

10(10) 30(10) 0,3 10 100 10 -

0,1 -

mg/L Al mg/L LAS mg/L Cl mg/L Cu mg/L CaCO3 mg/L Fe mg/L Mn mg/L Mg mg/L Na mg/L mg/L mg/L SO4 mg/L S mg/L Zn

0,1 0,5 600 1,0 1,0 0,5 1000 1500 5,0

0,2(10) 0,2 250 1,0 500 0,3 0,1 1000 400 0,025 - 0,25 5,0

250 1,0 0,3 0,05 500 250 5,0

0,2 250 1,0 500 0,3 0,1 200 1000 400 N.D 5,0

0,005 0,1 0,05 5,0

Bq/L Bq/L Bq/L Bq/L Bq/L Bq/L Bq/L

-

0,1 1,0 -

-

0,1 1,0 -

-

n°/100 mL 100 mL

-

0 0(15)

0 0

0 0

-

A potabilidade de uma água pressupõe a ausência/inativação total de coliformes fecais.

Aquário Marinho.
TROPIC MARIN TESTE COMBINADO DE MAGNÉSIO E CÁLCIO Qual o significado das concentrações de magnésio e de cálcio num aquário marinho? O magnésio e o cálcio são juntamente com o sódio, o potássio, o cloreto e o sulfato, os componentes principais da água do mar. Para os seres vivos com esqueleto calcáreo, como por exemplo os corais duros e algas pink coralíneas, são o magnésio e sobretudo o cálcio, fatores importantes para o crescimento. O cálcio junto com uma quantidade suficiente de dióxido de carbono forma o carbonato de hidrogenato de cálcio que será biologicamente utilizado e armazenado pelos esqueletos calcáreos sobre forma de

carbonato. Dependendo do tipo de organismo, carbonato de magnésio, em quantidade variada, é também usada nestes esqueletos calcáreos. Adicionalmente, o magnésio é muito importante na fotossíntese. Devido ao metabolismo celular e ao uso destes componentes nos esqueletos calcáreos dos organismos, a concentração de magnésio e de cálcio num aquário marinho diminuem a todo momento. Por esta razão, testes regulares de magnésio e cálcio, e possíveis adição destes ions para um aquário marinho são necessários, para promover um crescimento saudável nestes organismos. Qual é a concentração de magnésio e cálcio recomendada? A concentração do magnésio na água do mar é aproximadamente 1280-1320 mg/l (ppm) e de cálcio por volta de 400-410 mg/litro (ppm) criando uma relação de Mg/Ca de 3.25/1. Altas concentrações de magnésio e ou cálcio podem levar a uma preciptação causando caídas na alcalinidade e elementos traços na solução. Por esta razão, é recomendado a manutenção das concentrações de magnésio e cálcio mais perto possível da água salgada natural do mar.

Principais íons salinos da água do mar
• • • • • •

Cloreto (Cl-): 55,04 %m (%m significa porcentagem em massa) Sódio (Na+): 30,61 %m Sulfato (SO42-): 7,68 %m Magnésio (Mg2+): 3,69 %m Cálcio (Ca2+): 1,16 %m Potássio (K+): 1,10 %m

Cálcio e Reserva Alcalina
Alexandre Góes

O cálcio e a reserva alcalina são de extrema importância num Reef, pois deles depende a taxa de crescimento dos corais e a estabilidade do pH do aquário.
A reserva alcalina é formada por um conjunto de íons, sendo que a grande maioria é composta de carbonatos, bicarbonatos e ácido carbônico, que nada mais é do que gás carbônico dissolvido na água do aquário. Existem também, em menor quantidade, compostos utilizando o boro ou o fósforo no sistema tamponador, e é a quantidade de todos esses íons que a reserva alcalina representa.

Ela funciona da seguinte forma:
A acidez da água é representada pelo número de íons hidrogênio (H+) livres na solução. Quanto mais íons, mais ácida a água. O sistema de tamponamento funciona capturando ou liberando esses íons. Podemos manter a solução estável em qualquer pH que desejarmos, pois o pH de equilíbrio é dado pelas proporções entre carbonatos, bicarbonatos e ácido carbônico. Além dessa importante função (manter o pH estável), a reserva alcalina tem ainda uma outra função nos Reefs, juntamente com o cálcio (Ca). Ela é utilizada pelos corais na formação de seus esqueletos, que são compostos de carbonato de cálcio (CaCO3). Assim, há um constante consumo de Ca e RA (reserva alcalina) no aquário e temos que, de alguma forma, adicioná-los com bastante freqüência. No mar encontramos valores próximos de 400 mg/l (miligramas por litro) de Ca e 2,0 mEq/l (miliequivalentes por litro) de RA. Em Reefs, o ideal é tê-los um pouco acima disso. A RA também é comumente medida em dKH. Para converter de mEq/l para dkH basta multiplicar por 2,8. No processo de calcificação dos corais eles consomem 1,0 mEq de Ra a cada 20mg de Ca. Assim sendo, um aquário equilibrado em relação ao Ca e a RA precisa satisfazer a seguinte equação: [Ca] = 20 x [RA] + 360 Por exemplo, se alguém tem 350 mg/l de Ca e 1,7 mEq/l, ele está com os dois valores abaixo do ideal. Mas como resolver esse problema ? Primeiro devemos verificar se há ou não equilíbrio, para que possamos saber que medidas devem ser tomadas. Nesse exemplo teríamos: 350 = 20 x 1,7 + 360 350 = 394 Claro que não estão em equilíbrio. O melhor a fazer nesse caso seria subir o nível do Ca para 394 mg/l e assim tornar a equação verdadeira. Para subir o nível de Ca do aquário, sem alterar a RA, só precisamos adicionar Cloreto de Cálcio (CaCl2). Ele é bastante concentrado e pode ser encontrado facilmente em distribuidoras de produtos químicos e também em vários produtos próprios para aquários, que só adicionem cálcio. Inversamente, se tivéssemos um aquário c/ 420 mg/l de Ca e 1,5 mEq/l de RA teríamos: 420 = 20 x 1,5 + 360 420 = 390 Agora temos uma Ra muito baixa e devemos aumentá-la utilizando-se, preferencialmente, de tamponadores próprios para aquários marinhos, que contém carbonatos e bicarbonatos, assim como os outros íons que existem em menor quantidade, na proporção correta.

Depois de equilibrados os níveis de cálcio e a reserva alcalina, através de adição de cloreto de cálcio ou de tamponadores, conforme o caso, como mantê-los altos ? Existem diversos métodos, porém os mais utilizados são a adição de Kalkwasser, de suplementos conjugados de Ca e RA ou o uso de reatores de Ca. Todos estes métodos suprem Ca e RA para o aquário na proporção exata que são consumidos pelos corais, não causando desequilíbrio entre eles.

Kalkwasser
O Kalkwasser (do alemão, "água calcária") é simplesmente uma solução saturada de Hidróxido de Cálcio (Ca(OH)2). Para fazer kalkwasser bastar misturar Ca(OH)2 na água de reposição, na proporção de, aproximadamente, 2g por litro. Esta mistura deve ser feita de modo a haver a menor aeração possível pois, havendo troca gasosa do kalkwasser com a atmosfera, o Ca(OH) 2 se combina com o gás carbônico (CO 2) do ar formando carbonato de cálcio (CaCO3), que precipita, diminuindo a quantidade de cálcio no kalkwasser. O carbonato de cálcio aparece na forma de pequenos flocos brancos, no fundo do recipiente, e não deve ser adicionado ao aquário. O kalkwasser, ao ser adicionado no aquário, precisa de gás carbônico para reagir. Por este motivo, devemos adicioná-lo bem lentamente, para que haja tempo do gás carbônico, que estiver sendo consumido nesse processo, ser reposto. As principais fontes de CO2 são a atmosfera e também a respiração dos animais e plantas. A melhor forma de adicionar kalk (kalkwasser) é deixá-lo pingando, logo antes do ponto de captação da água que vai para o skimmer. Assim ele logo entra numa área de alta troca gasosa, para receber todo o CO2 que necessita da própria atmosfera. Além disso tudo, o kalkwasser, por ter um pH muito alto, ainda aumenta a eficiência do skimmer, tornando a espuma produzida por ele mais densa e consistente. O kalk, ainda, quando está sendo preparado, remove uma quantia substancial de fosfato da água, que se precipita juntamente com o carbonato de cálcio. A remoção do fosfato é excelente, já que ele promove o crescimento de algas indesejáveis no aquário. Outra dica é adicionar kalk preferencialmente à noite, quando não há consumo de CO2 pelas algas do aquário, havendo, então, mais oferta desse gás. O kalk dosado à noite serve também para equilibrar o pH, que sempre tende a cair nesse período, justamente devido ao acúmulo de CO2 já mencionado. O grande perigo do kalk é adicioná-lo muito rapidamente, sem que haja CO2 suficiente para a sua reação completa. Não havendo CO2, o kalk reage com os bicarbonatos do aquário e, além de removê-los, ainda forma carbonato de cálcio, o que deve ser evitado. O kalkwasser pronto pode ser guardado por um tempo indefinido, desde que esteja num recipiente lacrado. Num recipiente aberto, onde haja troca gasosa e, consequentemente, entrada de CO2, ele aos poucos vai perdendo sua eficiência, e deve, nesse caso, ser utilizado no máximo em 2 ou 3 dias. Aquários grandes, com pequenas taxas de evaporação e grandes taxas de calcificação podem ter um certo problema com o uso do kalkwasser. Nesses casos, pode-se adicionar até o dobro da quantidade de Ca(OH)2 à água de reposição e dosá-la, gota à gota, imediatamente, sempre numa área de alta aeração. Esse kalk supersaturado perde sua eficiência em algumas horas, pois todo o hidróxido de cálcio colocado a mais se precipita rapidamente, transformando-o em kalkwasser comum. É comum, inclusive, a instalação de pequenos ventiladores direcionados para a água do aquário a fim de aumentar a taxa de evaporação e, como conseqüência, a de kalkwasser que pode ser adicionada diariamente. Esses ventiladores ainda apresentam a vantagem de baixar a temperatura do aquário, muitas vezes substituindo até mesmo o uso de refrigerador.

Suplementos Conjugados de Ca e RA
Suplementos conjugados de Ca e RA nada mais são do que produtos que contém cloreto de cálcio (para aumentar o cálcio) e tamponadores (para aumentar a reserva alcalina), na proporção correta para que ambos subam equilibradamente. Eles devem também ser adicionados em locais do aquário com boa circulação. Já que não precisam de uma fonte de CO2, como o kalkwasser, podem (e devem) ser dosados diretamente, sem que sejam misturados na água de reposição. Em aquários que não conseguem manterse apenas com kalkwasser, esses suplementos são uma opção viável, apesar de aquários com essa característica serem muito incomuns aqui no Brasil.

Estes suplementos, apesar de conseguirem adicionar muito mais cálcio e tamponadores que o kalkwasser, possuem um grande inconveniente. Eles deixam resíduos, o que não ocorre com o uso do kalk. O íon de cloro, que sobra do cloreto de cálcio, e o íon de sódio, que sobra dos tamponadores (pois eles são, em sua maioria, bicarbonato de sódio), se combinam formando cloreto de sódio, que nada mais é do que sal comum. Esse sal, que vai se acumulando, aumenta a densidade da água do aquário consideravelmente. Para corrigir isso o aquarista normalmente retira um pouco da água do aquário e a repõe com água doce, diminuindo a densidade. Infelizmente ele se esquece que essa água retirada contém ainda vários outros íons indispensáveis para a vida marinha, que não estão sendo repostos. Com o passar do tempo, cada vez mais a água do aquário se torna apenas água doce com cloreto de sódio. Resolver esse problema é impossível. Para atenuá-lo, a única forma viável é através de trocas de água mais freqüentes, removendo essa água pobre em elementos traços e adicionando água marinha completa, quer seja sintética ou natural. Por este motivo, aquários mantidos com kalkwasser necessitam muito menos de trocas parciais do que aquários mantidos com suplementos conjugados, já que não há, naqueles, nenhum composto que se acumule com o passar do tempo.

Reatores de Cálcio
Os reatores de cálcio funcionam de modo bastante simples. Neles, há uma bomba que faz a água do aquário circular por um substrato de carbonato de cálcio. Antes da água entrar nesse recipiente, ela tem seu pH bastante diminuído, mediante um sistema de injeção de CO2. Sob pHs muito baixos (próximos à 6,5), o carbonato de cálcio se dissolve, adicionando, então, cálcio e tamponadores ao aquário. A vazão da água que entra (ou sai) do reator de cálcio é pequena, na faixa de alguns litros por hora, mas a água que circula internamente geralmente atinge centenas de litros por hora. Devido à essa pequena vazão e ao alto valor de reserva alcalina na água que sai do reator, ela rapidamente volta ao pH normal do aquário, não causando problemas. Os reatores de cálcio são uma opção muito melhor do que o uso de suplementos conjugados em casos onde não se consiga manter o cálcio e a reserva alcalina apenas com kalkwasser, pois, como esse último, não deixam resíduo algum. Sua grande vantagem é a baixa manutenção. Ao invés de ter que fazer kalkwasser várias vezes por semana, o reator apenas necessita da recarga da garrafa de CO2 e a reposição do substrato de carbonato de cálcio. Ambos duram normalmente vários meses. Toda essa mordomia tem um preço. Os reatores de cálcio tem um custo inicial bem elevado e podem causar sérios estragos em caso de acidente, como problemas na válvula de injeção do CO 2. A qualidade do substrato é outra questão. Se ele contiver fosfato ou outros elementos indesejáveis, eles serão adicionados, juntamente como cálcio e os tamponadores. Resumindo, manter um nível excelente de cálcio e reserva alcalina é muito fácil: Meça o Ca e a reserva alcalina Substitua-os na equação: [Ca] = 20 x [RA] + 360 Se o Ca estiver baixo, use CaCl2 até a equação se tornar verdadeira Se a RA estiver baixa, use tamponadores com o mesmo fim Depois de equilibrados dose a solução de Ca(OH)2 (kalkwasser), lentamente.

Se mesmo assim, tanto o Ca quanto a RA continuarem descendo, use suplementos conjugados (e prepare-se para trocas parciais mais freqüentes) ou adquira um reator de cálcio.

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