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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ

UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL - UAB


NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA E A DISTÂNCIA - NECAD
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO - PROGRAD
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E EDUCAÇÃO - CCSE
ESPECIALIZAÇÃO EM SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO

GILDILENE PEREIRA SILVA

2ª AVALIAÇÃO

Dom Eliseu - PA
2019
GILDILENE PEREIRA SILVA

2ª AVALIAÇÃO

Atividade apresentada para a disciplina Cultura e Identidade, no


curso de Especialização em Sociologia para o Ensino Médio, da
Universidade do Estado do Pará - UEPA.

Profº. Me. Mário Jorge Brasil Xavier

Dom Eliseu - PA
2019
Quais os principais dilemas que vocês vivem hoje?

Se compararmos os jovens de hoje com os do século passado, é possível


percebermos que as características deles mudaram, principalmente no que se refere à
forma de se relacionarem com as demais pessoas e com tudo que os cerca. Devido a
todas essas mudanças, pode-se dizer que, nos dias de hoje, ser jovem também é
desafiador em diferentes aspectos e situações.
Assim, um dos desafios apresentados pelos jovens está no fato da sociedade
impor padrões e atribuir um valor muito grande ao belo e à estética, já que a cultura do
corpo é muito forte. É devido à essa cobrança, que os jovens sentem a necessidade de
apresentarem determinados comportamentos para que consigam se inserir em um
grupo e terem oportunidades semelhantes às demais pessoas. O consumismo dita
aquilo que deve ser classificado como bom ou ruim, e que não vale qualquer tênis,
qualquer calça, qualquer camisa. Que para ser descolado é preciso seguir determinados
padrões
Outro ponto destacado pelos jovens é a falta de oportunidade de ingressar em um
curso superior para aqueles que moram em pequenas cidades. Ao terminar o Ensino
Médio, a vida escolar chega ao fim para aqueles que preferem seguir no mercado de
trabalho, enquanto muitos que buscam tentar uma vaga nas universidades públicas e se
frustram porque a concorrência é enorme, apesar das cotas que, abrem vagas para
estudantes de escolas públicas ou consideram etnia e raça como fatores beneficiáveis.
Entretanto, quando não conseguem essa oportunidade, os estudantes param de estudar
e se dedicam inteiramente ao trabalho árduo, com baixos salários e carreira incerta.
O mercado de trabalho também é um ponto destacado pelos jovens, que
ressaltam a exigência de muitos setores na qualificação de pessoas para contratação.
Para eles, o mercado que faz com que necessitem ter um conhecimento muito grande
sobre diferentes áreas e a falta de qualificação e/ou experiência de muitos impossibilita
conseguirem o emprego tão desejado.

Vocês se sentem espectadores ou sujeitos do processo cultural global?

Por viverem numa cidade pequena e longe da capital os jovens se sentem na sua
maioria espectadores do processo cultural global, pois apesar da ampliação e facilidades
de comunicação e transmissão dos valores culturais, onde diferentes culturas e
diferentes costumes podem se interagirem sem a necessidade de uma integração
territorial, os jovens não sentem que têm influência na construçao e/ou modificação do
processo cultural global, sendo apenas um espectador e apropriador da cultura que as
grandes cidades economicamente dominantes transmitem.
Como exemplo, destacam a indústria da moda capaz de gerar e controlar os
padrões de comportamento e os costumes das pessoas, como as roupas, os padrões de
etiqueta e comportamento, as atividades de lazer que exercem etc.

DOCUMENTÁRIO “FRUTOS DO BRASIL”

O documentário “Frutos do Brasil” vem apresentar a realidade de diversos


grupos de jovens de diferentes regiões do país, mostrando as injustiças vividas e
sentidas diariamente por desde a tenra idade, enfrentando o trabalho infantil e
posteriormente a falta de oportunidade no mercado de trabalho e a necessidade de
mobilização social para que se tenha um futuro melhor.
Apresentam as dificuldades apresentadas pelos jovens de grupos LGBT que
enfrentam continuamente no Brasil com os constantes homicídios e suicídios
provocados pelo preconceito dentro e fora do ambiente familiar, destacando assim uma
existência sem valorização social e sem representantes concretos dispostos a assumir
os riscos de reconhecer a identidade social desse grupo.
O documentário destaca ainda os desafios do universo da comunidade negra que
ingressam na universidade, demonstrando que o preconceito racial está incrustado na
sociedade brasileira, por mais velado que esteja. Apesar da gradual entrada do negro
no mercado de trabalho e na educação, o caminho para a superação do racismo ainda é
longo,
Assim, o documentário retrata a luta de jovens que ajudam na gestão de
cooperativas e associações populares, jovens que combatem a homofobia em escolas
brasileiras, que discutem e se envolvem em políticas públicas, outros que lutam para o
acesso de negros em universidades, constituem algumas das iniciativas descobertas
pela Aracati, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é contribuir para o
desenvolvimento de uma cultura de participação juvenil no Brasil.
ATIVIDADE DE APROFUNDAMENTO: A atitude do professor hoje frente à
problemática cultural no espaço escolar brasileiro.

A vida escolar brasileira é composta por várias histórias, diferentes famílias, cada
um com sua peculiaridade, o que proporciona ao professor uma interação com os
alunos, onde se pode criar um processo didático interativo em que um aprende com o
outro. Porém, na maioria das vezes, isso acaba não acontecendo. Na prática docente
cotidiana, percebemos a dificuldade do professor em articular, mediar e equilibrar
certas situações, pois em geral, os alunos negros, e os menos favorecidos são
discriminados, sejam por apelidos, cor, vestimenta, aspectos físicos e estéticos, e
muitas vezes essas questões resultam num pedido de desculpa forçado.
Como um dos principais propósitos da escola deve ser proporcionar uma
educação pautada no reconhecimento das diferenças e na construção da igualdade, com
objetivo de formar indivíduos atuantes na sociedade para que a mesma seja justa e
democrática para todos. Sendo assim, a escola precisa priorizar o ensino e a
aprendizagem sob o prisma de uma pedagogia pautada na democracia, que seja capaz
de admitir existam existência das diferenças e valorizá-las, tendo em vista sempre a
construção de uma nova sociedade, ajudando a transformar os alunos em seres
solidários, respeitosos e capazes de conviver em união.
Diante da magnitude da diversidade cultural existente dentro da sala de aula, o
professor deve ter claros os objetivos para conseguir que os alunos interajam entre eles,
para que ocorra uma troca, tanto dos alunos entre si, quanto do professor com eles.
Dessa forma, se faz necessário que o professor leve em consideração os conhecimentos
prévios dos alunos, entretanto filtrando quais desses conhecimentos são pertinentes
para serem utilizados em sala de aula. Caso contrário, tal abordagem pode representar
um entrave ao processo, haja vista que o aluno pode vir com uma predisposição para
aprender sobre certos assuntos, principalmente aqueles que destoam do senso comum;
logo, esse conhecimento deve ser mediado pelo professor, utilizando somente aquilo
que pode ser proveitoso para o restante dos alunos.
Pensando ainda no melhor engajamento dos alunos, é necessário que os
educadores estabeleçam um trabalho diversificado nas salas de aula, que envolva
atividades que podem ser em grupos, favorecendo assim a interação entre os alunos.
Entendemos assim que diversificar não significa só formar grupos homogêneos e com
as mesmas dificuldades, mas sim que a diversidade existente no grupo irá favorecer a
troca de experiências e o crescimento de cada indivíduo, propiciando dessa forma que
os alunos tenham as mesmas oportunidades, mas com estratégias diferentes.
Promover espaços participativos é educar para a vida. Somente assim será
possível o respeito e a valorização das diferenças presentes em nossas escolas. Se isso
não acontecer, alguém será excluído, e esse alguém com certeza será o mais fraco. Isso
é um desafio e um compromisso da escola para a formação de uma sociedade
democrática, justa, igualitária e solidária.

REFERÊNCIA

MORAES, Amaury C. [et al.]. Curso de especialização em ensino de Sociologia:


Nível Médio: Módulo 2. Cuiabá, MT: Central de Texto, 2013.