You are on page 1of 14

Sobre Curso para Pais Formações Profissionais

Atendimentos Textos Materiais Gratuitos 

MINICURSO DE COMUNICAÇÃO NÃO-VIOLENTA COM FILHOS

Como se comunicar de forma assertiva


sem usar de violência física, verbal ou
estrutural com a criança.


MINICURSO DE COMUNICAÇÃO NÃO-
VIOLENTA COM FILHOS

Como se
comunicar de
forma assertiva
sem usar de
violência física,
verbal ou
estrutural com a
criança.


Aula 03 – O que fazer quando seu lho
está com raiva
Era uma vez uma criança que…

Se descontrolava facilmente.

Tinha acessos de raiva quando contrariada.

Batia nos colegas quando ficava furiosa.

Gritava ou xingava os pais quando tinha uma crise de raiva.

Você conhece uma criança como essa?


Provavelmente a que você tem em casa já protagonizou uma dessas cenas. E talvez você não

tenha sabido o que fazer ou não tenha ficado tão satisfeito com a forma como lidou com
aquilo.

Tratar da questão: o que fazer para ajudar o seu filho a lidar com a raiva é importantíssimo

porque somos todos humanos. E humanos sentem raiva.

Nessa aula, então, eu vou contribuir primeiro para que você entenda o que não funciona quando

a intenção é ajudar o seu filho a identificar e dialogar com essa raiva.

A proposta é você usar a comunicação não-violenta para isso, ok?

Então vamos lá.

Num dos vídeos de divulgação desse minicurso, eu coloquei uma situação cotidiana e pedi que

vocês se autoavaliassem sobre qual resposta dariam.


E agora eu quero convidar você a rever a situação e pensar em cada uma das respostas que
costumamos dar.

video3 take2

Análise da resposta A…
Sua filha teve uma crise de raiva, rasgou trabalhos alheios e você foi chamada na escola.

Resolver esse problema com a estratégia da resposta A, que era dar um sermão, conversar

sobre como a raiva pode ser destrutiva quando não controlada não é a opção mais adequada

porque numa conversa como essa demonstrar empatia vai ser muito mais difícil.

Isso porque o adulto acaba se colocando numa posição de julgamento quando a conversa

começa dessa forma e quanto mais fala, menos escuta. E a pessoa que acabou de ter uma crise

de raiva precisa ser ouvida, acredite.

Ela já está lidando com coisas demais: a própria raiva, talvez culpa, talvez vergonha, talvez um

sentimento de menos valia por não saber se controlar.

Enfim, são muitos sentimentos envolvidos quando se tem uma crise de raiva. Você já teve uma

pelo menos uma vez na vida, deve saber do que estou falando.

Com a criança não é diferente.



E para piorar a situação, ela chegou nesse mundo há pouco tempo, foi menos exposta a

situações que despertam raiva… talvez sequer consiga entender ainda que aquela explosão

chama-se raiva.

Que dirá saber o que fazer com ela!

Se você quer inserir o seu filho numa cultura de comunicação não-violenta, quando ele tiver

uma crise de raiva deixe-o falar. Dê espaço.

Fazer ele ouvir você por horas sobre o que aconteceu só vai deixá-lo ainda mais aborrecido.

Pergunte a ele como está se sentindo, o que aconteceu para ele ficar naquele estado.

Escute com empatia, sem julgamentos, sem se colocar no papel de “o resolvedor de

problemas”.

Ofereça escuta, empatia e nomeie os sentimentos que forem surgindo na fala dele.

Análise da resposta B…
A opção B que é deixá-lo de castigo sem usar a internet tem o mesmo problema da resposta A,

com um agravante: esse castigo é só uma punição, sem atribuição de sentido, percebe?

Ele teve uma crise de raiva e destruiu trabalhos. A ideia é mostrar para o seu filho nesse

momento que quando cometemos um erro podemos nos esforçar para demonstrarmos nosso

arrependimento e nossa boa intenção de reparar o erro que cometemos.

Uma boa reparação aqui seria ele procurar os colegas e perguntar o que pode fazer para eles se

sentirem melhor a respeito dos trabalhos rasgados.

Vá com ele. Apoie. Ajude-o a mostrar que se importa.

Análise da resposta C…
A opção C, que é se descontrolar e gritar que ter raiva não é bom, por si só, já demonstra que

não é um bom caminho para prática de comunicação não-violenta, nem tampouco para manter a
coerência entre o que você está ensinando e o que está exemplificando.

Análise da resposta D…
A resposta D é bastante violenta. Dizer a uma criança que se ela continuar com o

comportamento X, Y ou Z ela não será capaz de realizar algo como ter amigos influencia muito

na forma como ela vai compondo a sua autoimagem e, consequentemente, a sua autoestima.

O que fazer, então?


Para ajudar o seu filho a lidar com a raiva, faça o seguinte: dê um tempo para ele se acalmar.

Quando perceber que ele está mais tranquilo diga que quer entender o que houve com ele e

pergunte claramente:

“Como você se sente agora? O que aconteceu com você? Preciso da sua ajuda para entender o
que se passa com você quando precisa rasgar os trabalhos dos seus colegas para se acalmar”.

Deixe o seu filho falar, sem interrompê-lo, mesmo que tenha vontade de fazer isso em vários
momentos.

Quando ele terminar, cheque se entendeu bem o que ele disse, nomeando, inclusive os

sentimentos. Por exemplo:

“Entendi que você ficou muito irritada quando o seu colega disse que o seu desenho era horrível

porque se sentiu menosprezada. Foi isso? Era importante para você que ele achasse o seu
desenho bonito”.

Prossiga dizendo como você se sente quando ela tem crises de raiva.

“Entendi como você se sente nessas horas. Queria dizer a você também como me sinto quando
sou chamada na escola porque você teve uma crise de raiva. Você quer ouvir?

Eu também fico muito irritada porque tenho certeza que você pode resolver sua irritação de um

modo diferente, sem precisar magoar ou machucar alguém. Penso que podemos trabalhar juntas
nisso”.

Pergunte o que acha que ela pode fazer quando começar a ficar irritada, antes de se
descontrolar. 
Ela possivelmente dará algumas soluções como: sair da sala, contar até 10, pedir ajuda da
professora…

Elejam juntas algo que possa funcionar e façam o acordo dela tentar fazer isso sempre que

aquele sentimento começar a aparecer.

Depois resolvam como reparar os erros, ajudando ela a ter empatia com as pessoas que
prejudicou.

– “Filha, entendo que você ficou irritada. Mas os seus colegas também ficaram irritados e
magoados com você. Você pode sentir raiva, mas não pode magoar ou machucar ninguém quando

se sentir assim. Precisamos reparar o que você fez. O que sugere?”

Talvez um pedido de desculpas, chamar os colegas em casa, pedir para a professora passar
novamente a atividade… enfim… há muitas possibilidades.

Dessa forma, você ajuda seu filho a identificar seus sentimentos, nomeá-los e a lidar com eles
de forma saudável.

E com essa orientação, encerramos aqui o nosso minicurso. Agradeço a companhia e desejo

que persista nesse caminho da não-violência. Estarei sempre por aqui, para apoiar você.

Nos últimos dias, enviei uma série de e-mails para você. Peço que, se ainda não viu, leia cada

um deles, pois são importantes para trilharmos juntos esse caminho.

Com carinho,
Viviane Ribeiro.

 AULA ANTERIOR

 CONVERSE COM UM DOS NOSSOS CONSULTORES

Compartilhe esse minicurso    

com seus amigos!    


Quem faz esse minicurso?
Eu sou Viviane Ribeiro, educadora e especialista em desenvolvimento humano, fundadora

do Instituto TeApoio, criadora do minicurso comunicação não-violenta com filhos, realizado


por mais de 40.000 pessoas. Também desenvolvi ao longo dos anos, a Maternagem de Mães,

uma exclusiva metodologia de atendimento individual que já foi utilizada por centenas de


pessoas nos últimos anos, utilizando como bases: comunicação não-violenta, biografia humana

(antroposofia) e ferramentas de educação emocional.

Você pode ver mais sobre o meu trabalho aqui, aqui, aqui e também aqui. Atualmente, estou
trabalhando em vários projetos muito bacanas. Alguns deles:

Atendimentos individuais e em grupo (presenciais e online) para mães, crianças e jovens.


Formação em coaching materno, com certificação na metodologia Maternagem de Mães.

Curso Educar sem Violência.


Programas de meditação e atendimentos em ThetaHealing.
Programa de comunicação não-violenta para casais.

Empatiza! Uma plataforma online de cursos e suporte para mães.

Aula 03 – O que fazer


quando seu lho está
com raiva
Era uma vez uma criança que…

Se descontrolava facilmente.
Tinha acessos de raiva quando contrariada.

Batia nos colegas quando ficava furiosa.



Gritava ou xingava os pais quando tinha uma crise de
raiva.

Você conhece uma criança


como essa?
Provavelmente a que você tem em casa já protagonizou
uma dessas cenas. E talvez você não tenha sabido o que

fazer ou não tenha ficado tão satisfeito com a forma


como lidou com aquilo.

Tratar da questão: o que fazer para ajudar o seu filho a


lidar com a raiva é importantíssimo porque somos todos
humanos. E humanos sentem raiva.

Nessa aula, então, eu vou contribuir primeiro para que


você entenda o que não funciona quando a intenção é

ajudar o seu filho a identificar e dialogar com essa raiva.

A proposta é você usar a comunicação não-violenta para


isso, ok?

Então vamos lá.

Num dos vídeos de divulgação desse minicurso, eu


coloquei uma situação cotidiana e pedi que vocês se

autoavaliassem sobre qual resposta dariam.

E agora eu quero convidar você a rever a situação e pensar

em cada uma das respostas que costumamos dar.

video3 take2


Análise da resposta A…
Sua filha teve uma crise de raiva, rasgou trabalhos
alheios e você foi chamada na escola.

Resolver esse problema com a estratégia da resposta A,


que era dar um sermão, conversar sobre como a raiva pode

ser destrutiva quando não controlada não é a opção mais


adequada porque numa conversa como essa demonstrar
empatia vai ser muito mais difícil.

Isso porque o adulto acaba se colocando numa posição de


julgamento quando a conversa começa dessa forma e

quanto mais fala, menos escuta. E a pessoa que acabou


de ter uma crise de raiva precisa ser ouvida, acredite.

Ela já está lidando com coisas demais: a própria raiva,

talvez culpa, talvez vergonha, talvez um sentimento de


menos valia por não saber se controlar.

Enfim, são muitos sentimentos envolvidos quando se tem


uma crise de raiva. Você já teve uma pelo menos uma vez
na vida, deve saber do que estou falando.

Com a criança não é diferente.

E para piorar a situação, ela chegou nesse mundo há


pouco tempo, foi menos exposta a situações que

despertam raiva… talvez sequer consiga entender ainda


que aquela explosão chama-se raiva.

Que dirá saber o que fazer com ela!



Se você quer inserir o seu filho numa cultura de
comunicação não-violenta, quando ele tiver uma crise de

raiva deixe-o falar. Dê espaço.

Fazer ele ouvir você por horas sobre o que aconteceu só

vai deixá-lo ainda mais aborrecido.

Pergunte a ele como está se sentindo, o que aconteceu


para ele ficar naquele estado.

Escute com empatia, sem julgamentos, sem se colocar no


papel de “o resolvedor de problemas”.

Ofereça escuta, empatia e nomeie os sentimentos que

forem surgindo na fala dele.

Análise da resposta B…
A opção B que é deixá-lo de castigo sem usar a internet

tem o mesmo problema da resposta A, com um agravante:

esse castigo é só uma punição, sem atribuição de

sentido, percebe?

Ele teve uma crise de raiva e destruiu trabalhos. A ideia é


mostrar para o seu filho nesse momento que quando

cometemos um erro podemos nos esforçar para

demonstrarmos nosso arrependimento e nossa boa

intenção de reparar o erro que cometemos.

Uma boa reparação aqui seria ele procurar os colegas e


perguntar o que pode fazer para eles se sentirem melhor a

respeito dos trabalhos rasgados.

Vá com ele. Apoie. Ajude-o a mostrar que se importa.

Análise da resposta C… 
A opção C, que é se descontrolar e gritar que ter raiva não

é bom, por si só, já demonstra que não é um bom caminho

para prática de comunicação não-violenta, nem tampouco

para manter a coerência entre o que você está ensinando e


o que está exemplificando.

Análise da resposta D…
A resposta D é bastante violenta. Dizer a uma criança que

se ela continuar com o comportamento X, Y ou Z ela não


será capaz de realizar algo como ter amigos influencia

muito na forma como ela vai compondo a sua autoimagem

e, consequentemente, a sua autoestima.

O que fazer, então?


Para ajudar o seu filho a lidar com a raiva, faça o

seguinte: dê um tempo para ele se acalmar.

Quando perceber que ele está mais tranquilo diga que quer

entender o que houve com ele e pergunte claramente:

“Como você se sente agora? O que aconteceu com você?

Preciso da sua ajuda para entender o que se passa com


você quando precisa rasgar os trabalhos dos seus colegas

para se acalmar”.

Deixe o seu filho falar, sem interrompê-lo, mesmo que

tenha vontade de fazer isso em vários momentos.

Quando ele terminar, cheque se entendeu bem o que ele

disse, nomeando, inclusive os sentimentos. Por exemplo:

“Entendi que você ficou muito irritada quando o seu colega

disse que o seu desenho era horrível porque se sentiu



menosprezada. Foi isso? Era importante para você que ele

achasse o seu desenho bonito”.

Prossiga dizendo como você se sente quando ela tem

crises de raiva.

“Entendi como você se sente nessas horas. Queria dizer a

você também como me sinto quando sou chamada na


escola porque você teve uma crise de raiva. Você quer

ouvir?

Eu também fico muito irritada porque tenho certeza que

você pode resolver sua irritação de um modo diferente, sem

precisar magoar ou machucar alguém. Penso que podemos


trabalhar juntas nisso”.

Pergunte o que acha que ela pode fazer quando começar a

ficar irritada, antes de se descontrolar.

Ela possivelmente dará algumas soluções como: sair da

sala, contar até 10, pedir ajuda da professora…

Elejam juntas algo que possa funcionar e façam o acordo

dela tentar fazer isso sempre que aquele sentimento

começar a aparecer.

Depois resolvam como reparar os erros, ajudando ela a ter


empatia com as pessoas que prejudicou.

– “Filha, entendo que você ficou irritada. Mas os seus


colegas também ficaram irritados e magoados com você.

Você pode sentir raiva, mas não pode magoar ou machucar

ninguém quando se sentir assim. Precisamos reparar o que

você fez. O que sugere?”


Talvez um pedido de desculpas, chamar os colegas em
casa, pedir para a professora passar novamente a

atividade… enfim… há muitas possibilidades.

Dessa forma, você ajuda seu filho a identificar seus

sentimentos, nomeá-los e a lidar com eles de forma

saudável.

E com essa orientação, encerramos aqui o nosso

minicurso. Agradeço a companhia e desejo que persista


nesse caminho da não-violência. Estarei sempre por aqui,

para apoiar você.

Nos últimos dias, enviei uma série de e-mails para você.

Peço que, se ainda não viu, leia cada um deles, pois são

importantes para trilharmos juntos esse caminho.

Com carinho,
Viviane Ribeiro.

AULA CONVERSE COM



ANTERIOR  UM DOS NOSSOS
CONSULTORES

Compartilhe esse minicurso    

com seus amigos!   

Quem faz esse minicurso?


Eu sou Viviane Ribeiro, educadora e especialista em

desenvolvimento humano, fundadora do Instituto TeApoio,

criadora do minicurso comunicação não-violenta com