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29/04/2019

Universidade Federal Rural de Pernambuco


Departamento de Agronomia – Área de Fitossanidade Fungicida

Doenças das Fruteiras Tropicais A


Agente químico que mata ou inibe o crescimento
dos fungos e organismos similares
Modo de Ação e Manejo de (Mueller et al., 2013)

Fungicidas
Prof. André Gomes
Laboratório de Patologia de Sementes e de Pós-colheita
Departamento de Agronomia – Área de Fitopatologia
Universidade Federal Rural de Pernambuco
E-mail: andreangelomg@gmail.com

Critérios de Classificação dos


Fungicidas 1. Mobilidade na Planta

Protetores
1. Pela mobilidade na planta
2. Função na proteção da planta
3. Amplitude da atividade metabólica
4. Classe toxicológica
5. Modo de ação Sistêmicos
• Translaminares
6. Grupo químico ou classe
• Acropetálicos
7. Código FRAC • Anfimóveis

(Mueller et al., 2013) • Mesostêmicos

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Fungicidas Protetores Fungicidas Sistêmicos


• Formam uma camada de deposição
• Não entram nos tecidos da planta • Entram nos tecidos da planta
• Não há deslocamento na planta • Há deslocamento na planta
• Evitam a germinação dos fungos e a penetração na planta - Acropetal
• Devem ser aplicados antes de que ocorra a infecção (preventivo) - Basipetal
• Grupos: Ditiocarbamatos, Nitrilos, Hidrocarbonetos aromáticos, - Anfimóvel
Fenilpirróis e Cianomidazóis
• Evitam a colonização pelo fungo
• Curativos e erradicantes

Sistêmicos - Translaminares Sistêmicos - Acropetálicos


• Se movem a distâncias curtas dentro de folha tratada
• Podem penetrar na planta
• Não podem se mover de uma folha a outra e não podem ser
através de raízes, brotações e
absorvidos pelas raízes
folhas
• Grupos: Dicarboxamidas, Estrobilurinas (Exceto azoxistrobin e
• Se movem acropetalmente
fluoxastrobin)
através do xilema das plantas
• Grupos: Benzimidazóis, Triazóis,
Pirimidinas, Carboxamidas,
Acilalanines, mais azoxistrobin e
fluoxastrobin

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Sistêmicos - Anfimóveis Sistêmicos - Mesostêmicos


• São os únicos fungicidas que se movem acropetal e
basipetalmente • Alta afinidade com a
superfície da folha
• Agentes-alvo: Oomicetes
• Fase vapor
• Grupo: Fosfonatos
• Translaminar
• Curativo e erradicante
• Grupos: Estrobirulinas,
Oudemansinas, Myxothiazóis

Fosetyl-al

Doenças das Hortaliças


UFRPE

Protetor x Sistêmico 2. Função na Proteção da Planta

FUNGICIDAS PROTETORES FUNGICIDAS SISTÊMICOS


• Maior impacto ambiental • Menor impacto ambiental
• Maiores doses • Menores doses
• Residual curto • Menos tóxicos
• Amplo espectro da ação • Residual longo
• Sem efeito erradicante • Menor espectro de ação
• Problemas de fitotoxidez • Efeito erradicante
• Maior número da aplicações • Menor número de aplicações

Excesso de resíduos Resistência de fungos


Efeito sobre fungos benéficos

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3. Amplitude da Atividade
Metabólica 4. Classe Toxicológica

4. Classe Toxicológica 4. Classe Toxicológica

Classificação toxicológica do Ministério da Saúde


Equivalência entre a "Dose Letal 50" (DL50) em animais
com a quantidade suficiente para matar um adulto de 70kg

Formulação DL50 Oral (mg/kg)


Classe Toxicidade Líquida Sólida
I Altamente tóxico < 200 < 100
Medianamente
II 200 – 2.000 100 – 500
tóxico
III Pouco tóxico 2.000 – 6.000 500 – 2.000

IV
Praticamente não
> 6.000 > 2.000 I II III IV
tóxico

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Sinais a sintomas de intoxicação por


4. Classe Toxicológica agrotóxico segundo o tipo de exposição

Sinais e sintomas Exposição


Única ou por curto período Continuada por longo período

Cefaléia, tontura
Náusea, vômito
Hemorragias,
Fasciculação muscular
Hipersensibilidade
Parestesias
Agudos Desorientação
Teratogênese
Morte fetal
Dificuldade respiratória
Coma
Morte
Lesão cerebral irreversível
Tumores malignos
Atrofia testicular
Paresia e paralisia reversíveis Esterilidade masculina
Ação neurotóxica retardada Distúrbios neuropsicológicos
Crônicos irreversível Alterações neurocomportamentais
Pancitopenia Neurite periférica
Dermatites de contato
Formação de catarata
Atrofia do nervo óptico
Lesões hepáticas,etc.

5. Modo de Ação 6. Grupo ou Classe Química


Inibidores da síntese
de ácidos nucleicos
Membrana nuclear
Microfilamentos
(citoesqueleto) Poro nuclear DNA Núcleo Conjunto de químicos que possuem um modo de
Nucléolo
Ribosoma
Retículo endoplasmático rugoso
Lisosoma
ação bioquímica em comum
Centriolos

Inibidores da síntese Citosol


de aminoácidos e
proteínas
Inibidores da
melanina

Vesícula
Inibidores da
respiração
Microtubulos
Mitocondria (citoesqueleto)

Inibidores da Complexo de Golgi


biossíntese do esterol
Membrana Inibidores da
celular Retículo endoplasmático liso -tubulina

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7. Código FRAC Fungicidas Protetores


• Fungicidas à base de enxofre
- Enxofre elementar
- Calda sulfocálcica

• Fungicidas cúpricos
Compostos solúveis de cobre
- Calda bordalesa
- Calda viçosa
Compostos fixos de cobre
- Oxicloreto de cobre
- Hidróxido de cobre
- Óxido cuproso

Fungicidas Protetores Fungicidas Protetores


• Ditiocarbamatos (DTC)
• Fenilpirroles
- Tiram
- Fludioxonil
- Zineb
- Maneb
• Dicarboximidas
- Mancozeb
- Iprodione
- Propineb
- Procimidone
• Hidrocarbonetos Aromáticos - Vinclozolin
- Chlorothalonil
• Piridinaminas
• Heterocíclicos Nitrogenados
- Fluazinan
- Captan
- Folpet
- Dyrene

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Fungicidas Sistêmicos Fungicidas Sistêmicos


• Inibidores da Síntese de RNA Ribossomal • Inibidores da Succinato Desidrogenase (SDHI)
- Fenilamidas - Carboxamidas
- Benalaxil - Boscalida
- Metalaxil - Carboxina
- Oxicarboxina

• Inibidores da Síntese da Quinona (QoI) - Tifluzamida

- Estrobilurinas
- Azoxistrobina • Alteração da Permeabilidade da Membrana
- Cresoxim-metílico Celular
- Piraclostrobina - Fosfonatos
- Trifloxistrobina - Fosetil

Fungicidas Sistêmicos Fungicidas Sistêmicos


• Inibidores da demetilação (DMI) • Inibidores da demetilação (DMI)
- Triazóis - Imidazoles
- Bitertanol - Prochloraz
- Difenoconazole - Imazalil
- Miclobutanil - Triflumizol
- Propiconazol
- Tebuconazole - Hydroxyanilidas
- Triadimefon - Fenhexamid
- Triadimenol

- Pirimidinas
- Fenarimol

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Eficácia da Proteção
Fungicidas Sistêmicos Química
• Inibidores da biossíntese da tubulina (MBC)
• Princípio ativo
- Benzimidazóis
• Modo de ação
- Tiofanato metílico
- Tiabendazol • Fungitoxidade
- Carbendazim • Momento de aplicação
• Intervalo de aplicação
• Misturas
• Estabilidade
• Tecnologia de aplicação
• Efeito residual
• Impacto ambiental

Causas do Insucesso no Causas do Insucesso no


Controle Químico Controle Químico

• Diagnose incorreta • Produto específico x produto com modo de ação


amplo
• Locais de plantio extremamente favorável a doença
• Aplicar produtos sistêmicos após o surgimento dos
• Empregar o controle químico como a única medida
sintomas de doenças causadas por patógenos-
de controle sem emprego de medidas culturais
problemas
• Desconhecimento dos fatores de predisposição das • Emprego de sub-doses de fungicidas
doenças
• Escolha errada da formulação (falta de aderência e
• Desconhecimento do alvo biológico persistência) do i.a. na superfície vegetal
• Erro na escolha do fungicida para controle da • Mistura de fungicida com inseticida e
doença-alvo micronutrientes que causam floculação da calda

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Causas do Insucesso no Como Evitar a Resistência


Controle Químico aos Fungicidas ?

• Realizar aplicação somente quando estritamente


• pH da calda
necessário
• Aplicar fungicidas com a folhagem molhada
• Não utilizar produto sistêmico isoladamente
• Uso de adjuvantes sem levar em consideração o
clima, superfície vegetal, a formulação • Não alterar a dose recomendada nem o número
de aplicações
• Máquina e bico inadequados (tecnologia de
aplicação) • Efetuar rotação de modo de ação e não de
princípio ativo
• Resistência aos fungicidas empregados
• Aplicar misturas de tanque ou misturas pré-
formuladas de fungicidas com diferentes modos
de ação
• Uso do manejo integrado

Consulta ao AGROFIT Referências Selecionadas

• AZEVEDO, L.A.S. Fungicidas protetores: fundamentos para o uso racional. São


Paulo: O autor, 2003. 320p.

• AZEVEDO, L.A.S. Fungicidas sistêmicos: teoria e prática. Campinas: EMOPI,


2007. 283p.

• GHINI, R.; KIMATI, H. Resistência de fungos a fungicidas. Jaguariúna:


Embrapa Meio Ambiente, 2000. 78p.

• MÜLLER, D.S.; WISE, K.A.; DUFAULT, N.S.; BRADLEY, C.A.; CHILVER, M.I.
Fungicides for field crops. St. Paul: APS Press, 2013. 112p.

• UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA. Fungicidas. In:


http://www.bioinfopop.ufv.br/fip-602/fungicidas2.html#7

• ZAMBOLIM, L.; VENÂNCIO, W.S.; OLIVEIRA, S.H.F. Manejo da resistência de


fungos a fungicidas. Viçosa: Ed. UFV, 2007. 168p.

http://extranet.agricultura.gov.br/agrofit_cons