You are on page 1of 42

Contabilidade Tributária

Aula 5 – ICMS-ST
Prof. Gustavo Gonçalves Vettori

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO
ICMS
CONSIDERAÇÕES GEARIS

1
Objetivo
• Tem o objetivo de concentrar a arrecadação nas
mãos de poucos contribuintes

• Como regra geral, ST faz com que o ICMS seja


cobrado apenas uma vez ao longo da cadeia para
facilitar e tornar mais eficiente a arrecadação do
imposto
• Efeito: a cobrança torna-se monofásica, em uma etapa
da cadeia
• Relembrar efeitos causados pela cobrança monofásica

Base Legal
• Art. 150, § 7º da CF:
– Autoriza a cobrança antecipada de impostos, cujo fato gerador ocorrerá posteriormente,
daquele que foi atribuído com a condição de responsável

• LC nº 87/96:
– Define a substituição tributária do ICMS, nos termos do art. 155, XII, “b”, da CF (“cabe à
lei complementar dispor sobre substituição tributária”)

• Base e forma de cálculo

• Determinações acerca da cobrança de ICMS nas operações internas e interestaduais


com mercadorias sujeitas à ST
– Cada Estado definirá os produtos sujeitos a ST em seu território (LC87, art. 6º, §2º)

– Para vendas interestaduais: Convênios ou Protocolos (LC87, art. 9º)

• Convênio 81/93: regras gerais para regimes de ST estabelecidos por convênios ou


protocolos, referentes a operações interestaduais

2
Contribuintes
• Contribuinte Substituto
– Aquele que a lei elege como responsável pela retenção e
recolhimento do imposto devido pelas operações de
terceiros

• Contribuinte Substituído
– Aquele que sofre a retenção do imposto devido pelo
substituto. Mantém-se responsável pelas obrigações
acessórias previstas na legislação

Substituição Tributária “para trás”

Objetivo: concentrar a tributação. Supermercado substitui a


tributação do fazendeiro.

3
Substituição tributária “para trás”
• Estados adiam o lançamento e recolhimento do ICMS
para momento futuro, transferindo a
responsabilidade para o contribuinte destinatário da
mercadoria

• Atribuição da responsabilidade pelo pagamento do


ICMS incidente nas operações antecedentes

• Na maior parte das vezes é aplicada aos produtos


agropecuários, inclusive seus insumos
• Estado aguarda um evento mais próximo ao consumo dos produtos
resultantes da criação ou do plantio para cobrar o ICMS

Substituição tributária “para trás”


• Base de Cálculo - Art. 8º, inciso I, LC 87/96
‒ O valor da operação ou prestação praticada pelo
contribuinte substituído

• Recolhimento - Art. 8º, § 1º, LC 87/96


‒ O ICMS será pago pelo substituto:
‒ No momento da entrada ou recebimento da mercadoria, do bem
ou do serviço
‒ No momento da saída subsequente por ele promovida
‒ Sempre que ocorrer qualquer saída ou evento que impossibilite a
ocorrência de fato determinante do pagamento do imposto

4
Substituição tributária “para trás”
Estado de São Paulo
• RICMS/SP, art. 260: operações realizadas por produtor
• ICMS deve ser recolhido na entrada do estabelecimento comprador em
São Paulo
• RICMS/SP, Art. 329 – 400: diferimento e outros casos específicos
• Algodão, café, cana-de-açúcar
• Coelho, gado, aves, pescadas
• Laranja
• Leite
• Soja, milho, polpa de fruta congelada, borracha natural
• Sucata (tem regime específico)
• Trigo em grão
• Produtos in natura variados: cevada, chá em folha, folhas de eucalipto,
fumo em folha, gergelim
• Insumos: sementes, ração animal, adubos, herbicidas, etc.

Substituição Tributária “para frente”

Objetivo: concentrar a tributação. Industrial substitui o bar.

5
Substituição Tributária “para frente”
• Atribuição da responsabilidade pelo pagamento
do ICMS incidente nas operações subsequentes

• Cadeia econômica é composta por sucessivas


operações relativas à circulação de mercadorias

• O substituto efetua o recolhimento em relação às


operações a ele subsequentes

Substituição Tributária “para frente”


• Base de Cálculo – Art. 8º, inciso II, LC 87/96
• Somatório das seguintes parcelas:
– Valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto
– Valores de seguro, frete ou de outros encargos cobrados ou transferíveis
aos adquirentes ou tomadores do serviço
– IPI
– Margem de Valor Agregado (MVA) relativa às operações ou prestações
subsequentes (MVA se aplica sobre valor com seguro, frete, IPI e sem
considerar os descontos)
– Descontos, ainda que incondicionados, dados pelo substituto não podem
ser abatidos (EREsp 715.255/MG, Rel. Min. Eliana Calmon. Fundamento:
“não há garantia de que o desconto dado pelo substituto ao substituído
seria por este repassado”. Posição discutível)
• Base acima pode ser substituída por pautas, em que são listados os
preços ao consumidor
• No cálculo do ICMS-ST, abate-se o ICMS próprio do substituto
(crédito)
• Recolhimento do ICMS próprio do substituto e do ICMS-ST deve ser
feito pelo substituto, em guias diversas

6
Substituição Tributária “para frente”

• Preço presumido ou margem de valor agregado


– Art. 8º,§2º, LC 87/96
‒ Preços usualmente praticados no mercado
‒ Obtidos por levantamento, por amostragem ou por
informações fornecidas por entidades
representativas dos respectivos setores
‒ Adota-se a média ponderada dos preços coletados

Substituição Tributária “para frente”


Estado de São Paulo
• RICMS/SP, Art. 290 - 313
‒ Medicamentos, bebidas alcóolicas, produtos de higiene e
perfumaria
‒ Veículos automotores
‒ Ração animal, produtos de limpeza, produtos fonográficos,
autopeças, pilhas, baterias, lâmpadas elétricas e papel
‒ Produtos da indústria alimentícia, sorvetes e materiais de
construção
‒ Produtos de colchoaria, ferramentas, bicicletas, instrumentos
musicais
‒ Brinquedos, aparelhos mecânicos, elétricos, material de
papelaria, artefatos domésticos, materiais elétricos
‒ Produtos eletrônicos, eletroeletrônicos e eletrodomésticos

7
Substituição Tributária em Operações
Interestaduais
• Convênio ICMS nº 81/93

• Estados tem liberdade para definir quais mercadorias


serão tributadas por ST em operações internas

• Em operações interestaduais, é necessário que os


Estados competentes estejam de acordo e harmonizem o
procedimento

• CONFAZ – órgão responsável pela celebração de


convênios e protocolos entre os Estados

Substituição Tributária em Operações


Interestaduais
• Convênio
– Acordo homologado por todos os Estados
– Convênio ICMS nº 132/92 - ST aplicável ao ICMS
incidente sobre operações com veículos automotores
• Protocolo
– Acordo apenas entre alguns Estados. Disposições não
podem interferir nos procedimentos dos Estados que
não participam do protocolo
• Protocolo ICMS nº 215/2012 – Entre SP e DF. ST
aplicável aos ICMS incidente sobre operações com
cosmético, perfumaria e artigos de higiene pessoal

8
Substituição Tributária em Operações
Interestaduais
• Atribuem ao remetente da mercadoria a
responsabilidade pelo recolhimento do ICMS em favor do
Estado destinatário

• Contribuinte Substituto: localizado no Estado remetente

• Contribuinte Substituído: localizado no Estado


destinatário

Substituição Tributária em Operações


Interestaduais
Protocolo A/B
B
ICMS Interestadual +
ICMS-ST

ICMS Interestadual

A C

Não há protocolo A/C

9
Substituição Tributária em Operações
Interestaduais
Protocolo A/B Ressarcimento do ICMS-ST
B (Convênio 81/93, Cláusula 3ª)

ICMS Interestadual +
ICMS-ST

ICMS Interestadual

A C

Não há protocolo A/C

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO
ICMS
EXEMPLOS

10
EXEMPLO 1: CÁLCULO E REGISTRO

Exemplo 1
• Cia. Atenas, industrial, realiza venda de R$2.000 (com
ICMS próprio e sem o ICMS-ST) à Cia Esparta, um
supermercado. Ambas encontram-se no mesmo
Estado.
• Alíquota de ICMS aplicável ao produto vendido é de
12%. O produto está sujeito a alíquota zero de IPI.
• Substituição tributária prevista em lei, com margem de
valor agregado de 20%
• Calcular o ICMS próprio da Cia. Atenas, bem como o
ICMS-ST e realizar os registros contábeis
correspondentes
• Admita que a Cia. Atenas não possua créditos de ICMS.

11
Exemplo 1
• ICMS próprio de Atenas:
– R$2.000 * 12%: R$240
• ICMS-ST
– Base: 2.000 * 1,2 = 2.400
– Alíquota 12%: 2.400*0,12 = 288
– Subtrai ICMS próprio da Atenas: 288 – 240
– ICMS-ST: R$48

Exemplo 1
• Nota de Atenas para Esparta será emitida no
valor de R$2.048, sendo feito o destaque do
ICMS próprio da Cia. Atenas (R$240) e do
ICMS da Cia. Esparta (R$48), retido e recolhido
por Atenas

12
Exemplo 1
• Registros contábeis na venda
Cia Atenas
DÉBITO Bancos (ativo) 2.048
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 2.000
CRÉDITO ICMS-ST a recolher 48
(passivo)

DÉBITO ICMS sobre vendas 240


(resultado)
CRÉDITO ICMS a recolher 240
(passivo)

Exemplo 1
• Registros contábeis na compra

Cia Esparta
DÉBITO Estoque 2.048
CRÉDITO Caixa 2.048

13
Exemplo 1
• Se houver devolução de vendas, a Cia Atenas poderá
registrar a parcela devolvida como ICMS a recuperar
• Caso a venda subsequente (da Cia. Esparta) não seja
realizada em virtude de perda, roubo, quebra ou extravio, a
Cia Esparta poderá pedir restituição ao Estado, referente ao
ICMS-ST cobrado em decorrência da aquisição da
mercadoria
– LC 87/96, art. 10, §1º: prevê a possibilidade de transformar em
crédito
– Operações interestaduais: Convênio 81/93 e regras específicas
• E se a venda subsequente ocorrer por valor inferior (ou
seja, agregou-se menos do que 20%)?

Exemplo 1
• ADI 1.851-4
– Requerente: Confederação Nacional do Comércio
– O STF, por maioria, julgou improcedente a ação. Entendeu que a
restituição assegurada pelo § 7º, do art. 150, da CF, restringe-se
apenas às hipóteses de não vir a ocorrer o fato gerador
presumido, não havendo que se falar em tributo pago a maior
ou a menor por parte do contribuinte substituído, porquanto o
sistema da substituição tributária progressiva é adotado para
produtos cujos preços de revenda final são previamente fixados
ou tabelados, sendo, por isso, apenas eventuais as hipóteses de
excesso de tributação.
– Salientou-se, por fim, que a admissão da possibilidade de
restituição implicaria o retorno do regime de apurações mensais
do imposto, o que inviabilizaria o próprio instituto da
substituição tributária progressiva.

14
Nota
• Legislação de São Paulo prevê algumas
hipóteses de restituição/complementação
– Decisão normativa CAT 14/09: apenas para casos
de tabela de preços
– Ainda assim, aplicabilidade duvidosa
– SP ajuizou ADI para suspender a própria lei
– Atualmente não aplicam

EXEMPLO 2: CÁLCULO

15
Exemplo 2
• Indústria X, localizada em SP, vende para
atacadista W, localizado no RJ. Valor da venda
é de R$17.000, composto por:
VALOR DE VENDA
Preço de venda R$15.000 (incluindo ICMS)
Frete e seguro R$1.000
Desconto incondicional R$600
IPI R$1.600
Preço final R$17.000

• Há ICMS-ST previsto em convênio e a MVA é de 25%


• Alíquota interna no RJ é 18%

Exemplo 2
• ICMS próprio de X:
– Base: 15.400
– Alíquota: 12%
– ICMS: R$1.848

16
Exemplo 2
• ICMS-ST:
– Preço de venda (sem abatimento dos descontos) + frete + seguro + IPI
+ MVA
– MVA se aplica sobre o preço de venda (sem abatimento) + frete +
seguro + IPI
– MVA: 25%
ICMS-ST
(+)Preço de venda R$15.000
(+)Frete e seguro R$1.000
(+)IPI R$1.600
Base para o MVA R$17.600
(+)MVA(25%) R$4.400
Base do ICMS-ST R$22.000
ICMS-ST: 18%*Base – ICMS próprio 18%*R$22.000 = 3.960
(-)1.848
R$2.112

Exemplo 2
• O ICMS-ST de R$2.112 deverá ser recolhido:
– Pela indústria X, substituta, localizada em SP
– Ao Estado do Rio de Janeiro, onde se localizada
W, contribuinte substituído
– Guia específica de recolhimento

17
EXEMPLO 3: ST EM CADEIAS COM
ATACADISTA

Exemplo 3

18
Exemplo 3
• 3 empresas
– Cia. Roma: indústria.
• Vende por R$1.000 à Cia. Veneza (sem incluir o ICMS-ST)
• Desconto incondicional de R$100
– Cia. Veneza: distribuidora
• Revenderia por R$1.000 numa cadeia sem ST
– Cia. Milão: atacadista
• Revende por R$1.300
• Todas no RJ
• Alíquota de ICMS: 18%
• IPI: 0%
• MVA para o produto: 30%
• Roma não tem créditos de ICMS

Exemplo 3
• Situação em cadeia sem ST
Total ICMS na cadeia
162+18+54 = 234

R V M
18%*900 18%*1.000 = 180 18%*1.300 = 234
R$162 R$180 - R$162 = R$18 R$234 - R$180 = R$54
Receita líquida: 820 Receita líquida: 1066
CMV: 738 CMV: 820
Lucro bruto: 82 Lucro bruto: 246

19
Exemplo 3
• ICMS próprio Cia Roma
– Base: R$900
– Alíquota: 18%
– ICMS: R$162

Exemplo 3
• ICMS-ST Cia Roma
ICMS-ST
Base para o MVA: preço de venda (sem desconto) R$1.000
(+)MVA(30%) R$300
Base do ICMS-ST R$1.300
ICMS-ST: (18%*Base) – ICMS próprio 18%*R$1.300 = 234
(-)162
R$72
Valor de venda do produto pela Cia Roma: R$1.000 R$972
(preço) – R$100(desconto) + R$72(ICMS-ST)

20
Exemplo 3
• Por quanto o distribuidor (Cia. Veneza) irá comprar o
produto?
– R$972
• Por quanto irá revendê-lo?
– R$1.000?
– Se vender por R$1.000, estará assumindo integralmente o
ICMS-ST
– Idealmente, deverá cobrar da Cia. Milão a diferença entre
o valor pago a mais pela aquisição em virtude do ICMS-ST
e o valor de ICMS que seria devido em sua operação
mercantil normal
– Desta forma, manteria o mesmo lucro bruto

Exemplo 3
• ICMS-ST pago na compra da Cia. Roma: R$72

• ICMS que seria devido na saída da Cia. Veneza:


R$18

• Valor que seria cobrado da Cia. Milão: R$1.054

21
Exemplo 3
• Situação em cadeia sem ST
Total ICMS na cadeia
162+18+54 = 234

R V M
ICMS próprio: R$162 Receita bruta=líquida: 1054 Receita bruta=líquida: 1300
ICMS-ST: R$72 CMV: 972 CMV: 1054
Lucro bruto: 82 Lucro bruto: 246

Exemplo 3
• Registros contábeis
Cia Roma (venda)
DÉBITO Bancos (ativo) 972
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 900
CRÉDITO ICMS-ST a recolher 72
(passivo)

DÉBITO ICMS sobre vendas 162


(resultado)
CRÉDITO ICMS a recolher 162
(passivo)

22
Exemplo 3
• Registros contábeis
Cia Veneza (aquisição)
DÉBITO Estoque 972
CRÉDITO Caixa 972

Cia Veneza (venda)


DÉBITO Bancos (ativo) 1054
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 1054
DÉBITO CMV (resultado) 972
CRÉDITO Estoque 972

Exemplo 3
• Registros contábeis
Cia Milão (aquisição)
DÉBITO Estoque 1054
CRÉDITO Caixa 1054

Cia Milão (venda)


DÉBITO Bancos (ativo) 1300
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 1300
DÉBITO CMV (resultado) 1054
CRÉDITO Estoque 1054

23
EXEMPLO 4: ALTERNATIVA
CONTÁBIL

Exemplo 4 – Situação sem ST


• Cia. Barra: supermercado
• Adquire mercadorias por R$100
• Revende mercadorias por R$150
• ICMS de 12% tanto na compra quanto na
venda
• Não há ST

24
Exemplo 4 – Situação sem ST

REGISTRO NA AQUISIÇÃO
DÉBITO Estoque 88
DÉBITO ICMS a recuperar 12
CRÉDITO Bancos 100

Exemplo 4 – Situação sem ST


REGISTRO NA VENDA
DÉBITO Bancos (ativo) 150
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 150
DÉBITO CMV (resultado) 88
CRÉDITO Estoque 88
DÉBITO ICMS sobre vendas 18
(resultado)
CRÉDITO ICMS a recolher 18
(passivo)

25
Exemplo 4 – Situação sem ST

ICMS AO FINAL DO PERÍODO DE APURAÇÃO


DÉBITO ICMS a recolher 18
CRÉDITO ICMS a recuperar 12
CRÉDITO Bancos 6

Exemplo 4 – Situação sem ST

DRE
RECEITA BRUTA 150
(-)ICMS S/ VENDAS (18)
RECEITA LÍQUIDA 132
(-)CMV (88)
LUCRO BRUTO 44

26
Exemplo 4 – Situação com ST
• Cia. Barra: supermercado
• Adquire as mesmas mercadorias, agora sujeitas à
ST
• MVA: 50%
• ICMS: 12%
• Venda pelo fornecedor: R$100 (sem o ICMS-ST)
• Revenda pela Cia. Barra: R$150
• Qual é o valor do ICMS-ST?
• Como a Cia Barra irá registrar a operação?
• DRE?

Exemplo 4 – Situação com ST


• Cálculo do ICMS do fornecedor
– R$100*0,12 = R$12
• Cálculo do ICMS-ST
– {[R$100+(0,5*R$100)]*0,12}-R$12
– R$18-R$12
– R$6
• Valor pelo qual o produto será vendido para a
Cia. Barra: R$106
• Valor de revenda permanece R$150

27
Exemplo 4 – Situação com ST

REGISTRO NA AQUISIÇÃO
DÉBITO Estoque 106
CRÉDITO Bancos 106

Exemplo 4 – Situação com ST

REGISTRO NA VENDA
DÉBITO Bancos (ativo) 150
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 150
DÉBITO CMV (resultado) 106
CRÉDITO Estoque 106

28
Exemplo 4 – Situação com ST

DRE
RECEITA BRUTA 150
(-)ICMS S/ VENDAS 0
RECEITA LÍQUIDA 150
(-)CMV (106)
LUCRO BRUTO 44

Exemplo 4 – Comparação

DRE s/ ST DRE c/ ST
RECEITA BRUTA 150 RECEITA BRUTA 150
(-)ICMS S/ VENDAS (18) (-)ICMS S/ VENDAS 0
RECEITA LÍQUIDA 132 RECEITA LÍQUIDA 150
(-)CMV (88) (-)CMV (106)
LUCRO BRUTO 44 LUCRO BRUTO 44

29
Exemplo 4 – Comparação
• Se houvesse os dois tipos de operação,
teríamos

DRE s/ ST DRE c/ ST TOTAL

RECEITA BRUTA 150 150 300


(-)ICMS S/ VENDAS (18) 0 (18)
RECEITA LÍQUIDA 132 150 282
(-)CMV (88) (106) 194
LUCRO BRUTO 44 44 88

Exemplo 4 – Modo alternativo


• Alternativa para registro das aquisições com
ICMS-ST e vendas subsequentes

REGISTRO NA AQUISIÇÃO
DÉBITO Estoque 88
DÉBITO ICMS a apropriar 18
CRÉDITO Bancos 106

30
Exemplo 4 – Modo alternativo
REGISTRO NA VENDA
DÉBITO Bancos (ativo) 150
CRÉDITO Receita bruta (resultado) 150
DÉBITO CMV (resultado) 88
CRÉDITO Estoque 88
DÉBITO ICMS sobre vendas 18
(resultado)
CRÉDITO ICMS a apropriar 18

Exemplo 4 – Comparação

DRE s/ ST DRE c/ ST
RECEITA BRUTA 150 RECEITA BRUTA 150
(-)ICMS S/ VENDAS (18) (-)ICMS S/ VENDAS (18)
RECEITA LÍQUIDA 132 RECEITA LÍQUIDA 132
(-)CMV (88) (-)CMV (88)
LUCRO BRUTO 44 LUCRO BRUTO 44

31
OBRIGADO!!!
Gustavo G. Vettori
gvettori@usp.br
vettori@vrflaw.com.br

QUESTÃO 1

32
Fatos

JP Consulting não possui


CPOM em SP

Serv. consultoria
JP Consulting XPTO
$100k bruto

Pedra Clara – ISS 2% SP – ISS 5%

Recolhimento em SP: discussão


• De acordo com a lei paulistana, a XPTO deve efetuar retenção de
ISS?
– Serviço se enquadra no 17.19 da LC 116
• Pela regra da LC, ISS é devido no local do estabelecimento prestador. Não se
enquadra em nenhuma das (§2º do art. 5º)
– Decreto 53.151/12 – Institui o CPOM
• Art. 6º, XIV: tomador do serviço deve reter e recolher o ISS para São Paulo se o
prestador não for inscrito no CPOM
• O fato de haver retenção em São Paulo significa, no caso, que Pedra
Clara não recolherá?
– Pedra Clara continua sendo o município competente
– São Paulo que foi além de sua competência ao exigir o ISS
– Em termos práticos, os dois municípios exigirão o imposto (SP pela
retenção e Pedra Clara diretamente da JP)
– Soluções possíveis
• Inscrição da JP no CPOM
• Medida judicial contra São Paulo

33
Cálculo
• ISS retido pela XPTO para São Paulo
– R$100.000 * 5% = R$5.000
– Valor líquido pago pela XPTO à JP: R$95.000
• ISS a ser recolhido pela JP ao município de
Pedra Clara
– R$100.000 * 2% = R$2.000

Pela prestação dos serviços


Débito Caixa (AC) R$ 95.000,00
Débito ISS a Compensar - São Paulo (AC) R$ 5.000,00
Crédito Receita de vendas de serviços (CR) R$ 100.000,00

Pelo ISS incidente sobre a prestação de serviços


Débito ISS sobre vendas - SP (CR) R$ 5.000,00

Crédito ISS a recolher – SP (PC) R$ 5.000,00


Débito ISS sobre vendas – Pedra Clara (CR) R$ 2.000,00
Crédito ISS a recolher – Pedra Clara (PC) R$ 2.000,00

Pelo recolhimento do tributo


Débito ISS a recolher – SP (PC) R$ 5.000,00
Crédito ISS a Compensar – SP (AC) R$ 5.000,00
Débito ISS a recolher – Pedra Clara (PC) R$ 2.000,00
Crédito Caixa (AC) R$ 2.000,00

34
QUESTÃO 2

Fatos
10un
R$10.500 2un
IPI 5% R$5.000 SP
RJ
Fábrica Varejista

20un 5un
R$5.000 R$2.000 RS
PA Cia Mala
Atacadista SP Varejista

1un
R$2.200 1un
IPI 10% R$4.000
SC RJ
Importador Atacadista

ICMS-SP: 18%

35
Compras
10un
R$10.500 • IPI = 0,05*(10.500/1,05) = 500
IPI 5% • ICMS = 0,12*10.000 = 1.200
RJ Cia Mala • IPI não compôs a base do ICMS, pois o
Fábrica SP produto será revendido pela Cia Mala

20un
R$5.000 Cia Mala
PA
SP • ICMS = 0,12*5.000 = 600
Atacadista

1un • IPI = 0,1*(2.200/1,1) = 200


R$2.200 • ICMS = 0,04*2.000 = 80
IPI 10% Cia Mala • IPI não compôs a base do ICMS, pois o
SC produto será revendido pela Cia Mala
Importador SP
• Alíquota de 4% do ICMS por se tratar de
saída interestadual de produto importado

Compra dos vestidos


DÉBITO Estoque (vestidos) (AC) 9.300
DÉBITO ICMS a recuperar (AC) 1.200
CRÉDITO Bancos (AC) 10.500
Compra dos sapatos
DÉBITO Estoque (sapatos) (AC) 4.400
DÉBITO ICMS a recuperar (AC) 600
CRÉDITO Bancos (AC) 5.000

Compra da bolsa
DÉBITO Estoque (bolsa) (AC) 2.120
DÉBITO ICMS a recuperar (AC) 80
CRÉDITO Bancos (AC) 2.200

36
Vendas
2un
R$5.000 SP
Cia • ICMS = 0,18*5.000 = 900
Mala Varejista

5un
Cia R$2.000 RS • ICMS = 0,12*2.000 = 240
Mala Varejista

1un
R$4.000 • ICMS = 0,04*4.000 = 160
Cia RJ
Mala Atacadista • Alíquota de 4% do ICMS por se tratar de
saída interestadual de produto importado

Vendas

VENDA DOS VESTIDOS


DÉBITO Bancos (AC) 5.000
CRÉDITO Receita bruta (CR) 5.000
DÉBITO ICMS sobre vendas (CR) 900
CRÉDITO ICMS a recolher (PC) 900
DÉBITO CMV (CR) 1.860
CRÉDITO Estoque 1.860

37
Vendas

VENDA DOS SAPATOS


DÉBITO Bancos (AC) 2.000
CRÉDITO Receita bruta (CR) 2.000
DÉBITO ICMS sobre vendas (CR) 240
CRÉDITO ICMS a recolher (PC) 240
DÉBITO CMV (CR) 1.100
CRÉDITO Estoque 1.100

Vendas

VENDA DA BOLSA
DÉBITO Bancos (AC) 4.000
CRÉDITO Receita bruta (CR) 4.000
DÉBITO ICMS sobre vendas (CR) 160
CRÉDITO ICMS a recolher (PC) 160
DÉBITO CMV (CR) 2.120
CRÉDITO Estoque 2.120

38
Lançamento no final do período

ICMS AO FINAL DO PERÍODO DE APURAÇÃO


DÉBITO ICMS a recolher 1.300
CRÉDITO ICMS a recuperar 1.300

Saldo na conta ICMS a recuperar: 580

QUESTÃO 3

39
Fatos

R$2.000

ES Cia Jaú 10un de X: R$2.000


PA
Atacadista SP Atacadista

20un de X p/ revenda:
R$2.000

Compras

ES R$2.000
Cia Jaú
Atacadista

Preço pago na aquisição: R$2.000


ICMS do ES: 2.000*12% = R$240
ICMS em São Paulo: 2.000*18% (utiliza-se como base de cálculo, a base para
apuração do imposto interestadual – RICMS-SP art. 117, II) = 360
Procedimento:
Crédito de ICMS no valor de R$240
Débito de ICMS no valor de R$360
Efetivamente devido a SP: R$120
Como se trata de aquisição de bem do ativo imobilizado, será permitido o crédito
de R$360, a ser apropriado à razão de 1/48 por mês

40
PELA AQUISIÇÃO DOS EQUIPAMENTOS
DÉBITO Imobilizado 1.760
DÉBITO ICMS s/ imobilizado a 90
recuperar (AC)
DÉBITO ICMS s/ imobilizado a 270
recuperar (ANC)
CRÉDITO ICMS a recolher (PC) 120
CRÉDITO Bancos 2.000

Compras
20un de X p/
revenda:
R$2.000
ES Cia Jaú ICMS: 0,12*2000 = 240
Atacadista

PELA AQUISIÇÃO DE 20un DE X


DÉBITO Estoque (AC) 1.760
DÉBITO ICMS a recuperar (AC) 240
CRÉDITO Bancos (AC) 2.000

41
Vendas

Cia Jaú 10un de X: R$2.000 PA ICMS: 0,07*2.000 = 140


SP Atacadista

LANÇAMENTOS NA VENDA
DÉBITO Bancos 2.000
CRÉDITO Receita bruta (CR) 2.000
DÉBITO ICMS sobre vendas (CR) 140
CRÉDITO ICMS a recolher (PC) 140
DÉBITO CMV (CR) 880
CRÉDITO Estoque 880

Lançamento no final do período

APROPRIAÇÃO DO CRÉDITO DO IMOBILIZADO NO MÊS DE JANEIRO


DÉBITO ICMS a recuperar (AC) 7,5
CRÉDITO ICMS s/ imobilizado a recuperar (AC) 7,5

ICMS AO FINAL DO PERÍODO DE APURAÇÃO


DÉBITO ICMS a recolher (PC) 260
CRÉDITO ICMS a recuperar (AC) 247,5
CRÉDITO Caixa 12,5

42