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715 Exercícios de Fixação

As questões indicadas com o selo WEB encontram-se comentadas – em arquivo


separado – disponível em nosso site (http://gen-io.grupogen.com.br/gen-io).

1. Orçamento Público
Conceitos e Aspectos Gerais

1. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. O orçamento público constitui norma legal a ser
aplicada integralmente e contém a previsão de receitas e a estimativa de despesas a serem
realizadas pelo governo em determinado exercício financeiro, sendo objeto de estudo tanto
do direito financeiro quanto do direito tributário.

Comentada 2. CESPE – ACE – PE/2010. A respeito da atividade financeira: a receita pública é objeto
de estudo do Direito Tributário, pois caracteriza ingresso de numerário nos cofres públicos.

3. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A função econômica do orçamento corresponde ao


controle do fluxo financeiro gerado pelas entradas de recursos obtidos com a arrecadação
da receita e pelos dispêndios gerados com as saídas de recursos para as despesas.

4. FCC – Analista Controle – TC-PR/2011. Quanto à definição de Finanças Públicas, considere:


I. É ciência que estuda as atividades fiscais e não fiscais dos poderes públicos na sua
aplicação a empreendimentos de caráter público e privado.
II. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na obtenção de recursos para o
cumprimento de suas finalidades.
III. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na aplicação de recursos para o
cumprimento de suas finalidades.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e III.
(E) II e III.
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5. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O uso das vias públicas pode produzir diversos
problemas para a sociedade em termos de poluição, acidentes causados por velocidade
excessiva ou veículos em péssimas condições e perda de tempo devido ao trânsito. Na Teoria
Econômica esses são problemas de externalidades negativas, e a solução é a intervenção
do Estado por meio da imposição de impostos, pedágios urbanos e regulamentação das
condições do veículo para desestimular tais externalidades.

6. FCC – TCE – TC-CE/2015. NÃO se trata de uma falha de mercado (externalidade)


(A) a variação dos preços agrícolas ao longo do ano, devido à presença de períodos de safra
e de entressafra.
(B) a poluição de rios das grandes metrópoles.
(C) a existência de monopólios naturais.
(D) quando um morador atrai o mosquito transmissor da dengue, acumulando água parada
em sua propriedade privada.
(E) o baixo desenvolvimento de um mercado de capitais, o que impede o financiamento de
projetos de longo prazo estratégicos para o crescimento econômico.

7. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Em relação aos conceitos de externalidade e bens


públicos na economia, é correto afirmar que:
(A) bens públicos são bens rivais alocados de forma igualitária;
(B) caso a atividade de uma empresa privada esteja gerando uma externalidade sobre outras
empresas, é fundamental a atuação do governo na negociação de um acordo;
(C) a regulação ótima de uma externalidade consiste em eliminar completamente seus efeitos
prejudiciais;
(D) bens públicos só são providos de forma ótima pelo governo, ou por meio de alguma
atuação governamental;
(E) bens públicos devem ser providos apenas pelo governo.

8. FCC – ACE – TC-CE. As externalidades resultam das ações de indivíduos e firmas que con-
sideram apenas seus benefícios e custos privados, não observando os benefícios e custos
sociais. Nesse sentido, os problemas associados à emissão de poluentes na atmosfera
podem ser corrigidos por meio do livre jogo das forças de mercado.

9. AOCP – Analista Adm. – UF-GO/2015. A atuação do Estado objetiva proporcionar o ótimo


de Pareto o qual indica que os recursos alocados têm a propriedade de que ninguém pode
melhorar sua situação sem causar algum prejuízo a outros agentes. No entanto existem as
falhas de mercado que impedem que ocorra uma situação de ótimo de Pareto. I. As falhas
de informação requerem a intervenção do Estado em razão de o mercado por si só não
fornecer dados suficientes para que os consumidores tomem suas decisões racionalmente.
II. As externalidades caracterizam o consumo/uso indivisível ou “não rival” de um bem,
de tal forma que o consumo por parte de um indivíduo ou de um grupo social não prejudica
o consumo do mesmo bem pelos demais integrantes da sociedade. A primeira afirmativa
está certa e a segunda está errada.

10. FGV – Economista – TJ-RO/2015. Serviços de saúde podem ser considerados um exemplo
de bens “semipúblicos”, pois mesmo atendendo ao princípio da exclusão, geram externa-
lidades positivas para toda a população.
4   Administração Pública I Augustinho Paludo

11. FCC – Conselheiro TCM – GO/2015. Os bens públicos têm por característica serem
(A) bens rivais e excludentes.
(B) bens rivais e não excludentes.
(C) bens não rivais e excludentes.
(D) apenas bens não excludentes, podendo ser rivais ou não rivais.
(E) bens não rivais e não excludentes.

Comentada 12. CESPE – Analista Administrativo – CNJ/2013. A atuação em situações conhecidas


como falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da administração na econo-
mia, sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival,
um exemplo desse tipo de ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde
poderia ser definida como típico caso de provisão de bens públicos.

13. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. O orçamento público


possui três funções distintas que coexistem simultaneamente: alocativa, distributiva e
estabilizadora.

14. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. O bem público resultante
da função alocativa do orçamento caracteriza-se pela rivalidade em seu consumo e pela
não exclusão do consumidor no caso de não pagamento.

15. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Entre as funções econômicas do Estado, a defesa
nacional mediante manutenção das Forças Armadas com recursos do orçamento público
cumpre a função alocativa.

16. CESPE – Economista – ENAP/2015. Acerca das funções do governo na economia. O Estado
brasileiro tem adotado inúmeros programas de transferência de renda como o programa
Fome Zero, Bolsa Família e o Bolsa Escola. Ao desenvolver programas como esses, o go-
verno brasileiro exerce uma função alocativa de recursos.

Comentada 17. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A função desenvolvida pelo Estado com o objetivo
de assegurar o ajustamento necessário na apropriação de recursos na economia, visando
a correção das imperfeições inerentes à própria lógica de mercado, denomina-se função
(A) normativa.
(B) distributiva.
(C) estabilizadora.
(D) administrativa.
(E) alocativa.

18. FCC – TCE – TC-CE/2015. No que se refere ao desenvolvimento econômico, cabe ao Estado,
dentre outras funções, investir em infraestrutura, promover o investimento privado em
setores estratégicos e garantir o acesso da população à educação e saúde.

19. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Identifique a opção incorreta sob o ponto de vista das
funções clássicas do Estado: alocativa, distributiva estabilizadora.
(A) A função alocativa tem a característica de não excluir ninguém e nem de concorrer com
os bens privados.
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(B) A função distributiva visa determinar o tipo e a quantidade de bens públicos a serem
ofertados.
(C) A função estabilizadora tem como objetivo o uso da política econômica visando a um alto
nível de emprego, à estabilidade dos preços e à obtenção de uma taxa apropriada de
crescimento econômico.
(D) O processo político surge como substituto do mecanismo do sistema de mercado no caso
das funções clássicas do Estado.
(E) Existe também a provisão por parte do setor público dos chamados bens “semipúblicos”
ou “meritórios”, que constituem um caso intermediário entre os bens privados e os bens
públicos.

20. FCC – ACE – TC-CE. Dentre as funções econômicas do governo, a função distributiva do
Estado, faz uso da política monetária para efetuar transferências de recursos entre con-
tribuintes com diferentes níveis de conhecimento técnico e educacional, por serem estes
os principais fatores condicionantes do sucesso econômico via mercado.

21. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Quanto as características ou descrições das


funções do governo. A função distributiva compreende a tributação de grandes fortunas
pode ser um mecanismo importante para financiar programas de construção de moradias
populares.

22. CESPE – Economista – ENAP/2015. Acerca das funções do governo na economia. A função
estabilizadora é responsável por manter a estabilidade e o equilíbrio da economia por meio
da política fiscal e da monetária.

23. FGV – Economista – TJ-RO/2015. O ajuste fiscal promovido pelo governo pode ser entendido
como uma forma de se restabelecer um dos tripés da macroeconomia brasileira, que é o
equilíbrio das contas públicas, com redução dos efeitos nefastos sobre a inflação de uma
política fiscal expansionista e desenfreada. Esse parágrafo descreve exemplo da funções
do governo: estabilizadora.

24. CESPE – Analista Administrativo – CNJ/2013. O orçamento é um plano em que se expressa,


em termos de dinheiro, para um período de tempo definido, o programa de operações do
governo e os meios de financiamento desse programa.

Comentada 25. FCC – Analista Controle – Amapá/2012. O instrumento de gestão que se torna em
plano de governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar
e fixa a despesa para um período determinado de tempo, em geral de um ano, chamado
exercício financeiro, em que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali
previstas, porém não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo,
é conhecido como Orçamento Público.

26. Augustinho Paludo/2016. O Orçamento Público é o instrumento de viabilização do planeja-


mento governa­mental e de realização das Políticas Públicas organizadas em programas,
mediante a quantificação das metas e a alocação de recursos para as ações orçamentárias
(projetos, atividades e operações especiais). Em termos de processo, o orçamento público
é contínuo, dinâmico e flexível.
6   Administração Pública I Augustinho Paludo

27. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação ao orçamento público. O or-
çamento público, instrumento que discrimina as despesas dos programas governamentais
segundo sua natureza, enfatiza os fins almejados de modo a demonstrar o alvo e a finalidade
dos gastos públicos.

28. FCC – ACE – TC-CE. A legislação financeira utiliza o termo “exercício”, ou a expressão
“exercício financeiro”, para designar um determinado período de tempo específico. A Lei
Federal n.º 4.320/64 teve o cuidado de dimensionar o período de tempo compreendido por
“um exercício financeiro” e o fez nos seguintes termos: “o exercício financeiro coincidirá
com o ano civil”.

29. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. O orçamento é conceituado pela doutrina como uma
lei formal, especial (trata de matéria específica), de efeito concreto e com certo prazo
de vigência. Por isso, sua natureza jurídica é de “lei”, sendo uma lei autorizativa, porque
autoriza a Administração a praticar atos administrativos, assim como cobrar tributos e
efetuar despesas.

30. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Sobre orçamento público. O orçamento moderno
caracteriza-se por ser um instrumento de administração.

31. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. As práticas orçamentárias nas entidades do setor público
começaram a ser influenciadas por uma concepção mais moderna de orçamento a partir
do século XX, com o objetivo de contribuir para que o orçamento fosse efetivamente um
instrumento de administração. Constitui uma característica da concepção moderna de
orçamento:
(A) aspecto econômico como posição secundária;
(B) controle político sobre os atos do Poder Executivo;
(C) instrumento demonstrativo de autorizações legislativas;
(D) mecanismo da política fiscal do governo;
(E) neutralidade das finanças públicas.

32. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Acerca da evolução do orçamento público.


O orçamento público é, desde sua origem, instrumento de controle efetivo das ações do
Estado e de planejamento das atividades governamentais.

33. VUNESP – Analista FO – ARARAS/2015. O tipo de orçamento utilizado em países parlamen-


taristas, no qual a elaboração, a votação e a aprovação do orçamento são de competência
do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua execução, é denominado
(A) misto.
(B) executivo.
(C) legislativo.
(D) misto e este é o tipo utilizado atualmente no Brasil.
(E) executivo e este é o tipo utilizado atualmente no Brasil.

34. FGV – Agente – TC-BA/2014. Quanto à gestão pública. O orçamento público como instrumento
decisório limita a arbitrariedade do gestor em razão de suas etapas envolverem os Poderes
Executivo e Legislativo.
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35. CESPE – Administrador – PF/2014. Acerca de orçamento público e planejamento. No Bra-


sil, elabora-se o orçamento do tipo legislativo, dada a competência para votar e aprovar o
orçamento ser do Poder legislativo.

36. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. No Brasil, adota-se o orçamento misto, visto
que sua elaboração é competência do Poder Executivo, e sua votação e controle são com-
petências do Poder Legislativo.

37. CESPE – Procurador – BA/2014. No que se refere ao direito financeiro. Os estados podem
legislar sobre direito financeiro e, sempre que o fizerem, estarão revogando qualquer
norma preexistente, ainda que editada pela União.

38. FCC – Analista Controle – TC-PR/2011. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a
competência para legislar sobre direito financeiro e orçamento é
(A) exclusiva da União.
(B) privativa da União, dos Estados e do Distrito Federal.
(C) privativa da União.
(D) exclusiva da União, dos Estados e do Distrito Federal.
(E) concorrente da União, Estados e Distrito Federal.

39. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. Com a entrada em vigor da Constituição


de 1988, restabeleceu-se ao Legislativo a prerrogativa de propor emendas ao projeto de lei
do orçamento, um direito especial que lhe havia sido retirado pela Constituição outorgada
de 1967.

Tipos/Técnicas Orçamentárias

40. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com relação ao orçamento público. As necessidades


financeiras das unidades organizacionais são consideradas na elaboração do orçamento
denominado clássico ou tradicional.

Comentada 41. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. O orçamento do qual consta apenas a previsão da
receita e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente contábil-financeira, sem
nenhuma espécie de planejamento da ação do governo, sem qualquer objetivo econômico e
social de forma clara e sem preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente
às necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento
(A) de desempenho ou por realizações.
(B) estatal.
(C) clássico ou tradicional.
(D) pragmático.
(E) de base zero ou por estratégia.

42. FGV – Administrador – TJ-RO/2015. Os conceitos de orçamento tradicional e orçamento


moderno não são modelos definidos, mas concepções extremas a partir das quais os
modelos e técnicas orçamentárias são elaborados. Uma das características da concepção
tradicional do orçamento público é:
8   Administração Pública I Augustinho Paludo

(A) a alocação de recursos com vistas à aquisição de meios;


(B) a existência de associação entre orçamento e planejamento;
(C) a preponderância do aspecto econômico, que reflete a intervenção do Estado;
(D) a utilização do orçamento como instrumento de administração;
(E) o controle com vistas a avaliar a eficiência e eficácia das ações.

43. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca de métodos, técnicas, instru-


mentos do orçamento público e sistema de classificação orçamentária. No orçamento
tradicional, a peça orçamentária apresenta a previsão de receita e a autorização de despesa
e, mesmo com a pouca relação com os anseios e as necessidades dos cidadãos brasileiros,
nele há a previsão de objetivos econômicos e sociais a serem atingidos.

44. CESPE – Administrador – MJ/2013. Acerca das técnicas orçamentárias. A técnica orçamen-
tária adotada no setor público brasileiro é a do orçamento clássico, com ênfase no objeto
do gasto, por meio da fixação da despesa sem vinculação ao planejamento.

45. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. No orçamento tradicional, utilizam-se indicadores


e padrões de medição para a avaliação dos resultados obtidos na execução dos programas
de governo.

Comentada 46. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. No orçamento de desempenho, consideram-


-se os seguintes fatores para a mensuração da atuação: economia de custos ou insumos,
eficiência técnica na obtenção dos produtos e eficácia dos resultados pretendidos pelas
políticas governamentais.

47. ESAF – Analista PO – MPOG/2010. Assinale a opção verdadeira a respeito das principais
características do orçamento de desempenho.
(A) Processo orçamentário em que os volumes de recursos são definidos em razão das metas
a serem atingidas.
(B) Processo orçamentário que se caracteriza por apresentar o orçamento sob duas pers-
pectivas, quais sejam: o objeto de gasto e um programa de trabalho.
(C) Refere-se ao orçamento em que o maior volume dos gastos está relacionado com a
produção de infraestrutura de prestação de serviços públicos.
(D) Processo orçamentário em que ocorre a análise, revisão e avaliação de todas as despesas
propostas e não apenas das solicitações que ultrapassam o nível de gasto já existente.
(E) Processo orçamentário em que a prioridade dos gastos é definida em razão do critério
populacional.

48. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. A respeito de técnicas de orçamento. Como


técnica orçamentária, o orçamento de desempenho negligencia os propósitos e objetivos dos
créditos, priorizando a construção de indicadores que permitam a aferição dos resultados
a partir de medidas simples e objetivas de desempenho.

49. FCC – Contador – TRE-CE/2012. No processo orçamentário que se caracteriza por apresen-
tar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho, contendo
as ações desenvolvidas, toda a ênfase reside na performance organizacional, sendo tam-
bém conhecido como orçamento funcional. Esta técnica orçamentária é conhecida como
orçamento de desempenho.
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50. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O


orçamento-programa, introduzido na legislação brasileira a partir da promulgação da
Constituição Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificação dos custos dos
programas.

51. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com relação ao orçamento público e à atuação do governo
na economia. Para a execução do orçamento-programa, as classificações das ações de
governo devem ser uniformes em todos os entes federativos.

52. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca de métodos, técnicas, instrumen-


tos do orçamento público e sistema de classificação orçamentária. No desenvolvimento do
orçamento-programa, uma prioridade é o atendimento das necessidades financeiras das
unidades orçamentárias, para que elas não aleguem falta de recursos para o cumprimento
das metas e dos objetivos previstos.

53. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca de métodos, técnicas, instru-


mentos do orçamento público e sistema de classificação orçamentária. Os custos dos pro-
gramas, mensurados pela identificação dos meios e insumos necessários para a obtenção
de resultados, são um dos elementos essenciais do orçamento-programa.

54. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. O modelo orçamentário que se caracteriza


por contemplar a preocupação com o gasto público, a preocupação com o que foi adquirido
e a preocupação com o que foi realizado denomina-se
(A) programático.
(B) misto.
(C) tradicional.
(D) flexível.
(E) básico.

55. FCC – Técnico Administrativo – TRT24/2011. Analise:


I. O orçamento-programa é o elo entre o planejamento e as funções executivas da orga-
nização.
II. O controle do orçamento-programa visa avaliar a honestidade dos agentes governa-
mentais e a legalidade do seu cumprimento.
III. No orçamento-programa, as decisões orçamentárias são tomadas com base em ava-
liações e análises técnicas das alternativas possíveis.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) I.
(E) III.

56. CEPERJ – Analista CE – SEFAZ-RJ/2013. O orçamento-programa pode ser definido como


sendo um plano de trabalho expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identifica-
ção dos recursos necessários à sua execução. Na sua elaboração são considerados todos os
custos dos programas, inclusive os que extrapolam um exercício financeiro, e identificados
10   Administração Pública I Augustinho Paludo

programas de trabalho, objetivos e metas, compatibilizando-os com os planos de médio e


longo prazos.

57. MP – Analista CE – PGJ – AC/2013. O Orçamento-programa possui algumas características


que o diferenciam do Orçamento tradicional. São características do Orçamento-programa:
elo entre o planejamento e as funções executivas da organização; utilização sistemática de
indicadores e padrões de medição do trabalho e dos resultados; controle visando avaliar
a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais.

58. FCC – Analista Administrativo – TRE-CE/2012. Um sistema de planejamento, programação


e orçamentação, introduzido sob a denominação de PPBS (Planning Programning Budgeting
System), em que algumas das principais características são: integração, planejamento,
orçamento; quantificação de objetivos e fixação de metas; relações insumo-produto;
acompanhamento físico-financeiro e avaliação de resultados. Esta técnica orçamentária
é conhecida como orçamento programa.

59. CONSULPLAN – Administrador – ALAGOAS/2014. Orçamento Programa apresenta, física


e financeiramente, os programas de trabalho da administração pública, possibilitando a
integração do orçamento com o sistema de planejamento público.

60. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A espécie de orçamento cuja técnica utilizada para sua
confecção consiste em desconsiderar os valores do ano anterior como valor inicial mínimo,
e proceder a uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governa-
mentais, e de suas efetivas necessidades, sem qualquer compromisso com montantes
iniciais de dotações, denomina-se orçamento
(A) real ou efetivo.
(B) de base zero ou por estratégia.
(C) participativo.
(D) democrático.
(E) de desempenho ou por realizações.

61. CESPE – Administrador – UNIPAMPA/2013. No orçamento base zero, salvo os casos


especificados em lei, os programas devem ser justificados a cada exercício financeiro,
respeitando-se os direitos adquiridos sobre verbas anteriormente outorgadas.

Comentada 62. CESPE – Administrador – EBC/2011. No orçamento base zero, os gerentes devem
justificar todos os gastos orçamentários e não apenas as variações em relação ao orçamento
do ano anterior. A linha de base é zero, e não, o orçamento do último ano.

63. CESPE – Agente Administrativo – ABIN/2010. No Brasil, vigora o orçamento do tipo participa-
tivo, visto que todos os poderes e órgãos da administração direta e alguns da administração
indireta têm a prerrogativa de elaborar suas próprias propostas orçamentárias.

64. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. No orçamento participativo, a população


deve decidir a destinação de todos os recursos orçamentários, exceto aqueles que se
vinculem com gastos de pessoal, saúde, segurança e educação.
715 Exercícios de Fixação   11

65. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A adoção do orçamento participativo como instrumento


de complementação da democracia representativa proporciona à sociedade
(A) gerir, ela própria, os recursos destinados à aplicação em investimentos e serviços que
beneficiam a sua região.
(B) diminuir a força e o papel do legislativo na definição das prioridades na aplicação dos
recursos públicos.
(C) submeter o governo à vontade da sociedade na definição das políticas públicas e priori-
dades na realização de investimentos.
(D) transferir do governo para a sociedade a responsabilidade pela gestão dos bens públicos
de uso comum.
(E) definir prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano
com recursos do ente público.

Princípios Orçamentários

Comentada 66. FCC – Analista Administrativo – DP-RS/2013. Os princípios orçamentários visam


estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência aos
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público.

67. CESPE – Analista Administrativo – TRE-MS/2013. Acerca dos princípios orçamentários


e da evolução do orçamento público. Os princípios orçamentários estão sujeitos a trans-
formações de conceito e significação, pois não têm caráter absoluto ou dogmático e suas
formulações originais não atendem, necessariamente, ao universo econômico-financeiro
do Estado moderno.

68. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Na elaboração da proposta orçamentária deve-


-se observar as regras norteadoras básicas, estabelecidas nos princípios orçamentários.
São princípios orçamentários, EXCETO, o seguinte princípio:
(A) orçamento bruto.
(B) continuidade.
(C) unidade ou totalidade.
(D) anualidade ou periodicidade.
(E) universalidade.

69. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. Com base nos princípios orçamentários, temos que
o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo,
geralmente um ano.

70. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. O orçamentista de uma Prefeitura do Estado da Para-


íba recebeu orientação para consignar no orçamento dotação para programa especial de
trabalho que, por sua natureza, não poderia cumprir-se subordinadamente às normas
gerais de execução da despesa. Assim, esse programa foi consignado em dotação global,
classificado como despesa de capital. Esse fato representou uma exceção legal ao princípio
orçamentário da especificação.

71. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A Lei Federal n.º 4.320/1964, em seus arts. 2.º, caput,
3.º e 4.º, estabelece: “Art. 2.º A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e
12   Administração Pública I Augustinho Paludo

despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do


Governo, obedecidos os princípios. ... Art. 3.º Lei de Orçamentos compreenderá todas as
receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. Parágrafo único. Não se
consideram para os fins deste artigo as operações de crédito por antecipação da receita, as
emissões de papel-moeda e outras entradas compensatórias, no ativo e passivo financei-
ros. Art. 4.º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do
Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar,
observado o disposto no artigo 2.º.” Essas regras materializam o princípio orçamentário
conhecido como princípio da universalidade.

72. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveis


ao orçamento público. A transferência da contabilização de uma obrigação resultante
de despesa realizada no exercício atual para o subsequente está associada à quebra dos
princípios da totalidade e da publicidade.

73. CESPE – Contador – STJ/2015. Com relação a administração financeira e orçamentária.


Se determinado estado assinar contrato com empresa privada, prevendo a prestação de
contragarantias financeiras por parte do ente público, a vinculação de uma parcela da
receita oriunda do Fundo de Participação dos Estados para esta finalidade poderá ser feita
sem que haja desrespeito ao princípio da não vinculação de recursos.

74. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A concepção doutrinária do princípio da unidade


é que o orçamento deve ser uno, ou seja, cada unidade orçamentária deve possuir apenas
um orçamento. A análise desse princípio, quanto às disposições constitucionais e legais
para a elaboração da Lei Orçamentária Anual, permite afirmar que:
(A) a divisão da LOA em múltiplos orçamentos – fiscal, de investimento das empresas e da
seguridade social – fere diretamente o princípio da unidade;
(B) a existência do orçamento de investimento das estatais fere explicitamente o princípio
da unidade, apesar de não constituir efetivamente um orçamento;
(C) a ocorrência de situações de urgência e calamidade pública são justificativas para permitir
a existência de orçamentos paralelos;
(D) a consolidação dos múltiplos orçamentos não atenua o descumprimento do princípio da
unidade;
(E) os múltiplos orçamentos – fiscal, de investimento das empresas e da seguridade social
– seguem a concepção da totalidade orçamentária.

75. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. Uma descrição típica para uma Lei Orçamentária
Anual do município de São Paulo seria: “Estima a receita e fixa a despesa do Município de
São Paulo para o exercício financeiro de ____ e dá outras providências”. Uma providência
que pode ser dada na LOA sem ferir o princípio da exclusividade é: autorização para con-
tratação de operações de créditos.

76. FGV – Administrador – TJ-RO/2015. A vedação à realização de operações de créditos que


excedam o montante das despesas de capital no texto constitucional está diretamente
relacionada ao princípio orçamentário do equilíbrio.

77. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca da receita pública, despesa pública e execução
orçamentária. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma
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categoria de programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não hou-
ver prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia
e inovação, quando o objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos a essas
funções. (A banca errou ao considerar certa essa questão: na dúvida, releia o ATENÇÃO
que apus no conteúdo deste princípio.)

78. CESPE – Auditor – FUB/2015. Com relação aos princípios orçamentários. O princípio orça-
mentário da não afetação veda a vinculação de impostos a órgão, fundo ou despesa, sem
ressalvas de repartição do produto da arrecadação.

79. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. A respeito o orçamento público. A existência


de déficit orçamentário no PLOA desrespeita o princípio do equilíbrio orçamentário.

80. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. No projeto da Lei Orçamentária Anual, para


o exercício de 2015, de determinada entidade do setor público, o art. 8º autoriza o Poder
Executivo, quando houver excesso de arrecadação, a concessão de reajustes aos servidores,
para vigorar em abril de 2016. A autorização contida nesse artigo NÃO atende ao princípio
orçamentário da exclusividade.

81. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. Ao assumir o seu mandato, o prefeito do Muni-
cípio de Ilusões propôs que, ao invés de elaborar uma única Lei Orçamentária Anual para
o município, fossem elaboradas duas Leis Orçamentárias Anuais: uma referente ao Poder
Executivo e outra ao Poder Legislativo. A proposta do prefeito é inviável porque fere o
princípio orçamentário do orçamento bruto.

82. FCC – Contador – TRE-Amapá/2015. Com o intuito de reduzir a população em situação de


extrema pobreza, o chefe do Poder Executivo de um governo estadual decidiu incluir, na
Lei Orçamentária Anual, um dispositivo que determina a destinação de 5% (cinco por cen-
to) das receitas de impostos para as despesas na função Trabalho. Entretanto, a inclusão
deste dispositivo na Lei Orçamentária Anual não é permitida porque fere os princípios
orçamentários
(A) da universalidade e da não vinculação da receita de impostos.
(B) do orçamento bruto e da exclusividade.
(C) da exclusividade e da não afetação da receita de impostos.
(D) da anualidade e da universalidade.
(E) da unidade e do orçamento bruto.

83. FCC – ACE – TC-CE. Considere que, hipoteticamente, o projeto da Lei Orçamentária Anual
do Estado do Ceará teve de ser alterado porque não previa as operações de crédito auto-
rizadas em lei. Da forma como foi originalmente apresentado havia afronta ao princípio
orçamentário da universalidade.

84. FCC – ACE – TC-CE. Na proposta orçamentária de determinado ente público, encaminhada
ao Poder Legislativo para ao exercício de 2015, consta autorização ao Poder Executivo
para doar um terreno à iniciativa privada para construção de um clube recreativo. Com
relação aos princípios orçamentários, a proposta orçamentária não atende ao princípio da
universalidade.
14   Administração Pública I Augustinho Paludo

85. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. A respeito o orçamento público. O fato


de o PLOA da União, dos estados e dos municípios compreender os orçamentos fiscais,
da seguridade e de investimento das estatais está em consonância com os princípios da
unidade e da universalidade.

86. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca dos princípios orçamentários.


Com base no princípio da universalidade orçamentária, é correto afirmar que todas as
receitas e despesas das empresas públicas e estatais devem integrar o orçamento de
investimento.

87. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca dos princípios orçamentários. A


destinação de recursos provenientes da receita de impostos ao fundo de participação dos
estados e municípios tem previsão constitucional e representa uma exceção ao princípio
da não afetação das receitas.

88. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Na elaboração do orçamento público da


União, que inclui o TRE/SE, foram adotadas as seguintes medidas:
I. Não houve consignação de dotação global destinada a atender indiferentemente a
despesa de pessoal. II. Somente constou matéria relacionada à previsão de receita e
fixação de despesa. III. Do orçamento constaram todas as receitas e despesas.
Essas medidas correspondem, respectivamente, ao atendimento aos princípios orça-
mentários da
(A) exclusividade, orçamento bruto e universalidade.
(B) especificação, exclusividade e universalidade.
(C) exclusividade, especificação e anualidade.
(D) especificação, exclusividade e anualidade.
(E) especificação, anualidade e universalidade.

89. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Sob o limite de 10% da despesa fixada, a Lei Orçamen-
tária Anual – LOA autorizou transposições, remanejamentos e transferências. Em razão
disso, conclui-se que
(A) essa prática é nociva ao equilíbrio fiscal, visto que abre portas para o déficit de execução
orçamentária.
(B) a permissão está regular, conquanto transposições, remanejamentos e transferências
requerem, caso a caso, lei específica.
(C) ocorreu ofensa ao princípio da não afetação da despesa pública.
(D) a autorização mostra-se regular, considerando que transposições, remanejamentos e
transferências nada mais são do que créditos adicionais especiais.
(E) houve afronta ao princípio da exclusividade orçamentária, visto que transposições,
remanejamentos e transferências são mecanismos que diferem do crédito adicional
suplementar.

90. FCC – Auditor – TCE-AM/2015. A atividade orçamentária deve ser desenvolvida com obser-
vância de vários princípios, alguns insculpidos na própria Constituição Federal, e outros na
legislação infraconstitucional. Nesse sentido, o princípio que é mencionado expressamente
no texto da Lei Federal n.º 4.320/1964 e que visa impedir a coexistência de orçamentos
paralelos, que determina que só haja uma peça orçamentária, materializada em um único
documento, por meio do qual se apresente uma visão de conjunto das receitas e das despesas
715 Exercícios de Fixação   15

de cada um dos entes federados (União, Estados e Municípios) é denominado princípio da


unidade.

91. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. Ao elaborar a proposta orçamentária em uma unidade da


federação, os responsáveis pela secretaria de planejamento apresentaram os valores
relativos à previsão das receitas a serem transferidas aos municípios como despesa no
orçamento da unidade; da mesma forma, os respectivos valores deverão ser apresentados
como receita prevista no orçamento dos entes que as receberão. Conforme disposições da
Lei n.º 4.320/1964, essa prática está em estrita consonância com o princípio da não afetação
das receitas.

92. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Considerando a doutrina e a legislação que


tratam sobre os princípios orçamentários, identifique aquele que é tratado no artigo 165, §
8º, da Constituição Federal, quando estabelece que a LOA “não conterá dispositivo estranho
à previsão da receita e à fixação da despesa”. Trata-se do princípio da especificação.

93. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. Acerca do orçamento público. O princípio orçamen-
tário da especificação, também chamado de discriminação ou especialização (arts. 5;º e 15
da Lei n.º 4.320/1964) prevê que o orçamento deve ser
(A) único.
(B) detalhado.
(C) vinculado.
(D) exclusivo.
(E) universal.

94. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. Com base nos princípios orçamentários, temos que o
orçamento
(A) deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo, geralmente um
ano.
(B) deve ter itens de receita reservados para atender a certos gastos.
(C) deve ter discriminada apenas a aplicação dos recursos.
(D) não pode ser único, dada a complexidade das finanças públicas.
(E) deve conter a grande maioria das receitas e despesas do Estado.

95. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Acerca de noções básicas de administração financeira


e orçamentária. Se a proposta orçamentária de determinado órgão público discriminar a
despesa apenas até o nível de modalidade de aplicação, então estará sendo descumprido
o princípio da programação.

96. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Com relação aos princípios orçamentários.
A utilização de linguagem simples e inteligível, como forma de dar transparência ao orça-
mento público, atende ao princípio orçamentário da clareza.

97. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. De acordo com o princípio da unidade, ou da tota-
lidade orçamentária, todos os entes federados devem reunir seus diferentes orçamentos
em uma única lei orçamentária, que consolidará todas as receitas e despesas públicas do
Estado.
16   Administração Pública I Augustinho Paludo

98. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação ao orçamento público. A lei
orçamentária anual (LOA) pode conter dispositivo que autorize a abertura de crédito des-
tinado a atender a dotação não prevista no programa de trabalho inicialmente aprovado.
Isso refere-se ao princípio da exclusividade.

99. CONSULPLAN – Administrador – ALAGOAS/2014. Para que o orçamento seja um instru-


mento da administração do governo e ainda reflita as aspirações da sociedade deverá
obedecer a determinados princípios. O princípio que estabelece que deverão ser incluídos
no orçamento todos os aspectos do programa de cada órgão, principalmente aqueles que
envolvam qualquer transação financeira ou econômica é o princípio da Universalidade.

100. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Sobre o orçamento público, é correto afirmar
que são princípios orçamentários: universalidade ou globalização; anualidade; reciproci-
dade; unidade; exclusividade.

Comentada 101. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O princípio orçamentário da especi-


ficação, também denominado discriminação ou especialização, veda a consignação na Lei
Orçamentária Anual − LOA de dotações globais destinadas a atender indiferentemente
as despesas com pessoal, transferências ou quaisquer outras. Alguns tipos de dotação
de despesa, todavia, podem ser previstos de forma global, como é o caso da destinada a
reserva de contingência.

102. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Constituem, respectivamente, exceções legais aos
princípios da exclusividade orçamentária e o da não afetação de receitas:
(A) a prévia autorização para créditos especiais e a realização de atividades da administração
tributária.
(B) a autorização para reformas administrativas e a vinculação de impostos para o fundo do
idoso.
(C) a licença orçamentária para operações de crédito e a parcela de impostos para a segu-
rança pública.
(D) a prévia autorização para abrir créditos adicionais suplementares e a realização de
atividades da administração tributária.
(E) a autorização para empréstimos de antecipação da receita e os 25% para manutenção e
desenvolvimento do ensino.

103. FGV – Administrador – INEA-RJ/2013. Leia o fragmento a seguir. “O orçamento não pode
conter dotações genéricas como, por exemplo, outros ou diversos”. O fragmento refere-se
ao princípio da Especificação.

104. CESPE – Analista Administrativo – CNJ/2013. Caso uma prefeitura crie, por meio da vin-
culação de receitas de impostos, uma garantia de recursos para a colocação de asfalto em
todas as vias municipais, ela não violará o princípio da não afetação de receitas.

105. CESPE – Analista Administrador – MS/2013. Sobre orçamento público. Apresentar o orça-
mento público em linguagem clara e compreensível atende ao princípio da clareza.

Orçamento na Constituição Federal

106. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento
715 Exercícios de Fixação   17

no Brasil em anos recentes, é correto afirmar que existe um rol de despesas que as leis e
a Constituição Federal definem como obrigatórias.

107. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento
no Brasil em anos recentes, é correto afirmar que a Emenda Constitucional 86/2015 tornou
obrigatória a execução de todo o orçamento aprovado no âmbito do Poder Executivo.

108. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Sobre orçamento na constituição federal e espécies de


orçamento, é correto afirmar:
(A) A doutrina afirma que a Constituição Federal brasileira adotou o chamado Orçamento
Misto, em que o Poder Executivo tem a competência para elaboração dos projetos de
leis orçamentárias e o envio destes projetos ao Poder Legislativo, para sua discussão e
aprovação.
(B) A Constituição Federal consagrou três espécies de leis orçamentárias, ou seja, Plano
Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, todas com a mesma
duração no tempo, pois todas têm vigência de um ano, diferenciando, apenas, quanto ao
conteúdo de cada uma delas.
(C) O Brasil adotou, em sua Constituição, o orçamento legislativo, cuja elaboração, discussão
e votação competem ao Poder Legislativo, cabendo ao Poder Executivo apenas a sua
realização.
(D) A Lei de Diretrizes Orçamentárias se desdobra em três subespécies, a saber: lei de orça-
mento fiscal, lei de orçamento das empresas estatais e lei de orçamento da seguridade
social.
(E) A lei que instituir o Plano Plurianual compreenderá as metas de prioridade da Adminis-
tração federal, vedando, entretanto, a inclusão das despesas de capital para o exercício
financeiro subsequente e consagrando, assim, o princípio da anualidade orçamentária.

109. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. O processo orçamentário no Brasil tem regras defini-
das na Constituição Federal e na legislação complementar e ordinária, principalmente no
que tange às competências de cada poder na definição das receitas e despesas para um
exercício. No que se refere às regras relativas às emendas à Lei do Orçamento: as emendas
parlamentares são permitidas somente para alteração das despesas de custeio.

110. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. A Comissão Mista, a que se refere a Constituição
Federal, tem por incumbência a avaliação e emissão de pareceres sobre os projetos de lei
relativos ao plano plurianual e é formada por e será. Completa corretamente as lacunas:
(A) Senadores representantes de todos os partidos … permanente
(B) Deputados representantes de todos os partidos … permanente
(C) Senadores e Deputados Federais … transitória
(D) Senadores e Deputados Federais … permanente
(E) Representantes de cada partido na Câmara Federal … transitória

111. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. A Lei Orçamentária Anual prevê receitas e


fixa despesas para execução em determinado período de tempo. Segundo a Constituição
Federal, o relatório resumido da execução orçamentária será
(A) publicado pelo Poder Executivo, até trinta dias após o encerramento de cada quadrimestre
e abrangerá todos os Poderes e o Ministério Público.
18   Administração Pública I Augustinho Paludo

(B) publicado pelas entidades da Administração direta e indireta, até trinta dias após o en-
cerramento do exercício financeiro.
(C) encaminhado ao Poder Legislativo, até trinta dias após o encerramento do exercício
financeiro, para efeito da prestação de contas.
(D) encaminhado ao Tribunal de Contas, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre
para avaliação do cumprimento das metas previstas.
(E) publicado pelo Poder Executivo, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre e
abrangerá todos os Poderes e o Ministério Público.

112. FCC – Analista Contábil – MP-AM/2013. Correspondem a vedações, aos orçamentos, pre-
vistas na Constituição Federal, exceto:
(A) O início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual.
(B) O refinanciamento da dívida pública incluído na Lei Orçamentária.
(C) A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de
programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa.
(D) A realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

113. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. Com relação ao orçamento público na CF. Uma
obra cuja execução esteja limitada a um exercício financeiro poderá ser iniciada sem a sua
prévia inclusão no plano plurianual.

114. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Sobre orçamento público. Nos termos da Constituição
Federal, é correto utilizar transferência voluntária no pagamento de despesa de pessoal.

115. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. A respeito do sistema de planejamento e


orçamento previstos na Constituição Federal de 1988. Entre as atribuições próprias da lei
de diretrizes orçamentárias está a definição dos conceitos de programa, ação e subtítulo
a serem utilizados pela LOA.

Comentada 116. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre orçamento público. A inovação
trazida pela Constituição Federal de 1988 ao orçamento foi limitar a despesa pública com
pessoal ativo e inativo.

117. FCC – Contador – TRT16/2014. Com relação à Lei Orçamentária Anual, nos termos da
Constituição Federal: É vedado o início de programas ou projetos não incluídos na Lei
Orçamentária Anual.

118. Augustinho Paludo/2016. Um ente público, no momento da execução do orçamento, percebeu


que determinada dotação possibilitaria melhores resultados se fosse remanejada para ser
aplicada em outra finalidade. Nesse caso, a constituição federal permite o remanejamento,
ainda que para outra categoria de programação.

2. Lei Orçamentária Anual (LOA)


Conceitos e Aspectos Gerais
Comentada 1. CESPE – Auditor – FUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orça-
mentárias. A lei orçamentária anual e composta dos orçamentos: fiscal, seguridade social
e investimento das estatais.
715 Exercícios de Fixação   19

2. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. A Lei Orçamentária Anual deverá contemplar,
obrigatoriamente, os orçamentos de seguridade social, investimento das estatais, e or-
çamento fiscal.

3. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca do programa de dispêndios globais


para empresas do setor produtivo estatal. De acordo com o referido manual técnico, os
recursos públicos destinados aos gastos contabilizados como ativo imobilizado de estatais,
bem como as benfeitorias em bens da União realizadas por empresas estatais, deverão
compor o orçamento de investimentos.

4. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Acerca dos orçamentos públicos, nos termos


da Constituição Federal, o orçamento fiscal, de investimentos das empresas estatais e o
da seguridade social constarão da lei orçamentária de iniciativa do Poder Executivo, na
qual não será permitida a concessão ou utilização de créditos ilimitados.

5. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. A Lei Orçamentária Anual


(A) é uma lei de iniciativa conjunta dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que esta-
belece as metas e prioridades da Administração para o próximo exercício.
(B) pode ser modificada por emendas propostas pelo Poder Legislativo, cujos recursos para
cobertura sejam provenientes da anulação de despesa com o serviço da dívida.
(C) deve compreender o orçamento fiscal, elaborado de forma compatível com o Plano
Plurianual no que diz respeito às diretrizes, objetivos e metas da administração pública
federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes.
(D) deve prever o superávit financeiro apurado em Balanço Patrimonial do exercício anterior
como item da receita orçamentária de capital.
(E) poderá conter dispositivo estranho à previsão da receita ou à fixação da despesa, desde
que seja a autorização para abertura de créditos adicionais especiais e contratação de
operações de crédito.

6. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. A lei orçamentária


anual deve definir o montante da reserva de contingência, em percentual da receita corrente
líquida, bem como sua forma de utilização.

7. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para ad-


ministração orçamentária. Para efeito do cumprimento das políticas e diretrizes estabe-
lecidas pelas unidades de planejamento, consideram-se empresas estatais as empresas
públicas, as sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, e as demais
empresas de cujo capital social a União participe com direito a voto, independentemente
do percentual de participação.

8. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca do programa de dispêndios


globais para empresas do setor produtivo estatal. O programa de dispêndios globais deve
apresentar informação da origem das fontes de recursos que financiarão os investimentos
propostos pelas empresas estatais, como também precisa ser elaborado concomitante-
mente ao orçamento de investimento.

9. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual –


LOA. É permitido o início de programas ou projetos não incluídos na LOA, desde que seja
justificado ao Poder Legislativo.
20   Administração Pública I Augustinho Paludo

10. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Em atendimento ao princípio orçamentário


da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão
de receita e à fixação da despesa. É exceção legal a essa regra o que consta em
I. Autorização para abertura de créditos suplementares.
II. Autorização para contratação de operações de crédito.
III. Autorização para contratação de operações de crédito por antecipação da receita
orçamentária.
(A) I, apenas.
(B) I, II e III.
(C) II e III, apenas.
(D) I e II, apenas.
(E) III, apenas.

11. FCC – Analista Adm. – TRE-Amapá/2015. Com base na Lei n.º 101/2000, a Lei Orçamentária
Anual
(A) poderá conter dispositivo para autorização de abertura de créditos adicionais especiais.
(B) disporá sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
(C) disporá sobre condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas
e privadas.
(D) conterá todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas
que as atenderão.
(E) compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as
despesas de capital para o exercício financeiro subsequente.

12. FCC – Contador – TRE-Amapá/2015. Na Lei Orçamentária Anual, o orçamento fiscal com-
patibilizado com o plano plurianual terá entre suas funções a de reduzir desigualdades
inter-regionais, segundo critério populacional.

Comentada 13. FCC – ACE – TC-CE. A proposta da Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhada
pelo Poder Executivo ao Legislativo acompanhada de exposição circunstanciada da situação
econômico-financeira. Essa exposição é denominada
(A) razão orçamentária.
(B) tabela explicativa.
(C) mensagem.
(D) exposição orçamentária.
(E) fundamentação orçamentária.

14. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. As afirmativas a seguir apresentam


características da Lei do Orçamento Anual – LOA, à exceção de uma. Assinale-a.
(A) Não é permitido que se consigne em orçamento recursos para serviços não criados
anteriormente.
(B) As emendas ao projeto de lei do orçamento anual que o modifiquem, só poderão ser
aprovadas caso estejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os
dispositivos do texto do projeto de lei.
(C) A LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa,
incluindo-se na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e a
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos
da lei.
715 Exercícios de Fixação   21

(D) A LOA compreenderá o orçamento fiscal referente aos poderes, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas
pelo poder público.
(E) As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de
1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto
encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada
a ações e serviços públicos de saúde.

15. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. No processo de planejamento público go-


vernamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas
que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais
recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual (LOA).

16. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Uma proposta de Lei Orçamentária é apresentada


contendo a mensagem, o projeto de lei e tabelas explicativas com a receita prevista e a
despesa fixada para o exercício a que se refere a proposta.

17. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. De acordo com a Constituição Federal, a Lei Orça-
mentária compreende o orçamento fiscal, o de investimento e o da seguridade social. O
orçamento de investimento refere-se
(A) às empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social
com direito a voto.
(B) aos órgãos vinculados à União, da Administração direta, bem como aos fundos e fundações
instituídos e mantidos pelo Poder Público.
(C) aos órgãos vinculados à União, da Administração direta ou indireta, bem como aos fundos
e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público.
(D) às empresas, fundos e fundações, em que a União, diretamente, detenha a maioria do
capital social sem direito a voto.
(E) às empresas e autarquias, mesmo sem a detenção da maioria do capital.

18. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas


com os Planos Plurianuais, as Leis de Diretrizes Orçamentárias e as Leis Orçamentárias
Anuais. No que diz respeito à Lei Orçamentária Anual: O seu projeto será acompanhado
de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de
isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e
creditícia.

19. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. A Lei Orçamentária Anual


(A) deve conter as receitas orçamentárias classificadas por funções e subfunções.
(B) pode conter autorização para abertura de créditos suplementares e especiais.
(C) deve conter cronograma de execução mensal de desembolso.
(D) deve conter disposições sobre o equilíbrio entre receitas e despesas.
(E) pode conter autorização para contratação de operações de crédito por antecipação de
receita, nos termos da lei.

20. FCC – Analista Administrativo – TRT2/2014. Sobre o orçamento público: A Lei do Orçamento
compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito por antecipação da
22   Administração Pública I Augustinho Paludo

receita orçamentária, bem como disporá sobre as alterações na legislação tributária e


estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

21. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. Sobre o ciclo de Planejamento no Setor Público. A LOA é um
documento que integra o Planejamento Público, responsável pela operacionalização dos
programas. Tem vigência de um ano, iniciando-se em 1º de janeiro e encerrando-se em 31
de dezembro.

Comentada 22. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. Relativo ao orçamento público no Brasil.
De acordo com a lei orçamentária anual, os orçamentos das empresas estatais dependentes
e independentes constam do orçamento de investimento.

23. FGV – Administrador – AL-MT/2014. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige o demonstra-


tivo de compatibilidade da programação do orçamento com as metas previstas no anexo
de metas fiscais. Essa exigência será cumprida pela Lei Orçamentária Anual.

Elaboração e Aprovação

24. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para ad-
ministração orçamentária. A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e
controlada pelo órgão central do sistema de administração financeira federal.

25. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Em relação às atribuições e funcionamento dos órgãos


central e setoriais do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, é correto afirmar: os
órgãos setoriais são as unidades de planejamento; os órgãos setoriais e específicos estão
sujeitos à orientação normativa do órgão central do sistema sem prejuízo da subordinação
ao órgão a qual pertencem.

26. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. O projeto de LOA é elaborado pela Secretaria
de Orçamento Federal e encaminhado ao Congresso Nacional pelo Presidente da República.
O Presidente da República pode vetar o texto aprovado, total ou parcialmente, no prazo de
quinze dias úteis, contados da data do recebimento. Neste caso, comunicará ao Presidente
do Senado os motivos do veto.

27. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. Estão descritas abaixo diversas etapas do
processo de elaboração orçamentária. A partir do Manual Técnico de Orçamento, identifique
o ator responsável por cada uma das etapas descritas utilizando-se do seguinte código: S –
Secretaria de Orçamento Federal – SOF; OS – Órgão Setorial; UO – Unidade Orçamentária
( ) Define diretrizes estratégicas e parâmetros quantitativos.
( ) Elabora proposta.
( ) Consolida e valida a proposta.
(A) S, S, UO
(B) S, UO, OS
(C) OS, UO, S
(D) S, OS, OS
(E) OS, UO, S
715 Exercícios de Fixação   23

28. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. De acordo com a Lei n.º 4.320, de 1964, não se admitirão
emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem
(A) conceder dotação para instalação de serviço anteriormente criado.
(B) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, mesmo quando provada, nesse
ponto a inexatidão da proposta.
(C) conceder dotação para funcionamento de serviço anteriormente criado.
(D) conceder dotação para o início de obra, ainda que o projeto esteja aprovado pelos órgãos
competentes.
(E) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder
Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.

29. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveis ao


orçamento público. O chamado orçamento impositivo se caracteriza, entre outros aspectos,
pela obrigatoriedade de execução das emendas parlamentares individuais, até o limite de
1,2% da receita corrente líquida anual prevista no projeto de lei orçamentária encaminhado
pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo.

30. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. No que diz respeito ao planejamento, diretri-
zes orçamentárias e orçamento anual. O projeto e a lei orçamentária de 2015 discriminam,
em categorias de programação específicas, as dotações destinadas ao pagamento de
precatórios judiciários e de sentenças judiciais de pequeno valor, além das destinações
para o cumprimento de sentenças judiciais constantes do orçamento de investimentos das
empresas estatais.

31. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. No que diz respeito ao planejamento, diretri-
zes orçamentárias e orçamento anual. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,
como órgão central do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, é responsável
pela orientação normativa aos órgãos setoriais e específicos, às unidades de planejamento
e orçamento das entidades vinculadas aos ministérios, e às unidades responsáveis pelos
orçamentos de outros poderes.

32. CESPE – Contador – STJ/2015. Com relação a administração financeira e orçamentária. As


propostas apresentadas pelos órgãos setoriais de planejamento e orçamento são consoli-
dadas por programas, com o detalhamento das atividades, projetos e operações especiais.

33. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à


elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. O projeto de lei orça-
mentária anual, enviado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo, é encaminhado para
a comissão mista de planos e orçamentos públicos que, contando com a colaboração de
comitês, examina e emite parecer acerca do projeto de lei, entre outras atribuições.

34. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à


elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. Caso se tenha iniciado o
exercício financeiro e o projeto de lei orçamentária anual ainda não tenha sido aprovado no
Poder Legislativo, a própria lei orçamentária do exercício anterior prevê os procedimentos
para liberação de recursos financeiros.
24   Administração Pública I Augustinho Paludo

35. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. A respeito da tramitação legislativa das leis orçamen-
tárias, é correto afirmar:
(A) As emendas aos projetos de leis orçamentárias serão apresentadas na Comissão Mista,
que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das
duas Casas do Congresso Nacional.
(B) O projeto de lei relativo ao Plano Plurianual deve ser discutido e votado em cada casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, e será aprovado pela maioria absoluta dos parla-
mentares de ambas as casas.
(C) As emendas ao projeto de Lei do Orçamento Anual devem ser compatíveis com o Plano
Plurianual, não havendo necessidade de ser compatível com a Lei de Diretrizes Orça-
mentárias.
(D) O Presidente da República através de medida provisória, pode dispor sobre o exercício
financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do Plano Plurianual, da
Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual.
(E) As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 2,2%
da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo
que a metade desse percentual será destinada a ações e serviços públicos de educação.

36. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Segundo a Constituição Federal, leis de iniciativa do


Poder Executivo estabelecerão o Plano Plurianual; as Diretrizes Orçamentárias e os Orça-
mentos Anuais. A respeito da tramitação das referidas leis, é correto afirmar: o Presidente
da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação
nos projetos de leis orçamentárias enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista,
da parte cuja alteração é proposta.

37. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O ciclo de aprovação, execução, controle e presta-
ção de contas do orçamento público apresenta uma série de etapas com suas competências.
Associe os órgãos/poderes e suas respectivas competências no ciclo orçamentário: 1.
Controle Interno. 2. Órgão Central de Contabilidade. 3. Órgão Central de Planejamento. 4.
Unidade Orçamentária.
( ) Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária.
( ) Elaboração do Quadro de Detalhamento da Despesa.
( ) Elaboração da Proposta de Programação Financeira.
( ) Execução do orçamento
( ) Acompanhamento, Avaliação e Correção de Rumos.
A associação correta é:
(A) 3 - 3 - 2 - 4 - 1;
(B) 3 - 2 - 1 - 4 - 2;
(C) 4 - 3 - 2 - 3 - 1;
(D) 4 - 3 - 2 - 2 - 1;
(E) 2 - 1 - 3 - 4 - 2.

38. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. De acordo com a Lei n.º 4.320, de 1964, não se admitirão
emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem
(A) conceder dotação para instalação de serviço anteriormente criado.
(B) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, mesmo quando provada, nesse
ponto a inexatidão da proposta.
(C) conceder dotação para funcionamento de serviço anteriormente criado.
715 Exercícios de Fixação   25

(D) conceder dotação para o início de obra, ainda que o projeto esteja aprovado pelos órgãos
competentes.
(E) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder
Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.

39. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. No que se refere às regras relativas às emendas à Lei
do Orçamento, analise as afirmativas a seguir:
I. As emendas parlamentares são permitidas somente para alteração das despesas de
custeio.
II. É obrigatória a execução das emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento da
União, no mínimo em 1,2% da receita corrente líquida prevista na Lei Orçamentária.
III. A execução das emendas individuais tratadas na EC n.º 86/2015 obedecerá ao valor
mínimo de 50% aplicado no custeio de ações e serviços públicos de saúde, exceto o
pagamento de pessoal e encargos.
É correto somente o que se afirma em:
(A) I;
(B) II;
(C) III;
(D) I e II;
(E) II e III.

40. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. A elaboração, a aprovação e a fiscalização da execução do


orçamento anual são competências, respectivamente, dos seguintes Poderes/Órgãos:
(A) Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário.
(B) Poder Executivo, Poder Legislativo e Tribunal de Contas.
(C) Tribunal de Contas, Poder Legislativo e Poder Executivo.
(D) Ministério Público, Tribunal de Contas e Poder Judiciário.
(E) Poder Executivo, Tribunal de Contas e Poder Judiciário.

41. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao processo orçamentário. A


elaboração do orçamento inicia-se com a fixação da despesa.

42. CESPE – Procurador – BA/2014. No que concerne ao projeto de lei orçamentária anual.
Admite-se a apresentação de emenda ao projeto de lei orçamentária anual, com a indica-
ção de recursos necessários, mediante a anulação de despesa referente a dotações para
pessoal e seus encargos.

43. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2013. De acordo com a LDO da União, as


propostas orçamentárias dos órgãos do Poder Judiciário e do MPU deverão ser objeto de
parecer do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público.

44. FCC – Contador – TRF3/2014. Durante os trabalhos de revisão do planejamento orçamentário


do TRF da 3.ª Região para 2014, o analista judiciário da especialidade contadoria percebeu
que não havia agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição con-
signados em dotação própria. Em razão desse fato, determinou que o estudo fosse refeito
de forma a respeitar esse agrupamento evidenciando
(A) os elementos orçamentários.
(B) as unidades orçamentárias.
26   Administração Pública I Augustinho Paludo

(C) os grupos orçamentários.


(D) as funções orçamentárias.
(E) os programas orçamentários.

45. FCC – Analista Leg. Direito – PE/2014. Ao disciplinar os projetos de leis orçamentárias,
a Constituição da República estabelece, relativamente ao poder de emenda parlamentar,
que
(A) as emendas serão apresentadas perante Comissão mista permanente, que sobre elas
emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do
Congresso Nacional.
(B) não poderá haver emendas ao projeto de lei do orçamento anual que indiquem como
recursos necessários os provenientes de anulação de despesa.
(C) não poderão ser aprovadas emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
(D) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos enquanto não iniciada a votação, na Câmara dos Deputados, da
parte cuja alteração é proposta.
(E) as emendas ao projeto de lei do plano plurianual não poderão ser aprovadas quando
incompatíveis com a lei de diretrizes orçamentárias.

Comentada 46. CEC – Contador – Palmeira/2012. Inclui-se no processo orçamentário a elaboração


e a execução do orçamento, além, é claro, da aprovação da Lei Orçamentária Anual – LOA
pelo Poder Legislativo. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta
(A) Somente o chefe do poder executivo pode apresentar emendas ao projeto de Lei Orça-
mentária Anual.
(B) O Poder executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de Lei Orçamentária
Anual até o dia 31 de agosto de cada ano.
(C) O processo orçamentário é segregado da Lei Orçamentária Anual, ou seja, não há inter-
-relacionamento entre eles.
(D) O orçamento público é contínuo e dinâmico, mas não é flexível porque deve seguir a risca
o que foi aprovado pela Lei Orçamentária do respectivo exercício.
(E) O orçamento público é contínuo, mas não é dinâmico porque não pode sofrer influência
da conjuntura econômica, política e social em sua elaboração e aprovação.

3. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

1. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. A Constituição Federal, no que se refere à


elaboração dos orçamentos, estabelece: metas e prioridades da Administração pública
federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subsequente. Essa determinação
corresponde à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

2. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias configura-


-se como um dos instrumentos de planejamento, atualmente, disponíveis para o gestor
público. A esse respeito, é correto afirmar que
(A) estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento, mas não dispõe
sobre alterações na legislação tributária.
(B) define as metas e prioridades contidas no Plano Plurianual para o exercício financeiro
dos próximos quatro anos.
715 Exercícios de Fixação   27

(C) dispõe sobre alterações na legislação tributária e estabelece as metas e prioridades para
o exercício financeiro corrente.
(D) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro seguinte e orienta a ela-
boração do Orçamento.
(E) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro dos dois anos subsequentes.

Comentada 3. FCC – ACE – TC-CE/2015. O instrumento de planejamento que deve dispor sobre
os critérios e a forma de limitação de empenho, além das condições e exigências para as
transferências de recursos a entidades públicas e privadas é
(A) o Plano Plurianual.
(B) a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) a Lei Orçamentária Anual.
(D) o Plano Nacional Orçamentário.
(E) o Anexo de Riscos Fiscais.

4. VUNESP – Contador – TJSP/2015. O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias, bem


como os orçamentos anuais serão estabelecidos pela iniciativa do Poder Executivo. A lei de
diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública
federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará
a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária
e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

5. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. A elaboração da Lei de Orçamento Anual


(LOA) deve ser orientada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), considerando que
esse processo
(A) orienta as prioridades da administração pública para o orçamento do ano corrente.
(B) prevê a realização de audiências públicas deliberativas com a sociedade civil.
(C) é de caráter facultativo, caracterizando apenas uma formalidade legal.
(D) exige atenção às metas fiscais e aos riscos fiscais previamente estabelecidos.
(E) define as ações para os gastos governamentais de longo prazo.

6. CESPE – Auditor FUB/2015. A lei de diretrizes orçamentárias promove orientações funda-


mentais na elaboração da proposta orçamentária, visto que e nesse dispositivo legal que
estão previstos os limites de gastos de cada poder.

7. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual – LOA.
A reserva de contingência é uma dotação global não especificamente destinada a deter-
minado órgão, unidade orçamentária, programa ou categoria econômica cujos recursos
serão utilizados para abertura de créditos adicionais.

8. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Com relação à lei de diretrizes orçamentá-


rias-LDO. A LDO deve conter demonstrativo da estimativa de receita e prever a compensação
da renúncia de receita.

9. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. Com relação à lei de diretrizes orçamentá-


rias-LDO. A LDO deve ser acompanhada de anexo com a avaliação dos passivos contingentes.
28   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 10. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos rela-
cionados à elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, é correto afirmar: em
obediência à disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias
será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro
e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.

11. FCC – ACE – TC-CE. Em determinado Estado da região Nordeste, foi verificado ao final do
2o bimestre de 2015, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das
metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais. Nestas
condições, de acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000, os Poderes e o Ministério
Público promoverão, nos montantes necessários, limitação de empenho e movimentação
financeira, segundo critérios fixados
(A) na Lei Orçamentária Anual.
(B) na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) no anexo de riscos fiscais.
(D) no Plano Plurianual.
(E) no decreto da execução orçamentária.

12. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Relaciona-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias


(A) organizar, em programas, as ações que resultem em incremento de bens ou serviços
que atendam às demandas da sociedade.
(B) definir com clareza as metas e prioridades da Administração, bem como os resultados
esperados.
(C) dispor sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos
programas financiados com recursos dos orçamentos.
(D) facilitar o gerenciamento da Administração, através da definição de responsabilidade
pelos resultados.
(E) estabelecer a necessária relação entre as ações a serem desenvolvidas e a orientação
estratégica de governo.

13. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias está prevista
na Constituição Federal e deve ser elaborada a partir das definições do PPA e também
orientar a elaboração da LOA. Acerca da LDO, é correto afirmar que: a LDO elaborada no
primeiro ano de mandato não é baseada em PPA previamente aprovado.

14. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. Um dos instrumentos previstos na Constituição Federal


como parte do processo de planejamento é a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que visa,
entre outras coisas, orientar a elaboração do orçamento. NÃO faz parte da Lei de Diretrizes
Orçamentárias dispor sobre:
(A) critérios e forma de limitação de empenho;
(B) despesas de capital para o exercício financeiro subsequente;
(C) equilíbrio entre receitas e despesas;
(D) política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento;
(E) programas de duração continuada.

15. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO


é o documento que faz a ligação do plano plurianual com o orçamento anual. A LDO tratará
715 Exercícios de Fixação   29

da metodologia de elaboração do orçamento e as emendas ao projeto de lei de diretrizes


orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.

16. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. As normas relativas ao controle de custos


e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos é
matéria que compete à
(A) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(B) Lei do Plano Plurianual.
(C) Lei Orgânica.
(D) Lei do Plano Diretor.
(E) Lei do Orçamento Anual.

17. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Tendo em vista as normas que regem o orçamento
público. A LDO orienta a elaboração da LOA e auxilia na coerência entre o PPA e a LOA.

18. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. A respeito do ciclo e sistema orçamentário.


Na LDO, constam os limites para a elaboração das propostas orçamentárias do Ministério
Público.

19. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. Sobre o ciclo de Planejamento no Setor Público. A LDO é o
documento componente do Planejamento Público responsável pela direção na elaboração
do orçamento. A relação de programas que serão executados a integra. Por meio dela se
estabelecem as metas e prioridades, alterações na legislação tributária, além de dispor
sobre dívida pública e despesas com pessoal, entre outras.

20. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. A Lei de Responsabilidade Fiscal ampliou o


significado e a importância da Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO que passou a dispor
sobre: Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas
financiados pelos orçamentos; e Condições e exigências para transferências de recursos
a entidades públicas e privadas.

21. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O Poder Judiciário da União necessitou acionar
o mecanismo de controle de limitação de empenhos estabelecidos na Lei de Responsabi-
lidade Fiscal − LRF. Os critérios e a forma para que isso seja feito devem estar previstos
na Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO.

22. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. A respeito da Lei de Diretrizes Orçamentárias
é correto afirmar que
(A) antecede o Plano Plurianual, estabelecendo as diretrizes, objetivos e metas da Adminis-
tração para o ciclo correspondente.
(B) condiciona a Lei Orçamentária Anual, estimando as receitas e fixando as despesas para
o exercício subsequente.
(C) obedece aos parâmetros fixados no Plano Plurianual e na Lei Orçamentária, constituindo
instrumento de monitoramento e gestão.
(D) orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual, estabelecendo metas e prioridades para
o exercício subsequente.
(E) substitui a Lei Orçamentária Anual quando a mesma não tenha sido aprovada até a data
limite fixada na Constituição Federal.
30   Administração Pública I Augustinho Paludo

23. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Conforme estabelecem a Constituição Federal e a


LRF, a Lei de Diretrizes Orçamentárias deve apresentar metas e prioridades para o ano
seguinte, alterações na legislação tributária, anexo de compatibilidade com as metas de
resultado primário e nominal e reserva de contingência.

24. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Acerca da LDO. O teor da lei de diretrizes orça-
mentárias compreende as metas e prioridades da administração pública federal, orienta a
elaboração da lei orçamentária anual e dispõe sobre as alterações na legislação tributária.

Comentada 25. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A Lei de Diretrizes Orçamentárias


compreenderá as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de
capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de
aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Comentada 26. FCC – Analista Administrativo – TRE-CE/2012. O artigo 7.º do Decreto-lei n.º 200/67
cita que a ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvol-
vimento econômico-social do País e a segurança nacional. A institucionalização tornou-se
compulsória na Constituição Federal de 1988 no artigo 165, em que a integração entre o
planejamento e o orçamento se dá por meio da Lei
(A) do Plano Plurianual.
(B) da Responsabilidade Fiscal.
(C) do Orçamento Anual.
(D) de Diretrizes Orçamentárias.
(E) da Ficha Limpa.

27. FCC – Administrador – Defensoria-SP/2015. Os instrumentos de planejamento público


estão previstos na Constituição Federal, entre eles, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. As
emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, segundo a Constituição Federal,
não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o Plano Plurianual.

28. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre a LDO. Consoante o atual ordenamento
jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias
vigem simultaneamente.

29. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. A respeito do ciclo e sistema orçamentá-


rio. Entre os assuntos tratados nos anexos de riscos fiscais da LDO, tem-se a evolução do
patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios.

30. FGV – Administrador – FUNARTE/2014. Sobre orçamento público. O documento que contém
as metas do orçamento anual, em consonância com o Plano Plurianual, é a Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

31. CETRO – Administrador FP – MEC/2014. Baseando-se nos conceitos de Planejamento e


seus níveis, é correto afirmar que a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
se enquadra no nível de planejamento estratégico.
715 Exercícios de Fixação   31

32. CETRO – Administrador FP – MEC/2014. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é de


periodicidade anual, de hierarquia especial e sujeita a prazos e ritos peculiares de trami-
tação. O encaminhamento para discussão e aprovação do Congresso Nacional do Projeto
de Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser feito no prazo de até 8 meses e meio antes do
encerramento do exercício financeiro.

33. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. O resultado primário é um conceito de dé-


ficit público que visa medir o esforço fiscal feito pelo governo dentro de um dado intervalo
de tempo, incluindo no cálculo o efeito de déficits ou superávits passados sobre o esforço
fiscal feito no período sob análise.

34. FGV – Administrador – FUNARTE/2014. Superávit primário é o resultado positivo de todas


as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros. Nas contas
do governo, o chamado déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo.

35. CESPE – Economista – ENAP/2015. Com relação a déficit e necessidade de financiamento


público. O resultado primário avalia se o governo está ou não atuando dentro de seus limites
orçamentários, ou seja, contribuindo para a redução ou elevação do endividamento do setor
público. Existem duas formas de apuração dos resultados supracitados: são os chamados
critérios abaixo da linha e acima da linha. O critério abaixo da linha registra o desempenho
fiscal do governo mediante a apuração dos fluxos de receitas e despesas orçamentárias
em determinado período.

4. Plano Plurianual (PPA)

Conceito, Regionalização e Vigência

1. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. A Constituição Federal, no que se refere à


elaboração dos orçamentos, estabelece: diretrizes, objetivos e metas da Administração
pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes. Essa determinação
corresponde ao Plano Plurianual.

Comentada 2. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. O instrumento de planejamento pelo qual devem


ser previstos os objetivos, diretrizes e metas da Administração pública para as despesas
relativas aos programas de duração continuada é o
(A) Plano Plurianual.
(B) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) Lei Orçamentária Anual.
(D) Plano Diretor.
(E) Anexo de Riscos Fiscais.

3. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O Plano Plurianual (PPA) é considerado uma


inovação na Constituição Federal de 1988 em termos de orçamento, que estabeleceu seus
objetivos e conteúdos. Acerca do PPA, avalie as afirmativas a seguir. I. O PPA deve estabele-
cer metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital
para o exercício financeiro subsequente. II. Os critérios de regionalização dos objetivos das
32   Administração Pública I Augustinho Paludo

políticas a serem definidas no PPA devem ser regulamentados em Lei Complementar. A


primeira afirmativa está errada e a segunda está certa.

4. FGV – Administrador – TJ-RO/2015. Um dos objetivos da elaboração do Plano Plurianual é:


(A) avaliar efeito das renúncias de receitas e os respectivos mecanismos compensatórios;
(B) definir as diretrizes relativas aos programas de duração continuada;
(C) definir as metas e prioridades da administração pública federal;
(D) estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento;
(E) orientar a elaboração do orçamento de investimento das empresas estatais.

5. AOCP – Administrador – Uberlândia/2015. O ciclo orçamentário é composto pelo Plano Plu-


rianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. Referente ao assunto,
o período de definição das prioridades do governo no Plano Plurianual é de quatro anos.

6. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. O plano plurianual - instrumento de planejamento


de médio prazo do governo federal - estabelece objetivos e metas para despesas de capi-
tal, incluindo-se despesas decorrentes necessárias a investimentos a serem realizados
durante mais de um exercício financeiro.

7. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. A respeito do sistema de planejamento e


orçamento previstos na Constituição Federal de 1988. A regionalização do plano plurianual
fornece informações relacionadas à distribuição das metas estipuladas para cada objetivo
especificado, podendo também ser a expressão regional do quadro atual a ser modificado
pelo objetivo e deve ser expressa em macrorregiões ou estados.

8. VUNESP – Analista PP e Gestão – PMSP/2015. A respeito do Plano Plurianual (PPA), da Lei


de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA), assinale a alternativa
correta.
(A) O PPA estrutura ações de Estado para quatro anos e orienta processos anuais via LDO e
LOA.
(B) O PPA, a LDO e a LOA são instrumentos de planejamento orçamentário criados no Decreto
Lei n.º 200/67.
(C) O PPA norteia a elaboração da LOA que, por sua vez, norteia a elaboração da LDO.
(D) O PPA é lei proposta pelo poder legislativo a cada quatro anos.
(E) O PPA é instrumento de planejamento correspondente aos mandatos governamentais.

9. FGV – Auditor – CGE – MA/2014. Acerca do Plano Plurianual, analise a afirmativa: A lei que
instituir o Plano Plurianual estabelecerá as diretrizes, os objetivos e as metas da Administração
Pública, de forma regionalizada.

10. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. Sobre o ciclo de Planejamento no Setor Público. O PPA integra o
Planejamento Público para 4 anos. Nele estão presentes os programas e seus indicadores,
as ações e suas metas. Possui uma dimensão estratégica apoiada, em grande parte, na
campanha eleitoral.

11. COPESE – Administrador – MP-TO/2013. Sobre a estrutura orçamentária no Brasil é cor-


reto afirmar, que o Projeto de Lei do PPA deve conter as diretrizes, objetivos e metas da
administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e
para as relativas aos programas de duração continuada.
715 Exercícios de Fixação   33

12. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. O plano plurianual estabelece, de forma


regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo governo, ao longo
de um período de quatro anos e tem vigência a partir do segundo ano de um mandato até o
final do primeiro ano do mandato seguinte.

13. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013. O Plano Plurianual consiste em plane-


jamento estratégico de médio prazo, que contém os projetos e atividades que o governo
pretende realizar, ordenando as suas ações e visando à consecução de objetivos e metas a
serem atingidos. Sua vigência é de quatro anos, iniciando-se no segundo exercício finan-
ceiro do mandato do Chefe do Executivo e terminando no primeiro exercício financeiro do
mandato subsequente.

Comentada 14. CESPE – Analista Administrativo – TRT10/2013. Acerca do PPA. Em virtude das
fortes diferenças regionais existentes no país, a CF impôs a regionalização do PPA com
base na divisão tradicional das cinco regiões brasileiras.

15. FGV – Administrador FUNARTE/2014. Conforme disposto no Artigo 165 da Constituição


Federal, o Poder Executivo deve elaborar e apresentar, na forma de projeto de lei, plano
onde são estabelecidas as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo governo,
com vigência de 4 anos e início no 2º ano do mandato. Esse plano é denominado Plano de
Governo Integrado.

16. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. Segundo a Constituição Federal, as diretrizes, objetivos e
metas da Administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e
para as relativas aos programas de duração continuada serão estabelecidas na lei
(A) de diretrizes orçamentárias, cujo projeto será encaminhado ao Congresso Nacional até
15 de abril de cada ano.
(B) orçamentária anual, com vigência de 12 meses, a partir de 1o de janeiro de cada ano.
(C) do plano plurianual, para vigência até o final do segundo exercício financeiro do mandato
presidencial subsequente.
(D) de diretrizes orçamentárias, com vigência de 12 meses, passando a vigorar a partir de
1o de julho de cada ano.
(E) do plano plurianual, de 4 anos o período de vigência, passando a vigorar a partir do se-
gundo ano de mandato presidencial.

17. CONSULPLAN – Administrador – ALAGOAS/2014. O Processo de Planejamento Integrado no


Brasil, também conhecido como Processo de Planejamento-Orçamento, consubstancia-se
através de instrumentos. O Plano Plurianual é um plano de médio prazo, através do qual
procura-se ordenar as ações do governo que levem ao atingimento dos objetivos e metas
fixados para um período de quatro anos, a nível do governo federal, e também de quatro
anos a nível dos governos estaduais e municipais.

Demais Aspectos do PPA

18. FGV – Analista Administrativo – TJ-Piauí/2015. O Plano Plurianual (PPA) é um dos instru-
mentos de planejamento e gestão pública do país, em formato de Lei, que segue um processo
34   Administração Pública I Augustinho Paludo

de elaboração e aprovação com características específicas. A respeito desse processo, é


correto afirmar que:
(A) o PPA é encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de janeiro do primeiro ano do mandato
presidencial;
(B) a tramitação ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que irá examinar e emitir
parecer sobre o PPA, além de exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária;
(C) um grupo de parlamentares é designado como relator do PPA na Comissão Mista de
Planos e Orçamentos Públicos (CMO) e deverá emitir Parecer Preliminar;
(D) o Parecer Preliminar é submetido à deliberação, em separado, primeiro na Câmara dos
Deputados e depois no Senado Federal;
(E) os Congressistas podem solicitar destaque para a votação em separado de emendas,
com o objetivo de modificar os pareceres aprovados na CMO.

19. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. No âm-
bito do plano plurianual, a iniciativa expressa o que deve ser feito, refletindo as situações
a serem alteradas pela implementação de um conjunto de ações, com desdobramento no
território.

20. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal. O plano
plurianual deve ser integrado por um anexo de política fiscal, em que serão estabelecidos
os objetivos e as metas plurianuais de política fiscal a serem alcançados durante o período
de vigência do plano, demonstrando isso a compatibilidade deste com as premissas e os
objetivos das políticas econômica nacional e de desenvolvimento social.

Comentada 21. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Segundo a CF, a peça do sistema de planeja-
mento e orçamento federal que condiciona a elaboração dos planos e programas nacionais,
regionais e setoriais é o PPA.

22. CESPE – Analista TI – MEC/2015. Com relação ao planejamento plurianual-PPA. O PPA


2012–2015 do governo federal foi definido utilizando-se a concepção de programas temá-
ticos, e esses foram organizados em objetivos detalhados por meio de metas e iniciativas.

23. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveis ao


orçamento público. Ao reconhecer-se, ao final de um bimestre, a frustração na realização
da receita, pode ser necessário rever as metas fiscais estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias (LDO), uma vez que, dependendo das dimensões do problema, o descumpri-
mento de tais metas poderia comprometer também o cumprimento dos objetivos do plano
plurianual (PPA). Isso evidencia que, mesmo durante a execução do orçamento anual, é
possível e por vezes necessário promover alterações na LDO e no PPA.

24. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. Atualmente, o plano
plurianual organiza-se em categorias denominadas ações, com foco na organização da
atuação do governo nos níveis estratégicos e táticos.

25. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O Plano Plurianual (PPA) é considerado uma
inovação na Constituição Federal de 1988 em termos de orçamento, que estabeleceu
seus objetivos e conteúdos. Acerca do PPA, avalie a afirmativa a seguir: A avaliação do
715 Exercícios de Fixação   35

cumprimento das metas previstas no Plano Plurianual é competência exclusiva do Poder


Legislativo.

26. FGV – Analista Administrativo – TJ-PIAUÍ/2015. O Plano Plurianual (PPA) é um dos ins-
trumentos de planejamento e gestão pública do país, em formato de Lei, que segue um
processo de elaboração e aprovação com características específicas. A respeito desse
processo, é correto afirmar que:
(A) o PPA é encaminhado ao Congresso Nacional até 31 de janeiro do primeiro ano do mandato
presidencial;
(B) a tramitação ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que irá examinar e emitir
parecer sobre o PPA, além de exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária;
(C) um grupo de parlamentares é designado como relator do PPA na Comissão Mista de
Planos e Orçamentos Públicos (CMO) e deverá emitir Parecer Preliminar;
(D) o Parecer Preliminar é submetido à deliberação, em separado, primeiro na Câmara dos
Deputados e depois no Senado Federal;
(E) os Congressistas podem solicitar destaque para a votação em separado de emendas,
com o objetivo de modificar os pareceres aprovados na CMO.

27. FGV – Administrador Legislativo – Caruaru/2015. O Plano Plurianual – PPA estabelecerá as


diretrizes, objetivos e metas da administração para as Despesas de Capital e outras delas
decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada. A esse respeito,
analise as afirmativas a seguir. I. Para que seja aprovada modificação da LOA, as emendas
devem ser compatíveis somente com o PPA. II. Os Poderes Legislativos, Executivo e Judici-
ário manterão sistema de controle interno para avaliar o cumprimento das metas previstas
no plano plurianual. III. Para que uma despesa de capital possa ser realizada, caso uma
execução ultrapasse um exercício financeiro, deverá ela ser incluída, previamente, no plano
plurianual ou em prévia lei que autorize e fixe o montante das dotações que anualmente
constarão do orçamento durante o prazo de sua vigência.
(A) somente a afirmativa I estiver correta.
(B) somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(C) somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(D) somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
(E) todas as afirmativas estiverem corretas.

28. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre o PPA como instrumento de pla-
nejamento no setor público brasileiro, é correto assegurar que os programas no âmbito
do PPA constituem a dimensão estratégica do plano como instrumentos de organização
da ação dos governos e das organizações públicas, com exceção dos programas de apoio
administrativo.

29. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre o PPA como instrumento de pla-
nejamento no setor público brasileiro, é correto assegurar que como um instrumento
de planejamento tático e indicativo no sistema de planejamento-orçamento previsto na
Constituição Federal, o PPA não dispensa o estabelecimento de diretrizes e de prioridades
estratégicas para os governos e as organizações públicas.

30. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Na CF, é prevista, para áreas específicas, a ela-
boração de planos nacionais de desenvolvimento, que, por sua importância, seguem uma
dinâmica própria, independentemente de adequação ao PPA.
36   Administração Pública I Augustinho Paludo

31. CESPE – ACE – TCU/2013. De acordo com a legislação em vigor, toda ação finalística do
governo federal deve ser estruturada em programas orientados para a consecução dos
objetivos estratégicos definidos para o período do plano. Os programas serão estabelecidos
em atos próprios de cada ente da Federação, mas deverão privilegiar a descentralização,
a integração com estados e municípios e a formação de parcerias com o setor privado.

32. CESPE – Administrador PF/2014. Acerca do PPA. A contextualização do programa temático


no âmbito do plano plurianual deve incluir a interpretação completa e objetiva da temática
tratada, as oportunidades e os desafios associados, os contornos regionais que a política
pública deverá assumir e as transformações que se deseja realizar.

Comentada 33. CESPE – Analista Contábil – TRT10/2013. Sobre o PPA. Além de programas destina-
dos exclusivamente a operações especiais, o PPA integra as políticas públicas e organiza
a atuação governamental, por meio de programas temáticos e de gestão, manutenção e
serviços ao Estado.

34. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. A respeito do ciclo e sistema orçamentário.


No âmbito federal, o projeto de lei do PPA deve ser encaminhado pelo Poder Executivo ao
Poder Legislativo até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro.

35. CETRO – Administrador – FP-MEC/2014. Sobre o plano plurianual. É correto afirmar que o
Plano Plurianual (PPA) serve para orientar o Estado e a sociedade no sentido de viabilizar
os objetivos da República.

5. Ciclo Orçamentário

1. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Cada uma das opções seguintes apresenta algumas
das fases do ciclo orçamentário ampliado previsto na CF em vigor. Assinale a opção em que
as fases apresentadas, embora não estejam em ordem de sucessão imediata, estejam em
ordem lógica progressiva de acontecimento no referido ciclo, considerando que as siglas
PPA e LDO, sempre que utilizadas, se referem ao plano plurianual e à lei de diretrizes
orçamentárias.
(A) proposição de metas e prioridades para a administração e da política de alocação de re-
cursos pelo Poder Executivo; elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo;
execução dos orçamentos aprovados
(B) formulação do PPA pelo Poder Executivo; apreciação, adequação e autorização legislativa
para a formulação da LDO; proposição de metas e prioridades para a administração e da
política de alocação de recursos pelo Poder Executivo
(C) elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo; apreciação e adequação do
planejamento plurianual pelo Poder Legislativo; execução dos orçamentos aprovados
(D) formulação do PPA pelo Poder Executivo; avaliação da execução e julgamento das contas;
apreciação e adequação da LDO pelo Poder Legislativo
(E) elaboração da proposta de orçamento pelo Poder Executivo; apreciação, adequação e
autorização legislativa; proposição de metas e prioridades para a administração e da
política de alocação de recursos pelo Poder Executivo.
715 Exercícios de Fixação   37

2. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário. O


controle externo da execução orçamentária realizada pelo MDIC constitui atribuição da
Controladoria-Geral da União, conforme previsão constitucional.

3. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário. A dura-


ção do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário
não coincide com o ano civil.

4. FCC – Contador – TRT16/2014. Entendendo o ciclo orçamentário como a sequência das etapas
desenvolvidas pelo processo orçamentário, com relação ao projeto de lei orçamentária,
nos termos da Constituição Federal, no âmbito da União, é correto afirmar que
(A) será elaborado pelo Poder Legislativo e apreciado até quatro meses antes do encerra-
mento do exercício financeiro e remetido ao Executivo para sanção até o encerramento
da sessão legislativa.
(B) será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e
devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa.
(C) será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro
e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.
(D) estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração
pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas
aos programas de duração continuada.
(E) os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamen-
tária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, para atender
somente as despesas imprevisíveis e urgentes.

5. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários. No


Brasil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo, dinâmico e flexível, em
que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público.

Comentada 6. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários.


Dada a importância da integração entre planejamento e orçamento para o bom funciona-
mento da administração pública, é previsto na CF um ciclo de planejamento e execução do
plano orçamentário integralmente constituído pelo PPA e pela LDO.

7. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. O processo orçamen-


tário brasileiro é direcionado principalmente por três leis distintas: o plano plurianual
com maior vigência, a lei de diretrizes orçamentárias em conjunto com o anexo de metas
e riscos fiscais e, por fim, a lei orçamentária anual, na qual se incluem o orçamento fiscal,
o da seguridade social e o de investimentos das empresas.

8. FCC – ACE – TC-CE. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patri-


monial das entidades da Administração direta e indireta será exercida mediante o controle
externo e pelo sistema de controle interno de cada Poder. No âmbito do Estado do Ceará,
uma auditoria de natureza patrimonial em determinada secretaria estadual, por iniciativa
da Assembleia Legislativa, será realizada pelo Tribunal de Contas do Estado.

9. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Considere a seguinte legenda: PPA – Plano


Plurianual; LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias; LOA – Lei Orçamentária Anual. I. Cri-
38   Administração Pública I Augustinho Paludo

térios e forma de limitação de empenho na hipótese legal. II. Normas relativas ao controle
de custos e à avaliação de resultados dos programas financiados com recursos dos orça-
mentos. III. Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades
públicas e privadas.
Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, esses conteúdos de planejamento
devem constar, respectivamente, de
(A) LDO, LOA e PPA.
(B) LOA, LOA e LDO.
(C) LDO, LDO e LOA.
(D) LOA, LDO e PPA.
(E) LDO, LDO e LDO.

10. FCC – TCE – TC-CE/2015. A iniciativa para a elaboração do Plano Plurianual – PPA, da Lei
de Diretrizes Orçamentárias – LDO e da Lei Orçamentária Anual – LOA é
(A) do Poder Executivo.
(B) do Poder Legislativo.
(C) do Poder Judiciário.
(D) dos Poderes Executivo e Legislativo.
(E) dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

11. FGV – Administrador – Defensoria-MT/2015. Com relação às Leis de iniciativa do Poder


Executivo, assinale V para afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública, disporá sobre as
alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.
( ) A LOA tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a programação das des-
pesas para o exercício financeiro.
( ) O PPA tem como função estabelecer, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e
metas da administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes
e para as relativas aos programas de duração continuada.
As afirmativas são, respectivamente,
(A) F, V e V.
(B) V, V e V.
(C) F, F e V.
(D) F, V e F.
(E) V, V e F.

Comentada 12. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. O processo orçamentário (ciclo) é visto
como autossuficiente, já que a primeira etapa do ciclo se renova anualmente a partir de
resultados e definições constantes de uma programação de longo prazo.

Comentada 13. FGV – Contador – INEA-RJ/2013. Com relação ao planejamento e às peças do orça-
mento público, assinale a afirmativa correta.
(A) A LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa,
não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos
da lei.
715 Exercícios de Fixação   39

(B) A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo


as despesas de capital para os exercícios financeiros subsequentes, orientará a elabo-
ração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
(C) A lei que instituir o PPA estabelecerá, de forma generalizada, as diretrizes, objetivos
e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

14. FGV – Administrador – TJRO/2015. Conforme orientações da legislação aplicável, a despesa


pública é executada em estágios, devidamente registrados pelos sistemas de contabilidade,
para fins de controle e prestação de contas da execução orçamentária. Acerca do primeiro
estágio de execução da despesa orçamentária, é correto afirmar que: em casos previstos
em lei, é permitido sem que haja disponibilidade de crédito.

15. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. A associação da atividade de planejamento ao


orçamento público, passando este a ser elaborado por meio de um conjunto de três leis
distintas, porém harmônicas entre si, é determinada pelo art. 165 da CF, de 1988. O nome
das leis e a sequência correta em que ocorrem é:
(A) diretrizes orçamentárias; responsabilidade fiscal; plano plurianual.
(B) diretrizes orçamentárias; plano plurianual; orçamentos anuais.
(C) plano plurianual; responsabilidade fiscal; diretrizes orçamentárias.
(D) plano plurianual; diretrizes orçamentárias; orçamentos anuais.
(E) diretrizes orçamentárias; orçamentos anuais; plano plurianual.

16. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Considerando o Plano Plurianual – PPA, a Lei de Dire-
trizes Orçamentárias-LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA, é correto afirmar que:
(A) O PPA evidencia, para 4 anos, programas de duração continuada; O Legislativo não entra
em recesso sem antes aprovar a LDO; O orçamento anual – LOA pode autorizar operações
de crédito por antecipação da receita.
(B) O PPA apresenta as despesas de capital para os próximos 4 anos; A LDO apresenta cri-
térios para subvencionar entidades do 3.º setor; A LOA evidencia as formas de limitação
de empenho caso haja queda na receita prevista.
(C) O PPA concede autorização para aumentar a remuneração dos servidores; A LDO permite
que o Município custeie serviços da competência da União; A LOA contém o orçamento
de investimento das empresas estatais.
(D) O PPA apresenta gastos decorrentes dos novos investimentos; A LDO prevê horas extras
quando superado o limite prudencial da despesa com pessoal; O Legislativo não entra
em recesso sem antes aprovar a LOA.
(E) O PPA sinaliza as alterações na política tributária; A LDO agrega o orçamento da segu-
ridade social; A LOA deve estar compatível com o PPA e a LDO.

17. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a programação e execução orçamentária


e financeira. O acompanhamento e controle da execução orçamentária objetivam garantir o
cumprimento das metas fiscais estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias mediante
a utilização de mecanismos de elevação da receita e diminuição da despesa.

18. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito do controle da execução orça-


mentária. A fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e
40   Administração Pública I Augustinho Paludo

valores públicos, é uma modalidade de controle que trata da observância de normas e de


determinações legais da gestão.

Comentada 19. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Sobre o ciclo orçamentário. O Or-


çamento Público é elaborado de acordo com as seguintes fases: elaboração, aprovação,
execução e avaliação.

20. FCC – Auditor – TC-SP/2013. Consoante artigo 165 da Constituição Federal há três leis
orçamentárias, todas de iniciativa do Executivo: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes
Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Sobre elas, é correto afirmar: São anuais
as Leis de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual. O projeto da Lei de Diretrizes
Orçamentárias deve ser encaminhado ao Poder Legislativo até oito meses e meio antes
do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do
primeiro período da sessão legislativa.

21. VUNESP – Analista Administrativo – DCTA/2013. De acordo com o Ato das Disposições Cons-
titucionais Transitórias da CF/88, os prazo de envio, pelo poder executivo ao legislativo,
de a) 4 meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato (31 de
agosto); b) 8 meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15 de abril); e
c) 4 meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de agosto), correspondem,
respectivamente, aos projetos de PPA, LDO e LOA.

22. FCC – Analista Administrativo – TRT23/2011. Em relação ao ciclo orçamentário, é correto


afirmar que o órgão responsável pela consolidação do projeto da Lei Orçamentária Anual
é o Ministério da Fazenda, através da Secretaria do Tesouro Nacional.

23. CESPE – Analista Administrativo – TRE-BA/2010. Julgue o item acerca do orçamento público
no Brasil: O processo orçamentário é autossuficiente: cada etapa do ciclo orçamentário
envolve elaboração e aprovação de leis independentes umas das outras.

24. CETRO – Administrador FP – MEC/2014. Baseando-se no artigo 165 da Constituição Federal


de 1988, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa certa. É correto afirmar: I.
A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes,
objetivos e metas da Administração Pública federal para as despesas de capital e outras
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. II. A Lei de
Diretrizes Orçamentárias orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre
as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
financeiras oficiais de fomento.

6. Receita Pública

Conceitos e Aspectos Gerais

Comentada 1. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O conceito orçamentário de receita está


associado à disponibilidade de recursos financeiros durante o exercício orçamentário,
715 Exercícios de Fixação   41

enquanto o conceito contábil de receita relaciona-se a aumentos nos benefícios econômicos


durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou
diminuição de passivos, que resultem em aumento do patrimônio líquido.

2. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Para a doutrina, receita não se confunde com ingresso,
porque ingresso compreende toda quantia recebida pelos cofres públicos, seja restituível
ou não, enquanto que receita é toda entrada ou ingresso definitivo de dinheiro aos cofres
públicos.

3. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Em relação a receita pública. As receitas


públicas correspondem aos ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado, ao
passo que as receitas orçamentárias representam entradas compensatórias sujeitas à
autorização legislativa.

4. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. De acordo com a categoria


econômica, o superávit do orçamento corrente é considerado fonte de receita corrente do
Estado.

5. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito de orçamento público. A vinculação legal


entre recurso e objeto é restrita ao exercício de ingresso do recurso, sendo desfeita no
exercício subsequente.

6. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Os recursos obtidos por meio de operações de


crédito por antecipação da receita integram o cômputo geral das receitas orçamentárias
demonstradas no balanço financeiro.

7. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Referentes a conceitos e normas aplicáveis à


receita pública. Empréstimos tomados pelo poder público para atender eventuais insufici-
ências de caixa, até que se regularize o fluxo de receitas previstas, representam entradas
compensatórias e, como tal, são ingressos extraorçamentários.

8. FGV – Contador – PGE-RO/2015. Na elaboração do orçamento, a conceituação e a previsão


adequada de receitas são consideradas fatores significativos, pois são determinantes na
fixação dos limites de despesas, uma vez que nem todas as receitas arrecadadas durante
o exercício podem ser destinadas para a cobertura das despesas. Uma característica
exclusiva das receitas extraorçamentárias é que:
(A) constituem receitas não efetivas;
(B) decorrem da exploração do patrimônio público;
(C) não constam na Lei Orçamentária;
(D) possuem caráter transitório;
(E) representam disponibilidades de recursos.

9. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito dos ingressos de recursos. Uma


operação de crédito por antecipação de receita orçamentária (ARO) constitui em ingresso
de recurso ao erário, devidamente classificado na modalidade compensatória.

10. CONSULPLAN – Analista Administrativo – TRE-MG/2013. Os ingressos de recursos finan-


ceiros nos cofres do Estado denominam-se Receitas Públicas. Ingressos Extraorçamentá-
rios são recursos financeiros de caráter temporário, em que o Estado é mero depositário
42   Administração Pública I Augustinho Paludo

desses recursos, que constituem passivos exigíveis e cujas restituições não se sujeitam à
autorização legislativa.

11. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. Observadas as exceções circunscritas


em lei e considerado o fluxo de ingresso dos recursos, o excesso orçamentário aprovado
na programação orçamentária deve ser classificado como uma receita orçamentária.

12. CESPE – Contador – STJ/2015. Com relação a administração financeira e orçamentária. Se


determinado cidadão efetuar um pagamento ao Tesouro Nacional que, embora seja devido,
ainda não tenha sido previsto na lei orçamentária anual, esse ingresso financeiro deverá
ser classificado como receita orçamentária.

13. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. A respeito da realização de operações de crédito pelos es-
tados. As receitas de operações de crédito realizadas pelo estado em determinado exercício
financeiro não podem superar o montante das despesas de capital constantes do projeto
de lei orçamentária do mesmo ano, ainda que existam créditos adicionais aprovados pelo
Poder Legislativo.

14. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com relação ao orçamento público e à atuação do governo
na economia. Se determinado órgão público realizar operação de crédito, sem oferecer
como garantia sua receita futura, e receber recursos não previstos no orçamento em de-
corrência dessa operação, os ingressos serão classificados como receita orçamentária.

Comentada 15. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. A respeito o orçamento público. As


receitas intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas
pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para
posterior devolução.

16. CESPE – ACE – TCU/2013. Na consolidação das contas nacionais, a Secretaria do Tesouro
Nacional excluirá as operações intergovernamentais, para evitar dupla contagem de des-
pesas, receitas, ingressos e dispêndios do setor público.

17. CONSULPLAN – Analista Administrativo – TRE-MG/2013. Os ingressos de recursos finan-


ceiros nos cofres do Estado denominam-se Receitas Públicas. Operações Intraorçamen-
tárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública
integrantes do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social do mesmo ente
federativo, por isso, não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do
ente, mas apenas movimentação de receitas entre seus órgãos.

18. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da alocação de recursos e


classificação orçamentária. Considere que, no edital de licitação para venda de ativos de
determinado ente público da administração direta, conste a obrigatoriedade de depósitos
em caução por parte dos interessados. Nesse caso, esses valores deverão ser considerados
ingressos extraorçamentários, visto que são recursos financeiros de caráter temporário
e relativos a valores não componentes da lei orçamentária.
715 Exercícios de Fixação   43

19. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O reconhecimento da receita pode se dar em


momentos distintos. Uma receita de origem tributária exemplificada pelo Imposto sobre
a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA deve ser reconhecida:
(A) sob o enfoque orçamentário, quando o tributo for recolhido aos cofres da entidade com-
petente;
(B) sob o enfoque orçamentário, quando o tributo for lançado em favor da fazenda pública;
(C) sob o enfoque patrimonial, quando o tributo for arrecadado pelos agentes competentes;
(D) sob o enfoque patrimonial, quando o tributo for lançado, a partir da identificação do sujeito
tributário e do valor devido;
(E) sob os enfoques orçamentário e patrimonial, no momento da arrecadação do tributo.

20. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. Acerca de receita pública. No setor público
adota-se o regime de caixa para a apuração da receita corrente líquida.

21. FGV – Contador – PGE-RO/2015. O MCASP dispõe que o reconhecimento da receita orça-
mentária ocorre no momento da arrecadação, enfoque que tem por objetivo evitar que a
execução das despesas orçamentárias ultrapasse a arrecadação efetiva. Não podem ser
reconhecidas como orçamentária: cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar;
depósitos em garantia; operações de crédito por antecipação de receita; superávit financeiro
apurado no balanço patrimonial.

22. VUNESP – Analista Administrativo – SAEG/2015. A Lei do Orçamento n.º 4.320/64, diz em
seu artigo 3.º que ela compreenderá todas as receitas, incluindo as autorizadas em lei.
Enquadra-se como receita
(A) operações de crédito
(B) subvenções por transferências
(C) dotações globais
(D) transferências globais
(E) contribuições por transferências
Classificações da Receita

23. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. Compete
ao órgão setorial de planejamento e orçamento estabelecer as classificações orçamentárias
da receita e da despesa das unidades orçamentárias sob sua jurisdição.

24. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Em relação à receita. A classificação da receita


quanto à natureza visa identificar a origem do recurso que ingressa nos cofres públicos
segundo o fato gerador, servindo para análise do impacto dos investimentos governamentais
na economia.

25. CESPE – Administrador – ENAP/2015. No que diz respeito a receita e despesas públicas. Se
determinada entidade da administração pública realizar venda de mercadorias inerentes
à sua atividade principal, então o produto da venda deverá ser classificado como receita
de serviços.

26. FGV – Administrador – TJ-RO/2015. As receitas públicas arrecadadas por meio da explo-
ração de atividades econômicas pela administração pública, decorrentes de rendas do
patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos, de
44   Administração Pública I Augustinho Paludo

prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários são


denominadas:
(A) derivadas;
(B) extraorçamentárias;
(C) permutativas;
(D) originárias;
(E) primárias.

27. CESPE – Administrador – ENAP/2015. No que diz respeito a receita e despesas públicas. O
mecanismo de classificação de recursos por fonte tem por objetivo identificar a destinação
dos recursos arrecadados.

28. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Distinguir a pere-


nidade da fonte de recurso é fundamental ao planejamento orçamentário, por isso a norma
vigente, para operacionalizar o indicador de resultado primário, classifica a receita em
periódica ou extraordinária.

29. CESPE – Auditor – FUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias.


Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital,
abrangendo estas ultimas as operações de credito, a alienação de bens, a amortização de
empréstimos, as transferências de capital e outras receitas de capital.

30. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da estrutura programática,


econômica e organizacional para alocação de recursos, e classificação orçamentária. Na
classificação orçamentária da receita, o superávit do orçamento corrente, resultante do
confronto do total de receitas correntes deduzidas todas as despesas de mesma categoria,
deverá ser determinado como receita orçamentária corrente.

31. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da estrutura programática,


econômica e organizacional para alocação de recursos, e classificação orçamentária. Se,
na elaboração da previsão de receitas, ao levantar o histórico da arrecadação da contri-
buição para o financiamento da seguridade social (COFINS), o analista identificar aumentos
consecutivos nessa arrecadação, ele terá subsídios para sugerir aumento da previsão de
arrecadação de receitas tributárias para o exercício seguinte.

32. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da estrutura programática, eco-


nômica e organizacional para alocação de recursos, e classificação orçamentária. No que
diz respeito à classificação da receita pública, os recursos decorrentes de multas e juros
de mora aplicados como penalidades pela inobservância de normas serão classificados
como receitas tributárias.

33. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A principal característica que diferencia receitas correntes
de receitas de capital é: ambas têm o poder de aumentar a disponibilidade financeira do Estado,
porém, as receitas de capital, na sua maioria, não provocam efeitos sobre o patrimônio líquido.

Comentada 34. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito da integração entre a origem e a


destinação dos recursos arrecadados pelo Estado no processo orçamentário federal, é
correto afirmar:
(A) a natureza de receita orçamentária busca identificar a origem do recurso segundo seu
fato gerador enquanto a fonte/destinação de recursos possui a finalidade de identificar
o destino da sua aplicação.
715 Exercícios de Fixação   45

(B) a fonte/destinação indica a origem dos recursos segundo seu agente financiador enquanto
a natureza da despesa orçamentária possui finalidade precípua de indicar a classificação
econômica do gasto.
(C) a natureza da receita orçamentária busca identificar a origem dos recursos segundo o
fato de natureza tributária enquanto a fonte/destinação indica a instituição responsável
pela aplicação.
(D) a natureza de receita orçamentária vincula os recursos ao fato gerador enquanto a função,
o programa de governo e a fonte/destinação indicam as áreas em que devem ser aplicados.
(E) a fonte/destinação vincula os recursos às áreas de atuação do Estado enquanto a natureza
da receita orçamentária vincula os fatos geradores ao setor produtivo do qual provêm os
recursos.

35. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre o conceito de tributo, suas classificações e suas
espécies, é correto afirmar que as espécies tributárias são, legal e constitucionalmente,
imposto, taxa, contribuição de melhoria, contribuição social, contribuição de intervenção
no domínio econômico, contribuição de interesse de categoria econômica ou profissional
e contribuição de iluminação pública.

36. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre o conceito de tributo, suas classificações e suas
espécies, é correto afirmar que a espécie tributária “taxa” pode ter como fato gerador,
legal e constitucionalmente, o exercício regular do poder de polícia ou a utilização, efetiva
ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à
sua disposição, desde que, em qualquer caso, a respectiva base de cálculo não seja idêntica
àquelas que correspondam a qualquer espécie de imposto.

37. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. Na lei orçamentária, para o exercício de 2015, de deter-
minado Município da região nordeste, entre outras, consta a previsão de arrecadação de
impostos inscritos na dívida ativa, no valor de R$ 2.680.000,00. Com relação ao detalha-
mento das Categorias Econômicas das Receitas Orçamentárias, a arrecadação de impostos
inscritos na dívida ativa é classificada na Origem de receita: outras receitas correntes.

38. FCC – Técnico Controle Externo – TC-CE/2015. As receitas imobiliárias, amortização de


empréstimos concedidos e operações de crédito são classificadas, respectivamente, como
receitas
(A) patrimonial, patrimonial e de capital.
(B) patrimonial, de capital e de capital.
(C) de capital, transferências correntes e de capital.
(D) de capital, patrimonial e patrimonial.
(E) patrimonial, transferências correntes e de capital.

39. FCC – Auditor – TCE-AM/2015. O Governo do Estado, no mês de julho de 2015, repassou ao
Município de Floresta Negra, o valor de R$ 250.000,00, destinados à aquisição de compu-
tadores para as escolas públicas municipais. Sob o aspecto orçamentário, o valor recebido
pelo Município será contabilizado como
(A) receita de transferência intraorçamentária.
(B) despesa de capital-investimento.
(C) receita de transferência de capital.
(D) ativo não circulante.
(E) ativo imobilizado.
46   Administração Pública I Augustinho Paludo

40. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre receitas públicas. Receitas correntes, está correto
afirmar que: não decorrem de uma mutação patrimonial, e, portanto, são consideradas
receitas efetivas.

41. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. Na classificação orçamentária da receita pública, cha-


mamos de receita patrimonial aquela
(A) proveniente das contribuições de interesse das categorias profissionais ou econômicas.
(B) obtida pelo Estado quando este aplica recursos em inversões financeiras, ou as rendas
provenientes de bens de propriedade do Estado.
(C) resultante da ação direta do Estado em atividades comerciais, industriais ou agropecu-
árias.
(D) gerada de recursos financeiros recebidos de outras entidades públicas ou privadas e que
se destinam a cobrir despesas correntes.
(E) proveniente de atividades caracterizadas pelas prestações de serviços financeiros.

42. VUNESP – Contador – TJ-SP/2015. As receitas de operações de crédito; de alienação de


bens móveis e imóveis; e de amortização de empréstimos concedidos serão classificadas
como receitas de capital.

43. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. A classificação das receitas e despesas


públicas em originárias e derivadas, que não é normatizada pela legislação, restringe-se
ao estudo acadêmico do orçamento, não sendo utilizada como classificador oficial da receita
pública.

44. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca de receitas públicas. Se determinado


órgão público tiver recebido rendimentos sobre aplicações de disponibilidades em opera-
ções de mercado, então a receita correspondente a esses rendimentos será classificada
como receita patrimonial.

45. FCC – Analista Administrativo – TRT16/2014. Com relação à Receita, a Lei n.º 4.320/64
prevê os seguintes critérios de classificação: I. Receitas Correntes; II. Alienação de Bens;
III. Recursos Condicionados; IV. Transferências de Capital.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e III.
(B) II e III.
(C) II e IV.
(D) I, II e IV.
(E) I, II e III.

46. FCC – Contador – TRF3/2014. O TRF da 3.ª Região alienou bem imóvel integrante do seu
patrimônio. A receita derivada dessa operação pode ser aplicada
(A) no pagamento de encargos sociais.
(B) na aquisição de papel sulfite.
(C) no pagamento de despesas com conservação de bens imóveis.
(D) no repasse de valores a instituições públicas de caráter assistencial sem fins lucrativos.
(E) na aquisição de computadores.
715 Exercícios de Fixação   47

Comentada 47. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Acerca da receita pública. Segundo
as categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas em receitas correntes ou
receitas de capital.

Comentada 48. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Sobre os procedimentos contábeis orçamentários,


está correta a alternativa
(A) O código de fonte/destinação de recursos, para a receita orçamentária, tem a finalidade
de indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas orça-
mentárias. Para a despesa orçamentária, indica a origem dos recursos que estão sendo
utilizados.
(B) Destinação Ordinária é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos,
em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pelos mandamentos legais.
(C) O controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser
feito somente durante a execução orçamentária.

Etapas e Estágios da Receita Pública

49. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere a programação e execução do orçamen-


to, despesa e receita públicas. Se determinado tributo for pago após seu vencimento, a
apuração e a aplicação da multa de mora cabível deverão ser feitas durante o estágio do
lançamento da receita.

50. FGV – Administrador – FUNARTE/2014. A respeito da receita pública, analise: os três está-
gios da realização da receita orçamentária são lançamento, arrecadação e recolhimento.

51. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. É o ato da repartição competente que verifica a proce-
dência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta. Trata-se
(A) do planejamento.
(B) do lançamento.
(C) do recolhimento.
(D) do registro.
(E) da cobrança.

52. FCC – Auditor – TCE-AM/2015. A Lei Federal n.º 4.320 foi promulgada em 1964, vários
anos antes, portanto, da promulgação do Código Tributário Nacional. Por sua vez, o ato
de lançamento definido na referida Lei é essencialmente diferente, tanto em forma, como
em substância, do procedimento de lançamento definido no CTN. Sob a óptica do Direito
Financeiro, e de acordo com o que estabelece a Lei Federal n.º 4.320/1964, o lançamento
da receita é ato do contribuinte ou da repartição competente e tem por finalidade verificar
a procedência do crédito fiscal, verificar a existência de causas extintivas desse crédito e
inscrever o débito desse devedor.

53. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. A receita pública pode ser definida a partir da perspectiva
de alteração nos elementos componentes da estrutura patrimonial. Considerando a re-
lação com a execução orçamentária, para verificação do impacto patrimonial da receita
orçamentária, é necessário observar o estágio do (a):
(A) arrecadação;
48   Administração Pública I Augustinho Paludo

(B) empenho;
(C) lançamento;
(D) liquidação;
(E) recolhimento.

54. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. No que tange à cronologia, as etapas da receita orçamen-
tária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando em consideração
o modelo de orçamento existente no país e a tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem
sistemática dessa cronologia é
(A) previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento.
(B) orçamento, fixação, cobrança e recebimento.
(C) planejamento, fixação, contabilização e recolhimento.
(D) previsão, orçamento, arrecadação e recebimento.
(E) planejamento, lançamento, execução e pagamento.

55. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. No que diz respeito à previsão da receita pública, prevista
na LRF: as previsões de receita considerarão os efeitos das alterações na legislação.

56. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. Os ingressos de recursos financeiros nos


cofres do Estado denominam-se Receitas Públicas. As etapas da receita orçamentária são
planejamento e execução. Na execução, a realização da receita se dá em três estágios: o
lançamento, a arrecadação e o recolhimento. Sendo a arrecadação a transferência dos
valores arrecadados à conta específica do Tesouro, observando-se o Princípio da Unidade
de Tesouraria ou de Caixa.

57. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Em relação a receita pública. A arrecadação,


um dos estágios da receita pública, caracteriza-se pela transferência ou pelo depósito das
obrigações dos contribuintes em favor do Tesouro Nacional.

58. CESPE – Administrador – MJ/2013. Acerca da receita pública. O recolhimento, que é o último
estágio da execução da receita orçamentária, deve obedecer ao princípio da unidade de
caixa.

Dívida Ativa e Fundos

59. VUNESP – Contador – TJ-SP/2015. São os créditos da Fazenda Pública de natureza tributá-
ria ou não tributária, exigíveis em virtude do transcurso do prazo para pagamento. Esses
créditos são cobrados por meio da emissão de determinada certidão da Fazenda Pública
da União, inscrita na forma da lei, com validade de título executivo. Isso confere a essa
certidão caráter líquido e certo, embora se admita prova em contrário. O texto trata de
receita proveniente da dívida ativa.

60. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Em relação à dívida ativa. A dívida ativa
corresponde aos créditos da fazenda pública, tributários ou não, que, não pagos nos ven-
cimentos, são inscritos em registro próprio, após apuradas sua liquidez e certeza.
715 Exercícios de Fixação   49

61. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Assinale a opção correta a respeito da dívida ativa.
(A) No caso da União, a dívida ativa será apurada pela Controladoria-Geral da União.
(B) A inscrição em dívida ativa dá-se por ausência de liquidez do respectivo valor.
(C) A dívida ativa representa débitos do ente público junto a terceiros.
(D) A dívida ativa é realizada no mesmo regime contábil das demais receitas públicas.
(E) A inscrição em dívida ativa é condição necessária à respectiva execução.

62. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Referentes a conceitos e normas aplicáveis à


receita pública. A inscrição de um crédito em dívida ativa se configura como um fato contábil
modificativo aumentativo para o ente público como um todo, pois faz surgir um ativo que
não existia.

63. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere a programação e execução do orçamento,


despesa e receita públicas. Ao receber recursos decorrentes do pagamento de parcela da
dívida ativa, o órgão público não deve proceder à baixa do ativo correspondente ao pagamento,
uma vez que a consolidação patrimonial ocorreu no momento da inscrição da dívida.

64. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Os créditos relativos à dívida ativa devem ser escritu-
rados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas rubricas, e
se dividem em naturezas
(A) pública e privada.
(B) orçamentária e financeira.
(C) mobiliária e imobiliária.
(D) patrimonial e extrapatrimonial.
(E) tributária e não tributária.

65. FGV – Contador – PGE-RO/2015. A dívida ativa é o conjunto de créditos tributários e não
tributários em favor da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento. Tais
créditos são objeto de controle pelos entes governamentais, em suas respectivas com-
petências. Considerando aspectos legais e contábeis relativos à dívida ativa, dispostos no
MCASP, é correto afirmar que:
(A) a inscrição do crédito em dívida ativa constitui fato contábil modificativo, pois altera o
valor do patrimônio líquido;
(B) custas processuais são um exemplo de créditos inscritos em dívida ativa tributária;
(C) em decorrência das prerrogativas jurídicas para cobrança da dívida ativa, o registro de
perdas esperadas é facultativo;
(D) somente podem ser encaminhados para inscrição em dívida ativa os créditos vencidos
anteriormente reconhecidos como créditos a receber.
(E) o recebimento de créditos inscritos em dívida ativa gera reconhecimento de variação
patrimonial aumentativa;

66. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Será inscrito em Dívida Ativa o valor que
corresponder a
(A) obrigações ou direitos decorrentes de ações judiciais.
(B) obrigações com prazo reconhecido.
(C) créditos tributários por transcurso de prazo.
(D) créditos não tributários de exercícios anteriores.
(E) créditos fiscais previstos em lei específica.
50   Administração Pública I Augustinho Paludo

67. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. A Dívida Ativa é composta por todos os créditos do ente
público,
(A) de natureza tributária apenas, sendo incluídos no mês seguinte ao fato que os gerou.
(B) de natureza não tributária apenas, sendo incluídos no mês seguinte ao fato que os gerou.
(C) de natureza tributária apenas, depois de esgotado o prazo fixado para pagamento.
(D) sejam eles de natureza tributária ou não tributária, depois de esgotado o prazo fixado
para pagamento.
(E) sejam eles de natureza tributária ou não tributária, sendo incluídos no mês seguinte ao
fato que os gerou.

68. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. A dívida ativa, por ser uma fonte potencial de
fluxos de caixa com impacto positivo gerado pela recuperação de valores, espelha créditos
a receber, portanto deve ser contabilmente reconhecida no ativo.

69. CESPE – Contador – PF/2014. Acerca da Dívida Ativa. Qualquer recebimento de dívida ativa
tributária ou não tributária será registrada no SIAFI como receita orçamentária, o que gera
uma variação patrimonial aumentativa em função do regime contábil da competência.

70. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. Os valores inscritos em dívida ativa de natureza
tributária devem compreender: o principal, a atualização monetária, os juros, e a multa.

7. Despesa Pública

Conceitos e Aspectos Gerais

Comentada 1. CESPE – Administrador – ENAP/2015. No que diz respeito a receita e despesas pú-
blicas. Sob o enfoque patrimonial, a despesa pública é definida como um decréscimo nos
benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redu-
ção de ativos ou incremento em passivos que resulte em decréscimo do patrimônio líquido.

2. CONSULPLAN – Administrador – ALAGOAS/2014. Acerca da despesa pública. A Despesa


Pública corresponde a todo gasto, previsto na lei orçamentária ou em lei especial, efe-
tuado pelos entes governamentais para manutenção dos serviços de custeio da máquina
administrativa, aplicação em investimento ou pagamento de dívidas.

3. CESPE – Analista Gestão Financeira – INPI/2013. Acerca das despesas. A despesa orça-
mentária pode ser definida como aquela que depende de autorização legislativa, na forma
de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada.

4. CONSULPLAN – Analista Administrativo – TRE-MG/2013. Acerca da despesa pública. A


despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o funcio-
namento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade.

5. FCC – Procurador – TCM – RJ/2015. Sobre despesas públicas. Despesas públicas são
dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento
dos serviços públicos.
715 Exercícios de Fixação   51

6. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis


à despesa pública. No balanço orçamentário do encerramento do exercício, consideram-
-se como executadas tanto as despesas liquidadas como as empenhadas e não liquidadas,
inscritas em restos a pagar não processados.

7. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. Em setembro de 2015, um Tribunal Regional do


Trabalho anulou uma despesa empenhada em agosto de 2015 para a aquisição de computa-
dores no valor de R$ 18.000,00. Sabendo que a despesa não foi liquidada e que o fornecedor
não entregará a mercadoria, o valor de R$ 18.000,00 da despesa anulada deverá ser
(A) remanejado para despesas correntes em 2015.
(B) revertido à dotação de despesa de capital em 2015.
(C) considerado como receita corrente em 2015.
(D) considerado como receita de capital em 2015.
(E) considerado como receita de capital em 2016.

8. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca da despesa pública e execução orçamentária. São


despesas extraorçamentárias os desembolsos realizados tanto para pagamento das ope-
rações de crédito por antecipação de receita quanto para satisfação das dívidas inscritas
em restos a pagar.

9. VUNESP – Analista Financ. – Orçam. – ARARAS/2015. O grupo econômico de capital, que


representa despesas fixadas e especificadas na lei de créditos adicionais e previamente
autorizadas pelo povo, formado por investimentos, inversões financeiras, amortização da
dívida interna e amortização da dívida externa e outras, é classificado como despesas
(A) orçamentárias.
(B) extraorçamentárias.
(C) tributárias.
(D) derivadas.
(E) por mutações econômicas.

Comentada 10. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2013. No encerramento do exercício,


as despesas podem apresentar-se como: empenhadas, liquidadas e pagas; empenhadas,
liquidadas e não pagas; e empenhadas, não liquidadas e não pagas.

11. Augustinho Paludo/2016. Despesa pública consiste na aplicação de recursos públicos


objetivando realizar as finalidades do Estado. São gastos públicos (autorizados por lei)
realizados para assegurar o custeio da máquina pública e os investimentos, e atender às
necessidades da coletividade previstas no orçamento.

12. CONSULPLAN – Agente Administrativo – OLINDA/2015. Sobre despesa pública, analise a


afirmativa: o regime contábil orçamentário aplicado ao setor público é o regime misto.

Classificações da Despesa

Comentada 13. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. No que se refere às classificações


orçamentárias, são essenciais à programação, à execução, ao acompanhamento, ao controle
e à avaliação da atividade financeira do Estado.
52   Administração Pública I Augustinho Paludo

14. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. As inversões financei-


ras, a amortização, os juros e encargos da dívida são grupos de despesas orçamentárias
vinculadas à categoria econômica de despesas correntes.

15. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a sistema e processo de orça-
mentação, classificações orçamentárias, estrutura programática e créditos ordinários e
adicionais. As categorias de programação são identificadas por programas, projetos, ativi-
dades ou operações especiais e seus respectivos subtítulos. O projeto, em particular, deve
constar de cada uma das diversas esferas orçamentárias a que pertence, sob programas
diversos.

16. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A classificação funcional da despesa procura responder


basicamente à seguinte indagação:
(A) de que forma os recursos públicos serão aplicados.
(B) em que área territorial serão aplicados os recursos.
(C) qual a amplitude da ação governamental que será realizada.
(D) em que áreas de despesa a ação governamental será realizada.
(E) em que instituição ou ministério serão alocados os recursos.

17. FCC – Contador – TRE-Amapá/2015. De acordo com a Lei n.º 4.320/64, em um governo
estadual classificam-se como despesas de custeio as dotações para
(A) aquisição de computadores para os órgãos públicos.
(B) desenvolvimento de um novo software contábil.
(C) amortização da dívida fundada.
(D) aquisição de material de consumo.
(E) transferências legais para governos municipais.

18. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a programação e execução orçamentária


e financeira. Se o Ministério do Planejamento decidir transferir ao Ministério da Fazenda
a execução de determinada ação relacionada com servidores públicos federais lotados no
exterior, deverá realizar um destaque antes de a despesa ser feita.

19. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a sistema e processo de orça-
mentação, classificações orçamentárias, estrutura programática e créditos ordinários e
adicionais. Um aspecto na classificação orçamentária por fontes de recursos é o estabe-
lecimento de uma vinculação entre a origem e a aplicação de determinados recursos, de
tal modo que estes tenham uma destinação exclusiva. Isso pode, eventualmente, provocar
ociosidade ou escassez de recursos para financiar determinadas ações.

20. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis
à despesa pública. Uma transferência efetuada pela União a um município, para aquisição
de equipamentos médicos, é uma despesa de capital efetiva, de forma que não se exige
contrapartida do município.

21. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O campo
destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e deve ser associado à ação
orçamentária.
715 Exercícios de Fixação   53

22. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a programação e execução orçamentária


e financeira. No âmbito do sistema integrado de planejamento e orçamento, as reservas
de contingências devem estar vinculadas à ação geradora da despesa e são identificadas
por um dígito específico.

Comentada 23. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. A classificação funcional busca informar basica-
mente em que área de despesa a ação governamental será realizada. Considerando que a
classificação funcional é representada por cinco dígitos, é correto afirmar que os
(A) dois primeiros relativos às funções e os três últimos às subfunções.
(B) três primeiros relativos ao projeto e os dois últimos ao elemento de despesa.
(C) dois primeiros relativos ao órgão orçamentário e os três últimos à unidade orçamentária.
(D) três primeiros relativos às funções e os dois últimos às subfunções.
(E) dois primeiros relativos ao programa e os três últimos à ação de governo.

24. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de outra
pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Sobre as
despesas públicas, é correto afirmar: as dotações para despesas as quais não corresponda
contraprestação direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito público ou privado são
transferências correntes.

25. FGV – Contador – PGE-RO/2015. ‘Área de ação governamental em que a despesa será re-
alizada’ e ‘Responsabilização pela execução de uma despesa’ são itens respectivamente
associados às seguintes classificações da despesa orçamentária:
(A) por elemento e funcional;
(B) funcional e institucional;
(C) funcional e programática;
(D) por natureza e programática;
(E) programática e institucional.

26. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. A classificação da


despesa pública por esfera orçamentária objetiva definir se o gasto será executado dire-
tamente pela União ou se será transferido para outros entes da Federação.

27. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. As ações executadas
por diversos órgãos, sem contemplar as especificidades dos setores aos quais estas ações
estão vinculadas, devem ser padronizadas a partir do critério multissetorial.

28. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da estrutura programática,


econômica e organizacional para alocação de recursos, e classificação orçamentária.
Caso um prefeito, no primeiro ano de seu mandato, ao elaborar o plano plurianual, nele
inclua a construção de escola de ensino fundamental para aumentar a oferta de vagas à
população local, essa construção deverá ser qualificada, na classificação programática,
como atividade, visto que ela está relacionada com a manutenção das ações do governo.

29. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para ad-
ministração orçamentária. De acordo com a classificação funcional da despesa pública,
são consideradas ações as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da
Federação, bem como as transferências a pessoas físicas e jurídicas na forma de subsídios.
54   Administração Pública I Augustinho Paludo

30. FCC – ACE – TC-CE. Durante o exercício de 2014 o Governo do Estado do Ceará teve despesas
com a manutenção de serviços anteriormente criados, a exemplo da adaptação de bens
imóveis. Essas despesas devem ser classificadas como
(A) de capital.
(B) imobiliárias.
(C) subvenções econômicas.
(D) transferências correntes.
(E) de custeio.

Comentada 31. FCC – ACE – TC-CE. O departamento de contabilidade e orçamento da Assembleia


Legislativa do Estado Eldorado do Norte está instalado em um imóvel alugado. No mês de
junho de 2015, a Assembleia adquiriu este imóvel pelo valor de R$ 850.000,00. Nos termos
da Lei Federal n.º 4.320/64, a despesa é classificada como
(A) investimento.
(B) patrimonial.
(C) imobiliária.
(D) inversões financeiras.
(E) imobilizado.

32. FCC – ACE – TC-CE. O secretário estadual de transportes autorizou a contratação de uma
empresa para executar serviços de manutenção e conservação das rodovias estaduais.
Considerando a classificação da despesa por estrutura programática, quando se emitir a
nota de empenho a despesa deve onerar uma dotação orçamentária relativa a uma ação
de governo classificada como atividade.

33. FGV – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Uma das classificações da despesa pública prevista em
lei é a classificação funcional, que corresponde ao maior nível de agregação das diversas
áreas de atuação do setor público. Essa classificação está detalhada na Portaria MOG nº
42/1999, que define as funções e subfunções. Acerca dessa classificação, analise as afir-
mativas a seguir:
I. A execução da despesa por função e subfunção deve ser divulgada bimestralmente
pelo Poder Executivo como anexo do Relatório Resumido de Execução Orçamentária.
II. A subfunção agrega um determinado subconjunto de despesas e identifica a natureza
básica das ações que se aglutinam em torno das funções.
III. As subfunções devem ser combinadas apenas com as funções às quais estão relacio-
nadas na Portaria MOG nº 42/1999.
É correto somente o que se afirma em:
(A) I;
(B) II;
(C) III;
(D) I e II;
(E) II e III.

34. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. As despesas de custeio que possuem por carac-
terística o fato de não produzirem qualquer acréscimo patrimonial e sim gerarem, por
consequência, a diminuição no patrimônio são destinadas
(A) para despesas, às quais não corresponda contraprestação direta em bens e serviços.
(B) à manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive para atender a obras de
conservação e adaptação de bens imóveis.
715 Exercícios de Fixação   55

(C) para aquelas despesas não consignadas na lei do orçamento.


(D) para aquelas despesas consignadas na lei do orçamento.
(E) à aquisição de imóveis ou de bens de capital já em utilização e não geram serviços que
contribuem para o acréscimo do PIB.

35. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. As despesas ordinárias e extraordinárias são clas-


sificadas segundo a sua
(A) afetação patrimonial.
(B) competência institucional.
(C) regularidade.
(D) categoria econômica.
(E) natureza.

36. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. As despesas por mutações patrimoniais não provo-
cam alteração no patrimônio líquido do Estado, uma vez que possuem como fundamento
um fato contábil permutativo, constituindo-se em alterações compensatórias por meio
de mudanças nos elementos patrimoniais. Por esse fato, são consideradas também como
despesas não efetivas.

37. CESPE – Administrador – PF/2014. Acerca de orçamento público e planejamento. O plano


orçamentário é obrigatório para todas as ações que tenham sido aglutinadas na passagem
de um exercício financeiro para outro.

38. CESPE – Administrador – PF/2014. As atividades, os projetos e as operações especiais devem


ser detalhados na estrutura programática em subtítulos, não podendo haver alterações de
sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas, a não ser que sejam feitas por meio
de projeto de lei que altere a lei orçamentária anual.

39. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Relativos à classificação das despesas públi-
cas. A aquisição de um prédio para instalação de órgão público deve ser classificada como
despesa de capital — inversões financeiras.

40. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com relação ao orçamento público. De


acordo com as especificidades das ações orçamentárias de governo existentes, a padro-
nização dessas ações pode ser local ou interfederativa.

Comentada 41. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com referência ao processo de


orçamentação público no Brasil. A estrutura programática da despesa pública definida
para a LOA deve ser a mesma para todos os entes da Federação, devido aos objetivos de
consolidação das contas públicas.

42. CESPE – ACE – TCU/2013. De acordo com a legislação em vigor, toda ação finalística do
governo federal deve ser estruturada em programas orientados para a consecução dos
objetivos estratégicos definidos para o período do plano. Os programas serão estabelecidos
em atos próprios de cada ente da Federação, mas deverão privilegiar a descentralização,
a integração com estados e municípios e a formação de parcerias com o setor privado.

43. CESPE – ACE – TCU/2013. A concessão de um empréstimo pelo ente é classificada como
investimento. Já a amortização de outro empréstimo anteriormente obtido constitui in-
56   Administração Pública I Augustinho Paludo

versão financeira. E os juros sobre o empréstimo obtido constituem uma transferência de


capital.

44. CONSULPLAN – Administrador – ALAGOAS/2014. A cerca da despesa pública. A amortização


de dívida por ente público e o pagamento de juros decorrentes de dívida da administração
pública correspondem, respectivamente, a uma Despesa Orçamentária de Capital e uma
Despesa Orçamentária Corrente.

45. FCC – AFCE – TCE-PI/2014. Tendo em vista a classificação econômica da despesa, eis um
ponto de divergência entre a Portaria SOF/STN no 163/2001 e a Lei n.º 4.320/1964. A Por-
taria determina que o orçamento possa se deter na modalidade de aplicação da despesa;
a Lei quer que a classificação abranja o elemento de despesa.

46. FCC – Analista Administrativo – TRT2/2014. Considere as despesas de um Tribunal Regional


do Trabalho a seguir, e classifique quanto à categoria econômica:
(A) aquisição de veículos para uso na prestação de serviços: investimento.
(B) tarifas de energia elétrica, água e esgoto referentes ao prédio utilizado na prestação de
serviços à sociedade: despesas correntes.
(C) gasolina automotiva: despesas de custeio.
(D) serviços de terceiros (pessoa jurídica) relativos à aquisição e manutenção periódica do
sistema de ar condicionado: despesa corrente.
(E) aquisição de microcomputadores e impressoras: despesa corrente.

47. FGV – Administrador – AL-MT/2014. Sobre despesas públicas. São exemplos de despesas
classificadas como extraorçamentárias os pagamentos de consignações de folha de pessoal
e restos a pagar.

48. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. Um Órgão Público realizou a compra de ambulâncias para
o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. A função, a categoria econômica da despesa e
o grupo a que pertence são, respectivamente,
(A) saúde, de capital e investimentos.
(B) saúde, corrente e investimentos.
(C) assistência social, de capital e investimentos.
(D) assistência social, corrente e inversões financeiras.
(E) transporte, corrente e outras.

49. CEPERJ – Analista CE – SEFAZ-RJ/2013. No que diz respeito ao orçamento público, é cor-
reto afirmar que o menor nível de categoria de programação é o subtítulo, sendo utilizado,
exclusivamente, para especificar a localização física da ação.

50. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Acerca de Classificações da Despesa. A


estratégia para a realização da despesa está presente na modalidade de aplicação.

Comentada 51. CEPERJ – Analista CE – SEFAZ-RJ/2013. Durante o exercício financeiro vigente,


uma Secretaria de Estado, com base na sua dotação orçamentária, realizou uma despesa
em atendimento a um determinado programa de trabalho de sua responsabilidade. Após
cumprir todas as etapas da execução da despesa, fez o devido registro, utilizando, na oca-
715 Exercícios de Fixação   57

sião, a codificação 4.4.90.52.00. O segundo dígito, representado pelo número quatro, e o


quinto e o sexto dígitos, formando o número 52, representam na estrutura da classificação
da natureza da despesa, respectivamente: o grupo da despesa e o elemento de despesa.

Etapas e Estágios da Despesa Pública

52. Augustinho Paludo/2016. As “etapas” da despesa pública são novidades trazidas pelos
Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento da STN/SOF, e não se
confundem com os “estágios” da despesa definidos pela Lei n.º 4.320/1964.

53. CONSULPLAN – Agente Adm. – Olinda/2015. A despesa orçamentária possui, de acordo


com as normas vigentes, etapas que devem ser cumpridas pela administração, uma delas
é o planejamento. Compreende o planejamento da despesa orçamentária, EXCETO:
(A) Licitação.
(B) Empenho.
(C) Fixação da despesa.
(D) Movimentação de créditos.

54. CONSULPLAN – Agente Adm. – Olinda/2015. Acerca da despesa pública analise a afirmativa:
Os estágios da despesa orçamentária são: empenho, liquidação e lançamento.

55. FGV – Auditor – TJ-PIAUÍ/2015. A execução da despesa pública se processa em estágios


específicos, cujos registros subsidiarão a elaboração de relatórios de acompanhamento e
prestação de contas. Um mecanismo presente na execução da despesa orçamentária das
entidades públicas é a abertura de créditos adicionais, que se relaciona ao estágio do (a):
(A) empenho;
(B) fixação;
(C) previsão;
(D) liquidação;
(E) pagamento.

56. CESPE – AGU/2015. Acerca da despesa pública. O empenho, que é estágio da despesa pú-
blica, não se confunde com a nota de empenho, pois nem todo empenho possui uma nota
de empenho emitida.

57. CESPE – AGU/2015. Acerca da despesa pública. Em regra, todos os empenhos podem ser
anulados, excepcionando-se dessa regra apenas o empenho feito em caráter global.

58. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. Um Tribunal Regional Eleitoral recebeu de um


fornecedor, em 19/10/2015, material de escritório no valor de R$ 100.000,00 referente à
despesa empenhada em setembro de 2015. Em 19/10/2015, a conferência do material de
escritório recebido com o contrato e a nota fiscal respectivos é realizada no estágio da
despesa de
(A) licitação.
(B) empenho.
(C) lançamento.
58   Administração Pública I Augustinho Paludo

(D) liquidação.
(E) recolhimento.

59. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. O setor de contabilidade de uma Prefeitura do Estado


da Paraíba verificou que houve o direito adquirido por um credor com base em documentos
que comprovam o respectivo crédito. Essa fase da despesa é denominada liquidação.

60. CESPE – AGU/2015. Acerca da despesa pública. O estágio da despesa pública que tem por
finalidade o comprometimento de parte do orçamento público aprovado com determinado
gasto é chamado de liquidação.

61. CESPE – AGU/2015. Acerca da despesa pública. É na fase do pagamento da despesa que a
lei prevê a juntada de atestado por parte do responsável, servidor público, de que o serviço
foi prestado ou o bem ou mercadoria foi entregue como contratado.

62. CESPE – Auditor – FUB/2015. Quanto a execução financeira e orçamentária e estágios da


despesa e receita publica. O empenho deve ser classificado como uma das duas possibi-
lidades: o ordinário, no qual o valor exato da despesa e conhecido, ou por estimativa, em
que não se pode determinar previamente o montante preciso da despesa.

63. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Analise a opção a respeito da gestão e uso da receita e da reali-
zação da despesa orçamentária da União. O Empenho na modalidade global destina-se à realização
de despesa cujo montante é previamente conhecido e o pagamento é realizado de uma só vez.

64. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Considere os seguintes atos administrativos:


I. O TRE/SE planejou a compra de computadores. II. Após obedecidos os trâmites legais, foi
definido o fornecedor. III. Foi emanado ato por autoridade competente que criou para o TRE/
SE a obrigação de pagamento. IV. Foi verificado o direito adquirido pelo credor, tendo por base
a nota fiscal de fornecimento dos computadores, comprobatória do respectivo crédito. V. Foi
exarado despacho por autoridade competente, determinando o pagamento da despesa.
A fase da despesa conhecida como “liquidação” ocorreu no ato especificado no item IV.

65. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Sobre a despesa pública é correto afirmar que
(A) é vedada sua realização sem prévio empenho, salvo no sistema de suprimento de fundos.
(B) é vedado o empenhamento por estimativa.
(C) a liquidação somente ocorrerá após realizado o regular pagamento.
(D) não se fará adiantamento de numerário a servidor em alcance nem se já responsável por
um adiantamento.
(E) em casos especiais previstos na legislação específica, é dispensada a emissão da nota
de empenho.

66. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Tendo em vista a execução do gasto público, é correto
afirmar que empenhar significa deduzir o gasto do saldo da dotação própria.

67. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Determinada prefeitura verificou, na entrega dos


materiais adquiridos, que o credor não cumpriu os requisitos previstos no instrumento
contratual. Nesse caso, dentre as opções abaixo, a providência a ser tomada será
(A) a anulação do valor empenhado, apenas.
(B) o estorno do pagamento e o cancelamento da liquidação.
715 Exercícios de Fixação   59

(C) o cancelamento da liquidação da despesa, apenas.


(D) o estorno da liquidação e a anulação do empenho.
(E) o estorno do pagamento, apenas.

68. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. O ato emanado de autoridade competente


que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição
é definido legalmente como
(A) empenho da despesa.
(B) compromisso financeiro.
(C) liquidação da despesa.
(D) subscrição pública.
(E) garantia de pagamento.

Comentada 69. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. A execução da despesa orçamentária


deve passar pelos seguintes estágios:
(A) fixação, empenho, liquidação e pagamento.
(B) empenho, liquidação e pagamento.
(C) empenho, subempenho, liquidação e pagamento.
(D) dotação, fixação, empenho, liquidação e pagamento.
(E) empenho global, empenho estimativo e pagamento.

70. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. Sobre despesa pública. A verificação do direito ad-
quirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo
crédito, configura a liquidação.

71. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. A liquidação tem por finalidade reconhecer ou apurar:
1. a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação; 2. a origem e o objeto do
que se deve pagar; e 3.
(A) o empenho ordinário.
(B) o empenho global.
(C) o empenho por estimativa.
(D) a extinção das obrigações relacionadas às despesas de caráter esporádico ou excepcional.
(E) a importância exata a pagar.

72. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. Na entrega dos recursos equivalentes à dívida líquida
ao credor, mediante ordem bancária ou ordem de pagamento, caracterizada pelo despacho
exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga, devendo ser
observado o devido processamento dos documentos pelo setor da contabilidade, tem-se
o pagamento.

73. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. Sobre despesa pública. Para cada ato será emitido um
documento denominado “nota de empenho”, que indicará o nome do credor, a especificação
e a importância da despesa.

74. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. O empenho da despesa é o ato emanado de autoridade


competente que cria para o Estado obrigação de pagamento. O ato de empenhar deduz o
seu valor da dotação orçamentária, tornando a quantia empenhada indisponível para nova
aplicação.
60   Administração Pública I Augustinho Paludo

75. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. Para os órgãos que adotam a prática de pré-empenho,
o objetivo é
(A) consignar um documento de fixação orçamentária, visando à realização de determinada
despesa.
(B) obter autorização do poder legislativo para o poder executivo, mediante a fixação de
dotações orçamentárias aprovadas na Lei Orçamentária Anual – LOA.
(C) obter autorização do poder executivo para o poder legislativo, mediante a fixação de
dotações orçamentárias aprovadas no orçamento-programa.
(D) efetivar uma reserva de dotação orçamentária, visando à realização de determinada
despesa.
(E) efetivar uma reserva de fixação orçamentária, visando à realização de determinado
empenho.

76. FGV – Administrador – AL-MT/2014. Correlacione as colunas a seguir, e assinale a alter-


nativa que apresenta a sequência correta.

1. Empenho ordinário; 2. Empenho global; 3. Empenho estimativo; 4. Liquidação; 5. Pagamento


( ) fato em que a Administração Pública reconhece o recebimento do material adquirido
ou serviço prestado.
( ) ato orçamentário para despesas com pagamento parcelado.
( ) ato orçamentário destinado a aquisições de valores não conhecidos previamente, como
os gastos com energia elétrica.
( ) fato de extinção da obrigação com fornecedor de bens ou serviços para a administração
pública.
( ) tipo de aquisição para valor conhecido e pagamento único.
(A) 1 – 3 – 2 – 4 – 5
(B) 2 – 1 – 4 – 3 – 5
(C) 3 – 4 – 2 – 5 – 1
(D) 5 – 3 – 1 – 2 – 4
(E) 4 – 2 – 3 – 5 – 1

Dívida Pública

77. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis
à despesa pública. As operações de crédito contraído pelo poder público integram a dívida
pública fundada, independentemente do prazo de amortização, desde que a receita cor-
respondente conste do respectivo orçamento.

78. FCC – ACE – TC-CE. Nos termos da LRF, o montante total, apurado sem duplicidade, das
obrigações financeiras do Estado do Ceará assumidas em virtude de contratos é denominada
(A) dívida pública consolidada.
(B) dívida pública mobiliária.
(C) operação de crédito.
(D) refinanciamento da dívida pública.
(E) obrigações públicas consolidadas.

79. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. Para a elaboração do Demonstrativo da Dívida


Consolidada Líquida – DCL, não é necessário incluir os valores correspondentes a:
715 Exercícios de Fixação   61

(A) Dívidas precatórias posteriores a 05.05.2000.


(B) Obrigação financeira vencida e anteriormente enquadrada na Dívida Consolidada.
(C) Operações equiparadas às operações de crédito com prazo superior a 12 meses.
(D) Operações por Antecipação de Receita – ARO.
(E) Operações de crédito cujas receitas tenham constado do Orçamento.

80. FCC – ACE – TC-CE. A Lei Complementar n.º 101/2000 estabeleceu diversas regras relacio-
nadas especificamente com a atividade do Banco Central do Brasil, dentre as quais podem
ser destacadas as que estabelecem o seguinte: A dívida relativa à emissão de títulos de
responsabilidade do Banco Central do Brasil será incluída na dívida pública consolidada
da União.

81. FCC – ACE – TC-CE. As rubricas que compõem a dívida flutuante da União, dos Estados,
dos Municípios e do Distrito Federal são identificadas no Capítulo II do Título IX da Lei
Federal n.º 4.320/64. De acordo com a disciplina fixada por essa Lei, essa dívida flutuante
compreende: I. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para
atender a desequilíbrio orçamentário de serviços públicos; II. os restos a pagar, excluídos os
serviços da dívida; III. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos
para atender a desequilíbrio financeiro de obras públicas; IV. os serviços da dívida a pagar.
Está correto o que se afirma em
(A) I e II, apenas.
(B) I, II, III e IV.
(C) I e III, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E) II e IV, apenas.

82. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, os


precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que foram incluídos
devem, para fins de aplicação de limites, integrar a dívida
(A) consolidada.
(B) flutuante.
(C) pública imobiliária.
(D) ativa não tributária.
(E) pública corrente.

83. CESPE – Analista Administrativo – MDIC/2013. Acerca da despesa e da dívida pública. As


dívidas realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de tesouraria constituem dívida
flutuante.

8. Créditos Adicionais

Conceitos e Aspectos Gerais

Comentada 1. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil.


Todo crédito adicional constitui um crédito orçamentário, mas nem todo crédito orçamen-
tário é também um crédito adicional.
62   Administração Pública I Augustinho Paludo

2. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da execução do orçamento e


mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. Em
decorrência de planejamento mal formulado, distorções orçamentárias podem ser iden-
tificadas no decorrer do exercício. Nesse caso, para corrigir essas distorções, recorre-se
aos créditos adicionais, que são classificados como suplementares, extraorçamentários,
especiais e extraordinários.

3. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. Relativo ao orçamento público no Brasil. Durante


o exercício financeiro, a lei orçamentária anual pode ser retificada devido a aprovação de
créditos adicionais suplementares, especiais ou extraordinários.

4. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. O orçamento


anual pode ser alterado por meio de créditos adicionais. Por crédito adicional, entendem-
-se as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na lei
orçamentária.

5. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre créditos orçamentários. No universo


das retificações dos orçamentos federais, estaduais e municipais, os créditos adicionais
são considerados como mecanismos de alteração ou retificação da lei do orçamento anual.

6. VUNESP – Contador – TJ-SP/2013. As autorizações de despesa não computadas ou insufi-


cientemente dotadas na Lei de Orçamento – as quais são classificadas em suplementares,
especiais e extraordinárias – são consideradas créditos adicionais.

Comentada 7. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. De acordo com a Constituição de 1988 e Lei n.º
4.320/1964, os créditos adicionais classificam-se em suplementares, especiais, e extra-
ordinários.

8. CESPE – Analista Administrativo – MDIC/2013. Com relação ao orçamento público no Brasil.


Caso determinado órgão público precise alterar seu programa de trabalho consignado na
lei orçamentária a fim de incluir novos recursos para pagamento de pessoal e de serviço
da dívida, projetos de lei de crédito adicional distintos deverão ser propostos para cada
uma das finalidades citadas.

Créditos Suplementares, Especiais e Extraordinários

9. FCC – Analista Adm. – TRE-Amapá/2015. No dia 01/10/2015, o gestor de uma entidade


pública governamental constatou que o crédito orçamentário disponível para Outros Ser-
viços de Terceiros − Pessoa Jurídica não seria suficiente para cobrir as tarifas de energia
elétrica até o fim do exercício financeiro e, consequentemente, manter em funcionamento
os serviços públicos já existentes à época. Para garantir a execução da despesa relativa
ao fornecimento de energia elétrica para manutenção dos serviços públicos, o gestor
deve abrir crédito adicional suplementar, por meio de decreto e após prévia autorização
legislativa, o qual não poderá ser reaberto em 2016.

10. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Durante a execução do orçamento da União


referente ao exercício de 2015, foi verificado que não houve dotação suficiente para deter-
minada despesa. Para tanto, foi aberto crédito adicional e utilizado como fonte de recurso
o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês, entre a arrecadação prevista e a
715 Exercícios de Fixação   63

realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício. O crédito adicional adequado


ao caso e a fonte de recurso utilizada são, respectivamente,
(A) suplementar e excesso de arrecadação.
(B) especial e excesso de arrecadação.
(C) suplementar e superávit financeiro.
(D) especial e produto de operação de crédito.
(E) suplementar e produto de operação de crédito.

11. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos
suplementares são destinados ao reforço de dotação orçamentária. A Lei Orçamentária
Anual poderá conter autorização para a abertura de créditos suplementares, limitados a
determinada importância ou percentual sem a necessidade de submissão ao Poder Legis-
lativo. Tais créditos terão vigência no exercício em que forem abertos.

Comentada 12. CESPE – Administrador – PF/2014. Suponha que o estado de calamidade pública
tenha sido regularmente decretado em determinada região do país por causa de inundações
provocadas por fortes chuvas. Nessa situação, o governo não poderá utilizar créditos suple-
mentares para a realização de despesas de socorro às vítimas atingidas pela calamidade.

13. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Analise a opção a respeito da gestão e uso da receita e da
realização da despesa orçamentária da União. A reabertura dos créditos especiais abertos
no exercício anterior está condicionada à existência de saldos ainda não aplicados e a data
de abertura dos mesmos.

14. FCC – Analista Adm. – TRE-Paraíba/2015. Em decorrência da assinatura de um convênio com


o governo federal em fevereiro de 2015, uma entidade pública estadual recebeu, em maio
de 2015, uma transferência no valor de R$ 300.000,00 para a aquisição de equipamentos
de tecnologia de informação. Todavia, em maio de 2015, não havia dotação orçamentária
específica para a aquisição de tais equipamentos, considerando tanto os créditos iniciais
quanto os adicionais. Neste caso, para o empenho da despesa com a aquisição de equipa-
mentos em julho de 2015, deverá ocorrer a abertura de crédito adicional especial por meio
de decreto executivo, após prévia autorização legislativa.

15. FCC – ACE – TC-CE. As autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente


dotadas na Lei de Orçamento são denominadas créditos adicionais e terão vigência adstrita
ao exercício financeiro em que foram abertos, salvo expressa disposição legal em contrário,
quanto aos
(A) extraordinários e suplementares.
(B) extraordinários e especiais.
(C) suplementares, extraordinários e especiais.
(D) suplementares e especiais.
(E) suplementares.

16. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da execução do orçamento e


mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores.
Situação hipotética: Em razão das chuvas ocorridas em determinado município, muitas
casas foram levadas pelas águas, o que gerou um estado de calamidade na região, e, para
tal emergência, não há previsão de destinação de recursos na lei orçamentária do muni-
64   Administração Pública I Augustinho Paludo

cípio. Assertiva: Nesse caso, o prefeito poderá emitir decreto que permita abrir créditos
adicionais extraordinários, mesmo sem indicar a fonte de recursos.

17. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos
especiais são destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária espe-
cífica, devendo ser autorizados por lei. Note-se que sua abertura depende da existência
de recursos disponíveis. Tais créditos não poderão ter vigência além do exercício em que
forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos seis meses
daquele exercício, caso em que reabertos nos limites dos seus saldos, serão incorporados
ao orçamento do exercício financeiro subsequente.

18. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos
extraordinários são destinados a despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes
de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Na União, serão abertos por medida pro-
visória. Tais créditos não poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados,
salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício,
caso em que reabertos nos limites dos seus saldos, serão incorporados ao orçamento do
exercício financeiro subsequente.

19. FCC – ACE – TC-CE. Na lei orçamentária anual para o exercício de 2015, de determinado
ente da federação, não consta dotação específica para aquisição de veículos. Pretendendo o
gestor público, no referido exercício, realizar tal despesa deverá abrir um crédito adicional
a ser classificado em
(A) suplementar.
(B) especial.
(C) exclusivo.
(D) extraorçamentário.
(E) extraordinário.

20. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Em relação a créditos adicionais. Na execução do


orçamento, as dotações inicialmente aprovadas na LOA podem revelar-se insuficientes para
a realização dos programas de trabalho, caso em que poderá haver a abertura de créditos
especiais destinados à conclusão dos programas, após autorização legislativa.

21. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre orçamento público. A abertura de crédito adicio-
nal especial aplica-se somente aos casos de dotação que se tornou insuficiente durante a
execução do orçamento.

22. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre orçamento público. A abertura de crédito adicional
suplementar também pode ser utilizado para atender as despesas para as quais não exista
dotação orçamentária específica.

23. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. Para atender a despesas imprevisíveis e urgen-
tes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, poderá ser
admitida/o
(A) o aumento de dotação orçamentária por receita vinculada.
(B) a abertura de crédito extraordinário.
(C) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Legislativo.
715 Exercícios de Fixação   65

(D) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Judiciário.


(E) a possibilidade de transferências de dotações orçamentárias dos Poderes Legislativo e
Judiciário.

24. CEPERJ – Analista CE – SEFAZ-RJ/2013. Acerca de créditos orçamentários. Os créditos


adicionais que não dependem de autorização legislativa para sua abertura e que também
independem de indicação da fonte de recursos são denominados extraordinários.

25. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Acerca de créditos orçamentários. Em rela-


ção aos créditos orçamentários. O governo do estado que pretenda criar nova secretaria de
governo após a aprovação da LOA pode fazer uso de créditos especiais, dada a inexistência
de dotação específica para tal fim na referida lei.

26. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. A respeito de orçamento público. Quando


inexistir, na Constituição de um ente federado, previsão de medida provisória, os créditos
extraordinários deverão ser abertos por meio de decreto do Poder Executivo, que dele
dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo. No caso de haver, na Constituição desse
ente federado, previsão de medida provisória, tal operação será feita por esse instrumento
legal.

27. FCC – Analista Administrativo – TRT9/2013. Durante a reestruturação de um dos depar-


tamentos administrativos de uma entidade pública, surgiu a necessidade de adquirir dois
novos computadores e uma impressora. Todavia, na Lei Orçamentária Anual, não havia
dotação orçamentária específica para a aquisição de tais itens, isso porque o gestor não
conseguiu prever adequadamente todos os recursos necessários para a reestruturação
do departamento. Sendo assim, para a aquisição dos computadores e impressora deve
ocorrer a abertura de créditos adicionais especiais.

28. FCC – Analista Adm. – TRE-Amapá/2015. No dia 01.10.2015, o gestor de uma entidade pública
governamental constatou que o crédito orçamentário disponível para Outros Serviços de
Terceiros − Pessoa Jurídica não seria suficiente para cobrir as tarifas de energia elétri-
ca até o fim do exercício financeiro e, consequentemente, manter em funcionamento os
serviços públicos já existentes à época. Para garantir a execução da despesa relativa ao
fornecimento de energia elétrica para manutenção dos serviços públicos, o gestor deve
abrir crédito adicional especial, de acordo com os limites estabelecidos na Lei Orçamentária
Anual, o qual poderá ser reaberto em 2016.

29. FCC – Contador – TRF3/2014. Existe a possibilidade de que o orçamento do TRF da 3.ª Região
não tenha computadas ou tenha insuficientemente dotadas autorizações para determina-
das despesas. Nesse caso, a Lei n.º 4.320/64 prevê como solução a abertura de créditos
adicionais, que podem ser classificados em suplementares, especiais e extraordinários. É
regra atinente aos créditos adicionais: são extraordinários os destinados a despesas para
as quais não haja dotação orçamentária específica.

30. FCC – Contador – TRF3/2014. Sobre orçamento público. É regra atinente aos créditos
adicionais: a abertura de crédito adicional destinado à despesa urgente e imprevista em
caso de calamidade pública independe de ciência ao Poder Legislativo.
66   Administração Pública I Augustinho Paludo

31. FCC – Contador – TRT16/2014. O Senhor Prefeito do município de Águas Cristalinas de-
terminou a compra de seis ambulâncias para os hospitais públicos. Preliminarmente a
realização da despesa, o contador verificou que não consta na Lei Orçamentária Anual
para o exercício de 2014 dotação específica. Para viabilizar a aquisição das ambulâncias
foi aberto um crédito adicional classificado em especial.

32. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. A Lei Federal n.º 4.320/64 define créditos adi-
cionais como as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas
na Lei Orçamentária. Os referidos créditos podem ser
(A) extraordinários, destinados a reforço de dotação orçamentária.
(B) suplementares, destinados a despesas urgentes e imprevistas.
(C) redutores, provenientes da anulação total ou parcial de dotações orçamentárias.
(D) especiais, destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica.
(E) excedentes, provenientes de excesso de arrecadação ou superávit financeiro.

33. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Sobre orçamento público. Os créditos adicionais
dependem de autorização legislativa, sejam eles suplementares, especiais ou extraordi-
nários.

34. FGV – ACE – TC-BA/2014. Quanto aos créditos adicionais. Os créditos adicionais são autori-
zados por lei e abertos por decreto do executivo, podendo nos casos dos créditos especiais
e extraordinários apresentar vigência para o ano seguinte de sua abertura.

35. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. Quanto aos créditos adicionais. Os créditos adicionais, que
dependem de autorização legislativa prévia para sua abertura, são denominados suple-
mentares e especiais.

Comentada 36. FGV – Analista Administrativo – TJ-AM/2013. Créditos Adicionais são autorizações
de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento, conforme
Art. 40, da Lei n. 4.320/64. A esse respeito, os créditos suplementares, para serem aber-
tos, dependem da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e devem ser
precedidos de exposição justificativa.

37. FCC – Analista Adm. – TRE-Amapá/2015. No dia 01.10.2015, o gestor de uma entidade pública
governamental constatou que o crédito orçamentário disponível para Outros Serviços de
Terceiros-Pessoa Jurídica não seria suficiente para cobrir as tarifas de energia elétrica até
o fim do exercício financeiro e, consequentemente, manter em funcionamento os serviços
públicos já existentes à época. Para garantir a execução da despesa relativa ao fornecimento
de energia elétrica para manutenção dos serviços públicos, o gestor deve abrir crédito
adicional suplementar, por meio de decreto e após prévia autorização legislativa, o qual
não poderá ser reaberto em 2016.

Fonte de Recursos para Abertura de Créditos Adicionais

38. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Os créditos suplementares e especiais podem ser


financiados por
(A) superávit orçamentário do exercício pretérito, recursos provenientes da anulação de
outras dotações, operações de crédito.
715 Exercícios de Fixação   67

(B) superávit financeiro do ano anterior, recursos decorrentes de gastos rejeitados pelo
Legislativo, receitas arrecadadas em excesso no atual exercício.
(C) saldo orçamentário, superávit econômico do ano anterior, transposições, remanejamentos
e transferências.
(D) superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial do ano anterior, superávit consta-
tado na Demonstração das Variações Patrimoniais, excesso de arrecadação no exercício
corrente.
(E) Ativo Real Líquido do ano anterior, operações de crédito, recursos de anulação de créditos
orçamentários.

39. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A abertura de crédito adicional


(A) com recursos do excesso de arrecadação, não implica a atualização da previsão inicial
da receita em montante equivalente ao do crédito aberto.
(B) com recursos da anulação total ou parcial de dotação não altera o montante total do
crédito orçamentário aprovado na Lei Orçamentária Anual.
(C) especial aplica-se somente aos casos de dotação que se tornou insuficiente durante a
execução do orçamento.
(D) suplementar também pode ser utilizado para atender também as despesas para as quais
não exista dotação orçamentária específica.
(E) especial destina-se também ao atendimento de despesas imprevisíveis e urgentes de-
correntes de calamidade pública.

40. CESPE – Procurador – BA/2014. Suponha que, em decorrência da apresentação de emendas


ao projeto de lei orçamentária anual, alguns recursos tenham ficado sem as respectivas
despesas. Em face dessa situação os recursos sem despesas correspondentes podem ser
utilizados desde que haja prévia e específica autorização legislativa.

41. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. A reserva


de contingência destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos, bem
como eventos fiscais imprevistos, poderá ser utilizada para abertura de créditos adicionais,
visto que não há execução direta da reserva.

42. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. A abertura de créditos adicionais suplementares


e especiais requer a indicação prévia de fonte de recursos para a sua cobertura. Uma das
fontes possíveis é o superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício
anterior. O valor utilizável desse superávit financeiro deve ser líquido do valor de:
(A) anulação parcial ou total de dotações orçamentárias;
(B) créditos especiais abertos no exercício;
(C) créditos extraordinários abertos no exercício;
(D) créditos suplementares reabertos no exercício;
(E) operações de crédito vinculadas.

43. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. Quando da abertura de créditos adicionais suplementares


e especiais, em decorrência da necessidade de indicação de fonte de recursos, uma das
fontes possíveis é o excesso de arrecadação. Na apuração do excesso possível de utilização,
deve-se excluir os créditos adicionais extraordinários abertos no exercício.

44. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Relativo a créditos adicionais. É proibida a


utilização de receita de capital como fonte de abertura de crédito adicional suplementar
ou especial.
68   Administração Pública I Augustinho Paludo

45. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. No que concerne à Reserva de Contin-


gência. Parte do montante das reservas de contingências anotadas na LOA pode ser usada
para suportar despesas originárias de eventos fiscais supervenientes à aprovação do
orçamento para o exercício de que trata a lei orçamentária.

46. FCC – Contador – TRF3/2014. É regra atinente aos créditos adicionais: consideram-se re-
cursos disponíveis para a abertura de créditos suplementares os resultantes de anulação
parcial de dotação orçamentária.

Comentada 47. FCC – Contador – TRT16/2014. A abertura do crédito adicional visando à aquisição
das ambulâncias depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa.
Dentre eles, considera-se recurso disponível
(A) o superávit financeiro apurado durante a execução orçamentária do exercício.
(B) os resultantes da economia orçamentária.
(C) o excesso de arrecadação das receitas extraorçamentárias.
(D) os resultantes de anulação parcial ou total de despesas empenhadas e não realizadas.
(E) o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.

48. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Relativo a créditos adicionais. O excesso de


arrecadação apurado em exercício anterior poderá ser utilizado integralmente como fonte
de abertura de créditos adicionais.

49. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. Sobre orçamento público. O superávit financeiro
do exercício é apurado pela diferença entre ativo circulante e passivo circulante.

50. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. Sobre orçamento público. O superávit financeiro
do exercício é apurado pela diferença entre ativo financeiro e passivo financeiro.

9. Restos a Pagar

1. CESPE – Administrador – FUB/2015. Acerca do orçamento público. Os restos a pagar com-


preendem as despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro e servem para
resguardar o direito do credor de receber, uma vez que a despesa foi empenhada.

2. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Restos a pagar são despesas empenhadas, mas
não pagas até o dia 31 de dezembro do exercício corrente, distinguindo-se as processadas
das não processadas.

3. VUNESP – Contador – TJ-SP/2015. A dívida flutuante compreende, entre outros, os res-


tos a pagar, sendo que o registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor,
distinguindo-se
(A) dos créditos orçamentários vigentes.
(B) dos compreendidos na execução orçamentária.
(C) as provisões realizadas para esse contento.
(D) as despesas processadas das não processadas.
(E) das operações de que resultem débitos e créditos de natureza financeira.
715 Exercícios de Fixação   69

4. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação hipotética:


Devido a novas demandas para a qualificação do servidor público, a ENAP adquiriu, no dia
23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que foram entregues apenas em janeiro de 2015.
Assertiva: Nessa situação, a despesa deve ser, no orçamento de 2015, classificada como
restos a pagar processados.

5. CESPE – Analista Adm. TRT-MT/2015. Com relação à despesa pública, analise: Os resíduos
passivos de cada exercício são uma modalidade de dívida pública flutuante e denominam-se
restos a pagar.

6. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Sobre despesa pública. É INCORRETO afirmar que


Restos a Pagar são despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, estejam elas
liquidadas ou não liquidadas.

7. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A inscrição de restos a pagar não processados


(A) não afeta o crédito orçamentário disponível da entidade, pois trata-se de despesa já
empenhada, razão pela qual é considerada uma receita extraorçamentária no Balanço
Financeiro, para compensar sua inclusão na despesa orçamentária.
(B) gera impacto negativo no crédito orçamentário disponível da entidade, em função do
empenhamento da despesa no momento da inscrição, razão pela qual o seu valor é
considerado receita extraorçamentária no Balanço Financeiro.
(C) não gera impacto no crédito orçamentário disponível da entidade, visto que não está
incluído na despesa orçamentária do exercício. Em função disso, o seu valor não é con-
siderado no Balanço Financeiro.
(D) aumenta o montante da despesa empenhada da entidade, provocando assim uma redução
no seu crédito orçamentário disponível. No entanto, por não representar uma saída efe-
tiva de recursos das caixas da entidade, não será considerado na elaboração do Balanço
Financeiro.
(E) não afeta o crédito orçamentário disponível da entidade por ser uma transação extra-
orçamentária no momento da sua inscrição, razão pela qual, no Balanço Financeiro do
exercício subsequente a sua inscrição, será considerado despesa extraorçamentária.

8. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis


à despesa pública. São passíveis de inscrição em restos a pagar as despesas empenhadas
e liquidadas, mas não pagas. Logo, o empenho da despesa não liquidada será considerado
anulado, salvo em situações específicas, como, por exemplo, se for do interesse do gestor
efetuar a inscrição sem que o serviço tenha sido executado, por estarem as partes em fase
de negociação para assinatura de um contrato.

9. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da execução do orçamento e


mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores.
Situação hipotética: Um ente público adquiriu materiais de consumo devidamente licitados e
empenhados, conforme determinação legal, e, no final do exercício, a unidade orçamentária
não havia recebido os bens cujo prazo de entrega ainda não havia expirado. Assertiva: Nesse
caso, a referida despesa poderá ser inclusa na conta de restos a pagar não processados,
independente do cumprimento do estágio da liquidação.

10. FCC – Analista Adm. – TRE-Amapá/2015. Considere os dados extraídos do Balanço Orça-
mentário de uma entidade pública referente ao exercício financeiro de 2014: Despesas
70   Administração Pública I Augustinho Paludo

Empenhadas: R$ 795.000,00; Despesas Liquidadas: R$ 782.000,00; Despesas Pagas: R$


773.000,00. Um fornecedor de caixas de papelão entregou à entidade pública, em janeiro de
2015, dentro do prazo acordado com o gestor público, mercadorias no valor de R$ 1.400,00,
cujo empenho foi anulado no encerramento do exercício de 2014. Com base nessas infor-
mações, em 2014, o valor inscrito em restos a pagar processados foi, em reais,
(A) 9.000,00.
(B) 10.400,00.
(C) 13.000,00.
(D) 14.400,00.
(E) 22.000,00.

11. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento
no Brasil em anos recentes, é correto afirmar, que restos a pagar não processados podem
ser prorrogados para além do exercício subsequente ao exercício de sua inscrição.

12. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. Restos a pagar são


(A) acertos decorrentes de revisões de contrato de licitação.
(B) despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro.
(C) créditos incluídos na Dívida Ativa.
(D) despesas que não ocorrem o ano todo, como o décimo terceiro de funcionários.
(E) dívidas de prazo superior a um ano.

13. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. De acordo com as regras da Lei nº 4.320/64, no
Balanço Financeiro, os restos a pagar do exercício, para compensar sua inclusão na despesa
orçamentária, serão computados na receita extraorçamentária.

14. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Os restos a pagar


I. com prescrição interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios an-
teriores, mediante o empenhamento da despesa na respectiva dotação orçamentária.
II. não processados também se enquadram no conceito de despesas de exercícios ante-
riores, visto que são obrigações resultantes de compromissos gerados em exercício
financeiro anterior àquele em que ocorrer o pagamento.
III. com prescrição interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios an-
teriores, mediante o reconhecimento do passivo financeiro, sem onerar o orçamento
do exercício em que ocorrer o pagamento.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e III.
(B) II.
(C) III.
(D) I.
(E) I e II.

15. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre despesa pública. A Lei Federal n.º 4.320/1964
estabelece que os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita orçamentária
para compensar sua inclusão na despesa orçamentária.

Comentada 16. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. A diferença entre as despesas empenhadas
que foram liquidadas e não pagas no final do exercício devem ser inscritas em
715 Exercícios de Fixação   71

(A) déficit primário.


(B) dívida consolidada líquida.
(C) restos a pagar não processados.
(D) despesas de exercícios anteriores.
(E) restos a pagar processados.

17. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. A inscrição de uma despesa orçamentária em


restos a pagar
(A) constitui despesa extraorçamentária do exercício e receita extraorçamentária no exercício
subsequente.
(B) tem validade até o encerramento do mandato dos chefes dos poderes executivo, legislativo
e judiciário.
(C) aumenta as despesas de exercícios anteriores.
(D) aumenta a dívida flutuante.
(E) transfere para o orçamento do exercício subsequente a responsabilidade pelo seu pa-
gamento.

18. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. A respeito da despesa pública é correto afirmar: É vedado
ao titular de Poder ou órgãos dos entes da Federação, nos últimos dois quadrimestres do
seu mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente
dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja
suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

Comentada 19.VUNESP – Analista Administrativo – DCTA/2013. Sobre restos a pagar. As despesas


conceituadas como restos a pagar são aquelas empenhadas, mas não pagas, dentro do
exercício financeiro, ou seja, 31 de dezembro.

Comentada 20. FCC – Analista Administrativo – TRE-PR/2012. Os Restos a Pagar


(A) somente podem ser pagos com recursos do próprio exercício financeiro em que foram
inscritos.
(B) poderão, no último ano de mandato do titular do Poder ou órgão, ser livremente inscritos
em 31 de dezembro para pagamento pelo seu sucessor.
(C) terão a importância anulada revertida como receita do exercício de efetiva inscrição
quando anulados no exercício seguinte ao que foram inscritos.
(D) distinguem-se entre empenhados e não empenhados.
(E) referem-se a despesas empenhadas, liquidadas ou não, e não pagas até 31 de dezembro.

21. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013. Após o encerramento da validade da inscrição


de valores em Restos a Pagar, os saldos remanescentes serão automaticamente cancelados,
permanecendo em vigor, no entanto, o direito do credor por cinco anos, a partir da inscrição.

22. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis
à despesa pública. No balanço orçamentário do encerramento do exercício, consideram-
-se como executadas tanto as despesas liquidadas como as empenhadas e não liquidadas,
inscritas em restos a pagar não processados.

10. Despesas de Exercícios Anteriores


Comentada 1. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Sobre despesa pública. O orçamento
anual consigna dotação específica destinada a fazer face aos pagamentos de despesas
resultantes de compromissos gerados em exercícios financeiros já encerrados.
72   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentada 2. FCC – Analista Administrativo – DP-RS/2013. Acerca da despesa pública. De acordo


com a Lei Federal n.º 4.320/64, classificam-se como despesas de exercícios anteriores os
compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.

3. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis


à despesa pública. São pagas à conta de despesa de exercícios anteriores as despesas
anteriormente inscritas em restos a pagar, depois cancelados e posteriormente reinscri-
tos, por reconhecimento do direito do credor, sem que haja necessidade de novos créditos
orçamentários.

4. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da execução do orçamento e


mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. As
despesas resultantes de compromissos assumidos em exercícios encerrados, para os quais
o orçamento respectivo consignou crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las,
poderão ser reconhecidas como despesas de exercícios anteriores e, para tal, não devem
estar inscritas em restos a pagar.

5. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Acerca da execução do orçamento e


mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. Só
podem ser inscritas na conta despesas de exercícios anteriores aquelas cuja classificação
por categoria econômica seja relativa às despesas correntes, normalmente chamadas de
despesas de custeio.

6. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Quando o valor inscrito em restos a pagar


for menor do que o valor a ser pago, essa diferença deverá ser
(A) cancelada no exercício corrente e empenhada no orçamento seguinte.
(B) empenhada no orçamento seguinte em “despesa de exercício anterior”.
(C) inscrita na dívida fundada.
(D) empenhada no exercício corrente em “despesa de exercício anterior”.
(E) inscrita na dívida flutuante.

7. FGV – Administrador – AL-MT/2014. As despesas de exercícios encerrados, para os quais o


orçamento respectivo consignava créditos próprios, com saldo suficiente para atendê‐los,
mas que não tenham sido processados, em época própria, tendo o credor cumprido a sua
obrigação é uma ocorrência a ser paga, desde que autorizado pelo ordenador de despesa,
na dotação de restos a pagar não processados.

8. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. No que se refere à despesa pública. Se a


ANTT, em resposta a necessidades urgentes, tivesse assumido compromissos no fim do
ano sem que houvesse tempo hábil para o pagamento das obrigações, nem mesmo para o
empenho, os valores em questão deveriam constar, no orçamento do ano seguinte, como
despesas de exercícios anteriores.

9. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. Despesas


de exercícios anteriores são despesas fixadas, no orçamento vigente, decorrentes de com-
promissos assumidos em exercícios anteriores àquele em que deva ocorrer o pagamento,
desde que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação.
715 Exercícios de Fixação   73

10. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Acerca de Despesas de exercícios anteriores.


O ordenador de despesa do exercício anterior é autoridade competente para, por meio de
pronunciamento expresso, reconhecer a dívida que será paga no exercício corrente.

11. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Pode ser enquadrada como despesa de
exercício anterior a despesa relativa ao exercício encerrado no qual se tenha consignado
crédito próprio com saldo suficiente para atendê-la, mas que não tenha sido processada
na época própria.

12. CESPE – Analista – MPE-PI/2012. As despesas com restos a pagar com prescrição inter-
rompida podem ser pagas por dotação de despesas de exercícios anteriores, desde que o
crédito respectivo tenha sido convertido em renda.

13. FCC – Analista Administrativo – TRE-SP/2012. Em 02.01.X2, o Sr. Antônio, médico do Progra-
ma Saúde da Família, fez uma reclamação ao Setor de Recursos Humanos da Prefeitura por
não ter recebido o auxílio transporte referente aos últimos cinco meses do exercício de X1.
Verificada a procedência da reclamação, a despesa dela decorrente deve ser classificada,
em janeiro de X2, como
(A) despesa de exercícios anteriores.
(B) pessoal e encargos sociais.
(C) indenizações e restituições.
(D) restos a pagar processados.
(E) inversões financeiras.

14. FCC – Analista Controle – AMAPÁ/2012. Conforme artigo 37 da Lei n.º 4.320/64 vigente,
bem como o artigo 22 do Decreto n.º 93.872/86, um compromisso reconhecido após o en-
cerramento do exercício, a obrigação de pagamento criada em virtude de lei a exemplo de
uma promoção de funcionário público com data retroativa, devem ser contabilizadas como
despesas de exercícios anteriores.

15. CESPE – Administrador – MI/2013. Relativo à despesa pública. Suponha que determinada
lei preveja vantagem aplicável a determinado beneficiário da previdência social e que esse
beneficiário protocole o pedido de pagamento do referido benefício depois de encerrado o
exercício financeiro em que ocorreu o respectivo fato gerador. Nessa situação, o pagamento
ao beneficiário deverá ser contabilizado como despesas de exercícios anteriores.

16. FUNCAB – Técnico – MPE-RO/2012. Deverão ser reconhecidas em dotação específica con-
signada para fazer face às despesas de exercícios já encerrados, aquelas
(A) ocorridas no exercício anterior e não processadas em virtude de insuficiência de saldo
na dotação orçamentária correspondente.
(B) ocorridas em exercícios anteriores, para as quais o orçamento consignava dotação com
crédito suficiente para atendê-las, que não foram processadas e cujo empenho tenha
sido anulado no encerramento do exercício.
(C) empenhadas em exercícios anteriores e inscritas em restos a pagar não processados.
(D) cujos compromissos sejam decorrentes de contratos assinados em exercícios anteriores,
com crédito suficiente para atendê-las, executadas em exercícios posteriores.
(E) cujos gastos estejam vinculados à arrecadação de recursos em exercício anterior.
74   Administração Pública I Augustinho Paludo

17. FCC – Técnico Controle – AP/2012. Em relação às despesas de exercícios anteriores. As


despesas de exercícios anteriores somente poderão ser pagas se inscritas em restos a
pagar.

18. Augustinho Paludo/2016. Sobre despesas públicas. As Despesas de exercícios anteriores


serão sempre despesas orçamentárias.

19. Augustinho Paludo/2016. Sobre despesas públicas. Despesas com serviços criados em
exercícios passados devem ser pagas a conta de dotação para despesas de exercícios
anteriores.

Comentada 20. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre despesa pública. Os restos a pagar com
prescrição interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios anteriores,
mediante o reconhecimento do passivo financeiro, sem onerar o orçamento do exercício
em que ocorrer o pagamento.

11. Suprimento de Fundos

Comentada 1. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre suprimento de fundos. Na


contabilidade pública, regime de adiantamento é a entrega de numerário ao servidor, a
critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, precedido de empenho
e de futura prestação de contas.

2. CESPE – Administrador – ENAP/2015. No que diz respeito a receita e despesas públicas. Se


o Ministério da Saúde precisar conceder suprimento de fundos para determinada ação de
assistência à saúde indígena, então a concessão e a aplicação desse suprimento obedecerão
ao regime especial de execução.

3. CONSULPLAN – Analista Administrativo – TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. O


suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor
para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui despesa orçamentária, ou
seja, para conceder o recurso ao suprido é necessário percorrer os três estágios da despesa
orçamentária: empenho, liquidação e pagamento.

4. CESPE – Administrador – ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação hipotéti-


ca: Deslocados para uma importante missão em localidade remota do país, servidores do
Ministério do Planejamento receberam adiantamento de valores, na forma de suprimento
de fundos. Assertiva: De acordo com o enfoque patrimonial, tal operação não é considerada
despesa, pois não há alteração no patrimônio líquido.

5. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Com relação ao suprimento de fundos.


No caso de um servidor realizar a devolução de saldo de suprimentos de fundos após o
encerramento do exercício em que recebeu essa quantia em razão da aplicação parcial
desta, o referido recurso não será considerado uma receita orçamentária.

6. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2015. Com relação ao suprimento de fundos.


No suprimento de fundos, os valores são empenhados após a prestação de contas por parte
do servidor responsável.
715 Exercícios de Fixação   75

7. FCC – ACE – TC-CE. A respeito do suprimento de fundos, considere:


I. aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei.
II. consiste na entrega de numerário a servidor.
III. o empenho pode ser prévio, se sabido o valor da despesa, ou a posteriori.
IV. destinado apenas às despesas que se subordinam ao processo normal de aplicação.
São requisitos para a concessão do suprimento de fundos o que consta APENAS em
(A) I, III e IV.
(B) I, II e III.
(C) II e IV.
(D) III e IV.
(E) I e II.

8. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Em se tratando de suprimentos de fundos,


(A) o adiantamento será concedido mediante o devido empenhamento da despesa na dotação
própria.
(B) a concessão de adiantamento para despesas urgentes não gera inicialmente impacto
orçamentário.
(C) a concessão de adiantamento afeta a execução orçamentária apenas no momento da
respectiva prestação de conta pelo responsável.
(D) a devolução de saldo de adiantamento não utilizado, em exercício posterior ao da con-
cessão, não gera impacto na execução orçamentária.
(E) a devolução de saldo de adiantamento não utilizado no mesmo exercício da concessão,
gera uma receita orçamentária.

9. FCC – Analista Administrativo – TRT2/2014. Sobre despesa pública. Conforme a Lei n.º
4.320/1964, na execução do orçamento, é permitido conceder suprimento de fundos para
despesas com locomoção sem prévio empenho na dotação própria.

10. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre despesa pública. Na contabilidade


pública, regime de adiantamento são créditos suplementares, utilizados para fazer face
às despesas previstas em caráter emergencial.

Comentada 11. Augustinho Paludo/2016. A despesa executada por suprimento de fundos deve
observar os princípios do processo licitatório (legalidade, impessoalidade, moralidade,
igualdade) e garantir a aquisição mais vantajosa para a administração pública.

12. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A realização de despesa por intermédio de Suprimento de


Fundos de que trata o art. 68 da Lei n.º 4.320/64 tem as seguintes características, exceto:
(A) os recursos devem ser movimentados por meio do Cartão de Pagamento do Governo
Federal e excepcionalmente por meio de conta bancária.
(B) quando a aplicação do suprimento de fundos se der por meio do Cartão de Pagamento
do Governo Federal, é expressamente proibida a realização de saques em espécie.
(C) a omissão da prestação de contas pelo agente suprido, após decorrido o prazo estabelecido
em notificação, poderá ensejar o desconto da importância devida em folha de pagamento.
(D) mesmo sendo de pequeno vulto, as compras que apresentam caráter repetitivo realizadas
mediante suprimento de fundos caracterizam-se como fracionamento de despesa.
(E) despesas de caráter sigiloso podem ser realizadas mediante suprimento de fundos, desde
que haja regramento para esse fim.
76   Administração Pública I Augustinho Paludo

13. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Com relação à despesa pública, analise: A concessão
de suprimento de fundos na esfera federal se dá, exclusivamente, mediante conta bancária
da unidade gestora.

14. CESPE – Administrador – MJ/2013. Com relação ao Suprimento de Fundos. A utilização do


cartão de pagamento do governo federal como mecanismo de movimentação financeira de
suprimento de fundos dispensa a emissão prévia do empenho da despesa.

15. CESPE – Administrador – PF/2014. No que se refere às despesas públicas. O limite para a
definição das despesas de pequeno vulto que podem ser objeto de suprimento de fundos é
estabelecido por portaria do ministro da Fazenda, sendo aplicável a todos os demais órgãos
do Poder Executivo federal.

16. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Se uma operação emergencial demandar o


deslocamento de agentes da Polícia Federal para uma região de fronteira internacional,
o financiamento dessa viagem deverá ser feito por meio de suprimento de fundos e o pa-
gamento deverá ocorrer antes da liquidação.

Comentada 17. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. A concessão de suprimento de fundos


deve ser precedida do empenho da referida despesa, sendo vedada a concessão ao servidor
público responsável por dois adiantamentos pendentes de prestação de contas.

18. FCC – Analista Administrativo – TRE-PR/2012. Considerando que um setor administrativo


necessita pagar ajuda de custo para transporte a seus servidores que realizarão um curso
em outro município, a despesa deverá ser realizada mediante o regime
(A) de adiantamento, no qual, após a emissão do prévio empenho na dotação própria, o recurso
será entregue a um servidor designado que se responsabilizará pelos pagamentos aos
demais servidores e pela respectiva prestação de contas.
(B) de adiantamento aos servidores em alcance, que serão posteriormente reembolsados
por seus gastos.
(C) normal de aplicação da despesa, realizando-se licitação para contratação dos serviços
de transporte.
(D) de adiantamento, cujo empenho será emitido após a prestação de contas, no exato valor
despendido pelos servidores.
(E) normal de aplicação, sendo elaborada uma nota de empenho para cada servidor bene-
ficiário, após a liquidação da despesa.

19. CESPE – ContadorTRT10/2013. No que se refere a suprimento de fundos. O prazo máximo para
aplicação do suprimento de fundos será de até noventa dias, a contar da data do ato de concessão do
suprimento de fundos, e não ultrapassará, em hipótese alguma, o término do exercício financeiro

20. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Na contabilidade pública, regime de adian-


tamento são despesas resultantes de compromissos assumidos com caráter especial, de
natureza imediata e urgente, devendo, posteriormente, passar pelo estágio da despesa.

12. Programação Financeira e Descentralizações

Programação Financeira
Comentada 1. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre programação financeira. O Poder
Executivo deve aprovar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de
desembolsos antes da aprovação da lei orçamentária, conforme previsto na LRF.
715 Exercícios de Fixação   77

2. FGV – Analista Administrativo – TJAM/2013. É objetivo para a fixação das cotas de progra-
mação financeira, manter, durante o exercício, na medida do possível o equilíbrio entre a
receita arrecadada e a despesa realizada, de modo a reduzir ao mínimo eventuais insufi-
ciências de tesouraria.

3. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. A respeito de programação e execução


orçamentária. Entre os objetivos da programação financeira inclui-se o de assegurar às
unidades orçamentárias, em tempo oportuno, a soma de recursos necessários e suficientes
à melhor execução do seu programa anual de trabalho.

4. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere a programação e execução do orçamento,


despesa e receita públicas. O órgão central de planejamento e orçamento é responsável
pela definição de cotas trimestrais de despesas para cada unidade orçamentária, no uso
de suas prerrogativas de acompanhamento da execução orçamentária.

Comentada 5. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito dos objetivos do Decreto


de Programação Orçamentária e Financeira e de Limitação de Empenho e Movimentação
Financeira, segundo o Manual Técnico de Orçamento 2014, analise as afirmativas abaixo,
classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Ao final, assinale a opção que contenha
a sequência correta.
( ) Estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício.
( ) Estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento)
dos recursos financeiros para o governo.
( ) Cumprir a legislação orçamentária.
( ) Assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro sem,
todavia, guardar relação com o cumprimento da meta de resultado primário.
(A) V, V, V, V
(B) V, F, V, V
(C) V, F, V, F
(D) V, V, V, F
(E) F, V, V, F

6. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para admi-


nistração orçamentária. Se os órgãos públicos da União realizarem limitação de empenho
em decorrência de frustração de receita anteriormente verificada, e se a arrecadação
presente demonstrar restabelecimento das metas previstas na lei orçamentária, a re-
composição das dotações deve ser feita de acordo com critérios estabelecidos na lei de
diretrizes orçamentárias.

7. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para ad-


ministração orçamentária. Os critérios para limitação do empenho são válidos somente
no exercício financeiro para o qual foram instituídos.

8. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Analise a opção a respeito da gestão e uso da receita e da


realização da despesa orçamentária da União. Os limites para a movimentação e empenho
dos créditos consignados no orçamento do Poder Executivo são definidos no Decreto de
Programação Financeira.
78   Administração Pública I Augustinho Paludo

9. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. O orçamento consiste em um documento com previsões


de arrecadação e destinação de recursos, os quais podem não ser realizados exatamente
conforme planejado. Durante a execução orçamentária, os chefes dos poderes poderão ter
que limitar a emissão de empenho, segundo os critérios fixados pela LDO. O documento
relacionado ao processo orçamentário que contém informações que podem definir a ne-
cessidade de limitação de empenho é o(a):
(A) demonstrativo da receita corrente líquida;
(B) programação financeira;
(C) quadro de detalhamento de despesa;
(D) relatório de gestão fiscal;
(E) demonstrativo de receitas e despesas por função.

10. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito do conteúdo e finalidade do Relatório de


Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais de que trata a LRF. Pode ocorrer o restabe-
lecimento da limitação de empenho a qualquer tempo, devendo e relatório que autoriza
tal ação ser divulgado na internet e encaminhado ao Congresso Nacional.

11. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito do conteúdo e finalidade do Relatório de Ava-


liação do Cumprimento das Metas Fiscais de que trata a LRF. A necessidade de limitação de
empenho identificada fora da avaliação bimestral aplica-se somente ao Poder Executivo.

12. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Caso haja o descumprimento das metas
fiscais previstas na LDO, o Poder Executivo deve limitar imediatamente o dispêndio de todos
os três poderes. Como as regras de limitação estão definidas na LDO, que foi debatida e
aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não pode ser considerado uma violação
da independência dos poderes.

13. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. A respeito do processo da LDO. É permitido


ao Ministério Público, sem prejuízo dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias, promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao
bimestre em que a realização da receita demonstre que poderá não comportar o cumpri-
mento das metas de resultado primário estabelecidas no anexo de metas fiscais.

14. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. Acerca de execução orçamentária e


financeira. A programação financeira de desembolso, que é o instrumento básico do pla-
nejamento da União, ajusta o ritmo de execução do orçamento-programa ao fluxo provável
de ingressos de recursos.

15. CESPE – ACE – TCU/2013. A LDO/2013 prevê que, no caso de frustração da receita que
venha a comprometer o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, o
Poder Executivo efetuará automaticamente, a qualquer tempo, o contingenciamento das
dotações e a retenção dos recursos correspondentes a todos os poderes e ao Ministério
Público, situação que só se reverterá se houver plena recuperação da receita inicialmente
estimada antes do final do exercício.

16. FCC – Analista Contábil – MP-AM/2013. Considere que determinado ente público, para o
orçamento de 2013, não estabeleceu ressalvas para limitação de despesa, na hipótese da
ocorrência do descumprimento das metas de resultado primário ou nominal. Assim, nos
715 Exercícios de Fixação   79

termos da Lei Complementar n.º 101/2000 − LRF, NÃO serão objeto de limitação as despesas
que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas
ao pagamento do serviço da dívida.

17. CESPE – Administrador – PF/2014. A respeito de mecanismos utilizados para elaboração,


execução e acompanhamento do orçamento federal. Por se tratar de obrigação legal da
União, as despesas referentes ao orçamento da seguridade social estão excluídas da li-
mitação de empenho e movimentação financeira.

Descentralizações

18. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Sobre execução orçamentária. A descentralização


orçamentária representa uma transferência do direito de uso do crédito pela unidade
cedente, que continua detentora do crédito.

19. CESPE – Contador – STJ/2015. No que se refere a programação e execução do orçamento,


despesa e receita públicas. Um repasse pode ser realizado sem que tenha havido um des-
taque prévio.

20. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com respeito a programação e execução or-
çamentária e financeira. A transferência por parte do STJ de um crédito e de seu respectivo
recurso para o CNJ, com vistas à realização de treinamento de seus servidores, representa
uma descentralização caracterizada, respectivamente, por um destaque e por um repasse.

21. CESPE – Auditor – FUB/2015. Relativo as formas de descentralização financeira e orça-


mentária. Nos casos em que a descentralização dos recursos financeiros aconteça entre
órgãos de mesma estrutura administrativa – por exemplo, ambos no âmbito do Ministério
da Educação – essa movimentação interna configura um repasse de recursos.

22. CESPE – Auditor – FUB/2015. Relativo as formas de descentralização financeira e orçamen-


tária. Os requisitos operacionais obrigatórios ao parecer de descentralização orçamentária
são os seguintes: o objeto do gasto, o valor solicitado, a apresentação da unidade gestora
descentralizadora do credito e da unidade gestora recebedora do credito.

23. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Analise a opção a respeito da gestão e uso da receita e
da realização da despesa orçamentária da União. A descentralização de créditos constitui-
-se no poder que uma unidade orçamentária ou administrativa dá a outra para utilizar os
créditos que estão sob a sua supervisão.

24. VUNESP – Analista FO – Araras/2015. A consignação de créditos do Orçamento Geral da


União às Unidades Orçamentárias, ou seja, a transferência ou a primeira etapa da des-
centralização de créditos orçamentários e adicionais previstos na LOA feitas pelo órgão
central do sistema de orçamento, com o objetivo de entregar os recursos fixados às unidades
nominalmente contempladas no Orçamento, é denominada
(A) quadro de detalhamento de despesas – QDD.
(B) programação financeira.
80   Administração Pública I Augustinho Paludo

(C) destaque.
(D) dotação
(E) provisão.

25. CESPE – Analista Controle – MPU/2010. Acerca da execução orçamentário-financeira. Na


execução financeira, a liberação de recursos às unidades gestoras é realizada por inter-
médio de cota, repasse e sub-repasse.

26. CESPE – Agente Administração – ABIN/2010. Sobre execução orçamentária. No âmbito da


execução orçamentária, o termo crédito não se confunde com o conceito de recurso.

Comentada 27. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Sobre execução orçamentária e financeira.
A descentralização orçamentária é denominada provisão quando ocorre entre unidades
de órgãos distintos.

13. Transferências

1. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. À luz da LRF e da Constituição Federal de 1988. A realização


de transferência voluntária deve-se operar, sob pena de contrariedade à LRF, por meio de
convênio que estabeleça, entre outros pontos, a previsão orçamentária de contrapartida do
ente recebedor da transferência e o compromisso de não utilizar os recursos transferidos
em finalidade diversa da pactuada.

2. AOCP – Analista Administrativo – UF-PEL/2015. Assinale a alternativa que apresenta a(s)


condição(ões) para a destinação de recursos públicos para, direta ou indiretamente, cobrir
necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas, conforme determina a
Lei de Responsabilidade Fiscal.
(A) Autorização prevista na constituição federal ou estadual, atender aos preceitos da lei de
responsabilidade fiscal e dispor de excedente de caixa na organização pública pertinente.
(B) Autorização de acordo com objetivos assistencialistas, os quais podem ser repassados
a terceiros quando de situações emergenciais que requeiram ações rápidas tendo em
vista o bem-estar social.
(C) Autorização por lei específica, atender às condições estabelecidas na lei de diretrizes
orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
(D) Autorização especificamente vinculada a organizações privadas da saúde para a realização
de atividades consideradas de segurança nacional, conforme dispositivo legal vigente.
(E) Autorização por decreto do poder executivo, tendo em vista o atendimento de condições
que assegurem a ordem econômica e social e que tenham por propósito a realização de
atividades consideradas legalmente estratégicas.

3. FCC – Contador – TRE-Amapá/2015. De acordo com a Lei n.º 101/2000, a destinação de


recursos para, direta ou indiretamente, cobrir déficits de pessoas jurídicas deverá
(A) ser autorizada por dispositivos da Lei Orçamentária Anual.
(B) atender às condições estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(C) atender às condições estabelecidas no Plano Plurianual.
(D) estar prevista no Plano Plurianual ou em seus créditos adicionais.
(E) gerar a abertura de créditos adicionais suplementares.
715 Exercícios de Fixação   81

4. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. Sobre a despesa pública é correto afirmar


que é possível a concessão de subvenção à empresa de fins lucrativos, desde que tenha
sido expressamente autorizada em lei especial.

5. FCC – Conselheiro TCM-GO/2015. É correto afirmar que


(A) transferências voluntárias da União não podem financiar despesa de pessoal do município
beneficiado.
(B) em caso de calamidade pública, é possível realizar despesa que excede o saldo orça-
mentário.
(C) em hipótese alguma, os créditos especiais e extraordinários podem ser reabertos no ano
seguinte.
(D) em situação de guerra e comoção interna, podem ser abertos créditos suplementares
sem autorização legislativa.
(E) contraria o princípio da não afetação o oferecimento de impostos para garantir dívidas
com a União.

6. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Acerca de transferências. Nos convênios,


um dos partícipes é a União; o outro, necessariamente, será uma entidade da administração
pública estadual, distrital ou municipal.

7. CESPE – Analista – MME/2013. Acerca dos convênios, contratos de repasse e termos de


cooperação. O contrato de repasse é instrumento administrativo por meio do qual a trans-
ferência dos recursos financeiros se processa por intermédio de instituição ou agente
financeiro público federal, atuando como mandatário da União.

8. CESPE – Analista Contábil – SGES/2013. Convênio é um instrumento formal que disciplina


a transferência de recursos, visando à execução de programa de governo que envolva rea-
lização de projeto, atividade, serviço, aquisição de bens ou eventos de interesse recíproco,
em regime de mútua cooperação.

9. CESPE – Analista Administrador – MS/2013. O instrumento por meio do qual o Ministério


da Saúde ajusta a transferência de crédito para outro órgão ou entidade da administração
pública federal é denominado convênio.

Comentada 10. CONSULPLAN – Analista Adm. – TRE-MG/2013. Acerca de transferências. As


transferências constitucionais e legais são aquelas que, quando arrecadadas por um ente,
deverão ser transferidas a outros entes por disposição constitucional ou legal.

11. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Considere: I. A destinação de recursos para, direta ou


indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas
deverá ser autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na Lei de Di-
retrizes Orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais. II. As
regras sobre a destinação de recursos públicos aplicam-se às entidades da Administração
indireta, exceto às fundações públicas e às empresas estatais.
(A) A afirmativa I é verdadeira e a afirmativa II é falsa.
(B) As afirmativas I e II são verdadeiras.
(C) As afirmativas I e II são falsas.
(D) Somente a afirmativa II é verdadeira.
(E) Somente a afirmativa I é parcialmente verdadeira.
82   Administração Pública I Augustinho Paludo

12. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Convênios são instrumentos que permitem aos
entes da Administração pública o estabelecimento de obrigações recíprocas, convergentes
a um interesse comum. Sobre eles, sabe-se que é necessário, considerando que há mútua
colaboração, o estabelecimento de contrapartida, que pode ser de diversas naturezas, para
cada um dos partícipes.

13. FGV – Auditor – CGE – MA/2014. As condições e as exigências para transferências de re-
cursos a entidades públicas e privadas são estabelecidas pelo seguinte instrumento legal:
Lei de Diretrizes Orçamentárias.

14. FGV – Analista Administrativo – TJAM/2013. A correta aplicação dos recursos públicos e
a devida prestação de contas são fundamentais nas transferências de Recursos cujas im-
plicações estão previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. As chamadas transferências
legais são as transferências de recursos fundo a fundo para o SUS.

Comentada 15. FCC – Agente Fiscalização – TC-SP/2011. Sobre a transferência voluntária, é cor-
reto afirmar:
(A) Um Estado-membro poderá ser beneficiário de transferência voluntária da União, de-
corrente de convênio para custear serviço de saúde do Sistema Único de Saúde.
(B) A transferência de 50% da receita que o Estado-membro repassa aos Municípios, pro-
veniente do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, é elencada na Lei de
Responsabilidade Fiscal como transferência voluntária.
(C) Se o Município mantém convênio com o Estado-membro para receber transferência
voluntária, a título de cooperação, é necessário que comprove estar ultrapassando os
limites das dívidas consolidada e mobiliária.
(D) O ente beneficiário com transferência voluntária tem que comprovar, dentre outros requi-
sitos, que se acha em dia com os pagamentos de tributos, empréstimos e financiamentos
devidos ao ente transferidor.
(E) A única possibilidade de aplicação de receita proveniente de transferência voluntária em
finalidade diversa da pactuada é para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo
e pensionista do ente beneficiário.

Comentada 16. CESPE – ACE – TCU/2015. O ingresso proveniente de outros entes da Federação,
efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, deve
ser classificado como outras receitas correntes.

17. CESPE – Perito Economia – MPU/2010. Subvenções sociais são as transferências que se
destinam a instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural, sem fi-
nalidade lucrativa; subvenções econômicas destinam-se a empresas públicas ou privadas
de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril.

18. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. Os convênios instituídos pelo poder público
são firmados exclusivamente com outros órgãos ou entidades públicas, ao passo que os
contratos podem ser celebrados com outros órgãos ou entidades públicas ou privadas.

19. ESAF – Técnico – DNIT/2013. A respeito dos mecanismos de transferências de recursos da


União, é correto afirmar que concedente é o órgão ou entidade da administração pública
federal direta e indireta responsável pela transferência dos recursos.
715 Exercícios de Fixação   83

20. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. De acordo com a normatização federal aplicável,
as transferências de recursos orçamentários da União a órgão e a entidades públicas ou
privadas, sem fins lucrativos, operasse mediante convênio ou termo de execução des-
centralizada, quando se tratar de descentralização de créditos entre órgãos ou entidades
integrantes do Orçamento Fiscal da União.

14. Sistemas do Poder Executivo Federal

1. CESPE – Analista Administrativo – TRE-PI/2016. A respeito dos órgãos que compõem o


sistema de planejamento e orçamento federal no Brasil, bem como de suas atribuições,
assinale a opção correta.
(A) Os órgãos específicos do sistema em questão são as unidades de planejamento e de
orçamento dos ministérios, da Advocacia-Geral da União, da Vice-Presidência e da Casa
Civil da Presidência da República.
(B) O órgão setorial desse sistema na Casa Civil da Presidência da República atua em todos
os órgãos integrantes da presidência da República, ressalvados aqueles determinados
em legislação específica.
(C) Coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração tanto da lei de diretrizes orçamen-
tárias como da proposta orçamentária da União, incluindo o orçamento fiscal e o da
seguridade social, são competências dos órgãos setoriais do referido sistema.
(D) Compete a cada unidade orçamentária analisar e validar suas próprias propostas e
alterações orçamentárias.
(E) O órgão central do referido sistema é o Ministério da Fazenda.

2. UPGEO – Pregoeiro – Sta. Cecília-SC/2016. De acordo com a Lei n.º 10.180/2001, os órgãos
setoriais de Planejamento e Orçamento são: I. Aqueles vinculados ou subordinados ao
órgão central do Sistema, cuja missão está voltada para as atividades de planejamento e
orçamento. II. As unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios, da Advocacia-
-Geral da União, da Vice Presidência e da Casa Civil da Presidência da República.
Qual alternativa está correta?
(A) Apenas I está correta
(B) Apenas II está correta
(C) I e II estão corretas
(D) I e II estão incorretas

3. INSTITUTO CIDADE – Auditor – CONFE/2016. Qual dos itens abaixo NÃO é uma das finalidades
expressas em Lei, do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal?
(A) Formular o planejamento estratégico nacional.
(B) Formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.
(C) Identificar, analisar e avaliar os investimentos estratégicos do Governo, suas fontes de
financiamento e sua articulação com os investimentos privados, bem como prestar o
apoio gerencial e institucional à sua implementação.
(D) Gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.

4. FCC – Analista – TRT15/2013. No âmbito federal, o sistema de planejamento e orçamento


compreende as atividades de elaboração, acompanhamento e avaliação de planos, progra-
84   Administração Pública I Augustinho Paludo

mas e orçamentos, e de realização de estudos e pesquisas socioeconômicas. Assim, nos


termos da Lei n.º 10.180/2001 integra o sistema, como órgão central,
(A) a Controladoria-Geral da União.
(B) o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
(C) o Ministério da Fazenda.
(D) as unidades de planejamento e orçamento dos Ministérios.
(E) a Secretaria de Orçamento Federal − SOF.

5. NUCLEP – Auditor – BIORIO/2014. São finalidades do Sistema de Planejamento e de Orça-


mento Federal, de acordo com a Lei n.º 10.180/2001, EXCETO:
(A) formular o planejamento estratégico nacional.
(B) formular o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.
(C) formular planos nacionais, setoriais e regionais de desenvolvimento econômico e social.
(D) gerenciar o processo de planejamento e orçamento federal.
(E) formular o processo de prestação de contas do Governo para julgamento do Tribunal de
Contas.

Comentada 6. Augustinho Paludo/2016. Acerca do Sistema de Planejamento e Orçamento. O Ministé-


rio do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão é o Órgão Central do Sistema; a Secretaria
de Planejamento e Investimentos é o Órgão Central das atividades de planejamento; e a
Secretaria de Orçamento Federal é o Órgão Central das atividades de orçamento.

7. Augustinho Paludo/2016. Acerca do Sistema de Programação Financeira, analise: com-


preende as atividades de programação financeira da União, de administração de direitos e
haveres, garantias e obrigações de responsabilidade do Tesouro Nacional e de orientação
técnico-normativa referente à execução orçamentária e financeira.

8. CESPE – ACE – TCU/2011. Julgue o item, a respeito do sistema de administração financeira


federal. O sistema de administração financeira federal não tem por objetivo examinar a
pertinência dos gastos ou a sua compatibilidade com os objetivos e metas gerais estabe-
lecidos para o governo federal.

Comentada 9. Augustinho Paludo/2016. A respeito do sistema de programação financeira. Su-


bordinam-se tecnicamente à STN os representantes do Tesouro Nacional nos conselhos
fiscais/órgãos equivalentes das entidades da administração indireta, controladas direta
ou indiretamente pela União.

10. CESPE – Analista Contábil – TRT-MT/2015. A respeito do sistema de contabilidade federal


e de controle interno do Poder Executivo federal. O órgão central do sistema de contabi-
lidade federal também exerce as funções de órgão central do sistema de administração
financeira federal.

11. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. Com base na Lei n.º 10.180/2001, que organiza e
disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Finan-
ceira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal,
julgue o item. A unidade de contabilidade da UNIPAMPA integra o Sistema de Contabilidade
Federal, sujeitando-se à orientação normativa e à supervisão técnica da Controladoria-
-Geral da União.
715 Exercícios de Fixação   85

12. Augustinho Paludo/2016. Sobre o sistema de contabilidade. O Sistema de Contabilidade


Federal visa evidenciar a situação orçamentária, financeira e patrimonial da União. Tem
por finalidade registrar os atos e fatos relacionados com a administração orçamentária,
financeira e patrimonial da União

13. CESPE – ACE – TCU/2015. A respeito do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo
Federal, disciplinado pela Lei n.º 10.180/2001, julgue o item abaixo. São finalidades do Sis-
tema de Controle Interno do Poder Executivo: a comprovação da legalidade e a avaliação de
resultados da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, o controle das operações de
crédito e o apoio ao controle externo; entretanto, não compete a esse sistema a avaliação
do cumprimento de metas previstas no plano plurianual por essa tarefa estar relacionada
à execução de programas de governo.

14. NUCLEP – Auditor – BIORIO/2014. É uma finalidade do sistema de controle interno do Poder
Executivo Federal
(A) manter e aprimorar o Plano de Contas Único da União.
(B) avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução dos programas
de governo e dos orçamentos da União
(C) elaborar os Balanços Gerais da União.
(D) consolidar os balanços da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com
vistas à elaboração do Balanço do Setor Público Nacional.
(E) realizar tomadas de contas dos ordenadores de despesa e demais responsáveis por bens e
valores públicos e de todo aquele que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade
que resulte dano ao erário.

15. ESAF – Analista Adm. – DNIT/2013. Entre as competências dos órgãos e unidades do Sistema
de Controle Interno do Poder Executivo Federal, menciona-se
(A) estabelecer as metas a serem atingidas pelo PPA.
(B) participar da elaboração dos orçamentos da União.
(C) aprovar as operações que envolvam avais e garantias.
(D) monitorar a atuação das auditorias externas das entidades estatais.
(E) apurar atos inquinados de irregulares, praticados por agentes privados com recursos
públicos.

15. Siafi
1. FCC – Contador – TRF3/2016. No âmbito do Governo Federal, o SIAFI é o principal instru-
mento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária,
financeira e patrimonial. Dentre os principais objetivos do SIAFI, considere:
I. Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos
recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo
Federal. II. Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de
informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Fede-
ral. III. Permitir o acompanhamento específico das despesas com pessoal e encargos
sociais e da quantidade física de servidores. IV. Permitir o controle da dívida interna
e externa, bem como o das transferências negociadas.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I, II e III.
(B) III e IV.
86   Administração Pública I Augustinho Paludo

(C) II e V.
(D) I, III.
(E) I, II e IV.

2. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com relação aos instrumentos de segurança do SIAFI. Con-
forme macrofunção pertinente do SIAFI, os titulares das unidades gestoras podem indicar
operadores para efetuar a conformidade documental que esteja sob sua responsabilidade.

3. CESPE – Auditor – FUB/2015. Acerca do SIAFI. Para utilizar o SIAFI, os usuários são habi-
litados formalmente por meio do cadastramento de uma senha que lhes permite acesso
ao sistema não somente para total abrangência nas consultas, mas também para inclusão
de dados.

4. CESPE – Auditor – FUB/2015. Acerca do SIAFI. A nota de empenho, documento que permite
o registro do comprometimento de despesa no SIAFI, e necessária para os casos em que
se faca o reforço ou a anulação desse compromisso.

Comentada 5. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. Apesar de ser apresentado como um sistema


de administração financeira, o SIAFI é um sistema dinâmico, com caráter essencialmente
contábil, e visa, principalmente, facilitar a elaboração das demonstrações contábeis do
setor público.

6. CESPE – Administrador – MJ/2013. Com relação ao SIAFI. Por intermédio do SIAFI, é possível
acompanhar a execução orçamentária e financeira da União, dos estados e dos municípios.

7. CESPE – Analista Administrativo – ANTT/2013. Entre os objetivos do Sistema Integrado de


Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) estão a promoção do controle diário
da execução orçamentária e a disponibilização de meios para agilização da programação
financeira.

8. CESPE – Analista Finanças/Controle – MPU/2013. A respeito do SIAFI. O pré-empenho é um


documento utilizado pelo SIAFI por ocasião da assinatura de contratos ou convênios pela
administração, sendo substituído pela nota de empenho quando se inicia a sua execução.

9. CESPE – Analista – MPE-PI/2012. O Sistema Integrado de Administração Financeira do


Governo Federal (SIAFI), que permite acompanhar as atividades relativas à administração
financeira dos recursos da União, centraliza e uniformiza o processamento da execução
orçamentária por meio da integração dos dados sobre a programação financeira, a execução
contábil e a administração orçamentária.

10. CESPE – Contador – MS/2013. Acerca do SIAFI. São de responsabilidade da Secretaria do


Tesouro Nacional o armazenamento e a segurança dos dados do SIAFI.

11. CESPE – Administrador – UNIPAMPA/2013. Um dos principais objetivos do sistema integrado


de administração financeira do governo federal (SIAFI) consiste em permitir o controle da
dívida interna e externa, assim como das transferências negociadas.
715 Exercícios de Fixação   87

12. CESPE – Analista Gestão Financ. – SERPRO/2013. Um dos objetivos do SIAFI é a uniformi-
zação dos métodos e rotinas de trabalho no que se refere à gestão dos recursos públicos,
mantida sob controle centralizado e exclusivo da Secretaria do Tesouro Nacional.

Comentada 13. CESPE – Analista – ANATEL/2009. Os registros contábeis produzidos pelo Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) são efetuados automatica-
mente, de acordo com a tabela de eventos, correspondentes aos atos e fatos administrativos,
cuja entrada dos respectivos dados no sistema é de responsabilidade das unidades gestoras.

14. FCC – Analista Contabilidade – TRE-SP/2012. No SIAFI, os eventos mantêm correlação com
os documentos de entrada do sistema. Os eventos relacionados com o registro do orçamento
da despesa se relacionam com a Nota de Empenho.

15. FCC – Analista Contábil – TRT23/2011. Em relação ao SIAFI − Sistema Integrado de Admi-
nistração Financeira, é correto afirmar que um dos documentos básicos do sistema é a
Nota de Empenho.

16. CESPE – Analista Contador – STM/2011. O documento de arrecadação de receitas federais


(DARF) eletrônico foi implantado no SIAFI como consequência da criação da conta única,
permitindo aos usuários do sistema o recolhimento dos tributos federais diretamente à
conta do Tesouro, sem trânsito pela rede bancária.

17. CESPE – Analista Contador – STM/2011. A respeito dos conceitos e fundamentos do SIAFI. O uso
da tabela de eventos para o preenchimento de telas e documentos de entrada no SIAFI permite
transformar os atos e fatos administrativos rotineiros em registros contábeis automáticos.

18. CESPE – Gerente Projeto – MME/2013. Em relação ao sistema de informação da execução orça-
mentária e financeira, de acordo com os conceitos do SIAFI, unidade administrativa é entendida
como a unidade que depende da descentralização de créditos de uma unidade orçamentária.

19. FCC – Contador – TRF3/2016. No âmbito do Governo Federal, o SIAFI é o principal instru-
mento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária,
financeira e patrimonial. È objetivo do SIAFI fornecer meios para agilizar a contratação
de empresas para o fornecimento de bens e serviços à Administração Pública Federal,
através de licitações.

Comentada 20. CESPE – Analista Administrativo – TRT8/2016. Com relação aos instrumentos de
segurança do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI),
analise: Por ser tido como oficial, qualquer dado extraído do SIAFI dispensa autenticação,
para efeito de publicação.

16. Conta Única do Tesouro Nacional

1. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre a gestão das disponibilidades de caixa do Tesouro


Nacional, de que trata o art. 164, § 3.º, da Constituição Federal (Conta Única), é correto
afirmar, exceto:
(A) a movimentação de recursos da Conta Única é efetuada mediante documentos, tais como
Ordem Bancária – OB, Guia de Recolhimento da União – GRU, GPS – Eletrônica, Nota de
Sistema – NS ou Nota de Lançamento – NL, de acordo com as respectivas finalidades.
88   Administração Pública I Augustinho Paludo

(B) a Conta Única do Tesouro tem por finalidade acolher as disponibilidades financeiras da
União a serem movimentadas pelas Unidades Gestoras da Administração Federal.
(C) as Unidades Gestoras da Administração Direta e Indireta estão autorizadas a fazer apli-
cações financeiras via a Conta Única desde que as receitas obtidas sejam utilizadas na
execução das políticas públicas a seu cargo.
(D) as Ordens Bancárias para movimentação da Conta Única não necessitam ser impressas,
exceção feita às modalidades Ordem Bancária de Pagamento – OBP, Ordem Bancária de
Câmbio - OBK, Ordem Bancária Judicial – OBJ e Ordem Bancária para pagamentos da
STN – OBSTN.
(E) a operacionalização da Conta Única do Tesouro Nacional será efetuada por intermédio
do Banco do Brasil, ou, excepcionalmente, por outros agentes financeiros autorizados
pelo Ministério da Fazenda.

2. CESPE – Contador – TER-MT/2015. Com relação ao funcionamento da conta única do Tesouro


Nacional, analise: as entidades não integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social
não podem efetuar aplicações financeiras na conta única do Tesouro Nacional.

3. CESPE – Contador – TER-MT/2015. Com relação ao funcionamento da conta única do Tesouro


Nacional, analise: Por ser a conta única do Tesouro Nacional uma conta unificada, os órgãos
e entidades que dela fazem parte não possuem controle imediato dos gastos sobre suas
disponibilidades financeiras.

4. CESPE – Contador – TER-MT/2015. Com relação ao funcionamento da conta única do Tesouro


Nacional, analise: a conta única do Tesouro Nacional é mantida no Banco do Brasil e a sua
operacionalização é efetuada por meio de documentos registrados no Banco Central do
Brasil.

5. VUNESP – Contador – TJSP/2013 A conta mantida no Banco Central do Brasil e que acolhe
todas as disponibilidades financeiras da União, inclusive fundos, de suas autarquias e
fundações, e que se constitui como um importante instrumento de controle das finanças
públicas, uma vez que permite a racionalização da administração dos recursos financeiros,
reduzindo a pressão sobre a caixa do Tesouro, além de agilizar os processos de transferên-
cia e descentralização financeira e os pagamentos a terceiros, é denominada Conta Única
do Tesouro Nacional.

6. FCC – Assessor Jurídico – TC-PI/2014. Com relação a conta única. Constitui exceção legal ao
princípio da unidade de caixa a conta bancária específica do regime próprio de previdência.

7. CESPE – Analista Contábil – TRT10/2013. O recolhimento de todas as receitas se fará em


estrita observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer fragmentação
para criação de caixas especiais.

8. CESPE – Gerente Projeto – MME/2013. A operacionalização da conta única do Tesouro Na-


cional. Pode ser realizada pela STN para fazer movimentações financeiras diretamente,
sem intermediários, por meio do sistema de pagamentos brasileiro.

9. CESPE – Administrador – UNIPAMPA/2013. Com relação a conta única. A operacionalização


da conta única do Tesouro Nacional é efetuada por meio de documentos registrados no
SIAFI.
715 Exercícios de Fixação   89

Comentada 10. CESPE – Analista Administrativo – ANEEL/2010. Acerca da movimentação da conta


única do Tesouro Nacional. É efetuada por intermédio das unidades gestoras integrantes
do SIAFI, sob a forma de acesso on-line e off-line, utilizando como agente financeiro, para
efetuar os pagamentos e recebimentos, o Banco Central do Brasil.

Comentada 11. CESPE – Analista – MME/2013. Com relação às chamadas contas especiais. São
contas movimentadas e administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional ou por entidades
da administração indireta executoras de projetos, quando especificamente autorizadas.

12. VUNESP – Contador – TJ-SP/2015. Com o objetivo de obter maior economia operacional e
racionalizar a execução da programação financeira de desembolso, referente aos recursos
movimentados pelo Tesouro Nacional por meio de sua Caixa junto ao agente financeiro da
União, o Ministério da Fazenda
(A) promoveu a descentralização do controle dos recursos, de forma a tornar mais eficiente
a aplicação desses recursos.
(B) unificou os controles de arrecadação, identificando a origem e determinando a aplicação
dos recursos.
(C) tornou o Banco do Brasil responsável pelo controle de arrecadação e distribuição dos
recursos.
(D) promoveu a unificação desses recursos mediante a conta única do Tesouro.
(E) autorizou os saques contra a Caixa pelos limites estabelecidos por tipo de despesa, pelo
poder executivo.

13. CESPE – Gerente Projeto – MME/2013. Em relação ao sistema de informação da execução


orçamentária e financeira. Os recursos financeiros do governo federal são disponibilizados
aos diversos órgãos em contas-correntes individuais e segregadas, constituídas para esse
fim no Banco do Brasil.

14. CESPE – Agente – PF/2012. O gestor público que pretenda sacar recursos da Conta Única do
Tesouro deverá realizá-lo por intermédio de ordem bancária, diretamente no SIAFI. Para
a efetivação de pagamentos, esses recursos são disponibilizados no Banco do Brasil S.A.

15. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. Assinale a opção correta no que se refere à
conta única do Tesouro Nacional. As entidades da administração federal indireta poderão
utilizar, em suas aplicações no mercado financeiro, recursos provenientes de dotações
orçamentárias da União, inclusive transferências e eventuais saldos da mesma origem
apurados no encerramento de cada ano financeiro.

Comentada 16. CESPE – ACE – TCU/2015. Se determinada fundação pública mantiver seus recursos
decorrentes de arrecadação de receitas próprias na conta única do Tesouro Nacional, ela
poderá aplicar tais disponibilidades financeiras em aplicações a prazo fixo.

17. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. No que se refere à conta única do Tesouro
Nacional. A conta única do Tesouro Nacional, mantida no Banco Central do Brasil ou em
instituição financeira pública federal, acolhe todas as disponibilidades financeiras da União,
excetuando-se os recursos das autarquias, que escolherão a conta mediante concorrência
bancária.
90   Administração Pública I Augustinho Paludo

18. CESPE – Contador – TELEBRAS/2015. No que se refere à Conta Única do Tesouro Nacional,
julgue o seguinte item. Cabe ao Banco Central do Brasil a função de agente financeiro do
Tesouro com a atribuição, entre outras, de realizar pagamentos com os fundos depositados
na Conta Única do Tesouro Nacional.

19. CESPE – Agente Adm. – CADE/2014. Acerca da conta única do tesouro nacional. A nota de
lançamento (NL) é utilizada para lançamentos complementares da conciliação da Conta
Única do Tesouro Nacional.

20. CESPE – TEC – TCU/2015. No que diz respeito à Guia de Recolhimento da União (GRU),
julgue o item subsequente. A GRU é o documento destinado ao recolhimento de receitas à
Conta Única do Tesouro Nacional, mantida no Banco Central do Brasil, e o agente financeiro
centralizador dessa arrecadação é o Banco do Brasil S.A., que, por sua vez, recebe tarifas
pela prestação desse serviço à União.

17. Sidor/Siop

1. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. No que se refere ao processo orçamentário.


A proposta orçamentária do MDIC deve ser apresentada, anualmente, à Secretaria de
Orçamento Federal por intermédio do SIOP.

2. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com referência ao processo de orçamenta-


ção público no Brasil. Se determinado órgão do governo federal for criar um programa de
trabalho que não conste da lei orçamentária em execução, ele deverá fazer a solicitação
por meio do módulo qualitativo do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP).

3. AOCP CONCURSOS – Auditor – TC-PA/2013. O trabalho desenvolvido pela Secretaria de


Orçamento Federal, no cumprimento de sua missão institucional de planejar, desenvolver
e supervisionar o Sistema Orçamentário Federal, na dimensão técnica compreende a ne-
cessidade de coordenação efetiva do processo orçamentário, fundamentado em mecanis-
mos de articulação externa; integração do acompanhamento da execução orçamentária à
sistemática de elaboração; ampliação da ação de articulação e integração entre os órgãos
e unidades componentes do sistema orçamentário; promoção do desenvolvimento dos
recursos humanos vinculados ao Sistema Orçamentário; e suporte tecnológico às ações
inerentes ao processo orçamentário, por intermédio da modernização do Sistema Integrado
de Dados Orçamentários – SIDOR.

Comentada 4. CESPE – Administrador – ABIN/2010. Quanto a programação orçamentária. No ciclo


orçamentário anual, o alcance do SIDOR restringia-se à etapa que precede a apreciação
legislativa.

5. Augustinho Paludo/2016. Em relação aos sistemas corporativos do MPOG/SOF. Era no


SIDOR que as Unidades Orçamentárias cadastravam as ações e registravam os valores da
Proposta Orçamentária Anual, sob a forma de Programas.

6. Augustinho Paludo/2016. Em relação aos sistemas corporativos do MPOG/SOF. As funções


Orçamentárias e de Planejamento foram centralizadas num único sistema, o SIOP – Sistema
Integrado de Planejamento e Orçamento.
715 Exercícios de Fixação   91

18. Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)

Objetivos, Princípios, Transparência, Campo de Aplicação

Comentada 1. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013. A responsabilidade na gestão


fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem
desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de
metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que
tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e
outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação
de receita, concessão de garantia e inscrição em restos a pagar.

Comentada 2. CESPE – Analista – MPE-PI/2012. Constitui objetivo da LRF regulamentar o dispo-


sitivo constitucional que reserva à legislação complementar as normas sobre o exercício
financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei
de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual.

3. FGV – Administrador – AL-MT/2014. A respeito da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC n.


101/00). Seus princípios e pilares são planejamento, transparência, controle e responsa-
bilização.

4. FCC – Administrador – Defensoria – RR/2015. Considere os itens abaixo. Nos termos da


Lei de Responsabilidade Fiscal, são princípios da gestão fiscal responsável o que consta
em: I. Prevenção de riscos e correção de desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas
públicas. II. Cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas. III. Obediência
a limites relativos a gastos com pessoal e endividamento.
(A) I e III, apenas.
(B) I e II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I, II e III.
(E) II, apenas.

5. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. Entre os princípios da administração pública


contemporânea difundidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no Brasil está a
transparência aplicada à gestão fiscal. De acordo com a LRF, quando de sua entrada em
vigor no ano de 2000, os instrumentos de transparência da gestão fiscal incluíam o Plano
Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual.

6. VUNESP – Auditor CI – PMSP/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal procura definir o que


se entende como “responsabilidade na gestão fiscal”, e dentre outros postulados, dispõe
sobre renúncia de receita. Quanto a esse postulado, a Lei estabelece
(A) limites e condições.
(B) planejamento orçamentário.
(C) penalidades e sanções.
(D) ponto de equilíbrio.
(E) pontos fracos e oportunidades.
92   Administração Pública I Augustinho Paludo

7. CEPERJ – Analista Planej./Gestão – SEPLAG-RJ/2013. A Lei de Responsabilidade Fiscal, ao


determinar que o montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá
ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária, faz uso
do princípio do equilíbrio.

8. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Uma das principais características da Lei de Responsabi-


lidade Fiscal é a elevação do planejamento como um dos pilares da Administração Pública,
materializado no estabelecimento de metas e na criação de um mecanismo de acompa-
nhamento da execução orçamentária, com a obrigatoriedade da realização de audiências
públicas para a avaliação do cumprimento dessas metas.

9. FGV – Administrador – Defensoria – MT/2015. Considerando os instrumentos de transpa-


rência da gestão fiscal, analise as afirmativas a seguir.
I. Transparência quanto à despesa: serão disponibilizados todos os atos praticados pelas
unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização,
com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente
processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica bene-
ficiária do pagamento e ao procedimento licitatório realizado.
II. Transparência quanto à receita: disponibilizarão lançamento e recebimento de toda a
receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários.
III. Transparência quanto ao patrimônio: é facultada a disponibilização das contas apre-
sentadas pelo Chefe do Poder Executivo ao respectivo Poder Legislativo, durante todo
o exercício, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade.
Assinale:
(A) se somente a afirmativa I estiver correta.
(B) se somente a afirmativa III estiver correta.
(C) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
(D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
(E) se todas as afirmativas estiverem corretas.

10. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF). Com relação a conceitos e normas aplicáveis à despesa pública. O projeto da LRF
foi concebido no bojo da busca pela estabilidade fiscal, visando à obtenção de superávits
primários compatíveis com a estabilização da relação entre dívida externa e reservas
internacionais.

11. AOCP – Gestor Público – Uberlândia/2015. A programação de receitas e despesas na LOA


(Lei Orçamentária Anual) deve obedecer a um conjunto de princípios orçamentários, dentre
eles está o princípio da publicidade. A LRF, no artigo 48, ampliou o princípio da publicidade,
explicitando sua função de promover a transparência das contas públicas. Dessa forma,
são instrumentos da transparência da administração pública: os planos, os orçamentos,
as LDOs, as prestações de contas e os relatórios de execução orçamentária devem ser
instrumentos de transparência da gestão fiscal.

12. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. Um dos pilares da Lei de Responsabilidade Fiscal é a aten-
ção dada à transparência das contas públicas. Sobre esse assunto é correto afirmar que
durante o processo de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes e orçamentos
deverá haver incentivo à participação popular.
715 Exercícios de Fixação   93

13. FCC – ACE – TC-CE. A Lei Complementar n.º 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, esta-
belece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com
amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. De acordo com essa Lei Complementar,
(A) nas suas referências à União, o Ministério Público está excluído.
(B) nas suas referências a Tribunais de Contas, só estão incluídos o Tribunal de Contas da
União, os Tribunais de Contas dos Estados e o Tribunal de Contas do Distrito Federal.
(C) nas suas referências aos Estados, não se entende considerado o Distrito Federal.
(D) suas disposições obrigam, inclusive, os Municípios e suas fundações.
(E) nas suas referências aos Municípios, estão excluídas as autarquias municipais.

14. FCC – Analista – MANAUSPREV/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi editada para
garantir o equilíbrio nas contas públicas, de modo que suas normas dirigem-se e obrigam,
exemplificativamente, Tribunais de Contas, Ministério Público, autarquias e empresas
estatais dependentes.

15. FGV – Administrador – AL-AM/2013. Com relação à Lei de Responsabilidade Fiscal. A LRF
estimula a transparência, exigindo a divulgação, em todos os meios e formas possíveis,
dos relatórios de acompanhamento da gestão fiscal que permitem identificar receitas e
despesas.

Comentada 16. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Acerca da LRF. As empresas estatais
independentes não compõem o campo de aplicação da LRF.

17. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. A respeito da transparência. Os entes da Fede-


ração devem liberar à sociedade, em tempo real, o acesso a informações pormenorizadas
sobre o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive
aquelas referentes a recursos extraordinários.

Receita e Despesa

18. CESPE – Procurador – BA/2014. Considere o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal.


Os requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal incluem a instituição, a pre-
visão e a efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente
da Federação.

Comentada 19.FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Acerca da receita na LRF. É forma de renúncia de


receita, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a isenção em caráter não geral.

20. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Suponha que a União pretenda reduzir a zero
a alíquota do imposto de produtos industrializados incidente sobre eletrodomésticos e
utensílios de cozinha. Nessa situação, não será necessário demonstrar que a renúncia de
receita foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária nem efetuar medidas
de compensação por meio do aumento de receita.

Comentada 21. VUNESP – Analista Administrativo – DCTA/2013. Sobre receita pública na LRF. A
receita corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em
referência e nos onze anteriores, excluídas as duplicidades.
94   Administração Pública I Augustinho Paludo

22. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Sobre receita pública na LRF. A receita
corrente líquida engloba todas as receitas correntes lançadas no mês de referência e nos
onze meses anteriores.

23. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os


recursos transferidos pela União ao Distrito Federal, quando destinados à assistência
financeira para a execução de serviços públicos das polícias civil e militar e do corpo de
bombeiros, não integram o conceito de receita corrente líquida, ainda que sejam utilizados
para pagamento de pessoal.

24. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Renúncia de Receita é a decisão de não arrecadar receita
em função da concessão de isenções, anistias ou subsídios. Assinale a opção incorreta a
respeito da renúncia de receita.
(A) A LRF não trata especialmente da renúncia de receita, quanto a medidas a serem obser-
vadas pelos entes públicos que decidirem pela concessão ou ampliação de incentivo ou
benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita.
(B) Qualquer concessão de renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do
impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois
anos seguintes.
(C) Demonstrar que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária,
e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais,
da LDO.
(D) Estar acompanhada de medidas de compensação no exercício em que deva iniciar suas
vigências e nos dois seguintes, por meio do aumento de receita, proveniente de elevação
de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contri-
buição.

25. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000) es-
tabelece normas de finanças públicas e algumas definições que lhe são afetas. A definição
de receita corrente líquida excetua, quando se refere ao ente Estado,
(A) os valores transferidos aos Estados por determinação constitucional ou legal.
(B) o somatório das receitas patrimoniais.
(C) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço.
(D) o somatório das receitas agropecuárias.
(E) as parcelas entregues aos Municípios por determinação constitucional.

26. CESPE – Procurador – BA/2014. Considere o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A


previsão da receita pública deve ser acompanhada de demonstrativo de sua evolução nos
últimos três anos e de projeção para os dois seguintes àquele a que se refira.

27. CESPE – Procurador – BA/2014. Considere o disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal.


Admite-se a reestimativa da previsão da receita pública, desde que promovida pelo Poder
Legislativo, mediante aprovação de lei ordinária, por quaisquer motivos.

28. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. A LRF estabelece que a criação, expansão ou
aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa será acompa-
nhada de estimativa de impacto orçamentário-financeiro e de declaração do ordenador
715 Exercícios de Fixação   95

de despesa atestando adequação orçamentária e financeira com a LOA e compatibilidade


com a LDO e o PPA. É EXCEÇÃO legal a essa regra a despesa considerada irrelevante, nos
termos da LDO.

Comentada 29. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Tanto para empenho e para licitação de serviços,
fornecimento de bens ou execução de obras, assim como para criação, expansão ou aper-
feiçoamento de ação governamental que acarrete aumento de despesa, será necessário
apenas,
(A) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem previsão na lei orçamentária
anual e adequação com a lei de diretrizes orçamentárias e com o plano plurianual, de
forma que somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, pre-
vistas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para
o exercício.
(B) estimativa do impacto orçamentário-financeiro do exercício em que deva entrar em vigor.
(C) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e
financeira com a lei orçamentária anual.
(D) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor
e nos dois subsequentes, mais declaração do ordenador da despesa de que o aumento
tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade
com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
(E) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor
e nos subsequentes do mandato do chefe do Executivo, mais declaração do ordenador da
despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira e compatibilidade
com a lei de diretrizes orçamentárias do plano plurianual.

30. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. De acordo com o disposto na LRF — Lei Comple-
mentar n.º 101/2000, será considerada lesiva ao patrimônio público a despesa continuada
que não estiver associada às suas respectivas medidas compensatórias.

31. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Sobre despesa na LRF é correto afirmar que desde que
se estenda por mais de dois anos e seja criada por lei, a despesa de capital é considerada
obrigatória de caráter continuado.

32. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. De acordo com a LRF. As despesas com
pessoal das empresas estatais federais dependentes estão sujeitas a limites específicos,
compreendidos nos limites atribuídos ao Poder Executivo federal.

33. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. De acordo com a LRF. Caso seja ultrapassado
o limite de gasto com pessoal e se esgotem tanto as providências elencadas na LRF quanto
o prazo legal para sanear a situação, o ente federado poderá demitir servidores estáveis.

34. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca do controle da despesa pública. O percentual de


despesa com pessoal que supere o limite máximo previsto na LRF deve ser eliminado nos
dois quadrimestres seguintes àquele em que foi apurado o excesso, sob pena de o estado-
-membro ficar impedido de receber transferências voluntárias.

35. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca do controle da despesa pública. Se a despesa total
com pessoal da administração pública estadual superar o limite máximo previsto na LRF,
96   Administração Pública I Augustinho Paludo

a eliminação do percentual excedente poderá ser alcançada tanto pela extinção de cargos
e funções quanto pela redução dos valores a eles atribuídos.

36. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre os limites em relação à receita corrente líquida
para os gastos com pessoal no âmbito federal estabelecidos pela Lei Complementar n.º
101/2000, é correto afirmar, exceto:
(A) 3% (três por cento) para o Poder Legislativo incluindo o Tribunal de Contas da União.
(B) 3% (três por cento) para custeio de despesas do Distrito Federal e dos ex-territórios.
(C) 0,6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público Federal.
(D) 6% (seis por cento) para o Poder Judiciário.
(E) 37,9% (trinta e sete inteiros e nove décimos por cento) para o Poder Executivo.

37. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a despe-
sa total com pessoal do Ministério Público do Estado da Paraíba não poderá exceder, em
relação à Receita Corrente Líquida, em 6%.

38. FCC – Analista Administrativo – TRE-SE/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece


os limites percentuais para a despesa com pessoal. No caso do Poder Judiciário Federal,
esse cálculo deve ser feito dividindo os gastos com pessoal sobre
(A) o superávit financeiro do exercício anterior.
(B) a receita corrente líquida da União, apurada no mesmo período.
(C) a despesa com pessoal do exercício anterior.
(D) o montante de gastos com terceirização de mão de obra apurada no exercício anterior.
(E) os resultados nominal e primário apurados no mesmo período.

39. FCC – Conselheiro – TCM-GO/2015. Tendo em vista a despesa de pessoal, é correto afirmar
que
(A) os limites são apurados apenas e tão somente por poder estatal.
(B) o cálculo sempre abrange onze meses do gasto em questão.
(C) em todos os anos do mandato, não se aplicam sanções fiscais antes dos dois quadrimes-
tres que concede a lei para ajustar tal gasto a seu limite.
(D) aumentos reais de salário demandam estimativa trienal de impacto orçamentário-
-financeiro.
(E) superados 90% do limite, o poder, em regra, não pode aumentar o gasto em apreço.

40. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Sobre despesas com pessoal, é correto afirmar: Na
verificação do atendimento dos limites definidos da despesa com pessoal, não serão
computadas algumas despesas, assim como as despesas de indenização por demissão de
servidores ou empregados e as relativas a incentivos à demissão voluntária.

41. CESPE – Analista Gestão Financeira – INPI/2013. Em consonância com as disposições da LRF,
Os efeitos financeiros dos atos que criam as despesas obrigatórias de caráter continuado
devem ser compensados, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou
pela redução permanente de despesa.

Comentada 42. FCC – Analista Administrativo – TRE-CE/2012. A Lei de Responsabilidade Fiscal es-
tabeleceu três limites para os gastos com pessoal. Aquele constante do artigo 59, parágrafo
715 Exercícios de Fixação   97

primeiro, inciso II, diz que o ente deve ser notificado quando o montante da despesa total
com pessoal ultrapassou 90% (noventa por cento) do limite. Este é conhecido como limite
(A) legal.
(B) prudencial.
(C) objetivo.
(D) inconstitucional.
(E) de alerta.

Comentada 43. VUNESP – Contador – TJSP/2013 No tocante aos limites de despesa com pessoal e
à Lei de Responsabilidade Fiscal. A despesa total com pessoal será apurada somando-se
a realizada no mês em referência com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se
o regime de competência.

44. CESPE – Consultor Orçamento – Câmara/2014. Acerca da despesa pública. As despesas de


indenização por demissão de empregados não são computadas no limite de despesa total
com pessoal definido em lei.

45. CESPE – Administrador – PF/2014. No que tange à Lei de Responsabilidade Fiscal. As


despesas decorrentes do programa de incentivo à demissão voluntária de determinado
órgão público estão excluídas do limite de despesas de pessoal do referido órgão.

46. FCC – Contador – TRT16/2014. De acordo com a Constituição Federal, a despesa com pes-
soal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá
exceder certos limites. Assim, a LRF estabeleceu limites máximos de despesas com pessoal
para cada Poder. Com relação aos órgãos da esfera federal, a repartição dos limites não
poderá exceder os seguintes percentuais:
I. 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; 6% para o Judiciário.
II. 49% para o Executivo; 2% para o Ministério Público da União.
III. 3% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; 6% para o Judiciário.
IV. 40,9% para o Executivo; 0,6% para o Ministério Público da União.
V. 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União; 16% para o Judiciário.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) IV e V.
(C) III e IV.
(D) I e IV.
(E) II e V.

Relatório Resumido de Execução Orçamentária e Relatório de Gestão Fiscal

47. VUNESP – Contador – TJSP/2015. Estabelece regras de harmonização a serem observadas,


de forma permanente, pela Administração Pública para a elaboração do Relatório Resu-
mido da Execução Orçamentária (RREO) e do Relatório de Gestão Fiscal (RGF), e define
orientações metodológicas. O texto refere-se à Lei de Responsabilidade Fiscal.

48. VUNESP – Analista Gestão – SJC/2015. Sobre a LRF. O relatório resumido da execução
orçamentária deverá ser publicado pelo Poder Executivo, de acordo com a Constituição
Federal, até 30 dias após o encerramento de cada bimestre.
98   Administração Pública I Augustinho Paludo

49. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. A Constituição Federal de 1988 determina a elaboração


do Relatório Resumido da Execução Orçamentária e a Lei de Responsabilidade Fiscal es-
tabelece o seu conteúdo. Sobre esse relatório é correto afirmar que
(A) será publicado 30 dias após o encerramento de cada quadrimestre.
(B) conterá comparativo de limites das despesas com pessoal, distinguindo-a com inativos
e pensionistas.
(C) deve indicar as medidas corretivas adotadas ou a adotar se ultrapassado o limite de
operação de crédito, inclusive por antecipação da receita orçamentária.
(D) conterá demonstrativo, no último quadrimestre, sobre o montante das disponibilidades
de caixa em 31/12.
(E) é composto do Balanço Orçamentário e de demonstrativos de execução.

50. CESPE – AGU/2015. Referente à LRF e seus instrumentos de transparência da gestão pú-
blica. O balanço orçamentário, que tem a função de especificar, por categoria econômica,
as receitas e as despesas, constitui parte do RREO.

51. CESPE – AGU/2015. Referente à LRF e seus instrumentos de transparência da gestão pú-
blica. O RREO torna público como a atividade financeira do Estado está se desenvolvendo,
ou seja, o que realmente foi arrecadado e gasto em relação ao que fora previsto.

52. CESPE – Analista Administrativo – STJ/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF). O relatório resumido da execução orçamentária deverá contar, de acordo com as
circunstâncias, com justificativas para a frustração de receitas, e especificar as providên-
cias adotadas em matéria de fiscalização e cobrança dos créditos da fazenda pública, assim
como em matéria de combate à evasão e à sonegação.

53. CESPE – AGU/2015. No que diz respeito às sanções previstas na LRF e medidas a serem
tomadas. Caso o RREO não seja entregue até a data prevista na LRF, o TCU emitirá uma
advertência.

Comentada 54. FGV – Técnico Administrativo – MPE-MS/2013. O tipo de relatório exigido pela
Constituição Federal de 1988 e pela Lei Complementar n. 101/00, com vistas a evidenciar
a execução orçamentária por meio do acompanhamento de seus resultados bimestrais
durante um exercício financeiro, é denominado resumido da execução orçamentária.

55. CESPE – Analista Gestão Financeira – INPI/2013. Em consonância com as disposições da


LRF, O relatório resumido de execução orçamentária de que trata a LRF é acompanhado
do demonstrativo relativo aos resultados nominal e primário.

56. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. Uma das formas de operação de crédito reguladas na Lei
de Responsabilidade Fiscal é a por antecipação da receita orçamentária, conhecidas como
ARO, que envolve receita que o ente ainda não arrecadou. Caso a Prefeitura Municipal de
São Luís do Maranhão efetue esse tipo de operação de crédito, deverá elaborar um de-
monstrativo para fins de comprovação do atendimento ao limite estabelecido a operações
dessa natureza. Esse demonstrativo é parte integrante do
(A) Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
(B) Anexo de Metas Fiscais.
(C) Anexo de Riscos Fiscais.
715 Exercícios de Fixação   99

(D) Relatório de Contingências Fiscais.


(E) Relatório de Gestão Fiscal.

57. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal. O re-
latório de gestão fiscal deve conter demonstrativo das despesas e receitas previdenciárias
efetivamente realizadas no quadrimestre de referência.

58. CESPE – AGU/2015. No que diz respeito às sanções previstas na LRF e medidas a serem
tomadas. A União, como sanção pelo descumprimento do prazo estabelecido para a publi-
cação do RGF, ficará impedida de receber transferências voluntárias.

59. CESPE – AGU/2015. No que diz respeito às sanções previstas na LRF e medidas a serem
tomadas. O instrumento que pode indicar as medidas corretivas a serem adotadas no caso
de se ultrapassarem os limites fixados na LRF é o RGF.

60. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. O Relatório de Gestão Fiscal de que trata a Lei Com-
plementar n.º 101/2000 deve conter o comparativo com os limites definidos naquela Lei.
Assinale a opção que indica um limite não exigido pela Lei.
(A) Operações de crédito, inclusive por antecipação de receita.
(B) Dívida consolidada e mobiliária.
(C) Investimentos financiados por operações de crédito.
(D) Despesa total com pessoal.
(E) Concessão de garantia.

61. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O Poder Judiciário Federal publicou documento
referente ao período de setembro a dezembro de 2010, assinado, inclusive, pelo respon-
sável pelo controle interno, contendo as seguintes informações: comparativo da despesa
com pessoal com o limite da LRF, distinguindo a realizada com inativos e pensionistas;
demonstrativo do último quadrimestre referente à disponibilidade de caixa em 31/12;
inscrição de restos a pagar. O documento publicado foi o
(A) Relatório Resumido da Execução Orçamentária.
(B) Relatório de Gestão Fiscal.
(C) Relatório Comparativo entre as Metas Fixadas e os Resultados Alcançados.
(D) Anexos do Balanço Patrimonial com base em 31/12/10.
(E) Relatório Gerencial Quadrimestral.

Comentada 62. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013. Sobre a LRF. O relatório de Gestão
Fiscal será publicado, com amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico, até 30
dias após o encerramento do período a que corresponder.

63. CESPE – Agte. Administrativo – TC-RO/2013. Relativo às situações temporárias contidas


na LRF. Aos municípios com população inferior a 50.000 habitantes, é facultado optar por
divulgar semestralmente o relatório de gestão fiscal.

64. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Todo órgão público possui um controle interno
para a verificação da execução do orçamento. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal,
há determinação legal para que o responsável pelo controle interno assine o documento
denominado Relatório de Gestão Fiscal.
100   Administração Pública I Augustinho Paludo

65. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. A Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, conhe-
cida como a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estabelece normas para a elaboração
e divulgação de Relatório de Gestão Fiscal, pelos titulares. O Relatório de Gestão Fiscal
deve: abranger administração direta, autarquias, fundações, fundos e empresas estatais
dependentes, e também os consórcios públicos, que integram a administração indireta dos
entes da Federação consorciados;

Outros Assuntos

66. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação a Lei de Responsabilidade Fiscal. Um


ente da Federação que possua dívida com instituição financeira privada poderá refinanciar
tal dívida por meio de operação de crédito contratada com instituição financeira estatal,
desde que a instituição financeira concedente do crédito esteja sob controle de ente da
Federação diverso do tomador do empréstimo.

67. CESPE – Contador – STJ/2015. Acerca da Lei de Responsabilidade Fiscal. As transferências


voluntárias da União podem ser realizadas para determinado ente da Federação que tenha
ultrapassado o limite da dívida consolidada, desde que o prazo para retorno da dívida ao
limite ainda não tenha expirado.

68. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. Uma das inovações trazidas pela Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal foi o Anexo de Metas Fiscais, cujo conteúdo deve prever, por exemplo,
avaliação do cumprimento das metas estabelecidas no ano anterior, o que contribui para
o aprimoramento do planejamento público. Esse documento integra a Lei de Diretrizes
Orçamentárias, apenas.

69. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Acerca da receita pública, despesa pública e execução
orçamentária. No período de cento e oitenta dias que antecedem o final do mandato de um
governador, é proibido a essa autoridade gerar aumento da despesa com pessoal. Nesse
período, ele também estará impedido de contrair obrigação de despesa que não possa ser
cumprida integralmente dentro do mandato que esteja em curso.

70. FCC – Administrador – Defensoria-RR/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal, no que se


refere à receita e à despesa pública, estabelece: Não há impedimento legal para que o
montante previsto para as receitas de operação de crédito superem o das despesas de
capital constantes do projeto de lei orçamentária.

71. FCC – ACE – TC-CE. A gestão fiscal, de acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000, será
fiscalizada no âmbito do controle externo pelos Tribunais de Contas. Dentre as ênfases da
fiscalização, NÃO se
(A) inclui a destinação de recursos obtidos com a alienação de ativos.
(B) incluem os limites e as condições para realização de operações de crédito e inscrição
em Restos a Pagar.
(C) incluem as medidas adotadas para o retorno da despesa total com pessoal ao respectivo
limite.
(D) inclui o atingimento das metas estabelecidas na Lei Orçamentária Anual.
(E) inclui o cumprimento do limite de gastos totais dos legislativos municipais, quando houver.
715 Exercícios de Fixação   101

72. CESPE – Auditor – TC-RN/2015. Com base nas normas da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O parecer prévio emitido pelo Tribunal de Contas da União deve restringir-se às contas
prestadas pelo presidente de República.

73. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. De acordo com a LRF. O saldo da dívida
consolidada líquida (DCL) é obtido deduzindo-se da dívida consolidada as disponibilidades
de caixa, as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros.

74. CESPE – Auditor FUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias.


Caso o prefeito de um município decida realizar a alienação de bens da prefeitura para
solucionar a falta de verba para pagamento da folha de pessoal, ele terá amparo legal,
visto que essa operação é permitida pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

75. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. A Lei Complementar n.º 101/2000 (LRF) proíbe a operação
de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na
qualidade de beneficiário do empréstimo, e proíbe também: I. recebimento antecipado de
valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria
do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação; II.
assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com for-
necedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título de
crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes; III. assunção de
obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para pagamento a posteriori
de bens e serviços. Todas as afirmativas estão corretas.

76. FCC – Procurador – TCM-RJ/2015. Considerando a legislação específica sobre crédito


público, é INCORRETO afirmar:
(A) É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas
de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
(B) O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e condições relativos à
realização de operações de crédito de cada ente da Federação, inclusive das empresas
por eles controladas, direta ou indiretamente.
(C) Para realização de operações de crédito externo, o ente interessado formalizará seu
pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando
a relação custo-benefício, o interesse econômico e social da operação, levando em con-
sideração as condições previstas em lei, inclusive a autorização específica do Congresso
Nacional.
(D) As operações relativas à dívida mobiliária federal autorizadas, no texto da lei orçamen-
tária ou de créditos adicionais, serão objeto de processo simplificado que atenda às suas
especificidades.
(E) A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da Federação, exceto
quando relativa à dívida mobiliária ou à externa, deverá exigir comprovação de que a
operação atende às condições e limites estabelecidos.

77. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A LRF estabelece textualmente que o Poder Legislativo,
diretamente ou com o auxílio dos Tribunais de Contas, e o sistema de controle interno de cada
Poder e do Ministério Público, fiscalizarão o cumprimento das normas desta Lei Complemen-
tar, com ênfase para determinados pontos expressamente previstos nesse diploma legal.
102   Administração Pública I Augustinho Paludo

Especificamente aos Tribunais de Contas, a referida LRF estabelece que compete a esses
Tribunais alertar os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como os demais
órgãos referidos no seu art. 20, sempre que constatarem
I. que os montantes das dívidas consolidada e mobiliária, das operações de crédito e da
concessão de garantia se encontram acima de 75% dos respectivos limites.
II. que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite de 90%, definido
na própria Lei Complementar n.º 101/2000.
III. que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou 90% do limite.
Está correto o que se afirma APENAS no item III.

78. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê sanções
para casos específicos de descumprimento das normas nela estabelecidas. Assim, o ente
que não cumpri-la integralmente, ressalvados os casos previstos na lei, estará sujeito à
vedação ao recebimento de transferências voluntárias.

79. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. É uma Operação de Crédito e está vedada. Cor-
responde à alternativa:
(A) Assunção ou reconhecimento de dívidas.
(B) Recebimento antecipado de valores provenientes de vendas.
(C) Antecipação de Receita Orçamentária – ARO.
(D) Arrendamento mercantil.
(E) Captação de recurso anterior ao fato gerador.

80. FCC – Analista Leg. Orçamento – PE/2014. Considere as seguintes hipóteses:


I. Realização de operação de crédito por antecipação de receita orçamentária, envolvendo
tributos cujo fato gerador já tenha ocorrido.
II. Aplicação de receita proveniente da alienação de bens e direitos para financiamento
de despesa corrente de pessoal ativo.
III. Operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que
a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.
Constituem vedações estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as hipóteses
previstas, APENAS, em
(A) II e III.
(B) I e III.
(C) I e II.
(D) I.
(E) II.

81. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. De acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000, constitui
exigência para a realização de transferências voluntárias. Estar em dias quanto ao paga-
mento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor.

82. FGV – Auditor – CGE-MA/2014. De acordo com a Lei Complementar n.º 101/2000, constitui
exigência para a realização de transferências voluntárias. Cumprir os limites de dívida
consolidada e mobiliária, de operações de crédito, inclusive de antecipação de receita, de
inscrição de restos a pagar e de despesa total com pessoal.

83. CEPERJ – ACE – SEFAZ-RJ/2013. Para a contratação de operações de crédito por antecipação
da receita orçamentária será imprescindível o seguinte procedimento:
715 Exercícios de Fixação   103

(A) ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o fim do exercício
(B) estar limitada a 10% da Receita Corrente Líquida anual do ente federado
(C) ser liquidada com juros, porém sem outros encargos incidentes, até o fim do exercício
financeiro
(D) não existirem mais de três operações anteriores da mesma natureza
(E) realizar-se somente a partir do décimo dia do início do exercício financeiro

84. AOCP CONCURSOS – Auditor – TC-PA/2013. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal,
salvo mediante lei específica, não poderão ser utilizados recursos públicos, inclusive de
operações de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, ainda que
mediante a concessão de empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança
de controle acionário.

85. VUNESP – Contador – TJSP/2015. A emissão de títulos para pagamento do principal acres-
cido da atualização monetária, nos termos da Lei Complementar n.º 101/00, corresponde
à definição de refinanciamento da dívida mobiliária.

86. FGV – Auditor – TJ-Piauí/2015. A fim de dar cumprimento aos preceitos da LRF, o Anexo
de Metas Fiscais deve conter, entre outros, os seguintes demonstrativos: Avaliação do
Cumprimento das Metas Fiscais do Exercício Anterior; e Estimativa e Compensação da
Renúncia de Receita.
Gabaritos

1. Orçamento Público
1 E 21 C 41 C 61 E 81 E 101 C
2 E 22 C 42 A 62 C 82 C 102 D
3 E 23 C 43 E 63 E 83 C 103 C
4 E 24 C 44 E 64 E 84 E 104 E
5 C 25 C 45 E 65 E 85 C 105 C
6 A 26 C 46 C 66 C 86 E 106 C
7 D 27 C 47 B 67 C 87 C 107 E
8 E 28 C 48 E 68 B 88 B 108 A
9 C 29 C 49 C 69 C 89 E 109 E
10 C 30 C 50 E 70 C 90 C 110 D
11 E 31 D 51 E 71 C 91 E 111 E
12 E 32 E 52 E 72 E 92 E 112 B
13 C 33 C 53 C 73 E 93 B 113 C
14 E 34 C 54 A 74 E 94 A 114 E
15 E 35 E 55 B 75 C 95 E 115 E
16 E 36 C 56 C 76 C 96 C 116 E
17 E 37 E 57 C 77 E 97 E 117 C
18 C 38 E 58 C 78 E 98 E 118 E
19 B 39 C 59 C 79 E 99 C
20 E 40 C 60 B 80 C 100 E

2. Lei Orçamentária Anual (LOA)


1 C 9 E 17 A 25 C 33 C 41 E
2 C 10 B 18 C 26 C 34 E 42 E
3 C 11 D 19 E 27 B 35 A 43 C
4 C 12 C 20 E 28 E 36 C 44 B
5 C 13 C 21 C 29 E 37 A 45 A
6 E 14 C 22 E 30 E 38 E 46 B
7 E 15 C 23 C 31 C 39 C
8 C 16 C 24 E 32 C 40 B
Gabaritos   107

3. Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)


1 C 7 C 13 C 19 C 25 C 31 E
2 D 8 C 14 D 20 C 26 D 32 C
3 B 9 C 15 C 21 C 27 C 33 E
4 C 10 C 16 A 22 D 28 C 34 C
5 D 11 B 17 C 23 C 29 E 35 E
6 C 12 C 18 C 24 C 30 C

4. Plano Plurianual (PPA)


1 C 7 E 13 C 19 E 25 E 31 C
2 A 8 A 14 C 20 E 26 E 32 C
3 C 9 C 15 E 21 C 27 D 33 C
4 B 10 C 16 E 22 C 28 E 34 C
5 C 11 C 17 C 23 C 29 C 35 C
6 C 12 C 18 E 24 E 30 E

5. Ciclo Orçamentário
1 A 5 C 9 E 13 A 17 E 21 C
2 E 6 E 10 A 14 E 18 C 22 E
3 C 7 C 11 B 15 D 19 C 23 E
4 B 8 C 12 E 16 A 20 C 24 C

6. Receita Pública
1 C 13 E 25 C 37 C 49 C 61 E
2 C 14 C 26 D 38 B 50 C 62 E
3 E 15 E 27 C 39 C 51 B 63 E
4 E 16 C 28 E 40 C 52 E 64 E
5 E 17 C 29 C 41 B 53 C 65 D
6 E 18 C 30 E 42 C 54 A 66 C
7 C 19 D 31 E 43 C 55 C 67 D
8 D 20 E 32 E 44 C 56 E 68 C
9 C 21 C 33 C 45 D 57 E 69 E
10 C 22 A 34 A 46 E 58 C 70 C
11 E 23 E 35 E 47 C 59 C
12 C 24 C 36 C 48 A 60 C

7. Despesa Pública
1 C 15 E 29 E 43 C 57 E 71 E
2 C 16 D 30 E 44 C 58 D 72 C
3 C 17 D 31 D 45 C 59 C 73 C
4 C 18 C 32 C 46 B 60 E 74 C
5 C 19 C 33 D 47 C 61 E 75 D
6 C 20 C 34 B 48 A 62 E 76 E
7 B 21 C 35 C 49 C 63 E 77 C
8 C 22 E 36 C 50 C 64 C 78 A
108   Administração Pública I Augustinho Paludo

9 A 23 A 37 E 51 E 65 E 79 D
10 C 24 C 38 C 52 C 66 C 80 C
11 C 25 B 39 C 53 B 67 A 81 E
12 C 26 E 40 E 54 E 68 A 82 A
13 C 27 E 41 E 55 B 69 B 83 C
14 E 28 E 42 C 56 C 70 C

8. Créditos Adicionais
1 C 10 A 19 B 28 E 37 C 46 C
2 E 11 C 20 E 29 E 38 B 47 E
3 C 12 C 21 E 30 C 39 B 48 C
4 C 13 C 22 E 31 C 40 C 49 E
5 C 14 C 23 B 32 D 41 C 50 C
6 C 15 B 24 E 33 E 42 E
7 C 16 C 25 C 34 C 43 C
8 C 17 E 26 C 35 C 44 C
9 C 18 C 27 C 36 C 45 C

9. Restos a Pagar
1 E 5 C 9 C 13 C 17 D 21 C
2 C 6 C 10 A 14 D 18 C 22 C
3 D 7 A 11 C 15 E 19 C
4 E 8 E 12 B 16 E 20 E

10. Despesas de Exercícios Anteriores


1 C 5 E 9 C 13 A 17 E
2 C 6 B 10 C 14 C 18 C
3 E 7 E 11 C 15 C 19 E
4 C 8 C 12 E 16 B 20 E

11. Suprimento de Fundos


1 C 5 E 9 E 13 E 17 C
2 C 6 E 10 E 14 E 18 A
3 C 7 E 11 C 15 C 19 C
4 C 8 A 12 B 16 E 20 E

12. Programação Financeira e Descentralizações


1 E 6 E 11 C 16 C 21 E 26 C
2 C 7 C 12 E 17 E 22 C 27 E
3 C 8 C 13 C 18 C 23 C
4 E 9 B 14 C 19 C 24 D
5 D 10 C 15 E 20 C 25 C
Gabaritos   109

13. Transferências
1 C 5 A 9 E 13 E 17 C
2 C 6 E 10 C 14 C 18 E
3 B 7 C 11 A 15 D 19 C
4 C 8 C 12 C 16 E 20 C

14. Sistemas do Poder Executivo


1 A 4 B 7 C 10 C 13 E
2 D 5 E 8 C 11 E 14 B
3 C 6 C 9 C 12 C 15 E

15. Noções de Siafi


1 E 5 C 9 C 14 C 17 C
2 C 6 E 10 E 15 C 18 C
3 E 7 C 11 C 16 C 19 E
4 C 8 E 12 E 17 C 20 E

16. Conta Única do Tesouro Nacional


1 C 5 C 9 C 13 E 17 E
2 C 6 C 10 E 14 C 18 E
3 E 7 C 11 C 15 E 19 C
4 E 8 C 12 D 16 C 20 C

17. Sidor/Siop
1 C 2 E 3 C 4 C 5 C 6 C

18. Lei De Responsabilidade Fiscal (LRF)


1 C 16 C 31 E 46 D 61 B 76 C
2 E 17 C 32 C 47 C 62 C 77 C
3 C 18 C 33 C 48 C 63 C 78 C
4 D 19 C 34 C 49 E 64 C 79 E
5 C 20 C 35 E 50 C 65 C 80 A
6 A 21 C 36 A 51 C 66 E 81 C
7 C 22 C 37 E 52 C 67 C 82 C
8 C 23 C 38 B 53 E 68 C 83 E
9 C 24 A 39 D 54 C 69 C 84 C
10 E 25 E 40 C 55 C 70 C 85 C
11 C 26 C 41 C 56 E 71 D 86 C
12 C 27 E 42 E 57 E 72 E
13 D 28 C 43 C 58 E 73 C
14 C 29 D 44 C 59 C 74 E
15 E 30 C 45 C 60 C 75 C
Questões Comentadas

1. ORÇAMENTO PÚBLICO

2. CESPE – ACE – PE/2010. A respeito da atividade financeira: a receita pública é objeto de


estudo do Direito Tributário, pois caracteriza ingresso de numerário nos cofres públicos.

Comentários
“O Direito Financeiro compreende a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado, envolvendo
receita, despesa, orçamento e crédito público. Ele disciplina a organização e a administração das
finanças públicas, ou seja, disciplina a atividade financeira do Estado: é mais amplo que o direito
Tributário. Já o Direito Tributário trata da disciplina jurídica apenas dos tributos (receitas tributá-
rias: impostos, taxas e contribuições) – compreende o conjunto de normas que regulam a instituição
e arrecadação desses tributos e a relação jurídica do Estado com os Contribuintes” (Paludo, 2016).

Portanto, a afirmativa está errada porque a receita pública é objeto do direito financeiro, cuja com-
petência abrange todas as receitas (mais as despesas, o orçamento e o crédito público); a competência
do direito tributário compreende apenas uma das origens das receitas públicas (a receita tributária).

12. CESPE – Analista Administrativo – CNJ/2013. A atuação em situações conhecidas como


falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da administração na economia,
sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival, um
exemplo desse tipo de ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde poderia
ser definida como típico caso de provisão de bens públicos.

Comentários
A questão contém três afirmativas: 1. atuar para corrigir falhas de mercado é exemplo de intervenção
no mercado: CERTA “Para atingir esses objetivos, – estabilidade, crescimento e correção das falhas
de mercado – o Governo intervém na economia, utilizando-se do Orçamento Público e das funções
orçamentárias” (Paludo, 2013); 2. provisão de bens públicos puros (não excludente e não rival) são
exemplos dessa intervenção: CERTA, enquadra-se na função alocativa; e 3. serviços públicos de
Questões Comentadas   113

saúde são exemplos de bens públicos puros: ERRADA “Função alocativa – relaciona-se à alocação
de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens e serviços públicos puros (ex.: rodovias,
segurança, justiça) que não seriam oferecidos pelo mercado ou seriam em condições ineficientes;
bens meritórios ou semipúblicos (ex.: educação e saúde)” (Paludo, 2013).

Portanto, a afirmativa está errada porque os serviços de saúde são exemplos de bens semipúblicos
ou meritórios, e a questão está falando de bens públicos “puros”.

17. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. A função desenvolvida pelo Estado com o objetivo de
assegurar o ajustamento necessário na apropriação de recursos na economia, visando a
correção das imperfeições inerentes à própria lógica de mercado, denomina-se função
A) normativa.
B) distributiva.
C) estabilizadora.
D) administrativa.
E) alocativa.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Função alocativa – relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo
a fim de oferecer bens e serviços públicos (...) e ainda, corrigir imperfeições no sistema de mercado
(como oligopólios) e corrigir os efeitos negativos de externalidades”.

Portanto, a alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão: a função alocativa destina-se,


também, a correção das imperfeições inerentes à lógica de mercado.

25. FCC – Analista Controle – AMAPÁ/2012. O instrumento de gestão que se torna em plano de
governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar e fixa a despesa
para um período determinado de tempo, em geral de um ano, chamado exercício financeiro,
em que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali previstas, porém
não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo, é conhecido como
Orçamento
A) Flexível.
B) Ordinário.
C) Contínuo.
D) Público.
E) Operacional.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final
do processo de elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária
Anual.

O Orçamento Público é uma lei que, entre outros aspectos, exprime, em termos financeiros, a aloca-
ção dos recursos públicos. É um documento legal que contém a previsão de receitas e a estimativa
de despesas a serem realizadas por um governo, em um determinado exercício financeiro (...) É o
documento que define a gestão anual dos recursos públicos (...) Embora haja despesas obrigatórias,
no geral, o Orçamento Público brasileiro é considerado autorizativo”.
114   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a alternativa “D” é a verdadeira e a resposta da questão, pois a questão trata do Orçamento
Público. As afirmativas “A;C” são apenas características do orçamento público; a alternativa “B” nem
se enquadra na questão; e a alternativa “E” trata apenas do orçamento operacional, utilizado para
implementação de planos e projetos.

41. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. O orçamento do qual consta apenas a previsão da receita
e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente contábil-financeira, sem nenhu-
ma espécie de planejamento da ação do governo, sem qualquer objetivo econômico e social
de forma clara e sem preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente às
necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento
A) de desempenho ou por realizações.
B) estatal.
C) clássico ou tradicional.
D) pragmático.
E) de base zero ou por estratégia.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O Orçamento Tradicional/clássico é um documento de previsão de receita
e autorização de despesas com ênfase no gasto.

Sua finalidade era ser um instrumento de controle político do Legislativo sobre o Executivo – sem preo-
cupação com o planejamento, com a intervenção na economia ou com as necessidades da população (...)
Não se questionavam objetivos e metas do Governo. Percebe-se que o aspecto jurídico do orçamento era
mais valorizado que o aspecto econômico, e as finanças públicas caracterizavam-se por sua neutralidade”.

Portanto, a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão: a pergunta remete diretamente


para o orçamento clássico/tradicional.

46. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. No orçamento de desempenho, consideram-se os


seguintes fatores para a mensuração da atuação: economia de custos ou insumos, eficiên-
cia técnica na obtenção dos produtos e eficácia dos resultados pretendidos pelas políticas
governamentais.

Comentários
A medida da eficiência é interna, a mais comum, e estará sempre presente. A eficácia já é uma
medida de resultados (avalia o alcance das metas). No orçamento de desempenho/funcional “Havia
também forte preocupação com os custos dos programas. A ênfase é no desempenho organizacio-
nal, e avaliam-se os resultados (em termos de eficácia – não de efetividade). Procura-se medir o
desempenho através do resultado obtido, tornando o orçamento um instrumento de gerenciamento
para a Administração Pública” (Paludo, 2016).

Portanto, a afirmativa está correta, visto que o orçamento de desempenho preocupava-se com os
custos e utilizava os padrões de eficiência e eficácia para avaliar sua atuação.

62. CESPE – Administrador – EBC/2011. No orçamento base zero, os gerentes devem justificar
todos os gastos orçamentários e não apenas as variações em relação ao orçamento do ano
anterior. A linha de base é zero, e não, o orçamento do último ano.
Questões Comentadas   115

Comentários
O “Orçamento Base-Zero surgiu no Texas, EUA, na década de 1970, e nele não há direito adquirido no
orçamento. Cada despesa é tratada como uma nova iniciativa de despesa, e a cada ano é necessário
provar as necessidades de orçamento, competindo com outras prioridades e projetos. Inicia-se todo
ano, partindo do “zero” – daí o nome Orçamento Base Zero” (Paludo, 2016).

Portanto, a afirmativa está errada porque no orçamento base zero não há direito adquirido acerca
de verbas orçamentárias, todo ano as despesas devem ser justificadas.

66. FCC – Analista Administrativo – DP-RS/2013. Os princípios orçamentários visam estabelecer


regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência aos processos de
elaboração, execução e controle do orçamento público.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Os princípios orçamentários são regras válidas para todo o processo orça-
mentário (elaboração, execução e controle/avaliação) – aplicam-se tanto à LOA como aos créditos
adicionais – e visam assegurar-lhe racionalidade, eficiência e transparência, mas não têm caráter
absoluto, visto que apresentam exceções.

Portanto, a afirmativa está correta por expressar informações e características assertivas acerca
dos princípios orçamentários.

101. FCC – Analista Administrativo – TRT19/2014. O princípio orçamentário da especificação, também


denominado discriminação ou especialização, veda a consignação na Lei Orçamentária Anual − LOA
de dotações globais destinadas a atender indiferentemente as despesas com pessoal, transferências
ou quaisquer outras. Alguns tipos de dotação de despesa, todavia, podem ser previstos de forma
global, como é o caso da destinada a reserva de contingência.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Princípio da especificação, especialização ou discriminação. Essa regra
opõe-se à inclusão de valores globais, de forma genérica, ilimitados e sem discriminação, e ainda,
o início de programas ou projetos não incluídos na LOA.

Esse princípio está consagrado no § 1º do art. 15 da Lei nº 4.320/1964: “Na lei de orçamento a
discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos; §  1.º Entende-se por elementos o
desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras e outros meios de que se serve
a Administração Pública para consecução dos seus fins”.

Exceção: 1 – art. 20, parágrafo único, da Lei n.º 4.320/1964: “Os programas especiais de trabalho
que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da
despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas entre as Despesas de Capital”;
2 – art. 5.º, III, b, da LRF, que trata da reserva de contingência, que é uma dotação global para
atender a passivos contingentes e outras despesas imprevistas”.

Portanto, a afirmativa está correta tanto no que afirma do princípio, como em relação a exceção.

116. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre orçamento público. A inovação trazida
pela Constituição Federal de 1988 ao orçamento foi limitar a despesa pública com pessoal
ativo e inativo.
116   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos estados, do
Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.

Os limites foram estabelecidos pela LRF. São de no máximo 50% da receita corrente líquida para a
União e 60% para Estados e Municípios. Esses limites são divididos entre os poderes e o Ministério
Público”.

Portanto, a afirmativa está errada: não foi a Constituição Federal que limitou as despesas com
pessoal – mas uma lei complementar; a LRF.

2. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA

1. CESPE – Auditor – FUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias. A


lei orçamentária anual e composta dos orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento
das estatais.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A LOA – Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário
coordenado pela SOF. Ela abrange apenas o exercício financeiro a que se refere e é o documento
legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas no exercício
financeiro.

...

A LOA é composta pelos orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento das estatais. Ela
prevê os recursos a serem arrecadados e fixa as despesas a serem realizadas pelo Governo Federal,
referentes aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”.

Portanto, a afirmativa está correta: menciona os três orçamentos que formam a LOA.

13. FCC – ACE – TC-CE. A proposta da Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhada pelo Poder
Executivo ao Legislativo acompanhada de exposição circunstanciada da situação econômico-
-financeira. Essa exposição é denominada
A) razão orçamentária.
B) tabela explicativa.
C) mensagem.
D) exposição orçamentária.
E) fundamentação orçamentária.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A fase final é a elaboração da Mensagem Presidencial, texto e anexos do
Projeto de Lei Orçamentária e encaminhamento ao Congresso Nacional. Essa mensagem contará
com a participação do Dest, da Área Econômica, dos Órgãos Setoriais e da Casa Civil da Presidência
da República, mas, ao final, será a SOF que formatará, imprimirá e encadernará a mensagem pre-
sidencial na sua versão final, após a aprovação do texto junto à direção do MPOG e da Casa Civil da
Presidência da República.
Questões Comentadas   117

De acordo com a Lei n.º 4.320/1964 a mensagem deverá conter: exposição circunstanciada da situ-
ação econômico-financeira ...”.

Portanto, a alternativa C é a verdadeira e a resposta da questão.

22. CESPE – Agte. Administrativo – MDIC/2014. Relativo ao orçamento público no Brasil. De


acordo com a lei orçamentária anual, os orçamentos das empresas estatais dependentes e
independentes constam do orçamento de investimento.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “2. Orçamento de Investimento das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

...

ATENÇÃO. 1 > Esse orçamento abrange tão somente as empresas estatais independentes. As
estatais dependentes estão inclusas no Orçamento Fiscal”.

Portanto a afirmativa está errada. As estatais Dependentes não constam no orçamento de investi-
mento, mas no orçamento fiscal.

Comentada 46. CEC – Contador – Palmeira/2012. Inclui-se no processo orçamentário a elaboração


e a execução do orçamento, além, é claro, da aprovação da Lei Orçamentária Anual – LOA pelo Poder
Legislativo. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta
A) Somente o chefe do poder executivo pode apresentar emendas ao projeto de Lei Orça-
mentária Anual.
B) O Poder executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de Lei Orçamentária
Anual até o dia 31 de agosto de cada ano.
C) O processo orçamentário é segregado da Lei Orçamentária Anual, ou seja, não há inter-
-relacionamento entre eles.
D) O orçamento público é contínuo e dinâmico, mas não é flexível porque deve seguir a risca
o que foi aprovado pela Lei Orçamentária do respectivo exercício.
E) O orçamento público é contínuo, mas não é dinâmico porque não pode sofrer influência
da conjuntura econômica, política e social em sua elaboração e aprovação.

Comentários
A – Falsa. Os deputados e senadores também podem apresentar emendas “O relatório preliminar da
comissão mista fixa o número de emendas que poderão ser apresentadas: por comissões do Senado
ou da Câmara; por bancada estadual; e individualmente por cada deputado ou senador” (Paludo, 2016).

B – Verdadeira. O encaminhamento do projeto de Lei Orçamentária Anual é de competência priva-


tiva do Presidente da República (artigo 84, XXIII, da CF/88) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é um
instrumento de planejamento anual de inicia­tiva privativa do chefe do Poder Executivo (...) O Projeto
de Lei Orçamentária Anual – PLOA da União é enviado pelo Presidente da República ao Congresso
Nacional até o dia 31 de agosto de cada ano” (Paludo, 2016).

C – Falsa. O processo orçamentário e Lei Orçamentária Anual constituem um só processo. “De ma-
neira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de elaboração, o
Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual” (Paludo, 2016). Durante
a elaboração diz-se “processo de elaboração orçamentária” e a partir da aprovação pelo Poder Legis-
lativo passa a ser chamado de LOA – Lei Orçamentária Anual (ou, simplesmente, orçamento anual).
118   Administração Pública I Augustinho Paludo

D – Falsa. “Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o Orçamento
Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que traduz em termos financeiros os planos
e programas do Governo, ajustando o ritmo de sua execução à efetiva arrecadação dos recursos
previstos” (Paludo, 2016).

E – Falsa. O orçamento anual tem que ser dinâmico e flexível para se ajustar às conjunturas eco-
nômicas, sociais e políticas – tornando-se, assim, efetivo instrumento de realização dos objetivos
nacionais estabelecidos no PPA e implementados mediante os orçamentos-programas anuais.

3. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO

3. FCC – ACE – TC-CE/2015. O instrumento de planejamento que deve dispor sobre os critérios
e a forma de limitação de empenho, além das condições e exigências para as transferências
de recursos a entidades públicas e privadas é
A) o Plano Plurianual.
B) a Lei de Diretrizes Orçamentárias.
C) a Lei Orçamentária Anual.
D) o Plano Nacional Orçamentário.
E) o Anexo de Riscos Fiscais.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o
conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias, conforme consta
nos arts. 4.º, 5.º, 16, e 26:

Art. 4.º (...) I – disporá também sobre: (...) b) critérios e forma de limitação de empenho (...) f) demais
condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas”.

Portanto, a alternativa B é a verdadeira e a resposta da questão; pois trata-se de competência da LDO.

10. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos relacionados à


elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, é correto afirmar: em obediência à
disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encami-
nhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O Poder Executivo tem até o dia 15 de abril de cada ano para encaminhamento
do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias ao Poder Legislativo (...) deve ser aprovado e devolvido
para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa”.

Portanto a afirmativa está correta: o encaminhamento deve ser feito até oito meses e meio antes
do encerramento do exercício (15 de abril).

25. FCC – Analista Administrativo – MP-AM/2013. A Lei de Diretrizes Orçamentárias compre-


enderá as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital
Questões Comentadas   119

para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual,


disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação
das agências financeiras oficiais de fomento.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O conceito da LDO também é fornecido pela Constituição Federal de 1988, art.
165, § 2.º: a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração
Pública Federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará
a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e es-
tabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”.

Portanto, a afirmativa está correta: apresenta o conceito completo da LDO.

26. FCC – Analista Administrativo – TRE-CE/2012. O artigo 7.º do Decreto-lei n.º 200/67 cita que
a ação governamental obedecerá a planejamento que vise a promover o desenvolvimento
econômico-social do País e a segurança nacional. A institucionalização tornou-se compulsória
na Constituição Federal de 1988 no artigo 165, em que a integração entre o planejamento e
o orçamento se dá por meio da Lei
A) do Plano Plurianual.
B) da Responsabilidade Fiscal.
C) do Orçamento Anual.
D) de Diretrizes Orçamentárias.
E) da Ficha Limpa.

Comentários
De acordo com Paludo (2016), “A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é o instrumento norteador da
elaboração da Lei Orçamentária Anual. Ela seleciona os programas do Plano Plurianual que deverão
ser contemplados com dotações na LOA correspondente.

A LDO também se materializa numa lei ordinária de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.
É um instrumento de planejamento e o “elo de ligação” entre o PPA e a LOA”.

Portanto, a alternativa “D” é verdadeira e a resposta da questão. A alternativa “A” e a “C” sozinhas
não integram nada (elas é que devem ser integradas); a alternativa “B” trata da responsabilida-
de na gestão fiscal, mas não é fator de integração; e a alternativa “E” não se aplica em matéria
orçamentário-financeira.

4. PLANO PLURIANUAL – PPA

2. FCC – Auditor – MP-Paraíba/2015. O instrumento de planejamento pelo qual devem ser pre-
vistos os objetivos, diretrizes e metas da Administração pública para as despesas relativas
aos programas de duração continuada é o
A) Plano Plurianual.
B) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
C) Lei Orçamentária Anual.
D) Plano Diretor.
E) Anexo de Riscos Fiscais.
120   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
De acordo com Paludo (2016), “A Lei O conceito do PPA – Plano Plurianual é extraído da Constituição
Federal, art. 165, § 1.º: a lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada,
as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e
outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada”.

Portanto, a afirmativa A é a verdadeira e a resposta da questão.

14. CESPE – Analista Administrativo – TRT10/2013. Acerca do PPA. Em virtude das fortes dife-
renças regionais existentes no país, a CF impôs a regionalização do PPA com base na divisão
tradicional das cinco regiões brasileiras.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Com vistas a alcançar os objetivos constitucionais estabelecidos no art.
3º da CF/1988 (reduzir as desigualdades regionais), o critério utilizado para o estabelecimento de
diretrizes, objetivos e metas é a regionalização e o critério populacional.

As regiões as quais o PPA se refere são as macrorregiões brasileiras: Norte, Nordeste, Sudeste,
Centro-Oeste e Sul. A essas macrorregiões é necessário acrescentar outra possibilidade: a nacional
– visto que existem diretrizes, objetivos e metas de caráter nacional, pois todos os brasileiros serão
beneficiados, independentemente da região ou do estado em que residam”.

Portanto, a afirmativa está correta, visto que a regionalização do PPA compreende as cinco macror-
regiões brasileiras, e tem a finalidade de reduzir as desigualdades regionais.

21. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Segundo a CF, a peça do sistema de planejamento e
orçamento federal que condiciona a elaboração dos planos e programas nacionais, regionais
e setoriais é o PPA.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O Plano Plurianual condiciona a elaboração de todos os demais planos no
âmbito federal, que devem estar de acordo e harmonizar-se com ele, conforme dispõe o art. 165,
§ 4.º, da CF: os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição
serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional”.

Portanto, a afirmativa está correta, pois o PPA condiciona a elaboração dos demais planos.

33. CESPE – Analista Contábil – TRT10/2013. Sobre o PPA. Além de programas destinados ex-
clusivamente a operações especiais, o PPA integra as políticas públicas e organiza a atuação
governamental, por meio de programas temáticos e de gestão, manutenção e serviços ao
Estado.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Toda ação de Governo está estruturada em programas. O programa é o
elemento básico de organização e execução do Plano Plurianual, e, como tal, deve possibilitar a
visualização dos dispêndios e das realizações de cada esfera governamental.
Questões Comentadas   121

O PPA 2012-2015 manteve apenas dois programas, mas alterou a nomenclatura e os conceitos desses
programas: Programa Temático: retrata no Plano Plurianual a agenda de Governo organizada pelos
temas das políticas públicas e orienta a ação governamen­tal. Sua abrangência deve ser a necessária
para representar os desafios e organizar a gestão, o monitoramento, a avaliação, as transversalida-
des, as multissetorialidades e a territorialidade. O Programa Temático se desdobra em objetivos e
iniciativas; e Programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado: são instrumen­tos do Plano
que classificam um conjunto de ações destinadas ao apoio, à gestão e à manutenção da atuação go-
vernamental, bem como as ações não tratadas nos Programas Temáticos por meio de suas iniciativas.

Os programas destinados exclusivamente a operações especiais não integram o Plano Plurianual


– constarão apenas nos orçamentos anuais”.

Portanto, a afirmativa está errada porque os programas destinados exclusivamente a operações


especiais não fazem parte do PPA.

5. CICLO ORÇAMENTÁRIO

6. CESPE – Agte. Administrativo – PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários. Dada


a importância da integração entre planejamento e orçamento para o bom funcionamento
da administração pública, é previsto na CF um ciclo de planejamento e execução do plano
orçamentário integralmente constituído pelo PPA e pela LDO.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Ciclo orçamentário ampliado. O sistema orçamentário brasileiro é composto
por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o
Plano Plurianual”.

Portanto, a afirmativa está errada, pois o ciclo ampliado compreende o PPA, a LDO e a LOA.

12. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. O processo orçamentário (ciclo) é visto como
autossuficiente, já que a primeira etapa do ciclo se renova anualmente a partir de resultados
e definições constantes de uma programação de longo prazo.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O ciclo orçamentário (processo orçamentário), certamente não é autossu-
ficiente, uma vez que a primeira parte do sistema (lei orçamentária) tem renovação anual, refletindo
em grande parte o resultado de definições constantes de uma programação de médio prazo, que por
sua vez, detalha os planos de longo prazo, que também são dinâmicos, e flexíveis às conjunturas
econômicas, sociais e políticas”.

Além disso, essas leis não são independentes uma das outras; por exemplo: a LDO deve ser compa-
tível com o PPA, e a LOA deve estar em consonância tanto com a LDO como com o PPA.

Portanto, a afirmativa está errada: o ciclo orçamentário não é autossuficiente.

13. FGV – Contador – INEA-RJ/2013. Com relação ao planejamento e às peças do orçamento


público, assinale a afirmativa correta.
122   Administração Pública I Augustinho Paludo

a) A LOA não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa,


não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e
contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos
da lei.
b) A LDO compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo
as despesas de capital para os exercícios financeiros subsequentes, orientará a elabo-
ração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.
c) A lei que instituir o PPA estabelecerá, de forma generalizada, as diretrizes, objetivos
e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas
decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada.

Comentários
A – Verdadeira. É transcrição direta do artigo 165, § 8.º, da CF/1998. “De acordo com o § 8º do art.
165 da Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão
da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de
créditos suplementares e contratações de operações de crédito, ainda que por antecipação de re-
ceitas, nos termos da lei” (Paludo, 2016).

B – Falsa. A LDO compreenderá as metas e prioridades para o exercício financeiro subsequente,


apenas. “A Lei de Diretrizes Orçamentárias objetiva detalhar as metas e prioridades da Administração
para o ano subsequente, e orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual, além de dispor sobre
alterações tributárias e estabelecer a política de aplicação das agências de fomento” (Paludo, 2016).

C – Falsa. A lei que instituir o PPA estabelecerá, de forma regionalizada, e não generalizada. “O
conceito do PPA – Plano Plurianual é extraído da constituição federal, art. 165, § 1.º: a lei que instituir
o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da admi-
nistração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas
aos programas de duração continuada” (Paludo, 2016).

19. FADESP – Administrador – COREN-PA/2013. Sobre o ciclo orçamentário. O Orçamento


Público é elaborado de acordo com as seguintes fases: elaboração, aprovação, execução e
avaliação.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O ciclo orçamentário é constituído de quatro fases: elaboração; votação e
aprovação; execução orçamentária/financeira; controle e avaliação”.

Portanto, a afirmativa está correta: indica as quatro fases do ciclo orçamentário anual.

6. RECEITA PÚBLICA

1. FGV – Agente Fiscalização – TC-SP/2015. O conceito orçamentário de receita está associa-


do à disponibilidade de recursos financeiros durante o exercício orçamentário, enquanto o
conceito contábil de receita relaciona-se a aumentos nos benefícios econômicos durante o
período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de
passivos, que resultem em aumento do patrimônio líquido.
Questões Comentadas   123

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Vários são os conceitos existentes acerca das receitas públicas: A Delibera-
ção nº 539/2008 da CVM, que aprova o pronunciamento conceitual básico aplicável às entidades em
geral, define que receitas são aumentos nos benefícios econômicos, durante o período contábil, sob
a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultem em
aumento do patrimônio líquido e que não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade.

ATENÇÃO > Esse conceito contábil não corresponde à receita orçamentária pública, mas à receita
sob o enfoque das normas aplicáveis às empresas privadas.

...

A receita, pelo enfoque orçamentário, corresponde a todos os ingressos disponíveis para cobertura
das despesas públicas, em qualquer esfera governamental”.

Portanto, a afirmativa está correta, pois apresenta conceitos válidos para a receita orçamentária/
pública e para a receita contábil/privada.

15. CESPE – Especialista Gestão – TELEBRAS/2015. A respeito o orçamento público. As receitas


intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas pelo ente
público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior
devolução.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Receitas intraorçamentárias são as receitas oriundas de operações re-
alizadas entre órgãos, fundos, autarquias, fundações públicas, empresas estatais dependentes e
demais entidades da Administração Pública integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social
de uma mesma esfera de Governo”.

Portanto, a afirmativa está errada, pois apresenta conceito inválido para receitas intraorçamentárias.

34. ESAF – Analista PO – MPOG/2015. A respeito da integração entre a origem e a destinação


dos recursos arrecadados pelo Estado no processo orçamentário federal, é correto afirmar:
a) a natureza de receita orçamentária busca identificar a origem do recurso segundo seu
fato gerador enquanto a fonte/destinação de recursos possui a finalidade de identificar
o destino da sua aplicação.
b) a fonte/destinação indica a origem dos recursos segundo seu agente financiador enquanto
a natureza da despesa orçamentária possui finalidade precípua de indicar a classificação
econômica do gasto.
c) a natureza da receita orçamentária busca identificar a origem dos recursos segundo o
fato de natureza tributária enquanto a fonte/destinação indica a instituição responsável
pela aplicação.
d) a natureza de receita orçamentária vincula os recursos ao fato gerador enquanto a fun-
ção, o programa de governo e a fonte/destinação indicam as áreas em que devem ser
aplicados.
e) a fonte/destinação vincula os recursos às áreas de atuação do Estado enquanto a natureza
da receita orçamentária vincula os fatos geradores ao setor produtivo do qual provêm os
recursos.
124   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da
origem do recurso segundo seu fato gerador.

...

O código da destinação exerce dois papéis: para a receita indica a destinação dos recursos arreca-
dados; para a despesa indica a origem dos recursos que garantirão as despesas”.

Portanto, a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão.

47. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Segundo as categorias econômicas, as receitas


podem ser classificadas em receitas correntes ou receitas de capital.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As categorias econômicas correntes e capital, estabelecidas no art. 11
da Lei n.º 4.320/1964, foram detalhadas pela Portaria Interministerial STN/SOF n.º 338-2006, em:
Receitas Correntes Intraorçamentárias e Receitas de Capital Intraorçamentárias.

Assim, existem apenas duas categorias econômicas, mas que apresentam números de identificação
diferentes se forem receitas intraorçamentárias: 1 – receitas correntes; e 7 – receitas correntes
intraorçamentárias; 2 – receitas de capital; e 8 – receitas de capital intraorçamentárias”.

Portanto, a afirmativa está correta, visto que indica as duas categorias econômicas da receita exis-
tentes: correntes e capital.

48. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Sobre os procedimentos contábeis orçamentários, está


correta a alternativa
a) O código de fonte/destinação de recursos, para a receita orçamentária, tem a finalidade de
indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas orçamentárias.
Para a despesa orçamentária, indica a origem dos recursos que estão sendo utilizados.
b) Destinação Ordinária é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos,
em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pelos mandamentos legais.
c) O controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser
feito somente durante a execução orçamentária.

Comentários
A – Verdadeira. Segundo Paludo (2016), “O código da destinação exerce dois papéis: para a receita
indica a destinação dos recursos arrecadados; para a despesa indica a origem dos recursos que
garantirão as despesas”.

B – Falsa. Na destinação ordinária não há vinculação entre origem e aplicação. “Destinação ordinária
– é o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos, para atender a quaisquer
finalidades” (Paludo, 2016).

C – Falsa. Segundo Paludo (2016), “Todos os entes da Federação devem controlar a destinação de
recursos, haja vista a existência de vinculações para todos eles. Esse controle das disponibilidades
financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser feito desde a elaboração do orçamento até
a sua execução”.
Questões Comentadas   125

7. DESPESA PÚBLICA

1. CESPE – Administrador – ENAP/2015. No que diz respeito a receita e despesas públicas.


Sob o enfoque patrimonial, a despesa pública é definida como um decréscimo nos benefícios
econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos
ou incremento em passivos que resulte em decréscimo do patrimônio líquido.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A Deliberação n.º 539/2008 da CVM, que aprova o pronunciamento conceitual
básico aplicável às entidades em geral, estabelece que “as despesas são decréscimos nos benefí-
cios econômicos durante o período contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos
ou incremento em passivos, que resultem em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejam
provenientes de distribuição aos proprietários da entidade”.

ATENÇÃO > Esse conceito contábil não corresponde à despesa orçamentária pública, mas à despesa
sob o enfoque das normas aplicadas às empresas privadas”.

Portanto, a afirmativa está correta, pois apresenta o conceito contábil/patrimonial da despesa.

10. CESPE – Especialista Finanças – TELEBRAS/2013. Sobre despesas públicas. No encer-


ramento do exercício, as despesas podem apresentar-se como: empenhadas, liquidadas e
pagas; empenhadas, liquidadas e não pagas; e empenhadas, não liquidadas e não pagas.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Situações possíveis para as despesas públicas: Empenhadas, liquidadas
e pagas – esse é o procedimento padrão para as despesas do exercício; Empenhadas, liquidadas e
não pagas – é uma das possibilidades de inscrição de despesas em restos a pagar, classificada como
restos a pagar processados; Empenhadas, não liquidadas e não pagas – é a segunda possibilidade de
inscrição de despesas em restos a pagar, classificada como restos a pagar não processados; Existe
ainda outra situação, que compreende as – despesas não empenhadas: nesse caso, em exercício
seguinte, serão enquadradas como despesas de exercícios anteriores”.

Portanto, a afirmativa está correta, conforme texto acima.

13. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. No que se refere às classificações orça-


mentárias, são essenciais à programação, à execução, ao acompanhamento, ao controle e à
avaliação da atividade financeira do Estado.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As classificações orçamentárias permitem a visualização da despesa sob
diferentes enfoques, conforme o ângulo que se pretende analisar. Elas são imprescindíveis para a
realização da programação, da execução, do controle e da avaliação das despesas e realizações,
bem como para dar transparência à gestão dos recursos públicos”.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa está correta e em perfeita sintonia com o texto de meu
livro.
126   Administração Pública I Augustinho Paludo

23. FCC – ACE – São Luís-MA/2015. A classificação funcional busca informar basicamente em
que área de despesa a ação governamental será realizada. Considerando que a classificação
funcional é representada por cinco dígitos, é correto afirmar que os
A) dois primeiros relativos às funções e os três últimos às subfunções.
B) três primeiros relativos ao projeto e os dois últimos ao elemento de despesa.
C) dois primeiros relativos ao órgão orçamentário e os três últimos à unidade orçamentária.
D) três primeiros relativos às funções e os dois últimos às subfunções.
E) dois primeiros relativos ao programa e os três últimos à ação de governo.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A classificação funcional da despesa tem como principal finalidade permitir
a consolidação nacional dos gastos do setor público.

...

Na base do SIOP, existem dois campos correspondentes à classificação funcional, conforme apresen-
tado a seguir: 1.º e 2.º dígitos correspondem a função; 3.º, 4.º e 5.º dígitos correspondem a subfunção”.

Portanto, de forma inequívoca, a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão.

31. FCC – ACE – TC-CE. O departamento de contabilidade e orçamento da Assembleia Legislativa


do Estado Eldorado do Norte está instalado em um imóvel alugado. No mês de junho de 2015,
a Assembleia adquiriu este imóvel pelo valor de R$ 850.000,00. Nos termos da Lei Federal
n.º 4.320/64, a despesa é classificada como
A) investimento.
B) patrimonial.
C) imobiliária.
D) inversões financeiras.
E) imobilizado.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Classificação por Grupo de Natureza da Despesa: (...) 5–Inversões Finan-
ceiras – despesas orçamentárias com softwares e despesas com a aquisição de imóveis ou bens de
capital já em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades
de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a
constituição ou aumento do capital de empresas”.

Portanto, a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão: trata-se de aquisição de bem imóvel


construído outrora, já em utilização.

41. CESPE – Analista Administrativo – CADE/2014. Com referência ao processo de orçamentação


público no Brasil. A estrutura programática da despesa pública definida para a LOA deve ser a
mesma para todos os entes da Federação, devido aos objetivos de consolidação das contas públicas.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem estabelecer
em atos próprios as suas estruturas de programas, códigos e identificação, observando os conceitos
da Portaria n.º 42/1999-MPOG. Ou seja, todos os entes devem ter seus trabalhos organizados por
Questões Comentadas   127

programas, mas cada ente estabelecerá sua estrutura própria de acordo com a referida Portaria
e demais normativos recentes.

ATENÇÃO > A estrutura programática não é comum a todos: ela é definida por cada Ente Público
(União, Estados, DF, Municípios), que poderão utilizar a da União – ou outra diferente”.

Portanto, a afirmativa está errada, conforme texto acima.

51. CEPERJ – Analista CE – SEFAZ-RJ/2013. Durante o exercício financeiro vigente, uma Secreta-
ria de Estado, com base na sua dotação orçamentária, realizou uma despesa em atendimento
a um determinado programa de trabalho de sua responsabilidade. Após cumprir todas as
etapas da execução da despesa, fez o devido registro, utilizando, na ocasião, a codificação
4.4.90.52.00. O segundo dígito, representado pelo número quatro, e o quinto e o sexto dígitos,
formando o número 52, representam na estrutura da classificação da natureza da despesa,
respectivamente: o grupo da despesa e o elemento de despesa.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A classificação por natureza da despesa é composta por um código de oito
dígitos: seis obrigatórios e dois facultativos. O conjunto de informações que formam esse código
são: Categoria Econômica; Grupo de Natureza da Despesa; Modalidade de Aplicação; Elemento de
Despesa; e facultativamente, o Subelemento de Despesa.

O quadro a seguir, extraído de meu livro Orçamento Público, Afo e Lrf, ajuda a compreender a codi-
ficação da despesa segundo a natureza.

Portanto, a afirmativa está correta, pois indica com precisão códigos da classificação segundo a
natureza e seus respectivos significados.

69. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. A execução da despesa orçamentária deve


passar pelos seguintes estágios:
A) fixação, empenho, liquidação e pagamento.
B) empenho, liquidação e pagamento.
C) empenho, subempenho, liquidação e pagamento.
D) dotação, fixação, empenho, liquidação e pagamento.
E) empenho global, empenho estimativo e pagamento.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Estágios ou fases da despesa são os passos que evidenciam o cumprimento
dos preceitos legais para a sua realização. Haja vista as normas específicas que regem a matéria, o
processo de execução das despesas públicas passa por estágios que não podem ser descumpridos,
e nem pode haver inversão da ordem de qualquer desses estágios. Assim, toda despesa orçamen-
128   Administração Pública I Augustinho Paludo

tária é obrigada a percorrer os estágios de: empenho, liquidação e pagamento – e não pode haver
inversão de nenhuma fase”.

Portanto, a alternativa B é a verdadeira e a resposta da questão.

8. CRÉDITOS ADICIONAIS
1. CESPE – Administrador – ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. Todo
crédito adicional constitui um crédito orçamentário, mas nem todo crédito orçamentário é
também um crédito adicional.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A Espécies ou tipos de créditos adicionais são sinônimos, aqui diferenciados
apenas para fins didáticos. O que não pode é confundir crédito ordinário com crédito adicional ou com
alguma espécie de crédito adicional. O quadro a seguir ajuda a compreender os tipos de créditos:
crédito inicial/ordinário são os créditos aprovados na LOA; todos os demais são créditos adicionais”.

Portanto, a afirmativa está correta nas duas afirmações; nem todo crédito orçamentário é crédito
adicional, pois existem os créditos iniciais/ordinários.

7. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Sobre créditos orçamentários. De acordo com a Constitui-


ção de 1988 e Lei n.º 4.320/1964, os créditos adicionais classificam-se em suplementares,
especiais, e extraordinários.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Créditos adicionais são autorizações de despesas não computadas ou
insuficientemente dotadas na lei do orçamento. À exceção dos créditos ordinários contidos na LOA,
todos os demais créditos orça­mentários aprovados no decorrer do exercício são denominados cré-
ditos adicionais. Assim, adicional é o gênero, que possui três espécies: os créditos suplementares,
os créditos especiais e os créditos extraordinários”.

Também chamados “mecanismos retificadores do orçamento”, os créditos adicionais proporcionam


certa flexibilidade à programação orçamentária, procurando ajustar o orçamento aprovado com a
realidade constatada na execução.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa está correta.

12. CESPE – Administrador – PF/2014. Suponha que o estado de calamidade pública tenha sido
regularmente decretado em determinada região do país por causa de inundações provocadas
por fortes chuvas. Nessa situação, o governo não poderá utilizar créditos suplementares
para a realização de despesas de socorro às vítimas atingidas pela calamidade.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Créditos suplementares são aqueles destinados ao reforço de dotação
orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei n.º 4.320/1964), ou seja, já existia uma dotação para aquela
finalidade, mas essa dotação se mostrou insuficiente.
Questões Comentadas   129

...

Créditos extraordinários são aqueles destinados a despesas urgentes e imprevistas, como em caso
de guerra, comoção intestina ou calamidade pública”.

Portanto, a afirmativa está errada, para a situação descrita deve ser utilizado o crédito extraordi-
nário e não o suplementar.

36. FGV – Analista Administrativo – TJ-AM/2013. Créditos Adicionais são autorizações de despe-
sas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento, conforme Art. 40, da
Lei n. 4.320/64. A esse respeito, os créditos suplementares, para serem abertos, dependem
da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e devem ser precedidos de
exposição justificativa.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Créditos suplementares são aqueles destinados ao reforço de dotação
orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei n.º 4.320/1964), ou seja, já existia uma dotação para aquela
finalidade, mas essa dotação se mostrou insuficiente.

...

Qualquer que seja a forma, de acordo com as normas vigentes, a abertura necessita de justificativa
e de fonte de recursos correspondentes, visto que se não há existência de recursos disponíveis não
há que se falar em abertura de crédito adicional suplementar, pois esses créditos não possuem
caráter de urgência”.

Portanto, a afirmativa está correta porque a abertura de crédito suplementar depende de justificativa
e da existência de recursos disponíveis.

47. FCC – Contador – TRT16/2014. A abertura do crédito adicional visando à aquisição das
ambulâncias depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa. Dentre
eles, considera-se recurso disponível
A) o superávit financeiro apurado durante a execução orçamentária do exercício.
B) os resultantes da economia orçamentária.
C) o excesso de arrecadação das receitas extraorçamentárias.
D) os resultantes de anulação parcial ou total de despesas empenhadas e não realizadas.
E) o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As possíveis fontes de recursos para abertura de créditos adicionais são:

De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, art. 43, § 1.º, consideram-se recursos para o fim deste artigo,
desde que não comprometidos: I – o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exer-
cício anterior; II – os provenientes de excesso de arrecadação; III – os resultantes de anulação parcial
ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei; IV – o produto
de operações de crédito autorizadas, em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo
realizá-las. De acordo com art. 5.º, III, da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal:... De acordo com
o art. 166, § 8.º, da CF:...”.
130   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão.

9. RESTOS A PAGAR

16. VUNESP – Analista Planej. – PMSP/2015. A diferença entre as despesas empenhadas que
foram liquidadas e não pagas no final do exercício devem ser inscritas em
A) déficit primário.
B) dívida consolidada líquida.
C) restos a pagar não processados.
D) despesas de exercícios anteriores.
E) restos a pagar processados.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Portanto, temos as seguintes classificações: I – por ano de inscrição – iden-
tifica o ano em que a despesa foi inscrita; II – por credor – identifica o credor beneficiário do valor
inscrito; III – por fase da despesa: identifica se a despesa foi processada ou se não foi processada.

Os Restos a Pagar processados equivalem às despesas liquidadas, ou seja, às despesas em que o


credor já cumpriu sua obrigação, já entregou o material ou já prestou o serviço ...; Os Restos a Pagar
não processados equivalem às despesas não liquidadas, ou seja, são aquelas em que o fornecedor
ainda não entregou o material ou não prestou o serviço”.

Complemento: A diferença entre as liquidadas e não pagas – são as liquidadas inscritas em restos
a pagar; restos a pagar processados.

Portanto, a alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão.

19. VUNESP – Analista Administrativo – DCTA/2013. Sobre restos a pagar. As despesas concei-
tuadas como restos a pagar são aquelas empenhadas, mas não pagas, dentro do exercício
financeiro, ou seja, 31 de dezembro.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “O conceito de Restos a Pagar encontra-se expresso no art. 36 da Lei n.º
4.320/1964 como as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro, distinguindo-
-se as processadas das não processadas. Sem a emissão da nota de empenho jamais uma despesa
poderá ser considerada como restos a pagar”.

Portanto, a afirmativa está correta porque apresenta o conceito puro de restos a pagar.

20. FCC – Analista Administrativo – TRE-PR/2012. Os Restos a Pagar


A) somente podem ser pagos com recursos do próprio exercício financeiro em que foram
inscritos.
B) poderão, no último ano de mandato do titular do Poder ou órgão, ser livremente inscritos
em 31 de dezembro para pagamento pelo seu sucessor.
C) terão a importância anulada revertida como receita do exercício de efetiva inscrição
quando anulados no exercício seguinte ao que foram inscritos.
Questões Comentadas   131

D) distinguem-se entre empenhados e não empenhados.


E) referem-se a despesas empenhadas, liquidadas ou não, e não pagas até 31 de dezembro.

Comentários
A – Falsa. Os restos a pagar também poderão ser pagos com recursos arrecadados em exercício
posterior a sua inscrição, mas estão sujeitos a programação financeira.

B – Falsa. “Embora a regra para a inscrição seja despesa “empenhada e não paga” – essa inscrição
está sujeita ao atendimento de condições impostas pelas normas vigentes: (...) II– Deve existir sufi-
ciente disponibilidade de caixa para atender as despesas inscritas, em atendimento ao artigo 42 da
LRF, que veda a assunção de obrigação nos dois últimos quadrimestres do mandato que não possa
ser cumprida dentro dele, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte, sem que haja
suficiente disponibilidade de caixa para este efeito” (Paludo, 2016).

C – Falsa. De acordo com a Lei 4.320/64 serão receitas do ano em que forem anulados, e não receitas
do exercício da inscrição. No entanto, para a STN não serão receitas, mas simples recomposição de
saldos: “Os Manuais de Receita Nacional STN/SOF, afirmam que não devem ser reconhecidos como
receita orçamentária os recursos financeiros oriundos de: I – cancelamento de despesas inscritas
em Restos a Pagar” (Paludo, 2016).

D – Falso. A despesa não empenhada nunca poderá ser restos a pagar “Sem a emissão da nota de
empenho jamais uma despesa poderá ser considerada como restos a pagar” (Paludo, 2016). Em se
tratando de Restos a Pagar, a distinção é entre processados e não processados “Portanto, temos
as seguintes classificações: (...) III– por fase da despesa: identifica se a despesa foi processada ou
se não foi processada” (Paludo, 2016).

E – Verdadeira. As despesas empenhadas e liquidadas correspondem aos restos a pagar proces-


sados, e as despesas empenhadas e não liquidadas identificam os restos a pagar não processados.

10. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES


1. CESPE – Analista Administrativo – SGES/2013. O orçamento anual consigna dotação es-
pecífica destinada a fazer face aos pagamentos de despesas resultantes de compromissos
gerados em exercícios financeiros já encerrados.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Despesas de Exercícios Anteriores são aquelas cujas obrigações se referem
a exer­cícios findos, que não foram sequer empenhadas, ou tiveram seus empenhos cance­l ados –
indevidamente ou por falta de saldo financeiro para a sua inscrição em Restos a Pagar. Podem se
referir a um ou vários exercícios concomitantemente.

Despesas de Exercícios Anteriores, embora se refiram a exer­cícios passados, são despesas orça-
mentárias, haja vista que a emissão da nota de empenho ocorre com dotação do exercício vigente”.
Portanto, a afirmativa está correta; D.E.A. são despesas orçamentárias pagas com dotação espe-
cífica do orçamento anual.

2. FCC – Analista Administrativo – DP-RS/2013. De acordo com a Lei Federal n.º 4.320/64,
classificam-se como despesas de exercícios anteriores os compromissos reconhecidos após
o encerramento do exercício correspondente.
132   Administração Pública I Augustinho Paludo

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As Despesas de Exercícios Anteriores podem ser oriundas de três situações:
não terem sido processadas na época própria; tratar-se de Restos a Pagar com prescrição interrom-
pida; serem reconhecidas após o encerramento do exercício. O Decreto n.º 93.872/1986 especifica
essas despesas: a) Despesas que não se tenham processado na época própria: aquelas cujo empenho
tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas
que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação; b) Restos a Pagar com
prescrição interrompida: a despesa cuja inscrição como Restos a Pagar tenha sido cancelada, mas
ainda vigente o direito do credor; c) Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício:
a obrigação de pagamento criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante
após o encerramento do exercício correspondente”.

Portanto, de forma inequívoca a afirmativa está correta.

20. FCC – Conselheiro – TCM-RJ/2015. Sobre despesa pública. Os restos a pagar com prescrição
interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios anteriores, mediante o reconhe-
cimento do passivo financeiro, sem onerar o orçamento do exercício em que ocorrer o pagamento.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As Despesas de Exercícios Anteriores podem ser oriundas de três situa-
ções: não terem sido processadas na época própria; tratar-se de Restos a Pagar com prescrição
interrompida; serem reconhecidas após o encerramento do exercício.

...

Após esse reconhecimento da despesa, é realizado o detalhamento do crédito orçamentário no


valor equivalente, emitida a Nota de Empenho respectiva e enviado o processo para liquidação e
pagamento, que deve ocorrer no menor espaço de tempo possível”.

Complemento: detalhamento só para crédito do exercício; nota de empenho somente com crédito do
exercício: assim, fica claro que a despesa vai onerar o exercício em que foi paga.

Portanto, a afirmativa está errada, conforme explicação acima.

11. SUPRIMENTO DE FUNDOS


1. VUNESP – Analista Planejamento – PMSP/2015. Sobre suprimento de fundos. Na contabi-
lidade pública, regime de adiantamento é a entrega de numerário ao servidor, a critério do
ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, precedido de empenho e de futura
prestação de contas.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Suprimento de fundos ou adiantamento consiste na entrega de numerário a
servidor, sempre precedida de empenho prévio na dotação própria à despesa a realizar, para despesa
que não possa subordinar-se ao processo normal de execução, concedido a critério do ordenador
de despesas, e sob sua inteira responsabilidade”.

Portanto, a afirmativa está correta, inclusive quanto a prestação de contas futura do adiantamento.
Questões Comentadas   133

11. Augustinho Paludo/2016. A despesa executada por suprimento de fundos deve observar
os princípios do processo licitatório (legalidade, impessoalidade, moralidade, igualdade) e
garantir a aquisição mais vantajosa para a administração pública.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “ATENÇÃO > De acordo com o Manual do Siafi, a despesa executada por
suprimento de fundos deve observar os princípios do processo licitatório (legalidade, impessoali-
dade, moralidade, igualdade) e garantir a aquisição mais vantajosa para a administração pública”.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa está correta.

17. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. A concessão de suprimento de fundos deve ser
precedida do empenho da referida despesa, sendo vedada a concessão ao servidor público
responsável por dois adiantamentos pendentes de prestação de contas.

Comentários
O suprimento de fundos é sempre precedido de empenho na dotação própria à despesa a realizar.

“De acordo com as normas em vigor, não poderá ser concedido suprimento de fundos: I – a quem
não seja servidor; II – a servidor responsável por dois suprimentos; III – a servidor que tenha a seu
cargo a guarda ou utilização do material a adquirir, salvo quando não houver na repartição outro
servidor; IV – a servidor responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha
prestado contas de sua aplicação; V – a servidor declarado em alcance; e VI – a servidor que esteja
respondendo a inquérito administrativo (IN STN n.º 10/1991).

Servidor em alcance é aquele que não prestou contas do suprimento no prazo re­gulamentar, ou que
não teve aprovadas suas contas em virtude de desvio, desfalque, falta ou má aplicação de bens ou
valores confiados a sua guarda” (Paludo, 2016).

Portanto, a afirmativa está correta porque os servidores que já são responsáveis por dois supri-
mentos de fundos não poderão receber um terceiro suprimento.

12. PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E DESCENTRALIZAÇÕES


1. CESPE – Analista Administrativo – MI/2013. Sobre programação financeira. O Poder Executivo
deve aprovar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolsos
antes da aprovação da lei orçamentária, conforme previsto na LRF.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Portanto, nos termos em que dispuser a LDO respectiva, observando o
disposto na LRF, até 30 dias após a publicação da LOA, o Poder Executivo estabelecerá, por decreto,
a programação financeira de desembolso”.

Portanto, a afirmativa está errada: a programação financeira é elaborada após a publicação da LOA.

5. ESAF – Analista Administrativo – MTUR/2014. A respeito dos objetivos do Decreto de Progra-


mação Orçamentária e Financeira e de Limitação de Empenho e Movimentação Financeira,
134   Administração Pública I Augustinho Paludo

segundo o Manual Técnico de Orçamento 2014, analise as afirmativas abaixo, classificando-


-as como verdadeiras (V) ou falsas (F). Ao final, assinale a opção que contenha a sequência
correta.
( ) Estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício.
( ) Estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento)
dos recursos financeiros para o governo.
( ) Cumprir a legislação orçamentária.
( ) Assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro sem,
todavia, guardar relação com o cumprimento da meta de resultado primário.
a) V, V, V, V
b) V, F, V, V
c) V, F, V, F
d) V, V, V, F
e) F, V, V, F

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Os objetivos da programação financeira, de acordo com a Lei nº 4.320/1964,
Decretos de Programação Financeira e os Manuais da STN/SOF, são:
a) estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício;
b) estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento)
dos recursos financeiros para o Governo;
c) cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.);
d) assegurar às Unidades Orçamentárias, em tempo útil, a soma de recursos necessários
e suficientes à melhor execução do seu programa anual de trabalho;
e) assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro e pro-
porcionar o cumprimento da meta de resultado primário;
f) manter, durante o exercício, na medida do possível, o equilíbrio entre a receita arreca-
dada e a despesa realizada, de modo a reduzir ao mínimo eventuais insuficiências de
Tesouraria”.
Portanto, a alternativa D tem as respostas verdadeiras – conforme texto acima.

27. CESPE – Analista Adm. – TRT-MT/2015. Sobre execução orçamentária e financeira. A descentra-
lização orçamentária é denominada provisão quando ocorre entre unidades de órgãos distintos.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As descentralizações internas de créditos orçamentários são denominadas
“provisão”, enquanto as externas são conhecidas como “destaque”.

Portanto, a afirmativa está errada: órgãos distintos é externo; portanto denomina-se destaque e
não provisão.

13. TRANSFERÊNCIAS
10. CONSULPLAN – Analista Administrativo – TRE-MG/2013. Acerca de transferências. As
transferências constitucionais e legais são aquelas que, quando arrecadadas por um ente,
deverão ser transferidas a outros entes por disposição constitucional ou legal.
Questões Comentadas   135

Comentários
Segundo Paludo (2016), “As transferências intergovernamentais compreendem a entrega de recur-
sos, correntes ou de capital de um ente (chamado “transferidor”) a outro (chamado “beneficiário”, ou
“recebedor”). Podem ser voluntárias; neste caso, destinadas à cooperação, auxílio ou assistência, ou
decorrentes de determinação constitucional ou legal. Classificam-se como transferências constitu-
cional ou legal, quando o ente arrecadador dos recursos é obrigado a realizar as transferências,
sob pena de responsabilização. Exemplo de transferências constitucionais: FPM, FPE. Exemplo de
transferências legais: LC nº 87/1996 (Lei Kandir – exportação), transferências do FNDE (apoio ao
transporte escolar, à alimentação escolar etc.), fundo a fundo na área de saúde etc.”.

Como a FGV divulgou gabarito considerando errada a afirmativa, reforço meu entendimento citando
o enunciado da Cartilha de Transferências Constitucionais e Legais do TCU, “incluem-se entre as
transferências legais as transferências automáticas (na área de educação) e as transferências fundo
a fundo referentes ao repasse do SUS e na área de assistência social”.

Provavelmente, o elaborador de questões da FGV confundiu-se com o seguinte fato: as transferên-


cias ao SUS são tratadas separadamente em face de sua materialidade (alto valor de recursos) e
de sua relevância (importância social) – mas nem por isso deixam de ser uma transferência “legal”.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa está correta.

15. FCC – Agente Fiscalização – TC-SP/2011. Sobre a transferência voluntária, é correto afirmar:
A) Um Estado-membro poderá ser beneficiário de transferência voluntária da União, de-
corrente de convênio para custear serviço de saúde do Sistema Único de Saúde.
B) A transferência de 50% da receita que o Estado-membro repassa aos Municípios, pro-
veniente do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores, é elencada na Lei de
Responsabilidade Fiscal como transferência voluntária.
C) Se o Município mantém convênio com o Estado-membro para receber transferência
voluntária, a título de cooperação, é necessário que comprove estar ultrapassando os
limites das dívidas consolidada e mobiliária.
D) O ente beneficiário com transferência voluntária tem que comprovar, dentre outros requi-
sitos, que se acha em dia com os pagamentos de tributos, empréstimos e financiamentos
devidos ao ente transferidor.
E) A única possibilidade de aplicação de receita proveniente de transferência voluntária em
finalidade diversa da pactuada é para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo
e pensionista do ente beneficiário.

Comentários
A transferência voluntária compreende a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da
Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que “não decorra de determinação
constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde” (artigo 25, da LRF).

Segundo Paludo (2016), “As exigências para a realização de transferências voluntárias segundo a LRF
e as últimas Leis de Diretrizes Orçamentárias são as seguintes: Quanto ao transferidor: deve existir
dotação orçamentária específica – na LOA ou em créditos adicionais; e deve respeitar as exigências
legais operacionais. Quanto ao beneficiário, ele deve comprovar que: está em dia com o pagamento
de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor; está em dia com a prestação
de contas de recursos anteriormente recebidos; está cumprindo os limites constitucionais relativos
à educação e à saúde; está cumprindo os limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações
136   Administração Pública I Augustinho Paludo

de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total
com pessoal; tem previsão orçamentária de contrapartida”.

Portanto, a alternativa “D” é a verdadeira e a resposta da questão. A alternativa “A” é falsa porque
as transferências para o SUS não são transferências voluntárias; a alternativa “B” porque se trata
de transferência constitucional, não classificada como transferência voluntária; a alternativa “C”
porque o município deve comprovar que não ultrapassou os limites das dívidas consolidada e mo-
biliária; e a alternativa “E” porque é vedada a transferência voluntária de recursos para pagamento
de despesas com pessoal.

16. CESPE – ACE – TCU/2015. O ingresso proveniente de outros entes da Federação, efetivado
mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, deve ser classifi-
cado como outras receitas correntes.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Transferências correntes. É o ingresso proveniente de outros entes ou
entidades, referente a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade
transferidora, efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência,
desde que o objetivo seja a aplicação em despesas correntes.

Transferência de capital. É o ingresso proveniente de outro ente, referente a recursos pertencentes


ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade transferidora, efetivado mediante condições
preestabelecidas ou mesmo sem qualquer exigência, desde que o objetivo seja a aplicação em
despesas de capital”.

Portanto, a afirmativa está errada, pois as transferências podem ser classificadas em duas catego-
rias econômicas: correntes e capital – e o que determina a classificação é a sua efetiva destinação.

14. SISTEMAS DO PODER EXECUTIVO FEDERAL


6. Augustinho Paludo/2016. Acerca do Sistema de Planejamento e Orçamento. O Ministério do
Planejamento, Desenvolvimento e Gestão é o Órgão Central do Sistema; a Secretaria de Pla-
nejamento e Investimentos é o Órgão Central das atividades de planejamento; e a Secretaria
de Orçamento Federal é o Órgão Central das atividades de orçamento.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Integram o Sistema de Planejamento e Orçamento Federal: Órgão Central
(Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) (...) O Sistema de Planejamento e Orçamento
compreende a síntese das atividades de Planejamento e de Orçamento (...) Atividades de Planeja-
mento: Órgão Central Secretaria de Planejamento e Investimentos; Atividades de Orçamento: Órgão
Central Secretaria de Orçamento Federal”.

Portanto, a afirmativa está correta. O Sistema é o todo, por isso é de competência do Ministério; as
atividades são fracionadas e exercidas pelas Secretarias específicas.

9. Augustinho Paludo/2016. A respeito do sistema de programação financeira. Subordinam-se


tecnicamente à STN os representantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais/órgãos
Questões Comentadas   137

equivalentes das entidades da administração indireta, controladas direta ou indiretamente


pela União.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Sistema de Programação Financeira (...) Subordinam-se tecnicamente à STN
os representantes do Tesouro Nacional nos conselhos fiscais/órgãos equivalentes das entidades da
administração indireta, controladas direta ou indiretamente pela União (representantes que, prefe-
rencialmente, devem ser servidores da carreira Finanças e Controle que não estejam em exercício
nas áreas de controle interno no ministério ou órgão equivalente ao qual a entidade esteja vinculada)”.

Portanto, a afirmativa está correta.

15. SIAFI

5. CESPE – Contador – UNIPAMPA/2013. Apesar de ser apresentado como um sistema de ad-


ministração financeira, o SIAFI é um sistema dinâmico, com caráter essencialmente contábil,
e visa, principalmente, facilitar a elaboração das demonstrações contábeis do setor público.

Comentários
De acordo com o Manual, o SIAFI é o sistema informatizado que contabiliza e controla toda a execução
orçamentária e financeira da União, em tempo real. Segundo Paludo (2016), “O SIAFI é o Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, que, de forma computadorizada, unifor-
miza os registros contábeis e acompanha as atividades relacionadas com a administração financeira,
processamento da execução orçamentária e conhecimento de bens patrimoniais. O SIAFI é um dos
sistemas governamentais mais abrangentes do mundo para o acompanhamento e o controle da
execução orçamentária, financeira e patrimonial. Ele interliga, através de terminais de computador,
milhares de unidades da Administração Federal em todo o País e é o principal instrumento utilizado
para a movimentação do caixa único do Tesouro Nacional.

Resumindo: o Siafi registra, processa, controla e fornece informações sobre os atos e fatos fi-
nanceiros, orçamentários, patrimoniais e contábeis dos órgãos, entidades e fundos integrantes do
orçamento fiscal e da seguridade social da União”.

Portanto, a afirmativa está correta – mesmo tendo a banca destacado como “principal” a elaboração
das demonstrações contábeis do setor público.

13. CESPE – Analista – ANATEL/2009. Os registros contábeis produzidos pelo Sistema Integrado
de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) são efetuados automaticamente,
de acordo com a tabela de eventos, correspondentes aos atos e fatos administrativos, cuja
entrada dos respectivos dados no sistema é de responsabilidade das unidades gestoras.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A tabela de eventos, que faz parte do Plano de Contas da Administração
Federal, é o instrumento utilizado pelas Unidades Gestoras no preenchimento das telas e/ou docu-
mentos de entrada de dados no SIAFI para transformar os atos e fatos administrativos rotineiros
em registros contábeis automáticos.
138   Administração Pública I Augustinho Paludo

O evento é o responsável pela característica atribuída ao SIAFI denominada otimização da escritu-


ração, pois permite que os operadores do SIAFI efetuem lançamentos contábeis mesmo não sendo
contadores, visto que é solicitado apenas o código do evento. Uma vez informado o código apropriado,
ele identifica o fato que está sendo registrado no sistema e efetua automaticamente os débitos e os
créditos correspondentes”.

Nem todos os eventos possuem correlação com os documentos de entrada; Segundo Paludo (2016),
“Existem casos em que os eventos encontram-se vinculados a determinada situação. Por exemplo: a
documentos do SIAFI (Darf, NE etc.), a outros eventos (eventos complementares, também conhecidos
como eventos internos), ou a transação do SIAFI (Exectransf)”.

Portanto, a afirmativa está correta por abordar com assertividade conceitos, características e
finalidade do evento.

20. CESPE – Analista Administrativo – TRT8/2016. Com relação aos instrumentos de segurança
do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), analise: Por
ser tido como oficial, qualquer dado extraído do SIAFI dispensa autenticação, para efeito
de publicação.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “ATENÇÃO > Somente será reconhecido como dado oficial, para efeito de
divulgação ou publicação, aquele extraído do SIAFI e devidamente autenticado pelo titular da unidade
responsável ou pelo titular da Secretaria do Tesouro Nacional”.

Portanto, de forma inequívoca, a afirmativa está errada.

16. CONTA ÚNICA

10. CESPE – Analista Administrativo – ANEEL/2010. Acerca da movimentação da conta única


do Tesouro Nacional. É efetuada por intermédio das unidades gestoras integrantes do SIAFI,
sob a forma de acesso on-line e off-line, utilizando como agente financeiro, para efetuar os
pagamentos e recebimentos, o Banco Central do Brasil.

Comentários
Se não fosse criado o Siafi não existiria a conta única. “De acordo com a IN/STN nº 05/1996 e 04/2004,
a Conta Única do Tesouro Nacional é o mecanismo/instrumento que permite a movimentação on-line
de recursos financeiros dos órgãos e entidades ligadas ao SIAFI em conta unificada. Esse mecanismo,
ao mesmo tempo que unifica e centraliza os recursos da União, permite a movimentação eletrônica
descentralizada, por cada órgão, entidade ou unidade ligadas ao SIAFI de forma on-line, preser-
vando, assim, a individualização e autonomia na gestão dos seus recursos.

A Conta Única, em obediência ao art. 164 da CF/1988, é mantida junto ao Banco Central do Brasil e
destina-se a acolher as disponibilidades financeiras da União. Conta Única é a conta que abriga as dis-
ponibilidades de caixa da União, e que concretiza o princípio da unidade de Tesouraria (unidade de caixa).

A Conta Única do Tesouro Nacional é admi­nistrada pela Secretaria do Tesouro Nacional, e tem
como agente financeiro o Banco do Brasil, mas tanto o Bacen quanto a STN e o Banco do Brasil
Questões Comentadas   139

operacionalizam a Conta Única. Sua finalidade é registrar a movimentação dos recursos financei-
ros de responsabilidade dos órgãos e entidades da Administração Pública e das pessoas ju­r ídicas
de Direito Privado que façam uso do SIAFI por meio de termo de cooperação técnica firmado com a
STN” (Paludo, 2016).

Embora a forma de acesso seja mesmo on-line e off-line, para movimentar recursos da conta única,
a unidade gestora deverá obrigatoriamente utilizar a forma online.

Portanto, a afirmativa está errada porque o agente financeiro é o Banco do Brasil, e não o Banco
Central como o texto da questão sugere, e porque somente a forma online permite a movimentação
de recursos da conta única.

11. CESPE – Analista – MME/2013. Com relação às chamadas contas especiais. São contas
movimentadas e administradas pela Secretaria do Tesouro Nacional ou por entidades da
administração indireta executoras de projetos, quando especificamente autorizadas.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A utilização da Conta Única possui exceções: as contas de Unidades Ges-
toras situadas em locais onde não é possível utilizar o SIAFI (são as unidades off-line); as contas
em moedas estrangeiras; as contas para situações especiais, mediante autorização específica do
Ministério da Fazenda; e as contas das empresas estatais independentes, que integram apenas o
Orçamento de Investimento das Estatais”.

Registre-se o texto da questão “quando especificamente autorizadas”: o Ministério da Fazenda detém


competência legal para autorizar a movimentação de recursos financeiros em contas especiais.

Portanto, a afirmativa está correta, pois o Ministério da Fazenda pode autorizar a utilização de contas
especiais, à STN, entidades da administração indireta, outros.

16. CESPE – ACE – TCU/2015. Se determinada fundação pública mantiver seus recursos decor-
rentes de arrecadação de receitas próprias na conta única do Tesouro Nacional, ela poderá
aplicar tais disponibilidades financeiras em aplicações a prazo fixo.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Eventualmente outros recursos mantidos na Conta Única podem ser aplica-
dos financeiramente. De acordo com Albuquerque, Medeiros e Feijó, existem duas modalidades de
aplicação: I – Aplicação financeira diária: aplicação de disponibilidades finan­ceiras decorrentes de
arrecadação própria das autarquias, dos fundos e fundações públicas que contarem com autorização
legislativa específica, não se admitindo aplicações por parte de entidades não integrantes do Orça-
mento Fiscal e da Seguridade Social; II – Aplicação financeira a prazo fixo: permitida às autarquias,
aos fundos, fundações públicas e órgãos autônomos da Administração Pública federal, integrantes
do Orçamento Fiscal e da seguridade social.

Ainda segundo os mesmos autores, o ministro da Fazenda pode autorizar determinados órgãos a
realizar aplicações no mercado, e as estatais devem necessariamente aplicar suas sobras financeiras
no mercado, pois não podem fazer aplicação na Conta Única.

ATENÇÃOà Somente as entidades que tiverem autorização específica em lei e forem integrantes
do orçamento fiscal ou da seguridade social podem efetuar aplicações financeiras na Conta Única”.
140   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a afirmativa está correta porque receitas próprias das Fundações Públicas podem ser
aplicadas na conta única a prazo fixo.

17. SIDOR/SIOP

4. CESPE – Administrador – ABIN/2010. Sobre orçamento público. No ciclo orçamentário anual,


o alcance do SIDOR restringia-se à etapa que precede a apreciação legislativa.

Comentários
“O Sidor – Sistema Integrado de Dados Orçamentários foi o Sistema de Informa­ções Corporativas
da SOF – Secretaria de Orçamento Federal. Segundo a SOF, o Sidor compreende um conjunto de
procedimentos, justapostos entre si, com a incumbência de cuidar do processamento de cunho or-
çamentário, através de computação eletrônica, cabendo sua supervisão à Secretaria de Orçamento
Federal. Seu objetivo era dotar o processo orçamentário de uma estrutura de processamento de
dados consoante às modernas ferramentas da tecnologia de informação, consubs­tanciadas na im-
plementação de um conjunto de processos informatizados e estruturas de dados que dá suporte às
atividades do Sistema Orçamentário Federal.

Era no Sidor que as Unidades Orçamentárias cadastravam as ações e registravam os valores da


Proposta Orçamentária Anual, sob a forma de Programas. Mantivemos o capítulo “SIDOR” para fins
conceituais ou de pesquisa, apenas, porque, conforme se verifica a seguir, ele foi subs­tituído pelo
SIOP” (Paludo, 2016).

Portanto, a afirmativa está correta porque o Sidor era utilizado na elaboração do orçamento, que
precede a aprovação legislativa. No entanto, registre-se que o Sidor foi substituído pelo SIOP.

18. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

1. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013 A responsabilidade na gestão fiscal pressu-


põe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes
de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados
entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de
receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consoli-
dada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de
garantia e inscrição em restos a pagar.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Antes de iniciar o estudo de itens específicos é importante destacar que a
essência da LRF encontra-se em seu art. 1º, § 1º: A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe
a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar
o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e
despesas e a obediência a limites e condições no que tange a re­núncia de receita, geração de des-
pesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de
crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar”.

Portanto, a afirmativa está correta, pois apresenta de forma íntegra a essência da LRF contida em
seu artigo 1.º, § 1.º.
Questões Comentadas   141

2. CESPE – Analista – MPE-PI/2012. Constitui objetivo da LRF regulamentar o dispositivo cons-


titucional que reserva à legislação complementar as normas sobre o exercício financeiro,
a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes
orçamentárias e da lei orçamentária anual.

Comentários
A lei complementar de que trata a questão não é a LRF. Ela encontra-se prevista na CF/1988, artigo
165, § 9.º, mas ainda não foi elaborada. A ausência dessa lei vem sendo suprida pela LDO, ano a ano.
De acordo com Paludo (2016), “Papel importante desempenhado pelas LDOs é o preenchimento de
lacunas deixadas pela ausência de legislação, no que se refere aos prazos, conceitos e estruturas
dos instrumentos de planejamento e orçamento”.

Portanto, a afirmativa está errada porque não é objetivo da LRF estabelecer essas normas, que, na
ausência da referida lei complementar, vem sendo preenchidas pelas LDOs.

16. CESPE – Analista Administrativo – ANP/2013. Sobre a LRF. As empresas estatais indepen-
dentes não compõem o campo de aplicação da LRF.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Em termos de abrangência, a LRF se aplica à União, aos estados, ao Distrito
Federal, e aos municípios, incluindo os três poderes e todos os seus Órgãos e Entidades, inclusive
as empresas estatais dependentes.

Embora existam diversos autores de renome que defendem a tese de que a LRF não se aplica as
empresas estatais independentes – preferimos nos juntar ao professor Deusvaldo Carvalho (2008)
para afirmar que a LRF se aplica parcialmente a essas empresas independentes – exemplo disso
é o § 1.º, do art. 26, e § 6.º, do art. 40”.

Portanto, a afirmativa está errada, porque a LRF se aplica parcialmente as empresas estatais
independentes, consoante os artigos acima citados (faltou conhecimento ao elaborador da questão
que considerou a alternativa correta).

19. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Acerca da LRF. É forma de renúncia de receita, nos termos
da Lei de Responsabilidade Fiscal, a isenção em caráter não geral.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Para a LRF, a regra geral é a instituição, previsão e arrecadação de todos
os tributos do ente. A renúncia de receita é medida de exceção à regra geral.

Para a LRF, a renúncia de receita compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, con-
cessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que
implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam
a tratamento diferenciado.

No entanto, não caracterizam renúncia de receitas, as desonerações tributárias: Estabelecidas em


caráter geral; Relacionadas ao imposto de renda como: limite de isenção, desconto padrão e dedução
por dependente; Alteração das alíquotas de: importação de produtos estrangeiros; exporta­ções para
142   Administração Pública I Augustinho Paludo

o exterior; produtos industrializados (IPI); operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a


títulos ou valores mobiliários (IOF); Cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao respectivo
custo de cobrança; e Relacionadas às imunidades constitucionais quando o usuário final dos bens ou
serviços for a União, estados e municípios”.

Portanto, a afirmativa está correta porque a renúncia de receita é sempre de caráter não geral.

21. VUNESP – Analista Administrativo – DCTA/2013. Sobre receita pública na LRF. A receita
corrente líquida será apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês em referência e
nos onze anteriores, excluídas as duplicidades.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Segundo o art. 2.º, IV, da LRF, a receita corrente líquida corresponde ao
somatório das receitas tributárias, de contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de
serviços, transferências correntes e outras receitas também correntes, diminuídas de algumas
deduções diferenciadas para a União, estados e municípios.

O cálculo da receita corrente líquida é apurado somando-se as receitas arrecadadas no mês em


referência e nos onze anteriores, excluídas as duplicidades e as deduções”.

Portanto, a afirmativa está correta porque excluiu as duplicidades. Na prática deveria, ainda, excluir
as deduções.

29. FCC – Analista CE – TC-AM/2013. Tanto para empenho e para licitação de serviços, forneci-
mento de bens ou execução de obras, assim como para criação, expansão ou aperfeiçoamento
de ação governamental que acarrete aumento de despesa, será necessário apenas,
A) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem previsão na lei orçamentária
anual e adequação com a lei de diretrizes orçamentárias e com o plano plurianual, de
forma que somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, pre-
vistas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para
o exercício.
B) estimativa do impacto orçamentário-financeiro do exercício em que deva entrar em vigor.
C) declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e
financeira com a lei orçamentária anual.
D) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor
e nos dois subsequentes, mais declaração do ordenador da despesa de que o aumento
tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade
com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
E) estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor
e nos subsequentes do mandato do chefe do Executivo, mais declaração do ordenador da
despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira e compatibilidade
com a lei de diretrizes orçamentárias do plano plurianual.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A LRF se preocupou mais em evitar a realização de despesas não autorizadas
pelos orçamentos e não planejadas do que com a criação de novas regras. As regras nela contidas
referem-se a uma espécie de checklist a ser feito antes de sua realização, em que a responsabilidade
é claramente atribuída ao ordenador de despesas.
Questões Comentadas   143

Assim, quando a ação pública importar em criação, expansão ou aperfeiçoamento – que acarrete
aumento da despesa – a LRF exige que esteja acompanhada de:

>Estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois
subsequentes (contendo as premissas e meto­dologia de cálculo utilizadas).

>Declaração do ordenador da despesa de que: o aumento tem adequação orçamentária e financeira


com a Lei Orçamentária Anual, e compatibilidade com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Adequada com a Lei Orçamentária Anual é a despesa que possui dotação específica e suficiente. Se
for abrangida por crédito genérico devem ser somadas todas as despesas da mesma espécie que
compõem o programa de trabalho, realizadas e a realizar, a fim de que não ultrapassem os limites
estabelecidos para o exercício. Compatível com o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamen-
tárias são as despesas que estão em conformidade com suas diretrizes, objetivos, prioridades e
metas, e que não ofendem nenhuma de suas disposições”.

A – Falsa. Como visto, é necessário também estimativa do impacto orçamentário-financeiro no


exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

B – Falsa. Como visto, é necessário estimativa do impacto e declaração do ordenador de despesas.

C – Falsa. Como visto, é necessário também estimativa do impacto orçamentário-financeiro.

D – Verdadeira. Como visto acima, a alternativa contém tanto a estimativa do impacto orçamentário-
-financeiro como a declaração do ordenador da despesa.

E – Falsa. Como visto, a estimativa do impacto orçamentário-financeiro compreende o exercício em


que deva entrar em vigor e os dois subsequentes a realização da despesa, que nada tem a ver com
o mandato do chefe do Executivo.

42. FCC – Analista Administrativo – TRE-CE/2012. A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu


três limites para os gastos com pessoal. Aquele constante do artigo 59, parágrafo primeiro,
inciso II, diz que o ente deve ser notificado quando o montante da despesa total com pessoal
ultrapassou 90% (noventa por cento) do limite. Este é conhecido como limite
A) legal.
B) prudencial.
C) objetivo.
D) inconstitucional.
E) de alerta.

Comentários
A LRF estabelece três limites para as despesas com pessoal: limite máximo (100%) para as despesas
com pessoal; quando se atingir 95% do limite máximo, que implica numa série de proibições relacio-
nadas ao aumento dos gastos com pessoal; e quando for atingido 90% do limite máximo das despesas
com pessoal – momento em que cabe aos Tribunais de Contas darem o alerta aos Poderes e Órgãos.

Segundo Paludo (2016), “Como medida preventiva, a LRF estabelece que compete aos Tribunais de
Contas alertar os Poderes ou órgãos quando o montante da despesa total com pessoal ultrapassar
90% do limite máximo.

Nada impede que os Tribunais de Contas alertem os Poderes quando esses gastos atingirem os percen-
tuais de 93%, 94%, 95% etc. – o que não devem é alertar antes que o percentual de 90% seja atingido”.
144   Administração Pública I Augustinho Paludo

Portanto, a alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão.

43. VUNESP – Contador – TJ-SP/2013 No tocante aos limites de despesa com pessoal e à Lei de
Responsabilidade Fiscal. A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada
no mês em referência com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o regime de
competência.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “A apuração dessas despesas com pessoal obedece ao seguinte cálculo:
apura-se a despesa realizada no mês em referência com as despesas dos onze meses imediatamente
anteriores, considerando o regime de competência”.

Portanto, a afirmativa está correta porque apresenta os parâmetros corretos para elaboração do
cálculo das despesas com pessoal.

54. FGV – Técnico Administrativo – MPE-MS/2013. O tipo de relatório exigido pela Constituição
Federal de 1988 e pela Lei Complementar n.º 101/2000, com vistas a evidenciar a execução
orçamentária por meio do acompanhamento de seus resultados bimestrais durante um
exercício financeiro, é denominado resumido da execução orçamentária.

Comentários
Segundo Paludo (2016), “Por sua importância, magnitude e por ser norma superior de obediência
obrigatória, serão apresentados na íntegra, seguidos de um breve comentário (...) artigo 165, § 3.º,
“o Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resu-
mido da execução orçamentária” (...) É aqui que surge a obrigatoriedade de publicação do relatório
resumido da execução orçamentária, e não na LRF – esta apenas detalhou a sua estrutura”.

... O relatório resumido da execução orçamentária é obrigatório para os Poderes e para o Ministério
Público e deverá ser publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre.

De acordo com o art. 52 da LRF, esse relatório resumido deve conter: Balanço Orçamentário,
que especifique, por categoria econômica, as: receitas por fonte, informando as realizadas e a
realizar, bem como a previsão atualizada; e as despesas por grupo de natureza, discriminando
a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo; e Demonstrativos da Execução: das
receitas, por categoria econômica e fonte, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada
para o exer­cício, a receita realizada no bimestre, a realizada no exercício e a previsão a realizar;
das despesas, por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando dotação
inicial, dotação para o exercício, despesas empenhada e liquidada, no bimestre e no exercício; e
as despesas, por função e subfunção”.

Portanto, a afirmativa está correta porque foi a CF/88 que exigiu a divulgação do relatório resumido
da execução orçamentária – e foi a LRF que detalhou sua estrutura e demais informações que o
acompanham.

62. VUNESP – Analista Administrativo – SE-SP/2013. Sobre a LRF. O relatório de Gestão Fiscal
será publicado, com amplo acesso ao público, inclusive por meio eletrônico, até 30 dias após
o encerramento do período a que corresponder.
Questões Comentadas   145

Comentários
Segundo Paludo (2016), “De responsabilidade dos titulares dos Poderes e órgãos, o Relatório de
Gestão Fiscal deve ser elaborado ao final de cada quadrimestre (...) Tanto o relatório resumido da
execução orçamentária como o relatório de gestão fiscal deverão ser elaborados de forma padroni-
zada, e ser publicados até 30 dias após o encerramento do período a que corresponder, com amplo
acesso ao público, inclusive por meio eletrônico. O Relatório de Gestão Fiscal é de periodicidade
quadrimestral e o Relatório Resumido da Execução Orçamentária é bimestral, mas ambos devem
ser publicados até 30 dias após o período respectivo”.

Portanto, a afirmativa está correta, visto que indica como deve ser publicado (com amplo acesso ao
público, inclusive por meio eletrônico) e o prazo para publicação (até 30 dias após o encerramento
do período).

Curitiba, outubro de 2016.

Prof. Augustinho Paludo

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