You are on page 1of 10

PREPARO DO PACIENTE:

HIPERTENSÃO 1. Explicar o procedimento ao paciente:


a. Deixa-lo calmo;
ARTERIAL SISTÊMICA b. Repouso de 3 a 5 minutos;
c. Não conversar durante o exame;
INTRODUÇÃO d. Dúvidas antes ou depois;
2. Paciente não pode:
CONCEITUAÇÃO a. Bexiga cheia;
b. Exercícios físicos há pelo menos 60
HA: Pr≥140 e/ou 90 mmHg. Multifatorial, associado a minutos;
distúrbios metabólicos, alterações funcionais, etc, agravado c. Bebidas alcoólicas, café ou alimentos;
por fatores de risco como dislipidemia, obesidade, DM. d. Fumar nos 30 min anteriores;
3. Posicionamento:
Possui relação com morte súbita.
a. Pés descruzados;
Mais de 80% possuem essas comorbidades: glicemia de b. Pés apoiados no chão;
jejum alterada, aumento da resistência à insulina, redução c. Dorso encostado na cadeira e relaxado;
do HDL-C e elevação do LDL-C, elevação dos TG e HVE. Mais d. Braço na altura do coração;
de 50% apresentam duas ou mais. e. Braço apoiado;
f. Mão voltada para cima;
EPIDEMIOLOGIA g. Roupas não devem garrotear o membro;
4. Medir PA na posição de pé, após 3 minutos, se
Atinge 32,5% da população adulta e mais de 60% dos idosos.
Hipertensão Ortostática

DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO TÉCNICA


 Confirmar diagnóstico; 1. Determinar a circunferência no ponto médio entre
 Suspeitar e identificar causa secundária; acrômio e olécrano;
 Avaliação de risco cardiovascular; 2. Manguito do tamanho adequado ao braço;
 Procurar lesões de órgão alvo e doenças associadas; 3. Colocar manguito 2 a 3 cm acima da fossa cubital;
4. Centralizar o meio da parte compressiva do
MEDIÇÃO DA PA manguito sobre a artéria braquial;
5. Estimar o nível da PAS pela palpação do pulso
radial;
NO CONSULTÓRIO
6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar
- Deve ser medida em toda avaliação; campanula ou diafragma do estetoscópio sem
compressão excessiva;
- Deve ser realizada com qualquer esfigmomanômetro;
7. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o
Na suspeita de HA secundária à coartação da aorta nível estimado da PAS;
deve ser realizada MMII. 8. Proceder à deflação lentamente (2mmHg/s);
9. Determinar PAS pela ausculta do primeiro som e,
Recomendações para adultos: após, aumentar a velocidade da deflação;
10. Determinar a PAD no desaparecimento dos sons;
Se PA ≤ 120/80 mmHg  A cada 2 anos. 11. Auscultar 20 a 30 mmHg abaixo do último som para
confirmar seu desaparecimento e depois procede à
Se PA ≥ 120/80 mmHg e < 140/90 mmHg  Anualmente.
deflação rápida e completa;
Quando avaliar hipotensão ortostática: deve ser suspeitada 12. Se o batimento persistir até nível 0, determinar a
em pacientes idosos, diabéticos, disautonômicos e naqueles PAD no abafamento dos sons;
em uso de medicação hipertensiva. 13. Realizar pelos menos 2 aferições; esperar 1 minuto
para realizar a segunda;
Deve ser medida a PA com o paciente em ortostase após 3 14. Medir a pressão de ambos os braços na primeira
minutos da PA com o paciente sentado ser realizada. consulta e usar o valor do braço onde foi obtida a
maior pressão;
Hipotensão = redução da PAS> 20mmHg ou da PAD > 10
mmHg.
Obs.: Há uma tabela que corrige a PA de acordo com a
circunferência do braço. • PA entre 130/85 e 139/89 mmHg no consultório

MEDIÇÃO DA PA FORA DO CONSULTÓRIO


• PA < 140/90 mmHg no consultório, pac.
MAPA  Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial. assintomáticos, com LOA e alto risco CV

MRPA  Monitorização Residencial da Pressão Arterial.


Identificação de EAB em hipertensos
Vantagens: > Nº de medidas obtidas, refletem as atividades
usuais dos examinados, redução do efeito do avental branco.
Grande variação de PA no consultório
Só a MAPA avalia a PA durante o sono.

Hipotensão postural, pós-prandial, na sesta ou induzida por


fármacos

PA elevada em consultório ou suspeita de PE em grávidas

Confirmação de hipertensão resistente

MEDIDA DA PA EM POPULAÇÕES ESPECÍFICAS


Crianças: Toda avaliação clínica após os 3 anos de idade, pelo
menos anualmente.

Idosos: Hiato auscultatório, pseudo-hipertensão ?


Indicações específicas para MAPA: Resumindo, a MAPA
avalia discrepâncias muito altas da PA e quando quero Obesos: Pode-se fazer a medida no antebraço e aferir o
avaliar algo relacionado ao sono. pulso radial.

Discordância importante entre a PA no consultório e em Gestantes: Além do normal, também deve ser medida no
casa; braço esquerdo na posição de decúbito lateral esquerdo em
repouso. Essa não deve diferir da posição sentada.
Avaliação do descenso durante e sono;
CLASSIFICAÇÃO
Suspeita de HÁ ou falta de queda de PA durante o sono
habitual em pessoas com apneia de sono, DRC OU DIABETES;
HIPERTENSÃO
Avaliação da variabilidade de PA.
Medidas de consultório devem ser validadas por medições
repetidas, em duas ou mais ocasiões, e confirmado por
Indicações clínicas para MAPA e MRPA medições fora do consultório, EXCETO se LOA.

HAS não controlada: Quando mesmo sob tratamento anti-


Suspeita de HAB hipertensivo, o paciente permanece em PA elevada TANTO
NO CONSULTÓRIO QUANTO FORA DELE.

• HAS estágio 1 no consultório

• PA alta em consultório, pac. assintomáticos, sem


LOA, baixo risco CV

Suspeita de hipertensão mascarada


HIPERTENSÃO SISTÓLIC A ISOLADA
Classificação PAS PAD
PAS aumentada com PAD normal.

Normal ≤ 120 ≤ 80 AVALIAÇÃO CLÍNICA E COMPLEMENTAR

ANAMNESE
Pré-hipertensão 121-139 81-89
Anamnese

Estágio 1 140-159 90-99


Tempo de diagnóstico
Estágio 2 160-179 100-109
Evolução e tratamento
Estágio 3 ≥ 180 ≥ 110
História familiar
Hipertensão sistólica ≥ 140 < 90
isolada Fatores de risco CV, comorbidades e estilo de vida

Se em categorias diferentes, considerar a Medicamentos em uso  Questionar sobre anti-inflamatórios


maior

Indícios de HAS secundária


NORMOTENSÃO
Medidas de consultório ≤ 120/80 mmHg e as medidas fora Questionar sobre LOA.
dele confirmam os valores normais.
Renal  proteinúria  espuma na urina;
HAS controlada: Quando sob tratamento anti-hipertensivo,
S2  Hipertrofia no ECG;
o paciente permanece sob PA controlada TANTO NO
CONSULTÓRIO QUANTO FORA DELE. Cérebro  Exame de fundo de olho, edema de
papila.
PRÉ-HIPERTENSÃO
EXAME FÍSICO
PAS entre 121 e 139 e/ou PAD entre 81 e 89 mmHg. Possuem
maior probabilidade de se tornarem hipertensos e maior
risco CV.

EFEITO DO AVENTAL BRANCO


Diferença de pressão entre as medidas obtidas no
consultório e fora dele, sendo a diferença ≥ 20 mmHg na PAS
e/ou 10mmHg na PAD.

O paciente continuará normotenso ou hipertenso, mas pode


alterar o estágio.

HIPERTENSÃO DO AVENT AL BRANCO


Valores altos no consultório e normais no MAPA ou MRPA.

HIPERTENSÃO MASCARAD A
Valores normais de PA no consultório, porém aumentados
fora dele
EXAMES LABORATORIAIS

FR: 100 mg/dL e 125 mg/dL, hemoglobina glicada anormal,


obesidade abdominal, PP (PAS – PAD) > 65 mmhG em idosos,
história de pré-eclâmpsia e história familiar de HA.

ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CV

É essencial identificar indivíduos hipertensos que estão mais


predispostos às complicações CV, pois eles precisam de
terapêutico mais agressiva.
Cockroft-Gault  RFG (ml/min) = [140-
idade]xpeso(kg)/creatinina plasmática (mg/dL)x72homem, É bom sempre informar ao paciente quais são seus riscos
se mulher 0,85). cardiovasculares para melhorar a adesão.

Identificar o risco global relacionado à hipertensão e depois


identificar o risco de um indivíduo desenvolver DCV em um
futuro.

 Que fatores são esses?

OUTROS EXAMES

RX de tórax: Pacientes com suspeita de comprometimento


cardíaco e/ou pulmonar.

Ecocardiograma: Indícios de HVE ao ECG ou pacientes com


suspeita clínica de IC.

Albuminúria: HAS, DM, síndrome metabólico ou 2 ou + FR.

Us das carótidas: Presença de sopro carotídeo, sinais de


DCbV..

HbA1C: glicemia de jejum > 99mg/dL. História familiar de DM


tipo 2.

FATORES DE RISCO

 Quais são as lesões de órgão-alvo que tenho que


pesquisar?
Hipertensos estágio 1 de Terapia não farmacológica
risco baixo/moderado por 3-6 meses, se a PA n for
controlada, partir para
tratamento farmacológico
PA de 130-139/85-89 Terapia medicamentosa se
alto risco ou história de DCV
Hipertensos idosos Terapia medicamentosa se
PAS>140
Hipertensos > 80 anos Terapia medicamentosa se
PAS>160
Jovens com HSI Terapia não
medicamentosa. Terapia
medicamentosa se risco
alto
 Quais são as outras DCV que são fatores de risco? Obs.: Idosos podem ter PAS por causa da rigidez dos vasos.

Obs.: Se o acesso ou retorno difíceis, passar logo tratamento


medicamentoso.

Meta terapêutica
HAS estágio 1-2-3 risco CV < 140/90
baixo/moderado
HAS estágios 1-2 e risco < 130/80
CV alto

TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO

Medida Redução de Recomendações


PAS/PADmmHg
Redução de 20%-30% para IMC < 25 kg/m2 ≤ 65
peso cada 5% de anos
perda ponderal
IMC < 27 kg/m2 > 65
anos
CA < 80 cm (M); <
94 (H)
IDENTIFICAÇÃODE RISCO GLOBAL
Dieta 6,7/3,5 Adotar dieta DASH
 Presença de doença aterosclerótica ou de DM ou
Restrição de 2-7/1-3 Sódio diário ≤ 2,0
DRC sódio g/dia

Se +, o indivíduo é de alto risco. Ou ≤ 5,0 g de NaCl


Restrição de 3,3/2,0 Consumo diário de
álcool 2 doses (H) e 1 dose
(M)
Peso corporal: Aumento do peso, principalmente se for
gordura visceral está associado ao aumento da PA, além de
ser fatores de risco.

Dieta dash: Consumo de frutas, hortaliças e lacticínios com


baixo teor de gordura, cereais integrais, frango, peixe e
DECISÃO E META TERAPÊUTICA frutas oleaginosas, redução da ingestão de carne vermelha,
População Decisão doces e bebidas com açúcar.

Hipertensos estágios 2 e 3 Tratamento Dietas vegetarianas estão associadas ao consumo


e/ou alto risco (estágio 1) medicamentoso imediato + de alimentos.
não medicamentoso
Aumentar consumo de Ácidos graxos insaturados Efeitos farmacológicos: Inicialmente tem-se a natriurese,
(ômega 3), fibras (feijão, grão de bico), oleaginosas mas depois de um tempo o organismo se adapta e fica
(castanhas), lacticínios de baixo teor de gordura. apenas o efeito vasodilatador (redução da resistência
vascular periférica).
Meio incerto: cafeína (café e chá-verde), alho,
chocolate 70% cacau. PREFERÊNCIA: Utilizar doses baixas, pois n tem prejuízo de
efeito terapêutico e diminui os efeitos adversos.
Medida Redução PAS/PAD (mmHg)
1º escolha: DIU tiazídicos em doses baixas (mais suaves e
maior tempo de ação.
Atividade física diária 3,6/5,4
Clortalidona 12,5 a 25mg

Exercício aeróbico 2,1/1,7 (pré-hipertensos) Hidroclorotiazida 12,5 a 25mg, n usar dose de 50 mg


8,3/5,2 (HAS)
Indapamida

Exercício de resistência 4,0/3,8 (pré-hipertensos) Não Se Insuficiência Renal e/ou Edema (creatinina > 2mg/dl ou
reduz (HAS) RFG < 30ml/min/1,73m²): DIU de alça

Furosemida
Sedentarismo/inatividade: Aumentam a mortalidade.
Bumetanida
Exercício físico: 30 min/dia de atividade física moderada,
distribuída ou contínua. (atividade física: qualquer Poupadores de potássio (espirolactona e amilorida) são
movimento, exercício físico). utilizados em associação com os tiazídicos ou DIU de alça.

Outras recomendações: parar de fumar, meditação e EFEITOS ADVERSOS: fraqueza, câimbras, hipovolemia,
controle do estresse. disfunção erétil. Hipocalemia, hipomagnesemia  arritmias
ventriculares. Intolerância à lactose por reduzir a liberação
TRATAMENTO MEDICAMENTOSO de insulina. Aumento do ácido úrico  gota.

PRINCÍPIOS DO TRATAMENTO IECA


 Orientar sobre importância do uso contínuo, ajuste Reduzem a morbimortalidade (retardo do declínio da função
de doses e efeitos adversos; renal, propriedades antiateroscleróticas, etc).
 Ser iniciado com as menores doses efetivas, menor
número de tomados por dia, eficaz VO, bem Enalapril 25mg – 150 mg 2-3x/dia, pois possui meia-
tolerado; vida e ação curta.
 Objetivo: Diminuir PA e reduzir as complicações CV;
Enalapril 5, 10 e 20 mg MAX=40mg, 1-2x/dia

Anti-hipertensivos disponíveis Contraindicado na gravidez e em idade fértil.


Diuréticos
EFEITOS ADVERSOS: tosse seca (5-20%), edema
IECA
angioneurótico, erupção cutânea.
BRA
Provoca aumento inicial de ureia e creatinina, cuidado com
BCC
afecções da artéria renal.
Betabloqueadores
Agentes de ação central BRA
Alfabloqueadores Raros efeitos adversos.
Vasodilatadores diretos
Contraindicado na gravidez e em idade fértil.
Inibidor direto da renina
EFEITOS ADVERSOS raros.

DIURÉTICOS Losartana cp de 25, 50 e 100 mg MAX=100mg 1-


2x/dia.
BCC Ação nos receptores alfa-2, diminuem a atividade simpático
e reflexo dos barorreceptores, discreta redução da FC, DC e
Diminui a concentração de cálcio nas células musculares lisas RVP.
das arteríolas, diminuindo a resistência vascular periférica.
EFEITOS ADVERSOS: hipotensão ortostática, efeito rebote,
BCC di-idropiridínicos: > Efeito vasodilatador e pouca boca seca, disfunção erétil. Sonolência, sedação, fadiga, etc.
interferência na função sistólica, MAIS USADO.
Metildopa 2-3x/dia 250mg – 1,5 g (MAX). EA: pode
Amilodipina 2,5, 5 e 10mg, MAX=10mg. provocar reações autoimunes, anemia hemolítica,
galactorreia, disfunção hepática.
Nifedipino 2x/dia Dose de 10 – 60 mg (MAX).
Clonidina seu uso pode ser favorável quando
BCC não di-idropiridínicos: < efeito vasodilatador e
associado a síndrome das pernas inquietas, etc.
interferem na função sistólica, sendo bradicardizantes e
antiarrítmicos.
ALFA-BLOQUEADORES
Verapamil (fenilalquilamina) 80 e 120 mg Dose de Antagonistas alfa-1, diminuem a RVP, glicemia, perfil
80 – 480 mg (MAX) metabólico, hipertrofia prostática.
Diltiazem (benzotiazepina) 30, 60, 90 e 120 mg, EA: Hipotensão, incontinência urinária.
Dose de 60 a 360 mg (MAX), 2-3x/dia.
Tolerância: precisa aumentar a dose ao longo do uso.
EA: Edema maleolar (20%), cefaleia e tontura, hipertrofia
gengival e dermatite ocre. Rubor facial se ação rápida. Indicações: tomar o remédio quando for dormir por causa da
Verapamil  obstipação intestinal. Não di-idropiridínicos hipotensão.
possuem efeitos adversos cardíacos.
Doxasizina
BETABLOQ
VASODILATADORES DIRE TO
Diminuem o débito cardíaco, secreção de renina, níveis de
catecolaminas nas sinapses. Relaxam a musculatura lisa arterial, provocando diminuição
da RVP.
Os de 3º geração possuem efeito vasodilatador além dos das
outras gerações: EA: cefaleia, taquicardia reflexa, síndrome lúpus-like,
anorexia, náuseas, vômitos, diarreia, hirsutistmo (Minoxidil).
O carvedilol possui bloqueio alfa adrenérgico e o
nebivolol aumenta a liberação de óxido nítrico. Indicações: NUNCA em monoterapia.

Propranolol também é útil pra diminuir tremores essenciais, Minoxidil


hipercinesia, etc.
Hidralazina (EMERGENCIA HIPERTENSIVA NA
EFEITOS ADVERSOS: broncoespasmo, bradicardia, distúrbios GRÁVIDA)
da condução AV, vasoconstrição periférica, insônia,
INIBIDORES DIRETO DA RENINA
depressão psíquica, astenia e disfunção sexual.
Alisquireno.
Aumenta a intolerância à glicose e predispõe a dislipidemias.
Exceção de 3º geração. EA: rash cutâneo, aumento da CPK.

Contraindicados: DPOC, bloqueio AV.


FLUXOGRAMA DE TERAPIA
Propranolol (1 ger) 10, 40 e 80 mg, Dose de 80-360
mg (MAX) 2-3x/dia.

Atenolol 25, 50 e 100 mg, Dose de 25-100 mg


(MAX), 1-2x/dia.

FÁRMACOS DE SEGUNDA LINHA

AGENTES DE AÇÃO CENTRAL


DRC  tiazídico, cuidado com K baixo. IECA OU BRA.

DPOC  N usar BBLOQ

Enxaqueca  se monoterapia BBLOQ

HPB  alfa-bloq.

Situações especiais:

Afrodescendente  DIU + BCC

Obeso  DIU + IECA + BRA

Idoso  BCC ou DIU


Se resultado parcial, mas sem efeitos adversos: ↑ dose.
Crianças e Mulheres férteis/grávidas  Não prescrever
Se não há efeito terapêutico na dose máxima utilizado ou IECA ou BRA
surgirem efeitos adversos:
Grávidas  metildopa
 Substituir anti-hipertensivo inicial ou
 Reduzir dosagem e
CONDIÇÕES CLÍNICAS ASSOCIADAS
 Associar a outro anti-hipertensivo de classe
DM
diferente;
Pesquisar albuminúria, exame de fundo de olho e exame de
Se mesmo assim a resposta for inadequada  trocar hipotensão postural.
medicamentos.
HA NA GESTAÇÃO
COMBINAÇÕES
Proteinúria: ≥ 300 mg em urina 24h, relação
albumina/creatinina urinária ≥ 0,3 mg/mg, fita reagente ≥2
+ em amostra.

Pré-eclâmpsia: presença de HA após a 20º semana associada


a proteinúria significativa. Se não proteinúria, buscar
cefaleia, turvação visual, dor abdominal, plaquetopenia,
comprometimento renal, edema pulmonar, distúrbios
visuais ou cerebrais, escotomas ou convulsão.

Eclâmpsia: presença de convulsões do tipo grande mal.

HA Crônica: Detecção de HA antes de 20 semanas.

HA Gestacional: Após a 20º semana sem a presença de


Combinações ruins: proteinúria.

BB + DIU: alteram o metabolismo de glicídeos. HA Crônica com PE sobreposta.

IECA + BRA. HA SECUNDÁRIA


Esquemas terapêuticos: DRC: Por isso faz-se a dosagem de creatinina sérica, RFG e
análise de urina.
DM  BRA + BCC ou IECA + BBLOQ. Se IC BBLOQ
Hipertensão renovascular: secundária a estenose parcial ou
SM/DLP  IECA + BCC
total, uni ou bilateral da artéria renal.
DAC  BBLOQ + BCC

ICC  IECA, BRA, DIU tiazídico

AVE  nenhum melhor


Imunossupressores
AINH e hormonais
Anorexígenos
Eritropoetina
Anticoncepcionais orais
TRH
Antidepressivos
Drogas ilícitas e álcool

HA PERSISTENTE

Definição: PA de consultório não controlada apesar do uso


de 3 ou + anti-hipertensivos em doses adequadas, incluindo-
se preferencialmente um DIU, ou em uso de 4 ou +
medicamentos com controle pressórico.

Hipertensão refratária: PA não controlada sob o uso de 5 ou


mais anti-hipertensivos.

Pseudorresistência: Cuidado com má-técnica de medição da


PA, má adesão e/ou esquema terapêutico inadequado.

AVALIAR SEMPRE A ADESÃO TERAPÊUTICA.

FATORES ASSOCIADOS

Fatores causais:

 Maior sensibilidade ao sal;


 Volemia aumentada (maior ingesta de sódio, DRC
ou terapia diurética inadequada);
 substâncias exógenas que aumenta a PA
 causas secundárias (SAHOS, DRC, EAR,
aldosteronismo);

Características:

 Idade avançada;
 Afrodescendência;
 Obesidade e sedentarismo;
 SM, DM;
Quando pesquisar HAS secundária/hipertensão  Nefropatia;
renovascular  HVE;
Início < 30 anos
Fisiopatologia: Hiperativação simpática e do SRAA,
Início de HAS grave > 5 anos proliferação da musculatura lisa vascular, retenção de sódio
HAS acelerada/maligna e ativação de fatores pró-inflamatórios.
Piora da função renal após IECA/BRA
INVESTIGAÇÃO DIAGNÓS TICA
Rim atrófico ou discrepância de tamanho > 1,5cm
Diagnóstico: somente após inclusão de DIU e ajuste
EAP súbito e inesperado
terapêutico.

Exames complementares: Bioquímica sanguínea, avaliação


urinária e ECG. Fundoscopia e ECO se disponíveis.
Has por medicamentos
Causas secundárias

MAPA E MRPA

É MANDATÓRIO.

Tratamento: DIU + (BRA ou IECA) + BCC. Obs.: Se DAC, ICC


ou taquicardia, posso substituir BCC por BBLOQ.

4º Escolha: Espirolactona

Se não tolerado  amilorida

5º Escolha: BBLOQ

6º escolha: Outras classes

CRISE HIPERTENSIVA

Elevação acentuada da PA.


INVESTIGAÇÃO
Cefaleia, dor torácica atípica, dispneia, estresse psicológico
e síndrome do pânico associados a elevação da PA são uma Avaliação de PA no mínimo 3x nos dois braços.
pseudocrise hipertensiva.
Coletar informações sobre a PA usual.
Fisiopatologia: aumento do volume Intravascular, da RVP,
Pesquisar fatores que aumentaram a PA:
produção reduzida de vasodilatadores, capacidade
ansiedade, dor, sal, comorbidades, adesão ao
autorregulatória comprometida.
tratamento, anti-inflamatórios, corticoides, alcool,
simpaticomiméticos, etc.
Urgência Emergência
PAD > 120 mmHg PAD > 120 mmHg Sistema cardiovascular: dor ou desconforto no tórax,
abdome ou dorso; dispneia, fadiga e tosse. Verificação da FC,
Sem LOA aguda e Com LOA aguda e
progressiva progressiva ritmo, alteração de pulso, galope, sopros cardíacos,
vasculares e estase jugular, além de congestão pulmonar,
Medicamentos VO Medicamentos
abdominal e periférica. Exames, de acordo com o quadro
Parenterais
clínico e a disponibilidade: ECG, monitorização
Sem risco iminente de Com risco iminente de eletrocardiográfica, saturação de O2, radiografia de tórax,
morte morte
ecocardiograma, marcadores de necrose miocárdica,
Acompanhamento Internação em UTI hemograma com plaquetas, LDH, angiotomografia e RNM.
ambulatorial precoce (7
dias) Sistema nervoso: tontura, cefaleia, alteração de visão,
Redução em 24h 25% na 1º h audição ou fala, nível de consciência ou coma, agitação,
160/100 em 2-6h e delírio ou confusão, déficits focais, rigidez de nuca,
convulsão. Exames: tomografia, RNM e punção lombar.
135/85mmHg em 24-48h
Sistema renal e geniturinário: alterações no volume ou na
frequência miccional ou no aspecto da urina, hematúria,
edema, desidratação, massas e sopros abdominais. Exames:
Urina I, creatininemia, ureia sérica, Na+, K+, Cl-, gasometria.

Fundoscopia: papiledema, hemorragias, exsudatos,


alterações nos vasos como espasmos, cruzamentos
arteriovenosos patológicos, espessamento na parede
arterial e aspecto em fio de prata ou cobre.

TRATAMENTO

- Captopril, Clonidina e BB são usados na UH