You are on page 1of 20

CENTRO EDUCACIONAL MENNA BARRETO

CURSO TECNICO DE ENFERMAGEM

ARLINDO GONÇALVES DA SILVA

LARISSA APARECIDA PEDRO PACHECO

MARIA ISABEL CACHIMARQUE PINTO

RAFAELA PADILHA DE AGUIAR

SAMARA KINAGE MATHEUS

BENEFÍCIOS DO PARTO HUMANIZADO

ARAUCÁRIA

2018
ARLINDO GONÇALVES DA SILVA
LARISSA APARECIDA PEDRO PACHECO
MARIA ISABEL CACHIMARQUE PINTO
RAFAELA PADILHA DE AGUIR
SAMARA KINAGE MATHEUS

BENEFÍCIOS DO PARTO HUMANIZADO

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado à Banca Examinadora
com o requisito para a nota do título
de Técnico em Enfermagem do
Centro Educacional Menna Barreto.

Orientadora: Bianca Garmus.

ARAUCÁRIA
2018
TERMO DE APROVAÇÃO

ARLINDO GOÇALVES DA SILVA


LARISSA APARECIDA PEDRO PACHECO
MARIA ISABEL CACHIMARQUE PINTO
RAFAELA PADILHA DE AGUIAR
SAMARA KINAGE MATHEUS

BENEFÍCIOS DO PARTO HUMANIZADO

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do


curso técnico de enfermagem do Centro Educacional Profissional Menna Barreto.

___________________________________________________________________
Professora orientadora Bianca Garmus

___________________________________________________________________
Avaliador

___________________________________________________________________
Avaliador

___________________________________________________________________
Avaliador

10 de novembro de 2018
DEDICATÓRIA

Dedicamos o presente trabalho a todas as pessoas

que contribuíram diretamente ou indiretamente em nossa formação.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, que ilumina nossos caminhos, guiando nossos passos


mesmo nos momentos mais difíceis.

“Confia no Deus eterno de todo o seu coração e não se apoie na sua própria inteligência. Lembre-se
de Deus em tudo que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo.” (prov. 35-6)

Pelas nossas famílias, pelo apoio e amor incondicional.

“Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de
sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem o consolo e uma
segurança que não se encontra em qualquer outro lugar.” (Bertrand Russell)

A nossa orientadora, Professora Bianca Garmus, a quem temos enorme prestigio e


admiração pela paciência, sabedoria, ética, profissionalismo e dedicação em tudo
que faz.

“O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande
professor inspira.” (William Arthur Ward)

Aos professores da instituição Menna Barreto, pelo apoio emocional, incentivo e por
dividir o conhecimento durante esses 2 anos e 8 meses do curso técnico em
enfermagem.

“Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transforma-lo;
se não é possível muda-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo. Devo usar toda possibilidade
que tenha para não apenas falar da minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”
(Paulo Freire)
EPÍGRAFE

Todo dia se aprende algo. O importante á transformar essas informações em


conhecimento.

“Eu tentei 99 vezes e falhei, mas na centésima


tentativa eu consegui, nunca desista de seus
objetivos mesmo que esses pareçam impossíveis,
a próxima tentativa pode ser vitoriosa”
(Albert Einstein)
INTRODUÇÃO
O parto é um fenômeno caracterizado natural e fisiológico que muitas
mulheres irão vivenciar no decorrer da vida. Fenômeno caracterizado para a
manutenção da vida.
Durante boa parte da história da humanidade o parto era realizado em casa,
nestes nascimentos as mulheres contavam com a assistência das famosas parteiras
(uma mulher que a comunidade considerasse como mais experiente).
No século XVIII ocorreu a implantação das cirurgias na assistência ao parto,
foram formadas para intervir, resolver casos complicados e ditar ordens. O parto
passou então a ser visto como um ato cirúrgico qualquer e, a mulher em trabalho de
parto sendo chamada de “paciente”, sendo tratada como doente e impedida de
seguir seus instintos e adotar a posição mais cômoda e fisiológica para ela.
Não a como negar que a cesárea é indispensável quando a mãe e o feto se
encontram em situação de risco, mas isso fez com quem as intervenções
começasse a serem usadas sem nenhum motivo, apenas “segurança”, em casos
que não possuem tal necessidade.
Reagindo a isso, na década de 80 surge o movimento de humanização com
finalidade de garantir o parto com naturalidade, protagonizando a mulher e suas
escolhas, considerando o momento como social, emocional, familiar e espiritual.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, um parto humanizado é um
procedimento saudável, pois respeita o processo natural e evita condutas
desnecessárias ou de risco para a mãe e o bebe.
De acordo com o Ministério da Saúde, um parto humanizado requer a criação
de um ambiente acolhedor e a inclusão de procedimentos hospitalares que rompam
com o tradicional isolamento imposto a mulher que vai ter um filho. Por isso, o órgão
considera que, para haver uma assistência humanizada, é necessário uma atitude
ética e solidaria por parte dos profissionais de saúde.
Dentre os benefícios para a mãe; Andrea Rebello, ginecologista e obstetra, ressalta
os benefícios emocionais, pois a mulher é acolhida e amparada em um momento
que apesar de ser muito especial é de fragilidade.
Assim, um parto humanizado é positivo tanto para a saúde física quanto
mental.
Já para o bebê, traz benefícios à imunidade e ao sistema respiratório, há pesquisas
que digam que o parto normal esta associado a menor risco de algumas doenças na
infância.
Assim como a mãe, esse bebe nascido de um parto humanizado não sofrera
nenhuma intervenção desnecessária, bem como ficara próximo a mãe, o que é
importante para estabelecer um vínculo entre os dois.
Para a realização do parto em domicilio, a mulher deve ter uma gestação sem
complicações. A Organização Mundial de Saúde, compreende o parto de baixo risco
de começo espontâneo, com idade gestacional de 37 a 42 semanas completas,
segundo isso, no mundo cerca de 70% a 80% de todas as gestações podem ser
consideradas de baixo risco no começo do trabalho de parto (OMS,1996).
A redução de medicamentos em intervenções é uma tendência crescente na
saúde publica mundial. Em março de 2017, o ministério de saúde anunciou uma
serie de diretrizes para assegurar um atendimento mais humanizado para mães e
bebês, Diferias delas estão também no documento da organização mundial de
saúde, como a liberdade de posição durante o parto, o jejum não obrigatório e
métodos de alivio da dor que pode ser feitos sem remédios.
Para aliviar o desconforto de mulheres sem outras condições de saúde, mais
que sintam dor durante o nascimento a organização mundial de saúde sugere
priorizar métodos de relaxamento musculas respiração, música, massagem, banho
de relaxamento, bolas e outras técnicas, de acordo com a preferência da parturiente.
Outro benefício importante do parto humanizado é estimular mãe e filho a ficarem
juntos logo após o parto.
Além disso, a entidade recomenda que, quando qualquer procedimento for
necessário, a mulher participe da tomada de decisões junto com a equipe medica.
Parte das diretrizes do documento já haviam sido previamente divulgadas em outros
artigos da organização mundial de saúde, como banho só de depois de 24 horas de
vida e outros cuidados para o recém-nascidos.
Nosso objetivo por meio desse trabalho é trazer e oferecer orientações para
as mães sobre os incríveis benefícios que parto humanizado trás, como o principal
ponto desse tipo de prática é o respeito a mãe e ao bebê, o resultado é que a
experiencia do parto será a mais positiva possível para ambos.
PROBLEMA DE PESQUISA
Quais são os benefícios do parto humanizado para a mãe e para o bebê?

JUSTIFICATIVA
Primeiramente devemos deixar claro que o parto humanizado não é um tipo de
parto, como a cesariana ou o parto via vaginal. Poderíamos dizer que se trata de
uma filosofia, em que a mãe tem total participação em relação ao que acontecera no
momento do nascimento de seu filho, podendo escolher a presença de
acompanhantes ou não, a posição no momento do parto e o local onde o bebê
nascera. Nesses casos deve haver a mínima intervenção medica, porém, sem deixar
de colocar a saúde da mãe e do bebê em primeiro lugar.
Essa filosofia nasceu após se perceber que o parto não era mais o momento
sublime, único que costumava ser. O que se tinha até agora era uma serie de
cirurgias, que terminavam, muitas vezes, com a mãe em uma sala e o bebê em
outra. No pato humanizado, a gestação é encarada como um processo natural e,
não uma patologia que necessita de um procedimento cirúrgico.
Por ser um parto que ocorrera de maneira mais natural, tanto a mãe quanto o
bebê devem estar saudáveis, uma vez que se espera que o médico intervenha
pouco no processo.
“Quando você humaniza um parto, a gravida fica mais leve para escolher o
que a faz se sentir melhor. Pode andar durante o trabalho de parto e escolher quem
estra ao seu lado, por exemplo”, diz a enfermeira obstétrica Helen Mendes, do
Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Muitos tem ideias erradas sobre o que é o parto humanizado, este, não
significa necessariamente parir sem anestesia, em casa, entre outros. “Parto
humanizado é um conceito que envolve basicamente o respeito que a mulher
precisa e a real necessidade da mãe e do bebê”, explica o ginecologista e obstetra
Alberto Guimarães, defensor dos conceitos de parto humanizado e fundador a Parto
Sem Medo.
Este respeito no parto envolve questões como:
*Atender demandas na hora do parto.
Oferecer água, lanches, permitir que a mulher vá ao banheiro quando quiser,
entre outras demandas que não causam qualquer problema e são benefícios para o
bem-estar da mãe.
*Permitir que a mulher fique na posição que quiser.
Atualmente está mais do que comprovado por pesquisas que parir deitada
está longe de ser a melhor posição para o nascimento. De cócoras costuma ser uma
das opções mais indicadas, mas acima de tudo, o importante é a mulher parir na
posição que quiser.
No parto humanizado não deve ser feito alguns procedimentos, como:
*Anestesia/analgesia, múltiplos exames vaginais, monitoramento permanente dos
batimentos cardíacos fetais e contração uterina por meio eletrônico, posição fixa e
não anatômica da mãe durante o processo, jejum, o uso de soro e medicamentos
para controlar a contração (para aumentar e diminuir),episiotomia, uso de fórceps ,
manipulação do bebê (aspiração mecanizada de via aéreas, entre outros), luz e
ruídos excessivos, limitação de movimentos, “lavagem” intestinal, depilação da
região vaginal.
Mas o mais preocupante é que, em muitos hospitais tais procedimentos se
tornaram de rotina, independentemente de serem necessários ou não, e são
realizados sem consulta previa a gravida ou seus familiares, daí a tendência de as
mulheres exigirem um parto mais humanizado.
Para optar por este método, a mãe deve ter feito um pré-natal rigoroso para
que se tenha certeza de que não a necessidade de intervenções, é importante ter
uma equipe qualificada a sua disposição e que respeite integralmente suas
decisões.
A mãe deve ter ciência que o trabalho de parto pode ser bastante doloroso e
desconfortável, por isso, ela deve ter certeza de suas escolhas. Vale lembrar que,
apesar de todas as dores no momento do nascimento, o parto vaginal é muito mais
benéfico em comparação com o parto cesariano, além da taxa de mortalidade ser
menor.
Em 15 de fevereiro de 2018 a Organização Mundial de Saúde divulgou novas
diretrizes para tornar a experiencia do parto mais positiva para a mãe e para o bebê,
a meta é reduzir o número de intervenções médicas, em algumas situações elas
salvam vidas, por isso tem sua importância, a crítica é justamente para o excesso.
Estudos mostram que toda gestante ou seu bebê passam por pelo menos
uma intervenção clínica durante o nascimento, mesmo se ambos estiverem
saudáveis. E que todos os dias 830 mulheres morrem na gravidez ou durante o
trabalho de parto, número que poderia diminuir com um atendimento mais
qualificado. A aplicação de ocitocina (hormônio que induz ao trabalho de parto) e,
outros fluidos intravenosos, é uma pratica comum nas maternidades e deveria ser
evitada.
Muitas pessoas defendem o parto normal e humanizado, por outro lado
muitos defendem que a cirurgia cesariana seja a melhor opção.
“O normal é ter normal”, aponta o obstetra e ginecologista Caio Lessa, 39
anos, presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia da Bahia. Pode até
parecer redundante e óbvia, mas a afirmação serve para lembrar que antes da
cesárea virar febre no Brasil, o parto normal protagonizava a cena, o que não se
observa hoje em dia.
O que se vê na maioria dos casos é a realização da cesárea mesmo quando
não há risco para a mãe e o bebe, o que contraria a recomendação da organização
Mundial de Saúde, de que a cirurgia seja feita apenas em casos de emergência, seja
a taxa ideal de 15%. Mesmo que esse número de 1985 precise de atualização, ele
contrasta muitos com os últimos dados divulgado pela OMS: 55% dos partos
realizados no Brasil são cesáreas.
Nos planos de saúde, 84,6% dos partos são cesáreas. No SUS o número cai
um pouco, indo para 40%. Mesmo assim, o número é alto comparando com a
recomendação de 15% feita pela OMS. A própria, afirma que a cesárea apresenta
três vezes mais riscos para a mãe, já que pode originar infecções e acidentes com
anestesia, por exemplo.
O parto humanizado é recomendado pelo Ministério da Saúde, pretende
reduzir as intervenções desnecessárias, além de garantir um ambiente mais calmo e
harmonioso para o nascimento da criança, uma vez que a mãe terá seu filho da
maneira que escolheu e terá contato imediato com o bebê.
O aumento dos lugares que oferecem essa filosofia é cada vez mais
significativo, como isso, espera-se que uma nova forma de encarar o nascimento
surja e que a gravidez seja vista como um momento extraordinário que a mãe tem
total direito de participar.
OBJETIVO GERAL
Orientar as mães sobre os benefícios que o parto humanizado oferece, trazendo
mais conforto e tranquilidade para ela na hora do parto.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Informar as mães sobre como é feito o parto humanizado
Demonstrar a importância sobre o conhecimento dos procedimentos utilizados na
hora do parto
Apresentar relatos de umas gestante que foi feito acompanhamento
METODOLOGIA
O projeto será realizado na Maternidade Humberto Carrano na Lapa, com o
objetivo de trazer outras formas de se realizar o parto humanizado sendo que na
Maternidade já existe
E na Clínica da Mulher nosso objetivo é fazer uma palestra com o foco de
orientar as mães a fazerem o parto humanizado, e saberem os seus benefícios.
Iremos acompanhar o pré-natal de uma mãe que está de 6 meses, participando das
consultas, orientando-a a preferir o parto humanizado e se a mesma permitir
pretendendo acompanha-la.
REVISÃO DA LITERATURA
O método do nascimento é um acontecimento natural, de maneira pessoal,
sendo algo dividido entre as mulheres e seus familiares.
Antigamente as parteiras, curandeira ou comadres, eram quem realizavam o
parto, por serem mulheres conhecidas na comunidade ou de crença. Por ser uma
pessoa de conhecimento do caso para promover o parto, avaliavam todo o processo
gravídico como experiência própria e tinham a função de animar as mulheres com
alimentos, bebidas e palavras agradáveis, tendo as parturientes por razões
psicológicas, humanitárias e devido ao tabu de mostrar os órgãos genitais.

Muitas vezes as parteiras são mulheres humildes, de baixa escolaridade ou


analfabetas, com idade que varia de 18 a 89 anos, e que possuem a dádiva de
partejar advindo de suas mães e avós, mantendo o conhecimento que era passado
de geração em geração.

Até no século passado, as mulheres que contavam com o auxilio das


parteiras eram preparadas para dar à luz na posição agachada ou sentada, pois
nesta época os médicos se demonstravam-se indiferentes a dar a luz as
parturientes, sendo assim as mulheres escolhiam as parteiras por motivos
psicológicos, humanísticos e por vergonha de expor os órgãos genitais. Pois as
parteiras dominavam esta arte, sendo capaz de prestar auxílio na gravidez e no
puerpério e conduzir o parto por experiência própria, sendo requisitada por sua
importância na sociedade.

O Ministério da Saúde com o objetivo de proporcionar um novo modelo


assistencial no Programa de Humanização no Pré-Natal (PHPN), em junho de 2000.
Essa imprescindível iniciativa possibilita ferramentas para analisar ações no
atendimento ás mulheres, e visam centrar esforços com intuito de reduzir as altas
taxas de mortalidade materna e perinatal; acoplar medidas que garantam a melhoria
do acesso da cobertura e da qualidade do acompanhamento pré-natal, da
assistência ao parto, puerpério neonatal; bem como expandir as ações já adotadas
pelo ministério da saúde na área de atenção à gestante, com investimentos nas
redes estaduais de assistência a gestação de alto risco, o incremento do custeio de
procedimentos específicos e outras ações, como o projeto de capacitação de
parteiras tradicionais, do financiamento de cursos de especialização e enfermagem
obstétrica e a realização de investimento nas unidades hospitalares integrantes
destas redes.

Humanizar a parturição é envolver-se com o outro; é lembrar que no momento


do parto está ocorrendo a separação de dois corpos, que até este momento viveram
juntos, um dentro do outro, em relação de dependência e de intimo contato. Nesse
momento o enfermeiro necessita manter a tranquilidade, o equilíbrio, a harmonia
interior com cuidado, porque é por ele que exaltamos o encontro profissional com o
ser-parturiente, estabelecendo o sentimento de perda e esvaziamento, que a
parturiente vivencia de forma tão intensa e particular. (Martins et al, 2005)

Neste contexto todos os profissionais relacionados a saúde devem buscar e


transmitir as informações e orientações sobre as vantagens que a medicina baseada
em evidências aponta para a humanização do parto e nascimento. (MS, 2008).
Devendo ainda observar a especialidade de cada região ou país.

Para Diniz “A humanização da assistência, mas suas muitas versões,


expressar uma mudança na compreensão do parto como experiência humana e,
para quem o assiste uma mudança no que fazer diante do sofrimento do outro
humano.”

Segundo Stefanini, o caminho de modificações dos costumes de uma


instituição para humanizar reconhece e valoriza os aspectos subjetivos, históricos e
socioculturais de usuárias e profissionais; bem como a compreensão dos problemas
existentes para elaborar modificações para resolução dos mesmos priorizando as
condições de trabalho que utilizará na assistência as clientes.

A Casa de Parto é dedicada a prestar assistência mais humanísticas,


destinadas realizações de partos naturais de evolução fisiológica com total atributo,
sendo a representação simbólica de um conjunto de ideias, guiadas por um
paradigma própria e diferente do vigente no sistema de saúde atual. E, também, é o
símbolo da necessária transformação da cultura predominante nas instituições que
prestam assistência ao parto e nascimento. (Hoga, 2004; Martins et al, 2005).

Aragão (2009) reforça que a humanização do cuidado sugere aos enfermeiros


que priorizem a autonomia, respeitando a fisiologia natural do processo de parto,
oferecendo suporte emocional a parturiente e família, procurando agir com
intervenções somente quando necessário, observando os aspectos sociocultural do
processo parturitivo, para garantir assim seus direitos.

O Projeto Midwifery, na defesa de uma assistência mais humanizada a


parturiente e seu concepto, e em todo processo que passam até criança vir ao
mundo, tem por finalidade trazer novamente o parto natural e fisiológico de maneira
a não causar danos traumáticos. (Davin e Bezerra, 2002).

A um grande caminho a ser percorrido, em se tratando da humanização do


trabalho de parto e puerpério, diante do exposto as Casas de Parto, trazem
sugestões possíveis para proporcionar uma assistência de qualidade a parturiente,
recém-nascido e família.

“Trata-se de uma estrutura institucional menor, preconiza a atuação autônoma


do enfermeiro obstétrico, ou seja, facilita a integração da equipe de trabalho,
possibilita a colaboração e respeito mutuo entre o grupo profissional e os clientes.”
(Hoga, 2004; Martins et al, 2005).

As primitivas acrescentaram vários sentidos culturais ao parto, que desde tempos


antigos e em diferentes termos, foram sendo analisados e repassados, sobretudo,
devido as transformações significativas no campo da medicina. Com o aparecimento
do fórceps pelo cirurgião inglês Peter Chamberlain e acolhimento da obstetrícia
como curso técnico, cientifica e empregada pelo homem; com isso, surge a
decadência da profissão de parteira. Tem inicio a possibilidade de comandar o
nascimento, a intervenção masculina e a substituição do paradigma não
intervencionista. Parir passa a ser considerado um evento perigoso, sendo
imprescindível a presença de um médico.

O parto, então, deixa de ser privativo, intimo, e feminino, e passa a ser vivido
de maneira publica, com a presença de outros atores sociais. Desta maneira a
mulher que deveria ser o astro do parto, distancia-se cada vez mais e tem bloqueio
em participar da sentença do tipo de parto. Sente-se insegura, refreia-se, muitas
vezes, por não se sentir habilitada para escolher e fazer valer seus desejos frente a
questões técnicas levantada pelos profissionais que atendem ao parto. Os médicos
passaram a realizar cada vez mais procedimentos invasivos e intervencionistas,
justificando requer um menor tempo e uma maior praticidade, assim, os profissionais
de saúde, consequentemente ganharam destaque ao realizar esses procedimentos,
e tornaram-se os principais protagonistas deste evento. A mulher passa a ser
internada precocemente no hospital, recebendo poucas informações sobre os
procedimentos aos quais será submetida, permanece sozinha ao longo do trabalho
de parto e tem sua privacidade invadida.

Também, existe alguns riscos de não esperar o trabalho de parto, estudos


mostram que cada semana a mais de gestação aumenta as chances de o bebê
nascer saudável, mesmo quando não há mais risco de prematuridade. As ultimas
semanas de gestação permite maior ganho de peso, maturidade cerebral e
pulmonar. Segundo a pesquisa Nascer do Brasil, em 2012, 35% dos bebês
analisados nasceram entre 37 e 38 semanas de gestação, embora não seja
considerada prematuras, estudos demonstram que essas crianças, aparentemente
saudáveis são mais frequentes internadas em UTI neonatal, apresentam problemas
respiratórios, maior risco de mortalidade e déficit de crescimento.

No caso das cesarianas, o Brasil é o segundo país em percentual. Enquanto a


Organização Mundial de Saúde estabelece em até 15% a proporção de partos por
cesariana, no Brasil esse percentual é de 57%. Sabe-se que, em uma situação de
alto risco, a cesariana pode salvar a vida da mulher, do bebê, ou de ambos. No
entanto, utilizar a cesariana de forma eletiva, como regra não exceção, é inaceitável
do ponto de vista das evidências científicas

Muitas mulheres optam pela cesariana sem necessidade, com isso enfatizam
o cuidado prestado as mesmas, incluindo o resgate do parto natural.

A atenção humanizada ao parto refere-se á necessidade de um novo olhar,


compreendendo-o como uma experiência verdadeiramente humana. Acolher, ouvir,
orientar e criar vinculo são aspectos fundamentais no cuidado as mulheres.

“Humanização do parto é tu saber quais são os anseios da gestante, permitir


que ela se expresse, que ela possa gritar, se ela acha que aquilo vai aliviar.

Ela também pode, sim, ter um posicionamento livre, não ficar presa no leito. É
saber como ela quer que seja esse parto, se ela quer esse parto sentado, se ela
quer de outra forma, ela que tem que escolher, não cabe a nós, como profissionais,
julgarmos isso. É a não realização de procedimentos desnessários, iatrogenias. Não
ter ações invasivas que não são necessárias, episiotomia, enema, tricotomia, toque
sucessivos e mais de uma pessoa avaliando ela (mulher) várias vezes.”

RELATOS DE MÃES
“Tenho 30 anos, um filho de 14 do meu primeiro casamento e, agora, mais um
menino. Moro em Cabo Frio e, ao descobrir que estava gravida, meu companheiro
deu a ideia de fazermos o pato na água. Começamos então todo o processo, como
em minha cidade não existe estrutura para este tipo de parto, tive que fazer pré-natal
no Rio de Janeiro.
Quando a data do parto se aproximou, partimos novamente para o Rio a
espera do inicio do trabalho de parto. Nos hospedemos na casa de um amigo,
achando que ficaríamos no máximo 10 dias. O tempo foi passando, passando, e
nada do meu filho querer vir ao mundo!
Depois de alguns alarmes falsos e da zombaria por parte dos amigos, que já
estavam falando que eu tinha colocado um travesseiro na barriga para passar as
férias de graça no rio, o “travesseirinho” resolveu nasceu após completar 41
semanas de gestação e 21 dias de férias forcada na Barra da Tijuca
Fomos para maternidade logo cedo, e as 6:30 da manhã estávamos entrando
no quarto. As 13:00 horas passamos para o centro cirúrgico com contrações
ritmadas, e lá entrei na banheira.
A água estava tão gostosa e quentinha que relaxei demais, perdi o ritmo das
contrações que o médico constatou que parte do meu colo estava atrofiado. Da
banheira passei para cama. Força daqui dor dali... e as 20:23 nasceu ele com seus
4,470 kg e 55 cm.
O parto foi de cócoras e meu bebe, maior nascido naquela noite e o único de
parto normal. A diferença, além de ter tido o maior neném da maternidade? O fato
de, em menos de 24 horas, estar de pé dando o primeiro banho no meu pequeno
príncipe e me sentindo muito bem para receber as visitas e fazer muito mais.”
(Ana Claudia Pierre Assunção)

“No dia 18 de agosto, com 36 semanas de gestação, eu tinha muitas


contrações, mas sempre indolores. À noite, senti um incomodo na lombar e uma dor
no baixo ventre. A dor passou e o dia também.
Dia 21, sábado, já com 37 semanas, passei o dia cuidando das roupinhas do
bebê. À noite, dor na lombar novamente. No domingo, na hora do almoço, liguei
para a médica para saber se poderia tomar algum remédio. Ela estava em plantão
em um hospital e disse para eu ir até lá para ser examinada “dois a três cm de
dilatação. Seu bebê deve nascer em até 72 horas”. Sai de lá com a sensação d=boa
de que logo teria meu bebê nos braços. No fim da tarde resolvi marcar o intervalo
entre as contrações: 2 a 3 minutos, com duração de 25 a 30 segundos cada. Percebi
que toda vez que as contrações vinham eu tinha que parar o que estava fazendo e
agachar.
As 21 horas a médica pediu para irmos para o hospital que ela estaria indo
para lá. O médico e plantão me atendeu e me encaminhou para o centro obstétrico
“é agora! Está chegando! Logo vou estar com ele!”
Na sala de pré parto, meu marido chegou e ficou bem quietinho do meu lado,
de mãos dadas comigo. Quando as contrações vinham eu apenas respirava bem
fundo e aspirava como quem quer mandar a dor embora. Tentava não pensar na dor
que sentia, ou pior, na que ainda estava por vim.
Já na sala de parto, lembrei que li um livro que dizia que a gente não pode
envergar as costas para trás, e não atrapalha a passagem do bebê. Temos que
mantê-la reta como se estivesse uma linha puxando o umbigo para o teto.
Veio uma contração e eu fiz força. De repente ouvi: “Estou vendo ele! Faça
força!”
Mais uma contração e mais força. Resolvi não tomar anestesia pois queria
sentir oque estava acontecendo e saber a hora certa de expulsar. Depois que
estouraram a bolsa as dores começaram para valer. “Estou vendo a cabeça dele!”
Mais dor e mais força.
Colocaram um pano na minha barriga para apoiar o bebê. Logo depois senti
uma queimação, era o tal circulo de fogo, a cabeça que estava passando. Uma dor
enorme que dura pouquíssimo segundos e pluft o bebê escorrega. Na mesma hora
colocaram meu filho em cima de min, ele ficava só miando num chora baixinho.
Fiquei meio inerte, apenas admirando a coisa mais perfeita do universo, que não e
só meu filho mais um milagre da vida.
Terça-feira, 24 de agosto, tivemos alta e uma nova vida se iniciava.
(Solange de Albuquerque Barbosa)