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CONTEXTO HISTÓRICO

Daniel Veronese nasceu na Argentina em 1955. Para entender seu


contexto, é importante saber que antes de seu nascimento o país era governado
por Juan Domingo Perón, um militar e político que foi presidente até o ano de
nascimento de Veronese. Nesse governo o país prosperava, contando com
melhorias na educação e saúde pública. Perón foi deposto por um golpe militar
após bombardeios em Buenos Aires que totalizam um milhar de feridos e assim
se inicia a primeira ditadura que será citada.

O poder é tomado em 06 de novembro de 1955 por um general chamado


Eduardo Lonardi. Ele governa por dois meses e é sucedido por Pedro Eugenio
Aramburu, um militar ditador que permanece no poder até 1957. Ele reprime
diversos movimentos considerados Peronistas e causa danos à economia e à
saúde, além de mandar sequestrar o corpo da segunda esposa de Perón, Eva,
que estava embalsamado. Isso gera uma invasão na Venezuela e, por
consequência, os países cortam relação e a crise piora.

Isso gera diversas greves e uma situação insustentável se instaura no


país. Os ditadores decidem mudar o rumo do governo e eleições são abertas em
1958. Ganha o advogado e político Arturo Frondizi, que governa até 1963 e faz
diversos avanços como triplicar a produção de petróleo e praticamente erradicar
a pobreza na Argentina, embora sua política funcionou principalmente para
estabilizar o país dos baques que havia sofrido anteriormente.

Em 1963 ocorrem novas eleições e assume Arturo Humberto Illia, médico


e político. Ele investe na economia e na indústria de tecnologia, além de um
programa contra a fome e outro contra a analfabetização. O país começa a
prosperar novamente após as investidas mais ousadas desse presidente porém
em 1966 ocorre mais um golpe, conhecido como Revolução Argentina.
Juan Carlos Onganía lidera um golpe de estado contra Illia por discordar
de sua posição moderada e governa até 1971, gerando uma das piores ditaduras
que a América Latina já viu, com a repressão de tudo que fosse considerado
“imoral” e espancamento de professores e estudantes de forma aberta. Os
governos seguintes seguem antiperonistas de forma geral até 1973, ano no qual
Perón pôde sair de seu exílio e voltar a se candidatar como presidente, sendo
reeleito com mais de 60% dos votos.

Perón, no entanto, morre em 1974 e quem assume em seu lugar é sua


terceira esposa, María Estela Martinez -- mais conhecida como Isabelita Perón.
Tem sucesso com as reformas que propõe e a economia volta aos poucos, até
ser posta à força em prisão domiciliar e se instaurar mais um golpe de estado,
este orquestrado por uma junta militar após Martínez ter negado sua renúncia.

A Junta Militar assume em 1976, durando até 1983 e com perseguições


pesadas à esquerdistas e peronistas, sequestros, torturas e assassinatos que
totalizaram 30 mil “desaparecidos”. A derrota na guerra das Malvinas marca o
fim dessa ditadura, denominada Processo de Reorganização Nacional, e
eleições democráticas só são realizadas meses depois.

Jorge Dubatti diz que a pósditadura argentina pode ser dividida em dois
grandes períodos artísticos. O primeiro, de 1963 a 1988, que busca o resgate
das instituições democráticas e do modelo cultural estatal de centro-esquerda e
que vai atrás da exaltação dos valores do estado democrático, da liberdade como
um valor e da defesa dos direitos humanos como prioridade. O segundo, que se
inicia em 1989 e permanece até os dias atuais, se caracteriza através da crise
de estado e da presença de um modelo neoliberal de centro-direita (com a
consequente crise da esquerda), gerando um empobrecimento das políticas
culturais estatais e o surgimento da resistência como um valor.
AUTOR E GRUPO

Embora o autor deixe claro que sua obra não possui caráter político, não
há como negar que ele sofre influências devido a todo seu contexto sócio-
político-histórico. A peça foi escrita em 2000 e encenada em 2001, com um grupo
formado pelo próprio Veronese e que aparentemente foi fundado somente para
a encenação dessa peça, denominado Grupo Luna.

Veronese, apesar de ter iniciado sua carreira como ator e marionetista,


adapta A Gaivota, As Três Irmãs e Tio Vânia de Tchekov, o que acaba por
influenciar de certa forma suas obras. Ele recebe diversos prêmios de
dramaturgia devido à sua vasta obra e é hoje uma referência de produção teatral
contemporânea.

O Grupo Espanca!, de Belo Horizonte montou peças de Veronese, em


especial O Líquido Tátil, que foi fruto de uma parceria com o dramaturgo e diretor
quando o grupo se mudou temporariamente para Buenos Aires e estreou em
2012.

A Cia Periférico de Objetos foi fundada em 1989 por Daniel Veronese, Ana
Alvarado e Emilio Garcia Wehbi. O coletivo experimenta com todos os tipos de
objetos, as relações entre corpo vivo do manipulador e do objeto animado e
mantem uma dialética entre o trabalho de grupo e os trabalhos individuais de
cada ator, tendo participado de festivais diversos na América e Europa. Buscam
a temática do poder, do macabro e da obscenidade em todos os âmbitos do ser
humano.
RESUMO

A peça trata de três irmãos e suas respectivas esposas. Existe uma


grande diferença de idade entre cada um dos membros dos casais. Rainer tem
em torno de 40 anos, casado com Ulrika, que tem em torno de 30; Ivan tem 55
anos e sua esposa Lucera tem 20; Roger está perto dos 30 anos e Bettina,
perto dos 50. Essa desproporção gera, naturalmente, relações conflituosas.

Um jantar em família que era pra ser pacífico se torna um campo de


discussão de problemas mal-resolvidos. A peça se inicia com o encontro dos
casais na nova casa de Roger e Bettina, que se mudaram para um lugar
extremamente malcuidado e quase em estado de abandono, o que dá a
impressão de que eles querem se esconder de algo ou alguém e o desfecho se
dá com uma reviravolta por parte de Lucera, que mata todos menos Ivan, seu
marido, revelando estar grávida enquanto aponta o revólver para a cabeça do
homem.

Rainer fecha a loja dos pais para poder quitar as dívidas e se distanciar
de tudo junto com sua esposa, Ulrika, que escreve um roteiro de cinema que
trata sobre uma mulher que observa uma parada equestre.

Roger é o irmão mais provocativo, o que traz os assuntos delicados para


a discussão, mas que tem suas opiniões descartadas devido ao câncer que está
se desenvolvendo em seu corpo devido às pancadas que tomou na cabeça.

Há uma desavença entre Bettina e Lucera, visto que a primeira rouba um


livro de receitas da segunda devido a uma falha de comunicação – Lucera,
passando mal, não é capaz de deixar claro que deseja que o livro não saia de
sua casa, e Bettina descobre que “cozinhar é um projeto realizado”.
Os pais de Lucera morrem num acidente com a carruagem quando Lucera
é pequena, e Roger traz à tona o fato de Ivan e Rainer terem provocado o
assassinato devido à solidão do primeiro, que queria se casar e viu na jovem
uma possibilidade, ao invés de o cavalo que conduzia a família ter sido tomado
pela “doença” que fazia equinos se jogarem de penhascos, como os outros
irmãos dizem.

Rainer dá de presente um pônei para seu irmão mais novo e o animal


acaba morrendo ao se arremessar num buraco cheio de cimento. Roger, que
estava com ele no momento, diz que tentou salvá-lo e que, apesar de ser difícil
a convivência com o pônei, ele jamais seria capaz de mata-lo.

Não existe um clímax exato, os personagens permanecem na mesma


energia durante toda a peça e quando o conflito explode, as reações são
mínimas – fugir ou conciliar. O texto é extremamente curto, tendo apenas 15
páginas, e demandando mais de uma leitura para que se possa ter uma visão
mais clara do que o autor quer dizer por meio das metáforas que utiliza.

ANÁLISE

Embora comumente visto como um símbolo de velocidade e rebeldia,


neste texto é mais crível ver o cavalo como um símbolo de liberdade. Indo um
pouco além, faz parte do imaginário popular um significado muito específico os
sonhos com cavalos: representam conflitos próprios, a insubmissão e que quem
sonha pagará um alto preço por ser assim. Ambas as visões se mostram válidas
quando se trata do texto em questão, visto que os cavalos são como Lucera vê
a sua libertação, mas ao mesmo tempo ela acaba destruindo sua família para
obtê-la.
É possível relacionar a insubmissão e as suas consequências com a
situação da Argentina também. Dubatti fala sobre o Teatro Dos Mortos, sobre
personagens movidos pelos assuntos pendentes dos que já se foram, que busca
todo o tempo ressignificar as perdas que sofreu e no contexto de uma Argentina
que jamais será a mesma depois dos horrores causados pela ditadura. O país
lutou e criou a resistência como um valor intrínseco a si, mas a relação com o
passado jamais poderá se desfazer. Tudo se dá numa tentativa de reaver um
luto que não pôde ser realizado, o teatro assume a morte do país e, como cultura
vivente, ajuda a transformar a relação com ela.

Ele também diz que peças escritas na pós-ditadura argentina tem a


tendência de acrescentar um elemento/personagem “fantasmagórico” que flutua
sob os vivos, levando-os a tomar decisões importantes ou apenas os
assombrando, indo e voltando no texto, sem ter necessariamente importância
explicita para o decorrer da história. No caso de “Mulheres Sonharam Cavalos”,
esses elementos são a misteriosa morte dos pais de Lucera, a morte do pônei e
a venda da loja dos pais. O próprio filme de Ulrika mostra ter fragmentos
análogos ao período ditatorial de uma forma subjetiva quando ela, ao explicar
uma das cenas, detalha a imagem de uma mulher que “olha pela janela torcendo
para que não a vejam”.

Esses “fantasmas” existem, de uma certa forma, para que as


personagens possam transformar sua própria relação com o que/quem se foi.
Isso se relaciona com o conceito de “Teatro Perdido”; essa transformação só
ocorre no palco, durante o período de duração da peça. Depois disso, tudo o que
aconteceu já se foi e, por consequência, já está perdido. A transformação só
pode ocorrer no palco porque é ali que ocorre a relação – tanto entre as
personagens vivas quanto com as mortas – e só é possível “reviver” algo ou
alguém relembrando a relação que havia com a sua presença, e isso explica a
forte relação da memória cultural e coletiva com o teatro argentino pós-ditadura,
que se mostra presente em “Mulheres Sonharam Cavalos” durante grande parte
da peça.
Assim, fica claro que as personagens “vivem no passado”; cada uma
delas lida com seu próprio “fantasma”, constantemente reativando as memórias
de um tempo já perdido em uma tentativa desesperada de solucionar e resolver
o que não foi feito anos atrás. Esse desencontro de “crises existenciais” resulta
em um falso diálogo onde as personagens soltam frases aleatórias que, à
primeira vista, parecem conscientes, mas que não conectam-se com os outros
discursos.

Outra imagem que nos é apresentada e pode ser relacionada ao


“assombro” que as personagens passam pelos “fantasmas do passado” é a ideia
subjetiva de que o ser humano foi desfigurado pelo sistema em que vive. No
caso da peça em questão, o autor apresenta as personagens reunidas em uma
casa malcuidada em um prédio abandonado que aparenta ser a nova casa de
Roger e Bettina. Além do cenário decadente, têm-se a informação de que a
situação financeira da família está por um triz e Rainer acredita que a solução é
a venda da loja dos pais. Isso se soma ao importante fato de que as próprias
personagens apresentam-se desfiguradas, sendo fisicamente no caso de
Bettina, Ivan e Rainer, por serem os mais velhos, ou mentalmente como é o caso
de Ulrika e Lucera que, apesar de jovens, apresentam discursos distorcidos e
outros elementos que causam estranhamento. Já Roger, por sua vez, encaixa-
se dentro das duas categorias: no passado, é dito que ele recebeu diversas
pancadas na cabeça e, por isso, desenvolveu um câncer no cérebro. Isso faz
com que as outras personagens desvalorizem suas tentativas de discurso e
provocação quando lhes convém, o que acaba acrescentando elementos de
dualidade ao personagem – se por um lado ele acusa Ivan e Rainer de terem
matado os pais de Lucera, ele é também acusado de assassinar o pônei que lhe
foi dado de presente.

As informações dadas no texto são subjetivas ao ponto de encaixarem-


se em dois pensamentos opostos: Roger pode representar um militante fugitivo
da ditadura e por isso se mudou ou um ex-torturador que vive no período da pós-
ditadura e isso torna o pônei um possível símbolo das pessoas ou crianças que
ele matou. Mesmo com as falas finais de Lucera em seu momento de decisão,
não é possível tirar conclusões precisas.

Bettina, que rouba o livro de receitas de Lucera, diz que cozinhar é uma
ação para os outros, como “projetos realizáveis”. Talvez essa seja sua relação
com o passado, a sua busca por agradar os outros e, para realizar isso, tenha
que criar desafetos (ou, no caso, agravar os que já existem). Isso tem relação
com as esperas intermináveis e a hora que nunca avança, que dá a ideia de uma
estoicidade, algo preso no tempo – todos os personagens estão presos aos seus
passados de alguma forma.

Em outro texto, Dubatti fala sobre o sentido vir depois da construção da


poética, o que possibilita uma nova visão da peça. Por não existirem muitos
depoimentos sobre sua construção e elaboração, é possível pensar que
Veronese escreveu buscando falar implicitamente sobre diversos tópicos e que,
após sua finalização, cabe ao grupo que for montá-la encontrar os sentidos que
achar devidos. Nesse período, a Argentina passa por um momento em que o
princípio de objetividade e certeza é destruído e que a ilusão de uma vida
homogênea e válida para todos da mesma maneira deixa de existir. Juntamente
com isso, pode-se intuir que as poéticas de contraposição são utilizadas, visto
que elas buscam abrir espaço para o conceito de que o que é novo está morto e
isso acaba por remeter ao já citado Teatro dos Mortos, possibilitando pensar que
mesmo com as novidades emergentes, a crueldade do passado permanece.

CONCLUSÃO

Com características do Teatro do Absurdo, pode-se dizer que “Mulheres


Sonharam Cavalos” expõe a falta de sentido da consciência humana já
desintegrada e presa ao seu próprio passado, que se afoga em suas memórias
até o momento em que é preciso decidir continuar nesse estado ou aniquila-lo
em nome da liberdade.

Esse texto se mostra extremamente subjetivo e com diversas


interpretações possíveis, gerando nos que com ele trabalham muitas visões
sobre as mesmas frases e os mesmos personagens. O autor, ao mesmo tempo
que diz que não escreve sobre ditaduras tem esse contexto impresso em si, o
que influencia os pontos de vista de quem lê.

Nesta pesquisa houveram divergências em entendimentos que acabaram


por coexistir, sendo unificadas através dos escritos de Jorge Dubatti. Sem esses
textos de referência, teria existido uma maior dificuldade em alinhar os
pensamentos de todo o grupo. Apesar de muitas discussões, ainda não foram
exploradas todas as possibilidades que a peça nos oferece.

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DUBATTI, JORGE. O Teatro dos mortos: introdução a uma filosofia do


teatro. Tradução de Sérgio Molina. São Paulo: Edições Sesc São Paulo, 2016.
204 p. il.

LIVRO EM ESPANHOL
ESCOLA SUPERIOR DE ARTES CELIA HELENA

ARYADNE MAGALHÃES

CAROLINA LEINER

CATARINA ARETHA

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TRABALHO DE TEATRO LATINO AMERICANO

“Mulheres Sonharam Cavalos” – Daniel Veronese

SÃO PAULO

2019