O Design e o Ambiente

Por: Carlos Alberto Alves

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O Design e o Ambiente

Documento de Apoio ao Seminário:

Elaborado por: Carlos Alberto Alves

Data: 13 de Dezembro de 2006

Por: Carlos Alberto Alves

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O Design e o Ambiente

Introdução
Para que na fabricação de embalagens, estas se adeqúem ao uso esperado e simultaneamente provoquem o menor dano ou impacte ambiental, é de vital importância um bom design. Nos últimos anos é mais ou menos claro, o esforço feito por muitas empresas no re-design (designe de) das embalagens para a obtenção de economias que por vezes são significativas. No entanto, através deste esforço, conseguem-se cumprir dois outros desideratos, como seja a redução dos impactes ambientais causados pela deposição ou destino final destas embalagens e simultaneamente o cumprimento da regulamentação mais recente, sobretudo a Europeia sobre a minimização da geração deste tipo de resíduos. Assim, o objectivo desta brochura é o de ajudar, quer os gestores quer os designers a dedicarem a este tema uma atenção especial e, levá-los a adoptar uma abordagem que conduza á redução dos custos e dos respectivos impactes ambientais. Do ponto de vista da gestão, existem vários factores que são por si só moderadores, para a implementação destas medidas conducentes á introdução de melhoramentos. As pressões ambientais sentidas nas empresas, exercidas pelas entidades publicas (Ministério do Ambiente e outros) e a cada vez maior sensibilidade do consumidor a par dos benefícios associados através da adopção de uma política errada para o ambiente são determinantes para esta nova abordagem. No entanto, para que esta abordagem possa ser bem sucedida, é determinantes que os gestores estejam conscientes da necessidade de se comprometerem quer como o staff quer com os recursos necessários ao processo para fazer face a esta filosofia. O projecto de embalagens, tem hoje ao seu dispor uma série de ferramentas que o podem ajudar duma formas efectiva nesse processo de concepção. Nas páginas a seguir, iremos das apenas algumas dicas, bem como evidenciar algumas vantagens sobre a utilização destas técnicas, e ainda sobre alguns problemas relacionados com o seu uso. A intenção é a de percorrermos todo o ciclo desde o design á minimização da utilização de matérias primas, a reciclagem, a reutilização, a redução do uso de substâncias consideradas perigosas até á concepção adequada a uma deposição final com os menores problemas associados.

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Por: Carlos Alberto Alves Pág. colas. fontes e etc. 5 de 43 . matérias primas usados para a fabricação de embalagens. plástico. (papel.O Design e o Ambiente Para além disto insere-se ainda alguns elementos relativos á legislação europeia sobre este tema.).

..................... 39 Minimize a contaminação .................. 6 de 43 ....................................................... 6 O Design e as Embalagens ............................................................................................................................. ... 31 A redução de substâncias perigosas nas embalagens ....................... 32 O Design como recurso da minimização ........................................................................................................................................ 22 Compromisso e estratégia.......................................... 39 Por: Carlos Alberto Alves Pág......................... 37 Questões relacionadas com a reutilização: ...... 9 A embalagem e a concepção . 12 A concepção da embalagem e o Ambiente.............. 24 Gestão do ciclo de vida..................................................... 23 Gestão ambiental e a tomada de decisão ........................................................ 30 O detalhe do design ........................................................................................... 16 Os benefícios do eco-design .............. 4 Índice ............................................................................................................... 15 Motivações para melhorar ........................................ 22 A cadeia de fornecimento ................................................ 29 Ferramentas para a gestão do ciclo de vida............................................................. 18 Algumas questões de gestão importantes .......................................... 14 O impacte ambiental das embalagens .................................. 10 A adequação ao uso .......................................... 22 Sobre o design e as especificações............. 27 Métodos de comparação simples ......................... 35 Sobre o vidro: .......................... 33 O design usando materiais renováveis ou reciclados......................... 14 O Eco-design ................................. 25 Ferramentas e métodos para o Eco-design............................................................................................ 37 O design da embalagem para reciclagem e compostagem........................................................ 36 O design de embalagens para reutilização ............................................................ 17 O processo de Eco-design de embalagens .........................................................................O Design e o Ambiente Índice Introdução .................. 38 Materiais simples e polímeros compatíveis ................................................................................................... 27 Geração e selecção de ideias ............................................................................................

........................................O Design e o Ambiente Anexos ...................................................................... 42 Software para a ACV (Análise do Ciclo de Vida) . 7 de 43 ... 43 Por: Carlos Alberto Alves Pág......................................................................... 41 A Eco-etiqueta ...............................

8 de 43 .O Design e o Ambiente GG427_final Por: Carlos Alberto Alves Pág.

No entanto. conseguem-se cumprir dois outros desideratos. iremos das apenas algumas dicas. Nos últimos anos é mais ou menos claro. bem como evidenciar algumas vantagens sobre a utilização destas técnicas. levá-los a adoptar uma abordagem que conduza á redução dos custos e dos respectivos impactes ambientais. é determinantes que os gestores estejam conscientes da necessidade de se comprometerem quer como o staff quer com os recursos necessários ao processo para fazer face a esta filosofia. através deste esforço. As pressões ambientais sentidas nas empresas. tem hoje ao seu dispor uma série de ferramentas que o podem ajudar duma formas efectiva nesse processo de concepção. estas se adeqúem ao uso esperado e simultaneamente provoquem o menor dano ou impacte ambiental. o esforço feito por muitas empresas no re-design (design de) das embalagens para a obtenção de economias que por vezes são significativas. o objectivo desta brochura é o de ajudar. Assim. O projecto de embalagens. é de vital importância um bom designe. como seja a redução dos impactes ambientais causados pela deposição ou destino final destas embalagens e simultaneamente o cumprimento da regulamentação mais recente. 9 de 43 .O Design e o Ambiente O Design e as Embalagens Para que na fabricação de embalagens. Do ponto de vista da gestão. para a implementação destas medidas conducentes á introdução de melhoramentos. e ainda sobre alguns problemas relacionados com o seu uso. existem vários factores que são por si só motivadores. No entanto. Por: Carlos Alberto Alves Pág. quer os gestores quer os designers a dedicarem a este tema uma atenção especial e. exercidas pelas entidades públicas (Ministério do Ambiente e outros) e a cada vez maior sensibilidade do consumidor a par dos benefícios associados através da adopção de uma política errada para o ambiente são determinantes para esta nova abordagem. para que esta abordagem possa ser bem sucedida. Nas páginas a seguir. sobretudo a Europeia sobre a minimização da geração deste tipo de resíduos.

Para além disto insere-se ainda alguns elementos relativos á legislação europeia sobre este tema. a reutilização. para além dos problemas citados. acidentes pessoais. a devoluções e. No entanto. Como uma embalagem desapropriada pode conduzir para a deterioração do produto. significando isto. Todas as embalagens devem ser capazes de proporcionar uma protecção adequada dos produtos. a redução do uso de substâncias consideradas perigosas até á concepção adequada a uma deposição final com os menores problemas associados. a uma maior quantidade de resíduos e desperdícios. que ela deve ser suficientemente rígida e suficientemente forte para resistir às solicitações a que vai ser sujeita. No entanto. Por: Carlos Alberto Alves Pág. a reciclagem. estamos convictos que se estes fossem inquiridos sobre as quantidades de embalagem nos produtos a responderiam que existia em excesso de embalagem. actuar como uma ferramenta de promoção do produto. A embalagem tem várias funções desde proteger e preservar o conteúdo. na fase do transporte e da armazenagem. Um outro aspecto importante relacionado com a embalagem. fontes e etc.O Design e o Ambiente A intenção é a de percorrermos todo o ciclo desde o design á minimização da utilização de matérias-primas. uma má concepção da embalagem pode também causar. na sociedade moderna. (papel. mas também de matérias-primas usadas na sua fabricação e ainda de energia (da energia usada na sua fabricação). A embalagem e a concepção Os diversos estudos feitos ao consumo pelos Marketers. facilitar o manuseamento e a distribuição. a embalagem deve ser concebida de forma a satisfazer todas estas exigências. informar o consumidor e.). não só do produto. é importante ter estes aspectos presentes no momento da concepção da mesma. em muitos casos. indicam que uma grande parte dos consumidores é influenciada pela embalagem. plástico. tem a ver com o impacte ambiental causado quando essa embalagem passa a ser um resíduo e bem assim com o seu ciclo de vida. Assim sendo. 10 de 43 . matérias primas usados para a fabricação de embalagens. colas. é mais ou menos evidente que.

O Design e o Ambiente Em termos legislativos. Este guia tem o objectivo de auxiliar as empresas. são muitas as empresas que tem dedicado uma atenção especial ás embalagens. que se podem dividir em quatro partes: 1. técnicos e outros directamente relacionados com a fabricação de embalagens e ao sector do comércio. minimizar esses impactes ambientais. procura-se cada vez mais. os designers projectistas e os técnicos relacionados com o assunto a dedicar uma atenção especial ao mesmo e conduzi-lo a uma abordagem sistemática na concepção. entidades gestoras de embalagens e resíduos de Por: Carlos Alberto Alves Pág. iremos analisar a importância da adaptação ao uso. 3. O resultado final deveria ser o de conduzir a uma embalagem ou processo de embalagem. materiais de embalagens. simultaneamente. dessa forma aproximam-se do cumprimento da legislação sobre esta matéria. 4. a ideia é a de fornecer concelhos práticos. Uma parte significativa dos impactes ambientais e dos custos associados poderão ser consideravelmente reduzidos na fase de concepção. a concepção tem um papel determinante. Alguma da informação deste capítulo poderá ter interesse também para o designer. claros e concisos. Fornecer informação diversa sobre legislação. colocando obrigações específicas. conseguindo dessa forma economias consideráveis e. Conforme o referido. Focar assuntos de interesse para os designers projectistas. não só na produção de embalagens mas também na adopção. 11 de 43 . Abordar numa perspectiva de gestão. quer de tecnologias mais limpas. Abordar algumas questões relacionadas com as ferramentas e técnicas que os projectistas podem usar na concepção de eco . quer de embalagens causadoras dos menores impactes possíveis. Nos últimos anos. quer nos fabricantes quer sobre os utilizadores dessas embalagens. 2. o processo de eco-design e outros aspectos chaves dessa mesma gestão. Desta forma.embalagens. mais baratos e menos “poluentes”. os desenvolvimentos e os benefícios da concepção da embalagem no ambiente. considerando que esta aborda a questão dos impactes ambientais derivados da embalagem. Assim.

. deve ser de modo a cumprir os requisitos que lhe são exigidos. manuseamento e distribuição. Assegurar o uso e o manuseamento seguro pelo consumidor. c) Possam resistir a ciclos de vibrações. b. f) Que suportem variações de humidade e temperatura. devendo ao mesmo tempo dar cumprimento ao requesito de usar o mínimo de embalagem possível para cumprir essas funções. e) Que contenham a entrada de água e de outros produtos químicos. durante o fabrico. e. estas tenham que ser rígidas e fortes para resistir a: a) Carga como a compressão quando empilhadas. A adequação ao uso A embalagem deve ser adequada ao fim a que se destina ou. na maior parte dos casos. d. conter e preservar o produto embalado. por outro lado permitir métodos eficientes de produção. evitando que este se danifique. c. vamos focar principalmente as questões relacionadas com a embalagem primária.O Design e o Ambiente embalagens e etc. a partir de diferentes alturas. altas e baixas. Proteger. Dar informação comercial ao consumidor. no caso de bidões. Evidenciar a inviolabilidade e facilitar o uso do produto. o transporte e a armazenagem. d) Que resistam à ruptura quando sujeitos ao choque com objectivos cortantes. por outras palavras. È de importância vital que todas as embalagens. os topos e sobre os cantos. como por exemplo. sejam capazes de proteger o conteúdo. 12 de 43 . Isto normalmente significa que. Apresentar e comercializar o produto. b) Possam cair sobre as faces. Muito embora sejam aqui abordados temas que têm a ver com a embalagem secundária e a terciária. sem danificarem o conteúdo. que são as seguintes: a. Por: Carlos Alberto Alves Pág.

estas embalagens têm que ser concebidas de forma a garantir uma rápida e fácil manipulação. Por essa razão é também muito importante ter em conta a concepção. A protecção contra a foto degradação. 13 de 43 . com vista ao manuseamento e distribuição. ou a embalagem do conjunto (embalagem primária) se encaixa no circuito de destruição? b) A embalagem (primária) será paletizada? Em caso afirmativo qual deverá ser o tamanho ideal da palete e qual a sua carga? c) Será envolvida em plástico retráctil? Nesse caso qual o plástico a usar em termos de resistência/ espessura? d) O cliente irá dividir a embalagem em partes para distribuição’ e) A embalagem poderá ser reutilizada? f) Será a embalagem compatível com o sistema de descarga do cliente? Considerando as questões de preservação e estabilidade. Por exemplo. Por essa razão. ou das massas alimentares. c) Outras contaminações químicas e biológicas.. o caso dos refrigerantes. como por exemplo. d) A degradação pela luz quando esta possa degradar o produto. que afecta a gosto. no entanto alguns incluindo vinhos e cervejas. cosméticos e etc. A estrutura e os materiais utilizados na fabricação de embalagens variam de acordo com a respectiva aplicação.O Design e o Ambiente Hoje a grande maioria dos produtos são embalados em linhas de enchimento automáticos a elevada velocidade. que colocam questões: a) Como é que o produto. b) A infecção microbiológica e a infestação de insectos. o polietileno (PE) constitui uma boa barreira as bactérias e simultaneamente permite que a embalagem possa ser selada/ fechada a quente. têm antioxidantes naturais e outros que lhe são adicionados para limitar essa degradação. geralmente a embalagem tem que ter como função a de agir como barreira evitando: a) A entrada de gás. Por: Carlos Alberto Alves Pág. a cor e mesmo o valo nutricional. o cheiro. no caso de produtos alimentares ou farmacêuticos. medicamentos. é muito importante para certos produtos alimentares.

pelo menos do ponto de vista do consumidor. o re-aperto e armazenagem. tal como qualquer outro produto. sumos de frutas e embalagens de leite. No caso da embalagem de produtos alimentares ou de produtos farmacêuticos. informação sobre o valor nutritivo. como componente de marketing. Estes impactos podem. A importância destas. os animais. código de barras. constituindo um factor crítico. A concepção da embalagem e o Ambiente. clara e concisa da informação. como já se sabe. como por exemplo. O impacte ambiental das embalagens As embalagens. que se prestarmos a atenção devida é patente nas prateleiras dos muitos supermercados que existem. ser essencial para a apresentação e venda do produto. Por essa razão. reflecte-se nas enormes esforços feitos no sentido de se conseguirem melhores sistemas de fecho para embalagens de. Estes dizem respeito em primeiro lugar à utilização dos recursos e às emissões de poluentes para o meio. por exemplo. é. assim como é importante que a abertura não seja acessível a crianças. A inclusão de fotografias e/ou desenhos na embalagem pode também. instruções. é também muito importante. seja no acto da sua produção seja durante o seu ciclo de vida de uso. as plantas. a qualidade de impressão. a inviolabilidade deve ser evidente. em muitos casos crítica. deve ser possível para o consumidor identificar se houve alguma tentativa de violação da embalagem. Alguns dos efeitos potencialmente adversos causados pelas embalagens no ambiente são: Por: Carlos Alberto Alves Pág. e etc. Qualquer embalagem deve ser concebida a pensar no uso e aceitação da mesma por parte do respectivo consumidor.O Design e o Ambiente A apresentação. composição. o acabamento e a aparência geral da embalagem é muito importante. 14 de 43 . afectar a saúde humana. Mas apesar de tudo. os edifícios e até mesmo o clima. a funcionalidade da embalagem. podem dar origem a vários tipos de impactos ambientais. ou seja. Existe algumas questões típicas a ter em linha de conta sendo algumas delas a fácil abertura e manuseamento. e apesar do aspecto estético e a diferenciação serem importantes.

a utilização de uma folha de alumínio conduziu a uma redução de cerca de 30 % na espessura e a uma maior rigidez da embalagem. procurando manter ou melhorar as suas performances e o seu valor de mercado”. • A contaminação das águas com substâncias perigosas. o aço.. ao longo dos últimos anos. • A espessura dos sacos dos supermercados tem vindo a reduzir. • Utilização de materiais não renováveis. Por: Carlos Alberto Alves Pág. • Nos pacotes de sumos. etc. através da deposição de resíduos perigosos e outras substâncias contaminantes. atingindo os 45% menos. pode ser uma ferramenta que ajude ou contribua para a minimização destes impactes. no mesmo período de tempo. e este facto é patente em termos gerais nas seguintes estatísticas: • O peso médio das garrafas de vidro reduziu-se em cerca de 30 % desde 1980. gases ácidos. com a inclusão de produtos que provocam uma carência química ou bioquímica de oxigénio (CQO/CBO). no produto e na embalagem. • Uso indiscriminado dos recursos renováveis como a água a madeira. como o petróleo. como plástico não reciclável. 15 de 43 .O Design e o Ambiente • Utilização de recursos não renováveis e poluentes. sólidos suspensos. sobretudo motivado pela necessidade de economizar nos custos de embalagens. redução dos teores de oxigénio. • È cada vez menor a quantidade de plástico necessário para embalar a mesma quantidade de produto graças não só aos materiais usados mas também graças á tecnologia envolvida (multilayer). demonstra que muito tem sido feito. Muito deste esforço tem sido dirigido para a redução de peso. por forma a reduzir os impactos negativos durante o seu ciclo de vida. O Eco-design A concepção para o ambiente ou eco-design. e etc. pode ser definida como sendo – “a necessidade de levar em conta as implicações ambientais. A evolução que é patente nesta área. È importante ter em conta que o eco-design. libertação de ozono e gases que provocam o aquecimento global. o gás e o carvão. • Contaminação de ar através da emissão de partículas. em cartão. • Emissões nos terrenos.

quer do ponto de vista económico quer do ponto de vista de gestão ambiental. que cumpram certos normas e exigências. propiciam oportunidades de melhoria contínua. obriga a que produtores e todos os implicados ao longo do ciclo de vida da embalagem cumpram condições cada vez mais apertadas. Neste capítulo insere-se a actuação da SPV – Sociedade Ponto Verde. o estabelecimento de uma hierarquia de resíduos e da sua gestão que implica uma preocupação de todos acrescida. começam também a ter preocupação de índole ambiental favorecendo. a verdade é que ainda hoje muitas das embalagens utilizadas não são concebidas. continuem a apostar em melhorias ao nível da embalagem e do seu eco-design. por isso mesmo. Muitas empresas. Assim algumas das razões que levam as empresas a perseguir estes objectivos podem ser: Os desenvolvimentos tecnológicos e económicos que. as empresas que se esforçam. o esforço feito nesta área. quando por exemplo vamos às compras. se torna evidente. que gere e endossa os custos da gestão das embalagens a todos os envolvidos na cadeia das mesmas. com forma até de melhorar as suas próprias performances económicas. para o aumento da competitividade. em particular os do comércio a retalho. tanto nacionais como internacionais.O Design e o Ambiente Muito embora sejam patentes algumas destas evidências. quer em termo ambientais quer em temos económicos. contribuirá também. Começam a ser exigidas embalagens. 16 de 43 . apesar de exigirem uma elevada qualidade do produto e da embalagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág. já para não falar da questão dos resíduos em particular. em Portugal. Para além de mais. Os clientes. tendo em conta razões económicas nem ambientais. Cada vez mais. resultando por isso mesmo num desperdício de recursos. Motivações para melhorar Existem vários factores para que algumas empresas. no sentido de minimizar quer ao resíduos em geral quer aqueles que são destinados à eliminação em particular. teriam eventualmente muito a beneficiar. se laçassem medidas de minimização da geração de resíduos. A legislação e a responsabilização dela derivada. quer pelos produtores. nesse sentido. quer pelos comerciantes.

conduzindo a melhores margens de lucro e.O Design e o Ambiente Os benefícios do eco-design Para que as condições de exploração do negócio melhorem. 1ª Prioridade Eliminar – Eliminar ou evitar gerar resíduos 2ª Prioridade Reduzir – Minimizar a quantidade de resíduos geradas ou produzidas 3ª Prioridade Reutilizar – Utilizar (as embalagens) tantas vezes quantas for possível 4ª Prioridade Reciclar – Reciclar tudo que for possível. Na hierarquia dos resíduos. estabelece-se uma série de prioridades para o seu tratamento ou encaminhamento. Em algum casos e. do que a redução. para que simultaneamente seja promovida a competitividade. podem ser uma melhor opção de ponto de vista ambiental. quando esta não for a opção. 17 de 43 . após a sua reutilização 5ª Prioridade Deposição – Enviar para deposição em aterro o que sobra. Na concepção a pensar no ambiente e nos respectivos impactes da embalagem. podem induzir economias nos custos da seguinte forma: Através da redução da embalagem e dos materiais ou matériasprimas que a constituem. por forma a dar as melhores condições passíveis para a viabilização da reciclagem. Os benefícios que se podem apontar da concepção a pensar no ambiente. devem ser levados em conta questões como por exemplo. de uma forma responsável. considerando o universo das embalagens. Através da redução de custos para o consumidor e fornecedor. a fita adesiva usada para o fecho de caixas de cartão ou mesmo os agrafos usados no fecho destas. então o caminho deverá ser o da minimização dos resíduos gerados. a reutilização é até mesmo a reciclagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág. pela sua minimização. A cabeça destas prioridades está é claro a da eliminação na fonte e. é essencial repensar a questão da embalagem e das questões com ela relacionadas.

seja através doutras formas de destino. seja através dos instrumentos institucionalizados (como a SPV. Através do cumprimento das regulamentações que dizem respeito ás embalagens. como outros têm que ser antes do mais competitivos. particularmente junto dos clientes “verdes”. Um aumento da quota de mercado. 18 de 43 . Deve no entanto referir-se que tanto uns. ou mesmo em relação a eventuais possibilidades de exportação. A melhoria da reputação da empresa. os eco-designers tendem a ocupar ou a conquistar novos nichos de mercado. O eco-design de embalagens. O design pode ser levado a cabo na empresa ou sub-contratado. O processo de Eco-design de embalagens As especificações das embalagens. A redução dos danos nos produtos motivados pela fraca qualidade da embalagem. normalmente custo este que normalmente está relacionado com o peso). do fabricante de embalagem ou do fabricante e enchedor. algumas das mais importantes são. em especial relacionado com estes clientes mais exigentes. Os estudos mais recentes demonstram que. enquanto os redesigners são geralmente mais bem sucedidos nos produtos que são substituídos. reduzindo eventuais taxas de devoluções. envolve numerosas considerações que afectam ou reportam a toda a cadeia de embalagem. os que se indicam na tabela da página seguinte: Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente Através da redução dos custos inerentes ao destino final. podem ser levadas a cabo no estágio do retalho. A necessária redução dos custos para cumprir a legislação em vigor. em termos de performances e em termos económicos. considerando sobretudo que este se compõem de várias etapas como as dos aspectos estruturais até aos aspectos gráficos. no entanto. o design e o desenvolvimento. ou ser fruto de um trabalho conjunto.

etiquetas e seus Recursos/ materiais reutilização Tipos de acabamentos. A seguir. 19 de 43 . nem o processo de design nem o próprio material usado.O Design e o Ambiente Considerações ou atributos Principais tipo(s) dos materiais Principais cor(es) dos materiais Tamanho e forma da embalagem Grau / espessura do material Concepção estrutural da embalagem Questões ambientais importantes Eficiência dos reciclabilidade recursos. tintas. que deverá ocorrer ao longo da concepção e que deverá interagir com o design do produto. Por esta razão. deste processo. O ideal de um processo de eco-design e desenvolvimento de uma embalagem. Reutilização. Por: Carlos Alberto Alves Pág. é este ser um processo passo a passo. dos impactos ambientais da mesma ao longo do seu ciclo de vida. Da mesma forma é também essencial reconhecer. ao longo dos vários estágios. reciclabilidade adesivos. Emissões. reciclabilidade Recursos/ eficiência do transporte Recursos/ reutilização Recursos/ reutilização eficiência eficiência eficiência do do do transporte. por isso mesmo será necessário tomar muitas decisões. Tipo de fechos. num processo de design de produto/embalagem. transporte. marcações e laminados Design gráfico e etiquetagem Reutilização Não é fácil considerar todos os aspectos do design da embalagem e simultaneamente levar em conta os aspectos relacionados com as questões ambientais e. é importante ir verificando. das prioridades da empresa e dos seus objectivos estratégicos. sumariza-se os principais passos típicos. A escolha acertada deverá ser sempre dependente das circunstâncias particulares. se as metas a que nos propomos vão sendo cumpridas. emissões. antes da conclusão de um qualquer processo de design. que já não é possível melhorar mais. transporte.

médio e longo prazo Gestão do processo e estabelecimento das prioridades • Obtenção de dados e definição do design – próprios ou da concorrência • Estimar a aptidão da proposta de design Estimar os efeitos ambientais da proposta de design • • • Identificar as prioridades de melhoramentos (incluir as prioridades ambientais) Estabelecer os constrangimentos que o design inclui Definir um esquiço ou projecto de especificação (que inclua as prioridades e objectivos ambientais) Desenvolvimento do conceito e gestão • Gerar as opções do conceito para novo design ou re-design • Discutir as opções com clientes e fornecedores – estimar a resposta do mercado • Estimar a performance das opções do design face à proposta de design e outros aspectos do negócio Estimar os efeitos ambientais das opções de design • Identificar as melhores opções considerando as prioridades que foram definidas Rever • Monitorizar as performances (incluindo as performances ambientais) no mercado e rever as opções do design Detalhes do design • Desenvolvimento de especificações detalhadas • Discussão das especificações com clientes e fornecedores e refinar as mesmas Estimar os efeitos ambientais das opções de design • Levar a cabo a engenharia do produto Continua Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente Objectivos estratégicos e operacionais • Compreender as tendências do mercado (identificar o mercado potencial para o eco-design) • Estimar os potenciais benefícios e custos. 20 de 43 . directos e indirectos dos conceitos do design • Transformar estes num caso de negócio e conseguir o envolvimento da gestão • Defina objectivos estratégicos de curto.

O Design e o Ambiente Testes e afinações • Desenvolver protótipos • Testar os protótipos • Obter o feedback dos clientes e fornecedores Verificar se os objectivos ambientais ainda são os definidos inicialmente Testes e afinações • Design final na engenharia e fabrico Por: Carlos Alberto Alves Pág. 21 de 43 .

etc. A Gestão deve conhecer perfeitamente alguns dados. Cerca de 80% dos custos. através das necessárias discussões com os clientes e fornecedores. incluindo as considerações sociais e ambientais. como ter uma equipa multi-disciplinar para a concepção da embalagem. como: • Os custos líquidos estimados – obtidos normalmente da redução da matéria-prima. equipa essa que Por: Carlos Alberto Alves Pág. os trabalhos conducentes à implementação de uma medida destas. • Os efeitos prováveis na melhoria da quota de mercado. o seu desenvolvimento deve fazer-se com a colaboração e consulta a todos as partes envolvidas no processo do design. deve considerar também. maior eficiência do transporte. devendo estes ser clarificados tão cedo quanto possível. Considerando que os benefícios são inquestionáveis e o compromisso com a gestão de topo está garantido. é então possível identificar e estabelecer uma estratégia e os objectivos operacionais. A especificação de engenharia final aparecerá na fase final. numa lógica integrada.. devem estabelecer os parâmetros com os quais os produtos ficarão conformes. devendo também identificar os constrangimentos de todo o desenvolvimento do design. 22 de 43 . foram consideradas. Uma boa pesquisa e uma boa definição das especificações. no desenvolvimento do processo. As conclusões e as especificações do design. Estes serão a base de avaliação dos conceitos do design e. por isso é essencial transformar esta questão numa questão importante do negócio. dos melhoramentos na produtividade. Na análise inicial. reduzirão os riscos dos custos posteriores de correcções processo do design. estão relacionados com a fase de desenvolvimento do conceito. incluindo os objectivos ambientais a atingir. após a eleição do conceito do design. É essencial a utilização dos recursos apropriados. Sobre o design e as especificações A abordagem dos parâmetros e do projecto deve ser baseada nos objectivos do negócio. Esta abordagem assegurará que as questões ambientais. o valor espectável do mercado e a reacção dos “consumidores verdes”.O Design e o Ambiente Algumas questões de gestão importantes Compromisso e estratégia Aos programas de eco-design só funcionarão se tiverem o compromisso empenhado da gestão.

dos seus fornecedores é crucial. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente deverá analisar todas as funções da mesma embalagem e relacioná-las com o negócio. Algumas dessas questões são: • O desenvolvimento e design do produto. A equipa de desenvolvimento do produto. regulamentar e ambiental de cada produto. Para o desenvolvimento de um nível óptimo de embalagem. mas antes a todas aquelas que envolvem um processo deste tipo. mas isto não se aplica apenas à área das embalagens. quer para o processo de design. Por exemplo. • O marketing e as vendas. O pessoal deste staff. deverá trabalhar com clientes e fornecedores. devem ser influenciados e motivados. para fazer esse balanço. No entanto ela pode enviar sinais fortes ao mercado. • Para não se desperdiçar tempo e recursos com aspectos que estão para além das possibilidades da empresa. precisa de ter um conhecimento detalhado da informação técnica e das exigências legislativas. • A armazenagem e a distribuição. devendo ser feito um esforço de envolvimento destes. supondo que o produto é executado a partir da extracção de um mineral. através da exigência de dados ambientais ao seu fornecedor e mesmo considerando a hipótese de troca de materiais. é necessário estabelecer o balanço entre as necessidades comercial. • O desenvolvimento e design da tecnologia de embalagem. quer para cumprir as obrigações legais. por duas razões: • Estes (fornecedores e clientes). ao abrigo da legislação sobre embalagem e resíduos de embalagem. A cadeia de fornecimento A gestão da cadeia de fornecimento. • O negócio em si. deverá ter formação apropriada. técnica. 23 de 43 . A obtenção de dados sobre a embalagem. • O fabrico. a empresa pode considerar que os aspectos relacionados com essa extracção estão fora da sua área de influência e controlo. a saúde e segurança. • O ambiente. com treino específico nas ferramentas de concepção.

mas ser pior em termos de perfil de emissões. 24 de 43 . é importante conhecer o destino da embalagem. No entanto. incinerada ou pura e simplesmente irá para aterro? Como as técnicas de triagem e re-processamento variam ao longo dos países. Esta equipa pode mesmo elaborar manuais que visem a optimização da embalagem para uso interno e dar depois instruções aos clientes através de um outro Manual de Redução dos Impactos Ambientais Gestão ambiental e a tomada de decisão O conhecimento dos impactos ambientais causados pela embalagem. destinado a disseminar boas práticas dentro da empresa. para garantir que os materiais têm a qualidade desejada. para tomar decisões de modo a fazer a melhor escolha. podem trabalhar directamente com os compradores e as vendas. que a gestão do design em termos dos impactos ambientais. Ao mesmo tempo. podem ser obtidas melhorias significativas. pode não ser suficiente. considerando todos os critérios. pode afectar a linha de enchimento. O principal é evitar detalhar demasiado. Por exemplo. devem ser por isso mesmo considerados os casos que tipificamos aqui. será enviada para compostagem. através de decisões de senso comum. uma mudança na fita-cola. para uma gama de produtos ou para todos os produtos. uma mudança nas especificações da tinta ou do verniz. É claro. Uma pequena equipa de técnicos da área ambiental e da área da embalagem. pode ter efeitos significativos na conversão do processo de produção. de uma das opções ser melhor do que outra em termos dos recursos usados. pode lançar um Programa de Boas Práticas Ambientais. baseadas na informação que todos dispomos. pode ser uma coisa complexa. só por si. uma vez que este poderá influenciar o design e as questões que se podem colocar são: • A embalagem será retornável ou será reutilizável pelo cliente? • A embalagem será sempre usada com o mesmo fim? • A embalagem será reciclada. Qualquer empresa. Quando são usados materiais reciclados. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Pode dar-se o caso.O Design e o Ambiente É importante considerar os efeitos práticos das mudanças de design na embalagem ou de outras partes desta. é particularmente importante. por exemplo. ter uma boa ligação com o reciclador em questão.

pode ser a chave para obter grandes benefícios. 25 de 43 . desde da extracção da matéria-prima. da sua deposição final. ao longo do seu ciclo de vida. até ao fabrico e uso dessa embalagem e. por exemplo. ela tem que ser antes do mais. Qualquer que seja a opção. Gestão do ciclo de vida Em alguns casos. particularmente na fase inicial de processo de design. transparente e consistente. 1 Usar material com menores impactos ambientais Usar menos materiais 2 3 Usar menos recursos 4 Produza menos poluição e resíduos Reduzir impactos 5 10 Torne a reutilização e a reciclagem possível Usar menos recursos 6 Fazer menos 7 poluição e resíduos Optimizar a funcionalidad 8 e em serviço Reduzir o impacto ambiental na deposição Por: Carlos Alberto Alves 9 Pág.O Design e o Ambiente Um grupo de trabalho interno multidisciplinar. directos e indirectos. é importante considerar toda uma série de impactos. são uma de várias maneiras simples de obter resultados como veremos mais à frente. Muitas vezes os critérios têm que ser baseados primeiramente na relação custo / benefício ou outros objectivos do negócio. clara. Estes brainstormings. quando falamos de diferentes opções de embalagem.

usando a gestão do ciclo de vida (ACV) nas suas várias formas. vidro e papel e os ganhos energéticos são importantes. ser difícil. triagem e processamento destes materiais. Isto é particularmente verdade no caso dos metais. será maior. por exemplo.O Design e o Ambiente É possível adoptar uma abordagem sistemática para este tipo de gestão de embalagem. se uma embalagem plástica é reciclada. Neste caso. O consumo de combustível dos veículos pesados. Isto significa que devem existir mercados locais para os materiais reciclados – e estes mercados podem ser estimulados através dos compradores de embalagens e designers. provam que a reciclagem (recolha. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Ao mesmo tempo. A gestão de embalagens do ponto de vista do ciclo de vida pode. menores serão estes benefícios. levados a cabo sobretudo noutros países. Estes benefícios são particularmente elevados. através do uso destas fontes de materiais reciclados. No entanto. ou seja da fabricação dos polímeros virgens. o processo de reciclagem. reprocessamento e fabrico) geralmente oferece grandes benefícios ambientais quando comparada com a fabricação de matéria-prima virgem. Por exemplo. Os estudos de Análise do Ciclo de Vida. separação e processamento. Isto deverá envolver. o processo de reciclagem elimina os impactos negativos associados à extracção das matérias-primas. só oferece uma solução mais ambientalmente mais amigável se estes retornos forem feitos nos mesmos veículos que fazem a distribuição. não apenas os impactos causados pelo processo industrial mas também aqueles associados aos veículos usados para o transporte. o esforço e energia dispendida para a recolha. duma forma local ou regional. cada estágio do ciclo de vida da embalagem e. à medida que o material é mais contaminado e quanto mais longe eles estiverem. em termos de recolha. Similarmente. 26 de 43 . tem também os seus impactos negativos próprios. na prática. processamento e uso tem lugar. em vez de circularem vazios. o sistema de embalagens retornáveis. são típicos consumos da ordem dos 20 a 25 litros aos 100 quilómetros e esses veículos têm também os seus impactos ambientais adversos. quando a recolha. devido à grande variedade de possíveis impactos – positivos e negativos. bem como a redução de emissões para a atmosfera.

temperatura e etc. sobretudo nos passos 2 e 3 do diagrama anteriormente descrito.O Design e o Ambiente A solução será a de verificar todos os impactos ambientais ao longo de todo o ciclo de vida. A partir deste envolvimento. Toda a legislação relacionada com a embalagem. qualquer que seja o seu tamanho. devendo ser claramente identificadas as objecções e os constrangimentos. é necessário fazer testes e ensaios. para obter e dar informação sobre os vários aspectos de processo de design. é obviamente vital para o processo de ecodesign. e ver qual o seu balanço. que regista e analisa essa ideias. como forma de provar a adaptabilidade das embalagens ao propósito para o qual foram concebidas.. resistência ao choque. Organizações como o CNE (Centro Nacional de Embalagem). algumas das quais serão de baixo risco e algumas de alto risco. aponta para a redução da relação peso / volume. O diagrama de “espinha de peixe” ou causa e efeito. Por essa razão. é essencial fazer constantes verificações nos critérios da performance. 27 de 43 . na figura atrás. À medida que a embalagem vai sendo optimizada com as preocupações ambientais em mente. Ferramentas e métodos para o Eco-design As ferramentas e métodos do eco-design. para a organização das ideias que se geram Por: Carlos Alberto Alves Pág. que basicamente envolve a equipa de desenvolvimento. podendo ser simultaneamente uma forma de encorajar a inovação. que poderão ser analisadas e consideradas. esperando atingir os valores limites. as ferramentas e métodos apropriados a cada estágio. para ajustar a funcionalidade a um custo mínimo. sem comprometer a eficácia da mesma. podem gerar-se ideias. diagramas de causa e efeito e software diverso. No entanto. sem perder de vista as questões ambientais. vibrações. dependerá das circunstâncias particulares envolvidas. têm laboratórios onde podem ser feitos testes e ensaios para demonstrar essa adaptabilidade e verificar se elas cumprem as condições de segurança que são impostas. Geração e selecção de ideias A geração e gestão de ideias. Uma das formas de abordar a geração de ideias é através do “brainstorming”. podem ser usados por todas as empresas. podem ser usadas para ajudar em vários estágios do processo de design da embalagem. ferramentas simples tais como listas de verificação. pode ser usado como uma ferramenta. tais como resistência à carga (empilhamento).

se necessário votadas. A análise de valor. para a filtragem de ideias. que ajudará a atingir o objectivo de máxima funcionalidade pelo menor custo e menor impacto ambiental. chama-se a “convergência controlada”. será uma boa base de trabalho. Um pequeno número de ideias poderá gerar grandes benefícios. de verão ser registadas e. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Uma ferramenta muito conhecida. ou seja. usando uma matriz de pontuação e de importância relativa. considerar os bons e maus aspectos de cada ideia. Esta técnica permite aos participantes. 28 de 43 . não havendo limite para o número de ramificações e sub-ramificações que podem ser incluídas. Tipo de material Grau ou estrutura do material Forma ou volume Melhorias no design Sistema de fecho Tipo de fixações Tintas e revestimentos Todas as ideias que se enquadrem dentro dos critérios da gestão em curso. pode descrever-se como se segue: • Passo 1: Decida quais os critérios e o seu peso relativo.O Design e o Ambiente durante a sessão de brainstorming.

• Passo 3: Numere as ideias. O bencmark é um processo sistemático e contínuo de avaliação dos produtos. A decisão tem que levar em conta. por seu lado.O Design e o Ambiente • Passo 2: Defina um benchmark 1 de referência para cada um dos critérios. O exemplo dado a seguir. 1 Por: Carlos Alberto Alves Pág. com valores negativos quando elas forem piores e use o zero para as ideias que não introduzem mudanças significativas. com a finalidade de introduzir melhorias na organização. deve ser relevante. cada um dos oito aspectos ou categorias e. numa escala de. Uma dessas formas de ilustrar é através de um gráfico de aranha. quando as ideias forem melhores e. multiplicando os pontos pelo peso dos critérios e some todos os valores obtidos (veja melhor o exemplo na tabela abaixo. cada um pontuado numa escala relativa de 0 (pior) a 10 (melhor). baseados em decisões que têm a ver com sub-categorias. Neste exemplo existem oito critérios a ser considerados. 1 a 5. um produto ou o estado dele em cada caso. igual em termos de peso ou importância no processo. por exemplo. com valores positivos. • Passo 4: Calcule a soma do peso relativo. 29 de 43 . por exemplo. estes podem. Materiais Factor Opção 1 Opção 2 Opção 3 3x 3 (9) 4 (12) 2 (6) Energia 3x 3 (9) 5 (15) 4 (12) Toxicidade 5x 5 (25) 2 (10) 4 (20) Pontos totais Pontuação Pontuação relativa 43/55 37/55 38/55 78% 67% 69% 100% 86% 88% Métodos de comparação simples As técnicas simples de utilização de ferramentas de visualização. para as prioridades da empresa. foi adaptado para o nosso caso das embalagens. No gráfico apresentado foi dado um valor a cada categoria. Os critérios e a importância relacionada com cada um. podem também ajudar a comparar sistemas de embalagem. serviços e processos de trabalho de organizações que são reconhecidas como representantes das melhores práticas.

relativas a este tema. e se todos os outros factores são de igual importância. excepto no que diz respeito à reutilização. Por: Carlos Alberto Alves Pág. O diagrama mostra ainda que a nova embalagem. Se estes dois não forem factores críticos. onde esta é manifestamente pior do que aquela e. 30 de 43 . as conclusões a tirar. ainda no que diz respeito ao peso dos materiais a usar onde também é ligeiramente pior. Idealmente. Ferramentas para a gestão do ciclo de vida A gestão do ciclo de vida é uma forma de identificar e levar em conta toda uma série de impactos ambientais associados à embalagem.O Design e o Ambiente Novo conceito Ex: Sistema de enchimento 8 Reciclabilidade / compostabilidade 7 1 Materiais renováveis / reciclados 10 9 8 7 6 Reutilização 6 5 4 3 2 Materiais com baixa 2 perigosidade Eficiência no transporte 5 (forma / volume) 3 Materiais com baixo peso 4 Baixo teor de resíduos e emissões na produção Esta figura mostra dois traços plotados sobre o diagrama: um é o do produto existente (verde) o outro é o do produto proposto. cujos passos são os seguintes: 2 Ver em Anexo notas sobre as Normas ISSO. são as de que a nova embalagem será largamente melhor que a inicial. a Análise do Ciclo de Vida deve seguir as orientações contidas na série de Normas2 ISSO 14040. é tão boa ou melhor do que a primeira. neste caso.

demoram tempo e consomem muitos recursos. só pode ser levado a cabo. • Compilar um inventário dos aspectos chave das entradas e saídas do sistema de produtos (todos os processos). • Os inventários e impactos ambientais. através da qual se podem obter um melhor conhecimento de como o material se move no interior do molde e onde é que a espessura da parede deve ser mais grossa ou mais fina e 3 Alguns das referências conhecidas encontram-se nas páginas finais sobre a forma de Anexo Por: Carlos Alberto Alves Pág. hoje existe já software3 próprio. que acompanham o conceito de desenvolvimento do produto. Este é o problema das Análises de Ciclo de Vida. • Avaliação dos impactos ambientais dessas entradas e saídas. quando se conhecem todos os detalhes específicos. O detalhe do design O detalhe do design pode geralmente ser baseado no detalhe das especificações. • Os resultados podem ser difíceis de interpretar. precisos. utiliza-se a análise do fluxo de alimentação (mold flow analysis). • Um estudo do ciclo de vida. pode haver vários materiais envolvidos e numerosos processos durante todo o ciclo de vida. dos conceitos da embalagem e em alguns casos este software podem mesmo integrar o software de ACV. 31 de 43 . No entanto. No caso dos plásticos e do vidro.O Design e o Ambiente • Definir as grandes linhas do sistema. frequentemente requer o auxílio de computadores equipados. A complexidade das considerações envolvidas nesta análise. • Voltar a rever o trabalho. Mesmo quando a embalagem é relativamente simples. Estes pacotes de software permitem a visualização em 3D. para levar a cabo esta tarefa. compreensíveis e representativos. normalmente na altura do design do processo. • Interpretar os resultados do inventário e da análise dos impactos. que pode ser usado para avaliação de uma série de impactos e dessa forma fazer. razão pela qual esta análise pode envolver dezenas de parâmetros ao longo das típicas 5 ou 10 categorias escolhidas anteriormente. normalmente com software de desenho (CAD/CAM). que utiliza dados genéricos de outros processos. sobretudo quando os parâmetros são muitos e muitas vezes não são comparáveis entre si. usa o detalhe dos dados que são relevantes para o processo em questão. Um estudo de ACV.

incluindo as tintas e colas que a compõem. e onde é o stress a que a peça está sujeita. • Tente usar tintas que tenham os menores impactos ambientais. estão desde há algum tempo a abandonar a utilização de pigmentos com metais pesados. No entanto. • Os solventes existentes nas tintas. • As colas e adesivos. Este método pode também ser usado para melhorar a alimentação e reduzir os tempos de moldagem. mesmo quando se tratar de embalagens recicladas ou produzidas a partir de materiais reciclados. numa perspectiva de ciclo de vida (como se verá mais à frente): As principais fontes de metais pesados nas embalagens. reduzindo dessa forma os custos energéticos. normalmente entram no nosso mercado. Os pontos fundamentais aos quais se deve dispensar atenção especial quando a embalagem é concebida. incluem tintas à base de água. deve sempre verificar-se a existência destes sobretudo quando os mercados de origem são fora da EU. As alternativas possíveis às tintas com solventes (que estão no origem da libertação de COV’s). O vidro que pode conter também chumbo e o papel. são: • Assegurar-se de que estas não têm presentes substâncias consideradas perigosas. Em geral.O Design e o Ambiente ainda qual é. metais pesados ou outros. para minimizar as substâncias perigosas contidas nelas. chumbo. 32 de 43 . A utilização do PVC (policloreto de vinilo) pode também ser visto com alguma preocupação. sobretudo quando vêm já como produtos reciclados. no que diz respeito ás substâncias perigosas nas embalagens: • Os metais pesados (crómio hexavalente. Estes podem ser introduzidos nos produtos que incorporem reciclados (que foram fabricados com pigmentos à base destes metais pesados). mesmo quando são incorporados em pequenas quantidades. os fabricantes europeus de tintas e pigmentos. vem dos pigmentos e de alguns materiais reciclados. A redução de embalagens substâncias perigosas nas Existem quatro aspectos importantes. cádmio e o mercúrio). que Por: Carlos Alberto Alves Pág. • Os papeis tratado com químicos.

Sempre que possível maximize a embalagem. • Utilize a informação contida nas especificações (data sheets). ou seja por exemplo. • Considere a hipótese de usar adesivos com base água e os hotmelt’s. que os fornecedores são obrigados a incluir (sobre substâncias químicas perigosas) e outra informação sobre embalagem e a regulamentação sobre a mesma. • Tal como no caso dos outros materiais. isto é. antes de o usar numa embalagem. Leve em conta a gestão dos riscos. então deverá usar embalagens de apenas um uso. poderá vir ter repercussões na embalagem secundária5 a até mesmo na embalagem terciária6. No entanto. e como já falamos atrás. Alguns princípios que deve ter presente. em vez dos produtos de base solvente. Esteja certo de que. pense muito bem sobre os benefícios ou as desvantagens da utilização do PVC. No entanto. uma filosofia de design. energia e aos impactos do transporte. uma vez que qualquer alteração na embalagem primária 4 . são: 4 5 Embalagem primária é a embalagem individual do produto Embalagem secundária é a embalagem agrupada. desde de que o consumidor o permita. e identifique e implemente as medidas de gestão de riscos apropriadas. 33 de 43 . como deveria ser exigido. Se tiver dúvidas informese. para cada alternativa e ainda as suas limitações de aplicação. para minimizar a quantidade de embalagem por unidade de produto. a utilização destas embalagens devem ter como pressuposto. através do Ministério do Ambiente do CEN (Centro Nacional de Embalagem) ou outro organismo oficial. no entanto. estes têm tempos de secagem mais elevados e também temperaturas de secagem mais altas.O Design e o Ambiente infelizmente ainda não são muito vulgares no nosso mercado e que são substancialmente mais caras. No entanto. uma palete de outras pequenas embalagens 6 Embalagem terciária é a embalagem que se destina ao transporte Por: Carlos Alberto Alves Pág. com um maior consumo de energia e com desvantagens quando se tratar de papel. quando se trata de melhorar a embalagem. de minimização dos recursos seja em relação a materiais. O Design como recurso da minimização Se a reutilização de embalagens não é apropriada no seu caso. deve levar em conta os prós e os contras dos aspectos ambientais. embalagens concebidas para a satisfação do objectivo de embalar o produto apenas uma vez. devemos ter cuidado com as implicações desta minimização.

também elas normalizadas. Reduza também o uso de etiquetas. • Quando a embalagem é composta. melhorando o design da embalagem para evitar o uso destes enchimentos. se a primária já garante a segurança do produto. melhor. laminados e outras misturas de embalagem. Não esqueça que o própio produto também confere rigidez à embalagem. • Decida-se pela distribuição de packs. • Utilize colas de baixa temperatura de fusão. • Não faça a embalagem secundária muito forte. consider a temperatura necessária para formar a embalagem. Existem plásticos de baixa densidade que funcionam a 75º. • Elimine o uso de adesivos e agrafos. sempre que possível. A embalagem uanto menor. • Evita usar enchimentos (por exemplo blocos de EPS) e plástico com bolhas (bubble-wrap). de acordo com as Normas ISO em módulos de 600 x 400). • Escolha a forma de embalagem que garanta a maximização do transporte e a utilização máxima das paletes. Plásticos com baixos pontos de selagem consomem menos energia.O Design e o Ambiente • Se for necessário não se coiba de eliminar embalagem. sempre que possível. dessa • Não utilize caixas de cartão duplo. • Elimine cintas. • Quando usar plástico retráctil. • Reduza os espaços vazios. de preferência embutidas ou outras. • Substitua os adesivos por cola. Desta forma será necessária para tornar a cola liquida. elimine partes embalagem para reduzir o peso da embalagem total. no entanto outros precisam de cerca de 100º para fazerem o mesmo. Por: Carlos Alberto Alves Pág. para maximizar a eficiência. • Reduza a espessura média da embalagem. através de marcações nas embalagens. quando tal não é necessário. • Considere a possibilidade de mudar de tintas para as marcações e faça os cálculos sobre a s eventiuais economias possíveis. Não deixe que o tamanho da informação dite o tamanho da embalagem. 34 de 43 . • Minimize o tamanho das etiquetas. Não esqueça que os packs devem ser compatíveis com as normas em vigor (por exemplo. desta forma encaixarão exactamente nas paletes. nas embalagens de conjunto.

ajudam a reduzir os custos. 35 de 43 . O design usando materiais renováveis ou reciclados Os materiais de embalagem que incluem componentes reciclados. • Melhore a eficiência do transporte. usados na embalagem. os materiais reciclados são frequentemente olhados com suspeição. que não exista outra alternativa em reciclado. de forma simplificada: • Elimine embalagem. ajudam a melhorar a imagem da empresa no mercado e. durante a ultima década. com melhores controlos e melhores técnicas. • Reduza o espaço inútil. estando apenas alguns poucos pontos abaixo dos produtos virgens. é preferível que sejam ligeiramente inferiores do que ligeiramente superiores. no passado. • Os standards da reciclagem para o papel e para o plástico. o que estivemos a esplanar foi.O Design e o Ambiente • A dimensão das paletes deve ser multipla das embalagens individuais. • Comnsider a hipótese de produzir produtos concentrados. No entanto. em particular os plásticos e também o cartão. Vale a pena. • Um ensaio que tenha corrido mal. ter presente os seguintes aspectos chave: • O vidro. considere primeiro os princípios gerais: • Especifique-a em termos de performances. como acontece já com alguns liquídos para as máquinas de lavar roupa e louça. o metal e uma grande parte dos cartões. Se acontecer de tal não ser possível. não significa que vá sempre correr mal e. oriundos dos resíduos domésticos há muitos anos. têm vindo a melhorar significativamente. • Reduza o uso de energia. Isto torna-os aceitáveis. Quando falar de embalagens. ao mesmo tempo. Em suma. • Reduza o peso e o tamanho da embalagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág. talvez por causa de muitas empresas não terem tido boas experiências com a qualidade destes produtos. contêm já uma proporção significativa de materiais reciclados. em vez de em termos de materiais.

Por: Carlos Alberto Alves Pág. na embalagem de produtos alimentares. Sobre o vidro: • Se é um importador de produtos em vidro (vinho. como se fossem materiais virgens. ou cervejas. identificando que utiliza materiais reciclados. embora para efeitos formais só conte os materiais que vierem da área do consumo. • Não exclua automaticamente os materiais reciclados. • Lembre-se que os resíduos da produção (purgas). podem ser usados por si. porque permite utilizar a inclusão de plástico reciclado vindo da área de consumo. • Siga as recomendações internacionais. • Use a minização de resíduos para fazer um uso eficaz das embalagens. é produzido com percentagens elevadas de material reciclado. • Mesmo nas aplicações alimentares é possível incorporar alguma percentagem de cartão e papel reciclado. Sobre o plástico: • Considere a possibilidade de usar. Existe um grande potencial de utilização de reciclados no caso de peças de média ou baixa performance. da utilização industrial como bidões e etc. 36 de 43 . antes assegure-se de que é garantida a protecção adequada. • Lembre-se de que nas aplicações não alimentares. • Se necessário. Sobre o papel e cartão: • Assegure-se de que o papel e o cartão.. por exemplo) especifique o vidro transparente como primeira opção e o castanho ou verde como alternativa. sejam oriundos da área do consumo seja da área industrial. de forma a garantir que só o seu plástico é re-incorporado e reciclado. a menos que o produto a executar tenha uma elevada performance e especificação. estabeleça um circuito fechado. pode quase sempre ser usado o cartão reciclado.O Design e o Ambiente • Tente assegurar-se que ela incluirá materiais reciclados. • Considere o uso de sacos e contentores em plástico co-extrudido. pelo menos. uma pequena percentagem de material reciclado. contra possíveis migrações e contaminações (micro-bilógicas ou químicas).

• Conceba a embalagem para que o produto possa ser descarregado sem provocar danos nela. No entanto. Se for necessário projecte a embalagem em plástico para que não se detiore tão rapidamente e dessa forma possa ser reutilizada. porque isto permitirá fazer as garrafas de qualquer cor a partir do vidro reciclado. Por: Carlos Alberto Alves Pág. através por exemplo. considere o uso de vidro castanho ou verde. 37 de 43 . • Algumas embalagens de transporte podem ser usados nos pontos de venda. tornando-a mais resistente à partida.O Design e o Ambiente • Se for fabricante. Estão neste caso. • Consider uma reutilização. em vez de a tornar ultyra leve e de apenas um uso. veja como é que a embalagem pode ser reutilizada e conceba-a para tal. • Consider o acabamento. são muitas vezes também elas reutilizadas na prática. • O material muda. faça o possível para tornar esta uma possibilidade. para que ela possa manter o seu aspecto mesmo depois de reutilizada uma série de vezes. utilizados e reutilizados pela indústria. como forma de minimizar os consumos quer de recursos quer de outro tipo. Faça a embalagem capaz de resistir. dependendo da sua durabilidade e resistência. do aumento da espessura. O design de embalagens para reutilização A embalagem. para dar cor e imagem aos produtos. Agora muitos supermercados utilizam estas embalagens para expor os seus produtos. • Qualquer que seja o tipo de reutilização. os vulgares bidões de 200 litros. • Faça a embalagem leve mas durável. • Considere o uso de mangas retrácteis ou revestimentos orgânicos. porque isto ajudará a reciclar e a tornar mais económico o processo de fabricação de vidro. é de encorajar a reutilização. é parte de um sistema fechado. Questões relacionadas com a reutilização: • De acordo com os sistemas de reutilização. podendo fazer várias “viagens”. Qualquer que seja o caso. as embalagens não reutilizáveis (one-trip). para a tornar reutilizável. com particular relevo para a indústria química e petrolífera. ainda que seja para fins menos nobres que aqueles para os quais a embalagem foi concebida. destinada a reutilização.

O polímero depois de limpo e separado. • Faça a embalagem modular e reparável. deve levar em conta a forma como ela vai ser manuseada após o seu uso. Os plásticos. para proceder à separação de polímeros mais leves (tais como o PP. Por outras palavras. para facilitar o uso e a movimentação. o LDPE e o HDPE) dos mais pesados (tais como o PET e o PVC) e das impurezas contaminantes. Depois desta primeira fase. Normalmente é usado ar em contra corrente. • Assegura-se de que usa um sistema de abertura fácil e seguro. Em suma. seja por razões de segurança. • Faça a embalagem de forma a que a sua lavagem seja feita facilmente e quando for necessário. • Como é que é feito o reprocessamento. • Limpeza e adequação a novo uso. O design da embalagem para reciclagem e compostagem O design da embalagem para reciclagem e / ou compostagem. dos flocos de plástico. • Faça com que qualquer processo de limpeza ou recondicionamento tenha o menor impacto ambiental possível. são normalmente triados por cot e por tipo de polímero. 38 de 43 . • Uso e movimentação. para separar as etiquetas e restos de filmes. extrudido e transformado em granulos para posterior comercialização. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente • Faça a embalagem rapidamente colapsável ou conceba-a para reduzir a armazenagem e o impacto no transporte. de forma simplificada: • Tipos de reutilização. recolha e triagem. • Durabilidade e peso. os designers têm de considerar a forma como: • É feita a segregação. para remoção das etiquetas e outras impurezas presentes neles. por exemplo. é então aquecido. Eles são cortados e lavados. • Faça com que as etiquetas sejam facilmente removíveis. Forneça informações sobre como tratar a embalagem no fim de vida. Podem usarse tanques de flotação. higiénicas ou outras. o que estivemos a esplanar foi.

a contaminação. As fábricas de papel. ou em alternativa. utilizam várias combinações de de agitação mecânica. utilize polímeros compatíveis.O Design e o Ambiente Hoje existe já. uma vez que são mais fáceis de reciclar e. no processo de design e produção das embalagens. com os quais se fabrica depois mobiliário destinado sobretudo a áreas de lazer e outro equipamento urbano. • Identifique claramente qual o tipo de polímero usado. por exemplo. 39 de 43 . no processo de preparação da polpa. após a reciclagem. Desta forma. em cor e textura. pense na hipótese de utilizar apenas um tipo de material. Minimize a contaminação • Evite usar colorantes nas embalagens de plástico sempre que for possível. recebem os resíduos de papel de várias procedências e tipos e. uma vez que isso limita as potencialidades da reciclagem. Na prática a reciclagem de produtos usados. os adesivos e tintas são também removidos ou dispersos. triagem e processo de reciclagem. é determinada não só pela recolha. prestar-se atençãoàs características de reciclabilidade de todos os componentes. Deve no entanto. evite a utilização de etiquetas sobre o HDPE. • Sempre que possível utilize embalagens feitas apenas de um tipo de polímero. quando a conceber. com base no Sistema de marcação da Association of Plastico Manufacturers in Europe (APME) (veja a tabela em Anexo). adesivos e outros acabamentos. • Minimize o uso de tintas. uma solução de reciclagem de plásticos misto (vários tipos de pla´stico misturados de difícil separação) que processa este tipo de plástico. uma vez que geralmente eles precisam de ser removidos antes do processo de reciclagem. mesmo sem lavagem prévia. de metais e de filmes plásticos. Evite juntar plásticos de cores diferentes na mesma peça. pode ser segregada e. flotação e centrifugação. screening. mas também na expectativa de uso que esses produtos virão a ter. em Portugal. produzindo perfis semelhantes à madeira. apenas cartão em lugar de cartão e EPS. Materiais simples e polímeros compatíveis • Nos casos de embalagens combinadas. Por: Carlos Alberto Alves Pág.

• Evite as combinações de papel e plástico na mesma embalagem. • Use fixações rápidas e de fácil remoção. para além das estritamente necessárias. uma vez que os agrafos dificultam a reciclagem. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente • Minimize o uso de etiquetas. • Evite. a menos que seja absolutamente necessário. Use-os apenas onde são estritamente necessários. uma vez que elas também têm que ser removidas para viabilizar a reciclagem. no papel o uso de fitas adesivas. 40 de 43 .

41 de 43 .O Design e o Ambiente Anexos Por: Carlos Alberto Alves Pág.

é uma opção normal dos fabricantes como forma de chamar a atenção nas questões ambientais dos seus produtos. O relatório técnico ISO 14025. para utilizar a marca ambiental. baseados nos seus próprios standards.O Design e o Ambiente A Eco-etiqueta A International Standards Organisations (ISO) distingue três principais abordagens para uma empresa adoptar o uso da eco-label: 1. fornece um guia para metodologias de avaliação sustentável e sobre tremos e definições usados nas queixas ambientais. A Norma ISO 14021. Conteúdo reciclável. Por: Carlos Alberto Alves Pág. Uma terceira parte. d. g. e exige que seja feito um estudo do ciclo de vida de acordo com a série de Normas ISO 14040. incluindo: a. fornecem informação ambiental sobre todos os estágios do ciclo de vida do produto. Consumo de energia reduzido. Aumento do ciclo de vida. Existem vários logos destinados a identificar os esquemas de adopção de eco-label. Reciclabilidade. podem elaborar queixas ambientais para produtos e serviços. f. c. 42 de 43 . Concepção para a desmontagem. As empresas e outros. determina quando um produto cumpre ou não certos standards e abordagens. Uso reduzido de água. Uso reduzido dos recursos. b. constitui um primeiro passo para o desenvolvimento de um certificação do uso da eco-label nesta área. Apesar dessas queixas terem menos credibilidade no mercado. 2. As etiquetas de gestão do ciclo de vida (ACV). Os princípios e procedimentos estabelecidos para usar e operar com estes esquemas encontram-se definidos na Norma ISO 14024. e. 3.

Sugerimos a busca na Internet. Por: Carlos Alberto Alves Pág.O Design e o Ambiente Software para a ACV (Análise do Ciclo de Vida) Dados gerais: EcoIndicator 99 IdeMat (base de dados de materiais) PEMS (Inventory analyses and impact assessment) EcoPackager (comparação dos impactos do ciclo de vida do design alternativo de embalagens) Pacotes para a gestão dos impactos e sua interpretação: SimaPro5. EcoScan. de sites sobre este tema. Eco-IT. 43 de 43 .

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