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Planificação

Índice
Índice .............................................................................................................1
Introdução......................................................................................................2
Estratégias/Actividades para o primeiro dia...................................................4
Estratégias/Actividades para o segundo dia...................................................6
Estratégias/Actividades para o terceiro dia....................................................7
Estratégias/Actividades para o quarto dia......................................................8
Estratégias/Actividades para o quinto dia......................................................9
Conclusão.....................................................................................................11
Referências Bibliográficas............................................................................12

1 Organização e Gestão Curricular
Planificação

Introdução

No âmbito da disciplina de Organização e Gestão Curricular, foi-nos proposto
pelo docente que a lecciona: Ramiro Marques, a realização de uma planificação que
abrangesse todas as áreas curriculares a leccionar no 1º Ciclo do Ensino Básico.
Optámos por elaborar uma planificação semanal, em que o público-alvo abrange
crianças que frequentam o 1º ano do Ensino Básico. As áreas curriculares envolvidas
são: Língua Portuguesa, Estudo do Meio, Matemática, Educação Físico-Motora,
Expressão Plástica, Expressão Dramática e Expressão Musical.
Com este trabalho pretende-se relacionar os objectivos gerais, com os objectivos
específicos, bem como os conteúdos e as competências específicas, os meios e os
materiais adequados a este nível de ensino, indicando no final o modo de avaliação.
Com as actividades propostas neste trabalho, ambiciona-se que as crianças
tenham oportunidade de trabalhar em todas as áreas disciplinares e assim desenvolver
competências essenciais à sua formação.
Relativamente à Língua Portuguesa é importante referir que, sendo o Português
a língua oficial e a língua de escolarização, o domínio da língua portuguesa é decisivo
no desenvolvimento individual, no acesso ao conhecimento, no relacionamento social,
no sucesso escolar e profissional e no exercício pleno da cidadania.
A Matemática constitui um património cultural da humanidade e um modo de
pensar. A sua apropriação é um direito de todos. Ser matematicamente competente
envolve um conjunto de atitudes, de capacidades e de conhecimentos relativos à
matemática. A matemática faz parte integrante do currículo nacional do ensino básico e
tem uma presença significativa em todos os ciclos.
Estudar o Meio, pressupõe, a emergência de componentes emocionais, afectivas
e práticas de relação com o mesmo, proporcionadas pela vivência de experiências de
aprendizagem que promovam o desenvolvimento de competências específicas que a
escola, enquanto espaço para a formalização do conhecimento, deve promover.

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As artes são elementos indispensáveis no desenvolvimento da expressão pessoal,
social e cultural da criança. São formas de saber que articulam imaginação, razão e
emoção. A vivencia artística influencia o modo como se aprende, como se comunica e
como se interpretam os significados do quotidiano. Desta forma, contribui para o
desenvolvimento de diferentes competências e reflecte-se no modo como se pensa, no
que se pensa e no que se produz com o pensamento. A educação artística no ensino
básico desenvolve-se através de quatro grandes áreas artísticas: expressão plástica,
expressão musical, expressão dramática e expressão físico-motora.

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Estratégias/Actividades para o primeiro dia

Motivação

A docente faz uma pesquisa prévia de imagens de várias árvores, que irá
apresentar em aula, em formato de power point, com o intuito de sensibilizar as crianças
sobre este tema, conseguindo também perceber o que cada criança sabe através de
Brainstorming.
Posteriormente pretende-se que as crianças façam uma pesquisa na Internet
sobre a história do dia Mundial da Floresta. Para que esta actividade tenha sucesso é
necessário que a docente tenha feito uma pesquisa prévia sobre o tema e forneça os
endereços electrónicos que podem ser consultados pelos alunos. A escolha desta
actividade está relacionada com o facto de considerarmos que a tecnologia educativa
tem efeitos positivos nas atitudes dos alunos em relação à aprendizagem. A sua
utilização leva-os a sentir maior sucesso na escola, maior motivação para aprenderem,
aumentando a sua autoconfiança e a sua auto-estima. A utilização do computador como
ferramenta de trabalho é susceptível de proporcionar contextos de aprendizagem ricos e
estimulantes que promovem o envolvimento dos alunos e são propícios ao seu
crescimento e desenvolvimento individual.

Conteúdos para o primeiro e segundo dias

• Conhecer a árvore e o seu habitat, em inter-relação a atmosfera e os organismos
vivos;
• Perceber a importância das árvores para a vida e para a conservação do meio
ambiente;
• Conhecer os múltiplos benefícios que nos oferecem;
• Relacionar as características regionais e as árvores;
• Respeitar os espaços verdes: cuidados a ter para a sua conservação.

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Para dar a conhecer às crianças os diferentes tipos de árvores, a docente leva-as
até ao jardim da escola ou em redor desta para que possam observar e contactar com as
várias árvores existentes, bem como escutar os diversos sons da natureza.
Já no local, a docente pergunta ao grupo quais as funções que as árvores
observáveis desempenham. As possíveis respostas das crianças podem ser: dão-nos
sombra, protegem-nos do vento, servem como refúgio a pássaros e insectos, purificam o
ar e absorvem ruídos fortes. Depois deste exercício, a docente pede às crianças para
fazerem silêncio e, se possível, fecharem os olhos, para que estas consigam escutar e
discriminar os diferentes sons da natureza.
Seguidamente, já em contexto de sala de aula, a docente coloca um cd com sons
da natureza, de modo a que as crianças identifiquem os sons escutados anteriormente,
pode ainda perguntar se na rua escutaram algum som que não tivessem ouvido no cd.
Posteriormente, as crianças em conjunto com a docente realizam pesquisas que
lhes permitem identificar as diferenças existentes entre árvores autóctones e árvores
exóticas, fazendo a distinção entre elas. As árvores próprias da região podem ser
reconhecidas pela presença de ninhos de aves nativas e espécies típicas do meio
ambiente, assim como também de insectos variados. As árvores exóticas reconhecem-se
muitas vezes pela ausência de espécies, são muito vistosas, mas sem “hóspedes”. As
árvores autóctones são importantes como parte integrante do ecossistema.
Após a observação das diferentes características das árvores, a docente pede às
crianças que escolham uma das árvores autóctones e recolham dados sobre o seu
crescimento, desenvolvimento e necessidades do solo, água, luz e clima.
Posteriormente, propõe ao grupo a plantação, no recreio da escola, da árvore
escolhida. Para a realização desta actividade, é conveniente, primeiramente pedir
autorização às autoridades competentes, bem como solicitar ajuda para a abertura do
buraco onde se irá colocar a raiz da árvore.
Depois da árvore plantada é desejável que as crianças construam um letreiro
com o seu nome, que o amarrem a um pau e o espetem na terra junto da árvore. De
acordo com as pesquisas efectuadas anteriormente as crianças devem regar a árvore e
melhorar as condições da terra se assim for necessário.
Para finalizar, o grupo coloca-se perto da árvore amiga com o intuito de a
desenhar e a pintar.

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Estratégias/Actividades para o segundo dia

A partir da ideia concebida na aula anterior de que a árvore é um lar para os
pássaros ou insectos, deve-se apresentar uma nova palavra “Habitat”, que significa
refúgio, fonte de água, fonte de alimentação e território.
Com base na palavra habitat, as crianças devem fazer uma lista que inclua todos
os organismos que a árvore oferece enquanto refúgio e alimento. Para aprofundar o
tratamento das comunidades que habitam na árvore, a docente deve levar para a aula um
ramo extraído de uma poda. Com os materiais já disponíveis em aula, pretende-se que
as crianças façam as folhas da árvore em papel e construam um ninho, com palhas, onde
possíveis pássaros possam habitar.
No decorrer da actividade a docente aproveita para conversar com as crianças
sobre a função estética das árvores, o seu valor ecológico, referindo que estas nos
fornecem oxigénio, protegem a terra, constituem o habitat de animais e plantas, bem
como o seu valor económico, através da produção de madeira, tábuas, papel, cartão e
cortiça.
Seguidamente as crianças dirigem-se ao jardim da escola com o objectivo de
recolher folhas para organizar um “herbário”. Uma vez recolhidas as folhas, procede-se
à sua classificação segundo os critérios propostos pelas crianças, dando assim espaço à
sua criatividade. Em seguida, as crianças devem examinar as nervuras, a textura, os
bordos, o tamanho e a cor de modo a inferirem as suas semelhanças e diferenças. Para
guardar e conservar as folhas, deve-se espalmá-las durante uns dias entre folhas de
papel de jornal e, posteriormente, plastificá-las ou guardá-las em micas.
Em papel de cenário a docente deve escrever os nomes das categorias dadas
pelas crianças, indicando além disso o nome das árvores de onde provêm as folhas
recolhidas.
Posteriormente, a docente deve preparar, em conjunto com as crianças, um
abecedário com os nomes de árvores e plantas, recorrendo a desenhos, fotografias e
folhas de algumas delas.

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Exemplo de abecedário

A – Amoreira I – Imbundeiro R – Romãzeira

B – Bananeira J – Jacarandá S – Sobreiro

C – Cipreste L – Limoeiro T – Tília

D – Damasqueiro M – Macieira U – Ulmeiro

E – Eucalipto N – Nogueira V – Vinha

F – Figueira O – Oliveira X – Xerófilas (género)

G – Goiabeira P – Pinheiro Z - Zambujeiro

H - Hibisco Q – Quivi

Estratégias/Actividades para o terceiro dia

Conteúdos
• Identificar as partes de uma árvore;
• Descobrir diferentes tipos de árvore;
• Identificar características utilizando os sentidos;
• Realizar registos de material biológico.
A actividade do terceiro dia tem como principal objectivo a identificação de
características das árvores utilizando os sentidos. Para tal as crianças têm de se dirigir
ao jardim, com o intuito de recolher folhas de diferentes árvores, de modo a
conseguirem observá-las e compará-las.
Na fase seguinte, as crianças devem colar as folhas sobre uma cartolina e
recortá-las pelas margens, para que, posteriormente, possam fazer desenhos sobre elas.
Outra forma de observar as folhas é através do registo da sensação, provocada na nossa
pele quando as tocamos, não é a mesma coisa se for uma folha de sobreiro, de acácia ou
de um plátano.

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As flores também são um bom indicador de diferenças, primeiro pela cor e pela
forma, por exemplo a amendoeira e laranjeira, depois pelo aroma. A fase seguinte,
consiste em que as crianças estabeleçam diferenças entre as várias árvores segundo a
forma e os aromas.
A parte mais externa do tronco de uma árvore chama-se casca e é a que está em
contacto com o ambiente. Tocando-a podem-se conhecer diferentes texturas que a olho
nu parecem semelhantes. Nesta fase, a docente propõe às crianças a elaboração de um
desenho da casca apoiando uma folha de papel sobre a mesma e passando com lápis de
cera por cima, desta forma, obtém-se diferentes desenhos visto que as cascas têm
diferentes relevos.
Numa última fase, a docente deve tentar adquirir sementes e frutos de árvores
para que as crianças as possam classificar segundo a sua forma, cor e tamanho.
Como forma de registo perante as actividades anteriores de observação e
comparação entre os vários tipos de árvores, as crianças preenchem o quadro seguinte
com as conclusões a que chegaram.

Árvore Folhas Flores Tronco Semente Fruto
Oliveira
Sobreiro
Pinheiro
Manso
Carvalho
Faia
Plátano

Estratégias/Actividades para o quarto dia

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A docente inicia as actividades do quarto dia com a matemática. Esta actividade
é trabalhada a pares e pretende que as crianças criem uma banda numérica, para tal, a
docente fornece às crianças 10 cartões em que cada cartão já tem, previamente escrito,
um número de 0 a 9. A partir deste ponto, é distribuído um cartão a cada duas crianças e
conforme o número apresentado, estas terão de elaborar um desenho, estabelecendo
assim uma ligação entre o número de elementos desenhados e o número apresentado no
cartão. Os desenhos devem estar relacionados com os elementos da natureza estudados
e abordados nas actividades anteriores.
A aprendizagem da série numérica implica algumas operações de pensamento
simultâneas. Por um lado, o reconhecimento de cada número e do conjunto de
elementos que esse número representa, por exemplo 5 implica o reconhecimento da
grafia e ao mesmo tempo da cardinalidade, ou seja, da quantidade que implica; e por
outro lado a operação de adição que se executa ao ir passando da série ao número
seguinte (5, 5+1=6, 6+1=7…).
A série que a docente apresentará contribuirá para a realização deste tipo de
operações, uma vez que apresenta tanto a grafia do número como a quantidade que
representa e através da imagem, pode observar-se o número de elementos a crescer.
Esta actividade permite trabalhar a ordem crescente e decrescente, bem como
fazer operações de subtracção e de adição.
O momento seguinte é destinado à expressão físico-motora, em que a docente se
dirige ao ginásio com as crianças e coloca um cd com músicas referentes ao tema
apresentado. Em seguida, distribui cordas que as crianças começam por explorar
sozinhas. Posteriormente, organiza-se um jogo de grupo, em que está disponível uma
corda grande, duas das crianças rodam a corda enquanto as restantes têm de saltar, ao
mesmo tempo que entoam a música que está a passar.

Estratégias/Actividades para o quinto dia

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O último dia compreende uma actividade relacionada com a área curricular de
expressão dramática.
Nesta actividade, as crianças devem inventar, em grupo, um conto que tenha
como protagonista a Árvore Amiga, devem ainda, ter em conta as aprendizagens
adquiridas nas aulas anteriores.
Depois do texto estar concluído, a docente apresenta um fantoche de luva com
forma de árvore, possibilitando que as crianças realizem uma actividade gráfico-
plástica, sendo necessário cortar aos pedaços papéis de revistas e colá-los, de forma a
dar vida aos fantoches. O fantoche é um recurso literário para estimular a oralidade.
De modo a divulgar à comunidade educativa o tema referente ao dia da Árvore,
as crianças apresentam com o auxílio da docente o teatro de fantoches. Enquanto a
docente lê a história, as crianças gesticulam as mãos de modo a dar vida aos fantoches.

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Conclusão

Com a realização deste trabalho conseguimos perceber que a planificação das
actividades nas diversas áreas curriculares é extremamente importante, pois só assim
conseguimos desenvolver os objectivos e as competências que se pretende que as
crianças venham a adquirir, de forma a obter sucesso no processo de
ensino/aprendizagem.
Podemos referir que considerámos esta planificação essencial para a nossa
formação enquanto futuras Educadoras/Professoras. Os conceitos abordados são de
extrema importância, para o desenvolvimento das crianças, e essa deve ser a nossa
grande preocupação e prioridade.
A organização desta sequência pedagógica permitiu-nos perceber que todas as
tarefas e actividades devem ser planeadas tendo em conta as competências que se
pretende desenvolver, estipuladas no Currículo Nacional do Ensino Básico e os
objectivos a atingir, estabelecidos nos Programas do 1º Ciclo do Ensino Básico,
objectivos que permitem desenvolver atitudes, valores e competências necessárias à
formação das crianças, enquanto seres autónomos, responsáveis e intervenientes.
Pensamos que os objectivos da planificação foram cumpridos, o que contribuiu
para enriquecer a nossa formação e para nos preparar a nível científico, didáctico e
curricular para o exercício da nossa futura profissão.

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Referências Bibliográficas

• Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais;

• Organização Curricular e Programas Ensino Básico – 1º Ciclo.

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