Carlos Dion de Melo Teles

Estruturas de madeira: proposta de metodologia de inspeção e correlação da velocidade ultra-sônica com o dano por cupins

Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Engenharia Civil.

Florianópolis 2002

Estruturas de madeira: proposta de metodologia de inspeção e correlação da velocidade ultra-sônica com o dano por cupins

Carlos Dion de Melo Teles

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Engenharia Civil. Área de Concentração: Estruturas

Orientadora: Profª Drª Ângela do Valle

Florianópolis 2002

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TELES, Carlos Dion de Melo. Estruturas de madeira: proposta de metodologia de inspeção e correlação da velocidade ultra-sônica com o dano por cupins. Dissertação (Mestrado em Engenharia Civil) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis: UFSC, 2002. 132p.; 30cm Orientadora: Ângela do Valle Defesa: Abril, 2002 Resumo: As edificações com estruturas de madeira apresentam um grande destaque na arquitetura brasileira, inclusive do ponto de vista histórico. Este trabalho apresenta uma revisão sobre a conservação de carpintarias (estruturas de madeira) e sobre técnicas de ensaios não destrutivos para a avaliação da madeira como estrutura. É proposta uma metodologia de inspeção de carpintarias acompanhada de aplicação a um caso prático. Este trabalho também estudou a variação da velocidade de ultra-som em corpos-de-prova íntegros e após deterioração por cupins em laboratório. A pouca perda de massa causada não alterou significativamente as propriedades mecânicas dos corpos-de-prova, não permitindo a identificação de correlações com o ultra-som. Palavras chave: estruturas de madeira; inspeção; ultrasom.

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Dr. Dr. PhD Ivo José Padaratz Prof. Dr. Profª Drª Ângela Do Valle – Moderadora Eng. Carlos Alberto Szücs Prof. Dener Gonçalves Prata – Examinador Externo Prof. Dr. Jucilei Cordini – Coordenador do PPGEC iv . João de Deus Medeiros Prof.FOLHA DE APROVAÇÃO Dissertação defendida e aprovada em ___ / ___ / _____. pela comissão examinadora.

A todas as pessoas que buscam fazer deste um mundo melhor. v . pelo apoio que sempre dão.Dedicatória À maravilhosa família e aos maravilhosos amigos.

Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que. Tania Nobre. Adriana D. Daniel Loriggio. vi . Ao pessoal do Laboratório de Materiais e ao exemplar técnico Edy Assini pelo apoio. Roberto de Oliveira. Felix Diaz Diaz e Luiz Roberto Prudêncio Jr. Samuel João da Silveira. que aqui não foram citadas por falta de memória. Blanco. À orientadora Ângela do Valle e aos professores do programa. Ligia e Maria Beatriz B. A Suzane Albers. Altevir Castro dos Santos. pela abertura para realizar o intercâmbio com nosso laboratório. Rodrigo Terezo. bem como a todos os participantes do projeto URBES. Robson Antônio de Almeida. A professora Ana Maria Costa Leonardo e Yara C. José Geraldo Zenid. IPT. pelo seu programa de financiamento. Aos colegas Gustavo Lacerda Dias. Isabel Kanan e Gizely Cesconetto. Ivo José Padaratz. pela acolhida e pelo intercâmbio de idéias. pelas conversas elucidantes. paciência e ajuda nos experimentos. Jucilei Cordini. pelo receptivo intercâmbio e pela identificação das madeiras encontradas no estudo de caso. A todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento deste trabalho. do Intituto de Planejamento Urbano de Florianópolis. Costa. possibilita a realização de pesquisas e formação. A equipe do LNEC. Narbal Ataliba Marcellino. C. nunca por falta de gratidão.Agradecimentos Agradeço à Adriana Frohlich Mercadante. A equipe do IPHAN e estagiários. em especial Carlos Alberto Szücs. Jacson Carelli e Roberto Motta Bez pela ajuda e pela franca troca de informações. Monteiro. José Luis Louro e António Manuel Baptista. Ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. de Laguna. Henriette Lebre La Rovere. pelo apoio. Ivana Lucy Szcvuck. Em especial agradecemos a Sérgio Brazolin. Helena Cruz. Lina Nunes. em particular a Saporiti. especialmente Lilian Simon. pela abertura que sempre mostrou ao projeto. Raquel Amaral.

.3.........................................................................................................2...1.............. 14 Perfuração controlada ........................... 9 Agindo antes da biodeterioração em uma carpintaria............................... 7 Fungos............5 Objetivos Específicos .............................3 2...........................................................5 2.........................................2 Quanto ao aumento das atividades de conservação e restauro: ................2 2..1 2.................................................................1....2 2............ 16 Emissão acústica por insetos..............2 2..................................10 Conhecendo a edificação histórica ................................................................................. 10 Pequenas modificações para uma melhor conservação .. 7 Agentes químicos.......3 2....................................................................................2...........4 Agentes de deterioração.Sumário 1 Introdução ....... 10 Fazer das inspeções uma rotina ..........................3........................1 2.................................................................2..2 1........... 18 vii .....................7 Deformações de secagem e intemperismo (“weathering”)...........3...........................4 2. 14 Propagação de Ondas...................3 1..........2 2.............................1................... 6 2.......1............5 2 Quanto à formação dos restauradores:.............................1 2...............................................1 1..3........................ 7 Cupins (térmitas)...........13 Raios-X .........3 Delimitação do assunto...........3 2......3 2...................................................5 Estado da arte de conservação de estruturas de madeira ............................................................3 Objetivos Gerais .........4 1.............................................................................................................................................. 1 1........ 12 Revisão de ferramentas de inspeção ........................1........................................................................................................ 8 Besouros e Brocas (Coleópteros)..............1 2.......................................................................................................

...................... 20 Metodologia de inspeção .........................8 Elaboração da revisão ........7 3.. 53 Escolha do acoplante e repetibilidade das medidas ...............................................................6 3..........................................................5.......................8 3 Termografia ..45 Revisão de metodologia...................39 4 Avaliação de resistência residual com ultra-som............46 Materiais e métodos ...................... 53 Materiais utilizados..............................................................34 Inspeção detalhada de elementos estruturais ..................................................2 4........... 56 viii ...................................................40 Revisão teórica..........................5 Pincípios de ultra-som ............................................... 40 4.......... 51 Escolha do equipamento de ultra-som ......................................2...............................41 Fatores que influenciam a propagação de ondas na madeira..........................................................................................................5................ 22 3.....1 4....4 4...........................................3........ 24 Equipamento mínimo necessário ............................................................................................................5 4...............................................................22 Antes da inspeção ...................................3......3............................................................................. 19 Métodos de medição de umidade..............3 4.............................................6 2......2 3.............5 3..................................................... 25 Pesquisa preliminar...............................................................................2 3..............31 Inspeção geral de uma estrutura....... 50 Adaptações do procedimento experimental original ........................................2 4....................2.........36 Conclusões Parciais ..............5..................................................................2........5 2.................................... 19 Penetração ao impacto .........................................................................................................................................26 Inspeção externa ..................................3 4...........................................1 3......................1 4.................7 2......................49 Os bioensaios com cupins....................................3 3.......................5..........................................24 Pessoal de inspeção: aptidões e treinamento ................28 Inspeção de Cômodos ..............1 3........3......... 18 Buscas com cães ......................4 3....5............4 4........................

................ 97 Bibliografia indicada............................................................................ 65 Tensão de Ruptura e Módulo de Elasticidade .................6..................................6.................................. 103 ix ..................................................6......................................... 61 Medidas de ultra-som........................7 4.....................................61 Perda de massa..................................................4...................................................................... 59 Resultados....... 101 Apêndices............ 101 Software utilizado ......................................77 Correlações esperadas..................................................................... 71 Discussão dos resultados .......... conclusões e recomendações ............................................................... 93 Referências bibliográficas.........................................1 4................................................................... massa e densidade ........................................... 56 Ensaios com ultra-som........................................................................................2 4................7 4................6 4.............................7....5...............6 4.................................................... 79 Discussão...........................................................5.........................1 5 6 7 8 9 10 Ensaio mecânico ..3 4.................................................... 90 Anexos ..............................

..................... 45 Figura 12: Aparato usado por ROSS et al............................ se necessário. 35 Figura 8: Exemplo de carga adicional em uma estrutura....... respectivamente.......................... De forma prismática............. onde tesouras adicionais sustentam um reservatório de água e uma terça deteriorada................. Sobre esta. Neste caso foi feito da edificação como um todo mas................ 42 Figura 11: Efeito da diferença de impedância acústica entre dois meios de uma interface na reflexão da energia acústica........... ....... Machado e Nunes exemplificando regiões externas abrangidas pela inspeção (adaptada de BERRY....... ......... 27 Figura 4: Ilustração usada por Cruz...... deve-se detalhar cada cômodo.......... à esquerda e à direita da célula de carga............... Na figura superior. com propagação de onda de densidade....... 1996) . 47 Figura 13: Aparato de ensaio mecânico....................... 59 x .................................................................................. .. uma pequena rótula e o corpo-deprova.... As referências numéricas são explicadas na Tabela 3.............. 15 Figura 2: (direita) diagrama de resitência versus profundidade perfurada gerado pelo equipamento “Resistograph” durante a perfuração.................. ......................... Na figura inferior...... 38 Figura 10: Sistema imaginário de átomos unidimensional.................. Centrado sob a travessa inferior..................... 33 Figura 7: Questionário de inspeção geral de estrutura de madeira............... 15 Figura 3: Exemplo de questionário com informações preliminares à inspeção .............. (1996) para medir a velocidade e atenuação de ondas de choque em espécimes de madeira (adaptado de ROSS et al............. o cilindro preto e prateado é a célula de carga.................... passando suas cargas ao frechal e à tesoura principal sul............... estão os extensômetros elétricos... 36 Figura 9: Exemplo de formulário de Inspeção Detalhada .................... . no estado de equilíbrio......................Lista de figuras Figura 1: (esquerda) demonstração do equipamento de perfuração controlada “Resistograph” durante visita do autor ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC................ 30 Figura 6: Exemplo de formulário de inspeção interna................................... 29 Figura 5: Exemplo de formulário de inspeção externa .................. 58 Figura 14: gráfico típico de carga versus tempo empregado nos ensaios (aqui representado pelo corpo-de-prova P40 de pinus).................... À esquerda da célula de carga................. .. 1994).................................................. Lisboa (2001)... o extensômetro analógico para referência......

............. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana...... A letra “E” indica eucalipto e “P” indica pinus................... o retângulo representa 50% da amostra e entre as linhas extremas estão 100% da amostra . 45 e 60 dias... ........ expostos por 30............... 67 Figura 24: Distribuição das velocidades radiais de ultra-som no eucalipto nos três momentos........................... ............ Os limites externos abrangem 100% da amostra....... 64 Figura 21: distribuições de densidades (densid)... ... Ensaios piloto....... Os limites externos abrangem 100% da amostra........... ................... 63 Figura 19: Histograma da perda de massa da amostra de Eucalyptus sp...... onde 1 é o momento antes da exposição aos cupins e 2 é o momento após a exposição... ........ onde a linha central representa a mediana da amostra......... 62 Figura 18: gráfico da distribuição de massa das amostras....... da esquerda para a direita................... 69 Figura 27: Distribuição das velocidades tangenciais de ultra-som no pinus nos três momentos...... O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana...................... 64 Figura 20: Histograma da perda de massa da amostra de Pinus sp.... 68 Figura 25: Distribuição das somas das velocidades radiais e tangenciais de ultra-som no eucalipto nos três momentos...... 67 Figura 23: Distribuição das velocidades tangenciais de ultra-som no eucalipto nos três momentos.............. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana............Figura 15: variação da velocidade de propagação de ultra-som antes e depois da propagação de trincas de secagem em CPs de pinus........... O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana........... .. ......................... Ensaios piloto............... 60 Figura 16: variação da velocidade de propagação de ultra-som antes e depois da propagação de trincas de secagem em CPs de eucalipto.............................. ................. 69 xi .......... Os limites externos abrangem 100% da amostra..... Os limites externos abrangem 100% da amostra.. Os limites externos abrangem 100% da amostra............. ................ O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana....... O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. 68 Figura 26: Distribuição das velocidades longitudinais de ultra-som no pinus nos três momentos. ...... Os limites externos abrangem 100% da amostra..... 65 Figura 22: Distribuição das velocidades longitudinais de ultra-som no eucalipto nos três momentos................................... 60 Figura 17: galerias de cupins observadas em corpos-de-prova piloto de pinus........... ...................... respectivamente.....

............. ............. ..................... fendas.............................................................................. inclinada......................................................... Os limites externos abrangem 100% da amostra............... 77 Figura 38: (direita) histograma dos valores de módulo de elasticidade dos corpos-deprova de pinus. no intervalo de 95% de confiança........... para fins comparativos dentro deste estudo......................... 81 xii .................Figura 28: Distribuição das velocidades radiais de ultra-som no pinus nos três momentos.............. 73 Figura 33: fraturas típicas observadas em pinus................ ... em corpos-deprova de outras amostras....................................................... Os limites externos abrangem 100% da amostra.... flambagem 45º (no canto esquerdo............................................................... reforçando a simetria do aparato utilizado.... 70 Figura 29: Distribuição das somas das velocidades radiais e tangenciais de ultra-som no pinus nos três momentos... 70 Figura 30: (esquerda) Gráfico de três corpos-de-prova de eucalipto............. ................................... 73 Figura 34: rupturas por flambagem das fibras formando planos de 45º........ 81 Figura 40: (direita) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de pinus.................... pinus e eucalipto.............................. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana.............. 77 Figura 37: (esquerda) histograma dos valores de tensão de ruptura dos corpos-de-prova de pinus.... 81 Figura 41: (esquerda) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de eucalipto no intervalo de 95% de confiança................................. Da esquerda para direita.......... Da esquerda para direita...................... 77 Figura 36: (direita) histograma dos valores de módulo de elasticidade dos corpos-deprova de eucalipto................. representando os comportamentos observados.... O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana............ catastrófica e esmagamento............. junto à galeria rompida) e catastrófica. 72 Figura 32: fraturas típicas observadas em eucalipto.. fendas............................................................. representando os comportamentos observados..................... 81 Figura 42: (direita) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de pinus................ 74 Figura 35: (esquerda) histograma dos valores de tensão de ruptura dos corpos-de-prova de eucalipto........................... 72 Figura 31: : (direita) Gráfico de três corpos-de-prova de pinus................................................................................................................ 77 Figura 39: (esquerda) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de eucalipto..................................................................... De cima para baixo as madeiras são: roxinho..................................................................................... .................. para fins comparativos dentro deste estudo.............. inclinada..

..................... 83 Figura 46: (direita) correlação entre Perda de massa e MOE para os corpos-de-prova de pinus................... .. 86 Figura 57: (esquerda ) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Radial para os corpos-de-prova de eucalipto........................................................ 85 Figura 55: (esquerda) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Tangencial para os corpos-de-prova de eucalipto. para os corpos-de-prova de eucalipto...................... para os corpos-de-prova de pinus..... ............................ 84 Figura 49: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Tangencial entre os momentos 1 e 2................................................................................... 83 Figura 44: (direita) correlação entre Perda de massa e TR para os corpos-de-prova de pinus....... para os corpos-de-prova de eucalipto................................... 86 xiii ......................................................................................................................... 86 Figura 58: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Radial para os corpos-de-prova de pinus........................................ para os corpos-de-prova de pinus.............................................................................................. 85 Figura 52: (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Radial entre os momentos 1 e 2................ 84 Figura 48: : (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Longitudinal entre os momentos 1 e 2..... 85 Figura 54: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Longitudinal para os corpos-de-prova de pinus...................................................................... 83 Figura 47: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Longitudinal entre os momentos 1 e 2............ ............... .......................................... 86 Figura 56: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Tangencial para os corpos-de-prova de pinus...... 84 Figura 51: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Radial entre os momentos 1 e 2............................. para os corpos-de-prova de pinus... para os corpos-de-prova de eucalipto........................................... .... ........... 85 Figura 53: (esquerda) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Longitudinal para os corpos-de-prova de eucalipto.................................................................................................. ......................................................................... 84 Figura 50: (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Tangencial entre os momentos 1 e 2.................................................................... 83 Figura 45: (esquerda) correlação entre Perda de massa e MOE para os corpos-de-prova de eucalipto...........Figura 43: (esquerda) correlação entre Perda de massa e TR para os corpos-de-prova de eucalipto....................

.............. para os corpos-de-prova de eucalipto.... ... ..... 87 Figura 60: (direita ) correlação entre MOE o Quadrado da soma das Velocidades Tangencial e Radial para os corpos-de-prova de pinus................................................. 87 Figura 61: (esquerda) correlação entre MOE o Módulo de Elasticidade Dinâmico para referência na direção L3......... para os corpos-de-prova de eucalipto. 87 Figura 62: (direita) correlação entre MOE o Módulo de Elasticidade Dinâmico para referência na direção L3...........Figura 59: (esquerda ) correlação entre MOE o Quadrado da soma das Velocidades Tangencial e Radial para os corpos-de-prova de eucalipto........................ 87 xiv .... ...... .......

. 66 Tabela 16: Avaliadores das medidas dimensionais dos corpos-de-prova e o comprimento de onda longitudinal encontrado.................................... 75 Tabela 18: dados representativos dos valores de TR....... ................ ........................................... em corpo-de-prova de eucalipto.................... 49 Tabela 9: Ensaio exploratório entre equipamentos de ultra-som............................................................. 71 Tabela 17: Dados representativos das tensões de ruptura para diferentes tipos de fraturas observados......................................................................................................... 56 Tabela 13: Fator de correção da massa para a umidade de referência (momento 3)................................................................Lista de tabelas Tabela 1: Equipamentos básicos para inspeção de estruturas de madeira..... .......................................................................................................................... .......... ........ mostrando divergência para CPs de comprimento reduzido..................... 55 Tabela 12: Lista de equipamentos utilizados....................................................................................... 53 Tabela 10: Medidas de tempo de transmissão de ultra-som com e sem acoplante em corpos cúbicos de 3cm de lado................................ 25 Tabela 2: Informações para pesquisa preliminar.. .................. 26 Tabela 3: Informações da inspeção externa a serem relatadas (com algumas referências numéricas encontradas na Figura 4).................................... MOE e coeficiente de determinação (r2) do MOE............ (1996)............... 37 Tabela 7: Sistema para classificação visual de degradação fúngica e por cupins (adaptado de ROSS et al........... 31 Tabela 5: Inspeção geral de estruturas de madeira........................................................ baseado em corpos-de-prova dedicados a este fim.. 28 Tabela 4: Informações mínimas da inspeção de cômodos a serem relatadas............................. 63 Tabela 14: Densidade aparente das amostras antes e após a exposição aos cupins........................ 65 Tabela 15: Médias e desvios padrão das velocidades de propagação de ultra-som........... ......................................... 54 Tabela 11: Ensaio de repetibilidade de medidas de ultra-som.......................... 34 Tabela 6: Observação individual de um membro da estrutura.............................................. ................................... 48 Tabela 8: Análise estatísticas de Ross et al.............. em metros por segundo................................................................................ ................... 1996).......................... 76 xv ..

............................ 43 Equação 4: Impedância acústica de um material (onde Z é a impedância acústica........................................................................ segundo Graff.... Z2 a impedância do meio 2 e Z1 a impedância do meio 1)............................................... 42 Equação 2: Velocidade de propagação de onda (Vp). onde m1 é a massa inicial e m2 é a massa após a exposição aos cupins........................................... ambas medidas em gramas......Lista de Equações Equação 1: Velocidade de propagação de uma onda unidimensional em um sólido (onde Vp é a velocidade de propagação................ 62 xvi .............................................. ρ a densidade do sólido e νLT é o coeficiente de Poisson) ............ 44 Equação 5: Energia acústica refletida na interface entre meios com impedâncias diferentes (onde R é a energia refletida............ ρ é a densidade e V a velocidade de onda)................. 44 Equação 6: Cálculo da perda de massa..... comprimento de onda λ e frequência f................................................. onde ME é o módulo de elasticidade dinâmico do sólido...................................................................................... 42 Equação 3: Relação entre a velocidade de propagação de onda Vp.................................. ME é o módulo de elasticidade dinâmico do sólido e ρ a densidade do sólido)......

UNESP Corpo-de-prova Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Instituto Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis Laboratório de Experimentação de Estruturas Universidade Federal de Santa Catarina Universidade do Estado de São Paulo xvii .Lista de abreviaturas e siglas CEIS CP IPHAN IPT IPUF LEE UFSC UNESP Centro de Estudos de Insetos Sociais .

Lista de símbolos ∂m ∂vL ∂vR ∂vT Etstx Exx m ME mn MOE MOEdr Momento 1 Momento 2 Momento 3 Ptstx Pxx R TR v(T+R) vLn Vp vRn vTn Z Zn νLT ρ Variação de massa (perda de massa) Variação de velocidade longitudinal Variação de velocidade radial Variação de velocidade tangencial Corpo-de-prova de testemunho de eucalipto número x Corpo-de-prova de eucalipto número xx Massa Módulo de Elasticidade Dinâmico Massa no momento “n” Módulo de Elasticidade Módulo de Elasticidade dinâmico para referência (coeficiente) momento antes da exposição aos cupins (coeficiente) momento após a exposição aos cupins (coeficiente) momento após o processo de lavagem/secagem Corpo-de-prova de testemunho de pinus número x Corpo-de-prova de pinus número xx Energia acústica refletida Tensão de ruptura Soma das velocidades tangencial e radial Velocidade de ultra-som longitudinal no momento “n” (1. 2 ou 3) Velocidade de propagação do ultra-som Velocidade de ultra-som radial no momento “n” (1. 2 ou 3) Velocidade de ultra-som tangencial no momento “n” (1. 2 ou 3) Inpedância acústica Inpedância acústica no meio “n” Coeficiente de Poisson Densidade xviii .

O ultra-som é um exemplo deste tipo de ensaio e que pode ser empregado para análise de parâmetros mecânicos em peças estruturais de madeira. o uso de técnicas não destrutivas. Campus de Rio Claro-SP. evitando a extração de uma porção significativa do material. e 8% para o Pinus sp. ultra-som. A avaliação do estado da carpintaria requer.. realizada em cooperação com Departamento de Biologia da UNESP. mediu-se a tensão de ruptura e o módulo de elasticidade por meio de compressão paralela. Buscou-se uma correlação entre as medidas de ultra-som e as propriedades do material. Este trabalho apresenta uma revisão sobre a conservação de carpintarias (estruturas de madeira) e sobre técnicas de ensaios não destrutivos para a avaliação da madeira como estrutura. a aplicação desta técnica a elementos deteriorados por cupins. ainda requer mais investigações. por vezes. Entre as medidas necessárias para a conservação de carpintarias estão as inspeções. 3% para o Eucalyptus sp. xix . Após a biodeterioração da madeira. A manutenção deste tipo de estrutura é de vital importância e exige medidas preventivas que raramente são seguidas. este trabalho analisou a variação da velocidade de ultra-som em corpos-de-prova de Pinus sp. em duas condições: íntegros e após exposição aos cupins da espécie Coptotermes havilandi. Com o objetivo de colaborar neste sentido. inclusive do ponto de vista histórico. Entretanto. inspeção.Resumo As edificações com estruturas de madeira apresentam um grande destaque na arquitetura brasileira. não permitindo a identificação de correlações entre estes parâmetros e a velocidade de ultra-som Palavras chave: estruturas de madeira. Foi realizada uma revisão bibliográfica sobre este tipo de ação e é proposta uma metodologia de inspeção de carpintarias acompanhada de aplicação a um caso prático. Constatou-se que a perda de massa causada pelos cupins após 40 dias de ação. não alterou significativamente as propriedades mecânicas dos corpos-de-prova. e Eucalyptus sp.

have not significantly changed the samples’ mechanical properties. Yet. The security assessment of a timber structure may demand the use of NDE in order to have data with little sample drawing.. and non-destructive essays (NDE) available to their assessment. 3% for Eucalyptus sp. Key words: timber structures. the present work has studied the ultrasonic velocity in Pinus sp. It was observed that the mass loss caused by 40 days of termite degradation. The wood exposition to termites was done in co-operation with UNESP Biology Department. Considering this need. and 8% for Pinus sp. Timber structure demands maintenance but those preventive actions are seldom done. the use of ultrasonic technique still requires further studies in order to assess timber partially degraded by termites. and Eucalyptus sp. The statistical correlation between the ultrasonic properties and mechanical properties was searched. Ultrasonic is one kind of END that can be employed to assess the mechanical properties of structural members. thus no correlation with ultrasonic speed could be drawn.Abstract The use of timber structures in buildings is very important to the Brazilian architecture and cultural heritage. After the sample’s biodeterioration the modulus of rupture and modulus of elasticity were measured through parallel compression essay. samples in two conditions: free of defects and after the degradation by Coptotermes havilandi termites. The need of regular inspections is among the demanded maintenance actions. xx . ultrasonic. at the Rio Claro campus. This work presents a review on timber structures maintenance actions. inspection. A review on timber structure inspection methodology is herein presented with a case study on a cultural heritage building.

FERRANTI (1996) nos mostra que várias espécies de madeira possuem características de resistência/peso comparáveis a materiais compostos e algumas ligas metálicas. que poderia ainda ser diminuído com a prática de inspeções regulares durante sua vida útil. com segurança. com um balanço global de energia mais favorável do que no uso do concreto ou aço (TRUSTY. pois se estende aos objetos contidos. como os fungos e insetos xilófagos. são responsáveis pela boa conservação das edificações. Por ter uma origem vegetal. 1999) (WILLAMSON. o conjunto estrutura+cobertura deve ser priorizado.92% (11. Um grande benefício por um baixo custo. Especialmente em edificações históricas. Embora a biodeterioração seja positiva no meio natural das árvores.22% de desvio padrão) da obra. B. para manter esta fonte histórica. As estruturas de cobertura. esta proteção é fundamental.. J. com o intuito de resguardar o edifício para uma futura intervenção mais completa. Considera-se que a arquitetura. seu uso racional traz aspectos ecológicos positivos nas edificações. em restauros emergenciais. a madeira participa de um ciclo natural onde ocorre a reintegração dos seus elementos constituintes no meio ambiente. torna-se imprescindível a conservação do material original da construção.T.. protegendo-as da umidade.. afrescos. . W. aonde o orçamento não permite um trabalho completo. estuques e outras características relevantes. As estruturas de madeira desempenham um importante papel nas construções do Brasil e do mundo. incluindo imóveis. Conclui-se então a importância de se conhecer. que frequentemente empregam madeira. o estado de uma edificação para planejar sua conservação. Mesmo com a crescente preocupação com a exploração das matas. ao lado das artes plásticas. et al.1 Introdução Ao longo dos séculos a humanidade tem encontrado na madeira um precioso recurso para construção de seus bens. 2001). restauro ou adequação de uso.. K. MEIL. Assim sendo. Assim. Esta reintegração ocorrerá com a participação dos chamados agentes de biodeterioração. PONTES e MANSO (1994) relatam um estudo realizado sobre as obras de revitalização de 124 edifícios em Lisboa onde a estrutura/cobertura representa somente 11. Desta forma é mantido o testemunho de muitos profissionais e técnicas. é uma das formas de expressão que mais depende de seu material original.

Busca-se portanto evitar a biodeterioração da madeira em serviço. Para garantir o levantamento de informações necessárias para um trabalho multidisciplinar posterior. é importante que o inspetor siga uma metodologia pertinente. São apresentados por OLIVEIRA e SANTIAGO (1994). LELIS (2001) mostra uma perspectiva vantajosa na cooperação entre entidades de conservação de patrimônio histórico e centros de pesquisa. que atuam na Universidade Federal da Bahia. 2 . é de grande importância a atuação de profissionais competentes e com boa formação. os ensaios mais comuns de materiais envolvem a retirada de um corpo-de-prova e uma prova mecânica destrutiva. a inspeção envolverá conhecimentos tanto de Biologia quanto de Engenharia. não é possível avaliar uma estrutura já em serviço sem causar danos à esta. encontrase a necessidade de buscar Ensaios Não Destrutivos (END). Como será exposto adiante. De uma forma semelhante. Assim.ela é prejudicial quando a madeira está sendo usada para suprir necessidades humanas. Quando discorrendo sobre o controle da biodeterioração da madeira. americana e mexicana. São considerados ensaios não destrutivos aqueles que determinam as condições e propriedades de um material sem prejuízo de seu uso presente e futuro. Desta forma. No caso das obras em madeira. alguns pontos sobre a formação dos profissionais em restauro.1 Quanto à formação dos restauradores: Em trabalhos de restauro. muitos métodos ainda se encontram em estágios embrionários. italiana. precisando de um acompanhamento científico para que se usufrua de suas vantagens. uma descrição completa dos problemas para facilitar a identificação de soluções adequadas. possibilitando que medidas reparatórias sejam tomadas em tempo. 1. Registrará assim. A prática de inspeções periódicas é uma ferramenta indispensável para a conservação de estruturas. Quanto às ferramentas de inspeção. Uma inspeção cuidadosa é também um vital estudo preliminar para qualquer obra de restauro de edificação ou de adequação a novos usos ou padrões. este tipo de cooperação será muito frutífera no caso dos ensaios não destrutivos. Comparam eles alguns cursos de especialização e pósgraduação de universidades brasileira.

os recursos do Fundo Nacional de Cultura também podem ser investidos na atividade de conservação do patrimônio arquitetônico. Também recomendam um treinamento prático. as de valor histórico são as que mais justificam o empenho de profissionais especializados. pois seu valor vai além do 3 . Sendo o principal emprego de estruturas de madeira nas edificações. Assim enfatizam a necessidade dos estudos e pesquisas ocorrerem com participação das universidades. principais clientes de cursos de formação para conservadores dos bens imóveis. desde que seguidos os preceitos da lei. Recentemente o montante do custo passível de renúncia fiscal subiu. mas simplesmente apontar o crescimento deste mercado. conhecendo ainda os preceitos necessários para trabalhar com o patrimônio histórico.” (página 90). já carente de profissionais especializados. Fica assim uma lacuna que precisa ser preenchida por profissionais que tenham em sua formação uma ênfase maior nos aspectos técnicos do trabalho. concomitante à formação teórica. podendo chegar a se abater a integridade dos custos de um projeto cultural.2 Quanto ao aumento das atividades de conservação e restauro: As leis de incentivo fiscal permitiram uma descentralização de algumas atividades ligadas à cultura. recomendam OLIVEIRA e SANTIAGO (1994) que os estudos devem acontecer através de pós-graduação. A conservação de edifícios históricos é uma destas atividades de preservação da cultura brasileira em que a inciativa privada pode incentivar e abater parte de seus custos do imposto de renda. antes quase exclusivamente desempenhadas pelo governo.3 Delimitação do assunto Foi citada anteriormente a importância da madeira nas construções brasileira. 1. em geral. Dado que é uma atividade multidisciplinar por excelência.Segundo o artigo: “nossa experiência tem demonstrado que os arquitetos. 1. possibilitando que o trabalho multidisciplinar cubra as lacunas existentes entre as formações profissionais. são refratários aos conhecimentos da tecnologia. Não cabe aqui fazer uma revisão da legislação aplicável ao assunto. Além da renúncia fiscal. optou-se por nelas concentrar o foco deste estudo. Entre as edificações.

As ferramentas tradicionais de inspeção. talvez por ser uma forma de deterioração comum a quase todos os locais do planeta. uma estrutura poderá continuar desempenhando sua função mesmo tendo sido 4 . todavia os tópicos aqui abordados podem ser aplicados nas edificações como um todo. Como para a obtenção de respostas adequadas é necessário primeiro conhecer as perguntas adequadas.imobiliário e material. para a qual se deverá calcular a necessidade de reforço e de que tipo. entre outros profissionais que estarão envolvidos com a conservação. com poucas adaptações. seu emprego requer maior investigação quando se trata de avaliar o estado da seção e a resistência de uma madeira parcialmente deteriorada. possuem como condição necessária o conhecimento adquirido pelo inspetor com a prática. Os estudos de ensaios não destrutivos em madeira deteriorada abordam quase que exclusivamente a deterioração por fungos. Ainda dentro do trabalho de conservação existem várias etapas que podem ser abordadas. especialmente em um país com as características climáticas do Brasil. optou-se por concentrar os esforços no campo da inspeção das carpintarias (nome usado aqui para se referir às estruturas de madeira). recursos para simulação e cálculo das estruturas e soluções para reforço de estruturas em serviço. ainda cumprindo sua função. Já as ferramentas de ensaios não destrutivos. como a inspeção das estruturas. têm sido aplicadas de forma mais freqüente em madeira sã. As estruturas de madeira podem suportar os ataques de cupins durante anos. Assim. Uma vez controlados os cupins. o profissional que buscar obter dados de engenharia em relação a uma estrutura de madeira encontrará uma dificuldade quanto às ferramentas disponíveis. o levantamento dos quadros patológicos. Todavia. fez-se a opção de estudar a metodologia de inspeção. Desta forma procurou-se sistematizar a busca pelas informações que serão necessárias para o trabalho do engenheiro calculista. Os cupins todavia respondem por uma parcela importante da deterioração de estruturas. visual e percussão. Conhecendo a importância do lema da conservação “conhecer para preservar”. Desta forma. considera-se que o trabalho de inspeção é a primeira etapa deste tipo de trabalho e uma condição importante para que qualquer outra etapa seja executada com êxito. uma vez com as pergunta adequadas. até o presente momento. considerada ainda um testemunho histórico. que serão abordadas adiante.

Propor uma metodologia de inspeção de carpintarias procurando garantir a coleta dos dados necessários às ações de conservação e ao planejamento das ações futuras.5 Objetivos Específicos • • Levantar formas de prevenir a degradação das carpintarias já em serviço. • Examinar o potencial de uso do ensaio de tempo de transmissão de ultra-som na avaliação da parâmetros mecânicos de elementos estruturais de madeira atacados por cupins. pois a madeira é um material durável. dados necessários para o trabalho de engenharia envolvido na sua conservação e segurança.4 Objetivos Gerais • Contribuir para a preservação do patrimônio histórico arquitetônico através do desenvolvimento de técnicas e métodos para melhor conservação de suas estruturas de madeira. Baseado nesta necessidade de aprimoramento de ferramentas de inspeção.parcialmente degradada. desde que bem conservada. desde que se possa obter dados confiáveis para uso nos cálculos estruturais e revitalização. o presente estudo procurou desenvolver um procedimento que permitisse avaliar o uso do ultrasom na avaliação de madeiras parcialmente degradadas por cupins. 1. para a obtenção dos parâmetros físicos e mecânicos da estrutura. 1. • Identificar as metodologias e ferramentas de inspeção de carpintarias de edificações. 5 .

é impraticável. barreiras físicas ou químicas (LEWIS 1996. Estas medidas preventivas são importantes e devem ser seguidas sempre que possível. 1999) por gateiras. 6 . 1982. Em sua maior parte estas medidas lidam com o controle de umidade. 1996. por exemplo. mas muitas técnicas não foram incorporadas em edificações históricas e as mudanças podem ser impossíveis quando já erigidas ou então causar modificação drástica na identidade original. SMULSKI 1993. FREAS et al. antes de aprofundar na questão de ações preventivas. (1982) alertam que “o equivalente a um bilhão (de US$) de produtos de madeira são perdidos a cada ano devido às más práticas construtivas e falta de manutenção”. uso de barreiras contra os agentes de biodeterioração. barreiras contra a umidade do solo (KROPF 1996. Detalhes como a especificação de madeira naturalmente resistente ou tratada. Mas existem ações que podem ser tomadas para conservar estruturas de madeira em edificações históricas. móveis e outros objetos. para citar alguns. evitando que uma decadência obrigue a sociedade a aplicar seus recursos em uma expansão urbana desnecessária. prolongar a vida útil de estruturas históricas é imprescindível para preservar o patrimônio histórico. é interessante fazer uma breve revisão sobre os agentes de deterioração contra os quais se procura prevenção. RÉVUE du Bois 1995). Porém. como a ventilação de porões (LEMOS. Além de preservar florestas. LEPAGE et al. A preservação sob pressão de madeira in locus. detalhamento de projeto para evitar acumulação de água (KROPF. 1996).2 Estado da arte de conservação de estruturas de madeira AVAT et al. Muitos destes detalhes já faziam parte das práticas tradicionais de construção. Vários autores (AVAT et al. As estruturas são um testemunho em si e frequentemente protegem outras características importantes como estuques. WEAVER e MATERO 1993). Infelizmente não dispõe-se de estatísticas brasileiras disponíveis. (1996) estimam que entre 300 e 400 milhões de Francos Franceses são gastos a cada ano devido à biodeterioração da madeira. tratamentos químicos e inspeções periódicas. mantendo o valor econômico e histórico. 1986 e KROPF 1996) dão importantes orientações sobre a concepção construtiva visando prevenir a biodeterioração. Edificações bem preservadas também refletem em suas vizinhanças. FREAS et al.

Mesmo sabendo que as rachaduras causadas pelo intemperismo não são estruturalmente importantes. Por outro lado.3 Fungos Há uma infinidade de espécies de fungos no mundo. Existem cinco condições 7 . Estas diferentes mudanças de dimensão podem causar distorções e/ou rachaduras em peças de madeira.1. com conseqüências quase somente estéticas. criando vias para a postura de ovos por insetos. uma sucessão de diferentes fungos e bactérias. Estas distorções podem levar a tensões internas nas estruturas de madeira (FREAS et al. especialmente se houver umidade disponível. 1982). pois atingem poucos milímetros de profundidade.1. A maior parte dos ataques são. mas menos importante na Europa. Nem todos os agentes de deterioração serão encontrados em todos os lugares. especialmente nos planos tangenciais e radiais do tronco. Por exemplo. 2. as causas mais comuns de deterioração serão brevemente relatadas. os conectores metálicos empregados na estrutura podem não ter resistência a este tipo de agressão e sofrer corrosão. a madeira sofrerá um “inchamento”. na realidade..1. elas podem prejudicar o tratamento de proteção superficial utilizada.1 Deformações de secagem e intemperismo (“weathering”) Quando o nível de umidade cresce. Os raios ultravioleta só possuem a capacidade de degradar a madeira superficialmente. 2.2.2 Agentes químicos A madeira é normalmente resistente aos reagentes ácidos e alcalinos dentro de níveis razoáveis (FREAS et al. O intemperismo é o processo de degradação que afeta a madeira causado por alternações entre incidência solar (secagem e radiação ultravioleta) e exposição à água na superfície. 1982). para perfuração de insetos ou para o desenvolvimento de fungos quando houver umidade. os cupins de madeira seca são uma forte ameaça no Brasil..1 Agentes de deterioração Para que se entenda melhor as medidas que são propostas em seguida. 2.

tendo preferência por madeira alterada por fungos. MACHADO e NUNES. Geralmente os fungos morrerão quando expostos a mais de 65ºC. 1994). quando não for possível. eliminar a fonte de alimento envenenando a madeira que não seja naturalmente resistente. mas ficarão apenas dormentes em temperaturas congelantes. Considerando edificações. • • fonte de oxigênio. em locais não frequentados da edificação em questão. cujas colônias respondem por um terço de todo o dinheiro gasto com controle de pragas nos EUA. fonte de alimento (madeira não tóxica). 25% (WEAVER e MATERO. 8 . tubulações. no entorno ou mesmo dentro. de 25 a 32ºC normalmente. rachaduras. pelo subsolo. 1993) ou até 30% (LEPAGE et al. temperatura adequada.necessárias para o desenvolvimento de fungos (baseado em WEAVER e MATERO. 2. segundo SMULSKI (1993b). 1993): • • • fonte de infestação – esporos de fungos são encontrados em virtualmente qualquer lugar. Existem dois principais grupos de cupins: cupins subterrâneos e cupins de madeira seca. eliminar as fontes de infestação ou controlar as temperaturas.4 Cupins (térmitas) Existem muitas espécies de insetos. Estes insetos vivem em ninhos independentes da madeira atacada. Opções de controle disponíveis serão primeiro o controle da umidade e. Um ninho pode buscar comida em um raio de 30 metros. 1993). mas podem atacar madeiras com umidade tão baixa como 8%. por vazios na estrutura. dependendo da fonte de informação. umidade na madeira superior a 20% (SMULSKI. acabamentos ou em pequenos dutos por eles construídos com terra e celulose digerida. 1986). A maior parte das madeiras. sempre escondidos da luz. assim como em várias cidades brasileiras. em uma umidade relativa do ar inferior a 90% terão uma umidade inferior a 20% (CRUZ. Cupins Subterrâneos São responsáveis por grandes estragos na Europa e nos EUA. Estes cupins são especialmente atraídos por celulose úmida.1. será muito difícil controlar a fonte de oxigênio.

os cupins de madeira seca são aparentemente a fonte mais comum de biodeterioração em madeira na cidade de Florianópolis (Estado de Santa Catarina). caídas logo abaixo de um furo de cerca de 1mm feitos na madeira. que pode durar de alguns meses a alguns anos. A infestação da madeira ocorre também por seus indivíduos alados. dentro da edificação. juntamente com fungos. (1996).1.5 Besouros e Brocas (Coleópteros) Estes biodeterioradores de madeira. Segundo se observou. Como explica AVAT et al. os indivíduos podem transitar por todas as peças de madeira adjacentes. Cupins de Madeira Seca Estas espécies de cupins vivem em colônias menores do que os cupins subterrâneos. Depois da cópula. freqüentemente depois de uma chuva ou dia úmido. como as conhecidas brocas ou os anobídios. Sua colônia procurará outras fontes de alimento e poderá retornar quando o efeito residual do biocida cessar. Quando se observa durante a primavera nuvens dos indivíduos alados destes cupins. depois do que estes insetos são raramente vistos. O vôo de reprodução (revoada) ocorre em noite de verão.O envenenamento da madeira atacada em si não elimina o ninho destes cupins. fenômeno chamado de revoada. Os cupins subterrâneos causam um impacto mais rápido e maior do que os cupins de madeira seca. Outro indicativo é a presença de restos fecais. os besouros (insetos perfeitos) destes xilófagos têm sua utilidade limitada à reprodução sexual e nem mesmo se alimentam durante sua vida de algumas semanas. possuem algo em comum: apesar de serem conhecidos por sua forma adulta de besouro o estrago que causam é feito por suas larvas. formando ninhos dentro das peças de madeira. Este é um forte indício de infestação quando ocorre no interior de edifícios fechados. As larvas emergem dos ovos e se alimentarão da madeira durante sua vida. Muitas 9 . 2. em forma de bolinhas típicas. pode ser um sinal de infestação. Apesar de ter um impacto mais lento do que cupins subterrâneos na estrutura. sem outra fonte de água qualquer. em pequenos furos ou rachaduras. o inseto perfeito porá ovos nos cortes perpendiculares às fibras das madeiras. o que dificulta achar seu ninho.

Estas modificações 10 . No Brasil. especialmente considerando que os trabalhos de limpeza ou restauração podem encobrir importantes indícios de deterioração. O inventário detalhado da edificação chamará a atenção para áreas que necessitam de reparo imediato ou adequações para atender às normas. como a “reversibilidade” da intervenção e a busca por métodos menos nocivos. Algumas vezes este será o único vestígio de ataque. estas regras são propostas pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Depois do último estágio. voltar-se-á novamente a atenção sobre as formas de prevenção. entretanto se for uma espécie de madeira “verde” ele não re-infestará a madeira se esta já estiver seca. Estas medidas imediatas não devem ofuscar a importância de se estabelecer um programa de conservação eficaz. Restaurar e Preservar” é frequentemente aplicado ao patrimônio histórico com sucesso. 2.2 Agindo antes da biodeterioração em uma carpintaria Tendo feito esta breve revisão sobre os agentes de deterioração da madeira. incluindo inspeções de rotina.2. 2. 2. Este inseto perfeito poderá re-infestar a madeira.1 Conhecendo a edificação histórica O axioma “Conhecer. A questão da inspeção de carpintarias será abordada detalhadamente mais adiante. Algumas pequenas modificações podem ser propostas de modo a mudar pouco o valor histórico e função original em troca de uma melhor preservação. úmida) enquanto outras podem se alimentar mesmo de cerne ou madeira seca. um furo de saída será feito. Todas as modificações devem seguir as regras do patrimônio histórico.espécies se nutrem somente de madeira do alburno ou de madeira “verde” (nova. quando a larva já tiver causado o estrago. O diagnóstico deve ser sempre o primeiro passo para a preservação. quando as larvas metamorfoseiam-se em um inseto perfeito.2.2 Pequenas modificações para uma melhor conservação Idealmente um objeto histórico deve ser mantido em seu estado mais original.

localização e recomendações para monitoramento. criar acessos para inspeção e criar barreiras para os agentes de biodeterioração. identificando os biodeterioradores quando houver. obstrução com material elástico de frestas. prover janelas de inspeção ou passagens para locais inacessíveis. 1997). porões e áreas fechadas para diminuir a umidade do ambiente. verniz ou outro tratamento superficial que protegerá a madeira de umidade eventual e criará uma barreira física ou química para dificultar a ação de biodeterioradores. locais de banho e cozinha tenham exaustores diretamente para o exterior. cobrir o solo exposto dentro da edificação para minimizar a migração de umidade. • • tratamento químico de madeiras em contato permanente com a água ou fontes de umidade para diminuir o risco de deterioração. se houver histórico de cupins subterrâneos ou brocas marinhas na vizinhança. em climas frios tomar providências para evitar gelo na cobertura ou condensação. dificultando o acesso e facilitando a identificação de um eventual ataque.procurarão diminuir os níveis de umidade. melhorar sistemas de calhas para evitar vazamentos ou entupimentos. modificar engastes de madeira na alvenaria. • • • • • • • • • • instalação de barreiras físicas que forçarão os cupins subterrâneos a contornar. O solo é a maior fonte de umidade em edificações (SMULSKI. por exemplo). cuidar para que outras fontes de umidade como secadora de roupas. e permitir circulação de ar. Algumas modificações poderão ser: • uso de tinta. prover barreiras físicas ou químicas. 11 . ajustes ou manutenção. Toda mudança ou reparo deve ser documentada com descrição (antes e depois). criar ou desobstruir aberturas de ventilação em sótãos. incluindo barreiras de umidade (folhas de flandres ou papel betuminoso. conduítes e outras aberturas que possam ser usadas por cupins subterrâneos como um caminho abrigado para chegar do solo à madeira. localizar e eliminar depósitos de sobras de madeira.

12 . relatando defeitos como goteiras assim que comecem. O cronograma de manutenção e inspeções pode parecer com um cronograma de manutenção contido em manuais de automóveis.3 Fazer das inspeções uma rotina Depois de um inventário. com tarefas associadas a determinados eventos ou em um determinado tempo. Inspeções e reapertos de juntas devem ser realizadas na estação seca. Tão importante como definir claramente as responsabilidades pelas inspeções será prover um treinamento adequado para o pessoal envolvido. 1982).): diárias. Tópicos sobre o treinamento mínimo compreenderão um entendimento da madeira como material construtivo e conhecimento dos agentes de biodeterioração e seus indícios de identificação. Os próprios usuários do edifício. Considerando as ações programadas de manutenção e inspeção.2. normalmente). Telhados e calhas deverão ser inspecionados e reparados antes e depois da estação das chuvas (primavera e outono. uma pessoa com poder administrativo deve ser responsável. desencadeando ações corretivas. um programa de conservação deve ser delineado para garantir a observação permanente da estrutura e o cronograma anual de inspeção e de tarefas de conservação. da avaliação e recuperação da estrutura de madeira. sótãos e espaços fechados devem ser inspecionados quando o calor. goteiras. Pode-se dividir as tarefas em três tipos.2. de acordo com as instruções do fabricante. As inspeções diárias não são formais. serão responsáveis por relatar para o responsável as anormalidades encontradas.. a umidade ou a condensação for maior (normalmente verão ou inverno). deteriorações deverão ser sanados. Sabendo que estas tarefas consomem recursos. uma vez sensibilizados pelo treinamento. como proposto por Tuomi (Freas et al. tendo um orçamento já previsto. Vazamentos. as diferentes partes da edificação serão cuidadas em diferentes épocas do ano. Dependendo da complexidade da edificação pode ser interessante treinar alguns usuários para que possam fazer observações críticas constantes. programadas e eventuais. como sugere Tuomi (Freas et al. A aplicação de tintas e acabamentos deve ser feita em tempo quente e seco. Porões.

mas não permitem avaliar a extensão destas falhar. Os ensaios não destrutivos possuem um bom histórico de desenvolvimento. Entretanto. deverão ser verificados. Quando se trata de madeiras que já podem ter sofrido deterioração. a peça de madeira pode estar relacionada com expressões artísticas que seria inaceitável danificar. o quadro se torna mais complexo. O objetivo deste tópico é dar um panorama sobre as técnicas de END que se tem conhecimento. De maneira similar. Problemas identificados. seu maior foco no Brasil (e no mundo) tem sido a medida de propriedades de madeira sã. umidade em madeira. 2. uma forma de conhecer o estado da doença é fazer uma incisão no paciente e investigar seu estado interno. obtendo dados para serem usados nos cálculos e ações de engenharia. 13 .Já as inspeções eventuais serão realizadas após eventos como chuvas torrenciais. Na medicina. sobrecarga.3 Revisão de ferramentas de inspeção Como visto anteriormente. que são importantes ferramentas para localizar possíveis falhas. que a avaliação de biodeterioração de estruturas de madeira é uma das grandes oportunidades de desenvolvimento para os próximos anos. tais como a deflexão de telhados. Esta tarefa é dificilmente conseguida pelos métodos de inspeção visual e percussão. procura-se nas estruturas de madeira técnicas que permitam avaliar um membro estrutural sem danificá-lo. Esta prática vem caindo em desuso com o aperfeiçoamento de técnicas de exames como ecografia e ressonância magnética. BEALL (1996) aponta. Além de preservar seu desempenho estrutural. visando o controle de qualidade das indústrias. como o caso de estuques decorados ou altares. em um estudo sobre o futuro dos ENDs. ventos fortes. neve excessiva e outros casos. drenagem. acidentes. explicar seu funcionamento de forma simples e relatar seu atual estado de desenvolvimento. São considerados ensaios não destrutivos aqueles que determinam as condições e propriedades de um material sem prejuízo de seu uso futuro. etc. grande parte do trabalho de conservação de uma estrutura passa por conhecer seu presente estado real. goteiras.

com percussão de martelo e com estilete (quebra-gelo). Percebe-se aqui uma primeira limitação desta técnica: a necessidade de acessar o elemento estrutural pelos dois lados. somente são citadas em postes e árvores por ROSS e PELLERIN (1994). podendo ter seus dados relacionados com a densidade da madeira. encoraja-se o uso das técnicas tradicionais de inspeção visual.3. LINDGREN et al. 2. dependendo de sua densidade. Da mesma forma que uma placa de chumbo obstruirá mais a passagem de raios-x do que uma placa de alumínio de igual espessura.6mm de largura puderam ser observados. Além de permitir a geração de um mapa de densidade das seções atravessadas pelos raios-x. (1997) para descrever a cinética da degradação de madeira por fungos. Apesar de sua limitação de uso em campo. Sobre aplicações em campo. A medida da intensidade de raio-x que atravessa um corpo pode ser feita por sensores especiais ou pela sensibilização de um filme fotográfico colocado do lado oposto em relação à fonte de raios. foi a técnica usada em laboratório com sucesso por BUCUR et al.1 Raios-X Raios-x são feixes de fótons de alta energia que têm a capacidade de passar através de materiais. Quase nenhuma energia é necessária para transpassar um vazio deixado por um inseto dentro 14 . a madeira sã oferecerá maior resistência do que a madeira degradada ou do que os vazios deixados por insetos. Como vantagem.Juntamente com qualquer técnica de END. esta técnica permite um diagnóstico quantitativo. Para perfurar madeira sã é necessário mais energia do que para perfurar madeira degradada por fungos. O uso conjunto de técnicas de inspeção aumentará a segurança do diagnóstico. 2.3. (1992) descrevem um experimento onde anéis de crescimento de 0.2 Perfuração controlada Para perfurar qualquer material é necessário usar alguma energia. A portabilidade do equipamento e a nocividade dos raios-x à saúde são outras limitações. seu uso conjunto com métodos de tomografia permite gerar imagens em três dimensões. A resolução da imagem dependerá do aparelho e do software utilizado.

Figura 1: (esquerda) demonstração do equipamento de perfuração controlada “Resistograph” durante visita do autor ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC. a possibilidade de desvio da sonda perfuratriz quando perfurando em ângulo diferente de 90º com a superfície. Os dois fabricantes que se tem conhecimento são Frank Rinn (frankrinn@compuserve.7 a 3mm. Este ensaio ainda é considerado não destrutivo pois não afeta o uso futuro de um elemento estrutural. através de uma pequena impressora ou computador de mão. Observando estes princípios. As principais limitações deste método descritas por DEMAUS (1993) são: a necessidade de ter um espaço de cerca de 85cm perpendicular à peça analisada para posicionar o equipamento. a importância de se usar as duas mãos na operação. O gráfico da perfuração pode ser analisado em campo.com) e Sibert Technology (NDT@sibtec. ano não disponível). O furo pode ter diâmetro de 1. dependendo do fabricante do equipamento. e podem ser gravados para análise posterior em computador pessoal. Figura 2: (direita) diagrama de resitência versus profundidade perfurada gerado pelo equipamento “Resistograph” durante a perfuração. foram desenvolvidos equipamentos que registram a resistência à perfuração em relação à profundidade perfurada. Lisboa (2001). e a perfuração pode alcançar até um metro. a fadiga causada por inspeções constantes em posição acima da 15 . podendo portanto gerar resultados quantitativos. A energia necessária para perfurar uma madeira será proporcional à sua densidade (SEABY.da madeira.com).

como os deixados por insetos. Todavia. 1998. 2000). Lisboa (2001). Sobre a adaptação do uso de ultra-som para inspeção de carpintarias em edificações históricas. Até recentemente. Em outro trabalho.cabeça. estudos com a atenuação podem fornecer mais detalhes sobre o defeito encontrado (HALABE. ela levará mais tempo para sair de uma superfície e chegar à outra. SOMAYAJI e MATHEWS (2000) 16 . visando seu controle de qualidade. Uma outra propriedade que pode ser medida é atenuação da onda propagada no material. citam-se três trabalhos.2). Sua aplicação em estruturas em serviço talvez tenha recebido o maior impulso visando a avaliação de pontes e de postes (EMERSON. 1999). ROSS e PELLERIN (1994) trazem uma abrangente revisão sobre ensaios não destrutivos praticados no mundo anglofônico. som ou ultra-som. 2. onde um cilindro de no máximo 3mm de diâmetro é analisado. a maior parte das pesquisas realizadas com este tipo de ensaio envolvia madeira sã. PELLERIN. sendo. Sabendo que a onda terá que contornar vazios. têm-se empregado mais os valores de velocidade de propagação do som como parâmetro para determinar propriedades da madeira. por ser mais fácil de medir. uma baixa velocidade de transmissão poderá indicar defeitos (mais detalhes sobre os fundamentos teóricos desta técnica serão abordados no item 4.3 Propagação de Ondas A velocidade de propagação de ondas. Estas limitações foram verificadas na prática durante visita do autor ao LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil. assim uma interessante ferramenta de inspeção. cujo resultado não é automaticamente expansível para todo o elemento estrutural. sejam de choque. uma onda levará mais tempo para atravessá-la. Assim. como apontam ROSS e HUNT (2000) em uma interessante e didática revisão. Na prática. Uma madeira degradada por fungos absorve mais energia da onda do que a madeira sã.3. ainda. SHAJI. que não se retém à propagação de ondas. por exemplo. No entanto. 1994. dependerão da elasticidade do material. PELLERIN. Como a madeira degradada por fungos é menos rígida do que a madeira sã. Também é apontado por BONAMINI (1995) a natureza local desta técnica. sua aplicação em estruturas de carpintarias civis beneficiou-se destas pesquisas.

O terceiro trabalho. SOLTIS e OTTON (1998) compararam os valores das madeiras da nave com valores de madeira da mesma espécie obtidos em laboratório. Não foi estabelecido um limite fixo aceitável. analisando com ondas de choque corpos-de-prova degradados por fungos e cupins quando enterrados no solo. mais trabalhos terão que ser desenvolvidos para que se possa determinar com segurança a resistência residual de peças atacadas por insetos e fungos. Já LIÑÁN e HITA (1995).realizaram ensaios em laboratório para permitir que o uso de valores de velocidade transversais às fibras sejam usados para mapear a deterioração por fungos em um membro estrutural de madeira de angiosperma. baseado em leituras cruzadas longitudinais de velocidade de propagação. longe da alvenaria) já seria um indicativo de perda de resistência e requeriria uma atuação naquela zona. ROSS. realizado em um navio antigo da Marinha dos EUA. Entretanto. 17 . Um estudo indicativo deste potencial foi realizado por DE GROOT. Também foi apresentado um método para estimar o módulo de elasticidade e resistência da viga. uma vez que as pontas das vigas se encontravam engastadas na alvenaria. estudando madeira de gimnosperma (pinus silvestre) consideram que uma perda de velocidade de 10% em relação a madeira sã (localizada no terço central da viga. mas somente considerada uma “variação sensível” na velocidade de propagação como indício de deterioração Os ensaios por propagação de ondas mostram-se efetivos e práticos. Este mapa usa como referência os valores obtidos em uma peça sã e considera que uma perda maior que 30% de velocidade deverá levar à manutenção e provável substituição. ROSS e NELSON (1998).

localizadas a 3.2m. conseguiu localizar nós e apodrecimento usando as variações de temperatura causadas pelo decorrer de um dia. Todavia os cupins subterrâneos provaram emitir menos sons com sua atividade. Sabe-se também que a densidade nos furos causados por insetos é nula. sabe-se que ela diminui quando a madeira é digerida por fungos. Assim. as outras propriedades físicas também se alterarão). 7.5 e 15mm da superfície. são barreiras para o emprego da técnica.4 Emissão acústica por insetos AVAT et al. das propriedades físicas da madeira (condutividade térmica e difusividade) e da densidade da madeira. utilizando um equipamento capaz de visualizar mudanças de temperatura de até 0. 2. A diferença de temperatura causada pela deterioração na madeira é pequena. Desta forma. O equipamento também foi capaz de detectar cavidades internas. como estuques ou placas de fechamento. consiste em usar um sistema de sensores para capturar as freqüências emitidas pelos insetos e projetado para eliminar os outros sons do ambiente. O sistema descrito por Lemaster. A temperatura da superfície da peça dependerá da diferença entre a temperatura da madeira e a do ar. BEALL e LEWIS (1997) descrevem que foi possível detectar cupins (térmitas) de madeira úmida a uma distância de 2. Beall e Lewis necessita um contato direto com a madeira a ser examinada.01ºC. Entretanto. Em outro trabalho. usando um aparelho ou filme especial. O método.5 Termografia Quando o ar no entorno de uma peça de madeira esfria ou esquenta. a temperatura será diferente de locais exclusivamente com madeira sã (na prática. As diferenças de temperatura podem ser visualizadas através da luz infravermelha que o objeto emite. acabamentos. a temperatura da peça irá variar com o tempo até atingir uma nova temperatura do ar (estado de equilíbrio). LEMASTER. (1996) anunciam que um aparelho para detecção da emissão acústica de insetos xilófagos deverá ser lançado no mercado nos próximos anos. Considerando a densidade. Tanaka (2000). nos locais onde houver apodrecimento ou vazios na superfície ou próximo a ela. Entretanto.2. neste caso foi necessária 18 . o que levou BONAMINI (1995) a desconsiderar a técnica. sendo mais difícil de detectar. ainda em desenvolvimento.3.3.

um martelo automático. A ponta da barra possui um diâmetro ligeiramente maior do que a barra. Apesar da limitação atual. É medido o número de batidas necessárias para cada centímetro que a barra penetra. Os cães conseguiram identificar quase perfeitamente blocos onde a densidade de cupins era grande (50 indivíduos em blocos de 115mm vs 87mm vs 37mm).a ajuda de um aquecedor de 1500w de potência.7 Penetração ao impacto No ensaio proposto por GUBANA e GIURIANI (1993) e GUBANA e RONCA (1996). a técnica mostra-se promissora por permitir a visualização qualitativa de grandes partes da estrutura em pouco tempo. de uso comum em concreto. 2. é empregado para encravar uma barra de 3mm de diâmetro com uma ponta acoplada. FOUCHE e LEMASTER (1997). como em construções de enxaimel ou encobertas por acabamentos. Entretanto a quantidade de falsos-positivo foi alta (28%). Acredita-se que mais pesquisas serão necessárias para que se chegue a alguma conclusão sobre e eficiência do método.6 Buscas com cães Apesar da existência de poucas pesquisas sobre a busca de cupins usando cães. este serviço tem sido oferecido na Califórnia (EUA) desde 1970 segundo LEWIS. que pode ser visto como uma evolução do teste de penetração dinâmica de solos. da raça beagle. 2. que necessita o uso de um aquecedor para auxiliar a detecção de defeitos internos. permitindo um tratamento químico localizado. Supõe-se poder ser útil para localizar ninhos de cupins de madeira seca.3. conseguiram identificar corretamente 81% dos blocos. DEMAUS (2001) sugere o uso de termografia para localizar estruturas de madeira inseridas em paredes.3. o que evita que um atrito entre a madeira e 19 . DEMAUS (2001) também cita o uso de cães para a localização de podridão dry rot. empregado para causar mudanças de temperatura na peça durante alguns minutos. Os autores realizaram testes sobre a detecção de cupins em blocos de madeira artificialmente preparados e verificaram que os cães.

para que sua aplicação torne-se praticável. que varia com o teor de umidade nela contida. Em ambos os casos se obtém resultados quantitativos bastante confiáveis. Os ensaios foram correlacionados com os ensaios mecânicos à flexão a três pontos. Na inspeção da edificação histórica. 1995. permitindo correlacionar a profundidade da penetração à densidade da madeira (TOGNI. Também baseado neste princípio e já disponível comercialmente. Ainda nos mesmos trabalhos. o método foi calibrado usando corpos-de-prova da mesma espécie de madeira usada na edificação histórica estudada.3. a ferramenta Pilodyn usa um pino que impulsionado por uma mola penetra a superfície da madeira. localmente degradada e degradada. Um campo magnético é gerado e mede-se como ele se comporta na madeira. segundo TOGNI (1995) há de se usar cautela dado a natureza empírica dos resultados e o caráter local e superficial dos dados obtidos. Existem dois tipos de aparelhos de inspeção: resistivos e indutivos. foram classificadas peças segundo três classes: boa. ficando somente o furo com a ponta embutida como marca do ensaio. 2. Espera-se que esta correlação seja aprimorada no futuro. Embora haja correlação entre os resultados deste ensaio e os resultados de ensaios de flexão. nenhuma sonda precisa ser inserida na madeira. incluindo madeira sã e degradada por fungos. O primeiro método baseia-se na resistência elétrica da madeira. a avaliação da propriedade mecânica da madeira sã a partir do número de impactos ainda pode trazer variações significativas. 2001) e indicando se há podridão superficial. Entretanto. Para medir a resistência elétrica é necessário inserir na madeira duas agulhas e gerar um campo elétrico no material entre elas. Este comportamento varia com a umidade e com a densidade da madeira. PILODYN.a barra altere os resultados à medida que a penetração avança.8 Métodos de medição de umidade Métodos de medição de umidade estão disponíveis comercialmente e são de grande valia na inspeção de estruturas. A barra pode ser retirada após o ensaio. Já no segundo método. mas que poderão sofrer desvios caso o local tenha sido umidecido recentemente e dependendo 20 .

Sendo a baixa umidade uma condição essencial para a boa conservação de madeira. 21 . alvenaria. um sistema baseado em sensores de umidade é proposto por SINGH (2001) para o monitoramento constante em locais inacessíveis ou estratégicos. lindeis. que poderá avisar se o limite de umidade é excedido. como nos apoios da estrutura de cobertura. A leitura dos sensores poderá ser manual ou operada por computador. Deve-se consultar o fabricante quanto aos detalhes de operação.do tipo de acabamento ou preservativo utilizado na madeira. próximo às calhas ou por trás de acabamentos decorativos.

É importante salientar que além de facilitar uma investigação mais completa sobre os problemas das estruturas de madeira. em Santa Catarina). Embora ambos os tópicos procurem gerar a informação necessária para um trabalho de engenharia em estruturas de madeira em serviço. abre-se este parêntese para reforçar que serão descritas duas frentes complementares: o desenvolvimento e experimentação de uma metodologia para inspeção de estruturas de madeira e. a exploração do ensaio não destrutivo com ultra-som como forma de avaliação das propriedades mecânicas residuais de madeira degradada por cupins. entre outras.3 Metodologia de inspeção Embora já se tenha abordado os objetivos do presente trabalho. mas apenas ilustrar a metodologia. a metodologia de inspeção proposta será apresentada juntamente com exemplos práticos de sua aplicação. Segundo o DICIONÁRIO Universal da Língua Portuguesa (2001). Assim. com conclusões parciais e uma conclusão conjunta ao final do trabalho. e que após seu restauro passará a abrigar a Biblioteca Municipal. As leis de incentivo fiscal à cultura possibilitaram nos últimos anos que importantes peças do patrimônio histórico recebessem a atenção 22 . SC. Os exemplos práticos foram realizados em parceria com o IPHAN-SC (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. se propiciará que o pessoal diretamente ligado à conservação de uma edificação seja capacitado para inspecionar periodicamente suas carpintarias com eficácia. Os exemplos aqui indicados não visam descrever a edificação em si. a metodologia também poderá ser uma ferramenta útil para o treinamento de inspetores neste campo. duas abordagens serão descritas separadamente. e é definida. 3.1 Elaboração da revisão No Brasil. no edifício que no passado abrigou o primeiro colégio ginasial de Laguna. “metodologia” vem do grego “méthodos”. Visando tornar a leitura mais fluente. arte de dirigir o espírito na investigação da verdade(…)”. como: “subdivisão da lógica que estuda os métodos técnicos e científicos. a importância atribuída à conservação de edificações históricas tem aumentado nas últimas décadas.

Dentro deste contexto. Não foi possível o acesso a alguns trabalhos listados recentemente talvez abrangessem o assunto. tipo de materiais empregados. levantamento dos quadros patológicos com documentação fotográfica. análise do sistema alvenaria. do Centre Technique du Bois et de l’Ameublement (AVAT et al. levantamentos complementares. identificação do tipo de construção. MACHADO e NUNES (2000). identificação do sistema estrutural. 1996). Acredita-se que justamente por ter uma intenção mais abrangente. a aplicação desta metodologia não geraria informações específicas sobre as estruturas de madeira. não se encontram muitas publicações que tratem de forma direta a metodologia de inspeção de estruturas de madeira. RIDOUT. especialmente se tratando de edificações históricas. 1986). mas não puderam ser incluídas nesta revisão e são aqui citadas para permitir referências em trabalhos futuros (LARSEN e MARSTEIN.. as 23 . CHARLES e CHARLES. 2000. de WEAVER e MATERO (1993) e CRUZ.adequada. 1982). Desta forma..pintura. 1995. identificação do tipo de fundação. (1999) propuseram uma metodologia para “levantamento do existente” que deve preceder a recuperação de obras históricas. abrangendo os seguintes tópicos da edificação: • • • • • • • • • levantamento dimensional. coleta de amostras e ensaios de campo. não seria possível conceber um plano detalhado de restauro da estrutura de madeira. Apesar de haver no mundo um grande número de publicações tratando de ferramentas de inspeção de madeira..reboco. 2000. onde se busca perder o mínimo possível do material original da edificação. da American Society of Civil Engineers (FREAS et al. Procurando organizar uma metodologia de inspeção de carpintarias. ROBSON 1999). Para elaborar este trabalho foram compiladas e revisadas as obras do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (LEPAGE et al. especialmente os métodos não destrutivos. KLEIN et al. Também se acredita que mais informações seriam necessárias para a elaboração de um plano de controle de xilófagos na edificação.

informações obtidas nestas obras e a partir da experiência dos autores serão apresentadas reunidas sob a forma de blocos de interesse comum em cada etapa da inspeção. Deve-se adquirir conhecimento sobre a madeira. noções de eletricidade e prática de segurança em altura. Também é importante um conhecimento prévio sobre os biodegradadores da madeira. recomenda-se um treinamento que sensibilize o inspetor para as exigências do patrimônio histórico. uma vez que a inspeção normalmente ocorrerá em espaços de difícil acesso e a permanência em posições pouco cômodas. mas é chamada a atenção para a apresentação completa e bem ilustrada oferecida por LEPAGE et al. 3.2. A boa forma física e disposição serão também importantes. Antes de iniciar o trabalho. restrições) e a evolução dos conceitos estruturais ao longo do tempo.1 Pessoal de inspeção: aptidões e treinamento As pessoas candidatas a realizar uma inspeção deverão ter como aptidões: olhar detalhista e curioso. será importante conhecer os riscos das fezes de certos pássaros e morcegos para as vias respiratórias. No que tange a segurança. devendo entretanto ser adaptados para outras regiões. Esta informação é encontrada de forma completa em várias publicações. bem como sobre o funcionamento de diferentes tipos de estrutura (apoios. (1996). se for o caso. Alergia a pó poderá ser contornada. (1986) e para a forma sucinta apresentada por AVAT et al. 24 . apresentados sob forma prática para uso. seus ciclos de vida e indícios. Este último traz preciosos diagramas para identificação de insetos larvais (holometábolos) e fungos da região francesa. não ser apressada para não pular etapas e realizá-las sempre com o cuidado necessário.2 Antes da inspeção 3. mas será uma dificuldade extra. sua relação com a umidade e diferenças entre o cerne e o alburno da árvore.

tipo quebra. será importante providenciar uma sacola ou pochette que permita transportá-los com agilidade. A lista da Tabela 1 foi incrementada de AVAT et al. para observação de • • medidor de umidade para madeira e para paredes.• gelo binóculos. plásticos e etiquetas. Tabela 1: Equipamentos básicos para inspeção de estruturas de madeira • • bloco de notas e caneta de amostras e para percussão de peças • • • • instrumento pontudo. frascos.2. pinça. com pilhas extras ferramenta de alavanca espelho endoscópico (de dentista) para observação de locais oclusos • • sacos • bússola. mesmo quando se tem o apoio de métodos de ensaios não destrutivos. O peso será sempre um fator importante na escolha do equipamento. (1996) e pode ser considerada mínima.3. para coletas lupa para observação preliminar de • furadeira sem fio • lanterna com pilhas extras machadinha para fazer sondagens qualitativas e quantitativas martelo e um formão para retirada • 25 . para situar as anotações régua flexível para sondar fendas resumo sobre indícios de xilófagos para ser referenciada nos formulários detalhes em edifícios altos uma escala métrica anatomia da madeira e pequenos parasitas • • • guarda-pó ou macacão aparelho fotográfico pincel.2 Equipamento mínimo necessário Alguns equipamentos básicos e de custo relativo baixo serão preciosos em qualquer inspeção. Devido aos espaços restritos em que muitas vezes se trabalhará.

esgoto e drenagem. como os elétricos. Se não for possível localizar estas plantas.3 Pesquisa preliminar Antes do trabalho de campo é importante obter as informações mínimas contidas na tabela abaixo. que podem dissimular a umidade e o caminho de cupins de solo verificar se houver chamadas de incêndio para a edificação No levantamento dimensional é interessante constar os sistemas de água. reformas e reparos • • • • • histórico de construção histórico de ocupações e usos soluções construtivas empregadas questionar a existência de paredes duplas.3. compilada da fontes citadas na página 23: Tabela 2: Informações para pesquisa preliminar. quando houver risco da presença de cupins de solo. além de outros dutos. poderá ser necessário prever a realização deste levantamento dimensional para presumir os caminhos de deslocamento destes cupins. • • • • a idade da edificação sistemas estruturais e o tipo de fundação levantamento dimensional (plantas) questionar o histórico de xilófagos e revoadas de cupins na edificação e seus vizinhos • histórico de manutenções. Na Figura 3 se encontra um exemplo de questionário: 26 .

Figura 3: Exemplo de questionário com informações preliminares à inspeção 27 .

) 28 . riachos. deve-se levantar informações importantes em seu exterior. Relatar seu estado. propícios aos cupins de solo (13) Questionar a presença de pontos de água próximos (poços. são apresentadas algumas informações a serem verificadas e relatadas em um formulário especialmente criado (Figura 5). como lembra FREAS (1982). Recomenda-se sempre usar os pontos cardeais como referência nas anotações e ligar estas às fotografias que porventura sejam registradas. A Figura 4 ilustra alguns pontos apresentados na Tabela 3. etc. Localizar peças de madeira expostas às intempéries (2) verificar o estado das janelas (11) • • • • Localizar chaminés. fotografia ou pelo menos de um croqui. à prefeitura e mesmo ao próprio edifício e seus ocupantes. (4) Localizar os pisos e sua posição em relação ao solo e se há faixa impermeabilizante (12) • Presença de vegetação ou outro sinal de acúmulo de umidade e sujidade (7) • • • Notar tipo de cobertura e seu estado • • • • deformação anormal do telhado (1) tipo de telha telhas deslocadas ou fraturadas (3) beiral deficiente (5) Verificar a existência de cobertura plana Localizar porões ou recintos fechados e suas janelas de ventilação.Para obter estas informações pode-se recorrer aos arquivos históricos. Entretanto.4 Inspeção externa Antes de começar os trabalhos no interior da edificação. • Examinar fachadas: • • • • • • • estado do acabamento (10) identificar materiais e técnicas manchas de umidade ou bexigas na pintura (8). se possível já munidos da planta da edificação. especialmente quando há mudança de proprietário. compilada das fontes citadas na página 23. rufos. os documentos referentes a uma edificação têm uma incrível vocação para se perder. fendas (9). Tabela 3: Informações da inspeção externa a serem relatadas (com algumas referências numéricas encontradas na Figura 4). lagos. 3. calhas e sistemas de água. quando houver (14) Verificar existência de madeira próxima ou em contato com o solo Inspecionar o jardim à busca de cupins de solo ou madeira abandonada Verificar jardins adjacentes. ao proprietário. Na tabela seguinte.

As referências numéricas são explicadas na Tabela 3. Machado e Nunes exemplificando regiões externas abrangidas pela inspeção (adaptada de BERRY. 1994).Figura 4: Ilustração usada por Cruz. 29 .

Figura 5: Exemplo de formulário de inspeção externa 30 .

Tabela 4: Informações mínimas da inspeção de cômodos a serem relatadas. lâmpadas) próximas à madeira? verificar carbonização na madeira Conferir todos os locais onde o alburno da madeira possa ter sido empregado Verificar todas as juntas. boilers. como entrepisos. ele pode ser o local de passagem de cupins de solo. Portanto. é recomendada a inspeção de todos os cômodos da edificação. Existem fontes de calor (caldeiras. Procurar sinais de espaço não ventilado. Há ventilação adequada no cômodo? Existem caixas de passagem de dutos? verificar se há passagem de cupins de solo. Se possível. rodapés e mobiliário fixo por ataque de fungos ou cupins. Poderá ser elaborado um formulário por cômodo. lintel. • • Examinar todo local onde a madeira possa sofrer abrasão. vigas fechadas 31 . janelas.5 Inspeção de Cômodos Ao iniciar a inspeção interna deve-se ter em mente os defeitos encontrados externamente para seguir suas conseqüências no interior. começando no subsolo e subindo. fissuras e as superfícies toscas. lavadoras)? verificar madeiras próximas verificar se há ventilação adequada para o exterior Existem manchas causadas por umidade ou calhas. pois são os locais mais favoráveis para a postura de ovos dos insetos. conter indícios de outros insetos ou ser a fonte de umidade que causará danos em outro local. etc. incluindo espaço de anotações e croqui. chuveiro. passar uma folha de papel nas juntas.) ou em contato com o solo? verificar sua umidade e estado quanto a fungos e insetos verificar se há umidade ascendente na alvenaria Examinar a parte posterior de guarnições de portas. fornos. para verificar a existência de dejetos. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Existem fontes de umidade (solo exposto. rufos e outros pontos prováveis? verificar madeiras próximas Verificar se há inclinação ou deformação no assoalho ou rachaduras nas paredes. caixões perdidos.3. caldeira. Há depósito de produtos químicos ou produtos de limpeza concentrados? verificar se há oxidação em conectores Existe madeira engastada na alvenaria (vigotes. fogão. nos quais se procurará responder às questões da tabela abaixo (exemplo na Figura 6). Mesmo quando um cômodo não contém peças de madeira.

32 . especialmente as superfícies horizontais. pois podem falhar e permitir a entrada de água Verificar junções a meia-esquadria no exterior. • • Verificar a presença e instalação de isolamentos Relatar todos os locais onde não foi possível inspecionar. Procurar fissuras entre a madeira e a alvenaria em construções de enxaimel Verificar o desempenho de qualquer borracha ou plástico selante. pois estas estão sujeitas a abrir e fechar com variações de umidade.ou entre o solo e o soalho. aberturas nas juntas e conectores em superfícies horizontais (podem servir de entrada para água. causando podridão interna). Inspecionar cuidadosamente peças expostas às intempéries ou umidade. • • • • • verificar se há ventilação adequada (a existência de janelas de ventilação ou telas não garante que estejam desobstruídas). as frestas horizontais.

se necessário. Neste caso foi feito da edificação como um todo mas.Figura 6: Exemplo de formulário de inspeção interna. 33 . deve-se detalhar cada cômodo.

. vê-se na seqüência um formulário de inspeção e um croquis. é necessário que cada membro seja analisado na sequência do trabalho. deve servir para avaliar seu estado e planejar medidas de conservação ou adequação ao uso. Tabela 5: Inspeção geral de estruturas de madeira. Para realizar um projeto de restauro. Pontos de suporte instalados fora dos nós das treliças. Caso não haja levantamento dimensional. que deverão ser acompanhados de croquis e fotografias.3. usados como condicionado. depósito. Na inspeção geral são buscados indícios genéricos de biodeterioradores e também os relacionados na tabela que segue. causando sobrecarga. etc. de sobrecarga na reservatórios de água. prumo e linha” de pisos e elementos estruturais Rachaduras em paredes Evidências de recalque da fundação ou dos apoios da estrutura Esmagamento de partes da estrutura Oxidação de conectores Manchas de umidade e mudanças de cor na madeira Desalinhamento de membros da estrutura Evidências de trocas de membros Deflexão excessiva de membros ou • de tesouras Carbonização da madeira Acúmulo de sujeira Acabamento danificado Todos os pontos de apoio na alvenaria devem ser avaliados 34 • • • • Indícios estrutura: Equipamentos instalados depois da estrutura. como calhas ou coberturas com pouca inclinação. Marcas de correntes ou outras que possam indicar uso de içamento ou de equipamento temporariamente instalado Equipamentos que induzam vibrações constantes na estrutura. Locais onde possa ocorrer o acúmulo de água ou neve. Buscar indícios e relatar: • • • • • • • • • • • • • Verificar “esquadro. ilustrando uma situação de carga adicional em uma estrutura. como forros ar aquecedores. este deve ser realizado.6 Inspeção geral de uma estrutura A inspeção geral de uma estrutura. incluindo estrutura de assoalhos. Como exemplo. polias.

35 .Figura 7: Questionário de inspeção geral de estrutura de madeira.

É importante ter em mente que os resultados desta pesquisa servirão ao cálculo estrutural e ao planejamento de controle biológico. 3. respectivamente. mas pode ser realizada em qualquer laboratório qualificado). restauro ou novo uso de uma estrutura. 36 . Cada membro deve ter caracterizada sua madeira e ter detalhada as suas seções transversais detalhadas (integrais e as reduzidas por encaixe ou deterioração). Na seqüência.Figura 8: Exemplo de carga adicional em uma estrutura. onde tesouras adicionais sustentam um reservatório de água e uma terça deteriorada. é apresentado o exemplo de questionário de inspeção de uma peça do estudo de caso (Figura 9 – nota: a identificação da madeira neste caso foi realizada no IPT. passando suas cargas ao frechal e à tesoura principal sul. deve-se observar cada membro conforme a tabela abaixo.7 Inspeção detalhada de elementos estruturais Para a realização de um projeto correto de reparação.

etc. verificar cuidadosamente e relatar o estado da superfície horizontal superior. que pode corresponder a secagem das peças ou a falhas na construção. goteiras. as linhas de cola estão em bom estado? Há ponto de engaste do membro com a alvenaria ou eminência de molhamento (calhas. qualidade da madeira (carimbos de qualidade ou determinação da espécie de madeira) dimensões (incluindo profundidade) anotar orientação Existem fissuras de secagem? Existem furos e cortes que possam ter sido realizados após um tratamento preservativo superficial? Caso seja madeira laminada-colada. frestas horizontais. Os conectores devem ser inspecionados em busca de corrosão. que poderão servir de entrada para água favorecendo o apodrecimento interno. deve-se relatar se houver folgas nos conectores ou nas junções. quando do uso de certas madeiras. 37 . juntas e conectores em superfícies horizontais. especialmente quando expostos à umidade excessiva.)? • anotar sinais de biodeterioração (fungos e insetos) • Caso esteja a peça exposta às intempéries. • Cada membro deverá ter sua capacidade avaliada: • • • • • • • • • anotar dimensões detalhar seções transversais integrais e remanescentes (reduzidas por degradação ou por confecção de encaixe da estrutura).Tabela 6: Observação individual de um membro da estrutura. produtos químicos. • • No que tange as junções. projeto ou degradação. quando tiver aplicação de retardantes de chama ou preservativos solúveis em água.

Figura 9: Exemplo de formulário de Inspeção Detalhada 38 .

para a organização das notas e dos croquis. foram encontrados elementos para a elaboração dos formulários específicos para a coleta de dados na edificação conhecida como Ginásio Lagunense (primeira escola ginasial de Laguna). Esta metodologia de inspeção forneceu subsídios adequados para os relatórios de análise estrutural (estabilidade.normalmente não inspecionados em detalhe) bem como a pesagem de exemplares de telhas ou outras estimativas de carga. quando foi possível. 39 . Até o presente não foi realizado um projeto de remediação dos agentes deterioradores nem a elaboração de um plano de conservação da estrutura por profissionais da área. onde tópicos relevantes foram organizados na ordem de seu uso em campo. mais ênfase pode ser dada ao detalhamento das seções reduzidas das peças. na inspeção preliminar deve-se anotar que tipo de equipamento será necessário para o acesso à estrutura nas inspeções seguintes. substituições e reforços). de forma a nunca deixar sem resposta este dado fundamental ao cálculo. Os formulários foram adaptados ao estudo em questão.3. atrelados às necessidades do projeto de conservação. Entre as deficiências encontradas nos formulários de campo estão a ausência de campo para anotação do nome do inspetor e sobretudo a data da inspeção. deve-se preparar igualmente um relatório de cargas da estrutura. antes de retornar a campo. A inclusão prévia de desenhos de planta baixa e mesmo fotografias nos questionários. esquemas da estrutura mesmo sem as quotas definitivas. o que nos impede incluir aqui críticas sobre como estes trabalhos se beneficiam dos dados coletados. facilitou muito o trabalho de campo.8 Conclusões Parciais No estudo apresentado. onde se incluirá as dimensões da estrutura secundária (ripas e caibros . Também foi prático o uso de caneta com quatro cores em campo. o que implica em um trabalho preliminar de levantamento de plantas. os formulários das etapas seguintes devem ser adaptados o máximo possível à edificação.

Seu emprego e a maioria dos estudos até presente se dão na avaliação da madeira sã. Segundo o CENTER FOR NONDESTRUCTIVE EVALUATION. Acima de 20. mas ainda passíveis de serem empregados. que detectavam corpos sólidos na água. da Iowa State University (2001).000Hz. há também necessidade do estudo da avaliação da degradação por cupins. as vibrações são chamadas de ultra-som (ou ultrassom).1 Pincípios de ultra-som Vibrações mecânicas podem ser propagadas em meios sólidos. havendo todavia potencial para o estudo de madeira degradada. 4. tendo inclusive atingido o conhecimento crítico para o lançamento de equipamentos específicos para madeira no mercado. os ensaios com ultrasom encontram-se entre os mais desenvolvidos. torna-se interessante explorar o potencial desta ferramenta de inspeção para a avaliação de membros estruturais parcialmente degradados por cupins. Esta abordagem será feita separadamente. entre 10 e 20. São chamadas de som quando estas vibrações mecânicas se dão no ar. Uma vez que o presente estudo aborda formas de conhecer o estado de estruturas em serviço. Em 1931 Mulhauser obteve uma patente para o uso de ondas ultra40 . líquidos e gasosos. Nesta faixa de freqüência a vibração é audível. O ultra-som é portanto um dos ensaios com melhor documentação e com um grande potencial de desenvolvimento. Embora os fungos estejam presentes na degradação de carpintarias brasileira. Dentre os ensaios não-destrutivos (END) aplicáveis para madeira.4 Avaliação de resistência residual com ultra-som Passa-se a abordar aqui a segunda frente complementar deste trabalho: a exploração do ensaio não destrutivo com ultra-som como forma de avaliação das propriedades mecânicas residuais de madeira degradada por cupins. Alguns estudos pioneiros do seu emprego para madeira degradada tratam da degradação fúngica. havendo uma conclusão conjunta ao final do trabalho (Capítulo 5). biodeterioradores frequentemente presentes no Brasil mas ausentes de outras regiões do Globo. os primeiros passos na pesquisa de ensaios não-destrutivos usando ultra-som foram inspirados no desenvolvimento dos sonares.000 Hz.

aplicadas por um transdutor1 e recebida por outro. podendo ser usado para gerar ou detectar vibrações. 41 . 4. Estes movimentos podem ocorrer na direção da propagação do som (onda logitudinal) ou perpendicular à esta propagação (onda transversal). levam a movimentos oscilatórios do meio. transforma um pulso de energia elétrica em vibração mecânica e vice-versa. por exemplo.sônicas. Os estudos de ensaios não destrutivos com a velocidade de transmissão do ultra-som são baseados nos princípios de que: • • os sólidos são bons propagadores de ondas sonoras. Neste caso. A acústica pode ser considerada. Faz-se aqui um breve panorama. as forças inter-atômicas. com mais detalhes em HALABE e FRANKLIN (1999) ou de maneira bastante didática no sítio de Internet do CENTER FOR NONDESTRUCTIVE EVALUATION. como entre o sólido e o ar – caso das fissuras – ou como entre fases de diferentes materiais – caso de inclusões. como o estudo de pequenas deformações em um determinado meio onde se propaga a onda relacionadas ao tempo. sob o aspecto a seguir. Em uma análise simplificada para uma dimensão. A velocidade de propagação de uma onda em tal meio está relacionada com 1 aparato que transforma uma forma de energia em outra forma. Quando as partículas são deslocadas de suas posições de equilíbrio. combinadas com a inércia atômica. as ondas sonoras são refletidas quando há mudança abrupta de meio.2 Revisão teórica Boas revisões sobre a utilização da propagação do som em END podem ser encontradas nos artigos de GOIA e SALES (2000). para detectar defeitos em sólidos. Os meios sólidos são compostos por átomos. da Iowa State University (2001). é possível imaginar os átomos de um material para apenas uma dimensão apenas como compostos de massas ligadas entre si por molas. que vibram em torno de uma posição de equilíbrio.

a constante elástica destas molas imaginárias (componente do Módulo de Elasticidade) e da massa destes átomos (componente da densidade).

Figura 10: Sistema imaginário de átomos unidimensional. Na figura superior, no estado de equilíbrio. Na figura inferior, com propagação de onda de densidade. Com efeito, Graff propôs em 1975 (apud HALABE e FRANKLIN, 1999) que a velocidade de propagação de uma onda longitudinal em uma barra de grandes dimensões (muito maiores do que o comprimento de onda), seria dado por: Vp = ME ρ

(Eq. 1)

Equação 1: Velocidade de propagação de uma onda unidimensional em um sólido (onde Vp é a velocidade de propagação, ME é o módulo de elasticidade dinâmico do sólido e ρ a densidade do sólido). Entretanto, se considerarmos que na realidade cada átomo também interagirá com seus vizinhos perpendiculares à propagação da onda, deve-se levar em consideração os módulos de Poisson, que relacionam a deformação longitudinal às deformações perpendiculares por ela provocadas. Assim, na análise tridimensional, a equação proposta por Graff (1975) é dada por: Vp = M E (1− υLT ) ρ(1+ υLT )(1− 2υLT )

(Eq.2)

Equação 2: Velocidade de propagação de onda (Vp), segundo Graff, onde ME é o módulo de elasticidade dinâmico do sólido, ρ a densidade do sólido e νLT é o coeficiente de Poisson) 42

Os estudos de Graff partem da premissa do material ser isotrópico, que não é o caso da madeira. Entretanto, permite uma boa aproximação para um meio transversalmente isotrópico, como é a madeira, sem a complexidade das equações que consideram uma completa anisotropia (HALABE et alli., 1996). Os valores de νLT para uma madeira como o pinus variam tipicamente de 0,3 a 0,4 segundo HALABE et al. (1996). Todavia, ao realizar análises baseadas na equação 1 ou 2, deve-se ter em mente que para a madeira existe uma correlação entre o módulo de elasticidade e a densidade. Mesmo não sendo uma relação estrita, já não se pode supor que sejam variáveis totalmente independentes. Entre as propriedades da propagação de uma onda estão sua velocidade, o comprimento de onda e a sua freqüência (determinada pela fonte da onda – transdutor), que são relacionadas por outra equação:

Vp = λ f

(Eq.3)

Equação 3: Relação entre a velocidade de propagação de onda V p, comprimento de onda λ e frequência f. Segundo HALABE et al. (1996), para corpos de madeira com dimensões transversais maiores do que o comprimento de onda utilizado, que poderá ser calculado com a equação 3, a equação tridimensional de Graff (equação 2) pode governar a relação entre as propriedades da madeira e a velocidade de propagação na direção longitudinal. O manual de operação do equipamento de medidas de velocidade de ultra-som, PUNDIT 6 (ano não disponível), afirma esta mesma exigência. Este equipamento foi o escolhido para o experimento, conforme explicado no Capítulo 4.5.3. Se considerarmos somente este aspecto, pode haver uma tendência de procurar utilizar sempre frequências muito altas, de modo a ter pequenos comprimentos de onda e

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permitir a análise em parcelas de pequenas dimensões do espécime. De fato, quanto maior for a frequência, mais estreito será o feixe de ultra-som propagado. Entretanto, entra em jogo outra propriedade do material: a atenuação. A atenuação é a perda de energia por uma onda decorrente da histerese da resiliência micro-estrutural de um material, e também pela difração/refração da onda. A atenuação no material é proporcional ao quadrado da freqüência, limitando assim o uso de grandes freqüências. Os materiais de muitas fases, como a madeira ou o concreto, já apresentam naturalmente grande atenuação. A cada mudança de fase, assim como a cada defeito, há uma mudança da impedância acústica do material. A impedância acústica é uma propriedade característica do meio, expressa por (CENTER FOR NONDESTRUCTIVE EVALUATION, 2001): Z=ρ.Vp (Eq. 4)

Equação 4: Impedância acústica de um material (onde Z é a impedância acústica, ρ é a densidade e V a velocidade de onda). A impedância acústica terá influência na quantidade de energia que é transmitida e refletida de um meio para o outro. A energia acústica refletida será expressa pela equação abaixo, que representada no gráfico que a segue (CENTER FOR NONDESTRUCTIVE EVALUATION, 2001).  Z − Z 2 1  R= 2   Z2 + Z1 

(Eq.5)

Equação 5: Energia acústica refletida na interface entre meios com impedâncias diferentes (onde R é a energia refletida, Z2 a impedância do meio 2 e Z1 a impedância do meio 1).

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3 Fatores que influenciam a propagação de ondas na madeira Além da influência de características anatômicas de cada espécie de madeira.5. Quando dois meios possuem impedâncias acústicas muito diferentes. entre outros.Figura 11: Efeito da diferença de impedância acústica entre dois meios de uma interface na reflexão da energia acústica.4. 45 . pelos fatores descritos abaixo. como o tipo de grã. um grande vazio no caminho de uma onda acústica deverá ser contornado. distribuição e contraste entre anéis. de forma a preencher os espaços vazios gerados por uma superfície irregular com um meio de impedância acústica menos contrastante que o ar. Este efeito explica a necessidade do uso de um meio acoplante entre o corpo-de-prova e o transdutor de ultra-som. dentro de uma mesma espécie. a energia acústica é refletida praticamente em sua totalidade (seja do meio 1 para o meio 2 ou do meio 2 voltando ao meio 1). Como resultado. a propagação de ondas de ultra-som será influenciada. 4. no Capítulo 4. como entre um meio sólido e o ar contido em uma trinca. distribuição dos vasos e fibras. A energia da onda incidente também será reduzida pelo produto dos dois coeficientes de transmissão quando passa pelo defeito. A escolha do acoplante a ser usado será abordada adiante. aumentando o caminho a ser percorrido.

Teor de umidade da madeira: A velocidade de propagação de ultra-som é influenciada de duas maneiras pela variação deste parâmetro. 2000). A menor velocidade de propagação será sempre a tangencial. A segunda maior velocidade será na direção radial. pois nela haverá a estrutura contínua dos raios. Esta explicação encontra fundamento teórico na Equação 1 e na Equação 2. em que a água está ligada às paredes celulósicas da madeira (normalmente inferior a 18%. 4. em revisão 46 . onde as ondas viajam através de diferentes fases. pois nela as ondas encontram a estrutura contínua do material. Direção de propagação da onda: Assim como a madeira possui módulos de elasticidade diferentes para cada direção em relação à orientação das fibras.4 Revisão de metodologia Conforme visto. pois o aumento da umidade aumenta a densidade da madeira ao mesmo tempo que reduz seu módulo de elasticidade. Densidade da madeira: Da mesma forma que há uma relação direta entre a densidade da madeira e suas propriedades mecânicas. BEALL (1996) aponta a avaliação de madeira sob degradação como uma frente promissora dentro dos ensaios não-destrutivos. Quando a umidade da madeira varia de zero a 40%. constata-se uma relação direta entre a densidade e a velocidade de propagação de ultra-som. Temperatura da madeira Segundo GOIA e SALES (2000) a velocidade ultra-sônica aumenta linearmente com a diminuição da temperatura. Realmente. dependendo da espécie) e em umidades mais elevadas. a velocidade pode variar cerca de 20% (GOIA e SALES. Esta relação se dá em dois estágios: em umidades baixas. a velocidade de propagação do ultra-som também se altera conforme a direção da propagação. considerando a faixa da temperatura ambiente. Na direção longitudinal às fibras encontramse as maiores velocidades de propagação. quando há água livre presente dentro da madeira.

(1996) para medir a velocidade e atenuação de ondas de choque em espécimes de madeira (adaptado de ROSS et al. 6. conforme a Tabela 7: 47 . a abordagem era concomitante com o ataque fúngico. Os CPs foram retirados em períodos de 2.8cm foram enterrados em campo no sul do Mississippi (EUA) até aproximadamente metade do comprimento. perda de massa e análise visual. que abrangem degradação por fungos ou por cupins. ROSS et al.8cm vs 50. somente dois artigos foram encontrados que abordassem a degradação por cupins (DEGROOT.5cm vs 3. 1996 ). Figura 12: Aparato usado por ROSS et al. As medidas de onda de choque foram realizadas com o aparato descrito na figura abaixo e puderam ser feitas mesmo enquanto os CPs ainda encontravam-se enterrados.bibliográfica poucos artigos foram encontrados que tratassem da avaliação de madeira em degradação. grupos de corpos-de-prova (CP) de 2. 9 e 15 meses conforme o grupo e tiveram sua umidade estabilizada em 10% antes da determinação de suas propriedades de velocidade e atenuação de onda de choque. Todavia. ROSS e NELSON. 1998. 1996) A análise visual foi feita segundo a norma D1758 (ASTM 1989). 4. tendo classificações independentes para o ataque fúngico e de cupins. Nela.. Dentre as avaliações estudadas. pois era realizada em ambiente natural.

obtiveram-se as relações: 48 . mas tem mais de 50% da seção transversal afetada.Tabela 7: Sistema para classificação visual de degradação fúngica e por cupins (adaptado de ROSS et al. 1996) Classificação Condição do corpo-de-prova Degradação fúngica Sem degradação Traços de degradação: até 10% da seção transversal afetada. a combinação das duas formas na análise visual obteve uma correlação com a tensão de ruptura à compressão paralela às fibras dos corpos-de-prova. No que se refere aos resultados de velocidade. tempo e decaimento do sinal de onda de choque. Degradação moderada: 10 a 50% da seção transversal afetada. Falha: facilmente quebrado em campo no ato da inspeção 5 E 4 D 3 C 1 2 Degradação por cupins A B Apesar da ocorrência concomitante das duas formas de degradação impedir que os autores obtivessem resultados mais conclusivos. Degradação severa: não se quebra facilmente.

Estes corpos-de-prova seriam expostos a cupins de maneira controlada de forma a provocar vários estados de degradação.38 0. sendo aqui considerados somente indícios de uma correlação. (1996) Coeficiente de determinação (r2) Parâmetro de onda Tempo de propagação Velocidade Inclinação (decaimento) Regressão inclinação múltipla. tanto da velocidade como da atenuação no sentido longitudinal às fibras.27 0.22 0. teriam sua umidade novamente estabilizada e teriam sua massa e propriedades de ultra-som medidas. 49 . seriam confeccionados conforme a Norma NBR 7190:1997 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS .32 % perda de massa 0. mostraram potencial para monitoramento da biodegradação da madeira.5 Materiais e métodos O ensaio foi concebido com o objetivo de explorar o ultra-som como ferramenta para monitorar a degradação das propriedades mecânicas da madeira por cupins. 1997) em vigor.Tabela 8: Análise estatísticas de Ross et al.54 Tensão de ruptura 0.ABNT.13 0. os autores observam que as análises.58 Como conclusão. Corpos-deprova de madeira sã.37 0. 1997) e uma vez tendo sua condição de umidade inicial estabilizada. desenvolvendo um procedimento experimental para este tipo de pesquisa. 4.14 0.30 0.31 0. Estes CPs seriam então ensaiados em compressão longitudinal. velocidade e Massa final 0. teriam suas massas e propriedades de propagação de ultra-som determinadas. Pode-se observar que os valores dos coeficientes de determinação r2 obtidos na correlações não foram altos. isentos de defeitos.28 0. conforme a norma NBR 7190:97 (ABNT .

Desta forma. Os blocos foram limpos e submetidos à estufa novamente para avaliação dos pesos secos finais. Estando melhor preparado para conduzir estes ensaios e tendo recebido a ideia com entusiasmo. A espécie de cupim empregada foi a Coptotermes havilandi. responsável por grandes danos econômicos no estado de São Paulo. Como já havia experiências de uso de madeira de Pinus sp. ginosperma. no campus da UNESP de Rio Claro – SP. não sendo possível ampliar o tempo de ensaio devido à mortalidade dos indivíduos. ambos medindo 3cm vs 3cm vs 3cm. que foram previamente umedecidos em água destilada.1 Os bioensaios com cupins Para poder criar uma situação de exposição controlada dos corpos-de-prova aos cupins sem entretanto exceder a área de competência da Engenharia. nominalmente o IPT (Instituto Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) e a UNESP (Universidade do Estado de São Paulo). Após um período de 40 dias os bioensaios foram desmontados e os cupins sobreviventes avaliados. o laboratório da prof. havilandi. ou um bloco de Eucalyptus sp. Em cada recipiente foram adicionados cerca de 550 operários (1. foram procurados laboratórios de pesquisa que já trabalhassem no estudo destes insetos.5. Ana Maria Costa Leonardo.4. procurou-se representar uma madeira com anéis de crescimento explícitos. Em cada recipiente foi colocado um bloco de Pinus sp. Os bioensaios descritos a seguir foram idealizados e executados pelo Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) da UNESP. 50 . todos provenientes de uma mesma colônia. para compensar a baixa umidade decorrente da estufa. foi escolhido e assim foi estabelecida uma parceria com o LEE-UFSC. (vulgo pinus) e Eucalyptus sp. optou-se por usar estas duas espécies de madeira nos presentes ensaios. Ana Maria Costa Leonardo: quarenta e sete recipientes plásticos com base redonda de 28cm2 e 47 recipientes com base quadrada de 36cm2. (vulgo eucalipto) para a alimentação das colônias de cupins naquele laboratório. coordenados pela prof. e outra com anéis de crescimento menos pronunciados. o pinus. o eucalipto. angiosperma. foram preenchidos com areia esterilizada umedecida a 10%.60g) e 10 soldados de C. ambos de 400cm3 de volume. praga que causa grande dano em um tempo relativamente reduzido.

limitou-se a secagem a 75ºC. logo optou-se por realizar somente medidas de tempo de propagação de ultra-som. os corpos-de-prova da norma NBR7190:97 (ABNT. 4.2 Adaptações do procedimento experimental original Devido a limites impostos. optou-se pelo uso de corpos-de-prova de Eucalyptus sp. Optou-se assim por corpos-de-prova menores. no lugar de 103ºC recomendado pela norma NBR 7190:1997 (ABNT. mesmo ainda sem valor histórico.Os resultados do bioensaio utilizado neste estudo foram também utilizados pelo laboratório da UNESP para pesquisa sobre as condições de condicionamento dos cupins. • Apesar de não serem espécies usualmente empregadas em edifícios históricos. 51 . uma vez que estes provocariam um ataque mais veloz nos corpos-de-prova. • devido ao tamanho reduzido dos corpos-de-prova (3cm vs 3cm vs 3cm). • apesar de ser mais comum na Ilha de Santa Catarina os cupins de madeira seca. os resultados poderiam ser extensivos a estruturas que as empregassem.. onde foi realizada a exposição aos cupins. Abrange-se assim uma madeira de gimnosperma e uma de angiosperma. Desta forma. uma vez que já haviam experiências anteriores com estas espécies de madeira realizadas no CIES da UNESP. 1997). optou-se por controlar somente a temperatura de secagem (considerando que a umidade varia pouco próximo ao mar). Como estas espécies são comuns em florestas plantadas do sul. • segundo a prof. a secagem em estufa tem um efeito negativo na atração da madeira aos cupins. e Pinus sp. algumas adaptações tiveram lugar no plano original: • • não havia um osciloscópio disponível para acoplar ao equipamento de ultra-som. 1997) para compressão longitudinal às fibras (de 5cm vs 5cm vs 15cm) são demasiadamente grandes e demandariam um longo período de exposição às colônias de cupins em laboratório. foi necessário medir sua deformação indiretamente. com extensômetros localizados entre as travessas da máquina universal de ensaios. Ana Maria Costa Leonardo. • sendo igualmente indisponível uma câmara com controle ambiental.5. optou-se por utilizar cupins de solo no experimento. sob aplicação de carga.

5. alternando entre este e o próximo passo.Desta forma. pg. sem água. tangencial e radial. • • • • novas medidas de ultra-som em cada uma das três direções foram realizadas nos CPs.5. os corpos-de-prova foram novamente secos em estufa a 75 ±1ºC. conforme descrito no Capítulo 4.5% em um intervalo de 6 horas entre medidas. embalados um a um e identificados na embalagem (no papel. isentos de defeitos e contendo o maior número de anéis de crescimento possível (cerca de sete). (57 CPs). Os CPs foram então enviados para a UNESP de Rio Claro.6. suas velocidades de ultra-som foram novamente medidas. novamente lavados para eliminar o acoplante sob água com escova macia. o procedimento utilizado foi: • foram preparados no Laboratório de Experimentação de Estruturas (LEE) corposde-prova cúbicos de 3 cm de lado à partir da madeira disponível. como se notou que a operação de lavagem seguida de secagem em estufa provocou trincas em alguns corpos-de-prova. as velocidades de propagação do ultra-som nas direções longitudinal. (47 CPs) e Eucalyptus sp. 52 . com medidas de carga e deslocamento. novamente secos em estufa a 75±1ºC. pois podem influenciar o comportamento dos cupins). ensaio de compressão longitudinal às fibras.5% entre medidas com 6h de intervalo. até que sua massa variasse menos do que 0. uma vez que se evita adicionar qualquer substância aos CPs. • após a exposição aos cupins (descrita no Capítulo 4. • • os corpos-de-prova foram secos em estufa a 75 ±1ºC. alternando o lado do transdutor transmissor com o transdutor receptor. onde foram novamente limpos (para eliminar os cupins e seus dejetos) e secos em estufa a 75 ±1ºC. empregando as espécies Pinus sp. os corpos-de-prova foram enviados ao LEE-UFSC. novamente em grupos de dez. • • • cada grupo de dez corpos-de-prova foi lavado sob a água com escova de dentes macia para eliminar o acoplante.56). realizando sempre duas medidas para cada. As medidas foram realizadas em grupos de dez corpos-de-prova da mesma espécie. • • novamente secos em estufa a 75±1ºC até ter sua massa estabilizada a 0. eliminando o acoplante desta vez com toalhas de papel.1. à velocidade de 10MPa/min.

derivado de petróleo.2 x 11cm t (µs) Pundit 211. os comprimentos de onda são respectivamente 15. Considerando que a sonda do Sylvatest emite a 30kHz enquanto a do Pundit a 200kHz. Dimensões (CP Pinus sp.2 x 11cm L=8.3cm e 2. Outra alternativa apresentada pelo manual do Pundit seria detergente. seção10.0 cm. mesmo sendo o equipamento Sylvatest nativamente desenvolvido para aplicações em madeira.2 t (µs) Sylvatest 212 48 Na tabela acima é apresentada a divergência encontrada quando o comprimento do corpo-de-prova foi reduzido. optou-se pelo uso do Pundit 6.3cm. Com efeito.3 Escolha do equipamento de ultra-som Tem-se disponível no Laboratório de Experimentação de Estruturas dois equipamentos de ultra-som: Sylvatest (com sonda de 30kHz) e Pundit 6 (com sondas de 54 e 200 kHz). Desta forma.5. mas também 53 . Normalmente o acoplante utilizado para as medidas de ultra-som é vaselina. porém divergindo para corpos de menores dimensões.) L=100. 4. para corpos do tamanho escolhido. sendo o comprimento de onda do Sylvatest superior a menor dimensão do corpo-de-prova. mostrando divergência para CPs de comprimento reduzido. preenche-se os vazios com um meio de impedância mais compatível.4 Escolha do acoplante e repetibilidade das medidas Devido ao efeito de reflexão de energia acústica causado por interfaces de impedâncias acústicas muito diferentes.4 cm. Tabela 9: Ensaio exploratório entre equipamentos de ultra-som. é sempre recomendável o uso de acoplante entre os transdutores e o corpo-de-prova. Uma vez que. seção10.4. o comprimento de onda expresso pela equação 3 já seria limiar usando-se a sonda de 200kHz. conforme exposto anteriormente (página 42).5.8 17. que teria grandes chances de influenciar os cupins durante o teste. testes preliminares mostraram uma leitura de velocidade coerente entre o Sylvatest e o Pundit para corpos de grandes dimensões.

celulose modificada (nome comercial Natrosol) e agar (derivado de algas.5 Radial Tangencial Radial Tangencial 16. localizaram-se três possibilidades: ácido poliacrílico (nome comercial Carbopol 940). Não havendo tempo disponível para ensaiar cada uma das hipóteses.5 5. obtendo-se medidas quase idênticas entre as duas medidas realizadas. para testar a efetividade do meio gel. por ser composto principalmente de água. A fórmula completa da preparação (incluindo conservante. Foi realizado um teste simples.0 18.7 Pinus aos cupins) é: Em uma pesquisa junto a uma farmácia de manipulação.6 gel fixador comum 5.0 19. Tabela 10: Medidas de tempo de transmissão de ultra-som com e sem acoplante em corpos cúbicos de 3cm de lado.0 15.6 21. Procurou-se desenvolver um acoplante a base de gel. Os resultados mostraram um aumento sensível no tempo de transmissão quando não se usa acoplante.5 18. Também foi perceptível o aumento da estabilidade dos dados quando se usa acoplante. também de base carbono). como apresentado na tabela abaixo.provavelmente causaria influência.6 14. sendo especialmente encomendado sem conservantes à farmácia para as primeiras medições. usada depois da exposição 54 .1 5.0 15.4 21. Ana Maria Costa Leonardo pelo uso do gel de Natrosol.4 13. Neste estudo preliminar. optou-se conjuntamente com a prof. usou-se gel fixador de cabelos comum como acoplante (base de ácido poliacrílico). que mostra duas medidas consecutivas para cada situação.2 Longitudinal 10.5 5.3 13. fazendo medidas em corpos-de-prova semelhantes aos que seriam usados com e sem acoplante.1 24. sem acoplante Eucalipto Longitudinal 6.6 14.1 19.8 6.5 18.1 11.2 24.

60 5.90 20. Para explorar a repetibilidade das medidas pelo procedimento.85 20. As direções ensaiadas foram longitudinal (L).60 5.65 13.33% 1. somente depois procurando o papel com gel.0% 0.60 5.75 19.85 13.60 Desvio Padrão 0.60 vL’ 5.80 13.60 19.0% 0. apresentadas abaixo com suas médias e desvios padrões. foi realizado pelo laboratório da UNESP um teste onde amostras de papel com e sem gel de Natrosol foram expostas simultaneamente a cupins.70 19.60 5.30 19.07 0.60 5.60 vL média vT média vR média 5.60 5.80 19.60 5.60 5.70 13.1.90 19.08% q. usando o acoplante escolhido acima.16% 0.70 13.60 5.80 13.70 13.90 vR 13.5% 55 . Tabela 11: Ensaio de repetibilidade de medidas de ultra-som.s.70 13.80 13.70 13.25 19. Estes se alimentaram primeiro do papel puro.60 5. Conclui-se assim que embora não impeça o ataque por cupins.p.0% 0. foram realizadas medições consecutivas em um corpo-de-prova de eucalipto.70 19.70 13.19 1.60 5.10 19. em corpo-de-prova de eucalipto. Var. Natrosol Dipropilenoglicol Solução germall 50% Edta Nipogim Nipozol Água destilada Procurando verificar alguma possível influência do gel.60 5. (%) 0.5% 8.16% 0. tangencial (T) e radial (R). considerados aceitáveis. o gel acoplante ainda influencia seu comportamento.80 20. Velocidade nas direções (µs) Leitura 1 2 3 4 5 vL 5.20 20.60 13.00 Coef.70 13.60 vR’ 13.60 vT 19.80 vT’ 19.

placa de contatos HPE 1347A . foram posicionados entre as duas travessas da máquina universal de ensaios. cuja travessa inferior suportava a célula de carga e a rótula. Kratos modelo IK-1C NP 185567 Nº Patrimônio (NP) ou Nº de Série (NS) NP 206459 NS 990264445 NS 07586 NP 213341 4.multímetro interno HPE 1326A . 0. Ltd. Equipamento Balança. SPD. 0. à partir de peças disponíveis no local.Microcomputador PC IBM pentium Máquina universal de ensaios Mohr & Federhaff 20tf Extensômetros elétricos Tokyo Sokki Kenkyujo Co.NP 206898 50C . O gel acoplante utilizado está conforme o descrito acima.5 Materiais utilizados Os corpos-de-prova foram confeccionados no LEE com madeira de Pinus sp. onde dois extensômetros elétricos e um mecânico.01mm Starrett Aquisição de dados: HP75000 VXI (E1300A) .6 Ensaio mecânico O ensaio mecânico foi montado conforme a Figura 13. 100x10-6 mm NP 206897 NP 206431 NP 205297 NP 209424 Relógio comparador analógico Mitutoyo Nº3058F.01mm Célula de carga Kratos modelo CCI02. 200kN Módulo de leitura de célula de carga.placa multiplexadora HPE 1345A .5.. Os equipamentos utilizados foram: Tabela 12: Lista de equipamentos utilizados.001mg Ultra-som CNS Puntit modelo 6 Paquímetro 0.4. marca Marte. todos com curso de 50mm.5. 56 . e Eucalyptus sp.

Como o zero de referência do módulo de leitura IK-1C variava na ordem de ± 0. dão uma exatidão de 3. provocando mudanças simultâneas nos extensômetros elétricos e no relógio comparador de referência. pag. quando o recomendado pela norma NBR7190:97 (item B.Foram obtidas as curvas de aferição para traduzir os dados de Volts em distância através do deslocamento a travessa ainda sem carga. De maneira similar foi feita a curva de aferição da célula de carga. Para o ensaio mecânico. considerando a deformação medida nos 30mm do corpo de prova. Suas dimensões foram medidas com paquímetro. este era re-ajustado entre os ensaios.8. duas medidas para cada eixo. 51) é de 50 µm/m. sendo a saída analógica deste módulo acoplada ao sistema de aquisição de dados. tendo como referência o mostrador da própria máquina de ensaios universal. os corpos-de-prova eram retirados da caixa hermética aonde foram deixados esfriar em grupos de três a cinco. Os extensômetros usados dispõem de sensibilidade de 100x10-6 mm que.5kN.3 µm/m. A célula de carga usou o módulo de leitura IK-1C como fonte de força eletromotriz. e foram ensaiados logo após verificar que o aparato estava todo centrado. 57 .4. que a rótula permitia o contato total do corpo-de-prova com a travessa superior e que a célula de carga estava zerada. Entre os pontos lidos no deslocamento foi feito uma regressão linear.

o cilindro preto e prateado é a célula de carga. Esta hipótese entretanto não se verificou. o extensômetro analógico para referência. À esquerda da célula de carga. esperando uma grande variabilidade deste como consequência do ataque biológico. Centrado sob a travessa inferior. Sobre esta. estão os extensômetros elétricos.5kN para os de eucalipto. De forma prismática. uma pequena rótula e o corpo-de-prova.Figura 13: Aparato de ensaio mecânico. 58 . consistindo de uma rampa de 10kN/min. um patamar a 30kN para os corpos-de-prova de pinus e 35kN para os de eucalipto. Os patamares superiores de acomodação utilizados foram propositadamente escolhidos em cargas inferiores à 50% da tensão de ruptura. à esquerda e à direita da célula de carga. A cada ensaio foi realizado um procedimento de acomodação do equipamento. descendo a carga à mesma taxa mantendo novo patamar a 3kN para os corpos-de-prova de pinus e 3.

Uma vez que se percebeu 59 . tangencial e radial. que foram aferidos de acordo com o padrão que acompanha o equipamento a cada dia de utilização. 4. As medidas foram sempre realizadas na sequência longitudinal.5. Após realizar as medidas de ultra-som posteriores à exposição aos cupins percebeu-se o aparecimento de trincas nos corpos-de-prova que foram lavados e retornados à estufa. Os corpos-de-prova esfriaram por cinco horas antes das medições. Para cada direção de propagação o tempo de propagação foi medido duas vezes. os corpos-de-prova eram lavados rapidamente sob a água corrente com uma escova de dentes macia e depois devolvidos à estufa. foram realizadas medidas com ultra-som com CPs escolhidos aleatoriamente. embora não houvesse ocorrido no procedimento similar aplicado anteriormente. e prevendo que alguma interferência nos resultados de ultra-som e/ou ensaios mecânicos. e os corpos-de-prova em numeração crescente. Considerando que estas trincas foram devidas à secagem. Antes de cada medida foi reposta a camada de acoplante na face dos transdutores. Após medir o grupo de dez. que foram realizadas em grupos de dez espécimes. invertendo os transdutores de lado a cada medida.7 Ensaios com ultra-som Conforme citado anteriormente. que eram posicionados em faces opostas do corpo-de-prova dependendo da direção a ser medida. as medidas de ultra-som foram realizadas com transdutores de 200kHz.Carga Tempo (CP 40) Carga vs vs Tempo (CP PinusPinus 40) 9000 8000 7000 6000 Carga (kgf) 5000 4000 3000 2000 1000 0 0 100 200 300 400 Tempo (s) Tempo(s) 500 600 700 800 Figura 14: gráfico típico de carga versus tempo empregado nos ensaios (aqui representado pelo corpo-de-prova P40 de pinus).

Os CPs foram então novamente retornados à estufa.0% 10. repetiram-se as medidas de ultra-som para todos os CPs.0% 5.0% 50 47 Corpo de Prova Figura 16: variação da velocidade de propagação de ultra-som antes e depois da propagação de trincas de secagem em CPs de eucalipto.0% 0. 60 . Variação do Ultra-som antes e depois da lavagemsecagem .0% 26 26 0 10 20 30 47 0. Ensaios piloto.0% L variação 30.um incremento praticamente em todas as medidas (ver Figura 15 e Figura 16).0% 1.0% 20.0% T variação R variação 37 37 34 34 34 37 40 47 Variação da velocidade de U/S (%) 2.0% -2. Ensaios piloto. Variação do Ultra-som antes e depois da lavagemsecagem .0% -1. eliminando o gel acoplante após as medidas com toalhas de papel no lugar da lavagem.0% 0 42 16 18 24 24 30 36 40 42 50 1618 10 20 Corpo de Prova Figura 15: variação da velocidade de propagação de ultra-som antes e depois da propagação de trincas de secagem em CPs de pinus.0% L variação 3.0% 15.Eucalipto 4.Pinus 35.0% Variação da velocidade de U/S (%) T variação R variação 16 18 24 36 36 42 25.

4. massa e densidade Como decorrência da ação dos cupins. Não há imagem semelhante de corpos-de-prova de eucalipto. velocidade de ultra-som e características mecânicas em relação ao estado inicial da madeira e após a deterioração por cupins durante 40 dias.medidas tomadas após a percepção das trincas de secagem.medidas tomadas antes de exposição aos cupins X2.6. as galerias foram em sua maioria longitudinais às fibras. portanto antes dos ensaios mecânicos.1 Perda de massa. E01 e E02 (de eucalipto) não receberam acoplante na medida de ultra-som antes da exposição aos cupins. que são macias e ricas em nutrientes. Estes valores de ultra-som não foram considerados junto com os demais nas análises. No eucalipto a maior parte do desgaste foi feito junto à superfície. 4. Tanto para o pinus como para o eucalipto. que foram cortados em seções transversais às fibras. constata-se visualmente que nos corpos-de-prova de pinus as galerias penetram preferencialmente pelas camadas de primavera/ verão da madeira e continuam nessas camadas.Como forma de verificar ainda a influência do acoplante no ataque dos cupins. 61 . contudo. os corpos-de-prova P01. Na apresentação dos resultados serão usados coeficientes representando três momentos do experimento: X1. poucos corpos-de-prova apresentaram galerias internas. acompanhando o anel primavera/ verão.6 Resultados Neste item estão apresentados os resultados de ensaios de variação de massa. P02 (de pinus). no pinus. as galerias estão alargadas também na direção tangencial. infelizmente. servindo de testemunho. Pode-se ver na Figura 17 corpos-de-prova piloto de pinus. onde se pode observar a geometria típica das galerias dos cupins.medidas tomadas depois da exposição aos cupins X3.

relativa às medidas de massa realizadas antes e depois da exposição aos cupins.001g. 62 . ambas medidas em gramas.5% entre duas medidas consecutivas com 6 horas de intervalo. foi obtida pela seguinte fórmula.6) Equação 6: Cálculo da perda de massa. A medida da perda de massa. tendo como referência corpos-de-prova destinados para este fim. da esquerda para a direita. onde m1 é a massa inicial e m2 é a massa após a exposição aos cupins. que tem como referência a massa inicial: Perda de massa (%) = m1-m2 m1 (Eq.5% (com 6h de intervalo). As medidas de perda de massa foram realizadas sempre após a estabilização da medida em ±0. quando ocorreram os ensaios mecânicos). que foram pesados a cada momento do experimento e depois secos a 105ºC até que estabilizassem também a ±0. expostos por 30. A massa de cada um dos corpos-de-prova foi medida em balança eletrônica com precisão de 0.Figura 17: galerias de cupins observadas em corpos-de-prova piloto de pinus. 45 e 60 dias. Cabe entretanto frisar que as medidas de massa foram corrigidas para o mesmo nível de umidade (o momento 3. respectivamente.

0033 1.0023 1.4% 47. Figura 18: gráfico da distribuição de massa das amostras.4% 0.0019 1. Há todavia. baseado em corpos-de-prova dedicados a este fim. casos questionáveis de variação positiva de massa. U1 % Eucalipto CP CP CP CP CP CP CP CP CP umidade umidade umidade umidade umidade média umidade umidade umidade umidade Média 1 2 3 4 5 1 2 3 4 0.7% 77.0025 Pinus Os resultados das massas das amostras podem ser representados pelo seguintes gráficos de distribuição.2% 0.3% 82.7% Variação U% 70.0% 1.3% 0.4% 0.0025 1.1% 1.5% 0.0024 1.0024 1. onde a linha central representa a mediana da amostra.6% 0.8% 1.9% 0.Tabela 13: Fator de correção da massa para a umidade de referência (momento 3). o retângulo representa 50% da amostra e entre as linhas extremas estão 100% da amostra A distribuição de perdas de massa pode ser observada nos histogramas a seguir.2% 0.2% 42.8% 45.4% U3 % 1.3% 1.8% 0.0% 1.1% 0.0033 1.2% 0.0% 41.3% 82.9% 0.1% 76. que podem representar 63 .8% Correção (m1*x=m2) 1.1% 1.5% 62.0020 1.0023 1.1% 0.

o retângulo representa 50% da amostra e entre as linhas extremas estão 100% da amostra. é apresentada a seguir as densidades dos corpos-de-prova envolvidos. Como ilustração. que são a razão da massa pelo volume aparente calculado à partir das médias geométricas dos lados do corpo-de-prova.algum vício experimental e são desconsiderados se utilizado um intervalo de confiança de 95%. Figura 19: Histograma da perda de massa da amostra de Eucalyptus sp. Deve-se notar que a amostra de pinus apresenta uma elevada 64 . Figura 20: Histograma da perda de massa da amostra de Pinus sp. No gráfico a seguir. a linha central representa a mediana da amostra.

densidade em relação ao encontrado no Brasil. Este fato se deve à escolha de uma madeira com mais do que cinco anéis de crescimento na reduzida seção imposta, como dita o item B.6.3 da norma NBR7190:1997 (ABNT, 1997).

Figura 21: distribuições de densidades (densid), onde 1 é o momento antes da exposição aos cupins e 2 é o momento após a exposição. A letra “E” indica eucalipto e “P” indica pinus.

Tabela 14: Densidade aparente das amostras antes e após a exposição aos cupins.
Antes da exposição Média (N/m 3 ) Desv. Padrão Coef. Var. (%) Número de CPs eucalipto 7140 245 3.4% 57 Pinus 6489 156 2.4% 47 Após a exposição Média (N/m 3 ) Desv. Padrão Coef. Var. (%) Número de CPs Eucalipto 6591 303 4.6% 56 Pinus 6141 161 2.6% 47

4.6.2 Medidas de ultra-som Seguindo ainda a apresentação dos resultados nos três momentos referidos no início deste capítulo sobre as medições dos ensaios, passa-se a descrever as medidas de velocidade de ultra-som obtidas em cada uma das direções (radial, tangencial e longitudinal). Dado o uso de madeira de reflorestamento com pequeno diâmetro, é interessante perceber que nem sempre é possível obter corpos-de-prova com direções 65

tangenciais e radiais bem definidas. Desta forma, procurando ter uma medida representativa das velocidades transversais, é apresentada também a soma das velocidades tangencial e radial. Busca-se assim uma aproximação a uma situação onde o pulso de ultra-som atravessaria uma seção mista, metade radial, metade tangencial. Nesta abordagem das velocidades tangencial e radial, também se somam as probabilidades do pulso de ultra-som encontrar em seu caminho o defeito no plano em que seria melhor “visualizado”. Afinal, considerando que os defeitos causados por cupins são normalmente longitudinais às fibras, se o defeito estiver “de perfil” na direção tangencial, estará “de frente” na direção radial, e vice versa. A soma das velocidades, desta forma, tem maior chance de se relacionar com os defeitos causados pelos cupins. Todas as velocidades estão apresentadas em metros por segundo e foram obtidas dividindo a dimensão percorrida no corpo de prova (obtida através da média de duas medidas executadas com paquímetro), pelo tempo de propagação do pulso ultra-sônico, medido com o aparelho Pundit. Na tabela abaixo pode-se encontrar as médias e desvios-padrão das medidas de velocidade de ultra-som. Tabela 15: Médias e desvios padrão das velocidades de propagação de ultra-som, em metros por segundo.
(m/s) vL 1 Eucalip. média 5649 5837 5825 1552 1616 1606 2025 2126 2113 d. padrão 137 Núm. CPs Pinus média 6130 6447 6346 1914 1829 1509 2168 2022 1820 d. padrão 102 Núm. CPs 45 122 45 95 45 24 47 70 47 156 47 61 47 156 47 230 47 4082 66 47 3851 193 47 3329 344 47 55 140 55 151 55 138 55 129 55 128 55 115 55 124 55 122 55 3577 82 55 3743 47 55 3719 54 55 vL 2 VL 3 vT 1 vT 2 vT 3 vR 1 vR 2 vR 3 vT+R 1 vT+R 2 vT+R 3

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Figura 22: Distribuição das velocidades longitudinais de ultra-som no eucalipto nos três momentos. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. Os limites externos abrangem 100% da amostra.

Figura 23: Distribuição das velocidades tangenciais de ultra-som no eucalipto nos três momentos. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. Os limites externos abrangem 100% da amostra.

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Na representação gráfica feita. pode-se esperar que quando o traço que limita a ocorrência de 100% da amostra é demasiado grande.Figura 24: Distribuição das velocidades radiais de ultra-som no eucalipto nos três momentos. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. na verdade inclui valores espúrios aqui ainda mantidos. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. 68 . Os limites externos abrangem 100% da amostra. Os limites externos abrangem 100% da amostra. Figura 25: Distribuição das somas das velocidades radiais e tangenciais de ultrasom no eucalipto nos três momentos.

Figura 26: Distribuição das velocidades longitudinais de ultra-som no pinus nos três momentos. Figura 27: Distribuição das velocidades tangenciais de ultra-som no pinus nos três momentos. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. 69 . Os limites externos abrangem 100% da amostra. Os limites externos abrangem 100% da amostra. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana.

Os limites externos abrangem 100% da amostra.Figura 28: Distribuição das velocidades radiais de ultra-som no pinus nos três momentos. Os limites externos abrangem 100% da amostra. são apresentadas as médias e desvios padrão do comprimento de onda longitudinal. Figura 29: Distribuição das somas das velocidades radiais e tangenciais de ultrasom no pinus nos três momentos. que é sempre maior do que o comprimento de onda 70 . Como forma de verificar se a recomendação de usar corpos-de-prova com dimensões maiores do que o comprimento de onda. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana. O retângulo representa 50% dos valores e a linha em seu interior a mediana.

3 Tensão de Ruptura e Módulo de Elasticidade Conforme o procedimento experimental apresentado acima.0317 0.0288 0.0005 57 T 1 (m) 0.0323 0.0296 0.0040 56 Os casos em que o comprimento de onda é superior às dimensões são consequência de dois efeitos equivocadamente não previstos inicialmente: a redução das dimensões com a secagem e o aumento da velocidade de propagação com a secagem. 71 .0005 45 0. CPs 0.nas outras direções.0283 0. Apresenta-se juntamente os valores dimensionais dos corpos-deprova.0005 47 0.0287 0. 4.0002 47 0.0321 0.0003 57 λL 1(m) 0.0002 47 0.0285 0.0002 47 0. Tabela 16: Avaliadores das medidas dimensionais dos corpos-de-prova e o comprimento de onda longitudinal encontrado. Associa-se ainda a condição de usar corpos-de-prova com as menores dimensões possível devido ao ensaio biológico.0307 0. os gráficos de carga versus deformação tipicamente observados são apresentados a seguir. o que não permitiu uma margem que acomodasse estes erros.0292 0.0007 55 L 3 (m) 0.0293 0.padrão Núm.0008 47 0. Todavia. segundo BUCUR (1997) um estudo mais aprofundado seria necessário antes de tirar conclusões definitivas sobre o efeito destas dimensões nos resultados apresentados. a relação das dimensões mínimas e o comprimento de onda não é tão rígida como faz parecer a recomendação e.0284 0.0005 57 R 1 (m) 0.6.padrão Núm.0056 55 λL 3(m) 0.0305 0.0292 0.0286 0.0315 0. CPs Pinus Média d.0005 47 0.0008 47 0.0059 55 T 3 (m) 0. L 1 (m) Eucalipto Média d.0055 55 R 3 (m) 0.

normalmente relacionadas com galerias de cupins • flambagem a 45º: forma típica de fratura em madeira. pelos gráficos acima. enquanto os corpos-de-prova de eucalipto apresentaram uma deformação maior no último estágio. 72 . O tipo de fratura observada foi frequentemente diferente da esperada flambagem das fibras em um plano de 45º em relação à direção da carga. representando os comportamentos observados Figura 31: : (direita) Gráfico de três corpos-de-prova de pinus. associado ao despedaçamento do corpo-de-prova. representando os comportamentos observados Pode-se perceber.Figura 30: (esquerda) Gráfico de três corpos-de-prova de eucalipto. Os tipos de fratura observados podem ser descritos sob as seguinte denominações: • catastrófica: quando o rompimento se deu repentinamente. que normalmente se observa para a madeira. formando um plano de 45º em relação à direção da carga. que a ruptura dos corpos-de-prova de pinus foram mais abruptas. • fendas: quando o rompimento se deu pela abertura de fendas longitudinais às fibras. porém aqui foi frequentemente relacionada com galerias de cupins.

Nas figuras abaixo estão representados os tipos de fraturas mais frequentes: Figura 32: fraturas típicas observadas em eucalipto. junto à galeria rompida) e catastrófica. inclinada. flambagem 45º (no canto esquerdo. causando um cisalhamento entre os anéis de crescimento ou no plano radial-longitudinal. perdendo a capacidade de carga. • não caracterizado: quando o ensaio foi interrompido à perda de capacidade de carga sem que houvesse caracterização da fratura. • esmagamento: o corpo-de-prova sofre um achatamento acompanhado de um desfibrilamento localizado no topo. 73 . Da esquerda para direita. Da esquerda para direita. fendas. inclinada. fendas. catastrófica e esmagamento Figura 33: fraturas típicas observadas em pinus.• inclinada: quando a forma do corpo-de-prova passa de um paralelogramo reto (cubo) a um paralelogramo oblíquo.

especialmente a inclinada. conforme ilustra a figura abaixo: Figura 34: rupturas por flambagem das fibras formando planos de 45º. em umidade de equilíbrio com o ambiente. três de eucalipto e três de pinus. como nas amostras.Por se temer que as formas atípicas de fratura . observou-se o comportamento de fratura atípico. De cima para baixo as madeiras são: roxinho. encontra-se uma tabela com os valores representativos das tensões de ruptura dos grupos de madeira separados também pelo tipo de fratura observada. Estes testemunhos não passaram pela exposição aos cupins nem por leituras de ultra-som. Abaixo. em corposde-prova de outras amostras. observando-se entretanto o comportamento típico na fratura destes. pinus e eucalipto. reforçando a simetria do aparato utilizado. 74 . Também nos corpos-de-prova de testemunho. realizaram-se ensaios-piloto com corpos-de-prova de madeiras de outras espécies ou lote. fossem causadas por uma assimetria no aparato de ensaio.

30 2 44.52 1.68 57 47.Tabela 17: Dados representativos das tensões de ruptura para diferentes tipos de fraturas observados.00 22 43.83 13 40.45 8 51. Para o MOE foi utilizada a função que calcula a inclinação entre a tensão e a deformação.25 3 47.99 3 43.97 47 45.41 5.74 2. O 75 .34 12 46.96 4.83 3 46.28 2.23 2 As tensões de ruptura (TR) e Módulos de elasticidade (MOE) foram calculados empregando recursos de planilha de cálculo.53 3.02 9.31 2.96 7. usando os pontos localizados entre 10 e 50% da tensão de ruptura na última rampa de carregamento (abrangendo algumas centenas de pontos).39 4. os coeficientes de determinação obtidos entre tensão e deformação não foram tão altos como esperado. Para a TR foi simplesmente usada a função que localiza o valor máximo de carga atingida.56 4.47 4.07 36 Eucalipto Pinus 51. Tipo de Fratura catastrófica Dado Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs fendas Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs flambagem 45º Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs inclinada Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs sem dados disponíveis Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs esmagamento Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs não caracterizou Média TR (MPa) Desvio Padrão TR (MPa) Número CPs Média TR (MPa) Total Desvio Padrão TR (MPa) Total Número CPs Total 42. Conforme é apresentado na tabela a seguir.

0 10.652 vezes maior do que o deslocamento (com r2 =0.(%) Pinus Média Desv. anexo F da NBR 7190:97 (ABNT.motivo destes coeficientes de determinação (r2) estarem baixos pode ser atribuído ao aparato utilizar extensômetros entre as travessas da máquina de ensaios.5 14. Não se aprofundará nesta relação uma vez que os módulos de elasticidade apresentados aqui são somente para efeito de comparação entre eles.3 13.7.5 4791. Cabe lembrar que os módulos de elasticidade apresentados têm embutido em si o módulo de elasticidade do próprio aparato.73 0. Padrão Coef. uma vez que os extensômetros foram montados entre a travessa superior e inferior da máquina de ensaios. captando as vibrações próprias da máquina hidráulica de ensaios .90 692. a rótula e o corpo-de-prova.11 MOE (MPa) r2 Os coeficientes de variação encontrados tanto para as tensões de ruptura como para os módulos de elasticidade possuem valor máximo de 14. 1997).4 0. Tabela 18: dados representativos dos valores de TR.96 4.4%.67 0.7 4169. onde se constatou uma relação da carga 58. que sendo abaixo de 18% ainda são valores usuais para propriedades de compressão paralela às fibras.(%) 47.08 43.30 566. Var. TR (MPa) Eucalipto Média Desv. abrangendo a célula de carga. Var.7 10.56 5. Foi realizado um ensaio somente com a célula de carga e a rótula. 76 .92). conforme o item F. Padrão Coef. MOE e coeficiente de determinação (r2) do MOE.6 0.

Os dados pode também ser representados pelos histogramas à seguir.7 Discussão dos resultados O teste “t” de Student permite verificar se há diferença significativa entre duas amostras com média. Figura 38: (direita) histograma dos valores de módulo de elasticidade dos corposde-prova de pinus. A verificação por este teste entre as médias das massas iniciais e finais. bem como as densidades finais e iniciais dentro das 77 . Figura 37: (esquerda) histograma dos valores de tensão de ruptura dos corpos-deprova de pinus. Figura 35: (esquerda) histograma dos valores de tensão de ruptura dos corpos-deprova de eucalipto. 4. para fins comparativos dentro deste estudo. para fins comparativos dentro deste estudo. desvio padrão e tamanho conhecidos. Figura 36: (direita) histograma dos valores de módulo de elasticidade dos corposde-prova de eucalipto.

Verificou-se um incremento das velocidades após a degradação por cupins no caso do eucalipto (página 67 e 68 ) e da velocidade longitudinal do pinus (página 69). Também pelo teste “t” de Student pode-se verificar se a influência das trincas de secagem que se formaram entre as medidas de ultra-som do momento 2 (antes das trincas) e as do momento 3 (após as trincas) nos valores médios de velocidade de propagação. Este fato contribui para ressaltar a sensibilidade do decréscimo do ultra-som nas direções tangencial e radial em CPs de pinus (páginas 69e 70). Pode-se propor quatro explicações para o efeito maior das trincas no pinus do que no eucalipto. e janeiro. que as médias de velocidade sofreram alteração significativa entre os momentos 2 e 3. conclui-se que apesar do pouco espectro de perdas de massa obtido a exposição aos cupins foi eficaz. o que realmente aconteceu em decorrência da maior quantidade de reentrâncias das galerias de cupins nos corpos-de-prova de pinus. A quarta explicação leva em consideração a diferença de madeira entre as camadas outono-inverno e primavera-verão. com menos de 5% chance de engano. A terceira explicação baseia-se na maior porosidade do pinus. A segunda explicação é ser em decorrência de uma maior absorção de umidade pela madeira. Para o eucalipto não é possível afirmar com menos de 5% de chance de engano. Já para os corpos-de-prova de pinus. pode-se afirmar. Este incremento pode ser explicado pelo aumento da temperatura ambiente entre outubro. que as médias de velocidade do momento 2 difiram significativamente das médias do momento 3. após o bioensaio. quando se realizaram as primeiras leituras. A primeira explicação é ser consequência de uma lavagem mais esmerada para a retirada do gel acoplante. que é muito mais acentuada no pinus. em qualquer direção de propagação. permitindo uma absorção mais rápida de água. 78 . Desta forma. em maior quantidade no pinus do que no eucalipto. uma vez que havia uma maior superfície de contato proporcionada pelas galerias de cupins. devido aos seus vasos. que produziu variações negativas nas velocidades de propagação de ultra-som nas direções radial e tangencial dos corpos-deprova de pinus.amostras de cada madeira indicam que houve variação significativa com menos de 5% de chance de engano.

inclusive para os testemunhos). 4. Sobre as fraturas observadas. Esta suposição encontra respaldo no fato de outros corpos-de-prova de pinus e eucalipto. demasiadamente baixa (1. ao acoplante ou às fissuras de secagem. quando comparados com os valores tipicamente encontrados na literatura. As tensões de ruptura encontrados. Desta forma. estas estavam relacionadas com a presença de galerias de cupins. não se pode afirmar que haja diferença significativa entre os valores médios de TR para cada tipo de fratura (Tabela 17). Como estes tipos de fratura também se verificaram nos corpos de testemunho. quando esta ainda não havia sido influenciada pelas trincas. quando havia flambagem de fibras. Para corpos-de-prova do pinus.7%) e a sua elevada densidade (6489 N/m3). são esperadas correlações entre os seguintes dados para este tipo de ensaio: 79 . atribuise tal comportamento à umidade dos corpos-de-prova.De toda forma encontra-se a necessidade de comparar os dados de perda de massa com as velocidades de ultra-som no momento 2. Este fato é atribuído à baixa umidade dos CPs (0. todos em umidade de equilíbrio com o ambiente. não se pode atribuir este comportamento ao ataque dos cupins.7% para o pinus. percebeu-se com freqüência que. uma vez que as próprias trincas podem contribuir para diminuir a resistência mecânica e a rigidez do corpo-de-prova. bem como de roxinho. dando indícios de que estas galerias podem desempenhar um papel concentrador de tensões.1% para o eucalipto e 0.7. mas somente pelas galerias. apresentaram fraturas típicas para madeira. podem parecer demasiadamente elevados para os CPs de pinus. os efeitos das medidas de ultra-som. Já as propriedades mecânicas devem ser comparadas com as velocidades de propagação no momento 3.1 Correlações esperadas Partindo da teoria explanada acima e de conceitos gerais do comportamento das madeiras. seja para o pinus ou para o eucalipto. como visto anteriormente.

causando tensão que não seriam puramente de compressão paralela às fibras. abrangendo a totalidade dos pontos (um intervalo de confiança de 100%). a redução de seção transversal seria “lida” como redução da tensão de ruptura. é esperado que estes não tenham grande variação entre os corpos-de-prova de uma mesma espécie de madeira. Perda de massa e TR: uma vez que o corpo-de-prova perde material ele tem sua seção transversal reduzida. Frequentemente o coeficiente de determinação diminui quando determinado para os dados do intervalo de 95% de confiança. conforme a equação de Graff (Equação 1). • Perda de massa e MOE: esta relação teria como origem alterações no próprio material pelos cupins. Mesmo não tendo valores definitivos do Módulo de Elasticidade Dinâmico (MOEd). De maneira similar a inclinação da reta muda quando deixa de ser influenciada pelos valores espúrios. • MOE e MOEdr3 (Módulo de Elasticidade dinâmico de referência no momento 3): Conforme o exposto na equação de Graff. • Perda de massa e a Variação das velocidades de ultra-som (entre os momentos 1 e 2): o aumento da presença de vazios relacionado com a perda de massa seria a causa do atraso de um pulso de ultra-som entre sua emissão e recepção. Mesmo que não haja alterações no material em si. ou pela perda de travamento em regiões atravessadas por galerias. consideramos o termo influenciado pelos módulos de Poisson como constante e igual a 1. Apesar de não termos conhecimento dos módulos de Poisson dos corpos-de-prova. a presença de galerias oblíquas em relação as fibras. pode-se verificar se há correlação entre estes e as velocidades de propagação. localizados fora do intervalo de 95% de confiança.• • MOE e TR : por ser uma relação comumente encontrada nas madeiras. Para investigar a ocorrência destas correlações esperadas. 80 . • Quadrado da velocidade de ultra-som no momento 3 e MOE: conforme foi visto anteriormente há uma correlação teórica entre o módulo de elasticidade dinâmico e o quadrado da velocidade. serão apresentados gráficos de distribuição de pontos para as medidas em questão. Desta forma. há uma correlação esperada do módulo de elasticidade dinâmico do material e o quadrado da velocidade de propagação do ultra-som vezes a densidade do material.

TR vs MOE - Eucalipto 6000
8000

TR vs MOE - Pinus

7000

5000
MOE (MPa) MOE (MPa)

6000

4000

5000

3000
4000

y = 718.14 + 78.510x R^2 = 0.422 2000 30 40 50 TR (MPa) 60 70
3000 30 40

y = 1364.5 + 72.094x R^2 = 0.295 50 TR (MPa) 60 70

Figura 39: (esquerda) correlação entre TR e MOE para os CPs de eucalipto. Figura 40: (direita) correlação entre TR e MOE para os CPs de pinus. Nas figuras acima pode-se perceber que o grupo de pontos mostra uma tendência positiva, mesmo se ignorados os pontos mais distantes. Supõe-se assim uma relação entre TR e MOE para as amostras das duas madeiras, muito embora com baixos coeficientes de determinação. Quando traçados os gráficos abrangendo somente os ponto dentro de um intervalo de confiança de 95%, obtém-se os gráficos abaixo. Todavia, os coeficientes de determinação continuam baixos, o que pode ser consequência da variação das leituras usadas na determinação dos módulos de elasticidade, conforme descrito anteriormente.
TR vs MOE - Eucalipto (95% conf.) 5000
6000 TR vs MOR - Pinus (95% conf.)

5000

4000

MOE (MPa)

MOE (MPa)

4000

3000

y = 59.033 + 94.061x R^2 = 0.495 3000 30 40 TR (MPa) 50 60
2000 30

y = 460.81 + 88.753x R^2 = 0.320 40 TR (MPa) 50 60

Figura 41: (esquerda) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de eucalipto no intervalo de 95% de confiança. Figura 42: (direita) correlação entre TR e MOE para os corpos-de-prova de pinus, no intervalo de 95% de confiança. 81

Nos gráficos que se seguem analisa-se a relação entre a perda de massa e a tensão de ruptura (TR) (Figura 43 e Figura 44), entre a perda de massa e o módulo de elasticidade (MOE) (Figura 45 e Figura 46), entre a perda de massa e a velocidade longitudinal de transmissão de ultra-som (vL) (Figura 47 e Figura 48), entre a perda de massa e a velocidade tangencial de transmissão de ultra-som (vT) (Figura 49 e Figura 50), entre perda de massa e a velocidade radial de transmissão de ultra-som (vR) (Figura 51 e Figura 52), entre o MOE e vL2 (Figura 53 e Figura 54), entre o MOE e vT2 (Figura 55 e Figura 56), entre MOE e vR2 (Figura 57 e Figura 58) , entre o MOE e o quadrado da soma de vT e vR (Figura 59 e Figura 60) e entre o MOE e o módulo de elasticidade dinâmico para referência (MOEdr) calculado pela Equação 2, considerando o termo que envolve o módulo de Poisson como igual a 1 (Figura 61 e Figura 62). Percebe-se nestes gráficos que a nuvem de pontos representada não demostra uma tendência de um dado em relação a outro, dispondo-se como um disco ou paralelamente a um dos eixos. Como caso geral observa-se que, se ignorados os pontos mais distantes da média, a nuvem de pontos demonstrará uma a ausência ainda maior de tendência. Desta forma, mesmo quando se faz a regressão linear dos dados obtém-se baixas inclinações, o que não permite predizer uma variável em relação à outra. Soma-se a isto que os coeficientes de determinação obtidos são igualmente baixos.

82

TR

TR

TR

TR

Figura 43: (esquerda) correlação entre Perda de massa e TR para os corpos-deprova de eucalipto. Figura 44: (direita) correlação entre Perda de massa e TR para os corpos-de-prova de pinus.

Figura 45: (esquerda) correlação entre Perda de massa e MOE para os corpos-deprova de eucalipto. Figura 46: (direita) correlação entre Perda de massa e MOE para os corpos-deprova de pinus. 83

para os corpos-de-prova de pinus. para os corpos-de-prova de eucalipto. para os corpos-de-prova de pinus. Figura 48: : (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Longitudinal entre os momentos 1 e 2. 84 .Figura 47: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Longitudinal entre os momentos 1 e 2. para os corpos-de-prova de eucalipto. Figura 50: (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Tangencial entre os momentos 1 e 2. Figura 49: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Tangencial entre os momentos 1 e 2.

85 . Figura 54: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Longitudinal para os corpos-de-prova de pinus. Figura 52: (direita) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Radial entre os momentos 1 e 2. Figura 53: (esquerda) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Longitudinal para os corpos-de-prova de eucalipto.Figura 51: (esquerda) correlação entre Perda de massa e Variação da Velocidade Radial entre os momentos 1 e 2. para os corpos-de-prova de pinus. para os corpos-de-prova de eucalipto.

Figura 57: (esquerda ) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Radial para os corpos-de-prova de eucalipto. 86 .Figura 55: (esquerda) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Tangencial para os corpos-de-prova de eucalipto. Figura 56: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Tangencial para os corpos-de-prova de pinus. Figura 58: (direita) correlação entre MOE o Quadrado da Velocidade Radial para os corpos-de-prova de pinus.

87 . Figura 62: (direita) correlação entre MOE o Módulo de Elasticidade Dinâmico para referência na direção L3. Figura 60: (direita ) correlação entre MOE o Quadrado da soma das Velocidades Tangencial e Radial para os corpos-de-prova de pinus. Figura 61: (esquerda) correlação entre MOE o Módulo de Elasticidade Dinâmico para referência na direção L3.Figura 59: (esquerda ) correlação entre MOE o Quadrado da soma das Velocidades Tangencial e Radial para os corpos-de-prova de eucalipto. para os corpos-de-prova de eucalipto. para os corpos-de-prova de eucalipto.

a variação das velocidades. Esta variável pode dificultar sua relação com outros dados. desde que mostrassem coeficientes de determinação superiores a 0. Credita-se este fato às ocorrências que seguem: • houve uma variação reduzida na perda de massa (%). o quadrado da variação das velocidades. o quadrado das velocidades. pretendia-se representar graficamente estes resultados para uma análise mais detalhada. não apenas do corpo-de-prova. • as duas madeiras experimentadas tinham densidades semelhantes. as densidades e os próprios MOE e TR. Procurando possíveis correlações entre os dados que não tenham sido esperadas com base na teoria. possivelmente conduzindo a mecanismos de fratura não típicos e encobrindo a influência dos defeitos. de forma que não se pôde detectar sua influência em uma provável mudança das propriedades mecânicas. tais condições não foram atingidas por dados que ainda não tivessem sido analisados neste capítulo.4 e inclinação sensível entre os dados. • as medidas de MOE foram realizadas com extensômetros que abrangiam a deformação de todo o aparato. ela traz um limite máximo de variáveis que possam ser analisadas criticamente em um espaço. • a umidade das madeiras utilizadas estava demasiadamente baixa em relação à umidade de serviço.Embora a representação gráfica seja uma das formas mais indicadas de se visualizar uma possível correlação entre duas variáveis. Em um segundo instante. diminuindo o espectro de análise desta variável. MOE e TR. Os dados analisados foram as velocidades. sendo portanto impossível correlacionar um ensaio não destrutivo com tal alteração. além de abranger regiões dos próprios corpos-de-prova com uma distribuição de tensões heterogênea (princípio de Saint-Venant). 88 . Conclui-se assim que as correlações buscadas não foram observadas neste estudo. Todavia. fez-se uma tabela (apresentada em anexo) com os coeficientes de determinação e a inclinação da correlação entre diversos dados com a perda de massa.

Pode-se também concluir que. um ataque por cupins de solo em seu estado inicial. 89 . na umidade utilizada para o eucalipto e para o pinus na ocasião dos ensaios mecânicos.• a velocidade de propagação de ultra-som no sentido radial e tangencial se indica mais sensível para a avaliação de galerias de cupins e das fissuras de secagem. não procou depreciação das propriedades mecânicas à compressão paralela às fibras. uma vez que estas de estendem no sentido longitudinal. tendo causado perdas de massa da ordem de 3% e 8% respectivamente.

os trabalhos que se beneficiam destes dados –arquitetura. o risco é absoluto. estruturas. como uma forma de evitar inspeções recorrentes. biologia. procurando evitar que haja trabalho duplicado na coleta de dados e melhorando assim a eficiência. evitando trocar partes da estrutura sem base científica. A metodologia proposta é considerada satisfatória como diretriz de um trabalho de inspeção de carpintarias e para o treinamento de pessoas envolvidas nesta atividade. apenas por medo. permitindo a aplicação das teorias de estruturas. Todavia. para rever este ou aquele detalhe esquecido na primeira inspeção e necessário a verificação da segurança. 90 . Neste trabalho foram exploradas duas frentes para se aumentar o conhecimento sobre estruturas de madeira de edificações em serviço. Já o risco é o medo municiado de dados e de teorias que permitem enxergar a probabilidade de que um evento ocorra. planejamento de conservação e modificações que evitem deteriorações. em casos reais. Indo além dos requisitos de engenharia.5 Discussão. Conclui-se que a metodologia de inspeção de carpintarias de edificações é não só uma forma de garantir que os dados necessários sejam levantados. a metodologia de inspeção proposta procura fornecer dados para o registro arquitetônico e histórico da obra. quando o conhecimento é zero. Em trabalhos futuros a metodologia poderá ser testada na prática quanto à sua eficácia.para eximir a metodologia de coletar dados desnecessários. Uma das aptidões da engenharia é justamente calcular os riscos e fazer com que um evento de consequências negativas tenha uma baixa probabilidade de ocorrer. de forma a poder melhor calcular seus riscos de falha e melhor conservá-la. conclusões e recomendações O medo talvez seja um dos sentimentos originais da natureza humana. O medo só enxerga as consequências negativas de um possível evento. Outro estudo que pode ser desenvolvido para melhorar a eficiência será acompanhar. bem como para as medidas de controle biológico. Cabe ainda que a metodologia proposta seja integrada com outras metodologias de inspeção para edificações.

sob diversos estados de degradação. Recomenda-se igualmente. poder-se-á explorar formas de utilizar corpos-de-prova retirados de peças de estruturas em serviço. ao aprofundar os estudos para verificar a validade da técnica e mesmo incrementá-la com a análise da atenuação e espectro do sinal de ultra-som. Todavia há indícios de boa sensibilidade do ultrasom nas direções tangencial e radial para estes desgastes. poderá fornecer subsídios para a condução de experimentos futuros. com densidades diferentes e resitências ao ataque diferentes pode ser uma forma de abranger uma maior espectro de ultra-som e propriedades mecânicas. Conclui-se que não foi possível correlacionar a velocidade de propagação do ultra-som com as propriedades mecânicas uma vez que estas últimas não foram significativamente afetadas pela degradação provocada. que empregam muitas vezes princípios físicos semelhantes aos de engenharia. a metodologia apresentada. embora os equipamentos médicos não exijam a portabilidade necessária para inspeções de campo. Especialmente ao considerar o superior estado da arte dos exames nãointrusivos da medicina.Já a outra frente explorada. garantindo dimensões superiores ao comprimento de onda e talvez permitindo a acoplagem de extensômetros diretamente ao corpo-de-prova. O uso de mais espécies de madeira. Alternativamente. Sobre a avaliação da deterioração por cupins empregando a velocidade de propagação do ultra-som. o uso de ensaios não destrutivos com velocidade de ultrasom para determinação das propriedades mecânicas de madeiras deterioradas por cupins. uma vez corrigida. o que mostra potencial para aprofundamento de estudos. Todavia. não pode aqui ter conclusões definitivas. dentro das limitações do ensaio biológico. utilizar corposde-prova maiores. bem como do ensaio não-destrutivo utilizado. Recomenda-se em trabalhos futuros procurar formas de obter uma gama de perdas de massa maior por ataques de cupins. em lugar das travessas do equipamento. 91 . devido às limitações apresentadas na conclusão parcial sobre este tópico. com o objetivo de obter uma variação maior da depreciação das propriedades mecânicas. percebe-se que ainda há um grande potencial no campo dos ensaios nãodestrutivos.

Finalmente. O uso de colônias completas. de forma a procurar uma maior sensibilidade neste ensaio. de forma a propiciar a desejada ampla gama de perdas de massa. todavia.Do ponto de vista dos ensaios não-destrutivos. Será de grande importância desenvolver um ensaio que permita obter um ataque mais severo aos corpos-de-prova em menos tempo. sugere-se aprofundar os estudos sobre o meio acoplante. como a atenuação e o espectro de ondas. para garantir o sucesso da parceria. procurando formas que influenciem ainda menos a ação dos cupins. recomenda-se o uso de outras variáveis possíveis do ultra-som. onde o resultado foi maior do que soma das partes. como conclusão igualmente importante. tendo a sociedade como maior beneficiada. 92 . Será sempre muito importante. ressalta-se o sucesso dos trabalhos realizados em conjunto com instituições de outras especialidades. que as necessidades de pesquisa do laboratório de biologia se casem com as necessidades do laboratório de engenharia. além de serem bons exemplos de sinergia. Outra possibilidade será utilizar diferentes técnicas de ensaios não destrutivos para comparar resultados ou mesmo tornar suas medidas complementares através de uma correlação múltipla. Quanto à exposição aos cupins. no lugar de sub-colônias é uma possibilidade para atingir este objetivo. nominalmente IPHAN e a UNESP. Foram experiências enriquecedoras pelo seu caráter multidisciplinar.

04 0.05 r 2 B 0.00 -18.01 0.54 0.00 0.01 0.16 0.00 0.66 0.00 0.08 0.00 0.01 0.02 31.07 -0.08 -4.16 0.01 0.01 0.00 0.03 0.06 83.64 3.00 0.23 0.02 0.01 0.00 0.01 -0.01 -0.07 0.15 0.07 0.02 0.54 0.00 0.13 0.07 -0.00 -1498 0.04 0.01 0.00 0.00 -0.02 ∂vR 2-3 0.18 0.70 0.00 0.01 4351 0.00 0.00 -20.00 0.08 0.17 0.00 0.19 0.98 0.03 0.02 0.18 0.29 0.44 0.01 0.00 0.06 0. dentro de um intervalo de 95% de confiança.01 0.03 52.10 -7955 93 .01 -18.65 r 2 B 0.6 0.00 r 2 MOE (E) B r 2 MOE (P) B 0.00 0.59 0.15 0.7 0.19 -192 0.79 0.07 0.11 0.01 -0.04 0.00 0.48 0.00 1.00 0.00 0.73 0.09 0.6 Anexos Tabela de correlações.27 0.11 0.00 ∂vT 1-2 0.00 -0.03 0.00 0.02 -0.01 0.03 -0.07 -2.03 0.01 0.14 0.00 0.00 0. ∂m E ∂m P MOR (E) r vL 1 vT 1 vR 1 vL 2 vT 2 vR 2 vL 3 vT 3 vR 3 ∂ vL 2-3 2 MOR (P) B 0.02 0.02 ∂vT 2-3 0.00 0.07 0.20 0.00 0.00 0.06 ∂vL 1-2 0.60 r 2 B 0.16 -76.0 0.06 7.02 686.07 -0.07 -118 0.00 -407 0.00 -604 0.14 0.06 0.11 0.00 0.00 0.33 0.00 0.00 0.00 0.51 1.00 0.02 0.02 0.00 0.01 -6878 0.03 -6751 0.11 -0.34 0.01 -0.01 0.44 0.10 0.6 0.01 0.00 0.00 0.09 0.01 -0.00 0.06 0.03 0.4 0.01 0.02 -0.07 0.00 0. apresentando os valores de r2 e das inclinações “B” para amostras de eucalipto (E) e pinus (P).17 -24E3 0.

01 -502 MOR MOE MOEdr L1 MOEdr L2 MOEdr L3 vL1^2 vT1^2 vR1^2 vL2^2 vT2^2 vR2^2 vL3^2 vT3^2 vR3^2 (∂vL 2-3) 2 0.02 0.0 0.∂m E ∂m P MOR (E) MOR (P) B r 2 MOE (E) B r 2 MOE (P) B r 2 r 2 B r 2 B 0.09 0.01 0.00 0.00 0.19 0.00 0.00 0.04 0.00 0.03 25.00 0.13 0.00 0.02 0.01 0.3 0.06 0.08 1.00 0.00 -2567 0.01 -0.10 r 2 B 0.00 0.02 0.00 -0.04 0.00 0.00 0.05 -34.18 0.28 0.31 74.01 0.1 0.03 0.15 0.01 -0.00 0.07 -49.00 0.00 0.09 0.01 0.00 0.01 0.01 0.00 0.00 1.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.08 0.06 0.00 0.21 0.02 -0.00 0.01 0.00 0.20 0.01 -6.00 0.01 0.00 0.02 0.03 0.00 0.00 0.07 0.00 0.00 0.13 0.06 0.06 0.07 0.07 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.02 ∂vR 1-2 0.16 0.00 0.00 0.58 0.00 0.00 -0.00 0.07 14.00 ∂vR 1-3 0.31 1.99 0.81 1.00 0.6 0.88 0.00 0.14 0.00 0.10 0.07 -5180 0.01 1.50 94.16 0.00 0.01 1356 0.02 0.00 0.06 0.11 0.06 -6227 0.15 0.08 -5522 0.00 0.00 0.00 -0.00 0.00 -174 0.00 0.07 0.15 0.00 0.07 0.00 -935 0.06 ∂vL 1-3 0.00 0.00 0.00 0.02 0.11 0.00 0.00 0.00 1.00 -1.00 0.00 0.00 0.00 0.00 1.00 0.01 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.02 -22.00 0.10 0.00 0.01 0.03 42.02 0.06 0.00 0.32 0.03 0.00 0.05 0.01 0.03 1248 0.46 0.20 -0.02 0.00 0.02 0.00 0.00 0.00 -10.01 0.00 0.21 0.06 0.02 0.00 0.72 0.00 0.50 0.02 0.00 0.12 0.01 0.09 0.00 0.01 0.00 0.00 0.5 0.00 1.00 0.05 ∂vT 1-3 0.07 0.67 0.00 0.00 0.00 0.00 0.11 122.00 0.00 0.00 0.03 -3319 94 .01 0.07 0.01 0.00 0.07 0.01 0.01 0.

01 0.02 0.04 0.14 0.20 0.01 -266 0.70 0.08 0.01 0.01 -0.00 0.1 0.00 -733 0.01 -0.02 -1.80 0.49 0.00 -0.00 0.03 r 2 B 0.21 0.76 0.28 0.03 0.01 0.00 0.1 vT1+v R1 (vT1+ vR1) 2 (∂vR1-3) 2 0.06 -3002 0.03 20.05 -16.13 95 .14 -0.01 -0.07 -24.00 0.00 0.02 0.00 0.10 0.00 0.01 -0.00 0.02 0.28 0.02 0.01 -3.12 0.∂m E ∂m P MOR (E) MOR (P) B r 2 MOE (E) B 3.16 -40.07 0.00 0.04 0.00 0.03 0.00 0.3 0.11 0.03 -0.03 0.05 0.03 0.03 0.19 -95.9 (∂vR2-3) 2 0.09 -2.31 0.11 0.00 -290 0.10 -4133 (∂vR1-2) 2 0.1 0.01 -0.02 15.66 0.01 0.01 -0.10 r 2 B 0.06 39.00 0.03 0.01 -8.00 -424 0.06 0.47 0.00 0.01 0.00 0.00 0.61 0.11 59.06 0.7 0.7 0.10 0.1 0.00 0.03 0.00 0.00 0.25 r 2 MOE (P) B r 2 r (∂vT2-3) 2 2 B 0.00 0.7 (∂vL1-2) 2 0.02 0.49 0.43 0.00 -0.00 0.01 -0.02 -10.17 0.01 -0.00 -18.65 0.02 267.00 0.02 0.89 0.00 0.00 0.00 -0.00 vT2+v R2 (vT2+ vR2)2 VT3+v R3 0.06 0.01 2087 (∂vT1-2) 2 0.01 0.12 0.01 0.00 0.01 0.01 709 (∂vL1-3) 2 0.00 -1203 (∂vT1-3) 2 0.00 0.08 0.03 800.00 0.17 -12E3 0.00 0.00 0.01 -3400 0.06 -2473 0.07 -59.08 -2639 0.00 0.07 8.00 0.09 0.

66 0.00 0.21 0.21 0.00 r 2 r (vT3+ vR3)2 Densid ade 1 Dendid ade 2 2 B 0.07 0.03 -3.03 0.09 0.05 0.00 -0.00 0.01 0.00 0.00 0.00 r 2 MOE (P) B 0.00 0.41 0.00 0.01 3.12 0.00 r 2 MOE (E) B 0.00 0.01 -0.00 r 2 B 0.29 96 .01 0.00 r 2 B 0.03 0.06 0.01 0.26 0.01 0.∂m E ∂m P MOR (E) MOR (P) B 0.00 0.01 0.02 0.

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136 20.8 29.221 L1 mm 31.028 18.4 32.6 30.5 30.1 31.10 Apêndices (A) tabela de dimensões médias e massas dos corpos-de-prova.162 19.23 29.40 29.22 28.9 29.60 29.769 massa2 g 18.5 29.92 31.10 29.6 R3 mm 30.92 29.933 19.45 31.96 28.4 30.72 29.1 32.04 30.087 19.860 19.315 20.74 20.6 30.0 30.544 19.162 17.3 31.43 29.47 18.544 18.10 30.58 32.34 31.926 19.2 30.53 29.5 30.4 32.170 18.45 32.16 28.6 30.132 18.3 31.0 29.6 31.4 32.4 29.2 30.19 28.54 30.08 28.89 30.7 32.59 18.81 29.5 30.627 17.48 29.4 30.1 29.9 29.49 29.84 29.07 29.13 29.5 30.508 21.32 31.3 29.10 29.33 29.5 30.51 29.088 17.10 28.98 29.73 27.4 30.8 31.19 29.12 28.08 29.08 29.2 29.4 29.18 28.505 17.40 R1 mm 29.63 29.85 32.4 29.5 30.94 29.94 31.0 30.2 30.98 29.2 30.87 28.7 31.4 30.54 31.38 29.37 28. CP unidade E01 E02 E03 E04 E05 E06 E07 E08 E09 E10 E11 E12 E13 E14 E15 E16 E17 E18 E19 E20 E21 E22 E23 E24 E25 E26 E27 E28 E29 E30 E31 massa1 g 19.28 28.46 29.14 30.272 19.2 29.300 20.7 29.43 29.89 32.8 30.31 29.3 30.049 18.0 31.705 17.962 18.775 20.94 31.445 19.046 21.4 31.70 30.15 31.32 32.9 32.2 31.11 27.0 32.42 29.69 31.16 27.82 31.0 30.650 20.91 29.200 19.3 31.3 30.4 30.438 19.0 30.1 29.4 30.703 18.97 32.693 18.686 18.572 17.5 30.828 18.657 17.21 29.519 19.879 20.20 31.0 28.0 31.657 20.1 30.44 29.92 31.10 30.449 18.543 19.5 29.64 29.928 19.51 31.716 20.5 103 .9 29.20 29.024 18.586 19.4 30.94 29.1 30.91 30.15 28.628 18.58 29.0 31.25 30.7 29.1 29.243 17.4 30.7 32.601 20.9 30.6 32.5 31.6 29.02 31.2 30.277 19.12 28.904 20.56 31.26 28.2 31.89 28.7 28.1 30.2 30.00 T1 mm 29.3 30.238 18.432 19.2 30.85 29.156 19.0 31.03 L3 mm 32.0 30.947 19.9 30.3 32.773 19.520 19.562 19.26 31.2 T3 mm 30.51 30.7 31.65 29.1 29.438 18.234 20.6 30.2 32.22 29.6 30.26 29.

234 17.141 17.814 19.08 29.844 18.8 29.7 29.4 28.90 29.3 32.0 29.41 28.6 28.92 31.4 28.83 31.9 30.88 31.068 18.69 19.41 31.65 31.155 20.794 20.42 28.6 31.0 31.04 28.6 28.6 31.5 30.9 31.1 31.159 19.2 29.1 29.496 L1 mm 31.967 15.02 28.055 19.6 29.77 33.568 19.71 31.06 29.14 29.632 20.71 32.71 31.4 28.4 30.0 30.34 29.042 19.2 29.41 29.5 29.307 19.46 28.39 29.881 20.093 20.8 30.54 31.59 29.50 29.214 17.7 29.7 30.00 29.25 28.05 29.7 32.03 29.66 29.01 31.94 31.53 28.4 28.713 18.4 29.91 31.95 30.87 31.6 30.96 31.04 29.43 29.99 29.3 32.30 29.0 29.2 29.272 18.5 32.5 28.55 29.4 30.0 31.92 29.2 30.66 29.42 T1 mm 29.83 30.9 31.480 20.9 31.2 29.64 31.776 19.046 20.53 31.14 29.21 30.2 30.88 30.336 20.96 27.3 28.08 29.26 28.9 32.81 29.508 18.1 30.8 31.67 29.171 19.0 17.2 29.4 30.281 18.9 29.2 31.87 31.82 32.41 33.077 20.2 30.10 29.3 31.599 20.754 16.1 29.34 29.02 29.7 29.49 29.95 31.618 19.062 18.5 30.50 29.89 29.1 30.43 28.92 31.78 29.4 R3 mm 30.536 19.0 31.9 32.9 29.2 30.637 18.71 31.05 29.14 L3 mm 32.9 29.12 29.0 32.2 29.9 30.51 28.1 29.19 29.79 R1 mm 29.8 30.7 31.40 29.9 31.637 17.0 29.5 30.3 28.237 20.1 31.44 28.046 18.472 19.7 29.933 16.94 29.8 31.947 18.30 29.96 29.518 20.752 massa2 g 18.05 28.4 30.3 30.33 31.6 30.3 29.499 20.5 30.3 31.273 18.0 T3 mm 30.0 30.90 29.2 29.CP unidade E32 E33 E34 E35 E36 E37 E38 E39 E40 E41 E42 E43 E44 E45 E46 E47 E48 E49 E50 E51 E52 E53 E54 E55 E56 E57 Etst01 Etst02 Etst03 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 massa1 g 19.2 28.22 28.11 31.496 18.101 19.2 32.863 19.0 30.4 29.06 29.7 32.10 31.06 27.8 32.04 28.763 19.1 29.86 31.42 32.297 15.966 16.766 19.6 30.479 19.77 31.967 17.94 30.2 31.23 28.614 20.323 19.0 31.3 30.2 29.4 29.6 31.2 30.46 29.689 19.96 29.163 20.15 29.549 20.323 19.351 16.752 20.2 29.213 20.48 29.5 104 .13 28.389 33.623 18.694 16.

24 29.415 massa2 g 17.9 29.6 29.97 28.626 16.52 31.5 28.52 28.07 29.9 31.76 31.734 16.30 32.15 29.300 17.93 32.5 27.7 31.86 31.49 27.60 29.855 15.033 18.47 31.13 29.41 28.9 29.8 31.9 28.4 29.10 29.4 28.4 29.3 28.671 17.363 17.3 29.08 29.4 28.94 28.8 T3 mm 29.53 32.8 32.9 28.61 31.331 L1 mm 31.0 33.610 16.09 29.50 28.50 33.53 28.4 28.1 29.211 18.1 29.65 31.35 28.475 17.2 29.91 33.4 105 .49 31.11 29.2 32.47 28.743 16.35 28.CP unidade P08 P09 P10 P11 P12 P13 P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 P37 P38 P39 P40 P41 P42 P43 massa1 g 17.79 31.4 28.8 29.885 17.50 31.0 31.70 32.86 R1 mm 28.6 29.5 28.07 29.9 32.5 28.9 33.852 17.53 31.17 29.1 29.5 28.844 17.610 18.2 28.736 18.27 28.599 16.75 32.4 28.680 16.1 29.20 28.98 29.4 32.773 17.2 29.8 31.877 17.2 31.8 31.45 28.347 16.50 29.44 28.78 31.62 27.5 28.596 17.355 17.3 R3 mm 28.7 31.726 18.44 29.6 32.71 31.53 29.5 28.48 31.4 28.62 31.807 16.1 29.39 28.1 31.3 28.428 18.7 31.3 29.269 17.7 29.374 17.41 29.4 28.9 32.5 27.1 29.7 33.5 31.62 31.37 29.35 31.543 17.5 29.4 28.38 29.266 17.40 32.61 28.20 28.633 17.10 29.249 16.7 33.70 33.9 31.69 32.9 31.2 28.53 29.55 31.3 29.950 17.1 28.61 31.52 28.4 29.31 28.718 16.5 32.030 16.3 28.996 17.4 28.4 28.168 16.05 29.157 16.1 29.306 17.586 17.46 33.04 28.37 29.9 31.55 28.18 28.524 15.32 28.345 17.04 29.4 28.701 17.841 16.40 28.58 28.8 31.472 16.54 28.001 16.99 29.634 15.3 33.58 29.4 29.689 16.2 29.705 17.36 29.792 16.2 29.6 28.587 17.17 29.4 29.58 28.1 29.70 T1 mm 29.60 31.51 28.413 17.3 28.37 28.534 16.68 31.03 31.46 27.404 17.400 17.16 29.476 18.8 29.02 28.1 28.8 32.7 31.4 28.625 17.2 27.205 16.583 18.9 31.13 29.996 16.111 17.504 17.3 28.54 L3 mm 32.20 28.605 17.592 17.031 17.18 28.8 28.37 28.3 29.4 28.7 31.7 31.59 31.671 17.68 31.428 17.10 32.8 33.19 29.2 29.3 29.679 16.190 16.0 29.180 15.48 28.7 28.6 31.21 29.3 28.9 29.9 33.56 28.13 32.42 29.

503 massa2 g 16.0 28.6 28.1 29.CP unidade P44 P45 P46 P47 Ptst01 Ptst02 Ptst03 massa1 g 17.614 18.840 17.0 29.962 17.90 T1 mm 28.79 31.0 T3 mm 29.5 29.68 31.8 29.46 L3 mm 31.5 28.4 26.8 34.2 R3 mm 28.15 R1 mm 28.9 32.0 32.7 28.8 28.11 29.680 18.54 28.5 28.1 29.638 17.38 29.4 106 .94 29.82 33.58 28.53 28.1 32.4 29.808 L1 mm 31.588 16.6 28.

1 17.3 5.5 19.4 16.7 19.2 5.1 20.1 15.7 5.4 5.9 5.5 5.3 20.5 5.0 19.5 14.4 18.4 5.5 5.6 14.6 13.6 14.8 19.7 13.1 17.5 19.1 14.4 5.1 19.9 13.3 14.0 13.2 5.5 5.0 19.6 16.3 5.4 5.4 18.5 5.4 13.4 5.6 5.6 14.4 5.5 5.4 5.4 14.5 5.1 13.6 5.8 15.7 14.5 5.5 14.7 13.7 16.2 20.6 5.4 5.5 17.5 13.7 15.3 16.5 19.5 16.4 20.0 15.3 14.5 14.4 5.2 19.5 5.4 5.6 17.7 15.4 18.6 13.0 16.3 19.5 15.4 5.0 15.5 5.3 15.6 17.4 5.(B) tabela de tempos de transmissão de ultra-som dos corpos-de-prova (µs) CP E01 E02 E03 E04 E05 E06 E07 E08 E09 E10 E11 E12 E13 E14 E15 E16 E17 E18 E19 E20 E21 E22 E23 E24 E25 E26 E27 E28 E29 E30 E31 E32 E33 5.7 19.4 5.0 15.6 16.8 16.0 16.8 15.0 13.6 5.6 5.7 16.5 17.4 5.7 5.1 19.0 14.9 15.7 15.2 5.2 19.4 19.1 16.3 15.5 5.3 18.0 20.5 14.0 21.4 5.6 15.4 19.3 18.7 14.7 15.6 5.2 14.8 19.6 14.9 14.7 20.6 14.1 14.3 20.4 15.6 vL3 5.5 5.6 13.4 13.7 13.6 107 .1 13.8 15.6 15.5 vR2 14.4 13.4 14.6 5.7 20.4 18.9 5.0 15.6 5.6 5.8 19.5 5.4 5.2 19.0 13.4 13.3 5.0 vT3 20.0 17.5 14.8 16.0 21.5 20.5 5.7 14.5 5.5 5.5 5.7 13.7 13.4 5.5 5.5 15.6 5.5 5.6 5.5 5.3 5.2 19.2 5.6 17.8 19.2 19.2 15.3 20.7 5.4 5.4 13.3 13.2 13.3 14.7 5.3 5.0 13.4 5.3 5.7 5.1 19.9 16.4 vR3 14.4 14.8 5.9 15.5 5.5 5.3 20.2 20.6 16.5 5.5 20.3 5.7 14.4 19.5 15.8 13.0 13.2 15.5 5.7 14.9 14.8 5.4 16.5 19.5 5.9 19.1 13.7 17.3 14.7 13.6 18.6 5.1 14.7 16.5 16.5 vT2 20.0 16.2 20.5 5.4 18.8 13.1 20.3 5.8 5.4 13.2 13.3 19.8 16.1 19.8 20.7 14.8 19.0 14.4 5.4 5.8 14.5 15.0 13.6 5.6 5.4 5.9 14.7 5.7 5.5 5.7 19.3 19.4 19.5 16.1 19.3 5.8 14.2 16.9 13.7 5.9 15.6 14.1 16.5 19.3 5.7 16.8 19.3 19.0 20.4 5.5 5.5 5.6 14.5 18.0 16.6 5.3 vL1 vT1 vR1 vL2 5.

2 17.5 16.1 13.3 5.5 16.9 16.2 5.3 15.1 vL2 5.3 5.3 15.7 13.3 20.4 14.0 20.2 13.9 5.3 5.7 108 .1 19.3 5.0 16.4 16.0 5.4 5.7 19.9 17.2 15.1 16.2 17.3 5.5 5.7 5.9 13.2 4.7 20.5 5.8 15.8 19.0 5.6 5.7 13.4 19.CP E34 E35 E36 E37 E38 E39 E40 E41 E42 E43 E44 E45 E46 E47 E48 E49 E50 E51 E52 E53 E54 E55 E56 E57 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P10 P11 P12 P13 vL1 5.1 16.6 20.4 5.6 5.7 5.0 5.7 19.1 15.2 5.8 16.0 19.2 14.6 5.3 20.7 15.5 20.5 18.9 15.0 14.4 16.2 5.7 20.4 5.3 19.1 17.1 5.2 16.3 5.5 19.2 19.4 14.7 13.7 15.2 16.9 5.0 5.0 20.7 15.8 5.4 5.2 13.7 5.3 16.8 16.1 15.4 19.6 18.5 5.2 13.1 5.0 4.1 4.0 17.4 5.4 vT2 20.0 15.7 13.6 5.3 5.2 13.1 15.4 5.8 13.5 16.2 15.4 13.6 16.9 13.6 5.5 vT3 20.1 19.2 20.2 16.9 15.9 14.4 16.9 17.5 14.1 5.3 16.6 5.6 5.3 13.0 16.2 5.2 5.8 16.0 19.2 19.3 15.8 5.6 15.6 5.8 20.0 4.2 15.1 17.2 4.0 13.4 5.4 16.0 14.7 15.2 13.6 5.5 15.4 15.0 5.9 13.3 13.2 13.3 19.1 20.3 14.5 5.3 5.4 20.0 16.6 14.4 20.4 5.9 5.5 5.2 5.0 14.6 14.4 5.2 16.6 16.6 19.4 16.1 15.6 19.3 19.0 5.9 13.6 14.7 5.8 5.4 5.2 15.2 19.2 15.0 14.2 5.5 vR3 14.1 4.7 16.0 14.7 13.9 13.3 13.5 16.2 16.4 5.3 15.7 vL3 5.3 14.9 13.4 15.9 15.5 vR1 14.5 5.5 5.9 18.6 14.1 15.7 16.4 5.9 16.1 19.3 13.6 20.4 5.8 19.7 13.5 13.8 20.5 20.3 19.2 14.4 14.7 13.3 14.5 20.7 19.6 16.6 14.7 5.5 13.4 16.1 5.3 5.3 14.5 15.0 5.3 5.2 5.3 5.7 19.5 5.9 5.2 12.6 15.9 5.4 5.7 16.9 13.2 5.8 12.5 16.6 5.4 5.0 15.7 14.7 13.8 5.6 13.7 5.7 14.0 13.9 4.2 15.4 5.8 13.4 5.4 5.5 vT1 20.2 13.2 5.2 13.3 15.7 5.0 5.5 5.3 13.7 16.9 16.1 19.7 19.6 13.5 13.7 16.9 14.1 16.4 vR2 14.6 13.6 5.1 13.7 5.6 19.5 5.6 19.1 16.7 18.4 15.9 13.5 5.6 5.5 5.5 20.3 19.9 19.5 14.3 5.3 15.5 14.5 5.7 19.0 15.3 16.5 5.4 12.5 5.6 20.3 5.4 15.1 16.

3 5.2 13.1 5.0 20.2 5.2 19.0 20.9 13.0 13.4 19.1 15.7 16.0 4.7 13.0 13.1 16.4 5.2 5.2 5.9 5.6 13.0 20.0 5.9 15.0 5.1 5.3 5.9 16.9 19.9 4.7 13.2 21.5 16.2 15.2 15.3 5.1 12.4 22.4 18.7 15.6 13.9 5.1 5.2 vT1 15.3 5.4 13.2 13.0 14.1 13.8 15.4 14.0 5.6 21.8 14.7 18.3 5.0 5.8 15.3 15.1 5.3 13.2 12.7 21.9 14.2 5.1 15.6 16.3 5.8 19.5 15.0 5.4 15.0 5.6 15.1 13.7 16.7 14.2 15.2 5.4 vR1 12.0 15.3 15.6 18.7 13.3 19.2 16.1 13.2 15.1 15.2 13.4 15.3 15.9 16.1 5.2 19.7 13.1 5.7 16.2 5.3 20.9 5.2 13.1 5.2 19.1 5.4 5.7 13.7 19.9 13.1 12.1 15.6 14.3 5.2 15.1 5.7 16.9 14.7 15.9 4.1 15.0 5.1 5.1 5.0 13.5 15.0 5.6 13.2 5.4 13.0 vL3 5.1 5.6 13.9 vL2 5.2 13.7 13.0 15.2 15.1 13.0 vT2 15.4 12.3 15.0 5.0 vT3 19.2 16.8 13.0 15.5 5.1 vR3 14.4 13.3 5.1 5.1 5.6 14.4 13.1 5.0 5.3 15.3 5.1 5.1 5.4 15.3 15.1 5.0 5.8 15.0 4.0 5.8 20.1 15.0 4.4 15.1 20.3 15.1 13.7 13.5 15.4 5.2 5.1 14.8 13.1 13.3 14.4 16.5 13.9 16.3 15.3 5.7 16.1 13.4 13.8 13.4 15.2 4.8 15.0 5.9 5.1 15.0 5.8 20.6 18.2 5.8 20.6 20.1 13.2 14.5 13.6 16.0 15.5 15.1 5.3 5.8 15.3 21.2 5.6 13.2 15.1 13.2 15.0 13.2 21.2 5.7 14.2 15.5 13.3 12.8 4.6 19.4 13.3 12.4 15.0 4.4 16.2 20.0 4.CP P14 P15 P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 P37 P38 P39 P40 P41 P42 P43 P44 P45 P46 P47 vL1 5.4 5.1 5.2 5.0 5.5 13.8 14.5 15.1 4.8 21.9 5.5 14.5 20.0 14.5 16.7 15.2 5.5 13.1 14.2 5.3 5.4 21.0 5.1 20.4 18.4 5.0 21.8 14.8 5.6 15.6 15.2 20.8 14.0 20.4 5.8 13.2 4.8 18.1 13.1 15.0 vR2 13.8 4.0 15.8 14.6 15.1 5.1 5.5 5.0 14.0 14.9 5.5 13.6 21.6 20.3 5.0 13.2 5.9 13.5 13.5 5.2 5.0 5.2 15.2 13.6 14.0 5.4 15.8 5.7 17.7 14.2 16.3 109 .3 5.

73 0.07 42.57 0.85 0.44 40.83 3613.27 r2 0.10 3459.70 0.68 0.77 0.85 45.68 41.18 42.84 4039.41 3799.01 41.56 0.58 45.47 3846.43 3542.49 0.92 41.60 0.78 0.32 3517.52 0.86 0.98 36.64 0.75 0.09 45.16 2927.53 0.73 0.05 3504.91 43.14 4235.85 43.89 4516.17 4797.55 0.59 0.71 4237.29 4188.56 4323.79 0.57 0.79 0.31 42.39 3720.38 43.63 0.77 0.68 110 .43 3774.58 39.38 3335.80 0. MOE (Mpa) e coeficientes r2 do cálculo de MOE CP E01 E02 E03 E04 E05 E06 E07 E08 E09 E10 E11 E12 E13 E14 E15 E16 E17 E18 E19 E20 E21 E22 E23 E24 E25 E26 E27 E28 E29 E30 E31 E32 E33 E34 E35 44.46 39.73 0.23 44.37 MOR (MPa) 40.88 36.19 44.62 40.59 42.(C) tabela de TR (Mpa).47 42.82 0.71 0.50 44.60 41.55 4482.17 4490.62 3932.61 0.10 5473.59 0.25 4251.48 3532.54 39.90 38.17 3951.33 4629.97 4333.91 3552.64 0.10 51.40 4227.18 3726.51 4194.30 49.11 37.31 3684.58 0.83 4500.57 0.77 0.33 41.79 MOE (MPa) 4015.83 41.63 45.

68 4986.58 0.98 52.85 0.24 43.99 4846.47 4737.31 4121.75 45.92 3424.66 0.12 6556.80 0.76 50.77 0.15 49.15 50.48 4400.98 44.79 3849.96 4947.72 0.69 0.78 0.93 44.76 60.78 0.00 4855.30 42.09 0.82 0.87 0.CP E36 E37 E38 E39 E40 E41 E42 E43 E44 E45 E46 E47 E48 E49 E50 E51 E52 E53 E54 E55 E56 E57 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P10 P11 P12 P13 P14 P15 MOR (MPa) 39.69 0.91 0.77 47.78 0.23 40.83 0.76 0.25 5762.62 4806.43 0.53 0.52 5061.67 0.82 51.30 0.76 41.33 41.67 5229.73 111 .18 45.76 3408.53 52.80 45.88 5549.83 49.96 47.77 0.74 0.69 0.67 0.12 4814.77 0.30 r2 0.82 0.48 5038.00 4698.66 44.14 5344.59 4530.99 4875.66 0.39 65.60 4220.71 44.80 0.55 0.74 4509.59 MOE (MPa) 3636.73 50.29 48.53 49.56 0.11 4664.35 4510.46 4218.56 63.60 0.99 4265.91 53.01 5168.57 54.00 4565.24 42.73 0.95 4363.80 40.42 4698.70 4656.80 48.44 46.

62 46.84 42.31 46.75 0.39 4722.72 0.38 5489.16 44.92 43.99 46.01 45.22 4790.19 5190.62 44.63 0.22 56.86 47.57 46.73 0.98 4568.80 0.48 4327.87 4454.84 0.06 4418.75 0.67 0.26 46.67 0.70 0.63 r2 0.CP P16 P17 P18 P19 P20 P21 P22 P23 P24 P25 P26 P27 P28 P29 P30 P31 P32 P33 P34 P35 P36 P37 P38 P39 P40 P41 P42 P43 P44 P45 P46 P47 MOR (MPa) 48.76 0.64 4104.29 43.28 43.85 41.63 45.64 0.76 4597.35 3881.65 46.26 4289.44 4275.85 4622.29 42.24 4978.35 49.65 4240.26 44.02 41.81 0.69 0.97 43.42 MOE (MPa) 4782.87 54.67 0.65 0.05 45.01 4694.75 4555.61 0.68 4656.45 4046.58 44.48 0.68 0.69 0.31 47.70 0.66 0.20 53.39 3449.44 5901.67 0.75 0.31 7467.39 45.66 4249.75 0.96 4240.32 45.76 0.40 4808.72 0.59 4248.29 4487.44 50.18 5521.74 0.78 0.68 0.45 5341.10 47.79 112 .22 5303.69 0.

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