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MEDIUNIDADE PRÁTICA

Nos primórdios do EspiriƟsmo, a maioria dos estudiosos tra-taram
a mediunidade mais como uma faculdade orgânica, de tal forma que se
destacaram o fenômeno e alguns médiuns, em espe-cial, que foram dirigidos e
tratados com certa exclusividade.
Já com a generalização dos conhecimentos doutrinários e o advento das
Escolas de Aprendizes do Evangelho, essa faculdade pode ser entendida como
sendo comum a todos, em graus e cate-gorias diversas, e sendo possível o
seu desenvolvimento através do auto-aprimoramento ou da reforma ÍnƟma.
Acima de tudo, uma faculdade a ser colocada a serviço do Bem e do próximo,
como Jesus a exerceu e transmiƟu seus valores para os discípulos.
A experiência de Edgard Armond frente a Escola de Apren-dizes do
Evangelho, durante décadas, permiƟu-lhe ainda estabele-cer métodos
que levam ao desenvolvimento dessa faculdade, aqui tratados com muita
simplicidade e objeƟvidade.

Editora Aliança

ISBN 85-7008-038-7
II1111111111111111111111
9 788570 080387

EDGARD ARMOND
DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
- MEDIUNIDADE PRÁTICA -
Regras e Normas para a Organização de Cursos Regulares e Metódicos de
Desenvolvimento Mediúnico PráƟco

Editora Aliança

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ÍNDICE
Explicação Necessária 4
I - DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
Considerações Gerais 5
Apresentação do Método 10
II - DESENVOLVIMENTO PRIMÁRIO
Desenvolvimento primário 12
Preliminares 13
Mediunidade potencial 14
Sensibilidade mediúnica 14
Fundo mediúnico 14
Mediunidade tarefa 14
Testes individuais prévios de verificação 15
Definições 15
Preparação do ambiente 16
Abertura 17
As cinco fases do transe 18
1a Fase: Percepção de fluidos 18
2a Fase: A aproximação 20
3a Fase: O contato 21
4a Fase: O envolvimento 22
Incorporação consciente 23
5a Fase: A manifestação 24
Observações sobre o método 25
Vidência 30
Vidência local 30
Vidência a distância 30
Audição 32
Psicometria 32
Escrita mediúnica 32
Observações finais 34
A apuração 35
Para a incorporação 35
Para a vidência 36
Para a psicografia 36
III - DESENVOLVIMENTO PROGRESSIVO
Adestramento 38

IV - DESENVOLVIMENTO COMPLETIVO
Aprimoramento 41
Aprimoramento - Vidência 42
Correntes de cura 42
Suportes magnéƟcos 43

3
TelepaƟa 43
Desdobramentos individuais 44
Esferas do astral 45
Esferas das trevas 45
Esferas do umbral inferior 46
Esferas do umbral médio 46
V - O MÉTODO DAS CINCO FASES
Parecer de Cairbar Schutel 48
APÊNDICE - CURSO DE MÉDIUNS
O que é o Curso de Médiuns 50
Quais são suas finalidades 50
Como se estrutura 50
Programa de Aulas 50
Direção 51
ParƟcipantes 51
Programação 51

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EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA
Em publicação anterior (1960), sob o ơtulo Mediunidade PráƟca, encaramos este
sério problema da preparação de médiuns para diİceis e delicadas tarefas na seara de
Jesus, porém, fizemo-Io de forma sumária e restrita, por conveniência de momento.
Conquanto mantendo, ainda, o mesmo caráter, ampliamos agora, os limites
da exposição, apresentando seus ângulos mais importantes, conforme se torna
conveniente à seqüência da apresentação da matéria em seu aspecto didáƟco e
objeƟvo.
N a referida publicação, ao tratarmos da incorporação ¬que é o setor mais
vasto da aƟvidade medi única - referimo-nos apenas ao detalhamento do transe no
aprimoramento mediúnico, porque era de interesse repassar a situação dos médiuns
já desenvolvidos, existentes em nosso país aos milhares e que, em sua maioria, não
Ɵveram aprendizado regular e, muito menos especializado.
Evidenciou-se, entretanto, e de modo geral o pouco empenho desses médiuns em
se adaptarem ao novo sistema proposto naquele trabalho, porque já se cristalizaram
nos rábitos anteriormente adquiridos no modo mísƟco de encarar o mediunismo e no
convencimento de que tudo estava bem como estava, não necessitando alterações.
Neste presente trabalho refundimos aquela publicação e a completamos,
colocando o sistema das Cinco Fases no seu devido lugar, isto é - no desenvolvimento
primário - visando agora, somente a formação de médiuns novos, ainda não
influenciados por quaisquer processos ou hábitos menos aconselháveis; e quanto
àqueles, já anteriormente desenvolvidos mas cuja cooperação se apresenta precária e
ineficiente, por não terem freqüentado escolas

ou cursos de aprendizado, poderão também inscrever-se neste curso, seja para
revisão de conhecimentos, aquisição de novos, despertamento ou apuramento de
sensibilidade, bem como, aprimoramento das faculdades que porventura possuam.
Para atender justamente ao grande número de médiuns nestas condições, vimos
criando nestes úlƟmos anos nos Grupos Integrados à Aliança Espírita Evangélica,
como padrões a serem seguidos por outras insƟtuições, cursos intensivos de triagem
mediúnica com base neste método, e constatamos que os resultados, quando os
dirigentes são convenientemente competentes e aptos a interpretá-Io, têm sido
sempre altamente saƟsfatórios.
Com esta edição aƟngimos um ponto de estabilidade e eficiência na estruturação
desta obra e qualquer acrescentamento porventura a fazer futuramente, se-Io-á
somente a ơtulo de atualização da matéria ou da práƟca,
o Autor

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I DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Segundo é notório, nenhum processo, até o presente, foi adotado para o
desenvolvimento práƟco de faculdades mediúnicas: nenhum sistema metódico e de
caráter didáƟco que, na realidade, resolvesse as inúmeras dificuldades e suƟlezas que
tal problema apresenta, dos pontos de vista técnico e operacional.

O termo tão geralmente empregado de desenvolvimento mediúnico tem várias
significações. Desenvolver significa dar seguimento, ampliar, fazer crescer, tomar
mais forte, aumentar, fazer progredir, etc. Como já dissemos, aplicado à mediunidade
significará: ajudar a manifestação de faculdades psíquicas, auxiliar sua eclosão,
orientá-las, ampliá-las, educá-las, etc .. envolvendo, portanto, providências e ações de
natureza intelectual, moral e técnica.

O caráter intelectual é aquele que obriga o médium a instruir-se na Doutrina, da
qual deverá ser um exemplificador e um arauto capacitado e não um agente inculto,
que age por fé cega e fanáƟca.

O caráter moral - que é essencial para se obter êxito na cura mediúnica - é aquele
que exige evangelização, a reforma ínƟma, para fazer do médium um expoente,
assegurar-lhe comunhão permanente com esferas espirituais elevadas e autoridade
moral na exemplificação pessoal.

O caráter técnico, finalmente, se refere ao adestramento das faculdades, para que
o médium saiba agir com eficiência, adquira flexibilidade mediúnica e autocontrole em
todas as circunstâncias.

Estes três setores correspondem aos três aspectos - filosófico, religioso e cienơfico
- que caracterizam a Doutrina dos Espíritos.

Quando eclode a mediunidade, pela reiteração dos indícios ou, mesmo, por
manifestações mais expressivas, os médiuns procuram casas espíritas ou grupos
parƟculares, via de regra neles não encontrando processos seguros, eficientes
e posiƟvos de orientação, educação e desenvolvimento mediúnicos, como seria
necessário: vagueiam de uma parte para outra sujeitando-se a variadas e tantas
vezes grotescas e arbitrárias experimentações recebendo, muitas vezes, orientação
contraproducente, carregando-se de viciamentos que, comumente, levam até mesmo
à perda de faculdades ou, em melhor hipótese, cristalizando-se em roƟna, sem o
menor progresso ou aproveitamento.

Por toda parte o que se observa é um generalizado empirismo, quando não o
arbítrio individual ditando regras, produzindo desorientação, malbaratando valores
mediúnicos aproveitáveis e retardando a difusão doutrinária.

não passa de um hábito que deve ser subsƟtuído por conhecimento especializado e é nesse senƟdo que escrevemos este trabalho e o apresentamos aos confrades dirigentes de sessões espíritas e de cursos de médiuns. agem. esquemas e regras para a criação de cursos regulares de desenvolvimento e aprimoramento Mediúnicos. evoluindo para o aspecto cienơfico-religioso. que freqüentam essas reuniões. O sistema anƟquado de sentar à mesa . bons ou maus. Julgamos também que o desenvolvimento mediúnico deve agora libertar-se do empirismo. não podem ser manejadas de qualquer maneira. pela ação dos Espíritos desencarnados. ficando os médiuns sujeitos a verdadeiras aventuras que também podem terminar bem ou mal. que vem de longe. quando não. sem mínimo tolerável de conhecimento especializado. que violentam as faculdades. do misƟcismo religioso. forçam sua eclosão por vários meios. porque produzem desequilíbrios psíquicos e orgânicos de muitas espécies. que pelo menos valha como uma sincera cooperação. Apresentamos. na esperança de que seja úƟl e resolva tão delicado e anƟgo problema funcional. ou. por qualquer pessoa. principalmente as de terreiro. como complemento às instruções já difundidas em obras que cogitam do assunto. sobretudo as de esferas inferiores. Nesse livro propusemos regras e normas para um desenvolvimento racional da mediunidade. inclusive por processos hipnóƟcos para assim obterem resultados mais rápidos e conquistarem médiuns para o convívio de seus agrupamentos. É fora de dúvida que as forças espirituais. Tais processos são altamente desaconselháveis. de Allan Kardec. sem resguardo e preparação adequada. rigorosamente metodizadas. como for possível. avançando conhecimentos que por alguns foram julgados inovações ou intromissões de esoterismo na seara espírita. do arbítrio pessoal e das improvisações. também. de mandar que os médiuns se sentem às mesas e aguardem o desenvolvimento. a parƟr do Livro dos Médiuns. diretamente. Nessas reuniões. pois. obƟdos em cursos e escolas existentes ou. por isso mesmo.que é uma tradição que vem dos primeiros tempos do EspiriƟsmo . apresentando- as sob forma teórica e escolásƟca ou didáƟca e. exclusivamente práƟcos. neste trabalho. Espíritos ignorantes. a mediunidade se manifestando por si mesma. para todos aqueles que já possuem conhecimentos doutrinários teóricos suficientes. 6 O que predomina é o sistema que vem de longa data. quase sempre. com bases e métodos claros e posiƟvos e sob . Em 1947 publicamos o livro Mediunidade no qual estudamos o problema mediúnico em seus aspectos gerais. e agora julgamos que é oportuna a apresentação de processos especializados de desenvolvimento práƟco. em obras adequadas. sem nenhum método ou encaminhamento. não só porque atentam muitas vezes contra o livre-arbítrio como.

na forma de ondulações vibratórias. nos casos incorporação. trabalhos em que aplicamos fluidos da corrente magnéƟca de base. estudos especiais e capacidade operacional comprovada. consciente ou inconscientemente. que podem causar males e bens indisƟntamente. ainda.. uƟlizados. rápida revista no que ocorre. por exemplo. Esse órgão . ou sobre o Espírito desencarnado (nos casos de doenças espirituais) e. são as realizações no campo da vida moral para o êxito da tarefa mediúnica. muito mais densa. fluidos. e que sofre interferências de muitas origens. mas. energias cósmicas. ou captadas pelos chacras dos próprios médiuns presentes. Os médiuns lidam com elementos delicados: vibrações. tomemos por base a transmissão telepáƟca das incorporações consciente e semiconsciente. é fora de dúvida que. que executa junto ao médium uma ação direta ou afastada. 7 orientação de pessoas competentes. emite idéias e pensamentos. nas quais o agente desencarnado funciona como aparelho transmissor que. em outras obras. vamos passar. que vive em esfera vibratória diferente. preparadas previamente e habilitadas em todos os senƟdos. energias cósmicas. O que ocorre na incorporação? No Plano Espiritual há sempre um agente próximo ou distante. de um assunto delicado e complexo que nã pode nem deve ser tratado empiricamente e que exige dos que executam. pois. ao mesmo tempo vibrações diretas sobre pontos ou órgãos do doente. uƟlizando-se da mente (órgão de funcionamento pouco conhecido). na maior parte das vezes desconhecidas. em si mesmas.é situado no perispírito dos agentes (fato que a ciência . por vontade própria. Para demonstrar. sonoras e coloridas. que se projetam e são captadas (duma forma que ainda não se conhece. para ver se o fenômeno realmente se enquadra nesse campo. Para jusƟficar o que estamos propondo. o problema se mantém inalterado. animadas de uma vitalidade própria. devem se deslocar para o campo do EspiriƟsmo experimental ou cienơfico. esquemaƟzamos. segundo o modo pelo qual sejam manipulados. Indispensáveis como já dissemos. face aos notáveis progressos que se verificam nos demais setores doutrinários. reações do psiquismo e do metabolismo orgânicos. com base em sintonia) pela mente de um receptor encarnado (o médium).a mente . no que respeita ao desenvolvimento mediúnico no setor técnico. etc . mas provavelmente. Trata-se. Por isso julgamos que o treinamento de faculdades e manifestações. canalizadas pelos operadores espirituais. Nos casos de curas. por exemplo.

ultrapassa o limite vibratório que a ciência já mediu. passando a ver em plano superİsico. Como se vê desde o início. vê quadros. devote-se a tais estudos. o que ocorre? O médium. A ơtulo de curiosidade.a ondulação é recebida pela mente. bloqueie os nervos que vão ao cérebro e atue por processos adequados na musculatura do braço e nas arƟculações. para que possa manejá-los desembaraçadamente. o mesmo podendo se dar com o recebimento de ondas de luz e de som. interpretada. enƟdades animais e humanas não visíveis normalmente pelos senƟdos İsicos. do outro plano vibratório em nosso mundo denso! Estes fatos que por agora ainda são considerados fenômenos anormais. Na vidência. ampliada e retransmiƟda pelo cérebro através do sistema nervoso. cordas vocais. até aƟngir além do seu limite. porém. Quantos fenômenos juntos! E nos chamados “efeitos İsicos” que inumeráveis circunstâncias e fenômenos cada um por si mesmo. deixando de lado suas reservas inibitórias. no que se refere às ondas sonoras. Assim também sucede com a psicografia: o médium entrega seu braço a uma enƟdade invisível de existência contestada pela ciência. prova evidente de interferências de enƟdades invisíveis. nem por isso menos real. laringe. Com essas faculdades. escrevendo o que deseja pela mão do médium. o fenômeno é essencialmente classificável no campo cienơfico. transformada. os quais são acionados para a retransmissão da idéia original. para a devida ação nos órgãos da palavra falada. etc. dentro do qual a visão comum se exerce. que são percebidas pelos médiuns em grau vibratório acima do compaơvel com o ouvido humano comum. O mesmo ocorre com a audição. possuidor de faculdades especiais e próprias. o que todavia não impede que essa enƟdade insensibilize o braço. anotamos o fato contraditório da ciência admiƟr que seres . paisagens. como o faz em relação a outras e fabrique aparelhamentos adequados à captação dessas imagens e desses sons situados além dos limites da luz e do som atualmente estabelecidos: enverede pelo campo das transformações da energia construindo transformadores que mulƟpliquem várias vezes as vibrações próprias do nosso plano. francamente acessíveis à maioria dos seres humanos quando a ciência. poderão ser de futuro. ainda não admiƟdo pela ciência. da vidência e da audição e outras modalidades que são práƟcas correntes nos trabalhos espíritas. de tantos milhões de vibrações por segundo. 8 acadêmica ainda não admite por falta de comprovações concretas e insofismáveis) e no campo receptor . símbolos.o médium . no mundo material que rodeia o médium.

que exigem médiuns não simplesmente autômatos mas. de condição vibratória mais rápida: nos segundos perceber quadros. ou simplesmente promovendo afastamentos celulares: seja na ação puramente perispiritual com projeção seqüente de efeitos no corpo denso. formados ideoplasƟcamente pelos Espíritos desencarnados e projetados no seu campo de visão no mundo denso: o mesmo se verificando nos casos de audição. muitas vezes à plena luz do dia. a capacidade de ver os olhos do perispírito. capacitados e responsáveis. cortando músculos e vísceras. animais e até mesmo insetos possuam capacidade de visão e de audição superiores às do homens e no entanto. etc. Vejam-se as curas na Inglaterra e as materializações nos Estados Unidos. seja nas operações mediúnicas diretas sobre o corpo humano. permite aos médiuns surpreender diretamente no Plano Espiritual as aƟvidades desse plano. onde o eletromagneƟsmo entra em larga escala. com as diferenças vibratórias de luz (maior rapidez e amplitude) para som (menor rapidez e menor amplitude). notadamente referentes às curas. negam a este as mesmas possibilidades! Na vidência há duas linhas disƟntas de fenômenos que são: os que vão do médium para fora (extrínsecos) e os que vem de fora para o médium (intrínsecos). Tudo isso são assuntos de EspiriƟsmo cienơfico. 9 inferiores. Estamos na era da eletrônica e grande parte dos fenômenos que se dão através da mediunidade são desse campo. símbolos. bem ao contrário. paisagens. . por efeito de condensações extremas de fluidos humanos e cósmicos. Nos primeiros.

objeƟva e didáƟca: como também para a disciplinação do desenvolvimento do adestramento das faculdades e para a orientação de sua uƟlização nos seus diferente e variados aspectos. . provaram o Método e mostraram que. paisagens e cenas naturais do mundo espiritual. libertando também os médiuns da crença errônea da passividade cega aos Espíritos comunicantes. com apreciável clareza. ou quadros e imagens projetados por Espíritos encarnados ou desencarnados. Método algum exisƟa antes para controle da eclosão mediúnica e desenvolvimento práƟco realizado de forma práƟca. Isso somente poderia ser feito pelo EspiriƟsmo. Esse método é aplicado no primeiro estágio do desenvolvimento. eliminando a suposição generalizada de serem os médiuns seres privilegiados e missionários. expandindo seu campo de ação. Esse método se integra no setor cienơfico da Doutrina. muitas vezes empírica ou ociosa. com desdobramentos e intercâmbio direto com os Planos Espirituais Superiores. A totalidade desses fenômenos pertence ao setor cienơfico da Doutrina e somente agora estão eles saindo da obscuridade do misƟcismo para as luzes do conhecimento revelado. corrige os erros e defeitos. técnica. dando-lhe um senƟdo racional. assim na vidência e na audição ocorre a captação de ondulações e raios coloridos e sonoros de várias origens como. próprio do EspiriƟsmo. resolve o sério e secular problema da iniciação mediúnica racional. ampliando os horizontes do trabalho. este úlƟmo já na fase final do aprendizado. Experiências de muitos anos realizadas com inúmeros médiuns e em diversos locais do estado de São Paulo. onde faz verdadeira triagem de selecionamento qualitaƟvo e conƟnua nos estágios seguintes: “Progressivo e CompleƟvo” (2º e 3° respecƟvamente). este método elimina as falhas. por exemplo. doutrina ainda pouco conhecida em sua verdadeira essência e finalidades redentoras. na realidade. Assim como nas formas telepáƟca (incorporação consciente e semi-consciente) agem energias vibratórias que transitam entre estações mentais receptoras e transmissoras. 10 APRESENTAÇÃO DO MÉTODO O desenvolvimento mediúnico se estrutura no método que denominamos “Das Cinco Fases” ou estágios. E nos casos em que as faculdades já exisƟam antes. sobretudo. eliminando dúvidas. e éƟca operacional. sem misƟcismo exagerado. que permite realizá-lo gradaƟva e seguramente. incertezas e suposições errôneas anteriores. com desconhecimento de origens. e. com uƟlização. limitando as possibilidades de erros para dar autenƟcidade aos resultados do trabalho do médium.

apresentam aƟvidade alternaƟva e medíocre (salvo casos jusƟficáveis). higienizando a mente com propósitos e pensamentos posiƟvos e disposição ínƟma de confiança e humildade. serviços ao bem dos semelhantes. Os médiuns que duvidam de si mesmos e se atemorizam com a posse da mediunidade são. para se refazerem. até onde sua capacidade mediúnica possa alcançar. quebram a sintonia e a comunhão com o Plano Espiritual. Esse desenvolvimento exige um mínimo razoável de conhecimentos gerais doutrinários. Nestes casos. . ou no manuseio bem orientado de obras adequadas e especializadas. 11 Permite-lhe também. justamente. sempre no mesmo teor de segurança e autenƟcidade. conhecimento relaƟvo das esferas da crosta planetária e do Umbral e ainda além. imantam-se às esferas vibratórias inferiores. devem promover uma rigorosa e demorada autotransformação. mesmo aniquilam seus trabalhos. obƟdos em escolas e cursos de preparação. E aqueles que. bastando as primeiras lições para que adquiram a indispensável confiança. aqueles que nada conhecem dessa meritória aƟvidade doutrinária pela inexistência de tratados especializados. mesmo assim. conduta moral elevada e reta e desprendimento pessoal em relação às fuƟlidades mundanas que tão comumente desmerecem e. rodeiam-se de más influências e acabam por fracassar nas suas tarefas nobilitantes.

setor filosófico: 2) a evangelizaçào . criada em 1948: a reforma ínƟma é feita na Escola de Aprendizes do Evangelho e na Fraternidade dos Discípulos de Jesus. é feito também em cursos intensivos de triagem mediúnica. palestras e conferências públicas. Trataremos da parte práƟca dentro do esquema padrão que se apresenta no quadro a seguir: . formadas de turmas numerosas e sucessivas de candidatos. além da difusão pela imprensa e pelo livro: os conhecimentos especializados são ministrados na Escola de Médiuns. Toda a matéria dada nesses cursos e escolas é previamente publicada para conhecimento geral em livros adequados. 12 II DESENVOLVIMENTO PRIMÁRIO Sempre refundindo e completando a publicação anterior .setor cienơfico. como já dissemos.o do exercitamento práƟco . que fornece noções gerais da Doutrina dos Espíritos).Mediunidade PráƟca - iniciaremos agora a exposição do desenvolvimento primário.que aliás é o moƟvo central deste nosso trabalho. o exercitamento práƟco. A matrícula nestes cursos exige o estágio no CURSO BÁSICO. Os de evangelização estão conƟdos em INICIAÇÃO ESPÍRITA.setor religioso: 3) a técnica . finalmente. Para ser eficiente. O aculturamento é feito em sessões de estudos. Vejamos. anualmente. O que quer dizer: 1) conhecimentos gerais de doutrina e conhecimentos especializados sobre mediunidade: 2) reforma ínƟma com base no Evangelho: 3) exercitamento práƟco. além da Escola de Médiuns. (Os cursos práƟcos são feitos com base nesta obra e no livro PASSES E RADIAÇÕES. Os teóricos constam da matéria publicada sob o ơtulo MEDIUNIDADE. então. o desenvolvimento deve operar-se em três setores de esforços definidos e complementares que são: 1) o aculturamento doutrinário . como agir neste úlƟmo setor .

com avultado número de médiuns a desenvolver. Desde o início devemos considerar duas hipóteses: organizar o trabalho tendo em vista sessões familiares nos lares (Geralmente as aƟvidades realizadas nos lares consƟtuem embriões de futuras casas espíritas). 2) Fazer uma exposição sumária sobre o método a empregar. adaptado. frisando que as “Cinco . Conquanto em ambos os casos o método aqui proposto possa ser uƟlizado. No primeiro caso as sessões podem ter caráter misto. que fornece noções gerais da Doutrina dos Espíritos. isto é. 13 Os cursos práƟcos são feitos com base nesta obra e no livro Passes e Radiações. ou trabalho em casas espíritas de grande movimento. os moƟvos e os resultados que pode oferecer. explicando as finalidades. candidatos previamente examinados e realmente possuidores de mediunidade em condições favoráveis. PRELIMINARES 1) Somente incluir nas turmas de desenvolvimento mediúnico. agrupamentos e centros espíritas de pequeno movimento. todavia aqui nos referiremos somente ao segundo caso (casas de grande movimento). mediunidade-tarefa. Os de evangelização estão conƟdos em Iniciação Espírita. o desenvolvimento mediúnico sendo uma parte comum dos trabalhos gerais. Os teóricos constam da matéria publicada sob o ơtulo MediƩnidade. com número reduzido de médiuns a desenvolver. A matrícula nestes cursos exige o estágio no Curso Básico. mas no segundo o trabalho deve ser rigorosamente especializado.

junto à mesa. apuração de resultados parciais. haverá forçamento das glândulas cerebrais e desenvolvimento ficơcio com decorrência de perturbações mais ou menos graves. na turma de incorporação. em caráter de revisão. separar os médiuns pelo grau que manifestarem de consciência no transe. sem contudo separá-los da turma. SENSIBILIDADE MEDIÚNICA Elevação da percepção psíquica além dos limites normais do plano İsico. 4) Separar as mediunidades pela sua natureza e condições. numa parte separada da sala e os que falam. disciplina de trabalho. de base fundamental aos demais. Esse grau de consciência e a situação mediúnica (itens 2 e 3). como segue. etc. que deverão acompanhar a turma no desenvolvimento primário. Há indícios exteriores. 6) Um pouco mais para diante. 7) Para efeito de desenvolvimento e uniformidade. formando grupos à parte: os que escrevem. FUNDO MEDIÚNICO Avanço da sensibilidade no senƟdo do intercâmbio espiritual. além disso. Através da vidência observa-se que as glândulas apresentam luminosidade morƟça. zelando pela assiduidade. prosseguindo depois nos estágios mais avançados. os que vêem. manifestam luminosidade espontânea com aumento progressivo de . 3) Fazer as verificações necessárias para selecionar os médiuns com faculdades já manifestadas. sob compromisso de trabalho no plano coleƟvo. No desenvolvimento as glândulas são acionadas por Espíritos responsáveis e na vidência. Explorada por Espíritos inferiores e ignorantes. reajuste. fazemos as seguintes definições sobre mediunidade: MEDIUNIDADE POTENCIAL Condição comum a todas as pessoas cuja organização psíquica assegura possibilidades de percepção hiperİsica. MEDIUNIDADE TAREFA Faculdades psíquicas à disposição dos Espíritos do Bem. 14 Fases” preenchem todas as necessidades do desenvolvimento primário servindo. poderão ser verificados no decorrer dos próprios trabalhos. 5) Nomear um auxiliar para dirigir cada turma. em separado. em outra. outorgadas a Espíritos endividados. após as verificações necessárias. ou em testes individuais.

Vibrações . ficando atento ao instrutor.Projeção direta e concentrada de energia mental ou fluídica. presenças. Mandar em seguida que se concentre para receber como de costume. O mesmo processo deve ser adotado para os casos de vidência.Energia cósmica de natureza magnéƟco-plásƟca. contatos. DEFINIÇÕES Chacras . Verificar o que foi recebido e transmiƟdo. unicamente entre médium e instrutor. 2) Recomendar que não se emocione. aguardando 2 a 3 minutos: inquirir se sente fluidos. Difere da vibração mental unicamente no teor de dinamismo. para facilitar ou forçar a recepção. Em caso negaƟvo. Indícios exteriores bem evidentes. . CienƟficamente. Fluido . TESTES INDIVIDUAIS PRÉVIOS DE VERIFICAÇÃO 1) Concentração isolada. não evoque Espírito algum. etc. os viciamentos. não faça preces. é a emanação espontânea do metabolismo geral dos seres.Substância fluídico-plásƟca provinda do corpo etéreo. alimentadora do metabolismo perispiritual e do corpo denso. nem mesmo o protetor individual. a forma. CienƟficamente. Radiação . dar passes para adormecer. o esƟlo. emanação residual do metabolismo celular.Centros de força. recebida pelos chacras e pela respiração. alimentadores do metabolismo perispiritual. não se inquiete nem se preocupe com os resultados do teste. vibração é a intensidade medida do ritmo atômico nos seres. ConƟnuando a ser negaƟva. agir diretamente sobre o médium com projeções de fluidos para examinar as reações e a sensibilidade. examinar o conteúdo. 3) Mandar que o médium permaneça em estado recepƟvo e neutro. medir o animismo. em caso afirmaƟvo mandar que se entregue e receba o que vier do Plano Espiritual. encerrar a prova. Ectoplasma . oriundas da mente e do coração. 15 intensidade. audição. as perturbações que manifestar. o estado do médium ao receber. receptores e transmissores de energia cósmica e espiritual. uƟlizadas para trabalhos espirituais. com a técnica correspondente a essas modalidades.Ondulações energo-psíquicas (no homem).

aproximação. que representam os pensamentos e as emoções momentâneas do indivíduo. PREPARAÇÃO DO AMBIENTE Em todos os trabalhos espirituais bem orientados. altamente sensível e vitalizada. que atuam sobre os seres. Transe . e outros nomes. raios e ondas.Conjuntos e aglomerados de nervos e gânglios do sistema nervoso vago- simpáƟco. para cura de perturbações materiais ou espirituais. Mente . Passes . Divide-se em três setores de ação: superconsciente . matriz do corpo orgânico. 16 Corpo etéreo . Possui um fundo colorido estável e uma parte instável formada por: a) resíduos psíquicos em trânsito: b) estrias. com alterações do equilíbrio dos senƟdos İsicos: abertura da mente para recebimento de impressões do mundo espiritual. do qual é um duplicado e que se desintegra dias após o desencarne do Espírito. para facilitar a descida e a tarefa dos instrutores. envolvimento e manifestação. contato. Perispírito . que deve sempre ser selecionado e moralmente elevado. Aura . também coloridas. a preparação prévia do ambiente é indispensável porque visa a criação de um campo vibratório magnéƟco adequado. Plexos . emanada do corpo orgânico. formado de fluidos plásƟcos próprios do plano espiritual em que ele atua.Emanação do perispírito. Para a incorporação. que se mostra 2 a 3 cenơmetros além da superİcie do corpo İsico. visível em torno do corpo.relações com o Plano Espiritual: consciente . há cinco fases disƟntas no transe: percepção de fluidos.Transmissão de energia İsico-perispirituais sobre órgãos ou setores do corpo humano.Órgão perispiritual uƟlizado pelo Espírito para suas relações com o meio exterior. das quais um exemplo é o Prana. regulador da vida vegetaƟva do corpo humano. intermediário para o corpo denso. Energias cósmicas . sobrepondo-se ao corpo etéreo e o ultrapassando em maior ou menor amplitude.Envoltório do Espírito. mais fáceis e proveitosas as .Todas as energias.Formação fluídico-plásƟca.aƟvidades do momento: subconsciente . orientadores e protetores do trabalho. o setor mais movimentado e atuante no homem inferior.arquivo de reminiscência. oriundas do espaço cósmico. segundo o grau de evolução do indivíduo. Quanto mais forte o grau de energismo magnéƟco. também chamado Força Vital.Ação mais ou menos aƟva e demorada de enƟdades e forças extra- sensoriais sobre o cérebro orgânico.

Assim pode-se aƟngir altos níveis vibratórios. assegurar um ambiente atraente e compaơvel com manifestações espirituais. buscando o silêncio interno. Somente. porque vai sempre na frente. os alvos para obter a unidade de pensamentos e de senƟmentos pedindo a cada um que mentalmente anote as diferenças vibratórias que senƟrem. etc. o que é um erro. Passar em seguida à elevação do padrão vibratório. iniciar o trabalho de preparação ensinando aos cooperadores como agir individualmente: cada um entrando. tolerância. Enquanto não se conseguir ambiente adequado. deve a sessão ser aberta com a prece costumeira. estabelecendo sintonia com esferas elevadas ou. tomando seu lugar. representa por si só. Para isso é necessário conduzir os cooperadores à unidade de pensamentos em torno de ideias altas e construƟvas como: a paz. com o correr dos exercícios. etc. após a concentração inicial. este fenômeno secundário será suplantado pela realidade definiƟva. Neste exercício a mente desempenha papel importante. a harmonia universal. sem preocupação de minutos. com a mesma unidade no setor dos senƟmentos como: bondade. que antecede a realidade. Não importa que de início haja auto-sugesƟonamentos porque. no mínimo. A unidade é fundamental porque tanto os pensamentos como os senƟmentos possuem frequências vibratórias diferentes e variáveis para cada cooperador.. O comum é concentrar. gradaƟvamente. Uma preparação bem feita. não deve a sessão ser aberta. . grande parte do êxito das realizações que se têm em vista com o trabalho a iniciar. 17 manifestações do Plano Espiritual. pois. padrão vibratório elevado e sintonia permanente. amor. alheiando-se do mundo exterior e a mente presa ao moƟvo central da reunião. após essa preparação bem feita. levando-os a pontos gradaƟvamente mais altos da vibração de cada um. garanƟdora de harmonia e segurança. focalizá-Ia no objeto de interesse do momento). porque estas são condições mínimas de segurança e estabilidade. Considerados estes detalhes. que devem sempre exisƟr nos dois planos em qualquer trabalho espírita bem conduzido. na função idealizadora. fazer a prece e abrir sem preocupações com preparação. e como manter a sintonia com o Plano Espiritual durante todo o decorrer do trabalho. ABERTURA Ensinar como realizar uma concentração correta (fechar a mente para o exterior.. a fraternidade. ambiente favorável e sintonia entre os planos.

No nosso caso. para que haja êxito. A percepção nos órgãos da sensibilidade. a sensibilidade está embotada. entorpecente. mesmo assim. 18 AS CINCO FASES DO TRANSE Tomando por base a incorporação (a manifestação mediúnica mais generalizada) eis a sua divisão em cinco fases: 1) a percepção de fluidos: 2) a aproximação: 3) o contato: 4) o envolvimento: 5) a manifestação. não possui mediunidade em condições de desenvolvimento. contatos assíduos com fluidos pesados. fumo. Explicado isso. passar imediatamente à execução do trabalho. 1ª. mediante entendimento anteriormente feito. é porque. porque são fundamentais para todos os casos e. não possui mediunidade-tarefa. Estas Cinco Fases preenchem todas as necessidades do desenvolvimento no período primário e servem também de base aos demais. Nesses casos. sujeita-se às mesmas leis dos senƟdos: é como ver e ouvir: só vemos ou ouvimos vibrações de luz ou de som. explicando uma por uma. Fase PERCEPÇÃO DE FLUIDOS Os Instrutores espirituais estudam o organismo dos médiuns. através do cérebro. medem a sensibilidade de cada um: quando o dirigente encarnado pede seu concurso. casos em que o médium não reage porque há degeneração do tecido nervoso por efeito do álcool. o trabalho deve ser executado rigorosamente em pleno acordo com o Plano Espiritual. na aplicação deste processo. que é a única susceơvel de desenvolvimento normal e que possui um mínimo de sensibilidade e de tonalidade vibratória perispiritual que comporta o desenvolvimento. até se obter desembaraço e flexibilidade funcionais. Se o médium. numa escala determinada. fase por fase. dentro de certos limites. deletérios. então. eles projetam o jato de fluido sobre esses pontos e os médiuns devem forçosamente senƟr a projeção: 1) porque eles agiram nos pontos certos: e 2) porque fizeram a projeção de acordo com a sensibilidade. Há porém. anotam os pontos sensíveis. não senƟr a projeção. entorpecidos e inoperantes os veículos da ligação com a mente. com as repeƟções que forem necessárias. o cooperador espiritual levanta .

A capacidade de senƟr fluidos. que visa a formação de médiuns aptos a trabalhos em qualquer faixa. O exercício deve ser repeƟdo duas ou três vezes e de cada vez o dirigente fará uma preparação ligeira: depois mandará concentrar para receber. do excitante e do sedaƟvo. tecnicamente desenvolvida. como dos fluidos dos ambientes malsãos. nas mãos. Para melhor esclarecimento. violenta. do quente e do frio. solicitando a ação imediata dos cooperadores espirituais. idenƟficar os Espíritos que deles se aproximem. como ainda. quando mais não seja. Além disso a reeducação da sensibilidade como aconselhamos. com o correr do tempo.. suave. do Ɵno e do pesado. permite ao médium determinar no seu próprio organismo o ponto ou os pontos de incidência. fria. densificando-o mais ou menos. por exemplo. 19 ou abaixa a vibração do fluido a projetar. tornando-se por fim. pelo menos para despertar ou reeducar a sensibilidade embotada. aguardará um a dois minutos. com um jato ou uma ondulação quente.. do benéfico e do maligno. quando entrarem os médiuns nos períodos seguintes. pode ser senƟda pelo médium nos ombros. formar para seu próprio uso. acompanhar a turma neste período primário. vai se tornar muito necessária no transcorrer do curso. PermiƟrá também que os médiuns possam e saibam se defender dos ataques contra eles desfechados pelos maus Espíritos. O dirigente encarnado poderá usar um quadro discriminaƟvo das projeções e das reações para interpretá-las e definir as mediunidades que os médiuns possuem. insensíveis aos fluidos finos uƟlizados neste método. ele lança mão até mesmo de fluido pesado para que sua atuação seja eficiente. uma escala de valores fluídicos de inegável uƟlidade na vida práƟca. selecionando-os por sua categoria vibratória. se a sensibilidade é muito baixa. etc . dentro dos limites da sensibilidade do médium e. segundo a natureza dos fluidos. só trabalha com fluidos pesados. mesmo assim. damos o seguinte quadro demonstraƟvo das projeções na primeira fase. relaxar e de cada um em separado (se a turma for pequena) ou . etc. devem. nos braços. entre os extremos do bom e do mau. com a intensidade necessária para ser de fato senƟda. Uma projeção sobre o bulbo. na cabeça. podendo assim. disƟnguindo e classificando as vibrações lançadas a distância e delas defendendo-se em tempo hábil. Quando estes já possuem mediunidades manifestadas. porque grande número de médiuns destes. findo: os quais mandará descansar. e se possa definir a mediunidade.

desde que. de pequena distância. este de desenvolvimento mediúnico. fará vibrações em beneİcio de necessitados em geral e encerrará o trabalho. o instrutor espiritual não executa nenhuma ação direta sobre o médium. O instrutor espiritual que. 2ª Fase A APROXIMAÇÃO Normalmente. portanto. e isto pela simples razão de que é o próprio Plano Espiritual que regula e disciplina essas aproximações. etc. na vida comum. o médium deve. Esta fase é mais diİcil que a primeira. como na 1ª fase. perceber a aproximação ou no mínimo sua presença. Caso não haja médiuns capacitados. conhecidos. aproximam-se dos médiuns espíritos encarnados e desencarnados das mais diversas categorias: amigos. um jato de fluido. porque a condição de médiuns de prova é atraƟvo para todos os casos . sofredores. sobretudo quando realizados de comum acordo entre os dois planos como. que anotará no mapa referido. espíritos desƟnados a cooperar duma forma ou doutra.. porque nesta. na primeira fase lançara sobre o médium. sejam aptos para receber instrutores. misƟficadores. agentes de resgates. críƟca sobre os resultados apurados e intercâmbio com o Plano Espiritual. bem entendido. encerrará o trabalho práƟco e passará à segunda parte. desconhecidos. que servirá também para comprovação de resultados. tudo foi . por exemplo. senƟr. em trabalhos espirituais. mediante levantamento da mão ou do braço (se for numerosa). inimigos. devidamente resguardados. mas. para verificar e medir sua sensibilidade agora dele se aproxima para fazer-se pessoalmente senƟdo. 20 em conjunto. Mas. credores. somente podem se aproximar dos médiuns. indagará sobre os resultados. uƟlizando médiuns de incorporação porventura existentes na turma e já desenvolvidos e que agirão livremente. Após o úlƟmo exercício. cabendo unicamente à sensibilidade deste. perceber sua aproximação ou afastamento. como de costume. obsessores. que constará de recomendações finais.

tremores. . mesmo nas suas relações humanas aproximações e contatos com pessoas negaƟvas. justamente para que possam ser senƟdas as aproximações sem maiores dificuldades. finalmente. Como na 1ª fase. alternaƟva que mais algumas experiências eliminarão. O desenvolvimento desta capacidade dotará o médium armas eficientes para evitar. a maior ou a menor capacidade radiante do instrutor espiritual influi poderosamente no êxito da experiência e é óbvio que os cooperadores do Plano Espiritual selecionam instrutores capacitados para assegurar esse êxito. o dirigente deve organizar seu mapa de anotações para controlar os resultados e interpretá-los. A aproximação não é percebida somente em certos pontos sensíveis. se for nos “pontos de sensibilidade”. Se agir sobre os chacras. agindo indiretamente sobre os chacras. etc. o médium senƟrá uma momentânea manifestação de sua mediunidade. sendo necessário às vezes. estabelecem contato com o perispírito dos médiuns. nos seus pontos de sensibilidade. 3° Fase O CONTATO Nesta fase os operadores espirituais. a percepção será muito mais acentuada e localizada que nas fases anteriores e esta circunstância justamente disƟngue bem uma fase da outra. podendo ser uma percepção geral a todo o organismo. repeƟr experiências em lados opostos quando os resultados forem negaƟvos. conquanto. já aproximados. de forma a serem realmente senƟdos. explique-se aos médiuns que. hosƟs. como na 1ª fase. quase sempre percepơvel em tempo hábil. é sempre maléfica. absorventes de fluidos vitais preciosos. haverão manifestações reflexas como repuxamentos. Se o médium senƟu a 1ª e não sente esta 2ª fase conclui-se: sensibilidade precária: inibição momentânea. Terminada a verificação. Neste caso. pelo menos na maioria dos casos. e. porque a ação do instrutor se realiza no corpo etéreo: se a ação for nos plexos. quando se trata de agentes do mal cuja proximidade mesmo sem contatos e somente pela radiação espontânea. a sensibilidade às aproximações. ou diretamente sobre os plexos do corpo denso ou. 21 estudado previamente e somente se aproximam dos médiuns Espíritos cujas vibrações se afinam com as deles. tendo também em vista que o corpo humano tem o lado direito posiƟvo e o esquerdo negaƟvo.. permite aumentar a capacidade de defesa própria. Esta fase exige um tempo um pouco mais prolongado que a anterior. na área enervada pelos nervos ligados àquele plexo. porque todo ele recebe ao mesmo tempo vibrações do Espírito desencarnado.

a inferioridade espiritual o descaso pela reforma ínƟma. Perceber o envolvimento e cortá-lo logo de início eis o problema com o qual os médiuns têm que se haver. Explicar aos médiuns que quanto mais intenso e integral for o envolvimento. excluído todavia trabalho de hipnoƟzação.e que aumentam de vulto nos casos de mediunidade . quando pesados ou impuros. em maior área. são fatores que abrem portas bem amplas às influências negaƟvas e malignas. Feitos os contatos preliminares. Esse contato pode ser feito com as mãos ou. caso possível. à fase seguinte. explique-se em seguida aos médiuns que os contatos. maior será o grau de inconsciência do transe e que. 22 Para esses contatos os instrutores espirituais são. procurará assenhorar-se primeiramente da mente do médium envolvendo em seguida. na vida práƟca. conforme o grau de afinidade que exisƟr entre ambos. com interpenetrações do perispírito. Na vida normal. por si mesmo ou através de uma terceira enƟdade. todo o perispírito. automaƟcamente. por força das interferências constantes dos agentes espirituais . Esta prova. dando tempo a que os instrutores espirituais procedam ao envolvimento. nos casos de incorporação simplesmente telepáƟca. que é o recurso empregado pelos agentes do Mal quando encontram resistência de maior monta por parte da víƟma. lhe permiƟrá defender-se deles. terminando o processo muitas vezes por franca dominação. seja quando antecedidos por projeções suficientemente densificadas ou quando venham de elementos astrais deletérios da mais variada natureza. Apurados os resultados. o envolvimento não passará do cérebro espiritual. 4° Fase O ENVOLVIMENTO O instrutor espiritual. graduando-o segundo as necessidades. .a falta de conhecimentos doutrinários. acarretam sérias perturbações espirituais e orgânicas e que o autocontrole que o médium adquire pelo conhecimento deste processo. que são às vezes simples sondagens. obrigados a operar fortes rebaixamentos vibratórios nos seus próprios perispíritos. à medida que sua intensidade seja gradaƟvamente aumentada levará. as enƟdades inferiores vão aos poucos envolvendo suas víƟmas. e é justamente esse processo de dominação que se demonstra ‘pari passu’ com esta exposição das cinco fases do transe mediúnico. quando for muito baixa a sensibilidade do médium. seja quando diretos. às vezes. Este passo deve ser mais demorado.

em seguida. Nos casos de incorporação inconsciente o processo é aprofundado para se conseguir as alterações necessárias no psiquismo a saber: turbamento mental e bloqueio momentâneo das zonas do super e do subconsciente (para reduzir interferências espirituais): desligamento dos centros da volição individual com esvaecimento. estabelecendo-se então sintonia vibratória em todo o organismo. advertências. Conquanto seja verdadeiro que o subconsciente tem possibilidades constantes de interferir nas comunicações. também é verdade que suas interferências podem ser afastadas de forma segura. inspirações. em dois senƟdos: com vibrações ou radiações sobre a mente do médium. Nos casos de mediunidade consciente ou semiconsciente. para adequar-se à do médium. cordas vocais e movimentar músculos e nervos. instruções de trabalho. .faringe. as vibrações adequadas à produção. contraindo-os ou distendendo-os. laringe. acontecimentos sociais ou domésƟcos e inúmeras outras recordações indelevelmente arquivadas nos seus escaninhos. nesse corpo. pensamentos ou palavras que vêm diretamente do Espírito comunicante. INCORPORAÇÃO CONSCIENTE Um dos obstáculos encontrados pelos médiuns portadores de incorporação consciente e que os inibe fortemente no exercício de suas tarefas. imprevistos. o envolvimento não passa do primeiro ato. frases e falar como deseja. sem medida. aƟtude a tomar em casos urgentes. pois que nos planos espirituais não há espaço nem tempo. para transferir para os centros da sensibilidade. segundo o caso e. como dissemos. nos casos de incorporação consciente e semiconsciente. ocorrências. 23 Normalmente o envolvimento se realiza. etc. bastando efetuar o envolvimento mental que pode ser feito em presença ou a distância. Ao mesmo tempo e por força de todas estas interferências a vibração perispiritual do Espírito desencarnado se sobrepõe. a ação dos agentes espirituais é mais rápida. campo limpo e livre para o recebimento das idéias. Nestas duas úlƟmas formas citadas. ou diretamente sobre os órgãos da sensibilidade perispiritual por meio de fluidos magnéƟcos. para produzir sons. como já explicamos. das alterações orgânicas funcionais indispensáveis. garanƟndo ao médium. adormecimento ou exaltação. é o não terem certeza de que o que falam vem do Espírito comunicante e não deles mesmos. mais imediata e mais fácil podendo eles prontamente transmiƟr mensagens. Somente depois de tudo isso é que é possível ao agente espiritual uƟlizar os órgãos da fonação do médium . para facilitar a recepção telepáƟca. emiƟndo reminiscências de conhecimentos.

desligando-se. para contornar a dificuldade. peça-se confirmação e. com oportunidades imediatas e constantes para todos. haveria balbúrdia: mesmo que se estabelecesse a regra de cada um falar à sua vez. por exemplo: Graças a Deus. idealizamos um processo muito simples. Pode ser verbal ou escrita. imediatamente. se mesmo assim. que são as normalmente uƟlizadas nas comunicações. Sendo numerosa a turma de médiuns de incorporação. permanecerem as dúvidas. propriamente dita e direta do agente espiritual em nosso plano. em seguida. inconsciente ou telepáƟca conforme a natureza da faculdade que o médium possuir. maior período de tempo. então pode o médium ter certeza de que o que recebeu é do Espírito e não do seu próprio subconsciente. que a manifestação não é livre e que os Espíritos comunicantes se limitarão a uma saudação rápida. então.da manifestação . por causa dos termos da saudação. nesta úlƟma fase não se deve permiƟr que os médiuns falem porque. em duas palavras como. dêem nova confirmação por meio de descargas fluídicas que. serem mudados. variam para cada pessoa. pois. porque este não tem possibilidades de projetar ondas ou raios fluídicos. porque é nesse instante que se fazem mais presentes as interferências do subconsciente do médium e naturais emoções. de certa forma. ao invés de ondas telepáƟcas. que é o seguinte: a) Levar os médiuns até a fase de envolvimento. que mereça atenção ou prédicas prolongadas. como no caso antecedente.Este processo tem sido criƟcado por um ou outro confrade mais formalísƟco. devendo se concentrar para receber. pois. conquanto inédito. mas se ele tem provado bem (o que é uma pura verdade) e os termos a usar ficam a critério dos próprios Espíritos comunicantes podendo. 24 Para isso proceda-se da seguinte forma: ao receber as impressões telepáƟcas (idéias e pensamentos). Nestas condições. peça-se aos Espíritos comunicantes que. no menor tempo possível: exercitamento práƟco. Esta úlƟma fase só deverá ser efeƟvada após treinamento intenso das quatro anteriores. Deus abençoe a todos ou qualquer outra. prejudicaria o objeƟvo do processo. a manifestação. ( . que é o exercitamento intensivo de todos. o que resta a opor. Paz a todos. tudo se reduzindo a simples frases de . o que é atributo unicamente de enƟdades animais e humanas. Percebida a descarga. arbitrando-se para ela. tal coisa seria inúƟl porque não haveria tempo suficiente para todos falarem.todos. 5ª Fase A MANIFESTAÇÃO Esta fase é o remate do processo. guardando todos completo silêncio: b) Anunciar que se vai passar à fase final. como já temos dito. o que. explicando porém.

de forma clara e simples. limitando-se unicamente a uma simples saudação. discursos ou prédicas prolongadas. na superİcie como na inƟmidade do seu próprio psiquismo: médiuns quase cegos. repeƟção constante das fases. como a maioria que se conhece. tudo se reduzindo a simples frases de saudação. após a terminação do curso. na úlƟma fase. Nos contatos verificarão se se deram fora desses pontos. 25 saudação). todos podem receber ao mesmo tempo. observando as alterações que se derem. como alarmas contra ataques exteriores. Explique-se aos médiuns que assim sendo. Recomendar também que os médiuns. que quase nada sabem sobre mediunidade e quase tudo ignoram. tomando assim o perispírito de surpresa. por exemplo. muitas vezes fanáƟcos. dos mais indispensáveis detalhes do intricado problema mediúnico. repeƟmos. Na primeira anotarão. de que lado vêm. do que com eles se passa. após exercitar várias vezes as fases iniciais em cada sessão. Rigor na disciplina do trabalho. realizando-se o exercitamento desta fase sem necessidade de mensagens. então. 3) Somente. como já dissemos. na sua mente e no organismo İsico. sem balbúrdia. se algum médium não respeitar a recomendação de não dar mensagem alguma. no seu psiquismo. à execução de suas penosas e delicadas tarefas no campo social e não médiuns. portanto. capazes de agir com segurança e competência em quaisquer circunstâncias. os pontos de sensibilidade. conduzindo outros cegos. Nas aproximações devem observar como elas se dão. não voltem atrás. 4) Este processo de desenvolvimento exige. pode-se afirmar que houve . recaindo no regime anterior de acomodações e de roƟna. devendo por isso. mesmo quando animados de boa vontade e de boa fé. 2) Explicar que o que se tem em vista é formar médiuns conscientes daquilo que com eles se passa. inspiradores de confiança ao Plano Espiritual para as realizações que lhes competem. Nos envolvimentos acompanharão o processo calmamente. que funcionam como senƟnelas do perispírito. pelo menos. tanto no exterior como internamente. OBSERVAÇÕES SOBRE O MÉTODO 1) Em cada fase o instrutor dará as explicações indispensáveis. à hora do transe. se esse limite for ultrapassado. os médiuns à úlƟma fase. aptos. quais as reações que provocam nos pontos sensíveis. estar sempre bem regulados. conhecedores. são coisas indispensáveis. para que as faculdades conƟnuem a evoluir até se tomarem médiuns perfeitos e completos. cooperação permanente e constante do Plano Espiritual de forma que. com frases longas ou comunicações extemporâneas. devendo os médiuns observar tudo o que ocorre consigo mesmos. como dissemos. resistência ante a impaciência dos médiuns. produzindo maior ou menor inconsciência no transe. com paciência e perseverança: quando houver relaƟva firmeza e segurança levar.

e só então. serão muito úteis depois dessa fase preparatória. voltar à repeƟção do processo. Nesta fase preparatória só se pode trabalhar com Espíritos instrutores. E como regra geral é evidente que o dirigente do trabalho deve ser pessoa competente. este processo visa não só educar os médiuns e exercitá-los como. como é fácil de compreender. que compreendeu o método. salvo. são os que vêm da incompreensão dos médiuns em relação ao valor do método e de seus resultados e a paciência que devem demonstrar no se sujeitarem a ele com todas as suas monótonas repeƟções até o termo final quando. que estamos descrevendo. obsessores.o envolvimento . é claro. Essa flexibilidade mediúnica vai ser muito necessária nos períodos seguintes. que neste caso. 6) É preciso esclarecer que aquilo que eles poderiam dizer numa comunicação livre. enquanto os médiuns não forem dados como prontos. os quais. de adestramento e aprimoramento. 5) Aliás. Na aplicação deste processo. não teria para o caso nenhuma importância. passando rapidamente por todas as fases e parando na penúlƟma . integrou-se bem nele e está portanto apto a aplicá-lo. como veremos. etc). mas um método de segurança e uma técnica racional. Com este processo não se oferece uma panacéia mediúnica para o desenvolvimento.à espera da ordem de receber. os casos de transmissão telepáƟca a distância. desligando-se imediatamente e assim sucessivamente várias vezes. os maiores óbices a transpor de início. até que se obtenha a necessária flexibilidade mediúnica ao envolvimento e à manifestação. também. como numa reação em cadeia. Importante é considerar que no desenvolvimento primário. . desencadeia a comunicação. todavia. não se deve trabalhar com Espíritos inferiores (sofredores. o desembaraço dos médiuns em receber e segurança e fidelidade na transmissão. porque o que visa no momento é o exercitamento em si mesmo e não o recebimento de comunicações. 26 interferência anímica. Dada esta os operadores espirituais (tanto quanto nós empenhados no êxito do trabalho) agirão completando o envolvimento e passando à fase final - a manifestação . eliminar os viciamentos que porventura hajam adquirido anteriormente. aptos. Após o tempo arbitrado ao exercitamento da turma em cada fase.com palavras rápidas de saudação à sua escolha. os frutos poderão ser colhidos. sobretudo se se tratar de médiuns que já recebiam antes de sua inscrição neste curso: na realidade é comum acontecer que à simples ocorrência do contato perispiritual e às vezes até mesmo à simples aproximação de qualquer enƟdade o médium. manda-se descansar e relaxar para. em seguida. vem toda do subconsciente. por conta própria.

e desde que eles realmente possuam mediunidade em condições de desenvolvimento . desde o início. suas mentes possuem recepƟvidade telepáƟca. podendo-se mesmo observar naquele ponto que. da glutoneria. os quais com os conhecimentos que vão recebendo na primeira parte. o que demonstra que são médiuns para efeitos telepáƟcos. em parte por falta de desenvolvimento adequado e harmonioso. com resultados apreciáveis em todos os senƟdos. por exemplo: o choque. Outros sentem bem as fases até a 3ª mas não evoluem para as úlƟmas. Este sistema de Cinco Fases não precisa ser o de recebimento obrigatório de Espíritos daí por diante. embota a sensibilidade perispiritual. para passar ao aprimoramento a que nos referimos atrás. o desenvolvimento estará saƟsfatoriamente iniciado. em cada sessão ou aula. para efeito didáƟco e de autocontrole mediúnico. com mais um pequeno passo. como ainda as tão naturais demonstrações de animismo que. reagirem bem à úlƟma fase ou às . restando ao médium. isto é. fungar ruidosamente.a passagem da 4ª fase (envolvimento) para a 5ª (manifestação) será grandemente facilitada. etc . 27 Ocioso será dizer que desde logo se deve recomendar aos médiuns a eliminação dos vícios orgânicos como o do fumo. Fique também bem esclarecido que este processo das Cinco Fases é recomendado e aplicado para melhor conhecimento do transe e auto-controle individual podendo.. inclusive o de correção de defeitos e hábitos anƟgos. irão melhor compreendendo e penetrando nos detalhes do transe mediúnico. seus perispíritos são sensíveis. etc . provocado por fluídos pesados. fazer gestos dramáƟcos. como já dissemos. exercitamento constante com doutrinação de sofredores. o que demonstra que a sensibilidade mediúnica nem sempre é uniforme ou foi embotada. levando os médiuns gradaƟvamente através das quatro primeiras fases . unicamente. Por outro lado é fácil de perceber que no desenvolvimento primário. desde as primeiras aulas. devem ser apontadas pelo instrutor. 2) É comum os médiuns que já recebiam antes. assim como o contato das mãos com ferramentas pesadas embota o tato. contorcer-se. após essa primeira parte. gemer. do sexualismo exagerado. permiƟr-se uma parte livre para os médiuns de faculdades já anteriormente manifestadas. mas um simples processo de detalhamento de transe. bem como dos hábitos tão deprimentes de bater os pés e as mãos. Os dirigentes do trabalho tenham também em vista o seguinte: 1) No desenvolvimento primário haverá médiuns sensíveis a algumas fases e não sensíveis a outras.. do álcool. a parƟr daí. podendo aplicar tais conhecimentos na segunda parte.

as falhas desaparecerão. vidência. sem exceção. o processo dará sempre bom resultado e entenda-se que essa eficiência deverá sempre exisƟr porque é fundamental. direta ou telepáƟca. à presença do Espírito . Prosseguindo o desenvolvimento e o médium não senƟndo o Envolvimento da 4ª fase. 7) Com este método. 5) Havendo entendimento prévio entre os dois planos e eficiência da parte dos dirigentes. a conclusão é que a falha da 2ª fase deve ser atribuída a alguma perturbação. devendo-se. não obstante. desde que haja realmente mediunidade a desenvolver. prosseguir para observar qual sua reação na 3ª fase. pode-se tratar de embotamento da sensibilidade por frequência a trabalhos mediúnicos de fluidos pesados. colocamos o médium muito à vontade e seguro de si mesmo quanto ao que se passa consigo. audição. mas somente mediunidade potencial. seja qual for a mediunidade apresentada. por exemplo. com o tempo e a repeƟção dos exercícios. 3) Havendo segurança de que a Aproximação. devem ser submeƟdos ao crivo das cinco fases para desenvolver ou aprimorar a sensibilidade. provavelmente. desaparecerá após o tratamento devido. então pode- se admiƟr que houve forçamento mediúnico. Se nesta fase o médium senƟr bem o Contato. 28 duas úlƟmas. se o médium. 6) Nas turmas. 4) O dirigente deve exigir constantemente dos médiuns máximo rigor e honesƟdade consigo mesmos. e. sobretudo de terreiro. psicografia. também. então se poderá afirmar que não existe mediunidade-tarefa para incorporação. falhando entretanto em relação às anteriores. o que o exame direto das glândulas cerebrais por certo confirmará. entretanto. etc. Não devem também os médiuns senƟrem-se diminuídos com a falta de sensibilidade às diferentes etapas do transe ou por não receberem manifestação alguma. que. o que provém de falta de educação prévia da sensibilidade e desconhecimento dos detalhes do transe. material ou espiritual. Neste caso. como. porque pode possuir ou revelar outras formas de mediunidade. 2ª fase. mas o médium não a senƟndo. já suficientemente provado. pois isso é coisa natural dos que começam. todos. a primeira conclusão a Ɵrar é que sua sensibilidade não é uniforme e é reduzida. para que não se deixem sugesƟonar com as afirmaƟvas e as indicações que ele é obrigado a fazer dirigindo o trabalho e muito menos ainda com sugestões ou suposições próprias sem base na realidade. foi feita em ordem no Plano Espiritual. afirmar que recebe espíritos. como. Isso porém não impede que o médium prossiga no desenvolvimento.

para separar uma coisa da outra. em si mesma. desenvolvê-las nos limites convenientes dentro dos temas e das idéias fundamentais transmiƟdas. . Estudada assim a parte referente à incorporação. por exemplo. No primeiro caso citado abre-se a mente para o Espírito e fecha-se-a para o subconsciente e no segundo. que o Ɵrocínio aos poucos irá desenvolvendo e havendo afinidade vibratória entre Espírito e médium. palestras doutrinárias. haverá a mesma segurança? . nas consultas. etc .médium. 29 comunicante. estação receptora. boa margem de segurança para realizar a sua tarefa.. seus contatos e envolvimentos. Neste esforço muito o ajudará fixando-se no esquema: Espírito. num dado caso. sendo em ambos indispensável manter a mesma limpa para receber o que venha duma ou doutra procedência. o ponto crucial do problema e sua maior dificuldade. 10) Nas comunicações telepáƟcas simples. em maior ou menor extensão. 9) Com estes cuidados. 8) Nos casos em que tal coisa deva ser evitada como. quanto à comunicação. nas comunicações de importância. vamos agora ver como se deve . o problema está na necessidade de reduzir o mais possível essa mistura. sua aproximação. comunicações escritas etc. venham eles de fora ou do subconsciente do médium e. vesƟ-las convenientement detalhá-las.. visando a incorporação parcial ou total. mantendo este a sua o mais limpa possível para receber o que vem do Espírito. nos momentos e nos limites convenientes. formar-se-á uma barreira que impedirá a entrada na mente do médium de elementos estranhos. por exemplo. dando livre trânsito ao que vem diretamente do Espírito e fechando a mente ao que vem diretamente desta. com as idéias e pensamentos do Espírito comunicante. de menor responsabilidade como. estão no fato do médium não poder evitar. fecha-se o subconsciente e em outro abre-se-o.Infelizmente não. como animismo: filtrar o mais cuidadosamente possível o que vem da mente do Espírito. que suas idéias e pensamentos se misturem. estação transmissora . ao mesmo tempo permiƟrá a este oferecer ao Espírito comunicante. Mas como fazê-lo: Estabelecendo uma sintonia saƟsfatória entre as mentes do Espírito e do médium. é vantagem para o Espírito comunicante cooperação mais pessoal do médium (desde que este tenha certo grau de cultura geral e conhecimentos doutrinários) a abertura do subconsciente do médium para que este possa completar idéias recebidas. doutrinação de sofredores. Como se vê. abre-se-a para ambos em perfeito e recíproco intuito de cooperação entre os dois planos.Mas. desde logo.

paisagens e enƟdades espirituais no próprio local onde se realiza o trabalho. espontaneamente ou por interferencia de Espíritos desencarnados. VIDÊNCIA Terminado o desenvolvimento primário. imagens e quadros diferentes. porque a projeção será vista por uns e não por outros. VIDÊNCIA A DISTÂNCIA . 30 agir com a vidência. vista de forma diferente por uns e outros. Explicar aos médiuns claramente as razões do procedimento para que cada um compreenda e conheça não só o grau de sua capacidade pessoal. instrutores e guias). quadros. se pedirá a projeção de uma só luz. Como se exerce e como se divide: VIDÊNCIA LOCAL . este pormenor será também explicado. Em seguida. com densidade média. a começar pelas luzes. desde. segundo a capacidade de cada um. paisagens. é claro.Cenas. que haja realmente capacidade de vidência. projeções e enƟdades em lugares distantes. imagem ou quadro para todos. videntes ou não. A intensidade média da projeção permiƟrá que seja vista por todos possuidores de capacidade média e superior. com densidade regulada segundo a capacidade de visão de cada um: isso desperta a atenção e o interesse de todos. como também a técnica do trabalho em relação à sua especialização. quase sempre por interferencia de Espíritos desencarnados (protetores. como as projeções são quase sempre simbólicas.O médium vê projeções. com maior ou menor niƟdez ou detalhes e em ângulos e aspectos diferentes. para se apurar o grau de vidência de cada um. diretamente aos videntes. seja qual for a mediunidade que possuam e após a abertura da sessão cujos preliminares já foram anteriormente apontados e que os médiuns todos. não sendo vista pelos demais e isto selecionará desde logo os médiuns. Nesse instante os operadores espirituais projetarão no campo perispiritual dos médiuns luzes. porque todos terão oportunidade de ver segundo podem. . ao qual todos os médiuns devem acompanhar. pedindo-se no momento ao Plano Espiritual projeções indicaƟvas para interpretação exemplificadora. audiência e psicografia quando existam. Por outro lado. Em seguida: 1) Manda-se que os médiuns se concentrem para ver em vidência local. devem acompanhar: dar explicações sobre a natureza da faculdade e seus diferentes aspectos ou modalidades.

se vir o Espírito o verá sem niƟdez como através duma vidraça embaçada. Em regra geral aqueles que possuem tonalidade vibratória mais elevada. Há videntes que vêem bem. com suas estrias. radiações fluídicas maléficas de ligação com o obsediado e penetrará. serão vistos e analisados pelos médiuns e anotados os resultados pelo instrutor da turma. para classificá-lo segundo mereça e dar-lhe o crédito correspondente aos resultados que for apresentando. . mesmo. iguais para todos. De início. ampliando os alvos e as localizações gradaƟvamente. 31 As interpretações de visões simbólicas são muito diİceis por serem muito relaƟvas. por não saberem disƟnguir. penetra em detalhes e surpreende os próprios senƟmentos mais ínƟmos. Nesta modalidade os instrutores espirituais formam os condutos de visão ou as ligações fluídicas com imagens ou quadros distantes que. as cores. pois. mais no interior. verá sua aura escura. o de capacidade média verá com niƟdez. mais do lado de fora mais superficialmente. responder às perguntas mais simples. possa fazer uma classificação judiciosa. Por exemplo. no caso de um obsessor ou misƟficador o vidente de capacidade inferior. no âmago do senƟmento negaƟvo ou na mente. paisagens e detalhamentos. para surpreender seus próprios pensamentos ou intenções. Explicar também que as diferenças de visão dependem ainda do grau de elevação moral de cada médium. depois. ao termo final. verão os quadros mais a fundo. a fisionomia. porém. ao passo que os demais verão eco pontos mais baixos. Os de vidência inferior não penetram na inƟmidade psíquica de uma enƟdade desencarnada ou não. o de capacidade superior. é preciso dar a cada médium seu devido lugar na escala. por mais que falem. 2) Passa-se em seguida à vidência comum a distância. o que vem de fora com o que vem do subconsciente e não conseguem. da mesma forma. Convém começar com a indicação de alvos mais próximos. porque muitas vezes é preciso penetrar na mente do transmissor para saber qual a idéia que presidiu a projeção. podendo até descrever a indumentária. classificar as coisas misturam tudo. A medida que o trabalho prossegue o instrutor vai anotando os resultados para apuração da capacidade de cada médium de maneira que. mais materiais. com mais detalhes. separar. enquanto que o de teor mais elevado. isto é. o essencial com o secundário. o real com o imaginário.

Assim como na vidência. AUDIÇÃO Estas regras. PSICOMETRIA É uma simples modalidade de vidência e não uma faculdade em separado. se aplicam à mediunidade de audição. submetendo- as à vidência do médium.”não transferida” o médium vendo somente com olhos do perispírito. objeƟva. podendo lançar mão de desenhos. no úlƟmo. isto . O médium posto em presença do objeto ou pessoa concentra¬se e vê as cenas passadas cronologicamente. justamente visa torná-la direta. (Para mais detalhes consulte o livro Mediunidade. transferida ou não para o nosso plano. o dirigente tem amplo campo para as experiências. mutaƟs mutandis (mudando-se o que deve ser mudado. Essa impregnação é indelével e ocorre com todos os fatos. mental (pode-se dizer: com os olhos do perispírito) ou direta. para se saber se são médiuns de psicografia. acontecimentos e movimentos İsicos no Universo. Na vidência o médium capta uma vibração que o aparelho visual psíquico transforma em imagem. quando a visão parece se dar simplesmente dentro do cérebro. mental ou objeƟva. isto é . com os quais esteve o objeto ou a pessoa em contato. palavras escritas fechadas em envelopes. 9. do mesmo autor) No desenvolvimento. a audição também pode ser espontânea ou alternaƟva. nos períodos seguintes do qual trataremos mais adiante. de fatos ou acontecimentos do pretérito. transferida para o nosso plano material. ou ser. fazendo-se as rnodificações necessárias). os médiuns selecionados para essa espécie de cooperação devem ser submeƟdos desde logo a testes preliminares. ESCRITA MEDIÚNICA Colocados junto às mesas e trazendo material apropriado para escrever. o treinamento.escrita mecânica inconsciente . sinais. isto é. enquanto que na audição. a vidência pode também ser direta ou indireta: direta quando o médium vê quadros. isto é. ou indiretamente ou mental.ou simplesmente agentes telepáƟcos. a vidência pode ser denominada “transferida” para o nosso plano e. transferida ou não para o nosso plano material. muito comumente ligada e por assim dizer. direta ou indireta. O desenvolvimento também visa possibilitar essa transferência. 32 Em todos os casos. Tem por base a impregnação na aura de cada objeto. Para todos os casos de vidência. complementar à vidência. no primeiro caso. observe-se o seguinte: a vidência pode ser espontânea ou alternaƟva. a vibração captada é transformada em som pelo aparelho audiƟvo psíquico. cenas ou enƟdades espirituais diretamente como se fosse com os próprios olhos materiais. cap.

exatamente como sucede na incorporação consciente. portanto. E entre nós. na quase totalidade dos casos. escrevendo diretamente. O processo provará de forma concludente. muito mais rara e esƟmada.Este processo imediatamente determinará a natureza da mediunidade. havendo portanto. prestando atenção ao que lê e não ao que escreve. pela exaƟdão com que recebia mensagens de vários escritores conhecidos. entretanto. que a escrita telepáƟca. talvez um ou dois o sejam. médiuns que conscientemente recebem idéias e pensamentos dos Espíritos. na verdadeira psicografia. Para esse teste há muito tempo nos uƟlizamos do seguinte e simples processo: . o Espírito comunicante apodera-se do braço e da mão do médium e uƟliza-os como deseja. podendo- se dizer que. repeƟmos. a redação. sejam aqui subesƟmadas. temos. do que está dito. Ficaram célebres nos anais do EspiriƟsmo os trabalhos psicográficos do médium português Fernando de Lacerda. é o caráter mecânico. marcando época. mas muito ao contrário. .Ao lado do médium coloca-se um livro. quem escreve é Espírito comunicante e . cada qual com redação. Em resumo. 33 é. entre outras razões porque reproduz com exaƟdão o esƟlo. esƟlo e demais caracterísƟcas que lhes eram próprias. revista ou qualquer coisa escrita e manda- se que se concentre para escrever. o que dificilmente ocorre no caso da escrita telepáƟca. ao invés de transmiƟrem-nos falando. o instrutor. portugueses e estrangeiros. encarnados e desencarnados e. da operação. Não se conclua. a produção valiosíssima de Chico Xavier. enquanto que no caso comum da escrita telepáƟca. em 100 médiuns que se dizem psicógrafos. deve interrogar o médium sobre o assunto lido para verificar se de fato a atenção estava na leitura e não na escrita. simples casos de incorporação parcial. ao mesmo tempo. escrevendo e lendo ao mesmo tempo. inconsciente. fazendo-no escrevendo. recomendando desde logo que. ao fim da prova. sem a menor interferência do médium. igualmente como sucede com a palavra telepáƟca. de valor relaƟvo e comum e não o da escrita mecânica. em seguida. nesse setor. leia o que lhes está posto ao lado. O que justamente caracteriza esta úlƟma modalidade e jusƟfica seu nome. como na incorporação. maior ou menor interferência do médium. havendo. o médium recebe idéias e pensamentos e os transmite escrevendo e não falando. os conhecimentos intelectuais e o caráter moral do Espírito comunicante. que tanta influência tem exercido na difusão do EspiriƟsmo em nosso país e no mundo. que o que ocorre é o fenômeno da mediunidade telepáƟca.

muitos deles conseguindo assim. pode ser uƟlizado por Espíritos mal intencionados. submeƟdos aos testes iniciais fracassam logo e se sentem assim diminuídos. OBSERVAÇÕES FINAIS Na aplicação deste processo. muito mais autênƟca e valiosa e da qual se achavam afastados. após a terminação do curso. conquistar a verdadeira psicografia. formando palavras e frases. então. outros agem da mesma forma. quem escreve é o médium e não o Espírito comunicante. sem a menor significação. pois quando insuficientemente desenvolvido. os médiuns lendo e escrevendo ao mesmo tempo e. . pelo descrédito provocado e dando também margem à proliferação de práƟcas inferiores que impropriamente se rotulam de EspiriƟsmo. Finalmente. elimina-se a leitura obrigatória e todos passarão a escrever livremente para que o instrutor possa verificar os resultados alcançados e as possibilidades de cada médium no trabalho permanente. porque se dão por ofendidos. sucede às vezes. transformando-se em um simples fenômeno de efeitos İsicos. a não ser o treinamento muscular. as garatujas irão tomando forma.deve o trabalho prosseguir da mesma maneira por muitas sessões consecuƟvas. se verá que a maioria daqueles que já escreviam antes. causando assim. após inúmeros exercícios. este pode ler enquanto escreve. quando adverƟdos sobre os viciamentos que possuem. sem o menor controle ou conhecimento do assunto e incapazes de aquilatarem das vantagens de um desenvolvimento regrado e metódico. agora somente traçam arabescos. rabiscos. a adoção de processos mais objeƟvos e cienơficos. Terminado este teste . Estas circunstâncias e aƟtudes mentais desta espécie. de maneabilidade do médium por parte do Espírito que quer escrever. e outros. prejuízos incalculáveis à sua expansão no meio social. abandonam os trabalhos e conƟnuam no ponto em que estavam. arraigados ao hábito de se desenvolver mediunidade a esmo. é que têm retardado enormemente o conhecimento do problema mediúnico. e só deve ser exercido por pessoa sã no İsico e no psíquico. até que. tão afastadas do Evangelho e da racionalidade que é caracterísƟca da Doutrina. com o tempo e perseverança. Este Ɵpo de mediunidade exige cuidados especiais. haver médiuns que ao serem a ele submeƟdos.que não é eliminatório . antes mesmo de haverem estudado e compreendido. por isso. por isso. ainda. muitas vezes justamente por falta de treinamento e orientação adequados. por discordarem apriorisƟcamente do processo. o desenvolvimento da sua práƟca judiciosa. 34 não o médium e. ao passo que na escrita telepáƟca. o médio não pode ler e escrever ao mesmo tempo.

As idéias formuladas. Aqueles que discorrerem com mais desembaraço e propriedade. Em seguida. no momento. sugerimos o seguinte: PARA A INCORPORAÇÃO Efetuar o julgamento por partes. por exemplo: manda-se que todos se concentrem e dá-se. fora do transe. interpretação e transmissão. em beneİcio da propagação da Doutrina. o esƟlo. no mínimo. estranho à Doutrina ou. entretanto. fornecerão elementos seguros de julgamento. 35 A APURAÇÃO Terminado o curso. sem transe. o modo de apresentá-las. aguardando-se as manifestações individuais. Iniciar a apuração com os poucos que porventura apresente essa úlƟma modalidade. para o melhor aproveitamento de suas aƟvidades. proceder-se-á ao julgamento final a fim de se instruir os médiuns sobre os resultados do trabalho e sobre a conduta que devem manter daí por diante. maior menor: e 2º) pela possibilidade de idenƟficar o transmissor e autenƟcar a transmissão. pouco usual para discorrer sobre ele: anotar a transmissão. com mais inspiração. A ơtulo de exemplo. o Espírito é quem fala sobre o tema e não o médium e. comparando por fim os resultados. a redação gramaƟcal. Por essa prova se constata o grau real de inconsciência. fala o médium e não o Espírito. um tema não trivial. etc. . porque. no primeiro caso.. Este trabalho deve ser criterioso e eficiente para que não haja equívocos e injusƟças e há muitos modos de realizá-lo. Os inconscientes: 1°) pela integração no transe. Em seguida submeter à mesma prova os semiconscientes. segundo as circunstâncias e os pontos de vista dos respecƟvos dirigentes. pedir ao médium que discorra sobre o mesmo tema como puder. realizando as provas que permitam classificar os médiuns conscientes e semiconscientes: 1º) pelo grau de consciência mediúnica. mandando que se concentrem para receber um de cada vez: levar o médium imediatamente à fase de envolvimento e nesse instante dar-lhe verbalmente um tema. 2°) pela capacidade de recebimento. (Nestas duas espécies de mediunidade as comprovações podem ser feitas com auxílio de videntes porque há sempre Espíritos presentes). Finalmente apura-se o aproveitamento dos médiuns conscientes com pequenas modificações no sistema como. Neste caso o desembaraço maior ou menor do médium na dissertação sobre o tema mostrará o grau e a profundidade da semiconsciência.

Em seguida passar à vidência a distância. fazer a mesma prova com pessoas presentes e por úlƟmo tentar um exame direto e interno do organismo humano. e não do médim. já o teriam revelado. Essas úlƟmas são provas do campo da psicometria. fechá-la em um envelope para que seja descrita pelo vidente. cuja origem seja conhecida. quase que na totalidade dos casos. sugerimos temas verbais dados na hora sobre assuntos não doutrinários ou triviais. servindo-se também de presentes. individualmente. PARA A VIDÊNCIA Separar aqueles que no decorrer do curso tenham revelado possuir e hajam treinado a faculdade: mandar que se concentrem para ver e exibir-lhes. Fazer a mesma prova com objetos. Prosseguir pedindo a cooperação do Plano Espiritual para a projeção de quadros para toda a turma e. se não houver capacidade real de transmissão não haverá também recepção e o instrutor culpará o médium por um fracasso que é dele. para cada médium. aos Espíritos comunicantes. eles mesmos transmissões telepáƟcas para serem recebidas por médiuns em desenvolvimento de vidência ou incorporação. instrutor. a consciência do médium junto ao corpo desdobrado. além de outras modalidades que a imaginação do instrutor julgue adequadas e eficientes para a prova. Ocorrem às vezes equívocos sobre desdobramentos: exterioriza-se levemente o corpo etéreo e o médium julga estar desdobrado: somente há desdobramento quando a consciência se desloca para o local da visão: fora disso o que ocorre é vidência a distância). 36 serão os mais bem dotados e os que não o conseguirem. a ơtulo de exemplo. alvos diferentes. Verifique-se: a) desenvoltura na escrita: b) sua rapidez. obrigatoriamente. naturais e conhecidos do instrutor. um por um. bastando agora medir essa capacidade para o que. (É costume de alguns instrutores encarnados fazerem. depois. Prosseguir com a descrição livre de cenas e quadros a distância e terminar a prova com descrição de vidência com desdobramento. Não aconselhamos a práƟca porque na maioria dos casos. podendo também o instrutor desenhar no momento uma figura qualquer. em nada aproveita a cooperação dos médiuns videntes. a pouca distância. porventura possuidores de capacidade psicográfica. porque estes processos de comunicação telepáƟca escapam. um objeto qualquer para exame de aura: em seguida. para a descrição de detalhes. (Nestas provas de mediunidade telepáƟca. à percepção direta). seja de incorporação ou de escrita. dando aos médiuns. c) clareza e legibilidade. de tudo anotando os resultados. serão postos a provas individuais para se apurarem as causas do insucesso. PARA A PSICOGRAFIA Durante o curso os médiuns. .

no campo trabalhoso da produção permanente. para que recebam instrução mais completa. revela o médium a si mesmo. é indispensável que esses médiuns freqüentem os períodos seguintes. assim sendo. com suas limitações e possibilidades. O processo aqui exposto. tanto de doutrina como de conhecimentos gerais e exigir. quando bem aplicado. porque quebra todos os tabus ínƟmos. devidamente preparado. e lança-o. evidentemente. . porque garante a autenƟcidade das manifestações e porque prepara médiuns capazes e seguros do terreno onde pisam. após o devido repouso. mais ou menos de acordo com as exigências apontadas. por outro lado. dá-lhe conhecimentos e segurança. necessidade de prosseguimento do curso nos períodos seguintes. e) o aspecto rigorosamente mecânico na realização do trabalho. modo de uƟlização futura. para o início das etapas seguintes. grau de capacidade de cada um. Feito isso. isso sim. havendo realmente mediunidade a desenvolver leva. a resultados posiƟvos. O EspiriƟsmo. deve-se incluir somente matéria indispensável. Não havendo na turma médiuns psicógrafos. ou que não desejam ou não podem freqüentar cursos mais completos ou demorados de uma escola de médiuns regular. como se sabe. de progressão e complementação. marcando data. Terminadas as provas. necessidade de mantença do padrão vibratório elevado e comunhão permanente com o Plano Espiritual. os dirigentes devem fazer uma críƟca geral do curso e dos resultados.é necessário haver realismo e sensatez na organização de programas populares de desenvolvimento mediúnico e de triagem: nestes principalmente. dar por encerrada a etapa do desenvolvimento primário propriamente dito. a da letra ‘e’. Doutra parte. instruindo os médiuns sobre a natureza de suas faculdades. até mesmo primária (nesta úlƟma). pois devem ser de curta duração (4 a 6 meses) e se desƟnam de preferência a médiuns já desenvolvidos. presƟgia o EspiriƟsmo. de adestramento e de aprimoramento. exceto. sem a menor dúvida. fornecer temas adequados e globais e critlcar os resultados individuais. coisas e ambientes que devem ser evitados na vida comum. visando os altos objeƟvos da expansão doutrinária. sem curso algum de formação. o mais possível de praƟcagem. difunde-se com mais amplitude nas classes médias e baixas (do ponto de vista sócio-econômico) e grande parte dos médiuns se ressente de instrução. Nota: O desenvolvimento primário é o de maior importância. Fazer a prova com leitura derivaƟva. higiene orgânica e mental. 37 d) a profundidade mental na interpretação do tema.

que faz parte de sua tarefa . influenciações provocadas. ainda. encontra ele melhores elementos de exercitamento. ter em vista que o trabalho deve visar direta e principalmente. no desconforto. Salvo os casos benígnos do 1º grau já citados.. na renúncia e na própria segurança do seu trabalho individual que. Para todos estes casos. inclusive as de fundo mediúnico: obsessões avançadas. o que seria simplesmente aleatório. não só pela variedade dos casos e circunstâncias inerentes a cada um. vampirismos: ou ainda. como pela variedade dos próprios fluidos e vibrações que cada sofredor ou obsessor apresenta como. cobranças de dívidas cármicas e outros moƟvos. Os trabalhos de adestramento incluem todas as perturbações de fundo espiritual. depressões. como fixações mentais. pela extensão das oportunidades que o médium encontra no serviço em bem do próximo . bondade e intensamente coloridas. em contato com fluidos pesados. como obsessões comuns.evangelizando-se e fortalecendo-se no bom ânimo. de paz. o saturam de sensações semelhantes. para que as causas quando possível sejam removidas e não os efeitos. nas cores que correspondam à natureza dos casos específicos para que penetrem fundamente no organismo psíquico do obsessor. quase sempre mais afins com os próprios do médium (salvo poucas exceções). Os trabalhos que nesta fase se recomendam são os de doutrinação de sofredores e de obsessores em geral. fazer o atendimento com correntes de cura bem organizadas e com pessoal habilitado a realizar as ações diretas de fluidos e vibrações sobre os obsessores. grau) por “encostos” de Espíritos estranhos ou familiares: influenciações mais intensas (2° grau). 38 DESENVOLVIMENTO PROGRESSIVO ADESTRAMENTO O adestramento mediúnico. influenciações ligeiras (1º. pensamentos e atos. em qualquer dos seus graus iniciais ou avançados nos quais. como sejam: auto-influenciações por absorção de fluidos afins negaƟvos. Condição essencial para todos os casos. indispensável. por ação de agentes das trevas para exercitamento de vinganças. criando predisposição a modificações salutares nos seus senƟmentos. ao mesmo tempo em que os fluidos transmiƟdos pela corrente de base. produzindo por fim. mesmo. com sessões especializadas ou mistas. dominações. dia-a-dia.. sendo que estas úlƟmas devem ser de amor. . de “centros” ou grupos familiares de caráter evangélico. é que os trabalhos sejam dirigidos por pessoa competente e moralizada e que não haja desviamentos. na coragem. pode ser feito em qualquer reunião espírita. entretanto. quanto aos demais é sempre necessário e. de pessoas e de ambientes. alterações benéficas na sua contextura psíquica. os agentes perturbadores e não os perturbados. que deve vir imediatamente após o desenvolvimento primário (técnico). irá melhorando e se ampliando. não importa.

luminosidade e ritmo funcional que variam entre perturbações espirituais ou materiais. tem influência e se reflete nas condições İsicas e psíquicas do organismo humano. resulta sempre em perda de forças. Por exemplo: uma disfunção ou esvaziamento do chacra esplênico. 39 Aplicações desta espécie conseguem quase sempre. para localização de origens. fundamente na organização perispiritual. enfraquecimento progressivo.que temos denominado. Outra recomendação importante é esta: nas doutrinações. como já dissemos. por qualquer circunstância. especializações de cada um. dimensões. o impulso de fraternidade. sua densidade e extensão. manifestados pelos cooperadores em geral. convém ter sempre em vista a existência dos chacras. para poder informar com segurança. fazer o mesmo em relação às manchas fluídicas sobre os órgãos ou tecidos. o senƟmento. . jamais se podem generalizar. mas. Verificar também a aura individual. ao mesmo tempo que se doutrina. quando devam ser feitas. por isso. que penetram. resulta no enfraquecimento ou mesmo no corte das ligações conscientes com o Plano Espiritual indispensável. sim. Nos exames espirituais prévios e nos tratamentos (que devem ser feitos para treinamento dos médiuns nesta fase). serão aplicados pelo Plano Espiritual as contenções e outras medidas mais enérgicas que. a excessiva argumentação às vezes. porque qualquer alteração funcional manifestada por eles. luminosidade. depressão psíquica. irrita frequentadores e obsessores. de cores suavizantes ou esƟmuladoras. falar unicamente o indispensável evitando as clássicas e monótonas preleções porque. Este processo . transparência. todavia. sua localização. verificando suas cores. pelo menos a atenuação das influências perniciosas porventura já radicadas no organismo do necessitado.além do mais. produzindo alterações benéficas e decisivas nos campos da emoção e da compreensão (que auxiliam os desligamentos) e somente quando houver recalcitrância bem definida e sistemáƟca. Nos exames espirituais examinar os órgãos matrizes do perispírito e os centros de força (chacras). normalidade de suas relações com os plexos nervosos. No exame material ter em conta os conhecimentos primários de anatomia orgânica e fisiologia. ondulações fluídicas fraternas e construƟvas. não possa ser feita com a necessária eficiência. não é a eloqüência do doutrinador.choque anímico . mesmo. oferece um poderoso elemento de subsƟtuição para a clássica doutrinação de sofredores quando esta. em grande número de casos. a argumentação exausƟva ou os floreios de imaginação que resolvem as dificuldades. sobretudo para os médiuns. a vibração de amor. quando não o desligamento propriamente dito. a do coronário. vitalidade. tonalidades e ligações com o exterior. o desejo de servir. desde sua idealização . sua luminosidade e cores da parte fixa e das estrias. deve-se projetar sobre os obsessores ou sofredores.

ensinar. para evitar distúrbios e violência. cobrança de dívidas. vibrações prévias mais vigorosas. se possível. . Para a doutrinação de sofredores auxílio poderoso são as vibrações prévias da corrente. chamá-los à ordem ou aplicar-lhes também. que contém outros detalhes de interesse. convém consultar a obra Curas Espirituais de nossa mesma autoria.). uƟlizando-se as cores adequadas: esƟmulantes para as depressões. Não discuƟr com o obsessor.). discretamente os recursos dos desdobramentos. quistos. mais densos. etc. examinando sua localização. convém verificar previamente. no perispírito. esclarecer e despedir. conter. agregados fluídicos de qualquer espécie. agrupados ou isolados. nos casos em que os próprios médiuns concorrem habitualmente para essa situação. agir. áreas aƟngidas. a existência de manchas. rodeadas de halos avermelhados ou arroxeados. através da vidência e da incorporação. Penetrar a fundo nos moƟvos e explicar o porquê do sofrimento deles. Verificado isso com maior ou menor exaƟdão. aspectos gerais (mais claros. mais escuros. como também núcleos e ramificações negaƟvas suspeitas. calmantes para as agitações. uƟlizando-se ainda. Nestes casos. as causas e as origens. de caráter cienơfico e honesto. interferências deliberadas. Nas influenciações que vêm do exterior (comumente provocadas). anegradas. devem também ter em conta a uƟlização pelo Plano Espiritual em larga escala. acompanhar os filamentos escuros verificando. com enraizamentos em filetes. de fundo maligno (leucemia. câncer. da cromoterapia que em cursos como estes. (antros de trabalhos inferiores. aplicar previamente “choques” fluídicos ou envolvimentos diretos ao cérebro. tratamentos fluídicos diretamente antes da doutrinação. jamais poderá ser desprezada. conduzir a doutrinação segundo o caso. etc. para agir com segurança e eficiência. sendo sempre necessários conhecimentos mais ou menos seguro dos casos em si mesmos. etc. fluidos da corrente. Nos casos de agressividade ou exaltação excessiva. 40 Nas influenciações que já aƟngiram o corpo İsico. ou melhor. Os trabalhos de adestramento mediúnico aqui recomendados. mais leves. Para maiores detalhes dos assuntos deste capítulo. resgates cármicos. mais restritos. encarnados ou não) para se poder neutralizar ou desligar a influenciação. eliminando os maleİcios. é recomendável a mais estrita ligação com cooperadores do Plano Espiritual. mais amplos. Para os obsessores. retorno momentâneo de maleİcios feitos. depois esclarecer espiritualmente e apontar rumos aconselhando a cooperação em bem do próximo como um dos recursos que mais depressa conduzem à redenção. casos estes em que as manchas se apresentam densas.

diretas e pessoais. ou capacidade completa nos dois planos. etc. Para detalhes sobre o assunto. no auxílio ao próprio dirigente facilitando. mesmo. No primeiro caso o médium vê e ouve como dentro do próprio cérebro. em grande parte. retardando ou às vezes. escrever correntemente. A vidência e a audiência. ver e ouvir desembaraçadamente com a profundidade que for necessária. cada vez mais elevados também revertem em beneİcio do seu adestramento nesta fase. a saber: capacidade limitada de ver e ouvir somente no Plano Espiritual (vidência e audição comumente denominadas mentais). depende dos conhecimentos. de forma discreta e sensata. 41 Se é verdade que o êxito dos trabalhos. além de sua capacidade mediúnica como instrumento do Plano Espiritual o médium competente poderá influir muitas vezes. também é certo que. capacidade de receber Espíritos de qualquer grau de hierarquia. que o médium deve transpor visando: a flexibilidade mediúnica. com guias e protetores espirituais. não se prendendo a considerações de ordem pessoal ou a privilégios. sobretudo em relação aos companheiros de trabalho e aos familiares. Os protetores espirituais e os instrutores dão preferências aos médiuns que melhores condições morais e de senƟmentos possam oferecer. desdobrar-se com facilidade e segurança. devem subsƟtuir esses defeitos e maus costumes por bondade e humildade. interrompendo o surto de certos casos. isto é. ciúmes. muitas vezes duvidando mesmo do próprio fenômeno e imaginando que está sendo víƟma de alucinação ou ilusão. da capacidade do dirigente material da reunião ou do curso. De cada caso o médium inteligente e observador pode Ɵrar conclusões e ensinamentos úteis ao seu próprio trabalho individual. quando a capacidade do dirigente se manifeste aquém das necessidades do momento. sob ơtulos “A Doutrinação” e “As Comunicações “. pretensões de superioridade e personalismo. Devem ser como um espelho bem limpo. apresentam dois aspectos disƟntos e similares. transferidas as vibrações . e as ligações que merecer. onde as coisas puras se refletem sem empanar-se. Os médiuns devem evitar entre si divergências. e no segundo. conforme já explicamos. DESENVOLVIMENTO COMPLETIVO APRIMORAMENTO Esta é a fase de franco e decisivo aprimoramento mediúnico. sem objeƟvidade. enviamos os leitores ao livro Mediunidade capítulos 29 e 30.

foram instruídos sobre a vidência local e a distância. Iniciar o aprimoramento com trabalhos coleƟvo e principalmente no setor das curas. são mais eficientes. mas. como acontece comumente. tratamento de . para os quais o desdobramento é roƟna e durante os quais podem ver e ouvir. É fora de dúvida. ficam assim realmente desdobradas em duas as organizações componentes do homem encarnado. porque há videntes que não conseguem desdobrar-se e há médiuns de incorporação. recomenda trabalhos conjunto. O desdobramento exige treinamento especial com exercitamento prévio da exteriorização. entre outras coisas. O aprimoramento justamente visa. devem conter médiuns aptos a exames e diagnósƟcos espirituais. são fenômenos diferentes. tomando parte em corrente de cura e suportes magnéƟcos. objeƟvando-o. contendo em si mesmos. as correntes de cura materiais. sem vidência. Para maiores detalhes consulte-se a obra Mediunidade. capítulos 12 e 13. tudo isso. é claro. porque haverá sempre bons resultados no senƟdo geral. Desdobramento é a exteriorização do perispírito do médium e sua deslocação para outros lugares. na impossibilidade disso. que o desenvolvimento da faculdade. Transporte. condicionado à capacidade do médium e suas possibilidades mediúnicas. serão levados a exercitar a vidência com desdobramento. permanecendo o corpo orgânico. perto ou distantes. CORRENTES DE CURA Esta fase do aprimoramento. 42 de luz ou de som do campo perispiritual para o plano material a visão e a audição se tornam objeƟvas e diretas. Assim. de nossa autoria. porém. de um lugar para outro.no local do trabalho). a saber: o corpo carnal e o corpo espiritual. doações de fluidos e ectoplasma. Esclareça-se logo que não devem os médiuns confundir desdobramento com transporte. muito diferentemente. para curas materiais ou espirituais correntes de cura quando organizadas com finalidades específicas. como já dissemos. deve ser tentado em qualquer dos casos. completar o fenômeno. com sua transferência para o nosso plano. poderão atender aos dois fins citados. com ou sem desmaterialização prévia. com o seu duplo (o corpo etéreo . todos os recursos para ação num senƟdo ou noutro. os médiuns se agrupando em correntes de cura e suportes magnéƟcos. São conjuntos sólidos. é a deslocação de objetos materiais e outros (inclusive o corpo humano e daí talvez o moƟvo da confusão). APRIMORAMENTO ͳ VIDÊNCIA Neste período de aprimoramento os videntes que. no período anterior.

os suportes magnéƟcos são formados tendo em vista uma aƟvidade momentânea. que são uƟlizados imediatamente ou se registram no subconsciente para uƟlização oportuna. desligamentos ou neutralização de suas aƟvidades. Eis algumas regras para o treinamento individual: 1) RepeƟr diariamente. consƟtuindo-se com elementos selecionados e exercendo aƟvidade permanente e específica. 43 perturbações İsicas e operações. as emissões (de Espíritos encarnados ou desencarnados) penetrando na mente receptora na forma de idéias ou pensamentos. Aprimorar a telepaƟa com exercícios apropriados. O cérebro feminino. de certa forma. abrindo o campo mental cada vez com mais amplitude para o Plano Espiritual. da mesma forma que no caso anterior. SUPORTES MAGNÉTICOS Se as correntes de cura são estáveis. relaxamento muscular. várias vezes. ao rádio e à televisão: um conjunto emissor-receptor. para atender necessidades imprevistas. proteção e cobertura para qualquer trabalho desta espécie. tratamentos de perturbações psíquicas. ambas de fundo mediúnico (ação nas matrizes do perispírito). estas correntes terão amplo campo de ação e produzirão trabalhos altamente meritórios. ação contra obsessores e Espíritos malignos. afirmações como as seguintes: a parƟr de hoje. As de curas espirituais. Para os trabalhos de cura são também importantes a capacidade real de doação e o senƟmento de amor e bondade para o doente. evitando preferências e injusƟças. bastando equilíbrio mental. com mais facilidade que o masculino. devem possuir médiuns aptos para exames. Os médiuns. devem ser competentes e tecnicamente aptos à prestação destes serviços. Essas sugestões se registram no subconsciente e facilitam. tanto do campo material como do espiritual. para ação local ou a distância. no momento oportuno. e sintonia com a corrente de base e com o Plano Espiritual. TELEPATIA O fenômeno telepáƟco se assemelha. Fornece fluidos magnéƟcos para diversas aplicações. Seu próprio nome o indica: base de auxílio para atendimentos de emergência. Para doação de fluidos ou ectoplasma não há necessidade de esforço İsico ou mental. . o trabalho da mente. por isso o número de médiuns femininos de incorporação consciente é mais considerável. sintoniza com ondas psíquicas. vou preparar-me para receber e transmiƟr mensagens telepáƟcas. Com dirigentes competentes.

O intercâmbio é feito de mente para mente através do cérebro: o receptor recebe a onda. idealizar a pessoa como presente proceder com ela o diálogo que quiser. Respirar fundo e limpar a mente TransmiƟr diretamente para o alvo visado as idéias ou o pensamentos que desejar. sentado comodamente. Nas primeiras vezes. fugindo ao temor. haverá logo início de exteriorização do perispírito e seu sinal mais comum é formigamento nas extremidades e tonturas. sem interrupções. O treinamento feito em sessões espíritas. respirar fundo. classifica-a. Relaxar todos os músculos. Pode-se também fazer a transmissão com um retrato da pessoa a receber a transmissão. terminando em verdadeira sintonia. Ocorrendo o desdobramento. com luzes baixas por detrás. pela cabeça. com auxílio direto dos protetores espirituais. etc. Dar- . analisa-a. 44 2) Isolar-se em aposento silencioso. Esvaziamento da mente. Deitado. serenidade. acelera muito a conquista dos resultados. Depois conferir com ela os resultados. conquanto possa haver outras. Esta é a posição clássica. à referida hora as duas mentes estão ligadas e o intercâmbio se tornará mais fácil. É indispensável em qualquer dos casos. regularmente. conservar os olhos fechados e manter serenidade. não se atemorizar. Desde que tudo seja bem feito. ao qual permanece ligado pelo cordão umbilical fluídico que se apresenta quase sempre com uma luz azulada em torno. imaginando até mesmo respostas. Para facilitar. Como há combinação prévia. à medida que os resultados vão se tornando saƟsfatórios. mantendo-se a mente aberta e limpa de resíduos negaƟvos para a recepção em ordem e fiel. sejam recebidas com facilidade. pode-se combinar previamente com pessoa bem afim e com hora marcada o exercío a fazer. para que as ondas cerebrais transmiƟdas de fora. Prosseguir no treinamento com um Espírito desencarnado (o protetor individual. interpreta-a e procede em seguida conforme o caso. O Espírito comumente tenta sair. que impede qualquer trabalho deste Ɵpo. Nos dois úlƟmos casos. que haja perfeito equilíbrio psíquico. sem altos e baixos. honesƟdade de propósitos por parte do médium. o mesmo se dando nas transmissões. projetando-se na sua forma humana horizontalmente acima do corpo İsico. durante a exteriorização. por exemplo) anteriormente consultado e. com saída pelo flanco. DESDOBRAMENTOS INDIVIDUAIS Isolamento em lugar silencioso e a salvo de interrupções. a comunhão com o Plano Espiritual vai se tornando mais perfeita.

Com o Ɵrocínio virão as facilidades. onde se pretende ir. reagindo de forma mais ou menos intensa. não haverá saída e ao contrário. nas ruas. dar também instruções prévias ao subconsciente com as necessárias repeƟções até gravar bem a ordem ou o desejo. levitações. leveza. como comumente ocorre nos trabalhos espíritas: nestes casos mesmo em más condições e em havendo conveniência ou necessidade. quando se pretende voltar. incorporação e desdobramento e conhecimentos um pouco mais detalhados das regiões inferiores e médias do Umbral terrestre. 45 se a si mesmo e previamente. a exteriorização se de. a saída é quase automáƟca: esta regra só se altera quando há interferência de Espíritos. ESFERAS DAS TREVAS São várias e se contam a parƟr da crosta terrestre para baixo. ordem de não sair do aposento até acostumar-se à nova situação: vida fora do corpo. que passa a vibrar. exigindo a volta ao corpo. Essas regiões compreendem: 1) as esferas das Trevas. mesmo quando não expresso. fazê-lo calmamente. ESFERAS DO “ASTRAL” Qualquer destes trabalhos de adestramento e de aprimoramento. Desce-se através . nos telhados. mas são sempre indispensáveis as sugestões prévias sobre o que se pretende fazer. quando se consegue perfeita serenidade e relaxação de todos os músculos. quase sempre. o desejo. uƟlizando os Espíritos processos magnéƟcos ou hipnóƟcos. fica prejudicada a lembrança do que ocorreu quando fora: para facilitar a recordação dos fatos. na subcrosta: 2) as esferas do Umbral inferior: 3) as esferas do Umbral médio. colocar-se estendido paralelamente acima do corpo İsico como na saída. porque se desejou fazê-lo ou porque o cordão vibrou com intensidade exigindo a volta. Para a movimentação no espaço. basta a vontade. para que o subconsciente as registre e ajude nos momentos exatos. Sem relaxação muscular e serenidade. Se houver regresso precipitado em qualquer dos casos. Qualquer temor ou dúvida são logo acusados pelo cordão. nos páƟos internos. reentrar nele pela ação da vontade no mesmo ponto da saída e ir-se reintegrando aos poucos sem causar sobressaltos ao corpo adormecido. Ao regressar dos desdobramentos. etc. até familiarizar-se com os aspectos exteriores. exige na práƟca. Depois ir saindo aos poucos para fora. expansão da visão e da audição. emprego de vidência.

corredores. As camadas mais de cima. formando grupos mais ou menos numerosos. mais quentes e asfixiantes . caracterizando-se pela natureza dos seres que as habitam. são habitadas por Espíritos que conseguem comumente. pode-se dizer que formam linhas concêntricas e superpostas. todos agrupados por afinidade vibratórias em comunidades mais ou menos numerosas. que se locomovem lentamente nas sombras e logo depois. nunca deve ser tentado sem a custódia de protetores conhecedores da região e dos recursos a lançar mão em caso de necessidade e de imprevistos. outros. liberdade de locomoção. Espíritos de formação embrionária. sílfides e salamandras. enquanto que os ambientes vão ficando cada vez mais desertos. que se afinan com os elementos naturais que são: terra. desdobrando-se em círculos concêntricos . também chamados Espíritos da Natureza. Espíritos retardados. ar. São habitadas sucessivamente por: Elementais . para o reino humano. ondinas. da qual se uƟlizam para abandonar seus refúgios tenebrosos e invadirem a superİcie livre para ataques contra seus habitantes encarnados e desencarnados. podendo-se verificar que os cenários variam não só no aspecto İsico. muitas vezes se tornando agentes do carma e que escravizam milhares de outros que se tornam executores irresponsáveis da vontade de chefes de organizações voltadas ao Mal. água e fogo. permiƟndo adaptações conơnuas do perispírito dos médiuns às terríveis pressões İsicas e psíquicas a que ficam sujeitos. habitados por seres disformes e monstruosos. Os habitantes que. O acesso a essas regiões de sombra. olhos vermelhos como brasas. poços.seres rudimentares. eram seres humanos reƟdos em covas. com os nomes genéricos e clássicos de gnomos. Espírito primiƟvos. elementais humanos. 46 de centenas de quilômetros. a descida deve ser regulada em lances sucessivos. vão se apresentando cada vez mais rudimentares e degenerados. seres quase sem forma humana. conquanto a realidade do ponto de vista espiritual seja diferente (interpenetração). em trânsito para o reino animal. Espíritos malignos. ESFERAS DO UMBRAL INFERIOR São também várias. fumas escuras. como nos seres que os habitam. Começam na superİcie do solo e estendem-se verƟcalmente para cima. Abaixo de cem quilômetros vão surgindo espaços mais vazios. que agem com liberdade e livre-arbítrio. mais evoluídos. grutas. ObjeƟvando. ESFERAS DO UMBRAL MÉDIO Prolongamento da região anterior. no princípio. que se arrastam como répteis pelo chão pedregoso e quente. junto à crosta.

Espíritos suicidas. Aos primeiros. o esclarecimento e a redenção da humanidade segundo. segurança (coisa que nunca se teve) a dirigentes e médiuns. como no nosso. Nos desdobramentos. muitas vezes a abandonar a Doutrina. Resumindo diremos: o método aqui exposto. senƟr¬se-ão apoiados. abrigos e outras inúmeras insƟtuições de assistência e recuperação. para aprendizado e colaboração de serviço. sabedores do que podem esperar de si mesmos. em ponto mais alto. na realidade. Este esquema de “esferas” é simplesmente uma objeƟvação para efeito didáƟco pois que. anotando o que forem observando como seja: natureza dos habitantes. não existe no Plano Espiritual uma geografia de lugares. etc. inclusive em reparƟções administraƟvas como. os espíritos desencarnados em provações de resgates. aos segundos. etc. servidores espirituais de maior hierarquia. a milhares deles. se devotarem ao intercâmbio com instrutores. a natureza e os limites dos compromissos tarefários. após exausƟvos estudos. para cooperarem diretamente na difusão doutrinária. na realidade vem de um interior para um exterior de um estado mais profundo. a estes diremos que. desde os primeiros passos. é claro. mentores. duvidam de si mesmos e. guias. recolhidos a colônias. as reguladoras das reencarnações e dos resgates. e as coisas se interpenetram segundo as diferenças vibratórias. formando assim um precioso cabedal de cultura e experiência doutrinária. negam-se à cooperação chegando. de um menos denso para um mais denso. os médiuns devem ser levados a essas diferentes regiões. para um estado mais superficial. Portanto. 47 habitados sucessivamente por: 1) Espíritos sofredores dos mais variados aspectos. mais que tudo. costumes. hábitos sociais. 2) Espíritos parcialmente esclarecidos. alé que ponto podem ir e como fazê-Io com a referida segurança quanto aos resultados do seu penoso trabalho. por exemplo. prestando serviços os mais variados. oferece além do mais e sobretudo. gradações da hierarquia. porque ficam sabendo o que podem e o que não podem assegurar e o que devem exigir. compreendido previamente o método e sujeitando- se a ele com paciência. em caráter mais amplo e rico de elementos espirituais e morais visando. Um Espírito que vem de um plano superior para um inferior. à grande maioria deles que. em servidões evangélicas. por temor ou escrúpulo. Nesta fase os médiuns devem. com grande prejuízo para sua expansão e presơgio. esfera por esfera. observações e experimentações. por possuírem mediunidade consciente ou semiconsciente. sendo o método previamente estudado e compreendido por todos .

5°) No momento a maior preocupação deve ser a urgência da uƟlização do método e sua mais larga aplicação. ou aprimorar. e b) entendimento prévio com o Plano Espiritual de cuja cooperação ele depende grandemente. neutralizando em parte o domínio da Terra pelas forças das Trevas. quando bem preparado e evangelizado. tendo oferecido sempre os melhores resultados. com expositores devidamente preparados. Doutra parte. porque a mediunidade tanto serve ao Bem como serve ao Mal e o médium. além das vantagens que o método oferece em si mesmo queremos evitar a dominação dos médiuns pelos Espíritos inferiores ou malévolos. do concurso do Plano Espiritual e não queremos encerrar esta parte sem transcrever a opinião do bondoso instrutor Cairbar Schutel. levando-os a uma hierarquia mediúnica elevada e. (O item 3 foi rigorosamente cumprido. num senƟdo mais alto. 48 e havendo: a)realmente mediunidade-tarefa a desenvolver. poderá ser eliminada. face aos sistemas até aqui uƟlizados. dado à época de sua apresentação. depende em grande parte. em curto prazo. ainda mais um período leƟvo em fase de experimentação durante o qual os expositores e instrutores serão melhor preparados e qualquer falha porventura verificada. convém conƟnuar. em 1962. como já foi dito. plenamente saƟsfatórios. . com experimentação prolongada. as demais recomendações do competente mentor espiritual). O êxito do método. quando respeitadas também. indicando o que ele pode eferecer de melhor. pode-se afirmar que os resultados finais serão. 2°) É evidentemente úƟl mas exige preparação prévia de expositores e instrutores. tanto na Escola de Médiuns como em muitos outros agrupamentos experimentais. 3°) Como há grande responsabilidade na sua uƟlização. 4°) TransmiƟr aos expositores diretamente a essência do método e seu detalhamento. O MÉTOD DA CJN PARECER DE CAIRBAR SCHUTEL (1962) FASES 1°) O método desenvolve a sensibilidade mediúnica e prepara para o funcionamento da mediunidade permanente: ajuda e auxilia a eclosão das manifestações telepáƟcas que são próprias da maioria dos médiuns atuais. raramente se desvia do caminho reto e justo.

para poder transmiƟ-lo e aplicá-lo com eficiência e segurança. mais uma vez desejamos encarecer a necessidade urgente de se abandonarem os processos empíricos ou mísƟcos de desenvolvimento mediúnico. autenƟcidade e autoridade. por fim.incluiu entre as magníficas obras que consƟtuem a “Codificação”. para que as promessas do Paracleto não sejam palavras vãs mas encontrem. é necessário que esse intercâmbio perca sua tão comum nebulosidade e insegurança. 8°) Sempre que possível. para que o intercâmbio com o Plano Espiritual não fique mais dependendo da existência precária ou ocasional de um ou outro médium excepcional. O EspiriƟsmo progride sempre e se difunde. e arremetem por um caminho mais largo. senƟr bem o processo. . derrubam as barreiras do misƟcismo. que afastam a confiança até mesmo de dirigentes espirituais e se afirme em altos padrões de eficiência. A comunicação entre mundos de esferas vibratórias diferentes. jamais usado e por isso deve merecer o estudo e a aplicação inteligentes por parte de expositores e instrutores. E ao encerrar este modesto trabalho. São os trabalhadores da úlƟma hora. no setor do EspiriƟsmo cienơfico. mas antes deve penetrar bem. não tanto pelo esforço deliberado e sacrificial dos médiuns. Porque chegaram finalmente os dias em que “0 espírito será derramado sobre toda a carne”’. que visam a propagação da Doutrina dos Espíritos. seu tão postergado cumprimento. para os quais o salário é o mesmo que para os anƟgos. do ortodoxismo exagerado e do trabalho mediúnico mal conduzido e piormente praƟcado. inclusive do Plano Espiritual cooperador. 49 6°) Este é o método único até o momento existente para desenvolvimento mediúnico em grupos. como pelo daqueles que o desconhecem. mas querem conhecê-lo: estudam. verdade. como deverão ser todas as manifestações e trabalho. no campo da mais rigorosa técnica. empregar expositores para a parte teórica e instrutores dotados da devida sensibilidade mediúnica para a parte práƟca. uma boa fonte de subsídio encontra-se na obra O Livro dos Médiuns que o insigne Codificador da Doutrina - Allan Kardec . Nota: Nos estudos sobre mediunismo em geral. exige condições de eficiência e segurança que somente uma técnica rigorosa pode oferecer. invesƟgam. 7º) Como regra. passando-se a realizá-lo de forma mais racional. não mudar os instrutores. que se transforma logo em fenômeno publicitário veiculador da curiosidade pública. porque o que ensina deve acompanhar o processo até o final da aplicação. fugindo o mais possível da mecanização do método. em que os céus se deverão abrir revelando seus segredos. segura e eficiente.

Sugestão para roteiro: O roteiro de uma reunião da parte teórica é muito semelhante ao das aulas da Escola de Aprendizes do Evangelho: a) Leitura de texto evangélico ou perƟnente à Mediunidade. c) Exposição da aula: assunto específico segundo programação. O QUE É O CURSO DE MÉDIUNS É um curso de preparação teórico-práƟco de médiuns para os alunos da Escola de Aprendizes do Evangelho. Eis a lei que impera igualmente no campo mediúnico. O médium deve saber por que é médium. b) Avisos. com 90 minutos de duração. quais faculdades possui. esclarecimentos em geral. preparação com elevação gradaƟva e prece. Mas isso é um erro. o qual oferece um desenvolvimento organizado e baseado na vivência de Edgard Armond frente à Escola de Aprendizes do Evangelho. para encontrá-la deverá reconfortar os mais desditosos da humana experiência. sem cuja observação o colaborador da Nova Revelação não atravessa os pórƟcos das rudimentares noções de vida eterna. quem procurar a consolação. . conseqüências de sua ação. Quem desejar a verdadeira felicidade há de trabalhar pela felicidade dos outros. COMO SE ESTRUTURA Reuniões As reuniões são semanais. referente ao Curso de Médiuns. a mediunidade é exercida mecanicamente. (Nota da Editora) CURSO DE MÉDIUNS: Em geral. sem objeƟvo definido. leitura de temas. tanto como indivíduo quanto como membro da coleƟvidade. objeƟvos a aƟngir e responsabilidades que assume. limites de sua aplicação. QUAIS SÃO AS SUAS FINALIDADES Seu objeƟvo é educar os médiuns para o desenvolvimento e uso da mediunidade voltada para os trabalhos evangélicos tendo como base os princípios da Doutrina Espírita. 50 APÊNDICE Este capítulo foi extraído do livro Vivência do EspiriƟsmo Religioso e acrescentado a esta obra para o conhecimento do Programa da Aliança Espírita Evangélica. pelo simples fato de exisƟr.

O afastamento. PROGRAMAÇÃO O programa do Curso de Médiuns foi aprovado na primeira Assembléia de Grupos Integrados. o dinamismo e a realidade da parte práƟca. 51 d) Encerramento. Na parte práƟca. O dirigente deve ser membro da Fraternidade dos Discípulos de Jesus. Salientamos a objeƟvidade do Curso (onde a teoria é apresentada em apenas sete meses) e. da EAE. principalmente. costuma-se trocar a ordem dos itens (b) e (c) e. PARTICIPANTES Podem ser inscritos no Curso de Médiuns todos os alunos que esƟverem no grau de Servidor da Escola de Aprendizes do Evangelho. 27/12/1973. pode ser colocado em práƟca por qualquer Centro Espírita bem dirigido e a Aliança estará sempre à disposição para esclarecimentos que se façam necessários. Somente podem freqüentar o Curso de Médiuns aqueles alunos que se manƟverem na Escola de Aprendizes do Evangelho. em lugar da exposição da aula ocorrem os exercícios mediúnicos. implicará seu automáƟco desligamento do Curso de Médiuns. um auxiliar e um secretário. Este programa. além disso. com vibrações e prece para agradecimento. . por parte do aluno. que representa um avanço em matéria de desenvolvimento da mediunidade. DIREÇÃO A direção é composta por um dirigente. ocasião em que o Curso de Médiuns se transforma num autênƟco trabalho de auto-realização.