Instrumentação Industrial

Volta Redonda - RJ 2004

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO À INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL ................................................................. 2

2. CARACTERÍSTICAS ESTÁTICAS DOS INSTRUMENTOS........................................................23

3. CARACTERÍSTICAS DINÂMICAS DOS INSTRUMENTOS........................................................28

4. CALIBRAÇÃO DE INSTRUMENTOS...........................................................................................31

5. GRANDEZAS BASE E PADRÕES ASSOCIADOS.....................................................................32

6. MEDIDAS DE PRESSÃO.............................................................................................................34

7. MEDIDAS DE VAZÃO..................................................................................................................45

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1 – INTRODUÇÃO À INSTRUMENTAÇÃO

INSTRUMENTAÇÃO é a ciência que aplica e desenvolve técnicas para adequação de instrumentos de medição, transmissão, indicação, registro e controle de variáveis físicas em equipamentos nos processos industriais. Nas indústrias de processos tais como siderúrgica, petroquímica, alimentícia, papel, etc.; a instrumentação é responsável pelo rendimento máximo de um processo, fazendo com que toda energia cedida, seja transformada em trabalho na elaboração do produto desejado. As principais grandezas que traduzem transferências de energia no processo são: PRESSÃO, NÍVEL, VAZÃO, TEMPERATURA; as quais denominamos de variáveis de um processo. 1.2 - Classificação de Instrumentos de Medição

Existem vários métodos de classificação de instrumentos de medição. Dentre os quais Podemos classificar os instrumentos de medição por:    função sinal transmitido ou suprimento tipo de sinal

1.2.1 - Classificação por Função

Conforme será visto posteriormente, os instrumentos podem estar interligados entre si para realizar uma determinada tarefa nos processos industriais. A associação desses instrumentos chama-se malha e em uma malha cada instrumento executa uma função (vide figura 1). Os instrumentos que podem compor uma malha são então classificados por função cuja descrição sucinta pode ser verificada na tabela 1.

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Figura 1 - Classificação por função de instrumentos que compõe uma malha de instrumentação. INSTRUMENTAÇÃO Detetor DEFINIÇÃO São dispositivos com os quais conseguimos detectar alterações na variável do processo. Pode ser ou não parte do transmissor. Instrumento que tem a função de converter sinais do detetor em outra forma capaz de ser enviada à distância para um instrumento receptor, normalmente localizado no painel. Instrumento que indica o valor da quantidade medida enviado pelo detetor, transmissor, etc. Instrumento que registra graficamente valores instantâneos medidos ao longo do tempo, valores estes enviados pelo detetor, transmissor, Controlador etc. Instrumento cuja função é a de receber uma informação na forma de um sinal, alterar esta forma e a emitir como um sinal de saída proporcional ao de entrada. Instrumento que realiza operações nos sinais de valores de entrada de acordo com uma determinada expressão e fornece uma saída resultante da operação.
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Transmissor

Indicador

Registrador

Conversor

Unidade Aritmética

cuja pressão é alterada conforme o valor que se deseja representar. Os sinais de transmissão analógica normalmente começam em um valor acima do zero para termos uma segurança em caso de rompimento do meio de comunicação.2. Nesse caso a variação da pressão do gás é linearmente manipulada numa faixa específica. Instrumento que compara o valor medido com o desejado e. 1. sendo também o NITROGÊNIO e em casos específicos o GÁS NATURAL (PETROBRAS). emite sinal de correção para a variável manipulada a fim de que essa diferença seja igual a zero. suas vantagens e desvantagens.2 . Controlador Elemento Controle 1. Tabela 1 – Classificação dos instrumentos por função. Final de Dispositivo cuja função é modificar o valor de uma variável que leve o processo ao valor desejado. para representar a variação de uma grandeza desde seu limite inferior até seu limite superior.Integrador Instrumento que indica o valor obtido pela integração de quantidades medidas sobre o tempo. A seguir será descrito os principais tipos. O gás mais utilizado para transmissão é o ar comprimido. padronizada internacionalmente. baseado na diferença entre eles.2.Classificação por Sinal de Transmissão ou Suprimento Os equipamentos podem ser agrupados conforme o tipo de sinal transmitido ou o seu suprimento.  Vantagem 5 .0 kgf/cm2 (aproximadamente 3 a 15psi no Sistema Inglês). O padrão de transmissão ou recepção de instrumentos pneumáticos mais utilizados é de 0.Tipo pneumático Nesse tipo é utilizado um gás comprimido.2.2 a 1.1 .

b) Resposta rápida. Normalmente a transmissão é limitada a aproximadamente 100 m. d) Vazamentos ao longo da linha de transmissão ou mesmo nos instrumentos são difíceis de serem detectados..  Desvantagens 6 . . etc. sem uso de reforçadores.  Desvantagens a) Necessita de tubulação de ar comprimido (ou outro gás) para seu suprimento e funcionamento. e sem partículas sólidas. filtro.A grande e única vantagem em seu utilizar os instrumentos pneumáticos está no fato de se poder operá-los com segurança em áreas onde existe risco de explosão (centrais de gás.2. o tipo hidráulico utiliza-se da variação de pressão exercida em óleos hidráulicos para transmissão de sinal. este não pode ser enviado à longa distância. c) Devido ao atraso que ocorre na transmissão do sinal.. por exemplo). 1. desumidificador.2 .Tipo Hidráulico Similar ao tipo pneumático e com desvantagens equivalentes.  Vantagens a) Podem gerar grandes forças e assim acionar equipamentos de grande peso e dimensão. para fornecer aos instrumentos ar seco..2. e) Não permite conexão direta aos computadores. b) Necessita de equipamentos auxiliares tais como compressor. É especialmente utilizado em aplicações onde torque elevado é necessário ou quando o processo envolve pressões elevadas.

filtros. 1. c) Necessita de equipamentos auxiliares. tais como reservatório. 7 . o sinal é linearmente modulado em uma faixa padronizada representando o conjunto de valores entre o limite mínimo e máximo de uma variável de um processo qualquer. Como padrão para transmissão a longas distâncias são utilizados sinais em corrente contínua variando de (4 a 20mA) e para distâncias até 15 metros aproximadamente.a) Necessita de tubulações de óleo para transmissão e suprimento. Porém. d) Permite fácil conexão aos computadores. é esse tipo de transmissão largamente usado em todas as indústrias.2. c) Não necessita de poucos equipamentos auxiliares. etc. Assim como na transmissão pneumática. hoje. b) Necessita de inspeção periódica do nível de óleo bem como sua troca. Em face da tecnologia disponível no mercado em relação a fabricação de instrumentos eletrônicos microprocessados. g) Permite que o mesmo sinal (4~20mA)seja “lido” por mais de um instrumento.. f) Permite de forma mais fácil realização de operações matemáticas.. que não deve ultrapassar o valor estipulado pelo fabricante do transmissor. onde não ocorre risco de explosão.3 .  Vantagens a) Permite transmissão para longas distâncias sem perdas.2.Tipo elétrico Esse tipo de transmissão é feito utilizando sinais elétricos de corrente ou tensão. ligando em série os instrumentos. e) Fácil instalação. bombas. existe um limite quanto à soma das resistências internas deste instrumentos. também utiliza-se sinais em tensão contínua de 1 a 5V. b) A alimentação pode ser feita pelos próprios fios que conduzem o sinal de transmissão.

o que dificulta a comunicação entre equipamentos de marcas diferentes. b) Pode utilizar um par trançado ou fibra óptica para transmissão dos dados. Para que a comunicação entre o elemento transmissor receptor seja realizada com êxito é utilizada uma “linguagem” padrão chamado protocolo de comunicação. b) Caso ocorra rompimento no cabo de comunicação pode-se perder a informação e/ou controle de várias malha. diagnósticos de falha e ajuste em qualquer ponto da malha.Via Rádio 8 .2. “pacotes de informações” sobre a variável medida são enviados para uma estação receptora.Tipo Digital Nesse tipo. d) Permite configuração. 1.5 .2. d) Os cabos de sinal devem ser protegidos contra ruídos elétricos. c) Imune a ruídos externos. e) Menor custo final.2. através de sinais digitais modulados e padronizados. Desvantagens a) Necessita de técnico especializado para sua instalação e manutenção. 1.2.  Vantagens a) Não necessita ligação ponto a ponto por instrumento. b) Exige utilização de instrumentos e cuidados especiais em instalações localizadas em áreas de riscos.  Desvantagens a) Existência de vários protocolos no mercado. c) Exige cuidados especiais na escolha do encaminhamento de cabos ou fios de sinais.4 .

Neste tipo. 1.  Desvantagens a) Necessita de profissionais especializados. b) Pode-se enviar sinais de medição e controle de máquinas em movimento. fase ou amplitude.Via Modem A transmissão dos sinais é feita através de utilização de linhas telefônicas pela modulação do sinal em freqüência. b) baixa velocidade na transmissão de dados.  Desvantagens a) Alto custo inicial. b) Pode-se transmitir dados a longas distâncias.  Vantagens a) Baixo custo de instalação.  Vantagens a) Não necessita de cabos de sinal. o sinal ou um pacote de sinais medidos são enviados à sua estação receptora via ondas de rádio em uma faixa de freqüência específica. 9 . c) sujeito as interferências externas.2.6 .2. b) Necessidade de técnicos altamente especializados. inclusive violação de informações.

de geração de energia.2 .1 . No Brasil Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) através de sua norma NBR 8190 apresenta e sugere o uso de símbolos gráficos para representação dos diversos instrumentos e suas funções ocupadas nas malhas de instrumentação. uma das normas mais utilizadas em projetos industriais no Brasil é a estabelecida pela ISA (Instrumentation Society of America). refrigeração. porém são incluídos apenas para ilustrar as aplicações dos símbolos da instrumentação. de petróleo.3. Vários exemplos são indicados para adicionar informações ou simplificar a simbologia.Informações Gerais: As necessidades de procedimentos de vários usuários são diferentes.1 – Finalidades 1. papel e celulose e muitas outras.1. como é dada a liberdade para cada empresa estabelecer/escolher a norma a ser seguida na elaboração dos seus diversos documentos de projeto de instrumentação outras são utilizadas. de forma resumida. A norma reconhece essas necessidades quando estão de acordo com os objetivos e fornece métodos alternativos de simbologia.3. 1. normas foram criadas em diversos países. Assim.3 . refinação de metal. e que serão utilizadas ao longo dos nossos trabalhos. 10 . 1.3.1.1.Simbologia de Instrumentação Com objetivo de simplificar e globalizar o entendimento dos documentos utilizados para representar as configurações utilizadas para representar as configurações das malhas de instrumentação. No entanto. devido a sua maior abrangência e atualização. A seguir serão apresentadas as normas ABNT e ISA.Aplicação na Indústria A norma é adequada para uso em indústrias químicas. mineração. Os símbolos dos equipamentos de processo não fazem parte desta norma.

Instalação. Não houve esforços para que a norma atendesse às necessidades dessas áreas.3 . diagramas lógicos. diagrama de fluxo: processo. Identificação de instrumentos (nomes) e funções de controle. ordens de compra. desenhos e registros. manifestações e outras listas.Aplicação nas atividades de trabalho A norma é adequada para uso sempre que qualquer referência a um instrumento ou a uma função de um sistema de controle for necessária com o objetivo de simbolizar a identificação. navegação e medicina usam instrumentos tão especializados que são diferentes dos convencionais. espera-se que a mesma seja flexível suficientemente para resolver grande parte desse problema. e desenhos/projetos de construção de instrumentação. descrições funcionais.papeis. 1. tal como astronomia.1. possa entender as maneiras de medir e controlar o processo (desde que possua certo conhecimento do assunto).Algumas áreas. diagramas de sistema de instrumentação. instruções de operação e manutenção.3. literatura e discussões. tubulação (processo). 11 . mecânico. Não constitui pré-requisito para esse entendimento um conhecimento profundo/detalhado de um especialista em instrumentação. material técnico . Entretanto. ao revisar qualquer documento sobre medição e controle de processo. diagramas de malha. Especificações. Tais referências podem ser aplicadas para as seguintes utilizações (assim como outras):           Projetos. sistemas. A norma destina-se a fornecer informações suficientes a fim de permitir que qualquer pessoa. exemplos didáticos. engenharia.

2) Sinal pneumático ou sinal indefinido para diagramas de processo.3.2 . 5) Sinal hidráulico. Como exemplo.2.Tipos de Conexões 1) Conexão do processo.2.3. uma identificação representativa é a seguinte: 12 . ligação mecânica ou suprimento ao instrumento.Simbologia Conforme Norma ABNT (NBR-8190) 1.3.1.2 . 1. 4) Tubo capilar (sistema cheio).1 .Código de Identificação de Instrumentos Cada instrumento deve se identificar com um sistema de letras que o classifique funcionalmente (Tabela 2). 6) Sinal eletromagnético ou sônico (sem fios). 3) Sinal elétrico.

13 .Tabela 2 – Significado dos códigos de identificação de instrumentos.

para análise. ou qualquer combinação.letra” e outro significado como “letra .Obs 1 : Multifunção significa que o instrumento é capaz de exercer mais de uma função. Cada tipo de análise deverá ser definido fora do seu círculo de indefinição no fluxograma. Exceto para seu uso como símbolos específicos. é própria para indicar variáveis que serão usadas uma vez. e CO. XR-2 pode ser um “registrador de tensão mecânica” e XX4 pode ser um “osciloscópio de tensão mecânica”. que são: temperatura diferencial e temperatura. Símbolos tradicionalmente conhecidos como pH. 3) Qualquer primeira . cobre todas as análises não listadas na Tabela 1 e não cobertas pelas letras “indefinidas”. X. Se usada.letra. 2) A letra “não classificada”.letra” A. a letra poderá ter qualquer número de significados como “primeira . instrumentos TDI e TI medem duas diferentes variáveis. Então. Obs 2 : Os números entre parênteses se referem às notas relativas descritas a seguir. Se usada. ou de uso limitado. será tratada como uma entidade “primeira .letra” e na “letra subsequente”. a letra deverá ter um significado como “primeira .letra” A. seu significado deverá ser definido fora do círculo de identificação no fluxograma. 14 . O significado precisará ser definido somente uma vez e uma legenda para aquele respectivo projeto. Por exemplo: a letra N pode ser definida como Módulo de Elasticidade na “primeira .subsequente”.letra”. se usada em combinação com as letras modificadoras D (diferencial).letra” e qualquer número de significados como “letra subsequente”. F (razão) ou Q (totalização ou integração). Por exemplo: XR3 pode ser um “registrador de vibração”. têm sido usados opcionalmente em lugar da “primeira . O2. Notas Relativas 1) As letras “indefinidas” são próprias para indicação de variáveis não listadas que podem ser repetidas em um projeto particular. 4) A “primeira .

condições que colocam em risco o pessoal e o equipamento. válvula de alívio ou válvula de segurança e alívio. 8) A função passiva “visor” aplica-se a instrumentos que dão uma visão direta e não calibrada do processo. 7) O termo “segurança” se aplicará somente para elementos primários de proteção de emergência e elementos finais de controle de proteção de emergência. isto é. deve ser designada por uma “primeira . não importando se a construção e o modo de operação da válvula enquadram-se como válvula de segurança. mesmo que a válvula não opere continuamente. porém desprovido de medição de fato. médio ou intermediário e varredura ou seleção é preferido. Entretanto. 10) Uma “lâmpada . assumindo que a 15 .letra” seguida pela “letra subsequente”. porém opcional. baixo.5) O uso da “primeira . não deve ser designado “indicador”.letra” U para multivariáveis em lugar de uma combinação de “primeira letra” é opcional. uma válvula auto . aliviando a pressão do sistema.piloto” que não é parte de uma malha de instrumentos.operada que previne a operação de um sistema acima da pressão desejada. A designação PSV aplica-se para todas as válvulas que são utilizadas para proteger contra condições de emergência em termos de pressão. se é desejado identificar uma “lâmpada . 9) O termo “indicador” é aplicável somente quando houver medição de uma variável. a “lâmpada . 6) O uso dos termos modificadores alto. Um ajuste manual. Então. Entretanto esta válvula será uma PSV se seu uso for para proteger o sistema contra condições de emergência. Por exemplo: a lâmpada que indica a operação de um motor elétrico pode ser designada com EL.piloto”. ou ambos e que não se esperam acontecer normalmente. será uma PCV. que é a parte de uma malha de instrumentos. mesmo que tenha uma escala associada.piloto” pode ser designada da mesma maneira ou alternadamente por uma simples letra L.

desconecta ou transfere um ou mais circuitos pode ser. se é automático e se é atuado pela variável medida. ele é atuado por uma “chave” ou por um “controlador de duas posições”. “médio” ou “intermediário”. se é automático e não atuado pela variável medida. 14) O uso dos termos modificadores “alto”. isto é. 12) Um dispositivo que conecta. dependendo das aplicações. intertravamento ou segurança. deve corresponder a valores das variáveis medidas e não dos sinais. Por exemplo: um alarme de nível alto derivado de 16 .piloto” pode ser acompanhada por um sinal audível. ou ainda simplesmente L. seleção. A ação de uma “lâmpada .subsequente” Y devem ser definidas fora do círculo de identificação. a menos que de outra maneira seja especificado. Para todas as outras aplicações o equipamento é designado como: a) uma “chave”. “baixo”. Não é necessário esse procedimento quando a função é por si só evidente. “lâmpada piloto”. Se o dispositivo manipula uma corrente fluida de processo e não é uma válvula de bloqueio comum atuada manualmente. quando é atuado manualmente. uma “chave”. tal como no caso de uma válvula solenóide. ou uma “válvula de controle”. deve ser designada como uma “válvula de controle”. b) uma “chave” ou um “controlador de duas posições”.tensão é a variável medida ou XL assumindo a lâmpada é atuada por contatos elétricos auxiliares do sistema de partida do motor. O termo “controlador” é geralmente atribuído ao equipamento que é usado para operação de controle normal. um “controlador de duas posições”. c) um “relé”. O termo “chave” é geralmente atribuído ao dispositivo que é usado para atuar um circuito de alarme. 11) O uso da “letra . 13) Sempre que necessário as funções associadas como o uso da “letra .subsequente” U para “multifunção” em lugar de uma combinação de outras letras funcionais é opcional. um “relé”.

3 .um transmissor de nível de ação reversa é um LAH. embora o alarme seja atuado quando o sinal alcança um determinado valor baixo. baixo .2.Simbologia de Identificação de Instrumentos de Campo e Painel 17 . quando aplicados para designar a posição de válvulas. 15) Os termos “alto” e “baixo”.3.denota que a válvula está em ou aproxima-se da posição totalmente fechada.denota que a válvula está em ou aproxima-se da posição totalmente aberta. 1. são definidos como: alto . Os termos podem ser usados em combinações apropriadas.

.Alguns Arranjos Típicos de Instrumentos  Vazão 18 .2.3.5 .2.6 .4 .Instrumentação de Vazão 1.2.1.3.Válvula de Controle 1.3.

 Pressão 19 .

20 .

 Temperatura 21 .

 Nível 22 .

2 . 1. “Shared Control” (controle compartilhado). Podem ser utilizados não somente para identificar instrumentos discretos e suas funções.3 .Conteúdo da Identificação da Função A norma é composta de uma chave de funções de instrumentos para sua identificação e simbologia.1 .3.3.3. “Distribuided Control” (controle distribuído) e “Computer Control” (controle por computador).Simbologia Conforme Norma ISA 1.3. mas também para identificar funções analógicas de sistemas que são denominados de várias formas como “Shared Display” (display compartilhado).1. Detalhes adicionais dos instrumentos são melhores descritos em uma 23 .Aplicação para Classes e Funções de Instrumentos As simbologias e o método de identificação desta norma são aplicáveis para toda classe de processo de medição e instrumentação de controle.3.

número de serie.3.3.especificação apropriada. O uso é livre para aplicação de identificação adicional. folha de dados.Conteúdo de Identificação da Malha A norma abrange a identificação de um instrumento e todos outros instrumentos ou funções de controle associados a essa malha. Tabela 3 – Significado dos códigos de identificação de instrumentos (NORMA ISA) 24 . ou outros significados. tais como. número da área. número da unidade. 1. ou outro documento utilizado que esses detalhes requerem.3 .

As diferenças básicas entre a tabela da ABNT (tabela 2) e a tabela da norma ISA (tabela 3) são :  A letra “C” na tabela ABNT indica condutividade elétrica (como primeira letra) para a norma ABNT e controlador para segunda letra.4 . A letra “V” significa viscosidade para a norma ABNT na primeira letra e vibração ou análise mecânica para a norma ISA. A letra “M” significa umidade para a norma ABNT e é de escolha do usuário para a norma ISA e a letra modificadora significa momentâneo.  A letra “D” na tabela ABNT indica densidade ou massa específica (como primeira letra) e a letra modificadora significa diferencial. na norma ISA a primeira letra é definida pelo usuário. 1.Símbolos de Linha de Instrumentos Todas as linhas são apropriadas em relação às linhas do processo de tubulação: 25 .3.    A letra “G” significa medida dimensional para a norma ABNT e é de escolha do usuário para a norma ISA.3. mantendo-se a letra modificadora como diferencial. já para a norma ISA. a primeira letra é de escolha do usuário.

OFF) Nota: “OU” significa escolha do usuário. suprimento de ar 100-psi. AS .1. Recomenda-se coerência.  São sugeridas as seguintes abreviaturas para denotar os tipos de alimentação. alimentação elétrica de 24VDC. ES-24DC.suprimento de ar IA . *** Fenômeno eletromagnético inclui calor. radiação nuclear e luz.5 .alimentação elétrica GS .suprimento hidráulico NS .suprimento de nitrogênio SS .3. 26 .Símbolos opcionais binários (ON .ar do instrumento PA . ondas de rádio.ar da planta ES .suprimento de vapor WS . exemplo: AS-100. ** O símbolo do sinal pneumático se aplica para utilização de sinal.suprimento de água * O valor do suprimento pode ser adicionado à linha de suprimento do instrumento.3. usando qualquer gás. Essas designações podem ser também aplicadas para suprimento de fluidos.alimentação de gás HS .

norma ISA.1.Símbolos Gerais de Instrumentos ou de Funções Tabela 3 – Símbolos gerais para instrumentos ou funções.3.6 . 27 .3.

****** Veja ANSI/ISA padrão S5. CC3 (console do computador n. **** Não é obrigado mostrar um alojamento comum. ***** O desenho (losango) apresenta metade do tamanho de um losango grande. *** Normalmente. IC2 (console do instrumento n. ** As abreviaturas da escolha do usuário. com linhas horizontais usando-se os pontilhados. Sugerimos acima um tamanho de quadrado e círculo para diagramas grandes.2 para símbolos lógicos específicos.º 3) etc. 28 .. tal como IPI (painel do instrumento n.* O tamanho do símbolo pode variar de acordo com a necessidade do usuário e do tipo do documento. os dispositivos de funções inacessíveis ou que se encontram na parte traseira do painel podem ser demonstrados através dos mesmos símbolos porém.º 1. Recomenda-se coerência.. podem ser usados quando for necessário especificar a localização do instrumento ou da função.º 2).

1 .1V). Ex. O erro máximo esperado é de 0. Isto quer dizer que se o instrumento mede 1V.Classe de Exatidão É a classe de instrumentos de medição que satisfazem a certas exigências metrológicas destinadas a conservar os erro dentro de limites especificados. 2. Por esta razão é uma regra importante escolher instrumentos com uma faixa apropriada para os valores a serem medidos. A escolha da classe de exatidão dependerá da aplicação do equipamento. que deverão possuir classe de exatidão igual ou superior. o possível erro é de 10% deste valor (0. Obs.2.Exatidão (Accuracy) É a aptidão de um instrumento de medição para dar respostas próximas a um valor verdadeiro convencional. As aplicações mais comuns são as seguintes: 29 . Ex.: Seja o caso dos TPs e dos TCs .: Um voltímetro com fundo de escala 10V e exatidão ±1%.: O Termo precisão não deve ser utilizado como sinônimo de exatidão.0 – CARACTERÍSTICAS ESTÁTICAS DOS INSTRUMENTOS 2.1 V.2 . A exatidão é um conceito qualitativo e normalmente é dada como um valor percentual do fundo de escala do instrumento.

3 – Precisão A precisão é um termo que descreve o grau de liberdade a erros aleatórios. A precisão é freqüentemente confundida com a exatidão.Tabela 4 – Classe de Exatidão de instrumentos de medidas. Um aparelho preciso não implica que seja exato. 30 . As figuras a seguir ilustram as características de exatidão e precisão de um instrumento ou equipamento. Uma baixa exatidão em instrumentos precisos decorre normalmente de um desvio ou tendência (bias) nas medidas. ao nível de espalhamento de várias leituras em um mesmo ponto. ou seja. 2. o que poderá ser corrigido por uma nova calibração.

Embora estes termos signifiquem praticamente a mesma coisa. Estas condições são denominadas condições de repetitividade e incluem o mesmo procedimento de medição. mesmo observador. A reprodutibilidade expressa o grau de concordância entre os resultados das medições de um mesmo mensurando. 31 . A repetitividade (mesmas condições) descreve o grau de concordância entre os resultados de medições sucessivas de um mesmo mensurando efetuadas sob as mesmas condições de medição. efetuadas sob condições variadas de medição. é necessário que sejam especificadas as condições alteradas. eles são aplicados a contextos diferentes. mesmo instrumento de medição utilizado nas mesmas condições. mesmo local e repetição em curto período de tempo. que podem incluir o princípio de medição. Para que uma expressão de reprodutibilidade seja válida.Os graus de repetitividade e de reprodutibilidade são maneiras alternativas de se expressar a precisão.

local.6 . distribuições. ou a metade de um intervalo correspondente a um nível de confiança estabelecido. é aqui mencionado porque a exatidão de alguns instrumentos é especificada em termos de tolerância.5 – Tolerância A tolerância é um termo muito próximo à exatidão e define o erro máximo que é esperado em um determinado valor. 2. que contribuem para a dispersão. um resistor escolhido aleatoriamente com valor nominal 1000 tolerância 5%. Por exemplo. Em geral.método de medição.Tendência de um instrumento (bias) A tendência de um instrumento é um erro sistemático da indicação de um instrumento que ocorre em toda a sua faixa de indicação.4 – Incerteza A incerteza é um parâmetro. Este parâmetro pode ser. associado ao resultado de uma medição. que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuídos a um mensurando. instrumento de medição. 32 . compreende muitos componentes. A tendência é normalmente estimada pela média dos erros de indicação de um número apropriado de medições repetidas e poderão ser removidas através de nova calibração ou simplesmente um ajuste de zero. Quando aplicado corretamente. condições de utilização e condições climáticas. um desvio padrão (ou múltiplo dele). padrão de referência. por exemplo. incluindo aqueles resultantes dos efeitos sistemáticos. a tolerância de um componente manufaturado descreve o máximo desvio de um valor especificado. Embora não seja uma característica estática de instrumentos. de 2. 2. como os associados com correções. ohms. desvios padrões. pode ter seu valor real entre 950 Ohms e 1050 Ohms. observador. assumidos com base na experiência ou em outras informações.

Linearidade e a não . tais como um coeficiente de correlação. No entanto.7 .8 .Sensibilidade do instrumento A sensibilidade é definida como a resposta de um instrumento de medição dividida pela correspondente variação no estímulo. Nesta figura pode-se observar um certo grau de linearidade que pode ser notado mesmo visualmente. utilizar-se-á métodos estatísticos. A sensibilidade pode depender do valor do 33 .2. 2. 2.7 – Discrição É aptidão de um instrumento em não alterar o valor do mensurando. para saber o quão a curva mostrada se aproxima de uma reta. por sua vez. A não – linearidade . O gráfico a seguir mostra a relação entre uma grandeza e o resultado de medições. é definida como o máximo desvio de qualquer uma das leituras com relação à reta obtida. e é normalmente expressa como uma percentagem do fundo de escala.linearidade A linearidade é uma característica normalmente desejável onde a leitura de um instrumento é linearmente proporcional à grandeza sendo medida.

A Deriva de Sensibilidade ou deriva do fator de escala define o quão a sensibilidade de um instrumento varia em função das condições ambientais. a deriva de zero relacionada à variações de temperatura é dada em Volts/oC. As figuras a seguir exemplificam a existência de deriva de zero. a sensibilidade do instrumento é 5 graus/bar. por exemplo. a sensibilidade pode ser contabilizada como a inclinação da reta que define a relação entre a leitura e a grandeza medida. Ex. etc. e o caso onde ambas acontecem. 34 . Em função da variação das condições ambientais. 2. certas características estáticas dos instrumentos podem se alterar lentamente.Sensibilidade a Distúrbios Todas as calibrações e especificações de um instrumento são válidos somente sob condições controladas de temperatura.estímulo. desde que a deflexão seja zero quando aplica-se zero bar. Em um voltímetro. a sensibilidade a distúrbios é uma medida da extensão destas alterações.8 . A Deriva de Zero descreve o efeito de como a leitura de zero de um instrumento é modificada pela alteração nas condições ambientais. Tais variações de condições ambientais podem afetar os instrumentos de duas maneiras. outros coeficientes deverão ser determinados. Sendo assim. conhecidas como deriva (drift) de zero e deriva de sensibilidade. pressão. respectivamente. Se o zero deste voltímetro é modificado em funções de outras condições ambientais.: A pressão de 2 bar produz uma deflexão de 10 graus em um transdutor de pressão. Sendo assim. deriva de sensibilidade. Estas condições ambientais padrão são usualmente definidas na especificação do instrumento.

35 .

sensibilidade 22 mm/kg Tendência (bias) = 5 mm (deflexão a carga zero). A 30 0C . 36 . Deriva de sensibilidade / 0C = 2 / 10 = 0.Faixa de indicação e amplitude A faixa de indicação ou alcance (range) é o conjunto de valores limitados pelas indicações extremas. Solução A 20 0C .9 .5 mm/ 0C.2 (mm/kg)/ 0C. ou seja. 2.sensibilidade 20 mm/kg.: Um termômetro pode ter um range de 0 a 100 0C. Ex. entre os valores máximos e mínimos possíveis de serem medidos com determinado instrumento. Sensibilidade = 2 mm/kg Deriva de zero / 0C = 5 / 10 = 0.Exercício Uma balança de mola é calibrada em um ambiente à temperatura de 20 0C com as seguintes características deflexão/carga: Quando usado em um ambiente à temperatura de 30 0C. obtém-se as seguintes características deflexão/carga: Determine a deriva de zero e de sensibilidade por 0C.

Ex. no entanto. Qualquer sistema de medida linear e invariante no tempo respeita a seguinte relação entre entrada (qi) e saída (q0) em um tempo t maior que zero.: Um instrumento capaz de reagir entre 20 e 200 psi tem um span de 180 psi.11 . 2. Este conceito também se aplica a um dispositivo registrador.Por outro lado. Para um dispositivo mostrador digital. Como nas características estáticas. muitas vezes. 2. Fora destas condições de calibração pode-se esperar alterações nestas características dinâmicas. descrevem o seu comportamento durante o intervalo de tempo em que a grandeza medida varia até o momento em que o seu valor medido é apresentado. as características dinâmicas se aplicam somente quando os instrumentos são utilizados sob condições ambientais especificadas. 3. A zona morta pode depender da taxa de variação e pode. ser deliberadamente ampliada. é a variação na indicação quando o dígito menos significativo varia de uma unidade. a diferença entre o maior e o menor valor de uma escala de um instrumento é denominado amplitude da faixa nominal (span) ou varredura. As características dinâmicas. sem produzir variação na resposta de um instrumento de medição.Zona morta É o Intervalo máximo no qual um estímulo pode variar em ambos os sentidos. 37 .10 – Resolução É a menor diferença entre indicações de um dispositivo mostrador que pode ser significativamente percebida. de modo a prevenir variações na resposta para pequenas variações no estímulo.0 – CARACTERÍSTICAS DINÂMICAS DOS INSTRUMENTOS As características estáticas dos instrumentos se referem somente a medidas em regime permanente.

Como exemplo. Onde K é uma constante conhecida como sensibilidade do instrumento. Simplificações adicionais podem ser consideradas quando esta equação é aplicada a classes típicas de instrumentos. podendo ser chamada EQUAÇÃO DINÂMICA. Qualquer instrumento que se comporte segundo esta equação é dito ser de ordem zero. 3. que não possuem capacidade de armazenamento de energia. ou seja.Instrumento de ordem zero A menos de a0. todos os outros coeficientes da equação dinâmica são iguais a zero. definida anteriormente.Se for considerado que a grandeza a ser medida permanece constante durante o tempo de leitura. são elementos passivos.1 . elétricos ou mecânicos. Em geral os instrumentos de ordem zero são formados por elementos com características dissipativas. 38 . a tensão de saída muda instantaneamente tão logo a haste do potenciômetro se movimente ao longo de seu curso. pode-se citar um potenciômetro usado para medir movimento. então esta equação fica simplificada.

a saída q0 em resposta a um degrau na entrada qi varia de maneira aproximada à figura a seguir. 39 . A constante de tempo t da resposta ao degrau é o tempo tomado quando a saída atinge 63% do seu valor final.Instrumento de primeira ordem A menos de a0 e a1.2 . tem-se: Resolvendo-se analiticamente esta equação.3. tem-se: Definindo-se K = b0/a0 como sendo a sensibilidade estática e t = a1/a0 como a constante de tempo do sistema. Se “d/dt” for substituído pelo operador “D”. todos os outros coeficientes da equação dinâmica são iguais a zero.

e por pelo menos um 40 . responsáveis pela resposta oscilatória (senoidal). 3. É conveniente salientar que em se tratando de sistemas de controle. Um grande número de instrumentos pertence à classe de instrumentos de primeira ordem e. Os instrumentos de primeira ordem são formados por associações de um elemento. os quais possuem os análogos mecânicos: mola e amortecedor. as constantes de tempo possuem valores reduzidos. que possua característica dissipativa e um elemento armazenativo. a tensão de saída não irá instantaneamente para o nível de 100oC. Se um termopar à temperatura ambiente for colocado em água fervente. A perda elétrica por efeito Joule sobre uma resistência tem como análogo mecânico a perdas por atrito. Elementos elétricos passivos que armazenam energia são os indutores (campo magnético) e os capacitores (campo elétrico). mas irá gradativamente conforme mostrado na figura anterior até atingir o seu valor definitivo. resultando em uma característica exponencial.3 . na maioria destes casos. Este fato se deve principalmente à presença de pelo menos dois elementos passivos com características armazenativas. é de fundamental importância que esta constante de tempo seja levada em consideração. elétrico ou mecânico. a energia armazenada em um elemento vai se dissipando em outro. Ou seja.O termopar é um bom exemplo de instrumento de primeira ordem.Instrumento de segunda ordem A resposta a um degrau de um instrumento de segunda ordem se dá de maneira oscilatória amortecida sobre uma exponencial amortecida.

como a determinação das correções a serem aplicadas. O sensor mais comum que se encaixa nesta classificação é o acelerômetro. responsável pela característica exponencial amortecida. 4. Além disto. também. 4. material de referência ou sistema de medição destinado a definir. algumas vezes denominado Certificado de calibração ou Relatório de calibração. e os valores correspondentes das grandezas estabelecidas por padrões. O resultado de uma calibração pode ser registrado em um documento. sob condições específicas.1 – Padrão Medida materializada. já que em nível mundial não existe o seu sinônimo em inglês ou em francês como acontece com o termo calibração (CALIBRATION_ou ÉTALONNAGE). instrumento de medição. realizar. a vibração é sensoreada através do deslocamento observado em um sistema composto por uma mola e um amortecedor. Sendo assim. O resultado de uma calibração permite tanto o estabelecimento dos valores do mensurando para as indicações. A característica dissipativa é obtida por atrito. a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição ou sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou um material de referência. conservar ou reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como referência.0 – CALIBRAÇÃO DE INSTRUMENTOS A Calibração de Instrumentos é um conjunto de operações que estabelece.elemento dissipativo. determinar outras propriedades metrológicas como o efeito das grandezas de influência. Muitas vezes o termo Aferição também é empregado com o sentido de calibração. Nele. no entanto a tendência é o desuso deste. uma calibração pode. tem-se os seguintes tipos de padrões: 41 .

O padrão de trabalho utilizado rotineiramente para assegurar que as medições estão sendo executadas corretamente é chamado Padrão de Controle. O termo dispositivo de transferência deve ser utilizado quando o intermediário não é um padrão.  Padrão Internacional: Padrão reconhecido por um acordo internacional para servir. geralmente. calibrado por comparação a um padrão de referência. Este conceito é igualmente válido para grandezas de base e para grandezas derivadas.  Padrão de Transferência: Padrão utilizado como intermediário para comparar padrões. em um país. Padrão de Referência: Padrão. internacionalmente. como base para estabelecer valores a outros padrões da grandeza a que se refere. geralmente tendo a mais alta qualidade metrológica disponível em um dado local ou em uma dada organização.  Padrão de Trabalho: Padrão utilizado rotineiramente para calibrar ou controlar medidas materializadas.  Padrão Internacional: Padrão reconhecido por uma decisão nacional para servir.  Padrão Primário: Padrão que é designado ou amplamente reconhecido como tendo as mais altas qualidades metrológicas e cujo valor é aceito sem referência a outros padrões de mesma grandeza. 42 . Um padrão de trabalho é. a partir do qual as medições lá executadas são derivadas. como base para estabelecer valores a outros padrões da grandeza a que se refere.  Padrão Secundário: Padrão cujo valor é estabelecido por comparação a um padrão primário da mesma grandeza. instrumentos de medição ou materiais de transferência.

Cadeia de Rastreabilidade. A figura a seguir apresenta um esquema de uma cadeia de rastreabilidade. todas tendo incertezas estabelecidas. como. estar relacionado a referências estabelecidas.2 – Rastreabilidade Propriedade do resultado de uma medição. 43 . por exemplo. para ser transportado entre locais diferentes. portátil. geralmente padrões internacionais ou nacionais. Sendo assim. operado por bateria. algumas vezes de construção especial. Padrão Itinerário: Padrão. este padrão pode ser dito Rastreável. ou do valor de um padrão. através de uma cadeia contínua de comparações. 4. o padrão de freqüência de césio.

Sistema Internacional (SI) . se baseia nas sete unidades de base seguintes.5.0 .GRANDEZAS BASE E PADRÕES ASSOCIADOS O sistema corrente de unidades . 44 .adotado e recomendado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas.

Figura 6. a relação entre a força normal exercida em uma superfície e a área desta superfície. A primeira na forma de pressão absoluta. 6. denominada pressão manométrica. Através destas unidades base pode-se obter as chamadas unidades derivadas. muitas vezes. A figura 6. por definição. os métodos de medida de pressão e de força se confundem.0 – MEDIDAS DE PRESSÃO A pressão é.1 a seguir apresenta as escalas de referência para medidas de pressão. é referida à pressão atmosférica no local da medição. A pressão pode ser apresentada de duas formas. corta uma área da superfície desta esfera igual à área de um quadrado cujos lados têm o comprimento igual ao raio da esfera.* Um esterradiano é o ângulo sólido no qual. A outra.1 – Escalas de referência para medidas de pressão 45 . referida à pressão zero absoluto. por isso. tendo o seu vértice no centro de uma esfera. ou seja.

01325 [bar] = 14. As relações entre as principais são mostradas a seguir. mostradas na figura 6. contendo em seu interior um fluído específico para cada aplicação (fluído manométrico). a pressão desconhecida é aplicada em uma extremidade. Quando este manômetro é utilizado para medir pressão manométrica. 1 [atm] = 1. Tais alternativas são.33 [mmH2O] = 760 [mmHg] = 1.De uma maneira geral. Este manômetro também pode ser usado para medir diferenças de pressão . aplicando-se pressões desconhecidas em ambas as extremidades. 6. A seguir serão apresentadas algumas técnicas de medição de pressão.1 – Manômetro de Coluna O manômetro de coluna consiste de um tubo de vidro.03323 [kgf/cm2] = 101325 [Pa] = 10. fazendo-se vácuo entre a outra extremidade selada e o fluído. estando a outra exposta à pressão atmosférica. muitos medidores e transdutores de pressão partem da medição da força sobre um elemento de determinada área. pode-se dizer: A pressão é provavelmente a grandeza física que possua o maior número de unidades empregadas para representá-la. normalmente no formato da letra U.pressão diferencial -.70 [psi] Como a definição de pressão emprega o conceito de força. ambas as extremidades do tubo serão abertas.2 a seguir: 46 . respectivamente. Quando se deseja medir pressão absoluta.

Figura 6.2 – Alternativas para medição de pressão usando Manômetro de Coluna.

A diferença entre as pressões aplicadas nas extremidades do manômetro está relacionada com a diferença da altura - h - entre os níveis do fluído através da seguinte expressão.

Onde Aplicando-se esta fórmula à relação anterior , tem-se P2 igual a zero, pressão atmosférica (1 atm) e pressão desconhecida, respectivamente. A faixa de aplicação deste tipo de manômetro é bastante extensa, já que o fluído manométrico também pode ser mudado. Normalmente usa-se água, mercúrio ou álcool. Para a medição de grandes pressões costuma-se empregar mercúrio, para pressões muito baixas utiliza-se álcool. Uma alternativa para a medição de pequenas pressões é a utilização do manômetro

em uma posição inclinada (vide figura 6.3), aumentando-se o espectro de medição e sensibilidade. A equação a ser utilizada deverá ser corrigida com o seno do ângulo de inclinação:

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Figura 6.3 – Manômetro em posição inclinada para medições de pequenas pressões.

A figura 6.4 a seguir apresenta alguns modelos de manômetros de coluna comerciais.

Figura 6.4 – Exemplos de Manômetros de Coluna comerciais

Para automatizar a medida de pressão em um manômetro de coluna com mercúrio, pode-se usar uma ponte de Wheatstone com duas resistências externas conectadas por um cabo de alta resistência, como mostrado a seguir na figura 6.5.

48

Figura 6.5 – Manômetro de coluna com ponte de wheatstone

Chamando r de RW / RREF, a pressão desconhecida poderá ser obtida pela medida da tensão de saída Vo:

6.2 – Manômetro de Peso Morto

O manômetro de peso morto é um instrumento de zero central, onde massas calibradas são colocadas na plataforma de um pistão até que duas marcas de referência fiquem adjacentes. Neste ponto, a força peso exercida pelas massas se iguala à força exercida pela pressão sobre a superfície interna do pistão. Infelizmente este instrumento não é muito adequado para aplicação industrial mas, por permitir medidas com alto grau de exatidão, é muito usado como padrão em laboratórios. A figura 6.6 ilustra o esquema de

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um manômetro de peso morto, bem como exemplos de manômetros de peso morto comerciais.

Figura 6.6 – Manômetro de peso morto utilizado em laboratórios para calibração de instrumentos. 6.3 – Manômetro de Bourdon

O manômetro de Bourdon é um transdutor de pressão empregando elemento elástico que é muito comum no meio industrial. Consiste basicamente de um tubo curvo, flexível e de seção transversal oval, tendo sua tomada de pressão em uma de suas extremidades, fixada, sendo a outra selada e livre para se movimentar. Quando a pressão é aplicada em sua entrada, a seção oval vai se tornando circular, havendo então uma deflexão da extremidade do tubo. Medindo-se esta deflexão pode-se inferir sobre o valor da pressão. Isto é feito empregando-se um transdutor de deslocamento, ou mais simplesmente, associando-se um ponteiro à extremidade móvel do tubo. A figura 6.7 a seguir ilustra o exposto.
50

Muitas vezes o manômetro de Bourdon vem preenchido com um líquido viscoso com a finalidade de diminuir o efeito oriundo de vibrações da máquina ou linha onde está instalado. neste caso. 51 . como mostram a figura 6. Figura 6.8. usados como padrão. bem como para manter lubrificada as partes internas do mesmo. Possuem. escalas maiores. com um maior número de divisões. resultando em alta resolução. Pode-se também encontrar manômetros de Bourdon de precisão.7 – Esquema de Manômetros de Bourdon e Manômetros de Bourdon comerciais.

causada pela aplicação de uma pressão. em geral. Estas duas superfícies. freqüência ou outros. A alteração da capacitância deve ser detectada por um circuito comparador bastante sensível e amplificado para sinais proporcionais de alto nível. altera o espaço entre elas criando o efeito de um capacitor variável. 6. A seguir serão apresentadas várias tecnologias empregadas na construção de transdutores de pressão. 52 . seja este sinal em tensão. A figura 6. corrente. que se comportam como as placas do capacitor. são montadas de modo que a uma pequena flexão mecânica. 6.9 abaixo mostra o esquema de um transdutor capacitivo. são uma junção de um elemento transdutor e um circuito de transmissão de sinal.1 . normalmente em um encapsulamento compacto contendo duas superfícies metálicas paralelas e eletricamente isoladas. uma das quais sendo um diafragma capaz de fletir a uma dada pressão aplicada.4.Figura 6.Sensores (Transdutores) Capacitivos Os sensores capacitivos são encontrados em configurações típicas.8 –Manômetros de Bourdon comerciais de precisão.4 – Transmissores de Pressão Os transmissores. O diafragma deve ser construído com material de baixa histerese ou ligas de vidro e cerâmica.

Sendo assim. ao submeter este sensor a uma ponte de corrente alternada. 53 .Figura 6.10 mostra transdutores de pressão capacitivos comerciais. pode-se detectar a variação da pressão como uma função da variação da capacitância do sensor. da capacitância do elemento. A figura 6. Sabe-se que a capacitância de um capacitor de placas planas e paralelas pode ser expressa em função da área (A) da placa e da distância (d) que as separa como: Onde ε considerado que pelo menos uma das placas esteja fixa e que a outra sofra deflexão em função da pressão submetida. em última análise. resulta em uma variação da distância entre as placas e.9 – Esquema de um Transdutor Capacitivo.

sensores monolíticos (formados de um único cristal de silício) ou. grande parte da tecnologia dos semicondutores é empregada em sua fabricação.2 .11 a seguir. simplesmente. sensores de estado sólido. comuns na indústria de semicondutores. 54 .11 – Atuação de forças de tração e compressão deformando blocos de materiais. Os sensores piezoresistivos são também freqüentemente denominados sensores integrados.Figura 6.Sensores (Transdutores) Piezoresistivos Os sensores piezoresistivos (STRAIN-GAUGE) são fabricados usando técnicas de processamento do silício. Este sensor parte do princípio da deformação de uma estrutura quando sujeita a uma força. Figura 6. Por esta razão. 6.4.10 –Transdutores Capacitivos de pressão comerciais. sensores de silício. Como mostrado na figura 6.

Para pequenas tensões a deformação da área é o dobro da deformação radial: Onde ‫ טּ‬é o coeficiente de Poisson. A resistência de uma barra retangular de comprimento L e área de seção A. A pressão descreve a intensidade da força – STRESS – em uma estrutura por unidade de área (P=F/A). com resistividade volumétrica r é dada por R=Lr/A. enquanto a tensão – STRAIN_ – descreve a deformação como uma variação incremental no comprimento (DL/L).Nesta figura tem-se uma estrutura livre de forças externas. respectivamente. sofrendo tração e compressão. Tomando as derivadas parciais. A taxa de variação da resistência será: 55 . tem-se: Rearranjando teremos: Quando há uma deformação longitudinal haverá também uma deformação na seção do strain gauge segundo a relação de Poisson.

5 a 2.12 a seguir apresenta uma configuração de resistor integrado e o sensor. A figura 6. de modo que dois resistores aumentam sua resistência e dois diminuem com o aumento ou decréscimo da pressão aplicada. Algumas ligas podem possuir sensibilidades variando de 0. Quando se deseja medir a intensidade de uma força.12 – Detalhes construtivos de um instrumento STRAIN – GAUGE com resistor integrado.35 para a maioria dos metais. Figura 6. Na maioria dos sensores. de modo que a sensibilidade do strain gauge (G) será da ordem de 1. podendo ser até 150 para semicondutores.5 a 6. a pressão à qual uma estrutura está sujeita poderá ser determinada pela variação da resistência de um sensor. 56 .5. usa-se STRAIN-GAUGES estrategicamente posicionados em direções diferentes resultando em um sensor multidirecional. quatro resistores são integrados formando uma ponte de Wheatstone.25 a 0. bem como a sua direção.O coeficiente de Poisson varia de 0. Sendo assim.

A figura 6.A direção e intensidade da força serão obtidas a partir da decomposição das deformações nos eixos coordenados. Figura 6. O deste tipo de dispositivo é o estado da arte na medição de pressão e suas derivações nas medidas de nível de vazão. tensão.14.13 a seguir apresenta o aspecto construtivo de um transdutor de pressão integrado. Os transmissores de pressão encontram larga aplicação na indústria. A figura 6. com saídas em corrente.13 – Dispositivo à base de processamento de silício para medição de Pressão. ilustra alguns exemplos de medidores de Pressão Comerciais. freqüência ou em barramento. Alguns incorporam recursos de apresentação numérica em Display do valor da medida. 57 .

Nos sensores diferenciais. um único diafragma é submetido apenas à pressão desconhecida. A fim de proteger as membranas ou diafragmas dos transdutores. limitam a sobre-pressão impostas nestes elementos pelas operações 58 . sendo convenientemente operados.4. uma vez que fornecem o valor da vazão como uma função da pressão diferencial medida. nestes últimos. na medição de vazão onde se utilizam dispositivos do tipo placas de orifício.3 . As suas maiores aplicações se encontram. por outro lado.Medidas de pressão diferencial A medição de pressão diferencial é de suma importância em processos industriais. normalmente emprega-se um conjunto de registros (Manifolds) que. bocais e venturis. pode-se ter um ou dois diafragmas sujeitos às pressões que se deseja conhecer a diferença. 6.Figura 6. principalmente.14 – Medidores de Pressão Comerciais. A estrutura interna de um sensor diferencial se assemelha muito à dos sensores convencionais considerando-se apenas que.

Nesta concepção. Um tipo especial de sensor diferencial que dispensa o uso de Manifold é o sensor capacitivo apresentado na figura 6.15 – Esquema para medição de Pressão Diferencial usando Manifolds.16 a seguir. provocando uma saturação do sinal de saída. 59 . a sobrepressão é limitada por batentes. Figura 6.rotineiras do processo industrial. A figura 6.16 – Sensor Capacitivo (diuspensa o uso de Manifolds).15 mostra um esquema de medição diferencial de pressão com a utilização de Manifolds. evitando o rompimento de diafragmas. Figura 6.

Esta deflete em função das pressões aplicadas à direita e à esquerda do sensor. De uma maneira geral a vazão pode ser definida como vazão volumétrica e vazão mássica. Assim: Vazão volumétrica: 60 . Considerando CH e CL como capacitâncias de placas planas. medidas entre a placa fixa e o diafragma sensor. energia e outros. d é a distância entre as placas fixas e d é a deflexão sofrida pelo diafragma sensor devido à aplicação da pressão diferencial DP. principalmente nos setores químico e petroquímico – onde possuem um papel fundamental sobre a receita e a produtividade da empresa –. 7. transmitidas através do fluído de preenchimento. papel e celulose. A vazão volumétrica trata do fluxo de um determinado volume em um intervalo de tempo. água e esgoto. enquanto a vazão mássica trabalha com o fluxo de uma massa em um determinado intervalo de tempo.O diafragma sensor colocado no centro da célula é. uma placa móvel de um capacitor.0 – MEDIDAS DE VAZÃO A medição de vazão é uma das tarefas mais importantes em vários processos industriais. na verdade. tem-se: Onde e é a constante dielétrica do meio. alimentício. sobre os diafragmas isoladores. de mesma área paralelas. que é incompressível.

toneladas por hora (t/h) e outras. 61 . A. ou. Uma vez definida a área da seção transversal. pode-se obter a vazão através da velocidade média do fluído. v. Onde v é a velocidade da linha de fluxo. uma vez que a massa está relacionada ao volume. por sua vez. Dessa forma. tem-se: A maioria dos medidores parte da medida da velocidade do fluído ou da variação da energia cinética para determinar o valor da vazão. quando a velocidade é variável ao longo da área da seção. depende da diferença de pressão atuante sobre o fluído que o faz atravessar uma tubulação.Vazão mássica: Enquanto a primeira é dada em metros cúbicos por segundo (m3/s). litros por segundo (l/s) e outros. um canal ou um conduto. No entanto. a segunda é dada em quilos por segundo (kg/s). uma vazão pode ser relacionada à outra. através da densidade. A velocidade.

mas em uma faixa que começa entre 1000 e 2000 e se estende até entre 3000 e 5000. a transição entre laminar e turbulento não ocorre em um valor específico de número de Reynolds. número de Reynolds. Figura 7. Na verdade. depende apenas da relação entre as forças inerciais e as forças de origem viscosa (arraste e fricção). Considerando ainda velocidade média do escoamento (v) e uma dimensão característica (D). em condições de escoamento laminar ou turbulento. ser um escoamento laminar ou turbulento.1 a seguir mostra como o perfil do escoamento de um fluído varia ao longo da seção transversal de um turbo ou canal.A figura 7. 62 .1 – Tipos de escoamento de um fluido em uma tubulação. Para tubulações pressurizadas a dimensão característica é o seu próprio diâmetro. resulta em um número adimensional denominado número de Reynolds: Onde m é a viscosidade e r é a densidade. Características físicas tais como estado da matéria. O engenheiro e cientista inglês Osborne Reynolds descobriu que. enquanto valores maiores que 2000 são usualmente turbulentos. A dimensão característica é quatro vezes o raio hidráulico dado pela relação entre área da seção e o perímetro molhado que se encosta à parede do tubo ou canal. Vale lembrar que m/ é a chamada viscosidade cinemática. Escoamentos laminares apresentam número de Reynolds menor que 2000.

Venturis e Placas de Orifício Neste sistema a vazão é obtida provocando-se o estrangulamento das tubulações. 63 .2 a seguir. a velocidade no ponto 2 terá que aumentar. restrições mecânicas. temperatura. pode-se aplicar a expressão de Bernoulli (princípios da conservação da massa) para fluidos incompressíveis entre os pontos 1 e 2 e tendo por base a figura 7. além do tipo de medida desejada. Uma vez que a vazão permanece constante. 7.viscosidade. O estrangulamento nas tubulações deve ser feito em trechos retos dos condutos. Considerando-se que a velocidade do fluido é suficientemente subsônica e desprezando-se as perdas. A vazão será. velocidade média. reduzindo-se a pressão.2 (ponto 2). conforme é mostrado na figura 7. obtida a partir da diferença de pressão verificada. então. processo.2 – Arranjo do estrangulamento de tubulações para determinação da vazão em função da variação de pressão. temos a relações de vazão em função da variação da pressão nas duas seções do conduto: Figura 7. meio de medição e outros irão pesar decisivamente na seleção do melhor método de medida de vazão. onde o escoamento não sofre as influências das singularidades colocadas a montante e a jusante do medidor.1 – Bocais. densidade.

cancelando-se as parcelas. respectivamente. iguais a D1 e D2. 7.5 e 7. a diferença de pressão será: Considerando os coeficientes constantes pertinentes a cada arranjo de tubulação em particular.Com as tomadas de pressão no centro da tubulação. tem-se que z1 é igual a z2.6 mostram alguns arranjos possíveis para medição de vazão por diferencial de pressão.3. Figura 7.4.3 – Venturi Longo. 7. 64 . temos: As figuras 7. Tomando-se os diâmetros no ponto 1 e 2.

Figura 7.4 – Bocal. Figura 7.3 – Venturi Curto. 65 .

6 e 7. 66 . desta forma o V-CONE pode ser aplicado para diferentes perfis de escoamento.Figura 7. 7. gás natural.7 mostram as características de instalação e de tomada de pressão para medição da vazão. Um outro sistema de medida de vazão baseado em pressão diferencial é o chamado VCONE. O VCONE é utilizado na medição de óleo. A exatidão de um V-CONE é da ordem de 0. com repetibilidade de 0.5%.1% e faixa de medição de 10:1 ou maior.4 – Diafragma em Placa de Orifício. Pode ser disponibilizado em tamanhos de ½” a 120”. nos controles de processos em geral e sistemas de saneamento. a característica fundamental para este tipo de medição de vazão é a imposição do condicionamento do fluxo anterior à medida.5. A grande vantagem deste sistema são os baixos custos de manutenção por não existirem partes móveis. A figura 7.

Figura 7.5 – Instalação do V-CONE em tubulações para qualquer tipo de escoamento. Figura 7.7 – Detalhe de instalação em tubulação ( V-CONE) .6 – Detalhe de uma tomada de pressão em um V-CONE . Figura 7. 67 .

têm por objetivo determinar a velocidade nos centros de tubos de correntes do escoamento delimitados pelas dimensões da seção transversal das sondas. Com estas velocidades medidas em vários pontos de uma mesma seção transversal.. por raio ( D/2) em dois diâmetros normais. De um modo geral. conforme mostra a figura 7.7. é recomendado: · Fluido no estado gasoso · Fluido no estado líquido Para determinar o posicionamento das sondas adota-se o critério da divisão de A em um número 2 × Z S de áreas iguais. são dispostas ao longo dos dois diâmetros normais nos raios de j impares (1. portanto a vazão. 5. 3..8 a seguir. para determinação do número mínimo de medidas ou de sondas a serem instaladas. torna-se possível determinar a velocidade média nesta seção transversal e. para os raios dos anéis: As sondas.).2 – Medidas de vazão com Sondas As sondas. de um modo geral.. para o escoamento em regime permanente e estacionário. 68 .

Na figura 7. Existem um grande número de sondas mecânicas. sonda venturi. sondas duplas. dentre outras. bem como varias pontas para tubo de Pitot.Figura 7. iônicas e térmicas. tubos tipo O de Prandtl. A vazão será dada pela velocidade integralizada em toda a área da seção do tubo. muitas normalizadas. mostrando o ângulo sólido máximo possível entre a direção da sonda e do escoamento onde ela pode atuar sem que o resultado da medida seja afetado. Para os de Prandtl a ponta pode ser uma semi-esfera.9 a seguir estão representados estes dois tipos de tubos com suas principais características. sendo as mais conhecidas denominadas: tubo de Pitot. ou tronco-cônica.8 – Determinação dos pontos para instalação das sondas. 69 .

podendo ser tomado igual a um (1) se as sondas observarem as características da figura 7. A determinação das vazões parte do cálculo da velocidade do escoamento em cada ponto de estagnação. 70 . e é dada por:  coeficiente ks deve ser determinando na aferição da sonda.9 – Tubo de Pitot e Tubo O de Prandtl.Figura 7.9 com expectativa de erro menor que 1 (%).

10 a seguir. v. 71 . Esta rotação é relacionada com a velocidade do escoamento. Esta força é proporcional ao produto da área da asa pela quadrado da velocidade. ou turbina. Se esta asa é fixada em um eixo.7. Figura 7. A rotação é estabelecida quando a asa divide o fluído com um ângulo de ataque d em relação à direção da velocidade do escoamento. a qual irá provocar a rotação da asa. Esta proporcionalidade é o coeficiente de sustentação CS.3 – Medidor Hélice (Turbina) Os medidores hélice. operam pelo princípio da asa de sustentação. a força de sustentação irá dar origem a um conjugado e a uma velocidade tangencial. Uma força de sustentação FS aparece na asa. pela expressão. em direção perpendicular à velocidade. conforme a figura 7.10 – Princípio de medição de vazão com Turnina. e à vazão. u. Onde n é a velocidade de rotação.

tais como o alinhador de fluxo e os cones defletores que resultam em um melhor desempenho do medidor. Figura 7.10 – Medidor Turbina com sensor magnético.11 a seguir. Nesta figura observam-se também outros componentes comumente encontrados em um medidor hélice. 72 .11 abaixo mostra alguns exemplos de medidores Turbina ou Hélice comerciais. como mostra a figura 7.A velocidade de rotação é medida através de um sensor eletromagnético que detecta a passagem das pás da hélice. A figura 7.

Figura 7.11 – Medidores Turbina ou Hélice comerciais. 73 .

e a do empuxo de Arquimedes . quando há igualdade entre a força de arrasto . baseiam-se nos princípios da impulsão e da conservação da massa.4 – Rotâmetros Os medidores de vazões do tipo rotâmetros.Far. 74 .13 a seguir ilustra alguns tipos de rotâmetros comerciais. A figura 7. para um corpo de revolução.Fc . também conhecidos como medidores de área variável. a medição da vazão é possível a partir de um corpo sólido em equilíbrio no interior de um escoamento.12 mostra esta relação de forças sobre um corpo em equilíbrio. Onde kr (m2/s) é o coeficiente do rotâmetro.Fa . Figura 7.e a diferença entre a força oriunda do peso do corpo . Dinamicamente o equilíbrio ocorre. Assim.7.12 – Relação de forças sobre um corpo em equilíbrio no interior de um escoamento. A figura 7.

Figura 7. conforme é mostrado na figura 7. Os rotâmetros convencionais só permitem a sua instalação na posição vertical. 75 .14.13 – Rotâmetros comerciais. Uma concepção recente permite a sua montagem em qualquer direção.

a fim de contabilizá-los.14 – Rotâmetro para aplicação em qualquer posição. um fluido pode entrar na câmara de medição por um lado e sair por outro. o medidor se baseia no princípio da área variável. Uma mola calibrada se opõe ao fluxo direto. A mola diminui a sensibilidade com a viscosidade e permite que o instrumento trabalhe em qualquer posição.4 – Medidores de Deslocamento Positivo Todos os sensores de deslocamento positivo operam usando divisões mecânicas para deslocar sucessivos e determinados volumes de fluído. Neste caso. Um orifício de alta precisão é localizado em torno de um pistão associado a um ímã acoplado magneticamente a um cursor externo (indicador). inclusive invertida.Figura 7. Sendo assim. 7. 76 . que se move acompanhando o movimento do pistão.

fazendo girar os elementos de engrenagem utilizados para a medição.16 – Medidores de vazão por deslocamento positivo comerciais. 77 . baixa manutenção e durabilidade. todos as alternativas devem oferecer baixo atrito de fricção. muito embora apresentem uma perda de carga constante. A figura 7. Figura 7. Existe uma grande variedade de arranjos mecânicos para explorar este princípio e. Figura 7.15 – Medidor de vazão por deslocamento positivo. A figura 7.15 ilustra este tipo de medidor de vazão.16 a seguir apresenta três modelos típicos de medidores de vazão pelo princípio de deslocamento positivo.

7. (v). tais medidores conseguem operar em grandes pressões. temperaturas e viscosidades. considerando que OA.17 abaixo. Esta aceleração complementar origina uma força ( F ) que é proporcional a massa do corpo em deslocamento ( m ) : Este principio pode teoricamente ser aplicado. seja o eixo de um tubo no interior do qual escoa um fluido com velocidade observado na figura 7.5 – Medidor Coriolis Os medidores de Coriolis se baseiam no efeito Coriolis (Gaspard Coriolis) que resulta em uma aceleração complementar ou aceleração de Coriolis (a C ) e é calculada por. conforme pode ser 78 .Pela sua construção robusta.

18 a seguir estão representados os componentes de um medidor Coriolis. Se esta partícula estiver a uma distância ( X2 > X1) de O.A. que desvia o escoamento. ligado ao tubo um sistema tubular oscilante. o fluido em escoamento impõe ao tubo uma força (F) perpendicular a direção do escoamento. as quais tendem a provocar uma torção no tubo principal. de tal modo que uma partícula do fluido distante de O de ( X1 ) fica submetida a uma certa velocidade normal a direção do escoamento no tubo. permitirá determinar a velocidade (v) já que a aceleração ( a ) é calculada pela expressão. Na figura 7. 79 . Seja.O’). em U. o que permitirá determinar as forças que com a massa ( m ) contida no tubo U.B. torção esta que pode ser medida. Admitindo que este tubo oscila entorno de um eixo que lhe é normal com uma velocidade angular (w). originando as forças F1 e F2. estará submetida a uma velocidade também maior o que dará origem a uma aceleração que tende reduzir a oscilação do tubo.17 – Princípio de Medidores Coriolis. (O.Figura 7.

80 .18 – Componentes de um medidor Coriolis.Figura 7. A figura 7.19 abaixo melhor demonstra os efeitos das forças geradas em função do fluxo do fluido no interior do tubo.

com Re entre 25 e 107.2 a 0.001 a 0. Neste caso. Diâmetros 0. Os medidores de massa de Coriolis têm sido utilizados dentro dos seguintes limites: Precisão 0.Figura 7. O sensoreamento da torção pode ser feito através de sensores de torque pela deformação (strain gauge) ou empregando um sistema eletromagnético. em cada lado do tubo há um sistema ímã-bobina que opera como um detetor de vibração. Temperatura do fluido __240 a + 200 (oC). Vazões em massa entre 3×10-4 e 680 (t/h). Pressão máxima no fluido 400 (bar).15 (m).004 a 2 (bar). Perda de carga entre 0.19 – Efeito das forças oriundas do fluxo no interior de uma tubulação. Relação entre Qmax / Qmin de 25:1.4 (%) da grandeza medida. Distância mínima de obstáculo 81 . O torque é obtido pela diferença de tempo apresentada entre as duas medições obtidas.

tem-se que com este medidor também se pode inferir sobre a densidade. 7.6 – Medidor Vortex Os medidores vortex utilizam o efeito dinâmico que consiste na geração de uma esteira de vórtices a jusante de um obstáculo mergulhado no escoamento.a montante e jusante 10×D.20 – Medidores Coriolis Comerciais.20 a seguir ilustra um modelo comercial deste tipo de medidor de vazão. conhecido como 82 . Como a freqüência de ressonância varia com a densidade do fluído. A figura 7. Como desvantagens pode-se citar a perda de carga e a sua baixa eficiência quando aplicado a fluídos bifásicos. Figura 7.

esteira de Von Karman. por Bérnard Von Karman e que estão mostradas na figura 7. com perda de carga 60 a 80 (%) a correspondente da placa de orifício. podem ser aplicados. para qualquer vazão na faixa Qmax / Qmin < 10. em princípio. mais de 15 × D. Figura 7. a montante.22 a seguir mostra alguns exemplos de medidores Vortex comerciais. A velocidade média no tubo é dada por: Onde d é o diâmetro da tubulação. cujas características começaram a ser estabelecidas.185 para números de Reynolds entre 300 e 200000. em fase de serem normalizados. em 1911.21 – Esquema de um medidor Vortex. Os medidores vortex. devendo ser instalados em trecho reto do conduto distante. A figura 7.21 a seguir. f é a freqüência dos vórtices e St é o número de Strouhal que vale 0. 83 .

Figura 7. 84 .22 .Medidores Vortex Comerciais.

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