You are on page 1of 2

29/09/2019 TenisBrasil - Kei mostrou o caminho ao topo, diz técnico japonês

Kei mostrou o caminho ao topo, diz técnico japonês


13/03/2015 às 07h00

Tweet .

Foto: Leandro Martins


Por Mário Sérgio Cruz

São José dos Campos (SP) - Já tradicionais ao


longo da última década de competições juvenis no
Brasil, a equipe da Associação Japonesa de Tênis
mais uma vez marca presença durante o Banana
Bowl. Há dez anos, Kei Nishikori era uma promessa a
desembarcar no torneio. Com o ídolo local
consolidado no top 10, técnicos vindos da terra do Sol
Nascente acreditam que ele pode render muitos
frutos.

"O tênis asiático ficou mais forte porque tanto os


jogadores quanto os técnicos puderam ver qual o
caminho para chegar ao topo. Kei [Nishikori] e (a
chinesa) Na Li chegaram lá", avaliou Yoshinori
Nakayama, capitão da equipe japonesa da Fed Cup
juvenil e que está trabalhando com duas meninas
durante o Banana Bowl.

Quando Nishikori começou a se destacar na transição


entre o juvenil e o profissionalismo, era chamado
'projeto 45' em referência ao melhor ranking da Nakayama e Iwamoto acompanham juvenis no Brasil
história do tênis masculino japonês com Shuzo
Matsuoka, que foi 46º do mundo em julho de 1992. Nas últimas temporadas, o jogador hoje com 25 anos
vem quebrando barreiras sucessivamente, chegando a ocupar o quarto lugar no ranking no início deste
mês.

"Para ser top 10 ou top 5 é preciso ser especial. É muito difícil para qualquer país produzir esse tipo de
jogador. Mas para top 15, top 20 até top 30, sim. Sinto que poderemos formar muitos", acrescentou
Nakayama, que está há seis anos na Federação e já trabalhou com Kurumi Nara (campeã do Rio Open
no ano passado) e Misaki Doi, e hoje treina jovens como Shiori Fukuda e Chihiro Muramatso.

Para Nakayama, o impacto de Nishikori para o tênis japonês ocorre em duas frentes. Ao mesmo tempo
que que há mais crianças interessadas a praticar o esporte, há também a maior atenção do grande
público no populoso país asiático.

"Basicamente, há mais crianças querendo jogar tênis. Este é um impacto. E também há mais pessoas
que comparecem ao estádio e assistem aos jogos pela tv. Então houve também o impacto nas pessoas
que não jogam tênis, mas se envolvem com o esporte", comentou o técnico, ao se lembrar da grande
cobertura midiática da última final do US Open, em que Nishikori perdeu em três sets para o croata Marin
Cilic.

"Quando ele jogou à final do US Open, todos os canais no Japão mostravam o placar ao vivo da partida
contra o Cilic. É por isso que todo mundo sabe disso e os pais incentivam os filhos a jogarem tênis. Eles
sabem mais sobre a modalidade", acrescentou.

Já o capitão japonês da Copa Davis juvenil, Ko Iwamoto, que está há 13 anos na Federação e há seis
viaja com a equipe, destaca o trabalho de longo prazo feito pela federação nacional. "Com esse
patrocinador é o décimo ano, mas tem ainda mais tempo. A Federação já realiza este programa há
bastante tempo", disse Iwamoto, ao lembrar de nomes que passaram pelo programa.

"Kei jogou aqui há dez anos, nesse mesmo clube. Go Soeda também veio, mas com um grupo diferente
e outro técnico. [Tatsuma] Ito não chegou a vir, mas jogou futures no Brasil", comentou o técnico, que
web.archive.org/web/20150318070925/http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/32743/Kei-mostrou-o-caminho-ao-topo-diz-tecnico-japones/ 1/2
29/09/2019 TenisBrasil - Kei mostrou o caminho ao topo, diz técnico japonês

formou o canhoto de 19 anos Yoshihito Nishioka, atual 147º colocado e vindo de boa campanha no ATP
de Delray Beach no início de fevereiro.

"Três anos atrás, nós os trouxemos para cá. Ele está perto de 140º do mundo agora", disse Iwamoto,
que ficou feliz em ser perguntado sobre resultados recentes sobre o atleta, que hoje vive nos Estados
Unidos e é treinado pelo brasileiro Rodrigo Nascimento. "Oh! Que bom que você sabe sobre ele".

Outro nome formado por Iwamoto é Naoki Nakagawa, que foi campeão de duplas no US Open juvenil do
ano passado, ao lado de Akira Santillan (atleta de dupla nacionalidade, Austrália e Japão).

Na condição de treinador experiente para juvenis, Iwamoto aposta em um futuro promissor para o
gaúcho Orlando Luz, vice-líder do ranking mundial da categoria 18 anos. "Na minha opinião, Orlando tem
uma grande chance", disse o técnico japonês. "Sinto isso pela minha experiência. Ele não tem medo,
joga de maneira bem agressiva. Isso é muito bom. É difícil dizer até onde ele pode chegar, ao top 100 ou
mais. Nunca se sabe o que pode acontecer daqui a cinco anos, pode tomar algum tempo, mas ele ainda
é bastante jovem e precisa jogar futures e challengers", complementou.

A campanha na edição 2015 do Banana Bowl é sem dúvida a melhor dos japoneses no últimos anos. Os
três representantes no masculino - Sora Fukuda, Renta Tokuda e Yosuke Watanuke - estão nas quartas
de final de simples. Apenas Nishioka (em 2012) e Jumpei Yamasaki (no ano passado) alcançaram tal
fase nos últimos anos. Entre as meninas, Aikko Omae e Emi Mutaguchi foram às quartas em 2009.

web.archive.org/web/20150318070925/http://tenisbrasil.uol.com.br/noticias/32743/Kei-mostrou-o-caminho-ao-topo-diz-tecnico-japones/ 2/2