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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 9ª Vara Cível da

Comarca de Cuiabá - MT.

9ª Vara Cível.
Autos nº 1031502-38.2017.8.11.0041.

JOÃO DORILEO LEAL, já devidamente qualificado nos


autos em epígrafe de ação de reparação de danos morais que promove contra
ENOCK CAVALCANTE DA SILVA, por seu advogado ao final firmado,
inscrito na OAB/MT sob nº 3.213, vem, respeitosamente à presença de
Vossa Excelência para apresentar CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO,
expondo e requerendo o seguinte:

CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO

Egrégia Câmara:

I.

A r. sentença proferida nos autos não merece qualquer reparo.


As razões recursais apresentadas pelo requerido confirma todos os fatos
narrados na petição inicial do presente processo. O requerido praticamente
confessou o ato ilícito e a obrigação de reparar o dano. Limita-se o requerido
ora apelante a tentar sustentar um suposto exercício do direito de
informação. Todavia, claro está da matéria publicada que se trata de

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publicação cuja intenção deliberada é atingir o conceito social, a honra e a
reputação do autor da presente ação.
Os fatos tornaram-se incontroversos. O requerido apelante,
responsável pela linha editorial e pela publicação na Internet do Blog
denominado PAGINADOE (paginadoenock.com.br), incomodado com a
liderança do Jornal A Gazeta e dos demais veículos do Grupo Gazeta de
Comunicação, consolidada em seu ramo de atividade, sob a direção do autor,
encontra sempre o requerido algum pretexto para desferir ataques à
reputação e ao conceito social alcançados pelos méritos do autor.

O requerido não contesta e não impugna os fatos. Através do


artigo anexo elaborado e publicado pelo requerido o Blog PAGINADOE
afirmou que o autor estaria “envolvido no esquema de propinas que
atualmente está sendo denunciado em Mato Grosso”. Prosseguiu o
requerido afirmando falsamente que “por meio de operação fraudulenta,
sem a prestação de serviço junto ao Poder Público, o autor teria recebido
quatro milhões de reais do Governo do Estado”.

O requerido confirma a calúnia por ele perpetrada ao asseverar


que “o valor de quatro milhões de reais teria sido repassado para Dorileo
em forma de prestação de serviços nunca executados”. Acrescenta o
requerido que o autor estaria envolvido em suposto “Escândalo das
Gráficas, apurado pela Operação Imperador, que chegou a levar para a
prisão o ex-deputado estadual e corrupto confesso José Geraldo Riva”.

Para agravar ainda mais o ato ilícito, o requerido afirma que o


autor estaria envolvido em outro suposto escândalo, denominado pelo
requerido de “Secomgate”, que teria ocorrido durante a gestão do falecido
ex-governador Dante de Oliveira. E conclui o requerido afirmando que o
autor também teria possível envolvimento com a organização criminosa
chefiada pelo comendador João Arcanjo Ribeiro, pessoa presa, processada e
condenada por homicídios, lavagem de dinheiro e outros crimes. O
requerido, quanto ao suposto “Secomgate”, omite dolosamente que o autor
foi absolvido de todas as acusações relativas ao suposto “secomgate”, fato
que se tornou público e notório e que o requerido ignora e veicula notícia
contrária à realidade.

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Ocorre, MM. Juiz, que o autor jamais e em tempo algum foi
julgado e condenado pelo Poder Judiciário em relação aos fatos narrados
pelo requerido no Blog PAGINADOE. Se é certo que algumas acusações
inverídicas constam da delação premiada realizada pelo ex-governador Silval
Barbosa, mais certo ainda é que não existe qualquer espécie de processo,
seja cível ou criminal, contra o autor, relativo às mencionadas acusações
inverídicas. Se não há condenação, prevalece o princípio da presunção da
inocência, nos termos assegurados pela Constituição Federal, configurando-
se como ilícito o procedimento do requerido ao tentar julgar, condenar e
execrar publicamente o autor.

Na realidade, ao contrário do que alega o apelante, não há


interesse público ou jornalístico para justificar os ataques à imagem e ao
conceito social do autor, com afirmações descabidas de que teria praticado
atos ilícitos ou crimes. Os documentos juntados aos autos demonstram que o
requerido, movido por interesses econômicos e torpes, passou a atacar a
honra e a reputação do autor, acusando-lhe de atos ilícitos, sem ao menos
ouvi-lo, como manda a regra do bom jornalismo. O interesse que move o
requerido neste episódio é o interesse empresarial de atacar e achincalhar um
jornal concorrente e seu superintendente, na tola tentativa de enfraquecer os
concorrentes comerciais. As notícias irresponsáveis e mentirosas, da forma
como foram divulgadas, com o maior destaque possível, sem ao menos ser
ouvido o interessado, causou grave dano à honra, à reputação, ao conceito
social e à imagem do autor.

Impugna-se a alegação do requerido sobre a suposta litigância


de má-fé por parte do autor. Claro está dos presentes autos que a litigância
de má-fé existe na conduta do requerido, que falta com a verdade na peça de
contestação e pretende reiterar a calúnia, a injúria e a difamação praticadas
contra o autor da presente ação.

II.

O Colendo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, em


processos semelhantes ao presente, reconheceu o abuso no exercício do
direito de informação, “in verbis:

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“CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. LEI DE IMPRENSA. NOTÍCIA
JORNALÍSTICA. ABUSO DO DIREITO DE NARRAR. ASSERTIVA CONSTANTE
DO ARESTO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME NESTA
INSTÂNCIA. MATÉRIA PROBATÓRIA. ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA/STJ.
DANO MORAL. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. DESNECESSIDADE.
VIOLAÇÃO DE DIREITO. RESPONSABILIDADE TARIFADA. DOLO DO
JORNAL. INAPLICABILIDADE. NÃO-RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DE
1988. PRECEDENTES. RECURSO DESACOLHIDO.
I - Tendo constado do aresto que o jornal que publicou a matéria ofensiva à honra
da vítima abusou do direito de narrar os fatos, não há como reexaminar a hipótese
nesta instância, por envolver análise das provas, vedada nos termos do enunciado n.
7 da Súmula/STJ.
II - Dispensa-se a prova de prejuízo para demonstrar a ofensa ao moral humano, já que o
dano moral, tido como lesão à personalidade, ao âmago e à honra da pessoa, por vez é
de difícil constatação, haja vista os reflexos atingirem parte muito própria do indivíduo -
o seu interior. De qualquer forma, a indenização não surge somente nos casos de
prejuízo, mas também pela violação de um direito.
III - Agindo o jornal internacionalmente, com o objetivo de deturpar a notícia, não há
que se cogitar, pelo próprio sistema da Lei de Imprensa, de responsabilidade tarifada.
IV - A responsabilidade tarifada da Lei de Imprensa não foi recepcionada pela
Constituição de 1988, não se podendo admitir, no tema, a interpretação da lei conforme
a Constituição.” (RESP n° 85019-RJ , rel. Min. Sálvio de
Figueiredo Teixeira, DJU de 18/12/98, p. 358)

“RECURSO ESPECIAL. DANO MORAL. LEI DE IMPRENSA. LIMITE DA


INDENIZAÇÃO. PROVA DO DANO. PREQUESTIONAMENTO. 1. O DANO
MORAL E O EFEITO NÃO PATRIMONIAL DA LESÃO DE DIREITO,
RECEBENDO DA CF/1988, NA PERSPECTIVA DO RELATOR, UM
TRATAMENTO PROPRIO QUE AFASTA A REPARAÇÃO DOS ESTREITOS
LIMITES DA LEI ESPECIAL QUE REGULA A LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO
DO PENSAMENTO E DE INFORMAÇÃO. DE FATO, NÃO TERIA SENTIDO
PRETENDER QUE A REGRA CONSTITUCIONAL QUE PROTEGE
AMPLAMENTE OS DIREITOS SUBJETIVOS PRIVADOS NASCESSE LIMITADA
PELA LEI ESPECIAL ANTERIOR OU, PIOR AINDA, QUE A REGRA
CONSTITUCIONAL AUTORIZASSE UM TRATAMENTO DISCRIMINATORIO. 2.
NO PRESENTE CASO, O ACORDÃO RECORRIDO CONSIDEROU QUE O ATO
FOI PRATICADO MALICIOSAMENTE, DE FORMA INSIDIOSA, POR
INTERESSES MESQUINHOS, COM O QUE A LIMITAÇÃO DO INVOCADO ART.
52 DA LEI DE IMPRENSA NÃO SE APLICA, NA LINHA DE PRECEDENTE DA
CORTE. 3. OS PARADIGMAS APRESENTADOS PARA ENFRENTAR O
ACORDÃO RECORRIDO CONFLITAM, SOB TODAS AS LUZES, COM A
ASSENTADA JURISPRUDENCIA DA CORTE, QUE CONFINA A PROVA DO
DANO MORAL PURO AO ATO PRATICADO, NO CASO, A PUBLICAÇÃO DA
NOTÍCIA.” (RESP n° 52842-RJ, Rel. Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, DJU de
27/10/97, p. 54786)

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CIVIL E PROCESSUAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA
OFENSIVA À HONRA DE POLICIAL MILITAR. DANO MORAL RECONHECIDO
NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. DIVULGAÇÃO DE NOTÍCIA COM
DESVIRTUAMENTO PARCIAL DA REALIDADE FÁTICA. INDENIZAÇÃO
DEVIDA. VALOR DO RESSARCIMENTO. RAZOABILIDADE.
Reconhecido pelas instâncias ordinárias que a matéria jornalística, conquanto
baseada em fatos reais, desvirtuou-os em parte, deles extraindo ilações não
condizentes com a realidade, daí trazendo as notícias imputações criminosas sem
embasamento concreto, configura-se o dano moral, suscetível de indenização que, a
seu turno, não foi fixada com excesso, porém dentro de parâmetros adequados à
espécie. Recurso especial não conhecido. (RESP n° 453598, rel. Min. Aldir
Passarinho Junior, DJU de 19/12/2003, p. 473)

RESPONSABILIDADE CIVIL. LEI DE IMPRENSA. NOTÍCIA JORNALÍSTICA.


REVISTA VEJA. ABUSO DO DIREITO DE NARRAR. ASSERTIVA CONSTANTE
DO ARESTO RECORRIDO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME NESTA
INSTÂNCIA. MATÉRIA PROBATÓRIA. ENUNCIADO N. 7 DA SÚMULA/STJ.
DANO MORAL. RESPONSABILIDADE TARIFADA. INAPLICABILIDADE. NÃO-
RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO DE 1988. PRECEDENTES. QUANTUM.
EXAGERO. REDUÇÃO. RECURSO PROVIDO PARCIALMENTE.
I – Tendo constado do aresto que o jornal que publicou a matéria ofensiva à honra da
vítima abusou do direito de narrar os fatos, não há como reexaminar a hipótese nesta
instância, por envolver análise das provas, vedada nos termos do enunciado n. 7 da
súmula/STJ.
II – A responsabilidade tarifada da Lei de Imprensa não foi recepcionada pela
Constituição de 1988, não se podendo admitir, no tema, a interpretação da lei conforme
a Constituição. (RESP 513057-SP, Rel. Min. Sálvio de Figueiredo Teixeira, DJU
19/12/2003, p. 484)

III.

Os danos morais causados pelos requeridos, violando a


imagem, a reputação, a honra e o conceito social do autor, foram
corretamente arbitrados pelo Juízo “a quo”, em quantia proporcional à má-fé
e a intensidade da ofensa, nos termos da lei.

O eminente professor CARLOS ALBERTO BITTAR, em


brilhante artigo publicado no Repertório de Jurisprudência IOB (15/93,
pg.293), sobre o tema, assevera:

" ... Com efeito, a reparação de danos morais exerce função diversa
daquela dos danos materiais. Enquanto estes se voltam para a
recomposição do patrimônio ofendido, através da aplicaçÃo da fórmula
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"danos emergentes e lucros cessantes" (C.Civ., art.1.059), aqueles
procuram oferecer compensação ao lesado, para atenuação do sofrimento
havido. De outro parte, quando ao lesante, objetiva a reparação impingir-
lhe sanção, a fim de que não volte a praticar atos lesivos à personalidade
de outrem.
É que interessa ao Direito e à sociedade que o relacionamento entre os
entes que contracenam no orbe jurídico se mantenha dentro de padrões
normais de equilíbrio e de respeito mútuo. Assim, em hipótese de
lesionamento, cabe ao agente suportar as consequências de sua atuação,
desestimulando-se, com a atribuição de pesadas indenizações, atos ilícitos
tendentes a afetar os referidos aspectos da personalidade humana."

Nessa linha de raciocínio, vêm os Tribunais aplicando verbas


consideráveis, a título de indenizações por danos morais, como inibidoras de
atentados ou de investidas indevidas contra a imagem alheia, como as
decisões inseridas em RF 268/253 e 270/190:

..." Assinale-se, outrossim, que a técnica de atribuição de valores inexpressivos já


foi abandonada. Partiu-se, como se sabe, de quantias simbólicas nesse campo,
mas a evolução mostrou a inadmissibilidade da fórmula à medida em que se
conscientizou a humanidade do relevo dos direitos personalíssimos no plano
valorativo do sistema jurídico. Nessa ordem de idéias, tem-se clara na
jurisprudência a respectiva preponderância sobre qualquer direito outro, aliás,
como se assentou, ainda no século passado, no caso pioneiro (arrêt Rosa
Bonheur, França, 1865, narrado em nosso livro "Direitos da personalidade").
Caminhou-se, depois, para a fixação de valores razoáveis, a título de
compensação, uma vez afirmada na jurisprudência a tese da reparabilidade de
danos morais puros (hoje pacífica, como se pode verificar nos inúmeros acórdãos
inseridos em nosso outro livro "Responsabilidade civil: teoria e prática").
" A regra, a propósito, é a da rigidez do sistema repressivo, para efeito de
frustração, "ab ovo", de práticas lesivas. Cumpre, pois, que, havido o fato,
receba a vítima a compensação devida, a fim de que não proliferem ações
danosas." (in Repert.Jurispr.IOB, 15/93, pg.293)

Ressalte-se ainda que não se exige atualmente a prova do dano


moral ou à imagem. O Colendo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
orienta que nestes casos o prejuízo é consequência direta da ofensa, eis que
a violação do direito à imagem, ao nome, ao conceito social, à reputação, à
honra, dá-se com a publicação indevida:

“Cuidando-se de direito à imagem, o ressarcimento se impõe


pela só constatação de ter havido utilização sem a devida
autorização. O dano está na utilização indevida para fins
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lucrativos, não cabendo a demonstração do prejuízo material
ou moral. O dano, nesse caso, é a própria utilização para que a
parte aufira lucro com a imagem não autorizada da pessoa.”
(STJ, Resp 138883-PE, Relator Min. Menezes Direito, in DJU
de 05/10/98, p.76)

”A concepção atual da doutrina orienta-se no sentido de que a


responsabilização do agente causador do dano moral opera-se
por força do simples fato da violação (danum in re ipsa).
Verificado o evento danoso, surge a necessidade da reparação,
não havendo que se cogitar da prova do prejuízo, se presentes
os pressupostos legais para que haja a responsabilidade civil
(nexo de causalidade e culpa).” (Resp nº 23.575-DF, Relator
Min. Cesar Asfor Rocha, in DJU 01/09/97, p.40838)

“Dispensa-se a prova do prejuízo para demonstrar a ofensa ao


moral humano, já que o dano moral, tido como lesão à
personalidade, ao âmago e à honra da pessoa, por vezes é de
difícil constatação, haja vista os reflexos atingirem parte muito
própria do indivíduo - o seu interior. De qualquer forma, a
indenização não surge somente nos casos de prejuízo, mas
também da violação de um direito.” (Resp nº 85.019-RJ, Relator
Min. Salvio de Figueiredo Teixeira, in DJU de 18/12/98, p. 358)

“Imprensa. Dano moral. Prova. Indenização. Limite. Dolo.


Honorários da sucumbência. Recurso especial. Razões. Dano
moral que decorre do próprio noticiário, dispensando
demonstração específica.” (Resp nº 63520-RJ, relator Min. Ruy
Rosado de Aguiar, in DJU de 19/10/98, p. 199)

No caso em apreciação, é imprescindível observar que o


requerido mantém um blog na Internet que atinge a um público
indeterminado, disseminando injúrias, calúnias e difamações. A r. sentença
arbitrou indenização razoável e proporcional, para que o requerido, diante
do valor da indenização que deverá desembolsar, passe a respeitar o direito à
imagem, à honra, ao conceito social e à reputação das pessoas.

Em lição de raro descortino, o professor José Afonso da Silva


(in “Curso de Direito Constitucional Positivo”, Ed.RT, pg.179), assim se
expressa sobre o dano moral:
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“ Direito à integridade moral. A vida humana não é apenas
um conjunto de elementos materiais. Integram-na, outrossim,
valores imateriais, como os morais. A Constituição empresta
muita importância à moral como valor ético-social da pessoa
e da família que se impõe ao respeito dos meios de
comunicação social (art.221, IV). Ela, mais que as outras,
realçou o valor da moral individual, tonando-a mesmo num
bem indenizável (art.5º, V e X). A moral individual sintetiza a
honra da pessoa, o bom nome, a boa fama, a reputação que
integram a vida humana como dimensão imaterial. Ela e seus
componentes são atributos, sem os quais a pessoa fica
reduzida a uma condição animal de pequena significação. Daí
por que o respeito à integridade moral do indivíduo assume
feição de direito fundamental.”

IV.

Em face do exposto, requer a Vossa Excelência se digne em


improver o recurso de apelação para confirmar a r. sentença recorrida, por
seus próprios e judiciosos fundamentos, realizando assim a mais serena
Justiça !

Nestes termos, pede deferimento.

Cuiabá-MT, 24 de maio de 2019.

CLÁUDIO STÁBILE RIBEIRO - OAB/MT 3.213

/00673-50/

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