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Data de Disponibilização:

27/11/2019
Data de Publicação: 28/11/2019
Jornal: Diário Oficial MATO GROSSO
Caderno: Tribunal de Justiça
Local: TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Primeira Câmara de Direito
Privado
Página: 00045
EDIÇÃO: Edição nº 10627

Acórdão [3077113]

Acordao
Classe: CNJ-50 APELACAO CIVEL
Processo Numero: 1031502-
38.2017.8.11.0041 Parte (s)
Polo Ativo: ENOCK CAVALCANTI DA
SILVA (APELANTE)
Advogado (s)
Polo Ativo: ENOCK CAVALCANTI DA
SILVA OAB - MT6091/O (ADVOGADO)
DIOGO PEIXOTO BOTELHO OAB -
MT15172-O (ADVOGADO) Parte (s)
Polo Passivo: JOAO DORILEO LEAL
(APELADO)
Advogado (s)
Polo Passivo: CLAUDIO STABILE
RIBEIRO OAB - MT3213-O (ADVOGADO)

ESTADO DE MATO GROSSO PODER


JUDICIARIO PRIMEIRA CAMARA DE
DIREITO PRIVADO Numero Unico:
1031502-38.2017.8.11.0041
Classe: APELACAO CIVEL (198)
Assunto: [Indenizacao por Dano Moral,
Lei de Imprensa]
Relator: Des (a). NILZA MARIA POSSAS
DE CARVALHO Turma Julgadora: [DES
(A). NILZA MARIA POSSAS DE
CARVALHO, DES (A). JOAO FERREIRA
FILHO, DES (A). SEBASTIAO BARBOSA
FARIAS] Parte (s): [JOAO DORILEO
LEAL - CPF: 177.801.281-72
(APELADO), CLAUDIO STABILE RIBEIRO
- CPF: 365.942.709-82 (ADVOGADO),
ENOCK CAVALCANTE DA SILVA
(APELANTE), ENOCK CAVALCANTI DA
SILVA - CPF: 381.971.897-49
(ADVOGADO), DIOGO PEIXOTO
BOTELHO - CPF: 006.272.191-79
(ADVOGADO)] A C O R D A O
Vistos, relatados e discutidos os autos
em epigrafe, a PRIMEIRA CAMARA DE
DIREITO PRIVADO do Tribunal de
Justica do Estado de Mato Grosso, sob a
Presidencia Des (a). SEBASTIAO
BARBOSA FARIAS, por meio da Turma
Julgadora, proferiu a seguinte
decisao: POR UNANIMIDADE, PROVEU
PARCIALMENTE O RECURSO.
E M E N T A APELACAO CIVEL - ACAO
INDENIZATORIA - PUBLICACAO DE
MATERIAS JORNALISTICAS -
REPRODUCAO DE DECLARACAO
PRESTADA EM DELACAO - ATO ILICITO
NAO EVIDENCIADO NESSE PONTO -
PUBLICACAO COM OPINIOES
INJURIOSAS CONTRA INDIVIDUO -
EXCESSO CARACTERIZADO - DEVER DE
REPARACAO - REDUCAO DO VALOR DA
INDENIZACAO - NECESSIDADE
- SENTENCA MODIFICADA EM PARTE -
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
Nao se configura a pratica de ato ilicito
ao se propagar declaracoes feitas por
ex-governador ao Ministerio Publico
Federal, em delacao premiada, cuja a
autoria foi atribuida na materia.
Contudo, a veiculacao de noticia
opinativa em que o jornalista emite
juizo de valor sobre figura publica, de
maneira injuriosa, atribuindo-lhe
adjetivos pejorativos, extrapola o limite
ao direito de liberdade de expressao,
ensejando o dever de reparar os danos
morais ocasionados. Modificada a
conclusao a dimensao do ato licito
praticado, ha repercussao ao valor
atribuido aos danos causados, de modo
que se torna imperiosa a reducao do
quantum. [3077366]