You are on page 1of 4

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE

MATO GROSSO

PRIMEIRA CÂMARA DE
DIREITO PRIVADO

APELAÇÃO CÍVEL 1031502-38.2017.8.11.0041


RELATOR: DESEMBARGADORA NILZA M.
POSSAS DE CARVALHO

REVISOR: DESEMBARGADOR JOÃO


FERREIRA FILHO

VOGAL: DESEMBARGADOR
SEBASTIÃO BARBOSA FARIAS

MEMORI
AL

Pelo apelante Enock Cavalcanti, destacamos, em


memorial preparatório do julgamento da apelação
cível no. 1031502-38.2017.8.11.0041, as
seguintes considerações:

1. O voto proferido pela D. Relatora, em sessão de


julgamento, muito embora tenha dado parcial
provimento ao apelo recursal, minorando o valor
da indenização arbitrada em primeira instância para o
patamar de R$ 10.000,00 (dez mil reais), manteve a
condenação do apelante;

2. Todavia, D. Revisor, o voto proferido manteve a


condenação do apelante com base na reportagem que
não foi utilizada na sentença de piso – “Aponte o
dedo para a corrupção” –;

3. Com efeito, decidiu a D. Relatora com base em


fundamento estranho à lógica sistematizada na
sentença objurgada e, consequentemente, ao objeto do
apelo recursal;

4. Cingiu o voto da D. Relatora na matéria jornalística


referente ao sítio eletrônico do ilustre jornalista
Eduardo Gomes, carinhosamente chamado de o
Brigadeiro;

5. Ora, a sentença objurgada fundamentou sua


condenação com base, exclusivamente, na reportagem
“Aponte o dedo para a corrupção”, sem fazer
qualquer menção a reportagem sobre o jornal
eletrônico do
“Brigadeiro Eduardo Gomes”, de modo que,
considerando que não houve irresignação recursal
por parte do interessado acerca desta
notícia, evidente que a sua utilização para reexame
de seu conteúdo nesta fase de cognição recursal
encontra o óbice instransponível da preclusão
da matéria, que irradia os efeitos da coisa julgada
sobre este ponto, não, podendo, assim, ser utilizado
como fundamento da manutenção da condenação do
Apelante;

6. Por sua vez, registra-se que em relação à


reportagem utilizada como fundamento para
condenação do Apelante - Aponte o dedo para
a corrupção –, a D. Relatora concluiu que não houve
abuso de direito ou mesmo ato ilícito que possa
referendar a sentença objurgada;

7. Diante do exposto, Excelência, acreditamos que o


voto condutor é acometido de equívoco, pois, ao
considerar ausência de ilicitude na reportagem que
ensejou a condenação, em sentido oposto e valendo-se
de matéria preclusa, que está sob o manto da coisa
julgada, manteve a condenação do apelante com base
em reportagem que não foi objeto do apelo recursal;

8. A condenação do Apelante é injusta, conforme


apontado nas razões recursais, e o equívoco
constatado no voto da D. Relatora, data
maxima venia, a nosso sentir, merece pronto reparo de
Vossa Excelência por ser medida de inteira Justiça,

É o que

requer!

Cuiabá, 18 de novembro
de 2019.

Diogo Peixoto
Botelho

OAB/MT
15.172