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XIII SIMPEP – Bauru, SP, Brasil, 6 a 8 de Novembro de 2006

Produção enxuta: vantagens e desvantagens competitivas decorrentes da sua implementação em diferentes organizações.
Werner Duarte Dalla (UFMG) wdd@cepead.face.ufmg.br Lucilio Linhares Perdigão de Morais (UFMG) llpm@cepead.face.ufmg.br

Resumo: O presente trabalho ocupa-se de breve debate teórico sobre a adoção do sistema de produção enxuta, lean manufacturing, pelas organizações como estratégia para a obtenção de vantagens competitivas no mercado. Para tanto, realiza-se a contextualização histórica deste sistema, bem como a descrição de suas vantagens e desvantagens na função produção da unidade de negócios para, por fim, levantar reflexões nas quais a produção enxuta pode ser instrumento para o cumprimento eficiente das estratégias competitivas estabelecidas para aquela unidade, atendendo, assim, às estratégias corporativas da organização. Apresentamse também algumas condições nas quais tal sistema pode tornar-se inapropriado às estratégias que a organização deve adotar, considerando as peculiaridades, não somente desta, mas também do mercado no qual está inserida. Palavras-chave: Produção enxuta; Vantagem competitiva; Estratégia.

1. Introdução A função produção tem atingido cada vez mais relevância no âmbito das organizações, haja vista que as estratégias estabelecidas para esta área podem ser capazes de oferecer variadas vantagens no mercado competitivo, propiciando, assim, além da eficiência produtiva, sucesso no plano estratégico de negócios da organização. Não obstante as inúmeras vantagens que tal sistema pode oferecer em comparação a outros, tais como a produção em massa, muitas das quais se pretende apresentar neste ensaio, é imprescindível verificar se a adoção da produção enxuta trata-se de ferramenta útil para todo tipo de organização, bem como para todo tipo de mercado, ou se existem condições imprescindíveis para que a lean manufacturing seja eficiente e capaz de proporcionar as vantagens competitivas almejadas pela organização. Neste sentido, torna-se imperioso compreender de que maneira a adoção de determinado sistema de produção pode contribuir para que as estratégias competitivas estabelecidas para aquela unidade de negócio, a qual sempre está atrelada à estratégia corporativa da organização, possa ser alcançada de maneira que a organização apresente vantagens competitivas frente a seus concorrentes. Para tanto, é necessário, primeiramente, verificar não somente as funcionalidades que hoje a produção enxuta apresenta e suas vantagens frente aos demais modelos, mas também compreender seu surgimento, suas raízes históricas, suas possíveis desfuncionalidades, bem como entender o que significa vantagem competitiva, como essa pode ser obtida e de que forma as estratégias das unidades de negócio podem proporcionar algo mais para a empresa, para entender se a lean manufacturing pode ser receita eficiente para o cumprimento do planejamento estratégico da corporação ou pode tratar-se de medida equivocada em determinadas condições de mercado e ineficiente para estratégias específicas de produção que a corporação adota ou pretende adotar. Este artigo busca, portanto, verificar, teoricamente, o alinhamento do sistema de produção enxuta adotado pela empresa com as estratégias competitivas estabelecidas para sua atuação no mercado de forma a proporcionar vantagens competitivas, levantando, por fim, possíveis indicações e contra-indicações da lean manufacturing, dadas as peculiaridades nas quais pode se enquadrar a organização. Se caracteriza por uma parte introdutória, onde este 1/11

2/11 . não há outra maneira de conhecer os fatos passados se não com base em dados bibliográficos. p. bem como de seu relacionamento.. 6 a 8 de Novembro de 2006 texto está inserido. Para isso foram realizadas pesquisas em periódicos.] A pesquisa bibliográfica também é indispensável nos estudos históricos. De acordo com Gil (2002. através de um levantamento bibliográfico sobre os temas produção enxuta e vantagens competitivas. apontando não somente o lado positivo da produção enxuta como também suas restrições de aplicação. pois o que se pretende com o presente trabalho é conhecer mais sobre o relacionamento entre temas produção enxuta e vantagem competitiva. algumas vezes os lados negativos do que está sendo apresentado é suplantado em detrimento de uma caracterização mais afável do assunto. A respeito da pesquisa exploratória Gil (2002. livros e publicações a respeito do tema.. Tendo em vista que um autor geralmente tenta defender seu ponto de vista frente aos demais existentes. mas sim propor questões importantes que devem ser avaliadas antes de uma tomada de decisões. seguida de alguns aspectos metodológicos que direcionaram a elaboração deste estudo.42) tece alguns comentários: Esta pesquisa tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema. são realizadas considerações finais sobre o estudo.. SP. Este trabalho se propõe a avaliar “os dois lados” da produção enxuta quanto à sua capacidade de gerar vantagem competitiva para as organizações. A pesquisa pode ser considerada exploratória. levantando questionamentos a respeito da aplicação incondicional da lean production. [. Em muitas situações. constituído principalmente de livros e artigos científicos. 44): A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado. 2. Brasil.] A principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquela que se poderia pesquisar diretamente.. e levantar questionamentos da aplicabilidade desse tipo de produção como proporcionadora de “algo mais” para qualquer tipo de organização manufatureira. de forma a convencer o leitor da sua ampla aplicabilidade. p. Por último.XIII SIMPEP – Bauru. Aspectos metodológicos O presente trabalho pode ser caracterizado como uma pesquisa exploratória que. [. intenta apontar pontos a serem refletidos a respeito do tema. pois existe uma quantidade abundante de literatura a respeito dos temas e o que se deseja é concatenar as idéias ora propostas por demais autores. Tem-se que o levantamento bibliográfico é o método mais indicado para a confecção deste estudo. com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. onde está disposto o relacionamento entre os temas abordados. Não se almeja chegar a uma conclusão definitiva sobre o tema. Logo após é apresentado um marco teórico sobre os temas abordados – produção enxuta e estratégias e vantagens competitivas – que suporta o tópico posterior. Pode-se dizer que a pesquisa tem como objetivo principal o aprimoramento das idéias ou a descoberta de intuições.

1. Toyoda percebeu que para conseguir competir no mercado seu sistema de fabricação necessitária atingir a larga escala de forma diferenciada do que já existia. desde os primórdios da evolução manufatureira. Origem histórica O produtor artesanal. da General Motors e Henry Ford. em máquinas dispendiosas e especializadas em uma única tarefa. Essa produção tanto possuía sofisticação e qualidade de acabamento quanto uma grande desvantagem econômica: era cara demais para a grande maioria das pessoas tornandose. E mesmo no início deste século. haja vista as seguintes limitações japonesas no período pós Segunda Guerra Mundial (WOMACK et alli. inviável comercialmente (WOMACK et alli. este era mantido como padrão o maior tempo possível e com métodos de trabalho muitas vezes monótonos e sem sentido para os trabalhadores. 1992). utilizava-se de profissionais excessivamente especializados para projetar produtos que eram manufaturados por trabalhadores sem qualificação ou semi-qualificados. para produzir o que o cliente mais desejava: um item de cada vez. a chave para este tipo de produção não residia na linha de montagem em movimento contínuo. o consumidor obtinha preços mais baixos. Ao contrário do que se imagina e se difunde tanto no meio empresarial como. foram à américa preocupados em aprender e não em copiar. e até mesmo de trabalhadores. lançava mão. em detrimento de variedade e qualidade. entendeu ser possível melhorar o sistema de produção norte americano. no meio acadêmico. muitas das vezes. Alfred Sloan. Por ser dispendiosa a mudança de um produto. ao peregrinar ao longo de três meses em Detroit. Foi assim que Eiji Toyoda. exclusivo. mas sim na completa e consistente intercambialidade das peças. e em sua simplicidade e facilidade de ajuste entre si. que foi utilizado primeiramente nas indústrias automobilísticas americanas. sendo o preto obrigatório. sob pena de não sobreviver no mercado. sem vislumbrar suas virtudes e mazelas de forma a constituir um sistema mais apropriado e eficiente. Este sistema de produção. assim. a Toyota. da Ford Motors. Já os japoneses. Brasil. 6 a 8 de Novembro de 2006 3. inclusive. a veículos compactos para a população.XIII SIMPEP – Bauru. a maioria dos europeus era incapaz de distingüir as vantagens e idéias universais da produção em massa de sua origem norte-americana. sendo demandado das montadores uma grande diversidade de veículos. proposta por Ford. foi posteriormente difundido e. copiado nas indústrias da Europa. quase sempre. O produtor em massa. ao contrário dos europeus. 3/11 . conduziram séculos de produção artesanal de bens – cuja liderança era européia – para a chamada Era da Produção em Massa. A produção em massa deixava muito a desejar em termos de competitividade e atendimento aos anseios consumistas emergentes (WOMACK et alli. 1992). Um exemplo que marca esta época é o modelo T da Ford. Ao estabelecer um novo método produtivo para a fábrica de automóveis de sua família. cuja linha de montagem não dava ao cliente sequer o direito de escolher a cor de seu veículo. em contraposição ao produtor artesanal. Pode-se dizer que as indústrias européias nada mais fizeram que replicar o sistema norte-americano em todo seu continente. um jovem engenheiro japonês. Produção enxuta 3. 1992): • Mercado doméstico limitado: o mercado japonês não possuia as mesmas características dos demais. por certas ocasiões. mas altamente flexíveis. Após a Primeira Guerra Mundial. vislumbrar de forma muito mais crítica a produção em massa e os próprios valores industriais americanos. possibilitando-se. com o passar do tempo. Com isso. de trabalhadores altamente qualificados e ferramentas simples. dentre outros. SP. desde luxuosos carros para as autoridades governamentais.

organização interna da fábrica e distribuição. principalmente. reduzindo custos e agregando qualidade e flexibilidade à sua sistemática de Produção e. Passado meio século de seu surgimento. às suas estratégias competitivas. assim como ávida em vender para o mercado interno do Japão. a proposição governamental não evoluiu e. tanto com o mercado consumidor. aumentando a diversidade da produção. vislumbrou a transformação das embrionárias companhias automobilísticas japonesas em duas ou três grandes. pesquisador do International Motor Vehicle Program e que foi traduzida em nossa língua como Manufatura Enxuta. ampliando a qualidade dos produtos. a 4/11 . Neste Contexto. maximiza a flexibilidade. Para a sorte do povo japonês. veio a contrapor-se aos dois outros métodos de produção concebidos pelo homem: a Produção Artesanal e a Produção em Massa (WOMACK et alli. 6 a 8 de Novembro de 2006 • • • Força de Trabalho: altamente qualificada e indipostos a enfrentar as condições precárias do sistema de produção em massa. a produção enxuta marca uma nova forma de pensar a organização e o mercado. de Detroit (WOMACK et alli. inovadora e capaz de enfrentar melhor as mudanças conjunturais e de mercado. eliminando os custos financeiros dos imensos estoques. o Governo Japonês entendeu como mais viável criar barreiras aos produtores externos. Conceito e características A expressão “Lean Manufacturing”. o mundo ainda tem imensa carência de capacidade competitiva de produção enxuta e um excesso de capacidade não-competitiva de produção em massa. Mais do que pensar uma nova forma de manufatura. consequentemente. inicia-se o modo enxuto de ser e pensar a sistemática de produção. principal engenheiro de produção da Toyota. Limitação de compras maciças de tecnologias de produção: o Japão havia sido desvastado pela Guerra. assim como replicar internamente o modelo de “Grandes fábricas”. e. quanto com o mercado fornecedor. com base num pequeno número de maquinário já ultrapassado em Detroit adquirido por Taiichi Ohno. definida por John Krafcik. Em quase todos os aspectos. Brasil. mais lucrativas. SP. organizações vislumbram estruturar seus sistemas de produção. nos moldes em que atualmente muitas. sendo reduzida capacidade econômica do país investir em compras de tecnologias mais recentes Competição externa: interessada não somente em defender seus mercados dos japoneses. de forma que fosse possível competir com as “Big Three”. A produção enxuta tem sido apresentada como uma mudança na natureza da manufatura. Entretanto. Assim surge o conceito de Produção enxuta. Uma das diferenças mais impressionantes entre os dois sistemas reside nos objetivos finais: os “produtores em massa” estabelecem para si uma meta limitada. suplantando a produção em massa. Para tanto. inúmeras companhias no mundo todo compreenderam a filosofia da Lean Production. enquanto os “produtores enxutos” almejam abertamente a perfeição. evitando o retrabalho e agregando valor às tarefas de seus empregados. saindo do curto prazo e do imediatismo de resultados para pensar em relações comerciais mais duradouras. é uma faceta de um revolucionário sistema oriental – denominado ocidentalmente de Produção Enxuta ou Lean Production – e possui em seu cerne uma dimensão fundamental: requer menores recursos. reduzindo os lotes. maximiza a eficiência e a produtividade e. 1992). 3. Ela envolve modificações em todos os estágios do processo de colocação de produtos nas mãos dos consumidores: incluindo relações com fornecedores.2. ou quase todas. projeto e engenharia. o produto “bom o suficiente”. sendo mais ágil. consequentemente. 1992).XIII SIMPEP – Bauru.

tendo em vista que a cadeia de valor é um sistema de atividades interdependentes. o qual aborda a posição competitiva da indústria. De acordo com Porter (1989. é necessário que a organização apresente os fatores qualificadores parelhos ao da concorrência e se diferencie nos fatores ganhadores de pedidos (SLACK. 15). p. ou a oferta de produtos ou serviços com benefícios singulares de tal forma que os compradores estejam dispostos a pagar um valor mais elevado para obtê-lo. e (2) a posição competitiva relativa desta indústria. 6). não só responde ao meio ambiente. A vantagem competitiva surge fundamentalmente do valor que uma empresa consegue criar para seus compradores e que ultrapassa o custo de fabricação pela empresa. a um preço mais baixo do que a concorrência. e o valor superior provém da oferta de mercadorias ou serviços com benefícios semelhantes. 2). atividades que suportam e possibilitam o 5/11 . possibilitando a execução eficiente das estratégias estabelecidas para o seu plano de negócios. p. diretamente relacionadas à competência essencial da empresa. 4.XIII SIMPEP – Bauru. Para isso a indústria deve estar atenta às cinco forças competitivas (ameaça de novos entrantes potenciais. A caracterização destas vantagens se dá a partir da habilidade que a empresa possui de gerenciar melhor as cinco forças competitivas que seus concorrentes. Estratégia e vantagem competitiva A estratégia competitiva é a busca de uma posição competitiva favorável. A extensão da integração nas atividades desempenhadas por esta cadeia é fator determinante para o sucesso. 1993. 6 a 8 de Novembro de 2006 “qualidade”. poder de negociação dos compradores. poder de negociação dos fornecedores e rivalidade entre as empresas existentes) e a seus determinantes para que estabeleça uma estratégia que proporcione vantagem competitiva. A atratividade da indústria está relacionada com a capacidade da indústria de maximizar o retorno sobre seus investimentos no longo prazo. Tem-se que uma empresa ganha vantagem competitiva quando executa atividades relevantes ao seu negócio de uma forma mais barata ou melhor que seus concorrentes. é preciso que a empresa faça escolhas (trade offs). Para que uma empresa apresente liderança em custos. 36) a cadeia de valor de uma empresa é constituída por atividades primárias. a qual pressupõe certa paridade nos custos do produto ou serviço.” (PORTER. É claro que essa perfeição é praticamente inatingível. mas também tenta modelar este meio ambiente em favor de uma empresa. p. se baseia em dois pontos determinantes: (1) a atratividade da indústria e os fatores que determinam essa atratividade no longo prazo. então. O mesmo acontece quando se pleiteia uma vantagem em diferenciação. é pressuposto que ela possua certa paridade ou proximidade com base na diferenciação relativa de seus produtos ou serviços. e atividades de apoio. segundo Porter (1989. ou então seu custo é altíssimo. A estratégia de uma empresa. Dessa forma conclui-se que para se obter uma vantagem competitiva. SP. mas sua busca contínua gerando efeitos surpreendentes pode ser responsável pelo alcance de inúmeras vantagens competitivas para as organizações. pressupõe que para a empresa alcançar uma vantagem competitiva sustentável é preciso que ela posicione sua estratégia na busca de um dos dois tipos básicos de vantagem competitiva: liderança em custos ou diferenciação. comparados com os de seus concorrentes. p. A estratégia competitiva visa a estabelecer uma posição lucrativa e sustentável contra as forças que determinam a concorrência na indústria. A vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e. Estas atividades estrategicamente importantes para dada organização introduzem o conceito de cadeia de valor. “A estratégia competitiva. para obtê-la. O segundo ponto. ameaça de produtos ou serviços substitutos. Brasil. Tem-se então que o valor é o preço que as pessoas estão dispostas a pagar. 1989.

armazenamento e distribuição física do produto final para os compradores. onde se encontram as atividades relacionadas à transformação dos insumos em produtos finais. montagens. onde se encontram todas as atividades operacionais de recursos humanos (folha de pagamento. finanças. testes e operações de produção. política de cargos e salários. promoção. armazenagem e distribuição interna de insumos e produtos semi-acabados. cotação e seleção dos modais de transporte mais adequados. Brasil. que envolve as atividades de coleta. participação nos resultados). onde estão relacionadas às atividades associadas indução e oferta de produtos aos clientes diretos e/ou finais. SP. o manuseio de material. tais como trabalho com máquinas. a programação de frotas e veículos e a devolução para fornecedores. jurídico. De forma geral. em logística externa. manutenção.XIII SIMPEP – Bauru. tais como instalação. onde se concentram as atividades de compras de insumos. p. 6 a 8 de Novembro de 2006 desenvolvimento das atividades primárias de forma que estas possam gerar vantagem competitiva para os clientes.Estrutura organizacional e a cadeia de valores genérica de uma organização. tais como contabilidade. em desenvolvimento de tecnologia. A vantagem competitiva freqüentemente provém da habilidade de coordenação e 6/11 . através do mix de marketing (preço. fornecimento de peças e ajuste do produto. remuneração variável. Atividades de Apoio Atividades Primárias Estrutura Organizacional FIGURA 1 . que abarca além do P&D (pesquisa e desenvolvimento de produtos). em gerência de recursos humanos. serviços e produtos intermediários. gerência de qualidade e gerência geral. planejamento. seleção. 54). as atividades primárias podem ser divididas em logística interna. em marketing e vendas. Fonte: Figura adaptada de Porter (1989. demissão) e de desenvolvimento da gestão de competências (treinamento. contratação. que abarca procedimentos como recebimento. Já as atividades de apoio estão subdivididas em aquisição. manutenção de equipamentos. onde estão inseridas as atividades que dão apoio à cadeia inteira. e em serviços. propaganda e praça). em operações. o controle de estoques. recrutamento. que engloba as atividades que intentam ampliar ou manter o valor do produto. embalagens. e em infra-estrutura da empresa. a TI (tecnologia da informação). projeto de equipamento de processo e procedimento de atendimento. treinamento de uso.

XIII SIMPEP – Bauru. p. da mesma forma que provém das próprias atividades individuais. 5.18). para alcançar este objetivo é necessário atender cinco exigências: fazer certo (vantagem de 7/11 . As vantagens e desvantagens competitivas da produção enxuta Exposta a importância da estratégia de manufatura e sua imprescindibilidade para que esta atividade agregue competitividade à organização. de forma a possibilitar um aumento do arsenal de armas competitivas direcionadas para o foco da organização. deve-se ter uma atenção especial quanto às suas atribuições e configurações dentro da organização. uma operação eficiente e eficaz da manufatura procura “fazer melhor” que seu concorrente. proporciona a versatilidade operacional que pode responder aos mercados crescentemente voláteis e aos concorrentes. Grande parte da recente mudança na filosofia em direção à fabricação e em direção à qualidade – fortemente influenciada pela prática japonesa – é um reconhecimento da importância dos elos (PORTER. ou seja. seja ela qual for. sem que isto gere maiores ônus ao empreendimento. compreendendo os seus determinantes e atuando de forma a reduzir ou eliminar suas influências e agregar benefícios. Segundo Slack (1993. aumentando a qualidade do produto percebida pelo cliente. e alinhadas às estratégias corporativas. é importante verificar em que medida a adoção da produção enxuta e. dá o vigor para manter um melhoramento uniforme no desempenho competitivo e. p. de forma a compreender as virtudes e limitações desta estratégia de produção. a produção representa mais de 50% das atividades que agregam valor à organização. assim como as prováveis desvantagens. Brasil. é o momento de vislumbrar a possibilidade do alcance de vantagens competitivas agregadas pela produção enxuta. a manufatura. Essa forma de gerenciamento é criticada por Skinner (1969) que propõe que as decisões de produção devem ser construídas quando da elaboração das estratégias competitivas da organização. a primeira preocupação que se percebe na organização diz respeito à relação custo x benefício. reduzir custos. tendo em vista que o que mantém qualquer empresa viva no mercado competitivo é a possibilidade de auferir lucros da venda de seus produtos. precisa de um direcionamento estratégico. é fundamental entender o papel da estratégia de manufatura e sua capacidade de interferência nestas duas variáveis. Tradicionalmente o processo de manufatura tem sido gerenciado da base para o topo (Bottom-up). p. Ao se pensar em estratégia de produção. propiciando assim dividendos aos seus investidores. suas prescrições pode significar sucesso ou fracasso na cadeia de valor agregado pela produção. A manufatura é o coração de toda cadeia de valor onde há a fabricação de um produto. 45). 6 a 8 de Novembro de 2006 administração dos elos entre as atividades. Neste sentido. talvez o mais importante. Dessa forma. ou seja. SP. Tendo em vista que. 13): Uma função de manufatura saudável dá à empresa a força para suportar o ataque da concorrência. 5.1 Vantagens competitivas Como previamente apresentado a produção é decisiva na configuração de vantagem competitiva de uma empresa sobre seus concorrentes. De acordo com Slack (1993. consequentemente. entendendo quais são os ambientes favoráveis e desfavoráveis à sua implementação. Assim. 1989. de acordo com a Figura 1 apresentada acima. para que possa gerar vantagem competitiva para a organização.

Com relação à flexibilidade. que através de controles estatísticos de processo (CEP). a partir da redução dos tempos de set up's e do menor número de peças defeituosas – que podem gerar prejuízos diretos (desperdício) e indiretos (perda de qualidade e. a produção enxuta propõe um conceito inovador para a época – e que continua atual devido à sua aplicabilidade –. começa-se a perceber as falhas na atividade produtiva e. A partir da redução desses estoques. a partir da solicitação dos clientes (internos e/ou externos) descritas em cartões. Ritzman e Krajewski. utilizam-se lotes menores que são produzidos no sentido da jusante para a montante. A possibilidade de redução dos erros ora camuflados pela abundância de estoque. as quais são responsáveis pela fabricação de determinadas famílias de produtos. mudar o que está sendo feito (vantagem de flexibilidade). SP. os quais se agregam novas funções e passam a conhecer todo. fazer barato (vantagem de custo). onde a produção enxuta preconiza a transformação do tempo de preparação interno (com o processo parado) em tempo de preparação externo (com o processo rodando). o processo no qual estão inseridos – tornam-se “donos” do processo –. Jones e Ross. Dessa forma há uma interligação entre os conceitos pregados pela produção enxuta. Brasil. consequentemente. 8/11 . a combater suas causas de forma a alcançar uma eficiência operacional que permita fazer correto da primeira vez. consequentemente. bem como através do sistema de estoques puxados – Kanban –. tendo a responsabilidade sobre as falhas e as soluções decorrentes da rotina do dia-a-dia. fazer pontualmente (vantagem de confiabilidade). Ganha-se em custos. Esse arranjo é chamado de celular. além de oferecer ganhos não contabilizados. realizados pelos operadores no momento da produção. Isso possibilita a interrupção de produção de um produto e início de produção de outro com maior agilidade e sem agregar muito ônus à organização. 2004. A partir dessa filosofia surgiram outras como o Six Sigma. Outro ponto que agrega rapidez ao processo está relacionado com a redução do tempo de preparação dos equipamentos para produção (set up). 2004. Womack. gerando a necessidade de maior capital para financiar a atividade produtiva. Essa filosofia é suportada pela busca da melhoria contínua dos processos que tem como norteadora uma meta a ser perseguida infinitamente: o “zero defeito”. fazer rápido (vantagem de velocidade). Programação e Controle da Produção – PCP.XIII SIMPEP – Bauru. A vantagem de confiabilidade pode ser percebida nas abordagens acima citadas. 1992). Essa delegação permite que decisões sejam tomadas mais prontamente reduzindo o tempo de processo parado. esta se caracteriza pela possibilidade de alteração dos lotes ora planejados pelo Planejamento. Essa delegação tem como pressuposto uma maior capacitação dos operadores. Pode-se perceber que os conceitos de gerenciamento da qualidade total (TQM – Total Quality Management) estão intrínsecos à e dão suporte à implantação da produção enxuta. ou quase todo. torna-se latente a utilidade da produção enxuta na medida em que. diz respeito à delegação de maiores responsabilidades para a operação. de acordo com diversos autores (entre eles Corrêa e Corrêa. Dessa forma a lean production prega a utilização de lotes menores que são conseguidos a partir de um arranjo diferenciado dos equipamentos. Tem-se então. Tendo em vista que se pleiteia a redução dos estoques e uma produção contínua. 6 a 8 de Novembro de 2006 qualidade). um ativo extremamente dispendioso. que significa a imobilização de recursos sem rendimentos. permite ganhos de velocidade na produção. de vendas) – o maior valor agregado à produção pode ser atribuído à redução de estoques. que a filosofia da produção enxuta proporciona meios para o alcance destas vantagens. Para alcançar a vantagem de qualidade. onde se prega a produção com estoques mínimos. No entanto o ponto crucial que possibilita uma produção mais ágil. por dividir os processos em células. falhas do produto e do processo podem ser detectadas antes que as conseqüências cheguem aos clientes. tendo um maior destaque o TQM. No que tange à redução de custos.

1993). corrobora a teoria de que a implantação de uma filosofia de produção enxuta é capital intensiva e pleiteia a restrição da variabilidade de produtos. reduzindo-se a pouca funcionalidade de um sistema rígido. pois tratam-se de situações nas quais a implementação do sistema enxuto. e propiciando o acesso às informações sobre a produção em tempo praticamente real. reduzindo distâncias. As medidas acima citadas. o sistema adotado além de não gerar resultados será responsável pelo enfraquecimento ainda maior destas relações. além de agregarem economia financeira à produção e. Já com relação a outros benefícios. bem como os horizontes que oferece ao gerente e aos trabalhadores. Muito embora seja capaz de motivar os trabalhadores na medida em que aumenta o nível de exigência e participação destes.XIII SIMPEP – Bauru. os quais são planejados especificamente para células customizadas de acordo com suas exigências produtivas. 6 a 8 de Novembro de 2006 também. através da maior flexibilidade da produção que o sistema enxuto oferece maior flexibilidade . pois a mesma célula é capaz de atender às variações necessárias. mas também para o fortalecimento da marca e da imagem desta e de seus produtos. Acresça-se. Desta forma. incapaz de atender a pequenas variações nos pedidos em relação ao quantitativo solicitado para cada família. 5. Estes limites devem ser entendidos de forma talvez ainda mais importante que seus atributos de eficiência. piorando os resultados. De fato. a flexibilidade. é necessário considerar-se as questões pertinentes aos recursos humanos da organização. Unidades podem necessitar. Em que pese as inúmeras evoluções que apresenta. assim como demanda uma estrutura de remuneração e de classificação de cargos que reconheça devidamente o valor agregado ao produto pelos empregados. “Desvantagens competitivas” Não obstante as importantes vantagens apresentadas. há de se considerar que o sistema enxuto tem como imprescindível uma maior cooperação e confiança entre trabalhadores e administração. Brasil. Tem-se então.2. que o arranjo produtivo adotado pela lean production é baseado no formato de células (arranjo celular). haja vista que sua implementação preconiza fortes investimentos no rearranjo físico de sua linha produtiva. caracterizando-se por se apresentar bastante rígido e pré-estabelecido para uma determinada família de produtos. são ainda mais interessantes quando vistas sob a ótica da percepção do cliente. SP. diminuindo-se os tempos de set up's. pois contribuem não somente para os resultados mais “palpáveis” da empresa. ainda. as vantagens de custo proporcionadas pela produção enxuta estão em quase todos os mecanismos que a operacionalizam e decorrem dos ganhos das demais eficiências requeridas. o sistema enxuto rico em possibilidades de acréscimo organizacional. logicamente. reduzindo o mecanicismo das operações. A adoção da produção enxuta pode. tanto dos funcionários como da gerência. à organização como um todo. a confiabilidade. não somente de virtudes é composto este modelo. apresenta-se. através de um melhor arranjo físico. também. até 9/11 . também. pode gerar o efeito contrário ao esperado. os ganhos oriundos das melhorias alcançadas com a maior velocidade obtida em todo o ciclo de produção. acarretando a ineficiência organizacional. Garantir à função produção vantagens tais como a velocidade. em especial os financeiros. reduzindo custos e ainda acrescendo a qualidade dos produtos apresenta-se como uma verdadeira “mágica” que faz da lean production o sucesso que hoje ela é. permitindo ao gerente “fazer melhor” (SLACK. acelerando-se a operação. reduzem-se os custos de possíveis paralisações em virtude de problemas previsíveis. tendo como conseqüência maior o aumento do estresse. nos seus mais variados modelos. Em primeiro lugar. algumas restrições surgem quanto a sua utilização. Do contrário. visando propiciar ao leitor o real entendimento do que consiste o modo enxuto de se enxergar a produção e os benefícios que pode trazer esta visão. demandar altos custos em sua fase inicial. Dessa forma. ganhando-se em tempo.

de forma a agilizar o câmbio. ou de consumo de produto. definir-se qual o 10/11 . produzindo. por sua vez. 6. é imprescindível que os parceiros tenham a exata visualização da demanda que devem atender de seus produtos. Caso a organização não consiga reduzir este tempo de set up (devido a diversos fatores. e. com reduzidos tempos de set up's. sem a qual não há como se pensar na obtenção das vantagens competitivas que a produção enxuta pode oferecer. é condição expressa do sistema enxuto a existência de planos-mestres de produção estáveis (sem a perspectiva de sensíveis alterações). perdendo o sistema enxuto importante diferencial em relação à produção em massa. Considerações finais Buscando encerrar este trabalho. e uma relação de parceria com os fornecedores pertencentes à cadeia de suprimentos. finalizar aqui as discussões. Espera-se. sendo obrigatório o devido estudo quanto aos impactos financeiros e quanto ao mix de produtos ora ofertados. garantindo o seu desenvolvimento. preparada para uma certa família de produtos. pois além de demandar um grande volume de capital para dispor uma instalação rígida. sobretudo. tendo em vista que a disposição dos equipamentos são permanentes. este sistema trabalha tendo como objetivo a “utopia” do estoque zero. Como se espera a obtenção de benefícios e a redução de custos em virtude do aumento da velocidade da produção combinada com a redução de estoques.XIII SIMPEP – Bauru. Muito além do debate específico quanto às funcionalidades e desfuncionalidades peculiares da adoção da lean production nos mais variados ambientes. Pedemse planos-mestres estáveis. assim como a empresa espera para si. reduzindo seus estoques e evitando o “efeito chicote”. influenciando também na estrutura de custos que a lean manufacturing oferece por não demandar investimentos adicionais oriundos das alterações nos produtos. consequentemente. havendo apenas a revisão das máquinas e uma ligeira adaptação para produtos diferentes pertencentes à mesma família. onde se tenta transformar os tempos de preparação internos em externos. à ineficiência operacional) será impossível garantir o aumento na flexibilidade das atividades de manufatura. razão pela qual não são indicados a este tipo de mercado. dado que sem o cumprimento deste conjunto de regras torna-se impossível pensar em produção enxuta. haja vista que o próprio debate a que se propôs este artigo traz a seus autores muito mais questionamentos aos quais se pretende aprofundar do que conclusões definitivas. somente o necessário. SP. Outro ponto que merece destaque na mentalidade enxuta é caracterização de toda a cadeia de suprimentos como parte atuante no modelo de manufatura. fica o ensinamento quanto a importância que a estratégia de manufatura assume no tocante à viabilização das estratégias organizacionais. Este sistema exige. 6 a 8 de Novembro de 2006 mesmo. sendo necessária abordagem estratégica para tal? E qual o grau de maturidade das empresas brasileiras que adotaram o sistema de produção enxuta? A exata compreensão dos determinantes operacionais para. Por último. a diminuição nos tempos de preparação das máquinas. algumas considerações tornam-se necessárias.Suppy Chain Management. busca a incessante redução de estoques. uma participação integrada e em “tempo real” de todos os membros da SCM . Brasil. sem. não sendo capaz de atender substanciais alterações na demanda. garantindo o pleno funcionamento do sistema. e talvez mais importante. haja vista que os estoques encerraram e a cadeia não foi capaz de atender aos pedidos. As organizações que adotam a estrutura celular devem ter seu tempo de preparação reduzido a quase zero. ou seja. no entanto. Mas até que ponto realmente as organizações consideram sua área de manufatura como propiciadora de vantagens competitivas. assim. no sentido de verificar a viabilidade da lean manufacturing. de serem reconstruídas ou reformadas. assim como garantindo a não paralisação da atividades de manufatura pela falta de materiais para o trabalho. principalmente.

SLACK. mas todas que competem no mercado. 7. sendo a gerência eficiente de produção não um mero modismo. obter vantagens e. ao perceber que o sistema produtivo necessita de uma reestruturação. há de se ater que não se constitui de modelo. 3a ed. SP. 136-144. mas sim uma condição de sobrevivência. v. v. J. mas os responsáveis por sua implementação devem de fato considerar suas restrições. pior ainda. A. 1992. 6 a 8 de Novembro de 2006 sistema de manufatura ideal para aquela organização faz perceber a função produção mais próxima do planejamento estratégico da empresa e integrada às demais funções. Vantagem competitiva em manufatura. D.. W. PORTER. 22-58. tendo em vista que se trata de um sistema de capital intensivo? A produção enxuta pode sim tratar-se de um sistema de produção extremamente valoroso para a obtenção de vantagens no mercado. M. Revisiting the JIT paradigm. 11/11 . E.. em marketing. E. p. A. Rio de Janeiro: Campus. portanto. Além de entender a atividade manufatura como estratégica para a empresa. p. KRAJEWSKI. Não adianta. 20. A máquina que mudou o mundo. “Just in time e operações enxutas”). 1993. 1989.. E. 6. se não existe efetivamente uma política de produção estrategicamente definida para as peculiaridades e o ambiente no qual está inserida a empresa. Referências bibliográficas CORRÊA. Boston. Brasil. CORRÊA. Entretanto. L. São Paulo: Educator. A corrida pela vantagem competitiva. 1996. ROSS. uma vez que não somente esta empresa está buscando vantagens através de seu processo produtivo. 1992. a decisão que implementa determinado sistema de produção deve compreender que não existe uma fórmula infalível para o sucesso de todas as empresas e que este depende fundamentalmente da escolha de um sistema capaz de atender de forma mais satisfatória àquela realidade específica.XIII SIMPEP – Bauru. em todo e qualquer contexto. 1969.. Assim. assim como reduzir custos. C. E. Rio de Janeiro: Campus. Como elaborar projetos de pesquisa. investir. Manufacturing: the missing link in corporate strategy. WOMACK. 2004. Em outro sentido. M. Harvard Business Review. May/June. tornando esta relação melhor e sendo. portanto. M. PORTER.. Harvard Business Review. p. FOX. C. n. até que ponto compensa para as empresas apresentar uma orientação estratégica agressiva e investir o capital necessário para adequá-lo. N. GIL. a lean manufacturing deve ser reconhecida com extremamente vantajosa. São Paulo: Atlas. GOLDRATT. L. por exemplo. o desrespeito às atividades de manufatura e a despreocupação com o estabelecimento de estratégias para esta função pode acarretar o fracasso organizacional como um todo. À atividade de manufatura passa. sob pena da empresa adotar um sistema reconhecido e valorizado no mercado sem.3. The focused factory. no entanto.52. aplicável a toda e qualquer organização. São Paulo: Atlas. p. GORMAN. São Paulo: Atlas. JONES. L. Entretanto. 13. 1986. 113-121. Boston. 1-53. Rio de Janeiro: Editora Campus. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. SKINNER. T. 1974. São Paulo: Prentice Hall. SKINNER. M. P. 2004 (cap. assim. W. 2002. J. a valer a aplicação de recursos e esforços visando sua exata definição. Administração da produção e operações – manufatura e serviços: uma abordagem estratégica. até mesmo fracassar na execução de seu plano de produção. MRI Montgomery Research/Ascet. “Sistemas de produção enxuta”). R. Vantagem competitiva: criando e sustentando um desempenho superior. ou simples fórmula de sucesso. RITZMAN. H. May/June. Administração da produção e operações. (cap. P. pois pode agregar inúmeros benefícios. D. indispensável para o sucesso competitivo.