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PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR MÚSICA (P.A.I.M.

) EM MÚSICOS DE
BANDAS DE POP-ROCK DE BARES E CASAS NOTURNAS – ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso submetido à Universidade Estadual de Ponta Grossa
para obtenção do título de Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho
Departamento de Engenharia Civil

Equipe:
Luiz Carlos Baggio Silveira Junior
Alessandro Canova

Prof. Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, D.Eng.
Coordenador do EngSeg2008

BANCA EXAMINADORA:

Prof. João Manoel Grott, MsC
Orientador
Prof. Carlos Utrabo
Prof. Flávio Kalinowski

Ponta Grossa, Julho de 2009.

“A música é capaz de reproduzir em sua forma real, a dor que
dilacera a alma e o sorriso que inebria".
Beethoven

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SUMÁRIO

RESUMO .............................................................................................................................. 4
ABSTRACT ........................................................................................................................... 4
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 6
2. DEFINIÇÕES ................................................................................................................... 9
3. REVISÃO DE LITERATURA ........................................................................................ 11
3.1 PROFISSÃO DE MÚSICO – Desemprego e Informalidade .................................................................11
3.2- O Ouvido Humano e a Audição ................................................................................... 12
3.2.1- O Ouvido Humano ...........................................................................................................................13
3.2.2 Formas da audição ..................................................................................................... 15
3.2.2.1 Audição Via Aérea ..........................................................................................................................15
3.2.2.2 Audição Via Óssea ..........................................................................................................................15
3.3 SOM E PERDA AUDITIVA ......................................................................................... 16
3.3.1- Ruído................................................................................................................................................16
3.3.2 Exposição à música ...........................................................................................................................18
3.3.3 Exposição a diferentes estilos musicais..............................................................................................19
3.3.4 Efeitos na audição devido à exposição à música ................................................................................20
3.3.5 Tipos de Perda Auditiva.....................................................................................................................21
3.3.6 PAIR(Perda Auditiva Induzida por Ruído) ........................................................................................22
3.3.7 Músicos com problemas de audição...................................................................................................23
4. PARÂMETROS DA NORMA ......................................................................................... 24
4.1 CLASSIFICAÇÃO DO RUÍDO............................................................................................................24
4.2 Conforme o espectro de freqüências .....................................................................................................24
4.3 Limites de Tolerância ...........................................................................................................................25
4.3 ANEXO N.º 2 (NR-15) ..........................................................................................................................27
5. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................ 28
5.1 Aparelho Utilizado................................................................................................................................28
5.2 Metodologia..........................................................................................................................................29
5.2.1 Locais e Bandas analisadas .................................................................................. 29
5.2.2 Medição do Ruído ............................................................................................... 29
5.2.3 Audiometria Tonal............................................................................................... 29
5.2.4 Questionário ........................................................................................................ 30
6. RESULTADOS OBTIDOS.............................................................................................. 30
6.1 – Medição do Ruído..............................................................................................................................30
6.2 – Avaliação da Audiometria .................................................................................................................36
7. DISCUSSÕES ................................................................................................................. 39
8. CONCLUSÕES ............................................................................................................... 39
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................ 42

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RESUMO

Objetivo: avaliar a possibilidade de perda auditiva em músicos armadores e
profissionais em bandas de rock/pop em casas noturnas. Metodologia: Foram feitas medições
do nível de ruído três bandas de rock/pop, além de um questionário e também audiometria.
Resultados: Pelos resultados apresentados, observamos que os músicos envolvidos no teste de
audiometria já apresentam PAIR, e aos níveis sonoros apresentados certamente apresentaram
a PAIR. Conclusão: neste ramo de atividade em que se encontram os músicos, os altos níveis
de pressão sonora produzidos pela banda e pelo ambiente contribuem de maneira bastante
significativa para o surgimento ou aumento de perda auditiva ao longo dos anos.

Palavras-Chave: Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR), bandas, músicos, ruído, som,
música;

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ABSTRACT

Objective: The content presented here, has the purpose of evaluating the possible
hearing loss in amateur and professional musicians from pop/rock bands playing in pubs.
Methodology: measurements were taken in the clubs for evaluating the level of noise from
three rock/pop bands, besides a question form and a hearing test for all the members in one of
the bands. Results: From the results taken from the audiometry tests, we’ve observed that the
musicians already had NIHL, and the noise data collected certainly indicate great hearing loss
possibility. Conclusion: in this field of activities on which the musicians are found, the high
sound pressure level (SPL) produced by the band and by the environment contribute in a very
significant way for the beginning or degradation of hearing loss along the years.

Keywords: Noise Induced Hearing Loss (NIHL), music bands, musicians, noise, sound,
music;

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novas e mais modernas formas de distribuição da música.. INTRODUÇÃO A música sempre esteve presente nas atividades humanas e nas relações sociais praticamente desde o início dos tempos. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. para os trazerem a Jerusalém. Wikipedia) Mas não somente como arte. e com canto. como o surgimento de instrumentos variados e mais modernos como os eletrônicos e a partir destes uma grandiosa gama de novos sons e técnicas foram introduzidas. mudança no aprendizado. Está presente também nas manifestações culturais dos povos (cânticos. a fim de celebrarem a dedicação com alegria e com ações de graças. na dedicação dos muros de Jerusalém. acreditamos que Jubal. o sexto descendente de Caim (4. muitas foram as mudanças e inovações ocorridas na música principalmente após a revolução industrial em todos os seus aspectos. Comenta ainda o referido autor: “Baseado neste verso. Dynamite on line) “O primeiro relato bíblico sobre o surgimento da atividade de músico encontra-se no livro de Gênesis 4.. Aqueles incumbidos da arte da música tinham nos tempos antigos posição de destaque perante os demais. pois detinham o conhecimento de uma valiosa arte dominado por poucos e apreciada por muitos. Conforme comenta (Wanderley. buscaram os levitas de todos os lugares. címbalos... presente nas marchas militares e 6 .C). divulgação e até mesmo na apresentação ao público. Desde as épocas mais remotas até os dias de hoje. este foi o pai de todos que tocam harpa e flauta". “ A Bíblia cita a determinação da tribo dos Levitas como a responsável pela execução musical no Reino de Israel e para seu sustento as demais tribos deveriam dar 10% de sua produção para eles. "Ora. diferentes ritmos são criados até os dias atuais. 2008. está presente nas mais diversas atividades como forma de entretenimento ou arte propriamente dita.21: "O nome de seu irmão era Jubal. cantigas. 1. composição. “A música é considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana.” [.] (MÚSICA. canções de ninar). alaúdes e harpas" (Ne 12:27). foi o criador da música instrumental.000a..

a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. ou ser improvisada e ter uma existência efêmera. como os rituais religiosos. aulas de vestibular e ensino de línguas). como o moderno concerto clássico. Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré- história. o Rock and roll... mas todas cumprem os objetivos artísticos: criar o desconhecido a partir de elementos conhecidos. a história da música confunde-se. Pode ser composta e escrita para permitir a execução idêntica em várias ocasiões.. que pode ser um instrumentista ou cantor. o Jazz. cada composição ou execução obedece a uma estética própria. E como arte.. [. festas e até mesmo funerais. A música dos pigmeus do Gabão. que pode variar desde o mais simples (a pura sorte na música aleatória). Apesar de toda a discussão já apresentada.. Enquanto não executada a música é apenas potencial.... apresenta-se como instrumento para o tratamento terapêutico de pacientes (musicoterapia). [. 7 . E a música é uma organização. com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas. o concerto de rock ou festividades religiosas. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa. nos diversos toques de reconhecimento pela tropa. Wikipedia) Além da composição estrutural da música temos ainda vários outros fatores que são integrantes indispensáveis na tradução do todo. moldar o futuro a partir do presente. Wikipedia) “A música não é ruído. A música só existe quando executada ou reproduzida. assim como também é um componente do som. a música sinfônica.. [. A atuação pode se estender da improvisação de solos às bem organizadas apresentações repletas de rituais. manipular e transformar a natureza. É na execução que ela se torna um existente.. a música quando composta e executada deliberadamente é considerada arte por qualquer das facções. até os mais complexos. representação e comunicação.. uma composição ordenada de sons”. tem presença central em diversas atividades coletivas. está presente na educação de todas as idades (alfabetização. através do sentido auditivo. deve obedecer a um método de composição. O ruído pode ser um componente da música. por isso a atuação é seu aspecto mais importante. O executante é o músico.] (MÚSICA.. Para obter essas finalidades.] (MÚSICA.] O termo "ruído" também pode ser compreendido como desordem. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem. é criação.

conjunto instrumental típico da música de Bali. banda de blues. quintetos. Música – Atuação/Performance) Como podemos perceber a música em si é composta por diversos componentes que fazem surgir as ramificações de tudo que envolve e é envolvido pela atividade musical dando novos significados e formas para esta arte de expressão. banda de jazz. trios. Grupos com mais de oito executantes são classificados por sua função: coros. A variedade de conjuntos existentes é imensa e as combinações possíveis são ilimitadas. como o gamelão. Outros podem partilhar o nome com outros conjuntos e neste caso são identificados geralmente pelo gênero: Orquestra sinfônica. orquestra de baile. quartetos. heptetos e octetos são os mais comuns. É comum classificar os grupos pelo número de participantes: duos. bandas.” (WIKIPEDIA. 8 . sextetos. grupo de câmara. Certos grupos têm um nome específico. orquestras.

2. O nível de pressão sonoro é expresso em decibel.1 .INFRA-SONS são os sons com freqüência de banda inferior a 20 Hz.000 Hz. (MÚSICA. 2. (FERNANDES. 2002) 2. Definição Física: é todo fenômeno acústico não periódico.3. Wikipedia) 2.FREQÜÊNCIA (f) é a número de oscilações por segundo do movimento vibratório do som. DEFINIÇÕES 2.2 .musiké téchne. 2.3 . 2.MÚSICA (do grego μουσική τέχνη . intensidade e duração.4 . Varia na sua composição em termos de freqüência.7 .INTENSIDADE do som é a quantidade de energia contida no movimento vibratório. ou Hertz (Hz). desagradável ou perturbador. pode ser medida através de dois parâmetros : * a energia contida no movimento vibratório (W/m2) * a pressão do ar causado pela onda sonora (BAR = 1 dina/cm2 ) 2. 2.ULTRA-SONS são os sons com freqüência de banda superior a 20.6– RUÍDO Definição subjetiva: é qualquer som indesejável. sem componentes harmônicos definidos.8– VOCALISTA: músico no qual seu instrumento é a voz.TIMBRE é a forma de onda da vibração sonora.2.PRESSÃO SONORA é a diferença da pressão ambiente instantânea relativamente à pressão atmosférica a partir da qual o ouvido humano é sensível. A unidade de freqüência (SI) é ciclos por segundo. para quem o ouve.1 . física ou psicologicamente. Essas variações de pressão se dão em torno da pressão atmosférica e se propagam longitudinalmente. caracteriza-se por três variáveis físicas: freqüência.5.3.SOM um fenômeno vibratório resultante de variações da pressão no ar. à velocidade de 344 m/s para 20 º C. 9 .2 . 2. dB. intensidade e timbre. a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo.

BAIXISTA: músico no qual seu instrumento é o contrabaixo. por sua natureza.10 . que não causará dano à saúde do trabalhador. na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.” (CLT . São consideradas atividades ou operações perigosas. 2. ou exercidas em condições de risco à integridade física do trabalhador em decorrência da circulação em vias públicas. Portaria 518/03).11– BATERISTA: músico percussionista que determina o ritmo musical pelo seu instrumento chamado de bateria.13.16 . 193. a concentração ou intensidade máxima ou mínima. para entrega de correspondência ou encomenda. durante a sua vida laboral. art. no exercício da profissão de carteiro.12– TECLADISTA: músico no qual seu instrumento pode ser tanto analógico por percussão de cordas (piano). sintetizadores ou teclados musicais.2. 2. 189) 2. de som: do Inglês (Public Address System) é o sistema eletrônico de amplificação usado como sistema de comunicação em áreas públicas. além do trabalho desenvolvido no setor de energia elétrica (Lei n.A.LIMITE DE TOLERÂNCIA. 2. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.9– GUITARRISTA: músico no qual seu instrumento é a guitarra ou violão. 2.369/85) e atividades desenvolvidas com radiações ionizastes ou substâncias radioativas (MTE.P.14– INSALUBRIDADE “Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. caracterizando- se por ser um instrumento de seis cordas normalmente com captação magnética e posterior amplificação do som.“Art.15 – PERICULOSIDADE . (NR-15) 10 . com os perigos a elas inerentes. caracterizando-se por ser um instrumento de 4 cordas normalmente com captação magnética e posterior amplificação do som. 2. 2. condições ou métodos de trabalho. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde.º 7. quanto digital representado pelos órgãos. relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente. aquelas que sejam exercidas em contato permanente com inflamáveis e explosivos.

Os músicos em sua maioria são constituídos de pessoas autodidatas. taxistas. vendedores ambulantes ou autônomos. Encontram-se aí a maioria da massa que trabalha no setor da construção civil através dos empreiteiros.857 de 22/12/60 em anexo) que é o tema que é abordado neste trabalho. Não existe para a profissão de 11 . músicos amadores e profissionais e muitos outros.1 PROFISSÃO DE MÚSICO – Desemprego e Informalidade Sabemos hoje que grande parte da economia brasileira está baseada no trabalho informal e às vezes quase escravo ou em condições paupérrimas e insalubres visando a subsistência própria sem ter o respaldo das leis que protegem e guardam o trabalho e o trabalhador. Não muito longe podemos ver camelôs fabricando seus artesanatos e trabalhando como nômades de cidade em cidade tentando sobreviver. entregadores de propagandas. vem do fato que grande parcela da população extremamente pobre trabalha em condições desumanas coletando o lixo jogado a esmo pela massa consumidora e nos orgulhamos de ser o número um ou dois do ranking mundial como se tivéssemos a consciência do resultado produzido e não fosse um simples acaso da desgraça de muitos. professores particulares. flanelinhas. outras com um pequeno aprendizado básico e a grande maioria com um pouco de aprendizado informal. Na profissão do músico (Lei Nº 3. de muitas empregadas domésticas principalmente àquelas que trabalham como diaristas.3. há que se considerarem vários aspectos que são importantes para o seu entendimento. Grande parte do conceito de nosso país de ‘bons recicladores’. REVISÃO DE LITERATURA 3. os trailers de sanduíches. uma política ‘Robin Hood’ legalizada e moderna onde as taxas e impostos sobrecarregam de tal forma os empreendedores que muitas vezes para as pequenas e médias empresas a solução é ficar fora da legalidade para poder manter o negócio funcionando. algumas com curso específico completo. trabalhadores em todos os segmentos sem registro empregatício porque vivemos uma política esmagadora para o empresariado. vendedores externos. Assim temos trabalhadores que se sujeitam a trabalhar nas condições oferecidas em troca unicamente da remuneração em dinheiro deixando de lado os demais benefícios.

fortemente sindicalizados. trazendo muita gratificação pessoal sem contar a atenção atraída. e duas outras categorias abrangendo uma “não-classe de trabalhadores”. condenados à pobreza e à ociosidade. sem nenhuma segurança no emprego e nenhuma identidade de classe definida. de modo que teremos os trabalhadores divididos em três categorias: uma aristocracia privilegiada de “trabalhadores com estabilidade“.músico a exigência de um diploma superior na área embora existam faculdades de música que formem profissionais qualificados para atuar com música como em composição. compreendendo os permanentemente desempregados. ensino. e um número crescente de trabalhadores “temporariamente empregados” . em ocupações de baixa-especialização. O austríaco André Gorz afirma que vivemos uma era de desemprego em massa. Sendo assim o músico muitas vezes não ganha o suficiente para viver com dignidade e como não há cobrança por parte de ninguém. as horas e anos de aprendizado e desenvolvimento. O músico profissional difere-se dos amadores no sentido que este primeiro vive simplesmente da música e assim para conseguir seu sustento desejável obriga-se a apresentarem-se várias vezes por semana e na maioria das vezes em locais diferentes porque a sociedade e os proprietários muitas vezes querem diversidade e isto se faz necessário uma vez que com o passar do tempo o repertório do músico passa a ser repetitivo após alguns meses. 2008). e com salários não tão atrativos se contadas às horas de prática em casa ou no estúdio de ensaio. (MELO. com alto nível de poluição sonora e de fumaça e ainda por se encontrar no período noturno passa a fazer consumo de álcool como parte natural de seu trabalho sem contar os riscos à sua audição e desenvolvimento de tendinites nas mãos e quando é o caso de cantores. Embora seja normalmente na informalidade. o aparecimento de ´calos´ nas pregas (cordas) vocais quando fazem mal uso da voz. ficam à mercê da insalubridade do trabalho noturno. O músico amador por sua vez é o músico que estuda ou trabalha. 12 . que tem a sua profissão durante o dia e vê em seu conhecimento adquirido e na oportunidade ofertada. a chance de aumentar seus ganhos fazendo uma coisa que acha prazeroso e gratificante. pois normalmente situa-se num local privilegiado acima do nível do piso para que possa ser ouvido e apreciado e tem a função de alegrar as pessoas. e que o desenrolar dos acontecimentos alterará a estrutura do trabalho. etc. o músico tem uma posição de destaque perante os demais. com emprego integral.

2. Os três ossos na verdade formam um sistema de 13 . Individualmente esses ossículos são menores que um grão de arroz e através de um sistema de membranas.3. a bigorna e o estribo.Ouvido Humano e a Audição 3. transformando as vibrações sonoras em impulsos sonoros para o cérebro. coleta o som e direciona para o conduto auditivo. eles conduzem vibrações sonoras a orelha interna.1.Ouvido Humano O ouvido é o órgão responsável pela audição.Partes do ouvido (retirado de www.br) O ouvido externo é constituído do pavilhão auditivo (orelha) e do conduto externo auditivo. É constituído de três partes: ouvido externo.2. além de servir de câmara de ressonância ampliando algumas freqüências de som. A orelha tem função de uma corneta acústica. Figura 1 . como pode ser visto na Figura 1. O conduto auditivo externo tem a função de transmitir os sons captados pela orelha até o tímpano. ouvido médio e ouvido interno. Ouvido médio é uma cavidade cheia de ar conhecida também como cavidade do tímpano.com. que contém três ossículos: o martelo.medicinageriatrica. e também ajuda a localização da fonte sonora.

Sobre a membrana basilar estão distribuídas as células acústicas em número de 18 mil (externas e internas). em que a percepção de cada freqüência se realiza em um determinado ponto da membrana: as altas freqüências excitam a parte próxima da membrana oval e. A cóclea tem aspecto de um caramujo de jardim. de onde saem os nervos que formam o nervo acústico e levam o sinal elétrico até o cérebro.alavancas que transferem à energia as ondas sonoras vindas da orelha externa. A janela oval fecha o compartimento superior e transmite suas vibrações para a membrana basilar através da endolinfa. líquido viscoso que preenche esse conduto. o qual é responsável pelo controle do equilíbrio do corpo. pela membrana basilar. A membrana basilar atua como um filtro seletivo ou analisador de freqüências. seguindo um canal semicircular que conduz a cóclea e é dividido longitudinalmente em duas galerias. O ouvido interno inicia-se pela janela oval. realizando uma verdadeira análise espectral. a freqüência diminui. é possível para nós distinguir o timbre dos sons. O som sendo decomposto em sua freqüência fundamental e suas harmônicas. através da orelha média para a orelha interna. Outra parte do ouvido interno é o labirinto. à medida que se caminha para dentro da cóclea. 14 .

2 Audição Via Óssea Quando mastigamos ou coçamos a cabeça escutamos um barulho. que está em contato com o líquido do ouvido interno. Essa vibração é transmitida sobre a janela oval. o qual se deve a audição via óssea. oscilando os mesmos. o que provoca um disparo de um impulso elétrico para as fibras nervosas sendo conduzidas para o nervo acústico e para o cérebro. Um importante mecanismo de proteção ocorre no ouvido médio.2. em níveis sonoros de 70 . fazendo-o vibrar com a mesma freqüência e amplitude da energia do som. A vibração no líquido da cóclea é.2 Formas da audição 3. Esse processo inicia-se quando as ondas sonoras chegam até o pavilhão auditivo e são conduzidas ao canal auditivo até incidirem sobre o tímpano. Essa vibração do martelo passa para a bigorna e para o estribo. e é transformada em ondas de pressão no líquido. portanto. através de um sistema de alavancas aumentando em três vezes a força do movimento.80 dB o processo de proteção é ativado. diminuindo em 3 vezes a amplitude da vibração. uma onda sonora. Para sons agudos o deslocamento da membrana basilar é maior na região basal próxima à janela oval.2. impedindo a transmissão da vibração que poderiam romper esta membrana. principalmente da caixa craniana.2. chegando até as células ciliadas. Já com o som grave. As vibrações da energia sonora podem chegar ao ouvido interno através dos ossos do corpo humano. (FERNANDES. 2002) 3. havendo uma mudança na carga elétrica endocelular. Quando essa onda se propaga no líquido provoca a vibração da membrana basilar e do Órgão de Corti.2. sendo as ondas sonoras transformadas em vibração que é transmitida para o cabo do martelo que faz movimentar toda a cadeia ossicular.1 Audição Via Aérea O principal processo da audição é a transformação do som em impulsos elétricos ao cérebro.A vibração é conduzida pelos ossos do corpo humano até os ossículos do ouvido médio e diretamente até a cóclea. o movimento maior da membrana basilar será na região apical. estimulando as células desta região. que alterando a forma de vibração do estribo sobre a janela oval. causando ondas nos líquidos internos e gerando a sensação da audição. A audição por via óssea é muito 15 . Desta maneira a platina do estribo passa a vibrar paralelamente à membrana da janela oval.3. havendo a contração do músculo estapédio.2.

devendo ser levada em consideração. Na faixa de freqüências de 20 Hz até 20 kHz as ondas de pressão no meio podem humanamente audíveis. uma redução de 1. (CREPPE e PORTO.000 de vezes no nível sonoro percebido. ou seja. (FERNANDES. a amplitude do som na determinação da audibilidade humana (loudness). mais presente nos ambientes urbanos e sociais. umas contra as outras. principalmente nos locais de trabalho e nas atividades de lazer. mas com graus de sensibilidade diferente ao longo dessa faixa. (VIEIRA. perturbando as funções neurovegetativas com implicações no funcionamento do organismo. 16 . haveria uma atenuação de aproximadamente 60 dB. o grau de risco também depende de outros fatores como tempo de exposição.000. O ruído pode ser todo som inútil ou indesejável que traz vários danos à saúde. Se uma pessoa ouvir só por via óssea. Além disso. 1999) A tabela 3. por ação reflexa.1. podendo levar à perda da audição. o ruído passou a ser um dos agentes nocivos à saúde. sucessivamente. 2001) 20 Hz 20 kHz Infra-sons Audição Humana Ultra-sons Figura 01 – Espectro audível (adaptado de Fernandes.menos eficiente que por via aérea. O aparelho auditivo e o cérebro são os principais órgãos atingidos pelo ruído. desagradável ou perturbador. mas também pode atingir outros órgãos. 2002) O ruido é definido como um som indesejável. Diante disso. 2002) 3.1 apresenta os valores do nível de pressão sonora para algumas fontes. freqüência e intensidade. Uma definição mais aprofundada é que o som é uma forma de energia que é transmitida pela colisão de moléculas do meio.Ruído O som é uma vibração que se propaga pelo ar em forma de ondas e que é percebida pelo ouvido humano.3 SOM E PERDA AUDITIVA 3. sendo prejudicial à saúde humana.3. também.

Exemplos de nível de pressão sonora (fonte: sociedade Brasileira de Otologia) Fonte sonora Intensidade sonora em decibéls (nível de pressão sonora) Turbina do avião a jato 140 Arma de fogo 130-140 Serra elétrica 110 Cortador de grama 107 Shows de Rock.8h) (medição fornecida pela Infraero) Avenida movimentada 85 Tráfego pesado 80 Automóvel(passando a 20 metros) 70 Conversação a 1 metro 60 Sala silenciosa 50 Falar sussurrando 20 17 . Tabela 3. com distância de 1 a 2 105-120 metros da caixa de som Piano tocando forte 92-95 Walkman no volume 5 95 Pátio do Aeroporto Internacional 80-85 do Rio de Janeiro (dosimetria .1.

porém. No meio do século XIX. O som tem a capacidade de afetar humanos sobre aspectos psicológicos e fisiológicos. segundo a escala de dB(A). podendo até interromper sua carreira. Também os instrumentos modernos de metal têm ampla perfuração interior. (MENDES. 2007) Outro fator a ser considerado são os instrumentos modernos.000 watts. Na faixa entre 90 a 120 dB(A) podem ocorrer efeitos fisiológicos e acima desta faixa podem ocorrer efeitos físicos. A madeira usada atualmente é mais dura do que nos instrumentos antigos. sendo que os alto falantes podem atingir valores de 100. sendo importante a posição do músico em relação ao grupo. porém. os violinistas. começou-se a usar cordas de aço em vez de corda feitas de intestino animal. dor no pescoço e ombros e principalmente podem afetar a audição. hoje é de 20. dor aguda no ouvido. proporcionando um timbre mais áspero nos instrumentos de corda. Até 90 dB(A) a música pode acalmar. devido a vibração . Um dos principais fatores para o aumento do nível da pressão sonora individual é a posição do instrumento fazendo com que o som se propague em certa direção. tendo níveis de intensidade e freqüência mais fortes. como. os amplificadores eram de 100 watts para os concertos de rock.3. em cada ambiente. em que há maior exposição sonora a esquerda e dos músicos que tocam flauta há maior exposição a direta. Outro fator importante é aspecto físico do ambiente. comprometendo a habilidade do músico. (MENDES. o mais correto é através do dosímetro. para se ter uma avaliação média de exposição em tempo real. Na década de 60. 2009) Para se medir o nível de pressão sonora. nos mais diferentes estilos de música. (SILLER. como: distensão nos pulsos e braços. vibrações na cabeça. embora seja agradável e criativa. essa profissão pode oferecer riscos a saúde do músico.3.000 e 500. náuseas. alegrar ou até excitar.000 e 30.000 watts. por ressonância do globo ocular. 18 . perda de equilíbrio e até prejudicar a visão. 2007) A amplificação excessiva usada hoje é outro fator agravante na exposição à música. como por exemplo. em uma banda o guitarrista fica a frente da bateria. por exemplo.2 Exposição à música A profissão de musicista tem profissionais que realmente gostam do que fazem.

contudo não no mesmo grau. estes instrumentistas correm também alto risco de desenvolverem perda auditiva relacionada à música. Embora o nível de pressão sonora geral nestes conjuntos seja menor que em conjuntos que usam amplificação.2. 19 . que em seu anexo estipula no máximo de 85 dB(A) para oito horas diária exposto ao ruído contínuo ou intermitente. No caso da indústria. ao contrário dos músicos do Piccolo e dos tímpanos. Conforme Dawson e William (2004).3 Exposição a diferentes estilos musicais Muitos estudos têm sido efetuados para avaliar o nível de pressão sonora da música. que pode ser verificado na Tabela 1. trombones e/ou percussão e recebem normalmente os altos níveis de pressão sonora e intensidade freqüentemente produzidos por estes instrumentos. deve ser levado em conta o tempo de exposição durante toda a vida profissional. que os etilos brasileiros tocados principalmente no carnaval são os maiores que os músicos das orquestras sinfônicas. os músicos das palhetas duplas da orquestra estão sentados em frente dos trompetes. Tabela 3. incluindo os ensaios. No Brasil não temos normas indicando de quantos dias por semana. ou quanto tempo os músicos podem ficar exposto ao ruído excessivo.3.2 – Nível de pressão sonora em vários estilos (fonte: MENDES. No Brasil não existe nenhuma norma que estabeleça limites. todos os músicos em uma banda ou orquestra compartilham o risco de níveis sonoros excessivos. 2007) Estilo Musical Nível pressão sonora Frevo 117 dB(A) Maracatu 119 dB(A) Trios elétricos 109 dB(A) Orquestra sinfônica De 90 a 100 dB(A) Bandas instrumentais 105 dB(A) Steelpan – Tambores de aço (Ilha de Trinidad/Índia) Acima de 100 dB(A) Verifica-se na Tabela 3. Por exemplo. temos a Norma Regulamentadora 15 (NR15).3. os músicos das palhetas duplas não aumentam o ataque sonoro com seus próprios instrumentos. Felizmente. porém.

há 52. Esses sons são como sinos.7% com tontura e zumbido. alterações na pressão arterial. dentre eles temos alguns. por exemplo.5% apresentaram perda auditiva por música (PAIM).Estilo musical Orquestra Sinfônica. Os músicos têm muitas dificuldades. Uma pessoa com hiperacusia tem dificuldade em tolerar os sons do dia-a-dia.Nos trios elétricos. ou ainda em casos mais graves permanente. O zumbido é uma sensação espontânea ou evocada de sensação de som ou toque. . Ainda há zumbido sem perda auditiva relatado por Namur (1999).Nas bandas instrumentais. . sendo que as mulheres apresentaram melhor audição. como: . gastrite e úlcera. . segundo Samelll (2000) e Schochat (2000) de 21 músicos de rock. dor de cabeça. A hiperacusia é uma hipersensibilidade a certas faixas de som. apito.3. Distorção ou diplacusia é quando escuto do mesmo som de forma diferente pelos dois ouvidos.No Frevo. campainha. da memória entre outros. Segundo Schmidt (1994). o sopro em metal. segundo Andrade (2002) . Além desses distúrbios pode ocorrer ainda outros. Laitinen (2003) verificou que 19% de uma orquestra apresentaram perda auditiva.Estilo musical Rock e jazz. localizados no ouvido ou qualquer parte da cabeça. cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo. 16. 20% apresentaram perda auditiva. como o hiperacusia. de 79 estudantes de música. segundo Dias (1998). pois não existe na legislação brasileira nada sobre o assunto. diminuição da atenção. porém. cachoeira. zumbido. entre outros. 1991) 52.3. 52% apresentaram PAIM. sendo irreversível. pois não recebem informações sobre a perda e nem como se prevenir.1% com PAIM e 67. na visão. podendo ser temporário. 40% dos músicos apresentaram PAIR. A perda auditiva induzida por ruído tem caráter lento e progressivo.1% com PAIM. segundo Antoniolli (2000). (Royster. como tontura.6% com tontura e zumbido e 42.4 Efeitos na audição devido à exposição à música O principal efeito é a perda da audição. Violinistas apresentaram audição pior na orelha esquerda. estresse. 41% apresentaram perda auditiva. Já no Maracatu. 20 . podem ocorrer outros distúrbios juntamente. em instrumento mais executado. normalmente com tons puros. distorção ou diplacusia. Foram feitos vários levantamentos nos variados tipos de música quanto aos efeitos causados na audição. .

necessariamente.3. (SOB - Sociedade Brasileira de Otologia) 3. que tem por objetivo reduzir o ruído sem abafar a música. .Acompanhamento audiológico nos músicos envolvidos. sendo os alvos. universidades. São três tipos: ER 9.Proteção individual: o uso por parte dos músicos de protetores auditivos. . DEFICIÊNCIA AUDITIVA SENSÓRIO-NEURAL: Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo.5 Tipos de Perda Auditiva DEFICIÊNCIA AUDITIVA CONDUTIVA: Qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna (cóclea). sendo o número correspondendo a atenuação prevista em d dB(A) . Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central). .6 Prevenção para os músicos Dentre as medidas preventivas que podem ser tomadas. centros médicos. as vozes e o som ambiente. O custo médio do par varia de U$150 a U$200.controles de engenharia: evitar amplificadores excessivos de alta freqüência e manter o nível de pressão sonora em torno de 103 dB(A). entre outros. lojas de música e equipamentos.3. há plugues moldados individualmente. desenvolvidos pela empresa americana Etymotic Research CO. acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva. ER 15 e ER 25. escolas.promoção a saúde: distribuição de material informativo sobre os danos da audição com música intensa. destacamos: . DEFICIÊNCIA AUDITIVA MISTA: Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. . através de revestimento acústico e paredes acústicas.3. DISFUNÇÃO AUDITIVA CENTRAL OU SURDEZ CENTRAL: Este tipo de deficiência auditiva não é.Educação aos técnicos de som sobre os riscos e medidas de prevenção. 21 . mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Na questão da proteção individual. DEFICIÊNCIA AUDITIVA CENTRAL.

dificulta a afinação do instrumento. Outro modelo desenvolvido pela Etymotic foi ER 20.3. e 43. Vários estudos sobre o uso de protetor auditivo têm sido feitos e os resultados apresentados não foge muito da realidade encontrada na indústria.ocorre quando a exposição prolongada a níveis de ruídos superiores a 85 dB (8 horas). com baixo custo. Já os que gostaram foi devido a diminuir a poluição sonora. . São vários os agentes causadores. apenas pode ser evitado que a doença evolua. porém. . (CAIADO. não houve o instrumento tocado. As respostas para o não foram diversas. com a descoberta da pólvora e sua utilização provocaram a PAIR em várias pessoas.a PAIR é irreversível e quase sempre similar bilateralmente.7 PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído) PAIR significa perda auditiva induzida por ruído.impede de ouvir os outros músicos. 2008) As principais características da PAIR são: . ideal para músicas intensas e não sentem o zumbido no final da apresentação. O surgimento da PAIR surgiu a muitos anos na Idade Média na China. 56. o som não irrita tanto. cerca de U$12 o par.2% dos músicos não gostaram de usar o protetor auditivo. incomodo. como o ruído industrial. musical. que tem por objetivo o mesmo dos anteriores. urbano. produtos químicos entre outros.perda gradual acontece ao longo do período de 6 a 10 anos. 22 . No estudo de Mendes (2007). de tamanho único.7% responderam que gostaram de usar. perda da percepção da voz. 3. e é uma doença que não tem cura. entre outros. bem como a surdez dos ferroviários e tecelões na época da Revolução Industrial. entre elas.

Em 2002.A. avaliação do exame físico e. que começou com o zumbido (tinnitus). influenciada pelas características físicas do ruído. tempo de exposição e susceptibilidade individual. Em 1989. como comportamentais. . história ocupacional. 3. cardiovasculares. que descreve a sensação com que o Ser Humano efetivamente percebe um determinado ruído. conhecida por tocar em volume muito intenso. além de ter comprometimento da fala. o nível de pressão sonora expresso em dB deve ser ponderado por um coeficiente dependente da freqüência.a instalação da PAIR é.uma vez cessada a exposição ao ruído intenso. A PAIR apresenta diversos sinais e sintomas. 23 . Obtém-se assim um nível de pressão sonora expresso em dB (A) – Nível de Pressão Sonora Ponderado A. Para a Organização Mundial de Saúde. zumbido e dificuldade de discriminação do som e também transtornos auditivos. A fim de reproduzir essa sensibilidade.3.8 Músicos com problemas de audição O guitarrista Pete Townshend da banda inglesa “The Who”.R. O fato de o ouvido humano ser pouco sensível às freqüências muito baixas e às muito altas faz com que o decibel não seja muito representativo da sensação auditiva humana. Ele já não conseguia ouvir o que as outras pessoas diziam. até cerca de 50 dB(A) as pessoas não são incomodadas com o ruído.. principalmente. Pete Townshend informava que sua audição havia desaparecido quase por completo.E. testes complementares. digestivos.tratando-se de uma patologia coclear. organização sem fins lucrativos que atua na divulgação e prevenção de problemas auditivos entre músicos. neurológicos e de comunicação. foi o primeiro grande astro do rock a admitir publicamente que tinha problemas de audição. No caso de exames é importante ter o descanso acústico antes do trabalho ou após a jornada de 14 a 16 horas. o portador da PAIR pode apresentar intolerância a sons intensos e zumbidos. . entre eles auditivos que incluem a perda auditiva. ele contribuiu para a fundação da H. Já no período noturno os níveis sonoros devem situar-se 5 a 10 dB(A) abaixo dos valores diurnos para garantir um ambiente sonoro equilibrado. (sigla em inglês para Educação e Consciência Auditiva para Roqueiros). e poucas pessoas são realmente incomodadas até 55 dB(A). O diagnóstico da PAIR só pode ser estabelecido por meio de um conjunto de procedimentos que envolva anamnese clínica (entrevista clínica). não deverá haver progresso da PAIR. se necessários.

revela que perdeu 30% da audição do ouvido direito.Ruído branco ou gaussiano a uma onda sonora periódica que apresenta igual energia em todas as freqüências de 100 a 10. provocou a perda irreversível de parte de sua audição. b) Intermitente . abrangendo uma área mais reduzida no espectro audível. a duração é o tempo que a onda leva para cair 20 dB do seu nível normal. grupo a que pertenceu nos anos 60. 2) Ruído rosa . sendo sua energia distribuída na faixa de freqüências de 500 a 4.1 Classificação do ruído A norma IS0 2204/1973 (Internacional Standard Organization). (NASCIMENTO. 4. o chamado retorno.2 Conforme o espectro de freqüências 1) Ruído branco . (FLEURY.aquele que se apresenta em picos de energia acústica de duração inferior a um segundo. o músico descobriu que o uso do earfone.É uma filtragem do ruído branco.000 Hz. fone que artistas usam para ouvir o que o público está recebendo como som. 24 . com intensidades que variam de 100 dB para o ruído de impacto e acima de 140 dB para o ruído de impulso.ruído com variações de níveis desprezíveis durante um intervalo de tempo.ruído cujo nível varia continuamente de um valor apreciável durante um intervalo de tempo. 2007) O vocalista Rogério Flausino. Outra vítima famosa do tinnitus é o guitarrista inglês Eric Clapton. A forma de onda deste tipo de ruído é freqüentemente descrita por uma amplitude e duração amplitude é medida no pico máximo. classifica os ruídos segundo a variação de seu nível de intensidade com o tempo em : a) Contínuo . Após dez anos cantando. Ele admitiu que tinha um “assobio constante no ouvido” e que o problema estava relacionado à exposição excessiva ao som alto dos shows do extinto Cream. É considerado um dos tipos de ruído mais nocivos à audição.000 Hz. PARÂMETROS DA NORMA 4. c) Ruído de impacto ou impulso . do Grupo Jota Quest. 2008) 4.

(VIEIRA.É uma filtragem seletiva do ruído branco.000Hz. o ruído que não seja ruído de impacto.Anexo 01 -Ministério do Trabalho e Emprego) Nível de Ruído Máxima Exposição Diária dB (A) Permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos 1.3) Ruído de fala – Também é uma filtragem do ruído branco. para os fins de aplicação de Limites de Tolerância. Os valores estão na Tabela Tabela– Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente (NR 15 . com o uso de vários filtros eletrônicos ativos. 1999) 4. 4) Ruído de banda estreita . Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente. 25 . Sua energia está na faixa de freqüências de 500 a 2.3 Limites de Tolerância Os limites de tolerância para o ruído estão descritos no anexo 01 da Norma Regulamentadora NR-15 – Atividades e Operações Insalubres. cada um dos quais deixando passar sua banda centrada na freqüência do tom de teste.

C1 + C2 + C3 ____________________ + Cn T1 T2 T3 Tn Na equação acima. oferecerão risco grave e iminente. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico.2. 7. Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a ruído de diferentes níveis. 6. segundo o Quadro deste Anexo. de forma que. se a soma das frações abaixo exceder a unidade. superiores a 115 dB(A). 4. contínuo ou intermitente. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído. a exposição estará acima do limite de tolerância. 5. 3. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação "A" e circuito de resposta lenta (SLOW). e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no Quadro deste anexo. sem proteção adequada. devem ser considerados os seus efeitos combinados. 26 .

o limite de tolerância será de 120 dB(C).º 2 (NR-15) LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDOS DE IMPACTO 1. o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB). sem proteção adequada. 4. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB (linear). Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo. medidos no circuito de resposta rápida (FAST). 27 .4. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. 3. Neste caso. a níveis de ruído de impacto superiores a 140 dB(LINEAR). medidos no circuito de resposta para impacto. será válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação "C". 2. Nos intervalos entre os picos. Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto. ou superiores a 130 dB(C). com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores. a intervalos superiores a 1 (um) segundo. oferecerão risco grave e iminente.4 ANEXO N.

da marca Instrutherm. modelo DOS-450 devidamente calibrado segundo a exigência das normas regulamentadoras NRs de Segurança do Trabalho.5. FOTO DO ÁUDIO-DOSÍMETRO 28 .1 Aparelho Utilizado O aparelho utilizado para medir o nível de ruído no trabalho apresentado foi o dosímetro. MATERIAIS E MÉTODOS 5.

1 Locais e Bandas analisadas O estudo foi realizado em duas casas noturnas de Ponta Grossa que apresentam bandas de rock/pop ao vivo sendo denominadas de casa A e casa B. 1000. guitarra. estando os integrantes em repouso auditivo. 3000. guitarra/vocal. sendo efetuadas 10 medições. . 500. mediu-se no passeio da rua (calçada).2. Foram feitas 10 medições para cada casa noturna. Na parte interna das casas noturnas foram feitas as medidas nos seguintes locais: . sendo colocado o microfone do decibelímetro no ouvido direito e esquerdo. ainda na mesma casa foi avaliada a Banda 2 em dia diferente da anterior. A audiometria foi realizada antes de uma apresentação da Banda 1. banda 1 .2. residente da casa B é composta somente por 02 integrantes sendo: bateria e guitarra/vocal. contra-baixo e guitarra/vocal.entrada. No caso da parte externa. realizada em três componentes da banda. tendo como barreira a parede da casa noturna.5 metros do palco. A última banda avaliada chamada banda 3. sendo efetuadas 15 medições. 4000 e 6000 Hz. contra-baixo. 5. Foram medidas 03 bandas de rock/pop sendo.2 Metodologia 5. residente da casa A composta por 03 integrantes sendo: bateria. a 2. audiometria esta. sendo efetuadas 15 medições.na frente do palco.3 Audiometria Tonal A audiometria tonal foi realizada com audiômetro da marca QUALITONE WRC. 5.2.5. com última aferição em 12/03/2009. 2000.em cada componente da banda. . A planilha utilizada para a coleta dos dados intitulada Tabela 01 segue no Anexo 1. tendo por objetivo determinar os limiares auditivos por via aérea nas freqüências de 250. composta por 04 integrantes sendo: bateria. 29 . situada a 5 metros do palco.2 Medição do Ruído As medidas do nível de ruído foram feitas na parte exterior e parte interior das casas noturnas.

2 9 85. 30 .6 70.3 76.5 72.0 Média 88. 6.4 5 87.0 10 87. Tabela 2 – Exterior das Casas Noturnas.7 Comparando os resultados da Tabela 2 (Nível de Ruído Externo) verificamos que os valores da casa B é menor que a da casa A. uso de EPI e se apresentam sintomas de dores cabeça. na média 74.0 8 86.7 dB(A) contra 88.3 75.6 68.0 dB(A).8 70.1 – Medições do Ruído Os resultados das medições das bandas residentes são apresentados nas tabelas a seguir. Data: 01/05/2009 Local Medido: Calçada Casa Noturna: A B Valor em Valor em Nível dB(A) dB(A) 1 90. idade.7 2 88.2 76.8 77. náuseas.9 3 88. freqüência das apresentações e ensaios.7 6 87. além da área interna de cada casa.3 7 88. exposição há outro tipo de ruído. instrumento que toca. zumbidos após as atividades musicais.4 Questionário Os membros das bandas responderam a um questionário. Esta diferença se deve ao fato da localização de cada uma em relação ao tráfego existente em suas proximidades.7 4 89. com as questões: Nome.0 74.6 75.5.0 73. tempo de atuação. volume praticado.2. Os resultados das medições efetuadas nas casas A e B são apresentados nas Tabelas 02 a 07. RESULTADOS OBTIDOS E DISCUSSÕES 6.

8 98.0 2 103.7 93.1 5 103.4 9 102.9 94. Os músicos afirmaram tocar cerca de 4 horas com 02 intervalos pequenos. 31 .7 Média 101.8 10 101.8 92.4 dB(A) da casa B.5 94.9 dB(A)contra 94.00 metros de distância do palco. a máxima exposição permissível seria de 45 minutos para a casa A e 02 horas para a casa B no local medido.7 94.4 Analisando os resultados da Tabela 3 (Pressão Sonora Interna – 5m) verificamos que a casa A apresentou valor médio de 101. ou seja.7 7 101. a 5.3 3 97.8 8 101.3 94.1 96.8 4 100. Estes altos valores de ‘ruído’ afetam também os espectadores podendo contribuir para uma deteriorização de sua acuidade auditiva no futuro.7 92.2 91. Tabela 3 – Interior da Casa Noturna Local Medido: Entrada a 5 Data: 01/05/2009 metros do palco Casa Noturna: A B Valor em Valor em Nível dB(A) dB(A) 1 104. Comparando com o Anexo 1 da NR 15.6 6 101.8 95.

1 101.7 103.8 9 102.5m) demonstram que a média da Casa A foi de 104.0 4 106.4 101.5 103.0 dB(A) e a da casa B foi de 103.0 103.5 m do palco.4 102.5 104.2 dB(A).4 102.0 Média 104.8 14 104.5 Data: 01/05/2009 metros do palco Casa Noturna: A B Valor em Valor em Nível dB(A) dB(A) 1 105.1 100.0 6 105.6 3 104.2 11 103. a uma distância de 2.2 100.1 15 105.5 104.1 10 102.4 102.7 7 103. Tabela 4 – Interior da Casa Noturna Local Medido: Entrada a 2. Ao compararmos com o Anexo 1 da NR 15 o tempo máximo de exposição em ambas as casas seria de 35 minutos.7 5 103.3 104.3 106.6 13 103.2 Os resultados da Tabela 4 (Pressão Sonora Interna – 2.5 2 103.8 105.1 104.9 12 104.9 8 102. 32 .

6 108.3 102.6 108.5 103.7 105.8 108.1 104. Tabela 5 – Interior da Casa Noturna Data: 01/05/2009 Local Medido: Vocalista Casa Noturna: A B Valor em dB(A) Nível OD OE OD OE 1 104.9 8 106.5 13 108.1 111.9 104.0 106.8 103.8 107.5 105.3 104.7 2 108.3 e 107.8 107.2 106.2 104.3 106.3 102. enquanto que na casa B a média ficou entre 104.5 102.0 9 102.5 108.6 110.8 105.0 15 105.8 108.1 dB(A).3 4 109.0 107.1 3 107. Na casa A a média ficou entre 106.1 dB(A).6 102.0 104.6 104.9 104.8 103.2 12 110. Consultando o Anexo 1 da NR 15 vemos que o tempo máximo de exposição para o vocalista seria de 20 minutos para a casa A e 30 minutos para a casa B.1 6 108.0 10 109.6 109.9 103.1  OD – Ouvido Direito  OE – Ouvido Esquerdo A Tabela 5 apresenta os valores para o vocalista de cada banda em cada uma das casas noturnas.6 106.2 106.5 e 105.4 103.1 105.0 103.0 105.0 105.8 109.6 14 101.7 7 103.4 107.3 102.6 11 104.8 100.6 5 103.5 102.9 Média 106.3 103.3 107.2 107.2 104. 33 .

0  OD – Ouvido Direito  OE – Ouvido Esquerdo Os valores encontrados para o baterista (Tabela 6) para ambas as casas são praticamente os mesmos.9 9 109.8 107.7 109.6 14 109.2 6 108.0 108.0 109.2 111.5 107.2 111.7 8 105.2 dB(A) para a casa A e 109.2 111.8 108.9 106.0 15 111.1 109.1 Média 109. com média de 108.0 108.0 108.7 3 111.5 107.8 13 108.4 11 107.9 2 108.6 109.0 a 109.6 106.0 110.3 106.1 110.3 108.8 110.6 108.9 107.0 112.0 109.2 109.9 dB(A) para a casa B.2 108.0 10 108.6 108.3 109. sendo que ao compararmos como o Anexo 1 da NR 15 o tempo máximo de exposição seria de 15 minutos para o baterista.6 109.9 109.2 5 111.6 106.6 109.4 106. Tabela 6 – Interior da Casa Noturna Data: 01/05/2009 Local Medido: Baterista Casa Noturna: A B Valor em dB(A) Nível OD OE OD OE 1 111.7 107.8 108.5 109.5 106.0 110.4 109.6 113.5 113.6 108.1 108. 34 .1 a 109.9 4 108.6 109.5 12 108.6 108.5 7 109.1 106.2 111.

8 107.8 2 106. 35 .8 9 105.3 3 105.5 105.5 104.8 104. Os valores mais elevados na orelha direita que na esquerda são devido à posição em que se encontrava no palco.5 10 103.8 102.1 103. Tabela 7 – Interior da Casa Noturna Casa Noturna: A Data: 01/05/2009 Local Medido: Baixista Valor em dB(A) Nível OD OE 1 104.9 7 104.2 8 106.0 dB(A). sendo que no Anexo 1 da NR 15 o tempo máximo de exposição seria de 30 minutos.8 102. A media foi de 105.7 101.3 6 101.1 13 103.5 103.8 104.6 Média 105.0 14 109.9 107.1 103.3 102.8 5 105.2 102.4 12 108.7 4 106.0 OD – Ouvido Direito OE – Ouvido Esquerdo Finalmente a Tabela 7 mostra os resultados encontrados para o baixista da banda que tocou na casa A.0 104.9 104. A banda que tocou na outra casa não possuía baixista. à esquerda do baterista ficando com sua orelha direita exposta a altos níveis de pressão sonora.6 11 107.7 15 109.

etc. Trabalha como músico: 11 anos. Quantidade de dias por semana: de 01 a 04 dias (incluindo ensaios).02 a 04 dias por semana durante aproximadamente 05 anos antes de 2005. Nível de ruído: Alto Quanto ao uso de proteção auditiva: Já experimentou/não usa Motivo: não citado Quanto a dores e desconfortos auditivos. Exame Audiométrico: 36 . Outra atividade que exerce: Empresário de Casa Noturna Nível de ruído: Alto Outras atividades exercidas: Sonoplastia .2 – Questionário e Avaliações das Audiometrias Os resultados da audiometria e questionário da banda 1 são apresentados abaixo: Integrante avaliado: Guitarrista/Vocalista.6. Idade: 35 anos.: relatou não possuir. Toca música por dia: 01 a 05 horas com volume sonoro moderado-alto (incluindo ensaios).

Quantidade de dias por semana: de 01 a 04 dias (incluindo ensaios). Idade: 36 anos. Toca música por dia: de 01 a 05 horas com volume sonoro alto (incluindo ensaios).: Zumbidos são comuns após ensaios e shows. Trabalha como músico: 06 a 08 anos. etc. Outra atividade que exerce: Produtor Musical Nível de ruído: Moderado Quanto ao uso de proteção auditiva: Já experimentou/não usa Motivo: Perda de referência musical (som abafado e sem clareza) Quanto a dores e desconfortos auditivos.Integrante avaliado: Contra-Baixista. dores de cabeça menos freqüentes. Exame Audiométrico: 37 .

Trabalha como músico: 08 anos. etc: relatou possuir. Nível de ruído: não citado Quanto ao uso de proteção auditiva: Utiliza apenas para aulas e estudo. Toca música por dia: de 06 a 10 horas com volume sonoro alto (incluindo ensaios). Motivo: não citado Quanto a dores e desconfortos auditivos. Outra atividade que exerce: Aulas e estudos de Bateria.Integrante avaliado: Baterista. Idade: 27 anos. Quantidade de dias por semana: de 05 a 07 dias (incluindo ensaios). Exame Audiométrico: 38 .

7. este músico seria o mais afetado de todos. podemos afirmar estarem bem acima dos valores limite recomendados pela NR 15 pois as bandas tocam de 3 a 4 horas e fazem 02 intervalos de aproximadamente 20 a 30 minutos e deveria ter para este período de exposição valores de 90 a 92 dB(A) e temos valores próximos de 110dB(A) como é o caso do baterista que devido aos N. DISCUSSÕES Revisando os níveis de pressão sonora. A dificuldade de obtenção. As músicas pop/reagge e baladas possuem N.S.P.S.P. ainda mais elevados que estes.S. Doom dentre outras são muito mais agressivas e devem resultar em N. só poderia executar atividades por um período de 15 minutos. bem mais elevado. Lembrando que todas as medições realizadas acima foram sempre com a banda executando alguma peça musical.S. Sendo assim os 15 minutos da tabela do Anexo 1 da NR-15 dobrariam passando a ser de 30 minutos. enquanto as músicas do estilo Rock possuíam N. pelo Anexo 1 da NR 15. Embora esta indicação não possa ser afirmada pois dependeriam de estudos ao longo dos anos com indivíduos nestas condições e ainda haveria que se considerar outros fatores como empatia pela música ou estilo musical e a suscetibilidade individual. portanto outras versões de Rock como Heavy Metal. Ressaltando ainda que são bandas tocando para entretenimento de público variado. mas como segundo alguns estudos Europeus que constataram que quando o ruído tratado é “música” tem-se um aumento de 05 dB de tolerância fazendo diminuir a ´suscetibilidade´ ao desconforto por nível de pressão sonora tanto dos integrantes das bandas quanto das pessoas envolvidas no local. Ambas possuíam em seu repertório músicas com maior ou menor intensidade sonora. os integrantes com mais idade e tempo de atuação no meio musical apresentaram perdas moderadas na orelha direita enquanto perda menos intensa na esquerda. vale ressaltar ainda a diferença entre os estilos musicais das duas bandas e a presença de um instrumento a mais em uma delas.P. bem mais baixo. Trash Metal. a falta de informação e os altos preços dos protetores moldáveis importados específicos para não prejudicar a audibilidade do músico são outros fatores que tornam as pessoas envolvidas nestas atividades propensas a uma perda auditiva ao longo da vida. provavelmente devido à preferência pessoal de lado dominante. 39 .P. mais elevados. Avaliando os exames audiométricos feitos.

201 da Constituição Brasileira). 40 .Com base no Projeto de Lei Complementar PLC 133/04 os músicos profissionais e professores de música segurados do regime geral da Previdência Social passam a ter direito a aposentadoria especial com redução de 40% do tempo total de contribuição por estarem exercendo atividades que envolvem riscos à saúde ou integridade física (art.Aposentadoria Especial .

Mesmo existindo algumas leis municipais e ambientais para conforto acústico. Motivo pelo qual. os disponíveis no mercado brasileiro não são específicos para esta finalidade alterando significativamente a qualidade do som. pois. CONCLUSÕES Os profissionais envolvidos com música tendem a ter uma redução auditiva mais acentuada devido a alguns fatores principais como a ambientes com ruído excessivo de conversa e som. e por causa disto a maioria nem sabe dos problemas auditivos a que estão sujeitos. a informalidade faz com que o músico não tenha o respaldo que outras profissões têm de segurança e saúde no trabalho. apresentação para público requerendo equipamentos potentes e o mais importante que vai de frente com o ponto de vista da segurança e saúde. Embora não se possa afirmar qual seria a redução auditiva projetada ao longo da vida por não haver estudos suficientes que possam produzir equações para esta finalidade. a necessidade e satisfação de ouvir cada detalhe musical alto e claramente. podemos apenas afirmar que com altos níveis de pressão sonora a que estão submetidos os músicos são bons candidatos a possuírem perda auditiva elevada se comparados a um indivíduo teoricamente dito ´normal´.8. os músicos não utilizam equipamento de segurança auditiva. e os que sabem ignoram-no para continuar exercendo sua profissão uma vez que estes problemas ocorrem de maneira muito lenta e ao longo de muitos anos não sendo praticamente perceptíveis. caso continuem sob estes padrões de estresses sonoros. 41 .

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ANEXOS 44 .

Anexo 1 Tabela 01 Modelo para coleta dos dados Data: Local Medido: Casa Noturna: Valor em Valor em Nível dB(A) dB(A) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Média 45 .

§ 1 . Art. 46 . do imposto sindical pago pelos músicos. na forma do Art. 590 da Consolidação das Leis do Trabalho. renovando-se o terço anualmente. 3 . 5 . secretário- geral. 6 . será eleita a sua diretoria. Art.Ao presidente do Conselho Federal compete a direção do mesmo Conselho. a partir do 4 ano da primeira gestão. g) expedir as instruções necessárias do bom funcionamento dos Conselhos Regionais. a disciplina. 4 . § 2 . f) propor ao Governo Federal a emenda ou alteração do regulamento desta lei.Na primeira reunião ordinária de cada ano do Conselho Federal. Art. e) promover quaisquer diligências ou verificações.O secretário-geral terá a seu cargo a secretaria permanente do Conselho Federal. quando necessárias.Os membros do Conselho Federal serão eleitos por escrutínio secreto e maioria absoluta de votos. vice-presidente. Anexo 2 LEI Nº 3. d) preservar a ética profissional. a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico. promovendo as medidas acauteladoras necessárias. nos Estados ou Territórios e Distrito Federal e adotar. Art.A Ordem dos Músicos do Brasil com forma federativa. em assembléia dos delegados dos Conselhos Regionais. Art. Art. 2 . com sede na Capital da República. j) fixar a anuidade a vigorar em cada Conselho Regional. compõe-se do Conselho Federal dos Músicos e de Conselhos Regionais dotados de personalidade jurídica de direito público e autonomia administrativa e patrimonial. c) eleger a sua diretoria.O mandato dos membros do Conselho Federal dos Músicos será honorífico e durará 3 (três) anos. c) 1/3 (um terço) das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais. brasileiros natos ou naturalizados. b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais. que é a mesma da Ordem dos Músicos do Brasil. i) julgar os recursos interpostos das decisões dos Conselhos Regionais. através do Conselho Federal. mantidas as atribuições específicas do Sindicato respectivo. poderá instalar-se um Conselho Regional. composta de presidente. inclusive a designação da diretoria provisória. providencias convenientes a bem da sua eficiência e regularidade. 1 .857 DE 22 DE DEZEMBRO DE 1960 Cria a Ordem dos Músicos do Brasil e dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão do músico e dá outras providências O Presidente da República: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO 1 Da Ordem dos Músicos do Brasil Art.Na capital dos Territórios onde haja pelo menos 25 (vinte e cinco) músicos. k) aprovar o orçamento. Art. 10 .A Ordem dos Músicos do Brasil exercerá sua jurisdição em todo o país. h) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais e dirimi-las. relativas ao funcionamento dos Conselhos Regionais dos Músicos. Art. 8 . 7 . a seleção.No Distrito Federal e nas capitais de cada Estado haverá um Conselho Regional. por proposta deste.O Conselho Federal dos Músicos será composto de 9 (nove) membros e de igual número de suplentes. b) 1/3 (um terço) da taxa de expedição das carteiras profissionais. 9 .O patrimônio do Conselho Federal será constituído de: a) 20% (vinte por cento) pagos pelo Fundo Social Sindical. Art. na forma do regimento. da cota ao mesmo atribuída .Fica criada a Ordem dos Músicos do Brasil com a finalidade de exercer. deduzidos da totalidade. l) preparar a prestação de contas a ser encaminhadas ao Tribunal de Contas. primeiro e segundo secretários e tesoureiros. em todo o país. § único .São atribuições do Conselho Federal: a) organizar o seu regimento interno. representá-lo ativa e passivamente em juízo ou fora dele e velar pela conservação do decoro e da independência dos Conselhos Regionais dos Músicos e pelo livre exercício legal dos direitos de seus membros.

17 . primeiro e segundo secretários e tesoureiro. k) admitir a colaboração dos sindicatos e associações profissionais. quando o Conselho tiver até 50 (cinqüenta) músicos inscritos. 11 . Art. de 15 (quinze) .Os músicos só poderão exercer a profissão depois de regularmente registrados no órgão competente do Ministério da Educação e Cultura e no Conselho Regional dos Músicos sob cuja jurisdição estiver compreendido o local de sua atividade.O mandato dos membros dos Conselhos Regionais será honorífico. b) 2/3 (dois terços) da taxa de expedição de carteiras. 12. legalmente habilitados. c) 2/3 (dois terços) das anuidades pagas pelos músicos inscritos no Conselho Regional. dos referidos órgãos.A carteira que alude este artigo valerá como documento de identidade e terá fé pública.d) doações e legados. ou alguns destes.São atribuições dos Conselhos Regionais: a) deliberar sobre a inscrição e cancelamento no quadro do Conselho. deverá requerer inscrição no Conselho Regional da jurisdição deste. c) fiscalizar o exercício da profissão de músicos.Aos profissionais registrados. e) elaborar a proposta do seu regimento interno submetendo-a à aprovação do Conselho Federal.Os Conselhos Regionais serão compostos de 6 (seis) membros. 47 .Nos Conselhos Regionais onde o quadro abranger menos de 20 (vinte) músicos inscritos poderão ser suprimidos os cargos de vice-presidente e os de primeiro e segundo secretários. de brasileiro nato ou naturalizado e durará 3 (três) anos. quando exceder deste número. privativo.O patrimônio dos Conselhos Regionais será constituído de: a) taxa de inscrição. 16 . renovando-se o terço anualmente. § 2 . g) bens e valores adquiridos. 14 . impondo as penalidades que couberem. f) bens e valores adquiridos.No caso de o músico ter de exercer temporariamente a sua profissão em outra jurisdição deverá apresentar a carteira profissional para ser visada pelo Presidente do Conselho Regional desta jurisdição.A diretoria de cada Conselho Regional será composta de presidente. e 21 (vinte e um ). a partir do 4 ano da primeira gestão. b) manter um registro dos músicos. vice-presidente. § 3 . de cada ano . contados. § 1 . § 1 . 13 . Art. § único . no prazo de 30 (trinta dias) . de acordo com esta lei. apreciar e decidir sobre os assuntos atinentes à ética profissional. d) 2/3 (dois terços) das multas aplicadas de acordo com as alíneas "c" do artigo 19. e) subvenções oficiais. e) doações e legados. h) velar pela conservação da honra e da independência do Conselho e pelo livre exercício legal dos direitos dos músicos. Art. até 300 (trezentos) músicos inscritos . da ciência. § 2 . para o Conselho Federal. j) exercer os atos de jurisdição que por lei lhes sejam cometidos.Os membros dos Conselhos Regionais dos músicos serão eleitos em escrutínio secreto. 4 . f) subvenções oficiais. l) eleger um delegado-eleito para a assembléia referida no art. Art.As eleições para os Conselhos Regionais serão feitas sem discriminação de cargos que serão providos na primeira reunião ordinária. em assembléia dos escritos de cada região que estejam em pleno gozo dos seus direitos. com exercício na respectiva região. Art. § único. g) expedir carteira profissional. 15 . g) 1/3 (um terço) das anuidades percebidas pelos Conselhos Regionais. serão entregues as carteiras profissionais que os habilitarão ao exercício da profissão de músico em todo país. f) aprovar o orçamento anual. nas matérias previstas nas letras anteriores. cabendo recurso.Se o músico inscrito no Conselho Regional de um Estado passar a exercer por mais de 90 (noventa) dias atividades em outro Estado. de 9 (nove) até l50 (cento e cinqüenta) músicos inscritos. Art. d) conhecer. Art. i) publicar os relatórios anuais de seus trabalhos e as relações dos profissionais registrados.

À deliberação do Conselho precederá. 19 .As penas disciplinares aplicáveis são as seguintes: a) advertência. sob registro.Em matéria disciplinar. fechada e remetida pelo correio. cartões comerciais ou quaisquer outros meios de propaganda se propuser ao exercício da profissão de músico. e e. sem efeito suspensivo. Art.Por falta injustificada à eleição incorrerá o membro do Conselho na multa de Cr$ 200. b) censura. § 4 . IV .As denúncias contra os membros dos Conselhos Regionais só serão recebidas quando devidamente assinadas e acompanhadas da indicação de elementos comprobatórios do alegado. § 5 .Além do recurso previsto no parágrafo anterior. audiência do acusado. deste artigo. salvo os casos da alíneas c.Os músicos que se encontrarem fora da sede das eleições. acompanhada por ofício. 21 . III .Serão computadas as cédulas recebidas com as formalidades do parágrafo precedente. reunir-se ao menos uma vez por ano.A assembléia geral. mediante anúncios. poderão dar seu voto em dupla sobrecarta.deliberar sobre as questões ou consultas submetidas à sua decisão pelo Conselho ou pela diretoria. A sobrecarta maior será aberta pelo presidente do Conselho.Constituem assembléia geral de cada Conselho Regional os músicos inscritos. em segunda convocação. devendo para esse fim.Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso no prazo de 30 (trinta) dias. sendo. Art.Todo aquele que. salvo doença ou ausência comprovada plenamente. § 3 . ou for revel. de qualquer músico inscrito ou de pessoa estranha ao Conselho. interessada no caso. cartazes. no caso de não ser encontrado. Art. § 2 . por ocasião destas.elaborar e alterar a tabela de emolumentos cobrados pelos serviços prestados. Art. ad referendum do Conselho Federal. a imposição das penas obedecerá à gradação deste artigo.Autorizar a alienação de imóveis do patrimônio do Conselho. V . ressalvada aos interessados a via judiciária para as ações cabíveis.O voto é pessoal e obrigatório em toda eleição.eleger um delegado e um suplente para a eleição dos membros e suplentes do Conselho Federal. reunir-se-á com a maioria absoluta de seus membros e. § 1 . 22 .00 (duzentos cruzeiros) dobrada na reincidência.À assembléia geral compete: I. § único . § único . 20 . com qualquer número de membros presentes. sempre. em que o efeito será suspensivo. nos anos que se tenha de realizar a eleição do Conselho Regional do 30 (trinta) a 45 (quarenta e cinco) dias antes da data fixada para essa eleição: II . com firma reconhecida dirigida ao presidente do Conselho Federal. em qualquer de seus gêneros e especialidades. em primeira convocação. que se achem no pleno gozo de seus direitos e tenham aí a sede principal de sua atividade profissional. que 48 . § l . contados da ciência. § 2 . § 6 . opaca. até o momento de encerrar-se a votação.Discutir e votar o relatório e contas da diretoria. 23 .As deliberações serão tomadas por maioria de votos dos presentes.A assembléia geral será dirigida pelo presidente e os secretários do Conselho Regional respectivo. o Conselho Regional deliberará de ofício ou em consequência de representação de autoridade. para o Conselho Federal. 18 . não caberá qualquer outro de natureza administrativa. fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício ilegal da profissão. sendo-lhe dado defensor. d. placas.Art. Art.Salvo os casos de gravidade manifesta que exijam aplicação imediata da penalidade mais grave. se não estiver devidamente registrado. c) multa: d) suspensão do exercício profissional até 30 (trinta) dias: e) cassação do exercício profissional ad referendun do Conselho Federal. § 3 .

Art. de 40% (quarenta por cento) pagos pelo fundo social sindical. operetas. b) aos diplomados pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.Instalada a Ordem dos Músicos do Brasil será estabelecido o prazo de 6 (seis) meses para a inscrição daqueles que já se encontram no exercício da profissão.Aos músicos a que se referem as alíneas f e g deste artigo será concedido certificado que os habilite ao exercício da profissão. violonistas. c) integrantes de conjuntos orquestrais. escolas ou institutos estrangeiros de ensino superior de música. c) . § 4 . cantores ou instrumentistas virtuosas de outra especialidade. indicados pela Ordem e pelos sindicatos de músicos do local e nomeados pela autoridade competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Art. na data da publicação da presente lei. CAPÍTULO II Das condições para o exercício profissional Art. de comprovada competência.cursos de aperfeiçoamento profissional.O Poder Executivo providenciará a entrega ao Conselho Federal dos Músicos. premiadas em concurso.bolsas de estudos. sem exercer atividade musical. e) aos alunos dos dois últimos anos dos cursos de composição. em cada local. b). no mínimo. e) . g) os músicos que foram aprovados em exame prestado perante banca examinadora. Art. a) aos diplomados pela Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil. folclóricos.A instalação da Ordem dos Músicos do Brasil será promovida por uma comissão composto de um representante do Ministério da Educação e Cultura.A Ordem dos Músicos do Brasil instituirá : a) .concursos. determinar-se locais diversos para o recebimento dos votos. em todo território nacional. 49 . ou por estabelecimentos equiparados ou reconhecidos. regência ou de qualquer instrumento da Escola Nacional de Música ou estabelecimentos equiparados ou reconhecidos. estiver. ópera bailados.prêmios de viagens no território nacional e no exterior. § 6 .serviços de cópia de partituras sinfônicas dramáticas. do Ministério do Trabalho e Previdência Social. 1 desta lei. 27.O músico que. b) regentes de orquestras sinfônicas. § 5 . logo após a publicação da presente lei. Art. pelo menos. 25 .As eleições serão feitas por escrutínio secreto. ópera. ciganas. permanecendo neste caso. dois diretores ou músicos inscritos. 29 . § único . na forma do artigo 590 da Consolidação das Leis do Trabalho. violoncelistas. operísticos. podendo. Art. observados o requisito da capacidade técnica e demais condições estipuladas em lei. a critério do órgão instituído pelo art.Os músicos estrangeiros ficam dispensados das exigências deste artigo.depositará a sobrecarga menor na urna sem violar o segredo do voto. b) regentes de orquestra sinfônica. f) aos músicos de qualquer gênero ou especialidade que estejam em atividade profissional devidamente comprovada. há mais de seis meses. perante o Conselho. § 2 . deverá comprovar o exercício anterior da profissão de músico. se classificam em: a) compositores de música erudita ou popular. d) pianistas. d) aos professores catedráticos e aos maestros de renome internacional que dirijam ou tenham dirigido orquestras ou coros oficiais. 28 .As eleições serão anunciadas no órgão oficial e em jornal de grande circulação com 30 (trinta) dias de antecedência. 26 . populares ou típicos. legalmente reconhecidos desde que tenham revalidados os seus diplomas no país na forma da lei. 24 . c) aos diplomados por conservatórios. na data da publicação desta lei. d) . da União dos Músicos do Brasil.Os músicos profissionais. designados pelo conselho. quando haja mais de duzentos votantes. para os efeitos desta lei. para poder registrar- se na Ordem dos Músicos do Brasil. da Escola Nacional de Música. constituída de três especialistas. § 1 .É livre o exercício da profissão de músico. orquestras mistas. de salão. deduzidos da totalidade da quota atribuída ao mesmo o imposto sindical pago pelos músicos .Em cada eleição. desde que sua permanência no território nacional não ultrapasse o período de 90 (noventa) dias e sejam: a) compositores de música erudita ou popular . os votos serão recebidos durante 6 (seis) horas contínuas. da Academia Brasileira de Música e 2 (dois) representantes das entidades sindicais. bailados ou coro.

jazz-infônico. se portador de diploma do Curso de Formação de Professores da Escola Nacional de Música ou de estabelecimento de ensino equiparado ou reconhecido. Art.Na localidade em que não houver compositor de música erudita ou regente. § 2 . k) ser diretor musical da secção de pesquisas folclóricas do Museu Nacional do Índio. secundários ou superior. c) integrar conjuntos de música de câmera.Incumbe privativamente ao instrumentista: a) realizar festivais individuais.Incumbe privativamente ao compositor de música erudita e ao regente: a) exercer cargo de direção nos teatros oficiais de ópera ou bailado. Art. 32 . 30 são extensivas aos profissionais de que trata este artigo. n) preparar e dirigir espetáculos teatrais de ópera. ser organista. m) ensaiar e dirigir orquestras sinfônicas. contratados pelas companhias nacionais de navegação. c) diretores de orquestras ou conjuntos populares. 30 . d) instrumentistas de todos os gêneros e especialidades. i) copistas de música. g) diretores de cena lírica. d) ser consultor técnico das autoridades civis e militares em assuntos musicais. Art. h) arranjadores e orquestradores. religiosas ou populares. b) participar como solista de orquestras sinfônicas ou populares.Incumbe privativamente ao cantor: a) realizar recitais individuais. g) ser diretor musical das fábricas de gravações fonográficas . d) participar de conjuntos corais ou folclóricos. f) professores particulares de música. q) ensaiar e dirigir orquestras populares. g. b) participar como solista. o. será permitido o exercício das atribuições previstas neste artigo a profissional diplomado em outra especialidade musical. bailado ou opereta. d) participar de orquestras sinfônicas. b) exercer cargos de direção musical nas estações de rádio ou televisão. c) participar de espetáculos de ópera ou operetas. corais e bandas de música. c) exercer cargo de direção musical nas fábricas ou empresas de gravações fonomecânicas. e. e q do art.O diretor de orquestra ou conjuntos populares. d. ou de bandas de música. r) lecionar matérias teóricas musicais a domicílio ou em estabelecimentos de ensino primário.As atribuições constantes das alíneas c. o) ensaiar e dirigir conjuntos corais ou folclóricos. à domicílio ou em estabelecimento de ensino regularmente organizado. f) lecionar a domicílio ou em estabelecimento de ensino regularmente organizado. o instrumento de sua especialidade. h) dirigir a secção de música das bibliotecas públicas. 31 . p) ensaiar e dirigir bandas de música. b) ensaiar e dirigir orquestras ou conjuntos populares. h. f. e) cantores de todos os gêneros e especialidades. se portador de diploma do Concurso de Formação de Professores da Escola Nacional de Música ou estabelecimento equiparado ou reconhecido. regularmente organizados. 50 . a matéria de sua especialidade. e) ser acompanhador. a que se refere este artigo. f) dirigir os conjuntos musicais. § único . j) ser diretor técnico dos teatros de ópera ou bailado e dos teatros musicados. bailado ou quaisquer outras de natureza musical. 33 .jazz. k. e) lecionar. e) exercer cargo de direção musical nas companhias produtoras de filmes cinematográficos e do Instituto Nacional de Cinema Educativo. § 1 .É obrigatória a inclusão do compositor de música erudita e regente nas comissões artísticas e culturais de ópera. pianista. § 2 . de orquestras sinfônicas ou populares. Art. l) ser diretor musical das orquestras sinfônicas oficiais e particular. conjuntos. deverá ser diplomado em composição e regência pela Escola Nacional de Música ou estabelecimento equiparado ou reconhecido. § 1 .Incumbe privativamente ao diretor de orquestra ou conjunto popular: a) assumir a responsabilidade da eficiência artística do conjunto. violonista ou acordeonista.As atribuições referidas neste artigo são extensivas ao compositor. i) dirigir estabelecimentos de ensino musical. quando instrumentista.

boates. Art. 34 . CAPÍTULO III Da duração do Trabalho Art.Art. o músico diplomado. os demais intervalos que se verificarem na duração normal do trabalho ou nas prorrogações serão computados como de serviço efetivo.Incumbe privativamente ao arranjador ou orquestrador : a) fazer arranjos musicais de qualquer gênero para coral. § 1 .Ao diplomado em declamação lírica incumbe.Somente os portadores de diploma do Curso de Formação de Professores da Escola Nacional de Música ou estabelecimentos equiparados ou reconhecidos poderão lecionar as matérias das escolas de ensino Superior.A duração normal do trabalho poderá ser elevado: I) . privativamente. Art. § 1 . em benefício do rendimento artístico e desde que. táxi-dancings. privativo de músico o cumprimento pelo candidato das disposições desta lei. tais como . Art.É condição essencial para o provimento de cargo público. § único . Art. orquestra sinfônica. excetuados os casos previstos desta lei.excepcionalmente.A hora de prorrogação . 42 . a 7 (sete) horas nos casos de força maior ou festejos populares e serviço reclamado pelo interesse nacional.cabarés. separados por um intervalo de várias horas. poderá ser dividida em dois períodos. § 2 . 39 . a duração normal do trabalho para fins de ensaios. 41 .A duração normal do trabalho dos músicos não poderá exceder de 5 (cinco) horas.Com exceção do destinado a refeição. b) fazer transposição de partituras e partes de orquestra.Somente os portadores de diploma do Curso de Formação de Professores da Escola Nacional de Música. do Curso de Professor do Conservatório Nacional de Canto Orfeônico ou de estabelecimentos equiparados ou reconhecidos poderão lecionar as matérias das escolas primárias e secundárias. 36 . § 2 .A 6 (seis) horas. 35 . será remunerada com o dobro do valor do salário normal.Nos espetáculos de ópera. II) .As atribuições constantes deste artigo são extensivas aos estrangeiros portadores de diploma de metteur en scène ou régisseur.Ao diplomado em matérias teóricas compete lecionar a domicílio ou em estabelecimentos de ensino regularmente organizados a disciplina de sua especialidade. bailado. Art. na igualdade de condições. 37 . nos estabelecimentos de diversões públicas. § único . 40 . Art. ensaiar.Em todos os casos de prorrogação do período normal de trabalho. e teatro musicado. 38 . 43 . § 3 . dirigir e montar óperas e operetas. dancings. 51 .O tempo destinado aos ensaios será computado no período de trabalho. Art.Incumbe ao copista: a) executar trabalhos de cópia de música. conjunto de câmara e banda de música b) fazer arranjos para conjuntos populares ou regionais. onde atuem 2 (dois) ou mais conjuntos.As prorrogações de caráter permanente deverão ser precedidas de homologação da autoridade competente.No provimento de cargo público privativo de músico terá preferência. salões de danças e congêneres. c) fazer o fundo musical de programas montados em emissoras de rádio ou televisão e em gravações fonomecânicas. que será de l (uma) hora. Art. a tradição e a natureza do espetáculo assim o exijam. haverá obrigatoriamente um intervalo para repouso de 30 (trinta) minutos no mínimo. nos casos previstos do item II deste artigo.

Art. do artigo 49 desta lei.Os músicos estrangeiros aos quais se refere o parágrafo 2 . poderá ser excedida a duração normal do trabalho.Em seguida a cada período diário de trabalho. os conjuntos musicais. perceber proventos inferiores ao do substituído. alínea d.Nos ensaios gerais. Art. desde que tenham sido contratados na forma do artigo 7 . que constará do quadro de horário afixado pelo empregador. 51 .As orquestras. destinados à censura oficial. não podendo o substituto em nenhuma hipótese. 49 .O músico das empresas nacionais de navegação terá um horário especial de trabalho. opereta e outros gêneros semelhantes.967. de 18 de setembro de 1945. b) das 21 às 22 horas c) nas entradas e saídas dos portos. § único . § 2 . 47 . os músicos receberão uma diária por sessão excedente das normais. total ou parcialmente. haverá um intervalo de 11 (onze) horas. em caráter provisório e em caso de força maior ou de enfermidade comprovada de qualquer dos componentes das mesmas. § 3 . Art. 45 . os cantores e concertistas estrangeiros só poderão exibir-se no território nacional.Terminados os prazos contratuais e desde que não haja acordo em contrário . devendo participar.§ único . criada pelo artigo 1 . 53 . de orquestra ou como solista: a) nas horas do almoço ou jantar. Art. do parágrafo anterior. cantores e concertistas nacionais. em partes iguais. e pelo prazo máximo de 90 (noventa) dias depois de legalizada sua permanência no país.As orquestras. b) em empresas de radiodifusão e de televisão em casinos. como revista.Ficam dispensados da exigência constante da parte final de alínea b.Os músicos devidamente registrados no país só trabalharão nas orquestras estrangeiras. Art.Nos espetáculos de teatro musicado.o músico de que se trata este artigo ficará dispensado de suas atividades durante as permanências das embarcações nos portos. desde que este trabalho seja executado depois das 7 e antes das 22 horas. sobre o valor do contrato e o recolhimento da mesma ao Banco do Brasil em nome da Ordem dos Músicos do Brasil e do Sindicato local. 46 . desde que não haja passageiros a bordo. obrigatoriamente. 48 .O tempo em que o músico estiver à disposição do empregador será computado como de trabalho efetivo. pagando-lhes remuneração de igual valor. a juízo do Ministério do Trabalho e Previdência Social. Art. em percentagens de bilheteria. os empresários ficarão obrigados a reconduzir os músicos estrangeiros aos seus pontos de origem. Art. Art. poderão trabalhar sem o registro na Ordem dos Músicos do Brasil. do Decreto-lei n 7. o recebimento previsto será feito imediatamente após o término de cada espetáculo. 50 . boates.As orquestras. § único . 52 . depois de provada a realização do pagamento pelo contratante de taxa de 10% (dez por cento). CAPÍTULO IV Do trabalho dos músicos estrangeiros Art. e demais estabelecimentos de diversão. os cantores e concertistas de que trata este artigo não poderão exercer atividades profissionais diferentes daquelas para o exercício das quais tenham vindo ao país. desde que tais empresas ou estabelecimentos contratem igual número de profissionais brasileiros.A cada período de seis dias consecutivos de trabalho corresponderá um dia de desanso obrigatório e remunerado. no mínimo destinado ao repouso.No caso de contratos celebrados com base.Os contratos celebrados com os músicos estrangeiros somente serão registrados no órgão competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social. 44 . as empresas e os estabelecimentos que mantenham orquestras. os conjuntos musicais e os cantores de que trata este artigo só poderão exibir-se: a) em teatros como atração artística. § 1 . os conjuntos musicais. na forma da legislatura vigente. Art. 52 . conjuntos.

inclusive. constantes desta lei. de acordo com a gravidade da infração. no ato do contrato. mediante provas de quitação do 53 .O depósito a que se refere este artigo somente poderá ser levantado por ordem da autoridade.000. à ordem da autoridade competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social. 60 .Quando não houver na localidade agência do Banco do Brasil. 57 . quadro discriminatório do horário dos músicos em serviço. 61 . teatrais e congêneres bem como as associações recreativas.492. ou privativa de associados. Art. da importância igual a uma semana dos ordenados de todos os profissionais contratados. § 2 .A oposição do empregador sob qualquer pretexto. competente ao Ministério do Trabalho e Previdência Social. CAPÍTULO VII Disposições Gerais e Transitórias Art. e a juízo da autoridade competente.No caso de habitual infração dos preceitos desta lei será agravada a penalidade. 59 .000. condições de trabalho.00 (um mil cruzeiros) a Cr$ l0. desde que não exista no país profissional habilitado na especialidade. § 1 . aplicada em dobro na reincidência. será permitido o trabalho do músico estrangeiro. e. § único . Art. compete. férias e obrigações da lei de acidentes do trabalho. respeitadas as exigências desta lei.00 (dez mil cruzeiros ). em lugar visível. 55 . b) a possuir livro de registro de empregados destinado às anotações relativas à identidade.00( dez mil cruzeiros). 62 . passível de multa de Cr$ l0. no local de trabalho.O processo de autuação por motivo de infração dos dispositivos reguladores do trabalho do músico. de 6 de julho de 1928.Para os fins desta lei. podendo. o depósito será efetuado na Coletoria Federal. sociais ou desportivas.O infrator de qualquer dispositivo desta lei será punido com a multa de Cr$ l.000. deste que este profissional preste serviço efetivo ou transitório a empregador. parágrafo 2 . nacionalização. um depósito no Banco do Brasil.Aos músicos profissionais aplicam-se todos os preceitos da legislação de assistência e proteção do trabalho.Salvo o disposto no artigo 49.Para os efeitos da execução. da Consolidação das Leis do trabalho. número da carteira profissional. Art.A fiscalização do trabalho dos músicos. e. sob a dependência deste e mediante qualquer forma de remuneração ou salário. assim como o dos recursos apresentados pelas partes autuadas obedecerá às normas constantes do Título VII. inclusive "cachet" pago com continuidade. 63 . 58 . 54 . d) toda organização ou instituição que explore qualquer gênero de diversão. nos Estados e Territórios. os empregadores são obrigados: a) a manter fixado. CAPÍTULO VI Das penalidades Art. e seu Regulamento. conseqüentemente da fiscalização do trabalho dos músicos. c) as companhias nacionais de navegação. de gravação. às respectivas Delegacias Regionais obedecidas as normas fixadas pelos artigos 626 e seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho. televisão ou filmagem. 56 . franqueada ao público.CAPÍTULO V Da fiscalização do trabalho Art. ressalvada a competência privativa da Ordem dos Músicos do Brasil quanto ao exercício profissional. Art. na reincidência.Consideram-se empresas empregadoras para os efeitos desta lei: a) os estabelecimentos comerciais. Art. data de admissão e saída. ser determinada a suspensão da atividade exercida em qualquer local pelo empregador. assim como da previdência social. além de outras estipuladas em lei.Os contratantes de quaisquer espetáculos musicais deverão preencher os necessários requisitos legais e efetuar. Art. b) os estúdios. rádio-difusão. inscrição na Ordem dos Músicos do Brasil. à fiscalização dos preceitos desta lei constitui infração grave. aplicada em dobro. Art. no Distrito Federal ou Departamento Nacional do Trabalho. não será feita nenhuma distinção entre o trabalho do músico e do artista-músico a que se refere o Decreto n 5.

de acordo com o padrão de vida local. se finda a vigência. 69 . Art. Art. o total dos músicos a serviço da empresa. 66 . 139 da independência e 72 da república. pagamento das indenizações decorrentes das leis de proteção ao trabalho.com. Art. 71 . 67 . será registrado sem o comprovante do pagamento do Imposto Sindical devido em razão de contrato anterior.Na aplicação dos dispositivos legais relativos à nacionalização do trabalho. contribuirão obrigatoriamente sobre salário-base. Art. Brasília. de sua vigência.Os contratos dos músicos deverão ser encaminhados. ao órgão competente do Ministério do Trabalho e Previdência Social. será apenas computado. sendo vetado. por motivo.Revogam-se as disposições em contrário. Art. 70 . Juscelino Kubitschek Allyrio Salles Coelho Clóvis Salgado S. § 2 . por parte dos contratantes. mediante proposta do Instituto e ouvido o Serviço Atuarial do Ministério. 72 .guiadomusico. não haver sido alterado. pelo ministro do Trabalho e Previdência Social. devidamente comprovado.br/legislacao. § 1 .Os músicos serão segurados obrigatórios do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos comerciários excetuados os das empresas de navegação que se filiarão ao Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos. 54 .Os componentes das orquestras ou conjuntos estrangeiros não poderão se fazer representar por substitutos. aos empregadores rebaixar salários ou demitir empregados.A presente lei entrará em vigor na data de sua publicação. 65 . 68 .Os músicos cuja atividade for exercida sem vínculo de emprego. 64 . salvo motivo de força maior.O salário-base será fixado para vigorar por um ano. para fins de registro.Nenhum contrato. de músico. ainda que por tempo determinado e a curto prazo seja qual for a modalidade de remuneração. Art.Todo contrato de músicos profissionais. 354 e respectivo parágrafo único da Consolidação das leis do Trabalho.html) Acesso em: 25 de Maio de 2009. que poderão apresentar as impugnações que julgarem cabíveis. para os efeitos do art. considerando-se prorrogado por mais de um ano. orquestra ou conjunto nacional e estrangeiro. em 22 de dezembro de 1960.Serão nulos de pleno direito quaisquer acordos destinados a burlar os dispositivos desta lei. Paes de Almeida (http://www. sem a prévia concordância do contratante. quanto às orquestras. das taxas de seguro sobre acidentes do trabalho. obriga ao desconto e recolhimento das contribuições de previdência social e do imposto sindical. Art. Art. Art. em cada região do país. das contribuições da previdência social e de outras estabelecidas por lei. fixado. diretamente pelos interessados ou pelos respectivos órgãos de classe. importando em inadimplemento contratual a ausência ao trabalho sem o consentimento referido.