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Contabilidade e Gestão, n.

º 2, 123-###

O valor da informação contabilística
na óptica do produtor e do utilizador da informação
– estudo empírico

Maria do Céu Gaspar Alves
Professora Auxiliar do Departamento
de Gestão e Economia da Universidade da Beira Interior
mceu@ubi.pt ou Mceu_alves@yahoo.com

Ana Maria Ussman
Professora Associada do Departamento
de Gestão e Economia da Universidade da Beira Interior
ussmane@alpha2.ubi.pt

Resumo

Este artigo sintetiza os resultados de um trabalho de investigação sobre
as características do sistema de contabilidade de gestão das grandes em-
presas da indústria transformadora portuguesa. Pretende-se identificar os
objectivos e limitações do sistema implementado e averiguar qual é a impor-
tância atribuída à informação contabilística pelos dirigentes das várias áreas
funcionais da empresa.

Os dados foram recolhidos por meio de um levantamento efectuado por in-
quérito postal junto de 365 empresas. Os resultados indicam que o sistema
contabilístico implementado nas grandes empresas industriais portuguesas
representa uma peça fundamental do sistema de informação interno, porém
nem todos os dirigentes possuem a mesma opinião quanto aos objectivos,
limitações e importância do sistema implementado.

Palavras-chave: “Contabilidade de Gestão”; “Sistema de Informação de
Gestão”; “Indústria transformadora”; “Informação contabilística de gestão”.

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Introdução

No desempenho das suas tarefas, os gestores têm que tomar decisões;
para isso, procuram sistemas de informação que estejam desenhados para as
suas necessidades e que sejam suficientemente flexíveis para, num ambiente
em constante mutação, lhe permitirem tomar decisões fundamentadas.

Tradicionalmente, é à contabilidade que pertence o papel de fornecer in-
formação. No entanto, alguns gestores mostram cada vez mais relutância
em confiar, exclusivamente, nos relatórios contabilísticos. Consideram que
a informação contabilística possui algumas limitações, sobretudo devido ao
desfasamento temporal entre o registo dos factos e a sua divulgação.

Para ultrapassar estas limitações é necessário centrar mais recursos da
área contabilística no apoio à gestão, de modo a que seja elaborada informa-
ção, sob a forma de mapas, quadros, etc., mais adequada às necessidades
dos gestores operacionais, tendo presente que os dados contabilísticos po-
dem ter diferentes utilizações e apresentar diversas facetas com interesse
para diversos executivos, isto é, aos mesmos dados nem todos vão buscar
a mesma informação.

Este artigo tem por objectivo estudar o sistema contabilístico implemen-
tado nas grandes empresas da industria transformadora portuguesa. A in-
vestigação foi orientada por duas questões: 1) saber quais os objectivos e
limitações do sistema de contabilidade de gestão implementado nestas em-
presas? e 2) saber qual a importância atribuída à informação contabilística
pelos dirigentes de várias áreas funcionais da empresa? O método utilizado
foi o inquérito postal.

O artigo estrutura-se em quatro partes. Na primeira parte é feita uma
revisão da literatura que conduz a duas questões de investigação. Segue-
se, na segunda parte, a descrição da metodologia usada. Na parte três são
apresentados os resultados obtidos e é feita a sua discussão. Finalmente
são tecidas algumas conclusões da investigação desenvolvida.

1. A CONTABILIDADE DE GESTÃO NO SISTEMA DE INFORMAÇÃO
EMPRESARIAL

Em termos históricos constata-se que a procura de informação sobre tran-
sacções com o exterior é uma realidade que existe há muitos anos (John-
son e Kaplan, 1987). No entanto, a procura de informação contabilística de

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é um fenómeno muito mais recente que surgiu em consequência da Revolução In- dustrial (Johnson e Kaplan. IMACC . Anterior a 1950. 2004). foram dados mais alguns passos no desenvolvimento do Sis- tema de Contabilidade de Gestão. ou seja. 3. 2000). a atenção dirigiu-se para a redução dos desperdícios. geralmente. o custo por hora. 125 . as matérias e a mão-de-obra (Fleischman e Parker.gestão. para uma utilização mais eficiente dos recursos.. cada fase representa uma necessidade de adaptação a novas condições.GV e Gago. Com o movimento da Gestão Científica. a passagem de uma fase para outra deu-se através de um processo evolutivo. Atkinson et al. em meados da década de 90. contudo. em que a ênfase era colocada na determinação dos cus- tos e no controlo financeiro. Tratava-se de medidas simples. associado a Frederick Taylor e Henry Fayol. 4. embora estas quatro fases sejam facilmente identificáveis. O aumento na dimensão e complexidade das empresas. o valor ou as horas da mão-de-obra directa. 1991). Finalmente. Por volta de 1965. os custos indirectos passaram a ser imputados aos produtos através de coeficientes simples tendo por base. Em meados da década de 80.GV e Gago. 1987. ainda. Por sua vez. a ênfase deslocou-se para o fornecimento de informa- ção para o planeamento e controlo de gestão. por processo ou. 2000. per- manecendo. IMACC . a atenção centrou-se na cria- ção de valor através de uma utilização eficaz dos recursos. Por último. 1987. centradas na determinação dos custos e na produção de informa- ção de síntese como por exemplo. O estudo científico das operações de transformação permitiu que fossem criados custos padrão para os custos directos. 1998): 1. Associadas a esta nova procura surgiram as primeiras medidas da Contabilidade de Gestão. a eficiência passou a ser medida através da análise dos desvios entre custo real e custo padrão. conduziu a uma estrutura organizacional mais hierarquizada e com maior necessidade de informação contabilística (Johnson e Kaplan. informação relativa às transferências internas da organização. A evolução e as mudanças sofridas pela contabilidade de gestão com o decorrer do tempo podem ser representadas por quatro fases diferentes (IFAC. por trabalhador. 2. a satisfação das necessidades das fases anteriores (IFAC. De salientar que. verificado neste período.

na segunda fase ela passou a ser vista como uma actividade de gestão. que orienta o conteúdo dos documentos para as necessidades dos usuários e transforma o fornecimento de informação para o apoio à to- mada de decisão na principal função da contabilidade. 2001).. não desapareceu na terceira. Pelo contrário. 2004). Assim. o seu papel será mais valorizado indo muito além do de parceiro de negócio (Burns e Yazdifar. de tal forma que a informação passou nas fases 3 e 4 a ser vista como um recurso organizacional. 2002:341). nomeadamente a habilidade de saber comunicar e trabalhar em equipa. 2001. Nas fases 3 e 4 a contabilidade passa a fazer parte integrante do processo de gestão. embora numa função de assessoria. antes de tentar saber qual vai ser o papel do contabilista no futuro. Deste modo. e como tal procura-se reduzir as perdas e os desperdícios deste recurso. fora da linha de comando. foi a partir da década de sessenta que se deu uma revolução no tratamento da informação no contexto empresarial. Esta opinião é partilhada por Túa (1997) que acrescenta que foi na década de sessenta que se deram as grandes mudanças na contabilidade com o surgimento do “paradigma da utilidade”. a contabilidade era vista como uma actividade técnica necessária para o prosseguimento dos objectivos organizacionais. 1998). Numa perspectiva mais estratégica e pró-activa. 1994). Neste contexto. 1995). Alguns contabilistas de gestão acreditam mesmo que. pretende-se com este trabalho averiguar qual o seu papel actual nas empresas portuguesas para o que se parte de duas questões básicas: – Quais os objectivos e limitações do sistema de contabilidade de gestão implementado nestas empresas? – Qual a importância atribuída à informação contabilística pelos dirigentes de várias áreas funcionais da empresa? 126 . Contudo. este fornecimento de informação foi reajustado às novas necessidades. ou seja. o contabilista chegará a partilhar com a gestão de topo a tomada de decisão (IFAC. ao contabilista são exigidos novos conhecimentos (Le- bas. de possuir sólidos conhecimentos analíticos de contabilidade e um conhecimento profundo do funcionamento do negócio. a ênfase no fornecimento de informação que surgiu na se- gunda fase. O próprio papel da contabilidade foi mudando neste processo. enquanto que na primeira fase. Com efeito. no futuro. sendo vista como um interveniente indis- pensável no processo de mudança organizacional (Ezzamel et al. “Nas escolas a contabi- lidade passa a ser tratada como sistema de informação e nos documentos saídos de organizações profissionais aponta-se como objectivo em destaque da contabilidade: informar” (Carqueja.

publicada com o Jornal Expresso2. Neste estudo. contabilista ou gestor financeiro. o qual. 2. • uma listagem das maiores empresas portuguesas. gestores da produção. Na resposta a estas perguntas procurar-se-á. a população alvo é composta pelos dirigentes . nomeadamente o facto de estar dependente da linguagem. Estes requisitos levaram à construção da amostra inicial. apesar de apresentar algumas limita- ções. tendo em conta que “aquele que procede por inquérito escolherá o seu terreno ou a sua população de forma a poder efectuar as análises necessárias para atingir os seus fins” (Ghiglione e Mathalon. representa economias de 127 . 2 – ter mais de 100 trabalhadores ao serviço. 3 – fazer parte das 1000 maiores empresas portuguesas. produção e comercial ou marke- ting . apresentada em anexo3. e a de potenciais utilizadores.responsá- veis pelas áreas contabilística e financeira. Da análise destas duas listagens resultou uma amostra de 365 empresas que cumpriam os seguintes requisitos: 1 – pertencer à Indústria Transformadora (CAE D). 1996). apresenta algumas vantagens significativas (Marconi e Lakatos. comerciais ou de marketing. ao longo de todo o trabalho. METODOLOGIA Depois de formulados os objectivos da investigação foi definida a popula- ção alvo. Trata-se de um instrumento relativamente simples de aplicar. Para a recolha de dados primários sobre a realidade portuguesa optou-se pelo inquérito por questionário. 1992: 9). Emprego e Formação Profissional do Ministério do Trabalho e da Solidariedade1 .Departamento de Estatística do Trabalho. distinguir as duas perspectivas do ciclo: a do produtor da informação con- tabilística. seleccionadas a partir de duas bases de dados: • uma listagem de empresas adquirida no DETEFP .de empresas da indústria transformadora portuguesa.

Assim. Pierce e O´Dea. permite evitar distorções provocadas pela intervenção directa do investigador e facilita a análise e interpretação dos dados.todas as empresas foram previamente contactadas por correio postal ou electrónico e informadas da realização do estudo e dos seus objectivos. durante a Primavera de 2001. • Foram ainda feitos dois apelos à participação. os três questionários foram enviados com cerca de quatro semanas de intervalo uns dos outros. tempo e de recursos. Contudo. Para isso. A preocupação com o facto de o questionário poder levar os dirigen- tes a darem as respostas consideradas mais correctas dominou o de- 128 . 1996). e forneci- dos esclarecimentos sempre que foram detectadas situações irregulares. Tam- bém para o inquirido este instrumento apresenta vantagens pelo facto de permitir manter o anonimato e. de modo a evitar as limitações e os enviesamentos provocados pela análise de um único ponto de vista (Clarke. deste modo. 1997. • Todos os questionários foram acompanhados de uma carta na qual se explicavam os objectivos da investigação. • O envio dos questionários foi cuidadosamente escalonado de modo a evi- tar potenciais enviesamentos provocados por trocas de opinião entre os inquiridos das diversas áreas funcionais da mesma empresa. possibilitar uma maior veracida- de nas respostas. Com estes questionários procurou-se analisar as perspectivas do produ- tor da informação e a do seu utilizador. entre as principais limitações destes instrumentos destacam- se o facto de não se poderem avaliar os problemas em profundidade e as baixas taxas de resposta (Marconi e Lakatos. o estudo empírico efectuado consistiu num inquérito. 1998). • Foi disponibilizado um número de telefone e um endereço electrónico que pode- riam ser utilizados pelos inquiridos para qualquer esclarecimento adicional. operaciona- lizado através de 3 questionários fechados enviados por correio postal aos responsáveis de três áreas funcionais de um conjunto de mais de 300 gran- des empresas da indústria transformadora. Procurando minimizar os riscos foram implementados alguns procedimentos: • Preparação cuidada do envio do questionário . por correio postal.

129 . • as diferenças entre grupos. Por essa razão. Deste modo. foi utilizado o programa estatístico SPSS (Statistics Packages for Social Sciences). depois de redigido. embora. Os dados coligidos a partir dos questionários foram analisados através da aplicação de estatísticas descritivas. nem a carta de introdução revelaram mais informação do que a que pareceu essencial para o preenchimento do mesmo.senvolvimento deste instrumento. para analisar o significado das diferenças detecta- das nos comportamentos dos dirigentes inquiridos nas três áreas funcio- nais estudadas. Este tipo de testes é geralmente utilizado em experiências cujos resultados exprimam uma ordem. 2000). Nenhum dos inquiridos considerou o questionário difícil de preencher. e depois de corrigido o questionário inicial. quando se trabalha com variáveis ordi- nais. 1988. 1992): • as correlações. nem o questionário. se perca em precisão ganha-se em eficiência e na facilidade de interpretação dos resultados (Pontes. Para isso. Neste último caso. • as associações. Na organização das questões alternaram-se enunciados favoráveis e desfavoráveis de modo a evitar os “enviesamentos de positividade” (Ghiglione e Matha- lon. 1992). ou seja. deu-se início ao inquérito postal. Grande parte dos resultados são apresentados sob a forma de tabelas de frequência ou de contingência. 1992). Segundo diversos autores (Javeau. A base dos testes não paramétricos está na ordenação dos dados e não no seu valor intrínseco. Nesta perspectiva. o questionário deve ser testado enviando-se o for- mulário a uma pequena amostra da população. Ghiglione e Matalon. o questionário foi previamente testado com um grupo de pessoas dos meios académico e empresarial. de modo a aperfeiçoar o seu conteúdo e vocabulário. são utilizados sobretudo testes não paramétricos. Em termos gerais são analisados três tipos de relações (Ghiglione e Matalon. Nestas circunstâncias. quando se procura analisar as relações entre variáveis.

e ainda a fabricação de equipamentos e aparelhos de rádio e televisão. trabalhadores) vendas superior a 12. citado por nua e. nomeadamente: a (1) lo- calização. Claro predomínio das empresas criadas Claro predomínio das empresas criadas nos últimos 40 anos. Quanto ao mercado de destino do pro.O processo de produção mais frequente lugar. sua produção à exportação. é de 39 anos. uma vez que re. o (3) sector de actividade. cerca de 60% dos inquiridos. Quadro 1 .culdades de diversa ordem.000 euros. na totali. sas é de 33 anos. ao mercado interno. Aqui 14% das empresas tiveram dificuldades ceira recente de diversa ordem. de vendas e me de vendas inferior a 2. surge o processo de produção contí- so de produção é a produção por encomenda.000.Apenas 20% das empresas tiveram difi- nómico finan. a (5) dimensão. Em segundo lugar Nenhuma das empresas apresentou outro surge o processo de produção contínua tipo de processo de produção. 50 % tiveram uma evolução favorável. Os mais representativos são o sector da Entre os sectores mais representativos indústria alimentar e das bebidas. a indústria do vestuário. a (4) forma jurídica. RESULTADOS OBTIDOS 3. representativos. empresas (40%) destine menos de 25% (30%) destinam menos de um quarto da deradas duas da sua produção à exportação. respectivamente com representativos. (proveniência Sendo Lisboa e Aveiro os distritos mais Sendo Lisboa e Aveiro os distritos mais dos questioná.Sociedades anónimas (cerca de 70%) e Forma jurídica des por quotas (40%).500. Contudo. por último. a produção por lotes.000 euros.000. 41% tiveram uma evolu- (nos últimos 3 tes. respectivamente com rios recebidos) 30% e 23% dos questionários recebidos. de venda superior a 25. a fabri- destaca-se o sector da indústria alimentar cação de têxteis. utilizado) 39 inquiridos (61%). A maioria das empresas trabalham para o duto final constata-se que 90% das mercado externo. 13 distritos do país. apenas 3 tra- Actividade empresas trabalham para o mercado balham exclusivamente para exportação produtiva externo. Por ou. Sector e das bebidas. 30% mantiveram-se estáveis e quase ção estável e 45% uma evolução favorável. citado por tino do produto dade. a fabricação de têxteis. 3. Das restan. a (2) idade. Evolução eco. 34% e 17% dos questionários recebidos.Caracterização da amostra Critérios Questionários aplicados a dirigentes Questionários aplicados a dirigentes de caracterização das áreas não financeiras (Comercial / das áreas financeiras (N=65) das empresas marketing e Produção) (N=76) Taxa 19% 13% de resposta Localização 10 distritos do continente. Dimensão Todas as empresas com mais de 500 da empresa trabalhadores possuem um volume de Só foram encontradas empresas com (caracterizada vendas superior a 12. desde 1960.000. Sociedades anónimas (60%) e socieda. e por último a produção por lotes.1.000 euros. Em termos médios a idade das empresas Em termos médios a idade das empre.quais a produção se destina. Em segundo final e o proces. Esta caracterização encontra-se sistematizada no quadro 01. foram detectados 6 casos nos O processo de produção mais frequente mercado de des.000 euros Até esse escalão a maioria das empresas pelo número de Mais de 78% apresentam um volume de possuíam entre 100 e 250 trabalhadores. a a fabricação de produtos químicos. é a produção por encomenda. anos) 130 . o tro lado. a fa- de actividade fabricação de produtos químicos e ainda bricação de máquinas e equipamentos a fabricação de produtos metálicos. embora uma grande parte das e uma parte significativa das empresas (foram consi. a (6) actividade produtiva e a (7) evolução económico-financeira recente. sociedades por quotas (cerca de 30%). variáveis. Caracterização da amostra Ao caracterizar a amostra4 procurar-se-á salientar alguns dos aspectos que melhor descrevem as empresas inquiridas. mais de 500 trabalhadores para volumes pelo volume Nenhuma das empresas apresenta um volu. Idade presentam mais de 70% da amostra.

Quadro 2 .24 Total 141 3.29 Fornece informação para o processo de planeamento Produção 40 2.01 Os inquiridos apontam como principal objectivo do sistema de contabilida- de financeira o cumprimento das obrigações fiscais.10 Comercial 36 3. procurou-se identificar o tipo de sistema existente na empresa e os objectivos e limitações que lhe eram inerentes.00 1.13 Fornece informação para o processo de controlo Produção 40 3.06 Comercial 36 3.26 1.83 1. Para isso. às limitações e ao próprio funciona- mento do sistema contabilístico. é apontado como principal objectivo o fornecimento de informação para a tomada de decisão (quadro 02). por área funcional Objectivos Desvio Contabilidade 65 3.45 1.85 1.23 Total 141 3.36 1.10 Contabilidade 65 4.12 Resultados dos testes de Kruskal Wallis * = nível de significância de 0. é o cumpri- mento das obrigações fiscais que surge em primeiro lugar.10 Total 141 3. na área contabilística.08 1. contudo.06 1.18 Total 141 3.84 1.21 1.97 1.78 1.27 Fornece informação para a tomada de decisão* Produção 40 3.20 Contabilidade 65 3. 3.05 *** = nível de significância de 0.89 10.2.01 Permite o cumprimento das obrigações fiscais Produção 40 4. Os resultados obtidos encontram-se sintetizados no quadro 02. A primeira questão colocada é relativa aos objectivos do sistema de con- tabilidade financeira.6 Comercial 36 4. para os decisores das restantes áreas. Estes últimos. Assim.55 1. a opinião não é unânime destacando-se algumas diferenças de opinião entre os vários gru- pos de decisores. Em contrapartida.12 Contabilidade 65 3. ainda encaram a contabilidade tal como ela era vista na primeira metade do 131 .1 ** = nível de significância de 0.73 1.03 Comercial 36 3.Objectivos do sistema de contabilidade financeira.98 1. RESULTADOS E DISCUSSÃO Uma das finalidades do questionário aplicado foi conhecer a opinião dos inquiridos relativamente aos objectivos.

para reforçar a robustez das conclusões. ao nível do fornecimento de informação para a tomada de decisão. sendo a amostra constituída por grandes empresas e. Globalmente. Contudo. A aplicação do teste de Kruskall-Wallis. permite detectar diferenças estatisticamente significativas na avaliação dos vários grupos de decisores. o que pode indiciar uma visão distinta da contabilidade por parte destes dois grupos de dirigentes. os profissionais da área comercial e produtiva crêem que se trata sobretudo do cumprimento de uma mera formalidade fiscal. Enquanto os contabilistas consideram que o seu trabalho é importante para a tomada de decisões. 01). século passado. representando a contabilidade analítica um importante instrumento de ges- tão. não deixa de ser motivo de preocupação o facto de algumas empresas ainda funcionarem sem tal instrumento. A segunda questão colocada é relativa à existência ou não de conta- bilidade analítica5 na empresa. constata-se que apenas em 10% das empresas inquiridas esta não existe (Fig. a importância atribuída a este objectivo pelos dirigentes da área financeira é significativamente maior do que a que lhe é atribuída pelos restantes dirigentes. o que pode parecer animador. Assim. 132 . Figura 1 Existência de contabilidade analítica Sim 90% Não 10% A terceira questão colocada no questionário é relativa aos objectivos do sistema de contabilidade analítica.

79 1.72 0.97 1.22 Total 126 2.08 0.51 0.05 *** = nível de significância de 0.44 1.00 Contabilidade 55 3.96 1.29 1.45 1.11 Permite a avaliação das existências finais Produção 39 4.97 0.93 Total 127 4.73 0.75 1.81 0.97 Total 127 3.21 0.59 1.01 133 .02 Contabilidade 55 3.68 Contabilidade 55 3.24 Permite a elaboração de orçamentos Produção 39 3.84 1.72 Total 127 4.21 Contabilidade 55 2.67 1.73 1.99 Total 127 3.93 Total 126 3.16 Contabilidade 55 3.72 Total 127 4. por área funcional Objectivos Desvio Contabilidade 55 4.97 Comercial 33 4.95 0.55 1.63 Comercial 33 4.24 Contabilidade 55 3.64 1.83 Permite alcançar reduções ao nível dos custos Produção 39 3.54 1.16 1.22 Fornece informação para o planeamento Produção 39 3.62 0.97 Permite avaliar o desempenho das secções Produção 39 3.02 0.1 ** = nível de significância de 0.82 Contabilidade 55 4.71 1.58 0.04 Resultados dos testes de Kruskal Wallis * = nível de significância de 0.62 1.08 Permite efectuar comparações com outras empresas Produção 39 2.13 Fornece informação para a definição dos preços Comercial 33 3.13 Total 126 2.41 0.97 1.33 de venda Produção 39 3.91 Comercial 33 4.94 Contabilidade 55 2.05 Permite a avaliação do desempenho do trabalhador*** Produção 39 2.85 0.83 1.06 0.38 Comercial 32 3.96 Comercial 33 3.03 1.19 Contabilidade 55 3.64 1.18 Comercial 32 3.71 Fornece informação para a determinação dos custoa Produção 39 4.04 Comercial 33 3. Quadro 3 – objectivos do sistema de contabilidade Analítica.09 Comercial 32 3.23 Comercial 33 3.95 0.14 Total 127 3.54 1.74 Permite elaborar instrumentos de controlo interno Produção 39 3.55 0.07 Total 127 3.16 1.11 0.

04 79% 9% sempenho – Carece de informação para a tomada de decisão 2. não deixam de apresentar aqui uma visão de curto prazo .66 87% 4% preços dos produtos – Produz informações que não justificam os seus custos 1. Clarke. para avaliação das existências finais com vista ao apuramento dos resultados no fim dos períodos contabilísticos”.1992. provavelmente porque a incapacidade para medir o desempenho do trabalhador é um dos pontos fracos dos sistemas de contabilidade analítica tradicionais (Kaplan. as questões relacionadas com a avaliação do desempenho dos tra- balhadores ou com a comparação com outras empresas são as menos valorizados. os objectivos apresentados na definição de Pereira e Franco (1987:25) “a contabilidade analítica tem por objectivo forne- cer informação de natureza económica para planeamento e controlo de gestão. Contudo. no caso de empresas produtoras. e foi elaborada a partir de críticas tradicionalmente feitas a este sistema (Bromwich e Bhimani. Média 3=Não concordo nem discordo. 2. segundo os inquiridos. a elaboração de orçamentos e a elaboração de instrumentos de controlo interno (quadro 03). Os resultados obtidos encontram-se sintetizados nos quadros 04 e 05. 4= Concordo. 1993. Apesar dos profissionais de contabilidade assumirem uma atitude pró-activa relativamente ao papel da contabilidade na gestão considerando-a um importante instrumento de tomada de decisão (quadro 02).55) ao fornecimento de informação para a determinação dos custos e valorizando relativamente pouco (3.54 92% 1% – Providencia informação inadequada para a definição dos custos 1.02 70% 10% – Conduz a medidas de desempenho inconsistentes com a 1. escalão escalão (n=128) 5=Concordo totalmente) 1/2 4/5 – Carece de informação para a avaliação do desempenho dos 2. são a determinação dos custos. Por seu lado. tomada de decisões e. Drury. sendo os dirigentes da área comercial os que maior contribuição vêem na contabilidade de gestão para a avaliação do desempenho do trabalhador. Cooper e Kaplan. Dixon e Smith.72 52% 29% trabalhadores – Cria insatisfação na operacionalização das medidas de de. A quarta questão colocada é relativa às limitações do sistema de conta- bilidade analítica.55) a importância deste instrumento para efeitos de planeamento. 1989. 1987.76 84% 2% estratégia da empresa – Providencia informação inadequada para a definição dos 1. 1985). é precisamente a este nível que o teste de Kruskall-Wallis detecta diferenças estatisticamente significativas entre os três grupos de decisores.46 91% 5% 134 . 1985.atribuindo muita importância (4. entre outros. 2=Discordo. 1994). constata-se que os principais objectivos da contabilidade ana- lítica. Quadro 4 – principais limitações do sistema de contabilidade implementado LIMITAÇÕES Proporção Proporção (Escala:1 =Discordo totalmente. Procurando contemplar.

principais limitações do sistema de contabilidade. Contudo. Quadro 5 .36 0.02 135 .13 Total 128 2.82 Total 128 1.58 0.85 0.94 dos custos Produção 40 1.79 Providencia informação inadequada para a definição Comercial 33 1.46 0. segundo os inquiridos. Os valores médios apresentados pelos inquiridos não apresentam diferenças significa- tivas entre áreas funcionais (ver quadro 05). Por exemplo. por área funcional Limitações Desvio Contabilidade 55 1.90 0. No presente questionário 92% dos inquiridos manifestaram o seu desacordo perante a afirmação de que “a contabilida- de produz informações que não justificam os seus custos”. Contudo.91 Carece de informação para a tomada de decisão** Produção 40 2. no estudo desenvolvido por Johansson e Samuelson (1998) 72% dos in- quiridos consideraram que a informação contabilística produzida justificava plenamente os seus custos. não são com certeza as que tradicionalmente lhe são apon- tadas.58 0.75 Providencia informação inadequada para a definição Comercial 33 1. Chama-se. Relativamente aos custos de obtenção da informação contabilística obti- veram-se resultados compatíveis com os de outros estudos. Quando se procede a uma análise por área funcional (quadro 05) cons- tatam-se algumas diferenças de opinião. Relativamente às afirmações apresentadas constata-se que a maioria dos inquiridos as rejeitam.89 Contabilidade 55 1. a atenção para o facto de quase um terço dos inquiri- dos concordarem com o facto de a contabilidade não fornecer informação suficiente para a avaliação do desempenho dos trabalhadores.50 0. Estes resultados sugerem a necessidade de reforçar a investigação nesta área. Se a contabilidade analítica tem limitações.40 1.90 dos preços dos produtos Produção 40 1.98 Total 128 1.02 1.82 Contabilidade 55 1.94 Comercial 33 1.84 0. ainda. onde os dirigentes da área produtiva não são tão ca- tegóricos quanto os restantes. essas diferenças só são estatisticamente significativas ao nível do fornecimento de informação para a tomada de decisão. que existe satisfação com a qualidade da informação produzida ou que os recursos despendidos são muito baixos.66 0. esta situação pode significar duas coisas diferentes.55 0. a manifestar o seu desacordo.

desvio padrão e a proporção de resposta nos níveis discor- dantes e concordantes.82 0. Nesta perspectiva e procurando recolher evidência quanto às necessi- dades de informação e sua obtenção foi elaborado um conjunto de afirmações.01 Total 128 2.55 0.22 62% 31% sobretudo para satisfazer os requisitos legais 136 . Aos inquiridos foi solicitado que.71 tos Produção 40 1. se pronunciassem quanto à veracidade de cada afirmação no contexto da sua empre- sa. Quadro 6 – Importância da informação financeira e não financeira no controlo LIMITAÇÕES Proporção Proporção (Escala:1 =Discordo totalmente.70 1.81 Contabilidade 54 1.49 0. 2=Discordo. Os valores médios.91 1.01 A informação.75 1.96 16% 53% trolo da empresa A informação da contabilidade geral permite ape- 2. Mais do que isso “a compreensão dos laços entre informações não financeiras e financeiras e a sua incorporação num sis- tema de informação coerente representa provavelmente um dos maiores desafios ao qual o contabilista de gestão vai ter de fazer frente nos próximos anos” (Lebas.68 0.02 1. representa um elemento crucial em qualquer sistema de controlo de gestão.98 Contabilidade 54 1.54 0.80 0.76 0.Comercial 33 2.66 Resultados dos testes de Kruskal Wallis * = nível de significância de 0.92 Conduz a medidas de desempenho insconsistentes Comercial 33 1.05 42% 38% nas um controlo de muito curto prazo A informação da contabilidade geral é produzida 2.72 1.69 Total 127 1. respectivamente.21 Carece de informação para a avaliação do desempe.25 1.1 ** = nível de significância de 0. 1995:44).30 Total 127 2.05 *** = nível de significância de 0.67 com a estratéfia da empresa Produção 40 1.59 1.25 Contabilidade 55 2.16 0. escalão escalão (n=128) padrão 5=Concordo totalmente) 1/2 4/5 A informação não financeira é muito importante 4.26 nho dos trabalhadores Produção 40 2. Média Desvio 3=Não concordo nem discordo.77 de desempenho Produção 40 2. são apresentados no quadro 06.60 Produz informações que não justificam os seus cus.76 Total 127 1.41 0.05 Cria insatisfação na operacionalização das medidas Comercial 33 1.04 0. financeira e não financeira. numa escala de resposta de 5 níveis progressivos. Limitações Desvio Contabilidade 54 2.78 3% 89% para o controlo da empresa A comunicação informal é importante para o con- 3.91 1.Comercial 33 1. 4= Concordo.58 0.88 0.

2=Discordo. Azofra e Prieto.01 Nota: Não são aqui apresentados os resultados por área funcional dado que não foram encontradas dife- renças estatisticamente significativas na opinião dos dirigentes das várias áreas funcionais inquiridas. LIMITAÇÕES Proporção Proporção (Escala:1 =Discordo totalmente. 1996) consideram o impacto dessa informação limitado ao curto prazo.45 0. escalão escalão (n=128) padrão 5=Concordo totalmente) 1/2 4/5 As informações financeira e não financeira origi- 2.94 82% 8% res (externas) do que as necessidades da empre- sa (internas) Resultados dos testes de Kruskal Wallis * = nível de significância de 0. A maioria dos inquiridos (82%) não concordam com a orientação essen- cialmente externa tradicionalmente atribuída à informação oriunda da con- tabilidade geral. Embora existam diferenças no comportamento assumido pelos decisores das três áreas funcionais estudadas.96 0.1 ** = nível de significância de 0. Estes dados coincidem com a visão tradicionalmente divulgada na literatura a qual con- sidera que as empresas de grande dimensão exploram de forma mais significativa a informação não financeira do que as pequenas empresas (Bergeron. De salientar que. Contudo. Porém. 1993. Destaca-se. de novo. 1998). respectivamente. Por último. à semelhança de outros estudos (Mendoza e Bescos. muitos autores (Dixon e Smith. a informação não financeira e os métodos informais são referidos como muito importantes no controlo das empresas por 89% e 53% dos inquiridos. 1998.05 *** = nível de significância de 0. o facto de ainda existirem muitos inquiridos (31%) a considerarem o cumprimento dos requisitos legais como o principal objec- tivo da informação oriunda da contabilidade geral. 1998). 137 . Quanto à incidência temporal da informação oriunda da contabilidade ge- ral. nas empre- sas inquiridas as opiniões dividem-se. a aplicação do teste de Kruskall-Wallis não revela diferenças estatisticamente significativas. 4= Concordo. importa realçar a quantidade de indecisos (44 dirigentes) quan- do se questiona o impacto da comunicação informal ou ainda a incidência temporal da informação oriunda da contabilidade geral. Johansson e Samuelson. Média Desvio 3=Não concordo nem discordo. a maioria (62%) consideram que a informação financeira tem outras finalidades.82 62% 11% nam frequentemente dados contraditórios A informação da contabilidade geral é produzida mais para satisfazer as necessidades dos credo- 1.

com uma função mais descentralizada e uma maior 138 . quanto ao papel da contabilidade na gestão empre- sarial. o fornecimento de informação para a determinação dos custos surge como o principal objectivo da conta- bilidade analítica em todos os grupos de dirigentes. O consenso. é estratégica e pró-activa enquanto na perspectiva das restantes áreas funcionais. Deste modo. CONCLUSÕES As conclusões que se retiram deste estudo devem sempre ser vistas com algum cuidado já que as taxas de resposta aos questionários foram relativa- mente baixas (19% e 13%). Esta opinião não é partilhada pela maioria dos dirigentes das outras áreas para quem o cumprimento das obrigações fiscais prevalece sobre o fornecimento de informação para a tomada de decisão. Produtor e utilizador da informação contabilística estão de “costas voltadas”. entre os diversos grupos de decisores. Enquanto uns estão convencidos que estão a produzir uma informação impor- tante para a tomada de decisão. Na perspectiva dos dirigentes da área finan- ceira a visão apresentada. Na esfera da contabilidade de gestão as posições assumidas pelos inqui- ridos apresentam um maior consenso. abordadas neste estudo. Assim. mantém-se quando se reconhece a importância quer da informação não financeira. a contabilidade é uma mera formalidade. Não faz sentido que os departamentos de contabilidade se mantenham de “costas viradas” para os dirigentes das restantes áreas funcionais da empresa. constatou-se uma clara necessidade de verdadeiros “con- tabilistas de gestão”. os outros não lhe reconhecem esse valor. quando comparadas com as taxas normalmente obtidas para este tipo de investigação (Marconi e Lakatos (1996) apontam taxas na ordem dos 25 %). O principal contributo desta investigação foi mostrar que a excessiva espe- cialização dos profissionais parece limitar a sua capacidade de assimilação do valor acrescentado pelos outros. Para os dirigentes da área financeira o sistema de contabilidade financeira tem como principal objectivo o fornecimento de informação para a tomada de decisão. quer na perspectiva do produtor. Está na altura de repensar o siste- ma de informação contabilística no seio da organização. quer do utilizador. quer do proces- so de comunicação informal no sistema de controlo interno da empresa. Esta diferença de opinião indicia uma relação difícil entre produtor e utiliza- dor da informação contabilística. 4.

e. a contabilidade é produzida para fornecer a infor- mação necessária para a tomada de decisão do gestor. também os potenciais utilizadores da contabilidade – decisores. capazes de verdadeiramente apoiarem o dirigente na sua tomada de decisão. Ao longo desta investigação. serem capazes de exigir as informações que precisam. 139 . Neste sentido. Na óptica do cliente. dentro desta. ao contabilista são exigidos novos conhecimentos. devem “aprender” contabilidade para serem capazes de avaliar o tipo de informação que ela pode fornecer. Por outro lado. que permitisse corroborar ou contrariar os resul- tados obtidos neste trabalho. Novas pistas foram surgindo dando origem a algumas sugestões para futuras investigações.proximidade do decisor. nomeadamente a habilidade de saber comunicar e trabalhar em equipa. procurou-se abrir caminho para novos traba- lhos numa área com grandes carências e de elevado interesse estratégico para as empresas. considera-se que seria interessante complementar este estudo com: – uma análise longitudinal. o que exige uma forte preparação do contabilista em matérias de gestão para ser capaz de entender as necessidades do seu cliente – o utilizador da informação. Nesta perspectiva. de possuir sólidos conhecimentos analíticos de contabilidade e um conhecimento profundo do funcionamento do negócio. Actualmente. seria interessante analisar o impacto da filosofia empresarial na utilização de informação contabilística. – o recurso a uma investigação de natureza qualitativa uma vez que a pró- pria filosofia empresarial parece condicionar a utilização de informação contabilística na tomada de decisão.

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nuclear 24 – Fabricação de produtos químicos 18 9 3 30 25 – Fabricação de artigos de borracha e de matérias plásticas 5 4 1 10 26 – Fabricação de outros produtos minerais não metálicos 15 12 11 38 27 – Indústrias metalúrgicas de base 5 2 0 7 28 – Fabricação de produtos metálicos. 5 4 7 16 32 – Fabricação de equipamento e de aparelhos de rádio. ne.. 34 – Fabricação de veículos automóveis. de papel e de cartão e seus artigos 9 4 5 18 22 – Edição. impressão e reprodução de suportes de informa- 11 6 1 18 ção gravados 23 – Fabricação de coque . 31 – Fabricação de máquinas e aparelhos eléctricos. 5 No estudo empírico foram utilizados os termos contabilidade financeira e contabilidade analítica por se ter constatado. tele- 3 0 5 8 visão e comunicação 33 – Fabricação de aparelhos e instrumentos médico-cirúrgi- 0 0 1 1 cos.E.. de precisão. 20 – Indústrias da madeira e da cortiça e suas obras. produtos petrolíferos refinados e 0 0 0 0 tratamento de comb. reboques e semi- 6 6 5 17 reboques 35 – Fabricação de outro material de transporte 0 0 2 2 36 – Fabricação de mobiliário. ortopédicos. ne. o conceito de contabilidade de gestão não era interpretado por todos de igual modo. excepto máquinas 14 7 1 22 Equipamentos 29 – Fabricação de máquinas equipamentos. 21 – Fabricação de pasta. N. Pelo contrário. 9 7 3 19 30 – Fabricação de máquinas de escritório e de equipamento 0 1 0 1 para o tratamento aut. no pré-teste ao questionário. da info. excepto 7 3 3 13 mobiliário. 142 . 37 – Reciclagem 0 0 0 0 TOTAL 158 126 81 365 4 Entende-se por amostra a totalidade das empresas que responderam a este questionário. que se tratava de dois conceitos que não suscitavam dúvidas de interpretação por parte dos inquiridos. tingimento e fabricação de artigos 4 9 4 17 de peles com pêlo 19 – Curtimenta e acabamento de peles sem pêlo. outras indústrias transforma- 4 5 0 9 doras. 3 Caracterização da amostra inicial no quadro seguinte: Número de trabalhadores 100 250 + de Total Sector de actividade a 250 a 500 500 15 – Industrias alimentares e das bebidas 25 20 9 54 16 – Indústrias do tabaco 1 0 1 2 17 – Fabricação de têxteis 15 24 17 56 18 – Indústria do vestuário. fabricação 2 3 2 7 de artigos de viagem etc.