RESUMO - CONTABILIDADE BÁSICA

1. ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE
Conceitos ¬
Contabilidade: é um instrumento da função administrativa que tem por finalidade controlar o
patrimônio, apurar o resultado e prestar informações sobre o patrimônio das
empresas.
Patrimônio: é o conjunto de elementos necessários à existência de uma entidade
(empresa), ou seja, é o conjunto de bens, direitos e obrigações
Objeto da Contabilidade: é o patrimônio das empresas (entidades)
Aziendas: entidades econômico-administrativas (pessoas físicas ou jurídicas) que para atingirem
seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam bens patrimoniais e necessitam de
um órgão administrativo que pratique atos de natureza econômica necessários a seus
fins. Os elementos constitutivos das aziendas são: pessoas e bens.
Campo de Aplicação da Contabilidade: as Aziendas
Empresa ou Entidade: é qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio.
Resulta da combinação de 3 fatores de produção: Natureza, Capital e
Trabalho.
Gestão: é o conjunto de eventos ocorridos na entidade, consentidos ou não pela administração.
• Gestão de natureza técnica: realiza o objetivo social da entidade, como a
produção de bens e serviços.;
• Gestão de natureza administrativa procura orientar a utilização dos recursos
humanos disponíveis em busca dos objetivos sociais da entidade;
Rédito: é o resultado da atividade econômica que provoca variação patrimonial (lucro ou
prejuízo)
Regime de Caixa: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre os
recebimentos e os pagamentos no decorrer do período administrativo. É
o regime utilizado pelas entidades sem fins lucrativos .

Regime de Competência: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre as
receitas e as despesas incorridas durante o exercício social. É o
regime utilizado pelas entidades com fins lucrativos .
Funções da Contabilidade:
• Administrativa: objetiva controlar o patrimônio das entidades e prestar informações;
• Econômica: objetiva apurar o Rédito (Lucro ou Prejuízo)
Técnicas Contábeis ¬
• Escrituração: registro dos fatos patrimoniais de forma contínua e metódica, tendo como
apoio a documentação relativa a estes fatos;
• Demonstração: processo de prestação de informações úteis, oportunas e adequadas,
conforme a necessidade do usuário;
• Auditoria ou revisão: é a inspeção que se realiza sobre a escrituração contábil com a
finalidade de verificar a exatidão dos fatos administrativos;
• Análise de Balanços: processo de transformação dos dados em informações úteis aos
diversos usuários da informação contábil.
Princípios Contábeis Fundamentais
São os preceitos fundamentais em que se baseiam a doutrina e a técnica contábil.
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PRINCÍPIO DA ENTIDADE:
¬ reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, onde
não se pode confundir o patrimônio da entidade com o patrimônio de seus proprietários;
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: .
¬ a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida estabelecida ou provável, devem ser
considerados quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e
qualitativas
PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE:
¬ refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro das mutações
patrimoniais (deve ser feito no tempo certo e com a extensão correta);
PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: ;
¬ os componentes do patrimônio devem ser registrados pelo valor original das transações,
expressos em valor presente na moeda do País
PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:
¬ os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos
registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores; não representa
nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores originais;
PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA:
¬ as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que
ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independente de recebimento
ou pagamento;
PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA:
¬ determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor para os
componentes do passivo, ou seja, o Princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese de
que resulte o menor patrimônio líquido.
Exercício Social: é o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas
apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o ano-
calendário, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato
social.
2. PATRIMÔNIO
2.1. CONCEITO CONTÁBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS

PATRIMÔNIO: É O CONJUNTO DE BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES.
BENS: tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça as necessidades humanas;
• Tangíveis: têm existência física, existe como coisa ou objeto. Ex.: Dinheiro, mercadoria
p/ revenda, imóveis, máquinas, veículos, móveis, equipamentos, etc.
• Intangíveis: Exs.: Marcas e patentes, ações ou Quotas de Capital.
DIREITOS : são bens de nossa propriedade que se encontram em poder de terceiros.
(valores a receber). Ex.: duplicatas a receber, títulos a receber, notas
promissórias a receber, aluguéis a receber, clientes, dinheiro em banco,
aplicações financeiras, etc.
OBRIGAÇÕES: são bens de propriedade de terceiros que se encontram em nosso poder.
(valores a pagar). Ex.: duplicatas a pagar, títulos a pagar, notas promissórias a
pagar, aluguéis a pagar, fornecedores, impostos a recolher, etc.
Propriedade Plena - quando uma entidade tem posse e domínio sobre determinado bem.
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2.2. ITENS PATRIMONIAIS
ATIVO: conjunto de bens e direitos (parte positiva). Chamado de Patrimônio Bruto
PASSIVO: conjunto de obrigações (parte negativa). Também chamado de Capital de
Terceiros ou Passivo Exigível.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO : diferença entre o Ativo e o Passivo. Representa as
obrigações da entidade para com os sócios ou acionistas. É a
parte do Patrimônio que vai medir ou avaliar a situação ou
condição da entidade; é chamado, também, de Passivo não
exigível ou Situação Líquida.
2.3. EQUAÇÃO PATRIMONIAL E SUAS VARIAÇÕES
PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO - PASSIVO
Situações Patrimoniais
a) ATIVO > PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é POSITIVO / SUPERAVITÁRIO
• Situação Favorável ¬ PL + ou SL +
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) excedem o valor das obrigações com terceiros
(Passivo Exigível)
b) ATIVO < PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é NEGATIVO / DEFICITÁRIO
• Situação Desfavorável ¬ PL (-) ou SL (-) ou Passivo a Descoberto
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem menores que as obrigações com terceiros
(Passivo Exigível)
c) ATIVO = PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é NULO / EQUILIBRADO
• Situação NULA, Equilíbrio Aparente ¬ A = PE, logo PL = 0
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais às obrigações com terceiros
(Passivo Exigível); nessa hipótese o patrimônio líquido será nulo.
d) ATIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO ¬
• Situação Plena ou Propriedade Total ¬ A = PL, logo PE = 0
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais ao patrimônio líquido; nessa
hipótese , as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) serão nulas.
e) PASSIVO EXIGÍVEL = PATRIMÔNIO LÍQUIDO ¬
• Situação de Inexistência de Ativos ¬ PE = ( PL ) , logo A = 0
• Ocorre quando as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) for igual ao
patrimônio líquido negativo; nessa hipótese, o ativo será nulo.
2.4. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS
¬ Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que formam
o grupo dos ELEMENTOS POSITIVOS; e, do outro lado, as Obrigações, que formam o grupo
dos ELEMENTOS NEGATIVOS.
PATRIMÔNIO
BENS
DIREITOS
OBRIGAÇÕES
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• Na maioria das empresas comerciais, o Ativo suplanta o Passivo Exigível (obrigações).
Assim, a representação mais comum do patrimônio de uma empresa comercial assume a
forma:
Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido
• Diz-se que a:
o Situação Líquida é Negativa quando o Ativo Total é:
º menor que o Passivo Exigível.
o Situação Patrimonial inconcebível quando a:
º Situação Líquida maior que o Ativo.
o Aumenta o patrimônio líquido quando há:
º Recebimento de duplicatas com juros.
o Diminui o patrimônio líquido quando há:
º Pagamento de duplicatas com juros.
3. CONCEITOS DE CAPITAL
CAPITAL SOCIAL ¬ é a obrigação da empresa para com os sócios originária da entrega
de recursos para a formação do capital da entidade. Corresponde ao
patrimônio líquido (PL)
CAPITAL PRÓPRIO ¬ são os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou
decorrentes de suas operações sociais.
CAPITAL DE TERCEIROS ¬ representam recursos originários de terceiros utilizados para a
aquisição de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao
passivo exigível (PE)
CAPITAL REALIZADO ¬ corresponde ao valor dos recursos entregues pelos sócios e à
disposição da entidade (em caixa, nos bancos, em imóveis,
etc).
CAPITAL A REALIZAR ¬ é o capital com que a entidade foi registrada mas que por
algum motivo ainda não foi colocado totalmente à disposição
da entidade. Com o desenrolar dos negócios, este capital será
posto à disposição da entidade, seja através de dinheiro ou
outros bens.
CAPITAL TOTAL A DISPOSIÇÃO DA EMPRESA ¬ corresponde à soma do capital
próprio com o capital de
terceiros. É também igual ao total
do ATIVO da entidade.
DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO
CAPITAL: é o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui para iniciar suas
atividades. Ex.: Lúcia vai abrir uma papelaria. Ela possui, para esse fim, R$ 10.000
em dinheiro. Logo, esses R$ 10.000 em dinheiro constituem o seu Capital Inicial.
O Capital Inicial pode ser composto por:
• Dinheiro
• Móveis
• Veículos
• Imóveis
• Promissórias a Receber etc.
PATRIMÔNIO: é o conjunto que COMPREENDE os bens da empresa (dinheiro em caixa,
contas a receber, imóveis, veículos., etc), seus direitos (contas a receber) e
suas obrigações para com terceiros (contas a pagar)
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4. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
4.1. CONCEITO DE DÉBITO E CRÉDITO
¬ um alerta para não confundir termos da linguagem comum, quando usados na terminologia
contábil.
DÉBITO: na linguagem comum, significa:
— dívida
— situação negativa
— estar em débito com alguém
— estar devendo para alguém etc.
¬ Quando falarmos na palavra débito, procure não ligar o seu significado do ponto de vista
técnico com o que ela representa na linguagem comum.
• Na terminologia contábil, essa palavra tem vários significados, os quais raramente
correspondem aos da linguagem comum. Enquanto não se conscientizar disso,
dificilmente aceitará que débito pode representar elementos positivos, o que prejudica
sensivelmente a aprendizagem. Portanto, muito cuidado com a terminologia.
CRÉDITO: na linguagem comum, significa:
— ter crédito com alguém, em uma loja etc.
— situação positiva
— poder comprar a prazo etc.
• Na terminologia contábil, a palavra crédito também possui vários significados. As
mesmas observações que fizemos para a palavra débito aplicam-se à palavra crédito.
Portanto é importante memorizar :
a. No gráfico das Contas Patrimoniais, o lado direito é o lado do Crédito, exceto
para as Contas Retificadoras.
b. No gráfico das Contas de Resultado, o lado direito é o lado do Crédito.
¬ Portanto:
DÉBITO é uma situação de dívida ou de responsabilidade da conta para com
entidade;
CRÉDITO é uma situação de direito ou de haver da conta em relação à entidade;
SALDO é a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos efetuados
numa conta; O saldo pode ser:
• devedor - quando a soma dos débitos for maior do que a soma dos créditos;
• credor - quando a soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos;
• nulo - quando a soma dos débitos for igual a soma dos créditos;
4.2. CONTAS CONTÁBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAÇÃO
Razonete
Nome da Conta
Débitos
( D )
Créditos
( C )
Devedor Credor
Saldo
Mecanismo de Débito e Crédito
Contas NATUREZA Aumentos Diminuições
ATIVO Dv D C
PASSIVO Cr C D
DESPESAS Dv D C
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RECEITAS Cr C D
SITUAÇÃO LÍQUIDA Cr C D
Dv - conta de natureza DEVEDORA; D - debitar
Cr - conta de natureza CREDORA; C - creditar
Contas - são denominações contábeis que identificam e controlam os elementos contábeis de
natureza semelhante.
Teoria das Contas
ATIVO PASSIVO
CONTAS
DE
RESULTAD
O
Teoria das Contas BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES
PATRIMÔNI
O LÍQUIDO
RECEITAS
&
DESPESAS
Teoria Personalista
Contas ¬ Pessoas ÷
Débito/Crédito ¬ Entidade
Contas dos
Agentes
Consignatários
Contas dos Agentes
Correspondentes
Contas dos Proprietários
Teoria Materialista
Contas ÷ Material ¬
Entidade
Contas Integrais Contas Diferenciais
Teoria Patrimonialista
Objeto ¬ Patrimônio
Finalidade ¬ controle,
apuração dos resultados e
prestação de informações
Contas Patrimoniais
Contas
de
Resultado
• Teoria Personalista ¬ as contas representam pessoas que se relacionam com a
entidade em termos de débito e crédito;
• Teoria Materialista · as contas e a entidade mantêm uma relação material, e não
pessoal;
• Teoria Patrimonialista ¬ o objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades e a
sua finalidade é o controle do patrimônio, a apuração dos resultados e a prestação
de informações;
• Contas de Resultado = compreendem as Receitas e as Despesas, que
devem ser encerradas quando da apuração do resultado do exercício. Este
resultado, lucro ou prejuízo, será incorporado ao patrimônio da entidade através da
conta do patrimônio líquido “Lucros Acumulados” ou “Prejuízos Acumulados”
PLANO DE CONTAS: é constituído pelo conjunto de normas e procedimentos sobre a
utilização das contas integrantes do sistema contábil da entidade. O
Plano de Contas é composto pelas seguintes partes: Elenco das
contas, Codificação das Contas, Função das Contas e Funcionamento
das Contas.
• Elenco das Contas ¬ conhecido como estrutura do plano de contas, consiste na relação
ordenada de todas as contas utilizadas para o registro dos fatos contábeis de uma
entidade.
• Exemplo de Plano de Contas
Ativo
Ativo Circulante
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Disponibilidades
Direitos Realizáveis
Estoques
Despesas do Exercício seguinte
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
Investimento
Imobilizado
Diferido
Passivo
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultado de Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
Capital Social
Reservas de Capital
Reservas de Lucros
Lucros ou Prejuízos Acumulados
• Codificação das Contas ¬ a codificação tem por objetivo simplificar a classificação das
contas nos respectivos grupos e subgrupos
• Exemplo: arbitramos o código 1 para o Ativo e 2 para o Passivo, o restante
ficaria:
1. Ativo
1.1. Ativo Circulante
1.2. Ativo Realizável a Longo Prazo
1.3. Ativo Permanente
1.3.1. Investimento
1.3.2. Imobilizado
• Função das Contas ¬ tem como finalidade explicar a razão da existência da conta, para
que serve, onde se aplica, como se trabalha com ela. Ex.: a conta CAIXA representa o
dinheiro, recebendo a débito os recebimentos e a crédito os pagamentos efetuados em
dinheiro;
• Funcionamento do Plano de Contas ¬ é a parte do Plano de Contas que demonstra o
relacionamento de uma conta com as demais, assim como a sua abertura, movimentação
e encerramento.
4.3. MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO
MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS - é o método pelo qual cada débito efetuado em
uma ou mais contas, deve corresponder um crédito
em uma ou mais contas, de tal forma que o total
debitado seja sempre igual ao total creditado.
PARTIDAS MENSAIS: admite-se a escrituração resumida no diário, por totais que não excedam
ao período de um mês, relativamente a contas cujas operações sejam
numerosas ou realizadas fora da série do estabelecimento, desde que
utilizados livros auxiliares para registro individualizado e conservados os
documentos que permitam sua perfeita verificação.
Escrituração: é o conjunto de lançamentos contábeis. A Escrituração completa é
composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações financeiras
elaboradas no encerramento de cada exercício social.
Função da Escrituração:

• Histórica = consiste no registro dos fatos na ordem cronológica (Livro Diário);
• Sistêmica = consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com sua
natureza e valores respectivos (Livro Razão);
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Processo de Escrituração:
• Pode ser manual, mecanizado ou por processamento de dados;
• Todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e adequados ao
tipo de operação. Ex.: compra de mercadorias ¬ documento hábil é a nota fiscal;
• Registro dos fatos no livro Diário;
• Transcrição dos registros para o livro Razão;
• Elaboração do Balancete de Verificação;
• Apuração do Resultado e elaboração das demonstrações contábeis (Balanço Patrimonial e
Demonstração do Resultado do Exercício), transcrevendo-se estas demonstrações no livro
Diário.
4.3.1. LANÇAMENTOS
Lançamento
Ex.: Compra de um veículo à vista, no dia 01/04/02, conforme NF nº 51, no valor de $ 700.000,
emitida pela MARELA.
S J Rio Preto, 01 de abril de 2002
Veículos
a Caixa ......................... $ 700.000
Fórmulas de Lançamento
1ª - Fórmula Simples – apenas uma conta é debitada e uma única conta é creditada.
Ex.: compra de uma bicicleta, à vista, por $ 1.000
Veículos
a Caixa ......................... $ 1.000
2ª - Fórmula Composta - apenas uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.
Ex.: compra de uma bicicleta por $ 1.000, pagando-se $ 500
com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma duplicata pelo
restante, $ 500.
Veículos
a Diversos
a Banco c/ Movimento .. $ 500
a Duplicatas a Pagar...... $ 500 $ 1.000
3ª - Fórmula Composta - mais de uma conta é debitada e uma única conta é creditada.
Ex.: Integralização do capital Social no valor de $ 15.000, sendo
$ 5.000 em móveis e $ 10.000 em dinheiro.
Diversos
a Capital Social
Caixa ........................... $ 10.000
Móveis e Utensílios.... $ 5.000 $ 15.000
4ª - Fórmula Complexa - mais de uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.
Ex.: pagamento do aluguel do mês no valor de $ 40.000 e de
uma duplicata no valor de $ 90.000, com a utilização de $ 30.000
em dinheiro e $ 100.000 em cheque.
Débito Crédito
Diversos
a Diversos
Despesa de Aluguel .......... $ 40.000
Duplicatas a Pagar............. $ 90.000
a Caixa ....................................................... $ 30.000
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a Bancos c/ Movimento .............................. $ 100.000
Partícula “a” ¬ é apenas indicadora da contra creditada, sendo seu uso facultativo.
4.4. PRINCIPAIS LIVROS CONTÁBEIS
¬ Dos vários livros usados pelas empresas, vamos mencionar apenas os utilizados pela
contabilização dos atos e fatos administrativos.
Os principais livros utilizados pela Contabilidade são:
• Livro Diário
• Livro Razão
• Livro Caixa
• Livro Contas-Correntes
4.4.1. LIVRO DIÁRIO
¬ O Diário é um livro obrigatório pela legislação comercial. Por ser obrigatório, o Diário está
sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas.
Objetivo: cumprimento da função histórica da Contabilidade (ordem cronológica dos fatos
ocorridos). O livro Diário é o mais importante livro contábil. Caso haja extravio dos
demais livros fiscais, com o livro Diário é possível a recuperação dos mesmos.
Formalidades do Livro Diário
Formalidades extrínsecas ( ou externas): o livro Diário deve ser encadernado com folhas
numeradas em seqüência, tipograficamente. Deve
conter, ainda, os termos de abertura e de
encerramento e ser submetido à autenticação do
órgão competente do Registro do Comércio.
Formalidades intrínsecas ( ou internas ): a escrituração do Diário deve ser completa, em
idioma e moedas nacionais, em forma mercantil,
com individuação e clareza, por ordem cronológica
de dia, mês e ano, sem intervalos em branco nem
entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e
transportes para as margens.
• O livro Diário tradicional pode ser substituído por fichas ( contínuas, em forma
de sanfona, soltas ou avulsas ).Porém, a adoração desse sistema não exclui a
empresa de obediência aos requisitos intrínsecos, previstos na lei fiscal e comercial
para o livro Diário. As empresas que utilizam fichas são obrigadas a adotar o livro
próprio para a inscrição das demonstrações financeiras.
¬ Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na última
página do livro Diário, respectivamente. Esses termos são colocados na época da abertura
dos livros, conforme o seguinte modelo:
Elementos Essenciais do Lançamento no Livro Diário
• 1º - local e data;
• 2º - conta ou contas debitadas;
• 3º - conta ou contas creditadas, precedida(s) da partícula “a”;
• 4º - Histórico da operação;
• 5º - valor da operação.
4.4.2. Livro Razão
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¬ O Razão é um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o movimento de
todas as contas. A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir de 1991. Na
Contabilidade moderna, o Razão é escriturado em fichas.
4.4.3. LIVRO CONTAS-CORRENTES
¬ O Contas-Correntes é o livro auxiliar do Razão. Serve para controlar as contas que
representam Direitos e Obrigações para a empresa.
4.4.4. LIVRO CAIXA
¬ O livro Caixa também é auxiliar. Nele são registrados todos os fatos administrativos que
envolvam entradas e saídas de dinheiro.
4.5. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS
4.5.1. CONCEITOS
Atos Administrativos: são os atos que não provocam alterações nos elementos do
Patrimônio ou do Resultado, portanto não interessam a Contabilidade.
Fatos Administrativos : são os acontecimentos que de alguma forma alteram o
patrimônio das entidades, quer sob o aspecto qualitativo, quer
sob o aspecto quantitativo. São chamados, também, de Fatos
Contábeis. Ex.: emissão de cheques, depósitos bancários,
compra de veículos, compra de materiais, pagamento de
obrigações, recebimentos de direitos, venda de mercadorias, etc.
4.5.2. CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS
Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o seu
patrimônio líquido. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais.
Ex.: - compra de mercadorias à vista (bens por bens); compra de
mercadorias a prazo (bens por obrigações); recebimento de valor pela
quitação de uma duplicata; aumento do capital social com lucros
acumulados;
Fatos Modificativos: são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o patrimônio
líquido, aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo
(fato modificativo diminutivo) a riqueza própria do patrimônio.
• fato modificativo aumentativo = qualquer tipo de receita quando lançada ao Resultado,
aumento do Capital Social;
• fato modificativo diminutivo = qualquer tipo de despesa quando lançada ao Resultado,
Distribuição de lucros ou dividendos;
Fatos Mistos ou Compostos: aqueles que combinam fatos contábeis permutativos e
modificativos. Podem ser aumentativos ou diminutivos,
conforme alterem para maior ou menor o patrimônio
líquido.
• Misto aumentativo = venda de mercadorias com lucro; recebimento de uma duplicata
com juros;
• Misto diminutivo = venda de mercadorias com prejuízo; pagamento de uma duplicata
com juros;
Registro dos Fatos Contábeis – Passos
1º passo ¬ identificar as contas envolvidas (pelo menos duas contas);
2º passo ¬ identificar a que grupo cada conta pertence. Uma conta só pode pertencer a
um determinado grupo, tais como:
ATIVO – PASSIVO – PATRIMÔNIO LÍQUIDO – RECEITA – DESPESA
3º passo ¬ identificar qual é o efeito do fato sobre cada conta envolvida, ou seja, qual
elemento contábil aumenta ou diminui devido a este fato;
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4º passo ¬ efetuar o lançamento, segundo o mecanismo de débito e crédito.
Balancete de Verificação
¬ Após efetuarmos todos os lançamentos nos razonetes, devemos apurar os saldos de todas as
contas.
Balancete de Verificação
Contas
Saldos
Devedores
( D )
Credores
( C )
Total
BALANÇO PATRIMONIAL - conceitos
ATIVO: No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez, em 3
grandes grupos:
Ativo
Ativo Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
• Ativo Circulante ¬ representa os valores passíveis de serem transformados em dinheiro
a curto prazo, ou seja, tudo o que for se realizar dentro do exercício social seguinte. Exs.:
dinheiro em Caixa, contas corrente em Banco, Aplicações Financeiras de curto prazo, Estoques
de mercadorias, Duplicatas a Receber, Clientes, etc.
• Exercício Social - é o espaço de 12 meses, findo o qual as pessoas
jurídicas apuram os seus resultados.
• Ativo Realizável a Longo Prazo ¬ são os valores passíveis de transformações em
moeda a Longo Prazo, ou seja, após o decurso do exercício social subseqüente ao da elaboração
do Balanço Patrimonial. Exs.: direitos a Longo Prazo, empréstimos compulsórios à União,
adiantamentos ou empréstimos a sócios, acionistas e despesas antecipadas.
• Ativo Permanente ¬ representa aplicação permanente ou fixa dos recursos da empresa
e, a princípio, não estão destinados à venda ou realização.
• Investimentos - Exs.: participações permanentes em outras sociedades e os
imóveis de renda;
• Imobilizado – bens e direitos necessários à manutenção das atividades
produtivas da empresa. Exs.: máquinas, equipamentos, veículos, imóveis de uso,
marcas e patentes, fundo de comércio, etc.
• Diferido – compreende as aplicações de recursos em despesas que
contribuirão para a formação do resultado em mais de um exercício social. Exs.:
despesas incorridas na fase pré-operacional da empresa, despesas com pesquisas
científicas ou tecnológicas, etc.
PASSIVO: as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade, e se
dividem em 4 grandes grupos:
Passivo
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultado de Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
• Passivo Circulante ¬ compreende as obrigações ou dívidas a curto prazo. Exs.:
Duplicatas a Pagar, Fornecedores, Obrigações Fiscais, Trabalhistas e Sociais, Aluguéis, Impostos
a Recolher, etc.
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• Passivo Exigível a Longo Prazo ¬ compreende as: Obrigações a Longo Prazo,
inclusive empréstimos recebidos de sócios e acionistas, etc.
• Resultado de Exercícios Futuros ¬ compreende as: receitas de exercícios futuros,
diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes;
• Patrimônio Líquido ¬ corresponde à diferença entre os valores que compõem o Ativo, o
Passivo Exigível e o Resultado de Exercícios Futuros. Divide-se em:
• Capital Social - divide-se em:
• Capital Subscrito - compromisso assumido pelos sócios ou acionistas;
• Capital Realizado - pagamento efetivo do compromisso pelos sócios ou
acionistas;
• Capital a Realizar - parcela do compromisso assumido pelos
proprietários e ainda não quitada.
• Reservas – são parcelas do patrimônio líquido que excedem o valor do Capital
Social integralizado:
• Reservas de Lucros – são obtidas pela apropriação dos Lucros, de
acordo com exigência legal;
• Reservas de Capital – são contribuições recebidas dos proprietários ou
de 3ºs, que nada têm a ver com as receitas ou ganhos.
• Reservas de Reavaliação – indicam acréscimos de valor ao custo de
aquisição de Ativos baseados em preços de mercado;
• Lucros ou Prejuízos Acumulados – ficam em destaque, legalmente;
enquanto não são distribuídos ou capitalizados são considerados como reserva de
lucros, tecnicamente.
• Contas Retificadoras – são contas redutoras do Patrimônio Líquido. Exs.:
Capital Social a Realizar (integralizar), Ações em Tesouraria ou quotas, Dividendos
distribuídos antecipadamente;
5. RECEITAS E DESPESAS
5.1. CONCEITOS
RECEITAS: são ingressos patrimoniais decorrentes da utilização dos recursos da
empresa e que geram gastos para a mesma. As receitas aumentam a
riqueza própria do patrimônio.
DESPESAS: são gastos executados com a finalidade de gerar receitas. As despesas
podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo, mas sempre provocam
diminuições no patrimônio líquido. As despesas reduzem a riqueza
própria do patrimônio.
RESULTADO = RECEITAS - DESPESAS
a) LUCRO ¬ Despesas < Receitas
b) PREJUÍZO ¬Despesas > Receitas
c) NULO ¬ Despesas = Receitas
Receitas e Despesas Financeiras
¬ Operações Financeiras são aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou APLICAR
recursos financeiros
¬ Dividem-se, portanto, em OPERAÇÕES ATIVAS (destinadas à aplicação de recursos) e
OPERAÇÕES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captação de recursos financeiros)
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RECEITAS FINANCEIRAS: correspondem aos ingressos patrimoniais originados das
aplicações de recursos financeiros, tais como:
• receitas de juros;
• descontos condicionais obtidos;
• variações monetárias pré-fixadas ativas (excedentes às
pós-fixadas)
Atenção: obedecendo ao regime de competência do exercício, quando derivadas de
operações ou títulos com vencimento posterior ao encerramento do exercício
social, as receitas financeiras podem ser distribuídas proporcionalmente
aos períodos-base a que competirem, podendo também, a critério da
empresa, ser apropriadas integralmente no período-base correspondente
à realização da operação.
DESPESAS FINANCEIRAS: correspondem aos gastos incorridos nas operações de captação
de recursos financeiros, tais como:
º despesas de juros;
º descontos condicionais concedidos;
º correção monetária pré-fixada;
Atenção: as despesas financeiras pagas antecipadamente DEVERÃO ser
apropriadas, pró rata tempore, por exercícios sociais a que competirem. Já as
despesas financeiras incorridas na fase pré-operacional serão registradas
como ativo diferido, para posterior amortização.
Contabilização:
Ex.: Aquisição de um CDB em 01/11/X1, com vencimento em 01/02/X2, no valor de $ 7.000,
com ganho pré-fixado de $ 2.100.
1. antecipando o reconhecimento da receita
Aplicações Financeiras – CDB
a Diversos
a Caixa / Bancos .................................. $ 7.000
a Receitas Financeiras ........................ $ 2.100 $ 9.100
º neste caso, a receita financeira foi apropriada integralmente ao
resultado do exercício social X1
2. apropriando a receita segundo o regime de competência
- quando da operação (01/11/X1):
Aplicações Financeiras – CDB
a Diversos
a Caixa / Bancos ................................... $ 7.000
a Receitas Financeiras a Apropriar ....... $ 2.100 $ 9.100
- em 31 de dezembro de X1:
Receitas Financeiras a Apropriar
a Receitas Financeiras ............................ $ 700
5.2. RESULTADO COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIÇOS
Mercadorias ¬ são os bens que as empresas comerciais adquirem com a finalidade de
revenda, sem industrializá-las. São revendidas da mesma forma como foram
adquiridas.
Compreendem:
• o registro dos fatos envolvendo as mercadorias: estoque inicial, compras, vendas e
estoque final;
• apuração do custo das mercadorias vendidas (CMV);
• apuração do resultado com mercadorias (RCM);
CMV ¬ Custo das Mercadorias Vendidas
13
CMV = Ei + C - Ef
Onde:
Ei ¬ Estoque Inicial
C ¬ Compras Líquidas
EF ¬ Estoque Final
RCM ¬ Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO
RCM = V - CMV
Onde:
V ¬ Vendas Líquidas
CMV ¬ Custo das Mercadorias Vendidas
Inventário ¬ é a verificação de existências patrimoniais por meio de levantamento individualizado e
completo dos bens e valores ativos e passivos de uma empresa. Pode ser Periódico ou Permanente.
Inventário Periódico ¬ ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de
encerramento do balanço, através de contagem física, obtendo-se o valor do estoque final (Ef). O
preço utilizado para sua avaliação é o de custo ou de mercado, dos dois o menor.
• o Estoque Final (Ef) de um exercício é o Estoque Inicial (Ei) do exercício
seguinte, e assim por diante.3
• Utiliza-se a conta Mercadorias Mista
Conta Mercadorias Mista ¬ no início do exercício esta conta é patrimonial (reflete o valor
do estoque inicial). No decorrer do exercício social, com entradas e saídas, esta conta passa
a ser conta de resultado. Após o registro do inventário final, o saldo desta conta representa
o RCM.
Estoque Inicial ¬ corresponde ao saldo da conta Mercadorias em estoque no encerramento
anterior.
Mercadorias Mista
a Mercadorias em Estoque
Compras de Mercadorias ¬ lançadas a débito da conta Mercadorias Mista, tendo como
contrapartida lançamentos a crédito das contas Caixa, Bancos, Contas a Pagar, etc.
Mercadorias Mista
.a Caixa / Bancos / Contas a Pagar
Venda de Mercadorias ¬ lançadas a crédito da conta Mercadorias Mista, tendo como
contrapartida lançamentos a débito das contas Caixa, Bancos, Contas a Receber, etc.
Caixa / Bancos / Contas a Receber
.a Mercadorias Mista
Estoque Final ¬ no encerramento do exercício, faz-se o inventário das mercadorias que se
encontram em estoque e o valor será lançado a débito da conta patrimonial Mercadorias em
Estoque, e em contrapartida a crédito da conta Mercadorias Mista
Mercadorias em Estoque
.a Mercadorias Mista
Resultado Final ¬ o saldo da conta Mercadorias Mista será o RCM
14
Compras Vendas
Redutores de Vendas Redutores de Compras
Aumentos de Compras
Estoque Inicial (EI) Estoque Final (EF)
Mercadorias Mista
Obs.: a apuração contábil do CMV é obrigatória; a apuração do RCM é facultativa
5.3. APURAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ¬ o objetivo dessa demonstração é fornecer o
resultado líquido do exercício, ou seja, as Receitas e Despesas do Exercício apuradas segundo o
regime de Competência (as receitas e despesas são consideradas independentemente de seus
recebimentos ou pagamentos).
VENDAS BRUTAS
(-) DEDUÇÕES DE VENDAS
(=) VENDAS LÍQUIDAS
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV)
(=) LUCRO BRUTO / LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB)
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
(+-) RESULTADO FINANCEIRO (Receitas + Despesas Financeiras)
(=) RESULTADO OPERACIONAL
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
(=) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA
(-) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/LUCRO
(-) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA
(=) LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
(-) PARTICIPAÇÕES
(=) LUCRO LÍQUIDO (LL)
5.4. RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
Operações com mercadorias
¬ Como vimos, as mercadorias compreendem todos os Bens que as empresas comerciais
compram para revender. As operações que envolvem as compras e as vendas de
mercadorias constituem a atividade principal das empresas comerciais.
¬ Como contabilizar as operações com mercadorias? Para contabilizar as operações com
mercadorias existem dois métodos:
MÉTODO DA CONTA MISTA: consiste em utilizar uma única conta, que poderá ser chamada de
Mercadorias, ou Estoque de Mercadorias, ou outra similar, para registrar todas as operações com
mercadorias (estoques inicial e final, compras, vendas, devoluções de compras e devoluções de
vendas).
MÉTODO DA CONTA DESDOBRADA: consiste em utilizar as três contas básicas: Estoque de
Mercadorias (para registrar os estoques inicial e final), Compras de Mercadorias e Vendas de
Mercadorias. Podem, ainda, ser utilizadas as contas Compras Anuladas (para registrar as
devoluções de compras) e Vendas Anuladas (para registrar as devoluções de vendas).
• A empresa poderá optar por um dos dois métodos, mas não poderá utilizar ambos ao
mesmo tempo, para não prejudicar a uniformidade de seus registros contábeis.
• Seja qual for o método utilizado, a empresa poderá, ainda, adotar um dos seguintes
sistemas:
INVENTÁRIO PERMANENTE: consiste em controlar permanentemente o valor
do estoque de mercadorias. Assim, a cada compra efetuada, seu custo é incluído
no estoque; e a cada venda efetuada, seu custo é diminuído do estoque,
permitindo que o estoque de mercadorias fique atualizado constantemente.
INVENTÁRIO PERIÓDICO: por este sistema, o valor do estoque só é conhecido
no final do período, mediante levantamento (inventário) físico realizado.
¬ Fizemos estas considerações porque, a partir de agora, adotaremos o método da conta
desdobrada com inventário periódico
15
¬ Registro das compras e das vendas de mercadorias durante o ano
a) Compras de mercadorias
Exemplo:
Compra de mercadorias, conforme Nota Fiscal n.º 85, do fornecedor Luzeletrica Ltda., no valor de R$
10.000, à vista.
Registro no livro Diário:
Compras de Mercadorias
a Caixa
Nota Fiscal n.º 85, de Luzeletrica Ltda ......................................... 10.000

¬ Desta forma, toda vez que a empresa comprar mercadorias, a conta a ser debitada será
Compras de Mercadorias e a conta a ser creditada poderá ser Caixa, Bancos Conta
Movimento, Fornecedores ou Duplicatas a Pagar, conforme o caso.
b) Fatos que alteram o valor das compras
COMPRAS ANULADAS: consistem na devolução total ou parcial das mercadorias adquiridas,
tendo em vista fatos desconhecidos no momento da compra.
Exemplo:
Nossa devolução de parte da compra de mercadorias do fornecedor All-Pack Ltda., conforme nossa
Nota Fiscal n.º 323, no valor de R$ 2.000. O fornecedor nos devolveu a importância em dinheiro.
Registro no livro Diário:
Caixa
a Compras Anuladas
Nossa devolução de parte das mercadorias adquiridas do
Fornecedor All-Pack Ltda., conf. N/ NF n.º 323 ...................... 2.000
DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS: consistem nos descontos obtidos
do fornecedor no momento da compra das mercadorias, os quais vêm destacados na própria Nota
Fiscal de compra, desde que não dependam, para sua concessão, de eventos posteriores à emissão
da Nota Fiscal.
Exemplo:
Compra de mercadorias, à vista, do fornecedor Monitor S/A, conforme Nota Fiscal n.º 9730, no valor
de R$ 4.000. Houve desconto destacado na Nota Fiscal no valor de R$ 400.
Registro no livro Diário:
A contabilização desse tipo de desconto, do ponto de vista técnico, é desnecessária, sendo a compra
registrada pelo seu valor líquido. Entretanto, havendo interesse, a contabilização poderá ser feita da
seguinte maneira:
Compras de Mercadorias
a Diversos
Nossa compra, conf. NF n.º 9730 do fornecedor
Monitor S/A, como segue:
a Caixa
Valor líquido pago .............................................................. 3.600
a Descontos Incondicionais Obtidos
10% destacados na NF supra ........................................ 400 4.000
FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem à importância paga diretamente ao
fornecedor ou a uma empresa transportadora, referente a despesas com seguros e transporte.
Exemplo:
Paga à empresa Transportadora Conde S/A a importância de R$ 3.000, referente a fretes e seguros,
conforme Nota Fiscal de Serviço de Transporte n.º 475.
16
Pelo sistema que estamos adotando para registro das operações com mercadorias, esse fato poderá
ser contabilizado da seguinte maneira:
Registro no livro Diário:
Fretes e Seguros sobre Compras
a Caixa
Fretes e seguros pagos à Transportadora Conde
S/A, conf. NF de Serviço de Transporte n.º 475 ........................ 3.000

c) Vendas de mercadorias
Exemplo:
Nossas vendas de mercadorias, à vista, conforme nossas Notas Fiscais n.
os
725 a 786, no valor de
R$ 15.000.
Registro no livro Diário:
Caixa
a Vendas de Mercadorias
Vendas de mercadorias, conforme nossas
Notas Fiscais n.
os
725 a 786 ...................................................... 15.000
¬ Assim, toda vez que ocorrer vendas de mercadorias durante o ano, a conta a ser creditada
será sempre Vendas de Mercadorias e a conta a ser debitada poderá ser Caixa, Clientes ou
Duplicatas a Receber, conforme o caso.
d) Fatos que alteram o valor das vendas
VENDAS ANULADAS: é comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias em
devolução total ou parcial, por motivos também desconhecidos no
momento da venda.
Exemplo:
Recebemos do cliente Forte S/A, em devolução, mercadorias no valor de R$ 6.000, referentes à parte
de nossa venda através da nossa NF n.º 4475. Foi restituído ao cliente o valor em dinheiro.
Registro no livro Diário:
Vendas Anuladas
a Caixa
Devolução de vendas recebida do cliente Forte S/A
ref. parte de nossa NF n.º 4475 .......................................... 6.000

DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente de
qualquer condição posterior à emissão da Nota Fiscal, nossa empresa também poderá oferecer
descontos, destacando-os nas Notas Fiscais de venda.
Exemplo:
Venda de mercadorias a Matheus & Lucas Ltda, conforme nossa Nota Fiscal n.º 230, no valor de R$
8.000, tendo sido concedido desconto incondicional, destacado na própria NF, igual a R$ 800.
Registro no livro Diário:
Diversos
a Vendas de Mercadorias
Nossa NF n.º 230, ref. venda a Matheus & Lucas Ltda,
Como segue:
Caixa
Valor líquido da Nota ............................................. 7.200
Descontos Incondicionais Concedidos
10% destacados na NF supra ............................... 800 8.000

17
e) Imposto e contribuições incidentes sobre as vendas
ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é um imposto de
competência estadual, incidente sobre a circulação de mercadorias e sobre a prestação de alguns
serviços, como o fornecimento de energia elétrica, transporte e comunicações.
• Até agora, quando no referimos a compras e vendas de mercadorias, não nos
preocupamos com o ICMS, mas esse imposto incide sobre a maioria dessas operações.
• O valor do ICMS já vem incluído no valor das mercadorias constantes da Nota Fiscal.
ICMS incidente nas compras
Vamos citar o exemplo de uma Nota Fiscal no valor de R$ 1.000 de mercadorias incluindo R$ 180 de
ICMS (calculado com base em uma alíquota de 18 %)
Registro no livro Diário:
C Diversos
a Caixa
Nota Fiscal n° 345, de Gabriel S/A
em geral:
Compras de Mercadorias
Valor líquido da compra ................................... 820
ICMS a recuperar
18% sobre a NF supra ...................................... 180 1.000
Observações:
• A conta Compras de Mercadorias, que é de apuração do Resultado Bruto, foi debitada
pelo valor líquido da compra, ou seja, pelo valor pago, menos o valor do ICMS. O saldo
desta conta será transferido para a conta Custo das Mercadorias Vendidas no momento
da apuração do Resultado Bruto.
• Conta ICMS a Recuperar, do Ativo Circulante, foi debitada pelo valor do ICMS incidente
nessa compra. Esse valor representa Direito para a empresa, que poderá compensá-lo no
valor do ICMS devido nas vendas efetuadas no mesmo mês.
ICMS incidente nas vendas
Exemplo: Nota Fiscal, referente à venda de mercadorias à vista com n.° 4521 da empresa
Luzeletrica S/A, no valor de R$ 500 (alíquota do ICMS = 18 %)
Registro no livro Diário:
C Caixa
a Venda de Mercadorias
Nossa Nota Fiscal n.° 4521, ref. à venda de
Mercadorias .............................................................................. 500

C ICMS sobre Vendas
a ICMS a Recuperar
Valor do ICMS incidente sobre a venda supra ...................... 90
18
Compras de Mercadorias
C 820
ICMS a Recuperar
C 180
Compras de Mercadorias



C 820



¬ Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, após os três lançamentos
efetuados:
Observações:
• A conta vendas de Mercadorias foi creditada no lançamento n.° 2 por R$ 500,
correspondentes ao valor da venda bruta. Essa conta representa Receita Bruta de Vendas
e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento
da apuração do Resultado Bruto.
• A conta ICMS sobre Vendas foi debitada no lançamento n.º 3 por R$ 90, correspondente
ao valor do ICMS incidente sobre a venda. Essa conta é redutora da Receita Bruta de
Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no
momento da apuração do Resultado Bruto.
• No lançamento n.º 1, a conta ICMS a Recuperar foi debitada pelo valor do ICMS incidente
sobre a compra (Direito da empresa), e no lançamento n.º 3 foi creditada pelo valor do
ICMS incidente sobre a venda (Obrigação da empresa).
• Como você pode observar, nas compras de mercadorias com incidência do ICMS
basta um lançamento para registrar o valor líquido das compras de mercadorias e o valor
do ICMS a débito da conta ICMS a Recuperar. Por outro lado, nas vendas de
mercadorias com incidência do ICMS são necessários dois lançamentos: um para
registrar o valor da venda bruta e outro para registrar o valor do ICMS incidente na venda.
• Você pode notar, ainda, que a conta ICMS a Recuperar foi debitada no lançamento n.º 1
pelo valor do ICMS incidente sobre a compra e creditada no lançamento n.º 3 pelo ICMS
incidente sobre a venda. Veja novamente o respectivo Razonete:
19
Compras de Mercadorias
C 820
ICMS a Recuperar
90 C C 180
Caixa



820 C



C 500
ICMS sobre Vendas
C 90
Vendas de Mercadorias
500 C
ICMS a Recuperar
90 C

180
saldo: 90

¬ Essa conta funciona como conta corrente do ICMS, já que o valor desse imposto pertence
ao Governo do Estado. Assim, nas compras a empresa tem o direito de recuperar o valor do
ICMS pago ao fornecedor, e nas vendas, tem a obrigação de recolher ao Governo do Estado o
respectivo valor do ICMS incidente.
• No final de cada mês, as empresas deverão apurar o saldo da conta corrente do ICMS
(que estamos chamando de ICMS a Recuperar) para verificar se a movimentação das
mercadorias durante o mês acarretou direito ou obrigação da empresa para com o
Governo do Estado.
• Se, no último dia do mês, a conta ICMS a Recuperar apresenta saldo devedor, significa
que a empresa teve direito no referido mês; caso contrário, o valor deve ser recolhido ao
Governo do Estado, já que representa obrigação.
• Dessa forma, sendo o saldo credor, no último dia do mês deverá ser feito o seguinte
lançamento no livro Diário:
ICMS a Recuperar
a ICMS a Recolher
Transferência ref. saldo credor do período .................................... R$ 90
• Com esse lançamento, a conta ICMS a Recuperar fica com saldo igual a zero, e a conta
ICMS a Recolher, sendo creditada, representa a obrigação que a empresa terá que
recolher ao Governo do Estado nos primeiros dias do mês seguinte.
• Quando, no final do mês, o saldo da conta ICMS a Recuperar for devedor, não haverá
ajuste contábil a ser feito, pois esse saldo representa direito da empresa, e a referida
conta, sendo do Ativo Circulante, reflete tal situação.
PIS SOBRE FATURAMENTO : o Plano de Integração Social é uma contribuição que as empresas
comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base em seu faturamento, e
destina-se ao pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a Caixa Econômica Federal
paga aos trabalhadores cadastrados.
• Atualmente, a alíquota é de 0,65%, calculada sobre o faturamento.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: a Contribuição Social sobre o Faturamento — COFINS — é também
uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com
base no faturamento, e destina-se ao financiamento da seguridade social.
• Atualmente, a alíquota é de 2%, calculada sobre o valor da receita bruta das vendas de
mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza, menos as
vendas anuladas, menos os descontos incondicionais concedidos e menos as vendas
anuladas, menos os descontos incondicionais concedidos e menos o valor do Imposto
sobre Produtos Industrializados, quando integrar o valor da receita bruta das vendas
(empresas industriais).
5.4.1. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS – LUCRO BRUTO
LUCRO BRUTO: é a diferença entre a receita líquida de vendas de bens ou serviços e o custo
das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados.
¬ Para apurarmos no final do ano o resultado da conta Mercadorias, precisamos, inicialmente,
verificar no livro Razão os saldos das contas utilizadas durante o ano para o registro das
operações com mercadorias.
Suponhamos que os saldos dessas contas em uma determinada empresa, em 31 de dezembro,
tenham sido os seguintes:
20
Estoque de Mercadorias


5.000
Compra de Mercadorias




20.000
Vendas de Mercadorias




23.000
¬ Pelo método por nós adotado, ou seja, conta desdobrada com inventário periódico, para
apurarmos o resultado da conta Mercadorias em 31 de dezembro, além das contas acima
(que representam o estoque inicial e as compras e as vendas de mercadorias efetuadas no
período), precisamos conhecer o valor das mercadorias em estoque no último dia do ano.
Com esse objetivo, é feita uma contagem física (inventário) das mercadorias.
¬ Supondo que o inventário físico realizado em 31 de dezembro tenha sido de R$ 12.000,
vamos estudar dois processos de apuração: extracontábil e contábil.
APURAÇÃO EXTRACONTÁBIL
1ª fórmula:
CMV = Ei + C - Ef
onde:
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
Ei = Estoque Inicial de mercadorias
C = Compras de mercadorias
Ef = Estoque Final de mercadorias
Assim, temos:
CMV = 5.000 + 20.000 – 12.000 = 13.000
2ª fórmula:
RCM = V - CMV
onde:
RCM = Resultado da Conta Mercadorias
V = Vendas de mercadorias
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas, apurado pela primeira fórmula
Logo:
RCM = 23.000 – 13.000 = 10.000
Sendo o RCM positivo (o valor das vendas supera o valor do custo), ele corresponde a lucro. Esse é
o Lucro Bruto do Exercício, ou seja, o lucro apurado nas vendas.
APURAÇÃO CONTÁBIL
¬ Para contabilizar o Resultado da Conta Mercadorias, tanto no Diário como no Razão ou
Razonete, vamos tomar como roteiro as duas fórmulas apresentadas e proceder aos
lançamentos, seguindo a ordem em que as contas aparecem nas respectivas fórmulas.
¬ Comecemos pelo Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). Como essa conta não foi
movimentada durante o ano, vamos abrir um Razonete para ela:
Custo das Mercadorias Vendidas
Seguindo a primeira fórmula, temos:
CMV = Ei + ...
¬ A primeira conta que aparece na fórmula é o Ei (Estoque Inicial) e seu valor está registrado,
na Contabilidade, na conta Estoque de Mercadorias, que apresenta saldo devedor de R$
5.000. A transferência do saldo dessa conta para a conta CMV é feita através do seguinte
lançamento:
21
C Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
a Estoque de Mercadorias
Valor que se transfere para apuração do CMV, ref.
ao Estoque Inicial .............................................................................. 5.000
Veja como ficaram as contas envolvidas neste lançamento em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que, após o lançamento, a conta Estoque de Mercadorias ficou com saldo igual a zero,
já que seu valor foi transferido para a conta CMV.
Continuando a fórmula, temos:
CMV = Ei + C
¬ A transferência do saldo da conta Compras de Mercadorias para a conta CMV é feita através
do seguinte lançamento:
C Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
a Compras de Mercadorias
Transferência do valor das compras para
Apuração do CMV ...................................................................... 20.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que a conta Compras de Mercadorias ficou com saldo igual a zero, pois seu saldo, de
R$ 20.000, devedor, do transferido para a conta CMV.
Continuemos com a fórmula:
CMV = Ei + C - Ef
¬ O valor do Estoque Final, conforme dissemos, é apurado mediante levantamento físico
efetuado em 31 de dezembro; logo, até o presente, esse valor não foi registrado pela
Contabilidade. Porém, o seu registro é simples:
C Estoque de Mercadorias
a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
Registro do Estoque Final, conforme inventário
Físico realizado ............................................................................. 12.000

22
Estoque de Mercadorias
5.000C


5.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
Compras de Mercadorias
20.000C





20.000
Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que a conta Estoque de Mercadorias, que teve seu saldo inicial de R$ 5.000 transferido
para a conta CMV através do lançamento n.º 1, foi reaberta neste lançamento pelo valor do
Estoque Final.
¬ Chegamos, assim, ao final da fórmula do CMV; não há mais nenhuma conta a ser lançada.
Vamos, então, apurar o saldo da conta CMV, que deverá coincidir com o valor apurado
extracontabilmente:
¬ O próximo passo é proceder da mesma maneira com a segunda fórmula (do RCM). Essa
conta também não foi movimentada durante o ano; por isso, vamos abrir um Razonete para
ela neste momento:
Seguindo a fórmula do RCM, temos:
RCM = V - ...
¬ A primeira conta que aparece na fórmula é Vendas de Mercadorias. A transferência do saldo
desta conta para a conta RCM é feita através do seguinte lançamento:
C Vendas de Mercadorias
a Resultado da Conta de Mercadorias (RCM)
Transferência do valor das vendas para apuração
do RCM ................................................................................. 23.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
23
Estoque de Mercadorias
5.000 C


5.000
C12.000
Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
C 12.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
soma: 25.000

saldo: 13.000

12.000 C
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
Venda de Mercadorias
23.000


C23.000
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)

23.000 C
¬ Note que, após este lançamento, a conta Vendas de Mercadorias ficou com saldo igual a
zero, pois teve seu valor transferido para a conta RCM.
Continuando a fórmula, temos:
RCM = V- CMV
¬ A transferência do CMV para o RCM é feita através do seguinte lançamento:
C Resultado da Conta Mercadorias (RCM)
a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
Transferência do CMV para apuração do RCM ................. 13.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
¬Note que, após este lançamento, a conta Custo das Mercadorias Vendidas, tendo seu saldo
transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias, ficou com saldo igual a zero.
¬ Como na fórmula não há mais nenhuma conta para ser lançada, vamos, agora, apurar o
saldo da conta RCM, o qual deverá coincidir com o valor apurado através dos cálculos
extracontábeis.
¬ Se o saldo da conta RCM dor devedor, corresponderá a PREJUÍZO BRUTO, ou seja,
Prejuízo sobre Vendas; se for credor, corresponderá a Lucro Bruto, ou seja, Lucro sobre
Vendas. Vejamos:
¬ Com este lançamento n.º 5, encerramos os procedimentos necessários à apuração do
RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS.
¬ Note que, após esse procedimento, permaneceram abertos, com saldos, apenas os
Razonetes das seguintes contas:
Estoque de Mercadorias: com débito de R$ 12.000, cujo valor corresponde ao Estoque
Final de mercadorias existente em 31 de dezembro;
Resultado da Conta Mercadorias (RCM): com saldo credor de R$ 10.000, cujo valor
corresponde ao Lucro Bruto.
• A conta Estoque de Mercadorias representa Bens; portanto, é conta Patrimonial e deve
constar do Balanço Patrimonial no grupo do Ativo Circulante.
• A conta Resultado da Conta Resultado (RCM), que representa o LUCRO BRUTO DO
EXERCÍCIO, terá o seu saldo transferido para a conta Resultado do Exercício no momento
da Apuração do Resultado Líquido do Exercício. Entretanto, para fixar melhor o resultado
apurado nas operações com mercadorias, didaticamente podemos transferi-lo para uma
24
Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV)
13.000
13.000C
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
C 13.000

23.000 C
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
C 13.000

23.000 C
10.000
conta que reflita o respectivo resultado. Assim, como no nosso caso o resultado foi lucro,
podemos efetuar o seguinte lançamento:
Resultado da Conta Mercadorias (RCM)
a Lucro sobre Vendas
Lucro bruto apurado ................................................................. 10.000

5.4.2. RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO
Resultado Operacional Líquido: é o resultado do Lucro Bruto menos as Despesas
Operacionais, menos o Resultado Financeiro (Receitas –
Despesas Financeiras)
DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS
DESPESAS OPERACIONAIS : são aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades
normais da empresa.
Elas podem ser agrupadas do seguinte modo:
DESPESAS COM VENDAS
Pessoal
. Comissões sobre Vendas
. Encargos Sociais
. Salários
Outras
. Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa
. Fretes e Carretos
. Material de Embalagem
. Propaganda e Publicidade
DESPESAS FINANCEIRAS
. Descontos Concedidos
. Despesas Bancárias
. Juros Passivos
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Pessoal
. Café e Lanches
. Condução e Transporte
. Encargos Sociais
. Honorários da Diretoria
. Pró-labore
. Salários
Gerais
. Água e Esgoto
. Aluguéis Passivos
. Amortização
. Combustíveis
. Depreciação
. Luz e Telefone
. Material de Expediente
. Prêmios de Seguro
. Despesas Eventuais
Tributárias
. Impostos e Taxas
Outras
. Serviços de Terceiros
. Despesas Eventuais
OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
. Multas Fiscais
. Variações Monetárias Passivas
. Perdas Não-cobertas por Seguros
Receitas Operacionais: são também aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades
normais da empresa.
25
As mais comuns são:
RECEITA BRUTA
. Vendas de Mercadorias
. Receitas de Serviços
RECEITAS FINANCEIRAS
. Descontos Obtidos
. Juros Ativos
. Rendimentos sobre Aplicações Financeiras
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
. Aluguéis Ativos
. Perdas recuperadas
. Variações Monetárias Ativas
. Receitas Eventuais
DESPESAS E RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS
DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes de transações não-incluídas
nas atividades principais ou acessórias da empresa,
como, por exemplo, o custo (valor contábil) de Bem do
Ativo Permanente que deve ser apurado quando este for
alienado, baixado ou liquidado.
• Quando o resultado apurado nessas transações for negativo, ele poderá ser representado
pela conta Perdas em Transações do Ativo Permanente.
RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas provenientes de transações não-incluídas
nas atividades principais ou acessórias que constituem
objeto da empresa, como, por exemplo, o montante obtido
na alienação de Bens ou Direitos integrantes do Ativo
Permanente.
• Quando o resultado dessas transações for positivo, ele poderá ser registrado na conta
Ganhos em Transações do Ativo Permanente
5.3.4. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO — RESULTADO LÍQUIDO
¬ Você deve ter percebido que, após os lançamentos exemplificativos apresentados neste
capítulo, quase sempre inserimos esta frase:
• “O saldo desta conta será transferido para a conta Resultado do Exercício no
momento da apuração do Resultado Líquido”.
¬ Quando chegamos a este ponto, após termos efetuados todos os ajustes e apropriações
necessários, para apurar o Resultado do Exercício, basta transferir todas as despesas e
encargos do período, bem como todas as receitas, para a conta Resultado do Exercício.
Se o saldo desta conta for devedor, corresponderá a PREJUÍZO LÍQUIDO; se for credor,
corresponderá a Lucro Líquido. Isso ocorre porque esta conta recebe a débito todas as
despesas e encargos e a crédito o Resultado da Conta Mercadorias (saldo credor), bem
como todas as demais receitas do período.
Esse procedimento compõem, basicamente, de dois lançamentos:
a. Debita-se a conta Resultado do Exercício e creditam-se todas as Contas de Despesas e
encargos do período.
b. Debitam-se a conta Resultado da Conta Mercadorias (se credor) e todas as demais
receitas do período e credita-se a conta Resultado do Exercício.
¬ Suponhamos que a conta Resultado do Exercício, após efetuado os dois lançamentos acima,
tenha apresentado a seguinte situação:
26
Resultado do Exercício
1.298.200

1.712.500
R$ 414.300
¬ Observe que o saldo da conta RESULTADO DO EXERCÍCIO é credor de R$ 414.300. Esse
saldo representa LUCRO, pois as receitas superaram as despesas. Sobre esse lucro, as
empresas devem calcular e contabilizar a PROVISÃO para Pagamento da Contribuição
Social e a PROVISÃO para Pagamento do Imposto de Renda.
PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
¬ Trata-se de uma contribuição destinada ao financiamento da seguridade social devida pelas
empresas ao Governo Federal, com base no Resultado do Exercício apurado no final de
cada período, que poderá ser um mês, de um ano ou outro, conforme estabeleça a legislação.
¬ Normalmente, a base para o cálculo desta provisão é o Resultado do Exercício antes de
calculada a Provisão para o Imposto de Renda, ajustado conforme determina a legislação.
¬ Portanto, para se calcular adequadamente o valor a ser provisionado, é preciso efetuar
cálculos extracontábeis para se ajustar o Resultado do Exercício e, em seguida, aplicar,
nesse Resultado ajustado, a alíquota que estiver em vigor no respectivo ano.
PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA
¬ Com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período, que poderá ser de
um mês, de um ano ou outro, conforme estabeleça a legislação, as empresas estão obrigadas
a pagar ao Governo Federal uma importância a título de Imposto de Renda.
¬ Para fazer face a esse compromisso fiscal, como ocorre com a Contribuição Social, no
momento da apuração do Resultado do Exercício, é criada uma provisão, contabilizada na
conta Provisão para Imposto de Renda.
Exclusivamente para fins didáticos, o seguinte:
• alíquota igual a 25%;
• base de cálculo igual ao Resultado do Exercício antes das provisões (a mesma base de
cálculo da Provisão para Contribuição Social).
• Entretanto, é importante saber que esta provisão deve ser calculada, legalmente,
com base no Lucro Real.
LUCRO REAL: é o Lucro Líquido do Exercício, ajustado pelas adições, exclusões ou
compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. O Lucro Real
é determinado com base na escrita que o contribuinte deve manter, observando
as leis comerciais e fiscais, e é demonstrado no Livro de Apuração do Lucro
Real — LALUR.
¬ Assim, no LALUR o LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ( LL ) é ajustado observando as
adições, exclusões e compensações.
Devem ser ADICIONADOS:
• custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e quaisquer outros
valores DEDUZIDOS na apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a legislação
tributária, não sejam dedutíveis na determinação do Lucro Real;
• resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores NÃO-INCLUÍDOS na
apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a legislação tributária, devem ser
computados na determinação do Lucro Real.
Devem ser EXCLUÍDOS:
• valores cuja DEDUÇÃO seja autorizada pela legislação tributária e que não
tenham sido computados na apuração do Lucro Líquido do período-base;
• resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores INCLUÍDOS na
apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a legislação tributária, não sejam computados
no Lucro Real.
27
• Poderão ser compensados, total ou parcialmente, à vontade do contribuinte, os
prejuízos fiscais de exercícios anteriores, LIMITADOS AO LUCRO REAL do exercício da
compensação, observados os prazos previstos no Regulamento do Imposto de Renda.
• O prejuízo fiscal é o apurado na demonstração do Lucro Real e registrado no
LALUR.
PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ Os Prejuízos Acumulados correspondem a prejuízos apurados pela contabilidade em
exercícios anteriores, que estejam devidamente contabilizados a débito da conta Lucros ou
Prejuízos Acumulados.
• Esses prejuízos deverão ser compensados pelo lucro apurado no exercício atual,
após as deduções da Provisão para Contribuição Social e da Provisão para o Imposto de
Renda.
PARTICIPAÇÕES
¬ Conforme a legislação atual, após apurado o Resultado do Exercício e calculadas as
Provisões para Contribuição Social e para pagamento do Imposto de Renda, deverão ser
calculadas e contabilizadas as participações:
• Debêntures;
• Empregados;
• Administradores;
• Partes beneficiárias;
• contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de
empregados.
¬ Assim, o Resultado do Exercício, após a Provisão para o Imposto de Renda, menos as
participações, denomina-se Lucro Líquido do Exercício.
5.5. DISTRIBUIÇÃO E DESTINAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
5.5.1. TRANSFERÊNCIA PARA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ O Lucro do Exercício, que no nosso exemplo foi igual a R$ 282.478, será transferido para a
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados através do seguinte lançamento:
Resultado do Exercício
a Lucros ou Prejuízos Acumulados
Transferência que se processa referente ao Lucro
Líquido do Exercício ....................................................................... 282.478
Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
Observações:
• A conta Resultado do Exercício, sendo debitada por R$ 282.478, fica com saldo
igual a zero, encerrando-se, pois seu saldo foi transferido para a conta Lucros ou Prejuízos
Acumulados.
• A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados recebeu a crédito o Lucro Líquido do
Exercício, o qual terá as destinações constantes dos itens a seguir.
28
Resultado do Exercício
282.478
S 20.000

282.478
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
S 20.000

282.478
• O Lucro Líquido do Exercício poderá se destinar à formação de Reservas, à
distribuição aos sócios ou, ainda, parte dele poderá permanecer na própria conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados.
RESERVAS
As reservas podem ser dos seguintes tipos:
a. Reservas de Lucros: são extraídos do Lucro Líquido apurado pelas empresas e podem ser:
Reserva Legal: segundo artigo 193 da Lei n.º 6.404/76
“ Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer
outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte
por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o
saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do
art. 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente
poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.
Reservas Estatutárias: são aquelas criadas em virtude de disposições contidas nos estatutos
(sociedades por ações), os quais fixarão seus limites e destinação. Nos
demais tipos de sociedades, essas reservas são conhecidas por
Reservas Contratuais.
Reservas Livres: são aquelas criadas livremente pela assembléia geral (sociedades por ações),
por proposta dos órgãos da administração com fins específicos, como,
por exemplo, as Reservas para Contingências e as Reservas de
Lucros a Realizar.
b. Reservas de Capital: são aquelas constituídas pelos ágios obtidos na colocação de ações
da empresa, pelo produto da alienação de partes beneficiárias e
bônus de subscrição, pelo prêmio recebido na emissão de
debêntures bem como as constituídas pelo recebimento de doações
e as subvenções para investimentos (art. 182 da Lei n.º 6.404/76). A
Reserva de Correção Monetária do Capital também é Reserva de
Capital.
c. Reservas de Reavaliação: são constituídas pelos aumentos de valor atribuídos aos
elementos do Ativo em virtude de novas avaliações, desde que
superiores aos acréscimos decorrentes da correção monetária
das demonstrações financeiras.
DIVIDENDOS
¬ Os dividendos correspondem à parte do Lucro Líquido que é distribuída aos acionistas.
¬ As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus
acionistas, conforme determina o artigo 202 da Lei n.º 6.404/76:
Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela
dos lucros estabelecia no estatuto, ou, se este for omisso, metade do lucro líquido do
exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores:
I — quota destinada à constituição da reserva legal (art.193);
II — importância destinada à formação de reservas para contingência (art.195), e
reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores;
III — lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva (art.197), e lucros
anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício.
§ 1º — O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do
capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados
com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos
órgãos de administração ou da maioria.
29
¬ Os critérios para distribuição dos dividendos devem constar dos estatutos da companhia,
pois a lei assim determina. Desse modo, a porcentagem, bem como a base sobre a qual serão
calculados os dividendos, poderão ser diferentes em cada empresa, porém, quando nos
estatutos não constarem critérios para a distribuição, os ACIONISTAS TERÃO DIREITO
DE RECEBER 50% do Lucro Líquido, conforme consta do artigo 202, transcrito
anteriormente.
6. TRATAMENTO DOS ESTOQUES
6.1. CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS
Custos ¬ são gastos incorridos na aquisição de bens ou serviços. Quando se adquire um bem,
não há movimentação no ativo da empresa, visto que a mesma não teve diminuída sua
riqueza patrimonial. É um fato permutativo ¬ bens x bens
Inventário Permanente ¬ é quando acompanhamos passo a passo todos os fatos que
envolvem mercadorias; podemos saber a qualquer momento o
valor das mercadorias em estoque. A conta Mercadorias em
Estoque é essencialmente PATRIMONIAL.
• Para se efetuar este controle, é indispensável a utilização de um sistema extra-contábil, a
Ficha de Controle e Avalização de Estoque, ou Ficha de Estoque.
Mercadoria: Método:
Data
Históric
o
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
Método CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel
¬ consiste em se atribuir às mercadorias vendidas o preço médio das mercadorias em
estoque
Método PEPS – Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair
¬ consiste em se atribuir ao CMV os preços das primeiras compras, ficando o estoque
remanescente avaliado pelo valor das últimas aquisições;
Método UEPS – Último a Entrar, Primeiro a Sair
¬ consiste em se atribuir ao CMV os preços das últimas compras, ficando o estoque
remanescente avaliado pelo valor das primeiras aquisições;
Método CMPF - Custo Médio Ponderado Fixo
¬ consiste em se identificar o custo real para cada unidade vendida. Este método somente é
aplicável em produtos de valor significativo. Ex.: automóveis, terrenos, etc.
1. Método do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM) ¬
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
30
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: CMPM
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 900 15,50 13.950,00
15 4 - - - 600 15,50 9.300,00 300 15,50 4.650,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 650 17,25 11.212,50
25 5 - - - 450 17,25 7.762,50 200 17,25 3.450,00
30 6 - - - 100 17,25 1.725,00 100 17,25 1.725,00

MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 9.300,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
2 8.750,00 7.762,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.725,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.725,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 9.300,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 7.762,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.725,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 18.787,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.787,50 = $ 3.680,50 ¬ RCM/Vendas = 16.38 %
2. Método PEPS – Primeiro que entra / Primeiro que sai
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: PEPS
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 500 17.50 8.750,00
15 4 - - - 400 13,00 5.200,00 - - -
31
200 17,50 3.500,00 300 17,50 5.250,00
600 8.700,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 300 17,50 5.250,00
350 18,75 6.562,50
25 5 - - - 300 17,50 5.250,00 - - -
150 18,75 2.812,50
450 8.062,50 200 18,75 3.750,00
30 6 - - - 100 1.875,00 100 18,75 1.875,00
MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 8.700,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
2 8.750,00 8.062,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.875,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.875,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 8.700,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 8.062,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.875,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 18.637,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.637,50 = $ 3.830,50 ¬ RCM/Vendas = 17.05 %
3. Método UEPS – Último que entra / Primeiro que sai
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: UEPS
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 500 17.50 8.750,00
15 4 - - - 500 17,50 8.750,00 - - -
100 13,00 1.300,00 300 17,50 5.250,00
600 10.050,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 300 17,50 5.250,00
350 18,75 6.562,50
25 5 - - - 350 18,75 6.562,50 - - -
32
100 13,00 1.300,00
450 8.062,50 200 13,00 2.600,00
30 6 - - - 100 13,00 1.300,00 100 13,00 1.300,00
MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 12.250,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
2 8.750,00 7.862,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.300,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.300,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 12.250,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 7.862,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.300,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 21.412,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.637,50 = $ 21.412,50 ¬ RCM/Vendas = 4.70 %
4. Método do Custo Médio Ponderado Fixo (CMPF) ¬
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: CMPF
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 900 15,50 13.950,00
15 4 - - - 600 300 15,50 4.650,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 650 17,25 11.212,50
25 5 - - - 450 200 17,25 3.450,00
30 6 - - - 100 100 17,25 1.725,00
Totais 1250 20.512,50 1150 16,41 18.871,50 100 16,41 1.641,00

MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
20.512,50 22.468,00 4.502,54 4.932,00 25.014,84
1.955,50 (s) 429,46 (s) 25.014,84 (S)
33
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
27.400,00 22.468,00 18.871,50
(S) 27.400,00 22.468,00 (s) (S) 18.871,50
Cálculo ¬ Toma-se o total financeiro das Entradas ($ 20.512,50), divide-se pelo total físico das
Entradas (1.250) e multiplica-se pelo total físico das saídas (1.150) = $ 18.871,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.871,50 = $ 3.596,50 ¬ RCM/Vendas = 16.01 %
Resumo dos Métodos ¬
• o Método PEPS subavalia o CMV e superavalia o estoque final;
• o Método UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (não é aceito pela
Legislação do Imposto de Renda);
• o Método do Custo Médio Ponderado – CMP, mantém o CMV e o estoque final (Ef) entre
os valores obtidos através dos métodos anteriores;
• Observe que as únicas alterações existentes nos três métodos estão no valor do estoque
final (Ef) e no valor do custo das mercadorias vendidas (CMV);
• No inventário periódico, o estoque final (Ef) é avaliado ao preço de custo das últimas
unidades adquiridas, partindo do pressuposto que as primeiras unidades compradas,
foram vendidas também em primeiro lugar.
• No inventário permanente – método PEPS – os pressupostos são idênticos, logo os
inventários se eqüivalem, o que nos força a concluir que o resultado final obtido no PEPS
do inventário permanente é o mesmo obtido no inventário periódico.
• No inventário permanente a cada operação de venda, imediatamente, é possível identificar
o CMV; enquanto que no período-base, quando da apuração do CMV através de
contagem física do estoque final e uso da fórmula (CMV = Ei + C – Ef), motivo pelo qual a
conta Mercadorias Mista é utilizada apenas no inventário periódico;
• Representam mercadorias disponíveis para venda durante o período o valor do estoque
inicial mais o valor das compras ¬ Mercadorias = Ei + C
• Seja qual for o inventário utilizado, periódico ou permanente, o valor correspondente ao
estoque existente no final do período-base, deverá ser
registrado em livro fiscal denominado Registro de Inventário.
7. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS
OPERAÇÕES COM DUPLICATAS
Nas operações mercantis de venda, existe uma transferência de bens do vendedor para o
comprador. Logo, o comprador assume uma obrigação (de pagar) com o vendedor, e este, por sua
vez, adquire um direito (de receber) com o comprador.
• vendedor é considerado ¬ Emitente, Sacador, Cedente, Credor
• comprador é considerado ¬ Aceitante, Sacado, Devedor, Cliente
I. COBRANÇA SIMPLES ¬ Com a cobrança simples o Banco apenas recepciona as duplicatas
recebidas através de borderô pela empresa (emitente). Para o registro da cobrança, a empresa
34
poderá manter um controle extra-contábil das duplicatas enviadas ou utilizar CONTAS DE
COMPENSAÇÃO dentro da própria contabilidade.

Conta de Compensação ¬ são contas de uso paralelo e optativo, sendo criadas contas no Ativo e
no Passivo, somente para controle dos títulos que estão em cobrança, não afetando o Patrimônio da
empresa.
Ex.: Utilizando a Conta de Compensação
a) Remessa ao Banco conforme borderô:
Débito¬ Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)
Crédito ¬ Efeitos para Cobrança (PASSIVO)
Obs.: se não optar pela Conta de Compensação não se deve proceder a nenhum lançamento
b) Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco:
Débito¬ Banco Conta Movimento
Crédito ¬ Clientes (Duplicatas a Receber)
Débito¬ Efeitos para Cobrança (PASSIVO)
Crédito ¬ Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)
Obs.: no caso de cobrança de duplicatas com juros, proceder o lançamento dos juros na conta
Juros Ativos
Na empresa devedora deverá ser processado o seguinte lançamento:
Débito¬ Fornecedores
Crédito ¬ Disponível (CAIXA / BANCO)
Obs.: no caso de pagamento com juros, proceder o lançamento na conta Juros Passivos
II. DESCONTO DE DUPLICATAS ¬ é uma operação onde a empresa detentora dos títulos recebe
os valores dos títulos antecipadamente, como se o banco estivesse fazendo um empréstimo à
empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia. Quando do envio dos títulos para
desconto, a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade financeira que a
descontou. Entretanto, caso o devedor não honre o pagamento do título, a solidariedade entre
devedor e credor dá à instituição financeira o direito de receber do credor.
• a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC - Ativo
Circulante ou ARLP – Ativo Realizável a Longo Prazo, dependendo do vencimento das
duplicatas.
• Os encargos financeiros decorridos da transação representam DESPESAS
ANTECIPADAS e também devem ser classificadas no AC ou ARLP, e, sendo apropriados
em contas de resultado à medida que forem sendo incorridos, proporcionalmente ao prazo
de vencimento das duplicatas.
• Quando do desconto, ocorrem 3 etapas, a saber: desconto, quando o cliente paga a
duplicata e quando o cliente não paga a duplicata.
Ex.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10.000 com vencimento em 10/01/2002; o banco
realiza o desconto em 21/12/2001, cobrando juros de $ 600.
Juros p/ dia de atraso: $ 5

Clientes Banco (-) Duplicatas Descontadas
1 10.000 10.000 2 1 9.400 10.000 3 2 10.000 10.000 1
50 4 3 10.000
Encargos Financeiros
1 600
4 50
35
1. No momento do Desconto ¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor líquido;
• DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros;
• CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto;
• 2. No recebimento da Duplicata descontada ¬ quando a Duplicata Descontada é PAGA
pelo devedor, no vencimento.
¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;
• CREDITA-SE a conta CLIENTES;
¬ na contabilidade do devedor:
• DEBITA-SE a conta FORNECEDOR;
• CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO
• 3. Quando o devedor não paga a duplicata e a mesma é debitada pelo banco ¬
¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;
• CREDITA-SE a conta BANCO
• 4. Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias após o vencimento
• DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS
• CREDITA-SE a conta BANCO
No caso em questão, foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento era para
10/01/2002. Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exercício de 2001 e 10 dias
para o exercício de 2002.
• No encerramento do mês de dezembro/2001, a empresa deverá proceder ao seguinte
lançamento:
DÉBITO ¬ Encargos Financeiros
CRÉDITO¬ Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
• No encerramento do mês de janeiro/2002, a empresa deverá apropriar o restante (10 dias)
em conta de resultado:
DÉBITO ¬ Encargos Financeiros
CRÉDITO¬ Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
III. ADIANTAMENTOS DIVERSOS ¬ não é considerado despesa nem receita;
• Adiantamento concedido é DIREITO;
• Adiantamento recebido é OBRIGAÇÃO;
Adiantamento Viagens CAIXA Despesas de Viagem
500 500 1 3 100 500 1 600
500 2 100 1 2 500
500 3 3 400
Ex.: É feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500 ¬
• DEBITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento
• CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento;
Quando do acerto, podem ocorrer 3 momentos ¬
• 1. o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;
• CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que sobrou;
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
36
• 2. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento;
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
• 3. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento;
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das despesas;
• DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que faltou;
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
IV. ALUGUÉIS A VENCER ¬ é mais uma situação em que a conta se encontra no ATIVO, sub-
grupo DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE. Geralmente devemos pegar o valor total da despesa
e dividir pelo período em que esta despesa será realizada.
Ex.: A empresa XYZ aluga um imóvel comercial de outra empresa, a BOA VIDA Ltda. O prazo de
vigência do aluguel será 3 meses. O contrato é assinado em 30/11/2001. O valor do aluguel seria
R$ 1.200 mensais, pagáveis todo dia 30 do mês. Mas a empresa XYZ consegue um desconto de R$
600 para pagamento à vista. Como será a situação em 31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da
empresa XYZ e da BOA VIDA ?
XYZ - LOCATÁRIO ( pagador )
Aluguel a Vencer Caixa ou Banco Despesas de Aluguel
1 3.000 1.000 a 3.000 1 a 1.000
.
BOA VIDA – LOCADOR ( recebedor )
REF (Result. Exerc. Futuros) Caixa ou Banco Aluguéis Ativos
a 1.000 3.000 1 1 3.000 1.000 a
Obs.:
• No contabilidade do LOCATÁRIO (Pagador – empresa XYZ)
• DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel;
• DEBITA-SE a conta DESP. DE ALUGUEL no valor da parcela rateada;
• CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela rateada;
• CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;
• No contabilidade do LOCADOR (Recebedor)
• DEBITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor da parcela rateada;
• DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;
• CREDITA-SE a conta ALUGUÉIS ATIVOS no valor da parcela rateada;
• CREDITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor total do aluguel;
8. DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO
8.1. DEPRECIAÇÃO
¬ A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição do valor
dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza ou
obsolescência normal.
¬ Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à
depreciação são:
. Computadores
. Imóveis ( construções)
. Instalações
37
. Móveis e Utensílios
. Veículos
¬ Por que DEPRECIAR?
¬ Quando a empresa compra bens para o uso próprio, ela efetua um gasto. Esse gasto, por ser
considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa. Entretanto, esses bens,
sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o valor. Por esse motivo é feito a
depreciação. Através dela, a empresa pode considerar como despesa o valor gasto na
aquisição dos seus bens de uso.
¬ É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso atender a
algumas exigências legais, tendo em vista, principalmente, o tempo de vida útil do bem.
¬ Os bens não duram eternamente; eles têm um tempo de vida útil o qual, desgastados pelo uso
ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência, deixam de ser convenientes para a
empresa.
Veja:
Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. Daqui a cinco ou seis anos esse
automóvel, sendo usado diariamente, não terá o mesmo rendimento de
quando novo.
Ação do tempo: o próprio automóvel acima citado, por ficar exposto ao sol, à chuva, sofre essas
influências climáticas e se desgasta.
Obsolescência: por exemplo, antigamente existiam as calculadoras manuais, grandes, de difícil
manejo e transporte. Hoje, com os novos inventos, temos calculadoras muito
mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores.
• Além desses motivos, e por tais bens servirem às empresas em vários exercícios sociais,
é correto que se incorpore ao custo de cada exercício uma parcela do valor desses
bens, ao longo do período estimado de sua vida útil.
• Sendo assim, todas as empresas procedem, no final de cada exercício social, à
depreciação dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado.
¬ Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciação?
¬ O primeiro passo é estimar o tempo de vida útil para o bem e, consequentemente, fixar a taxa
anual de depreciação.

• Os prazos anualmente admitidos, bem como as respectivas taxas de depreciação, são:
CONTAS
PRAZOS
ADMITIDOS
TAXAS
ANUAIS
Computadores 5 anos 20 %
Imóveis, exceto terrenos 25 anos 4 %
Instalações 10 anos 10 %
Móveis e Utensílios 10 anos 10 %
Veículos 5 anos 20 %
¬ Depois de estabelecidos o tempo de vida útil e a respectiva taxa anual de depreciação, vamos
verificar qual método de depreciação de vemos adotar.
¬ Existem vários métodos de depreciação, como método linear ou em linha reta, método da
soma dos dígitos, método do saldo decrescente etc.
¬ O mais usado é o método linear ou em linha reta, que consiste em aplicar taxas constantes
durante o tempo de vida útil estimado para o bem. Por exemplo, se o tempo de vida útil de um
bem foi determinado em 10 anos, a taxa anual de depreciação será de 10%.
38
• A depreciação pode ser anual ou mensal.
• É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano. O valor da quota anual é
obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem.
• É mensal quando calculado e contabilizado mensalmente. O valor da quota mensal é
obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.
• A depreciação pode ser, ainda, normal ou acelerada, diferenciando-se tão-somente em
relação à taxa aplicada, que poderá variar conforme o número de turnos de utilização do
bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um período de oito horas).
• Assim, se o bem for utilizado durante um único turno, a ele será aplicada
a taxa normal; se for utilizado durante dois turnos, será aplicada a taxa
multiplicada pelo coeficiente 1,5; e se for utilizado durante três turnos, será
aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 2,0.
• Para se conhecer o valor da depreciação do bem em cada exercício,
basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem. Veja como é fácil:
• Vamos calcular o valor da quota de depreciação da conta Móveis e Utensílios, sabendo
que o saldo da conta é de R$ 50.000 e a taxa anual é de 10%.
Temos:
Veja os cálculos:
¬ A contabilização da quota de depreciação é feita através do seguinte lançamento:
Depreciação
a Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios
Depreciação anual sobre Móveis e Utensílios pela taxa
De 10% a.a., ref. a esse período ........................................................ 5.000

Observações:
• A conta debitada, Depreciação, corresponde à despesa ou ao custo do período; portanto,
seu saldo será transferido para a conta Resultado do Exercício, no momento da apuração
do Resultado Líquido.
• A conta creditada, Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios, é patrimonial e
representará, sempre, o valor acumulado das depreciações efetuadas durante o tempo de
vida útil do bem.
• No Balanço Patrimonial, a conta Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios
aparecerá do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente que
serviu de base para seu cálculo.
• Quando o bem for adquirido durante o ano, a taxa de depreciação do referido ano deverá
ser proporcional ao número de meses durante o qual o bem foi utilizado.
¬ Vamos falar sobre o método de depreciação da soma dos dígitos:
¬ Este método consiste em somar os dígitos da vida útil do bem. O valor assim encontrado
será o denominador. O numerador será o dígito do ano ou o inverso, conforme se está
em quotas crescentes ou decrescentes.
39
Taxa x valor do bem =
100
quota de depreciação
10 x 50.000 =
100
R$ 5.000
Por exemplo, uma máquina com o valor de R$ 30.000,00 será depreciada em 5 anos. Assim:
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Soma = 15
Como a depreciação é crescente, será ela, então de:
1º ano ( 1 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 2.000,00
2º ano ( 2 / 15 ) x R4 30.000,00 = R$ 4.000,00
3º ano ( 3 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 6.000,00
4º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 8.000,00
5º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 10.000,00
Dessa forma, o valor contábil dessa máquina, ao fim do terceiro ano, será de R$ 18.000,00.
• Caso a depreciação fosse decrescente, os valores por ano seriam invertidos, isto é,
teríamos R$ 10.000,00 de depreciação no 1º ano, R$ 8.000,00 no 2º, R$ 6.000,00 no 3º,
R$ 4.000,00 no 4º e R$ 2.000,00 no 5º ano.
8.2. AMORTIZAÇÃO
AMORTIZAÇÃO é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo.
¬ Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis), a amortização é
usada para os Bens imateriais (intangíveis), como Benfeitorias em Imóveis de Terceiros,
Marcas e Patentes, Despesas de Organização etc.
Contabilização
¬ Como ocorre com a depreciação, a contabilização da amortização poderá ser efetuada
debitando-se a conta Amortização e creditando-se a conta Amortização Acumulada,
englobando as amortizações efetuadas, ou creditando-se contas específicas correspondentes
a cada bem amortizado.
8.4. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
¬ No final de cada exercício social é permitido que as empresas criem a Provisão para
Créditos de Liquidação Duvidosa, aplicando um percentual sobre o montante dos direitos
existentes nesta data.
¬ Somente poderão compor a base de cálculo dessa provisão os direitos oriundos da
exploração da atividade econômica da empresa, decorrentes da venda de bens nas
operações de contas próprias, dos serviços prestados e das operações de conta alheia,
normalmente contabilizados nas contas Duplicatas a Receber, ou Clientes.
Por que criar a Provisão?
¬ É sabido que no final do exercício social as empresas possuem Direitos a receber de
terceiros, geralmente provenientes de vendas de mercadorias a prazo (se a empresa for
comercial). Para cobrir possíveis não-recebimentos desses Direitos é criada a Provisão para
Créditos de Liquidação Duvidosa.
¬ Sendo assim, essa Provisão tem por finalidade absorver as perdas que provavelmente
ocorrerão no recebimento desses Direitos existentes no final de cada exercício.
40
¬ O percentual a ser aplicado sobre os direitos citados SERÁ OBTIDO pela relação entre a
soma das perdas efetivamente ocorridas nos últimos três exercícios, relativas aos
direitos decorrentes do exercício da atividade econômica, e a soma dos direitos da mesma
espécie existente no início dos exercícios correspondentes, observando-se que não
poderão ser computadas as perdas relativas a direitos constituídos no próprio exercício.
Ano
Saldos da Conta Duplicatas a Receber
em 1º de Janeiro
Perdas – Valores não Recebidos
X1 10.000 500
X2 20.000 3.000
X3 30.000 700
Totais 60.000 4.200
Cálculo do percentual:
60.000 = 100%
4.200 = x
Logo:
4.200 x 100 = 7%
60.000
¬ Neste caso, em 31 de dezembro de x3, o percentual para fins de cálculo da provisão será de
7%.
9. TRATAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS
¬ Para que os resultados dos exercícios apurados pelas empresas estejam de acordo com os
Princípios Fundamentais de Contabilidade, é preciso proceder às apropriações e aos ajustes
em Contas de Despesas e de Receitas.
¬ Existem APROPRIAÇÕES que, por sua natureza, precisam ser feitas mensalmente.
Entretanto, algumas podem ser feitas uma única vez ao ano, por ocasião da apuração dos
resultados anuais.
¬ Segundo a Resolução CFC n.º 750/93, são sete os Princípios Fundamentais de Contabilidade,
entre os quais destacamos o Princípio da Competência: as receitas e despesas devem ser
reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencerem e de forma simultânea
quando se correlacionarem. As despesas devem ser reconhecidas independentemente do seu
pagamento e as receitas, somente quando de sua realização.
¬ Assim, as despesas serão consideradas no exercício a que pertencerem, tenham ou não
sido pagas; e as receitas serão consideradas no exercício em que forem realizadas
(geradas), tenham ou não sido recebidas.
9.1. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS
¬ Os ajustes nas Contas de Despesas devem ser feitos para apropriar tanto as despesas
pertencentes ao mês (ou ao ano) e não-pagas como as que foram pagas antecipadamente.
¬ Existem despesas que ocorreram dentro do mês mas que serão pagas somente no mês
seguinte. As mais comuns são: DESPESAS com a folha de pagamento (salários,
contribuições de previdência, FGTS etc.), ICMS sobre vendas, PIS sobre faturamento,
COFINS, aluguéis etc. A APROPRIAÇÃO dessas despesas é feita debitando-se uma Conta
de Despesa que represente o referido encargo e creditando-se uma conta que represente a
respectiva Obrigação.
41
¬ As contas que representam as DESPESAS podem ser: Salários, Contribuições de
Previdência, FGTS, ICMS sobre Vendas, PIS sobre Faturamento, COFINS, Aluguéis Passivos
etc.
¬ As contas que representam as OBRIGAÇÕES podem ser: Salários a pagar, Contribuições de
Previdência a Recolher, FGTS a Recolher, ICMS a Recolher, PIS sobre Faturamento a
Recolher, COFINS a recolher, Aluguéis a Pagar etc.
a. DESPESAS INCORRIDAS E NÃO-PAGAS
¬ Suponhamos que o aluguel do período onde está instalada a nossa empresa, referente ao
mês de maio, no valor de R$ 5.000, deva ser pago no dia 10 de junho de acordo com o
contrato de locação.
¬ No dia 31 de maio, será feita a apropriação da referida despesa através do seguinte
lançamento:
Aluguéis Passivos
a Aluguéis a Pagar
Pela apropriação do aluguel deste mês a ser pago
Em 10 de junho p.f. ......................................................................... 5.000
¬ Através desse lançamento, fica apropriada a despesa de aluguel no mês de maio, isto é,
dentro do mês de sua ocorrência. Como o pagamento somente será efetuado no dia 10 do
mês seguinte, foi creditada a conta Aluguéis a Pagar para registrar a referida Obrigação.
b. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE
¬ As despesas do mês que foram pagas antecipadamente estão registradas em Contas do
Ativo Circulante. A apropriação no último dia do mês é feita debitando-se uma conta que
representa a referida despesa e creditando-se a Conta do Ativo Circulante que registrou a
despesa paga antecipadamente.
¬ A mais comum dessas despesas é a despesa com seguro, a qual, no dia do pagamento, é
registrada a débito da conta Prêmios de Seguro a Vencer; mensalmente, ou no último dia do
ano, deve ser apropriada a importância correspondente à despesa do mês ou do ano.
¬ Suponhamos que no dia 4 de agosto a empresa tenha efetuado um pagamento no valor de R$
36.500 para a Companhia Seguradora, referente a seguro contra incêndio, pelo período de um
ano. (Geralmente, os seguros contra incêndio são feitos pelo período de um ano, isto é, uma
vez que paga a despesa de seguro, o Patrimônio segurado fica coberto contra o risco durante
365 dias.)
¬ Assim, no dia 4 de agosto, a empresa efetuou o seguinte registro no livro Diário:
Prêmios de Seguro a Vencer
a Caixa (ou Bancos ou outra conta)
Paga à Companhia Seguradora X, referente à apólice de
Seguro n.º x, cobertura contra incêndio pelo período de 1 ano ......... 36.500
¬ A conta debitada (Prêmios de Seguro a Vencer) é Conta do Ativo Circulante que registra a
despesa paga antecipadamente.
¬ No final de cada mês, a empresa deverá apropriar o valor da despesa de seguro do referido
mês, debitando uma conta que representa a despesa de seguro e creditando a Conta do Ativo
Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente.
¬ Para se conhecer o valor da despesa de seguro de cada mês, é feito o seguinte cálculo:
divide-se o valor da despesa paga por 365 dias, obtendo-se, assim, o valor da despesa de
seguro corresponde a um dia. A partir daí, basta multiplicar o número de dias do mês pelo
valor da despesa diária para se conhecer o valor a ser apropriado naquele mês.
42
¬ Se a apropriação for feita somente no final do ano, basta multiplicar o número de dias
contados a partir do dia do pagamento da despesa (4 de agosto) até o último dia do ano (31
de dezembro) pelo valor diário do seguro. Veja:
R$ 36.500 = R$ 100 por dia
365 dias
150 dias x R$ 100 = R$ 15.000
Esses R$ 15.000 serão considerados como despesa desse exercício.
Assim a contabilização é a seguinte:
Prêmios de Seguro
a Prêmios de Seguro a Vencer
Pela apropriação de despesa de seguro referente ao
Período de 4 de agosto a 31 de dezembro .......................................... 15.000

Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, antes do lançamento:
A posição após o lançamento acima é:
Observações:
• A conta debitada (Prêmios de Seguro) é conta de Despesa Operacional deste
exercício, cujo salário será transferido para a conta Resultado do Exercício, no momento da
apuração do Resultado Líquido.
• A conta creditada ( Prêmios de Seguro a Vencer ) é conta que registra o valor
da despesa diferida (antecipada) que passará para o exercício seguinte, referente aos 215
dias que restam para o vencimento do seguro (de 1º de janeiro a 3 de agosto).
9.2. AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS
¬ Os ajustes nas Contas de Receitas também devem ser feitos para registrar tanto as receitas
realizadas (geradas) e não-recebidas como as recebidas e ainda não-realizadas.
a. RECEITAS REALIZADAS (GANHAS) E NÃO-RECEBIDAS
¬ Para apropriação das receitas ganhas e ainda não-recebidas debita-se uma conta do Ativo
que representa o referido Direito (Duplicatas a Receber, Aluguéis a Receber etc.) e credita-se
uma conta que representa a receita respectiva (Vendas de Mercadorias, Aluguéis Ativos
etc.).
Exemplo:
¬ Nossa empresa tem um imóvel alugado para o Sr. Rafael, o qual, conforme consta do contrato
de locação, paga o aluguel do mês sempre no dia 10 do mês seguinte. Assim, o aluguel do
mês de dezembro, que é de R$ 8.000 e deve ser recebido no dia 10 de janeiro do ano
seguinte, será contabilizado no dia 31 de dezembro através do seguinte lançamento:
43
Prêmios de Seguro a
Vencer
B 36.500

Prêmios de Seguro a
Vencer
B 36.500
S 21.500

15.000
Prêmios de Seguro
Prêmios de Seguro
15.000
Aluguéis a Receber
a Aluguéis Ativos
Pela apropriação do aluguel ref. ao mês de
Dezembro, a ser recebido em 10 de janeiro p.f. ................................ 8.000
¬ Com esse lançamento, registramos a receita no valor de R$ 8.000 no mês de sua realização
(dezembro). Como a respectiva receita será recebida somente no dia 10 do mês seguinte, foi
debitada a conta Aluguéis a Receber, que representa Direito da empresa.
b. RECEITAS RECEBIDAS ANTECIPADAMENTE
¬ No dia 19 de dezembro, nossa empresa recebeu a importância de R$ 15.000 de aluguéis
referentes ao mês de janeiro do ano seguinte. Nesse caso, no dia 19 de dezembro, data do
recebimento da receita antecipada, fazemos o seguinte:
Caixa
a Aluguéis Ativos a Vencer
Recebido nesta data, ref. ao aluguel de janeiro do
Ano seguinte .................................................................................... 15.000
¬ Com esse lançamento, a importância recebida de R$ 15.000 fica devidamente registrada na
conta Caixa. A receita, sendo creditada na conta Aluguéis Ativos a Vencer, que representa a
receita antecipada, não será considerada na apuração do resultado do ano. No mês de janeiro
do ano seguinte, quando a referida receita estiver realizada, será feita a respectiva
apropriação através do seguinte lançamento:
Aluguéis a Ativo a Vencer
a Aluguéis Ativos
Pela apropriação da receita recebida antecipadamente ...................... 15.000
¬ Com esse lançamento, feito no mês da realização da receita, creditando a conta Aluguéis
Ativos, estaremos incluindo a receita no mês de sua competência. O débito na conta Aluguéis
Ativos a Vencer é feito para dar baixa na respectiva conta.
10. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS
10.1. BALANÇO PATRIMONIAL
Balanço Patrimonial: é a demonstração financeira que evidencia, resumidamente, o
Patrimônio da entidade, QUANTITATIVA E QUALITATIVAMENTE
¬ O artigo 178 da Lei n.º 6.404/76 evidencia o seguinte:
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação
financeira da companhia.
§ 1º - No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez
dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
a) ativo circulante;
b) ativo realizável a longo prazo;
c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo
diferido.
§ 2º - No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
a) passivo circulante;
b) passivo exigível a longo prazo;
c) resultados de exercícios futuros;
d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
reservas de reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos
acumulados.
§ 3º - Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de
compensar serão classificados separadamente.
44
¬ As Contas do Ativo sujeitas a depreciação, amortização, exaustão e provisão para
créditos de liquidação duvidosa aparecerão, no BALANÇO PATRIMONIAL, DEDUZIDAS das
respectivas depreciações, amortizações, exaustões ou provisões para créditos de
liquidação duvidosa.
Veja, na página seguinte, um modelo de Balanço Patrimonial:
MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL
45
1 – ATIVO
10. ATIVO CIRCULANTE
100 DISPONÍVEL
Dinheiro em Caixa e em Bancos
Aplicações de Liquidez Imediata
101 CONTAS A RECEBER
(-) Duplicatas Descontadas
(-) Provisão para Créditos de Liquidação
Duvidosa
102 IMPOSTOS A COMPENSAR
ICMS, IPI, ISS etc.
103 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
A CURTO PRAZO
(-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado
104 ESTOQUES
(-) Provisão para Perdas
(-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado
105 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE
11. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO
PRAZO
110 CONTAS A RECEBER
(-) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
111 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS A
LONGO PRAZO
(-) Provisão para Perdas
Provisão para Redução ao Valor de Mercado
112 DESPESAS ANTECIPADAS
12. ATIVO PERMANENTE
120 INVESTIMENTOS
Participações Permanente em Outras Empresas
Participações em Fundos de Investimento
Outros Investimentos em Bens
( -) Provisão para Perdas
(-) Depreciação Acumulada
121 ATIVO IMOBILIZADO
Bens Materiais (de uso)
Imobilizado em Andamento
(-) Depreciação Acumulada
(-) Exaustão Acumulada
Bens Imateriais
(-) Amortização Acumuladas
122 ATIVO DIFERIDO
(-) Amortização Acumuladas
1* 2*
2 - PASSIVO
20. PASSIVO CIRCULANTE
200 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES
201 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
202 OBRIGAÇÕES FISCAIS
203 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS
204 OUTRAS OBRIGAÇÕES
205 PROVISÕES
21. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
210 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES
211 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
212 OUTRAS OBRIGAÇÕES
22. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS
FUTUROS
220 RECEITAS ANTECIPADAS
(-) Custos Correspondentes
23. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
230 CAPITAL SOCIAL
(-) Capital a Realizar
231 RESERVAS DE CAPITA
232 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
233 RESERVAS DE LUCRO
234 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Lucros Acumulados
(-) Prejuízos Acumulados
235 ( - ) AÇÕES EM TESOURARIA
1* 2*
* 1 - Colunas referentes aos valores deste exercício, 2 – Colunas referentes aos valores do
exercício anterior
NOTA:
• Neste modelos de Balanço Patrimonial você encontra um roteiro com informações
para facilitar a classificação das contas no Balanço.
• Como vimos anteriormente, o Ativo é composto por contas de saldo devedor e o
Passivo, por contas de saldo credor. Entretanto, existem determinadas contas que,
embora com saldo devedor, aparecem no lado do Passivo e vice-versa.
¬ As Contas Retificadoras do Ativo que aparecem com mais freqüência são:
• Duplicatas Descontadas;
• Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa;
• Depreciação Acumulada;
• Amortização Acumulada.
Ações em Tesouraria – ocorrem quando a empresa adquire de seus acionistas ações dela
própria.
¬ No Balanço, será subtraído da conta Capital o valor correspondente ao Capital ainda não
integralizado, que, de acordo com a forma jurídica da empresa, poderá estar representado por
Acionistas Conta Capital a Integralizar, Quotistas Conta Capital a Integralizar ou outra.
¬ A conta Ações em Tesouraria será destacada, no Balanço, como dedução da Conta do
Patrimônio Líquido que registra a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
¬ Além disso, do total do grupo do Patrimônio Líquido será subtraída a conta Prejuízos
Acumulados.
10.2. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
¬ Essa demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no
desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geralmente igual a um
ano.
Segundo o artigo 187 da Lei n.º 6.404/76
A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I – receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os
abatimentos e os impostos;
II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e
serviços vendidos e o lucro bruto;
III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das
receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas
operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não-
operacionais e o saldo da conta de correção Monetária (art. 185, §
3º);
V – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o
imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes
beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos de
assistência ou previdência de empregados;
VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante – por ação do
capital social.
§ 1º - Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período,
independentemente da sua realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou
incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.
46
§ 2º - O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas
avaliações, registrado como reserva de reavaliação (art. 182, § 3º),
somente depois de realizado poderá ser computado como lucro, para
efeito de distribuição de dividendos ou participações.
¬ Veja um modelo de Demonstração do Resultado do Exercício:
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
• De acordo com disposições legais, havendo participações no Capital da empresa por
Debêntures (títulos de créditos emitidos pelas Sociedades por Ações), por empregados,
administradores etc., estas participações têm preferência sobre o Lucro Líquido e deverão ser
deduzidas antes que se conheça o Lucro Líquido final.
10.3. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados evidencia o lucro apurado no
exercício e sua destinação, bem como os eventos que modificaram o saldo da conta Lucros
ou Prejuízos Acumulados, como correção monetária, ajustes e reversões de reservas.
Segundo o artigo 186 da Lei n.º6.404/76:
47
1 – RECEITA OPERACIONAL BRUTA
• Venda de Mercadorias e/ou Prestação de Serviços ........................................... 1
2 – DEDUÇÕES E ABATIMENTOS
• Vendas Anuladas .......................................................... X
• Descontos Incondicionais Concedidos .......................... X
• ICMS sobre Vendas ...................................................... X
• PIS s/ Faturamento ........................................................ X
• COFINS ......................................................................... X ..................................... 2
3 – RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1 – 2) ................................................................ 3
4 – CUSTOS OPERACIONAIS
• Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Serviços Prestados .................. 4
5 – LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 – 4) ................................................................ 5
6 – DESPESAS OPERACIONAIS
• Despesas com Vendas .................................................. X
• Despesas Financeiras .................. X)
• ( - ) Receitas Financeiras ............. (X) ........................... X
• Despesas Administrativas .............................................. X
• Outras Despesas Operacionais ..................................... X ..................................... 6
7 – OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................ 7
8 – LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5 – 6 + 7) ....................................................... 8
9 – RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS ............................................................................... 9
10 – DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS ............................................................................ 10
11 – RESULTADO DA CORREÇÃO MONETÁRIA (+ OU -) .............................................. 11
12 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (8 + 9 – 10 + ou – 11) ..................................................... 12
13 – PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ............................................................ 13
14 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO
DE RENDA (12 – 13) .................................................................................................. 14
15 – PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA .............................................................. 15
16 – RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO
DE RENDA (14 – 15) ................................................................................................... 16
17 – PARTICIPAÇÕES*
• Debêntures ................................................................... X
• Empregados ................................................................. X
• Administradores ............................................................ X
• Partes Beneficiárias ...................................................... X
• Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de
Empregados .................................................................. X ....................................
17
18 – LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (16 – 17) ............................................................ 18
19 – LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL ................................................................. 19
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará:
I – o saldo do início, os ajustes de exercícios anteriores e a Correção
Monetária do saldo inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos e a parcela incorporada
ao capital e o saldo ao fim do período.
§ 1º - Como ajustes de exercícios anteriores serão
considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança
de critério contábil, ou da retificação de erra imputável a
determinado exercício anterior, e que não possam ser
atribuídos a fatos subseqüentes.
§ 2º - A demonstração de lucros ou prejuízos
acumulados deverá indicar o montante do dividendo por
ação do capital social e poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio Líquido, se
elaborada e publicada pela companhia.
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS
10.4. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
¬ A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido mostra as variações ocorridas nas
Contas do Patrimônio Líquido, evidenciando os saldos iniciais, os ajustes de exercícios
anteriores, a correção monetária, os aumentos do Capital, as reversões de reservas, o Lucro
Líquido do Exercício e sua destinação, além dos saldos finais das respectivas contas que
compõem o Patrimônio Líquido da empresa.
¬ Essa demonstração financeira está prevista no parágrafo segundo do artigo 186 da Lei n.º
6.404/76:
§ 2º - A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída
na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e
publicada pela companhia.
¬ Como vemos, a Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa opte por elaborar a
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em substituição à Demonstração de
Lucros ou Prejuízos Acumulados. Entretanto, a partir de 1985, as sociedades anônimas de
capital aberto ficaram obrigadas, por resolução da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, a
elaborar essa demonstração, ficando dispensadas da elaboração da Demonstração de Lucros
ou Prejuízos Acumulados.
• Os dados para a elaboração dessa demonstração são extraídos do livro
Razão.
10.5. DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
48
1. Saldo no início do período ............................................................................. 1
2. Ajustes de exercícios anteriores (+ ou - ) ...................................................... 2
3. Correção monetária do saldo inicial (+) ......................................................... 3
4. Saldo ajustado e corrigido ............................................................................. 4
5. Lucro ou prejuízo do exercício (+ ou -) .......................................................... 5
6. Reversão de reservas (+) .............................................................................. 6
7. Saldo à disposição ......................................................................................... 7
8. Destinação do exercício
• Reserva Legal ............................................. X
• Reserva Estatutária ...................................... X
• Reserva para Contingência .......................... X
• Outras Reservas ........................................... X
• Dividendos obrigatórios (R$ por ação) .......... X ....................................... 8
9. Saldo no fim do exercício .............................................................................. 9
¬ Esta demonstração tem por objetivo identificar as modificações ocorridas na posição
financeira da empresa.
¬ A posição financeira, conforme definida na Lei das Sociedades por Ações, é o CAPITAL
CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL) da empresa.
¬ O CCL, também conhecido por Capital Circulante Próprio, é igual ao Ativo Circulante (AC)
menos Passivo Circulante (PC):
CCL = AC – PC
¬ Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Líquido da empresa fazem parte da
Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
.
¬ Essa demonstração não é obrigatória para todas as empresas; ESTÃO OBRIGADAS a
elaborá-las todas as sociedades anônimas de capital aberto e as de capital fechado que
possuam Patrimônio Líquido superior a R$ 1.000.000 (um milhão de Reais) na data do
Balanço.
¬ Veja o que dispõe o artigo 188 da Lei n.º 6.404/76:
A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações
na posição financeira da companhia, discriminando:
I – as origens dos recursos, agrupadas em:
a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão
e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros;
b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital;
c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo
prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de
investimentos e direitos do ativo imobilizado;
II – as aplicações de recursos, agrupadas em:
a) dividendos distribuídos;
b) aquisição de direitos do ativo imobilizado;
c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo
diferido;
d) redução do passivo exigível a longo prazo;
III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às
aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido;
IV – os saldos, no início e no fim do exercício, do ativo e passivo circulantes, o
montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o
exercício.
49
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
10.6. NOTAS EXPLICATIVAS
¬ As notas explicativas são informações que visam complementar as demonstrações financeiras
e esclarecer os critérios contábeis utilizados pela empresa, a composição dos saldos de
determinadas contas, os métodos de depreciação, os principais critérios de avaliação dos
elementos patrimoniais etc.
11. FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS
FATOS QUE ALTERAM COMPRAS ¬ quando a empresa adquire mercadorias para revenda,
podem acontecer certos fatos que resultam num custo de aquisição, acrescentados ao valor pago ao
fornecedor. Tais como: fretes, seguros, descontos, devoluções e impostos incidentes sobre
compras.
• O custo das mercadorias ou matérias primas adquiridas para revenda ou industrialização,
compreende:
º o preço da aquisição,
º o custo do transporte e o respectivo seguro;
º os tributos devidos na aquisição ou importação exceto o ICMS e o IPI, quando
recuperáveis.
º as devoluções de compras, compras anuladas, devolvidas ou canceladas;
º os descontos incondicionais obtidos e/ou abatimentos sobre compras.
COMPRAS BRUTAS
( - ) ICMS / Impostos Recuperáveis
( - ) Devoluções de compras
( - ) Compras canceladas
( - ) Descontos Comerciais
( - ) Descontos Incondicionais
( - ) Abatimentos
( + ) IPI
( + ) Outros Impostos incidentes
( + ) Fretes s/ compras
( + ) Seguros s/ compras
( + ) Embalagem
50
1 – ORIGENS DOS RECURSOS
Lucro Líquido do Exercício
(+) Depreciação, amortização ou exaustão
(+ ou -) Variação nos Resultados de Exercícios Futuros
(+ ou -) Resultado da Correção Monetária das Demonstrações Financeiras
Realização do Capital Social
Contribuições para Reservas de Capital
Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo
Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo
Alienação de Investimentos e Direitos do Ativo Permanente
TOTAL DAS ORIGENS
2 – APLICAÇÕES DE RECURSOS
Dividendos distribuições
Aumentos de Bens ou Direitos do Ativo Permanente
Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo
Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo
TOTAL DAS APLICAÇÕES
3 – AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ( 1 – 2)
4 – VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
Ativo Circulante Inicial
(-) Passivo Circulante Inicial
Capital Circulante Líquido Inicial
Ativo Circulante Inicial
(-) Passivo Circulante Inicial
Capital Circulante Líquido Final
Variação do Capital Circulante Líquido (b – a)
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
COMPRAS LÍQUIDAS COMPRAS LÍQUIDAS
Contabilização ¬ os registros contábeis são feitos de 2 maneiras: quando diminuem o valor da
compra (descontos, compras canceladas, abatimentos, ICMS) e quando
aumentam o valor da compra (fretes, IPI, seguros, embalagem).
• Quando aumentam o valor da compra ¬
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com frete (a pagar) de $ 10 e seguro (a pagar) de $
15.
Compras/Mercadorias
a Diversos
a Fornecedores ............. $ 200
a Contas a Pagar ,,,,,,,,,, $ 25 $ 225
º onde Contas a Pagar engloba o frete ($ 10) e o seguro ($ 15).
• Quando diminuem o valor da compra ¬
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com desconto de 10 %
Compras/Mercadorias
a Diversos
a Fornecedores ............. $ 180
a Descontos s/Compras,,,, $ 20 $ 200
º onde Fornecedores é creditado pelo valor líquido, já com o desconto de $ 20
(10 %) .
• Quando sobre as compras incidem Impostos não cumulativos (ICMS e IPI ) ¬
¬ Estes impostos são também, dependendo a forma de aquisição (se para revenda ou para
consumo), recuperáveis (caso do ICMS para revenda e do IPI para empresas que industrializam).
Estes impostos são cobrados do adquirente (pelo vendedor) que, posteriormente, recolhe aos cofres
públicos a diferença entre o imposto cobrado na revenda e o imposto pago na aquisição.
¬ Os impostos recuperáveis são registrados em contas representativas de DIREITOS
REALIZÁVEIS, enquanto que os impostos não recuperáveis integram o CUSTO DAS
MERCADORIAS.
Ex.: compra de mercadorias, adquiridas a prazo no valor de $ 120.000, com alíquota de IPI de 10 %.
O ICMS, à alíquota de 18 % já está incluído no preço da mercadoria (sem o IPI).
a) Compra de mercadoria para REVENDA ¬ o ICMS e o IPI incidem sobre as compras,
porém apenas o ICMS incide sobre as vendas. Portanto, o ICMS é recuperável.
Mercadorias adquiridas a Prazo ........ $ 120.000
( + ) IPI à alíquota de 10 % ................. $ 12.000
( = ) Total da Nota Fiscal .................... $ 132.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 21.600
Diversos
a Fornecedores
Compras/Mercadorias....... $ 110.400
ICMS a recuperar.............. $ 21.600 $ 132.000
b) Compra de matérias primas para INDUSTRIALIZAÇÃO ¬ o ICMS e o IPI incidem
sobre as compras, e também incidem sobre as vendas. Portanto, ambos são
recuperáveis.
Diversos
a Fornecedores
Compras Mat.Primas....... $ 98.400
51
IPI a recuperar ................ $ 12.000
ICMS a recuperar.............. $ 21.600 $ 132.000
c) Compra de mercadorias para CONSUMO ou IMOBILIZAÇÃO ¬ como estas
mercadorias não serão objeto de revenda, nem integrarão a produção para venda, não
há o que se falar em recuperação de impostos.
Mat.Consumo/Maqs.
a Fornecedores .................. $ 132.000
FATOS QUE ALTERAM VENDAS ¬ da mesma forma que o custo de aquisição de mercadorias
pode ser diferente do valor pago ao fornecedor, nas VENDAS de mercadorias a receita líquida nem
sempre corresponde ao valor recebido dos clientes.
• Os fatos que modificam ou alteram as VENDAS BRUTAS (Receita Operacional Bruta) são:
º as devoluções de vendas;
º vendas anuladas, devolvidas ou canceladas;
º os descontos incondicionais concedidos e/ou abatimentos sobre
vendas;
º impostos incidentes sobre vendas e serviços (ISS, ICMS, PIS,
COFINS).
VENDAS BRUTAS
( - ) ICMS / Impostos Recuperáveis
( - ) Devoluções de vendas
( - ) Vendas canceladas
( - ) Descontos Concedidos
( - ) Descontos Incondicionais
( - ) Abatimentos
( - ) Outros Impostos incidentes
( - ) ISS
( - ) COFINS
( - ) PIS
VENDAS LÍQUIDAS LÍQUIDAS
Fretes e Seguros s/ vendas ¬ quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas, incorrendo
nos gastos com fretes e seguros, estes fatos não alteram as VENDAS porque são considerados
como DESPESAS OPERACIONAIS.
Desconto sobre Vendas ¬ no momento da venda o comerciante poderá conceder algum
desconto ao cliente. Se este desconto for imediatamente utilizado pelo cliente, diz-se que o
desconto é DESCONTO INCONDICIONAL, ficando definido o valor da operação.
Se o desconto ficar pendente de algum evento futuro, como desconto para pagamento na
pontualidade, trata-se de DESCONTO CONDICIONAL.
• somente o DESCONTO INCONDICIONAL altera o valor da VENDA
• o DESCONTO CONDICIONAL será considerado como DESPESA
Ex.: venda de mercadorias, a prazo, no valor de $ 400, com desconto incondicional de 10 %
Diversos
a Vendas
Clientes ......................... $ 360
Descontos s/Vendas ...... $ 40 $ 400
Ou
Clientes
a Vendas ......................... $ 360
Impostos sobre Vendas ¬ são aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda,
mesmo que o montante integre as respectivas bases de cálculo, tais como o ICMS, ISS e as
contribuições ao PIS e COFINS.
52
• Não são considerados como incidentes sobre vendas os impostos não cumulativos cobrados
destacadamente do comprador, e do qual o vendedor é mero depositário. Portanto, o IPI, por
não ser cumulativo e cobrado em adição ao preço, não é considerado como imposto sobre
vendas e nem integra o valor da RECEITA OPERACIONAL BRUTA
• os impostos incidentes sobre vendas são registrados, obrigatoriamente, em contas
específicas, redutoras de vendas, tendo como contrapartida créditos de contas do passivo
IMPOSTOS A RECOLHER. O IPI , por não integrar a Receita Operacional Bruta, é registrado
apenas sob o aspecto patrimonial.
Ex.: venda de mercadorias a prazo no valor de $ 800.000, com IPI à alíquota de 15 %. ICMS já
incluso no preço de venda.
Venda de Mercadorias a prazo ............... $ 800.000
( + ) IPI à alíquota de 15 % ..................... $ 120.000
( = ) Total da Nota Fiscal ........................ $ 920.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 144.000
Temos ainda os impostos PIS (com alíquota 0.65 %) e COFINS (com alíquota de 2 %)
Clientes
a Diversos
a Vendas ............................. $ 800.000
a IPI a recolher ................... $ 120.000 $ 920.000
ICMS s/ Vendas
a ICMS a recolher ....................................... $ 144.000
PIS s/ Vendas
a PIS a recolher ....................................... $ 5.200
COFINS s/ Vendas
a COFINS a recolher ....................................... $ 16.000
Devolução de Vendas ¬ também conhecida como VENDAS ANULADAS ou VENDAS
CANCELADAS, as devoluções de vendas correspondem às mercadorias recebidas em devolução.
• sobre as devoluções incidem os mesmos impostos não cumulativos que incidiram quando da
saída das mercadorias.
Ex.:
Mercadorias recebidas em Devolução .... $ 400.000
( + ) IPI à alíquota de 15 % ..................... $ 60.000
( = ) Total da Nota Fiscal ........................ $ 460.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 72.000
Diversos
a Clientes
Devolução de Vendas .............. $ 400.000
IPI a recuperar ...................... $ 60.000 $ 460.000
ICMS a recuperar
a ICMS s/Vendas........................... $ 72.000
53

PRINCÍPIO DA ENTIDADE:  reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, onde não se pode confundir o patrimônio da entidade com o patrimônio de seus proprietários; PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: .  a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida estabelecida ou provável, devem ser considerados quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE:  refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro das mutações patrimoniais (deve ser feito no tempo certo e com a extensão correta); PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: ;  os componentes do patrimônio devem ser registrados pelo valor original das transações, expressos em valor presente na moeda do País PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:  os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores; não representa nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores originais; PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA:  as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independente de recebimento ou pagamento; PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA:  determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor para os componentes do passivo, ou seja, o Princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese de que resulte o menor patrimônio líquido. Exercício Social: é o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o anocalendário, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social.

2. PATRIMÔNIO
2.1. CONCEITO CONTÁBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO: É O CONJUNTO DE BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES.

BENS: tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça as necessidades humanas;
• •

Tangíveis: têm existência física, existe como coisa ou objeto. Ex.: Dinheiro, mercadoria p/ revenda, imóveis, máquinas, veículos, móveis, equipamentos, etc. Intangíveis: Exs.: Marcas e patentes, ações ou Quotas de Capital. são bens de nossa propriedade que se encontram em poder de terceiros. (valores a receber). Ex.: duplicatas a receber, títulos a receber, notas promissórias a receber, aluguéis a receber, clientes, dinheiro em banco, aplicações financeiras, etc. são bens de propriedade de terceiros que se encontram em nosso poder. (valores a pagar). Ex.: duplicatas a pagar, títulos a pagar, notas promissórias a pagar, aluguéis a pagar, fornecedores, impostos a recolher, etc.

DIREITOS :

OBRIGAÇÕES:

Propriedade Plena - quando uma entidade tem posse e domínio sobre determinado bem.

2

2.2. ITENS PATRIMONIAIS ATIVO: PASSIVO: conjunto de bens e direitos (parte positiva). Chamado de Patrimônio Bruto conjunto de obrigações (parte negativa). Terceiros ou Passivo Exigível. Também chamado de Capital de

PATRIMÔNIO LÍQUIDO :

diferença entre o Ativo e o Passivo. Representa as obrigações da entidade para com os sócios ou acionistas. É a parte do Patrimônio que vai medir ou avaliar a situação ou condição da entidade; é chamado, também, de Passivo não exigível ou Situação Líquida.

2.3. EQUAÇÃO PATRIMONIAL E SUAS VARIAÇÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO - PASSIVO Situações Patrimoniais
a)

ATIVO > PASSIVO  Patrimônio Líquido é POSITIVO / SUPERAVITÁRIO • Situação Favorável  PL + ou SL + • Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) excedem o valor das obrigações com terceiros (Passivo Exigível)

b) ATIVO < PASSIVO  Patrimônio Líquido é NEGATIVO / DEFICITÁRIO • Situação Desfavorável  PL (-) ou SL (-) ou Passivo a Descoberto • Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem menores que as obrigações com terceiros

(Passivo Exigível)

c)

ATIVO = PASSIVO  Patrimônio Líquido é NULO / EQUILIBRADO • Situação NULA, Equilíbrio Aparente  A = PE, logo PL = 0 • Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais às obrigações com terceiros (Passivo Exigível); nessa hipótese o patrimônio líquido será nulo.

d) ATIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO  • •

Situação Plena ou Propriedade Total  A = PL, logo PE = 0 Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais ao patrimônio líquido; nessa hipótese , as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) serão nulas.

e)

PASSIVO EXIGÍVEL = PATRIMÔNIO LÍQUIDO 

Situação de Inexistência de Ativos  PE = ( PL )

, logo A = 0

Ocorre quando as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) for igual ao patrimônio líquido negativo; nessa hipótese, o ativo será nulo. 2.4. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES

Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que formam o grupo dos ELEMENTOS POSITIVOS; e, do outro lado, as Obrigações, que formam o grupo dos ELEMENTOS NEGATIVOS.

3

Na maioria das empresas comerciais, o Ativo suplanta o Passivo Exigível (obrigações). Assim, a representação mais comum do patrimônio de uma empresa comercial assume a forma: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido

Diz-se que a:
o

Situação Líquida é Negativa quando o Ativo Total é: menor que o Passivo Exigível. Situação Patrimonial inconcebível quando a: Situação Líquida maior que o Ativo. Aumenta o patrimônio líquido quando há: Recebimento de duplicatas com juros. Diminui o patrimônio líquido quando há: Pagamento de duplicatas com juros.

 o  o  o 

3. CONCEITOS DE CAPITAL
CAPITAL SOCIAL  é a obrigação da empresa para com os sócios originária da entrega de recursos para a formação do capital da entidade. Corresponde ao patrimônio líquido (PL)

CAPITAL PRÓPRIO 

são os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais. CAPITAL DE TERCEIROS  representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao passivo exigível (PE) CAPITAL REALIZADO  corresponde ao valor dos recursos entregues pelos sócios e à disposição da entidade (em caixa, nos bancos, em imóveis, etc). é o capital com que a entidade foi registrada mas que por algum motivo ainda não foi colocado totalmente à disposição da entidade. Com o desenrolar dos negócios, este capital será posto à disposição da entidade, seja através de dinheiro ou outros bens. corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. É também igual ao total do ATIVO da entidade.

CAPITAL A REALIZAR 

CAPITAL TOTAL A DISPOSIÇÃO DA EMPRESA 

DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO CAPITAL: é o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui para iniciar suas atividades. Ex.: Lúcia vai abrir uma papelaria. Ela possui, para esse fim, R$ 10.000 em dinheiro. Logo, esses R$ 10.000 em dinheiro constituem o seu Capital Inicial. O Capital Inicial pode ser composto por: • Dinheiro • Móveis • Veículos • Imóveis • Promissórias a Receber etc. é o conjunto que COMPREENDE os bens da empresa (dinheiro em caixa, contas a receber, imóveis, veículos., etc), seus direitos (contas a receber) e suas obrigações para com terceiros (contas a pagar)

PATRIMÔNIO:

4

4. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 4.1. CONCEITO DE DÉBITO E CRÉDITO  um alerta para não confundir termos da linguagem comum, quando usados na terminologia contábil. na linguagem comum, significa: — dívida — situação negativa — estar em débito com alguém — estar devendo para alguém etc.

DÉBITO:

Quando falarmos na palavra débito, procure não ligar o seu significado do ponto de vista técnico com o que ela representa na linguagem comum.

Na terminologia contábil, essa palavra tem vários significados, os quais raramente correspondem aos da linguagem comum. Enquanto não se conscientizar disso, dificilmente aceitará que débito pode representar elementos positivos, o que prejudica sensivelmente a aprendizagem. Portanto, muito cuidado com a terminologia. CRÉDITO: na linguagem comum, significa: — ter crédito com alguém, em uma loja etc. — situação positiva — poder comprar a prazo etc. • Na terminologia contábil, a palavra crédito também possui vários significados. As mesmas observações que fizemos para a palavra débito aplicam-se à palavra crédito. Portanto é importante memorizar : a. b.  Portanto: DÉBITO é uma situação de dívida ou de responsabilidade da conta para com entidade; CRÉDITO é uma situação de direito ou de haver da conta em relação à entidade; SALDO é a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos efetuados numa conta; O saldo pode ser: • devedor - quando a soma dos débitos for maior do que a soma dos créditos; • credor - quando a soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos; • nulo - quando a soma dos débitos for igual a soma dos créditos; 4.2. CONTAS CONTÁBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAÇÃO Razonete Nome da Conta Débitos Créditos (D) (C) Devedor Saldo Mecanismo de Débito e Crédito Contas ATIVO PASSIVO DESPESAS NATUREZA Dv Cr Dv Aumentos D C D Diminuições C D C Credor No gráfico das Contas Patrimoniais, o lado direito é o lado do Crédito, exceto para as Contas Retificadoras. No gráfico das Contas de Resultado, o lado direito é o lado do Crédito.

5

Codificação das Contas. apuração dos resultados e prestação de informações Contas Patrimoniais Contas de Resultado • • • Teoria Personalista  as contas representam pessoas que se relacionam com a entidade em termos de débito e crédito. consiste na relação ordenada de todas as contas utilizadas para o registro dos fatos contábeis de uma entidade. Teoria Materialista · as contas e a entidade mantêm uma relação material. será incorporado ao patrimônio da entidade através da conta do patrimônio líquido “Lucros Acumulados” ou “Prejuízos Acumulados” PLANO DE CONTAS: é constituído pelo conjunto de normas e procedimentos sobre a utilização das contas integrantes do sistema contábil da entidade. Função das Contas e Funcionamento das Contas. lucro ou prejuízo. Dconta de natureza CREDORA. • Contas de Resultado = compreendem as Receitas e as Despesas. Teoria das Contas CONTAS DE RESULTAD O RECEITAS & DESPESAS ATIVO PASSIVO PATRIMÔNI O LÍQUIDO Teoria das Contas Teoria Personalista Contas  Pessoas  Débito/Crédito  Entidade Teoria Materialista Contas  Material Entidade BENS Contas dos Agentes Consignatários DIREITOS OBRIGAÇÕES Contas dos Agentes Correspondentes Contas dos Proprietários  Contas Integrais Contas Diferenciais Teoria Patrimonialista Objeto  Patrimônio Finalidade  controle. C C debitar Ccreditar D D Contas - são denominações contábeis que identificam e controlam os elementos contábeis de natureza semelhante. que devem ser encerradas quando da apuração do resultado do exercício. • Elenco das Contas  conhecido como estrutura do plano de contas. Teoria Patrimonialista  o objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades e a sua finalidade é o controle do patrimônio. e não pessoal. • Exemplo de Plano de Contas Ativo Ativo Circulante 6 .RECEITAS Cr SITUAÇÃO LÍQUIDA Cr Dv Cr conta de natureza DEVEDORA. O Plano de Contas é composto pelas seguintes partes: Elenco das contas. a apuração dos resultados e a prestação de informações. Este resultado.

7 . MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS é o método pelo qual cada débito efetuado em uma ou mais contas. Imobilizado • • Função das Contas  tem como finalidade explicar a razão da existência da conta. onde se aplica. Ativo Permanente 1. Escrituração: é o conjunto de lançamentos contábeis. por totais que não excedam ao período de um mês. o restante ficaria: 1.3.3. Ex. recebendo a débito os recebimentos e a crédito os pagamentos efetuados em dinheiro. assim como a sua abertura. Ativo Circulante 1. movimentação e encerramento. Ativo 1.1.3.2. Ativo Realizável a Longo Prazo 1. Sistêmica = consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com sua natureza e valores respectivos (Livro Razão). desde que utilizados livros auxiliares para registro individualizado e conservados os documentos que permitam sua perfeita verificação. Função da Escrituração: • • Histórica = consiste no registro dos fatos na ordem cronológica (Livro Diário). relativamente a contas cujas operações sejam numerosas ou realizadas fora da série do estabelecimento. para que serve. PARTIDAS MENSAIS: admite-se a escrituração resumida no diário. Investimento 1. Funcionamento do Plano de Contas  é a parte do Plano de Contas que demonstra o relacionamento de uma conta com as demais. deve corresponder um crédito em uma ou mais contas. 4.1. como se trabalha com ela.: a conta CAIXA representa o dinheiro.2.3. de tal forma que o total debitado seja sempre igual ao total creditado. A Escrituração completa é composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações financeiras elaboradas no encerramento de cada exercício social.Disponibilidades Direitos Realizáveis Estoques Despesas do Exercício seguinte Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Investimento Imobilizado Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados • Codificação das Contas  a codificação tem por objetivo simplificar a classificação das contas nos respectivos grupos e subgrupos • Exemplo: arbitramos o código 1 para o Ativo e 2 para o Passivo.

..: compra de uma bicicleta por $ 1.: pagamento do aluguel do mês no valor de $ 40.. conforme NF nº 51.....Fórmula Composta Veículos Caixa ..Fórmula Simples – apenas uma conta é debitada e uma única conta é creditada......000 8 ......000 em móveis e $ 10. no dia 01/04/02.....000 Móveis e Utensílios....... $ 5. $ 1... $ 700. Ex. por $ 1...... $ 90....000......000 a $ 15.000 em dinheiro e $ 100......... transcrevendo-se estas demonstrações no livro Diário. LANÇAMENTOS Lançamento Ex..: compra de uma bicicleta...000 a a a 3ª .000 4ª ..............000. $ 10.000 mais de uma conta é debitada e uma única conta é creditada.... a a Débito Crédito Diversos Diversos Despesa de Aluguel . 01 de abril de 2002 a Fórmulas de Lançamento 1ª ........ Ex...... Diversos Capital Social Caixa .000.....000 apenas uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.. Transcrição dos registros para o livro Razão.000 Caixa .000 em cheque....000 em dinheiro.3. Ex.. $ 500....000 a 2ª ..000 e de uma duplicata no valor de $ 90....................: compra de mercadorias  documento hábil é a nota fiscal.... Ex. mecanizado ou por processamento de dados. $ 30..: Integralização do capital Social no valor de $ 15..Processo de Escrituração: • • • • • • Pode ser manual. Elaboração do Balancete de Verificação.. S J Rio Preto.... no valor de $ 700.. Apuração do Resultado e elaboração das demonstrações contábeis (Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício).000..Fórmula Complexa - mais de uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.. $ 500 Duplicatas a Pagar.. $ 500 Veículos Caixa ... à vista..... Registro dos fatos no livro Diário.. emitida pela MARELA...........1...000 Duplicatas a Pagar.: Compra de um veículo à vista.Fórmula Composta - $ 1. Veículos Diversos Banco c/ Movimento ..... Todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e adequados ao tipo de operação... sendo $ 5... 4. $ 40. com a utilização de $ 30. Ex... pagando-se $ 500 com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma duplicata pelo restante...

a Bancos c/ Movimento ... cumprimento da função histórica da Contabilidade (ordem cronológica dos fatos ocorridos)... conta ou contas debitadas. borraduras. o Diário está sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas.. O livro Diário é o mais importante livro contábil. com individuação e clareza. previstos na lei fiscal e comercial para o livro Diário...2... por ordem cronológica de dia.  Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na última página do livro Diário.. tipograficamente.4. conta ou contas creditadas.. Objetivo: Formalidades do Livro Diário Formalidades extrínsecas ( ou externas): o livro Diário deve ser encadernado com folhas numeradas em seqüência. $ 100. sem intervalos em branco nem entrelinhas.4.000 Partícula “a”  é apenas indicadora da contra creditada.. em idioma e moedas nacionais. vamos mencionar apenas os utilizados pela contabilização dos atos e fatos administrativos. 9 . Livro Razão 1º 2º 3º 4º 5º - local e data. Os principais livros utilizados pela Contabilidade são: • • • • Livro Diário Livro Razão Livro Caixa Livro Contas-Correntes 4.. respectivamente. Deve conter. emendas e transportes para as margens. PRINCIPAIS LIVROS CONTÁBEIS  Dos vários livros usados pelas empresas. soltas ou avulsas ). As empresas que utilizam fichas são obrigadas a adotar o livro próprio para a inscrição das demonstrações financeiras... Esses termos são colocados na época da abertura dos livros... sendo seu uso facultativo.. valor da operação. mês e ano.... Formalidades intrínsecas ( ou internas ): • O livro Diário tradicional pode ser substituído por fichas ( contínuas. ainda.Porém. Por ser obrigatório... Caso haja extravio dos demais livros fiscais.4.1. 4. LIVRO DIÁRIO  O Diário é um livro obrigatório pela legislação comercial. os termos de abertura e de encerramento e ser submetido à autenticação do órgão competente do Registro do Comércio. a escrituração do Diário deve ser completa... em forma de sanfona. em forma mercantil. a adoração desse sistema não exclui a empresa de obediência aos requisitos intrínsecos.. conforme o seguinte modelo: Elementos Essenciais do Lançamento no Livro Diário • • • • • 4. Histórico da operação. com o livro Diário é possível a recuperação dos mesmos.... rasuras. precedida(s) da partícula “a”.

2º passo  identificar a que grupo cada conta pertence. Ex. portanto não interessam a Contabilidade. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais. Misto diminutivo = venda de mercadorias com prejuízo.: emissão de cheques.: compra de mercadorias à vista (bens por bens). recebimentos de direitos. de Fatos Contábeis. 10 . CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o seu patrimônio líquido. pagamento de uma duplicata com juros. Nele são registrados todos os fatos administrativos que envolvam entradas e saídas de dinheiro. Uma conta só pode pertencer a um determinado grupo. compra de veículos. qual elemento contábil aumenta ou diminui devido a este fato. O Razão é um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o movimento de todas as contas. recebimento de valor pela quitação de uma duplicata. também. etc.3. 4. 4. depósitos bancários. são os acontecimentos que de alguma forma alteram o patrimônio das entidades.2. LIVRO CAIXA   O livro Caixa também é auxiliar.4. São chamados.5. recebimento de uma duplicata com juros.4. LIVRO CONTAS-CORRENTES O Contas-Correntes é o livro auxiliar do Razão.1. pagamento de obrigações. CONCEITOS Atos Administrativos: Fatos Administrativos : são os atos que não provocam alterações nos elementos do Patrimônio ou do Resultado. Fatos Modificativos: • • são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o patrimônio líquido. fato modificativo aumentativo = qualquer tipo de receita quando lançada ao Resultado. aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a riqueza própria do patrimônio. 4. A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir de 1991. fato modificativo diminutivo = qualquer tipo de despesa quando lançada ao Resultado. quer sob o aspecto qualitativo. aumento do Capital Social.5.5. 4. compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações). Distribuição de lucros ou dividendos. quer sob o aspecto quantitativo. o Razão é escriturado em fichas. ou seja. compra de materiais. aumento do capital social com lucros acumulados. Misto aumentativo = venda de mercadorias com lucro. aqueles que combinam fatos contábeis permutativos e modificativos.4. Na Contabilidade moderna. Serve para controlar as contas que representam Direitos e Obrigações para a empresa. Podem ser aumentativos ou diminutivos. venda de mercadorias. Ex. Fatos Mistos ou Compostos: • • Registro dos Fatos Contábeis – Passos 1º passo  identificar as contas envolvidas (pelo menos duas contas). tais como: ATIVO – PASSIVO – PATRIMÔNIO LÍQUIDO – RECEITA – DESPESA 3º passo  identificar qual é o efeito do fato sobre cada conta envolvida. conforme alterem para maior ou menor o patrimônio líquido. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS 4.

• Investimentos . Impostos a Recolher.: despesas incorridas na fase pré-operacional da empresa. e se dividem em 4 grandes grupos: Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido • Passivo Circulante  compreende as obrigações ou dívidas a curto prazo. despesas com pesquisas científicas ou tecnológicas. acionistas e despesas antecipadas. Exs.: dinheiro em Caixa. ou seja.: máquinas. Estoques de mercadorias. Exs. • Ativo Realizável a Longo Prazo  são os valores passíveis de transformações em moeda a Longo Prazo. • Ativo Permanente  representa aplicação permanente ou fixa dos recursos da empresa e. Balancete de Verificação  Após efetuarmos todos os lançamentos nos razonetes. empréstimos compulsórios à União. Fornecedores. etc. 11 .: Duplicatas a Pagar. adiantamentos ou empréstimos a sócios. Clientes. findo o qual as pessoas jurídicas apuram os seus resultados.é o espaço de 12 meses. Aplicações Financeiras de curto prazo. PASSIVO: as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade. tudo o que for se realizar dentro do exercício social seguinte. as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez. Trabalhistas e Sociais. marcas e patentes. etc.conceitos ATIVO: No Ativo. Exs. etc. etc. Duplicatas a Receber. • Diferido – compreende as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado em mais de um exercício social. não estão destinados à venda ou realização. após o decurso do exercício social subseqüente ao da elaboração do Balanço Patrimonial. • Imobilizado – bens e direitos necessários à manutenção das atividades produtivas da empresa.Exs.: participações permanentes em outras sociedades e os imóveis de renda. equipamentos. veículos. devemos apurar os saldos de todas as contas. Exs. imóveis de uso. contas corrente em Banco. Exs. Obrigações Fiscais.4º passo  efetuar o lançamento.: direitos a Longo Prazo. em 3 grandes grupos: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente • Ativo Circulante  representa os valores passíveis de serem transformados em dinheiro a curto prazo. Aluguéis. fundo de comércio. Balancete de Verificação Saldos Contas Devedores (D) Credores (C) Total BALANÇO PATRIMONIAL . a princípio. segundo o mecanismo de débito e crédito. • Exercício Social . ou seja.

• Resultado de Exercícios Futuros  compreende as: receitas de exercícios futuros.divide-se em: • Capital Subscrito . As receitas aumentam a riqueza própria do patrimônio. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos.1. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo. • Capital a Realizar . • Reservas de Capital – são contribuições recebidas dos proprietários ou de 3ºs. Divide-se em: • Capital Social . em OPERAÇÕES ATIVAS (destinadas à aplicação de recursos) e OPERAÇÕES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captação de recursos financeiros)  12 . são gastos executados com a finalidade de gerar receitas. • Reservas de Reavaliação – indicam acréscimos de valor ao custo de aquisição de Ativos baseados em preços de mercado. 5. RESULTADO = RECEITAS . Dividendos distribuídos antecipadamente. inclusive empréstimos recebidos de sócios e acionistas. As despesas reduzem a riqueza própria do patrimônio. portanto. de acordo com exigência legal. diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. mas sempre provocam diminuições no patrimônio líquido. etc.• Passivo Exigível a Longo Prazo  compreende as: Obrigações a Longo Prazo. enquanto não são distribuídos ou capitalizados são considerados como reserva de lucros. legalmente. Ações em Tesouraria ou quotas. • Lucros ou Prejuízos Acumulados – ficam em destaque. o Passivo Exigível e o Resultado de Exercícios Futuros. • Capital Realizado . • Contas Retificadoras – são contas redutoras do Patrimônio Líquido. RECEITAS E DESPESAS 5.compromisso assumido pelos sócios ou acionistas. • Patrimônio Líquido  corresponde à diferença entre os valores que compõem o Ativo.pagamento efetivo do compromisso pelos sócios ou acionistas. Exs. CONCEITOS RECEITAS: são ingressos patrimoniais decorrentes da utilização dos recursos da empresa e que geram gastos para a mesma. tecnicamente.DESPESAS LUCRO  Despesas < Receitas DESPESAS: a) b) c) PREJUÍZO  Despesas > Receitas NULO  Despesas = Receitas Receitas e Despesas Financeiras Operações Financeiras são aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou APLICAR recursos financeiros  Dividem-se.: Capital Social a Realizar (integralizar). • Reservas – são parcelas do patrimônio líquido que excedem o valor do Capital Social integralizado: • Reservas de Lucros – são obtidas pela apropriação dos Lucros.parcela do compromisso assumido pelos proprietários e ainda não quitada.

.. • variações monetárias pré-fixadas ativas (excedentes às pós-fixadas) obedecendo ao regime de competência do exercício......... $ 7.. São revendidas da mesma forma como foram adquiridas. CMV  Custo das Mercadorias Vendidas 13 . $ 2....100 neste caso.100..... $ 7. RESULTADO COM MERCADORIAS.... as receitas financeiras podem ser distribuídas proporcionalmente aos períodos-base a que competirem.... correção monetária pré-fixada. no valor de $ 7.. a receita financeira foi apropriada integralmente ao resultado do exercício social X1 apropriando a receita segundo o regime de competência .: Aquisição de um CDB em 01/11/X1...... por exercícios sociais a que competirem......000 Receitas Financeiras a Apropriar .. PRODUTOS E SERVIÇOS Mercadorias  são os bens que as empresas comerciais adquirem com a finalidade de revenda.... Já as despesas financeiras incorridas na fase pré-operacional serão registradas como ativo diferido. a critério da empresa.....2...100 $ 9... pró rata tempore...... podendo também............ a a a ... ser apropriadas integralmente no período-base correspondente à realização da operação... antecipando o reconhecimento da receita Aplicações Financeiras – CDB a Diversos a Caixa / Bancos .em 31 de dezembro de X1: a Receitas Financeiras a Apropriar Receitas Financeiras . quando derivadas de operações ou títulos com vencimento posterior ao encerramento do exercício social. $ 2...... tais como: • receitas de juros.... correspondem aos gastos incorridos nas operações de captação de recursos financeiros.100  2..... • descontos condicionais obtidos.. sem industrializá-las......000.. • apuração do custo das mercadorias vendidas (CMV). $ 700 5..quando da operação (01/11/X1): Aplicações Financeiras – CDB Diversos Caixa / Bancos .100 $ 9. Compreendem: • o registro dos fatos envolvendo as mercadorias: estoque inicial. 1. Contabilização: Ex..000 a Receitas Financeiras .......RECEITAS FINANCEIRAS: Atenção: correspondem aos ingressos patrimoniais originados das aplicações de recursos financeiros... • apuração do resultado com mercadorias (RCM)........ Atenção: as despesas financeiras pagas antecipadamente DEVERÃO ser apropriadas. compras...... com ganho pré-fixado de $ 2... tais como:    DESPESAS FINANCEIRAS: despesas de juros...... com vencimento em 01/02/X2.... descontos condicionais concedidos.. vendas e estoque final.. para posterior amortização....

Mercadorias Mista a Mercadorias em Estoque Compras de Mercadorias  lançadas a débito da conta Mercadorias Mista. tendo como contrapartida lançamentos a crédito das contas Caixa.CMV Onde: V  Vendas Líquidas CMV  Custo das Mercadorias Vendidas Inventário  é a verificação de existências patrimoniais por meio de levantamento individualizado e completo dos bens e valores ativos e passivos de uma empresa. Bancos. etc. Contas a Pagar. esta conta passa a ser conta de resultado. Estoque Inicial  corresponde ao saldo da conta Mercadorias em estoque no encerramento anterior. e em contrapartida a crédito da conta Mercadorias Mista .3 • Utiliza-se a conta Mercadorias Mista Conta Mercadorias Mista  no início do exercício esta conta é patrimonial (reflete o valor do estoque inicial). tendo como contrapartida lançamentos a débito das contas Caixa. obtendo-se o valor do estoque final (Ef). • o Estoque Final (Ef) de um exercício é o Estoque Inicial (Ei) do exercício seguinte. o saldo desta conta representa o RCM.a Mercadorias em Estoque Mercadorias Mista M rc d ria M ta e a o s is C m ra V n a o p s eds R d to s d V n a e u re e e d s R d to s d C m ra e u re e o p s A m n s d C m ra u e to e o p s E q e In l (E sto u icia I) E q e F a (E ) sto u in l F Resultado Final  o saldo da conta Mercadorias Mista será o RCM 14 . No decorrer do exercício social. Bancos. O preço utilizado para sua avaliação é o de custo ou de mercado. Pode ser Periódico ou Permanente. através de contagem física. faz-se o inventário das mercadorias que se encontram em estoque e o valor será lançado a débito da conta patrimonial Mercadorias em Estoque. Inventário Periódico  ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de encerramento do balanço. Caixa / Bancos / Contas a Receber . dos dois o menor.Ef Onde: Ei  Estoque Inicial C  Compras Líquidas EF  Estoque Final RCM  Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO RCM = V . Após o registro do inventário final.a Mercadorias Mista Estoque Final  no encerramento do exercício. Contas a Receber.CMV = Ei + C . Mercadorias Mista . com entradas e saídas.a Caixa / Bancos / Contas a Pagar Venda de Mercadorias  lançadas a crédito da conta Mercadorias Mista. e assim por diante. etc.

para registrar todas as operações com mercadorias (estoques inicial e final. Compras de Mercadorias e Vendas de Mercadorias. permitindo que o estoque de mercadorias fique atualizado constantemente. Assim.4. o valor do estoque só é conhecido no final do período. Fizemos estas considerações porque. as Receitas e Despesas do Exercício apuradas segundo o regime de Competência (as receitas e despesas são consideradas independentemente de seus recebimentos ou pagamentos). as mercadorias compreendem todos os Bens que as empresas comerciais compram para revender. adotar um dos seguintes sistemas: INVENTÁRIO PERMANENTE: consiste em controlar permanentemente o valor do estoque de mercadorias. a apuração do RCM é facultativa 5. APURAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)  o objetivo dessa demonstração é fornecer o resultado líquido do exercício. ser utilizadas as contas Compras Anuladas (para registrar as devoluções de compras) e Vendas Anuladas (para registrar as devoluções de vendas).3. seu custo é incluído no estoque. ou Estoque de Mercadorias. ou seja.Obs. RESULTADO OPERACIONAL BRUTO Operações com mercadorias  Como vimos. seu custo é diminuído do estoque. (-) (=) (-) (=) (-) (+-) (=) (+) (-) (=) (-) (-) (=) (-) (=) VENDAS BRUTAS DEDUÇÕES DE VENDAS VENDAS LÍQUIDAS CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV) LUCRO BRUTO / LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB) DESPESAS OPERACIONAIS RESULTADO FINANCEIRO (Receitas + Despesas Financeiras) RESULTADO OPERACIONAL RECEITAS NÃO OPERACIONAIS DESPESAS NÃO OPERACIONAIS LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/LUCRO PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES PARTICIPAÇÕES LUCRO LÍQUIDO (LL) 5. As operações que envolvem as compras e as vendas de mercadorias constituem a atividade principal das empresas comerciais. para não prejudicar a uniformidade de seus registros contábeis. ainda. vendas. adotaremos o método da conta desdobrada com inventário periódico 15 .  Como contabilizar as operações com mercadorias? Para contabilizar as operações com mercadorias existem dois métodos: MÉTODO DA CONTA MISTA: consiste em utilizar uma única conta. que poderá ser chamada de Mercadorias. a cada compra efetuada. a partir de agora. INVENTÁRIO PERIÓDICO: por este sistema. Podem. • A empresa poderá optar por um dos dois métodos. devoluções de compras e devoluções de vendas). •  Seja qual for o método utilizado. ainda.: a apuração contábil do CMV é obrigatória. a empresa poderá. mediante levantamento (inventário) físico realizado. compras. ou outra similar. MÉTODO DA CONTA DESDOBRADA: consiste em utilizar as três contas básicas: Estoque de Mercadorias (para registrar os estoques inicial e final). e a cada venda efetuada. mas não poderá utilizar ambos ao mesmo tempo.

....º 9730........ tendo em vista fatos desconhecidos no momento da compra.......... Exemplo: Compra de mercadorias... 3.. Exemplo: Paga à empresa Transportadora Conde S/A a importância de R$ 3. referente a despesas com seguros e transporte...... conforme Nota Fiscal n. Houve desconto destacado na Nota Fiscal no valor de R$ 400.000 DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS: consistem nos descontos obtidos do fornecedor no momento da compra das mercadorias. no valor de R$ 10.000..... a contabilização poderá ser feita da seguinte maneira: Compras de Mercadorias a Diversos Nossa compra.. Exemplo: Nossa devolução de parte da compra de mercadorias do fornecedor All-Pack Ltda..... toda vez que a empresa comprar mercadorias.. como segue: a Caixa Valor líquido pago .........000....... à vista. de Luzeletrica Ltda ..... conforme Nota Fiscal n. 2... Fornecedores ou Duplicatas a Pagar. de eventos posteriores à emissão da Nota Fiscal. do fornecedor Monitor S/A.. do fornecedor Luzeletrica Ltda...600 a Descontos Incondicionais Obtidos 10% destacados na NF supra . Registro no livro Diário: A contabilização desse tipo de desconto........... a conta a ser debitada será Compras de Mercadorias e a conta a ser creditada poderá ser Caixa... à vista. conforme o caso........ conforme Nota Fiscal de Serviço de Transporte n......º 475..000  Desta forma..º 85. NF n.000 FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem à importância paga diretamente ao fornecedor ou a uma empresa transportadora.. Registro no livro Diário: Caixa a Compras Anuladas Nossa devolução de parte das mercadorias adquiridas do Fornecedor All-Pack Ltda. O fornecedor nos devolveu a importância em dinheiro.. desde que não dependam... sendo a compra registrada pelo seu valor líquido.000... referente a fretes e seguros.....º 85. N/ NF n.....º 9730 do fornecedor Monitor S/A... Entretanto.. 400 4.. conf....... Registro das compras e das vendas de mercadorias durante o ano a) Compras de mercadorias Exemplo: Compra de mercadorias. conf....... conforme nossa Nota Fiscal n......... 10.º 323 . para sua concessão....... é desnecessária......... no valor de R$ 4....... 16 ...º 323. Bancos Conta Movimento... do ponto de vista técnico. os quais vêm destacados na própria Nota Fiscal de compra......... Registro no livro Diário: Compras de Mercadorias a Caixa Nota Fiscal n.. no valor de R$ 2..... b) Fatos que alteram o valor das compras COMPRAS ANULADAS: consistem na devolução total ou parcial das mercadorias adquiridas.000... havendo interesse.

...............000 DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente de qualquer condição posterior à emissão da Nota Fiscal. ref......... Registro no livro Diário: Caixa a Vendas de Mercadorias Vendas de mercadorias. 6..... referentes à parte de nossa venda através da nossa NF n..... 7..... no valor de R$ 15. tendo sido concedido desconto incondicional..º 230..... venda a Matheus & Lucas Ltda...... conforme nossas Notas Fiscais n..os 725 a 786....000.......º 4475 ..... conforme nossas Notas Fiscais n... nossa empresa também poderá oferecer descontos. a conta a ser creditada será sempre Vendas de Mercadorias e a conta a ser debitada poderá ser Caixa.... conforme o caso.000 17 .. 800 8....Pelo sistema que estamos adotando para registro das operações com mercadorias.º 475 .. toda vez que ocorrer vendas de mercadorias durante o ano......... Exemplo: Venda de mercadorias a Matheus & Lucas Ltda. Como segue: Caixa Valor líquido da Nota .... à vista... Registro no livro Diário: Vendas Anuladas a Caixa Devolução de vendas recebida do cliente Forte S/A ref...º 4475. 15... destacado na própria NF.º 230.. Clientes ou Duplicatas a Receber.............. mercadorias no valor de R$ 6.......... igual a R$ 800.. Exemplo: Recebemos do cliente Forte S/A.......000 c) Vendas de mercadorias Exemplo: Nossas vendas de mercadorias.. Registro no livro Diário: Diversos a Vendas de Mercadorias Nossa NF n...000.. por motivos também desconhecidos no momento da venda.. parte de nossa NF n......... 3. Foi restituído ao cliente o valor em dinheiro........000............ destacando-os nas Notas Fiscais de venda. no valor de R$ 8........ NF de Serviço de Transporte n.200 Descontos Incondicionais Concedidos 10% destacados na NF supra ....... esse fato poderá ser contabilizado da seguinte maneira: Registro no livro Diário: Fretes e Seguros sobre Compras a Caixa Fretes e seguros pagos à Transportadora Conde S/A..os 725 a 786 ........... conforme nossa Nota Fiscal n...... conf.........000  Assim... em devolução.... d) Fatos que alteram o valor das vendas VENDAS ANULADAS: é comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias em devolução total ou parcial...

........ 180 1. quando no referimos a compras e vendas de mercadorias..... menos o valor do ICMS. mas esse imposto incide sobre a maioria dessas operações. de Gabriel S/A em geral: Compras de Mercadorias Valor líquido da compra . foi debitada pelo valor líquido da compra......... transporte e comunicações.......... O valor do ICMS já vem incluído no valor das mercadorias constantes da Nota Fiscal.. • Conta ICMS a Recuperar.. como o fornecimento de energia elétrica..................... ou seja.......... ref....... 500  ICMS sobre Vendas a ICMS a Recuperar Valor do ICMS incidente sobre a venda supra . no valor de R$ 500 (alíquota do ICMS = 18 %) Registro no livro Diário:  Caixa a Venda de Mercadorias Nossa Nota Fiscal n........ ICMS incidente nas vendas Exemplo: Nota Fiscal...000 de mercadorias incluindo R$ 180 de ICMS (calculado com base em uma alíquota de 18 %) Registro no livro Diário:  Diversos a Caixa Nota Fiscal n° 345.... incidente sobre a circulação de mercadorias e sobre a prestação de alguns serviços...........° 4521 da empresa Luzeletrica S/A.... Esse valor representa Direito para a empresa. que é de apuração do Resultado Bruto........... • • Até agora...... 90 18 ........ ICMS incidente nas compras Vamos citar o exemplo de uma Nota Fiscal no valor de R$ 1. pelo valor pago. 820 ICMS a recuperar 18% sobre a NF supra ......e) Imposto e contribuições incidentes sobre as vendas ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é um imposto de competência estadual...... referente à venda de mercadorias à vista com n............° 4521....... à venda de Mercadorias . do Ativo Circulante..000 Compras de Mercadorias ICMS a Recuperar Compras de Mercadorias  820  180        820 Observações: • A conta Compras de Mercadorias..... foi debitada pelo valor do ICMS incidente nessa compra.... que poderá compensá-lo no valor do ICMS devido nas vendas efetuadas no mesmo mês....... O saldo desta conta será transferido para a conta Custo das Mercadorias Vendidas no momento da apuração do Resultado Bruto............... não nos preocupamos com o ICMS..

Essa conta é redutora da Receita Bruta de Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto. após os três lançamentos Vendas de Mercadorias ICMS a Recuperar 500  Compras de Mercadorias  180 90   820 ICMS sobre Vendas  90 Caixa        500 efetuados: Observações: • 820  A conta vendas de Mercadorias foi creditada no lançamento n. correspondente ao valor do ICMS incidente sobre a venda.º 3 por R$ 90. Você pode notar.º 1 pelo valor do ICMS incidente sobre a compra e creditada no lançamento n. Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes. ainda. Essa conta representa Receita Bruta de Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto.º 1. A conta ICMS sobre Vendas foi debitada no lançamento n.º 3 foi creditada pelo valor do ICMS incidente sobre a venda (Obrigação da empresa). correspondentes ao valor da venda bruta. Por outro lado. a conta ICMS a Recuperar foi debitada pelo valor do ICMS incidente sobre a compra (Direito da empresa). nas vendas de mercadorias com incidência do ICMS são necessários dois lançamentos: um para registrar o valor da venda bruta e outro para registrar o valor do ICMS incidente na venda. No lançamento n. Como você pode observar.º 3 pelo ICMS incidente sobre a venda. que a conta ICMS a Recuperar foi debitada no lançamento n. nas compras de mercadorias com incidência do ICMS basta um lançamento para registrar o valor líquido das compras de mercadorias e o valor do ICMS a débito da conta ICMS a Recuperar. Veja novamente o respectivo Razonete: • • • • ICMS a Recuperar 180 saldo: 90 90  19 .° 2 por R$ 500. e no lançamento n.

. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: a Contribuição Social sobre o Faturamento — COFINS — é também uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal.000 20. representa a obrigação que a empresa terá que recolher ao Governo do Estado nos primeiros dias do mês seguinte. • Atualmente. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS – LUCRO BRUTO LUCRO BRUTO: é a diferença entre a receita líquida de vendas de bens ou serviços e o custo das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados. quando integrar o valor da receita bruta das vendas (empresas industriais).. Se. e destina-se ao financiamento da seguridade social. reflete tal situação.  Para apurarmos no final do ano o resultado da conta Mercadorias. calculada sobre o faturamento.. a conta ICMS a Recuperar apresenta saldo devedor... sendo do Ativo Circulante. verificar no livro Razão os saldos das contas utilizadas durante o ano para o registro das operações com mercadorias.. calculada sobre o valor da receita bruta das vendas de mercadorias.... inicialmente. no final do mês..... e destina-se ao pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a Caixa Econômica Federal paga aos trabalhadores cadastrados. tem a obrigação de recolher ao Governo do Estado o respectivo valor do ICMS incidente. sendo o saldo credor. e a referida conta. menos os descontos incondicionais concedidos e menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados. PIS SOBRE FATURAMENTO: o Plano de Integração Social é uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal... no último dia do mês deverá ser feito o seguinte lançamento no livro Diário: • • ICMS a Recuperar a ICMS a Recolher Transferência ref. a alíquota é de 0.. Assim. não haverá ajuste contábil a ser feito. menos as vendas anuladas. pois esse saldo representa direito da empresa. e a conta ICMS a Recolher.. Suponhamos que os saldos dessas contas em uma determinada empresa. Dessa forma.000 . e nas vendas. sendo creditada.. o saldo da conta ICMS a Recuperar for devedor... • Quando...000 Vendas de Mercadorias    Compra de Mercadorias 20    23. menos os descontos incondicionais concedidos e menos as vendas anuladas. tenham sido os seguintes: Estoque de Mercadorias 5. as empresas deverão apurar o saldo da conta corrente do ICMS (que estamos chamando de ICMS a Recuperar) para verificar se a movimentação das mercadorias durante o mês acarretou direito ou obrigação da empresa para com o Governo do Estado.65%... o valor deve ser recolhido ao Governo do Estado..4.1. 5. • No final de cada mês. caso contrário.. a conta ICMS a Recuperar fica com saldo igual a zero... de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza. nas compras a empresa tem o direito de recuperar o valor do ICMS pago ao fornecedor. Essa conta funciona como conta corrente do ICMS.. com base no faturamento. já que o valor desse imposto pertence ao Governo do Estado. já que representa obrigação.. R$ 90 • Com esse lançamento. • Atualmente. significa que a empresa teve direito no referido mês. saldo credor do período .. precisamos. no último dia do mês. em 31 de dezembro. a alíquota é de 2%... com base em seu faturamento...

Supondo que o inventário físico realizado em 31 de dezembro tenha sido de R$ 12.. na Contabilidade. Como essa conta não foi movimentada durante o ano. temos: CMV = 5. precisamos conhecer o valor das mercadorias em estoque no último dia do ano. conta desdobrada com inventário periódico. temos: CMV = Ei + . vamos estudar dois processos de apuração: extracontábil e contábil. na conta Estoque de Mercadorias.000. que apresenta saldo devedor de R$ 5.000 + 20.000 2ª fórmula: RCM = V .Ef onde: CMV = Custo das Mercadorias Vendidas Ei = Estoque Inicial de mercadorias C = Compras de mercadorias Ef = Estoque Final de mercadorias Assim. tanto no Diário como no Razão ou Razonete. ou seja. o lucro apurado nas vendas.000 – 13. para apurarmos o resultado da conta Mercadorias em 31 de dezembro. A transferência do saldo dessa conta para a conta CMV é feita através do seguinte lançamento: 21 ..000 – 12. vamos abrir um Razonete para ela: Custo das Mercadorias Vendidas = Resultado da Conta Mercadorias = Vendas de mercadorias = Custo das Mercadorias Vendidas. além das contas acima (que representam o estoque inicial e as compras e as vendas de mercadorias efetuadas no período).000 Sendo o RCM positivo (o valor das vendas supera o valor do custo). Comecemos pelo Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). APURAÇÃO CONTÁBIL  Para contabilizar o Resultado da Conta Mercadorias.000.000 = 10. Com esse objetivo. ou seja. seguindo a ordem em que as contas aparecem nas respectivas fórmulas. Pelo método por nós adotado. apurado pela primeira fórmula  Seguindo a primeira fórmula.  A primeira conta que aparece na fórmula é o Ei (Estoque Inicial) e seu valor está registrado.  APURAÇÃO EXTRACONTÁBIL 1ª fórmula: CMV = Ei + C . ele corresponde a lucro.000 = 13. Esse é o Lucro Bruto do Exercício.CMV onde: RCM V CMV Logo: RCM = 23. é feita uma contagem física (inventário) das mercadorias. vamos tomar como roteiro as duas fórmulas apresentadas e proceder aos lançamentos.

............... após o lançamento..... a conta Estoque de Mercadorias ficou com saldo igual a zero................. 12.............. pois seu saldo......................... devedor..... conforme inventário Físico realizado ...000 20.. é apurado mediante levantamento físico efetuado em 31 de dezembro.. 20.............. já que seu valor foi transferido para a conta CMV..... ao Estoque Inicial . de R$ 20......000......Ef O valor do Estoque Final.......000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Compras de Mercadorias    Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)  5......... temos:   Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Compras de Mercadorias Transferência do valor das compras para Apuração do CMV ........... o seu registro é simples:   Estoque de Mercadorias a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Registro do Estoque Final... Porém.......... Continuemos com a fórmula: CMV = Ei + C .....000  Note que a conta Compras de Mercadorias ficou com saldo igual a zero.... CMV = Ei + C A transferência do saldo da conta Compras de Mercadorias para a conta CMV é feita através do seguinte lançamento: Continuando a fórmula...000 Veja como ficaram as contas envolvidas neste lançamento em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias 5. conforme dissemos..........000 5.......000 22 . Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Estoque de Mercadorias Valor que se transfere para apuração do CMV.. até o presente........ esse valor não foi registrado pela Contabilidade........ ref... do transferido para a conta CMV....000  Note que............. logo....000 20..000  20...............000 Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)  5.... 5....

000 20..000  Note que a conta Estoque de Mercadorias....000  20.000 Estoque Final..000  23.... então. que deverá coincidir com o valor apurado extracontabilmente: O próximo passo é proceder da mesma maneira com a segunda fórmula (do RCM).000 23. vamos abrir um Razonete para ela neste momento:  Resultado da Conta Mercadorias (RCM) Seguindo a fórmula do RCM... A transferência do saldo desta conta para a conta RCM é feita através do seguinte lançamento:  Vendas de Mercadorias a Resultado da Conta de Mercadorias (RCM) Transferência do valor das vendas para apuração do RCM ...000  12....000 12...Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias 5......... Vamos.000 5...  A primeira conta que aparece na fórmula é Vendas de Mercadorias...... 23...000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Venda de Mercadorias Resultado da Conta Mercadorias (RCM) 23.000 23 .000 saldo: 13.............. não há mais nenhuma conta a ser lançada.. assim... por isso.... temos: RCM = V . apurar o saldo da conta CMV..... que teve seu saldo inicial de R$ 5... Essa conta também não foi movimentada durante o ano.. foi reaberta neste lançamento pelo valor do Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)   5...000  soma: 25.000  Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)  5.000 transferido para a conta CMV através do lançamento n.... ao final da fórmula do CMV.......000 12..º 1...........  Chegamos..

agora.000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 13..000   Note que.000 Resultado da Conta Mercadorias (RCM)  13. Entretanto. Note que..000 13. para fixar melhor o resultado apurado nas operações com mercadorias.... terá o seu saldo transferido para a conta Resultado do Exercício no momento da Apuração do Resultado Líquido do Exercício. Prejuízo sobre Vendas. que representa o LUCRO BRUTO DO EXERCÍCIO.  Estoque de Mercadorias: Resultado da Conta Mercadorias (RCM): • • A conta Estoque de Mercadorias representa Bens. Se o saldo da conta RCM dor devedor.º 5. após esse procedimento. após este lançamento. corresponderá a PREJUÍZO BRUTO. A conta Resultado da Conta Resultado (RCM). ou seja. o qual deverá coincidir com o valor apurado através dos cálculos extracontábeis. apenas os Razonetes das seguintes contas: com débito de R$ 12. ficou com saldo igual a zero. didaticamente podemos transferi-lo para uma 24 .000 23.. permaneceram abertos. 13.CMV A transferência do CMV para o RCM é feita através do seguinte lançamento:   Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Transferência do CMV para apuração do RCM .. cujo valor corresponde ao Lucro Bruto. encerramos os procedimentos necessários à apuração do RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS. se for credor. a conta Vendas de Mercadorias ficou com saldo igual a zero. temos: RCM = V. é conta Patrimonial e deve constar do Balanço Patrimonial no grupo do Ativo Circulante. cujo valor corresponde ao Estoque Final de mercadorias existente em 31 de dezembro. portanto. Note que.000  Com este lançamento n. apurar o saldo da conta RCM. com saldo credor de R$ 10. após este lançamento.. vamos. pois teve seu valor transferido para a conta RCM.. ou seja. a conta Custo das Mercadorias Vendidas.  Como na fórmula não há mais nenhuma conta para ser lançada..000.... corresponderá a Lucro Bruto..000 23.. com saldos.000.. Vejamos:  Resultado da Conta Mercadorias (RCM)  13. Continuando a fórmula. tendo seu saldo transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias. Lucro sobre Vendas.000  10.

. Encargos Sociais .... Depreciação . Luz e Telefone .. Salários Outras . Despesas Bancárias . Encargos Sociais .. RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO Resultado Operacional Líquido: é o resultado do Lucro Bruto menos as Despesas Operacionais.... Comissões sobre Vendas .... como no nosso caso o resultado foi lucro... Elas podem ser agrupadas do seguinte modo: DESPESAS COM VENDAS Pessoal .. Multas Fiscais ... Café e Lanches ..... Juros Passivos DESPESAS ADMINISTRATIVAS Pessoal .. Condução e Transporte ..conta que reflita o respectivo resultado.. Variações Monetárias Passivas ... Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa . Material de Embalagem . Descontos Concedidos .......... Impostos e Taxas Outras . Serviços de Terceiros . Salários Gerais .. Material de Expediente . podemos efetuar o seguinte lançamento: Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Lucro sobre Vendas Lucro bruto apurado ... Fretes e Carretos ......4. Amortização .2... Despesas Eventuais OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS ... Aluguéis Passivos .. Perdas Não-cobertas por Seguros Receitas Operacionais: são também aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa. 25 .. Prêmios de Seguro .. Combustíveis . Pró-labore ..... Propaganda e Publicidade DESPESAS FINANCEIRAS .... Assim.000 5... menos o Resultado Financeiro (Receitas – Despesas Financeiras) DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS DESPESAS OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa.. Honorários da Diretoria ..... Água e Esgoto . 10. Despesas Eventuais Tributárias .

Juros Ativos . o montante obtido na alienação de Bens ou Direitos integrantes do Ativo Permanente. bem como todas as demais receitas do período. Vendas de Mercadorias . são aquelas provenientes de transações não-incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituem objeto da empresa.4.  Suponhamos que a conta Resultado do Exercício. Rendimentos sobre Aplicações Financeiras OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS . após efetuado os dois lançamentos acima. se for credor. Descontos Obtidos . Quando o resultado dessas transações for positivo.298. quase sempre inserimos esta frase: • “O saldo desta conta será transferido para a conta Resultado do Exercício no momento da apuração do Resultado Líquido”. de dois lançamentos: a. após os lançamentos exemplificativos apresentados neste capítulo. para a conta Resultado do Exercício. Receitas de Serviços RECEITAS FINANCEIRAS . basicamente. Esse procedimento compõem. Isso ocorre porque esta conta recebe a débito todas as despesas e encargos e a crédito o Resultado da Conta Mercadorias (saldo credor). ele poderá ser representado pela conta Perdas em Transações do Ativo Permanente. corresponderá a PREJUÍZO LÍQUIDO. Quando o resultado apurado nessas transações for negativo. Variações Monetárias Ativas . após termos efetuados todos os ajustes e apropriações necessários. por exemplo. b. baixado ou liquidado. como.500 R$26 414. basta transferir todas as despesas e encargos do período. Receitas Eventuais DESPESAS E RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes de transações não-incluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa. como. por exemplo.200 . Se o saldo desta conta for devedor. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO — RESULTADO LÍQUIDO  Você deve ter percebido que.3. Aluguéis Ativos .712.As mais comuns são: RECEITA BRUTA . Debita-se a conta Resultado do Exercício e creditam-se todas as Contas de Despesas e encargos do período.  Quando chegamos a este ponto. para apurar o Resultado do Exercício. Debitam-se a conta Resultado da Conta Mercadorias (se credor) e todas as demais receitas do período e credita-se a conta Resultado do Exercício. ele poderá ser registrado na conta Ganhos em Transações do Ativo Permanente • RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS: • 5. o custo (valor contábil) de Bem do Ativo Permanente que deve ser apurado quando este for alienado. Perdas recuperadas . bem como todas as receitas. corresponderá a Lucro Líquido.300 1. tenha apresentado a seguinte situação: Resultado do Exercício 1.

participações e quaisquer outros valores DEDUZIDOS na apuração do Lucro Líquido que. o seguinte: • • alíquota igual a 25%. Portanto. exclusões e compensações. as empresas estão obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importância a título de Imposto de Renda. no momento da apuração do Resultado do Exercício. rendimentos. aplicar. rendimentos. não sejam computados no Lucro Real. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. com base no Lucro Real. de um ano ou outro. que poderá ser um mês. de acordo com a legislação tributária. Sobre esse lucro. no LALUR o LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ( LL ) é ajustado observando as adições. • resultados.   PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA  Com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período. receitas e quaisquer outros valores INCLUÍDOS na apuração do Lucro Líquido que. para se calcular adequadamente o valor a ser provisionado. Observe que o saldo da conta RESULTADO DO EXERCÍCIO é credor de R$ 414. PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL  Trata-se de uma contribuição destinada ao financiamento da seguridade social devida pelas empresas ao Governo Federal.  Assim. Esse saldo representa LUCRO. as empresas devem calcular e contabilizar a PROVISÃO para Pagamento da Contribuição Social e a PROVISÃO para Pagamento do Imposto de Renda. Normalmente. não sejam dedutíveis na determinação do Lucro Real. como ocorre com a Contribuição Social. perdas. Devem ser ADICIONADOS: • custos. • Entretanto. conforme estabeleça a legislação. O Lucro Real é determinado com base na escrita que o contribuinte deve manter. em seguida. devem ser computados na determinação do Lucro Real. base de cálculo igual ao Resultado do Exercício antes das provisões (a mesma base de cálculo da Provisão para Contribuição Social). despesas. LUCRO REAL: é o Lucro Líquido do Exercício. de acordo com a legislação tributária. • resultados.300. com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período. a alíquota que estiver em vigor no respectivo ano. ajustado pelas adições. é criada uma provisão.  Exclusivamente para fins didáticos. receitas e quaisquer outros valores NÃO-INCLUÍDOS na apuração do Lucro Líquido que. Para fazer face a esse compromisso fiscal. contabilizada na conta Provisão para Imposto de Renda. e é demonstrado no Livro de Apuração do Lucro Real — LALUR. observando as leis comerciais e fiscais. nesse Resultado ajustado. legalmente. de um ano ou outro. 27 . conforme estabeleça a legislação. que poderá ser de um mês. de acordo com a legislação tributária. é preciso efetuar cálculos extracontábeis para se ajustar o Resultado do Exercício e. ajustado conforme determina a legislação. encargos. é importante saber que esta provisão deve ser calculada. provisões. pois as receitas superaram as despesas. a base para o cálculo desta provisão é o Resultado do Exercício antes de calculada a Provisão para o Imposto de Renda. Devem ser EXCLUÍDOS: • valores cuja DEDUÇÃO seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do Lucro Líquido do período-base.

após a Provisão para o Imposto de Renda. • Administradores. deverão ser calculadas e contabilizadas as participações: • Debêntures.. que estejam devidamente contabilizados a débito da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.... • A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados recebeu a crédito o Lucro Líquido do Exercício.478 S 20... fica com saldo igual a zero..478 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Resultado do Exercício 282. pois seu saldo foi transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.  5.. PARTICIPAÇÕES  Conforme a legislação atual... após as deduções da Provisão para Contribuição Social e da Provisão para o Imposto de Renda.... o qual terá as destinações constantes dos itens a seguir....... menos as participações... LIMITADOS AO LUCRO REAL do exercício da compensação....478 A conta Resultado do Exercício........ será transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados através do seguinte lançamento: Resultado do Exercício a Lucros ou Prejuízos Acumulados Transferência que se processa referente ao Lucro Líquido do Exercício . observados os prazos previstos no Regulamento do Imposto de Renda.478 282. TRANSFERÊNCIA PARA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS  O Lucro do Exercício.. • Partes beneficiárias... sendo debitada por R$ 282.• Poderão ser compensados. total ou parcialmente..........5. que no nosso exemplo foi igual a R$ 282.. encerrando-se. PREJUÍZOS ACUMULADOS  Os Prejuízos Acumulados correspondem a prejuízos apurados pela contabilidade em exercícios anteriores.478..... • Empregados...5...000 Observações: • Lucros ou Prejuízos Acumulados S 20.... • contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados.1... o Resultado do Exercício...... os prejuízos fiscais de exercícios anteriores. • Esses prejuízos deverão ser compensados pelo lucro apurado no exercício atual.. • O prejuízo fiscal é o apurado na demonstração do Lucro Real e registrado no LALUR.. à vontade do contribuinte... 282. DISTRIBUIÇÃO E DESTINAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 5...478.. 28 .. Assim.000 282. após apurado o Resultado do Exercício e calculadas as Provisões para Contribuição Social e para pagamento do Imposto de Renda. denomina-se Lucro Líquido do Exercício.

º 6. Reservas de Lucros: são extraídos do Lucro Líquido apurado pelas empresas e podem ser: Reserva Legal: segundo artigo 193 da Lei n.197).404/76 “ Do lucro líquido do exercício. Reservas Livres: são aquelas criadas livremente pela assembléia geral (sociedades por ações).404/76: Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório. Nos demais tipos de sociedades. conforme determina o artigo 202 da Lei n. acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do art. em cada exercício.193). Reservas de Reavaliação: DIVIDENDOS   Os dividendos correspondem à parte do Lucro Líquido que é distribuída aos acionistas. se este for omisso.195). Reservas Estatutárias: são aquelas criadas em virtude de disposições contidas nos estatutos (sociedades por ações). 29 . desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria. por proposta dos órgãos da administração com fins específicos. antes de qualquer outra destinação. § 1º — O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social. RESERVAS As reservas podem ser dos seguintes tipos: a.404/76). exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus acionistas. à distribuição aos sócios ou. Reservas de Capital: c. por exemplo. as Reservas para Contingências e as Reservas de Lucros a Realizar. na constituição da reserva legal. os quais fixarão seus limites e destinação. que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.• O Lucro Líquido do Exercício poderá se destinar à formação de Reservas. 5% (cinco por cento) serão aplicados. essas reservas são conhecidas por Reservas Contratuais. metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: I — quota destinada à constituição da reserva legal (art. e lucros anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício. desde que superiores aos acréscimos decorrentes da correção monetária das demonstrações financeiras.º 6. 182.º 6. ou. § 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva. são constituídas pelos aumentos de valor atribuídos aos elementos do Ativo em virtude de novas avaliações. pelo prêmio recebido na emissão de debêntures bem como as constituídas pelo recebimento de doações e as subvenções para investimentos (art. b. 182 da Lei n. A Reserva de Correção Monetária do Capital também é Reserva de Capital. § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. pelo produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. II — importância destinada à formação de reservas para contingência (art. III — lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva (art. ainda. ou fixar outros critérios para determiná-lo. como. parte dele poderá permanecer na própria conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores. são aquelas constituídas pelos ágios obtidos na colocação de ações da empresa. a parcela dos lucros estabelecia no estatuto.

ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das últimas aquisições. Este método somente é aplicável em produtos de valor significativo.670. bem como a base sobre a qual serão calculados os dividendos. Método: Entrada Qtd. podemos saber a qualquer momento o valor das mercadorias em estoque. Ex. a porcentagem. não há movimentação no ativo da empresa. Valor Total $ 13. Para se efetuar este controle. os ACIONISTAS TERÃO DIREITO DE RECEBER 50% do Lucro Líquido. CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS Custos  são gastos incorridos na aquisição de bens ou serviços. Método UEPS – Último a Entrar. 1. 2. 6. Saldo PU Total Inventário Permanente  • Mercadoria: Data Históric o Método CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel  consiste em se atribuir às mercadorias vendidas o preço médio das mercadorias em estoque Método PEPS – Primeiro a Entrar.1. ou Ficha de Estoque. A conta Mercadorias em Estoque é essencialmente PATRIMONIAL.200. PU Total Qtd. Primeiro a Sair  consiste em se atribuir ao CMV os preços das primeiras compras.440.00 = Líquido $ 11. visto que a mesma não teve diminuída sua riqueza patrimonial.00 ICMS $ 2.73 ICMS $ 1. Primeiro a Sair  consiste em se atribuir ao CMV os preços das últimas compras.26 ICMS $ 1. Valor Total $ 6. pois a lei assim determina. conforme consta do artigo 202. Desse modo.484. etc.750.Custo Médio Ponderado Fixo  consiste em se identificar o custo real para cada unidade vendida. é indispensável a utilização de um sistema extra-contábil. É um fato permutativo  bens x bens é quando acompanhamos passo a passo todos os fatos que envolvem mercadorias.00 Líquido $ 6. Os critérios para distribuição dos dividendos devem constar dos estatutos da companhia.00 30 . Método CMPF . Saída PU Total Qtd.: automóveis. Quando se adquire um bem. ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das primeiras aquisições.73 Valor Total $ 8.341.05 ICMS $ 1. TRATAMENTO DOS ESTOQUES 6.46 Valor Total $ 10.800.25 = = = Líquido $ 5. quando nos estatutos não constarem critérios para a distribuição.50 Vendas 4.141. terrenos.562.316. Método do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM)  Exemplo: Compras 1.920. 3.00 Líquido $ 8. poderão ser diferentes em cada empresa. porém. transcrito anteriormente. a Ficha de Controle e Avalização de Estoque.033.

00 9.484.50  RCM/Vendas = 16. Valor Total $ 8. 400 500 Saldo PU 13.787.200. Valor Total $ 3.00 7.650.460.00 1. 400 900 300 650 200 100 Saldo PU 13.800.5.00 1.50 15.00 Mercadoria: Data Hist.750.00 Líquido $ 2.M.25 ICMS $ 2.00 Líquido $ 2.00 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) C.600.692.600.50 Qtd. 400 500 350 PU 13.00 4.50 1.50 18.50 = $ 3.00 7.00 VENDAS 11. Valor Total $ 13. Valor Total $ 10.46 1 10.468.50 Total 5.00 27.50 1.00 4 5 6 ( S) 1 2 3 C/C 1.468.316.00 ICMS $ 1.73 3.26 1.562.725.00 17.00 Qtd.00 8.725. 5 10 15 1 2 4 Entrada Qtd.460.908.73 ICMS $ 1.00 429.25 17.200.000.00 - .50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas . Valor Total $ 10.75 Total 5.750.00 13. Valor Total $ 6.200.00 8.920.00 Líquido $ 8.00 Líquido $ 6.692.00 15.750.00 = = = = = = Líquido $ 5. Valor Total $ 10.73 1.680.440.50 3.341.460.400.38 % 2.014.00 8.00 11.450.50 17.762.00 6.00 5.920.25 17.00 ICMS $ 540.003.00 Método: PEPS Saída PU 13.141.300. 600 450 100 Método: CMPM Saída PU 15.25 Total 9.341.25 Total 5.00 17.55 ICMS 2.200.00 1.00 Líquido $ 8.00 540.750.908.033.440.50 Total 5.50 17.908.800.600.000.484.00 10.CMV RCM = 22.25 17.00 18.00 Valor Total $ 3.787. 9.00 ICMS $ 540.V.562.00 Total 5.26 ICMS $ 1.00 – 18.00 7. Método PEPS – Primeiro que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1.00 6.141.00 - ICMS $ 1.950.05 3 25. 400 31 - ICMS $ 1.200. 6.00 2.200.316.00 17.725.00 22.762.05 Vendas 4.00 1 2 3 MERCADORIAS 5.00 Qtd.212.562.725.300.50 1. 5 10 15 20 25 30 1 2 4 3 5 6 Entrada Qtd.00 Mercadoria: Data Hist.50 Líquido $ 11.670.33 2 8.00 = = Líquido $ 8.00 Qtd.750. 400 500 PU 13.725.200.762.000.00 8.00 8.84 (S) 4 5 5 (S) CAIXA / CLIENTES 13.46 2.692.670.300.00 3.46 4 5 6 (S) Caixa / Fornecedores 6.50 6.

00 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas .00 429.200.05 3 25.75 6.00 8.908.200.00 Método: UEPS Saída PU 17.800.600.460.00 8.750.700.CMV RCM = 22.250.00 540.50  RCM/Vendas = 17.25 ICMS $ 2.50 13.033.00 6.00 Líquido $ 2.062.00 5.75 3.692.00 Qtd.46 1 10.46 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) Caixa / Fornecedores 6.00 ICMS $ 540.00 ICMS $ 1.316.00 Total 8.V.250.33 2 8.062.50 - - ICMS $ 1.50 3.003.00 1.141.00 18.800.341.00 22.75 6.000.00 8.75 5.50 17.50 - 17.50 - 25 5 - - - 300 150 450 17.908. 400 500 300 Saldo PU 13.50 6.692.26 1.812.00 4 5 6 ( S) 1 2 3 ICMS 2.670.50 1.50 = $ 3.316. Método UEPS – Último que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1.440.341.562.250.920. Valor Total $ 8.00 8.00 17.00 CAIXA / CLIENTES 13.00 – 18. Valor Total $ 13.700.50 Líquido $ 11.200.05 Vendas 4.562. Valor Total $ 6.50 - 32 .000.562.750.00 8.00 Líquido $ 8.875.00 2. 500 100 600 20 3 350 18. Valor Total $ 10.750.73 ICMS $ 1.73 3.141.637. 8.00 8.M.00 Líquido $ 8.500.468.50 4 5 5 (S) VENDAS 11.014.300.00 10.875.75 5.84 (S) 4 5 6 (S) C.00 17.00 3. 5 10 15 1 2 4 Entrada Qtd.50 1.00 2.75 - 5.75 18.46 2.050.00 300 17.50 18.468.875.250.250.05 % 3. Valor Total $ 3.750.00 6.875.200 600 20 3 350 18.00 300 350 17.50 Total 5.00 8.062.00 8.562.50 Total 5.00 30 6 - - - 100 C/C 1.00 Mercadoria: Data Hist.00 10.875.440. 400 500 PU 13.75 6.55 1 2 3 MERCADORIAS 5.830.700.637.750.460.484.50 5.73 1.50 18.00 - 200 100 18.26 ICMS $ 1.920. Valor Total $ 10.562.00 1.00 Líquido $ 6.400.484.00 - - 300 350 17.00 5.00 1.750.562.00 6.50 1.50 8.50 Qtd.50 18.00 1.00 = = = = = = Líquido $ 5.562.00 27.00 25 5 - - - 350 18.670.600.200.

00 ICMS $ 2.100 450 30 6 100 C/C 1.502.341.00 13.932.50 3.46 Valor Total $ 10.50 1.750.468.412.341.484.00 13. 3.512.300.468.316.41 18.00 4 5 6 ( S) 1 2 3 ICMS 2.84 1.641.014.50 100 Saldo PU 13.00 2.003.25 17.00 13.00 8.46 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) Caixa / Fornecedores 6.670.750.70 % 4. 600 450 100 1150 - Método: CMPF Saída PU Total Qtd.41 Total 5.014.CMV RCM = 22.670.00 1.468.00 1.460.50 6.00 1.25 17.200.00 Líquido $ 8.50 (s) 429.908.00 8.955.862.00 1.862.50 200 100 13.300.00 = = = Líquido $ 11.26 ICMS $ 1.00 ICMS $ 540.692.00 22. 5.00 429.200.73 Valor Total $ 8.512.00 8. Valor Total $ 13.00 10.871.00 7.00 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas .05 ICMS $ 1.950.200.300.920.00 1.26 1.00 – 18.33 2 8.300.V.000. 400 900 300 650 200 100 16.412.600.00 17.650.600.400.05 3 25.460.725.562.50 20.55 13.200.00 3.00 2.50 1.00 Líquido $ 6.562.800.00 4.00 Caixa / Fornecedores 25.00 12.00 Valor Total $ 3.46 (s) 25.73 ICMS $ 1.00 Líquido $ 2.062.50 Vendas 4.920.908.50 = $ 21.562. 400 500 350 1250 PU 13.84 (S) 4 5 6 (S) C.50 4 5 5 (S) VENDAS 11.00 7.50 17.50 15.300.00 15.440.00 Totais MERCADORIAS 20.00 1.73 1.750.75 Total 5.692. Método do Custo Médio Ponderado Fixo (CMPF)  Exemplo: Compras 1.54 4. 12.000.800.450. 6.00 6.250.84 (S) 33 . 2.50  RCM/Vendas = 4.637.440.00 11.50 Qtd.00 Mercadoria: Data Hist.141.300. Valor Total $ 6.00 C/C ICMS 4.212.014.50 22.25 16.M.46 1 10.00 CAIXA / CLIENTES 13.50 18.484.00 8.00 Valor Total $ 10.250.033.00 ICMS $ 1.00 Líquido $ 8.00 1.00 540. 5 10 15 20 25 30 1 2 4 3 5 6 Entrada Qtd.316.141.00 27.25 = = = Líquido $ 5.00 21.00 1 2 3 MERCADORIAS 5.600.

• • vendedor é considerado  Emitente. existe uma transferência de bens do vendedor para o comprador.50 = $ 3.CAIXA / CLIENTES 27. 18.468.50). Representam mercadorias disponíveis para venda durante o período o valor do estoque inicial mais o valor das compras  Mercadorias = Ei + C Seja qual for o inventário utilizado.150) = $ 18. No inventário permanente – método PEPS – os pressupostos são idênticos. divide-se pelo total físico das Entradas (1.01 % Resumo dos Métodos  • • • • • o Método PEPS subavalia o CMV e superavalia o estoque final.CMV RCM = 22. o estoque final (Ef) é avaliado ao preço de custo das últimas unidades adquiridas.00 C.871. adquire um direito (de receber) com o comprador. o Método do Custo Médio Ponderado – CMP. Cedente.M.00 22. No inventário periódico.50  RCM/Vendas = 16. No inventário permanente a cada operação de venda. mantém o CMV e o estoque final (Ef) entre os valores obtidos através dos métodos anteriores. imediatamente. por sua vez. Sacado. partindo do pressuposto que as primeiras unidades compradas. COBRANÇA SIMPLES  Com a cobrança simples o Banco apenas recepciona as duplicatas recebidas através de borderô pela empresa (emitente).871. Cliente I. logo os inventários se eqüivalem.512. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS OPERAÇÕES COM DUPLICATAS Nas operações mercantis de venda. enquanto que no período-base.596. o que nos força a concluir que o resultado final obtido no PEPS do inventário permanente é o mesmo obtido no inventário periódico.400. Sacador. o comprador assume uma obrigação (de pagar) com o vendedor. quando da apuração do CMV através de contagem física do estoque final e uso da fórmula (CMV = Ei + C – Ef). o Método UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (não é aceito pela Legislação do Imposto de Renda).468.871. é possível identificar o CMV. deverá ser registrado em livro fiscal denominado Registro de Inventário. a empresa 34 . periódico ou permanente. • • • • 7. foram vendidas também em primeiro lugar.50 (S) 27.250) e multiplica-se pelo total físico das saídas (1.468. Observe que as únicas alterações existentes nos três métodos estão no valor do estoque final (Ef) e no valor do custo das mercadorias vendidas (CMV).00 VENDAS 22. Logo. Devedor.50 Cálculo  Toma-se o total financeiro das Entradas ($ 20.V. motivo pelo qual a conta Mercadorias Mista é utilizada apenas no inventário periódico. Para o registro da cobrança.50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas . e este.00 (s) (S) 18. o valor correspondente ao estoque existente no final do período-base.871. Credor comprador é considerado  Aceitante.400.00 – 18.

000 Banco 9. o banco realiza o desconto em 21/12/2001.: no caso de cobrança de duplicatas com juros.: se não optar pela Conta de Compensação não se deve proceder a nenhum lançamento b) Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco: Débito  Banco Conta Movimento Crédito  Clientes (Duplicatas a Receber) Débito  Efeitos para Cobrança (PASSIVO) Crédito  Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO) Obs. Ex. • • • a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC . DESCONTO DE DUPLICATAS  é uma operação onde a empresa detentora dos títulos recebe os valores dos títulos antecipadamente. Entretanto. dependendo do vencimento das duplicatas. sendo criadas contas no Ativo e no Passivo. Os encargos financeiros decorridos da transação representam DESPESAS ANTECIPADAS e também devem ser classificadas no AC ou ARLP.000 50 (-) Duplicatas Descontadas 2 10. a solidariedade entre devedor e credor dá à instituição financeira o direito de receber do credor. Conta de Compensação  são contas de uso paralelo e optativo.poderá manter um controle extra-contábil das duplicatas enviadas ou utilizar CONTAS DE COMPENSAÇÃO dentro da própria contabilidade.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10. a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade financeira que a descontou. quando o cliente paga a duplicata e quando o cliente não paga a duplicata. ocorrem 3 etapas.000 1 2 1 3 4 1 4 Encargos Financeiros 600 50 35 . Quando do desconto.000 10. somente para controle dos títulos que estão em cobrança. proporcionalmente ao prazo de vencimento das duplicatas.000 1 3 10. Ex.000 com vencimento em 10/01/2002. caso o devedor não honre o pagamento do título. Juros p/ dia de atraso: $ 5 Clientes 10. sendo apropriados em contas de resultado à medida que forem sendo incorridos.: Utilizando a Conta de Compensação a) Remessa ao Banco conforme borderô: Débito  Banco Conta Cobrança Simples Crédito  Efeitos para Cobrança (ATIVO) (PASSIVO) Obs. e. não afetando o Patrimônio da empresa.000 10. proceder o lançamento na conta Juros Passivos II.Ativo Circulante ou ARLP – Ativo Realizável a Longo Prazo. Quando do envio dos títulos para desconto.400 10.: no caso de pagamento com juros. cobrando juros de $ 600. a saber: desconto. proceder o lançamento dos juros na conta Juros Ativos Na empresa devedora deverá ser processado o seguinte lançamento: Débito  Fornecedores Crédito  Disponível (CAIXA / BANCO) Obs. como se o banco estivesse fazendo um empréstimo à empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia.

. Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exercício de 2001 e 10 dias para o exercício de 2002.. $ 300 (600/20 x 10 = 300) III. VIAGENS pelo valor do adiantamento.. • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO • 3. • CREDITA-SE a conta CLIENTES.. CAIXA 100 500 100 Despesas de Viagem 600 500 400 Adiantamento Viagens 500 500 1 500 2 500 3 3 1 1 2 3 Ex. ADIANTAMENTOS DIVERSOS  não é considerado despesa nem receita. • CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto.. VIAGEM pelo valor correto das despesas... no vencimento. • No encerramento do mês de dezembro/2001.... Quando o devedor não paga a duplicata e a mesma é debitada pelo banco   na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS. • CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que sobrou.. No recebimento da Duplicata descontada  quando a Duplicata Descontada é PAGA pelo devedor... • CREDITA-SE a conta BANCO 4.. Adiantamento recebido é OBRIGAÇÃO. a empresa deverá proceder ao seguinte lançamento: DÉBITO  Encargos Financeiros CRÉDITO Juros a Vencer ..: É feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500  • • DEBITA-SE a conta ADIANT. • CREDITA-SE a conta ADIANT... VIAGENS pelo valor do adiantamento CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento...  na contabilidade do devedor: • DEBITA-SE a conta FORNECEDOR..... podem ocorrer 3 momentos  • 1.. $ 300 (600/20 x 10 = 300) • No encerramento do mês de janeiro/2002.. • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros. 36 . o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento • DEBITA-SE a conta DESP. Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias após o vencimento • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS • CREDITA-SE a conta BANCO No caso em questão. foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento era para 10/01/2002... No momento do Desconto  na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor líquido...  na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS. • • • Adiantamento concedido é DIREITO.. Quando do acerto..... • 2. a empresa deverá apropriar o restante (10 dias) em conta de resultado: DÉBITO  Encargos Financeiros CRÉDITO Juros a Vencer .1.

: A empresa XYZ aluga um imóvel comercial de outra empresa. VIAGENS pelo valor do adiantamento.200 mensais. • CREDITA-SE a conta ADIANT.: • No contabilidade do LOCATÁRIO (Pagador – empresa XYZ) • DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel. VIAGEM pelo valor correto das despesas. O prazo de vigência do aluguel será 3 meses.000 3. • DEBITA-SE a conta DESP. Ex. a BOA VIDA Ltda.1. • DEBITA-SE a conta DESP. Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à depreciação são: . O contrato é assinado em 30/11/2001. EXERC.000 1 a Obs. pagáveis todo dia 30 do mês. DEPRECIAÇÃO  A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis. Instalações 37  . Imóveis ( construções) . • DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel. FUTURO no valor da parcela rateada. Exerc. Futuros) a 1. • DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que faltou.000 1 a 1 a . resultante do desgaste pelo uso. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento.000 1 Caixa ou Banco 3. • 8. • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel. No contabilidade do LOCADOR (Recebedor) • DEBITA-SE a conta RES. O valor do aluguel seria R$ 1. • DEBITA-SE a conta DESP.• 2.000 Aluguéis Ativos 1.000 1. • CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela rateada. • CREDITA-SE a conta RES. • IV. subgrupo DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE. VIAGENS pelo valor do adiantamento. DE ALUGUEL no valor da parcela rateada. Mas a empresa XYZ consegue um desconto de R$ 600 para pagamento à vista. BOA VIDA – LOCADOR ( recebedor ) REF (Result. Computadores . FUTURO no valor total do aluguel. Geralmente devemos pegar o valor total da despesa e dividir pelo período em que esta despesa será realizada. Como será a situação em 31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da empresa XYZ e da BOA VIDA ? XYZ . 3. VIAGEM pelo valor correto das despesas. EXERC.000 Despesas de Aluguel 1. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento. ALUGUÉIS A VENCER  é mais uma situação em que a conta se encontra no ATIVO.LOCATÁRIO ( pagador ) Aluguel a Vencer 3.000 Caixa ou Banco 3. • CREDITA-SE a conta ADIANT. • CREDITA-SE a conta ALUGUÉIS ATIVOS no valor da parcela rateada. DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO 8. ação da natureza ou obsolescência normal.

vamos verificar qual método de depreciação de vemos adotar. Móveis e Utensílios . • Além desses motivos. sendo utilizados pela empresa. método do saldo decrescente etc. à chuva. Ação do tempo: o próprio automóvel acima citado. Existem vários métodos de depreciação. é correto que se incorpore ao custo de cada exercício uma parcela do valor desses bens. Por exemplo. todas as empresas procedem. Daqui a cinco ou seis anos esse automóvel. método da soma dos dígitos. consequentemente. sendo usado diariamente. deixam de ser convenientes para a empresa. Hoje. de difícil manejo e transporte. se o tempo de vida útil de um bem foi determinado em 10 anos. a taxa anual de depreciação será de 10%. Os bens não duram eternamente. com os novos inventos. principalmente. • Sendo assim. É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso atender a algumas exigências legais. Obsolescência: por exemplo. antigamente existiam as calculadoras manuais. bem como as respectivas taxas de depreciação. tendo em vista. grandes.   Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciação? O primeiro passo é estimar o tempo de vida útil para o bem e. fixar a taxa anual de depreciação. são: CONTAS Computadores Imóveis. esses bens. O mais usado é o método linear ou em linha reta. não terá o mesmo rendimento de quando novo. por ficar exposto ao sol. como método linear ou em linha reta.   38 . no final de cada exercício social. exceto terrenos Instalações Móveis e Utensílios Veículos  PRAZOS ADMITIDOS 5 anos 25 anos 10 anos 10 anos 5 anos TAXAS ANUAIS 20 % 4% 10 % 10 % 20 % Depois de estabelecidos o tempo de vida útil e a respectiva taxa anual de depreciação. a empresa pode considerar como despesa o valor gasto na aquisição dos seus bens de uso. eles têm um tempo de vida útil o qual. • Os prazos anualmente admitidos. ao longo do período estimado de sua vida útil. e por tais bens servirem às empresas em vários exercícios sociais. não pode ser contabilizado como despesa. desgastados pelo uso ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência. sofre essas influências climáticas e se desgasta. o tempo de vida útil do bem. temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores. por ser considerado investimento. Entretanto. desgastam-se e perdem o valor. à depreciação dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado. Esse gasto.   Veja: Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. ela efetua um gasto. Através dela. Por esse motivo é feito a depreciação. que consiste em aplicar taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem. Veículos   Por que DEPRECIAR? Quando a empresa compra bens para o uso próprio..

• Temos: Taxa x valor do bem = 100 Veja os cálculos: quota de depreciação 10 x 50. A depreciação pode ser.. o valor acumulado das depreciações efetuadas durante o tempo de vida útil do bem.. a ele será aplicada a taxa normal.5... sabendo que o saldo da conta é de R$ 50. • Assim..... • A conta creditada. seu saldo será transferido para a conta Resultado do Exercício. se for utilizado durante dois turnos. No Balanço Patrimonial.... O numerador será o dígito do ano ou o inverso.. a esse período . Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios... O valor da quota mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.... será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 2..000 e a taxa anual é de 10%.. É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano... será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 1.000 A contabilização da quota de depreciação é feita através do seguinte lançamento: Depreciação a Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios Depreciação anual sobre Móveis e Utensílios pela taxa De 10% a.. portanto. É mensal quando calculado e contabilizado mensalmente.000 Observações: • A conta debitada.. sempre.. se o bem for utilizado durante um único turno...0. a taxa de depreciação do referido ano deverá ser proporcional ao número de meses durante o qual o bem foi utilizado. • •   Vamos falar sobre o método de depreciação da soma dos dígitos: Este método consiste em somar os dígitos da vida útil do bem.... O valor assim encontrado será o denominador.a.... 5... é patrimonial e representará.... no momento da apuração do Resultado Líquido.. 39 . normal ou acelerada.... ainda. basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem.• • • • A depreciação pode ser anual ou mensal.. ref........... e se for utilizado durante três turnos. conforme se está em quotas crescentes ou decrescentes. a conta Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios aparecerá do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente que serviu de base para seu cálculo. Depreciação. diferenciando-se tão-somente em relação à taxa aplicada.. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem. corresponde à despesa ou ao custo do período.000 100  = R$ 5. que poderá variar conforme o número de turnos de utilização do bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um período de oito horas). Quando o bem for adquirido durante o ano.. Veja como é fácil: Vamos calcular o valor da quota de depreciação da conta Móveis e Utensílios... • Para se conhecer o valor da depreciação do bem em cada exercício.

00 = R$ 4.00 ( 4 / 15 ) x R$ 30. ou Clientes.  Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis).000.00 = R$ 6.000. R$ 6.00 no 5º ano.000.00 será depreciada em 5 anos. então de: 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano ( 1 / 15 ) x R$ 30. Marcas e Patentes.000.000.000. como Benfeitorias em Imóveis de Terceiros. teríamos R$ 10.000. essa Provisão tem por finalidade absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento desses Direitos existentes no final de cada exercício. a contabilização da amortização poderá ser efetuada debitando-se a conta Amortização e creditando-se a conta Amortização Acumulada. será de R$ 18.00. R$ 8. geralmente provenientes de vendas de mercadorias a prazo (se a empresa for comercial). isto é. • Caso a depreciação fosse decrescente. os valores por ano seriam invertidos. normalmente contabilizados nas contas Duplicatas a Receber. AMORTIZAÇÃO AMORTIZAÇÃO é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo. ao fim do terceiro ano.4. dos serviços prestados e das operações de conta alheia. Contabilização  Como ocorre com a depreciação. decorrentes da venda de bens nas operações de contas próprias.000. Assim: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Soma = 15 Como a depreciação é crescente. 40 .00 ( 3 / 15 ) x R$ 30. aplicando um percentual sobre o montante dos direitos existentes nesta data. Somente poderão compor a base de cálculo dessa provisão os direitos oriundos da exploração da atividade econômica da empresa. será ela.00 no 3º.00 de depreciação no 1º ano. Despesas de Organização etc.  Sendo assim. a amortização é usada para os Bens imateriais (intangíveis). uma máquina com o valor de R$ 30.000.00 = R$ 2. Para cobrir possíveis não-recebimentos desses Direitos é criada a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.  Por que criar a Provisão?  É sabido que no final do exercício social as empresas possuem Direitos a receber de terceiros. R$ 4.00 Dessa forma.00 = R$ 8.00 = R$ 10.00 no 4º e R$ 2.000. englobando as amortizações efetuadas. o valor contábil dessa máquina.00 no 2º.000. 8.000.000.00 ( 4 / 15 ) x R$ 30.000.00 ( 2 / 15 ) x R4 30. ou creditando-se contas específicas correspondentes a cada bem amortizado. 8.2. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA  No final de cada exercício social é permitido que as empresas criem a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.000.000.000.Por exemplo.

em 31 de dezembro de x3.).    9. são sete os Princípios Fundamentais de Contabilidade. aluguéis etc. PIS sobre faturamento.  41 . Existem despesas que ocorreram dentro do mês mas que serão pagas somente no mês seguinte. Existem APROPRIAÇÕES que. tenham ou não sido recebidas. Assim. Segundo a Resolução CFC n. A APROPRIAÇÃO dessas despesas é feita debitando-se uma Conta de Despesa que represente o referido encargo e creditando-se uma conta que represente a respectiva Obrigação. As despesas devem ser reconhecidas independentemente do seu pagamento e as receitas. precisam ser feitas mensalmente.000 20. Ano X1 X2 X3 Totais Saldos da Conta Duplicatas a Receber em 1º de Janeiro 10. O percentual a ser aplicado sobre os direitos citados SERÁ OBTIDO pela relação entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos últimos três exercícios. relativas aos direitos decorrentes do exercício da atividade econômica.200 x 100 = 60.000 700 4. por ocasião da apuração dos resultados anuais.000  7% Neste caso. as despesas serão consideradas no exercício a que pertencerem. As mais comuns são: DESPESAS com a folha de pagamento (salários.200 Cálculo do percentual: 60. 9. contribuições de previdência.000 = 100% 4. TRATAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS  Para que os resultados dos exercícios apurados pelas empresas estejam de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.1. e as receitas serão consideradas no exercício em que forem realizadas (geradas).200 = x Logo: 4.º 750/93.000 30. COFINS. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS  Os ajustes nas Contas de Despesas devem ser feitos para apropriar tanto as despesas pertencentes ao mês (ou ao ano) e não-pagas como as que foram pagas antecipadamente. FGTS etc. por sua natureza. somente quando de sua realização. tenham ou não sido pagas. o percentual para fins de cálculo da provisão será de 7%. ICMS sobre vendas. e a soma dos direitos da mesma espécie existente no início dos exercícios correspondentes. algumas podem ser feitas uma única vez ao ano.000 Perdas – Valores não Recebidos 500 3. Entretanto. observando-se que não poderão ser computadas as perdas relativas a direitos constituídos no próprio exercício.000 60. entre os quais destacamos o Princípio da Competência: as receitas e despesas devem ser reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencerem e de forma simultânea quando se correlacionarem. é preciso proceder às apropriações e aos ajustes em Contas de Despesas e de Receitas.

é registrada a débito da conta Prêmios de Seguro a Vencer.. 36.. assim. os seguros contra incêndio são feitos pelo período de um ano... foi creditada a conta Aluguéis a Pagar para registrar a referida Obrigação. no valor de R$ 5. PIS sobre Faturamento a Recolher.. obtendo-se......  42 .. Aluguéis a Pagar etc... será feita a apropriação da referida despesa através do seguinte lançamento: Aluguéis Passivos a Aluguéis a Pagar Pela apropriação do aluguel deste mês a ser pago Em 10 de junho p... COFINS a recolher.. o Patrimônio segurado fica coberto contra o risco durante 365 dias........... Como o pagamento somente será efetuado no dia 10 do mês seguinte... o valor da despesa de seguro corresponde a um dia. ICMS a Recolher... uma vez que paga a despesa de seguro.) Assim...000. ICMS sobre Vendas.500 para a Companhia Seguradora.. a empresa efetuou o seguinte registro no livro Diário: Prêmios de Seguro a Vencer a Caixa (ou Bancos ou outra conta) Paga à Companhia Seguradora X..500      A conta debitada (Prêmios de Seguro a Vencer) é Conta do Ativo Circulante que registra a despesa paga antecipadamente. referente ao mês de maio.. no dia 4 de agosto.. mensalmente.. deva ser pago no dia 10 de junho de acordo com o contrato de locação.. PIS sobre Faturamento. Para se conhecer o valor da despesa de seguro de cada mês....... referente a seguro contra incêndio. ou no último dia do ano..... cobertura contra incêndio pelo período de 1 ano .. Contribuições de Previdência a Recolher... Aluguéis Passivos etc.. pelo período de um ano. FGTS a Recolher. COFINS. a qual. deve ser apropriada a importância correspondente à despesa do mês ou do ano.  b. é feito o seguinte cálculo: divide-se o valor da despesa paga por 365 dias. FGTS. Contribuições de Previdência. As contas que representam as OBRIGAÇÕES podem ser: Salários a pagar. (Geralmente.. debitando uma conta que representa a despesa de seguro e creditando a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE  As despesas do mês que foram pagas antecipadamente estão registradas em Contas do Ativo Circulante..º x.. A partir daí.f... No final de cada mês. . As contas que representam as DESPESAS podem ser: Salários.... No dia 31 de maio. 5.  a.. fica apropriada a despesa de aluguel no mês de maio. basta multiplicar o número de dias do mês pelo valor da despesa diária para se conhecer o valor a ser apropriado naquele mês. DESPESAS INCORRIDAS E NÃO-PAGAS  Suponhamos que o aluguel do período onde está instalada a nossa empresa..... Suponhamos que no dia 4 de agosto a empresa tenha efetuado um pagamento no valor de R$ 36.... A apropriação no último dia do mês é feita debitando-se uma conta que representa a referida despesa e creditando-se a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente.. referente à apólice de Seguro n. dentro do mês de sua ocorrência. no dia do pagamento....... isto é. a empresa deverá apropriar o valor da despesa de seguro do referido mês.. isto é. A mais comum dessas despesas é a despesa com seguro...000  Através desse lançamento...

.000 Esses R$ 15..... Aluguéis a Receber etc. Exemplo:  Nossa empresa tem um imóvel alugado para o Sr.. a.. 15..500 Prêmios de Seguro A posição após o lançamento acima é: Prêmios de Seguro a Vencer B 36. Aluguéis Ativos etc.... Veja: R$ 36.2...). Assim.500 = R$ 100 por dia 365 dias 150 dias x R$ 100 = R$ 15... no momento da apuração do Resultado Líquido. AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS  Os ajustes nas Contas de Receitas também devem ser feitos para registrar tanto as receitas realizadas (geradas) e não-recebidas como as recebidas e ainda não-realizadas.. 9.500 Observações: • Prêmios de Seguro 15...) e credita-se uma conta que representa a receita respectiva (Vendas de Mercadorias.. Rafael..500 S 21. cujo salário será transferido para a conta Resultado do Exercício.... Se a apropriação for feita somente no final do ano..000 A conta debitada (Prêmios de Seguro) é conta de Despesa Operacional deste exercício.000 serão considerados como despesa desse exercício. o aluguel do mês de dezembro. paga o aluguel do mês sempre no dia 10 do mês seguinte..000 Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes... será contabilizado no dia 31 de dezembro através do seguinte lançamento:  43 .. Assim a contabilização é a seguinte: Prêmios de Seguro a Prêmios de Seguro a Vencer Pela apropriação de despesa de seguro referente ao Período de 4 de agosto a 31 de dezembro . conforme consta do contrato de locação..... o qual.. referente aos 215 dias que restam para o vencimento do seguro (de 1º de janeiro a 3 de agosto).000 e deve ser recebido no dia 10 de janeiro do ano seguinte.. que é de R$ 8.. RECEITAS REALIZADAS (GANHAS) E NÃO-RECEBIDAS Para apropriação das receitas ganhas e ainda não-recebidas debita-se uma conta do Ativo que representa o referido Direito (Duplicatas a Receber.. • A conta creditada ( Prêmios de Seguro a Vencer ) é conta que registra o valor da despesa diferida (antecipada) que passará para o exercício seguinte.000 15... basta multiplicar o número de dias contados a partir do dia do pagamento da despesa (4 de agosto) até o último dia do ano (31 de dezembro) pelo valor diário do seguro.. antes do lançamento: Prêmios de Seguro a Vencer B 36...

..No ativo. foi debitada a conta Aluguéis a Receber....1. 8. § 1º .º 6.... c) resultados de exercícios futuros. No mês de janeiro do ano seguinte...... b) passivo exigível a longo prazo. a importância recebida de R$ 15... ao aluguel de janeiro do Ano seguinte .. b... as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante..... dividido em capital social........No passivo. ativo imobilizado e ativo diferido.. 10. § 3º .. d) patrimônio líquido..... reservas de capital. registramos a receita no valor de R$ 8. Nesse caso..Aluguéis a Receber a Aluguéis Ativos Pela apropriação do aluguel ref... no dia 19 de dezembro. a ser recebido em 10 de janeiro p.. o Patrimônio da entidade. feito no mês da realização da receita. dividido em investimentos...........f.. 44 ... 15.. reservas de reavaliação... creditando a conta Aluguéis Ativos.. fazemos o seguinte: Caixa a Aluguéis Ativos a Vencer Recebido nesta data..404/76 evidencia o seguinte: No balanço.. será feita a respectiva apropriação através do seguinte lançamento: Aluguéis a Ativo a Vencer a Aluguéis Ativos Pela apropriação da receita recebida antecipadamente ... que representa Direito da empresa..... ref..... reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados.. O débito na conta Aluguéis Ativos a Vencer é feito para dar baixa na respectiva conta.... que representa a receita antecipada.000 de aluguéis referentes ao mês de janeiro do ano seguinte.. A receita... sendo creditada na conta Aluguéis Ativos a Vencer..... RECEITAS RECEBIDAS ANTECIPADAMENTE  No dia 19 de dezembro. ... Como a respectiva receita será recebida somente no dia 10 do mês seguinte..000  Com esse lançamento.... não será considerada na apuração do resultado do ano.......... 15.. quando a referida receita estiver realizada......Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente.. § 2º ........ nossa empresa recebeu a importância de R$ 15........ nos seguintes grupos: a) ativo circulante.......000 fica devidamente registrada na conta Caixa. as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados.000 no mês de sua realização (dezembro). c) ativo permanente.000  Com esse lançamento. estaremos incluindo a receita no mês de sua competência..... ao mês de Dezembro... data do recebimento da receita antecipada.....000  Com esse lançamento.. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da companhia. QUANTITATIVA E QUALITATIVAMENTE Balanço Patrimonial:  O artigo 178 da Lei n.. BALANÇO PATRIMONIAL é a demonstração financeira que evidencia.. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS 10. resumidamente. b) ativo realizável a longo prazo..

DEDUZIDAS das respectivas depreciações. amortizações. IPI. ATIVO CIRCULANTE 100 DISPONÍVEL Dinheiro em Caixa e em Bancos Aplicações de Liquidez Imediata 101 CONTAS A RECEBER (-) Duplicatas Descontadas (-) Provisão para Créditos Duvidosa 102 IMPOSTOS A COMPENSAR ICMS.PASSIVO 10. PASSIVO CIRCULANTE 200 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES 201 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS 202 OBRIGAÇÕES FISCAIS 203 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS 204 OUTRAS OBRIGAÇÕES 205 PROVISÕES 21. 103 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS A CURTO PRAZO (-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado 104 ESTOQUES (-) Provisão para Perdas (-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado 105 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 11. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 210 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES 211 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS 212 OUTRAS OBRIGAÇÕES 22. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 110 CONTAS A RECEBER (-) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 111 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS LONGO PRAZO (-) Provisão para Perdas Provisão para Redução ao Valor de Mercado 112 DESPESAS ANTECIPADAS 12. na página seguinte. amortização. PATRIMÔNIO LÍQUIDO 230 CAPITAL SOCIAL (-) Capital a Realizar 231 RESERVAS DE CAPITA 232 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 233 RESERVAS DE LUCRO 234 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Lucros Acumulados (-) Prejuízos Acumulados 235 ( . ISS etc. exaustões ou provisões para créditos de liquidação duvidosa.) AÇÕES EM TESOURARIA 1* 2* 45 . no BALANÇO PATRIMONIAL. ATIVO PERMANENTE 120 INVESTIMENTOS Participações Permanente em Outras Empresas Participações em Fundos de Investimento Outros Investimentos em Bens ( -) Provisão para Perdas (-) Depreciação Acumulada 121 ATIVO IMOBILIZADO Bens Materiais (de uso) Imobilizado em Andamento (-) Depreciação Acumulada (-) Exaustão Acumulada Bens Imateriais (-) Amortização Acumuladas 122 ATIVO DIFERIDO (-) Amortização Acumuladas A de Liquidação 20. exaustão e provisão para créditos de liquidação duvidosa aparecerão. um modelo de Balanço Patrimonial: MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL 1 – ATIVO 2 . Veja. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 1* 2* 220 RECEITAS ANTECIPADAS (-) Custos Correspondentes 23. As Contas do Ativo sujeitas a depreciação.

Colunas referentes aos valores deste exercício. as despesas gerais e administrativas. Depreciação Acumulada. os abatimentos e os impostos. pagos ou incorridos. e outras despesas operacionais. Segundo o artigo 187 da Lei n. do total do grupo do Patrimônio Líquido será subtraída a conta Prejuízos Acumulados.404/76 A demonstração do resultado do exercício discriminará: I – receita bruta das vendas e serviços. e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. empregados. poderá estar representado por Acionistas Conta Capital a Integralizar.Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período. IV – o lucro ou prejuízo operacional. III – as despesas com as vendas. aparecem no lado do Passivo e vice-versa. Entretanto. e b) os custos. as deduções das vendas. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Essa demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período. que. as receitas e despesas nãooperacionais e o saldo da conta de correção Monetária (art. ocorrem quando a empresa adquire de seus acionistas ações dela própria. • Como vimos anteriormente. VI – as participações de debêntures. de acordo com a forma jurídica da empresa. exercício anterior NOTA: 2 – Colunas referentes aos valores do • Neste modelos de Balanço Patrimonial você encontra um roteiro com informações para facilitar a classificação das contas no Balanço. o Ativo é composto por contas de saldo devedor e o Passivo. administradores e partes beneficiárias. Quotistas Conta Capital a Integralizar ou outra. existem determinadas contas que. correspondentes a essas receitas e rendimentos. será subtraído da conta Capital o valor correspondente ao Capital ainda não integralizado. A conta Ações em Tesouraria será destacada.   10. despesas. § 1º . Ações em Tesouraria –  No Balanço. o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. Amortização Acumulada.º 6. Além disso. como dedução da Conta do Patrimônio Líquido que registra a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.* 1 . § 3º). no Balanço. embora com saldo devedor. II – a receita líquida das vendas e serviços. 185. encargos e perdas.  46 . VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante – por ação do capital social.  As Contas Retificadoras do Ativo que aparecem com mais freqüência são: • • • • Duplicatas Descontadas. por contas de saldo credor.2. geralmente igual a um ano. independentemente da sua realização em moeda. as despesas financeiras. V – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto. deduzidas das receitas.

......... X • COFINS ............................... X • ICMS sobre Vendas ................................................... § 3º)............................................. X • Administradores ........................... X ........... 3 4 – CUSTOS OPERACIONAIS • Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Serviços Prestados ........ para efeito de distribuição de dividendos ou participações...................3................................................................................................ X) • ( ............  DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados evidencia o lucro apurado no exercício e sua destinação....................................§ 2º ........................................................................................................................................................................................................................ 182........................... X • Despesas Financeiras .................................................................................................... 8 9 – RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS ........................................... administradores etc.............. 19 – LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL ......... X • PIS s/ Faturamento ................................................................ 6 7 – OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS .. 4 5 – LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 – 4) ................................................................ 10 11 – RESULTADO DA CORREÇÃO MONETÁRIA (+ OU -) ....................... 9 10 – DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS ...................................... 18 19 • De acordo com disposições legais................................. X • Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de Empregados ............ 1 2 – DEDUÇÕES E ABATIMENTOS • Vendas Anuladas ........................º6............... 17 18 – LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (16 – 17) ................ ajustes e reversões de reservas......... X • Partes Beneficiárias ............... X ......... 13 14 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (12 – 13) ............ 7 8 – LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5 – 6 + 7) .......................... 15 16 – RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO DE RENDA (14 – 15) ......................... como correção monetária...................... (X) ...............................404/76: 47 .................................................. somente depois de realizado poderá ser computado como lucro.... por empregados............... 12 13 – PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ............. X • Despesas Administrativas .......................................................... 2 3 – RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1 – 2) .................... X ............. havendo participações no Capital da empresa por Debêntures (títulos de créditos emitidos pelas Sociedades por Ações)........................................................... estas participações têm preferência sobre o Lucro Líquido e deverão ser deduzidas antes que se conheça o Lucro Líquido final............................................... Segundo o artigo 186 da Lei n............................... 10........................................O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações......) Receitas Financeiras .............................. X • Descontos Incondicionais Concedidos ........................................ X • Empregados ............................................................ X • Outras Despesas Operacionais ............................... 11 12 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (8 + 9 – 10 + ou – 11) ...................  Veja um modelo de Demonstração do Resultado do Exercício: MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 1 – RECEITA OPERACIONAL BRUTA • Venda de Mercadorias e/ou Prestação de Serviços ..... 16 17 – PARTICIPAÇÕES* • Debêntures ................................... registrado como reserva de reavaliação (art.......... 14 15 – PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA ............................................................. bem como os eventos que modificaram o saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados........................................................................... 5 6 – DESPESAS OPERACIONAIS • Despesas com Vendas .

......................... X Dividendos obrigatórios (R$ por ação) .. 5 Reversão de reservas (+) .......... DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 48 ................................. as sociedades anônimas de capital aberto ficaram obrigadas....................... 9 10...A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.................... 2 Correção monetária do saldo inicial (+) .....404/76: § 2º ......A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará: I – o saldo do início........ 10........... a elaborar essa demonstração. ficando dispensadas da elaboração da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados... § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil....... as reversões de reservas..........º 6................................. 4............... 7... X Reserva para Contingência ..................................................... além dos saldos finais das respectivas contas que compõem o Patrimônio Líquido da empresa...........) . § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio Líquido................. os dividendos e a parcela incorporada ao capital e o saldo ao fim do período..................5........................................ os ajustes de exercícios anteriores........................................... 2.... • • • • • 9..... X Outras Reservas ... X Reserva Estatutária ....... • Os dados para a elaboração dessa demonstração são extraídos do livro Razão........... a partir de 1985................... o Lucro Líquido do Exercício e sua destinação....... e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes............... por resolução da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.......... III – as transferências para reservas.......... 6 Saldo à disposição ...... a correção monetária......... Entretanto........  DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido mostra as variações ocorridas nas Contas do Patrimônio Líquido.......................... os aumentos do Capital..... Saldo no início do período .... evidenciando os saldos iniciais............................. 6.... X ............ se elaborada e publicada pela companhia.... 4 Lucro ou prejuízo do exercício (+ ou -) ......... 1 Ajustes de exercícios anteriores (+ ou .... 8 Saldo no fim do exercício . se elaborada e publicada pela companhia......   Como vemos... II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício............... Essa demonstração financeira está prevista no parágrafo segundo do artigo 186 da Lei n........................ 3.... 3 Saldo ajustado e corrigido ....... a Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa opte por elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em substituição à Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.............................. os ajustes de exercícios anteriores e a Correção Monetária do saldo inicial.... ou da retificação de erra imputável a determinado exercício anterior...... 8.... MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS 1.............................4..... 5............................................................... 7 Destinação do exercício Reserva Legal ...

do ativo e passivo circulantes. agrupadas em: a) dividendos distribuídos. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo. no início e no fim do exercício. Essa demonstração não é obrigatória para todas as empresas. Veja o que dispõe o artigo 188 da Lei n.000 (um milhão de Reais) na data do Balanço.   49 . d) redução do passivo exigível a longo prazo. acrescido de depreciação. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital. conforme definida na Lei das Sociedades por Ações. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. Esta demonstração tem por objetivo identificar as modificações ocorridas na posição financeira da empresa.    . é o CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL) da empresa. dos investimentos e do ativo diferido.º 6. da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. II – as aplicações de recursos. c) recursos de terceiros.000. representando aumento ou redução do capital circulante líquido.404/76: A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia. IV – os saldos. agrupadas em: a) lucro do exercício. é igual ao Ativo Circulante (AC) menos Passivo Circulante (PC): CCL = AC – PC Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Líquido da empresa fazem parte da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. ESTÃO OBRIGADAS a elaborá-las todas as sociedades anônimas de capital aberto e as de capital fechado que possuam Patrimônio Líquido superior a R$ 1. também conhecido por Capital Circulante Próprio. A posição financeira. discriminando: I– as origens dos recursos. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. O CCL.

11. quando as devoluções de compras. (-) (-) (-) (-) (-) (-) (+) (+) (+) (+) (+) COMPRAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperáveis Devoluções de compras Compras canceladas Descontos Comerciais Descontos Incondicionais Abatimentos IPI Outros Impostos incidentes Fretes s/ compras Seguros s/ compras Embalagem recuperáveis.   50 .6. a composição dos saldos de determinadas contas. os descontos incondicionais obtidos e/ou abatimentos sobre compras. compras anuladas. Tais como: fretes. descontos. devolvidas ou canceladas. devoluções e impostos incidentes sobre compras. FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS FATOS QUE ALTERAM COMPRAS  quando a empresa adquire mercadorias para revenda. NOTAS EXPLICATIVAS  As notas explicativas são informações que visam complementar as demonstrações financeiras e esclarecer os critérios contábeis utilizados pela empresa. seguros. compreende:    o preço da aquisição. os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais etc. o custo do transporte e o respectivo seguro. acrescentados ao valor pago ao fornecedor. os métodos de depreciação. os tributos devidos na aquisição ou importação exceto o ICMS e o IPI. • O custo das mercadorias ou matérias primas adquiridas para revenda ou industrialização. amortização ou exaustão (+ ou -) Variação nos Resultados de Exercícios Futuros (+ ou -) Resultado da Correção Monetária das Demonstrações Financeiras Realização do Capital Social Contribuições para Reservas de Capital Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo Alienação de Investimentos e Direitos do Ativo Permanente TOTAL DAS ORIGENS 2 – APLICAÇÕES DE RECURSOS Dividendos distribuições Aumentos de Bens ou Direitos do Ativo Permanente Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo TOTAL DAS APLICAÇÕES 3 – AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ( 1 – 2) 4 – VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial Capital Circulante Líquido Inicial Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial Capital Circulante Líquido Final Variação do Capital Circulante Líquido (b – a) X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 10.1 – ORIGENS DOS RECURSOS Lucro Líquido do Exercício (+) Depreciação. podem acontecer certos fatos que resultam num custo de aquisição.

. adquiridas a prazo no valor de $ 120... posteriormente...... Quando diminuem o valor da compra  Ex. o ICMS é recuperável.. embalagem)...... Portanto. $ 25 $ 225  • onde Contas a Pagar engloba o frete ($ 10) e o seguro ($ 15). $ 98.000 $ 132.. $ 120. $ 110... recuperáveis (caso do ICMS para revenda e do IPI para empresas que industrializam).. Portanto. • Quando sobre as compras incidem Impostos não cumulativos (ICMS e IPI)   Estes impostos são também..000 b) Compra de matérias primas para INDUSTRIALIZAÇÃO  o ICMS e o IPI incidem sobre as compras... ( + ) IPI à alíquota de 10 % . ICMS) e quando aumentam o valor da compra (fretes. já com o desconto de $ 20 (10 %) .... dependendo a forma de aquisição (se para revenda ou para consumo). Ex.. com frete (a pagar) de $ 10 e seguro (a pagar) de $ 15. com desconto de 10 % a a a  Compras/Mercadorias Diversos Fornecedores ... ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % a Diversos Fornecedores Compras/Mercadorias...... O ICMS.... à alíquota de 18 % já está incluído no preço da mercadoria (sem o IPI)............. $ 180 $ 20 $ 200 onde Fornecedores é creditado pelo valor líquido.: compra de mercadorias no valor de $ 200.. Descontos s/Compras. ( = ) Total da Nota Fiscal .000 $ 21. Estes impostos são cobrados do adquirente (pelo vendedor) que.. porém apenas o ICMS incide sobre as vendas....Primas........400 ICMS a recuperar.600 $ 132.... enquanto que os impostos não recuperáveis integram o CUSTO DAS MERCADORIAS...: compra de mercadorias..: compra de mercadorias no valor de $ 200... e também incidem sobre as vendas... com alíquota de IPI de 10 %..Contabilização  COMPRAS LÍQUIDAS os registros contábeis são feitos de 2 maneiras: quando diminuem o valor da compra (descontos..... • Quando aumentam o valor da compra  Ex. recolhe aos cofres públicos a diferença entre o imposto cobrado na revenda e o imposto pago na aquisição..600 Mercadorias adquiridas a Prazo ....400 51 . ambos são recuperáveis..... a Diversos Fornecedores Compras Mat... IPI..... a) Compra de mercadoria para REVENDA  o ICMS e o IPI incidem sobre as compras.000 $ 12.. seguros. abatimentos..  Os impostos recuperáveis são registrados em contas representativas de DIREITOS REALIZÁVEIS. compras canceladas. Compras/Mercadorias a Diversos a Fornecedores .......000....... $ 21.. $ 200 a Contas a Pagar .

. nem integrarão a produção para venda...... $ 360 $ 40 $ 400 Ou a $ 360 Impostos sobre Vendas  são aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda.......: venda de mercadorias....... ficando definido o valor da operação. PIS...... Se o desconto ficar pendente de algum evento futuro. $ 132. $ 12....Consumo/Maqs. COFINS)..... não há o que se falar em recuperação de impostos. devolvidas ou canceladas.. $ 21.... incorrendo nos gastos com fretes e seguros.IPI a recuperar . ICMS..........000 ICMS a recuperar......000 FATOS QUE ALTERAM VENDAS  da mesma forma que o custo de aquisição de mercadorias pode ser diferente do valor pago ao fornecedor..... Clientes Vendas ... vendas anuladas.... como desconto para pagamento na pontualidade......000 Compra de mercadorias para CONSUMO ou IMOBILIZAÇÃO  como estas mercadorias não serão objeto de revenda...... Desconto sobre Vendas  no momento da venda o comerciante poderá conceder algum desconto ao cliente.... os descontos incondicionais concedidos e/ou abatimentos sobre vendas. no valor de $ 400...... 52 . ISS e as contribuições ao PIS e COFINS.. • somente o DESCONTO INCONDICIONAL altera o valor da VENDA • o DESCONTO CONDICIONAL será considerado como DESPESA Ex. tais como o ICMS..... nas VENDAS de mercadorias a receita líquida nem sempre corresponde ao valor recebido dos clientes.. com desconto incondicional de 10 % a Diversos Vendas Clientes . estes fatos não alteram as VENDAS porque são considerados como DESPESAS OPERACIONAIS.. trata-se de DESCONTO CONDICIONAL... mesmo que o montante integre as respectivas bases de cálculo......  impostos incidentes sobre vendas e serviços (ISS... Os fatos que modificam ou alteram as VENDAS BRUTAS (Receita Operacional Bruta) são: as devoluções de vendas. diz-se que o desconto é DESCONTO INCONDICIONAL... a Fornecedores .    • (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) VENDAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperáveis Devoluções de vendas Vendas canceladas Descontos Concedidos Descontos Incondicionais Abatimentos Outros Impostos incidentes ISS COFINS PIS VENDAS LÍQUIDAS Fretes e Seguros s/ vendas  quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas. Descontos s/Vendas ... Se este desconto for imediatamente utilizado pelo cliente. a prazo..600 c) $ 132... Mat.

... $ 920. $ 400................... obrigatoriamente.000 ( + ) IPI à alíquota de 15 % ..... tendo como contrapartida créditos de contas do passivo IMPOSTOS A RECOLHER.......... $ 800.... $ 400...65 %) e COFINS (com alíquota de 2 %) a a a a a a Clientes Diversos Vendas .............000 ( + ) IPI à alíquota de 15 % ....000 ( = ) Total da Nota Fiscal .............. com IPI à alíquota de 15 %............ Ex.. O IPI ..... Ex...........000 ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 72.......000........• • Não são considerados como incidentes sobre vendas os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador...............000 a 53 ..... por não ser cumulativo e cobrado em adição ao preço............. não é considerado como imposto sobre vendas e nem integra o valor da RECEITA OPERACIONAL BRUTA os impostos incidentes sobre vendas são registrados...........: venda de mercadorias a prazo no valor de $ 800............. ICMS já incluso no preço de venda...000 COFINS s/ Vendas COFINS a recolher .......... $ 120....000 $ 72....................: Mercadorias recebidas em Devolução ......000 a Diversos Clientes Devolução de Vendas .000 ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 144..... ICMS a recuperar ICMS s/Vendas.... $ 800..... • sobre as devoluções incidem os mesmos impostos não cumulativos que incidiram quando da saída das mercadorias..... redutoras de vendas..........000 PIS s/ Vendas PIS a recolher ..... em contas específicas. $ 60. $ 144........000 $ 920. e do qual o vendedor é mero depositário. IPI a recuperar .......200 $ 16.. $ 120..000 $ 460............. o IPI...000 ( = ) Total da Nota Fiscal . Venda de Mercadorias a prazo ........ é registrado apenas sob o aspecto patrimonial.....000 $ 60........ por não integrar a Receita Operacional Bruta..000 IPI a recolher ......................... $ 460...000 Temos ainda os impostos PIS (com alíquota 0...000 ICMS s/ Vendas ICMS a recolher .... Devolução de Vendas  também conhecida como VENDAS ANULADAS ou VENDAS CANCELADAS..... Portanto.............. as devoluções de vendas correspondem às mercadorias recebidas em devolução. $ 5....

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