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Avaliação Externa do Impacto da Expansão


dos Cursos Profissionais no Sistema Nacional
de Qualificações

- Apresentação de Resultados -

Reunião da Comissão de Acompanhamento


da Iniciativa Novas Oportunidades
14 de Setembro de 2010
.

Analisar os resultados Objectivos e Dimensões Analisar os mecanismos de


alcançados pela de Análise organização da rede de
dinamização da oferta
estabelecimentos, ao nível
de Cursos Profissionais
Qualidade e dos recursos formativos,
no contexto mais vasto
Inovação dos modelos pedagógicos e
da Reforma do Ensino
Expansão e - Condições de
da estruturação das equipas
Secundário.
Atractividade da suporte formativas, bem como os
Analisar as oferta dos CP organizacional mecanismos de orientação
continuidades e - Desenvolvimento de vocacional.
descontinuidades da redes
Analisar as parcerias
rede da oferta
Matching e mobilizadas,
formativa. Capacidade Sucesso da
Política designadamente com
Estratégica da autarquias, empresas e
oferta dos CP Educativa
outras instituições.

Analisar os procedimentos adoptados Analisar os resultados


na programação da oferta de cursos, preliminares no domínio da
nomeadamente em matéria de empregabilidade e do
adequação às necessidades sectoriais prosseguimento de estudos.
e territoriais de qualificações.
Roteiro Metodológico
 Análise Estatística e documental
Exploração de informação de carácter documental e estatístico, designadamente
documentos orientadores produzidos pela ANQ e Estatísticas da Educação (MISI e GEPE)
 Entrevistas semi-directivas de carácter exploratório às Direcções Regionais de
Educação
Objectivos:
 Recolher a visão de interlocutores-chave acerca:

- da evolução da execução do projecto de expansão dos Cursos Profissionais;

- evolução do processo de expansão na óptica dos efeitos sobre a qualificação


profissional e escolar dos formandos, sobre as “performances” das organizações
escolares e efeitos de carácter social e territorial;

Sistematizar pontos estratégicos e questões de avaliação a incluir nos diversos


instrumentos de inquirição.
3
Contribuir para a sinalização das Escolas a abranger no âmbito dos Estudos de caso.
Roteiro Metodológico
 Estudos de caso em 7 Escolas
Sinalização das Escolas que mais se aproximam do perfil de critérios pré-estabelecidos:
• Efeito demonstrativo de boas práticas para a expansão dos cursos profissionais
nas escolas secundárias públicas;
• Perfil de parcerias mobilizadas designadamente com Autarquias, Empresas e
outras instituições;
• Grau de amadurecimento da execução da implementação dos cursos
profissionais.
• Território;
Escolas abrangidas no âmbito dos Estudos de caso

Território Escolas seleccionadas Factores de selecção


Forte aposta no ensino profissionalizante; Projecto
Escola Secundária com 3.º
estruturante de concertação de rede (com universidade de
Ciclo do E. B. Soares Basto
Aveiro).
Norte
Escola Secundária com 3.º
Referência em termos de experiência na aposta em ensino
Ciclo do E. B. Padre
profissionalizante.
Benjamim Salgado
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Roteiro Metodológico

 Estudos de caso em 7 Escolas


Escolas abrangidas no âmbito dos Estudos de caso

Território Escolas seleccionadas Factores de selecção


Escola Secundária de Avelar Maior diversidade da oferta, maturidade da experiência com
Centro
Brotero cursos profissionais.
Escola Secundária Dom Experiências de articulação com empresas e outras entidades
Pedro V e oferta em áreas diversificadas.
LVT
Escola Secundária Rafael Experiências com potencial de transferibilidade no contexto
Bordalo Pinheiro da ligação Escola/Empresas.
Escola Secundária com 3.º Experiência acumulada na aposta em ofertas
Alentejo Ciclo do Ensino Básico de profissionalizantes; Rede com Parque Industrial e
Vendas Novas Tecnológico de Montemor-o-Novo.
Escola sem tradição de ensino profissionalizante mas com
Escola Secundária Júlio forte articulação com Escolas Básicas (no âmbito da
Algarve
Dantas informação e orientação vocacional a alunos) e com as
empresas.

5
Roteiro Metodológico
 Estudos de caso em 7 Escolas

6
Roteiro Metodológico
 Inquérito às Escolas Secundárias públicas com cursos profissionais

 Inquérito a Autarquias e Núcleos Empresariais Regionais

 Workshop Final com representantes da ANQ, das DRE`s e das Escolas

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PRODUTOS DA AVALIAÇÃO

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DIMENSÕES DE ESTRUTURAÇÃO DE RESULTADOS

A. DINÂMICAS DE EXPANSÃO E ATRACTIVIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL

B. PROCESSOS DE IMPLEMENTAÇÃO DO ENSINO PROFISSIONAL NAS ESCOLAS:


QUALIDADE E INOVAÇÃO

C. ELEMENTOS DE IMPACTO DA EXPANSÃO DOS CURSOS PROFISSIONAIS

D. TENDÊNCIAS DE EVOLUÇÃO E ACTUAÇÕES RECOMENDÁVEIS

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A. Dinâmicas de expansão e Atractividade do Ensino Profissional

Evolução do n.º de alunos inscritos nos cursos profissionais


(*) Ano de arranque
2004/05(*) 2005/06 2006/07 (**) 2007/08 2008/09 2009/10
(**) Ano do “boom”
Escolas públicas 3.676 3.990 14.981 31.409 54.899 63.380
Escolas privadas 33.089 32.952 32.728 31.587 36.089 45.020
Total 36.765 36.942 47.709 62.996 90.988 108.400

Peso do contributo dos Cursos Profissionais para a concretização das metas da Iniciativa
Novas Oportunidades

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A. Dinâmicas de expansão e Atractividade do Ensino Profissional
Evolução do nº de jovens no nível secundário

CURSOS 2006/2007 2007/2008 2008/2009 2009/2010


Cursos científico -humanísticos 140.953 152.180 157.396 167.249
Cursos Tecnológicos (CT) 40.335 23.075 13.096 4.365**
Cursos Profissionais (CP) 44.466 66.494 88.515 126.723
Cursos de Aprendizagem (SA) 18.459 15.931 14.629 14.629**

Cursos de Educação e Formação de Jovens (CEF Jovens) 6.678 7.941 6.602 3.284
Cursos do Ensino Artístico Especializado 1.838 1.809 1.809 1.809**
Cursos das Escolas de Hotelaria e Turismo 1.951 a) a) 2.043**
TOTAL em ofertas profissionalizantes 113.727 115.250 124.651 152.853
% vias profissionalizantes no total de matriculados 44,7 43,1 44,2 47,8
Meta Novas Oportunidades 115.000 120.000 125.000
Fontes: Gabinete de Estatística e Planeamento, Ministério da Educação (2006-2007; 2007-2008; 2008-2009);
SIGO (2009-2010) - valores referentes a vagas abertas nesse ano; IEFP (Dados referentes aos cursos de
aprendizagem); MISI, Ministério da Educação (Dados relativos aos cursos científico-humanísticos, só referentes
à rede de escolas públicas).
** Valor Estimado ; (a) Este valor está incluído em Cursos Profissionais
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A. Dinâmicas de expansão e Atractividade do Ensino Profissional

• Crescimento acentuado da oferta de cursos profissionais e receptividade por


parte dos jovens;
• Diversidade de áreas de formação abrangidas e distribuição por todo o
território nacional;
• Perfil de iniciativas de atracção e divulgação do EP (estratégias inovadoras e
eficazes, concertadas em parceria como os fóruns, feiras de emprego, “dias
abertos”, exposições de trabalhos, ….);
• Contributo para o combate da imagem estigmatizada das vias
profissionalizantes (necessidade de estimular novos níveis de receptividade
junto das famílias);

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A. Dinâmicas de expansão e Atractividade do Ensino Profissional

• Risco de diferenciação segregadora dos alunos dos Cursos Profissionais


face aos da via de prosseguimento de estudos.

Média de idades dos alunos matriculados no ensino secundário, por tipo de curso

Cursos Cursos Cursos Cursos


científico- tecnológicos Artísticos Profissionais
Ano Lectivo Sexo
humanísticos
10º Ano 10º Ano 10º Ano 1º Ano
Masculino 16 16 16 17
2006/07
Feminino 15 16 16 17
Masculino 16 16 16 17
2007/08
Feminino 15 16 16 17
Masculino 16 16 16 17
2008/09
Feminino 15 16 16 17
Masculino 15 16 16 17
2009/10
Feminino 15 16 16 17
Fonte: MISI/Ministério da Educação (valores médios).

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A. Dinâmicas de expansão e Atractividade do Ensino Profissional

Tipo de curso frequentado, segundo o nível de escolaridade


dominante na família (%)

Igual ou
Entre o 2º e Ensino Ensino
Cursos inferior ao 1º Total
o 3º CEB secundário superior
CEB

Cursos científico-humanísticos 10,2 40,1 24,2 25,5 100,0


Cursos tecnológicos 16,2 53,8 20,5 9,4 100,0
Cursos Artísticos 6,1 32,4 35,1 26,4 100,0
Cursos Profissionais 22,6 53,8 16,8 6,7 100,0
Cursos de Educação e
37,1 33,6 21,6 7,8 100,0
Formação de Jovens1
Fonte: Questionário OTES/GEPE – 2007/2008. Estudantes à Entrada no Ensino Secundário, GEPE,
2008.

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B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

Dimensão Reflexiva/estratégica
Dispositivos de Monitorização da Qualidade da oferta
Dimensão
Operacional

Adequação dos Actividades de ensino-


recursos aprendizagem e métodos
pedagógicos
CONDIÇÕES DE QUALIDADE E
INOVAÇÃO INTERNAS À ESCOLA
Capacidade das Estratégias de
equipas estruturação
pedagógicas curricular

Articulação com
rede de actores
Dimensão Reflexiva/estratégica
Dispositivos de Acompanhamento pós-formação 15
B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação
•Actividades de ensino-aprendizagem e métodos pedagógicos

Actividades atractivas e
inovadoras, mas pouco
frequentes

Apoio directo
aos alunos

Práticas de ensino
experimentais e
participativas

Estratégias de
aproximação à rede
de actores externos

Fonte: Inquérito às Escolas, IESE, 2009.


B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

•Estratégias de estruturação curricular

• Adequação do modelo de formação modular, apesar do risco de


desadequação do modelo em relação a alunos com menor maturidade;

• Necessidade de flexibilizar os conteúdos e perfis curriculares com vista à


adequação às exigências do mercado de trabalho.

Necessidade de criação ou reajustamentos de referenciais de formação de Cursos Profissionais


N.º %
Sim, para melhor adequar a oferta às necessidades do tecido
79 37,3
produtivo da região
Sim, para responder ao interesse dos alunos 58 27,4
Sim, para responder a solicitações específicas das empresas 32 15,1
Não considera necessária 43 20,3
Total 212 100,0 17
Fonte: Inquérito às Escolas, IESE, 2009.
B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

•Capacidade das equipas pedagógicas

• Participação de profissionais (formadores) com experiência técnica na formação


• Novos modelos de organização das equipas pedagógicas, com acentuação do
trabalho colaborativo.

• Desadequação do processo de contratação de professores em determinadas áreas


técnicas (contratos de um ano) porque quebra a dinâmica de desenvolvimento de
processos continuados;
• Dificuldade no recrutamento de formadores técnicos para áreas pouco exploradas ou
áreas de inovação;
• Escassez de acções de formação especificamente dirigidas a professores e técnicos no
contexto das áreas dos cursos (p.e., acções de desenvolvimento e adequação de
métodos pedagógicos e acções de desenvolvimento de competências em áreas
específicas);

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B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

•Adequação dos recursos

• Recurso ao financiamento do Programa de Renovação do Parque escolar e do Plano


Tecnológico da Educação, para intervenções ao nível do equipamento pedagógico e
infra-estruturas da escola, adequado à nova oferta da escola e em expansão por todo o
País;

• Estabelecimento de parcerias e protocolos com actores locais/regionais com vista a


beneficiar de apoios técnicos e partilhas de espaços (com margem para reforço);
B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

•Adequação dos recursos

• Ausência de condições de operacionalização dos cursos em algumas escolas - falta de


infra-estruturas (oficinas e laboratórios) e equipamentos adequados e actualizados às
componentes técnica e prática de alguns cursos (p.e., Energias Renováveis, Saúde,
Metalomecânica …);

Alterações ao nível das infra-estruturas e equipamentos das Escolas


Foi Consideram
adaptado/adquirido necessário
nos últimos anos adaptar/adquirir
N.º % N.º %
Laboratórios 90 42,5 88 41,5
Biblioteca escolas/centro de recursos 123 58,0 54 25,5
Oficinas 82 38,7 88 41,5
Software informático/audiovisual 99 46,7 101 47,6
Equipamento específico 75 35,4 118 55,7
Equipamento tecnológico 109 51,4 81 38,2
Outros equipamentos 13 6,1 25 11,8
Fonte: Inquérito às Escolas, IESE, 2009.

20
B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

• Rede de actores

• Práticas de coordenação desenvolvidas regionalmente pelas DRE, Entidades


Formadoras e Autarquias, no trabalho prévio de preparação da rede de
ofertas;
• Estruturação de redes internas de actores associadas ao funcionamento dos
CP no seio das escolas (desafio ganho).

• Dificuldades na mobilização do tecido empresarial para a estruturação da


rede de ofertas;
• Serviços de orientação vocacional inexistentes ou que apresentam
fragilidades;
• Margem de reforço de parcerias e protocolos com actores locais/regionais;

21
.

B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

• Matching e capacidade estratégica

• Reforço da oferta em áreas de formação menos exploradas e para as quais não


existe oferta como a Saúde, o Desporto e o Apoio Social;
• Aposta em áreas a partir das perspectivas de evolução das necessidades de
qualificações (energias renováveis, electrónica, construção civil,...);
• Desenvolvimento de estratégias para proceder à avaliação da continuidade e/ou
descontinuidade dos cursos, de forma a garantir a sustentabilidade e a atractividade
destes.

• Fragilidade de dispositivos de monitorização das dinâmicas de procura de


qualificações e de aferição da evolução das necessidades de competências
(suportados por inquéritos a empregadores, estudos sectoriais e regionais, etc.).

• Desactualização de conteúdos e perfis curriculares às exigências do mercado de


trabalho.

22
B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

• Matching e capacidade estratégica

Motivos mais importantes para as Escolas introduzirem, nos três anos lectivos seguintes, cursos
profissionais de áreas de formação diferentes das que oferecem actualmente

Legenda: Média em que a escala é a seguinte: 1 - Motivo mais importante, 3 – Motivo menos importante

23
.

B. Processos de implementação do ensino profissional nas Escolas: Qualidade e Inovação

• Matching e capacidade estratégica

Tipologia de matching entre a oferta dos CP e as necessidades

• Em que medida a oferta disponível está adequada às necessidades


do tecido empresarial;
• Quais as áreas de formação e/ou respectivos cursos que considera
fundamentais ou emergente para o desenvolvimento económico da
região (sustentabilidade e estratégia futura).

Fonte: Inquérito às Autarquias e Núcleos Empresariais Regionais, IESE, 2009. 24


C. Elementos de Impacto da Expansão dos Cursos Profissionais

Novos desafios para a escola pública

Captação de mais jovens para o ensino associada com a atractividade desta


oferta

Capacidade de resposta organizacional das Escolas

25
C. Elementos de Impacto da Expansão dos Cursos Profissionais

Novos desafios para a escola pública

A coexistência dos cursos profissionais e da via de prosseguimento de estudos nas


escolas públicas pode contribuir para a democratização das ofertas de ensino
profissionalizante.

Resposta positiva das Escolas ao desafio da expansão; podemos estar a assistir ao


início de um combate sério à estigmatização social deste tipo de oferta.

A consolidação do processo de expansão dos cursos profissionais alicerça-se,


sobretudo, na capacidade das Escolas responderam a novas exigências, mais do
que ao aumento quantitativo do número de cursos e vagas.

26
C. Elementos de Impacto da Expansão dos Cursos Profissionais

Captação de mais jovens para o ensino associada com a atractividade desta oferta

Maior diversidade de oferta qualificante de nível secundário e mais jovens na Escola.

Fonte: Inquérito às Escolas, IESE, 2009.


Legenda: 1Valor médio numa escala de 1 a 4, em que 1 corresponde ao valor mais negativo e 4 mais positivo. 27
C. Elementos de Impacto da Expansão dos Cursos Profissionais

Capacidade de resposta organizacional das Escolas

Novos perfis de actores e novas exigências do trabalho docente

Necessidade de Desenvolvimento de redes com a comunidade local e o


tecido empresarial

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D. Tendências de Evolução e Actuações Recomendáveis

(a) A procura satisfeita de Ensino Profissional mudará drasticamente

 Sobre as próprias escolas, que passam a ter alunos com diferentes aspirações
vocacionais;
 Sobre as escolas profissionais privadas e centros de formação profissional, que
deixam de ser os grandes operadores da educação e formação profissional
inicial, substituídos pelos novos actores; e
 Sobre os alunos que ingressam de facto no ensino profissional, que deixam que
ter de sair da escola pública para poder frequentar o ensino profissional.

29
D. Tendências de Evolução e Actuações Recomendáveis

(b) O Ensino Secundário público vai transformar-se

 Recrutamento de novos formadores, em áreas técnicas diversificadas;


 Flexibilização dos processos de contratação de formadores técnicos, no sentido
de favorecer o recrutamento de profissionais experientes e a renovação de
contratos que potenciem a estabilidade do ciclo de formação (três anos);
 Formação dos professores, no que respeita à adequação da oferta disponível às
necessidades específicas dos profissionais que leccionam os Cursos
Profissionais;
 Revisão dos mecanismos de acreditação de formadores técnicos, valorizando a
experiência e know-how técnico associado às diferentes áreas de formação.
 Integração no corpo docente das Escolas de um leque de professores de novas
áreas disciplinares e percursos profissionais diferentes do passado; e
 Gestão de lógicas de organização distintas (p.e., o Departamento/Área
disciplinar e o Curso/Área profissional).

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D. Tendências de Evolução e Actuações Recomendáveis

(c) O Ensino Secundário público vai transformar-se – os Desafios

Desenvolver um conhecimento significativo do funcionamento do mercado de


trabalho nas suas áreas de influência, que deve beneficiar de uma articulação mais
eficaz com a rede de serviços de apoio ao emprego e à formação profissional, e que
também pode impulsionar a criação e participação de novas estruturas/actores na
escola, integrados em Gabinetes de Informação Escolar e Profissional e/ou
Gabinetes de apoio à inserção na vida activa;
Conhecer não apenas a procura “à entrada” (a procura de ensino por jovens e
respectivas famílias) como a procura “à saída” (a procura de qualificações por
empresas e outros agentes do mercado de trabalho); e
Construir uma diferente cultura educativa e até uma organização diferente dos
ritmos curriculares e dos tempos lectivos.

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D. Tendências de Evolução e Actuações Recomendáveis

(d) As escolas têm de ser dotadas de mecanismos de garantia de qualidade

Equipamentos escolares
Dispositivos de acompanhamento
Mobilidade internacional dos formandos

(e) Uma nova realidade na qualificação inicial

Políticas de recrutamento dos empregadores


Sistema de qualificações
Capacidade de adequação do CNQ
Modalidades de formação

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D. Tendências de Evolução e Actuações Recomendáveis

(f) A necessidade de repensar as políticas activas de emprego dirigidas a jovens

 As medidas de política activa de emprego dirigidas a jovens foram desenhadas na


óptica da resposta à falta de escolarização de base e de qualificações
profissionais.
 A generalização do Ensino Profissional criará, por outro lado, enormes
expectativas sociais em torno do potencial de inserção profissional desta
modalidade de ensino.
[Criação de um mecanismo de acção positiva para as dezenas de milhares de jovens
que optam pelo Ensino Profissional, sob a forma de incentivos específicos à sua
contratação ou através de outras medidas de política activa de emprego,
consagrando uma discriminação positiva dos diplomados do Ensino Profissional no
acesso ao emprego coerente com o investimento na expansão dos Cursos
Profissionais e com as apostas da Iniciativa Novas Oportunidades – vertente
Jovens].

33
Quadro Lógico da Avaliação

Fase 1 Expansão e
Atractividade da
oferta

Condições de
qualidade e
inovação

Desenvolvimento
de redes

Resultados de Aprendizagem
Preparação para a transição para o
mercado de trabalho
Preparação para trajectórias de
prosseguimento de estudos
Fase 2 34
Fase 2

ESTUDO DE AVALIAÇÃO EXTERNA DOS PERCURSOS


PÓS-FORMAÇÃO DOS DIPLOMADOS
DE CURSOS PROFISSIONAIS NO CONTEXTO DA
EXPANSÃO DESTA OFERTA NO SISTEMA NACIONAL DE
QUALIFICAÇÕES

35
Objectivos do Estudo

O foco da presente Avaliação concentra-se na aferição dos Impactos dos primeiros


outputs de expansão pós-2004, centrada na multi-dimensionalidade de resultados, ao
nível dos destinatários finais directos (alunos) e dos destinatários indirectos (entidades
empregadoras).

Dessa multi-dimensionalidade resultam para o Estudo, quatro objectivos fundamentais:

•Analisar os resultados e impactes alcançados no domínio da articulação da oferta de


cursos com as necessidades do tecido sócio-empregador (níveis sectorial e territorial);
•Analisar os resultados e impactes, no domínio da empregabilidade e do
prosseguimento de estudos;
•Analisar a eficácia da expansão nos Cursos Profissionais, na relação
inscritos/diplomados;
•Analisar os resultados e impactes da expansão dos Cursos Profissionais sobre o Sistema
Nacional de Qualificações.

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Esquema metodológico global

•Análise documental e Estatística, sobretudo no que respeita à recolha e análise de


informação sobre as características da expansão dos cursos profissionais, na vertente da
procura e da oferta;

•Entrevistas semi-directivas a observadores especializados na área das políticas


de educação e formação, assim como representantes do Mercado, designadamente
Associações Empresariais e representantes do sector do Ensino Superior, de forma a
contemplar uma visão cruzada do potencial dos cursos no seu duplo propósito: a
preparação para a inserção profissional e para o prosseguimento de estudos;

•Estudos de caso focados no cruzamento de visões (p.e., Escola ou Entidade


empregadora), fruto da auscultação de uma rede de actores que intervém na
implementação dos cursos profissionais, os quais constituem um importante recurso
metodológico para a estruturação e interpretação dos campos de resultados e impactes
dos Cursos Profissionais.

37
•Processo de inquirição extensiva conduzido junto dos Diplomados do Ensino
Profissional, através de Inquérito por Questionário, de forma a recolher elementos que
permitam caracterizar os jovens e os seus percursos pós-formação.

2006/2007 2008/2009 Final de 2010


(ano-lectivo do ano (ano-lectivo de + - 1 ano (lançamento do
“boom” do processo de conclusão do ciclo) após o Inquérito aos
expansão) curso Diplomados)

Abordagem centrada na descrição e compreensão das condições de acesso e das


características do emprego obtido, assim como das trajectórias de prosseguimento de
estudos, com vista a recolher elementos relacionados com:
•Percurso anterior à frequência do curso;
•Caracterização pessoal e familiar dos jovens;
•Trajectória escolar e opinião sobre o curso;
•Características do primeiro e último empregos após o curso;
•Prosseguimento de estudos.

• Inquirição a Entidades Empregadoras, com vista a conhecer a visão crítica destes


interlocutores face à sua experiência de acolhimento e/ou recrutamento de diplomados dos
Cursos Profissionais. 38
PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
DINÂMICA DE EXPANSÃO E ATRACTIVIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL

Engenharia, Indústrias
Transformadoras e Ciências Sociais,
Construção Comércio e Direito

40
Fonte: Plataforma SIGO (2008/2009)
PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
DINÂMICA DE EXPANSÃO E ATRACTIVIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL

Ciências, Matemática e
Artes e Humanidades
Informática

41
Fonte: Plataforma SIGO (2008/2009)
PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
DINÂMICA DE EXPANSÃO E ATRACTIVIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL

Saúde e Protecção
Social Serviços

42
Fonte: Plataforma SIGO (2008/2009)
PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
DINÂMICA DE EXPANSÃO E ATRACTIVIDADE DO ENSINO PROFISSIONAL

Ciências Sociais,
Comércio e Direito Agricultura

43
.

PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
MATCHING E CAPACIDADE ESTRATÉGIA DA OFERTA: AJUSTAMENTO DAS QUALIFICAÇÕES
ÀS NECESSIDADES DO TECIDO PRODUTIVO

Cursos/Áreas de Formação a criar ou reforçar no Distrito de Coimbra

Fonte: Inquérito às Autarquias e Núcleos Empresariais Regionais, IESE, 2009.


44
PRODUTOS DA AVALIAÇÃO
FICHAS/RELATÓRIOS DOS ESTUDOS DE CASO, que servem como Framework de boas
práticas. Síntese esquemática do Estudo de Caso da Escola Secundária Benjamim Salgado
Expansão e Atractividade da Oferta dos Cursos Profissionais
> Forte aposta nos cursos profissionais com boa receptividade dos alunos
> Aposta em acções de marketing focalizadas
Qualidade e Inovação:
> Investimento em laboratórios e equipamentos que permitem alargar a oferta
> Formação interna para promover a preparação e articulação dos professores dos cursos
profissionais
> Rede alargada de contactos com empresas que advém do funcionamento dos cursos
tecnológicos

Matching e Capacidade Estratégica da Oferta dos Cursos Profissionais


> Concertação concelhia da oferta
> Diversidade da oferta da escola

Sucesso da Política Educativa


> Pretendem iniciar mecanismos de acompanhamento da situação dos diplomados;
> Os jovens que se candidatam ao ensino superior obtêm bons resultados;
45
> Feedback positivo das empresas acerca do perfil de competências adquirido pelos jovens.