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Texto e Guia de Actividades da Sessão O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização (Parte II)
Nas primeiras sessões de formação tivemos já oportunidade de reconhecer a importância da auto-avaliação da BE e da utilização do MAABE como ferramenta para essa auto-avaliação. Esta importância deriva de um conjunto de factores que podemos rever e sistematizar de alguma forma, do modo seguinte: Em primeiro lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como instrumento de auto-regulação e de melhoria contínua:  aferindo se as metas e objectivos das BE estão a ser alcançados  identificando pontos fortes e pontos fracos a melhorar  usando estrategicamente os resultados da avaliação no planeamento futuro (redefinição de prioridades, metas, objectivos, estratégias, etc.)  melhorando progressivamente o nível de desempenho das BE  facilitando o benchmarking e apoiando a definição de políticas dirigidas às BE Em segundo lugar, a auto-avaliação da BE é importante porque se constitui como um poderoso factor de mudança:  de reforço do papel pedagógico das BE e dos seus potenciais impactos na aprendizagem, formação e sucesso dos alunos  de indução de uma prática baseada em evidências, capazes de sustentar e fundamentar a acção e tomada de decisão  de estímulo a uma prática reflexiva de investigação-acção  de sentido qualitativo  de carácter sistemático e continuado, consolidando uma cultura de avaliação Em terceiro lugar, a auto-avaliação é importante porque se constitui como uma oportunidade única:  de afirmação e reconhecimento do valor das BE, face aos desafios que hoje se lhes colocam  de visibilidade e integração das BE na Escola e na Comunidade  de objectivação e validação interna e externa do trabalho que vai sendo realizado pelas BE  de envolvimento e responsabilização dos diferentes actores Na sessão anterior iniciámos o trabalho de operacionalização do MAABE. Para o efeito, começámos por nos debruçar sobre a planificação em cada BE, do processo de auto-

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avaliação, usando como referência um plano geral de implementação de que faziam parte as seguintes etapas:            Diagnóstico Escolha do Domínio a avaliar Levantamento dos intervenientes a envolver Apresentação no CP Identificação e preparação dos instrumentos de recolha de evidências Recolha, análise e interpretação da informação Identificação dos pontos fortes e fracos Atribuição de níveis de desempenho Plano de melhoria Elaboração e apresentação do relatório de auto-avaliação Integração no relatório de avaliação interna da escola e nos tópicos de apresentação à IGE, responsável pela avaliação externa.

A análise deste plano de avaliação torna fácil reconhecer que boa parte da sua execução se relaciona, em grande medida, com a necessidade dos responsáveis pela condução do processo de auto-avaliação das BE, se munirem de um conjunto de evidências que lhes permitam vir a conhecer, de forma fundamentada, o nível de desempenho e impacto da Biblioteca Escolar em relação com diferentes indicadores de qualidade _ variáveis consoante o Domínio em apreciação _ e agir no sentido da sua progressiva melhoria. Uma das actividades mais importantes da aplicação do MAABE consiste, deste modo, em saber identificar os instrumentos de recolha de evidências adequados e extrair desses instrumentos a informação (evidências) que melhor esclarece o trabalho e os resultados alcançados pela Biblioteca em relação com este ou aquele indicador ou conjunto de indicadores. Na presente sessão ocupar-nos-emos deste aspecto, usando mais uma vez como base principal de trabalho, o próprio MAABE. Para tal, começamos por reforçar que entre as diferentes fontes de evidências recomendadas e passíveis de serem utilizadas, se destacam, pela sua importância, as fontes documentais resultantes da actividade da própria Escola/Agrupamento e respectiva/s BE:  Documentos de gestão da Escola/ Agrupamento Projecto Educativo, Projecto Curricular, Plano de Acção, Regulamento Interno, Plano Anual de Actividades, Relatórios de avaliação, Currículos profissionais da equipa da BE, Outros.  Documentos pedagógicos da Escola/Agrupamento
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Planificações dos Departamentos, ACND, AEC, SAE, PTE-TIC, OTE, Projectos curriculares das turmas, Orientações/recomendações do CP, Trabalhos de alunos, Resultados de avaliação dos alunos, Outros.  Documentos de Gestão da BE Plano de Acção, Plano Anual de Actividades, Acordos de parceria, Política de Desenvolvimento da Colecção, Manual de Procedimentos, Regimento, Horário, Relatórios, Plantas, Inventários, Outros.  Documentos de funcionamento e dinamização da BE Actas/ Registos de reuniões/contactos, Registos de projectos/actividades realizados, Estatísticas da BE, Materiais de apoio produzidos e editados, Catálogo e outras ferramentas utilizadas, Resultados de avaliação da colecção, Outros. O enorme valor informativo e testemunhal destas fontes faz com que seja fundamental tê-las em conta, não esquecendo, contudo, que para além destas fontes documentais de carácter textual ou quantitativo, dispomos também de uma valiosa bateria de instrumentos de recolha de dados, propositadamente construídos para a avaliação das BE no contexto do MAABE:     Questionários a alunos, professores e encarregados de educação Grelhas de observação de competências Grelhas de análise de trabalhos escolares Listas de verificação

Dada a natural heterogeneidade dos documentos a que diz respeito a primeira categoria de fontes referidas e a necessidade da sua exploração em contexto, deternos-emos na presente sessão, sobretudo, nos instrumentos produzidos e disponibilizados no âmbito do MAABE, a que acabámos de fazer referência. Na impossibilidade de desenvolver um exercício prático em todos os domínios que compõem o Modelo, utilizaremos ainda, apenas a título de exemplo, o Sub-Domínio A2. Actividade nº 1: Localizar nos instrumentos propostos pelo MAABE para o Sub-Domínio A2, questões ou itens que vão ao encontro dos factores críticos definidos para cada um dos seus Indicadores. Para a execução deste exercício, utilize a Tabela seguinte, preenchendo a última coluna (Nota: algumas células podem ficar vazias por o seu preenchimento exigir outro tipo de
instrumentos).

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Instrumentos propostos pelo MAABE para cada Indicador Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos factores críticos
Ex: QA1: Questão 7 – Já participaste em actividades para aprender a usar a BE…?; QA1: Questão 8– Senteste-te apoiado pelo professor bibliotecário…? QA1: Questão 3 -Com que frequência costumas usar a BE ou os seus recursos com o teu professor e a seu pedido? QA1: Questão 4 – Em que situação utilizas mais a BE…? QD1; Questão 9 – Já participou em actividades de formação de utilizadores para o uso da BE…? QD1 1:Com que frequência costuma usar a BE ou os seus recursos…? QD1: Questão 11 – Já colaborou com a BE na selecção ou produção de materiais… GO2- 1 Identifica a questão ou problema a tratar, através do diálogo, identificação de palavras - chave, levantamento do que já se conhece sobre o tópico, colocação de questões, outros. GO2 – Localiza livros e outros recursos na BE. GO2 – Regista as referências bibliográficas dos documentos utilizados. GO2 – 11 – Apresenta e comunica a outros, explorando diferentes ambientes e meios de comunicação, os resultados dos seus trabalhos. QA 9 – À medida que vais realizando mais trabalhos na BE ou utilizando os seus recursos, nas várias disciplinas/áreas curriculares, achas que os teus trabalhos de pesquisa vão melhorando e fazes progressos?

Indicadores

Factores críticos de sucesso

 O plano de trabalho da BE inclui actividades de formação de utilizadores com turmas/ grupos/ alunos e com docentes no sentido de promover o valor da BE, motivar para a sua utilização, esclarecer sobre as formas como está organizada e ensinar a utilizar os diferentes serviços. 

Questionário aos alunos (QA1). Questionário aos docentes (QD1). Observação de utilização da BE (O2).

A.2.1 Organização de actividades de formação de utilizadores.

  Alunos e docentes desenvolvem competências para o uso da BE revelando um maior nível de autonomia na sua utilização após as sessões de formação de utilizadores.

 A BE produz materiais informativos e/ ou lúdicos de apoio à formação dos utilizadores.

A.2.2 Promoção do ensino em contexto de competências de informação.

 A BE procede, em ligação com as estruturas de coordenação educativa e de supervisão pedagógica, ao levantamento nos currículos das competências de informação inerentes a cada área disciplinar/área de conteúdo com vista à definição de um currículo de competências transversais adequado a cada nível/ano de escolaridade.  A BE promove, com as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica e os docentes, a integração de um plano para a literacia da informação no projecto educativo e curricular e nos projectos curriculares dos grupos/turmas.  A BE propõe um modelo de pesquisa de informação a ser usado por toda a escola.

QD1 – 14.1 Competências para usar os serviços e equipamentos da BE; QD1 – 14.2 Competências para uso das TIC; QD1 – 14.3 Competências para explorar diferentes materiais… e usá-los em situação de ensino aprendizagem;

 Questionário aos
docentes (QD1)

QD1 – 6 Costuma proceder à integração de competências de informação na planificação e tratamento das diferentes áreas de conteúdo/unidades de ensino? QD1 – 7 Na sua prática lectiva, promove a utilização da BE ou dos seus recursos nos trabalhos de pesquisa efectuados pelos seus alunos? QD1 – 8.1 Como apoio para os trabalhos de pesquisa dos alunos costuma utilizar: 8.1.1 O modelo /guião de pesquisa proposto para a escola/agrupamento ou usado pela BE.

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Indicadores

Factores críticos de sucesso

Instrumentos propostos pelo MAABE para cada Indicador

Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos factores críticos
QD1 – 6 Costuma proceder à integração de competências de informação na planificação e tratamento das diferentes áreas de conteúdo/unidades de ensino? QD1 – 7 Na sua prática lectiva, promove a utilização da BE ou dos seus recursos nos trabalhos de pesquisa efectuados pelos seus alunos? QD1 – 8.1 Como apoio para os trabalhos de pesquisa dos alunos costuma utilizar: 8.1.1- O modelo /guião de pesquisa proposto para a escola/agrupamento ou usado pela BE. 8.1.2 – Um guião de pesquisa produzido por si. QD1 - 3 Nas suas funções docentes, costuma articular e/ou planear actividades com o professor bibliotecário ou com a equipa da BE? QD1 – 6 Costuma proceder à integração de competências de informação na planificação e tratamento das diferentes áreas de conteúdo/unidades de ensino? QD1 – 7 Na sua prática lectiva, promove a utilização da BE ou dos seus recursos nos trabalhos de pesquisa efectuados pelos seus alunos? QA 6 – Quando tens um trabalho de pesquisa para fazer, como costumas procurar a informação de que precisas? QA 62 – Vou às estantes ver os livros com interesse para o assunto que quero tratar. QA 6.3 Vou pesquisar na internet. QA 9 – À medida que vais realizando mais trabalhos na BE ou utilizando os seus recursos, nas várias disciplinas/áreas curriculares, achas que os teus trabalhos de pesquisa vão melhorando e fazes progressos? QA 10- O trabalho na BE ou tendo por base os seus recursos, contribui para que te vás sentindo mais seguro e confiante nas tarefas da pesquisa, consulta e produção de informação que tens de realizar? QA 7 – Já participaste em actividades para aprender a usar a BE: localização dos livros, fazer pesquisas, outros? QA 8 – Sentes-te apoiado pelo professor bibliotecário/equipa da BE quando a utilizas? QA 11 – Consideras que os trabalhos de pesquisa realizados na BE ou utilizando os seus recursos exigem de ti capacidade de iniciativa, autonomia e cooperação com os teus colegas?

 A BE estimula a inserção nas unidades curriculares, ACND e outras actividades, do ensino e treino contextualizado de competências de informação. A.2.2 Promoção do ensino em contexto de competências de informação (cont.)  A BE produz e divulga, em colaboração com os docentes, guiões de pesquisa e outros materiais de apoio ao trabalho de exploração dos recursos de informação pelos alunos.

Questionário aos docentes (QD1)

A equipa da BE participa, em cooperação com os docentes, nas actividades de educação/ensino de competências de informação com turmas/ grupos/ alunos.

A.2.3 Promoção do ensino em contexto de competências tecnológicas e digitais.

 Os projectos escolares de iniciativa da BE, ou apoiados por ela, incluem actividades de consulta e produção de informação e de intercâmbio e comunicação através das TIC: actividades de pesquisa, utilização de serviços Web, recurso a utilitários, software educativo e outros objectos multimédia, manipulação de ferramentas de tratamento de dados e de imagem, de apresentação, outros.


 A BE organiza e participa em actividades de formação para docentes e alunos no domínio da literacia tecnológica e digital.  A equipa da BE apoia os utilizadores na selecção e utilização de recursos electrónicos e media, de acordo com as suas necessidades.

Questionário aos alunos (QA1).

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Indicadores

Factores críticos de sucesso

Instrumentos propostos pelo MAABE para cada Indicador

Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos factores críticos
QA 10- O trabalho na BE ou tendo por base os seus recursos, contribui para que te vás sentindo mais seguro e confiante nas tarefas da pesquisa, consulta e produção de informação que tens de realizar? QA 6 – Quando tens um trabalho de pesquisa para fazer, como costumas procurar a informação de que precisas? QA6.4 – Aguardo as indicações do meu professor. QA 6.7 – Consulto os guiões de apoio que existem na BE.

A.2.3 Promoção do ensino em contexto de competências tecnológicas e digitais (cont.).

 A BE colabora na concepção e dinamização de actividades de educação para e com os media.

A BE produz, em colaboração com os docentes, materiais informativos e de apoio à adequada utilização da Internet: guiões de pesquisa, grelhas de avaliação de sítios, listas de apontadores, guias de procedimentos, outros.

Questionário aos alunos (QA1).

 Os alunos utilizam, de acordo com o seu nível/ano de escolaridade, linguagens, suportes, modalidades de recepção e de produção de informação e formas de comunicação variados, entre os quais se destaca o uso de ferramentas e media digitais.  Os alunos incorporam no seu trabalho, de acordo com o nível/ano de escolaridade que frequentam, as diferentes fases do processo de pesquisa e tratamento de informação: identificam fontes de informação e seleccionam informação, recorrendo quer a obras de referência e materiais impressos, quer a motores de pesquisa, directórios, bibliotecas digitais ou outras fontes de informação electrónicas, organizam, sintetizam e comunicam a informação tratada e avaliam os resultados do trabalho realizado.  Os alunos demonstram, de acordo c/ o seu nível/ano de escolaridade, compreensão sobre os problemas éticos, legais e de responsabilidade social associados ao acesso, avaliação e uso da informação e das TIC.

T1 – 1 Utiliza diferentes fontes de informação, impressas ou digitais. T1 – 2 Selecciona informação relevante de acordo com a tarefa/tema abordado. T1 – 13 – Manifesta criatividade e proficiência técnica na exploração das ferramentas necessárias à produção multimédia. GO2 – 11 Apresenta e comunica a outros, explorando diferentes ambientes e meios de comunicação, os resultados dos seus trabalhos.

Observação de utilização da BE (GO2). Trabalhos escolares dos alunos (T1). Questionário aos docentes (QD1). Questionário aos alunos da (QA1).

A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos.

GO2 – 5 Pesquisa informação na Internet e noutros suportes digitais (CD, DVD, CDROM, outros_). GO4 – Localiza livros e outros recursos na biblioteca. GO6 – Regista as referências bibliográficas dos documentos utilizados. T1 – 1 Utiliza diferentes fontes de informação impressas ou digitais. T1-2 Selecciona informação relevante de acordo com a tarefa/tema abordado. T1-3 Combina de forma adequada informação recolhida em diferentes fontes. T1-6 Aprofunda por sua própria iniciativa, a tarefa inicialmente proposta (p. ex. recorre a outras leituras e a outras fontes para além das indicadas) T1- 9 Organiza o documento de acordo com um índice de que fazem parte uma introdução, um desenvolvimento (eventualmente dividido em partes ou capítulos) e uma conclusão.

T1-11 Registam as referências dos documentos utilizados numa bibliografia.

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Indicadores

Factores críticos de sucesso

Instrumentos propostos pelo MAABE para cada Indicador

Questões ou Itens dos Instrumentos propostos que ajudam a BE a obter evidências e situar-se face aos factores críticos
GO2 -2 Identifica fontes de informação potenciais e formas de lhe aceder. GO2 – 5 Pesquisa informação na Internet e noutros suportes digitais (CD, DVD, CDROM, outros_). GO2 – 8 Avalia a relevância, fiabilidade e validade da informação nos diferentes recursos. GO2- 9 Localiza e extrai informação de diferentes suportes e tipos de documentos, recorrendo à percepção global e à leitura rápida e em diagonal do seu conteúdo, seguindo ligações preferenciais, outros. T1 – 1 Utiliza diferentes fontes de informação impressas ou digitais. T1 – 13 – Manifesta criatividade e proficiência técnica na exploração das ferramentas necessárias à produção multimédia. QD1 – 6 Costuma proceder à integração de competências de informação na planificação e tratamento das diferentes áreas de conteúdo/unidades de ensino? QA 9 – À medida que vais realizando mais trabalhos na BE ou utilizando os seus recursos, nas várias disciplinas/áreas curriculares, achas que os teus trabalhos de pesquisa vão melhorando e fazes progressos? GO1 – 3 Segue as orientações dadas pelo docente ou pela equipa da BE. GO1 – 4 Gere de forma adequada o tempo disponível para a tarefa. QD1 – 18 Em que medida considera que a BE influencia, nos seus alunos, o desenvolvimento de valores e atitudes de convivência, iniciativa, cooperação e autonomia? GO1 – 7 Assume um comportamento adequado na biblioteca (p. ex., revela cortesia no tratamento, segue as regras de utilização da BE

A.2.4 Impacto da BE nas competências tecnológicas, digitais e de informação dos alunos (cont.)

 Os alunos revelam, em cada ano e ao longo de cada

nível/ano de escolaridade, progressos no uso de competências tecnológicas, digitais e de informação nas diferentes disciplinas e áreas curriculares/áreas de conteúdo.

Observação de utilização da BE (GO2). Trabalhos escolares dos alunos (T1). Questionário aos docentes (QD1). Questionário aos alunos da (QA1).

 Os alunos aplicam modalidades de trabalho diversificadas – individual, a pares ou em grupo – e realizam tarefas diferenciadas, de acordo com a estruturação espacial e funcional da BE.

A.2.5 Impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida.

 Os alunos estabelecem entre si um ambiente de confiança e de respeito mútuo, cumprindo normas de actuação, de convivência e de trabalho, inerentes ao sistema de organização e funcionamento da BE.  Os alunos revelam valores de cooperação, autonomia e responsabilidade, conformes a uma aprendizagem autónoma, activa e colaborativa.  Os alunos demonstram atitudes de curiosidade, iniciativa, criatividade e reflexão crítica, necessárias a uma aprendizagem baseada em recursos.

Observação de utilização da BE (GO1). Questionário aos docentes (QD1). Questionário aos alunos (QA1).

QD1 – 18 Em que medida considera que a BE influencia, nos seus alunos, o desenvolvimento de valores e atitudes de convivência, iniciativa, cooperação e autonomia? QA1 – 12 Gostavas de saber mais sobre: QA1-12.1 Como fazer trabalhos de pesquisa. QA1 – 12.2 Como organizar um trabalho. QA1 – 12.3 Como encontrar a informação de que precisas na Internet. QA1 12.4 Como encontrar a informação de que precisas nos livros. QA1- 12.5 Como apresentar um trabalho em Word, PowerPoint, Movie Maker, outros QA1 – 13 Como classificas as aprendizagens que realizaste através da BE?

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Como acabámos de ver com o exemplo do exercício anterior, a informação que podermos obter com cada instrumento (independentemente da sua natureza) tem de relacionar-se com os factores críticos, pois é desse cruzamento que resulta a possibilidade de verificarmos que práticas e resultados estão ou não a ser alcançados e qual o seu nível. O Relatório de Auto-Avaliação é o documento onde, após a recolha de todos os dados, se registam as Evidências derivadas deste processo de análise e interpretação da informação recolhida. Estas evidências devem ir além da apresentação de dados em bruto, facilmente consultáveis nos Anexos da aplicação informática para o tratamento de dados disponibilizada desde o ano transacto a todas as escolas pelo Programa RBE, pretendendo-se que se traduzam em enunciados de carácter avaliativo, exigentes de apreciações e juízos de valor sobre os factos apontados. Como se esclarece no Capítulo de orientações para aplicação que integra o documento do MAABE: A análise dos dados obtidos deve conduzir à elaboração de avaliações sobre a BE e os seus serviços em termos de: eficácia, valor, utilidade, impacto, etc. Neste aspecto, é importante distinguir entre elaborar uma descrição e realizar uma avaliação. A avaliação implica uma apreciação baseada na análise de informação relevante e de evidências. Frequentemente inclui a explicação das consequências ou implicações [negativas ou positivas] de uma determinada acção ou processo. Vejamos um Exemplo: Enunciado descritivo: “A BE procedeu à actualização da colecção”. (Comentário: este enunciado não julga a utilização e a utilidade dos procedimentos, apenas constata um facto.) Enunciado avaliativo – “Como atestam os dados obtidos a partir da análise dos Docs. X e Y, do Questionário W e da Checklist Z (cf. Anexo…) , a actualização regular e consistente da colecção pela BE teve um impacto muito positivo sobre o grau de satisfação dos utilizadores e o uso dos recursos”. (Comentário: este enunciado fundamenta-se nos dados para caracterizar o processo “regular” e “consistente” – e referir as consequências dos procedimentos assumidos.) Actividade nº 2: A partir da análise dos instrumentos que já realizou e da compreensão do tipo de informações passíveis de ser obtidas através da sua aplicação, seleccione um
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Indicador do Sub-domínio A2 à sua escolha, e escreva livremente três enunciados avaliativos que hipoteticamente pudesse formular na Coluna das Evidências do respectivo Relatório de Avaliação, a partir de dados supostamente recolhidos com aqueles instrumentos. 1)…………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… 2)…………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… 3)…………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ……………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………………

Só mediante esta perspectiva avaliativa, resultante da análise e interpretação dos dados, será possível:   Estabelecer os pontos fortes e os pontos fracos da BE no Domínio avaliado. Olhar para os Perfis de Desempenho de cada Domínio/Sub-Domínio, e situar a BE sem equívocos nem ambiguidades num dos seus níveis (1, 2 , 3 ou 4). Estabelecer propostas de melhoria, a integrar o Plano de Actividades do ano seguinte.

Um dos problemas recorrentes nesta apresentação de propostas de melhoria, é que são muitas vezes formuladas de forma muito vaga e geral, sem que se especifique ou concretize o que deve ser feito, de modo a que possam ser entendidas como verdadeiras acções de melhoria, realistas, tangíveis e exequíveis, apontando prioridades, etapas, destinatários ou estratégias. Vejamos um Exemplo: Acção de melhoria geral: “Investir na produção de materiais de apoio” (Comentário: Investir é em si mesmo um verbo de carácter muito geral, além de nada ser dito sobre a quantidade ou tipo de materiais a produzir”

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Acção de melhoria concretizada: “ Reforçar a participação e apoio da BE nas actividades de substituição, através da produção, ao longo do próximo ano lectivo, em articulação com o Departamento de Língua Portuguesa, de guiões de actividades destinados aos alunos do 2º e 3º Ciclos do EB” (Comentário: Embora apresentada de forma sintética, aponta objectivos, estratégia, tempo, responsáveis e destinatários) A título de exemplo, também o MAABE identificou em todas as tabelas, algumas ideias de possíveis acções de melhoria, não tendo sido, no entanto, sua preocupação, detalhá-las, dada a natureza orientadora e abrangente do próprio documento.

Actividade nº 3: Imagine que uma destas ideias do Sub-domínio A2, sobre o qual temos vindo a concentrar o nosso olhar, a título exemplificativo, se enquadra naquilo que deve ser a aposta futura de melhoria da sua biblioteca num determinado tópico. Identifique-a e procure operacionalizá-la de um modo mais efectivo, de modo a que se possa constituir como uma verdadeira proposta de melhoria. Lembramos, contudo, que, integrando o relatório de auto-avaliação, esta enunciação de propostas deve ser feita de forma sintética, de modo a não sobrecarregar o Relatório. Tente, por isso, ser o mais objectivo possível. ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………… ………………………………………………………………………………………………………………………………… …………………………………………………………………………………………………………………………........

Para realizar e entregar as actividades desta Sessão, use este mesmo ficheiro e, depois de nele feitas as actividades, envie-o na forma de entrega de trabalho para a plataforma.

ATENÇÃO: À semelhança do que se propões na sessão anterior, de modo a salvaguardar a possibilidade de contacto e interacção entre os formandos, sempre desejável, a respeito dos conteúdos desta sessão, decorre em simultâneo ao longo da semana de trabalho, um Fórum de discussão no qual se espera que cada formando apresente em um ou dois posts, uma ou duas sugestões de melhoria decorrentes da sua experiência de trabalho passada ou mais recente na BE, e interaja com um ou dois
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colegas formandos, comentando as sugestões que por ele/s tiverem sido apresentadas.

Desejamos a todos uma boa semana de formação. As formadoras

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