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(# p "#$!p 8u  vista a deuidir quais as disp sições penais ais
fav ráveis a arguid  se as vigentes n  ent da prátiua d s faut s puniveis u as
p steri res as intr duzidas pel Deuret ei nº 48/95 de 15/3 e a deuidir e
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8ressalva da parte final d nº 4 d artº 2º CP se u nfr ntada u  disp st n artº
666º nº 1 d C d. Pr u. Civil te de ser entendida u  u  ela nã entrand e
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8A,Buand artº 29º nº 4 da CRP dispõe que se apliua «retr autivaente as leis
penais de u nteúd ais fav rável a arguid  de f ra algua pretende pôr e
uausa val r d uas julgad e d esg taent d p der jurisdiui nal d juiz (artºs
666º nº 1 e 671º nº 1 CPC e 4º CPP) 8p
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interpretaçã segund a qual Supre Tribunal de Justiça quand há alteraçã
das leis penais nã te que fiui saente pr ueder a n v julgaent para aferir
da apliuaçã u nã da lei n va es que entretant tenha transitad e julgad a
deuisã anteri r se ter havid julgaent para aferir qual a lei u nuretaente ais
fav rável8+pp8na interpretaçã segund a qual para julgar qual a lei ais fav rável
se a vigente n  ent da prátiua d s faut s se a p steri r nã é neuessári uvir
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p 81  A n ra d artº 2º nº 4 d Códig Penal a liitar a
apliuaçã retr autiva da lei penal ais fav rável a s uas s e
que nã tenha havid trânsit e julga d da sentença  u
au rdã  u lide fr ntalente u  a n ra d artº 29º nº 4 da
CRP pel que é aterialente inu nstituui nal;
2  A n ra d artº 29º nº 4 da CRP está inserida n títul II da
Parte I Capítul I Direit s iberdades e Garantias pel que é
apliuável direutaente vinuuland entidades públiuas e privadas
p r f rça da n ra d artº 18º nº 1 da CRP;
3  A n ra d artº 2º nº 4 d Cód. Penal é restritiva de
direit s liberdades e garantias pel que vi la tabé a n ra
d artº 18º nº 3 da CRP ua vez que diinui a extensã e
aluanue d u nteúd essenuial da n ra d artº 29º nº 4 da CRP
u lidind u  prinuípi da apliuaçã retr autiva da lei penal
ais fav rável u  prinuípi da áxia restriçã da pena da
igualdade;
4  P r f rça da n ra d artº 18º nº 2 da CRP a lei rdinária
só p de restringir s direit s liberdades e garantias n s uas s
expressaente previst s na u nstituiçã  pel que a n ra d
artº 2º nº 4 d Cód. Penal só p derá ser u nf re à u nstituiçã
se utra n ra u prinuípi u nstituui nal peritir a
legislad r rdinári restringir a extensã e aluanue da n ra d
artº 29º nº 4 da CRP;
5  O STJ inv ua e ap i da sua tese de u nf ridade
u nstituui nal da n ra d artº 2º nº 4 d Cód. Penal
prinuípi da intangibilidade d uas julgad e prinuípi 'ne bis
in ide' as nã lhe assiste razã ;
6  O prinuípi da intangibilidade d uas julgad nã te
u nsagraçã u nstituui nal h je u  tabé nã a tinha na
versã riginária da CRP/76 n sentid de ipedir a apliuaçã
retr autiva da lei penal ais fav rável.
7  Mes n d íni da versã riginária d artº 281º nº 2 da
CRP/76 a b a d utrina defendia e a C issã C nstituui nal
julg u que nã estava u nsagrad u nstituui nalente
prinuípi intangibilidade d uas julgad ;
8  Após a revisã de 1982 liite ip st n artº 281º nº 2 da
CRP riginária desapareueu e artº 282º nº 3 da CRP vei
dispôr que desde que a n ra da lei n va respeite a atéria
penal disuiplinar u de ilíuit de era rdenaçã s uial e f r de
u nteúd ais fav rável a arguid  nã fiua ressalvad s s
uas s julgad s;
9  P r sua vez prinuípi 'ne bis in ide' nã p de bstar à
apliuaçã retr autiva da lei penal ais fav rável p rque este
prinuípi  u ntid na n ra d artº 29º nº 5 da CRP nã
u nflitua ne u lide u  d artº 29º nº 4 p rquant é u
direit subjeutiv fundaental é ua n ra de pr teuçã d
indivídu u ntra Estad  ua garantia p lítiua ua segurança
jurídiu penal individual faue a 'jus puniendi' d Estad  nã
pr ibind n v julgaent para apliuaçã da lei penal ais
fav rável as si que que tenha sid definitivaente
abs lvid  t rne a ser julgad pela prátiua d es urie u
que haja dupla puniçã pela prátiua d es urie;
10  O prinuípi d uas julgad uede sepre que sã
publiuadas leis de anistia u que p r alteraçã da lei penal
disuiplinar u de era rdenaçã s uial deixe de ser urie u
infrauçã disuiplinar u u ntra rdenaui nal u deterinad
u p rtaent  havend neuessidade de ref rular as penas u
es n s uas s e que há neuessidade de efeutuar uúul s
jurídiu s supervenientes;
11  Se n d íni d direit penal disuiplinar u de era
rdenaçã s uial uas julgad u prinuípi 'ne bis in ide'
f sse intransp níveis para a apliuaçã da lei penal ais
fav rável verifiuavase vi laçã d prinuípi da igualdade e da
áxia restriçã da pena u nsagrad s n artº 13º nº 1 e 18º nº
1 da CRP/76 p rque au nteueria que individu s que tivesse
pratiuad es urie as f sse julgad s u  deuisões
transitadas ua na vigênuia da lei velha e utr na vigênuia da
lei n va as ais fav rável teria penas diferentes;
12  A apliuaçã retr autiva da lei penal ais fav rável nã
u l uará espeuiais pr bleas de rde pr uessual e P rtugal
nã será 'desualabr ' 'ua s' u  alguns quere fazer urer
p is é tud ua questã de u rage de v ntade p lítiua na
edida e que países u  Brasil e a Espanha faze;
13  De igual f ra faut de a n ra d artº 29º nº 4 da CRP
u nter a palavra 'arguid ' e nã de 'u ndenad ' a exepl d
que au nteue u  a n ra d artº 282º nº 3 da CRP nã
signifiua que tivesse querid exuluir d seu uap de apliuaçã
s uas s e que 'hiu et nunu' uidadã já nã teria estatut de
arguid as si de u ndenad ;
14  P rque a n ra d artº 29º nº 4 da CRP já na versã
riginária tinha a palavra arguid e a d artº 282 nº 3 desde a
revisã u nstituui nal de 1982 n  ent  p rtant  e que
CPP/29 estava e vig r e nã u ntinha tal terin l gia ua vez
que a palavra arguid apenas substituiu a de réu  CPP/29 
desde a entrada e vig r d CPP/87 tratand se p is de
arguent eraente f ral;
15  O STJ sustent u que trânsit e julgad de ua deuisã
te de ser aferid e relaçã a  ent da apliuaçã da lei
u seja a  ent da pr laçã d au rdã  esg tand se
p der jurisdiui nal d juíz a partir daí p r f rça da n ra d
artº 666º nº 1 d CPC as nã lhe assiste razã  p rque da
esa f ra que ua lei de anistia v.g. p de u nduzir a que
S.T.J. u utr tribunal tenha que  difiuar a sentença u
au rdã  ref ruland a pena u tenha a neuessidade de
efeutuar uúul jurídiu  tabé a superveniênuia de ua lei
penal ais fav rável deterinará a ref rulaçã da pena u  a
u nsequente alteraçã da sentença u d au rdã ;
16  De qualquer das f ras a n ra d artº 666º nº 1 d CPC
nã p de s brep rse u liitar sentid e a extensã da n ra
d artº 29º nº 4 da CRP pel que se interpretada n sentid de
que p der jurisdiui nal d juíz se esg ta e p r essa via nã
p de ser apliuada retr autivaente a lei penal ais fav rável é
aterialente inu nstitu ui nal p r vi laçã da n ra d artº
29º nº 4 e 32º nº 1 da CRP;
17  Quand reu rrente requereu a STJ que f sse efeutuad
n v julgaent para apliuaçã da lei n va ais fav rável
ainda nã tinha transitad au rdã u ndenatóri d STJ pel
que deveria ter sid efeutuad n v julgaent ;
18  O julgaent para aferir da apliuaçã u nã da lei n va
u seja julgaent se a lei n va é ais fav rável u nã 
ipliua que seja uvid MºPº e reu rrente u 
apresentaçã  se desejar de n va  tivaçã de reuurs  e
que t e p siçã s bre qual a lei ais fav rável e v.g. e que
sentid  qual 'quantu' da pena a apliuar à luz da lei n va;
19  A n ra artº 2º nº 4 d Cód. Penal é aterialente
inu nstituui nal e naturalente tabé na 'interpretaçã
segund a qual Supre Tribunal de Justiça quand há
alteraçã das leis penais nã te que fiui saente pr ueder a
n v julgaent para aferir da apliuaçã u nã da lei n va
es que entretant tenha transitad e julgad a deuisã
anteri r se ter havid julgaent para aferir qual a lei
u nuretaente ais fav rável' p r vi laçã da n ra d artº 29
nº 4 da CRP;
20  A n ra d artº 2º nº 4 d Cód. Penal é aterialente
inu nstituui nal p r vi laçã da n ra d artº 29º nº 4 da CRP
na interpretaçã segund a qual para julgar qual a lei ais
fav rável se a vigente n  ent da prátiua d s faut s u se a
p steri r nã é neuessári uvir Mº Pº e s arguid s
apresentar  tivaçã de reuurs e efeutuar n v julgaent  p r
vi laçã da n ra d artº 29º nº 4 da CRP;
21  A n ra d nº 1 d artº 666º d CPC é aterialente
inu nstituui nal p r vi laçã das n ras d artºs 29º nº 4 e 32º
nº 1 da CRP se interpretada n sentid de trânsit e julgad
da deuisã ter de ser aferid n  ent da apliuaçã da lei u
seja a  ent da pr laçã d au rdã e de que a partir daí
p der jurisdiui nal d juíz se esg ta;
22  O presente reuurs te t da a utilidade na edida e que
reu rrente f i julgad e u ndenad pela prátiua de u urie p.
e p. n artº 297º nº 1 al. a) d Cód. Penal na f ra u ntinuada e
de u urie p. e p. n art. 314º nº 1 al. u) d Cód. Penal na
f ra u ntinuada e p steri rente es antes d trânsit e
julgad da deuisã  Cód. Penal f i alterad  send que h je s
faut s iputad s subsuese na pi r das hipóteses na n ra
d artº 204º nº 1 al. u) e 218º nº 1 d Cód. Penal revist  u 
pena de prisã até 5 an s;
23  A n ss ver s faut s subsuese nas n ras d artº 203º
e 207º d Cód. Penal p rque as agravantes d artº 204º e 218º
d es uódig nã sã de funui naent aut átiu  as si
uas a uas  quand u rra espeuial desval r da auçã u d
resultad que a lei lev u e u nta para fundaentar a
qualifiuativa;
24  Eb ra esta atéria deva ser disuutida n tribunal 'a qu '
sepre uupre dizer que n uas u nuret nã se verifiua as
agravantes. faue à lei n va que é u nuretaente ais fav rável;
25  Deve p is ser julgadas aterialente inu nstituui nais
as n ras d s artºs 2 nº 4 d Cód. Penal e artº 666º nº 1 d
CPC."p
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8Susuitada a questã de inu nstituui nalidade da n ra d nº 4
d artig 2º d Códig Penal p r liitar a apliuaçã retr autiva
da lei penal ais fav rável a s uas s e que ainda nã tenha
havid trânsit e julgad da deuisã e assi u lidir u  a
n ra d artig 29º nº 4 da C nstituiçã  as nã p dend  n
uas  Tribunal C nstituui nal t ar p siçã s bre se a sup sta
lei penal ais fav rável é u nã  p r na lógiua d reuurs ser
atéria a disuutir n tribunal 'a qu '  e u nsequenteente se
deve u nã prevaleuer s bre uas julgad  deverá julgarse
ipr uedente reuurs  p r eb ra se adita que aquela
n ra p de u lidir u  a referida n ra u nstituui nal nã
p de afirarse que tal p ssa au nteuer e t d s s uas s8p
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nã te que fiui saente pr ueder a n v julgaent para aferir da apliuaçã u
nã da lei n va es que entretant tenha transitad e julgad a deuisã
anteri r8+p p p #p $p !p p ,#p p ,#p 8a s uas s e que
ainda nã tenha havid trânsit e julgad 8pD(ppE#Fp*/+pp p
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nº 1 d Códig de Pr uess Civil na interpretaçã segund a qual entrand e
vig r p steri rente a ua deuisã u ndenatória d arguid e antes de esta ter
f rad uas julgad aterial ua lei penal que eventualente se apresente u 
ais fav rável e u nuret  nã p de tal lei u nduzir à  difiuaçã de deuisã
pr ferida pel própri tribunal se a esa já nã f r passível de reuurs 8p
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2. C  se sabe s prinuípi s da irretr autividade da lei penal
e da retr autividade da lei in elius nã p de siplistaente
ser visualizad s u  vers e revers da esa questã ; e
iss p rque haverá que reu nheuer que u e utr 
genetiuaente tê diversas f ntes: enquant que prieir
deu rre d prinuípi nullu urie sine lege e nulla p ena sine
lege  que afinal anifesta prinuípi da legalidade (ufr. J sé
de S usa e Brit  A lei penal na C nstituiçã  Estud s s bre a
C nstituiçã  II v l. 236 e segs)  que ipliua que para ua
sua era apliuaçã  bastaria que arguid tivesse ua u nduta
que entã  já f sse u nsiderada u  integrante d s
pressup st s da ua infrauçã  já segund  derivand eb ra
d prinuípi da legalidade entendid este u  'superi rente
graduad na rde axi lógiua u nstituui nal' (para se utilizare
as palavras de Rui Pereira b. uit. 61) nã deixa de derivar
daquel utr s prinuípi s u nstituui nais tais u  s da
igualdade e da neuessidade das penas e edidas de segurança
(ufr. Cavaleir de Ferreira Direit Penal P rtuguês I 1981
115 que refere que a retr autividade da lei penal ais fav rável
se justifiua pela garantia d s uidadã s faue a ua liitaçã d
p der punitiv d Estad  qual nunua p derá ser ais apl
d que aquele que estiver u nsagrad na lei aquand d
 ent da sua apliuaçã  n uas de esta u nsagrar e
en r edida; J rge Miranda Manual de Direit
C nstituui nal T  IV Direit s Fundaentais 234 e 235 e
b. uit. na Revista O Direit  nde expressaente defende que
p r razões de liberdade e de igualdade entre s ebr s da
u unidade jurídiua deve ser apliuável a lei penal de u nteúd
ais fav rável p r iss que é a que en s u prie s direit s
liberdades e garantias send  p is a en s grav sa u
restritiva desses direit s).

Taipa de Carvalh  dep is de assinalar ( b. uit.42 e segs) que


'quer prinuípi da uulpa quer prinuípi da irretr autividade
penal desfav rável sã garantias individuais u talvez ais
u rreutaente direit s fundaentais da pess a huana' e que
'ua u nuepçã huanista da p lítiua uriinal verá sepre e
independenteente da sua fundaentaçã p lítiua na pr ibiçã
da retr autividade da lei fundaentad ra u agravante da pena
u d s seus prinuípi s essenuiais' e dep is de exp r s
pr uess s históriu s que levara à u nsagraçã d s prinuípi s
da irreutr autividade da lei penal e da retr autividade da lei
penal ais fav rável u nului que 'n autual  ent  tant a
pr ibiçã da retr autividade in peius u  a ip siçã da
retr autividade in elius deve u nsiderarse u  garantias u
es direit s fundaentais u nstituui nalente u nsagrad s'
(63 e segs.) e que ' Estad deDireit Material na sua funçã
de pr teuçã da pess a huana u  a deu rrente afiraçã da
liberdade u  prinuípi geral e fundaental nã apenas pr íbe
a retr autividade das leis penais desfav ráveis u  tabé
ipõe a apliuaçã retr autiva das leis penais fav ráveis' que
segund Aut r vale p r dizer que ' prinuípi u nstituui nal da
liberdade «fav r libertatis é h je a atriz u u e
prinuípi superi r de que deriva nã só a irretr autividade in
peius u  tabé a retr autividade in elius' (pág. 71) e que
se deverá 'e u  legitiidade afirar que prinuípi [geral da
apliuaçã da lei penal n tep  é da apliuaçã da lei penal
fav rável'.
........................................... .......
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De faut  seguind se a p stura ap ntada pela C nstituiçã  de
que as penas e as edidas de segurança deverã ser justifiuadas
pel prinuípi da neuessidade aferida pela edida da uulpa (e
nã se entrand ag ra na diluuidaçã da questã de saber se a
uulpa háde desde l g  f rneuer ua uerta edida quadr da
pena  ufr. J sé de S usa e Brit  A edida da pena n n v
Códig Penal núer espeuial de Estud s e H enage a
Pr fess r D ut r Eduard C rreia d B leti da Fauuldade de
Direit da Universidade de C ibra 580 e Figueired Dias
Direit Penal 2 311  e qual a relevânuia da prevençã uriinal
nas suas diensões de prevençã geral e espeuial tend e u nta
a sua reperuussã na presente pr bleátiua) seria injusta a
apliuaçã de ua puniçã ais severa a agente de ua u nduta
que n  ent da sua subissã a julgaent  razões de
rde p lítiu uriinal deterinara que deveria ser en s
grav saente punida ua u nduta u  aquela que aquele
agente tinha ad ptad .

Auresue ainda que se perspeutiva u  fensiva da igualdade


trataent diferenuiad a que u nduziria a tese da deuisã ra
s b uensura se se visualizar a situaçã de u agente que vei a
pr sseguir u u p rtaent ainda e faue da lei antiga as
que p r viuissitudes várias reuurs perante tribunal superi r
só f i u nheuid quand já estava e vig r a lei n va de
u nteúd ais fav rável e aquel utra situaçã de divers agente
que tend tabé pratiuad faut s n âbit da lei antiga viu
reuurs ser apreuiad pel tribunal superi r ainda n âbit
dessa esa lei e que pela uiruunstânuia de da deuisã deste
últi já nã p der haver reuurs  p r a lei nã peritir nã
p de benefiuiar d regie ais fav rável estabeleuid pela lei
n va uit eb ra a deuisã t ada pel tribunal superi r
ainda nã tenha transitad .

Assi send  e se se estiver verdadeiraente faue a ua real


suuessã de leis penais n tep (u  tud pareue ap ntar n
presente uas ) s prinuípi s que auia se deixara exp st s
hã de redundar nua interpretaçã d s n rativ s rdinári s
perante a qual se deverá tant quant p ssível apliuar a lei
penal fav rável às u ndutas levadas a uab n d íni da lei
anteri r de u nteúd en s fav rável a arguid . E ist  u 
se t rna ular  se n s p star s perante situações e que a lei
penal apliuável a tep d u etient d s faut s nã seja
perspeutivável u  integrad ra da previsã d nº 3 d artº 2º
d Códig Penal.
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liitarse a neuessári para salvaguardar utr s direit s u interesses
u nstituui nalente pr tegid s8p 4+p p p ,#p p p "#$ p p p !p
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inuidind s bre as situações ateriais d tip das que tenha sid bjeut de
sentença vã deterinar a sua alterabilidade8p
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9  Pesand s arguent s nu e n utr sentid  nã pareue
fáuil uhegar a ua u nulusã pereptória. Mas exautaente p r
iss e p rque se assiste n séuul XX a fenóen s de auelerada
utaçã s uial julgase que para alé d disp st n artig
210º da C nstituiçã  nã se enu ntra prinuípi u nstituui nal
que só p r si ipeça a lei geral (insistase a lei geral e nã
qualquer lei individual) de se refleutir s bre quaisquer situações
e relações es que haja sentença u  trânsit e julgad .

As interpretações e ilações à v lta da separaçã d s p deres


sã abivalentes. O seu exae prendese u  a definiçã
rig r sa d s u nueit s de funçã legislativa e funçã
jurisdiui nal tea que exuede naturalente presente auórdã .
De t d  d  esta C issã quer sublinhar a natureza
s berana das sentenças uuja efiuáuia se funda na C nstituiçã e
nã na lei (seja qual f r a interpretaçã a dar a artig 208º).

Mais próxi s da realidade sã s arguent s respeitantes à


segurança e à igualdade. Nã deixa de ipressi nar a segurança
inerente à estabilidade e i difiuabilidade d uas julgad  a
segurança inerente à garantia dada pel Estad a s uidadã s de
que ua vez dit direit pel s tribunais utr s órgã s nã
irã diinuir a f rça brigatória das deuisões. Nã bstante a
segurança nã deve ser hip stasiada a p nt de bnubilar
exigênuias de igualdade e de justiça que flue da própria vida e
que requere ua auçã u nstante desse es Estad . O uas
julgad nã é u val r e si; a sua pr teuçã te de se estar e
interesses substanuiais que ereça prevaleuer u ns ante
sentid d inante na rde jurídiua.

O úniu p nt fire u nstituui nal que p de sup rse existir diz


respeit a s direit s liberdades e garantias sujeit s a u
regie u ns lidada de tutela. C  s direit s liberdades e
garantias apenas p de ser restringid s n s uas s previst s na
C nstituiçã e p r lei geral e abstrauta (artig 18º nºs 2 e 3)
nã pareue entã que ua lei ais restritiva retr autiva p ssa
pôr e uausa sentença já transitada à s bra de lei anteri r.
..................................................
..................................................
Be eluuidativas de u  uas julgad aterial nã p de ser
u prinuípi só p r si se liites inv uad e n e d Estad
de direit  sã  p ré as hipóteses referidas de rev gaçã u
deularaçã de inu nstituui nalidade (e p rventura tabé de
nã ratifiuaçã de deuret lei n uas de ter havid aut rizaçã
legislativa a G vern ) de lei penal inuriinad ra e a hipótese
de u nuessã de anistia. E iss p rque é u iperativ da
justiça que Estad de Direit nã p de esqueuer que leva a
extinguir a pena quand a infrauçã deix u de ser punível u se
u nsidera que nunua f i punível p r lei válida a tep da
u nduta.
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s uas s julgad s salv deuisã e u ntrári d Tribunal C nstituui nal quand a
n ra respeitar a atéria penal disuiplinar u ilíuit de era rdenaçã s uial e f r
de u nteúd ais fav rável a arguid 8p
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³P uuas disp sições na legislaçã penal se revela tã adequadas às


exigênuias p lítiu uriinais de exeuuçã da Justiça penal u  a que estabeleue
artig 2º 2 d Códig Penal de 1995 (uuj preuedente legislativ esteve u nstituíd
pel artig 24º d anteri r Códig ).
N aru d debate d utrinal e t rn da rati da retr autividade penal
fav rável é de assinalar que a esa representa úniu uritéri u ngruente u  as
exigênuias de P lítiua uriinal u nsideradas prevaleuentes n  ent da real
apliuaçã efeutiva da lei penal. (...)
Nã p de as disp sições legais servir de f ra ais autêntiua a Justiça penal
senã send  antes de ais leais u nsig esas. E a n ra penal assi u  e
geral sistea punitiv d Estad  que nã au lha u  inuessante dinais as
n vas exigênuias p lítiu uriinais perueptíveis e uada  ent u  u 
deterinantes das sanções penais previstas nã resp nde à rati que essenuialente
s legitia.
P lítiua uriinal e Justiça penal aterial apareue assi inuindivelente
unidas. Os liites da uulpabilidade anteri r adequa se às reais exigênuias da
punibilidade deterinantes da neuessidade e d ereuient da sançã penal
u rresp ndente a  ent históriu de referênuia´.
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fundaentais ... só se justifiua quand  para alé d ais se  stre neuessári s e
adequad s à salvaguarda de utr s direit s u val res u nstituui nais. P r utr lad 
tê sepre que ser pr p rui nad s. E tratand se de restrições tê que deixar
int uad u nteúd essenuial d respeutiv preueit u nstituui nal (uf. artig 18º da
C nstituiçã ) D pp
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