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Resumo Esquemático de Direito Processual do Trabalho

*

PROVAS

1. Noção

• Provar é convencer alguém sobre alguma coisa.
• No processo, a prova tem por objeto os fatos da causa. Sua finalidade é a formação da convicção do juiz a
respeito dos fatos da causa.
• A prova é uma reconstituição dos fatos perante o juiz, que é o destinatário da prova. Fato provado é fato não
inexistente.
• No processo de Trabalho, prevalece, assim como no processo civil, o princípio do livre convencimento da
apreciação da prova, ou o princípio da persuasão racional da prova.

2. Princípios

a) Necessidade da prova: é preciso que a parte faça a prova de suas afirmações.
b) Unidade da prova: a prova deve ser apreciada em seu conjunto, em sua unidade.
c) Lealdade da prova: as provas devem ser feitas com lealdade.
d) Contraditório: apresentada uma prova em juízo, a parte contrária tem o direito de sobre ela se manifestar,
impugnando-a.
e) Igualdade da oportunidade de prova: todos têm os mesmos direitos de apresentar a prova nos momentos
adequados.
f) Oportunidade da prova: a prova deve ser produzida nos momentos próprios para esse fim. Em situações
excepcionais, poderá ser antecipada.
g) Comunhão da prova: uma vez produzida, aproveita a ambas as partes.
h) Legalidade: somente as provas admitidas pela lei.
i) Imediação: é diante do juiz que a prova será produzida.
j) Obrigatoriedade da prova: a prova é de interesse não só das partes, mas também do Estado, que pretende
o esclarecimento da verdade.
k) Aptidão para a prova: a parte que tem melhores condições de fazer a prova o fará, por ter melhor acesso a
ela ou porque é inacessível à parte contrária;
l) Disponibilidade da prova: a prova deve ser apresentada nos momentos próprios previstos em lei ou para a
instrução do processo.

3. Objetivo da Prova

• É demonstrar os negócios jurídicos praticados pelas partes.
• Somente os fatos deverão ser provados em juízo, pois o direito é de conhecimento do juiz.
a) O direito federal é de conhecimento obrigatório do juiz.
b) Necessidade provar o seu teor e vigência: o direito municipal, estadual, estrangeiro, consuetudinário,
as normas coletivas e regulamentos interno do empregador.

• Não precisam ser provados:
a) Fatos notórios;
b) Fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária;
c) Fatos incontroversos (não contestados);

Art. quanto ao fato constitutivo do seu direito. 825 . Art. modificativo ou extintivo da equiparação salarial. Parágrafo único .O depoimento das partes e testemunhas que não souberem falar a língua nacional será feito por meio de intérprete nomeado pelo juiz ou presidente. Prova é a confissão da parte por intermédio do depoimento pessoal. modificativo ou extintivo do direito do autor. das partes. por seu intermédio. Se feita em juízo. salvo se comprovado que anteriormente o empregador se recusara a receber a respectiva certidão. seus representantes ou advogados.recair sobre direito indisponível da parte.ao réu. Meios de Prova • Todos os meios legais. • O ônus da prova não é obrigação ou dever. • É nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova quando: I . • O depoimento pessoal é meio de prova e não prova. de 1970) . Súmula 6. quando devidamente arroladas ou convocadas. será requisitada ao chefe da repartição para comparecer à audiência marcada.737. são hábeis para provar a verdade dos fatos em que se funda a ação ou a defesa (art. Súmula 212: O ônus de provar o término do contrato de trabalho. 4.As testemunhas não poderão sofrer qualquer desconto pelas faltas ao serviço.ao autor. § 2º . bem como os moralmente legítimos. quando negados a prestação de serviço e o despedimento. as testemunhas. Súmula 254: O termo inicial do direito ao salário-família coincide com a prova da filiação. • A prova é ônus de quem afirma e não de que nega a existência de um fato.Proceder-se-á da forma indicada neste artigo. 819 . a requerimento dos vogais.Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas. II .Em ambos os casos de que este artigo trata. 730. mas um encargo que a parte deve-se desincumbir para provar suas alegações.É facultado a cada uma das partes apresentar um perito ou técnico. SÚMULAS RELACIONADAS Súmula 16: Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas depois de sua postagem. 818 . as despesas correrão por conta da parte a que interessar o depoimento. Art. Art. não atendam à intimação. as perícias e a inspeção judicial. O seu não- recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo constitui ônus de prova do destinatário. ficando sujeitas a condução coercitiva. podendo ser reinquiridas. 820 . caso em que esse número poderá ser elevado a 6 (seis). além das penalidades do art. quanto à existência de fato impeditivo. • O ônus da prova incumbe: I .As que não comparecerem serão intimadas. e tiver de depor em hora de serviço. d) Fatos com presunção legal de existência ou de veracidade. os documentos. ainda que não especificados no CPC.As testemunhas comparecerão a audiência independentemente de notificação ou intimação. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. § 1º . 826 . Ônus da prova • Ônus probandi é o encargo da parte de provar em juízo suas alegações para o convencimento do juiz.O juiz ou presidente providenciará para que o depoimento de uma testemunha não seja ouvido pelas demais que tenham de depor no processo. 824 . salvo quando se tratar de inquérito. ocasionadas pelo seu comparecimento para depor. é do empregador. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 8. II . sem motivo justificado. de 19.As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente. caso.584. 823 . Art. quando se tratar de surdo-mudo. corresponde à data de ajuizamento do pedido. ou de mudo que não saiba escrever. 822 . 332 do CPC). 821 . PROVAS NA CLT Art.1.Se a testemunha for funcionário civil ou militar.tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito. Art. VII: É do empregador o ônus da prova do fato impeditivo. • São meios de prova: o depoimento pessoal das partes. Art. (Vide Lei nº 5. ex officio ou a requerimento da parte. 5.A prova das alegações incumbe à parte que as fizer.1946) Art.

caso não compareça ou. Art. desde que objetivem completar esclarecimentos. declarará. CC). • A confissão é considerada a rainha das provas. § 1o A parte será intimada pessoalmente. DEPOIMENTO PESSOAL • É a declaração prestada pelo autor e pelo réu perante o juiz. sendo o interrogatório do juiz e não da parte. determinar o comparecimento pessoal das partes. devendo a súmula ser assinada pelo Presidente do Tribunal e pelos depoentes. CLT). ficando sujeita. o juiz Ihe permitirá. O juiz pode. se recuse a depor. • A instrução processual começa com o interrogatório dos litigantes. sem motivo justificado. pelo secretário da Junta ou funcionário para esse fim designado. o juiz. em busca da verdade real. assistir ao interrogatório da outra parte. Esta disposição não se aplica às ações de filiação. apreciando as demais circunstâncias e elementos de prova. • Aplica-se a confissão ficta a quem comparece e se recusa a depor ou a responder às perguntas que lhe são formuladas. será qualificada. Art. ou também a quem não comparece para depor. por ocasião da audiência. e seu depoimento valerá como simples informação. às leis penais. Parágrafo único. Art. Art. A parte não é obrigada a depor de fatos: I . a consulta a notas breves. por estado ou profissão.O documento oferecido para prova só será aceito se estiver no original ou em certidão autêntica. • Aplica-se também a confissão ficta a quem comparece e se recusa a depor ou a responder às perguntas que lhe são formuladas. É defeso. os demais litisconsortes. 213. que Ihe forem imputados. • A confissão judicial fará prova contra o confidente. 830 . não podendo servir-se de escritos adrede preparados. • A parte. a fim de interrogá-la na audiência de instrução e julgamento. deixar de responder ao que Ihe for perguntado. de desquite e de anulação de casamento. comparecendo. se recusar a depor. Art. e. Art.O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação. o juiz Ihe aplicará a pena de confissão. na sentença.Os depoimentos das testemunhas serão resumidos. em caso de falsidade. nacionalidade. Parágrafo único. • A CLT consagrou o sistema do interrogatório e não do depoimento pessoal propriamente dito. 344. Confissão • Conceito: é a admissão da verdade de um fato que é contrário ao interesse da parte e favorável ao adversário. • A confissão poderá ser real ou ficta. amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes. Art. não prejudicando. a requerimento do juiz (art. porém. • Pode ser obtida em depoimento pessoal ou feita por procurador com poderes expressos para tanto. Quando o juiz não o determinar de ofício. A parte será interrogada na forma prescrita para a inquirição de testemunhas. todavia. deva guardar sigilo. em qualquer estado do processo.criminosos ou torpes. contudo. sobre os fatos objeto da lide. de ofício. Art. 346. que lhe forem imputados.Toda testemunha. § 2o Se a parte intimada não comparecer. 828. 342. idade. Art. a cujo respeito. no qual o magistrado pretende esclarecimentos sobre os fatos da causa. quando empregada. indicando o nome.a cujo respeito. Art. compete a cada parte requerer o depoimento pessoal da outra. Quando a parte. antes de prestar o compromisso legal. a quem ainda não depôs. ou comparecendo. A parte responderá pessoalmente sobre os fatos articulados. por estado ou profissão. 844 . para ser junto ao processo. o laudo que os primeiros tiverem apresentado. residência. profissão. Parágrafo único . ou também a quem não comparece para depor. CPC Art. . como ocorre com o advogado. o tempo de serviço prestado ao empregador. ou empregar evasivas. 343. não está obrigada a depor sobre fatos: criminosos ou torpes. 827 . e o não- comparecimento do reclamado importa revelia. deva guardar sigilo. não prestará compromisso.A testemunha que for parente até o terceiro grau civil. ou quando conferida a respectiva pública-forma ou cópia perante o juiz ou Tribunal. • Não tem eficácia a confissão se provém de quem não é capaz de dispor do direito a que se referem os fatos confessados (art.O juiz ou presidente poderá argüir os peritos compromissados ou os técnicos. além de confissão quanto à matéria de fato. II . 347. constando do mandado que se presumirão confessados os fatos contra ela alegados. e rubricará. a fim de interrogá-las sobre os fatos da causa. 828 . se houve recusa de depor. 829 . 345.

quando o confitente Ihe aduzir fatos novos. • A perícia de cálculos pode ser feita por qualquer pessoa. engenheiro. CLT). 352. os litisconsortes. ou por mandatário com poderes especiais.• A confissão é irrevogável. Art. etc. todavia. locais. A confissão extrajudicial. e pode ser feita ex officio pelo juiz da causa. aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que Ihe for desfavorável. Quando a perícia envolver o exame de escrita. não podendo a parte. A confissão. • Custo da Perícia: Em regra. ou contida em testamento. prédios. por meio de um parecer. se pendente o processo em que foi feita ou rescindida (ação rescisória). b) Extrajudicial: pode ser requerida pela empresa ou sindicato no Ministério do Trabalho (§ 1º do art. a avaliação dos bens penhorados é feita pelo oficial de justiça avaliador. não necessitando aquela ser contador. 2. ou contida em testamento. Da confissão espontânea. do CPC). Cindir-se-á. uma vez iniciada. b) Vistoria. indivisível. II. Art. Se for feita verbalmente. quando emanar de erro. tem a mesma eficácia probatória da judicial. 350. Particularidades • A perícia por insalubridade ou periculosidade poderá ser feita tanto por médico como por engenheiro (art. matemático.  No processo do trabalho. em que o perito inspeciona terrenos. portanto. Todavia. 320. em juízo. todavia. da qual constituir o único fundamento. passa aos seus herdeiros. 353. Noção • Faltando conhecimento especializado ao juiz. Nas ações que versarem sobre bens imóveis ou direitos sobre imóveis alheios. A confissão é judicial ou extrajudicial. mas. CPC). a confissão de um cônjuge não valerá sem a do outro. Parágrafo único. será livremente apreciada pelo juiz (Art. contrário ao seu interesse e favorável ao adversário. escrituração contábil somente poderá ser feita por contador ou auditor. feita por escrito à parte ou a quem a represente. estatísticos. balanço. quando feita verbalmente. Eis a perícia. 195. a avaliação dos bens penhorados é feita pelo oficial de justiça avaliador. • No processo do trabalho. • A perícia pode ser: a) Exame. mas pode ser anulada (ação anulatória). feita a terceiro. c) Avaliação. • Perito é a pessoa que faz o exame dos fatos dos quais o juiz não tem conhecimento técnico: a perícia. em que é feita inspeção de pessoas. transmitindo esses conhecimentos ao magistrado. Art. A confissão judicial faz prova contra o confitente. a confissão provocada constará do depoimento pessoal prestado pela parte. quando a parte admite a verdade de um fato. ou semoventes. Art. Parágrafo único. • A confissão extrajudicial feita por escrito à parte ou a quem a represente. 348. só terá eficácia nos casos em que a lei não exija prova literal. 351. dolo ou coação. Art.por ação rescisória. coisas. de regra. se pendente o processo em que foi feita. • A perícia também pode ser: a) Judicial: é a realizada no processo. II . ser feita por economista. A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte. . A confissão é. este indica um técnico que possa fazer o exame dos fatos objeto da causa. Art. em que o perito estima o valor de coisas móveis e imóveis. 354. que a quiser invocar como prova. Não vale como confissão a admissão. Parágrafo único. se lavrará o respectivo termo nos autos. suscetíveis de constituir fundamento de defesa de direito material ou de reconvenção.por ação anulatória. 349. nos casos de que trata este artigo. de fatos relativos a direitos indisponíveis. 195. que fixará o prazo para a entrega do laudo. Parágrafo único. pode. depois de transitada em julgado a sentença. o ônus é do empregador. não prejudicando. • A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. tanto que requerida pela parte. será livremente apreciada pelo juiz. • A revelia não induz os efeitos da confissão quando o litígio versar sobre direitos indisponíveis (art. 353. A confissão judicial pode ser espontânea ou provocada. CONFISSÃO NO CPC Art. só terá validade nos casos em que a lei não exija prova literal. PERÍCIA 1. administrador de empresas. se houver o trânsito em julgado da decisão. tem a mesma eficácia probatória da judicial. pode ser revogada: I . CLT). Há confissão. • Os exames periciais serão realizados por perito único designado pelo juiz. feita a terceiro. Cabe ao confitente o direito de propor a ação.

nas pecas postulatórias. Noção • É algo. • O demandado pode defender-se:  Exibir o documento. um objeto que representa um fato. b) Documento Particular: feito entre as partes. • Os particulares só se presumem verdadeiros quando devidamente subscritos por ambas as partes. c) Estampados. • Quanto ao material que o constitui: a) Gráficos. Art. Produção da prova • Ônus para provar a veracidade do documento é de quem apresentada (assinatura) • Se for o conteúdo. Classificação • Quanto à origem: a) Documento Público: quando feito perante um agente público. O juiz irá ao local. de ofício ou a requerimento da parte. • O juiz indo ao local. se ocasionar prejuízo a parte. • A fé pública pode ser contestada.  Exibição de Documentos • É um incidente processual oferecido quando no documento estiver de posse do reclamado ou de terceiro.julgar necessário para a melhor verificação ou interpretação dos fatos que deva observar. a prova documental deve ser apresentada o mais breve possível. fazer observações de pessoas ou coisas. Valor probatório • Se for documento público presume-se autêntico. b) surgimento de um fato novo. sob pena de se tornar nulo. • É um instrumento endoprocessual. 442. o mesmo produz um auto de inspeção. b) Plásticos. sem consideráveis despesas ou graves dificuldades. • Documentos são diferentes de instrumentos. se torna confesso em relação ao seu conteúdo. onde se encontre a pessoa ou coisa. • O autor só basta provar a existência. Ao realizar a inspeção direta. saldo motivo de força maior. 441. 4. o ônus é de quem alega. . • Se provado a existência do documento e o demandado não o exibe.  Negar a existência do mesmo. por exemplo. o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos. INSPEÇÃO JUDICIAL • Quando o juiz vai ao local onde se desenvolve a lide • O juiz pode ir diretamente ao local de trabalho do empregado. em qualquer fase do processo. • A inspeção judicial é pouco usual. pode. que interesse à decisão da causa. • É fundamental que o contraditório seja respeitado (contra-prova). • Em regra. II . inspecionar pessoas ou coisas. PROVA DOCUMENTAL 1. uma coisa. a fim de se esclarecer sobre fato. 2. O juiz.a coisa não puder ser apresentada em juízo. e c) contra-prova. Juntar aos autos. Art. que são objetos dos fatos articulados pelas partes nos autos. • Possível no processo de trabalho. quando: I . tem fé pública. e não o conteúdo. • Exceção: a) por motivo de força maior não o fez. 440. 3. INSPEÇÃO JUDICIAL NO CPC Art.

nos prazos a . As partes têm sempre direito a assistir à inspeção. 219. mencionando nele tudo quanto for útil ao julgamento da causa. 3.925. • Os argumentos defensivos não podem ser conflitantes entre si. b) Direta: ataca o Mérito propriamente dito. • A defesa a ser realizado pelo reclamado. sob pena de preclusão. a qual se extingue. 219 do CPC). podendo ser conhecida de ofício pelo juiz. • Havendo lesão. o juiz mandará lavrar auto circunstanciado. Ex: prescrição e decadência. Matérias alegáveis: Prejudiciais Meritórias 4. no processo do trabalho não há despacho determinado a citação. em virtude da inércia de seu titular no decorrer de certo período. • Todos os argumentos possíveis dever ser opostos de imediato. gráfico ou fotografia.925. o prazo é prescricional. CPC). Violado o direito. • A interrupção da prescrição retroagirá à data da propositura da ação (art. Noção • É um ato processual que o demandado apresenta sua versão ou se opõe a lide. b) Da Eventualidade • Toda matéria defensiva deve ser apresentada na contestação. Assim. 443. dialética. Tratando-se de faculdade. • Deve-se primar pela logicidade da defesa. a sua operacionalização. 4. pela prescrição. Art. sem a necessidade de ser provados. pode ser assim dividida: a) Indireta • De Mérito: fulmina o direito em sua origem. CONTESTAÇÃO 1. Ataca os fatos. apesar de ser admitida a oral em audiência. 189. Entretanto. • Processual: ataca a relação processual ou o direito de ação. Concluída a diligência. independentemente do tempo que se leva para se proceder à citação. Entretanto. de 1973) Parágrafo único. • O reconhecimento da prescrição gera efeitos processuais. Princípios Informadores a) Da Impugnação Específica: • Toda afirmação do autor. (Redação dada pela Lei nº 5. que é feita automaticamente pela secretaria da Vara. Prescrição • Consiste a prescrição na perda da pretensão ao direito. ou seja. argumentação. • Onde o demandado apresenta sua versão sobre os fatos da causa. o prazo é decadencial. 2. deve ser impugnada.1. Introdução • Processo é debate. Forma • A regra é que seja escrita. nasce para o titular a pretensão. • Consuma-se a prescrição com o decurso do prazo previsto em lei. O auto poderá ser instruído com desenho. • A prescrição pode ser total ou parcial. sendo regulada pela lei em vigor no momento dessa consumação.determinar a reconstituição dos fatos. entende-se que a propositura da ação interrompe a prescrição. Parágrafo único. de serem considerados incontroversos. Ex: Exceção. de 1973) RESPOSTA DO RÉU 1. trata-se de direito material. (Redação dada pela Lei nº 5. Ill . • A prescrição é fato extintivo do direito do autor. • Não existe prorrogação de prazo na forma oral. • A citação válida interrompe a prescrição (art. PRESCRIÇÃO NO CÓDIGO CIVIL Art. sob pena de ser reputado como verdade. prestando esclarecimentos e fazendo observações que reputem de interesse para a causa. isto é.

caso em acolhida (art.2. pela parte a quem aproveita. Não poderá ser alegada nas razões finais ou em recurso. 4. IV. 208. DECADÊNCIA NO CÓDIGO CIVIL Art. 205 e 206. sem prejuízo de terceiro. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. em razão de este não ter sido exercitado no prazo legal. porque este lhe deve dinheiro. Art. 190. somente guardar. • A compensação no processo do trabalho só pode ser argüida como matéria de defesa. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita. a alegação de prescrição. quando estabelecida por lei. É nula a renúncia à decadência fixada em lei. Decadência • A decadência consiste na perda do próprio direito. Art. e só valerá. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.3. • Requisitos: a) Ser retentor credor. Art. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes. 195 e 198. mas o juiz não pode suprir a alegação. que derem causa à prescrição.4. Art. a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição. Se a decadência for convencional. ou retenção. • Requisitos para a compensação: a) Reciprocidade de dívidas. somente se compensa dívida trabalhista com outra dívida trabalhista. 5. sendo feita. 209. Súmula 48 do TST: A compensação só poderá ser argüida com a contestação. 207. 196. 767 da CLT .280. Art. 195. 4. 4. não se interrompe e nem se suspende. de ofício. as dívidas que se pretendam compensar só poderão ser de natureza trabalhista. • Pode ser também conhecida de ofício. na Justiça do Trabalho. O juiz não pode suprir. 269. incompatíveis com a prescrição. (Revogado pela Lei nº 11. ou seja. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição. conhecer da decadência. não se aplicam à decadência as normas que impedem. Art. extinguindo-se o processo sem julgamento de mérito. 191. de 2006) Art. d) Dívidas homogêneas.que aludem os arts. CLT). Art. Art. • No processo do trabalho. salva disposição legal em contrário. tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado. Art. Compensação • A compensação é uma forma indireta da extinção das obrigações no Direito Civil. só poderá ser argüida como matéria de defesa. Súmula 18 do TST: A compensação. • A decadência. Matéria Alegável: Preliminares . 193. 211. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou representantes legais. Art. depois que a prescrição se consumar. 192. 210. Art. Direito de Retenção • Seria genericamente a compensação utilizando-se de uma coisa. • A decadência deve ser alegada como preliminar de mérito na defesa. salvo se favorecer a absolutamente incapaz. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão. suspendem ou interrompem a prescrição. de ofício. inciso I. Salvo disposição legal em contrário. do CPC). quando estabelecida em lei. b) Dívidas líquidas e certas. 767. está restrita a dívidas de natureza trabalhista. decorrente da relação de trabalho. ou não a alegarem oportunamente. ao contrário da prescrição. Deve o juiz. Só pode também ser alegada com a defesa (Art. e) Não pode o credor dispor nem usar a coisa.A compensação. • Constitui direito de defesa do réu a retenção. b) Deter o credor legitimamente a coisa. • Exemplo: o trabalhador que retém mostruário de vendas ou ferramentas do empregador. c) Haja relação de conexidade entre crédito e a coisa retida. 194. c) Dívidas vencidas. d) Na existir nenhum impedimento legal ou convencional para seu exercício.

. 302 do CPC).  Litispendência. já que na ótica do mesma. c) a admissão dos fatos narrados na petição inicial. presumem-se verdadeiros (art. que a lei exige como preliminar. 267 do CPC). • Poderá se alegar na defesa de métiro: a) a negativa dos fatos narrados na inicial. b) o reconhecimento dos fatos alegados. a CLT só cria uma plus. • O réu deverá impugnar ponto a ponto dos fatos articulados na inicial. • Defesas processuais • Discute-se o direito de ação e a viabilidade do processo. Defesa de Mérito • Após as preliminares.  Coisa julgada. mas oposição de sua conseqüências. • O autor não poderá desistir da ação após a apresentação da contestação (§ 4º do art. porém. somente é lítico realizar novas alegações quando: a) relativas a direito superveniente. • O réu pode opor fato modificativo.  Falta de caução ou de outra prestação. pois houve a formação da litis contestatio.  Inépcia da petição inicial. haja a possibilidade de sua formulação em qualquer tempo e juízo. CPC):  Inexistência ou nulidade da citação. antes de discutir o mérito.  Perempção. Noção • É uma ação incidental que o réu formula postulação contra o autor da ação primária. • É a ação proposta pelo réu em face do autor. • A defesa poderá envolver apenas matéria de fato ou de direito. ou seja. no mesmo processo em que está sendo demandado. mais um tipo de perempção. c) por expressa permissão legal. contestando-os todos • Não sendo impugnados os fatos alegados na inicial. • Depois da contestação.  Conexão. Natureza • De ação autônoma. RECONVENÇÃO 1.• Compete ao réu. cabendo-lhe provar o mesmo.  Convenção de arbitragem. tornando-se impossível a apresentação da mesma fora desse prazo ou de uma segunda contestação. alegar (art. 2. extintivo ou impeditivo do direito autor. • Só não se aplica a perempção. b) competir ao juiz conhecer delas de oficio (matérias de ordem pública). • Não se admite que na defesa a empresa conteste através de negativa geral. Hamilton Vieira. Ex: Incompetência Absoluta ou Incidente de Falsidade. mas também matéria de fato e o direito ao mesmo tempo.  Incapacidade da parte. incumbe ao réu manifestar-se sobre o mérito da questão. uma vez que a CLT traz uma perempção específica (doutrina majoritária). • A contestação deve ser apresentada em audiência. 301. defeito de representação ou falta de autorização. na contestação. a não ser se a outra parte permitir. .  Incompetência absoluta.Para o prof. 6.  Carência de ação. a perempção do CPC também se aplica ao processo do trabalho. salvo se houver a concordância do réu.

3. • O direito processual do trabalho dispôs que as exceções seriam apenas as de suspeição e de incompetência (art. Não pode o réu. toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. as exceções de suspeição ou incompetência. para contestá-la no prazo de 15 (quinze) dias. e pode ser recusado.Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho. CLT). em relação à pessoa dos litigantes: a) inimizade pessoal. aceitou o juiz recusado ou. c) impedimento. 800 . quando este demandar em nome de outrem. 802 .Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final. c) parentesco por consangüinidade ou afinidade até o terceiro grau civil. não caberá recurso. O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo. não mais poderá alegar exceção de suspeição. Art. b) suspeição. • Quem ingressa com a exceção é o excipiente. RECONVENÇÃO NO CPC Art. ou vícios do processo. 799 . em que a parte denuncia a falta de capacidade do juiz. 317. Parágrafo único. § 1º . ficam em autos apartados. ou a existência de qualquer causa que a extinga. . Proceder-se-á da mesma maneira quando algum dos membros se declarar suspeito. Noção • A exceção compreende a defesa processual ou indireta contra o processo. A desistência da ação. julgada procedente a exceção de suspeição. por 24 (vinte e quatro) horas improrrogáveis. Procedimento • No sumaríssimo. 799. depois de conhecida. § 2º . b) amizade íntima. não apenas o réu. A suspeição não será também admitida. Art.Apresentada a exceção de incompetência. • Qualquer das partes poderá argüir exceção. Art.O juiz. salvo. finalmente. EXCEÇÕES NA CLT Art. o qual continuará a funcionar no feito até decisão final. 315. Parágrafo único . irregularidades. reconvir ao autor. ou para a seguinte. • A exceção é uma defesa contra defeitos. com suspensão do feito. Art. São as exceções no sentido estrito. 801 .Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. § 1º .Nas Juntas de Conciliação e Julgamento e nos Tribunais Regionais. não obsta ao prosseguimento da reconvenção. que impedem seu desenvolvimento normal. se terminativas do feito. por algum dos seguintes motivos. para instrução e julgamento da exceção. quando já a conhecia. não se admite reconvenção. salvo sobrevindo novo motivo. abrir-se-á vista dos autos ao exceto. As demais deveriam ser alegadas como matéria de defesa. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. somente podem ser opostas. em seu próprio nome. 318. no processo do trabalho. de 1995) Art. 316. o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 48 (quarenta e oito) horas. admitindo somente pedido contraposto na defesa (Excepcionalidade). • Tipos de exceção: a) de competência. devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir. Art. EXCEÇÃO 1. quanto a estas. Oferecida a reconvenção. não se discutindo o mérito da questão. no entanto. será logo convocado para a mesma audiência ou sessão. é obrigado a dar-se por suspeito. o autor reconvindo será intimado. o suplente do membro suspeito.245. Julgar-se-ão na mesma sentença a ação e a reconvenção.Apresentada a exceção de suspeição. ou que. • As exceções. se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. Exceto (ou excepto) é a pessoa contra a qual se ingressa com a exceção.As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. d) interesse particular na causa. na pessoa do seu procurador. § 2º (Revogado pela Lei nº 9. presidente ou vogal. podendo.

modificam ou extinguem certa relação jurídica. 3. § 2º . como a determinação da perícia. Nesse diapasão. precisa e concisa. • Todas as sentenças têm um cunho declaratório. • Natureza Jurídica: Montesquieu afirma que o juiz é a boca que pronuncia as palavras da lei. horas extras ou recolher o FGTS. criando uma nova situação de direito. • Já a sentença constitutiva vale para o futuro (ex nunc). num segundo momento. 4º. modificação dada pelo advento do cumprimento de sentença. a natureza jurídica da sentença é a afirmação da vontade da lei. Posiciona-se em relação ao mérito. 2. e o juiz formula síntese na sentença. b) Terminativas: são as decisões em que se extingue o processo sem a analisar o mérito da questão. I. e não mas que extingue o processo. do CPC). aplicada a um caso concreto a ele submetido. mandando pagar as verbas rescisórias. para devido cumprimento da sentença. • A súmula 136 do TST afirma que não se aplica às Varas do Trabalho o princípio da identidade física do juiz. Exemplo: a sentença que declara a existência da relação de emprego. do CPC).  Resumo do pedido e da defesa. fazer ou não fazer alguma coisa. Ex: a sentença que reconhece a existência de vínculo de emprego ou a estabilidade. e condenatória. etc. • Deve resolver todos os incidentes não resolvidos no curso do processo. Ex: Dissídio coletivo de natureza econômica. essa sentença constitutiva é também condenatória. • É o ato processual onde o juiz extingue o processo sem resolução do mérito ou encera uma fase do processo do conhecimento com resolução do mérito. fundamentos e dispositivo. c) Condenatórias: são sentenças que envolvem obrigação de dar. como ocorre no que diz respeito ao reconhecimento da existência da relação de emprego. o réu. • A sentença deve ser clara. será este substituído na forma da organização judiciária local. São as hipóteses do art. II. declarada pelo juiz. • Certas sentenças constitutivas também têm cunho condenatório. 267 do CPC. 4. Ao mandar pagar as diferenças salariais da equiparação. Exemplo: o dissídio coletivo de natureza econômica. antes de serem constitutivas ou condenatórias. Exemplo: a sentença que reconhece a equiparação salarial. ou novas condições de trabalho. em que são fixadas cláusulas novas. c) Interlocutórias: são as sentenças que decidem questões incidentes no processo. como órgão do Estado. 4º.  Resumo das principais ocorrências existentes no processo. a) Relatório: o juiz deverá indicar as principais ocorrências existentes no processo:  Nome das partes.Se se tratar de suspeição de Juiz de Direito. • O autor apresenta sua tese. • É o ato processual onde o juiz resolve a lide. a antítese. . Noção • A mesma lógica do processo civil. Estrutura da Sentença • A sentença pode ser dividida em três partes: relatório. • A sentença declaratória retroage à data dos fatos (ex tunc). é uma decisão declaratória. dando ensejo à execução. num primeiro plano. Classificação das Sentenças a) Definitivas: são as sentenças que definem ou resolvem o conflito. o laudo do perito. b) Constitutivas: são as sentenças que criam. Ex: a sentença que manda o empregador pagar as verbas rescisórias. Efeitos da Sentença a) Declaratórias: são as sentenças que vão declarar a existência ou inexistência da relação jurídica (art. ou a autenticidade ou falsidade de documento (art. SENTENÇA 1. • Deve-se manifestar sobre todos os pontos relevantes da causa argüidos pelas partes.

de datilografia ou de cálculo.035. que será admitida. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão. na forma do disposto no Capítulo IV do Título IX da Lei nº 5. haverá nulidade. consideram-se realizadas nas próprias audiências em que forem as mesmas proferidas. dispensado o depósito referido nos artigos 488. Art.Salvo nos casos previstos nesta Consolidação. seus efeitos se refletirão nos mecanismos recursais. 833 . Art.A decisão mencionará sempre as custas que devam ser pagas pela parte vencida.1985) .É vedado aos órgãos de Justiça do Trabalho conhecer de questões já decididas.8. inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária. fundamentando porque decidiu desta ou daquela forma. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo. ou a requerimento dos interessados ou da Procuradoria da Justiça do Trabalho. o resumo do pedido e da defesa. 831 . c) Dispositivo: o juiz acolherá ou rejeitará o pedido do autor. 836 .2000) Art. não haverá necessidade de o relatório constar da sentença. 834 .2000) Art. salvo para a Previdência Social quanto às contribuições que lhe forem devidas. de 25. caso isso ocorra. no todo ou em parte. por via postal. poderão os mesmos. 832 . § 1º .869. inciso II.Existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escrita. Vícios da Sentença a) Na Formulação do Juízo (Vício Formal): são atacados através de embargos de declaração. Não aprecia a lide em sua totalidade. Art. § 2º . b) Fundamentação: o juiz deverá apreciar as provas existentes nos autos. de 25.  Infra: quando o juiz aprecia menos que se pediu. • Quando trânsito e julgado. 852-I. de 12. mediante decisão do Órgão Superior. Efeitos • Dependendo do conteúdo da sentença.10. ou a seus patronos. 6.  A sentença que não tiver fundamentação será considera nula. não mais passível de recursos.  Extra: concede uma decisão totalmente diversa do foi pedida. a apreciação das provas. de 27. (Incluído pela Lei nº 10.10. se for o caso. (Incluído pela Lei nº 10.Código de Processo Civil.2000) 5. Parágrafo único. de 11 de janeiro de 1973 . No caso de conciliação.1.2000) § 4o O INSS será intimado. vindo ao final da sentença.  Obscuridade (confusa) b) Na Apreciação: refere-se sobre a qualidade. § 3o As decisões cognitivas ou homologatórias deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação ou do acordo homologado. e 494 daquele diploma legal. o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível. determinará o prazo e as condições para o seu cumprimento. Consistirá o dispositivo num resumo. Art. indicando as normas jurídicas aplicáveis ao caso examinado.  Ultra: dá mais o que se pedindo (excesso). numa síntese do decidido. fundamentação ou dispositivo. 835 .A decisão será proferida depois de rejeitada pelas partes a proposta de conciliação. excetuados os casos expressamente previstos neste Título e a ação rescisória.351.O cumprimento do acordo ou da decisão far-se-á no prazo e condições estabelecidas. das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela indenizatória. com resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência. ser corrigidos.  Resolvido pelo o próprio juiz.  Esses dois tipos de vícios na sentença são resolvidos pela 2ª instância. de 25.  Omissão. (Redação dada pela Lei nº 7. • No procedimento sumaríssimo. sendo-lhe facultado interpor recurso relativo às contribuições que lhe forem devidas.10. dispensado o relatório. (Redação dada pela Lei nº 10. A DECISÃO E SUA EFICÁCIA NA CLT Art. ex officio. • Da sentença não poderá faltar nenhum dos requisitos: relatório. a publicação das decisões e sua notificação aos litigantes.Quando a decisão concluir pela procedência do pedido. desenvolvendo seu raciocínio lógico. do conteúdo da sentença.035.Da decisão deverão constar o nome das partes. uma vez que a mesma é um ato motivado do juiz.  Contradição. formar-se-à a coisa julgada. antes da execução. (Incluído pela Lei nº 9.035.957.

nem prejudicando. 474. Nas causas relativas ao estado de pessoa. haja ou não apelação. ou na existência da renúncia ou desistência do recurso. o juiz for competente em razão da matéria e constituir pressuposto necessário para o julgamento da lide.a verdade dos fatos.  A apreciação da questão prejudicial. • Anexos: as conseqüências juridicamente válidas da coisa julgada.  Ex: hipoteca judicial. não produzindo efeito senão depois de confirmada pelo tribunal. não mais sujeita de recurso ordinário ou extraordinário. Art.se. A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada. caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi estatuído na sentença. o Distrito Federal.352. o Estado. meio e fim. • Objetivo: a estabilidade dos julgamentos (da tutela jurisdicional acabada). Il . 5o e 325). COISA JULGADA 1. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença.352. 4. deverá o presidente do tribunal avocá-los. Não fazem coisa julgada: I . Não fazem coisa julgada:  Os motivos. estabelecidas pela própria lei. Art. decidida incidentemente no processo. não o fazendo. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário. se a parte o requerer (arts. Art. Art. III . de 2001) I – proferida contra a União. de 2001) § 1o Nos casos previstos neste artigo. salvo: I . que torna imutável e indiscutível a sentença. 3. todos os interessados. que julgar total ou parcialmente a lide. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. que a parte poderia opor assim ao acolhimento como à rejeição do pedido. não beneficiando. (Redação dada pela Lei nº 10. 471.352. • É a sentença que não mais cabe recurso 2. • É eficácia especial da sentença que a torna imutável e indiscutível (doutrina tradicional). (Redação dada pela Lei nº 10. de 2001) § 2o Não se aplica o disposto neste artigo sempre que a condenação. bem como no caso de procedência dos embargos do . relativas à mesma lide. 467. VI). o Município. seja porque da sentença não caibam mais recursos ou porque estes não foram interpostos nos prazos apropriados. no curso do processo. 469. 475. coisa julgada a resolução da questão prejudicial. A sentença. Noção • Todo processo deve tem começo. (Incluído pela Lei nº 10. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição. É defeso à parte discutir. 470. Faz. Art. 585. terceiros (art.352. Passada em julgado a sentença de mérito. 472. e as respectivas autarquias e fundações de direito público. Nenhum juiz decidirá novamente as questões já decididas. Denomina-se coisa julgada material a eficácia. A COISA JULGADA NO CPC Art. Art. o juiz ordenará a remessa dos autos ao tribunal. decidida incidentemente no processo. b) Coisa Julgada Material: o art. do CPC). 472. em litisconsórcio necessário. a sentença produz coisa julgada em relação a terceiros. as questões já decididas.os motivos. 473. estabelecida como fundamento da sentença. Art.a apreciação da questão prejudicial. Efeitos (Limites) • Subjetivos: a sentença faz a coisa julgada entre as partes do processo. tratando-se de relação jurídica continuativa. ou o direito controvertido. reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas. a cujo respeito se operou a preclusão. II . Classificação: a) Coisa Julgada Formal: quando a sentença não mais pode ser modificada em razão da preclusão dos prazos para recursos. • Objetivos: tornam imutáveis e indiscutíveis as questões debatidas no processo (a lide). nem prejudicando terceiros. não beneficiando. todavia. no todo ou em parte. sobreveio modificação no estado de fato ou de direito. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública (art. Art. for de valor certo não excedente a 60 (sessenta) salários mínimos.  A verdade dos fatos. tem força de lei nos limites da lide e das questões decididas. de 2001) II – que julgar procedentes. 467 do CPC denomina de coisa julgada material a eficácia que torna imutável e indiscutível a sentença. 468. se houverem sido citados no processo.nos demais casos prescritos em lei. estabelecida como fundamento da sentença. a sentença: (Redação dada pela Lei nº 10.

Em regra. • A natureza jurídica do recurso é um direito subjetivo processual que nasce no transcurso do processo quando proferida uma decisão. Princípios Informadores a) Uni-recorribilidade: só é possível a interposição de um recurso de cada vez. É o que se costuma dizer: vencido. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. 799.Exceção: se interpuser outros expedientes. d) Tipicidade: apenas aqueles previstos em texto legal. salvo as exceções previstas neste Título. A possibilidade da reforma da decisão de um julgamento injusto. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. de 2001) § 3o Também não se aplica o disposto neste artigo quando a sentença estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal ou em súmula deste Tribunal ou do tribunal superior competente. Súmula 414. I. A uniformização da interpretação da legislação. não há efeito suspensivo nos recursos. Noção • O recurso é o meio processual estabelecido para provocar o reexame de determinada decisão.  Exceção: Súmula 214 do TST: Na Justiça do Trabalho. permitida a execução provisória até a penhora. (c) deve ser apresentado no prazo para o recurso que seria cabível. Art. mas não convencido. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. como se fosse o que deveria ser interposto. ignorância ou má-fé do juiz ao julgar. . A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. 893. (Incluído pela Lei nº 10. e) Instrumentalidade f) Irrecorribilidade das Decisões Interlocutórias: Não cabe recurso para qualquer decisão interlocutória. nos termos do art. Não há simultaneidade da interposição de recursos. .devedor na execução de dívida ativa do mesmo valor. de 2001) RECURSOS 1. 3. 899 .352. b) Suspensivo: quando obsta o andamento do processo. a) Psicológicos: A tendência humana de não se conformar com apenas uma decisão.352. . por ser impugnável mediante recurso ordinário. 2. É um principio próprio do processo do trabalho. consoante o disposto no art. § 1º. A oportunidade do reexame da sentença por juízes a mais experientes ou de reconhecimento merecimento. da CLT.Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo. g) Vedação da Reformatio in Pejus 4. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. Requisitos: (a) dúvida. visando à obtenção de sua reforma ou modificação. (b) inexistência de erro grosseiro. § 2º. FUNDAMENTOS a) Jurídicos A possibilidade de erro. mas a sucessividade. do TST: A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança. no processo de trabalho. sob pena de ser deserto. da CLT. b) Fungibilidade: quando ocorre o aproveitamento do recurso erroneamente nominado. (Incluído pela Lei nº 10. Efeitos a) Devolutivo: quando reabre o debate para instância superior. c) Temporalidade: o recurso deve ser interposto dentro do prazo previsto em lei.

sob pena de não-conhecimento do recurso. c) Tempestividade: os recursos dever ser interpostos no prazo previsto em lei.O Ministério Público do Trabalho pode recorrer das decisões da Justiça do Trabalho.No entanto. 898 da CLT). ou. 791 e 839 da CLT). Não havendo capacidade da pessoa num certo momento.Subjetivos a) Legitimidade: somente aquele que teve sentença que lhe foi desfavorável. de 1998) e) Representação: no processo do trabalho não há necessidade da parte estar assinada por advogado (art. poderá recorrer. No ato de interposição do recurso. (Incluído pela Lei nº 9.Para a empresa recorre é preciso que seja garantido o juízo com o deposito recursal. . a empresa deverá abrir conta em nome do empregado para esse fim. .756. o Presidente do Tribunal e a Procuradoria da Justiça do Trabalho (art. sob pena de deserção. de revista. Hipóteses . . c) Interesse: na interposição do recurso. ela também não poderá recorrer. . c) Translativo: questões de ordem pública. 1.No processo do trabalho são os previstos no art. tantos nos processos em que for parte. mesmo que não argüida no recurso interposto pelo recorrente.O terceiro também tem que mostrar interesse para recorrer. se a parte irá apresentar recurso por advogado. como naqueles em que oficiar como fiscal da lei. o recorrente comprovará. RECURSOS EM ESPÉCIES RECURSO ORDINÁRIO • O recurso ordinário tem semelhanças com a apelação no processo civil.A parte deverá fazer o pagamento das custas mediante DARF. . quando exigido pela legislação pertinente. podendo ser apreciada. . poderão recorrer. de 1998) § 1o São dispensados de preparo os recursos interpostos pelo Ministério Público. quando entender necessário. .  A instância superior. (Parágra único renumerado pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 9. pela União.Objetivos: a) Previsão legal: as partes somente podem utilizar-se os recursos previstos em lei. embargos. O art. pode reformar a decisão em prejuízo a recorrente (exceção ao princípio da proibição da reformacio in pejus). Pressupostos Recursais I .756. das proferidas em revisão. intimado. 511.As custas serão pagas pelo vencido. deve estar ter procuração para esse fim. e pelos que gozam de isenção legal. Inexistindo conta vinculada. o respectivo preparo. a parte. . no todo ou em parte. Podem as partes exercer o ius postulandi.756. 893 da CLT: ordinário.Das decisões proferidas em dissídio coletivo que afete empresa de serviço público. além dos interessados. 5. se o recorrente. . que não foi apreciada em instância inicial. agravo de instrumento e de petição. verificando matéria de ordem pública.O depósito recursal é feito na conta vinculada do FGTS do empregado. 499 do CPC dispõe que poderão o terceiro interessado. II . Art. d) Preparo: é composto pelas custas e/ou depósito. a parte tem demonstrar interesse. de 1998) § 2o A insuficiência no valor do preparo implicará deserção. não vier a supri-lo no prazo de cinco dias. em qualquer caso. inclusive porte de remessa e de retorno. b) Adequação ou cabimento: o ato a ser impugnado deve ensejar o apelo escolhido pelo recorrente. ou fazer depósito em conta à disposição do juízo que renda juros e correção monetária. Nos casos dos trabalhista o prazo é de 8 (oito) dias. e a Procuradoria do Trabalho. pelos Estados e Municípios e respectivas autarquias. b) Capacidade: é necessário que as partes tenham capacidade para estar em juízo.

do CPC). em face da organização judiciária trabalhista. IV. . nesse caso. não há necessidade de fundamentação. I. no prazo 8 (oito). • Também cabe recurso ordinário das decisões terminativas em que se extingue o processo sem julgamento de mérito. CPC). como: a) Dissídios coletivos. b) Do indeferimento da petição inicial. CPC). o interesse de agir. como: a) Das decisões interlocutórias. 267. f) Verificando o juiz a ausência dos pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo (art. IV. como que acolhe a exceção de incompetência em razão da matéria (§ 2º do art. por não estarem presentes a possibilidade jurídica do pedido. d) Da paralisação do processo por mais de um ano. bastando apenas que o recorrente manifeste seu inconformismo com a decisão. i) Pela desistência da ação (art. c) Do arquivamento dos autos em razão do não-comparecimento do reclamante à audiência. do CPC). pelo autor. do CPC). Súmula 192 do TST: I . III. h) Se o processo for extinto por carência de ação. I. ressalvado o disposto no item II. não existe efeito suspensivo. 267. 799 da CLT). 267. d) Habeas corpus. • Das decisões definitivas da Vara que o recurso ordinário são. • Não cabe recurso ordinário da decisão que homologa acordo entre as partes. pois tal decisão é irrecorrível (art. • Terão efeito meramente devolutivo. de caráter terminativo do feito. devolvendo à apreciação do Tribunal a matéria impugnada. • Remessa  Relator  Vistas ao MP do Trabalho  Revisor  Julgamento  Publicação. é cabível recurso ordinário para o Tribunal Superior do Trabalho. 267. 985 da CLT) a) Das decisões definitivas do juiz do trabalho e do juiz de Direito no prazo de 8 (oito) dias. Súmulas Súmula 158 do TST: Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho. do despacho que determinou que se promovessem os atos e diligências que lhe competir. 899.Se não houver o conhecimento de recurso de revista ou de embargos. g) Se o juiz acolher a alegação de litispendência ou coisa julgada (art. do CPC). seja por inépcia ou qualquer outro vício (art. b) Quando o juiz acolher a decadência ou prescrição (art. 4. V. e) Decisões que aplicam penalidades a servidores da Justiça do Trabalho. em processos de sua competência originária. ou seja. pelo abandono da causa por mais de 30 dias (art. haverá a necessidade de ser feita a redução em termo. II. Forma e Efeitos (art. 831 da CLT). k) Nos casos em que o juiz extinguir o processo sem julgamento de mérito por falta de pedido certo ou determinado e de indicação do valor correspondente no procedimento sumaríssimo. e) Do não-atendimento. 269. • Esta regra se aplica a parte que estiver sem advogado. em suma. em razão da negligência das partes (art. ou a legitimidade da parte (art. b) Ação rescisória. do CPC). b) Das decisões dos Tribunais Regionais. c) Mandado de segurança. 269. porém. Prazo: 8 (oito) dias 3. VIII. • Cabe também recurso ordinário das decisões de processos de competência originária do TRT. 267. j) Se ocorrer que aplica pena ao empregado de não poder reclamar por seis meses (perempção trazida pela CLT). 4. que é a regra no processo do trabalho. o que pode ser feito inclusive oralmente. em ação rescisória. Procedimento • Semelhante à apelação no processo civil. 267. • Apenas no dissídio coletivo o presidente do TST poderá dar efeito suspensivo ao recurso ordinário. CLT) • Os recursos serão interpostos por simples petição. VI. a competência para julgar ação que vise a rescindir a decisão de mérito é do Tribunal Regional do Trabalho. 2. as seguintes: a) Quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor (art.• Hipóteses de Cabimento (art. do CPC). do CPC). 267.

não substitui o acórdão regional.12. comportando. ou a Seção de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho. o Eliminar divergências interpretativas. (Redação dada pela Lei nº 9.1998) a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver dado outro Tribunal Regional. • Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo.756.756. em dissídio individual. (Redação dada pela Lei nº 9. não servindo a súmula respectiva para ensejar a admissibilidade do Recurso de Revista quando contrariar Súmula da Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho. Título IX. de 17. Convenção Coletiva de Trabalho. .756. Acordo Coletivo. ou a Súmula de Jurisprudência Uniforme dessa Corte.A ofensa tem que ser direta e literal. substitui acórdão de Turma do TST. 2.A decisão proferida pela SDI.12. não caberá Recurso de Revista. limitando-se a aferir o eventual desacerto do juízo negativo de admissibilidade do recurso de revista.12. de 17. nos termos do Livro I. na forma da alínea a. Noção • Era um recurso trabalhista extraordinário. 896 do CLT. • Não obedece a regra de interposição de simples petição.756. de 17.II . cabendo ação rescisória da competência do Tribunal Superior do Trabalho. em execução de sentença. interpretação divergente. que poderá recebê-lo ou denegá-lo. porque emite juízo de mérito. pelos Tribunais Regionais do Trabalho. RECURSO DE REVISTA 1.1998) c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à Constituição Federal. IV . de 17. sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão recorrida. (Redação dada pela Lei nº 9. analisando argüição de violação de dispositivo de lei material ou decidindo em consonância com súmula de direito material ou com iterativa. calcada na Súmula nº 333. Art.756. de 17. c) Afronta à lei federal ou a Constituição . notória e atual jurisprudência de direito material da Seção de Dissídios Individuais (Súmula nº 333). a decisão. quando: (Redação dada pela Lei nº 9. no prazo de 8 (oito) dias. para o Tribunal Superior do Trabalho. será apresentado ao Presidente do Tribunal recorrido. dotado de efeito apenas devolutivo.756. de 17.É manifesta a impossibilidade jurídica do pedido de rescisão de julgado proferido em agravo de instrumento que.1998) § 1o O Recurso de Revista. em qualquer caso. examina o mérito da causa.Tem que juntar o acórdão divergente que enseja o recurso. V .756. no seu Pleno ou Turma. b) Divergência interpretativa de direito particular . Súmula 192 do TST: Da decisão de Tribunal Regional do Trabalho em mandado de segurança cabe recurso ordinário.1998) b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual.Tem que haver espeficidade. salvo na hipótese de ofensa direta e literal de norma da Constituição Federal. inclusive em processo incidente de embargos de terceiro.Acórdão rescindendo do Tribunal Superior do Trabalho que não conhece de recurso de embargos ou de revista.12. na forma do art.1998) § 4º A divergência apta a ensejar o Recurso de Revista deve ser atual. 512 do CPC. é juridicamente impossível o pedido explícito de desconstituição de sentença quando substituída por acórdão Regional.1998) § 3o Os Tribunais Regionais do Trabalho procederão.1998) § 2o Das decisões proferidas pelos Tribunais Regionais do Trabalho ou por suas Turmas. Capítulo I do CPC. em sede de agravo regimental.12. obrigatoriamente. sentença normativa ou normas particulares da empresa de abrangência nacional ou regional. e igual dilação para o recorrido e interessados apresentarem razões de contrariedade.Cabe Recurso de Revista para Turma do Tribunal Superior do Trabalho das decisões proferidas em grau de recurso ordinário. (Redação dada pela Lei nº 9. o corte rescisório. em tese. somente será admitido recurso de revista por contrariedade à súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho e violação direta da Constituição. sem necessidade de fundamentação. à uniformização de sua jurisprudência. não apenas reflexa. III .12.12. 512 do CPC. de 17. (Redação dada pela Lei nº 9. Hipóteses de Cabimento a) Divergência jurisprudencial entre decisões de Tribunais Regionais do Trabalho (em relação ao direito federal). não se considerando como tal a .Lei local. (Redação dada pela Lei nº 9.Em face do disposto no art. . fundamentando.

4. 702.10. de 24.442.5. deserção. EMBARGOS NO TST 1.584. • Embargos de Divergência: quando a decisão divergir da própria turma. (Redação dada pela Lei nº 5.6. mas vencida na segunda. Procedimento • Similar ao recurso ordinário. Objetivo: Uniformização da Jurisprudência . no Tribunal Superior do Trabalho.12. (Incluído pela Lei nº 9. Será denegado seguimento ao Recurso nas hipóteses de intempestividade. de 12.756. respectivamente.12. indicando-o. na alínea "c" do art.ultrapassada por súmula.1954) c) homologar os acordos celebrados em dissídios de que trata a alínea anterior. salvo se a decisão recorrida estiver em consonância com súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho.Estando a decisão recorrida em consonância com enunciado da Súmula da Jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.1968) b) das decisões das Turmas contrárias à letra de lei federal.1.5.244. Art. cabendo a interposição de Agravo.Fundamentação vinculada . a fazer o pagamento das custas fixadas na sentença originária das quais ficará isenta a parte então vencida. alterado pela Lei nº 9. ou da decisão proferida pelo Tribunal Pleno. ou superada por iterativa e notória jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.356.(Redação dada pela Lei nº 2. (Redação dada pela Lei nº 7.1954) 2. ou que divergirem entre si. para o Pleno. falta de alçada e ilegitimidade de representação.Cabem embargos. bem como estender ou rever suas próprias decisões normativas. da CLT: b) conciliar e julgar os dissídios coletivos que excedam a jurisdição dos Tribunais Regionais do Trabalho. independentemente de intimação.25. nos casos previstos em lei.2000) 3. de 1970) a) das decisões a que se referem as alíneas b e c do inciso I do art. 702.Não há reexame de matéria probatória. I. 896 e na alínea "b" do art. 7. .033. de 23. II . • É obrigatório a juntada do acórdão divergente. de 23.1982) Art.1988) § 6º Nas causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. deverá a parte fazer o complemento do depósito e das custas.6. ainda que não seja a melhor.701. negar seguimento ao Recurso de Revista.1968) (Vide Lei 5. não dá ensejo à admissibilidade ou ao conhecimento de recurso de revista ou de embargos com base. Hipóteses Legais (cabimento) • Embargos de Nulidade: quando tem como fundamento ofensa a lei. de outra turma ou do pleno. de 17. de 24. 894 da CLT . 894 da CLT.957.1998) § 5º . somente será admitido recurso de revista por contrariedade a súmula de jurisprudência uniforme do Tribunal Superior do Trabalho e violação direta da Constituição da República. somente questões relevantes). está obrigada. • Se a condenação for acrescida pelo acórdão regional. de 21. sob pena de deserção. 6.244. Súmulas Súmula 221 do TST: I . (Redação dada pela Lei nº 2. aos Embargos. A violação há de estar ligada à literalidade do preceito. de 5.A admissibilidade do recurso de revista e de embargos por violação tem como pressuposto a indicação expressa do dispositivo de lei ou da Constituição tido como violado. Preparo • Para recorrer de revista a parte deverá fazer o depósito da condenação. Pressupostos Especiais • Prequestionamento. no prazo de 5 (cinco) dias a contar da publicação da conclusão do acórdão: (Redação dada pela Lei nº 5. ou ao Agravo de Instrumento.Interpretação razoável de preceito de lei. poderá o Ministro Relator. • Se a parte foi vencedora na primeira instância. (Redação dada pela Lei nº 7.442. • Transcedência (só conhece o que achar pertinente. que terá como limite o valor de R$ 9.

? Não caberá o agravo de instrumento de despacho que não admitir os embargos. Requisitos Específicos a) juntada do recurso negado. agravo de petição e recurso extraordinário. • No processo do trabalho serve apenas para destrancar ao qual foi negado seguimento.1992) § 2º . Hipóteses • Da decisão do juiz na decisão. 4. se dado provimento. ? Formação de autos em apartados. 3. 2. 11. Hipóteses de Cabimento • Caberá agravo de instrumento no processo do trabalho contra despacho que denegar seguimento ao recurso ordinário. 11. 11. sem implicar na suspensão do andamento do processo. AGRAVO DE INSTRUMENTO 1. AGRAVO DE INSTRUMENTO E AGRAVO DE PETIÇÃO NA CLT Art. Pressupostos • Delimitação matemática  questionamento de valores quantitativos. 2. das decisões do Juiz ou Presidente.O agravo de instrumento interposto contra o despacho que não receber agravo de petição não .6. nos próprios autos ou por carta de sentença.432.Súmula 333 do TST: Não ensejam recursos de revista ou de embargos decisões superadas por iterativa.432.432. (Redação dada pela Lei nº 8. notória e atual jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.432.1992) b) de instrumento. Conceito • É o recurso que serve que atacar as decisões do juiz nas execuções. 4. • Não existe preparo para este recurso. (Redação dada pela Lei nº 8. 11. justificadamente. via embargos. pois neste caso. Efeitos a) Liberação do recurso não conhecido.6. Efeitos • Meramente devolutivo o Excepcionalmente tem efeito suspensivo se causar grande gravame ao erário. o remédio é o agravo regimental.1992) a) de petição. AGRAVO DE PETIÇÃO 1. recurso de revista. 5. e não para as decisões interlocutórias. 3.Cabe agravo. (Redação dada pela Lei nº 8. b) Não tem efeito suspensivo. dos despachos que denegarem a interposição de recursos. as matérias e os valores impugnados. no prazo de 8 (oito) dias: (Redação dada pela Lei nº 8.6. nas execuções. b) certidão de intimação da decisão. 897 . c) O juízo admissibilidade não é feito no juízo a quo.O agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar.6.1992) § 1º . permitida a execução imediata da parte remanescente até o final. Procedimento • Muito semelhante ao recurso ordinário. Conceito • É o recurso adequado para impugnar os despachos que denegarem seguimento a interpretação de outro recurso.

da petição inicial. instruindo-a com as peças que considerar necessárias ao julgamento de ambos os recursos. o Utilizado para pré-questionamento para a interposição de alguns recursos.12. o Recurso próprio dos Tribunais.756. • Recurso Adesivo. se tiver sido determinada a extração de carta de sentença. daí em diante. de 17. observado o disposto no art. 2.suspende a execução da sentença. observando-se. o imediato julgamento do recurso denegado.1998) § 8o Quando o agravo de petição versar apenas sobre as contribuições sociais.(Incluído pela Lei nº 9. o procedimento relativo a esse recurso.756. da decisão originária. 11.2000) CORREIÇÃO PARCIAL 1.1998) § 6o O agravado será intimado para oferecer resposta ao agravo e ao recurso principal.12. salvo se se tratar de decisão de Juiz do Trabalho de 1ª Instância ou de Juiz de Direito. da comprovação do depósito recursal e do recolhimento das custas.facultativamente.1992) § 5o Sob pena de não conhecimento.035.1998) II .432. (Incluído pela Lei nº 9. quando o julgamento competirá a uma das Turmas do Tribunal Regional a que estiver subordinado o prolator da sentença. • Não é ato tumultuário a diligência que o magistrado julgar necessária ao esclarecimento do feito. de 17. Objetivo • Restauração da ordem processual legal. Requisitos Específicos • Necessidade de inexistência do recurso específico.Na hipótese da alínea b deste artigo. as partes promoverão a formação do instrumento do agravo de modo a possibilitar.obrigatoriamente. caso provido.756.12. ou nos próprios autos.756. o agravo será julgado pelo próprio tribunal. contradição ou omissão. conforme dispõe o § 3o.6. * Publicado Anonimamente . que serão autuadas em apartado. parte final. com outras peças que o agravante reputar úteis ao deslinde da matéria de mérito controvertida. (Redação dada pela Lei nº 10.1998) § 7o Provido o agravo. de 17.432. • Ato tumultuário da boa ordem processual é o que não observa as regras legais previstas para o processo. 679.756. de 17. • Embargos de Declaração o Cabível quando a sentença ou o acórdão contenha obscuridade. 11. de 17. de 25. das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado.12. da contestação. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10. e remetidas à instância superior para apreciação. o juiz da execução determinará a extração de cópias das peças necessárias. • Atuação tumultuário do julgador.1998) I . se for o caso. quando ela já apresentada e já estiver juntada aos autos.2000) § 4º . Recursos não previstos na CLT • Agravo Regimental. da certidão da respectiva intimação. a Turma deliberará sobre o julgamento do recurso principal. o agravo será julgado pelo Tribunal que seria competente para conhecer o recurso cuja interposição foi denegada. instruindo a petição de interposição: (Incluído pela Lei nº 9.6. 3.(Incluído pela Lei nº 9.12. (Redação dada pela Lei nº 8. Conceito • É o remédio processual destinado a provocar a intervenção de uma autoridade judiciária superior em face de atos tumultários do procedimento praticados no processo por autoridade judiciária inferior.10. de 25. em autos apartados. (Incluído pela Lei nº 8. presidido pela autoridade recorrida.035. com cópias da decisão agravada. retirar a contestação do processo.1992) § 3o Na hipótese da alínea a deste artigo. após contraminuta. (Incluído pela Lei nº 9.10. a quem este remeterá as peças necessárias para o exame da matéria controvertida. regido de acordo com regimento interno de cada um. como por exemplo.