You are on page 1of 8

Ilustrações Andrea Costa Gomes

30 DOM

distribuição e descarte rede que. entre os indivíduos – desde a agregação de valor às ofertas existentes e as organizações. partir das trocas de informação e conhecimento. 1985). após o uso. ou seja. marketing. O termo “cadeia de valor” foi originalmente cida pela perspectiva do design. acontece Análise da cadeia de valor como estratégia de inovação por Lia Krucken Quais são as melhores estratégias para inovar zações governamentais e não governamentais. produzir. transformação. a sequência de atividades envolvidas na trans. “toda empresa é uma reunião do os sistemas de produção e consumo de produ. é muito importante para garantir a duos e nas empresas. que envolvem as dife- Um tipo de rede A cadeia de valor é um tipo de rentes fases de produção. integran. tos e serviços. de atividades que são executadas para projetar. Segundo o autor. em produtos e serviços? A cadeia de valor é uma O processo de criação de valor se desenvolve a das ferramentas estratégicas que ajudam a identi. entregar e sustentar seu A cadeia de valor é uma abordagem sistêmica produto” e “todas estas atividades podem ser que permite visualizar o conjunto de atores que representadas. tradicionalmente. produto ou serviço ao consumidor final. interagindo atividades internas das empresas. relações benéficas para os atores da cadeia de etc. Em uma visão ampliada. ambiental e social. fazendo-se uso de uma cadeia de integram seus conhecimentos e competências valores” (Porter. Essa análise é enrique. melhorando a e o de consumo. organi- DOM 31 . comercializar. é possível desenvolver soluções que pro. conectando diferentes movam a competitividade do sistema e construir atividades (produção. ficar oportunidades de inovação em diversos níveis de bens tangíveis e de capital. que evidencia o adotado por Michael Porter na década de 80. e entre o sistema de produção até o projeto de ofertas inéditas –. A definição proposta pela Agência Alemã para formação de matérias-primas em produtos finais. suporte ao desenvolvimento dessa rede.) necessárias para conceber e distribuir um valor. performance do sistema. as associações. A coor- denação dessas atividades. baseado nas para desenvolver produtos e serviços. institutos de pesquisa. qualidade e a quantidade correta do produto final. Ao analisarmos uma referência para análises de competitividade. Cooperação Técnica GTZ (2007) diz que a cadeia conseguimos identificar oportunidades e ameaças. papel do consumidor na cadeia de valor. tem foco nos indiví. de valor é “um sistema econômico que se organiza Assim. é considerado para “co-produzir” uma oferta. em torno de um produto”. Esse modelo. podemos considerar também os atores que dão considerando sua sustentabilidade econômica.

As possibilida. Quadro 1 | Duas visões da criação de valor Visão industrial Visão de "co-produção de valor" A criação de valor é sequencial. que sofrem e provocam produção de valor e considerados “co-produtores rearranjos e progressos contínuos. Assim. interativa transitiva Todos os valores gerenciados podem ser mensurados Alguns valores gerenciados não podem ser em termos monetários mensurados ou monetarizados Valor é adicionado Valores são co-inventados. é necessário atores. a sociedade e provocando mudanças no modelo se a percepção do conjunto não for desenvolvida. situando-a Normann e Ramírez (1995) introduziram o termo no conjunto de empresas e produtores da cadeia. Para descrever as relações recíprocas entre grada e estratégica do setor. Co-produção de valor Na sociedade pós. des de conectividade da tecnologia da informação A realidade econômica atinge um nível tão alto e da comunicação. de valor”. ao longo Valor é realizado na transação. Para produzir essas ofertas. olhar além dos limites da empresa. com o consumidor. A criação de valor é sincrônica. focalizar apenas a performan- so básico. que caracterizam a economia de serviços. a globalização dos mercados. Nesse contexto. as Essas necessidades de conectividade e de interati- empresas concorrem no mercado com ofertas vidade são as principais características da criação (bens físicos. unidirecional. o conhecimento é o recur. como pode- produtos isolados. serviços e informações) e não com de valor na sociedade pós industrial. mos ver no Quadro 1. os atores têm que atuar de forma coordenada. industrial. Em outras palavras. Segundo os autores. em relações de co-produção sem perceber que cepção dos limites ambientais vêm influenciando estão trabalhando com outros atores. a criação de valor é influenciada por um Os consumidores também são parceiros ativos na conjunto de fenômenos. apenas para o do tempo – para ambos co-produtores de valor fornecedor (evento) (relacionamento) Serviços são considerados atividades separadas Serviços são considerados estruturas básicas Consumo é considerado um fator de produção Consumo não é considerado um fator de produção (consumidor é ator) Atores econômicos desempenham apenas um papel Atores econômicos desempenham vários diferentes principal papéis simultaneamente A empresa e as atividades são as unidades de análise As interações (ofertas) são as unidades de análise Fonte: Adaptado de Ramírez (1999) 32 DOM . combinados e reconciliados Valor é função da utilidade e da raridade A troca é a fonte de utilidade e da raridade Valor é contingente e atual (se estabelece de forma Valor é objetivo (troca) e subjetivo (utilidade) interativa) Consumidores destroem valor Consumidores co-criam valor Valor é co-produzido. de interconexão que muitos atores são envolvidos as relações entre local-global e a crescente per. Desta forma. de produção industrial e nas formas de consumo. “co-produção de valor”. É a integração dos conhecimentos e ce individual das organizações pode ter pouco competências de indivíduos e empresas que cria impacto se não for incorporada a uma visão inte- valor. muitas oportunidades podem ser subestimadas.

ainda se inse- como cria e gere valor. fluxo de criação de valor. eles interferem significativamente no é constituída por diversos tipos de atores (produ. através do poder de barganha e controle dos preços que se articulam em diversos níveis (Figura 1). Não existe um modelo que é resultado do esforço e das competências de único para a visualização do “cadeia de valor” ou todos os atores. biodiversidade (Figura 2). rem os atores comerciais. que envolve muitas construir a melhor forma de representar o modo vezes diferentes regiões geográficas. da “co-criação de valor”. Ao final.Transformação. primas e se consolida no consumo. como no caso do Nível 3 . Todos os atores desempenham funções na criação de valor de uma oferta (bens físicos. responsáveis pela inter- mediação de mercadorias. o consumidor recebe um produto ampla desse processo. serviços e Ilustração de uma cadeia de valor O fluxo informações) e estabelecem uma rede. Cada organização deve Nesse fluxo complexo. Chamados de “agentes Análise da cadeia de valor A cadeia de valor comerciais”. de adição de valor se inicia a partir das matérias- Integram-se a esses atores primários. É fundamental compreender as mudanças na conteúdo de conhecimento incorporado aos pro- lógica de criação de valor e desenvolver uma visão cessos. como represen- ciações. Obs: Os níveis podem ser desdobrados em subníveis. O valor agregado aumenta significativamente sidade incluem ingredientes naturais para setores ao longo da cadeia. (de compra e de venda). instituições de formação e pesquisa e tado no exemplo da cadeia de valor de produtos da organizações governamentais e não governamen. microempresas. as asso. acompanhando o aumento do farmacêuticos e cosméticos (óleos essenciais. estimulando a demanda tores. Figura 1 | Representação dos atores envolvidos em uma cadeia de valor Interfaces Nivel 1 Nivel 2 Nivel 3 Nivel 3 Nivel 4 Nivel 5 Produtores de Processadores Transformadores Outros Distribuidores Consumidores matérias-primas primários transformadores finais Fonte: Krucken (2009). DOM 33 . médias e grande empresas). Os produtos da biodiver- tais.

nessa segunda etapa. xampu ou qualquer outro produto industrial à dade revela algumas diferenças entre o perfil das base de matérias-primas vegetais. de uma base de diálogo entre produtores e atores Figura 2 | cadeia de valor genérica dos produtos industriais baseados em recusos de biodiversidade N Grau de processamento Operação Atores Cultivo/ colheita Matéria-prima: planta. em países em desenvolvimento. atuação de muitos países ricos em recursos da lagens industriais. e o sexto faz a de uma visão compartilhada e o estabelecimento distribuição. látex. duto e identificar o potencial de agregação de a produção agrícola vem se concentrando nesses valor em cada um dos níveis. padrões de qualidade exigidos pelos compradores. como madeiras. nozes. gomas e plantas medi. está na capacidade de meiros dois níveis da cadeia de valor. no qual um entregar o produto dentro dos requisitos legais e baixo percentual de valor é agregado. observamos que a que comercializam matéria-prima seca. O valor comercial do produto aumen. ao mes- cinais). Criar condições para que o potencial dos recur- Em geral. devido ao baixo custo de mão-de-obra e limpeza. misturas. Aumenta o valor comercial agregado ao produto produtores comerciais Produtos Intermediários: produtos selecionados e/ou processados manualmente Beneficiamento Produtos Intermediários Indústrias de produto beneficiado beneficiamento Outros beneficiamentos e padronização Produtos Intermediários produto beneficiado e padronizado Processamento: Indústrias de refinamento. sementes. O terceiro. em emba. resinas. mo tempo. Obs: para cada tipo de produto pode ser representada uma cadeia de valor específicA 34 DOM . quarto mias emergentes. e produtos finais. acionamos toda economias em desenvolvimento e as economias a cadeia. Considerando como normalmente capturado por agentes comerciais base de análise a (Figura 1). estocar efetivamente valor. secagem e seleção podem agregar valor. ta significativamente ao longo da cadeia e. frutos Seleção Comunidades produtoras. podem contribuir para o desenvolvimento da matéria-prima em produto final. aumenta a distância entre produtores e castanhas e frutos tropicais. capazes de manusear. agregando maiores dimensões. Grande parte dos A análise dessa cadeia permite compreender recursos da biodiversidade do planeta se encontra o conjunto de atividades que resulta num pro. é um desafio para as econo- e transportar grandes volumes. etc processamento em diversos níveis Produtos Intermediários produto transformado Aplicação em produtos finais PRODUTOS FINAIS Consumidores e usuários Cosméticos Perfumes Fitoterápicos Aromaterápicos Prod. Cada vez mais. Alimentícios Outros Fonte: Krucken (2007). condições climáticas ideais. Atividades como países. como a e quinto nivel são responsáveis pela transformação cadeia. Abordagens sistémicas. A cadeia de valor de produtos da biodiversi- tes. agentes comerciais locais interagem sos da biodiversidade seja convertido em benefício com outros agentes de atuação mais ampla e real e durável para a comunidade local. Ao comprarmos e usarmos uma pasta de den. consumidores. pigmentos. industrialmente desenvolvidas. O potencial de agregação de biodiversidade está concentrada somente nos pri- valor.

2. envolvendo formas alterna- inovação A cadeia de valor pode ser abordada em tivas de distribuição e o fomento de novas diferentes níveis – da empresa. os atores tal. competitividade vem se consolidando nos últimos mos a cadeia de valor estão no (Quadro 2). apesar de ser mais perceptível neste momento. A tendência tunidades de inovação. social e econômica ao longo da cadeia de valor DOM 35 . institucional e governamen. do início ao fim. ele Quadro 2 | Principais resultados da análise da cadeia de valor Resultados da Análise da Cadeia de Valor A análise da cadeia de valor possibilita a identificação e a visualização de: 1. do design se configurar como ferramenta para a Os principais resultados obtidos ao analisar. nas últimas etapas apontadas na tes. permite a identificação tuem inovações do tipo sistêmico. o portunidades de inovações em nível sistêmico. melhorando a performance do sistema cadeia de valor representada na (Figura 1). criando opor. pesquisadores) crucial para a identificação de oportunidades de da importância de se investir neste tema. barreiras de mercado e ações necessárias para melhorar a performance econômica 7. existente 3. podemos componente nacional de uma cadeia global. que promova a valorização de produtos e servi. anos. a análise da cadeia de valor é sionais (industriais. com foco numa localização geográfica específica ou considerando a sequência de atividades relacionadas O primeiro nível caracteriza-se como inovação à criação de valor e realizadas em diferentes regiões. estratégias para reter maior proporção do valor final da oferta em âmbito local 2. c arências e necessidades de assistência relacionadas à gestão da produção. vimento de novos produtos e serviços. o portunidades de sinergia entre os atores. pois nos apoia no desenvol- proposta de novas cadeias de valor. assim como a conscientização entre profis- Resumindo. cializem os recursos do território. e as sinergias possíveis a partir do sistema ços.do meio empresarial. oportunidades de incluir novos atores à cadeia 5. Mas. dinamizando o território. fortalecendo as interações e promovendo a competiti- vidade de toda a cadeia 4. ao design e à comer- cialização 6. comercialização. contribuindo para o seu desenvolvimento socio- econômico 3. indústria ou setor – relações. incorporando conjuntamente o sistema de produ- ção e o sistema de consumo 9. de pontos capazes de capturar valor dentro da Ao analisarmos a cadeia de valor. a perceber que o design é uma importante ferra- extensão da cadeia de valor dentro de um país e a menta para inovação. que poten. No projeto de ofertas inovadoras. Na visualização de ofertas e soluções total- A análise da cadeia de valor como apoio à mente inéditas. do tipo incremental. inovação em diversos níveis: O design é um elemento que se manifesta quando o produto já se encontra na forma final de 1. empresários. N a agregação de valor às ofertas já existen. c enários futuros e estratégicos para promover a sustentabilidade ambiental. p  ossibilidades de desenvolver produtos e serviços inovadores a partir da integração das compe- tências dos atores e dos recursos do território. enquanto o segundo e o terceiro consti- de valor. p  ossibilidades de interagir com instituições de pesquisa e organizações que suportem a capacita- ção e o desenvolvimento de infraestrutura e políticas favoráveis 8. relacionada a processos ou O mapeamento do processo de adição/criação produtos.

NORMANN R. Abr. p. RAMIREZ. R. é professora convidada do Instituto de Competências Empresariais da FIAT e Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). tadas aos usuários. v. Revista Inteligência Empresarial. O papel estraté- gico do conhecimento na cadeia de valor dos óleos essenciais: uma abordagem sistêmica. reuso. a conversão das matérias-primas em ofertas orien. Doutora em Engenharia de Produção pela UFSC. desenvolvendo relações de comprometimento entre os atores e criando condições para a oferta de produtos e serviços com alto valor agregado e conteúdo tecnológico. Strategic Management Journal. São Paulo: Editora Nobel. direcionando ativa a cadeia de valor e. potencializando a capacidade de oferta das empresas nos mercados. dora associada do Núcleo de Inovação da FDC. permitimos ao consumidor perceber seu no desenvolvimento de soluções sustentáveis.. 2009. 2007. 1995. resulta da visão e do planejamento que permeiam É importante lembrar que o consumidor é quem todo o processo de agregação de valor. níveis: desde a seleção de matérias-primas e dos Lia Krucken é professora convidada da Fundação Dom Cabral e pesquisa- processos de produção até os produtos finais. O design é um importante aliado na construção de estratégias de inovação em escala regional ou nacional. ao comprar os produtos.. v. Visualizar a cadeia de valor contribui. L. além de atuar em projetos de inovação em empresas. para o desenvolvimento de uma visão compartilha- da entre os diversos atores. 1999. incorpora ações relacionadas ao seu uso. R. L. reciclo e descarte. 49-65.20. ainda. BOLZAN. promovendo o estabelecimento de objetivos comuns e estratégias para fortalecer seu desempenho em tempos de mudança. Conclusão Compreender o processo de criação de valor de produtos e serviços é essencial para visualizar as oportunidades e desenvolver soluções inéditas. Value co-production: intel- lectual origins and implications for prac- tice and research. 28. papel na “co-criação” de valor e escolher produtos ao promover escolhas conscientes em diversos coerentes com seu estilo de vida. RAMIREZ. Design inte- ractive strategy: from value chain to value constellation. Ao promovermos transparência O design também é um importante aliado na cadeia. A análise da cadeia de valor permite expandir a visão de competitividade da empresa. KRUCKEN. Design e território: valorizan- do produtos e identidades locais. As possibilidades de sinergia entre os atores podem alavancar a articulação de competências ao longo da cadeia de valor. West Sussex: John Wiley & Sons. 36 DOM .. colabo- rando para a identificação de oportunidades e ameaças. Para se aprofundar no tema KRUCKEN. A.

Ao descobrir em campo uma ocorrência de grafita. Também é utilizada na geração de energia elétrica. Os produtos energéticos – petróleo. A indústria do petróleo também aplica milhões de dólares no seu planejamento. uso até pouco significativo no seu processo de produção. telefones celulares e máquinas digitais. o chumbo. em que a cada elo se justapõe o ante- rior e o posterior. criando uma grande cadeia de valor. e antes mesmo de se montar a infraestrutura e investir nos estudos sobre a quantidade e qualidade do mineral. Jorge Raggi é diretor da Geoconômica Minas DOM 37 . minerais metálicos e industriais. prata. quando subterrânea. assim. produtos energéticos. Isso demonstra a necessidade de planejarmos ações para que o recurso água chegue aos seus consumidores como uma cadeia ou um ciclo. ressaltando a par- ticipação do consumidor como co-produtor – aquele que ativa a cadeia de valor. o zinco (exemplos dos industriais) e os denominados preciosos: ouro. secagem e lixiviação – para identificar as possibilidades de utilização e chegar aos produtos finais. Numa visão macro. acrescentamos ao estudo o descarte. Podemos utilizar a grafita para exemplificar a valoração mineral e ilustrar como a análise da cadeia de valor é estratégia importante na geologia econômica. após a descoberta. gás e carvão – envolvem diversos valores econômicos ao longo de suas cadeias e. o alumínio. a cadeia de valor descreve uma relação dinâmica. tijolos refratários. Cada um dos produtos da grafita. a mineração é o setor que extrai da terra (planeta) os recursos que utilizamos para nossa vida: água. terá outra cadeia de valor. em função dos produtos finais possíveis – pilhas? tintas? Assim. tintas. constituindo redes de valor. Por último.Análise da cadeia de valor no setor mineral por Jorge Raggi A tradução literal de value chain é “cadeia de valor”. da amostra bruta até o produto potencial. qual era a maior invenção dos últimos tempos e sua resposta foi imediata: “a água encanada”. Perguntei uma vez a um tio-avô que viveu quase um século. Os minerais industriais constituem uma gama variada de produtos que utilizamos para construir cidades. c) usos menos nobres – aplicações diversas como retardante de fogo. flotação. são alvo de muitos estudos. a professora Lia Krucken analisa a valoração de produtos e serviços. principalmente no caso das pilhas. A pesquisa mineral utiliza suas finalidades para definir valor em três níveis: a) usos mais nobres – bate- rias para computadores. O mineral tem a mesma composição química do diamante – o carbono – mas o arranjo molecular diferencia os dois produtos. é tratada e distribuída para residências e indústrias. em que atuo elaborando projetos. lubrificantes e fundição de peças. e/ou extraída. é preciso analisar a matéria-prima já visualizando seu produto final. moagem. por sua vez. peças sinterizadas e escovas de motores. Portanto. A água é minerada. pla- tina e paládio. Na área de mineração e indústria de transformação. b) usos médios – aços especiais. ou seja. criando mais valor. encadeamento ou corrente. Os próprios descartes podem se transformar em novas matérias- primas e. por esse motivo. Depois. pode-se avaliar o seu valor identificando qual seria o uso preferencial. Já os minerais metálicos mais conhecidos são o cobre. A grafita é mais conhecida pela sua utilização na fabricação dos lápis. pois é importante pla- nejar sua reutilização e/ou reciclagem. surgirão novas cadeias. Isso começa com a análise de amostras em laboratório e testes pilotos de grandes volumes. percebendo a cadeia de valor que poderá ser formada. temos alguns exemplos que também podem ilustrar o tema. produtos farmacêuticos e de limpeza. mas o conceito de chain pode ser melhor entendido como um entrelaçamento. Neste artigo. Ele lembrava de como a vida era mais compli- cada sem água disponível em todos os cantos. filtragem. passando por várias etapas no seu processo de transformação – britagem. pois é captada quando superficial. produzir cosméticos.