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BENS PÚBLICOS

Etimologia

São públicos os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público
interno (União, Estado, Distrito Federal, Municípios, autarquias, fundações
públicas e associações públicas) art. 98 CC.

Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de
direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que
pertencerem.

Domínio Público: acervo patrimonial. Conjunto de bens móveis e imóveis
destinados ao uso direto do Poder Público ou à utilização direta ou indireta da
coletividade, regulamentados pela Administração e submetidos a regime de
direito público. (CRETELLA JÚNIOR)

Domínio Eminente: é de natureza política é o poder de fogo que leva a
administração pública a interferir em todos os bens e pessoas que estão no seu
território. É decorrente da sua soberania.

Domínio público propriamente dito

Natureza jurídica da propriedade dos bens públicos

Teoria da propriedade administrativa é propriedade exercida sob o reflexo do
regime publicístico.

Classificação dos bens públicos

Quanto à titularidade:

Bens federais (União): o art. 20 da CF arrola os bens da União, porém
esqueceu de 2 ___ quais foram acrescentados pelo Dec. Lei 9760/46. São
eles: terreno reservado e bens da marinha.

Art. 20. São bens da União:

I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;

II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;

III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou
que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a

Bens municipais art. os logradouros .as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. plataforma continental. excluídas. Municípios ou terceiros. inclusive os do subsolo. II. IX . ou compensação financeira por essa exploração. II . é considerada fundamental para defesa do território nacional.as águas superficiais ou subterrâneas. 26. designada como faixa de fronteira. nos termos da lei.as terras devolutas não compreendidas entre as da União. na forma da lei. é claro que há vários destes bens que lhe pertencem.os recursos minerais.os terrenos de marinha e seus acrescidos. Como regra. neste caso. IV . emergentes e em depósito. 30 III CF: não foram contemplados com a partilha constitucional de bens públicos. XI . exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal. as praias marítimas. mar territorial ou zona econômica exclusiva.as áreas. praças. destas. bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. III . excluídas aquelas sob domínio da União. ressalvadas. Incluem-se entre os bens dos Estados: I . aos Estados. e as referidas no art. que estiverem no seu domínio. nas ilhas oceânicas e costeiras.território estrangeiro ou dele provenham.as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União. ao Distrito Federal e aos Municípios. as ruas. VI . participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural.as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos. as ilhas oceânicas e as costeiras. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. Todavia. V .A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura. VIII . de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. fluentes.os potenciais de energia hidráulica. VII . ao longo das fronteiras terrestres. jardins públicos. Bens estaduais no art.os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. § 1º . as que contenham a sede de Municípios.o mar territorial.É assegurada. 26 da CF Art. as decorrentes de obras da União. X . bem como a órgãos da administração direta da União. § 2º . 26.

que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público. sala da UFU.os de uso comum do povo. I) I . estadual. as praças e logradouros públicos. Ex: museu. bem como aplicar suas rendas. tais como rios. Compete aos Municípios: III . mares. da mesma forma. como objeto de direito pessoal. os rios.os de uso especial. as estradas.: ar atmosférico. Bens de uso especial: Visão à execução dos serviços administrativos e dos serviços públicos em geral. Ex. tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal. ruas e praças. as ruas. 99 CC) Art. . Art. o poder público tem o dever de conservá-los. Bens dominicais: Conhecidos como bens disponíveis. os rios. as praças e os logradouros públicos (art. consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado. II . III .instituir e arrecadar os tributos de sua competência. por fim.os dominicais. as praias. cemitério. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. São eles os bens de uso comum. estaduais e municipais. Não dispondo a lei em contrário. 99. Parágrafo único. inclusive os de suas autarquias. sempre em benefício da coletividade. Terras sem destinação pública específica. estradas. os edifícios públicos e os vários imóveis que compõem seu patrimônio. eles não estão amarrados (vinculados) a uma finalidade pública específica. Integram-se entre seus bens. Quanto à destinação (art. os bens móveis inservíveis e a dívida ativa. E.públicos pertencem ao Município. Quanto à disponibilidade Bens indisponíveis: aquelas que pela sua natureza não é possível dispor. de cada uma dessas entidades. melhorá-los e mantê-los ajustados aos seus fins. São bens públicos: Bens de uso comum do povo: (Carvalho Filho) São aqueles destinamos à utilização geral pelos indivíduos. prédios públicos desativados. as estradas. ou real. territorial ou municipal.99. os mares. 30. podendo ser federais. os títulos de crédito e a dívida ativa também são bens municipais. São bens comuns os mares. os dinheiros públicos municipais.

são eles sempre os instrumentos de ação da Administração Pública. Afetação e desafetação Diz respeito aos fins para os quais está sendo utilizado o bem público. XXI. como visto. nem são utilizados para o desempenho normal das atividades administrativas.direito civil. ambulatório público. III. 173. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. Competência legislativa e reguladora É privativa da União. à finalidade antes existente. prevista no art. São fatos dinâmicos que indicam a alteração das finalidades do bem público.normas gerais de licitação e contratação. Distrito Federal e Municípios. serão bens patrimoniais indisponíveis. Uma praça. nos termos do art. Estados. Ex. Ex. Compete privativamente à União legislar sobre: I . 22. Desafetação é retirar a vinculação ao destino categorial. seja diretamente do Estado. marítimo. por ato administrativo. 37. e o segundo é a sua característica de indisponibilidade. porque. eleitoral. XVII . Afetação é a vinculação de um bem o uma finalidade pública de uso especial. para as administrações públicas diretas. São eles os bens de uso especial. Se um bem está sendo utilizado para determinado fim público. Enquanto o forem. Bens patrimoniais disponíveis: são os dominicais. Quando não está sendo usado para qualquer fim público. processual. espacial e do trabalho. seja pelo uso dos indivíduos em geral. Art. sejam móveis ou imóveis. § 1°. diz-se que está afetado. comercial. agrário. uma área pertencente ao Município na qual não haja qualquer serviço administrativo. obedecido o disposto no art. porque não se destinam ao público em geral. 17 Lei 8666/93 . 22 I CF Art. aeronáutico. autárquicas e fundacionais da União. 22 XXVII cabe a união legislar em normas gerais de licitação e contratação. penal. Leva em consideração dois aspectos quais sejam: o primeiro é o relativo à natureza patrimonial do bem público.Bens patrimoniais indisponíveis: enquanto vinculados a uma finalidade pública não indisponível. Embora no Art. Essa afetação é feita por meio de lei. em todas as modalidades.

ressalvado o disposto nas alíneas f. atendidos os requisitos legais. c) permuta.quando móveis. g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. d) investidura. 29 da Lei no 6. 17. mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição. Art. permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública. f) alienação gratuita ou onerosa. II . dependerá de avaliação prévia e de licitação.383. por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. dispensada esta nos seguintes casos: a) doação. de 7 de dezembro de 1976. . locação ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública. dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais. h e i. e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública. será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas: I . h) alienação gratuita ou onerosa. permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social. b) doação. gratuita ou onerosa. 24 desta Lei. concessão de direito real de uso. locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos. de qualquer esfera de governo. dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência. aforamento. para todos. para fins de regularização fundiária. relativamente à escolha de outra forma de alienação. dispensada esta nos seguintes casos: a) dação em pagamento. após avaliação de sua oportunidade e conveniência sócio-econômica. aforamento. A alienação de bens da Administração Pública. inclusive as entidades paraestatais.quando imóveis. i) alienação e concessão de direito real de uso. subordinada à existência de interesse público devidamente justificado. de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares). e. de qualquer esfera de governo. concessão de direito real de uso.

ou nas normas legais ou administrativas de zoneamento ecológico-econômico. ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal. § 1o Os imóveis doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo. desde que não exceda 1. na forma da legislação pertinente. não sujeito a vedação. f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração Pública. qualquer que seja a localização do imóvel. permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. sem utilização previsível por quem deles dispõe. II . § 2º-A. § 2o A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de uso de imóveis.submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da destinação e da regularização fundiária de terras públicas. A hipótese do inciso II do § 2o deste artigo: I .vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária. haja implementado os requisitos mínimos de cultura. III . dispensada notificação. § 2o-B. regulamento ou ato normativo do órgão competente. IV . nas leis de destinação de terras públicas.só se aplica a imóvel situado em zona rural. II . dispensada licitação. impedimento ou inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias. cessadas as razões que justificaram a sua doação.a outro órgão ou entidade da Administração Pública. quando o uso destinar-se: I . reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora. . ou necessidade pública ou interesse social.500ha (mil e quinhentos hectares). b) permuta. porém submetem-se aos seguintes condicionamentos: I . observada a legislação específica. nos termos da lei. que poderão ser negociadas em bolsa. c) venda de ações. vedada a sua alienação pelo beneficiário. As hipóteses do inciso II do § 2o ficam dispensadas de autorização legislativa.previsão de rescisão automática da concessão. em virtude de suas finalidades. d) venda de títulos. superior a 1 (um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais. e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da Administração Pública. em caso de declaração de utilidade.a pessoa natural que.aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja comprovadamente anterior a 1o de dezembro de 2004.

Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis.a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública. para os fins desta lei: I . sob pena de nulidade do ato. observadas as exigências da lei. vedada a dispensa de licitação para áreas superiores a esse limite. 23 desta lei. e assim mesmo enquanto perdurar a situação específica que envolve os bens. Estados e Municípios: compete aos Estados e Municípios legislar sobre a gestão de seus bens. alínea "b" desta Lei. na forma que a lei determinar. até o limite previsto no inciso II deste parágrafo. isolada ou globalmente. III . Art. Regime jurídico Inalienabilidade: Art. 100. II – fica limitada a áreas de até quinze módulos fiscais. inciso II. a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas por hipoteca em segundo grau em favor do doador. II .pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea g do inciso I do caput deste artigo. desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. Art. o prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão. em quantia não superior ao limite previsto no art. a Administração poderá permitir o leilão. por preço nunca inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea "a" do inciso II do art. . caso o donatário necessite oferecer o imóvel em garantia de financiamento. 100 CC – A regra é a inalienabilidade na forma em que a lei dispuser a respeito. aos legítimos possuidores diretos ou. sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente justificado. Os bens públicos dominicais podem ser alienados. desde que não exceda mil e quinhentos hectares. área esta que se tornar inaproveitável isoladamente. 101.a alienação. § 5o Na hipótese do parágrafo anterior. 100. na falta destes. § 4o A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão. atribuindo-se a inalienabilidade somente nos casos do art. obrigatoriamente os encargos. 23. de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas. § 3o Entende-se por investidura. enquanto conservarem a sua qualificação. § 6o Para a venda de bens móveis avaliados. ao Poder Público.

o juiz requisitará o pagamento por intermédio do presidente do tribunal competente. em virtude de sentença judicial. Art. II . se esta não os opuser.As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. são pagos através do sistema de precatórios. Nesse tipo de aquisição. não há ensejo para discussão sobre vícios de vontade ou vícios de legalidade quanto à transmissão do bem. 191 . 182 . § único CF. § 5º . A aquisição é direta. e isso independentemente da categoria a que pertençam. no prazo legal. 730 CPC. 100 da Constituição Federal que os créditos de terceiros contra a Fazenda Pública. O adquirente independe da figura do transmitente. Art. 182. Art.far-se-á o pagamento na ordem de apresentação do precatório e à conta do respectivo crédito. por ações discriminatórias. citar-se-á a devedora para opor embargos em 10 (dez) dias.São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. §3º e 191. Art. em ordem cronológica. 225. Na execução por quantia certa contra a Fazenda Pública.Parágrafo único. em que o judiciário recomenda ao executivo que introduza o crédito.§ 3º . Art. Acessão: • Formação de ilhas (União ou Estados) • Aluvião (sedimentação ao longo tempo) • Avulsão (deslocamento abrupto. observar-se-ão as seguintes regras: I . 730. repentino) • Álveo abandonado • Usucapião (originária discutível) Derivada . Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião. dispõe o art. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. Art. Aquisição de bens pelo poder público Originária (ninguém repassa os bens) Não há transmissão da propriedade por qualquer manifestação de vontade. Imprescritibilidade: Significa que os bens públicos são insuscetíveis de aquisição por usucapião. na relação de credores para ulterior pagamento. Impenhorabilidade: Os bens públicos são impenhoráveis pelo lastro constitucional.

podendo ampliar as leis. previ* Doação (modal) – doação condicionada. alguém transmite um bem ao adquirente mediante certas condições por eles estabelecidas. é privativa da união. promessa compra e venda) • Resgate da enfiteuse ( CC/1916. Instrumentos comuns de alienação Bem Dominical ( comum de todos ou individual é inalienável) . 22..666/93 movi* justifica o interesse público. Havendo exigência de autorização para alienação de bens móveis. Após 10 anos da enfiteuse o poder público pagaria 12 laudênios e adquiria) • Aquisição por força de lei ou da Constituição ( Código Penal.Há uma cadeia de transmissibilidade do bem. ou seja. deve haver autorização legislativa para verificar o interesse público. para praças por exemplo./46. Art. Pela CF art 243. É automática com o registro do loteamento. art. cabendo aos outros passarem tal valor) • Adjudicação (na licitação. percentual de 30% do loteamento. regida no código antigo mantém na legislação pelo Decreto Lei 9.766/99 – loteamentos. XXVII CF. Competência legislativa e reguladora. 8. contudo é necessário uma lei autorizando um limite para arrematação. Permuta Dação em pagamento deve haver interesse público • Desapropriação (é originária doutrinariamente) • Aquisição “causa mortis” (o Estado adquire por testamento) • Arremetação (num processo de execução fiscal. Esse tipo de aquisição rende ensejo à discussão sobre vícios de vontade e sobre o próprio negócio jurídico de transferência do bem. 24 XL L. ficando impossível esse calor ultrapassar. Alienação de bens Ato de disposição. os objetos do crime Lei 6. perde gleba quando houver cultivo de plantas psicotrópicas. As leis orgânicas dos municípios dizem sobre alienação.. Contrato Compra – se for imóvel deve haver autorização legislativa. faz edição.

os Estados e os Municípios limitaram sua área exceto MG e BA. Na CF/88 foi repassar as terras devolutas para os Estados. • Investidura: alienação sem licitação em áreas próximas de usina para loteamento para exemplo. .17.  (T. Desta forma.Contas – glossa. pois é pagamento. Patrimônio Disponível Venda > interesse público devidamente justificado Autorização legislativa Avaliação prévia +/. A 1ª é autorizado a criar por lei a autarquia é criada por lei onde há esta autorização. • Incorporação: integralização da sociedade de economia mista ou empresa pública. Ex: Ilhas de Caras. sendo minoria. I. Há as autarquias também. Assim nas terras devolutas há formas de legitimar a posse.666/93 / Adin 927 (ente público – ente público) (ente público – ente privado) Justificação interesse público (excetua pura simples) Autorização legislativa Avaliação prévia Permuta > Poder executivo – bem por obrigação de fazer  (T. 8. estas “terras devolutas” em outras cidades. Assim. • Retrocessão: reaquisição do desapropriado. não é completa. por igual valor. Enquanto em MG é Estadual. para vender requer prévia autorização. Antigamente havia exceções. ou seja. os próprios Municípios legitimam. • Legitimação de posse: excetua a usucapião de bens públicos.Contas – bem para bem) Poder legislativo – no exemplo: carro inservível. dação em pagamento) Dação em pagamento > venda Instrumentos específicos • Concessão de domínio: é o domínio útil. transferência desse domínio. ficando a RuralMinas (autarquia) responsável para essa legitimação. L.licitações Doação > Art. permuta para comprar um novo.

gera segurança ao indivíduo. O táxi utiliza bem público e o carro privado. Permissão de uso – ato administrativo (ao invés de contratual). O moto-taxi é serviço privado para que o Estado não precise indenizar possíveis acidentes. é muito utilizado do administrado. Medida provisória 2. que há lei regulamento. discricionário. Em cidades pequenas pela pouca necessidade é autorização em que o Município é poder polícia. unilateral. enquanto a premissão gera dever e se não utilizar por revogar e assar para outro usar.220/01 Quem em 04/09/2001 tinha 5 anos de ocupação tem direito a pleitear a autorização. A autorização é mera faculdade de uso. Em SP. trafegar. unilateral.257/01 Autorização de uso para fins comerciais – também chamado de autorização urbanística. predominância do interesse privado. devendo ser precedido de licitação. Concessão de uso: tem natureza contratual. um exemplo Udia. Lei 10. predominância interesse público. dizia que o uso por mais de 90 dias é permissão e menos de 90 dias é autorização. discricionário. sentar)  Uso anormal (autorização para festa) o Critério da exclusividade  Uso comum (p/ todos) o Ordinário – sem distinção o Extraordinário – restrições pago de pedágio  Uso privativo o Privatividade uso o Instrumentalidade formal o Precariedade do uso o Sujeição a controle jurídico público Instrumento para uso privativo Autorização de uso – ato administrativo. precário.Gestão de bens públicos (uso) Uso de bens públicos por particulares o Critérios da conformidade  Uso normal (andar. sendo considerado legislativamente que é serviço público é permissão. precário. cabendo apenas autorização. via de .

Quando o poder público praticado ato de império ele não errava.Fato .Imputabilidade Responsabilidade civil: é o dever de reparar danos causados a terceiros em decorrência de comportamento comissivo ou omissivo. materiais ou jurídica lícitos ou ilícitos imputáveis aos agentes públicos.1. Teoria da culpa.1.1. 2. fato dano nexo de causalidade . Teoria da culpa anônima Teoria da falta do serviço Teoria da culpa administrativa 3. 2. Risco administrativo – a partir do momento que assume a personalidade de Estado. Teoria da irresponsabilidade – o Estado não errava. respondia apenas por atos de gestão. Evolução histórica 1. Desde que causas prejuízo a terceiros.2. Responsabilidade subjetiva. perdurou até 1946/47 em dois países. Teoria publicista 3. exceção concessão de terreno para fazer sepultura em que não é necessário licitação nem prazo determinado.2.regra. Teoria dos atos de império e gestão – Atos praticados pelo Estado que derivam do poder de polícia – atos de império. – Se houvesse a culpa do agente o Estado responderia 3. Concessão de direito real de uso: prevista quando há necessidade de grandes investimentos (ex terminal central) Cessão de uso: instituto utilização para cessão de uso de ente público para o ente público (visão clássica). por isso era irresponsável. Teoria civilista – a medida em que se implementou o Estado foram criadas as teorias civilistas 2.2. também assume todos os riscos decorrentes da atividade Estatal desde que haja nexo. Teoria da Responsabilidade Subjetiva 3. Pode haver cessão de bens de ente público para entes para-estatais ou até mesmo particularidades * RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO .

se sujeitando à teoria de risco. Tanto ao OS quanto ao OSEIP tem responsabilidade subjetiva.2. Acha que não há responsabilidade objetiva).744/03 – terrorismo Atividade nuclear Teoria do risco administrativo CF 1946 Art. o Organizações sociais: organização sem fim lucrativo (vincula-se ao poder público por contrato de gestão) • Organização social Vincula-se ao poder público através de um termo de parceria. o Entes de apoio: há responsabilidade objetiva. sistema “S” Alguns autores afirmam que deveriam responder objetivamente uma vez que recebem investimentos paraestatais. como não prestam não há responsabilidade objetiva (prof. Porém a outros que dizem que eles não respondem pois somem responderiam se prestassem serviços públicos. Teoria do risco integral – desde que se tenha atuação do Estado ele é responsável independente do nexo de causalidade.2. Lei 10. 37 §6º CF Pessoas jurídicas de direito público interno • União • Distrito Federal • Município • Autarquias • Fundações Públicas • Associação Públicas Administração Indireta • Autarquias • Fundações Públicas • Associação Públicas • Empresa Pública • Sociedade de economia mista – que exploram atividade econômica não se sujeitará à teoria do risco administrativo. • Entes paraestatais o Entes sociais autônomos. • Entes privados prestadores de serviços públicos .3. Porém se forem prestadores de serviços públicos ela terá responsabilidade objetiva.

Bandeira de Melo o STF acatou a tese de culpa anônima. (Prof. 25 Lei 8. partilhando pela culpa proporcional. §6º da CF é claro em afirmar que o Estado responde pelos danos causados por seus servidores. o Culpa concorrente: apenas parcial. Empresa privadas. 37. Ex: Sociedade de Economia Publica – delega mantém a titularidade passa *** a exercício. Caso fortuito é dano causado em decorrência da falha humana e nesses casos o Estado é responsável. Responsabilidade por Danos Causados por Obras Públicas Responsabilidade pelo simples fato da obra fera o dever de indenizar. Adotou essa). Omissão genérica Omissão específica Responsabilidade pelos prestadores de serviços Art. será responsável pelos danos que vierem a ocorrer. Zanella entende que a excludente de responsabilidade é somente a força maior. Danos por Omissão Concordando com isso A. o Força maior: Carvalho Filho não faz distinção entre caso fortuito e força maior.997/93 Responsabilidade do Estado por Atos de Multidões Se for avisado a tempo de providenciar segurança e não a fizer. Responsabilidade objetiva • Excludentes de responsabilidade o Culpa exclusiva da vítima: não há nexo de causalidade suficiente para caracterizar a responsabilidade objetiva do Estado. Quando o Estado cria pessoas jurídicas de Direito Privado para prestar serviço público pode fazer isso por meio de delegação. Porém se o Estado faz licitação para a realização da obra e ocorrer algum dano o . a responsabilidade do Estado será subsidiaria. Art.

gera para o Estado o dever de indenizar. Reparação do Dano .Estado não responde. Responsabilidade do Estado por Atos Jurisdicionados Judiciário – atos administrativos Judiciário na execução da função jurisdicional • O judiciário é soberano • O juiz é independente • Juiz não é servidor público • A força da coisa julgada Responsabilidade do Estado por Atos Legislativos A doutrina diferencia atos. Leis inconstitucionais: o Estado responde por leis inconstitucionais que cause danos. sendo **** licitante responsáveis pelos danos causados a terceiros. Leis constitucionais Leis formais (apenas no plano formal mas materialmente não é lei. é mero ato administrativo) Se causar dano.