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LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS

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LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS * CENTRAL INJURY OF GIANT CELLS LITERATURE REVIEW AND CLINICAL-SURGICAL CASES PRESENTATION

Marcos Maurício CAPELARI ** Cinthya Pinto SILVA *** Clóvis MARZOLA **** João Lopes TOLEDO-FILHO *****

__________________________________________
* Monografia apresentada para conclusão do Curso de Especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial em 2007. ** Professor do Curso de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, APCD - Bauru. Membro efetivo do Hospital de Base de Bauru. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial. *** Aluna que concluiu o Curso de Especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, APCD - Bauru, 2008 e autora da monografia. **** Professor Titular aposentado de Cirurgia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - USP. Professor do Curso de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, APCD - Bauru. Membro efetivo do Hospital de Base de Bauru. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial. ***** Professor Titular de Anatomia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo - USP. Professor do Curso de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial, APCD Bauru. Membro efetivo do Hospital de Base de Bauru. Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial.

LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS

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RESUMO
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a Lesão Central de Células Gigantes (LCCG) é uma patologia intra-óssea benigna que consistindo de tecido fibroso com focos múltiplos de hemorragia, agregação de células gigantes multinucleadas e, ocasionalmente, trabéculas de tecido ósseo. A etiologia ainda é incerta, apresentando uma grande variação na apresentação clínica e em sua evolução, dependendo ainda do grau de agressividade que demonstram. Acomete principalmente crianças ou adultos jovens, com predileção pelo gênero feminino (2:1) e, cerca de 2/3 dos casos relatados ocorreram na mandíbula, freqüentemente na região anterior. A escolha do tratamento, bem como a taxa de recorrência está na dependência de fatores como a idade do paciente, localização, extensão e comportamento clínico da lesão.

ABSTRACT
According the World Healthy Organization (WHO), the Central Injury of the Giant Cells (CIGC) is an intrabony benign pathology that consists in fibrous tissue with multiples hemorrhages focus an aggregate of multinucleate giant cells and, occasionally, bone tissue trabeculs. The etiology is still uncertain. It presents a large variety in the clinical presentation and evolution, and it depends of the aggressive degree it shows. Commit mainly young children and adults, with a special inclination to female (2:1) and around 2/3 of the related cases occurred in the mandible, frequently in the anterior region. The choice of the treatment and also the recurrence rate depends on factors like patient’s age, localization, and injury’s extension and clinical behavior. Unitermos: Granuloma de células gigantes; Lesão central de células gigantes; Tumor de células gigantes. Uniterms: Giants cells granuloma; Central giants cells lesion; Giants cells tumor.

INTRODUÇÃO
A Lesão Central de Células Gigantes (LCCG) é uma patologia incomum, uma vez que corresponde a menos que 7% de todas as lesões benignas dos maxilares (ADORNATO; PATICOFF, 2001 e BATAINEH; ALKHATEEB; RAWASHDEH, 2002). A LCCG, também denominada de granuloma central de células gigantes, consiste em um processo proliferativo benigno não neoplásico comumente encontrado em crianças ou adultos jovens, sendo mais comum em mulheres do que em homens. Sua etiologia ainda é desconhecida, porém é considerada uma resposta a uma injúria tecidual, embora nem sempre se obtenha uma história de traumatismo no local. Acomete mais freqüentemente a mandíbula do que a maxila (NEVILLE; DAMM; ALLEN et al., 2004 e THRONDSON; SEXTON, 2004). O termo “granuloma reparativo de células gigantes” foi introduzido para as lesões centrais de células gigantes dos ossos gnáticos, distinguindo-as dos tumores de células gigantes dos ossos longos, em virtude das diferenças clínicas e

1988). FICARRA. MOUBAYED. KRATOCHVIL et al.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 778 histopatológicas observadas entre as mesmas (JAFFE. CUENIN. 1995). 1966). SHEAR. Quanto à etiologia da LCCG. MARKS. Apesar disso. 1986 e CASTRO. através de enucleação ou curetagem (HOFFMEISTER. As causa locais incluem traumas e insultos vasculares. REMAGEN et al.. A extinção da palavra “reparador” foi proposta (WALDRON... que apresentavam um comportamento clínico benigno e diferente do Tumor de Células Gigantes dos ossos longos. a partir de quando se aceitou que a LCCG não era uma verdadeira neoplasia e sim uma reação de reparação local (JAFFE. GROSS et al. levando a se adotar a terminologia de Lesão Central de Células Gigantes.. 2003). 2003). respectivamente (AUCLAIR. uma vez que discutirá e determinará parâmetros relacionados ao comportamento biológico da lesão. REVISTA DA LITERATURA Em 1953 JAFFE foi o primeiro autor que sugeriu o nome de Granuloma Central de Células Gigantes para as lesões localizadas nos maxilares e. KOZAKEWICH et al. Os resultados mostraram que no TCG as células apresentavam-se de maior tamanho e com aumento no número de núcleos quando comparadas à LCCG.. entretanto não era um achado constante em todos os casos e. BEZERRIL et al. PLATZ. Uma série de estudos clínicos e histopatológicos foram realizados para diferenciar o TCG da LCCG. Desde então os termos Granuloma Reparador de Células Gigantes e Granuloma de Células Gigantes foram designados para estas lesões localizadas nos maxilares. alguns cirurgiões recomendam a ressecção em bloco de todo osso envolvido pela lesão (ENGLEDER. acredita-se que ela possa envolver tanto causas locais como sistêmicas (FRANCO. KABAN. LOBATO. realizadas comparações entre as características clínicas e histológicas de 49 casos de LCCG dos maxilares e 42 casos de tumor de células gigantes dos ossos longos. 1974). ainda há controvérsias se a LCCG e o TCG são afecções exclusivas aos maxilares e ossos longos. KABAN. 1984). sendo a mais utilizada atualmente (CHUONG. Isto. 1986) enquanto que outros optam por manobras mais conservadoras. Em estudo anterior não se fazia distinção entre estas duas entidades patológicas. SHAFER. 2000). 1987 e SPEIGHT. Os resultados mostraram predileção pelo gênero feminino em ambas as lesões. 1953). numa porcentagem pequena os achados morfométricos eram indistinguíveis nas duas lesões (ABRAMS. Foram também. HANSEN.. O presente estudo se mostra relevante diante do cenário científico. que produziriam hemorragia intramedular com conseqüente reação do tecido conjuntivo ao . Empregando metodologia morfométrica foram mensurados a quantidade de núcleos e o diâmetro das células gigantes. respectivamente (STURROCK. RAMOS et al. A média de idade nos pacientes com LCCG e TCG foi de 21 e de 25 anos. para que se desenvolva uma abordagem mais racional para o tratamento desta patologia. 1986. TAVARES. 1953 e SANTOS-BRIZ. Em relação ao tratamento. devido ao comportamento biológico mostrar-se inconsistente com quadros de reparação local.

1993. além de distúrbios hormonais. 1998. VERMA. depósitos de hemossiderina e material osteóide. numerosas células gigantes multinucleadas. 2004). imunohistoquímicos e de ultraestrutura têm sido realizados com o objetivo de analisar a histogênese da LCCG. também. Dezesseis lesões clinicamente agressivas e doze não agressivas foram submetidas aos anticorpos CD34. A maioria dos casos de lesão central de células gigantes acomete indivíduos do gênero feminino. distribuídas num estroma ricamente vascularizado. são achados comuns (WASSAL. 1999 e FRANCO. 2003). AKKER et al. Dependendo da localização e da agressividade da LCCG o paciente poderá apresentar tumefação local. 2002). pode-se citar a associação com síndromes.. com numerosos relatos de lesões expandindo-se além da linha média. 2001 e THRONDSON. CARDOSO. SCIUBBA. prolyl 4-hydroxylase. BEZERRIL et al. 1991). REGEZI. SEXTON. actina para músculo liso. ovóides e arredondadas. a lesão central de células gigantes é caracterizada microscopicamente por uma proliferação de células mononucleadas fusiformes. SUGABARA. Estudo histoquímico foi efetuado comparando as células gigantes da LCCG com osteoclastos de outra localização. flutuação à palpação. Outro estudo foi desenvolvido para determinar o perfil imunohistoquímico das células mononucleares que parecem ser responsáveis pelo comportamento biológico da LCCG. como o Hiperparatireoidismo e a gravidez (LANGE. Em se tratando da faixa etária mais acometida pela LCCG. TAICHER et al. PAWAR et al. cefaléia. Síndrome de Noonan. QUINTANAGOMES. 2000 e THRONDSON. segundo as características histológicas. como a Neurofibromatose I. CASTELLON.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 779 substituí-lo. 1971). entretanto a origem osteoclástica não deve ser descartada. ROCHA. demonstrando quantidade variável de fibras colágenas. a maioria dos autores afirma que mais de 60% dos casos ocorre em crianças ou adultos com menos de 30 anos de idade (WHITAKER.. 2000. 1996). 1997 e SHARMA. Os resultados mostraram características histoquímicas semelhantes nos dois tipos de células pela atividade negativa da fosfatase alcalina que está relacionada com os osteoblastos e de atividade positiva para a fosfatase ácida relacionada com os osteoclastos (MATSUMURA. Ki-67 e proteína p53. PATICOFF. bem como. 1995 e KAFFE. Diversos trabalhos histoquímicos. ARDEKIAN. DOMINGUEZ. . entre outros sintomas (GOVETT. AMEDEE. diplopia e epistaxe. parestesia. Não obstante.. dor. MONTINI et al. Os macrófagos por diferenciação das células mononucleares podem dar origem às células gigantes multinucleadas. Relatam ainda a impossibilidade de determinar o comportamento biológico da LCCG. uma proporção de 2:1 entre os gêneros (BASILI. Focos hemorrágicos. STEWART et al. ROSENBERG. 2004). Os autores concluíram que a histogênese da LCCG é principalmente ligada aos fibroblastos e miofibroblastos e que os macrófagos representam um papel secundário. 1997)... fator XIIIa. Dentre as causas sistêmicas. POGREL. SEXTON... imunohistoquímicas e marcadores de proliferação (O’MALLEY. TAVARES. WADA et al. WALDRON. sendo relatadas em grandes séries de casos. CD68. especialmente em lesões mandibulares (ADORNATO.. A região anterior dos ossos maxilares é mais acometida do que a região posterior. ACOSTA GIL.

deformidades torácicas e estenose da artéria pulmonar. Quando ocorre na maxila. ALLEN et al. Os autores sugerem que alterações hormonais durante a gravidez provavelmente favoreçam o crescimento de lesões. mostrando. 1993). sem perfurarem corticais ou induzir reabsorção radicular. 1995). as alterações mais observadas são micrognatia. exibem crescimento lento. 2004). havendo loculações definidas nas lesões maiores (SHAFER. atraso no irrompimento dental. GULLANE et al. 1980). expansão e perfuração das corticais. ALBERTO. RAWASHDEB. 1986). As radiografias são os exames de maior aplicabilidade prática com alta sensibilidade para determinar o crescimento e identificar recorrências precoces da LCCG. ROWE. ALKHATEEB. como a Síndrome de Noonan e os chamados Fibromas Odontogênicos. 1997). Associação de LCCG em pacientes gestantes também tem sido relatada na literatura e. 1991).. 1975 e LITTLER. É também relatado um caso que apresentava associação da Síndrome de Noonan com LCCG discutindo-se a possibilidade das lesões ósseas serem uma forma de querubismo (BETTS. KABAN. Quando acontece na . A radiografia panorâmica permite boa qualidade e reprodutibilidade de imagem. GORLIN. podendo ser agressivo e não agressivo (CHUONG. ao qual se seguiram outros estudos (SMALL. trabéculas tênues. KOZAKEWICH et al. LEVY. A lesão central de células gigantes apresenta-se ainda como uma patologia destrutiva produzindo áreas radiolúcidas de limites relativamente regulares ou irregulares. Existe uma diferenciação de padrões de comportamento da lesão de células gigantes. reabsorção radicular e alta incidência à recorrência. SIDHU. 1988). HINE. 1989). Outra característica da LCCG descrita na literatura é sua associação com outras entidades. As lesões agressivas caracterizam-se por dor... crescimento rápido. HINE.. além da presença de lesões de células gigantes nos ossos maxilares (COHEN. A lesão pode ser unilocular ou multilocular com margens bem definidas e graus variados de expansão das corticais (BATAINEH. úvula bífida. DAMM. Na cavidade bucal. FONSECA et al. 2002). às vezes. 1985 e SIDHU. As lesões não agressivas tendem a ser assintomáticas. mas não são os responsáveis pela sua histogênese (CSILLAG. essa lesão pode invadir o assoalho do seio maxilar ou órbita como também as fossas nasais. MCGOWAN (1969). O abaulamento dos maxilares ocorre devido à expansão das corticais ósseas (SHAFER. Foram descritos 15 casos de pacientes portadores da Síndrome de Noonan que apresentavam LCCG múltiplas nos maxilares. 2001 e NEVILLE. A divergência das raízes dos dentes envolvidos pela área tumoral é um dos aspectos mais consistentes observados através de tomografia computadorizada (COHEN. STEWART. apresentando baixa taxa de recorrência (KURTZ. As características mais comuns desta síndrome são anormalidades oculares e gonadais. foi o primeiro autor a sugerir esta relação de gestantes portadoras de LCCG.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 780 A lesão descaracteriza o sulco gengivo-labial e produz deformações variáveis no contorno facial. MESA. baixa estatura. LEVY. HERTZANU. PARKASH. sugerindo que controles radiográficos devam ser realizados até a reparação completa do tecido ósseo (HIGH. 1985). MATHEWS. má oclusão. PHAROAH.

ocorrendo em maior proporção na mandíbula que na maxila. OTTONE. displasia fibrosa. O diagnóstico diferencial inclui tumor marrom do hiperparatireoidismo. UGLESIC. ameloblastoma. SVAJHLER et al. DE LA CALLE. 2003). por apresentar características histológicas semelhantes. ameloblastoma. Três casos de Tumor Marrom do Hiperparatireoidismo foram estudados. mostrando neoplasia das glândulas paratireóides. A terceira variedade é aceita quando o hiperparatireoidismo secundário se transforma em primário. 1975 e MARZOLA. RAMOS. 2001). por exemplo. SHEAR. são também muito utilizadas (WALDRON. Por tratar-se de doença hereditária dominante. ambas as afecções apresentando maior incidência em pacientes jovens e do gênero feminino. 1998. podendo ser a primária relacionada com hiperplasia ou tumor da glândula paratireóide..LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 781 mandíbula. mesmo após a realização de paratireoidectomia. ALLEN et al. As tomografias computadorizadas em casos extensos ou com imagens radiográficas sugestivas de perfuração de corticais ou invasão de outras estruturas. PHILIPPE et al. DAMM. displasia fibrosa. fibromixoma. O Cisto Ósseo Aneurismático pode se . como as fossas nasais. seios da face e assoalho bucal. PATICOFF. cisto hemorrágico e o sarcoma osteógeno (GUIMARÃES.. MARZOLA. cisto ósseo aneurismático.. DUARTE. é capaz de expandir e perfurar as corticais (NEVILLE. a fim de eliminar a hipótese do Hiperparatireoidismo. a insuficiência renal crônica (MENARD.. Uma das lesões que implicam no diagnóstico diferencial com LCCG. é o chamado Tumor Marrom do Hiperparatireoidismo. Tanto clínica quanto radiograficamente. osteoporose e o Tumor Marrom nos maxilares que freqüentemente constituem o primeiro sinal da doença (DE PABLOS. Os principais sinais bucais do hiperparatireoidismo são a perda da lâmina dura dos ossos maxilares. Um aspecto bastante importante para o diagnóstico e o planejamento do tratamento mais apurado da LCCG é a solicitação de cintilografia óssea (esquelética) e de paratireóides. as principais lesões que poderiam ser consideradas para o diagnóstico diferencial são o tumor gigantocelular. Quando da presença deste diagnóstico. além da imagem radiográfica multilocular comum (STRUTHERS. A hiperfunção da paratireóide usualmente é classificada em três variedades. 1996). 2004). quando se avaliaram as diferentes modalidades terapêuticas empregadas. Neste contexto devem-se ainda destacar as características clínicas semelhantes do Cisto Ósseo Aneurismático com a LCCG. CASTRO. DE GIOANNI et al. tumor maligno e tumor de células gigantes (TOMMASI. Outra afecção que também apresenta características histológicas semelhantes à LCCG é o Querubismo. concluindo que o tratamento cirúrgico na LCCG está contra-indicado antes de confirmar o diagnóstico de hiperparatireoidismo. granulomas de origem dental. em geral se manifesta bilateralmente na mandíbula e ou na maxila.. 1989). 1984 a). 1987). PAUZIE. 1991). A secundária que ocorre quando essas glândulas são estimuladas a sintetizar maior quantidade de hormônio e assim corrigir o baixo nível de cálcio sérico em certas condições patológicas como. a intervenção cirúrgica nos ossos maxilares está também contra-indicada devido sua regressão espontânea (KNEZEVIC. 2000 e ADORNATO. 1993 e TARELLO. o que facilita o diagnóstico diferencial com a LCCG.

como a LCCG (STRUTHERS. também. CASTRO. A literatura permite conhecer que a crioterapia também se presta ao tratamento da LCCG. 1982 e REGEZI.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 782 desenvolver a partir de lesões pré-existentes caracteriza-se por ser uma lesão nãoneoplásica. com a completa cicatrização óssea da região (BUSCHKE. Diversas modalidades de tratamento têm sido descritas para a LCCG. 1976. 1990). 2000 e REGEZI. foi descrito o emprego de curetagem associada à crioterapia (WEBB. SEDANO. 1976. KOZAKEWICH et al.. 1994. ZANINI. Posteriormente foram relatados mais dois casos de LCCG localizados na mandíbula tratados com radioterapia. 1984 b). GOLDMAN. 1979. 1988 e SMITH. seguida da remoção das margens ósseas da periferia. KUSTCHER. ROTHBERG et al. entre os quais a aplicação de nitrogênio líquido (-198 ºC) em forma de “spray” (BRADLEY. BARBOSA. A curetagem da massa tumoral. BARBOSA. ZEGARELLI. 1979. CANTRIL. Foram descritos cinco casos de LCCG tratados exclusivamente com radioterapia (variando entre 15Gy e 34Gy de dose total) com reparação completa da região (BERGER. a escolha da terapia dependerá da idade do paciente.. 1990 e REGEZI. Entretanto. O aspecto microscópico desta lesão está associado com o hiperparatireoidismo e esses processos devem ser diferenciados com base em testes de bioquímica. O controle cirúrgico destas lesões com curetagem vigorosa é geralmente recomendado como tratamento preferencial (ZEGARELLI. 1949). Para o tratamento de formas agressivas de LCCG. Valores séricos de cálcio e fosfatase alcalina aumentados e de fósforo reduzido são indicativos de hiperparatireoidismo. diversos autores têm contra-indicado o tratamento radioterápico em pacientes jovens devido à possibilidade do aparecimento. MARROGI. 1986 e CARLOS. BHASKAR. 1989. 1975. STERN. geralmente relacionada a distúrbios vasculares e histórias de traumas prévios. 2002). mostrando-se eficaz no tratamento de lesões agressivas dos maxilares. com nítida diminuição do número de recidivas. 2000). SOUZA. de neoplasias malignas radioinduzidas (BATSAKIS. ZANINI. Valores séricos normais são esperados com a lesão central de células gigantes (WOOD. MOOREN. resulta num prognóstico bom. FREITAS. BHASKAR. 1995). FANG. 2000). KUSTCHER. em longo prazo. FISHER. SCIUBBA. KABAN. SHEAR. ROSA. Esta técnica tem sido muito relatada na literatura (POGREL. GOAZ. Em alguns casos pode tornar-se necessário o tratamento pré-cirúrgico ou a extração dos dentes envolvidos (WOOD. 1975. Aceita-se que a baixa temperatura induzida no tecido ósseo determine a desvitalização dos elementos celulares. 2000). SONIS. DLEFINO et al. POGREL. 1975). 1982. GOAZ. e numa taxa baixa de recidiva. 1947). da característica clínica da lesão e sua agressividade (CHUONG. SCIUBBA. 1994. POGREL. Há diversos tratamentos propostos na literatura e.. SCIUBBA. VAN DAMME. EISENBUD. sendo descritas diversas variantes para a realização deste método. 1993. BROCKBANK. 1990. GORLIN. 1986). conservando a matriz óssea. 1995 e SALMASSY. FAZIO. . sendo que a radioterapia foi uma das primeiras a ser utilizada.

2001). com . Porém. preservando as estruturas vitais e de baixo custo (KERMER. 1994 e KURTZ. 2001) com lesões extensas ou múltiplas (KERMER. a formação óssea. porém estudiosos relatam que provavelmente agem por estimulação dos osteoblastos e pré-osteoblastos. 2002). Apresenta a vantagem de ser uma técnica simples. a terapia está contra-indicada para pacientes com infecção. porém parecem inibir a atividade osteoclástica. O tratamento com esteróides está baseado na semelhança microscópica existente entre o LCCG e a sarcoidose (TERRY. incluindo regeneração óssea. RAWASHDEH. O tratamento com interferon alfa tem sido relatado na literatura como uma alternativa com alta taxa de sucesso. podendo indicar um risco de recorrência após vários anos (O’REGAN. HARRIS et al. 2001). SEDANO. sendo capaz de inibir a atividade osteoclástica. acarretando um aumento dos níveis séricos de cálcio.. SOUMITHRAN. particularmente para o tratamento de crianças e adultos jovens (RAJEEVAN. 2001 e BATAINEH. Representa uma opção atrativa. CASO CLÍNICO-CIRÚRGICO 1 Paciente C. GIBB. responde bem à terapia com drogas antiangiogênicas.. a administração de interferon alfa. A calcitonina é encontrada em diversas espécies. Porém. diabetes mellitus. úlcera péptica e imunocomprometidos (RAJEEVAN. 1990). 1999). SOUMITHRAN. gênero feminino. PATICOFF. BALTIMORE. conseqüentemente. devido a isso. AL-KHATEEB. aumentando. 2003). acaba por reduzir a opção por essa modalidade de tratamento (O’REGAN. S. resultando em rápida resolução. A literatura mostra que o tratamento pode levar a uma estabilização da lesão ao invés da cura. O emprego de corticoesteróides no tratamento da LCCG tem sido relatado por vários autores. como meia vida longa. letargia. 2002). além do retorno das funções normais. a grande afinidade para receptores específicos (BERNE. a inconveniência da administração diária.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 783 Além da curetagem e ressecção cirúrgica. G. MESA. a ocorrência de efeitos colaterais como náusea. resistência à degradação plasmática e. MILLES.. R. TROULIS. EBB et al. além de estimular a atividade osteoblástica (POGREL. 1994 e CARLOS. O mecanismo de ação dos esteróides nessas lesões não é bem conhecido. Entretanto. perda de cabelo e erupções na pele. ODELL. de calcitonina e de injeções intralesionais de corticoesteróides tem sido descrita na literatura como opções de tratamento da LCCG (PAZOKI. REGEZI. RAWASHDEH. leucoderma. WATZKE. como o interferon alfa. AL-KHATEEB. LEVY. O mecanismo de ação da calcitonina é especulativo. 2003). somada ao tratamento longo e à ocorrência de efeitos colaterais severos como febre. A LCCG representa uma lesão vascular proliferativa e. ALBERTO. 30 anos. 1998 e ADORNATO. MILLES. acabam por restringir a sua indicação (KABAN. HILL. embora a proveniente do salmão seja a mais utilizada devido às características que a tornam altamente potente. compareceu ao ambulatório de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial do Hospital de Base da Associação Hospitalar de Bauru (CTBMF-HB). 2002). WATZKE. vômito. cefaléia e diarréia. 2002). Seu mecanismo de ação é ainda incerto. 1998 e BATAINEH. principalmente em casos de lesões agressivas ou recorrentes. GIBB. ODELL.

notouse um aumento da tábua óssea vestibular. No acompanhamento pós-operatório de aproximadamente sete meses. sem intercorrências. a sutura intra-oral foi removida com 14 dias de pósoperatório. ausência de complicações. 8). Realizouse descolamento do retalho mucoperiosteal. a paciente mostrou-se com a face simétrica.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 784 queixa de um aumento volumétrico na região da sínfise mandibular. utilizando-se de lâmina nº. Posteriormente ao tratamento endodôntico dos dentes. a paciente foi submetida a um segundo tempo cirúrgico. Irrigação com soro fisiológico 0. Intra-oralmente. LCCG e mixoma. Na radiografia ortopantomográfica verificou-se imagem radiolúcida estendendo-se dos dentes 33 ao 45 provocando um deslocamento dos dentes 42 e 43 (Fig. 9). Pelo exame intra-oral observou-se bom aspecto cicatricial da abordagem cirúrgica e no exame radiográfico apresentou-se imagem correspondente à neoformação óssea (Fig. Ao exame clínico observou-se uma leve assimetria facial e a presença de um aumento volumétrico na região da sínfise mandibular (Figs. ameloblastoma.9% e sutura do retalho mucoperiosteal com fio vicryl 4-0 (Fig. fosfatase alcalina. Enucleação da massa tumoral com curetagem da região com a exposição da loja cirúrgica com a lesão já curetada (Fig. sem captação do radiofármaco (Fig. O laudo microscópico confirmou a hipótese diagnóstica de Lesão Central de Células Gigantes. sem qualquer queixa de sintomatologia dolorosa ou incômodo na região (Figs. e após esta cirurgia houve o crescimento da lesão. como as dosagens de cálcio. Na seqüência foi realizado procedimento de biópsia incisional sob anestesia local onde foram removidos fragmentos para fins de diagnóstico microscópico. Cintilografia óssea mostrando um aspecto esquelético geral e localizado com a captação do radiofármaco (Fig. 1 e 2). Aposição dos campos estéreis. Realizou biópsia incisional anteriormente com diagnóstico microscópico de cisto ósseo aneurismático. O plano de tratamento proposto foi de enucleação da massa tumoral com curetagem da região. Relatou a realização de extração do elemento 44. Foram solicitados exames complementares para a avaliação de distúrbios metabólicos. cintilografia óssea e de paratireóides excluindo o diagnóstico de hiperparatireoidismo. 11 e 12). com ausência de parestesia e uma boa abertura bucal. fósforo. 15 (Fig. tendo a paciente recebido alta hospitalar no dia seguinte e. 10). O pós-operatório imediato transcorreu normalmente. 4). A paciente referiu sensação de parestesia do nervo mentual direito após exodontia do 44. 5). . posteriormente incisão em região de fundo de sulco gengivo-labial. Fragmentos removidos para exame microscópico (Fig. Não havia aspecto clínico e radiográfico sugestivo de recidiva. Durante a anamnese a paciente referia um tempo de evolução de aproximadamente seis meses. O material foi encaminhado ao Laboratório de Anatomia Patológica de Bauru do Hospital de Base. Em cintilografia de paratireóide a lesão apresentou um aspecto de normalidade. descartando a primeira hipótese do exame microscópico anterior de cisto ósseo aneurismático. ocorrendo a exposição da lesão (Fig. 3). paratormônio e. Alguns diagnósticos presuntivos foram propostos ao paciente como o cisto ósseo aneurismático. 7). realizando-se-se anti-sepsia com PVPI degermante e tópico extra e intraoralmente. 6). 13). sob anestesia geral.

3 . . Fig. 1 e 2 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 785 Figs.Aspecto radiográfico ortopantomográfico pré-operatório.Aspecto frontal e perfil facial pré-operatório.

Cintilografia de paratireóide mostrando aspecto de normalidade. .Incisão em região de fundo de sulco gengivo-labial. Fig. sem captação de radiofármaco. 5 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 786 Fig.Aspectos esqueléticos gerais e localizados de cintilografia óssea. 4 . Fig. 6 . com captação do radiofármaco.

Exposição da loja cirúrgica com a lesão curetada. Fig. Fig. 7 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 787 Fig.Exposição da lesão. . 8 .Fragmentos removidos para exame microscópico. 9 .

.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 788 Fig. observando a harmonia facial preservada. 11 e 12 .Aspecto frontal e perfil facial pós-operatório com 7 meses de acompanhamento. 10 . Figs.Sutura intra-oral com fio vicryl 4-0.

13 . Pelo exame radiográfico verificou-se lesão na sínfise mandibular com destruição óssea e deslocamento dental. Pelo exame intraoral notou-se aumento volumétrico nas tábuas ósseas vestibular e lingual. CASO CLÍNICO-CIRÚRGICO 2 Paciente M. fósforo. Com esta informação.Controle radiográfico pós-operatório. Neste mesmo momento. Durante a anamnese o paciente referiu um tempo de evolução associado com trauma local (trauma facial com queda) de aproximadamente cinco meses. gênero masculino. feoderma. sugerindo averiguar a possibilidade de tumor marrom do hiperparatireoidismo. foram solicitados exames complementares de dosagem bioquímica de cálcio. 16). compareceu ao ambulatório de Cirurgia e Traumatologia Buco Maxilo Facial do Hospital de Base da Associação Hospitalar de Bauru (CTBMF-HB). 12 anos. V. . porém com resultado negativo. cujos valores determinados estavam em níveis de normalidade. para avaliação e tratamento de lesão tumoral em região de sínfise mandibular. enviando-se o material para exame microscópico. Pelo exame clínico extra-oral notou-se assimetria facial e aumento volumétrico na região da sínfise mandibular (Figs. fosfatase alcalina e paratormônio. verificando ausência de recidiva e neoformação óssea.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 789 Fig. foi realizada punção aspirativa. não havendo rompimento da cortical óssea (Fig. O quadro microscópico foi compatível com Lesão Central de Células Gigantes. seguido de biópsia incisional. 14 e 15). eliminando-se a possibilidade de hiperparatireoidismo e se definindo o diagnóstico como LCCG.. com sete meses de acompanhamento.

sutura do retalho mucoperiosteal com fio nylon 5-0. Parte da peça anatômica ressecada (Fig. com as barras de Erich em perfeita posição. 29). conservado imerso em soro fisiológico 0. 22). Bloqueio intermaxilar com barra de Erich e fios de aço para determinação e estabilização da oclusão. Sutura por planos com fio vicryl 4-0 e. Irrigação com soro fisiológico 0. exposição da loja cirúrgica com a lesão já ressecada (Fig. 19). modelação da placa de reconstrução de titânio sistema 2. Divulsão por planos. O paciente foi submetido à intervenção cirúrgica. Pelo exame radiográfico notou-se ausência de recidiva e. notou-se harmonia facial preservada (Figs. Seguiu-se com a incisão na região do rebordo alveolar e descolamento do retalho mucoperiosteal. com a exposição da área enxertada. tendo o paciente recebido alta hospitalar no terceiro dia de P. O bloco do enxerto ósseo da crista ilíaca foi modelado e fixado com placa de reconstrução de titânio sistema 2. No pós-operatório de aproximadamente 4 meses. 24) e. 21) e. com margem de segurança. . abundante irrigação com solução salina e. Pelo exame intra-oral verificou-se uma oclusão estável. o paciente mostrou-se com a face simétrica e ausência de qualquer queixa de sintomatologia dolorosa. 15. 26). foi realizada a instalação dos implantes. 27 e 28). externamente com fio nylon 3-0. 18). Atualmente.9% e. aos três anos e onze meses de pósoperatório. No pós-operatório de três anos e onze meses. O pós-operatório imediato transcorreu normalmente. Em radiografia panorâmica constatou-se ausência de recidiva e neoformação óssea (Fig. Houve o tratamento da área doadora.4 e fixação com parafusos (Fig. não havendo aspecto radiográfico sugestivo de recidiva. sutura por planos com fio vicryl 4-0 e. com ausência de complicações. Seguiu-se com a demarcação da incisão (Fig. Pelo exame intra-oral constatou-se um baixo índice de reabsorção da área enxertada. com o pós-operatório de 1 ano e 4 meses da instalação dos implantes.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 790 O plano de tratamento proposto foi ressecção total da lesão com margem de segurança. Extra-oralmente apresentou-se um bom aspecto cicatricial da abordagem cirúrgica e. posteriormente traqueostomia de proteção. Realizou-se a antisepsia extra e intra-oralmente com PVPI degermante e tópico com a colocação dos campos estéreis. Aposição dos campos estéreis e. sem intercorrências. utilizando-se de lâmina nº.O. 31). 20). as placas de reconstrução de titânio e parafusos em posição correta. com a remoção do fragmento tumoral (Fig. realizando-se a anti-sepsia extra e intra-oral com PVPI degermante e tópico. sendo realizada com cinzel (Fig. A região da crista ilíaca foi eleita área doadora do enxerto.75/17 mm (Fig. ocorrendo a exposição da massa tumoral (Fig.4 e parafusos (Fig. As suturas na região colar cervical e da crista ilíaca foram removidas com 7 e 14 dias de pós-operatório. 23). No segundo tempo cirúrgico. externamente com fio mononylon 6-0 (Fig.9%. o paciente apresenta-se com aproximadamente cinco anos e três meses de pós-operatório da ressecção total da lesão. Ressecção total da lesão. 30) e. sendo removido medindo aproximadamente 15 cm³ (Fig. sob anestesia geral. verificando-se os mesmos em posição correta (Fig. 17) em colar cervical. 25). no aspecto intra-oral notou-se uma oclusão estável com boa abertura bucal. Instalação dos quatro implantes de Titamax Ti cortical 3.

LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 791 Figs. Fig.Aspecto frontal e perfil facial pré-operatório.Aspecto radiográfico ortopantomográfico pré-operatório. 16 . . Fig. 17 .Demarcação incisão colar cervical. 14 e 15 .

numa visão vestibular. 20 . .Fragmento da ressecção tumoral.Ressecção total da lesão com cinzel. 19 . 18 . 21 . exposição da massa tumoral. Fig. Fig.Após a divulsão por planos. Fig.Parte da peça anatômica ressecada.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 792 Fig.

Fig. Fig. 24 .Bloco de enxerto medindo aproximadamente 15cm³.Exposição da loja cirúrgica com a lesão ressecada. . 23 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 793 Fig.Modelação da placa de reconstrução de titânio e fixação com parafusos. 22 .

Colocação do enxerto ósseo de crista ilíaca e fixação da placa de reconstrução de titânio sistema 2.Sutura extra-oral com fio mononylon 6-0. 27 e 28 . Figs. .Aspecto frontal e perfil facial pós-operatório com 3 anos e 11 meses de acompanhamento. Fig. 25 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 794 Fig.4 com parafusos. 26 . observando a harmonia facial preservada.

30 .LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 795 Fig.75/17mm instalados em região enxertada. observando uma neoformação óssea. 31 . .Controle radiográfico ortopantomográfico pós-operatório. Fig.notando-se os mesmos em posição.Implantes Titamax Ti cortical 3. com 3 anos e 11 meses de acompanhamento.Aspecto radiográfico ortopantomográfico pós-operatório com 5 anos e 3 mês da ressecção total da lesão com ausência de recidiva . e pós-operatório de 1 ano e 4 meses da instalação dos implantes. Fig. 29 .

BATAINEH. A região anterior dos ossos maxilares é mais acometida do que a região posterior (ACOSTA GIL. cefaléia. 1989 e FRANCO. SIDHU. 2004). ROCHA.. dor. ADORNATO. ALLEN et al. 1995. 1995. 2003). 2001). ADORNATO. STERN. PATICOFF.. É considerada como um processo de reparação decorrente de trauma (principalmente exodontia). KAFFE. Em relação ao sítio de predileção se encontram observações variadas. BEZERRIL et al. ACOSTA GIL. 1986. RATINOFF. 1969. (1996). WHITAKER. GORLIN. A LCCG pode envolver também causas sistêmicas como distúrbios hormonais. 2001 e THRONDSON. ALKHATEEB. LANGLAND. VERMA.. 1996. admitindo-se a existência de receptores hormonais específicos nas células tumorais (BASILI. 1974. TAVARES. (1988). Associação de LCCG em pacientes gestantes também tem sido relatada na literatura (MCGOWAN. LANGE. 2003). DOMINGUEZ. prévio ao aparecimento da lesão. ao qual o paciente poderá apresentar tumefação local. enquanto para KAFFE. TAVARES. gravidez e associação com síndromes. (1993) e EINSENBUD. TAICHER et al. 2004). a relação maxila/mandíbula das LCCG foi de 1:3. parestesia. estando concordando em ambos os casos com a literatura pesquisada. BEZERRIL et al. é consenso entre os autores à preferência pelo gênero feminino. 1995. 1984. ARDEKIAN. VAN DEN AKKER et al. WALDRON. e no caso clínico 1 a paciente referiu exodontia do 44. a maioria dos autores afirma que a LCCG é mais prevalente em crianças ou adultos jovens com menos de trinta anos de idade (TOMMASI.. 1993.. Entretanto. Com respeito à faixa etária. BASILI.. 1995. alguns trabalhos relatam as lesões expandindo-se além da linha média (LANGLAIS. ARDEKIAN. 1985. 1991. GRAZIANI. o que pode ser verificado integralmente em ambos os casos clínicos mostrados. 1997 e SHARMA. 1975 e LITTLER. ROTHBERG et al. AMEDEE.. TOMMASI. que se confirmam em ambos os casos clínicos ilustrados. 2002). SEXTON. 2002 e NEVILLE. o que está de acordo com o caso clínico 1 ilustrado. SIDHU. No caso clínico 2 o paciente relatou história pregressa de trauma local com queda. diplopia e epistaxe (GOVETT. PARKASH. PATICOFF. CASTELLON. Os sinais clínicos observáveis são aumento de volume de consistência . 1980). irritação ou inflamação óssea. MONTINI et al. a mesma relação foi de 1:2. CASTELLON. WALDRON. ROWE. MONTINI et al. RAWASHDEH. FALKINHOFF. hiperparatireoidismo. SANTIAGO.. representando uma resposta reacional alterada (FONSECA. 1989. NORTJE. ROCHA. Essa predileção tem sido relacionada a uma possível influência do estrógeno e da progesterona no desenvolvimento do granuloma. ROSENBERG. 1997 e ADORNATO. SMALL. SEXTON. Para WHITAKER. como a neurofibromatose I e a síndrome de Noonan (COHEN. ARAÚJO. flutuação à palpação.. DOMINGUEZ. 2001 e THRONDSON. 1991. ARAÚJO. hemorragia. PATICOFF. DAMM.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 796 DISCUSSÃO Analisando a etiologia da LCCG é consenso entre os autores que ela representa uma reação local a alguma forma de agressão. No que se refere à incidência ao gênero. TAICHER et al. PAWAR et al. 1999 e FRANCO. O comportamento clínico da LCCG varia desde aumento de volume assintomático de crescimento lento até a uma lesão agressiva.. 2004).

ZEGARELLI. Com respeito ao diagnóstico diferencial muitas são as hipóteses a serem analisadas. KABAN. que no caso da LCCG isolada estaria normal (SILVEIRA. REGEZI. motivo pelo qual se justificaria a realização de exame bioquímico do sangue para dosagem da calcemia e definição do diagnóstico. Alguns autores diferenciam os de padrões de comportamento da lesão de células gigantes em agressivo e não agressivo. fibromixoma. TINER. POTTER. enquanto as lesões não agressivas tendem a ser assintomáticas e exibem crescimento lento (CHUONG. pela evolução rápida.. por apresentar características histológicas semelhantes. MESA. SCIUBBA. no nosso caso clínico um dos pacientes é do gênero feminino. GOAZ. ROSA. 1976. é irrelevante estatisticamente. 1994. é o chamado Tumor Marrom do Hiperparatireoidismo e esses processos devem ser diferenciados com base em testes de bioquímica. a lesão apresenta áreas radiolúcidas uniloculares ou multiloculares (SHAFER. WOOD. 1985. ALBERTO. que pela amostragem de somente dois casos. DUARTE. KURTZ. 1982). 2000 e MARZOLA. imageológicos e microscópicos apresentados nos casos clínicos deste trabalho são compatíveis com as informações previamente reportadas pela literatura. Entretanto. 1975. 2002). MOOREN. ameloblastoma. OTTONE. 2002). displasia fibrosa. reabsorção radicular ou deslocamento dental (BATAINEH.. DE GIOANNI et al. a despeito de tanto caso clínico 1 como 2 serem assintomáticos quanto a dor. AL-KHATEEB. 2004). VAN DAMME. 1986. embora o gênero não venha ao encontro da afirmação da maioria dos autores. TARELLO. VAN DAMME. 1990. ceratocistos e granulomas de origem dental (GUIMARÃES. 2003). Nota-se que a idade e a localização.. MARZOLA. MOOREN. bem como os aspectos clínicos. REGEZI. RAWASHDEH. SCIUBBA. 1986. PAUZIE. todos os achados sintomatológicos pertinentes a sua localização estão de acordo com a literatura. RAWASHDEB. BARBOSA. com posterior extração. 2001 e NEVILLE.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 797 dura ou borrachóide. KOZAKEWICH et al. ao se considerar o extenso crescimento da lesão e reabsorção radicular dos dentes. 1982. recoberto por tecidos moles de aparência normal (ZEGARELLI. que descrevem ser o feminino o mais prevalente. PRÓSPERO. SOUZA. sarcoma osteógeno. dada a localização específica na mandíbula. 2000 e FREITAS. Uma das lesões que implicam no diagnóstico diferencial com LCCG. KUSTCHER. KUSTCHER. o outro masculino. DAMM. 1993 e BATAINEH. não houve perfuração da cortical óssea e ausência de recidiva. AL-KHATEEB. Analisando os aspectos imageológicos. HINE. KABAN. as lesões apresentavam-se claramente delimitadas e multiloculares. 1996. para alguns autores a LCCG consiste em uma radiotransparência multilocular com septos ósseos (aspecto de bolhas de sabão ou favos de mel) e a imagem unilocular apresenta-se menos freqüentemente (BHASKAR. dos casos clínicos 1 e 2.. Porém.. PHILIPPE et al. MENARD. Nos casos clínicos relatados. 1993. As principais lesões que poderiam ser consideradas são: tumor giganto-celular. 1994. podendo ambos os casos ter comportamento agressivo. destruição óssea local. CHUONG. Um dos casos relatados se mostrou em parte agressivo. KOZAKEWICH et al. cisto hemorrágico. . 1994). 1975. ALLEN et al. As lesões agressivas caracterizam-se por dor e crescimento rápido. TOMMASI. 1989. porém com parestesia no caso 1. LEVY.

BALTIMORE. ZANINI. O debate tem sido entre os defensores dos procedimentos cirúrgicos como por meio da curetagem simples ou ressecção em bloco (JAFFE. 1953. HARRIS et al. 2002 e KABAN. doses calcitonina. estado geral do paciente e aceitação. CONCLUSÕES Baseado na revista da literatura e dos casos clínicos apresentados pode-se concluir que: 1. WATZKE. O Tratamento cirúrgico da LCCG gera até hoje. BHASKAR. foi realizado em ambos os casos com resultados negativos para hiperparatireoidismo. SHEAR. CROCKER. LEVY.. 2002. deformidade acentuada da mandíbula. posteriormente ao tratamento endodôntico dos dentes. 2000. acometendo mais freqüentemente a mandíbula. 1998. 1993. MESA. REGEZI. 1997. CARLOS. SEDANO. BRADLEY. HILL. RAJEEVAN. Quanto aos aspectos imageológicos a lesão apresenta áreas radiolúcidas uniloculares ou multiloculares e microscopicamente. foi realizada enucleação de massa tumoral com curetagem da região. 2001. 1975. 1993. ALBERTO. 2000. EBB et al.. POGREL. A curetagem do osso remanescente foi realizada apenas nas áreas em que houve dúvida sobre remanescentes da lesão. DARIO. REGEZI. grande interesse e controvérsia. BARBOSA. 1997. Dado a agressividade da lesão. 1976. 2002. 1995. ZEGARELLI. 2003). POGREL. PAZOKI. WEBB. 1999 e REGEZI. CARLOTTI. 2001. ÜSTÜNDAG. 1990. AL-KHATEEB. WOOD. 1985. 1982. TROULIS. idade do paciente. LIMA JR et al. Como resultados mediatos das cirurgias foram observadas uma redução satisfatória das lesões. 1999. ROBERSON. onde anteriormente foi diagnosticado microscopicamente como cisto ósseo aneurismático. Nestes relatos de casos o tratamento cirúrgico foi o de escolha devido às lesões serem bem delimitadas.. sendo mais comum no gênero feminino. Devemos ressaltar a importância de uma boa visualização da lesão para sua completa remoção. 1995. SOUMITHRAN. ZETTER. injeções intralesionais com corticóides e aplicações subcutâneas de interferon (BERGER. 1994. apresenta . 1984 a) e o Cisto Ósseo Aneurismático (STRUTHERS. SHAFER. Em um dos casos presentemente relatado. SALINAS. 1947. que se confirma no caso clínico 1. BROUTY-BOYE. LEVY. O enxerto utilizado mostrou-se satisfatório. crioterapia. POGREL. KABAN. 2000). 2002. DODSON. HINE. RAWASHDEH. ELSON. CASTRO. SHEAR. SCIUBBA. FISHER. POGREL. KERMER. BATAINEH. a radioterapia. ISERI. 1980. Outras afecções que também apresentam características histológicas semelhantes à LCCG é o Querubismo (STRUTHERS. ou seja. KESKIN et al. No caso clínico 2 o paciente foi submetido à ressecção total da lesão. ADORNATO..LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 798 BAPTISTA. HARRIS. 1986. 2003) e os métodos não cirúrgicos. 1996. 1975. BROCKBANK. PATICOFF. 1990. com margem de segurança. As LCCG consistem num processo proliferativo benigno nãoneoplásico comumente encontrado em crianças ou adultos jovens. KURTZ. 2003 e TERRY. KUSTCHER. como a evolução do caso demonstrou. 1984b). MILLES. BERNE. SCHILLER. SALMASSY. GOAZ. 2. SCIUBBA. sem qualquer dano ou complicações para o paciente.

. aug. 60.. produzindo excelentes resultados e prognóstico favorável no tratamento de Lesão Central de Células Gigantes. 52. p.. oral Pathol. 76. Há uma diferenciação de comportamento biológico da LCCG em agressivo e não agressivo. G.. n.. 7. v. Hallazgos histopatologicos. 197-8. L. A histological comparation of the giant cells in the central giant cell granuloma of the jaws and the giant cell tumor of long bone. Rio de Janeiro: Ed. 1974. dent. Patologia bucal. 2.. Wilkins. B. Oral Med. 1984. P. 186-90. A. A. T. ACOSTA-GIL. 3. M. v. v. ed. F.LESÃO CENTRAL DE CÉLULAS GIGANTES REVISTA DA LITERATURA E APRESENTAÇÃO DE CASOS CLÍNICO-CIRÚRGICOS 799 numerosas células gigantes multinucleadas. A. C. 2. p. N. 756-61. n. v. J. Oral Pathol. M. M. porém não houve um padrão microscópico e imageológico. v. AUCLAIR. 1979. A curetagem ainda é o tratamento mais utilizado. V. AL-KHATEEB.. 5.. M.. 2002. BATAINEH. 154-67. The surgical treatment of central giant cell granuloma of the mandible. DOMINGUEZ. apr. 1993. 601-7. p. J.. P. N. C. K. Chile. ARAÚJO. BATSAKIS. 88. R. J. C. 2. T. L. respectivamente. 66. hemossiderina e formação de tecido ósseo. p. v. CASTELLON. 5.. Granuloma a células gigantes: comportamiento clínico. J. oral Maxillofac. Em relação às diferenças entre TCG e LCCG os resultados mostram que no TCG as células apresentam-se de maior tamanho e com aumento no número de núcleos quando comparadas à LCCG. ARAÚJO... REFERÊNCIAS* ABRAMS. 1947. Artes Médicas. S. A. R.. BETTS. p. J. M. com presença de espaços vasculares... M.. v. 217-23. J. C. radiográfico e histopatológico. Tumors of the head and neck: clinical and pathological considerations. STEWART. São Paulo: Ed. . n. P. para estabelecer uma forma de tratamento específica. BASILI. ed. 5.. FONSECA. Oral Surg. J. v. CUENIN. dent.. ADORNATO. 5. Oral Pathol. 2001. ROCHA. p. Williams. PATICOFF. p. MONTINI. Assoc. Assoc. 1995. Multiple central giant cell lesions with a Noonan-like phenotype. Rev. M. 381-419. Am. 1990. dent. n. Predileção pelo gênero feminino em ambas as lesões e. B. N. 132. Oral Surg. B. A.. 3... Oral Med. p. oral Surg. et al. Guanabara Koogan... ____________________________ * De acordo com as normas da ABNT. BERGER. Mex. n. LEVY. J. Fisiologia. 4. J. 4-6. et al. 3. RAWASHDEH. em relação às características clínicas. Baltimore: Ed. Rev. A. nov.. A. p. Solitary central giant cell tumor of the jaw bones. 37-46. et al. Surg. a média de idade nos pacientes com LCCG e TCG é de 21 e de 25 anos. A clinical and histomorphologic comparison of the central giant cell granuloma and the giant cell tumor.. 1997. pronosticos del granuloma de células gigantes multinucleadas bucal. E.. 1988.. Intralesional corticosteroid injection for treatment of central giant-cell granuloma. BERNE. SHEAR. KRATOCHVIL.

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